quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Relatório aponta baixo aprendizado de alunos do 5° ano em português e do 9º ano em matemática

Amanda Cieglinski
Da Agência Brasil

Em Brasília Pouco mais de um terço dos alunos do 5° ano do ensino fundamental sabe ler e escrever de acordo com o esperado para a série. A mesma defasagem é verificada no aprendizado de matemática, no caso dos alunos do 9º ano. As informações são do relatório do movimento Todos pela Educação, divulgado hoje (1°). A entidade criou cinco metas de acesso e qualidade da educação no Brasil e acompanha os resultados periodicamente.

Uma delas estabelece que, até 2022, pelo menos 70% deverão aprender o que é essencial para a sua série. Os patamares estipulados para 2009 foram parcialmente cumpridos: os resultados em língua portuguesa dos alunos do 5° ano ficaram abaixo do esperado: apenas 34,2% aprenderam o que deveriam, enquanto a meta era chegar a 36,6%. Em matemática, 32,6% dos estudantes atingiram o resultado indicado, superando os 29,1% estipulados.

Para os alunos do 9° ano do ensino fundamental, o cenário é inverso: a meta de português foi atingida, mas a de matemática não. Apenas 14,8% dos estudantes aprenderam o esperado para a série que cursavam – abaixo dos 17,9% estipulados pela entidade. Em língua portuguesa, 26,3% atingiram a pontuação adequada, superando a meta de 24,7%.

No ensino médio, 28,9% obtiveram o resultado esperado no caso de língua portuguesa (a meta era 26,3%) e só 11% alcançaram o aprendizado adequado para a etapa em matemática (a meta era 14,3%).

O estudo também traz análises sobre o acesso da população de 4 a 17 anos à escola, a alfabetização das crianças até os 8 anos de idade, a conclusão do ensino médio até os 19 anos e os investimentos públicos em educação.

No ano passado, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) ampliou a obrigatoriedade do ensino no país. Antes apenas o ensino fundamental era compulsório – dos 6 aos 14 anos. Até 2016, o país terá que incluir todas as pessoas de 4 anos a 17 anos na escola, desde a pré-escola até o ensino médio. O atendimento está próximo de ser universalizado na faixa de 6 a 14 anos de idade (99,7%). Mas, considerando a população de 4 a 17 anos, o acesso cai para 91,9%. A maior cobertura está na Região Sudeste (93,5%) e a menor, na Sul (89,5%).

Dezesseis Estados não têm plano de educação

uol.São Paulo -

Dos 26 Estados brasileiros mais o Distrito Federal, 16 não têm plano estadual de educação, que é previsto por lei. Isso significa que eles não apresentam um conjunto de metas que direcionem as políticas públicas na área por até uma década, o que, segundo especialistas, pode dificultar investimentos para a solução de problemas estruturais.

O levantamento, realizado pelo Observatório da Educação, da organização não governamental Ação Educativa, mostra que Acre, Amapá, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Paraná, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe não têm planos consolidados como lei e aprovados pelas respectivas assembleias.

De acordo com a lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), de 2001, todos os Estados devem elaborar seus planos com base no federal. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, também prevê a criação de planejamentos estaduais na área.

Alguns dos Estados que não têm planos apresentam documentos internos de metas ou conjuntos de diretrizes, mas que não foram transformados em lei. É o caso do Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo e Sergipe. Já o Amapá realizou, em abril, uma conferência para elaborar as diretrizes, que serão enviadas para aprovação. O Maranhão afirma ter finalizado seu plano em 2008, mas a troca de governo atrapalhou o encaminhamento.

Para a atual presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e secretária estadual do Acre, Maria Corrêa da Silva, o fato de um Estado não ter aprovado um plano não significa que ele não tenha planejamento. "Há toda uma lógica de discussão, tramitação que atrapalha. Certamente cada Estado tem seu plano e razões específicas para não terem aprovado."

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Escola de Natal aproxima alunos, pais e funcionários

revista do professor

Promover a cidadania é uma das preocupações da Escola Municipal Professora Emília Ramos, no bairro Cidade Nova, na periferia de Natal. A instituição atende cerca de mil alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental e da educação de jovens e adultos. Os estudantes, na maioria, são filhos de trabalhadores com renda abaixo do salário mínimo.

“A promoção da cidadania na escola tem como meta contribuir para a formação dos alunos, permitir que eles se reconheçam como cidadãos de direitos e deveres e possam se conduzir na sociedade de forma crítica e autônoma”, diz a vice-diretora da escola, Regina Maria da Silva Dantas, 22 anos de magistério, pedagoga com especialização em educação de jovens e adultos.

Com o programa Emília em Família, a escola desenvolve ações de acordo com os temas de ensino-aprendizagem usados diversos níveis de ensino. “Abordamos temas de relevância para a construção da cidadania, com visão de mundo crítico-reflexiva”, explica a coordenadora pedagógica Tânia Maria Fernandes Oliveira. “Buscamos estimular os alunos a projetar o futuro pelo resgate dos estudos.”

Um dos projetos do programa é o Encontro com a Família. Nele, são promovidas oficinas para permitir aos pais compreender melhor as atividades realizadas na escola. Há também encontros de formação para funcionários, destinado a melhorar a qualidade do trabalho oferecido à comunidade. Este ano, o tema do encontro com os funcionários foi A Ética Voltada para a Formação do Ser.

De acordo com Tânia, os encontros com as famílias incluem momentos lúdicos, palestras, estudos de casos e oficinas que sintetizam a vivência dos filhos na sala de aula. Dependência química, inclusão e exclusão social, desenvolvimento infantil, beleza e artesanato estão entre os temas tratados.


Fátima Schenini
Fonte: http://portal.mec.gov.br

Que tipo de lazer cultural oferecer aos filhos?

Por Içami Tiba

Para pais provedores, afetivos e educadores não há férias destas funções com os filhos presentes ou ausentes. Mesmo que se afastem fisicamente, psicologicamente continuam ligados aos filhos. Estas ligações vão desde saudades de quem ama, a preocupações presentes/futuras, reais/imaginadas e estados de alerta/prontidão para sair correndo a qualquer instante.

Todos os pais sabem que os filhos são bem diferentes entre si quanto às atitudes, comportamentos, temperamentos que os predispõem a maiores ou menores riscos de vida, se crianças, adolescentes ou adultos jovens, se único ou se tem irmãos, se masculinos ou femininos etc. Portanto merecem cuidados diferentes.

Uma das maiores responsabilidades dos pais é a educação dos filhos. Tanto pela educação escolar, pela construção de competências profissionais através do seu currículo psicopedagógico, quanto pelos valores que deverão estar presentes em todas as suas ações por toda a vida, tal qual o idioma materno.

Não há como os pais educarem seus filhos como foram educados soltos pelos seus pais, pois a educação deve ser a mais atualizada possível, e a infância está curta demais para se deixar as crianças fazerem apenas o que gostam. Se os filhos recebem uma educação já ultrapassada hoje, como poderão enfrentar um futuro que não sabemos como será? Este futuro já atinge as crianças que iniciam a escolaridade com dois anos de idade: quando nem bem tiveram sua socialização (educação) familiar, já entram na vida, com pares na comunidade. Será que receberão na escola o que nem receberam ainda dos pais? Este cenário se complica quando a mãe também trabalha fora, como acontece na maioria das famílias brasileiras e mundiais.

Os pais precisam hoje aproveitar toda e qualquer atividade dos filhos desde a mais tenra idade para passar valores, pois o que acontece hoje é o contrário: quando os pais ficam com os filhos os deixam fazer tudo o que querem desde que seja prazeroso, e param de educar.
A educação não é uma ação tirânica, desprovida de prazer que maltrata os filhos. Ela deve estar presente na vida do filho desde muito cedo, antes mesmo de ir à escola.

Deixar uma criança crescer fazendo somente o que tem vontade e lhe dê prazer é um crescimento silvestre, propiciando a falta de educação que custa caro pelo resto da vida. A ação educativa dá trabalho, mas é um fruto que dura por toda a vida. Com o tempo de infância muito encurtado, todas as atividades, jogos e brincadeiras têm de ser aproveitadas para a educação orquestrada na formação do futuro cidadão ético, competente e feliz.

Uma das grandes falhas na educação que se manifesta hoje desde a infância é o Bullying, que piora na juventude (ataques preconceituosos a minoritários como gays, negros, pobres e mulheres) e deixa ranços para o adulto (assédio moral, assédio sexual, alienação parental). Crianças que impunemente ofendem, agridem, violentam querendo levar vantagens sobre os outros, sem se preocupar com os sofrimentos dos pais em casa, costumam levar este comportamento para a escola, para o social e futuramente para o trabalho.

Orquestrar a educação significa escolher quais são as atividades prazerosas e construtivas próprias para a personalidade e adequadas à idade. Esta orquestração não tira férias. Em todas as atividades, como brincadeiras, leituras, passatempos e diversões, os filhos já têm que receber estes valores juntos aos ensinamentos, cobranças, e participações dos pais na vida dos filhos.

Muito bom é escolher programas próprios para a idade, prazerosos e educativos (cinema, teatro, leituras, jornaleiro, livrarias, museus, pontos históricos da cidade etc.) e chamar atenção ocasionalmente para detalhes interessantes e comentar depois, ressaltando os pontos positivos do mocinho, como ética, companheirismo, gratidão, bondade e ajuda ativa; e os negativos do bandido, como ruindade, egoísmo, prepotência, preconceito, traição, desonestidade, violência etc. Separar sempre ficção da realidade. Estas conversas gostosas ajudam a implantar e desenvolver princípios e valores que deverão estar presentes nas ações do dia-a-dia.
Içami TibaIçami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.

As práticas de educação ambiental como intervenções didáticas no ambiente


Diante do rol de problemas ambientais que nos cercam e, por isso mesmo, degeneram nossa qualidade de vida, torna-se imperativo mostrar ao educando a atual realidade

Por Fabiano Cerbato

Em tempo de insustentabilidades políticas, sociais, econômicas, éticas e ecológicas, a intenção destas linhas é propagar as práticas de educação ambiental. Faço isso a partir de ações transformadoras, com vistas à formação de cidadãos mais críticos, politizados e éticos no que diz respeito à conduta racional da utilização dos recursos do planeta, notadamente na escala do seu cotidiano.

A educação ambiental, no Brasil, tornou-se lei em 1999 e aborda um leque de processos pedagógicos multi e interdisciplinares que busca transformar hábitos ecologicamente imponderáveis em uma instrução ambiental responsável.

A educação ambiental deve ser entendida, pois, não somente como um ato político, mas um processo pedagógico participativo e permanente, que envolva a extensão holística do conjunto dos elementos socioambientais.
Recentemente, ao garimpar as estantes de uma livraria no centro da cidade de Salvador, encontrei um título que chamou minha atenção: Atividades interdisciplinares de educação ambiental, de Genebaldo Freire Dias, publicado pela editora Gaia. Ao folhear as páginas da obra, notei a imensa riqueza dos temas dedicados às práticas do tema em questão. Logo imaginei como poderia se tornar um excelente instrumento didático ao auxiliar em algumas intervenções no ambiente que pudessem colaborar para a prática de certa sustentabilidade, ao menos em escala local.

O livro apresenta 50 práticas de educação ambiental. Os temas sugeridos podem ser trabalhados correlatos aos conteúdos ministrados de cada unidade letiva, em quaisquer disciplinas, visto que propõe a multi e interdisciplinaridade.

Para cada atividade prática proposta há sempre uma contextualização têmporo-espacial de um problema, os procedimentos a serem adotados, estes entendidos aqui como intervenções em um dado ambiente e um breve texto, em forma de reflexão, para estimular a discussão entre corpo docente e estudantes como uma lente que permita avaliar os resultados obtidos. São intervenções práticas pedagógicas que auxiliam a enxergar, com olhos mais críticos, os diferentes impactos socioambientais presentes em nosso cotidiano e que implicam na perda da qualidade de vida de todos.

O livro, do professor Genebaldo, oferece aos profissionais da educação uma ótima oportunidade de ação prática, ao possibilitar intervenções educacionais socioambientais, cujo objetivo é sensibilizar nossos estudantes acerca dos problemas que enfrentamos diariamente. Trata-se, pois, de romper com velhos paradigmas, pautado na irresponsabilidade do uso do patrimônio natural, para nos fazer enxergar uma nova racionalidade relativa à responsabilidade ambiental que todos devemos exercer permanentemente.

As práticas de educação ambiental propõem transformar nossos velhos hábitos e estilos de vida assentados na cultura do desperdício e no desrespeito com a natureza. Para que a mudança de fato ocorra faz-se necessário realizar o processo pedagógico de modo participativo e permanente. Educador e educando são atores imprescindíveis deste processo de transformação de atitudes num esforço conjunto em habitar um mundo melhor.

Professor, se você tem alguma experiência que queira compartilhar com outros docentes, envie-nos os detalhes no e-mail geografia@criativo.art.br

Blog propõe novo caminho para cobertura jornalística na cidade

A Folha.com lançou nesta semana um novo blog, o Mural, produzido por 50 correspondentes espalhados pela periferia de São Paulo. Entre as regiões cobertas, estão Capão Redondo, Penha e Osasco, entre outras.

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Ana Estela de Sousa Pinto, editora de Treinamento da Folha, comenta a atuação dos blogueiros e diz que "vale a pena acompanhar não só por causa das histórias que são interessantes, mas também para quem estuda as possibilidades de comunicação que estão surgindo com as novas mídias".

"Há uma discussão há muito tempo de que a imprensa comercial, até por uma limitação de espaço, acaba tratando de assuntos mais centrais da cidade e deixa de lado vários problemas da periferia", completa. O novo blog tem correspondentes em diversos bairros da periferia que trazem notícias importantes para suas comunidades.

Ana Estela

Estímulos na infância levam jovem com síndrome de down a fazer pós

G1/A Notícia/Agência RBS

Estímulos físicos, motores e neurológicos feitos pelos pais durante a infância da portadora de síndrome de down Ana Carolina Fruit, de Joinville, em Santa Catarina, foram decisivos para determinar o futuro da garota. Hoje, aos 29 anos, a jovem tem pós-graduação, que completou no ano passado, trabalha em uma multinacional e conquistou a independência financeira.

A evolução intelectual foi fruto de intensos exercícios feitos pelos pais com a garota dos 6 aos 9 anos sob orientação médica.

“Era uma programação bem intensa. Rastejava, engatinhava, corria. Tinha estímulo dos cinco sentidos. Dou graças a Deus”, afirmou Ana Carolina, que fazia ainda jazz e natação como atividades extracurriculares.

Questionada, Ana Carolina diz que as épocas da escola, que fez inteira em turmas comuns, da faculdade e da pós foram tranqüilas. “Nunca percebi preconceito. Tinha um relacionamento legal com meus colegas e professores”, afirmou.

Atualmente, a jovem é independente e mora com os pais porque quer. “Ela ganha mais do que muito pai de família. Está feliz e realizada”, disse Gina.

Auditoria Geral do Estado participa de debate acadêmico sobre obras e engenharia na UFMT

Assessoria/AGE-MT

A Auditoria Geral do Estado (AGE/MT) participa, na manhã desta terça-feira (30.11), na Faculdade de Arquitetura, Engenharia e Tecnologia (Faet) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), de mais uma edição do “Debates Acadêmicos”, evento promovido pela instituição em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), regional de Mato Grosso, antecedendo o 2º Encontro Acadêmico de Estímulo ao Exercício do Controle Social.

Esta edição do “Debates Acadêmicos” discutirá assuntos relacionados a obras e engenharia. Como uma das instituições convidadas a participar, a Auditoria Geral do Estado (AGE), representada no evento pelos auditores engenheiros André Luiz e Leonardo Moreira, ministrará a palestra “Auditoria em obras rodoviárias: principais achados e constatações”.

“Um dos objetivos da AGE é demonstrar aos graduandos da área de Engenharia que um projeto básico bem elaborado evita o dispêndio desnecessário de dinheiro público, diminui as chances de existência de recursos administrativos durante a licitação e reduz a ocorrência de erros e falhas no transcorrer da execução das obras”, esclareceu o auditor André Luiz. “Além disso”, acrescenta Leonardo Moreira, “uma atuação concomitante à realização dos processos por parte da AGE e CGU inibe o desvio de finalidade e garante o fim social da obra”.

Além da AGE, palestram no “Debates Acadêmicos” o 9º Batalhão de Engenharia e Construção e a Polícia Federal, apresentando os temas “A Orçamentação de Obras do Exército Brasileiro" e "O Papel do Profissional de Engenharia nas Ações da Polícia Federal", respectivamente.

Volumes retratam a evolução do pensamento em 300 anos

Os 61 volumes que constituem a Coleção Educadores representam a evolução do pensamento nacional e internacional nos últimos 300 anos. Vai de Jan Amos Comenius, professor, cientista e escritor tcheco, a Valnir Chagas, cearense, bacharel em direito e licenciado em pedagogia, autor de vários livros. Entre eles, Didática Especial de Línguas Modernas.

O conjunto também compõe blocos do pensamento. Entre as mulheres pioneiras da educação brasileira, a coleção traz Nísia Floresta, Armanda Álvaro Alberto, Cecília Meireles e Bertha Lutz. Na sociologia da educação aparecem Darcy Ribeiro, Florestan Fernandes e Gilberto Freyre. Na educação artística, Heitor Villa-Lobos e Humberto Mauro. Em filosofia da educação, George Hegel, Antonio Gramsci, José Ortega y Gasset.

A escola psicológica é representada na coleção por autores como Sigmund Freud, Jean Piaget, Carl Rogers e Helena Antipoff. O pensamento religioso aparece com o padre Manoel da Nóbrega, José Joaquim de Azeredo Coutinho e Alceu Amaroso Lima.

O bloco de contribuição estrangeira é representado por Maria Montessori (Itália), Jean-Jacques Rousseau (Suíça), Johann Pestalozzi (Suíça) e Edouard Claparede (Suíça). Entre os latino-americanos, a coleção traz José Pedro Varela (Uruguai), José Marti (Cuba) Domingo Sarmiento (Argentina) e Andrés Bello (Chile).

Obras sobre a educação reúnem grandes autores do Brasil e do exterior

O Ministério da Educação vai distribuir, entre dezembro deste ano e janeiro de 2011, a Coleção Educadores. Nela estarão reunidos 31 autores brasileiros e 30 pensadores estrangeiros que exercem influência sobre a educação nacional. Serão distribuídos 185 mil conjuntos da coleção em escolas públicas da educação básica, em bibliotecas de universidades, de faculdades de educação e públicas.

O lançamento faz parte das atividades de comemoração dos 80 anos de criação do MEC, celebrado no dia 14 último, e integra as iniciativas do governo federal de formação inicial e continuada de professores das redes públicas estaduais e municipais. Cada volume traz uma apresentação do ministro da Educação, Fernando Haddad, um ensaio sobre o autor, a trajetória de sua produção intelectual na área, uma seleção de textos — corresponde a 30% do livro — e cronologia. A última parte apresenta a bibliografia do autor e das obras sobre ele. Cada volume tem, em média, 150 páginas.

Divulgação — Uma série de atividades antecederá a chegada da coleção às escolas e mostrará aos professores a importância das obras.

De dezembro deste ano a abril de 2011, a Coordenação de Aperfeiçoamento do Pessoal de Nível Superior (Capes), órgão do MEC responsável pelo Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, promoverá ciclo de webconferências sobre cada um dos 61 autores. A Secretaria de Educação a Distância (Seed) do MEC vai apresentar, na TV Escola, uma série de documentários sobre esses educadores e o Centro de Memória da Educação e Cultura no Brasil, que funciona no Palácio Capanema, no Rio de Janeiro, organizará seminários sobre os autores.

História dos salesianos em Mato Grosso é tema de livroUFMT

No último dia 26 de novembro foi lançado o livro “Educação e Modernidade: os salesianos em Mato Grosso”, de autoria de Adilson José Francisco, professor do Departamento de História do Campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) de Rondonópolis. O lançamento da obra fez parte do evento Prata da Casa 2010, da Editora Universitária (EdUFMT), realizado na Casa Barão de Melgaço.

No livro, o autor analisa a atuação dos padres salesianos e a sua relação com o movimento de modernização do estado de Mato Grosso, em um momento significativo para a compreensão da História Regional - final do século XIX e o inicio do século XX - procurando articular as intervenções do Estado às tensões e disputas entre as oligarquias políticas, grupos de livre-pensadores e mesmo entre a hierarquia católica local. “Neste momento de surgimento da República que se denominava laica, o contexto mato-grossense apresentava uma característica singular, no qual Igreja e Estado atuavam de forma complementar”, explicou.

A obra é parte da dissertação de mestrado defendida na UFMT, intitulada “Apóstolos do Progresso”, que retratava a interferência da prática educativa salesiana no processo de modernização em Mato Grosso, no período de 1894 a 1919. Também é fruto de ampla pesquisa junto a arquivos e centros de documentação de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Itália.

De acordo com o professor Adilson, o governo de Mato Grosso, de certo modo, articulou patrocínio para a vinda de religiosos, oriundos da Itália, para que eles se dedicassem à formação da elite local, do ensino profissionalizante e da catequese junto aos indígenas nas frentes de expansão. Em suas palavras, “a vinda dos salesianos para Mato Grosso, não foi apenas a chegada de mais uma congregação religiosa para atuar em áreas, nas quais a atuação do Estado não era suficiente. Caracteriza-se como um processo mais amplo de disciplinarização e racionalização próprias da modernidade”.

Para Elizabeth Madureira, doutora em História da Educação, a obra recém publicada pela Edufmt em coedição com a Editora Entrelinhas, “aproxima o leitor do cenário urbano da capital e de espaços diversos de Mato Grosso, que desenham um panorama propício à introdução e realização do ideário moderno, onde ações do Estado se comungaram com iniciativas estatais e de cunho privado.

“Educação e Modernidade: os salesianos em Mato Grosso” propõe um encontro com personalidades que tiveram estreita relação com a atuação dombosquina em suas relações com a sociedade mato-grossense e nacional. Diferencia-se pela rigorosa coleta de material e de documentos históricos, a exemplo de manuscritos em italiano, fotografias garimpadas em diversos arquivos e cuidadosamente restauradas pela Editora Entrelinhas.

Também faz parte do programa de fomento à publicações, da Fapemat, e do empenho da Universidade Federal de Mato Grosso, cuja gestão tem envidado todos os esforços para ampliar as possibilidades de produção e divulgação do conhecimento pelos professores e pesquisadores da UFMT.

UNEMAT Semana de Letras começa hoje em Cáceres/MT



Com o objetivo de divulgar o conhecimento que está sendo produzido na área da linguagem e possibilitar a integração entre a comunidade acadêmica e a sociedade, inicia hoje a VI Semana Acadêmica de Letras da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). A abertura oficial acontece às 19h no auditório Edival dos Reis, na Cidade Universitária e o evento segue até sexta (3).

O tema da Semana deste ano é "Linguagens em Movimento: leitura e escrita em foco" e busca promover o desenvolvimento da capacidade crítica e reflexiva dos acadêmicos. O evento é uma oportunidade para refletir sobre as políticas acadêmicas do Departamento de Letras do campus Jane Vanini, da Unemat, e propor medidas que visem à consolidação da qualidade e da excelência de tudo o que é nele produzido.


Na abertura do evento será apresentado o documentário “Nós que aqui estamos por vós esperamos” (1998), que tem a direção de Marcelo Masagão. O filme busca discutir a banalização da morte, quase todas as imagens do documentário são de arquivos, e não possui locutor ou depoimentos orais. A sonorização é realiza com música, efeitos e silêncios. Após a exibição serão discutidos aspectos da produção audiovisual.

A Semana de Letras contará com dois momentos distintos, no período vespertino, no campus Jane Vanini, ocorrem as comunicações orais e oficinas. As conferências e mesas-redondas serão realizadas no período noturno no auditório Edival dos Reis, na Cidade Universitária, quando também ocorrerão apresentações culturais e lançamentos de livros.

Outras informações pelo telefone (65) 3221-0512 ou pelo e-mail semanaacademicaletras2010@gmail.com.

Seminário reúne educadores do Vale do Arinos /MT

Será realizado, de 5 a 7 de dezembro, o V Seminário de Educação do Vale do Arinos, em Juara (664 km ao Norte de Cuiabá). O evento é uma parceria da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) com Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio do Cefapro e das Assessorias Pedagógicas locais e também das Secretarias Municipais de Educação da região.

A abertura do evento será na noite de domingo (5/12), com uma palestra sobre o tema “Inclusão Digital: novo paradigma na Educação”, com o coordenador de Informática Educativa da Seduc, Edevamilton de Lima Oliveira.

Ainda na abertura, será feita uma mesa redonda, “A Educação Ambiental e a Educação do Campo como práticas necessárias para a sustentabilidade no novo milênio”. Participam desta mesa o professor doutor Fiorelo Picoli; a professora doutora Fátima Aparecida Loca (ambos da Unemat-Sinop) e a professora doutoranda Ângela Rita Christofolo de Melo (Unemat-Juara).

A partir de segunda-feira (6/12), começam os eventos paralelos ao seminário: as oficinas pedagógicas, apresentações de pôsteres e comunicações orais. O evento será realizado na sede da Unemat de Juara. Participam da coordenação do evento as Secretarias Municipais de Educação de Juara, Porto dos Gaúchos e Novo Horizonte do Norte e as Assessorias Pedagógicas da Seduc nestes municípios. Também, a subsede do Sintep de Juara.

Esta é a programação para os demais dias do seminário:

Dia 06/11 – 08 às 11h – Comunicações orais e posteres (Equipes do Cefapro)
Das 14 às 17h: Oficinas Pedagógicas (Equipes do Cefapro)
Das 19h30 às 21h30 – Mesa Redonda: “Relações Raciais e Indígenas no Contexto da contemporaneidade” – Palestrantes: professor doutorando Paulo Alberto Vieira (Unemat-Cáceres); Ângela Maria dos Santos, gerente de Diversidades da Seduc; professora doutoranda Cândida Soares da Costa (UFMT-Cuiabá) e a professora doutoranda Lori Hack de Jesus (coordenadora – Unemat-Juara)

Dia 07/12 – (Manhã e tarde – mesma programação do dia anterior)
Das 19h30 às 21h: Exposições de projetos e/ou pesquisas concluídas (nove trabalhos previstos)
Das 21h30 às 22h30: Mesa Redonda: “O papel do professor, da escola e dos órgãos competentes na inclusão dos portadores de deficiência na Educação Pública”. Palestrantes: professora doutoranda Ademilde Aparecida Gabriel Kato (Unemat-Sinop); professora mestre Nilce Miranda da Silva (Unemat-Cáceres) e professora Ana Antônia Souza Neves (coordenadora).


SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT

Ceja de Matupá realiza pesquisa sobre África/Seduc/MT

Projeto pedagógico ‘Axe’, desenvolvido pelo Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Luiza Miotto Ferreira, da cidade de Matupá, garantiu aos estudantes da unidade o desenvolvimento de uma série de atividades interdisciplinares, além de propiciar a reflexão sobre a diversidade que compõe o patrimônio sociocultural brasileiro. Dessa maneira, de acordo com a proposta pedagógica, os estudantes pesquisaram sobre a África.

O projeto desenvolvido de forma transversal e interdisciplinar, possibilitou o desenvolvimento de ações em todas as áreas do conhecimento. De acordo com a proposta, a sala de aula não deverá ser um território neutro nesta luta contra a discriminação racial. “Sabemos também que é uma tarefa difícil, mas, que deve ser cumprida pelos profissionais da educação deste Centro de Jovens e Adultos, para fazer jus à rica contribuição da cultura africana na formação cultural do povo brasileiro e também para que seja cumprida a Lei nº 10.639, onde manda que todas as escolas estude a importância da cultura africana na nossa formação”, diz trecho da justificativa do Projeto Axe.

O resultado do projeto foi socializado com a comunidade por meio de aulas expositivas, filmes, cartazes, palestras e slides, além da explanação
Sobre as leis que levaram a libertação dos escravos do Brasil. Foram montados ainda grupos de estudos abordando a história do negro na sociedade antiga e contemporânea. Danças e ritmos africanos foram apresentados, assim como um grande concurso de redação, poesias e paródias, focando as contribuições da cultura africana.

As iniciativas contínuas de melhora do ensino aprendizagem renderam a unidade escolar uma Moção de Aplauso, concedida pela Câmara Municipal de Vereadores. A solenidade foi acompanha por dezenas de alunos que lotaram as galerias da Casa de Leis.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

Oficina desenvolve habilidades a partir da observação e espírito crítico Seduc/MT

Uma oficina de gêneros textuais realizada pela Escola Estadual Irmã Lucinda Facchini, em Diamantino, trabalhou com os estudantes dois tópicos envolvendo a preservação e os cuidados com a vida no planeta. A partir de um estudo sobre o Estado deram início a um trabalho envolvendo da Educação Ambiental e Geografia de Mato Grosso. Um segundo momento, os estudantes debateram a História de Mato Grosso e Educação das Relações Etnicorraciais.

Segundo a professora responsável pela atividade, Jacilda Pinho, os alunos perceberam a importância em preservar e cuidar do meio ambiente para a manutenção e respeito pela vida no planeta. Os estudos foram iniciados a partir da visão geográfica do Estado, até chegarem ao em torno da escola. “Eles fizeram reflexão sobre a conservação e cuidado com o município onde vivem”, disse.

Um dos exercícios praticados foi o de observação. Durante um mês, foram analisados os desperdícios da merenda escolar. O resultado dessa avaliação feita pelos estudantes foi exposto aos colegas e toda a comunidade escolar. Propostas para evitar o desperdício foram apresentadas resultando em sugestões para evitar o problema. Entre elas, reaproveitamento de alimentos, cuidados e manejo de canteiros de plantas ornamentais e hortaliças.

Um dos alunos participantes do trabalho, Victor Bruno Barth, acredita que a proposta das duas etapas ofereceu aos estudantes a oportunidade de conhecer a geografia do Estado, a vegetação (cerrado) e os impactos ambientais sobre a natureza e sobre o próprio homem. “As queimadas são impacto ambiental que prejudicam o ar e o solo, e as doenças causadas em virtude dela acabam prejudicando a saúde humana”, diz .

Em a História de Mato Grosso e Educação das Relações Etnicorraciais, os estudantes elencaram resultados da visita à aldeia Pareci em Tangará da Serra, onde deparam com as diferenças culturais, de hábitos e costumes. Victor Bruno destaca “lá, nós aprendemos sobre sua cultura e história, fazendo perguntas e vendo o modo de vida deles”.

Segundo a professora Jacilda, o projeto foi pensado na perspectiva do domínio, por parte do educando, do narrar, do relatar, do expor e do argumentar. “A escola deve ser concebida como uma referência sócio-comunicativa e de descobertas de competências e habilidades inerentes ao educando”, diz. (com a escola).

ROSELI RIECHELMANN

Escola urbana e indígena de Juara realizam intercâmbio cultural/sSeduc/MT

Iniciativas pedagógicas como a adotada pela Escola Estadual Daury Ribeiro, da cidade de Juara, por meio de projeto de intercâmbio cultural, rendem aos estudantes mato-grossenses um amplo exercício prático de cidadania. Durante o ano letivo, além de incentivar o estudo histórico e cultural dos povos indígenas, um grupo de 40 alunos fez um trabalho de conhecimento e de reconhecimento da aldeia Tatuí (do povo Kaiabi), instalada no município.

Durante a visita, foram realizadas apresentações culturais, além do desenvolvimento de práticas desportivas. Em uma segunda fase do projeto, os alunos indígenas visitaram a unidade escolar e conheceram um pouco da cultura dos estudantes da Escola Estadual Daury Ribeiro.

O coordenador pedagógico da unidade, Márcio Alves, explica que a mobilização teve como objetivo proporcionar a integração. ‘Visamos minimizar o preconceito e fazer com os estudantes refletissem sobre o exercício da cidadania e do respeito ao próximo”.

Pela atividade, a unidade escolar recebeu destaque no Prêmio Construindo a Nação 2010, que visa ainda valorizar o papel do educador no processo de formação do seu aluno como cidadão e estimular os estudantes a participar ativamente dos projetos de sua escola preparando-os para a vida do país. “Prova do reconhecimento pelo serviço realizado pelos profissionais”, cita o coordenador. A Escola Estadual Daury Riva foi criada em abril deste ano.

Agrinho

A estudante da unidade, Adriele Rodrigues da Silva, que cursa o 2º ano do 2º Ciclo foi a grande vencedora do concurso de redação promovido pelo Projeto Agrinho em 2010. Ela recebeu na semana passada, durante as festividades da 7ª Edição do Projeto, a informação de que escreveu a melhor redação das séries iniciais sobre as ações. O projeto é desenvolvido nas escolas estaduais dentro dos temas transversais curriculares. A edição de 2010 trabalhou com a temática ‘Meio Ambiente’. Na rede estadual, cerca de 50 escolas distribuídas por diferentes municípios utilizam a ferramenta como apoio nas discussões sobre o meio ambiente e preservação do planeta.



PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

Alunos de escola municipal rural aprendem a superar o preconceito e respeitar as diferenças/ SME/ Cuiabá/MT



No dia em que se promovem diversas atividades em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra (20-11), os alunos do professor de História, Edmilson Marques de Moraes, 35 anos, da escola municipal rural Hilda Caetano, na Vila Sucuri, a 17 kmde Cuiabá, mostram que, muito mais do que ações isoladas, é possível superar o preconceito e conviver com as diferenças.

O trabalho com os estudantes do 6º ao 9º do Ensino Fundamental daquela unidade de ensino, denominado ‘Trabalhando as Diferenças, Superando o Preconceito’ começou em 2007 e, de lá pra cá, segundo o docente, já se observam mudanças de atitudes e amadurecimento no comportamento dos alunos. “Trabalho diversos textos que abordam as relações raciais e verifico as mudanças na maneira de enxergar a realidade nos alunos, com o passar do tempo, por meio de produção de textos. Já trabalhei, por exemplo, o tema ‘Eu já sofri preconceito e já fui preconceituoso’ e comparo com as produções do mesmo aluno nos anos anteriores”.

Nesse percurso, o professor aponta a trajetória do negro na história e todo o tempo que se levou para inculcar na sociedade a visão destorcida que se tem dos afrodescendentes. “Para se construir essa imagem negativa, foram necessários 300 anos. Essa desconstrução é árdua, mas possível”, pondera.

Mas o trabalho do historiador não se esgota na sala de aula. Desde o ano passado, ele também realiza pesquisas com os pais dos alunos. Uma delas é a pesquisa de cor, por meio de um questionário pautado nos critérios do IBGE, além de questões relacionadas ao racismo, preconceito e discriminação.

De acordo com o professor, os resultados mostram que um número reduzido de entrevistados se diz negro ou branco, mas uma maioria significativa se assume como pardo. “A avaliação que faço desses números é que, os que se dizem pardos, não reconhecem a identidade. Essa não aceitação é fruto da imagem que foi construída do negro”, analisa.

Quando perguntados sobre a questão da discriminação, 100% dos que responderam ao questionário afirmaram que “nunca foram preconceituosos e que passam isso aos filhos”. “É muito difícil admitir que se tem preconceito, pois não é politicamente correto”, diz Edmilson.

Aluna do professor Edmilson há 4 anos, Yone Bondespacho da Silva, 14 anos, está no 9º ano do Ensino Fundamental e diz que aprendeu muito no projeto. “Durante esse tempo, aprendi que todo mundo, não importa cor e raça, tem suas próprias características e que isso deve ser respeitado. Também compreendo hoje que o preconceito existente na sociedade não é apenas em relação à cor ou raça, mas que vai além disso, como no caso dos homossexuais, que são muito discriminados”.

Quando perguntado se já teve alguma atitude preconceituosa, Carlos Henrique de Oliveira, 12 anos, estudante do 7º ano, responde prontamente que sim. “Sou filho de pais separados. Um dia fui visitar meu pai e, quando me dirigia à casa dele, um garoto negro passou por mim e eu fiquei ‘zoando’ com ele por causa da sua cor. Mais tarde, quando já estava na casa do meu pai, o menino entrou pela porta e eu soube que ele era meu irmão”.

Carlos Henrique afirma que os textos lidos e produzidos em aula, as palestras e os filmes que assistiu o levaram a repensar sua postura. “Hoje aprendi que as pessoas são diferentes e que isso não as torna melhores ou piores. São pessoas que devem ser respeitadas”.

Apelidos como ‘carvão’ e ‘foguinho’ empregados aos alunos negros eram comuns na escola, afirma a também estudante do 7º ano Lauriane Cristina de Arruda, 12 anos. “Isso já mudou bastante, mas quando vejo alguém tendo uma atitude racista, me aproximo e falo: ‘por que você ta colocando apelido nele, se você tem o mesmo sangue que ele?", conta.

A estudante, que tem um biótipo indígena, diz que já se sentiu muito incomodada ao ser chamada de ‘índia’. “Hoje eu não me importo mais com isso porque aprendi que essa é uma característica minha e que todas as pessoas têm as suas”.

Fonte: Giovania Teixeira Duarte-Assessoria-SME

Projeto RETICÊNCIAS - Sesc Cuiabá/MT


Literatura com Marçal Aquino

CineSESC

Um bom romancista pode ser um bom dramaturgo? Como se dá o processo de pesquisa, no caso do romance e no caso de uma peça de teatro? Quais as diferenças e semelhanças de se escrever um conto ou um romance e um texto teatral?

Marçal Aquino

trabalhou como revisor, repórter e redator nos jornais “O Estado de S.Paulo” e “Jornal da Tarde”, se enveredou pela dramaturgia com o texto Amor de Servidão, escrito em parceria com Marília Toledo, vencedor do Prêmio Shell de Melhor Texto Teatral. É autor do romance O Invasor, um dos sucessos do cinema brasileiro da Retomada, com direção de Beto Brand. Entre seus últimos livros está Eu Receberia as Piores Notícias de Seus Lindos Lábios. Ganhou o Prêmio Jabuti 2000 por O Amor e Outros Objetos Pontiagudos. Atualmente escreve, junto com Fernando Bonassi, a série Força Tarefa para a Rede Globo.

Literatura Exposição ESSAS E OUTRAS DE NELSON RODRIGUES

Sesc -Cuiabá/MT

Com a exposição “Essas e Outras de Nelson Rodrigues”, o SESC presta singela homenagem aos 30 anos de morte do ícone da dramaturgia brasileira. Nelson, sagaz autor, dramaturgo, jornalista, cronista, legou a seus leitores não somente sua obra, mas o registro de seu posicionamento como brasileiro: nas frases comprometidas com seu pensamento, no testemunho de uma época, concomitante à previsão de uma sociedade futura, livre das hipócritas regras.

Curadoria de Maira Jeannyse.

Agente Mirim contra a dengue realiza quarto sorteio/SME Cuiabá/MT



Foi realizado no dia 25/11, às 9h, o quarto sorteio do programa “Agente Mirim de Combate à Dengue”, desenvolvido pelo da prefeitura da capital, por meio da Governança Integrada de Base, em parceria com as Secretarias Municipais de Educação (SME) e de Saúde (SMS) de Cuiabá.

O objetivo do projeto é oferecer a estudantes do município, de sete a 14 anos, a oportunidade de conhecer, aprender e participar diretamente do combate à dengue, por meio de visitas e cadastro de imóveis, levando informação e orientação.
A primeira ação do programa foi a sensibilização e capacitação dos coordenadores pedagógicos e diretores das escolas municipais.

A SMS forneceu todas as informações necessárias sobre as formas de proliferação e controle de Aedes Aegypti para que os estudantes tivessem todas as informações necessárias para o trabalho com a comunidade.

As ações dos alunos consistem em visitar e cadastrar as residências dispostas a participar do programa. O imóvel castrado no programa recebe um adesivo, em um lugar visível, com a inscrição “Esta casa se previne contra a Dengue”.
A premiação será realizada por meio de sorteio às residências e aos agentes mirins que desenvolvem medidas de prevenção à doença.

Para os estudantes serão sorteados playstations, aparelhos de DVD, bicicletas, televisão e camisetas de times. Já os imóveis que aderiram ao programa, os prêmios são eletrodomésticos e jogos de panela.

Fonte: Giovania Teixeira Duarte-Assessoria-SME