quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MT -Estudantes de escolas públicas visitam aldeia dos Jogos dos Povos Indígenas

Estudantes de 17 escolas públicas do ensino médio e fundamental estão tendo uma experiência de aprendizagem diferenciada esta semana, durante os 12º Jogos dos Povos Indígenas, em Cuiabá. Ao todo, são aproximadamente 680 alunos de instituições de ensino estaduais e municipais, que participarão, até quinta-feira (14.11), da programação do evento.

Letícia Santana estuda o 8º ano do ensino fundamental na Escola Estadual Elmaz Gattas Monteiro, em Várzea Grande, e ficou encantada com os Jogos dos Povos Indígenas. “É muito interessante, diferente, algo com o qual eu nunca havia tido contato e antes só conhecia pelos livros. Para mim, foi uma oportunidade de ganhar conhecimento, e aprender sobre a cultura e os jogos dos indígenas”. Não menos empolgada, Nathalia Gonçalvez complementou: “Gostei da dança, da oca digital e da oca do saber. Aprendi um pouco mais sobre os povos indígenas”.

A visita das escolas ocorre no período da tarde, quando começam as competições de esportes tradicionais indígenas, na arena dos jogos, com capacidade para oito mil pessoas. Na ocasião, os estudantes também conhecem a oca digital, onde indígenas participam de oficinas e aproveitam para pesquisar na internet. Elas também visitam a oca do saber, espaço destinado para os debates e diálogos. 

O evento prossegue até sábado (16.11), na aldeia dos Jogos dos Povos Indígenas, construída em uma área de sete hectares, no Jardim Botânico, localizado na Avenida Antártica, após a Ambev, na região do Sucuri.
Idealizados pelo Comitê Intertribal, os Jogos dos Povos Indígenas é um evento realizado em parceria com o Ministério do Esporte e o Governo de Mato Grosso, por meio Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (Seel-MT), e conta com apoio da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e a Prefeitura de Cuiabá.
Clique aqui para saber mais sobre o evento.

http://www.esporte.gov.br/index.php/institucional/esporte-educacao-lazer-e-inclusao-social/jogos-indigenas/apresentacao

Asssessoria/SEEL

Abertas inscrições para VIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros (as)


Estão abertas as inscrições para o VIII Congresso Brasileiro de Pesquisadores/as Negros/as – Ações Afirmativas: Cidadania e Relações Étnico-Raciais. O evento ocorrerá no período de 29 de julho a 02 de agosto de 2014, na Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. 
 Interessados podem se inscrever no endereço eletrônico: http://www.para2014.copene.org/site/capa. O site também disponibiliza informações sobre programação, eixos temáticos, modalidades de apresentações de trabalhos, entre outros.
 
O Congresso é promovido pela Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN).
Assessoria/Seduc-MT

MT - Seduc realizará encontro para inscritos no curso de Formação para tutores


A Superintendência de Formação dos Profissionais da Educação (SUFP) da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) promoverá nos dias 27 e 28 deste mês, o encontro presencial do curso de Formação em Tutoria. O evento ocorrerá no Cefapro de Cuiabá. A formação visa preparar novos profissionais para atuarem no Programa Formação pela Escola.

O curso é uma parceria entre o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Seduc e Secretarias Municipais. A atividade é ofertada em EaD e teve início no dia 04 de novembro, com término previsto para 11 de dezembro. Os novos tutores atuarão como multiplicadores a partir de janeiro de 2014. 

Estão inscritos no curso 34 professores efetivos da rede municipal de ensino de 32 municípios, abrangendo todas as regiões de Mato Grosso. O Programa Nacional de Formação Continuada à Distância nas Ações do FNDE – Formação pela Escola – tem como objetivo fortalecer a atuação dos agentes e parceiros envolvidos na execução, no monitoramento, na avaliação, na prestação de contas e no controle social dos programas e ações educacionais financiados pelo Fundo.

O programa tem como propósito contribuir para a melhoria da qualidade da gestão e fortalecimento do controle social dos recursos públicos destinados à educação.

Maiores informações pelos tel. (65) 3613 6440/ 6319.


Assessoria Seduc/MT

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Dia do Diretor: gestão com qualidade escolar

A função de diretor é uma tarefa árdua, pois ele enfrenta problemas e desafios diariamente, mas com empenho, dedicação e determinação é possível fazer a diferença

 
 
Em 12 de Novembro é comemorado o Dia do Diretor Escolar e a SecretariaMunicipal de Educação de Cuiabá parabeniza a todos os gestores da
rede.

O gestor escolar tem um papel fundamental no processo pedagógico,administrativo e social de uma unidade de ensino. Ele tem muitas responsabilidades e atribuições, o que acaba fazendo com que sua função seja bastante complexa.

Sabemos que a função de diretor é uma tarefa árdua, pois ele enfrenta problemas e desafios diariamente, mas com empenho, dedicação e determinação é possível fazer a diferença. Lembre-se que o sucesso de uma escola é resultado do bom trabalho de um gestor. A articulação dos diferentes processos vivenciados no interior das unidades de ensino é fator determinante para a garantia da qualidade do ensino e, consequentemente, para o sucesso da gestão.

O gestor escolar tem que saber liderar e delegar, mas é importante entender que não lida apenas com problemas administrativos e burocráticos de uma escola, mas também com o pedagógico e o social, a valorização da qualidade do ensino, o trabalho em equipe e as relações com seus alunos, pais, funcionários e a comunidade escolar.

Precisa estar atento e ter um olhar diferenciado para observar eperceber quando algo está errado. Precisa saber lidar com situações inesperadas e conflitos diários, principalmente com aqueles que envolvem seus alunos - crianças, adolescentes e jovens.

Atualmente, a rede municipal de Cuiabá possui 146 diretores de escolas e creches e temos o privilégio de poder contar com profissionais competentes e comprometidos com o processo pedagógico e administrativo em nossas unidades.

Você gestor escolar merece todo o reconhecimento pelo seu empenho ededicação ao trabalho.

Sabemos que não foi por acaso que você foi escolhido para gerir essa unidade, com certeza o grande diferencial se faz presente em suas práticas de gestão e é por isso que agradecemos todo o seu empenho e dedicação na gestão do maior patrimônio de uma Humanidade que é, sem sombra de dúvida, a Educação de nosso município.

Parabéns por ser um gestor que faz a diferença!


*GILBERTO GOMES DE FIGUEIREDO é Secretário Municipal de Educação de Cuiabá

É de pequeno que se aprende

Lair Ribeiro
 
 Já faz bastante tempo que, para compensar o pouco tempo que têm para seus filhos, muitos pais passaram a trocar abraços e beijos por doces, refrigerantes, lanches... E o que era para ser um gesto de amor, acaba por gerar um ciclo vicioso que se mantém durante a infância, a adolescência e a fase adulta da vida. A criança que cresce nesse ciclo, passa a relacionar afeto a barras de chocolate, abraço apertado a copos de refrigerante, beijo carinhoso a sacos de salgadinhos... E sempre que se sentir carente, irá atacar a geladeira, a despensa ou alguma loja de conveniências.

Comida e afetividade andam juntas, mas a primeira não pode ser usada para substituir a segunda. A criança cuja afetividade é suprida com alimentos cresce carente e desconectada de seus sentimentos. Fisicamente, ela começa a engordar, podendo desenvolver obesidade, com todos os graves problemas físicos associados a esse quadro, que, por sua vez, provoca reações sociais, que passam a constituir outro grave problema na vida da criança, este, de natureza emocional.

Com o passar dos anos, a criança começa a ficar “gordinha”. Suas formas vão se avolumando, os apelidos começam a fazer parte da sua vida e, sentindo-se excluída de seu meio social, ela se refugia em doces e se afunda em calorias diante da TV que a hipnotiza e a faz viajar sem sair do lugar.

Ao primeiro sinal de que algo dessa natureza está ocorrendo, os pais devem mudar imediatamente sua conduta e começar um programa para recuperar a auto-estima da criança e eliminar todos os excessos, principalmente o de peso. É crucial adotar um programa de reeducação alimentar.

Pesquisas recentes revelam que cerca de 15% das crianças brasileiras são obesas e outras 40% estão acima do peso. Outros números mostram que aqueles que chegam obesos à adolescência têm 60% a 80% de chances de se tornarem adultos obesos. Além disso, assim como os adultos, crianças obesas também estão sujeitas a desenvolver diabetes, colesterol alto, hipertensão e outras doenças associadas ao excesso de peso.

A hora é essa! Aproveite para mudar os hábitos de toda a família. Adote uma alimentação saudável e equilibrada. Um cardápio variado e nutritivo irá contribuir para que os pequenos entrem em contato com diferentes sabores e enriqueçam seu apetite. Não podem faltar na mesa proteínas, carboidratos, fibras e vitaminas. Informe-se a respeito do valor nutricional dos alimentos e, com a ajuda de um nutricionista, elabore um cardápio que atenda às necessidades dos adultos e das crianças da casa (as necessidades de adultos e de crianças são diferentes).

E estimule o hábito de tomar água. Muita água! Água é vital para o organismo e deve ser ingerida com freqüência durante o dia. E aproveite o embalo para incluir alguma atividade física na rotina semanal da criança e da família. O ser humano foi programado para o movimento. Não se esqueça: pequenas mudanças, quando feitas repetidas vezes, tornam-se novos hábitos. Em pouco tempo, trocar as gordurosas batatas fritas por suculentas cenouras deixará de ser um sacrifício. Pode apostar que sim!

MT - Romoaldo recorre ao Governo para mudar Lei

Secom/AL

 
 
Deputado Romoaldo Júnior: interlocução junto ao governador Silval para defender categoria 


DA REDAÇÃO

 
 
 
 
 
 
 
 
O presidente da Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB),  vai defender a inclusão dos 500 profissionais especialistas em educação na Lei Complementar n° 510/2013- publicada no Diário Oficial no início deste mês, que dispõe sobre a reestruturação dos subsídios dos Profissionais da Educação Básica do Estado de Mato Grosso.

Na sessão desta quarta-feira (13), o Legislativo Estadual aprovou a indicação do deputado Romoaldo Junior (PMDB), que será encaminhada ao Governo do Estado, pedindo a inclusão.

“Vamos defender os especialistas da educação junto ao governador para que também sejam contemplados com o mesmo realinhamento dado aos profissionais da educação básica”, garante.

A indicação será encaminhada também à Casa Civil, Secretaria de Administração e Secretaria de Educação. A reestruturação dos subsídios dos professores foi amplamente discutida no Parlamento neste semestre, para atender as reivindicações dos professores que permaneceram em greve durante 60 dias.

Romoaldo cita leis anteriores referentes ao realinhamento dos profissionais da Educação Básica, que contemplaram a categoria funcional de Especialista da Educação, definida na Lei Federal 5.692/71 que trata das Diretrizes e Bases da Educação.

Especialistas 
Em Mato Grosso, os Especialistas da Educação são amparados pela Lei 3.601/74 que dispõe sobre o Estatuto do Magistério Estadual. A reformulação desse estatuto, através da Lei Estadual 4.566/83, regulamentada pelo Decreto nº 751/84, manteve os dois cargos distintos “professor” e “especialista”.

São considerados professores os membros do magistério que realizam a atividade de docência, ou seja, presta serviço dentro da sala de aula. E, especialistas são os membros do magistério que possuem habilitação específica (nível superior, especializações e outros) e que exercem atividades de administração, supervisão, planejamento, inspeção escolar e orientação educacional.

O preenchimento de cargos de especialista em educação atendendo a essa legislação foi feito por professores concursados do quadro de carreira que depois foram transportados para a Categoria de Especialistas através do Decreto 2.067/86 e tiveram suas funções regulamentadas pela Portaria 127/87 da Seduc.

Com a aprovação da LOPEB de 1998 a categoria foi considerada extinta, mas teve seus direitos adquiridos assegurados.
“Visando assegurar os direitos dos especialistas de educação de ter o mesmo realinhamento que os profissionais da educação básica é que apresentamos a presente indicação”, destaca.

Discussões fora de foco


ONOFRE RIBEIRO

Quem os ensina são a família em primeiríssimo lugar, e depois a escola

 
 
Há alguns participei de um programa na TV Assembleia, em Cuiabá, onde o tema foi a maioridade penal. A abordagem inicial foi se eu era contra ou a favor de elevar a maioridade penal para 16 anos ou mais. Durante a entrevista sustentei que não sou a favor, nem contra. Sou a favor da vida e contra o preconceito. Na verdade, estamos começando essa discussão do fim pro começo. Por que a criança e o adolescente cometem infrações ou crimes?

A resposta não está no crime, tampouco está no Estatuto da Criança e do Adolescente. Está em duas pontas da sociedade, a partir das quais vai estourar na outra ponta que é o crime e a detenção infanto-juvenil: a família que não impõe limites e a escola que não educa. A escola não ensina o que o jovem precisa, e ele se perde nesse emaranhado da sociedade e não sabe como se comportar pra viver. Ansioso por consumir, não recebe educação familiar e a escola não lhe oferece expectativas diante da sua realidade. Aí, ele pode se envolver em equívocos e cai nas mãos da polícia e passa a ser discriminado ali, na escola, no seu meio social e na família. Pronto, está feito um bandido! Inocente na origem, porque ninguém nasce bandido!

Recentemente, um amigo foi assaltado em casa por dois jovens drogados, armados e violentos. Com calma, ele iniciou uma conversa que deu certo. Os rapazes confessaram que ninguém nunca lhes disse que os bens pertencem às pessoas que os adquiriram, e que ninguém tem o direito de tirá-los, ainda mais à força de armas. Eles não sabiam também que não se pode matar outras pessoas. No seu entendimento, esses valores sociais nunca lhes foram ensinados. Parecem tão óbvios, mas precisam ser ensinados.

Então, aumentar a maioridade penal é ampliar presídios e criar escolas do crime cada vez mais sofisticadas. Lugar de jovem não é na cadeia. É na escola e nos lugares de apoio e de profissionalização. Lugar de qualquer pessoa, rica ou pobre não varia muito disso. Os valores essenciais precisam ser mantidos. Quem os ensina são a família em primeiríssimo lugar, e depois a escola. Por último, a vida!

Se lá na ponta mais pobre da sociedade falta a família, falta a educação e faltam as políticas públicas da educação, da saúde, da orientação social preventiva, a escola em horário integral pra ensinar a cidadania, não será a maioridade penal que vai solucionar o caos de guerra civil que vive o Brasil na atualidade.

Mais uma vez estamos discutindo errado. Muito conveniente pra muita gente desviar o rumo da conversa...!

ONOFRE RIBEIRO  é jornalista em Mato Grosso

Ansiedade

Autor: Gabriel Novis Neves

 Considerada a praga do mundo Pós-Moderno, a ansiedade é um dos efeitos colaterais do ritmo de vida alucinado em que vivemos.

Realmente, com a radical mudança de valores, era de se esperar que, pela maior intensidade dos comportamentos competitivos, aumentassem, e muito, o estresse e a ansiedade.

Acrescente-se a isso o fato de que as indústrias farmacêuticas incrementaram suas vendas graças ao aumento de rótulos de doenças da mente em patologias ditas depressivas, antes definidas apenas como estados de tristeza.

Esses episódios fazem parte do nosso cotidiano, principalmente nos momentos de grandes perdas, e é compreensível que seres racionais se abatam, temporariamente, pelas dificuldades vividas.

A “caixa da normalidade” está cada vez menor, e a culpa é do excesso de diagnósticos de doenças mentais, diz o psiquiatra Dale Archer, autor do bestseller “Better Than Normal”, recém-lançado no Brasil com o título de “Quem disse que é bom ser normal?”

Archer, de 57 anos, é psiquiatra clínico desde 1987 e fundou o Instituto de Neuropsiquiatria em Lake Charles, Louisiana (EUA). Segundo ele, estamos “patologizando” comportamentos normais.

De outubro de 2012 a setembro de 2013, o número de antidepressivos e estabilizadores de humor movimentou mais de dois bilhões de reais no Brasil, segundo dados da consultoria IMS Health.

Nos últimos cinco anos, o número de unidades vendidas desses remédios cresceu em 61%.

Vivemos num mundo em que é proibido ficar triste, como se pudéssemos, tal como hienas, sermos portadores de um estado constante de graça.

O medicamento deveria sempre ser o último recurso, depois de uma longa terapia.

Todos sabem que não é fácil enfrentar os problemas financeiros, principalmente aqueles ocasionados pelo descaso político com suas inúmeras injustiças sociais, as convenções estabelecidas - algumas absurdas -, a solidão afetiva generalizada, tudo isso somado aos desencontros comuns na vida de qualquer pessoa.

Assim, tudo é diagnosticado como ansiedade ou depressão, e as pessoas são, logo em seguida, fortemente medicadas.

Esquecemo-nos que não existe paz na natureza.

Os animais estão sempre em sinal de alerta em função da existência de predadores e das várias modificações telúricas a que estão sujeitos.

Para essa ansiedade do viver estamos todos biologicamente preparados.

Por exemplo: muitas crianças recebem o diagnóstico de hiperativas quando, na verdade, estão apenas reagindo a um meio hostil e a uma competitividade exagerada.

Atualmente, um quarto dos adultos americanos tem uma ou mais doença mental diagnosticada, segundo o Instituto de Saúde Mental dos Estados Unidos. Com certeza algo está errado nessa pesquisa, uma vez que uma gama enorme de comportamentos não pode ser traduzida exatamente como doença.

Deveríamos estar mais preocupados com uma sociedade composta por alegres crônicos alienados e menos com os seres reflexivos, algumas vezes considerados depressivos, unicamente na tentativa de entenderem o sentido da vida.

Nós médicos sabemos bem distinguir a tristeza passageira - sinal de equilíbrio emocional - dos estados depressivos crônicos, em que se faz necessário o uso de medicação.

Remédio não é para alteração humoral, remédio é para doença.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

MT - Artesanato para todos os gostos:"Muxirum Cultural" estreia nesta sexta e ganha edição mensal

 

Da Redação - Stéfanie Medeiros
 
Foto: Reprodução/Ilustração
Artesanato para todos os gostos:''Muxirum Cultural'' estreia nesta sexta e ganha edição mensal
O que começou com conversas entre amigos no “Bulixo” do Sesc Arsenal torna-se agora um evento mensal de exposição artesanal, seja na gastronomia, arte, costura e muitos outras. E é exatamente para valorizar o artesanato matogrossense, o Pantanal Shopping dá início, neste fim de semana, ao projeto Muxirum Cultural.

De sexta-feira a domingo, 8 a 10 de novembro, na Praça de Alimentação, artesãos locais irão expor, divulgar e comercializar produtos regionais, tais como doces; artesanato; mandalas da fé; artes em tecidos, jornal e madeira, entre outros.

O projeto busca mostrar ao público, seja ele composto de cuiabanos “tchapa e cruz”, “paus rodados” ou até mesmo turistas, uma cultura regional viva que ultrapassa fronteiras, sem nunca perder seu formato original.

O Muxirum Cultural nasceu de conversas entre amigos no espaço “Bulixo”, do SESC Arsenal, em que artistas regionais têm a oportunidade de expor e comercializar seus trabalhos, que vão desde a arte até à culinária. “O que este projeto propõe é a universalização da cultura cuiabana, por meio de mostras, de forma bastante elaborada,
mantendo suas características regionais”, explica Enizete Gomes, que idealizou o projeto junto a Benedito Gomes.

Segundo a gerente de Marketing do Pantanal Shopping, Cíntia Tristão, o nome do projeto foi inspirado no termo Muxirum, que, segundo o linguajar cuiabano, significa um trabalho realizado em grupo, em mutirão. “E é isso que vamos ter aqui. A união de várias pessoas para a realização de um projeto cultural. Um Muxirum Cultural!”, conta a gerente.

O Muxirum Cultural entra para o calendário de ações do Pantanal Shopping e irá acontecer uma vez por mês. Em dezembro de 2013, o projeto ocorre nos dias 15, 16 e 17, mas, a partir de janeiro de 2014, o Muxirum Cultural passa a acontecer sempre no último fim de semana de cada mês.

Serviço

Local: Praça de alimentação do Shopping Pantanal
Data: 8 a 10 de novembro
Mais informações pelo telefone 3617-4001

A aplicação dos tablets na educação corporativa

Autor: Renato de Amorim Gomes

 
Em meados de 2010, quando ainda cursava o mestrado, alguns colegas começaram a trazer para a sala de aula um dispositivo eletrônico do tamanho de uma revista. Eu ainda estava entusiasmado com os aplicativos dos smartphones e investigava o potencial educacional dessa tecnologia. Meu celular “Android” era usado para gravar o áudio das aulas e também para ler alguns e-books no itinerário casa-trabalho-universidade.

 Há três anos, os tablets ainda eram uma novidade, mas eu teimava em encará-los como um “recurso de entretenimento” (afinal, os pássaros do Andry Birds ficaram maiores na tela de 10 polegadas). Entretanto, notei que algumas universidades brasileiras começavam a oferecer aos seus alunos tablets como material didático. Mas como eu ainda não tinha um desses dispositivos para comprovar empiricamente o poder desta tecnologia, fiquei apenas nas suposições.

Não demorou muito e comecei a ler artigos que apontavam os tablets como uma das tecnologias mais promissoras para a educação nos próximos cinco anos. Reportagens o apresentavam como uma ferramenta para criação e publicação de conteúdo hipermídia, destacando que diversos aplicativos poderiam servir como apoiadores da aprendizagem dos alunos. Estava na hora de comprar o meu.

Em certa ocasião, sugeri a um cliente que ministrava aulas presenciais a substituição do material impresso pelo tablet, pois os gastos que ele tinha para atualizar o seu conteúdo altamente perecível a cada semestre poderia ser revertido na compra dos dispositivos. Além disso, ele garantiria maior acessibilidade às pessoas com algum grau de deficiência visual, já que no tablet seria possível utilizar o recurso “zoom” para o aluno aumentar a fonte ao tamanho desejado.

Descobri outra utilização interessante para a modalidade presencial: o aplicativo “Doceri®” permitia ao professor controlar remotamente o Power Point® do notebook e destacar em tempo real trechos do conteúdo apresentado, além de gravar e disponibilizar um vídeo com áudio da sua apresentação.

E o que dizer ainda dos conteúdos educacionais para e-learning? A SOU Educação Corporativa, empresa de serviços voltada ao desenvolvimento de pessoas, tem apresentado exemplos de cursos altamente interativos usando a linguagem HTML 5, própria para tablets. A empresa desenvolveu cursos online sobre medicamentos para representantes de indústrias farmacêuticas, que necessitam estar constantemente atualizados para argumentar com os médicos sobre as características dos medicamentos. Uma das vantagens dessa tecnologia móvel é que os usuários podem se atualizar minutos antes de entrar no consultório médico.

Desenvolver conteúdos educacionais e-learning para os tablets, sobretudo nos iPads®, requer cuidados especiais. Instruções como “clique aqui” devem ser evitadas, lembrando que as interações nestes dispositivos são por meio do toque. A utilização de animações, vídeos e áudios devem ser cuidadosamente planejadas, bem como o tamanho dos botões e das zonas interativas. Para garantir a eficácia do conteúdo neste dispositivo, o planejamento educacional deve reconhecer as suas possibilidades e limitações a fim de mitigar o risco de problemas no acesso.

A sua instituição ainda têm dúvidas se deve ou não contemplar os tablets na sua estratégia de educação corporativa? Saiba que inúmeros estudos apontam que essa será a tecnologia educacional mais utilizada nos próximos anos. E depois de você refletir, gostaria muito de saber: qual a melhor aplicação educacional dos tablets para o seu negócio?

*Renato de Amorim Gomes é mestre em tecnologias da inteligência e design digital pela PUC-SP. É especialista em design educacional na SOU Educação Corporativa.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Educação, segurança e agricultura em Israel

Palavra do Especialista

Jacir José Venturi - jacirventuri@hotmail.com
Engenheiro, professor de matemática e presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR).

Esquadrinhamos 2.000km desse pequeno país (10% do território paranaense), com apenas 65 anos de independência, 7,9 milhões de habitantes e 4.000 anos de história. História de superação e tenacidade. Uma produtiva viagem de 8 dias, adrede bem planejada, munidos de mapas e GPS, sem guias e sem incidentes, em um automóvel com mais três familiares, todos com formação cristã. Abundantes são as informações turísticas nas rodovias, concomitantemente em três idiomas: hebraico, árabe e inglês, nesta ordem.

Israel possui a maior quantidade de artigos científicos e um dos maiores índices de registro de patentes per capita do mundo. Quando se coteja o número de adultos com formação universitária, Israel ocupa o 2º lugar, com 48%, enquanto o Brasil está na 100ª posição, com apenas 15%. Os gastos públicos em educação de ambos os países são equivalentes: 5,7% do PIB. Embora raramente ultrapassaram 0,5% da população mundial, 19% dos prêmios Nobel foram concedidos a cidadãos de ascendência judaica.

Para esse conspícuo desempenho intelectual, há várias justificativas, das quais duas merecem destaque: a ênfase ao estudo permite participar plenamente da vida religiosa da comunidade e a continuidade dos valores morais dos judeus;e o patrimônio intelectuallhes propiciou a sobrevivência e a adaptação no longevo decurso de sua história de diásporas, guerras, invasões, perseguições e desterros.O historiador americano Paul Johnson se faz oportuno: “Nenhum outro povo mostrou-se mais fecundo em fazer da desgraça um uso criador”.

À guisa de uma artéria principal, numa das margens das estradas, o aqueduto nacional – de metal, com uns 30cm de diâmetro –, que conduz para todo o país água doce do Mar da Galileia e água dessalinizada do Mediterrâneo.A balança comercial agrícola de Israel é deficitária em apenas 5%, um feito notável, pois 80% de suas terras não eram originalmente agriculturáveis. Se é assim, o solo é apenas suporte e adubo nele. O índice pluviométrico é baixíssimo? Pois bem, a água para a irrigação provém do tratamento dos esgotos das cidades, demandada por tubos de polietileno até à raiz das plantas, estas em boa parte distribuídas em estufas. O gotejamento é uma técnica criada em Israel em 1965, sendo adicionados à água nutrientes como superfosfato, cálcio e potássio. Nesse ecossistema, sem uso de agrotóxicos, um hectare está produzindo 30 vezes mais que a média mundial.

Israel é uma nação com eleições livres,– por isso recebe a alcunha de oásis democrático, envolto por vários países conflagrados. Internamente, a sensação é de segurança, quando se perambula pelas suas cidades, inclusive à noite. Até mesmo na Cisjordânia, onde fizemos um tour de dois dias.Nada mais desejável e sensato que o reconhecimento de um Estado Palestino convivendo ao lado de Israel, sem conflitos, pois uma agressão aos olhos são os 700km de muros, feitos de placas de concretos com 6m de altura, separando as duas regiões.

Onipresentes, soldados e soldadas com metralhadoras a tiracolo, revólveres e equipamentos eletrônicos na cintura; serviço militar obrigatório por três anos para eles e dois para elas,em seus uniformes fashion,poderosas e sensuais, cabelos e rostos bem produzidos, como que a humanizar esse ecossistema militarizado.No deserto de Neguev, muitos postos militares (testemunhamos exercícios com tanques). É um Estado militarizado, de intimidação, enfim, a materialização do preceito romano: Si vis pacem, para bellum (se quiseres a paz, prepara-te para a guerra).

Desde a independência de Israel, em 1948, foram cinco guerras.A mais feroz foi em seu primeiro ano de vida, tendo como adversários cinco países árabes com o escopo anunciado de lançar ao mar o Estado recém-criado. Nesses três milênios, nenhuma cidade superou Jerusalém em ataques – 52 vezes.Foi por duas vezes destruída, uma das quais, no ano 70 d.C., com quase um milhão de judeus mortos pelos romanos.Tantas nações sucumbiram, enquanto Israel mais uma vez renasce das cinzas, tal Fênix. Qual o segredo dessa longevidade? Difícil responder, mas certamente, entre outras razões, estãoa perseverança e a resiliência de umpovo diante das adversidades, bem como o zeloso investimento na formação das futuras gerações pela família e pelo Estado.

Enem: o impacto sobre a escola

Fabrício Vieira de Moraes - fvmoraes@editorasaraiva.com.br
Coordenador pedagógico do Ético Sistema de Ensino, da Saraiva.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) tornou-se, nos últimos anos, um dos grandes protagonistas da educação brasileira. Para quem vê graves problemas nesse exame nacional ou para quem aposta em seus benefícios, o fato é que o Enem chegou para ficar e provocou um claro impacto na forma como as escolas do ensino médio preparam os seus alunos.

Termos antes restritos ao âmbito pedagógico, como habilidades e competências, foram incorporados no dia a dia de jovens e suas famílias. A divulgação dos rankings preparados pelos jornais respingam (para bem e para mal) no prestígio das instituições e afetam mesmo índices de matrículas e fidelização de alunos.

Por essas razões – e por muitas outras –, o Enem não pode ser olhado como algo de pouca importância por nenhuma escola, tampouco deve ser temido. A divulgação dos resultados e a realização das provas têm de ser previstas no planejamento estratégico administrativo e pedagógico, porque de fato são importantes, seja para os alunos (e suas possibilidades de acesso ao ensino superior, por exemplo), seja para a instituição de ensino (que pode se ver às voltas com problemas ou surfar na onda, conforme seus resultados).

Isso quer dizer que é preciso investir mais inteligência, trabalho e recursos nas atividades relacionadas ao Enem. Estamos falando de olhar com critério para os resultados, analisar os gráficos de desempenho, ver os pontos fortes e fracos e orientar o trabalho pedagógico, para que as turmas seguintes possam se beneficiar do aprendizado geral para a instituição, e também preparar a comunicação institucional para administrar crises ou colocar a banda na rua.

Em uma palavra: aprendizado. A cada novo Enem, a escola tem uma excelente oportunidade de aprender, de se aprimorar, refinar métodos, olhar-se com coragem para vencer obstáculos e ter metas compartilhadas. O bom gestor não teme o Enem: prepara-se com realismo e traça planos para melhorar, sem subterfúgios.
Muitas escolas vêm conseguindo aprimorar seu trabalho pedagógico dessa maneira, mesmo que off the records critiquem o exame e a polêmica muitas vezes desinformada que a mídia propaga sobre o que de fato os dados significam. Está certo.

Afinal, ninguém é obrigado a concordar com a proposta, muito menos com a forma com que os dados são divulgados. Mas é uma miopia de liderança fingir que nada está acontecendo e perder uma chance concreta de levar a escola para um novo patamar de qualidade.

Claudio de Moura Castro diz que Plano Nacional de Educação é equivocado e inócuo

Para especialista em Educação, o PNE como está não tem relevância social.
O especialista em Educação Claudio de Moura Castro afirmou, durante audiência pública na Comissão de Esducação, Cultura e Esporte (CE) do Senado nesta terça-feira (22), que o projeto do novo Plano Nacional da Educação (PNE) é “equivocado e inócuo”.

Em sua avaliação, a proposta tem um "erro de essência”, pois não corresponde ao denominador comum do interesse coletivo, mas o somatório do que foi proposto por diversos segmentos, numa “advocacia em causa própria”.

O resultado, disse, foi um conjunto de mais de duas mil propostas muitas vezes incompatíveis. Para ele, o texto reflete antes de tudo o “ativismo” de grupos específicos, sem incorporar as contribuições de pessoas que “sabem e são respeitadas”.

Como exemplo da falta de prioridade, observou que o texto dedica um parágrafo tanto ao ensino médio como ao tema da padronização dos ônibus escolares. Por tudo isso, observou que a tramitação vem exigindo "esforços hercúleos” do Legislativo, inclusive porque não dá para jogar fora as duas mil propostas (consolidadas em 20 metas). "Algumas idéias boas perdidas estão perdidas numa salada de irrelevâncias", criticou.

Entre as medidas impossíveis, apontou a proposta para elevação a 90% o percentual dos alunos do ensino superior que chegarão ao fim do curso, lembrando que até nos Estados Unidos o grau de evasão chega a 50%. Também considerou irreal a meta de erradicação do analfabetismo absoluto e a previsão de ampliar o número de vagas no ensino técnico sem que haja apoio ao sistema privado que atua nesse nível de ensino.

Alunos "fora da elite" se destacam na melhor escola de administração do país

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO



Vários fatores diferenciam Ricardo da Rocha Rodrigues, 20, dos seus colegas de administração pública da FGV (Fundação Getulio Vargas). Entre eles, as notas: ele é um dos melhores alunos.

Ricardo também tem um perfil peculiar na faculdade conhecida por formar estudantes de elite: ele é filho de diarista e mora em Carapicuíba, na Grande São Paulo.



Ele é um dos raros alunos da FGV que vieram de escola pública e, sem ajuda de ninguém e de nenhuma ONG, entrou no curso de administração pública na faculdade -considerada a melhor escola de administração do país no RUF 2013 (Ranking Universitário Folha).

Karime Xavier/Folhapress


Ele está no 2º ano, tem bolsa integral de estudos (concedida aos primeiros colocados) e também recebe alguns auxílios, como a chamada bolsa material escolar. A mensalidade custa quase R$ 3.000.

Para ser aprovado no vestibular, ele estudou sozinho com base em material que comprou em banca de jornal.

Filho de pernambucanos que vieram a São Paulo em um pau-de-arara, ele viu sua família se estabelecer na região metropolitana da capital. A mãe é diarista, o pai é comerciante. Na sua casa moram sete pessoas.
Em uma realidade tão distante da elite, Ricardo ficou sabendo da FGV em um folder de propaganda.

Ricardo conta que resolveu prestar o vestibular porque o curso tem tudo a ver com o que ele sempre quis fazer. "Quero trabalhar no governo para mudar a realidade do país", afirma.

Seu "bixo", Reginaldo Gonçalves, 18, aluno do 1º ano da FGV, segue a mesma trajetória. Morador de Itaquera, zona leste de São Paulo, é filho de professores da rede pública e ficou sabendo da FGV pela internet.

Nunca tinha passado nem na frente do prédio da faculdade, que fica a poucas quadras da avenida Paulista. "Mas meu pai conhecia o prédio porque morou num cortiço aqui perto", diz.

Karime Xavier/Folhapress
Reginaldo Gonçalves, morador de Itaquera, 18, é aluno do 1º ano de administração pública da FGV 
Quando decidiu prestar o vestibular para a FGV, enquanto ainda estudava em uma escola técnica na Cohab de Itaquera, conta, as pessoas "estranharam".

"Um dos meus professores achou esquisito. A FGV é conhecida por formar elite e pessoas de classe média alta", lembra Reginaldo.
Ao ser aprovado, com bolsa integral, comemorou. "Mas fiquei receoso porque a realidade é diferente. A escola tem boa infraestrutura, mas o medo era sobre como seria recebido."

COLEGAS RICOS
 
Hoje, ele se sente incluído, diz, mas conta que estranha algumas conversas pelos corredores acadêmicos da FGV.

"Às vezes escuto alunos falando sobre lugares que a gente só vê na TV, sabe?"

De acordo com Leda Maria Oliveira Rodrigues, da Faculdade de Educação da PUC-SP, a diferença social pode assustar mais do que a diferença de bagagem intelectual em casos como esse.

"Quem é da periferia e quem é da elite de São Paulo têm realidades completamente distintas, que talvez nunca tenham se cruzado."

As diferenças são, mesmo, muitas. A começar pelo modo como os alunos chegam ao curso. Enquanto a maioria dos alunos da FGV usa os próprios carros, Ricardo e Reginaldo gastam até duas horas de trem e de metrô.

Para a FGV, essa mescla de realidades é positiva.

"Isso enriquece a discussão na sala de aula, ainda mais em um curso que visa formar gestores públicos", ressalta Marco Antonio Carvalho Teixeira, vice-coordenador da graduação em administração da FGV.

NO FUTURO
 
Os dois futuros administradores públicos da periferia sonham em mudar a realidade que conhecem tão bem.
Ricardo já trabalha na própria FGV, em um banco de microcrédito para pessoas de baixa renda que querem iniciar um empreendimento.

Reginaldo sonha em ser político. Se fosse, o que mudaria em Itaquera?

"Traria escolas e universidades para a região. Isso descongestionaria as vias de acesso a São Paulo."

Ele também investiria em lazer. "Muitos moleques ficam o dia todo à toa na rua e chegam à criminalidade."
Isso aconteceu com alguns dos seus colegas de infância de Itaquera, diz e silencia. Ele não quis falar sobre isso.

Estudantes de escolas privadas terão aulas durante a Copa

 
FÁBIO TAKAHASHI
CIDA ALVES

DE SÃO PAULO
 
Bola e caderno vão disputar a atenção dos estudantes nas escolas particulares durante a Copa no Brasil.
Os colégios privados de São Paulo têm divulgado nos últimos dias seus calendários para 2014, mantendo as férias do meio de ano em julho.

Com isso, a maior parte da Copa, que vai de 12 de junho a 13 de julho, será disputada durante o período letivo.
A decisão difere da rede estadual de ensino, que antecipou o recesso para que coincida com o período dos jogos.
A manutenção do calendário tradicional no sistema privado é uma orientação dos sindicatos das escolas particulares e dos professores.
Já anunciaram que seguirão essa lógica Bandeirantes, Dante Alighieri, Móbile, Santa Cruz, Vera Cruz e Vértice, além da rede marista, que conta com 16 colégios pelo país, incluindo o Arquidiocesano em São Paulo.
Os representantes das escolas dizem ser possível conciliar os jogos com as atividades letivas e que a antecipação das férias poderia trazer prejuízos pedagógicos.
"Temos provas no final de junho, não daria para antecipar as férias", afirmou o professor Ricardo Aguirre, do colégio Bandeirantes.

Editoria de Arte/Folhapress
POLÊMICA
A decisão divide os pais nas escolas da capital.
Os colégios particulares deverão dispensar os estudantes apenas no período dos jogos do Brasil. O que pode atrapalhar quem quiser assistir aos jogos das outras seleções, no estádio ou pela TV.
De 12 a 30 de junho, período que devem coincidir aulas com as partidas, estão marcados 54 jogos do torneio.
"O aluno pode estar com a cabeça em outro lugar. Decidimos evitar interferência", disse Maria Elizabete da Costa, coordenadora da Secretaria da Educação, ao explicar por que a pasta antecipou as férias na rede pública.
Para isso, o ano nas escolas estaduais começará antes do usual, em 27 de janeiro.
Na rede privada, porém, há uma dificuldade adicional para a antecipação das férias: convenção trabalhista determina que as férias dos professores deve ser em julho.
Uma alteração só pode ser feita após aprovação em órgãos internos dos colégios.
Segundo a União, cabe às escolas a definição de seus calendários letivos.
A Lei Geral da Copa chegou a determinar que colégios teriam de coincidir as férias com o Mundial, mas o governo decidiu manter a autonomia das escolas. A Prefeitura de São Paulo não definiu o calendário letivo nem se haverá feriado em dia de jogo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

MT - Seduc participa em Brasília de Seminário sobre mudanças para o Ensino Médio

 
 
 
"É preciso tornar o Ensino Médio interessante, atrativo. Em uma sala de aula temos grupos distintos e o atendimento a essas demandas, necessariamente, deve ser diferenciado garantindo a identidade do estudante. Nossa grande preocupação é com o currículo. Os Estados, de maneira geral, compartilham da mesma preocupação da garantia do acesso, a permanência e a qualidade do aprendizado desses sujeitos”. 
A fala é da superintendente de Educação Básica da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), Catarina Cortez, que participou em Brasília do Seminário de Reformulação do Ensino Médio, promovido pela Câmara dos Deputados. 
 Cerca de 900 proposições foram deliberadas por todos os Estados e encaminhadas à Comissão Especial, após uma série de reuniões regionalizadas. Elas possibilitaram  o reconhecimento das fragilidades de cada território. Até o fim do mês de outubro, a Comissão apresentará o seu relatório final e também o encaminhará  para contribuições do Ministério da Educação (MEC).

“De forma geral, os Estados compartilham as mesmas preocupações, como o processo de formação  dos profissionais, assim como a formação continuada., mas é importante citar que muitas destas propostas já estão contempladas no Plano Nacional de Educação (PNE) que aguarda aprovação há três anos. Essa foi uma das pautas cobradas durante as discussões”, pontua.

O Seminário analisou o currículo, a integração profissional, a formação de professores, a infraestrutura e os instrumentos de avaliação do Ministério da Educação, espaços diversificados de aprendizagens (laboratórios, quadras esportivas, bibliotecas), além da adoção da divisão por semestre no Ensino Médio, com alternância entre blocos de Ciências Exatas e Humanas, foram discutidos. “Na verdade, se realizou um grande raio-x, da situação em todo país já que as mais distintas entidades estavam presentes e há um comprometimento pela mudança e suas repercussões”.

Participaram das discussões o ministro da Educação, Aloísio Mercadante, representantes da Câmara Federal, Conselho Nacional de Secretários de Educação, Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e ainda, o Deputado Federal Ságuas Moraes (PT), e a secretaria adjunta de Política Educacionais da Seduc-MT, Ema Marta Dunck Cintra.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria Seduc-MT

Seduc/MT Orientativo para a reposição de aula das escolas da rede estadual do estado so

Senhores Diretores Escolares, Assessores Pedagógicos e Gestores dos Cefapros,

A SEDUC – MT entende que o objetivo maior da educação é a aprendizagem com
qualidade social e que uma boa prática de gestão é capaz de construir relações de
confiança e de autonomia que assegurem a entrada, a permanência e a qualidade das
aprendizagens dos estudantes nas escolas públicas, garantindo assim, a educação como
direito inalienável a todos os cidadãos.

Orientamos às unidades escolares e assessorias pedagógicas que retomaram as
atividades escolares a realizarem reuniões envolvendo as equipes gestoras, membros
dos CDCEs e assessores pedagógicos para discutirem e avaliarem um calendário de
reposição que cumpra o período mínimo de atividades letivas estabelecido pela Lei de
Diretrizes e Bases da Educação (LDB), que é de no mínimo 800 horas anuais
distribuídas em no mínimo 200 dias de trabalho escolar.Segue:

Observando o que preceitua a Constituição da República Federativa do Brasil:
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu
preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:

I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;

A LDB afirma em seus artigos 23 e 24 o que segue:

Art.23:
§ 2º O calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e
econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de
horas letivas previsto nesta Lei.grifos nossos – SEDUC.

Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo com as
seguintes regras comuns:

I - a carga horária mínima anual será de oitocentas horas, distribuídas por um mínimo de
duzentos dias de efetivo trabalho escolar, excluído o tempo reservado aos exames finais,
quando houver;

Orientamos ainda, que se houver necessidade e consenso poderão ser utilizados os
sábados que não são feriados nacionais como dias letivos. A discussão do atendimento
deverá ser também com as Secretarias Municipais de Educação, observando o princípio
da educação como direito, os estudantes que dependem do transporte escolar deverão
ser atendidos ,para tanto a definição do transporte escolar será um dos pontos de análise
e discussão das equipes.

Após as discussões, entendimentos e deliberações coletivas a escola ( direção e CDCE)
deverá elaborar um calendário de reposição e encaminhar à assessoria pedagógica para
parecer, aprovação e acompanhamento das atividades nos dias de reposição.

As assessorias pedagógicas, após análise e aprovação dos calendários, deverão
encaminhá-los às Secretarias Municipais de Educação para organização e atendimento
do transporte escolar nos dias de reposição e ao técnico da SUGT,Coordenadoria de
Planejamento e Monitoramento da Gestão Escolar/Equipe de Monitoramento que atende
o município para conhecimento e acompanhamento das atividades .

Alertamos que o quadro de TAE e AAE deverão estar contemplados na proposta de
reposição.

Os Centros de Formação – Cefapros, por deliberação estratégica da SEDUC deverão
elaborar o calendário de reposição de acordo com o das escolas do polo , para
acompanhar e orientar as unidades escolares . O calendário dos CEFAPROS deverá ser
encaminhado à Sufp para parecer e aprovação.

Contamos com o compromisso e empenho de todos na organização e cumprimento das
orientações que estamos encaminhando por acreditarmos que devemos fortalecer as
relações de cooperação, trabalho coletivo e no partilhamento das decisões a serem
tomadas, tendo como base o direito dos estudantes.

Atenciosamente,

MT - Reposição deve cumprir os 200 dias letivo

Com o fim da greve dos profissionais da Educação aprovada em assembleia da categoria na quinta-feira (17.10), a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida destaca que os pais e os Conselhos Deliberativos das Comunidades Escolares (CDCEs) devem acompanhar a reposição das aulas. Ela ressalta que todas as Escolas ofertarão os 200 dias letivos previstos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

“O governo do Estado garantiu o direito dos profissionais de reivindicarem melhorias e atendeu a pauta proposta pelo Sindicato. Agora cabe aos educadores garantirem o direito dos estudantes de terem todas as aulas previstas no calendário escolar de 2013”, afirmou.

Ela citou que a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), elaborou e encaminhou a todas as Escolas, Assessorias Pedagógicas e Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros), um orientativo referente ao calendário de reposição das aulas. O documento visa auxiliar às unidades, que são parceiras da Seduc na definição do processo de reposição. 

O orientativo ressalta que o calendário deve ser definido pelas equipes gestoras das Escolas, em conjunto com os CDCEs e Assessorias que também serão responsáveis pela emissão de parecer e acompanhamento das reposições. O documento também cita que os assessores pedagógicos devem articular com as Secretarias Municipais de Educação o atendimento, nos dias de reposição, dos estudantes que dependem do transporte escolar.

A Seduc esclarece ainda que os Técnicos Administrativos Escolares e os Apoios Administrativos Escolares (AAE) também deverão estar contemplados na proposta de calendário. E reforça que a carga horária mínima do ano letivo 2013 é de oitocentas horas, “distribuídas por um mínimo de duzentos dias de efetivo trabalho escolar”.



VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

terça-feira, 8 de outubro de 2013

A visão de Cuba pelo jornalista Juremir Machado da Silva

Na crônica da semana passada, tentei, pela milésima vez, aderir ao comunismo. Usei todos os chavões que conhecia para justificar o projeto cubano. Não deu certo. Depois de 11 dias na ilha de Fidel Castro, entreguei de novo os pontos.

O problema do socialismo é sempre o real. Está certo que as utopias são virtuais, o não-lugar, mas tanto problema com a realidade inviabiliza qualquer adesão. Volto chocado: Cuba é uma favela no paraíso caribenho.
Não fiquei trancado no mundo cinco estrelas do hotel Habana Libre. Fui para a rua. Vi, ouvi e me estarreci. Em 42 anos, Fidel construiu o inferno ao alcance de todos. Em Cuba, até os médicos são miseráveis. Ninguém pode queixar-se de discriminação.

É ainda pior.

Os cubanos gostam de uma fórmula cristalina: ‘Cuba tem 11 milhões de habitantes e 5 milhões de policiais’. Um policial pode ganhar até quatro vezes mais do que um médico, cujo salário anda em torno de 15 dólares mensais.

José, professor de História, e Marcela, sua companheira, moram num cortiço, no Centro de Havana, com mais dez pessoas (em outros chega a 30). Não há mais água encanada. Calorosos e necessitados de tudo, querem ser ouvidos.

José tem o dom da síntese: ‘Cuba é uma prisão, um cárcere especial. Aqui já se nasce prisioneiro. E a pena é perpétua. Não podemos viajar e somos vigiados em permanência. Tenho uma vida tripla: nas aulas, minto para os alunos. Faço a apologia da revolução. Fora, sei que vivo um pesadelo. Alívio é arranjar dólares com turistas’.

José e Marcela, Ariel e Julia, Paco e Adelaida, entre tantos com quem falamos,pedem tudo: sabão, roupas, livros, dinheiro, papel higiênico, absorventes.

Como não podem entrar sozinhos nos hotéis de luxo que dominam Havana, quando convidados por turistas, não perdem tempo: enchem os bolsos de envelopes de açúcar. O sistema de livreta, pelo qual os cubanos recebem do governo uma espécie de cesta básica, garante comida para uma semana. Depois, cada um que se vire. Carne é um produto impensável.

José e Marcela, ainda assim, quiseram mostrar a casa e servir um almoço de domingo: arroz, feijão e alguns pedaços de fígado de boi. Uma festa. Culpa do embargo norte-americano? Resultado da queda do Leste Europeu? José não vacila: ‘Para quem tem dólares não há embargo. A crise do Leste trouxe um agravamento da situação econômica. Mas, se Cuba é uma ditadura, isso nada tem a ver com o bloqueio’.

Cuba tem quatro classes sociais: os altos funcionários do Estado, confortavelmente instalados em Miramar; os militares e os policiais; os empregados de hotel (que recebem gorjetas em dólar); e o povo. ‘Para ter um emprego num hotel é preciso ser filho de papai, ser protegido de um grande, ter influência’, explica Ricardo, engenheiro que virou mecânico e gostaria de ser mensageiro nos hotéis luxuosos de redes internacionais.

Certa noite, numa roda de novos amigos, brinco que,quando visito um país problemático, o regime cai logo depois da minha saída. Respondem em uníssono:

‘Vamos te expulsar daqui agora mesmo’. Pergunto por que não se rebelam, não protestam, não matam Fidel? Explicam que foram educados para o medo, vivem num Estado totalitário, não têm um líder de oposição e não saberiam atacar com pedras, à moda palestina. Prometem, no embalo das piadas, substituir todas as fotos de Che Guevara espalhadas pela ilha por uma minha se eu assassinar Fidel para eles.

Quero explicações, definições, mais luz. Resumem: ‘Cuba é uma ditadura’. Peço demonstrações: ‘Aqui não existem eleições. A democracia participativa, direta, popular, é um fachada para a manipulação. Não temos campanhas eleitorais, só temos um partido, um jornal, dois canais de televisão, de propaganda, e, se fizéssemos um discurso em praça pública para criticar o governo, seríamos presos na hora’.

Ricardo Alarcón aparece na televisão para dizer que o sistema eleitoral de Cuba é o mais democrático do mundo. Os telespectadores riem: ‘É o braço direito da ditadura. O partido indica o candidato a delegado de um distrito; cabe aos moradores do lugar confirmá-lo; a partir daí, o povo não interfere em mais nada. Os delegados confirmam os deputados; estes, o Conselho de Estado; que consagra Fidel’. Mas e a educação e a saúde para todos? Ariel explica: ‘Temos alfabetização e profissionalização para todos, não educação. Somos formados para ler a versão oficial, não para a liberdade.
A educação só existe para a consciência crítica, à qual não temos direito. O sistema de saúde é bom e garante que vivamos mais tempo para a submissão’.

José mostra-me as prostitutas, dá os preços e diz que ninguém as condena: Estão ajudando as famílias a sobreviver’. Por uma de 15 anos, estudante e bonita, 80 dólares. Quatro velhas negras olham uma televisão em preto e branco, cuja imagem não se fixa. Tentam ver ‘Força de um Desejo’. Uma delas justifica: ‘Só temos a macumba (santería) e as novelas como alento. Fidel já nos tirou tudo.Tomara que nos deixe as novelas brasileiras’. Antes da partida, José exige que eu me comprometa a ter coragem de, ao chegar ao Brasil, contar a verdade que me ensinaram: em Cuba só há ‘rumvoltados’.

Juremir Machado da Silva – jornalista gaúcho, da ala da esquerda, que acompanhou o governador gaúcho Tarso Genro (linha trotskista) em “visita” à sua querida Cuba em outubro de 2012.

Correio do Povo, 17 de dezembro de 2012.

Aluno se nega a fazer trabalho sobre Marx


O estudante João Victor Gasparino cansou da doutrinação marxista nas universidades e se rebelou, recusando-se a escrever um trabalho sobre o autor comunista. Escreveu para o professor dele uma carta-manifesto, que segue abaixo: 

Caro professor, 

Como o senhor deve saber, eu repudio o filósofo Karl Marx e tudo o que ele representa e representou na história da humanidade, sendo um profundo exercício de resistência estomacal falar ou ouvir sobre ele por mais de meia hora. Aproveito através deste trabalho, não para seguir as questões que o senhor estipulou para a turma, mas para expor de forma livre minha crítica ao marxismo, e suas ramificações e influências mundo afora. 

Quero começar falando sobre a pressão psicológica que é, para uma pessoa defensora dos ideais liberais e democráticos, ter que falar sobre o teórico em questão de uma forma imparcial, sem fazer justiça com as próprias palavras. Me é uma pressão terrível, escrever sobre Marx e sua ideologia nefasta, enquanto em nosso país o marxismo cultural, de Antonio Gramsci, encontra seu estágio mais avançado no mundo ocidental, vendo a cada dia, um governo comunista e autoritário rasgar a Constituição e destruir a democracia, sendo que foram estes os meios que chegaram ao poder, e até hoje se declararem como defensores supremos dos mesmos ideais, no Brasil. 

Outros reflexos disso, a criminalidade descontrolada, a epidemia das drogas cujo consumo só cresce (são aliados das FARCs), a crise de valores morais, destruição do belo como alicerce da arte (funk e outras coisas), desrespeito aos mais velhos, etc. 

Tudo isso sintomas da revolução gramscista em curso no Brasil. A revolução leninista está para o estupro, assim como a gramscista está para a sedução, ou seja, se no passado o comunismo chegou ao poder através de uma revolução armada, hoje ele buscar chegar por dentro da sociedade, moldando os cidadãos para pensarem como socialistas, e assim tomar o poder. 

Fazem isso através da educação, o velho e ‘’bom’’ Paulo Freire, que chamam de ‘’educação libertadora’’ ou ‘’pedagogia do oprimido’’, aplicando ao ensino, desde o infantil, a questão da luta de classes, sendo assim os brasileiros sofrem lavagem cerebral marxista desde os primeiros anos de vida. 

Em nosso país, os meios culturais, acadêmicos, midiáticos e artísticos são monopolizados pela esquerda há meio século, na universidade é quase uma luta pela sobrevivência ser de direita.

Agora gostaria de falar sobre as consequências físicas da ideologia marxista no mundo, as nações que sofreram sob regimes comunistas, todos eles genocidas, que apenas trouxeram miséria e morte para os seus povos. 

O professor já sabe do ocorrido em países como URSS, China, Coréia do Norte, Romênia e Cuba, dentre outros, mas gostaria de falar sobre um caso específico, o Camboja, que tive o prazer de visitar em 2010. 

Esta pequena nação do Sudeste Asiático talvez tenha testemunhado o maior terror que os psicopatas comunistas já foram capazes de infligir sobre a humanidade, primeiro esvaziaram os centros urbanos e transferiram toda a população para as zonas rurais. As estatísticas apontam para uma porcentagem de entre 21% a 25% da população morta por fome, doenças, cansaço, maus-tratos, desidratação e assassinadas compulsoriamente em campos de concentração no interior. 

Crianças também não escaparam, separadas dos pais, foram treinadas para serem ‘’vigias da Revolução’’, denunciando os próprios familiares, quando estes cometiam ‘’crimes contra a Revolução’’. 

Quais eram os crimes? Desde roubar uma saca de arroz para não morrer de fome, ou um pouco de água potável, até o fato de ser alfabetizado, ou usar óculos, suposto sinal de uma instrução elevada. 

Os castigos e formas de extermínio, mais uma vez preciso de uma resistência estomacal, incluíam lançar bebês recém-nascidos para o alto, e apanhá-los no ar, utilizando a baioneta do rifle, sim, isso mesmo, a baioneta contra um recém-nascido indefeso. 

Bem, com isto, acho que meu manifesto é suficiente, para expor meu repúdio ao simples citar de Marx e tudo o que ele representa.

Diante de um mundo, e particularmente o Brasil, em que comunistas são ovacionados como os verdadeiros defensores dos pobres e da liberdade, me sinto obrigado a me manifestar dessa maneira, pois ele está aí ainda, assombrando este mundo sofrido. 

Para concluir gostaria de citar o decálogo de Lenin: 

1. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual; 

2. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação em massa; 

3. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais; 

4. Destrua a confiança do povo em seus líderes; 

5. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo 

6. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no Exterior e provoque o pânico e o desassossego na população; 

7. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País; 

8. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam; 

9. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes, nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa; 

10. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa. 

Obrigado, caro professor, pela compreensão.

João Victor Gasparino da Silva. 

Notas:
1 - João Victor Gasparino da Silva é estudante do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em Itajaí, SC.
2 - O decálogo de Lênin, ainda que soe verdadeiro para quem conhece o leninismo, é falso até onde sei. O que não tira o mérito do manifesto.
3 - Sim, o aluno deveria fazer o trabalho, SE a avaliação fosse imparcial. Eis o problema: estamos cansados de conhecer casos em que o professor prejudicou o aluno não por erros ou má qualidade do texto, e sim pelo viés ideológico distinto