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segunda-feira, 8 de junho de 2015

MT - Seduc se posiciona contra redução da maioridade penal e leva debate para comunidade escolar



Da Redação - Laíse Lucatelli

Secretaria de Educação discute tema com comunidade escolar

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) é mais uma entidade que aderiu à carta aberta contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 171, que propõe reduzir maioridade penal de 18 para 16 anos no Brasil. A informação é da assessoria da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). Para a coordenadora do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH), entidade vinculada à pasta, Edna Sampaio, a participação da Seduc nesse processo é fundamental.

“Nós temos escolas estaduais nos 141 municípios do estado, e quando vamos verificar o problema dos menores infratores, percebemos que eles já evadiram da escola muito antes de cometerem a infração. Percebemos também que eles já sofreram muitas violações dos direitos humanos que poderiam ter sido evitados se nós tivéssemos uma articulação maior das outras áreas de políticas públicas com a área da educação”, disse Edna.

Segundo a assessoria, o CRDH esteve reunido com dirigentes da Seduc na última semana para discutir ações conjuntas contra a redução da maioridade penal. O encontro, que contou com a participação do secretário adjunto de Políticas Educacionais, Gilberto Fraga, permitiu alinhar estratégias que ampliam a discussão do tema com a comunidade escolar.

Até o momento, dois seminários foram realizados com o objetivo de discutir a proposta em tramitação no Congresso Nacional. O primeiro, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), reuniu centenas de alunos, sociedade civil e representantes de entidades não-governamentais. O segundo, no Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), campus Cuiabá, mais de 700 pessoas lotaram a quadra de esportes da instituição para debater o assunto.

A previsão é que até o final do mês de maio seja realizado um terceiro seminário com gestores da área da educação de Cuiabá e Várzea Grande. Segundo Paulo Santana Júnior, integrante da Coordenação de Projetos Educativos da Seduc, as discussões servirão para subsidiar as etapas seguintes que acontecerão nas escolas de todo estado. “A Seduc é signatária da Carta Aberta à sociedade, caminharemos juntos nessa mobilização”, disse ele.

Está agendada para o próximo mês uma audiência pública na Assembleia Legislativa, que deverá dialogar com uma parcela maior da sociedade sobre a redução da maioridade penal e a defesa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). 

sábado, 1 de setembro de 2012

Educação como arte

enviada por Corumbá

A educação, bem entendida, é a chave do progresso moral.

Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, será possível endireitá-los, como se endireitam plantas novas.

Mas essa arte exige muito tato, muita experiência e uma profunda observação.

As palavras encontradas na resposta da questão 917 de O livro dos Espíritos vão ao cerne do tema educação.

Tratar a educação como uma arte, implica em muita coisa.Implica, por exemplo, em entender que ela exige a técnica e exige a inspiração, a sensibilidade.

A técnica que nos faz conhecer a alma humana, através do estudo das ciências especializadas.

Todo aquele que é educador, nas mais diferentes esferas que essa missão abrange, precisa ter conhecimento do conteúdo dessa matéria.

Não falamos apenas de professores, tutores, orientadores, mas também dos pais.Sim, os pais, como educadores, precisam buscar esse aprimoramento, sempre que possível, para desempenharem melhor o papel bendito que receberam do Criador.Sabemos, sem dúvida, que o amor é o essencial.

 Mas o amor, sem a orientação da razão, do conhecimento, pode ficar sem leme e sem direção.

De forma alguma estamos colocando a necessidade de um curso técnico ou curso superior, na área da educação, para todos os pais, mas sim o acesso a leituras, cursos e orientações que os ajudem a desenvolver mais apropriadamente a tarefa que abraçam.

Como arte, a educação exige também a parcela de inspiração, de sensibilidade.

É aí que entram a empatia, o tato e a observação.

Os educadores precisam buscar entrar no sentimento de seus educandos, dessa forma crescendo juntos e proporcionando que o aprendiz se desenvolva em bases seguras.

A arte é expressão do bem e do belo e a arte da educação faz com que possa brotar, no coração do educando, a beleza que guarda dentro de si, como germe esperando o instante de florescer.

Brota apenas quando tem as condições necessárias: terra fértil, rega, sol, cuidados...

Todo mestre é um semeador e toda semeadura é também uma verdadeira arte.

Se você é educador, pai, mãe, reflita se não pode se esmerar um pouco mais no exercer essa belíssima arte.

Não relegue para segundo plano, em seu viver, a tarefa de educar.

Se estiver na fase das crianças pequenas e adolescentes, redobre os cuidados, redobre a atenção.

Nada na vida pode ser mais importante que isso, nesse momento de sua existência.Esse tempo passa rápido, por isso, aproveite bem.

Tudo que for semeado hoje terá reflexos em toda idade adulta.A relação que você construir agora, com seus filhos e seus educandos, será a base para a construção da personalidade deles.

Esmere-se. Dedique-se. Semeie.

Por ser tarefa abençoada e de suma importância para a instauração da paz na terra, recorde-se de que nunca estará sozinho ao desempenhá-la. Tenha certeza disso.

Redação do Momento Espírita com base no item 917, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.


Em 20.08.2012.

domingo, 25 de março de 2012

Último ano para a velha escrita

Professores e alunos ainda trabalham as novas regras para assimilar as mudanças trazidas pelo acordo firmado entre os países de língua portuguesa

A partir de 1.º de janeiro de 2013, quem escrever “idéia”, “vôo” ou “mini-saia” estará oficialmente cometendo um erro de ortografia. No Brasil, o prazo de adaptação às novas regras trazidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa acaba neste ano e, embora apenas 0,5% do vocabulário usado pelos brasileiros tenha sido afetado, as mudanças ainda não foram completamente assimiladas por estudantes e professores.

O documento foi assinado em 1990 por Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mo­­çambique e São Tomé e Prín­cipe, com adesão de Timor-Leste em 2004. Modificações posteriores e a falta de consenso entre os países adiaram a promulgação definitiva das mudanças em 17 anos. Quando a última versão do acordo foi finalmente aprovada, em 2008, o governo brasileiro estabeleceu o período de quatro anos para que a sociedade se habituasse à nova ortografia e todos os livros didáticos da rede pública de ensino fossem atualizados.

Escolas de todo o país trabalham as mudanças ortográficas desde a promulgação, mas a falta do hábito de consultar dicionários e outras fontes gramaticais parece ser uma das causas do pouco domínio das novas regras. “A maior dificuldade dos meus alunos está no uso do hífen. Isso só se aprende checando a forma certa a cada vez que surge a dúvida”, diz a professora de Produção de Texto do Colégio Acesso Suzelei Carvalho Rosales. Ela conta que ainda vê a grafia de algumas palavras com estranheza e precisa ser cuidadosa ao corrigir redações. “Eu sinto falta do trema e do acento circunflexo para diferenciar palavras. Alguns detalhes ainda não são naturais para mim.”

O professor Élio Antunes, do Curso Expoente, reforça a tese de que o grande vilão do acordo ortográfico é o uso do hífen. “Num ditado, a cada cinco palavras que digo, meus alunos erram três por não saber se vai ou não hífen”, conta. Segundo Antunes, é mais comum os vestibulandos optarem por escrever outras palavras que não precisem de hífen do que se empenhar em aprender a norma de uso.

O impacto da mudança tem mais efeito sobre alunos do 5.º ao 9.º ano do Ensino Fundamental. Alfabetizados com a ortografia antiga, eles tiveram de deixar para trás as normas que haviam aprendido há pouco tempo e aderir às novidades ainda no tempo Escolar, usando alguns livros atualizados e outros com edições anteriores ao acordo.


Rede pública
De acordo com a prefeitura de Curitiba, professores, educadores e secretários que trabalham na rede municipal de ensino recebem capacitação específica para as novas regras ortográficas há três anos. “Em 2009, promovemos cursos com carga horária [total] de 12 horas sobre ortografia, todos os dias da semana, nos três períodos do dia”, conta Simone Müller, coordenadora de Língua Portuguesa no Depar­­tamento de ensino fundamental da Secretaria Municipal de Edu­cação. Em 2010 e 2011, os cursos continuaram em menor frequência. Neste ano, nenhum encontro ocorreu, mas oportunidades de­­vem ser abertas no segundo se­­mestre.

Na rede estadual, a Secretaria de Estado da Educação informou que o tema é tratado em todos os encontros de formação para professores desde 2009 e que equipes para orientação metodológica são mantidas nos Núcleos Regionais de Educação.

Serviço
No site www.portugues.seed.pr.gov.br há uma seção específica sobre o acordo ortográfico, com as principais mudanças e ferramentas para trabalhar o assunto em sala de aula.

Falta de prestígio da língua motivou o acordo

Embora defensores do acordo ortográfico listem uma série de benefícios que justificam a unificação do português usado em todos os países lusófonos, especialistas envolvidos no debate afirmam que a motivação principal seria o aumento do prestígio da língua portuguesa diante de instituições internacionais, como a Organização das Nações Unidas. Mesmo sendo a sexta língua com o maior número de falantes no mundo, as traduções de documentos internacionais frequentemente deixam a versão portuguesa em segundo plano, privilegiando idiomas como francês, alemão ou italiano todas com número de falantes inferior ao português.

Duas grafias
Segundo a doutora em Estudos Linguísticos e professora do curso de Letras na Pontifícia Univer­sidade Católica do Paraná Angela Mari Gusso, essa discriminação ocorre porque a língua portuguesa é até hoje a única no mundo ocidental com duas grafias oficiais diferentes. “Isso gera uma série de problemas porque todo texto traduzido para o português, na verdade, precisa ser traduzido duas vezes: uma para o português europeu e outra para o português brasileiro”, considera.

A professora explica que o surgimento de duas versões distintas do mesmo idioma ocorreu porque, no passado, Brasil e Portugal fizeram modificações por conta própria, sem acordos que mantivessem a unidade linguística. “Quando o Brasil adotou o trema, por exemplo, Portugal não o fez. E os países africanos acompanharam a versão europeia”, conta. Na opinião de Angela, logo que a unificação for concluída, as traduções para o português tendem a se tornar mais frequentes.

Reação europeia
“Abrasileiramento” gera críticas
Em Portugal, embora o prazo paraadaptação à nova ortografia seja mais extenso até 2015 , as críticas ao acordo por parte de editoras e escritores são notoriamente mais intensas. A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros já manifestou publicamente sua preocupação quanto ao possível enfraquecimento das editoras portuguesas nos países africanos e acusa o Brasil de fazer pressão pela unificação.

Outra entidade relevante no setor, a Associação Portuguesa de Linguística, chegou a pedir por meio de nota a suspensão do acordo, alegando que o documento não foi “objeto de análise técnica rigorosa”.

Expressão
Articulistas contrários à mudança difundiram nos meios de comunicação a expressão “abrasileiramento da escrita” para se referir ao acordo ortográfico, argumentando que o número de vocábulos alterados em Portugal (1,6%) é maior do que no Brasil (0,5%), deixando o idioma unificado mais próximo da versão brasileira.

A modificação mais polêmica entre os portugueses foi a abolição das consoantes mudas em palavras como “óptimo” ou “facto”, usadas em grande quantidade de termos comuns ao vocabulário do cotidiano.

Fonte: Gazeta do Povo 20/03/2012

domingo, 24 de abril de 2011

Conhecimento -Adolescente

Como lidar com filhos adolescentes?


Estamos vivendo uma época em que há uma transitoriedade em vários aspectos da nossa sociedade, o que proporciona um clima de impermanência e incerteza, que afeta a nossa vida em todos os sentidos, especialmente no convívio familiar. Educar adolescentes é uma tarefa desafiadora, questionadora, emocionante e de grande aprendizado tanto para os pais como para os filhos.

Os adolescentes querem emoção, vibração, privacidade, independência, ou seja, os privilégios do adulto, sem que deem provas de já terem competência e maturidade para merecê-las. Mas, no fundo do coração, os jovens querem amor, respeito e aceitação por parte dos familiares.
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A maioria dos pais acredita que educar um adolescente é um processo cansativo, assustador. Quantas vezes não escutamos comentários do tipo “Por que os adolescentes não vêm com um manual de operação?” ou “Desisto! Nada funciona com ele!", etc

sábado, 23 de abril de 2011

Educação Infantil - A escolha da creche

Como escolher uma boa creche?

É muito comum encontrarmos famílias nas quais os pais precisam voltar a trabalhar não muito tempo depois do nascimento de um filho. As mães ainda conseguem ficar mais tempo com o pequeno por conta da amamentação, mas logo vão precisar voltar ao trabalho.

Quando não é possível contar com o auxílio dos avós, uma opção para quem tem esse problema é procurar uma creche. Na hora de procurar o local onde deixará seu pequeno enquanto trabalha, os pais devem ser bastante cuidadosos e verificar:

•se a instituição tem licença para funcionar;

•a higiene, iluminação e ventilação de todo o local;

• se a área de lazer é adequada e agradável, e se os bebês maiores ficam separados dos menores;

• se está de acordo com as normas, filosofia e disciplina do local;

•o número de alunos para cada monitora (que não deve passar de 5);

•qual o projeto pedagógico e educacional da instituição;

•informações sobre a creche com outros pais;

•se há local apropriado para atividades psicomotoras e para a hora do sono;

•como os profissionais agem em situações de emergência, como um acidente com uma criança ou uma doença;

•o local onde a comida é armazenada, onde ela é feita e por quem.

Quando os pais estão satisfeitos com a escolha, é mais provável que os filhos aceitem bem, e se houver mais dúvidas, não hesite em questionar. É necessário ter todas as dúvidas esclarecidas e, principalmente, que a mãe confie no local onde está deixando o filho, assim; terão uma boa relação, na qual quem sai ganhando é a criança.

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Conhecimento - Páscoa

Páscoa

A Páscoa (palavra que deriva do hebraico pessach – passar, saltar) celebra a ressurreição de Jesus Cristo, três dias depois de ter morrido na cruz. É a principal e uma das mais antigas festas do calendário cristão.
O dia de Páscoa é móvel – não tem data fixa no calendário. Coincide sempre com o primeiro domingo após a primeira lua cheia em seguida ao equinócio de março – a primeira lua cheia do outono.