terça-feira, 9 de novembro de 2010

Notícia/Problemas no ENEM

Veja quais foram os problemas encontrados no ENEM/2010


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é questionado pela justiça e o Ministério da Educação diz que os problemas são pontuais e podem ser resolvidos com aplicação de nova prova com mesmo grau de dificuldade. Veja quais foram os problemas:

Redação
Delegado federal da Bahia investiga denúncia de professores de que alunos de Pernambuco comentavam que o tema da redação seria trabalho e escravidão antes da prova que confirmou o assunto. O caso ainda está sendo investigado.


Questão errada
Uma pergunta incluía trecho do livro “1808” de Laurentino Gomes com erro de data (afirmava que a abertura dos portos no Brasil ocorreu em 1810). Segundo o MEC, a confusão não impedia que o candidato chegasse à resposta correta.


Cola
Um repórter do Jornal do Comércio que fez o exame enviou uma mensagem com o tema da redação pelo celular ao ir ao banheiro, meia hora após o início do teste. Candidatos confirmam que era possível colar. A polícia investigará candidatos que descumpriram regra.


Impressão
Um lote de 33 mil provas foi impresso com erro de ordenação. Segundo a gráfica, foram distribuídas 21 mil destas para candidatos no sábado. A maioria teria percebido e recebido um caderno substituto, mas calcula-se que 2 mil provas tenham sido preenchidas com erro.


Gabarito invertido
No primeiro dia de prova as primeiras questões eram de Ciências Humanas e as últimas de Ciências da Natureza, mas o gabarito invertia a ordem. Os fiscais pediram para preencher a resposta conforme o número da questão, mas algumas pessoas dizem ter feito o contrário. MEC disse que fará site para que prejudicados informem como preencheram.


Distância
O local da prova foi agendado por ordem alfabética e em muitos casos ficava bastante longe do endereço do candidato. Alguns atrasados e ausentes culparam a distância que em alguns casos era de até 30 quilômetros.

Fonte iG São Paulo | 09/11/2010 18:22

Qualidade da escolaridade

Relatório da ONU: baixa escolaridade no Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota em que comenta os novos critérios adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para composição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O órgão do governo reforça que a baixa escolaridade no Brasil, destacada no relatório de 20 anos de aniversário do índice, é uma média entre toda a população acima de 25 anos e, portanto, sofreu poucas mudanças com as políticas educacionais recentes.

Para o governo, os novos indicadores educacionais propostos — além da escolaridade, leva-se em conta os anos de estudo esperados para as crianças que iniciam a vida escolar agora — “precisam ser mais bem esclarecidos para que se possa cumprir os objetivos de simplicidade, transparência e popularidade”.

A composição geral ainda é feita baseada em saúde, educação e renda. Na média feita com todos os critérios, oBrasil está em 73º entre 169 países, três posições acima do ranking anterior.

Fonte: ig educação -5/11/2010

Notícia / Ensino Médio

Evasão no ensino médio
Por: Valeska Andrade
Enquanto 98% de crianças e adolescentes brasileiras entre 7 e 14 anos estão na escola, 15% dos jovens de 15 a 17 anos desistiram de estudar. O abandono é refletido no número de matrículas da série final. Se comparado ao da série inicial, o total é 35,5% menor. De acordo com o Censo Escolar, em 2007 ingressaram no ensino médio 3.440.048 estudantes. Já em 2009, foram efetuadas 2.218.830 matrículas. Quando não há reprovações, um aluno conclui o ensino médio em três anos.
Na Região Centro-Oeste, a diferença entre as matrículas é de 37% e no Sul chega a 38,53%. O Sudeste tem o menor percentual: 34,68%. Nordeste e Norte possuem índices iguais: 35,7%. O total de matrículas mostra o abandono do ensino médio na última década. A taxa de escolaridade dos jovens entre 15 e 17 é muito baixa e isso já é sentido no ensino superior, onde há vagas ociosas.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugere que os estados mantenham escolas de ensino médio em todos os municípios para combater a evasão. Fonte: O Globo (RJ) - 08.11.10 08:29

Agenda da Seduc/MT

Seminário Ensino Médio Integrado a Educação Profissional Data: 16/11 a 18/11/10 Local: - Contato: - -
18 NOV Prêmio Estadual de Ref. em Gestão Escolar Data: dia 18/novembro/2010 Local: Hotel Fazenda Mato Grosso Contato: (65) 3613-6377/6476 06 DEZ
Seminário Surdo e Cegueira Data: de 06 a 11 de Dezembro de 2010 Local: a definir Contato: 65 3613 6377 e 6476

www.seduc.mt.gov.br

Decreto para a Educação no Campo

Presidente Lula assina decreto que aprimora a educação no campo
O presidente da República assinou no dia 4/11 o decreto que regulamenta políticas públicas voltadas para a educação no campo. “Este decreto sinaliza a organização não apenas de políticas publicas federais para a educação no campo, como também organiza o trabalho feito em estados e municípios”, fala do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O decreto regulamenta também o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Segundo O ministro todas as políticas públicas, ações e programas do Ministério da Educação dialogam de alguma forma com a realidade do campo. “Políticas institucionalizadas dão mais vida aos movimentos sociais, facilitam a luta por avanços e dão à sociedade a condição de perseguir políticas mais ambiciosas”, afirmou.

O decreto atribui ao governo federal a responsabilidade de criar e implementar mecanismos que assegurem a manutenção e o desenvolvimento da educação na área rural. Propõe o enfrentamento de quatro problemas: redução do analfabetismo de jovens e adultos; fomento da educação básica na modalidade jovens e adultos integrando qualificação social e profissional; garantia de fornecimento de energia elétrica, água potável e saneamento básico para as escolas; promoção da inclusão digital com acesso a computadores, conexão à internet e às demais tecnologias digitais.

A formação de professores que lecionam nas escolas rurais também está definida no decreto, assim como a adequação do calendário escolar às particularidades das atividades regionais e dos ciclos produtivos; o reconhecimento da relevância da escola multisseriada; e a pedagogia da alternância (combina atividades intensivas na sala de aula com práticas na propriedade).

sexta-feira, 05 de novembro de 2010 MEC

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ORAÇÃO DO PROFESSOR

"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação. Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento. Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir. Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho . Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. Amém!"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Processo de envelhecimento e questões relativas à velhice, um assunto necessário e urgente para discutir no currículo de ensino.

Iza Aparecida Saliés
http://www.izasalies.blogspot.com
Considerando que o Brasil está caminhando para um futuro populacional considerável de idoso e reduzindo o número de nascimento, pois a grande tendência das famílias modernas é ter de um a dois filhos ou até três, o que no passado era praticamente inviável, por vários fatores, em especial social e religioso. 
A tendência contemporânea é oferecer condições de vida as pessoas idosas, a sociedade e o estado, ambos precisam preparar para atendê-los que chegam com novos hábitos e desenvolvimento humano bastante fortalecido pelas condições de vida que hoje a ciência proporciona.
Os idosos de hoje são mais ativos, participativos, vaidosos, fazem parte de um grupo chamado geração saúde, preocupam com a vaidade intelectual e estética, com a sensibilidade, adoram o bonito, o belo, curtem com alegria os momentos coletivos de afinidade com amigos do grupo. 
São visíveis as políticas publicas que há para a pessoa idosa, mas, contudo, faz-se necessário que essas políticas atinjam todos os segmentos do governo. A apesar dos avanços com o Estatuto ainda assim precisamos discutir as questões da pessoa idosa com mais na
educação.
Na educação já foram realizadas algumas ações quanto às questões da pessoa idosa, no caso da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, em 2004 o órgão começou a discutir o tema ainda de forma acanhada, pois no momento tínhamos um representante no Conselho, essa era a participação do órgão.
Com a representação nesse organismo a Seduc teve a iniciativa de elaborar a normativa que inclui o de tema sobre o envelhecimento nos currículos mínimos, em consonância ao artigo 22 da Lei n. 10.741/03, definidos a forma e o conteúdo mínimo para abordagem. Instituir na programação de formação continuada de professor e servidores administrativos da rede estadual de ensino, o enfoque sobre o tema “pessoa idosa” a fim de capacitá-los para a compreensão do tratamento e minimizar o preconceito, produzindo conhecimento formal sobre o assunto.
A Seduc intensificou a oferta de Ensino Fundamental e do Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos, sendo oferecida na medida em que surgem demandas pontuais, a oferta
das etapas e das modalidades de ensino oferecida na Rede Estadual de Ensino funciona no período diurno e noturno. 
A discussão do tema “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice” no currículo de ensino está respaldada pelas legislações: LDB/96 e a Constituição Federal do Brasil, que em seu Artigo 210 estabelece como devem ser tratados os conteúdos mínimos do currículo, “Serão fixos conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".   
Considerando a necessidade de atender esta sociedade em ebulição, com pressa no trato das questões de inclusão, cidadania, pluralismo, diversidade e outros, assuntos estes que aos poucos vão penetrando na rotina pedagógica da escola, o que não consolida a necessidade de criar disciplinas curriculares para trabalhar especificamente temas que outrora não lhe competia.
A escola precisa de tempo para que possamos adequar às inovações impostas por essa sociedade emergente, frente a uma prática pedagógica de antanho.
A Formação Continuada dos Professores de Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, programa pode contribuir para prepará-los para saber lido com imperiosas necessidades sócias que estão
provocando mudanças na prática pedagógica do professor.
Para a formação dos professores precisa oferecer aportes conceituais, teóricos e metodológicos para que os mesmos possam desenvolver competências e habilidades para saber conduzir temáticas contemporâneas que permeiam a vivência na escola e precisam fazer parte das atividades pedagógicas da escola.
A sociedade do momento é cheia de nuances rica de possibilidades de discussões no que se refere a temas como diversidade, justiça, inclusão e cidadania, todos são assuntos que
provocam polêmicas e requer formação para os professores.
A Superintendência de Ensino e Currículo/Seduc programou em 2005, Seminário sobre a Diversidade na Educação, com a participação de docentes que atuam no Ensino Médio, durante o evento foi abordado o processo de envelhecimento e questões relativas à velhice tema á abordado para contemplar a inclusão dessa discussão no contexto curricular permeando os conteúdos, conceitos e saberes das diversas disciplinas, propiciando a interação das áreas de conhecimento. Assessorar escolas com formação em serviço para o desenvolvimento da política pedagógica do Ensino Médio, cuja finalidade é programar ações que destaquem as Políticas Afirmativas que promova a inserção do tema “processo de envelhecimento e questões relativas à velhice”, (Diversidade de Gerações) cumprindo desta forma ao Artigo 13, inciso II.  Da Lei Complementar n. 131/03 de 17 de Julho. 17/07/03[1]·; Capacitar Coordenadores Pedagógicos que atuam no Ensino Médio, que propõe uma reflexão acerca de como abordar os temas sociais relevantes, com especial destaque ao “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice”; Seminário com professores para discutir a inclusão da temática “processo de envelhecimento e questões relativas à pessoa idosa no currículo da Educação Básica” (prevista para ser realizada em junho/2005); Projeto Letração –“Alfabetização de Adultos” Educação de Jovens e
Adultos:
foi previsto o atendimento de 3818 alfabetizando, 183
alfabetizadores para contemplar 34 municípios do Estado
[2]·; Distribuição de materiais pedagógicos para os professores, para subsidiar a formação continuada em serviço, sob temas sociais
relevantes, em especial o estudo da ciência que trata do processo ensino  -  aprendizagem da pessoa idosa (Andragogia).
[3] 
O professor precisa estar sincronizado com os mais modernos pressupostos teóricos, conceituais que possibilite um embasamento científico sem estar apenas pautados em conhecimento empírico.
 “Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência. É aprender a usar o diálogo, nas mais diferentes situações e
comprometer-se com o que acontece na vida da comunidade e do País
[4].
Mesmo respeitando a autonomia da escola, que pode definir sua trajetória pedagógica, a Seduc desenvolveu ações pontuais e
afirmativas para contribuir com construção de valores na escola e na sociedade, para que a convivência democrática, os direitos humanos, respeito à diversidade, o respeito às gerações e a inclusão social façam parte da vivência das escolas deste Estado.
Para que possamos atender a contento tanto a sociedade, como também cumprir os dispositivos legais, faz-se necessário que o Sistema de Ensino Estadual/MT esteja preparado para o enfrentamento de novos papéis que permeiam os meandros da escola e o seu entorno, devendo ser trabalhados no seu cotidiano.
Para que isso aconteça precisamos que todos os segmentos da comunidade escolar estejam preparados para aceitar e conviver com as inovações significativas que virão e que possua um aporte conceitual comprovado, por se tratar de temáticas complexa, com especificidades próprias, merecendo destaque no instante em que vai ser introduzido nas discussões pertinentes ao currículo de ensino.

[1] Estatuto da Pessoa Idosa de Mato Grosso.
[2] Dados
fornecidos pela Equipe da Educação de Jovens e Adultos.
[3] Ciência  que estuda a aprendizagem do Adulto.
[4] Programa Ética e Cidadania, MEC

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aprendendo com a copa do mundo

Iza Aparecida Saliés
http://www.izasalies.com/

 

Quando via a convocação da seleção brasileira fiquei pasma, as estrelas não estavam na lista de convocados (os jogadores famosos) então, pensei o que houve? Analisando a tão comentada convocação do Dunga, tive o atrevimento de querer comentar sobre o assunto, mas, como sou apenas uma torcedora, sem muito traquejo para falar sobre futebol, ainda assim, quero arriscar e fazer alguns comentários neste artigo.

Quando Dunga divulgou o nome dos jogadores ouvi comentários de pessoas entendidas que a seleção convocada não inspirava segurança, sendo que o treinador optou por convocar jogadores que já tinham participado em jogos amistosos da seleção e não convocou as estrelas do futebol brasileiro e até internacional.

Por não dominar o futebol, fiquei apenas ouvindo, mas ao mesmo tempo pensando sobre as estratégias que o Dunga utilizou para convocar os jogadores. Percebi que as estrelas da copa passada, ou seja, Ronaldinho, Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano e outros, deram pouco resultado, não fizeram parte do conjunto, preocupavam com a aparência pessoal, pouco desempenho no campo, chegaram arrebentados para jogar pelo Brasil, sendo que, eles sabiam jogar, tinham técnica, mas prescindia de harmonia e sincronia no conjunto do time.

Esse é o meu olhar de torcedora, que vibra, grita, chora, fica alegre, chama Deus, faz prece, torce os dedinhos. Então, entendi que Dunga agiu pensando no conjunto, pensando nos jogadores que transpiravam desejo de ser convocado, precisavam ser valorizados, reconhecidos, almejava uma oportunidade, tudo isso, para poder mostrar ao brasileiro o que eles podem fazer pela pátria, mesmo não sendo estrela reconhecida.

Saiu do baú da formação que Dunga tanto escolar como familiar, a sua séria, tão desejada e comentada convocação da seleção brasileira. Tudo isso, somado à experiência que teve como jogador apoiou seus argumentos no conceito de conjunto, de sentido de grupo, da vontade de vencer, de ter esperança, acreditar que é possível, da garra, juntou tudo, e trabalhou psicologicamente a habilidade de cada jogador e mostrou que o conjunto pode construir uma equipe competente.

Além da habilidade dos jogadores e a competências do conjunto, outro quesito importante que precisa ser destacado, foi à capacidade que Dunga teve de resgatar os valores éticos, profissionais e pessoais dos jogadores, enquanto grupo, essa é uma necessidade básica da atualidade, pois, concorrer com diversidade de estilos, jeito, técnicas de jogar futebol, que a pesar das regras, precisa necessariamente passar pela emoção, razão e conhecimento deles que estão lá para defender nossa pátria.

Falando em habilidades e competências, conceitos exigidos no mundo do trabalho e também enquanto pedagógico, pois, estamos constantemente sendo cobrados pela sociedade por eficiência e eficácia dos comportamentos, desempenhos, atos e atitudes que realizamos.

Fazendo um adendo aos conceitos citados no parágrafo anterior, discutindo esses conceitos voltados para o aspecto pedagógico, entendo que só pode considerar que houve aprendizagem quando o conhecimento é mobilizado para resolver problemas e seus referenciais teóricos são suficientes para amparar o conjunto de saberes que quando utilizados, precisam ser capazes de solucionar situações complexas.

O Gestor de Futebol, Dunga, sem alarde, agiu com rigor, competência, foi estratégico, seguro em suas concepções teóricas, forte o suficiente para calar os brasileiros que por ventura ameaçassem sua convocação, soube lidar com situações problemas, com as vaidades, os egos, como também, com os desafios do cargo, estes, foram pouco a pouco sendo transpostos por sucessivas vitórias em campo, mesmo sendo jogos amistosos.

A copa do mundo é um grande desafio para todos, técnicos, jogadores, torcedores, organizadores e para a nação que participa também, nesse momento precisamos apresentar o melhor que temos e que podemos conseguir realizar, ou seja, precisamos de jogadores bons que tenham competência e que estejam preparados para o inesperado e dar resultado.

Vale ressaltar que o momento é propício para refletirmos sobre gestão de pessoas e gestão do conhecimento, pois Dunga está mostrando o que é necessário para fazer parte da seleção brasileira, que seja composta por um conjunto de jogadores sem rótulo, do que convocar estrelas que não sabem jogar em conjunto.

O exemplo do Técnico da Seleção Brasileira de usar da razão, da emoção e do conhecimento que possui, faz dele, um profissional seguro para conduzir com certeza de que o que está fazendo é o correto para a seleção.

Confesso que aprendi uma lição, com o ocorrido com a seleção, à estratégia de Dunga passa a ser um referencial prático de como comportar, agir, e ser capaz de desempenhar bem seu trabalho, seja ele jogando ou em outra atividade laboral, ser estrela solitária não resolve problemas, o que resolve é o conjunto é a sincronia perfeita que o gestor preparou, precisamos saber aprender, ser, ter e fazer.

Acima de qualquer crítica e ou comentários o Dunga convocou jogadores que durante os trabalhos com a seleção, destacou, teve garra, lutou, teve bom comportamento, respeitou hierarquia, ou melhor, que reza na sua cartilha, que tem compromisso com o Brasil.

A exigência do mundo atual requer pessoas que saibam lidar com situações complexas, improviso, inusitado, esta é uma cobrança também no futebol, na escola, no trabalho, nas relações sociais, pessoais, em tudo precisamos saber ser, mesmo em situações de limite.

Agora mais do que nunca ficou comprovado que não precisa a pessoa ser estrela, precisa sim, saber trabalhar em grupo, só o conhecimento não basta, precisamos saber ser no conjunto, no grupo, para que possamos vencer os obstáculos da vida com sabedoria.

“Sala de Professor” lócus de reflexão, estudo e aprendizagem docente.

 
Iza Aparecida Saliés
htttp://www.izasalies.blogspot.com



A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso implanta em 2004 o projeto Sala de Professor, cujo principio está fundamentado no fortalecimento da formação continuada de professores na perspectiva de instituir a escola como espaço de aprendizagem docente, também.

A Sala de Professor teve sua implantação coordenada pela Seduc e Cefapros, estes, tiveram que orientar e acompanhar na estruturação e organização do projeto na escola.

Por ser um projeto cujo foco é a formação continuada, o mesmo busca capacitar os professores no próprio local de trabalho, a escola, contexto onde as atividades pedagógicas acontecem realmente, na sala de aula, na biblioteca, no pátio, nas relações, no coletivo de professores, colegas, alunos, ou seja, com todos os segmentos da escola e do seu entorno.

Além disso, o projeto objetiva constituir a cultura do estudo em grupo, pois, a formação continuada está fundada numa perspectiva de estudo coletivo, utilizando o espaço escolar como lócus de formação de professores, entendendo também, como espaço de aprendizagem docente, onde as atividades de estudo, os cursos, projetos e programas de iniciativa da escola possam ser desenvolvidas no mesmo local.

Ao implantar o projeto a Seduc focou os olhares para a escola, apresentando uma nova alternativa de atender as demandas de formação continuada nascida na própria escola, como também, apoiar os professores na solução de possíveis problemas e ou dificuldades no desempenho da sua prática pedagógica.

As formações eram desenvolvidas pela própria Secretaria, em forma de projetos, agora, com a Sala de Professor propõe transformar o espaço escolar num lugar onde pode desenvolver a formação continuada de seus professores, possibilitando a realização de cursos de acordo com as prioridades apontadas no Plano de Formação do Projeto Político Pedagógico da escola.

Nesses quatro anos de execução da Sala de Professor na rede estadual de ensino teve uma avaliação com índices muito bons, provocou mudanças no cotidiano da escola, promoveu grandes debates, resultando em consideráveis avanços para a educação, ainda assim, faz-se necessário realizar alguns ajustes, sendo que, um deles é apoiar a escola em suas demandas para fortalecer a formação continuada de seus professores e melhorar as atividades pedagógicas da escola em interface com o processo ensino e aprendizagem.

No bojo das intenções do projeto está também a vontade de instituir grupos de estudos permanentes dos professores, provocando o exercício da prática dialógica entre seus pares, exercitando a aceitação da pluralidade de idéias, a democracia, a participação para que essa prática passe a ser constante na escola.

Organização de grupos de estudo, estabelecer o tempo e as condições de desenvolver o Plano de Formação Continuada da Escola de acordo com as demandas estabelecidas no Projeto Político Pedagógico, são atividades da escola que podem ser desenvolvidas na Sala de Professor.

Esse projeto não deve discutir as questões pedagógicas apenas com os professores, pois o pedagógico é também de interesse de todos os envolvidos com a situação escolar, melhor dizendo, sendo de interesse comum a toda comunidade escolar.

É no momento de estudo coletivo, ou seja, na Sala de Professor que devemos discutir os procedimentos didáticos contemporâneos, que nós professores precisamos conhecer e compreender.

Então, torna-se necessário que o professor entenda e aceite essas novas prática, as novas metodologias e as concepções e refletir sore a sua prática, está é sua vivência pedagógica, desta forma, ele pode compreender melhor a articulação entre os conceitos de trabalho, ciência e cultura, sobretudo, a partir da sua própria prática docente.

Hoje o professor precisa atualizar constantemente seu embasamento teórico, metodológico, dominar os pressupostos educacionais, de modo a fortalecer a ação pedagógica do professor, para que o mesmo, seja capaz de resolver problemas e atender necessidades que surgem durante a prática pedagógica, possibilitando intervir no processo ensino aprendizagem visando o seu sucesso e do aluno.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Celular na escola, uma necessidade da vida moderna

Iza Aparecida Saliés

http://www.izasalies.blogspot.com



O Prefeito de São Paulo proíbe o uso de celular na sala de aula das escolas municipais, louvável a atitude, pois, a educação precisa de limites, o que parece para a sociedade é que agora tudo pode, não obedecem mais as regras, acordos regimentos que possuem nas instituições de ensino.



A escola é o lócus do aprender, ensinar, formar, estudar, por isso é importante que o aluno concentre na leitura, nos estudos, prestar atenção na aula, tenha interesse, motivação, participe dos trabalhos de grupo e outras atividades que o professor utilize.



As novas tecnologias chegaram para facilitar a vida da humanidade, porém, em certo caso ela dificulta a convivência em determinados espaços coletivos, sei também que pode haver necessidade de comunicação da família com seus filhos, nesses casos, usar o telefone da escola e falar com pessoas responsáveis, assim tudo estará solucionado.



A escola, hoje enfrenta um grande problema, controlar o uso do celular na sala de aula, pois, além de desconcentrar o professor no momento da sua explicação, distrai o aluno que já tem dificuldade para participarem da aula, eles, ficam distraídos por qualquer motivo, e o celular é mais instrumento que provoca distração, passando a ser mais um motivo para desinteresse, sabemos que não são todos, mas, que atrapalha, atrapalha sim, sem dúvida.



Proibição isolada não funciona, mas, inibe o uso durante a aula.

Ainda é tarefa difícil para a escola: trabalhar o tema, os materiais didáticos e os conteúdos sobre sexo.

Iza Aparecida Saliés.

Constantemente estamos sabendo pela mídia, fatos desagradáveis sobre o trato do tema sexo, na escola, um dia é distribuição de livros indevidos ou dia é o professor que abordou o tema na sala de aula e o pai não gostou, e assim vai acontecendo as situações constrangedoras com muita freqüência seja ela por meio dos livros didáticos ou por abordagem de conteúdos.

Pipocaram situações dessa em todo lugar, mas recentemente ficamos sabendo do caso de São Paulo e Recife, os livros foram distribuídos com termos aparentemente inadequados, quando isso acontece às pessoas devem pensar que é intencional, não é o assunto é complexo, demanda quebra de tabus, mitos e resistências da sociedade. Abordar a sexualidade na escola não é uma tarefa fácil.

A sociedade brasileira parece liberal, mas, não é, carrega em suas tradições culturais um punhado de preconceitos e resistências no que diz respeito à discussão de temas de fundamental importância para ela. Neste caso, a questão sexual.

Digo isso, porque tive a oportunidade de desenvolver um Projeto de Educação em Saúde, para tratar sobre as doenças sexualmente transmissíveis, cuja finalidade era orientar os jovens do Ensino Médio a prevenção. Nós da educação, temos uma forma própria para abordar o tema na sala de aula, todo cuidado é pouco quando vai discutir sexo com os alunos e a saúde tem as suas especificidades técnicas que são primordiais para tratar do assunto, também.

Para a execução do Projeto havia necessidade de distribuir sobre o uso do preservativo, ou seja, a famosa camisinha, orientar com os alunos do Ensino Médio da rede estadual de ensino. Então, começou o grande dilema, precisávamos convencer os pais de que havia necessidade de trabalhar o assunto na escola, para depois disponibilizar o preservativo para eles.

Como estratégia de desenvolvimento do Projeto, o grupo resolveu elaborar um questionário para que os pais pudessem saber sobre o assunto de modo que as respostas pudessem dirimir ou sugerir possíveis encaminhamentos que atendesse os objetivos do trabalho. Ao elaborar o questionário surgiram sérias divergências no grupo, o pessoal da educação achava os termos utilizados pela saúde eram muito forte, trabalhar com assunto polêmico como este, exige um cuidado redobrado por parte da escola. A escola como espaço de ensino e aprendizagem, quando aborda um determinado assunto quer dizer que estamos tratando de formação para a vida, para o mundo.

A saúde lida com o tema sexo com a maior naturalidade, diz os termos técnicos com muita facilidade, pois estão tratando de um assunto de saúde pública, de prevenção de orientação. E para a educação, o assunto precisa ter um toque especial, ou seja, precisa ser trabalhado com preparo pedagógico, como formação e não como uma simples orientação sem fundamentação científica.

Lembrando o que ocorreu em Recife (PE) com Secretaria de Estado de Educação, que determinou o recolhimento de um livro de educação sexual distribuído a alunos da 4ª e 5ª séries da rede municipal de ensino, considerando que os pais de alunos consideraram a obra "obscena". Para os pais parece que é indecente, mas não é, o que acontece é que a sociedade não aborda o tema com seus filhos e não deixa que a escola faça.

Não culpo a educação e nem a saúde pelo fato ocorrido, precisamos entender que a linguagem e as ilustrações utilizadas pela saúde para explicar o assunto são essas, elas são únicas, não tem como falar sobre o assunto sem gerar polêmicas, a única forma de discutir sexo é explicar como ele é ao pé da letra. Mas, sem abordar de forma chula.

Será que a sociedade não deve pensar em assumir sua tarefa de orientar sobre a sexualidade para seus filhos? Estamos na modernidade, à tecnologia invadiu nossos lares, é fato consumado, errado ou certo, eles estão sabendo sobre o assunto, então, precisamos entrar num consenso, a sociedade e a escola, e decidir como discutir, indagar, questionar e formar nossos alunos para a vida, com conhecimentos formais que possam auxiliá-los nas decisões futuras.

É função da escola sim, mediar à inclusão do tema sexo no currículo de ensino, ou seja, como conteúdo escolar das diferentes disciplinas, para ser discutido na sala de aula, de modo a tornar as abordagens mais adaptáveis à situação didática do professor, pois, a pedagogia recomenda metodologias próprias e adequadas para tornar um assunto do cotidiano dos alunos numa abordagem também científica. Segundo César Coll (2000, p.12) a tentativa de ensinar conteúdos específicos não é intrinsecamente negativa, tudo depende de quais conteúdos se quer ensinar e, sobretudo, de como eles são ensinados e como eles são aprendidos.

Considerando a teoria da aprendizagem que Coll preconiza, há conteúdos que são abordados na escola são determinados assuntos ou saberes culturais que são discutidos nas atividades do dia-a-dia, em casa, nas rodas e no trabalho e são plenamente observados e absorvidos pela sociedade, como há também a assimilação de novos assuntos, ou seja, de novos conteúdos o que requer que as atividades educativas sejam planejadas de forma que possam ajudar os alunos a entender os saberes culturais que no momento são considerados de fundamental importância para a formação do jovem.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dica de leitura: “O e-mail como gênero textual em sala de aula”

Dica de leitura : "O e-mail em gênero textual Como sala de aula "

Trabalho infantil em queda no Brasil

Trabalho infantil em Qaeda no Brasil

Jovem, construção social que precisa ser considerada pela escola

Iza Aparecida Saliés



Estudos mais recentes sobre a juventude apontam que a convivência deles nesta sociedade de diferentes paradigmas, provoca sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo.

Então! Que tipo de formação estamos oferecendo ao jovem? Qual é a relação dele com o saber escolar? O que estamos ensinando para eles?O que eles estão aprendendo?

Para Bernad Charlot, a escola não é para os jovens uma instância exclusiva de aprendizagem e socialização, e eles vivem em conflito com ela. A grande preocupação da escola está em saber lidar com esses jovens, conhecer suas necessidades, especificidades, diferenças.

Mesmo com a grande propaganda de ampliação do acesso à escolarização, a acolhida da escola não respondeu com sucesso o desejo da sociedade, temos na rede pública de ensino muitos alunos que reprovam e abandonam seus estudos. Segundo alguns estudos realizados por pesquisadores a baixa qualidade do ensino e a inadequação da escola aos jovens de cama populares, são os grandes vilões da escola que temos.

Deste a reforma do ensino médio, no Brasil que aconteceu no final dos anos 90 até hoje encontramos muitas escolas de Ensino Médio funcionando junto com o fundamental, sem estruturada própria para atender os jovens, ainda temos escolas comuns, sem identidade para jovem, são escolas que atende a educação básica toda, ou seja, todas essas etapas de ensino numa mesma escola e período, com pouco ou quase nada de atrativo.

Que jovens queremos?

Os jovens são portadores de um repertório cultura e social de conhecimentos, saberes, valores, atitudes, pouco respeitados pela família e pela escola. Esses atributos precisam ser respeitados, pois estes, não coincidem necessariamente com a cultura escolar e, em particular, com a Proposta Curricular do Ensino Médio, que se propõe a desenvolver.

Nós professores sabemos que é muito significativo para os jovens sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativa, decisiva e negociadora. Quando eles participam de atividades e projetos sociais e pedagógicos, a vivência da prática deixa fluir comportamentos, atitudes inesperadas e deparamos com experiências valorosas de iniciativa deles.

Ao possibilitarmos aos jovens meios de expor seus desejos, sentimentos e criatividade precisam respeitar suas vontades, tempo e aceitação, assim sendo, certamente eles ficará mais motivada para a aquisição de novos saberes escolares. .

Adolescente triste, fala sério....

Iza Aparecida Saliés



Lendo o artigo do Professor Saint Bahls, pesquisador da Universidade Federal do Paraná, sobre os adolescentes, onde sua pesquisa fazia uma abordagem sobre o sentimento que os adolescentes estão apresentando, segundo dados apresentados os atuais adolescentes estão com sintomas de depressão, sentem tristeza.

Fique assustada com a informação, pensei como isso pode refletir na escola. Como nós professores vamos lidar com esse sentimento? Como ajudar os adolescentes a sair dessa?

Todas essas indagações, com certeza irão fluir nos meandros escolares, deixando a escola conflituosa, pois os efeitos desse sentimento, pode atrapalhar o dia-a-dia da sala de aula, momento em que as relações são efervescentes, calorosas, demandando preparo dos profissionais da educação para solucionar esse doloroso problema.

Como colaborar com os adolescente diante das exigências contemporâneas?

As pesquisas sobre adolescentes indicam que a necessidade de ser aceitos pelo grupo, deixa-os inseguros, ser aceito pelo outro significa que estou e sou da tribo, tudo isso, provoca neles sentimento de satisfação e prazer, e quando rejeitado, ia sim, surge à decepção, isso vai depender de como será aceito ou rejeitado pela turma.

Para o autor da pesquisa, esse sentimento surge em detrimento dos reflexos econômicos e sociais que vivemos, é nessa fase da vida que as necessidades aparecem, as competições, as comparações, como: o corpo sarado, a beleza, a conquista, o ficar e outros detalhes das especificidades deles, surgindo ai o sentimento de sofrimento uma vez não aceitam pelo e no grupo.

Cabe neste momento alertar os pais e a escola, que é preciso cuidar do sofrimento dos adolescentes, não podemos deixar passar despercebido, temos que ficar atentos quanto ao seu reflexo no humor e no comportamento deles, devemos também, verificar sua intensidade e permanência, de modo que possamos observar como os adolescentes estão lidando com essa nova forma de viver e conviver em grupo e como estão com seus pares.

Para que isso possa ser acompanhado pelos pais e pela escola a pesquisa sugere algumas dicas que poderão ajudar na observação do comportamento dos adolescentes, tais como:verificar se o adolescente está muito triste ou alegre, procurar saber o motivo; saber porque eles estão desinteressados por coisas que gostavam muito, sem mais sem menos perdem o entusiasmo por atividades diferentes, dificilmente demonstra prazer no grupo de amigos, há tendência ao isolamento, demonstra ausência de sentimentos, sensação de vazio, de vez em quando parece triste, agressivo (meninos), tudo isso acontece, sem motivo aparente.

Avaliação da aprendizagem, momento de ver, rever ou de reter?

Iza Aparecida Saliés



A avaliação é um momento privilegiado do ato de ensinar e aprender e deve estar presente em todas as etapas da aprendizagem. Esta é uma prática que deve ser feita pelos professores e alunos com se fosse uma ação de rotina, sem estabelecido tempo e condição para realizá-la.

Pois ela é parte integrante do envolvimento entre professor e aluno, posto que, a sua dinâmica deve servir de referencial para o ensino e a aprendizagem. A avaliação não pode ser compreendida como um instrumento de seleção, exclusão, perseguição, ou seja, que tenha a finalidade de reter o aluno, aquele que não conseguiu acompanhar as aulas do professor (não aprendeu) e sim para o professor refletir sobre sua prática pedagógica.

Segundo os PCNs. 1996 a avaliação é compreendida como um conjunto de atuações cuja função é subsidiar sugerir retomadas, indicar novos caminhos, novas metodologias, orientarem a intervenção pedagógica, quando necessária.

Assim sendo, a avaliação precisa ser continua, porém, quando houver necessidade de interrupção para rever práticas pedagógicas que não atenderam as demandas de aprendizagem do estudante, ai sim, o professor não só pode como deve, retomar seus procedimentos didáticos, ou instrumentos avaliativos, ou até mesmo rever conteúdos, metodologias.

O momento da avaliação deve ser entendido como uma relação que precisa acontecer, cujas finalidades precisam ser bem definidas. Como será? Avaliar o que? Como? De que forma? Por quê?

Esse acordo precisa ser estabelecido no inicio do ano letivo, antes mesmo da primeira avaliação, ou seja, investigação feita pelo professor, as partes interessadas no processo ensino e aprendizagem devem conhecer as regras do sistema de avaliação escolhido pelo conjunto da escola.

Finalizando quero concordar com Jussara Hoffman quando ela diz que a avaliação deve ser mediadora do processo ensino aprendizagem, assim sendo, o professor precisa repensar sua posição pedagógica, ter bom relacionamento com seus alunos, e conhecer a mediação e a interação.

sábado, 18 de setembro de 2010

Seleção de Conteúdos: um pressuposto necessário nas discussões do Currículo de Ensino.

Iza Aparecida Saliés


Para alguns teóricos do currículo a antiga lista de conteúdos das disciplinas escolares, deixou de ter prioridade. Hoje a recomendações é que o conteúdo não precisa ser necessariamente o eixo importante para as discussões curriculares na escola, considerando que a linearidade das disciplinas escolares deixou de ter importância pela interdisciplinaridade e a contextualização dos conteúdos, concepções pedagógicas que dispensam a hierarquização das disciplinas.

Sedimentados na concepção de que as disciplinas escolares não precisam ser hierarquicamente organizadas no currículo, então, faz-se necessário refletir sobre o que se pretende com os conteúdos escolares, o que ensinar para quem ensinar e como ensinar de modo que a contemplar a educação básica com uma educação na perspectiva da formação integral do ser humano.

Quando estamos discutindo o que ensinar e o estamos ensinado surge ai uma grande dúvida para o professor, que conteúdo selecionar para a compreensão e o entendimento de determinado assunto que preciso ensinar? Qual é a relevância social desse conteúdo? Que conteúdo da minha disciplina pode possibilitar a interdisciplinaridade na área de conhecimento? Que conteúdo é de fato significativo para o aluno?

Com essas indagações precisamos parar e refletir sobre o que estamos ensinando para nossos alunos e o que está de fato surtindo efeito na aprendizagem deles. Só assim, poderemos conseguir entender que o professor está ensinado não representa necessariamente o que o aluno precisa, deseja, e que saber e ou aprender.

Como reverter à disparidade que há entre o que ensina e o que o aluno precisa aprender? Presos à antiga listagem de conteúdos da capa do livro didático, determinados professores encontram dificuldade em mudar sua prática de planejamento na hora de selecionar conteúdo, quando suscita essa necessidade verificamos certa resistência por parte dos professores em inovar suas cristalizadas práticas.

A discrepância que há entre a listagem de conteúdos e apenas uma questão metodológica, considerando que temos que estabelecer o que realmente preciso ensinar. É tão visível, que pouco se discute a seleção de conteúdos como um exercício necessário para compor e recompor as disciplinas dos componentes curriculares da educação básica.

Precisamos lembrar que quem está estudando tem expectativas quanto a sua escolarização, precisa saber o que vai aprender o que precisa aprender e o que vai servir para ele (a). A escola enquanto espaço de ensino e aprendizagem deve ter o compromisso não só de ampliar o acesso, mas também, de viabilizar a construção de conhecimento científico, suficientes para fortalecê-lo para a cidadania, para a vida e para o mundo do trabalho.

A nova escola, esse onde o aluno pode participar, ou seja, a democrática, nela o aluno precisa saber e entender o que precisa aprender como vai ser a sua avaliação, conhecer a proposta pedagógica da escola, o trabalho do professor e mais, participar como protagonista do processo de ensino e de aprendizagem, numa interface aberta, transparente e sem restrições, como também, com o devido respeito.

Agindo assim, o professor ficará mais seguro para diagnosticar e saber como está a sua turma, assim sendo, o professor estabelece uma relação amigável e de confiança com seus alunos, oportunizando a participação de todos nas discussões sobre os temas, eixos e até conteúdos que estudarão durante o ano letivo.

O professor ao escolher seus procedimentos metodológicos de ensino, selecionar os conteúdos da sua disciplina, o que é necessário e significativo para seus alunos, suas escolhas precisam ser fundamentadas num contexto bem próximo da realidade vivenciada por eles (as).

Sampaio (1995) faz a seguinte pergunta, o segredo da qualidade do conhecimento escolar está no currículo de ensino? Para ela os conteúdos precisam dar pistas para o trabalho pedagógico do professor e possibilitar mais flexibilidade, como também facilitar a formação dos alunos, que em muitos casos são economicamente e socialmente vulneráveis e marginalizados pela própria escola.

Então o professor pode indagar como valorizar os saberes que o aluno já possui de modo que eles possam servir de referencial para a seleção de conteúdos? Que conteúdos são necessários para ampliar sua compreensão de mundo? Que conceitos ensinar nos respectivos componentes curriculares das matrizes da educação básica, que sejam capazes de contextualizar com os conhecimentos do aluno, ou seja, da sua realidade com os conhecimentos científicos?

Ao discutir currículo, disciplina e área de conhecimento o professor precisa ter a clareza e o entendimento para selecionar conteúdos que possa ser socialmente relevante, que seja amplo quanto ao aspecto global, que valorize o regional e local, como deve também, atender as complexidades do mundo contemporâneo, as exigências da sociedade, das tecnologias, sempre na perspectiva da construção de conhecimentos que sirvam para a vida do aluno.

Assim, ao selecionar os conteúdos de forma ampla, discutida, pensada e repensada, fundamentada num currículo que não seja centrado apenas em conhecimentos básicos das disciplinas, apesar de encontrarmos os professores que insistem nessa prática, que ainda é comum nas escolas.

Precisamos alertar os professores para não deixar acontecer velhas práticas que freqüentemente se diluem no dia a dia da escola, pois alguns ainda persistem em trabalhar com conteúdos antigos, porém conceituados de clássicos, mas que na realidade podem estar promovendo o insucesso dos alunos.

As pesquisas realizadas no campo do currículo têm contribuído consideravelmente para melhorar as práticas escolares, e também traz no seu bojo contribuições e alertas, suficientes para compreender que o currículo oculto, aquele que de fato acontece na sala de aula é bastante diferente do currículo recomendado pelos Sistemas de Ensino.

Segundo Apple a King (1985, p.51), essa reflexão é importante porque o professor que compreende sua posição e suas práticas no contexto mais amplo está em melhor situação para entender o que, quando e como pode alterar em seu trabalho.

Para finalizar e concordando com os autores citados neste texto, afirmo em dizer que a prática pedagógica do professor que até pouco tempo era uma ação realizada entre quatro paredes, onde a relação professor, aluno, conteúdo, prova, avaliação acontecia sem o devido reconhecimento da pessoa interessada que é o aluno, as atividades pedagógicas importantes da escola ainda acontecem sem a devida participação do ator principal, o aluno, mas já estamos mobilizando para que seja efetivada realmente a participação dos alunos nas discussões curriculares da escola.



Referências

APPLE, Michael W. Repensando ideologia e currículo. In: MOREIRA, Antonio Flávio, SILVA, Tomás Tadeu (orgs.) Currículo, cultura e sociedade. São Paulo: Cortez, 1994. P.39-57.

GIMENO SACRISTÁN, José. Escolarização e cultura: a dupla determinação. In: SILVA, Luiz Heron et al. Novos mapas culturais, novas perspectivas educacionais. Porto Alegre: Sulina, 1996. p.34-58.

LEITE, Siomara B. Considerações em torno do significado do conhecimento. In: MOREIRA, Antonio Flávio (org.) Conhecimento educacional e formação do professor. Campinas: Papirus, 1995. p.11-25.

SAMPAIO, Maria das Mercês F. Problemas da elaboração e realização do currículo. Idéias, São Paulo, n.26, p.143-50, 1995.

SAMPAIO, Maria das Mercês F. Ensinar e Aprender: Reflexão e Criação.Vol.1.

SANTOS, Lucíola L. C. P., MOREIRA, Antonio Flávio. Questões de seleção e de organização do conhecimento. Idéias, São Paulo, n,26, p.47-65, 1995.

SILVA, Tomás Tadeu. O que produz e o que reproduz em educação. Porto Alegre: Artes Médicas, 1992

Ontem falta de educação, hoje agressão, amanhã ameaças: sou professor o que fazer?

Iza Aparecida Saliés


Agora, nós professores convivemos constantemente com conflitos sociais que explodem na escola, sejam eles da parte dos alunos, da comunidade ou dos pais. A escola passou a ser o espaço de deságüe dos das frustrações sociais das crianças, adolescentes e jovens, dos desajustes emocionais, dos desacertos pessoais e amorosos deles.

Por ser desta forma, nós professores temos que preparar para saber lidar com situações de conflito sem que haja desgaste emocional da nossa parte. Sabemos que não será fácil ter que agir como “apoio fraterno” na sala de aula, só que, para o ensino e aprendizagem aconteça com sucesso faz-se necessário trabalhar o emocional dos alunos, fator sentimento, econômico e familiar, pois a sua história de vida, traz consigo o bônus e o ônus de uma vivencia satisfatório ou não.

No “Blog do Corumbá” mais precisamente na coluna educação tinha uma notícia sobre um fato que ocorreu no Centro de Assistência Integral à Criança de Juiz de Fora (MG), um aluno agrediu com palavras, pontapés, tapa no rosto e ameaça de morte a vice – diretora da instituição, tudo aconteceu porque foi solicitado ao aluno que tirasse o boné, o que não é permitido o seu uso dentro da escola.

E mais, revoltado com a solicitação, o aluno ofendeu a vice-diretora com palavras de baixo calão e ameaçou quebrar o carro dela, e para completar, disse gritando que iria trazer uma faca para afrontá-la e colocar o revólver na cabeça dela. Por questão de segurança a mesma teve que registrar queixa na Polícia, visando prevenir maiores conseqüências, uma vez que um adolescente de 13 anos com esse tipo de comportamento parece ser um inconseqüente.

Temos problemas na escola com o uso do celular, do boné, da pulseira do sexo, de tudo que faz parte do mundo jovem, que quando usado fora dos padrões, interferem consideravelmente na vivencia escolar. O consumo exacerbado, o ter para ser, a vontade de pertencer a uma tribo e de ser aceito pelos (as) amigos (as) são necessidades que angustiam os jovens quando tornam difícil ou impossíveis de alcançar.

Como conviver com situações de conflito na escola? Conflitos que tornam os professores vulneráveis, expostas e indefesas. Tudo isso está acontecendo com freqüência no espaço escolar transformando a instituição num local de amparo, imposta a agasalhar adolescentes e jovens infratores e desprotegidos do seio familiar.

Os acontecimentos desagradáveis que acontecem no espaço escolar transformam a instituição num local assustador, desprotegido e preocupante, onde professores e funcionários estão sujeitos à agressão, desacato de adolescentes e jovens inconseqüentes que tentam tumultuar a rotina escolar.

Infelizmente chegamos a esse ponto, pois a falta de educação dos adolescentes e jovens, a falta de respeito pelas pessoas está prejudicando consideravelmente o processo ensino e aprendizagem deles, dificultado a relação professor – aluno, como também, as relações interpessoais na sala de aula.

A escola agora passou a ser o espaço onde os alunos deixam explodir suas mazelas, mágoas, ressentimentos do que acontece dentro ou de fora dela, não importa se o fato aconteceu fora da escola, o combinado entre eles é, na hora da aula, resolveremos.

Não importar se eu e o outro, se nós estamos ofendendo as pessoas os amigos e colegas, o que importa é que eu estou defendendo o que é interessante para mim, o que sinaliza a falta de referencia, de valores, de formação familiar, o que faz deles vítimas das próprias atitudes sejam elas benéficas ou maléficas.

Houve um tempo em que a escola era uma instituição de respeito, local de estudo, concentração, mas atualmente, não é essa a impressão que temos dela. As novas demandas sócias chegam à escola antes mesmo dela conseguir resolver, mesmo com todo aparato pedagógico que possui, ainda assim, não conseguimos resolvê-los. Muitos são os motivos que permeiam esses desconhecidos acontecimentos que pipocam na escola, que são realizados muitas vezes por menores de idade que fazem coisas erradas e dificilmente são punidos.

Apesar do imperioso trabalho que os Conselhos Tutelares estão realizando pelo Brasil afora, ainda assim, as apurações dos casos ficam a desejar, como bem sabemos uma hora a falha é do Sistema ou da legislação, em outra é da família ou da escola.

A situação está tão grave que a cada dia que passa um professor pele afastamento por motivos de saúde, há casos em que o professor passou a fala sozinha (o), sente seu coração disparar sem motivo aparente, não consegue controlar os alunos na sala de aula, ou seja, estão tendo dificuldade de domínio de classe ou não consegue atrair os alunos. O mais grave de tudo é que tudo isso acontece no momento de passar o conteúdo para eles, poucos ficavam prestando atenção na fala do professor.

Para os professores que são comprometidos profissionalmente, ficam apavorados, sentem angustiados (das) e impotentes diante da situação, ficam sem saber com lidar com os alunos na sala de aula, acaba que o professor fica nervoso, confuso, sendo que antes de entrar na profissão não era assim, era calmo.

Isso está acontecendo com professor que acabaram de ingressou na rede pública de ensino, recentemente foi aprovado no concurso, considerado apto a dar aulas. E para surpresa do Sistema e dele mesmo, ao passar três anos trabalhando com sala de aula, precisa tirar licença médica por sentir ansiedade, depressão e inquietude, sintomas que motivam a renovação constante de seus afastamentos da sala de aula.

Vejamos como está a situação do profissional da educação, aquele que foi preparado para ensinar está passando pó momentos de dificuldade para desempenhar sua própria função docente por falta de educação das crianças, adolescentes e jovens que deveriam ir para a escola educada como antigamente.

Projeto Político Pedagógico, documento escolar que deve retratar a cara da escola.

Iza Aparecida Saliés
 

A retórica sobre a concepção de educação que perpassa as discussões pedagógicas atuais, conduzem a perspectiva de um Currículo para a Educação Básica que esteja estruturado num Projeto Político Pedagógico configurado pelo conjunto de atores envolvidos com as questões pedagógicas da escola e validado pela comunidade escolar.

O Projeto Político Pedagógico da escola tem como princípio fundamental a participação de todos os envolvidos com as questões da escola, na sua discussão e elaboração. Além de ser um instrumento que possibilita o diálogo sobre as questões pedagógicas como currículo, a avaliação da aprendizagem, as metodologias, os temas relevantes, os eixos temáticos, os conceitos e ou conteúdos, ele estabelece os rumos da escola, rumo este, que precisa ser consenso de todos que participaram do processo e validado pela comunidade escolar.

No bojo dessa discussão a escola não pode deixar de considerar os saberes que os estudantes possuem, pois esse, servirão como referencial para os professores no momento de discutir a seleção de conteúdos a serem trabalhados na sala de aula, pois os mesmos, com certeza servirá de roteiro para delinear temas relevantes e contextualizados com a realidade vivida por eles.

Baseados nessa perspectiva, as estratégias de ensino escolhidas pela escola, com certeza serão mais significativas, pois, os temas, os conceitos e ou conteúdos surgirão das necessidades educativas deles, e servirão de base para compor o conjunto de aporte teórico necessários para a construção de conhecimento do estudante.

Por isso, faz-se necessário, que a escola reflita sua antiga prática pedagógica, discuta as diferentes concepções, organize grupo de estudo com os professores, para discutir, estudar e refletir sobre temas, teorias, concepções pedagógicas e metodológicas que possam contribuir com a formação integral do educando, para que mesmo esteja preparado para a vida e para o mundo do trabalho.

Essa nova forma de ensinar e aprender que nós professores precisamos dominar, antes de tudo precisa ser entendida, compreendida e aceita pelo professor. Faz-se necessário tempo para que a escola e os professores possam ajustar a essas novas necessidades socias.
 
Atualemtne discute-se a formação continuada como mecanismo de estudo individual ou coletivo onde o professor exercita o diálogo de modo que cada participante do grupo compartilhe suas idéias, crenças e concepções com seus pares.

Quando o processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico passa pela discussão com a comunidade escolar, oportunizando a todos participarem ativamente da gênese do documento, os objetivos, metas e finalidade são estabelecidas com o respaldo e de acordo com os que os pais querem para seus filhos, nesse momento, a escola está decidindo, assumindo posturas, optar por um currículo de ensino adequado as reais necessidades dessa clientela.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Sabatina sobre História de Mato Grosso: e agora o que faço? *

Iza Aparecida Saliés


Achei oportuno falar sobre Mato Grosso não só pelo fato da comemoração do seu aniversário foi no dia 9 de maio, data comemorativa que desperta em nós um sentimento de saudade, aquela que relembra o velho e pequeno Estado, com pela vontade expor um problema que me angustia muito, é História de Mato Grosso nas escolas estaduais e particulares.

Mato Grosso um estado que até trinta anos atrás tinha as cidades na baixada cuiabana e alguns pequenos lugarejos que surgiam em decorrência da propaganda de colonização das terras mato-grossense, a parir daí houve um número significativo de pessoas que vinham para o Estado em busca de uma vida melhor.

O progresso foi inevitável, a população disparou , houve um número significativo de investimentos no Estado, a explosão migratória foi assustadora ocasionando sérios problemas estruturais, não houve tempo para Estado organizar melhor as cidades que surgiam. O nosso crescimento é célere, somos a síntese da diversidade brasileira, temos uma riqueza de diversidade cultural, abrigamos quase que todas as culturas brasileiras, estas, quando entrelaçadas com as nativas fazem de Mato Grosso, um Estado mais colorido, simpático e atraente.

Para expressar o carinho que tenho pela minha terra, pensei em descrever o que é amar este Estado, que é belo, acolhedor, aconchegante, caloroso e solidário, estes, são adjetivos que descrevem perfeitamente o que é este canto do país.

Sua trajetória foi permeada por descobertas de ouro, diamantes, terras férteis e de um povo simples que recebe de braços aberto qualquer pau rodado que aqui chega. Como diz o ditado cuiabano, quem não nasceu aqui “São Bom Jesus de Cuiabá mandou buscar”, para aqui ser feliz.

A História de Mato Grosso, apesar de estar nos livros e na memória coletiva de seus nativos, ainda assim precisa ser estudada pelos mato-grossenses por adesão. Faz-se necessário divulgá-la e colocá-la disposição de todos. Assim entendo que a educação é de fundamental importância para a concretização desse desejo, ou seja, garantir no Currículo Escolar conteúdos sobre a História do Estado tanto quanto ao seu passado como a contemporânea.

Não é difícil encontrar pessoas que aqui residem, ocupam cargos públicos e desconhecem a nossa história. Seu passado brilhante deve ser de conhecimento de todos, sem restrições, não podemos admitir que uma autoridade fale ou deixe de considerar os acontecimentos e personalidades que contribuíram significativamente com a história deste Estado, fiquem onipresentes, nas falas, nos discursos e eventos.

Para que possamos garantir que a História de Mato Grosso fique viva e seja respeitada, precisamos envidar esforços para preparar a escola com subsídios teóricos e fazer a formação dos professores. A escola está desenvolvendo alguns trabalhos pedagógicos sobre a História do Estado, são atividades ainda insuficientes, não contemplam a totalidade de conhecimento necessária para que o aluno conheça de fato o que foi e o que é seu Estado.

Por estar dessa forma, a História de Mato Grosso, nas escolas, faz-se necessário garantir no Currículo da Educação Básica do Estado, conteúdo sobre a História, Geografia, Literatura e Cultura, Costumes, Valores, pouco se vê e pouco se sabe sobre o Estado, constantemente vejo pessoas comentando fatos do cotidiano de forma descontextualizados sem aprofundamento conceitual do passado da nossa história.

As publicações sobre a História, Geografia, Literatura e Cultura Mato-grossense são muito acadêmicos e pouco didáticos, para ser adotado pelas escolas precisam ter uma leitura mais pedagógica, de modo que possa ser utilizada pelo professor e pelo aluno. Como é sabido, há necessidade de garantir recursos para investir em publicações de livros didáticos e pedagógicos sobre Estudos sobre Mato Grosso para que a escola possa utilizar com os alunos de uma foram bem didática.

Além dos investimentos realizados e ou programados, é preciso que o Sistema Estadual de Ensino priorize ações que fortaleçam a Formação de Professor com capacitação especifica oficinas e cursos com foco no ensino de conteúdos referentes ao passado e presente de Mato Grosso e garantir que os conteúdos nas disciplinas escolares, obrigatoriamente.

É visível que a falta de conteúdos e material pedagógico e didático sobre o Estado, isso, dificulta consideravelmente os trabalhos dos professores com os componentes curriculares do Currículo da Educação Básica de Mato Grosso. Notadamente percebemos os reflexos dessa deficiência da escola, quando o aluno vai fazer um concurso ou uma seleção, eles, ficam preocupados com o conteúdo sobre Mato Grosso que devem estudar. Parece que as pessoas sabem pouco ou quase nada sobre Mato Grosso.

Nosso jeito de ser surgiu das misturas que fez desta terra um espaço geográfico ocupado por diferentes povos, culturas, costumes, tradições que sem querer, sufocaram nossa vidinha de cidade provinciana, mas, que abriga pessoas ilustres, pessoas simples, também chamadas de acomodados.

Sabe que eu até gosto, de ser chamada de acomodada, um matogrossense de verdade é tranqüilo, calmo, de pouca ambição, pouco atrevido, gosta de sombra e água fresca sim, pode caçoar, nós não zangamos.

Garantir nossos costumes e valores, é um compromisso da escola, como também, é o de ensinar as novas culturas que estão lentamente integrando a nossa, mudando de forma benéfica o nosso cotidiano, na escola, no trabalho e na vida.

*Artigo publicado no http:// www.seduc.mt.gov.br
terça-feira, 13 de julho de 2010



Iza Aparecida Saliés
Comissão de Qualificação Profissional
Superintendência de Formação de Professor/Seduc
O tempo político na TV, como dar uma aula instigante.

Iza Aparecida Saliés

Parece chato, ver e ouvir o tempo político na TV, nós, que já estamos cansados dessa façanha obrigatória, achamos que de nada adianta assistir a fala e as propostas políticas dos candidatos. Mas, o assunto, o tempo político na TV, demanda uma grande variedade de possibilidades pedagógicas que a escola pode utilizar numa aula de qualquer disciplina escolar.

Sabemos, melhor do que ninguém que muitas das falas são apenas promessas impossíveis de serem realizadas, outras possíveis, ainda assim, o professor pode explorar pedagogicamente o que passa no tempo político da TV. Quando o professor coloca o assunto em pauta, na sala de aula, ele está possibilitando aos alunos uma discussão fundamentada em conhecimentos científicos. Ao dispor para os alunos esse conhecimento, os mesmos terão a oportunidade de entender, compreender e analisar as possíveis situações do fato, ou seja, o que está sendo discutido sobre a fala do candidato.


Ao fazer a analise conjunta professor e alunos, na sala de aula, deixando que eles falem, discutam e formem o seu próprio conceito, sobre o assunto, ao utilizar dessa prática, o professor está dando uma aula motivada, de interesse deles, com tema atual, contextualizado, despertando o interesse em discutir, com conhecimento, assunto do cotidiano deles.

Então, a escola pode explorar pedagogicamente as propostas para as políticas publicas apresentadas pelos candidatos ao cargo de governador e as sugestões dos candidatos ao cargo de legislador. Esta seria a pergunta que o professor faria para os alunos, quais seriam as necessidades do mato-grossense em relação os assuntos políticos, sociais, econômicos, ou seja, globais de interesse da sociedade? Esta é apenas uma sugestão, pois, o professor sabe melhor do que ninguém, selecionar o seu conteúdo ou tema a trabalhar.


Ao trabalhar temas complexos no currículo escolar, com o tempo político na TV, o professor precisa tomar o cuidado no momento de selecionar os conteúdos que deverão abordar durante a aula, esses conteúdos, precisam necessariamente ter significado para os alunos, próximos da sua realidade, além de estar relacionado com os conhecimentos científicos necessários para a sua formação escolar, seja ela, em que etapa de aprendizagem o aluno está estudando.

Quando a escola utilização da estratégia de escolher temas atuais para provocar a aprendizagem, ela está possibilitando uma aula dinâmica, motivadora, polêmica, envolvente, onde, todos podem e devem discutir o assunto, emitir sua opinião, mesmo que ela seja ancorada em saberes do senso comum, não importa o que é fundamental, é a participação do aluno. Esta o professor não pode abrir mão, deixar passar.

Não é fácil delimitar esse tema para abordar na sala de aula, mas, o professor deve estar preparado para as possíveis demandas de curiosidades, necessidades e indagações feitas pelos alunos. Dar uma aula dessas, antes de tudo, o professor precisa planejar, estudar, dirimir toda a duvida e listar os referencia teóricos estudados, para não deixar dúvidas sobre o assunto. E ainda, o professor deve sugerir possíveis leituras, caso o aluno queiro aprofundar no assunto.

Para o currículo escolar essas discussões de cunho nacional, atual e de interesse da sociedade, como dizem assunto do momento, passa a ser um tema significativo, instigante tanto para o aluno domo para o próprio professor, considerando que muitas pessoas discutem política de forma caseira, sem fundamentação conceitual, coisa que a escola é responsável de desenvolver esse conhecimento, portanto precisamos utilizar desses mecanismos pedagógicos que estão disponíveis para o professor.

O tema o tempo político na TV, é um temas bastante provocador de ampla discussão, que pode possibilitar a interdisciplinaridade nas áreas de conhecimento do currículo, pois ao professor é possível um universo de possibilidades na sua disciplina, podendo utilizar práticas pedagógicas dinâmicas e apresentando conteúdos contextualizados com a realidade do aluno.

Publicado - quinta feira, 09 de setembro de 2010
http://www.seduc.mt.gov.br/