sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Vulnerabilidades e resistências da população negra

No Brasil com a abolição da escravatura a população negra não conseguiu uma inserção qualificada no mercado de trabalho
 
 
 
O racismo têm estruturado violências que restringem as oportunidades de desenvolvimento de negro/as e de acesso às políticas públicas, a proteção social, a justiça e aos direitos, tais opressões provocam restrições de liberdade, discriminações, estigmatizações e humilhações. Diante dessas desigualdades tem papel fundamental as lutas de resistência, em particular a ênfase na rememoração e afirmação de um legado afro brasileiro.

No Brasil com a abolição da escravatura a população negra não conseguiu uma inserção qualificada no mercado de trabalho, por inúmeros motivos, dentre eles a presença do estigma de seres inferiores, perigosos ou criminosos, sujeitos destituídos de ética e moralidade no trabalho, trabalhadores braçais desqualificadas e ignorantes, o que acabou por bloquear oportunidades de crescimento profissional; bem como não logrou êxito em elevar o nível de escolaridade em igualdade com as populações não negra. Esses dois aspectos foram fundantes para a reprodução histórica das desigualdades raciais, retraduzidas em baixo nível de escolaridade, baixo status socioeconômico, racismo institucional, perda de expectativa de vida e outras violências.

De acordo com a Nota Técnica do IPEA – Vidas Perdidas e Racismo no Brasil (Nov./2013) há a prevalência de homicídio entre os negros, principalmente o jovem negro, pois para cada homicídio de não negro, 2,4 negros são assassinados em média. Quando consideradas todas as violências letais, ou seja: homicídios, suicídios e acidentes –, os homens de cor negra são os que apresentam a maior perda de expectativa de vida - 3,5 anos de vida, contra 2,57 dos homens de outra cor/raça. Os dados revelam que mais de 39 mil pessoas negras são assassinadas todos os anos no Brasil, contra 16 mil indivíduos de todas as outras etnias/raças.

Diante de tantas vulnerabilidades é preciso dizer que a população negra tentou e tenta resistir historicamente, e o fez de diversas formas com estratégias politicas diferentes, pela constituição dos Quilombos, com as revoltas (dos Alfaiates (1798), da Chibata (1910)), pela via da cultura e religião – Irmandades religiosas e religiões de matriz Africana, imprensa negra, clubes negros, fóruns, conferências de promoção da igualdade racial, conselhos de políticas e outros.

Nesse dia Nacional da Consciência Negra, para além de uma data comemorativa, significa um momento de reflexão sobre a presença persistente do racismo nas nossas práticas cotidianas, de denúncia do mito da democracia racial, da dificuldade de acesso a justiça e a educação. A demanda no tempo presente volta-se para efetivação da igualdade racial, de politicas de redução das desigualdades raciais, através das ações valorativa como a lei 10.639/03 e afirmativa como as cotas raciais no ensino superior e no mercado de trabalho, como oportunidades de reafirmar perfis identitários negros e de maior valorização da cultura negra.


*ZELMA MADEIRA é Doutora em Ciências Sociais pela UFC e professora da Universidade Estadual do Ceara

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

MT - Movimento quer ensino da História da África nas escolas

Reprodução




MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
No momento em que se comemora o Dia da Consciência Negra, nesta quarta-feira (20), o movimento negro em Mato Grosso anuncia a intensificação de uma luta considerada incessante: a implementação efetiva da História da África na grade curricular dos estudantes, por meio da lei federal 10.639.

Essa é uma das principais bandeiras do Instituto das Mulheres Negras de Mato Grosso (Imune). O movimento negro atua no Estado há 11 anos.
"A grande maioria das escolas não faz um estudo continuado da África. Essa matéria tem que ser ensinada durante todo o ano"

De acordo com a presidenta do Imune, a pedagoga Antonieta Luiza Costa, a grande maioria das escolas, sejam elas municipais ou estaduais, não possui em suas grades de ensino a História da África, assim como a vinda dos povos africanos ao Brasil, no período colonial.

“A história do povo africano é repassada aos alunos de modo pontual, normalmente no Dia da Consciência Negra. Nesse dia, as escolas levantam a bandeira do negro, promovem eventos de beleza afro. Mas, será que é só isso mesmo?”, questionou a professora.

Antonieta destacou que o ensino sobre a África, e a importância do continente para a formação cultural do Brasil, precisam ser continuados. “`Precisam ser ensinados todos os dias, como se fossem uma matéria inserida na grade de ensino dos alunos”, diz.

A professora lembra a lei federal 10. 639, que estabelece a obrigatoriedade do ensino da História da África e a sua contribuição para o país.

Mas, de acordo com ela, a lei não é cumprida. “A grande maioria das escolas não faz um estudo continuado da África. Essa matéria tem que ser ensinada durante todo o ano”, afirmou.

A presidenta do Imune destacou que a luta do instituto é por uma política de monitoramento quanto à aplicação da lei 10.639. “Precisamos saber efetivamente como que as escolas têm ensinado a cultura negra aos alunos”, afirmou.

Antonieta também destacou a importância de contar a “verdadeira história do negro no país”.

“Precisamos deixar claro que nós não somos descendentes de escravos. Somos descendentes de reis e rainhas, que foram trazidos à força para trabalharem como escravos no Brasil. Os professores, e os livros didáticos, precisam ensinar a influência do negro para gastronomia, dança, música e literatura do país”, afirmou a militante negra.

"O dia serve como ponto de reflexão sobre os avanços e os próximos desafios a serem enfrentados pelo Movimento Negro tanto em Mato Grosso"
Preconceito na escola

Antonieta disse que a escola é um dos espaços onde mais acontece a prática do racismo.

Ela atribui isso à falta de conhecimento, principalmente de muitos professores que não sabem lidar com situações de discriminação entre os alunos.

“A criança e o adolescente são um mero reprodutor do racismo. Normalmente, eles não fazem ideia do quanto estão sendo preconceituosas, quando xingam um colega de negrinho safado. São esses tipos de adjetivos que reforçam a prática do racismo, de maneira tão sutil, que a gente nem percebe. Aí que entra a figura do professor que precisa estar preparado para reprimir essa prática”, disse Antonieta.

O preconceito religioso-racial é outra prática que acontece nas escolas, de acordo com a professora.

A militante explicou que as crianças que possuem sua religiosidade de matriz africana são tachadas de macumbeiras. “Esses alunos acabam negando as suas origens, a sua identidade, por causa do preconceito”, afirmou.

Importância do feriado

Antonieta observou que o Dia da Consciência Negra serve para comemorar as conquistas do Movimento Negro no país, que, segundo ela, com muita luta, conseguiu instituir o feriado, além de tantas outras conquistas.

“Mas do que isso, o dia serve como ponto de reflexão sobre os avanços e os próximos desafios a serem enfrentados pelo Movimento Negro tanto em Mato Grosso quanto no Brasil”, disse.

"Precisamos deixar claro que nós não somos descendentes de escravos. Somos descendentes de reis e rainhas"
Programação


Entre as atividades que o Imune prepara para o Dia da Consciência Negra, está o lançamento do livro “Olhares Cruzados Brasil Etiópia”. O evento está programado para o próximo dia 30, na Comunidade Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento (47 km ao Sul de Cuiabá).

Além do lançamento do livro, o Imune prepara uma série de atividades culturais com os quilombolas de Mata Cavalo.

Imune

Além do trabalho de militância, o Instituto das Mulheres Negras de Mato Grosso realiza uma série de ações voltadas para o público negro.

Entre as atividades, estão cursos de capacitação para profissionais em Saúde Negra e de empreendedorismo voltados para o artesanato afro, quando as mulheres aprendem a confeccionar bonecas negras. Esse último já foi realizada em vários municípios.

Além de presidente do Imune, Antonieta Costa é a representante de Mato Grosso na Executiva Nacional de Mulheres Negras.

Ela também é formada em Pedagogia e Geografia, sendo professora de Ensino Fundamental e Médio na Escola Leovegildo de Mello, no bairro CPA 3.

Seu pai, Geraldo Costa, foi o fundador do Grupo de União e Consciência Negra (Grucon), que começou a atuar no Estado em 1983.

O grupo existe em todo país, espalhado em diversos conselhos.


Governo Federal cria bolsa de estudos para negros

Objetivo é formar e capacitar alunos no Brasil e no exterior

DO G1
Foi publicada na edição desta quinta-feira (21) do Diário Oficial da União a portaria do Ministério da Educação (MEC) que institui o Programa de Desenvolvimento Abdias Nascimento, que vai oferecer bolsas de estudos a estudantes negros e indígenas. A portaria entra em vigor já nesta quinta.

De acordo com o texto, o objetivo é formar e capacitar, com bolsas no Brasil e no exterior, estudantes "autodeclarados pretos, pardos, indígenas e estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades".

Com as bolsas, o ministério procura proporcionar experiências educacionais e profissionais "voltadas à educação, à competitividade e à inovação em áreas prioritárias para a promoção da igualdade racial, do combate ao racismo". Além do "estudo e valorização das especificidades socioculturais e linguísticas dos povos indígenas, da acessibilidade e inclusão no Brasil, e da difusão do conhecimento e da história e cultura afro-brasileira e indígena".

Segundo o texto publicado no DO, as áreas prioritárias e os critérios de participação ainda serão definidos em regulamento.

Anúncio em agosto


O anúncio do programa que entra em vigor nesta quinta foi feito em agosto. Na ocasião, o ministério informou que parte das bolsas deve ser oferecida pelo Programa Ciência sem Fronteiras, que tem como meta distribuir, em quatro anos, 100 mil bolsas de estudo para universitários brasileiros em outros países.

Segundo o MEC, que em agosto fez uma reunião com universidades dos Estados Unidos, parte da cooperação deve incluir uma rede de 106 universidades e instituições públicas norte-americanas localizadas nos estados e territórios dos EUA afetados historicamente pela escravidão e que foram criadas nos anos de 1960 para oferecer cursos a jovens americanos negros. Hoje em dia, estudantes internacionais e de outras etnias também podem estudar nelas.

O ativista do movimento negro Abdias Nascimento, homenageado pelo MEC no programa, morreu em maio de 2011. Ele fundou o Teatro Experimental do Negro (TEN) em 1944 e criou o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) em 1981 para continuar sua luta pelos direitos do povo negro, sobretudo nas áreas da educação e da cultura. Abdias também foi deputado federal, senador e secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro, de 1991 a 1994.

MT - Justiça manda Estado fazer concurso para professores

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Cotidiano / EM 120 DIAS
21.11.2013 | 15h40 - Atualizado em 21.11.2013 | 15h41
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Vagas de efetivos são ocupadas por temporários em pasta desde 2008

MidiaNews

Juiz Alex Figueiredo ordenou que Estado realize concurso público para contratação de professores





LISLAINE DOS ANJOS
DA REDAÇÃO
O Governo do Estado deverá realizar um concurso público, dentro de 120 dias, para a contratação de professores para as áreas de Educação Profissional e Tecnológica, que deverão atuar na Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec).

A decisão é do juiz da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Alex Nunes de Figueiredo, atendendo parcialmente à solicitação feita em ação do Ministério Público Estadual (MPE).

Na decisão, o magistrado ainda proíbe o Estado de realizar novas contratações temporárias, prorrogar ou renovar os contratos já existentes na Secitec e que contrariem a Constituição Federal.

Na ação, o MPE denuncia que as contratações de “centenas de professores” foram feitas em desacordo com a legislação federal e estadual, uma vez que não possuíam caráter de urgência.

Além disso, o Governo teria criado 320 cargos, dos quais apenas 37 estariam ocupados por servidores efetivos. Dos 283 restantes, 143 são vagas preenchidas por trabalhadores temporários.

De acordo com o juiz, o contrato emergencial apenas seria correto caso visasse ao preenchimento de necessidades imediatas, quando não há tempo hábil para a realização de um processo licitatório.

Figueiredo ressalta, em sua decisão, que esse não é o caso, uma vez que as contratações temporárias vêm ocorrendo desde 2008, para preenchimento de cargos efetivos, “cujo desempenho prescinde de permanência e, portanto, destoa completamente da temporariedade e da excepcionalidade exigidas pela lei”, exigindo, assim, a interferência do Poder Judiciário.

“O simples fato de haver quatro vezes mais servidores temporários do que concursados, todos ocupando igualmente cargos inerentes a servidores efetivos, já autoriza e legitima a intromissão do Judiciário no âmbito da administração para corrigir tão patente ilegalidade”, afirmou, em trecho da decisão.

MT - Índia e Brasil: Em diversas viagens, escritora busca auto-conhecimento na sabedoria oriental

Da Redação - Stéfanie Medeiros

 As coisas começaram com um curso de administração na Universidade de Mato Grosso (UFMT), mas antes de tudo, tornou-se uma busca por auto-conhecimento. Não dizia mais respeito a gerir empresas, negócios e administrar bens no mais puro sentido da palavra. Não. O objetivo agora era tornar-se senhora de si, conhecer seus desejos, vontades e angústias e, a partir disto, elevar o espírito.

A viagem para a Índia veio de forma inesperada, quase que por acaso. Já em contato com técnicas terapêuticas corporais importadas do oriente para o Brasil, Enildes Côrrea, 55 anos, não hesitou quando surgiu a oportunidade de estudar esta prática no oriente. Com um “sim” como resposta, Enildes realizou o sonho de visitar o país de nascimento de Guatama Buddha.

“Fiquei encantada com tudo o que tive oportunidade de vivenciar na Índia. Um modo de viver totalmente diferente, voltado para a interiorização e a espiritualidade, e que plantou em mim a semente do retorno. O Oriente tornou-se uma atração irresistível em minha vida”, disse Enildes em entrevista ao Olhar Conceito.

É difícil dizer, ao longo dos anos, quais os momentos mais marcantes de suas viagens à Índia. Mas Enildes lembra do “Ser Desperto”, o místico sufi indiano Kiran Kanakia, que conheceu em 1994 e com quem viveu ao longo de 12 anos consecutivos. “Encontrá-lo e tornar-me parte da sua família foi uma bênção. Um mestre iluminado é fonte de luz, silêncio, amor e sabedoria. Sua simples presença silenciosa e amorosa é um bálsamo alquímico para as nossas mais profundas e doídas feridas internas”.

Segundo Enildes, o mestre é o “Grande Terapeuta”. Sentar-se com ele é como sentar-se consigo mesma e a compreensão da vida, tanto externa quanto interna, foi onde Kiran a ajudou encontrar o caminho da paz interior e o retorno a si. Foi ele que disse a Enildes: “Entenda como viver, como estar em harmonia, como estar em equilíbrio, como estar em sintonia com a vida. Uma vez que você compreende como estar em sintonia, a vida se torna uma dança”, palavras que a terapeuta e escritora nunca esqueceu.

Enildes também ressalta que a convivência com mestre Kusum Modak, que foi quem criou o famoso método terapêutico da Yoga Massagem Avuvérdica Tradicional, e também com o doutor Mukund Bhole, criador da abordagem Anubhava Yoga, “expert” em Pranayamas (práticas respiratórias de Yoga).

Estas e muitas outras experiências foram relatadas em vários artigos e textos que Enildes aos poucos publicou nos jornais de Cuiabá. A recepção acolhedora e positiva dos leitores fez com que estes escritos fossem reunidos no livro “Vida em palavras”, lançado em Brasília em 2010.

“Enildes associa a velha Cuiabá com a velha Índia e tece uma poderosa rede de alquimia humana, cultural e de sabedoria. Mesmo à distância, as duas pátrias se parecem tanto na exata simplicidade de suas origens. Não é uma obra de filosofia nem religiosa. É de provocações que atingem esse novo viver diário do mundo moderno, tão atropelado pela urgência de ir e vir aos mesmos lugares de sempre, em busca de respostas que nunca estiveram fora de nós mesmos”, diz um trecho do prefácio, escrito pelo jornalista Onofre Ribeiro, ex-Secretário Adjunto de Comunicação do Estado de Mato Grosso.



Este ano, Enildes participou do Seminário "Índia e Brasil: uma parceria para o Século XXI", organizado pela Fundação Alexandre de Gusmão em parceria com a Embaixada da Índia no Brasil. O evento foi realizado 3 de outubro, no auditório Paulo Nogueira Batista, do Palácio Itamaraty, em Brasília (DF). No evento, a escritora e terapeuta chegou a entregar um exemplar de seu livro aos embaixadores Ashok Tomar, da Índia, Hardeep Puri, ex-representante permanente da Índia nas Nações Unidas, José Vicente de Sá Pimentel, presidente da Fundação Alexandre de Gusmão, e à subsecretária-Geral Política II, Maria Edileuza Fontenele Reis.

Sobre o futuro, Enildes tem projetos de escrever um segundo livro com temas voltados ao aprofundamento da espiritualidade. Também está focada no detalhamento de conteúdos apresentados em “Vida em Palavras”.

Curiosidade: Sonho de um jardim

Enildes Côrrea, através de uma carta, sugeriu ao governador de Mato Grosso da época, Dante de Oliveira, que no Parque Mãe Bonifácia, ao invés de se contruírem quadras na entrada principal, fosse feito um jardim. A carta, publicada nos três principais jornais da cidade, foi acatada e é uma das responsáveis pelo “Jardim do Cerrado” do Parque.

Confira a carta:

“ Cuiabá, 28 de dezembro de 2001.

Senhor governador Dante de Oliveira,

Através desta, quero registrar minha sugestão referente às obras a serem implementadas no Parque Mãe Bonifácia.

Tomei conhecimento, por meio dos jornais, de que lá serão construídas quadras de esportes. Por que não fazer um jardim, ao invés de quadras? A construção dessas quadras pode ser transferida para outras áreas da cidade, onde, certamente, há mais necessidade delas. Um belo jardim não existe em Cuiabá, a não ser nas residências das elites que aqui vivem.

O jardim vai estar mais em sintonia e harmonia com o parque, que predispõe ao silêncio, à contemplação e à meditação. Fui caminhar lá. Imaginei as pessoas, do alto do mirante, contemplando a beleza desse jardim, que visualizei nos moldes de um que visitei na cidade de Nova Délhi, no qual existe um lindo templo dedicado à paz – o Templo de Lótus. A sensação que tive foi tão boa! Por alguns instantes, foi como se um pedacinho da Índia, esse país que tanto amo, tivesse sido transportado para o Parque Mãe Bonifácia.

Aliás, sempre que ando pelas suas trilhas e atravesso aquelas pequenas pontes e, principalmente, quando desfruto e comungo com o silêncio, a beleza e uma certa magia que sinto suspensa no ar daquele local, lembro-me da semelhança existente com o famoso parque de um dos ashrams onde estudei naquele país. Tão bonito é o parque, que se tornou, tal qual o nosso Mãe Bonifácia, uma das atrações turísticas de Poona.

Entretanto há uma diferença entre eles, o de lá foi idealizado e concretizado como um presente dos discípulos ao Mestre e à sua gente. O daqui, uma iniciativa do atual governo deste Estado, que ofertou esta obra ao povo cuiabano.

Tenho certeza de que, assim como eu, muita gente irá preferir o jardim às quadras. Deixemo-las para os clubes, praças, escolas e onde mais se fizerem prioritárias. Ainda está em tempo de mudar o projeto! Espero que V. Exª, na qualidade de amigo número um do parque, como todos nós sabemos, reflita seriamente sobre esta ideia. Seria como um oásis em Cuiabá, um imenso gramado bem verde e bem cuidado, cheio de flores amarelas, vermelhas, brancas... Um presente ao parque, aos seus amigos e a todos os seus visitantes. Um culto à paz e à contemplação, bem de acordo com o que lá buscam as pessoas que o frequentam.

A energia do local vai ficar ainda melhor se, no lugar de concreto e barras de ferro, forem semeadas naquela terra sementes de lírios, orquídeas, margaridas, amores-perfeitos, cravos, rosas...

Então, num futuro próximo, os avós passearão com seus netos por esse jardim e poderão mostrar-lhes que cada flor, assim como nós, tem sua beleza única, seja ela uma rosa vermelha ou um amor-perfeito. Que cada expressão que floresce tem a sua radiância e a sua própria fragrância.

E eu, também já avó, levaria o meu pequeno tesouro para que ele visse, com seus lindos olhos verdes, que o cravo e a rosa deixaram de brigar e entraram em comunhão.

Desejo a todos que neste momento estão lendo esta carta que, no Ano Novo, as pedras que machucam e ferem os nossos pés sejam substituídas pela maciez da grama coberta pelo colorido, suavidade e beleza das flores.”

Educação para a diversidade - em busca da libertação; tema é debatido em seminários na UFMT

Da Redação - Marianna Marimon

“Quando a educação não é libertadora, o oprimido quer ser opressor”, já afirmava um dos maiores educadores e filósofos do mundo, o brasileiro Paulo Freire. Esta frase está pichada em um muro em Cuiabá, e chama a atenção pelo grito social de socorro, para que aqueles que apenas passam, possam se chocar com a imensidão desta sentença. Para debater a educação para a diversidade, a Semana da Diversidade de Mato Grosso promove uma programação intensa nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22), no auditório da Faculdade de Economia no 2º andar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As inscrições são gratuitas no local.

Entre os seminários que serão promovidos na Semana da Diversidade, acontece o I Seminário “Educação para Diversidade: Justiça social, inclusão e direitos humanos”, que irá contar com a presença da secretária estadual de Educação, Rosa Neide Sanches, a reitora da UFMT, Maria Lucia Cavalli Neder, o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais (ABGLT), Carlos Magno, e o presidente da ONG Livremente, Alexsanders Virgulino.

Debater a questão da educação, já que são recorrentes os abusos sofridos por pessoas de outros gêneros sexuais que não a heterossexualidade. A educação é um direito de todos, mas muitos sofrem perseguições pelas diferenças, seja sexual, de gênero ou física. O evento visa discutir e pensar estratégias de combate ao preconceito e a marginalização de alguns sujeitos no ambiente escolar.

A Semana da Diversidade de Mato Grosso irá culminar na XI Parada da Diversidade é organizada pela ONG Livre-Mente: Conscientização e Direitos Humanos, em parceria com o Núcleo Interinstitucional de Estudo da Violência e Cidadania da UFMT.

A UFMT é pioneira na questão da diversidade, já que foi a primeira universidade do Brasil a adotar o nome social de travestis e transexuais. Como exemplo, podemos contar a história de Eliza, estudante de enfermagem cujo sonho era realizar uma cirurgia de mudança de sexo pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Este debate é muito complexo, e o primeiro passo para procurar melhorias na educação para a diversidade é o diálogo. O sonho de Eliza era se tornar quem sempre acreditou que fosse, e é assim com muitos jovens e adultos, cujo medo é o principal empecilho para serem felizes: o medo da repreensão de terceiros. Olhar-se no espelho e não se reconhecer é o maior pesadelo destas pessoas que lutam diariamente para serem reconhecidos por uma sociedade discriminadora, que prega um padrão que nunca existiu.

Em busca da libertação que já sonhava Paulo Freire, a educação para a diversidade pode ser o caminho para que não haja mais opressores ou oprimidos, e as diferenças sejam acentuadas como positivas e não negativas.

PROGRAMAÇÃO:

21 de Novembro de 2013.

[TARDE]

13h00m - Credenciamento

14h00m - Mesa de Abertura.

- Sr. Carlos Magno - Presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Travestis e Trassexuais
- Senhora Rosa Neide Sandes de Almeida - Secretária de Educação do Estado de Mato Grosso.
- Maria Lucia Cavalli Neder - Reitora da Universidade Federal de Mato Grosso
- Alexsanders Virgulino - Presidente da Ong LIVREMENTE

Mesa 1 - Educação e Diversidade: Justiça Social, Inclusão e Direitos Humanos.

15h00m - Prof° Luiz Augusto Passos - "A Efetivação do Estado Laico"

15h40m - ( a confirmar) "O Papel do Judiciário na Garantia dos direitos da população LGBT"

16h40m - Discussão.

 [NOITE]
Mesa 2 - Unidade na Diversidade: A Construção Humana na Diversidade e os Diferentes Atores Sociais.
18h30m - Carlos Magno (ABGLT); "Conquistas de Direitos e Movimentos Sociais"

19h15m - ( ... ) "Os atores Sociais e a diversidade sexual"

20h0m - (...) "A efetivação de uma educação inclusiva por meio da gestão pública"

20hm - Discussão.
22 de Novembro de 2013

[MANHÃ]
08h30m - Apresentação Artística

Mesa 3 - Educação e Identidade: Construindo os Vários Saberes Sobre Gênero, Identidade de Gênero, Masculinidades e Feminilidades.
9h00m - (...)
Tema: "Masculinidades e Feminilidades na Escola"

09h45m - (...)
Tema:"Identidade de Gênero na Escola"

10h30m - (...)
Tema: "Saberes sobre Gênero e Identidade na Universidade"

11h15m - Discussão.

[TARDE]
Mesa 4 - Educação, Cultura e Sociedade: Elementos para uma Cultura Inclusiva.
14h00m - Apresentação Artística

14h30m(...)
Tema: "Movimento Negro e Questões de Gênero e Sexualidades.

15h10m - Prof° Dr° Moises Lopes (Departamento de Antropologia da UFMT).
Tema: “Movimentos Sociais e Diversidade”.

15h50m - PROFa Dr. Dolores Galindo (ECCO)
Tema: Movimento Feminista e as questões de Gênero e Sexualidades.

16h40m - Discussão.

17:30 Encerramento

 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Feira acontece no estacionamento do Pantanal Shopping

Josi Pettengill/Secom-MT

O Papai Noel chega nesta sexta-feira (15), às 19h,
DA REDAÇÃO
 
 
O Papai Noel chega nesta sexta-feira (15), às 19h, para o Natal do Pantanal Shopping e traz com ele um cortejo de Bonecos Gigantes a fim de convidar a população mato-grossense à Feira do Livro de Mato Grosso 2013, promovida pela Secretaria de Estado de Cultura (SEC-MT), que acontecerá do dia 20 a 23 de novembro, no estacionamento do Shopping.

A apresentação será feita às 17h20 pelos personagens tradicionais “Ângelo Feijoada” e “Quitéria Lábios de Mel”, que há 25 anos alegram a população cuiabana, em cena nos palcos das ruas com seus mais de três metros de altura, conduzidos pelo ator bonequeiro, Carlos Gattas Pessoa, o “Carlão dos Bonecos”.

A programação da Feira do Livro de Mato Grosso 2013 está repleta de ações culturais, com teatro, música, dança e poesia envolvendo em um “Sarau Lítero Musical”, divididos num palco central e um auditório. O evento terá leitura dramatizada e acesso a todo tipo de literatura.

TPM

Autor: Gabriel Novis Neves

 Síndrome bastante conhecida pelas mulheres. A tensão pré-menstrual (TPM) é muito desconfortável para elas, e bastante temida por seus companheiros.

Na Suíça, mulheres que cometem crimes durante a passagem do vento “phène”, têm, por parte da justiça, uma pena mais branda e atenuada – pois provocam graves consequências no psiquismo.

No Brasil não temos notícia de tais atenuações, porém, dados dos presídios femininos comprovam que, pelo menos, a metade dos delitos cometidos acontece no período pré-menstrual.

Dada às inúmeras alterações hormonais que precedem esse período, costuma ocorrer no organismo um grande edema generalizado.

Dessa forma, o edema cerebral seria o responsável pelo desconforto e pelas inúmeras alterações psicológicas que acomete grande parte das mulheres.

Exacerbações de personalidades são vistas com frequência nessa fase, e são responsáveis por vários problemas na convivência familiar.

Mulheres fortes se tornando extremamente agressivas, as mais descoladas apresentando laivos de exibicionismo, as carentes com crises de baixa autoestima, enfim, toda uma gama de comportamentos que, com frequência, tornam quase impossível a convivência no dia a dia.

Aliada a esse desconforto mental, ainda existe o desconforto físico, pois ocorre aumento de peso, mamas inchadas e doloridas, dores lombares, em suma, queixas generalizadas.

Cabe ao homem, esse ser mais uniforme nos seus humores, lidar com amor e compreensão com essa fase feminina, felizmente passageira ao fim de uma semana, quando ocorre uma nova menstruação.

Nos dias atuais, já existe à disposição das mulheres, novas drogas e técnicas que são capazes de minimizar os sintomas – não raro, insuportáveis.

A mulher, esse manancial de sensibilidade, paga um alto preço pelo seu comprometimento com a maternidade, compensado plenamente com as alegrias daí advindas.

Não é pequeno o número de casais que se torna muito mais unido quando não mais sujeitos às intempéries da sexualidade.

Nós, ginecologistas e obstetras, vemos tudo isso de uma maneira filosófica, quase como um grito da natureza, inconformada com a perda de mais um ciclo biológico.

Abordagem da temática indígena na escola


                                                                                                               Elisa  Aparecida  Borelli
                                                                                                                elisaborelli@ig.com.br
                                                                                                        Graduação em Matemática
                                                                         Professora da Escola Irene Gomes de Campos
                                                                                                     Joanei  Francisca  de  Campos
                                                                                                                jfdcampos@gmail.com
                                                                                                                   Graduada em História
                                                                                          Especializada em Educação Inclusiva
                                                                  Professora da    Escola Irene Gomes de Campos
                                                                                                          Maria Custódia de Campos
                                                                                                            Marilene Antonia de Lima
                                                                                                  marilene.eigomes@gmail.com
                                                                                               Graduada em Ciências Biológicas
                                                                                            Especializada em Educação Especial
                                                                      Professora da     Escola Irene Gomes de Campos

   

                As  abordagens   a   respeito das  temáticas envolvendo os grupos    sociais discriminados     muito  tempo vem sendo preocupação de várias   ações  da   educação   e  até  mesmo   do governo.
                 Diante   de   fatos  tão   concretos   e   de   anseios  de  se construir uma   sociedade  cada  vez  mais   democrática,   pautada   na   convivência  multicultural   e   inclusão de  grupos  ignorados  e até  mesmo  esquecidos pelas   políticas,    marginalizados  por um modelo   sócio-econômico    que   na    maioria   das   vezes   privilegia    exclusivamente  a   matriz   européia   devido  ao  seu   padrão  de    consumo. A  questão  indígena  deixa  de  ser    apenas   uma   temática   antropológica  e  étnica  e  passa   a   configurar o cenário das prioridades  político-sociais.
              Essa parcela  significativa da população vem , ao longo da  história, acumulando injustiças que a obriga a organização  de  movimentos  sociais  para  que  de  ignorados passem  a  existir como   cidadãos  e, dessa  forma  representarem expressão   política enquanto garantia de seus direitos.
             Nesse sentido alguns  avanços  podem  ser  observados .  Governos  de  países   latino-americanos  desenvolvem políticas para a inclusão social dos   grupos  que  participaram  da  formação  de diversas nações, mas não como resultado de verdadeiro  interesse por esses  povos  e sim,  forçados por    inúmeros   movimentos   indígenas  e   não   indígenas   reivindicando melhorias  com  o  objetivo  de   minimizar  as  desigualdades   sociais   que   originaram    no  processo  de  colonização  que   ora  são denominados  de  dívidas sociais.
              No  Brasil ,  as  diferenças  étnico-raciais  são  objetos  do  governo   federal,  como  por  exemplo, a obrigatoriedade  da  inclusão  no currículo escolar  do  ensino   de    História  e    Cultura   Afro -brasileira  e   também  indígena  através  da   lei   11.465/08,   que   tem como objetivo combater o   racismo  e    promover  a   igualdade   social.   No  que   se  refere    aos     educadores,  o   trato  das  questões étnico-culturais  está  garantido   pela    Lei     de    Diretrizes    e   Bases   na     Educação   (  LDB  )   que      também  orienta   a  inclusão  da temática  no  currículo dos cursos  superiores com ênfase aos cursos de  licenciatura  da  área    de    Ciências Humanas.
            Uma   outra   garantia  relevante,  para  que a temática seja  incluída  nas   ações  docentes e  administrativas  do    ensino   fundamental, são  os  PCNs   (  Parâmetros  Curriculares   Nacionais ) . Esse documento orienta  a construção dos  currículos  nas   escolas   públicas  municipais   e  estaduais a   partir  de  uma  educação  comprometida  com  a  cidadania,   para  que   os  alunos   compreendam   não   o   conceito   de  justiça, mas, também  entendam os princípios   que devem orientar a vida escolar com dignidade  do  ser humano, igualdade  de direitos, participação e co-responsabilidade pela   vida  social.  Sendo  assim,  é   justo e   necessário   que   a    temática     indígena   passe   a   ter  uma  importância   fundamental   e  essencial    na    perspectiva   do  desenvolvimento  humano ,  visto   que   o  povo indígena   teve  participação    na  formação  do   contexto   histórico  social    político e   econômico  do   povo   brasileiro.
              Considerando o  exposto  e  sem  pretensão de esgotar a discussão sobre  a   abordagem   da   diversidade  étnico-racial, o  presente  artigo   é resultado  da  leitura  de  alguns textos  e do   levantamento     de  opiniões  junto a  docentes e  discentes acerca  da  temática indígena. Nesse  estudo  verificou-se  que  os   professores   consideram   que  as    suas    disciplinas  podem   contribuir  para  a  reflexão  sobre as  questões  étnicos –raciais  e as possibilidades de   compreensão  das  diferenças  culturas  existente  na  sociedade. No entanto,   para  que  isso  se  torne  possível  cabe  à   escola   oportunizar   situações  destinadas  à  construção   do   conhecimento  em  torno    das   questões    étnicos –raciais , satisfazendo   as   curiosidades  e anseios dos alunos  diante  dessas  questões.
               Para   finalizar  este  pequeno  estudo, podemos    concluir  que  as     políticas  envolvendo  povos  indígenas nos currículos escolares  ainda  não  são  suficientes para  a  verdadeira  valorização de  povos tão responsáveis   pela   nossa   formação  cultural   quanto  nossos  colonizadores  europeus. E, mesmo com esforços de  profissionais para uma boa  prática pedagógica   no  atendimento  a  essas novas  políticas   de   governo , faltam   materiais   pedagógicos   coerentes  e   complexos   sobre  o assunto ,  fazendo    estes   profissionais  se   desdobrarem  em  pesquisas  e   estudos   para  suprir  os seus    alunos     dos   conhecimentos   necessários   para    uma    cidadania  coerente,   onde  se valorize   a   sua   própria   cultura,  mas   de   todos  os   responsáveis  pela  formação da cultura brasileira.A valorização  da cultura indígena  é  um  direito a ser conquistado , conquista  essa   que  faz   parte  da   nossa   luta   pela   democratização  da educação Brasileira.
                             


Referências Bibliográficas




Lei de Diretrizes e Bases da Educação - InfoEscola    LDB : Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional : lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996

http://www.seduc.mt.gov.br/favicon.ico    :  Texto   referente   a    educação   indígena



GOODSON, I. F. Currículo e história. Rio de Janeiro: Vozes, 1995.                                                                     


CURY, C. R. J. A propósito da educação e desenvolvimento social no Brasil. In: Educação e sociedade.   Cortez e Moraes, n. 9, 1981.

MT - Seduc apresenta Plano de Educação em Prisões na AL


Vilson de Jesus/ ALMT
Seduc apresenta Plano de Educação em Prisões na AL
Representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) apresentaram nesta terça-feira (12.11) à Assembléia Legislativa (AL), o Plano Estadual de Educação em Prisões. Elaborado pela equipe da Coordenadoria de Educação de Jovens e Adultos (EJA), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) e demais instituições, o Plano matogrossense é pioneiro no país.
 “A política de Educação em Prisões é nacional. Porém, dentre todos os Estados, Mato Grosso é o que saiu na frente na discussão e elaboração. Tanto que somos os primeiros a apresentar o documento a AL, assim como encaminhamos ao Conselho Estadual de Educação”, citou o gerente Curricular da EJA, Joaquim Ventura, em reunião de exposição do documento na Comissão de Educação.

Segundo a consultora na elaboração do Plano, que possui vigência de 2010 a 2016, Rosângela Góis, o principal objetivo do trabalho foi estabelecer uma política pública estadual de ensino para os privados de liberdade. “Antes do Plano havia cerca de 130 estudantes no sistema prisional. Agora já são 2300, que cursam a EJA em unidades prisionais de 29 municípios”, disse. Ao todo o Estado possui uma população carcerária de 12 mil pessoas.

A secretária adjunta de Políticas Educacionais, Ema Marta Dunck Cintra, ressaltou que a AL possui papel central na construção da educação em prisões. “Hoje fizemos a apresentação inicial do Plano, mas em breve encaminharemos todo o documento como Projeto de Lei (PL), para que a Comissão possa apreciar e toda a Casa aprovar a lei da educação aos privados de liberdade”.

Conforme Ema Marta, o Ministério da Educação (MEC), desde 2003, e a Seduc , nos últimos anos seis anos, têm “atuado fortemente” na expansão do atendimento educacional às populações que historicamente tiveram esse direito negado. “Além do Plano para os privados de liberdade, também estruturamos nesse período a política de educação quilombola e do campo”, enumerou. 

Metas 

Vilson de Jesus/ ALMT
Seduc apresenta Plano de Educação em Prisões na AL
Ao todo, o documento conta com 27 metas divididas em cinco áreas. Entre elas estão a universalização do atendimento em toda a educação básica, gestão de pessoas, formação continuada dos profissionais, política educacional e administrativa, implantação de bibliotecas, financiamento, infraestrutura, entre outros. 
 O presidente da Comissão de Educação, deputado Alexandre Cesar elogiou a construção do Plano e se comprometeu em convocar uma audiência pública, para ampliar a discussão do tema com a sociedade. Os parlamentares, Emanuel Pinheiro, Dilmar Dal Bosco e Ezequiel Fonseca também participaram da reunião.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT