domingo, 11 de setembro de 2011

DEPOIMENTOS_ Fernando Henrique Cardoso: "Educação significa aprender a perguntar e a pensar"

O ex-presidente da República conta que descobriu o verdadeiro sentido da Educação quando entrou na Universidade de São Paulo
08/09/2011 17:06

Para Fernando Henrique Cardoso, valorizar a Educação é dever dos governantes Tive a Educação regular que todas as crianças e jovens de famílias de classe média tradicional (isto é, educadas) tiveram. Frequentei escolas primárias no Rio e em São Paulo, ambas privadas, e do mesmo modo, nas duas cidades fiz em escolas privadas o curso secundário.

O verdadeiro sentido da Educação se abriu para mim, entretanto, quando entrei na Universidade de São Paulo, em 1949. Naquela época alguns professores estrangeiros, sobretudo franceses, ainda davam as cartas na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Também fiz curso de pós doutorado na Escola de Altos Estudos em Ciências Sociais, em Paris.

Aprendi, então, que Educação significa, mais do que transferência de informações, aprender a perguntar e a pensar: método. Mais vale ler um bom livro, qualquer que seja a orientação do autor, que abra a cabeça, do que perder tempo com dogmatismos ou muitas informações de utilidade duvidosa.
Passei grande parte de minha vida útil dedicando-me ao magistério. Na USP e, mais tarde nas universidades do Chile, de Stanford, Berkeley, Cambridge e na Universidade de Paris. Depois que deixei a Presidência da República voltei às aulas na Universidade de Brown, nos Estados Unidos onde fui professor visitante até há dois anos.

Como presidente, dei ênfase à expansão do Ensino Fundamental e técnico. O Brasil precisa muito que todas as crianças estejam nas escolas, que permaneçam nelas por mais horas do que o habitual e que as escolas as preparem para a vida. A vida moderna requer conhecimentos básicos de matemática, informática, português e pelo menos de uma outra língua. Mas, sobretudo história (com sabor sociológico) e algo de filosofia, ou melhor, de reflexão sobre a vida e as pessoas. Para isso é fundamental dispor de professores bem treinados, motivados, bem pagos e capazes de despertar o entusiasmo do aluno. Requisitos fáceis de mencionar e difíceis de serem efetivados.

De qualquer modo, para quem teve as oportunidades que tive de me educar é impensável não dar valor à Educação. Quando nasci metade dos brasileiros não sabia ler nem escrever. Agora serão dez por cento da população. Mas mesmo assim, os cursos ainda são precários. Acho que é dever de quem teve a oportunidade de se educar, principalmente dos governantes, valorizar a educação e entendê-la no verdadeiro sentido a que me referi: como um contínuo processo de aprendizagem, formal e informal, no qual mais vale saber indagar e refletir do que ter respostas feitas, como se a cabeça de cada um fosse um arquivo.

Fernando Henrique Cardoso foi presidente do Brasil de 1995 a 2002. É sociólogo e autor de vários livros sobre mudança social e desenvolvimento no Brasil e na América Latina. Atualmente ele preside o Instituto Fernando Henrique Cardoso, que preserva e dá acesso ao seu arquivo pessoal, além de promover o debate sobre democracia e desenvolvimento.

Nota baixa em planejamento

Por: Valeska Andrade

Do dinheiro que vai para creches e transporte escolar ao déficit de professores, a falta de informação do poder público no Brasil – tema de uma série que jornal O Globo publicou atinge também a educação. O País não sabe informar quantos professores faltam, em quais regiões e para quais disciplinas. Um dos principais fundos de recurso federal para o setor, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), que só em 2010 movimentou cerca de R$ 2 bilhões, repassados a prefeituras para ações como aquisição de ônibus escolares e creches, até hoje não foi incluído no Portal dos Convênios (Siconv), sistema que justamente centraliza os dados de controle de repasses federais via convênios.

Creches – No caso das creches, do programa Proinfância, de 2007, só um terço delas ficou pronto até hoje. A ampliação do número de unidades para as crianças, uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff, demora a avançar por conta do acompanhamento deficiente do programa. Um balanço do Ministério da Educação (MEC) de julho deste ano mostra que apenas 328 creches foram concluídas. O índice corresponde a um terço dos 1.021 convênios para creches realizados em 2007 e 2008. Se forem consideradas as creches conveniadas até 2010 (2.349), o total de unidades concluídas não passa de um quinto.

Fonte: O Globo (RJ)

Repensando o currículo

Heide Struzziato Miranda

Diariamente vemos nos jornais a dificuldade de convivência entre as pessoas, a ausência da tolerância e o desrespeito de uns com os outros.

Diante disso temos dois caminhos a seguir: um deles fechando os olhos para essa situação (o que com certeza não fará senão piorar o quadro) e o outro é pensar de que forma todos nós podemos ajudar. Mas, em especial, a escola, já que o seu papel na sociedade é contribuir para a formação de um cidadão crítico, democrático, participativo e receptivo às diferenças.

De que maneira podemos trabalhar de forma tal que nossos alunos se importem com os outros? Como fazê-los pensar naqueles que não tiveram oportunidades como nós?

Vejo que a melhor maneira de fazermos isso é colocando em nossos currículos a preocupação com as minorias. Todas elas. Temos de mostrar para nossos alunos que não podemos olhar apenas para nosso “umbigo” e discutir os problemas e atitudes das pessoas a partir do nosso referencial; é preciso ampliar nossos olhares, conhecer a realidade e sua diversidade. A ausência na escola de um debate sobre as diferenças étnicas, raciais ou quaisquer outras, incentivam a formação de grupos intolerantes e violentos. A escola, na maioria das vezes, valoriza a forma de viver e ser das classes favorecidas e coloca isso nos programas escolares como se fosse a maneira universal de se viver.

De que maneira a escola faz isso? Não discutindo as diferentes infâncias, ou seja, as “infâncias possíveis” (...); não discutindo a vida das mulheres e suas lutas; desconhecendo a vida das pessoas idosas e sua realidade; ignorando a comunidade rural, a exploração do trabalho infantil, do trabalho escravo ainda existente e da falta de conhecimento dos alunos sobre a história das religiões.

Para Jurjo Santomé: “O racismo aflora de numerosas formas no sistema educacional, de maneira consciente ou oculta. Assim, por exemplo, podem ser detectadas manifestações de racismo nos livros texto de ciências sociais, história, geografia, literatura, etc, especialmente por meio dos silêncios com relação a direitos e características de comunidades ciganas, numerosas nações da África, Ásia e Oceania, a maioria das etnias sul-americanas, etc, que não existem para os leitores deste tipo de matérias curriculares.”
Recentemente assisti a um filme francês: “Caché”, muito instigante, onde o foco do diretor (austríaco) era mostrar a indiferença do povo francês com os outros, a dificuldade de conviver com o diferente e as marcas que vão se avolumando nos cidadãos, trazendo ressentimentos e angústia. O mesmo se aplica ao filme que citei em outro artigo: “Os escritores da liberdade”, onde minorias se enfrentam no dia-a-dia de uma escola nos Estados Unidos e passam a mudar somente após a professora mostrar o “Diário de Anne Frank” e o Holocausto como exemplos do que a intolerância pode criar quando cresce e se apossa de uma sociedade.

(...) A omissão esses conteúdos culturais impedem a humanização das pessoas, que são nosso compromisso maior na escola. “Estudar e compreender os erros históricos é uma boa vacina para impedir que fenômenos de marginalização, como estes continuem se reproduzindo.” (J. Santomé).

Heide Struzziato Miranda é Coordenadora Pedagógica do Programa Jornal na educação do Diário da Região (São José do Rio Preto/SP) - Artigo publicado no site www.diarioweb.com.br

A deficiência que não é um defeito

Fábia Gomes

Você já parou para pensar, qual é a deficiência que se pode dizer pior? Será aquela que ninguém consegue imaginar em perder, que já se apavora?

Se pensou na audição, talvez tenha razão. Mas viver no silêncio tantas vezes é a vontade de muitos. Aqueles ambientes chatos e cansativos, onde se fica esperando por horas alguma coisa e ouvindo reclamações e desalentos, para que no final da espera ouvir uma resposta negativa ou um: Volte amanhã que lhe atenderemos. Ou então, aguarde que entraremos em contato, ou até um belo fora da namorada que num eufemismo inacreditável tenta apaziguar a situação dizendo: - É melhor nós darmos um tempo.

Já a fala é tão importante para conseguirmos nos comunicar, não é? Ela nos ajuda achar alguma coisa no meio do nada – pois quem tem boca vai a Roma -, não nos deixa adoecer por não conseguirmos bradar aos quatro cantos aquilo com que não concordamos, e é sem dúvida um belo instrumento de trabalho para muitos. Você já pensou num professor, num vendedor, numa recepcionista ou telefonista e aí por diante?

Também há o lado negativo de sermos dotado da fala. Ouvimos muitas vezes coisas que nos obriga a discutir, a reclamar, a chiar. O som que produzimos muitas vezes é reclamado por alguns, mas não somos nós que mandamos nisso; é a genética.

Há situações que compartilham conosco da mesma angústia. Não saber pra onde ir, nem com quem ficar, ou até mesmo se devemos conversar... Imagine repartir o que não se tem, o que não se recebe e também não nos convém. Parece poético, mas é assim que ele se mantém. Aquele que espera por horas um atendimento oportuno, ou aguarda ansioso um emprego digno ou a ajuda de alguém que não o conheça, para assim ter sua sobrevivência.
De poesia nada tem, apenas um monte de rimas que nada, nada nos cai bem. Não é emotivo de beleza, mas emotivo de dor e tristeza.

Não somos cegos, nem surdos nem mudos; mas somos deficientes nas nossas atitudes. Não ajudamos, não socorremos àqueles que realmente necessitam de nós. Falamos alto que o erro vem lá de cima, que se tem que mudar o governo, mas não damos o nosso grito de socorro, porque é cômodo estar onde estamos. Aguardando e aguardando. Culpando e culpando. E acreditando que fazemos de tudo para melhorar. E a eleição vem e vai e nós nada melhoramos. E então acha mesmo que gritamos por socorro?

Ter a visão nos possibilita fazer várias coisas. Apreciar as cores, os nossos filhos crescendo e se tornando homens de bem, ver o passar do tempo nas rugas que nos convém e olhar a paisagem que sempre embeleza a vista de algum lugar, ou fazemos a opção de não ver. Simplesmente, não ver.
E assim fechamos os olhos para nossas deficiências. Somos deficientes sim.

Como seria participar da vida sem ter o que ver nela. Viver na escuridão, perceber no lugar de enxergar; sentir no lugar de apreciar. A beleza também se sente e se pensar bem até que seria bom não poder ver a pobreza, a miséria e a falta de compostura daqueles que colocamos lá.

E assim imaginemos a falta de visão. Plena e suprema. Somos cegos sim e quanto à conversão nada podemos fazer para acontecer, se continuarmos surdos e mudos para os fatos.
Brademos enquanto podemos bradar. Atendemos enquanto podemos escutar e veremos assim um mundo como os daqueles que nada podem observar. Sentiremos a beleza, escutaremos o som mais profundo e mais puro, e usaremos a voz para assim proferirmos palavras de amor ao próximo e ao mundo.

Fábia Gomes é educadora e participa do programa Jornal, Escola e Comunidade do jornal A Tribuna, de Santos

Amor a Deus e ao próximo no entendimento da criança

Quem ainda pensa que a criança é inculta de arte, música, ética, religiosidade e espiritualidade está equivocado. Dia 6 de junho, Maria Maltauro Bernardi completou 4 anos de idade. Alegre e fervorosamente, reza diariamente pela manhã e à noite Pai-Nosso, Ave-Maria, Glória ao Pai, Santo-Anjo, Ato de Contrição, Credo, Salve Rainha e outras preces. Tão logo que aprende uma oração pede para que ensinem outra. Recita corretamente os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja e faz complementos por conta própria, sem ninguém ensinar.

Para ela, o primeiro Mandamento é: Amar a Deus sobre todas as coisas e o próximo como a mim mesma; o quinto: Não matar outra vez Jesus e as pessoas. O nono: Não desejar a mulher e nem o homem dos outros. E assim por diante; faz acréscimos nas orações com sabedoria, profundidade e precisão. Por essas habilidades, merece total atenção e palmas de ouro.

Principalmente durante conversas com coleguinhas, brincadeiras, dança, canto e nas telas que pinta com arte e beleza, Maria impressiona por integrar, com visão de gente grande, três entes: Deus, a pessoa e a natureza. Bem da verdade, entende-se por educação integral e de qualidade aquela que abrange a inteligência, o coração e o corpo todo da Criatura; as obras e a bondade operativa do Criador; a Natureza como abrigo e meio de subsistência dos seres vivos. São de autoria desta menina as frases: Quando o homem deteriora a natureza está matando a si próprio e o Papai do Céu; Há Pilatos por todos os cantos dispostos a entregar outra vez Jesus para ser condenado e crucificado; Para ensinar e convencer, não precisa gritar, bater e ofender.

Quando Maria quer conquistar confiança, refletir em conjunto e fazer-se ouvir, reúne dentro de si e nas ideias que vai comunicar todo o potencial de envolvimento, imaginação, simpatia, criatividade, amor e carinho. Em contrapartida, basta ver uma pessoa jogar papel ou toco de cigarro no chão, pisar na grama, chutar cachorro, para reclamar e disparar: Veja como essa pessoa é mal educada.

Vê-se, portanto, que é fundamental prestar mais atenção à comunicação e atitudes pedagógicas das crianças. Às vezes, são elas que transmitem às gerações mais velhas ensinamentos que podem modificar, restaurar e melhorar ações, comportamentos e decisões das pessoas. Creio estar superado o conceito que diz que a característica da sociedade humana reside na capacidade de transmitir de uma geração mais velha para uma geração mais nova heranças, experiências e produtos acumulados no decorrer da vida e da história.
Crianças e jovens são muito mais habilidosos de percepção e criação do que a gente imagina. De fato, eles não se prendem muito a definições e conceitos: vão direto ao cerne das linguagens e à essência do bem e das coisas, ao valor dos testemunhos e à alma da dignidade, à consistência da solidariedade e aos pilares da fraternidade, ao poder sinergético da cooperação e a solidez infinita da caridade.

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Pedro Antônio Bernardipedro.professor@gmail.comJornalista, economista e professor.

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Reintregrando os fatos

Somente nós, seres humanos, temos a capacidade de atribuir novos significados a fatos ocorridos em algum lugar do passado, independente de quais proporções eles tiveram.

Na sala de aula ou em casa, desde muito cedo a criança precisa ser orientada pelo adulto sobre essa capacidade, pois quando a apresentamos a esse fato damos a ela a oportunidade de começar a administrar com mais clareza seus sentimentos.

Uma discussão que ocorreu ontem, uma palavra proferida pelo professor ou pai, um olhar duvidoso, uma sequência de fatos que causaram desconforto e tantas outras situações ocorridas ontem e envolvidas nas mais diversas circunstâncias podem ganhar novos significados quando olhamos para elas hoje.

Ressiginificar é uma das habilidades mais brilhantes que temos, mas até mesmo para ela faz-se necessário dispormos de momentos de reflexão, de modo que o novo significado não anule a verdade de ontem, principalmente se esta verdade trouxe-nos alguma forma de alegria

Pode parecer que isso destoa da realidade, mas não, pois pouco nos adiantaria termos tal habilidade se for para somar mais desventuras à nossa história, ou seja, se for para acumular mais pesares é aconselhável deixarmos tudo isso de lado, pois seria como supervalorizar o problema.

Por exemplo, se amanhã alguém nos fizer algo que combata contra a nossa amizade, as belezas vividas hoje com esse alguém não poderão ser anuladas quando algum dia procurarmos novos significados ao que tudo aconteceu.

Os momentos bons, felizes, aqueles momentos em que sorrimos e nessa ação tivemos alguém para sorrir também conosco, esses momentos não podem ser invalidados, pois são valiosos demais para serem vestidos com roupagem de ódio, desilusão e consequente desamor.

A ação de ressignificar deve ser entendida como um mecanismo para aliviar a dor, diminuir a tensão e reconstruir as pontes que um dia foram quebradas. Contudo, em contrapartida, o que vemos são pessoas que são resistentes ao perdão, ao ato de dar uma nova chance àquele que errou em algum ponto contra nós.

Ora, quando não damos uma nova oportunidade para reconstruir velhas amizades, na verdade, não estamos dando chance a nós mesmos de tentarmos mais uma vez. Na nossa infância, sabíamos levantar depois de uma queda, mas na vida adulta muitas são as vezes que negamos a nós mesmos o direito de assumir os riscos de uma nova tentativa.

Tudo é um processo, tudo tem o seu tempo, tudo está sujeito a acertos e também a falhas e, se não quisermos assumir os riscos de confiar na amizade de alguém, estamos, na verdade, precisando reaprender a viver num mundo tão cheio de altos e baixos.

Se o abraço de um amigo nos conforta, pense no tão maior conforto do abraço de um amigo perdoado. Quando perdoamos, anulamos todos os maus efeitos causados pela inimizade e indiferença e, além disso, o amigo perdoado valorizar o perdão e os laços dessa amizade serão continuamente mais fortalecidos.

Isso é ressiginificar, é dar nova chance, é dar novos significados a uma ofensa, a uma desventura. Na escola ou em casa, quando conseguimos ensinar a criança pelo nosso exemplo contribuímos efetivamente para um ambiente de menos agressividade, de menos desamor e intolerância.

Quantas violências moral e física poderiam ser evitadas se o ato de ressignificar fosse realmente ensinado na escola juntamente à grade curricular de cada unidade de ensino. Quantos novos amigos poderiam ser conquistados se ao aluno fosse ensinado agir e não apenas reagir diante de um fato...

Isso é ensinar para uma vida fora dos muros da escola, isso é impactar a vida social do aluno, isso é influenciar a vida em família de toda uma comunidade, isso também é fazer uma Educação verdadeiramente de Qualidade.

Entrevista - Antonieta Celani fala sobre o ensino de Língua Estrangeira

Pesquisadora brasileira alerta para a importância de refletir sobre a prática em sala para substituir definitivamente os "métodos milagreiros"
Daniela Almeida (novaescola@atleitor.com.br)

ANTONIETA CELANI "Já baseamos
as aulas em tradução e em gramática,
mas hoje sabemos que cabe ao professor
analisar a turma para atuar bem."

A formação deficiente de professores em faculdades sem qualidade que se proliferam pelo país e a escassez de programas de Educação continuada bem organizados são apenas dois dos desafios enfrentados no ensino de Língua Estrangeira. Outra questão, somada a essas, torna o cenário ainda mais desafiador: a ausência de uma política clara - em nível nacional -, o que leva a disciplina a uma posição secundária dentro do currículo. Na avaliação da professora Antonieta Celani, fundadora, em 1970, do Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada - o primeiro do gênero no Brasil - e atual coordenadora do Programa de Formação Contínua do Professor de Inglês da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, existe uma descrença geral no meio educacional em relação à área.

Para ela, no entanto, a situação tende a se reverter com o fim da crença de muitos educadores na existência do que costumam chamar de "o melhor método". "Já baseamos as aulas em gramática e em tradução, por exemplo, mas hoje sabemos que cabe ao professor analisar a turma para atuar bem", afirma. Nesta entrevista, a pesquisadora explica por que acredita que a busca por receitas só mudará com a formação reflexiva - a capacitação que prepara cada docente para avaliar a realidade em que atua e aplicar princípios de ensino e aprendizagem que funcionem para o grupo de estudantes que tem em cada sala de aula.

O que mudou nas aulas de Língua Estrangeira no Brasil desde que o primeiro curso de pós-graduação na área foi criado, em 1970?

ANTONIETA CELANI Antes, o foco estava no ensino de línguas em si. Hoje, o conceito de linguística aplicada, guarda-chuva do curso que ajudei a criar, é muito mais amplo. Naquele tempo, a preocupação era o que e como ensinar.

Hoje há outras perguntas: para que crianças e jovens precisam do Inglês?

Por que ele é necessário no currículo?

Por quais concepções de ensino da disciplina o país já passou?

ANTONIETA Primeiro, tivemos aquela baseada em gramática e tradução. Depois, caminhamos para o método audiolingual, embasado na repetição oral e com orientação behaviorista. Daí em diante, apareceram iniciativas soltas: método funcional (conteúdo determinado por funções, como pedir desculpas e cumprimentar), método situacional (conteúdo pautado por eventos como "no aeroporto", "na loja" etc.). Todos, no fundo, se tratavam de audiolinguais disfarçados, já que a condução em sala também se dava pela repetição. Mais tarde, surgiu a abordagem comunicativa, por meio da qual não se pode usar a primeira língua, só a estrangeira. Essa foi a grande revolução do fim do século 19.

Não houve a influência do sociointeracionismo?

ANTONIETA Sim, as ideias do psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934) vieram paralelamente, focadas na questão do desenvolvimento e do ensino e da aprendizagem como um processo único. Nesse contexto, são usadas formas de mediação - pelo professor, pelo colega ou pelo próprio material didático - para levar o outro a aprender.

E atualmente, como estamos?

ANTONIETA Hoje, atuamos em uma era que os especialistas chamam de pós-método. Falamos em princípios e em diferentes possibilidades de implementá-los. De certo modo, para a questão da formação docente, isso complica a situacão, já que é muito mais fácil pegar uma receita e aplicá-la. Agora, dependemos da análise do professor em relação ao que fazer diante da realidade em que estão inseridos seus alunos.

O que cabe a ele, afinal?

ANTONIETA Ele precisa dominar o contexto por meio de princípios básicos de ensino e aprendizagem que independem de metodologia. Existem alguns nos quais o professor acredita e aos quais é fiel. Se ele aposta na mediação, por exemplo, não vai exigir que a garotada repita milhares de vezes uma palavra.

Não é possível falar, portanto, em um modelo que seja mais eficaz.

ANTONIETA Exatamente. Não existe um método perfeito, até porque a eficácia depende do objetivo da pessoa ao aprender um idioma. A saída agora é entender por quê, para quê, como e o que ensinar - nessa exata ordem. A primeira resposta pode ser: porque a língua confere uma formação global ao indivíduo. Para quê? Até o 9º ano, ainda não há uma certeza. Então, a formação deve ser básica para permitir direcionamentos específicos posteriores. O como vai depender dos objetivos. Só então é possível definir os conteúdos a ensinar.

É importante que esses conteúdos estejam relacionados às práticas sociais de leitura e escrita?

ANTONIETA Sim. Nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Língua Estrangeira, lançados em 1998, do qual sou coautora, recomendamos a ênfase em leitura e escrita, considerando as situações do contexto brasileiro. Fomos massacrados. Diziam que a proposta era elitista, pois excluía a possibilidade de acesso do estudante ao desenvolvimento das quatro habilidades - ler, falar, escrever e compreender. Mas como, sem preparo, o professor pode desenvolver a habilidade de fala com 50 crianças por classe em duas horas semanais? Agora, justamente as práticas de leitura e escrita aparecem como uma necessidade social.

Como levar esses dois conteúdos para a sala de aula?

ANTONIETA Ligando aquilo que acontece em classe com objetos de uso da Língua Estrangeira que existem fora do ambiente escolar. Vale trabalhar com textos de jornal (disponíveis inclusive na internet), rótulos de produtos, a estampa de uma camiseta ou letras de música. Dessa forma, o professor encontra um link com os jovens.

Com o desenvolvimento de novas mídias e tecnologias, como a internet e a TV a cabo, mudam os conteúdos e a maneira de lecionar Inglês?

ANTONIETA Com certeza. Existem, aliás, iniciativas muito interessantes nesse sentido, como a chamada You've Got Mail. Por meio desse programa, os professores promovem a troca de e-mails entre alunos brasileiros e de outros países. O computador é um recurso que deve ser usado para fazer tarefas que despertem o interesse dos estudantes. Usar essas novas tecnologias é outro meio de estabelecer um relação com a realidade.

Muitas escolas brasileiras ainda focam apenas a gramática e a decoreba. Como mudar isso?

ANTONIETA É preciso valorizar o segundo idioma, entender qual a importância de aprendê-lo para a Educação do indivíduo - o que permite a ele entender o outro e as diferenças e estar inserido no contexto mundial atual. E também, é claro, dando formação inicial e continuada para os professores. Eles apenas repetem o que aprendem.

Quais os problemas da formação docente nessa área?

ANTONIETA Primeiro, há a questão da licenciatura dupla em Português e Inglês, por exemplo. Com o repertório proporcionado pela Educação Básica, não há como dar conta das duas em tão pouco tempo. Além disso, hoje se proliferam faculdades que não têm corpo docente adequado nem desenvolvem pesquisa e dão cursos baseados na gramática. O ideal é que a graduação ofereça a prática e o uso da língua, de várias maneiras, além de formação reflexiva e não receitas.

Como os professores recém-formados chegam à escola?

ANTONIETA Eles se sentem perdidos, já que a própria instituição muitas vezes desvaloriza a disciplina. Alguns se perguntam por que estão ensinando aquilo. Eles não têm noção da capacidade de inclusão que o idioma tem.

O que é essencial numa boa aula?

ANTONIETA A conversação. O único momento real de comunicação se dá com ordens: abram seus livros. Em sala, continua-se falando em português e isso acontece pela falta de naturalidade com o idioma. O medo de a turma não entender não é desculpa. Senão vira um círculo vicioso. É possível usar os dois idiomas, pelo menos, ou traduzir na primeira vez que empregar determinados termos.

Que outras habilidades e conhecimentos o professor deve ter?

ANTONIETA Além de ser capaz de falar na língua que leciona em sala, ele precisa escrever de maneira simples e correta sintaticamente, ler um artigo e entender falantes nativos - que não devem ser encarados como modelo, nem em relação à pronúncia. Mesmo porque essa ideia está superada hoje pela falta de fronteiras proporcionada pelo avanço da tecnologia e por causa da expansão do inglês. Afinal, quem é o falante, nesse caso, uma vez que os não-nativos superam absolutamente os que o têm como primeira língua? O princípio é se comunicar de forma correta e compreensível.

O que a formação continuada pode oferecer ao docente da área?

ANTONIETA Ele precisa estar preparado para se enxergar e atuar como um pesquisador da própria prática. A reflexão proporciona isso a ele. Um dos grandes problemas do professor é a solidão. Muitas vezes, ele não tem colegas com quem trocar experiências na escola. Por isso, é importante estar sempre alerta para oportunidades em centros de recursos e usar a internet para pesquisar e travar contato com o idioma.

Qual o currículo do programa de Educação continuada para professores de IngIês do qual a senhora participa?

ANTONIETA No programa para formação gratuita de professores da PUC, em parceria com a Cultura Inglesa, os educadores primeiro têm aulas de aperfeiçoamento linguístico. Terminada essa etapa, eles fazem um curso de extensão chamado Reflexão Sobre a Ação, durante o qual gravam suas aulas e analisam o que funcionou ou não. Além de estudarem os aspectos didáticos (a organização do sistema fonológico do inglês, a relação com textos etc.), refletem sobre questões da prática em sala de aula. Depois, eles preparam unidades didáticas e testam esse material nas escolas em que trabalham porque a intenção é multiplicar a formação pelas escolas.

Como a rede pública encara o ensino de um segundo idioma?

ANTONIETA Como uma das últimas preocupações. Não há meios para que ele avance porque não existe uma política nacional para a disciplina. Isso é resultado da exclusão da Língua Estrangeira do núcleo comum na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1961. Na época, ela passou a ser tratada como atividade. Depois, a LDB de 1996 menciona "uma Língua Estrangeira". A escolha é da escola. Independentemente disso, um decreto do governo, de 2005, estabeleceu a obrigatoriedade de a escola se oferecer o Espanhol, apesar de ele ser optativo para os alunos. Só que na prática não acontece nada. Mesmo porque ainda não existem professores suficientes para preencher essas vagas.

Que resultados os estudantes colheriam se as aulas de um segundo idioma fossem priorizadas?

ANTONIETA Eles passariam a entender as diferenças e a conviver melhor com elas. Aprende-se isso por meio do contato com outras culturas. No aspecto social, temos as questões do acesso ao mercado de trabalho e da inclusão e da participação do sujeito no mundo. Hoje, quem não tem um nível de inglês que permita entrar nessa grande roda está excluído. Bom ou ruim, esse é um fato.

Quer saber mais?

BIBLIOGRAFIA

Professores e Formadores em Mudança: Relato de um Processo de Reflexão e Transformação da Prática Docente, Maria Antonieta Alba Celani, 232 págs., Ed. Mercado de Letras, tel. (19) 3241-7514, 46 reais
ESP in Brazil: 25 Years of Reflection and Evolution, Antonieta Alba Celani, Francis Deyes, John Leslie Holmes e Michael Rowland Scott, 416 págs., Ed. Mercado de Letras, 45 reais

INTERNET
Informações sobre o programa de aprimoramento de inglês da Cultura Inglesa em parceria com a PUC.

Como humanizar a gramática na sala de aula

As aulas expositivas da gramática “nua e crua” tornam-se um tormento para os alunos. Muitos professores valem-se do argumento de que não há outra saída, os estudantes precisam aprender a modalidade culta da língua. Isso é incontestável. Entretanto, há maneiras menos torturantes de se ensinar gramática. Uma delas é humanizando a disciplina.

Humanizar a gramática significa apresentá-la aos alunos de um modo que desperte as suas emoções, e, por consequência, facilite o aprendizado. Já apliquei esse método em sala de aula diversas vezes; o resultado impressiona. Certa ocasião, por exemplo, escrevi um conto intitulado “O Artigo Tumultua a Morfologia”. Nele não havia referência explícita às regras; mas, através da narrativa e dos personagens, eram demonstradas algumas classes de palavras e suas relações morfológicas e sintáticas. Os alunos apreciaram tanto, que nem perceberam que estavam estudando gramática (¹).

Até mesmo para discorrer sobre ortografia, é possível aplicar essa técnica. Foi o que fiz ao tratar dos “encontros vocálicos”. Produzi uma crônica em que comparava o ditongo com os relacionamentos estáveis, seja de amor ou amizade; e os hiatos, com os relacionamentos que se desfazem. Os estudantes se identificam com o texto, porque grande parte deles já namora; e todos têm certos conflitos com pais e amigos. Portanto, inicialmente, a turma levanta discussão sobre sentimentos. Em seguida, observa fruitivamente a relação que há entre tais sentimentos e as ligações vocálicas (²).

Evidentemente, em virtude do nosso tempo reduzido, é inviável “humanizar” a gramática inteira. No entanto, o mínimo que pudermos fazer, terá valido a pena. Isso porque, ao associá-la com situações cotidianas e sentimentos pessoais típicos, despertaremos o interesse dos alunos por esta disciplina tão injustamente rejeitada.

Encontros e Desencontros Vocálicos

 

Relacionamentos Ditongados
O vocábulo "hiato" tem várias acepções, mas todas elas deságuam em apenas dois significados: 1) “Um espaço entre um ponto e outro” e 2) “Encontro de duas vogais que estão em sílabas separadas".

Ou seja, sempre representa um paradoxo: em um mesmo lugar, aproximação e separação. No entanto, tal sentido vai muito além dos dicionários e manuais de ortografia. Esse hiato existe nas pessoas unidas pela multidão, mas separadas pela indiferença. Nos colegas ligados pelo trabalho, mas separados pela concorrência. Nos casais vinculados pelo sexo, mas separados pela falta de amor.

Felizmente, existe o ditongo, que – ao contrário do hiato – une vogais que sílaba alguma separa. Por isso, as vogais do ditongo são as mais felizes.

Até a ortografia mostra que há sempre esperança.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

''Bullying'' é bulir com a língua portuguesa

Opinião: ''Bullying'' é bulir com a língua portuguesa ''Por exemplo, em casa, na escola e na rua alguém dizia 'fulano buliu comigo'. Aí está o Bullying, e nessa e noutras formas em dicionários da nossa língua'', diz Roberto Macedo

* Roberto Macedo

Na língua inglesa, Bullying é o comportamento pelo qual uma pessoa amedronta outra, ou lhe causa dor, ferimento, constrangimento, ou outros sofrimentos, até no plano emocional.

Há tempos noto o crescente uso do termo no Brasil, em particular para descrever ocorrências nas escolas. Ele ganhou maior notoriedade depois que no Rio de Janeiro, no dia 7 de abril, houve o assassinato de 12 crianças na Escola Municipal Tasso da Silveira. O criminoso, Wellington Menezes de Oliveira, teria sofrido o Bullying quando aluno da mesma escola.

Pela internet soube que, manco, era chamado de suingue pelos colegas.

Da minha janela vejo periquitos a bicar e ameaçar seus colegas e outras aves. Trata-se de comportamento típico de animais, herdado por seres humanos. E, nessa condição, também sob versões além da física, como agressões verbais, apelidos constrangedores, intrigas e fofocas. Já existe também o cyberbullying, via internet, celulares e outras tecnologias digitais.

Portanto, o Bullying não é novidade histórica e alcança todo o espaço onde está o ser humano. Assim, seria surpreendente se a língua portuguesa não tivesse palavras próprias para descrevê-lo. E as tem. Surpreendentemente mesmo é o desconhecimento delas, conforme revelado pelo amplo uso de Bullying. Pelo que vi na internet, outras pessoas também perceberam esse desconhecimento.

Pensando no referido comportamento, recordei-me de palavras que, quando criança, ouvia para descrevê-lo. Por exemplo, em casa, na escola e na rua alguém dizia "fulano buliu comigo". Aí está o Bullying, e nessa e noutras formas em dicionários da nossa língua.

O meu (Houaiss) apresenta como significados de bulir: mexer com, tocar, causar incômodo ou apoquentar, produzir apreensão em, fazer caçoada, zombar e falar sobre, entre outros. E não consta como regionalismo. Neste caso, no Nordeste tem também o significado de tirar a virgindade. Acrescente-se que nas duas línguas as palavras começam da mesma forma, mas ignoro se têm etimologia comum.

O mesmo dicionário tem também bulimento, o ato ou efeito de bulir, e bulidor, aquele que o pratica. Ou seja, temos palavras para designar tanto o sujeito (bully), como o verbo (to bully) e o ato decorrente (Bullying). Acrescente-se que no desnecessário uso deste último anglicismo se fica só na referência ao ato, dificultando ou desnecessariamente estendendo textos, o que é feito não apenas corriqueiramente pela imprensa, mas também por gente importante.

Por exemplo, o filósofo e educador Gabriel Chalita, hoje deputado federal, quando vereador da capital paulista apresentou projeto de lei que "dispõe sobre ... medidas de conscientização, prevenção e combate ao Bullying... (nas)... escolas públicas do Município...".

No trecho que trata dos objetivos, o projeto inclui o de "orientar os agressores, por meio da pesquisa dos fatores desencadeantes de seu comportamento". Por que não usar bulimento e bulidores? Quanto à conscientização destes, é indispensável, pois muitos não percebem o mal que praticam.

A propósito, em site do governo dos EUA (www.stopbullying.gov), voltado para combate ao bulimento, uma das orientações consiste em levar bulidores efetivos ou potenciais a fazer a si mesmos esta pergunta: "Se alguém lhe fizesse a mesma coisa, você se sentiria incomodado?" O termo bulidor também se revela conveniente ao dispensar referência prévia a Bullying, ou mesmo a bulimento.

O mesmo anglicismo também está onipresente em cartilha sobre o assunto lançada pelo Conselho Nacional de Justiça, com o título Bullying: Cartilha 2010 - Justiça nas Escolas, escrita pela psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva. Aí bulidores são novamente chamados de agressores e, também, de opressores. Soube ainda que o ministro Marco Aurélio de Mello, do Supremo Tribunal Federal, escreveu um artigo intitulado Bullying - aspectos jurídicos.

Como se percebe desses exemplos e do noticiário em geral, há muita gente bulindo com o idioma português. Se este falasse certamente reclamaria do bulimento a que é submetido.

O deputado federal Aldo Rebelo, que pontificava como grande defensor da língua pátria - esse era o nome que tinha quando comecei a estudar -, esteve nos últimos meses muito ocupado como relator do Código Florestal, na Câmara. Gostaria de vê-lo de novo na ativa a defender o português no meio ambiente onde sofre a poluição de outras línguas.

E não só quanto ao assunto desse artigo, mas também para protestar contra algo mais grave, pois reconheço que bulir e seus derivativos não são muito conhecidos e, por isso mesmo, precisam ser difundidos. Trata-se da proliferação de anglicismos claramente desnecessários, como delivery, sale, off e muitos outros estrangeirismos.
Particularmente estranháveis são os nomes dados a edifícios nos anúncios de lançamentos de imóveis. Ainda no último fim de semana havia neste jornal nomes como Still, Grand Terrace e - inacreditável! - Tasty Panamby. Se traduzido das duas línguas de onde vem, o inglês e o tupi-guarani, este último significaria Borboleta Gostosa.

Já escrevi aqui sobre o mesmo assunto (Prédios com nomes de outro mundo, 6/5/2010) e, apesar do meu apelo, ninguém me explicou convincentemente os fundamentos desse fenômeno. Enquanto isso não vem, fico com as minhas versões. É gente que não dá valor à nossa língua.

Ou talvez pense que morando em prédios assim denominados estaria a viver em outro país. Os nomes também podem ser cacoetes de arquitetos e marqueteiros, mas não inconsequentes no seu bulimento com a língua portuguesa.

Bilac, que a chamou de "última flor do Lácio", certamente lamentaria vê-la reproduzida com esses e muitos mais espinhos de outras espécies.

* ECONOMISTA (UFMG, USP E HARVARD), PROFESSOR ASSOCIADO À FAAP, É CONSULTOR ECONÔMICO E DE ENSINO SUPERIOR

Fonte: O Estado de São Paulo (SP) 02/06/2011

Ouvir e fazer direito

É prudente o tom discreto que o novo governo tem empregado à administração. Agradável surpresa num Brasil onde é corriqueiro o proselitismo político antes mesmo de se realizar algo concreto. Tal atitude é muito oportuna neste momento em que se exigem cuidado para gerir uma economia com risco de inflação e consumo desenfreado e ousadia para se aperfeiçoar estruturas e culturas obsoletas, garantindo-se a continuidade do crescimento do PIB.

Para se ter entendimento mais lúcido do que precisa ser feito doravante com vistas à conquista do sonhado desenvolvimento pleno e sustentável, o ato de dialogar com as organizações e diferentes grupos da sociedade civil pode ser um dos caminhos mais férteis do governo na busca de soluções.
Neste aspecto, deve-se enfatizar a atitude do Ministério da Cultura e de instituições a ele vinculadas que atuam no âmbito do livro, um dos seus principais objetos de ação política, pela sua óbvia e inquestionável importância para a sociedade e o interesse nacional.

A recíproca tem sido verdadeira, pois o mercado editorial também vê o momento como oportuno ao debate com os órgãos competentes. Há questões prementes face ao novo cenário que se desenha no contexto da aquecida economia brasileira. Há certas assimetrias entre a pujança do nível de atividade e o anacronismo de leis e normas, resultante de algumas décadas de descaso. É preciso estabelecer um equilíbrio do marco legal em relação à nova realidade do Brasil e do mundo.

É o caso da proposta do anteprojeto da Lei de Direitos Autorais, que precisa de aprimoramentos antes de ser encaminhada ao Congresso Nacional. O governo, sabiamente, está sugerindo nova revisão antes de formalizar sua apresentação ao Legislativo. Outro exemplo refere-se ao estímulo a programas e políticas de fomento de acesso ao livro e à leitura, por meio da modernização de bibliotecas, implantação de iniciativas para a construção do hábito de ler e incentivo à criação e produção literária.

Acrescenta-se a esses itens a necessidade de desenvolvimento de práticas de comercialização e distribuição do livro, de maneira mais equânime e facilitada. Além disso, é necessário estabelecer melhor regulação do setor editorial ante o advento e expansão do livro digital.

São temas pertinentes, que têm recebido a devida atenção do Ministério da Cultura e suscitado produtivo entendimento e diálogo com o setor privado. Assim, cultiva-se no setor público o bom hábito de falar pouco e ouvir muito. Trata-se, sem dúvida, do caminho mais rápido para se fazer direito.

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Karine Pansadiretoria@cbl.org.brPresidente da Câmara Brasileira do livro (CBL).

MT- Professores da rede estadual param na segunda para cobrar piso nacional

   
Da Redação
 
Na próxima segunda-feira (12), os trabalhadores da rede estadual de ensino em Mato Grosso realizam vigília e paralisação, a partir das 8h, em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). O ato público reafirma a viabilidade de implantação imediata do piso salarial de R$ 1.312,00 e garantia da hora atividade para interinos.
 
Na ocasião, serão expostos dossiês sobre a situação das escolas e cartas escritas por profissionais e alunos aos deputados.
 
Parte da agenda de mobilizações do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), a vigília também vai lembrar que a greve suspensa no dia 04 de julho não significa o fim da luta. Na ocasião, a categoria decidiu manter o estado de greve com indicativo de nova paralisação neste mês. "Convocamos todos os profissionais da educação a participarem deste grande ato e, dessa forma, mostrarmos que enquanto o governo do Estado insistir em não priorizar a Educação, o movimento continuará", assegura o presidente do Sindicato, Gilmar Soares Ferreira.
 
Ele ressalta ainda que a categoria continua fortalecida, mesmo diante das tentativas de intimidação por parte do Poder Executivo. "O governo agiu de forma antidemocrática ao substituir o diálogo pela judicialização do movimento e, via Seduc, não respeitou os trabalhadores da educação ao atentar contra os princípios democráticos e de direitos, utilizando-se de instrumentos de coerção típicos de governos autoritários", recorda.
 
O Sintep/MT já comprovou inúmeras vezes que existem recursos para o pagamento do piso de R$ 1.312,00. Só no período de janeiro a abril de 2011, o governo de Mato Grosso teve um superávit primário - diferença entre o que foi arrecadado e o que foi gasto pelo Estado - de R$ 775 milhões. A meta prevista no Orçamento para este ano era de R$ 329,7 milhões. "Os R$ 445,3 milhões além da meta é dinheiro que o governo deixou de aplicar em políticas públicas, sonegando à população mato-grossense os direitos sociais básicos de saúde, segurança e educação", protesta Gilmar Soares.
 
Dignidade - O piso de R$ 1.312,00 aos trabalhadores da educação representa apenas R$ 26 milhões, ou seja, 5,83% do que o Executivo Estadual deixou de investir no bem-estar dos cidadãos. "Portanto, está claro que não faltam recursos financeiros para atender às reivindicações da categoria, para conferir a dignidade merecida aos profissionais que se dedicam à sublime missão de educar", finaliza o presidente do Sintep/MT.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

MT - Seduc lança concurso de redação da Semana da Pátria

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realiza o lançamento do IV Concurso de Redação da Semana da Pátria, com o tema: "Pátria: Bem Maior de um Povo". A solenidade realizada nessa quinta-feira (01.09), na Praça das Bandeiras, em Cuiabá, teve a presença da secretária de Educação de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida. Na oportunidade foi divulgado pelo Governo do Estado a programação de atividades em comemoração ao Dia da Independência do Brasil - 7 de Setembro.

Conforme a gerente da Coordenadoria de Projetos Educativos da Seduc, Gláucia Ribeiro, essa quarta edição conta com a parceria da 13ª Brigada de Infantaria Motorizada e da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). De acordo com o regimento, o concurso visa “estimular entre os estudantes do Ensino Médio, das escolas públicas estaduais, o sentimento de pertencimento ao lugar onde vivem e sua responsabilidade, pelo mesmo, quanto à preservação e conservação”.

Os alunos interessados devem se inscrever até o dia até 03 de outubro, na Seduc. Cada escola participante terá acesso ao regulamento via correio eletrônico, bem como a folha de redação com a ficha de inscrição, ou deverá solicitar por e-mail: glaucia.ribeiro@seduc.mt.gov.br.

Os estudantes vencedores receberão Certificados de participação e vivenciarão um dia de comando, ou seja, assumirão a função de “Comandante por um dia” em uma das organizações militares.
Clique nos links abaixo e confira: a ficha de Inscrição, a folha oficial para Redação e o Regulamento do Concurso.

Maioria não sabe fazer conta aos oito anos

Exclusão da educação começa nos primeiros anos

IG

Pela primeira vez o Brasil aplicou uma avaliação para medir a qualidade da alfabetização dos estudantes e diagnosticar problemas logo no início da vida escolar. Os resultados são alarmantes e mostram que as desigualdades entre as redes pública e privada começam desde cedo.

Em Matemática, apenas 32,6% dos alunos de escolas públicas alcançaram o resultado esperado, enquanto 74,3% atingiram os objetivos desejados na rede privada. A diferença se repete em Português, que teve provas de interpretação de texto e uma redação. Em Leitura, 79% dos estudantes de escolas particulares aprenderam o que era esperado, enquanto 48,6% tiveram o desempenho ideal na rede pública. Na escrita, 82,4% das crianças que estudam em escolas particulares estão no nível desejado; já nas públicas, 43,9% alcançaram o mesmo resultado.

A prova batizada de ABC (Avaliação Brasileira do Final do Ciclo de Alfabetização) foi aplicada pelo movimento Todos Pela Educação, que tem como uma das metas que toda criança seja alfabetizada até os 8 anos de idade. Para Priscila Cruz, diretora-executiva da entidade, a diferença entre as redes e entre as regiões tende a se ampliar ao longo da vida escolar, por isso o diagnóstico precoce das defasagens é importante.

O exame foi aplicado a 6 mil alunos que concluíram o 3º ano (2ª série) do ensino fundamental em 250 escolas públicas e particulares localizadas em todas as capitais do País e no Distrito Federal. "Mesmo as melhores notas não são boas, pois 100% das crianças deveriam ter atingido o mínimo esperado", reforça Priscila.

A avaliação seguiu a escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e teve como média 175 pontos - aprendizado ideal para a etapa da educação avaliada. Em Leitura, era esperado que os alunos conseguissem identificar temas de uma narrativa, localizassem informações explícitas, identificassem características de personagens e percebessem relações de causa e efeito, entre outras tarefas. Em Matemática, atingir no mínimo 175 pontos significa que os alunos têm, por exemplo, domínio da adição e subtração e conseguem resolver problemas simples.

Na redação, foram avaliadas três competências: adequação ao tema e ao gênero; coesão e coerência e registro (grafia das palavras, adequação às normas gramaticais, segmentação de palavras e pontuação). Para isso, as crianças foram solicitadas a fazer uma carta com no máximo 10 linhas. Em uma escala que vai de 0 a 100 pontos, o desempenho esperado dos alunos avaliados era de pelo menos 75 pontos - a medida foi criada especialmente para a Prova ABC, pois o Saeb não valia a escrita.

Cada aluno respondeu também a 20 questões de múltipla escolha de Leitura ou de Matemática - as crianças tiveram que responder a prova de apenas uma das disciplinas e todas fizeram a redação. A avaliação é uma parceria do movimento Todos Pela Educação com o Instituto Paulo Montenegro /IBOPE, a Fundação Cesgranrio e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Regiões

Na média nacional do Brasil, a maioria dos estudantes (57,2%) não aprendeu o que era esperado em Matemática, ou seja, nem a metade dos alunos (42,8%) consegue fazer operações simples como contas de adição e subtração com dois algarismos. Em Leitura, 56,1% atingiram o desempenho ideal e na Escrita 53,4% apresentaram as competências mínimas exigidas.

A prova também registrou desigualdades entre as regiões brasileiras. O Sul, o Sudeste e o Centro ficaram acima da média nacional e tiveram percentuais de alunos com desempenho dentro do esperado superiores a 60% em português e próximos de 50% em matemática.

Já o Norte e o Nordeste ficaram abaixo da média e tiveram cerca de 43% dos alunos com nível adequado em Português. Em Matemática o desempenho foi pior: no Nordeste, 32,4% dos estudantes aprenderam o esperado e, no Norte, apenas 28,3% estão no nível adequado.

"Estes dados apontam que os baixos desempenhos em matemática apresentados pelos alunos brasileiros ao final do Ensino Fundamental, e posteriormente do Ensino Médio, começam já a serem traçados nos primeiros anos da vida escolar. Fato que nos coloca diante da necessidade de promover políticas públicas de incentivo a aprendizagem de matemática desde a alfabetização", afirma Ruben Klein, consultor da Cesgranrio.

Desigualdades

Comparando a melhor média obtida em Matemática, na rede particular do Sul (224,9), com a pior, registrada na rede pública do Norte (145,4) há uma diferença de 79 pontos. Na porcentagem de alunos com aprendizagem dentro do esperado, a distância é de 64 pontos percentuais.

Para os responsáveis pela pesquisa, as diferenças socio-econômicas entre as redes (particular e pública) e entre as regiões brasileiras são a causa principal da desigualdade de desempenho apontada pela Prova ABC. "Isso explica, mas não justifica. Essa diferença social precisa ser superada, com mais recursos, mais incentivos e mais políticas públicas", diz Priscila.

Comissão de Direitos Humanos recebe líder estudantil chilena


A comissão de Direitos Humanos e Minorias recebe hoje a presidente da Federação dos Estudantes da Universidade do Chile, Camila Vallejo. A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 9.

A líder estudantil está no Brasil para acompanhar a Marcha dos Estudantes, organizada pela União Nacional dos Estudantes (UNE), que será realizada nesta quarta-feira, em Brasília. Também vai participar do encontro o presidente da UNE, Daniel Iliescu.

Da Redação/ RCA

MEC obrigado a fornecer livros didáticos também em formato digital

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 965/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga o Ministério da Educação a disponibilizar suas coleções de livros didáticos e paradidáticos, destinados a alunos e professores, também em formato digital.
Segundo o deputado, a inclusão do livro em formato digital “servirá como mais um instrumento disponível aos alunos e professores para a disseminação do conhecimento estudado na educação básica”.

O autor do projeto acentua que a digitalização vai permitir que o conteúdo dos livros seja utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar.

Tramitação

Sujeito à apreciação conclusiva, o projeto foi distribuído às Comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Reportagem - Luiz Claudio Pinheiro
Edição - Wilson Silveira

Agência Câmara de Notícias

Estudo dos símbolos nacionais entra no currículo do ensino fundamental

 

O estudo dos símbolos nacionais passará a integrar os currículos do ensino fundamental. A inclusão do tema foi sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff, na Lei 12.472/11, publicada no Diário Oficial da União da última sexta (2). A mudança na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), no entanto, só entrará em vigor em 90 dias.
A nova lei acrescenta parágrafo à LDB para prever o estudo dos símbolos nacionais - bandeira, hino, armas e selo - como tema transversal do ensino fundamental. Isso significa que o assunto deve ser abordado não como disciplina independente, mas dentro das já existentes.

A Lei 12.472/11 é oriunda de projeto de lei apresentado em 1999 pela então senadora Luzia Toledo (PLS 532/99) e aprovado no mesmo ano pelo Senado. Depois, a proposta seguiu para a Câmara dos Deputados, onde foi aprovada no último mês de junho.

Fonte: Agência Senado

Mais de cem mil escolas recebem Provinha Brasil

 

IlustraçãoO Ministério da Educação entregou o conjunto da Provinha Brasil de matemática a 107.159 escolas públicas de 5.491 municípios do país. Com o teste, inédito, já em aplicação pelas escolas, será possível fazer o diagnóstico do aprendizado em matemática para melhor orientar a prática dos professores.
O conjunto da provinha é composto por caderno do aluno, guias de aplicação e correção e orientações para a reflexão sobre a prática de ensino. O teste abrangerá mais de 3 milhões de estudantes de escolas públicas matriculados no segundo ano do ensino fundamental.
A matriz de referência da provinha de matemática foi organizada de forma a avaliar a competência dos alunos para desenvolver idéias, conceitos e estruturas relacionados ao significado dos números e suas representações; resolver problemas de adição ou subtração; resolver problemas de multiplicação e divisão; reconhecer figuras geométricas; identificar, comparar, relacionar e ordenar grandezas; ler e interpretar dados em gráficos, tabelas e textos.
A partir do próximo ano, a distribuição e a aplicação da provinha de matemática seguirão o mesmo calendário da provinha de português, com edições no início e no final do ano letivo. A mudança visa a permitir o melhor acompanhamento da evolução do desempenho das crianças.
Segundo a secretária de educação básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda, é necessário aprofundar as ações em relação à disciplina, especialmente na formação dos professores. “A criança tem de terminar o terceiro ano do ensino fundamental sabendo os fundamentos básicos da matemática”, afirma.
O Ministério da Educação desenvolve políticas públicas de formação dos professores, como o Programa de Formação de Profissionais das Séries Iniciais do Ensino Fundamental (Pró-Letramento). Produção de jogos de alfabetização e matemática e de livros didáticos para o ciclo de alfabetização, criação de programas de leitura e avaliação do ensino para aprimorar a qualidade da educação das crianças são outras iniciativas do MEC.
 Fonte:  Da Assessoria 

Podemos fazer a diferença…”

A importância de saber administrar

 

Cometer erros quando está organizando alguns papéis ou quando esta fazendo uma conta é comum, porém quando os erros começam a participar do cotidiano mais do que o necessário, se tornam problemas e não ferramentas de aperfeiçoamento.

O saber administrar é uma habilidade profissional, que necessita atenção, precisão, autoconfiança e conhecimento. Uma pessoa que tem como função administrar deve estar preparada para receber crítica, pensar de forma ágil e carregar uma grande responsabilidade.

Um administrador tem que saber os resultados de suas escolhas, antes mesmo de fazê-las, a produtividade e qualidade de uma empresa antes de tudo é de responsabilidade desse profissional. Saber quem são seus funcionários, as etapas da produção, as características do produto oferecido, as vantagens da empresa, entre outros procedimentos são de fundamental importância para um bom profissional desta área.

A organização é primordial para um bom administrador. Conseguir separar as etapas de um processo todo e fazer com que cada uma destas trabalhe em um mesmo ritmo e com uma sintonia não é tarefa fácil, por isso o mercado de trabalho tem muitas vagas, a carência de profissionais não é o motivo para isso, mais a falta de bons profissionais, com qualificações para ocupar esses cargos.

Trabalhar em equipe, ser proativo e saber liderar são outras das qualidades necessárias para conseguir seguir essa carreira de uma maneira mais talentosa. Um administrador está presente em todos os lugares da empresa pública ou privada, na parte de relações humanas, financeira, comercial, entre outras.

Administrar um departamento é importante, pois além de agilizar o desenvolvimento dessa área, facilita a compreensão geral de quem trabalha e de quem compra a ideia desse trabalho. A administração é fundamental para que a organização seja bem planejada e para que não ocorram tantos erros.

Uma empresa que trabalha com estoque, por exemplo, necessita saber precisamente o número de matéria prima que tem no estoque, número de peças que podem ser feitas com esse material, qualidade e validade desse estoque, sem informações básicas como essas sua produtividade pode ter que parar repentinamente, prejudicando sua meta e lucros.

É indicado que quando contratado para um cargo com essas funções, o indivíduo seja formado ou tenha experiência, porque não são todas as pessoas que conseguem executar essas funções com seriedade e competência. Durante a formação na área estuda-se diversas formas de administração, o que possibilita conseguir distinguir os problemas e achar as suas reais soluções de uma maneira mais clara e qualificada.

Todos nós de alguma forma já administramos alguma coisa, ou o dia da semana que as roupas são lavadas em casa, o jantar de família, a partida de futebol, no entanto só alguns conseguem aproveitar melhor essas pequenas oportunidades de colocar suas habilidades de coordenação em prática de verdade. Muitos apenas mandam os outros fazerem as coisas, sem entender o sistema por trás de suas ações.

Organizar seus pensamentos, suas ações, suas compras, suas metas de trabalho, seus passeios e viagens, não deixa de ser uma forma de administrar que facilita as concretizações, aperfeiçoamentos e melhorias nos processos.

Aline Candido de Paula
Acadêmica de Design Gráfico pela PUCPR.

Educação no trânsito

Helio Nota 10

“No Trânsito dê preferência à vida” é o título do jornal que aproximadamente dois mil alunos das quartas séries do ensino público de Campo Largo irão receber, com o objetivo de conscientizar as crianças sobre os cuidados com o trânsito. O material aborda em 20 páginas os assuntos evolução dos meios de transporte, a exploração urbana, o caos no trânsito, a mobilidade e acessibilidade para todos, o respeito à diversidade humana, o trânsito e o meio ambiente, regras e sinais de trânsito, leis e códigos, curiosidades, e também conta com passatempos divertidos.

Os professores serão responsáveis por repassar as informações para as crianças em sala de aula, e posteriormente o jornal poderá ser levado para casa. As atividades de educação no trânsito em Campo Largo também se estendem em outras ocasiões, como a que ocorrerá no dia 7 de setembro, no desfile cívico, em que uma turma da Escola Municipal Monsenhor Ivo Zanlorenzi irá apresentar o tema trânsito. Outra instituição que também participa da campanha de conscientização sobre trânsito é o Colégio Cenecista Presidene Kenedy.

"As crianças quando recebem orientação na escola, passam a cobrar mais responsabilidade dos pais quando estão na direção dos veículos ou quando eles cometem qualquer infração de trânsito", afirma o Diretor do Departamento de Trânsito de Campo Largo (Deptran), Nivaldo Guerin. Segundo ele, a intenção é contribuir com os educadores na formação das crianças e na importância da participação como Agentes Multiplicadores, e as principais cobranças por parte das crianças são “pai, você passou no sinal amarelo ou vermelho”, “não pode dirigir e falar ao celular”, “você excedeu o limite de velocidade”, e “você parou em local proibido”.

“Com isto muitos pais sentem vergonha dos filhos e passam a respeitar as normas de trânsito, e quem ganha é a própria família que fica menos vulnerável a acidentes. As crianças e adolescentes, hoje pedestres, ciclistas e passageiros, amanhã serão os futuros condutores de veículos automotores. Participando desse tipo de campanha, certamente serão motoristas mais responsáveis do que a maioria que verificamos atualmente”, diz Guerin. O conteúdo do jornal na íntegra está disponível no site da prefeitura www.campolargo.pr.gov.br.

Governo defende parceria de escolas públicas com lan houses para ampliar acesso à internet

 

O secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, avalia como “acertada” a estratégia do governo de querer ampliar o acesso à internet de alta velocidade na zona rural por meio da frequência de 450 mega-hertz (MHz), em vez do uso de satélites. Ele disse que o Estado tem “uma dívida com o Brasil rural” por ainda não ter concretizado a inclusão digital nessas áreas e acenou com a possibilidade de o governo criar mecanismos para as aproximar lan houses das escolas públicas e dos cursos técnicos promovidos pelo Sebrae.

De acordo com a Agência Brasil, ele credita esse atraso a uma decisão estratégica do governo, que optou pela migração da frequência de rádio usada pela Polícia Federal (450 MHz) a fim de abrir espaço para a interiorização da internet. “Atrasarmos em dois anos [aguardando a liberação da frequência, pela PF, e a licitação para uso] com o objetivo de evitar preços maiores na transmissão de internet por satélites”, disse Alvarez. O governo ainda está aguardando a migração da PF para outra faixa de frequência para abrir a licitação da faixa de 450 MHz.

Ele acenou também com a possibilidade de usar os recursos do Fundo de Universalização de Serviços de Telecomunicações (Fust) para facilitar o acesso de mais de 15 milhões de pessoas do meio rural à banda larga.

O secretário propôs, ainda, a ampliação dos telecentros e a qualificação das lan houses para torná-las um ambiente de acesso ao conhecimento e à informação. “As lans muitas vezes são vistas de forma preconceituosa, como ambiente de jogo. Isso pode ser mudado e elas podem, inclusive, prestar serviços para o Sistema S”, disse Alvarez. O Sistema S é um conjunto de entidades que representam o interesse de categorias econômicas como comércio, indústria e transportes.

Alvarez acrescentou que estão sendo analisadas parcerias com o Ministério da Educação (MEC) com o objetivo de incluir as lan houses no Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), para usar dessas estruturas na rede pública de ensino.

O analfabeto político

EMEB Profª. Maria Barbosa Martins receberá a primeira Estação Digital de VG

 

A Escola Municipal Profª. Maria Barbosa Martins será agraciada com a implantação da primeira Estação Digital, cerca de 300 alunos e 1800 moradores do distrito de Bonsucesso serão beneficiados com os serviços que incluiu 17 computadores conectados à internet banda larga. A unidade foi beneficiada graças a uma parceria entre a escola, Cooperativa Curimbatá e a Fundação Banco do Brasil, com o aval da Secretaria Municipal de Educação.

Será disponibilizado todo o suporte técnico para qualificação e pesquisa. As Estações Digitais são espaços com computadores conectados à internet banda larga. Possui também, um scanner, data show, webcam, fones de ouvido para deficientes visuais. Todos esses equipamentos têm como objetivo facilitar o acesso da população às Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).

“A Estação Digital, é um lugar público para as pessoas aprenderem a usar o computador, acessar a internet e seus diversos serviços e facilidades disponíveis. As principais atividades oferecidas pela Estação Digital são os cursos de informática e oficinas especializadas. Os estudantes e moradores de Bonsucesso terão os serviços da Estação garantidos sem nenhum custo. A Estação terá um técnico para auxiliar as pessoas na pesquisa e cursos”, disse José Wilson Tavares, diretor da Escola.

PROGRAMA ESTAÇÃO DIGITAL – A Fundação Banco do Brasil - Sempre com o apoio de um parceiro local, sendo a maioria organizações não governamentais, desde 2004, a iniciativa busca aproximar o computador da vida de estudantes, donas-de-casa, trabalhadores, populações tradicionais e cooperativas, economizando tempo e dinheiro, criando novas perspectivas e melhorando a qualidade de vida da população. Já são 243 unidades em funcionamento pelo Brasil. Cerca de 56% das unidades estão localizadas na região Nordeste, 16% no Centro-Oeste, 15% no sudeste, 11% no norte e 2% no sul, com a capacidade para atender de 500 a 1.000 pessoas por mês, e integradas a arranjos produtivos locais.

Presidente do Sintep/MT participa de pré-fórum sobre violência nas escolas

 

Gilmar Soares explanou sobre o desinteresse das autoridades políticas de investir em Educação do Estado
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira, participou ontem (05) de manhã, do pré-fórum regional Cristo Rei/Várzea Grande, realizado no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação Básica (Cefapro) de Cuiabá. Promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT), o objetivo é identificar o problema da violência, os conflitos que atingem diretamente as escolas e levantar propostas para o enfrentamento.

Segundo Gilmar Soares, a realidade das escolas em Mato Grosso não mudará enquanto o Estado não cumprir o seu papel. "Mato Grosso é um Estado desassistido. Nós não teremos condição de subverter o processo de violência instaurado na sociedade, e consequentemente, dentro das escolas, por dois motivos: falta de um projeto educacional de qualidade, que ocupe o tempo dos estudantes e condições para que eles não se envolvam com o narcotráfico. E também a falta de segurança nas instituições de ensino, já que não existe pessoal qualificado e profissionais suficientes para dar apoio", ressaltou.

O presidente do Sintep/MT afirmou que a violência está presente nas escolas, e o que se vê por parte do governo do Estado é o abandono da política de segurança e da política educacional. "Se não tivermos pessoal qualificado, efetivo, bem valorizado, escolas de tempo integral e projetos curriculares, não é possível atender adequadamente os alunos. A situação é lamentável, pois mostra o desinteresse e a falta de compromisso das autoridades políticas. Nós não podemos nos calar, sob pena de estarmos convivendo com o luto em nossas famílias. Nas escolas, o luto já está implantado", frisou.

O pré-fórum Cristo Rei/Várzea Grande continua amanhã (06), das 8h às 12h e das 14h às 18h, no Cefapro, em Cuiabá. Nos dias 08 e 09 de setembro, ocorre o pré-fórum regional Centro/Várzea Grande. Os dois pré-fóruns antecedem o 1º Fórum Estadual Para a Paz das Escolas, que será realizado pela Seduc/MT, por meio da Superintendência de Educação Básica (Sueb) e da Coordenadoria de Projetos Educativos (CPE), nos dias 29 e 30 de setembro.

O seu ponto de vista deve refletir a sua realidade

 

Olga Lustosa

Olga Lustosa    A pessoa crítica é capaz de entender a realidade a que está submetida.O pensamento critico é um processo consciente, reflexivo e cuidadoso que pode ser aplicado em todo pensamento ou argumento, para tirar melhores conclusões através da análise do próprio raciocínio. É significativamente benéfico buscar diferentes ângulos ao se analisar determinado assunto.

    Ao assistir um noticiário, por exemplo, escolha um fato que merece ser aprofundado, examine-o, sem preconceitos, situe o fato e a informação que acabou de ouvir dentro de um contexto que lhe pareça familiar, aceite ou rejeite a sua fonte e tire suas conclusões baseado na sua experiência, nos seus julgamentos e nas suas crenças. A verdade, não é una, mas múltipla. Aja conforme a sua consciência e cesse de se pôr no ponto de vista dos outros.
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As criticas não podem ser apenas idealistas, devem
ter a capacidade de exteriorizar as justificativas
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    John Dewey, filosofo e pedagogo americano, ensina que o pensamento reflexivo é o estudo mais aprofundado do próprio conhecimento. Para Dewey a escola deveria ensinar desde muito cedo ajudar os alunos a aprender como pensar, em vez de simplesmente aprender lições. Na opinião de Dewey, as crianças devem ser habituadas a refletir, ponderar para tornar adultos que podem fazer julgamentos pertinentes sobre os problemas da vida humana.

    Para reforçar a autonomia do homem, é preciso melhorar seu raciocínio, estruturar melhor seu pensamento, impor exigências intelectuais para facultar a interpretação e avaliação dos acontecimentos e só então, decidir em que acreditar e no que fazer. Toda a linha de estudo do desenvolvimento de um pensamento mais crítico concentra-se em desenvolver a habilidade de interpretar, analisar e avaliar as informações recebidas e também como essas habilidades podem ser inseridas nos fatos da vida real. Dewey confirma o pensamento reflexivo como conhecimento cuidadoso dos fundamentos que sustentam nossas conclusões. É bom que em nossas conclusões aja sempre uma tensão não resolvida, críticas ao nosso conhecimento, ao nosso conteúdo e nossa essência.

    As versões para um mesmo fato são surpreendentes, porque as pessoas adicionam ingredientes muito particulares nas notícias, porém exercitar o pensamento crítico é um pouco mais que isso, é dosar as impressões pessoais com pensamento diferente, é informar-se, montar um verdadeiro processo na mente, é questionar-se continuamente com a intenção de entender o que se ouve e vê.

   Preocupa a metodologia ineficiente dos setores da educação , que tem falhado sistematicamente ao ensinar os alunos sem cobrar dos mesmos o mínimo de discernimento e pensamento crítico ao abordar temas simples, fatos cotidianos. Muitas pessoas não conseguem sequer apontar conclusões razoáveis diante de evidencias.

   Nem toda propaganda é enganosa, muitas são, mas as facilidades proporcionalmente encantam, nem todo jornal encoraja seus leitores a questionar as informações, a refletir sobre o alcance social das atividades reportadas. Ler de olhos abertos transforma virgula em frases completas. A notícia dada timidamente pode estar escondendo um fundo sombrio, a revista lida apressadamente não detecta as crises nos governos.

Pensar por si mesmo é avaliar os riscos, a demanda, a necessidade, a contextualização, pensar sem deixar-se influenciar deliberadamente pelas mentes fortes e brilhantes, mas que não refletem a sua realidade.

   O pensamento crítico e reflexivo são processos ativos, que exploram diferentes razões, considerando suas implicações e potenciais, influenciados pelas atitudes do indivíduo. As criticas não podem ser apenas idealistas, devem ter a capacidade de exteriorizar as justificativas.

   A prática de boas leituras amplia o entendimento das coisas, traz exemplos que se aplicam ao dia-a-dia, abre as portas de um mundo inexplorado de riqueza e liberdade. Ao ouvir, assimile, reflita, inverta os papéis. O que te dizem expressa o que o outro viu, adiciona aí, seu ponto de vista, questiona o que te parece formulado para fraudar. Não se deixe enganar pelas informações.

  Devemos manter a consciência crítica, senso de discernimento e até certo , aborrecimento frente a qualquer simplificação da realidade. “Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos reflexivos e comprometidos podem mudar o mundo”, trecho de pensamento da antropóloga americana Margaret Mead.

   Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça - olga@terra.com.br 

Dia Internacional da Alfabetização

José Patrocínio
José Patrocínio   Em grande parte do mundo várias atividades são desenvolvidas para comemorar o Dia Internacional da Alfabetização neste 8 de setembro, regra geral compreendendo ações voltadas para a área social, cultural, recreativa e desportiva, sempre conjugadas com palestras objetivando despertar a consciência de toda a comunidade para o compromisso inalienável com a educação, pois, como é sabido, não há se falar em progresso social, desenvolvimento econômico sustentável e liberdade, sem obter o estabelecimento de um nível básico de alfabetização.

   É sabido que desde o ano de 1990, a Unesco vem empreendendo esforços e campanhas objetivando a erradicação do analfabetismo, mas infelizmente existem barreiras de toda ordem que impossibilitam iluminar a vida de nossos semelhantes, tanto que ainda hoje temos um número expressivo de aproximadamente 800 milhões de analfabetos no mundo todos (dados de 2009), sendo variadas as causas impeditivas da obtenção do êxito da boa causa, a exemplo do alto crescimento das taxas demográficas em alguns países, guerras, conflitos, crise econômicas, tudo isso levando a uma restrição de aporte de verbas orçamentárias para investimento na educação.

    Em 2010 conforme resultados preliminares do censo demográfico realizado pelo IBGE, temos ainda um índice de 9,6% da população acima de 15 anos consideradas analfabetas, o que é preocupante porquanto o número elevado de analfabetos num país aponta uma séria tendência para aceitar sem nenhuma reação qualquer tipo de imposição feita pelos governantes suprimindo direitos da pessoa humana.

    A questão da alfabetização deve ser ressaltada, pois contribui de forma positiva e crescente para a erradicação da pobreza e miséria, reduzir a mortalidade infantil, auxiliar no consciente controle de natalidade, auxiliar na capacidade das pessoas de projetar um futuro promissor tendo presente a justiça, igualdade, progresso e liberdade, onde se crie oportunidade sem distinções e projete um mundo sem violência e de respeito a dignidade humana.

    A propósito a mensagem postada pela Unesco para hoje tem foco especial no relacionamento entre alfabetização e paz, porque hodiernamente o analfabetismo é sinônimo de exclusão social e marginalização, já a alfabetização proporciona o desenvolvimento capacitando os indivíduos para buscar informações e fazer escolhas certas que tem efeitos diretos positivos no meio em que vive, possibilitando reunir condições para a participação no processo democrático, contribuindo assim para a formulação de políticas públicas de interesse comum, além de fortalecer a compreensão de respeito mútuo entre as pessoas.

   O que os estudos indicam é que a alfabetização é um pré-requisito para um mundo mais respeitoso, igual, justo e próspero, capaz de permitir que seres humanos tenham acesso ao conhecimento, informações e se capacitem para a vida, alargando horizontes, criando expectativas e alternativas para a construção de uma vida melhor, por isso o desafio da alfabetização, embora seja compromisso primeiro da esfera governamental, necessita também de apoio dos diversos atores da sociedade para atingir a educação para todos e a paz tão sonhada por todos nós.

    José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras -

MEC descredencia 17 pólos de ensino superior à distância em MT

 

De Sinop - Alexandre Alves
Foto: ReproduçãoMEC descredencia 17 pólos de ensino superior à distância em MT
O Ministério da Educação (MEC) descredenciou, a pedido da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), 198 pólos de apoio presencial para ensino superior à distância em todo o país, sendo 17 no Estado de Mato Grosso. A instituição tem até o próximo dia 31 de dezembro para encerrar as atividades acadêmicas dos pólos descredenciados.

Olhar Direto apurou que, no Estado, três são em Cuiabá e um em cada município a seguir: Sinop, Rondonópolis, Tangará da Serra, Barra do Garças, Juara, Juína, Barra do Bugres, Aripuanã, Campo Verde, Colniza, Figueirópolis d’Oeste, Jaciara, Água Boa e Peixoto do Azevedo.

A Ulbra terá que, durante o período que antecede a data final de encerramento das atividades, promover a transferência de todos os alunos regularmente vinculados para os pólos de apoio presencial remanescentes (81 em todo o país) ou para outras instituições de ensino superior devidamente credenciadas perante o Ministério da Educação.

A determinação também prevê que a universidade deverá encaminhar ao MEC a relação dos alunos que foram remanejados para outros pólos da Ulbra ou transferidos para outras instituições de ensino superior, com identificação do curso, semestre de vinculação, polo de destino ou instituição de destino, o atestado da conclusão dos procedimentos e do definitivo encerramento das atividades dos pólos.

A reportagem entrou em contato com a sede da Ulbra, no Rio Grande do Sul, mas até o fechamento da reportagem não obteve respostas de quantos alunos serão impactados com a decisão e como será feito o remanejamento dos acadêmicos.

MT- Seduc e Defensoria firmam cooperação técnica na sexta (09.09)

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizará na próxima sexta-feira (09.09) assinatura de termo de cooperação técnica com a Defensoria Pública do Estado, no esforço de combate e prevenção à violência nas escolas. O evento ocorrerá às 9h no auditório da Seduc, e terá a participação da secretária Rosa Neide Sandes de Almeida e do defensor Geral, André Luiz Prieto.

A parceria entre as duas instituições visa o desenvolvimento do projeto: Defensoria vai à Escola, que consiste na realização de palestras, nas unidades de ensino. A coordenadora de Projetos Educativos da Seduc, Janaina Monteiro explica que além de mostrar aos alunos o papel e as ações da defensoria pública, o projeto terá como foco o debate sobre “direitos humanos”.

Os defensores públicos também pretendem repassar às comunidades escolares orientações nas áreas da cidadania, ética e direito, bem como transmitir aos alunos noções sobre direitos e deveres.


VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT


Golpe: Seduc alerta que não está solicitando dados pessoais dos candidatos do último concurso

A Superintendencia de Gestão de Pessoas da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa aos profissionais da educação que fizeram o concurso do Governo do Estado ano/2010, que tenham ficado classificados ou eliminados, que a Seduc não está entrando em contato para solicitar dados pessoais dos candidatos. Um possível golpe vem sendo aplicado com uso indevido do nome da Secretaria de Educação, solicitando informações pessoais.

Solicitamos que qualquer candidato que receber essa ligação, entre em contato com a Gestão de Pessoas da Seduc, evitando a exposição a terceiros que possa vir causar transtornos futuros.


Helenice Stela
Assessoria/Seduc-MT

Estudantes de MT embarcam para João Pessoa para participar das Olimpíadas Escolares

 
Os estudantes atletas de Mato Grosso, na faixa etária entre  12 e 14 anos, que irão representar o Estado nas Olimpíadas Escolares Brasileiras, embargaram nessa quarta-feira (07.09) no Aeroporto Internacional Mal. Rondon rumo a João Pessoa, sede dos jogos estudantis. Antes do embarque, os atletas receberam as últimas instruções dos coordenadores da delegação, no auditório do Aecim Tocantins.

A participação dos estudantes nas  Olimpíadas Escolares Brasileiras conta com o apoio do Governo do Estado, por meio das Secretarias de Estado de Esportes e Lazer (SEEL) e de Educação (Seduc). A delegação  viajou sob a coordenação do técnico da Coordenadoria de Projetos Educativos da Seduc, Rosberg Martins e dos coordenadores da Seel, Edmar Joaquim dos Santos, Valter Yamagushi e Marcio Nogueira.

O número total de atletas são 172, divididos nas categorias individuais e coletivas. Primeiramente viajam apenas 70 atletas que competem na categoria individual nas modalidades de atletismo, natação, judô e xadrez. Na terça-feira (13.09) embarcam a segunda parte da delegação, os atletas que participam  das modalidades de handebol, basquete, vôlei e futsal, nos naipes masculino e feminino.

O técnico da Seduc e chefe da delegação mato-grossense, Rosberg Martins destacou que o Estado será muito bem representado nos jogos. “Temos grandes chances de conquistarmos medalhas tanto nos esportes individuais quanto nos coletivos. Com destaque para o atletismo e handebol masculino”, disse. Ele citou o esforço do governador Silval Barbosa, através da Seduc e Seel no suporte logístico para que os estudantes pudessem participar das Olimpíadas.

O coordenador da Seel, professor Edmar Santos destacou que a ida dos atletas a viagens tem  um diferencial importante e promove um ganho fisiológico. “Em 2011, a Secretaria de Esportes  proporcionou o translado aéreo até a capital da Paraíba, o que resultará num ganho psicológico, pois os atletas chegarão descansados em grau de igualdade para fazer as competições”, enfatizou.

Expectativa

A estudante Daiana Sobral da Silva, 13 anos, da Escola Estadual Garcia Garrido Firmino, do município de Peixoto de Azevedo (675 km da capital), está ansiosa para chegar logo a João Pessoa e poder lutar por medalha na modalidade lançamento de dardo. “Venci os jogos estaduais, com um arremesso de 28 metros. Espero melhorar a marca nas Olimpíadas e subir ao pódio”, afirmou.

Estefani Ribeiro dos Santos, também do atletismo, é uma das atletas beneficiadas com o Programa Bolsa Atleta da Seel. Ela, em 2009, trouxe para Mato Grosso a medalha de ouro no revezamento 4x75, e, em 2010, conquistou a medalha de prata. Esse ano a estudante está confiante e espera conquistar mais uma vez o ouro e continuar inserida  no Bolsa Atleta. “Acredito que vou representar muito bem o nosso Estado e continuar fazendo parte do programa que beneficia os praticantes das modalidades esportivas. Tenho certeza que o nosso esforço e dedicação trarão excelentes resultados.

“O nível de preparação foi forte e intenso, acredito que podemos ficar pelo menos entre os seis finalistas”, disse o atleta da modalidade de natação de Cuiabá, Yago Bosalle.

ADRIANE RANGEL/VOLNEY ALBANO

Assessorias Seel-MT e Seduc-MT

MT- Cefapro Cáceres realiza encontros da sala do gestor

 
O Centro de Formação e Atualização de Professores (Cefapro) de Cáceres já promoveu este ano quatro encontros formativos com diretores escolares, coordenadores e assessores pedagógicos. O projeto denominado Sala do Gestor é desenvolvido pelo Centro desde 2009, e somente em 2011 já reuniu cerca de 80 pessoas.

De acordo com o diretor do Cefapro, Alessandro Gomes Arruda, a Sala do Gestor tem como princípio básico o fortalecimento da Política Educacional do Estado. Entre as discussões dos encontros estão: Ciclo de Formação Humana, multi, pluri, inter ou transdisciplinaridade para o ensino-aprendizagem na educação básica, Formação Continuada e Gestão democrática e Participativa, Bullying, violência e indisciplina na Escola, Elaboração de Relatórios Avaliativos, entre outros.

Ele ainda ressalta que nessas reuniões há trocas de experiências positivas, entre os gestores e discussões sobre ações em comum visando à melhoria da qualidade do ensino. Além de Cáceres, o projeto é desenvolvido em Mirassol D’Oeste e Araputanga. O primeiro pólo atende os municípios de Lambari D’Oeste, Rio Branco e Salto do Céu e o segundo os municípios de São José dos IV Marcos, Curvelândia, Glória D’Oeste, Porto Esperidião, Reserva do Cabaçal e Indiavaí.

Os encontros ocorrem na terceira ou quarta semana de cada mês. As reuniões são de oito horas. Além da melhoria da qualidade do ensino a sala do Gestor busca o fortalecimento dos Cefapros e das direções das Escolas.


VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

terça-feira, 6 de setembro de 2011

MT- Paz nas Escolas inicia discussão com escolas por Várzea Grande

Redação 24 Horas News

Iniciada nesta segunda-feira (05.09), no Centro de Formação e Atualização e Professores (Cefapro) de Cuiabá, a quinta reunião do Pré-Fórum “Paz nas Escolas”. Nessa etapa estão reunidas 20 escolas do Grande Cristo Rei, de Várzea Grande. Durante dois dias de encontro eles organizaram as informações desenvolvendo um plano de trabalho para coibir ações violentas no ambiente escolar.
 
“O programa é desenvolvido e no processo está sendo executado”, destaca a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, durante a abertura do evento. Ao todo quatro regiões de Cuiabá já participaram das discussões e elaboração de projeto. Para elaborar a metodologia de trabalho a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), conta com a colaboração da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan-MT). Uma equipe de profissionais da Seplan está subsidiando a elaboração de projetos para as regiões.
 
Em todas as falas dos participantes ficou comum a necessidade de ações coletivas - de Governo, família e da escola – para atingir as metas sustentáveis para se fazer um trabalho para a paz. O encontro teve a participação do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembléia Legislativa, deputado estadual Emanuel Pinheiro; do Comandante da Regional de Várzea Grande, coronel Peri Taborelli; e representante da Secretaria de Direitos Humanos, Polícia Judiciária Civil, Secretaria de Educação de Várzea Grande e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), Gilmar Soares.
 

MT- Cursos do Ponto de Cultura Inca oportunizam saberes e práticas

 

Alunos da oficina de Instrumentos Alternativos, ministrada pelo músico Anselmo Parabá, do Ponto de Cultura do Instituto Cultural América (Inca), vão receber, nesta terça-feira (06.09) no CRAS Pedra 90, seus próprios instrumentos e contar com a organização de evento pelos alunos do curso de Agentes Culturais do Ponto de Cultura, ministrado pela produtora cultural, Cybele Bussiki. Os cursos têm o financiamento e apoio do Ministério da Cultura, por meio do Programa Pontos de Cultura, do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (SEC), patrocinadora da Rede dos Pontos de Cultura de Mato Grosso, da Secretaria de Emprego, Trabalho e Assistência Social (Setas), da prefeitura municipal de Cuiabá e da União Coxipoense de Associação de Moradores (Ucam).

As 24 crianças e adolescentes de 14 a 16 anos da oficina Instrumentos Alternativos vão apresentar quatro números. Segundo o instrutor Anselmo Parabá, os alunos "estão afinadíssimos uma vez que, das seis fases de ritmos que devem aprender eles já estão na quinta". Após a sexta fase, os alunos entram na segunda etapa que os levam ainda mais para a profissionalização. Além das crianças, o evento também apresenta grupos do Pedra 90. São eles: Gravidade Zero, Hip Hop, DJ Saci e As Novinhas.

Depois de quatro meses de intensa teoria, os alunos do curso de Formação de Agentes Culturais do Ponto de Cultura Inca vão ter a oportunidade de demonstrar tudo o que aprenderam. Cleide Catarina de Lima, explica que todos os 17 participantes estão preparados para organizar um evento inteiro, mas foram divididos em dois grupos com tarefas específicas a fim de ver o que cada um faz de melhor no que lhe foi determinado.

“Vamos cuidar da limpeza do local, da decoração, do som e iluminação e dos comes e bebes. Mas, se alguém não puder comparecer, qualquer um de nós está preparado para fazer a parte do outro sem problemas”, comentou confiante, juntamente com a colega de grupo, Silbene da Silva Santos.

As duas alunas disseram que estão aprendendo muito e e está sendo uma oportunidade para se qualificar e quem deixou de fazer o curso deve estar arrependido, tudo é uma escola. Cleide Catarina confessa que, mesmo para ela com 44 anos, ainda aprendeu coisas que não sabia durante o curso.

O dançarino Caçula do Pandeiro é um dos que fazem o curso de Agente Cultural. Apesar de 14 anos na estrada ele informa que conseguiu aprender muito. “Estou aqui porque sempre fiz tudo sozinho. Agora quero aprender a elaborar projetos e prestação de contas. Coisas que sempre terceirizei para alguém fizer”, revelou. Ele já adianta que vai usar tudo para seu projeto de retirada de crianças das ruas inserindo-as em projetos culturais elaborados por ele.

A dona de casa Adacy Ferreira de Miranda da Costa é uma das que também querem crescer. Ela disse que assim que soube do curso e resolveu participar, mais por curiosidade, mas não tinha noção de quão bom seria o resultado final. Lá, aprendeu como é o trabalho de um agente e como ganhar recursos e ajudar o marido, presidente da associação de Moradores do condomínio Sávio Brandão, Lauro Heleno da Costa, nos eventos. Por isso, está bastante satisfeita.

Sandra Regina Duarte, restauradora de livros e moradora do bairro Duque de Caxias, é outra participante surpresa e interessada em tudo o que tem aprendido. “Já tinha certa noção do que era o trabalho, mas agora que soube as técnicas, vi que pode ser mais fácil e produtivo e Cybele é muito didática para ensinar o que é preciso”, concluiu.

A produtora Cybele se disse surpresa com todos e sente que as oportunidades estão sendo bem aproveitadas. “Adotamos um processo que dá liberdade para eles criarem e, depois, com o resultado apresentado, aparamos as arestas para que os projetos fiquem como têm que ser”, explicou. Segundo ela, os alunos já estarão inseridos na organização de ações nos bairros durante o Festival de Cinema e Vídeo de Cuiabá, que acontece em outubro.

Toda a coordenação dos trabalhos dos alunos está a cargo da produtora teatral Fernanda Gandes. “Aqui o trabalho é diferente do teatro porque avalio o aprendizado de cada um, mas vejo que o grupo está coeso e altamente receptivo a tudo que lhes é repassado. Portanto, vale a pena trabalhar com eles”, enfatiza.

O evento de entrega dos instrumentos acontece às 19h, no CRAS Pedra 90.