segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Seduc recebe até dia 25 as inscrições do Programa Brasil Alfabetizado 2011
Assessoria/Seduc-MT
Permanece aberto até 25 de fevereiro o período para que os municípios mato-grossenses façam adesão ao Programa Brasil Alfabetizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT). O objetivo é formar turmas para ofertar o curso de alfabetização inicial para milhares de jovens e adultos que não tiveram a oportunidade de estudar no período regular. O Programa Brasil Alfabetizado - iniciado em 2003/2004 em Mato Grosso - alfabetizou até 2009 cerca de 80 mil pessoas. Segundo o censo escolar, a demanda de analfabetos ainda é de 120 mil pessoas no Estado. Para este ano, a meta da coordenação estadual é alfabetizar, junto aos municípios, 11.200 pessoas acima de 15 anos. Os municípios devem formar turmas com 10 a 25 estudantes na zona rural, e 15 a 25 na zona urbana, ter um alfabetizador e um coordenador, que trabalharão num período de oito meses. Após esse período, que corresponde a 320 horas/aula (10 horas semanais), os alunos estarão aptos a continuar os estudos nas escolas que ofertam a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Segundo o coordenador do Programa na Seduc Alan de Souza Mantilha, os alunos têm a liberdade de ingressar diretamente no primeiro segmento de EJA, porém se sentem mais á vontade para trabalhar em turmas menores e com público mais homogêneo, na faixa de 45 a 60, que é um dos diferenciais do Programa. FORMAÇÃO O Programa garante formação inicial e continuada durante os oito meses do curso. Vale ressaltar aos alfabetizadores (professores efetivos da rede ou pessoas com o ensino médio completo), bem como aos coordenadores de turmas, que a formação inicial está prevista para o início de março. As inscrições ao Programa deverão ser realizadas na coordenação de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Estado de Educação com os técnicos responsáveis pelo programa em Cuiabá. Nos demais municípios, a Secretaria Municipal de Educação ou Assessoria Pedagógica podem oferecer outras informações. As prefeituras interessadas devem procurar os técnicos responsáveis, Alan Mantilha, Márcio Damazio, Lucila Martins e Elaine Cardoso. Telefones para contato: (65) 3613-6325 e 0800 6476325 ou pelo endereço eletrônico alan.mantilha@seduc.mt.gov.br
Na era digital, jovens voltam às aulas de caligrafia para aprender a escrever
JN/G1
Os jovens que não desgrudam de computadores e celulares estão perdendo um hábito antigo: usar a caneta e o papel pra se comunicar. O resultado é que está cada vez mais difícil decifrar o que eles escrevem. Foram dois meses longe da caneta, só no computador. Mas, as férias acabaram. Saíram os computadores e entraram os cadernos, uma tortura para Jonathan. “A professora escreve muito rápido, aí eu perdia. Para acompanhar, tinha que escrever muito rápido, minha letra saia muito ruim”, lembrou.
A solução foi permitir que as explicações de história e português fossem anotadas no computador. Na escola, o uso do computador só foi liberado para aqueles alunos que têm dificuldades com a escrita. Mas isso não significa que eles estejam livres da caligrafia. Tudo que eles digitam tem que ser repassado em casa para o caderno.
Um treino forçado que está dando certo. “Até eu entendo agora!”, contou Jonathan. “O aluno tem que escrever uma produção escrita, fazer uma redação escrita em um vestibular, em um concurso. E a letra legível faz com que o leitor entenda e compreenda”, explicou a coordenadora pedagógica Lígia Fleury.
Agora, por que alguns jovens escrevem tão mal? As desculpas são variadas... “Eu acho que é porque minha mãe tem uma letra muito feia e é genético, pode ser”, brincou o estudante Bruno Marienberg.
Não é uma questão genética. O professor de caligrafia Antonio de Franco ensina que basta concentração e treino. “Temos muitos alunos na faixa dos 15 aos 17 anos, principalmente que estão entrando nessa fase de vestibular, como também temos muitos alunos dedicados à parte de concursos públicos”, disse.
A professora de comunicação da USP Elizabete Saad Correa diz que as escolas não devem fechar os olhos para o mundo digital. “Você tem uma tendência a usar muito mais o teclado do que o texto escrito no papel. Se você não treinar a escrita em papel, realmente você vai perder a prática até de segurar uma caneta”, destacou.
Preocupado com isso. Paulo César está frequentando aulas de caligrafia. Quer ter moral para cobrar da filha de 10 anos um bom desempenho. “Nada melhor do que você chegar com o exemplo. Como é que eu posso cobrar hoje se a minha letra é horrorosa?”, disse.
Ampliado calendário de atribuição de aula na rede estadual/MT
O calendário de atribuição de aulas em Mato Grosso foi ampliado e os profissionais das 720 unidades escolares da rede estadual podem cadastrar os dados da primeira etapa, até amanhã, 9 de fevereiro, conforme retificação parcial dos artigos 10,11, 12 e 13 da Instrução número 017/2010, publicada em Diário Oficial do Estado (D.O.E), de 19 de outubro de 2010. A Instrução Normativa 004/11/GS prevendo as alterações foi publicada na edição do Diário Oficial com data de 4 de fevereiro deste ano.
De acordo com a publicação, as oito fases para atribuição de aulas permanecem inalteradas devendo a unidade escolar seguir rigorosamente a classificação dos profissionais administrando a inserção dos dados referente a atribuição de classes e ou aulas, no sistema SigEduca/GPE.
No dia 10 de fevereiro será exposto o quadro de aulas livres e/ou substituição no mural da Assessoria Pedagógica, para organização do quadro de classificação dos professores efetivos remanescentes prioritariamente na disciplina a que concorre, mantendo para efeito de classificação, a pontuação obtida na unidade escolar de origem e divulgação da lista de classificação.
PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
Escolas mostram realidades opostas às vésperas do ano letivo
Sérgio Edison de Tangará da Serra
A Escola Estadual Vereador Manoel Marinheiro, no Jardim Rio Preto, esbanja vigor estrutural e ainda cheira a prédio novo. Fundada em 1989 e reinaugurada em maio de 2010 - após completa remodelação que custou cerca de R$ 1 milhão aos cofres do governo estadual -, a escola está pronta para receber os alunos na abertura do ano letivo, dia 14.
Segundo as professoras Elisabet Lorenzon e Vilma Ferreira Barbosa da Silva, coordenadoras do educandário, cerca de 700 alunos terão aulas em 11 salas climatizadas. “Ainda há algumas vagas, principalmente no período noturno e no EJA (Educação para Jovens e Adultos)”, disse a professora Elisabet. A escola conta ainda com biblioteca climatizada com cerca de 3.000 volumes, salas de vídeo e projetos, espaço multifuncional para alunos especiais e um laboratório de informática com 26 computadores.
A cozinha é modelo e atende integralmente aos padrões exigidos pela fiscalização sanitária. Falta, porém, a cobertura da quadra de esportes, e não há previsão para tal obra. Já na semana passada, a escola havia revisado todos os seus aparelhos de ar-condicionado e sistemas elétrico e hidráulico. Faltava apenas aparar o gramado e ajeitar os canteiros. Quando o DS visitava a unidade escolar, parte dos 34 professores se concentrava na preparação das aulas e discutiam a decoração das salas.
Além das disciplinas curriculares, a escola oferece aos alunos os projetos “Volei Kids” (esporte), “Do-ré-mi-flauta” e aulas de violino (música), “Literatura Viva” e teatro (cultura), “Pré-jovem” (formação humana) e “Cuida Bem de Mim” (meio-ambiente). O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) saltou de 3,8 pontos em 2007 para 5,1 (séries iniciais) e 4,7 pontos (finais) em 2009.
Se na Escola Manoel Marinheiro a situação é das melhores, o mesmo não se pode dizer do Centro Municipal de Ensino Fundamental Sílvio Paternez, escola da rede municipal localizada no Jardim 13 de Maio (limite com Vila Horizonte).
Maior escola do ensino fundamental no município, a Sílvio Paternez se ressente de uma melhor estrutura física e não consegue atender a demanda. São 1.200 alunos já matriculados e outros 70 aguardando vagas numa lista de espera. Há reformas por fazer nos pavilhões e em cada uma das suas 20 salas e faltam carteiras escolares. “Aguardamos a autorização das reformas pela Secretaria Municipal de Educação e Cultura”, disse professor José Fernandes, diretor do educandário.
Há ainda problemas graves na parte elétrica, o que tem causado danos em equipamentos - como os condicionadores de ar - e luminárias. Os reparos, segundo Fernandes, estão orçados em R$ 17 mil, mas ainda não há qualquer sinalização da Semec. A escola também não dispõe de biblioteca. Há apenas um amontoado de livros num espaço improvisado que impossibilita as atividades de pesquisa dos alunos.
A escola conta com uma boa quadra esportiva coberta, mas há reparos aguardados na quadra pequena, muito utilizada pelos alunos. “Vieram aqui, quebraram o piso da quadra pequena e disseram que iriam reformar, mas não terminaram e a quadra está inutilizada”, reclamou José Fernandes. O serviço teria sido iniciado e não concluído por uma empresa contratada pelo município.
Entre os aspectos positivos, além da boa quadra coberta, há de se considerar o espaço da cozinha, considerado razoável pela direção. Telhado e forro também estão em boas condições, e já há trabalhos de dedetização e limpeza na escola. Os 1.200 alunos já matriculados serão divididos em 40 turmas nas 20 salas, nos turnos matutino e vespertino. O corpo docente da unidade escolar é formado por 57 professores. Além do currículo tradicional, a escola realiza os projetos extra- Curriculares “Capoeira”, “Lendo e escrevendo somos mais” e “Tocando a Vida” (aulas de flauta). Este ano deverá ser reativado na escola o programa “Proerd”, numa parceria com a Polícia Militar. Quanto ao Ideb, a escola vai bem. Os índices de 3,6 e 3,8 nas séries iniciais e finais, em 2007, saltaram em 2009, respectivamente, para 4,8 e 4,9 pontos.
Professores batem à porta dos alunos no interior paulista
DE SÃO PAULO
Os 51 professores da rede municipal de Altinópolis (333 km de São Paulo) começaram, na última sexta, a bater na porta das casas de seus 1.200 alunos de ensino infantil e fundamental. A informação é da reportagem de Hélia Araujo publicada na edição deste domingo da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, o objetivo do projeto é aproximar e estreitar as relações entre professores e pais das crianças e conhecer o ambiente familiar e a realidade de cada núcleo para tentar melhorar o nível do ensino nas escolas da rede. Os professores não vão receber a mais pelo serviço e serão levados até as casas dos alunos por veículos oficiais da prefeitura.
Em cada uma das visitas, que acontecem de surpresa e sempre partir das 18h --para pegar os pais em casa--, os professores fazem dez perguntas aos responsáveis pelos estudantes. Dados pessoais, religião e renda familiar são algumas das questões feitas aos pais.
A expectativa educacional, as atividades preferidas da criança e de que maneira ela fala sobre a escola também estão entre as perguntas. Silva Junior/Folhapress Professora Janaina Gomes de Sá em visita a casa de sua aluna Maria Eduarda Caleti em Altinópolis (SP)
Artigo
Devagar se vai longe?
Gilberto Dimenstein
Estude em Harvard sem pagar nada. E no Brasil 31/01/11 - O maravilhoso poder da indisciplina 17/01/11 - O mundo beta permanente 03/01/11 - Um brinde à saúde 27/12/10 - Está nascendo a era dos educadores 20/12/10 -
O grande personagem do ano 15/12/10 - Meu último personagem sou eu 13/12/10 - A escola que está virando um jardim 08/12/10 - Viela do livro veja aqui mais anteriores Devagar se vai longe?
Estão conseguindo fazer aqui em Harvard a união das crenças milenares do budismo com a neurociência, mostrando como a meditação altera áreas do cérebro e produz bem-estar: menos ansiedade, depressão e dores crônicas. E até menos propensão à obesidade. Submeteram 2.250 universitários a testes de ressonância magnética, depois de passarem por exercício de meditação.
As imagens exibiram ampliação nas áreas do cérebro associadas à memória, à aprendizagem e ao equilíbrio emocional e redução daquelas ligadas ao estresse. Essa química entre um conhecimento de 2.500 anos com neurocientistas e psiquiatras, munidos com máquinas que detalham o funcionamento do cérebro, reflete a inquietação dos cientistas diante da epidemia de ansiedade, traduzida no consumo crescente de remédios.
Por trás dessa discussão, existe a suspeita de que tanta pressa está deixando as pessoas inseguras, perdidas em meio a tanta informação. Se alguém não estiver apressado ou, pelo menos, parecendo apressado, deve ser um desocupado e, portanto, um fracassado. Professor de psicologia da faculdade de medicina de Harvard, Ronald Siegel criou um centro de pesquisa, próximo ao campus, em que se investigam os efeitos da meditação e como colocá-la no cotidiano. Ele lançou recentemente um livro sobre técnicas da atenção ("Mindfulness Solution").
Todos daquele instituto são professores ou pesquisadores convencidos de que aprender a se concentrar, vivendo melhor o tempo presente, produz gente mais equilibrada e eficiente. O que, segundo eles, ajuda os efeitos dos remédios e da terapia. São ensinadas técnicas simples. Ronald Siegel, por exemplo, caminha de um jeito diferente: ele se concentra em cada passo e observa como o movimento produz reações em seu corpo.
Deixa-se entregar ao voo de um passarinho, à brisa que bate em seu rosto ou aos risos de uma criança brincando no parque, sempre observando como cada coisa se passa dentro dele. "Estar presente de fato, não fugir da realidade, é um jeito de moldar o cérebro para as adversidades", diz o professor. Estar presente não significa, acrescenta, sentir só a brisa no rosto num dia primaveril, mas não fugir do sofrimento. A pressa é um dos fatores que estimulam a obesidade.
Na semana passada saiu um relatório mostrando como está acelerando mais do que se imaginava a epidemia do sobrepeso. Para ajudar os pacientes a se alimentarem melhorar, o Boston Medical Center se inspira nas lições de meditação. Aprendem a saborear uma única passa durante vários minutos, experimentando diversas sensações. Trava-se, assim, uma guerra contra o fast-food.
Não estivéssemos falando de gente que ensina na faculdade de Medicina de Harvard, cujas descobertas foram publicadas em duas revistas acadêmicas de psiquiatria, este artigo iria parecer reflexão de hippie esclerosado ou bicho-grilo. Foram feitos vários testes revelando que a dependência da informação é semelhante, em muitos casos, à dependência química.
Isso é o que se vê quando se pede para que os jovens fiquem sem acesso a internet e longe do celular. Responde-se apenas ao estímulo externo, na busca diária de mais um aplicativo (o mais baixado, durante muito tempo, foi um que reproduzia os efeitos sonoros da flatulência).
Não se está fazendo uma daquelas críticas retrógradas às tecnologias, afinal quem não quer usar o Skype ou ter acesso aos amigos pelo Facebook? Na semana passada, o Google divulgou um projeto que permite uma visita virtual a alguns dos melhores museus do mundo, com chance de dar zoom nas obras.
O problema é saber até que ponto tanta informação exterior inibe o autoconhecimento interior. Segundo os textos de Ronald Siegel, não viver a tristeza, comum a qualquer ser humano, é sedimentar o caminho para a depressão. Imagina-se muitas vezes, nesta era do entretenimento, que tristeza é uma falha a ser enfrentada com drogas ou remédios tarja preta. "
Quando não se está presente, não se vivencia nem a tristeza nem a felicidade", diz ele. O problema é que pressa em excesso tem gerado desequilíbrios, que acabam numa mesa de cirurgia ou no divã de um psiquiatra. Por isso, há quem aposte que uma das tendências contemporâneas é fazer menos coisas e com mais qualidade, na suposição de que, como diz o ditado, quem tem pressa come cru -e quente. PS - Um bom uso da tecnologia. Harvard e MIT, duas das melhores universidades americanas, têm colocado mais aulas na internet, acessíveis a qualquer um. Coloquei alguns endereços no www.catracalivre.com.br.
Escola de hotelaria suíça promove palestras gratuitas no Rio
No dia 16 de fevereiro, a a universidade suíça Hotel Institute Montreux (HIM) e a empresa de intercâmbio CP4 promoverão duas palestras, às 16h e às 19h, sobre o mercado da hotelaria no Rio. As palestras serão ministradas por Daiane Lagger, gerente regional da universidade, que falará sobre os cursos de graduação e pós da escola, além das crescentes oportunidades de mercado do ramo da hotelaria. O evento tem entrada gratuita e ocorre no Ipanema Plaza Hotel, na rua Farme de Amoedo 34. É preciso se inscrever pelo telefone 0/xx/21/2247-9787. Escrito por Equipe Fovest às 14h58
Campeã de Prouni: em cidade mineira, 1 em cada 106 ganhou bolsa
Com 10 mil habitantes e nenhuma escola particular, Engenheiro Caldas teve 97 classificados na primeira chamada do programa Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 05/02/2011 07:00 A+ A- Compartilhar: Com 10.276 habitantes contados no último Censo, a pequena Engenheiro Caldas, em Minas Gerais, destoa entre as cidades com mais aprovados na primeira lista do Prouni.
Só de bolsas integrais, foram 97: uma para cada 106 habitantes do município, enquanto a média brasileira, incluindo bolsas parciais, é de menos de um por mil pessoas. Vários fatores ajudaram a fazer de Engenheiro Caldas a campeã brasileira de convocados em relação ao tamanho da população. A começar pela facilidade com que os caldenses atendem os pré-requisitos para se candidatar às bolsas.
Com 10 mil habitantes, Engenheiro Caldas teve 97 pré-classificados para bolsas no Prouni Para concorrer, é preciso ter renda familiar de até um salário mínimo e meio por pessoa (R$ 810 para cada) e haver feito todo o ensino fundamental e médio em escola pública.
Na cidade mineira com economia baseada em cerâmicas e pequenos comércios, a renda média é de R$ 350 e não existe escola particular. Foto: Arte iG Cidade fica na região de Governador Valadares Transporte escolar foi usado no Enem A parte mais difícil para os candidatos foi prestar o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem), cuja nota mínima de 400 pontos em cada disciplina é obrigatória para se inscrever no Prouni.
Apesar de haver cerca de 200 inscritos na cidade, o Ministério da Educação (MEC) não aplicou a prova ali e todos foram direcionados a cidades vizinhas. Só a minoria tinha condições de fazer a viagem com carro particular. A solução foi dada pela prefeitura, que colocou os ônibus escolares, normalmente usados para o transporte de estudantes da zona rural, para fazer o trajeto.
“Anunciamos na rádio comunitária por semanas e, nos dias, levamos 160 estudantes para prestar o Enem”, conta a secretária de Educação, Rosemere Martins da Cruz. Total de matriculados será bem menor Também contribuiu decisivamente para a quantidade de convocados em Engenheiro Caldas, a abertura de um pólo de educação à distância da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) no município.
Todas as bolsas integrais foram oferecidas pela instituição gaúcha – que recebe em troca isenção de impostos equivalentes às mensalidades. A falta de autonomia do pólo, no entanto, fez boa parte dos convocados desistir. Natália Brandes Marques, de 17 anos, por exemplo, quer ser a primeira da família de cinco irmãos a cursar o ensino superior e se tornar professora. Ela pegou o ônibus da prefeitura, fez o Enem, se inscreveu e foi aprovada, mas não conseguiu enviar todos os documentos necessários para o Rio Grande do Sul em tempo. “Vou tentar de novo no meio do ano”, lamentou.
Sequência didática para preservar as crianças da publicidade de bebidas alcóolicas
Portal do Jornal Escolar
A publicidade direta e o marketing são os instrumentos utilizados para a promoção do consumismo infanto-juvenil, que é uma das tendências mais forte do mercado. Empregam-se conhecimentos gerados por estudos da psicologia infantil para provocar demandas e identidade com marcas e produtos.
A publicidade de bebidas alcoólicas – direcionada a formar os novos consumidores – é particularmente escandalosa, pois os danos associados ao consumo são conhecidos de todos.
Elaboramos a Sequência Didática Texto Publicitário, para os educadores que queiram ajudar as crianças a desenvolver uma atitude crítica e autoprotetora diante da propaganda de bebidas alcoólicas e, ao mesmo tempo, aprenderem as regras do gênero publicidade
Onde estão os educadores?
Por: Valeska Andrade
O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica – como Pedagogia e Normal Superior – caiu pela metade em quatro anos, segundo os dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC).
Houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do ensino fundamental (em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009). “Muitos desses formandos preferem seguir na área acadêmica ou atuar em outras áreas, onde ganham mais”, diz Mozart Ramos Neves, presidente do Movimento Todos Pela Educação. ”Precisamos de um salário inicial atraente para o jovem, ter uma carreira promissora e dar boas condições de formação e de trabalho”, diz.
Ganho por meta é foco de estados na educação
Por: Valeska Andrade
Remuneração vinculada ao desempenho e ao cumprimento de metas estarão presentes na maioria das escolas estaduais do País nos próximos quatro anos.
O Valor apurou que, neste início de gestão, 15 Secretarias de Estado da Educação tratam como prioridade a elaboração, discussão e adoção de mecanismos de meritocracia para professores e outros profissionais do setor que conseguirem melhorar indicadores de qualidade.
Medidas nessa direção podem impactar a carreira de mais de 500 mil trabalhadores da educação. A intenção de adotar a meritocracia na educação foi confirmada por Acre, Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.
Fonte: Valor Econômico (SP)
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Professor: Texto para reflexão
A aventura de ensinar, criar e educar.
Madalena Freire
O educador lida com a arte de educar. O instrumento de sua arte é a pedagogia. Ciência da educação, do ensinar. É no seu ensinar que se dá seu aprendizado de artista. Toda pedagogia sedimenta –se num método. Maneira de ordenar, organizar com disciplina, a ação pedagógica segundo certos pressupostos teóricos. Toda pedagogia está sempre engajada a uma concepção de sociedade, política. É neste sentido que nesta concepção de educação de educação este educador faz arte, ciência e política. Faz política quando alicerça seu fazer pedagógico a favor ou contra uma classe social determinada. Faz ciência quando apoiado no método de investigação científica estrutura sua ação pedagógica. Faz arte porque cotidianamente enfrenta – se com o processo de criação na sua prática educativa, onde no dia – a - dia lida com o imaginário e o inusitado. A ação criadora envolve o estruturar, dar forma significativa ao conhecimento. Toda ação criadora consiste em transpor certas possibilidades latentes para o campo do possível, do real.
Assim, como o próprio viver, o cria é um processo existencial. Não lida apenas com pensamentos, nem somente com emoções, mas se origina nas profundezas de nosso ser, onde a emoção permeia os pensamentos ao mesmo tempo que a inteligência estrutura, organiza as emoções. A ação criadora dá forma, torna inteligível, compreensível o mundo das emoções. É nesta busca de significados que o educador estrutura, organiza a consciência de seu viver pedagógico.
O ato criador é o processo de dar forma, dar vida aos nossos desejos. Para isso, é necessário estar concentrado – como corpo e a mente presentes – para desenvolver o esforço na educação do desejo que traz o germe da paixão.
Paixão que precisa ser educada...
No exercício disciplinado de sua arte (mediado por seus instrumentos metodológicos), é que a paixão de educador é educada. Educador ensina a pensar, e enquanto ensina, sistematiza e apropria – se do seu pensar. Pensar é o eixo da aprendizagem. Para pensar e aprender tem – se perguntar. E para perguntar é necessário existir espaço de liberdade e abertura para o prazer e o sofrimento inerentes a todo processo de construção do conhecimento. A pergunta é um do sintomas do saber. Toda pergunta revela o nível da hipótese em que se encontra o pensamento e a construção do conhecimento. Revela também a intensidade da chama do desejo, da curiosidade de vida. Ansiedades, confusões e inseguranças são constitutivas do processo de pensar e aprender. Assim como também o imaginar, o fantasiar e o sonhar. Não existe pensamento criador sem estes ingredientes. Educador ensina a pensar. Mas somente pensar não basta. Educador ensina a pensar e a agir, segundo o que se pensa quando se faz. Nesta concepção de educação o educador é um leitor, escritor, pesquisador, que faz ciência da educação.
Graduada em Pedagogia pela USP Madalena Freire dedica-se desde 1981 à formação de educadores com grupos de reflexão e estudo.
PPD recomenda sua obra: A paixão de conhecer o mundo. São Paulo: Paz e Terra, 2003 (16ª edição).
ESTADO ALERTA MUNICÍPIOS
Vai até 26 de fevereiro prazo para cadastro de frequência dos participantes do Peti
Redação com Assessoria
Os 92 municípios do Estado que executam o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) têm até o dia 26 fevereiro para enviar a frequência das crianças e adolescentes que participam das atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. O alerta é emitido pela Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs-MT), responsável pelo monitoramento e acompanhamento dos programas sociais do Governo Federal em Mato Grosso.
As informações devem ser repassadas por meio do Sistema de Controle e Acompanhamento das Ações Ofertadas pelo Serviço Socioeducativo do Peti (Sispeti), que é interligado ao Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).
O Peti desenvolve ações extracurriculares, com o desenvolvimento de cursos de pintura, dança, música, teatro, bordado e diversas atividades lúdicas. O programa é voltado para famílias de baixa renda, onde foram encontrados casos de trabalho infantil. A essas famílias é repassado um benefício mensal, desde que exista uma participação de pelo menos 85% nas ações desenvolvidas pelos municípios.
“O Governo Federal impõe algumas condicionalidades para os beneficiados dos programas sociais desenvolvido pelo MDS. No caso do Peti, os municípios são obrigados a informar a frequência das crianças e adolescentes nas atividades, para que a prefeitura receba o recurso que dá suporte para o desenvolvimento das ações. Já as famílias devem participar das atividades desenvolvidas pelos municípios. As cidades que não enviarem os dados no prazo estabelecido pelo MDS podem ter o repasse dos recursos do Peti suspensos”, disse a coordenadora de Transferência de Renda da Setecs-MT, Laurais Grossi.
Maior desafio de rádios comunitárias ainda é universalizar serviço no país
Desirèe Luíse
“O maior desafio é a universalização do serviço de Radiodifusão Comunitária, pois, até hoje, apenas 4.153 rádios tiveram acesso [à autorização para atuar] e temos cerca de 30 mil que têm o direito”. A constatação foi feita pelo Coordenador Executivo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) Nacional, José Sóter, em entrevista ao Portal Aprendiz por e-mail.
A situação das rádios comunitárias no país foi discutida, na última semana, durante o VII Congresso Nacional da Abraço, em Brasília (DF). O encontro contou com 460 participantes, entre radialistas e dirigentes de rádios locais.
Recentemente, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou que vai criar um departamento para tratar de temas referentes às rádios comunitárias, conforme recomendação da presidente Dilma Rousseff.
Uma das principais queixas das rádios é a demora do Ministério das Comunicações em aprovar o processo de implantação das emissoras. Para agilizar a questão e fortalecer a política para o setor, uma das propostas aprovadas durante o Congresso da Abraço foi a luta pela criação de uma Subsecretaria de Radiodifusão Comunitária.
Portal Aprendiz - Quais foram os principais temas discutidos no congresso este ano?
José Sóter - A pauta principal foi a reafirmação das bandeiras históricas do movimento, construídas desde a fundação da Abraço, em 1996, aprovadas na I Confecom [Conferência Nacional de Comunicação] e firmadas por acordo com o Governo Lula, em dezembro de 2009.
Aprendiz - Temas específicos também foram discutidos?
Sóter - Sim, como as tecnologias sociais, a utilização de software livre, a importância da grade de programação, a questão de gênero e o empoderamento das cidadãs via rádio comunitária, além dos aspectos trabalhistas. Também foi aprovada a luta pela criação da Subsecretaria de Radiodifusão Comunitária, o aumento de canais para pelo menos três entre 88 MHz e 108 MHz, anistia para os que executaram o serviço sem a autorização e a criação do Fundo para o Desenvolvimento da Radiodifusão Comunitária.
Aprendiz - A tecnologia social foi um dos temas discutidos. Qual é a importância de falar sobre isso?
Sóter - Como nós estamos na ponta das teias sociais, promovendo o acesso à informação, o debate sobre as tecnologias é muito importante para a inclusão dos cidadãos das comunidades. Muitas vezes as rádios passam por necessidades por desconhecer tecnologias simples e que podem mudar a sua forma de atuação.
Vale ressaltar que não estamos tratando da tecnologia pura e simples. Pois a tecnologia de mercado tem como objetivo o aumento da produtividade e não a inserção social. Agora, as tecnologias sociais visam a inclusão no campo da dignidade e do bem-estar comum.
Aprendiz - Qual é o maior desafio que a Radiodifusão Comunitária enfrenta?
Sóter - A universalização do serviço de Radiodifusão Comunitária, pois apenas 4.153 rádios tiveram acesso até hoje [à autorização para atuar] e temos cerca de 30 mil que têm o direito. Mas há outros: para as que já têm outorga é a sustentabilidade; para as a que estão organizadas e ainda não são outorgadas, conseguir isto; e para as comunidades que ainda não têm aviso de habilitação é a organização para esta busca.
Aprendiz - O que ocorreu de positivo para as rádios comunitárias em 2010?
Sóter - O ano passado foi destinado ao autoconhecimento do próprio movimento que andava um pouco disperso. Por isso, investimos em organização. Reunimos rádios de todos os estados e do Distrito Federal em um curso de capacitação em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a UNESCO, no primeiro semestre. Ainda, realizamos 24 congressos estaduais, no segundo semestre, envolvendo mais de duas mil emissoras, que culminaram na realização do VII Congresso.
Aprendiz - Qual é a principal perspectiva da Radiodifusão Comunitária?
Sóter - Já é um fato aceito por vários segmentos da sociedade que a rádio comunitária é uma indutora do desenvolvimento local em amplos aspectos. Onde ela se instala sempre há mudança da realidade que a cerca. Isso reaviva a perspectiva da promoção da inclusão pela comunicação radiofônica, por meio do qual a comunidade é agente ativo da comunicação, para o fortalecimento da identidade local, promoção dos produtos e serviços do entorno, estímulo à produção artística e cultural local e o respeito às diferenças, tão necessária para a construção de uma sociedade democrática.
Aprendiz – O desempenho das rádios comunitárias influencia diretamente no processo da mobilização social no país?
Sóter - Um dos pilares da Radiodifusão Comunitária é o pluralismo. Significa que na grade de programação de uma emissora comunitária a diversidade de opiniões é fundamental. Não podemos vender verdades, mas provocar dúvidas. Não podemos impor nosso pensamento, mas apresentar várias formas de pensar o mesmo tema ou a mesma realidade, e isso provoca o hábito do debate. Isso é importante para a formação de uma comunidade crítica, mais engajada nas questões sociais, que será mais difícil ser manipulada.
MEC deve elaborar ''expectativas de aprendizagem'' para cada série do fundamental
Sarah Fernandes
O Ministério da Educação (MEC) deve realizar consultas públicas nacionais para elaborar “expectativas de aprendizagem” para cada série ou bloco do ensino fundamental. A proposta é fixar o que seria ideal que os alunos aprendessem em cada etapa, para que as escolas elaborem seus currículos a partir desse levantamento.
A ideia está prevista nas novas diretrizes nacionais para o ensino fundamental, aprovadas pelo MEC em dezembro do último ano. O documento não traz prazo para realização da consulta pública. A proposta era atualizar as últimas diretrizes, em vigor desde 1998, tomando como ponto de partida o ensino fundamental de nove anos.
“As expectativas de aprendizagem vão dizer o que uma criança tem o direito de aprender em uma determinada etapa”, explica o relator das novas diretrizes, Cesar Callegari, que é membro do Conselho Nacional de Educação (CNE).
Cada escola fica responsável por determinar se trabalhará as expectativas por séries ou blocos de séries. Ela também fica responsável por elaborar seu currículo, a partir das expectativas de aprendizagem, garantindo a participação dos pais e da comunidade.
“O currículo não é uma receita, mas uma construção coletiva, por isso os pais e a comunidade devem ser protagonistas”, avalia Callegari. “Com isso, podemos quebrar a tendência que o conteúdo dos exames oficiais paute o currículo e inverter essa lógica”.
Apesar de ser prevista uma consulta pública para elaborar as expectativas, as novas diretrizes sugerem que os três primeiros anos do ensino fundamental sejam um ciclo, que não possa ser interrompido. Quando chegar ao terceiro ano, a criança, com então oito anos completos, já deverá estar alfabetizada.
“Queremos assegurar a alfabetização e o letramento nos três primeiros anos porque é um direito da criança aprender a ler e a escrever nesse período. Isso vai interferir no seu sucesso escolar”, avalia o relator. “Esse ciclo não pode ser interrompido, o que não significa que somos a favor da progressão continuada. O que queremos assegurar é o desenvolvimento natural da aprendizagem para a alfabetização até os oito anos”.
Conheça twitteira vencedora do concurso "Troque o Big Brother por um Livro"
da Livraria da Folha
A redação da Livraria da Folha escolheu a vencedora do concurso "Troque o Big Brother por um Livro": "francaispartout" vai receber um exemplar do livro "Viagens Maravilhosas pelo Mundo", da editora Ciranda Cultural.
A twitteira se identifica como Daniela, professora de francês, nascida em Cachoeira Paulista (SP), que atualmente faz doutorado em letras na USP (Universidade de São Paulo).
Por que ler um livro é melhor do ver o "Big Brother"? A resposta de Daniela, a mais votada entre os redatores da Livraria da Folha, citou personagens clássicos da literatura brasileira, famosos por seus perfis complexos e misteriosos, em uma crítica indireta à superficialidade dos participantes do "reality show" da Rede Globo.
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"Ler um livro é melhor que BBB porque Diadorim, Riobaldo, Macabéa, Capitu e Iracema não estão participando do programa" foi o tuíte da vencedora do concurso, que utilizou uma estrutura simples de frase, mas coloriu seu enunciado com nomes que despertam a imaginação do leitor sobre essas personalidades intrigantes.
Riobaldo e Diadorim são personagens de "Grande Sertão: Veredas", do escritor Guimarães Rosa. Já Capitu, dona de olhos de ressaca, aparece em "Dom Casmurro", de Machado de Assis. Iracema é a índia dos lábios de mel do romance homônino de José de Alencar. Macabéa, a jovem datilógrafa, foi eternizada em "A Hora da Estrela", de Clarice Lispector.
O concurso surpreendeu a redação da Livraria da Folha. Em menos de 24 horas, foram registrados mais de 400 participações, um recorde nas promoções do site. O concurso chegou a ser noticiado em outros sites, como o portal especializado em jornalismo "Comuniquese". Foram mais de 800 recomendações do anúncio do concurso no Facebook.
Para ler as frases enviadas para o "Troque o Big Brother por um Livro", basta entrar no seu Twitter e clicar aqui (resultado da busca por @livrariafolha).
Seja um professor – a propaganda duvidosa do MEC
Painel do Educador
Seja um professor – a propaganda duvidosa do MEC
Mais uma vez, o governo federal, mediante o MEC, está veiculando campanha na TV para convencer os estudantes a seguirem a carreira de professor. O único argumento utilizado é o de que várias pessoas, no mundo inteiro, têm no professor um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento de diversos países.
Em vez de adquirir mais um custo com produção e veiculação de propagandas desnecessárias, o governo deveria abrir uma escola acolhedora em um local desprivilegiado. Isso porque, se quisesse persuadir alguém a seguir a licenciatura, deveria demonstrar pontos positivos, como fazem as secretarias de saúde de lugares ermos, que apresentam grandes propostas aos novos médicos, inclusive salariais.
Já a propaganda do Ministério da Educação tenta “vender” um produto “danificado” como se estivesse em ótimo estado. Não seria isso uma propaganda enganosa? Ser professor, como algumas vezes escrevi, não é sacerdócio: amar a Educação não é sacrificar a própria subsistência em nome de um sistema que não valoriza a docência. É preciso investimento massivo na educação, o que passa, necessariamente, pela valorização do professor. Quando isso ocorrer, valerá a pena exibir a propaganda institucional.
Ensino Médio Integral cresce 50% em Pernambuco
*Da Redação
O número de alunos que estudam no ensino médio de período integral em Pernambuco dobrou entre 2010 e 2011, alcançando 130 mil matriculas em escolas convencionais ou técnicas. Os dados são da Secretaria de Educação do estado e foram divulgados na última quarta-feira (2/2) pelo Jornal do Commercio, quando começaram as aulas na rede pública.
O aumento, segundo a secretaria, é resultado do programa de ampliação das chamadas “escolas de referência”, que oferecem educação em período integral ou semi-integral. Em 2011, 14 novas escolas da modalidade foram inauguradas, totalizando 174 de ensino médio convencional ou técnico. O número, porém, ainda é distante da meta do estado, que prevê alcançar 300 escolas integrais até 2014.
O programa começou em 2007, com o objetivo de reformar o ensino médio. Na época 20 escolas ofereciam ensino em tempo integral. “A estimativa é que 90% dos que concluírem o ensino fundamental poderão cursar o ensino médio integral ou semi-integral”, afirmou o secretário de Educação, Anderson Gomes, em entrevista ao Jornal do Commercio.
Pelo programa, uma escola de ensino médio que trabalha nos períodos tradicionais leva no mínimo três anos para se adaptar à modalidade, segundo a Secretaria de Educação. No começo da transição, apenas o primeiro ano do ensino médio vira de tempo integral. No ano seguinte, o modelo se estende para a segunda série do ensino médio, até chegar ao terceiro ano.
“O ensino integral, além de remunerar melhor, proporciona dedicação exclusiva do professor”, afirmou Cláudio Freire, diretor da escola semi-integral Clóvis Beviláqua ao Jornal do Commercio. O piso salarial dos professores de período integral é até 2,5 vezes maior que o piso de um colégio comum, segundo a Secretaria de Educação.
Para o estudante Carlos Romário de França Santos, de 16 anos, que estuda em período integral na Escola Técnica Estadual Maximiano Accioly Campos, o modelo é eficiente. “Pode até cansar um pouco, mas é construtivo. A Escola não está nos preparando só para o vestibular, mas para a vida”.
*Com informações do Jornal do Commercio e do Jornal O Globo
Inscrições para escolinha desportiva começam na próxima semana
Redação com Assessoria
As inscrições para as atividades da Escolinha de Iniciação Desportiva da UFMT começam no dia 7 de fevereiro. A inscrição é gratuita e será efetuada no Ginásio da Universidade das 7:30 às 11:30 e no período vespertino das 14:00 às 17:30. Podem participar adultos e crianças a partir de 6 anos de idade.
A escolinha tem duração anual com atividades de segunda a sexta, além dos eventos de recreação.
Neste primeiro semestre estão sendo oferecidas as modalidades de atletismo, basquetebol, futebol de campo, futsal, ginástica artística, taekwondo, voleibol e xadrez.
As atividades na piscina foram suspensas devido a reforma do parque aquático da UFMT.
Outras informações: 3615-8841
Professores de criança se formam mais a distância no país
DE SÃO PAULO
Polêmica entre especialistas, a educação a distância cresceu e hoje forma a maior parte dos futuros professores que darão aulas da creche ao quinto ano do ensino fundamental (antigo primário). A informação é da reportagem de Angela Pinho publicada na edição desta sexta-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).
De acordo com o texto, em 2002, o ensino presencial formava 98% dos estudantes graduados nas áreas de pedagogia. Em 2009, ano do mais recente censo da educação superior, a situação se inverteu, mostrando que 55% dos formados vieram de cursos da modalidade a distância.
O ministro Fernando Haddad afirma que o governo está preocupado com o alto número de formandos nesse tipo de curso. "Sempre que possível, o ensino presencial deve ser a prioridade", disse à Folha, com a ressalva de que nem sempre o aluno tem tempo ou um curso presencial à disposição na cidade.
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