quinta-feira, 21 de julho de 2011

Cultura árabe e islâmica são propostas para escolas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1780/11, da Ouvidoria Parlamentar, que inclui no currículo obrigatório dos ensinos fundamental e médio o ensino de cultura árabe e tradição islâmica. Segundo a proposta, os alunos deverão estudar a história dos povos árabes, a cultura e religiosidade islâmica e o papel do árabe na formação da sociedade contemporânea.
Pela proposta, esses conteúdos deverão ser incluídos em todas as disciplinas, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história.

O texto é fruto de sugestões da sociedade civil apresentadas na primeira audiência pública do projeto “A Câmara quer te Ouvir”, ocorrida no fim de abril, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O projeto, da Ouvidoria da Câmara, promove debates nas capitais para ouvir a população sobre temas em discussão no Legislativo.

Na justificativa do PL, é lembrada a tragédia ocorrida na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, quando um ex-estudante matou 11 alunos e suicidou-se, no início de abril. Logo após o crime, algumas notícias vincularam o assassino ao fundamentalismo islâmico, o que depois foi desmentido. Segundo a proposta, o caso demonstrou a necessidade de “promover a cultura da paz” e combater preconceitos.


Da Agência Câmara

MT - Alunos ameaçados de não ter meia-entrada na Copa-

Alunos ameaçados de não ter meia-entrada na Copa

TweetDetalhes Publicado em Quinta, 21 Julho 2011 20:53 . .Comandando por Orlando Silva, um ex-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), o Ministério do Esporte elaborou um conjunto de regras para a Copa do Mundo de 2014, em acordo com a Federação Internacional de Futebol Associados (Fifa), que põe em risco a meia-entrada para estudantes.

Segundo a minuta da Lei Geral da Copa, feita pelo Ministério dos Esportes e agora em análise na Casa Civil da Presidência, os preços dos ingressos para os jogos do Mundial serão determinados pela Fifa. Fica estabelecido que a Lei Geral da Copa – ou qualquer outra lei federal – não poderá versar sobre a possibilidade de meia-entrada nos jogos, ou qualquer outro tipo de desconto. A Fifa poderá, eventualmente, discutir com os estados e com as cidades-sede tal possibilidade, mas a palavra final é da federação de futebol.

Tomando-se como base o que foi cobrado na Copa do ano passado na África do Sul, os preços para os jogos vão variar de R$ 150 a até R$ 1.500, pois o preço é estipulado conforme a localização no estádio e a importância do jogo – partidas da primeira fase, por exemplo, terão ingresso bem mais barato do que para a final. Segundo um resumo da minuta, elaborado pelo próprio Ministério dos Esportes, a futura Lei Geral da Copa estabelece a “ausência de gratuidade ou meia-entrada” nos jogos da Copa.


Meia-entrada

A meia-entrada é uma bandeira histórica da UNE, que já foi presidida pelo ministro Orlando Silva, do PCdoB, entre 1995 e 1997. A entidade que representa os estudantes obteve ainda nos anos de 1940 o benefício do desconto de 50% para o ingresso em eventos culturais e esportivos. Hoje, a “meia” é regulada por leis estaduais e municipais.

Na semana passada, o então presidente da UNE, Augusto Chagas (ele foi sucedido dias depois por Daniel Iliescu), reagiu à possibilidade de não haver meia-entrada na Copa: “Isso é um absurdo e se vier a acontecer, a Une discordará da opinião do Ministério”. Chagas ainda completou dizendo, “a meia entrada é um direito e não é porque o evento é internacional que isso poderia ser desrespeitado. É um absurdo”, frisou novamente.


Negociação da Fifa

Autor da minuta da Lei Geral da Copa, o Ministério dos Esportes afirma que não defende o fim da meia-entrada nos jogos. Apenas estabelece que a prerrogativa de definir o valor dos ingressos é da Fifa, e que nenhuma lei federal poderá versar sobre o tema. A argumentação do ministério decorre da forma como hoje é regulamentada a meia-entrada no país. Hoje, o benefício é instituído por várias leis estaduais. “O governo federal não está propondo fim de meia-entrada para estudantes. As leis que tratam do assunto são estaduais, municipais e distritais”.

Mas o fato é que há uma legislação federal que trata de meia-entrada, a Medida Provisória 2.208, de 17 de agosto de 2001. Ela estabelece quem pode emitir carteirinhas de estudante para a concessão do benefício da meia-entrada. Trata-se de uma MP execrada pela UNE. Antes dela, a emissão de carteiras de estudante era uma prerrogativa da UNE e da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), e uma importante fonte de renda para as duas entidades. A MP estabeleceu que as carteiras deveriam ser emitidas também pelos estabelecimentos de ensino. A UNE não considera que a MP 2.208 seja uma garantia federal da meia-entrada. Mas outra entidade nacional de representação dos estudantes, a União dos Jovens e Estudantes do Brasil, afirma em seu site que a MP 2.208 é a garantia legal da “meia”, e orienta qualquer estudante que depare com evento que lhe negue o benefício a procurar o Ministério Público.


Lei da Copa

As negociações para a Lei Geral da Copa começaram em 2009 e foram reiniciadas em fevereiro passado, já no governo Dilma Rousseff (PT). Segundo os “temas centrais” listados pelo Ministério dos Esportes, em março, a Fifa pediu “um capítulo inteiramente novo” sobre venda de ingressos. Após acordo com Orlando Silva, ficou acertado que a entidade vai definir o preço das entradas, definir gratuidades e meias e ainda ser responsável por cancelamentos e reembolsos.

Em abril passado, quando anunciou parte do que seria a futura Lei Geral da Copa após o acordo com a Fifa, o Ministério dos Esportes não citou temas como a ausência de meia-entrada e gratuidade nas partidas. Comunicados oficiais trataram de vistos facilitados para turistas e funcionários da federação, da proteção de produtos licenciados, da garantia de até 90 segundos de imagens dos jogos liberados para emissoras sem direitos de transmissão fazerem coberturas jornalísticas da Copa, como já prevê a lei Pelé. Sobre ingressos, só se falou do “combate à venda irregular” das entradas.

A Casa Civil disse que não comenta leis ainda em discussão e que o Esporte é quem deveria prestar esclarecimentos.


Da redação com Congresso em Foco

terça-feira, 19 de julho de 2011

MT- Governo do Estado paga 40% do 13º na quarta

Governo do Estado paga 40% do 13º na quarta

O Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), confirmou para a próxima quarta (20) o pagamento da primeira parcela de 40% do décimo terceiro salário de aproximadamente 70 mil servidores públicos efetivos, aposentados e pensionistas.

O restante está previsto para 16 de dezembro. Os demais servidores, que ocupam cargos exclusivamente comissionados ou são contratados, receberão o valor total da gratificação natalina em dezembro.

Segundo o secretário de Estado de Fazenda, Edmilson José dos Santos, o valor líquido dos 40% pagos aos servidores será em torno de R$ 85 milhões. “Estamos cumprindo o calendário de pagamento conforme o planejado e divulgado no início do ano. A determinação do governador Silval Barbosa é que o Estado esteja sempre vigilante quanto ao equilíbrio fiscal, para poder honrar os compromissos e permitir o crescimento constante nas obras de infraestrutura. A publicação do calendário é uma forma de permitir que o servidor também realize o seu planejamento financeiro”, afirmou.

O calendário completo de pagamento dos servidores públicos em 2011 está disponível no portal da Sefaz (LINK www.sefaz.mt.gov.br ), menu Finanças Públicas, Calendário de Pagamento.

Da assessoria

MT- Diretório municipal do PT cobra saída de Rosa Neide

De Rondonópolis - Débora Siqueira


O diretório municipal do PT em Rondonópolis cobrou do diretório regional do partido a saída da secretária estadual de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, do cargo de titular da Seduc. O motivo seriam as denúncias de diretores e professores que teriam sofrido pressão e retaliações da secretária por participarem da greve da categoria.

“Tivemos informações de que ela ligava diretamente aos diretores nas escolas fazendo ameaças de represálias e os professores também teriam sofrido pressão. A assessoria pedagógica da Seduc no município também estaria trabalhando a serviço dela com cobranças aos professores”, argumentou o presidente do diretório municipal do PT, Mauro Campos.

Ele sustentou ainda que é inadmissível que um partido que nasceu em defesa dos trabalhadores tenha membros com a postura da secretária em tentar desarticular o movimento grevista. “Os companheiros do diretório repudiam o comportamento dela de agir de forma truculenta com os grevistas”.

A secretária Rosa Neide foi procurada pela reportagem do Olhar Direto, mas não atendeu as ligações. A assessoria da Seduc informou que, como o assunto é partidário, deve ser tratado diretamente com a secretária.

domingo, 17 de julho de 2011

Pesquisa sobre inovação educativa identifica projetos de vanguarda

De que forma as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) podem contribuir nos processos educacionais? Que resultados esperar a partir do uso dessas ferramentas? E quais as variantes que possibilitam classificar um projeto como verdadeiramente inovador? Dispostos a compreender o cenário em que tangem essas e outras questões referentes à adoção das TICs no meio escolar a Fundação Telefônica, em parceria com o IDIE – Instituto para o Desenvolvimento e a Inovação Educativa, da OEI – Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, desenvolveram ao longo dos últimos meses uma pesquisa sobre inovação em educação com o uso de TICs.

“Partimos do princípio de que inovação é algo que agrega educação, tecnologia e sociedade, gerando impacto social, produção de novos conhecimentos e influência em políticas públicas educacionais, entretanto, queríamos uma pesquisa que fosse além desse conceito e apontasse um panorama teórico e de contexto, assim como um repertório de experiências inovadoras em curso”, afirma Gabriella Bighetti, diretora de Programas da Fundação Telefônica.

O desenvolvimento deste trabalho, segundo Gabriella, está integrado a uma parceria maior, com duração de 10 anos, em que a Fundação Telefônica e a OEI se comprometeram a estudar, assessorar e promover práticas educativas voltadas para a melhoria da educação na América Latina.

O estudo foi realizado em âmbito nacional e considerou iniciativas aplicadas a estudantes do ensino básico (fundamental e médio) das redes pública e privada, que envolvessem a utilização de internet, celular, audiovisual e videogames. Após um amplo levantamento foram identificados inicialmente 64 projetos classificados como relevantes. Destes, 26 foram caracterizados como realmente inovadores, de acordo com os critérios determinados pela pesquisa, que envolveram aspectos da qualidade na educação, da integração das TICs e das tendências tecnológicas.

Um terceiro filtro levou a equipe de pesquisadores a submeter 11 projetos a uma avaliação mais criteriosa, chegando-se, finalmente, a quatro iniciativas consideradas efetivamente de vanguarda e analisadas de forma aprofundada. São elas: Cartografias de Sentidos nas Escolas, realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte; Fractal Multimídia: objetos de aprendizagem, do Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, de Petrópolis, no Rio de Janeiro; Experimentação remota como suporte a ambientes de ensino-aprendizagem, desenvolvido em Araranguá, pela Universidade Federal de Santa Catarina; e Olimpíadas de Jogos Educacionais, da empresa Joy Street em parceria com o Centro de Estudos de Sistemas Avançados do Recife e pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco (confira no texto mais detalhes). Os quatro projetos foram apresentados durante o Seminário Inovação Educativa, promovido no último dia 15 pela Fundação Telefônica e o IDIE, em São Paulo.

“Tais experiências foram selecionadas ou porque equilibram de modo satisfatório qualidade educativa, integração das TICs e tendências tecnológicas, ou porque se destacam em alguma dessas dimensões”, comenta Márcia Padilha, coordenadora do IDIE e do estudo. Ela explica que a ideia da pesquisa não é esgotar o que existe em relação ao uso dessas tecnologias no meio educacional, mas sim levantar bons exemplos que ajudem a mostrar essa inovação, despertando assim reflexões em torno do tema.

O percurso da pesquisa

Segundo a coordenadora do IDIE, a pesquisa procurou estabelecer não somente conceitos sobre o tema, tendo em vista que “inovação é um processo social complexo, que envolve mudanças na forma de agir, de se relacionar, de produzir e de aprender”, mas também definir critérios e um modelo de análise de projetos educacionais que possibilitasse a identificação de projetos da magnitude destes que foram selecionados.

Desse modo, o trabalho realizado pela equipe de pesquisadores foi constituído por quatro grandes etapas. A primeira delas foi um levantamento bibliográfico para identificar autores e textos que tivessem alguma interlocução com a pesquisa.

Feito isso, a equipe partiu para o levantamento propriamente dito das iniciativas desenvolvidas nos quatro quantos do país. Para chegar a esses projetos, as fontes utilizadas foram sites governamentais, de organismos internacionais, organizações não-governamentais de educação e comunicação, iniciativas da sociedade civil, fundações, institutos e iniciativas sem fins de lucro, pesquisas acadêmicas, encontros e congressos, fóruns temáticos, perfis no Twitter, prêmios, além de consulta junto a especialistas brasileiros sobre indicações de projetos inovadores.

Um terceiro passo foi a triagem dos trabalhos identificados, baseada no recorte da pesquisa e no modelo de análise pré-determinado, o que levou aos números (já mencionados) de projetos selecionados.

A quarta etapa foi destinada à organização dos resultados, com vistas à conceituação do tema inovação tecnoeducativa e à análise aprofundada dos projetos.
Os projetos que ganharam destaque
Cartografias de Sentidos nas Escolas
Estimular nos alunos a apreensão dos espaços urbanos a partir dos sentidos humanos e registrar essa percepção fazendo uso de recursos tecnológicos. Esta é a proposta do projeto Cartografias de Sentidos nas Escolas. A iniciativa nasceu no Centro de Convergância de Novas Mídias (CCNM) da Universidade Federal de Minas Gerais e envolve alunos e professores do ensino fundamental e médio de escolas públicas da rede municipal de Belo Horizonte (MG).

Segundo Regina Helena Alves, coordenadora do projeto, o Cartografia de Sentidos visa permitir que o jovem conheça melhor a cidade em que vive, por meio dos depoimentos de seus habitantes, das imagens destes espaços, dos sons e cores que compõe estas paisagens e, com base nisso, construa o que pode se chamar de mapas sensoriais. Para isso são utilizados celulares, internet, videogames e ferramentas audiovisuais. Neste uso, explica a coordenadora, podem ser detectados aspectos de inovação pedagógica, como o uso de entornos ou plataformas colaborativas, mídias sociais, conteúdos abertos e mobilidade.

A ideia, deste modo, é priorizar a busca do conhecimento, integrando experimentação, informação e contextualização no desenvolvimento de todas as etapas do projeto.

Além de Minas Gerais, a iniciativa também é aplicada em escolas do Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Bahia e Ceará, e fora do Brasil em Portugal e Espanha, com a perspectiva de chegar, ainda, a França e a China.
Para saber mais sobre o projeto, acesse os seguintes endereços:
http://cartografiadossentidosemaac.blogspot.com/
http://emip-bh.blogspot.com
http://cartografiadossentidosemfp.blogspot.com
Fractal Multimídia: objetos de aprendizagem
Por meio da simulação de uma empresa de multimídia, um grupo de estudantes do ensino médio tem desenvolvido uma série de games educativos com conteúdos estudados em sala de aula. Eles cuidam de todas as etapas do processo, do planejamento ao acompanhamento de uso, passando pela programação, design e sonoplastia. Esses jovens integram o projeto Fractal Multimídia: objetos de aprendizagem, uma iniciativa que começou a ser colocada em prática em 2009 no Colégio Estadual Embaixador José Bonifácio, na cidade de Petrópolis (RJ).

À frente do projeto, o professor de Matemática e orientador tecnológico, Guilherme Hartung, conta que a experiência ensina competências técnicas como a linguagem de programação simples, que estimula o raciocínio lógico; propicia aos alunos a experimentação do trabalho colaborativo; bem como mostra as novas profissões do meio digital. Para isso, utiliza internet, recursos audiovisuais, games e softwares livres de design gráfico e edição de áudio.

Os materiais pedagógicos produzidos pelo grupo são aplicados nas aulas de outras disciplinas ou são usados por outros interessados. Todos os trabalhos ficam disponíveis na internet e o acesso é gratuito. Desde que foi criado, o blog do projeto (http://fractalmultimidia.blogspot.com/) já registrou mais de 20 mil visitas.

O projeto foi vencedor do Prêmio Educadores Inovadores em 2009, na categoria Colaboração, e classificou-se em segundo lugar na categoria V do Certamen Internacional EducaRed.

Experimentação remota como suporte a ambientes de ensino-aprendizagem
A falta de laboratórios de ciências devidamente equipados é para muitas escolas ainda um fator de impedimento para a prática de exercícios de experimentação, tão importantes nos processos de aprendizagem. A alternativa para driblar o problema pode estar, no entanto, num dos projetos que se destacaram na pesquisa: a Experimentação remota como suporte a ambientes de ensino-aprendizagem.

O projeto contempla o desenvolvimento e a implementação de um sistema que possibilita a manipulação de objetos físicos remotamente a partir de um computador conectado à internet. A ideia, pensada inicialmente para as aulas de Física, é desenvolvida na Universidade Federal de Santa Catarina. Pelo modelo, os estudantes utilizam dispositivos de interação online, como câmeras e transmissão de comandos para operar experimentos reais em um laboratório central, instalado na Universidade.

De acordo com o professor e responsável pelo projeto, Juarez Silva, a iniciativa abre campo para novos modelos de ensino misto, ao possibilitar a interação com diferentes recursos, como a simulação em 3D e a utilização de ferramentas OpenSim, Moodle e Sloodle. Além de enriquecer as atividades práticas e o ensino de modo geral da disciplina, o projeto estimula a curiosidade e o interesse do aluno pelas aulas ao proporcionar o acesso à informação de forma dinâmica e integrada num ambiente virtual mais próximo da realidade física dos alunos.

O caráter democrático do projeto é outro ponto destacado por Juarez. “Tudo o que for construído tem que ser de baixo custo e com acesso livre, tanto hardware quanto software. Se queremos disponibilizar recursos para uma rede cada vez mais vasta de pessoas e instituições, não faz sentido que seja em uma plataforma, ou a partir de instrumentos, que tenham donos”, explica o professor.

Deste modo, o sistema pode ser utilizado por instituições de ensino das redes pública e privada de todo o Brasil. Para isso, é necessário apenas efetuar o cadastro que possibilitará a obtenção da habilitação para acesso ao portal do Laboratório de Experimentação Remota – ReXLab (http://rexlab.ararangua.ufsc.br/). Atualmente participam do projeto pesquisadores de universidades parceiras no Brasil e no exterior (Portugal, Espanha, Chile e Suécia).

Para entender melhor como o projeto funciona, visite também os endereços abaixo:

www.iadis.net/dl/final_uploads/200817R083.pdf
http://btd.egc.ufsc.br/wp-content/uploads/2010/06/Juarez-Bento-da-Silva.pdf
www.abruc.org.br/003/00301009.asp?ttCD_CHAVE
http://portal.acm.org/citation.cfm?id=1442920
http://online-journals.org/index.php/i-joe/article/view/1386
http://www.programafrida.net/sp/proyectos/a_16.html
www.iadis.net/dl/final_uploads/200601C035.pdf
Olimpíada de Jogos Educacionais
Unir conteúdos curriculares a gincanas e desafios, com o suporte da tecnologia. Essa é a fórmula que tem garantido o sucesso do projeto Olimpíada de Jogos Educacionais desenvolvido nos Estados de Pernambuco e Rio de Janeiro. Trata-se de uma gincana colaborativa, nas qual alunos e professores do ensino fundamental (8º e 9º anos) e médio se mobilizam para formar equipes e participar de disputas que envolvem desafios, jogos educativos e tarefas de aprendizagem reais e virtuais.
Boa parte da competição se passa numa rede social educacional, criada especialmente para abrigar as atividades que são elaboradas com base nos conteúdos e competências contidos na grade curricular do Enem e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), temas esses discutidos em sala de aula ao longo do ano.

A medida que a competição avança novos enigmas e atividades vão surgindo, instigando os alunos a pesquisarem sobre os temas e trabalharem em favor de suas equipes, que contam sempre com um professor orientador. Segundo Luciano Meira, coordenador do projeto, a ideia é estimular o aprendizado, mas de uma forma divertida, que promova a interação dos jovens e um maior interesse pelos conteúdos.

Assim como acontece em outras olimpíadas, na OJE também existem as fases classificatórias, que culminam com a grande disputa final, que pode ser online ou presencial e na qual as equipes que fizeram mais pontos entre todas as escolas, separadas por nível médio e fundamental, buscam a conquista do título de campeã.

Desde que foi criada em 2008, já aconteceram três edições da olimpíada em Pernambuco e duas no Rio de Janeiro. Atualmente, a iniciativa envolve 100 mil estudantes, 3.738 professores e 1.889 escolas nos dois estados em que é aplicada. Para este ano, a expectativa é chegar a 200 mil alunos em Pernambuco e 300 mil no Rio.

Outros detalhes sobre a Olimpíada de Jogos Educacionais podem ser obtidos no site: http://www7.educacao.pe.gov.br/oje/
Conheça também as demais experiências que compõe a lista dos 11 projetos selecionados pela pesquisa:
Nome do projeto: Wikimapa
Instituição realizadora: Programa Rede Jovem
Local: Comunidades do Complexo do Alemão, Complexo da Maré, Morro Santa Marta, Morro do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo e Cidade de Deus, localizadas na cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Tempo de existência: mais de um ano
Tecnologias utilizadas: Internet, audiovisual, celular
Links: blog.wikimapa.org.br
http://wikimapa.org.br
Nome do projeto: Estrada Real Digital
Instituição realizadora: Centro de Convergência de Novas Mídias (CCNM) da Universidade Federal de Minas Gerais
Local: Belo Horizonte (MG), sendo que o produto é utilizado por escolas de todo país
Tempo de existência: mais de um ano
Tecnologias utilizadas: Internet, audiovisual, celular, videogames
Link: http://www.youtube.com/watch?v=YSY8H4l5T6E
Nome do projeto: Educação Unipresente
Instituição realizadora: Escola Estadual Dona Consuelo Müller (Campo Grande – MS)
Local: Escola Estadual Dona Consuelo Müller, Campo Grande (MS)
Tempo de existência: mais de um ano
Tecnologias utilizadas: celular
Link: http://seraoextra.blogspot.com
Nome do projeto: Recursos Educacionais Abertos
Instituição realizadora: Comunidade REA Brasil
Local: nacional (sede em São Paulo)
Tempo de existência: mais de um ano
Tecnologias utilizadas: Internet, audiovisual
Link: http://rea.net.br/
Nome do projeto: Scratch: um novo olhar para educação
Instituição realizadora: Fundação Pensamento Digital (RS)
Local: Centro infantojuvenil Zona Sul, na região de Grande Cruzeiro, cidade de Porto Alegre (RS)
Tempo de existência: até um ano
Tecnologias utilizadas: Internet, audiovisual e software Scratch
Links: http://www.pensamentodigital.org.br/?q=node/1212
http://scratch.mit.edu/
Nome do projeto: Vídeo Libras HK
Instituição realizadora: EMEE Helen Keller
Local: São Paulo(SP)
Tempo de existência: até um ano
Tecnologias utilizadas: internet, celular, audiovisual
Link: http://surdohk.blogspot.com/
Nome do projeto: Escola de Informática e Cidadania do Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo Horizonte- CAP/BH
Instituição realizadora: Centro de Apoio Pedagógico às Pessoas com Deficiência Visual de Belo Horizonte (CAP/BH)
Local: Belo Horizonte (MG)
Tempo de existência: mais de um ano
Links: www.bancodeescola.com
www.saci.org.br
Por Cleide Quinália / Blog Educação

Todos Pela Educação promove Congresso

Internacional "Educação: uma Agenda Urgente" em setembro


O movimento Todos Pela Educação, em parceria com importantes instituições nacionais e internacionais, promove de 13 a 16 de setembro, em Brasília, o Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”. O encontro contará com diferentes sessões sobre questões que precisam avançar para acelerarmos os resultados, principalmente de aprendizagem, da Educação Básica no País.

O movimento Todos Pela Educação, em parceria com importantes instituições nacionais e internacionais, promove de 13 a 16 de setembro, em Brasília, o Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”. O encontro contará com diferentes sessões sobre questões que precisam avançar para acelerarmos os resultados, principalmente de aprendizagem, da Educação Básica no País.

O objetivo desse encontro de líderes das áreas educacional, acadêmica, gestão e política é promover um debate de alto nível técnico e político para a elaboração de um documento com as principais convergências e reflexões sobre cada um dos temas. Este documento será entregue à Presidência da República e ao Ministério da Educação.

“Educação de qualidade é um direito que vem sendo negado a milhões de crianças e jovens de todo Brasil, que estão fora das escolas ou terminam o Ensino Médio sem ter aprendido o mínimo que era esperado”, explica Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação. “Se queremos um País mais justo e menos desigual, precisamos garantir Educação de qualidade para todos”, completa. O encontro é composto por oito sessões, sendo que para cada uma delas o Todos Pela Educação conta um parceiro realizador, e reunirá representantes de instituições, do governo e especialistas ligados à Educação para o debate.

Serão debatidos os temas carreira docente, formação inicial do professor, regime de colaboração entre os entes federados, uso das avaliações nas práticas de sala de aula e na gestão educacional, definição das expectativas de aprendizagem, educação integral, equidade e inclusão, e sistema de justiça pela qualidade da Educação.

No último dia, em uma sessão especial, o Congresso reunirá alguns movimentos da América Latina que, assim como o Todos Pela Educação, se articulam para melhorar a Educação em seus países. “Para todos estes temas já estão sendo realizadas reuniões prévias com as pessoas e instituições que vão compor cada sessão, para que o debate em Brasília seja o mais denso possível e para que possamos ter, ao final do Congresso Internacional, proposições claras e objetivas para a melhoria da qualidade da Educação em nosso País, completa Priscila.

As sessões

1 - Justiça pela qualidade da Educação – Em parceria com a Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP), serão debatidas as necessidades do sistema de Justiça brasileiro para oferecer aos operadores do Direito os instrumentos que lhes possibilitem garantir que as políticas educacionais sejam cumpridas.

2 - Regime de colaboração – Nesta sessão, em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), serão abordadas as responsabilidades de cada ente federado na Educação e analisadas as experiências exitosas que conseguiram impactar positivamente os indicadores da Educação.

3 – Definição das expectativas de aprendizagem – O Conselho Nacional de Educação (CNE), parceiro dessa sessão, auxiliará no debate sobre os desafios e as oportunidades que a definição de expectativas de aprendizagem pode oferecer.

4 - Formação inicial do professor – Em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), serão debatidos os modelos de formação inicial do docente e as oportunidades de mudanças para que esta formação esteja mais próxima das necessidades das crianças e jovens da sociedade atual.

5 – Carreira do professor – Remuneração, plano de carreira e condições de trabalho são alguns dos temas a serem debatidos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), sobre o que precisa ser feito para tornar a carreira de professor uma opção mais atraente no País.

6 - Avaliações externas e seu uso na gestão educacional - O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) é parceiro na sessão que debaterá o uso dos resultados das avaliações de larga escala na gestão e para as intervenções pedagógicas.

7 – Educação integral – Em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), serão analisados os principais desafios das políticas de ampliação da exposição à aprendizagem, especialmente Educação em tempo integral.

8 – Equidade e inclusão – Em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), serão apontadas as políticas públicas que têm tido mais êxito e as que precisamos desenvolver para garantir o pleno acesso de todos a escolas de qualidade.

Sessão especial: Movimentos pela Educação na América Latina – O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) é parceiro na sessão que contará com alguns dos movimentos latino americanos que trabalham pela melhoria da qualidade da Educação em seus países para troca de experiências e possível fomento de uma rede de mobilização regional.

O Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente” conta com o apoio institucional do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) e do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife), patrocínio do BID, Fundação Educar, Fundação Itaú Social, Instituto Gerdau e do Itaú BBA, e com o apoio da Agência Tudo, Canal Futura, Confederação Nacional da Indústria (CNI), CNE e DM9DDB.

Programação prévia
Congresso Internacional “Educação: uma Agenda Urgente”
De 13 a 16 de Setembro de 2011
Brasília, DF, Brasil

TERÇA-FEIRA, 13 DE SETEMBROQUARTA-FEIRA,14 DE SETEMBRO
10h00–Abertura10h00–Definição das expectativas de aprendizagem
14h00–Justiça pela qualidade da Educação14h00–Formação do professor
16h30–Regime de colaboração16h30–Carreira do professor

QUINTA-FEIRA, 15 DE SETEMBROSEXTA-FEIRA,16 DE SETEMBRO
10h00–Avaliações externas e seu uso10h00às 18h00–Sessão especial: Movimentos
na gestão educacionalpela Educação na América Latina
14h00–Educação integral
16h30–Equidade e inclusão

Sobre o Todos Pela Educação
O Todos Pela Educação é um movimento que congrega sociedade civil, gestores públicos de Educação, iniciativa privada e especialistas com a missão de contribuir para a garantia do direito de todas as crianças e jovens a uma Educação de qualidade até 2022, ano do bicentenário da Independência do Brasil. Para o movimento, o País só será, de fato, independente quando todas as suas crianças e jovens tiverem acesso à Educação de qualidade. Para isso, foram estabelecidas 5 Metas a serem alcançadas:1 - Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola.
2 - Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos.
3 – Todo aluno com aprendizado adequado à sua série.
4 – Todo jovem com o Ensino Médio concluído até os 19 anos.5 – Investimento em Educação ampliado e bem gerido.
Fonte: Todos pela Educação

Vinícius de Moraes Vinícius de Moraes - O talento nato

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte

Soneto De Separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama

De repente não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente

Fez-se do amigo próximo, distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente

Vinícius de Moraes

A princípio, torna-se interesante analisarmos o aspecto formal do poema, o qual é representado pela forma de soneto - dois quartetos e dois tercetos. Característica esta que o poeta prima-se por valorizar, assim como os moldes da estética Classicista, mais precisamente, Camões, onde a sonoridade, as rimas são bastante exploradas.

Quanto às figuras de linguagem, notamos a presença da antítese: riso/pranto; calma/vento; imóvel/drama; próximo/distante. Tal característica foi bastante cultuada durante a estética Barroca.

Percebe-se que o poeta transcende num lirismo erótico inimaginável, no qual a temática do amor é vista como algo materializado, viril. Todavia “ornamentada” por uma sutil nuance de misticismo, o que caracteriza bem o clima de instabilidade vivida pelo ser humano frente à realidade que o cerca: “E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama”.

Tal fragmento denota literalmente o maniqueísmo que norteia o nosso cotidiano.

Falando um pouco sobre a trajetória de vida desse importante poeta, compositor, cronista, jornalista, teatrólogo e diplomata; o mesmo nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1913. Dos cinco aos dez anos viveu na Ilha do Governador, onde fez o primário, terminando os estudos secundários no Colégio Santo Inácio.

Em 1938 foi estudar Literatura Inglesa na Universidade de Oxford, mas teve que iterrompê-la em virtude do início da Segunda Guerra Mundial.

Em 1943 ingressou-se na carreira dipomática servindo no Estados Unidos, Espanha, Uruguai e França.
No final da década de 1950, em parceria com Tom Jobim e Gilbeto Gil, lançou o movimento que revolucionou a música popular brasileira: A Bossa Nova.

Vejamos agora a letra de uma canção de Tom Jobim e composição de Vinícius de Moraes:


Felicidade

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar.

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei, ou de pirata, ou jardineira
E tudo se acabar na quarta-feira.

Tristeza não tem fim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor.

A minha felicidade está sonhando
Nos olhos de minha namorada
É como esta noite
Passando, passando
Em busca da madrugada
Falem baixo por favor...
Pra que ela acorde alegre como o dia
Oferecendo beijos de amor.

Tristeza não tem fim
Felicidade sim...

Felicidade sim...Por Vânia Maria do Nascimento Duarte

A leitura e os erros na internet

Em recente conversa com um amigo professor e aluno de mestrado na Unicamp, enveredamos por um caminho que parece não ter fim. Discutíamos sobre o porquê de vermos tantos erros na internet.

Quando já não tínhamos por onde caminhar na conversa, decidi que era hora de fechar o papo com mais eu daquele chavões acadêmicos… e eu disse:

“Tenho pra mim que os erros de digitação nem são o maior problema. Esquecer-se de um verbo aqui, acreditar que o leitor entenderia outra coisa ali, uma letra fora de lugar… Enfim, nem todos têm a intimidade que a maioria tem no computador. Intimidade, ou a falta dela, atrapalha. Além disso, há o fator tempo e nesse aspecto, os estagiários do Terra sabem bem do que estou falando.”

O problema é que, assim como eu disse no Twitter dia desses, temos que não só os jovens têm problemas de leitura. Há analfabetos funcionais às pencas por aí. É por isso que em testes como o PISA, apenas 40% dos alunos respondem bem as questões de interpretação. A discussão sempre cai sobre a escola, sobre o professor, mas “que tipo de aluno é esse que não sabe ler e disso não se envergonha?”. Foi o que eu disse no Twitter.

Há uma leva de estudantes que apenas decodificam palavras sem entenderem o que estão lendo, reproduzem frases sem entenderem o que estão escrevendo. A "culpa" não é, é claro, dos estudantes apenas, mas principalmente do sistema educacional do qual sou parte ativa. É certo que este não privilegia, ainda nos primeiros estágios da alfabetização, a possibilidade do surgimento da vontade de ler por prazer.

Penso que é um problema grande mesmo. Nos últimos tempos, algumas conversas mantidas com outros educadores têm me levado a pensar no uso das redes sociais, dos blogs, de gêneros mais próximos dos alunos para incentivar o gosto pela leitura. Confesso que meu objetivo não é exatamente de formar alunos leitores. Quero mesmo é que eles sejam capazes de manter um diálogo com um texto e terem argumentos para provar para qualquer leitor que eles possuem “bagagem” para não só escreverem com conteúdo, mas também de organizar de tal forma essas ideias que os textos tenham começo, meio e fim. Agora me responda: O que é mais interessante? Twitter ou um romance de José de Alencar?

Confesso que responderia que é José de Alencar, pois sou um bicho estranho, tomei gosto pelos romances, mas o Twitter é prazeroso pelo imediatismo e tão somente por isso.

Por conta disso, dessa apresentação violenta dos clássicos, que alunos cada vez mais têm aversão à leitura. Jà na alfabetização isso ocorre.

Enfim, terminei a conversa com o velho e tão belo chavão de quem escreve e ensina a escrever: “Quem não lê dificilmente escreverá bem.”

Quando a escola é o espaço do inferno

Ruth de Aquino
é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br

Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas.

Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha.

Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.”

Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa.

As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo.

E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada) , afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele.

Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes diante da violência dos alunos
E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim.

No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão.

Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão.

Gripe, uma antiga epidemia

Por Rainer Sousa

Gripe: uma doença introduzindo questões históricas em sala de aula.

O uso de documentos em sala de aula pode ser uma alternativa muito eficaz na aproximação dos alunos aos conteúdos de natureza histórica. Ao contrário do que muitos professores temem, os documentos não se restringem à compreensão de profissionais de maior experiência e capacidade intelectual.
Enquanto matéria de natureza crítica e formativa, a História deve ser exposta aos seus aprendizes como algo acessível, vivo e interessante.

Visando comprovar essa perspectiva, sugerimos uma atividade onde o professor tenha a oportunidade de expor ao aluno como o seu poder de interpretação pode servir para compreender o passado e, desse modo, também avaliar o presente. Para tanto, sugerimos a reprodução do documento abaixo para a turma, sem as especificações que revelam exatamente a época em que o mesmo fora produzido.

“Mas o número de gripados aumentou rapidamente nas semanas seguintes e outras medidas médico-governamentais foram tomadas na tentativa de minimizar a propagação epidêmica. Escolas, internatos, cinemas, teatros, e vários outros lugares e de reunião pública cerraram suas portas. As igrejas diminuíram drasticamente suas atividades. Práticas cotidianas, como beijos e abraços ou as compras nos mercados por mais de uma pessoa de uma mesma família, foram desaconselhadas (era necessário diminuir a quantidade de indivíduos circulando e assim o contato/contágio). A vida da cidade foi parando.”

Liane Maria Bertucci-Martins. Fragmentos do discurso científico na gripe espanhola (1918). Texto integrante dos Anais do XVII Encontro Regional de História – O lugar da História. ANPUH/SPUNICAMP. Campinas, 6 a 10 de setembro de 2004. Cd-rom.

Após realizar a leitura desse trecho, peça para que os alunos tentem descobrir em que época esse documento foi produzido e sobre qual tipo de gripe ele fala. Provavelmente, sendo uma experiência recente, podemos esperar que vários estudantes digam que esse texto faça referência ao surto de gripe suína que, no ano de 2009, atingiu várias pessoas e estabeleceu a mudança da rotina de muitos brasileiros.

Feita essa consideração pelos alunos, exponha para a turma que o documento em questão fala sobre um surto de gripe espanhola que atingiu o Brasil no ano de 1918. Ao oferecer essa nova informação, é provável que muitos alunos se surpreendam com a tamanha similaridade entre as transformações que o desenvolvimento da gripe espanhola causou no começo do século XX e a gripe suína no princípio do século XXI.

Por meio dessa questão, o professor pode organizar um trabalho onde a turma investigue o contexto em que cada uma dessas epidemias aconteceu. Valendo-se de informações históricas e biológicas, eles podem comparar as doenças e ver a diferença do tempo em que cada uma aconteceu. Sem dúvida, vários alunos notarão que a investigação do passado é algo bem maior que os limites da sala e do livro didático.

Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

Solidão e amizade: companheiras de vida

Márcia Campos Andrade

A solidão e a amizade são importantes experiências existenciais na vida de todos nós, seres humanos. À primeira vista, a solidão nos remete ao isolamento social, ao medo do outro, ao medo do abandono, à dificuldade de relacionamento que provoca a fuga do encontro com outras pessoas. Mas não precisa ser só isso.

Para o psicanalista Donald W. Winnicott, a solidão também pode ser positiva, estimulante e criadora quando, nos relacionamentos com quem nos cuida desde a infância, desenvolvemos o que ele chamou de “capacidade de estar só” mesmo estando na presença de outra pessoa. Seria quando a criança consegue brincar perto da mãe sem necessitar o tempo inteiro de sua atenção. Esta experiência nos proporciona desde muito cedo a capacidade de lidarmos com o sentimento de solidão, sem que isso nos provoque angústia ou ansiedade. Assim teremos maiores e melhores possibilidades de construir encontros profundos com outros seres humanos, sendo a amizade um deles.

Para além da ideia comum em nossa sociedade de que a solidão representa uma maior dificuldade de se abrir para outras pessoas e de fazer amizades, preferimos pensar que a solidão e a amizade podem ser vistas como complementares e mesmo companheiras, se ampliarmos nosso foco de análise sobre a vida relacional e o cotidiano de todos nós, nas diversas fases do desenvolvimento humano.

Jogo do encontro

Podemos perceber, então, que desde a mais tenra infância lidamos com sentimentos contraditórios como a busca do encontro com o outro, mas também o estranhamento diante dos que não conhecemos. Esse interjogo existencial é fundamental em nossos encontros posteriores em todos os campos da vida.

Na adolescência, esses sentimentos contraditórios são intensificados e são mais complexos. Nesse sentido, tanto a solidão quanto a amizade - como busca e afastamento do contato com os outros - são importantes e presentes no cotidiano das relações sociais satisfatórias. Contribuem para a formação do sentimento de pertencimento não só a si mesmo mas à família e ao grupo de amigos, e de diferenciação do que não é próximo ou familiar.

Estas experiências contribuem para a construção da identidade e da subjetividade do adolescente, sendo a solidão o sentimento de estar só em contato com sua própria intimidade, sentindo-se bem com essa experiência, sentindo-se mais forte diante dos acontecimentos inerentes ao relacionamento com os amigos e com a família. E a amizade é a vivência de se reconhecer e ser reconhecido como integrante de um grupo diferente da família, onde é possível experimentar coletivamente a vida, tendo suporte emocional e social.

Solidão e adolescência

Não podemos esquecer do contexto sócio-histórico, psicossocial-cultural e econômico-político no qual vivemos. Assim, pensemos sobre a solidão e a amizade na vivência da adolescência em nossa sociedade que, entre outras coisas, tem sido marcada por relações de instrumentalidade - transformar as outras pessoas em objetos a serem utilizados de acordo com determinados interesses; de descartabilidade - realizar contatos de curta duração sem interesse em encontros afetivos, apenas curtição momentânea; e de animosidade pelo preconceito e discriminação com os que são diferentes.

Como essas questões interferem na vivência da solidão, como uma experiência importante de contato consigo mesmo, e na vivência da amizade, como uma experiência de encontro, amor, cuidado, reconhecimento e respeito com as outras pessoas? Faço esse questionamento para provocar reflexões sobre as relações de solidão e de amizade entre os adolescentes no contexto em que vivemos e como podemos contribuir para que sejam mais satisfatórias, mais afetivas e acolhedoras. Este é um desafio coletivo e cotidiano de responsabilidade de todos nós.


Márcia Campos Andrade,professora da Universidade Estadual de Maringá, PR.
Endereço eletrônico: maringa2008@yahoo.com.br

O Olhar do Educador

Cássia Ravena Mulin

Atualmente, fala-se muito em Educação de Qualidade, mas como deve ser o olhar do educador que deve oferecer este tipo de Educação?

O que diferencia o educador dos demais profissionais é o fato dele trabalhar com pessoas em formação, com personalidades em construção, com o físico e a mente em pleno desenvolvimento.

Diante disso, seu olhar deve ser atento, cuidadoso para observar não só as dificuldades e avanços dos seus alunos, mas também seu comportamento, seu “estado de espírito” em cada aula. Por exemplo, um aluno participativo que, de repente, se encontra muito quieto, com semblante triste pode estar com problemas familiares, às vezes, sérios.

Seu olhar deve ser como o de um “pai” que chama a atenção quando necessário, mas demonstra afeto, cuidado, interesse, preocupação, dizendo palavras de conforto: “Eu estou aqui”, “Pode contar comigo” nos momentos de dificuldade e “turbulência”.

Segundo Emília Costa, não é por acaso que quase todos os alunos tem um professor pela visão positiva e outro pela visão negativa. E essa avaliação tem sempre uma dimensão afetiva e não só ao nível da competência.

O professor ideal deve ser alguém com uma boa capacidade de comunicação, competente, exigente com ele próprio e em relação à aprendizagem. Mas sempre atento à dimensão afetiva. É aquele que conhece a realidade de cada aluno, que se interessa por suas vidas. É aquele que explica de que modo será útil aquilo que o aluno deve aprender para ele. É alguém firme, mas compreensivo, capaz de “acolher” o aluno e confortá-lo no momento em que este mais necessita.

Concluindo, o principal ingrediente para uma Educação de Qualidade deve ser o Amor do educador pela Educação e pelos educandos. É este ingrediente que deve movê-lo a cada dia, diante de cada obstáculo que deve vencer.

Cássia Ravena Mulin de Assis Medel ravenamedel@yahoo.com.brPedagoga e Escritora. Especialista em Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Atua como Orientadora Pedagógica na E.M.Francisca Pinheiro Teixeira e Orientadora Educacional no C.E.Lameira de Andrade, Cantagalo-RJ. Consultora Pedagógica e Palestrante.

Creches devem fechar nas férias, avalia Conselho Nacional de Educação

Órgão do MEC afirma que unidades devem oferecer serviço educativo, não assistencial(Thinkstock)

O Conselho Nacional de Educação (CNE) do Ministério da Educação (MEC) aprovou parecer que orienta creches de todo o país a não oferecer atendimento durante as férias. O órgão refutou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, em março, determinou que a prefeitura mantivesse creches e pré-escolas abertas durante esse período. O parecer segue para homologação do ministro Fernando Haddad.

A discussão, que reuniu entidades nacionais, estaduais e municipais, foi suscitada por uma consulta da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo ao CNE, após a decisão da Justiça. De acordo com o parecer, que foi aprovado por unanimidade, as creches não devem ser vistas como unidades assistencialistas, mas, sim, educativas.

"A criança tem direito a uma convivência intensiva e extensiva com a sua família", afirma Cesar Callegari, membro do CNE e relator do parecer. "As crianças com necessidade de maior atenção devem ser atendidas, sim, mas pela assistência social e não pela educação." Segundo ele, a Secretaria de Educação Básica do MEC emitiu uma nota técnica que apoia o parecer. Após a homologação, o documento será enviado aos conselhos e secretarias de educação e órgãos de Justiça de todo o país.

Para a Defensoria Pública do estado, mesmo com o parecer, a oferta de creche continua sendo um serviço público essencial e, portanto, não deve ter recessos. "É uma decisão (do CNE) de caráter administrativo, que não foi elaborada pelo Legislativo", argumenta o defensor Bruno Napolitano, um dos autores da decisão que suspendeu as férias.

A Secretaria Municipal de Educação de São Paulo se diz satisfeita com a decisão do órgão. "A aprovação por unanimidade mostra que o CNE vai na mesma direção que São Paulo na concepção de educação infantil, que deve ter caráter educativo", diz o secretário Alexandre Schneider. "A assistência social deve ser prestada, mas não por intermédio da educação infantil."

Opinião:Assim, como somos

Publicado 13/06/2011
www.olhardireto.com.br

Autor: Iza Aparecida Saliés

No dia da confirmação que Cuiabá sediaria a copa do mundo, confesso que tive a impressão que estava sonhando, para nós, coisa difícil acontecer, mas aconteceu e será realizada, com certeza.

Preste a realizar esse sonho, desejo de antanho dos mato-grossenses, não podemos deixar que pessoas e ou instituições possam vibrar negativamente, torcendo contra, gerando instabilidade na opinião pública e mais, divulgando negativamente Cuiabá e o estado de Mato Grosso.

Com certeza faremos tudo para colaborar com as ações da copa, e digo mais, estamos preparados para sofrer no trânsito e no calor, como também estamos imbuídos em apoiar as iniciativas do Governo pela Agecopa.

Muitos questionam a capacidade que Cuiabá tem para receber a copa do mundo, e para enfraquecer a gestão atual, a mídia faz questão de divulgar qualquer fato pejorativo sobre a copa na capital, para depreciar o desenvolvimento das ações do evento no Estado.

Como dizia os antigos sábios “maldade, dá muito que falar”, e este assunto estão rendendo muito.

Cuiabá não é a única cidade do país que está com problemas e ou dificuldades de desenvolver o seu planejamento para a copa, não podemos esquecer que a capital faz parte de um contexto maior de responsabilidades, só para citar um exemplo: a reforma do aeroporto Marechal Rondon é de competência da união, e até agora não saiu do papel. Como sabemos muito bem.

Entretanto, convictos do tamanho e da complexidade que demanda a realização desse evento para um Estado, o que nós mato-grossenses sabíamos, ainda assim, estamos preparados, ao nosso modo e forma, e digo mais, faremos o que for preciso para não perder esse evento.

O Senhor Maggi criou o órgão gestor das ações da copa no estado, a Agecopa. Na verdade essa instituição tornou-se um balaio de gato, órgão composto por muitas celebridades falidas nas urnas, com crista arrepiada, vaidade à flor da pele, causando desentendimentos internos e externos para o governo, sem a mínima discrição profissional.

O mentor desse balaio fez tanta firula ao sair do governo, deixando para trás restos de conflitos encubados nas entranhas do poder estatal causando para o atual governo sérias complicações administrativas, econômicas e políticas. E ainda deixou reflexos negativos em suas artimanhas políticas, tudo não possa de chuleio mau feitos, que por sinal, está muito difícil de lidar. Haja paciência!

A intenção do Senhor Maggi era angariar dividendos políticos para sua grande pretensão, o senado conseguiu, mas, uma coisa eu vou dizer, que sejamos justos com quem merece, foi Carlos Orione o maior articular para a copa acontecer em Cuiabá.

Falando um pouco sobre a história de Cuiabá, cabe lembrar que ainda sofremos os reflexos de uma cidade provinciana que no passado teve dificuldades para conviver com a modernidade, apagou o seu passado para transformar numa capital desenvolvida, fazendo frente aos nossos co-irmãos de Mato Grosso do Sul.

Forçada a garantir o titulo de capital de Mato Grosso, Cuiabá precisava progredir, tinha que desenvolver com rapidez. Na época, deixamos demolir a antiga Catedral para construir a atual matriz da Praça Alencastro.

O progresso veio às duras penas, chegou arbitrariamente sem tempo para compreender e aceitar as mudanças necessárias para a época.

Sentimos os reflexos desse passado até hoje, com a chegada da copa precisávamos de outro estádio, resolveram demolir o antigo verdão para dar espaço à Arena Pantanal, precisávamos construir um estádio maior, moderno com capacidade para atender o evento da copa. Então o estádio “José Frageli” também apelidado de verdão foi demolido com a promessa de ser um novo monumento esportivo, o que causou indignação por parte de alguns cuiabanos.

Será que o desenvolvimento vai atropelar a história da capital do estado Cuiabá outra vez?

É fato que Cuiabá, capital de pequeno porte, precisa de muitos investimentos para a realização do evento, isso todos nós já sabíamos, mas agora, querer divulgar notícias denegrindo sua imagem é coisa de pessoa ou instituição que desejam prejudicar a nossa conquista. Parece que há uma corrente torcendo contra para que esse fato não aconteça com brilho e faça parte da nossa história.

Não admitiremos que pessoas imbuídas em apregoar a insensatez, venha espargir notícias pejorativas sobre a nossa capacidade de realização do evento, de forma alguma seremos combalidos por pessimistas derrotados, que semeiam discórdia.

Somos um povo apaixonado por futebol, por isso faremos tudo lindo, e receber com muito calor humano os jogos da copa.

Assim, como somos!

Com ensino pífio, 3 mil tentam ingressar na carreira de advogado em MT

Edilson Almeida
Redação 24 Horas News


Um total de 2.916 candidatos se inscreveram em Mato Grosso para participarem da primeira fase do IV Exame de Ordem Unificado, cujas provas serão aplicadas neste domingo, 17, a partir das 13 horas – horário local. Eles chegam para as provas envolvidos em dúvidas sobre a real capacidade de serem aprovados para ingresso na carreira de advogado. Mato Grosso tem um dos piores ensino jurídico do país, baseado nos índices de aprovação no Exame.

No ultimo exame, foram inscritos 2.828 na primeira fase, sendo que 2.747 candidatos compareceram. Na segunda fase, foram 480 presenças e 206 aprovações na prova prático-profissional. O maior índice geral de aprovação foi da Universidade Federal de Mato Grosso, com 28,99%. Mato Grosso ficou na penúltima posição no ranking em percentual de aprovados.

No Estado existem 24 faculdades de Direito atuando na capital e no interior. Nesse último exame, duas não conseguiram aprovar nenhum dos inscritos.

Dos quase 3 mil candidatos, 1.708 farão prova em Cuiabá.Os demais estão divididos da seguinte forma: 387 em Rondonópolis, 349 em Sinop, 168 em Barra do Garças, 136 em Tangará da Serra, 119 em Cáceres e 49 inscritos em Diamantino. A prova terá 80 questões objetivas, do tipo múltipla escolha, com quatro opções (A, B, C e D) e uma única resposta correta.

A lista com os locais onde serão realizadas as provas em cada cidade está disponível no site da OAB/MT, no link "Para saber tudo sobre o Exame de Ordem", onde constam todas as publicações relativas ao exame. Ou clique aqui para seguir direto para a relação de locais. Os gabaritos preliminares serão divulgados no dia 19 de julho e, o resultado preliminar, em 25 de julho.

Como falar às crianças sobre sexualidade?

Por Mariana Araguaia

Em muitos casos, a criança está somente imitando uma situação que viu, sem a malícia que nós, adultos, temos. Assim, sensatez e jogo de cintura são necessários para lidar com a situação.

Parece que, a cada ano que passa, as crianças se mostram mais espertas. Também pudera: assim como nós, adultos, elas também estão cercadas de informações, sejam elas vindas da TV, músicas, internet, ou mesmo de colegas e familiares; das mais diversas temáticas.

Freud, há quase um século, descreveu sobre a sexualidade infantil, provocando uma reação assustadora em muitos membros da sociedade. Graças a ele, hoje sabemos que o desenvolvimento da sexualidade humana começa com o contato físico, ou seja: quando ainda somos bebês, ao sermos segurados e acariciados; e que os atos de comer, urinar e defecar trazem grande prazer à criança.

Na atualidade, em muitas escolas, tal tema tem sido debatido, mas nem sempre educadores se sentem realmente seguros para direcioná-lo – ainda mais quando se trata de perguntas ou atitudes que exigem uma resposta ou intervenção rápida.

Diante do exposto, esse texto tem como objetivo auxiliar pais e professores quanto a isso. Uma justificativa adicional é o fato de que reprimir ou dar respostas erradas, provavelmente, fará com que a criança busque tais informações em outras fontes, o que pode fornecer respostas incorretas, ou mesmo expô-la a riscos desnecessários. Assim, criar um canal confiável de diálogo é fundamental e, para tal, pode ser interessante que pais e professores atuem em conjunto.

Provavelmente, a primeira dúvida manifestada será em relação aos órgãos genitais, como a diferença anatômica do pênis e da vagina. Utilizando os termos corretos, evitando apelidos, palavrões ou palavras de duplo sentido, farão com que as crianças percebam que se trata de algo sério e natural.

Não reprimir quando se tocam em tais regiões, mas, ao contrário, conduzi-las, sutilmente, a outras atividades, ou dizer que tal atitude incomoda o colega e/ou não é adequada àquele momento e lugar – assim como urinar ou defecar; são medidas mais sensatas do que simplesmente proibir. Até porque é inegável que, de fato, mesmo sendo crianças, são capazes de sentir prazer manipulando seus órgãos genitais. Assim, como explicar que algo que dá prazer é errado, ou feio? A malícia, na grande maioria dos casos, parte de nós, e não delas. Dessa forma, se se tratar de uma situação na qual a criança está se tocando, por exemplo, no banheiro, sozinha, a situação não deve ser reprimida e, tampouco, supervalorizada.

As respostas às perguntas devem ser feitas em uma linguagem acessível, de forma clara e objetiva, dizendo de forma simplificada exatamente o que a criança deseja saber, sem antecipar dúvidas. Caso não saiba a resposta (ou como responder), seja sincero, e busque o mais rápido possível dar esse retorno, ao invés de fingir que se esqueceu.

Quanto ao receio de estimular a criança de forma errônea, e antecipadamente, ao se trabalhar sobre a sexualidade, muitos estudos apontam que, na verdade, indivíduos bem esclarecidos tendem a adiar o início de sua vida sexual já que sua curiosidade já foi, em parte, saciada, e existe a ideia clara de que ir mais adiante requer responsabilidades e limites. Além disso, crianças esclarecidas tendem a ter risco significantemente menor de serem abusadas, já que sabem que troca de carícias e sexo deve ser algo consensual, entre pessoas mais velhas e, preferencialmente, envolvendo amor.

Outra atenção especial é quanto aos estereótipos atribuídos a homens e mulheres, ignorando o senso de diversidade. O foco deve ser dado nos aspectos que tangem as semelhanças e diferenças físicas, reforçando que ambos os gêneros devem ter oportunidades iguais, e respeito mútuo. Sobre isso, sugiro a leitura deste texto, de Lola Aronovich: uma produção muito interessante, que fala sobre uma campanha equatoriana contra o machismo, iniciada em 2008, e disponibiliza seus vídeos.

Sugestão adicional:

Outro material que poderá auxiliar os educadores é o livro “Mamãe Botou um Ovo”, de Babette Cole.

Por Mariana Araguaia
Bióloga, especialista em Educação Ambiental
Equipe Brasil Escola

Organização do tempo escolar

Por Jennifer Fogaça

Em uma escola, a organização do tempo é primordial.

O calendário escolar é de extrema importância, pois ele é um elemento constitutivo da organização do currículo escolar. É ele que mostra a quantidade de horas que os professores de cada matéria terão para usar em sala de aula, as avaliações, cursos, os feriados, as férias, períodos em que o ano se divide, os dias letivos, as atividades extracurriculares (como campeonatos interclasse, festa junina, entre outros) e as atividades pedagógicas (como trabalho coletivo na escola, conselho de classe e paradas pedagógicas).

O professor também necessita de tempo para conhecer melhor seus alunos, exercer sua formação continuada dentro do ambiente escolar, participar de cursos e palestras de formação continuada, preparar suas aulas, diários, avaliações, atividades didáticas e acompanhar e avaliar o projeto político-pedagógico em ação.

O estudante também precisa de tempo para, entre outras coisas, se organizar e criar seus espaços para além da sala de aula.

Além disso, essa organização do tempo escolar de cada escola deve levar em consideração a realidade, a região e a estrutura de cada instituição e dos alunos. Por exemplo, em regiões onde a maioria da população, o que engloba os alunos, trabalha na área rural, o calendário escolar deve levar em conta as épocas de safra e entressafra.

Essa organização do tempo escolar é normalmente feita no momento da elaboração do projeto-político-pedagógico (PPP) de cada escola.

As pessoas mais indicadas para a organização desse tempo escolar são os próprios professores, por conhecerem as necessidades e a realidade da sala de aula. No entanto, verifica-se que, na maioria dos casos, são especialistas e membros de outras áreas, os responsáveis por esta parte.

Assim, o resultado é que o tempo escolar fica muito compartimentado e hierarquizado. Isto significa que a grade curricular, que fixa o tempo de cada disciplina, concede mais tempo – que normalmente é apenas de uma hora ou menos – para disciplinas que são consideradas de mais importância em detrimento de outras, que acabam ficando prejudicadas por terem menos tempo para serem desenvolvidas.

Comentando sobre esse assunto e sobre o resultado imediato no desenvolvimento escolar dos alunos, Enguita (1989) diz:
A sucessão de períodos muito breves – sempre de menos de uma hora – dedicados a matérias muito diferentes entre si, sem necessidade de sequência lógica entre elas, sem atender à melhor ou à pior adequação de seu conteúdo a períodos mais longos ou mais curtos e sem prestar nenhuma atenção à cadência do interesse e do trabalho dos estudantes; em suma, a organização habitual do horário escolar ensina ao estudante que o importante não é a qualidade precisa de seu trabalho, a que o dedica, mas sua duração. A escola é o primeiro cenário em que a criança e o jovem presenciam, aceitam e sofrem a redução de seu trabalho a trabalho abstrato. (ENGUITA, 1989, p.180)

Desse modo, vários autores, como Veiga (p. 30) concordam que é necessário reformular a forma em que o tempo escolar é organizado, para alterar a qualidade do trabalho pedagógico.

Por Jennifer Fogaça
Graduada em Química
Equipe Brasil Escola

Qualidade da educação depende de cumprir metas do PNE, diz ministro da Educação

RIO

A valorização do magistério, a proporcionalidade entre os recursos destinados à educação e o Produto Interno Bruto (PIB) e o enfoque qualitativo na análise dos resultados são objetivos do Plano Nacional de Educação (PNE), destacados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em palestra na tarde desta quinta-feira (14). Ele falou a cerca de 400 pessoas que lotaram o auditório da 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia.

O ministro observou que, para a valorização do professor, o PNE estabelece que todos os docentes da educação básica devem possuir formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam. Além disso, o profissional do magistério com mais de 11 anos de escolaridade deverá ter rendimento médio equivalente ao dos demais profissionais nessa situação. O PNE determina, ainda, a criação de um plano de carreira para o magistério em todos os sistemas de ensino.

O PNE busca ampliar o investimento público em educação até que se atinja, no mínimo, 7% do PIB do país. Haddad lembrou que, com a fixação desse índice, os recursos para a educação aumentarão, acompanhando o crescimento econômico do país.

O ministro Fernando Haddad afirmou que seriam necessários R$ 80 bilhões, em valores de hoje, para realizar o Plano Nacional de Educação 2011-2020 (PNE), projeto de lei que tramita pelo Congresso Nacional. Para atingir esse montante seria necessário investir 7% do Produto Interno Bruto brasileiro pelos próximos dez anos, segundo ele.

O plano não se restringe apenas a metas quantitativas. Para o ministro, a criação de mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental trará mais qualidade à educação.

A proposta do novo PNE, que tramita no Congresso Nacional, define metas e estratégias para a educação brasileira no decênio 2011-2020.

Inep estuda enviar cópia da redação do Enem para o aluno

Processo evitaria reclamações de alunos que alegam ter tirado nota zero mesmo tendo escrito a redação

Alexandre Gonçalves - O Estado de S.Paulo

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) estuda formas de enviar uma imagem escaneada das redações feitas pelos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) à casa dos estudantes que realizaram o exame. A imagem acompanharia a mesma carta que informa a nota obtida.

A informação é da presidente do Inep, Malvina Tuttman, presente ontem em uma conferência sobre o Enem na 63ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), em Goiânia (GO). "Não será possível fazer isso ainda este ano e no primeiro semestre de 2012", afirma Malvina. "Mas estou confiante (que será possível) no segundo semestre do próximo ano."

Ela diz que será necessário adquirir uma maquinaria pesada para viabilizar a proposta. O processo de correção ganharia transparência e evitaria críticas como as recebidas no ano passado, quando alunos reclamaram ter tirado nota zero mesmo tendo escrito a redação. Mas Malvina afirma que o principal motivo para enviar a redação é pedagógico: fazer com que os alunos possam aprender com os próprios erros.

QUILOMBO

Local onde se concentravam os escravizados que fugiam das fazendas, minas e casas de família. As pequenas aldeias que existiam no quilombo eram também chamadas mocambos. Os maiores quilombos eram formados por vários mocambos. Seus habitantes eram chamados quilombolas. Os quilombos existiram no Brasil desde a colonização até o final do Império.

Organização. Nos quilombos, os ex-escravos organizavam-se política e economicamente de modo semelhante ao das tribos ou nações africanas de que provinham. Alguns já eram nascidos no Brasil, outros provinham das mais diferentes regiões da África. Para alguns historiadores e, segundo pesquisa realizada pelo Departamento de Genética e Morfologia da Universidade de Brasília (UnB), que estuda comunidades remanescentes de quilombos, os esconderijos de escravizados fugidos ou libertos até o século 19 não foram comunidades apenas formada por negros, mas eram também compostas por indivíduos excluídos da sociedade da época, mestiços e até mesmo índios das redondezas que se juntavam aos quilombolas.

As terras dos quilombos eram consideradas normalmente como bem comum. Cada indivíduo ou família cultivava uma pequena área. Em alguns quilombos, chegou a se desenvolver um rico e variado cultivo de gêneros alimentícios e a criação de animais domésticos. Os maiores quilombos chegaram a manter comércio com as vilas mais próximas.

Expedições punitivas. Embora procurassem se instalar em lugares longínquos, os quilombolas faziam incursões noturnas às fazendas. Iam encorajar as mulheres e novos companheiros a segui-los até os quilombos.

As autoridades organizavam expedições punitivas para acabar com os quilombos. No princípio, os ataques tinham por finalidade recuperar os escravizados fugidos. Mais tarde, a prosperidade alcançada por alguns quilombos despertou a cobiça dos brancos. Muitos sertanistas e bandeirantes organizaram expedições contra os quilombos para receberem como recompensa as terras ocupadas por eles.

O Quilombo dos Palmares foi o mais importante de todos, não só pelo seu tamanho como pela resistência às 17 expedições punitivas que foram enviadas contra ele. Durou dos primeiros anos do século 17 até 1695.

Sua área de influência chegou a se estender do cabo de Santo Agostinho ao rio São Francisco. Nessa região, correspondente a uma parcela dos estados de Alagoas e Pernambuco, havia uma grande mata de palmeiras, daí o nome Palmares. A população de Palmares dividia-se em vários mocambos. Os chefes de cada mocambo formavam um conselho. Esse conselho era reunido pelo rei Ganga Zumba. O principal mocambo, onde ficava o rei, chamava-se Cerca Real do Macaco.

Campanha contra Palmares. As primeiras expedições para Palmares, de simples reconhecimento, foram enviadas pelos holandeses. Após a expulsão desses holandeses em 1654, os luso-brasileiros enviaram 17 expedições contra Palmares. As mais importantes foram a de Antônio Jácome Bezerra e André da Rocha (1673), a de Manuel Lopes (1675), as de Fernão Carrilho (1677, 1684 e 1686) e as de Domingos Jorge Velho (1692 e 1693-1695). Os quilombolas resistiram por mais 20 anos antes de serem derrotados pela primeira vez, em 1677. Nesse ano, a primeira expedição de Fernão Carrilho tomou os mocambos do Amaro, de Aqualtune e de Subupira, destruiu as habitações e queimou as plantações. Capturou Ganga Zona, irmão do rei, Ganga Muíça, comandante militar, vários membros da família real e os chefes João Tapuia Ambrósio e Pedro Carapaça. Ganga Zumba aceitou a paz oferecida pelo governador de Pernambuco e passou a viver confinado em Cucaú.

Muitos mocambos continuaram resistindo, sob a liderança de Zumbi, sobrinho de Ganga Zumba. Contra esse grupo foram organizadas novas expedições. Em 1692, a do bandeirante Domingos Jorge Velho foi derrotada pelas forças de Zumbi. No ano seguinte, ele organizou nova expedição contra Palmares, auxiliado pelos destacamentos de Sebastião Dias e de Bernardo Vieira de Melo. Após longa resistência, os quilombolas foram cercados na Serra da Barriga. Zumbi foi morto em combate e o Quilombo dos Palmares foi totalmente destruído.

Outros quilombos. Além de Palmares, outros quilombos atingiram grande desenvolvimento, como o da Serra dos Parecis, os do rio Trombetas, no Pará, o de Turiaçu, no Maranhão, o de Carlota, em Mato Grosso, e o do rio das Mortes, em Minas Gerais. Houve quilombos em todo o território brasileiro. Na época do Império, os mais famosos foram os de Malunguinho, perto do Recife, e o de Cumbe, no Maranhão. Durante a campanha pela abolição da escravidão, os abolicionistas organizavam fugas de escravos para quilombos.