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quinta-feira, 15 de novembro de 2012
5 coisas que os pais não deveriam dizer aos filhos
A intenção é boa, mas as consequências nem sempre são as esperadas
Por Andressa Dias
Quando um filho nasce, nasce também nos pais a responsabilidade pela educação dessa criança a fim de dar ao mundo um cidadão correto, honesto, educado e também ter um filho que tenha uma vida boa, tranquila e feliz. Entretanto, infelizmente, quando um filho nasce, os pais não recebem pelo correio um manual de como criar seus filhos.
Sendo assim, a educação da criança se dá por diversas formas e a maneira com o que os pais agem é um misto de intuição e conhecimento adquirido ao longo dos anos e por meio de leituras e relatos de outros pais. Porém, nesse processo, os pais podem acabar fazendo algumas coisas que julgam corretas, mas que podem ter um impacto negativo na educação dos filhos. Listamos aqui algumas frases que alguns pais costumam dizer com boas intenções, mas que tem um resultado negativo, confira.
1 – Você não sabe fazer nada mesmo!
Esse tipo de afirmativa pode ter um impacto muito ruim na autoestima do seu filho. Quando seus próprios pais o diminuem, dizendo que ele não tem talento ou não sabe fazer coisa alguma, isso acaba minando a imagem que o filho tem de si. Isso pode levar à duas consequências: uma boa, quando ele decide ser o melhor em tudo para provar que não é um inútil e outra ruim, quando ele aceita essa imagem de inútil e passa a agir como tal.
Como não é possível adivinhar qual será a consequência, o mais saudável é sempre reconhecer os feitos do seu filho e nunca colocar os defeitos em evidência. Jamais diga que seu filho “não sabe fazer nada”, porque isso, além de cruel é impossível de ser verdade.
2 – Vou embora sem você!
Uma das coisas que os pais precisam é que os filhos acreditem e confiem neles. Sendo assim, afirmar que você vai abandoná-lo é uma forma errônea de tentar convencer o seu filho de ir embora de algum local. Com o tempo ele vai perceber que isso é apenas uma estratégia para fazê-lo ir embora e vai acabar perdendo a confiança no que você diz. Portanto, combine com ele antecipadamente que vocês irão embora a hora que você disser e se você for usar alguma medida para discipliná-lo, prefira usar uma tática mais palpável, sem mentiras ou falsas ameaças.
3 – Peça desculpas agora!
O caminho para a educação de um filho não é força-lo a fazer tudo o que você acredita ser o certo. Na verdade, o ideal é sempre mostrar a ele bons exemplos e encorajá-lo a seguir estes exemplos. Em situações onde a criança faz algo que merece um pedido de desculpas, se o seu filho não fizer, faça-o por ele na tentativa de mostrar qual é o comportamento adequado no momento. Com o tempo, a criança aprende naturalmente qual é a função do pedido de desculpas e incorpora isso no seu dia a dia.
4 – Você não é mais um bebêzinho!
Às vezes pode parecer que seu filho de 8 anos está agindo como se tivesse apenas 3. Isso pode ser um indicador de que ele está passando por problemas e precisa de uma orientação, um guia dos pais para saber como agir naquele momento. Sendo assim, criticá-lo não vai adiantar nada. Uma criança de 8 ou 9 anos não vai entender o que é agir como tal idade. Sendo assim, na hora que você ficar brava porque seu filho está fazendo birra ou manha de criança de 3 anos, pare e respire fundo. Não reaja imediatamente. Pare e pense com calma sobre o que deve ser feito.
5 – Será que vou ter que repetir mil vezes?
É normal para uma criança esquecer algo mesmo que ela tenha que fazer isso todos os dias ou com grande frequência. Por isso, é importante ter muita paciência para repetir novamente sem se exaltar. Uma dica para ajudar a memória do seu filho é investir em jogos que desenvolvam essa habilidade e também criar estratégias divertidas para que ele se lembra de escovar os dentes, fazer a tarefa entre outros compromissos infantis. Lembre-se: se ele esquecer, repita novamente, talvez de uma maneira diferente, mas não desista e não perca a paciência. Muito menos faça o que ele deve fazer.
Bons pais x pais brilhantes – conheça os hábitos que os diferenciam
Veja a análise de um especialista e descubra o que é necessário para se tornar brilhante na arte de educar os filhos
Por Daniela Azevedo
A correria do dia a dia, a necessidade de ter que se dividir entre o trabalho, a casa e a criação dos filhos coloca em cheque o papel de pais e mães que se questionam se estão sabendo criar e educar corretamente os filhos.
Como enfrentar momentos de crise de rebeldia sem ficar procurando entender qual foi o momento em que errou na criação e principalmente sem se culpar? No livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, o psiquiatra e cientista Augusto Cury analisa o papel de pais e professores na formação de jovens e cita alguns hábitos que diferenciam bons pais dos pais brilhantes. Veja quais são eles e tornem-se pais brilhantes de filhos inteligentes e felizes.
Bons pais dão presentes, pais brilhantes dão seu próprio ser.
Segundo o autor, esse é o primeiro hábito que diferencia bons pais de pais brilhantes. Enquanto os bons se esforçam para encher os filhos de mimos e presentes tentando, na medida do possível, satisfazer todas as suas vontades materiais, os pais brilhantes vão além e presenteiam os filhos com algo que não se perde nem se deteriora com o tempo, que o dinheiro não compra e que em nenhum momento será esquecido em uma caixa no canto do quarto, eles doam a sua história de vida compartilhando experiências boas e ruins, lágrimas e sorrisos que contribuirão com o desenvolvimento da auto-estima, da emoção e da capacidade dos filhos de lidar com perdas e frustrações.
Permitir que os filhos conheçam intimamente os pais, seus medos e até suas fraquezas é uma maneira de trabalhar a emoção dos filhos e se permitir ser visto não como o heroi que eles idealizam e muitas vezes se frustram, mas como um ser humano, um igual. Através do estímulo da intimidade, cria-se entre pais e filhos uma relação de cumplicidade que faz com que um penetre e conheça o mundo do outro fortalecendo vínculos e a admiracão mútua.
Tão importante quanto falar é ser coerente com as atitudes, pois falar para os filhos de compreensão e ter atitudes agressivas, pode gerar uma grande confusão na cabeça deles.
Bons pais nutrem o corpo, pais brilhantes nutrem a personalidade.
De acordo com Cury, os bons pais se preocupam em dar aos filhos uma alimentação saudável, em controlar hábitos de higiene e principalmente com a qualidade dos estudos, como meio para obter bons empregos e condições financeiras, já os pais brilhantes se preocupam com a inteligência, higiene e saúde psicológica dos filhos. Para ele, alimentar a emoção e a inteligência dos filhos é fundamental para desenvolver segurança, coragem, espírito de liderança, otimismo, superar medos e prevenir conflitos.
Os filhos dos pais brilhantes são dotados de postura crítica que os habilita a estarem sempre prontos para enfrentar o mundo e os conflitos por ele impostos com segurança, força e liberdade de escolha.
Bons pai corrigem erros, pais brilhantes ensinam a pensar.
Cury afirma que incentivar os filhos a refletirem sobre os seus erros é muito mais eficiente do que qualquer sermão ou crítica, por mais construtiva que ela seja. Os filhos já conhecem os pais e quando cometem erros, conseguem até imaginar as palavras que serão utilizadas por eles na hora da bronca, o que o faz com que eles se fechem e criam uma capa de resistência para críticas e agressões que, no final das contas, não surtem outro efeito se não a mágoa.
Os pais brilhantes surpreendem os filhos com criatividade e conquistam primeiro o território da emoção, o que os faz conquistarem a atenção, o respeito e a admiração. A cada vez que o erro se repetir, a reação deve ser diferente para que ele possa analisar o próprio erro de uma nova maneira. Quando eles estiverem esperando uma reação agressiva, surpreenda-o com uma atitude totalmente racional, assim eles perceberão os pais de uma maneira totalmente diferente, o que fará com que desenvolvam a consciência crítica, a habilidade de pensar antes de agir, a fidelidade, a honestidade, a responsabilidade e se tornem questionadores.
Em vez de apontar os erros dos seus filhos, questione-os sobre o que acham do próprio comportamento.
Bons pais preparam os filhos para os aplausos, pais brilhantes preparam os filhos para os fracassos.
Educar a sensibilidade preparando os filhos para enfrentarem suas derrotas, para Cury é mais importante que prepará-los para o sucesso.
É óbvio que o bom desempenho nos estudos, o sucesso profissional e ter bons relacionamentos sociais são fatores importantes na vida de qualquer pessoa, mas além disso é importante preparar os filhos para o fracasso que, muitas vezes, é mais fácil de se atingir do que o êxito. Quando os filhos aprendem a enfrentar e superar as condições adversas, aí sim estão preparados para chegar com mérito em seu objetivo. Caso contrário, ele poderá ser vencido pela falta de paciência, falta de persistência, falta de ânimo e até pela falta de humildade para reconhecer as próprias falhas.
Reconhecer as próprias falhas e pedir desculpas aos filhos fazem parte do processo de criação e são gestos tão importantes quanto ensiná-los a seguir em frente como meio para desenvolver a motivação, a ousadia, a paciência, a determinação, a capacidade de enfrentar e superar desafios e o faro para criar e aproveitar novas oportunidades.
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Bons pais conversam, pais brilhantes dialogam como amigos.
Para que todos os hábitos citados anteriormente funcionem efetivamente, é necessário que haja o diálogo. Só assim pais e filhos se conhecerão intimimamente, pois o diálogo é a base para qualquer tipo de relação, sobretudo o de amizade. A autoridade o respeito também são conquistadas através do diálogo.
Quanto mais aberto for o diálogo entre pais e filhos, maiores serão os laços de confiança, por isso, dedique menos tempo a TV e a Internet e invista em horas de conversas com os filhos. Falem sobre a vida, sobre problemas, sobre relacionamentos, sobre comportamento, sexo, drogas e rock and roll, mas jamais confunda dialogar com ser condencendente. Exponha sempre o seu ponto de vista, mas deixe espaço para que os seus filhos possam expor o deles sem fazer nenhum tipo de pré-juízo. Fazendo isso, você terá com seu filho uma relação de amizade e estará contribuindo para desenvolver a solidariedade, o otimismo e o companheirismo.
Bons pais dão informações, pais brilhantes contam histórias.
O exemplo dos pais exerce um impressionante efeito na vida dos filhos, mas enquanto os bons dão informações e dados, os pais brilhantes, segundo Cury, envolvem os filhos abusando da criatividade para contar histórias e extrair de coisas simples lições que eles levarão para toda a vida.
Histórias de vida real têm altos e baixos, mas o segredo é colocar encantamento em cada uma dessas passagens, principalmente nas ruins, transformando a dificuldade e a ansiedade em fontes de motivação.
Todos os filhos em algum momento da vida passam por pressões, rejeições e tristezas que os pais, por mais que queiram, não podem evitar, mas compartilhar experiências é a melhor maneira de fazê-los entender que para quase tudo há uma solução.
Seja aberto com os seus filhos, estimule seus sonhos e garanta um amigo para a vida toda contribuindo para o desenvolvimento de sua criatividade, inventivdade, raciocínio e com a habilidade de encontrar soluções para problemas difíceis.
Bons pais dão oportunidades, pais brilhantes nunca desistem.
Tudo aquilo que você ensinou aos seus filhos deve ser primeiramente aprendido por você. A persistência é uma das matérias em que os pais brilhantes são gabaritados. Eles jamais desistem de educar, se esforçam ao máximo para não ceder a chantagens e pressões e são firmes quando precisam definir e impor limites, mas o principal é a habilidade de exercitar a paciência, afinal, ninguém disse que educar seria uma tarefa fácil.
É preciso inteligência e pulso firme para fazer com que os filhos se tornem seres humanos de grande valor e por mais que eles sejam intolerantes e pareçam não ter aprendido nada, se você plantou a semente, cedo ou tarde colherá bons frutos.
A dedicação e a insistência em fazer sempre o melhor para os filhos ajuda a desenvolver neles a motivação, a esperança, a perserverança e a determinação.
Lembre-se sempre que a paciência é uma dávida e que nada deve ser levado ao pé da letra, pois independente do perfil, todos os pais à sua maneira só querem uma coisa: a felicidade dos filhos
domingo, 17 de junho de 2012
Avós, babá, coleguinhas: como agir com quem deseduca seu filho?
Andressa Magalhães
Do UOL, em São Paulo
Pais devem exigir que os filhos respeitem regras, mas precisam entender que quebrá-las com os avós, por exemplo, faz parte do desenvolvimento
Pode comer doce antes do almoço? Falar palavrão? Brincar de pula-pula no sofá? As respostas para essas questões –em geral, negativas– têm a função de indicar para a criança as regras estabelecidas pelos pais para sua educação. Assim, os "nãos" distribuídos por eles durante o crescimento do filho fazem parte de seu desenvolvimento.
Durante parte do cotidiano da criança, porém, os pais não estão presentes para vigiar ou reforçar essas regras, deixando-a vulnerável às influências daqueles que não compartilham dos mesmos hábitos da família. São coleguinhas de escola que têm uma criação diferente; tios ou avós que permitem que as regras sejam quebradas, e babás que não conseguem manter a rigidez dos pais, entre outros.
Diante dessa saraivada de influências, como os pais devem agir para impedir a "deseducação" das crianças? "Os pais precisam chamar a atenção dos filhos para aquilo com o qual não concordam e insistir no modelo certo", diz Cris Poli, educadora e conhecida por apresentar o programa "Supernanny", do SBT. A influência do mundo que rodeia a criança é forte, afirma a educadora, mas a educação dada em casa deve estar "enraizada no coração da criança". "Para isso, é preciso dar o exemplo, com firmeza, convicção e perseverança", diz.
As crianças conseguem, desde cedo, diferenciar contextos e aprendem que podem se comportar de formas diferentes com avós, babá ou amigos, diz a psicoterapeuta Maria Tereza Maldonado. Na medida em que a criança percebe que dentro de casa há regras a seguir, reforçam-se seus alicerces.
Por isso, em vez de impor regras a todo momento, o responsável pela criança deve ter em mente que não se pode proteger o filho contra tudo e a todo momento. "Os pais devem perceber que simplesmente não podem uniformizar o mundo", diz Maria Tereza, autora de “Comunicação Entre Pais e Filhos” (Ed. Integrare).
Lá pode e aqui não?
"Ou se ensina aos filhos que o mundo é diferente ou deixa-os numa redoma, sem sair de casa", afirma Rosely Sayão, autora de "Como Educar Meu Filho?" (Ed. Publifolha). Isso quer dizer que os pais não devem deixar os filhos à própria sorte, mas ter flexibilidade para dizer que lá, na casa dos avós ou na escola, pode, mas em casa não.
Além de administrar as influências externas, os pais também precisam acolher o resultado desse confronto de referências. Como reflexo de sua percepção de mundo, toda criança traz para o ambiente familiar argumentos contra as regras impostas pelos pais. Na casa da vovó pode, por que aqui não?, diz o filho.
Os pais devem estar preparados para explicar as leis que eles mesmo criaram, o que colabora para o desenvolvimento da criança. "O filho vai usar as regras que ele vê fora de casa contra os pais para argumentar, chantagear. Isso faz parte do crescimento", diz Maria Tereza Maldonado. É preciso ouvir a argumentação. Pode ser uma oportunidade, diz ela, para que os pais reflitam. "As crianças crescem rápido, e às vezes os pais não percebem que, com o passar dos anos, as leis viraram superproteção."
Com o aumento no número de separações nos últimos anos, a diferença entre o que diz o pai e o que diz a mãe também entrou em questão, visto que, afastados, os pais podem desenvolver critérios distintos para a educação da criança. Por isso, há casos em que, sempre que possível, vale buscar o consenso sobre comportamentos ou valores básicos.
Como lidar com as influências de...
Babá ou empregada
"Os pais são responsáveis pela educação dos filhos e são eles que devem dizer à babá ou empregada o que tem de ser feito", diz a educadora Cris Poli. Se as opiniões são divergentes, pode haver diálogo. Mas se os pais não concordam com a atitude da babá ou da empregada, devem substitui-la. "Sei que às vezes é difícil, mas o que está em jogo a educação dos filhos."
Avós e tios
Segundo Rosely Sayão, os pais não devem reclamar da relação de cumplicidade que se estabelece com avós e tios, muitas vezes baseada no rompimento de regras estabelecidas pelos pais. É preciso saber, afirma a especialista, que a responsabilidade de educar é exclusiva dos pais, mesmo quando os avós ou tios moram com a família ou tomam conta da criança em determinados períodos.
Coleguinhas
Se o filho foi visitar um amigo, os pais devem deixar que as coisas aconteçam naturalmente e observar as atitudes da família. "Se não for conveniente, impeça que o filho frequente a casa", diz Cris Poli. Mas se não for nada demais, uma mudança na rotina não faz mal. "O que foi aprendido e praticado na família é mais forte do que a experiência esporádica". Além disso, é importante que a criança saiba que em outros ambientes existem outras dinâmicas. Afinal, nem sempre a criança poderá agir como se estivesse em casa.
Do UOL, em São Paulo
Pais devem exigir que os filhos respeitem regras, mas precisam entender que quebrá-las com os avós, por exemplo, faz parte do desenvolvimento
Pode comer doce antes do almoço? Falar palavrão? Brincar de pula-pula no sofá? As respostas para essas questões –em geral, negativas– têm a função de indicar para a criança as regras estabelecidas pelos pais para sua educação. Assim, os "nãos" distribuídos por eles durante o crescimento do filho fazem parte de seu desenvolvimento.
Durante parte do cotidiano da criança, porém, os pais não estão presentes para vigiar ou reforçar essas regras, deixando-a vulnerável às influências daqueles que não compartilham dos mesmos hábitos da família. São coleguinhas de escola que têm uma criação diferente; tios ou avós que permitem que as regras sejam quebradas, e babás que não conseguem manter a rigidez dos pais, entre outros.
Diante dessa saraivada de influências, como os pais devem agir para impedir a "deseducação" das crianças? "Os pais precisam chamar a atenção dos filhos para aquilo com o qual não concordam e insistir no modelo certo", diz Cris Poli, educadora e conhecida por apresentar o programa "Supernanny", do SBT. A influência do mundo que rodeia a criança é forte, afirma a educadora, mas a educação dada em casa deve estar "enraizada no coração da criança". "Para isso, é preciso dar o exemplo, com firmeza, convicção e perseverança", diz.
As crianças conseguem, desde cedo, diferenciar contextos e aprendem que podem se comportar de formas diferentes com avós, babá ou amigos, diz a psicoterapeuta Maria Tereza Maldonado. Na medida em que a criança percebe que dentro de casa há regras a seguir, reforçam-se seus alicerces.
Por isso, em vez de impor regras a todo momento, o responsável pela criança deve ter em mente que não se pode proteger o filho contra tudo e a todo momento. "Os pais devem perceber que simplesmente não podem uniformizar o mundo", diz Maria Tereza, autora de “Comunicação Entre Pais e Filhos” (Ed. Integrare).
Lá pode e aqui não?
"Ou se ensina aos filhos que o mundo é diferente ou deixa-os numa redoma, sem sair de casa", afirma Rosely Sayão, autora de "Como Educar Meu Filho?" (Ed. Publifolha). Isso quer dizer que os pais não devem deixar os filhos à própria sorte, mas ter flexibilidade para dizer que lá, na casa dos avós ou na escola, pode, mas em casa não.
Além de administrar as influências externas, os pais também precisam acolher o resultado desse confronto de referências. Como reflexo de sua percepção de mundo, toda criança traz para o ambiente familiar argumentos contra as regras impostas pelos pais. Na casa da vovó pode, por que aqui não?, diz o filho.
Os pais devem estar preparados para explicar as leis que eles mesmo criaram, o que colabora para o desenvolvimento da criança. "O filho vai usar as regras que ele vê fora de casa contra os pais para argumentar, chantagear. Isso faz parte do crescimento", diz Maria Tereza Maldonado. É preciso ouvir a argumentação. Pode ser uma oportunidade, diz ela, para que os pais reflitam. "As crianças crescem rápido, e às vezes os pais não percebem que, com o passar dos anos, as leis viraram superproteção."
Com o aumento no número de separações nos últimos anos, a diferença entre o que diz o pai e o que diz a mãe também entrou em questão, visto que, afastados, os pais podem desenvolver critérios distintos para a educação da criança. Por isso, há casos em que, sempre que possível, vale buscar o consenso sobre comportamentos ou valores básicos.
Como lidar com as influências de...
Babá ou empregada
"Os pais são responsáveis pela educação dos filhos e são eles que devem dizer à babá ou empregada o que tem de ser feito", diz a educadora Cris Poli. Se as opiniões são divergentes, pode haver diálogo. Mas se os pais não concordam com a atitude da babá ou da empregada, devem substitui-la. "Sei que às vezes é difícil, mas o que está em jogo a educação dos filhos."
Avós e tios
Segundo Rosely Sayão, os pais não devem reclamar da relação de cumplicidade que se estabelece com avós e tios, muitas vezes baseada no rompimento de regras estabelecidas pelos pais. É preciso saber, afirma a especialista, que a responsabilidade de educar é exclusiva dos pais, mesmo quando os avós ou tios moram com a família ou tomam conta da criança em determinados períodos.
Coleguinhas
Se o filho foi visitar um amigo, os pais devem deixar que as coisas aconteçam naturalmente e observar as atitudes da família. "Se não for conveniente, impeça que o filho frequente a casa", diz Cris Poli. Mas se não for nada demais, uma mudança na rotina não faz mal. "O que foi aprendido e praticado na família é mais forte do que a experiência esporádica". Além disso, é importante que a criança saiba que em outros ambientes existem outras dinâmicas. Afinal, nem sempre a criança poderá agir como se estivesse em casa.
sábado, 16 de junho de 2012
Gritar, ameaçar e humilhar uma criança são atitudes tão nocivas quanto bater
Heloísa Noronha
Do UOL, em São Paulo
Assim como bater, humilhar, aterrorizar ou ameaçar uma criança não educa, só traumatiza
Avós, babá, coleguinhas: como agir com quem deseduca seu filho?
Filhos mimados acham que têm o direito de escolher relacionamentos dos pais
Homens podem ter ciúme da relação da mulher com filho recém-nascido
Seja aprovado ou não pelo Congresso Nacional, o projeto apelidado de "Lei da Palmada", que proíbe os castigos físicos e tratamentos degradantes de crianças e adolescentes pelos pais, já vem provocando mudanças. Desde 2003, quando começou a ser delineado, bater nos filhos tornou-se uma atitude politicamente incorreta, em especial depois que psicólogos, psiquiatras e educadores passaram a questionar seus resultados como medida educativa. É óbvio que é praticamente impossível saber o que acontece dentro dos lares, mas, hoje em dia, quem desfere uns tabefes, em local público, é alvo imediato de olhares de reprovação –e pode ter de dar explicações ao Conselho Tutelar. Some-se a isso os vídeos caseiros de flagrantes de violência e uma patrulha informal está formada.
Para os especialistas em comportamento, no entanto, não é só bater que é prejudicial e traumático. "Educar não é fácil. Não nascemos sabendo ser pais. Apesar de os tempos terem mudado, costumamos seguir os modelos que já conhecemos, de nossos pais e avós", explica o pediatra Moises Chencinksi. "E, se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar...", declara. E, por essa lógica, o próprio especialista questiona: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?
Na opinião da psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo, primeiro é preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. "Mas xingar, humilhar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas", afirma. Para Miriam Ribeiro de Faria Silveira, diretora do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, quando os pais gritam o tempo todo com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade. "O pior é que elas também começam a gritar e ficam ansiosas, angustiadas e com muito medo, pois, onde deveriam ter seu porto seguro e soluções, encontram pais desesperados em se fazerem obedecer", diz.
A psicóloga Suzy Camacho concorda que a violência verbal é tão agressiva quanto a física, principalmente se os gritos tiverem uma conotação de ameaça: "Uma hora eu sumo e não volto nunca mais!", "Ainda vou morrer de tanta raiva", "Seu pai vai brigar comigo por sua causa!". "Diante de frases como essas, as crianças se sentem responsáveis por coisas que não são", explica Suzy. Ela também destaca o efeito devastador que os rótulos têm para a autoestima: chamar o filho de preguiçoso, bagunceiro, inútil, por exemplo. "Até os sete anos, a personalidade está em formação. Qualquer termo pejorativo pode marcar para sempre. Tente corrigir ou apontar a atitude, nunca uma característica", afirma. Exemplos? "Não gosto quando você deixa seu quarto desarrumado", "Você precisa prestar mais atenção no que eu falo" etc.
Para as crianças, a opinião dos pais e educadores a respeito de suas atitudes, da sua performance ou mesmo de seus atributos de beleza e inteligência são muito importantes na construção de uma personalidade. Ao perceberem que os pais não a admiram, elas tendem a se depreciar, o que pode culminar em casos de depressão, agressividade e fuga do convívio familiar. "Xingar e usar palavrões trazem consequências, pois é uma forma de depreciação. E como todas as crianças costumam copiar os pais, consequentemente, vão se comunicar dessa forma", diz Miriam Silveira. Já castigos cruéis despertam nas crianças a agressividade. "Nas mais extrovertidas observaremos atitudes hostis com adultos, com outras crianças e animais de estimação. Nas tímidas, as sequelas são angústia e ansiedade, sentimentos que podem impedir um desenvolvimento neuro-psíquico normal", diz Miriam.
Em muitos casos, a irritação e o cansaço causados por um dia difícil não conseguem ser controlados e o resultado acaba sendo a impaciência com os filhos. Não raro os passos seguintes são a culpa, a frustração, a compensação para, no próximo dia, começar tudo de novo, num ciclo nocivo. Para os especialistas consultados por UOL Comportamento, a velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres. "Um adulto sabe que pegou pesado quando se sente angustiado. Dar um tempo freia essa sensação ruim e ajuda a esfriar a cabeça", conta a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "E se os pais, mesmo assim, extrapolarem, sempre recomendo pedir desculpas, porque um grito ou uma palavra mais pesada causa um abalo na segurança que o filho tem nos pais. Admitir que ficou triste com o que aconteceu, que estava bravo, que exagerou, demonstra respeito e ajuda a recuperar a confiança e o carinho", afirma ela.
Dicas para não perder o controle
- Lembre sempre a idade da criança e não cobre dela um comportamento de adulto;
- Fale com a criança em um tom firme, sem gritar, e explique o motivo que o levou a chamar-lhe a atenção com linguagem adequada para a idade;
- Ao dar uma bronca, comece mostrando os pontos positivos da criança e depois fale sobre o que quer que ela mude;
- Respire fundo se perceber que vai perder a cabeça. Diga que gosta muito dela e que espera e dará chances de ela melhorar;
- Se castigar, procure tirar coisas que ela goste muito de fazer. Nunca use castigos físicos, crueldade ou ataques com palavras;
- Se necessário, adote uma punição que consiga mostrar à criança a gravidade de sua atitude. Não adianta ela obedecer aos pais apenas pelo medo, mas, sim, por entender o que seja o certo e o errado;
- Não se pune erro, mas transgressões. Se depois de analisar a situação a conduta for a punição, tenha sempre a certeza de que a criança sabe exatamente o que aconteceu, se foi intencional ou não. Para que a criança consiga distinguir certo e errado, ela precisa ser orientada.
- Pergunte-se: qual a gravidade do problema? Estou suficientemente tranquilo para essa avaliação? Essa é a hora ideal para eu resolver isso? Existe no momento alguém que possa resolver melhor essa questão do que eu?
Do UOL, em São Paulo
Assim como bater, humilhar, aterrorizar ou ameaçar uma criança não educa, só traumatiza
Avós, babá, coleguinhas: como agir com quem deseduca seu filho?
Filhos mimados acham que têm o direito de escolher relacionamentos dos pais
Homens podem ter ciúme da relação da mulher com filho recém-nascido
Seja aprovado ou não pelo Congresso Nacional, o projeto apelidado de "Lei da Palmada", que proíbe os castigos físicos e tratamentos degradantes de crianças e adolescentes pelos pais, já vem provocando mudanças. Desde 2003, quando começou a ser delineado, bater nos filhos tornou-se uma atitude politicamente incorreta, em especial depois que psicólogos, psiquiatras e educadores passaram a questionar seus resultados como medida educativa. É óbvio que é praticamente impossível saber o que acontece dentro dos lares, mas, hoje em dia, quem desfere uns tabefes, em local público, é alvo imediato de olhares de reprovação –e pode ter de dar explicações ao Conselho Tutelar. Some-se a isso os vídeos caseiros de flagrantes de violência e uma patrulha informal está formada.
Para os especialistas em comportamento, no entanto, não é só bater que é prejudicial e traumático. "Educar não é fácil. Não nascemos sabendo ser pais. Apesar de os tempos terem mudado, costumamos seguir os modelos que já conhecemos, de nossos pais e avós", explica o pediatra Moises Chencinksi. "E, se não se bate mais, por ser politicamente incorreto, e de fato inadequado, busca-se outras formas de ‘opressão’ para ‘educar’: gritar, castigar, xingar, ofender, humilhar...", declara. E, por essa lógica, o próprio especialista questiona: quem gosta de ser humilhado? Quem aprende algo assim? Quem pode ser feliz sendo tratado dessa forma?
Na opinião da psiquiatra Ivete Gianfaldoni Gattás, coordenadora da Unidade de Psiquiatria da Infância e Adolescência da Universidade Federal de São Paulo, primeiro é preciso entender que bater em um filho com a pretensão de educá-lo ou corrigi-lo é um engano, já que está apenas a serviço da descarga de tensão de quem pratica a violência. "Mas xingar, humilhar ou gritar, além de colaborar para que as crianças cresçam com medo e a autoestima prejudicada, nos afastam delas", afirma. Para Miriam Ribeiro de Faria Silveira, diretora do Departamento de Saúde Mental da Sociedade de Pediatria de São Paulo, quando os pais gritam o tempo todo com a criança demonstram muito mais desequilíbrio do que autoridade. "O pior é que elas também começam a gritar e ficam ansiosas, angustiadas e com muito medo, pois, onde deveriam ter seu porto seguro e soluções, encontram pais desesperados em se fazerem obedecer", diz.
A psicóloga Suzy Camacho concorda que a violência verbal é tão agressiva quanto a física, principalmente se os gritos tiverem uma conotação de ameaça: "Uma hora eu sumo e não volto nunca mais!", "Ainda vou morrer de tanta raiva", "Seu pai vai brigar comigo por sua causa!". "Diante de frases como essas, as crianças se sentem responsáveis por coisas que não são", explica Suzy. Ela também destaca o efeito devastador que os rótulos têm para a autoestima: chamar o filho de preguiçoso, bagunceiro, inútil, por exemplo. "Até os sete anos, a personalidade está em formação. Qualquer termo pejorativo pode marcar para sempre. Tente corrigir ou apontar a atitude, nunca uma característica", afirma. Exemplos? "Não gosto quando você deixa seu quarto desarrumado", "Você precisa prestar mais atenção no que eu falo" etc.
Para as crianças, a opinião dos pais e educadores a respeito de suas atitudes, da sua performance ou mesmo de seus atributos de beleza e inteligência são muito importantes na construção de uma personalidade. Ao perceberem que os pais não a admiram, elas tendem a se depreciar, o que pode culminar em casos de depressão, agressividade e fuga do convívio familiar. "Xingar e usar palavrões trazem consequências, pois é uma forma de depreciação. E como todas as crianças costumam copiar os pais, consequentemente, vão se comunicar dessa forma", diz Miriam Silveira. Já castigos cruéis despertam nas crianças a agressividade. "Nas mais extrovertidas observaremos atitudes hostis com adultos, com outras crianças e animais de estimação. Nas tímidas, as sequelas são angústia e ansiedade, sentimentos que podem impedir um desenvolvimento neuro-psíquico normal", diz Miriam.
Em muitos casos, a irritação e o cansaço causados por um dia difícil não conseguem ser controlados e o resultado acaba sendo a impaciência com os filhos. Não raro os passos seguintes são a culpa, a frustração, a compensação para, no próximo dia, começar tudo de novo, num ciclo nocivo. Para os especialistas consultados por UOL Comportamento, a velha tática de contar até dez antes de tomar uma atitude drástica opera milagres. "Um adulto sabe que pegou pesado quando se sente angustiado. Dar um tempo freia essa sensação ruim e ajuda a esfriar a cabeça", conta a psicóloga infantil Daniella Freixo de Faria. "E se os pais, mesmo assim, extrapolarem, sempre recomendo pedir desculpas, porque um grito ou uma palavra mais pesada causa um abalo na segurança que o filho tem nos pais. Admitir que ficou triste com o que aconteceu, que estava bravo, que exagerou, demonstra respeito e ajuda a recuperar a confiança e o carinho", afirma ela.
Dicas para não perder o controle
- Lembre sempre a idade da criança e não cobre dela um comportamento de adulto;
- Fale com a criança em um tom firme, sem gritar, e explique o motivo que o levou a chamar-lhe a atenção com linguagem adequada para a idade;
- Ao dar uma bronca, comece mostrando os pontos positivos da criança e depois fale sobre o que quer que ela mude;
- Respire fundo se perceber que vai perder a cabeça. Diga que gosta muito dela e que espera e dará chances de ela melhorar;
- Se castigar, procure tirar coisas que ela goste muito de fazer. Nunca use castigos físicos, crueldade ou ataques com palavras;
- Se necessário, adote uma punição que consiga mostrar à criança a gravidade de sua atitude. Não adianta ela obedecer aos pais apenas pelo medo, mas, sim, por entender o que seja o certo e o errado;
- Não se pune erro, mas transgressões. Se depois de analisar a situação a conduta for a punição, tenha sempre a certeza de que a criança sabe exatamente o que aconteceu, se foi intencional ou não. Para que a criança consiga distinguir certo e errado, ela precisa ser orientada.
- Pergunte-se: qual a gravidade do problema? Estou suficientemente tranquilo para essa avaliação? Essa é a hora ideal para eu resolver isso? Existe no momento alguém que possa resolver melhor essa questão do que eu?
quinta-feira, 24 de maio de 2012
A rotina de atividades do meu filho está adequada para ele?
por Renato Miranda
"Se as crianças, não se sentem demasiadamente cansadas e estão felizes no dia a dia, se conseguem brincar livremente por algum tempo, se não há nada pra fazer na ausência de uma ou outra atividade, então é bem melhor investir na qualidade dessas atividades e ajudar as crianças a se desenvolverem" Sob pressão o tempo todo! Essa parece ser a máxima para aqueles que diariamente procuram progredir em suas tarefas.
Como esse cenário é trivial à grande maioria das pessoas, adultos e jovens, parece ter no esporte competitivo e, por conseguinte a vida de atleta, um simulacro da própria vida. Treinamento, dedicação, desempenho, competitividade, exigência, desgaste e outros tantos termos peculiares ao esporte, são frequentemente incorporados em nosso dia a dia.
Neste texto vamos abordar em destaque, como as crianças podem se adaptar melhor a essa característica da vida atual. Não é preciso pensar muito para saber que muitas crianças, por volta dos oito anos de idade, já estão mergulhadas, literalmente, em uma rotina bastante exigente: escola em pelo menos um dos turnos do dia, prática de um ou dois esportes por semana (isso significa quatro treinos por semana em média), duas ou mais aulas de idioma estrangeiro no mesmo período, acompanhadas por outra atividade, como música ou outra atividade.
Se essa dita pressão de uma rotina repleta de atividades parece ser a tendência do comportamento atual, então nos resta aprender como prepararmos (crianças e adultos) para uma vida adaptável e saudável.
Primeiramente, é preciso reconhecer que atividades intelectuais, culturais e esportivas, quando permeadas em um ambiente capaz de gerar segurança e alegria para as crianças, são positivas em suas vidas. Regular essas atividades de modo que as características lúdicas de satisfação, funcionalidade (e aqui a infraestrutura e a qualidade profissional são pré-requisitos) e espontaneidade sejam garantidas, é primordial para que possamos usufruir dessa intensa rotina.
Quando pais reclamam que a rotina dos filhos está repleta de atividades, eu costumo sugerir:
Três perguntas essenciais
1ª Essa é a mesma percepção que eles têm?
2ª Eles conseguem ter algum tempo livre para brincarem?
3ª Se eles não estivessem em algumas dessas atividades o que eles estariam fazendo?
Se as crianças, não se sentem demasiadamente cansadas e estão felizes no dia a dia, se conseguem brincar livremente por algum tempo, se não há nada pra fazer na ausência de uma ou outra atividade, então é bem melhor investir na qualidade dessas atividades e ajudar as crianças a se desenvolverem.
O que precisamos fazer é estabelecer regras para que possamos equilibrar as exigências (tarefas) com as habilidades (cognitivas, físicas e emocionais) das crianças. Ou seja, há crianças com grandes habilidades linguísticas, nesse ponto não há problemas em estudar um idioma estrangeiro mais intensamente ou às vezes dois idiomas ao mesmo tempo.
Se ela (a criança) tem uma habilidade padrão, o ensino clássico de dois encontros por semana não é nada de excessivo.
Se a criança tem um ótimo vigor físico e adora esportes, pode perfeitamente praticar dois ou até mesmo três esportes por semana, desde que cada encontro não tenha carga física exagerada (acima de uma hora de exercícios). Se a criança não tem esse referido vigor, talvez uma ou outra atividade esportiva já seja o ideal.
E por fim equacionar as tarefas com as habilidades emocionais. Algumas crianças se sentem bem em serem desafiadas, gostam de provar o quanto são capazes e não se desgastam emocionalmente com a rotina de conviver com algum nível de tensão.
Se a criança não é muito encantada com as mais diferentes emoções advindas do esporte, é fundamental que o esporte tenha uma exigência emocional suave e regule muito bem a quantidade de participações em competições. Muitas crianças gostam de vivenciar o esporte (treinar, por exemplo) e não curtem competir.
Assim sendo, ao equacionar desafio e habilidade, damos um grande passo para que a criança crie um mecanismo tanto físico quanto psíquico que fará com que ela tenha um ótimo dinamismo para manter a operacionalidade das atividades em um alto nível de regulação, seja físico, intelectual e emocional.
Além disso, com o passar do tempo, a criança se tornará mais resistente e repleta de habilidades, fazendo com que sinta sua rotina como algo controlável e que em todo desafio uma positiva percepção de controle invadirá sua mente.
Caso contrário, se não houver essa preocupação com o que está escrito acima e lançarmos as crianças impulsivamente em uma rotina repleta de atividades, as mesmas se sentirão sem controle em quase todas as atividades e terão uma rotina de preocupação, medo e alta ansiedade.
Por fim, administrar essa nova realidade que pode ser tensa (estressante) ou não! É antes de tudo, preparar as crianças para atividades positivas, com bom senso, carinho e ensiná-las a dormir cedo para descansar bastante.
Regra principal: Pergunte: A criança está feliz? Se, sim vá firme!
"Se as crianças, não se sentem demasiadamente cansadas e estão felizes no dia a dia, se conseguem brincar livremente por algum tempo, se não há nada pra fazer na ausência de uma ou outra atividade, então é bem melhor investir na qualidade dessas atividades e ajudar as crianças a se desenvolverem" Sob pressão o tempo todo! Essa parece ser a máxima para aqueles que diariamente procuram progredir em suas tarefas.
Como esse cenário é trivial à grande maioria das pessoas, adultos e jovens, parece ter no esporte competitivo e, por conseguinte a vida de atleta, um simulacro da própria vida. Treinamento, dedicação, desempenho, competitividade, exigência, desgaste e outros tantos termos peculiares ao esporte, são frequentemente incorporados em nosso dia a dia.
Neste texto vamos abordar em destaque, como as crianças podem se adaptar melhor a essa característica da vida atual. Não é preciso pensar muito para saber que muitas crianças, por volta dos oito anos de idade, já estão mergulhadas, literalmente, em uma rotina bastante exigente: escola em pelo menos um dos turnos do dia, prática de um ou dois esportes por semana (isso significa quatro treinos por semana em média), duas ou mais aulas de idioma estrangeiro no mesmo período, acompanhadas por outra atividade, como música ou outra atividade.
Se essa dita pressão de uma rotina repleta de atividades parece ser a tendência do comportamento atual, então nos resta aprender como prepararmos (crianças e adultos) para uma vida adaptável e saudável.
Primeiramente, é preciso reconhecer que atividades intelectuais, culturais e esportivas, quando permeadas em um ambiente capaz de gerar segurança e alegria para as crianças, são positivas em suas vidas. Regular essas atividades de modo que as características lúdicas de satisfação, funcionalidade (e aqui a infraestrutura e a qualidade profissional são pré-requisitos) e espontaneidade sejam garantidas, é primordial para que possamos usufruir dessa intensa rotina.
Quando pais reclamam que a rotina dos filhos está repleta de atividades, eu costumo sugerir:
Três perguntas essenciais
1ª Essa é a mesma percepção que eles têm?
2ª Eles conseguem ter algum tempo livre para brincarem?
3ª Se eles não estivessem em algumas dessas atividades o que eles estariam fazendo?
Se as crianças, não se sentem demasiadamente cansadas e estão felizes no dia a dia, se conseguem brincar livremente por algum tempo, se não há nada pra fazer na ausência de uma ou outra atividade, então é bem melhor investir na qualidade dessas atividades e ajudar as crianças a se desenvolverem.
O que precisamos fazer é estabelecer regras para que possamos equilibrar as exigências (tarefas) com as habilidades (cognitivas, físicas e emocionais) das crianças. Ou seja, há crianças com grandes habilidades linguísticas, nesse ponto não há problemas em estudar um idioma estrangeiro mais intensamente ou às vezes dois idiomas ao mesmo tempo.
Se ela (a criança) tem uma habilidade padrão, o ensino clássico de dois encontros por semana não é nada de excessivo.
Se a criança tem um ótimo vigor físico e adora esportes, pode perfeitamente praticar dois ou até mesmo três esportes por semana, desde que cada encontro não tenha carga física exagerada (acima de uma hora de exercícios). Se a criança não tem esse referido vigor, talvez uma ou outra atividade esportiva já seja o ideal.
E por fim equacionar as tarefas com as habilidades emocionais. Algumas crianças se sentem bem em serem desafiadas, gostam de provar o quanto são capazes e não se desgastam emocionalmente com a rotina de conviver com algum nível de tensão.
Se a criança não é muito encantada com as mais diferentes emoções advindas do esporte, é fundamental que o esporte tenha uma exigência emocional suave e regule muito bem a quantidade de participações em competições. Muitas crianças gostam de vivenciar o esporte (treinar, por exemplo) e não curtem competir.
Assim sendo, ao equacionar desafio e habilidade, damos um grande passo para que a criança crie um mecanismo tanto físico quanto psíquico que fará com que ela tenha um ótimo dinamismo para manter a operacionalidade das atividades em um alto nível de regulação, seja físico, intelectual e emocional.
Além disso, com o passar do tempo, a criança se tornará mais resistente e repleta de habilidades, fazendo com que sinta sua rotina como algo controlável e que em todo desafio uma positiva percepção de controle invadirá sua mente.
Caso contrário, se não houver essa preocupação com o que está escrito acima e lançarmos as crianças impulsivamente em uma rotina repleta de atividades, as mesmas se sentirão sem controle em quase todas as atividades e terão uma rotina de preocupação, medo e alta ansiedade.
Por fim, administrar essa nova realidade que pode ser tensa (estressante) ou não! É antes de tudo, preparar as crianças para atividades positivas, com bom senso, carinho e ensiná-las a dormir cedo para descansar bastante.
Regra principal: Pergunte: A criança está feliz? Se, sim vá firme!
terça-feira, 1 de novembro de 2011
11 sinais para os pais detectarem doença mental em crianças
Para ajudar crianças com transtornos mentais não diagnosticados, pesquisadores lançaram uma lista de 11 sinais fáceis de reconhecer que podem ser usados como um alerta pelos pais e outras pessoas da comunidade.
A lista se destina a ajudar a fechar uma lacuna entre o número de crianças que sofrem de doenças mentais e aquelas que realmente recebem tratamento para essas doenças. Com ela, os pesquisadores esperam que os pais distingam entre comportamentos normais da infância e verdadeiros sinais de doença mental.
Entre os sinais, estão sentir-se triste ou “se fechar” por duas semanas ou mais, o que pode indicar depressão, e medos intensos ou preocupações que atrapalham atividades diárias, o que pode indicar um distúrbio de ansiedade.
Estudos sugerem que três em cada quatro crianças com distúrbios de saúde mental, incluindo déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios alimentares e transtorno bipolar, passam despercebidas e não recebem os cuidados de que necessitam.
Pais que perceberem qualquer um desses sinais em seus filhos devem levá-los para ver um pediatra ou profissional de saúde mental para uma avaliação psiquiátrica.
A identificação de um transtorno psiquiátrico no início da vida também irá permitir que as crianças recebam tratamento mais cedo, o que provavelmente irá torná-los mais eficazes.
A lista foi criada por um comitê que analisou vários estudos de saúde mental, envolvendo mais de 6.000 crianças. Eles garantem que os sintomas na lista podem identificar a maioria das crianças com certos distúrbios de saúde mental.
Os 11 sinais de alerta são os seguintes:
• Sentir-se muito triste ou “se fechar” por duas ou mais semanas;
• Tentar se ferir ou se matar, ou fazer planos para isso;
• Medo súbito esmagador sem razão, às vezes com coração acelerado ou respiração rápida;
• Se envolver em várias lutas, usando uma arma, ou querer ferir outros;
• Comportamento fora de controle grave, que pode chegar a machucar a si mesmo ou outros;
• Não comer, vomitar ou usar laxantes para perder peso;
• Preocupações ou medos intensos que atrapalham atividades diárias;
• Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto, o que o coloca em perigo físico ou causa insucesso escolar;
• Uso repetido de drogas ou álcool;
• Grave humor que causa problemas em suas relações;
• Mudanças drásticas no seu comportamento ou personalidade.
Esses sinais formam um “perfil” e não são em si diagnósticos específicos. Para diagnósticos precisos, os pais devem procurar ajuda de um profissional de saúde.
Para evitar o alarme potencial de pais, que podem diagnosticar transtornos mentais onde eles não existem, os pesquisadores disseram que projetaram a lista para ser conservadora. Ou seja, estes sinais não serão evidentes em todas as crianças que tem um distúrbio de saúde mental. Dos 15% dos jovens que se estima que tenham doença mental, os perfis vão identificar cerca de 8%.
Fonte: Hypescience.com
A lista se destina a ajudar a fechar uma lacuna entre o número de crianças que sofrem de doenças mentais e aquelas que realmente recebem tratamento para essas doenças. Com ela, os pesquisadores esperam que os pais distingam entre comportamentos normais da infância e verdadeiros sinais de doença mental.
Entre os sinais, estão sentir-se triste ou “se fechar” por duas semanas ou mais, o que pode indicar depressão, e medos intensos ou preocupações que atrapalham atividades diárias, o que pode indicar um distúrbio de ansiedade.
Estudos sugerem que três em cada quatro crianças com distúrbios de saúde mental, incluindo déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios alimentares e transtorno bipolar, passam despercebidas e não recebem os cuidados de que necessitam.
Pais que perceberem qualquer um desses sinais em seus filhos devem levá-los para ver um pediatra ou profissional de saúde mental para uma avaliação psiquiátrica.
A identificação de um transtorno psiquiátrico no início da vida também irá permitir que as crianças recebam tratamento mais cedo, o que provavelmente irá torná-los mais eficazes.
A lista foi criada por um comitê que analisou vários estudos de saúde mental, envolvendo mais de 6.000 crianças. Eles garantem que os sintomas na lista podem identificar a maioria das crianças com certos distúrbios de saúde mental.
Os 11 sinais de alerta são os seguintes:
• Sentir-se muito triste ou “se fechar” por duas ou mais semanas;
• Tentar se ferir ou se matar, ou fazer planos para isso;
• Medo súbito esmagador sem razão, às vezes com coração acelerado ou respiração rápida;
• Se envolver em várias lutas, usando uma arma, ou querer ferir outros;
• Comportamento fora de controle grave, que pode chegar a machucar a si mesmo ou outros;
• Não comer, vomitar ou usar laxantes para perder peso;
• Preocupações ou medos intensos que atrapalham atividades diárias;
• Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto, o que o coloca em perigo físico ou causa insucesso escolar;
• Uso repetido de drogas ou álcool;
• Grave humor que causa problemas em suas relações;
• Mudanças drásticas no seu comportamento ou personalidade.
Esses sinais formam um “perfil” e não são em si diagnósticos específicos. Para diagnósticos precisos, os pais devem procurar ajuda de um profissional de saúde.
Para evitar o alarme potencial de pais, que podem diagnosticar transtornos mentais onde eles não existem, os pesquisadores disseram que projetaram a lista para ser conservadora. Ou seja, estes sinais não serão evidentes em todas as crianças que tem um distúrbio de saúde mental. Dos 15% dos jovens que se estima que tenham doença mental, os perfis vão identificar cerca de 8%.
Fonte: Hypescience.com
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Superproteção
Proteger seus filhos é uma atitude esperada de todas as mães, na nossa sociedade. Esses cuidados maternos desde o nascimento, sempre amorosos, persistentes, incondicionais, dão uma base de segurança física e emocional à criança nos seus primeiros anos de vida.
Entretanto, na medida em que crescem, todas precisam experimentar o contato com as diferentes pessoas e nas mais diversas situações, para conhecerem seus limites e os alargarem, para se tornarem fortes, capazes de superarem frustrações, lutarem por seus objetivos, suportarem adversidades e serem autônomas, entre outras coisas.
Infelizmente esse processo natural de crescimento, exige certo despreendimento materno, o qual nem sempre é fácil para algumas mulheres, que frente a um mundo cheio de violência e disputas acirradas, não conseguem deixar de manterem os cuidados excessivos, necessários aos primeiros anos mas que depois deles, tornam-se excessivos e debilitantes para a autoestima da criança e seu amadurecimento.
Por estranho que pareça, na mesma época em que as crianças assumem ares adolescentes tão cedo, buscam a liberdade e se colocam contra as normas mais básicas, muitas são também superprotegidas, não respondem por suas decisões mesmo quando agem de modo errado e não toleram sofrer frustrações: seus pais e especialmente suas mães, tomam todas as providencias para que vivam longe de contrariedades, problemas, perdas, responsabilidades.
Com a desculpa de que precisam cuidar para que seus filhos sejam resguardados da violência, do sofrimento, os fazem viver em uma redoma, longe da realidade, dos encargos que gradativamente todos deviam assumir para aprender a se defender. Entretanto se esquecem que toda proteção não é capaz de livrar seus filhos de acidentes e nem de tragédias de todo tipo, nem de sentimentos de incompetência ou baixa autoestima pois ao contrário do que algumas mães julgam, ser cuidado demais, não dá a sensação de serem mais amadas, mas sim de serem incompetentes e daí para a frustração e a busca de satisfação em outras áreas menos saudáveis, é um passo.
Excesso de proteção pode levar a uma falsa ideia de que são pessoas especiais, imunes a qualquer perigo, o que é uma bomba de efeito programado principalmente na adolescência: jovens que exageram na bebida, nos esportes radicais, abandonam a escola, tornam-se agressivos contra seus próprios pais, infelizmente estão nas páginas dos noticiários. Todas as crianças correm alguns riscos durante seu crescimento e superá-los as torna competentes e fortes perante os demais.
É difícil as mães se reconhecerem como superprotetoras, já que raramente percebem o exagero de seus cuidados em relação ao filho. Normalmente os atribui a alguma causa externa o que constitui na verdade um pretexto para continuarem cuidando de seu filho como se este fosse alguém muito indefeso ou imaturo para a idade.
Geralmente a mãe acaba percebendo que é ou foi superprotetora da forma mais desastrosa: seu filho passa a ser alvo de brincadeiras maliciosas dos colegas, se distancia das crianças e adolescentes da mesma idade não apenas porque a mãe o impede de sair com os amigos ou se enturmar, mas porque ao longo dos anos torna-se muito diferente de seus pares, mais despreparado, inseguro, antissocial, ou mandão, agressivo, etc.
Antes que isso ocorra, é sempre bom parar para refletir se o carinho e a proteção que dispensa aos filhos não está além daquela que eles precisam para poderem crescer, experimentar o erro, o fracasso, as perdas e aprenderem a superá-las com nossa orientação, mas por si mesmos, para que se fortaleçam e se preparem para serem autônomos, independentes e fortes: aprender a viver é algo que exige alguns tombos.
Alguns sinais nos apontam que a criança está se sentindo sufocada com a proteção excessiva. Quando pequenos, apresentam comportamentos de criança mais nova: falam como bebê, mandam e não pedem, choramingam, não são capazes de tomar minimamente conta de si mesmos, de sua higiene pessoal, de seus brinquedos , materiais escolares, etc, e por isso em comparação aos colegas normalmente amadurecidos para a faixa etária, tornam-se gritantemente diferentes.
Conforme o tempo passa, como seu amadurecimento é sempre refreado, essa diferença vai crescendo e junto com ela seus problemas de relacionamento social e de fragilidade vão se intensificando. Adultos criados por mães superprotetoras, em geral são péssimos pais, pois são infantilizados, narcisistas e egoístas. Como crianças mimadas, são mais irmãos do que pais: concorrem com seus próprios filhos.
Algumas sugestões podem ajudar mães e filhos:
- Se a criança não tiver oportunidade de fazer algo sozinho, não aprenderá por falta de motivação, de treino ou mesmo por perceber que seu crescimento não agrada à mãe que o prefere imaturo e dependente;
- Não é porque a criança depende da mãe, que a amará mais ou que os vínculos familiares são e serão mais fortes: eles serão é dependentes;
- As dificuldades de aprendizagem estão entre as conseqüências imediatas do excesso de zelo materno: demoram para se adaptar à escola e, em casos mais graves não conseguem se socializar a contento. Aprender exige esforço próprio, resistência à frustração e motivação, atitudes impossíveis para uma criança excessivamente protegida. Se algo parece muito difícil para uma criança, e sua mãe o incentivar, ele começar a aprender como fazer para superar essa dificuldade, a mãe resolver tudo em seu lugar, ele não aprenderá nada que seus amiguinhos já sabem ou saberão fazer em breve e ficará “para trás”;
- Mães superprotetoras também são pessoas que sofrem e que precisam de ajuda e não de recriminações. Se não conseguem perceber o quanto prejudicam o desenvolvimento do filho e o sofrimento que lhes provocam, uma pessoa amiga as poderá fazer entender a necessidade de um tratamento terapêutico, que não é só indicado, mas indispensável para o bem-estar mental e emocional da criança e dela própria.
Maria Irene Maluf irenemaluf@uol.com.brPedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia.
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Entretanto, na medida em que crescem, todas precisam experimentar o contato com as diferentes pessoas e nas mais diversas situações, para conhecerem seus limites e os alargarem, para se tornarem fortes, capazes de superarem frustrações, lutarem por seus objetivos, suportarem adversidades e serem autônomas, entre outras coisas.
Infelizmente esse processo natural de crescimento, exige certo despreendimento materno, o qual nem sempre é fácil para algumas mulheres, que frente a um mundo cheio de violência e disputas acirradas, não conseguem deixar de manterem os cuidados excessivos, necessários aos primeiros anos mas que depois deles, tornam-se excessivos e debilitantes para a autoestima da criança e seu amadurecimento.
Por estranho que pareça, na mesma época em que as crianças assumem ares adolescentes tão cedo, buscam a liberdade e se colocam contra as normas mais básicas, muitas são também superprotegidas, não respondem por suas decisões mesmo quando agem de modo errado e não toleram sofrer frustrações: seus pais e especialmente suas mães, tomam todas as providencias para que vivam longe de contrariedades, problemas, perdas, responsabilidades.
Com a desculpa de que precisam cuidar para que seus filhos sejam resguardados da violência, do sofrimento, os fazem viver em uma redoma, longe da realidade, dos encargos que gradativamente todos deviam assumir para aprender a se defender. Entretanto se esquecem que toda proteção não é capaz de livrar seus filhos de acidentes e nem de tragédias de todo tipo, nem de sentimentos de incompetência ou baixa autoestima pois ao contrário do que algumas mães julgam, ser cuidado demais, não dá a sensação de serem mais amadas, mas sim de serem incompetentes e daí para a frustração e a busca de satisfação em outras áreas menos saudáveis, é um passo.
Excesso de proteção pode levar a uma falsa ideia de que são pessoas especiais, imunes a qualquer perigo, o que é uma bomba de efeito programado principalmente na adolescência: jovens que exageram na bebida, nos esportes radicais, abandonam a escola, tornam-se agressivos contra seus próprios pais, infelizmente estão nas páginas dos noticiários. Todas as crianças correm alguns riscos durante seu crescimento e superá-los as torna competentes e fortes perante os demais.
É difícil as mães se reconhecerem como superprotetoras, já que raramente percebem o exagero de seus cuidados em relação ao filho. Normalmente os atribui a alguma causa externa o que constitui na verdade um pretexto para continuarem cuidando de seu filho como se este fosse alguém muito indefeso ou imaturo para a idade.
Geralmente a mãe acaba percebendo que é ou foi superprotetora da forma mais desastrosa: seu filho passa a ser alvo de brincadeiras maliciosas dos colegas, se distancia das crianças e adolescentes da mesma idade não apenas porque a mãe o impede de sair com os amigos ou se enturmar, mas porque ao longo dos anos torna-se muito diferente de seus pares, mais despreparado, inseguro, antissocial, ou mandão, agressivo, etc.
Antes que isso ocorra, é sempre bom parar para refletir se o carinho e a proteção que dispensa aos filhos não está além daquela que eles precisam para poderem crescer, experimentar o erro, o fracasso, as perdas e aprenderem a superá-las com nossa orientação, mas por si mesmos, para que se fortaleçam e se preparem para serem autônomos, independentes e fortes: aprender a viver é algo que exige alguns tombos.
Alguns sinais nos apontam que a criança está se sentindo sufocada com a proteção excessiva. Quando pequenos, apresentam comportamentos de criança mais nova: falam como bebê, mandam e não pedem, choramingam, não são capazes de tomar minimamente conta de si mesmos, de sua higiene pessoal, de seus brinquedos , materiais escolares, etc, e por isso em comparação aos colegas normalmente amadurecidos para a faixa etária, tornam-se gritantemente diferentes.
Conforme o tempo passa, como seu amadurecimento é sempre refreado, essa diferença vai crescendo e junto com ela seus problemas de relacionamento social e de fragilidade vão se intensificando. Adultos criados por mães superprotetoras, em geral são péssimos pais, pois são infantilizados, narcisistas e egoístas. Como crianças mimadas, são mais irmãos do que pais: concorrem com seus próprios filhos.
Algumas sugestões podem ajudar mães e filhos:
- Se a criança não tiver oportunidade de fazer algo sozinho, não aprenderá por falta de motivação, de treino ou mesmo por perceber que seu crescimento não agrada à mãe que o prefere imaturo e dependente;
- Não é porque a criança depende da mãe, que a amará mais ou que os vínculos familiares são e serão mais fortes: eles serão é dependentes;
- As dificuldades de aprendizagem estão entre as conseqüências imediatas do excesso de zelo materno: demoram para se adaptar à escola e, em casos mais graves não conseguem se socializar a contento. Aprender exige esforço próprio, resistência à frustração e motivação, atitudes impossíveis para uma criança excessivamente protegida. Se algo parece muito difícil para uma criança, e sua mãe o incentivar, ele começar a aprender como fazer para superar essa dificuldade, a mãe resolver tudo em seu lugar, ele não aprenderá nada que seus amiguinhos já sabem ou saberão fazer em breve e ficará “para trás”;
- Mães superprotetoras também são pessoas que sofrem e que precisam de ajuda e não de recriminações. Se não conseguem perceber o quanto prejudicam o desenvolvimento do filho e o sofrimento que lhes provocam, uma pessoa amiga as poderá fazer entender a necessidade de um tratamento terapêutico, que não é só indicado, mas indispensável para o bem-estar mental e emocional da criança e dela própria.
Maria Irene Maluf irenemaluf@uol.com.brPedagoga, especialista em Educação Especial e Psicopedagogia.
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domingo, 24 de abril de 2011
Dica de Livro - Falar sobre Sexo
Livro ensina pais a falarem sobre sexo com adolescentes
Numa conversa descontraída e interativa, o educador, consultor e palestrante Marcos Ribeiro dá todas as dicas e informações para ajudar os pais a construírem uma relação mais próxima com seus filhos nessa que é uma das etapas mais importantes da vida.
Camisinha, gravidez, aids, masturbação, além de drogas e bullying... Não tem jeito: se os pais quiserem construir laços de respeito e confiança com seus filhos, e que eles cresçam bem informados e saudáveis, o diálogo ainda é a melhor solução. Mas será que os adultos sabem como falar sobre esses assuntos com naturalidade, levando em conta não apenas o que acham certo, mas também o que seus filhos esperam? Para ajudar nesse difícil momento, o educador Marcos Ribeiro dá todas as orientações em Conversando com seu filho adolescente sobre sexo (Editora Planeta / selo Academia, 176 páginas, R$ 19,90).
Professor, palestrante na área de educação sexual e coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro, Marcos Ribeiro aposta em uma regra básica para a educação sexual dos filhos: diálogo + respeito + confiança + limites na hora certa. Ele diz que a conversa sobre sexo deveria ocorrer desde a infância. Mas se não foi o que aconteceu, “antes tarde do que nunca”.
O ideal é aproveitar as situações do dia a dia, ao invés de entrar com tudo no assunto. Isso significa “um comentário em casa, o que você ouviu de um dos colegas dele, a notícia da TV, um tema abordado num dos programas para jovens e tantas outras oportunidades”. Para o autor, não deve haver a divisão pai-filho, mãe-filha.
“Tanto o garoto como a garota devem conversar com os dois” – respeitado-se, claro, o grau de intimidade maior com um ou com outro, o que é normal nas relações familiares. O livro aborda assuntos como o que é a adolescência, as mudanças que acontecem no corpo dos adolescentes durante essa fase, a diferença de tratamento dedicado ao filho e à filha, a descoberta da sexualidade e o começo dos relacionamentos. Marcos Ribeiro também mostra como tratar a questão da homossexulidade, da gravidez na adolescência e da prevenção à Aids, o que fazer quando um filho está usando drogas, como lidar com as várias faces da violência – física, moral, sexual, etc –, e com o bullying.
O prefácio da obra tem a assinatura de uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a ginecologista Albertina Duarte Teixeira, coordenadora do Programa de Adolescência da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
O autor
Professor e palestrante na área de educação sexual, Marcos Ribeiro é coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro. É também consultor de várias instituições públicas e privadas, como Fundação Roberto Marinho, Canal Futura e ministérios da Educação e da Saúde. É o único autor brasileiro da área de sexualidade premiado pela Academia Brasileira de Letras.
Pela Editora Planeta, Ribeiro já lançou Conversando com seu filho sobre sexo.
Numa conversa descontraída e interativa, o educador, consultor e palestrante Marcos Ribeiro dá todas as dicas e informações para ajudar os pais a construírem uma relação mais próxima com seus filhos nessa que é uma das etapas mais importantes da vida.
Camisinha, gravidez, aids, masturbação, além de drogas e bullying... Não tem jeito: se os pais quiserem construir laços de respeito e confiança com seus filhos, e que eles cresçam bem informados e saudáveis, o diálogo ainda é a melhor solução. Mas será que os adultos sabem como falar sobre esses assuntos com naturalidade, levando em conta não apenas o que acham certo, mas também o que seus filhos esperam? Para ajudar nesse difícil momento, o educador Marcos Ribeiro dá todas as orientações em Conversando com seu filho adolescente sobre sexo (Editora Planeta / selo Academia, 176 páginas, R$ 19,90).
Professor, palestrante na área de educação sexual e coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro, Marcos Ribeiro aposta em uma regra básica para a educação sexual dos filhos: diálogo + respeito + confiança + limites na hora certa. Ele diz que a conversa sobre sexo deveria ocorrer desde a infância. Mas se não foi o que aconteceu, “antes tarde do que nunca”.
O ideal é aproveitar as situações do dia a dia, ao invés de entrar com tudo no assunto. Isso significa “um comentário em casa, o que você ouviu de um dos colegas dele, a notícia da TV, um tema abordado num dos programas para jovens e tantas outras oportunidades”. Para o autor, não deve haver a divisão pai-filho, mãe-filha.
“Tanto o garoto como a garota devem conversar com os dois” – respeitado-se, claro, o grau de intimidade maior com um ou com outro, o que é normal nas relações familiares. O livro aborda assuntos como o que é a adolescência, as mudanças que acontecem no corpo dos adolescentes durante essa fase, a diferença de tratamento dedicado ao filho e à filha, a descoberta da sexualidade e o começo dos relacionamentos. Marcos Ribeiro também mostra como tratar a questão da homossexulidade, da gravidez na adolescência e da prevenção à Aids, o que fazer quando um filho está usando drogas, como lidar com as várias faces da violência – física, moral, sexual, etc –, e com o bullying.
O prefácio da obra tem a assinatura de uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a ginecologista Albertina Duarte Teixeira, coordenadora do Programa de Adolescência da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.
O autor
Professor e palestrante na área de educação sexual, Marcos Ribeiro é coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro. É também consultor de várias instituições públicas e privadas, como Fundação Roberto Marinho, Canal Futura e ministérios da Educação e da Saúde. É o único autor brasileiro da área de sexualidade premiado pela Academia Brasileira de Letras.
Pela Editora Planeta, Ribeiro já lançou Conversando com seu filho sobre sexo.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Sexualidade
Como falar às crianças sobre sexualidade?
Em muitos casos, a criança está somente imitando uma situação que viu, sem a malícia que nós,
adultos, temos. Assim, sensatez e jogo de cintura são necessários para lidar com a situação.
Parece que, a cada ano que passa, as crianças se mostram mais espertas. Também pudera: assim como nós, adultos, elas também estão cercadas de informações, sejam elas vindas da TV, músicas, internet, ou mesmo de colegas e familiares; das mais diversas temáticas.
Freud, há quase um século, descreveu sobre a sexualidade infantil, provocando uma reação assustadora em muitos membros da sociedade. Graças a ele, hoje sabemos que o desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, ou seja: quando ainda somos bebês, ao sermos segurados e acariciados; e que os atos de comer, urinar e defecar trazem grande prazer à criança.
Na atualidade, em muitas escolas, tal tema tem sido debatido, mas nem sempre educadores se sentem realmente seguros para direcioná-lo – ainda mais quando se trata de perguntas ou atitudes que exigem uma resposta ou intervenção rápida.
Diante do exposto, esse texto tem como objetivo auxiliar pais e professores quanto a isso. Uma justificativa adicional é o fato de que reprimir ou dar respostas erradas, provavelmente, fará com que a criança busque tais informações em outras fontes, o que pode fornecer respostas incorretas, ou mesmo expô-la a riscos desnecessários. Assim, criar um canal confiável de diálogo é fundamental e, para tal, pode ser interessante que pais e professores atuem em conjunto.
Provavelmente, a primeira dúvida manifestada será em relação aos órgãos genitais, como a diferença anatômica do pênis e da vagina. Utilizando os termos corretos, evitando apelidos, palavrões ou palavras de duplo sentido, farão com que as crianças percebam que se trata de algo sério e natural.
Não reprimir quando se tocam em tais regiões, mas, ao contrário, conduzi-las, sutilmente, a outras atividades, ou dizer que tal atitude incomoda o colega e/ou não é adequada àquele momento e lugar – assim como urinar ou defecar; são medidas mais sensatas do que simplesmente proibir. Até porque é inegável que, de fato, mesmo sendo crianças, são capazes de sentir prazer manipulando seus órgãos genitais. Assim, como explicar que algo que dá prazer é errado, ou feio? A malícia, na grande maioria dos casos, parte de nós, e não delas. Dessa forma, se se tratar de uma situação na qual a criança está se tocando, por exemplo, no banheiro, sozinha, a situação não deve ser reprimida e, tampouco, supervalorizada.
As respostas às perguntas devem ser feitas em uma linguagem acessível, de forma clara e objetiva, dizendo de forma simplificada exatamente o que a criança deseja saber, sem antecipar dúvidas. Caso não saiba a resposta (ou como responder), seja sincero, e busque o mais rápido possível dar esse retorno, ao invés de fingir que se esqueceu.
Quanto ao receio de estimular a criança de forma errônea, e antecipadamente, ao se trabalhar sobre a sexualidade, muitos estudos apontam que, na verdade, indivíduos bem esclarecidos tendem a adiar o início de sua vida sexual já que sua curiosidade já foi, em parte, saciada, e existe a ideia clara de que ir mais adiante requer responsabilidades e limites. Além disso, crianças esclarecidas tendem a ter risco significantemente menor de serem abusadas, já que sabem que troca de carícias e sexo deve ser algo consensual, entre pessoas mais velhas e, preferencialmente, envolvendo amor.
Outra atenção especial é quanto aos estereótipos atribuídos a homens e mulheres, ignorando o senso de diversidade. O foco deve ser dado nos aspectos que tangem as semelhanças e diferenças físicas, reforçando que ambos os gêneros devem ter oportunidades iguais, e respeito mútuo. Sobre isso, sugiro a leitura deste texto, de Lola Aronovich: uma produção muito interessante, que fala sobre uma campanha equatoriana contra o machismo, iniciada em 2008, e disponibiliza seus vídeos.
Sugestão adicional:
Outro material que poderá auxiliar os educadores é o livro “Mamãe Botou um Ovo”, de Babette Cole.
Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Brasil Escola
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Dicas para os pais
Reinaldo Domingos Quinta
Dicas para economizar na compra do material escolar
A compra de materiais escolares sempre causa grandes preocupações para os pais. Como gastar menos e onde encontrar produtos de qualidade? Um problema nessa hora é que a maioria dos brasileiros tem grande dificuldade em realizar boas negociações, em função da timidez e da idéia de que o preço do produto não pode ser alterado.
Esse é um engano, os preços estabelecidos por uma loja podem e devem ser questionados, isto faz parte do ato de negociar. Veja algumas dicas:
1. Realizar as compras de materiais escolares em conjunto com outros pais, o que dará maior chance para negociar menores preços. Para isso, basta juntar duas ou três famílias com filhos nas mesmas séries.
2. Levantar todo o material escolar que sobrou no ano anterior, separando o que pode ser reaproveitado ou não, nessa hora é importante lembrar que as trocas de livros didáticos entre alunos de séries diferentes representam grande economia. Caso não possa trocar, doe o material para jovens de famílias necessitadas. Veja a possibilidade de comprar somente o material que será utilizado no primeiro semestre, isto poderá lhe trazer uma boa economia e menor desembolso de dinheiro.
3. Não se deixar levar somente pelos desejos dos filhos, eles são influenciados pelos amigos e pelo marketing publicitário, por isso vão querer sempre produtos da moda e que contenham imagens de artistas ou personagens de sucesso, o que faz com que os preços desses produtos fiquem muito mais caros. Para evitar ceder a esses impulsos, os pais devem ter sempre em mão uma lista do que é realmente necessário e conversar com os filhos para que entendam a diferença e a utilidade dos materiais.
4. Na hora da compra é fundamental saber falar e se expressar, buscando a melhor opção de pagamento. Para isso, a disciplina é fundamental, seguindo todo um ritual de compra, com uma boa abordagem, para que a obtenção do melhor preço ocorra de forma segura e inteligente, sempre faça a pergunta, quanto custa este produto à vista? Isto ajudara muito.
5. Existem diversas formas de abordar um vendedor, mas, seja qual for a sua, algumas dicas são interessantes: escolha bem a marca do produto, pesquise o preço na internet e em pelo menos três lugares com visitas presenciais, negocie a vista e pague a prazo, mas as prestações devem caber em seu orçamento mensal futuro. Seja cordial com o vendedor, pergunte seu nome e cumprimente-o ele certamente lhe ajudará nesta negociação.
6. Atualmente a compra pelo mercado eletrônico vem crescendo e, há casos, que o preço das lojas virtuais cobre o preço das lojas de rua e shopping, que têm custos de marketing, locação, funcionário custos fixos e variáveis. Já as lojas eletrônicas só têm o custo do produto e da logística para entrega. O único problema é que o prazo de entrega pode ser um pouco maior, por isso é preciso comprar com maior antecedência.
7. Recicle materiais, além de ser uma forma de economizar também desenvolve o espírito lúdico das crianças, para isso, basta pegar os matérias mais desgastados e dar a eles uma nova vida, juntar folhas de cadernos usados, construir uma capa nova, etc.
8. Faça compra de produtos para o recreio em atacados e faça economia na merenda escolar, mas essa deve ser sempre precedida da preocupação de um bom balanceamento nutricional, ensine seu filho a comprar somente o necessário e não desperdiçar.
9. Antes de negociar com as vans para levar os filhos na escola, veja se não existe a possibilidade de um revezamento com pais que moram na mesma área ou condomínio. Costuma ser muito divertido e cria uma relação de comunidade mais solida, caso não haja essa possibilidade pesquise os valores das vans e negocie. Cuidado, esse meio de transporte tem que estar habilitado e regularizado.
10. Procure saber com a direção da escola quais diferenciais a escola trará este ano e nos anos seguintes em relação ao ensino de educação financeira, caso isso não ocorra, explique a importância de inserir esse tema desde cedo, muitas escolas já estão adotando esta disciplina, e o governo já está em fase de projeto piloto no ensino médio e fundamental.
Comprar materiais escolares é uma atividade de extrema importância que requer cuidados, este investimento deverá estar previsto no orçamento financeiro da família. Lembrando que um dos maiores investimentos que podemos realizar para nossos filhos são os estudos que daremos a eles.
Procure ainda investir na educação financeira logo cedo e para isso oriento que façam uma previdência privada ou poupança programada, mostrando este beneficio a eles e a importância de já estar pensando na sua independência e porque não dizer em sua saúde financeira!
Reinaldo Domingos - Educador e Terapeuta financeiro. Também é autor dos livros ?Terapia Financeira? e O Menino do Dinheiro - (Editora Gente), e criador da Metodologia Educação Financeira DSOP ?- Presidente do Instituto de Educação Financeira DSOP?
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