quarta-feira, 22 de junho de 2011

Acadêmicos de Medicina da UFMT fazem manifesto em frente ao HUJM

Redação 24 Horas News

Os acadêmicos de Medicina da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) farão um manifesto nesta quarta-feira (22), às 8h, em frente ao Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM). Paralisados desde o dia 6 de junho, os estudantes querem a execução correta do Projeto Político Pedagógico da Faculdade de Medicina.

Em 2009, o modelo tradicional de ensino médico foi alterado para um sistema mais arrojado e centrado na figura do aluno. Porém, a alteração curricular não está sendo cumprida em sua totalidade acarretando prejuízo para os alunos e futuramente para a população que depende de médicos capacitados.

Dentre os problemas enfrentados estão o descumprimento da carga-horária em aulas práticas e teóricas como Saúde da Mulher III (não foi dada nenhuma aula), Clínica Médica e Cirúrgica. Outro ponto preocupante é a indeterminação de término da construção do novo hospital universitário. Juntamente com o novo método de ensino, a Universidade passou de 40 para 80 o número de vagas ao ano e o atual hospital não comporta o dobro de alunos em internato.

Com faixas e cartazes os alunos vão percorrer parte da Avenida Rubens de Mendonça e depois retornarão ao HUJM. No Hospital, entregarão documentos aos chefes de departamento pedindo que participem das reuniões com a coordenação da faculdade e reitoria para viabilizarem a execução do curso como preconiza o plano de ensino e o projeto político pedagógico.

A paralisação envolve todos os semestres com o novo sistema de ensino. Reuniões com a direção do curso estão sendo realizadas desde a semana passada, mas sem resultados significativos. As reivindicações continuam por tempo indeterminado até que os problemas sejam solucionados.

Tribunal concede liminar e supende greve dos professores em MT

Redação 24 Horas News

A Justiça de Mato Grosso concedeu nesta terça-feira (21.06) liminar suspendendo a greve dos professores da rede estadual de ensino que devem retornar às atividades no prazo de 72 horas. Se os professores não retornarem às salas de aula o sindicato da categoria pode ser penalizado com multa diária de até R$ 50 mil. A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) está intimada a adotar as medidas necessárias para que a decisão judicial seja cumprida.

O procurador Geral do Estado, Jenz Prochnow Júnior, explica que o Estado de Mato Grosso, por meio da PGE, entrou com uma “ação declaratória de ilegalidade de greve e com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, cumulada com obrigação de não fazer”.

Esse pedido – segundo o procurador Geral – se deu por conta da impossibilidade de negociação, “apesar de todas as tratativas da administração pública não resultarem exitosas; mesmo a categoria tendo ganhos em seus subsídios”. O Estado de Mato Grosso formalizou a proposta de garantir piso salarial de R$ 1.312, ainda este ano, tornando um dos melhores salários pagos no país.

A PGE argumentou também que a Educação é um serviço essencial e a greve coloca em risco o ano letivo na rede pública de ensino, prejudicando mais de 445.690 alunos matriculados. Além disso o movimento grevista foi declarado por tempo indeterminado, “viola o princípio da continuidade do serviço público”.

Jenz Prochnow disse que no caso de greve no Ensino não se pode aplicar o princípio de manter 30% em atividade como preconiza a lei de greve para atendimento da população. “Quais seriam os critérios para dizer se esta ou aquela escola que vai ficar de fora, ou vice-versa? Não tem como”, afirma.

O procurador José Vítor Gargaglione, um dos autores da peça, disse que no caso da “reclamação 11488”, do Maranhão, que é semelhante à de Mato Grosso, o ministro Ricardo Lewandowski, taxativamente afirma que ensino é um serviço essencial – mesmo não estando na Lei de Greve – e não pode sofrer descontinuidade pois fere o Art. 227 da Constituição Federal – que trata da proteção da criança e adolescente. Vítor Gargaglione ressalta que a educação pública não poderia estar prevista na lei de greve, pois é uma lei voltada para a iniciativa privada.

Além disso ele lembra que Educação é uma série de ações públicas, entre as quais inclui a merenda escolar, que é fornecida pelo Estado, e funciona como complementação alimentar ou, em alguns casos, como a principal refeição de parte dos alunos. “Essas crianças e adolescentes estão fora da sala de aula e estão, inclusive, sendo penalizados porque não estão tendo acesso à merenda escolar”.

Essa interpretação – segundo Vítor Gargaglione – “dá uma argamassa para trabalhar em outras frentes, até em relação a outros movimentos em áreas de serviços que podem ser caracterizados como essenciais e não podem sofrer descontinuidade”.

A liminar foi assinada pelo desembargador José Tadeu Cury, da Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo. Em seu despacho destaca “que não se nega o direito de greve aos professores, o qual, todavia, não é absoluto, devendo ceder a outras garantias fundamentais de magnitude social mais abrangente”, por isso, continua o desembargador, “esse direito no serviço público é sempre limitado às garantias outorgadas constitucionalmente à sociedade, que tem direito de receber serviços públicos essenciais de forma integral e contínua”, escreve.

MT- Enawene Nawe participa de projeto de escolarização

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT), em parceria com a Fundação Nacional do Índio, a Secretaria Especial de Saúde Indígena, e a organização Amazônia Nativa (Opan), inicia em 2011 o 1º Projeto de escolarização do povo Enawene Nawe. A oferta será de ensino fundamental na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA). O curso ofertado para 28 indígenas está sendo desenvolvido na sede da Aldeia Halataikiwa, instalada na região de Juína.

A superintendente de Diversidades Educacionais da Seduc, Débora Pedrotti, explica que o projeto se deu diante de uma solicitação feita pela etnia. “No ano passado teve início um trabalho de alfabetização realizado também em parceria. Abrimos uma sala anexa ao Ceja de Juína na aldeia para o atendimento”, explica. Ela pondera ainda que o projeto foi elaborado respeitando o calendário de atividades e rituais da aldeia.

Os Enawene Nawe solicitam para a Seduc a construção de uma escola na Aldeia Halataikiwa. O secretário adjunto de estrutura escolar da Secretaria, José Ricardo Elias, informou aos representantes do povo Enawene Nawe que tentará firmar uma parceria com a prefeitura de Juína para elaboração de uma planilha com orçamento para obra.

Na visita do povo Enawene Nawe na Seduc estiveram reunidos o coordenador da Educação Indígena da Seduc, Félix Adugoenau, a coordenadora do projeto, Letícia Queiroz, além do coordenador adjunto da Funai, em Juína, Adegildo José do Nascimento.



PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

terça-feira, 21 de junho de 2011

Falsa questão

Lívia Perozim



Parte da imprensa divulga que obra de Língua Portuguesa comprada pelo MEC “ensina a falar errado”. Mas não é bem assim. Por Lívia Perozim.

Mais uma vez um livro didático foi alvo de polêmica. Uma notícia divulgada pelo portal IG, por meio do blog Poder On Line, afirmou: o MEC comprou e distribuiu um livro que “ensina a falar errado”. Em jornais, emissoras de tevê e meios eletrônicos o livro, seus autores e o próprio MEC foram crucificados. Colunistas renomados esbravejaram. É um livro “criminoso”, atestou Clóvis Rossi, na Folha de S. Paulo. Dora Kramer, no Estadão de terça-feira, aproveitou para atacar Lula: “Tal deformação tem origem na plena aceitação do uso impróprio do idioma por parte do ex-presidente Lula, cujos erros de português se tornaram inimputáveis, por supostamente simbolizarem a mobilidade social brasileira.” Poderíamos nos perguntar o que Glorinha Kalil pensa do assunto, mas vamos nos ater aos fatos.

O livro em questão é o Por Uma Vida Melhor e faz parte da coleção Viver, Aprender, organizada pela Ação Educativa, uma ONG que há 16 anos promove debates e atua em projeto de melhoria educação e políticas para a juventude. Foi distribuído para 4.236 escolas e é destinado, frise, para alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) – mais para frente ficará claro o porquê. Seus autores são Heloísa Ramos, Cláudio Bazzoni e Mirella Cleto. Os três, professores de língua portuguesa, autores de livros didáticos e estudiosos do tema variação linguística.

A polêmica midiática partiu da reprodução de trechos como: “Você pode estar se perguntando: ‘Mas eu posso falar os livro?’. Claro que pode. Mas fique atento porque, dependendo da situação, você corre o risco de ser vítima de preconceito linguístico”. Reproduzidos assim, descolados de um contexto, parece mesmo que a orientação era mandar às favas a língua portuguesa. Mas não é bem isso. Faltou uma leitura mais atenta, ou, pior, faltou ler a obra. O capítulo em questão, ao menos (clique aqui para ler).

Tanto é que foram repercutidas as mesmas poucas frases, retiradas de 1 dos 16 capítulos do livro. Embora o título seja auto-explicativo, Escrever é diferente de falar, vale reproduzir a proposta descrita na introdução: “Neste capítulo, vamos exercitar algumas características da linguagem escrita. Além disso, vamos estudar uma variedade da língua portuguesa: a norma culta. Para entender o que ela é e a sua importância, é preciso conhecer alguns conceitos.” Os trechos pescados pela imprensa estavam no tópico: “A concordância das palavras”. Ali, discute-se a existência de variedades do português falado que admitem que o primeiro termo de um grupo nominal indique se a frase é singular ou plural. O exemplo: “Os livro ilustrado mais interessante estão emprestado.” Em seguida, reescreve-se a frase na norma culta: “Os livros ilustrados mais interessantes estão emprestados”.

Ou seja, os autores do livro mostram aos alunos do EJA, adultos que já carregam uma bagagem cultural construída pela vivência e por suas experiências educativas, que este modo de falar é correto linguisticamente, por se fazer comunicar, mas não é aceito gramaticalmente. Explica-se: a linguística é uma ciência em busca de conhecimentos sobre a língua. A gramática não é cientifica, é um conjunto de normas. É, portanto, uma parte importante, mas não representa todo o saber da língua.

A confusão está, em parte, no fato de se pretender apartar a teoria linguística do ensino da língua, como se a escola devesse parar no tempo e não deixar entrar nenhum avanço científico relativo à língua materna. “Isso sim é uma irresponsabilidade, um crime”, devolve Cláudio Bazzoni, um dos autores do livro.

Não se fala aqui de uma ciência inventada ontem. Com base em estudos antigos, os linguistas mostram que a língua é um sistema complexo, muito maior do que um conjunto de normas, que muda pela história e é determinada por práticas sociais. Sírio Possenti, professor do departamento de lingüística da Unicamp, explica: “Para um linguista, o conceito de certo e errado não tem sentido. Seria como um botânico achar que uma planta está errada. Para ele, a questão é quais são as regras em cada caso”. Posto que as noções de certo e errado têm origem na sociedade, não na estrutura da língua, ele completa: “É certo o que uma comunidade considera certo. E essa avaliação muda historicamente. Um exemplo: a passiva antiga do português se fazia com de: ‘será de mim mui bem servida’. Está na Carta de Caminha. Hoje, se faz com por.”.

A sociedade, no caso, os jornalistas – até mais que os normatistas – condenaram um tipo de conteúdo, a variação linguística, que faz parte há mais de quinze anos dos livros didáticos de língua portuguesa disponíveis no mercado, avaliados e aprovados pelo MEC. Estão, portanto, mal informados. Como ressalta o professor da Universidade de Brasília Marcos Bagno, em artigo publicado no site de Carta Capital: “Nenhum linguista sério, brasileiro ou estrangeiro, jamais disse ou escreveu que os estudantes usuários de variedades linguísticas mais distantes das normas urbanas de prestígio deveriam permanecer ali, fechados em sua comunidade, em sua cultura e em sua língua… Defender o respeito à variedade linguística dos estudantes não significa que não cabe à escola introduzi-los ao mundo da cultura letrada e aos discursos que ela aciona. Cabe à escola ensinar aos alunos o que eles não sabem! Parece óbvio, mas é preciso repetir isso a todo momento”.

Pelo visto, nem tudo que parece é óbvio. Possenti resume bem o imbróglio: “Bastaria que se aceitasse que as línguas não são uniformes, o que é um fato notório, bastaria as pessoas se ouvirem”. Fica aí a dica para quem, como o jornalista Alexandre Garcia, em comentário irado sobre o livro que “ensina a falar errado”, começou a frase com “Quando eu TAVA na escola”…

Lívia Perozim

Associação Nacional dos Pós-Graduandos aprova restrições da Capes para bolsas

Redação Carta Capital

A Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG) considerou como positiva a manifestação do presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, que suspendeu os cortes de bolsas de pós-graduação anunciados, dias antes, por ofício da entidade. A associação acredita que o “pente fino” sobre casos irregulares, anunciado em entrevista dada por ele ao site da Capes, não pode ser considerada uma medida errada nem autoritária.

“O que a ANPG não admite e agiu para impedir é o cancelamento arbitrário de bolsas, ação em que obteve sucesso”, disse a associação.

Segundo a associação, a circular enviada pelo setor de programas da Capes que gerou os protestos orientava o cancelamento de todas as bolsas de quem tivesse vínculo empregatício acumulado. A medida foi suspensa graças, segundo a associação, à reação dos bolsistas de todo o país.

Dias depois de enviar a circular, o presidente da Capes disse, em entrevista publicada no site da instituição, que pessoas ainda sem orientador não podem acumular vínculo empregatício e bolsa. Isso porque, na portaria emitida em 2010 que regulamenta a questão, a permissão do vínculo é com a anuência do orientador.

Ele também afirma que Capes e o Cnpq farão levantamento das situações junto aos cursos para posterior deliberação conjunta. Há possibilidade de que a portaria seja revista, de forma a torná-la mais restritiva, ou mesmo revogada.

A ANPG interpreta que existem diversas situações em que o orientador autoriza o recebimento do benefício para quem já tinha vínculo antes; esses casos, diz a associação, não ferem a regra da portaria. “O que estiver fora deste critério – ou seja, quando o programa autoriza o vínculo e não o orientador – está realmente irregular”, afirma a associação.

O novo Ensino Médio

Fernando Vives

As mudanças que entrarão em vigor ainda em 2011 apontam para a valorização da pesquisa e maior liberdade curricular por parte das escolas
Foi pensando nas grandes mudanças tecnológicas e na velocidade com que a informação se propaga nos dias de hoje é que o Conselho Nacional de Educação (Conae) promoveu debates que culminam agora nas mudanças das diretrizes nacionais para o Ensino Médio brasileiro. Dois pontos se destacam entre as mudanças. Primeiro, o incentivo à pesquisa por parte dos estudantes, que passam a precisar mais dos professores para ajudá-los a procurar o conhecimento em vez de simplesmente ouvir o conteúdo deles. Segundo, a maior autonomia das escolas ao formatar a grade curricular, tanto na forma do conteúdo quanto no tempo de formação do Ensino Médio – por exemplo, os estudantes noturnos podem se formar em quatro anos em vez de três.

Para entender às novas sugestões, Carta na Escola entrevistou José Fernandes de Lima, relator da proposta das novas diretrizes e membro do Conae desde 2008. Alagoano de Maceió, José Fernandes teve a trajetória na área de Exatas, formando-se em Fisica na UFPE e, posteriormente, concluindo seu mestrado e doutorado nesta área na USP. Foi chefe do departamento de Física da Universidade Federal do Sergipe (UFSE), diretor de programas da Coordenação de Aperfeiçoa-mento Pessoal de Nível Superior (Capes) e secretário de Educação de Sergipe entre 2007 e 2010 na primeira gestão do governador Marcelo Déda (PT).

Nesta entrevista, José Fernandes de Lima ressalta que o foco do projeto é criar uma identidade para o Ensino Médio e corrige a interpretação, veiculada por parte da imprensa, de que teremos uma divisão por áreas, como ocorria antigamente. “A escola precisa contemplar as quatro dimensões do ensino: o trabalho, a ciência, a tecnologia e a cultura. Os mais antigos lembram-se de quando tínhamos o colegial dividido (entre Clássico e Científico), e isso gerou uma confusão de que teríamos um Ensino Médio temático com essas áreas. Não haverá divisão. Pelo contrário, o Ensino Médio tem de contemplar todas elas”, diz.

Carta na Escola: O Ensino Médio é, atualmente, a etapa da educação brasileira com piores índices de qualidade. Qual é exatamente o problema com ele?

José Fernandes de Lima: Não concordo exatamente com essa afirmação. Pode até haver problemas nos índices atuais, mas, se compararmos com o passado, veremos que o Ensino Médio evoluiu bastante. O Brasil, historicamente, trabalhou com uma educação excludente. Até o começo da década de 1990, tínhamos menos de 4 milhões de alunos nessa etapa da educação. Agora já temos mais de 8 milhões, e ainda temos números difíceis, com 15% da população de 15 a 17 anos que não está conseguindo entrar nas escolas desse nível. Só 50% dos matriculados estão na idade correta. Isso não significa que esse quadro é pior do que era antes, porque, antigamente, nem tínhamos as pessoas na escola. Diz-se que o Ensino Médio não é bom porque a sociedade se dá conta disso. Avançamos muito nos últimos 20 anos no que tange a inclusão, e isso torna mais claro o ponto de vista do sucesso ou falta dele entre os alunos. Então, houve evolução.

CE: E quais são os focos das novas diretrizes para o Ensino Médio?

JFL: Pensamos que o currículo deva contemplar quatro dimensões: o trabalho, a ciência, a tecnologia e a cultura. Na medida em que esses pilares forem realmente debatidos nas escolas, teremos um Ensino Médio mais próximo dos estudantes e diminuiremos a evasão, aumentaremos o entusiasmo e a qualidade. Algumas pessoas confundiram que as quatro dimensões seriam uma volta ao colegial antigo (dividido entre Clássico e Científico). Mas não é nada disso, é um Ensino Médio só.

CE: Então não teremos essa divisão entre quatro tipos de Ensino Médio? Houve quem interpretasse assim, inclusive na imprensa…

JFL: É verdade, mas não estamos propondo que o aluno tenha quatro alternâncias de escolha. É o contrário: o Ensino Médio tem de contemplar todas as quatro dimensões. Só assim ele vai atender aos interesses das pessoas. Antigamente, o Brasil já tinha essa divisão no colegial, mas viu-se depois que não dava certo. Quem entendeu desse jeito é porque estava lembrando de como era. Não queremos nem mesmo a divisão entre o ensino técnico e de vestibular. Mas a parte de formação para profissionais no ensino técnico terá diretrizes próprias.

CE: Qual é o objetivo do Conselho Nacional de Educação ao propor autonomia escolar para montar projetos pedagógicos?

JFL: O objetivo é bem mais amplo do que simplesmente discutir a questão de ampliação e flexibilização da grade curricular. O que movimentou o CNE para atualizar as diretrizes nacionais curriculares do Ensino Médio é o fato de vivermos num mundo de grandes transformações tecnológicas e de grande quantidade de conhecimento gerado através das comunicações e tecnologias de informação. Isso leva a escola a se repensar. Significa que ela está deixando de ser a única fonte geradora de conhecimento e, como tal, tem de se estruturar para atender os jovens. E se isso é verdade para a educação de um modo geral, é muito mais verdade para o Ensino Médio, porque é a fase em que as pessoas estão tomando decisões para o futuro. Então, a escola tem de atender ao projeto de vida do estudante. Praticamente, todos os países hoje estão repensando a estratégia educacional baseando-se nisso, embora aqui estejamos traçando um caminho próprio.

CE: Já que falamos em ensino técnico, o MEC apresentou agora o Pronatec, em que pretende aumentar consideravelmente o número de formandos no Ensino Médio técnico em médio prazo. Onde entra o ensino técnico nessa nova proposta?

JFL: Essas diretrizes vão tratar especificamente dessa área, e não estou por dentro. Vou aguardar as reuniões do Conselho sobre o tema. Aí, sim, entenderemos todo o conjunto.

CE: E o que esse novo Ensino Médio deve corresponder?

JFL: Primeiro, ela tem de ser universal. Segundo, existe a forte concepção de que a boa escola é a que se volta para a formação do cidadão e que prepara o estudante para o mundo do trabalho – e, com isso, estamos automaticamente dizendo também que não deve mais prevalecer a divisão da escola entre a preparação para o vestibular e para o trabalho. Ele tem de ter essas características mistas, uma nova identidade. E para a escola ter identidade, ela precisa ter flexibilidade para atender a demandas regionais. Ao mesmo tempo em que precisa se preparar para o uso da tecnologia, precisamos que ela não abra não dos valores, do comportamento ético, da sustentabilidade e da promoção dos direitos humanos.

CE: Já existe dificuldade de fiscalização da qualidade das escolas no País. Não seria mais difícil fiscalizá-las a partir do momento em que elas tenham mais liberdade de mexer no currículo?

JFL: Isso é bem importante. Democraticamente, essas diretrizes devem nortear as especificidades das escolas para que atendam as características de sua região. Só que temos as avaliações nacionais, investimentos nacionais em material didático e os investimentos em professores. Então, uma vez definida a identidade da escola, teremos um sistema de avaliação que interpretará se a estratégia de cada escola está dentro dos limites exigidos. Veja, existem as áreas do conhecimento exigidos por lei: Linguagem, Ciências da Natureza, Matemática etc. A liberdade das escolas está no comportamento em sala de aula, mas tudo isso deve seguir dentro dela.

CE: E como será o tratamento com a escola que não consegue se desenvolver?

JFL: Entendemos que a fiscalização da escola não deva ser usada para premiar ou para punir, mas apenas para acompanhar suas estratégias, e que, quando necessário, façamos a correção de rumo. Se não vai bem, façamos novos investimentos, chamamos o sistema para a discussão- e para tratar novos planos para ela.

CE: A mudança nas diretrizes também dá importância ao incentivo à pesquisa, confere?

JFL: A pesquisa deve ser um princípio pedagógico, o que mudaria a forma rígida de se trabalhar em sala de aula. As pessoas associam o termo “pesquisa” à existência de grandes laboratórios. O que temos de incentivar é o comportamento de pesquisa em sala de aula. Em vez de dar o assunto pronto aos alunos, queremos que o professor promova a procura desse conhecimento por parte do aluno, que ele pesquise e descubra,- que trabalhe em grupo, que aprenda a aprender.

CE: No projeto que o senhor apresenta, quais as especificidades para o Ensino Médio noturno?

JFL: Neste ponto é importante providenciar formas de organização que permitam que os alunos desse período, que normalmente trabalham o dia todo, tenham todo acesso ao ensino e o concluam. Então há flexibilização de carga horária, mas isso também funciona para o período diurno. Quem estuda de manhã pode usar a alternativa de ampliação de carga horária à tarde. Já os estudantes noturnos podem se formar em quatro anos em vez de três, por exemplo, ou então em três anos e meio. Também incentivamos o ensino a distância – se houver a disponibilização do conteúdo por meio da internet, por exemplo, então que isso seja mais uma opção de aprendizagem.

CE: E em que pé está a aprovação das mudanças? Quando entrariam em vigor?

JFL: O documento já foi aprovado na Câmara de Educação Básica do Conae. Passou agora por uma revisão técnica e foi encaminhado para o MEC, que deverá homologar. Na sequência deverá publicar essa diretriz no Diário Oficial, chegando ao conhecimento de conselhos estaduais e municipais e de escolas. Esse documento é fruto de um grande debate que começou em 2010 e que foi discutido com representantes de professores, de estudantes, secretários de estado, especialistas e do MEC. Conta com apoio considerável.

Fernando Vives

O carimbo do bullying

Vanessa Fagionatto Vicentin

Formar pessoas que respeitem e se façam respeitar é o grande foco da questão.

A mãe de Letícia está preocupada com a filha. Várias vezes ela foi chamada para buscá-la na escola, porque a garota apresentava queixas de dor de cabeça. Além disso, as notas da menina, que sempre foram boas, decaíram. Percebeu também que a filha já não se interessa em participar das festas de aniversário dos colegas da escola.

Questionada pela mãe, Letícia não relata o que está acontecendo. No entanto, Letícia está sendo alvo de bullying. Com sobrepeso, ela é ironizada por dois garotos de sua classe – a chamam de “baleia”. Letícia teve crises de choro na escola, após vários episódios de sátiras.

O termo bullying tem sido citado por pais, professores, profissionais de comunicação e até mesmo entre as crianças. Mas, afinal, o que é bullying? Segundo a precursora do tema no País, a professora Cléo Fante, o bullying é um fenômeno tão antigo quanto o surgimento da escola. Desde que existe agrupamento de crianças, existe bullying. O termo inglês é traduzido como maltrato entre pares e designa a prática de atos agressivos de um ou mais autores contra uma pessoa que será um alvo.

Atualmente, em razão de inúmeros casos de violência na escola apresentarem sinais de bullying, existe uma grande e talvez excessiva preocupação em relação ao tema. Por exemplo, a tragédia de Realengo traz indícios de que o agressor tenha sido alvo de bullying. O fenômeno bullying pode ter favorecido a sua reação vingativa em relação à escola? Sim, pode ter favorecido, mas não determinado. O que determinou a ação do autor foi a sua personalidade desequilibrada.

Sem compreender essa situação, muitos pais e educadores entram em desespero e acreditam que tudo é bullying, confundindo o mesmo com as situações de conflitos interpessoais, fundamentais para o desenvolvimento psicológico da criança e do adolescente. Dia desses, uma professora relata que um garoto de 7 anos chamava uma colega de classe de “gorda” e a mãe da criança, que chegava para buscá-la e ouvia o comentário, disse: “Olha!

Isto é bullying! É crime”. A preocupação da professora com o imprevisto foi com o fato de que a garota havia provocado o colega anteriormente e a agressão foi isolada, o que não se configura bullying.

Conflitos Necessários

É importante salientar que a maioria das ações agressivas na escola tem relação com os conflitos, e não com o bullying. Conflitos interpessoais são situações naturais de desacordo entre as pessoas e necessários ao desenvolvimento de crianças e adolescentes. É por meio dos conflitos que eles têm a chance de aprender a se colocar no lugar do outro e a falar o que pensam e sentem de forma respeitosa. Na visão construtivista, as crianças não nascem sabendo dialogar e trocar pontos de vista de forma harmônica. É natural que agridam ou permitam ser agredidas até que cheguem à conclusão de que existem formas mais evoluídas de resolver desentendimentos interpessoais. Portanto, os alunos batem, xingam, ironizam, acusam injustamente como forma de resolver muitos conflitos.

Contudo, o outro envolvido no desacordo bate, xinga, ironiza, acusa injustamente como forma- de defesa. Em outros termos, envolve uma relação de igualdade. Diferentemente do bullying que envolve uma criança que se sente com pouco poder e fica sendo alvo de outra que se sente com muito poder, envolve uma relação de desigualdade.

Apesar da maior frequência dos conflitos interpessoais na escola, quando comparados ao bullying, os danos para o segundo podem causar marcas quase irreversíveis na personalidade dos envolvidos. Por esse fato, e por ser um fenômeno silencioso diante das figuras de autoridade, a comunidade escolar deve se mobilizar, já que o bullying não é brincadeira.

As consequências são inúmeras para os personagens. Para o alvo de bullying os problemas físicos decorrentes do estresse, o isolamento, tristeza, ansiedade e dificuldades escolares são algumas das implicações imediatas. Futuramente, o alvo de bullying que não recebeu tratamento pode ser constantemente envolvido em situações cíclicas de maltrato. Tende a ser alvo de abuso no trabalho, nos relacionamentos amorosos e nas amizades-. -

Depressão, suicídio e vingança são algumas alternativas para o alvo de bullying. Para o autor de bullying, a hostilidade e as atitudes desafiadoras em relação às figuras de autoridade são bastante comuns. As atitudes de humilhação tendem a ser cíclicas em outras relações como a família e o trabalho.

Ainda que as conquências sejam preocupantes, alguns podem dizer que, em uma classe, uma criança é alvo de bullying ou às vezes nenhuma. Para que tamanho alarde? Nem todas as crianças que foram agredidas sairão metralhando criancinhas na fase adulta. Muitos vão superar, tormando-se pais de família e trabalhadores responsáveis. Será que a preocupação é excessiva e estamos transformando as exceções em regras?

O Papel dos Alunos e da Escola

Nossa maior preocupação: a formação dos alunos. Autor, alvo e plateia de bullying mostram uma evidência que pode não estar muito explícita para as pessoas: sérios problemas na construção de valores como justiça e respeito mútuo. O autor tem dificuldade de respeitar o próximo. O alvo, de colocar o seu valor ao outro. E a plateia… a maioria dos alunos que riem ou apenas assistem à humilhação e nada fazem diante do maltrato apresenta dificuldade de se indignar com o desrespeito. Em outros termos, em uma situação que envolve um autor e um alvo, nós temos evidências de dezenas de alunos com problemas na formação moral.

O que os educadores fazem quando sabem de um caso de bullying? Suspendem e advertem o autor e poupam o alvo. Nem se dão conta de que existe uma plateia. É preciso entender que o autor de bullying é alguém que também precisa de ajuda. Ele não é um criminoso. Os educadores precisam limitar a sua ação com respeito. Só assim ele entenderá a necessidade desse princípio. Existem ações diretas que podemos realizar quando surge o problema e ações indiretas. Entrevistas individuais com o autor e alvo para realizar acordos entre as partes, encorajar o autor a reparar a sua ação e as sanções por reciprocidade caso o autor rescinda a agressão são algumas estratégias diretas utilizadas quando o problema já ocorreu.

Trabalho com assembleias escolares, discussão de conflitos hipotéticos e de dilemas morais e trabalho com sentimentos são procedimentos indiretos que a escola precisa adotar sistematicamente para favorecer a formação moral dos alunos.

Esses últimos procedimentos não devem ser usados apenas para prevenir o bullying. Devem constar para que os alunos possam construir recursos cognitivos e afetivos mais evoluídos, visando resolver os conflitos que todos enfrentarão. A escola muitas vezes fica preocupada apenas com o bullying. A preocupação deve ser maior: como formar pessoas que respeitam e se fazem respeitar, seja em situações de bullying, de conflitos ou de indisciplina e incivilidades. A preocupação, portanto, é necessária, mas não restrita ao bullying, e sim à formação moral dos alunos.

Vanessa Fagionatto Vicentin é doutora em Psicologia escolar
e desenvolvimento humano e professora de pós-graduação da Unifran

Floresta, para que floresta?

Dal Marcondes


Um repórter anda pelas – ruas- -de São Paulo com microfone em punho. Para um transeunte qualquer, um moço apressado, de gravata e com o notebook nas costas, e lança a pergunta: “Você sabe em que bioma você vive?” A resposta tem uma lógica cristalina: “Na cidade”. Como ele. Milhões de pessoas que vivem em São Paulo não sabem que a região onde a cidade fincou suas raízes é, na verdade, um pedaço do bioma da Mata Atlântica.

Da grande floresta encontrada pelos descobridores em 1500, e que cobria 15% do território brasileiro, com mais de 1,3 milhão de quilômetros quadrados, restaram apenas 102 mil quilômetros quadrados, ou cerca de 7% da área original. Assim como a Mata Atlântica foi quase toda arrancada da paisagem, outros biomas brasileiros também estão em risco pelo avanço da ocupação humana. É por isso que o País precisa de um Código Florestal, um conjunto de leis que garanta a preservação de áreas florestais e de biomas importantes para garantir a qualidade ambiental não apenas nas áreas rurais, mas também nas cidades, que de tão cinzentas e poluídas já dão a impressão de ser um corpo estranho, deslocado da natureza.

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, no século XVI, seu principal interesse foi explorar uma árvore especial, de cujo caule sai uma seiva de cor rubra e que era usada para tingir a roupagem dos cardeais.

Histórico das Leis

O pau-brasil foi o primeiro eixo de exploração econômica das florestas. Durante três séculos ele foi superexplorado e quase chegou à extinção nas matas costeiras. Este cenário levou à criação da primeira legislação para coibir o uso abusivo dos recursos florestais. Em 30 de janeiro de 1802, foi baixado o Alvará de Regimento das Minas e Estabelecimentos Metálicos, o qual exigia ordem escrita da Administração das Matas e Bosques para a venda de madeiras e lenhas por particulares, ou para se fazer queimadas.

Em 1825 uma nova lei passou a exigir licenças para o corte do pau-brasil, de perobas e de tapinhoãs, dando ênfase a madeiras utilizadas na construção. E, de 1843 a 1858, foram criadas leis relacionando as espécies florestais que não poderiam ser exploradas sem consentimento do Estado, neste caso a Coroa Brasileira. Nasce, então, o termo “madeira de lei” para as espécies florestais mais nobres do Brasil.

MT - Transparência na aplicação e investimentos dos recursos da Educação

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) torna público todos os dados referentes a receitas, despesas e investimentos dos últimos cinco anos realizados pela Pasta.

O material composto por gráficos apresenta de forma transparente todas as ações da Seduc-MT, no período (2007/2011). Cita por exemplo que 83,84% das receitas da Secretaria são aplicados na folha de pagamento dos profissionais da educação, e que os educadores da rede estadual possuem um dos melhores pisos salariais do país.

Também apresenta de forma clara os recursos que são utilizados para investimentos, como construção e reforma de escolas, além de demonstrar que boa parte dos aprovados no último concurso público já foram chamados e a totalidade será convocada ainda este ano.


VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MT - Ciências e Saberes Indígenas - comporá matriz curricular de EJA para índios

A coordenadoria de Educação Indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) publicou nesta terça-feira (21.06), nota técnica referente à implantação das matrizes curriculares sobre “Ciências e Saberes Indígenas” na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A técnica da coordenadoria, Antonina da Silva, ressalta que a nota visa esclarecer que a legislação do país estabelece um prazo de três anos, para implantação das matrizes. “Ainda não lançamos essa área do conhecimento indígena no Sistema de Gerenciamento Educacional (SigEduca), pois ainda estamos na fase de implantação”, disse.

Ela conta que a matriz é composta pelos seguintes componentes curriculares: práticas culturais e sustentabilidade, práticas agroecológicas e tecnologias indígenas. “Esse conhecimento já é ministrado nas Escolas Indígenas de ensino regular. E no ano que vem estará totalmente implantado na EJA voltada para os índios, e conseqüentemente efetivado no SigEduca”, contou.

Em Mato Grosso, cerca de 7.775 índios cursam o ensino básico regular. Outros 725 estudam na modalidade EJA.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MT- Vereador apresenta moção de apoio a professores em greve na rede estadual

O vereador Lúdio Cabral (PT) propôs entrega de Moção de Apoio aos professores da rede estadual de ensino que estão em greve há duas semanas por reposição salarial e melhores condições de trabalho. A proposta foi apresentada na sessão plenária da Câmara Municipal de Cuiabá, realizada nesta terça-feira (21).

Para Lúdio, a reivindicação dos professores é mais do que justa, uma vez que estão requerendo a adoção do piso salarial nacional no valor de R$ 1.312 e condições de igualdade para que osprofessores interinos também recebam por horas atividades. Além disso, a categoria reivindica convocação imediata de todos os professores aprovados no concurso público realizado pelo Governo do Estado no ano passado.

Na sessão, Lúdio Cabral ainda afirmou que há tempos defende a saída do PT da base do Governo Estadual. Na opinião dele, é incompatível a greve de uma categoria como a dos professores, que tem o PT no comando da Secretaria de Educação. “É vergonhoso para mim. O Governo do Estado tem o PT na Seduc e não atende os professores”.

Outro assunto tratado pelo vereador Lúdio Cabral foi a estadualização do Pronto Socorro de Cuiabá, que, segundo ele, “é uma desculpa para que seja privatizado”. O parlamentar destacou que irá ingressar com uma ação no Ministério Público Estadual contra a decisão da prefeitura de Cuiabá de repassar a administração do Pronto Socorro Municipal para o Estado de Mato Grosso.

Haddad: Greve não deve afetar matrículas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse nesta terça (21) que a greve dos servidores técnico-administrativos das universidades federais – que teve inicio deste mês - não prejudicará as matrículas do segundo semestre de 2011. O ministro espera pôr fim à paralisação até o final do mês de agosto, quando devem recomeçar as aulas.

"Há tempo. Preciso verificar até onde podemos ir para atender as demandas da categoria. Mas há boa vontade do governo e tempo", disse Haddad, durante visita aos laboratórios do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade (Inmetro), em Xerém, no Rio de Janeiro.

O ministro contou que se encontrou com representantes dos servidores técnico-administrativos, na última segunda (20), em Brasília, e reforçou a proposta de intermediar as negociações com o Ministério de Planejamento.

"Discutimos um cronograma com uma data final para o governo oferecer uma proposta. Isso faz o movimento sentir que o calendário está correndo, com providências do governo", afirmou.

Haddad também comentou o anúncio de paralisação dos docentes de Instituições Federais de Ensino (Ifes) - prevista para o próximo dia 5 - e disse que, desde 2005, o Ministério da Educação não enfrenta graves crises.

"É natural que se abram negociações periodicamente", avaliou. "Temos um histórico de sucesso. Há seis anos estou no ministério e não temos tido grandes greves.

GREVE

A greve dos servidores técnico- administrativos atinge 47 universidades federais e paralisa, principalmente, restaurantes e bibliotecas. Nos próximos dias, a expectativa é que o atendimento nos hospitais universitários seja reduzido.

PISO

A Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra) pede reajuste de três salários mínimos sobre o piso de R$ 1.034.

Da redação com Agência Brasil

Dossiê acadêmico da UFMT desmonta "melhor curso" de medicina do Brasil

Thais Tomie
Redação 24 Horas News



O melhor curso de Medicina do Brasil, mantido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), está muito longe de fazer jus à fama. Estudantes estão insatisfeitos com as deficiências no ensino e há mais de duas semanas deixaram de frequentar as aulas. São 200 alunos, que aderiram ao protesto e entraram em greve por tempo indeterminado. Eles elaboraram um “Dossiê” em que mostram as falhas que colocam em risco não apenas o título alcançado, mas também a própria formação acadêmica. Para se ter uma idéia do quadro, o documento fala em temor quanto ao descumprimento do Plano Político Pedagógico de Medicina – uma espécie de “alma” do curso.

Em 2008, a graduação da UFMT foi eleita pelo Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), como o melhor curso de medicina do Brasil. O feito se transformou em motivo de orgulho de dirigentes da instituição de ensino, de um lado. De outro, motivo de críticas dos demais cursos, que se queixavam da falta de atenção adequada.

Historicamente a universidade sempre teve reitores médicos. Mas, na falência do ensino público e gratuito com qualidade, nem isso parece estar mais adiantando alguma coisa. Os estudantes reclamam, por exemplo, do novo método de ensino implantado em 2009, através do Projeto Político Pedagógico para o curso de medicina (PPPC) e que não está sendo cumprido pelo departamento do curso.

Segundo acadêmicos, o novo método era para funcionar mediante melhorias como ampliação do espaço físico, laboratórios e aumento do corpo docente. Alguns módulos exigem aulas práticas, mas isso não aconteceu. “Não ocorreram aulas práticas no quarto semestre, o que nos deixa angustiados e nos traz insegurança quanto à qualidade da nossa formação”- afirmam os estudantes.

A paralisação começou com a 1º turma do novo método e agora atinge as demais turmas. De acordo com os alunos, alguns módulos previstos no PPPC não coincidem, em sua maioria, com a ementa exposta no Plano de Ensino (PE). “A comparação entre o PPPC e o PE referente ao módulo XI - Saúde da Criança II, inicialmente já se revela inadequado, uma vez que a distribuição da carga horária estabelecida no PPPC (15 horas teóricas e 30 horas práticas) não é contemplada no Plano de Ensino, pois nesse não está especificada tal distribuição”.

A falta de aulas práticas, ausência de monitores e falta de disponibilidade por parte dos docentes acarreta uma falha no aprendizado que se agravou no decorrer dos semestres. Por isso, os acadêmicos redigiram um manifesto no qual detalham todos os problemas. O documento foi entregue para professores, chefes de departamentos e estudantes dos demais semestres de Medicina.

De acordo com o documento, no que se refere aos procedimentos de ensino as observações cabíveis são no âmbito das monitorias, atividades no laboratório de atividades clínicas e laboratório morfofuncional. Nesse contexto, não houve a realização do proposto no PE por falta tanto de monitores e de recursos físicos, como os laboratórios. No dossiê, os acadêmicos também cobram a resolução sobre a abertura e aprovação imediata da licitação do novo hospital universitário.

Outra queixa dos estudantes é que em 2009, o número de vagas do curso duplicou, passou de 40 para 80. Segundo acadêmicos, o número de vagas dobrou, mas não houve o aumento do número de salas e professores. “Se o curso dispõe a duplicar o número de vagas, deve ser feitas as adequações. Mas a maioria não ocorreu de modo satisfatório”- explica um estudante do 4º semestre.

Caso as reivindicações e melhorias no curso não sejam atendidas, os estudantes pretendem entrar com uma ação no Ministério Público. Por enquanto, aguardam um diálogo da reitoria com os diretores da Faculdade de Medicina.
O debate de direitos autorais na educação
Ricardo Carvalho

10 de junho de 2011 às 10:04h

Desde a terça-feira 7, a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo disponibilizou seu material pedagógico na internet sob licenciamento Creative Commons.

Desse modo, ficam disponíveis para download arquivos com os projetos pedagógicos e o material produzido pela pasta para toda a população, que podem ser usados inclusive por redes de ensino de outros estados e municípios. Creative Commons é uma licença flexível de propriedade intelectual que permite a utilização do conteúdo licenciado gratuitamente desde que para fins não comerciais.

Na prática, municípios menores, sem condições de desenvolver materiais didáticos para os ciclos de ensino sob sua responsabilidade, como o infantil, podem utilizar sem custos os arquivos disponibilizado pela secretaria paulistana. Além do mais, ressalta o pesquisador do Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso a Informação da Universidade de São Paulo (Gpopai), Pablo Ortellado, a iniciativa abre espaço para que os docentes aproveitem o material produzido pela pasta de educação.

“O grande avanço prático é a utilização desse material por redes de ensino municipais em cidades pequenas”, diz o pesquisador, para quem há também efeitos simbólicos na liberação das licenças de direitos autorais. “Antes, o Ministério da Cultura era o grande promotor desse tipo de política, mas isso foi interrompido. É muito importante que uma outra esfera retome esse debate”.

Segundo o pesquisador, também o Ministério da Educação deveria agir para fazer com que as obras adotadas pelo Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) fossem licenciadas pela Creative Commons.

A intenção da Secretaria Municipal de Educação é que, de agora em diante, todo o material produzido ou comprado pela pasta esteja disponível para download. Para Bianca Santana, coordenadora do projeto de recursos educacionais abertos na Casa de Cultura Digital, o projeto da prefeitura de São Paulo contém uma “sólida segurança jurídica no estabelecimento da licença Creative Commons”. Ela diz que “mesmo projetos semelhantes, como o Folhas, do governo do estado do Paraná, são muito genéricos na parte jurídica”. O Folhas é uma iniciativa do governo estadual do Paraná que colocou em domínio público as publicações didáticas elaboradas pela pasta de educação.

A crítica de um suporte jurídico genérico também se aplica aos projetos do Ministério da Educação, diz Bianca. “No referente a licenças, o ministério tem iniciativas sem muita clareza. Mesmo alguns conteúdos disponíveis no Portal do Professor, no site do MEC, têm restrições de direitos autorais. É necessário avançar nesse sentido”, destaca.

MT- Educandário de Rosário Oeste corre risco de fechar por falta de verbas

Da Editoria - Marcos Coutinho

Por falta de apoio político e financeiro e pela falta de bom senso das autoridades públicas de um modo geral, o Educandário Espírita Allan Kardec, localizado no município de Rosário Oestes (128 km de Cuiabá), corre sério risco de fechar suas atividades a partir do próximo mês.

Sem verbas municipais ou estaduais, a escola, que tem as melhores notas dentre as demais daquele município, vai deixar 126 alunos carentes sem ter pra onde ir, ou seja, sem ter onde estudar.

Detalhe: o prefeito Joemil Araújo é do PMDB, mesmo partido do governador Silval Barbosa. Ou seja: a falta de compromisso é um descaso clássico, pois ambas as autoridades têm obrigação moral de manter o educandário aberto e, sobretudo, apliar os serviços a outros alunos carentes.

Em verdade, o descaso com o Alan kardec começou em 2009, quando a Prefeitura de Rosáiro cancelou um convênio com a escola, fato que forçou o encerramento de quatro turmas, num total de 238 alunos prejudicados.

Atualmente, o educandário sofre por falta de verbas até para pagar salários. Os professores já trabalham como voluntários porque não querem "deixar os alunos restantes na mão".

"O que está ocorrendo aqui em Rosário é um descaso muito grande do poder público. Como podem deixar uma escola fechar ? Será que para eles (os políticos) é melhor inaugurar mais celas nso presídios do que salas de aula ?", questionou uma revoltada professora voluntária.

Além o fechamento da escola, os alunos podem ser triplamente prejudicados porque, consequentemente, a padaria que funciona no educandário e uma oficina de costura também encerrarão suas atididades.

Além do serviço de ensino, a escola possui uma padaria que distribui os pães gratuitamente e uma oficina de capacitação que atende a população mais pobre da cidade.

TCE /MT Fórum debaterá investimentos em saúde, educação e transporte

Laura Nabuco

A melhor aplicação dos recursos públicos nas áreas de transporte, educação e saúde será tema do Fórum Consciência Cidadã, realizado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) na próxima terça (21). O objetivo do encontro é debater com a sociedade a qualidade das políticas que têm sido adotadas pelos governos estadual e municipais para esses setores.

As palestras ficarão por conta do presidente do TCE, conselheiro Valter Albano, que fará a abertura dos trabalhos, do ex-secretário estadual de Saúde, Julio Muller Neto, do diretor do Instituto Brasileiro de Auditoria em Obras Públicas, Elci Pessoa Junior, do cientista político, mestre em Desenvolvimento Econômico, Gustavo Ioschpe, e do economista, Eduardo Giannetti da Fonseca.

O fórum será aberto à parlamentares, chefes do Executivo, membros de conselhos e representantes da sociedade civil. Profissionais que atuam na saúde, educação e transporte também terão vagas reservadas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pela internet no site do TCE. O evento ocorrerá no Centro de Eventos do Pantanal, a partir das 13h30. A estimativa é que cerca de mil pessoas acompanhem o encontro.


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Articulação | 21/06/2011 - 10:26
Em MS, Silval discute reforma tributária para o Centro-Oeste
Sissy Cambuim
O governador Silval Barbosa (PMDB) e o secretário de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos, participam nesta terça (21) do encontro de governadores e secretários do Centro-Oeste para discutir uma reforma tributária viável para a região. O encontro acontece a partir das 15h no gabinete do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB).

No encontro, os chefes de Executivo buscam uma solução para adequar a proposta do governo federal às peculiaridades da região. Na última sexta (17), os secretários de Fazenda já se reuniram para elaborar a pauta que será apresentada aos governadores.

Uma das principais metas e conquistar uma redução gradual na alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias (ICMS) de 12% para 2% até 2014. A proposta que está sendo elaborada pela União deve ser encaminhada ao Congresso logo após o recesso. Até lá, os governadores tentam ampliar o debate para mudar a ideia original e conseguir avanços para os Estados.


0 Dê sua opinião! Ir ao topo RUMO A 2012 | 21/06/2011 - 09:26
Ao meio-dia sai pesquisa sobre corrida à Prefeitura de Nova Mutum
Romilson Dourado
O blog divulga nesta terça (21), a partir do meio-dia, uma rodada completa da pesquisa Mark sobre intenção de voto para prefeito de Nova Mutum (a 264 km ao Meio-Norte de Cuiabá). O instituto fez o trabalho de campo no último dia 18. Vai apresentar vários cenários com os possíveis candidatos à sucessão do peemedebista Lírio Lautenschlager.

Será possível conferir também o índice de rejeição dos virtuais concorrentes, as simulações de confrontos e quadros na modalidade estimulada.

Mesmo a mais de um ano das eleições, o instituto Mark vem fazendo levantamento sobre os nomes mais cotados e também aqueles que enfrentam rejeição para prefeito em diversas cidades pólos. A intenção é, em parceria com o RDNews, proporcionar a todos oportunidade de acesso a todos os dados das pesquisas para se ter ideia do quadro que se desenha visando o pleito de 2012.


0 Dê sua opinião! Ir ao topo RUMO A 2012 | 21/06/2011 - 07:50
Pré-candidato a prefeito, tucano Maluf já procura DEM para aliança
Romilson Dourado
Fernando Ordakowski

O deputado Guilherme Maluf começa a se movimentar nos bastidores em busca de apoio para prefeito da Capital

O tucano Guilherme Maluf está mesmo determinado a concorrer à Prefeitura de Cuiabá e já procurou o DEM (antigo PFL), seu ex-partido, para buscar composição política, mesmo a 15 meses do pleito. Em reunião com o senador Jayme Campos e com o presidente do diretório regional do DEM Oscar Ribeiro, o deputado enfatizou que seu projeto político "é um caminho sem volta" e que, depois da reaproximação, democratas e tucanos deveriam estar no mesmo palanque.

Por mais que demonstre empolgação com a pré-candidatura, Maluf sabe que terá caminho árduo pela frente. Ele deseja concorrer por um partido que teve Wilson Santos no comando do Palácio Alencastro por 6 anos e que, por causa de uma série de falhas administrativas, trouxe desgaste para todo o grupo. Ademais, seu nome não é unanimidade. Um bloco liderado pelo ex-vice-prefeito e ex-deputado Luiz Soares defende, por exemplo, ruptura com o prefeito Chico Galindo (PTB) e oposição também à administração Silval Barbosa (PMDB).

Ex-vereador, empresário e médico, Guilherme Maluf, por sua vez, ora fica no muro, ora demonstra concordar que o tucanato precisa mudar a postura. Filiados que ocupam cargos de primeiro escalão no Palácio Alencastro, como os vereadores Edivá Alves (Trânsito e Transporte Urbano) e Paulo Borges (Infraestrutura), assim como o ex-vereador Permínio Pinto (Educação), resistem à ideia de ruptura e fazem de tudo para se preservarem nos cargos. Outro complicador é o fato do PSDB ter minguado no Estado. Perdeu seguidamente três eleições majoritárias (Senado e Governo). Ganhou fôlego agora, com a posse para esta semana de Nilson Leitão como deputado federal. Ele preside o PSDB estadual.

Além de Maluf, que figura entre os três mais cotados na pesquisa Mark sobre intenções de voto, são listados como pré-candidatos à sucessão na Capital os empresários João Dorileo Leal, que vai se filiar ao PMDB, e Mauro Mendes (PSB), que disputou e perdeu a prefeito e a governador, o deputado Sérgio Ricardo, também derrotado à prefeitura, o próprio Galindo e o vereador petista Lúdio Cabral.


Enquete
Na sua opinião, Maluf tem alguma chance de se eleger prefeito de Cuiabá em 2012?
Sim
Talvez
Não



Não se trata de pesquisa eleitoral, mas de mero levantamento de opiniões de leitores do RDNews e do Blog do Romilson, com participação espontânea dos internautas. O resultado não tem valor científico.


Comentários:
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Rodrigo Monteiro | 21/06/2011 10:42


Estou plenamente de acordo com o Valmir Molina. Cuiabá, sofreu um boicote do Governo Maggi, na área da saúde. Tenho pena das pessoas que caem na conversa, de alguns setores da mídia ligados ao PR, que culpam o PSDB. Os mesmos setores que empregam políticos que usam seus programas como cabo eleitoral, doando casas, comprando votos descaradamente. Isso sim é uma vergonha.


Valmir Molina | 21/06/2011 10:23
cuiabá

Algumas pessoas teimam em acusar o PSDB de culpado de tudo de ruim que recai sobre Cuiabá.Neste momento que escrevo,só tem o comentário do Luis Fernado,mais os nosos opositores fizeram e fazem uma campanha sórdida em cima desse discurso.Para se ter uma idéia,só aqui no RDNEWS há duas notícias de malandragem de parte da turma da BOTINA que a maioria das pessoas fecham os olhos,envolvendo o Bliro Mágico,o Abicalil e o chorão do Vilceu Marcheti. O atual secretário de saúde do Estado assumiu e revelou a real situação de sua pasta:Cuiabá atende praticamente sozinha os doentes de todo Matogrosso.Em recente reportagem da TVCA,de 06 entrevistados da fila de espera para cirurgia ortopédica 05 eram de fora de Cuiabá. Gostaria de ver pessoas comentando o rombo dos maquinários,os desvios de verbas da educação,saúde e segurança.Gostaria de ver as pessoas revoltando-se contra a compra de hospitais para posterior fechamento,diminuindo assim o número de leitos em nossa caspital. O cuiabano,médico e deputado Guilherme Maluf,tem todos os requisitos para assumir e fazer um belo trabalho como chefe do executivo,novo,dinãmico e trabalahdor.


Rodrigo Monteiro | 21/06/2011 10:02


Dr. Maluf é o melhor candidato. Equilibrado, sensato, coerente, honesto e competente. Eu voto nele, por acompanhar o seu trabalho há anos. Não precisamos de populistas/oportunistas como Dorileo, Ricardo e Mendes.


Luiz Fernando | 21/06/2011 08:52
cuiabá

Esse Maluf é realmente uma piada, ele tem certeza da completa ignorância do eleitor Cuiaba e do Estado todo. Ele tem feito uma proopaganda a vários dias na TV dizendo que Cuiabá esta abandonada, cheia de problemas e a saúde um caos e só o PSDB poderá salvar a prefeitura. Vamos analisar: será que ele esta sofrendo de amenésia extrema e se esqueceu que o PSDB na figura do Sr. WS comandou esta cidade por mais de 6 anos e fez uma das piores administrações que esta cidade já viu ? Será que ele se esqueceu que na gestão dele como secretário de Saúde os ospitais e policlinicas continuaram a mesma porcaria dos dias atuais (talvez pelo fato dele ser dono de um dos maiores hospitais da cidade) ? Será que ele se esqueceu ? Ou ele tem certeza que o eleitor é burro e ignorante ? Será ?




4 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo COMUNICAÇÃO | 21/06/2011 - 07:30
Jornais e suas manchetes desta 3ª
Evelyn Paredes
Gazeta Digital www.gazetadigital.com.br
- Agente é morto com 1 tiro no 3º dia de trabalho
- MP quer reabrir inquérito sobre o 'dossiê dos aloprados'
- Saldo de emprego avança 446%
- Justiça manda Bosaipo devolver salário pago a mais
- Seduc ameaça corte de ponto e exonerações

Folha do Estado www.folhadoestado.com.br
- Embriagado, homem sobe em calçada, atropela e fere garotos
- Rui Ramos pede punição para resgatar Judiciário
- Valtenir recua e apoia Mauro agora em 2012
- Serys quer saída de Abicalil do PT após o "dossiê"
- Profesores já prometem invadir Palácio Paiaguás

- Diário de Cuiabá www.diariodecuiaba.com.br
- Agente prisional é executado durante tentativa de motim
- Bosaipo terá que devolver o que recebeu a mais
- PF fará novas investigações sobre o caso
- Denúncia do MP relaciona 15 advogados
- Construção volta a ter maior saldo de emprego

Folha de S. Paulo www1.folha.uol.com.br
- Senado vetará sigilo em obra da Copa, diz Sarney

O Estado de S. Paulo www.estadao.com.br
- Em 44 dias, SP coloca nas ruas 1.972 presos

Valor Econômico www.valoronline.com.br
- Meta de inflação de 2013 fica em 4,5%

O Globo www.oglobo.globo.com
- Nova regra dá 7 dias para plano marcar consultas

Estado de Minas www.uai.com.br/em.html
- Plano de Saúde - É aceitar ou esperar

Gazeta do Povo www.gazetadopovo.com.br
- Curitiba tem maior queda no uso do transporte coletivo

Zero Hora zerohora.clicrbs.com.br
- Flagrantes de álcool ao volante crescem 67,7% nas estradas

Diário Catarinense www.clicrbs.com.br/diariocatarinense
- Planos terão sete dias para marcar consulta

Correio Braziliense www.correiobraziliense.com.br
- Justiça libera condomínios

Correio do Estado www.correiodoestado.com.br
- Aliados de Nelsinho preferem ser demitidos a entregar cargos

Diário da Manhã www.dm.com.br
- Sexto mandamento: Relatório reservado


0 Dê sua opinião! Ir ao topo Artigo | 21/06/2011 - 07:15
O mundo sombrio das mulheres nos países em desenvolvimento
Olga Lustosa
Desde 1.900, as mulheres travam debates críticos contra a opressão e desigualdade de oportunidades nos mercados de trabalho e, em 1.908, aconteceu na cidade de Nova Iorque a primeira marcha envolvendo 15 mil mulheres, exigindo redução da carga horária, melhores salários e direito ao voto. Entendo a democracia como sinônimo de igualdade de oportunidades entre homens e mulheres na sociedade e no governo. Mas ironicamente, as mulheres representam a maioria dos eleitores, contudo, poucas ainda são candidatas por aqui e pelo mundo afora.

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A mulher, com oportunidade de participar
da economia, tem aumento na renda
familiar, investe em educação
e saúde dos filhos
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Trabalho forçado e tráfico de mulheres são hoje formas modernas de escravidão, que expõem histórias terríveis de abuso, exploração, ameaças com uso de força ou coerção. Mais de 600 mil pessoas são traficadas durante um ano e 70% são mulheres. Em muitos países, as mulheres são ainda propriedade de alguém,sofrem mutilações e humilhações públicas. Sem nenhuma voz política para trazer o alento da mudança, essas mulheres são vítimas da violência doméstica e do estupro sistemático.

Acontecimentos recentes no Oriente Médio marcam, de forma indelével a vida das mulheres. Uma poeta do Bahrein, de 20 anos está presa por recitar poemas criticando o governo. País onde a liberdade de expressão tem suas barreiras e não pode haver referencia aos governantes. Yemen, Líbia e Síria são países que em comum, compartilham o tratamento injusto e bruto as mulheres. A preocupação com a violência contra as mulheres nem sempre é só retórica.

A jornalista saudita Nadina Al Bedair, numa entrevista a televisão nega que esteja havendo avanço na relação do estado com a mulher na Arabia Saudita,onde os direitos humanos não são observados. As mulheres, embora estejam reagindo, ainda não podem dirigir ou votar. A leitura do livro “Half the Sky”,( Metade do Céu), escrito por Nicholas D. Kristof e Sheryl WuDunn, vencedores do prêmio Pulitzer, é uma narrativa que abre o panorama sombrio do mundo povoado pelas mulheres e faz chamamento contra o mais perverso tipo de violação dos direitos humanos; a opressão das mulheres nos países em desenvolvimento, onde reconhece-se claramente que as mulheres sofrem desproporcionalmente com as causas da pobreza.

Segundo as Nações Unidas a 60% das pessoas mais pobres do mundo, são mulheres. A pobreza não é algo inevitável. É fruto das decisões, das práticas e crenças que impedem as pessoas, sobretudo as mulheres de desenvolverem suas potencialidades.

Segundo os autores, a chave para amenizar a questão é transformar a opressão em oportunidades, é prover as mulheres de possibilidades entrar no mundo formal dos negócios, é dar-lhes acesso aos financiamentos para montarem pequenos comércios. A mulher, com oportunidade de participar da economia, tem aumento na renda familiar, investe em educação e saúde dos filhos. Investir nas mulheres significaria aliviar a pobreza e diminuir a corrupção. Dotar as mulheres de oportunidades de negócios seria transformá-las em agentes reais da mudança.

Hoje governos e organizações não-governamentais tentam promover políticas eficientes para proteger os direitos das mulheres. No G-20 há solicitação para se colocar a abertura dos créditos as mulheres na agenda de discussão deste ano de 2011, como meio efetivo de aumentar a prosperidade global. Na perspectiva do Instituto Clinton de Iniciativa Global – é preciso educar as meninas com qualidade para se reescrever o futuro das mulheres e para que isso ocorra é premente a inclusão financeira da mulher até o ano 2020.

Há organizações que já efetivamente realizam projetos de inclusão financeira das mulheres. Li sobre o projeto “Pro Mujer”, que financia pequenos projetos comerciais, planos de saúde e treinamento para mulheres empreendedoras em cinco países da America Latina e que no ano de 2010, distribuiu 204 milhões de dólares em empréstimos para mulheres. Observação feita por Organizaçao internacional aponta que entre as 10 maiores democracias do mundo há maior proporção de mulheres ocupando cargos na estrutura do governo.

Há mulher presidente, primeira-ministra, astronauta, médica, advogada, executiva de grandes corporações, mas apenas em alguns países. No Brasil, governdo pela primeira vez por uma mulher, as empregadas domésticas constituem a única categoria que não é contemplada na Legislação Trabalhista, por mero descaso.

A representação global das mulheres nos governos é ainda ínfima, apenas 19,1 % dos assentos nos parlamentos mundiais são ocupados por mulheres e sem ter assento à mesa, a mulher não pode legislar, negociar a paz ou formular uma agenda de reforma do futuro. "Queremos um mundo onde não existam desigualdades baseadas na classe, em gênero, em raça, em nenhum país. Queremos um mundo onde as necessidades básicas se convertam em direitos básicos e onde a pobreza e todas as formas de violência sejam eliminadas". (Conferencia Mundial de Mulheres em Nairobi, em 1985).

Olga Borges Lustosa é cerimonialista pública e acadêmica de Ciências Sociais pela UFMT e escreve exclusivamente neste blog toda terça - olga@terra.com.br


0 Dê sua opinião! Ir ao topo POLÊMICA | 20/06/2011 - 18:41
Maggi e Abicalil desaparecem depois da denúncia de revista
João Negrão, de Brasília
O senador Blairo Maggi (PR) e Carlos Abicalil (PT), secretário de Articulação Educacional do Ministério da Educação (MEC), não foram localizados em Brasília para comentarem a denúncia da revista Veja, segundo a qual os dois teriam sido os mentores do dossiê dos aloprados, “testado” em Mato Grosso antes de ser aplicado desastrosamente na campanha eleitoral de São Paulo, em 2006.

Maggi está em viagem particular de negócios na Holanda, sem ônus para o Senado. A assessoria manteve contato com o senador, informando sobre a demanda do RDNews, mas perdeu contato com ele, provavelmente por conta do fuso horário. A diferença de horário de Brasília e Amsterdã, Capital holandesa, é de quatro horas. Maggi retorna ao Brasil somente na próxima segunda, dia 27.

Já o ex-deputado Carlos Abicalil não atendeu nenhum dos telefones celulares de Brasília e de Cuiabá. A assessoria do MEC não soube informar onde ele se encontrava e exigiu a solicitação do pedido de entrevista por email como condição para ele se pronunciar. Até as 18 horas desta segunda ninguém retornou a mensagem.

A revelação de que Abicalil e Maggi teriam sido os mentores do chamado golpe do falso dossiê, episódio que ficou conhecido como “escândalo dos aloprados”, foi feita por Expedito Veloso, um dos envolvidos no caso. As vítimas seriam os ex-senadores Serys Marly (PT) e Antero Paes de Barros (PSDB). O delegado que apurou o caso, entretanto, disse não ter havido indícios de envolvimento de Maggi e Abicalil no episódio.


Comentários:
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Francisco Chagas | 21/06/2011 09:41
Rondonopolis

E ISSO MESMO JOSÉ CARLOS,GAÚCHO E PARANAENSE BOM TA LÁ SUL,PRA CA VEIO OS REFUGO,OS QUEIMADOS.


Luiz | 21/06/2011 09:09
SINOP

Atenção policia!!! Aí esta escancarada a mais pura discriminação,racismo eo que queiram acrecentar contra o povo do sul.Este fulano que atende por (jose Carlos) tem que ser preso por crime de (RACISMO), ou a lei é cega (justiça).Imaginem um SULISTA fazendo tal comentarios dos CUIABANOS!!! já estaria preso.


João | 21/06/2011 08:34


o delegado não detectou nada, e por não detectar nada, foi contemplado com um cargo de secretário na gestão Maggi.


Jose Carlos Da Silva | 21/06/2011 08:27
CUIABA MT

GAUCHO E PARANAENSE QUE PRESTA NÃO SAI DO SUL, OS QUE AQUI ESTÃO E SO TRANQUEIRA. MAIS CEDO OU MAIS TARDE A CASA CAI...... J.CARLOS


Jose | 21/06/2011 08:05
CUIABA

SE O BRASIL FOSSE UM PAIS SÉRIO MESMO, ESSES BANDIDOS ESTARIAM NA CADEIA A MUITO TEMPO,É MUITO TRISTE PARA AGENTE SABER DISSO SÓ TEMOS DEPOIS.




20 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo POLÊMICA | 20/06/2011 - 17:33
Antero revela que assessor de Pagot tentou plantar informação
Valérya Próspero
O ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) vai acionar a sua assessoria jurídica para verificar o que pode ser feito após a divulgação do depoimento do bancário Expedito Veloso pela revista Veja. Ele é um dos envolvidos no escândalo dos aloprados e revela que o golpe falso do dossiê foi “testado” pela primeira vez em Mato Grosso pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o senador Blairo Maggi (PR), contra Antero e Serys Marly (PT), que disputavam o comando do Paiaguás . “Eles não tinham o que falar de mim e inventaram que o Lino Rossi teria me dado R$ 20 mil. A CBN me ligou enquanto estava em campanha em Sinop e neguei qualquer envolvimento”, frisa o tucano, numa referência ao escândalo das sanguessugas, em que havia desvio de recursos durante a compra de ambulâncias.

Ainda segundo Antero, no mesmo dia Lino confirmou não haver nenhuma relação entre eles. “Depois, Lino foi procurado no hotel por um assessor do Luiz Antônio Pagot oferecendo benefícios para me acusar injustamente, mas se negou a fazer isso”, acusa o ex-senador. Ele argumenta ainda que quis contar tudo à Justiça, mas o jornalista não quis. “Estou falando agora porque ele já disse tudo numa entrevista nesta segunda (20)”, ressalta.

Antero pondera, entretanto, que já havia denunciado o “esquema” há quase seis anos, tendo pedido a prisão dos empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antônio Vedoim. Revoltado, Antero pontua que Abicalil fez 27 ligações com Expedito e Valdebran Padilha e depois nunca mais conversaram. O tucano garante ter ido atrás de Expedito para ver se confessava, mas não conseguiu obter sucesso.

Para ele, o imbróglio prejudicou o seu desempenho na corrida eleitoral, na qual Maggi foi reeleito.“Quando plantaram a notícia caí nas pesquisas, porque fui me defender das acusações em vez de fazer campanha. Foi uma deslealdade”. Ele afirma ainda que todas as pessoas denunciadas eram do comitê do republicano.

Ele conta que na, oportunidade, um jornalista da revista Época contou que tentaram plantar a notícia por lá, mas a editoria achou a matéria sem fundamento e não tive interesse. Depois disso, ligou para José Serra e Geraldo Alckmin avisando sobre todo o esquema, por isso, tiveram tempo de ser organizar e prender os responsáveis pelo golpe.


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Antonino Moreira | 21/06/2011 08:21


Antero deve estar careca de saber que assessor hoje significa minar de qualquer forma o(s) adversário(s) imediato do padrão. Aí não há ética, o que vale é valorizar o cargo. E ponto final.


Felipe Matos | 21/06/2011 08:00
Cuiabá

Ué, o chefe do Comitê da Maldade ta se fazendo de vítima?? Fala Sério. Esse Antero já difamou vários de seus adversários, agora ta provando do próprio veneno. Acho é pouco!! Acho muito pouco pelo tanto de maldades que esse sujeito já fez na política.


Joao | 21/06/2011 07:54
cdo

Pessoas como o Artur rocha tem primeiro que ler a noticia pra depois comentar,o Antero não vai se ferrar ele foi vìtima de um esquema sórdido do Blairo e abicalil,esses não vão se ferrar já tão ferrados perante a opinião pública.


Jotinha | 20/06/2011 19:37
cdo

GENTE!!QUE SUJEIRA DIZEM QUE A MENTIRA TEM PERNA CURTA,É UMA GRANDE VERDADE O GOVERNO DO LULA FOI BOM MAS TEVE MUITO ESCÂNDALO,E ESSE AGORA SERÁ QUE VAI ACABAR EM PIZZA?


Rodrigo Monteiro | 20/06/2011 19:34


Antero, eu e minha família sempre estivemos com você e continuaremos. Isso prova que você foi vítima dos coronéis da soja aliados com a república sindicalista do PT.




7 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo SAPEZAL | 20/06/2011 - 15:32
Índios prometem trancar a prefeitura por ICMS Ecológico
Sissy Cambuim


Cerca de cem índios da etnia Enawenê-Nawê protestam em frente à prefeitura de Sapezal nesta segunda (20) e prometem trancar as portas da sede do Executivo caso o prefeito César Maggi (PR) não atenda à reivindicação do grupo. Eles brigam pelo aumento no repasse do ICMS Ecológico. Conforme a secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), o ICMS Ecológico, que ainda está em fase de implantação no Estado, surgiu como uma forma de compensar financeiramente os municípios que possuem restrição de uso do solo em seus territórios por terem áreas indígenas e unidades de conservação. Do total de 13.598 km² da área do município, cerca de um terço, 4.934 km² são de área indígena.


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Amauri Sales | 21/06/2011 08:24
Campo Novo do Parecis

ICMS ECOLOGICO, eis a questão, é do municipio sim, agora estas ONGS que ficam por tras destes indigenas insitando toda esta paderna e que deveriam mudar seus conceitos, pois alem de não trabalharem, vivem comendo nas costas destes indigenas, acabaram com os peles vermelhas nos Estados Unidos e arredores e agora querem mandar no Brasil, vão catar coquinho....vão trabalhar...volta para seus lugar de origens...deixam o povo brasileiro trabalhar, deixam os indios no seu local de habitat que e a natureza.


Edite | 20/06/2011 19:35
comodoro mt

Pôe a policia no rabo desses safados já não chega o pedágio que eles cobram na MT235 20 reais carros pequenos e 30 o caminhão só andam de hylux e tudo mais.Querem mais o que?


Luiz Antonio Moura | 20/06/2011 19:28
tangara da serra mt

TEMOS QUE TRATAR BEM NOSSOS IRMÃOS ÍNDIOS , POIS TEMOS QUE DEIXAR ESTE POVO SABEDOR QUE ELES TEM O MESMO DIREITO QUE CADA UM DE NÓS


Vilma | 20/06/2011 19:00


Quem não conhece esses índios acham que eles são capaz de fazer tudo oque á POPULAÇÃO tá dizendo. Pois antes da força tática chegar ninguém teve coragem de conversar com eles. Bando de cagão


Vitor | 20/06/2011 16:30
cuiabá

DEsde quando que o ICMS Ecológico é para os indios?? Ele é uma verba de repasse aos MUNICIPIOS!!! eee laiaaa...




8 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo SANGUESSUGAS | 20/06/2011 - 14:18
Serys diz que soube de suposta armação apenas 2 anos depois
Valérya Próspero
A ex-senadora Serys Marly (PT) reagiu à matéria publicada na revista Veja dessa semana, na qual o ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o ex-governador Blairo Maggi (PR) seriam responsáveis pelo dossiê que a incluía na lista de sanguessugas. Na reportagem, o bancário Expedito Veloso (PT) revela que contou toda a armação para a então senadora. Serys confirma a versão, mas esclarece que ele ligou relatando tudo dois anos depois do ocorrido, mas não lhe forneceu nenhuma prova, por isso decidiu não revelar nada sobre o assunto.

Ela atribui a derrota nas urnas no ano passado, quando tentou uma vaga na Câmara Federal, ao desgaste sofrido após o escândalo. “Ganhar ou não faz parte do jogo e é claro que isso ajudou. Mas o que mais pesa para mim é que o escândalo prejudicou a minha honra e a minha dignidade. Abalou minha família. O prejuízo foi mais pessoal, foi tudo muito sofrido. Por isso quero que toda a história seja passada a limpo”.

Com cuidado para não acusar os supostos envolvidos, disse que eles devem explicações à sociedade. “Tenho convicção e sempre falei que isso era armação. Na época eu desconhecia a questão e quais interesses poderiam estar envolvidos. Passei meses sendo acusada e não sabia como me defender tendo consciência de que era algo que não fiz, pois conheço os meus atos”.


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Luiz | 21/06/2011 08:52
Cáceres

Tenho uma proposta. Como não dá pra saber quem está falando a verdade, nas próximas eleições não votemos em nenhum político que hoje ocupa um cargo. Votemos só em pessoas novas, de preferência que não tenham gastos nas campanhas (assim, não devem nada e não precisam recuperar o "investimento"). Esta lançado o desafio.


André | 21/06/2011 08:05
Cuiabá

Olha, tem que ser muito tapado para acreditar numa história dessas da Veja. Ninguém me tira da cabeça que a própria Serys pagou para ser publicada tamanha difamação e calúnia.


Karson | 20/06/2011 21:35


vejam um pouco do que é essa revista http://www.mail-archive.com/goldenlist-l@yahoogroups.com/msg77844.html


Miguezim | 20/06/2011 21:33


Éssa coisa de arquivar todos os processos contra o Sarney e taxar os velhinhos tambem pesou um pouquiiiiiinho, vou dar um conselho pra senhora, vai para o PSD-Partido Sem Definição, quem sabe la a senhora consegue arquivar todos os processos do seu fundador em MT.


Elton De Moraes | 20/06/2011 19:32


Somo-me em coro ao senhor Reginaldo, de Cáceres. Estou INDIGNADO com a revista Veja. Ela está denegrindo a imagem do nosso País, ao denunciar o escândalo do mensalão, ao dar espaço para o caseiro Francenildo, ao dar espaço para que testemunhas revelem que Abicalil na verdade PAGOU para que o nome da Serys fosse incluido no caso do mensalão. Estou indignado com a revista Veja. Estou indignado com o RDNEWS. Estou indignado!!!! Quero ir para PASÁRGADA, lá sou amigo do Rei, lá tenho a Mulher que quero na cama que escolherei...( ops... Reginaldo, por favor sem HETEROFOBIA por favor....)




8 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo TRANSPORTE | 20/06/2011 - 13:40
Mesmo com projeto pronto do BRT, Governo e Agecopa escolhem o VLT
Romilson Dourado


Governador e presidente da Agecopa definem oficialmente pelo modelo mais moderno, mas com custo superior ao do BRT; aposta no projeto está na PPP; anúncio oficial até 6ª
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O governador Silval Barbosa e o presidente da Agecopa Eder de Moraes anunciam oficialmente até a próxima sexta (24) a decisão pelo modelo de transporte Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) a ser implantado em Cuiabá e Várzea Grande, visando à Copa do Mundo de 2014.

O blog apurou que ambos bateram o martelo nesse sentido, mas só farão o anúncio em entrevista coletiva. Eder até cancelou a viagem que faria nesta segunda (20) à África do Sul, quando descobriu que na pauta junto com o ministro dos Transportes Orlando Silva estava prevista visita a um modelo BRT. Convocado de última hora, o diretor de Assuntos Estratégicos Yuri Bastos Jorge foi quem viajou em seu lugar.

A opção pelo VLT surgiu depois dos projetos sobre o modal Bus Rapid Transit (BRT) estarem prontos, conforme revelou este blog na semana passada, inclusive com as imagens projetadas dos terminais - confira aqui. Algumas lideranças passaram a defender a implantação do VLT, como Silval, Eder e o presidente da Assembleia, deputado José Riva. Eles reforçaram a proposta após conhecerem, em comitiva, o modelo em funcionamento na Europa.

Dos dois modelos de transporte coletivo, o VLT ficará mais caro. Deve superar a R$ 1 bilhão. Será viabilizado por meio de Parceria Público-Privada (PPP). Os investimentos flutuam em torno de 30 a 50 US$ milhões por km. Uma das maiores preocupações do Estado é quanto às desapropriações de áreas para construção do corredor do VLT. Os estudos preliminares foram concluídos e estão em poder do governador. Se fosse o BRT, previsto para cumprir um itinerário de 22 km, com 4 grandes terminais e outros menores, sairia por aproximadamente R$ 400 milhões.

Empresários que hoje exploram as linhas do transporte municipal se uniram em lobby junto ao Palácio Paiaguás, na esperança, em vão, de convencer o governador a optar pelo BRT. Devem se sentir frustrados. Eles alegam que, com o VLT, além de elevar o valor das obras, terá maior dificuldade de integrar com os bairros.

Assim como o BRT, o VLT reduz o tempo de viagem e tem grande capacidade de transporte dos veículos, com utilização de pistas exclusivas de trilho, preferência nos cruzamentos, pagamento da passagem fora do veículo, antes do embarque, estações exclusivas com embarque no mesmo nível dos veículos e portas largas que permitem maior fluxo de passageiros. A capacidade máxima de transporte de um VLT está em torno de 25 mil passageiros/ hora.

Suas principais limitações são a inviabilidade de ultrapassagem e a necessidade de maior intervalo entre os comboios. O impacto ambiental é mínimo. O VLT possui tração elétrica, tanto em termos de emissões quanto em ruído. Devido à complexidade e limitações de inclinação de rampas, sua implantação para entrar em funcionamenot exige um tempo maior.


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Rodrigo Monteiro | 21/06/2011 08:37


Pastor Sena, você falou visão de águia...Concordo, a águia é ave de rapina...Risos. E isso eles são.


Sassioto | 21/06/2011 08:33


Se o Blairo tem o "trator", conforme amplamente divulgado pela mídia, o Silval herdou a "patrol", que parece ser bastante competente, haja vista os vários remanejamentos em cargos vitais e importantes para o governo.


Fabio | 21/06/2011 08:29


Por enquanto tudo continua na conversa... Cadê as obras? Cadê as máquinas trabalhando? Cadê os engenheiros pelas ruas medindo as alterações nas vias? Cadê a limpeza dos córregos? Cadê as vias auxiliares? Cadê os desvios da Miguel Sutil? Cadê o puxadinho do aeroporto? Mas uma coisa tem: Aquele sorrisinho maroto na cara do Eder...


João Moessa | 21/06/2011 08:07
Cuiabá

Acorda pessaol, cidades muito mairoes que Cuiabá sobrevivem com ônibus por que não podemos sobreviver o custo é muito menor. Só acredito que teremos VLT depois que fizer uma viagem no veículo. Se tem recursos para VLT porque nossa segurança, nossa saúde, nossa educação está na situação que está. Quem vai pagar a conta será a população de um modo ou de outro, com passagens mais caras ou com falta ou piora de outros serviços muito mais essenciais que investir neste modelo de transporte. Pior e que pode não ficar pronto antes da Copa, se não ficar será que terminarão depois.


Joaquim | 21/06/2011 08:04
CUIABA

COITADO DO POVO ESTÃO TODOS ROUBADOS COM ESSES DOIS AI...




28 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo AGECOPA | 20/06/2011 - 10:49
Para definir modal, Eder fica em MT e Yuri vai até a África do Sul
Sissy Cambuim
Após confirmar a viagem à África do Sul na missão coordenada pelo Ministério dos Esportes, o diretor-presidente da Agecopa, Eder Moraes, cancelou a agenda na última sede da Copa do Mundo a pedido do governador Silval Barbosa (PMDB) e passou ao diretor de Assuntos Estratégicos da agência, Yuri Bastos, a responsabilidade de representar o Estado no intercâmbio.

Eder tinha planos de aproveitar a viagem para estreitar as relações com o ministro dos Esportes, Orlando Silva, colocando-o a par do andamento das obras em Cuiabá, que ele julga ser a cidade-sede mais adiantada do Brasil, com 25% das obras da Arena Pantanal já executadas e a duplicação de duas rodovias e da ponte Mário Andreazza em andamento.

No Estado, Eder deve finalizar os trabalhos para a definição do modelo de transporte que será implementado na região metropolitana. A escolha entre Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e Bus Rapid Transit (BRT) vem sendo adiada desde 20 de maio, após a viagem da comitiva integrada pelo governador, o diretor-presidente e os deputados estaduais José Geraldo Riva (PP), Sérgio Ricardo (PR) e Guilherme Maluf (PSDB) à Europa.

Já Yuri, que embarca nesta segunda (20) e permanece até a próxima quinta (23) no país, representará o Estado na Missão Internacional, composta pelo ministro, responsáveis pelas demais cidades-sede do Mundial e empresários, e participará de workshops, visitas ao Soccer City, ao aeroporto de Johannesburgo e à estrada que dá acesso ao local, além de verificar, in loco, o legado deixado após a Copa.


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Bento Da Nena | 20/06/2011 17:08
cuiaba mt

as pessoas de cuiaba e vg nao vao ter dinheiro pra comprar ingressos pra ver algum jogo dessa COPA e nem vão poder ir vender manga e pequi lá e nem vai ter camelo


Edson Benvilaquia | 20/06/2011 15:46


Eu estou com Romário, que disse hoje que "Só Jesus salva a copa no Brasil" http://globoesporte.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2011/06/romario-diz-que-so-jesus-cristo-faria-brasil-ter-melhor-copa-da-historia.html


Claudio | 20/06/2011 14:34
cuiaba

Esse Eder nao passa de um falastrao, por conta do seu ego corremos o risco de perder a copa


Dias | 20/06/2011 14:34
Cuiaba

Eu vi falar muito em melhorias na Av Fernando Correa e Miguel Sutil E as Av Getulio Vargas e Isac Povoas como sera o trafego na epoca da copa. E outras ruas estritas. E o acesso ao Pantanal


Joao | 20/06/2011 13:24
rondonopolis

Por falar em copa do mundo, os trabalhadores da construçao civil que trabalham na construção do MINEIRÃO, fizeram greve de uma semana e foram felizes, vão receber aumento de salário, vão ter plano de saúde e receber vale alimentação. Viu? Está no portal terra.




6 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo Senado | 20/06/2011 - 10:00
Taques monta equipe técnica para estudar Código Florestal
Sissy Cambuim
Determinado a fazer uma análise técnica sobre o Código Florestal, aprovado na Câmara e que agora tramita no Senado, o senador Pedro Taques (PDT) designou em seu gabinete, em Brasília, um grupo de técnicos para lhe dar subsídios no estudo sobre a matéria. “Não pode ser uma lei para produtores, nem para ambientalistas, tem que ser um legado para a sociedade”, defendeu o pedetista.

Assim que a Câmara aprovou o projeto com a polêmica emenda 164, que para a ala governista representa a anistia aos desmatadores, Taques declarou que um projeto que ficou 12 anos na outra Casa não poderia ser aprovado sem uma ampliação do debate. “Ficou todo esse tempo sendo discutido lá, agora eles não podem querer que o Senado aprove a toque de caixa, em dez dias”, disse.

Além de contar com o apoio de sua equipe técnica, o senador tem participado de diversas reuniões para debater o texto do Código Florestal. No campo político, já se reuniu com o deputado federal Homero Pereira e o senador Blairo Maggi, ambos do PR, e integrou um grupo de dez parlamentares que foram ouvir as explicações da senadora Marina Silva (PV), ex-ministra do Meio Ambiente.

Também já se encontrou com representantes da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), com quem deve realizar uma nova reunião e ambientalistas do Instituto Socioambiental (ISA) e do Instituto Centro de Vida (ICV).


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Joao Ferreira | 20/06/2011 17:01
comodoro mt

O nome ja diz esse ai é "Mané"mesmo.Ô mané,o Pedro taques é senador e não rei tudo tem que passar por um estudo tecnico e ser aprovado pelo senado não por um senador,não é mané!!!!.


Mauro Garcia | 20/06/2011 15:43
Rondonópolis

Parabén senador. Essa discussão deve ser técnica.


Paulo Nardes | 20/06/2011 14:11


PARABENS SENADOR, A MELHOR COISA É TOMAR CONHECIMENTO DO ASSUNTO E ENTÃO TOMAR POSIÇÃO. NÃO FICAR COMO ALGUNS QUE É MARIA VAI COM AS OUTRAS E FICA FALANDO O QUE NÃO TEM CONHECIMENTO, TEM GENTE QUE PARECE PAPAGAIO DE PIRATA, SÓ FICA REPETINDO O QUE OS OUTROS FALA .. DEVERIAM LER O PROJETO, DEPOIS FORMAR UMA OPINIÃO.


ManÉ Anhuma | 20/06/2011 14:05
V. GRANDE/LIVRAMENTO

ESSE PEDRO TAQUES ATÉ AGORA TÁ SÓ NO MIGUÉ; SÓ NO LEROLERO NADA FEZ EM PROL DE MATO GROASSO; O PENSAMENTO DE TAQUES É ENROLAR O POVO DE MATO GROSSO COM MENTIRAS E EMPLACAR SEBASTIÃO JULIER COMO PREFEITO DE CUIABÁ; AGORA VIROU MODA ; TRABALHAR EM PROL DO ESTADO NÃO E PREDOMINA A MENTIRA E MELADO NO BEISO DOS TROCHAS QUE VOTARAM NELE; AINDA BEM QUE PEDRO TAQUES É PRODUTO COM DATA DE VALIDADE E É SENADOR DE UM MANDATO SÓ OK.


Roberto Carlos | 20/06/2011 10:27
Cuiaba

TEM QUE VER SE O CÓDIGO TA DE ACORDO COM A VONTADE DE PIVETTA E ERAI MAGGI,E TAMBÉM SE O PESSOAL DO FRIBOI APROVA,AFINAL E PRA ISSO QUE O SENADOR ESTA LÁ. PRO POVO DE MATO GROSSO ATE AGORA NADA!




5 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo Justiça Eleitoral | 20/06/2011 - 09:22
Gattas é o novo membro do TRE
Sissy Cambuim
O juiz de direito Jones Gattas foi empossado como juiz-membro substituto no Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na manhã desta segunda (20). Com o fim do biênio, ele ocupa a vaga de Lídio Modesto da Silva Filho, que atua na Corregedoria Geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ).

Gattas foi eleito para o cargo na Justiça Eleitoral em sessão administrativa realizada no TJ no último dia 9. Ele atuará no TRE pelos próximos dois anos como substituto do juiz de direito Jorge Luiz Tadeu Rodrigues.

O Pleno é composto por dois desembargadores, sendo o presidente Rui Ramos e o vice-presidente, Gerson Ferreira Paes; um juiz federal, César Augusto Bearsi, dois juizes de direito, Rodrigues e Sebastião de Arruda Almeida, e dois juristas, Samir Hammoud e Samuel Franco Dalia Junior.

No caso dos juristas, Hammoud, que entrou para o TRE na vaga de substituto de Dalia, é um dos nomes que aguarda a definição dos cargos de titular e substituto para uma das vagas. A lista tríplice foi concluída pelo TJ na última quinta (16) e a definição deve passar pelas mãos da presidente Dilma Rousseff (PT).

Neste ano o TRE ainda deverá passar por novas mudanças em sua Corte. O biênio de Bearsi termina em agosto e de Arruda, em setembro, quando o TJ deverá, também em sessão administrativa, escolher os novos nomes para integrar o Pleno da Justiça Eleitoral.


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Gilson Souza Araujo | 20/06/2011 15:11
Jauru

Inteligente, competente e muito etico, cursei o ensino medio com o mesmo. O TRE contará com o melhor do meio juridico. Parabens parceiro.


Aroldo Teixeira | 20/06/2011 14:54
Cuiabá

A gente sente um pouco mais de esperança neste Brasil, quando pessoas do caráter do Juiz Jones Gattas, são escolhidas para desempenhar funções tão importantes no TRE, de forma democrática e limpa. Parabéns TRE! Parabens Dr. Jones!


Luciana Gattass Crepaldi | 20/06/2011 13:19
Cáceres

Parabéns TRE pela escolha. Parabéns Jones por mais esta conquista. Sua conduta ílibada e sua ética dentro da justiça, te encaminharam a mais esta nobre missão. A família Gattass comemora o seu sucesso e te parabeniza . Sucessos!




3 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo Articulação | 20/06/2011 - 08:23
Maior partido, PR vê imagem manchada por escândalos de prefeitos
Flávia Borges

Presidente do PR, Wellington Fagundes tenta amenizar o estrago feito após escândalos entre republicanos

O PR, maior partido do Estado, tem em seus quadros de prefeitos péssimos exemplos de políticos que mancham a imagem da legenda, comandada pelo deputado federal Wellington Fagundes. É o caso de Eduardo Zeferino, por exemplo, prefeito de Dom Aquino preso na semana passada por atentado violento ao pudor. As investigações apuraram que Zeferino abusou sexualmente de ao menos 5 meninas com idade entre 7 e 11 anos. Este talvez seja o escândalo mais grave encarado pelos republicanos, que acabam ficando de mãos atadas para amenizar os estragos quanto à representatividade da sigla.

Enquanto Zeferino fica na cadeia e, provavelmente, recorre à Justiça para tentar se livrar da condenação, a maioria dos vereadores já se mobiliza para nesta segunda (20), em sessão noturna, votar o pedido de cassação. Contra o republicano existe uma Comissão Processante e, com sua prisão, o relatório final ganha celeridade para ser apresentado em plenário

Em Tangará da Serra a situação também não é muito diferente. O prefeito eleito em 2008, Júlio Cesar Ladeia, foi afastado pela Câmara após lideranças da sociedade organizada oferecerem 27 denúncias contra ele, por atos de improbidade administrativa. Desde então, a cidade é comandada pelo vice, José Jaconias (PT). Na época, Ladeia afirmou que o grupo se revoltou contra ele porque passou investigar um esquema de uso de "notas calçadas", onde os valores recebidos pelas empresas de comunicação eram maquiados.

Paralelo a essa investigação, Ladeia encontra-se novamente na berlinda devido às investigações sobre irregularidades na contratação do Instituto de Desenvolvimento Humano, Econômico, e Ação Social (Idheas). Nesta segunda (20), os vereadores, que já abriram nova Comissão Processante contra Ladeia, Jaconias e quatro vereadores, decidem se vão afastá-los dos cargos, durante as investigações. Eles são acusados de tráfico de influência, atos de improbidade administrativa e recebimento de propina.

Em Várzea Grande, segundo maior município do Estado, o prefeito Murilo Domingos chegou a ser afastado do cargo pela Câmara por atos de improbidade. Além dele, o vice Tião da Zaeli, na época membro do PR, também teve que deixar o cargo. A briga esquentou e Tião resolveu deixar a sigla para integrar o PSD, comandado pelo presidente da Assembleia José Riva em Mato Grosso.

Além de prefeitos, alguns vereadores republicanos não poupam forças para denegrir a imagem da sigla. Em Sorriso, Francisco das Chagas Abrantes (PR) é acusado dos crimes de formação de quadrilha e concussão contra a prefeitura. Chagas atua também como jornalista. Ex-presidente da Câmara Municipal, ele é apresentador do Jornal Cidade Alerta, da TV Sorriso (afiliada da Record). Segundo o Ministério Público, a quadrilha era liderada por Abrantes, que direcionava as ações e os votos dos demais integrantes do grupo.

Recentemente em Colniza, dois parlamentares republicanos protagonizaram uma das cenas mais bizarras da política mato-grossense, quando partiram para as vias de fato no meio da sessão da Câmara. O vereador Elpidio da Silva Meira (PR) partiu para cima do colega de legenda José Anchieta Vieira, de 62 anos, alvo de socos e chutes.


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Regina Guedes | 20/06/2011 13:33
CUIABA

O sr. está se preocupando com pouca coisa..o povo não vota em legendas..todos sabem que partido é só o vidro do perfume..nao tem significado, pois são vazios de tradição, de moralidade e ética..pois quem deveria preservar isto..os políticos não o fazem..em suma PARTIDO É TUDO A MESMA M.. o povo vota nos políticos...não olha o partido..o que eu voto sempre...o único por sinal... o resto eu anulo, é de um partido que eu odeio..mas o candidato é super ético..mostra serviço..tá sempre do lado do povo e você não vê o nome dele metido em falcatruas ou maracutaias, nem compactuando com nada errado.. então voto no candidato..tô nem aí para partido...DANEM-SE OS PARTIDOS ...


Joao | 20/06/2011 13:30
rondonopolis

Tal pai, tal filho.


Antonio | 20/06/2011 13:29
Barra do Garças

Esqueceram de Wanderley Farias e sua corja de vereadores do PR,se brincar pode dar formação de quadrilha.Liberta Barra do Garças,acorda povo.


Sassioto | 20/06/2011 13:28


Prezado Welington: faz-se necessário, com urgência, um profundo estudo de reformulação do PR, seu partido. Oriundo de uma fusão, bastante complicada, acabou com o seu ex-PL, cujos membros na sua maioria eram escolhidos, e virou essa vidraça, ou telhado de vidro, que seria mais apropriado. Vc viu-se obrigado a abdicar de uma candidatura quase certa a Governador ou Senador e aceitar uma reeleição à Federal. Vc é o puxador de votos. Até para a prefeitura da sua cidade, fica difícil a sua candidatura, senão impossível, no momento. Lembre-se de quando candidado a prefeito por Roo, em duas oportunidades, quem realmente o apoiou e os que o deixaram a ver navios, infelizmente naufragados. Pense bem, reflita sobre os últimos anos, principalmente após a dita fusão, converse com a sua família, com os seus amigos leais, independentemente de partidos, e veja se vale a pna ficar segurando a barra de todo esse pessoal enrolado e, na maioria das vezes, ingrato. A vida é curta, o tempo passa rápido demais, quando se apercebe disso, talvez seja tarde. Um abraço.


Joca | 20/06/2011 13:25
Varzea Grande

Ninguem conhece ninguem ate que se revele ok. se o PR fosse um partido serio no minimo espulsaria os mal gestores e isso seria entendido mas não da pra entender a atitude suspeita ou ate mesmo com vantagems como no caso de VG por parte da direção regional do partido. é de se lamentar.




10 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo Artigo | 20/06/2011 - 07:00
Para entender o PSD – Parte III
Vinicius de Carvalho
Continuo a série de artigos sobre a formação do Partido Social Democrático (PSD). Vamos a mais algumas razões.

1. Fadiga do sistema partidário - Os sistemas partidários no Brasil republicano apresentam pouca durabilidade histórica. A experiência partidária até hoje mais duradoura foi aquela de 1945-1965, liderada por PSD, UDN e PTB. São partidos que marcaram as elites políticas e que ainda possuem alguma identidade, sempre ameaçando retornar. O PTB foi recriado em 1980 e acabou incorporando o novo PSD em 2003. A União Democrática Ruralista (UDR) foi reativada em 1996 e lembra a velha UDN.

2. Bipolarização PT-PSDB - Muitos analistas entendem que a bipolarização entre PT e PSDB nas eleições presidenciais, que já dura quase vinte anos, tornou-se artificial e pouco representativa da diversidade política existente no país.

Ao analisar os dados das últimas cinco eleições presidenciais, é possível observar que PT e PSDB apresentaram uma média de 40% cada dos votos válidos no 1° turno, enquanto os demais candidatos tiveram cerca de 20%. A média do segundo colocado ficou em cerca de 30% e do primeiro em 50%. Os demais candidatos chegaram a 30,4% em 2002, quando Ciro Gomes e Anthony Garotinho concorreram. Com a votação expressiva apresentada pela Senadora Marina Silva em 2010, este eleitorado ansioso por uma “terceira via” ficou mais evidente.

Ciro Gomes e Anthony Garotinho não conseguiram polarizá-lo de modo mais orgânico, porque são ambos personalistas, com passagem por diversos partidos e dificuldades de se consolidar. Basta lembrar que Garotinho se filiou a quatro partidos nos últimos 12 anos e Ciro Gomes a 3 e fala em criar um novo. Um partido mais organizado, capilarizado nos Estados e municípios e com quadros mais fortes poderia atrair este eleitorado e, eventualmente, até disputar o 2° turno.

Este “bipartidarismo” incomoda as elites políticas, que gostam de maior liberdade para compor suas alianças. Ao ser perguntado sobre o posicionamento do novo PSD, Gilberto Kassab tem reafirmado a sua independência. Sua postura lembra as discussões na reforma eleitoral de 1979, quando foi criado o Partido Popular (PP) pelos Senadores Tancredo Neves e Magalhães Pinto. Foram cogitados os nomes “partido social independente” ou “partido democrático independente” na época, para prover uma alternativa segura para a transição democrática, reunindo dissidentes de Arena e MDB.

Portanto, a independência estratégica é verdadeira, a despeito das críticas de parte da imprensa pela imprecisão ideológica. Quer dizer, o objetivo do novo PSD seria exatamente contribuir para a governabilidade, despolarizar o sistema partidário e criar uma “terceira via”, ainda que celebre acordos táticos.

O PSD vem reunindo quadros de expressão política para se tornar alternativa neste eixo de centro-direita, tais como Gilberto Kassab, o Governador Raimundo Colombo (SC) e a Senadora Kátia Abreu (TO), que perceberam a estrutura de poder oligarquizada do Democratas e seu declínio. Kátia Abreu pode aproveitar a condição de Presidente da CNA, o momento de ascensão feminina na política, o fortalecimento do agronegócio e a demanda por novos candidatos para concorrer à Presidência em 2014.

Ela foi cogitada como candidata a vice de José Serra em 2010 e talvez possa se transformar numa “Marina Silva da direita”, empunhando tradicionais bandeiras do campo conservador, como a redução do Estado e a defesa patronal do agronegócio em face dos movimentos distributivistas, como a criação de terras indígenas, unidades de conservação, restrições à produção agropecuária e a própria reforma agrária.

No próximo artigo, veremos como a resolução 22.610/2007 do TSE, que dificulta a troca de partido, está influenciando na formação do PSD. Confira aqui e aqui os últimos dois artigos acerca do novo PSD.

Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental em Mato Grosso, mestre em História, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às segundas-feiras - www.professorvinicius.com.br



Comentários:
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Joao Ferreira | 21/06/2011 08:06
comodoro mt

Se Kátia abreu for candidata a presidencia provalvelmente será eleita pois defende o pão na mesa dos mais fracos enquanto esses PTzadas se preocupa com ambientalistas que nada fazem para o progresso do Brasil.O código florestal será aprovado com a ajuda desta senadora por que o pobre precisa comer.




1 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo AGENDA | 19/06/2011 - 21:00
As principais pautas da semana
Romilson Dourado
Governo e TRE - Nesta segunda (20), às 10h, o governador Silval assina termo de cooperação com o TRE-MT para viabilizar o cadastramento dos dados biométricos de alguns municípios da Baixada Cuiabana. A solenidade acontece na Casa da Democracia. Na prática, a parceria refletirá na melhoria da segurança pública do Estado visando à Copa de 2014. As instituições responsáveis pela segurança vão ampliar seus recursos técnicos para identificar pessoas mediante a coleta eletrônica das impressões digitais e dos dados para reconhecimento facial (fotografia).
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Ferrovia - Em seminário nesta segunda, às 16h, o governador Silval assina Termo de Compromisso com a Agência Nacional de Transportes Terrestre (ANTT) e a empresa Valec Engenharia, Construções e Ferrovias para elaboração dos estudos e projetos do trecho da Ferrovia Senador Vuolo entre Rondonópolis e Cuiabá. O ato faz parte do encontro que começa desde às 10h, na Fiemt, com o tema “Desenvolvimento e Ferrovias – Centro Oeste”. A iniciativa é da Frente Parlamentar das Ferrovias do Fórum Pró-ferrovia em Cuiabá e da bancada federal. Esses seminários vão acontecer em todas regiões do Brasil. O primeiro foi em São Paulo, com os Estados do Sudeste.
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Posse no TRE - Jones Gattass Dias toma posse nesta segunda (20), às 8h, como membro do Pleno do TREl, na categoria juiz de Direito. Ficará no posto por 2 anos. Foi escolhido em sessão administrativa no TJ no último dia 9. Ele entra na vaga do juiz Lídio Modesto da Silva Filho, hoje na Corregedoria-Geral de Justiça. O Pleno do TRE é composto por 2 desembargadores (presidente e vice-presidente), 1 juiz federal, 2 juízes de Direito e 2 juristas (advogados). O vice-presidente também acumula o cargo de corregedor-regional eleitoral.
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Posse de Leitão - Até quarta (22), Nilson Leitão será empossado pela Mesa Diretora da Câmara como deputado federal. Ele foi beneficiado com a decisão do STF que postergou para as eleições de 2012 a vigência da Lei da Ficha Limpa, o que resultou na inclusão os votos que estavam sub judice. Com isso, a coligação da qual Leitão faz parte elevou o número de votos e assegurou 2 vagas, a já ocupada pelo democrata Júlio Campos e agora a do tucano e ex-prefeito de Sinop. Por outro lado, perde a cadeira o petista Ságuas Moraes.
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Dom Aquino - Em sessão nesta segunda (20), a Câmara Municipal de Dom Aquino vota relatório que pede o afastamento do prefeito Eduardo Zeferino (PR). Ele foi preso na última sexta e está recolhido na Polinter em Cuiabá. Responde por atentado violento ao puder. É acusado de violentar ao menos 5 meninas, entre 11 e 15 anos. São 9 vereadores. A sessão começa às 19h15. Ao menos 300 pessoas devem acompanhá-la, do plenário, o que deve "esquentar" o clima e os ânimos entre parlamentares e a comunidade. Se Zeferino for afastado, assume a prefeitura o petista Donizete Araújo.
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Fórum no TCE - Na terça (21), o o TCE realiza o Fórum Consciência Cidadã. Inicia às 13h30 e se estende até 20h30, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. Entre os palestrantes de renome nacional estão o economista Eduardo Giannetti e o cientista político Gustavo Loschpe. Com cinco painéis programados para o evento, o TCE objetiva proporcionar oportunidade de debate da qualidade das políticas públicas de saúde, educação e transporte. O espaço é reservado para até mil pessoas.
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Julgamento - O TCE fará uma sessão rápida na terça, a partir das 9h. Só incluiu na pauta de julgamento 21 processos, entre eles balancentes da prefeituras do exercício de 2010 de Rondonópolis, Colniza, Nova Maringá, Paranatinga e Sinop.
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Posse no Alencastro - Na quarta (22), com horário ainda indefinido, toma posse como secretário de Comunicação de Cuiabá o publicitário Mauro Cid. Ele substitui Flávio Garcia, que passou a ocupar o mesmo posto na Câmara Municipal.
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Greve na Educação - Em greve desde o último dia 6, os educadores do Estado vão acampar na praça Ulisses Guimarães, em frente ao Shopping Pantanal, a partir desta segunda (20). Em grupos, eles farão rodízios no local. Querem chamar atenção da sociedade para as reivindicações. Sob a liderança do Sintep, a categoria defende implantação imediata do piso nacional, de R$ 1,3 mil. O governo Silval pondera que conseguirá atender essa reivindicação, mas no início do próximo ano. A greve atinge profissionais da educação de 82 dos 141 municípios, algo em torno de 450 mil alunos de 724 escolas.
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Detran - Uma outra categoria de servidores do Estado pode decretar greve nesta semana. São os servidores do Detran. Maria Auxiliadora Santiago Uhde, que preside o Sinetran, anuncia assembleia-geral para esta segunda (20), às 15h. Os servidores do órgão querem implantação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Devem aprovar indicativo de greve.
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0 Dê sua opinião! Ir ao topo CÂMARA FEDERAL | 19/06/2011 - 15:00
Leitão é favorável a plebiscito sobre legalização da maconha
Laura Nabuco
O ex-prefeito de Sinop Nilson Leitão (PSDB) deve iniciar seus trabalhos na Câmara Federal com a missão de assinar o requerimento do colega tucano, deputado pelo Paraná, Fernando Francischini, para que seja realizado um plebiscito no país sobre a legalização da maconha. Leitão, que assumirá a cadeira do petista Ságuas Moraes nos próximos dias, garantiu que apoiará a iniciativa. "Tudo o que democratizado é mais eficaz", avalia.

O tucano sugere ainda que o debate com a sociedade seja levado além da questão da liberação ou não da droga. Para ele, a medida pode colaborar para resultados melhores do que os alcançados hoje no combate ao tráfico. "Acho que essa discussão tem quer se feita sem hipocrisia", ressalta. O tema tem sido alvo de polêmica desde que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) afirmou ser favorável a descriminalização da maconha.

Apesar disso, o tema não deve ser uma das bandeiras que Leitão defenderá durante sua estada em Brasília. Ele afirma que pretende dar desdobramento as causas levantadas durante a campanha como a regularização fundiária e uma maior distribuição dos cursos da UFMT e Unemat pelo interior do Estado.

A diplomação do tucano está prevista para ocorrer nesta terça (21). A posse, por sua vez, deve levar um pouco mais de tempo. Devido ao feriado de Corpus Christi, será realizada apenas no dia 28. Leitão ganhou o direito de assumir uma das oito vagas na Câmara Federal após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dar validade à Lei da Ficha Limpa apenas a partir das eleições de 2012. Dessa forma, os votos de candidatos que haviam disputado o pleito do ano passado sub judice passaram a ter validade, ocasionando uma mudança no quociente eleitoral, que beneficiou o ex-prefeito.


Comentários:
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A Barroso | 20/06/2011 09:02
Cuiabá-MT

O Sr Nilson Leitão está certo em decidir através de plebiscito. A maioria decidirá e a maioria é contra este mal que consome milhões da Saúde em internações em hospitais públicos, em lares desfeitos, em pais que choram, sofrem e não produzem profissionalmente para cuidar e tratar filhos incontroláveis, em jovens violentos que se tornam criminosos e roubam por conta de doses de drogas, em crianças que nascem defeituosas de mães viciadas e ... depois eu cito mais "vantagens" desta droga que alguns ainda insistem em defender. Senhor e senhora viciada: quando estiveres sem o efeito "dela" pense em seu futuro e em todos que a amam a sua volta e não as faça sofrer. Não pense só em si.


Roberto Pereira ( Eu Protesto ) | 20/06/2011 07:49
cuiaba

EU não sabia que o LEITÃO gostava de maconha. Nuca mais vou come porco so frango (Leitão ex. presidiario ese eu protsto) Roberto Pereira 92010433 ok.


Vivaldo Marcorio | 20/06/2011 07:47
CUIABÁ

Quem participa dessas movimentos em favor da liberação maconha é idiota, e quem fuma mais idiota ainda. Nilson qual É o benificio a sociedade essa draga traz


Celso (Parque Ma~E Bonifácia) | 20/06/2011 07:47
cuiabá (parque mae bonifacia)aAaAcelC

Hoje ele quer plebiscito, amsanhã defende a maconha e amanhãPt


C Erlso (Parque Mae BonfÁcia | 20/06/2011 07:46
cuiabaCELSO

eSSE MOÇO MAL ASSUMIU E JÁ VEM COM ESSA IDÉIA MALUCA NA CABEÇA COM TANTOS TEMAS IMPORTANTES PARA SE TRATARpt




10 Veja mais comentários e faça o seu! Ir ao topo SANGUESSUGAS | 19/06/2011 - 13:00
Veja cita negociata de R$ 2 mi de Maggi e Abicalil contra Serys e Antero
Laura Nabuco
Em depoimento revelado pela revista Veja desta semana, o bancário Expedito Veloso, um dos envolvidos no escândalo dos aloprados, afirmou que o golpe do falso dossiê, descoberto em 2006, antes de ser aplicado em São Paulo, foi "testado" em Mato Grosso pelo ex-deputado federal Carlos Abicalil (PT) e o senador Blairo Maggi (PR).

As vítimas eram os ex-senadores Serys Marly (PT) e Antero Paes de Barros (PSDB). A manobra teria ocorrido no mesmo ano, quando a petista, o tucano e o republicano eram adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás.

De acordo com a reportagem, o suposto envolvimento de Serys e Antero no caso dos sanguessugas não passou de uma armação para minar suas candidaturas. O plano foi arquitetado por Abicalil e supostamente contou o financiamento de Maggi. Segundo a revista, foram pagos R$ 2 milhões aos empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antônio Vedoim para que os nomes de Serys e Antero fossem incluídos na lista dos acusados de superfaturar a compra de ambulâncias.

Na época, Serys presidia o PT no Estado e teria utilizado esta influência para lançar sua candidatura ao Governo, mesmo contra a vontade do grupo liderado por Abicalil, que apoiava a reeleição de Maggi. Antero, por sua vez, representava a maior ameaça ao republicano, visto que acabou como segundo colocado no pleito.

Tanto Maggi quanto Abicalil negaram as acusações, em entrevista a Veja. Enquanto o senador respondeu por meio de sua assessoria de imprensa, dizendo que esta prática não condiz com seu perfil, o ex-deputado foi categórico, afirmando que não tem conhecimento sobre nenhum dossiê e que jamais participou deste tipo de trama.

Segundo Expedito, o sucesso do golpe em Mato Grosso deu o impulso ao que faltava para que fosse repetido em São Paulo. A vítima lá era o ex-governador José Serra (PSDB). Os empresários Vedoim foram novamente escolhidos para, desta vez, fraudar documentos que resultariam num escândalo envolvendo o tucano e o Ministério da Saúde, comandado por ele durante o governo Fernando Henrique.

A ação, no entanto, acabou sendo frustada após ação da polícia. De acordo com Veja, Antero teria ficado sabendo do golpe e alertou Serra. Expedito, por sua vez, afirma que o problema ocorreu no pagamento. O suposto mandante da armação, o ex-senador e ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, teria afirmado que o montante de R$ 1,7 milhão já estava disponível para que Valdebran Padilha, intermediário dos Vedoim, fosse buscar em São Paulo.

A transação deveria demorar menos de duas horas, mas Valdebran precisou esperar num hotel nas proximidades do aeroporto de Congonhas por 4 dias. Quando o dinheiro chegou, a polícia já seguia os passos da quadrilha. Apesar do flagrante e de algumas prisões terem sido efetuadas, os envolvidos nunca chegaram a ser punidos, porque não se conseguiu provar a origem do dinheiro.


Comentários:
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Elizeu | 20/06/2011 15:13
cuiaba

DE QUE ADIANTA EM EPOCA DE ELEIÇÕES ELES COMPRAM NOVAS PESSOAS, PRINCIPALMENTE E ELES DIZEM SER MENTIRA E O POVO ACREDITA E VOTA NELES NOVAMENTE. FOI ASSIM EM 2002 FOI ASSIM EM 2006 FOI ASSIM EM 2010 E SERÁ ASSIM EM 2014. É SÓ AGUARDAR. ACORDA POVÃO!!!!!!!!!!!!!!!


Carlos Moraes | 20/06/2011 10:16
Cuiabá

Felipe Matos e Britto quem disse não foi a revista Veja ela apenas reproduziu em forma de reportagem a fala de Expedito Veloso, então diretor de gestão de riscos do Banco do Brasil e atual secretário-adjunto de desenvolvimento do governo petista do Distrito Federal que como ele mesmo afirma atuou na reprodução do dossie "cumprindo uma missão politica " na campanha petista !


Eduarda Mello | 20/06/2011 07:49
Cuiabá

É muito triste ver o meu MATO GROSSO nas mãos desse povo inescrupuloso, que não medem absolutamente nada para chegar ao poder. E o pior, são daqueles que batem e escondem a mão.... meninos mimados pelo dinheiro... agora querem o MIMO ETERNO DO PODER!!!!!!!! Para isso vale tudo na cartilha desse povinho! Deus salve Mato Grosso!!!!


Justino Cohab Nova | 20/06/2011 07:46
CUIABÁ-MT

É preciso lembrar que a revista VEJA é uma das maiores revistas semanais do planeta. Foi decisiva na queda do COLLOR, e não tem medo de botar a cara e comprar briga com quem quer seja. Os fatos elucidados, e nós matogrossense, começamos a tomar consciência quem de fato é BLAIRO MAGGI, pois CARLOS ABICALIL já é uma figura manjada com suas armações ilimitadas. Saudoso o tempo em que Serys comandava o partido no estado!


Luciano | 19/06/2011 22:52
Leverger

O aloprado Valdebran continua aprontando! A última dele e de seu irmão Valdemir Padilha é usar exploração de Prestígio para segurar o julgamento do processo eleitoral de Santo Antonio de Leverger e assim manter seu tio ugo Padilha na Prefeitura. Ele já esta mechendo os pausinhos pra trazer emendas parlamentares para suas empresas tocar as obras naquela cidade