Utilizando de metodologia que contempla a reutilização de recursos, alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Garça Branca, da cidade de Guiratinga, redigiram em sala de aula um livro de receitas, intitulado ‘Boas Formas para Evitar o Desperdício’. Além de exercitarem a escrita e leitura, os alunos empregaram os conhecimentos adquiridos nas aulas de matemática, como a divisão em frações e porcentagens, para a elaboração e confecção de quitutes.
Eles aprenderam a confeccionar receitas reutilizando sobras, como cascas de abóboras, sementes, folhas e talos.
O trabalho de pesquisa e formatação do livro, empregando alimentos de alto poder nutritivo e que muitas vezes possuem apenas o lixo como destino, mobilizou os estudantes.
O projeto contou com apoio e a supervisão de uma nutricionista da cidade, Jaqueline Garcia, que ainda realizou palestra sobre o tema e a higiene adequada para a manipulação dos alimentos.
Ao longo do projeto foram realizadas várias oficinas para a elaboração das receitas. O trabalho de formatação do livro também foi outra atividade que envolveu os estudantes. O desfecho do projeto foi socializado com a comunidade por meio de uma exposição dos pratos criados pelo grupo de estudantes.
PÁTRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Professora motiva alunos com a produção de desenhos e textos -Barra do Bugres/MT
Professores das unidades escolares de Mato Grosso utilizam de diferentes estratégias para motivar os alunos na área de linguagens. A professora Lucilene de Oliveira Lara, da Escola Estadual “7 de Setembro”, do Distrito de Assari, em Barra do Bugres, por exemplo, incentivou a produção de textos por meio da confecção de pequenos livrinhos, com os desenhos e histórias feitos pelos próprios alunos.
O trabalho foi elogiado pelos coordenadores pedagógicos da unidade escolar, João Alves e Márcia Mendes e também pelo Grêmio Estudantil “Renova 7”.
O presidente de honra do Grêmio, Gilmar Santana Neves, espera que o trabalho sirva de exemplo para outros docentes. “Os pequenos escritores criaram desenhos e junto a histórias contadas por meio de palavras simples, mas cheias de aventura e imaginação”, destacou.
Uma aluna da escola ficou em primeiro lugar em poesia no município de Barra do Bugres, no Projeto de Leitura “Prá Gostar de Ler”.
Da professora Cida Borges. A colocação foi obtida pela aluna Fabiany Varga Berbel, com a poesia “Precisamos Dialogar”. O encerramento deste projeto ocorreu no Auditório da Unemat de Barra do Bugres.
No site do Grêmio Estudantil (http://renova7.blogspot.com) podem ser conferidas entrevistas gravadas durante a solenidade de premiação, com a aluna, sua professora e com a autora do projeto, Cida Borges.
SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT
O trabalho foi elogiado pelos coordenadores pedagógicos da unidade escolar, João Alves e Márcia Mendes e também pelo Grêmio Estudantil “Renova 7”.
O presidente de honra do Grêmio, Gilmar Santana Neves, espera que o trabalho sirva de exemplo para outros docentes. “Os pequenos escritores criaram desenhos e junto a histórias contadas por meio de palavras simples, mas cheias de aventura e imaginação”, destacou.
Uma aluna da escola ficou em primeiro lugar em poesia no município de Barra do Bugres, no Projeto de Leitura “Prá Gostar de Ler”.
Da professora Cida Borges. A colocação foi obtida pela aluna Fabiany Varga Berbel, com a poesia “Precisamos Dialogar”. O encerramento deste projeto ocorreu no Auditório da Unemat de Barra do Bugres.
No site do Grêmio Estudantil (http://renova7.blogspot.com) podem ser conferidas entrevistas gravadas durante a solenidade de premiação, com a aluna, sua professora e com a autora do projeto, Cida Borges.
SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT
Educação Especial realiza capacitação em Surdocegueira/Seduc/MT
A Superintendência de Diversidades Educacionais, por meio da Gerência de Educação Especial, da Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso (Seduc), realiza de 6 a 11 de dezembro, o ‘Curso de Formação Continuada em Surdocegueira’, no Hotel Palace Mato Grosso, em Cuiabá.
Foram convidados a participar do evento 50 profissionais da educação de 22 municípios (Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Alta Floresta, dentre outros).
As aulas serão ministradas pela doutoranda professora Shirley Rodrigues Maia, que possui ainda mestrado em distúrbios do desenvolvimento.É também fundadora da Associação Educacional para Múltipla Deficiente Sensorial e presidente do Grupo Brasil de Apoio aos Surdoscego e Múltiplo Deficiente Sensorial.
Levantamento realizado por meio do Centro de Apoio a Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) já identificou 15 estudantes surdoscegos em Mato Grosso, mas os dados não representam verdadeiramente o número de portadores desta necessidade. ‘Nossa demanda é diária. Muitos pais, ainda desconhecem o atendimento de estimulação a essa criança, a esse jovem”, explica a professora do Centro de Apoio ao Surdo (CAS), Roseli Ferreira Silva Cardoso.
Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT
Foram convidados a participar do evento 50 profissionais da educação de 22 municípios (Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças, Alta Floresta, dentre outros).
As aulas serão ministradas pela doutoranda professora Shirley Rodrigues Maia, que possui ainda mestrado em distúrbios do desenvolvimento.É também fundadora da Associação Educacional para Múltipla Deficiente Sensorial e presidente do Grupo Brasil de Apoio aos Surdoscego e Múltiplo Deficiente Sensorial.
Levantamento realizado por meio do Centro de Apoio a Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies) já identificou 15 estudantes surdoscegos em Mato Grosso, mas os dados não representam verdadeiramente o número de portadores desta necessidade. ‘Nossa demanda é diária. Muitos pais, ainda desconhecem o atendimento de estimulação a essa criança, a esse jovem”, explica a professora do Centro de Apoio ao Surdo (CAS), Roseli Ferreira Silva Cardoso.
Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT
Organização do "Projeto Natal Criança Feliz 2010" SME Cuiabá/MT
Estão sendo realizadas hoje (01-12) reuniões com coordenadores pedagógicos e diretores das escolas e creches do município para socializar as datas e a forma de entrega dos brinquedos do “Projeto Natal Criança Feliz 2010”. O “Natal Criança Feliz” é promovido pela prefeitura de Cuiabá desde 2005 com o objetivo de distribuir brinquedos aos alunos da rede municipal de ensino de Cuiabá, em comemoração ao Natal. E serão investidos cerca de R$ 500 mil em kits de brinquedos, patrocinados por empresários da capital.
A distribuição dos presentes será realizada entre os dias 13 e 16 de dezembro, na seguinte ordem: Regional Leste, dia 13 de dezembro; Regional Sul, dia 14; Regional Norte, dia 15 e Regional Oeste dia, 16.
A entrega dos kits para as escolas do campo está sob a coordenação do setor na SME, que está visitando as unidades e definindo as datas.
O encontro do período vespertino será às 14h no teatro Maestro China, na sede da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá.
Fonte: Giovania Teixeira Duarte-Assessoria-SME
Educação aprova normas para financiamento de transporte escolar
A proposta beneficia principalmente os alunos da educação básica pública residentes em área rural A Comissão de Educação e Cultura aprovou nesta quarta-feira o Projeto de Lei 3417/08, do Executivo, que fixa normas para colaboração de estados e municípios no transporte escolar de alunos da educação básica pública do meio rural. A proposta tramita apensada ao Projeto de Lei 1252/07, do deputado Professor Ruy Pauletti (PSDB-RS), rejeitado na comissão.
O projeto altera a Lei 10.709/03, que modificou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB - Lei9.394/96) e a Lei 10.880/04, que institui o Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). O objetivo do programa é oferecer transporte escolar a alunos da educação básica pública residentes em área rural.
O repasse de recursos financeiros do Pnate aos estados fica condicionado, segundo a proposta, à existência de convênio de cooperação com os municípios. Pelo texto, os municípios poderão receber o repasse direto do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) sempre que fizerem o transporte de alunos da rede estadual, caso os estados não celebrem o convênio.
Atualmente, a legislação não prevê como seria feita a articulação entre estados e municípios para o financiamento do transporte escolar desses alunos.
Falta de repasse
Segundo o relator na comissão, deputado Pedro Wilson (PT-GO), a proposta original (PL 1252/07) não resolve a falta de repasse dos estados aos municípios para o financiamento do transporte escolar de alunos da rede estadual.
Além disso, o parlamentar afirmou que o texto aprovado na comissão não gera novas despesas, pois somente oferece fundamento jurídico para assegurar o financiamento do transporte escolar. A proposta original gera despesas ao ampliar a participação da União no financiamento do transporte escolar no País.
Valores por município
O valor per capita a ser repassado tem como base o Fator de Necessidade de Recursos do Município (FNR-M), que considera o percentual da população rural do município, a área rural do município e o percentual da população abaixo da linha de pobreza.
O projeto também estabelece que o Ministério da Educação publicará, até o final de cada ano, o custo por aluno transportado para servir como referência para os convênios de cooperação.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Reportagem - Tiago Miranda
Edição – Regina Céli Assumpção Fonte: Agência Câmara
Renda baixa dificulta matrícula e alfabetização
02 de dezembro de 2010
Renda baixa dificulta matrícula e alfabetização, diz estudo Crianças com menor renda entram na escola depois das demais e saem antes, segundo relatório do Movimento Todos Pela Educação
Sarah Fernandes
As crianças de famílias que vivem com até um quarto de salário mínimo por pessoa têm mais dificuldade de se matricular na escola e de aprender a ler do que as de famílias com mais de cinco salários per capita. A avaliação é do Relatório de Metas do Movimento Todos pela Educação, que foi divulgado nessa quarta-feira (1/12), em São Paulo (SP).
Nas famílias com até um quarto de salário mínimo, 86,7% das crianças 4 a 17 anos estavam matriculadas na escola em 2009, segundo o levantamento. O percentual aumenta conforme a renda, chegando a 97,9% na faixa mais alta (mais de cinco salários por pessoa).
As crianças com menor renda entram na escola depois das demais, por volta dos 4 anos, e saem antes, aos 17, segundo o relatório. “A educação explica e reforça as desigualdades. Ela ainda não conseguiu ser uma política compensatória”, avaliou a coordenadora executiva do Todos pela Educação, Priscila Cruz.
As crianças de famílias mais pobres também encontram mais dificuldades de alfabetização, aponta a pesquisa. Apesar de não haver um indicador específico para isso, ela traz o percentual de crianças de 9 anos que concluíram a segunda série, subtendendo que a retenção está relacionada às dificuldades de leitura.
Na faixa de renda mais baixa, 43,9% das crianças foram aprovadas contra 80,4% na mais alta. “Muitas dessas crianças são filhas de pais que não tiveram acesso à educação e isso gera um impacto muito grande na vida escolar. Quanto mais escolarizados os pais, mais escolarizados serão os filhos”, afirmou a secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.
“A desigualdade social é muito grave. Devem ser implantadas políticas que combatam o problema para que as crianças possam frequentar a escola, com mais oportunidades e menos dificuldades”, afirmou a secretária. “A escola não consegue combater o problema sozinha. Ela forma cidadãos com mais possibilidades de progresso, mas não resolve a concentração de renda”.
A relação entre renda e frequência escolar também foi observada no ensino médio. Apenas 17,2% dos jovens com até 19 anos das famílias com um quarto de salário per capito concluíram o ensino médio, contra 93,6% nas famílias com mais de cinco salários por pessoa.
“É preciso avaliar nosso modelo escolar e aproximá-lo das necessidades atuais. Nesse contexto, é fundamental ampliar os espaços educativos e o tempo de permanência na escola, para no mínimo sete horas”, afirmou Pillar.
Fonte: Portal Aprendiz
Meta de ensino só em 2050, afirma ONG
Educação na mídia
Relatório divulgado ontem pelo Movimento Todos Pela Educação mostra que apenas 11% dos jovens do 3º ano do Ensino Médio tem aprendizado adequado de matemática "Algo diferente precisa ser feito. Nesse ritmo, só atingiremos a meta de ter 70% dos alunos com aprendizado adequado à série em 2050." A afirmação é de Priscila Cruz, diretora da ONG Todos Pela Educação, que ontem divulgou o acompanhamento que faz de cinco metas de melhoria da educação a serem alcançadas até 2022.
Os números mostram que o ritmo de avanço da qualidade do ensino diminuiu. O país ficou abaixo da meta intermediária de 2009 em língua portuguesa, no 5º ano do ensino fundamental (só 34,2% sabem o que é essencial nessa etapa), e em matemática, no 9º ano (só 14,8% dominam o conteúdo).
A pior situação é a do ensino médio. Só 11% dos jovens deixam o 3º ano do ensino médio tendo aprendido o que é considerado adequado em matemática para essa série. O números se referem às redes públicas e privadas.
São Paulo
A educação do Estado evoluiu positivamente em língua portuguesa
MP vai pedir anulação Procurador quer cancelar resultado da prova de redação
Educação na mídia
MP vai pedir anulação Procurador quer cancelar resultado da prova de redação, baseado na apuração da Polícia Federal que revelou o vazamento do tema antes da aplicação do teste O procurador da República no Ceará, Oscar Costa Filho, deve encaminhar hoje, à 7ª Vara Federal de seu estado, pedido de anulação imediata da prova de redação do Exame Nacional do ensino médio (Enem) 2010. O motivo do requerimento, segundo o procurador, é o fato de uma investigação da Polícia Federal (PF), encerrada em 23 de novembro, ter apontado que houve vazamento do tema da redação na cidade de Juazeiro (BA). “O crime causou dano à lisura do concurso. Não há o que se discutir. É questão jurídica, não demanda mais investigação”, argumenta Costa Filho.
De acordo com a PF, uma aplicadora da cidade de Remanso (BA) teve acesso ao título do texto motivador da redação cerca de duas horas antes do início das provas. Ela, então, avisou ao marido, que pesquisou sobre o tema e passou informações para o filho. O aluno procurou professores da região para pedir dicas sobre como escrever o tema “trabalho e escravidão”.
O Ministério da Educação eliminou o candidato do exame. Segundo o MEC, esse é o procedimento a ser adotado uma vez que o caso está circunscrito a um estudante. O procurador discorda. “O MEC quer limitar o vazamento aos indiciados, mas eles cometeram um crime de ordem pública e o exame foi prejudicado.”
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, concorda com o procurador e encaminhou ao MEC, no fim da tarde de ontem, requerimento pedindo a anulação do exame. “Preferimos, nesse momento, apelar para que o MEC reveja seu posicionamento”, afirmou. A decisão de Cavalcante foi tomada após encontro com Costa Filho, no qual tomou conhecimento do relatório da PF. “A partir do momento em que se apurou que uma prova foi aberta horas antes do início do exame, está quebrado o princípio do sigilo e da segurança.”
Fonte: Correio Braziliense (DF)
Prêmio Instituto Claro está com inscrições abertas
Por: Valeska Andrade O Prêmio Novas Formas de Aprender e Empreender está em sua segunda edição e vai selecionar iniciativas transformadoras que usam as tecnologias para inovar na aprendizagem e no desenvolvimento comunitário.
Ao todo, são R$ 150 mil em prêmios para que ideias inovadoras possam ser colocadas em prática ou aprimoradas.
Mais informações pelo site: http://www.rets.org.br ou http://www.institutoclaro.org.br/premio
Dança popular brasileira de ritmo sincopado.
SAMBA
www.klickeducacao.com.br
É de origem africana e desde o séc. XVII já era uma dança de roda, ao ar livre. Chamava-se chiba (Rio de Janeiro), cateretê (Minas Gerais) e fandango (nos estados do Sul). Posteriormente tornou-se uma dança de salão muito popular.
Dança de Umbigada. Até hoje a origem da palavra samba causa controvérsia entre os pesquisadores. Uma das teorias defende que a palavra samba vem de semba, que em idioma banto significa umbigada. A umbigada era uma dança praticada em Angola e no Congo. Os dançarinos formavam uma roda, no meio da qual havia um dançarino. Depois de executar alguns passos, ele escolhia uma pessoa em quem dava uma umbigada, a semba. Nas antigas rodas de escravos praticava-se a umbigada e, graças à miscelânea de etnias nas senzalas, aos poucos a dança foi influenciada pelas culturas de outras regiões da África.
O Samba Chega ao Rio. Com o final da Guerra de Canudos, muitos refugiados deixaram a Bahia com destino ao Rio de Janeiro, onde esperavam encontrar melhores condições de vida. Com eles, levaram novas maneiras de dançar o samba, entre elas o samba-raiado das velhas tias baianas. Esse tipo de samba era dançado e cantado acompanhado por palmas e ruídos de pratos de louça raspados com facas.
Das Senzalas às Ruas do Rio de Janeiro. O ritmo que nasceu como dança de escravos, na Bahia, logo foi conquistando espaço na vida do brasileiro. Em São Paulo, o samba passou do domínio negro para o caboclo. No Rio de Janeiro, era inicialmente uma dança de roda entre os habitantes dos morros e evoluiu até o samba urbano carioca. Este, com o advento do fonógrafo, espalhou-se por todo o Brasil.
O samba se projetou como gênero musical em 1916. A primeira música do gênero a ser registrada foi Pelo Telefone, dos compositores Donga e Mauro de Almeida, gravada em 1917. A partir daí, o samba seguiu vários caminhos, adquirindo formas diferentes. E até hoje continua se transformando.
Samba-Enredo. No Carnaval, o destaque fica por conta do samba-enredo, com refrão marcante e letra temática. Criado por compositores de escolas de samba do Rio de Janeiro, a partir da década de 1930, o samba-enredo é o ponto de partida para os desfiles das agremiações.
Samba-Canção. No samba-canção, a ênfase musical recai sobre a melodia. Surgido na década de 1920, este gênero era inicialmente cultivado por músicos do teatro de revista do Rio de Janeiro. Um dos primeiros sucessos desse estilo foi a música aiá ou Ai, oiô de Henrique Vogeler, Marques Porta e Luis Peixoto, gravada pela cantora Araci Cortes, em 1928.
Samba de Breque e Partido Alto. Criado na cidade do Rio de Janeiro, na década de 1930, sua marca principal é uma parada repentina dada pelo cantor, seguida de frases bem-humoradas. O samba de partido alto aproxima-se muito do batuque africano. O ritmo é marcado por palmas e instrumentos musicais como chocalho, violão e cavaquinho.
Proposta defendida pelo Ministério da Educação, formações que integram diferentes áreas de conhecimento se popularizaram no País
iGÚltimo Segundo
Priscilla Borges, iG Brasília
Os cursos superiores interdisciplinares têm se tornado mais populares e numerosos no País. O movimento que começou na pós-graduação, com a criação de programas de mestrado e doutorado que interligavam áreas diferentes do conhecimento, chegou à graduação pelo jeito mais simples: a abertura de novos cursos e universidades.
Segundo o dicionário, interdisciplinar é aquilo que é comum a diferentes disciplinas. Para os especialistas que cuidam da formação dos futuros profissionais brasileiros, o significado vai além.
“A complexidade da vida está aumentando. A cada dia, multiplicamos conhecimentos e temos problemas mais difíceis para solucionar. Não conseguiremos mais encontrar as respostas que buscamos em uma única área”, afirma o coordenador de avaliação da área interdisciplinar da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Arlindo Philippi Jr.
O educador acredita que as diferentes áreas de conhecimento terão de trabalhar juntas para encontrar soluções para os problemas da sociedade atual. Philippi Jr lembra que grandes universidades e centros de pesquisa do mundo já têm levantado o debate sobre as formações interdisciplinares há mais de 20 anos.
Philippi explica que é na área interdisciplinar que se concentram as maiores taxas de negação da abertura de programas. Enquanto nas áreas de conhecimento tradicionais a taxa de aprovação de propostas varia entre 60% e 80%, na interdisciplinar, o mesmo índice não passa de 30%. “As pessoas ainda não compreenderam muito bem o que significa criar um programa interdisciplinar. Não é uma mera junção de especialistas em áreas diferentes. É preciso mostrar que, de fato, os estudantes vão compreender a conexão entre os conhecimentos”, diz o coordenador.
Segundo Philippi o desconhecimento causa estranhamento. Com o conhecimento que temos hoje, dividido como é, não temos como resolver os problemas vividos pela sociedade mundial. Esse novo profissional necessita de estar pronto para estabelecer parcerias. A formação de tantos doutores no País, 11 mil ao ano, tem impulsionado a absorção desses profissionais pelas instituições.
Priscilla Borges, iG Brasília
Os cursos superiores interdisciplinares têm se tornado mais populares e numerosos no País. O movimento que começou na pós-graduação, com a criação de programas de mestrado e doutorado que interligavam áreas diferentes do conhecimento, chegou à graduação pelo jeito mais simples: a abertura de novos cursos e universidades.
Segundo o dicionário, interdisciplinar é aquilo que é comum a diferentes disciplinas. Para os especialistas que cuidam da formação dos futuros profissionais brasileiros, o significado vai além.
“A complexidade da vida está aumentando. A cada dia, multiplicamos conhecimentos e temos problemas mais difíceis para solucionar. Não conseguiremos mais encontrar as respostas que buscamos em uma única área”, afirma o coordenador de avaliação da área interdisciplinar da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Arlindo Philippi Jr.
O educador acredita que as diferentes áreas de conhecimento terão de trabalhar juntas para encontrar soluções para os problemas da sociedade atual. Philippi Jr lembra que grandes universidades e centros de pesquisa do mundo já têm levantado o debate sobre as formações interdisciplinares há mais de 20 anos.
Philippi explica que é na área interdisciplinar que se concentram as maiores taxas de negação da abertura de programas. Enquanto nas áreas de conhecimento tradicionais a taxa de aprovação de propostas varia entre 60% e 80%, na interdisciplinar, o mesmo índice não passa de 30%. “As pessoas ainda não compreenderam muito bem o que significa criar um programa interdisciplinar. Não é uma mera junção de especialistas em áreas diferentes. É preciso mostrar que, de fato, os estudantes vão compreender a conexão entre os conhecimentos”, diz o coordenador.
Segundo Philippi o desconhecimento causa estranhamento. Com o conhecimento que temos hoje, dividido como é, não temos como resolver os problemas vividos pela sociedade mundial. Esse novo profissional necessita de estar pronto para estabelecer parcerias. A formação de tantos doutores no País, 11 mil ao ano, tem impulsionado a absorção desses profissionais pelas instituições.
90% saem do ensino médio sem aprender o esperado em matemática
Percentual dos alunos que aprendem o necessário fica entre 10% e 13% desde 1999 e foi de 11% em 2009
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo
Mudar o tamanho da letra: A+ A- Compartilhar: De cada 100 alunos matriculados no último ano do ensino médio no Brasil, apenas 11 aprendem o que era esperado para essa fase. A pior situação é a do Maranhão, onde apenas 4,3% atingiram a nota mínima esperada. Já o melhor índice é o do Rio Grande do Sul, mesmo assim com apenas 19,4% do total de estudantes – somadas as redes pública e privada – com conhecimento compatível a concluintes do antigo colegial.
Porcentual que aprendeu o mínimo por Estado
O dado foi apresentado no relatório “De olho nas Metas”, feito anualmente pela Organização Não-Governamental Todos Pela Educação. O grupo acompanha cinco metas que tratam de acesso, alfabetização até os 8 anos de idade, aprendizado adequado à série, conclusão na idade correta e do financiamento e gestão da educação em todo o País. A terceira sugere que “até 2022, 70% ou mais dos alunos terão aprendido o que é adequado para a sua série”. Se a evolução atual for mantida, o Brasil só vai atingi-la em 2050.
Nenhuma série está perto de atingir o padrão estabelecido levando em conta o que o Ministério da Educação estabelece como básico para cada etapa, mas no 5º e no 9º ano do ensino fundamental houve melhora em comparação ao primeiro dado do Sistema de Educação Básica (Saeb), que é de 1999. Mesmo no ensino médio, quando se trata de língua portuguesa, atualmente 28,9% atingem o desejado para a etapa, enquanto eram 27,6% há 10 anos, mas em matemática eram 11,9%, e hoje são 11%. “Isso significa que 89% das nossas crianças estão concluindo a educação básica sem aprender o mínimo", explica Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação.
O sociólogo e pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), Simon Schwartzman, acredita que o dado de matemática é mais revelador do trabalho da escola do que o de língua portuguesa. Segundo ele, o português está associado à educação familiar. “Se a família fala um pouco melhor, a criança aprende. Matemática depende da escola, o que significa que ela não está ensinando”, diz.
Evolução da Educação
A secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, admite o atraso no ensino médio e explica a avaliação pela herança histórica. “Não são só 10 anos que se perderam, são 500 anos perdidos. Muitas gerações foram desperdiçadas. O que fazemos hoje para tentar recuperar é o Prouni e a Educação de Jovens e Adultos”, afirma.
Menor investimento por aluno
Também é no ensino médio que está um dos menores investimentos do governo por aluno. Em geral, o Brasil parece caminhar para alcançar a meta número 5 da ONG: “até 2010 o investimento público em educação básica deverá ser de 5% ou mais do PIB”. Mas o investimento maior ainda é em educação superior (R$ 15,4 mil por ano por aluno), depois no ensino fundamental (R$ 3,2 mil) e só então no médio, com exatos R$ 2.317. O único aluno que recebeu investimento um pouco menor é o do ensino infantil, que custou R$ 60 a menos, em 2009, segundo dados do MEC compilados no relatório.
Entre as outras metas, o Brasil chegou perto da número um, que previa 92,7% das pessoas de 4 a 17 anos na escola em 2009 – o índice bateu em 91,9%. A taxa prevista pela ONG é necessária para que até 2022 se chegue a 98% dos alunos em sala de aula. "Não podemos cair na cilada de achar que este número é a universalização. Ainda temos 3,7 milhões fora da escola, algo igual a população do Uruguai", diz a diretora da ONG.
Os pobres continuam pior
O mais perverso é que, destes que estão fora da escola, 85% são da classe mais pobre. "A educação não está fazendo seu papel de criar mobilidade social", acrescenta Priscila.
Algo parecido ocorre em relação à meta número 4, que nos dados gerais está bem atendida, mas tem uma diferença entre resultados de diferentes classes sociais brutal. No objetivo “até 2022, 95% ou mais dos jovens brasileiros de 16 anos deverão ter completado o ensino fundamental e 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o ensino médio” o país conseguiu ficar dentro do “intervalo de confiança” – uma espécie de margem de erro – do esperado para 2009. Se formaram no ensino fundamental 63,4% dos adolescentes de até 16 anos (enquanto a meta era 64,5%) e 50,2% das pessoas com 19 anos no ensino médio (mais que a meta de 46,5%).
“É a meta que está melhor no geral. A má notícia é que na comparação entre quem tem menor e maior renda a diferença é de 59,5 pontos percentuais no ensino fundamental (96,8% atingem as metas entre os mais ricos e 37,3% entre os mais pobres) e 76,4 pontos no médio (93,6% contra 17,2%)", diz o presidente executivo do Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos.
A ONG propõe ainda “que toda criança de 8 anos esteja alfabetizada”, mas ainda não há diagnósticos que possam verificar em que ponto o País está neste quesito. Para avaliar os alunos, no início do ano letivo de 2011, o Todos pela Educação em parceria com o Ibope e apoio do próprio MEC vai aplicar uma prova para alunos do quarto ano (terceira série antiga) e aos repetentes do terceiro ano (segunda série) que mensure quantos estavam alfabetizados no final deste ano.
Ao final da apresentação do relatório, a Todos pela Educação lançou cinco bandeiras para que as metas sejam atingidas. Veja abaixo:
As cinco metas defendidas pela "Todos pela Educação":
1 - Até 2022, 98% ou mais das crianças e jovens de 4 a 17 anos deverão estar matriculados e frequentando a escola
2 - Até 2010, 80% ou mais, e até 2022, 100% das crianças deverão apresentar as habilidades básicas de leitura e escrita até o final da 2ª série/3º ano do Ensino Fundamental
3 - Até 2022, 70% ou mais dos alunos terão aprendido o que é adequado para a sua série.
4 - Até 2022, 95% ou mais dos jovens brasileiros de 16 anos deverão ter completado o Ensino Fundamental e 90% ou mais dos jovens brasileiros de 19 anos deverão ter completado o Ensino Médio
5 - Até 2010, mantendo-se até 2022, o investimento público em Educação Básica deverá ser de 5% ou mais do PIB
As cinco bandeiras levantadas pelo movimento:
1 - Adoção de currículo nas escolas
2 - Valorização do professor
3 - Responsabilização dos gestores escolares
4 - Acompanhamento melhor das avaliações
5 - Melhores condições estruturais
Professora mato-grossense cria blog para troca de experiências
Da Assessoria
www.olhardireto.com.br
A falta de informações sobre maneiras de ministrar aulas de literatura infantil para crianças levou a professora Andréa Albano Nunes, de Campo Verde, Mato Grosso, a criar um blog para troca de experiências com outros professores. Criado em 2008, o blog Sala de Literatura Infantil contém registros das aulas de Andréa, professora do Centro Educacional Paulo Freire há quatro anos.
Como a linguagem poética é abstrata e carregada de metáforas, a professora tem um cuidado especial durante as aulas de poesia. “O objetivo não é assustar a criança com algo que ela não compreende, mas mostrar que a poesia está próxima delas e o quão agradável é o texto poético”, justifica.
Ela apresenta às crianças poemas que possam ser explicados em forma de história.
Depois de contar a história, a professora lê o texto original. “A criança tem o direito de acesso ao texto literário e a toda a singularidade com que a obra literária é composta”, afirma. Em seu trabalho com os alunos, Andréa inclui a realização de atividades lúdicas relacionadas com o que foi lido.
Na aula em que foi apresentada a poesia Balõezinhos, de Manuel Bandeira, houve brincadeira de balão na sala de aula. “Isso levou as crianças, de certa forma, a fazerem parte do poema, brincando de balão, tal como o personagem da poesia queria fazer”, salienta Andréa.
Para a professora, a criação de poemas acontece de forma natural na sala de aula, depois que os estudantes leem e brincam com a poesia. Ele admite ter surpresas agradáveis e cita, como exemplo, uma criança que escreveu uma metapoesia — poesia em que o autor atua como crítico para analisar o próprio poema e julgar sua capacidade criativa. “O aluno não sabe que é metapoesia, mas sabe imprimir o sentimento de poeta. É isso que importa”, analisa.
Para estimular a leitura de poesia, Andréa utiliza o microfone. É uma forma, segundo ela, de facilitar a percepção das várias formas de sons que aparecem. “Isso diverte as crianças e as encanta”, diz. “Elas ficam repetindo o poema que mais chama atenção pela sonoridade.” A professora entende que esse tipo de trabalho estimula o aprendizado das principais características e figuras de linguagem encontradas em uma poesia, sem que os alunos percebam que estão aprendendo conteúdo escolar.
Os alunos de Andréa escreveram três livros de contos e poesias desde 2008, com textos e ilustrações deles mesmos. O lançamento das obras ocorre em noites de autógrafos.
Evento, em Rondonópolis, faz parte de projeto de pesquisa sobre infância, juventude e cultura
O “I Seminário Educação, Diversidade e Cidadania” (Sedic) realiza no dia 09 a palestra “Família, escola e educação em sexualidade: direitos e responsabilidades”, com a professora Eliane Rose Maio Braga da Universidade Estadual de Maringá (UEM). O evento será no auditório da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Campus de Rondonópolis, às 19h30. A participação é gratuita. O Sedic tem por objetivo reunir pesquisadores, educadores, professores e alunos para o debate acerca das diversidades na educação. Na sua primeira edição, o Sedic está abordando o tema diversidade sexual e gênero, promovendo espaço para o debate coletivo do cotidiano escolar e universitário em suas experiências negativas e positivas.
Os debates são realizados a partir de conferências e mesas-redondas que problematizam as diferenças que resultam nas formas de exclusão na escola e universidade (violência e bullying); a formação do educador no trabalho com a sexualidade e gênero; o papel da família e da escola na educação em sexualidade; as relações étnico-raciais e seus entrelaçamentos com gênero na educação.
O I Sedic é parte do projeto de pesquisa “Intervenção ética, gênero e sexualidades na educação: narrativas de jovens e educadores” apoiado financeiramente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat). O evento tem como instituições organizadoras o Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEdu) da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Rondonópolis, por meio do Grupo de Pesquisa Infância, Juventude e Cultura Contemporânea (GEIJC).
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Realidade complexa - Educação do Campo
REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 163
As classes com alunos de diversas idades em localidades isoladas representam um dos maiores desafios pedagógicos da educação brasileira
As escolas multisseriadas, em que um mesmo docente atende estudantes de diferentes idades em uma mesma turma, são marca registrada da educação rural brasileira. Em 2009, o Censo Escolar apontou a existência de mais de 96,6 mil turmas multisseriadas no ensino fundamental. Segundo dados do Observatório da Educação, a distorção idade-série chega a 38,9% ainda nas séries iniciais das escolas rurais.
Esse número sinaliza o baixo aprendizado nas escolas rurais com essa característica, responsáveis principalmente pela oferta do 1º ao 5º do ensino fundamental. A existência das classes multisseriadas se dá por diversos fatores. Entre eles, a baixa densidade populacional na zona rural - escolas pequenas, com poucos alunos matriculados -, a carência de professores e de infraestrutura. Além disso, há poucos docentes das séries iniciais do ensino fundamental com nível superior. São apenas 35% na zona rural, contra 67,4% na zona urbana. Nas séries finais, são 44,6% e 88,3%, respectivamente.
Um levantamento do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Rural na Amazônia (Geperuaz), realizado com base no Censo Escolar 2006, mostrou que 75% das escolas de Educação Básica do Pará estão localizadas no campo, sendo a maioria das classes multisseriadas. Nessas escolas, a taxa de distorção idade-série é de 81,2%. O atraso escolar ainda nos primeiros anos de escolarização é grande: a distorção entre as crianças matriculadas na 4ª série é de 90,51%; na 1ª série, a taxa de reprovação atinge 36,27%.
Armênio Schimdt, da Secad, diz que não é possível prescindir das escolas multisseriadas, pois é necessário entender a densidade populacional do campo. "O que faltava era uma proposta pedagógica para atender diferentes alunos em uma mesma sala de aula. Hoje, o programa Escola Ativa é justamente para qualificar os professores, que têm anualmente 240 horas de formação."
"Hoje há processos de formação, tanto inicial quanto continuada. O problema é que são muitos professores para serem formados ao mesmo tempo. Além disso, não dá para tratar da mesma forma as populações quilombolas, ribeirinhos, povos da floresta, indígenas, nem mesmo formá-los da mesma maneira, ainda que haja aspectos comuns a eles", pondera Salomão.
Ausência de avaliação
A baixa qualidade da educação na zona rural costuma ser analisada principalmente pelos indicadores de fluxo escolar, com as taxas de reprovação e distorção idade-série. A participação das escolas rurais em avaliações de grande escala é pequena no Brasil. As turmas multisseriadas, por exemplo, não são avaliadas pela Prova Brasil e/ou pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Marcelino Rezende, da USP de Ribeirão Preto, aponta dois motivos que inviabilizam a avaliação das escolas rurais: o custo de chegar a todas elas e a possibilidade de os indicadores nacionais caírem ainda mais, dada a realidade educacional no campo. Segundo ele, é comum municípios terem um bom Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) com base no desempenho das escolas urbanas, enquanto as rurais, que muitas vezes são maioria na rede, ficam à margem do sistema. Para o pesquisador, não é possível avaliar sem que primeiro se ofereça uma escola com boa infraestrutura e professores qualificados.
"É preciso avaliar também os conhecimentos específicos que são ensinados nas escolas rurais, que muitas vezes não são captados nessas provas. Temos de buscar uma prova que avalie com mais clareza aquilo que é trabalhado no campo", defende Schmidt.
Outro aspecto que interfere na qualidade da educação no campo é a faixa salarial dos docentes, aliada aos desmandos políticos. Segundo Josemar da Silva Martins, o Pinzoh, professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) que atua em um projeto junto a 43 escolas rurais, a falta de infraestrutura e os baixos salários são determinantes.
"Há escolas muito isoladas, cujo suprimento básico do quadro de pessoal é uma única pessoa: a professora, que se encarrega da limpeza, da merenda, que leva água na cabeça porque se não tiver água não haverá comida", relata o pesquisador. Por outro lado, aponta ele, as formações hoje disponíveis são boas, mas têm de ser atreladas a um salário melhor, pois a rotatividade é muito grande. Nesse cenário, os professores que se qualificam buscam mudar para centros maiores, onde se paga melhor e as redes são
mais estruturadas.
Pinzoh aponta outro problema: o desconhecimento das editoras de livros didáticos do Brasil profundo. Por esse motivo, a saída é produzir
conteúdos que dialoguem com as realidades locais. "É preciso melhorar o acesso aos conteúdos e aumentar a capacidade do professor de contextualizar os conhecimentos, com uma prática pedagógica que transite entre a escola e a comunidade." O desafio maior está em fazer esse movimento sem tratar o conhecimento de forma reducionista. (E.F. e Rubem Barros)
O campo e o PNE
A preocupação com as classes multisseriadas também esteve presente na Conferência Nacional de Educação, evento que reuniu educadores de todo o Brasil em março último. Como um dos temas do eixo 6 da Conae, que tratou da questão da diversidade, o texto final recomendou que as salas multisseriadas tenham número reduzido de alunos em relação às turmas de série única, além de recursos humanos e didáticos em consonância com suas necessidades pedagógicas.
As classes com alunos de diversas idades em localidades isoladas representam um dos maiores desafios pedagógicos da educação brasileira
As escolas multisseriadas, em que um mesmo docente atende estudantes de diferentes idades em uma mesma turma, são marca registrada da educação rural brasileira. Em 2009, o Censo Escolar apontou a existência de mais de 96,6 mil turmas multisseriadas no ensino fundamental. Segundo dados do Observatório da Educação, a distorção idade-série chega a 38,9% ainda nas séries iniciais das escolas rurais.
Esse número sinaliza o baixo aprendizado nas escolas rurais com essa característica, responsáveis principalmente pela oferta do 1º ao 5º do ensino fundamental. A existência das classes multisseriadas se dá por diversos fatores. Entre eles, a baixa densidade populacional na zona rural - escolas pequenas, com poucos alunos matriculados -, a carência de professores e de infraestrutura. Além disso, há poucos docentes das séries iniciais do ensino fundamental com nível superior. São apenas 35% na zona rural, contra 67,4% na zona urbana. Nas séries finais, são 44,6% e 88,3%, respectivamente.
Um levantamento do Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação Rural na Amazônia (Geperuaz), realizado com base no Censo Escolar 2006, mostrou que 75% das escolas de Educação Básica do Pará estão localizadas no campo, sendo a maioria das classes multisseriadas. Nessas escolas, a taxa de distorção idade-série é de 81,2%. O atraso escolar ainda nos primeiros anos de escolarização é grande: a distorção entre as crianças matriculadas na 4ª série é de 90,51%; na 1ª série, a taxa de reprovação atinge 36,27%.
Armênio Schimdt, da Secad, diz que não é possível prescindir das escolas multisseriadas, pois é necessário entender a densidade populacional do campo. "O que faltava era uma proposta pedagógica para atender diferentes alunos em uma mesma sala de aula. Hoje, o programa Escola Ativa é justamente para qualificar os professores, que têm anualmente 240 horas de formação."
"Hoje há processos de formação, tanto inicial quanto continuada. O problema é que são muitos professores para serem formados ao mesmo tempo. Além disso, não dá para tratar da mesma forma as populações quilombolas, ribeirinhos, povos da floresta, indígenas, nem mesmo formá-los da mesma maneira, ainda que haja aspectos comuns a eles", pondera Salomão.
Ausência de avaliação
A baixa qualidade da educação na zona rural costuma ser analisada principalmente pelos indicadores de fluxo escolar, com as taxas de reprovação e distorção idade-série. A participação das escolas rurais em avaliações de grande escala é pequena no Brasil. As turmas multisseriadas, por exemplo, não são avaliadas pela Prova Brasil e/ou pelo Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
Marcelino Rezende, da USP de Ribeirão Preto, aponta dois motivos que inviabilizam a avaliação das escolas rurais: o custo de chegar a todas elas e a possibilidade de os indicadores nacionais caírem ainda mais, dada a realidade educacional no campo. Segundo ele, é comum municípios terem um bom Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) com base no desempenho das escolas urbanas, enquanto as rurais, que muitas vezes são maioria na rede, ficam à margem do sistema. Para o pesquisador, não é possível avaliar sem que primeiro se ofereça uma escola com boa infraestrutura e professores qualificados.
"É preciso avaliar também os conhecimentos específicos que são ensinados nas escolas rurais, que muitas vezes não são captados nessas provas. Temos de buscar uma prova que avalie com mais clareza aquilo que é trabalhado no campo", defende Schmidt.
Outro aspecto que interfere na qualidade da educação no campo é a faixa salarial dos docentes, aliada aos desmandos políticos. Segundo Josemar da Silva Martins, o Pinzoh, professor do Departamento de Ciências Humanas da Universidade do Estado da Bahia (Uneb) que atua em um projeto junto a 43 escolas rurais, a falta de infraestrutura e os baixos salários são determinantes.
"Há escolas muito isoladas, cujo suprimento básico do quadro de pessoal é uma única pessoa: a professora, que se encarrega da limpeza, da merenda, que leva água na cabeça porque se não tiver água não haverá comida", relata o pesquisador. Por outro lado, aponta ele, as formações hoje disponíveis são boas, mas têm de ser atreladas a um salário melhor, pois a rotatividade é muito grande. Nesse cenário, os professores que se qualificam buscam mudar para centros maiores, onde se paga melhor e as redes são
mais estruturadas.
Pinzoh aponta outro problema: o desconhecimento das editoras de livros didáticos do Brasil profundo. Por esse motivo, a saída é produzir
conteúdos que dialoguem com as realidades locais. "É preciso melhorar o acesso aos conteúdos e aumentar a capacidade do professor de contextualizar os conhecimentos, com uma prática pedagógica que transite entre a escola e a comunidade." O desafio maior está em fazer esse movimento sem tratar o conhecimento de forma reducionista. (E.F. e Rubem Barros)
O campo e o PNE
A preocupação com as classes multisseriadas também esteve presente na Conferência Nacional de Educação, evento que reuniu educadores de todo o Brasil em março último. Como um dos temas do eixo 6 da Conae, que tratou da questão da diversidade, o texto final recomendou que as salas multisseriadas tenham número reduzido de alunos em relação às turmas de série única, além de recursos humanos e didáticos em consonância com suas necessidades pedagógicas.
Blitz da educação marcar o dia para o dia Mundial de Luta contra a Aids
quarta-feira, 01 de dezembro de 2010
www.seduc.mt.gov.br
Cerca de 2,5 mil preservativos, além de dois mil folders enfocando a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis foram distribuídos na manhã de hoje, 1º de dezembro, por estudantes da Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, do bairro Pedra 90.
A mobilização - realizada por cerca de 60 estudantes do III Ciclo do Ensino Fundamental e também do Ensino Médio - chamou à atenção da comunidade para o ‘Dia Mundial de Luta Contra a Aids’, celebrado nesta data.
A proposta de realizar um ato de sensibilização foi sugerida por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), que é gerenciado em Mato Grosso pelas Secretarias de Estado de Educação e de Saúde.
Por mais de duas horas, a avenida Principal do bairro Pedra 90 foi palco de uma ‘Blitz da Saúde’. Munidos de boa vontade, informações, preservativos e folders os estudantes se dividiram em três equipes (uma volante que percorreu as casas do bairro, outra na blitz e a terceira equipe de suporte em frente a estabelecimento comerciais), a população foi convidado a refletir sobre as DST e a Aids.
O professor Marconi Dantas Corrêa, que coordenou a atividade, acredita que os alunos entenderam, de fato, a necessidade de discussão e disseminação das informações preventivas. “Os alunos foram convidados a refletirem e os que estão aqui foram voluntários”, explica.
“A mobilização serve como um grande alerta a toda comunidade, já que a incidência de jovens que contraíram a doença em Mato Grosso e no Brasil é alarmante. O trabalho em conjunto é parte de um processo fundamental para mudar esse quadro”. A análise é da diretora da unidade escolar, Sérgia Eliana Novaes da Silva.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MT) revelam que do ano de 1989 a novembro de 2010, Mato Grosso apresentou registro de 8.930 casos de Aids. Dados específicos em menores de 13 anos, a notificação é de 197 casos. Para pessoas maiores de 13 anos, 6.521 casos.
A ‘Blitz da Saúde’ só pode ser executada porque contou com parcerias de comerciantes locais, de um vereador e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Polícia Militar. Quinze profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) dos postos 5 e 6 auxiliaram os trabalhos.
“Na adolescência todo mundo quer curtir, quer carinho. Atitudes como essa blitz esse servem para despertar a consciência, para propor uma reflexão da necessidade de uso do preservativo”, finaliza a estudante Thaína Ferreira da Costa, 16 anos, aluna do 9º ano.
PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
www.seduc.mt.gov.br
Cerca de 2,5 mil preservativos, além de dois mil folders enfocando a prevenção a doenças sexualmente transmissíveis foram distribuídos na manhã de hoje, 1º de dezembro, por estudantes da Escola Estadual Malik Didier Namer Zahafi, do bairro Pedra 90.
A mobilização - realizada por cerca de 60 estudantes do III Ciclo do Ensino Fundamental e também do Ensino Médio - chamou à atenção da comunidade para o ‘Dia Mundial de Luta Contra a Aids’, celebrado nesta data.
A proposta de realizar um ato de sensibilização foi sugerida por meio do Programa Saúde na Escola (PSE), que é gerenciado em Mato Grosso pelas Secretarias de Estado de Educação e de Saúde.
Por mais de duas horas, a avenida Principal do bairro Pedra 90 foi palco de uma ‘Blitz da Saúde’. Munidos de boa vontade, informações, preservativos e folders os estudantes se dividiram em três equipes (uma volante que percorreu as casas do bairro, outra na blitz e a terceira equipe de suporte em frente a estabelecimento comerciais), a população foi convidado a refletir sobre as DST e a Aids.
O professor Marconi Dantas Corrêa, que coordenou a atividade, acredita que os alunos entenderam, de fato, a necessidade de discussão e disseminação das informações preventivas. “Os alunos foram convidados a refletirem e os que estão aqui foram voluntários”, explica.
“A mobilização serve como um grande alerta a toda comunidade, já que a incidência de jovens que contraíram a doença em Mato Grosso e no Brasil é alarmante. O trabalho em conjunto é parte de um processo fundamental para mudar esse quadro”. A análise é da diretora da unidade escolar, Sérgia Eliana Novaes da Silva.
Dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES/MT) revelam que do ano de 1989 a novembro de 2010, Mato Grosso apresentou registro de 8.930 casos de Aids. Dados específicos em menores de 13 anos, a notificação é de 197 casos. Para pessoas maiores de 13 anos, 6.521 casos.
A ‘Blitz da Saúde’ só pode ser executada porque contou com parcerias de comerciantes locais, de um vereador e da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e da Polícia Militar. Quinze profissionais do Programa Saúde da Família (PSF) dos postos 5 e 6 auxiliaram os trabalhos.
“Na adolescência todo mundo quer curtir, quer carinho. Atitudes como essa blitz esse servem para despertar a consciência, para propor uma reflexão da necessidade de uso do preservativo”, finaliza a estudante Thaína Ferreira da Costa, 16 anos, aluna do 9º ano.
PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
Dia Mundial de Combate à Aids
quarta-feira, 01 de dezembro de 2010
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Adriana Sales
Para algumas pessoas, qualquer ideia ou defesa que insira a travesti nos ambientes formais da sociedade causam espanto e rejeição. A afirmação de identidade travesti destas pessoas e suas defesas acaloradas acabam causando desconforto naqueles que sempre enxergaram estes indivíduos à margem do cotidiano.
Formas femininas esculturais camuflam o sexo e a idade de uma nova geração de travestis, que circula, com seus nomes sociais, nas ruas de Mato Grosso. Falar ainda em crianças e jovens travestis parece absurdo para padrões tão obsoletos e conservadores, que deveriam proporcionar um debate mais maduro e reflexivo sobre padrões sociais e novas perspectivas educacionais. A dificuldade que a sociedade encontra para lidar com essa dicotomia é a principal causa de um sentimento, comum entre travestis, de que certos espaços são inconciliáveis com os seus estilos de vida. Entre estes espaços, está a escola e esta angústia é a principal responsável por afastar esse segmento da sociedade, precocemente, da vida acadêmica e de fazer com que se sintam inaptas para abraçar uma carreira formal.
O uso do nome social ou mesmo do "nome de guerra" se torna uma das ferramentas de imposição nesta batalha por direitos. O exercício do uso e empoderamento desses nomes identitários, pelas travestis, qualificado como uma função tradicionalmente feminina, torna-se uma guerra velada pela garantia de espaço, presença e manifestação da existência, quase nunca contempladas, senão pelo grito de algumas trans que colocam suas caras, corpos e nomes sociais a mostra em grupos elitizados pensantes.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 15), "A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis". A investigação da constituição da identidade travesti na adolescência, no início de sua publicização e no auge de algumas de suas mudanças corporais, têm possibilitado o levantamento de dados para a compreensão dessa cultura sexual e toda proposição contemporânea de eqüidade de gênero. As travestilidades são processos identitários pelos quais os sujeitos travestis passam para constituir-se enquanto "femininos".
Essa realidade é perceptível e real devido às experiências constituírem-se dentro da heteronormatividade, o que não impede que, o corpo travesti preserve a ambiguidade, a surpresa e a confusão dos códigos de inteligibilidade, pois é "um corpo aparentemente feminino que tem em seu corpo inicial um órgão sexual masculino..." (Peres, 2005:25-26).
As realidades encontradas nas escolas e pesquisas existentes na academia apontam para a necessidade analítica de ampliarmos essas noções e contemplarmos aqueles sujeitos que já se assumiram travestis e, ainda bastante jovens têm mudado sua autodenominação.
As discussões sobre afirmação, identidade, diversidade e gênero e equidade podem estimular as discussões sobre os direitos dos estudantes e promover a inclusão de políticas públicas, currículo, propostas pedagógicas e de gestão escolar que inclua as minorias discriminadas e diversas no ambiente escolar.
A evasão escolar provocada pela transfobia é preocupante. Para quem vivenciou a academia já há concorrência velada para o mercado de trabalho, logo se imagina todos os entraves de se inserir no mesmo sem ter concluído seus estudos ou mesmo freqüentado uma escola. Mais difícil ainda é não ter escolaridade e nem sua identidade respeitada e reconhecida. E é na infância que começa a descoberta pela sexualidade e cabe à escola trabalhar este descobrimento, discuti-lo, pensá-lo e refleti-lo de maneira sensibilizada e respeitosa como aquilo que não conhecemos ou mesmo não compreendemos de forma profunda.
Com este viés pretendemos não só enfatizar as especificidades deste segmento da comunidade LGBT, mas também proporcionar novos olhares para o diferente: para o negro, o índio, o portador de necessidades especiais, a mulher, o gordo, a loira e todos os estereótipos que fazem parte deste universo tão repleto de diferenças que resultam neste conjunto de características da psique do animal racional. Mesmo que o nome social e a defesa do uso do mesmo pareça alusão às homossexualidades, é necessário que se reconheça para que esta arma de batalhas e conquistas sociais se torne apenas mais uma vertente entre as dicotomias humanas.
Adriana Sales é lotada na Superintendência de Formação dos profissionais da Educação na Secretaria Estadual de Educação e uma das diretoras da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso (Astramt)
www.seduc.mt.gov.br
Adriana Sales
Para algumas pessoas, qualquer ideia ou defesa que insira a travesti nos ambientes formais da sociedade causam espanto e rejeição. A afirmação de identidade travesti destas pessoas e suas defesas acaloradas acabam causando desconforto naqueles que sempre enxergaram estes indivíduos à margem do cotidiano.
Formas femininas esculturais camuflam o sexo e a idade de uma nova geração de travestis, que circula, com seus nomes sociais, nas ruas de Mato Grosso. Falar ainda em crianças e jovens travestis parece absurdo para padrões tão obsoletos e conservadores, que deveriam proporcionar um debate mais maduro e reflexivo sobre padrões sociais e novas perspectivas educacionais. A dificuldade que a sociedade encontra para lidar com essa dicotomia é a principal causa de um sentimento, comum entre travestis, de que certos espaços são inconciliáveis com os seus estilos de vida. Entre estes espaços, está a escola e esta angústia é a principal responsável por afastar esse segmento da sociedade, precocemente, da vida acadêmica e de fazer com que se sintam inaptas para abraçar uma carreira formal.
O uso do nome social ou mesmo do "nome de guerra" se torna uma das ferramentas de imposição nesta batalha por direitos. O exercício do uso e empoderamento desses nomes identitários, pelas travestis, qualificado como uma função tradicionalmente feminina, torna-se uma guerra velada pela garantia de espaço, presença e manifestação da existência, quase nunca contempladas, senão pelo grito de algumas trans que colocam suas caras, corpos e nomes sociais a mostra em grupos elitizados pensantes.
Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (artigo 15), "A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis". A investigação da constituição da identidade travesti na adolescência, no início de sua publicização e no auge de algumas de suas mudanças corporais, têm possibilitado o levantamento de dados para a compreensão dessa cultura sexual e toda proposição contemporânea de eqüidade de gênero. As travestilidades são processos identitários pelos quais os sujeitos travestis passam para constituir-se enquanto "femininos".
Essa realidade é perceptível e real devido às experiências constituírem-se dentro da heteronormatividade, o que não impede que, o corpo travesti preserve a ambiguidade, a surpresa e a confusão dos códigos de inteligibilidade, pois é "um corpo aparentemente feminino que tem em seu corpo inicial um órgão sexual masculino..." (Peres, 2005:25-26).
As realidades encontradas nas escolas e pesquisas existentes na academia apontam para a necessidade analítica de ampliarmos essas noções e contemplarmos aqueles sujeitos que já se assumiram travestis e, ainda bastante jovens têm mudado sua autodenominação.
As discussões sobre afirmação, identidade, diversidade e gênero e equidade podem estimular as discussões sobre os direitos dos estudantes e promover a inclusão de políticas públicas, currículo, propostas pedagógicas e de gestão escolar que inclua as minorias discriminadas e diversas no ambiente escolar.
A evasão escolar provocada pela transfobia é preocupante. Para quem vivenciou a academia já há concorrência velada para o mercado de trabalho, logo se imagina todos os entraves de se inserir no mesmo sem ter concluído seus estudos ou mesmo freqüentado uma escola. Mais difícil ainda é não ter escolaridade e nem sua identidade respeitada e reconhecida. E é na infância que começa a descoberta pela sexualidade e cabe à escola trabalhar este descobrimento, discuti-lo, pensá-lo e refleti-lo de maneira sensibilizada e respeitosa como aquilo que não conhecemos ou mesmo não compreendemos de forma profunda.
Com este viés pretendemos não só enfatizar as especificidades deste segmento da comunidade LGBT, mas também proporcionar novos olhares para o diferente: para o negro, o índio, o portador de necessidades especiais, a mulher, o gordo, a loira e todos os estereótipos que fazem parte deste universo tão repleto de diferenças que resultam neste conjunto de características da psique do animal racional. Mesmo que o nome social e a defesa do uso do mesmo pareça alusão às homossexualidades, é necessário que se reconheça para que esta arma de batalhas e conquistas sociais se torne apenas mais uma vertente entre as dicotomias humanas.
Adriana Sales é lotada na Superintendência de Formação dos profissionais da Educação na Secretaria Estadual de Educação e uma das diretoras da Associação das Travestis e Transexuais de Mato Grosso (Astramt)
Movimento Todos pela Educação estabelece cinco bandeiras para a área
FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO
O movimento Todos pela Educação lançou nesta quarta-feira cinco bandeiras para a educação no país, com o objetivo de ajudar a cumprir até 2022 as cinco metas de qualidade que já tinham sido estabelecidas pela ONG.
As bandeiras são a adoção de currículo nas escolas, a valorização do professor (tanto com melhora na carreira quanto com melhor formação), a responsabilização dos gestores, avaliação educacional que leve às escolas mais informações sobre sua situação, e melhores condições dentro da sala de aula, com melhoria na estrutura física e mais tempo de aula para os alunos.
Formado principalmente por empresários, o grupo destacou hoje que essas bandeiras devem acelerar o atendimento de metas de qualidade estabelecidas em 2006, quando o movimento começou.
As metas que devem ser cumpridas são: toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola, toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos, todo aluno com aprendizado adequado à sua série, todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos e investimento em educação ampliado e bem gerido.
DE SÃO PAULO
O movimento Todos pela Educação lançou nesta quarta-feira cinco bandeiras para a educação no país, com o objetivo de ajudar a cumprir até 2022 as cinco metas de qualidade que já tinham sido estabelecidas pela ONG.
As bandeiras são a adoção de currículo nas escolas, a valorização do professor (tanto com melhora na carreira quanto com melhor formação), a responsabilização dos gestores, avaliação educacional que leve às escolas mais informações sobre sua situação, e melhores condições dentro da sala de aula, com melhoria na estrutura física e mais tempo de aula para os alunos.
Formado principalmente por empresários, o grupo destacou hoje que essas bandeiras devem acelerar o atendimento de metas de qualidade estabelecidas em 2006, quando o movimento começou.
As metas que devem ser cumpridas são: toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola, toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos, todo aluno com aprendizado adequado à sua série, todo jovem com ensino médio concluído até os 19 anos e investimento em educação ampliado e bem gerido.
Dois morrem em desabamento de teto de creche no ES
Duas crianças morreram e pelo menos seis pessoas ficaram feridas, entre elas três gravemente, após o desabamento do telhado de uma creche municipal, em Cariacica (ES), na tarde de hoje. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 13h45 de hoje. Não chovia no momento, informaram os bombeiros. Um perito está no local avaliando o imóvel.
De acordo com os bombeiros, o motivo do desabamento do teto da Creche Semei Amélia Virgínia pode ter sido falta de conservação. As crianças feridas, com idades entre 7 e 10 anos, foram encaminhadas para os hospitais São Lucas, Hospital Infantil de Vila Velha e Meridional e Cariacica.
De acordo com os bombeiros, o motivo do desabamento do teto da Creche Semei Amélia Virgínia pode ter sido falta de conservação. As crianças feridas, com idades entre 7 e 10 anos, foram encaminhadas para os hospitais São Lucas, Hospital Infantil de Vila Velha e Meridional e Cariacica.
DF é o que mais investe por aluno ao ano, aponta relatório sobre educação
Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil
Em Brasília O Distrito Federal é a unidade da Federação com o maior investimento público por aluno da educação básica ao ano: R$ 4.834,43. Roraima aparece em seguida, com R$ 4.365,37 gastos anualmente, por estudante. Os dados fazem parte do relatório do movimento Todos pela Educação, divulgado hoje (1°). A entidade criou cinco metas de acesso e qualidade da educação no Brasil e acompanha os resultados periodicamente.
A meta cinco refere-se justamente ao investimento público na educação básica. A entidade defende que o país invista 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área, patamar que deve ser atingido ainda este ano e mantido até 2022. Os dados mostram que em 2009 o país aplicou 4,3% do PIB no setor. O relatório aponta que, mantido o ritmo de crescimento dos últimos anos, o percentual não será atingido.
O estudo também traz análises sobre o acesso da população de 4 a 17 anos à escola, a alfabetização das crianças até 8 anos de idade, o aprendizado adequado dos alunos por série e a conclusão do ensino médio até 19 anos.
De acordo com a análise, o gasto educacional por aluno não tem relação com a região do país ou com a renda média da população do estado. Os recursos públicos investidos em cada estudante cresceram nos últimos anos, mas ainda variam muito de acordo com a unidade da federação: 12 estados investem menos do que a média nacional – R$ 2.948 ao ano por aluno.
Se o Distrito Federal e Roraima lideram a lista dos que mais investem, na outra ponta, Bahia, Paraíba e Amazonas apresentam os menores valores por aluno: R$ 1.766,94; R$ 1.802,39 e R$ 1.868,07, respectivamente.]
Estado Valor investido por aluno/ano
Distrito Federal R$ 4.834,43
Roraima R$ 4.365,37
Amapá R$ 3.729,39
Espírito Santo R$ 3.687,37
Mato Grosso do Sul R$ 3.481,96
Acre R$ 3.269,33
Sergipe R$ 3.111,59
Tocantins R$ 2.946,82
São Paulo R$ 2.930,56
Rio de Janeiro R$ 2.773,33
Ceará R$ 2.759,14
Goiás R$ 2.691,80
Mato Grosso R$ 2.510,95
Minas Gerais R$ 2.445,80
Rondônia R$ 2.410,95
Rio Grande do Sul R$ 2.369,02
Paraná R$ 2.301,10
Pernambuco R$ 2.157,11
Piauí R$ 2.120,53
Alagoas R$ 2.070,23
Santa Catarina R$ 2.052,57
Rio Grande do Norte R$ 2.038,18
Maranhão R$ 2.033,48
Pará R$ 2.006,35
Amazonas R$ 1.868,07
Paraíba R$ 1.802,39
Bahia R$ 1.766,94
Da Agência Brasil
Em Brasília O Distrito Federal é a unidade da Federação com o maior investimento público por aluno da educação básica ao ano: R$ 4.834,43. Roraima aparece em seguida, com R$ 4.365,37 gastos anualmente, por estudante. Os dados fazem parte do relatório do movimento Todos pela Educação, divulgado hoje (1°). A entidade criou cinco metas de acesso e qualidade da educação no Brasil e acompanha os resultados periodicamente.
A meta cinco refere-se justamente ao investimento público na educação básica. A entidade defende que o país invista 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área, patamar que deve ser atingido ainda este ano e mantido até 2022. Os dados mostram que em 2009 o país aplicou 4,3% do PIB no setor. O relatório aponta que, mantido o ritmo de crescimento dos últimos anos, o percentual não será atingido.
O estudo também traz análises sobre o acesso da população de 4 a 17 anos à escola, a alfabetização das crianças até 8 anos de idade, o aprendizado adequado dos alunos por série e a conclusão do ensino médio até 19 anos.
De acordo com a análise, o gasto educacional por aluno não tem relação com a região do país ou com a renda média da população do estado. Os recursos públicos investidos em cada estudante cresceram nos últimos anos, mas ainda variam muito de acordo com a unidade da federação: 12 estados investem menos do que a média nacional – R$ 2.948 ao ano por aluno.
Se o Distrito Federal e Roraima lideram a lista dos que mais investem, na outra ponta, Bahia, Paraíba e Amazonas apresentam os menores valores por aluno: R$ 1.766,94; R$ 1.802,39 e R$ 1.868,07, respectivamente.]
Estado Valor investido por aluno/ano
Distrito Federal R$ 4.834,43
Roraima R$ 4.365,37
Amapá R$ 3.729,39
Espírito Santo R$ 3.687,37
Mato Grosso do Sul R$ 3.481,96
Acre R$ 3.269,33
Sergipe R$ 3.111,59
Tocantins R$ 2.946,82
São Paulo R$ 2.930,56
Rio de Janeiro R$ 2.773,33
Ceará R$ 2.759,14
Goiás R$ 2.691,80
Mato Grosso R$ 2.510,95
Minas Gerais R$ 2.445,80
Rondônia R$ 2.410,95
Rio Grande do Sul R$ 2.369,02
Paraná R$ 2.301,10
Pernambuco R$ 2.157,11
Piauí R$ 2.120,53
Alagoas R$ 2.070,23
Santa Catarina R$ 2.052,57
Rio Grande do Norte R$ 2.038,18
Maranhão R$ 2.033,48
Pará R$ 2.006,35
Amazonas R$ 1.868,07
Paraíba R$ 1.802,39
Bahia R$ 1.766,94
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