enviada por Corumbá
A educação, bem entendida, é a chave do progresso moral.
Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, será possível endireitá-los, como se endireitam plantas novas.
Mas essa arte exige muito tato, muita experiência e uma profunda observação.
As palavras encontradas na resposta da questão 917 de O livro dos Espíritos vão ao cerne do tema educação.
Tratar a educação como uma arte, implica em muita coisa.Implica, por exemplo, em entender que ela exige a técnica e exige a inspiração, a sensibilidade.
A técnica que nos faz conhecer a alma humana, através do estudo das ciências especializadas.
Todo aquele que é educador, nas mais diferentes esferas que essa missão abrange, precisa ter conhecimento do conteúdo dessa matéria.
Não falamos apenas de professores, tutores, orientadores, mas também dos pais.Sim, os pais, como educadores, precisam buscar esse aprimoramento, sempre que possível, para desempenharem melhor o papel bendito que receberam do Criador.Sabemos, sem dúvida, que o amor é o essencial.
Mas o amor, sem a orientação da razão, do conhecimento, pode ficar sem leme e sem direção.
De forma alguma estamos colocando a necessidade de um curso técnico ou curso superior, na área da educação, para todos os pais, mas sim o acesso a leituras, cursos e orientações que os ajudem a desenvolver mais apropriadamente a tarefa que abraçam.
Como arte, a educação exige também a parcela de inspiração, de sensibilidade.
É aí que entram a empatia, o tato e a observação.
Os educadores precisam buscar entrar no sentimento de seus educandos, dessa forma crescendo juntos e proporcionando que o aprendiz se desenvolva em bases seguras.
A arte é expressão do bem e do belo e a arte da educação faz com que possa brotar, no coração do educando, a beleza que guarda dentro de si, como germe esperando o instante de florescer.
Brota apenas quando tem as condições necessárias: terra fértil, rega, sol, cuidados...
Todo mestre é um semeador e toda semeadura é também uma verdadeira arte.
Se você é educador, pai, mãe, reflita se não pode se esmerar um pouco mais no exercer essa belíssima arte.
Não relegue para segundo plano, em seu viver, a tarefa de educar.
Se estiver na fase das crianças pequenas e adolescentes, redobre os cuidados, redobre a atenção.
Nada na vida pode ser mais importante que isso, nesse momento de sua existência.Esse tempo passa rápido, por isso, aproveite bem.
Tudo que for semeado hoje terá reflexos em toda idade adulta.A relação que você construir agora, com seus filhos e seus educandos, será a base para a construção da personalidade deles.
Esmere-se. Dedique-se. Semeie.
Por ser tarefa abençoada e de suma importância para a instauração da paz na terra, recorde-se de que nunca estará sozinho ao desempenhá-la. Tenha certeza disso.
Redação do Momento Espírita com base no item 917, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.
Em 20.08.2012.
sábado, 1 de setembro de 2012
Educação como arte
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
MT - Unemat divulga concorrência do Vestibular para turmas especiais e CFO/MT
Redação 24 Horas News
A Diretoria de Gestão de Concursos e Vestibulares (Covest/Unemat) divulgou, nesta quinta-feira (30.08), a concorrência do vestibular para cursos em modalidades diferenciadas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e para os cursos de formação de oficiais do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar de Mato Grosso (CFO/MT). O documento pode ser acessado no endereço eletrônico: www.unemat.br/vestibular.
O curso mais concorrido foi o CFO da Polícia Militar. São 619 candidatas inscritas, representando 206 candidatas do sexo feminino para cada vaga ofertada. Também foram registrados 2.812 homens inscritos, uma relação de 104,15 candidatos/vaga. Já para o Corpo de Bombeiros Militar são 62,00 candidatas para cada vaga destinada a mulheres e 57,80 candidatos para cada vaga destinada para homens.
Dentre os cursos oferecidos nas modalidades diferenciadas da Unemat, os mais disputados são de Licenciatura em Computação em Sinop (5 candidatos/vaga), seguido de Administração em Sorriso (4,26).
O total de 9.430 concorrentes realizarão as provas do Vestibular da Unemat e CFO, nos dias 16 e 17 de setembro ,em 10 cidades do Estado.
Além do exame intelectual, a seleção para o CFO inclui avaliação física, psicológica, médica e odontológica, entrega dos documentos referentes à investigação social, apresentação para ingresso na instituição e matrícula no Curso de Formação de Oficiais.
Vagas
São oferecidas 500 vagas para a Unemat, para os cursos de História, Matemática, Química, Comunicação Social, Letras, Administração e Computação. Já o curso de formação de oficiais do Corpo de Bombeiros disponibiliza 06 vagas e a Polícia Militar 30 vagas.
MT - ‘VI Mostra’ e ‘Semana Nacional de Ciência e Tecnologia’ serão realizadas simultaneamente
Redação 24 Horas News
Com o objetivo de centralizar as ações de popularização da Ciência e à produção de projetos científicos nas escolas públicas e privadas de Mato Grosso, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) anuncia que a ‘VI Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação’ e a ‘9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia’ serão realizadas simultaneamente. A decisão partiu da secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Áurea Regina Ignágio, ao perceber que as duas ações governamentais surtirão mais efeito junto ao público estudantil e a sociedade se forem na mesma data.
Com essa decisão ficou marcado para os dias 15 a 18 de outubro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá, as atividades da ‘VI Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação’ e da ‘9ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia’. Nesses eventos, estudantes, crianças, jovens e adultos poderão visitar stands e conhecer de perto os projetos científicos elaborados pelos alunos - de nível Fundamental, Médio e Técnico - de Mato Grosso. Até esta semana já se cadastraram 64 projetos escolares aptos a participarem da VI Mostra e da 9ª Semana. Alta Floresta, Itiquira, Nova Mutum e Juína são os municípios que lideram com o maior número de projetos escolares inscritos. “Além desses trabalhos escolares, empresas que fomentam a inovação no Estado também terão stands nesses nossos eventos”, acrescenta Áurea Ignácio.
Entre os atrativos que poderão participar da ‘VI Mostra’ e da ‘9ª Semana’ estão cinema 6D, piso interativo, brinquedos científicos - equipamentos que dão a sensação de falta de gravidade, bicicleta geradora de energia, mala rebelde (que explica o efeito da inércia), espelhos planos que produzem ilusão de ótica, teatro cultural, danças regionais como cururu e siriri, palestras educativas e o ônibus tecnológico do projeto educacional ‘Ciência em Show’.
MT - Educadores debatem criação de políticas para a Educação Infantil em MT
Redação 24 Horas News
Educadores do Centro Oeste discutem durante três dias (29 a 31.08), em Cuiabá, a implantação das propostas políticas para a Educação Infantil e as formas de subsidiar outras, que garantam o acesso das crianças de 0 a 5 anos à educação. A discussão, promovida pelo Movimento Interfóruns de Educação Infantil (Mieib) da região Centro Oeste, em parceria com Secretaria de Estado de Educação, integra as propostas do IV Encontro Regional do Mieib e Seminário Estadual de Educação Infantil.
Dados apresentados pela representante do Mieib Centro Oeste, Mariete Félix Rosa, mostram a desigualdade da educação infantil no Brasil. Do total de crianças 0 a 3 anos no país, apenas 18,4% têm acesso à educação. Na faixa de 4 a 6 anos, a inclusão é de 81,3%. “Se segmentarmos o acesso por renda, campo e cidade e regiões do país, a desigualdade é ainda maior”, destaca a representante do Mieib. Dados que só serão revertidos com as políticas inseridas no Plano Nacional de Educação, que prevê financiamento obrigatório para a pré escola a partir de 2016, com cobertura de 50% de atendimento em creches até o último ano de vigor do PNE, em 2023. Isso prevendo a construção de 39 mil unidades de educação infantil. A estimativa do Ministério da Educação é de que nos próximos quatro anos sejam construídas pelo menos 6 mil.
O presidente do Conselho Estadual de Educação, Agnaldo Garrido, cita que com a articulação do Movimento Interfóruns inicia-se no país a inserção da Educação Infantil como Política Pública e não como ação benevolente para o atendimento a esse público. Somado a isso, destaca o Plano Nacional de Educação que, segundo ele, traça objetivos, metas e financiamento para a educação infantil.
O secretário de Educação do Estado, Ságuas Moraes, compareceu ao evento e fortaleceu o apoio da Educação Estadual por acreditar que essa é a idade mais importante da vida, para a formação, no desenvolvimento psicossocial e motor da pessoa. “Como secretário de Educação e médico pediatra, acredito ser a infância a melhor fase da vida, e a Educação irá apoiar, não com financiamento, pois isso cabe aos municípios, mas com formação e orientação”, disse.
O evento discutirá ainda temas como política de formação profissional, infraestrutura necessária, atendimento em período integral e articulação com outros programas para fomentar a educação infantil.
Na abertura estiveram presentes representantes dos Fóruns de Educação Infantil de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso. E ainda, membros da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), União dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Próinfancia, e Secretaria de Estado de Educação, com a presença da equipe de Educação Infantil e da superintendente de Educação Básica, Alice Faccio.
Educadores do Centro Oeste discutem durante três dias (29 a 31.08), em Cuiabá, a implantação das propostas políticas para a Educação Infantil e as formas de subsidiar outras, que garantam o acesso das crianças de 0 a 5 anos à educação. A discussão, promovida pelo Movimento Interfóruns de Educação Infantil (Mieib) da região Centro Oeste, em parceria com Secretaria de Estado de Educação, integra as propostas do IV Encontro Regional do Mieib e Seminário Estadual de Educação Infantil.
Dados apresentados pela representante do Mieib Centro Oeste, Mariete Félix Rosa, mostram a desigualdade da educação infantil no Brasil. Do total de crianças 0 a 3 anos no país, apenas 18,4% têm acesso à educação. Na faixa de 4 a 6 anos, a inclusão é de 81,3%. “Se segmentarmos o acesso por renda, campo e cidade e regiões do país, a desigualdade é ainda maior”, destaca a representante do Mieib. Dados que só serão revertidos com as políticas inseridas no Plano Nacional de Educação, que prevê financiamento obrigatório para a pré escola a partir de 2016, com cobertura de 50% de atendimento em creches até o último ano de vigor do PNE, em 2023. Isso prevendo a construção de 39 mil unidades de educação infantil. A estimativa do Ministério da Educação é de que nos próximos quatro anos sejam construídas pelo menos 6 mil.
O presidente do Conselho Estadual de Educação, Agnaldo Garrido, cita que com a articulação do Movimento Interfóruns inicia-se no país a inserção da Educação Infantil como Política Pública e não como ação benevolente para o atendimento a esse público. Somado a isso, destaca o Plano Nacional de Educação que, segundo ele, traça objetivos, metas e financiamento para a educação infantil.
O secretário de Educação do Estado, Ságuas Moraes, compareceu ao evento e fortaleceu o apoio da Educação Estadual por acreditar que essa é a idade mais importante da vida, para a formação, no desenvolvimento psicossocial e motor da pessoa. “Como secretário de Educação e médico pediatra, acredito ser a infância a melhor fase da vida, e a Educação irá apoiar, não com financiamento, pois isso cabe aos municípios, mas com formação e orientação”, disse.
O evento discutirá ainda temas como política de formação profissional, infraestrutura necessária, atendimento em período integral e articulação com outros programas para fomentar a educação infantil.
Na abertura estiveram presentes representantes dos Fóruns de Educação Infantil de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso. E ainda, membros da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), União dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Próinfancia, e Secretaria de Estado de Educação, com a presença da equipe de Educação Infantil e da superintendente de Educação Básica, Alice Faccio.
MT- Acordo permitirá intercâmbio entre Unemat e Universidade de Lisboa
Redação 24 Horas News
Acordo de cooperação celebrado entre Unemat e Universidade de Lisboa celebrado na última semana (21.08), em Sinop, possibilitará o intercâmbio de docentes, pesquisadores, estudantes, a troca de informações e publicações acadêmicas, além da implementação de projetos conjuntos de pesquisa.
O principal objetivo é possibilitar a inserção de estudantes e professores em instituições de qualidade visando o desenvolvimento e a internacionalização da Unemat. O convênio é amplo e tem duração de cinco anos.
Inicialmente não existem projetos desenvolvidos especificamente para esse acordo. Os editais específicos serão lançados posteriormente, em atendimento às demandas de áreas de conhecimentos.
O termo foi celebrado pelo reitor da Unemat, Adriano Silva, e o reitor de Lisboa, António Sampaio de Nóvoa, com a presença da pró-reitora de Ensino de Graduação, Ana Di Renzo, a diretora de mobilidade acadêmica, Maria Eloisa Karolczak, e do coordenador do campus de Sinop, Rodrigo Bruno Zanin.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Entrevista com Pedrinho Guaresch :Uma comunicação que dialoga com o outro
Publicada na edição nº 430, setembro de 2012.
Pedrinho A. Guareschi Professor e pesquisador da UFRGS, autor dos livros Sociologia Crítica e Psicologia Social Crítica. pedrinho.guareschi@ufrgs.br
Neste mês de setembro iniciamos o ano de comemoração dos 50 anos do Mundo Jovem. Neste período, em todas as edições lembraremos um tema que teve destaque ao longo da existência do jornal, para resgatar a história e propor um debate para os dias atuais. E começaremos com o tema da comunicação. Não só porque o Mundo Jovem é um veículo de comunicação, mas porque ela interfere decisivamente em nossa vida. E convidamos para esse debate Pedrinho Guareschi, que acompanhou toda história do Mundo Jovem e foi quem mais escreveu sobre esse assunto em nossas páginas.
• O que a comunicação representa na vida das pessoas?
O tema comunicação é um dos mais discutidos nos dias de hoje, até porque nós vivemos a era da comunicação, em uma sociedade midiada. Na verdade, a comunicação se transformou quase que numa ambiência social. Ela nos rodeia por todos os lados. Ela é como se fosse a água para o peixe, como se fosse o ar que respiramos. Para todo lado que viramos, vemos a comunicação. A comunicação já é quase uma extensão, uma prótese do ser humano. E isso vai aumentando cada vez mais. Agora, com as redes sociais, vemos pessoas que passam até dez horas por dia ligadas à rede. Já existem aparelhos de telefones celulares que incluem internet, televisão e outras redes: é a convergência midiática.
• Em relação aos veículos, há formas diferentes de produzir comunicação?
Eu gostaria de refletir um pouco sobre o que é mesmo comunicação. Normalmente a ideia que se tem é que comunicação é quando se passa alguma informação de um para o outro. Na verdade, esse conceito se modificou radicalmente e profundamente. E essa mudança nós devemos muito ao pensador brasileiro Paulo Freire, quando escreveu o livro Extensão e comunicação. A partir da ideia de que não há aquele que sabe mais e outro que sabe menos, mas há o que sabe uma coisa e outro que sabe outra coisa, comunicação implica necessariamente o diálogo, a aceitação do outro e a participação do outro. É impossível uma verdadeira comunicação que não seja de fato uma interação com as pessoas.
• Então, só informação não é comunicação?
O verdadeiro papel da comunicação não é passar simples informações, é estabelecer o debate nacional. O papel do jornalista e do escritor é levantar dados, informações, para que as pessoas possam julgar com critérios e fundamentos. Exemplo: a BBC de Londres é considerada como uma das melhores emissoras do mundo. Lá, uma notícia demora de cinco a sete minutos. O fato é apresentado e depois se começa a questionar, se contextualiza toda a problemática e não se dá respostas: quem vai formar opinião é o espectador e/ou o ouvinte da rádio. Isso é comunicação. No Brasil, os jornalistas dos grandes veículos parecem deuses do Olimpo, como se estivessem a dizer ou ditar normas para a população. Os grandes telejornais se transformaram quase que em aulas de catecismo, em que o "grande Pai" passa no fim do dia para os seus filhinhos, dizendo o que aconteceu e o que foi certo e o que foi errado. E isso é uma comunicação manipuladora, que não poderia ser chamada de comunicação.
• Como se dá a participação dos telespectadores, ouvintes de rádio ou leitores?
As pessoas não são apenas recebedoras de mensagens na verdadeira comunicação, aquela que faz as pessoas pensarem. Fundamentalmente, comunicar é fazer a pergunta para que as pessoas comecem a refletir. A comunicação deve provocar para que se estabeleça o debate nacional de como nós queremos o nosso Brasil, a nossa cidade, a nossa sociedade. O Evangelho, na Bíblia, é um bom exemplo de verdadeira comunicação. Jesus apresenta uma mensagem em forma de parábolas, de enigmas que fazem as pessoas refletir. Já na sociedade grega só recebia o título de cidadão aquele que falasse, que levantasse e apresentasse o seu projeto. Os meios de comunicação hoje são a nova praça, a nova Ágora, encarregados de estabelecer esse debate nacional, em que todo povo deve opinar, expressar sua opinião, manifestar seu pensamento. E é interessante ver a relação que existe entre comunicação e educação. Freire dizia que a educação consiste em fazer perguntas e não em dar respostas; consiste em problematizar. Depois, através do diálogo, vai se discutindo e crescendo juntos. Essa é a questão séria da comunicação e, paralelamente, da educação. Aliás, comunicação e educação são irmãs gêmeas.
• O Mundo Jovem pode conjugar educação e comunicação?
O Mundo Jovem tem um pé firme nas escolas. É um grande subsídio. Ouço dizer de educadores(as) que a grande força deles(as) para assuntos que interessam aos jovens é o jornal Mundo Jovem. A escola é um local privilegiado, e o bom do Mundo Jovem é que ele já carrega em si essa pedagogia, essa didática de não ficar dando respostas, mas de fazer perguntas. Principalmente que no final de cada matéria, que é curta, como devem ser hoje, existem perguntas para debate. E isso implica necessariamente o diálogo. Eu costumo dizer que uma das piores coisas do mundo é ficar dando respostas a perguntas que não foram feitas. O Mundo Jovem hoje representa o espaço onde se levanta o problema, a problematização. E, na minha opinião, ele consegue manter as escolas dentro dos problemas verdadeiros da juventude. Sei que o Mundo Jovem faz uma pesquisa a cada ano, em que os leitores apontam os problemas que querem que sejam debatidos.
• A escola também pode colaborar na formação de novos comunicadores?
A difusão espantosa das redes sociais é um tema que me provoca. Gostaria de dizer que esta é, sim, o que chamamos de uma comunicação alternativa. É alternativa porque cai fora daquela comunicação tradicional, dos grandes meios. As mídias sociais, as redes sociais, são um passo à frente e decisivo que muda qualitativamente a questão da comunicação no Brasil e no mundo. Agora, eu gostaria de chamar a atenção para um ponto: de nada adianta essa modificação do meio alternativo se ele continua com a prática dominadora que os outros meios tinham, de só darem respostas, de serem os donos da verdade. Vem então o problema da formação, da educação dos novos comunicadores, que no fundo somos todos nós. Mas as pessoas que se dedicam a isso devem ter a consciência de que estão prestando um serviço às pessoas e não são detentores de uma verdade única. Isso é decisivo na minha opinião. Pode ser o meio que quiser, o importante é essa consciência.
• E a formação de jornalistas?
O estudante, o candidato a jornalista, deve começar a ver pedagogicamente como ele pode prestar esse serviço. Evidentemente que ele deve ter um conhecimento amplo das questões. Não pode discutir questões que não entende. E não é só o jornalista que fala. Há pensadores, pesquisadores que têm muito a falar. Eles precisam ser colocados na mídia para fazerem a provocação e dizerem sua palavra. O jornalista é o que faz toda essa articulação para uma comunicação verdadeiramente democrática e participativa numa sociedade. Mas o ponto fundamental é ele saber que não é o dono da verdade, que não tem a última palavra. É verdade que, pelo fato de proliferarem muitos comunicadores nas redes sociais, muitos já têm a possibilidade de dizer a palavra, não só comunicadores específicos. Isso, em parte, é positivo, contanto que eles de fato possam ter sempre presente a importância de que estão prestando um serviço aos outros, com quem estão em contato, para a construção de uma sociedade justa e participativa.
• Sobre comunicação, que recado você daria para o jovem?
Há uma grande diferença entre meio e mensagem. A mensagem é exatamente aquilo de mais profundo que nós queremos passar para os outros. Agora, o meio, ele varia enormemente. E nós temos hoje, através das redes sociais, diferentes maneiras de passar mensagens. Quando dizemos que não se deve ser autoritário na comunicação, não quer dizer que não se deve colocar os projetos. Devemos sempre colocá-los com essa alternativa ou com essa condição de que esse é o meu pensamento. Aí se estabelece realmente o debate e o diálogo. É através dessa prática argumentativa, na qual cada um diz o que pensa, em pé de igualdade, que se poderá ver e decidir qual será o melhor para a sociedade. O segredo é fazer que todos falem, porque todos têm projetos, opiniões, pensamentos. Daí que, quase misteriosamente, surgem alternativas para a solução dos problemas. Isso é fantástico e isso é de fato a comunicação: todos têm um saber. O meio deve propiciar a chance de falar.
"O jornal das coisas novas"
Penso que o jornal Mundo Jovem, que está fazendo os seus 50 anos, desde o início quis ser uma comunicação autêntica e verdadeira. Em primeiro lugar, começou a ser feito por pessoas jovens. Superava a dicotomia de que o adulto sabe e que o jovem não sabe. E foi interessante como o jornal foi aceito por esse Brasil afora. É conhecido em quase todos os municípios brasileiros.
Mas o Mundo Jovem logo pensou em recolher o que os jovens gostariam de discutir. Já fazia o trabalho interativo de buscar, e hoje faz especialmente através de uma pesquisa anual. E depois provoca uma reflexão sobre esses temas. Não para dar respostas, mas para fazer perguntas, para que os jovens, nos lugares esparramados por esse Brasil todo, possam realmente discutir, falar, ver, argumentar e, enquanto possível, mandar também as conclusões deles.
Para mim, o Mundo Jovem é uma experiência muito grata, principalmente por esse cuidado em manter o diálogo com a juventude. O ser humano se distingue de todos os outros seres vivos exatamente pela capacidade que ele tem de refletir, de pensar, de fazer a pergunta. E esse jornal de ideias, que evita comerciais, proporciona a discussão dos grandes problemas nacionais, e principalmente dos referentes à juventude.
Decididamente o jornal Mundo Jovem é um dos responsáveis pela força criadora e renovadora dentro da Pastoral da Juventude, tanto assim que era o órgão específico da Pastoral da Juventude. Durante três anos percorri o Brasil de ponta a ponta juntamente com outros assessores da CNBB, principalmente o padre Jorge Boran, que era o encarregado da Pastoral da Juventude, e víamos o respaldo que o Mundo Jovem nos dava, especialmente quando queríamos que continuassem os grupos de reflexão, continuasse gente pensando e, principalmente gente engajada em ações.
E agora, depois dos 50 anos, eu diria que se o Mundo Jovem deixar de prestar atenção aos jovens, ele vai se perder, porque vai perder o seu carisma. E o carisma do Mundo Jovem é justamente ser o responsável pela identificação dessas novas ideias que vão surgindo. As coisas estão se modificando e ninguém segura os tempos.
Se o Mundo Jovem quiser manter por mais 50 anos a sua atuação, a sua força, a sua beleza, deve prestar sempre atenção às coisas novas. O Mundo Jovem é o jornal das coisas novas.
O que esperar de adolescentes e jovens?
Artigo sobre valores e saberes dos jovens de hoje.
Cada idade tem sua sabedoria. Aprendemos a valorizar os idosos, por exemplo, porque nos fazem viva a memória de nosso passado, com os valores vividos e que nos servem de referência. A juventude também tem a sua sabedoria. Um exemplo é a facilidade que os jovens têm para lidar com os novos meios eletrônicos, com as novas tecnologias.
O próprio Papa Paulo VI já dizia, em 1971, que devemos ouvir a sabedoria dos jovens: “é conveniente até que certos jovens sejam mestres e educadores dos seus companheiros. A sua idade permite-lhes assimilar novos tipos de cultura e comunicá-la aos da sua geração”. Neste sentido, a sabedoria dos jovens corresponde a uma utopia que nos faz olhar para o futuro, a uma projeção do que desejamos. É preciso olhar com cuidado para a juventude. Nela, a realidade social e os dramas da condição humana estão presentes de forma mais intensa. É a ponta do iceberg. Como diz a socióloga Marília Spósito, “o modo como uma sociedade olha a juventude é uma metáfora do modo como ela olha para si mesma”.
Que geração é essa? É fato que mudou muito o jeito de ser adolescente de algumas décadas para cá. Na verdade, mudou porque o mundo mudou e mudamos todos nós. São mudanças que trazem perdas e conquistas. Se, por um lado, ganhamos em liberdade e pragmatismo, por outro, perdemos em idealismo e encantamento. Uma das características desta geração (anos 2000), fruto da revolução tecnológica, é o desejo de fazer tudo-ao-mesmo-tempo-agora: estudar, ouvir música, vasculhar a internet. Também conhecida como geração Z - de zapear -, esta geração é formada por nativos digitais, que já nasceram num mundo marcado pela internet. Não imaginam a vida sem computador, chats, redes de relacionamento, ipods ou telefones celulares.
Sempre conectados, em geral são mais informados e com interesse por diversos assuntos. São capazes de conectar-se com uma vasta rede, mas sem profundidade. A velocidade é tão grande que refletem pouco sobre as informações, não avaliam nem interpretam e sentem muita dificuldade em definir prioridades. É uma geração ansiosa, porque está exposta a um excesso de informação, pelo qual a concentração e a reflexão se tornaram capacidades raras.
Aprendendo com eles e for necessário recuperar um programa no computador, basta chamar o adolescente mais próximo. São eles também os consultores da família na hora de adquirir um novo aparelho eletrônico. Nós, adultos, devemos aprender com os adolescentes e jovens a abrir janelas sem ter vergonha de aprender com eles. Os jovens estão mais abertos ao futuro. Aprender com os jovens que ser multimídia e ficar conectado a inúmeros aparelhos permite trocar conhecimentos com mais pessoas simultaneamente e receber informações amplas sobre o mundo. Não podemos querer voltar atrás e achar que os jovens vão abrir mão desses prazeres e facilidades.
Mas aprender também com a pergunta: o que vale mais, a preservação de nossas forças, que nos garante uma vida mais longa, ou a liberdade da máxima intensidade e variedade de experiências? Melhor viver a mil, em menos tempo, ou viver com moderação, em mais tempo? Melhor ficar acordado até tarde pelo prazer da companhia ou voltar cedo para casa, já que, no outro dia, os compromissos nos esperam? O prazer ou a vida? Para os jovens, para quem a morte parece muito distante, parece não haver dúvida de que é preciso viver intensamente o momento presente, pois “o tempo não para”. Este é um questionamento que nos desafia a, novamente, perguntar: será que temos outras razões, que não seja apenas a decisão de durar um pouco mais, a fazer que nos privemos dos prazeres da vida? Qual é o critério do bem ou do mal quando a paixão de viver é tão grande que ameaça nossa própria vida?
O mais importante é que as gerações se encontrem. A juventude é muito veloz e capaz, mas não lida bem com perdas e frustrações. A família é o lugar onde os filhos são preparados para crescer e tornarem-se independentes. O adolescente necessita conquistar seu espaço no mundo adulto, fazendo suas próprias escolhas. Porém são poucos os jovens em condições de vislumbrar alternativas para o seu projeto de vida, poder escolher e realizá-lo. Em gestos e manifestações, mesmo naquelas mais arriscadas, os jovens estão dizendo: “é a vida que amamos e buscamos”.
A nossa esperança no futuro depende da resposta que daremos à seguinte questão: o que fazer juntos para que possamos viver mais e melhor? Ou seja, é preciso uma ética da cooperação e da solidariedade, superando o individualismo e a competição, muito presentes em nossas ações.
Rui Antônio de Souza teólogo, mestre em Comunicação Social, da equipe do jornal Mundo Jovem, Porto Alegre, RS. ruisouza@mundojovem.pucrs.br
Texto publicado no jornal Mundo Jovem, edição nº 411, outubro de 2010, página 10.
Prazer e responsabilidade nas relações sexuais
Artigo sobre educação sexual, publicado na edição nº 381, jornal Mundo Jovem, outubro de 2007, página 17.
Hoje os adolescentes iniciam a vida sexual muito cedo, sem entender bem o porquê. Às vezes por problemas familiares, às vezes por descoberta do próprio corpo, para descobrir o outro. Mas isto vem acontecento de uma forma muito precoce. Eles ainda não têm a maturidade para discernir que o ato sexual é um ato que deve ser amoroso, que deve trazer felicidade para a vida do jovem e por isso deve ser encarado com responsabilidade com o próprio corpo e com o corpo do(a) parceiro(a).
Em relação à educação sexual, existem sérias distorções. Alguns jovens, principalmente mulheres, carregam uma concepção negativa do sexo. Aprendemos que aquilo é negativo, sujo, não pode ser realizado... Já o homem é incentivado desde cedo a ter relações sexuais, a se masturbar, a observar o corpo. Aí encontra-se a primeira dificuldade no ato sexual. Às vezes a mulher sente um pouquinho de dor, não sabe exatamente como e onde sentir prazer.
É preciso conversar com os jovens que isso é um processo natural e que, aos poucos, eles vão se encontrando, como casal. Por isso é importante a intimidade. O que está acontecendo, hoje, é que as pessoas nem se conhecem e já têm a primeira relação sexual. É importante conviver, conhecer o aspecto psicológico, a personalidade do outro para enfrentar o primeiro momento que, muitas vezes, poderá ser difícil para um deles. Às vezes um parceiro tem experiência e o outro não tem.
Quando começa a namorar, o jovem se depara com um mundo que quer vender o prazer. Existem os sexshops, as formas de você ter prazer... Só que não vinculam isso ao conhecimento de si próprio, ao conhecimento do corpo e ao amor, que é fundamental para ter uma relação sexual. Muitos jovens estão adotando o conhecimento, o namorar, o se conhecer, o conversar, o abraçar, o beijar, a troca de carinho para depois ter a primeira relação sexual. Acredito que seja o mais aconselhável para acontecer com maturidade, porque a gente não ama o que não conhece. A gente só conhece uma pessoa depois de conviver alguns anos com ela. E a partir daí brota o sentimento de amor.
Então, o jovem que posterga a primeira relação sexual é porque quer conhecer o outro, quer adotar este sentimento de amor, que é o mais importante na nossa vida. A gente tem tantos religiosos que adotam a castidade e vivem bem e felizes porque amam e praticam a caridade. O sexo não é o ponto mais importante num relacionamento a dois; ele é um complemento que deve ser sadio e encarado com maturidade.
Conhecer para cuidar
Mesmo hoje os jovens, principalmente a partir dos 11-12 anos, quando estão começando a apresentar transformações do corpo, vêem o sexo como tabu. É difícil para o jovem se aceitar como um homossexual, por exemplo, ou querer conversar sobre relação sexual, sobre o que está acontecendo com o organismo dele, por que está ficando mais excitado em certo momento da vida. Ele, muitas vezes, não sabe que é uma fase de grande produção de hormônios.
Os profissionais da Educação ensinam Geografia, História, Matemática, Língua Portuguesa etc., mas o jovem precisa também ser orientado sobre sexualidade, quando não tem isso em casa. E na escola isso é importante.
Deveria ser ensinado na escola que cada um se conheça. A menina precisa saber o seu ciclo fisiológico, o que acontece quando ovula... Sabendo isso, ela saberá adotar medidas, entenderá que no momento da ovulação ela fica mais excitada, pois é o período fértil. A educação sexual ainda está sendo pouco adotada na escola e também nas famílias o assunto pode e deve ser mais discutido.
Luciana Virginia Tempesta Múhe Ginecologista e obstetra, Brasília, DF. lux.tempesta@uol.com.br
Ideologia do ganha-ganha
Lair Ribeiro
Na vida, você tem duas opções: ou acredita que o Universo é escasso e não há o bastante para todos ou que ele é potencialmente abundante e há o suficiente para todos. Essa escolha é fundamental para definir a sua posição no mercado.
Se optar pela escassez, você estará jogando o jogo do ganha-perde. Esse jogo está com os dias contados, e, mesmo quem está ganhando, sempre acaba perdendo.
Se optar pela abundância, você entra em um jogo muito mais interessante e promissor, cuja regra básica é a seguinte: “Para eu ganhar, você não precisa perder, a não ser que você insista. Aí, o problema é seu.”
A história dos dois ladrões
A dinâmica do jogo da vida é muito fácil de ser entendida a partir dessa história:
Era uma vez dois ladrões romanos, Augusto e Júlio, que foram presos e condenados à morte. Durante o interrogatório e julgamento, um acusava o outro do crime e jurava a sua própria inocência. O imperador, mesmo querendo executar os dois, decidiu fazer isso de forma a proporcionar distração para a população romana. Ele estabeleceu que os ladrões ficariam em celas separadas, sem se comunicar um com o outro, e que cada um receberia uma moeda romana para, no próximo domingo, participar de um jogo com as seguintes regras:
Duas “caras”: ambos serão perdoados e libertados.
Uma “cara” e uma “coroa”: quem apresentar “coroa” será libertado e receberá um quilo de ouro, e quem apresentar “cara” será executado.
Duas “coroas”: ambos serão executados.
No domingo seguinte, ambos foram chamados diante de dez mil pessoas. Depois de abrirem as mãos e revelarem a face da moeda escolhida, os dois ladrões foram jogados aos leões!
Moral da história
Sabe o que aconteceu? Eles não jogaram o jogo do ganha-ganha. Se tivessem jogado, ambos teriam apresentado “cara” e seriam perdoados e libertados. Contudo, como estavam separados, nenhum confiou que o outro tomaria essa decisão. Por outro lado, a tentação de ser libertados e ainda ganhar um quilo de ouro, levou os dois a escolher “coroa”. Resultado: ambos foram executados.
Na vida, assim como nessa história, tanto o ganha-perde quanto o perde-ganha acabam-se deteriorando para o perde-perde. Portanto, ganha-ganha é o único jogo a ser jogado. Para que isso ocorra, é necessário desenvolver a confiança mútua.
Estabelecendo confiança
A confiança mútua é estabelecida a partir de três parâmetros básicos: sinceridade, competência e história pregressa.
Sinceridade
O que a pessoa fala em público é o que ela fala em particular? O que ela fala com uma pessoa é a mesma coisa que ela fala com outra?
Competência
A pessoa tem capacidade de fazer o que está dizendo que vai fazer? Lembre-se de que o inferno está cheio de pessoas com boas intenções!
História pregressa
Como a pessoa se comportou no passado, em situações similares.
Na vida, você tem duas opções: ou acredita que o Universo é escasso e não há o bastante para todos ou que ele é potencialmente abundante e há o suficiente para todos. Essa escolha é fundamental para definir a sua posição no mercado.
Se optar pela escassez, você estará jogando o jogo do ganha-perde. Esse jogo está com os dias contados, e, mesmo quem está ganhando, sempre acaba perdendo.
Se optar pela abundância, você entra em um jogo muito mais interessante e promissor, cuja regra básica é a seguinte: “Para eu ganhar, você não precisa perder, a não ser que você insista. Aí, o problema é seu.”
A história dos dois ladrões
A dinâmica do jogo da vida é muito fácil de ser entendida a partir dessa história:
Era uma vez dois ladrões romanos, Augusto e Júlio, que foram presos e condenados à morte. Durante o interrogatório e julgamento, um acusava o outro do crime e jurava a sua própria inocência. O imperador, mesmo querendo executar os dois, decidiu fazer isso de forma a proporcionar distração para a população romana. Ele estabeleceu que os ladrões ficariam em celas separadas, sem se comunicar um com o outro, e que cada um receberia uma moeda romana para, no próximo domingo, participar de um jogo com as seguintes regras:
Duas “caras”: ambos serão perdoados e libertados.
Uma “cara” e uma “coroa”: quem apresentar “coroa” será libertado e receberá um quilo de ouro, e quem apresentar “cara” será executado.
Duas “coroas”: ambos serão executados.
No domingo seguinte, ambos foram chamados diante de dez mil pessoas. Depois de abrirem as mãos e revelarem a face da moeda escolhida, os dois ladrões foram jogados aos leões!
Moral da história
Sabe o que aconteceu? Eles não jogaram o jogo do ganha-ganha. Se tivessem jogado, ambos teriam apresentado “cara” e seriam perdoados e libertados. Contudo, como estavam separados, nenhum confiou que o outro tomaria essa decisão. Por outro lado, a tentação de ser libertados e ainda ganhar um quilo de ouro, levou os dois a escolher “coroa”. Resultado: ambos foram executados.
Na vida, assim como nessa história, tanto o ganha-perde quanto o perde-ganha acabam-se deteriorando para o perde-perde. Portanto, ganha-ganha é o único jogo a ser jogado. Para que isso ocorra, é necessário desenvolver a confiança mútua.
Estabelecendo confiança
A confiança mútua é estabelecida a partir de três parâmetros básicos: sinceridade, competência e história pregressa.
Sinceridade
O que a pessoa fala em público é o que ela fala em particular? O que ela fala com uma pessoa é a mesma coisa que ela fala com outra?
Competência
A pessoa tem capacidade de fazer o que está dizendo que vai fazer? Lembre-se de que o inferno está cheio de pessoas com boas intenções!
História pregressa
Como a pessoa se comportou no passado, em situações similares.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
MT - Mais de 100 acadêmicos participam de oficina de formação para bolsistas
Redação 24 Horas News
Mais de 100 acadêmicos vindos de 10 campi da Universidade do Estado de Mato Grosso estão em Cáceres desde domingo (26.08), onde permanecem até quarta-feira (29.08), para participar da 2ª etapa de seleção do Programa de Formação de Células Cooperativas (FOCCO). São oferecidas 48 vagas para bolsistas, sendo uma para cada curso de graduação.
O FOCCO é uma nova política da Unemat de incentivo ao protagonismo estudantil que busca estimular a permanência e aprovação e taxa de conclusão dos cursos de graduação, por meio da formação de células de aprendizagem cooperativa.
Esta etapa de formação inclui palestras e oficinas de elaboração de projetos. Os acadêmicos receberão subsídios para elaborar uma proposta de célula de aprendizagem cooperativa, podendo ser qualquer tema, assunto, conteúdo, que possa colaborar com aumento de rendimento e aprovação dos alunos nos cursos de graduação.
Cada célula de aprendizagem deverá ser organizada e mantida pelo aluno bolsista, que reunirá outros acadêmicos da Universidade com o objetivo de promover a discussão e estudo que colabore com a aprovação dos participantes em seus cursos de graduação.
São considerados critérios para seleção nesta 2ª etapa a capacidade de interação com os colegas, disposição para planejar e executar projetos de aprendizagem, capacidade de organizar grupos de estudo com outros estudantes, competências interpessoais e habilidade para articular um grupo de estudo e natureza, qualidade e viabilidade do projeto de aprendizagem proposto.
A seleção inclui ainda entrevista realizada nos dias 28 e 29 de agosto. O resultado do processo seletivo será divulgado em 03 de setembro.
FOCCO - A bolsa é no valor mensal de R$ 400, com carga horária de12 horas e vigência de no máximo quatro meses, relativos ao período de setembro a dezembro de 2012, podendo ser renovada mediante atendimento de novo edital em 2013.
Por determinação da Justiça, governador nomeia aprovado para Seduc
A nomeação consta no Diário Oficial desta quarta-feira (29), foi apenas uma nomeação
HÉRICA TEIXEIRA
Mayke Toscano/Hipernotícias
O governador de Mato Grosso, Silval Barbosa, atendendo a determinação da Justiça, nomeia um aprovado no concurso público de 2009 para professor da educação básica, área ciências física e biológica. O professor vai atuar no município de Lucas do Rio Verde. A nomeação está publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (29).
O concurso de 2009 abriu 10.086 vagas para vários cargos em todas as secretárias do governo. O prazo de dois anos para a nomeação encerrou em 30 de junho deste ano e o gestor público determinou a prorrogação por mais dois anos, ficando vigente até 2014.
Em ato 9.156, “ o governador, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Art. 66, incisos III e XI da Constituição Estadual. Considerando o disposto no inciso II do Art. 129 da Constituição Estadual; considerando o disposto no inciso II do Art. 37 da Constituição Federal; considerando o Edital n. 004/2009-SAD/MT, que dispõe sobre o Concurso Público para a Carreira dos Profissionais da Educação Básica,publicado no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso de 27 de julho de 2009; considerando a Classificação Geral do Concurso Público publicada no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso através dos Editais Complementares n. 39, 40 e 41, bem como sua Homologação, publicado por meio do Edital Complementar n. 42, em 30 de junho 2010. considerando a retificação através do Edital Complementar n. 44 publicado no Diário Oficial de 16 de junho de 2011; considerando a decisão judicial proferida no Mandado de Segurança nº 74922/2012 – Classe 120 – CNJ – Cível - Comarca Capital; considerando os termos do processo n. 402216/2012-SAD; considerando, finalmente o que determina os subitens 19.3 e 19.5 do Edital n. 004/2009-SAD/MT, resolve nomear para a Secretaria de Estado de Educação”. Clique aqui.
MANDADO DE SEGURANÇA
Consta na movimentação no Tribunal de Justiça (TJ), que o recurso impetrado pelos aprovados no concurso público, está concluso para análise do relator, o juiz Sebastião Barbosa Farias. No mês de abril, vários aprovados, principalmente da Área Instrumental, entraram com mandado de segurança para garantir a vaga.
No concurso foram disponibilizados apenas para área de Taig, 320 vagas para cargo de Taig, sendo 74 vagas para administrador, 79 advogados, 42 analistas de sistemas, 2 assistentes social, 77 contadores, 42 economistas, 1 educador físico, 2 pedagogos e 1 psicólogo. Ainda faltam ser nomeados cerca de 230 aprovados.
MT - Última semana de inscrições para doutorado em Educação em Ciências e Matemática
Redação 24 Horas News
As inscrições para a seleção ao doutorado em Educação em Ciências e Matemática, possibilitado por meio da Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática (REAMEC), devem ser efetuadas até esta sexta-feira (31.08), na secretaria do programa– Polo/UFMT, pessoalmente ou por Sedex. O edital pode ser acessado em: www.ufmt.br/.
São oferecidas 44 vagas na área de concentração Educação em Ciências e Matemática, para as linhas de pesquisa “Formação de Professores para a Educação em Ciências e Matemática” e “Fundamentos e Metodologias para a Educação em Ciências e Matemática”.
Podem se inscrever portadores de título de mestre em áreas relacionadas ao programa, que tenham vínculo com uma das 25 instituições que compõem a Rede Amazônica de Educação em Ciências e Matemática. Em Mato Grosso, integram a rede a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT).
Os candidatos devem apresentar o formulário de inscrição preenchido (modelo disponível em www.ufmt.br/ppgecem), foto 3x4, fotocópias autenticadas de RG, CPF e título de eleitor com comprovante da última eleição, diploma de graduação do curso de mestrado, comprovante de pagamento de R$ 100, três cópias impressas e três CDs gravados com os arquivos do projeto de pesquisa, três cópias do currículo, comprovar vínculo com a IES associada à REAMEC e memorial descritivo.
O processo de seleção será composto por prova escrita, realizado em 27 de setembro, análise e defesa do projeto de pesquisa e proficiência em língua estrangeira. O resultado final será divulgado em 19 de novembro.
Fomento
A Unemat, a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Secitec) e Fundação de Apoio ao Ensino Superior (Fapemat) firmaram convênio para apoiar atividades da Rede, que envolvem movimentação de doutorandos e professores para aulas, orientação, participação em eventos e entre outras. Os beneficiados serão os atuais e os novos alunos que entraram no programa em 2013.
Cuiabá- MT -Professores de Cuiabá participam de encontro e lançam livro
Redação 24 Horas News
A Coordenadoria de Formação da Secretaria Municipal de Educação (SME) realiza amanhã, das 8h às 12h, o “II Encontro de Formação dos Professores de Educação Física”, nas Faculdades Evangélicas Integradas Cantares de Salomão (Feics).
Esta ação, que tem como parceira a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), traz como destaque o lançamento do livro “A Educação Física na Rede Municipal de Ensino de Cuiabá: uma proposta de construção coletiva”, idealizado pelo professor Evando Carlos Moreira, que estará presente na ocasião.
O material é resultado do trabalho coletivo dos professores da rede municipal de ensino e da UFMT, que elaboraram a proposta curricular da Educação Física.
Além disso, o encontro contará com apresentações de outros trabalhos destes profissionais, bem como de alunos das escolas municipais da capital.
A abertura do evento deverá contar, ainda, com a presença do secretário municipal de Educação, Silvio Fidélis; da secretária adjunta de Educação, Cilene Antunes Maciel; do diretor de Gestão Educacional, Gilberto Fraga Melo; da diretora de Ensino, Elenir Honório do Amaral, e do professor da UFMT, Marinaldo Divino Ribeiro.
Pesquisa mostra perfil dos candidatos que prestam vestibular na Unemat
Redação 24 Horas News
Pesquisa realizada junto aos inscritos no Vestibular 2012/2 da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) revela informações de natureza social, econômica, educacional, étnica e racial dos candidatos. O perfil foi traçado por meio de questionário composto por 36 questões, respondido por mais de 16 mil inscritos na última edição do concurso.
A maioria dos candidatos é do sexo feminino, representando quase 60% do total. A faixa etária está concentrada entre 18 e 24 anos, somando 73,6% dos estudantes que procuram a Unemat para ingressar no ensino público superior. O predomínio é de solteiros (86%).
Do total, mais de 70% concluíram todo ou parte do Ensino Médio em escolas públicas. E a maioria escolheu o curso devido ao mercado de trabalho (40%) ou prestígio social da profissão (12%). A cada vestibular semestral, a Unemat oferece 1.960 vagas em 48 cursos regulares desenvolvidos em 11 campi em todo o Estado.
Dentre os entrevistados, 55% têm renda familiar até três salários mínimos, 41% exercem algum tipo de atividade remunerada, seja em tempo parcial ou integral, e somente 28% não terão obrigatoriamente que trabalhar quando ingressarem no Ensino Superior.
Para atender esse público, a Universidade investe constantemente em uma política de apoio à permanência do estudante nos cursos de graduação. Atualmente, a Unemat mantém mais de 1.000 bolsas estudantis em diferentes modalidades, dentre as quais bolsas apoio, iniciação científica, extensão universitária, incentivo à docência por meio do Programa de Iniciação a Docência, e ao protagonismo estudantil no Programa de Formação de Células Cooperativas.
Dados- As informações fornecidas pelo questionário não têm qualquer influência na avaliação de desempenho dos candidatos inscritos, sendo utilizadas apenas para fins estatísticos destinados às pesquisas pedagógicas. Os dados podem ser acessados em: http://concursos.unemat.br/20122/.
Pesquisa realizada junto aos inscritos no Vestibular 2012/2 da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) revela informações de natureza social, econômica, educacional, étnica e racial dos candidatos. O perfil foi traçado por meio de questionário composto por 36 questões, respondido por mais de 16 mil inscritos na última edição do concurso.
A maioria dos candidatos é do sexo feminino, representando quase 60% do total. A faixa etária está concentrada entre 18 e 24 anos, somando 73,6% dos estudantes que procuram a Unemat para ingressar no ensino público superior. O predomínio é de solteiros (86%).
Do total, mais de 70% concluíram todo ou parte do Ensino Médio em escolas públicas. E a maioria escolheu o curso devido ao mercado de trabalho (40%) ou prestígio social da profissão (12%). A cada vestibular semestral, a Unemat oferece 1.960 vagas em 48 cursos regulares desenvolvidos em 11 campi em todo o Estado.
Dentre os entrevistados, 55% têm renda familiar até três salários mínimos, 41% exercem algum tipo de atividade remunerada, seja em tempo parcial ou integral, e somente 28% não terão obrigatoriamente que trabalhar quando ingressarem no Ensino Superior.
Para atender esse público, a Universidade investe constantemente em uma política de apoio à permanência do estudante nos cursos de graduação. Atualmente, a Unemat mantém mais de 1.000 bolsas estudantis em diferentes modalidades, dentre as quais bolsas apoio, iniciação científica, extensão universitária, incentivo à docência por meio do Programa de Iniciação a Docência, e ao protagonismo estudantil no Programa de Formação de Células Cooperativas.
Dados- As informações fornecidas pelo questionário não têm qualquer influência na avaliação de desempenho dos candidatos inscritos, sendo utilizadas apenas para fins estatísticos destinados às pesquisas pedagógicas. Os dados podem ser acessados em: http://concursos.unemat.br/20122/.
Primeira fase da Olimpíada Brasileira de Física será no dia 4 de setembro
Redação 24 Horas News
A primeira fase da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) foi adiada. Segundo o coordenador da OBFEP em Mato Grosso, professor João Marcos Coelho, devido à greve dos Institutos Federais, a coordenação nacional postergou para o dia 4 de setembro as provas da 1ª fase, que deverão ocorrer nos períodos matutino, vespertino e noturno, nas escolas já inscritas.
A Olimpíada Brasileira de Física nas escolas públicas visa à valorização da escola pública, a melhoria do ensino e estudo das ciências, propiciando ao estudante uma forma de avaliar sua aptidão e interesse pela ciência, em geral, e pela Física em particular. Neste ano, a OBFEP será realizada em todo o Brasil, passando a ser um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF). Em 2010, o programa aconteceu em caráter de projeto piloto nos Estados de Bahia, Goiás, Piauí e São Paulo. Em 2011, os Estados do Maranhão e Mato Grosso também participaram do projeto.
A OBFEP 2012 terá duas fases. A primeira acontecerá no dia 4 de setembro nas escolas e será teórica e objetiva. A segunda fase ocorrerá no dia 10 de novembro e será discursiva , com uma parte teórica e outra prática, e ocorrerá nos Centros de Aplicação.
A primeira fase da Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) foi adiada. Segundo o coordenador da OBFEP em Mato Grosso, professor João Marcos Coelho, devido à greve dos Institutos Federais, a coordenação nacional postergou para o dia 4 de setembro as provas da 1ª fase, que deverão ocorrer nos períodos matutino, vespertino e noturno, nas escolas já inscritas.
A Olimpíada Brasileira de Física nas escolas públicas visa à valorização da escola pública, a melhoria do ensino e estudo das ciências, propiciando ao estudante uma forma de avaliar sua aptidão e interesse pela ciência, em geral, e pela Física em particular. Neste ano, a OBFEP será realizada em todo o Brasil, passando a ser um programa permanente da Sociedade Brasileira de Física (SBF). Em 2010, o programa aconteceu em caráter de projeto piloto nos Estados de Bahia, Goiás, Piauí e São Paulo. Em 2011, os Estados do Maranhão e Mato Grosso também participaram do projeto.
A OBFEP 2012 terá duas fases. A primeira acontecerá no dia 4 de setembro nas escolas e será teórica e objetiva. A segunda fase ocorrerá no dia 10 de novembro e será discursiva , com uma parte teórica e outra prática, e ocorrerá nos Centros de Aplicação.
MT- Reunião do Paz na Escola e Escola Segura acontece no 10º Batalhão da PM
Redação 24 Horas News
As secretarias de Estado de Educação (Seduc/MT) e de Segurança Pública (Sesp/MT) promovem nesta quarta-feira (29.08), a partir das 14 horas, no 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), um encontro de diretores das escolas estaduais instaladas nas regiões Centro-Norte e Centro-Sul, de Cuiabá. A ação integrada aos programas Paz na Escola/Escola Segura, articula estratégias conjuntas para a promoção de ações de paz no ambiente escolar e em seu entorno.
Ao todo 15 diretores, que coordenam as atividades em unidades instaladas na região do Verdão/Santa Isabel (Centro-Norte), debaterão estratégias de trabalho, desta vez reunidos na sede do Batalhão, instalado no bairro Jardim Cuiabá. Também no mesmo horário, às 14h, outros 18 diretores de unidades escolares da região Centro-Sul (região do Porto) estarão reunidos na Escola Estadual Nilo Póvoas, com representantes do 1º Batalhão da PM.
Para facilitar o processo de monitoramento das ações, bem como as intervenções pontuais necessárias, a Seduc estabeleceu a mesma organicidade adotada pela PM, no que tange às limitações geográficas. “O procedimento facilita a interlocução com os gestores da unidade, que passaram a conhecer os comandantes”, explica a coordenadora de projetos educativos da Seduc, Janaína Monteiro.
Conforme o coordenador do programa Escola Segura, major James Ferreira, durante as reuniões os comandantes dos batalhões apresentarão aos gestores das unidades, o plano de trabalho elaborado para cada uma das respectivas regiões. “Será um momento de socialização das boas práticas e de apresentações de ideias e estratégias”.
FOMPEPE
Outra ação advinda do Paz na Escola/Escola Segura trata-se da seleção de um representante de cada região para ter vez e voz durante as reuniões ordinárias do Fórum Municipal Permanente de Educação Paz na Escola (Fompepe), que acontece na última quinta-feira de cada mês, sempre às 14h, na sede da Escola de Governo.
“Esse profissional leva para as reuniões as sugestões da região, opina, auxilia na promoção de ações, participa diretamente na proposição”, explica Janaína. Ela ainda frisa que todos os profissionais são orientados a promover o debate juntamente a todo os atores envolvidos no processo educacional (pais, alunos, técnicos, professores) para a coleta dessas informações.
A implantação do Fórum Municipal Permanente se deu mediante um amplo trabalho de discussão realizado com todos os atores envolvidos no processo educacional, por meio de pré-fóruns escolares, fóruns municipais e do Fórum Estadual Permanente de Educação. O objetivo é fortalecer e dinamizar a rede social no enfrentamento a qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes, jovens e adultos – na irrestrita defesa dos Direitos Humanos.
As secretarias de Estado de Educação (Seduc/MT) e de Segurança Pública (Sesp/MT) promovem nesta quarta-feira (29.08), a partir das 14 horas, no 10º Batalhão da Polícia Militar (BPM), um encontro de diretores das escolas estaduais instaladas nas regiões Centro-Norte e Centro-Sul, de Cuiabá. A ação integrada aos programas Paz na Escola/Escola Segura, articula estratégias conjuntas para a promoção de ações de paz no ambiente escolar e em seu entorno.
Ao todo 15 diretores, que coordenam as atividades em unidades instaladas na região do Verdão/Santa Isabel (Centro-Norte), debaterão estratégias de trabalho, desta vez reunidos na sede do Batalhão, instalado no bairro Jardim Cuiabá. Também no mesmo horário, às 14h, outros 18 diretores de unidades escolares da região Centro-Sul (região do Porto) estarão reunidos na Escola Estadual Nilo Póvoas, com representantes do 1º Batalhão da PM.
Para facilitar o processo de monitoramento das ações, bem como as intervenções pontuais necessárias, a Seduc estabeleceu a mesma organicidade adotada pela PM, no que tange às limitações geográficas. “O procedimento facilita a interlocução com os gestores da unidade, que passaram a conhecer os comandantes”, explica a coordenadora de projetos educativos da Seduc, Janaína Monteiro.
Conforme o coordenador do programa Escola Segura, major James Ferreira, durante as reuniões os comandantes dos batalhões apresentarão aos gestores das unidades, o plano de trabalho elaborado para cada uma das respectivas regiões. “Será um momento de socialização das boas práticas e de apresentações de ideias e estratégias”.
FOMPEPE
Outra ação advinda do Paz na Escola/Escola Segura trata-se da seleção de um representante de cada região para ter vez e voz durante as reuniões ordinárias do Fórum Municipal Permanente de Educação Paz na Escola (Fompepe), que acontece na última quinta-feira de cada mês, sempre às 14h, na sede da Escola de Governo.
“Esse profissional leva para as reuniões as sugestões da região, opina, auxilia na promoção de ações, participa diretamente na proposição”, explica Janaína. Ela ainda frisa que todos os profissionais são orientados a promover o debate juntamente a todo os atores envolvidos no processo educacional (pais, alunos, técnicos, professores) para a coleta dessas informações.
A implantação do Fórum Municipal Permanente se deu mediante um amplo trabalho de discussão realizado com todos os atores envolvidos no processo educacional, por meio de pré-fóruns escolares, fóruns municipais e do Fórum Estadual Permanente de Educação. O objetivo é fortalecer e dinamizar a rede social no enfrentamento a qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes, jovens e adultos – na irrestrita defesa dos Direitos Humanos.
MT - Escolas estaduais reclamam da Seduc por falta de Internet para trabalhar
Redação 24 Horas News
Professores e funcionários administrativos das escolas públicas do Estado de Mato Grosso estão revoltados com a Secretaria de Educação do Estado – Seduc -. É que a mais de uma semana os estabelecimentos de ensino estão sem internet, o que obriga a paralisação de computação de faltas, conteúdos escolares, no diário eletrônico e o trabalho administrativo como destrato de professores em final de contrato temporário e outras atividades administrativas.
Funcionários de uma das escolas estaduais, em contato com o portal de notícias “24 Horas News” na manhã desta quarta-feira não escondia a preocupação com o descaso da Seduc, que não resolve o problema, uma vez que o serviço de internet para todas as escola do Estado é fornecido pela Secretária.
“Está difícil. Estamos parados, com o trabalho acumulando. Final de semestre e os professores precisam entregar as notas, colocar os conteúdos pedagógicos, faltas dos alunos. Além disse tem alunos que transferem de escola e não temos como fornecer nenhuma documentação e muito menos cumprir os prazos estipulados pela secretária”, disse uma funcionária.
Na Seduc a única informação prestada por telefone era de que o sistema de internet voltaria a funcionar nesta quarta-feira. Na escolas, a informação por volta das 8 horas era a de que nada estava funcionando ainda.
Professores e funcionários administrativos das escolas públicas do Estado de Mato Grosso estão revoltados com a Secretaria de Educação do Estado – Seduc -. É que a mais de uma semana os estabelecimentos de ensino estão sem internet, o que obriga a paralisação de computação de faltas, conteúdos escolares, no diário eletrônico e o trabalho administrativo como destrato de professores em final de contrato temporário e outras atividades administrativas.
Funcionários de uma das escolas estaduais, em contato com o portal de notícias “24 Horas News” na manhã desta quarta-feira não escondia a preocupação com o descaso da Seduc, que não resolve o problema, uma vez que o serviço de internet para todas as escola do Estado é fornecido pela Secretária.
“Está difícil. Estamos parados, com o trabalho acumulando. Final de semestre e os professores precisam entregar as notas, colocar os conteúdos pedagógicos, faltas dos alunos. Além disse tem alunos que transferem de escola e não temos como fornecer nenhuma documentação e muito menos cumprir os prazos estipulados pela secretária”, disse uma funcionária.
Na Seduc a única informação prestada por telefone era de que o sistema de internet voltaria a funcionar nesta quarta-feira. Na escolas, a informação por volta das 8 horas era a de que nada estava funcionando ainda.
Fracasso escolar. Isso o preocupa?
Por Maria Odete, em 23 de agosto de 2009.
“Ivana, sabe o que meu pai disse? Que se eu passar de ano eu posso sair da escola e ir trabalhar!”
Essa frase foi uma das primeiras coisas ditas por Josevaldo ao ser perguntado sobre o que pensava a respeito da escola. Nada mais verdadeiro para esse menino de doze anos que desde os sete está desejando se alfabetizar e lutando por isso. Sua história escolar, assim como a de milhares de crianças de sua idade, é marcada por inúmeros episódios que, pouco a pouco, vão desmontando a crença em sua própria capacidade, destruindo sua auto-estima e fazendo com que todos os que o rodeiam acreditem “que sua cabeça não dá para o estudo”.
Esta afirmação de Josevaldo permitiu-nos conhecer um pouco mais o lado trágico vivido no dia-a-dia das relações escolares de nossas crianças, principalmente as mais pobres, as negras, as que moram em casebres, as filhas de pais desempregados e sub-empregados. Ao contrário do que se imagina, Josevaldo considera seu maior prêmio sair dessa escola, alcançar o mundo, ir para a vida, como se esta não pudesse estar presente na escola. Para aquele que “foi convencido” pelo sistema escolar de que é incapaz e perdeu o interesse pela escola depois de sucessivas reprovações, a exclusão acaba sendo vista como o maior “prêmio”.
Os 2 parágrafos acima encontrei numa rápida pesquisa que fiz na internet sobre o fracasso escolar de um trabalho das pesquisadoras Ivana Serpentino Castro Feijó e Marilene Proença Rebello de Souza, a partir de conversas que tenho tido com pais que se queixam de que a escola não é mais a mesma, os professores não são mais os mesmos, que os alunos passam de ano sem saber ler, escrever, somar ou calcular.
Eu acrescentaria: sem raciocinar também. Se examinar com o mínimo de profundidade, apenas através da comunicação do dia a dia, perceberá que a maioria da garotada de 12 a 18 anos fala por monossílabos, nunca leu nada e não fazem projeção alguma do que sonham ou pensam sobre o presente e o futuro.
A quem culpar, a quem atribuir responsabilidades?
Um pai me contou perplexo que o filho tirou 1 (um) na média de física, não recebeu nenhuma anotação do professor ou da escola e não tem dúvida que o filho passará de ano.
Essa é a situação. As pesquisadoras dão uma luz sobre essa realidade e sobre a “caixa preta” escolar. Só prá você ter uma idéia, lembra dos alunos “fortes”, “médios” e “fracos”…parece que internamente nas escolas, a graduação dos professores segue o mesmo padrão.
Professora universitária é presa por pedofilia
Doutoranda da USP, de 35 anos, e um montador, de 36, teriam divulgado na internet foto de adolescente aliciada para sessão de sadomasoquismo
William Cardoso - O Estado de S.Paulo
Uma professora universitária, de 35 anos, e um montador, de 36, foram presos ontem em São Paulo acusados de divulgar na internet fotos de uma estudante de 14, convencida por eles a participar de uma sessão de sadomasoquismo. A polícia chegou até o casal depois que o pai da menina percebeu mudanças de comportamento na filha e passou a vigiá-la, com um software espião.
No dia 29, a adolescente saiu de casa às 9h e retornou apenas dez horas depois. Ela disse aos pais que iria à casa de uma amiga, mas foi até a Estação Santa Cruz do metrô, na zona sul, para encontrar o montador. Os dois trocavam mensagens desde o dia 21, quando se conheceram em uma sala de bate-papo. O montador se identificava como SrShibariSP. O apelido faz alusão ao verbo japonês "shibari", que significa amarrar. Ex-sushiman, o aliciador é fascinado por cultura oriental.
Da estação de metrô, eles partiram para o apartamento da professora no Tatuapé, na zona leste, onde os três participaram de uma sessão de sexo sadomasoquista. Em troca, a estudante ganhou um espartilho.
O pai da garota, um frentista de 42 anos, passou a estranhar o comportamento da filha. Ele também recebeu uma ligação, dizendo que a garota estava se envolvendo com um homem casado. Notou, ainda, o presente inusitado. Desconfiado, o frentista instalou um software espião no notebook da adolescente.
Viu que ela acessava um site sadomasoquista onde tinha as próprias fotos expostas, sob o domínio do SrShibariSP. Desesperado, o pai chegou a pedir demissão para acompanhar de perto o caso. "Fiquei duas semanas sem comer nem dormir. É terrível."
Sem falar nada à garota, ele entrou em contato com um amigo e decidiu procurar o 27.º DP (Campo Belo). "É um mundo à parte (sadomasoquismo)", disse o delegado Genésio Leo Júnior. "Ela foi atraída pela curiosidade", completou.
Armazenamento. Na sexta, o delegado pediu o mandado de busca e apreensão. No sábado, o casal se encontraria de novo com a garota. Alerta, o pai impediu que ela saísse de casa. Nessa segunda-feira, 27, a polícia encontrou fotos e material sadomasoquista no apartamento da professora. Formada em Biomedicina, ela é doutoranda em Anatomia Humana na Universidade de São Paulo (USP). À polícia, ela disse que a garota parecia ter 16 anos. A professora e o parceiro foram presos em flagrante por divulgar as fotos, além de mantê-las armazenadas. A advogada dos acusados não se manifestou sobre o caso.
A violência na escola e a novela da Globo
Por Maria Odete, em 20 de abril de 2009.
Antonio Caloni e Duda Nagle, caracterizados como César e Zeca
Num estudo que realizei sobre a construção simbólica da violência em nossas televisões (e que pretendo publicar ainda este ano), ficou evidente a “química” existente entre o telespectador e a televisão, quando um determinado assunto monopoliza a sua atenção. Conscientes disso, óbvio, as emissoras usam e abusam de vários recursos e tecnologias para fazer a manipulação de diversas linguagens, sejam visuais, sonoras ou interpretativas, justamente para captar a sua atenção. Quando um determinado programa consegue isso você “prega o olho” e não troca de canal.
Fiz essa contextualização para entrar no assunto da reportagem sobre a violência na escola, que foi ao ar dia 18/04/09, no programa Educação e Cidadania. Na verdade, não existem estatísticas desta violência, as escolas encobrem as ocorrências (e aqui me refiro a escolas públicas e privadas também) e os pais são capazes de bater no professor que disser que o seu filhinho ou sua filhinha são tremendos arruaceiros em sala de aula. Mas a violência na escola ou nas escolas de Santa Catarina, existe sim. Em muitas delas, como o Forquilhão de São José, os educadores admitem a sua existência, debatem o assunto com os estudantes, pais e até criaram um Código de Convivência, por estarem se tornando insustentáveis as brigas das oitavas séries.
O que dizem os educadores
1) Conversar abertamente com os estudantes ajuda muito. De um debate realizado só entre os professores e os alunos no auditório do Centro Educacional no início do ano, alunos baderneiros se desculparam publicamente e garantiram que ajudariam a reverter o quadro nos intervalos, onde acontecem as maiores brigas;
2) A direção do Centro Educacional, resolveu também fazer acordos com os alunos mais problemáticos. Troca de turmas e até turnos das aulas estão entre as providências;
Aulas de boullying em rede nacional
Mas todos foram enfáticos em criticar a novela da Globo (Caminho das Índias), pela prática da violência do aluno Zeca (Duda Nagle) e as atitudes permissivas do seu pai, o advogado mau-caráter César Gallo, personagem de Antonio Calloni .
Todos entendem a atitude na escritora Glória Perez em mostrar como é a prática do boullying (que em Santa Catarina rendeu a lei 14.651 sancionada pelo governador Luís Henrique no início desse ano) e acreditam que lá no final da novela ocorrerão punições…em um capítulo. Enquanto isso, em rede nacional aulinhas de truculência do pitboy Cesar acobertado pelo paizão mau-caráter em pequenas doses, semana a semana, mês a mês no período de duração da novela, vão “fazendo” a cabeça da garotada que adora ver brigas na escola (Vide orkut. Escreva as palavras brigas na escola e surpreenda-se ou não).
“O que é violência para você?”
Assim o professor e antropólogo Theóphilos Rifiotis (coordenador do Levis/UFSC), iniciou sua aula da disciplina Antropologia das Violências e dos Conflitos: a construção do perigo e da sujeira, no curso de Ciências Sociais da UFSC.
Aquela foi uma aula onde mais nos indagamos do que obtivemos respostas. Seria a violência um julgamento? Quando um pai bate num filho, ele está sendo violento ou como justificam alguns pais, apenas tentando educar aquela criança, já que “a vida irá bater” nela de várias formas? Quando é mesmo que a mulher é vítima? Seriam as marcas de vários hematomas no rosto ou corpo da mulher espancada pelo marido? E como classificar as mulheres que verbalmente agridem e humilham seus maridos no dia-a-dia pela incapacidade deles em conseguir emprego, sustentar a família ou de estarem apáticos ou incapacitados sexualmente e que em contrapartida recebem agressões físicas? Violência é isso?
Prosseguindo com este raciocínio, não seria a violência um problema social justamente porque o senso comum a considera apenas do ponto de vista da indignação, da negatividade, da criminalidade e como problema a ser resolvido?
Quando colocamos certas questões “pequenas”, aparentemente banais, como as que acabamos de formular, relacionadas a dúvidas do senso comum e que justificam a razão da existência de páginas policiais, percebemos que pela dificuldade que temos em dar um significado sobre o que é violência, pela falta de visibilidade de um significado, ela, a violência, se transforma num receptáculo de qualquer significação. E justamente por causa dessa invisibilidade é que a violência seria o ponto cego da sociedade.
Para os educadores é aqui que mora o problema quando são avaliadas não somente a postura e dinâmica dos alunos em sala de aula, mas todo o entorno sócio cultural da origem deles e principalmente o contexto familiar. Para as emissoras, dentro dos critérios políticos de concessão e por uma ótica estritamente comercial, altos índices de audiência, uma grande e oportuna polêmica e um tremendo negócio. Bem-vindos ao debate!
Brasil está entre os três países que mais ampliaram seu desempenho em Educação
Um estudo realizado por pesquisadores das universidades de Stanford e Harvard, nos Estados Unidos, e de Munich, na Alemanha, com o intuito de levantar o desempenho de 49 países, considerou o Brasil como terceiro colocado entre os que mais melhoraram seus resultados em Educação nos últimos 15 anos. A pesquisa, que tomou como base a avaliação de testes internacionais de disciplinas como Matemática e Ciências, apontou o Chile como segundo colocado e a Letônia como primeira.
Para os especialistas, o resultado pode ser creditado a uma combinação de fatores externos ao sistema escolar com uma política educacional focada. Os três primeiros colocados atuaram para a redução da condição de pobreza ao mesmo tempo em que conquistaram a ampliação da escolaridade dos pais.
“Seu progresso [da Letônia, Chile e Brasil] foi três vezes superior ao da média”, disse Eric Hanushek, pesquisador principal de Stanford. Ele também comentou que outros países, como Portugal, Alemanha e Polônia, cresceram o dobro da média. Por outro lado, nove países registraram uma diminuição no desempenho, entre eles a França.
Com informações do La Tercera (Chile)
América Latina precisa avançar no uso de tecnologia em sala de aula
Com o avanço da tecnologia nos últimos tempos, o número de crianças usuárias de computadores, tablets e smartphones aumentou consideravelmente, criando um impasse para os educadores. Como incorporar essas novas tecnologias ao ensino, ao cotidiano escolar, de forma a ampliar o processo de aprendizagem?
De acordo com um levantamento feito por 11 jornais do Grupo de Diários América – GDA , apesar de cada país latino-americano ocupar um patamar diferente de evolução tecnológica, existem, ainda, problemas comuns em toda a região. Entre eles, estão a falta de capacitação dos educadores para o uso das ferramentas tecnológicas e o pouco acesso aos computadores na escolas.
No Brasil, um dos principais desafios para a área é a capacitação dos educadores no uso das novas tecnologias. Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br, com mais de 1500 professores, revelou que, para 64% dos docentes, os alunos têm mais conhecimento que eles sobre o uso de novas tecnologias, e 28% ainda preferem os métodos tradicionais de ensino.
O pouco acesso aos computadores é um problema enfrentado em países como o México. De um total de 198.896 escolas públicas do nível básico, apenas 84.157 têm computadores, de acordo com estatísticas do governo. Dessas escolas, apenas duas de cada 10 têm acesso à internet. Na Colômbia, os números não menores: das 28 mil escolas públicas, existem oito mil que sequer têm um computador.
Na Argentina, existem 40 alunos para cada computador nas escolas públicas, e somente 29% têm acesso à internet. No Brasil, a estimativa é de que a média seja de 23 computadores por escola e que, destes, 18 estejam em funcionamento para atender 800 alunos.
O Peru apresentou o quadro mais crítico. Só 19,8% de cerca de nove milhões de estudantes de educação primária usam a internet. No Chile, 9.680 escolas recebem subvenção estatal para usar tecnologia. Ainda assim, só 22 mil dos 140 mil docentes do sistema público estão capacitados para tal.
Alguns governos estão providenciando melhorias por meio de programas de capacitação e de acesso aos computadores. No entanto, os resultados demoram a aparecer.
Com informações do jornal O Globo
De acordo com um levantamento feito por 11 jornais do Grupo de Diários América – GDA , apesar de cada país latino-americano ocupar um patamar diferente de evolução tecnológica, existem, ainda, problemas comuns em toda a região. Entre eles, estão a falta de capacitação dos educadores para o uso das ferramentas tecnológicas e o pouco acesso aos computadores na escolas.
No Brasil, um dos principais desafios para a área é a capacitação dos educadores no uso das novas tecnologias. Uma pesquisa realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br, com mais de 1500 professores, revelou que, para 64% dos docentes, os alunos têm mais conhecimento que eles sobre o uso de novas tecnologias, e 28% ainda preferem os métodos tradicionais de ensino.
O pouco acesso aos computadores é um problema enfrentado em países como o México. De um total de 198.896 escolas públicas do nível básico, apenas 84.157 têm computadores, de acordo com estatísticas do governo. Dessas escolas, apenas duas de cada 10 têm acesso à internet. Na Colômbia, os números não menores: das 28 mil escolas públicas, existem oito mil que sequer têm um computador.
Na Argentina, existem 40 alunos para cada computador nas escolas públicas, e somente 29% têm acesso à internet. No Brasil, a estimativa é de que a média seja de 23 computadores por escola e que, destes, 18 estejam em funcionamento para atender 800 alunos.
O Peru apresentou o quadro mais crítico. Só 19,8% de cerca de nove milhões de estudantes de educação primária usam a internet. No Chile, 9.680 escolas recebem subvenção estatal para usar tecnologia. Ainda assim, só 22 mil dos 140 mil docentes do sistema público estão capacitados para tal.
Alguns governos estão providenciando melhorias por meio de programas de capacitação e de acesso aos computadores. No entanto, os resultados demoram a aparecer.
Com informações do jornal O Globo
Bourdieu - Contestador da meritocracia escolar
Por Norberto Dallabrida*
Dito de modo abrupto, este texto defende a tese de que a reflexão sociológica de Pierre Bourdieu tem como questão de fundo a análise da produção das desigualdades sociais. Os diferentes objetos investigados por esse enervante sociólogo francês como a visitação aos museus, o campo científico, sistemas de ensino, uso sociais da fotografia, obras de arte e a televisão procuram compreender a distribuição desigual dos bens econômicos e culturais na sociedade capitalista na segunda metade do século XX.
Procurando superar o determinismo economicista, Bourdieu elaborou conceitos originais e operacionais para explicar a gestação das gritantes diferenças sociais. Em primeiro lugar, deve-se destacar o conceito de capital cultural, que apresenta-se em três estados. O capital cultural em estado incorporado refere-se a disposições duráveis no organismo que são plasmadas a partir de um trabalho de inculcação, realizado sobretudo na atmosfera familiar.
O sociólogo francês afirma que “o capital cultural é um ter que se tornou ser, uma propriedade que se fez corpo e tornou-se parte integrante da pessoa, um habitus” (BOURDIEU, 1998, p.74-5).
Enquanto o capital cultural no estado objetivado é constituído por bens culturais na forma material como livros, obras de arte e acervos virtuais, no estado institucionalizado ele é formado por certificados e diplomas escolares, sendo também chamado de capital escolar.
Com o intuito de flagrar as desigualdades sociais de forma ainda mais refinada e oculta, Bourdieu percebeu as dimensões social e simbólica do capital, que são colocadas em movimento por meio de estratégias específicas.
Para Bonnewitz (2002, p.93) o conceito bourdieusiano de capital social refere-se ao “conjunto de relações ‘socialmente úteis’ que podem ser mobilizadas pelos indivíduos ou pelos grupos no quadro de suas trajetórias profissional ou social”.
Para Bourdieu, essa “rede durável de relações mais ou menos institucionalizadas de interconhecimento e de inter-reconhecimento” é tecida em diferentes instituições sociais como a família, instituição de ex-alunos de escolas de elite, clube seleto.
Segundo Nogueira e Nogueira (2004, p.51), “o capital simbólico diz respeito ao prestígio ou à boa reputação que um indivíduo possui num campo específico ou na sociedade em geral. Esse conceito se refere, em outras palavras, ao modo como um indivíduo é percebido pelos outros”.
De outra parte, as análises bourdieusianas pensam o espaço social formado por campos, “microcosmos sociais” que têm autonomia relativa, constituídos por leis, jogos e capitais específicos.
Para Nogueira e Nogueira (2004, p.36), “o conceito de campo é utilizado por Bourdieu, precisamente, para se referir a certos espaços de posições sociais no qual determinado tipo de bem é produzido, consumido e classificado”.
Os campos são marcados, necessariamente, por disputas pelo controle e legitimação dos bens produzidos e classificados, de forma que no seu interior há relações de força entre “posições dominantes” e “posições inferiores” ou pretendentes.
Deve-se mencionar que o sociólogo francês realizou investigações sociológicas sobre diversos campos e subcampos.
Desconstruindo a tradição
Em relação ao campo escolar, além de vários artigos científicos, Bourdieu escreveu quatro obras, que desconstruíram a tradição meritocrática, de corte republicano, do sistema de ensino na França. Em 1964, em parceria com Jean-Claude Passeron, ele escreveu Les héritiers: les étudiants et la culture, que aborda as Faculdades de Letras da França, na década de 1960, procurando mostrar como a origem social e geográfica dos alunos condiciona os seus percursos escolares.
Esse trabalho constata que, enquanto os estudantes de classes abastadas têm uma atitude diletante em relação à cultura escolar, os alunos oriundos das camadas médias/populares pautam-se pelo esforço e ascestismo na realização de seus estudos superiores.
Os primeiros herdam uma “atmosfera cultural de família”, adquirida por meio da frequência sistemática aos museus, teatros e cinemas, da leitura de livros e revistas e da convivência cultivada no círculo familiar e social.
Essa familiaridade com os bens da cultura legitimada confere aos filhos das elites “privilégio cultural”, que os distingue dos outros alunos das faculdades de Letras e faz a diferença no seu desempenho universitário.
Cinco anos depois, instigados pelo movimento de 68, esses filósofos-sociólogos publicaram A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, obra enervante sobre os mecanismos reprodutivos do sistema de ensino francês, que teve impacto singular na sociologia da educação na França e em vários países.
O objetivo desse trabalho é “determinar os fatores sociais e escolares do êxito da comunicação pedagógica pela análise das variações do rendimento da comunicação em função das características sociais e escolares dos receptores”. Trata-se de uma compreensão diferenciada da recepção da mensagem pedagógica que varia de acordo com o volume de capital cultural escolarmente rentável dos alunos de diferentes frações de classe social. Diante das desigualdades sociais retraduzidas pelo sistema escolar, Bourdieu-Passeron sugerem um ensino contínuo e metódico que eleve o nível de recepção daqueles alunos com desvantagens culturais, que não deve confundir-se com o “rebaixamento puro e simples do nível de emissão”.
Na década de 1980, Bourdieu colocou o foco sobre o ensino superior francês, procurando mostrar que ele também concorria para a reprodução social. Em 1984, Bourdieu escreveu Homo academicus, uma reflexão sociológica sobre o mundo universitário francês e seus impasses na década de 1960. Quatro anos depois, ele publicou, com a colaboração de Monique de Saint Martin, La noblesse d`état: grandes écoles et esprit de corps, uma obra volumosa e densa sobre a elitização das chamadas grandes écoles francesas – instituições de educação superior, independentes das universidades, que têm por objetivo formar as elites dirigentes e intelectuais.
Nestes seus livros sobre o ensino superior francês da década de 1980, Bourdieu explora a “dualidade institucional” entre o sistema universitário e o mundo das grandes écoles, uma singularidade francesa que tem raízes históricas.
É importante anotar que, na França, as universidades são instituições de massa, abertas aos jovens que são aprovados no bac – exame obrigatório no final do ensino médio – e as grandes écoles são instituições de ensino superior de elite, cujo ingresso é feito por concurso público muito concorrido.
À partir de vasta e diferenciada base empírica e de conceitos inovadores e consistentes, em La noblesse d`état, Bourdieu verifica que o elitismo tem evidentes origens sociais. Ou seja, os privilégios educativos conferidos pelas grandes écoles aos estudantes das classes privilegiadas são construídos anteriormente, no meio familiar e nos percursos escolares pré-universitários desses alunos, realizados em colégios de elite tanto no sistema público (e eles existem na França, diferentemente do Brasil!) como das redes privadas.
Para realizar a análise “sócio-lógica” das elites das grandes écoles, Bourdieu movimenta, de forma refinada, os conceitos de capital cultural, capital social e efeitos simbólicos do capital que ele criou para compreender as desigualdades sociais e escolares.
Obra crítica aos mecanismos de elitização das grandes écoles francesas, La noblesse d`état foi publicada em 1989, ano do bicentenário da Revolução Francesa, feito uma espécie de manifesto jacobino contemporâneo.
Três anos antes da sua morte, ocorrida em 2002, numa entrevista concedida para Maria Andréa Loyola, Bourdieu afirmou: “continuo a pensar que o sistema de ensino contribui para conservar. Insisto sobre, e contribui, o que é muito importante aqui. Não digo, reproduz; digo contribui para conservar”.
Esse instigante sociólogo francês procurou compreender, de modo exaustivo, “a rigidez do mundo”, indicando que, apesar de esforços e de avanços políticos, a democratização social é um desafio complexo.
*Norberto Dalabrida é professor da UDESC e co-autor de “A Escola da República (Editora Mercado de Letras, 2011)
Referências
BONNEWITZ, Patrice. Pierre Bourdieu: vie – oeuvres – concepts. Paris: Ellipses, 2002.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. Les héritiers : les étudiants et la culture. Paris : Éditions de Minuit, 1985. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre ; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
BOURDIEU, Pierre. Homo academicus. Paris : Minuit, 1984. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre. La noblesse d`état: grandes écoles et esprit de corps. Paris: Les Éditions de Minuit, 1989. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. Escritos de Educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p.71-9.
NOGUEIRA, Maria Alice; NOGUEIRA, M. Martins. Bourdieu & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
Dito de modo abrupto, este texto defende a tese de que a reflexão sociológica de Pierre Bourdieu tem como questão de fundo a análise da produção das desigualdades sociais. Os diferentes objetos investigados por esse enervante sociólogo francês como a visitação aos museus, o campo científico, sistemas de ensino, uso sociais da fotografia, obras de arte e a televisão procuram compreender a distribuição desigual dos bens econômicos e culturais na sociedade capitalista na segunda metade do século XX.
Procurando superar o determinismo economicista, Bourdieu elaborou conceitos originais e operacionais para explicar a gestação das gritantes diferenças sociais. Em primeiro lugar, deve-se destacar o conceito de capital cultural, que apresenta-se em três estados. O capital cultural em estado incorporado refere-se a disposições duráveis no organismo que são plasmadas a partir de um trabalho de inculcação, realizado sobretudo na atmosfera familiar.
O sociólogo francês afirma que “o capital cultural é um ter que se tornou ser, uma propriedade que se fez corpo e tornou-se parte integrante da pessoa, um habitus” (BOURDIEU, 1998, p.74-5).
Enquanto o capital cultural no estado objetivado é constituído por bens culturais na forma material como livros, obras de arte e acervos virtuais, no estado institucionalizado ele é formado por certificados e diplomas escolares, sendo também chamado de capital escolar.
Com o intuito de flagrar as desigualdades sociais de forma ainda mais refinada e oculta, Bourdieu percebeu as dimensões social e simbólica do capital, que são colocadas em movimento por meio de estratégias específicas.
Para Bonnewitz (2002, p.93) o conceito bourdieusiano de capital social refere-se ao “conjunto de relações ‘socialmente úteis’ que podem ser mobilizadas pelos indivíduos ou pelos grupos no quadro de suas trajetórias profissional ou social”.
Para Bourdieu, essa “rede durável de relações mais ou menos institucionalizadas de interconhecimento e de inter-reconhecimento” é tecida em diferentes instituições sociais como a família, instituição de ex-alunos de escolas de elite, clube seleto.
Segundo Nogueira e Nogueira (2004, p.51), “o capital simbólico diz respeito ao prestígio ou à boa reputação que um indivíduo possui num campo específico ou na sociedade em geral. Esse conceito se refere, em outras palavras, ao modo como um indivíduo é percebido pelos outros”.
De outra parte, as análises bourdieusianas pensam o espaço social formado por campos, “microcosmos sociais” que têm autonomia relativa, constituídos por leis, jogos e capitais específicos.
Para Nogueira e Nogueira (2004, p.36), “o conceito de campo é utilizado por Bourdieu, precisamente, para se referir a certos espaços de posições sociais no qual determinado tipo de bem é produzido, consumido e classificado”.
Os campos são marcados, necessariamente, por disputas pelo controle e legitimação dos bens produzidos e classificados, de forma que no seu interior há relações de força entre “posições dominantes” e “posições inferiores” ou pretendentes.
Deve-se mencionar que o sociólogo francês realizou investigações sociológicas sobre diversos campos e subcampos.
Desconstruindo a tradição
Em relação ao campo escolar, além de vários artigos científicos, Bourdieu escreveu quatro obras, que desconstruíram a tradição meritocrática, de corte republicano, do sistema de ensino na França. Em 1964, em parceria com Jean-Claude Passeron, ele escreveu Les héritiers: les étudiants et la culture, que aborda as Faculdades de Letras da França, na década de 1960, procurando mostrar como a origem social e geográfica dos alunos condiciona os seus percursos escolares.
Esse trabalho constata que, enquanto os estudantes de classes abastadas têm uma atitude diletante em relação à cultura escolar, os alunos oriundos das camadas médias/populares pautam-se pelo esforço e ascestismo na realização de seus estudos superiores.
Os primeiros herdam uma “atmosfera cultural de família”, adquirida por meio da frequência sistemática aos museus, teatros e cinemas, da leitura de livros e revistas e da convivência cultivada no círculo familiar e social.
Essa familiaridade com os bens da cultura legitimada confere aos filhos das elites “privilégio cultural”, que os distingue dos outros alunos das faculdades de Letras e faz a diferença no seu desempenho universitário.
Cinco anos depois, instigados pelo movimento de 68, esses filósofos-sociólogos publicaram A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino, obra enervante sobre os mecanismos reprodutivos do sistema de ensino francês, que teve impacto singular na sociologia da educação na França e em vários países.
O objetivo desse trabalho é “determinar os fatores sociais e escolares do êxito da comunicação pedagógica pela análise das variações do rendimento da comunicação em função das características sociais e escolares dos receptores”. Trata-se de uma compreensão diferenciada da recepção da mensagem pedagógica que varia de acordo com o volume de capital cultural escolarmente rentável dos alunos de diferentes frações de classe social. Diante das desigualdades sociais retraduzidas pelo sistema escolar, Bourdieu-Passeron sugerem um ensino contínuo e metódico que eleve o nível de recepção daqueles alunos com desvantagens culturais, que não deve confundir-se com o “rebaixamento puro e simples do nível de emissão”.
Na década de 1980, Bourdieu colocou o foco sobre o ensino superior francês, procurando mostrar que ele também concorria para a reprodução social. Em 1984, Bourdieu escreveu Homo academicus, uma reflexão sociológica sobre o mundo universitário francês e seus impasses na década de 1960. Quatro anos depois, ele publicou, com a colaboração de Monique de Saint Martin, La noblesse d`état: grandes écoles et esprit de corps, uma obra volumosa e densa sobre a elitização das chamadas grandes écoles francesas – instituições de educação superior, independentes das universidades, que têm por objetivo formar as elites dirigentes e intelectuais.
Nestes seus livros sobre o ensino superior francês da década de 1980, Bourdieu explora a “dualidade institucional” entre o sistema universitário e o mundo das grandes écoles, uma singularidade francesa que tem raízes históricas.
É importante anotar que, na França, as universidades são instituições de massa, abertas aos jovens que são aprovados no bac – exame obrigatório no final do ensino médio – e as grandes écoles são instituições de ensino superior de elite, cujo ingresso é feito por concurso público muito concorrido.
À partir de vasta e diferenciada base empírica e de conceitos inovadores e consistentes, em La noblesse d`état, Bourdieu verifica que o elitismo tem evidentes origens sociais. Ou seja, os privilégios educativos conferidos pelas grandes écoles aos estudantes das classes privilegiadas são construídos anteriormente, no meio familiar e nos percursos escolares pré-universitários desses alunos, realizados em colégios de elite tanto no sistema público (e eles existem na França, diferentemente do Brasil!) como das redes privadas.
Para realizar a análise “sócio-lógica” das elites das grandes écoles, Bourdieu movimenta, de forma refinada, os conceitos de capital cultural, capital social e efeitos simbólicos do capital que ele criou para compreender as desigualdades sociais e escolares.
Obra crítica aos mecanismos de elitização das grandes écoles francesas, La noblesse d`état foi publicada em 1989, ano do bicentenário da Revolução Francesa, feito uma espécie de manifesto jacobino contemporâneo.
Três anos antes da sua morte, ocorrida em 2002, numa entrevista concedida para Maria Andréa Loyola, Bourdieu afirmou: “continuo a pensar que o sistema de ensino contribui para conservar. Insisto sobre, e contribui, o que é muito importante aqui. Não digo, reproduz; digo contribui para conservar”.
Esse instigante sociólogo francês procurou compreender, de modo exaustivo, “a rigidez do mundo”, indicando que, apesar de esforços e de avanços políticos, a democratização social é um desafio complexo.
*Norberto Dalabrida é professor da UDESC e co-autor de “A Escola da República (Editora Mercado de Letras, 2011)
Referências
BONNEWITZ, Patrice. Pierre Bourdieu: vie – oeuvres – concepts. Paris: Ellipses, 2002.
BOURDIEU, Pierre; PASSERON, Jean-Claude. Les héritiers : les étudiants et la culture. Paris : Éditions de Minuit, 1985. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre ; PASSERON, Jean-Claude. A reprodução: elementos para uma teoria do sistema de ensino. Petrópolis, RJ: Vozes, 2008.
BOURDIEU, Pierre. Homo academicus. Paris : Minuit, 1984. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre. La noblesse d`état: grandes écoles et esprit de corps. Paris: Les Éditions de Minuit, 1989. (Le sens commun).
BOURDIEU, Pierre. Os três estados do capital cultural. In: NOGUEIRA, Maria Alice; CATANI, Afrânio. Escritos de Educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 1998. p.71-9.
NOGUEIRA, Maria Alice; NOGUEIRA, M. Martins. Bourdieu & Educação. Belo Horizonte: Autêntica, 2004.
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