quinta-feira, 8 de março de 2012

Desafio para os professores

Uso dos tablets nas salas de aula brasileiras impõe nova realidade aos docentes, que precisarão criar formas alternativas de interagir com os estudantes


Nos Estados Unidos, a educação digital já começa a gerar resultados. Um programa piloto realizado na Amelia Earhart Middle School, instituição da Califórnia, comparou o aprendizado de uma turma tradicional de álgebra com outro grupo que utilizou o tablet — no caso, o iPad — em conjunto com os livros e constatou que o uso da nova tecnologia melhorou o rendimento dos estudantes. Resultados apresentados pela publicação Houghton Mifflin Harcourt publisher mostram que as notas do segundo conjunto de alunos aumentaram o rendimento da matéria em 20%. O estudo é um dos primeiros sobre o tema, já que a ferramenta ainda é nova e deve passar por transformações no decorrer dos anos. O certo é que, em qualquer parte do mundo, a transição não pode ser dissociada da capacitação dos docentes.

No Brasil, o desafio não será apenas com o manejo do novo aparelho — novidade para muitos profissionais acostumados com práticas mais antigas — mas também englobará a autoridade nas salas de aula. “Os professores ainda não estão preparados. Essas novas tecnologias vão diminuir a distância cognitiva entre eles e os alunos. Um docente deve estar apto a ouvir um estudante dizer: ‘Tal site diz o contrário do que o senhor está explicando’. Ele deve ter conteúdo suficiente para indicar os melhores canais virtuais e passar o conteúdo”, ressalta Célio da Cunha, professor da faculdade de educação da Universidade de Brasília e consultor da Unesco.

Outros três especialistas da área de educação ouvidos pelo Correio afirmam que o sucesso da nova tecnologia depende da mudança de pensamento e do estilo de atuação dos educadores nas salas aulas. “De nada adianta um material inovador se os professores continuarem com a mesma metodologia. O conteúdo programático deve ser pensado para o uso da nova ferramenta. Novas mídias demandam formas diferentes de se comunicar”, analisa o especialista na área de tecnologias da educação da UnB Gilberto Lacerda.

A digitalização dos livros, que não mudaria o estilo de ensino, mas apenas o meio, é citada como um exemplo claro dessas práticas mais simplistas. Já as alternativas de trabalhar com o tablet podem seguir a criação de obras totalmente interativas e digitais, como no Sigma, ou podem também servir de complemento para o aprendizado com materiais didáticos convencionais, a exemplo do que será feito no Marista e Leonardo da Vinci. No primeiro colégio, a implantação da nova tecnologia começará em uma turma piloto. Após o carnaval, 40 estudantes de uma turma selecionada receberão aparelhos comprados pela própria escola para testar a eficácia da tecnologia.

Durante todo o ano, o desempenho do grupo será analisado e comparado com uma turma inserida no sistema tradicional de ensino. Fatores como retenção do conteúdo e aprendizado serão objeto de estudo. “Vamos trabalhar com prudência. O tablet é uma ferramenta excelente, mas não vamos pensar que é uma varinha de condão com a capacidade de trazer o mundo da tecnologia para a escola. Queremos avaliar os resultados para pensar no melhor modelo de inserção do aparelho”, afirma José Leão da Cunha Filho, diretor-geral do Marista. Por enquanto, a instituição não pensa em substituir livros. A ferramenta será utilizada em conjunto com o material impresso.

No Leonardo da Vinci, a inovação chegou primeiro às aulas de física. Um grupo de professores da disciplina desenvolveu uma ferramenta digital interativa para que os alunos tenham exemplos concretos e possam entender melhor o conteúdo. “É uma forma de levar o laboratório para dentro da sala pelo meio virtual”, explica o coordenador da equipe, Robert de Alencar Cunha. Por enquanto, o uso do tablet não será obrigatório. Os interessados podem comprar os fascículos, por R$ 7 cada e instalar no aparelho ou celular. Se desejarem, podem comprar apenas a apostila impressa.

Compartilhar ideias
O professor de sociologia do Marista Leandro Grass passou por curso ministrado pela escola para a introdução do conteúdo digital. Desde o ano passado, ele procura assuntos interessantes e complementares para as aulas que vai ministrar na turma escolhida para integrar o projeto-piloto. “Temos que adotar a mentalidade de compartilhar ideias. É preciso estar antenado para saber quais são os sites seguros a indicar aos alunos. Além disso, a humildade de discutir as diferentes referências será essencial”, avalia.

Para ele, a inovação é positiva, já que vai estimular os docentes e dar novas possibilidades de ensinar. “Na aula de geografia, os alunos verão os mapas, compararão lugares. Nas de física, poderão ver as fórmulas, os experimentos. Na de sociologia, será possível mostrar fotos sobre a evolução ou de outros assuntos abordados”, enumera Grass.

Rodrigo Timm, 16 anos, e Julia de Moraes Elias, 15, estão ansiosos para saber qual turma vai ganhar os tablets comprados pela escola. A adolescente já pensa no ganho para o meio ambiente e na redução do uso de papel, além dos benefícios educacionais. “Vai dinamizar o aprendizado, vamos poder ver gráficos nas aulas de matemática. A gente nasceu na era da tecnologia, nada mais natural do que a utilizarmos isso na sala de aula”, aposta. Rodrigo faz planos. “Se a minha turma ganhar o tablet, ficarei mais animado para estudar. Pensei que ia terminar o colégio sem passar por essa experiência. Quero muito ter essa oportunidade”, finaliza

Pioneiro
O iPad foi o primeiro modelo de tablet a ser apresentado no mercado. O aparelho foi anunciado em janeiro de 2010 pela Apple em uma conferência para a imprensa na cidade de São Francisco, Estados Unidos. Em 30 de novembro do mesmo ano, o equipamento chegou às lojas brasileiras e vendeu cerca de 64 mil unidades. Em 2011, 400 mil novos aparelhos foram adquiridos no país.

Para saber mais

Conteúdo digital

É comum confundir os termos digitalização e digital. A diferença entre eles, porém, pode ser determinante para o sucesso do uso dos tablets nas salas de aula. Digitalizar significa basicamente escanear um material impresso que já existe e passar para o computador.

Um processo que pode ser comparado com os livros digitais, lidos em extensões como PDF, HTML e ePUB, em celulares ou tablets. O usuário desse tipo de tecnologia deseja somente ler o material em um meio diferente. O conteúdo digital, por sua vez, possibilita interação, relaciona os assuntos e agrega conhecimentos de diversas matérias em uma só. É criado especificamente para as novas tecnologias.

Entrevista Samantha Kutscka

Tecnologia atrai alunos, diz especialista
A introdução dos tablets nas salas de aula é inevitável e pode servir para atrair a atenção dos alunos para o conteúdo acadêmico, mas é preciso dar especial atenção à adequação da linguagem para a nova plataforma e à formação dos professores.

A opinião é da coordenadora executiva de projetos da Escola do Futuro, do núcleo de pesquisas da Universidade de São Paulo (USP), Samantha Kutscka. Em entrevista ao Correio, a especialista, que investiga novas tecnologias aplicadas à área de educação, afirma ser necessário transformar o método de ensino para se obterem resultados. Investir apenas na mudança da mídia, de acordo com ela, não traria progresso algum. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.

A senhora acredita nessa ideia de que o lápis, a caneta e o papel vão desaparecer das escolas?
Não vejo a possibilidade de isso acontecer. Não preparamos o aluno para um mundo de certeza, claro. Mas, hipoteticamente falando, se uma instituição ficar sem energia ou houver algum evento complexo envolvendo os aparelhos, o lápis e o papel vão ser a solução. Acredito que eles não vão deixar de existir nunca. Também há um processo de desenvolvimento da cognição, onde você ensina a criança a escrever com a mão. Nesse caso, você não vai alfabetizar alguém com um tablet. Se usarmos um exemplo atual, você vai ver que ninguém deixou de fazer conta com a mão porque apareceu a calculadora. Há nove anos, quando entrei na Escola do Futuro, havia uma resistência dos professores em usar o computador. Não é diferente hoje. Podemos esperar isso a partir da introdução de qualquer nova tecnologia nas escolas.

E quanto ao desvio da finalidade do aparelho, quanto à possibilidade de dispersão por parte do aluno. É realmente um risco que se corre?
Acredito fortemente que o papel do professor não deixa de existir, ele simplesmente muda. Os pais têm, realmente, uma preocupação com a relação do filho e a tecnologia. O professor, por sua vez, com a dispersão do aluno. Mas, hoje, a maioria dos pais trabalha fora e os filhos, quando não estão sob o olhar deles, ficam sujeitos a diversos conteúdos. Não tem como fiscalizar, policiar em 100% do tempo. Tirando a censura, não tem o que fazer. Nesse sentido, acredito que a orientação do professor surge como algo fundamental. Ele deve apresentar conteúdos, mostrar o que deve e o que não deve ser acessado, afinal, a censura não agrega nada. Ela apenas aguça, atrai a pessoa para o proibido.

A senhora acredita que pode haver um agravamento do desnível entre as escolas públicas e as particulares, uma vez que essas últimas vêm incorporando primeiro esses aparelhos?
Esse desnível sempre existiu em praticamente tudo. As escolas privadas acabam sendo mais pioneiras nessa área de tecnologia, principalmente porque têm recursos. Seria incoerente dizer que isso não acontece. Agora, a capacidade de aprender do aluno de uma escola pública é a mesma da de um de uma escola particular. Tudo depende de como você ensina. O governo tem capacidade de fazer algo bem melhor que uma escola particular, afinal ele é um, digamos, polvo com milhões de tentáculos, enquanto uma escola particular está sozinha ou pertence a uma rede. É necessário apenas fazer.

E a capacitação dos professores, a senhora acredita que realmente esse é um desafio?
Sim, porque as gerações são diferentes e, por isso, entendem a tecnologia de forma diferente. Existe certa resistência, mas ela passa. A formação do professor começa com uma quebra de paradigma, pois não se trata apenas de mostrar ao profissional como usar o aparelho, mas de fazê-lo reconhecer potenciais pedagógicos naquilo. Incorporando uma nova tecnologia, você acaba agregando mais trabalho ao educador e ele, normalmente, não está satisfeito com a remuneração que recebe. Então, nesse caso, você deveria incluir uma bonificação, um estímulo a esses professores.

Vem se falando também da insegurança que andar com um aparelho de alto custo pode trazer ao aluno. O que a senhora pensa sobre isso?
Acho que pode ser um risco sim, mas não tenho uma opinião sólida sobre o assunto. Acredito que, quando a tecnologia se popularizar, os preços irão cair e talvez não fique tão perigoso andar com o tablet. Pensar nisso no âmbito das escolas públicas depende da aplicabilidade, afinal, ainda não sei se o aparelho vai sair da escola ou não vai. De toda forma, não acredito que os assaltantes vão se apoderar dos entornos das escolas como um alvo primário. Afinal, hoje vejo muitos alunos de escolas particulares carregando notebooks, smartphones.

Quais são as maiores vantagens em usar esses aparelhos nas escolas?
Atratividade. Esse é o grande diferencial. Uma questão muito complexa é que as pessoas não aprendem da mesma forma. Por isso, quando você tem um conteúdo multimídia, você tem possibilidades maiores e melhores de transmitir um conteúdo de várias formas.

E qual a grande preocupação na introdução desses aparelhos no ambiente escolar?
Adequar a linguagem e formar o professor. O que você não pode fazer é simplesmente transformar um livro impresso para digital. O conteúdo deve ser repensado, você tem que aproveitar o potencial daquela plataforma. No caso de livros, você tem praticamente que os recriar. Sabemos, por experiência, que não adianta apenas trocar a mídia para que o aluno assimile o conteúdo.

Fonte: Correio Braziliense / Manoela Alcântara 06/03/2012

"A valorização do professor começa pelo piso", diz Mercadante

Em entrevista ao iG, ministro afirma que reajuste tem amparo legal e defende recursos do pré-sal para auxiliar municípios

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, valorizar os professores brasileiros é meta fundamental para o País. Desde que assumiu o comando do ministério, ele anunciou a distribuição de tablets para os docentes do ensino médio, programas de formação, bolsas de estudo. Mas admite que cumprir o piso salarial do magistério deve ser a primeira medida de Estados e municípios para valorizar esse profissional.

Em entrevista ao iG, Mercadante afirmou que essa não é uma tarefa fácil e que há um limite de contribuição do ministério nesse sentido. “Temos outras responsabilidades a cumprir no apoio às prefeituras”, lembra. Garantir recursos do pré-sal para a educação, na opinião dele, pode ser uma boa solução para auxiliar os gestores municipais e estaduais a garantir melhores salários aos educadores.

Durante a conversa de quase uma hora, o ministro ressaltou que os cálculos feitos pelo MEC para reajustar o valor do piso são baseados em determinações legais – rebatendo de forma discreta as críticas feitas pelo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, de que o ministro teria “opinião furada” sobre esse assunto.

Em pouco mais de um mês à frente do MEC – cujo orçamento é dez vezes maior do que o da Ciência, Tecnologia e Inovação, antigo cargo de Mercadante –, o ministro se diz maravilhado com o desafio. “É um ministério complexo, com uma agenda dinâmica, dimensões imensas. Eu considero o maior desafio estratégico do Brasil ter uma educação de qualidade para todos”, afirma.

Nos próximos meses, Mercadante espera anunciar novos projetos para a alfabetização e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um novo programa para a educação no campo será anunciado ainda este mês. Confira os principais trechos da entrevista:

iG: Ministro, quais serão suas prioridades à frente do Ministério da Educação?
Aloizio Mercadante: Nosso primeiro esforço é acelerar o programa de creches e pré-escolas. Nós estamos contratando 1,5 mil creches por ano, no entanto, as prefeituras só estão conseguindo construir as creches num prazo de dois anos e meio. Montamos uma força-tarefa para, nos próximos 60 dias, verificarmos quais as medidas complementares podemos oferecer aos prefeitos e estamos terminando um estudo com o Inmetro para oferecermos serviços de engenharia de novos métodos construtivos, tipo estruturas pré-moldadas e novas tecnologias para acelerarmos isso. A deficiência é grande. Na pré-escola, estamos com 80% dos alunos matriculados, mas na creche temos em torno de 26% de cobertura.

A segunda grande prioridade é alfabetizar na idade certa. Essa eu diria que é uma das grandes prioridades dessa gestão, porque nós temos uma disparidade muito grande. Só 4,9% das crianças do Paraná não são alfabetizadas até os 8 anos de idade. Em Santa Catarina, 5,1%, para darmos bons exemplos. Quando você vai para o Nordeste, em Alagoas, 35% das crianças não são alfabetizadas na idade certa. Quando há creche e pré-escola, você tem mais chance de alfabetizar na idade certa, por isso esse nosso esforço. Nós temos de formar os professores de forma continuada; ter material pedagógico consistente e disponível; precisamos motivar os professores, premiando e valorizando os resultados que venham a ter e temos de avaliar as crianças.

iG: O programa alfabetização na idade certa vai incluir todas essas ações? Quando ele começará a funcionar?
Mercadante: Todas. É um projeto bem completo. Analisamos as melhores experiências do Brasil para formatar esse projeto. Nesta quinta-feira, vou participar do encontro do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) e quero discutir o projeto com eles. É importante ouvir deles contribuições, esse tem de ser um grande pacto nacional. Nós vamos disponibilizar recursos, materiais, formação para os professores e motivá-los no programa. O melhor instrumento para isso é um novo programa, o Escola sem Fronteiras, que promoverá estágios desses professores nas melhores escolas do Brasil e do exterior. O pessoal da Capes está estudando as modalidades possíveis, mas estamos pensando no período das férias.

iG: O programa também prevê a oferta de bônus financeiro aos professores que tiverem bons resultados?
Mercadante: Até agora, a forma que achamos mais consistente de estimular os professores é com a bolsa do Escola sem Fronteiras. Também tem de dar algum estímulo para escola. Ela também tem de ser valorizada pelos resultados. Nós vamos discutir com os secretários de Educação para concluirmos o desenho desse programa em parceria, de forma consistente.

Nós estamos lançando também ainda agora em março, o Pronacampo. Só 15,5% dos jovens do campo estão no ensino médio. No campo, 23,2% de todas as pessoas com mais de 15 anos não estão alfabetizadas. O campo precisa ter um outro olhar por parte do Estado.

iG: O senhor poderia adiantar quais serão as ações práticas desse programa?
Mercadante: Toda a produção de material didático vai ser nova, focada no campo. Vamos oferecer também um programa de formação de professores voltado para isso; construir novas escolas, inclusive escolas com alojamentos. Nos últimos sete anos, tivemos mais de 30 mil escolas fechadas no campo. Estamos fixando também que, para fechar uma escola, a prefeitura ou Estado seja obrigado a consultar os conselhos estaduais e municipais de educação. Vamos estabelecer alguns critérios para o fechamento de escolas acontecer. Às vezes, é necessário, mas tem havido uma política de reduzir despesas, transferindo o ônus para o aluno. É muito mais fácil e barato para uma prefeitura, em vez de ter uma escola no interior, comprar um ônibus e fazer o aluno andar 100 km pra ir e mais 100 pra voltar.

No ensino médio, o que nós identificamos é uma evasão escolar muito alta. Uma parte é por causa da defasagem idade-série que vai se acumulando e se manifesta no ensino médio com o abandono da escola. A outra é que, para grande parte dos alunos, é preciso associar trabalho e educação, o que vamos fazer com o Pronatec. Além disso, a escola precisa ficar mais interessante. Um dos instrumentos mais importantes e rápidos nesse sentido é a distribuição do tablet com projetor digital, para que o professor melhore e crie um ensino interativo na sala de aula. Estamos distribuindo lousa digital, vamos dar toda a produção do Khan Academy, traduzida em parceria com a Fundação Lemann, e o Portal do Professor já tem 15 mil aulas prontas. Esse material vai dar um salto de qualidade na sala de aula.

iG: O senhor acredita que distribuir esse material muda a divisão cultural entre professores e alunos no que diz respeito à tecnologia?
Mercadante: O arranjo social da escola é do século 18. Os professores são do século 20 e os alunos, do século 21. Eles são nativos digitais. Temos que chegar no aluno. Começando pelo professor, a gente chega mais seguro. É inimaginável um professor do século 21 não poder entrar no Google. Isso vai mudar. Nós já vamos até aumentar a distribuição. Além de dar o tablet aos professores do ensino médio, vamos estender o programa para todos os alunos que participam do Programa Institucional de Iniciação à Docência (Pibid). Os universitários que estão se formando e fazendo estágio na escola pública vão ter o equipamento, para que eles cheguem na escola preparados para trabalhar novas tecnologias para a educação. Fizemos um seminário com 27 grupos de pesquisa do País na semana passada e a avaliação da inclusão digital na escola é excelente. Estamos montando um relatório completo agora. Todos têm a avaliação de que o processo gera motivação, criatividade, interatividade. É uma mudança de paradigma, que o Brasil tem de enfrentar.

Fonte: iG 06/03/2012

Educação - O POVO Online

Educação - O POVO Online

Governo vai fazer parcerias com as prefeituras para acelerar construção de creches no país, diz Mercadante

Espaço Escolar

Sabrina Craide/Agência Brasil

Brasília – O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nessa terça-feira (7) que o governo vai trabalhar em parceria com as prefeituras para acelerar o ritmo de construção de creches e pré-escolas no país. Segundo ele, a maior dificuldade não está na liberação de recursos, mas na demora para a construção das novas escolas. “Estamos buscando novos métodos de construção, mais modernos com custos competitivos para acelerar a construção das creches”.

O ministro estima que o tempo de construção de uma creche, que hoje é de cerca de dois anos, mais seis meses de licitação, caia para seis meses no total. A contratação da empresa responsável pela construção deverá ser feita por adesão a uma ata de preços, o que dispensa a licitação. O novo método, que ainda está sendo estudado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da educação (FNDE), deve começar a ser implementado a partir do segundo semestre deste ano. A meta do governo é construir 6 mil creches e pré-escolas até 2014.

O estudo De Olho nas Metas, feito pelo movimento Todos Pela Educação, apontou que as crianças de 4 e 5 anos têm a menor taxa de atendimento (80,1%). “A pré-escola prepara a escola para alfabetizar, ela [a criança] já chega pronta para ler e escrever e aprender as primeiras contas”, avalia. O ministro lembrou que nas famílias de baixa renda muitas vezes as crianças mais novas ficam sob os cuidados de irmãos maiores, o que prejudica também o aprendizado desses adolescentes

Mercadante anunciou que o governo vai lançar em breve o Programa Alfabetização na Idade Certa, para que as crianças saibam ler e escrever até os 8 anos de idade. O objetivo é mobilizar prefeituras e governos estaduais para disponibilizar aos alunos, em idade de alfabetização, as melhores salas de aula, os melhores horários, os melhores professores e o melhor material didático. “Se a gente não resolver esse inicio do processo pedagógico, vamos ter um alfabeto funcional e, em algum momento, isso vai aparecer, e pode aparecer no ensino médio com o abandono da escola”, disse.

O estudo do Todos Pela Educação também mostrou que 83,3% dos alunos na faixa de 15 a 17 anos, que corresponde ao ensino médio, estão inseridos no sistema de ensino, o que representa 1,7 milhão de jovens fora da escola. Segundo Mercadante, uma das principais ações do governo para aumentar o número de alunos no ensino médio é aprimorar o ensino profissionalizante, por meio do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Profissionalizante (Pronatec).

“Uma parte expressiva dos jovens não está estudando porque está indo para o mercado de trabalho. E é importante que eles continuem estudando, mesmo que queiram se preparar para o mercado. Juntar essas duas coisas em uma mesma escola, acreditamos que teremos mais alunos e eles estarão mais preparados”.

A busca de inovações como o uso de tablets pelos professores, segundo o ministro, é outra ação do governo para diminuir a evasão no ensino médio. De acordo com Mercadante, até o fim do ano, cerca de 600 mil aparelhos deverão ser disponibilizados aos mestres.

Educação melhora em SP, mas ritmo é lento

Mesmo no 5º ano, que teve o maior progresso, crescimento é inferior ao do período 2008-2009

MARIANA MANDELLI , CARLOS LORDELO / ESTADÃO.EDU - O Estado de S.Paulo

O ensino básico da rede estadual paulista registrou, por meio do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), uma pequena melhora entre 2010 e 2011. Mesmo assim, as notas ainda são inferiores às obtidas nas avaliações de 2008 e 2009. Entre as séries analisadas, os melhores resultados estão novamente no 5.º ano do ensino fundamental.


As notas divulgadas ontem são dados preliminares do Saresp 2011, avaliação anual da rede, e se referem ao desempenho do 5.º e 9.º anos do ensino fundamental e 3.º do médio, em matemática e língua portuguesa (mais informações nesta página).

O 5.º ano foi o que mais avançou em 2011, registrando uma melhora de 4,6 pontos na média de português e 4,4 em matemática. O aumento é quase metade do registrado na pontuação entre 2008 e 2009, quando houve crescimento de 10,4 pontos em português e 11 em matemática.

As notas d0 9.º ano e do 3.º do ensino médio também aumentaram em 2011, mas de forma ainda mais tímida que no 5.º ano. No último ano do fundamental, por exemplo, a nota de matemática foi de 243,3 em 2010 para 245,2 em 2011 - em 2009 era 251.

"Houve uma queda de 2009 para 2010, mas em 2011 conseguimos reverter a tendência", afirma o secretário adjunto da Educação do Estado, João Cardoso Palma Filho. "Ainda não superamos 2009, mas estamos sinalizando um avanço muito importante, especialmente do 1.º ao 5.º ano do fundamental, no aumento do número de alunos nos níveis adequado e avançado."

Em português, o 9.º ano ficou praticamente estacionado, com aumento de 0,4. O ensino médio tem os piores índices: progrediu 0,5 em matemática e nada em língua portuguesa.

O Saresp avalia também os alunos do 3.º e 7.º do fundamental e o desempenho da rede em outras disciplinas. As notas dos estudantes são interpretadas por meio de uma escala de proficiência, em que se vê, por meio da pontuação atingida, o que os alunos sabem ou não em cada disciplina. No entanto, diferentemente dos anos anteriores, a Secretaria Estadual de Educação não divulgou a descrição das habilidades correspondentes à pontuação no nível de escala. Ou seja, não é possível saber qual conhecimento o aluno adquiriu ou não na avaliação de 2011.

De acordo com a gestão Geraldo Alckmin (PSDB), a descrição varia anualmente, de acordo com a avaliação, e "só será possível conhecer a descrição detalhada dos níveis de proficiência após elaboração das análises pedagógicas dos resultados".

Problemas crônicos. Para educadores, apesar da pouca melhora, os dados devem ser vistos de forma positiva. "É pouco, mas avançou", diz a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha. Ela atribui o progresso ao trabalho dos professores.

Priscila Cruz, diretora executiva do movimento Todos pela Educação, afirma que o melhor desempenho do ciclo I do ensino fundamental ocorre porque existe mais clareza sobre o que o aluno deve aprender nos primeiros anos. "Por isso é importante ter um currículo nacional, que oriente o trabalho do professor em sala de aula", explica.

Os dados do ensino médio, para especialistas, são preocupantes. Para Wanda Engel, do Instituto Unibanco, não adianta ensinar conteúdos dessa etapa se o aluno não desenvolveu as competências no fundamental. "É tentar colocar coisas em cima de uma base inexistente", diz.

Escola de Tempo Integral, uma perspectiva de qualidade de ensino.

Iza Aparecida Saliés

O Ministério da Educação está fazendo um estudo para aumentar o tempo de permanência dos alunos nas escolas, ou seja, implantar as escolas de tempo integral na rede pública de ensino, segundo informação do ministro da Educação Fernando Haddad.

A pesquisa foi realizada pela Fundação Getúlio Vargas e a priori demonstrou que um aumento de dez dias no ano letivo pode elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de um ano. Foram analisados aproximadamente 200 estudos científicos tanto nacionais como internacionais, a partir dos quais elegeu 25 categorias relacionadas com o sistema educacional e avaliou como a alteração de cada um deles afeta o aprendizado dos estudantes. Um dos responsáveis pela pesquisa, André Portela, da Fundação Getúlio Vargas, disse que o objetivo foi avaliar o impacto de uma intervenção, tendo tudo mais inalterado

Foram consideradas também outras medidas de ampliação da exposição do aluno ao professor, tais como: o aumento da carga horária diárias dos alunos, a redução do número de turmas e do absenteísmo docente e a adoção de cursos de recuperação e de férias. André Portela afirma ainda que se todos esses itens formem de fato investidos, o resultado com política publica poderá contribuir para a implantação de cada uma das necessidades estruturais delineadas pela pesquisa.

O Ministério quer sugerir a ampliação dos dias letivos, de 200 para 220 dias e aumentar a jornada diária de quatro para cinco horas, ou utilizar as duas possibilidades. Nessa perspectiva de inovar a jornada escolar dos alunos que o Ministério da Educação pretende implantar nas escolas públicas do país precisa ter foco na sua finalidade precípua, que é a melhoria da qualidade do ensino, pois, sabemos que o fato de ampliar a carga horária do aluno não garante necessariamente que a educação vai melhorar, podendo gerar gastos desnecessários para o sistema de ensino.

Estudiosos e pesquisadores sobre educação acham que aumentar o número de dias letivos pode favorecer muito mais do que o aumento de horas diárias de aula para os alunos, uma vez que dessa forma não é necessário ampliar ou melhorar a infra-estruturar das escolas já existentes. Tanto a ampliação dos dias letivos com os de carga horária, ambos vão exigir do governo mais investimentos para a escola, o que gera sérias preocupações para o sistema.

A jornada escolar que amplia o tempo do aluno na escola precisa ser acompanhada de condições estruturais, físicas, de equipamentos, pedagógicas, de professores, e ainda assim, ela precisa estar amparada em estudos que apontam a possibilidade de impactar positivamente no processo ensino e aprendizagem.

Os especialistas já teceram seus comentários quanto à proposta, alguns vêem a proposta com restrições, tendo em vista, que ela só fará diferença de fato, no processo ensino e aprendizagem, caso esteja inserida no Projeto Político Pedagógico da escola e venha acompanhado de outras medidas, como o investimento na formação e valorização do professor, e digo mais, se for política de governo.

De acordo com Paulo Cezar Carrano, da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), para ampliar a jornada escolar da escola que está posta, há necessidade de rever as condições que dispõe a rede de ensino, seria inviável considerando que contamos com escolas sem condição de oferta de tempo integral por falta de espaço, temos muitas escolas com prédios inadaptados, em decomposição, quebrado, derrubado, e mais, professores mal remunerados. Segundo ele, a escola de tempo integral precisa oferecer uma diversidade considerável de atividades, como, trabalhos pedagógicos de pesquisa fora do espaço escolar, trabalhos de arte, música, e outras atividades que surgirem da necessidade da própria escola.

E, segundo levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV as crianças brasileiras não passam, em média, mais de quatro horas por dia nas unidades escolares, o que parece muito pouco para desenvolver as atividades acadêmicas com os alunos, mas se bem utilizado pelos professores, pode render mais do que o desejado.

Assim, a escola passará a ser espaço um mais plural, com possibilidade diferente de ensinar e aprender, tanto no próprio espaço escolar como fora dele, contribuindo significativamente com a aprendizagem do aluno.

Somos cientes de que o aumento do tempo não define a qualidade da educação, mas é uma possibilidade a ser utilizada para fortalecer os processos pedagógicos da escola, quando levado em conta o currículo, a condição de trabalho, as condições dos professores e a condição dos alunos.

A escola de tempo integral é para os teóricos uma oferta diferenciada de ensino, com grandes chances de romper antigos paradigmas que estão impregnados na cultura escolar, como a evasão e o abandono, mas, para que isso aconteça, faz-se necessário que as escolas desenvolvam projetos que integrem atividades pedagógicas do currículo escolar do turno de estudo do aluno com as atividades que serão desenvolvidas no outro turno de modo que a carga horária seja organizada aproveitando da melhor forma possível o tempo dos alunos na escola.
O fato de estender o período escolar com projetinhos como de arte, jogos, tarefa sem a orientação de um professor e sem planejamento específico para as atividades desejadas, de nada adiantará, pois, os alunos vão dispersar sem que seja alcançado o objetivo principal, que é melhorar a qualidade do ensino.

Não podemos perder de vista o foco no currículo, o professor do contra turno deve participar das discussões curriculares, da composição das disciplinas na matriz curricular estabelecida no Projeto Político Pedagógico como também das atividades pedagógicas propostas pelo professor da disciplina. Os professores são responsáveis pelas atividades programadas e executadas no seu turno, portanto precisa tomar cuidado, pois o desempenho vai ser analisado pela coordenação pedagógica da escola e pelo professor do turno.

Quanto ao professor que vai trabalhar no outro turno do aluno, o mesmo precisa planejar junto com outro professor as atividades que deverão ser trabalhadas, assim o professor precisa buscar alternativas diferenciadas de trabalhar o currículo utilizando de metodologias diversificadas de modo a garantir a continuidade do processo ensino aprendizagem do aluno.

É atribuição do professor também, promover a articulação para unir os turnos que o aluno estuda, com base nos conteúdos curriculares, montar trabalhos produtivos, as atividades desenvolvidas nos turnos precisam ser integradas, porém, independentes, se assim não acontecer, não haverá sentido e nem finalidade, a escola de tempo integral.

Das experiências vivenciadas por algumas escolas que atendem em tempo integral, percebe-se que há valorização das tarefas mais livres, ou seja, as não pedagógicas, com as brincadeiras, as oficinas e ações com a comunidade, entretanto, as aulas que são para atender necessidades pedagógicas que não foram contempladas no turno, as relacionadas ao currículo, estas, parecem estar em segundo plano, sem conexão com as disciplinas do turno e tidas pelos alunos como uma coisa chata.

Referências

- CE João Bettega, R. Visconde do Ferro Frio, s/nº, 81050-080, Curitiba, PR.

- CIEP Frei Veloso, R. Franklin Távora, s/nº, 21710-030, Rio de Janeiro, RJ.
Artigo Turno e contra turno. Ercília Angeli, Maria de Salete Silva e Maria do Carmo Brant de Carvalho.

- Educação Brasileira em Tempo Integral, Ana Maria Villela Cavaliere, 240 págs, Ed. Vozes





MT- Ceja de Cáceres debate violência e saúde da Mulher

Na Semana da Mulher, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Professor Milton Marques Curvo , de Cáceres (222 km da capital), programa a partir desta quinta-feira (08.03) até o próximo dia 16, uma série de atividades para a comunidade estudantil (incluindo salas anexas) com foco na temática violência e saúde da Mulher.

Para debater os temas foram convidados médicos, que abordarão Saúde da Mulher; autoridades policiais tratando sobre Violência contra a Mulher; e professoras explanando As Lutas e as Conquistas das Mulheres na Sociedade Atual e A Mulher na Literatura.

Paralelamente estarão ocorrendo oficinas de beleza, culturais e premiações. Serão tratados corte de cabelo, maquiagem, manicure e penteados (tranças); declamação de poesias; músicas; e sorteios de alguns prêmios arrecadados no comércio local.

Segundo a coordenação do Ceja, todas as oficinas serão ministradas por alunos ou ex-alunos do próprio Ceja que” prontamente se dispuseram a realizar atividades que já fazem no seu dia-a-dia”, argumenta a coordenadora, professora Maria Domingas de Souza. Conforme ela, a prática fortalece o clima de cooperação e interação, fator preponderante da Educação de Jovens e Adultos.



Assessoria/Seduc-MT



Governo tomará medidas para aumentar o número de médicos no Brasil

Os ministérios da Educação e da Saúde pretendem aumentar o número de vagas para estudantes de medicina. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil conta com 1,8 médico para cada mil habitantes, um índice inferior ao de outros países latino-americanos, como Argentina, que tem três médicos por mil habitantes, Uruguai, que tem 3,7, e Cuba (6,7). De acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a meta do programa será ampliar a quantidade de médicos no país para 2,5 por mil habitantes até 2020.

Para atingir esse objetivo, o MEC pretende aumentar o número de vagas nas instituições federais que já possuem cursos de medicina e criar novas faculdades de medicina em universidades que ainda não oferecem o curso. Vai também estimular universidades estaduais e particulares com boa avaliação a abrir novas vagas. “A diretriz é ampliar com qualidade, e, pela responsabilidade que é formar um médico, vamos trabalhar com as instituições de excelência, públicas e privadas”, disse o ministro.

Outra proposta é aumentar o número de oportunidades para residência médica no país, aumentando as vagas já existentes e buscando parcerias com hospitais de excelência, que não tenham ligação com instituição de ensino da medicina.

Além de enfrentar o problema da reduzida quantidade de médicos, a distribuição dos médicos pelo território nacional é outro desafio a ser superado. Alguns estados da federação – como Maranhão – têm menos de um médico por mil habitantes, enquanto o Distrito Federal supera 3,8 médicos por mil habitantes.


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Obras para 2014 chegarão ao aluno com material multimídia

Está aberto até 1.º de maio o período de pré-inscrição de obras didáticas para os anos finais do ensino fundamental referentes ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para 2014. A entrega dos exemplares para avaliação está prevista para o período de 7 a 11 do mesmo mês. As editoras, pela primeira, vez poderão apresentar objetos educacionais digitais complementares aos livros impressos. Esse novo material multimídia, que inclui jogos educativos, simuladores e infográficos animados, será enviado aos alunos com o material impresso.

Os novos livros didáticos trarão também endereços on-line para que os estudantes tenham acesso a material multimídia que complemente o assunto estudado. “O DVD é um recurso adicional para as escolas que ainda não têm internet, além de tornar as aulas mais modernas e interessantes”, diz a coordenadora-geral do programa do livro didático do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sonia Schwartz.

O cadastramento das obras pelos detentores de direitos autorais deve ser feito na página do FNDE na internet.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Alunos perdem aula por falta de manutenção nas estradas

AlEliza Gund
de Alta Floresta


Nativa News

Caos nas estradas da zona rural em Mato Grosso

Todos os anos, um problema que se repete sem solução

Vias sem trafegabilidade, alunos sem conseguir chegar as suas respectivas escolas, de um lado o secretario de obras, de outro o coordenador de transporte escolar. Adelino Campião, secretário de obras diz que no período que antecede as chuvas, não houve condições de fazer os trabalhos de manutenção e prevenção das estradas, Adelar afirma que mesmo com os problemas das vias, os aluno9s estão chegando sim as suas escolas. Os pais reclamam que os filhos estão sendo prejudicados.

“Nessa época de chuva você acaba de tapar um atoleiro, forma-se outro em outro lugar. No ano passado nós estávamos com uma equipe de quatro patrol, dois caminhões, duas pás carregadeiras trabalhando e fizemos a 6º Sul, naquela época nós tínhamos no mês de Dezembro, uns 15 ou 20 dias, que daria pra nós termos feito um trabalho de patrolamento no 5ª Sul e 4ª Sul, deixar tudo arrumado, mas com o problema de não votação daquele suplemento (suplementação orçamentária), nós ficamos com os braços cruzados perdendo um tempo precioso, agora só resta pra nós, nesse período que tá chovendo muito ainda, só tapar os atoleiros e consertar pontes e bueiros”, destacou Campião, afirmando qu

e não há muito que possa ser feito pela secretaria em favor dos alunos e usuários de forma geral.

Adelar Fritzen, coordenador de transporte escolar, afirma que mesma havendo tantas reclamações, vindas principalmente dos pais, tudo que está ao alcance está sendo feito. “Dificuldades e alguns problemas existe sim, mas nada de anormal, em virtude das próprias chuvas, problemas nas estradas têm, e alguns ônibus um ou outro dia chegam atrasados”, frisou Fritzen destacando alguns problemas.

“Na 4ª Sul tivemos um problema de três dias que o ônibus não foi, um ônibus novo quebrou e precisou pedir peça de Cuiabá, demorou pra chegar e ficamos três dias sem aula. A 5ª Sul ficou interditada de sexta até hoje, em virtude de estrada, na Rio Verde está normal, com toda dificuldade, de problema de estrada ruim, esta fazendo a linha normal. Na Ouro Verde nós temos uma linha que esta chegando atrasado uns 20 minuto, por dois motivos, não esta acontecendo a baldeação que tinha o ano passado e aumentou a linha desse ônibus”, pontuou Fritzen , afirmando que as providencias que são possíveis, estão sendo tomadas.




MT- CrecheTJ contrata serviço por R$ 1,2 milhão anuais

DA REDAÇÃO

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso acaba de contratar a empresa Toque de Mãe (Pedr´Angelo e Cia Ltda - ME) para prestação de serviço de creche e educação infantil. O valor do contrato é de R$ 1.239.996,72 (um milhão, duzentos e trinta e nove mil, novecentos e noventa e seis reais e setenta e dois centavos) pelo período de 12 meses. O serviço será prestado na Creche-Escola do Poder Judiciário, localizado no Tribunal de Justiça.

Erradicar o trabalho infantil

Autor: Paiva Netto


Volto ao assunto nesta coluna com o objetivo de contribuir para a erradicação desse preocupante quadro social. É preciso maior discernimento de todos nós dos malefícios que o trabalho infantil traz às novas gerações. As mulheres — que, por sinal, comemoram o seu dia em 8 de março, detentoras do sublime dom da maternidade — compreendem bem essa proteção especial que a sociedade deve às crianças.

Para a procuradora de Justiça dra. Maria José Pereira do Vale, o primeiro passo para o sucesso dessa empreitada é modificar a cultura que acha benéfico para os pequeninos o trabalho na fase infantojuvenil.

CONSCIENTIZAÇÃO FAMILIAR

Coordenadora colegiada do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil, a dra. Maria José, ao participar do programa “Sociedade Solidária”, da Boa Vontade TV (canal 23 da SKY), apresentou providencial campanha que vem ocorrendo entre organizações da sociedade civil e o poder público, cujo slogan esclarece: “Criança que estuda pode escolher o seu futuro. A que trabalha não”.

Defendeu a procuradora: “Essa mudança de cultura que dá prevalência ao estudo requer uma conscientização dos pais. Eles têm de estar muito cientes de que o estudo é fundamental na vida dos filhos, que nessa fase têm de se ocupar com a escola, com as atividades e brincar. Brincar é um direito que está no nosso ordenamento jurídico, e a brincadeira influi, e muito, no crescimento da criança e estimula a criatividade. É muito importante também para a fase adulta”.

O QUE É TRABALHO INFANTIL?

Quanto aos adolescentes, de acordo com a legislação trabalhista, a dra. Maria José enfatizou que “eles podem trabalhar a partir dos 16 anos. Essa é a idade permitida por lei com registro em carteira, desde que não seja em hora extra, turno noturno e atividades que comprometam o desenvolvimento da sua moralidade”.

Existem, porém, casos em que o indivíduo ingressa no mercado de trabalho a partir dos 14 anos. A procuradora explicou: “Trata-se de um contrato de aprendizagem. Além do registro em carteira, ele propicia ao adolescente o estudo de uma ocupação, que o tornará, em dois anos, um profissional na área em que atua”.

Conforme ela ressaltou, nosso país é signatário da Convenção Internacional 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe as formas mais graves de trabalho infantil, entre as quais a exploração sexual e o trabalho nos lixões e no meio de substâncias entorpecentes. As penas para esses crimes são severas.

Você sabe que, em pleno terceiro milênio, o Brasil ainda possui 4,5 milhões de crianças envolvidas com o trabalho infantil? Os dados constam de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2009.

Se presenciar a exploração de crianças e adolescentes, ligue — de qualquer parte do território nacional — para o Disque-denúncia da Procuradoria Regional do Trabalho da 2a Região: 0800 11 1616.

Grato, dra. Maria José, pelas elucidativas informações. Na Legião da Boa Vontade, há décadas, oferecemos o programa “LBV — Criança: Futuro no Presente!”, que atua no contraturno escolar. Colabora para o protagonismo de crianças de 6 a 12 anos em situação de vulnerabilidade social, considerando a história de vida e as singularidades delas. É uma ação que proporciona reforço didático, desperta, pelo lúdico, competências e habilidades, promove os valores éticos, ecumênicos e espirituais e integra a família.



José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

terça-feira, 6 de março de 2012

MT- Fórúm de Prevenção ao Trabalho Infantil programa semana de conscientização

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), e demais entidades integrantes do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Mato Grosso (FEPETI/MT), promoverá no mês de junho uma semana de conscientização sobre a temática nas Escolas Estaduais.

As atividades deverão ocorrer entre os dias 11 a 15 de junho. A data foi estabelecida em encontro realizado quinta-feira (01.03), na Seduc, com as presenças do secretário Ságuas Moraes, do presidente do Sindicato, Gilmar Soares, do superintendente substituto da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado (SRTE-MT), Amarildo de Oliveira e demais representantes das três instituições.

Antes dessa semana de ações, o FEPETI irá promover a divulgação de materiais informativos que tratam sobre a importância da prevenção e do combate ao trabalho na infância. “Estamos preparando folders, cartazes, jornais, jornal mural e VT para veiculação nas TVs onde trataremos do tema e convidaremos a sociedade para essa semana de atividades nas unidades de ensino”, disse Gilmar Soares.

O secretário Ságuas Moraes destacou a relevância da temática e colocou a Secretaria a disposição para organização das atividades nas escolas. Presente na reunião a secretária adjunta de Políticas Educacionais, Fátima Resende citou que a Seduc já desenvolve junto com o Fórum o programa “Me Encontrei”, que promove em Cuiabá atendimento educacional, encaminhamento para admissão, além de prestação de atendimento às famílias, das crianças retiradas das Piores Formas de Trabalho Infantil.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT




MT - Videoconferência traz como tema Março Sempre Mulher

Em homenagem ao mês da mulher, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec) realizam a Videoconferência “Diálogo entre educadores” voltado às educadoras dos 141 municípios de Mato Grosso. O programa será dia 08 de março, às 15h30, Dia Internacional da Mulher, e abordará detalhes sobre a Campanha (do Governo do Estado) Março Sempre Mulher, no estúdio da Secitec.

Para debater o tema forma convidadas a Assessora Especial da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Rosa Neide Sandes de Almeida; a Secretária Adjunta de Direitos Humanos da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), Vera Araújo e a artesã da Comunidade São Gonçalo Beira Rio, Juraci Marcelina da Conceição.

A Campanha iniciou no dia 1º de março e conta com programações direcionadas à mulher durante todo o mês. Ainda estão previstas palestras e ações do Ministério Público no Presídio Feminino Ana Maria do Couto May, no Parque Mãe Bonifácia e o encerramento no Cine Teatro Cuiabá.

O projeto é desenvolvido pelo Poder Executivo do Estado de Mato Grosso em parceria com organizações não governamentais e o Ministério Público Estadual. Os debate sobre a Campanha será transmitido ao vivo para os pólos do MT Preparatório, em todo o Estado.


NAGERA DOURADO
Assessoria/Seduc-MT



MT - Profissionais da Educação Estadual podem se inscrever para atividades culturais e desportivas gratuitas

Encerra-se nesta sexta-feira (09.03) as inscrições para que os profissionais das escolas estaduais, de Cuiabá e Várzea Grande, participem das atividades artísticas gratuitas realizadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As aulas iniciam na próxima segunda-feira (12.03).

O projeto proporciona a realização de práticas artísticas (coral, pintura entre outras) aos servidores lotados nas Escolas e possui como objetivo aumento da qualidade de vida dos profissionais. Outras informações com a Escola de Artes da UFMT, pelo telefone 3615-8354.

Convênio Sesi-Park

Os servidores da Educação lotados na sede na Seduc também poderão se inscrever em atividades desportivas desenvolvidas em parceria com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt), nas dependências do Sesi Park. Para 2012, três novas modalidades serão ofertadas: Dança do Ventre, Oficina de Teatro e Natação, além das já ofertadas; yoga, ginástica, voleibol ou dança de salão.

As vagas estão aberta e serão encerradas assim que forem atingidas a quantidade pré-determinada. Os inscritos estarão automaticamente inseridos na lista de espera, respeitando a ordem numérica e horário da atividade. Porém, as inscrições serão efetivadas somente após a realização da avaliação física, que está prevista para quinta-feira (08.03).

Nágera Dourado
Assessoria/Seduc-MT




Educação - O POVO Online

Educação - O POVO Online

Mercadante defende piso dos professores como uma questão de valorização

“A questão do salário do professor não é apenas trabalhista, mas uma questão de valorização”, afirmou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, durante audiência pública realizada na quarta-feira (29), na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Ao defender o piso nacional dos professores, o ministro observou que a docência deve ser uma carreira bem remunerada e valorizada, caso contrário não será possível trazer os melhores profissionais para as escolas.

Mercadante fez uma exposição sobre as principais metas e diretrizes do Ministério da Educação, apresentando os planos da pasta, desde a educação infantil até a pós-graduação. Também fizeram parte da mesa o presidente e o vice-presidente da comissão, Roberto Requião (PMDB-PR) e Paulo Bauer (PSDB-SC).

No debate, o ministro apontou a importância da alfabetização até a idade de oito anos. De acordo com ele, a alfabetização – saber ler e escrever e fazer contas matemáticas simples – na idade certa permitirá melhor desenvolvimento no restante do processo educacional, reduzindo a evasão escolar. “Alfabetização na idade certa tem que ser a prioridade das prioridades deste país. Temos que atacar esse problema na origem e olhar para a valorização e capacitação dos 200 mil profissionais que fazem a alfabetização.”

Entre os temas de sua apresentação, o ministro fez questão de dedicar especial atenção ao uso de novas tecnologias e ideias inovadoras na sala de aula, entre eles o projetor digital e os tablets, que serão distribuídos às escolas e professores. Para Mercadante, a escola precisa ser o caminho de acesso do jovem aos recursos tecnológicos, para que ele tenha maior acesso ao conhecimento. “É preciso educar nossos jovens para o século 21”, disse.

Um programa nacional a ser lançado, sobre educação no campo, pretende impedir que escolas sejam fechadas nas zonas rurais, além de aumentar a escolarização da população dessas regiões. O projeto prevê a distribuição de material didático voltado para o campo, formação inicial e continuada de professores, educação de jovens e adultos, educação tecnológica voltada para atividades rurais, além de empreendedorismo e atendimento a escolas quilombolas.

Foto: Fabiana Carvalho.

Projetos e programas de extensão universitária podem receber R$ 150 mil

O Ministério da Educação (MEC) convoca, por edital, as instituições públicas de ensino superior – federais, estaduais e municipais –, a apresentar programas e projetos de extensão universitária. Para receber recursos, as propostas devem ter foco na inclusão social, nas suas várias dimensões.

Os recursos do Programa de Apoio à Extensão Universitária (Proext) se destinam a melhorar as condições de gestão das atividades acadêmicas de extensão das instituições de educação superior públicas e estimular o desenvolvimento social e o espírito crítico dos estudantes. A verba para cada programa é de R$ 150 mil e para projeto, R$ 50 mil. A execução deve acontecer num prazo de até 12 meses, tendo como limite 31 de dezembro de 2013.

As propostas devem ser apresentadas ao MEC até 14 de abril; depois corre um período de avaliação e para recursos; a divulgação dos resultados será em 12 de junho e a liberação do dinheiro para execução de programas e projetos acontece no início de 2013.

Para o coordenador geral de relações estudantis da Secretaria de Educação Superior (SESu), Lucas Ramalho, o governo federal, com o Proext, convida as instituições de ensino superior a participar das políticas públicas e da construção da democracia, ao mesmo tempo em que as coloca como vetores do desenvolvimento nacional.

E na formação dos estudantes, segundo Lucas Ramalho, a extensão universitária promove o encontro do conhecimento acadêmico com o Brasil real. Um programa de extensão que trata da segurança alimentar, por exemplo, vai levar universitários de cursos de agronomia, engenharia de alimentos e de áreas afins a assentamentos da reforma agrária para conhecer os sistemas de produção e contribuir com sua melhoria. Alunos da engenharia civil e de arquitetura devem conhecer programas de moradia social e seus moradores; médicos, enfermeiros, assistentes sociais, vão constatar como é a saúde de populações das periferias, de indígenas.

A extensão universitária, diz o coordenador, permite ao estudante de uma instituição pública que só viu a miséria da janela do seu carro, encontrar a realidade de outros cidadãos do seu país.


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Escolas já podem inscrever seus alunos na Olimpíada de Matématica de 2012

Escolas interessadas em participar da oitava edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) podem se inscrever até 30 de março no site do evento. A competição, promovida pelo ministérios da Educação (MEC), da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), é destinada a alunos do 6.º ano ao 9.º ano do ensino fundamental e para os do ensino médio.

No ano passado, 18,7 milhões de estudantes de 44 mil escolas participaram da olimpíada, que é organizada em duas fases. A primeira prova é objetiva e será aplicada no dia 5 de junho. Os alunos com os melhores resultados são selecionados para a segunda fase, composta de prova discursiva, marcada para o dia 15 de setembro.

Os 400 melhores alunos do ensino fundamental e os 100 melhores do ensino médio receberão medalhas de ouro. Os participantes ainda poderão conquistar medalhas de prata e bronze, totalizando mais de 4 mil premiações. Também serão concedidas menções honrosas. Os medalhistas terão a oportunidade de participar do Programa de Iniciação Científica Júnior, que dá direito a uma bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Já os professores dos alunos premiados receberão tablets e placas de homenagem, de acordo com o número de medalhas conquistadas. As escolas com bom desempenho na olimpíada também podem ser contempladas com computadores, softwares relacionados ao ensino da matemática, impressoras e troféus. Da Agência Brasil.


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Justiça determina que governo do RS cumpra piso dos professores

Terra


A Justiça do Rio Grande do Sul determinou que o governo estadual cumpra com a lei que instituiu o piso nacional dos professores, ao julgar uma ação ajuizada pelo Ministério Público em setembro de 2011. De acordo com o juiz José Antônio Coitinho, o Estado deve implementar na folha de pagamento o salário de R$ 1.451,00 como vencimento básico para um educador que trabalha 40 horas semanais.

Segundo a Justiça, os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho deverão ser pagos de forma proporcional. Ainda de acordo com a decisão, também deverá ser paga a todos os professores a diferença retroativa do valor desde que a lei 11.738/2008 entrou em vigor. O Estado deverá, ainda, incluir previsão de pagamento do piso no orçamento para os anos de 2013 e seguintes.

Na manhã desta segunda-feira, representantes do governo estadual e do sindicato dos professores (Cpers-Sindicato) se reuniram para tentar encontrar um acordo sobre o cumprimento da lei. O Rio Grande do Sul tem o piso mais baixo da categoria no Brasil - menos de R$ 900,00 - e prometeu pagar R$ 1260,00 até 2014. No entanto, a categoria cobra o cumprimento do piso que, de acordo com um reajuste de 22% apresentado pelo Ministério da Educação (MEC) para este ano, chega a R$ 1451,00.

O chefe da Casa Civil do governo gaúcho vai se pronunciar no fim desta tarde sobre a decisão da Justiça.

MT - Falta de funcionários impede início das aulas em escolas


Após ter sido adiado em 30 dias o início das aulas e Rondonópolis, para reforma e contratação de funcionários algumas unidades escolares não tiveram o quadro de servidores completos e por razão as crianças ficaram sem aula. Caso o processo seletivo seja concluído ainda hoje (05/03) amanhã o problema será sanado.

Nas creches Rubens Alves, no bairro Nossa Senhora do Amparo, e João de Paula, no Conjunto São José, os pais foram surpreendido com a falta de profissionais para dar início às atividades. No caso da unidade do Conjunto São José faltam cerca de 10 servidores, entre estagiário, auxiliar de higienização, ASD e professores.

A direção da escola CPAC, anexa à creche, foi comunicada sobre o preenchimento do quadro de funcionários ontem (04/03) às 21h30, pois seria mais uma das escolas que adiariam as atividades. A Secretaria de Educação passou o final de semana para lotar os profissionais nas unidades de educação, os diretores acreditam que ainda hoje o problema seja solucionado

MT -- Alunos estudam sentados no chão em VG

Alunos estudam sentados no chão em VG

Aulas da rede pública começaram com um mês de atraso

Reprodução/TVCA

Segundo secretaria, salas foram construídas e carteiras não foram compradas
G1MT



Sem carteiras nas salas de aula, alunos da rede pública municipal de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, estão com dificuldades para estudar. Em uma escola, das dez salas de aula, quatro estão sem carteiras e as crianças tiveram que sentar no chão para acompanhar as aulas.

As aulas no município iniciaram nesta segunda-feira (5) com mais de um mês de atraso. A Secretaria de Educação informou que ao longo da semana a situação deve se resolver na maioria das escolas.

Em umas das salas, os 27 alunos iniciaram o ano letivo estudando no chão.

“É ruim porque a gente nunca estudou assim. Antes a gente colocava a mão em cima da carteira para poder escrever, agora a gente não sabe como fazer”, lamentou o aluno Luan Teixeira Oliveira.

Uma das professoras acha que até a saúde dos alunos pode ser prejudicada.

“É esquisito. Eu fico sem jeito e eu estou achando constrangedor. Porque eles ficam até com dor nas costas”, detalhou a professora Ana Lúcia de Assunção.

Por causa do problema, Francislene de Campos Coelho, diretora da escola, afirmou que decidiu fazer um rodízio entre oito turmas, no período da manhã e da tarde. Até um comunicado foi encaminhado aos pais explicando os motivos.

“A partir de hoje nós estaremos encaminhando bilhetes com as quatro turmas em que diariamente haverá o rodízio até que as carteiras cheguem. É melhor as crianças hoje sentarem no chão e terem segurança do que elas irem embora”, declarou.

Na Escola Municipal Angela Jardim Botelho estudam 600 crianças. Além das carteiras, os alimentos para as merendas ainda não chegaram. Para servir algum lanche aos alunos, as merendeiras usaram alimentos que sobraram do ano passado. “Enquanto tiver [alimento] nós estaremos oferecendo. Sobrou a merenda, a gente guardou e estamos oferecendo”, afirmou a diretora.

Odenil Sebba é secretário de Educação de Várzea Grande. Conforme ele, a falta de carteiras aconteceu porque a demanda de alunos aumentou e que a falta de carteiras só foi notada neste ano.

“No ano passado foram construídas 40 novas salas de aula, porém, ao mesmo tempo que essas salas estavam sendo construídas, quem estava na secretaria já deveria estar providenciando também as carteiras”, explicou. Ainda conforme o secretário, as 250 carteiras entregues para algumas escolas serão insuficientes.

Em relação à falta de alimentos para a merenda. O secretário garantiu que as entregas devem ser normalizadas até esta terça-feira (6).




MT - Ensino à Distância do TCE-MT terá 18 cursos em 2012

Da Assessoria/ TCE

A partir deste mês, os gestores públicos dos 141 municípios de Mato Grosso serão capacitados pelo Projeto de Ensino à Distância (EAD) do Tribunal de Contas de Mato Grosso através de aulas presenciais via satélite. Um convênio assinado na manhã desta segunda-feira, 5 de março, entre o Tribunal de Contas e o Governo de Mato Grosso permite que o EAD utilize a estrutura técnica já montada desde agosto de 2011 pela Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Secitec) para a realização de aulas em TV digital interativa e em tempo real nos 200 pontos existentes nas escolas estaduais.

O EAD começa no dia 12 de março com a aula inaugural ministrada pelo presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Benjamin Zymler. O projeto criado pela atual gestão tem o objetivo de reforçar a função orientadora do Tribunal e aperfeiçoar a gestão pública estadual e municipal. Novelli anunciou a realização de 18 cursos este ano e 30 em 2013.

A tecnologia usa imagens conduzidas via satélite com possibilidade de interação, ao vivo, entre professor e alunos, por voz e vídeo. A estrutura foi montada pela Secitec para o programa MT Preparatório . “ É importante que o Governo esteja colaborando com o TCE-MT na qualificação de todos os gestores do Estado que precisam estar atentos às novas normas da Legislação e desafios da administração pública. O Tribunal tem hoje reconhecimento nacional por ter avançado muito em qualidade, informatização e prevenção”, disse o governador.

O projeto de Ensino à Distância (EAD) do TCE-MT é um dos itens que compõem o Programa de Desenvolvimento Institucional Integrado (PDI), e meta do Planejamento Estratégico 2012-2013, com objetivo de aproximar a instituição do público fiscalizado, com foco na implantação do modelo de administração gerencial nas Prefeituras. Para o presidente do Tribunal, o EAD vai proporcionar a gestão gerencial “melhorando a qualidade dos serviços prestados à população e os indicadores sociais, principalmente nas áreas de saúde e educação”, comentou.

O presidente disse ainda que os cursos serão voltados para temas que envolvem irregularidades mais comuns cometidas pelos gestores e detectadas nas auditorias realizadas pelo Tribunal, na maioria ligada à lei de Licitações. “ Vamos utilizar nossa equipe técnica que é bastante qualificada e juristas brasileiros que estarão ministrando os cursos relacionados à Lei de Licitações mas também em outros assuntos de relevância como a Nova Contabilidade Pública”.

A otimização dos recursos públicos dos municípios e do TCE-MT para a capacitação de servidores também foi ressaltada pelo presidente Novelli durante a solenidade. “ Além de proporcionar a capacitação de gestores de todos os municípios, o EAD irá otimizar os custos do Tribunal para realizar cursos no interior. Muitas prefeituras não tinham recursos disponíveis para enviar seus funcionários para fazerem cursos na capital ou nas cidades-polo”.

A aula inaugural que acontece no dia 12 de Março, com a participação do presidente do TCU, ministro Benjamin Zymler, que vai abordar o tema do Regime Diferenciado de Contratações (RDC), a nova modalidade de licitação a ser adotada para as obras da Copa e das Olimpíadas, mas que pode ser o marco de uma nova Lei Geral das Licitações. Um tema pertinente e atual para todo o país.


MT - Reitora nega campanha antes da hora e lamenta iniciativa da oposição

Da Redação - Renê Dióz

A reitora da UFMT e candidata à reeleição, Maria Lúcia Cavalli, lamentou nesta segunda-feira (05) a apresentação de pedido de impugnação de sua candidatura feita pelo candidato oposicionista professor Edinaldo Castro, do Departamento de Química. O pedido de impugnação foi feito com base em indícios de que a reitora tenha iniciado sua campanha antes do período estabelecido pela comissão eleitoral.

Do campus de Barra do Garças, onde esteve presente para recepcionar os calouros no primeiro dia de aulas da Universidade, a reitora falou ao Olhar Direto por telefone e alegou não saber ainda os termos nos quais a denúncia foi feita, mas apontou que o processo eleitoral perde com essa iniciativa.

“Eu só quero lamentar que já entrem numa disputa com ações desse tipo, enquanto deveríamos estar apresentando propostas, discutindo com a comunidade”, declarou a reitora.

Questionada sobre a denúncia segundo a qual teria lançado sua campanha no dia 27 de fevereiro, antes do período oficial, Maria Lúcia explicou que o evento, realizado no Centro Cultural do campus de Cuiabá, era voltado para seus apoiadores e serviu apenas para anunciar o registro da chapa.

Maria Lúcia acrescentou que o próprio Edinaldo iniciou informalmente sua campanha no ano passado e, este ano, antes do período de campanha, já teria percorrido cerca de vinte salas de aula pedindo voto. “Mas não vou sair por aí denunciando porque acho que a universidade não merece isso. A comunidade não merece baixaria”, asseverou.

A denúncia protocolada pelo professor Edinaldo deverá ser apreciada nesta terça-feira (06) pela comissão eleitoral da UFMT, composta por representantes da Associação dos Docentes (Adufmat), do Sindicato dos Técnicos (Sintuf) e do Diretório Central dos Estudantes (DCE). Além de apreciar a denúncia, que embasa o pedido de impugnação à candidatura de Maria Lúcia, a comissão deve sortear os números das chapas que se registraram para o pleito.

Três chapas foram inscritas para disputar a reitoria da UFMT este ano. Além da chapa da reitora e do professor Edinaldo, está inscrita a chapa encabeçada pelo professor Fernando Nogueira, do Departamento de Engenharia Elétrica, que já foi reitor da instituição entre 1996 e 2000.


segunda-feira, 5 de março de 2012

'Temos de romper o padrão da sala de aula', diz ex-secretária do MEC

G1

No comando da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação por quatro anos e oito meses, Maria do Pilar Lacerda deixou o cargo no mês de janeiro, quando o ministro Aloizio Mercadante assumiu a pasta. Pilar afirma que há pelo menos dois desafios na educação brasileira que não foram enfrentados como deveriam enquanto esteve no governo porque não houve "tempo e pernas suficientes": a mudança do currículo e projeto pedagógico e a criação de padrões mais ousados de escola.

"É necessário romper o padrão da sala de aula, da carteira uma atrás da outra, do professor transmissor da informação. Há interesse do MEC pensar novos padrões de construção, mas sempre aliados a um novo projeto pedagógico", diz Pilar.

Quem assumiu a Secretaria de Educação Básica foi Cesar Callegari, integrante do Conselho Nacional de Educação. Pilar diz que sua saída não era prevista. "Esses cargos são de confiança, o chefe muda e ele quer compor sua equipe. A transição foi muito tranquila, cordial e civilizada. Por coincidência, [Cesar] Callegari além de ser meu amigo, é uma pessoa que admiro muito."

A Secretaria de Educação Básica é o órgão do MEC que zela pela educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Seus dois principais norteadores são a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e o Plano Nacional de Educação (PNE).

Confira abaixo principais trechos da entrevista:

G1 - Qual é o principal desafio que fica para o novo secretário de Educação Básica do MEC?
Maria do Pilar Lacerda - Ainda é necessário garantir a qualidade na educação para todos. Hoje temos 52 milhões de alunos da rede pública no Brasil. É um trabalho que começa na educação infantil até melhorar e tornar o ensino médio mais adequado à juventude. Nesse sentido, fizemos várias ações com o Pró Infância, a Provinha Brasil, a Olimpíada da Língua Portuguesa, a formação de professores... Agora o desafio que fica é tocar e aprofundar esses projetos e aperfeiçoar os que precisam.

G1 - Quais foram os principais projetos implantados durante sua permanência no ministério?
Pilar - Digo que tive muita sorte porque assumi o cargo no momento da consolidação do Fundeb [Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação] e do lançamento do PDE [Plano de Desenvolvimento da Escola] junto com o Ideb [Índice de Desenvolvimento da Educação Básica]. Eles nortearam meu trabalho e da minha equipe, nos sabíamos as políticas a serem feitas. Criamos a Provinha Brasil de matemática e de português e os programas de literatura norteados pelas metas do Ideb. O presidente Lula efetivamente priorizou a educação, então os projetos apresentados pelo ministro [Fernando Haddad] foram aprovados e tocados com muito entusiasmo. A educação básica nunca tinha tido um espaço relevante dentro do MEC e passou a ter após essa mudança política e da própria sociedade. Foram quatro anos de trabalho exaustivo, mas também um período de formação grande profissional e política. Nas reuniões de diretoria e de coordenadores da secretaria dizia sempre: estamos aqui porque existem escolas e nós temos de garantir o direito de aprender de cada criança. Então não podíamos esquecer que a nossa política tinha de rebater positivamente dentro da escola.

G1 - Hoje temos quase quatro milhões (3.853.317 mais especificamente) de crianças e adolescentes de 4 a 17 anos fora da escola. Como resolver este problema?
Pilar - Nesse total há crianças de 4 e 5 anos e jovens de 15 e 17. Não digo que o número é bom, é um número sério, mas a partir de 2016 com a emenda constitucional 59, a matrícula na educação infantil e no ensino médio será obrigatória. Agora temos quatro anos para preparar as redes públicas de ensino para receber esse contingente.

G1 - O ensino médio brasileiro apresenta grandes índices de abandono e evasão. Somente um pouco mais da metade (50,2%) dos estudantes concluem esta etapa na idade considerada ideal. Como mudar este cenário?
Pilar - Fizemos o projeto do Ensino Médio Inovador que começou com 300 escolas e esse ano vai atingir 2.000. Ele tem todo o potencial para transformar o ensino médio. Vinte por cento da carga horária é optativa, outros 20% é destinado a atividades de leitura, uma hora a mais por dia... Agora a questão é que nós precisamos cada vez mais fazer com que o vestibular pare de ser a 'cadeia' [no sentido de prisão] do ensino médio, por isso o Enem é tão importante para a educação básica, já que representa a possibilidade de flexibilizar o currículo do ensino médio. Por isso a necessidade de que o Enem se fortaleça e ganhe mais credibilidade.

G1 - Mas a série de erros e falhas do Enem não podem colocar este objetivo em risco?
Pilar - Se olharmos as últimas três edições do Enem nós temos problemas que são esperados, mas não fizeram o exame perder a credibilidade. Tanto que o número de alunos que se inscreve cresce a cada ano. O que temos de fazer é mostrar e provar que há um compromisso efetivo do governo em evitar que aconteçam mais erros. O Enem tem de se consolidar para ter impacto na melhoria do ensino médio e na democratização de acesso ao ensino superior. O Enem vai dar oportunidade para que o ensino médio se torne mais crítico, mais reflexivo, mais aprofundado, a partir do momento que o vestibular tradicional for desaparecendo.

G1 - Qual sua opinião sobre o Plano Nacional de Educação?
Pilar - Gosto do plano, mas me preocupam algumas questões a respeito da inclusão. Defendo ardorosamente a inclusão das crianças com deficiência nas escolas regulares. Acho transformador ainda mais para as crianças que não têm deficiência. Eu só fui conhecer uma pessoa com síndrome de Down quando tinha 14 anos. Me pergunto: onde estavam as crianças? Isso me privou da oportunidade de conviver com a diferença. Claro que a inclusão das crianças com deficiência deve ocorrer nas escolas que têm estrutura para isso. Isto é a vivência da democracia e a prática é fundamental.

G1 - Vai sentir saudades do MEC? Quais são seus planos profissionais?
Pilar - Vou sentir saudades das pessoas do MEC. Quero continuar envolvida com a educação pública, mas de uma maneira mais 'light'. Vou voltar para Belo Horizonte, onde sou professora da rede municipal e fui por dez anos secretária municipal de educaçã

MT - Estado investirá R$ 14 mi em ações pedagógicas para enfrentamento as drogas

Mais de R$ 14 milhões serão investidos ao longo de 2012 para o fomento a ações pedagógicas em 727 escolas da rede estadual. A informação é da secretária-Adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria de Estado de Educação, Fátima Resende. Elas evidenciam a preocupação quanto a prática de medidas preventivas visando a redução de jovens e crianças de situação de vulnerabilidade social. “Ampliamos uma série de ações, como nossos programas Mais Educação, Escola Aberta. Nós fortalecemos o Programa Saúde na Escola, nossos investimentos são maciços em ações preventivas e pedagógicas e que incentivam o protagonismo juvenil”.

Na manhã dessa terça-feira (27.02) a secretária participou de reunião ordinária do Comitê Gestor de Enfrentamento ao crack e outras drogas, na sede da Secretaria-Adjunta de Direitos Humanos (Sejudh), em Cuiabá. O Comitê, instituído em novembro do ano passado, com o lançamento do Plano Estadual de Enfrentamento as Drogas em Mato Grosso, integra e coordena de maneira prática e emergencial esforços estatais no enfrentamento das drogas, de forma a potencializar iniciativas contra o mal.

Um dos resultados da reunião de trabalho do Comitê foi a definição de que todos os municípios mato-grossenses receberão documentação de fomento a instalação de comitês municipais de combate ao uso do crack e outras drogas. Outras práticas serão as orientações sobre a Portaria 131/2012 do Ministério da Saúde. O documento institui incentivo financeiro de custeio a serviços de Atenção em Regime Residencial, incluídas as Comunidades Terapêuticas, voltados para pessoas com necessidades decorrentes do uso de drogas, no âmbito da Rede de Atenção Psicossocial.

Medidas

O Plano Estadual de Enfrentamento as Drogas em Mato Grosso apresenta 44 ações, norteadas pelos eixos de prevenção, tratamento, repressão e financiamento. Cabe a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) a adoção de medidas preventivas de educação contra as drogas. Sobre o tema, o secretário-Adjunto de Direitos Humanos, Genilton Nogueira, afirmou que o Estado tem investido cada vez mais em medidas preventivas assertivas no intento de mudar o cenário.

Ainda neste ano, a pedido da Seduc e do Conselho Estadual de Políticas Públicas Sobre Drogas (Conen), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) iniciará um amplo trabalho de pesquisa no universo escolar estadual a fim de que se possa traçar uma realidade do perfil do estudante das 727 unidades da rede estadual e o uso de drogas ilícitas. A meta está prevista pelo Plano Estadual.

“A educação transforma. Nossos passos necessitam ser muito firmes nesse propósito. O engajamento deve ser coletivo”, finaliza Fátima Resende.

Estiveram presentes a reunião, representantes da Secretaria de Estado de Comunicação, Conen e Sejudh.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT



MT- COB define 20 locais para realização dos Jogos Escolares

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) definiu na quarta-feira (29.02) os 20 locais em Cuiabá que receberão jogos das Olimpíadas Escolares 2012, categoria A, para estudantes de 15 a 17 anos. O anúncio foi feito em reunião realizada no período da tarde no Ginásio Aecim Tocantins, entre os representantes do COB, das Secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Esportes e Lazer (Seel), e da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

A Escola Estadual Presidente Médici e o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Vera Pereira do Nascimento deverão receber competições de esportes coletivos. Os demais locais que receberão essas modalidades serão os ginásios do Sest/Senat, Quilombo, AABB, Sesc Porto, Verdinho, Notre Dame de Lourdes, Aecim Tocantins, UFMT, Palácio das Artes, Cophamil, Salesiano São Gonçalo, Verdinho e as quadras do Sesi Park.

As modalidades individuais serão realizadas nos seguintes locais: pista de Atletismo e ginásio da UFMT, Palácio das Artes, Sest/Senat, Salesiano São Gonçalo e Centro de Eventos do Pantanal. Os espaços esportivos do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) também foram selecionados. Os ginásios do Fiotão e do Parque do Lago, em Várzea Grande, também foram pré-selecionados, mas para receber os jogos precisam passar por reformas.

Durante a reunião o arquiteto da UFMT, José Afonso Portocarrero, apresentou o projeto da nova pista de Atletismo da Instituição. O governo do Estado, por meio da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo - Fifa 2014 (Secopa), deverá investir no remodelamento do local para que possa receber as diversas provas da modalidade. O local contará com pista de corrida emborrachada, campo para provas de lançamento de dardo, disco, entre outros, arquibancada para 1.500 lugares, além de vestiários e sanitários.

De acordo com o secretário Adjunto de Estado de Esportes e Lazer, José de Assis Guaresqui, a obra deverá ser concluída até o início dos jogos, marcado para 25 de novembro. O técnico da Coordenadoria de Projetos Educativos da Seduc e membro do Comitê Local de Inspeção dos locais de prova, Rosberg Martins, citou que, além da pista da UFMT e dos dois ginásios de Várzea Grande, os outros espaços também deverão passar por reformas ou adequações visando atendimento do caderno de encargos do COB.

“A meta é que até o mês de maio já tenhamos boa parte dessas ações em andamento. Isso porque neste período os inspetores do COB voltarão a Mato Grosso para avaliar o andamento dessas intervenções”, citou Martins. Para o supervisor de esportes do Comitê Olímpico, André Mattos, mais do que a melhoria da estrutura dos espaços esportivos o Estado também precisa se empenhar para atender, dentro do prazo, as demandas referentes à parte operacional dos jogos.

“São várias questões como contratação de transporte para deslocamento dos atletas, de empresa que disponibilizará alimentação e água para os dias de jogos, entre outros”. Ele explicou ainda que os contratos de hospedagem ficarão por conta do COB.

Investimento

Ao todo Mato Grosso deverá receber R$ 5 milhões em investimentos para realização das Olimpíadas Escolares que ocorrerá entre 25 de novembro e 08 de dezembro. Desse total R$ 2 milhões serão pagos pelo COB em hospedagem dos mais de 5.500 participantes, entre dirigentes, técnicos e atletas oriundos de todos os estados do País.

Ainda na parte de preparação para recebimento do evento, Mato Grosso deverá criar nos próximos dias um Comitê local para coordenar todas as ações referentes às Olimpíadas. Esse Comitê contará com integrantes de todas as Secretarias de Estado.


VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT



MT- Estado ganhará mais polos da UAB

O Fórum Estadual Permanente de Apoio à Formação Docente de Mato Grosso definiu em reunião ordinária, na quinta-feira (01.03), a ampliação de polos no Estado para oferta de cursos da Universidade Aberta do Brasil (UAB). A reunião contou com a presença da coordenadora geral de Articulação Acadêmica da Capes, Alvana Maria Boff.

Para a superintendente de formação da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Ema Marta Dunck Cintra, a participação da Capes com a professora Alvana foi fundamental para o Fórum, neste estágio de encaminhamentos. “Possibilitou dirimir as dúvidas quanto à forma de conduzir a vistoria dos polos e a oferta de cursos na UAB e, principalmente, na discussão sobre a implantação de novos pOlos e consolidação daqueles que já ofertam cursos”.

Conforme a superintendente, todo este empenho dos entes Federados tem como objetivo principal fortalecer a formação dos que atuam na educação pública de Mato Grosso e isto é essencial quando se pensa em qualidade da educação.

A decisão de instalação de unidades da UAB segue critérios como demanda, validação das condições técnicas apontadas pelas instituições de Ensino Superior participantes, orientação do Fórum Estadual e aprovação da Capes. Essas práticas pontuadas na reunião são necessárias para ampliação do atendimento em Mato Grosso. Participam do Sistema UAB a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT).

Para a representante da Unemat no Fórum, professora Fabíola Sartin, a implantação de cursos pela UAB (educação a distância para 1ª licenciatura) ou mesmo pelo Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica (Parfor - 1ª e 2ª licenciatura presencial fora dos Campi das instituições formadoras) possibilitará a ampliação do atendimento, universalizando a educação em regiões onde as instituições de Ensino Superior estão impossibilitadas de criar um campus.

Mato Grosso é pioneiro no país na Educação a Distância, a prática desenvolvida desde a década de 90 ofertou aos profissionais da rede pública uma possibilidade de cursar a graduação nas respectivas áreas de atuação. O tamanho do Estado hoje é coberto com a possibilidade de fazer a graduação (bacharelado e licenciatura), especialização e aperfeiçoamento sem se distanciar das salas de aula. A UAB tem como foco os profissionais da educação das escolas públicas.

ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT




MT - Fórúm de Prevenção ao Trabalho Infantil programa semana de conscientização


A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), e demais entidades integrantes do Fórum Estadual de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil em Mato Grosso (FEPETI/MT), promoverá no mês de junho uma semana de conscientização sobre a temática nas Escolas Estaduais.

As atividades deverão ocorrer entre os dias 11 a 15 de junho. A data foi estabelecida em encontro realizado quinta-feira (01.03), na Seduc, com as presenças do secretário Ságuas Moraes, do presidente do Sindicato, Gilmar Soares, do superintendente substituto da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Estado (SRTE-MT), Amarildo de Oliveira e demais representantes das três instituições.

Antes dessa semana de ações, o FEPETI irá promover a divulgação de materiais informativos que tratam sobre a importância da prevenção e do combate ao trabalho na infância. “Estamos preparando folders, cartazes, jornais, jornal mural e VT para veiculação nas TVs onde trataremos do tema e convidaremos a sociedade para essa semana de atividades nas unidades de ensino”, disse Gilmar Soares.

O secretário Ságuas Moraes destacou a relevância da temática e colocou a Secretaria a disposição para organização das atividades nas escolas. Presente na reunião a secretária adjunta de Políticas Educacionais, Fátima Resende citou que a Seduc já desenvolve junto com o Fórum o programa “Me Encontrei”, que promove em Cuiabá atendimento educacional, encaminhamento para admissão, além de prestação de atendimento às famílias, das crianças retiradas das Piores Formas de Trabalho Infantil.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT



MT - Educação trabalha equidade de gêneros nas práticas curriculares

Jana Pessôa/Setas-MT

Lançamento do "Março Sempre Mulher" na OAB-MT

A educação para construção de relações igualitárias de gêneros integra a estrutura de ações programadas para o segundo ano da campanha ‘Março Sempre Mulher’, lançada nesta quinta-feira (01.03), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso, em Cuiabá, e que conta com apoio da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT).

“Temos uma grande preocupação com a formação das pessoas. Trabalhamos no propósito de conseguirmos equidade entre gêneros”, defende Ana Emília Brasil Sotero, da Superintendência de Promoção dos Direitos da Mulher da Secretaria-Adjunta de Direitos Humanos (Sejudh), organizadora da campanha que conta com o envolvimento dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. “O que a gente espera por meio de nosso currículo escolar é descontruir alguns conceitos, algumas ideias machistas”, explica Ângela Santos, gerente de Diversidades da Seduc em complemento à fala de Ana Emília.

Ângela pontua que a adoção de práticas diárias, do emprego adequado de estratégias pedagógicas devidamente contextualizadas em aspectos históricos, sociais e culturais, auxiliam no processo de quebra de um ciclo de perpetuação de preconceitos e na construção de novos significados para a relação de gêneros.

Ela avalia que o ambiente escolar é propício a discussão das mais distintas relações dada à diversidade cultural do público atendido. As ações possuem como subsídios as Orientações Curriculares, que contemplam o tema relação entre gêneros atendendo a recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais.

A organizadora da campanha, Ana Emília Sotero, explica que cada um dos parceiros possui um extenso calendário de atividades a ser cumprido até o dia 31 de março. Todas as ações são importantes. Estamos tratando da construção de políticas públicas".

Programação

O calendário de atividades do Março Sempre Mulher ainda prevê a realização, no dia 08 de março, às 15h, de uma videoconferência para o debate sobre a questão com os profissionais da educação. O sistema eletrônico empregado para aulas do MT Preparatório será usado para veiculação do programa e transmissão às unidades escolares receptoras. Já no dia 12 de março, a mobilização será destinada aos servidores do órgão central. A partir das 9h haverá palestra com pesquisador do Núcleo de Estudos sobre a Mulher e Relações do Gênero (Nuepom), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), no auditório da sede no Centro Político Administrativo (CPA).

Também participaram do lançamento das atividades na manhã desta quinta-feira a secretária de Estado de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MT), Cláudio Stábile, o defensor público Marcos Rondon, além da presidente da Sala da Mulher da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Janete Riva, a deputada estadual de Mato Grosso do Sul Maria Caseiro, e as juízas Amini Haddad e Maria Cristina Mendes, representando o Poder Judiciário.



PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT



Mudando a temperatura

Lair Ribeiro


Ao colocar um termostato em uma geladeira ou em um ar-condicionado, você “dá” inteligência para esses aparelhos. Eles funcionam até uma certa temperatura e, depois, param. Voltam a funcionar e param.

Com os seres humanos é a mesma coisa. Todos nós temos um “termostato”.

O sucesso de cada um de nós depende do que foi programado em nosso termostato lingüístico.

Vou falar de um assunto pessoal: meu pai morreu num dia 12 de abril e, anos depois, também em um dia 12 de abril, nasceu minha filha Christine. Desde então, quando chegava o dia 12 de abril, eu não sabia se ficava feliz pelo aniversário de Christine ou se me entristecia pelo aniversário de falecimento do meu pai. Até que num dia 12 de abril, alguém comentou: “Interessante, no dia 12 de abril, Deus lhe ti­rou uma pessoa que você tanto amava e lhe deu uma pessoa que você ama tanto.” Depois que passei a encarar dessa forma, o dia 12 de abril continuou marcando os aniversários de falecimento do meu pai e de nascimento da minha filha. Nada mudou, mas mudou com­ple­tamente a minha interpretação sobre eles.

Não se pode mudar o que não pode ser mudado. Mas pode-se mudar a maneira de ver, compreender e sentir o que ocorreu.

Interpretações e fatos

As interpretações, em nossa vida, costumam ser mais importantes que os fatos. O mesmo fato, vivido por diferentes pessoas, vai gerar em cada uma diferentes reações. Viajando ao passado, é possível mudar a interpretação dos fatos. E mudando essa interpretação, modificamos a maneira de ver o passado.

A grande maioria das pessoas fala que gostaria de mudar, re­vo­lucionar, transformar, mas, ao mesmo tempo, existe uma voz interior competindo, tentando a todo custo manter confortavelmente congelado aquilo que já está codi­fi­cado na sua estrutura psicológica.

Ao longo da vida, deixando de ser criança e tornando-se adulto, você traz consigo uma série de crenças posi­tivas e negativas com relação ao mundo, às pessoas e a si próprio. Essas crenças, a cada instante, vão cons­truindo a sua vida.

Como um peixe que nunca saiu da água, você di­fí­cilmente percebe que as suas crenças estão determinando o que você é. Você e suas crenças se confundem. Quando elas se manifestam, você acha que é você quem está se manifestando.

Isso é ruim? Claro que é ruim. Porque, enquanto não se libertar das suas crenças, você não consegue mudar. E sem mudar, você não pode melhorar a sua vida.

Reprogramação: o lado positivo!
As crenças que você traz foram codificadas lin­güis­ti­camente no seu cérebro. Ou seja: foi pela linguagem que você aprendeu a acreditar nos valores que hoje determinam o seu comportamento. Portanto, existe a possibilidade de que, também por meio da linguagem, essas crenças sejam reprogramadas e reco­dificadas em seu cérebro.

O que é reprogramar? Reprogramar não é nada mais do que mudar uma programação anterior.

Decretos pessoais:

• Ninguém pode fazer você se sentir inferior sem a sua permissão.

• Ninguém pode entrar na sua vida para fazer você infeliz.

• Se alguém provoca em você a sensação de inferioridade ou de infelicidade, é porque você está permitindo.

• Seus sentimentos são seus; você decide o que quer sentir.

domingo, 4 de março de 2012

Pontos de atenção

Lair Ribeiro



A auto-estima manifesta-se em cinco áreas da vida: saúde, finanças, amizade, família e trabalho. Sugiro que você leia atentamente as considerações sobre cada uma dessas áreas. Depois, observando a sua vida, dê uma nota de 1 a 10 para cada uma delas.



Saúde



Não confunda: ser sadio não é a mesma coisa que não ser doente. O seu médico pode dizer que você não tem doença alguma, mas isso não quer dizer que você seja sadio. Ele só disse que você não é doente.

Uma pessoa sadia, que sabe viver, tem energia para fazer tudo o que precisar. Se você se sente assim, dê nota 10 a essa área da sua vida.


Finanças



Se você precisa pedir dinheiro em­pres­tado para comprar um livro, dê nota 1. Se você puder parar de trabalhar hoje e viver mais 100 anos sem mudar seu estilo de vida, a nota é 10. Do con­trário, dê uma nota intermediária entre 1 e 10.


Amizades



Considere não só o número de amigos que você tem, mas a qualidade des­­sas amizades. Melhor dizendo: se você morresse hoje, quem iria ao seu enterro? Esta é a melhor forma de saber quantos amigos temos.

Família

Como é a sua estrutura familiar, o seu núcleo familiar? Existe harmonia ou desarmonia? É um rela­cio­na­mento constante ou cheio de altos e baixos? Às vezes é possível estar separado fisicamente mas haver harmonia. Que nota você daria?


Trabalho



Se você ganhasse na loteria 1 milhão de dólares, você continuaria fazendo o que faz hoje? Se continuasse, a nota é 10. Você tem um hobby e está ganhando dinheiro com ele. Meus parabéns. É isso é que é saber viver: ter um hobby e ganhar com ele.

Se você está contando os dias para se apo­sentar, meus pêsa­mes. Definitivamente, você não gosta do que faz e não sabe viver. Dê nota 1.



Encontrando o seu percentual de auto-estima

Some as notas dadas para cada área da sua vida e multiplique o resultado por dois: você ficará sabendo como está a sua auto-estima, percentualmente falando. A partir daí, você tem uma idéia do quanto pode melhorar. Lembre-se de que mesmo uma pequena melhora percentual pode significar uma diferença muito grande na sua vida.


Avaliando os resultados



Observando as notas que você deu para cada área da sua vida, você verá que umas foram melhores do que outras. Isso mostra que certas áreas podem estar indo bem, e outras, não. Veja qual é a área da sua vida que você pode melhorar e qual a que você deve agradecer.

A gratidão é a mãe de todas as virtudes. Se você não agradece, as coisas não continuam acontecendo na sua vida. Agradecer faz parte da vida.

Enntrevista - O Educador além do seu tempo

Cátia Lima


O auditório da ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebu) reuniu centenas de pessoas para prestigiar um dos intelectuais mais famoso e respeitado do País, Rubem Alves. Esta personalidade brasileira com as suas multifacetas – pedagogo, poeta, filosofo, cronista, contador de estórias, ensaísta, teólogo, acadêmico e psicanalista – tem enriquecido a nossa Educação com vasta obra para adultos e crianças. Suas literaturas têm servido de subsídio também para trabalhos nas igrejas, consultório psiquiátrico e outros fins de ajuda.

Rubem Alves tem o dom de fazer das palavras e das idéias brinquedos e instrumentos divertidos para transmitir conhecimentos. Deste modo ele fala de uma educação que perpassa todo o universo humano. Ensina que o verbo educar deve ser conjugado com o amor e paixão.

Sobre seu interesse pela educação brasileira, o próprio Rubem irá nos comunicar através desta entrevista.

Revelação: Como surgiu o seu interesse pela educação?

Rubem Alves: Eu sempre tive vontade de ensinar, mas o interesse concentrado foi quando era professor em Lavras, interior de Minas. Nesse período comecei a pensar nos problemas da educação, o assunto passou a ser parte da minha vida, é a coisa que mais me domina, o tempo todo estou pensando nisto.

Revelação: Sobre as suas obras, quantas já tem publicadas?

Rubem Alves: Eu devo ter mais ou menos trinta livros para crianças e trinta para adultos. Os livros têm sido usados muito em igreja, em hospitais infantis para preparar as crianças para cirurgia. Quando os escrevi foi pensando somente na minha filha, de repente descobri que estavam sendo aproveitados em empresas, em situações de terapias, viraram teatros e agora vão virar Cds.

Revelação: Qual obra que tem mais do seu pensamento de forma sistemática?

Rubem Alves: A obra que circunda o meu pensamento saiu de circulação e vai reentrar na bienal, se chama “O poeta, o guerreiro e o profeta”.

Revelação: Como o senhor vê os atuais livros de literatura?

Rubem Alves: A gente ainda tem grandes autores, por exemplo Saramago e Guimarães Rosa. Há muitas obras bonitas sendo produzidas, mas também há muito lixo. Shopenhauer dizia que parte da sabedoria de ler é a sabedoria de saber escolher o que no ler. Ele falou isto no século XIX, imagina a quantidade de lixo que existe nas livrarias!

Revelação: Como o senhor avalia a forma de incentivo do Governo, com o Programa Bolsa-Escola?

Rubem Alves: Para mim esses esforços são louváveis, mas a grande questão da educação não passa por aí, mas pelas cabeças dos professores. Educação não se faz com prédios com material escolar, mas ela se faz com professor apaixonado.

Revelação: Esta seria a prioridade para educação?

Rubem Alves: Para mim a prioridade que tenho é seduzir os professores. O que acontece freqüentemente, é que, com a rotina e o passar do tempo, eles ficam amargos e começam a fazer contagem do tempo para a aposentadoria. Aí perdem o encantamento com as crianças e os adolescentes.

Revelação: E qual é o grande segredo da educação?

Rubem Alves: O grande segredo é a paixão do professor. Se você tiver um professor apaixonado, ainda que ele não saiba muita didática dará um jeito.

Revelação: O senhor falou que há dois tipos de olhos na educação. Gostaria que comentasse um pouco sobre o olhar do atual educador?

Rubem Alves: A educação do primeiro olho, vê as coisas do finito, é o que a maioria das nossas escolas fazem o tempo todo, ensinar a ciência, ensinar as coisas da vida, ver o mundo. A educação do segundo olho mostra as coisas eternas. Com o primeiro olho ensinamos a ciência, com o segundo a poesia. Gastor Maschelar, se dedicou a vida inteira a educar o primeiro olho, e escreveu livros eruditos sobre a filosofia das ciências. De repente ele passou a educar o segundo olho e escreveu “A chama de uma vela”. A vela para iluminar precisa se consumir. Quando Maschelar fala da vela, não se refere a conhecimentos modernos, mas ele abre um terceiro olho, o da sensibilidade.

Revelação: Como se desenvolve a sensibilidade dos educadores e educandos?

Rubem Alves: Através da literatura. O conselho que eu daria é ler literatura. Na minha área de psicanálise é muito importante conhecer a alma humana, e o conhecimento vem não é da leitura de Freud, ela ajuda, mas na medida que buscamos a literatura, então se descobre o drama da existência humana, vivida com todas as suas dores e alegrias.

Revelação: Qual a grande tarefa do educador?

Rubem Alves: A grande tarefa é dizer “está ali, está ali – perceba! Olhe!” –Fernando Pessoa diz, não basta não ser cego pra ver as árvores e as cores, há pessoas que têm vistas excelentes e não percebem nada. É preciso ensinar os nossos alunos a enxergar o mundo.

Revelação:Que conselho o senhor daria aos novos educadores?

Rubem Alves: Que a educação é absolutamente apaixonante. Paixão para uma vida. Em primeiro lugar eu diria que eles se considerem afortunados por serem tocados por esta vocação. Segunda coisa, é preciso que amem as crianças. Freqüente-mente os professores têm a preocupação com um programa. Meu filósofo favorito, Nietzsche, dizia que o verdadeiro educador é aquele que leva a sério questões relacionadas com seus alunos, inclusive a si mesmo. Logo a preocupação do educador não pode ser com o programa, deve ser com o aluno, e por isso, ele deve ter um olho para cada aluno, porque está lidando com ser humano e não com o número para exame.

A primeira tarefa do educador é seduzir o aluno para o fascínio do seu objeto. Se ele não for seduzido não terá vontade de aprender. A Adélia Prado, uma grande pedagoga dizia, “não quero faca e nem queijo, eu quero é fome”. Significa que a primeira tarefa é fazer o aluno ter fome do que você pretende ensinar.

Fonte: http://www.revelacaoonline.uniube.br/a2002/educacao/educador.html

A nova “língua popular brasileira”

Rui Barbosa um dia falou: “Há tantos burros mandando em homens de inteligência, que, às vezes, fico pensando que a burrice é uma ciência”. O que me surpreende é que na época ele não conhecia o MEC e nem sabia das baboseiras da “língua popular”, como é chamada a língua escrita errada e adotada agora em livros oficiais de ensino pelo nosso Ministério da Educação.

Como é possível um Ministro da Educação aceitar a ideia de que é certo falar errado e que corrigir o erro pode ser um preconceito linguístico e gerar um problema para quem falar errado?

Em um dos livros didáticos da língua portuguesa “Por uma vida melhor”, da coleção “Viver, Aprender”, adotado pelo MEC, “Nós pega o peixe” virou frase correta, pois está de acordo com a “língua popular”.

Para onde exatamente querem levar este país? “Os ministro mete os pé pelas mão”. Essa frase está correta? De acordo com o Ministério da Educação deve estar, pois reflete a “língua popular”.

A saída deste país é pela porta da educação e do conhecimento, e de repente assistimos este debate grotesco por causa de livros errados na rede de ensino e, pior, o próprio ministro da educação vem em defesa do erro. Temos que dar início a um movimento de repulsa total a este tipo de livro para mostrarmos que existe brasileiro com vergonha na cara. O que está acontecendo no Ministério da Educação é um descaso nacional com todos nós, que estudamos e procuramos sair da ignorância. É uma afronta a nossa inteligência. E não venham falar em preconceito linguístico, outro termo sem sentido criado para justificar os desmandos de quem está no comando de nossa falida educação.

Há anos atrás, o professor era uma figura respeitada e não existia a possibilidade de um aluno desacatá-lo e ficar por isso mesmo. Os pais entendiam a importância de um professor e a escola pública era um exemplo a ser seguido.

Os tempos foram mudando, a educação foi acabando, as escolas foram sendo sucateadas, e agora, vem mais este tapa na cara dos professores, pais e homens de bem. É a falência decretada pelo Estado! Vamos aprender errado, vamos falar errado a nossa língua, vamos escrever errado, vale tudo.

Quem sabe, no próximo ano, teremos uma nova revisão ortográfica e a oficialização da “língua popular brasileira”. Exames de português não serão mais necessários na escola do futuro e bastará escrever qualquer coisa da forma como se fala, errado ou certo, tanto faz, para ser um culto cidadão.

Mais adiante talvez a escrita seja abolida e passaremos a ser uma nação de “burros falantes”. Analisando friamente o que vem acontecendo, chegamos a pensar que deve realmente existir um plano macabro para deixar o brasileiro mais ignorante e despreparado a cada dia e Rui Barbosa é quem estava com a razão quando disse achar que a burrice é uma ciência! Nós é que ainda não acordamos para ela.
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Célio Pezza
books@cpezza.com
Escritor desde 1999, mas tem sua formação acadêmica em Química e Administração de Empresas.