Adriana Campos
Partilhar:
Estudar a matéria toda na véspera do teste apenas serve para aumentar o cansaço e o nervosismo e reduzir a capacidade de raciocínio para responder ao teste.
O que fazer para ajudar aqueles cuja ansiedade nos testes é geradora de insucesso?
Esta questão não pode efetivamente cair no esquecimento uma vez que a realização de testes é fonte de grande ansiedade e sofrimento para muitos estudantes.
Na redução da ansiedade nos testes é fundamental ter em consideração três fases: a fase que antecede a sua realização, o teste propriamente dito e a fase do pós-teste.
O período que antecede a realização do teste é determinante para a redução da ansiedade. Se, ao longo do processo de desenvolvimento da criança, os adultos que a rodeiam lhe forem incutindo a mensagem de que são capazes, estas mais facilmente irão ter confiança em si mesmas e desenvolverão expectativas positivas face à sua capacidade de resolver problemas. Este processo implica que os educadores deem progressivamente cada vez mais autonomia à criança. Se existir sempre um adulto (pais, explicadores) na retaguarda para resolver todos os problemas da criança, nomeadamente no que se refere a questões académicas, esta mais dificilmente desenvolverá confiança na sua capacidade de ultrapassar as dificuldades sozinha.
Um outro fator que frequentemente aparece associado à ansiedade nos testes é a não aplicação de técnicas de estudo adequadas às disciplinas e aos domínios envolvidos. Por esta razão, é fundamental ajudar os estudantes a desenvolverem estratégias nesta área, tais como preparar os testes com antecedência, distribuindo as matérias pelos dias que antecedem a sua realização. O dia anterior deve ser apenas destinado à revisão geral, através da leitura dos sublinhados, esquemas e resumos feitos nas sessões de estudo anteriores. Estudar a matéria toda na véspera do teste apenas serve para aumentar o cansaço e o nervosismo e reduzir a capacidade de raciocínio para responder ao teste. Uma prática também muito frequente entre os estudantes que apenas leva ao aumento da ansiedade e à diminuição da capacidade de resposta nos testes é a realização da última revisão nos intervalos pequenos, no dia da realização do teste, devendo por isso esta deixar de existir.
Habitualmente os estudantes com ansiedade nos testes durante os períodos de avaliação apresentam múltiplos pensamentos negativos que bloqueiam a sua capacidade de resposta. Pensamentos como: 'O teste está a correr-me muito mal', 'Vou tirar negativa', 'O teste está a correr bem aos outros colegas, só a mim é que está a correr mal' são frequentes. Ajudar os estudantes a identificar estes pensamentos negativos, parar para refletir sobre as suas causas e ajudar a substituí-los por outros mais positivos é fundamental para a obtenção de sucesso.
A má gestão do tempo é outro fator que afeta a boa realização dos testes e que pode gerar ansiedade. Para evitar que isto aconteça, é fundamental sensibilizar os alunos para a importância de ler todo o enunciado no início e distribuir o tempo disponível pelas diferentes questões em função do seu grau de dificuldade.
No período do pós-teste, é fundamental a compreensão dos resultados obtidos. Os maus resultados são frequentemente interpretados como sinónimo de incapacidade. Este tipo de interpretação só contribuiu para diminuir a autoconfiança, levando ao desinvestimento. Para que tal não aconteça é fundamental analisar as razões do insucesso e transformá-lo numa oportunidade de aprendizagem e de autoconhecimento.
Estudos realizados demonstraram que na redução da ansiedade é muito importante o treino de competências em várias áreas onde o aluno é pouco eficaz, nomeadamente o treino de competências de estudo e de preparação e execução eficaz dos testes. Por esta razão refere-se alguma bibliografia que o poderá ajudar nesta difícil missão de reduzir a ansiedade na avaliação.
Bibliografia
'Ensinar a estudar aprender a estudar'. Armanda Zenha, Carla Silva, Carlos Januário, Cláudia Malafaya, Isabel Portugal. Porto Editora.
'Área de estudo acompanhado. O essencial para ensinar a aprender'. Ariana Cosme e Rui Trindade. Edições Asa.
domingo, 12 de junho de 2011
Estratégias para reduzir a ansiedade nos testes
Plano Nacional de Educação é ignorado pelo governo e patina no Congresso
Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo
Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta.
O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado.
Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto. Até hoje a comissão especial para tratar do assunto não conseguiu marcar reunião com a presidente Dilma. Haddad também não apareceu para discutir o plano - o Estado apurou que o ministro remarcou três vezes a ida à Câmara, sob a alegação de problemas de agenda. De quebra, o MEC só encaminhou no mês passado as notas técnicas que justificam as metas traçadas no plano, consideradas pouco ambiciosas por entidades.
Manobras. Não bastasse a lentidão do Executivo, o PNE vem sendo alvo de uma disputa política na Câmara, entre a Comissão de Educação, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), e a comissão especial para tratar do tema, comandada por Gastão Vieira (PMDB-MA). No início do ano, houve manobras para que o PNE ficasse na comissão liderada por Fátima, ligada a movimentos sociais. Desde o episódio, criou-se uma barreira entre as duas comissões.
Nos bastidores de Brasília, os comentários são de que a deputada estaria emperrando a discussão. "A Comissão de Educação tem sido parceira e contribuído para o debate do PNE; quanto mais debate, melhor", rebate Fátima. Ela assegura que a presidente Dilma e o ministro Haddad estão empenhados para que o PNE seja aprovado ainda este ano. "Não se trata de mais um plano de governo e sim de uma política de Estado", diz Fátima, que apresentou mais de 400 emendas - entre elas, propostas de elevar o investimento em educação para 10% do PIB até 2020 e garantir 50% do fundo social do pré-sal para a área, o que foi vetado pelo então presidente Lula no ano passado.
Diante do vazio deixado pelo Planalto e a disputa na Câmara, os parlamentares têm buscado apoio daqueles que, de fato, vão ficar com a "conta" do plano - governadores e prefeitos. Segundo previsão do MEC, serão necessários R$ 61 bilhões adicionais para financiar as metas, além do investimento atual, que ronda a casa de 5% do PIB. Hoje, 80,7% do gasto público total em educação é bancado pelas esferas estaduais e municipais.
Enviado ao Congresso Nacional no apagar das luzes do governo Lula, o Plano Nacional de Educação (PNE) tramita na Câmara sem o apoio explícito de dois atores fundamentais para sua aprovação: a presidente Dilma Rousseff, obcecada pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e o ministro Fernando Haddad, que mais tem aparecido publicamente para esclarecer a série de trapalhadas da pasta.
O plano estabelece 10 diretrizes e 20 metas para serem cumpridas até o ano 2020. Ele prevê valorização do magistério público da educação básica, duplicação das matrículas da educação profissional técnica de nível médio, destinação dos recursos do Fundo Social do pré-sal para a área de ensino e ampliação do investimento público em educação até atingir 7% do Produto Interno Bruto do País (PIB). Até agora, o projeto de lei recebeu cerca de 3 mil emendas. Quando aprovado, seguirá para o Senado.
Apesar do impacto que pode causar ao planejamento estratégico do Ministério da Educação (MEC), a sensação no Congresso Nacional é de que o PNE não entrou na pauta do Palácio do Planalto. Até hoje a comissão especial para tratar do assunto não conseguiu marcar reunião com a presidente Dilma. Haddad também não apareceu para discutir o plano - o Estado apurou que o ministro remarcou três vezes a ida à Câmara, sob a alegação de problemas de agenda. De quebra, o MEC só encaminhou no mês passado as notas técnicas que justificam as metas traçadas no plano, consideradas pouco ambiciosas por entidades.
Manobras. Não bastasse a lentidão do Executivo, o PNE vem sendo alvo de uma disputa política na Câmara, entre a Comissão de Educação, presidida pela deputada Fátima Bezerra (PT-RN), e a comissão especial para tratar do tema, comandada por Gastão Vieira (PMDB-MA). No início do ano, houve manobras para que o PNE ficasse na comissão liderada por Fátima, ligada a movimentos sociais. Desde o episódio, criou-se uma barreira entre as duas comissões.
Nos bastidores de Brasília, os comentários são de que a deputada estaria emperrando a discussão. "A Comissão de Educação tem sido parceira e contribuído para o debate do PNE; quanto mais debate, melhor", rebate Fátima. Ela assegura que a presidente Dilma e o ministro Haddad estão empenhados para que o PNE seja aprovado ainda este ano. "Não se trata de mais um plano de governo e sim de uma política de Estado", diz Fátima, que apresentou mais de 400 emendas - entre elas, propostas de elevar o investimento em educação para 10% do PIB até 2020 e garantir 50% do fundo social do pré-sal para a área, o que foi vetado pelo então presidente Lula no ano passado.
Diante do vazio deixado pelo Planalto e a disputa na Câmara, os parlamentares têm buscado apoio daqueles que, de fato, vão ficar com a "conta" do plano - governadores e prefeitos. Segundo previsão do MEC, serão necessários R$ 61 bilhões adicionais para financiar as metas, além do investimento atual, que ronda a casa de 5% do PIB. Hoje, 80,7% do gasto público total em educação é bancado pelas esferas estaduais e municipais.
Como enviar emails sem expor seus contatos
Publicado por Corumbá Guimarães
Vamos por partes:
1. Você tem três opções para enviar um email – ou encaminhar:
a. Para: são os endereços principais que você deseja enviar. Todos os que receberem esse email vão ver TODOS os endereços que aí estiverem. O recomendável é que você só use esta opção quando enviar emails para somente um endereço;
b. Cc: essa opção revela os endereços que recebem cópia do email enviado para o endereços (s) que está no “para”. Todos que receberem esse email (cujos endereços estejam no “para” ou no “Cc”) vão ver TODOS os endereços para os quais você enviou o email. Eu só uso essa opção quando o email tem finalidade comercial ou profissional – quando é necessário mandar cópia do email para um chefe ou alguém que deveria ser envolvido oficialmente ( e o destinatário no “para” deve saber disso).
c. Cco: essa é a famosa cópia oculta.Quando você envia emails para endereços e os coloca somente nessa opção, cada um que recebe o email só vê o próprio endereço e o seu endereço – remetente. Ele não fica sabendo para quem mais foi enviado o email e nem se ele foi enviado para outras pessoas. Ou seja, colocando todos os endereços nessa opção – como normalmente eu faço – nenhum endereço será identificado pelo receptor, a não ser o dele e o seu. Os demais endereços só aparecem para você, o remetente. Cada pessoa só vê o próprio endereço, a não ser que você tenha colocado endereços no “para” e/ou no “Cc”, também.
2. Então, se você não precisa e não quer expor emails alheios, coloque todos os endereços no Cco. Cada um só vai ver o próprio email. Quando eu mando emails para mais de uma pessoa e ela não está enquadrada no item 1b acima, eu sempre uso essa opção. Por isso, você só vê seu endereço, quando recebe mensagens minhas.
3. Outro cuidado necessário é, quando encaminhar emails, além de usar a opção Cco para o envio, lembrar sempre de apagar todos os endereços que vieram no corpo da mensagem que você está encaminhando, garantindo assim, também, a privacidade das pessoas que lhe enviaram o email que você está encaminhando.
Em todas as opções, todos os endereços sempre ficarão expostos para o remetente, mas não circularão na web, o que é mais importante. Por isso, você sempre vê os endereços para quem mandou o email, mas, quem estiver no Cco, não.
Sucesso
Corumbá
Vamos por partes:
1. Você tem três opções para enviar um email – ou encaminhar:
a. Para: são os endereços principais que você deseja enviar. Todos os que receberem esse email vão ver TODOS os endereços que aí estiverem. O recomendável é que você só use esta opção quando enviar emails para somente um endereço;
b. Cc: essa opção revela os endereços que recebem cópia do email enviado para o endereços (s) que está no “para”. Todos que receberem esse email (cujos endereços estejam no “para” ou no “Cc”) vão ver TODOS os endereços para os quais você enviou o email. Eu só uso essa opção quando o email tem finalidade comercial ou profissional – quando é necessário mandar cópia do email para um chefe ou alguém que deveria ser envolvido oficialmente ( e o destinatário no “para” deve saber disso).
c. Cco: essa é a famosa cópia oculta.Quando você envia emails para endereços e os coloca somente nessa opção, cada um que recebe o email só vê o próprio endereço e o seu endereço – remetente. Ele não fica sabendo para quem mais foi enviado o email e nem se ele foi enviado para outras pessoas. Ou seja, colocando todos os endereços nessa opção – como normalmente eu faço – nenhum endereço será identificado pelo receptor, a não ser o dele e o seu. Os demais endereços só aparecem para você, o remetente. Cada pessoa só vê o próprio endereço, a não ser que você tenha colocado endereços no “para” e/ou no “Cc”, também.
2. Então, se você não precisa e não quer expor emails alheios, coloque todos os endereços no Cco. Cada um só vai ver o próprio email. Quando eu mando emails para mais de uma pessoa e ela não está enquadrada no item 1b acima, eu sempre uso essa opção. Por isso, você só vê seu endereço, quando recebe mensagens minhas.
3. Outro cuidado necessário é, quando encaminhar emails, além de usar a opção Cco para o envio, lembrar sempre de apagar todos os endereços que vieram no corpo da mensagem que você está encaminhando, garantindo assim, também, a privacidade das pessoas que lhe enviaram o email que você está encaminhando.
Em todas as opções, todos os endereços sempre ficarão expostos para o remetente, mas não circularão na web, o que é mais importante. Por isso, você sempre vê os endereços para quem mandou o email, mas, quem estiver no Cco, não.
Sucesso
Corumbá
Edução: luta de classes em questão
Autor: Sueleide Alves da Silva Pereira
Para além dos discursos e “comezinhos” fomentadores dos debates, quando o tema é educação, é interessante indagar em quais campos ideológicos a “luta de classes” se trava. O SINTEP, instância deliberativa e legítima, representante dos profissionais da educação, faz um chamamento histórico à classe para de “braços cruzados” exigirem do Governo do Estado de Mato Grosso: Piso salarial de R$ 1.312, ingresso dos aprovados no último concurso público e pagamento das horas atividades aos professores interinos como condição para a Carreira e Valorização Profissional com Qualidade na Aprendizagem.
Os pontos da pauta, fundamentada numa demanda significativa, provoca e fomenta o embate do ponto de vista ideológico que só se consolida e fortalece na luta. Como diz Marx, “de nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática”. Por essa razão, é imprescindível que os profissionais da educação, na militância, atendam a esse chamamento, fazendo jus ao Sindicato que os representa e com mais de quatro décadas de Luta por uma Educação Pública Laica e com Qualidade na Aprendizagem. Essa práxis exige ação emancipadora e libertária. A greve como instrumento heróico, consolida os ideais de uma classe que protagoniza sua história de luta. Que “ensina” e na práxis, exerce a cidadania.
Assim, segue a reflexão: Discutir Educação, sob a ótica do senso comum, como consequência, efeito e produto, é incorrer na perversa artimanha dos Legisladores e Gestores, que em seus discursos e práticas, em defesa da lógica do impacto, da mercadoria barata e desqualificada, isenta de mercantilismos, ludibriam a sensatez humana. Essa condição, que nega o processo, a construção histórica, é uma forma de velar/ocultar as ideologias subjacentes a essas práticas: A manutenção e reprodução da ideologia dominante.
Nesse sentido, os trabalhadores, Profissionais da Educação, no exercício da função educativa, devem por excelência desvelar essa trama ideológica como práxis pedagógica problematizadora, indagando as causas, efeitos e (im)possibilidades dos eventos: Qual a concepção de Educação e de sociedade dos trabalhadores em Educação? Por quais razões a Educação não se constitui prioridade? Por que os que a ela/dela (se)servem, não a valorizam e/ou não são devidamente valorizados? A quem serve a educação? A práxis pedagógica é de fato libertadora e emancipatória? Qual a concepção de educação do trabalhador e profissional da Educação? O que significa educar para a cidadania? Qual a concepção de trabalho? Ação humana para a liberdade ou para a servidão? Quais as condições estruturais das unidades escolares? E as contradições do contrato temporário?
Na perspectiva da Educação Bancária, transmissora de conteúdo, as respostas são as mais prováveis, entre elas, a caça às bruxas e aos culpados. Na perpectiva dialética, problematizadora, Segundo Kuenzer (2008/2009), a escola que unifica conhecimento, trabalho e cultura, é a formação de homens que se desenvolvem multilateralmente, que articulem sua capacidade produtiva à capacidade de pensar, relacionar-se, desenvolver sua afetividade, de estudar, de governar e exercer controle sobre seus governantes. Ou seja, trabalho na perspectiva da práxis humana e não apenas como prática produtiva, mas como uma das ações materiais e espirituais que os seres humanos individual e coletivo desenvolvem para construir condições da sua própria existência.
Educação de Qualidade não se alicerça/constrói tão somente em fundamentos comuns. Esse entendimento apenas legitima o papel de coadjuvante. Na condição de protagonistas, sujeitos históricos, de pertencimento, essa trama historicamente cruel, vil e ardilosa se desvela, numa dimensão ampla e complexa. O debate que por ora se trava, Valorização Profissional, Carreira e Qualidade na Aprendizagem, residem no FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO.
Aos Companheiros e Companheiras, trabalhadores e trabalhadoras da Educação, defensores de uma Sociedade promotora da Justiça Social; com uma formação política, consciente, de “classe”, cabe, numa perspectiva dialética e dialógica, construir historicamente, nos processos de luta, a problematização e compreensão, não apenas das conseqüências, pois, estas historicamente conhecemos.
Vivemos e sentimos tanto na contra mão da história, mas, principalmente das causas como princípio mobilizador e equalizador das nossas lutas e compromisso do exercício da Cidadania, que supera a dualidade dos espaços e “funções” as quais temporariamente ocupa.
A luta que se trava nesse cenário, demanda o debate das perdas e ampliação dos recursos da Educação conforme preconiza a lei, reforma administrativa, colaboração dos entes federados, combate à política de inserção fiscal, em essência, quem paga o ônus do serviço? Essa é a ordem em defesa de uma Educação de Qualidade para os filhos e filhas dos trabalhadore(a)s do nosso Pais.
Sueleide Alves da Silva Pereira é professora Efetiva da Rede Estadual de Mato Grosso, SINOP- MT
Fonte:Só Notícias
Para além dos discursos e “comezinhos” fomentadores dos debates, quando o tema é educação, é interessante indagar em quais campos ideológicos a “luta de classes” se trava. O SINTEP, instância deliberativa e legítima, representante dos profissionais da educação, faz um chamamento histórico à classe para de “braços cruzados” exigirem do Governo do Estado de Mato Grosso: Piso salarial de R$ 1.312, ingresso dos aprovados no último concurso público e pagamento das horas atividades aos professores interinos como condição para a Carreira e Valorização Profissional com Qualidade na Aprendizagem.
Os pontos da pauta, fundamentada numa demanda significativa, provoca e fomenta o embate do ponto de vista ideológico que só se consolida e fortalece na luta. Como diz Marx, “de nada valem as idéias sem homens que possam pô-las em prática”. Por essa razão, é imprescindível que os profissionais da educação, na militância, atendam a esse chamamento, fazendo jus ao Sindicato que os representa e com mais de quatro décadas de Luta por uma Educação Pública Laica e com Qualidade na Aprendizagem. Essa práxis exige ação emancipadora e libertária. A greve como instrumento heróico, consolida os ideais de uma classe que protagoniza sua história de luta. Que “ensina” e na práxis, exerce a cidadania.
Assim, segue a reflexão: Discutir Educação, sob a ótica do senso comum, como consequência, efeito e produto, é incorrer na perversa artimanha dos Legisladores e Gestores, que em seus discursos e práticas, em defesa da lógica do impacto, da mercadoria barata e desqualificada, isenta de mercantilismos, ludibriam a sensatez humana. Essa condição, que nega o processo, a construção histórica, é uma forma de velar/ocultar as ideologias subjacentes a essas práticas: A manutenção e reprodução da ideologia dominante.
Nesse sentido, os trabalhadores, Profissionais da Educação, no exercício da função educativa, devem por excelência desvelar essa trama ideológica como práxis pedagógica problematizadora, indagando as causas, efeitos e (im)possibilidades dos eventos: Qual a concepção de Educação e de sociedade dos trabalhadores em Educação? Por quais razões a Educação não se constitui prioridade? Por que os que a ela/dela (se)servem, não a valorizam e/ou não são devidamente valorizados? A quem serve a educação? A práxis pedagógica é de fato libertadora e emancipatória? Qual a concepção de educação do trabalhador e profissional da Educação? O que significa educar para a cidadania? Qual a concepção de trabalho? Ação humana para a liberdade ou para a servidão? Quais as condições estruturais das unidades escolares? E as contradições do contrato temporário?
Na perspectiva da Educação Bancária, transmissora de conteúdo, as respostas são as mais prováveis, entre elas, a caça às bruxas e aos culpados. Na perpectiva dialética, problematizadora, Segundo Kuenzer (2008/2009), a escola que unifica conhecimento, trabalho e cultura, é a formação de homens que se desenvolvem multilateralmente, que articulem sua capacidade produtiva à capacidade de pensar, relacionar-se, desenvolver sua afetividade, de estudar, de governar e exercer controle sobre seus governantes. Ou seja, trabalho na perspectiva da práxis humana e não apenas como prática produtiva, mas como uma das ações materiais e espirituais que os seres humanos individual e coletivo desenvolvem para construir condições da sua própria existência.
Educação de Qualidade não se alicerça/constrói tão somente em fundamentos comuns. Esse entendimento apenas legitima o papel de coadjuvante. Na condição de protagonistas, sujeitos históricos, de pertencimento, essa trama historicamente cruel, vil e ardilosa se desvela, numa dimensão ampla e complexa. O debate que por ora se trava, Valorização Profissional, Carreira e Qualidade na Aprendizagem, residem no FINANCIAMENTO DA EDUCAÇÃO.
Aos Companheiros e Companheiras, trabalhadores e trabalhadoras da Educação, defensores de uma Sociedade promotora da Justiça Social; com uma formação política, consciente, de “classe”, cabe, numa perspectiva dialética e dialógica, construir historicamente, nos processos de luta, a problematização e compreensão, não apenas das conseqüências, pois, estas historicamente conhecemos.
Vivemos e sentimos tanto na contra mão da história, mas, principalmente das causas como princípio mobilizador e equalizador das nossas lutas e compromisso do exercício da Cidadania, que supera a dualidade dos espaços e “funções” as quais temporariamente ocupa.
A luta que se trava nesse cenário, demanda o debate das perdas e ampliação dos recursos da Educação conforme preconiza a lei, reforma administrativa, colaboração dos entes federados, combate à política de inserção fiscal, em essência, quem paga o ônus do serviço? Essa é a ordem em defesa de uma Educação de Qualidade para os filhos e filhas dos trabalhadore(a)s do nosso Pais.
Sueleide Alves da Silva Pereira é professora Efetiva da Rede Estadual de Mato Grosso, SINOP- MT
Fonte:Só Notícias
MT- Novas edificações no campus de Alto Araguaia dão mais condições
Redação 24 Horas News
Os investimentos do Governo de Mato Grosso contemplam a todos os campi da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A demonstração que isso vem acontecendo é o Laboratório de Línguas, do Centro de Pesquisas e a ampliação do prédio do campus da universidade em Alto Araguaia, inaugurados nessa noite de sexta-feira (10.06) pelo vice-governador do Estado, Francisco Daltro.
A acadêmica do primeiro semestre do curso de Letras, Thais Lidiane de Oliveira, sabe que os investimentos irão contribuir consideravelmente para a melhoria do ensino e pesquisa no campus. A turma dela, que até então tinha aulas em uma sala apertada e com poucas condições, agora, além de uma sala maior e mais iluminada, tem também o Laboratório de Línguas para fortalecer o ensino e melhor prepará-los para o mercado de trabalho.
Cerca de R$ 1,2 milhão foi investido pelo Estado e Prefeitura de Alto Araguaia. Segundo Chico Daltro, o trabalho de fortalecimento da Unemat irá continuar. “A universidade pública é um instrumento de cultura da população. Então, investir na universidade é o investimento mais nobre e necessário que um Governo pode fazer”, disse o vice-governador de Mato Grosso ao lembrar que uma das suas prioridades de participação na gestão do governo Silval Barbosa é o investimento na universidade pública.
O campus da Unemat de Alto Araguaia oferece os cursos de Letras, Computação e Jornalismo, mas a Universidade do Estado está presente em 11 municípios, atende há 16 mil acadêmicos, com mil professores e aproximadamente 500 servidores. Para o reitor Adriano Silva, essas edificações físicas dão mais condições para alcançarem a excelência no trabalho da universidade, “seja na qualificação de profissionais ou conscientização da construção de uma consultoria científica tecnológica no Estado de Mato Grosso”.
“Não se evolui um Estado ou País sem investimento na educação, que tem de ser alto”, ressaltou o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, destacando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a universidade pública e gratuita para o Estado. Chico Daltro assinalou que o Governo investe cada vez mais para fortalecer o acesso à educação gratuita, principalmente o ensino superio, e dar mais condições de trabalho e ensino nos campi da Unemat.
Lenine Martins/Secom-MT
Laboratório de Linguas da Unemat inaugurado pelo vice-governador Chico Daltro, em Alto Araguaia
O deputado estadual Daltinho de Freitas, que destinou emenda individual para o campus de Alto Araguaia, lembrou que investir no conhecimento e na possibilidade de preparar as pessoas é investir no desenvolvimento. Com os R$ 225 mil da emenda e mais contrapartida de R$ 150 mil da prefeitura local, novos banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais (PNE) foram construídos no campus.
A coordenadora do campus de Alto Araguaia, Edileusa Moralis, ao agradecer a todos que de alguma forma lutaram para o fortalecimento do campus, argumentou que são as parcerias que tornam isso possível. O prefeito da cidade, Alcides Batista Filho, participou com aproximadamente R$ 200 mil de contrapartida do Município e com a assinatura da parceria com o Governo para a construção de moradias universitárias no município.
Participaram também da solenidade, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), João Pedro Valente; deputado J. Barreto, representando na ocasião o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado José Riva; deputado federal Wellington Fagundes; vereadores e comunidade acadêmica.
Os investimentos do Governo de Mato Grosso contemplam a todos os campi da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A demonstração que isso vem acontecendo é o Laboratório de Línguas, do Centro de Pesquisas e a ampliação do prédio do campus da universidade em Alto Araguaia, inaugurados nessa noite de sexta-feira (10.06) pelo vice-governador do Estado, Francisco Daltro.
A acadêmica do primeiro semestre do curso de Letras, Thais Lidiane de Oliveira, sabe que os investimentos irão contribuir consideravelmente para a melhoria do ensino e pesquisa no campus. A turma dela, que até então tinha aulas em uma sala apertada e com poucas condições, agora, além de uma sala maior e mais iluminada, tem também o Laboratório de Línguas para fortalecer o ensino e melhor prepará-los para o mercado de trabalho.
Cerca de R$ 1,2 milhão foi investido pelo Estado e Prefeitura de Alto Araguaia. Segundo Chico Daltro, o trabalho de fortalecimento da Unemat irá continuar. “A universidade pública é um instrumento de cultura da população. Então, investir na universidade é o investimento mais nobre e necessário que um Governo pode fazer”, disse o vice-governador de Mato Grosso ao lembrar que uma das suas prioridades de participação na gestão do governo Silval Barbosa é o investimento na universidade pública.
O campus da Unemat de Alto Araguaia oferece os cursos de Letras, Computação e Jornalismo, mas a Universidade do Estado está presente em 11 municípios, atende há 16 mil acadêmicos, com mil professores e aproximadamente 500 servidores. Para o reitor Adriano Silva, essas edificações físicas dão mais condições para alcançarem a excelência no trabalho da universidade, “seja na qualificação de profissionais ou conscientização da construção de uma consultoria científica tecnológica no Estado de Mato Grosso”.
“Não se evolui um Estado ou País sem investimento na educação, que tem de ser alto”, ressaltou o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, destacando o compromisso do Governo de Mato Grosso com a universidade pública e gratuita para o Estado. Chico Daltro assinalou que o Governo investe cada vez mais para fortalecer o acesso à educação gratuita, principalmente o ensino superio, e dar mais condições de trabalho e ensino nos campi da Unemat.
Lenine Martins/Secom-MT
Laboratório de Linguas da Unemat inaugurado pelo vice-governador Chico Daltro, em Alto Araguaia
O deputado estadual Daltinho de Freitas, que destinou emenda individual para o campus de Alto Araguaia, lembrou que investir no conhecimento e na possibilidade de preparar as pessoas é investir no desenvolvimento. Com os R$ 225 mil da emenda e mais contrapartida de R$ 150 mil da prefeitura local, novos banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais (PNE) foram construídos no campus.
A coordenadora do campus de Alto Araguaia, Edileusa Moralis, ao agradecer a todos que de alguma forma lutaram para o fortalecimento do campus, argumentou que são as parcerias que tornam isso possível. O prefeito da cidade, Alcides Batista Filho, participou com aproximadamente R$ 200 mil de contrapartida do Município e com a assinatura da parceria com o Governo para a construção de moradias universitárias no município.
Participaram também da solenidade, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), João Pedro Valente; deputado J. Barreto, representando na ocasião o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado José Riva; deputado federal Wellington Fagundes; vereadores e comunidade acadêmica.
MT- Governo inaugura obras de reforma e ampliação do campus da Unemat de Alto Araguaia
Redação 24 Horas News
O Governo de Mato Grosso inaugura as obras de reforma e ampliação do campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) de Alto Araguaia, nesta sexta-feira (10.06). Além da aquisição do prédio do campus, que durante décadas pertenceu a Missão Salesiana de Mato Grosso, será inaugurado o Centro de Pesquisas de Alto Araguaia (Cepaia), o Laboratório de Línguas, cobertura do prédio, além de reformas das salas de aula e construção de banheiros. O investimento total chega a R$ 1,2 milhão.
O vice-governador de Mato Grosso, Francisco Daltro é quem oficializará a entrega durante cerimônia no campus, a partir das 19h. Participam também o reitor da Unemat, Adriano Silva, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia Eliene Lima, além de diretores do campus, o prefeito de Alto Araguaia, Alcides Batista Filho, além de deputados, vereadores e demais autoridades municipais.
A aquisição do prédio do campus de Alto Araguaia foi feita por meio de uma parceria entre a Unemat e a prefeitura do município com investimentos na ordem de R$ 160 mil. Novos banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais (PNE) foram construídos, por meio de emenda parlamentar de R$ 255 mil do deputado Daltinho e contrapartida da Prefeitura de Alto Araguaia de aproximadamente R$ 150 mil.
A coordenadora do campus de Alto Araguaia, professora Edileusa Moralis, explica que a cerimônia de inaugurações representa o sonho de toda uma comunidade desde que a Unemat se instalou no município na década de 1990. “A nossa busca sempre foi ter um patrimônio próprio, em que pudéssemos fazer investimentos que melhorassem a qualidade dos serviços que nós prestamos, e essas inaugurações representam isso”, diz.
A reforma do telhado e a construção do Laboratório de Línguas com 30 computadores, impressora, televisão, tela de projeção e home theater que substituem os equipamentos antigos também fazem parte dos investimentos feitos no campus. São recursos do Governo oriundos da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec/MT) na ordem de R$ 225 mil e mais uma contrapartida do Município de cerca de R$ 20 mil.
O Centro de Pesquisas de Alto Araguaia, que conta com salas de laboratórios, salas de pesquisadores é fruto de recursos destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) que liberou cerca de R$ 300 mil para construção e outros R$ 300 mil compra de equipamentos que serão adquiridos com a inauguração do prédio. Com os recursos da Fapemat foram construídos seis centros de pesquisa em campi da Unemat.
No laboratório de línguas em Alto Araguaia, foram investidos R$ 95 mil, recursos oriundos da Secitec, e que foram empregados na compra de 30 computadores, TV, impressora, tela de projeção e home theater.
Durante a solenidade desta noite além das inaugurações de reformas e ampliações, a comunidade também vai comemorar a compra definitiva do prédio do campus que ocorreu em 2006 e que nunca foi entregue oficialmente.
O Governo de Mato Grosso inaugura as obras de reforma e ampliação do campus da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) de Alto Araguaia, nesta sexta-feira (10.06). Além da aquisição do prédio do campus, que durante décadas pertenceu a Missão Salesiana de Mato Grosso, será inaugurado o Centro de Pesquisas de Alto Araguaia (Cepaia), o Laboratório de Línguas, cobertura do prédio, além de reformas das salas de aula e construção de banheiros. O investimento total chega a R$ 1,2 milhão.
O vice-governador de Mato Grosso, Francisco Daltro é quem oficializará a entrega durante cerimônia no campus, a partir das 19h. Participam também o reitor da Unemat, Adriano Silva, o secretário de Estado de Ciência e Tecnologia Eliene Lima, além de diretores do campus, o prefeito de Alto Araguaia, Alcides Batista Filho, além de deputados, vereadores e demais autoridades municipais.
A aquisição do prédio do campus de Alto Araguaia foi feita por meio de uma parceria entre a Unemat e a prefeitura do município com investimentos na ordem de R$ 160 mil. Novos banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais (PNE) foram construídos, por meio de emenda parlamentar de R$ 255 mil do deputado Daltinho e contrapartida da Prefeitura de Alto Araguaia de aproximadamente R$ 150 mil.
A coordenadora do campus de Alto Araguaia, professora Edileusa Moralis, explica que a cerimônia de inaugurações representa o sonho de toda uma comunidade desde que a Unemat se instalou no município na década de 1990. “A nossa busca sempre foi ter um patrimônio próprio, em que pudéssemos fazer investimentos que melhorassem a qualidade dos serviços que nós prestamos, e essas inaugurações representam isso”, diz.
A reforma do telhado e a construção do Laboratório de Línguas com 30 computadores, impressora, televisão, tela de projeção e home theater que substituem os equipamentos antigos também fazem parte dos investimentos feitos no campus. São recursos do Governo oriundos da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec/MT) na ordem de R$ 225 mil e mais uma contrapartida do Município de cerca de R$ 20 mil.
O Centro de Pesquisas de Alto Araguaia, que conta com salas de laboratórios, salas de pesquisadores é fruto de recursos destinados pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (Fapemat) que liberou cerca de R$ 300 mil para construção e outros R$ 300 mil compra de equipamentos que serão adquiridos com a inauguração do prédio. Com os recursos da Fapemat foram construídos seis centros de pesquisa em campi da Unemat.
No laboratório de línguas em Alto Araguaia, foram investidos R$ 95 mil, recursos oriundos da Secitec, e que foram empregados na compra de 30 computadores, TV, impressora, tela de projeção e home theater.
Durante a solenidade desta noite além das inaugurações de reformas e ampliações, a comunidade também vai comemorar a compra definitiva do prédio do campus que ocorreu em 2006 e que nunca foi entregue oficialmente.
Sérgio Ricardo quer Escola Pública de Trânsito em Mato Grosso
Redação 24 Horas News
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), apresentou Projeto de Lei que institui a implantação da Escola Pública de Trânsito de Mato Grosso. O objetivo é garantir a oferta regular de cursos de formação atualização, reciclagem e capacitação na área de trânsito.
De acordo com o projeto, a escola integrará a estrutura organizacional do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso- Detran/MT e será subordinada à Coordenadoria Geral de Educação para o Trânsito.
O deputado Sérgio Ricardo acrescentou que a escola terá de desenvolver também estudos e pesquisas voltados à educação de trânsito, organizando inclusive, biblioteca especializada; preparar multiplicadores, incentivar a produção de conhecimento e de ações locais; proporcionar orientação técnica para elaboração de material educativo e assessoramento aos municípios, entre outras.
Segundo Sérgio Ricardo com a escola será possível disseminar o conhecimento sobre o trânsito para um número maior de pessoas proporcionando melhorias para a sociedade. “Em razão da falta de preparo dos motoristas, bem como de políticas de conscientização que deveriam ser desenvolvidas pelos governantes, nada tem sido feito diante da problemática. Por isso, é preciso criar por meio da educação mecanismos para mudar este cenário”.
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), apresentou Projeto de Lei que institui a implantação da Escola Pública de Trânsito de Mato Grosso. O objetivo é garantir a oferta regular de cursos de formação atualização, reciclagem e capacitação na área de trânsito.
De acordo com o projeto, a escola integrará a estrutura organizacional do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso- Detran/MT e será subordinada à Coordenadoria Geral de Educação para o Trânsito.
O deputado Sérgio Ricardo acrescentou que a escola terá de desenvolver também estudos e pesquisas voltados à educação de trânsito, organizando inclusive, biblioteca especializada; preparar multiplicadores, incentivar a produção de conhecimento e de ações locais; proporcionar orientação técnica para elaboração de material educativo e assessoramento aos municípios, entre outras.
Segundo Sérgio Ricardo com a escola será possível disseminar o conhecimento sobre o trânsito para um número maior de pessoas proporcionando melhorias para a sociedade. “Em razão da falta de preparo dos motoristas, bem como de políticas de conscientização que deveriam ser desenvolvidas pelos governantes, nada tem sido feito diante da problemática. Por isso, é preciso criar por meio da educação mecanismos para mudar este cenário”.
Enem 2011 ultrapassa a marca de 6 milhões de inscritos
Redação 24 Horas News
O número de inscrito para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano ultrapassou a marca dos 6,2 milhões. As inscrições para o exame que ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro terminaram às 23h59 de sexta-feira.
A região Sudeste teve o maior número de inscritos - contabilizando mais de 2,3 milhões de inscrições - seguida pela região Nordeste, com quase 2 milhões de cadastrados. A egião Sul teve pouco mais de 700 mil inscritos, seguida das regiões Norte e Centro-Oeste com 651.995 e 573.453 registros, respectivamente.
O Ministério da Educação (MEC) informou que os estudantes que ainda estiverem com inscrições pendentes devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 35 até a segunda-feira, nas agências do Banco do Brasil. Para confirmar a inscrição, o candidato fará, também pela internet, opções entre gerar boleto ou declarar carência. No primeiro caso, é necessário imprimir o documento e pagar a taxa. O comprovante de inscrição estará acessível no sistema eletrônico do Enem até três dias úteis após o pagamento do boleto.
O cartão de confirmação será enviado ao endereço informado pelo candidato no momento da inscrição - o número de acompanhamento estará acessível no sistema.
O número de inscrito para as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano ultrapassou a marca dos 6,2 milhões. As inscrições para o exame que ocorrerá nos dias 22 e 23 de outubro terminaram às 23h59 de sexta-feira.
A região Sudeste teve o maior número de inscritos - contabilizando mais de 2,3 milhões de inscrições - seguida pela região Nordeste, com quase 2 milhões de cadastrados. A egião Sul teve pouco mais de 700 mil inscritos, seguida das regiões Norte e Centro-Oeste com 651.995 e 573.453 registros, respectivamente.
O Ministério da Educação (MEC) informou que os estudantes que ainda estiverem com inscrições pendentes devem efetuar o pagamento da taxa de R$ 35 até a segunda-feira, nas agências do Banco do Brasil. Para confirmar a inscrição, o candidato fará, também pela internet, opções entre gerar boleto ou declarar carência. No primeiro caso, é necessário imprimir o documento e pagar a taxa. O comprovante de inscrição estará acessível no sistema eletrônico do Enem até três dias úteis após o pagamento do boleto.
O cartão de confirmação será enviado ao endereço informado pelo candidato no momento da inscrição - o número de acompanhamento estará acessível no sistema.
Audiodescrição abre novo campo profissional
Redação 24 Horas News
O estudante do curso de Letras da Universidade de Brasília (UnB) Tomás Verdi Pereira tinha 11 anos quando foi pela primeira vez a um cinema. Cego de nascença, ele diz que até conhecer, nos Estados Unidos, a audiodescrição, não tinha vontade de acompanhar sequer os programas exibidos na televisão brasileira, mesmo que seus pais se esforçassem para ajudá-lo a compreender o que se passava na tela.
"Muito raramente eu via um desenho com os meus pais. Eles iam me falando tudo o que acontecia, mas, lógicamente, faziam isso sem qualquer modelo", comentou. Hoje com 19 anos, Pereira faz parte do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, no qual atua como uma espécie de assessor, acompanhando a adaptação de filmes para as pessoas com alguma deficiência visual.
"As obras adaptadas não só me estimulam a assistir a um filme como me ajudam a compreender melhor o conteúdo. Sem a audiodescrição faltam informações para que os deficientes visuais possam entender o que está acontecendo", explicou Tomás. Para ele, que ainda não sabe se fará da experiência acadêmica sua profissão, a audiodescrição é um campo promissor.
Embora a atividade ainda não tenha sido regulamentada, especialistas responsáveis pela formação dos primeiros profissionais também demonstram otimismo. Para eles, a procura por mão de obra qualificada crescerá com a obrigatoriedade de as emissoras de TV digital passarem a apresentar ao menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual.
De acordo com a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Livia Maria Motta, a atividade tem atraído interessados com as mais diversas formações profissionais, mas principalmente os estudantes de letras e de comunicação social. Autora do primeiro livro brasileiro sobre o tema (disponível gratuitamente no site www.vercompalavras.com.br), Livia garante que já há no país o necessário número de audiodescritores para atender as necessidades iniciais das emissoras de TV.
"Mas esta é uma uma nova área profissional e sabemos que, a partir do momento em que a transmissão televisiva [audiodescrita] entrar em vigor, a demanda pelos profissionais aumentará bastante", comentou a professora. "E este é um serviço minucioso que exige muita preparação. Não basta assistir a um programa uma única vez e sair inserindo a audiodescrição. O serviço exige um mergulho no tema”.
A professora e cordenadora do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, Soraia Ferreira, destaca que o país, além de formar mão de obra especializada, tem avançado na pesquisa. A universidade deve abrir um curso de extensão em audiodescrição no próximo semestre.
Conforme a Agência Brasil apurou com audiodescritores e especialistas, o trabalho de adaptação de um filme normalmente é feito por uma equipe de quatro pessoas, sendo uma delas um deficiente visual. Os valores recebido pelo trabalho variam muito, mas são pagos entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por um serviço que exija 40 horas de dedicação.
Para Tomás Verdi Pereira, quem se dispõe a trabalhar como audiodescritor deve ser, antes de tudo, um observador atento. E saber o que de fato é relevante para que um cego compreenda uma história. Segundo o estudante, a descrição nem pode ser tão detalhista que se torne enfadonha, nem tão suscinta que não permita a visualização do que acontece, silenciosamente, na tela.
O estudante do curso de Letras da Universidade de Brasília (UnB) Tomás Verdi Pereira tinha 11 anos quando foi pela primeira vez a um cinema. Cego de nascença, ele diz que até conhecer, nos Estados Unidos, a audiodescrição, não tinha vontade de acompanhar sequer os programas exibidos na televisão brasileira, mesmo que seus pais se esforçassem para ajudá-lo a compreender o que se passava na tela.
"Muito raramente eu via um desenho com os meus pais. Eles iam me falando tudo o que acontecia, mas, lógicamente, faziam isso sem qualquer modelo", comentou. Hoje com 19 anos, Pereira faz parte do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, no qual atua como uma espécie de assessor, acompanhando a adaptação de filmes para as pessoas com alguma deficiência visual.
"As obras adaptadas não só me estimulam a assistir a um filme como me ajudam a compreender melhor o conteúdo. Sem a audiodescrição faltam informações para que os deficientes visuais possam entender o que está acontecendo", explicou Tomás. Para ele, que ainda não sabe se fará da experiência acadêmica sua profissão, a audiodescrição é um campo promissor.
Embora a atividade ainda não tenha sido regulamentada, especialistas responsáveis pela formação dos primeiros profissionais também demonstram otimismo. Para eles, a procura por mão de obra qualificada crescerá com a obrigatoriedade de as emissoras de TV digital passarem a apresentar ao menos duas horas semanais de produções adaptadas para o público com alguma deficiência visual ou intelectual.
De acordo com a professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Livia Maria Motta, a atividade tem atraído interessados com as mais diversas formações profissionais, mas principalmente os estudantes de letras e de comunicação social. Autora do primeiro livro brasileiro sobre o tema (disponível gratuitamente no site www.vercompalavras.com.br), Livia garante que já há no país o necessário número de audiodescritores para atender as necessidades iniciais das emissoras de TV.
"Mas esta é uma uma nova área profissional e sabemos que, a partir do momento em que a transmissão televisiva [audiodescrita] entrar em vigor, a demanda pelos profissionais aumentará bastante", comentou a professora. "E este é um serviço minucioso que exige muita preparação. Não basta assistir a um programa uma única vez e sair inserindo a audiodescrição. O serviço exige um mergulho no tema”.
A professora e cordenadora do grupo de estudos sobre audiodescrição da UnB, Soraia Ferreira, destaca que o país, além de formar mão de obra especializada, tem avançado na pesquisa. A universidade deve abrir um curso de extensão em audiodescrição no próximo semestre.
Conforme a Agência Brasil apurou com audiodescritores e especialistas, o trabalho de adaptação de um filme normalmente é feito por uma equipe de quatro pessoas, sendo uma delas um deficiente visual. Os valores recebido pelo trabalho variam muito, mas são pagos entre R$ 2 mil e R$ 4 mil por um serviço que exija 40 horas de dedicação.
Para Tomás Verdi Pereira, quem se dispõe a trabalhar como audiodescritor deve ser, antes de tudo, um observador atento. E saber o que de fato é relevante para que um cego compreenda uma história. Segundo o estudante, a descrição nem pode ser tão detalhista que se torne enfadonha, nem tão suscinta que não permita a visualização do que acontece, silenciosamente, na tela.
Em Tangará/MT mais denuncia! Agora, com de merenda escolar
Redação 24 Horas News
O Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Tangará da Serra, cidade do médio norte de Mato Grosso, protocolou ofício na Câmara Municipal da cidade pedindo a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito para apuração das infrações político-administrativas cometidas na gestão do prefeito Julio César Ladeia, que se encontra afastado do cargo pelo Legislativo suspeito de vários atos de corrupção. Se aceita, seria a quarta comissão montada para apurar denuncias contra Ladeia.
O documento assinado por Vagner Constantino Guimarães, presidente do Conselho, revela, por exemplo, o desperdício de dinheiro público na merenda escolar, com produtos vencidos e por vencer. Há em algumas escolas ausência de controle de estoques dos produtos – o que facilitaria eventuais casos de desvios a serem apurados pela comissão. Junto com a denuncia, um relatório sanitário mostra também que não se observa as regras de higiene.
Constantino conta ainda no documento a existência de pagamento de salários em espécie nas mãos da diretora do educandário, com valores repassados através de conta de outros funcionários que recebem como se fossem proventos de aulas extras; ausência de contrato e verificação de ato de improbidade em relação a repasse de dinheiro público, no que tange a pagamento salarial em espécie de forma “maquiada”; e; falta de concurso público.
O documento traz também denuncia de que funcional em todos os estabelecimentos de ensino do município, com apontamentos de ausência de contrato administrativo, pagamento em espécie mediante repasse de conta de terceiros para o devido pagamento ao servidor em atividade. Nesse caso, em valores abaixo do salário mínimo.
Ainda conforme o requerimento 207/2011, o relatório apresentado pelo CMAE “é uma prova inequívoca de fraude com dinheiro público”. Em caso de abertura da CEI, deverão ser ouvidos, como provas das denúncias, os assinantes do relatório do CMAE: Vagner Constantino Guimarães, Maria Angelina R. de Souza, Rosimeire Ferreira dos Santos, Kátia Maria Kunnz Beck, Maria Aparecida Alves, Eduardo G. Gonçalves, além das merendeiras mencionadas nos anexos da documentação.
O Conselho Municipal de Alimentação Escolar de Tangará da Serra, cidade do médio norte de Mato Grosso, protocolou ofício na Câmara Municipal da cidade pedindo a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito para apuração das infrações político-administrativas cometidas na gestão do prefeito Julio César Ladeia, que se encontra afastado do cargo pelo Legislativo suspeito de vários atos de corrupção. Se aceita, seria a quarta comissão montada para apurar denuncias contra Ladeia.
O documento assinado por Vagner Constantino Guimarães, presidente do Conselho, revela, por exemplo, o desperdício de dinheiro público na merenda escolar, com produtos vencidos e por vencer. Há em algumas escolas ausência de controle de estoques dos produtos – o que facilitaria eventuais casos de desvios a serem apurados pela comissão. Junto com a denuncia, um relatório sanitário mostra também que não se observa as regras de higiene.
Constantino conta ainda no documento a existência de pagamento de salários em espécie nas mãos da diretora do educandário, com valores repassados através de conta de outros funcionários que recebem como se fossem proventos de aulas extras; ausência de contrato e verificação de ato de improbidade em relação a repasse de dinheiro público, no que tange a pagamento salarial em espécie de forma “maquiada”; e; falta de concurso público.
O documento traz também denuncia de que funcional em todos os estabelecimentos de ensino do município, com apontamentos de ausência de contrato administrativo, pagamento em espécie mediante repasse de conta de terceiros para o devido pagamento ao servidor em atividade. Nesse caso, em valores abaixo do salário mínimo.
Ainda conforme o requerimento 207/2011, o relatório apresentado pelo CMAE “é uma prova inequívoca de fraude com dinheiro público”. Em caso de abertura da CEI, deverão ser ouvidos, como provas das denúncias, os assinantes do relatório do CMAE: Vagner Constantino Guimarães, Maria Angelina R. de Souza, Rosimeire Ferreira dos Santos, Kátia Maria Kunnz Beck, Maria Aparecida Alves, Eduardo G. Gonçalves, além das merendeiras mencionadas nos anexos da documentação.
Dezenas de escolas mantém “padrão” negativo para os estudantes em MT
Hebert Almeida
Redação 24 Horas News
É impossível exigir qualidade no ensino em estabelecimentos de ensino cuja estrutura se assemelha muito com a de uma prisão, com paredes sujas, mal cuidadas, iluminação precária, falta de equipamentos adequados, entre outros. O problema não é novo e já faz parte da rotina. Na verdade, de um padrão negativo indesejável: Todos os anos, aparece com grande intensidade e coloca o poder público em xeque. Em greve, os professores abriram um relatório parcial da situação.
As escolas foram estadualizadas em 2009 para que o problema fosse resolvido, já que as obras foram interditadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) por supostas irregularidades. As novas escolas são financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e deveriam ter sido entregues no final de 2008.
Já os alunos da escola Santo Antônio não têm para onde fugir, pois o novo prédio sequer possui teto. Quando chove ou o vento fica mais forte, eles são levados a um barracão da comunidade local, para que possam continuar as aulas. Cada uma das instituições atende cerca de 300 estudantes da zona rural de Confresa. Como as obras são do governo federal, fica ainda mais difícil uma intervenção das esferas municipal e estadual.
Nas escolas Sol Nascente e Santo Antônio, em Confresa, no Norte Araguaia de Mato Grosso, a situação é tratada como sendo de “calamidade pública” porque está colocando em risco a vida dos alunos. Na verdade, são dois barracões que funcionam de forma improvisada há mais de quatro anos a espera de reformas que estão paralisadas. O caso denunciado esta semana, no entanto, é apenas um entre muitos.
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público informou ter recebido denuncias também com relação à Escola Santa Elvira, no município de Santa Elvira; Distrito de Selma, em Jaciara; Barra do Bugres e Alta Floresta, entre outros. Na Escola Nilo Póvoas, em Cuiabá, uma das maiores da cidade a cozinha está em péssimas condições. De acordo com a secretária-geral do Sintep e presidente do Conselho Estadual de Alimentação Escolar (CEAE-MT), Vânia Miranda, as cozinhas de pelo menos 16 escolas não apresentam condições mínimas para funcionamento. "Inclusive, o Conselho já encaminhou esta relação à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para as providências necessárias", ressalta.
- Escola Estadual Celestino Corrêa da Costa/ Município de Jaciara
- Escola Estadual Irmã Miguelina Corso/ Município de S.Pedro da Cipa
- Escola Estadual Santa Elvira/ Município de Jucimeira.
- Escola Estadual Wellington Flaviano Coelho/ Assentamento Marcio Pereira/ São José do Povo
- Escola Estadual José de Alencar/ Distrito de Cachoeira da fumaça, Novo São Joaquim
- Escola Estadual Mario Duílio Evaristo Henry/ Assentamento Sadia/ Município de Cáceres
- Escola Estadual Vila Rica/ Município de Vila Rica
- Escola Estadual Luciene Cardoso de Oliveira/ Município de Peixoto de Azevedo
- Escola Estadual Lucas Auxilio Toniazo/ Município de Terra Nova do Norte
- Escola Estadual 12 de Abril/ Município de Terra Nova do Norte
- Escola Estadual José Alves Bezerra/ Município de Porto dos Gaúchos
- Escola Estadual Ariosto da Riva/ Município de Alta Floresta
- Escola Estadual Arlinda Pessoa Norbeek/ Município de Alto Araguaia
- Escola Estadual Tancredo Almeida Neves/ Município de São Felix do Araguaia
- Escola Estadual Coutinho União/ Município de Querência
- Escola Estadual Humberto Castelo Branco/ Município de Luciara.
Redação 24 Horas News
É impossível exigir qualidade no ensino em estabelecimentos de ensino cuja estrutura se assemelha muito com a de uma prisão, com paredes sujas, mal cuidadas, iluminação precária, falta de equipamentos adequados, entre outros. O problema não é novo e já faz parte da rotina. Na verdade, de um padrão negativo indesejável: Todos os anos, aparece com grande intensidade e coloca o poder público em xeque. Em greve, os professores abriram um relatório parcial da situação.
As escolas foram estadualizadas em 2009 para que o problema fosse resolvido, já que as obras foram interditadas pela Controladoria-Geral da União (CGU) por supostas irregularidades. As novas escolas são financiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal e deveriam ter sido entregues no final de 2008.
Já os alunos da escola Santo Antônio não têm para onde fugir, pois o novo prédio sequer possui teto. Quando chove ou o vento fica mais forte, eles são levados a um barracão da comunidade local, para que possam continuar as aulas. Cada uma das instituições atende cerca de 300 estudantes da zona rural de Confresa. Como as obras são do governo federal, fica ainda mais difícil uma intervenção das esferas municipal e estadual.
Nas escolas Sol Nascente e Santo Antônio, em Confresa, no Norte Araguaia de Mato Grosso, a situação é tratada como sendo de “calamidade pública” porque está colocando em risco a vida dos alunos. Na verdade, são dois barracões que funcionam de forma improvisada há mais de quatro anos a espera de reformas que estão paralisadas. O caso denunciado esta semana, no entanto, é apenas um entre muitos.
O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público informou ter recebido denuncias também com relação à Escola Santa Elvira, no município de Santa Elvira; Distrito de Selma, em Jaciara; Barra do Bugres e Alta Floresta, entre outros. Na Escola Nilo Póvoas, em Cuiabá, uma das maiores da cidade a cozinha está em péssimas condições. De acordo com a secretária-geral do Sintep e presidente do Conselho Estadual de Alimentação Escolar (CEAE-MT), Vânia Miranda, as cozinhas de pelo menos 16 escolas não apresentam condições mínimas para funcionamento. "Inclusive, o Conselho já encaminhou esta relação à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) para as providências necessárias", ressalta.
- Escola Estadual Celestino Corrêa da Costa/ Município de Jaciara
- Escola Estadual Irmã Miguelina Corso/ Município de S.Pedro da Cipa
- Escola Estadual Santa Elvira/ Município de Jucimeira.
- Escola Estadual Wellington Flaviano Coelho/ Assentamento Marcio Pereira/ São José do Povo
- Escola Estadual José de Alencar/ Distrito de Cachoeira da fumaça, Novo São Joaquim
- Escola Estadual Mario Duílio Evaristo Henry/ Assentamento Sadia/ Município de Cáceres
- Escola Estadual Vila Rica/ Município de Vila Rica
- Escola Estadual Luciene Cardoso de Oliveira/ Município de Peixoto de Azevedo
- Escola Estadual Lucas Auxilio Toniazo/ Município de Terra Nova do Norte
- Escola Estadual 12 de Abril/ Município de Terra Nova do Norte
- Escola Estadual José Alves Bezerra/ Município de Porto dos Gaúchos
- Escola Estadual Ariosto da Riva/ Município de Alta Floresta
- Escola Estadual Arlinda Pessoa Norbeek/ Município de Alto Araguaia
- Escola Estadual Tancredo Almeida Neves/ Município de São Felix do Araguaia
- Escola Estadual Coutinho União/ Município de Querência
- Escola Estadual Humberto Castelo Branco/ Município de Luciara.
A greve na Educação
Bruno Boaventura.
As aulas nas salas pararão, mas as aulas práticas de cidadania se iniciarão, é a greve de toda a rede pública de Mato Grosso que começará no próximo dia 6.
Não se trata de crianças sem aula, não se trata de atrapalhar a rotina de ninguém. Não culpem os profissionais da Educação pela greve, pela falta de giz, pelo buraco no teto, pela cadeira estrambelhada, pela merenda azeda, pela droga na escola, pela ...???
A greve é para fazer valer a máxima, de que a Educação pública de qualidade, de que o nosso país necessita, somos nós, é uma luta de todos nós. Diria a sua antiga professora de português, aquela que ensinou a conjugar: “é nós, primeira pessoa do plural. Os sujeitos são: eu, professora e você, cidadão, juntos conjugando o verbo luta não no futuro mais que perfeito, mas sim no tempo presente.”
A prioridade da Educação é a retórica tão comum nos discursos políticos e institucionais, mas quem realmente apoia? Aonde estão os planejadores públicos que comprovam a priorização da Educação? O professor de História já dizia em suas aulas polêmicas: “não se esqueçam, Dom Pedro I já prometia e não cumpria. Aos escravos só restava o sofrimento da senzala.”
São os números que apontam, e desta vez não enganam, que este discurso é esvaziado na prática institucional em todas as esferas. É simples, tudo era cartesianamente simples para a professora de matemática: “Se 25% dos valores que o Estado arrecada não são aplicados na Educação como deveria, é lógico concluir que 35% então nem se fala.”
O respeito que todos temos pelo professor, pela merendeira, pelo vigilante, por todos os profissionais que fazem a Educação não pode ser uma retórica nem política e nem de saudosismo puro. Tem que ser realidade e tem que ser agora.
É a greve, este meio assegurado pela Constituição Federal, que fará novamente retumbar aos ouvidos moucos de que a prioridade social que necessitamos é a Educação. Posso afirmar não há ilegalidade, e não haverá corte de pontos.
O tecnicismo burocrático como sempre falará em “ausência de disponibilidade financeira”, mas se falta dinheiro para a prioridade que é a Educação como então sobra para erguer um gigante elefante verde chamado Arena Pantanal, ou para pagar pensões de ex-governadores.
Evidentemente existe um transtorno na vida das famílias das crianças que ficarão sem escola. Mesmo sem culpa, estas famílias têm a responsabilidade de fazer entender à sociedade de que não são os grevistas os culpados, a culpa é dos CORRUPTOS.
O professor que luta por um piso salarial mínimo de R$ 1.312,00 não é o corruptor desta história. Não é a merendeira que desfaz a educação como prioridade de vida. Tão pouco é o vigilante, o assoberbado de privilégios.
O cidadão que lê este texto e não é professor, não é o corrupto, não é o pai da criança da escola pública, e acredita que nada tem a ver com esta história fica a lição do professor de literatura: “A moral desta história é para apreendermos a sermos cidadãos. Se você paga impostos, mas nada é feito, é porque alguém está roubando, ou você não faz nada ou vai a luta.”
As aulas nas salas pararão, mas as aulas práticas de cidadania se iniciarão, é a greve de toda a rede pública de Mato Grosso que começará no próximo dia 6.
Não se trata de crianças sem aula, não se trata de atrapalhar a rotina de ninguém. Não culpem os profissionais da Educação pela greve, pela falta de giz, pelo buraco no teto, pela cadeira estrambelhada, pela merenda azeda, pela droga na escola, pela ...???
A greve é para fazer valer a máxima, de que a Educação pública de qualidade, de que o nosso país necessita, somos nós, é uma luta de todos nós. Diria a sua antiga professora de português, aquela que ensinou a conjugar: “é nós, primeira pessoa do plural. Os sujeitos são: eu, professora e você, cidadão, juntos conjugando o verbo luta não no futuro mais que perfeito, mas sim no tempo presente.”
A prioridade da Educação é a retórica tão comum nos discursos políticos e institucionais, mas quem realmente apoia? Aonde estão os planejadores públicos que comprovam a priorização da Educação? O professor de História já dizia em suas aulas polêmicas: “não se esqueçam, Dom Pedro I já prometia e não cumpria. Aos escravos só restava o sofrimento da senzala.”
São os números que apontam, e desta vez não enganam, que este discurso é esvaziado na prática institucional em todas as esferas. É simples, tudo era cartesianamente simples para a professora de matemática: “Se 25% dos valores que o Estado arrecada não são aplicados na Educação como deveria, é lógico concluir que 35% então nem se fala.”
O respeito que todos temos pelo professor, pela merendeira, pelo vigilante, por todos os profissionais que fazem a Educação não pode ser uma retórica nem política e nem de saudosismo puro. Tem que ser realidade e tem que ser agora.
É a greve, este meio assegurado pela Constituição Federal, que fará novamente retumbar aos ouvidos moucos de que a prioridade social que necessitamos é a Educação. Posso afirmar não há ilegalidade, e não haverá corte de pontos.
O tecnicismo burocrático como sempre falará em “ausência de disponibilidade financeira”, mas se falta dinheiro para a prioridade que é a Educação como então sobra para erguer um gigante elefante verde chamado Arena Pantanal, ou para pagar pensões de ex-governadores.
Evidentemente existe um transtorno na vida das famílias das crianças que ficarão sem escola. Mesmo sem culpa, estas famílias têm a responsabilidade de fazer entender à sociedade de que não são os grevistas os culpados, a culpa é dos CORRUPTOS.
O professor que luta por um piso salarial mínimo de R$ 1.312,00 não é o corruptor desta história. Não é a merendeira que desfaz a educação como prioridade de vida. Tão pouco é o vigilante, o assoberbado de privilégios.
O cidadão que lê este texto e não é professor, não é o corrupto, não é o pai da criança da escola pública, e acredita que nada tem a ver com esta história fica a lição do professor de literatura: “A moral desta história é para apreendermos a sermos cidadãos. Se você paga impostos, mas nada é feito, é porque alguém está roubando, ou você não faz nada ou vai a luta.”
MT- Autoridades abraçam causa contra trabalho infantil
Da Redação
Autoridades da área educacional e de instituições de promoção da cidadania assinaram na manhã deste sábado em Cuiabá um compromisso contra o trabalho infantil.
Na próxima segunda-feira (13), às 8 horas, haverá outra ação de sensibilização sobre o tema com um seminário no Senai Porto, em Cuiabá.
Os signatários do ato simbólico em um painel foram o superintendente de Trabalho e Emprego de Mato Grosso, Valdiney Arruda; o deputado federal Valtenir Pereira (PSB-MT); os secretários adjuntos estaduais de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), José Rodrigues, e de Agricultura e Desenvolvimento Familiar, Jilson Francisco; a representante da OAB-MT, Rosarinha Bastos; do Sintep, Silvana Silva; da UFMT, Hildebrando Daltro; os secretários de Assistência Social de Cuiabá, Mário Lúcio, e de Várzea Grande, Isabela Guimarães; a representante da Secretaria de Educação e Cultura de Cuiabá, Aglaé Gollin; o superintendente do Sesi-MT, José Carlos Dorte; e os representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antonio Carlos, e presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente (CEDCA), Benildes Firmo.
O ato ocorreu na manhã deste sábado no Ginásio de Esportes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), quando também foram realizadas gincanas para alunos da rede privada e pública do Ensino Fundamental e apresentações culturais, como danças típicas.
Autoridades da área educacional e de instituições de promoção da cidadania assinaram na manhã deste sábado em Cuiabá um compromisso contra o trabalho infantil.
Na próxima segunda-feira (13), às 8 horas, haverá outra ação de sensibilização sobre o tema com um seminário no Senai Porto, em Cuiabá.
Os signatários do ato simbólico em um painel foram o superintendente de Trabalho e Emprego de Mato Grosso, Valdiney Arruda; o deputado federal Valtenir Pereira (PSB-MT); os secretários adjuntos estaduais de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs), José Rodrigues, e de Agricultura e Desenvolvimento Familiar, Jilson Francisco; a representante da OAB-MT, Rosarinha Bastos; do Sintep, Silvana Silva; da UFMT, Hildebrando Daltro; os secretários de Assistência Social de Cuiabá, Mário Lúcio, e de Várzea Grande, Isabela Guimarães; a representante da Secretaria de Educação e Cultura de Cuiabá, Aglaé Gollin; o superintendente do Sesi-MT, José Carlos Dorte; e os representantes da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Antonio Carlos, e presidente do Conselho Estadual de Defesa da Criança e Adolescente (CEDCA), Benildes Firmo.
O ato ocorreu na manhã deste sábado no Ginásio de Esportes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), quando também foram realizadas gincanas para alunos da rede privada e pública do Ensino Fundamental e apresentações culturais, como danças típicas.
Amostras de granito integram o Atlas de Rochas
Da Redação
www.olhardireto.com.br
Após dois anos em campo fazendo levantamento de amostras, o Governo do Estado por meio da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), vinculada a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) tem uma perspectiva do potencial de granito na região de Alta Floresta. Das 20 amostras que foram para análise de qualidade física e tecnológica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (ITP), em São Paulo, 18 estarão no Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia, previsto para publicação em julho, pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
O Atlas apresentará desde o afloramento da rocha ao estágio polido, dando um ideia de como é a espécie. A análise química e física serve para averiguar em que área o granito pode ser usado, se em revestimento, calçamento interno e externo ou outros. As 18 amostras serão identificadas com nome e Estado de origem. “É importante catalogar porque Alta Floresta tem polo graniteiro. Agora o próximo passo é levantar o potencial de reservas”, disse José Gimenes Via Filho, geólogo da Metamat.
O Catálogo de Rochas Ornamentais de Mato Grosso é um trabalho que vem sendo defendido pela equipe da Metamat. “Existem outras ocorrências, além da região de Alta Floresta, que precisam ser catalogadas. Entre elas, em Confresa, Rio Branco, Araputanga, Pontes e Lacerda, no Sudoeste do Estado, enfim, só depois de apresentado esse potencial o Estado tem fortes indícios para atrair empresas dispostas a investirem no setor. Atualmente o granito comercializado em Mato Grosso vem de outros Estados”, comparou José Augusto Cavalcante, geólogo da Metamat que atua na pesquisa.
A pesquisa de amostras é liderada pela CPRM com apoio dos geólogos da Metamat, que desenvolvem o Projeto relacionado às Rochas Ornamentais, com previsão de ser expandido para outras regiões. Ressalta-se que a descoberta das rochas é consequência do trabalho com os paralelepípedos, (granitos) que vem sendo executado em Alta Floresta, incluindo o calçamento da prefeitura.
“O investidor vem para explorar minério se souber que há reservas. Muitas das descobertas são instigadas pela curiosidade, o importante é identificar o volume da rocha, a coloração e se é diferente do que é apresentado no mercado. O trabalho é para descobrir as peculiaridades de Mato Grosso, que têm rochas exóticas como as denominadas Esmeralda da Amazônia, Carmim da Amazônia, Camaiurá, Bordô Japuranã, entre tantas outras espécies”, pontuou José Gimenes.
Conforme os geólogos da Metamat existe um trabalho em andamento e estima-se que outros dois anos de pesquisa sejam necessários para a conclusão sobre Rochas Ornamentais de Mato Grosso.
O granito tem consumo cativo entre os chineses, italianos e árabes. Portanto, são países importadores em potencial.
CATÁLOGO ANTIGO
Em 1998 uma equipe de profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (Ufmt), Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Metais de Goiás (Metago), Departamento Nacional de Produção Mineral e da Toucan Gold Co (corporação internacional), elaboraram um Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado de Mato Grosso, através do Ministério de Minas e Energia, sob coordenação do 12º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral de Mato Grosso (DNPM-MT).
O trabalho reúne contexto geológico de dezessete variedades de rochas para uso ornamental. Trazia à tona, à época (1998), mais uma riqueza mineral do subsolo mato-grossense, já reconhecido nacionalmente como um dos maiores produtores de ouro, diamante e da maior fonte de água mineral natural do Planeta cadastrada.
Agora, com estudos e descobertas de novas rochas, somente na região de Alta Floresta 18 foram testadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (ITP), de São Paulo, a ideia é elaborar um Catálogo atualizado apresentando as diversas amostras e regiões onde se encontram.
As informações são da assessoria.
www.olhardireto.com.br
Após dois anos em campo fazendo levantamento de amostras, o Governo do Estado por meio da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), vinculada a Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia (Sicme) tem uma perspectiva do potencial de granito na região de Alta Floresta. Das 20 amostras que foram para análise de qualidade física e tecnológica do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (ITP), em São Paulo, 18 estarão no Atlas de Rochas Ornamentais da Amazônia, previsto para publicação em julho, pela Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), vinculada ao Ministério de Minas e Energia.
O Atlas apresentará desde o afloramento da rocha ao estágio polido, dando um ideia de como é a espécie. A análise química e física serve para averiguar em que área o granito pode ser usado, se em revestimento, calçamento interno e externo ou outros. As 18 amostras serão identificadas com nome e Estado de origem. “É importante catalogar porque Alta Floresta tem polo graniteiro. Agora o próximo passo é levantar o potencial de reservas”, disse José Gimenes Via Filho, geólogo da Metamat.
O Catálogo de Rochas Ornamentais de Mato Grosso é um trabalho que vem sendo defendido pela equipe da Metamat. “Existem outras ocorrências, além da região de Alta Floresta, que precisam ser catalogadas. Entre elas, em Confresa, Rio Branco, Araputanga, Pontes e Lacerda, no Sudoeste do Estado, enfim, só depois de apresentado esse potencial o Estado tem fortes indícios para atrair empresas dispostas a investirem no setor. Atualmente o granito comercializado em Mato Grosso vem de outros Estados”, comparou José Augusto Cavalcante, geólogo da Metamat que atua na pesquisa.
A pesquisa de amostras é liderada pela CPRM com apoio dos geólogos da Metamat, que desenvolvem o Projeto relacionado às Rochas Ornamentais, com previsão de ser expandido para outras regiões. Ressalta-se que a descoberta das rochas é consequência do trabalho com os paralelepípedos, (granitos) que vem sendo executado em Alta Floresta, incluindo o calçamento da prefeitura.
“O investidor vem para explorar minério se souber que há reservas. Muitas das descobertas são instigadas pela curiosidade, o importante é identificar o volume da rocha, a coloração e se é diferente do que é apresentado no mercado. O trabalho é para descobrir as peculiaridades de Mato Grosso, que têm rochas exóticas como as denominadas Esmeralda da Amazônia, Carmim da Amazônia, Camaiurá, Bordô Japuranã, entre tantas outras espécies”, pontuou José Gimenes.
Conforme os geólogos da Metamat existe um trabalho em andamento e estima-se que outros dois anos de pesquisa sejam necessários para a conclusão sobre Rochas Ornamentais de Mato Grosso.
O granito tem consumo cativo entre os chineses, italianos e árabes. Portanto, são países importadores em potencial.
CATÁLOGO ANTIGO
Em 1998 uma equipe de profissionais da Universidade Federal de Mato Grosso (Ufmt), Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat), Metais de Goiás (Metago), Departamento Nacional de Produção Mineral e da Toucan Gold Co (corporação internacional), elaboraram um Catálogo de Rochas Ornamentais do Estado de Mato Grosso, através do Ministério de Minas e Energia, sob coordenação do 12º Distrito do Departamento Nacional de Produção Mineral de Mato Grosso (DNPM-MT).
O trabalho reúne contexto geológico de dezessete variedades de rochas para uso ornamental. Trazia à tona, à época (1998), mais uma riqueza mineral do subsolo mato-grossense, já reconhecido nacionalmente como um dos maiores produtores de ouro, diamante e da maior fonte de água mineral natural do Planeta cadastrada.
Agora, com estudos e descobertas de novas rochas, somente na região de Alta Floresta 18 foram testadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (ITP), de São Paulo, a ideia é elaborar um Catálogo atualizado apresentando as diversas amostras e regiões onde se encontram.
As informações são da assessoria.
Circo: No palco da história
Comemora-se o Dia do Circo em 27 de março, numa homenagem ao palhaço brasileiro Piolin, que nasceu nessa data, no ano de 1897, na cidade de Ribeirão Preto, São Paulo.
Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.
Como surgiu o circo?
É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5.000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.
Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.
Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços. Anos mais tarde, desenhos de malabaristas e paradistas foram identificados nas pirâmides do Egito, local onde se consolidou também a profissão de domador. Os desfiles militares, promovidos pelos faraós, se tornaram palco das grandes exibições de criaturas ferozes. Já países como Índia e Grécia foram responsáveis por trazer os números de contorção, saltos, além dos palhaços, naquela época conhecidos como sátiros.
No palco da história
Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.
Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.
Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas.
Na Idade Média, vários artistas saltimbancos vagueavam pelas cidades demonstrando suas habilidades ao ar livre em troca de algumas contribuições.
O circo moderno
O circo de lona é uma invenção bem mais recente. Philip Astley, um jovem suboficial inglês – perito cavaleiro -, descobriu, na Londres de 1770, que permanecer de pé sobre seu cavalo enquanto o animal galopava em círculos o ajudaria a manter o equilíbrio em função da força centrífuga. Estava criado o picadeiro.
O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços.
O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.
Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias. Ele foi primeiro a sistematizar a idéia do circo como um show de variedades assistido por um público pagante. Em 1768, ele criou um espaço onde, acompanhado por um tocador de tambor, apresentava um número de acrobacia com cavalos. Nesse período, o crescimento das populações urbanas garantiu um bom número de espectadores ao seu espetáculo.
Com a expansão de seu empreendimento, Astley passou a contar com vários outros artistas. Dado o sucesso de suas atrações, sua companhia passou a apresentar-se em Paris. Nessa época, o domador Antoine Franconi ingressou na companhia de Astley. A instabilidade causada com os arroubos da Revolução Francesa, em 1789, forçou Astley a abandonar a França. Com isso, Franconi se tornou um dos maiores circenses da França. Com o passar do tempo, a tradição itinerante dos artistas circenses motivou a expansão das companhias de circo.
No século XIX, o primeiro circo atravessou o oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos. O equilibrista britânico Thomas Taplin Cooke chegava com seu conjunto de artistas na cidade de Nova Iorque. Com o passar dos anos, sua companhia transformou-se em uma grande família circense que, ao longo de gerações, disseminou o circo pelos Estados Unidos.
A grande estrutura envolvendo o espetáculo circense, trouxe o desenvolvimento de novas tecnologias ao mundo do circo. As constantes mudanças de cidade em cidade incentivaram a criação de técnicas logísticas que facilitavam o deslocamento dos espetáculos. Tais técnicas, devido sua grande eficácia, chegaram a despertar o interesse dos altos escalões militares que se preparavam para os conflitos da Primeira Guerra Mundial.
Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.
Quando o circo chegou ao Brasil
No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.
Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.
Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.
O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.
Circo contemporâneo
Circo contemporâneo é o que se aprende na escola. Fenômeno conseqüente das mudanças de valores na sociedade e suas novas necessidades. Grande parte dos profissionais do circo mandaram seus filhos para a universidade, fazendo com que as novas gerações da lona trabalhem mais na administração.
Em fins dos anos 70, começam a aparecer as primeiras escolas de circo, no mundo inteiro. Na França, a primeira a surgir foi a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini, em 1979, com o apoio do governo francês.
No Canadá, artistas performáticos têm aulas com ginastas e, em 1981, é criada uma escola de circo para atender à necessidade desses novos acrobatas.
Interessante lembrarmos, no entanto, que essa importância que o circo assume no mundo capitalista já era cultivada na ex-URSS, desde a década de 20. Data de 1921 a criação de uma escola de circo na União Soviética, que coloca o circo no patamar de arte, com inovação dos temas e das formas de apresentação.
Escolas e Grupos brasileiros
No Brasil, a primeira escola de circo foi criada em São Paulo, em 1977, com o nome de Piolin (que é também o nome de um grande palhaço brasileiro). Funcionava no estádio do Pacaembu.
No Rio de Janeiro, surge em 1982 a Escola Nacional de Circo, abrindo oportunidades para jovens de todas as classes e vindos de diferentes regiões do país. Eles aprendem as novas técnicas circenses e, uma vez formados, montam seus próprios grupos ou vão trabalhar no exterior.
São muitos os grupos espalhados pelo Brasil afora. Citamos a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli e a Nau de Ícaros.
Nossos palhaços
Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.
"Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais."
Carequinha
Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.
"O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer"
Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer
No Brasil o dia 10 de dezembro é o Dia do Palhaço.
Considerado por todos que o assistiram como um grande palhaço, se destacava pela enorme criatividade cômica e pela habilidade como ginasta e equilibrista. Seus contemporâneos diziam que ele era o pai de todos os que, de cara pintada e colarinho alto, sabiam fazer o povo rir.
Como surgiu o circo?
É praticamente impossível determinar uma data específica de quando ou como as práticas circenses começaram. Mas pode-se apostar que elas se iniciaram na China, onde foram encontradas pinturas de 5.000 anos, com figuras de acrobatas, contorcionistas e equilibristas. Esses movimentos faziam parte dos exercícios de treinamento dos guerreiros e, aos poucos, a esses movimentos foram acrescentadas a graça e a harmonia.
Conta-se ainda que no ano 108 a.C aconteceu uma enorme celebração para dar as boas-vindas a estrangeiros recém-chegados em terras chinesas. Na festa, houve demonstrações geniais de acrobacias. A partir de então, o imperador ordenou que sempre se realizassem eventos dessa ordem. Uma vez ao ano, pelo menos.
Na Índia, o contorcionismo e o salto são parte integrante dos espetáculos sagrados. Na Grécia, a contorção era uma modalidade olímpica, enquanto os sátiros já faziam o povo rir, numa espécie de precursão aos palhaços. Anos mais tarde, desenhos de malabaristas e paradistas foram identificados nas pirâmides do Egito, local onde se consolidou também a profissão de domador. Os desfiles militares, promovidos pelos faraós, se tornaram palco das grandes exibições de criaturas ferozes. Já países como Índia e Grécia foram responsáveis por trazer os números de contorção, saltos, além dos palhaços, naquela época conhecidos como sátiros.
No palco da história
Por volta do ano 70 a.C, surgiu o Circo Máximo de Roma, que um incêndio destruiu totalmente, causando grande comoção. Tempos depois, no ano 40 a.C, construíram no mesmo lugar o Coliseu, com capacidade para 87 mil pessoas. No local, havia apresentações de engolidores de fogo, gladiadores e espécies exóticas de animais.
Com a perseguição aos seguidores de Cristo, entre os anos 54 e 68 d.C, esses lugares passaram a ser usados para demonstrações de força: os cristãos eram lançados aos leões, para serem devorados diante do público.
Os artistas procuraram, então, as praças, feiras ou entradas de igrejas para apresentarem às pessoas seus malabarismos e mágicas.
Na Idade Média, vários artistas saltimbancos vagueavam pelas cidades demonstrando suas habilidades ao ar livre em troca de algumas contribuições.
O circo moderno
O circo de lona é uma invenção bem mais recente. Philip Astley, um jovem suboficial inglês – perito cavaleiro -, descobriu, na Londres de 1770, que permanecer de pé sobre seu cavalo enquanto o animal galopava em círculos o ajudaria a manter o equilíbrio em função da força centrífuga. Estava criado o picadeiro.
O anfiteatro tinha um picadeiro com uma arquibancada próxima e sua atração principal era um espetáculo com cavalos. O oficial percebeu, no entanto, que só aquela atração de cunho militar não segurava o público e passou a incrementá-la com saltimbancos, equilibristas e palhaços.
O palhaço do lugar era um soldado, que entrava montado ao contrário e fazia mil peripécias. O sucesso foi tanto, que adaptaram novas situações.
Era o próprio oficial Astley quem apresentava o show, vindo daí a figura do mestre de cerimônias. Ele foi primeiro a sistematizar a idéia do circo como um show de variedades assistido por um público pagante. Em 1768, ele criou um espaço onde, acompanhado por um tocador de tambor, apresentava um número de acrobacia com cavalos. Nesse período, o crescimento das populações urbanas garantiu um bom número de espectadores ao seu espetáculo.
Com a expansão de seu empreendimento, Astley passou a contar com vários outros artistas. Dado o sucesso de suas atrações, sua companhia passou a apresentar-se em Paris. Nessa época, o domador Antoine Franconi ingressou na companhia de Astley. A instabilidade causada com os arroubos da Revolução Francesa, em 1789, forçou Astley a abandonar a França. Com isso, Franconi se tornou um dos maiores circenses da França. Com o passar do tempo, a tradição itinerante dos artistas circenses motivou a expansão das companhias de circo.
No século XIX, o primeiro circo atravessou o oceano Atlântico e chegou aos Estados Unidos. O equilibrista britânico Thomas Taplin Cooke chegava com seu conjunto de artistas na cidade de Nova Iorque. Com o passar dos anos, sua companhia transformou-se em uma grande família circense que, ao longo de gerações, disseminou o circo pelos Estados Unidos.
A grande estrutura envolvendo o espetáculo circense, trouxe o desenvolvimento de novas tecnologias ao mundo do circo. As constantes mudanças de cidade em cidade incentivaram a criação de técnicas logísticas que facilitavam o deslocamento dos espetáculos. Tais técnicas, devido sua grande eficácia, chegaram a despertar o interesse dos altos escalões militares que se preparavam para os conflitos da Primeira Guerra Mundial.
Ainda na Europa do século XVIII, grupos de saltimbancos se exibiam na França, Espanha, Inglaterra, mostrando suas habilidades em simulações de combates e na equitação.
Quando o circo chegou ao Brasil
No Brasil, a história do circo está muito ligada à trajetória dos ciganos em nossa terra, uma vez que, na Europa do século dezoito, eles eram perseguidos. Aqui, andando de cidade em cidade e mais à vontade em suas tendas, aproveitavam as festas religiosas para exibirem sua destreza com os cavalos e seu talento ilusionista.
Procuravam adaptar suas apresentações ao gosto do público de cada localidade e o que não agradava era imediatamente tirado do programa.
Mas o circo com suas características itinerantes aparece no Brasil no final do século XIX. Instalando-se nas periferias das cidades, visava às classes populares e tinha no palhaço o seu principal personagem. Do sucesso dessa figura dependia, geralmente, o sucesso do circo.
O palhaço brasileiro, por sua vez, adquiriu características próprias. Ao contrário do europeu, que se comunicava mais pela mímica, o brasileiro era falante, malandro, conquistador e possuía dons musicais: cantava ou tocava instrumentos.
Circo contemporâneo
Circo contemporâneo é o que se aprende na escola. Fenômeno conseqüente das mudanças de valores na sociedade e suas novas necessidades. Grande parte dos profissionais do circo mandaram seus filhos para a universidade, fazendo com que as novas gerações da lona trabalhem mais na administração.
Em fins dos anos 70, começam a aparecer as primeiras escolas de circo, no mundo inteiro. Na França, a primeira a surgir foi a Escola Nacional de Circo Annie Fratellini, em 1979, com o apoio do governo francês.
No Canadá, artistas performáticos têm aulas com ginastas e, em 1981, é criada uma escola de circo para atender à necessidade desses novos acrobatas.
Interessante lembrarmos, no entanto, que essa importância que o circo assume no mundo capitalista já era cultivada na ex-URSS, desde a década de 20. Data de 1921 a criação de uma escola de circo na União Soviética, que coloca o circo no patamar de arte, com inovação dos temas e das formas de apresentação.
Escolas e Grupos brasileiros
No Brasil, a primeira escola de circo foi criada em São Paulo, em 1977, com o nome de Piolin (que é também o nome de um grande palhaço brasileiro). Funcionava no estádio do Pacaembu.
No Rio de Janeiro, surge em 1982 a Escola Nacional de Circo, abrindo oportunidades para jovens de todas as classes e vindos de diferentes regiões do país. Eles aprendem as novas técnicas circenses e, uma vez formados, montam seus próprios grupos ou vão trabalhar no exterior.
São muitos os grupos espalhados pelo Brasil afora. Citamos a Intrépida Trupe, os Acrobáticos Fratelli e a Nau de Ícaros.
Nossos palhaços
Carequinha, "o palhaço mais conhecido do Brasil" - ele mesmo se intitula assim - diz que os melhores palhaços que ele conheceu na vida foram Piolin, Arrelia e Chicarrão. Essa notoriedade de George Savalla Gomes, seu verdadeiro nome, se deve muito à TV. Comandou programas de televisão, gravou vários discos, e soube tirar dessa mídia o melhor proveito. A TV, para ele, não acabou nem vai acabar nunca com o circo. Segundo Carequinha, o circo é imortal.
"Sou contra circo que tem animais. Não gosto. O circo comum, sem animais, agrada muito mais."
Carequinha
Denominado o "Rei dos Palhaços", o senhor Abelardo Pinto morreu em 1973 e era conhecido no meio circense e no Brasil como o palhaço Piolin (era magro feito um barbante e daí a origem do apelido). Como Carequinha, Piolin trabalhou em circo desde sempre. Admirado pela intelectualidade brasileira, participou ativamente de vários movimentos artísticos, entre eles, a Semana de Arte Moderna de 1922.
"O circo não tem futuro, mas nós, ligados a ele, temos que batalhar para essa instituição não perecer"
Frase dita por Piolin, pouco antes de morrer
No Brasil o dia 10 de dezembro é o Dia do Palhaço.
Dia da Educação
João da Costa Vital
Na próxima segunda-feira - 25 de abril - é comemorado o Dia da Educação. Há o que comemorar? A data, certamente, tem lá seus motivos de comemoração, tal como a redução do analfabetismo nos últimos 15 anos - governos de FHC e Lula - e a classificação do nosso país com a nota 4,5 do ensino básico, um pouco distante dos chamados países desenvolvidos onde a média é nota 6,0. Mas já caminhamos bem nos últimos anos. Por outro lado, porém, há muito a ser refletido sobre os caminhos da Educação no Brasil.
A humanidade está inserida num processo acelerado de mudanças. Estamos vivendo uma era onde a Educação e a informação têm papel central. Houve um aumento na velocidade da produção do conhecimento que, por sinal, se espalha aos quatro cantos do mundo. No mundo pós-moderno, uma teoria verdadeira não é mais do que uma hipótese que resistiu, até o momento, a todo esforço. Para refutá-la; leis físicas tão-somente traduzem no Brasil, na verdade, apenas no campo das possibilidades ou probabilidades de propiciar a universalização da Educação. Não é real, palpável. Com o crescimento econômico experimentado no governo Lula, empresas industriais e de prestação de serviços de alta sofisticação tem buscado técnicos de outros países, pois a Educação no Brasil se preocupa com quantidade e não qualidade. Ambas são necessárias a um País que busca competitividade.
A escola, no Brasil, precisa acompanhar a velocidade com que avança o conhecimento, a tecnologia e a economia no mundo. O governo brasileiro precisa assumir a responsabilidade com a construção de um país onde não haja ruptura da espécie humana. Os ensinos básico e médio públicos é uma necessidade social imediata. Para elevar o nível cultural da população, o investimento em Educação tem que ser mais equitativa. Se gasta muito com as instituições de ensino superior e de menos com o ensino básico. As deficiências, portanto, não se devam exatamente à sempre alegada falta de verbas, mas, sim, a um conjunto de fatores, incluindo-se a falta de competente planejamento para gastá-la bem. O Brasil é o segundo país do mundo que, nos últimos 16 anos, mais investe em educação proporcionalmente aos gastos totais do governo, ficando atrás do México e à frente até dos EUA.
É notório de que uma área em que temos piorado muito é em educação básica.
Há quarenta anos a escola pública tinha uma qualidade muito superior à que se apresenta nos dias atuais. O problema, à época, era o inverso de hoje - a quantidade -, mas a qualidade da formação era, indubitavelmente, mais elevada. Lembro-me que tive colegas na escola pública que iam descalços para as aulas, pois suas famílias não tinham recursos. Hoje, graças ao ensino público básico de qualidade daquela época, aqueles meninos pobres se formaram médicos, advogados, e moram em condomínios fechados de luxo.
Não seria exagero dizer que são raros os ângulos de análise que permitam uma visão animadora do cenário e dos rumos da educação brasileira. O poder público precisa investir mais na educação básica, sem isso não haverá qualidade de profissionais de nível superior, impossibilitando-se a criação de capital humano apto a sustentar o desenvolvimento do Brasil.
João da Costa Vital é contador, pedagogo, jornalista e analista político. Escreve em A Gazeta às quartas-feiras. E-mail: joaocvital@pop.com.br
Na próxima segunda-feira - 25 de abril - é comemorado o Dia da Educação. Há o que comemorar? A data, certamente, tem lá seus motivos de comemoração, tal como a redução do analfabetismo nos últimos 15 anos - governos de FHC e Lula - e a classificação do nosso país com a nota 4,5 do ensino básico, um pouco distante dos chamados países desenvolvidos onde a média é nota 6,0. Mas já caminhamos bem nos últimos anos. Por outro lado, porém, há muito a ser refletido sobre os caminhos da Educação no Brasil.
A humanidade está inserida num processo acelerado de mudanças. Estamos vivendo uma era onde a Educação e a informação têm papel central. Houve um aumento na velocidade da produção do conhecimento que, por sinal, se espalha aos quatro cantos do mundo. No mundo pós-moderno, uma teoria verdadeira não é mais do que uma hipótese que resistiu, até o momento, a todo esforço. Para refutá-la; leis físicas tão-somente traduzem no Brasil, na verdade, apenas no campo das possibilidades ou probabilidades de propiciar a universalização da Educação. Não é real, palpável. Com o crescimento econômico experimentado no governo Lula, empresas industriais e de prestação de serviços de alta sofisticação tem buscado técnicos de outros países, pois a Educação no Brasil se preocupa com quantidade e não qualidade. Ambas são necessárias a um País que busca competitividade.
A escola, no Brasil, precisa acompanhar a velocidade com que avança o conhecimento, a tecnologia e a economia no mundo. O governo brasileiro precisa assumir a responsabilidade com a construção de um país onde não haja ruptura da espécie humana. Os ensinos básico e médio públicos é uma necessidade social imediata. Para elevar o nível cultural da população, o investimento em Educação tem que ser mais equitativa. Se gasta muito com as instituições de ensino superior e de menos com o ensino básico. As deficiências, portanto, não se devam exatamente à sempre alegada falta de verbas, mas, sim, a um conjunto de fatores, incluindo-se a falta de competente planejamento para gastá-la bem. O Brasil é o segundo país do mundo que, nos últimos 16 anos, mais investe em educação proporcionalmente aos gastos totais do governo, ficando atrás do México e à frente até dos EUA.
É notório de que uma área em que temos piorado muito é em educação básica.
Há quarenta anos a escola pública tinha uma qualidade muito superior à que se apresenta nos dias atuais. O problema, à época, era o inverso de hoje - a quantidade -, mas a qualidade da formação era, indubitavelmente, mais elevada. Lembro-me que tive colegas na escola pública que iam descalços para as aulas, pois suas famílias não tinham recursos. Hoje, graças ao ensino público básico de qualidade daquela época, aqueles meninos pobres se formaram médicos, advogados, e moram em condomínios fechados de luxo.
Não seria exagero dizer que são raros os ângulos de análise que permitam uma visão animadora do cenário e dos rumos da educação brasileira. O poder público precisa investir mais na educação básica, sem isso não haverá qualidade de profissionais de nível superior, impossibilitando-se a criação de capital humano apto a sustentar o desenvolvimento do Brasil.
João da Costa Vital é contador, pedagogo, jornalista e analista político. Escreve em A Gazeta às quartas-feiras. E-mail: joaocvital@pop.com.br
Educação, cadê você ?
Autor: Eberson Noveli
No verso da cópia do meu diploma rabisco estas palavras, para expressar a amargura que me calava. EDUCAÇÃO, CADÊ VOCÊ? Hei, você sabe, você viu, por onde será que anda a educação no meu Brasil? Prometi a mim mesmo não me distanciar, só deste território há muito que falar, ele é vasto, extenso, glorioso, mas ..., há que pena, mas em muito me deixa a desejar.
Empurram nossas crianças para escola, pois em casa a comida não pode faltar, será que aos pais importa se ao menos seu filho sabe falar, imagina ler, e um texto interpretar? Nossa, que tristeza, ver a educação virar moeda, disfarçada de combate a pobreza.
Mas o que dizer de um povo que troca educação por um prato de comida sobre a mesa, será que estão errados ou será que não lhes sobra outra opção? Tenho direito de me expressar, discordo plenamente do sistema que aí está, tratem o PROFESSOR COM EDUCAÇÃO, para enfim, a educação melhorar.
Não é só salário bom, mas existem muitas palavras que expressão melhorias na educação; respeito, reconhecimento, compreensão, palavras de apoio, demonstração de carinho, valorização. Diálogo a imposição, proposta a opressão, assédio moral então, meu Deus, essa jamais combinou com educação, isso atrasa a nação.
Opá! Pare aí. Prometi que não sairia daqui, me desculpem, é mais forte que eu, mas voltando ao território meu:PROFESSOR, PROFESSORA, expresso à você todo meu carinho, respeito e admiração, quiçá um dia nossos administradores também dêem a ti sua devida valorização. Neste dia ou a partir dele seremos uma verdadeira NAÇÃO.
Que Deus te abençoe, te dê forças para ter superação, pois sei que precisarás, haja visto que aqui neste lugar onde dizem tudo prosperar, a EDUCAÇÃO e o RESPEITO ao PROFESSOR, não está em primeiro lugar.
Eberson Noveli é servidor público em Lucas do Rio Verde
Fonte: Só Notícias
No verso da cópia do meu diploma rabisco estas palavras, para expressar a amargura que me calava. EDUCAÇÃO, CADÊ VOCÊ? Hei, você sabe, você viu, por onde será que anda a educação no meu Brasil? Prometi a mim mesmo não me distanciar, só deste território há muito que falar, ele é vasto, extenso, glorioso, mas ..., há que pena, mas em muito me deixa a desejar.
Empurram nossas crianças para escola, pois em casa a comida não pode faltar, será que aos pais importa se ao menos seu filho sabe falar, imagina ler, e um texto interpretar? Nossa, que tristeza, ver a educação virar moeda, disfarçada de combate a pobreza.
Mas o que dizer de um povo que troca educação por um prato de comida sobre a mesa, será que estão errados ou será que não lhes sobra outra opção? Tenho direito de me expressar, discordo plenamente do sistema que aí está, tratem o PROFESSOR COM EDUCAÇÃO, para enfim, a educação melhorar.
Não é só salário bom, mas existem muitas palavras que expressão melhorias na educação; respeito, reconhecimento, compreensão, palavras de apoio, demonstração de carinho, valorização. Diálogo a imposição, proposta a opressão, assédio moral então, meu Deus, essa jamais combinou com educação, isso atrasa a nação.
Opá! Pare aí. Prometi que não sairia daqui, me desculpem, é mais forte que eu, mas voltando ao território meu:PROFESSOR, PROFESSORA, expresso à você todo meu carinho, respeito e admiração, quiçá um dia nossos administradores também dêem a ti sua devida valorização. Neste dia ou a partir dele seremos uma verdadeira NAÇÃO.
Que Deus te abençoe, te dê forças para ter superação, pois sei que precisarás, haja visto que aqui neste lugar onde dizem tudo prosperar, a EDUCAÇÃO e o RESPEITO ao PROFESSOR, não está em primeiro lugar.
Eberson Noveli é servidor público em Lucas do Rio Verde
Fonte: Só Notícias
Professor: construtor do saber !
Autor: Nilson Leitão
Mais do que comemorar o dia dos professores, é fundamental referendar esta categoria, que possui papel decisivo na formação de vida de todos nós. Uma bela escola, belas carteiras, boas bibliotecas são importantes, mas nada disso tem valia se não tivermos uma valorização justa para nossos professores. Isso significa salário incentivador, plano de cargos e carreira e investimento na atualização profissional. Gerar uma verdadeira perspectiva de futuro para estes que formam a base de um país de pessoas de sucesso.
Minha vida teve grandes e importantes professores e, desta forma, quero ser um instrumento de transformação, de revolução educacional, onde o investir em profissionais da educação seja a grande diferença. Como prefeito, pude vivenciar o peso disso para o sucesso das pessoas e da cidade. Quero multiplicar esta bem sucedida experiência na minha carreira política. Para isso, quero firmar um grande debate de propostas emanadas da educação para que, de maneira conciliatória, possamos realizar avanços reais e justos para esta categoria que tanto merece ser priorizada.
Recebi vários prêmios pela qualidade e os avanços da educação pública municipal de Sinop. Admito, aqui, que nada mais fui do que um instrumento de representação, pois nada disso seria possível se não houvesse a dedicação dos mestres em sala de aula.
O fato é que, o dia do professor, precisa ser lembrado e registrado como momento de reflexão para alimentar lutas, garantir avanços, consagrar direitos, reivindicar projetos e referendar com as devidas honras à todos estes profissionais que trabalham para que a sociedade avance e tenha sucesso na vida.
Professores não apenas ensinam, eles abrem horizontes, liderando crianças, jovens e adultos em um caminho de busca constante para uma vida melhor.
Nesta data, parabenizo a estes verdadeiros líderes da comunidade, os verdadeiros construtores do saber.
Que Deus ilumine à todos os professores e abençoe o dom de ensinar!
Nilson Leitão é deputado Federal eleito pelo PSDB, ex-prefeito de Sinop por 2 mandatos e ex-deputado estadual
Fonte:Só Notícias
Mais do que comemorar o dia dos professores, é fundamental referendar esta categoria, que possui papel decisivo na formação de vida de todos nós. Uma bela escola, belas carteiras, boas bibliotecas são importantes, mas nada disso tem valia se não tivermos uma valorização justa para nossos professores. Isso significa salário incentivador, plano de cargos e carreira e investimento na atualização profissional. Gerar uma verdadeira perspectiva de futuro para estes que formam a base de um país de pessoas de sucesso.
Minha vida teve grandes e importantes professores e, desta forma, quero ser um instrumento de transformação, de revolução educacional, onde o investir em profissionais da educação seja a grande diferença. Como prefeito, pude vivenciar o peso disso para o sucesso das pessoas e da cidade. Quero multiplicar esta bem sucedida experiência na minha carreira política. Para isso, quero firmar um grande debate de propostas emanadas da educação para que, de maneira conciliatória, possamos realizar avanços reais e justos para esta categoria que tanto merece ser priorizada.
Recebi vários prêmios pela qualidade e os avanços da educação pública municipal de Sinop. Admito, aqui, que nada mais fui do que um instrumento de representação, pois nada disso seria possível se não houvesse a dedicação dos mestres em sala de aula.
O fato é que, o dia do professor, precisa ser lembrado e registrado como momento de reflexão para alimentar lutas, garantir avanços, consagrar direitos, reivindicar projetos e referendar com as devidas honras à todos estes profissionais que trabalham para que a sociedade avance e tenha sucesso na vida.
Professores não apenas ensinam, eles abrem horizontes, liderando crianças, jovens e adultos em um caminho de busca constante para uma vida melhor.
Nesta data, parabenizo a estes verdadeiros líderes da comunidade, os verdadeiros construtores do saber.
Que Deus ilumine à todos os professores e abençoe o dom de ensinar!
Nilson Leitão é deputado Federal eleito pelo PSDB, ex-prefeito de Sinop por 2 mandatos e ex-deputado estadual
Fonte:Só Notícias
O vexame da educação brasileira
Autor: Juacy da Silva
Há poucos dias a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou o seu terceiro relatório referente ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) relativo ao ano de 2009. Os relatórios anteriores referem-se aos anos de 2000 e 2006. Outras entidades internacionais que gozam de alta credibilidade e respeito, como a Unesco e a Unicef, também, com certa periodicidade, apresentam seus relatórios de avaliação dos países nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Para quem costuma ouvir os discursos do presidente Lula e seus áulicos parece que o Brasil é o centro do mundo, a chamada "bola da vez", um território abençoado e fadado a ser uma grande potência podendo ombrear-se quase de igual para igual com as maiores economias do mundo.
De forma semelhante ouvimos muito lero-lero por parte de integrantes do atual governo (que também devem continuar no próximo governo que se instala dentro de poucas semanas) e quase acreditamos que o Brasil foi inventado por Lula, o PT e os integrantes do governo que se finda. Antes de 2003 praticamente nada foi feito em nenhuma área, que ao iniciar sua gestão Lula teria recebido uma "herança maldita" e que tudo de bom deveria iniciar a partir daquela data. O Brasil seria outro, tudo de ruim iria se acabar e nosso país seria um oásis maravilhoso em meio a um deserto de crise, mediocridade, decadência que estaria destruindo os países do primeiro mundo, a começar com a sede do capitalismo internacional que são os Estados Unidos.
Este é um discurso que lembra muito bem o livro do Conde Afonso Celso "Por que me ufano de meu país", publicado em 1900; parece que nossos governantes o tomam como livro de cabeceira, para justificar o quadro belíssimo que pintam tentando convencer o povo, principalmente durante as campanhas eleitorais, que nosso presente está ótimo e nosso futuro será maravilhoso, desde que os eleitores os elejam ou reelejam para o exercício e as delicias do poder.
Todavia, aos poucos o povo passa a perceber que as mazelas do cotidiano, as agruras da vida que as camadas mais humildes levam estão muito distantes deste belo quadro pintado pelas classes dirigentes e as elites do poder. É a violência que aumenta cada dia, a saúde que está um verdadeiro caos, a pobreza e miséria que continuam afetando milhões de famílias, apesar das migalhas que caem da mesa dos poderosos como os programas compensatórios, assistencialistas e que manipulam a opinião pública.
Também a educação não foge à regra e continua à deriva em relação aos compromissos assumidos pelo governo brasileiro em fóruns internacionais como ocorreram em Quito em 1981 quando a Unesco e países membros discutiram a situação da educação na América Latina e no mesmo ano em Paris na reunião geral para apreciação e aprovação do projeto principal para a educação no período de 1980 a 2000, onde foram estabelecidas várias metas a serem atingidas ate o final do século passado. Entre essas metas constavam: melhorar a educação da primeira infância, garantir o ensino de qualidade, melhorar (reduzir) em 50% as taxas de analfabetismo de adultos, garantirem até 1999 educação geral mínima de 8 a 10 anos a todas as crianças em idade escolar, eliminar o analfabetismo, melhorar a qualidade e a eficiência dos sistemas educacionais.
Esses e outros objetivos também foram firmados por 128 países, inclusive o Brasil, na conferência da Unesco realizada em 1990 na Tailândia onde foi elaborada a Declaração Educação para Todos. Posteriormente, o Fórum Mundial da Educação realizado em Dacar, no Senegal, em 2000, reafirmou o empenho na Educação para Todos, e, conforme a Unesco, determinou que até 2015 todas as crianças devessem ter acesso "a educação básica gratuita e de qualidade.
Os seis objetivos do programa Educação para Todos são: desenvolver e melhorar a proteção e a educação da primeira infância, nomeadamente das crianças mais vulneráveis e desfavorecidas; proceder de forma a que, até 2015, todas as crianças tenham acesso a um ensino primário obrigatório, gratuito e de boa qualidade; responder às necessidades educativas de todos os jovens e adultos, tendo por objetivo a aquisição de competências necessárias; melhorar em 50% os níveis de alfabetização dos adultos; eliminar a disparidade de gênero no acesso a educação primária e secundária até 2005 e instaurar a igualdade nesse domínio ate 2015; melhorar a qualidade da educação.
Apesar de todos esses compromissos firmados, conforme relatórios da Unesco, em 2000 o Brasil ocupava a 72ª no ranking mundial da educação e desde então vem caindo nesse e em outros rankings mundiais. Em 2004 passou para 76ª, em 2008 para 80ª e em 2010 para a 88ª posição. Quanto aos resultados do Pisa o Brasil ficou em 39ª posição entre 43 países em 2000; passou para 49ª entre 56 países em 2006 e no ultimo relatório de 2009 (divulgado na última semana) ocupa a 53ª posição entre 65 países.
Convenhamos, nossos índices educacionais quando comparados com outros países continuam um verdadeiro vexame e contradizem tudo o que nossos governantes falam. Voltaremos ao tema com mais dados e informações.
Juacy da Silva é professor titular, aposentado UFMT, Ex-Secretario de Planejament e Ex-Ouvidor Geral de Cuiaba, mestre em sociologia.
Site: www.justicaesolidariedade.com.br;
Fonte: Só Notícias
Há poucos dias a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apresentou o seu terceiro relatório referente ao Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) relativo ao ano de 2009. Os relatórios anteriores referem-se aos anos de 2000 e 2006. Outras entidades internacionais que gozam de alta credibilidade e respeito, como a Unesco e a Unicef, também, com certa periodicidade, apresentam seus relatórios de avaliação dos países nas áreas de educação, ciência e tecnologia. Para quem costuma ouvir os discursos do presidente Lula e seus áulicos parece que o Brasil é o centro do mundo, a chamada "bola da vez", um território abençoado e fadado a ser uma grande potência podendo ombrear-se quase de igual para igual com as maiores economias do mundo.
De forma semelhante ouvimos muito lero-lero por parte de integrantes do atual governo (que também devem continuar no próximo governo que se instala dentro de poucas semanas) e quase acreditamos que o Brasil foi inventado por Lula, o PT e os integrantes do governo que se finda. Antes de 2003 praticamente nada foi feito em nenhuma área, que ao iniciar sua gestão Lula teria recebido uma "herança maldita" e que tudo de bom deveria iniciar a partir daquela data. O Brasil seria outro, tudo de ruim iria se acabar e nosso país seria um oásis maravilhoso em meio a um deserto de crise, mediocridade, decadência que estaria destruindo os países do primeiro mundo, a começar com a sede do capitalismo internacional que são os Estados Unidos.
Este é um discurso que lembra muito bem o livro do Conde Afonso Celso "Por que me ufano de meu país", publicado em 1900; parece que nossos governantes o tomam como livro de cabeceira, para justificar o quadro belíssimo que pintam tentando convencer o povo, principalmente durante as campanhas eleitorais, que nosso presente está ótimo e nosso futuro será maravilhoso, desde que os eleitores os elejam ou reelejam para o exercício e as delicias do poder.
Todavia, aos poucos o povo passa a perceber que as mazelas do cotidiano, as agruras da vida que as camadas mais humildes levam estão muito distantes deste belo quadro pintado pelas classes dirigentes e as elites do poder. É a violência que aumenta cada dia, a saúde que está um verdadeiro caos, a pobreza e miséria que continuam afetando milhões de famílias, apesar das migalhas que caem da mesa dos poderosos como os programas compensatórios, assistencialistas e que manipulam a opinião pública.
Também a educação não foge à regra e continua à deriva em relação aos compromissos assumidos pelo governo brasileiro em fóruns internacionais como ocorreram em Quito em 1981 quando a Unesco e países membros discutiram a situação da educação na América Latina e no mesmo ano em Paris na reunião geral para apreciação e aprovação do projeto principal para a educação no período de 1980 a 2000, onde foram estabelecidas várias metas a serem atingidas ate o final do século passado. Entre essas metas constavam: melhorar a educação da primeira infância, garantir o ensino de qualidade, melhorar (reduzir) em 50% as taxas de analfabetismo de adultos, garantirem até 1999 educação geral mínima de 8 a 10 anos a todas as crianças em idade escolar, eliminar o analfabetismo, melhorar a qualidade e a eficiência dos sistemas educacionais.
Esses e outros objetivos também foram firmados por 128 países, inclusive o Brasil, na conferência da Unesco realizada em 1990 na Tailândia onde foi elaborada a Declaração Educação para Todos. Posteriormente, o Fórum Mundial da Educação realizado em Dacar, no Senegal, em 2000, reafirmou o empenho na Educação para Todos, e, conforme a Unesco, determinou que até 2015 todas as crianças devessem ter acesso "a educação básica gratuita e de qualidade.
Os seis objetivos do programa Educação para Todos são: desenvolver e melhorar a proteção e a educação da primeira infância, nomeadamente das crianças mais vulneráveis e desfavorecidas; proceder de forma a que, até 2015, todas as crianças tenham acesso a um ensino primário obrigatório, gratuito e de boa qualidade; responder às necessidades educativas de todos os jovens e adultos, tendo por objetivo a aquisição de competências necessárias; melhorar em 50% os níveis de alfabetização dos adultos; eliminar a disparidade de gênero no acesso a educação primária e secundária até 2005 e instaurar a igualdade nesse domínio ate 2015; melhorar a qualidade da educação.
Apesar de todos esses compromissos firmados, conforme relatórios da Unesco, em 2000 o Brasil ocupava a 72ª no ranking mundial da educação e desde então vem caindo nesse e em outros rankings mundiais. Em 2004 passou para 76ª, em 2008 para 80ª e em 2010 para a 88ª posição. Quanto aos resultados do Pisa o Brasil ficou em 39ª posição entre 43 países em 2000; passou para 49ª entre 56 países em 2006 e no ultimo relatório de 2009 (divulgado na última semana) ocupa a 53ª posição entre 65 países.
Convenhamos, nossos índices educacionais quando comparados com outros países continuam um verdadeiro vexame e contradizem tudo o que nossos governantes falam. Voltaremos ao tema com mais dados e informações.
Juacy da Silva é professor titular, aposentado UFMT, Ex-Secretario de Planejament e Ex-Ouvidor Geral de Cuiaba, mestre em sociologia.
Site: www.justicaesolidariedade.com.br;
Fonte: Só Notícias
Busca da recuperação qualitativa na educação
Autor: Marluci Cristina Demozzi
A problemática educacional em todas as áreas se apresenta em um cenário cada vez mais crítico, onde exige dos profissionais inseridos no processo novas formas de trabalho. Levando em consideração a demanda de alunos e a falta de investimentos proporcionais a este aumento, chega-se a lástima encontrada pelos seguimentos educacionais, com a falta de planos para a melhoria do ensino. Além dos fatores da falta de formação continuada e de investimentos, encontramos também a diversidade inserida dentro das escolas. Morin afirma que a cultura de massa do século XX pode contribuir para uma nova tendência de sujeitos inseridos no campo educacional, e que o professor deverá estar preparado para trabalhar com esta diversidade.
Paulo Freire, em seus registros, aponta constantemente a busca da construção de uma pedagogia libertadora, levando sempre a máxima de que o aluno é sujeito inserido no processo educacional, e que o profissional de educação deve alinhar conhecimento e transformação na formação de um cidadão capaz de gerir sua realidade e ganhar a liberdade e autonomia. Para Marli André e Ivanir Fazenda o processo para a melhoria educacional se dá desde a formação do profissional, sua atuação e formação continuada. Porém se faz necessário que este profissional se junte a pesquisa.
Na visão das autoras a pesquisa no campo educacional é um instrumento importantíssimo para levarmos fatores que possam mudar a nossa prática. Não obstante ainda, apontam que através da pesquisa em educação as ações curriculares podem ser alteradas, saindo de um currículo oficial para o currículo rela. É neste momento que se avalia a prática do profissional juntamente com suas ações. Gramsci introduz a idéia da criação da formação cultural, social e educacional dos educandos. Apresenta a necessidade de vertentes na melhoria da construção cidadã.
Contextualizando com Gramsci, Maria Gohn aparece na discussão educacional apontando a importância dos Movimentos Sociais em prol da melhoria almejada. Gohn afirma que muitos são os movimentos sociais, onde cada um luta por seus objetivos. Pode-se citar movimentos raciais, ambientais, sexuais e outros. Porém, o do campo da educação deve ganhar força pela busca de uma maior qualidade. Aponta ainda que os movimentos sociais, populares ganham força quando as pessoas inseridas no processo se juntam na busca de seus interesses. Não poderia ser diferente no campo educacional. A luta de uma sociedade pela oportunidade e qualidade educacional acontece a passos curtos, onde uma classe dominada não aceita o que se é pregado pela classe dominante, e assim reivindica seus anseios e necessidades, registrando momentos importantes no processo educacional.
Ações como estas aparecem como elementos que melhorará o nosso cenário educacional, tanto na questão profissional quanto na estrutural. Foucault, em seu livro arqueologia do saber, aponta que os anseios devem ganhar vida e serem registrados, ou seja, a educação não está boa e precisamos de uma recuperação, porém se não forem apontados aspectos a serem melhorados e os mesmos colocados em prática, o saber ficará condicionado ao baixo desempenho, e as escolas continuarão formando jovens despreparados.
Replanejar o currículo levando em consideração todos os inseridos no processo para que possa atender esta demanda multiculturalista, mapeando diretrizes e investindo na qualificação profissional e estrutural, incentivando a investigação, a pesquisa e inserindo movimentos sociais são aspectos e elementos importantes para mudar e melhorar a qualidade da educação em nosso país.
O Ensino Superior com fácil acesso possibilita aos seres inseridos no processo uma aproximação ao mundo intelectual e forma seres cada vez mais preocupados com as mudanças que ocorrem.
Marluci Cristina Demozzi - professora de Metodologia Científica da UNINOVA - Nova Mutum
O conteúdo aqui publicado é de total responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a posição de Só Notícias
A problemática educacional em todas as áreas se apresenta em um cenário cada vez mais crítico, onde exige dos profissionais inseridos no processo novas formas de trabalho. Levando em consideração a demanda de alunos e a falta de investimentos proporcionais a este aumento, chega-se a lástima encontrada pelos seguimentos educacionais, com a falta de planos para a melhoria do ensino. Além dos fatores da falta de formação continuada e de investimentos, encontramos também a diversidade inserida dentro das escolas. Morin afirma que a cultura de massa do século XX pode contribuir para uma nova tendência de sujeitos inseridos no campo educacional, e que o professor deverá estar preparado para trabalhar com esta diversidade.
Paulo Freire, em seus registros, aponta constantemente a busca da construção de uma pedagogia libertadora, levando sempre a máxima de que o aluno é sujeito inserido no processo educacional, e que o profissional de educação deve alinhar conhecimento e transformação na formação de um cidadão capaz de gerir sua realidade e ganhar a liberdade e autonomia. Para Marli André e Ivanir Fazenda o processo para a melhoria educacional se dá desde a formação do profissional, sua atuação e formação continuada. Porém se faz necessário que este profissional se junte a pesquisa.
Na visão das autoras a pesquisa no campo educacional é um instrumento importantíssimo para levarmos fatores que possam mudar a nossa prática. Não obstante ainda, apontam que através da pesquisa em educação as ações curriculares podem ser alteradas, saindo de um currículo oficial para o currículo rela. É neste momento que se avalia a prática do profissional juntamente com suas ações. Gramsci introduz a idéia da criação da formação cultural, social e educacional dos educandos. Apresenta a necessidade de vertentes na melhoria da construção cidadã.
Contextualizando com Gramsci, Maria Gohn aparece na discussão educacional apontando a importância dos Movimentos Sociais em prol da melhoria almejada. Gohn afirma que muitos são os movimentos sociais, onde cada um luta por seus objetivos. Pode-se citar movimentos raciais, ambientais, sexuais e outros. Porém, o do campo da educação deve ganhar força pela busca de uma maior qualidade. Aponta ainda que os movimentos sociais, populares ganham força quando as pessoas inseridas no processo se juntam na busca de seus interesses. Não poderia ser diferente no campo educacional. A luta de uma sociedade pela oportunidade e qualidade educacional acontece a passos curtos, onde uma classe dominada não aceita o que se é pregado pela classe dominante, e assim reivindica seus anseios e necessidades, registrando momentos importantes no processo educacional.
Ações como estas aparecem como elementos que melhorará o nosso cenário educacional, tanto na questão profissional quanto na estrutural. Foucault, em seu livro arqueologia do saber, aponta que os anseios devem ganhar vida e serem registrados, ou seja, a educação não está boa e precisamos de uma recuperação, porém se não forem apontados aspectos a serem melhorados e os mesmos colocados em prática, o saber ficará condicionado ao baixo desempenho, e as escolas continuarão formando jovens despreparados.
Replanejar o currículo levando em consideração todos os inseridos no processo para que possa atender esta demanda multiculturalista, mapeando diretrizes e investindo na qualificação profissional e estrutural, incentivando a investigação, a pesquisa e inserindo movimentos sociais são aspectos e elementos importantes para mudar e melhorar a qualidade da educação em nosso país.
O Ensino Superior com fácil acesso possibilita aos seres inseridos no processo uma aproximação ao mundo intelectual e forma seres cada vez mais preocupados com as mudanças que ocorrem.
Marluci Cristina Demozzi - professora de Metodologia Científica da UNINOVA - Nova Mutum
O conteúdo aqui publicado é de total responsabilidade de seu autor e não reflete necessariamente a posição de Só Notícias
Entrevista - Para orientar-se no mundo do trabalho
Num momento em que o Brasil cresce economicamente, percebemos a necessidade de lançar os olhos e debater um pouco mais o trabalho para a juventude. Conforme Maria Carla Corrochano, os jovens, de maneira geral, falam muito sobre a necessidade de estudar, se qualificar, ainda numa lógica muito cruel, se responsabilizando pelas suas dificuldades em relação ao mercado de trabalho. Existe uma dificuldade de pensar que caminho seguir, como se lhes faltasse um mapa de orientação.
Maria Carla Corrochano,
assessora do Programa Juventude, da ONG Ação Educativa.
Endereço eletrônico: carla@acaoeducativa.org.br
Mundo Jovem: O desemprego juvenil ainda continua elevado?
Maria Carla Corrochano: Não tão elevado quanto era, mas continua elevado em relação aos adultos. E isso implica dizer que não adianta, o desemprego de jovens sempre vai ser mais alto, independentemente do crescimento econômico. Então tem uma questão posta aí: o crescimento econômico é importante, mas não é suficiente para resolver a questão do desemprego de jovens.
Mundo Jovem: Pode-se afirmar que a juventude brasileira é trabalhadora?
Maria Carla Corrochano: Quando se olham os números, dá para afirmar, com relação à grande maioria dos jovens, que a juventude brasileira trabalha e procura trabalho. Nos últimos anos, com o aumento dos índices de escolaridade dos jovens, esse jovem estudante continua no trabalho. Ou melhor, é o jovem trabalhador que foi para a escola. Há a juventude trabalhadora, que começa a trabalhar até mesmo antes da idade permitida por lei.
Mundo Jovem: Existe uma precarização do trabalho juvenil?
Maria Carla Corrochano: Quando você olha o número de ocupações para jovens, as informais principalmente, as oportunidades são mais precarizadas em relação aos adultos. Outro número que chama bastante a atenção é a inatividade. Há um grande número de jovens inativos. Inativo é um termo ruim, mas aqui queremos colocar que é aquele jovem que não estuda, não trabalha e não procura trabalho. Não necessariamente o grupo está inativo no sentido de não estar fazendo nada, mas é um grupo, sobretudo de mulheres, que estão envolvidas com o trabalho em suas próprias casas (cuidam de parentes ou de crianças). E esse número também não apresenta uma baixa, mesmo com o crescimento econômico. Então todas essas condições de trabalho, salário, jornada, de certa forma, são piores quando se considera o público jovem.
Mundo Jovem: O que se pode dizer sobre o conceito de trabalho decente?
Maria Carla Corrochano: Este é um conceito que vem sendo construído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e implica um trabalho que ofereça condições dignas para o trabalhador. E não se refere apenas ao trabalho com registro em carteira. Trata-se do trabalho para viver uma vida digna, com liberdade, ter condições de participar na sociedade de maneira geral, participar de sindicatos, enfim, ter voz.
A Agenda Nacional de Trabalho Decente, que está sendo construída por várias organizações, foi pensada para os trabalhadores de maneira geral. Ao longo das discussões, durante o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), a questão do trabalho dos jovens foi aparecendo. O principal benefício é olhar especificamente para o trabalho do jovem, porque ainda são os jovens os mais prejudicados e com mais dificuldade para se inserir no mercado de trabalho.
Mundo Jovem: E, caso aprovada, quais seriam as prioridades dessa agenda?
Maria Carla Corrochano: A primeira: mais e melhor educação. Ou seja, pensar em trabalho de jovens é pensar também em melhorar a educação, possibilitando conciliar o trabalho com os estudos e a vida familiar. Outra prioridade é a inserção ativa e digna no mundo do trabalho, com igualdade de tratamento e diálogo social. Contempla as condições de trabalho para os jovens, define o que é trabalho decente, o que o trabalho deveria oferecer, permitir, possibilitar.
Por exemplo, permitir conciliação de trabalho com estudos é absolutamente fundamental. Ainda na área da educação, ampliar as vagas nas universidades públicas também significa pensar uma escola de Ensino Médio que ajude o jovem a refletir suas escolhas e trajetórias profissionais.
Mundo Jovem: No contexto dessas mudanças, como é escolher uma profissão?
Maria Carla Corrochano: Se a gente pensar que hoje não só a juventude, mas todas as fases da vida estão passando por mudanças e sendo impactadas por elas, até pela própria dinâmica do mercado de trabalho, não diria que você escolhe uma profissão hoje e ela é a sua profissão em definitivo. Mas entendo que chega um determinado momento da vida, em geral quando se está no Ensino Médio, em que é preciso pensar qual é o caminho a seguir. Então, dentro dos projetos que a Ação Educativa tem realizado, percebemos que essa é uma questão central para ser trabalhada e discutida. Há transformações muito intensas no mercado de trabalho e surgem perguntas na cabeça dos jovens. E não é só qual carreira escolher, mas também como acessar essa carreira.
Mundo Jovem: A escola pode contribuir nisso?
Maria Carla Corrochano: Existe um papel no Ensino Médio que é o de orientar. E daí, pensando na realidade do estudante de escola pública, ele se questiona sobre talvez fazer um curso técnico, sobre a dificuldade de aprovação numa universidade pública, sobre a impossibilidade financeira de acessar a universidade privada. O mercado ainda é marcado por muitas desigualdades.
Mundo Jovem: Ainda tem significado para o jovem poder escolher uma carreira?
Maria Carla Corrochano: Penso que, embora as ocupações estejam se transformando, é importante definir uma área por onde começar. A pessoa pode ter uma visão totalmente simplista e pensar que nasceu para uma determinada carreira. Mas, na verdade, isto é construído socialmente. A decisão chega através da informação. A escola deveria ter mais informações que subsidiassem o jovem nesse momento tão importante, porque faz todo o sentido, sim, pensar sobre a escolha. Apesar do trabalho estar se transformando, não aboliram-se as carreiras.
Mundo Jovem: Escuta-se que existe um mercado para ser preenchido, mas que falta escolarização ou qualificação?
Maria Carla Corrochano: É difícil afirmar que falta qualificação. Quando dizem que falta gente “formada” para determinadas funções, o problema é você voltar essa questão para o próprio sujeito. O que está por trás desse argumento?
Penso que se numa determinada região falta profissional específico, isso é responsabilidade daquele governo, das escolas profissionais e das empresas locais formarem pessoas para o trabalho. Empresas e poder público é que não conseguem dar conta dessa qualificação. Outra questão é: falta mesmo o profissional qualificado ou o qualificado que a empresa quer precisa preencher um perfil de “x” anos de experiência, falar vários idiomas etc.?
A empresa absorve um recém-formado ou quer alguém com 10 a 20 anos de experiência no mercado? Nesse caso, a qualificação também é socialmente construída, não é só o ensino formal, mas é que tipo de profissional a empresa procura.
Mundo Jovem: Existe a necessidade de aumentar o número de escolas técnicas?
Maria Carla Corrochano: Há necessidade, sim, de mais escolas de expansão para as vagas no ensino técnico. Mas acho que só isso não resolveria o problema. Outra questão é a da identidade do Ensino Médio. Pensando a escola do ensino acadêmico, o que é o Ensino Médio hoje? O Ensino Médio poderia responder a algumas questões sobre o mundo do trabalho, ajudar os jovens nas escolhas, contribuir para a formação deles, sem necessariamente ser cursinho profissionalizante.
Mundo Jovem: Há escolas que têm feito isso?
Maria Carla Corrochano: Umas das coisas legais que temos feito em escolas do Ensino Médio em São Paulo é inserir a discussão sobre a orientação para o mundo do trabalho. O projeto JADE (Jovens Agentes pelo Direito à Educação) inseriu esta prática em cinco escolas. A partir de uma pesquisa feita com os jovens, apuramos duas fortes demandas: uma era sobre a relação do professor com os alunos e vice-versa, que era problemática; e outra era a expectativa pós-Ensino Médio.
Formulamos uma metodologia específica de trabalho com orientação profissional. Numa daquelas Disciplinas de Apoio Curricular (DAC), professores e jovens foram capacitados para trabalhar com alunos, e justamente fazer essa discussão sobre escolhas profissionais: que universidade, que cursinhos, quais são as escolas técnicas específicas para cada capacitação, como entender e se colocar no mundo do trabalho, como se dá a inserção no ensino superior ou no ensino técnico etc.
--------------------------------------------------------------------------------
Depoimentos sobre estudo e trabalho
“Entrei no JADE (Jovens Agentes pelo Direito à Educação) com o objetivo de me guiar na profissão pretendida, porque eu era muito confusa a respeito do que queria. Na verdade, eu queria uma profissão que englobasse tudo. Só que não tem como, não existe isso, a não ser que você faça mais do que um curso. O projeto tem como foco a formação profissional. Ele ensina políticas públicas, como lidar com o diferente das outras pessoas, e principalmente ensina uma profissão.
Toda a profissão é importante, cada uma complementa a outra para que o mundo funcione e tenha uma sintonia. Para escolher o que queremos é um pouco difícil. Na nossa idade é tudo legal, mas temos que escolher uma coisa só. Então é preciso ver o que mais atrai, o que mais traz afinidade, para poder seguir. Se não tivermos um rumo e focarmos em tudo, não se faz nada.
Na escola, pela experiência que eu tenho, os professores só focam no vestibular. Não orientam sobre a faculdade pública, sobre a possibilidade de tentar uma bolsa de estudos para quem vai cursar a faculdade particular.
No geral, é super complicado encontrar um lugar onde se tenha a disponibilidade de conciliar uma faculdade com o trabalho. Se eu não tiver um emprego bom, não tenho como manter as duas coisas.”
Wendy Carolina Teodoro Valério,
estudante.
--------------------------------------------------------------------------------
“Na verdade, quando entrei no JADE, eu não sabia bem o que era, mas ele foi me envolvendo e fui participando das aulas, das atividades e descobrindo. E uma coisa que achei superlegal e importante foi que o objetivo principal era que tivéssemos mais informações sobre mercado de trabalho e orientação profissional.
Quando saímos do Ensino Médio, geralmente não temos um foco do que vai fazer depois. Nesse sentido o Projeto ajudou bastante. No meu caso, tive uma professora de Matemática que me acompanhou durante os estudos e sempre me instigou a respeito da profissão. Desde pequena, sempre pensei em fazer Pedagogia. Pensei sobre isso, mas não fiquei focada. A faculdade fica nos planos, mas com o Projeto acabei me direcionando e vendo a importância de começar a fazer uma faculdade ou um curso técnico.
No Projeto percebemos que para alguns, apesar da inclinação por alguma profissão, o foco maior é conseguir trabalho. E isso está ligado ao fato de pertencer a uma classe menos favorecida. Eu, por exemplo, pensava primeiro no trabalho, primeiro estabilizar a vida, para depois estudar.
Eu tive um professor que me disse que a educação, por mais debilitada que esteja hoje em dia, ainda é o único caminho para conseguir alguma coisa melhor para a vida futura.” Janaína Cardoso,
estudante. ::: Voltar :::
Entrevista publicada na edição nº 416, maio de 2011.
jornal mundo jovem
Maria Carla Corrochano,
assessora do Programa Juventude, da ONG Ação Educativa.
Endereço eletrônico: carla@acaoeducativa.org.br
Mundo Jovem: O desemprego juvenil ainda continua elevado?
Maria Carla Corrochano: Não tão elevado quanto era, mas continua elevado em relação aos adultos. E isso implica dizer que não adianta, o desemprego de jovens sempre vai ser mais alto, independentemente do crescimento econômico. Então tem uma questão posta aí: o crescimento econômico é importante, mas não é suficiente para resolver a questão do desemprego de jovens.
Mundo Jovem: Pode-se afirmar que a juventude brasileira é trabalhadora?
Maria Carla Corrochano: Quando se olham os números, dá para afirmar, com relação à grande maioria dos jovens, que a juventude brasileira trabalha e procura trabalho. Nos últimos anos, com o aumento dos índices de escolaridade dos jovens, esse jovem estudante continua no trabalho. Ou melhor, é o jovem trabalhador que foi para a escola. Há a juventude trabalhadora, que começa a trabalhar até mesmo antes da idade permitida por lei.
Mundo Jovem: Existe uma precarização do trabalho juvenil?
Maria Carla Corrochano: Quando você olha o número de ocupações para jovens, as informais principalmente, as oportunidades são mais precarizadas em relação aos adultos. Outro número que chama bastante a atenção é a inatividade. Há um grande número de jovens inativos. Inativo é um termo ruim, mas aqui queremos colocar que é aquele jovem que não estuda, não trabalha e não procura trabalho. Não necessariamente o grupo está inativo no sentido de não estar fazendo nada, mas é um grupo, sobretudo de mulheres, que estão envolvidas com o trabalho em suas próprias casas (cuidam de parentes ou de crianças). E esse número também não apresenta uma baixa, mesmo com o crescimento econômico. Então todas essas condições de trabalho, salário, jornada, de certa forma, são piores quando se considera o público jovem.
Mundo Jovem: O que se pode dizer sobre o conceito de trabalho decente?
Maria Carla Corrochano: Este é um conceito que vem sendo construído pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e implica um trabalho que ofereça condições dignas para o trabalhador. E não se refere apenas ao trabalho com registro em carteira. Trata-se do trabalho para viver uma vida digna, com liberdade, ter condições de participar na sociedade de maneira geral, participar de sindicatos, enfim, ter voz.
A Agenda Nacional de Trabalho Decente, que está sendo construída por várias organizações, foi pensada para os trabalhadores de maneira geral. Ao longo das discussões, durante o Conselho Nacional da Juventude (Conjuve), a questão do trabalho dos jovens foi aparecendo. O principal benefício é olhar especificamente para o trabalho do jovem, porque ainda são os jovens os mais prejudicados e com mais dificuldade para se inserir no mercado de trabalho.
Mundo Jovem: E, caso aprovada, quais seriam as prioridades dessa agenda?
Maria Carla Corrochano: A primeira: mais e melhor educação. Ou seja, pensar em trabalho de jovens é pensar também em melhorar a educação, possibilitando conciliar o trabalho com os estudos e a vida familiar. Outra prioridade é a inserção ativa e digna no mundo do trabalho, com igualdade de tratamento e diálogo social. Contempla as condições de trabalho para os jovens, define o que é trabalho decente, o que o trabalho deveria oferecer, permitir, possibilitar.
Por exemplo, permitir conciliação de trabalho com estudos é absolutamente fundamental. Ainda na área da educação, ampliar as vagas nas universidades públicas também significa pensar uma escola de Ensino Médio que ajude o jovem a refletir suas escolhas e trajetórias profissionais.
Mundo Jovem: No contexto dessas mudanças, como é escolher uma profissão?
Maria Carla Corrochano: Se a gente pensar que hoje não só a juventude, mas todas as fases da vida estão passando por mudanças e sendo impactadas por elas, até pela própria dinâmica do mercado de trabalho, não diria que você escolhe uma profissão hoje e ela é a sua profissão em definitivo. Mas entendo que chega um determinado momento da vida, em geral quando se está no Ensino Médio, em que é preciso pensar qual é o caminho a seguir. Então, dentro dos projetos que a Ação Educativa tem realizado, percebemos que essa é uma questão central para ser trabalhada e discutida. Há transformações muito intensas no mercado de trabalho e surgem perguntas na cabeça dos jovens. E não é só qual carreira escolher, mas também como acessar essa carreira.
Mundo Jovem: A escola pode contribuir nisso?
Maria Carla Corrochano: Existe um papel no Ensino Médio que é o de orientar. E daí, pensando na realidade do estudante de escola pública, ele se questiona sobre talvez fazer um curso técnico, sobre a dificuldade de aprovação numa universidade pública, sobre a impossibilidade financeira de acessar a universidade privada. O mercado ainda é marcado por muitas desigualdades.
Mundo Jovem: Ainda tem significado para o jovem poder escolher uma carreira?
Maria Carla Corrochano: Penso que, embora as ocupações estejam se transformando, é importante definir uma área por onde começar. A pessoa pode ter uma visão totalmente simplista e pensar que nasceu para uma determinada carreira. Mas, na verdade, isto é construído socialmente. A decisão chega através da informação. A escola deveria ter mais informações que subsidiassem o jovem nesse momento tão importante, porque faz todo o sentido, sim, pensar sobre a escolha. Apesar do trabalho estar se transformando, não aboliram-se as carreiras.
Mundo Jovem: Escuta-se que existe um mercado para ser preenchido, mas que falta escolarização ou qualificação?
Maria Carla Corrochano: É difícil afirmar que falta qualificação. Quando dizem que falta gente “formada” para determinadas funções, o problema é você voltar essa questão para o próprio sujeito. O que está por trás desse argumento?
Penso que se numa determinada região falta profissional específico, isso é responsabilidade daquele governo, das escolas profissionais e das empresas locais formarem pessoas para o trabalho. Empresas e poder público é que não conseguem dar conta dessa qualificação. Outra questão é: falta mesmo o profissional qualificado ou o qualificado que a empresa quer precisa preencher um perfil de “x” anos de experiência, falar vários idiomas etc.?
A empresa absorve um recém-formado ou quer alguém com 10 a 20 anos de experiência no mercado? Nesse caso, a qualificação também é socialmente construída, não é só o ensino formal, mas é que tipo de profissional a empresa procura.
Mundo Jovem: Existe a necessidade de aumentar o número de escolas técnicas?
Maria Carla Corrochano: Há necessidade, sim, de mais escolas de expansão para as vagas no ensino técnico. Mas acho que só isso não resolveria o problema. Outra questão é a da identidade do Ensino Médio. Pensando a escola do ensino acadêmico, o que é o Ensino Médio hoje? O Ensino Médio poderia responder a algumas questões sobre o mundo do trabalho, ajudar os jovens nas escolhas, contribuir para a formação deles, sem necessariamente ser cursinho profissionalizante.
Mundo Jovem: Há escolas que têm feito isso?
Maria Carla Corrochano: Umas das coisas legais que temos feito em escolas do Ensino Médio em São Paulo é inserir a discussão sobre a orientação para o mundo do trabalho. O projeto JADE (Jovens Agentes pelo Direito à Educação) inseriu esta prática em cinco escolas. A partir de uma pesquisa feita com os jovens, apuramos duas fortes demandas: uma era sobre a relação do professor com os alunos e vice-versa, que era problemática; e outra era a expectativa pós-Ensino Médio.
Formulamos uma metodologia específica de trabalho com orientação profissional. Numa daquelas Disciplinas de Apoio Curricular (DAC), professores e jovens foram capacitados para trabalhar com alunos, e justamente fazer essa discussão sobre escolhas profissionais: que universidade, que cursinhos, quais são as escolas técnicas específicas para cada capacitação, como entender e se colocar no mundo do trabalho, como se dá a inserção no ensino superior ou no ensino técnico etc.
--------------------------------------------------------------------------------
Depoimentos sobre estudo e trabalho
“Entrei no JADE (Jovens Agentes pelo Direito à Educação) com o objetivo de me guiar na profissão pretendida, porque eu era muito confusa a respeito do que queria. Na verdade, eu queria uma profissão que englobasse tudo. Só que não tem como, não existe isso, a não ser que você faça mais do que um curso. O projeto tem como foco a formação profissional. Ele ensina políticas públicas, como lidar com o diferente das outras pessoas, e principalmente ensina uma profissão.
Toda a profissão é importante, cada uma complementa a outra para que o mundo funcione e tenha uma sintonia. Para escolher o que queremos é um pouco difícil. Na nossa idade é tudo legal, mas temos que escolher uma coisa só. Então é preciso ver o que mais atrai, o que mais traz afinidade, para poder seguir. Se não tivermos um rumo e focarmos em tudo, não se faz nada.
Na escola, pela experiência que eu tenho, os professores só focam no vestibular. Não orientam sobre a faculdade pública, sobre a possibilidade de tentar uma bolsa de estudos para quem vai cursar a faculdade particular.
No geral, é super complicado encontrar um lugar onde se tenha a disponibilidade de conciliar uma faculdade com o trabalho. Se eu não tiver um emprego bom, não tenho como manter as duas coisas.”
Wendy Carolina Teodoro Valério,
estudante.
--------------------------------------------------------------------------------
“Na verdade, quando entrei no JADE, eu não sabia bem o que era, mas ele foi me envolvendo e fui participando das aulas, das atividades e descobrindo. E uma coisa que achei superlegal e importante foi que o objetivo principal era que tivéssemos mais informações sobre mercado de trabalho e orientação profissional.
Quando saímos do Ensino Médio, geralmente não temos um foco do que vai fazer depois. Nesse sentido o Projeto ajudou bastante. No meu caso, tive uma professora de Matemática que me acompanhou durante os estudos e sempre me instigou a respeito da profissão. Desde pequena, sempre pensei em fazer Pedagogia. Pensei sobre isso, mas não fiquei focada. A faculdade fica nos planos, mas com o Projeto acabei me direcionando e vendo a importância de começar a fazer uma faculdade ou um curso técnico.
No Projeto percebemos que para alguns, apesar da inclinação por alguma profissão, o foco maior é conseguir trabalho. E isso está ligado ao fato de pertencer a uma classe menos favorecida. Eu, por exemplo, pensava primeiro no trabalho, primeiro estabilizar a vida, para depois estudar.
Eu tive um professor que me disse que a educação, por mais debilitada que esteja hoje em dia, ainda é o único caminho para conseguir alguma coisa melhor para a vida futura.” Janaína Cardoso,
estudante. ::: Voltar :::
Entrevista publicada na edição nº 416, maio de 2011.
jornal mundo jovem
Aluna de 16 anos fará faculdade de medicina mesmo sem acabar ensino médio
Portal MS Record
Isabel de Nardo Tolentino, de 16 anos, foi aprovada no curso de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Por conta disso, ela entrou na Justiça para garantir o direito de estudar na faculdade, mesmo sem acabar o segundo grau. A decisão favorável foi divulgada pela Justiça.
A aluna está no terceiro ano do ensino médio. Para se matricular no curso, era necessário obter um certificado de conclusão do ensino médio, com base no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Segundo portaria do Ministério da Educação, o interessado no certificado deve ter 18 anos até a data da primeira prova do Enem, requisito que não é cumprido por Isabel. Por conta disso, sua mãe entrou com o processo judicial.
Para o desembargador Joenildo de Sousa Chaves, relator do processo, a portaria para o certificado deveria ser deixada de lado, já que Isabel já foi aprovada no curso da UFMS.
- É certo que [a garota] ainda não atingiu 18 anos, mas com o devido respeito (...), a idade não pode servir de obstáculo para a aquisição do direito, porque limitação de idade é em relação à capacidade intelectual da pessoa.
O juiz reconhece que a garota tem capacidade intelectual para fazer o curso universitário, e que por isso não deveria haver impedimento para ela estudar na universidade.
Isabel de Nardo Tolentino, de 16 anos, foi aprovada no curso de medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).
Por conta disso, ela entrou na Justiça para garantir o direito de estudar na faculdade, mesmo sem acabar o segundo grau. A decisão favorável foi divulgada pela Justiça.
A aluna está no terceiro ano do ensino médio. Para se matricular no curso, era necessário obter um certificado de conclusão do ensino médio, com base no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).
Segundo portaria do Ministério da Educação, o interessado no certificado deve ter 18 anos até a data da primeira prova do Enem, requisito que não é cumprido por Isabel. Por conta disso, sua mãe entrou com o processo judicial.
Para o desembargador Joenildo de Sousa Chaves, relator do processo, a portaria para o certificado deveria ser deixada de lado, já que Isabel já foi aprovada no curso da UFMS.
- É certo que [a garota] ainda não atingiu 18 anos, mas com o devido respeito (...), a idade não pode servir de obstáculo para a aquisição do direito, porque limitação de idade é em relação à capacidade intelectual da pessoa.
O juiz reconhece que a garota tem capacidade intelectual para fazer o curso universitário, e que por isso não deveria haver impedimento para ela estudar na universidade.
Escolas terão R$ 100 milhões para acessibilidade
Apenas 20% das escolas públicas de educação básica atendem critérios de acessibilidade a estudantes com deficiência. Dados do Censo Escolar de 2010 apontam quase 500 mil desses estudantes matriculados em unidades de ensino regular. Para adequá-las às necessidades dos alunos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai repassar recursos de R$ 100 milhões a 3.433 municípios.
Os recursos destinam-se, prioritariamente, à promoção da acessibilidade arquitetônica de 12.165 mil escolas públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Podem ser aplicados, também, na aquisição de itens como cadeiras de rodas ou softwares específicos. “Trata-se de um apoio que a União oferece aos sistemas de ensino” disse a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete. “Apoio esse que está previsto em lei.”
A iniciativa tem o apoio do programa Escola Acessível. Este ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com deficiência no Censo de 2010.
Cada unidade de ensino pode receber recursos que vão de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. O dinheiro pode ser usado na aquisição de material para a construção de rampas, alargamento de portas, adequação de corredores, sanitários, bibliotecas e quadras de esportes. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, ponderou a diretora.
A Escola Inclusiva faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar plano de ações, a ser submetido à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.
O repasse de recursos pelo FNDE às unidades de ensino está normatizado na Resolução n.º 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (3), seção 1 página 51.
Os recursos destinam-se, prioritariamente, à promoção da acessibilidade arquitetônica de 12.165 mil escolas públicas municipais, estaduais e do Distrito Federal. Podem ser aplicados, também, na aquisição de itens como cadeiras de rodas ou softwares específicos. “Trata-se de um apoio que a União oferece aos sistemas de ensino” disse a diretora de políticas de educação especial do Ministério da Educação, Martinha Clarete. “Apoio esse que está previsto em lei.”
A iniciativa tem o apoio do programa Escola Acessível. Este ano, serão atendidas as escolas que receberam sala de recursos multifuncionais em 2009 e registraram matrícula de estudantes com deficiência no Censo de 2010.
Cada unidade de ensino pode receber recursos que vão de R$ 6 mil a R$ 9 mil, de acordo com o número de alunos. O dinheiro pode ser usado na aquisição de material para a construção de rampas, alargamento de portas, adequação de corredores, sanitários, bibliotecas e quadras de esportes. “Os estudantes com deficiência devem ter acesso a todas as dependências da escola”, ponderou a diretora.
A Escola Inclusiva faz parte do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que reduz a burocracia na transferência de recursos. Para recebê-los, as escolas devem elaborar plano de ações, a ser submetido à aprovação das secretarias de educação, observados os critérios e normas gerais de acessibilidade nas obras.
O repasse de recursos pelo FNDE às unidades de ensino está normatizado na Resolução n.º 27, de 2 de junho de 2011, publicada no Diário Oficial da União da última sexta-feira (3), seção 1 página 51.
MT- Zilda Leite assume secretaria de Educação em VG
O prefeito de Várzea Grande Murilo Domingos (PR) ainda está promovendo mudanças em seu secretariado. A ex-deputada estadual Zilda Pereira Leite (DEM) vai assumir a secretaria de Educação e a suplente de vereadora Cely Almeida (PR) vai comandar o Instituto de Seguridade Social dos Servidores Públicos de Várzea Grande (Previvag).
Murilo Domingos retornou à prefeitura há quase um mês. Depois de afastado pelos vereadores, ele conseguiu no ultimo dia 3 uma decisão da Justiça que determinou sua volta. Mesmo depois de quase 30 dias de volta ao comando do Executivo, há instabilidade no quadro de secretários municipais.
Outra secretaria que está sendo articulada é de Saúde. O vereador Fábio Saad (PTC), professor de história, foi convidado pelo prefeito para assumir e ele teria a anuência do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), para assumir. A intenção é de que o vereador faça "um limpa" na Secretaria, dispensando cargos de indicação meramente política. A Saúde é uma das pastas com maior número de servidor e indicações.
No entanto, o PR municipal também briga por secretaria. Eles querem a indicação do suplente de vereador, o médico Domingos Sávio (PR). Fábio Saad não sabe se vai aceitar por causa da indisposição que causará com os outros vereadores, com grande desgaste político para ele. Por enquanto o odontologista Willian Caetano Rosa, secretário-adjunto da Pasta está como titular.
No caso da ex-deputada Zilda Leite, ela volta à Secretaria de Educação da cidade. Ela esteve à frente da Pasta há 11 anos, em 2000, no governo do hoje senador Jayme Campos (DEM).
Já indicação da suplente de vereadora Cely Almeida na Previvag foi articulação do PR. Hoje ela ocupa a vaga do vereador Antônio Cardoso Neto (PR), que está de licença por 30 dias por problemas de saúde.
Diário de Cuiabá
Murilo Domingos retornou à prefeitura há quase um mês. Depois de afastado pelos vereadores, ele conseguiu no ultimo dia 3 uma decisão da Justiça que determinou sua volta. Mesmo depois de quase 30 dias de volta ao comando do Executivo, há instabilidade no quadro de secretários municipais.
Outra secretaria que está sendo articulada é de Saúde. O vereador Fábio Saad (PTC), professor de história, foi convidado pelo prefeito para assumir e ele teria a anuência do secretário estadual de Saúde, Pedro Henry (PP), para assumir. A intenção é de que o vereador faça "um limpa" na Secretaria, dispensando cargos de indicação meramente política. A Saúde é uma das pastas com maior número de servidor e indicações.
No entanto, o PR municipal também briga por secretaria. Eles querem a indicação do suplente de vereador, o médico Domingos Sávio (PR). Fábio Saad não sabe se vai aceitar por causa da indisposição que causará com os outros vereadores, com grande desgaste político para ele. Por enquanto o odontologista Willian Caetano Rosa, secretário-adjunto da Pasta está como titular.
No caso da ex-deputada Zilda Leite, ela volta à Secretaria de Educação da cidade. Ela esteve à frente da Pasta há 11 anos, em 2000, no governo do hoje senador Jayme Campos (DEM).
Já indicação da suplente de vereadora Cely Almeida na Previvag foi articulação do PR. Hoje ela ocupa a vaga do vereador Antônio Cardoso Neto (PR), que está de licença por 30 dias por problemas de saúde.
Diário de Cuiabá
Dica de site: Biblioteca Mundial da ONU
Por: Valeska Andrade
Pesquisando na net encontrei uma raridade que divido agora com vocês: o site da Biblioteca Mundial da ONU www.wdl.org
site reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobretudo, “caráter patrimonial” , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser “com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe; chinês; inglês; francês; russo; espanhol; e português. Mas há documentos em linha em mais de cinquenta idiomas”. “Dentre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México; e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei da Espanha em 1562″, explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da História; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latinoamericanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar: cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, dentre elas: o PORTUGUÊS.
A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos gravados, mapas, fotografias e ilustrações. Embora seja apresentado, oficialmente, na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio: http://www.wdl. org. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840.
Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa. Dentre as joias que contém no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da História; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 a.c.
Duas regiões do mundo estão,particularmente, bem representadas: América Latina; e Médio Oriente. Isso se deve à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil; à Biblioteca de Alexandria no Egipto; e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita. A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e, atualmente, contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está, sobretudo, destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.
Pesquisando na net encontrei uma raridade que divido agora com vocês: o site da Biblioteca Mundial da ONU www.wdl.org
site reúne mapas, textos, fotos, gravações e filmes de todos os tempos e explica em sete idiomas as joias e relíquias culturais de todas as bibliotecas do planeta. Tem, sobretudo, “caráter patrimonial” , antecipou em LA NACION Abdelaziz Abid, coordenador do projecto impulsionado pela UNESCO e outras 32 instituições.
A BDM não oferecerá documentos correntes, a não ser “com valor de patrimônio, que permitirão apreciar e conhecer melhor as culturas do mundo em idiomas diferentes: árabe; chinês; inglês; francês; russo; espanhol; e português. Mas há documentos em linha em mais de cinquenta idiomas”. “Dentre os documentos mais antigos há alguns códices pré-colombianos, graças à contribuição do México; e os primeiros mapas da América, desenhados por Diego Gutiérrez para o rei da Espanha em 1562″, explicou Abid.
Os tesouros incluem o Hyakumanto darani , um documento em japonês publicado no ano 764 e considerado o primeiro texto impresso da História; um relato dos azetecas que constitui a primeira menção do Menino Jesus no Novo Mundo; trabalhos de cientistas árabes desvelando o mistério da álgebra; ossos utilizados como oráculos e esteiras chinesas; a Bíblia de Gutenberg; antigas fotos latinoamericanas da Biblioteca Nacional do Brasil e a célebre Bíblia do Diabo, do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia.
Fácil de navegar: cada joia da cultura universal aparece acompanhada de uma breve explicação do seu conteúdo e seu significado. Os documentos foram passados por scanners e incorporados no seu idioma original, mas as explicações aparecem em sete línguas, dentre elas: o PORTUGUÊS.
A biblioteca começa com 1200 documentos, mas foi pensada para receber um número ilimitado de textos gravados, mapas, fotografias e ilustrações. Embora seja apresentado, oficialmente, na sede da UNESCO, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial já está disponível na Internet, através do sítio: http://www.wdl. org. O acesso é gratuito e os usuários podem ingressar diretamente pela Web , sem necessidade de se registrarem.
Permite ao internauta orientar a sua busca por épocas, zonas geográficas, tipo de documento e instituição. O sistema propõe as explicações em sete idiomas (árabe, chinês, inglês, francês, russo, espanhol e português), embora os originas existam na sua língua original. Desse modo, é possível, por exemplo, estudar em detalhe o Evangelho de São Mateus traduzido em aleutiano pelo missionário russo Ioann Veniamiov, em 1840.
Com um simples clique, podem-se passar as páginas de um livro, aproximar ou afastar os textos e movê-los em todos os sentidos. A excelente definição das imagens permite uma leitura cômoda e minuciosa. Dentre as joias que contém no momento a BDM está a Declaração de Independência dos Estados Unidos, assim como as Constituições de numerosos países; um texto japonês do século XVI considerado a primeira impressão da História; o jornal de um estudioso veneziano que acompanhou Fernão de Magalhães na sua viagem ao redor do mundo; o original das “Fábulas” de Lafontaine, o primeiro livro publicado nas Filipinas em espanhol e tagalog, a Bíblia de Gutemberg, e umas pinturas rupestres africanas que datam de 8.000 a.c.
Duas regiões do mundo estão,particularmente, bem representadas: América Latina; e Médio Oriente. Isso se deve à ativa participação da Biblioteca Nacional do Brasil; à Biblioteca de Alexandria no Egipto; e à Universidade Rei Abdulá da Arábia Saudita. A estrutura da BDM foi decalcada do projeto de digitalização da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, que começou em 1991 e, atualmente, contém 11 milhões de documentos em linha. Os seus responsáveis afirmam que a BDM está, sobretudo, destinada a investigadores, professores e alunos. Mas a importância que reveste esse sítio vai muito além da incitação ao estudo das novas gerações que vivem num mundo audio-visual.
Falhar em planejar é planejar em falhar
27/05/2011
Lair Ribeiro
É sempre a mesma história. Mais ou menos no meio do mês de novembro, começa a correria. É preciso finalizar trabalhos pendentes, redobrar a atenção aos filhos, planejar as férias da família, fazer a revisão do carro, fazer as compras de Natal, cuidar dos preparativos para a ceia e planejar o próximo ano.
Mas você não precisa passar por isso. Basta traçar um detalhado plano de ação e colocá-lo em prática. Se você realmente almeja concretizar suas aspirações, é preciso ir além da “listinha” de intenções.
Lembre-se de viver o presente, o aqui e agora. Você sabe o que é preocupação? Preocupação é manter a mente ocupada antes da hora, ou seja, previamente (pré-ocupação).
Se você acha que pensando nos problemas conseguirá solucioná-los, engana-se. Isso apenas pré-ocupa a sua mente e o impede de buscar soluções. A maioria de nós, quando adulto, adquire o péssimo hábito de complicar a vida. Esforce-se para enxergar as coisas como elas realmente são e veja que, assim, é muito mais fácil lidar com elas.
Para tornar seus sonhos realidade, é fundamental estipular quando e como eles irão se realizar. A vida só tem sentido quando definimos metas positivas, seja para o campo pessoal, profissional, financeiro ou familiar. Mas, para sair da inércia, é preciso ter consciência de onde você está, aonde quer chegar e qual caminho seguir.
Se você almeja ser uma pessoa bem-sucedida e próspera em tudo o que faz, precisa também desenvolver outras habilidades, como a persistência e a perseverança. Velhos hábitos e crenças não mudam de uma hora para outra. Mas, com disciplina e insistência, você pode transformar a sua vida e obter o sucesso em suas ações.
Antes de mais nada, defina seus valores. Descubra o que o leva a buscar por seus objetivos. Seja verdadeiro com você mesmo.
Refletir sobre suas finanças, por exemplo, é um exercício fundamental, que deve ser freqüentemente revisado. Para conquistar a felicidade, todas as áreas da vida têm de estar equilibradas. É preciso identificar que áreas estão sendo mais ou menos trabalhadas e, se detectado algum desequilíbrio, agir para reverter o processo.
Saber identificar o que é prioridade, separando o que é urgente do que é importante, também ajuda a manter o foco afinado com seus objetivos, pois o que é urgente nem sempre é importante e vice-versa.
Avaliando suas tarefas diárias, é possível reorganizar seu tempo em função de suas metas. Deter-se em tarefas que não são urgente nem importantes é perda de tempo. O ideal é utilizar a maior parte do tempo em ações produtivas, que sejam importantes, mas não necessariamente urgentes.
Uma vez definidos seus valores e prioridades, desenhe uma estratégia simples, objetiva e realista. Dê um passo de cada vez e você será capaz de superar cada batalha, juntando energia para vencer a guerra.
Baseie sua ação em uma “Pirâmide da Produtividade”: na base, seus valores dominantes; logo acima, as metas de médio e de longo prazos; e no topo, as tarefas diárias. Cada pequena ação pode ser revertida em algo muito maior. É essa a energia que irá movê-lo em direção a seus objetivos.
Acumular várias pequenas vitórias ao longo de um processo fortalece o espírito e alimenta o sistema de motivação interior. E sentindo o sabor das pequenas vitórias você vai construindo um caminho de sucesso e de prosperidade, impedindo que o estresse e a ansiedade tomem conta de sua vida.
Lair Ribeiro
É sempre a mesma história. Mais ou menos no meio do mês de novembro, começa a correria. É preciso finalizar trabalhos pendentes, redobrar a atenção aos filhos, planejar as férias da família, fazer a revisão do carro, fazer as compras de Natal, cuidar dos preparativos para a ceia e planejar o próximo ano.
Mas você não precisa passar por isso. Basta traçar um detalhado plano de ação e colocá-lo em prática. Se você realmente almeja concretizar suas aspirações, é preciso ir além da “listinha” de intenções.
Lembre-se de viver o presente, o aqui e agora. Você sabe o que é preocupação? Preocupação é manter a mente ocupada antes da hora, ou seja, previamente (pré-ocupação).
Se você acha que pensando nos problemas conseguirá solucioná-los, engana-se. Isso apenas pré-ocupa a sua mente e o impede de buscar soluções. A maioria de nós, quando adulto, adquire o péssimo hábito de complicar a vida. Esforce-se para enxergar as coisas como elas realmente são e veja que, assim, é muito mais fácil lidar com elas.
Para tornar seus sonhos realidade, é fundamental estipular quando e como eles irão se realizar. A vida só tem sentido quando definimos metas positivas, seja para o campo pessoal, profissional, financeiro ou familiar. Mas, para sair da inércia, é preciso ter consciência de onde você está, aonde quer chegar e qual caminho seguir.
Se você almeja ser uma pessoa bem-sucedida e próspera em tudo o que faz, precisa também desenvolver outras habilidades, como a persistência e a perseverança. Velhos hábitos e crenças não mudam de uma hora para outra. Mas, com disciplina e insistência, você pode transformar a sua vida e obter o sucesso em suas ações.
Antes de mais nada, defina seus valores. Descubra o que o leva a buscar por seus objetivos. Seja verdadeiro com você mesmo.
Refletir sobre suas finanças, por exemplo, é um exercício fundamental, que deve ser freqüentemente revisado. Para conquistar a felicidade, todas as áreas da vida têm de estar equilibradas. É preciso identificar que áreas estão sendo mais ou menos trabalhadas e, se detectado algum desequilíbrio, agir para reverter o processo.
Saber identificar o que é prioridade, separando o que é urgente do que é importante, também ajuda a manter o foco afinado com seus objetivos, pois o que é urgente nem sempre é importante e vice-versa.
Avaliando suas tarefas diárias, é possível reorganizar seu tempo em função de suas metas. Deter-se em tarefas que não são urgente nem importantes é perda de tempo. O ideal é utilizar a maior parte do tempo em ações produtivas, que sejam importantes, mas não necessariamente urgentes.
Uma vez definidos seus valores e prioridades, desenhe uma estratégia simples, objetiva e realista. Dê um passo de cada vez e você será capaz de superar cada batalha, juntando energia para vencer a guerra.
Baseie sua ação em uma “Pirâmide da Produtividade”: na base, seus valores dominantes; logo acima, as metas de médio e de longo prazos; e no topo, as tarefas diárias. Cada pequena ação pode ser revertida em algo muito maior. É essa a energia que irá movê-lo em direção a seus objetivos.
Acumular várias pequenas vitórias ao longo de um processo fortalece o espírito e alimenta o sistema de motivação interior. E sentindo o sabor das pequenas vitórias você vai construindo um caminho de sucesso e de prosperidade, impedindo que o estresse e a ansiedade tomem conta de sua vida.
Vale quanto ensinar em países onde a educação vai bem?
Professor é uma profissão valorizada e os salários iniciais equivalem ao de carreiras como a de engenheiro
"Nos países onde os alunos têm os melhores resultados nos testes padronizados internacionais [como o Pisa], a remuneração dos professores se encontra no nível dos salários de engenheiros e médicos", afirma o pesquisador americano Philip Fletcher, membro do Conselho Consultivo da Avalia Educacional, do grupo Santillana.
Cingapura, por exemplo, ocupa a segunda posição no ranking de matemática do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova que envolve 65 países.
Em ciência, o país está na quarta colocação e em leitura, na quinta. O Brasil fica em 57º em matemática, em 53º em ciência e em 53º em leitura, no Pisa 2009.
Um dos pilares do sucesso educacional do país é o investimento em seus professores, que começam a ensinar pelo mesmo salário de um engenheiro contratado pelo governo -cerca de US$ 2.500 por mês.
"Além de transmitir conhecimentos, os professores devem ajudar os estudantes a descobrir seus talentos", diz o professor Lee Sing Kong, diretor do NIE (Instituto Nacional de Educação, em inglês), órgão ligado ao Ministério da Educação.
Kong falou com a Folha antes e durante sua estadia em São Paulo, onde participou, na semana passada, de um seminário internacional para contar como a valorização da profissão docente gera resultados positivos na educação.
O NIE forma cerca de 2.000 docentes ao ano: dois terços deles já têm diploma superior e fazem pós-graduação de um ano em educação; os demais cursam bacharelados de quatro anos. Enquanto estudam, os professores recebem salário. A formação é obrigatória para os profissionais da rede pública.
MODELOS DE SUCESSO
Mas a valorização do papel do professor é preocupação globalizada e foi tema da primeira Cúpula Internacional da Profissão Docente, realizada nos EUA em março, que reuniu representantes de 16 países, como Brasil, Finlândia, Cingapura e China.
"Na Finlândia, a seleção dos profissionais não se baseia apenas na sua competência cognitiva, mas dá igual importância a seu potencial de liderança, seus valores éticos, sua disposição para ensinar, sua habilidade de comunicar e de se relacionar bem", afirma Fletcher, que já foi consultor do MEC.
Além disso, em países onde a educação vai bem, "os professores têm ampla autonomia no desempenho de suas atividades didáticas para alcançar alunos com diversos estilos de aprendizagem". Para ele, tal autonomia reafirma aos professores seu profissionalismo, "o que sustenta sua estima e respeito na comunidade".
Para José Francisco Soares, da UFMG, nem todas as fórmulas podem ser aplicadas de modo imediato no Brasil, cuja carreira docente é a priori desprestigiada. "A forma como a sociedade trata o professor é como coitadinho. Temos de dar a ele a chance de ser profissional."
Fonte: Folha de São Paulo (SP)
"Nos países onde os alunos têm os melhores resultados nos testes padronizados internacionais [como o Pisa], a remuneração dos professores se encontra no nível dos salários de engenheiros e médicos", afirma o pesquisador americano Philip Fletcher, membro do Conselho Consultivo da Avalia Educacional, do grupo Santillana.
Cingapura, por exemplo, ocupa a segunda posição no ranking de matemática do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova que envolve 65 países.
Em ciência, o país está na quarta colocação e em leitura, na quinta. O Brasil fica em 57º em matemática, em 53º em ciência e em 53º em leitura, no Pisa 2009.
Um dos pilares do sucesso educacional do país é o investimento em seus professores, que começam a ensinar pelo mesmo salário de um engenheiro contratado pelo governo -cerca de US$ 2.500 por mês.
"Além de transmitir conhecimentos, os professores devem ajudar os estudantes a descobrir seus talentos", diz o professor Lee Sing Kong, diretor do NIE (Instituto Nacional de Educação, em inglês), órgão ligado ao Ministério da Educação.
Kong falou com a Folha antes e durante sua estadia em São Paulo, onde participou, na semana passada, de um seminário internacional para contar como a valorização da profissão docente gera resultados positivos na educação.
O NIE forma cerca de 2.000 docentes ao ano: dois terços deles já têm diploma superior e fazem pós-graduação de um ano em educação; os demais cursam bacharelados de quatro anos. Enquanto estudam, os professores recebem salário. A formação é obrigatória para os profissionais da rede pública.
MODELOS DE SUCESSO
Mas a valorização do papel do professor é preocupação globalizada e foi tema da primeira Cúpula Internacional da Profissão Docente, realizada nos EUA em março, que reuniu representantes de 16 países, como Brasil, Finlândia, Cingapura e China.
"Na Finlândia, a seleção dos profissionais não se baseia apenas na sua competência cognitiva, mas dá igual importância a seu potencial de liderança, seus valores éticos, sua disposição para ensinar, sua habilidade de comunicar e de se relacionar bem", afirma Fletcher, que já foi consultor do MEC.
Além disso, em países onde a educação vai bem, "os professores têm ampla autonomia no desempenho de suas atividades didáticas para alcançar alunos com diversos estilos de aprendizagem". Para ele, tal autonomia reafirma aos professores seu profissionalismo, "o que sustenta sua estima e respeito na comunidade".
Para José Francisco Soares, da UFMG, nem todas as fórmulas podem ser aplicadas de modo imediato no Brasil, cuja carreira docente é a priori desprestigiada. "A forma como a sociedade trata o professor é como coitadinho. Temos de dar a ele a chance de ser profissional."
Fonte: Folha de São Paulo (SP)
MT- Secitec lança em julho programa de ensino a distância
Da Redação
www.olhardireto.com.br
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), promove no próximo mês o ato de lançamento do ‘MT Preparatório’, maior programa de ensino à distância da região Centro-Oeste.
O ‘MT Preparatório’, que substitui nominalmente o ‘MT Pré Vestibular’- programa criado em 2009- é constituído por aulas em TV digital interativa, com imagens conduzidas via satélite em tempo real, como em uma transmissão televisiva, com possibilidade de interação, ao vivo, entre professor e alunos, por voz e vídeo.
A proposta da Secitec, de ensino por mediação tecnológica, é atender aproximadamente 23 mil pessoas em no mínimo 70 municípios mato-grossenses. “Estamos atuando para instalar o programa nas 141 cidades do Estado. Nossa previsão é de colocar em funcionamento cerca de 200 salas, que contarão com aulas de preparação para o vestibular como o da Unemat, o Enem - Exame Nacional do Ensino Médio- e até mesmo para concursos”, comenta o secretário da Secitec, Eliene Lima.
Para colocar em prática o ‘MT Preparatório’, a Secitec fechou convênio com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), para as Pasatas disponibilizem local para abrigar no mínimo 50 alunos, estrutura – cadeiras, bebedouros e banheiros-, monitor e um responsável pela segurança dos equipamentos tecnológicos.
De acordo com o secretário adjunto da Secitec, Adriano Breunig, cada sala de aula será equipada com um kit composto por antena VSAT bidirecional, roteador-receptor de satélite, cabeamento estruturado (LAN), microcomputador, webcam com microfone embutido, Tv LCD 42 polegadas, impressora a laser e no-break. Com todos esses equipamentos instalados, o local passa ainda a oferecer aos alunos internet banda larga gratuita.
O investimento para toda essa tecnologia, que tem dado bons resultados educacionais aos Estados do Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí, custou R$ 15 milhões. “Um estúdio de Tv será montado na própria sede da Secitec, com ilhas de edição e três câmeras de alta tecnologia. Desse estúdio o professor ministrará a aula, cujas imagens serão exibidas em tempo real aos municípios atendidos. É como se fosse a transmissão de um programa ao vivo, a diferença é que o aluno poderá conversar com o professor”, acrescenta Adriano Breunig.
Para operacionalizar o sistema, os tutores da Seduc e da Unemat passarão por treinamento. E até o fim do mês de junho a Secitec encerra o período de contratação de professores. “Vamos escolher aqueles educadores que reúnem boa didática frente às câmeras”, explica o secretário estadual de Ciência e Tecnologia.
As aulas do ‘MT Preparatório’ estão previstas para começar em agosto, com aulas nos períodos matutino e noturno. “Pela manhã e noite serão ministradas aulas com conteúdo para o Enem e vestibular. Já no período vespertino serão realizadas aulas de reforço de português, matemática e ciências do Ensino Fundamental”, comenta Lima.
Os alunos participantes ganharão todo o material didático - livros encadernados e coloridos-, e mais um DVD contendo 100 vídeos-aulas.
As inscrições do ‘MT Preparatório’ serão feitas nos locais onde serão realizadas as aulas. Até o fim de junho a Secitec define os municípios e as escolas onde serão ministradas as aulas do programa educacional
TECNOLOGIA A SERVIÇO DO GOVERNO
Os equipamentos tecnológicos adquiridos pela Secitec poderão ser utilizados em outros serviços além do educacional. A estrutura que permite a transmissão televisiva por satélite poderá ser utilizada no futuro para a expansão da capacitação e realização de cursos técnicos e superiores.
Atualmente a Secitec possui oito escolas técnicas espalhadas pelo Estado - Alta Floresta, Barra do Garças, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poxoréu, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra- e cursos de extensão em cinco cidades -Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Marcelândia, Nova Mutum, Sapezal e Várzea Grande.
A expectativa do secretário e do secretário adjunto é, por meio do ensino por intermediação tecnológica, ampliar a atuação da Secitec com ajuda das aulas via satélite. “Vamos usar a tecnologia para encurtar as assimetrias regionais. Tanto os alunos que estarão em Cuiabá quantos os de Apiacás, município no extremo Norte do Estado, terão aulas com os mesmos professores, e juntos vão ter um ensino de qualidade”, relata Eliene Lima.
De acordo com o Adriano Breunig, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia tem o interesse de em 2012 ampliar parceria com a Unemat para implantar o Ensino Superior à distância. “A reitoria da Universidade de Mato Grosso tem a intenção de utilizar a tecnologia que nós dispomos hoje para expandir a sua atuação no Estado”, comenta Breunig.
As informações são da assessoria.
www.olhardireto.com.br
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec), promove no próximo mês o ato de lançamento do ‘MT Preparatório’, maior programa de ensino à distância da região Centro-Oeste.
O ‘MT Preparatório’, que substitui nominalmente o ‘MT Pré Vestibular’- programa criado em 2009- é constituído por aulas em TV digital interativa, com imagens conduzidas via satélite em tempo real, como em uma transmissão televisiva, com possibilidade de interação, ao vivo, entre professor e alunos, por voz e vídeo.
A proposta da Secitec, de ensino por mediação tecnológica, é atender aproximadamente 23 mil pessoas em no mínimo 70 municípios mato-grossenses. “Estamos atuando para instalar o programa nas 141 cidades do Estado. Nossa previsão é de colocar em funcionamento cerca de 200 salas, que contarão com aulas de preparação para o vestibular como o da Unemat, o Enem - Exame Nacional do Ensino Médio- e até mesmo para concursos”, comenta o secretário da Secitec, Eliene Lima.
Para colocar em prática o ‘MT Preparatório’, a Secitec fechou convênio com a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) e a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), para as Pasatas disponibilizem local para abrigar no mínimo 50 alunos, estrutura – cadeiras, bebedouros e banheiros-, monitor e um responsável pela segurança dos equipamentos tecnológicos.
De acordo com o secretário adjunto da Secitec, Adriano Breunig, cada sala de aula será equipada com um kit composto por antena VSAT bidirecional, roteador-receptor de satélite, cabeamento estruturado (LAN), microcomputador, webcam com microfone embutido, Tv LCD 42 polegadas, impressora a laser e no-break. Com todos esses equipamentos instalados, o local passa ainda a oferecer aos alunos internet banda larga gratuita.
O investimento para toda essa tecnologia, que tem dado bons resultados educacionais aos Estados do Amazonas, Bahia, Maranhão e Piauí, custou R$ 15 milhões. “Um estúdio de Tv será montado na própria sede da Secitec, com ilhas de edição e três câmeras de alta tecnologia. Desse estúdio o professor ministrará a aula, cujas imagens serão exibidas em tempo real aos municípios atendidos. É como se fosse a transmissão de um programa ao vivo, a diferença é que o aluno poderá conversar com o professor”, acrescenta Adriano Breunig.
Para operacionalizar o sistema, os tutores da Seduc e da Unemat passarão por treinamento. E até o fim do mês de junho a Secitec encerra o período de contratação de professores. “Vamos escolher aqueles educadores que reúnem boa didática frente às câmeras”, explica o secretário estadual de Ciência e Tecnologia.
As aulas do ‘MT Preparatório’ estão previstas para começar em agosto, com aulas nos períodos matutino e noturno. “Pela manhã e noite serão ministradas aulas com conteúdo para o Enem e vestibular. Já no período vespertino serão realizadas aulas de reforço de português, matemática e ciências do Ensino Fundamental”, comenta Lima.
Os alunos participantes ganharão todo o material didático - livros encadernados e coloridos-, e mais um DVD contendo 100 vídeos-aulas.
As inscrições do ‘MT Preparatório’ serão feitas nos locais onde serão realizadas as aulas. Até o fim de junho a Secitec define os municípios e as escolas onde serão ministradas as aulas do programa educacional
TECNOLOGIA A SERVIÇO DO GOVERNO
Os equipamentos tecnológicos adquiridos pela Secitec poderão ser utilizados em outros serviços além do educacional. A estrutura que permite a transmissão televisiva por satélite poderá ser utilizada no futuro para a expansão da capacitação e realização de cursos técnicos e superiores.
Atualmente a Secitec possui oito escolas técnicas espalhadas pelo Estado - Alta Floresta, Barra do Garças, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Poxoréu, Rondonópolis, Sinop e Tangará da Serra- e cursos de extensão em cinco cidades -Campo Verde, Chapada dos Guimarães, Marcelândia, Nova Mutum, Sapezal e Várzea Grande.
A expectativa do secretário e do secretário adjunto é, por meio do ensino por intermediação tecnológica, ampliar a atuação da Secitec com ajuda das aulas via satélite. “Vamos usar a tecnologia para encurtar as assimetrias regionais. Tanto os alunos que estarão em Cuiabá quantos os de Apiacás, município no extremo Norte do Estado, terão aulas com os mesmos professores, e juntos vão ter um ensino de qualidade”, relata Eliene Lima.
De acordo com o Adriano Breunig, a Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia tem o interesse de em 2012 ampliar parceria com a Unemat para implantar o Ensino Superior à distância. “A reitoria da Universidade de Mato Grosso tem a intenção de utilizar a tecnologia que nós dispomos hoje para expandir a sua atuação no Estado”, comenta Breunig.
As informações são da assessoria.
Assinar:
Postagens (Atom)
