segunda-feira, 4 de março de 2013

Cordel - T E C N O L O G I A



Palavra do grego vem
Estudo, arte, ofício
Papiro, arado tem.
Tudo que o homem cria.
É a escrita também.
Isso é tecnologia
Isso é evolução...              
               II
Árvore, pedra, papel
Seja o suporte qualquer
A escrita é magia
Não importa que tempo é
Registro de gerações
Toda mudança requer.
             
             III
Aprender a falar
É diferente de escrever
Se altera pelo tempo
Sem esta dá para viver
Nas sociedades ágrafas
Escrita não é poder.
               IV
No contexto grafocêntrico
Vale a mediação
Resolução das demandas
Escrita é solução
É a prática social
De cada situação.
               V
E a pintura rupestre
Forma de escrita, será?
Nas pinturas faltam códigos
Para sentido lhes dar
Indícios tecnológicos
Para a escrita apontar.
             VI
O sistema cuneiforme
Antigo na humanidade
Contar rebanhos servia
Depois surgiram as cidades
Porém no antigo Egito
Conduzia à eternidade.
               VII
Já a escrita chinesa
Pouco se modificou
Foi o papel e a tinta
Que o povo chinês criou
Do sistema alfabético
O grego foi o inventor.
               VIII
A escrita alfabética
Do italiano e inglês
Também foi adotado
No alemão e português
Entre outras mais se encontram
O espanhol e o francês.

          IX
Lá na Idade Média
Surgiu o monge copista
Fazia propagação
Do sistema era artista
Recolhido no mosteiro
Era especialista.
               X
Mil quatrocentos e cinquenta
Tempo da grande invenção:
Imprensa de Gutenberg
Um ourives alemão.
O sistema alfabético
Teve consolidação.
              XI
Com o século XIX
Veio a máquina de escrever
E com o passar do tempo
Computador e TV
Notebook, internet
Tem muito mais pra se ver.
              XII
Chega o século XXI
Com a virada digital
A internet? Livro impresso?
Qual o melhor, afinal?
Cada um tem seu valor
Vale a prática social.
 
              XIII
A escrita é processo
Deve ser compartilhada
Como prática social
Deve ser realizada
O quê? Para quê?
Onde será adequada?
 
Matilde Pontes Natal, RN matildepontes60@gmail.com

Desumanidade gera desumanidade


Autor: José de Paiva Netto

No meu estudo “Cidadania do Espírito”, comento:

Desumanidade gera desumanidade. Aí está, em resumo, a explicação do estado atual nas diversas regiões do planeta. Porém, com a riqueza de nosso Espírito, podemos edificar um amanhã mais apreciável. Entretanto, nenhuma reforma será duradoura se não houver o sentido de Caridade, o respeito ao cidadão e o bom comando das gentes, atuando na Alma. Todavia, para que isso realmente ocorra, é necessário que estejamos integrados em Deus, que é Amor, portanto, Caridade. Sem essa providência e perseverança nela, como preconiza Jesus, possivelmente nem saberíamos por onde começar. A integração verdadeira em Deus e em Sua Lei, expressa pelo Divino Mestre no Seu Novo Mandamento, é a reforma que falta ter início. Disse Jesus: “Novo Mandamento vos dou: Amai-vos como Eu vos amei. Somente assim podereis ser reconhecidos como meus discípulos, se tiverdes o mesmo Amor uns pelos outros. O meu Mandamento é este: que vos ameis como Eu vos tenho amado. Não há maior Amor do que doar a própria Vida pelos seus amigos. Porquanto, da mesma forma como o Pai me ama, Eu também vos amo. Permanecei no meu Amor” (Evangelho segundo João, 13: 34 e 35, 15:12, 13 e 9º)



SUPREMO PODER DA ALMA

Caridade é a comprovação do supremo poder da Alma ao construir épocas melhores de vida (material e espiritual) para as criaturas e seus países, os Cidadãos do Espírito. Não existe maior inspiração para a boa política do que ela, seguida pela Justiça aliada ao Bem. Absurdo?! O tempo mostrará que não. Resta às multidões aprender em definitivo a enxergar essa realidade e desenvolver o sentido de compaixão. Assim, com o passar das eras, o mundo abandonará a doença que, pelos milênios, lhe tem feito tanto mal: a pouca atenção que dá à força do Amor Fraterno, “princípio básico do Ser, fator gerador de Vida, que está em toda parte e é tudo”.

Sobre o sublime ato de se doar ao próximo e suas consequências sociais, assim se manifestou o pensador político francês Alexis de Tocqueville (1805-1859), autor de “A democracia na América”: “A caridade dos indivíduos se dedica às maiores misérias, procura o infortúnio sem publicidade e, de maneira silenciosa e espontânea, repara os males. (...) Pode produzir somente resultados benéficos. (...) Alivia muitas misérias, sem produzir nenhuma”.

O ato de escrever


Autor: Gabriel Novis Neves

A grande emoção de quem tem o hábito de escrever - quer seja um artigo, uma crônica ou um livro - é entregar a sua produção imediatamente para adoção.

Nesse sentido, a arte de escrever é um ato de pura doação.

Como os filhos que lançamos ao mundo, após julgá-los aptos, assim os textos produzidos ganham vida própria e também são lançados ao mundo. São amados ou não, na medida em que consigam tocar àqueles que os leem.

Essa é a beleza do ato da criação. Ambos, se aprisionados, fenecem antes do total florescimento.

Quantos diários ocultos poderiam ter se tornado importantes obras literárias! As ideias, como as pessoas, só florescem na liberdade.

O ser encarcerado pelos seus pensamentos, o máximo que consegue é transformá-los em toxinas, na maioria das vezes altamente prejudiciais ao nosso organismo.

Na criação das ideias a posologia é totalmente livre, enquanto os efeitos colaterais são sempre surpreendentes.

Teremos os nossos textos tanto mais adotados quanto maior empatia conseguirmos com os nossos interlocutores silenciosos que, no âmago da sua solidão, passam a dialogar conosco os seus pontos mais ocultos.

Formadores de opinião, nem sempre, mas a tentativa de um pensamento mais reflexivo é sempre a meta.

O mundo não é importante só por sua existência, mas, principalmente, pelos bastidores que movimentam esse mundo e o imenso caldeirão de emoções daí decorrentes. Nesse sentido nos diferenciamos dos outros animais, que não transformam o que está à sua volta.

Enfim, na doação da palavra escrita temos por único objetivo agradecer aos que nos leem. Agradecer as inúmeras palavras carinhosas recebidas e reafirmar que, eles sim, são os responsáveis por essa nossa catarse, talvez mais produtiva para nós que para eles.

Inúmeras são às vezes em que nos regozijamos com manifestações de alegria por termos colocado em palavras pensamentos que, no seu silêncio sepulcral e frequentemente culpado, originava conflitos de fácil solução.

Sorte daqueles que através da comunicação, conseguem fazer essa conexão energética com seus irmãos planetários.

Esperamos continuar nessa tarefa, enquanto palpitar nosso coração.


Gabriel Novis Neves

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A escola sem seu lugar


Unidade da rede municipal do Rio deverá ser demolida para a construção de quadras de aquecimento que serão usadas na Copa e na Olimpíada. Pais ainda não têm informação oficial sobre onde devem matricular seus filhos



Deborah Ouchana



Em meio a tantas críticas quanto à realização dos dois maiores eventos esportivos do mundo no Brasil - a Copa do Mundo, em 2014, e as Olimpíadas, em 2016 - a resposta de representantes do governo visa sempre ressaltar os benefícios que os acontecimentos podem trazer ao país-sede. Para alunos, professores e pais da Escola Municipal Friedenreich, no Rio de Janeiro, essas vantagens, no entanto, estão longe de se tornar uma realidade.

Localizada ao lado do estádio do Maracanã, a escola, considerada a sétima melhor do estado, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), será demolida para dar lugar a quadras de aquecimento para atletas. A construção está prevista no projeto de reformas do complexo.

Os rumores sobre a demolição da escola começaram em 2009. Na época, um grupo de pais se mobilizou e acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que abriu um inquérito, no qual representantes do município e do estado informaram que os serviços prestados no contrato de Elaboração de Projeto Executivo e Execução de Obras de Reforma e Adequação do Complexo do Maracanã não incluiriam nenhuma intervenção na escola.

Segundo nota publicada no site do MPRJ, a informação foi confirmada pela Secretaria de Obras do Estado no dia 28 de agosto deste ano, resultando no arquivamento da ação. Já a Secretaria Estadual de Obras disse que nunca se manifestou a respeito da demolição da escola e que é responsável apenas pelas obras do estádio do Maracanã. Segundo a assessoria de imprensa da secretaria, o órgão responsável pelo assunto é a Casa Civil.

Entretanto, em outubro de 2012, a comunidade escolar foi pega de surpresa ao ler a minuta do edital de concessão do Maracanã, pela qual foi informada de que a demolição da escola era certa. Em 21 de novembro, o Ministério Público propôs uma Ação Civil Pública com o objetivo de evitar a demolição da Escola Municipal Friedenreich e garantir que suas atividades sejam mantidas durante o próximo ano.

Segundo a Promotora de Justiça Bianca Mota de Moraes, a confirmação ocorreu às vésperas do encerramento das matrículas para 2013. "No site da Secretaria Municipal de Educação não há uma nova localidade onde os pais possam matricular seus filhos. Não é apresentada qualquer destinação concreta, com prazo e endereço definidos para as novas instalações", afirmou em nota.

Em resposta à Educação, a Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro informou que a proposta da prefeitura e do governo do estado é que a escola passe a funcionar no prédio da antiga escola de veterinária do Exército, em São Cristóvão, ou em alternativas propostas pela equipe da unidade escolar. A Secretaria diz que não vai transferir os alunos antes que o prédio esteja totalmente adaptado para recebê-los. Afirma ainda que a estrutura pedagógica, a direção e todo o corpo docente da escola serão mantidos.

Em nota, a assessoria da Casa Civil informou à nossa reportagem que "a demolição da escola faz parte do projeto que visa transformar o Complexo do Maracanã em um grande centro de entretenimento e é necessária para que o estádio atenda às necessidades de escoamento e circulação de público nos padrões internacionais seguidos por esses eventos esportivos".

Ao contrário do que informou a Secretaria Municipal de Educação, a Casa Civil afirma que já está definido, de comum acordo com a prefeitura, que a escola será transferida para a antiga escola de veterinária do Exército. As adaptações do prédio ficarão a cargo da empresa que vencer a licitação de reforma do Maracanã.

Uma das reclamações dos pais é a falta de diálogo entre a Secretaria e a comunidade escolar. Segundo Carlos Ehlers, membro da comissão de pais, ainda não foi dada nenhuma resposta oficial e as informações chegam apenas pela mídia. "Eu particularmente quero um diálogo direto com a Secretaria de Educação", afirma.

"As aulas terminaram dia 30 e nós saímos de lá sem nada concreto. Não sabemos para onde a escola vai, nem quando. Temos de considerar que é final de ano letivo e precisamos de um tempo hábil para nos organizar", acrescenta Carolina Martins Araújo, mãe da aluna Juliana Araújo Ribeiro, do 4° ano do ensino fundamental. A maior preocupação dos pais no momento é que a escola seja demolida durante o período de férias e as crianças e professores sejam remanejados para outras escolas do bairro, o que, para Carlos e Carolina, levaria a um esvaziamento da proposta pedagógica da escola e à total perda de sua identidade. A proposta dos pais é que a escola permaneça no mesmo local em 2013 e que essa transição seja feita com maior responsabilidade, garantindo que, mesmo em outro prédio, a escola continue existindo.

VIGÍLIA

Para evitar a demolição, o movimento social Meu Rio lançou uma carta de apoio aos pais e alunos da Friedenreich que já conta com mais de 17 mil assinaturas. Segundo Daniela Orofino, coordenadora da campanha, mesmo com o grande número de adesões o governo ignorou o pedido da comunidade de retirar a escola do edital de concessão do Maracanã.

Por conta da chegada das férias, surgiu a ideia de criar a campanha Guardiões da Friedenreich, uma plataforma de monitoramento online com transmissão de vídeo, em tempo real, da entrada da escola para que ela seja monitorada 24 horas por dia. Ao todo são 1.360 pessoas inscritas. "Se os tratores chegarem, nós acionamos por mensagem de texto no celular todos os guardiões para formarem uma barreira humana em torno da escola", explica Daniela.

A coordenadora da campanha acrescenta ainda que as soluções apresentadas pelo governo não atendem às necessidades da comunidade escolar, além de não passarem de promessas sem nenhuma garantia legal. "Estão divulgando uma imagem aérea onde a distância entre a Friedenreich e o novo prédio em São Cristóvão parece ser pequena. Mas, na verdade, entre as duas localizações existe todo o Maracanã e uma linha de trem. Além disso, São Cristóvão tem muito menos acesso por transporte público", garante.

ESCOLA MODELO

O professor de história e filosofia da rede particular Carlos Ehlers é um dos pais que estão na linha de frente pela defesa da Escola Municipal Friedenreich. Carlos conta que mantém um vínculo social forte com a escola, mesmo com suas filhas já não estudando mais lá. A mais velha terminou o ensino fundamental 1 no ano passado e a mais nova deixa a escola neste ano, já que ela funciona apenas da educação infantil até o ensino fundamental 1.

"A principal diferença da Friedenreich é um projeto pedagógico em que os pais têm uma participação muito direta. A escola sempre abriu as portas para ouvir as demandas da comunidade, o que levou à nossa integração em identificar problemas e tomar medidas para melhorar. Isso foi um processo de 10 anos que levou a resultados excelentes", afirma enfático.

Carolina Martins Araújo, mãe da aluna Juliana Araújo Ribeiro, do 4° ano, e do ex-aluno David Araújo Ribeiro, também ressalta sua satisfação com a escola. "Minha filha tem, além do currículo regular, oficinas de vídeo, teatro, música, aula de inglês, sala de leitura. Atualmente, 8% dos alunos são portadores de necessidades especiais e contam com uma sala de recursos. É uma comunidade escolar muito coesa que faz um trabalho bonito, com muito esforço e empenho dos professores", ressalta.

A escola, que recebe todos os dias quase 400 alunos, tem meio século de existência. Seu nome é uma homenagem ao jogador de futebol Arthur Friedenreich (1892-1969). "A escola simboliza toda a história cultural e futebolística em torno do Maracanã. Tirá-la de lá seria a mesma coisa que pegar o Pão de Açúcar e colocar em outro ponto da cidade. A escola não é um problema; é uma solução. O Maracanã tem que se adaptar a ela", aponta Carlos.

"Eu estou na Friedenreich há sete anos. Nós percebemos uma série de trabalhos que vão sendo construídos. O governo fala que preza pela educação, mas não se predispõe a cuidar e manter o que está sendo feito", lamenta Carolina.



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas


Mais de 70% das instituições de ensino públicas não têm o espaço

R7

O Brasil precisa construir 130 mil bibliotecas até 2020 para cumprir a Lei 12.244, que estabelece a existência de um acervo de pelo menos um livro por aluno em cada instituição de ensino do País, tanto de redes públicas como privadas. Hoje, na rede pública, apenas 27,5% das escolas têm biblioteca.

Para equipar todas as 113.269 escolas públicas sem biblioteca, seria necessária a construção de 34 unidades por dia, segundo um levantamento realizado pelo movimento Todos Pela Educação com base no Censo Escolar 2011. O estudo também faz uma comparação com números do Censo 2008 e mostra que, mesmo as escolas construídas nos três anos seguintes (foram 7.284 novas unidades) não contemplam o espaço: apenas 19,4% dessas novas instituições têm biblioteca.

Os Estados mais carentes são os das regiões Norte e Nordeste, que tradicionalmente têm infraestrutura escolar precária, com escolas que chegam a funcionar em construções sem energia elétrica e saneamento básico. Na rede municipal do Maranhão, por exemplo, só 6% das escolas têm biblioteca.

O que destoa da lista, no entanto, é o aparecimento do Estado de São Paulo com um dos piores resultados do ranking, com 85% das unidades de sua rede pública (escolas estaduais e municipais) sem biblioteca. São 15.084 unidades sem o equipamento. Um enorme prejuízo, se considerado os resultados da edição 2012 da pesquisa Retratos do Brasil, que mostrou que, entre os 5 e 17 anos, as bibliotecas escolares estão à frente de qualquer outra forma de acesso ao livro (64%). Priscila Cruz, diretora do Todos pela Educação, afirma que isso mostra que "só a legislação não é suficiente, porque tem lei que realmente não pega".

Quando se analisa o déficit por nível de ensino, vê-se, ainda, que as instituições de ensino infantil são as mais prejudicadas: enquanto 82% das escolas de ensino profissional e 52% das de ensino médio construídas após 2008 possuem biblioteca, apenas 10% das de ensino infantil têm o espaço.

Uma opção que é um contrassenso, argumentam os educadores, já que é na faixa etária dos 5 anos que a criança está descobrindo a língua escrita e tem de ser estimulada à descoberta e ao gosto pela leitura. No ensino médio, o estudante já teria acesso a outros ambientes de leitura.

Exame de sangue detecta Down em feto de dois meses


Além da síndrome, teste é capaz de avaliar outras cinco doenças genéticas

DO R7

Acaba de chegar ao Brasil um novo exame de sangue que diagnostica a Síndrome de Down e outras doenças genéticas no feto. O teste pode ser realizado a partir da nona semana de gestação e o resultado demora cerca de 10 dias — tempo de envio da amostra até os Estados Unidos, pois a análise não é realizada no Brasil.

Chamado de NIPT – PanoramaTM, o teste é feito por meio de uma pequena amostra de sangue da gestante. Além de saber o sexo do feto, é possível conseguir informações muito precisas das principais doenças cromossômicas, como Síndrome de Down, Síndrome de Patau, Síndrome de Edwards, Síndrome de Klinefelter e Monossomia do X.

O ginecologista Dr. Arnaldo Cambiaghi, diretor do IPGO (Instituto Paulista de Ginecologia e Obstetrícia), comenta que a tecnologia vai trazer mais tranquilidade aos pais que não serão surpreendidos no dia do parto.

— Infelizmente, se o resultado for positivo, o casal terá tempo para se preparar, se informar sobre a doença e criar um ambiente ideal para receber a criança. É importante que fique claro, neste momento, que a interrupção da gravidez é proibida pela lei brasileira e pela ética.

Atualmente, as gestantes que querem saber se o feto tem a doença são submetidas a um exame invasivo chamado amniocentese, ou seja, uma amostra do líquido amniótico é retirada de dentro do útero da mulher e examinada em laboratório. Este processo, que requer a inserção de uma agulha no abdômen, pode resultar em aborto.

Dicas de alimentação para combater o estresse


Consumo de leite e derivados crus

DO MSN

Segundo a médica, o problema do leite não é a lactose, o açúcar, como se costuma discutir, mas uma proteína chamada caseína, que faz do leite e seus derivados inflamatórios para nosso intestino. “O queijo é um dos principais alimentos que é preciso evitar. Quando é descoberto um câncer, quais os primeiros alimentos que o médico corta em uma dieta? Álcool e leite seus derivados crus, justamente por essa ação inflamatória. Quase tudo passa pelo leite, que tem a caseína, inclusive antibióticos, hormônio, por isso o ser humano está cada vez mais doente. É por esse motivo que estamos aumentando a cicunferência de nosso abdômen, celulite, pois nosso corpo está inflamando”, explica a especialista.

UNE quer forró como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade


O mesmo já ocorreu com o frevo no mês passado

DA AGÊNCIA BRASIL

Estudantes pedem que o forró seja reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, a exemplo do que ocorreu com o frevo no mês passado. Na 8ª Bienal de Arte e Cultura da União Nacional dos Estudantes (UNE), músicos e especialistas discutem a importância do ritmo e do grande homenageado do evento, o sanfoneiro Luiz Gonzaga.

O sobrinho de Gonzagão, Joquinha Gonzaga, acredita que com a força do movimento estudantil o forró receberá o reconhecimento. “A importância do forró é muito grande. É uma cultura muito rica, uma cultura que meu tio Gonzaga deixou. Nós estaremos aqui de chapéu de couro na cabeça e sanfona no peito para defender o ritmo”, disse.

O forró é o principal ritmo nativo do sertão nordestino. Popular em todo o Brasil, sua disseminação se deu por meio da intensa imigração dos nordestinos para outras regiões do país. Como patrimônio imaterial da humanidade, o forró será protegido a fim de que permaneça vivo para as gerações futuras. O título é concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A lista de patrimônios culturais imateriais reúne, atualmente, 232 elementos de 86 países.

Os estudantes pretendem entregar uma carta com o pedido à ministra de Cultura, Marta Suplicy, que deverá estar presente nesta quinta-feira (24) no evento.

O cantor e compositor Fred 04, vocalista do grupo Mundo Livre S/A e um dos expoentes do movimento mangue beat - surgido na década de 90 em Pernambuco e que envolveu artistas como Chico Science, do Nação Zumbi, misturando ritmos como maracatu, rock, ritmos eletrônicos – reforça a importância do forró e afirma que o ritmo ultrapassa os grupos que o tocam e tem grande influencia também sobre outros grupos e ritmos e sobre o próprio movimento do mangue beat. “Mesmo que não seja de uma forma consciente, acabamos nos envolvendo também pelo ritmo”.

Além de grupos musicais, o forró, sob o nome de Luiz Gonzaga, foi importante para que o sertão brasileiro fosse conhecido, segundo explica o colecionador e especialista em Gonzagão, Paulo Vandeley Tomaz. “Ele foi um grande divulgador do sertão. Criou a música [Olha a Pisada] que divulgou o cangaço, que remete ao bando de Lampião”.

Além de pedir o reconhecimento do forró como Patrimômio Cultural Imaterial da Humanidade, a UNE pede também 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para cultura.

A 8ª Bienal de Arte e Cultura da UNE é considerada o maior evento estudantil da América Latina e deve reunir em Olinda cerca de 10 mil estudantes de todos os estados brasileiros. A Bienal ocorre de 22 a 26 de janeiro e une política estudantil e cultura em mostras de teatro, música e cinema, seminários de esportes, além de apresentações de trabalhos acadêmicos e de extensão. O tema desta edição é A Volta da Asa Branca, uma Homenagem ao Sanfoneiro Luiz Gonzaga, cujo centenário foi comemorado em 2012.

MT- Cuiabá - Secretaria de Cultura expõe fantasias e fotografias


A exposição pode ser visitada em horário comercial, na Capital

Tchélo Figueiredo/Secom-Cuiabá

DA SECOM-CUIABÁ

Enquanto os quatro dias de folia não chegam, quem quiser reviver os Carnavais da época dos grandes bailes de fantasias pode conferir uma exposição de trajes típicos e fotos antigas na sede da Secretaria Municipal de Cultura.

A exposição conta com fotografias de bailes promovidos em tradicionais clubes de Cuiabá, como o Feminino e Dom Bosco. “São imagens dos anos 60, 70 e 80, quando essas festas eram a grande atração do carnaval cuiabano. Esta mostra é uma homenagem ao verdadeiro carnaval, que era feito com máscaras, fantasias e marchinhaas”, definiu o coordenador da exposição, Reginaldo Dias de Moura.

Ao montar a exposição, Reginaldo também fez questão de homenagear a Estação Primeira de Mangueira ao utilizar as cores verde e rosa na decoração. Cuiabá é o tema do samba enredo da escola deste ano.

A exposição pode ser visitada em horário comercial, na sede da Secretaria Municipal de Cultura, localizada na rua Barão de Melgaço esquina com a Rua Campo Grande, número 3677, no centro da capital.

CARNAVAL EM CUIABÁ – O carnaval cuiabano de 2013 será festejado entre os dias 9 e 12 de fevereiro com shows ao vivo nos bairros CPA II, Pedra 90, Tijucal, Porto, Parque Cuiabá, Praça da Mandioca e no Distrito da Guia. Organizadas pela Prefeitura Municipal, as festas ocorrerão a partir das 22h e é esperado um público diário de 10 mil pessoas em cada local.

Nos bairros CPA II, Pedra 90, Tijucal e Porto, os foliões poderão conferir o desfile da Estação Primeira de Mangueira, ao vivo, nos telões que estarão disponíveis. O desfile está previsto para ser realizado no dia 11 (segunda-feira), a partir das 21h.

Camiseta promete melhorar postura, dor nas costas e até tonificar o abdome


DO R7

Uma nova camiseta foi desenvolvida para melhorar a postura da pessoa, tirar a dor nas costas e até tonificar o abdome.

A peça contêm painéis de compressão que são projetados para puxar o corpo para trás, deixando o indivíduo em uma postura correta. Além disso, ela mantém os ombros para frente e a coluna alinhada, segundo o site Daily Mail.

Isso retira a pressão dos músculos que ligam o pescoço e o ombro em que, muitas vezes, podem ficar tensa provocando dores nas costas. Outro ponto benéfico que a peça traz é a ajuda no emagrecimento da silhueta.

A camiseta foi projetada ao longo de dois anos, com a orientação de Judith Pitt-Brooke, que faz parte de uma organização independente de fisioterapia.

—- Eu sou muito cética sobre curas milagrosas, mas admito que essa nova camiseta faz uma diferença notável para mim e para os meus clientes que testaram.Os dois voluntários que usaram a camiseta admitiram que a peça realmente funciona e houve uma melhora visível na postura.

MT - No ano passado 1.114 instituições de memória, de todo o país, participaram das atividades

Abertas inscrições para a 11ª Semana de Museus

SECOM/MT

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) abriu inscrições para receber as propostas de atividades culturais dos museus brasileiros que serão desenvolvidas durante a 11ª Semana de Museus, a ser realizada entre os dia 13 e 19 de maio.

A Semana de Museus é uma comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), onde são realizados uma série de espetáculos e eventos culturais em homenagem a data. No ano passado 1.114 instituições de memória, de todo o país, participaram das atividades.

O tema desta edição será Museus (memória + criatividade) = mudança social. Proposto pelo Conselho Internacional de Museus (Icom), ele associa dois conceitos que têm caracterizado o setor museal nos últimos anos. O evento conta com a parceria do Sistema Estadual de Museus de Mato Grosso e Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT).

As inscrições podem ser feitas pelo site do Ibram http://www.museus.gov.br/ . Dúvidas e outras informações podem ser obtidas através dos telefones (61) 3521 4122 e 3521 4135 ou (65) 3613-0214 ou pelos e-mails cpgii@museus.gov.br ou sistemaestadualdemuseusmt@cultura.mt.gov.br até o dia 22 de fevereiro.

MT- Escolas recebem material didático para construção de Projetos Ambientais


O material deve ser exposto e amplamente discutido durante o período de realização da Semana Pedagógica

SECOM/MT

Pela primeira vez as escolas da rede estadual recebem material de apoio para a construção do Projeto Ambiental Escolar Comunitário. O orientativo encaminhado para todas as unidades escolares visa fomentar, durante a elaboração dos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP), a inserção de práticas para o desenvolvimento de escolas sustentáveis.

O material deve ser exposto e amplamente discutido durante o período de realização da Semana Pedagógica, que se inicia no dia 25 de janeiro, conforme estabelecido na Portaria 304/2012 que dispõem sobre o calendário escolar 2013.

“Sempre desenvolvemos atividades de acompanhamento, mas essa é a primeira vez que o material foi compilado e encaminhado para ser trabalhado durante a Semana Pedagógica. Trata-se de mais uma estratégia para facilitar o acesso às informações e está organizado em três dimensões: gestão escolar, currículo e espaço físico valorizando a diversidade por meio da interlocução dos diferentes saberes”, explica a professora Rosângela Carneiro Goés, da Gerência de Educação Ambiental.

Ela ainda cita que o documento disponibiliza ecotécnicas (a confecção de uma série de objetos com emprego de materiais recicláveis) que servem como subsídio para reflexão quanto ao consumo e o descarte dos produtos. “Uma escola sustentável não se limita apenas ao espaço físico”, pontua Rejane Barros, integrante da equipe da Educação Ambiental. Hoje, no país, apenas uma escola instalada no Rio de Janeiro (Colégio Estadual Erich Walter Heine) é tida como escola sustentável.

Segundo a professora Rosângela, a implantação de Comissões de Qualidade de Vida (Com-Vidas) nas escolas tem evidenciado um cenário de transformação social. As comissões, formadas por membros da comunidade escolar tem como objetivo articular o desenvolvimento de escolas mais sustentáveis. Como exemplo, Rosângela cita a Escola Estadual Dom Bosco, no município de Lucas do Rio Verde, que desenvolveu projeto de pesquisa sobre a qualidade da água e impactos ambientais ocasionados pela destinação inadequada de resíduos sólidos. O trabalho teve o envolvimento do poder público municipal para a resolução da questão.

“A Com-Vida possibilita a democratização do espaço à medida que estimula a participação dos alunos tanto para a cobrança quanto os deveres. A organização de uma Comissão de Qualidade de Vida trata do espaço como um todo e potencializa até a melhor convivência entre comunidade e a escola”, finaliza.

MT - Senai abre matrículas para 19 cursos


São 2.720 vagas gratuitas com inscrições abertas no Estado

Senai


De olho na alta demanda do mercado por profissionais qualificados, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-MT) proporciona aos jovens que estão cursando 2º ou 3º ano do ensino médio em escolas públicas, a chance de se qualificarem por meio de cursos e oferece 2.720 vagas gratuitas em formações técnicas. As matrículas para os 19 cursos de educação profissional oferecidos no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) ficam abertas até 18 de fevereiro. As vagas contemplam estudantes de todo Estado, que serão atendidos por meio das 8 unidades operacionais da instituição.

Entre tantos benefícios que justificam a alta demanda pelos cursos técnicos, estão carreiras promissoras, garantia de empregos e salários bastante atrativos, já que em algumas profissões os ganhos iniciais podem chegar a R$ 3 mil. Aliado a isso está o fato de que em Mato Grosso, o índice de empregabilidade dos estudantes formados é de 91%, segundo pesquisa do Senai. Alunos que estejam cursando tanto o ensino regular quanto o Educação de Jovens e Adultos (EJA) também podem se inscrever para disputar uma das vagas.

Pelo Pronatec, além do curso gratuito, os estudantes ainda recebem assistência estudantil (ajuda transporte e alimentação) para subsidiar as despesas durante o período de capacitação. Para a matrícula, os interessados deverão ter no mínimo 16 anos e apresentar documento comprobatório de matrícula em escola pública de ensino médio, além de documentos pessoais (RG, CPF, certidão de nascimento ou casamento) e comprovante de endereço. Caso o aluno seja menor de idade, este precisa estar acompanhado dos pais.

Os cursos com vagas abertas são: Administração, Alimentos, Análises Químicas, Automação Industrial, Edificações, Eletroeletrônica, Eletromecânica, Eletrotécnica, Informática para Internet, Logística, Manutenção Automotiva, Mecatrônica, Modelagem do Vestuário, Paisagismo, Qualidade, Recursos Humanos, Segurança do Trabalho, Técnico em Móveis e Transações Imobiliárias. Todos são da modalidade habilitação técnica, com aproximadamente 2 anos de duração, e a oferta de formação nesta modalidade do Pronatec ocorre em parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

Ao todo, o Senai-MT irá oferecer este ano 4.310 vagas gratuitas em cursos técnicos via Pronatec para estudantes. Todos em parceria com a Seduc. Além destes, a instituição também disponibiliza outras opções de formação profissional, tanto pagas quanto gratuitas.

As 8 unidades operacionais onde serão oferecidos os cursos estão localizadas em Cuiabá (Avenida XV de Novembro e Distrito Industrial), Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Cáceres, Barra do Garças e Juína. “Nossas unidades irão oferecer os cursos tanto nas cidades onde há unidade fixa instalada como nos municípios da região. Quem mora numa dessas localidades, basta procurar o Senai com os documentos exigidos para a matrícula”, destaca a coordenadora de Educação Técnica e Tecnológica do Senai-MT, Eveline Pasqualin Souza. Para quem reside em outras cidades, serão realizadas mobilizações regionais para o atendimento desses alunos

Austrália deve se apressar para defender corais, dizem ambientalistas

A Austrália precisa agir urgentemente para proteger sua Grande Barreira de Corais e evitar que ela seja colocada pela Unesco, até o começo de fevereiro, na lista de patrimônios mundiais ameaçados, segundo ambientalistas.

Considerada uma das sete maravilhas naturais do mundo, a região abriga 400 tipos de coral, 240 espécies de aves e 1.500 espécies de peixes. O turismo nessa área gera um faturamento anual de 6 bilhões de dólares australianos.

Costa da Austrália abriga a Grande Barreira de Corais (Foto: AFP Photo/Arquivo/Great Barrier Reef Marine Park Authority)Costa da Austrália abriga a Grande Barreira de Corais (Foto: AFP Photo/Arquivo/Great Barrier Reef Marine Park Authority)

A Unesco alertou em junho à Austrália sobre as ameaças decorrentes do desenvolvimento industrial na costa do Estado de Queensland, e a ONU disse que pode colocar a área na sua lista de patrimônio "em perigo" se providências não forem tomadas até 1o de fevereiro.

"O bem ambiental mais importante da Austrália está sob séria ameaça da industrialização existente e proposta na costa de Queensland", disse na quarta-feira Felicity Wishart, diretora de campanhas de uma coalizão composta pelo WWF Australia e pela Sociedade Australiana de Conservação Marinha.

O carvão é um dos principais produtos de exportação da Austrália, e Queensland é o maior produtor de carvão do país. O coral está sob crescente ameaça da navegação motivada por esses projetos.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Era uma vez um “autista”


José Pacheco

Naquele tempo, ninguém usava o termo "inclusão", nem expressões como "aluno com necessidades especiais". Muito menos tinha sido inventado o TDA, o DDA, o TDA-H, a Ritalina não estava na moda, nem se reconhecia haver o que, hoje, se designa por hipercinético... Naquele tempo, o moço era deficiente. E pronto!

Ainda era um jovem professor e já a dúvida o atormentava... Talvez por ser o mais jovem - e considerado inexperiente - confiaram-lhe a turma mais pequena da escola. Porém, certo dia, recebeu a visita da senhora diretora. Vinha acompanhada por um moço, que andaria aí pelos treze anos. E logo foi dizendo:

O senhor professor é um privilegiado! A sua turma só tem quarenta e oito alunos, mas trago-lhe mais um, que lhe vai dar mais trabalho do que a turma toda junta. E já o aviso: o moço é autista e é perigoso.

Naquele tempo, ninguém usava o termo "inclusão", nem expressões como "aluno com necessidades especiais". Muito menos tinha sido inventado o TDA, o DDA, o TDA-H, a Ritalina não estava na moda, nem se reconhecia haver o que, hoje, se designa por hipercinético... Naquele tempo, o moço era deficiente. E pronto!

Naquele tempo, em plena ditadura, ninguém ouvira falar de um russo chamado Vigotsky, que discordava de um tal de Piaget, porque esse tal de Piaget dizia que o desenvolvimento do pensamento na criança "parte do pensamento autístico não verbal à fala socializada e ao pensamento lógico, através do pensamento e da fala egocêntricos". Naquele tempo, vivíamos na mais escura treva teórica.

O jovem professor recorreu ao dicionário: "autismo é uma disfunção global do desenvolvimento". Ficou a perceber o mesmo... Agarrou-se à tábua salvadora do processo que acompanhava o aluno. Nele dizia que o autista havia arrancado os brincos da professora e que, nesse violento gesto, tinha rasgado as orelhas da mestra, que fora receber tratamento hospitalar. O processo só não dizia por que razão o "autista" arriscara o tresloucado gesto. Somente acrescentava que, consumado o delito, o aluno fora expulso.

Aquele jovem professor não era daqueles que cedo desistem de aprender. Com a informação de que dispunha (nenhuma), meteu mãos à obra. No dia seguinte, dividiu o quadro negro em quatro partes e em cada uma delas escreveu tarefas para cada série. Coisa de demorar uma meia hora a fazer. Posta a classe em ação, dirigiu-se para o fundo da sala, onde o autista se instalara.

Quando já estava a menos de alguns passos do "autista", prudentemente, deteve-se. O "autista" balançava a cabeça e isso talvez não augurasse algo bom... Recordou o aviso da senhora diretora: "este aluno é autista e é perigoso". O jovem professor recuou. A situação repetiu-se, vezes sem conta, ao longo desse dia: a cada aproximação, novo movimento pendular da cabeça do "autista"; a cada arremetida, novo estratégico recuo. E o professor regressou a casa, preocupado. Não conseguira chegar sequer à fala com o "aluno especial", ou de "inclusão", como, hoje, seria designado . Muito menos conseguiu ensinar-lhe algo, enquanto durou o que restava daquele ano letivo.

Muitos anos decorridos sobre este incidente, o professor, já menos jovem e com algumas noções de prática teorizada, compreendeu que aquele aluno nunca tinha sido autista. Apenas lhe tinham colocado um rótulo. Aliás, compreendeu algo bem mais importante e decisivo para a tomada de decisões que, alguns anos depois, o conduziram a uma profunda mudança na sua prática. Há quarenta anos atrás, o professor compreendeu que, na sua sala, não havia um "autista" - havia tido quarenta e nove. Ou melhor: seriam cinquenta os "autistas". Porque, dentro das quatro paredes da "sua sala de aula", todos estavam... sozinhos.

MT - Educador de Guiratinga ganha Prêmio Professor do Brasil


Redação 24 Horas News

O professor de história, João Antônio Pereira, da Escola Estadual Maria de Lourdes Ribeiro Fragelli, de Guiratinga, foi um dos 40 premiados na 6ª edição do Prêmio Professores do Brasil - realizado pelo Ministério da Educação (MEC), em Brasília. Há 22 anos lecionando na rede pública estadual o professor obteve a premiação na categoria Tema Livre, subcategoria Ensino Médio, com o desenvolvimento do projeto “Memórias da Vida em Vida: Inovar é preciso”. O tema foi constituído a partir das experiências do ex- trabalhador de plantações de cana e ex-militar, no tocante a articulação necessária para o enfretamento das adversidades cotidianas.

A ação pedagógica empregou o uso das novas mídias (internet, celulares, tablet´s, bloggers) para estimular o processo de ensino-aprendizagem e envolveu as distintas Áreas do Conhecimento. A elaboração da proposta considerou que 90% dos estudantes possuíam celulares, sendo que 70% os utilizavam em sala de aula.

O projeto integra uma pesquisa com mais de 200 personagens históricos da região, a criação de 200 bloggers, a edição, montagem de três jornais, além de uma série de documentários oriundos das visitações em sítios arqueológicos da região, a coleta coletiva e individual dos depoimentos dos personagens. A prática exitosa resultou do Ministério da Educação (MEC) os direitos autorais da ação pedagógica pelo período de 25 anos.

“A proposta poderá ser replicada nacionalmente e também fora do país. Vale a pena sonhar, minha experiência de vida comprova. A batalha ainda é muito grande pela conquista de uma educação em período integral, por uma escola nova. Fui sargento do Exército Brasileiro, sou professor de escola pública e depois de trinta anos de serviços prestados à nação ainda me deparo na sala de aula com as mesmas circunstâncias que vivi quando criança, agora com uma nova roupagem. O cenário é diferente, mas os problemas são os mesmos ”, avalia.

Em janeiro de 2013, todos os 40 premiados poderão produzir um vídeo com a duração de dois minutos sobre o projeto pedagógico desenvolvido. Caberá ao público, por meio de uma página no Facebook, escolher a ação mais interessante e essa receberá uma nova premiação do MEC. Na 6ª edição do Prêmio Professores do Brasil inscreveram-se um total de 2.609 profissionais.

Motivação

Paralelamente ao desenvolvimento do projeto o professor explica que foi realizado um diagnóstico junto aos alunos atendidos pelo Ensino Médio Inovador (matriculados no período vespertino) que apresentavam um rendimento escolar insatisfatório.

“Era preciso saber o motivo do desinteresse e acabamos constatando que o transporte escolar, a dificuldade de acesso, o cansaço e a fome após viagens de 120 km para que pudessem chegar à escola, além do desajuste familiar interferiam no processo. Decidimos fazer o caminho inverso, ir até a residência deles e sentir de perto as condições adversas que estavam intimamente ligadas ao fracasso escolar e a partir de então passamos a adotar metodologias adequadas ao quadro em questão”.

Ele ainda ressaltou que “os alunos se portaram como atores principais e os professores como facilitadores na produção do conhecimento, muitas das sugestões apontadas por eles foram colocadas no Projeto Político Pedagógico e transformadas em ações com financiamento do próprio MEC”. Ele destaca as viagens de campo ao ‘Morro da Arnica’, local em que ocorreu um sangrento episódio na luta pelo controle do diamante na década de 1920 e ao Sítio Arqueológico “Abrigo do Garças” nas margens do Rio das Garças, como sendo intervenções propostas pelos estudantes e que apresentaram um excelente rendimento no desenvolvimento escolar.

O professor finaliza avaliando que a “a experiência realizada extrapolou os objetivos propostos e envolveu diversos segmentos da comunidade escolar; cada encontro na Sala do Educador servia para avaliar as ações de forma coletivas e lançar novas estratégias a resolução dos problemas”.



MT - Projeto contra o trabalho infantil forma 48 estudantes em Cuiabá


Estudantes fazem parte do "Me Encontrei", que tem apoio da Organização Internacional do Trabalho

Secom/Cuiabá

DA REDAÇÃO COM ASSESSORIA

Quarenta e oito adolescentes, que integram a turma piloto do projeto ‘Me Encontrei’, participam nesta terça-feira (18), às 16h30, da solenidade de formatura do curso de Auxiliar Administrativo. A solenidade será realizada no auditório Otacílio Canavarros, no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), na Avenida Historiador Rubens de Mendonça.

O curso atendeu jovens na faixa etária de 7 a 14 anos que estavam em situação de trabalho infantil ou em risco iminente de exploração. As aulas do projeto – administradas pelo Senai - tiveram início em novembro do ano passado.

Conforme a técnica da referência do projeto pela Secretaria de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, Mônica Barros, o projeto agrega diversos parceiros que atuam contra o combate ao trabalho infantil e conta com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ele possibilita a qualificação profissional de jovens, com posterior inclusão no mercado formal de trabalho na condição de aprendizes, reduzindo os índices de famílias em situação de vulnerabilidade social.

Ela pontua que os adolescentes que integram as turmas do projeto são previamente selecionados pela Secretaria de Assistência Social - por meio dos Centros de Referência e Assistência Social (CRAS) e dos Centros de Referência Especializados em Assistência Social (CREAS).

“Prioritariamente, são selecionados aqueles que encontram-se em risco social. Trabalhamos tanto na vertente preventiva quanto no combate a exploração de mão de obra em si, porque quando identificamos uma situação, adotamos às medidas cabíveis”, explica Mônica.
Atendimento

Além da turma piloto, o Projeto Me Encontrei já possibilitou a inserção de jovens em seis turmas (cursos de aprendizagem industrial básica/pedreiro) e cursos de auxiliar administrativo industrial e de aprendizagem em serviços administrativos (Senac). No total, já foram beneficiados 136 adolescentes.

Parcerias

O projeto Me Encontrei agrega ações articuladas entre a Assistência Social de Cuiabá, Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE), a Procuradoria Regional do Trabalho 23ª região, a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT), a Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem, Industrial (SENAI), Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (Fecomércio), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

MT - Educação do Estado deixa de receber R$ 343 milhões, aponta tribunal



Esse valor seria gasto se o Estado respeitasse a própria Constituição Estadual que dispõe no artigo 245 aplicar o limite mínimo de 35% da receita de impostos, transferência na manutenção e desenvolvimento do ensino

ALIANA CAMARGO

Um relatório técnico do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) sobre a Secretaria de Educação do Estado (Seduc) apontou que Mato Grosso deixou de investir no setor o correspondente a R$ 343,96 milhões no exercício de 2011. Esse valor seria investido se o Estado respeitasse a própria Constituição Estadual, que dispõe no artigo 245 a determinação de aplicar o limite mínimo de 35% da receita de impostos e transferência na manutenção e desenvolvimento do ensino.

Porém, sob a alegação de aplicar o que determina a Constituição Federal, que regulamenta em 25% dos recursos arrecadados no Estado, o setor deixa de receber recursos.

A busca por escolas de referência, pais dormindo dias por uma vaga, greve dos professores por melhores salários, ensino sem atrativos, reflete o quadro da Educação em Mato Grosso. Um Estado que cresce economicamente, mas que se mostra inverso ao investimento em educação para sua população.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado, era de R$ 27,889 bilhões em 2003, passou para R$ 64,299 bilhões em 2011, registrando um aumento de 130,55%. O PIB de 2012 é divulgado somente em 2013.

Mayke Toscano/Hipernoticias

O relatório do TCE também faz referência a algumas incongruências na pasta da Educação. No total, são 35 irregularidades, 28 são de natureza grave, sendo que 10 são atribuídas à gestão do secretário Ságuas Moraes.

Entre os problemas, os técnicos do TCE apontaram que houve falta de empenho prévio para pagamento de execução, falta de licitação e de formalização de contrato.

E, em se tratamento do cenário complexo que se configura a educação em Mato Grosso, outros itens também são apontados pelo relatório, dentre os quais temos: falta de acessibilidade em várias das 737 escolas do Estado, índice de abandono de alunos no Ensino Médio, entre outros fatores que ainda não coloca a Educação como um campo de excelência e referência do Governo de Mato Grosso.


SECRETARIA DE EDUCAÇÃO

O secretário Ságuas Moraes se posicionou dizendo que todas as ações da Secretaria de Estado de Educação são pautadas pelos princípios que regem a administração pública, nunca ocorreu má-fé, desvio ou qualquer dano ao erário.

Disse ainda que as impropriedades apontadas equivocadamente pelo Relatório Técnico do TCE-MT como “irregularidades graves”, na verdade, não passam de impropriedades formais, as quais inclusive já foram todas convalidadas, conforme previsão legal.

“A defesa da secretaria está sendo confeccionada e, após analisada pelo egrégio Tribunal, certamente comprovará os equívocos cometidos no julgamento”, disse Ságuas.

MT- Seduc- Estudo faz diagnóstico de vagas nas escolas



Objetivo é garantir que alunos estudem próximos de onde moram

SECOM-MT

Estudo realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre oferta e demanda de vagas nas 123 Escolas Estaduais de Cuiabá e Várzea Grande, para o ano letivo 2013, tem garantido que os alunos possam estudar em unidades próximas de suas residências. O levantamento feito em 2012, contou com a parceria das Assessorias Pedagógicas, direções das escolas e Secretaria Municipal de Educação da capital.
De acordo com o coordenador de Microplanejamento da Seduc, Márcio Tadeu Magalhães, o levantamento garantiu subsídios para que a Secretaria pudesse aumentar a oferta de vagas em regiões das duas cidades que tiveram aumento populacional. “Com os dados em mãos, definimos junto às prefeituras que nos bairros onde as escolas municipais não possuiam vagas para atender aos alunos dos anos iniciais (1º a 6º ano), as unidades do estado abririam vagas e vice versa”, disse.

Umas das escolas em que ocorreu essa situação foi a Escola Estadual Pedro Gardés, localizada no centro de Várzea Grande. A unidade abriu uma sala de 6º ano (3ª fase do 3º Ciclo) para atender os alunos que moram na região central, em função do fechamento de uma escola do município.

De acordo com o estudo, para 2013, há uma estimativa de 14.465 novas vagas em Cuiabá, divididas em ensino fundamental, médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA). Em 2012, 55 mil alunos estudaram nas 76 escolas estaduais do município. Em Várzea Grande o número estimado de novas vagas é de 7.990. No ano passado 27 mil alunos da cidade frequentaram as aulas nas 47 unidades do estado.

Dificuldade

Apesar do trabalho conjunto entre Seduc e redes municipais na garantia de vagas aos estudantes, desde início do período de matrículas (16.01) nas Escolas Estaduais, a Secretaria registrou casos de estudantes que não estavam conseguindo vagas próximas de suas casas. Segundo Marcio Tadeu, ”isso ocorre em função de alunos que estão sendo matriculados em escolas longe de seus domicílios.

“Devido ao direito constitucional de ir e vir garantido aos cidadãos, a Seduc não pode proibir que os pais matriculem seus filhos em escolas que não sejam dos bairros onde eles moram ou na mesma região, e isso tem causado algumas dificuldades. Por exemplo, o pai que matricula seu filho em uma escola da região central retira a vaga do aluno que mora no centro” , explicou.

Ele cita que há casos de regiões, nas duas cidades, que tiveram um grande aumento populacional em função da construção de grandes residenciais, que não destinaram espaço para construção de novas escolas. Para essas situações, o redimensionamento é insuficiente para toda demanda . "Para garantir o atendimento organizamos para que esses alunos possam estudar nas escolas mais próximas possíveis", explicou.

Ele cita o caso da região da Avenida das Torres em Cuiabá, que ganhou vários condomínios. "Aqueles que não conseguirem vagas em escolas nos bairros ao lado desses residencias orientamos para que procurem as escolas municipais e estaduais da região do grande Tijucal”, finalizou.



domingo, 13 de janeiro de 2013

Mãe de jovem com Down denuncia escolas que negam matrícula


Luan Santos

Quase três meses após A TARDE ter denunciado, em novembro passado, as dificuldades de pais de estudantes com deficiência em conseguir vagas em escolas particulares de Salvador, a administradora Daniela Ribeiro formalizou ontem denúncia, junto ao Ministério Público Estado da Bahia (MP-BA), contra cinco unidades de ensino que rejeitaram a matrícula da filha Giovana, 13, que tem síndrome de Down.

Após a denúncia, um promotor da infância irá analisar o caso. Mas Daniela relatou que já procurou sete escolas e apenas duas aceitaram a matrícula de Giovana. "As outras disseram que a cota de inclusão já tinha acabado. Quero ter o direito de escolher uma escola para minha filha estudar, assim como todas as crianças. Não quero apenas poder escolher aquelas que aceitam a matrícula", desabafou a mãe da garota.

Segundo ela, uma das escolas disse estar com todas as turmas lotadas e que por isso não tinham vagas. "Outra mãe conheceu meu caso e cedeu a vaga do filho para Giovana. Mesmo assim, continuaram recusando a matrícula", completou. A promotora e coordenadora de Apoio Operacional à Educação do Ministério Público, Maria Pilar Maquieira, ressalta que a Constituição Federal, no Artigo 205, garante a educação como um direito sem distinções.

"Toda criança tem o direito de ingressar numa escola regular. As crianças devem ser ensinadas a conviver com as diferenças", reiterou. Segundo a promotora, o MP-BA realizará, até o final deste mês, uma reunião com o Sinepe, Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), secretarias estadual e municipal da educação e entidades que representam pessoas com deficiência para discutir a questão.

"É um tema muito amplo e todos terão oportunidade para opinar. A escola precisa se preparar para receber estes alunos, oferecendo uma diversidade de recursos que favoreçam o aprendizado de todos", finalizou.

A reportagem procurou o Sindicato das Escolas Particulares de Salvador (Sinepe), via telefone, para se pronunciar sobre o caso, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

Ilegalidade - A Lei 7.853, de 1989, especifica, no Artigo 8º, que recusar a inscrição de um aluno em qualquer curso, público ou privado, por motivos derivados da deficiência é crime. A lei estabelece pena de reclusão de 1 a 4 anos para o diretor ou responsável pela escola, além de multa.

Na Bahia, apenas 10,9% dos 45.853 alunos com deficiência matriculados são de escolas privadas, segundo o Censo da Educação Básica de 2011 do Ministério da Educação. No Brasil, esta porcentagem é de 21,7%.


Os judeus colocaram como seus, de forma brilhante, atos que eram de outros povos


Alfredo da Mota Menezes 

Um livro de história, Nossa Herança Oriental, trata das antigas religiões que ali surgiram e mostra uma enorme similitude entre todas elas. É aceito que grandes fatos e feitos em religião aconteceram na Judeia. Na verdade, os judeus colocaram como seus, de forma inteligente e brilhante, atos religiosos que eram de outros povos.
Algumas vezes se remonta a mais de três mil antes de Cristo essas criações em religiões no Oriente Médio. Não esquecer que os judeus foram cativos no Egito por 400 anos. E, mais tarde, por 50 anos, foram escravizados pela Babilônia. Foram libertados pelos persas, outro lugar de religião forte.

Os judeus aprenderam grande parte do que se lê hoje na Bíblia desses povos, principalmente da Babilônia.

O dilúvio era uma fala constante em todas aquelas religiões. O jardim do Éden, a criação ou Adão e Eva, o pecado, a luta do bem contra o mal, o inferno, paraíso, ressurreição ou a vinda de um messias que nasceria de uma virgem.
A lei impressa em pedra, aquela que Moisés recebeu de Deus no Monte Sinai, ocorreu antes nas outras religiões. As leis do Egito foram dadas por um Deus local, na Pérsia, outro Deus deu a lei para o profeta Zaratrusta. Também o código de Hamurabi (aliás, todas as outras são filhas desse código).

Para o povo obedecer, o caminho era aquele. Todas aquelas leis falam em não desejar a mulher do próximo, não roubar ou não matar.

Outro dado mostrado nessa análise histórica é que Jeová, Deus dos Judeus, no seu início, era vingativo. Há momentos nos quais Moisés ou Abraão pedem que Deus arrefeça sua “feroz ira” ou apelam para seus bons sentimentos.

Mais tarde, com o segundo Isaias, Jeová passa a ser o Deus de bondade e que perdoaria queles que acreditassem nele. Não sou eu que estou inventando isso, está no livro de história.

Deus não era onisciente também, tanto é verdade que recomendou que os judeus marcassem com sangue de cordeiro as portas das casas para não matar seus primogênitos.

Os judeus, principalmente os profetas, por muitos anos, pregavam que os bons e puros teriam os benefícios de suas ações nesta vida. Não se falava ainda sobre a outra.

Com o tempo se percebeu que os ímpios estavam tendo mais benefícios nesta vida do que os piedosos e puros. A pregação foi perdendo seguidores, portanto.

Aproveitando o que já dizia outras religiões, apareceu o paraíso ou o lugar, depois da morte, em que os bons seriam recompensados. Foi a arma maior do Judaísmo e abraçada pelo cristianismo.

Na religião da Índia já havia a veneração das relíquias, água benta, círios, incenso, rosário, vestes sacerdotais, liturgia em língua morta, monges e freiras, tonsura monástica e celibato, clero não ter propriedade, também não pagam impostos, confissão, jejuns, canonização dos santos, purgatório, missa pelos mortos.

Isso mais de 500 anos antes do cristianismo adotar tais ações. Um copiou o outro, claro.


ALFREDO DA MOTA MENEZES é professor universitário e articulista político em Cuiabá.

pox@terra.com.br