domingo, 17 de julho de 2011

Gripe, uma antiga epidemia

Por Rainer Sousa

Gripe: uma doença introduzindo questões históricas em sala de aula.

O uso de documentos em sala de aula pode ser uma alternativa muito eficaz na aproximação dos alunos aos conteúdos de natureza histórica. Ao contrário do que muitos professores temem, os documentos não se restringem à compreensão de profissionais de maior experiência e capacidade intelectual.
Enquanto matéria de natureza crítica e formativa, a História deve ser exposta aos seus aprendizes como algo acessível, vivo e interessante.

Visando comprovar essa perspectiva, sugerimos uma atividade onde o professor tenha a oportunidade de expor ao aluno como o seu poder de interpretação pode servir para compreender o passado e, desse modo, também avaliar o presente. Para tanto, sugerimos a reprodução do documento abaixo para a turma, sem as especificações que revelam exatamente a época em que o mesmo fora produzido.

“Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.”

Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola (1918). Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004. Cd-rom.

Após realizar a leitura desse trecho, peça para que os alunos tentem descobrir em que época esse documento foi produzido e sobre qual tipo de gripe ele fala. Provavelmente, sendo uma experiência recente, podemos esperar que vários estudantes digam que esse texto faça referência ao surto de gripe suína que, no ano de 2009, atingiu várias pessoas e estabeleceu a mudança da rotina de muitos brasileiros.

Feita essa consideração pelos alunos, exponha para a turma que o documento em questão fala sobre um surto de gripe espanhola que atingiu o Brasil no ano de 1918. Ao oferecer essa nova informação, é provável que muitos alunos se surpreendam com a tamanha similaridade entre as transformações que o desenvolvimento da gripe espanhola causou no começo do século XX e a gripe suína no princípio do século XXI.

Por meio dessa questão, o professor pode organizar um trabalho onde a turma investigue o contexto em que cada uma dessas epidemias aconteceu. Valendo-se de informações históricas e biológicas, eles podem comparar as doenças e ver a diferença do tempo em que cada uma aconteceu. Sem dúvida, vários alunos notarão que a investigação do passado é algo bem maior que os limites da sala e do livro didático.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

Solidão e amizade: companheiras de vida

Márcia Campos Andrade

A solidão e a amizade são importantes experiências existenciais na vida de todos nós, seres humanos. À primeira vista, a solidão nos remete ao isolamento social, ao medo do outro, ao medo do abandono, à dificuldade de relacionamento que provoca a fuga do encontro com outras pessoas. Mas não precisa ser só isso.

Para o psicanalista Donald W. Winnicott, a solidão também pode ser positiva, estimulante e criadora quando, nos relacionamentos com quem nos cuida desde a infância, desenvolvemos o que ele chamou de “capacidade de estar só” mesmo estando na presença de outra pessoa. Seria quando a criança consegue brincar perto da mãe sem necessitar o tempo inteiro de sua atenção. Esta experiência nos proporciona desde muito cedo a capacidade de lidarmos com o sentimento de solidão, sem que isso nos provoque angústia ou ansiedade. Assim teremos maiores e melhores possibilidades de construir encontros profundos com outros seres humanos, sendo a amizade um deles.

Para além da ideia comum em nossa sociedade de que a solidão representa uma maior dificuldade de se abrir para outras pessoas e de fazer amizades, preferimos pensar que a solidão e a amizade podem ser vistas como complementares e mesmo companheiras, se ampliarmos nosso foco de análise sobre a vida relacional e o cotidiano de todos nós, nas diversas fases do desenvolvimento humano.

Jogo do encontro

Podemos perceber, então, que desde a mais tenra infância lidamos com sentimentos contraditórios como a busca do encontro com o outro, mas também o estranhamento diante dos que não conhecemos. Esse interjogo existencial é fundamental em nossos encontros posteriores em todos os campos da vida.

Na adolescência, esses sentimentos contraditórios são intensificados e são mais complexos. Nesse sentido, tanto a solidão quanto a amizade - como busca e afastamento do contato com os outros - são importantes e presentes no cotidiano das relações sociais satisfatórias. Contribuem para a formação do sentimento de pertencimento não só a si mesmo mas à família e ao grupo de amigos, e de diferenciação do que não é próximo ou familiar.

Estas experiências contribuem para a construção da identidade e da subjetividade do adolescente, sendo a solidão o sentimento de estar só em contato com sua própria intimidade, sentindo-se bem com essa experiência, sentindo-se mais forte diante dos acontecimentos inerentes ao relacionamento com os amigos e com a família. E a amizade é a vivência de se reconhecer e ser reconhecido como integrante de um grupo diferente da família, onde é possível experimentar coletivamente a vida, tendo suporte emocional e social.

Solidão e adolescência

Não podemos esquecer do contexto sócio-histórico, psicossocial-cultural e econômico-político no qual vivemos. Assim, pensemos sobre a solidão e a amizade na vivência da adolescência em nossa sociedade que, entre outras coisas, tem sido marcada por relações de instrumentalidade - transformar as outras pessoas em objetos a serem utilizados de acordo com determinados interesses; de descartabilidade - realizar contatos de curta duração sem interesse em encontros afetivos, apenas curtição momentânea; e de animosidade pelo preconceito e discriminação com os que são diferentes.

Como essas questões interferem na vivência da solidão, como uma experiência importante de contato consigo mesmo, e na vivência da amizade, como uma experiência de encontro, amor, cuidado, reconhecimento e respeito com as outras pessoas? Faço esse questionamento para provocar reflexões sobre as relações de solidão e de amizade entre os adolescentes no contexto em que vivemos e como podemos contribuir para que sejam mais satisfatórias, mais afetivas e acolhedoras. Este é um desafio coletivo e cotidiano de responsabilidade de todos nós.


Márcia Campos Andrade,professora da Universidade Estadual de Maringá, PR.
Endereço eletrônico: maringa2008@yahoo.com.br

O Olhar do Educador

Cássia Ravena Mulin

Atualmente, fala-se muito em Educação de Qualidade, mas como deve ser o olhar do educador que deve oferecer este tipo de Educação?

O que diferencia o educador dos demais profissionais é o fato dele trabalhar com pessoas em formação, com personalidades em construção, com o físico e a mente em pleno desenvolvimento.

Diante disso, seu olhar deve ser atento, cuidadoso para observar não só as dificuldades e avanços dos seus alunos, mas também seu comportamento, seu “estado de espírito” em cada aula. Por exemplo, um aluno participativo que, de repente, se encontra muito quieto, com semblante triste pode estar com problemas familiares, às vezes, sérios.

Seu olhar deve ser como o de um “pai” que chama a atenção quando necessário, mas demonstra afeto, cuidado, interesse, preocupação, dizendo palavras de conforto: “Eu estou aqui”, “Pode contar comigo” nos momentos de dificuldade e “turbulência”.

Segundo Emília Costa, não é por acaso que quase todos os alunos tem um professor pela visão positiva e outro pela visão negativa. E essa avaliação tem sempre uma dimensão afetiva e não só ao nível da competência.

O professor ideal deve ser alguém com uma boa capacidade de comunicação, competente, exigente com ele próprio e em relação à aprendizagem. Mas sempre atento à dimensão afetiva. É aquele que conhece a realidade de cada aluno, que se interessa por suas vidas. É aquele que explica de que modo será útil aquilo que o aluno deve aprender para ele. É alguém firme, mas compreensivo, capaz de “acolher” o aluno e confortá-lo no momento em que este mais necessita.

Concluindo, o principal ingrediente para uma Educação de Qualidade deve ser o Amor do educador pela Educação e pelos educandos. É este ingrediente que deve movê-lo a cada dia, diante de cada obstáculo que deve vencer.

Cássia Ravena Mulin de Assis Medel ravenamedel@yahoo.com.brPedagoga e Escritora. Especialista em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Atua como Orientadora Pedagógica na E.M.Francisca Pinheiro Teixeira e Orientadora Educacional no C.E.Lameira de Andrade, Cantagalo-RJ. Consultora Pedagógica e Palestrante.

Creches devem fechar nas férias, avalia Conselho Nacional de Educação

Órgão do MEC afirma que unidades devem oferecer serviço educativo, não assistencial(Thinkstock)

O Conselho Nacional de Educação (CNE) do Ministério da Educação (MEC) aprovou parecer que orienta creches de todo o país a não oferecer atendimento durante as férias. O órgão refutou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em março, determinou que a prefeitura mantivesse creches e pré-escolas abertas durante esse período. O parecer segue para homologação do ministro Fernando Haddad.

A discussão, que reuniu entidades nacionais, estaduais e municipais, foi suscitada por uma consulta da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo ao CNE, após a decisão da Justiça. De acordo com o parecer, que foi aprovado por unanimidade, as creches não devem ser vistas como unidades assistencialistas, mas, sim, educativas.

"A criança tem direito a uma convivência intensiva e extensiva com a sua família", afirma Cesar Callegari, membro do CNE e relator do parecer. "As crianças com necessidade de maior atenção devem ser atendidas, sim, mas pela assistência social e não pela educação." Segundo ele, a Secretaria de Educação Básica do MEC emitiu uma nota técnica que apoia o parecer. Após a homologação, o documento será enviado aos conselhos e secretarias de educação e órgãos de Justiça de todo o país.

Para a Defensoria Pública do estado, mesmo com o parecer, a oferta de creche continua sendo um serviço público essencial e, portanto, não deve ter recessos. "É uma decisão (do CNE) de caráter administrativo, que não foi elaborada pelo Legislativo", argumenta o defensor Bruno Napolitano, um dos autores da decisão que suspendeu as férias.

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo se diz satisfeita com a decisão do órgão. "A aprovação por unanimidade mostra que o CNE vai na mesma direção que São Paulo na concepção de educação infantil, que deve ter caráter educativo", diz o secretário Alexandre Schneider. "A assistência social deve ser prestada, mas não por intermédio da educação infantil."

Opinião:Assim, como somos

Publicado 13/06/2011
www.olhardireto.com.br

Autor: Iza Aparecida Saliés

No dia da confirmação que Cuiabá sediaria a copa do mundo, confesso que tive a impressão que estava sonhando, para nós, coisa difícil acontecer, mas aconteceu e será realizada, com certeza.

Preste a realizar esse sonho, desejo de antanho dos mato-grossenses, não podemos deixar que pessoas e ou instituições possam vibrar negativamente, torcendo contra, gerando instabilidade na opinião pública e mais, divulgando negativamente Cuiabá e o estado de Mato Grosso.

Com certeza faremos tudo para colaborar com as ações da copa, e digo mais, estamos preparados para sofrer no trânsito e no calor, como também estamos imbuídos em apoiar as iniciativas do Governo pela Agecopa.

Muitos questionam a capacidade que Cuiabá tem para receber a copa do mundo, e para enfraquecer a gestão atual, a mídia faz questão de divulgar qualquer fato pejorativo sobre a copa na capital, para depreciar o desenvolvimento das ações do evento no Estado.

Como dizia os antigos sábios “maldade, dá muito que falar”, e este assunto estão rendendo muito.

Cuiabá não é a única cidade do país que está com problemas e ou dificuldades de desenvolver o seu planejamento para a copa, não podemos esquecer que a capital faz parte de um contexto maior de responsabilidades, só para citar um exemplo: a reforma do aeroporto Marechal Rondon é de competência da união, e até agora não saiu do papel. Como sabemos muito bem.

Entretanto, convictos do tamanho e da complexidade que demanda a realização desse evento para um Estado, o que nós mato-grossenses sabíamos, ainda assim, estamos preparados, ao nosso modo e forma, e digo mais, faremos o que for preciso para não perder esse evento.

O Senhor Maggi criou o órgão gestor das ações da copa no estado, a Agecopa. Na verdade essa instituição tornou-se um balaio de gato, órgão composto por muitas celebridades falidas nas urnas, com crista arrepiada, vaidade à flor da pele, causando desentendimentos internos e externos para o governo, sem a mínima discrição profissional.

O mentor desse balaio fez tanta firula ao sair do governo, deixando para trás restos de conflitos encubados nas entranhas do poder estatal causando para o atual governo sérias complicações administrativas, econômicas e políticas. E ainda deixou reflexos negativos em suas artimanhas políticas, tudo não possa de chuleio mau feitos, que por sinal, está muito difícil de lidar. Haja paciência!

A intenção do Senhor Maggi era angariar dividendos políticos para sua grande pretensão, o senado conseguiu, mas, uma coisa eu vou dizer, que sejamos justos com quem merece, foi Carlos Orione o maior articular para a copa acontecer em Cuiabá.

Falando um pouco sobre a história de Cuiabá, cabe lembrar que ainda sofremos os reflexos de uma cidade provinciana que no passado teve dificuldades para conviver com a modernidade, apagou o seu passado para transformar numa capital desenvolvida, fazendo frente aos nossos co-irmãos de Mato Grosso do Sul.

Forçada a garantir o titulo de capital de Mato Grosso, Cuiabá precisava progredir, tinha que desenvolver com rapidez. Na época, deixamos demolir a antiga Catedral para construir a atual matriz da Praça Alencastro.

O progresso veio às duras penas, chegou arbitrariamente sem tempo para compreender e aceitar as mudanças necessárias para a época.

Sentimos os reflexos desse passado até hoje, com a chegada da copa precisávamos de outro estádio, resolveram demolir o antigo verdão para dar espaço à Arena Pantanal, precisávamos construir um estádio maior, moderno com capacidade para atender o evento da copa. Então o estádio “José Frageli” também apelidado de verdão foi demolido com a promessa de ser um novo monumento esportivo, o que causou indignação por parte de alguns cuiabanos.

Será que o desenvolvimento vai atropelar a história da capital do estado Cuiabá outra vez?

É fato que Cuiabá, capital de pequeno porte, precisa de muitos investimentos para a realização do evento, isso todos nós já sabíamos, mas agora, querer divulgar notícias denegrindo sua imagem é coisa de pessoa ou instituição que desejam prejudicar a nossa conquista. Parece que há uma corrente torcendo contra para que esse fato não aconteça com brilho e faça parte da nossa história.

Não admitiremos que pessoas imbuídas em apregoar a insensatez, venha espargir notícias pejorativas sobre a nossa capacidade de realização do evento, de forma alguma seremos combalidos por pessimistas derrotados, que semeiam discórdia.

Somos um povo apaixonado por futebol, por isso faremos tudo lindo, e receber com muito calor humano os jogos da copa.

Assim, como somos!

Com ensino pífio, 3 mil tentam ingressar na carreira de advogado em MT

Edilson Almeida
Redação 24 Horas News


Um total de 2.916 candidatos se inscreveram em Mato Grosso para participarem da primeira fase do IV Exame de Ordem Unificado, cujas provas serão aplicadas neste domingo, 17, a partir das 13 horas – horário local. Eles chegam para as provas envolvidos em dúvidas sobre a real capacidade de serem aprovados para ingresso na carreira de advogado. Mato Grosso tem um dos piores ensino jurídico do país, baseado nos índices de aprovação no Exame.

No ultimo exame, foram inscritos 2.828 na primeira fase, sendo que 2.747 candidatos compareceram. Na segunda fase, foram 480 presenças e 206 aprovações na prova prático-profissional. O maior índice geral de aprovação foi da Universidade Federal de Mato Grosso, com 28,99%. Mato Grosso ficou na penúltima posição no ranking em percentual de aprovados.

No Estado existem 24 faculdades de Direito atuando na capital e no interior. Nesse último exame, duas não conseguiram aprovar nenhum dos inscritos.

Dos quase 3 mil candidatos, 1.708 farão prova em Cuiabá.Os demais estão divididos da seguinte forma: 387 em Rondonópolis, 349 em Sinop, 168 em Barra do Garças, 136 em Tangará da Serra, 119 em Cáceres e 49 inscritos em Diamantino. A prova terá 80 questões objetivas, do tipo múltipla escolha, com quatro opções (A, B, C e D) e uma única resposta correta.

A lista com os locais onde serão realizadas as provas em cada cidade está disponível no site da OAB/MT, no link "Para saber tudo sobre o Exame de Ordem", onde constam todas as publicações relativas ao exame. Ou clique aqui para seguir direto para a relação de locais. Os gabaritos preliminares serão divulgados no dia 19 de julho e, o resultado preliminar, em 25 de julho.

Como falar às crianças sobre sexualidade?

Por Mariana Araguaia

Em muitos casos, a criança está somente imitando uma situação que viu, sem a malícia que nós, adultos, temos. Assim, sensatez e jogo de cintura são necessários para lidar com a situação.

Parece que, a cada ano que passa, as crianças se mostram mais espertas. Também pudera: assim como nós, adultos, elas também estão cercadas de informações, sejam elas vindas da TV, músicas, internet, ou mesmo de colegas e familiares; das mais diversas temáticas.

Freud, há quase um século, descreveu sobre a sexualidade infantil, provocando uma reação assustadora em muitos membros da sociedade. Graças a ele, hoje sabemos que o desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, ou seja: quando ainda somos bebês, ao sermos segurados e acariciados; e que os atos de comer, urinar e defecar trazem grande prazer à criança.

Na atualidade, em muitas escolas, tal tema tem sido debatido, mas nem sempre educadores se sentem realmente seguros para direcioná-lo – ainda mais quando se trata de perguntas ou atitudes que exigem uma resposta ou intervenção rápida.

Diante do exposto, esse texto tem como objetivo auxiliar pais e professores quanto a isso. Uma justificativa adicional é o fato de que reprimir ou dar respostas erradas, provavelmente, fará com que a criança busque tais informações em outras fontes, o que pode fornecer respostas incorretas, ou mesmo expô-la a riscos desnecessários. Assim, criar um canal confiável de diálogo é fundamental e, para tal, pode ser interessante que pais e professores atuem em conjunto.

Provavelmente, a primeira dúvida manifestada será em relação aos órgãos genitais, como a diferença anatômica do pênis e da vagina. Utilizando os termos corretos, evitando apelidos, palavrões ou palavras de duplo sentido, farão com que as crianças percebam que se trata de algo sério e natural.

Não reprimir quando se tocam em tais regiões, mas, ao contrário, conduzi-las, sutilmente, a outras atividades, ou dizer que tal atitude incomoda o colega e/ou não é adequada àquele momento e lugar – assim como urinar ou defecar; são medidas mais sensatas do que simplesmente proibir. Até porque é inegável que, de fato, mesmo sendo crianças, são capazes de sentir prazer manipulando seus órgãos genitais. Assim, como explicar que algo que dá prazer é errado, ou feio? A malícia, na grande maioria dos casos, parte de nós, e não delas. Dessa forma, se se tratar de uma situação na qual a criança está se tocando, por exemplo, no banheiro, sozinha, a situação não deve ser reprimida e, tampouco, supervalorizada.

As respostas às perguntas devem ser feitas em uma linguagem acessível, de forma clara e objetiva, dizendo de forma simplificada exatamente o que a criança deseja saber, sem antecipar dúvidas. Caso não saiba a resposta (ou como responder), seja sincero, e busque o mais rápido possível dar esse retorno, ao invés de fingir que se esqueceu.

Quanto ao receio de estimular a criança de forma errônea, e antecipadamente, ao se trabalhar sobre a sexualidade, muitos estudos apontam que, na verdade, indivíduos bem esclarecidos tendem a adiar o início de sua vida sexual já que sua curiosidade já foi, em parte, saciada, e existe a ideia clara de que ir mais adiante requer responsabilidades e limites. Além disso, crianças esclarecidas tendem a ter risco significantemente menor de serem abusadas, já que sabem que troca de carícias e sexo deve ser algo consensual, entre pessoas mais velhas e, preferencialmente, envolvendo amor.

Outra atenção especial é quanto aos estereótipos atribuídos a homens e mulheres, ignorando o senso de diversidade. O foco deve ser dado nos aspectos que tangem as semelhanças e diferenças físicas, reforçando que ambos os gêneros devem ter oportunidades iguais, e respeito mútuo. Sobre isso, sugiro a leitura deste texto, de Lola Aronovich: uma produção muito interessante, que fala sobre uma campanha equatoriana contra o machismo, iniciada em 2008, e disponibiliza seus vídeos.

Sugestão adicional:

Outro material que poderá auxiliar os educadores é o livro “Mamãe Botou um Ovo”, de Babette Cole.

Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Brasil Escola

Organização do tempo escolar

Por Jennifer Fogaça

Em uma escola, a organização do tempo é primordial.

O calendário escolar é de extrema importância, pois ele é um elemento constitutivo da organização do currículo escolar. É ele que mostra a quantidade de horas que os professores de cada matéria terão para usar em sala de aula, as avaliações, cursos, os feriados, as férias, períodos em que o ano se divide, os dias letivos, as atividades extracurriculares (como campeonatos interclasse, festa junina, entre outros) e as atividades pedagógicas (como trabalho coletivo na escola, conselho de classe e paradas pedagógicas).

O professor também necessita de tempo para conhecer melhor seus alunos, exercer sua formação continuada dentro do ambiente escolar, participar de cursos e palestras de formação continuada, preparar suas aulas, diários, avaliações, atividades didáticas e acompanhar e avaliar o projeto político-pedagógico em ação.

O estudante também precisa de tempo para, entre outras coisas, se organizar e criar seus espaços para além da sala de aula.

Além disso, essa organização do tempo escolar de cada escola deve levar em consideração a realidade, a região e a estrutura de cada instituição e dos alunos. Por exemplo, em regiões onde a maioria da população, o que engloba os alunos, trabalha na área rural, o calendário escolar deve levar em conta as épocas de safra e entressafra.

Essa organização do tempo escolar é normalmente feita no momento da elaboração do projeto-político-pedagógico (PPP) de cada escola.

As pessoas mais indicadas para a organização desse tempo escolar são os próprios professores, por conhecerem as necessidades e a realidade da sala de aula. No entanto, verifica-se que, na maioria dos casos, são especialistas e membros de outras áreas, os responsáveis por esta parte.

Assim, o resultado é que o tempo escolar fica muito compartimentado e hierarquizado. Isto significa que a grade curricular, que fixa o tempo de cada disciplina, concede mais tempo – que normalmente é apenas de uma hora ou menos – para disciplinas que são consideradas de mais importância em detrimento de outras, que acabam ficando prejudicadas por terem menos tempo para serem desenvolvidas.

Comentando sobre esse assunto e sobre o resultado imediato no desenvolvimento escolar dos alunos, Enguita (1989) diz:
A sucessão de períodos muito breves – sempre de menos de uma hora – dedicados a matérias muito diferentes entre si, sem necessidade de sequência lógica entre elas, sem atender à melhor ou à pior adequação de seu conteúdo a períodos mais longos ou mais curtos e sem prestar nenhuma atenção à cadência do interesse e do trabalho dos estudantes; em suma, a organização habitual do horário escolar ensina ao estudante que o importante não é a qualidade precisa de seu trabalho, a que o dedica, mas sua duração. A escola é o primeiro cenário em que a criança e o jovem presenciam, aceitam e sofrem a redução de seu trabalho a trabalho abstrato. (ENGUITA, 1989, p.180)

Desse modo, vários autores, como Veiga (p. 30) concordam que é necessário reformular a forma em que o tempo escolar é organizado, para alterar a qualidade do trabalho pedagógico.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Qualidade da educação depende de cumprir metas do PNE, diz ministro da Educação

RIO

A valorização do magistério, a proporcionalidade entre os recursos destinados à educação e o Produto Interno Bruto (PIB) e o enfoque qualitativo na análise dos resultados são objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), destacados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em palestra na tarde desta quinta-feira (14). Ele falou a cerca de 400 pessoas que lotaram o auditório da 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia.

O ministro observou que, para a valorização do professor, o PNE estabelece que todos os docentes da educação básica devem possuir formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Além disso, o profissional do magistério com mais de 11 anos de escolaridade deverá ter rendimento médio equivalente ao dos demais profissionais nessa situação. O PNE determina, ainda, a criação de um plano de carreira para o magistério em todos os sistemas de ensino.

O PNE busca ampliar o investimento público em educação até que se atinja, no mínimo, 7% do PIB do país. Haddad lembrou que, com a fixação desse índice, os recursos para a educação aumentarão, acompanhando o crescimento econômico do país.

O ministro Fernando Haddad afirmou que seriam necessários R$ 80 bilhões, em valores de hoje, para realizar o Plano Nacional de Educação 2011-2020 (PNE), projeto de lei que tramita pelo Congresso Nacional. Para atingir esse montante seria necessário investir 7% do Produto Interno Bruto brasileiro pelos próximos dez anos, segundo ele.

O plano não se restringe apenas a metas quantitativas. Para o ministro, a criação de mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental trará mais qualidade à educação.

A proposta do novo PNE, que tramita no Congresso Nacional, define metas e estratégias para a educação brasileira no decênio 2011-2020.

Inep estuda enviar cópia da redação do Enem para o aluno

Processo evitaria reclamações de alunos que alegam ter tirado nota zero mesmo tendo escrito a redação

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estuda formas de enviar uma imagem escaneada das redações feitas pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à casa dos estudantes que realizaram o exame. A imagem acompanharia a mesma carta que informa a nota obtida.

A informação é da presidente do Inep, Malvina Tuttman, presente ontem em uma conferência sobre o Enem na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia (GO). "Não será possível fazer isso ainda este ano e no primeiro semestre de 2012", afirma Malvina. "Mas estou confiante (que será possível) no segundo semestre do próximo ano."

Ela diz que será necessário adquirir uma maquinaria pesada para viabilizar a proposta. O processo de correção ganharia transparência e evitaria críticas como as recebidas no ano passado, quando alunos reclamaram ter tirado nota zero mesmo tendo escrito a redação. Mas Malvina afirma que o principal motivo para enviar a redação é pedagógico: fazer com que os alunos possam aprender com os próprios erros.

QUILOMBO

Local onde se concentravam os escravizados que fugiam das fazendas, minas e casas de família. As pequenas aldeias que existiam no quilombo eram também chamadas mocambos. Os maiores quilombos eram formados por vários mocambos. Seus habitantes eram chamados quilombolas. Os quilombos existiram no Brasil desde a colonização até o final do Império.

Organização. Nos quilombos, os ex-escravos organizavam-se política e economicamente de modo semelhante ao das tribos ou nações africanas de que provinham. Alguns já eram nascidos no Brasil, outros provinham das mais diferentes regiões da África. Para alguns historiadores e, segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Genética e Morfologia da Universidade de Brasília (UnB), que estuda comunidades remanescentes de quilombos, os esconderijos de escravizados fugidos ou libertos até o século 19 não foram comunidades apenas formada por negros, mas eram também compostas por indivíduos excluídos da sociedade da época, mestiços e até mesmo índios das redondezas que se juntavam aos quilombolas.

As terras dos quilombos eram consideradas normalmente como bem comum. Cada indivíduo ou família cultivava uma pequena área. Em alguns quilombos, chegou a se desenvolver um rico e variado cultivo de gêneros alimentícios e a criação de animais domésticos. Os maiores quilombos chegaram a manter comércio com as vilas mais próximas.

Expedições punitivas. Embora procurassem se instalar em lugares longínquos, os quilombolas faziam incursões noturnas às fazendas. Iam encorajar as mulheres e novos companheiros a segui-los até os quilombos.

As autoridades organizavam expedições punitivas para acabar com os quilombos. No princípio, os ataques tinham por finalidade recuperar os escravizados fugidos. Mais tarde, a prosperidade alcançada por alguns quilombos despertou a cobiça dos brancos. Muitos sertanistas e bandeirantes organizaram expedições contra os quilombos para receberem como recompensa as terras ocupadas por eles.

O Quilombo dos Palmares foi o mais importante de todos, não só pelo seu tamanho como pela resistência às 17 expedições punitivas que foram enviadas contra ele. Durou dos primeiros anos do século 17 até 1695.

Sua área de influência chegou a se estender do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. Nessa região, correspondente a uma parcela dos estados de Alagoas e Pernambuco, havia uma grande mata de palmeiras, daí o nome Palmares. A população de Palmares dividia-se em vários mocambos. Os chefes de cada mocambo formavam um conselho. Esse conselho era reunido pelo rei Ganga Zumba. O principal mocambo, onde ficava o rei, chamava-se Cerca Real do Macaco.

Campanha contra Palmares. As primeiras expedições para Palmares, de simples reconhecimento, foram enviadas pelos holandeses. Após a expulsão desses holandeses em 1654, os luso-brasileiros enviaram 17 expedições contra Palmares. As mais importantes foram a de Antônio Jácome Bezerra e André da Rocha (1673), a de Manuel Lopes (1675), as de Fernão Carrilho (1677, 1684 e 1686) e as de Domingos Jorge Velho (1692 e 1693-1695). Os quilombolas resistiram por mais 20 anos antes de serem derrotados pela primeira vez, em 1677. Nesse ano, a primeira expedição de Fernão Carrilho tomou os mocambos do Amaro, de Aqualtune e de Subupira, destruiu as habitações e queimou as plantações. Capturou Ganga Zona, irmão do rei, Ganga Muíça, comandante militar, vários membros da família real e os chefes João Tapuia Ambrósio e Pedro Carapaça. Ganga Zumba aceitou a paz oferecida pelo governador de Pernambuco e passou a viver confinado em Cucaú.

Muitos mocambos continuaram resistindo, sob a liderança de Zumbi, sobrinho de Ganga Zumba. Contra esse grupo foram organizadas novas expedições. Em 1692, a do bandeirante Domingos Jorge Velho foi derrotada pelas forças de Zumbi. No ano seguinte, ele organizou nova expedição contra Palmares, auxiliado pelos destacamentos de Sebastião Dias e de Bernardo Vieira de Melo. Após longa resistência, os quilombolas foram cercados na Serra da Barriga. Zumbi foi morto em combate e o Quilombo dos Palmares foi totalmente destruído.

Outros quilombos. Além de Palmares, outros quilombos atingiram grande desenvolvimento, como o da Serra dos Parecis, os do rio Trombetas, no Pará, o de Turiaçu, no Maranhão, o de Carlota, em Mato Grosso, e o do rio das Mortes, em Minas Gerais. Houve quilombos em todo o território brasileiro. Na época do Império, os mais famosos foram os de Malunguinho, perto do Recife, e o de Cumbe, no Maranhão. Durante a campanha pela abolição da escravidão, os abolicionistas organizavam fugas de escravos para quilombos.

60 mil jovens cumprem medidas socioeducativas no País

Por: Valeska Andrade


Dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) revelam que dos 345 mil brasileiros que cumprem algum tipo de pena, cerca de 17% são crianças e adolescentes com menos de 18 anos.

De um total de 60 mil adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, pelo menos 14 mil estão em regime fechado. Segundo a Subsecretaria de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da SDH, cerca de 70% desses jovens tornam-se reincidentes – voltam a praticar crimes quando deixam as unidades de internação.

O juiz do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), José Dantas, acredita que “os centros socioeducativos de jovens em conflito com a lei no Brasil estão totalmente ultrapassados, tanto na questão material, como estrutura física, quanto nos recursos humanos, e isso prejudica a reintegração”.

Sugestão de Atividade com o jornal – Literatura

luan.santos

Tema: Literatura

1)Descrição

A literatura brasileira possui uma vasta riqueza e não é, ainda, muito reconhecida. Machado de Assis, Gregório de Matos, Carlos Drummond de Andrade, são autores que enriquecem uma grande lista de grandes contribuintes com nossa literatura. Por isso, vamos trabalhar, esta semana, com este importante tema para os nossos alunos, para que conheçam o quão vasta e linda é nossa literatura.

2)Questão

Qual a importância da literatura produzida aqui para a formação de uma cultura nacional e também regional?

3)Objetivo

Com este projeto, pretendemos expandir a visão que têm os alunos em relação à literatura. Mostrar para eles sua real dimensão e que foi e ainda é importante para a formação e afirmação daquilo que chamamos de cultura nacional, a partir do momento que relata diversos costumes, crenças e outros elementos culturais de nosso país.

4)Fontes base

Nossa fonte será a matéria intitulada ‘Drummond será o escritor homenageado na Flip 2012′, presente na edição de 11 de julho de 2011 do Jornal A TARDE, na página B4.
5)Modalidade
Ensino Médio
6)Temas transversais
Pluralidade cultural
7)Áreas do conhecimento
Língua portuguesa, história
Aula 1.
Assunto: O início de nossa produção literal
Área do conhecimento: língua portuguesa
Peça que os alunos, logo no início, leia a matéria que propomos para que possam compreender o que é a Flip, de maneira que isto lhes sirva de base para o restante das aulas e que no final possam produzir algo relacionado à literatura.

Para iniciar nossa semana literária, nada melhor do que começar do começo, de onde nossa produção da literatura brasileira se iniciou. O Padre José de Anchieta é tido como o representante do início da nossa produção literária. Ele produziu autos, poemas, sermões, cartas e hinos que eram utilizados na catequização dos índios. Pero Vaz de Caminha, o escrivão da frota de Pedro Alvares Cabral, também é um nome que se destaca, com suas cartas destinadas ao rei de Portugal, descrevendo a nova terra. Este é o período do Quinhentismo, durante o século XVI, que é a fase inicial da literatura nacional.

Desta forma, apresente aos alunos como toda a produção que conhecemos hoje se iniciou. Por isso, é importante destacar a participação dos autores deste período, mesmo que produzissem algo sem fins literários, seus escritos e relatos tiveram significativa relevância para o produção literária que os sucederia.

Uma boa fonte de pesquisa pode ser o link abaixo:
http://www.suapesquisa.com/literaturabrasil/
Aula 2.

Assunto: Escolas literárias do Brasil

Área do conhecimento: língua portuguesa

Agora que já conhecemos como se iniciou nossa literatura, vamos nos aprofundar nas escola literárias. Após o Quinhentismo, vieram uma série de outras escolas que tiveram muita influência do contexto histórico da época em que estavam presentes, mas isso é assunto para outra aula. As escolas literárias brasileiras são as seguintes: Barroco, Neoclassicismo ou Arcadismo, Romantismo, Realismo – Naturalismo, Parnasianismo, Simbolismo, pré-Modernismo, modernismo e Neo-Realismo.

Para melhor aprendizado, peça que os alunos se dividam em grupos, de acordo com as 9 escolas literárias e que cada grupo pesquise sobre cada escola. Peça também que, dentro dos grupos, cada componente pesquise sobre um autor que representa aquele período.

Aula 3.
Assunto: contexto histórico das escolas literárias
Área do conhecimento: história

Na aula passada estudamos as escolas literárias do Brasil e vimos que o período histórico ao qual estão inseridas muito influenciou para o resultado de sua produção. Nesta aula, vamos pegar como gancho o período em que estas escolas literárias estão inseridas e estudar como estava o Brasil naquela época. Vamos focar na história do Brasil, claro que será, algumas vezes, necessário ver o que está acontecendo no mundo para que possamos entender o que se passa em nossas terras.

Você pode trabalhar, por exemplo, durante o período do Romantismo, onde ocorreram vários fatos históricos que marcaram o país. A vinda da família real portuguesa em 1808 e a Independência do Brasil, em 1822, são dois fatos que podem ser trabalhados e que influenciaram a produção literária. O período do Arcadismo também pode ser trabalhado, pois é marcado pela ascensão da burguesia, marcado assim o surgimento de uma época que valoriza muito mais o objetivo e a razão, em substituição das preocupações e conflitos, muito presentes no Barroco, e da fé.

Aula 4.
Assunto: Carlos Drummond de Andrade
Área do conhecimento: língua portuguesa

Ele foi um dos mais importantes representantes da literatura nacional, com seus poemas, contos e crônicas que encantaram diversas gerações de leitores. Foi ele também que inspirou nosso projeto pedagógico essa semana. Falamos de Carlos Drummond de Andrade, cronista, contista e poeta brasileiro que desempenhou importante papel para o Modernismo. Ele foi um dos grandes responsáveis pela criação do movimento modernista em nossa pátria e por isso merece uma atenção especial, já que o poeta será homenageado na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que é um importante evento para a literatura. Utilize a matéria que sugerimos como fonte de consulta para falar sobre o autor e a Flip.
Como fontes de pesquisa, você pode acessar os seguintes links:
http://www.flip.org.br/
http://www.releituras.com/drummond_bio.asp

Aula 5.
Assunto: Produção literária

Agora que os alunos já conhecem um pouco mais sobre literatura, vamos pedir que pratiquem um pouco de produção textual. Peça que eles produzam um conto, uma poesia ou uma crônica para que possa ser exposto para os colegas nesta nossa última aula. Sugira que os alunos produzam textos de maneira que possam ser inseridos dentro de alguma escola literal, para que eles pratiquem o que aprenderam sobre as escolas, as características e peculiaridades de cada uma delas.

Após a produção, peça que eles leiam ou apresentem de alguma forma o que produziram para que todos possam interagir sobre suas produções e desta forma trocar experiências sobre o aprendizado.

Dica de Filme: Cópia Fiel

Texto: Luan Santos

Ele é o grande cineasta indiano da atualidade, talvez o maior de todos os tempos. Seus filmes possem características muito peculiares e que encantam as plateias que os assistem. O cineasta de que estamos falando é Abbas Kiarostami, que escrever o roteiro e dirigiu o filme que servirá de base para a nossa seção ‘Vídeos’ esta semana. A obra é intitulada em português de ‘Cópia Fiel’ e foi lançada em 2009.

Este filme é uma homenagem do cineasta iraniano a uma grande obra da história do cinema: Viagem à Itália, de Roberto Rosselini, de 1954. Por isso, a história se passa na Itália. Conta a história de James Miller (William Shimell), filósofo inglês que pretende voltar logo à seu país.

Miller acaba de lançar um livro, onde discorre sobre diversos temas, entre eles um que é muito recorrente quando se fala de arte: as cópias. Ele diz que as cópias são positivas, pois só confirmam a superioridade do original.

Mas antes de voltar à Inglaterra, Miller é convidado por Elle (Juliette Binoche) para passear pelas ruazinhas da comuna de Lucignano, pequena cidade italiana. Elle é uma francesa dona de uma galeria que vive há muitos anos na Itália com seu filho. Entre um passeio e outro, James e Elle são confundidos como marido e mulher. Mas para quem pensa que eles não gostaram, se engana. Eles entram na brincadeira e resolvem encenar que são um casal.

O filme nos mostra claramente as duas obsessões cinematográficas de Abbas Kiarostami: a mulher e o tempo. O tempo, na narrativa do autor, é tido como aquilo que molda os homens, que os faz ser o que são. A mulher, por outro lado, é um grande paradigma nesta narrativa, assim como em outras do cineasta. No Irã, a situação da mulher é quase na clandestinidade, ficando em estado de suspensão e o tempo não age sobre elas. Assim, Kiarostami constrói sua narrativa buscando socorrê-las. E o filme, desta forma, nos mostrar uma dualidade de discursos: James Miller filosofando sobre a arte e seus problemas e Elle interrogando sobre os anos mal vividos, de maneira que o tempo age sobre ela.

Pensar em educação

O filme nos mostra questões de grande importância para que possamos discutir em sala de aula. E a principal delas está em primeiro plano no filme. Trata-se da questão da mulher inserida na sociedade, com direitos e deveres iguais aos dos homens. Em pleno século XXI, onde tais diferenças já não deveriam ser sentidas, ainda percebemos certa disparidade de sexos e o filme de Abbas Kiarostami nos faz refletir sobre isso.

Podemos ainda discutir com os alunos a questão do tempo que é tão importante nesta narrativa. O tempo que para Elle foi responsável por uma vida de muitos problemas, enquanto para Miller, foi responsável por uma série de reflexões. Pode-se trabalhar com os alunos esta questão temporal de maneira a fazê-los refletir sobre a importância de aproveitarem a vida, mas sempre de maneira a fazer as coisas certas, sem ultrapassar o que sua faixa etária lhes permite. Assim, você pode, por exemplo, trabalhar a questão do sexo com os alunos, mostrando a importância do amadurecimento para que ingressem na vida sexual.

Cópia Fiel é uma obra que possui uma temática muito interessante, com roteiro inteligente e direção impecável. Juliette Binoche esteve fantástica, o que lhe rendeu o prêmio de melhor atriz no festival de Cannes, sem falar na excelente atuação de William Shimell. Com uma série de bons temas e reflexões, pode ser utilizado na educação de maneira a contextualizar com questões do dia a dia, assim como com temáticas maires que se apresentam como objeto de reflexão do ser humano.

A educação alimentar e nutricional

luan.santos

Autora: Maria Gisele dos Santos
mariagisele@yahoo.com

Graduação em Educacao Fisica. Professora da Universidade Federal do Paraná , Setor de Ciências Biológicas , Departamento de Educacao Fisica – UFPRDoutorado em Bioquimica e Biologia Molecular Bioenergetica Muscular pela Universidad Autonoma de Barcelona, U.A.B., Belaterra, Espanha.Mestrado em Ciencia do Movimento Humano Fisiologia do Exercicio pela Universidade Federal de Santa Maria, UFSM, Santa Maria, Brasil.Mestrado em Bioquimica e Biologia Molecular Bioenergética Muscular pela Universidad Autonoma de Barcelona, U.A.B., Belaterra, Espanha.Especialização em Treinamento Desportivo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, UFRGS, Porto Alegre, Brasil.

Resumo: A escola é um espaço privilegiado para a promoção da saúde e desempenha um papel fundamental na formação de valores, hábitos e estilos de vida, entre eles o da alimentação, enfim todo o conhecimento que possa enriquecer o universo cultural de nossas crianças e servir de base para o desenvolvimento de múltiplas competências, entre elas as cognitivas. Proporcionando as crianças uma alimentação saudável e de boa qualidade para o seu desenvolvimento e crescimento.

Unitermos: Escola. Alimentação. Nutrição.
Introdução

O Esporte vem se provando, dentro dos princípios aplicados pela educação pelo esporte, uma via poderosa e privilegiada para desenvolver o potencial de crianças e jovens. Tem, em si, a capacidade de educar para promover o desenvolvimento de competências pessoais, sociais, cognitivas e produtivas. Ou seja, promover o desenvolvimento humano. O esporte e o lazer atuam como instrumentos de formação integral do individuo e, como conseqüência disso, possibilitam o desenvolvimento da convivência social, a construção de valores, a melhoria da saúde e o aprimoramento da consciência critica (Filgueira, 2008).

O papel da promoção da saúde cresce em sua importância como uma estratégia fundamental para o enfrentamento dos problemas do processo saúde-doença-cuidado e da sua determinação. A direção, nesse caso, é o fortalecimento do caráter promocional e preventivo, contemplando o diagnóstico e a detecção precoce das doenças crônico-degenerativas e aumentando a complexidade do primeiro nível de atenção, elementos que ainda são considerados como desafios para o sistema de saúde (Buss, 1999).

Conforme o autor citado anteriormente existe múltiplas conceituações de promoção da saúde, dentre as quais o autor ressalta dois grandes grupos; no primeiro, a promoção da saúde “consiste nas atividades dirigidas centralmente à transformação dos comportamentos dos indivíduos, focando os seus estilos de vida e localizando-os no seio das famílias e, no máximo, no ambiente das ‘culturas’ da comunidade em que se encontram” (p.179). Essa concepção, segundo o autor, tende a se centrar nos componentes educativos.

Uma segunda concepção, e mais moderna, da promoção da saúde é caracterizada pela “constatação de que a saúde é produto de um amplo espectro de fatores relacionados com a qualidade de vida, incluindo um padrão adequado de alimentação e nutrição, de habitação e saneamento, boas condições de trabalho e renda, oportunidades de educação ao longo de toda a vida dos indivíduos e das comunidades.

A eficácia da educação nutricional ao escolar poderia estar concebida não circunscrita como simples verificação de conhecimentos, e sim evoluindo pela incorporação da avaliação de práticas e indicadores efetivos de saúde no decurso do processo educativo (avaliação de processo) e convergindo para replanejamentos de aperfeiçoamento (produto de avaliação de resultado), sinergizada por complementaridade entre variáveis quantitativas e qualitativas. O grau de informação, por si só, potencializa maior autocuidado de saúde e, nesse contexto, têm-se focado a “alfabetização em saúde” e a “alfabetização em nutrição”, que avaliam o grau de domínio e compreensão de leigos sobre conceitos e inter-relações mínimas de saúde e nutrição, domínio esse considerado forma de empoderamento (Fourez, 1997) por instrumentalizar para conseguir saúde. Não obstante, uma avaliação restrita à mensuração de conhecimento geralmente implica exclusão. Uma avaliação global, preocupada com a aprendizagem, pressupõe acolhimento, tendo em vista a transformação.

Educação para todos, respeitando as diferenças

Texto: Luan Santos

A educação é para todos. Esta é uma frase que reflete um estado ideal da educação. Mas será que na prática ela é para todos mesmo? Esta questão esbarra num leque de variadas conclusões, mas a resposta sempre será “não”. E por inúmeras razões, como diferença de classes sociais e tantas outras diferenças que são tão manifestas na sociedade brasileira. Apesar disso, esforços estão sendo feitos no intuito de, a cada dia mais, levar a educação para todos que têm direito a ela, ou seja, toda a sociedade, independente de classe, cor, etnia, religião, ou qualquer outras diferenças.

No caso baiano, existe o Atendimento Educacional Especializado (AEE), proposto pela Secretaria da Educação do Estado da Bahia (Sec), que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. As atividades desenvolvidas no AEE diferenciam-se daquelas realizadas na sala de aula comum, não sendo substitutivas à escolarização. Esse atendimento complementa e ou suplementa a formação dos alunos com vistas à autonomia e independência na escola e/ou fora dela.

Para realização deste trabalho, alguns locais são utilizados. Exemplos são as Salas de Apoio e as Salas Multifuncionais, que são espaços organizados em escolas da rede pública de ensino que atendem, também, às escolas do entorno. As salas de apoio destinam-se ao atendimento de uma deficiência, oferecendo serviços e recursos da Educação Especial, enquanto que as Multifuncionais atendem a mais de uma deficiência.

Existe também o Centro de Apoio Pedagógico (CAP), que atende às pessoas com deficiência visual. É um centro com salas equipadas com computadores, impressora Braille e laser, fotocopiadora, gravador, circuito interno de TV, máquina de escrever em Braille e também tem como objetivo produzir materiais didáticos e pedagógicos adequados aos alunos cegos e com baixa visão.

Além das Salas de Apoio e Multifuncionais e do CAP, ainda há o Núcleo de Atividades Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S) e os Centros de Apoio. Eles Realizam atendimento pedagógico a educandos com altas habilidades e deficiências. O núcleo e os centros possuem equipe multidisciplinar determinadas.

Na Bahia, 21 cidade são atendidas com centros de Atendimento Educacional Especializado. Estas cidades possuem salas de atendimento, que podem ser especializadas em pessoas com deficiência auditiva, deficiência visual, deficiência mental, altas habilidades ou superdotadas ou multifuncionais, que agrega mais de uma dessas funções.

Preconceito

Educação para pessoas especiais. Este é um tema ainda carregado de preconceito, mas algumas instituições trabalham com a intenção de mudar este quadro. É o caso da Associação de Amigos do Autista da Bahia (Ama), em Pituaçu.

A Ama atende, atualmente, cerca de 112 autistas, entre crianças, adolescentes e adultos, sendo que maior atendimento é voltado para crianças de 2 a 6 anos, dando assim uma atenção especial para que possam crescer e viver o mais normalpossível.

Esta instituição possui ainda um centro em que oferece educação para as pessoas autistas. Trata-se do Centro Educacional Especializado Para Pessoas com Espectro Autista, que visa, por métodos específicos para os autistas, educá-los de maneira que a sua inserção nas escolas tradicionais seja facilitada, de maneira que tanto eles se adaptem, quanto as escolas e os colegas. Além de oferecer apoio aos próprios autistas, a Ama auxilia também os pais e aos profissionais da educação das escolas tradicionais, para que aprendam a lidar com os autistas.

A presidente da Ama, Rita Brasil, destaca a exclusão que sofrem os autistas. “Os autistas são as pessoas que menos oportunidades de inclusão. E isto devido a eles apresentarem três características básicas: dificuldade de comunicação, dificuldade de interação social e condutas sociais diferenciadas”, relata. Rita ainda destaca a necessidade de um trabalho especial com estes alunos. “Precisamos trabalhar com eles (autistas) no sentido de que a inclusão deles nas escolas tradicionais seja a melhor possível. Precisamos minimizar aquelas três características para que eles tenham uma excelente adaptação na escola”, ressalta.

Apesar de afirmar que o trabalho traz resultados muito positivos, Rita reconhece que há muito a ser feito, “pois o preconceito ainda é muito grande”. “Há uma rejeição muito grande, muito porque os professores das escolas tradicionais não sabem lidar com eles. Falta preparo. Muitos sofrem bullying dos colegas e não querem voltar para a escola”, relata. Contudo, ela garante que “o trabalho de inserção dos autistas nas escolas tradicionais continuará sendo feito e o preconceito continuará sendo combatido”.

Família

Para os autistas o apoio da família é muito importante, pois o preconceito social ainda é muito grande, como afirma acima a presidente da Ama, Rita Brasil. E todo este preconceito faz com que muitos pais tenham medo de se mostrarem publicamente, mas não por vergonha, e sim por recearem que esta exposição pública gere ainda mais preconceito contra seus filhos.
Este é o caso de uma mãe, que se autodefine como “a mãe do vencedor”, e não quis se identificar, por temer que seu filho, que tem 6 anos, a quem chama, simplesmente, de “vencedor”, sofra maior preconceito do que já sofre.

A mãe conta que quando pensou em colocar seu filho na escola, logo aos 2 anos, encontrou muitas dificuldades. “Pesquisei algumas escolas e escolhi aquela que seria ideal, mas a diretora pediu para ver meu filho e quando o viu, não permitiu que fosse matriculado”, relata. Desistir? Este nunca foi um verbo presente no vocabulário desta mãe.

Ela continuou procurando, até que achou uma escola que aceitasse seu filho. O garoto frequenta o grupo 6 de uma instituição de ensino, que a mãe também pediu para não ser identificada, também para preservar seu filho. Ela contratou um profissional especializado em autismo para acompanhar seu filho na escola, a pedido da própria instituição. Hoje, a situação do garoto na escola é classificada pela mãe como “boa”, mas isso nem sempre foi assim.

No começo, ela conta, “era de cortar o coração”. “Quando eu o levava à escola, ele não ia para a sala de aula, mas para a biblioteca. Não queria socializar com seus colegas, ficava sozinho no canto lendo e os professores não faziam nada, preferiam que ele ficasse lá, sozinho, e não cumpriam o verdadeiro papel da escola que é educar”, afirma. Ela não culpa os professores, mas as escolas de um modo geral, que não se preparam para receber alunos como o seu pequeno “vencedor”. “Os professores não estava preparados, pois a escola não os preparou. É papel da escola receber todos os alunos, não deixá-los de lado”, ressalta.

Ela relata ainda a importância de sua maior participação na vida escolar de seu filho. “Os professores não estava preparados, pois a escola não lhes dava o devido treinamento. O empenho da família foi fundamental para as conquistas que temos hoje. É dever da escola fazer com as crianças interajam, brinquem com seus colegas”, destaca.

O garoto não é considerado autista, mas tem o que se chama de “espectro do autismo”, ou os traços da doença. Este espectro pode ser revestido até os 7 anos e “o vencedor” está no caminho da saída do espectro.

Hoje, o garoto está enturmado com os colegas e tem, apenas, pequena dificuldade na fala. “Ele está interagindo e brincando mais com seus coleguinhas. Termina o dever sempre antes de todos e tem uma professora que é bastante preparada para ajudá-lo. A escola parece estar ganhando consciência”, desabafa a mãe. Ela destaca ainda que sonha com conquistas maiores. “Tudo que conquistamos hoje em termos de evolução do quadro de meu filho se deve ao esforço conjunto, a escola fez apenas o mínimo. Esperamos incentivar outros pais a entrarem nesta luta em busca da igualdade de direitos. Os méritos desta conquista são nossos e dele, que é um vencedor”, afirma, esta mãe que, por seu esforço e dedicação, também pode ser chamada de vencedora.

Privadas

A educação para crianças especiais não fica apenas na discussão das escolas públicas, como direito do governo. Mas chega também às privadas, que também desempenham uma importante função na educação, independente da condição financeira, são instituições responsáveis pela educação das crianças.

A Escola Nova Nossa Infância, na Pituba, é uma instituição que realiza trabalhos voltados para atender aos alunos especiais. A coordenadora pedagógica da instituição Renata Torzillo define melhor a conceito de “diferentes” que é utilizado pela escola. “Em seus princípios, ideias e crenças aparece muito forte a imagem de uma criança potente, capaz, detentora de diferentes linguagens, um sujeito de direitos e não apenas de necessidades. Sendo assim, a Escola, acredita que todas as crianças são especiais e únicas”.

Para outra coordenadora pedagógica da instituição, Priscila Gordilho, o preconceito existe e quando ele acontece, é preciso que toda a sociedade (estudantes, educadores, famílias) se engaje na questão, de maneira a minimizar ou extinguir o problema. “Isto é necessário para que todos os envolvidos compreendam que conviver com as diferenças é inevitável e benéfico, principalmente, porque desenvolve desde muito cedo nas crianças o senso de solidariedade, além da autoafirmação, estruturação da personalidade, lhes permitindo acolher melhor os desafios e viver plenamente nesse mundo tão diverso”, ressalta.

Renata destaca ainda que é importante promover estudos e debates entre os educadores, famílias e demais especialistas, aprofundando-se na história de vida dos estudantes, buscando caminhos para melhor apoiá-los. “Ações são executadas cotidianamente, como o trabalho em pequenos grupos, propostas individualizadas, além da formação continuada dos professores e participação ativa em seminários e conferências”, ressalta.

EUA criticam Brasil por tráfico sexual

Por: Valeska Andrade

O governo brasileiro foi criticado pelos Estados Unidos por sua “negligência” ao lidar com o tráfico de pessoas para a exploração sexual comercial e trabalho escravo, ao longo de 2010.

Produzida pelo Departamento de Estado, a versão 2011 do Relatório sobre Tráfico de Pessoas, critica o fato de o Brasil não estar “totalmente comprometido com a adoção dos padrões mínimos para a eliminação” desse crime, destaca a frequente impunidade e recomenda condenações mais pesadas para infratores.

O levantamento menciona a presença do tráfico para fins sexuais em todo o território brasileiro e estima que há 250 mil crianças submetidas à exploração sexual comercial no País. “Poucos condenados cumprem pena e não houve registro de condenações por crime de tráfico sexual no País (em 2010)”, resumiu o relatório.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

Falta preparo para discutir uso de drogas nas escolas

Por: Valeska Andrade

O programa de prevenção ao uso de drogas dos ministérios da Educação e da Saúde, em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) e a Universidade de Brasília (UnB), está presente em apenas 1.255 municípios do Brasil.

A preparação é feita por meio de cursos a distância, com duração de 120 horas. A estratégia, porém, só atingiu 30,7 mil docentes, o que corresponde a 2% do total de profissionais de ensino fundamental e médio na rede pública brasileira.

A coordenadora do Programa Saúde na Escola do Ministério da Educação (MEC), Marta Klumb, enfatiza que é muito importante que os profissionais da educação sejam preparados para enfrentar o assunto sem tabus. “Os professores devem criar um vínculo de confiança com os jovens. O aluno que faz uso de drogas não deve ser expulso. Ele deve ser acolhido”, reforça.

Fonte: O Globo (RJ)

Quem ensina sempre aprende

Arnaldo Niskier

A frase tanto pode ser atribuída a Anísio Teixeira quanto a Guimarães Rosa. Ambos, em tempos distintos, afirmaram que quem ensina sempre aprende. É uma realidade indiscutível.

Com a experiência de mais de 55 anos de magistério, posso afiançar que o ato de lecionar, de forma consciente, obriga o professor a uma preparação prévia e contínua. Deve estar atualizado, inclusive para enfrentar com sucesso as demandas em classe dos seus alunos, hoje às voltas com as múltiplas informações da televisão e dos computadores.

O tema foi objeto de um Seminário para 400 professores e gestores da rede privada, promovido pelo Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva, no Hotel Othon do Rio de Janeiro. O encontro de educadores foi balizado pela frase “Venha ensinar, aprender e compartilhar saberes”, objetivo plenamente alcançado pelo evento.

Na fala inaugural – com muita propriedade, dada a sua longa experiência –, o professor José Arnaldo Favaretto, especialista em Biologia e fundador do Sistema Ético, confessando-se “apaixonado pela educação”, defendeu a existência de uma escola mais completa e inclusiva. Citou diversos autores brasileiros, demonstrando o seu grande apreço pela leitura, mas revelou a grande dificuldade com que se deparam os mestres: eles devem ensinar hoje o que não aprenderam na escola. O conhecimento dobra a cada cinco anos e, parafraseando Guimarães Rosa, “hoje já é amanhã”.

Se o professor não tiver uma atualização permanente (e haja tempo para isso), perderá a batalha da eficiência. Haverá alunos com conhecimentos mais avançados – e isso provoca uma situação incômoda em sala de aula.

Vivemos um mundo de imersão digital, querendo ou não, como disse o professor Favaretto, com as suas características de portabilidade, interatividade, conectividade e multifuncionalidade. Quem não estiver preparado para isso, terá dificuldades talvez insuperáveis para exercer com brilho a sua missão.

Veio à tona o comentário sobre os avanços palpáveis da tecnologia. O orador tomou emprestado um exemplo do escritor Carlos Heitor Cony, para reforço da sua argumentação: “Tecnologia é como o automóvel: torna o caminhar mais fácil, mas não aponta o caminho”. Aí é que entra o papel do professor e a sua responsabilidade. Ele não pode ser culpado se a escola fracassa em sua missão de educar, como querem alguns.

Nem o problema é tão simples que se resolva com maiores salários. Pagar mais é uma velha reivindicação, justa, mas a importância está também na melhoria da formação dos mestres. Não cabe a discussão do que deve vir primeiro. Talvez haja uma concomitância nessas duas vertentes, reconhecido que uma boa parte dos professores frequenta cursos deficientes, retrógrados, com conhecimentos envelhecidos e repetitivos. Nutrimos grandes esperanças na renovação dos cursos de formação de professores.

Arnaldo Niskier anacarolina@libris.com.brDoutor em Educação, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do CIEE/RJ.

Escola e tecnologia: muitas dúvidas e uma certeza

Antonio Sérgio Martins de Castro

O discurso sobre o uso da tecnologia na educação é recheado de lugares comuns: fala-se a todo o tempo da rapidez das mudanças, da importância de se formar o usuário crítico, do desafio da formação continuada, das revoluções que se aproximam, das possibilidades abertas pela web 2.0 (e 3.0), das tecnologias móveis, entre outros.

Há um oceano de incertezas com as quais rapidamente os educadores se habituaram a conviver – principalmente porque, na maior parte das vezes, nossa escola ainda está em um estágio bastante aquém desses dilemas. É como se alguém que ainda está no mundo das bicicletas passasse a alimentar preocupações com os avanços tecnológicos dos automóveis.

Contudo, é justamente aqui que se encontra o coração do problema que nós, educadores, vivemos no que tange à tecnologia.

É verdade que a tecnologia ainda pouco mudou a escola. Mas isso não acontece por questões técnicas, por hardwares, softwares ou mesmo pela aclamada resistência do professor. O ponto de viragem do uso da tecnologia vale tanto para um PC quanto para a aurora anunciada dos livros digitais: chama-se projeto pedagógico.

Sim, o projeto pedagógico continua. As experiências mais bem-sucedidas da assimilação dos recursos tecnológicos são, comprovadamente, aquelas em que a escola se organizou de uma forma diferente para atender às demandas do mundo contemporâneo. Nessas escolas são menos importantes as discussões sobre o que fazer com este ou aquele recurso (sejam lousas eletrônicas, celulares, tablets etc).

Entram em jogo outros fatores muito mais desestabilizadores para a escola de hoje: elas tratam do tempo escolar, da organização da aprendizagem, do currículo, do papel do professor.

Nessas escolas, a tecnologia não detonou as mudanças. Ela foi naturalmente incorporada em um projeto de ensino que não se conforma mais com as estruturas seculares que herdamos. E foram assimiladas como aquilo que são: ferramentas.

Assim como um dia o foram o livro, a lousa e o giz, por exemplo. A boa notícia é que não são necessárias revoluções. Trata-se mais de uma tomada de consciência, da qual o projeto político-pedagógico é a plena expressão.

Por isso, temos pela frente um desafio mais sério do que introduzir à força as últimas novidades do mercado. Precisamos, de uma vez por todas, rever coletivamente o projeto pedagógico a fim de alinhar a escola com um tempo que não aceita mais as mesmas respostas – porque vive de novas perguntas.

Antonio Sérgio Martins de Castroanacarolina@libris.com.brCoordenador Pedagógico e Gerente de Mídias Digitais de Sistemas de Ensino da Editora Saraiva.

Ensinar

Venâncio D. Vicente

Ensinar – uma atividade extraordinária dos seres vivos. É edificante ver como os animais adultos ensinam a seus filhotes a sobrevivência. Ensinar é dar uma forcinha à genética. Os animais irracionais têm geneticamente um alto grau de conhecimento natural a que chamamos de instinto, porque a inteligência deles - pensam os humanos - é mais limitada.

Os seres humanos nascem indefesos, do pouco instinto, e vagarosos na aquisição da autonomia para a sobrevivência. Em compensação, têm um equipamento extraordinário, um cérebro muito desenvolvido.

O aprender é o resultado do ensinar. Tudo o ser humano precisa aprender, do pôr-se em pé ao comer. Nos primeiros anos, o ser humano aprende com os pais e assim deveria continuar sendo. Então o ensinar é uma tarefa materno-paterna. É uma necessidade da espécie: ensinar. Preparar o novo ser humano para a vida na selva. Selva lembra perigos e perigos lembram armas de defesa.

Os seres humanos se desenvolveram cientificamente; criaram um complexo mecanismo de sobrevivência, que se tornou impossível de transmitir a partir da família. A tecnologia para a sobrevivência vai ser buscada fora da família: nas escolas e outras instituições tecnicamente preparadas para esse fim.

Se pensarmos apenas nesse sentido, o ser humano transformar-se-á, rapidamente num robô. É necessário ensinar também as virtudes humanas. E aqui é que está o impasse. As virtudes humanas continuarão a ser aprendidas no seio da família. Mas, para complicar, também essa competência parece que a família está exportando para a escola. Por quê? Porque os mecanismos de sobrevivência, hoje, exigem pai e mãe fora do lar, na “selva”, lutando com as armas possíveis que os tempos modernos exigem de todo cidadão.

E a escola vê-se mergulhada numa atividade que não lhe é peculiar, não lhe é natural: a de construir o templo sagrado que é cada pessoa humana. O ser humano é uma criatura especial dentro do universo do seres vivos. A preparação tecnológica para conseguir sobreviver, é tarefa de conhecedores da tecnologia. E a tarefa de construir o arcabouço ético-moral não é competência de técnicos. É uma tarefa inalienável dos pais. Mas ficou difícil, quase impossível.

Nesse contexto é que se insere o professor, o agente da educação, não o Instrutor. Isso exige um preparo especial para esse fim. Não pode ser trabalhador (o que luta na selva para a sobrevivência).

Sempre lutei para mostrar que ser instrutor é fácil; ser professor é complicado, mas é sublime. O Instrutor usa seu conhecimento e o transmite. Ponto final! O professor usa sua vocação para a formação do adolescente e o conhecimento que tem e apenas pré-requisito.

O instrutor termina sua obra quando termina de repassar o conjunto de conhecimentos, habilidade e competências. O professor termina sua obra quando o homem está construído; e como isso leva a vida inteira, a missão do professor não termina nunca, porque ele deve deixar plantado, no jovem, a diretriz para todo seu futuro: a ética e a moral.

O instrutor tem como objeto a tecnologia, enquanto o professor tem como pano de fundo a convivência dos seres humanos. Isso é fundamental. É por isso que o ensino de primeiro e segundo graus é fundamental. Pressupõe-se que ele coloque os alicerces do ser humano como cidadão, mesmo porque ainda é cedo para ele ir à “selva” lutar pela sobrevivência. Embora ele já tenha alguns elementos de tecnologia.

Cumpre ainda lembrar que a melhor tecnologia que um ser humano pode ter é a mente desenvolvida, organizada e aberta para o futuro. A inteligência nos projeta para o futuro; a ética e a moral nos dão a diretriz segura. Com a inteligência, o cidadão pode criar as próprias ferramentas para lutar na “selva” dos tempos modernos, mas a ética e a moral lhe dão a estabilidade humana da convivência harmônica no seu habitat.


Venâncio D. Vicente apade@apade.com.br2.º presidente da Associação Paranaense de Administradores Escolares (Apade).

Um em cada cinco estudantes do ensino fundamental está atrasado na escola

Um em cada cinco estudantes brasileiros do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, pelo menos três em cada dez alunos também estão nessa situação. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2010 sobre as taxas de distorção idade-série. O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária.

De acordo com a Agência Brasil, pela legislação que organiza a oferta de ensino no país, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1.° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio. De 2008 a 2010, o percentual de alunos fora da série adequada para a idade registrou leve alta. Em 2008, a taxa era 22,1% no ensino fundamental, passou para 23,3% em 2009 e para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008, foi para 34,4% em 2009 e chegou a 34,5% no ano passado.

Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa estagnação é resultado do arrefecimento da política de progressão continuada. Muitas redes de ensino que tinham como orientação a não reprovação dos alunos nos primeiros anos do ensino fundamental mudaram essas diretrizes. “Isso provocou uma manutenção da reprovação, quando ela é grande causa a distorção idade-série. Hoje já se pensa em políticas de correção de fluxo e de aprendizagem sem usar a reprovação, como o reforço escolar”, explica.

Apesar da estabilidade na taxa de distorção da idade-série nos últimos anos, Maria do Pilar destaca que na última década a redução do índice foi maior: entre 2001 e 2011 essa diferença caiu 16 pontos percentuais no ensino médio e 19 pontos percentuais no ensino médio. Ela acredita que a taxa deve continuar a cair e aponta que o patamar adequado seria entre 3% e 4%.

“Por exemplo, um aluno com necessidades especiais às vezes tem uma adaptação escolar mais difícil, principalmente quando vêm de uma escola especial. Ou uma criança que deixou a escola por algum tempo por problemas familiares. Você pode ter algum tipo de distorção idade-série, mas ela teria que ser sempre traço. Nunca poderíamos achar que 10% já é um índice bom”, avalia.

A taxa de distorção idade-série atinge picos no 6.° ano do ensino fundamental, onde 32% dos alunos estão atrasados, e no 1.° ano do ensino médio, quando o problema atinge 37,8% dos jovens. Segundo Pilar, o MEC preparou um material específico para trabalhar com alunos de 15 a17 anos que ainda estão no ensino fundamental. Será uma espécie de “curso” especial em que o conteúdo será ministrado de forma diferenciada, bem como a organização dos alunos. Em 2009, metade dos adolescentes de 15 a 17 anos não frequentava a série adequada para sua faixa etária, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O projeto permitirá que em um ano ele receba o certificado de conclusão e possa seguir para o ensino médio. O material estará disponível no site do MEC e também poderá ser solicitado pelas escolas. Na avaliação da secretária, os adolescentes repetentes que estudam com crianças mais novas acabam com problemas de socialização. “Ele fica convivendo com grupos de idade que não têm muito a ver com ele. E começa a ser visto como o bagunceiro, aquele que é expulso de sala, o mau aluno”, aponta.

Haddad rejeita projeto que dispensa mestrado a professor universitário

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou ontem (12), ser contrário ao Projeto de Lei 222/2010, do Senado, que dispensa a obrigatoriedade de mestrado e doutorado para professores atuarem em universidades. Segundo Haddad, a presidenta da República, Dilma Rousseff, também não concordaria em reduzir a exigência de qualificação de professores da educação superior. Se aprovado no Senado, o projeto deve ainda passar pela Câmara dos Deputados, antes de chegar às mãos da presidenta, que poderá sancioná-lo ou vetá-lo.

A proposta do Senado modifica o artigo 66 da Lei 9.394/1996, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), que exige que professores universitários tenham diploma de pós-graduação, especialização, mestrado ou doutorado. De acordo com o projeto de lei, os docentes de instituições públicas e privadas poderiam lecionar apenas com o diploma de graduação, desde que contratados em regime temporário.

Os defensores do projeto afirmam que há déficit de profissionais. Entretanto, anualmente, o Brasil forma 50 mil novos mestres e doutores. Hoje, 56% dos professores universitários são pós-graduados e a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é que esse número chegue a 75%.

Você é a diferença na busca por sua felicidade

Dalmir Sant´Anna


Ao exercer uma atividade com insatisfação e desgosto, algumas pessoas abandonam o sentimento de amor ao próprio trabalho. Passam a conviver diariamente em um ciclo de descontentamento, no qual a ausência de qualificação reflete diretamente na limitação de ideias e desenvolvimento de novos projetos. Uma pessoa que faz do trabalho uma tortura, demonstra falta de comprometimento e normalmente, opta em entrar em uma zona de conforto, estagnando sua carreira. Você conhece pessoas assim? Mas como reverter essa situação?

Virtude para vencer – Imagine uma equipe de remadores, dispostos a não mostrar a virtude de vencer? Seguramente o resultado será o fracasso com a culminância de prejuízos financeiros e expressivos sentimentos de insatisfação. Mas o que é virtude? Etimologicamente, virtude vem da palavra latina VIRTUS que significa poder, potência e força de ação. Quando apresento palestras para líderes e executivos, procuro mostrar que as desculpas, podem ser minimizadas, quando há maior envolvimento das pessoas na estruturação de planejamento e desafios.

Satisfação em fazer algo a mais – É evidente que em todo segmento, há pessoas que não trabalham, mas dão trabalho para muita gente. Quando o ser humano busca fazer algo a mais na profissão, cria um processo introspectivo de novas descobertas. A determinação conjugada com a vontade de vencer gera a oportunidade de aprimorar suas competências. A satisfação alcança melhores índices, quando você dedica parte do seu tempo para atividades relacionadas ao planejamento, a qualidade de vida e a busca por novos conhecimentos.

Vamos imaginar que você entrará em um palco, para apresentar uma peça de teatro chamada “Buscando minha felicidade”. Nas cenas serão apresentados os desafios para colocar em prática as promessas e os sonhos que deseja realizar. As cortinas começam a abrir e os holofotes acendem sobre você. Não há como retornar ao camarim. Agora, pare de imaginar. Acredite, para encontrar satisfação no que realiza é fundamental transformar o trabalho, em algo cativante, feliz e prazeroso. Chegou o momento de mostrar sua capacidade de surpreender. Lembre que você e mais ninguém, é a pessoa responsável para fazer a diferença na busca por sua felicidade.

Dalmir Sant´Anna - Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais".

Autoconhecimento – A alavanca para uma vida plena

Lair Ribeiro

Em um mundo dinâmico e em plena evolução como o que vivemos, as pessoas estão sempre correndo, muito ocupadas, com medo de olhar para dentro de si mesmas e descobrir sua verdadeira essência. Temem seus monstros, mas não imaginam que, ao superá-los, poderão encher-se de energia e tornar-se aptas a conquistar uma vida plena e mais feliz.


Muitas vezes, evitamos entrar em contato com nossos sentimentos mais profundos, até mesmo como forma de nos proteger do que poderia vir à tona se nos permitíssemos nos expressar como verdadeiramente somos. Como fuga, muitas pessoas mergulham no trabalho e em atividades produtivas, enquanto outras embarcam em viagens obscuras, entregando-se a vícios como alcoolismo, jogo ou drogas.

“Quem é você?”. Alguma vez você tentou responder a esta pergunta sinceramente? É preciso coragem para escutar a resposta com atenção. Permitir-se reconhecer suas próprias falhas e propor-se mudanças efetivas não é tarefa simples. É importante reconhecer suas virtudes e conquistas, traçar novos planos e metas e perseverar em busca do sucesso! Você só terá chances de se sair bem no jogo da vida quando souber quais são seus pontos fracos (falhas) e suas armas poderosas (virtudes), e tiver controle sobre eles.

Quem costuma dizer “Quem me dera poder ter tal coisa...” ou “Quem sou eu para fazer isso...” ou “Isso não é para mim, conheço meu lugar...” é porque não se conhece o bastante para saber tudo de que é capaz. Presas a crenças e idéias equivocadas a respeito da vida e de si mesmas, essas pessoas vivem à margem da vida, como platéia e nunca como ator principal.

De início, uma viagem para dentro de si mesmo pode não ser muito prazerosa, mas é inegável que trará um novo sentido à vida de quem lançar-se a tal empreendimento. O processo inicial é longo, pois é preciso retirar cuidadosamente as máscaras que escolhemos para nos proteger do olhar dos outros e do nosso próprio olhar. Muitas vezes, essas máscaras de tão usadas já se sedimentaram, tornando-se sólidas, duras, como se fizessem parte de nós. Quando envolvidos nesse tipo de máscara, olhamo-nos no espelho e não nos vemos. Nossa real identidade está muito bem escondida, não se revela nem mais a nós mesmos.

Um dos meios para se conhecer melhor é saber exatamente o que você quer, de que coisas está disposto a abrir mão em favor de seus objetivos e qual o melhor caminho a seguir. Reflita a respeito de onde e como você deseja estar daqui há seis meses, um ano, cinco e dez anos. Depois, busque identificar o que lhe falta para chegar lá.

Primeiro, preste atenção à sua rotina, tente identificar em que ela o incomoda, e, então, passe a observar, avaliar, criticar e encontrar saídas para aquele ponto, especificamente. Seja um observador de si mesmo. Reveja sua vida como quem assiste a um filme. Pegue lápis e papel e registre, escreva tudo o que lhe vier à mente. Depois, use sua capacidade racional e analise cuidadosamente o que tiver escrito. Esteja aberto a críticas pessoais e identifique pontos que precisam ser modificados. Às vezes, pequenas coisas podem se transformar em muralhas intransponíveis. Se você conseguir identificá-las a tempo, poderá agir e impedir que o prejudiquem.

Reflita a respeito do que gosta de fazer nas suas horas livres: prefere ler um bom livro ou ir ao cinema? Qual o seu prato preferido? Suas escolhas têm sido coerentes com suas vontades e desejos? O que o impede de conquistar suas metas?

Converse consigo mesmo, pois é a partir dessa conversa interna que você poderá desenvolver o autoconhecimento e ter controle sobre suas emoções. Sem isso, você será incapaz de atuar no mundo em que vive. E nós só conseguimos controlar algo se o conhecermos muito bem.

Mais de 35% dos alunos de MT estão atrasados

Três em cada 10 estudantes estão fora do ano recomendado

Reprodução

Oitenta e oito mil estudantes de Mato Grosso estão atrasados no ensino médio
A GAZETA

Trinta e oito por cento dos estudantes do ensino médio de escolas públicas de Mato Grosso estão atrasados. A taxa de distorção idade-série divulgada pelo Censo Escolar 2010 mostra ainda que 3 em cada 10 estudantes estão fora do ano de estudo recomendado pelo Ministério da Educação (MEC) e o levantamento também aponta que entre os jovens está o maior índice de abandono. Foram mais de 16 mil que saíram das salas de aula no ano passado. Nos primeiros 9 anos de estudo, 88 mil estudantes estão atrasados. A taxa de distorção é de 18,3% neste nível.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inpe) do MEC inclui estudantes de todas as escolas públicas e privadas do Estado e aponta que os piores índices ocorrem no ensino médio, de 1º ao 3º ano. Enquanto o atraso entre os alunos brasileiros está em 34,5% neste nível, entre os mato-grossenses fica em 35,5%. Na análise por alunos da rede pública ela ainda aumenta para 38,5%. A diferença entre idade e etapa da educação no sistema educacional é medida pela taxa de distorção idade-série, que considera 2 anos a mais de idade a mais do que a indicada para determinado ano de estudo.
A vice-presidente do Sindicatos dos Professores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), Jocilene Barboza dos Santos, avalia que estes dados são uma amostra da falta de investimentos por muitos anos no ensino médio. Até 2009 o Brasil só priorizava o ensino fundamental, que no antigo sistema seriado compreendia estudantes entre 7 e 14 anos. "A escolarização básica recebia financiamento maior e as outras foram esquecidas".
Com a emenda 59, naquele ano, a faixa de investimento na educação ampliou dos 4 aos 17 anos e tornou obrigatório o governo investir em todas as etapas. O momento atual ainda é resquício desta falta de investimento, diz Jocilene, que prevê para os próximos anos uma mudança nas taxas. Ela destaca, no entanto, que deverão ficar comprometidas por conta das transformações geradas pelo Ciclo por Formação Humana. A política está prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e foi adotada há 11 anos na rede pública estadual em Mato Grosso.
Dentro do Ciclo, este ano foi iniciado o processo de "enturmação", que obrigou no sistema que a matrícula do estudante fosse realizada conforme sua idade e não conforme o nível de escolarização. Jocilene prevê que a partir do ano que vem os dados de distorção idade-série caiam naturalmente por força deste processo. Mas, os dados continuarão a existir na realidade. Ela explica que o Ciclo é ótimo na teoria, pois prioriza a fase vivida pelo aluno e dá oportunidade para estudar nestas condições. Porém, critica a forma como vem sendo adotado na rede pública.
Ela relata que os estudantes não estão recebendo o devido acompanhamento para ter condições de acompanhar o nível dos demais colegas de turma e a estrutura disponível não oferece perspectivas de melhoria. Diretores de escolas da rede se reunirão na Conferência da Educação para tratar do assunto e avaliar os impactos gerados pela transformação. O Ciclo também tem como princípio a não retenção dos estudantes, ou seja, evita a repetência, que será verificada nos próximos anos, diz Jocilene.
O Censo Escolar 2010 apresenta que a taxa de reprovação é de 4% entre os estudantes do ensino fundamental e 17,2% entre os do nível médio. Já a taxa de aprovação entre os estudantes de 1º ao 9º ano é de 94,8% em Mato Grosso, superior ao registrado nacionalmente, que é de 86,6%. A aprovação entre os estudantes de 1º ao 3º ano do ensino médio fica abaixo, em 71,6%.

Psicólogo diz que namoro entre professor e aluno é problemático

G1

O psicólogo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Ailton Amélio da Silva, vê com ressalvas o namoro entre professores e alunos. Para o especialista, a maioria destes relacionamentos são danosos e problemáticos, pois apresentam conflitos de interesse.

“A garota vai à aula para aprender a matéria? O professor está mais preocupado em ensinar ou seduzir? Os dois papéis se confundem e é difícil não haver conflito de interesse. Além do mais, a qualidade do ensino provavelmente não será a mesma", diz.

Silva explica que o papel que o professor ocupa causa fascínio, o que entre outras virtudes, favorece o início de um relacionamento. “Ao ficar na frente da sala, o professor mostra poder, segurança, tem oportunidade de expor suas qualidades, de mostrar o quão legal ele é. Junta uma porção de coisas que fora da sala de aula também favoreceria o início de um relacionamento amoroso”, afirma Silva.

O especialista reforça que o relacionamento entre professores e alunos pode ser ainda mais complicado durante o ensino médio quando os alunos têm menos de 18 anos. "A grande desvantagem é se o aluno é menor, pode caracterizar pedofilia", diz.

Para ele, no ensino superior, as incompatibilidades diminuem já que geralmente a idade entre professor e aluno pode ser mais próxima. “Depende do grau de maturidade do casal, do quanto os dois conseguem separar as coisas, mas mesmo assim ainda existe uma confusão de papel.”

A recomendação do psicólogo é para que o casal, caso haja um interesse recíproco, entre em um consenso e inicie um relacionamento após cortarem os vínculos escolares.

Pesquisador da UnB cria cápsula antiinflamatória com óleo de pequi

G1


O professor Cesar Koppe, do instituto de biologia da Universidade de Brasília (UnB), conseguiu isolar em cápsulas as propriedades antioxidantes e antiinflamatórias do extrato e do óleo de pequi, planta nativa do cerrado.

De acordo com a assessoria da universidade, o produto aguarda o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser comercializado. A UnB informou também que uma empresa de Brasília já adquiriu os direitos sobre a patente.

Na primeira fase de testes com o produto, Koppe observou a capacidade antioxidante do extrato e do óleo de pequi em células cultivadas. Em seguida, testes feitos em camundongos confirmaram as propriedades da planta nativa do cerrado de anular o efeito dos radicais livres, moléculas responsáveis pelo envelhecimento.

Na terceira etapa de testes, o óleo e extrato foram ministrados a um grupo de 60 maratonistas. Segundo a UnB, por exercerem atividade física intensa, eles produzem mais radicais livres.

Exames feitos após a realização de uma maratona mostrou que os atletas que tomaram as cápsulas de óleo e do extrato de pequi tiveram menos danos celulares dos que os que não tomaram.

O produto será testado agora em pacientes com lúpus do Hospital Universitário de Brasília. De acordo com o pesquisador, por conta da doença, os pacientes também produzem mais radicais livres.

Segundo informações da UnB, Koppe afirmou que a descoberta pode ajudar na preservação do cerrado. "Ainda existem muitas espécies que podem ser trabalhadas: o baru, a arniquinha e o arnicão, todas elas abundantes ainda em áreas de preservação como a Chapada dos Veadeiros", disse.

Justiça anula decisão da Unemat e manda empossar coordenadora

Redação 24 Horas News


O juiz Wanger Plaza Machado Junior, de Juara, anulou a eleição para coordenador do Campus da Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e determinou a posse em da professora Lizanil Patrocinio Pereira, em substituição a Cleuza Regina Balan Taborda, que está no cargo desde o inicio da atividades da instituição de ensino em Juara. O magistrado julgou procedente o pedido de liminar do Ministério Público, anulando a decisão do Conselho Administrativo do Conselho Universitário da Unemat e determinou ao reitor Adriano Silva a posse da substituta.

A eleição para a escolha da nova Diretora da Unidade Regionalizada Político-Pedagógica e Financeiro do Campus de Juara, aconteceu no dia 9 de dezembro de 2010. Disputaram o cargo Cleuza Regina Balan Taborda, candidata a reeleição e Lisanil da Conceição Patrocínio Pereira. A eleição teve 284 votantes, sendo 262 alunos e 22 funcionários. Cleuza Regina obteve 114 votos, somando 40,40% do total dos votos válidos e Lisanil Patrocínio 169 sufrágios, totalizando 59,60% dos votos válidos, vencendo assim a eleição com uma diferença de 19,20% do total de votantes.

Mesmo derrotada nas urnas, Cleuza Regina Balan Taborda, recorreu ao Conselho Universitário sob a alegação de que os votos da eleitora Dircineide Formigoni, que é servidora do município de Juara, mas está cedida para o Campus da UNEMAT de Juara, não havia sido computado.

O Consuni decidiiu aceitar o recurso, determinando que a Comissão Eleitoral reconsiderasse a decisão e validasse o voto, com base no edital da eleição que garantia a servidores cedidos para a Unemat, o direito ao voto. A determinação foi acatada e Cleuza Regina Balan Taborda foi considerada reeleita e continuou no cargo, em detrimento de Lisanil. Dircineide havia declarado o voto favorável à Cleuza e ainda possuía um diferencial pela proporcionalidade, o que daria a vitória para a candidata a reeleição.

UFMT lança edital para processo seletivo do projeto Escola Ativa

Redação 24 Horas News



A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por intermédio do Projeto Escola Ativa realizado em cooperação com parceiros, lança edital para o processo seletivo de professor formador I para atuar no Projeto Escola Ativa de Mato Grosso. O período de inscrição será do dia 11 a 12 de julho, das 8h às 11h30 e das 14h às 17h, na secretaria geral do Instituto de Educação (IE), campus de Cuiabá.

Os candidatos devem ter formação mínima em nível superior e experiência de três anos no magistério superior. O selecionado deverá cumprir carga horária total de 100 horas mensais, correspondendo a 40 horas para planejamento, 40 horas para a realização da formação nos macrocentros e 20 horas para elaboração de relatório. O professor receberá uma bolsa no valor R$ 1.530,00, com duração de um ano, podendo ser prorrogada caso haja interesse entre as partes.

O projeto Escola Ativa é realizado em cooperação com a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), Secretaria de Estado de Educação (SEDUC/MT) e Secretarias Municipais de Educação.

A seleção de professor formador I será regida e executada pela Coordenação do Projeto Escola Ativa da UFMT, de acordo com as disposições da Resolução CD/FNDE Nº 35, de 14 de dezembro de 2010.

OAB quer que MEC supervisione cursos de Direito em Mato Grosso

A Ordem dos Advogados do Brasil busca a supervisão do Ministério da Educação aos cursos de Direito que não tiveram nenhum aluno aprovado no Exame de Ordem 2010.3. Nesta terça-feira (5 de julho), o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, encaminhará ofício ao ministro Fernando Haddad.

Em Mato Grosso são 24 faculdades de Direito atuando na capital e no interior. Ao todo foram 2828 inscritos na primeira fase, sendo que 2747 candidatos compareceram ao Exame. Na segunda fase, foram 480 presenças e 206 aprovações na prova prático-profissional. O maior índice geral de aprovação foi da Universidade Federal de Mato Grosso, com 28,99%.

O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem e secretário-geral da OAB/MT, Daniel Paulo Maia Teixeira, informou que agendará uma reunião com todas as instituições de ensino de Direito do Estado para debaterem as providências a serem tomadas. A data ainda não foi marcada.

As instituições de ensino que passarem a ser supervisionadas pelo MEC deverão cumprir metas estabelecidas pelo órgão, podendo ser penalizadas com a redução de vagas, suspensão de cursos e, em casos extremos, fechamento do curso. Hoje, o MEC monitora as faculdades que obtiveram notas baixas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O regime de supervisão engloba metas a serem cumpridas, sob pena de redução de vagas ou até suspensão e fechamento dos respectivos cursos.

As faculdades que obtiveram maior índice de aprovação, conforme divulgado pelo Conselho Federal, foram as públicas. Das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais em todo o Brasil, 19 são públicas. Por outro lado, as faculdades privadas são as que mais colocam profissionais da advocacia no mercado. No ranking das 20 faculdades que mais aprovaram em números absolutos, os cinco primeiros lugares são ocupados por instituições particulares de ensino.

Comissão da Câmara vai ao Maranhão para recolher sugestões sobre o Plano Nacional de Educação

Redação 24 Horas News



A Comissão Especial do Plano Nacional de Educação (PNE) promove hoje (15) seminário em Imperatriz (MA). O objetivo é colher sugestões sobre o PNE, que contém as metas e diretrizes para a área de educação no período de 2011 a 2020. Segundo o presidente da comissão, deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), mais de 130 sugestões já foram apresentadas por entidades da sociedade civil e a previsão é votar a proposta até setembro.

De acordo com o deputado, a comissão recebeu mais de 500 emendas que propõem o aumento, de 7% para 10%, do percentual mínimo do Produto Interno Bruno (PIB) para financiamento da educação.

OAB quer que MEC supervisione cursos de Direito em Mato

A Ordem dos Advogados do Brasil busca a supervisão do Ministério da Educação aos cursos de Direito que não tiveram nenhum aluno aprovado no Exame de Ordem 2010.3. Nesta terça-feira (5 de julho), o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, encaminhará ofício ao ministro Fernando Haddad.

Em Mato Grosso são 24 faculdades de Direito atuando na capital e no interior. Ao todo foram 2828 inscritos na primeira fase, sendo que 2747 candidatos compareceram ao Exame. Na segunda fase, foram 480 presenças e 206 aprovações na prova prático-profissional. O maior índice geral de aprovação foi da Universidade Federal de Mato Grosso, com 28,99%.

O presidente da Comissão de Estágio e Exame de Ordem e secretário-geral da OAB/MT, Daniel Paulo Maia Teixeira, informou que agendará uma reunião com todas as instituições de ensino de Direito do Estado para debaterem as providências a serem tomadas. A data ainda não foi marcada.

As instituições de ensino que passarem a ser supervisionadas pelo MEC deverão cumprir metas estabelecidas pelo órgão, podendo ser penalizadas com a redução de vagas, suspensão de cursos e, em casos extremos, fechamento do curso. Hoje, o MEC monitora as faculdades que obtiveram notas baixas no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade). O regime de supervisão engloba metas a serem cumpridas, sob pena de redução de vagas ou até suspensão e fechamento dos respectivos cursos.

As faculdades que obtiveram maior índice de aprovação, conforme divulgado pelo Conselho Federal, foram as públicas. Das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais em todo o Brasil, 19 são públicas. Por outro lado, as faculdades privadas são as que mais colocam profissionais da advocacia no mercado. No ranking das 20 faculdades que mais aprovaram em números absolutos, os cinco primeiros lugares são ocupados por instituições particulares de ensino.

Projeto libera universidades de exigir pós de professores

Redação 24 Horas News



Um projeto de lei em tramitação no Senado Federal causa polêmica no meio acadêmico ao permitir que os professores sem mestrado e doutorado possam ser admitidos nas instituições de ensino superior públicas e privadas. A proposta de autoria da comissão de Serviços de Infraestrutura deve ser discutida no Plenário nesta terça-feira.

O projeto de lei 220, de 2010, que pretende alterar a Lei de Diretrizes Bases (LDB), autoriza a contratação de docentes nas áreas tecnológica e de infraestrutura que possuam apenas o diploma de graduação, desde que comprovem experiência profissional. Na justificativa, os senadores lembram a "preocupante" falta de professores pós-graduados, especialmente com mestrado e doutorado, o que poderia comprometer o desenvolvimento econômico exigido para o País.

A iniciativa do Senado foi criticada na 63ª reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), o maior encontro científico do País, realizado desde domingo em Goiânia (GO). Segundo a presidente da SBPC, Helena Nader, se o projeto virar lei, fragilizará ainda mais todo o sistema de ensino brasileiro.

"Tal disparate legal, tal crime de lesa pátria, já passou pela comissão de educação do Senado e deverá ir à votação em Plenário nesta terça-feira", disse. "Não podemos admitir a possibilidade de esse projeto vir a se tornar lei. Será um passo atrás sem precedentes no árduo processo de construção de um sistema de ensino eficiente e decente em nosso País", afirmou Helena.

Se aprovada no Senado, a proposta deve passar ainda por votação na Câmara dos Deputados

MT- Horta cultivada pelas crianças do Peti melhora a alimentação

Redação 24 Horas News



A época da colheita dos alimentos é o momento que as crianças atendidas pelo Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) e Instituto Padre João Peter mais gostam, ressalta a coordenadora da horta, engenheira agrônoma Cleusa Ceolin.

Porém, segundo ela, além de aprender a cultivar o solo, plantar e regar as hortaliças, a iniciativa ensina valores muito maiores, que podem ser utilizados por toda a vida, como a importância do respeito ao próximo, da responsabilidade e do trabalho em equipe.

A horta é apenas uma das diversas atividades desenvolvidas pelas cem crianças atendidas, através da parceria entre o Peti e o instituto. A iniciativa tem o apoio da Prefeitura de Lucas do Rio Verde que garante toda a infraestrutura para que sejam cultivadas dezenas de espécies de hortaliças que, além de complementar a alimentação servida na instituição, quando há excedente na produção, os alunos levam os alimentos para a casa.

A coordenadora do Peti, Mônica Grabia explica que a maioria dos alunos foram encaminhados ao programa pelos pais, com o objetivo de evitar que ficassem nas ruas ou sozinhos em casa. No local, as crianças participam de oficinas de artesanato, música, teatro, coral, aulas de taekwondo e reforço escolar.

Oportunidades que se refletem no aprendizado escolar, melhoram a autoestima dos alunos e ainda abrem um leque de perspectivas para o futuro. Segundo Mônica, para participar do programa, os alunos devem ter entre 6 e 16 anos de idade, frequentarem a escola e terem bom rendimento.