quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Mato Grosso conquista 12 medalhas nas Olimpíadas Escolares

Os estudantes mato-grossenses encerraram no domingo (18.09) a participação do Estado na sétima edição das Olimpíadas Escolares. Os atletas de 12 a 14 anos, categoria B, conquistaram a medalha de prata no vôlei masculino da primeira divisão. Ao todo o Estado assegurou 12 medalhas, sendo duas de ouro, três de prata e sete de bronze ao longo dos nove dias de competição realizada em João Pessoa, capital da Paraíba.

Na primeira fase do evento (09 a 12.09) nossos atletas conquistaram 11 medalhas nos esportes individuais ficando em primeiro lugar no ranking de conquistas, entres os Estados da região Centro Oeste. Os estudantes oriundos de escolas municipais, estaduais e privadas competiram em oito modalidades esportivas: atletismo, judô, xadrez, natação, vôlei, basquete, futsal e handebol nos naipes masculino e feminino.

No total 165 pessoas entre atletas, comissão técnica, profissionais das Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Esporte e Lazer (Seel), compuseram a delegação mato-grossense nas Olimpíadas 2011. Para que os atletas pudessem representar Mato Grosso no evento, o governo do Estado investiu R$ 800 mil. Deste total, R$ 100 mil foi destinado ao transporte aéreo de ida e volta à capital paraibana. O restante foi aplicado na realização das etapas regionais e estadual dos jogos.

Segundo o técnico da Coordenadoria de Projetos Educativos da Seduc e chefe da delegação mato-grossense, Rosberg Martins, “além das passagens aéreas, os recursos oriundos de Seduc e Seel foram aplicados na realização de 10 fases regionais, que reuniu as Escolas vencedoras de todos os municípios, bem como na estadual, realizada em Sorriso, que contou com a participação das 100 unidades de ensino que venceram as regionais”, disse.

Ele ressaltou que a delegação que competiu em João Pessoa contou com os campeões estaduais dos esportes individuais e coletivos. “Durante os jogos cada modalidade recebeu o acompanhamento de um profissional da Seduc ou da Seel”, disse. Martins acrescenta que desde a primeira Olimpíada realizada em 2005, está “foi primeira vez” que os estudantes do Estado tiveram o apoio de uma profissional de psicologia do quadro da Seduc, que prestou atendimento motivacional aos atletas.

RESULTADOS

Nos esportes individuais, modalidade Atletismo, os medalhistas de ouro do salto em distância, Tayná Carolina Souza e da corrida de 1 mil metros, Mateus Silva Assis, bem como os segundos colocados no lançamento de dardo, Pedro Barros e do revezamento 4/75, Kezia Santos, Tayná Souza, Mirieli Silva e Stefane Oliveira alcançaram índices para representar Mato Grosso e o Brasil no Sul Americano de Esportes Olímpicos. A competição será realizada em dezembro deste ano, em Bogotá, na Colômbia.

A segunda colocação do Colégio Isaac Newton (CIN) no Vôlei Masculino garantiu ao Estado à subida, em 2012, para a categoria especial composta pelas 12 melhores equipes do país. Mato Grosso também se destacou no Basquete Feminino com duas vitórias e apenas uma derrota na fase de classificação da categoria especial, tendo como destaque a armadora Lohana Bordignon, de 13 anos que deve ser convocada ainda este ano, para os compromissos internacionais da Seleção Brasileira sub 15.

As Olimpíadas Escolares são organizadas e realizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), com apoio do Ministério do Esporte, dos governos estaduais e direção técnica das Confederações Brasileiras Olímpicas.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MT- Secretários Municipais e coordenadores do PAR têm até dia 20 para inscrições

Terminam nesta terça-feira (20.09) as inscrições para participação de secretários municipais de Educação e coordenadores do Plano de Ações Articuladas (PAR) dos municípios, no Seminário de Avaliação do PAR 2007 a 2011. O evento será realizado entre os dias 17 a 19 de outubro, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) alerta as Secretarias Municipais de Educação que para garantirem participação é imprescindível a realização das inscrições dos representantes até essa terça.

As inscrições estão disponíveis no site da Seduc, desde o dia primeiro de setembro. Para isso devem acessar AQUI. A Coordenadoria de Articulação de Políticas da Seduc, responsável pelo evento, informa que somente o público alvo: secretários municipais e coordenadores podem participar do evento.

As despesas com alimentação e hospedagem serão garantidas pela Seduc com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O deslocamento dos participantes até a capital do Estado deverá ser custeado pelas próprias Secretarias Municipais.

A Seduc informa que as hospedagens estarão disponíveis e garantidas a partir das 12 horas do dia 17/10/2011 até as 12 horas do dia 19/10/2011. Caso haja necessidade de permanência posterior à data do seminário, as Secretarias deverão proceder às reservas com recursos próprios.
O translado do hotel ao local do evento será garantido para os participantes que indicarem essa necessidade no momento da inscrição (nem todos ficarão hospedados no mesmo hotel).

Maiores informações, programação e documentos sobre o encontro estarão disponíveis no site da Seduc no banner do PAR. Contato com os organizadores do evento pode ser feito pelo email: SGhanem@seduc.mt.gov.br, mariaa.ramos@seduc.mt.gov.br ou pelo fone (65) 3613-6415.


Faça sua Inscrição



VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MT- Seduc disponibiliza para download as palestras do encontro de Assessores

A Secretaria de Estado de Educação disponibiliza aos interessados todas as dez apresentações realizadas durante o Encontro de Assessores Pedagógicos - "Os gestores da Educação constroem juntos a Gestão Democrática com diálogo, qualidade social e participação". O material, disponível para download reúne as discussões propostas durante o evento realizado entre 12 e 16 de setembro, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

CENSO ESCOLAR 2011 - DADOS PRELIMINARES BAIXAR ARQUIVO COORDENADORA DA ALIMENTAÇÃO ESCOLAR - CAE
DESAFIOS DE MT NA COSTRUÇÃO DE UMA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE
DIVERSIDADES EDUCACIONAIS NO CONTEXTO MATO-GROSSENSE
EDUCAÇÃO PÚBLICA - PERSPECTIVAS PARA MATO GROSSO
GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA DE MATO GROSSO
MANUAL PRESTAÇÃO CONTAS ADIANTAMENTO
ORIENTAÇÕES CURRICULARES PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA
POLÍTICA DE FORMAÇÃO - SALA DE EDUCADOR
SISTEMA NACIONAL ARTICULADO - COOPERAÇÃO

MTSeduc publica portaria normativa para divulgação de dados do Censo Escolar

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) disponibiliza para conhecimento de todos Assessores Pedagógicos a Portaria publicada pelo Ministério da Educação sobre divulgação de informações do Censo Escolar da Educação Básica.

O documento estabelece parâmetros para a validação e divulgação das informações declaradas ao Censo. O objetivo é o controle de qualidade e definição das atribuições dos responsáveis pela declaração das informações.

A Portaria nº 235, publicada no Diário Oficial da União, número 150, de 05 de agosto de 2011, páginas nº 56 e 57, Seção 1, está disponibilizada no link abaixo. Outras informações pelo telefone (65) 3613-6357/6364/6389, na coordenadoria do Censo Escola da Seduc

Melhores escolas públicas do Enem são federais, militares ou de ensino técnico

luan.santos


Todas as escolas públicas que compõem a lista das 100 melhores no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 têm modelo de organização diferenciado e boa parte está vinculada às universidades públicas. Ainda fazem parte desse grupo os colégios militares, os institutos federais de Educação Profissional e as escolas técnicas estaduais. Nenhuma delas é uma unidade da rede estadual com oferta regular.

Os chamados colégios de Aplicação, ligados às faculdades de Educação de universidades públicas, sempre ocupam posição de destaque nos rankings do Enem. O da Universidade Federal de Viçosa (UFV) é o oitavo com o melhor resultado em todo o país em 2010. A média obtida pela escola mineira foi 726,42 pontos, levando em conta as notas das provas objetivas e a redação – enquanto a nacional é inferior a 600 pontos.

Para Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), o bom resultado dessas escolas se deve, em grande parte, ao modelo diferenciado de organização, à qualidade dos professores e à infraestrutura . “Em primeiro lugar, as escolas de aplicação não têm a mesma estrutura de carreira para seus profissionais do que uma escola pública comum. Em geral, os professores têm mestrado, doutorado e são ligados às universidades. São escolas quase de tempo integral, o aluno fica o dia inteiro em laboratórios que funcionam”, explica Ramos.

Outra diferença é que, em muitos casos, os colégios de aplicação selecionam seus alunos por meio de uma prova, já que a procura é maior do que a oferta de vagas. Nesse caso, o próprio corpo discente já tem um nível mais alto do que em uma escola comum, que não escolhe os alunos que serão matriculados.

Também aparecem com destaque na lista das melhores escolas públicas os colégios militares e os institutos federais que oferecem o ensino médio integrado à educação profissional. Em Brasília, a escola pública com nota mais alta no Enem é o Colégio Militar. A nota média da escola foi 637 pontos, com taxa de participação de 55% dos alunos. Para o vice-diretor do colégio, coronel Samuel Pureza, o bom resultado é fruto da proposta pedagógica.

“Procuramos incutir nos nossos alunos valores e a busca de ideais. Aqui não é um cursinho que oferece técnicas para passar no vestibular. É todo um contexto que busca formar para a cidadania. Além disso, temos um quadro de professores competentes que ajudam os alunos a alcançar seus objetivos”, diz.

Aluna do 3° ano do colégio, Allana Ribeiro, de 17 anos, vai participar do Enem pela primeira vez neste ano. Ela pretende utilizar o resultado da prova para tentar uma vaga na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). “Já estudei em escolas públicas e particulares e posso dizer que o nível aqui é excelente. Além disso, as mensalidades nas escolas particulares de Brasília são absurdas. Aqui temos uma preparação completa, a escola valoriza tanto a formação intelectual quanto a física”, acredita.

Conhecido por sua disciplina rigorosa, o colégio também estimula a participação dos alunos em diversas competições escolares como olimpíadas de química, física e matemática. Segundo Pureza, não há nenhum tipo de preparação específica para o Enem. A maior parte das vagas é para filhos de militares e algumas são oferecidas à comunidade por meio de seleção. Em 2010, 323 estudantes se inscreveram para tentar uma das cinco vagas para o 1° ano do ensino médio que estavam disponíveis.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/educacao

Brasil registra aumento de 121% nos gastos por aluno

luan.santos

Relatório divulgado hoje (13) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) aponta que, entre 2000 e 2008, o Brasil foi o país que mais aumentou os gastos por aluno da educação primária até o 2° ciclo da educação secundária (ensino médio). O aumento, de 121%, é o maior entre os 30 países que disponibilizaram dados para a entidade.

No entanto, os 48% de aumento de gastos registrados na educação superior não foram suficientes para acompanhar o crescimento do número de alunos, que foi 57%. Com isso, o gasto por estudante nessa fase de ensino sofreu uma queda de 6%.

O estudo acrescenta que, em termos de porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é o que apresentou maior alta (1,8 ponto percentual) nos gastos com instituições educacionais, entre os 32 países que apresentaram dados, passando de 3,5% para 5,3%. Mesmo assim, o país ainda está situado em um patamar inferior à média da OCDE, que é de 5,9%.

Na avaliação da OCDE, os números indicam que o Brasil tem priorizado a educação, “com significativas mudanças no financiamento público”, tendo por base a comparação entre o gasto público em educação e o total do gasto público. O maior aumento percentual em gastos no orçamento público foi com educação, que cresceu de 10,5%, em 2000, para 17,4%, em 2008. De acordo com a OCDE, esta é a terceira maior proporção registrada.

Entre os reflexos desse investimento, está o aumento do número de estudantes na educação secundária (ensino fundamental e ensino médio). Atualmente, mais de 90% dos alunos brasileiros passam pelo menos 9 anos na educação formal – um ano de aumento entre 2000 e 2007.

O relatório informa ainda que 8,6% das pessoas entre 30 e 39 anos estão matriculadas em alguma instituição educacional – percentual que está acima da média da OCDE (6,2%). Entre os brasileiros com mais de 40 anos, o percentual é de 2,5% – a média registrada nos países que participaram da pesquisa é de 1,5%.

A pesquisa aponta também aumento no percentual de pessoas que completaram o ensino médio. “Em 2007, 63% das pessoas entre 25 e 64 anos não haviam completado o 2° ciclo da educação secundária e 27% haviam completado o mesmo nível educacional. Em 3 anos, a proporção de adultos que não completou o 2° ciclo da educação secundária caiu para 59% e a proporção dos que concluíram a educação secundária subiu para 30%”, informa o estudo.

Apesar disso, o percentual de pessoas que concluíram o ensino médio está abaixo da média dos países da OCDE (44%).

Fonte: http://noticias.uol.com.br/educacao

Artigo - Políticas publicas na educação

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Na educação escolar é necessário que ocorra uma responsabilidade e compromisso com a discussão em relação às questões ambientais. A educação ambiental é um elo necessário na busca de uma sociedade ambientalmente sustentável e deve ser considerada um instrumento ou área de conhecimento que surgiu da necessidade de se discutir o modelo de desenvolvimento insustentável que a sociedade ocidental usava e ainda usa, e que se aumentou após a revolução industrial.

A problemática da questão ambiental envolve todos de uma forma global, perpassando várias matizes de importância, dependendo de grande informação, sensibilização,condição sócio-econômica e cultural, entre outros fatores envolvidos. O surgimento de movimentos político-sociais, em diferentes culturas e sociedades, provém da necessidade de mudanças, da quebra com modelos que não condizem mais com as aspirações ou necessidades das pessoas e do ambiente de um modo geral.

O que ainda impede o acontecimento efetivo da educação ambiental em nosso país? Pode ser a falta de conhecimento ou de interesses próprios do poder público? Além disso, qual é a expectativa real em relação a resoluções? Algumas dessas indagações não possuem respostas ou têm um cunho bastante subjetivo, contudo, algumas considerações serão feitas. O primeiro objetivo ambiental que o Brasil tem que cumprir é eliminar a pobreza, onde coincidentemente estão as condições ambientalmente piores.

Não existe pior poluição comparada à falta de dignidade que a extrema escassez de recursos materiais possam trazer ao indivíduo. É necessário produzir, entretanto, da forma mais racional possível, com propostas tecnológicas inovadoras e “limpas”. Neste sentido e procurando alcançar objetivos talvez incalculáveis, tamanha magnitude, a educação não só ambiental, mas de forma global e dignificante, na qual o indivíduo se respeite mais e passe a respeitar mais os elementos de seu “meio ambiente”, é imprescindível, urgente.

O grande problema da educação ambiental, e talvez o motivo de tantas críticas e contradições, está na forma como ela vem sendo feita. E assim também como muitos outros instrumentos que políticos ambientais assumem como caráter puramente técnico ou natural ao extremo.

“Dificilmente as soluções puramente técnicas possibilitarão a tomada de decisões efetivamente justas e racionais”. Por isso devem pensar como ser humano sensível, prático e concreto, sem delimitar poderes para que haja soluções dos problemas levantados na sociedade, onde todos trabalham por uma causa justa e comum.



Samira Borges de Oliveira, Professora, Graduada em história e Pedagogia,Especialista em Arte e Educação e Educação Ambiental,
Mestranda em Ciências da Educação.

Artigo - Evasão escolar na educação de jovens e adultos

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Marta E. de Souza Freitas (1)
Greivis Silvestre (2)
Onielse Moreira(3)
Regiane Aparecida (4)


RESUMO: O presente artigo tem como objetivo mostrar quanto o governo tem se preocupado com o analfabetismo no Brasil e entre seus programas criados está a Educação de Jovens e Adultos. Traçamos aqui o perfil dos estudantes evadidos nos três trimestres na escola Ceja 06 de Agosto, situada na cidade de Pontes e Lacerda-Mt, localizada no Estado de Mato Grosso. Os índices observados retratam uma realidade indesejável com a evasão de quase 20% dos alunos inicialmente matriculados em cada trimestre. Deparamos também com o despreparo de professor que não são capacitados a receber esta categoria de alunos. E o momento mais crítico desta análise seria o espaço físico que não é proporcional a receber esta modalidade, no caso o Centro. Levantamos ainda a hipótese de descompromisso por parte de alguns alunos os quais não estão interessados em aprendizagem, mas sim na aquisição do certificado de conclusão de curso.

Palavras Chaves: Evasão Escolar, EJA, Analfabetismo, aprendizagem, salas anexas.



Com a finalidade de solucionar o problema do analfabetismo, o governo Federal através do Ministério da Educação vem tomando uma série de medidas que abarcam o Desenvolvimento de Programas para diminuir o índice de analfabetismo no Brasil e entre os programas do governo está a EJA (Educação de Jovens e Adultos) que tem por objetivo atender aquelas pessoas que estão com idade defasada de estudo.

É bem notável que a EJA surgiu na modalidade de ensino da rede púbica para o homem e a mulher, de quem, por motivos vários, foi roubado o direito à escolarização, quando criança, e, na idade adulta, decide recuperar o tempo perdido e voltar a estudar, o faz reunindo todas as forças que ainda lhe resta, enfrentam a discriminação e as resistências advindas da própria família e da sociedade como um todo. O desafio é grande, não é fácil tomar essa decisão depois de algum tempo sem freqüentar a escola, e o insucesso nesse momento trás conseqüências irreversíveis para a vida destas pessoas.

Em Pontes e Lacerda o projeto CEJA foi implantado à dois anos, e nesse tempo pôde ser observado que as matrículas foram inúmeras, porém a evasão também foi grande, muitos procuraram voltar a escola, no entanto, poucos persistiram e ainda continuaram.

Nesse sentido a presente pesquisa “Evasão escolar na educação de jovens e adultos” tem como objetivo investigar junto aos próprios educandos de EJA, por que tantos alunos perdem a motivação e abandonam o processo de escolarização logo nos primeiros dias de aula.

Um dos problemas enfrentados atualmente no ensino de jovens e adultos no CEJA, está no grande índice desta evasão escolar no final do último trimestre de cada ano letivo. Sabe-se que quase sempre os motivos das matrículas sem freqüência e da evasão no processo de ensino de jovens e adultos são de ordem econômica: mudança de moradia e de desemprego, o emprego e por excessiva jornada de trabalho. Mas, nem todos os que desistem o fazem por estes motivos. Existe os que deixam a escola por desilusão amorosa, incompatibilidade em relação a amizade, por gravidez, desafinidade com o professor, por sofrer preconceito entre outros. Dessa forma, buscaremos discutir a problemática, no intuito de buscar soluções para tentar manter estes alunos na escola.

Alguns dos motivos que leva o educando a perder estímulo pelos estudos são: não encontrar na instituição escolar um ambiente agradável e material pedagógico propício que o leve ao prazer de buscar novos conhecimentos, seja ele através de laboratórios, salas climatizadas, boa biblioteca e principalmente um único lugar que possa atender a demanda da educação de jovens e adultos do município do qual ele faz parte.

Sabemos que criar oportunidades para todos os brasileiros para que possam freqüentar a escola, sejam eles crianças, adolescentes, jovens ou adultos, e atender a obrigatoriedade da lei no que toca à educação básica para todos, ainda não é prioridade do governo. É necessário que criem condições de permanências e de real aprendizagem.

Seja de uma forma ou de outra, a pergunta continua pertinente, por que tantos alunos perdem a motivação e abandonam o processo de escolarização logo nos primeiros meses de aula? Será que a metodologia de trabalho adotada pelo educador não tem peso significativo na decisão do alfabetizando em permanecer ou não na escola? Qual influência da estrutura organizacional da escola de adultos na problemática da evasão? Quais seus sonhos, desejos ao buscarem a escolarização? Quais perspectivas de vida têm levado os educandos a querer se alfabetizar ou continuar seus estudos?

Notamos que é claro e evidente o analfabetismo entre os adolescentes, jovens e adultos em nossa cidade, ele reflete e reproduz as desigualdades sociais existentes em nosso país, especialmente em nosso estado, Mato Grosso. E um desses motivos é exatamente a matrícula, seja com início da freqüência ou não, logo posteriormente se segue a desistência.

Segundo o Pesquisador Gadotti(2001), o analfabetismo é a expressão da pobreza, conseqüência inevitável de uma estrutura social injusta. O mesmo se pode dizer de uma escolaridade incerta ou interrompida, que não garante a concretização das habilidades básicas de leitura e escrita, compreensão e resolução de problemas, condições mínimas para participação na sociedade letrada.

Na verdade, os altos índices de evasão nos programas de Educação de Jovens e Adultos podem indicar, dentre outras questões, a falta de sintonia entre a escola e os alunos que nela ingressam, (Cearon, 2004). Porém não se podem desconsiderar os fatores de ordem socioeconômico que acabam por impedir, ou dificultar, a continuidade da escolarização dos que resolvem iniciar ou reiniciar os estudos na idade adulta. É bem verdade que este projeto, EJA, sempre foi visto como uma política compensatória, destinada a oferecer mais uma oportunidade de escolarização àqueles cidadãos que não puderam freqüentar a escola na idade considerada apropriada.

Pode-se afirmar que a Educação de Jovens e Adultos ainda não se definiu como parte constitutiva do sistema regular de ensino que propicia a educação básica voltada para o público específico, levando em conta as características, os interesses e as condições de vida do aluno trabalhador e da aluna trabalhadora. Como política compensatória, aqui é tomada no sentido de ações pontuais, programas temporários e aligeirados de escolarização com vistas a compensar o tempo perdido, reduzir investimentos com a educação e também como uma das formas de melhoria de dados estatísticos.

Pois bem a Educação de jovens e adultos (EJA) nos moldes planejados pelos técnicos educacionais do Estado, tem traçado funcionamento de excelente qualidade, não perdendo em nada para a do Ensino Regular. Porém na realidade vivida dentro das escolas e centros é outra, na qual grande parte dos alunos não estão interessados em desenvolver um compromisso com a aprendizagem, e os mesmos (em sua maioria) só tem um objetivo: a aquisição do certificado de conclusão do Ensino, deixando assim de colocar em prática as diretrizes proposta pelo governo.

Mas que práticas são essas? Como organizar um ambiente alfabetizador, estimulante da leitura tão recomendado pela pedagogia freiriana? Tem-se a nítida impressão de que as escolas, que têm salas em anexo, embora ofereçam ensino para jovens e adultos, pertencem aos alunos do ensino regular diurno, estes têm o direito de ocupar literalmente o espaço, podem colar seus cartazes nas paredes, ocupando os murais, consultar a biblioteca, ter chão e carteiras limpas, banheiros e condições de uso, merenda quentinha, quadra de esportes, sala de computação etc. Para o noturno, período o qual funcionam as salas anexas da EJA, apenas sede-se o espaço físico escolar, sem direito de usufruir dos equipamentos e áreas de lazer, com o agravante da iluminação e ventilação às vezes insuficiente. Geralmente não há funcionários para os serviços gerais da escola nesse período. Isso agrava em muito a situação de estímulo a aprendizagem, fazendo com que os alunos se sintam menosprezados.

Em alguns casos percebe-se a falta de material didático, como papel metro, giz, pincel, carteira, sim carteira porque houve uma vez que a escola recebeu mesinhas, e a direção da escola onde se estava trabalhando trancou as salas para que os alunos da EJA não usassem. Agora recentemente, o uso das salas climatizadas, foi vetado, o professor só poderia usar salas com ventiladores.

Diante de tal situação, a Educação dos jovens e adultos (EJA) vem sofrendo grandes impactos, não diretamente na estrutura da aplicação, mas na formação de pessoas com baixo índice de qualidade na aprendizagem, o que muitas os tornam semi-instruídos diplomados e que estão engordando a fila dos que não conseguem passar nos seletivos cada vez mais exigentes. Por falta de conhecimento sobre a necessidade da dedicação ao estudo, muitos alunos apenas freqüentam pelo diploma. Tudo isso vem atrelando uma crescente queda no índice de aprendizagem dos alunos.

Fazendo uma avaliação do desempenho dos trabalhos em torno da Educação no Brasil, vemos que hoje há uma grande diferença das prioridades atribuídas a cada modalidade de Ensino em especial o da EJA, que além de contar com uma falta de motivação dos alunos, em dedicar aos estudos, muitos professores acabam por colaborar para o aumento dos insucessos que vem repetindo na Educação, de jovens e adultos, por conta da falta de preparo específico que não é garantida aos professores pelo governo.

A tendência da modernidade é oferecer melhores condições de vida para eles, a sociedade, o estado, ambos precisam se preparar para atender essa clientela que chega com novos hábitos e desenvolvimento humano bastante fortalecido pelas condições de vida que hoje a ciência proporciona, sendo apenas necessária sua persistência e vontade de concluir seus estudos.

Na “Alfabetização de Adultos” Educação de Jovens e Adultos: foi previsto um atendimento de 3818 alfabetizando, 183 alfabetizadores para contemplar 34 municípios do Estado; Distribuição de materiais pedagógicos para os professores, para subsidiar a formação continuada em serviço, sob temas sociais relevantes, em especial o estudo da ciência que trata do processo ensino - aprendizagem da pessoa idosa (Andragogia). O professor precisa estar sincronizado com os mais modernos pressupostos teóricos, conceituais que possibilite um embasamento científico sem estar apenas pautados em conhecimento empírico, é necessário inovar para que possa atrair esse educando com dificuldades em freqüentar a escola novamente, é preciso que ele se sinta motivado.

Pensar um espaço para jovens e adultos trabalhadores implica em repensar a estrutura tradicional. A estrutura atual da escola, segundo Borges (1994), é feita para excluir, para criar dificuldades à permanência. As características administrativas são rígidas, o currículo é inadequado, a metodologia e avaliação são seletivas. Neste sentido precisa “nascer uma escola para ocupados” (p.10). Uma escola que considere o aluno como trabalhador que busca, na escolarização, um complemento à reflexão de sua prática social.

A pesquisadora Silva afirma que pela sua própria razão de ser, precisa atender às necessidades de escolarização do educando, oferecendo a ele uma melhor compreensão de si mesmo, enquanto ser biológico, histórico e social, ajudando-o a aprofundar os conhecimentos já adquiridos no dia a dia da própria vida, fazendo-o crescer na condição humana.

Partindo do entendimento de que o aluno jovem e adulto é um ser de conhecimento, capaz de decidir e definir suas necessidades de aprendizagens, o presente trabalho também propõe a ouvir dos educandos, sugestões para uma escola de adultos, capaz de “encantá-los”, impedindo um novo fracasso escolar.

Enfim, pode-se afirmar que a escolarização dos jovens e adultos ainda constitui um enorme desafio para os governos federal, estadual, municipal, como também para a sociedade civil como um todo. As questões relacionadas ao ensino na EJA, como a adequação das metodologias, dos currículos, do material didático, dos tempos e espaços, das formas de avaliação e também da formação inicial e continuada dos professores.



Referências Bibliográficas

BORGES, Liana. Tempo e espaço da Educação de Jovens e Adultos. Cadernos Pedagógicos- SME. Porto Alegre, 1994.

CEARON, Nelcida Maria. Programa de Educação de Jovens e Adultos – PRAJA: visão do aluno. 2004.

ESTRUTURA e funcionamento da educação básica.Coordenador João Gualberto de Carvalho Menezes. Editora Pioneira SP 2000 3ª edição 2000.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática docente. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

GADOTTI, Moacir. Educação de Jovens e Adultos: teoria, prática e propostas. São Paulo: Cortez, 2002.

SILVA, Rosa Maria. 202. “Concepções de Jovens e Adultos alfabetizandos sobre a linguagem escrita – uma contribuição aos docentes”. D.M. apresentada no V encontro de Pesquisa em Educação – Região Sudeste- UNIMEP. São Paulo, 2002.



Escola CEJA 06 de Agosto- Pontes e Lacerda-MT.



Docente 1: Marta E. de Souza Freitas.

Graduada em Licenciatura Plena em Letras.

Marta.souzafreitas@gmail.com

Docente 2: Greivis Silvestre

Artigo - A influência da comunicação na escola atual

A educação destina a ajudar todas as dimensões do ser humano. Acredita-se que esteja melhorando nosso sistema educacional, e paralelamente, teremos os recursos para o desenvolvimento que provocará o crescimento do nosso país.

As tecnologias na educação é uma inovação para reforçar o desempenho do aprendizado, mesmo sendo pontual, essa tentativa inserem novas habilidades aos profisisonais.

Para que possamos avançar, e fazer o bom uso da internet dentro da escola, o educador deve assumir o desafio de uma formação continuada, que permita a ele se apropriar de vivências, metodologias que possam contribuir com o seu papel.

O que mais está em evidência são as contribuições da internet, e essa se faz, atualmente, muito presente na educação. Escolas e universidades estão cada vez mais em busca desse recurso, para não ficar atrasada com relação às demais.

Atualmente se tem notado que a distância no aspecto geográfico não é mais considerada, mas sim a do ponto de vista cultural, econômico, da educação continuada, das diferentes formas de pensar e sentir, do acesso e domínio, ou não, das tecnologias da comunicação.

O homem atual não consegue viver sem interagir, compartilhar e comunicar. A informação é a mais recente revolução tecnológica. O alcance ilimitado da voz e da imagem induz a nova forma de pensar e de se relacionar. o jovem no contexto atual.



CLIQUE AQUI E VEJA O ARTIGO NA ÍNTEGRA, favor entrar site da seduc.mt.gov.br.artigo

Programa Jovem Senador está com inscrições abertas até 30.09

Termina no próximo dia 30 de setembro o prazo aos interessados em participar do 4º Concurso de Redação do Senado Federal, com o tema: “O Brasil que a gente quer é a gente quem faz”. O projeto, destinado a estudantes do 2º e 3º ano do ensino médio das escolas estaduais, premiará o vencedor de cada Estado com uma vaga no Programa Jovem Senador.

As 503 escolas públicas da rede estadual de Mato Grosso que ofertam o Ensino Médio podem participar. Para isso cada unidade deve selecionar a redação que irá representá-la e encaminhar o material à Secretaria de Estado de Educação (Seduc). O texto impresso deve conter a logomarca do concurso e o formulário de inscrição.

A Secretaria de Relações Públicas do Senado já encaminhou os formulários às escolas e solicita que as unidades interessadas façam as inscrições e encaminhe os textos o mais breve possível para a Coordenadoria de Projetos Educativos, da Seduc, no endereço rua Engenheiro Edgar Prado Arze, 215, Centro Político Administrativo, CEP: 78.049.909, Cuiabá – MT, aos cuidados da gerente Gláucia Ribeiro.

A gerente explica que a análise dos trabalhos será realizada por uma comissão composta por representantes da Superintendência de Educação Básica (Sueb). Ela conta que uma única redação será selecionada e, posteriormente, encaminhada ao Senado, que irá divulgá-la no dia 11 de novembro, junto as demais 26 de cada Estado da federação.

Premiação

Os vencedores participarão durante três dias no Congresso Nacional de sessões legislativas, como senadores, e terão oportunidade de vivenciar o processo de criação das leis brasileiras. “O concurso contribui para o processo de formação da cidadania incentivando a participação política”, ressalta Gláucia.

Ela ainda diz que o objetivo do projeto é ‘estimular a discussão acerca do processo de escolha dos representantes políticos, além de provocar a reflexão sobre a importância da atuação individual e coletiva para o estabelecimento dos valores éticos que constroem uma Nação’.

Outras informações pelo site www.senado.gov.br/concursoredacao ou pelo telefone 3613-6321- Coordenadoria de Projetos Educativos da Seduc.


VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT - Escola difunde concepção de desenvolvimento sustentável

Uma parceria entre a Escola Estadual José de Mesquita, em Cuiabá, possibilitará a distribuição de cerca de 200 mudas de espécies nativas do cerrado para a comunidade escolar na data de 21 de setembro, data em que se celebra o ‘Dia da Árvore’.

A data será lembrada com ações propositivas para a mudança de concepções e formação de cidadãos mais conscientes sobre o desenvolvimento sustentável. Na oportunidade, será realizada uma oficina que discutirá a importância do tema. A ação tem a organização do professor José Renan Ventura de Oliveira, com a participação da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Estamos estudando o reino vegetal e também as nossas espécies nativas, quais são espécies que compõem a nossa flora”.

O professor pontua ainda que a ação envolverá os estudante do 2º ano do Ensino Médio, mas a proposta é a de envolvimento de todos os estudantes sobre a discussão do tema. Dentre as espécies que serão distribuídas estão jacarandá e ipê (roxo, amarelo e branco).

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

Encontro em Brasília avaliará plano nacional de formação

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação vai promover em Brasília, nesta quarta-feira, 21, e na quinta, 22, o 1º Encontro Nacional do Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica (Parfor). No processo de avaliação do plano, os participantes vão trocar experiências e refletir sobre a formação inicial de professores em exercício.

Outro objetivo do encontro é a apresentação de propostas para o aperfeiçoamento da gestão e da execução do plano, de forma a elevar a qualidade da educação básica no país. Estarão reunidos representantes de instituições de educação superior, das secretarias estaduais e municipais de educação e professores da rede pública matriculados em cursos de licenciatura oferecidos pelo Parfor.

O plano foi lançado em maio de 2009, com a meta de formar cerca de 330 mil professores que exercem a profissão sem formação adequada. Do total de vagas, 52% são ofertadas em cursos presenciais e 48%, a distância. O plano é desenvolvido pela Capes, em parceria com as secretarias de educação e instituições públicas de educação superior, para melhorar a formação dos professores em exercício na rede pública. Com a qualificação do professor, cresce a qualidade do ensino ministrado nas escolas.

O Parfor oferece cursos de graduação a educadores em exercício no magistério público que ainda não tenham curso superior (primeira licenciatura); àqueles com graduação, mas que lecionam em área diferente daquela em que se formaram (segunda licenciatura), e a bacharéis sem licenciatura que precisam de estudos complementares que os habilitem ao exercício do magistério.

Mais informações sobre o 1º Encontro Nacional do Parfor podem ser obtidas no endereço eletrônico encontro.parfor@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou pelo telefone (61) 2022-6583. A programação está disponível na internet.

Assessoria de Imprensa da Capes

MT- Cerca de 55% dos concursados nomeados para a Seduc ainda não tomaram posse do cargo

Dos 616 concursados aprovados para Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e nomeados no dia 31 de agosto, aproximadamente 55%, ou 338 pessoas, não tomaram posse dos cargos de professores, técnicos administrativos educacionais e apoio administrativo educacional. A lista com a nomeação foi publicada no Diário Oficial Eletrônico, e que pode ser acessado por meio do site da Superintendência de Imprensa Oficial de Mato Grosso (www.iomat.mt.gov.br).

É preciso lembrar que o prazo de posse é de 30 dias a contar da data da publicação da nomeação. Com isso, os candidatos têm até o dia 30 de setembro para entregarem seus documentos solicitados na Secretaria de Estado de Administração (SAD).

A Perícia Médica deverá ser agendada por meio do Disque-Servidor (0800-647-3633), isso depois que o candidato estiver de posse de todos os exames e documentos solicitados. A posse também é agendada por meio dos telefones (65) 3613-3657/3682.

Quase 40% das universidades estão fora de padrão exigido pela CNE

Por: Valeska Andrade

De 184 instituições, 67 (36,4%) não apresentam o mínimo de três programas de mestrado e um de doutorado, exigência para conquistar o status de universidade.

Além disso, 15 delas não têm nenhum programa em funcionamento. Os dados são de um levantamento realizado por Antônio Freitas, membro da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE).

O estudo, que levou em consideração os índices da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do mês de março, também detectou que a diferença entre a média geral do Índice Geral de Cursos (IGC) das instituições públicas e privadas é de menos de um ponto.

”Muitas universidades não cumprem o requisito, que é até ridículo, muito baixo. Em outros países, nem seriam consideradas universidades”, diz Freitas.

Fonte: O Tempo (MG)

Universitários do País leem de um a quatro livros por ano

Por: Valeska Andrade

Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), 23,24% dos estudantes não leem um livro sequer durante o ano. De uma forma geral, a maioria dos universitários brasileiros não vai muito além disso: lê, em média, de uma a quatro obras por ano.

É o que revela um levantamento exclusivo feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, a partir de dados divulgados pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Numa realidade diametralmente oposta, os estudantes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) são ávidos por leitura: 22,98% deles leem geralmente mais de dez livros por ano.

Já o primeiro lugar no ranking dos menos assíduos à biblioteca da universidade ficou com a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio): metade de seus alunos esnoba o espaço.

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

A relação entre bullying e castigo corporal

Por: Valeska Andrade

Cerca de 70% das crianças e adolescentes envolvidos com bullying nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa.

É o que mostra uma pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) e divulgada pela pesquisadora Lúcia Williams, da Universidade Federal de São Carlos.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência: 24,3% haviam levado tapas no rosto da mãe e 13,4%, do pai.

“O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais e nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, disse a pesquisadora.

Fonte: Agência Brasil

Nube seleciona para vagas de estágio

Por: Valeska Andrade

O Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) seleciona candidatos para 3.689 vagas de estágio em todo o País. As oportunidades são para estudantes do ensino médio, técnico e superior, nos períodos matutino e noturno.

As bolsas variam de R$ 400 a R$ 1,3 mil. Os interessados em concorrer às vagas devem se cadastrar gratuitamente no site www.nube.com.br.

As vagas para estudantes do ensino superior estão abertas para diversos cursos.

Entre eles: Administração, Biblioteconomia, Comércio Exterior, Comunicação Social, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Elétrica, Letras, Marketing, Nutrição, Psicologia, Relações Internacionais, Tecnologia e Turismo e Hotelaria.

Quem quiser consultar outras oportunidades, basta acessar o site www.nube.com.br.

Fonte: A Gazeta Online (AC)

Ensino Básico planeja ações 2011-2014

Por: Valeska Andrade

Mais de 3,7 mil municípios, 26 estados e o Distrito Federal iniciaram o planejamento de ações da Educação Básica para 2011-2014.

Dados do Ministério da Educação (MEC) mostram que, do total, 1.949 municípios estão com o planejamento adiantado.

O mesmo desempenho acontece em 18 das 27 secretarias estaduais de Educação.

Conforme o diretor de articulação de programas da Secretaria de Educação Básica do MEC, Romeu Caputo, o módulo do Plano de Ações Articuladas (PAR) foi aberto há 30 dias.

Para dirigentes que não começaram a tarefa, Caputo recomenda o acesso ao Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do Ministério da Educação (Simec) e solicitação da senha.

O diretor informou ainda que a transferência de verbas terá embasamento nesse processo.

Fonte: Correio do Povo (RS)

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Seja você mesmo o coach da sua vida!

20/09/2011
Lair Ribeiro

No mundo dos esportes, coach é o treinador do time. Recentemente, porém, esse termo foi adotado em outro contexto: o dos negócios.
Traduzindo literalmente a palavra inglesa coach, temos os verbos treinar, instruir e orientar. Já pela origem francesa da palavra, constatamos que coach é um tipo de carruagem, um veículo para transportar pessoas de um lugar para o outro.

Logo, no âmbito empresarial, coaching é o processo em que uma pessoa mais experiente (o coach) conduz outra (o coachee), ajudando-a a chegar no lugar aonde ela quer estar.

Você quer chegar a algum lugar, mas acha complicada a idéia de ter alguém conduzindo-o? Então, torne-se coach de si mesmo. Se no processo convencional você, enquanto coachee, tinha de estar em sintonia com o coach, ao assumir a responsabilidade pela caminhada você tem de estar em sintonia com o seu “Eu interior”. Tem de descobrir seus valores, abdicar de crenças obsoletas, definir seu objetivo de vida, traçar um plano de ação, buscar feedback para acompanhar o andamento do processo, propor mudanças (quando necessário) e comemorar vitórias!

Para se tornar um profissional bem-sucedido é preciso ter paciência e determinação: sem essas qualidades, você não vai muito longe. Mas paciência e determinação só se justificam se você tiver um objetivo para o qual se dirigir. E para colocar tudo em prática, é preciso estar bem, física, mental, emocional e espiritualmente.

O equilíbrio, também necessário ao processo, vem com o autoconhecimento, e você também vai precisar de força de vontade! E para aumentar suas chances de ser bem-sucedido no projeto de ser seu próprio coach, procure descobrir quais são os seus valores essenciais e determinar seu objetivo de vida.

Qual é o seu objetivo? Onde você quer chegar? Onde você quer estar daqui seis meses, um ano, cinco anos e dez anos? É importante definir um objetivo. Ele deve estar alinhado aos seus valores e ser grande o suficiente para motivá-lo, dia após dia, a continuar vivendo para a sua realização. Da mesma forma que é importante saber o destino final, também é necessário conhecer o ponto de partida, onde você está neste exato momento. De posse dessas duas valiosas informações, está na hora de colocar tudo no papel e traçar um poderoso plano de ação!

Se um de seus objetivos for começar a treinar em uma academia, por exemplo, avalie o que você precisa ser feito para que isso se realize, estipule datas para o início de cada etapa e um prazo para que você possa conferir, posteriormente, se conseguiu seu objetivo e que benefícios está obtendo com a atividade. Se, na conferência, você conseguir avaliar positivamente cada item da sua lista, parabéns! Se ainda faltarem alguns desafios a serem vencidos, reveja sua estratégia, corrija-a e siga em frente, com persistência.

Nessa jornada, uma etapa importantíssima é a busca por feedback, que nada mais é do que uma resposta do Universo para as nossas ações. Peça feedback a pessoas próximas, mas cuide para que sejam fontes seguras e verdadeiras. Quanto maior o leque de opções, mais próxima da realidade será a sua resposta e você poderá implementar alterações com mais eficácia.

Mesmo com a melhor das intenções, é difícil mudar velhos hábitos e padrões de comportamento, mas não é impossível. E o resultado final, quase sempre, é compensador. Por isso, vá em frente, seja o seu próprio coach e supere-se.

Publicado por Lair Ribeiro - 20/09/2011 - 16:02
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Ministro da explicações sobre gastos com Enem

A comissão de Fiscalização Financeira e Controle vai realizar audiência pública com o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele vai explicar as notícias que afirmaram o aumento em três vezes do valor dos gastos com o último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em comparação com o anterior.

O debate, ainda sem data marcada, foi proposto pelos deputados Vanderlei Macris (PSDB-SP) e Duarte Nogueira (PSDB-SP). Segundo um dos deputados, as denúncias feitas pela imprensa nacional têm relação com a contratação do Centro de Seleção e Promoção de Eventos (Cespe), que foi transformado em empresa pública pelo Ministério da Educação (MEC), sem licitação, para aplicar o Enem de 2011, a um custo de R$ 372,5 milhões. O valor gasto pelo MEC no último Enem foi de R$ 128,5 milhões.

Em razão do valor da diferença, o Tribunal de Contas da União (TCU) suspendeu o pagamento do Enem até que o MEC se manifeste sobre a adequação dos valores.


Da Redação/ RCA

Agência Câmara de Notícias

Educação discute projetos voltados a carcerários

A Comissão de Educação e Cultura realiza hoje audiência pública para discutir projetos educacionais direcionados à população carcerária no Brasil.
O debate foi proposto pelo deputado Izalci (PR-DF).

“Apenas para ilustrar a relevância do tema, o próprio Plano Nacional de Educação deverá contemplar, entre os objetivos e metas da educação de jovens e adultos: implantar, em todas as unidades prisionais e nos estabelecimentos que atendam adolescentes e jovens infratores, programas de educação de jovens e adultos de nível fundamental, médio e superior, assim como de formação profissional, contemplando para essa clientela as metas relativas ao fornecimento de material didático-pedagógico pelo Ministério da Educação e à oferta de programas de educação a distância”, afirmou.

“Embora a legislação caminhe para consolidar o papel ressocializador da pena, privilegiando a educação para a população carcerária como forma de recuperação dos apenados, cabe a esta comissão sugerir políticas públicas e fiscalizar sua execução”, observou o deputado.

Redução da pena

Desde julho está em vigor a Lei 12.433/11, que permite que os presos, a cada três dias com quatro horas de estudo, diminuam um dia da pena. Apesar de recente, o deputado Izalci quer propor uma mudança nesse benefício, considerando a produtividade além da frequência, para estimular que os detentos concluam os cursos. "Às vezes a pessoa frequenta sem o objetivo de aprender e acaba atrapalhando, só para reduzir a pena. O que a gente defende agora, e vamos defender na audiência pública, é que as reduções sejam feitas em função da conclusão do ciclo – primeiro grau, segundo grau, curso técnico, curso superior."

A lei permite, inclusive, que a instrução do preso seja feita a distância. "Com a tecnologia atual, é totalmente possível oferecer cursos técnicos e curso superior a distância nos presídios. Não tem sentido a pessoa ficar cinco, seis, sete anos lá sem fazer qualquer coisa na área de educação. Isso facilita na saída, para que ele possa ingressar de uma forma melhor na sociedade", acredita Izalci.

Foram convidados para a audiência:

- o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo;

- a coordenadora-geral de Alfabetização da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (MEC), Simone de Melo Oliveira;

- o secretário de Educação do Distrito Federal, Denilson Bento da Costa;

- o coordenador do Centro de Referência da Criança e do Adolescente do DF (CRCA), Saulo Dias;

- o presidente do Conselho de Educação do DF, Luiz Otávio Neves;
- o secretário de Justiça de Direitos Humanos e Cidadania do DF, Alírio Neto.

A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 10.


Da Redação/WS

Agência Câmara de Notícias

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Colonização Holandesa

Após conseguirem consolidar seu projeto de conquista e ocupação do território colonial brasileiro, os holandeses passaram a tomar medidas que viabilizassem o alcance de seus objetivos de natureza econômica. Para tanto, contaram os membros da Companhia das Índias Ocidentais e resolveram convocar o conde João Maurício de Nassau para tomar as primeiras ações administrativas no espaço conquistado. Entre os anos de 1637 e 1644, a política colonial holandesa no Brasil esteve sob a tutela deste nobre.

Ao chegar às terras brasileiras, Nassau encontrou a produção açucareira completamente organizada e carente de diversas medidas que atendessem a demanda dos senhores de engenho. O estado desolador primeiramente observado foi consequência dos conflitos desenvolvidos no processo de invasão. Tal fato acabou motivando a fuga de vários proprietários para a Bahia, a fuga de inúmeros escravos e a destruição de várias unidades produtivas.

Dessa forma, boa parte das medidas empreendidas por Maurício de Nassau buscou a normalização da produção açucareira nordestina. Para que isso fosse possível, o administrador holandês concedeu crédito para que vários produtores pudessem reconstruir os engenhos e preparar novas lavouras de cana-de-açúcar. Além disso, convidou diversos representantes da elite local para participar dos órgãos administrativos e reaqueceu o fornecimento de escravos africanos na região.

Sob o aspecto militar, Nassau organizou uma investida que garantiu o controle sobre a província das Alagoas e tentou, em um segundo momento, ocupar a cidade de Salvador. Paralelamente, buscou superar as rotineiras crises de abastecimento ao obrigar os proprietários de terra a plantarem mandioca em uma quantidade proporcional ao número de pessoas que habitavam o engenho. Contudo, não podemos limitar o papel desempenhado por Nassau às esferas econômica e militar.

Preocupado em ter seu governo legitimado pelos colonos que estavam sob o seu domínio, Maurício de Nassau capitaneou um expressivo projeto de reforma urbanística. Instituiu a modernização do espaço urbano da cidade de Recife com a realização de várias construções de fundamental importância. De fato, a transformação daquele espaço foi acompanhada por várias outras medidas que demonstravam uma sensível diferença em relação à antiga administração lusitana.

Os holandeses permitiram que o comércio fosse livremente realizado naquelas regiões que tivessem recebido financiamento para a construção de engenhos. Com relação à prática religiosa, permitiram que qualquer tipo de crença fosse livremente exercido. Em consequência a tal política, foi nessa época que a primeira sinagoga judaica foi construída no território colonial americano, na cidade de Recife.

Outra interessante medida adotada pela política empregada por Maurício de Nassau envolveu a organização de missões artísticas e científicas que deveriam catalogar e registrar o espaço dominado pela Holanda. Nomes de grande expressão do cenário artístico-científico europeu, como Georg Marggraf, Frans Post e Albert Eckhout, realizaram um amplo leque de registros da fauna e da flora regionais.

Somente em 1642, momento em que a União Ibérica já havia chegado ao seu fim e a relação entre os colonos e holandeses se mostrava desgastada, esse período ímpar do Brasil Colônia chegou ao fim. Para que os holandeses saíssem do nordeste brasileiro foi necessária a deflagração de vários choques militares e uma série de negociações diplomáticas entre Holanda e Portugal.
Por Rainer Sousa
Mestre em História
Por Rainer Gonçalves Sousa
ARTIGOS RECOMENDADOSPROCLAMAçãO DA REPúBLICAProclamação da República, Movimento Republicano, Abolição da Escravatura, Movimentos militares, Positivismo, Queda de Dom Pedro II, Guerra do Paraguai, Deodoro da Fonseca, José do Patrocínio, golpe de Estado.
OS POVOS INDíGENAS NO BRASILOs povos indígenas no Brasil, O que são os povos indígenas no Brasil, Onde estão localizados os povos indígenas no Brasil, Como vivem os povos indígenas no Brasil, Quais os problemas dos povos indígenas no Brasil.
INTERAGIRImprimir | 7 comentários | Comentar quinta-feira | 15/09/2011 15:54 | LAIZAlegal, muito bom ,tenho certeza que me vai ser muito util. sábado | 20/08/2011 10:43 | denisnuito bom seu texto adorei voltirar 10!!! nesse trabalho ****beijosssssssssssss!quinta-feira | 21/07/2011 12:58 | RaniieleE muito bom adorei mima ajudou muito !!quinta-feira | 19/05/2011 03:58 | palomaparabéns e claro obrigada pois foi mt útil
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Veja quais são as diferenças entre mestrado acadêmico, mestrado profissionalizante e doutorado

Após a formação de nível superior nos cursos de graduação, o indivíduo pode escolher continuar seus estudos com uma pós-graduação. No Brasil, há dois tipos de programa: "lato sensu", que são os cursos de extensão, aperfeiçoamento ou especialização e os "stricto sensu", que podem ser mestrado profissionalizante, mestrado e doutorado. Veja a diferença entre eles:

Mestrado profissionalizante
É voltado para o mercado de trabalho, sendo menos teórico que o mestrado acadêmico. O aluno deve apresentar uma dissertação, também chamada de monografia, em forma de projeto ou estudo de caso para obtenção de titulação.

Mestrado Acadêmico
Esse tipo de pós-graduação é voltada para o ensino e a pesquisa. Oferece o título de mestre em determinado campo do saber. Na maioria das vezes serve como ingresso na vida docente. São cursos que exigem proficiência em outra língua, além do português, usualmente o inglês. Para obtenção do título é necessária a preparação de dissertação.

Doutorado
Curso que costuma ser realizado após a obtenção do título de mestre, com o mestrado acadêmico. Voltado para a formação de pesquisadores, esse tipo de pós busca aprofundamento em determinado campo do saber. Para obtenção do título é obrigatória a defesa de tese, um estudo que produzir um conhecimento novo ao campo estudado.

Fonte: Uol Educação

Brasil precisa medir proficiência em escrita, dizem especialistas

Algumas avaliações criam escalas para mensurar o nível dos estudantes, mas ainda não há uma nacional

Marina Morena Costa, iG São Paulo

Diferentemente de Leitura e Matemática, o Brasil não tem como mensurar e comparar o desempenho dos estudantes na escrita. As redações dos estudantes são corrigidas em avaliações internas e externas, como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), sem uma escala que possibilite mensurar o nível de proficiência dos alunos em escrita. Já Leitura e Matemática, seguem a escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na qual os pontos significam habilidades e competências.

Algumas redes e avaliações têm desenvolvido escalas próprias para medir o desempenho dos estudantes. A Prova ABC (Avaliação Brasileira do Final do ciclo de Alfabetização), primeira avaliação externa aplicada a alunos do 3º ano do ensino fundamental de todas as capitais brasileiras, criou uma escala própria para medir a qualidade da alfabetização. “A criança só é considerada alfabetizada se ela lê e escreve. Por isso precisávamos medir a escrita”, afirma Nilma Fontanive, coordenadora do centro de avaliação da Fundação Cesgranrio e uma das responsáveis pela Prova ABC.

A Avalia Educacional, empresa responsável pela elaboração e aplicação de avaliações em instituições de ensino, trabalha na construção de uma escala para avaliar a escrita na rede estadual de Alagoas. As provas estão sendo aplicadas nesta semana e serão corrigidas com o uso da Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia usada pelo Enem nas questões de múltipla escolha que permite produzir provas com o mesmo nível de dificuldade.

“Com o uso da TRI, criamos uma escala e passamos a ter uma medida comparável. O objetivo é que os resultados sejam compreendidos e utilizados para uma melhora da educação”, explica Renato Júdice, gerente da área técnica da Avalia e membro suplente do Conselho Fiscal da Associação Brasileira de Avaliação Educacional (Abave).

Para corrigir as redações com a TRI, a Avalia criou uma tábua com 16 critérios a serem avaliados, dentro de quatro eixos principais – desde os mais simples, como adequação ao tema até domínio da norma culta, coesão e argumentação das ideias. A correção é feita com base nesses critérios e o departamento de estatística gera o nível de proficiência dos alunos em escrita.

Amauri Gremaud, ex-diretor da área responsável pelas avaliações de educação básica no Brasil do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), trabalhou na elaboração da metodologia de correção das redações da Avalia. Ele ressalta a importância de padronizar as avaliações no País, mas acredita ser difícil adotar uma escala única, que meça desde o início da alfabetização até o fim do ensino médio. “Precisamos avaliar a escrita com mais rigor. Isso é importante e falta”, analisa.

Nilma destaca que uma escala em escrita possibilitaria a interpretação dos resultados e posicionaria os alunos sobre o nível de desempenho deles. A especialista, em coautoria com o consultor da Cesgranrio Ruben Klein, apresentou em um artigo, uma proposta de usar a TRI na correção da redação do Enem. “Podemos caminhar para uma escala nacional, se o Inep pensar em colocar a escrita no Saeb”, aponta.


Fonte: Último Segundo - IG

domingo, 18 de setembro de 2011

Dica de Revista

Humor ...

Dica de Filme

Dica de Livro

Notícia

"Você acompanha as transformações brasileiras?" -

Um artigo do palestrante Dalmir Sant’Anna
09/09/2011
Futuro Eventos (Futuro Eventos)

Em janeiro de 2011, elaborei um texto, indicando que o cenário brasileiro, seria de transformações com expressiva competitividade em diversos setores. Naquele artigo mostrei que entre empresários, dos mais diferentes segmentos, existia a confiabilidade de que o Brasil era e, continua sendo a "bola da vez". Foi como uma avalanche, a quantidade de mensagens que recebemos no escritório, de profissionais comentando que eu estava sendo otimista nas perspectivas. Será mesmo? Ao analisar informações divulgadas nas mídias, percebo que não, pois o ambiente continua sendo de mudanças.

Isso tudo exige maior grau de comprometimento individual, capacidade de perceber novas oportunidades e acreditar que não vivemos mais um período de mudança, mas sim, a mudança de um novo período.

Amplitude do campo de visão - Apresentei recentemente palestra na convenção nacional de vendas, de uma conceituada empresa brasileira, destaquei que o profissional precisa romper a visão tubular (olhar limitado), para atuar com uma visão de longo alcance, fazendo um giro de 360 graus ao sua volta. Interessante que isso não pode acontecer somente na área comercial. O Brasil está em plenas transformações e cada profissional precisa aproveitar as oportunidades que estão diante de si. Mas como fazer isso? Abandonando gradativamente as frustações e a insegurança, na medida em que um elevado investimento de confiabilidade é depositado na ascensão dos conhecimentos, inovações e carreira profissional.

Quem não é visto não é lembrado - Exemplo verídico do quanto o Brasil está em transformação é constatado na publicidade. Você que viaja de avião, percebe nitidamente, o uso de comerciais nos mais diversos espaços dentro da aeronave, no banheiro, nas poltronas e nas revistas de bordo. O que chamou minha atenção ultimamente está no uso da parte externa. Uma empresa aérea usa parte da aeronave para divulgar a marca de uma empresa de chocolate. Outra companhia fez a plotagem com a divulgação do lançamento de um filme brasileiro. Na sua empresa, como estão os investimentos em publicidade? Jamais se esqueça do ditado popular: quem não é visto, não é lembrado. Quem não é lembrado, desaparece da mente do consumidor.

Notícias divulgadas recentemente mostram que o Brasil terá pelo menos, mais sete novas fábricas de automóveis. A Suzuki confirmou sua fábrica em Itumbiana (GO). A Chery inicia a construção de uma unidade em Jacareí (SP).

A sul coreana Hyundai está com obras em Piracicaba (SP) e a Toyota em Sorocaba (SP). A segunda unidade da Fiat no Brasil será em Pernambuco, sendo que a unidade de Betim (MG) está com expressivas ampliações. A Honda está em estudos para uma nova fábrica além da unidade de Sumaré (SP). A BMW anunciou interesse em produzir automóveis no Brasil. Se no segmento automotivo há confiabilidade no Brasil, o que você está esperando? O amanhã é incerto e o momento de acompanhar as transformações é agora. Não deixe a oportunidade passar diante de seus olhos. Acredite mais em você, desenvolva suas competências e aproveite para sentir o gostinho mágico da vitória.

Dalmir Sant’Anna - Palestrante comportamental, mestrando em Administração de Empresas, autor dos livros “Oportunidades”; "Menos pode ser Mais" e do DVD com o tema “Comprometimento como fator de Diferenciação”. Visite o site: www.dalmir.com.br

Flexibilidade e incertezas nas carreiras do futuro

06/09/2011
Enio Rodrigo (Revista Pré-Univesp)

O novo profissional, responsável por gerir sua vida profissional, tem que estar preparado para mudanças abruptas

Para uma parte daqueles que estão entrando no mercado de trabalho, o futuro é agora. Uma modificação importante no modo como as empresas pensam começou a tomar contorno em meados da década de 1990 no país e, com o aumento do acesso às tecnologias da informação e comunicação (as chamadas TICs), o mundo do trabalho passou a ficar mais flexível em formas e horários. O contraponto é que essa mesma flexibilização acabou com o modo como se pensavam as carreiras. Ao invés de planos objetivos e determinados no momento em que se saía da faculdade e se adentrava uma empresa, o trabalhador – seja ele um profissional do alto ou baixo escalão – precisa traçar seus próprios caminhos, cada vez mais sujeitos a alterações de rotas.

Historicamente, os modelos de trabalho passaram por três grandes alterações no seu modo produtivo (e diversas outras não menos importantes, mas originárias desses grandes pontos de inflexão). O primeiro foi quando os indivíduos começaram a trocar suas horas de trabalho por uma remuneração fixa, dentro de um processo organizado de produção. Assim sendo, surgiu o trabalhador como conhecemos.

A segunda grande mudança foi durante a transição da manufatura para o modo industrial de produção, ou seja, quando aquele que era responsável por todo o processo de uma determinada atividade – realizada do começo ao fim por uma pessoa – se tornou um operador de maquinário e, portanto, somente tinha controle de uma parte do processo da produção (fosse um bem de consumo ou um serviço). O modelo fordista – de linhas de produção – é a principal herança dessa segunda fase. "E mais atualmente temos uma mudança radical onde o processo fordista de organização da produção do trabalho sofre uma reestruturação bastante intensa", explica Marcos Cordiolli, pesquisador da área de educação e qualificação profissional e consultor pedagógico na área de educação corporativa.

Para ele, essa reestruturação passa pela maior flexibilização dos horários de trabalho – importantíssimo no estilo fordista de produção e substituído por metas a serem cumpridas, pelo desaparecimento do local físico de trabalho – o escritório deixa de ser importante para que o trabalho continue sendo executado –, e pela potencialização desses dois itens anteriores – pela intensa adoção das TICs. "O local de trabalho pode ser ainda a base de algumas atividades cotidianas profissionais, mas com o computador, o celular, e-mail, tablets e diversas outras tecnologias de informação e de comunicação, o trabalhador pode ser encontrado em qualquer lugar e acessar informações necessárias para uma tomada de decisão de onde estiver", explica.

Essa flexibilização, segundo o pesquisador, tem duas faces. "A parte boa é que não é necessário ficar o tempo todo em um espaço determinado. A ruim é que os afazeres profissionais também não ficam nesse espaço de trabalho: eles vão onde o profissional estiver. Acabam os limites impostos pelo horário de trabalho", esclarece Cordiolli.


A era das incertezas profissionais

O estilo fordista de organização é o retrato fiel do trabalho do século XX. Havia horário para entrar e para sair, uniformes que distinguiam alguns trabalhadores de outros e departamentos específicos, com profissionais especializados em uma atividade trabalhando em cada um deles. As empresas possuíam diversos níveis hierárquicos e tinham planos de carreiras claros.

Para chegar à gerência, por exemplo, o caminho estava dado: as qualificações exigidas eram públicas, e as competências e os cursos necessários para adquiri-las também. Bastava seguir à risca o plano e muito provavelmente em um tempo esperado se chegaria ao cargo dos sonhos. Havia estabilidade no emprego e era comum um profissional passar a vida toda na mesma corporação. Também não era de bom tom ter muitos registros na carteira de trabalho: isso podia indicar falta de comprometimento.

No Brasil, quando houve uma abertura abrupta do mercado nacional para as importações e para a instalação de novas empresas estrangeiras, no início da década de 1990, os problemas de produtividade e qualidade gerenciais das corporações nacionais ficaram muito claros. A competitividade se acirrou repentinamente e foi necessário rever todos os processos dentro das empresas, para torná-las mais ágeis nas respostas ao mercado.

A primeira coisa a fazer foi diminuir os níveis hierárquicos – para acelerar o processo de tomada de decisão. Além disso, as empresas ficaram mais focadas nas suas especialidades e, consequentemente, passaram a terceirizar tudo o que não fizesse parte das suas competências essenciais. Essas subcontratações deram origem a uma onda de criação de diversas outras pequenas e microempresas, muitas delas constituídas de apenas um profissional (recentemente rebatizados de freelancers).

Hoje as empresas têm que demonstrar grande agilidade e capacidade de adaptação para sobreviver no mercado, o que exige profissionais que se adaptem rapidamente também. E, dentro desse novo modelo, as pessoas não podem mais organizar sua vida – pensar em aposentadoria, por exemplo – dentro de uma corporação, pois não há garantias e, em decorrência, não há um plano de carreira claro. O profissional valorizado é aquele que traz a experiência consolidada – adquirida em outras empresas ou nas especializações que ele escolheu cursar – e que será útil para a empresa em determinado momento mas, assim que a ‘maré mudar’, tem que estar pronto para voltar ao mercado.

Trabalhar com foco em seus próprios interesses

"Nesse sentido, os indivíduos começam a construir carreiras mais autônomas e focadas nos seus próprios interesses. Não se pode mais colocar nas mãos das empresas as responsabilidades de gerenciar sua vida no trabalho", alude-se Iúri Novaes Luna, pesquisador do Núcleo de Pesquisa Trabalho e Subjetividade (NPTS) da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul).

Isso também quer dizer que as profissões não são mais estanques. Um profissional pode ter que se adaptar a novas realidades de tempos em tempos. Os departamentos dentro das empresas modernas podem se modificar e esses trabalhadores terão que se adaptar aos novos desafios propostos, ou então procurar novos caminhos. "É aí que ser um profissional multidisciplinar é importante", expõe Cordiolli. "Quanto mais generalista é a formação, maior o raio de ação desse profissional. Dessa forma, o trabalhador pode assumir novas responsabilidades rapidamente, seja dentro da mesma empresa, seja em outra."

"Esse profissional multidisciplinar ou generalista pode se adaptar para trabalhar em várias áreas e resolver problemas diferentes. Mas ainda é preciso não deixar de lado as formações especializadas. Não basta ser um ou outro: quem está se preparando para o mercado de trabalho atual precisa estar atento a essas duas facetas da sua formação", diz Novaes Luna.

Faculdade, especialização, pós-graduação...

As diversas áreas do conhecimento estão também mais dinâmicas e quem está em um curso superior precisa se conformar: entre a entrada e a saída da faculdade, o mercado irá mudar, e a profissão que escolher já terá novidades que você não estudou. Portanto, a especialização ou uma pós-graduação são caminhos naturais. "É cada vez mais comum que os alunos saiam da faculdade com uma pós-graduação em mente. Isso porque a pós está tendo o papel de redirecionar ou reforçar as carreiras escolhidas pelos jovens profissionais. A faculdade garante uma ‘âncora’ no mercado imediato – e ganhos econômicos iniciais –, mas outras qualificações são necessárias para garantir uma carreira profissional no longo prazo", salienta Cordiolli.

Ademais, há uma necessidade cada vez maior de uma formação que não passa pelas instituições de ensino. Uma boa formação cultural é deveras valorizada em candidatos a novos empregos. Para Cordiolli, "ler um livro, ir ao teatro e ler o jornal diariamente são atitudes decisivas em um mundo onde as mídias sociais – uma nova TIC – têm um papel de destaque crescente. Tudo que auxilie na socialização com outras pessoas é importante".

Coaching, mentoring e a importância da orientação profissional constante
Com tantas responsabilidades assumidas pelos trabalhadores, uma característica necessária para enfrentar o mercado de trabalho atual é uma postura empreendedora ativa. Afinal, também não há mais departamentos de recursos humanos que indiquem o que fazer. A autonomia sobre o que fazer e as decisões sobre a própria carreira são do próprio profissional.

Não à toa é mais comum atualmente a figura do orientador profissional, conhecida por muitos alunos que cursam o final do ensino médio. A orientação profissional de um indivíduo já inserido no mercado de trabalho, por sua vez, é chamada de coaching ou mentoring. "As posições profissionais são mais autônomas agora e esses novos trabalhadores precisam estar preparados para mudanças relativamente rápidas nas carreiras. Dessa forma, o ideal é não esperar um momento para fazer as mudanças, não depender das empresas para organizar a própria vida. Coacher ou mentor, os profissionais envolvidos no processo são importantes para o plano pessoal nesse sentido", diz Novaes Luna. "Não existe mais a pergunta ‘onde você imagina estar daqui a dez anos?’. Hoje, se pergunta sobre os planos para os dois ou três próximos anos", brinca Cordiolli.

Philippe Perrenoud e Domenico De Masi falam sobre educação na atualidade para a Revista Gestão Educacional

12/09/2011

Futuro Eventos (Revista Gestão Educacional)

A realização da EDUCAR/EDUCADOR 2011, em maio deste ano, abordou vários aspectos da realidade da educação e teve grande repercussão na mídia pela presença de conceituados educadores do Brasil e do exterior. No mês de agosto, a Revista Gestão Educacional publicou as ideias e reflexões de dois sociólogos e palestrantes do evento: O italiano Domenico De Masi e o suíço Philippe Perrenoud. Em entrevista, Domenico De Masi discutiu o conceito do "ócio criativo" que estimula a criatividade dos alunos para os estudos e para a vida. Em reportagem, foram destacadas as reflexões de Philippe Perrenoud sobre os desafios de criar na sociedade uma cultura educacional condizente com as diferentes realidades sociais.

Em 2012, a EDUCAR/EDUCADOR será realizada de 16 a 19 de maio, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo.

Confira as matérias publicadas na Revista Gestão Educacional:

Criatividade é fundamental para a educação, com Domenico De Masi

Reflexões sobre a desigualdade educacional, com Philippe Perrenoud

Pais tigres e pais pandas

Os limites são necessários e cabe aos pais estabelecer quais faixas devem ser mais estreitas, quais mais largas, de acordo com suas convicções e modelos, respeitando as características individuais da personalidade do filho e as suas inteligências múltiplas (Gardner).

O livro Grito de Guerra da Mãe Tigre relata a saga da autora Amy Chua ao educar as duas filhas, hoje com 15 e 18 anos. Amy é descendente de chineses e professora na prestigiada Universidade de Yale, EUA. Foi contumaz em seu objetivo: criar filhas bem-sucedidas na escola, para que o sejam na carreira profissional. Suas exigências eram contundentes: qualquer nota inferior a dez é porque não se esforçou o suficiente; nada de tevê ou games no computador; só participar de atividades esportivas ou recreativas com chance de medalha, de ouro, é claro; não brincar e muito menos dormir na casa das amigas; atividades extracurriculares, somente as escolhidas pela mãe; tocar obrigatoriamente dois instrumentos, desde que seja violino e piano; etc.

Aos pais tigres, rudes, severos e opressores contrapõem-se os pais pandas, desmedidos no elogio, ternura, conforto. Mínimas exigências, muitos presentes em vez de uma presença com ensinamentos e dedicam horas relatando os prodígios do filho. Acima de tudo o afeto e exacerbam nos encômios para manter elevada a autoestima. Geram expectativas irreais e certamente, quando adulto, o seu rebento será acometido de desmesuradas frustrações, pois as pessoas e as empresas pouco ou nada valorizam a autoestima sem o complemento do esforço, trabalho, disciplina e determinação.

O livro de Amy, já traduzido em mais de 30 países, polemizou ao extremo, e os debates emanaram calor, mas também fachos de luz sobre a mais difícil das artes: educar filhos. A tiger-mon, uma típica representante do amor exigente, acredita em suas convicções e assevera que, para a cultura chinesa, os filhos são fortes, aguentam uma rotina espartana de estudos, enquanto os ocidentais (os americanos, em particular) os pressupõem frágeis, e qualquer gesto duro pode traumatizá-los.

Até onde a vista alcança, ter sido igualmente exigente com as duas filhas, sem se importar com suas individualidades, talvez tenha sido o maior dos erros. A mais velha, Sophia, reconhece no New York Post que “agora, com 18 anos, (...) quase deixando a caverna do tigre, sou grata pela maneira que meus pais me educaram e não sofri com todas as pedras e flechas da mãe-tigre. Você nos ensinou que precisamos de esforços em tudo, até para sermos criativos. Desejo viver uma vida significativa e viver plenamente é saber que tentei atingir com o corpo e a mente, os limites do meu potencial. Se eu morresse amanhã, morreria com o sentimento que vivi a minha vida em 110%.”

No entanto, os rigores com um mínimo de liberdade promoveram intensa revolta na filha mais nova, Louisa, a partir dos 13 anos. Forçada pela mãe a comer uma iguaria que não lhe apetecia, em um bistrô de Moscou, arremeteu furiosamente um copo no chão, sob os gritos “eu te odeio”. Este e outros episódios de confronto fizeram com que a mãe-tigre fosse mais concessiva.

Ser exigente sem ser extremado. Quando exercida com equilíbrio, a autoridade é uma manifestação de afeto. E é relevante que nós pais tenhamos no intelecto e no coração um preceito consensual entre os educadores: foi-se o tempo das exigências padronizadas. A suprema sabedoria é cobrar resultados, respeitando a individualidade e promovendo as potencialidades e limitações dos filhos.

Reconheço o quão difícil é a prática e, em tom de gracejo, costumo dizer aos pais da escola, com dois ou mais filhos: antes de nascerem, eles já combinaram de um ser diferente do outro, para aborrecer pai e mãe.

Jacir José Venturijacirventuri@hotmail.comDiretor de escola, foi professor do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Pré-vestibular, da UFPR e PUCPR.

Erradicação do analfabetismo some do plano plurianual de metas de Dilma

Objetivo não aparece na proposta detalhada de metas do governo até 2015

ESTADÃO

Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso.

Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".

O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do Brasil Maior. O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo. Ao Estado, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.

Medidas. A declaração da presidente pode ser revista na internet. Data de 26 de setembro de 2010. Em debate com os demais candidatos ao Planalto, dias antes do primeiro turno das eleições, na TV Record, Dilma afirmou: "Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de fato de acabar com ele".

A principal ação do governo federal para combater o analfabetismo é o programa Brasil Alfabetizado, criado no início do governo Luiz Inácio Lula da Silva, com gastos de meio bilhão de reais só no ano passado, com mais de um milhão de alunos por ano, cita Haddad. O programa deixa de fora a maioria dos analfabetos absolutos do País porque não consegue atingi-los e porque faltam turmas de educação de jovens e adultos adequadas a quem já aprendeu a ler e escrever.

"Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar", diz Haddad. O governo trabalha com a meta de reduzir o analfabetismo a 6,7% da população com 15 anos ou mais até 2015.

Haddad prevê ajustes no Brasil Alfabetizado, como uma ênfase maior à educação na zona rural. Outra questão a ser resolvida é a necessidade de alfabetizar quem trabalha e não disporia de tempo para frequentar os cursos, de seis meses de duração.

O Brasil Maior diz que a meta é atingir, até 2015, o ponto intermediário da meta definida pelo Plano Nacional de Educação até 2020, de erradicar o analfabetismo, assim como reduzir pela metade o analfabetismo funcional, problema que atinge outros 20,4% da população jovem e adulta.

O plano diz que os objetivos devem ser perseguidos mediante parcerias entre União, Estados e municípios.

TRÊS MOMENTOS
"Eu quero acabar com o analfabetismo e quero medidas práticas e concretas e não pura e simplesmente que a gente discurse contra ele. Quero de fato, tenho compromisso de acabar com ele."

Dilma Rousseff, CANDIDATA, EM 2010

"Reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes."

Plano Brasil Maior, DO GOVERNO DILMA, COM METAS ATÉ 2015

"Não me lembro dessa declaração... Não é tarefa simples, primeiro a pessoa deve querer se alfabetizar."

Fernando Haddad, MINISTRO DA EDUCAÇÃO, SOBRE O COMPROMISSO DE CAMPANHA DE DILMA

MT- Sul-americano em Cuiabá

DA REDAÇÃO

Parceria entre a Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal - Fifa 2014 (Agecopa) e a Secretaria de Esportes, por meio do Fundo de Desenvolvimento Desportivo do Estado de Mato Grosso (Funded-MT) garante a realização, em Cuiabá, do Campeonato Sulamericano de Voleibol adulto masculino, de 19 a 25 deste mês. A competição será realizada no Ginásio Poliesportivo "Aecim Tocantins", no bairro Verdão.

Participarão do evento sete países da América do Sul: Brasil, Uruguai, Argentina, Colômbia, Paraguai, Chile e Venezuela. O valor do patrocínio é de R$ 600.000,00. O acordo foi firmado pelo presidente da Agecopa, Éder de Moraes Dias, e o secretário Carlos Antonio de Azambuza.

UFMT seleciona professor substituto para a área de animais silvestres

Redação 24 Horas News

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece uma vaga para professor substituto na Faculdade de Agronomia, Medicina Veterinária e Zootecnia (Famev), Campus de Cuiabá. A área oferecida é Embriologia e Produção de Animais Silvestres. Os candidatos devem ser graduados em Medicina Veterinária, ter disponibilidade para trabalhar em regime de 40 horas, no período matutino e vespertino.

As inscrições poderão ser feitas nos dias 26 e 27 de setembro. Os interessados deverão procurar a secretaria do Departamento de Ciências Básicas e Produção Animal da Famev, das 14h às 17h, munidos de documentação pessoal, cópia do diploma, histórico escolar, curriculum-vitae documentado e declaração de que o candidato não foi contratado nos últimos 24 meses por instituição federal de ensino superior.

O processo de seleção será realizado nos dias 28 e 29 de setembro. Os candidatos serão avaliados por meio de análise de currículo, prova didática e entrevista.

Mais informação pelo telefone (65) 3615-8652 ou 3615-8614.

Nacional - Governo deixou erradicação do analfabetismo de lado

Agência Estado

Com quase 14 milhões de brasileiros sem saber ler nem escrever um bilhete simples, a presidente Dilma Rousseff deixou de lado o compromisso de campanha de erradicar o analfabetismo no País. O objetivo não aparece no Brasil Maior, o plano plurianual com as metas detalhadas do governo até 2015, recentemente enviado pelo governo ao Congresso.

Onze meses após a presidente ter assumido o compromisso em um debate na televisão, a erradicação do analfabetismo saiu de cena. Em seu lugar, o governo se compromete agora a "reduzir a taxa de analfabetismo, especialmente entre as mulheres, a população do campo e afrodescendentes".


O problema não é com a palavra erradicação, que se repete com frequência nos documentos do "Brasil Maior". O plano plurianual fala em erradicar a extrema pobreza, prioridade do governo, e também se compromete com a erradicação do trabalho infantil, do trabalho escravo, do sub-registro de nascimento, de pragas vegetais, doenças animais, da mosca da carambola e até de casos de escalpelamento.


O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que o compromisso do governo, fixado no Plano Nacional de Educação (PNE), é erradicar o analfabetismo até 2020. "É uma tarefa árdua", calcula o ministro, com base nos resultados obtidos até aqui de lenta redução do analfabetismo.


À reportagem, ele alegou que não se lembrava de ter ouvido Dilma assumir compromisso com o fim do problema, que ainda atinge quase 10% da população de jovens e adultos no País.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Dossiê de alunos e professores denuncia situação da educação em MT

Redação 24 Horas News

O Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) entregou nesta sexta-feira, 16, cartas e dossiês de alunos e professores de todo o Estado em que denunciam as condições precárias das instituições de ensino. O material foi entregue na Assembleia Legislativa e no Ministério Público Estadual (MPE).

“Nós estamos em mobilização por educação de qualidade em Mato Grosso; estamos fazendo a nossa parte”, afirma Jocilene dos Santos, secretária-geral do Sintep.

A vice-presidente do Sintep, Vânia Miranda, acrescenta que a greve está suspensa, mas a luta continua. “Estamos fazendo a nossa parte para garantir que todo cidadão tenha acesso à educação de qualidade. O resultado do Enem, divulgado recentemente, é reflexo do ensino público no Estado: entre os estabelecimentos de ensino que tiveram desempenho inferior à média nacional na prova objetiva, 96% são públicos”.

Vânia Miranda conta que as cartas e dossiês abordam desde as condições de estrutura das escolas, falta de pessoal efetivo, equipamentos, entre outros assuntos. “O interessante é que eles não trazem somente reclamações. Trazem também sugestões aos deputados”. Esta é a segunda remessa entregue aos gestores.

“Já entregamos uma parte durante a vigília realizada no dia 12 de setembro. A partir de agora, vamos cobrar providências para que o governo do Estado invista mais em Educação” - ressalta.

MT- Formação debate práticas de rádio e jornal nas escolas

Redação 24 Horas News


Uma simulação da rádio escola da unidade estadual Zélia Costa de Almeida levou para o público presente no 2º Encontro de Formação em Educomunicação uma pequena dose do trabalho desenvolvido pelos estudantes. Na apresentação os locutores passaram dicas para melhorar alimentação e a qualidade de vida dos cidadãos, abordaram o resultado do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e deram uma palhinha para a realização do Fórum.

A rádio ZCA, funciona na escola desde 2008 e foi o modelo apresentado no início dos trabalhos do seminário, nesta sexta-feira (16/09), no Hotel Mato Grosso Palace, organizado pela Coordenadoria de Projetos Educativos (CPE) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT).Participam cerca de 120 profissionais da educação de um total de 16 municípios de Mato Grosso.

Durante todo o dia serão realizadas oficinas e debates sobre as metodologias aplicadas para o desenvolvimento dos projetos das rádios e de jornais impressos. Direitos autorais, a operacionalização dos equipamentos para as rádios, seleção de imagens, a edição dos jornais, serão temas debatidos.

A técnica da coordenadoria de Projetos Educativos, Marli Goveia de Oliveira, esclareceu que o Ministério da Educação disponibilizou recursos para a implantação do Educomunicação e coube a Seduc ofertar os profissionais da área de linguagens para capacitação técnica e pedagógica para emprego da nova ferramenta de trabalho nas unidades escolares.

Segundo ela, o processo somente pode ser concretizado em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). O conceito do projeto Educomunicação propõem que professores e alunos sejam os gestores da comunicação, conseguindo ampliar o espaço das ações no âmbito da comunidade escolar.

“Nosso aluno constrói o conhecimento diariamente e os profissionais especializados são fundamentais nesse processo”, finalizou a secretaria de estado de educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, durante abertura do evento.

BOAS PRÁTICAS

Na Escola Estadual Professor Demétrio Costa Pereira, de Cáceres, 25 alunos - educomunicadores - participam diretamente do trabalho de confecção de programas e operacionalização da rádio. A professora Raquel Cecília Carvalho Borges explica que desde 2004 tiveram início os estudos para implantação da proposta pedagógica.

Ela explica que os trabalhos são divididos por temáticas. “Mídias são preparadas e apresentadas a todos os alunos. Das letras das músicas há apresentações culturais, além de trabalharmos o rádio nos momentos cívicos. Percebemos que o envolvimento possibilita maior interação com as propostas de atividades da escola, além de ampliar a capacidade de concentração”. A unidade atende a 1,2 mil alunos.

Participam das atividades profissionais dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Alta Floresta, Aripuanã, Barra do Bugres, Barra do Garças, Cáceres, Guarantã do Norte, Jaciara, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Santo Antônio do Leverger, São Félix do Araguaia, Sinop, Tangará da Serra, Vila Bela da Santíssima Trindade.

MEC não pode obrigar universidades a usarem o Enem, diz Haddad

Brasília

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta sexta (16) que o governo não pode obrigar as instituições de ensino superior a adotarem o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de seleção.
“Nós temos que respeitar a autonomia universitária. Não podemos obrigar uma instituição a adotar o Enem em substituição ao vestibular”, disse o ministro ao ser perguntado sobre quando as universidades públicas paulistas vão começar a usar o exame como forma de seleção.

Ele ressaltou que a participação dos estudantes no Enem em cada estado tende a aumentar quando as universidades públicas locais passarem a adotar a prova.

“A Unicamp [Universidade Estadual de Campinas] já esboçou uma primeira reação e reservou algumas vagas para os alunos das melhores escolas públicas da cidade no Enem. São grandes instituições que estão entre as melhores do Brasil e nós temos que manter o diálogo para verificar uma boa forma de utilização do Enem”, disse Haddad durante entrevista ao programa de rádio Bom Dia, Ministro, da EBC Serviços em parceria com a Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Haddad afirmou que a tendência é que a utilização do Enem pelas universidades aumente a cada ano, o que faria crescer também o número de participantes da prova. Atualmente o exame é voluntário. Em 2010, 56% dos alunos concluintes do ensino médio participaram da avaliação. O candidato pode utilizar a nota do Enem para disputar as vagas de universidades públicas que são disponibilizadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). No primeiro semestre de 2011, foram oferecidas 83 mil vagas em instituições públicas de ensino superior. A prova também é pré-requisito para conseguir uma bolsa de estudos do Programa Universidade para Todos (ProUni).

Sobre o Enem de 2011, cujas provas serão aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro, o ministro disse que o MEC está “agregando inteligência ao processo” para que não se repitam os erros ocorridos nas edições passadas. Em 2009, um caderno de provas foi roubado da gráfica que imprimia o material às vésperas da aplicação do exame, levando ao adiamento da prova. No ano passado, erros de impressão em alguns cadernos de prova levou o ministério a reaplicar as provas a um grupo de cerca de 4 mil alunos.

“Estamos exigindo mais profissionalismo das pessoas envolvidas e agregando inteligência ao processo. Neste ano temos uma empresa de gerência de riscos no processo e o Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial] está participando da certificação das etapas no que diz respeito à segurança. É um projeto em escala monumental. Em número de inscritos só perdemos para o Enem da China [prova de ingresso nas universidades daquele país]”, comparou.


Edição: Lílian Beraldo


Fonte: Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Ano letivo chega a 1,2 mil horas em alguns países

Brasília

Enquanto no Brasil o ano letivo tem 200 dias, com carga horária de 800 horas, em alguns países da Europa, Ásia e até mesmo América Latina, a jornada chega a 1,2 mil horas anuais, como no México, ou 1,1 mil horas, como na Argentina.

É o que apontou o professor da Universidade Católica do Chile, Sérgio Martinic, durante o Congresso Internacional Educação: uma Agenda Urgente, que discutiu o assunto. Esta semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que o governo pretende ampliar o tempo de permanência do aluno da escola, mas ainda estuda se isso será feito pelo aumento do número de horas diárias ou dos dias letivos.

Martinic ressaltou, entretanto, que o tempo de permanência na escola não é determinante na melhoria da aprendizagem. O sucesso escolar depende também de outros fatores, como a infraestrutura e insumos disponíveis, a formação do professor e as tarefas desenvolvidas. Segundo ele, a Finlândia, que tem jornada diária de cinco horas e poucos dias letivos, tem resultados superiores nas avaliações educacionais aos da Espanha ,que tem uma carga diária maior.

“Não se demonstra efetivamente que há uma relação estrita entre qualidade pedagógica e o tempo comprometido. O esforço tem que ser para que o tempo extra seja motivante e comprometa o aluno”, disse Martinic. Ele chamou a atenção também para o fato de que o “tempo oficial” não é integralmente o “tempo da aprendizagem”, já que parte dele é desperdiçado, seja por problemas de disciplina em sala de aula, faltas de alunos e professores, greves ou mesmo eventos climáticos.

Os especialistas que participaram do debate defenderam que é necessária a ampliação da jornada no Brasil. Mas os gestores das redes de ensino lembraram que há dificuldades para cumprir a tarefa, inclusive físicas. Em muitas escolas, há oferta de dois turnos diários – matutino e vespertino –, o que dificulta a ampliação do tempo de permanência do aluno

“A ampliação passa por resoluções de problemas que não são simples, como a merenda, o transporte escolar, o espaço físico, a questão de mais recursos humanos qualificados e também financeiros. A escola hoje tem novas demandas, mas está com o mesmo tempo do passado. Ouço constantemente os professores reclamarem que falta tempo para cumprir os conteúdos”, disse a professora Yvelise Arco-Verde, professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e ex-secretária de Educação daquele estado.

O ex-prefeito de Apucarana (PR), Valter Pergorer, relatou a experiência do município. A cidade, segundo ele, conseguiu implantar educação em tempo integral para 100% da rede pública. A ampliação foi possível porque a prefeitura contou com a parceria de organizações da sociedade civil, como clubes, igrejas e grupos culturais, para que fossem oferecidas atividades aos alunos da rede no turno contrário ao das aulas.

“Não dá para ficar esperando tudo estar pronto para começar. É preciso começar do jeito que a gente está [com a infraestrutura disponível]”, assinalou Pergorer. “O prefeito tem que ter vontade política e combinar com o povo, nós fizemos um pacto pela educação com a comunidade. E o custo é relativo, é uma questão de prioridade. O buraco na rua incomoda, mas incomoda mais a perspectiva da criança virar um marginal lá na frente.”


Edição: João Carlos Rodrigues

Fonte: Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Projeto torna obrigatória certificação de material escolar

A Câmara analisa o Projeto de Lei 972/11, do deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), que obriga os fabricantes de material escolar destinado a crianças de até 12 anos a certificar esses produtos, para garantir que não apresentem riscos à saúde.

Conforme a proposta, a certificação deve ser feita por órgão público e será requisito para a comercialização do material.

Fabricantes, distribuidoras ou comerciantes que descumprirem a lei estarão sujeitos a multas de R$ 5 mil a R$ 50 mil. Em caso de reincidência, o valor será dobrado.

Rodrigues argumenta que os riscos dos materiais escolares para as crianças são, basicamente, toxicológicos e físicos. “Os toxicológicos ocorrem no contato da criança com as substâncias utilizadas na fabricação de produtos como cola, corretivos e tintas. Já os físicos são decorrentes de materiais pontiagudos ou cortantes, como apontadores e réguas”, afirma.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.


Reportagem – Maria Neves
Edição – Wilson Silveira

Agência Câmara de Notícias

TCU autoriza pagamentos para realização do Enem 2011

Brasília

O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a liberar pagamentos à Fundação Universidade de Brasília (FUB) para realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A decisão é da quarta (14), mas foi divulgada apenas na última sexta (16) no site do TCU.
Em agosto, o tribunal suspendeu os pagamentos à FUB por indício de sobrepreço na aplicação do exame e pelo fato de a fundação ter sido contratada sem licitação.

No decorrer do processo, o Inep informou por que o custo do Enem 2011 superou em 30% o valor do ano passado. Segundo o instituto, isso se deve ao fato de que foi preciso investir na área de segurança e sigilo do exame. Ainda de acordo com o Inep, caso ainda haja sobrepreço, os valores poderão ser compensados em 2012.

O TCU entendeu que a suspensão dos pagamentos do contrato poderia comprometer o Enem 2011, marcado para os dias 22 e 23 de outubro, tendo em vista as várias etapas executadas e a inscrição de 5,3 milhões de estudantes.

Edição: João Carlos Rodrigues


Fonte: Da Agência Brasil