terça-feira, 9 de novembro de 2010
Notícia/Problemas no ENEM
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é questionado pela justiça e o Ministério da Educação diz que os problemas são pontuais e podem ser resolvidos com aplicação de nova prova com mesmo grau de dificuldade. Veja quais foram os problemas:
Redação
Delegado federal da Bahia investiga denúncia de professores de que alunos de Pernambuco comentavam que o tema da redação seria trabalho e escravidão antes da prova que confirmou o assunto. O caso ainda está sendo investigado.
Questão errada
Uma pergunta incluía trecho do livro “1808” de Laurentino Gomes com erro de data (afirmava que a abertura dos portos no Brasil ocorreu em 1810). Segundo o MEC, a confusão não impedia que o candidato chegasse à resposta correta.
Cola
Um repórter do Jornal do Comércio que fez o exame enviou uma mensagem com o tema da redação pelo celular ao ir ao banheiro, meia hora após o início do teste. Candidatos confirmam que era possível colar. A polícia investigará candidatos que descumpriram regra.
Impressão
Um lote de 33 mil provas foi impresso com erro de ordenação. Segundo a gráfica, foram distribuídas 21 mil destas para candidatos no sábado. A maioria teria percebido e recebido um caderno substituto, mas calcula-se que 2 mil provas tenham sido preenchidas com erro.
Gabarito invertido
No primeiro dia de prova as primeiras questões eram de Ciências Humanas e as últimas de Ciências da Natureza, mas o gabarito invertia a ordem. Os fiscais pediram para preencher a resposta conforme o número da questão, mas algumas pessoas dizem ter feito o contrário. MEC disse que fará site para que prejudicados informem como preencheram.
Distância
O local da prova foi agendado por ordem alfabética e em muitos casos ficava bastante longe do endereço do candidato. Alguns atrasados e ausentes culparam a distância que em alguns casos era de até 30 quilômetros.
Fonte iG São Paulo | 09/11/2010 18:22
Qualidade da escolaridade
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota em que comenta os novos critérios adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para composição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O órgão do governo reforça que a baixa escolaridade no Brasil, destacada no relatório de 20 anos de aniversário do índice, é uma média entre toda a população acima de 25 anos e, portanto, sofreu poucas mudanças com as políticas educacionais recentes.
Para o governo, os novos indicadores educacionais propostos — além da escolaridade, leva-se em conta os anos de estudo esperados para as crianças que iniciam a vida escolar agora — “precisam ser mais bem esclarecidos para que se possa cumprir os objetivos de simplicidade, transparência e popularidade”.
A composição geral ainda é feita baseada em saúde, educação e renda. Na média feita com todos os critérios, oBrasil está em 73º entre 169 países, três posições acima do ranking anterior.
Fonte: ig educação -5/11/2010
Notícia / Ensino Médio
Evasão no ensino médio
Por: Valeska Andrade
Enquanto 98% de crianças e adolescentes brasileiras entre 7 e 14 anos estão na escola, 15% dos jovens de 15 a 17 anos desistiram de estudar. O abandono é refletido no número de matrículas da série final. Se comparado ao da série inicial, o total é 35,5% menor. De acordo com o Censo Escolar, em 2007 ingressaram no ensino médio 3.440.048 estudantes. Já em 2009, foram efetuadas 2.218.830 matrículas. Quando não há reprovações, um aluno conclui o ensino médio em três anos.
Na Região Centro-Oeste, a diferença entre as matrículas é de 37% e no Sul chega a 38,53%. O Sudeste tem o menor percentual: 34,68%. Nordeste e Norte possuem índices iguais: 35,7%. O total de matrículas mostra o abandono do ensino médio na última década. A taxa de escolaridade dos jovens entre 15 e 17 é muito baixa e isso já é sentido no ensino superior, onde há vagas ociosas.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugere que os estados mantenham escolas de ensino médio em todos os municípios para combater a evasão. Fonte: O Globo (RJ) - 08.11.10 08:29
Agenda da Seduc/MT
18 NOV Prêmio Estadual de Ref. em Gestão Escolar Data: dia 18/novembro/2010 Local: Hotel Fazenda Mato Grosso Contato: (65) 3613-6377/6476 06 DEZ
Seminário Surdo e Cegueira Data: de 06 a 11 de Dezembro de 2010 Local: a definir Contato: 65 3613 6377 e 6476
Decreto para a Educação no Campo
Presidente Lula assina decreto que aprimora a educação no campo
O presidente da República assinou no dia 4/11 o decreto que regulamenta políticas públicas voltadas para a educação no campo. “Este decreto sinaliza a organização não apenas de políticas publicas federais para a educação no campo, como também organiza o trabalho feito em estados e municípios”, fala do ministro da Educação, Fernando Haddad.
O decreto regulamenta também o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).
Segundo O ministro todas as políticas públicas, ações e programas do Ministério da Educação dialogam de alguma forma com a realidade do campo. “Políticas institucionalizadas dão mais vida aos movimentos sociais, facilitam a luta por avanços e dão à sociedade a condição de perseguir políticas mais ambiciosas”, afirmou.
O decreto atribui ao governo federal a responsabilidade de criar e implementar mecanismos que assegurem a manutenção e o desenvolvimento da educação na área rural. Propõe o enfrentamento de quatro problemas: redução do analfabetismo de jovens e adultos; fomento da educação básica na modalidade jovens e adultos integrando qualificação social e profissional; garantia de fornecimento de energia elétrica, água potável e saneamento básico para as escolas; promoção da inclusão digital com acesso a computadores, conexão à internet e às demais tecnologias digitais.
A formação de professores que lecionam nas escolas rurais também está definida no decreto, assim como a adequação do calendário escolar às particularidades das atividades regionais e dos ciclos produtivos; o reconhecimento da relevância da escola multisseriada; e a pedagogia da alternância (combina atividades intensivas na sala de aula com práticas na propriedade).
sexta-feira, 05 de novembro de 2010 MEC
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
ORAÇÃO DO PROFESSOR
"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação.
Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.
São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento.
Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir.
Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir.
Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho .
Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. Amém!"
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Processo de envelhecimento e questões relativas à velhice, um assunto necessário e urgente para discutir no currículo de ensino.
Iza Aparecida Saliés
Considerando que o Brasil está caminhando para um futuro populacional considerável de idoso e reduzindo o número de nascimento, pois a grande tendência das famílias modernas é ter de um a dois filhos ou até três, o que no passado era praticamente inviável, por vários fatores, em especial social e religioso.
A tendência contemporânea é oferecer condições de vida as pessoas idosas, a sociedade e o estado, ambos precisam preparar para atendê-los que chegam com novos hábitos e desenvolvimento humano bastante fortalecido pelas condições de vida que hoje a ciência proporciona.
Os idosos de hoje são mais ativos, participativos, vaidosos, fazem parte de um grupo chamado geração saúde, preocupam com a vaidade intelectual e estética, com a sensibilidade, adoram o bonito, o belo, curtem com alegria os momentos coletivos de afinidade com amigos do grupo.
São visíveis as políticas publicas que há para a pessoa idosa, mas, contudo, faz-se necessário que essas políticas atinjam todos os segmentos do governo. A apesar dos avanços com o Estatuto ainda assim precisamos discutir as questões da pessoa idosa com mais na
educação.
Na educação já foram realizadas algumas ações quanto às questões da pessoa idosa, no caso da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, em 2004 o órgão começou a discutir o tema ainda de forma acanhada, pois no momento tínhamos um representante no Conselho, essa era a participação do órgão.
Com a representação nesse organismo a Seduc teve a iniciativa de elaborar a normativa que inclui o de tema sobre o envelhecimento nos currículos mínimos, em consonância ao artigo 22 da Lei n. 10.741/03, definidos a forma e o conteúdo mínimo para abordagem. Instituir na programação de formação continuada de professor e servidores administrativos da rede estadual de ensino, o enfoque sobre o tema “pessoa idosa” a fim de capacitá-los para a compreensão do tratamento e minimizar o preconceito, produzindo conhecimento formal sobre o assunto.
A Seduc intensificou a oferta de Ensino Fundamental e do Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos, sendo oferecida na medida em que surgem demandas pontuais, a oferta
das etapas e das modalidades de ensino oferecida na Rede Estadual de Ensino funciona no período diurno e noturno.
A discussão do tema “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice” no currículo de ensino está respaldada pelas legislações: LDB/96 e a Constituição Federal do Brasil, que em seu Artigo 210 estabelece como devem ser tratados os conteúdos mínimos do currículo, “Serão fixos conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".
Considerando a necessidade de atender esta sociedade em ebulição, com pressa no trato das questões de inclusão, cidadania, pluralismo, diversidade e outros, assuntos estes que aos poucos vão penetrando na rotina pedagógica da escola, o que não consolida a necessidade de criar disciplinas curriculares para trabalhar especificamente temas que outrora não lhe competia.
A escola precisa de tempo para que possamos adequar às inovações impostas por essa sociedade emergente, frente a uma prática pedagógica de antanho.
A Formação Continuada dos Professores de Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, programa pode contribuir para prepará-los para saber lido com imperiosas necessidades sócias que estão
provocando mudanças na prática pedagógica do professor.
Para a formação dos professores precisa oferecer aportes conceituais, teóricos e metodológicos para que os mesmos possam desenvolver competências e habilidades para saber conduzir temáticas contemporâneas que permeiam a vivência na escola e precisam fazer parte das atividades pedagógicas da escola.
A sociedade do momento é cheia de nuances rica de possibilidades de discussões no que se refere a temas como diversidade, justiça, inclusão e cidadania, todos são assuntos que
provocam polêmicas e requer formação para os professores.
A Superintendência de Ensino e Currículo/Seduc programou em 2005, Seminário sobre a Diversidade na Educação, com a participação de docentes que atuam no Ensino Médio, durante o evento foi abordado o processo de envelhecimento e questões relativas à velhice tema á abordado para contemplar a inclusão dessa discussão no contexto curricular permeando os conteúdos, conceitos e saberes das diversas disciplinas, propiciando a interação das áreas de conhecimento. Assessorar escolas com formação em serviço para o desenvolvimento da política pedagógica do Ensino Médio, cuja finalidade é programar ações que destaquem as Políticas Afirmativas que promova a inserção do tema “processo de envelhecimento e questões relativas à velhice”, (Diversidade de Gerações) cumprindo desta forma ao Artigo 13, inciso II. Da Lei Complementar n. 131/03 de 17 de Julho. 17/07/03[1]·; Capacitar Coordenadores Pedagógicos que atuam no Ensino Médio, que propõe uma reflexão acerca de como abordar os temas sociais relevantes, com especial destaque ao “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice”; Seminário com professores para discutir a inclusão da temática “processo de envelhecimento e questões relativas à pessoa idosa no currículo da Educação Básica” (prevista para ser realizada em junho/2005); Projeto Letração –“Alfabetização de Adultos” Educação de Jovens e
Adultos: foi previsto o atendimento de 3818 alfabetizando, 183
alfabetizadores para contemplar 34 municípios do Estado [2]·; Distribuição de materiais pedagógicos para os professores, para subsidiar a formação continuada em serviço, sob temas sociais
relevantes, em especial o estudo da ciência que trata do processo ensino - aprendizagem da pessoa idosa (Andragogia). [3]
O professor precisa estar sincronizado com os mais modernos pressupostos teóricos, conceituais que possibilite um embasamento científico sem estar apenas pautados em conhecimento empírico.
“Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência. É aprender a usar o diálogo, nas mais diferentes situações e
comprometer-se com o que acontece na vida da comunidade e do País[4].
Mesmo respeitando a autonomia da escola, que pode definir sua trajetória pedagógica, a Seduc desenvolveu ações pontuais e
afirmativas para contribuir com construção de valores na escola e na sociedade, para que a convivência democrática, os direitos humanos, respeito à diversidade, o respeito às gerações e a inclusão social façam parte da vivência das escolas deste Estado.
Para que possamos atender a contento tanto a sociedade, como também cumprir os dispositivos legais, faz-se necessário que o Sistema de Ensino Estadual/MT esteja preparado para o enfrentamento de novos papéis que permeiam os meandros da escola e o seu entorno, devendo ser trabalhados no seu cotidiano.
Para que isso aconteça precisamos que todos os segmentos da comunidade escolar estejam preparados para aceitar e conviver com as inovações significativas que virão e que possua um aporte conceitual comprovado, por se tratar de temáticas complexa, com especificidades próprias, merecendo destaque no instante em que vai ser introduzido nas discussões pertinentes ao currículo de ensino.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Aprendendo com a copa do mundo
http://www.izasalies.com/
“Sala de Professor” lócus de reflexão, estudo e aprendizagem docente.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Celular na escola, uma necessidade da vida moderna
Iza Aparecida Saliés
http://www.izasalies.blogspot.com
O Prefeito de São Paulo proíbe o uso de celular na sala de aula das escolas municipais, louvável a atitude, pois, a educação precisa de limites, o que parece para a sociedade é que agora tudo pode, não obedecem mais as regras, acordos regimentos que possuem nas instituições de ensino.
A escola é o lócus do aprender, ensinar, formar, estudar, por isso é importante que o aluno concentre na leitura, nos estudos, prestar atenção na aula, tenha interesse, motivação, participe dos trabalhos de grupo e outras atividades que o professor utilize.
As novas tecnologias chegaram para facilitar a vida da humanidade, porém, em certo caso ela dificulta a convivência em determinados espaços coletivos, sei também que pode haver necessidade de comunicação da família com seus filhos, nesses casos, usar o telefone da escola e falar com pessoas responsáveis, assim tudo estará solucionado.
A escola, hoje enfrenta um grande problema, controlar o uso do celular na sala de aula, pois, além de desconcentrar o professor no momento da sua explicação, distrai o aluno que já tem dificuldade para participarem da aula, eles, ficam distraídos por qualquer motivo, e o celular é mais instrumento que provoca distração, passando a ser mais um motivo para desinteresse, sabemos que não são todos, mas, que atrapalha, atrapalha sim, sem dúvida.
Proibição isolada não funciona, mas, inibe o uso durante a aula.
Ainda é tarefa difícil para a escola: trabalhar o tema, os materiais didáticos e os conteúdos sobre sexo.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Jovem, construção social que precisa ser considerada pela escola
Adolescente triste, fala sério....
Avaliação da aprendizagem, momento de ver, rever ou de reter?
sábado, 18 de setembro de 2010
Seleção de Conteúdos: um pressuposto necessário nas discussões do Currículo de Ensino.
Ontem falta de educação, hoje agressão, amanhã ameaças: sou professor o que fazer?
Projeto Político Pedagógico, documento escolar que deve retratar a cara da escola.
Iza Aparecida Saliés
A retórica sobre a concepção de educação que perpassa as discussões pedagógicas atuais, conduzem a perspectiva de um Currículo para a Educação Básica que esteja estruturado num Projeto Político Pedagógico configurado pelo conjunto de atores envolvidos com as questões pedagógicas da escola e validado pela comunidade escolar.
O Projeto Político Pedagógico da escola tem como princípio fundamental a participação de todos os envolvidos com as questões da escola, na sua discussão e elaboração. Além de ser um instrumento que possibilita o diálogo sobre as questões pedagógicas como currículo, a avaliação da aprendizagem, as metodologias, os temas relevantes, os eixos temáticos, os conceitos e ou conteúdos, ele estabelece os rumos da escola, rumo este, que precisa ser consenso de todos que participaram do processo e validado pela comunidade escolar.
No bojo dessa discussão a escola não pode deixar de considerar os saberes que os estudantes possuem, pois esse, servirão como referencial para os professores no momento de discutir a seleção de conteúdos a serem trabalhados na sala de aula, pois os mesmos, com certeza servirá de roteiro para delinear temas relevantes e contextualizados com a realidade vivida por eles.
Baseados nessa perspectiva, as estratégias de ensino escolhidas pela escola, com certeza serão mais significativas, pois, os temas, os conceitos e ou conteúdos surgirão das necessidades educativas deles, e servirão de base para compor o conjunto de aporte teórico necessários para a construção de conhecimento do estudante.
Por isso, faz-se necessário, que a escola reflita sua antiga prática pedagógica, discuta as diferentes concepções, organize grupo de estudo com os professores, para discutir, estudar e refletir sobre temas, teorias, concepções pedagógicas e metodológicas que possam contribuir com a formação integral do educando, para que mesmo esteja preparado para a vida e para o mundo do trabalho.
Essa nova forma de ensinar e aprender que nós professores precisamos dominar, antes de tudo precisa ser entendida, compreendida e aceita pelo professor. Faz-se necessário tempo para que a escola e os professores possam ajustar a essas novas necessidades socias.
Atualemtne discute-se a formação continuada como mecanismo de estudo individual ou coletivo onde o professor exercita o diálogo de modo que cada participante do grupo compartilhe suas idéias, crenças e concepções com seus pares.
Quando o processo de elaboração do Projeto Político Pedagógico passa pela discussão com a comunidade escolar, oportunizando a todos participarem ativamente da gênese do documento, os objetivos, metas e finalidade são estabelecidas com o respaldo e de acordo com os que os pais querem para seus filhos, nesse momento, a escola está decidindo, assumindo posturas, optar por um currículo de ensino adequado as reais necessidades dessa clientela.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Iza Aparecida Saliés
Achei oportuno falar sobre Mato Grosso não só pelo fato da comemoração do seu aniversário foi no dia 9 de maio, data comemorativa que desperta em nós um sentimento de saudade, aquela que relembra o velho e pequeno Estado, com pela vontade expor um problema que me angustia muito, é História de Mato Grosso nas escolas estaduais e particulares.
Mato Grosso um estado que até trinta anos atrás tinha as cidades na baixada cuiabana e alguns pequenos lugarejos que surgiam em decorrência da propaganda de colonização das terras mato-grossense, a parir daí houve um número significativo de pessoas que vinham para o Estado em busca de uma vida melhor.
O progresso foi inevitável, a população disparou , houve um número significativo de investimentos no Estado, a explosão migratória foi assustadora ocasionando sérios problemas estruturais, não houve tempo para Estado organizar melhor as cidades que surgiam. O nosso crescimento é célere, somos a síntese da diversidade brasileira, temos uma riqueza de diversidade cultural, abrigamos quase que todas as culturas brasileiras, estas, quando entrelaçadas com as nativas fazem de Mato Grosso, um Estado mais colorido, simpático e atraente.
Para expressar o carinho que tenho pela minha terra, pensei em descrever o que é amar este Estado, que é belo, acolhedor, aconchegante, caloroso e solidário, estes, são adjetivos que descrevem perfeitamente o que é este canto do país.
Sua trajetória foi permeada por descobertas de ouro, diamantes, terras férteis e de um povo simples que recebe de braços aberto qualquer pau rodado que aqui chega. Como diz o ditado cuiabano, quem não nasceu aqui “São Bom Jesus de Cuiabá mandou buscar”, para aqui ser feliz.
A História de Mato Grosso, apesar de estar nos livros e na memória coletiva de seus nativos, ainda assim precisa ser estudada pelos mato-grossenses por adesão. Faz-se necessário divulgá-la e colocá-la disposição de todos. Assim entendo que a educação é de fundamental importância para a concretização desse desejo, ou seja, garantir no Currículo Escolar conteúdos sobre a História do Estado tanto quanto ao seu passado como a contemporânea.
Não é difícil encontrar pessoas que aqui residem, ocupam cargos públicos e desconhecem a nossa história. Seu passado brilhante deve ser de conhecimento de todos, sem restrições, não podemos admitir que uma autoridade fale ou deixe de considerar os acontecimentos e personalidades que contribuíram significativamente com a história deste Estado, fiquem onipresentes, nas falas, nos discursos e eventos.
Para que possamos garantir que a História de Mato Grosso fique viva e seja respeitada, precisamos envidar esforços para preparar a escola com subsídios teóricos e fazer a formação dos professores. A escola está desenvolvendo alguns trabalhos pedagógicos sobre a História do Estado, são atividades ainda insuficientes, não contemplam a totalidade de conhecimento necessária para que o aluno conheça de fato o que foi e o que é seu Estado.
Por estar dessa forma, a História de Mato Grosso, nas escolas, faz-se necessário garantir no Currículo da Educação Básica do Estado, conteúdo sobre a História, Geografia, Literatura e Cultura, Costumes, Valores, pouco se vê e pouco se sabe sobre o Estado, constantemente vejo pessoas comentando fatos do cotidiano de forma descontextualizados sem aprofundamento conceitual do passado da nossa história.
As publicações sobre a História, Geografia, Literatura e Cultura Mato-grossense são muito acadêmicos e pouco didáticos, para ser adotado pelas escolas precisam ter uma leitura mais pedagógica, de modo que possa ser utilizada pelo professor e pelo aluno. Como é sabido, há necessidade de garantir recursos para investir em publicações de livros didáticos e pedagógicos sobre Estudos sobre Mato Grosso para que a escola possa utilizar com os alunos de uma foram bem didática.
Além dos investimentos realizados e ou programados, é preciso que o Sistema Estadual de Ensino priorize ações que fortaleçam a Formação de Professor com capacitação especifica oficinas e cursos com foco no ensino de conteúdos referentes ao passado e presente de Mato Grosso e garantir que os conteúdos nas disciplinas escolares, obrigatoriamente.
É visível que a falta de conteúdos e material pedagógico e didático sobre o Estado, isso, dificulta consideravelmente os trabalhos dos professores com os componentes curriculares do Currículo da Educação Básica de Mato Grosso. Notadamente percebemos os reflexos dessa deficiência da escola, quando o aluno vai fazer um concurso ou uma seleção, eles, ficam preocupados com o conteúdo sobre Mato Grosso que devem estudar. Parece que as pessoas sabem pouco ou quase nada sobre Mato Grosso.
Nosso jeito de ser surgiu das misturas que fez desta terra um espaço geográfico ocupado por diferentes povos, culturas, costumes, tradições que sem querer, sufocaram nossa vidinha de cidade provinciana, mas, que abriga pessoas ilustres, pessoas simples, também chamadas de acomodados.
Sabe que eu até gosto, de ser chamada de acomodada, um matogrossense de verdade é tranqüilo, calmo, de pouca ambição, pouco atrevido, gosta de sombra e água fresca sim, pode caçoar, nós não zangamos.
Garantir nossos costumes e valores, é um compromisso da escola, como também, é o de ensinar as novas culturas que estão lentamente integrando a nossa, mudando de forma benéfica o nosso cotidiano, na escola, no trabalho e na vida.
*Artigo publicado no http:// www.seduc.mt.gov.br
terça-feira, 13 de julho de 2010
Iza Aparecida Saliés
Comissão de Qualificação Profissional
Superintendência de Formação de Professor/Seduc
Iza Aparecida Saliés
Parece chato, ver e ouvir o tempo político na TV, nós, que já estamos cansados dessa façanha obrigatória, achamos que de nada adianta assistir a fala e as propostas políticas dos candidatos. Mas, o assunto, o tempo político na TV, demanda uma grande variedade de possibilidades pedagógicas que a escola pode utilizar numa aula de qualquer disciplina escolar.
Sabemos, melhor do que ninguém que muitas das falas são apenas promessas impossíveis de serem realizadas, outras possíveis, ainda assim, o professor pode explorar pedagogicamente o que passa no tempo político da TV. Quando o professor coloca o assunto em pauta, na sala de aula, ele está possibilitando aos alunos uma discussão fundamentada em conhecimentos científicos. Ao dispor para os alunos esse conhecimento, os mesmos terão a oportunidade de entender, compreender e analisar as possíveis situações do fato, ou seja, o que está sendo discutido sobre a fala do candidato.
Ao fazer a analise conjunta professor e alunos, na sala de aula, deixando que eles falem, discutam e formem o seu próprio conceito, sobre o assunto, ao utilizar dessa prática, o professor está dando uma aula motivada, de interesse deles, com tema atual, contextualizado, despertando o interesse em discutir, com conhecimento, assunto do cotidiano deles.
Então, a escola pode explorar pedagogicamente as propostas para as políticas publicas apresentadas pelos candidatos ao cargo de governador e as sugestões dos candidatos ao cargo de legislador. Esta seria a pergunta que o professor faria para os alunos, quais seriam as necessidades do mato-grossense em relação os assuntos políticos, sociais, econômicos, ou seja, globais de interesse da sociedade? Esta é apenas uma sugestão, pois, o professor sabe melhor do que ninguém, selecionar o seu conteúdo ou tema a trabalhar.
Ao trabalhar temas complexos no currículo escolar, com o tempo político na TV, o professor precisa tomar o cuidado no momento de selecionar os conteúdos que deverão abordar durante a aula, esses conteúdos, precisam necessariamente ter significado para os alunos, próximos da sua realidade, além de estar relacionado com os conhecimentos científicos necessários para a sua formação escolar, seja ela, em que etapa de aprendizagem o aluno está estudando.
Quando a escola utilização da estratégia de escolher temas atuais para provocar a aprendizagem, ela está possibilitando uma aula dinâmica, motivadora, polêmica, envolvente, onde, todos podem e devem discutir o assunto, emitir sua opinião, mesmo que ela seja ancorada em saberes do senso comum, não importa o que é fundamental, é a participação do aluno. Esta o professor não pode abrir mão, deixar passar.
Não é fácil delimitar esse tema para abordar na sala de aula, mas, o professor deve estar preparado para as possíveis demandas de curiosidades, necessidades e indagações feitas pelos alunos. Dar uma aula dessas, antes de tudo, o professor precisa planejar, estudar, dirimir toda a duvida e listar os referencia teóricos estudados, para não deixar dúvidas sobre o assunto. E ainda, o professor deve sugerir possíveis leituras, caso o aluno queiro aprofundar no assunto.
Para o currículo escolar essas discussões de cunho nacional, atual e de interesse da sociedade, como dizem assunto do momento, passa a ser um tema significativo, instigante tanto para o aluno domo para o próprio professor, considerando que muitas pessoas discutem política de forma caseira, sem fundamentação conceitual, coisa que a escola é responsável de desenvolver esse conhecimento, portanto precisamos utilizar desses mecanismos pedagógicos que estão disponíveis para o professor.
O tema o tempo político na TV, é um temas bastante provocador de ampla discussão, que pode possibilitar a interdisciplinaridade nas áreas de conhecimento do currículo, pois ao professor é possível um universo de possibilidades na sua disciplina, podendo utilizar práticas pedagógicas dinâmicas e apresentando conteúdos contextualizados com a realidade do aluno.
Publicado - quinta feira, 09 de setembro de 2010
http://www.seduc.mt.gov.br/
