sexta-feira, 8 de março de 2013

Só 10% dos jovens sabem matemática

AE - Agência Estado
 
O ensino médio, principal desafio educacional do Brasil, tem apenas 10,3% de seus estudantes com aprendizado em matemática adequado à sua série. Além de ser baixo, o dado ainda representa piora: em 2009, o porcentual era de 11%.

Em língua portuguesa, o índice ficou em 29,3% nessa etapa, estável em relação ao levantamento anterior. Os dados fazem parte do relatório De Olho nas Metas, do movimento Todos Pela Educação.

O movimento monitora desde 2008 o cumprimento de cinco metas: o atendimento escolar à população de 4 a 17 anos, a alfabetização na idade correta, o desempenho dos alunos nos ensinos fundamental e médio, a conclusão dos estudos e o financiamento da educação. Neste ano, o desempenho dos estudantes chamou a atenção pelos maus resultados.Quando se leva em conta apenas os estudantes de escolas públicas brasileiras, apenas 5,2% sabem o que deveriam de matemática no ensino médio - ficando bem longe das metas estipuladas. Em português, foi de 23,3% O movimento usa como base os dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil de 2011. A disciplina de matemática é considerada referencial, por ser um conhecimento basicamente escolar.

No 9.º ano do Ensino Fundamental, somente 12% dos estudantes de escolas públicas tiveram desempenho desejável na disciplina. Mas enquanto a maioria dos alunos tem dificuldades, Cocal dos Alves - um município pobre localizado no interior do Piauí - consegue fazer com que quase 90% dos alunos do 9.º ano tenham rendimento adequado em matemática. É o maior índice do Brasil.

Na média estadual, Minas Gerais conseguiu um feito: tem a melhor adequação de aprendizado de matemática no ensino fundamental e médio. Santa Catarina se destacou no cumprimento das metas.

"Trabalhamos com toda a rede e estipulamos metas de desenvolvimento ao final de cada série", diz o secretário de Educação, Eduardo Deschamps. Os primeiros anos do ensino fundamental têm os melhores resultados. Em matemática, 36% dos estudantes apresentaram desempenho adequado. Em língua portuguesa, esse porcentual ficou em 40%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escolas eficazes no ensino da matemática poderão servir de modelo para as unidades de fraco desempenho

Um dos municípios que se destacaram pelo bom ensino da disciplina foi Itamarati, no interior do Amazonas


Agência Brasil 
 
O bom desempenho das chamadas escolas eficazes no ensino da matemática poderá servir de modelo para as unidades que apresentam baixo rendimento na disciplina. Nesta quarta-feira, 6, o movimento Todos pela Educação (TPE) divulgou os dados do relatório De Olho nas Metas que apontou o sucesso dos alunos dessas escolas no aprendizado da matemática.

De acordo com Priscila Cruz, diretora executiva do movimento, um dos municípios que se destacaram pelo bom ensino da matemática foi Itamarati, no interior do Amazonas. Nas escolas dessa cidade, 78% dos alunos do nono ano tiveram bom resultado na avaliação da disciplina.

O município tem cerca de 8 mil habitantes, segundo o censo de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Itamarati tem 116 alunos matriculados no nono ano do ensino fundamental. Segundo Priscila, a cidade vem mostrando uma evolução positiva nos números da aprendizagem desde 2005.

“Pelo lado do Todos pela Educação, a gente agora vai atrás desses municípios e das escolas que conseguem ter um resultado melhor para conseguir dar um pouco de pista, o que a gente pode fazer em termos de matemática”, disse. “A gente tem que entender o que tem sido feito, as particularidades dessas escolas e o que pode ser aproveitado por outras escolas. Tem muitas lições que podem ser aprendidas”, completou Priscila.

Segundo o balanço do TPE, a matemática foi a matéria que obteve o pior resultado na avaliação de defasagem no aprendizado. No terceiro ano do ensino médio, apenas 10,3% dos alunos brasileiros têm o conhecimento adequado de matemática. Em língua portuguesa, o desempenho foi um pouco melhor, com 29,2% dos estudantes mostrando aprendizagem satisfatória.

A mesma pesquisa feita entre os alunos do nono ano do ensino fundamental mostrou que 16,9% tiveram ensino adequado em matemática, contra 27% em língua portuguesa.

Para Priscila, além de melhorar o ensino dessa disciplina, o País precisa de um currículo nacional para orientar os professores. “Não ter um currículo nacional é um tremendo impeditivo de melhoria [do ensino], porque se eu quero ter várias políticas que se articulam em torno da aprendizagem, eu tenho que saber qual é a aprendizagem que eu espero”, disse.

Na opinião da diretora executiva do movimento, falta uma padronização no que é exigido dos professores de todo o País e isso se reflete nos resultados negativos do relatório De Olho nas Metas. “É quase que um jogo assim: eu vou fazer a avaliação, mas eu não vou te contar o que você tem que ensinar. Isso não é transparente, isso não é justo nem com os professores, nem com quem trabalha de forma séria com a educação”

Luis Carlos de Menezes, consultor da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo (USP), acredita que o problema está no formato de aulas usado pelas instituições de ensino. “Os alunos ficam sentadinhos ouvindo o professor. Esse conceito de aula tem que acabar. Ou o jovem é protagonista do aprendizado dele ou não vai aprender”, declarou.

“Um bom modelo de aula é o da educação infantil. Você consegue imaginar um monte de crianças perfiladas com a professora discursando para eles? De jeito nenhum. Essa criança é o mesmo jovem do ensino médio. Ele [adolescente] precisa interagir, escrever, calcular e não ouvir dizer. Se nós não mudarmos a escola, esse números continuarão trágicos. A escola está equivocada”, avalia o educador.

Outro problema apresentado por Menezes foi a inexistência de uma carreira para os professores. Ele argumenta que o professor que entra na profissão só tem como perspectivas terminar o exercício do magistério, ou seja, tornar-se velho. “Isso é lamentável, é melancólico”, disse.

Fundado em 2006, o Todos pela Educação é um movimento da sociedade civil brasileira que tem a missão de contribuir para que até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil, o País assegure a todas as crianças e jovens o direito à educação básica de qualidade.

MEC regulamenta 'ProUni' do ensino técnico

Com a medida, instituições privadas poderão oferecer bolsas de estudos para cursos do Pronatec


Davi Lira, de O Estado de S. Paulo
 
O Ministério da Educação (MEC) regulamentou nesta quinta-feira, 7, a medida provisória de dezembro do ano passado que previa a adesão de instituições de ensino superior e escolas de educação tecnológica privadas ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). A regulamentação visa a ampliar a oferta de cursos do programa até então oferecidos apenas pelos institutos federais, as instituições estaduais e as entidades do Sistema S, como Senai e Sesi.

Com a medida, as unidades privadas poderão oferecer bolsas de estudos - como já ocorre com o Programa Universidade para Todos (ProUni) nas faculdades privadas - para a realização de cursos técnicos contemplados no catálogo nacional do programa. Terão como público-alvo jovens e trabalhadores que já concluíram o ensino médio. Os cursos poderão ter caráter de formação inicial ou continuada. Antes da medida provisória, a lei previa somente a realização de cursos concomitantes, ou seja, o estudante tinha de estar cursando o ensino médio regular, e no contraturno realizava o técnico.

"Há uma grande quantidade de jovens que saem das escolas e têm dificuldades de se colocar no mercado de trabalho. Com essa regulamentação, queremos ampliar a oferta de vagas, hoje em torno de 1,4 milhão de matrículas, para dar mais chances a esse jovens", afirma Marco Antonio de Oliveira, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC.

A remuneração a a ser repassada à instituição privada para que o aluno não precise pagar pelo curso será calculada levando em consideração os preços de mercado, assim como ocorre com o ProUni. E a habilitação das instituição ao programa poderá ser feito já a partir da próxima semana até abril, pelo sistema online do programa. "A previsão é que a maioria das 2,9 mil escolas técnicas de nível médio privadas no País tenha interesse em participar do processo de habilitação", diz Oliveira. Elas poderão passar por uma avaliação prévia de qualidade a ser realizada pela rede federal, e no caso das instituições de ensino superior será avaliado o desempenho delas em exames como o Enade.

A seleção das vagas a serem preenchidas pelos candidatos interessados na realização do curso técnico nesta modalidade será divulgada a partir de maio. A seleção levará em conta a nota do estudante no Enem. O início das aulas está previsto para o segundo semestre deste ano.

Fies

O MEC também publicou nesta quinta novos procedimentos para o processo de habilitação nas modalidades do Fies Técnico e Individual.  De acordo com a pasta, no tipo Técnico, as empresas deverão se habilitar no programa por meio do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (SisTEC) para ter direito ao crédito. Em seguida, devem procurar uma das 350 escolas já habilitadas e criar uma turma. Os cursos poderão ter de 160 horas até 800 horas. Para o Individual, o interessado deve procurar uma das escolas habilitadas e se inscrever em um dos cursos de ensino técnico de nível médio, depois solicitar o financiamento.

'Não é verdade que estudantes brasileiros tenham dificuldade com língua estrangeira', diz Mercadante

Para ministro, candidatos do Ciência sem Fronteiras devem escolher outros países além de Portugal


Estadão.edu, com Agência Brasil
 
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta quinta-feira, 7, em Lisboa, que o governo quer estimular a formação de pesquisadores inscritos no programa Ciência sem Fronteiras (CsF) para que tenham proficiência em idiomas estrangeiros, como inglês, alemão, mandarim e francês.


Gilberto Costa/Agência Brasil
 
'Não há reticências em relação a Portugal', garante ministro do país
 
“Precisamos estimular os jovens a falar mais uma língua, a conhecer e ter competência específica em outras culturas”, disse Mercadante ao sair de reunião com o ministro da Educação e da Ciência de Portugal, Nuno Crato. “Se a gente deixar, vem muita gente para Portugal. Tem que continuar vindo, mas temos que estimular que tenham proficiência em outras línguas.”

Pelo CsF, 9.691 candidatos da graduação que tiraram mais de 600 pontos no Enem poderão escolher outros destinos para fazer parte dos créditos dos seus cursos nas áreas de engenharia, tecnologia e biomedicina nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Canadá, França, Alemanha, Irlanda ou Itália.

Como o jornal O Estado de S. Paulo mostrou na semana passada, para viabilizar a ida dos estudantes brasileiros a países em que não se fala português, o governo não está exigindo o nível de proficiência pedido nos editais anteriores e está oferecendo formação complementar (presencial ou não) em outros idiomas. Já está acessível a versão online do curso Inglês sem Fronteiras, por exemplo. Segundo Mercadante, nos dois primeiros dias de inscrição, 50 mil pessoas matricularam-se para fazer o curso a distância.

O ministro nega que a flexibilização das regras seja para compensar as deficiências de formação em língua estrangeira dos alunos brasileiros. “Não é verdade que os estudantes brasileiros tenham dificuldade extrema com língua estrangeira. Eles não tiveram oportunidade. Os bons alunos pobres estão aparecendo no Enem”, disse.
Embora seja comum em Portugal haver cursos integralmente em inglês (mesmo na graduação), na maioria das universidades portuguesas onde estão inscritos os alunos do CsF não há testes de avaliação para língua estrangeira. Atualmente, Portugal é o destino com maior número de bolsistas do programa.

Paralelamente à orientação do governo federal em estimular estudantes brasileiros para procurar outros países que não Portugal para sua “graduação sanduíche” (modalidade de ensino superior na qual o estudante faz parte dos seus estudos em uma instituição estrangeira), foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo reportagem dizendo que sete de cada dez estudantes brasileiros em Portugal (total de 2.587 bolsistas do CsF) foram para universidades classificadas abaixo das principais universidades brasileiras (segundo ranking SCImago, que classifica locais para estudar na América Latina, Portugal e Espanha).

O ministro da Educação e Ciência de Portugal, Nuno Crato, disse à Agência Brasil que houve “exagero jornalístico” na notícia, que também repercutiu em Portugal. “Tivemos a oportunidade de ouvir o ministro Mercadante e observar que existe por parte do governo brasileiro e dos acadêmicos brasileiros um grande reconhecimento do ensino que é ministrado em Portugal. Não há reticências em relação a Portugal.”

Mercadante disse que Portugal tem oito universidades bem posicionadas nos rankings europeus de classificação e que também há projetos de excelência, como o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia na cidade de Braga (norte de Portugal), onde ele assina nesta sexta-feira, 8, acordo de cooperação para participação de pesquisadores brasileiros no centro. Com as dificuldades orçamentárias de Portugal e da Espanha (parceira no laboratório), o espaço só tem previsão de funcionamento pleno em 2014.
Além de tratar do CsF e do laboratório de nanotecnologia, Mercadante e Crato acertaram fazer uma conferência em junho para fechar outros projetos de cooperação permanente entre os dois países. Até lá, os dois ministros deverão se empenhar para resolver o problema de reconhecimento dos diplomas dos engenheiros portugueses que queiram trabalhar no Brasil.

Nuno Crato estará no Brasil nos dias 18, 19 e 20 de março para tratar do reconhecimento dos títulos dos engenheiros portugueses e também visitará a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, o Parque de Ciência e Tecnologia de Campinas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Cuiabá adquire 30% da alimentação escolar de pequenos produtores da região

 
Cerca de um terço da alimentação escolar servida diariamente aos 52 mil alunos da rede de ensino da capital é oriundo da Agricultura Familiar. Isso significa que Cuiabá cumpre a Lei Nº 11.947, em seu Art. 14, que estabelece que, dos recursos financeiros repassados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), no mínimo 30% devem ser utilizados na aquisição de gêneros alimentícios diretamente da agricultura familiar ou de suas organizações.

Na rede municipal de ensino, produtos como frutas, verduras e legumes são adquiridos de seis pequenos produtores da baixada cuiabana, como Poconé, Campo Verde e Santo Antônio do Leverger. “Essa ação fomenta a agricultura local além de fixar o homem na terra”, observa a coordenadora de Nutrição Escolar da Secretaria Municipal Educação de Cuiabá (SME), Mônica Rosa da Silva.

A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME) produz diariamente 68.092 porções de alimento nas escolas e creches da capital, totalizando 19,9 milhões de refeições por ano. “No caso das escolas, o cardápio é montado de acordo com a faixa etária dos alunos. Os estudantes da Educação Infantil, por exemplo, recebem duas refeições por período, sendo um lanche na entrada e o almoço. Já os do Ensino Fundamental recebem apenas uma refeição, o que é suficiente e condizente à idade e ao tempo em que passam na escola”, explica a nutricionista.

Nas creches, os bebês recebem seis refeições diárias. As crianças que já passaram da fase de amamentação, são alimentadas cinco vezes, já que passam o dia todo na unidade e merecem esta atenção especial.

Segundo o secretário de Educação de Cuiabá, Gilberto Figueiredo, o grande desafio que a capital tem hoje é estimular a participação dos pequenos produtores da capital no abastecimento dos produtos para a alimentação escolar. “A Prefeitura de Cuiabá já está trabalhando para que os produtores locais possam fornecer os alimentos para a merenda escolar das escolas municipais da capital”, afirmou.

Fonte:  Giovania Teixeira Duarte

MEC quer dar acesso ao livro digital até 2015

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O Ministério da Educação (MEC), planeja, para os próximos anos, dar acesso à conteúdos multimídias aos alunos da rede pública. O intuito é que o material escolar não ocupe mais do que o espaço de um tablet na mochila.

Consta no edital para os livros a serem distribuídos em 2015 pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) a inscrição de obras multimídia, que reúnam livro impresso e digital. Eles deverão ter vídeos, áudios, animações, infográficos, mapas interativos, páginas da web e outros objetos que complementarão as informações contidas nos textos escritos.

O MEC já distribuiu 382.317 tablets. A meta é chegar a 600 mil até o final deste ano. Na primeira etapa, os equipamentos serão destinados a professores de escolas de ensino médio. Apenas o Amapá e o Maranhão não aderiram ao programa. Por ano, o ministério investe cerca de R$ 1 bilhão pelo PNLD.

Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) de 2007 concluiu que as escolas com acesso à internet têm maior eficiência e que isso reflete no desempenho dos estudantes. Uma das pesquisadoras afirma que “os alunos estão adaptados a ter um maior convívio com os meios digitais, mas muitos professores não têm esse conhecimento. O recurso audiovisual é bom quando se sabe usar.”.

Enviado por: Ícaro de Brito

MT - Deputado quer 80% das vagas da Unemat para estudantes de MT

O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) vai apresentar, na próxima semana, projeto de lei com objetivo de limitar o ingresso de alunos provenientes de outros Estados na Unemat.

O texto determina que 80% das vagas – principalmente nos cursos de medicina, direito, engenharia civil e engenharia elétrica – sejam destinadas aos estudantes da rede pública de Mato Grosso. O estabelecimento da “política de cotas” em âmbito local deve gerar uma “enxurrada” de liminares para garantir o acesso ao ensino superior. O anuncio foi feito nesta quarta (6), em visita ao RDNews.

De acordo com Emanuel, a Unemat foi criada para promover o desenvolvimento e a correção das desigualdades regionais em Mato Grosso, por meio do ensino superior. O deputado, entretanto, afirma que estudantes de outras unidades da federação estão “tomando as vagas” dos mato-grossenses e impedindo que a instituição cumpra sua função social. “Hoje, 80% das vagas, justamente nos cursos mais concorridos, são ocupadas por pessoas que aqui estudam e depois retornam aos seus locais de origem, fazendo que o investimento em educação não tenha o retorno esperado”, defende.

Emanuel lembra que os recursos destinados à Unemat são insuficientes para garantir a expansão dos cursos e a ampliação das vagas. Além disso, avalia que a “invasão” de estudantes de outros Estados contribui para agravar o problema. Ele reclama que a Unemat vive com o pires na mão, solicitando suplementação orçamentária. Pondera que, pela falta de recursos, ainda não existem campi em Rondonópolis e na Baixada Cuiabana. “Estamos arcando com uma obrigação federal. Se querem vagas na Unemat, que garantam os recursos necessários. Não somos barriga de aluguel de outras unidades da federação”, alfinetou.

Por fim, Emanuel garante que o projeto de lei não é inconstitucional porque está baseado na legislação nacional, que regulamenta as cotas raciais e de estudantes da rede públicas nas universidades federais e estaduais. O deputado também classifica como “reação natural” a possível enxurrada de liminares, após a eventual aprovação da lei. “Acontece que os estudantes de outros Estados terão acesso a 20% das vagas e o percentual pode ser ampliado dependendo da procura pelos mato-grossenses. O que não podemos é fugir deste debate”, concluiu.

Unemat
 

A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) é uma universidade pública, com sede em Cáceres. Possui Campi em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Sinop, Alta Floresta, Alto Araguaia, Colíder, Luciara, Nova Xavantina Pontes e Lacerda e Juara. O orçamento previsto para 2013 ultrapassa os R$ 135 milhões.



FONTE: PrimeiraHora | RD NEWS

MEC autoriza funcionamento de mais 66 cursos superiores

A Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior, do Ministério da Educação (MEC), autorizou o funcionamento de mais 66 cursos superiores de graduação no país.

Entre os cursos autorizados estão os de bacharelado em ciências contábeis, na Faculdade Literatus, em Manaus; tecnológico de design gráfico, na Faculdade Boa Viagem, no Recife; tecnológico de logística, na Faculdade Metropolitana de Curitiba; tecnológico de marketing, na Faculdade Salesiana Dom Bosco, em Manaus; e bacharelado em engenharia de produção, na Faculdade Unime de Ciências Exatas e Tecnológicas, em Lauro de Freitas (BA).

A Portaria nº 112 do Ministério da Educação, publicada hoje (8) no Diário Oficial da União traz a relação dos cursos e das instituições de ensino superior autorizadas a oferecê-los.



Fonte: Jornal do Brasil | Agência Brasil

Governo adia novo acordo ortográfico para 2016

FERNANDA ODILLA
FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA
O governo federal vai adiar para 2016 a obrigatoriedade do uso do novo acordo ortográfico. As novas regras, adotadas pelos setores público e privado desde 2009, deveriam ser implementadas de forma integral a partir de 1º de janeiro de 2013.


A reforma ortográfica altera a grafia de cerca de 0,5% das palavras em português. Com o adiamento, continuará sendo opcional usar, por exemplo, o trema e acentos agudos em ditongos abertos como os das palavras "ideia" e "assembleia".

Editoria de arte/Folhapress
Além disso, o adiamento de três anos abre brechas para que novas mudanças sejam propostas. Isso significa que, embora jornais, livros didáticos e documentos oficiais já tenham adotado o novo acordo, novas alterações podem ser implementadas ou até mesmo suspensas.

"Há muita insatisfação. Ganhamos tempo para refletir, discutir e reduzir o número de regras irracionais", afirma o senador Cyro Miranda (PSDB-GO), que defendeu o adiamento e quer promover audiências com professores e embaixadores dos países de língua portuguesa na Casa.

A maior pressão é de professores, que reclamam terem sido excluídos das discussões.
diplomacia

A decisão é encarada como um movimento diplomático, uma vez que o governo, diz o Itamaraty, quer sincronizar as mudanças com Portugal.

O país europeu concordou oficialmente com a reforma ortográfica, mas ainda resiste em adotá-la. Assim como o Brasil, Portugal ratificou em 2008 o acordo, mas definiu um período de transição maior.
Não há sanções para quem desrespeitar a regra, que é, na prática, apenas uma tentativa de uniformizar a grafia no Brasil, Portugal, nos países da África e no Timor Leste.

A intenção era facilitar o intercâmbio de obras escritas no idioma entre esses oito países, além de fortalecer o peso do idioma em organismos internacionais.

"É muito difícil querer que o português seja língua oficial nas Nações Unidas se vão perguntar: Qual é o português que vocês querem?", afirma o embaixador Pedro Motta, representante brasileiro na CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

A minuta do decreto do adiamento foi feita pelo Itamaraty. O texto precisa passar pela área jurídica da Casa Civil antes da assinatura da presidente Dilma Rousseff.


Editoria de arte/Folhapress

Editoria de arte/Folhapress

Estudantes do ensino fundamental evoluem, mas nível cai no médio

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
Etapa com mais dificuldades na educação básica do país, o ensino médio chegou a ter uma leve piora de qualidade entre 2009 e 2011 em matemática. Já os estudantes mais novos do fundamental mantiveram um processo de melhoria nas notas.


As conclusões foram divulgadas ontem pela ONG Todos pela Educação, que reúne empresários, educadores e gestores da área.

Segundo o levantamento, a proporção de alunos no 3º ano do ensino médio que atingiu os conhecimentos esperados caiu de 11% para 10%, em matemática.

Em português, o percentual permaneceu em 29%.

O estudo leva em conta os microdados da Prova Brasil, avaliação nacional aplicada pelo Ministério da Educação.

A evolução das notas considera estudantes da rede pública e da privada.

Isolados os colégios públicos, que concentram mais de 80% das matrículas no ensino médio, a situação é ainda pior: apenas 5% dos alunos chegaram ao patamar esperado em matemática.

Nenhum Estado bateu as metas desenhadas pela ONG. Das três séries avaliadas, o último ano do ensino médio é a com piores desempenhos.

Já os alunos do 5º ano do fundamental seguem apresentando melhorias. A proporção de alunos com conhecimento satisfatório em matemática foi de 33% para 36%.


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PROJETOS E CURRÍCULOS
Para a diretora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz, falta para a matemática projeto estruturante de governos estaduais (ensino médio público) e do Ministério da Educação. Ela diz ainda ser necessária a adoção do currículo nacional. "Preciso saber o que o aluno deve aprender. Do contrário, como formar os professores?".
Doutora em matemática pela Faculdade de Educação da USP, Katia Stocco Smole diz que o problema da disciplina no ensino médio começa já na metade do ensino fundamental, quando a matéria fica mais complexa.
"Se o aluno não tem o apoio adequado, acumula dificuldades." Para a pesquisadora, a matemática traz um complicador: os alunos têm menos contato com a área no cotidiano, fora da escola.
"Muitas vezes, o pai nem consegue ajudar. Por isso, é um esforço que cabe basicamente à escola", completou.
O presidente do Inep (instituto de pesquisas do Ministério da Educação), Luiz Claudio Costa, afirma que a pasta já trabalha com os secretários de Educação o desenho de um pacto para a melhoria do ensino médio como um todo.
Ele diz reconhecer que há problema nessa etapa, mas que a análise do ministério não mostra piora no cenário.

Professora poderá ganhar mais se adiar aposentadoria em São Paulo

FÁBIO TAKAHASHI
EDUARDO GERAQUE
DE SÃO PAULO
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), propôs mudança na política salarial da rede de ensino que pode estimular professoras a adiar as aposentadorias, em troca de aumentos salariais.

Em projeto encaminhado à Câmara Municipal, Haddad prevê aumento de 13% nos vencimentos dos professores em final de carreira. O benefício, porém, seria concedido apenas a quem tiver ao menos 28 anos de carreira.

O período é superior ao tempo mínimo exigido para a aposentadoria das professoras (25 anos de trabalho).
O projeto precisa ser aprovada pelos vereadores.

Sindicatos da categoria afirmam que a proposta é prejudicial às mulheres, porque, para ter o aumento, elas terão de trabalhar três anos a mais do que o mínimo exigido para se aposentarem.

Em relação aos homens, eles não terão de estender o tempo de carreira, porque a lei já exige que eles fiquem ao menos 30 anos em atividade.

Danilo Bandeira/Editoria de arte/Folhapress
O secretário da Educação, Cesar Callegari, nega que o intuito da medida seja estender a carreira das mulheres, ainda que a medida possa, indiretamente, levar a isso.
Segundo Callegari, a ideia é beneficiar professoras que já chegaram aos 25 anos de trabalho, mas não completaram 50 anos de idade -que é a outra condicionante para o pedido de aposentadoria.
Ou seja: segundo o secretário, a ideia é conceder aumento a profissionais que já atuariam mais de 25 anos.
"Esses profissionais podem ficar anos aguardando a aposentadoria, sem nenhum estímulo", disse ele. "São pessoas que, mesmo próximas da aposentadoria, são jovens, devem ser estimuladas."
Ainda de acordo com o secretário, as professoras que chegarem aos 25 anos de carreira e 50 anos de idade não serão obrigadas a estender o trabalho -neste caso, porém, não receberão os aumentos, (dados por meio de evolução de dois níveis na carreira).
CRÍTICAS
Os sindicatos da categoria, têm avaliação diferente.
"Agora, para ter o mesmo benefício que os homens, as professoras terão de ficar tempo a mais do que o previsto. É discriminação", afirmou o presidente do Sinesp (sindicato dos diretores da rede municipal), João de Souza.
"O governo Haddad começou com dois pés esquerdos."
Presidente do Sinpeem (maior sindicato docente da rede), Claudio Fonseca disse que o prazo fixado para as mulheres "é punição". Na contabilidade dele, 96% das professoras são mulheres.
"Acho a medida um retrocesso", afirmou o pesquisador da Faculdade de Educação da USP, Nelio Bizzo. "Como a grande maioria dos profissionais do magistério municipal é do sexo feminino, vejo nisso possivelmente simples medida de economia, mas apresentada por discurso falsamente igualitarista."

MT - Roseli Barbosa destaca avanços nas políticas públicas para mulheres

Da redação - Max Aguiar

A frente da Secretaria de Assistência Social do Estado por mais de dois anos, a primeira dama do estado, Roseli Barbosa dedica esse trabalho aofortalecimento das políticas públicas voltadas ao pleno exercício da cidadania e direitos das mulheres, que de acordo co ela é uma das prioridades do Governo do Estado.

A secretaria também se lembrou do dia em que as mulheres são homenageadas em todo o mundo. Priorizando sempre todas que além dos serviços de casa precisam se desdobrar em seus trabalhos. “Parabéns a todas nós mulheres, que nos desdobramos todos os dias para cuidar dos filhos, do companheiro, trabalhar fora, cuidar de casa, entre outras tantas atividades que desempenhamos. Sempre digo que não é nossa pretensão ser melhor que os homens. O que queremos é estar ao lado deles, numa relação de equivalentes direitos, sem disputas, mas sim muito companheirismo”, pontuou Roseli Barbosa.

Em sua gestão, Roseli criou o programa Mulheres Empreendedoras, na qual mais de 1.300 delas foram capacitadas nas próprias comunidades. “Para 2013, a meta é expandir o programa para o interior do Estado e dar noções de empreendedorismo a outras 3.500 mulheres”, adiantou a secretária, citando ainda o programa Microcrédito a Juro Zero como um dos carros-chefes da atual gestão.

outro trabalho da primeira dama é o programa Mulheres Mil que é desenvolvido em parceria com o Governo Federal, por intermédio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT).
Em sua primeira etapa, o programa já beneficiou mais de 100 mulheres com o curso de biojoias. Assim como o programa Mulheres Empreendedoras, o Mulheres Mil e outros programas de capacitação profissional já possibilitaram a capacitação de mais de 10 mil mulheres na cidade e no campo.

Outra constante do Governo de Mato Grosso, conforme relata a secretária, é o enfrentamento de todas as práticas de violência contra a mulher, com ações que trabalham desde a prevenção, passando pela geração de emprego e renda, fomento ao empreendedorismo individual, até o trabalho de conscientização dos acusados das agressões, no sentido de combater à reincidência dos crimes.

A capacitação de mulheres em situação de prisão, como forma de proporcioná-las novas oportunidades; a criação de casas de abrigos provisórios para as vítimas de violência; a realização de uma extensa programação para elas com a realização do evento Março Sempre Mulher, são outras ações desenvolvidas pela Superintendência Estadual de Políticas Para as Mulheres.

“Essas entre outras iniciativas se somam com mesmo propósito: possibilitar às mulheres mato-grossenses melhores condições de vida, pautadas no respeito e dignidade humana”, finaliza Roseli.

quarta-feira, 6 de março de 2013

A educação no caminho certo

Newton Lima - dep.newtonlima@camara.gov.br
Deputado Federal (PT-SP), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, ex-prefeito de São Carlos e ex-reitor da UFSCar.

Há tempos venho defendendo com veemência que educação de qualidade é a condição sine qua non para a transformação do Brasil em 5.ª potência econômica mundial. Na qualidade de presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, admito que ainda temos que sanar muitos gargalos para alcançar esse almejado posto, mas também é obrigatório reconhecer que muitos avanços foram registrados, especialmente nos últimos dez anos de governo do PT.

Desde a chegada de Lula ao Governo Federal, o Brasil nunca investiu tanto no setor educacional. Em 2012, por exemplo, o Ministério que hoje é comandado por Aloizio Mercadante foi o líder em investimentos federais, com a expressiva marca de R$ 40 bilhões. Enquanto caminhamos para o tão esperado investimento de 10% do PIB nacional na área – o que só irá ocorrer se a ela os royalties do petróleo forem integralmente destinados pelos três entes federados – o governo Dilma tem trabalhado incansavelmente para fazer do acesso democrático à educação a principal mola propulsora da construção da cidadania e do crescimento econômico do nosso País.

Os diversificados programas neste setor têm atraído um número cada vez maior de inscritos. O Pronatec, por exemplo, não apenas está conseguindo cumprir suas audaciosas metas como também passa por um constante processo de atualização. No início deste mês, um acordo assinado entre os ministérios da Educação e Justiça autorizou a oferta de 90 mil vagas em cursos de qualificação profissional para detentos que, a prioridade, cumprem pena no regime semi aberto.

O Ciência sem Fronteiras (CSF), outro grande programa do Governo Dilma, foi lançado no ano passado com a premissa de financiar para nossos jovens 101 mil bolsas de estudos nas melhores universidades do mundo. Em sua primeira fase, o CSF levou 20 mil estudantes ao exterior e em 2013 os intercâmbios continuam de vento em popa. Nas palavras da presidenta, os jovens beneficiados “vão aprender o que há de mais avançado em ciência e tecnologia no planeta. E, quando voltarem ao Brasil, vão ajudar a melhorar as nossas universidades e a criar novas tecnologias para agregar valor e dar mais competitividade às nossas empresas, produtos e serviços”.

O financiamento estudantil, aliás, tem se tornado uma das marcas deste governo petista que está revolucionando a educação. Em 2012, o Fies bateu a marca recorde de 368 mil contratos firmados. O ProUni, por sua vez, teve quase um milhão de inscritos neste ano para as 163 mil bolsas de estudo distribuídas em mais de mil instituições de ensino superior do País. E vem mais pólos de ensino técnico e tecnológico dos Institutos Federais por aí!

Não há como negar que estamos no caminho certo. Se governadores e prefeitos se empenharem na melhoria da educação básica e na qualificação e valorização dos professores, vamos atingir os níveis educacionais que tanto almejamos e necessitamos.

PR - Secretaria vai detalhar resultados da Prova Brasil para promover avanços no ensino


A Secretaria Municipal da Educação de Curitiba está fazendo uma análise nos resultados obtidos pelos estudantes da rede municipal de ensino em avaliações de rendimento escolar aplicadas pelo governo federal. A análise qualitativa, a partir de informações extraídas dos dados da Prova Brasil, possibilita a precisão no diagnóstico do aprendizado dos estudantes e também o planejamento de novos cursos de formação continuada dos profissionais.

A medida foi anunciada na manhã desta quarta-feira (6), durante encontro do prefeito Gustavo Fruet com diretores e vice-diretores de escolas, Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e Centros Municipais de Atendimento Especializado (CMAEs), no Salão de Atos do Parque Barigui.

Compreender as informações extraídas dos dados ajudará o professor a elaborar novas estratégias de ensino. Para que todos os profissionais compreendam e possam se beneficiar da análise destes dados, a Secretaria Municipal da Educação tem realizado encontros nos núcleos regionais de educação, apresentando os resultados para representantes de todas as escolas.

Desempenho

O trabalho de extração, análise e repasse de informações a partir dos dados é uma ação articulada entre os departamentos de Ensino Fundamental, Planejamento e Informação e a nova assessoria de estatística da Secretaria Municipal da Educação, criada nesta administração para aprofundar questões relevantes ao ensino de qualidade.

Outras ações, como o novo programa de Capacitação Continuada dos Profissionais da Educação, focado nos eixos de tecnologia, cultura e pesquisa, a reformulação de ambientes de aprendizagens nas escolas e a expansão de ações na educação de jovens e adultos (EJA) também estiveram na pauta do encontro com o prefeito.

Regionais

O encontro teve a participação dos gestores escolares dos núcleos regionais do Boa Vista e Cajuru. Nesta quinta-feira (7), o evento será realizado com os diretores das unidades escolares dos núcleos regionais de Santa Felicidade e CIC.

Professores da rede municipal de Curitiba terão mais acesso à cultura, pesquisa e tecnologia


A prefeitura de Curitiba anunciou hoje (5) projetos voltados ao incentivo à pesquisa, formação em tecnologia e acesso à cultura dos professores da rede municipal de Educação. O anúncio foi feito pelo prefeito Gustavo Fruet a diretores e vice-diretores de escolas, centros municipais de educação infantil (CMEIs) e centros municipais de atendimento especializado (CMAEs), no Salão de Atos do Parque Barigüi. Pelos projetos serão capacitados professores, educadores, pedagogos, apoios escolares e agentes administrativos.

“Este é um movimento para promover a participação mais ativa dos profissionais do ensino no processo de educação da cidade”, disse o prefeito Gustavo Fruet ao público, formado por aproximadamente 200 gestores escolares dos núcleos regionais de educação do Bairro Novo, Boqueirão e Matriz.
Três novos projetos, o EduCultura, EduTecnologia e EduPesquisa estão em fase final de elaboração e devem ser colocados em prática em breve.

O EduCultura, em parceria com a Fundação Cultural de Curitiba, vai facilitar e incentivar o acesso dos servidores da educação a espaços e eventos culturais da cidade. Em todos os eventos promovidos diretamente pela Fundação Cultural, ou em parceria com outros produtores, haverá uma cota de ingressos para os profissionais da educação. Serão oferecidas entradas para cinema, teatro, dança, artes visuais, apresentações musicais e eventos literários.

“A intenção é dar condições para releituras e diferentes interpretações de mundo, extrapolando os muros da escola”, disse a secretária municipal da Educação, Roberlayne Borges Roballo. O presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli, acompanhou o lançamento e ressaltou a importância do trabalho articulado entre cultura e educação, na formação dos profissionais do magistério.

“O acesso às várias frentes culturais é imprescindível para a formação continuada dos profissionais. Queremos compartilhar 100% dos equipamentos da Fundação Cultural com vocês”, disse Cordiolli. O lançamento oficial do projeto Educultura será feito no dia 14 de março, dentro das comemorações pelos 320 anos de Curitiba, no Teatro Paiol.

Com o projeto EduPesquisa, a Secretaria da Educação haverá aproximação das escolas com a universidade. O projeto piloto será desenvolvido a partir do segundo semestre, motivando o professor a se tornar pesquisador, sendo mais do que um professor, e sim um especialista em sua área.

O projeto EduTecnologia dará aos profissionais do ensino formação para usar tecnologias em suas atividades cotidianas. Também incentivará o uso construtivo de redes sociais, blogs e microblogs. A intenção é que o EduTecnologia promova um novo passo no uso das tecnologias nas salas de aula.

Outra novidade apresentada no encontro foi sobre o formato da Semana de Estudos Pedagógicos, principal instrumento de capacitação profissional da educação. Um novo modelo permitirá maior integração dos participantes e os processos de inscrição e registro de frequência serão simplificados.

Fundação Grupo Boticário inscreve para edital de apoio a projetos

Os interessados em participar do Edital de Apoio a Projetos da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza têm até o dia 31 deste mês para se inscrever. Podem concorrer ao financiamento projetos que contribuam para a conservação da natureza em todas as regiões do Brasil e que sejam realizados por instituições sem fins lucrativos, como organizações não governamentais ou fundações ligadas a universidades.

As inscrições devem ser feitas no site da Fundação Grupo Boticário, por meio do link: O que fazemos > Editais > Como inscrever.

Não há valores mínimos ou máximos para as propostas enviadas aos editais, porém, nos últimos anos, o valor destinado a cada chamada do Edital de Apoio a Projetos variou entre R$ 500 mil e R$ 600 mil, sendo que são aprovadas, em média, 20 propostas.

O processo de seleção das propostas inscritas nos editais é independente. Os pareceres são emitidos por consultores voluntários e a aprovação final é feita pelos membros do Conselho Curador da Fundação Grupo Boticário.

Mais informações no site.

MT - Prefeito anuncia a construção de 51 unidades de ensino na capital

 A construção de 51 unidades de ensino para atender alunos de creche e pré-escola foi anunciada nesta quarta-feira (27), pelo prefeito Mauro Mendes no bairro Pedra 90, durante um encontro com a comunidade, na primeira edição do “Programa Junto com o Cidadão”.
Segundo Mendes, os investimentos são resultado de uma parceria da prefeitura de Cuiabá com o Governo Federal. “Com essas construções, avançaremos no cumprimento de uma grande prioridade do município, que é a Educação Infantil. Temos enormes responsabilidades e uma dessas é com essa modalidade de ensino. Ao fazer esse programa em parceria com o Governo Federal e implantar essas unidades nos próximos quatro anos, nós estaremos cumprindo com a nossa primeira prioridade com a educação, que é nossas crianças”.

Na oportunidade, o prefeito ainda visitou um Centro Municipal de Educação Infantil (CEMEI), na Terceira Etapa do bairro Pedra 90, que está em fase de finalização. O espaço tem capacidade para atender 224 crianças de zero a cinco anos e 11 meses, em idade de creche e pré-escola.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Gilberto Figueiredo, a inauguração da unidade está prevista para primeira semana abril. “Todo esse investimento tem como objetivo universalizar, até 2016, o atendimento à Educação Infantil na modalidade pré-escola, conforme Emenda Constitucional nº 59, que torna a ‘educação básica obrigatória e gratuita dos quatro aos 17 anos de idade’”.

Durante o encontro com a comunidade, Figueiredo acolheu as demandas pertinentes à educação e afirmou que todas as manifestações serão encaminhadas para solução, de acordo com as possibilidades da Secretaria Municipal de Educação (SME). “O munícipe que foi atendido terá retorno da Secretaria com qual providência será tomada. O pleito é catalogado e daremos a ele o tratamento devido”, explicou.



Por: Secom- PMC

Programa de cota com ensino a distancia não inclui, diz professora

Para a professora Maria Helena Machado, do curso de história da USP, o projeto de cotas para alunos de escolas públicas não cumpre o papel de incluir o estudante.
Professores de diferentes segmentos da USP divulgaram nos últimos dias posições contrárias ao projeto desenhado pelos reitores das universidades e pelo governo do Estado.

O projeto só entrará em vigor se for aprovada internamente nos conselhos da USP, Unesp e Unicamp. Uma das inovações é a adoção de um curso intermediário, que será, em parte, a distância. Veja trechos da entrevista.

Folha - O que a sra. acha do projeto de cotas?
Maria Helena Machado -
Não inclui, não coloca alunos de escola pública, pretos, pardos e índios na universidade. Eles vão receber um curso dado por uma fundação por dois anos pela internet. Ninguém faz inclusão de base com ensino a distância.

Não se justifica que se tenha um campus frequentado por uma população branca e de classe média, enquanto jovens pobres e pretos ficam segregados em suas casas, em bairros que carecem de acesso à cultura.

E do conteúdo do curso?
Tem uma lista de disciplinas gerais, como redação e empreendedorismo, que não profissionalizam o aluno. Qual é o sentido disso?



Fonte: FOLHA.COM

Ministério da Educação tem novas chefias após demissão de secretários

O Ministério da Educação (MEC) divulgou os nomes dos novos secretários de Educação Superior (Sesu) e de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) da pasta.
Os dois cargos ficaram vagos depois que os titulares saíram alegando motivos pessoais.

O reitor da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), Paulo Speller, assume a Sesu, no lugar de Amaro Lins. Macaé Evaristo, diretora de Políticas de Educação do Campo, Indígena e Relações Raciais do MEC, fica à frente da Secadi, em substituição a Cláudia Dutra.

Macaé Evaristo é graduada em serviço social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais e mestre em educação pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Professora efetiva da rede municipal de ensino de Belo Horizonte desde 1984, ela atuou também como professora e coordenadora do programa de implantação de escolas indígenas de Minas Gerais no período de 1997 a 2004.

Paulo Speller tem graduação e mestrado em psicologia pelas universidades Veracruzana e Nacional Autônoma de México, respectivamente. É doutor em ciência política pela Universidade de Essex, no Reino Unido. Ele exerce ainda o cargo de conselheiro da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e integra o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdes) da Presidência da República.

No fim do ano passado, o MEC já havia trocado o Secretário de Educação Básica , Cesar Callegari, que depois assumiu como secretário de Educação do município de São Paulo. No lugar dele em Brasília, ficou Romeu Weliton Caputo.



FONTE: PrimeiraHora | IG/Agência Brasil

MT - Deputado exige cota de 80% das vagas da Unemat para alunos de MT

Jacques Gosch

Deputado Emanuel Pinheiro quer restringir vagas na Unemat para alunos de outros Estados

    O deputado estadual Emanuel Pinheiro (PR) vai apresentar, na próxima semana, projeto de lei com objetivo de limitar o ingresso de alunos provenientes de outros Estados na Unemat. O texto determina que 80% das vagas – principalmente nos cursos de medicina, direito, engenharia civil e engenharia elétrica – sejam destinadas aos estudantes da rede pública de Mato Grosso. O estabelecimento da “política de cotas” em âmbito local deve gerar uma “enxurrada” de liminares para garantir o acesso ao ensino superior. O anuncio foi feito nesta quarta (6), em visita ao RDNews.
    De acordo com Emanuel, a Unemat foi criada para promover o desenvolvimento e a correção das desigualdades regionais em Mato Grosso, por meio do ensino superior. O deputado, entretanto, afirma que estudantes de outras unidades da federação estão “tomando as vagas” dos mato-grossenses e impedindo que a instituição cumpra sua função social. “Hoje, 80% das vagas, justamente nos cursos mais concorridos, são ocupadas por pessoas que aqui estudam e depois retornam aos seus locais de origem, fazendo que o investimento em educação não tenha o retorno esperado”, defende.

  Emanuel lembra que os recursos destinados à Unemat são insuficientes para garantir a expansão dos cursos e a ampliação das vagas. Além disso, avalia que a “invasão” de estudantes de outros Estados contribui para agravar o problema. Ele reclama que a Unemat vive com o pires na mão, solicitando suplementação orçamentária. Pondera que, pela falta de recursos, ainda não existem campi em Rondonópolis e na Baixada Cuiabana. “Estamos arcando com uma obrigação federal. Se querem vagas na Unemat, que garantam os recursos necessários. Não somos barriga de aluguel de outras unidades da federação”, alfinetou.

   Por fim, Emanuel garante que o projeto de lei não é inconstitucional porque está baseado na legislação nacional, que regulamenta as cotas raciais e de estudantes da rede públicas nas universidades federais e estaduais. O deputado também classifica como “reação natural” a possível enxurrada de liminares, após a eventual aprovação da lei. “Acontece que os estudantes de outros Estados terão acesso a 20% das vagas e o percentual pode ser ampliado dependendo da procura pelos mato-grossenses. O que não podemos é fugir deste debate”, concluiu.

  Unemat

   A Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT) é uma universidade pública, com sede em Cáceres. Possui Campi em Tangará da Serra, Barra do Bugres, Sinop, Alta Floresta, Alto Araguaia, Colíder, Luciara, Nova Xavantina Pontes e Lacerda e Juara. O orçamento previsto para 2013 ultrapassa os R$ 135 milhões.

O Direito e a Mulher

Passou da hora de reduzir a mulher a uma homenagem tópica, inserida no calendário como uma exceção. O dia da mulher não se presta para enaltecer a figura e os atributos femininos, mas para lembrar a trajetória da mulher no percurso histórico ...



EDUARDO MAHON
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Em 1906, Myrthes Gomes de Campos foi uma pioneira na nossa profissão. Primeira mulher a obter licença do Instituto da Ordem dos Advogados do Brasil, por votação acalorada, sofrendo com retrógrados que não admitiam que uma mulher pudesse exercer a advocacia. Abriu espaço para que muitas outras mulheres pudessem galgar cargos na carreira jurídica como, por exemplo, Thereza Grisólia Tang – a primeira juíza brasileira nomeada em 1954 e primeira desembargadora do país.
Em Mato Grosso, a juíza Shelma Lombardi de Kato foi a primeira magistrada que ascendeu ao Tribunal de Justiça, um reduto tipicamente masculino, chegando a presidir o TJMT e o TRE/MT. Abriu espaço para que a primeira presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Maria Helena Gargaglione Póvoas, também fosse escolhida desembargadora, seguida de Clarice Claudino da Silva e Maria Erotides Kneip Baranjak. Marcaram a história feminina a primeira Procuradora de Justiça, Sílvia Guimarães, a primeira Procuradora Geral do Estado, Maria Magalhães e a primeira Defensora-Geral, Heliodora Caroline Rotini, eleita por seus colegas para liderar a jovem instituição mato-grossense.

O preconceito contra a mulher no meio jurídico é ainda uma triste realidade. Geralmente, as mulheres ganham menos do que os homens e ainda têm dificuldade para obter uma posição de destaque em escritórios e no serviço público. Muitas reclamam da carga de trabalho e das missões menos nobres com as quais são incumbidas. Com coragem, enfrentam o meio masculinizado, em franca ascensão nas faculdades e, depois, em concursos públicos para a magistratura, promotoria, defensoria, procuradoria, além de serem destacadas profissionais na advocacia.

Conscientes da lamentável realidade da violência doméstica da qual a mulher é a maior vítima, temos de sublinhar o trabalho da promotora Lindinalva Rodrigues Dalla Costa e da juíza Amini Haddad que, juntas, escreveram o primeiro livro mato-grossense sobre o tema (uma das primeiras obras brasileiras): Direitos Humanos das Mulheres. De outro lado, estão à frente das delegacias de polícia as competentes Luzia Machado, Valéria Pimenta, Ana Cristina Feldner, Alana Cardoso, entre muitas outras mulheres que provam diariamente não existir qualquer distinção meritória com relação a um reduto histórico masculino.
Muito mais do que a legislação já conquistada pelas mulheres que as protegem em sua identidade feminina, é preciso conscientização para a igualdade de gênero, o que implica em proporcionar condições paritárias de trabalho e de rendimento. Não é aceitável a discriminação nem positiva, nem negativa, afirmando que mulheres tem menos capacidade para certas tarefas e menos propensão para outras. A sociedade mato-grossense deve implementar as mesmas oportunidades e, naturalmente, veremos mulheres em conquistando os mesmos postos de trabalho e de comando, sem defender inclinações generalistas para nenhum lado.

Passou da hora de reduzir a mulher a uma homenagem tópica, inserida no calendário como uma exceção. O dia da mulher não se presta para enaltecer a figura e os atributos femininos, mas para lembrar a trajetória da mulher no percurso histórico e suas possibilidades de ampliação de espaço e oportunidades de paridade social. Menos festa e mais conscientização, debate e proposição: é o que se espera desse universo que já está suficientemente preparado para reconhecer o que era óbvio – a igualdade. O próximo passo será dado quando a ignorância recrudescer e as múltiplas identidades sexuais forem reconhecidas, incluídas e aceitas.

O meio jurídico é um bom exemplo de ascensão feminina. Rapidamente, os postos estratégicos são ocupados por mulheres que, pela força da capacidade, crescem nas carreiras jurídicas. É preciso um passo a mais. Incluir mais mulheres nos cargos diretores é essencial para proporcionar uma visão mais equilibrada dos diversos meios profissionais que já incluíram a mulher de forma definitiva. Myrthes sofreu por milhares de outras que a deixariam orgulhosa da batalha vencida.

(*) EDUARDO MAHON advogado em Mato Grosso.

MT - Pelo menos seis alunos da UFMT são presos e mais de dez ficam feridos em confronto com a Polícia Militar

Da Redação - Jardel P. Arruda

Um grupo de estudantes entrou em confronto com policiais militares na tarde desta quarta-feira (6), durante um ato de manifestação para evitar os despejos de 50 alunos das Casas do Estudante Universitário. Segundo estudantes presentes na manifestação, mais de dez estudantes teria ficados feridos no combate e pelo menos seis foram levados para o Cisc Planalto.

Os estudantes protestavam na avenida Fernando Correa da Costa, nas proximidades da loja Planeta City Lar, onde há um desvio das Obras da Copa do Mundo. De acordo com estudantes, os policiais começaram a atirar de balas de borracha sem aviso prévio.

“Nós fechamos uma rua, mas não tocamos em nenhum carro, não houve baderna nenhuma”, contou Celly Alves, estudante de Comunicação da UFMT. De acordo com a estudante, teve aluno que levou tiros de bala de borracha no rosto e mesmo assim foi apreso. “Foi terrorismo”, resume a estudante. Alguns estudantes não exitam em apontar a própria reitoria da UFMT como autora de uma ordem para a agressão contra os estudantes.

“Os policiais chegaram a mando da reitoria e agrediram os estudantes. Eles levaram pelo menos seis presos e pelo menos dez ficaram feridos”, disse Raysa, membro do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em entrevista por telefone ao Olhar Direto.

A Assessoria de Comunicação da UFMT afirmou que a universidade irá emitir, em breve, um comunicado oficial sobre o ocorrido. A Polícia Militar também não se manifestou até o momento.

O protesto dos estudantes é pela criação de novas unidades da Casa do Estudante. As existentes estão superlotadas e a reitoria da UFMT já informou que vai despejar os excedentes até o dia 22 de março.

MT - Professor Antonio Novoas é entrevistado por Formadoras de Sinop

As professoras formadoras que compõem a equipe da área de linguagens e especificidades do Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica do Estado de Mato Grosso (Cefapro), polo de Sinop, pesquisadoras participantes do Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada (GEPLIA), desenvolveram, ao longo do primeiro semestre de 2012, atividades reflexivas presenciais e em ambiente colaborativo de aprendizagem a distância  a partir da discussão da obra “Professores: Imagens do futuro presente” (Nódoas, 2009). Elas socializam com demais educadores de Mato Grosso parte da pesquisa que resultou em entrevista com o autor do livro pesquisado.

A equipe procurou relacionar os pressupostos teóricos defendidos pelo Professor Nóvoa, com o trabalho que realizam diariamente no contexto de formação continuada no “Projeto Sala de Educador”, especificamente na área da linguagem. Na última atividade a ser desenvolvida na plataforma, denominada Face a face com Nóvoa, as participantes realizaram uma entrevista acerca dos temas discutidos.

Na abordagem feita com o autor, ele trata sobre problemas e necessidades acerca da formação inicial e continuada do docente, os dasafios da profissão do professor, a ação, a reflexão e o desenvolvimento da profissionalidade a partir da autoformação e da autoreflexão.  Também estão registradas suas concepções sobre a relevância social do professor e a defesa de uma formação de professores construída dentro da profissão, mediante trabalho colaborativo. Segue abaixo o resultado desse trabalho e uma breve apresentação do auto.


Autor: Antônio Nóvoa é Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, e nela atua, atualmente, como reitor. Possui doutorado em Ciências da Educação na Universidade de Genebra, agregação em Ciências da Educação na Universidade de Lisboa e doutorado em História pela Universidade de Paris IV-Sorbonne. Tem o seu interesse como pesquisador especialmente voltado para questões que abrangem a qualificação profissional e o aprender contínuo de professores como motores para a melhoria do ensino.

Escreveu artigos e organizou vários livros: Os professores e a sua formação (1992), Formação de professores e trabalho pedagógico (2002), Novas disposições dos professores - A escola como lugar da formação (2004), Os professores e o novo espaço público da educação (2006), O regresso dos professores (2007), Professores: imagens do futuro presente (2009), para citar apenas alguns.

Confira a entrevista:

GEPLIA: Em seu livro “O regresso dos professores” (2007), o senhor afirma que estaríamos vivendo “uma espécie de consenso discursivo” no que diz respeito aos problemas e necessidades acerca da formação docente. O consenso ainda está apenas no discurso ou também aparece nas ações?
Nóvoa: Infelizmente, o consenso é bem mais evidente nos discursos do que nas práticas. Vivemos um tempo de muita inovação nas palavras e de pouca mudança na realidade concreta dos professores e da formação docente. Vivemos um tempo em que é necessário, mais do que nunca, avançar para novas experiências de formação, no terreno da escola e da ação pedagógica.

GEPLIA: O senhor acredita que a formação continuada possa ser apenas mais um modismo? O que o faz pensar assim?
Nóvoa: Na verdade, assim tem acontecido. O movimento da formação contínua nasceu, historicamente, no final da década de sessenta, em conjunto com uma reflexão sobre a educação permanente e a “desescolarização da sociedade”. A inspiração principal era a criação de modelos não formais, não escolarizados de formação. O que aconteceu foi a transformação deste movimento numa lógica de cursos e mais cursos, muitas vezes numa perspectiva de “consumo” e de “mercado”, sem uma verdadeira presença e participação dos professores e, sobretudo, sem a valorização da sua experiência pessoal e profissional.

GEPLIA: Será o professor um sujeito que se apropria minimamente do saber e da profissão por uma questão de fraqueza de discurso e de identidade criadas pelas situações sociais, culturais e históricas vivenciadas ao longo de sua vida?
Nóvoa: É um processo difícil de explicar. Durante muito tempo, os professores eram mestres do seu ofício e, num certo sentido, controlavam a sua própria profissão. Mas detinham um estatuto social e profissional muito baixo. Com a expansão e a progressiva complexidade dos sistemas de ensino, a partir de meados do século XX, foi necessário recorrer a um conjunto de especialistas (do currículo, do planejamento, dos manuais escolares, da didática, da administração, da avaliação, da formação, das tecnologias etc.) que passaram a exercer certa tutela sobre os professores. Esta divisão tem sido perniciosa para o desenvolvimento da profissão docente.

GEPLIA: Em relação ao Brasil como o senhor vê os avanços na formação dos
professores brasileiros e o que ainda precisa avançar? E em especial em Mato Grosso, como vê a formação continuada dos professores da rede pública estadual?
Nóvoa: Não tenho conhecimento suficiente para poder me pronunciar, com rigor, sobre o que me perguntam. Pessoalmente, considero que seria necessário criar uma nova instituição que juntasse os centros universitários de formação, os grupos de pesquisa e as escolas da rede. Esta instituição não está muito distante de algumas das nossas práticas. Mas é preciso dar um passo a mais e criá-la, com uma unidade e uma organização própria. Nesta instituição: os formadores universitários devem fazer pesquisa e dar aulas nas escolas da rede; os pesquisadores devem participar na formação e intervir pedagogicamente nas escolas; os professores da rede devem participar na pesquisa e na formação dos seus futuros colegas.

GEPLIA: Sabemos dos dilemas enfrentados diariamente pelos Professores e que não são poucos, mas também, percebemos um número expressivo de professores que ainda pensa em brilhos pessoais, e não podemos esquecer que tivemos esta formação individualista. Como reverter esta situação?
Nóvoa: A profissão docente tem mantido uma matriz individualista muito forte.
Contrariamente a outras profissões que evoluíram num sentido mais coletivo – médicos, engenheiros, arquitetos, advogados etc. – os professores ainda não encontraram todos os caminhos da cooperação e da colaboração. Certamente que tal se deve, e muito, à organização das escolas e, sobretudo, à organização dos horários dos professores. Mas estou convencido de que este passo, no sentido de uma profissão mais cooperativa e colaborativa, é decisivo para o nosso futuro. 

GEPLIA: No livro “Professores: Imagens do futuro presente” (2009), o senhor aponta cinco disposições essenciais à definição do perfil dos professores nos dias de hoje: o conhecimento, a cultura profissional, o tato pedagógico, o trabalho em equipe e o compromisso social. Nesta perspectiva, como contribuir para esta formação, visto que tivemos uma formação totalmente fragmentada?
Nóvoa: A resposta encontra-se em dois movimentos. Por um lado, a renovação da formação inicial, na perspectiva de uma maior cooperação e trabalho conjunto com as escolas. Por outro lado, uma mudança da formação contínua, acentuando as dinâmicas de desenvolvimento profissional no seio das escolas, em vez da lógica que hoje predomina do “mercado da formação”.

GEPLIA: Estudos apontam que a capacidade reflexiva em grupo desponta como característica primordial da profissão docente. Em que a reflexão pode, efetivamente, contribuir para o desenvolvimento da profissionalidade?
Nóvoa: A docência não é uma profissão técnica, na qual as soluções são racionais e objetivas. Não. A docência baseia-se sempre numa resposta contextualizada, em situação, diferente de uma sala de aula para outra, diferente de um aluno para outro. A docência é sempre um momento humano, de relação, marcado pela imprevisibilidade e pela necessidade de respostas caso a caso. Ora, para ser capaz de estar à altura destas exigências, o professor necessita desenvolver disposições reflexivas, designadamente no diálogo com os outros colegas, que lhe permitam, no momento certo, nesse dia a dia pedagógico, responder com inteligência e tato a cada situação concreta.

GEPLIA: Em que o professor em pré-serviço deve fundamentar sua formação inicial
para que consiga formar-se e fortalecer-se enquanto docente?
Nóvoa: Respondo-lhe com três termos: conhecer, relacionar, organizar. Capacidade de conhecimento das matérias e das pessoas – sem conhecimento não há ensino nem aprendizagem. Capacidade de relação com os outros – a pedagogia é sempre um espaço de relação e esse espaço deve alargar-se, também, ao trabalho conjunto com os outros professores. Capacidade de organização do trabalho escolar – o ensino, hoje, exige a definição de prioridades e um sentido apurado do que é e de como deve ser organizado o trabalho escolar.

GEPLIA: Que teorias devem/podem subsidiar a formação continuada do docente para atender às demandas do século XXI?
Nóvoa: A formação continuada deve ser feita dentro das escolas, no quadro de duas orientações principais. Por um lado, uma lógica de desenvolvimento profissional docente, isto é, um trabalho conjunto dos professores em torno dos problemas da escola, dos alunos, da pedagogia e da profissão. Por outro lado, uma lógica de desenvolvimento do projeto educativo da escola, isto é, uma formação continuada que está intimamente articulada com as dinâmicas da escola e do dia a dia dos professores. A formação continuada não pode ser mais um “problema” para os professores; tem de ser um “apoio” suplementar que eles recebem para a realização do seu trabalho.

GEPLIA: Em alguns dos seus textos o senhor relata uma dicotomia entre pacotes de Formação Padronizados e a Formação proposta e desenvolvida pelas próprias
instituições escolares. Qual a diferença fundamental entre estes dois modelos e qual mais se adequa a realidade educacional de nosso Estado?
Nóvoa: Como respondi anteriormente, temos de evoluir no sentido de uma formação desenvolvida pelas próprias instituições escolares, obviamente em colaboração com outras entidades, como universidades e centros de pesquisa. Mas a formação de professores e, em particular a formação continuada, deve ter lugar na escola.

GEPLIA: Percebemos que muitos de nós, profissionais da educação, temos como hábito a renovação pedagógica no fazer, seja através da formação continuada ou mesmo na busca individual. Mesmo assim, não nos vemos como professores pesquisadores. Em sua opinião, por que isso acontece? Por que nós professores da educação básica não nos encorajamos a falar e escrever sobre essas construções? Será uma imagem construída na sociedade sobre nossa profissão?
Nóvoa: Tem toda a razão. Num certo sentido, os professores cederam essa dimensão de pesquisa aos universitários e aos especialistas. É um erro. É preciso reunir as
capacidades de “ação” e de “reflexão” nos professores. Claro que isso obriga a
mudanças de fundo, necessariamente lentas, no estatuto dos professores, na organização do seu tempo etc. Mas se essas mudanças tiveram lugar em vários países, nomeadamente na Europa, não há qualquer razão para que não aconteçam também no Brasil.

GEPLIA: O senhor afirma que é fundamental reforçar a pessoa-professor e o
professor-pessoa e que é importante estimular os futuros professores e professores em início de exercício práticas de autoformação e hábitos de autorreflexão. Então perguntamos: quem seria responsável por este estímulo? Como poderiam ocorrer essas
práticas? É possível citar exemplos de ações e práticas bem sucedidas nesse sentido?
Nóvoa: Sim, há muitos exemplos, em todos os países, da existência de professores que revelam uma significativa capacidade de autoformação e de autorreflexão. Se formos capazes de valorizar os livros escritos sobre professores descrevendo e refletindo sobre experiências concretas ou o papel dos professores mais reconhecidos na formação dos jovens professores estaremos a caminhar na direção certa e a dar passos consistentes para reforçar a pessoa como professor e o professor como pessoa.

GEPLIA: Para argumentar a necessidade de uma formação de professores construída dentro da profissão, em seu livro “Professores: Imagens do futuro presente” (2009), o senhor apresenta cinco facetas da problemática, os cinco “P”: Práticas, Profissão, Pessoa, Partilha, Público. Vamos aos “P”:

GEPLIA: Práticas – O senhor defende um esforço de reelaboração visando uma “transformação deliberativa”. Como o docente pode chegar a esse tipo de
transformação?
Nóvoa: É preciso sublinhar que a ação pedagógica implica que o professor tome, diariamente, centenas de decisões. O trabalho docente não se traduz numa aplicação mecânica de conhecimentos, mas antes na transformação do conhecimento em ensino e aprendizagem.

GEPLIA: Profissão – O encontro dos professores colabora para criar um contexto propício para o diálogo entre os pares. Os professores estão desejosos e preparados para terem “de volta sua formação”? A simples agregação de professores é suficiente para o diálogo?
Nóvoa: Não. É preciso organizar as escolas de uma forma que estimule este diálogo e, sobretudo, é preciso que os professores sintam que a cooperação é um elemento positivo para as suas vidas profissionais. Sei que a colaboração entre professores é muito difícil. Mas sei também que, quando ela tem lugar, se verifica avanços extraordinários na pedagogia e no trabalho escolar.

GEPLIA: Pessoa – Gostaríamos que comentasse sobre os problemas emocionais e físicos advindos de uma vida dedicada à educação e onde se encontra o nó que necessita ser desfeito para que tenhamos professores em final de carreira gozando de vida plena e saudável, pois não é isso que a sociedade tem produzido.
Nóvoa: Na docência, não é possível separar as dimensões pessoais e profissionais. É um dos grandes “problemas” da nossa profissão, mas também uma das grandes
“vantagens”. Quando estas duas dimensões se cruzam harmoniosamente, surge uma situação de bem-estar que sentimos em tantos professores; mas quando elas entram em conflito, o mal-estar torna-se inevitável. Nessas alturas, é preciso criar as condições para que os professores tenham um tempo de renovação, seja dedicando-se a outras tarefas (apoio, biblioteca etc.), seja mudando de escola. Também aqui, as dinâmicas de cooperação e de colaboração podem ser decisivas.

GEPLIA: Partilha – “Através dos movimentos pedagógicos ou das comunidades de prática, reforça-se um sentimento de pertença e de identidade profissional que é essencial para que os professores se apropriem dos processos de mudança e os transformem em práticas concretas de intervenção” (NÓVOA, 2009, p. 42). O que nos impede de criarmos e mantermos “comunidades de prática”?
Nóvoa: O dia a dia dos professores é, por vezes, muito asfixiante. O tempo é uma condição essencial para a reflexão e para a criação de “comunidades de prática”. O mesmo se passa com os movimentos pedagógicos, que tiveram tanta importância até a década de 1960. A renovação da profissão e da formação docente passa, também, pela capacidade de nos envolvermos em movimentos pedagógicos, de debate, de discussão e de intervenção.

GEPLIA: Público – Se o trabalho do professor é uma tarefa tão “nobre” para a
sociedade, por que não conseguimos conquistá-la?
Nóvoa: Não sou tão pessimista. Julgo que os professores têm tido, pelo menos nos últimos cem anos, um papel de grande relevância social. Hoje, as sociedades têm uma consciência muito forte da importância da educação e do conhecimento. Mas é verdade que, muitas vezes, não são coerentes e não concedem aos professores o estatuto que eles merecem. Há uma distância a percorrer, que depende também, e muito, da nossa capacidade para nos organizarmos internamente de outro modo e para respondermos de forma inovadora, com inteligência, aos desafios do mundo contemporâneo.

Referências
MATO GROSSO. Política de formação dos profissionais da Educação Básica de Mato Grosso: formação em rede entrelaçando saberes. SUFP/SEDUC/MT. Cuiabá, 2010.
NÓVOA, A. Os professores e a sua formação. 2. ed. Lisboa: D. Quixote, 1992.
NÓVOA, A. Formação de professores e trabalho pedagógico. Lisboa: Educa, 2002.
NÓVOA, A. Novas disposições dos professores - A escola como lugar da formação. Correio da Educação, n. 47, 16 de Fevereiro de 2004.
NÓVOA, A. Os professores e o novo espaço público da educação. Educação e
sociedade: perspectivas educacionais no século XXI. Santa Maria: Centro Universitário Franciscano, p.19-45, 2006.
NÓVOA, A. O regresso dos professores. In: Teacher Professional development for the quality and equity of lifelong learning. Lisboa: European Commission, 2007.
NÓVOA, A. Professores: imagens do futuro presente. Lisboa: Educa, 2009.

Fonte: Revista de Letras Norte@mentos – Revista de Estudos