quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Futilidade também tem utilidade

Iza Aparecida Saliés

Desta vez resolvi assistir o BBB, com atenção, observado os acontecimentos e as situações inusitadas que acontecem no cotidiano do programa.

No dia da abertura do programa percebi um fato, que me causou estranheza, foi no momento em que a Angélica disse para Eliane ficar quieta, como se ela não pudesse fazer parte da conversa, em que todos estavam participando.
Mas, Angélica não satisfeita com o ocorrido na sala, teve um papo particular com a mesma, momento em que soltou suas fúrias pessoais na humilde da Eliana, que nem percebeu ter incomodado a princesa.

As contestações da Angélica com a menina não passaram de coisa pequena, porque não dizer insignificante, a menina ficou assustada, sem entender o acontecido. Quem quer aparecer mais?

Bom, agora vamos falar do apresentador Pedro Bial, ao dizer que a banca que fez a seleção “tem pluralismo, um conceito inteligente” será que ele sabe o que significa pluralismo?

Pluralismo inteligente não é colocar pessoas de opção sexual, o seja, homo no programa e explorar sua condição pessoal, isso não quer dizer que a globo está agindo com pluralismo de idéias, pensamento e concepções, assim sendo, não estão sendo inteligentes, retratando desconhecimento sobre o assunto.

Percebi também que perguntas feitas por eles na maioria das vezes são indiscretas, as brincadeiras são jocosas conduzindo a atitudes desprovidas de sensatez e colocando as pessoas em situação constrangedora. Agindo assim, o apresentador precisa aprofundar seus conhecimentos sobre os conceitos de alteridade, diversidade e pluralismo.

O que parece é que os gays estão no programa para agirem como os palhaços do BBB, se não sabem ou não foi acordado, sinto muito, estão sendo.

Qual a necessidade de apresentar a opção sexual deles? Sei que não tem problemas em declarar a sexualidade deles, então, com que intenção está fazendo isso?

A diversidade sexual não está sendo respeitada pelo programa, Bial precisa entender o devido conceito, posto que a perspectiva seja de aceitação das pessoas do jeitinho que elas são dessa forma estaremos contribuindo com a formação dos jovens que estão assistindo o programa.

Outro detalhe percebido é a improvisação, as atitudes tomadas pelo apresentador no programa, ora o líder é fulano ora é sicrano, demonstrando despreparo por parte da produção do programa.

Ah! Quero falar também, sobre o beijo entre Serginho e Dicesar que para mim, pareceu coisa combinada, a revelação e a euforia dos dois estavam muito aparente, transbordante, o foco da atenção do programa estava direcionado para eles, os gays, ou seja, os coloridos.

Para chocar de verdade o beijo deveria ser entre um gay e um homem, ai sim, seria um beijo estarrecedor, mas, de uma dupla homossexual isso não caracteriza beijo colorido.

Outra coisa que me chamou a atenção foi à discussão sobre a tatuagem nas costas de um rapaz que parece ter sido eliminado por isso, Marcelo Dourado e o ex-brother Rafael Valente estavam conversavam sobre o caso quando Elenita entrou na conversa e aproveitou para dar uma aula sobre os aspectos históricos e o que representa para a humanidade esse símbolo, seus significados e ressignificados.

Cabe ressaltar que toda essa discussão sobre as inépcias atitudes dos participantes e do apresentador, é permeada por desconhecimentos culturais, históricos, por que não dizer de conhecimento acadêmico, também.

Então digo “vivendo e aprendendo e morrendo sem saber” ditado popular que explicita muito bem o que estamos assistindo no BBB.

Mesmo num universo fútil surgem atitudes, comportamentos e conhecimentos úteis.

Gay quer ser Doutor, por que não.

Iza Aparecida Saliés

Ao ler uma notícia fiquei no blog de meu amigo, que dizia sobre um gay que passou para doutorado e estava havendo polêmica sobre o assunto, então fiquei instigada a comentar.

Sabemos que além de ser um assunto que demanda discussão por parte da sociedade, para uns a opção sexual da pessoa é uma situação superada e para outros ainda causa controvérsias que vão eclodir nos espaços escolares também.

Começo o meu comentário fazendo a seguinte pergunta, será que Luma passou no doutorado porque é Gay ou porque tem competência?
Eu quero acreditar que Luma tem conhecimento suficiente para tal, ou foi beneficiado pelo sistema de cotas. Vai saber?

O fato de “Luma” ser homossexual e trabalhar na educação, orientando escolas, até ai, tudo bem, nada contra, desde que comporte com naturalidade, sem exageros.

Agora quando o gay quer dar uma de Travesti, usando batom na escola, expondo seus excessos, ai sim, pode causar situações desagradáveis no espaço escolar.

A escola por ser o lócus da diversidade social, econômica, política, convive com velhas entranhas cristalizadas na cultura social que por vez pode provocar situação delicada, tendo em vista a pluralidade de idéias, assim sendo, a escola deve utilizar do famoso bom senso para tratar a questão.

Caso o aluno esteja muito extravagante, na sua vestimenta, a ponto de provocar furor, ai sim, a coordenação pedagógica deve conversar com ele e ou com os pais.

Refém da negligência profissional

Iza Aparecida Saliés

Em 2005 passei por forte dores que parecia ser cólica renal, então, procurei um médico, que ao fazer seus procedimentos clínicos de rotina, detectou problemas com os rins, até ai tudo bem, acreditei e fui logo buscar o tratamento.

Como estava tratando com um médico com muita prática, antigo, conhecido, com anos de caminhada na sua especialidade, sai do seu consultório na crença de ter encontrado a solução para minha dor.

E o que é pior, esse médico possui diplomas, belos quadros de certificação de cursos realizados na sua área, muitos adereços de qualificação continuada nas belas paredes do seu consultório, então, como diz a história não é pouca coisa não.

Fiquei tratando dos rins por quatro anos, conforme indicação dele, prescrita direitinha, tudo como manda o figurino, só que ao sofrer uma crise de dor, agora no ano novo, resolvi procurar outro médico, para ver se solucionava as crises que não passavam, conforme é descrita por pessoas que sofrem de cólica renal.

Ao buscar um clinica de tratamento dos rins encontrei um velho amigo Dr.Leonel Perez, urologista também, provavelmente com o mesmo tempo de dedicação medica do dito cujo, que prontamente ouviu minhas queixas, analisou meus exames e disse você não tem nada nos rins. O que? Então o que eu tenho? Você está com problemas na coluna.

Como pode uma pessoa tratar de uma doença desde 2005, ou seja, por quatro anos, segundo o diagnóstico de um urologista antigo, que leu e interpretou os exames, igual o atual médico e ficar sabendo que sua doença não é nos rins, e sim na coluna?

Vou mais além, como o susto aparente no meu rosto o Dr. Leonel teve a sábia paciência de explicar cuidadosamente que o meu estado de dor não era proveniente dos rins, em poucos minutos deu uma aula, sobre o corpo humano, e deixou bem claro porque essa dor é da coluna.

Quer saber? Eu acreditei, estou convencida de que o diagnóstico dele esta correto, pois ao explicar a doença no grau da minha compreensão, a complexidade da ciência, o que está acontecendo comigo, conclui que de fato o problema é outro.

Sabe que na hora fiquei pensando, como pude ficar quatro anos tratando do que não tenho e deixando de tratar do que tenho? Isso, sem contar com as insuportáveis crises de dor que passeie e estou passando.

O que me choca é a falta de compromisso de certos profissionais, (de todas as áreas) que agem com negligência com seu paciente, são relapsos, aparentemente cansados, porque não dizer, não está nem ai para as pessoas que precisam do seu trabalho médico, demonstram não levar a sério seu trabalho, são desprovidos de responsabilidade social, ética e humanidade.

Agora, faço a seguinte indagação, em quem devo confiar? Num médico recém formado, jovem, cuja prática médica ainda não está consolidada socialmente, sem clientela garantida? Qual é a minha segurança frente à negligência de médicos antigos e a prática de novos especialistas que ainda está construindo seu profissional?

O que resta pensar é que Profissionalismo é coisa pessoal, está internalizado em nós, independe da formação acadêmica recebida, ele é constituído pelo conjunto de valores, formação, conhecimento, motivação, procedimentos, atitudes, respeito pelas pessoas e educação que recebemos no lar, na escola, na universidade, como também está respaldado no conceito de humanismo que cada um de nós tem.

Falando sério, fiquei preocupada e ao mesmo tempo aliviada, primeiro por saber que estava tratando dos rins e não obter melhoras, sofrendo crises de dores, e não saber o que é de fato, isso é angustiante e segundo por saber agora que passei quatro anos confiando num profissional negligente, que por motivos não sabido, não atendeu seu paciente conforme juramento e acima de tudo com humanismo.

Todos nós somos reféns de profissionais irresponsáveis, sei que isso acontece em qualquer profissão, com qualquer pessoa, seja ela pobre, rica, da classe média, mas deixar passar em brancas nuvens, não, nunca, precisamos e temos o direito de nos indignar com as barbaridades que acontecem na vida da gente.


Cuiabá, 20/01/2010

Comentário sobre cotas

Diversidade sim, diferença não.

Iza Aparecida Saliés

Gostaria de lembrar aos senhores deputados federais e senadores que o estado democrático de direito é coisa nossa, isto é, prerrogativa de todos os brasileiros, sejam eles, brancos negros, índios, pardos...

Portanto, não podemos estabelecer critérios que possam beneficiar alguns, sob a égide da questão racial, provocando injustiça, agravando mais as desigualdades sociais.

Cotas sociais sim, cotas por raça? Não! Muito bem deputados!

Pensamento correto dos senhores deputados dessa comissão, não importa se esse comportamento teve como procedência a aproximação das eleições, se foi? Valeu, mesmo assim, pois provocou preocupação aos parlamentares e o assunto não foi aprovado sem ser discutido amplamente pela instituição. Não passou despercebido como sempre acontece.

Apesar de ser visível a preocupação dos parlamentares, no que diz respeito à impressão que os eleitores terão deles, tendo em vista o cenário político que está posto hoje, permeado por preocupações, descrédito, e digo mais, todos os dias pipocam situações inadmissíveis, vexatórias, por que não dizer, vergonhosa.

Até quando vamos conviver com essa situação? Que calamidades está nosso Congresso! Sabemos que está falida a instituição chamada Congresso. Esta situação justifica-se pelo fato de que os indivíduos que a compõe, fazem valer o desejo individual.

Os valores! Ah, ah, ah! Aqueles! Sim, os que aprendemos em casa e na escola, estes? Estão e crise conceitual e de identidade para alguns desses políticos.

Os assuntos sociais relevantes e polêmicos precisam ser considerados em suas diferentes concepções de pensamento, então o que é alteridade para eles? O povo apesar de pouca escolaridade já está tomando conhecimento sobre essas questões.

E a ideologias políticas? As utopias? Os sonhos? Os desejos? Sim estou falando de um país que lutou tanto pela democracia, pela liberdade de imprensa, de pensamento, de respeito à diversidade, à pluralidade de idéias, tudo... tudo...... Então onde está?

Fonte: Opinião sobre as cotas para as universidade
Publicado no Blog do Corumbá
QUARTA-FEIRA, 1 DE JULHO DE 2009

Formação Inicial - Graduação

Qualidade do Ensino Superior.

Cursos de graduação oferecidos pelo PorUni são de baixa qualidade.

Iza Aparecida Slaiés
21 de Janeiro de 2009 @ 16:07

As instituições de ensino superior que aderiram ao ProUni, e estão apresentando baixos índices de qualidade de ensino, urge a necessidade de providências por parte do Ministério da Educação/MEC, uma vez que avaliar e regular o serviço oferecido à sociedade, é de sua competência.

Vários são os fatores que podem intervir na qualidade do ensino, não está só na demanda, como diz alguns teóricos da área, ou seja, nos estudantes, incide também, na falta de formação continuada de professores, em investimentos em laboratórios, bibliotecas, professores qualificados, material didático, salário do professor , pesquisa e extensão.

São parcos os investimentos financeiros dessas instituições para o curso na área de educção, sendo que, é de fundamental importância que haja uma boa estrutura física, de equipamentos, tecnologia, todos estes, vão compor o conjunto de requisitos necessários para a oferta de um com curso de graduação de qualidade, seja para quem paga, como para quem ingressa pelo programa do governo.

Quando Corumbá diz, que o caminho é longo, realmente, você tem razão, estamos muito distante dessa realidade. No Brasil a educação básica ainda não é universalizada e nem obrigatória. E a qualidade da oferta da educação deve ser obrigatoriamente de ótima qualidade.

Exigir do estado uma educação que possa preparar o aluno para a vida e para o mundo do trabalho, é uma prerrogativa da sociedade, falta apenas acioná-la.

E o controle social? Precisamos utilizá-lo……….
Publicado no Blog do Corumbá

Aprendizagem

Falta de professor afeta aprendizagem

Iza Saliés disse,
14 de Janeiro de 2009 @ 18:39


A pesquisa realizada demonstra a cruel realidade do ensino brasileiro, isso nós já sabiamos. Não visualizei nenhum fato novo nessa pesquisa, que pena?


Com certeza, não há a menor dúvida disso, que quanto menos aula o aluno tiver, mais prejudicado ele ficará, pois o ano letivo deve ser obrigatoriamente de 200dias letivos, caso isso não aconteça, ele está sendo lesado dos seus direitos.


A educação deve ser uma política pública de estado (nação), para deixar de ser refém da vontade política de que está no poder durante 4 anos o ou 8, para ser demontada pelo próximo governo que quer imprimir sua imagem, público-política.


Quem trabalha com educação, sabe melhor de que ninguém, os problemas dela e as soluções para resolvê-los.


O que precisamos para melhorar a qualidade do ensino são coisas básicas, simples, como; escola bonita, professor satisfeito, aluno motivado, gestor que tenha liderança, gestores competentes, gestão dos recursos financeiros de forma correta, investimentos em tecnologia, ai sim, o professor ensina, aluno aprende, e a sociedade fica satisfeita e a escola feliz.


Simples assim…

Publicado no Blog do Corumbá

Ensino Médio

Línguagem no Ensino Médio

Novas formas de utilizar o texto como estruturador de competências e habilidades na língua portuguêsa.


Iza Aparecida Saliés

Inquirir. O texto deve despertar a curiosidade de saber o que traz e para onde leva, e instigar no aluno perguntas tanto sobre seu assunto e seus temas, quanto para além deles.

Compreender. Ao interpretar o significado das partes do texto, o aluno deve captar com clareza os sentidos que remetem ao todo.

Executar. Nesta etapa, a ênfase do trabalho é a pesquisa, determinação das palavras-chave e das partes constituintes do texto, bem como registro pessoal; o aluno deve ser parte integrante do processo, não apenas um aprendiz passivo.

Revisar. Cabe ao professor oferecer o suporte necessário para que o aluno verifique e confira as etapas executadas, tirando dúvidas, confrontando sua interpretação com as de outros do grupo.

Avaliar. É o momento de avaliar o trabalho realizado ( pelo professor e pelos alunos) e também o próprio processo de ensino e aprendizagem, no sentido de aperfeiçoa-lo. A avaliação não é um momento, mas ocorre em todas as etapas do trabalho.

Agregar. O novo conhecimento deve agregar-se ao anterior. A apropriação do conhecimento constituirá a nova base e o substrato do que ainda será aprendido.

Apreensão. O que o texto afirma, narra ou descreve?

Entendimento. Qual o significado dos enunciados contidos no texto? É o momento de o aluno transpor o conteúdo dos enunciados textuais para o nível de compressão pessoal, em que se apropria do conhecimento expresso.

Aplicação. Onde se verifica tal problema? O aluno deve ser, então, capaz de transpor a situação do texto para outras similares, num processo de transferências e generalização.

Análise. Quais as partes constituintes do texto? O assunto, a narrativa, os subtemas podem ser divididos em partes? O desdobramento analítico deve ter a finalidade didática: ao partir do simples para o complexo, o objetivo não é a fragmentação, mas sim a subdivisão em partes com vistas a uma melhor apreensão do todo.

Síntese. Toda análise deve remeter novamente à síntese, que recompõe o todo, salientando o que é essencial, discriminando o fundamental do secundário.

Julgamento. Qual o valor das idéias expressas e qual é o seu significado naquele contexto? Nem sempre se precisará chegar a essa etapa, mas a partir daqui já entram em ação processos cognitivos que levam à emissão de juízos de valor, de natureza mais complexa e que exigem maior grau de abstração.

Criatividade. O novo conhecimento deve levar à projeção de idéias e condutas novas, não apenas em língua estrangeira, mas em outras áreas do conhecimento.
Fonte: Parâmetros Cuiculares Nacionais do Ensino Médio/PCNs

Aula de Filosofia

Aula de Filosofia

Tema: Como trabalhar a leitura de texto filosófico

1. Desenvolvimento de Competências / aluno

1) Reconhecer as características de um texto filosófico;

2) Aplicar os princípios do raciocínio lógico ao texto;

3) Reconhecer, no texto, raciocínios de analogia, indução e dedução;

4) Sintetizar, através de um texto argumentativo, suas reflexões sobre o texto;

5) Praticar a reflexão filosófica.

2. Metodologia : Leitura dos textos

2.1. Lógica e linguagem;

2.2. Lógica intrdução ;

2.3. Utilização de um portal de acesso ao mundo da filosofia e da ciência;

2.4. Leitura do texto filosófico.

3. Estratégias de de práticas pedagógicas/metodologias.

3.1. Leitura compartilhada dos textos com os professores de literatura e filosofia, cada um fazendo a sua abordagem específica;

3.2. Trabalho em equipe visando a criar argumentos baseados em raciocínios de indução, dedução e analogia;

3) Trabalho em duplas para responder às questões:
a) Explique duas relações entre o ato de ler e o de escrever.
b) Relacione o ato de interpretar um texto com o de filosofar sobre ele.

4) Solicite aos grupos que apresentem suas respostas e faça o fechamento sobre elas.


Baseado no trabalho da professora Carmela Ciano Prime, coordenadora do curso de sociofilosofia do Colégio Rio Branco.
Fonte: Página 3 Pedagogia & Comunicação

Jornal na Escola

Como criar um jornal escolar

A partir de nossa experiência, sugerimos alguns passos que achamos importantes para o sucesso na criação e manutenção de um jornal:

1) sensibilizar professores e alunos;

2) escolher um coordenador;

3) envolver toda a comunidade escolar na escolha do nome do jornal;

4) buscar apoio para sua publicação junto a organizações não-governamentais ou a Secretaria de Educação do seu estado ou município;

5) caso não haja apoio extra-escolar, buscar apoio dentro da escola, junto ao conselho escolar, pais, alunos e grêmio estudantil;

6) incentivar a produção de tipos e gêneros textuais diferentes;

7) estabelecer prazos para a produção e entrega das matérias à coordenação do jornal.Sugestões de atividades com o jornal escolar.

Apresentar vários jornais locais para que os alunos estabeleçam as semelhanças e diferenças na diagramação, primeira página, manchetes, leads e temáticas abordadas;

• Promover a comparação dos jornais locais com o jornal escolar;

• Solicitar a identificação dos principais elementos de uma notícia: O quê? Quem? Quando? Onde? Como? Por quê?

• Desenvolver a capacidade argumentativa e crítica do aluno, solicitando-lhe que concorde ou discorde de um texto ou notícia através de argumentos convincentes;

• Pedir que estabeleçam a distinção entre fato e opinião;

• Solicitar a enumeração das temáticas abordadas;

• Explicitar os tipos de texto e os gêneros textuais presentes no jornal escolar;


Jaiza Helena Moisés Fernandes
Pedagoga, especialista em Planejamento Educacional e coordenadora do Jornal do Futuro
Fortaleza/CE.
Projeto Pedagógico publicado na edição nº 385, jornal Mundo Jovem, abril de 2008,página 9.

Ensino Médio para adolescentes e jovens

Ensino Médio

Iza Aparecida Saliés

A identidade do Ensino Médio para adolescentes e jovens, não foi considerada ainda em decorrência das dificuldades sistêmicas, para implantar a reforma dessa etapa de ensino. A falta de uma Política Educacional para essa clientela, uma organização escolar que possa atender a realidade plural dessa demanda, a oferta de estruturas, física, material e humana condizente, a falta de um Projeto Institucional de Formação Continuada de professores ,o Projetos Pedagógicos que proponha um “Currículo para jovem” e mais , romper com a concepção que os professores tem sobre o currículo, que pra eles passa necessariamente pela listagem de conteúdos do livro didático, para alguns isso é básico e único.

Esse princípios, fomentam a necessidade de construir uma espaço escolar que possa vir ao encontro das necessidades desses jovens e adolescentes, consolidando com espaço com identidade própria, possibilitando todas as condições estruturais e matérias humanos e , pelo o desarticulado e adolescentes educação pública do momento, é conhecimento, advindo da tecnologia, da informação, da mídia, produzindo velocidade no mundo e nas suas relações na vida e no mundo do trabalho.

A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso precisam ser preparada para construir uma escola com identidade própria, com espaço que deve contemplar as atividades de interrese dos jovens e adolescentes, oportunizando aos alunos da escola pública a participar incondicionalmente das atividades educativas e sócio – educativas. Por que não do ensino? Por que não participar das discussões do Currículo? Será que os jovens e os adolescentes do Ensino Médio não sabem sugerir temas para aula? E falar com professor sobre conteúdo?

O Ensino Médio, que se propõem, nas legislações vigentes, tais como: a Lei de Diretrizes da Educação Nacional /1996, a Resolução n. 3/98 CNE/CEB E O Parecer n. 15/98 CNE/CEB, todos os citados e mais alguns estabelece princípios que recomendam um olhar mais direcionado especificamente para o jovem e o adolescente.

O parecer do Conselho Nacional de Educação foi aprovado em 1/06/98 – Parecer CNE/CEB n. 15/98 seguindo-se a elaboração da resolução que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Resolução CEB/CNE n. 03/98.

A denominada "revolução tecnológica - informática" promove mudanças radicais, na área do conhecimento, e passa a ocupar um lugar central nos processos de desenvolvimento, em geral. É possível afirmar que, nas próximas décadas, a educação vá se transformar mais rapidamente do que em muitas outras, em função de uma nova compreensão teórica sobre o papel da escola, estimulada pela incorporação das novas tecnologias.

A formação do aluno deve ter como alvo principal a aquisição de conhecimentos básicos, a preparação científica e a capacidade para utilizar as diferentes tecnologias relativas às áreas de atuação, no mundo produtivo e na vida.

Propõe-se no Ensino Médio, a formação geral em oposição à formação específica, o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, de criar, de formular, ao invés do simples exercício de memorização.

São estes os princípios mais gerais que orientam a reformulação curricular do Ensino Médio e que se expressam na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB n. 9394/96.

Seção IV

Do Ensino Médio

Art. 35º. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

A escola ...

A escola precisa ser .............

Iza Aparecida Saliés

Aquela que tem um projeto pedagógico traçado com a participação coletiva de representantes de seus setores, beneficiando a comunidade;

Aquela que considera o aluno como participante ativo da construção de seu saber, portanto agente de sua formação e não mero objeto, um ouvinte passivo das informações que lhe são passadas;

Aquela que tem como propósito fundamental abandonar o ensino tradicional repetitivo e adotar a aprendizagem como construção de conhecimentos, partindo do que o aluno já sabe;

Aquela que troca os procedimentos metodológicos do instruir – ouvir -repetir, pela dinâmica do questionamento investigativo com reflexão – ação – reflexão , numa perspectiva interdisciplinar;

Aquela que considera a avaliação como processo de contínuo renovar e repensar e não como instrumento de repetição , de ameaça e de cobrança;

Aquela que considera a avaliação como processo de contínuo renovar e repensar e não como instrumento de repetição , de ameaça e de cobrança;

Aquela que estimula a socialização e a solidariedade por meio da parceria e do compartilhamento das tarefas em grupo;

Aquela que reconhece a necessidade de mudar a mentalidade das pessoas, conscientizando-as para a renovação, e de renovar os próprios métodos pedagógicos que usava.

Fonte: Texto de Martins, Jorge Santos, O trabalho com projeto de pesquisa, do ensino fundamental ao ensino médio, 2ª edição, Editora Papirus, 2002, Campinas São Paulo.

Sociologia

Conceitos da Sociologia Contemporânea

Iza Aparecida Saliés

Como trabalhar com eixos temáticos na Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias?

Eixos estruturantes da área
1. Cidadania;
2. Trabalho;
3. Cultura;
4. Relações entre o individuo e sociedade, instituições sociais;
5. Importância da participação política dos indivíduos e grupos;
6. Os sistemas de poder e os regimes políticos;
7. As formas de Estado;
8. Modos de Produção;
9. Produção e consumo;
10. Mercadoria;
11. Capital;

Será dada Continuidade ao assunto....

Língua Espanhola

A ascensão da Língua Espanhola no Currículo do Ensino Médio das escolas brasileiras.

Regina Adler*

Aprendizagem do espanhol por meio do currículo escolar, possibilita ao estudante aprender e conhecer um mundo culturalmente vasto e que servem de contraponto à hegemonia do inglês na vida contemporânea, dando acesso a outros discursos, valores, culturas e diferentes formas de viver socialmente.

O espanhol, além de ter também uma grande utilidade do ponto de vista internacional, é uma das línguas estrangeiras mais hegemônicas na América Latina. Isso, por si só, já justificaria a sua aprendizagem: um contato com a diferença que está muito perto.

A Língua Espanhola apesar de apresentar aspectos favoráveis à sua implantação, no Estado de Mato Grosso, como a nossa fronteira comum com países de fala hispânica é de 16 mil quilômetros e em razão disso a existência, hoje do MERCOSUL que vêm intensificando o contato econômico e cultural entre os países do chamado cone sul, onde o conhecimento da língua espanhola tem sido requisitado para o trabalho.

Com a promulgação da Lei 11.161/2005 que tornou obrigatório o ensino de Língua Espanhola nas Escolas de Ensino Médio de todo o país, os Estados terão até 2010 para adequar as escolas de ensino médio da sua rede.

Para que as escolas possam se adequar então com a implantação da Língua Espanhola nesses cinco anos, segundo dados do Programa Nacional de Formação de Professores de Língua Espanhola (PRO-ESPANHOL/MEC) do Ministério da Educação, em parceria com os estados, estarão criando condições necessários tais como: possibilitar a formação inicial de professores, formação continuada, aquisição de material didático próprio, instalação de Centro de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE) de modo a fortalecer os estados para a implantação da Lei.


Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Educação – Seduc/MT, está consideravelmente numa posição bastante confortável, no que diz respeito á implantação da Língua Espanhola, têm apresentado excelentes resultados, fatos esses constatados no XII Congresso Brasileiro de Formação de Professores de Língua Espanhola em Cuiabá MT em 2007.

De todos os Estados presentes: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro entre outros, Mato Grosso está na vanguarda quanto às ações desenvolvidas e realizadas para a implantação da Língua Espanhola na Escola de Ensino Médio.

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grossos, por meio da Superintendência de Formação e o Centro de Recursos Didáticos de Espanhol do convênio Embaixada Espanha/Secretaria de Estado de Educação, realizou cursos de formação continuada para profissionais que atuam nessa disciplina, atendendo aproximadamente 210 escolas que oferecem essa disciplina no Ensino Médio, em 2008.

Professora de Língua Espanhola,Membro Fundadora da Associação Mato-grossense de Professores de Língua Espanhola, Coordenadora do Centro de Recurso Didático de Espanhol/Embaixada Espanha/ Seduc/MT.

Aprendizagem

Ambiente de Aprendizagem

Diversidade de dimensões de aprendizagem

Fomentar o desenvolvimento de competências que permitam ao aluno acompanhar o progresso científico;

Desenvolver capacidade de comunicação e promoção do debate sobre o conhecimento científico;

Conscientizar concepções e crenças pessoais relativas a conteúdos científicos;

Reformular posições e concepções prévias sobre situações problemáticas de natureza científica e social;

Promover a construção e reconstrução do conhecimento científico a partir das idéias prévias dos próprios alunos;

Iza Aparecida Saliés

Conhecimento

Como se constroi conhecimento.

Conhecimento, cada um constrói o seu. Ninguém o faz por você. Estas etapas lhe chegam como informações. Eis as etapas:

1. RECEBER estas etapas dentro de si, isto é, fazê-las chegar até o seu cérebro pensante;

2. APROVAR o que recebeu pois, se reprovar, este processo pára aqui.

3. ASSIMILAR o que aprovou, incluindo-as no corpo do conhecimento já existente.

4. AVIVAR o que assimilou, dando-lhe destaque e significado afetivo como a um celular, muito desejado, que um jovem ganha.

5. EXPERIMENTAR o que avivou. É colocá-la em ação pela primeira vez.

6. PRATICAR é repetir muitas vezes o que experimentou. A prática é a mãe da sabedoria, que uma vez atingida, passa a fazer parte do seu corpo do seu conhecimento. Você nem precisa racionar mais, porque o conhecimento vem automaticamente embutido nas suas ações.

Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.

Olimpíada de Língua Portuguesa /MT

MT participa da final da Olimpíada de Língua Portuguesa

Dois alunos de Escolas Públicas de Mato Grosso foram para a Etapa Nacional da Olimpíada de Língua Portuguesa, no gênero “Crônica”.

Os alunos Milene Cristina Alves Cantor, da Escola Estadual “Professora Edeli Mantovani”, de Sinop e Bruno Herlotz, da Escola Municipal “4 de Julho”, de Campo Novo do Parecis.

Os alunos finalistas receberam medalhas de prata, além de um aparelho de som portátil e os professores orientadores de Língua Portuguesa que orientou o trabalho.

Em Mato Grosso o professor Sidinei de Oliveira Cardoso (Sinop) e professor Elizandra Alves Pereira da Silva Souza (Campo Novo do Parecis).

A Olimpíada da Língua Portuguesa trabalha com quatro gêneros literários: crônica, poesia, memórias e artigo de opinião. O tema é o mesmo para os quatro gêneros: “O lugar onde vivo”.

SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT com informações Assessorias MEC

Educação Ambiental -Currículo

Ensinar e aprender com a Educação Ambiental

Por: Valeska Andrade

A partir da década de 70, com o crescimento dos movimentos ambientalistas, passou-se a adotar a expressão Educação Ambiental para qualificar iniciativas de universidades, escolas, instituições governamentais e não-governamentais pelas quais se busca conscientizar setores da sociedade para as questões ambientais.

Um importante passo foi dado com a Constituição de 1988, quando a Educação Ambiental se tornou exigência constitucional a ser garantida pelos governos federal, estaduais e municipais (art. 225, § 1º, VI)5 .

”A principal função do trabalho com o tema Meio Ambiente em sala de aula é contribuir para a formação de cidadãos conscientes, aptos para decidirem e atuarem na realidade socioambiental de um modo comprometido com a vida, com o bem-estar de cada um e da sociedade, local e global” (PCNs, 1996).

Os conteúdos de Meio Ambiente são integrados ao currículo através da transversalidade, por meio das áreas do conhecimento, de modo a impregnar toda a prática educativa e, ao mesmo tempo, criar uma visão global e abrangente da questão ambiental.

As áreas de Ciências Naturais, História e Geografia são as principais integradoras dos conteúdos relacionados, pela própria natureza das disciplinas escolares.

As áreas de Língua Portuguesa, Matemática, Educação Física e Arte também são de fundamental importância para constituírem como instrumentos básicos que podem colaborar com o tema.

fonte:http;//blog.opovo.com.br

Escola de Nortelândia /MTpromove Viagem pela Leitura

Oitenta alunos do 8º e 9º ano, da Escola Estadual Desembargador Olegário Moreira de Barros, da cidade de Nortelândia, participam do projeto ‘Viagem pela Leitura’.

Objetivando incentivar o hábito de ler projeto prevê a leitura mensal de duas obras de autores consagrados como Machado de Assis, Carlos Drumond de Andrade, Cecília Meirelles, dentre tantos outros.

A professora de Língua Portuguesa Maurizete Maria de Oliveira coordenadora do projeto diz que a meta é fazer com os estudantes melhorem a leitura, produção de texto e o vocabulário.

Dentre as atividades do projeto os alunos desenvolvem debates em sala de aula e uma vez por semana é realizada uma ‘roda de conversa’ para a socialização da leitura e das impressões dos textos.

Outra atividade programada dentro do projeto é o seminário “a importância do ato de ler”. A professora explica que 44 alunos participaram das ações.
Eles realizaram declamações de poesia, apresentação de vídeos, assim com debateram a questão, subsidiados por textos do educador e filósofo brasileiro, Paulo Freire.

O projeto ajuda os estudantes a melhorarem a apresentação, a se comunicarem em público e a se portarem bem diante de uma futura entrevista de trabalho.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
www.seduc.mt.gov.br

Projeto Pedagógico -Escolas de MT


O estudo da cultura africana é o tema de um projeto de pesquisa desenvolvido com todos os cerca de 350 alunos do ensino Fundamental da Escola Estadual Professora Julieta Xavier. Borges, da cidade de Barra do Bugres/MT.

No próximo dia 17 de novembro, a partir das 19h, será realizado um grande seminário para a socialização do projeto. Ainda nessa data haverá apresentações para a comunidade.

Danças africanas, artes marciais (capoeira), o maracatu, o frevo, dentre outras, serão apresentadas. O teatro também será empregado para a divulgação de personagens negros históricos, como Zumbi dos Palmares, dentre outros.

Os alunos trabalham na pesquisa desenvolvendo várias atividades, com a produção de textos e entrevistas,internet, livros, rodas de conversas, foram ferramentas empregadas nesse processo de construção’, explica a professora Graciela Rocha, uma das coordenadoras do projeto. Kátia Cilene Venturine Rutz, que leciona para estudantes da 2ª fase do I Ciclo, também é outra coordenadora das ações.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
www.seduc.mt.gov.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Escola Gay - Campinas/SP

Escola Gay em Campinas /SP foi alvo de violência pela segunda vez



A Escola Jovem, em Campinas (SP), primeira para o público de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) do país, aberta em março deste ano, foi alvo de violência pela segunda vez este mês.

Uma garrafa de vidro foi atirada contra a casa em que fica a instituição, ninguém ficou ferido.

Os responsáveis pela unidade vão registrar Boletim de Ocorrência e providenciar a instalação de equipamentos de segurança e vigilância. No início do mês, também à noite, a casa foi atingida por pedras.

"Não nos parece um grupo de ódio, isso está mais com cara de bullying", afirmou o diretor Deco Ribeiro. Segundo ele, a suspeita recai sobre adolescentes que estudam à noite em uma escola do bairro.

Escola Jovem LGBT foi selecionada como um dos 300 pontos de cultura de São Paulo e vai receber R$ 60 mil ao ano, durante três anos. Financiado por um convênio entre Secretaria de Estado da Cultura e o Ministério da Cultura, o projeto nasceu na ONG E-Jovem, existente desde 2001.

09/11/2010 - 18h27
Agência do Estado

Escola - Caso de Jusitça

Professora agredida por aluno em escola pede indenização na justiça/DF


Uma professora agredida por um aluno em uma escola pública do Distrito Federal (DF) deverá ser indenizada em R$ 10 mil. A decisão é do Superior Tribunal de Justiça (STJ). De acordo com a Segunda Turma do STJ, o DF deve ser responsabilizado por não ter oferecido segurança necessária à servidora.

O processo sobre o caso mostra que a professora, antes de ser agredida pelo aluno, chegou a sofrer ameaças de morte do agressor.

A direção da escola não adotou medidas para o afastamento imediato, não providenciou segurança para a servidora.

Após a agressão a professora deixou de dar aulas com medo de ser agredida outra vez.

A decisão do STJ confirma o que foi definido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), que afastou a responsabilidade do diretor e do assistente da escola, e manteve o Distrito Federal como responsável pelo dano causado.

O tribunal reconheceu que a culpa recai exclusivamente ao Distrito Federal, a quem incumbe manter a segurança da escola.

O relator, ministro Castro Meira, ressaltou que o fato de haver um policial na escola não afasta a responsabilidade do DF, pois evidenciou a má prestação do serviço público.

Agência Brasil | 05/11/2010 18:16

Legislativo/Nacional

Câmara aprova MP de prorrogação de contratos do INEP com órgão internacionais.


A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta terça-feira (9) uma das 12 MPs (medidas provisórias). A medida ainda precisa da aprovação dos senadores antes de ser sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A MP 493 autoriza a prorrogação de contratos de alguns órgãos, como o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), responsável pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) até 31 de janeiro de 2011.

“Fica o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP autorizados a prorrogar, em caráter excepcional e respeitado o prazo limite de 31 de janeiro de 2011, os contratos por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público, vigentes em 29 de junho de 2010, firmados com fundamento no art. 2º, inciso VI, alínea “h”, da Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, independentemente da limitação do art. 4º, parágrafo único, inciso III, daquela Lei”, diz a MP

Os sete contratados passíveis de prorrogação do Inep se referem a projetos de “cooperação com organismos internacionais”. Segundo o MEC, se tratam de contratos pequenos como contratação de terceiros para trabalhos com órgãos como PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

09/11/2010 - 19h42
Camila Campanerut
Em Brasília

Notícia/Problemas no ENEM

Veja quais foram os problemas encontrados no ENEM/2010


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é questionado pela justiça e o Ministério da Educação diz que os problemas são pontuais e podem ser resolvidos com aplicação de nova prova com mesmo grau de dificuldade. Veja quais foram os problemas:

Redação
Delegado federal da Bahia investiga denúncia de professores de que alunos de Pernambuco comentavam que o tema da redação seria trabalho e escravidão antes da prova que confirmou o assunto. O caso ainda está sendo investigado.


Questão errada
Uma pergunta incluía trecho do livro “1808” de Laurentino Gomes com erro de data (afirmava que a abertura dos portos no Brasil ocorreu em 1810). Segundo o MEC, a confusão não impedia que o candidato chegasse à resposta correta.


Cola
Um repórter do Jornal do Comércio que fez o exame enviou uma mensagem com o tema da redação pelo celular ao ir ao banheiro, meia hora após o início do teste. Candidatos confirmam que era possível colar. A polícia investigará candidatos que descumpriram regra.


Impressão
Um lote de 33 mil provas foi impresso com erro de ordenação. Segundo a gráfica, foram distribuídas 21 mil destas para candidatos no sábado. A maioria teria percebido e recebido um caderno substituto, mas calcula-se que 2 mil provas tenham sido preenchidas com erro.


Gabarito invertido
No primeiro dia de prova as primeiras questões eram de Ciências Humanas e as últimas de Ciências da Natureza, mas o gabarito invertia a ordem. Os fiscais pediram para preencher a resposta conforme o número da questão, mas algumas pessoas dizem ter feito o contrário. MEC disse que fará site para que prejudicados informem como preencheram.


Distância
O local da prova foi agendado por ordem alfabética e em muitos casos ficava bastante longe do endereço do candidato. Alguns atrasados e ausentes culparam a distância que em alguns casos era de até 30 quilômetros.

Fonte iG São Paulo | 09/11/2010 18:22

Qualidade da escolaridade

Relatório da ONU: baixa escolaridade no Brasil

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota em que comenta os novos critérios adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para composição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

O órgão do governo reforça que a baixa escolaridade no Brasil, destacada no relatório de 20 anos de aniversário do índice, é uma média entre toda a população acima de 25 anos e, portanto, sofreu poucas mudanças com as políticas educacionais recentes.

Para o governo, os novos indicadores educacionais propostos — além da escolaridade, leva-se em conta os anos de estudo esperados para as crianças que iniciam a vida escolar agora — “precisam ser mais bem esclarecidos para que se possa cumprir os objetivos de simplicidade, transparência e popularidade”.

A composição geral ainda é feita baseada em saúde, educação e renda. Na média feita com todos os critérios, oBrasil está em 73º entre 169 países, três posições acima do ranking anterior.

Fonte: ig educação -5/11/2010

Notícia / Ensino Médio

Evasão no ensino médio
Por: Valeska Andrade
Enquanto 98% de crianças e adolescentes brasileiras entre 7 e 14 anos estão na escola, 15% dos jovens de 15 a 17 anos desistiram de estudar. O abandono é refletido no número de matrículas da série final. Se comparado ao da série inicial, o total é 35,5% menor. De acordo com o Censo Escolar, em 2007 ingressaram no ensino médio 3.440.048 estudantes. Já em 2009, foram efetuadas 2.218.830 matrículas. Quando não há reprovações, um aluno conclui o ensino médio em três anos.
Na Região Centro-Oeste, a diferença entre as matrículas é de 37% e no Sul chega a 38,53%. O Sudeste tem o menor percentual: 34,68%. Nordeste e Norte possuem índices iguais: 35,7%. O total de matrículas mostra o abandono do ensino médio na última década. A taxa de escolaridade dos jovens entre 15 e 17 é muito baixa e isso já é sentido no ensino superior, onde há vagas ociosas.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugere que os estados mantenham escolas de ensino médio em todos os municípios para combater a evasão. Fonte: O Globo (RJ) - 08.11.10 08:29

Agenda da Seduc/MT

Seminário Ensino Médio Integrado a Educação Profissional Data: 16/11 a 18/11/10 Local: - Contato: - -
18 NOV Prêmio Estadual de Ref. em Gestão Escolar Data: dia 18/novembro/2010 Local: Hotel Fazenda Mato Grosso Contato: (65) 3613-6377/6476 06 DEZ
Seminário Surdo e Cegueira Data: de 06 a 11 de Dezembro de 2010 Local: a definir Contato: 65 3613 6377 e 6476

www.seduc.mt.gov.br

Decreto para a Educação no Campo

Presidente Lula assina decreto que aprimora a educação no campo
O presidente da República assinou no dia 4/11 o decreto que regulamenta políticas públicas voltadas para a educação no campo. “Este decreto sinaliza a organização não apenas de políticas publicas federais para a educação no campo, como também organiza o trabalho feito em estados e municípios”, fala do ministro da Educação, Fernando Haddad.

O decreto regulamenta também o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera).

Segundo O ministro todas as políticas públicas, ações e programas do Ministério da Educação dialogam de alguma forma com a realidade do campo. “Políticas institucionalizadas dão mais vida aos movimentos sociais, facilitam a luta por avanços e dão à sociedade a condição de perseguir políticas mais ambiciosas”, afirmou.

O decreto atribui ao governo federal a responsabilidade de criar e implementar mecanismos que assegurem a manutenção e o desenvolvimento da educação na área rural. Propõe o enfrentamento de quatro problemas: redução do analfabetismo de jovens e adultos; fomento da educação básica na modalidade jovens e adultos integrando qualificação social e profissional; garantia de fornecimento de energia elétrica, água potável e saneamento básico para as escolas; promoção da inclusão digital com acesso a computadores, conexão à internet e às demais tecnologias digitais.

A formação de professores que lecionam nas escolas rurais também está definida no decreto, assim como a adequação do calendário escolar às particularidades das atividades regionais e dos ciclos produtivos; o reconhecimento da relevância da escola multisseriada; e a pedagogia da alternância (combina atividades intensivas na sala de aula com práticas na propriedade).

sexta-feira, 05 de novembro de 2010 MEC

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ORAÇÃO DO PROFESSOR

"Obrigado, Senhor, por atribuir-me a missão de ensinar e por fazer de mim um professor no mundo da educação. Eu te agradeço pelo compromisso de formar tantas pessoas e te ofereço todos os meus dons.São grandes os desafios de cada dia, mas é gratificante ver os objetivos alcançados, na raça de servir, colaborar e ampliar os horizontes do conhecimento. Quero celebrar as minhas conquistas exaltando também o sofrimento que me fez crescer e evoluir. Quero renovar cada dia a coragem de sempre recomeçar. Senhor! Inspira-me na minha vocação de mestre e comunicador para melhor poder servir. Abençoa todos os que se empenham neste trabalho iluminando-lhes o caminho . Obrigado, meu Deus, pelo dom da vida e por fazer de mim um educador hoje e sempre. Amém!"

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Processo de envelhecimento e questões relativas à velhice, um assunto necessário e urgente para discutir no currículo de ensino.

Iza Aparecida Saliés
http://www.izasalies.blogspot.com
Considerando que o Brasil está caminhando para um futuro populacional considerável de idoso e reduzindo o número de nascimento, pois a grande tendência das famílias modernas é ter de um a dois filhos ou até três, o que no passado era praticamente inviável, por vários fatores, em especial social e religioso. 
A tendência contemporânea é oferecer condições de vida as pessoas idosas, a sociedade e o estado, ambos precisam preparar para atendê-los que chegam com novos hábitos e desenvolvimento humano bastante fortalecido pelas condições de vida que hoje a ciência proporciona.
Os idosos de hoje são mais ativos, participativos, vaidosos, fazem parte de um grupo chamado geração saúde, preocupam com a vaidade intelectual e estética, com a sensibilidade, adoram o bonito, o belo, curtem com alegria os momentos coletivos de afinidade com amigos do grupo. 
São visíveis as políticas publicas que há para a pessoa idosa, mas, contudo, faz-se necessário que essas políticas atinjam todos os segmentos do governo. A apesar dos avanços com o Estatuto ainda assim precisamos discutir as questões da pessoa idosa com mais na
educação.
Na educação já foram realizadas algumas ações quanto às questões da pessoa idosa, no caso da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, em 2004 o órgão começou a discutir o tema ainda de forma acanhada, pois no momento tínhamos um representante no Conselho, essa era a participação do órgão.
Com a representação nesse organismo a Seduc teve a iniciativa de elaborar a normativa que inclui o de tema sobre o envelhecimento nos currículos mínimos, em consonância ao artigo 22 da Lei n. 10.741/03, definidos a forma e o conteúdo mínimo para abordagem. Instituir na programação de formação continuada de professor e servidores administrativos da rede estadual de ensino, o enfoque sobre o tema “pessoa idosa” a fim de capacitá-los para a compreensão do tratamento e minimizar o preconceito, produzindo conhecimento formal sobre o assunto.
A Seduc intensificou a oferta de Ensino Fundamental e do Ensino Médio por meio da Educação de Jovens e Adultos, sendo oferecida na medida em que surgem demandas pontuais, a oferta
das etapas e das modalidades de ensino oferecida na Rede Estadual de Ensino funciona no período diurno e noturno. 
A discussão do tema “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice” no currículo de ensino está respaldada pelas legislações: LDB/96 e a Constituição Federal do Brasil, que em seu Artigo 210 estabelece como devem ser tratados os conteúdos mínimos do currículo, “Serão fixos conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais".   
Considerando a necessidade de atender esta sociedade em ebulição, com pressa no trato das questões de inclusão, cidadania, pluralismo, diversidade e outros, assuntos estes que aos poucos vão penetrando na rotina pedagógica da escola, o que não consolida a necessidade de criar disciplinas curriculares para trabalhar especificamente temas que outrora não lhe competia.
A escola precisa de tempo para que possamos adequar às inovações impostas por essa sociedade emergente, frente a uma prática pedagógica de antanho.
A Formação Continuada dos Professores de Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso, programa pode contribuir para prepará-los para saber lido com imperiosas necessidades sócias que estão
provocando mudanças na prática pedagógica do professor.
Para a formação dos professores precisa oferecer aportes conceituais, teóricos e metodológicos para que os mesmos possam desenvolver competências e habilidades para saber conduzir temáticas contemporâneas que permeiam a vivência na escola e precisam fazer parte das atividades pedagógicas da escola.
A sociedade do momento é cheia de nuances rica de possibilidades de discussões no que se refere a temas como diversidade, justiça, inclusão e cidadania, todos são assuntos que
provocam polêmicas e requer formação para os professores.
A Superintendência de Ensino e Currículo/Seduc programou em 2005, Seminário sobre a Diversidade na Educação, com a participação de docentes que atuam no Ensino Médio, durante o evento foi abordado o processo de envelhecimento e questões relativas à velhice tema á abordado para contemplar a inclusão dessa discussão no contexto curricular permeando os conteúdos, conceitos e saberes das diversas disciplinas, propiciando a interação das áreas de conhecimento. Assessorar escolas com formação em serviço para o desenvolvimento da política pedagógica do Ensino Médio, cuja finalidade é programar ações que destaquem as Políticas Afirmativas que promova a inserção do tema “processo de envelhecimento e questões relativas à velhice”, (Diversidade de Gerações) cumprindo desta forma ao Artigo 13, inciso II.  Da Lei Complementar n. 131/03 de 17 de Julho. 17/07/03[1]·; Capacitar Coordenadores Pedagógicos que atuam no Ensino Médio, que propõe uma reflexão acerca de como abordar os temas sociais relevantes, com especial destaque ao “processo de envelhecimento e questões relativas á velhice”; Seminário com professores para discutir a inclusão da temática “processo de envelhecimento e questões relativas à pessoa idosa no currículo da Educação Básica” (prevista para ser realizada em junho/2005); Projeto Letração –“Alfabetização de Adultos” Educação de Jovens e
Adultos:
foi previsto o atendimento de 3818 alfabetizando, 183
alfabetizadores para contemplar 34 municípios do Estado
[2]·; Distribuição de materiais pedagógicos para os professores, para subsidiar a formação continuada em serviço, sob temas sociais
relevantes, em especial o estudo da ciência que trata do processo ensino  -  aprendizagem da pessoa idosa (Andragogia).
[3] 
O professor precisa estar sincronizado com os mais modernos pressupostos teóricos, conceituais que possibilite um embasamento científico sem estar apenas pautados em conhecimento empírico.
 “Aprender a ser cidadão é, entre outras coisas, aprender a agir com respeito, solidariedade, responsabilidade, justiça, não-violência. É aprender a usar o diálogo, nas mais diferentes situações e
comprometer-se com o que acontece na vida da comunidade e do País
[4].
Mesmo respeitando a autonomia da escola, que pode definir sua trajetória pedagógica, a Seduc desenvolveu ações pontuais e
afirmativas para contribuir com construção de valores na escola e na sociedade, para que a convivência democrática, os direitos humanos, respeito à diversidade, o respeito às gerações e a inclusão social façam parte da vivência das escolas deste Estado.
Para que possamos atender a contento tanto a sociedade, como também cumprir os dispositivos legais, faz-se necessário que o Sistema de Ensino Estadual/MT esteja preparado para o enfrentamento de novos papéis que permeiam os meandros da escola e o seu entorno, devendo ser trabalhados no seu cotidiano.
Para que isso aconteça precisamos que todos os segmentos da comunidade escolar estejam preparados para aceitar e conviver com as inovações significativas que virão e que possua um aporte conceitual comprovado, por se tratar de temáticas complexa, com especificidades próprias, merecendo destaque no instante em que vai ser introduzido nas discussões pertinentes ao currículo de ensino.

[1] Estatuto da Pessoa Idosa de Mato Grosso.
[2] Dados
fornecidos pela Equipe da Educação de Jovens e Adultos.
[3] Ciência  que estuda a aprendizagem do Adulto.
[4] Programa Ética e Cidadania, MEC

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Aprendendo com a copa do mundo

Iza Aparecida Saliés
http://www.izasalies.com/

 

Quando via a convocação da seleção brasileira fiquei pasma, as estrelas não estavam na lista de convocados (os jogadores famosos) então, pensei o que houve? Analisando a tão comentada convocação do Dunga, tive o atrevimento de querer comentar sobre o assunto, mas, como sou apenas uma torcedora, sem muito traquejo para falar sobre futebol, ainda assim, quero arriscar e fazer alguns comentários neste artigo.

Quando Dunga divulgou o nome dos jogadores ouvi comentários de pessoas entendidas que a seleção convocada não inspirava segurança, sendo que o treinador optou por convocar jogadores que já tinham participado em jogos amistosos da seleção e não convocou as estrelas do futebol brasileiro e até internacional.

Por não dominar o futebol, fiquei apenas ouvindo, mas ao mesmo tempo pensando sobre as estratégias que o Dunga utilizou para convocar os jogadores. Percebi que as estrelas da copa passada, ou seja, Ronaldinho, Ronaldo, Roberto Carlos, Adriano e outros, deram pouco resultado, não fizeram parte do conjunto, preocupavam com a aparência pessoal, pouco desempenho no campo, chegaram arrebentados para jogar pelo Brasil, sendo que, eles sabiam jogar, tinham técnica, mas prescindia de harmonia e sincronia no conjunto do time.

Esse é o meu olhar de torcedora, que vibra, grita, chora, fica alegre, chama Deus, faz prece, torce os dedinhos. Então, entendi que Dunga agiu pensando no conjunto, pensando nos jogadores que transpiravam desejo de ser convocado, precisavam ser valorizados, reconhecidos, almejava uma oportunidade, tudo isso, para poder mostrar ao brasileiro o que eles podem fazer pela pátria, mesmo não sendo estrela reconhecida.

Saiu do baú da formação que Dunga tanto escolar como familiar, a sua séria, tão desejada e comentada convocação da seleção brasileira. Tudo isso, somado à experiência que teve como jogador apoiou seus argumentos no conceito de conjunto, de sentido de grupo, da vontade de vencer, de ter esperança, acreditar que é possível, da garra, juntou tudo, e trabalhou psicologicamente a habilidade de cada jogador e mostrou que o conjunto pode construir uma equipe competente.

Além da habilidade dos jogadores e a competências do conjunto, outro quesito importante que precisa ser destacado, foi à capacidade que Dunga teve de resgatar os valores éticos, profissionais e pessoais dos jogadores, enquanto grupo, essa é uma necessidade básica da atualidade, pois, concorrer com diversidade de estilos, jeito, técnicas de jogar futebol, que a pesar das regras, precisa necessariamente passar pela emoção, razão e conhecimento deles que estão lá para defender nossa pátria.

Falando em habilidades e competências, conceitos exigidos no mundo do trabalho e também enquanto pedagógico, pois, estamos constantemente sendo cobrados pela sociedade por eficiência e eficácia dos comportamentos, desempenhos, atos e atitudes que realizamos.

Fazendo um adendo aos conceitos citados no parágrafo anterior, discutindo esses conceitos voltados para o aspecto pedagógico, entendo que só pode considerar que houve aprendizagem quando o conhecimento é mobilizado para resolver problemas e seus referenciais teóricos são suficientes para amparar o conjunto de saberes que quando utilizados, precisam ser capazes de solucionar situações complexas.

O Gestor de Futebol, Dunga, sem alarde, agiu com rigor, competência, foi estratégico, seguro em suas concepções teóricas, forte o suficiente para calar os brasileiros que por ventura ameaçassem sua convocação, soube lidar com situações problemas, com as vaidades, os egos, como também, com os desafios do cargo, estes, foram pouco a pouco sendo transpostos por sucessivas vitórias em campo, mesmo sendo jogos amistosos.

A copa do mundo é um grande desafio para todos, técnicos, jogadores, torcedores, organizadores e para a nação que participa também, nesse momento precisamos apresentar o melhor que temos e que podemos conseguir realizar, ou seja, precisamos de jogadores bons que tenham competência e que estejam preparados para o inesperado e dar resultado.

Vale ressaltar que o momento é propício para refletirmos sobre gestão de pessoas e gestão do conhecimento, pois Dunga está mostrando o que é necessário para fazer parte da seleção brasileira, que seja composta por um conjunto de jogadores sem rótulo, do que convocar estrelas que não sabem jogar em conjunto.

O exemplo do Técnico da Seleção Brasileira de usar da razão, da emoção e do conhecimento que possui, faz dele, um profissional seguro para conduzir com certeza de que o que está fazendo é o correto para a seleção.

Confesso que aprendi uma lição, com o ocorrido com a seleção, à estratégia de Dunga passa a ser um referencial prático de como comportar, agir, e ser capaz de desempenhar bem seu trabalho, seja ele jogando ou em outra atividade laboral, ser estrela solitária não resolve problemas, o que resolve é o conjunto é a sincronia perfeita que o gestor preparou, precisamos saber aprender, ser, ter e fazer.

Acima de qualquer crítica e ou comentários o Dunga convocou jogadores que durante os trabalhos com a seleção, destacou, teve garra, lutou, teve bom comportamento, respeitou hierarquia, ou melhor, que reza na sua cartilha, que tem compromisso com o Brasil.

A exigência do mundo atual requer pessoas que saibam lidar com situações complexas, improviso, inusitado, esta é uma cobrança também no futebol, na escola, no trabalho, nas relações sociais, pessoais, em tudo precisamos saber ser, mesmo em situações de limite.

Agora mais do que nunca ficou comprovado que não precisa a pessoa ser estrela, precisa sim, saber trabalhar em grupo, só o conhecimento não basta, precisamos saber ser no conjunto, no grupo, para que possamos vencer os obstáculos da vida com sabedoria.

“Sala de Professor” lócus de reflexão, estudo e aprendizagem docente.

 
Iza Aparecida Saliés
htttp://www.izasalies.blogspot.com



A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso implanta em 2004 o projeto Sala de Professor, cujo principio está fundamentado no fortalecimento da formação continuada de professores na perspectiva de instituir a escola como espaço de aprendizagem docente, também.

A Sala de Professor teve sua implantação coordenada pela Seduc e Cefapros, estes, tiveram que orientar e acompanhar na estruturação e organização do projeto na escola.

Por ser um projeto cujo foco é a formação continuada, o mesmo busca capacitar os professores no próprio local de trabalho, a escola, contexto onde as atividades pedagógicas acontecem realmente, na sala de aula, na biblioteca, no pátio, nas relações, no coletivo de professores, colegas, alunos, ou seja, com todos os segmentos da escola e do seu entorno.

Além disso, o projeto objetiva constituir a cultura do estudo em grupo, pois, a formação continuada está fundada numa perspectiva de estudo coletivo, utilizando o espaço escolar como lócus de formação de professores, entendendo também, como espaço de aprendizagem docente, onde as atividades de estudo, os cursos, projetos e programas de iniciativa da escola possam ser desenvolvidas no mesmo local.

Ao implantar o projeto a Seduc focou os olhares para a escola, apresentando uma nova alternativa de atender as demandas de formação continuada nascida na própria escola, como também, apoiar os professores na solução de possíveis problemas e ou dificuldades no desempenho da sua prática pedagógica.

As formações eram desenvolvidas pela própria Secretaria, em forma de projetos, agora, com a Sala de Professor propõe transformar o espaço escolar num lugar onde pode desenvolver a formação continuada de seus professores, possibilitando a realização de cursos de acordo com as prioridades apontadas no Plano de Formação do Projeto Político Pedagógico da escola.

Nesses quatro anos de execução da Sala de Professor na rede estadual de ensino teve uma avaliação com índices muito bons, provocou mudanças no cotidiano da escola, promoveu grandes debates, resultando em consideráveis avanços para a educação, ainda assim, faz-se necessário realizar alguns ajustes, sendo que, um deles é apoiar a escola em suas demandas para fortalecer a formação continuada de seus professores e melhorar as atividades pedagógicas da escola em interface com o processo ensino e aprendizagem.

No bojo das intenções do projeto está também a vontade de instituir grupos de estudos permanentes dos professores, provocando o exercício da prática dialógica entre seus pares, exercitando a aceitação da pluralidade de idéias, a democracia, a participação para que essa prática passe a ser constante na escola.

Organização de grupos de estudo, estabelecer o tempo e as condições de desenvolver o Plano de Formação Continuada da Escola de acordo com as demandas estabelecidas no Projeto Político Pedagógico, são atividades da escola que podem ser desenvolvidas na Sala de Professor.

Esse projeto não deve discutir as questões pedagógicas apenas com os professores, pois o pedagógico é também de interesse de todos os envolvidos com a situação escolar, melhor dizendo, sendo de interesse comum a toda comunidade escolar.

É no momento de estudo coletivo, ou seja, na Sala de Professor que devemos discutir os procedimentos didáticos contemporâneos, que nós professores precisamos conhecer e compreender.

Então, torna-se necessário que o professor entenda e aceite essas novas prática, as novas metodologias e as concepções e refletir sore a sua prática, está é sua vivência pedagógica, desta forma, ele pode compreender melhor a articulação entre os conceitos de trabalho, ciência e cultura, sobretudo, a partir da sua própria prática docente.

Hoje o professor precisa atualizar constantemente seu embasamento teórico, metodológico, dominar os pressupostos educacionais, de modo a fortalecer a ação pedagógica do professor, para que o mesmo, seja capaz de resolver problemas e atender necessidades que surgem durante a prática pedagógica, possibilitando intervir no processo ensino aprendizagem visando o seu sucesso e do aluno.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Celular na escola, uma necessidade da vida moderna

Iza Aparecida Saliés

http://www.izasalies.blogspot.com



O Prefeito de São Paulo proíbe o uso de celular na sala de aula das escolas municipais, louvável a atitude, pois, a educação precisa de limites, o que parece para a sociedade é que agora tudo pode, não obedecem mais as regras, acordos regimentos que possuem nas instituições de ensino.



A escola é o lócus do aprender, ensinar, formar, estudar, por isso é importante que o aluno concentre na leitura, nos estudos, prestar atenção na aula, tenha interesse, motivação, participe dos trabalhos de grupo e outras atividades que o professor utilize.



As novas tecnologias chegaram para facilitar a vida da humanidade, porém, em certo caso ela dificulta a convivência em determinados espaços coletivos, sei também que pode haver necessidade de comunicação da família com seus filhos, nesses casos, usar o telefone da escola e falar com pessoas responsáveis, assim tudo estará solucionado.



A escola, hoje enfrenta um grande problema, controlar o uso do celular na sala de aula, pois, além de desconcentrar o professor no momento da sua explicação, distrai o aluno que já tem dificuldade para participarem da aula, eles, ficam distraídos por qualquer motivo, e o celular é mais instrumento que provoca distração, passando a ser mais um motivo para desinteresse, sabemos que não são todos, mas, que atrapalha, atrapalha sim, sem dúvida.



Proibição isolada não funciona, mas, inibe o uso durante a aula.

Ainda é tarefa difícil para a escola: trabalhar o tema, os materiais didáticos e os conteúdos sobre sexo.

Iza Aparecida Saliés.

Constantemente estamos sabendo pela mídia, fatos desagradáveis sobre o trato do tema sexo, na escola, um dia é distribuição de livros indevidos ou dia é o professor que abordou o tema na sala de aula e o pai não gostou, e assim vai acontecendo as situações constrangedoras com muita freqüência seja ela por meio dos livros didáticos ou por abordagem de conteúdos.

Pipocaram situações dessa em todo lugar, mas recentemente ficamos sabendo do caso de São Paulo e Recife, os livros foram distribuídos com termos aparentemente inadequados, quando isso acontece às pessoas devem pensar que é intencional, não é o assunto é complexo, demanda quebra de tabus, mitos e resistências da sociedade. Abordar a sexualidade na escola não é uma tarefa fácil.

A sociedade brasileira parece liberal, mas, não é, carrega em suas tradições culturais um punhado de preconceitos e resistências no que diz respeito à discussão de temas de fundamental importância para ela. Neste caso, a questão sexual.

Digo isso, porque tive a oportunidade de desenvolver um Projeto de Educação em Saúde, para tratar sobre as doenças sexualmente transmissíveis, cuja finalidade era orientar os jovens do Ensino Médio a prevenção. Nós da educação, temos uma forma própria para abordar o tema na sala de aula, todo cuidado é pouco quando vai discutir sexo com os alunos e a saúde tem as suas especificidades técnicas que são primordiais para tratar do assunto, também.

Para a execução do Projeto havia necessidade de distribuir sobre o uso do preservativo, ou seja, a famosa camisinha, orientar com os alunos do Ensino Médio da rede estadual de ensino. Então, começou o grande dilema, precisávamos convencer os pais de que havia necessidade de trabalhar o assunto na escola, para depois disponibilizar o preservativo para eles.

Como estratégia de desenvolvimento do Projeto, o grupo resolveu elaborar um questionário para que os pais pudessem saber sobre o assunto de modo que as respostas pudessem dirimir ou sugerir possíveis encaminhamentos que atendesse os objetivos do trabalho. Ao elaborar o questionário surgiram sérias divergências no grupo, o pessoal da educação achava os termos utilizados pela saúde eram muito forte, trabalhar com assunto polêmico como este, exige um cuidado redobrado por parte da escola. A escola como espaço de ensino e aprendizagem, quando aborda um determinado assunto quer dizer que estamos tratando de formação para a vida, para o mundo.

A saúde lida com o tema sexo com a maior naturalidade, diz os termos técnicos com muita facilidade, pois estão tratando de um assunto de saúde pública, de prevenção de orientação. E para a educação, o assunto precisa ter um toque especial, ou seja, precisa ser trabalhado com preparo pedagógico, como formação e não como uma simples orientação sem fundamentação científica.

Lembrando o que ocorreu em Recife (PE) com Secretaria de Estado de Educação, que determinou o recolhimento de um livro de educação sexual distribuído a alunos da 4ª e 5ª séries da rede municipal de ensino, considerando que os pais de alunos consideraram a obra "obscena". Para os pais parece que é indecente, mas não é, o que acontece é que a sociedade não aborda o tema com seus filhos e não deixa que a escola faça.

Não culpo a educação e nem a saúde pelo fato ocorrido, precisamos entender que a linguagem e as ilustrações utilizadas pela saúde para explicar o assunto são essas, elas são únicas, não tem como falar sobre o assunto sem gerar polêmicas, a única forma de discutir sexo é explicar como ele é ao pé da letra. Mas, sem abordar de forma chula.

Será que a sociedade não deve pensar em assumir sua tarefa de orientar sobre a sexualidade para seus filhos? Estamos na modernidade, à tecnologia invadiu nossos lares, é fato consumado, errado ou certo, eles estão sabendo sobre o assunto, então, precisamos entrar num consenso, a sociedade e a escola, e decidir como discutir, indagar, questionar e formar nossos alunos para a vida, com conhecimentos formais que possam auxiliá-los nas decisões futuras.

É função da escola sim, mediar à inclusão do tema sexo no currículo de ensino, ou seja, como conteúdo escolar das diferentes disciplinas, para ser discutido na sala de aula, de modo a tornar as abordagens mais adaptáveis à situação didática do professor, pois, a pedagogia recomenda metodologias próprias e adequadas para tornar um assunto do cotidiano dos alunos numa abordagem também científica. Segundo César Coll (2000, p.12) a tentativa de ensinar conteúdos específicos não é intrinsecamente negativa, tudo depende de quais conteúdos se quer ensinar e, sobretudo, de como eles são ensinados e como eles são aprendidos.

Considerando a teoria da aprendizagem que Coll preconiza, há conteúdos que são abordados na escola são determinados assuntos ou saberes culturais que são discutidos nas atividades do dia-a-dia, em casa, nas rodas e no trabalho e são plenamente observados e absorvidos pela sociedade, como há também a assimilação de novos assuntos, ou seja, de novos conteúdos o que requer que as atividades educativas sejam planejadas de forma que possam ajudar os alunos a entender os saberes culturais que no momento são considerados de fundamental importância para a formação do jovem.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Dica de leitura: “O e-mail como gênero textual em sala de aula”

Dica de leitura : "O e-mail em gênero textual Como sala de aula "

Trabalho infantil em queda no Brasil

Trabalho infantil em Qaeda no Brasil

Jovem, construção social que precisa ser considerada pela escola

Iza Aparecida Saliés



Estudos mais recentes sobre a juventude apontam que a convivência deles nesta sociedade de diferentes paradigmas, provoca sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo.

Então! Que tipo de formação estamos oferecendo ao jovem? Qual é a relação dele com o saber escolar? O que estamos ensinando para eles?O que eles estão aprendendo?

Para Bernad Charlot, a escola não é para os jovens uma instância exclusiva de aprendizagem e socialização, e eles vivem em conflito com ela. A grande preocupação da escola está em saber lidar com esses jovens, conhecer suas necessidades, especificidades, diferenças.

Mesmo com a grande propaganda de ampliação do acesso à escolarização, a acolhida da escola não respondeu com sucesso o desejo da sociedade, temos na rede pública de ensino muitos alunos que reprovam e abandonam seus estudos. Segundo alguns estudos realizados por pesquisadores a baixa qualidade do ensino e a inadequação da escola aos jovens de cama populares, são os grandes vilões da escola que temos.

Deste a reforma do ensino médio, no Brasil que aconteceu no final dos anos 90 até hoje encontramos muitas escolas de Ensino Médio funcionando junto com o fundamental, sem estruturada própria para atender os jovens, ainda temos escolas comuns, sem identidade para jovem, são escolas que atende a educação básica toda, ou seja, todas essas etapas de ensino numa mesma escola e período, com pouco ou quase nada de atrativo.

Que jovens queremos?

Os jovens são portadores de um repertório cultura e social de conhecimentos, saberes, valores, atitudes, pouco respeitados pela família e pela escola. Esses atributos precisam ser respeitados, pois estes, não coincidem necessariamente com a cultura escolar e, em particular, com a Proposta Curricular do Ensino Médio, que se propõe a desenvolver.

Nós professores sabemos que é muito significativo para os jovens sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativa, decisiva e negociadora. Quando eles participam de atividades e projetos sociais e pedagógicos, a vivência da prática deixa fluir comportamentos, atitudes inesperadas e deparamos com experiências valorosas de iniciativa deles.

Ao possibilitarmos aos jovens meios de expor seus desejos, sentimentos e criatividade precisam respeitar suas vontades, tempo e aceitação, assim sendo, certamente eles ficará mais motivada para a aquisição de novos saberes escolares. .

Adolescente triste, fala sério....

Iza Aparecida Saliés



Lendo o artigo do Professor Saint Bahls, pesquisador da Universidade Federal do Paraná, sobre os adolescentes, onde sua pesquisa fazia uma abordagem sobre o sentimento que os adolescentes estão apresentando, segundo dados apresentados os atuais adolescentes estão com sintomas de depressão, sentem tristeza.

Fique assustada com a informação, pensei como isso pode refletir na escola. Como nós professores vamos lidar com esse sentimento? Como ajudar os adolescentes a sair dessa?

Todas essas indagações, com certeza irão fluir nos meandros escolares, deixando a escola conflituosa, pois os efeitos desse sentimento, pode atrapalhar o dia-a-dia da sala de aula, momento em que as relações são efervescentes, calorosas, demandando preparo dos profissionais da educação para solucionar esse doloroso problema.

Como colaborar com os adolescente diante das exigências contemporâneas?

As pesquisas sobre adolescentes indicam que a necessidade de ser aceitos pelo grupo, deixa-os inseguros, ser aceito pelo outro significa que estou e sou da tribo, tudo isso, provoca neles sentimento de satisfação e prazer, e quando rejeitado, ia sim, surge à decepção, isso vai depender de como será aceito ou rejeitado pela turma.

Para o autor da pesquisa, esse sentimento surge em detrimento dos reflexos econômicos e sociais que vivemos, é nessa fase da vida que as necessidades aparecem, as competições, as comparações, como: o corpo sarado, a beleza, a conquista, o ficar e outros detalhes das especificidades deles, surgindo ai o sentimento de sofrimento uma vez não aceitam pelo e no grupo.

Cabe neste momento alertar os pais e a escola, que é preciso cuidar do sofrimento dos adolescentes, não podemos deixar passar despercebido, temos que ficar atentos quanto ao seu reflexo no humor e no comportamento deles, devemos também, verificar sua intensidade e permanência, de modo que possamos observar como os adolescentes estão lidando com essa nova forma de viver e conviver em grupo e como estão com seus pares.

Para que isso possa ser acompanhado pelos pais e pela escola a pesquisa sugere algumas dicas que poderão ajudar na observação do comportamento dos adolescentes, tais como:verificar se o adolescente está muito triste ou alegre, procurar saber o motivo; saber porque eles estão desinteressados por coisas que gostavam muito, sem mais sem menos perdem o entusiasmo por atividades diferentes, dificilmente demonstra prazer no grupo de amigos, há tendência ao isolamento, demonstra ausência de sentimentos, sensação de vazio, de vez em quando parece triste, agressivo (meninos), tudo isso acontece, sem motivo aparente.

Avaliação da aprendizagem, momento de ver, rever ou de reter?

Iza Aparecida Saliés



A avaliação é um momento privilegiado do ato de ensinar e aprender e deve estar presente em todas as etapas da aprendizagem. Esta é uma prática que deve ser feita pelos professores e alunos com se fosse uma ação de rotina, sem estabelecido tempo e condição para realizá-la.

Pois ela é parte integrante do envolvimento entre professor e aluno, posto que, a sua dinâmica deve servir de referencial para o ensino e a aprendizagem. A avaliação não pode ser compreendida como um instrumento de seleção, exclusão, perseguição, ou seja, que tenha a finalidade de reter o aluno, aquele que não conseguiu acompanhar as aulas do professor (não aprendeu) e sim para o professor refletir sobre sua prática pedagógica.

Segundo os PCNs. 1996 a avaliação é compreendida como um conjunto de atuações cuja função é subsidiar sugerir retomadas, indicar novos caminhos, novas metodologias, orientarem a intervenção pedagógica, quando necessária.

Assim sendo, a avaliação precisa ser continua, porém, quando houver necessidade de interrupção para rever práticas pedagógicas que não atenderam as demandas de aprendizagem do estudante, ai sim, o professor não só pode como deve, retomar seus procedimentos didáticos, ou instrumentos avaliativos, ou até mesmo rever conteúdos, metodologias.

O momento da avaliação deve ser entendido como uma relação que precisa acontecer, cujas finalidades precisam ser bem definidas. Como será? Avaliar o que? Como? De que forma? Por quê?

Esse acordo precisa ser estabelecido no inicio do ano letivo, antes mesmo da primeira avaliação, ou seja, investigação feita pelo professor, as partes interessadas no processo ensino e aprendizagem devem conhecer as regras do sistema de avaliação escolhido pelo conjunto da escola.

Finalizando quero concordar com Jussara Hoffman quando ela diz que a avaliação deve ser mediadora do processo ensino aprendizagem, assim sendo, o professor precisa repensar sua posição pedagógica, ter bom relacionamento com seus alunos, e conhecer a mediação e a interação.