segunda-feira, 21 de março de 2011

Para refletir

A oportunidade de recomeçar
Somente após passar a época do Carnaval é que parece que o Brasil realmente acorda para o Ano Novo, que oficialmente começou em 1° de janeiro. Tudo parece voltar ao ritmo normal e as cidades retornam à rotina que as caracteriza ao longo de todo o ano. As merecidas férias acabaram e agora as aulas recomeçam. Quantas novidades para contar! Quantas mudanças acontecendo!
Betinho, por exemplo, tinha seis anos e sempre fora um garoto tímido, que não gostava de sair de casa. Tinha medo de tudo e os poucos amigos que tinha eram parentes, mais especificamente, primos. Quando teve que ir para a escola pela primeira vez chorou muito. Não queria ir, pois não queria sair do seu mundinho conhecido, familiar.
A realidade lá fora lhe parecia assustadora e perigosa. Não conhecia ninguém da sua futura turma e isto lhe deixava ainda mais inseguro. As aulas começaram e ele não teve escolha: teve que ir. Como os pais não podiam ficar o tempo todo com ele na escola (até que ele se acostumasse), o jeito era ir se apegando aos que pareciam tão assustados quanto ele.
E assim o tempo foi passando. O choro a cada dia durava menos e os novos amigos cada vez aumentavam mais. Um dia sentiu vergonha de chorar. Afinal, agora havia a Ana Luisa, uma colega que ele considerava especial e para a qual não queria parecer medroso. E aquele menino tímido, que estava acostumado a receber toda a atenção da família só para si, foi aprendendo a respeitar limites, a dividir o que tinha, a ouvir os outros, a aceitar opiniões contrárias, enfim, foi se inserindo em novas regras de convivência. Em pouco tempo o problema se inverteu: agora Betinho torcia para que demorasse a hora de voltar para casa. Que transformação a escola lhe proporcionou!
Mundo novo
O que aconteceu com nosso pequeno personagem há tanto tempo atrás deve estar prestes a se repetir com milhares de crianças que vão à escola pela primeira vez agora, no início do ano. Por mais que algumas delas, em um primeiro momento, possam não gostar da idéia de estudar, vão acabar percebendo que a educação foi, é e continuará sendo um presente da vida, um privilégio a ser bem aproveitado.
A escola, todos nós sabemos, não é mais uma simples transmissora de conhecimentos: ela abre horizontes e socializa, principalmente as crianças. Para quem já está estudando, recomeçar as aulas é como acompanhar as estações do ano: sempre há um encanto novo em cada mudança.
O nosso amigo Betinho cresceu e não se casou com a Ana Luisa, mas percebeu que a maioria dos seus amigos e relacionamentos originou-se do período em que era estudante. Além disso, a educação que recebeu também incluiu valores que internalizava, principalmente na convivência com os mestres com quem ele tinha mais sintonia. Sem perceber, foi se tornando um homem de verdade, um cidadão, e muito do que se tornara era mérito da educação escolar.
O educador
Acredito que por mais experiente que seja um professor, ele jamais conseguirá aquilatar devidamente todo o tamanho da influência que exerce nos seus alunos. É claro que essa influência pode ser positiva ou negativa, mas, quero crer que a maioria das pessoas que abraça a profissão de professor o faz, especialmente, por vocação. E vocação se faz muito com ideais, com amor e com sonhos de um mundo melhor. Sendo assim, a influência maior tende a ser positiva.
Eu, por exemplo, ainda hoje guardo muito presente alguns conselhos que certos mestres me transmitiram, direta ou indiretamente, há décadas. É uma pena não poder reencontrá-los agora para agradecer-lhes e dizer o quanto eles continuam sendo importantes na minha jornada pela vida. Como seria bom se tivéssemos pela vida afora sempre pessoas disponíveis e bem-intencionadas, como os verdadeiros mestres, para nos orientar nos momentos mais difíceis!
Por essas e outras reflexões, é certo que, quando observo, principalmente nessa época do ano, aquele frenesi de crianças correndo para o portão de entrada de uma escola, sinto um pouco de inveja. Inveja da oportunidade que elas têm de aprender sempre mais, de fazer amizades com tanta facilidade, de recomeçar a vida com a simplicidade de quem não apenas sonha, mas tem certeza em um futuro cada vez melhor.
Carlos Alberto Veit,
doutor em Psicologia, professor na Faculdade de Psicologia da PUCRS.
Endereço eletrônico: carlosveit@ig.com.br
Artigo publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 383, fevereiro de 2008, página 16.
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Notícia

Segundo a investigação, a rede Paulistec vendia o certificado por R$ 790 depois de um curso à distância com duração de 60 dias
Denise Motta, iG Minas GeraisCompartilhar: A Polícia Civil de Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo investigam uma rede de cursos que vende diplomas falsos do ensino médio e fundamental em vários Estados do Brasil. A rede Paulistec teve uma unidade fechada ontem em Belo Horizonte, mas há indícios de irregularidades também no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Paraná e Bahia. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul já existem investigações sobre a Paulistec em curso.
O proprietário da rede de cursos, Mauro de Napoli, mora em São Paulo e será ouvido por carta precatória nos próximos dias, informou o delegado responsável pelo inquérito em Minas, Islande Batista. “A princípio vamos trocar informações com Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde já existem inquéritos envolvendo a escola.” A investigação da polícia mineira foi provocada por uma denúncia.
O delegado informou que Napoli deve ser indiciado pelos crimes de estelionato, falsidade ideológica e falsificação de documentos. As penas, somadas, podem chegar a 16 anos. “Nos próximos dias vamos intimar pessoas que receberam certificados. Se tivermos elementos para comprovar que houve má fé, a pessoa poderá pegar de 2 a 6 anos pelo uso de documento falso”, explicou o delegado.
Em Belo Horizonte, certificados de ensino médio e de ensino fundamental eram vendidos a R$ 790. O curso era à distância e tinha duração de 60 dias. A estimativa é de que mil pessoas tenham recebido o documento, que não é reconhecido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais.
A superintendente da Secretaria de Educação de Minas Elci Pimenta Costa diz que cursos à distância não são reconhecidos no Estado. Ela afirma ainda que, caso o ensino médio e fundamental à distância fosse reconhecido, seria necessária uma carga horária mínima de 800 horas - impossível de ser cumprida em 60 dias. “As pessoas gastam dinheiro com cursos à distância, perdem este dinheiro porque o curso não é reconhecido e ainda correm o risco de ser processados por uso de documento falso.”
Procurado pelo iG, o Ministério da Educação afirmou que não é sua responsabilidade a fiscalização de escolas e cursos no país. O trabalho integrado entre Minas, São Paulo e Mato Grosso pode se estender para os Ministérios Públicos dos Estados. Após o encerramento da investigação em Minas, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e caberá ao promotor responsável pelo caso decidir se denuncia ou não os envolvidos.
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Artigo -Grêmio Estudantil

Grêmio estudantil: participar para prevenir a violência
A escola é um lugar estratégico e privilegiado para se trabalhar na perspectiva da prevenção da violência, pois pode ser o palco de experiências de prática cidadã. Elas podem ser disparadas, por exemplo, por meio do incentivo ao associativismo juvenil na forma de grêmio estudantil.
A violência não afeta de maneira uniforme regiões, grupos etários, classes sociais ou gênero. A maioria das vítimas da violência letal é do sexo masculino e está na faixa entre 15 e 24 anos (segundo dados do Infocrim da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).
Carência de opções
Ao analisar as áreas onde a violência se manifesta com mais frequência, percebe-se a alta densidade populacional e a alta proporção de jovens no total da população, a presença insuficiente do poder público e os índices de vulnerabilidade e exclusão. Muitas vezes, os serviços públicos de educação e saúde estão degradados e contam com profissionais pouco estimulados e preparados para lidar com os desafios da comunidade. As escolas, os postos de saúde e a polícia são, em muitos locais da periferia, os únicos equipamentos públicos presentes.
Neste contexto, a violência letal acaba resultando de conflitos banais, estimulados por uma cultura da violência que valoriza o individualismo e exige uma resposta imediata e violenta diante de qualquer desavença. Mesmo quando não acabam em mortes, estes conflitos e a maneira como são resolvidos perpetuam uma cultura de desvalorização do diálogo, da negociação e do associativismo e da vida.
Diante deste diagnóstico, é possível traçar caminhos e medidas para contribuir com a diminuição e a prevenção da violência nestes locais. Essas ações também podem atuar em um nível mais simbólico, ampliando o repertório das comunidades e interferindo na cultura de banalização da violência. O Instituto Sou da Paz tem desenvolvido diversos projetos de intervenção com foco na prevenção da violência juvenil em comunidades de São Paulo. Estes projetos pretendem promover a par ticipação democrática dos jovens nos processos de ocupação e transformação de espaços públicos (praças ou escolas), apostando na negociação e na valorização da diversidade como estratégias que contribuem para mudar este quadro.
O potencial das escolas
As escolas são um dos únicos equipamentos públicos encontrados nas regiões periféricas e têm enorme potencial para a formação de lideranças e a construção de formas pacíficas de relação social e de promoção dos direitos de cidadania.
O grêmio estudantil é a associação representativa dos estudantes. Sua existência é garantida por lei, mas sua fundação não deve corresponder ao cumprimento exclusivo de uma obrigação legal. Ao contrário, o grêmio deve existir como um princípio e conteúdo pedagógico, compondo o currículo escolar, sendo uma experiência política teórica e prática de exercício de cidadania, formação de cultura cívica e estabelecimento de uma rede de capital social na escola.
Considerar o estímulo à formação e à consolidação dos grêmios estudantis um processo pedagógico é assumir, por um lado, a formação política dos jovens, no sentido de participação no espaço público, buscando prepará-los para a vida democrática. Por outro lado, é assumir os alunos como membros da comunidade escolar, dando mais sentido e significado para seu estar na escola.
Como formar um grêmio estudantil?
1) O grupo interessado em formar o grêmio avisa a direção da escola, divulga a proposta e convida os alunos a formar a comissão pró-grêmio. Este grupo elabora uma proposta de estatuto que será discutida e aprovada em assembleia geral.
2) A comissão pró-grêmio convoca todos os alunos da escola para participar da assembleia geral. Nesta reunião os alunos decidem o nome do grêmio, o período de campanha das chapas, a data das eleições e aprovam o estatuto do grêmio, além de montar a comissão eleitoral.
3) Os alunos se reúnem e formam chapas para concorrer à eleição. A comissão eleitoral promove debates entre as chapas, abertos a todos os alunos.
4) A comissão eleitoral organiza a eleição. No final da apuração, a comissão pró-grêmio deve fazer uma ata da eleição, para divulgar os resultados.
5) A comissão pró-grêmio envia uma cópia da ata da eleição e do estatuto para a direção da escola e organiza a cerimônia de posse da diretoria do grêmio. A cada ano, reinicia-se o processo eleitoral, a partir do 3º passo.
Saiba mais sobre grêmio estudantil acessando:
Instituto Sou da Paz - www.soudapaz.org
União Nacional dos Estudantes - www.une.org.br - clicando em UBES on-line.
Roberta Navas Battistella,
jornalista, ONG Sou da Paz, São Paulo, SP.
Endereço eletrônico: roberta@soudapaz.org
Subsídio da edição nº 405, jornal Mundo Jovem, abril de 2010, página 10.

Notícia - Professor

Média do salário inicial de docentes medido pelo Ministério do Trabalho foi menor do que R$ 1.187 incluindo rede pública e privada
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo
Compartilhar: Governos e escolas particulares terão que aumentar os salários dos professores para chegar ao novo piso estabelecido pelo governo federal na semana passada em R$ 1.187. De acordo com levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho a pedido do iG Educação, a média dos salários iniciais de docentes contratados durante 2010 ficou abaixo desse valor em todos os casos: profissionais com ou sem ensino superior e que dão aulas para educação infantil, fundamental ou ensino médio.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o salário médio de admissão de professores com ensino superior para educação infantil foi de R$ 1.086, seguido do profissional com faculdade que leciona para o ensino médio, contratado por R$ 1.078. A média mais baixa é de R$ 762 para docentes que não tem formação superior e trabalham para na educação infantil.
Boa parte dos valores estaria abaixo inclusive do piso nacional vigente em 2010, que era de R$ 1.024. Não é possível saber, no entanto, quantas horas trabalham estes contratados – o piso é instituído para uma jornada semanal de 40 horas.
MEC diz que ajudará a pagar aumento
Uma portaria publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União dá as diretrizes para que municípios e Estados que não possuem condições de arcar com o aumento do piso salarial dos professores solicitem ajuda ao governo federal. Os pedidos deverão ser encaminhados ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre as condições exigidas, a mais difícil para os gestores e considerada a mais importante pelo ministro é a “demonstração cabal” de que o orçamento local não é suficiente para arcar com os custos do pagamento do piso.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que quando o piso foi aprovado, em 2007, a União ampliou a verba no Fundeb para dar conta dessa demanda. Por isso, não acredita que muitas prefeituras poderão solicitar a ajuda. “A justificativa de que não há recursos para o piso é incompatível com o discurso à época de que se a União multiplicasse por dez sua contribuição para o fundo, como fez, haveria”, diz. Ele admite, no entanto, que a regra geral pode não atender alguns casos concretos e as regras são para atender esses casos.
Outras profissões recebem o dobro
O Ministério do Trabalho também levantou o valor das contratações de profissionais de outras profissões durante 2010, conforme pedido da reportagem. A média da remuneração de engenheiros, médicos, dentistas, bancários e enfermeiros é, no mínimo, o dobro do que o professor com o maior salário inicial. O iG já havia mostrado que, se fizer carreira fora da sala de aula, o próprio professor das áreas de biologia, física, química e letras conseguem remuneração maior do que o novo piso salarial.
Da lista levantada pelo ministério, recebem menos que alguns professores apenas policiais e agentes de trânsito ou operários.

Artigo - Ensino

Mateus Prado
"Aprovação automática" ou "progressão continuada"?
Pouca diferença faz se o governo do Estado de São Paulo terá dois, três ou quatro ciclos em que a repetência será possível
A progressão continuada teve sua primeira experiência quando Paulo Freire foi secretário de Educação na prefeitura de São Paulo, na gestão de Luiza Erundina. Nosso grande educador tinha claro que repetir o aluno e sujeitá-lo à vergonha de ficar um ano atrás de seus colegas de turma mais atrapalhava do que ajudava. Todas as pesquisas mostram que o aluno que passa pela repetência tende a repetir a situação de fracasso nos próximos anos de vida escolar.
Da experiência de Paulo Freire na Secretaria de Educação de São Paulo até a "aprovação automática" do governo do Estado de São Paulo há uma grande diferença. A progressão continuada não pode ser a simples promoção do aluno de uma série à outra. Entre uma série e outra existe, pelo menos ainda, um ano escolar. Neste ano as escolas precisam ter estratégias e projetos pedagógicos.

Acontece que governos costumam confundir projetos pedagógicos com as terríveis "grades curriculares". Ao invés de estabelecerem estratégias, além de implantá-las e avaliá-las, para a formação de alunos cidadãos, capazes de intervir na sociedade e com 'fome' de conhecimento, os governos tendem a definir a quantidade de conteúdos que devem ser depositados nos alunos. A educação bancária, na qual ao aluno só cabe escutar e decorar, escutar e decorar, escutar e decorar, é mantida. Aqueles que costumamos achar que obtêm mais sucesso escolar conseguem lembrar dos conteúdos até o dia do vestibular. E só.

Para uma progressão continuada de sucesso é preciso de uma série de estratégias pedagógicas. Os alunos, todos, não só os que apresentam dificuldades, precisam experimentar intervenções psico-pedagógicas. E estas intervenções não podem ser pontuais, precisam ser constantes, fazer parte do dia-a-dia da escola. Os alunos, professores, pais e dirigentes precisam entendê-las. A escola, mais do que qualquer outro setor da sociedade, tem como obrigação entender e incluir as diferenças. E entre estas diferenças, as escolas precisam levar mais a sério a que existe entre as capacidades de aprendizagem de cada aluno e as diversas experiências pré e fora da escola.

Lembro sempre da história de uma mãe que conheci, que resistia em matricular seus três filhos na escola. Ela dizia que a instituição "não gosta de quem não sabe". E ela tinha certa razão. Nas escolas, em geral, quem vai bem em um ano também se deu bem nos anos anteriores. As avaliações no sistema de ensino demonstram bem essa questão. A escola que vai bem em um ano também vai bem no outro. São poucas as exceções.

Há três principais motivos para isso. O primeiro deles é que a escola, de fato, se organiza em torno desses alunos que fazem sucesso relativo. Quem não se adapta ou não se enquadra no padrão tende a ser tratado à margem, de forma periférica. O segundo motivo é que a escola valoriza apenas um tipo de inteligência, desconsiderando todas as demais. Para a escola, de nada adianta a inteligência espacial, emocional ou a capacidade de resolver problemas práticos e cotidianos se o aluno não se prende aos conteúdos da sua "grade escolar". Por último, e talvez de forma mais grave, as escolas ainda fazem avaliações de forma absoluta, como se todos os alunos fossem iguais. Nós sabemos que eles não são. A melhor forma de avaliação é aquela que considera onde o aluno estava e onde ele chegou no transcurso de um período de aprendizagem. Um aluno com nota 8 durante toda a vida escolar pode ter nota maior, mas não agregou mais em seu processo pedagógico do que outro que tinha 3, passou pra 4 e chegou a 7. Isso também vale para as notas das escolas nos processos oficiais de avaliação. Não são melhores as que possuem as maiores notas absolutas. Prefiro aquelas que conseguem melhorar o resultado de seus alunos.

Neste contexto, pouca diferença faz se o governo do estado de São Paulo terá dois, três ou quatro ciclos em que a repetência será possível. O problema real está no que se faz entre estes ciclos. Nossa escola, inclusive a estadual paulista, não está preparada para receber alunos que não atendem às expectativas do "programa" e da "grade curricular". O que deve mudar são os programas e as estratégias pedagógicas. Mesmo com toda a dedicação e esforço dos professores, podemos dizer que muito pouco do que se faz na escola tem a ver com educação. Tem qualquer outro nome, mas educação não é.

Os vestibulares e os vestibulinhos acabam incentivando as escolas a serem assim. Cobram um monte de conteúdos que não servem para nada e que serão, em sua maioria, e rapidamente, esquecidos pelos alunos. Provavelmente, alguns de nossos reitores e professores das universidades públicas não passariam no vestibular hoje, por que ele cobra muito conhecimento descartável, daqueles que você aprende pra entrar na universidade e nunca mais lembra. Em São Paulo, parece que estamos cada vez mais distantes de mudar isso. As nossas universidades públicas - USP, Unicamp e Unesp - foram parar na Secretaria de Desenvolvimento. O governador, que foi professor de cursinho pré-vestibular, finge não saber que os vestibulares são os grandes indutores dos programas ensinados no ensino médio. Colocar as estaduais paulistas atreladas ao desenvolvimento faz com que desconfiemos de que o governador não fará uma gestão integrada dos diferentes níveis de educação e que, além disto, irá direcionar estas universidades para que priorizem as pesquisas que interessam ao mercado, em contraposição àquelas de interesse público. Não custa lembrar que o secretário nomeado foi presidente da Associação Comercial de São Paulo.

A iniciativa de fazer uma avaliação semestral e centralizada de todos os alunos da rede estadual até pode indicar para a secretaria aqueles que mais precisam de acompanhamento. Será um avanço, desde que a educação de São Paulo adote a perspectiva de que nas avaliações é preciso considerar onde o aluno estava e onde ele chegou, tendo um programa que valorize as várias inteligências e talentos e que sua "grade curricular" defina um conjunto de conteúdos mínimos condizentes com as necessidades de nossos alunos, com o mundo moderno e com a vida em sociedade.

Artigo - ENEM

Mateus Prado
Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiroEscola tenta ensinar demais, mas não consegue nem o necessário
Excesso de conteúdo repassado a alunos no ensino médio atrapalha educação para pensar e aprender
Compartilhar: Na escola de ensino médio, os conteúdos que todos deveriam aprender são aqueles que são indispensáveis para que o aluno possa aprender todo e qualquer conteúdo. Uma pessoa, na escola e após passar por ela, precisa, além de gostar de conhecer, ter os instrumentos necessários para que possa aprender conteúdos em qualquer área do conhecimento.
Este deveria ser o papel assumido pelo ensino médio. Como hoje os conteúdos são infinitos, mesmo se a escola quiser, ela não consegue ensinar todos os conteúdos do mundo. Mas, se a escola preparar o aluno para aprender conteúdos na hora que ele quiser – e/ou precisar –, para gostar de conhecer, para aprender a fazer, ser e conviver, terá formado cidadãos capazes de obter sucesso no ensino superior, na vida profissional e nas relações sociais.
Acontece que a escola, no Brasil, não está disposta a ensinar apenas os conteúdos básicos e depois educar para que o aluno aprenda a conhecer, a fazer, a ser e a conviver. Nossa escola gosta mesmo é do mais puro conteúdo. E quanto mais sem sentido, melhor.
Tenho um exemplo do último ano do ensino fundamental. Nos tigres asiáticos, por exemplo, um livro de matemática desta série tem menos que 20 tópicos a serem ensinados. No Brasil, a mesma série propõe entre quarenta e sessenta tópicos. Não custa lembrar que os tigres asiáticos apresentam índices muito melhores que o Brasil nas avaliações internacionais de qualidade de ensino.
Ensinamos, ou tentamos ensinar, demais e acabamos atrapalhando que os alunos assimilem o que realmente é necessário. Por excesso de conteúdo, a maioria dos alunos do ensino médio não aprende quase nada e a escola ainda abre mão do tempo em que poderia cumprir sua função de educar.
Nossos alunos, como ilustra a série do IG Educação , não conseguem calcular o valor das parcelas do décimo terceiro salário, não resolvem contas com regra de três e não conseguem indicar a função de um texto. Mas os índices dos livros didáticos, as apostilas das grandes redes particulares e muitas aulas pelo Brasil afora querem que consigam resolver complicadas equações matemáticas, que conheçam impecavelmente as normas da gramática normativa, que conheçam os domínios morfoclimáticos brasileiros classificados por Aziz Ab´ Saber e que saibam tudo sobre a Revolução dos Cocos em Papua Nova Guiné, entre outras coisas.
E, por mais paradoxal que pareça, todo professor quer que o aluno acumule a maior carga possível de informações sobre sua matéria. Em geral, professores de humanas não sabem nada de exatas, os de exata não sabem nada de biológicas e os de biologicas acham que humanas é somente "perfumaria". Cada um só quer saber de sua área, mas acham completamente normal querer que os alunos entendam, muito bem, todas as áreas.
O que não se percebe é que o aluno que domina os instrumentos para aprender consegue aprender qualquer conteúdo quando quiser ou quando ele sentir necessidade. É muito mais racional, e mais inteligente, prepará-lo para a autonomia do que tentar "depositar" conhecimento em sua cabeça.
Convido o leitor a conferir o programa proposto para a prova de qualquer vestibular das grandes universidades públicas. Uma leitura atenta vai mostrar que o que é cobrado é impossível de ser ensinado em três anos. Alguns itens do programa são tão abertos que poderíamos dizer que "o céu é o limite" quando preparam uma prova de seleção.
Mas alguns dirão que a educação conteudista dá certo, que tem gente que se esforça e aprende, que alguns até passam em universidades públicas e que isto é meritocracia. Sim, é verdade, a educação conteudista dá certo, mas dá certo para poucos, para uma minoria, e não podemos fazer políticas públicas que privilegiem a minoria da população. A esmagadora maioria tem seus talentos e capacidades podados durante o ensino médio.
Uma análise mais atenta mostra, por exemplo, que a maioria dos alunos que foram para a segunda fase da Fuvest (o maior e mais concorrido vestibular do país) este ano acertou menos da metade da primeira prova. Como os demais, também não aprendem todo o conteúdo desnecessário.
Outros ainda insistirão em dizer que antigamente tudo era diferente, que a escola pública tinha qualidade, que todos que passavam por ela obtinham sucesso escolar. Claro que sim. O fundamental 1 era para poucos, principalmente para as famílias de melhor condição social e residentes nos grandes centros urbanos. Aí, para ir para o fundamental 2, havia exame de admissão. Quem passava pelo exame já se dava bem com este tipo de educação conteudista, por isto adorava e se dedicava à escola. O ensino médio era quase inexistente, e a seleção afunilava ainda mais o processo. Quem passava pelo médio não encontrava muita concorrência no ensino superior. Lembremos, para ilustrar, que a FFLCH, unidade que deu origem à USP (Universidade de São Paulo), tinha mais vagas abertas do que alunos interessados quando foi criada, na década de 30.
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Notícia de MT

Biblioteca Estevão de Mendonça/MT completa 99 anos
Da Redação com Assessoria
Neste mês de março a Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça está em clima de festa. Isso, porque no próximo dia 21 terá início as atividades de comemoração de seus 99 anos de existência.
A cerimônia oficial de abertura do aniversário da Biblioteca acontecerá na quarta-feira (23.03), às 8h30, no salão nobre do Palácio da Instrução. Durante a ocasião, o Grupo Tibanaré apresentará o espetáculo teatral Palhaçando. A peça conta a divertida e emocionante trajetória do palhaço Drinco, interpretado pelo ator Jefferson Jarcem. Composta por vários quadros, o clown enfrenta alguns desafios e revive diversas emoções.
As atividades têm início na próxima segunda-feira (21.03) com a troca de livros, que se estende até sexta-feira (25.03). As trocas de livros poderão ser feitos internamente por cerca de um mês. De acordo com a gerente de literatura, Juliane Soares, será montada uma tenda aberta ao público em frente ao Palácio da Instrução, prédio que abriga a biblioteca. Ela orienta que serão aceitos livros de todos os gêneros literários, a partir do ano de 2006 e desde que estejam em bom estado de conservação.
“Revistas e livros didáticos também serão aceitos, todos a partir do ano 2000 e em bom estado de conservação. Só não será aceito cadernos de exercícios, livro do professor, apostilas e listas telefônicas”, explica a gerente de literatura. Sobre a importância de ações dessa natureza, Juliane comenta que “temos o prazer e o dever de incentivar o hábito da leitura e da pesquisa e esta é uma boa maneira de estimular a leitura”.
Nesse mesmo período de 21 a 25 de março estarão disponíveis oficinas de fantoches e leitura, que será ministrada pela professora Domingas Antunes. Outra oficina ofertada é a arte de contar estórias, que será conduzida pela arte-educadora Alicce Oliveira. E a frente da oficina de desenho e pintura estarão dois importantes artistas do cenário mato-grossense, Benedito Nunes e Olímpio Bezerra.
Além disso, a programação conta também com exibição de filmes durante o período integral. Todas essas atividades são gratuitas e o número de vagas é limitado. De acordo com o secretário de Estado de Cultura, João Malheiros, entre os principais objetivos da Biblioteca está o de reunir e preservar o patrimônio literário e cultural, a memória do Estado e apoiar o ensino, oportunizando o acesso ao livro e a leitura. “É com alegria que comemoramos o aniversário de 99 anos da maior biblioteca do Estado”, afirma.
A BIBLIOTECA
A Biblioteca Pública Estadual foi criada em 26 de março de 1912, no governo do presidente Joaquim Augusto da Costa Marques. O nome Estevão de Mendonça é uma homenagem ao escritor e historiador que foi o primeiro diretor da instituição.
Além do seu acervo de aproximadamente 90 mil livros distribuídos em acervos didáticos, de literatura regional e outros, a Biblioteca possui duas amplas salas de leitura, um telecentro com o seu programa de inclusão digital, uma videoteca, auditório com 44 lugares, uma sala de obras raras, de Mato Grosso, de braile, infanto-juvenil e literatura.
A Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça está localizada no Palácio da Instrução na Rua Antonio Maria, nº 151, em frente à Praça da República, Centro - Cuiabá/MT.

Noticia Internacional -Intercâmbio

Brasil e EUA assinam acordo para fortalecer intercâmbio
R7
Entre os acordos assinados durante a passagem do presidente Barack Obama por Brasília, um pretende intensificar o intercâmbio entre pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos.
Os acordos assinados darão início a um novo programa chamado de Diálogos Estratégicos. Segundo o MEC (Ministério da Educação), a parceria apoiará a participação de docentes e pesquisadores de alto nível em programas de mestrado e doutorado no Brasil e nos Estados Unidos. O trabalho será focado nas áreas de maior interesse para os dois países.
A Capes mantém 14 programas de intercâmbio educacional e científico com os Estados Unidos e já financiou a formação de 6.000 bolsistas brasileiros em universidades daquele país entre 1998 e 2010 – especialmente nas áreas de engenharia, ciências sociais aplicadas, ciências agrárias e saúde.

Notícia Nacional

Escolas da rede pública terão salas de cinema
Da Agência Brasil
Escolas públicas do Distrito Federal beneficiadas pelo Programa Cine Mais Cultura estão recebendo equipamentos audiovisuais de projeção digital para o desenvolvimento de cineclubes. A implementação de salas de cinema nas escolas de ensino médio da rede pública é resultado de parceria entre o Ministério da Cultura (MinC), o Governo do Distrito Federal e a Sociedade Amigos da Cinemateca.
No total, 77 escolas da capital federal receberam um kit composto por uma tela de projeção, um aparelho leitor de DVD, uma mesa de som de quatro canais, caixas de som e dois microfones sem fio. Segundo o coordenador executivo do Cine Mais Cultura, Frederico Cardoso, a instalação é simples. “O equipamento é de fácil instalação e manuseio. Temos um técnico de plantão para dúvidas, “afirma.
Cada escola seleciona, dentro do catálogo da Programadora Brasil,os filmes de interesse. “Hoje, são mais de 700 títulos, entre curtas, médias e longas metragens brasileiros de todas as épocas, que podem ser solicitados pelo site www.programadorabrasil.org.br, explica o coordenador.
A previsão para o início das sessões é o fim deste mês. Em todo o país, são mais de 800 cineclubes implantados por meio de editais e convênios estabelecidos com prefeituras e a sociedade civil. A meta é alcançar a marca de 1,6 mil até o fim do ano. Ao todo, o MinC vai investir pouco mais de R$ 1,3 milhão em equipamentos, além de oficinas de capacitação destinadas aos professores e a representantes da comunidade envolvida com a escola.

domingo, 20 de março de 2011

Notícia - Concurso/MT

As inscrições para contratação de professor substituto no Campus São Vicente/MT  se encerram no dia 24 de março

Da assessoria
As inscrições para contratação por tempo determinado de Professor Substituto no Campus São Vicente se encerram na próxima quinta-feira, dia 24 de março. São ofertadas três vagas para um regime de trabalho de 40 horas semanais, que serão distribuídos em dois turnos. O processo seletivo simplificado ocorrerá por Exame de Desempenho Didático e Títulos.
As inscrições serão realizadas de 17 a 24 de março, das 8h às 13h, na Diretoria Sistêmica de Recursos Humanos do IFMT situado à Rua Zulmira Canavarros nº 95, Centro, Cuiabá ou no Departamento de Recursos Humanos do Campus São Vicente, no horário das 8h às 12h e das 13h15 às 17h15, situado à Rodovia BR-364, KM-329, São Vicente da Serra, Santo Antônio do Leverger. Não haverá cobrança de taxa de inscrição para este Processo Seletivo Simplificado.
Para se inscrever o candidato deve apresentar documento oficial de identidade, certificado de graduação, CPF e Título de Eleitor, com os comprovantes da última eleição e apresentar comprovante de quitação com as obrigações militares, se homem; apresentar "Curriculum Vitae" atualizado.
O candidato deve declarar expressamente que não ocupa cargo efetivo, integrante das carreiras de magistério Federal, Estadual e Municipal (Lei n°. 7.596/87), que não exerceu a função de professor substituto em outras Instituições Federais de Ensino nos últimos 02 anos (Lei nº. 8745/93), alteradas pela Lei nº 9.849/99, não foi contratado temporariamente nos termos da Lei nº 8.745/93 nos últimos 02 anos e que não há incompatibilidade de horário entre suas atividades e o horário de trabalho no IFMT. Os documentos citados devem ser apresentados em original e fotocópia.
Os candidatos inscritos receberão no dia 25 de março, às 11horas, na Diretoria de Ensino do Campus São Vicente, mediante sorteio, o conteúdo da disciplina e horário para prestar o Exame de Desempenho Didático.
Processo Seletivo
O Processo Seletivo Simplificado consistirá de um Exame de Desempenho Didático que será realizado no dia 28 de março no Campus São Vicente. O exame obedecerá aos critérios para o Magistério do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico, sendo constituído de uma aula de 50 minutos, além da elaboração e desenvolvimento do Plano de Aula.
A análise do "Curriculum Vitae" e Títulos será feita apenas para desempate. O resultado final será divulgado no mural do Campus São Vicente no dia 30 de março de 2011 e no Diário Oficial da União.
 













Noticia Nacional

Campinas pode proibir trote com corte de cabelo e pintura em calouros

G1
Projeto de lei aprovado pela Câmara de Campinas nesta segunda-feira (14) prevê a proibição do trote em vias públicas nos calouros de universidades e escolas de ensino técnico da cidade. De acordo com o projeto, entende-se por trote atividades como corte de cabelo, pintura, "pedágio" nos semáforos, obrigatoriedade de ingerir bebida alcóolica, além de ações caracterizadas por violência física, moral ou de caráter vexatório. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser sancionado pelo prefeito.

A proibição não se aplica ao "trote solidário" que prevê atividades de preservação ao meio ambiente ou tenham objeto de beneficiar entidades assistenciais, hospitais, clínicas, asilos entre outros.

O projeto estipula multa de cerca de R$ 2,2 mil aos infratores, e caberá à Prefeitura atribuir quais órgãos seriam responsáveis pela fiscalização.

Autor do projeto, o vereador Valdir Terrazan (PSDB), disse que a tradição do trote foi deturpada ao longo dos anos. Uma das maiores preocupações de Terrazan é com as "brincadeiras" entre calouros e veteranos no trânsito, geralmente regadas à bebida alcóolica. "Já tivemos um caso de troca de ofensas, onde um carro foi chutado. Também temos informação de que garotas tinham de mostrar os seios para os motoristas, no centro de Campinas, em troca de moedas."

Terrazan não considera a proibição do trote radical e reitera que, caso seja aprovada pelo Executivo, a lei só será válida em vias públicas. "O corte de cabelo e a pintura podem ser feitos dentro dos campi de forma ordeira, caso as universidades permitam. Agora quando isto chega nos semáforos vira baderna e expõem os alunos." Para o vereador, com criatividade, os estudantes vão conseguir encontrar novas formas recepcionar os calouros.

Limite
Leandro Medrano, coordenador do Serviço de Apoio ao Estudante (SAE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também não considera a proibição do trote, embasada por lei, uma medida radical. "Há casos horríveis, o Brasil exagera na maneira de comemorar. É muito difícil o limite entre brincadeira e humilhação. Uma hora o calouro é pintado, em seguida é obrigado a fazer uma flexão e outras coisas."

Segundo Medrano, a Unicamp aplica o 'trote da cidadania" desde 1998, mas foi a partir de 2003 que se tornou frequente. Recepção com shows, distribuição de pipoca, algodão doce, camiseta e brindes fazem parte do evento que ocorre nas datas das matrículas das duas primeiras chamadas do vestibular e no dia em que os "bixos" fazem a confirmação.

Vontade do "bixo"
O Diretório Central do Estudantes (DCE) da Unicamp e o Diretório Acadêmico Samuel Pessoa, do curso de medicina da PUC-Campinas, consideram que práticas como pintura e corte de cabelo fazem parte da comemoração da aprovação do estudante e acaba sendo uma exigência do próprio ingressante.

"É comum ver a própria família ajudando a cortar o cabelo, pintando ou dando ovadas no estudante. Principalmente em medicina, que geralmente o aluno estuda muitos anos para entrar, ele quer comemorar o máximo que pode. É um momento único na vida", afirma Bruno Fernando de Oliveira Buzo, de 19 anos, estudante do 3º ano de medicina na PUC-Campinas e presidente do diretório acadêmico. Para Buzo, caso o projeto vire lei, será necessário dosar sua aplicação. "Impedir uma comemoração seria uma pena."

André Guerrero, de 25 anos, estudante de química e representante do DCE da Unicamp, disse que evidentemente tanto o DCE, como grande maioria dos estudantes, é contra qualquer tipo de abuso ou humilhação durante os trotes. "No entanto, a lei coíbe também atividades realizadas com o consentimento dos calouros e que podem trazer elementos de integração positivos."

Sobre as pinturas e cortes de cabelo, Guerrero diz que é bastante comum ouvir os calouros dizerem que gostam das atividades. "Eles realmente encaram a situação como um rito de passagem, alguns inclusive ficam um pouco frustrados quando as atividades são coibidas."

Noticia Nacional

Jovem fica em coma por horas após trote no RS

G1
Um jovem de 18 anos, ficou em coma por várias horas após ser submetido a um trote na sexta-feira (18), aplicado pelos colegas mais antigos no curso de Ciências da Computação, da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em Porto Alegre. Ele teve alta na manhã deste sábado (19).

O rapaz contou à família que foi obrigado a ingerir álcool de cozinha. Os pais dele acusam os servidores do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e da Brigada Militar de negligência e querem esclarecimentos da Universidade.

Segundo a irmã da vítima, foi negado socorro ao rapaz, que aguardou ajuda no Parque da Redenção até ser levado pelos familiares ao Hospital de Pronto-socorro.

- Eles disseram que não iam socorrer porque ele estava bêbado.

O comando do 9º Batalhão da Brigada Militar, responsável pela região, foi procurado e informou que quando for recebido o registro da ocorrência, as acusações contra os policiais serão verificadas.

Notícia - Educação

Vice-presidente da Fumec é afastado após denúncias

R7
Por determinação da Justiça, o vice-presidente de uma faculdade particular mineira, a Fumec, foi afastado da administração da instituição. A decisão foi tomada para que denúncias de irregularidades cometidas durante a gestão fossem investigadas.

As informações são do jornal Hoje em Dia. Segundo o TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais), os diretores da Fumec, que integram o Conselho de Curadores da fundação, alegam que a administração do vice-presidente seria responsável por inúmeros prejuízos à instituição. Os conselheiros o acusam de ter sido negligente, autoritário e irresponsável como gestor.

Entre as suspeitas de irregularidade, os diretores citam a demissão de 42 professores; a grande dívida trabalhista; a contratação de irmãos para o cargo de professores sem a devida qualificação; a contratação de auditoria externa fora das regras da Fumec e o interesse do vice-presidente em um projeto imobiliário que usaria, dentre outras, área onde se situa a Fumec, no bairro Cruzeiro, região centro-sul de Belo Horizonte.

Na decisão, o juiz da 8ª Vara Civil de Belo Horizonte, Jair José Varão Pinto Júnior, considerou que o estatuto da entidade confere poderes ao Conselho de Curadores para determinar as ações a serem adotadas pela Fundação.

Para o magistrado, há um choque de interesses entre o vice-presidente e as atribuições do Conselho. Portanto, seria inviável que ele permanecesse como membro da entidade, depois de tê-la desrespeitado.

Ainda segundo o juiz, será imprescindível a contratação de auditoria externa regular e imparcial.

Noticia Internacional - Educação

Governo institui exame para revalidar diploma estrangeiro de medicina
G1
 O Ministério da Educação e o Ministério da Saúde instituíram nesta sexta-feira (18) o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por universidades estrangeiras. A portaria foi publicada no "Diário Oficial da União". Um projeto piloto da prova já foi aplicado no final do ano passado. Dos 628 inscritos, apenas dois candidatos foram aprovados.
Segundo o texto, o exame será implementado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com a colaboração das universidades públicas participantes. O instituto terá colaboração de uma subcomissão de revalidação de diplomas, para a elaboração da metodologia de avaliação, supervisão e acompanhamento de sua aplicação. A data da prova deste ano será divulgada por edital pelo instituto, segundo o MEC.
A subcomissão será composta por um grupo técnico de especialistas em educação médica e avaliação indicado pela Secretaria da Educação Superior do MEC e pela Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, além de representantes da Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais do Ensino Superior (Andifes), da Diretoria de Avaliação da Educação Superior do Inep e do Ministério das Relações Exteriores.
Atualmente, o médico com diploma estrangeiro tem de procurar diretamente as universidades públicas para revalidar o diploma. Cada uma das instituições tem suas próprias regras e exigências, e o processo pode demorar muito tempo.
Como ocorreu no projeto piloto, o exame nacional será elaborado em duas etapas, com uma prova escrita e uma prova prática. As universidades públicas interessadas em participar deverão firmar termo de adesão com o MEC. Caberá as instituições, após a divulgação do resultado do exame, adotar providências para a revalidação do diploma dos candidatos aprovados.
De acordo com a portaria, poderão se candidatar ao exame portadores de diplomas de medicina expedidos no exterior, em curso devidamente reconhecido pelo ministério da educação ou órgão correspondente no país de conclusão.
O primeiro exame nacional foi aplicado no final do ano passado em caráter experimental. A prova escrita ocorreu em 24 de outubro e a prova prática em 4 e 5 de dezembro. O processo foi executado pelo Cespe/UnB.

Noticia Internacional - Educação

Corte Europeia diz que crucifixo nas escolas italianas não viola direitos

G1

A Corte Europeia de Direitos Humanos (CEDH) considerou nesta sexta-feira (18) que a presença de crucifixos nas escolas públicas não viola o direito à instrução, dando assim razão à Itália e revisando uma decisão adotada em 2009. "Ao decidir manter os crucifixos nas aulas das escolas públicas (...), as autoridades atuaram nos limites da liberdade de que a Itália dispõe dentro de sua obrigação de respeitar o direito dos pais de garantir sua instrução conforme suas convicções religiosas e filosóficas", afirmou a CEDH em sua decisão definitiva divulgada nesta sexta-feira em Estrasburgo, leste da França. Em novembro de 2009, este mesmo tribunal havia considerado em primeira instâncias que a presença desse símbolo religioso nas aulas era "contrário ao direito dos pais de educar seus filhos, segundo suas convicções", e "do direito das crianças à liberdade de religião e de pensamento". Esta causa teve início em 2006 depois que a cidadã italiana Solie Lautsi e seus dois filhos, Dataico e Sami Albertin, apresentaram uma queixa ante a CEDH contra a presença de crucifixos nas aulas da escola pública que as crianças frequentavam, pois consideravam isso contrário ao princípio de laicismo.

Noticia Internacional -Educação


Brasil e EUA assinam acordo para fortalecer intercâmbio na pós-graduação

Agência Brasil

Entre os acordos assinados durante a passagem do presidente Barack Obama por Brasília, um deles pretende intensificar o intercâmbio entre pesquisadores do Brasil e dos Estados Unidos. De acordo com o Ministério da Educação, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e a Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos irão trabalhar para “incrementar” o intercâmbio de cientistas, pós-graduandos e professores, especialmente na área de biodiversidade. Os acordos assinados darão início a um novo programa chamado de Diálogos Estratégicos. Segundo o MEC, a parceria apoiará a participação de docentes e pesquisadores de alto nível em programas de mestrado e doutorado no Brasil e nos Estados Unidos. O trabalho será focado nas áreas de maior interesse para os dois países. A Capes mantém 14 programas de intercâmbio educacional e científico com os Estados Unidos e já financiou a formação de 6 mil bolsistas brasileiros em universidades daquele país entre 1998 e 2010 – especialmente nas áreas de engenharia, ciências sociais aplicadas, ciências agrárias e saúde.

Notícia - Prova para Professor

Docentes se preparam para deixar sala de aula


Cruzamento feito pelo MEC indica que 25 mil professores cursam Direito, Administração e Engenharia, entre outros Um cruzamento inédito do MEC releva que quase 10% dos professores da educação básica do País cursam uma faculdade. Embora a maioria esteja se preparando para continuar na profissão, com cursos de Pedagogia e licenciaturas, cerca de 25 mil trabalham nas escolas enquanto se preparam para deixá-las. O levantamento, feito comparando os CPFs dos professores com os dos alunos matriculados no ensino superior, revela que quase 9 mil docentes estão em cursos de Direito - o mais procurado entre os que não têm relação com a docência. Também há outros 5,8 mil em cursos de Administração, Serviço Social e Engenharia. O restante está pulverizado em diversas graduações. Mais da metade dos professores que estão no ensino superior se prepara para permanecer na profissão. São 193 mil estudantes de Pedagogia, 44,7 mil de Letras e 19,4 mil de Matemática, as três áreas mais procuradas. Também aparecem História, Biologia, Educação Física e Geografia. Com exceção de Matemática, a terceira mais procurada, as três outras áreas em que há maior falta de professores - Biologia, Física e Química - não têm tantos alunos entre os docentes. As duas últimas têm menos professores entre seus alunos que Direito ou Administração. O cruzamento não permite saber detalhes, como se o professor está em uma licenciatura de Matemática, e não no bacharelado, ou se esse é o primeiro ou o segundo curso superior. Mas mostra que os professores estão tentando se preparar melhor. Atualmente, de acordo com o MEC, cerca de 600 mil professores não têm a formação adequada para o cargo que ocupam, seja por falta de ensino superior, seja porque se formaram em outro curso.

Educação do Campo


A Escola família agrícola


As leis educacionais propõem a adequação da escola à vida do campo. Todo parecer pedagógico, no campo, ou na cidade, deve ser estabelecido de acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1996) e as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo (2001), sempre em consonância com a realidade. A Escola Família Agrícola (EFA), utiliza a Pedagogia da Alternância, método criado na França em 1935, no povoado de Lot et Garonne.

A iniciativa de se criar a Escola Família Agrícola buscou solucionar dois problemas, relacionados às questões do ensino regular direcionado para as atividades urbanas, que levava os adolescentes campesinos a repudiar a terra, e também à necessidade de fazer chegar ao campo o desenvolvimento tecnológico.

A prática da Pedagogia da Alternância na primeira "Casa Familiar Rural", (chamada de Maison Familiale Rurale), proporcionava aos jovens receber em duas semanas conhecimentos gerais e técnicos voltados para a realidade agrícola, e duas semanas nas propriedades rurais da região, onde exerciam a prática dos conhecimentos recebidos.

A Pedagogia da Alternância chegou na década de 1960, no Brasil. Atualmente estão disseminadas nos estados do norte ao sul do país.
Nessa escola os educandos estudam a leitura, a escrita, a matemática, a tecnologia e também aprendem a trabalhar com a terra, com as plantas, os animais e a conviver e se interagir com a realidade agrícola. Em suas casas, ensinam os pais a utilizarem as novas tecnologias e a maneira mais adequada de lidar com a realidade do campo.

Com a Pedagogia da Alternância há a possibilidade do sujeito da aprendizagem incorporar-se na comunidade, estimular a sua conscientização política e se valorizar como ser humano, sem perder de vista as suas relações com a cidade. A formação integral dos alunos e a promoção do meio rural são os principais objetivos da Escola Família-Agrícola (EFA), sendo que se busca como fundamental interagir escola-família, articulando esses dois ambientes como espaços de aprendizagem contínua, valorizando as informações da cultura rural e o calendário agrícola.

A Pedagogia da Alternância baseia-se em um método subentendido na proposta de Jean Piaget, “fazer pra compreender”, ou seja, primeiro praticar, para depois teorizar sobre a prática. A Pedagogia da Alternância baseia-se no tripé ação – reflexão – ação – ou prática – teoria – prática. A teoria está sempre em função de melhorar a qualidade de vida.

Na Pedagogia da Alternância o primeiro ambiente é o familiar e a realidade onde vive; interagindo com a escola, o educando compartilha os múltiplos saberes que possui com os demais atores de maneira reflexiva; finalmente aplica o conhecimento e a prática na comunidade agrícola ou faz uso delas em movimentos sociais.

As aulas são em sala ou em um ambiente, no terreno da escola. Durante o curso, os discípulos seguem um plano de estudos, compartilham com colegas e professores modelos reais de suas propriedades, assistem a palestras, freqüentam fazendas e centros de pesquisa. Antes de concluírem o curso, precisam ainda cumprir 250 horas de estágio trabalhando geralmente em grandes propriedades e desenvolvem um projeto educacional para aplicação prática em sua propriedade agrícola.

Os filhos de agricultores após a conclusão dos estudos regressam às propriedades rurais e aplicam a contribuição dos conhecimentos construídos, dando continuidade e melhoramento na produção agrícola. Esse procedimento pedagógico permite a profissionalização do educando combatendo o êxodo rural.

O modelo de ensino, implantado inicialmente no Espírito Santo, em 1969, foi levado para várias regiões do país, contabilizando atualmente 130 unidades.

Referências: Roberta Bencini -revista escola Autora: Amelia Hamze Educadora Profª UNIFEB/CETEC e FISO - Barretos

Política Educacional - Educador - Brasil Escola

Notícia - Prova para Professor

Educadores elogiam prova para professor, mas querem debate Para eles, exame vai ajudar a melhorar a seleção dos docentes e criar perspectiva de uma carreira nacional Representantes de entidades de professores e gestores de educação elogiaram ontem a iniciativa do MEC de criar a Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente. Segundo eles, o exame vai ajudar municípios e Estados a selecionar melhor e de maneira mais barata professores para suas redes, mas alertam que ainda é preciso muita discussão para garantir o sucesso do novo modelo. A ideia da prova, que deve ser aplicada pela primeira vez em 2012, é que o interessado em ser professor da rede pública faça o exame nacional e as redes estaduais e municipais usem os resultados quando precisarem preencher vagas. O Estado ou município que aderir poderá utilizar a prova do MEC para substituir o concurso local ou como uma fase da seleção. MEC fará 'Enem' para seleciona professores Para Heleno Araújo, secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a iniciativa ajudará a fortalecer uma política nacional de ensino, em um contexto caracterizado pela extrema diversidade - o ensino fundamental é responsabilidade de Estados e municípios, não do governo federal. "Esse instrumento cria a perspectiva de uma carreira nacional para o professor. Já temos o piso nacional, que, apesar de não ser cumprido por todos, serve como referência, e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) como parte de um sistema nacional", afirmou. Mas, para a substituição de milhares de provas nos municípios, Araújo diz que a confiabilidade do novo exame será crucial. "Em um País de tamanho continental, lisura, transparência e sigilo serão fundamentais para a prova nacional", diz. A nova opção para selecionar docentes deve ajudar sobretudo municípios de pequeno e médio porte, acredita Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional de Diretores Municipais de Educação (Undime). "Esses municípios têm dificuldades financeiras para organizar bons concursos públicos. E, com a perspectiva do ensino obrigatório a partir dos 4 anos de idade, uma lei que entra em vigor em 2016, vamos precisar aumentar o número de contratações nos próximos anos", afirmou. Sanches lembra que um exame nacional deve estimular o deslocamento de profissionais, o que será positivo para regiões onde há déficit de professores. A presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Maria Nilene da Costa, ressalta que falta muita negociação antes de prognosticar se o exame vai ter grande adesão. "Esse foi só o primeiro passo. As comissões ainda têm muito a discutir. Agora entra em debate os conteúdos que serão cobrados na prova", disse. Representantes de entidades de professores e gestores de educação elogiaram ontem a iniciativa do MEC de criar a Prova Nacional de Concurso para Ingresso Nacional na Carreira Docente. Segundo eles, o exame vai ajudar municípios e Estados a selecionar melhor e de maneira mais barata professores para suas redes, mas alertam que ainda é preciso muita discussão para garantir o sucesso do novo modelo. A ideia da prova, que deve ser aplicada pela primeira vez em 2012, é que o interessado em ser professor da rede pública faça o exame nacional e as redes estaduais e municipais usem os resultados quando precisarem preencher vagas. O Estado ou município que aderir poderá utilizar a prova do MEC para substituir o concurso local ou como uma fase da seleção. Para Heleno Araújo, secretário de assuntos educacionais da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a iniciativa ajudará a fortalecer uma política nacional de ensino, em um contexto caracterizado pela extrema diversidade - o ensino fundamental é responsabilidade de Estados e municípios, não do governo federal. "Esse instrumento cria a perspectiva de uma carreira nacional para o professor. Já temos o piso nacional, que, apesar de não ser cumprido por todos, serve como referência, e o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) como parte de um sistema nacional", afirmou. Mas, para a substituição de milhares de provas nos municípios, Araújo diz que a confiabilidade do novo exame será crucial. "Em um País de tamanho continental, lisura, transparência e sigilo serão fundamentais para a prova nacional", diz. A nova opção para selecionar docentes deve ajudar sobretudo municípios de pequeno e médio porte, acredita Carlos Eduardo Sanches, presidente da União Nacional de Diretores Municipais de Educação (Undime). "Esses municípios têm dificuldades financeiras para organizar bons concursos públicos. E, com a perspectiva do ensino obrigatório a partir dos 4 anos de idade, uma lei que entra em vigor em 2016, vamos precisar aumentar o número de contratações nos próximos anos", afirmou. Sanches lembra que um exame nacional deve estimular o deslocamento de profissionais, o que será positivo para regiões onde há déficit de professores. A presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Educação (Consed), Maria Nilene da Costa, ressalta que falta muita negociação antes de prognosticar se o exame vai ter grande adesão. "Esse foi só o primeiro passo. As comissões ainda têm muito a discutir. Agora entra em debate os conteúdos que serão cobrados na prova", disse.
Avaliação de docente na ativa ganha força em várias redes
A formatação final da prova nacional de professores foi fruto de longa
negociação com secretários estaduais e municipais de educação e com entidades de classe dos docentes. Nessas conversas, duas ideias que surgiram no início, em 2009, ficaram pelo caminho: usar o exame para avaliar professores da ativa e torná-lo obrigatório para os formandos em licenciatura que quisessem efetivamente trabalhar na área.

A primeira surgiu na reunião do Conselho de Dirigentes Estaduais de Educação.

A segunda foi levantada pelo próprio MEC. Nenhuma das duas propostas agradou aos sindicatos e foram descartadas - ao menos por enquanto - para que se minimizasse ao máximo as resistências.

Se pode retirar da prova a obrigatoriedade para formandos, já que é o
legislador nessa área, o MEC não pode impedir que as redes formulem provas
próprias, com base nos itens da prova nacional, para avaliar seus docentes.


A ideia da avaliação na ativa tem ganhado força em várias redes e já foi defendida pelo ministro Fernando Haddad como uma ferramenta para a efetivação do professor - há até mesmo previsão legal para isso na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

Por enquanto, a portaria que cria a prova menciona apenas a possibilidade de que o MEC use os resultados para a "formulação" e a "avaliação" de políticas públicas para a formação de professores.

Educação Infantil

Mais de um milhão de crianças são reprovadas no ciclo de alfabetização em 2008
Mais de um milhão de crianças brasileiras, ainda em fase de alfabetização, iniciaram em 2008 um caminho considerado desastroso para a vida escolar: o da repetência. Elas representam uma em cada dez matriculados nessa etapa da educação básica. Para o Ministério da Educação (MEC), a punição é extremamente severa para alunos de tão pouca idade. As reprovações iniciam a trajetória do fracasso escolar, rota da qual o Brasil precisa fugir se quiser estabelecer um projeto de desenvolvimento para o País.
Priscilla Borges, iG Brasília |

Desde que a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos tornou-se obrigatória para todas as escolas do País, em 2006, o Conselho Nacional de Educação (CNE) vem recomendando e orientando os gestores da educação para que a implantação do novo modelo seja feita da melhor forma possível. Os pareceres e as resoluções publicadas pelo órgão tentam tirar dúvidas de gestores e normatizar as mudanças para que o objetivo de ampliar a aprendizagem do aluno não seja esquecido.
Os números do Censo Escolar, porém, revelam que a realidade está bem distante da ideal. Dados obtidos pelo iG mostram que uma das recomendações mais importantes do CNE vem sendo descumprida pelos sistemas estaduais e municipais de educação: nos três primeiros anos do ensino fundamental não deve haver repetência.
As informações sobre o rendimento dos estudantes revelam que, em 2008, 1.078.000 crianças dos primeiros, segundo e terceiros anos do ensino fundamental foram reprovadas.
Para o presidente da Câmara de Educação Básica do CNE, Cesar Callegari, o cenário é perigoso. Os números mostram que muitos educadores, diretores, professores e até secretários de Educação não estão tomando cuidado suficiente com essas crianças, impondo esforços e objetivos para elas que não são corretos, pondera.
Callegari lembra que, a repetência em fases tão precoces – os alunos dessas séries têm entre seis e oito anos de idade – pode causar traumas irreversíveis.
O CNE definiu, no Parecer 04/2008, que as três primeiras séries do novo modelo do ensino fundamental formariam o ciclo da infância. Com isso, os especialistas que pensam e orientam a educação brasileira queriam esclarecer que, primeiro, o processo de alfabetização não seria concluído no primeiro ano. Utilizaria os três primeiros anos.
Segundo, queria dar mais qualidade à aprendizagem da leitura e da escrita, já que as crianças teriam mais tempo para se dedicar a essa tarefa.
O mesmo parecer reforça a necessidade de se construir um novo projeto pedagógico para colocar as ideias em prática. Professores e diretores de escola teriam de pensar uma nova maneira de ensinar e avaliar essas crianças, sempre considerando que os estudantes das séries iniciais estavam em um ciclo de aprendizagem.
As avaliações, segundo o CNE, não podem ser adotadas como mera verificação de conhecimentos visando ao caráter classificatório, diz o documento.
A recomendação é que esse ciclo não seja interrompido pela reprovação. Nossa preocupação é que, se os municípios continuarem reprovando dessa maneira, estaremos antecipando o fracasso escolar, ressalta Edna Martins Borges, coordenadora geral do Ensino Fundamental da Secretária de Educação Básica do MEC.
Novas diretrizes
Edna destaca que fazer uma criança repetir uma série não significa garantir que ela aprenda. Segundo a coordenadora do MEC, análises dos resultados dos Índices de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostram que, quanto maior a distância entre a idade adequada do aluno para a série em que ele de fato estuda, pior é o desempenho do estudante. A reprovação não garante aprendizagem. O importante é que a escola crie alternativas pedagógicas e estratégias para garantir que os alunos em dificuldade aprendem ao longo do processo.
Até maio, o Conselho Nacional de Educação deve aprovar novas diretrizes para o ensino fundamental. O objetivo do novo documento, de acordo com Callegari, é esclarecer possíveis dúvidas de gestores e deixar as novas regras e recomendações mais claras. Elas não são novas e os gestores têm a obrigação de observar as orientações do CNE. É uma triste surpresa constatar níveis de reprovação como esses, critica.
O conselheiro lembra que as escolas têm de preservar ambientes lúdicos para garantir a alfabetização de crianças tão pequenas.
A coordenadora do Ensino Fundamental diz que o MEC também realizará um mapeamento dos municípios que mais estão reprovando nos anos iniciais da educação básica. A partir daí, a proposta é estabelecer parcerias com os gestores dos locais mais críticos para resolver os problemas específicos.
Muitos municípios justificam a reprovação em faltas das crianças. Mas precisamos lembrar que a freqüência do aluno é responsabilidade da escola. Se a criança está faltando, é preciso verificar o porquê, diz.
O mais importante para ela é dialogar com diretores, professores e gestores educacionais. Precisamos lutar contra a exclusão escolar. Reprovar uma criança com seis anos de idade é tirar dessa criança o direito à educação, reforça Edna.
Reprovação em números
Em 2008, 2.266.667 crianças estavam matriculadas no primeiro ano do ensino fundamental. Dessas, 3,5% (79.333) foram reprovadas. Na série seguinte, em que havia 3.749.503 matrículas, 12,6% repetiram o ano (472.437). Na última série do ciclo da infância havia 3.899.166 alunos e 13,5% reprovaram (526.387).
Fábio Santos conta que na turma de aceleração conseguiu aprender a ler a escrever
Nas salas de aula do projeto, quando alguém pergunta se as crianças estão aprendendo, a resposta é rápida. Em coro, os alunos dizem que sim, sorridentes. Jhennefer Lorrany Silva Costa, 10 anos, diz que adora as aulas. Garante que, agora, consegue ler o que não lia. Layene Moraes, 10 anos, conta que lê todos os papéis que encontra pela frente e já sonha em ser juíza. “A professora ajuda muito”, garante Jhennefer Lorrany.
Fábio Santos, de 13 anos, deveria estar na 7ª série. Mas ainda não conseguiu sair do equivalente à 4ª série. Por isso, foi colocado na turma do Acelera na escola de Planaltina. A vontade de colaborar com as aulas passou a ser enorme. No meio dos colegas, não é mais tão diferente. Os pré-adolescentes à sua volta têm os mesmos gostos. A professora lhe dá a atenção que precisa. “Cheguei aqui sem saber de nada. Agora, já sei ler direito e aprender ficou bem mais fácil”, garante.
Nas salas de aula, cartazes com os nomes de todos da turma mostram quem leu os livros recomendados, quem fez as tarefas, as atividades planejadas para cada dia. O professor sabe o que deve fazer e os estudantes também. As atividades são monitoradas pelos coordenadores, que visitam a escola a cada 15 dias. “A autoestima do professor também muda. O trabalho dele reflete sucesso. Acredito no meu trabalho”, afirma Suely Sodré, professora do Se Liga desde 2007.
Em números
A realidade dos estudantes da escola CAIC Assis Chateaubriand é a mesma de milhares de crianças e adolescentes brasileiros. A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, publicada na semana passada, mostra que a trajetória de fracasso escolar das crianças brasileiras começa nas primeiras séries do ensino fundamental.
Em média, os alunos dessa etapa da educação básica mantêm um atraso de dois anos em relação ao ideal. As crianças de 10 anos de idade, que deveriam estudar na 4ª série, possuem apenas 2,3 anos de estudos concluídos. Aos 12, chegam a quatro anos. Aos 14, quando completariam os oito anos de ensino fundamental obrigatório (o País está em transição para nove anos), chegam a 5,8 anos de estudo.
Não é estranho que, depois desse início educacional, apenas metade dos adolescentes de 15 a 17 anos esteja cursando o ensino médio (etapa em que todos os brasileiros nessa faixa etária deveriam estar matriculados). Para conter o atraso escolar, não basta melhorar a qualidade de ensino para os que estão entrando na escola agora. É preciso recuperar a aprendizagem dos que ficaram para trás. "Seja qual for a tecnologia utilizada, para nós, do MEC, todos os esforços devem ser empreendidos para se garantir o direito básico de toda criança e adolescente brasileiro, que é o direito de aprender", comenta Marcelo.
 

Curriculo de Ensino

Conceitos da Sociologia Contemporânea
Iza Aparecida Saliés
Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?
Eixos estruturantes da área
Cidadania;
Trabalho;
Cultura;
Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
Os sistemas de poder e os regimes políticos;
As formas de Estado;
Modos de Produção;
Produção e consumo;
Mercadoria;
Capital;

Educação

Eixos Temáticos para a Área de Ciencias Humanas e suas Tecnologias
Iza Aparecida Saliés
Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?
Eixos estruturantes da área
Cidadania;
Trabalho;
Cultura;
Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
Os sistemas de poder e os regimes políticos;
As formas de Estado;
Modos de Produção;
Produção e consumo;
Mercadoria;
Capital;
Será dada Continuidade ao assunto....

Dicas para o Professor

Século dez ou século décimo?
Reinaldo Pimenta
A leitura dos numerais deve ser feita na forma abaixo. Nos artigos, parágrafos e cláusulas: só se usa o ORDINAL até NOVE (inclusive).Artigo 6º (parágrafo SEXTO), artigo 10 (artigo DEZ);Parágrafo 5º (parágrafo QUINTO), parágrafo 11 (parágrafo ONZE);Cláusula NONA, cláusula DOZE.Nos títulos, anos, séculos e capítulos: só se usa o ORDINAL até DEZ (inclusive).Henrique VIII (Henrique OITAVO), João XXIII (João VINTE E TRÊS);Ano VIII a. C. (ano OITAVO antes de Cristo), ano XI d.C. (ano ONZE depois de Cristo);Século X (século DÉCIMO), século XII (século DOZE);Capitulo VI (capítulo SEXTO), capítulo XI (capítulo ONZE).Se o numeral vier antes do substantivo: só se usa o ORDINAL.XV Feira do Livro (DÉCIMA QUINTA feira do livro); XX Campeonato de Basquete (VIGÉSIMO campeonato de basquete).No centro da cidade do Rio de Janeiro, fica a Praça Pio X. Alguns dizem “praça piox” e muitos dizem “praça Pio dez”. O certo é “praça Pio DÉCIMO”.
Fonte: Português Urgente

Escola de MT

Projeto ensina professores de MT a usar o cinema em sala de aula



No período de 1 a 3 de março, os professores da rede municipal de Araguaiana,

em Mato Grosso,  participaram do Mini-curso: "Como Utilizar o Cinema na Sala de
Aula". O mini-curso é parte importante do Projeto Mala de Cinema. É o momento no

qual os professores recebem subsídios para aproveitar o máximo que o cinema pode

oferecer. Foram três dias bastante produtivos e de muita discussão.



Além dos professores, a comunidade de Araguaiana-MT, também foi convidada (e

compareceu em grande número) numa exibição aberta, realizada, a noite, no

auditório da Escola Municipal Laura Vicuña. A formação não se encerrou somente

nesses 03 dias. Os professores, divididos em dois grupos, irão formular projetos

de resgate histórico da cidade de Araguaiana-MT, a partir do filme exibido para

eles: Os Narradores de Javé.



Todos os projetos deverão se constituir, no final, num produto (livro, vídeo,

exposição, blog, etc) que possa ser disponibilizado para a comunidade. Parabéns

aos professores de Araguaiana-MT pela iniciativa. Bom trabalho para todos e um

ano letivo cheio realizações e cinema

Notícia

iG
Mateus Prado
Educador analisa o Enem, os vestibulares e o ensino brasileiroAdolescentes procuram ensino médio apenas por diploma
Enquanto escola abrir mão de educar, em vez de só ensinar conteúdos para o vestibular, alunos continuarão sem interesse por aulasNos últimos 50 anos, muita coisa mudou no mundo. Temos a TV, o telefone, os carros, a internet, as redes sociais e uma infinidade de novas tecnologias. Apesar de tantas transformações, a sala de aula continua sendo muito parecida com o que era no começo do século anterior. Mesmo escolas que adotam novas tecnologias, como as lousas digitais, as utilizam para o mesmo método, em que o tradicional professor fala e aluno ouve (ou fica bagunçando à sua frente).
É a famosa e perversa educação bancária, na qual o professor tenta depositar conhecimento na cabeça do aluno. Aliás, nem educação é. Educar é capacitar para o convívio em sociedade, para o seu desenvolvimento de forma a incluir e ser incluído, para o respeito às diversidades e para a valorização das diversas capacidades e talentos.
O que a escola faz hoje é cuidar, e na maioria das vezes mal, do ensino que é tido pela simples transmissão de conhecimento. Muitos dos nossos líderes políticos têm muito ensino (conhecimento) e pouca educação (valores que se sobrepõem às necessidades fisiológicas). Só isso explica tanto desrespeito com aquilo que é público.
Aos saudosos, eu convidaria a uma visita à uma sala de aula. Não tem nenhum outro lugar que se sentiriam mais à vontade. A única diferença de 50 anos atrás é que o ensino se universalizou, pelo menos no oferecimento, e por isso, naturalmente, sua qualidade piorou.
Essa falta de sensibilidade para entender que o mundo mudou e que a escola precisa abandonar o ensino, em favor da educação, é o que faz com que o ensino médio seja extremamente desinteressante para o adolescente. E digo mais: se o mercado de trabalho não tivesse passado a exigir, em muitos casos, o diploma de ensino médio, nem mesmo os 50% dos ingressantes que hoje concluem esta etapa de ensino estariam nessa situação.
A verdade é que muitos alunos, principalmente de escolas públicas, frequentam as salas para adquirir o diploma e manter a rede de capital social, e não para passar pelos seus conteúdos. Esse desinteresse de quem sai e também de quem fica tem a ver, além da inutilidade do ensino médio para a vida cotidiana percebida pelo aluno, com a tradição de transformar educação em ensino desde o ensino fundamental.
Quem não foi educado para valorizar processos educativos chega ao ensino médio, quando tem mais autonomia, entendendo que os conteúdos ensinados ali não servem para nada e que tiram tempo que pode ser usado para o trabalho, para o lazer ou para o ócio.
As escolas que a sociedade entende como boas, na verdade, vivem em função do dia do vestibular. Ensinam o máximo possível para que os alunos acertem questões em um ou dois dias de prova de seleção. Isso é terrível.
Imaginem que estas escolas passam exatos 600 dias dedicadas a preparar o aluno para uma única finalidade. Sim, preparam para o vestibular e não para capacitar o aluno para a vida universitária, como tentam convencer. Isto devido ao fato de que o que é exigido pelo vestibular está totalmente dissociado das habilidades e competências necessárias para o sucesso no ensino superior.
Hoje, o vestibular é como aquelas licitações direcionadas, onde o governante "escolhe" quem vai vencer colocando no edital exigências que poucas empresas são capazes de cumprir. Cada questão de uma prova de vestibular faz isso. Seleciona só aqueles que passaram por aquele conteúdo, o que está longe de conseguir medir quem são os melhores talentos para entrar na universidade.
Como a sociedade reconhece essas escolas como boas, as outras, inclusive as públicas, tentam seguir o modelo. Até as piores colocadas nas avaliações de ensino médio se esforçam para ensinar algum conteúdo desimportante para o aluno, mas cobrado no vestibular, de física, química ou biologia e outras matérias.
Acontece que os alunos possuem talentos e interesses diferentes. Com a velocidade do mundo da informação isso fica mais latente. Como querer que o aluno ache normal ficar sentado pelo menos cinco horas por dia ouvindo alguns donos da verdade? Como querer que o aluno concorde em decorar os afluentes da margem direita e esquerda do Rio São Francisco para obter melhor consciência ambiental?
Como querer que fique quieto em sala um aluno que vive sob os estímulos de alta velocidade da TV, das grandes cidades, da internet, das baladas ou do mundo do trabalho ? Como querer que alunos com altas capacidades em desenho, em artes, em oratória, em inteligência emocional ou espacial, entre outras, tenham que se resignar e aceitar o currículo escolar em detrimento do desenvolvimento pessoal naquilo que gosta?
Com essa escola, que faz a opção de ensinar em detrimento de educar, essas e outras coisas não são possíveis. E, mais uma perversidade, a maioria dos que passam por ela e se formam acrescentam pouca coisa a mais que um diploma em suas vidas.

Notícia do Governo de MT

Dados do Governo sugerem má gestão de recursos na educação em MT
Thais Tomie e Edilson Almeida
Redação 24 Horas News
Os dados apresentados pela Secretaria de Estado de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz), durante audiência pública realizada na Assembléia Legislativa esta semana, mostrando que especificamente na educação, o Governo do Estado investiu R$ 1,37 bilhão em 2010. Mais: que valor seria R$ 196,3 milhões superior ao indicado pela Constituição, que determina 25% das receitas correntes. Olhando assim, a impressão que se tem é que a educação vai bem, obrigado. A realidade, porém, é diferente e mostra graves distorções na gestão do setor.
Em verdade, no ano passado houve o maior investimento público direto em educação. Mas objetivamente o quadro da educação é negro. O começo de ano foi quase trágico e desalentador para os estudantes. Em quase a totalidade das elas, a ausência de estrutura ficou evidente: paredes rachadas, goteiras, sujeira, quadros velhos, carteiras quebradas, merenda escolar insatisfatória e por ai foi. Muitas escolas não conseguiram até hoje colocar a casa em ordem.
O quadro crítico do ensino já havia sido desenhado no ano passado. Numa demonstração de amadorismo no planejamento educacional, o ensino quase parou devido a falta de professores. Por todos os meios, os dirigentes educacionais tentaram “derrubar” o veto da legislação a contratações temporárias em período eleitoral. Na ocasião, a Justiça Eleitoral consignou na decisão que a Secretaria de Educação não teve planejamento eficiente ao considerar a proibição da contratação no período eleitoral e deixou de fazer um planejamento para contratar, no período legal, profissionais que substituiriam os que precisassem de licenças por motivos diversos.
A situação do ensino é tamanha que a própria Assembléia Legislativa já admite realizar uma espécie de auditoria especial por conta das inúmeras denuncias que os deputados têm recebido. Entre outras, envolvendo reformas e construção de escolas e seus respectivos quadros de desembolso. Há casos em que a empresa já recebeu quase que a totalidade do que estaria para ser pago e não realizou a obra.
A própria Secretaria de Educação admite que as falcatruas estão quase que fora de controle. Tantoque na pasta existe uma Comissão Permanente de Apuração de Irregularidades Contratuais, uma espécie de “Polícia da Seduc”, que , já recebeu 96 Processos destinados a apurar responsabilidades pelo descumprimento dos termos dos contratos celebrados pela pasta. Deste montante, 75 Processos Administrativos já foram instaurados desde a implantação. Em 2011, já são seis, conforme a coordenadora da Comissão, Guiomar Alves Martins.