sexta-feira, 13 de maio de 2011

MT- Funcionários da Educação aprendem a trabalhar informática como recurso didático

Da Redação

Para trabalhar a informática como recurso didático são necessários profissionais preparados e treinados para utilizar as possibilidades oferecidas por este sistema.

Com esse objetivo, a Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME) em parceria com o MEC, por meio do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (ProInfo), oferecerá, durante todo o ano, o Curso de Formação para Operacionalização dos Laboratórios de Informática das escolas da capital, aos Técnicos em Multimeios Didáticos (TMD).

Para implementar a formação, cada estado e município possuem um Núcleo de Tecnologia que oferece suporte técnico, capacitação dos profissionais da educação, equipes administrativas além da avaliação do processo de informatização das escolas. Os municípios contam também com o apoio do UNDIME (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) para a promoção dessas ações.

Ao MEC cabe a aquisição das máquinas e dos softwares. A contrapartida dos estados e municípios é a execução das capacitações e demais atribuições dos Núcleos de Tecnologias.

Na capital, a formação será composta de seis módulos, em diversos pólos, que abordarão temas como operacionalização dos espaços nas escolas, softwares, elaboração de projetos e tecnologia da informação e comunicação e operacionalização dos Laboratórios de Informática das escolas da capital.

De acordo com a coordenadora de programas e projetos da SME, Elizany Rosa, essa capacitação também está sendo implementada, com abordagens diferentes, aos professores da rede de ensino do município. “Docentes e TMDs terão funções definidas no trabalho pedagógico usando a informática como uma ferramenta a mais nesse processo”.

Elizany explicou que aos Técnicos caberá a disponibilização eficiente das máquinas no laboratório de informática, além do cuidado com a manutenção do equipamento. “O professor, que também contará com o auxílio desse profissional, prepara e media as aulas que serão trabalhadas usando o computador”.

Os cursos direcionados aos professores também formarão multiplicadores de capacitação, segundo a tutora da formação dos TMDs, Maria Auxiliadora de Almeida. “Esses formadores serão selecionados por meio de uma avaliação. A tecnologia está aí para ajudar nossa vida. Estamos em um processo de apropriação dela para que possamos fazer um bom uso”, analisou.

Há 11 anos no munícipio, a TMD Maria Lúcia Resende, da escola municipal Padre Raimundo Pombo, no bairro Parque Cuiabá, afirmou que o aprendizado no curso revelou a importância da informática para a educação. “Tudo isso abriu um leque na minha cabeça, pois a gente acha que só crianças aprendem tecnologia. Na verdade, só não aprendemos se não tivermos acesso. É um grande crescimento para nós e para a educação do município”, completou.

A capacitação promovida pelos servidores da rede e para os trabalhadores dela é, na perspectiva do do coordenador do Núcleo de Tecnologia Municipal de Cuiabá (NTM), Ângelo Valentin Lena, o diferencial dessa formação. “Estamos qualificando nosso quadro de funcionários para que sejamos capazes de fazer nosso próprio produto. Podemos errar, mas seremos proprietários de tudo o que construímos”.

Enem deve ter 2 provas

Enem deve ter 2 provas,1 em outubro e a outra prova será em maio de 2012

Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) confirmou hoje (12) que deve anunciar na próxima semana as datas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011/2012. A edição deste ano será em outubro provavelmente nos dias 22 e 23. A outra prova deve ser marcada para maio de 2012, nos dias 5 e 6. Os técnicos do MEC trabalham nos últimos detalhes do edital que deverá ser publicado na próxima semana. Com uma prova marcada para o primeiro semestre de 2012, confirma-se a intenção do MEC em aplicar duas edições do Enem por ano.

Em 2009 o MEC deu início a um projeto de substituição dos vestibulares tradicionais pelo Enem. A partir do resultado da prova, os alunos se inscrevem no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e podem pleitear vagas em instituições públicas de ensino superior de todo o país. No ano passado, foram ofertadas 83 mil vagas em 83 instituições, sendo 39 universidades federais.

A participação no Enem também é pré-requisito para os estudantes interessados em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os benefícios são distribuídos a partir do desempenho do candidato no exame e podem ser integrais ou parciais, dependendo da renda da família. Para participar do programa é necessário ter cursado todo o ensino médio em escola pública ou em colégio privado com bolsa integral. Em 2010, mais de 4 milhões de candidatos se inscreveram para participar do exame.

Censo da Educação Superior vai até 20 de maio

Inep prorroga até sexta-feira (20) prazo para instituições enviarem dados do Censo da Educação Superior

Agência Brasil

Os estabelecimentos de ensino públicos e privados de todo o país terão até o dia 20 de maio para enviar ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) os dados de docentes e alunos para o Censo da Educação Superior 2010. O prazo, que inicialmente encerrava hoje (13), foi prorrogado para dar mais tempo às instituições de ensino. O preenchimento dos dados deve ser feito pela internet, no site do Censo da Educação Superior. Os dados serão utilizados para compor indicadores de qualidade como o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o Índice Geral de Cursos (IGC).

Durante o período de preenchimento, os responsáveis pelas informações podem fazer alterações e inclusões a qualquer momento. Após o prazo de coleta dos dados, o Inep enviará às instituições um relatório com as informações verificadas. Os dados consolidados devem ser divulgados até o fim de julho.

O Censo da Educação Superior é coletado anualmente e tem o objetivo de oferecer informações detalhadas sobre a situação atual do setor. O Censo reúne informações sobre as instituições de ensino superior, seus cursos de graduação presencial ou a distância, cursos sequenciais, vagas oferecidas, inscrições, matrículas, ingressantes e concluintes, além de informações sobre docentes.

Primeira edição do concurso nacional para professores será em agosto de 2012

Agência Brasil

A primeira edição da Prova Nacional de Concurso para Ingresso na Carreira Docente será em agosto de 2012. A informação foi divulgada hoje (12) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que será responsável pela aplicação do exame, cujo objetivo é auxiliar estados e municípios a selecionar professores para trabalhar nas redes públicas.

A proposta foi anunciada no ano passado pelo Ministério da Educação (MEC) a partir do diagnóstico de que os concursos para professores da rede pública eram, em geral, mal elaborados. O modelo que está sendo desenvolvido assemelha-se ao do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O professor interessado participa da prova e, de posse da nota, poderá ser selecionado para trabalhar nas redes de ensino dos estados e municípios que aderirem à proposta. A previsão é que os resultados sejam divulgados em janeiro de 2013.

Um comitê de governança está concluindo a matriz de referência que irá indicar quais conteúdos e habilidades serão cobrados do candidato. O grupo é formado por representantes do Inep, do Ministério da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e de entidades de pesquisa em educação como a Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

De acordo com a matriz proposta pelo Inep, a prova vai avaliar o profissional a partir de três dimensões: profissão docente e cidadania, trabalho pedagógico e domínio dos conteúdos curriculares. Serão exigidos conhecimentos em temas como políticas educacionais, gestão do trabalho pedagógico, além do domínio dos conteúdos como língua portuguesa, matemática, história e artes.

A previsão é que o documento seja concluído até o início do segundo semestre. Em seguida, o Inep abrirá uma chamada pública para convocar especialistas interessados em elaborar itens para o exame.

Sesi oferece metodologia inovadora para educação de jovens e adultos em MT

Da Assessoria

Uma iniciativa pioneira em Mato Grosso está oferecendo mais uma opção para trabalhadores da indústria e seus dependentes retomarem os estudos. Trata-se do SESIeduca, uma plataforma web de ensino a distância desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) que é considerada o maior empreendimento pedagógico em Educação de Jovens e Adultos (EJA) na web já desenvolvido no Brasil. Mato Grosso foi o primeiro estado a implantar o sistema e oferece, gratuitamente, o Ensino Médio na modalidade EJA a distância (EJA EaD). A partir do segundo semestre, a plataforma terá também o Ensino Fundamental (5ª a 8ª série).

A metodologia, reconhecida pelo Conselho Estadual de Educação conforme a Resolução 337/2010 CEE/MT, permite que o trabalhador tenha a liberdade de montar sua própria rotina de estudo, aproveitando seus horários livres para acessar os conteúdos que ficam disponíveis na internet. A estrutura modular do conteúdo flexibiliza a realização dos estudos, que pode ser feito de qualquer local (trabalho, casa, lan house) e no horário que melhor se encaixar em sua rotina. Além disso, o trabalhador pode começar o curso em qualquer época do ano.

Com carga horária total de 2.400 horas, a metodologia pode ser concluída em até 18 meses e seu maior diferencial é a forma inovadora de ensinar e aprender, em que o aluno é agente ativo de sua aprendizagem. Antes de o trabalhador começar os estudos a distância, o Sesi-MT oferece curso de Inclusão Digital e aulas de ambientação na plataforma, além do acompanhamento tutorial e suporte ao longo de todo o curso.

O conteúdo do SESIeduca atende às necessidades da própria indústria no contexto da globalização e da sociedade do conhecimento, com mais de 30 mil páginas eletrônicas, 30 mil objetos de aprendizagem (fotos, vídeos, textos e animações), 20 mil questões de autoavaliação e quatro mil itens de prova. A plataforma disponibiliza, ainda, aulas on-line, acesso a tevê, ferramentas de internet, vídeo-aulas, fóruns, salas de conversação e teleconferências.

UNIDADES MÓVEIS DE ENSINO – Para levar a educação a distância até as empresas que não possuem laboratório de informática e espaços propícios para o aprendizado, o Sesi-MT adquiriu duas unidades móveis, um ônibus e uma van, totalmente equipados com notebooks e internet. Foram investidos R$ 1,7 milhão no projeto para a aquisição de equipamentos de ponta que permitem ao Sesi oferecer o que há de melhor às indústrias, que não pagam nada pelo serviço.

O ônibus é climatizado e conta com total infraestrutura para funcionar como um laboratório de informática, com capacidade para atender 24 trabalhadores por vez. Já a van transporta 100 notebooks, que serão disponibilizados às empresas que possuem espaço para receber os equipamento e promover os cursos. Para ampliar o atendimento, a entidade vai adquirir novas unidades móveis de ensino.

A coordenadora do SESIeduca no Sesi Nacional, Maria Helena Martins, explica que a metodologia a distância não tem o intuito de substituir o ensino presencial de jovens e adultos, produto que o Sesi-MT também oferece para as indústrias, sem nenhum custo. "A EJA EaD é uma opção a mais que oferecemos para o trabalhador, visando atender as metas de atendimento em Educação da Rede Sesi", afirma.

De acordo com o superintendente do Sesi-MT, José Carlos Dorte, é importante que as empresas façam investimentos em educação. "As indústrias trabalham com equipamentos cada vez mais modernos e, por isso, exigem trabalhadores altamente qualificados. Investir na elevação da escolaridade da mão de obra é fundamental para a boa produtividade e competitividade da empresa", pontua.

A plataforma SESIeduca pode ser acessada pelo endereço www.sesi.org.br/sesieduca. Mais informações pelo telefone (65) 3611-1638, no site www.sesimt.com.br e twitter.com/sesimt.

MT- Qualificação profissional gera oportunidades no setor de jardinagem

Qualificação profissional gera oportunidades no setor de jardinagem

Da Assessoria

O Senar-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), em parceria com o Sindicato Rural de Cuiabá, realiza de 9 a 13 (maio), o curso de jardinagem. O curso será ministrado na própria sede da instituição, onde há uma variedade de plantas que serão utilizadas nas aulas práticas.

Entre os participantes do treinamento, 75% compõem o quadro de funcionários de uma mesma empresa. Segundo o gerente Clailton Rodovalho, a empresa oferece serviços como conservação e limpeza, segurança, motoristas, entre outros. Mas ainda não conta com o serviço de jardinagem devido ao baixo número de profissionais qualificados na área. “Há uma demanda muito grande pelo serviço. Com esse treinamento esperamos aumentar nosso portifólio de produtos e o mais importante: com profissionais certificados”.

Juvenal Barbosa, que trabalha na empresa há um ano e meio, deposita esperança na nova atividade que paga, em média, salários entre R$ 1,5 mil e R$ 2,5 mil. Com o certificado em mãos ele almeja novos rumos na carreira. “É uma oportunidade única. Agora tenho a possibilidade de crescer, seja na empresa ou num empreendimento próprio”, revela.

O técnico agrícola, Peter Oliveira, já participou de sete diferentes cursos promovidos pelo Senar-MT. Para ele as diversas habilidades adquiridas por meio dos treinamentos contribuem para melhorar o desempenho na área em que atua – elaboração de projetos rurais. “Procuro fazer uma qualificação contínua, assim, tenho uma gama de conhecimentos específicos. O que me auxilia na execução de tarefas diárias”.

Para o superintendente do Senar-MT, Tiago Mattosinho, este tipo de treinamento é gerador de oportunidades, tanto para os trabalhadores que adquirem novos conhecimentos e perspectivas de crescimento profissional, quanto aos empregadores que qualificam o quadro de profissionais de suas empresas a custo zero. “Agregar conhecimento aos trabalhadores e proporcionar alternativas de qualificação de mão de obra sem custo aos empregadores é um dos nossos objetivos”.

Durante os exercícios ministrados pelo instrutor do Senar-MT, Maycon Alves Maia, os alunos conhecem técnicas de poda, plantio e aprendem como observar doenças nas plantas e como tratá-las. Na etapa final, eles colocarão em prática o aprendizado adquirido nas aulas e farão trabalhos de jardinagem nos canteiros da instituição. O curso tem duração de 40 horas.

O Senar-MT é a entidade que atua na profissionalização rural voltada a homens e mulheres de todo o estado. Juntamente com o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) e os Sindicatos Rurais, compõe o Sistema Famato.

Espaço do Professor - Diálogo como pressuposto educativo

O ser humano se humaniza através do diálogo. Por seu intermédio ele apropria-se da cultura do meio social em que vive. Como ser antropológico, o Homem necessita dos outros para constituir sua humanidade. Ele é um ser de relações, aprende a viver em sociedade por meio da partilha de experiências e das reflexões. Através da dialogicidade compreende a condição humana, entende suas dimensões sociológica, filosófica e psicológica. Ela é uma das características que diferencia o animal homem dos demais. A capacidade de pensar, enquanto ser racional, se configura com a comunicação. Neste caso, a linguagem é um traço distintivo entre as espécies, que permite a troca de conhecimentos e saberes, construir e reconstruir conceitos, ou seja, aprender a pensar.

Paulo Freire foi um educador que nos legou o conceito de dialogicidade, como categoria fundamental do processo educativo. Sem ela, segundo ele, não acontece efetivamente a educação. Em Pedagogia do Oprimido encontramos, por exemplo, reflexões acerca da dimensão do diálogo como construção cultural de humanização. Pensa-o pedagógica e filosoficamente numa perspectiva crítica, como condição para libertação.

O pensar crítico

Através do diálogo aprendemos a pensar, a construir conceitos, a questionar, a perguntar, a duvidar, a argumentar, isto é, a codificar e decodificar os processos culturais. O diálogo é constituidor da visão crítica, da busca de justificativas para nossos princípios e concepções. Na troca de ideias vamos ampliando nosso repertório de experiências, compreendendo melhor a sociedade e o mundo, em suas diversas dimensões. Ouvindo e falando vamos nos inserindo no contexto cultural, político e social. Ser crítico, neste caso, é formar um leque de possibilidades, de hipóteses prováveis, para fazer uma leitura da realidade levando em consideração as múltiplas facetas que a constitui dinâmica e dialeticamente. É não se contentar com respostas simplificadas, baseadas no senso comum; é ir além das aparências e descobrir as dimensões ocultas ou veladas da realidade.

Aprender a penar é condição de humanidade. O Homem, através da postura crítica, vai criando formas de expressar entendimentos e encontrar caminhos para chegar às respostas. Vai elaborando questionamentos, assumindo a práxis como meio de construir conhecimentos. O diálogo oportuniza perceber nossas possibilidades e limites, a revelar nossas incoerências e nos desafia a reconstruir nosso pensamento. Ele implica ver o mundo em movimento, como devir. Por meio da criticidade, então, vamos qualificando nossa perspectiva filosófica, definindo nosso imaginário e desenvolvendo nossa criatividade.

A dialogicidade é uma postura diante do outro e do mundo. É uma relação com o diferente ou com o igual, que nos provoca a dizer a palavra para nos constituir como ser político, que busca, através da crítica defender seu modelo de sociedade. O diálogo crítico-reflexivo cria possibilidades de novas formas de sociabilidades, com alteridade e equidade. A democracia não se consolida sem relações dialógicas. É por meio dela que buscamos os entendimentos, o consenso ou a discussão para chegar à decisão da maioria. Ser crítico é necessário para constituir nossa racionalidade e nos preparar para tomar decisões com menos incertezas. É condição de inteligência.

Educação e diálogo

Não é possível se pensar o processo educativo desprovido do diálogo. A apreensão dos conteúdos cognitivos, atitudinais ou procedimentais se dá por meio dele. Aprendemos a pensar quando entramos em contato com o outro. Os entendimentos se dão com ideias, que são construções culturais. Precisamos do outro para nos constituir como sujeito. Tudo que sabemos aprendemos com os outros.

O Homem dialoga para definir sua ética, questionar a moral, para explicar a ciência, para buscar a sobrevivência, fazer comércio, organizar-se politicamente e na conversação cotidiana. Educar, portanto, é ensinar esta condição, pois assim estamos ensinando a dinâmica dos processos culturais, os conhecimentos historicamente construídos, a interpretar o mundo, a buscar o equilíbrio entre racionalidade e emoção. Vamos aprendendo a dizer o que queremos, o que não queremos, por que, como, a denunciar e anunciar formas de construir sociabilidades.

Dialogando nos transformamos dia a dia, encontramos sentidos e significação para os dilemas existenciais, para agir de acordo com as circunstâncias, construímos consciência do mundo que nos cerca e nos colocamos na condição de sujeito. Segundo Paulo Freire, a relação dialógica é o fundamento primordial do processo libertador. Assim, nas interações nos espaços educativos ela é indispensável, é, na sua visão, um encontro amoroso dos homens que mediatizados pelo mundo o pronunciam.

Questões para debate:
1 - As relações entre educadores e educandos em sua escola propiciam relações dialógicas?
2 - Que situações evidenciam dificuldade das pessoas dialogarem democraticamente?
3 - Qual a importância do diálogo no mundo contemporâneo?

Luiz Etevaldo da Silva,
Professor da rede pública do Estado do RS, atua em escolas na cidade de Ijuí.
Especialista em Humanidades.
Endereço eletrônico: luizetevaldo@yahoo.com.br

Espaço do Professor A educação escolar em tempos de "Big Brother"

Neste breve texto buscamos relacionar alguns aspectos presentes no programa televisivo da Rede Globo “Big Brother”, que já está na décima edição, com a sociedade atual. No final, apresentamos uma sucinta proposta de formação humanística como viés de uma paulatina conscientização.

No programa televisivo, o grande objetivo de cada participante é ganhar o jogo e com isso um bom dinheiro, uma proposta para posar nu e ficar famoso. Analisando o programa e a sociedade atual, parece que estamos convivendo com uma geração big brother. Na grande maioria as pessoas querem mesmo é vida boa, sucesso e dinheiro sem esforço e sem trabalho. Esquecem por completo a bela frase de Einstein “O único lugar em que o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário”.

Os mesmos critérios que a emissora de televisão utiliza para selecionar seus participantes, o indivíduo na sociedade se utiliza. Por exemplo: não há interesse para a emissora colocar um participante que não atinja um determinado índice de audiência. O brother do dia a dia elimina de seu círculo de convivência todas as pessoas que não satisfaz seus interesses imediatos, isso inclui a eliminação de valores como religião e família se acaso uma destas instituições vier atrapalhar seu sonho de brother.

O brother de nossa sociedade vive constantemente em busca do prazer. O prazer está acima de tudo e de todos. Para se viver bem, deve-se evitar o sofrimento. Aliás, o brother atual não pode se deixar levar por sentimentalismos alheios. O que importa é o seu sucesso, não o bem estar do outro. Com isso, muitas pessoas, hoje, são marcadas por uma significativa frieza e insensibilidade. É mais fácil se comover com uma cena de novela, de um filme de ficção a ver todos os dias pessoas implorando por comida, pessoas mutiladas pela guerra. Chora-se diante da ficção em detrimento da realidade.

No intuito de atingirem seus objetivos os brothers que convivem entre si, acabam tornando-se um obstáculo um para o outro. No programa televisivo, todo participante é um adversário, só ganhará o participante que conseguir permanecer na casa, aquele que conseguir eliminar todos os seus conviventes. Na sociedade, lamentavelmente não é diferente. Para conseguir uma ascensão profissional é preciso deixar colegas de trabalho para trás, ou seja, eliminá-los. O jovem para entrar em uma universidade precisa eliminar seus colegas no vestibular. A máxima de Paul Sartre, filósofo existencialista do século passado, está mais do que presente: “O outro é um verdadeiro inferno para mim”. Realmente, a presença do outro, aniquila, reduz, coisifica. Por isso, é preciso eliminá-lo.

Diante desta realidade, urge uma conscientização, precisa-se urgentemente investir e fazer significativas mudanças no campo educacional, ou seja, ir além da mera formação superespecializada, fragmentada, que acaba formando indivíduos que sabem tudo de quase nada e que pensam apenas em seu bem-estar. Faz-se necessário uma formação mais humanística. Os educadores deveriam lembrar com mais frequência o grande objetivo da educação brasileira que é preparar os educandos para o exercício da cidadania e qualificar para o trabalho (Art. 205 da constituição brasileira). A cada ano que passa, a impressão que se tem, é que a educação está mais preocupada em formar para o trabalho, para o sucesso individualizado deixando para segundo plano a formação cidadã.

Portanto, a escola deveria ser capaz de formar pessoas competentes para as mais diversas áreas de trabalho, mas ao mesmo tempo formar cidadãos: éticos, justos, pessoas mais sensíveis ao mundo, críticas e solidárias. Para tanto, volto a insistir na ideia: precisamos nos humanizar, na sociedade atual precisamos ser mais irmãos e “menos brothers”.

Eleandro Carlos Rossatto,
Filósofo e Educador de Ciências Humanas no ProJovem Urbano de São Leopoldo.

Teste rápido detecta autismo em bebês aos 12 meses

Por: Valeska Andrade

Um teste com 24 perguntas, que pode ser respondido em cinco minutos, identifica os primeiros sinais de autismo em crianças de um ano.
É o que propõe um estudo financiado pelo National Institutes of Health dos Estados Unidos, publicado no Jornal of Pediatrics.

A pesquisa, feita por neurocientistas da Universidade da Califórnia, recrutou 137 pediatras para aplicar o teste em 10 mil crianças na consulta aos 12 meses de idade.

Os pais responderam ao questionário, com perguntas sobre gestos, compreensão e comunicação, e os pediatras avaliavam as respostas.
Ao todo, 184 das crianças que pontuaram abaixo da média foram acompanhadas nos meses seguintes.

Delas, 32 receberam o diagnóstico precoce de autismo. Segundo a pesquisa, isso corresponde a 75% de acerto no diagnóstico, levando em conta outros distúrbios.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP)

Governo quer profissionalização com formação básica de jovens

Por: Valeska Andrade

Negligenciada por sucessivos governos, a educação de jovens e adultos (EJA) é considerada hoje uma das prioridades do Governo Federal, com destaque no novo Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020), que está em votação no Congresso.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio (Pnad 2009), o Brasil tem 64,8 milhões de pessoas com mais de 15 anos que ainda não terminaram os estudos da 1ª a 4ª série. Desse total, apenas 4,4% estavam matriculados na EJA em 2009.

A meta é ofertar 14,5 milhões de vagas, contra as 10,9 milhões oferecidas hoje. “Se a pessoa é analfabeta, você não vai conseguir capacitá-la, treiná-la. Temos de educar nossas crianças agora, porque tentar arranjar um atalho para treinar o garoto que tem 18 anos não resolve”, afirma José Márcio Camargo, sócio da Opus Gestão de Recursos.

Fonte: Brasil Econômico (SP)

Por um país de crianças e livros

Em 2009, foram editados no Brasil, aproximadamente, 390 milhões de livros. Destes, 29 milhões eram de literatura infantil e 27 milhões de juvenil. Os didáticos atingiram 185 milhões.

“Podemos facilmente deduzir que os jovens são os destinatários mais visados”, afirma Marta Morais da Costa, doutora em literatura brasileira. A literatura infantil nasceu com a obra do francês Charles Perrault, em Contos de Mamãe Gansa (1697).

“Eles tinham versos direcionados aos jovens, a quem queriam convencer a comportar-se de modo adequado. Mas, na atualidade, a visita a uma livraria é regada a livros dos mais diferentes e, por vezes, esdrúxulos formatos: cores, títulos e formas têm o mesmo apelo das embalagens de biscoitos. A tecnologia criou o livro digital em que as imagens são interativas e o texto fica em segundo plano”, avalia.

Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Projeto ViraVida, do Sesi

Crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual comercial ganham uma chance de “apagar” o passado e viver de maneira mais confortável com projeto ViraVida, do Sesi (Serviço Social da Indústria).

O programa atende cerca de 1,2 mil jovens em 12 estados do País e oferece capacitação profissional e emprego em áreas como Moda, Hotelaria e Gestão de Negócios. Além disso, os participantes recebem atendimento médico e psicológico e uma bolsa de R$500 por mês.

Jair Meneguelli, criador do projeto, afirma que o ViraVida tem o aproveitamento de 90% dos alunos. “Trata-se do resgate de vidas. Crianças e adolescentes bem jovens, pela nossa experiência, foram abusados em casa, o que lhes abre a porta da rua. Queremos mostrar outro caminho”, finaliza.

Fonte: O Globo (RJ)

Por: Valeska Andrade

Para refletir ...Sombra morta

Por Eduardo Soares

Dia desses um colega de trabalho estava comentando a respeito das experiências em empregos anteriores. Atualmente ele exerce a função de almoxarife mas numa rápida conferida em sua Carteira de Trabalho verifiquei os registros como Produtor, Radialista, Gerente de Eventos entre outros, todos relacionados a entretenimento. Fora isso, várias vinhetas de rádio criadas por ele foram exibidas com orgulho. Todas engraçadas e por isso, chamativas. Acrescente também fotos de eventos variados, passando por rede de supermercadoe até petroleiras. Perguntei a ele o motivo da mudança radical na carreira, já que existe um abismo de diferença entre o passado criativo e o confinamento atual, uma vez que o oficio do presente consiste basicamente em controlar estoque de obra, aturar gente com pressa para tudo (menos para aprender a fazer as tarefas corretamente) e aturar graça de engenheiro metido a Einstein made in fundo de quintal. “Cara, fiquei algum tempo parado por problemas de saúde. Preciso me levantar financeiramente para poder dar sequencia ao que realmente gosto de fazer” disse ele para depois concluir “não consigo entender a razão pelo qual muita gente diz que a criação da minha radio (seu grande sonho) é impossível. Tenho talento, experiência , capacidade, corro atrás, gosto disso e ainda possuo alguns equipamentos para dar inicio a minha radio comunitária.”

Vou concordar com as amebas filosóficas pertencentes a turma do “você não consegue, parte para outra”? Esse tipo gente metida a vidente de futuro negro vive de migalhas obtidas através dos restos daquilo que eles não concretizaram. Mente pequena, quase anã (ou ausente) cujo pensamento principal consiste em jogar terra na motivação de quem pode e deve sonhar. “Se eu não consegui, ele também não conseguirá”deve ser o mantra entoado diariamente por esses babacas.

Segundo o dicionário, a definição para a palavra sombra é “região escura formada pela ausência parcial da luz, proporcionada pela existência de um obstáculo.” Acrescente a essa informação minha criação (nunca a registrei no Cartório mas acho que é algo oriundo dessa cabeça oca que vos tecla, pelo menos nunca vi algo parecido) uma expressão para exemplificar toda pessoa que, além de não querer viver, faz questão de enterrar os sonhos dos outros: gente assim nada mais é do que uma sombra morta.

Diz aí: quantas sombras mortas dizem que suas escolhas não darão em nada? Costumo dizer que a Terra é uma imensa bola azul povoada em sua maioria por nativos (imensamente) infelizes. Sim, não espere muita coisa das pessoas. Faça o que tem que ser feito. Se tens um dom, lute por ele. Por mais árduo que seja o caminho, certamente o produto final irá recompensá-la de todo sacrifício obtido durante a jornada. Sabe qual é o nosso grande defeito? Queremos chegar no topo sem esforço algum.

Dom. Talento. Seja lá qual for a definição, esse gratuito advento divino nasceu contigo e vai acompanha-la até seu ultimo suspiro. Está no seu sangue, atravessa artérias, invade os neurônios para fixar moradia na sua vontade cada vez quente e ingente de realizar aquele sonho “impossível”. É como o sol. Necessitamos dele para a preservação da vida. Assim como necessitamos aquecer nosso talento para que ele tenha vida eterna dentro do nosso universo: seu/meu interior.


Conheça o projeto ViraVida
Por: Valeska Andrade

Professor lança livro sobre Planejamento Estratégico

Denis Alcides Rezende, professor da PUCPR, lança o livro “Planejamento Estratégico Público ou Privado: guia para projetos em organizações de governo ou de negócios”. A obra apresenta metodologia prática para elaboração do projeto de planejamento estratégico para organizações públicas, governos, empresas privadas, organizações não governamentais e outras instituições.
O livro descreve fases, subfases e produtos, detalhando de forma objetiva a visão moderna e a aplicação prática de um guia para planejamento estratégico das organizações, com exemplos vivenciados para facilitar a elaboração do projeto.

Prefeitos reclamam do impacto da lei do piso dos professores nas contas municipais

Durante a abertura da 14.ª Marcha Nacional dos Prefeitos, os presidentes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) reclamaram do impacto da lei do piso nacional do magistério nas contas dos municípios. Segundo João Carlos Coser, da FNP, serão necessários R$ 5 bilhões para cumprir a legislação.

Criada em 2008, a lei foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao analisar ações apresentadas por governadores de cinco estados – Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará. Os governadores argumentaram, no questionamento à Justiça, que o piso salarial aumentaria os custos com a folha de pagamento, podendo ultrapassar o que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei do piso estabelece que nenhum professor pode receber menos do que R$ 1.187,14 por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

“Nós detectamos mais de 500 municípios que gastam mais de 100% do que recebem do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica ] só com o pagamento de professor. Onde está o dinheiro para melhorar a sala de aula, a merenda, o livro, o transporte escolar? Assim, a qualidade do ensino não vai melhorar. Salário é um ponto importante, mas como vão resolver a questão da educação?”, questionou Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

Segundo a Agência Brasil a lei prevê que a União complete o pagamento do piso quando o município não tiver condições financeiras de bancá-lo. Mas, segundo Ziulkoski, apenas cerca de 400 municípios estão aptos a receber essa complementação a partir dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação (MEC).

Ziulkoski criticou ainda um dispositivo da lei que determina que um terço da carga horária do professor deve ser reservada para atividades fora da sala de aula, como correção de provas e atualização. Como o resultado no STF, em relação a esse ponto, ficou empatado, a constitucionalidade da reserva de carga horária vinculou apenas os estados que entraram com ação.

Ziulkoski apontou que será necessário reforçar o quadro das secretarias municipais com mais 190 mil docentes para atender à reserva de um terço das horas de cada profissional fora da sala de aula.

A presidente Dilma Rousseff, que participou da abertura da marcha dos prefeitos, assinou medida provisória que vai garantir recursos de custeio para as creches recém-inauguradas do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). Essa era uma reivindicação antiga dos prefeitos, já que os alunos atendidos por essas escolas só eram computados no censo escolar do ano seguinte. Nesse período, o município não recebia os recursos do Fundeb referente àquelas matrículas.

Municípios e DF terão recursos para custear novas unidades de ensino

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009 revelam que apenas 18,2% das crianças até 3 anos de idade são atendidas em creches. Tal situação motivou a assinatura, pela presidenta da República, Dilma Rousseff, da Medida Provisória n.º 533, que estimula a construção de creches no país. Pela medida, as instituições de educação infantil dos municípios e do Distrito Federal receberão recursos para custear o início das atividades até começaram a ser atendidas pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

O texto prevê a transferência dos recursos de maneira automática, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), dispensada a celebração de convênio, acordo ou contrato. Para receber o dinheiro, as novas instituições de educação infantil devem estar em atividade, devidamente cadastradas no sistema do Ministério da Educação, e ter sido construídas com recursos de programas federais. O valor do apoio financeiro terá como base o número de crianças atendidas e o total anual mínimo por aluno definido nacionalmente para a educação infantil.

Este ano, o governo federal passou a financiar a construção de creches também pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Já foram firmados termos de compromisso para erguer 719 unidades. Serão transferidos recursos a municípios e ao Distrito Federal para a construção de 1,5 mil estabelecimentos por ano, até 2014, num total de 6 mil estabelecimentos novos.

A Medida Provisória n.º 533, de 10 de maio de 2011, foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 11, seção 1, página 1.

Aprovado acordo que facilita reconhecimento de diplomas no Mercosul

O reconhecimento de diplomas de cursos de graduação entre os países do Mercosul deverá tornar-se mais fácil. Este é o objetivo de um acordo firmado entre os quatro países do bloco - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - e dois outros países sul-americanos, Bolívia e Chile, que recebeu, ontem (12), parecer favorável da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Segundo a Agência Senado, o acordo foi firmado durante a reunião de cúpula do bloco realizada em junho de 2008, na cidade argentina de Tucumán. O texto representa a base jurídica para a atuação articulada das autoridades educacionais. O nome formal do texto é Acordo sobre a Criação e a Implementação de um Sistema de Credenciamento de Cursos de Graduação para o Reconhecimento Regional da Qualidade Acadêmica dos Respectivos Diplomas no Mercosul e Estados Associados.
O acordo - que consta do Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 636/10 - estabelece um mecanismo de credenciamento definitivo de cursos de graduação nos países do Mercosul, com base na experiência do Mecanismo Experimental de Credenciamento, já aplicado a cursos de agronomia, engenharias e medicina.
Esse "empreendimento acadêmico conjunto", como destaca em seu parecer o relator da matéria, senador Cristovam Buarque (PDT-DF), tem por objetivo "assegurar a qualidade acadêmica da formação profissional ministrada pelos cursos superiores de referência na região" e facilitar a mobilidade e o intercâmbio de alunos e professores.
- O acordo ajudará a resolver os problemas de milhares de jovens que têm seus diplomas contestados - previu Cristovam.

O mito da origem judaica do cristianismo

Autor: Ivani de Araujo Medina


Sempre ouvimos a respeito da origem judaica do cristianismo. O motivo disso é que há uma lacuna na história ocidental que é preenchida pela bíblia, e essa é a história que ela conta. Vale notar que a versão oficial do surgimento do cristianismo é parte integrante da sua doutrina. No entanto, a historiografia judaica, como a não-judaica, relativas ao primeiro século, também nada registraram a respeito do cristianismo de Jesus de Nazaré e nem sobre a pessoa dele, ou evidências arqueológicas foram encontradas, senão as usuais tentativas de fraude.

Igualmente não são conhecidos os nomes dos judeus participantes do alegado processo de transição do judeu-cristianismo para o mundo grego. Muito se fala nisso sem que seus personagens sejam apresentados e agora é muito tarde para isso. A favor da suposta origem judaica do cristianismo estão os que apontam partes do texto da literatura cristã como nitidamente judaicas. Muito pouco para se concluir pela sua improvável origem. O fato é que para o judaísmo o cristianismo é uma religião pagã (grega).

O curioso é que são os gregos que contam a história do cristianismo, e não ex-judeus. Justamente aqueles antigos adversários do judaísmo resolvem mostrar inesperadamente um bondoso empenho na difusão da nova doutrina no mundo pagão; inclusive fazendo um esforço incompreensível para legitimá-la como judaica. Eusébio, o historiador da Igreja, dedicou-se a isso com afinco, ao mesmo tempo em que dizia que as escrituras sagradas judaicas (Velho Testamento) pertenciam aos cristãos e não aos judeus. Bem antes dele, outro nome de expressão desta crença, Justino, já havia dito: “As escrituras não pertencem a vocês [judeus], mas a nós [cristãos]”. Que olho gordo, não?

Na verdade assim pensavam os proeminentes cristãos primitivos, bem mais próximos da origem do que os cristãos de hoje, a darem nó em pingo d’água para contornar tamanhas dificuldades. Naquela época, ainda disputavam se o que ia ficar valendo seria a emanação espiritual Jesus Cristo ou o “histórico” Jesus de Nazaré. É muito estranho que sobre fatos tão relevantes que estão na base da formação da nossa cultura ocidental, nada exista além de um persistente mistério, que ainda absorve o meio acadêmico como se por hábito intelectual. Ora, por mais ingênuos que sejamos não dá para acreditar que uma ocultação desse porte seja involuntária e acidental.



Perfil e Links: http://www.soartigos.com/artigo/10077/O-mito-da-origem-judaica-do-cristianismo/

Sobre o autor : Fui estudante da antiga Escola Nacional de Belas Artes, onde o ensino de História da Arte chamou-me atenção para a importância da religião como uma forma de expressão da genialidade humana. Tornei-me um pesquisador de História Antiga focalizado na religião e nos seus desdobramentos.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Prefeitos reclamam do impacto da lei do piso dos professores nas contas municipais

Agência Brasil
BRASÍLIA

Durante a abertura da 14ª Marcha Nacional dos Prefeitos, os presidentes da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP) reclamaram do impacto da lei do piso nacional do magistério nas contas dos municípios. Segundo João Carlos Coser, da FNP, serão necessários R$ 5 bilhões para cumprir a legislação.

Criada em 2008, a lei foi considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), ao analisar ações apresentadas por governadores de cinco estados - Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Ceará. Os governadores argumentaram, no questionamento à Justiça, que o piso salarial aumentaria os custos com a folha de pagamento, podendo ultrapassar o que é estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A lei do piso estabelece que nenhum professor pode receber menos do que R$ 1.187,14 por uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.

- Nós detectamos mais de 500 municípios que gastam mais de 100% do que recebem do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica ] só com o pagamento de professor. Onde está o dinheiro para melhorar a sala de aula, a merenda, o livro, o transporte escolar? Assim, a qualidade do ensino não vai melhorar. Salário é um ponto importante, mas como vão resolver a questão da educação? - questionou Paulo Ziulkoski, presidente da CNM.

A lei prevê que a União complete o pagamento do piso quando o município não tiver condições financeiras de bancá-lo. Mas, segundo Ziulkoski, apenas cerca de 400 municípios estão aptos a receber essa complementação a partir dos critérios estabelecidos pelo Ministério da Educação.

Ziulkoski criticou ainda um dispositivo da lei que determina que um terço da carga horária do professor deve ser reservada para atividades fora da sala de aula, como correção de provas e atualização. Como o resultado no STF, em relação a esse ponto, ficou empatado, a constitucionalidade da reserva de carga horária vinculou apenas os estados que entraram com ação. Ziulkoski apontou que será necessário reforçar o quadro das secretarias municipais com mais 190 mil docentes para atender à reserva de um terço das horas de cada profissional fora da sala de aula.

A presidente Dilma Rousseff, que participou da abertura da marcha dos prefeitos, assinou medida provisória que vai garantir recursos de custeio para as creches recém-inauguradas do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil (ProInfância). Essa era uma reivindicação antiga dos prefeitos, já que os alunos atendidos por essas escolas só eram computados no censo escolar do ano seguinte. Nesse período, o município não recebia os recursos do Fundeb referente àquelas matrículas.

MEC vai distribuir kit anti-homofobia em 6.000 escolas públicas

O Globo

RIO - O governo federal confirmou nesta quarta-feira (10) que vai distribuir, já no segundo semestre, o kit escolar para combater a violência contra gays. Chamado de Escola sem Homofobia, o kit será enviado para 6.000 colégios públicos do país.

No entanto, o kit (e seu conteúdo) tem fomentado discussões acaloradas. Um dos vídeos - "Encontrando Bianca", que conta a história de uma transexual - vazou no Youtube e, com ele, porções de comentários contrários, que chegam à homofobia. O assunto também foi foco do Congresso Nacional, depois que deputados contrários ao material o apelidaram de "kit gay", argumentando que ele estimularia a prática homossexual entre os adolescentes. Exemplo disso é o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) que nesta quarta-feira (10) mandou imprimir 50 mil cópias de um panfleto contra o plano nacional que defende os direitos dos gays. O deputado federal eleito pelo PP do Rio está distribuindo o material em residências e escolas do estado.

Um dos textos do impresso chega a associar a homossexualidade à pedofilia.

Bolsonaro não revelou quanto gastou, mas já disse que pretende repassar a conta para os cofres públicos: fala em incluir a despesa em sua verba de gabinete e pedir reembolso da Câmara.

Para além da questão gay
O objetivo do kit do governo é ensinar os estudantes a aceitar as diferenças e evitar agressões e perseguições a colegas que assumem a homossexualidade. Dirigido a professores e alunos do ensino médio, em geral com 14 a 18 anos, o material contém vídeos, que tratam de transexualidade, bissexualidade e de namoro gay e lésbico.