segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Desempenho do Brasil piora em leitura e 'empaca' em ciências



Parte do mau desempenho do país pode ser explicado pela expansão de alunos de 15 anos na rede em séries defasadas

PORTAL UOL

Em 2012, o desempenho dos estudantes em leitura brasileiros piorou em relação a 2009. De acordo com dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), o país somou 410 pontos em leitura, dois a menos do que a sua pontuação na última avaliação e 86 pontos abaixo da média dos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Com isso, o país ficou com a 55ª posição do ranking de leitura, abaixo de países como Chile, Uruguai, Romênia e Tailândia. Segundo o relatório da OCDE, parte do mau desempenho do país pode ser explicado pela expansão de alunos de 15 anos na rede em séries defasadas.

Quase metade (49,2%) dos alunos brasileiros não alcança o nível 2 de desempenho na avaliação que tem o nível 6 como teto. Isso significa que eles não são capazes de deduzir informações do texto, de estabelecer relações entre diferentes partes do texto e não conseguem compreender nuances da linguagem.

Em ciências, o Brasil obteve o 59° lugar do ranking com 65 países. Apesar de ter mantido a pontuação (405), o país perdeu seis postos desde o 53° lugar em 2009. Nessa disciplina, a média dos países de OCDE foi de 501 pontos.

No exame de ciências, 55,3% dos alunos brasileiros alcança apenas o nível 1 de conhecimento, ou seja, são capazes de aplicar o que sabem apenas a poucas situações de seu cotidiano e dar explicações científicas que são explícitas em relação às evidências.

Ligeira melhora em matemática

Matemática foi a única disciplina em que os brasileiros apresentaram avanço no desempenho, ainda que pequeno. O Brasil saiu de 386 pontos, em 2009, e foi a 391 pontos --a média da OCDE é de 494 pontos. A melhora não foi suficiente para que o país avançasse no ranking e o Brasil caiu para a 58ª posição em matemática.

Apesar da melhora, 2 em cada 3 alunos brasileiros de 15 anos não conseguem interpretar situações que exigem apenas deduções diretas da informação dada, não são capazes de entender percentuais, frações ou gráficos.

Inclusão de alunos

Segundo o relatório da OCDE, o progresso do Brasil em incluir alunos na rede de ensino altera negativamente os resultados do desempenho dos estudantes.

Em 2003, 65% dos jovens de 15 anos estavam na escola. Em 2012, a taxa passou para 78%. Parte desses novos estudantes são de comunidades rurais ou de grupos sociais vulneráveis, o que muda consideravelmente o grupo de alunos que fizeram o exame em 2003 e em 2012, aponta o relatório.
Além disso, o país ainda sofre com um grave problema de defasagem idade-série, isto é, muitos estudantes de 15 anos --que fazem o exame-- não estão na série escolar adequada à sua idade, o que compromete seu desempenho em relação ao de jovens da mesma idade em outros países.

O que é o Pisa

O Pisa busca medir o conhecimento e a habilidade em leitura, matemática e ciências de estudantes com 15 anos de idade tanto de países membro da OCDE como de países parceiros.

Figuram entre os países membros da OCDE Alemanha, Grécia, Chile, Coreia do Sul, México, Holanda e Polônia. Países como Argentina, Brasil, China, Peru, Qatar e Sérvia aparecem como parceiros e também fazem parte da avaliação.

A avaliação já foi aplicada nos anos de 2000, 2003, 2006 e 2009. Os dados divulgados hoje foram baseados em avaliações feitas em 2012.

Redação reprova quase 39% das escolas do país



Das instituições 'reprovadas', 3.919 são escolas estaduais, 377 são instituições privadas, 28 são escolas municipais e 11 são federais

PORTAL UOL

A nota da redação "reprova" 38,6% das escolas do país no ensino médio. Esse é o resultado de um levantamento feito pelo UOL com os dados do Enem por Escola 2012 (Exame Nacional do Ensino Médio) divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) na última semana.

Das 11.239 escolas que tiveram participação de ao menos 50% de seus estudantes, 4.435 instituições não alcançaram 500 pontos em redação --nota mínima, segundo o MEC, para o estudante que quer certificação de conclusão do ensino médio. O desempenho médio dos alunos do melhor colégio em redação no exame de 2012 foi de 810,53 pontos.

No levantamento foi usada a média das notas dos estudantes que fizeram o exame voluntário. "É um indicativo de que a maior parte dos alunos que fizeram a prova tiveram nota abaixo da mínima necessária", afirma Dalton Andrade, professor de informática e estatística da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).
Como os microdados do exame ainda não foram divulgados pelo MEC, não é possível saber o número de alunos que teve nota inferior ao mínimo esperado para um concluinte do ensino médio.

Das instituições "reprovadas" na redação do Enem, 3.919 são escolas estaduais, 377 são instituições privadas, 28 são escolas municipais e 11 são federais.

Acre, Tocantins, Rondônia e Espírito Santo são os Estados com maior percentual de escolas que não conseguem a nota média de 500 na redação (confira quadro abaixo).

Reflexo parcial

A medida mostra apenas parte do problema da qualidade do ensino médio. Das 27.164 escolas com ensino médio no país, apenas 11.239 (41,37%) aparecem na lista divulgada pelo MEC, que só publica os resultados de instituições com mais de 50% e mais dez alunos examinados.

"O que se imagina é que a nota média superestima a qualidade do ensino geral. No fundo, quem está fazendo o Enem, de maneira geral, é o aluno que tem a expectativa de ingressar no ensino superior", explica Andrade.

No caso das escolas estaduais, o percentual de instituições com frequência de pelo menos 50% de seus alunos no exame é ainda menor: 31,88% delas estão nos dados do Inep.

"Você pode estar deixando de lado os dados dos alunos mais vulneráveis, mais importantes para considerar a qualidade", considera Ana Paula Corti, professora do IFSP (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo) e pesquisadora do tema. Para ela, nem os resultados do Enem têm servido para avaliar e melhorar o ensino médio e nem os resultados da Prova Brasil, mais adequada, estão sendo usados para políticas públicas.




A redação não é o único exame em que as escolas ficaram abaixo da média esperada. A média de 1.102 instituições em língua portuguesa não atingiu os 450 pontos exigidos para a certificação do ensino médio. O número cresce quando a prova é a de matemática: 1.479 instituições pontuaram abaixo dos 450 exigidos para a certificação. Mas é em ciências naturais que o problema aparece de maneira mais grave, 2.843 escolas não alcançam a nota mínima de um aluno concluinte do 3° ano do ensino médio.

Medidas necessárias

O desempenho dos alunos no Enem apenas confirma um problema percebido há anos: a baixa qualidade do ensino médio. Para piorar, no ano passado o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) apontou redução da qualidade do ensino em nove Estados: Acre, Maranhão, Espírito Santo, Pará, Alagoas, Paraná, Paraíba, Bahia e Rio Grande do Sul.

"Não adianta constatar [a deficiência], tem que ver que política pública vai ser feita com isso. Constatar, já constatamos", critica Ana Paula. "O Enem tem um apelo enorme e não estimula uma discussão séria sobre a qualidade do ensino médio."  

"Do ponto de vista de política pública, [o exame] tem servido principalmente para promover e valorizar as mensalidades das escolas privadas", aponta Ana Paula, que pesquisou o perfil do candidato do Enem entre 1999 e 2005.

O problema não está apenas na rede pública, mas também em escolas privadas. "Qualquer exame sério que seja feito vai perceber que nossos alunos não atingem os desempenhos esperados", diz Márcia Malavasi, professora da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Para a professora, "faltam livros, salas, carteiras em estado decente. Falta boa formação dos professores, professores que tenham salários adequados". "Não temos tido investimento suficiente. Nós precisamos de coragem política para fazer investimentos sem fins eleitoreiros na educação", considera.

O UOL procurou o MEC para se posicionar a respeito dos resultados, mas não recebeu resposta até a publicação dessa reportagem.

Dilma fala em contratar 1.950 creches até fim de 2014



Segundo a presidente, outras 1.609 creches que foram contratadas na administração Lula estão sendo pagas e construídas agora

PORTAL ESTADÃO


A presidente Dilma Rousseff reforçou nesta segunda-feira, 25, a meta de contratar a construção de 6 mil creches durante o seu período de governo. "De 2011 para cá, nós já contratamos a construção de mais de 4,7 mil creches e quase 2 mil estão em obras ou já foram entregues. Além dessas creches, vamos contratar outras 1.950 creches até o final do ano que vem", disse, na edição de hoje do programa semanal de rádio "Café com a Presidenta".

Segundo Dilma, outras 1.609 creches que foram contratadas na administração Lula estão sendo pagas e construídas agora. Ela destacou ainda que o governo está conseguindo entregar as creches em quatro meses. "Antes, levava quase dois anos. Nós já temos aprovada, hoje, a construção de 1.877 creches por esse novo método, mais rápido, que foi licitado pelo Ministério da Educação, para ser usado por qualquer cidade do Brasil", afirmou.

A presidente explicou que a novidade adotada é um sistema de construção moderno. "Estruturas do prédio, vigas, paredes, telhado já vêm prontos de fábrica e só são montados no canteiro das obras", pontuou. Segundo ela, o governo começou a contratar em agosto a construção das creches com esse novo projeto e agora, em dezembro, será inaugurada a primeira delas, em Aparecida de Goiânia (GO). Segundo Dilma, por meio desse novo modelo a obra fica até 24% mais barata.

Todas essas creches, pelo método tradicional ou sob o novo sistema, são construídas em parceria com as prefeituras. "A prefeitura dá o terreno e faz a terraplenagem, e o governo paga toda a construção. O governo federal também repassa para a prefeitura o dinheiro para a compra de todos os móveis, carteiras, colchões, bercinhos, materiais pedagógicos, jogos e até equipamentos de cozinha. O governo federal também paga, por até um ano e meio, as despesas do dia a dia da creche, até que ela receba o dinheiro necessário que vem do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação)", ressaltou. Caso a creche receba crianças do Bolsa Família, o repasse federal à prefeitura é maior, destacou a presidente.

Dilma afirmou que as creches representam um instrumento importantíssimo para combater as desigualdades. "Toda criança, em especial as crianças das famílias mais pobres, têm o direito de frequentar uma creche. Lá, a criança vai receber os estímulos necessários para o seu desenvolvimento e esses estímulos vão fazer a diferença, a diferença no resto da vida dessas crianças", analisou. "O importante disso tudo não é a mãe, nem o pai. É a criança. É o desenvolvimento da criança que frequenta uma creche que nos importa aqui", destacou.

Investir no(a) professor(a)



Nem sempre que você aumenta o salário, a aprendizagem do estudante melhora. O professor também tem que estar bem preparado. É preciso fazer isso junto. Eu batalho sempre para salários mais dignos. Porque você não pode ter como referência para o professor o piso salarial que nós temos. Ele é um convite a não ser professor. E, por outro lado, se o formador é bem formado, nós podemos esperar que ele forme bem o estudante. É preciso cuidar muito da pedagogia, das licenciaturas, para que as pessoas saibam resolver os seus problemas.

Um fato me preocupa muito: o Ministério da Educação insiste que a alfabetização se dê em três anos. Na verdade, não existe criança que precise de três anos para se alfabetizar. É a escola que precisa de três anos porque não consegue alfabetizar. E ninguém de nós aceitaria que nosso filho demorasse três anos para se alfabetizar. As escolas privadas nunca perderam tempo com isso. O Movimento Internacional de Professores de Ciências pede que a alfabetização comece aos quatro anos de idade. Então nós estamos na contramão.

E quanto à formação dos professores, penso existe uma contradição endêmica. Porque a Pedagogia deveria ser o curso mais importante que a universidade tem hoje, porque é o curso que define o que aprender. Na verdade, todos os cursos teriam que se inspirar na Pedagogia para resolver essa questão: como é que se aprende bem? O que vemos é que o curso de Pedagogia geralmente é um dos piores, um dos mais fracos. 

Tem pouca Matemática, não tem Estatística, não tem cuidado científico, não tem cientificidade, não se pesquisa direito. E nesse sentido a gente não ajuda o professor. O professor chega na escola muito desassistido. É claro que não consegue alfabetizar uma criança num ano porque ele não tem apetrecho intelectual para isso.

Mas isso é possível resolver como outros países resolveram. Os Tigres Asiáticos todos começaram investindo no professor, eles cuidam do professor. Na Singapura, o professor é escolhido já no Ensino Médio, tem quatro anos de Pedagogia puxada e quando termina e é contratado, ele ganha um salário de engenheiro, porque ele é engenheiro. Ele é engenheiro dos engenheiros. A gente entra no Primeiro Mundo pela mão do professor. É a profissão das profissões.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

MT - Escolas podem se inscrever para programa Filhos no Campo


  
Da Redação

Ordenhar uma vaca, visitar hortas e pomares, lidar com os animais de uma fazenda, saber de onde vem os alimentos e produtos que consumimos diariamente são atividades muitas vezes desconhecidas por quem não mora no campo. Mostrar a realidade e origem das matérias primas para crianças que vivem na zona urbana é o principal objetivo do programa especial Filhos no Campo, desenvolvido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) e diversos parceiros.

O analista de Educação Profissional Rural, Garibaldi Toledo de Moraes Júnior, informa que o início das visitas do programa estão programadas para começarem em abril. "As escolas interessadas em participar do Filhos no Campo podem procurar o Sindicato Rural de seu município".

Em 2013, foram realizadas 90 turmas, que atendeu cerca de 3.600 crianças. A previsão para 2014 são mais 90 turmas.
Como funciona - As turmas de 40 alunos com idade entre sete e 12 anos serão organizadas pelos Sindicatos Rurais Patronais. As crianças devem estar matriculadas no ensino fundamental da rede pública ou privada e residirem em áreas urbanas de Mato Grosso.

O passeio é realizado durante um dia inteiro, em uma propriedade nas proximidades do município, onde os participantes conhecerão atividades de agricultura e pecuária e as etapas do processo produtivo.

A turma será acompanhada por três profissionais da escola, sendo orientados pelo instrutor, dois monitores, e um funcionário da fazenda.

Contato - Para ter acesso aos telefones dos Sindicatos Rurais, acesse o site: www.sistemafamato.org.br/portal/sindicatos 

Para quem você trabalha?


Lair Ribeiro

Para ser uma pessoa bem-sucedida, é preciso ter consciência de que, não importa quem seja seu empregador, você trabalha para você! O trabalho, na sociedade em que vivemos, vai muito além do esforço recompensado por um salário, envolvendo auto-realização.

Quando você trabalha com entusiasmo, sabendo que sua dedicação está sendo reconhecida, que você faz parte daquilo que está produzindo, sua produtividade aumenta e, por conseqüência, aumentam também sua empregabilidade e suas chances de promoção e de crescimento dentro da empresa, isso tudo se refletindo na sua compensação financeira! Mas, e se você não gostar do que faz?

A boa nova é que é possível fazer qualquer coisa se tornar interessante. Você só precisa encontrar a motivação certa. Se continuar fazendo o que sempre fez, vai continuar conseguindo o que sempre conseguiu ou menos. Se você quer coisas diferentes, tem de fazer alguma coisa diferente. E um bom caminho para colocar isso em prática é desenvolver qualidades como flexibilidade e excelência, pois são fundamentais para a obtenção do sucesso no mundo em que vivemos.

Flexibilidade, porque vivemos num mundo repleto de mudanças e é preciso aceitá-las e adaptar-se a elas. Eu lhe asseguro que você nunca vai ser bem-sucedido fazendo uma coisa à qual não se adapta. E excelência, porque, para se destacar, você precisa fazer mais do que apenas cumprir o seu papel.

Você precisa fazer com qualidade, sempre atento à demanda do mercado, pensando sempre à frente, propondo mudanças e antecipando tendências. Não interessa se o negócio é seu ou de outra pessoa. Envolva-se e veja como seus resultados serão cada vez mais positivos. Colaborando com o crescimento da empresa em que trabalha, você contribui também para o seu crescimento pessoal.

Saber disso é tão importante para você, empregado, quanto para o seu empregador.

Para uma empresa dar certo, ela precisa não apenas de investimento e lucro, mas de colaboradores motivados e produtivos. Uma das formas de garantir essa sinergia é tendo os objetivos e os valores da empresa bem definidos para, então, contratar pessoas que possam contribuir para que tais objetivos se cumpram a partir dos valores praticados na corporação.

Um estudo realizado nos Estados Unidos concluiu que, se uma empresa duplicasse o salário de seus colaboradores, depois de um ano eles estariam fazendo as mesmas reclamações.

Isso prova que a retribuição não deve ser apenas financeira. Para produzir mais, uma pessoa precisa sentir-se realizada em seu trabalho.

Para manter uma equipe motivada e trabalhando à todo vapor, é preciso reconhecer que, além de um salário, as pessoas querem poder, responsabilidade, autoridade, desafios e paixão.

Ao pensar a respeito de seu trabalho, tenha esses pontos em mente. Pare ver-se trabalhando para alguém e sinta-se na atividade.

Permita-se sentir-se apaixonado por aquilo que faz. E se não conseguir, procure outra coisa para fazer, que seja compatível com suas expectativas mais íntimas, que consiga fazê-lo vibrar.

Só assim você terá certeza de está no caminho certo para conquistar não apenas o sucesso, mas também para realizar sua missão e seu objetivo de vida. E quando isso se cumpre, não importa quem seja seu empregador, pois você estará trabalhando para a sua realização pessoal, acima de tudo.

MT - Programa Brasil Voluntário busca estudantes para trabalhar na Copa


Da Redação - Darwin Júnior

 

O foco do programa Brasil Voluntário se volta para os estudantes. Com as inscrições abertas desde o dia 14 de janeiro, o programa busca a inclusão de estudantes de faculdades particulares e públicas, como Universidade Federal de Mato Grosso e Unemat, além do Instituto Federal de Mato Grosso. Os interessados em trabalhar na Copa 2014 têm até 6 de março para se inscreverem.

A atuação dos novos voluntários terá direcionamento. O voluntário que for selecionado irá atuar em pontos de mobilidade, aeroportos, eventos de exibição pública, áreas de fluxo, entorno da Arena Pantanal, shopping centers e no Centro Aberto de Mídia (CAM). Nesses locais, darão suporte a torcedores, imprensa não credenciada, turistas e população em geral. A atuação será de 12 de junho a 13 de julho com foco em dias de jogos e eventos de exibição pública.

A Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa) tem divulgado o programa de voluntariado por meio de cartazes e palestras nas universidades, destacando as oportunidades de aprendizado e de intercâmbio cultural. Um grupo de estudantes de Comunicação será selecionado para atuar no CAM que funcionará no Parque de Exposições Senador Jonas Pinheiro. Esses voluntários prestarão auxílio a jornalistas brasileiros e estrangeiros da imprensa não credenciada.

Alunos dos cursos de Educação Física, Letras e Turismo também são públicos estratégicos para o programa, já que poderão vivenciar no trabalho voluntário situações que contribuirão para sua formação profissional. Mas estudantes de outras áreas que estiverem interessados também podem se candidatar.

REQUISITOS - Para ser voluntário é necessário ter mais de 18 anos e disponibilidade de quatro horas diárias para o trabalho entre os dias 12 de junho e 13 de julho deste ano. O treinamento será composto de dois módulos, um virtual e outro presencial. Serão ministrados cursos sobre hospitalidade, turismo, história do futebol, megaeventos, segurança, primeiros socorros, meio ambiente, inglês, espanhol, italiano, francês, turismo, cidade-sede, mobilidade, estratégias do evento e a importância de ser voluntário.

O secretário Extraordinário da Copa (Secopa), Maurício Guimarães destaca que “pessoas do mundo inteiro chegarão a Cuiabá e nossos voluntários serão os primeiros a ter contato com esses torcedores e turistas”.

O Brasil voluntário é uma iniciativa do Governo Federal e acontecerá em todas as cidades-sede onde serão realizados jogos da Copa do Mundo. Mais informações pelo site www.brasilvoluntario.gov.br. Com informações da Secopa

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Ensino – Aprendizagem: Os Múltiplos Desafios


Vanessa Sanceverino Esteves
 Há tempos, a avaliação era motivo para medo, tensão e ansiedade. Hoje em dia, as idéias em relação a este processo mudaram bastante, podendo evoluir ainda mais. O que se precisa fazer é escolher o método avaliativo ideal para cada grupo em questão. Sendo assim, o processo será melhor aproveitado tanto pelo educador como para o educando.

O educador precisa estar atento ao grupo analisado, percebendo que o desempenho do aluno pode ser mensurado pela maneira com que se trabalham os conteúdos, na sua participação nas aulas, no contato com o grande grupo, etc. Através dessa observação o educador pode ver onde há dificuldades e também as vitórias da turma, podendo escolher qual é a melhor forma de trabalhá-las. Acima de tudo, o crescimento pessoal e em grupo do aluno deve ser levado também em conta, não só a nota atribuída a ele através de métodos avaliativos escritos.

É importante para o educando saber como será avaliado no decorrer dos trabalhos em sala, e também quais os critérios utilizados pelo educador nesse momento. Estando por dentro desse contexto, haverá maior empenho e preparação do aluno. Nestes casos, o processo avaliativo tende a ser mais bem sucedido tanto para o professor como para o aluno, além de tudo pode-se interpretar de forma mais clara os resultados alcançados no processo ensino-aprendizagem.

Mas o grande passo para o processo avaliativo de sucesso consta em inovar sempre. Buscar esses métodos analisando a realidade do aluno, facilita muito na escolha da melhor forma avaliativa. Desmistificando o “terror” do processo avaliativo, o professor alcançará os resultados positivos e esperados com mais facilidade e aproveitamento. Importante ainda dizer que o aluno deve ter oportunidade de participar da elaboração das regras, dos limites, dos critérios de avaliação, das tomadas de decisão, além de assumir pequenas responsabilidades.

Um processo avaliativo interessante são os seminários, onde é possível uma troca rica de vivências e experiências. O conteúdo trabalhado pode ser mais bem explanado e discutido de forma simples, informal e completa.   A auto-avaliação pode ser muito proveitosa também. O aluno torna-se crítico e analisa seu processo de aprendizagem. Essa análise faz o aluno perceber onde há dificuldades e também os pontos fortes nesse processo. Além disso, o professor pode sugerir atividades para melhoria dessas dificuldades, e não corre o risco de ser injusto em alguma avaliação.

Essa forma avaliativa pode ser através de questionários, de conversas no coletivo ou de entrevistas individuais. Pretende-se que ela ajude o aluno a criar senso de responsabilidade, o faça exercitar a capacidade de autocrítica, que o instigue a refletir sobre sua conduta. Este é realmente o papel da auto-avaliação.

Os conselhos de classe são uma forma de melhorar o trabalho docente em sala e também adaptar o currículo da forma mais flexível para o grupo. Nas reuniões pode haver a troca de experiências entre os educadores e também diversas opiniões sobre os alunos em questão. Uma sugestão para enriquecer ainda mais essas reuniões é interagir com a família do aluno. A troca de experiências família x escola pode ser muito produtiva quando o assunto é avaliação. As escolas deveriam investir nessa interação sempre que possível.

A avaliação é um dos meios pelos quais podemos conhecer os alunos. Ela permite acompanhar os seus passos no dia-a-dia. Descreve as trajetórias, seus problemas e suas potencialidades, favorecendo que o trabalho de ensino-aprendizagem se dê de forma coerente com os objetivos e desejos de professores e alunos.

É muito simples tratar a avaliação ao nível de importância de seus instrumentos. Alguns teimam em entender por avaliação os tipos de provas, de exercícios, de testes, de trabalhos etc. Mas a avaliação deve ser vista como um processo amplo da aprendizagem, indissociável do todo, envolvendo responsabilidades do professor e do aluno. Ao tratar a avaliação dessa forma, percebemos seus verdadeiros propósitos, sua relação com o ensinamento, seu aspecto formativo e contínuo no processo educacional da atualidade.


Vanessa Sanceverino Esteves é Coordenadora do DC na Sala de Aula
Publicado no Suplemento DC na Sala de Aula  

Por uma semana pedagógica de fato transformadora

Francisca Romana Giacometti Paris - frgparis@editorasaraiva.com.br

Pedagoga, mestra em Educação e diretora de serviços educacionais do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.


Neste início de ano, todo gestor educacional certamente já está se preparando para o ano letivo. Fazem parte dessa lista de ações, provavelmente, uma semana pedagógica, um curso, um evento, que marcarão a volta dos professores e o início do ano letivo. Claro, não há nada de errado em realizar momentos de formação como esses. Ocorre que muitas vezes tais semanas acontecem de modo inercial, formal, sem muita reflexão, foco e conexão com a realidade da escola. A consequência é que se alocam tempo e recursos que poderiam ser mais bem utilizados.

Por isso, aqui seguem algumas dicas para quem quer transformações mais efetivas na vida escolar. A primeira questão, que deveria ser óbvia, é sobre o contexto em que acontecem as semanas pedagógicas. São eventos isolados ou fazem parte de um plano geral de formação? Se sua escola não tem uma política de formação continuada, com começo, meio e fim, está na hora de começar a pensar nisso. Não é um evento isolado no começo do ano que garantirá qualquer melhoria mais profunda em seu corpo docente e na instituição de ensino.

Pense que a semana pedagógica deve responder a questões de sua realidade. Quais são os dilemas que sua instituição vive? O que é necessário melhorar? Para que direção você, gestor, gostaria de sinalizar, escolhendo este ou aquele tema, este ou aquele palestrante? Essa intencionalidade deve fazer parte da ação formativa que será proposta aos professores.

Uma vez definidos o tema e a abordagem esperada, não se preocupe em contratar os palestrantes mais renomados. Pense no resultado que espera e procure especialistas que tenham experiência de sala de aula, que saibam conciliar teoria e prática.

Pense também no formato do evento. Muitas vezes, uma oficina pode ser mais indicada que uma palestra – se o tema for, por exemplo, ligado à tecnologia. Outras vezes, dinâmicas são indicadas. Isso também depende do resultado que você espera colher: formação, motivação, trabalho em equipe etc.

Lembre-se de que sua escola não é composta apenas de docentes. A formação deve ter um olhar específico para o corpo de gestores (como o diretor, o coordenador, os orientadores, enfim, as principais lideranças). É importante pensar em situações de formação focadas nos gestores, que têm um papel insubstituível em qualquer processo de aprimoramento ou mudança. Isso pode requerer ocasiões reservadas, em outro tempo e espaço que precisam ser previstas.

Por fim, lembre-se de que nenhum palestrante substitui a pessoa do gestor. É preciso haver um diálogo franco, olho no olho, entre os gestores e sua equipe. Os educadores esperam uma relação direta com as lideranças, o que certamente se refletirá no vínculo que têm com a instituição.

Essas são apenas algumas reflexões, e cada gestor pode escolher aquelas que se aplicam melhor à sua própria realidade. Mas há algo que diz respeito a todos: muitas vezes, preocupamo-nos em trazer formadores externos e nos esquecemos de nos certificar se nossa equipe conhece bem, pelo menos, o projeto pedagógico de nossa própria escola. Não conhece? Pois, então, a hora é esta. 

MT - Academia Mato-grossense de Letras ganha três novos imortais

Da Redação - Stéfanie Medeiros

  
Acadêmicos na eleição deste sábado (01), em sala na Casa Barão de Melgaço


A Academia Mato-Grossense de Letras (AML) ganhou na manhã deste sábado (01) três novos imortais. Na eleição realizada entre os 30 membros vivos da AML, Ivens Cuiabano Scaff, João Carlos Vincente Ferreira e Agnaldo Martins Silva foram os escolhidos para ocupar as cadeiras de número 7, 27 e 3, respectivamente.

A cerimônia começou às 8h com um café da manhã para parentes de antigos acadêmicos. As viúvas de Silva Freire, Clóvis de Melo, Natalino Ferreira Mendes, bem como a filha de Rubens de Mendonça, estavam entre os convidados. Às 9h, os acadêmicos começaram a eleição.

A AML estava até esta manhã com 10 cadeiras vazias. Hoje, mais três foram preenchidas. Durante a eleição, os acadêmicos vivos votam secretamente se acham ou não que o candidato em questão deveria ocupar certa cadeira. Se o candidato tiver a maioria dos votos, que no caso é necessário no mínimo 16, ele será um novo imortal.


(Cerimônia de queima de votos no quintal da Casa Barão de Melgaço, sede da AML)

Após a tradicional votação, os escolhidos foram anunciados e os votos queimados no pátio da Casa Barão de Melgaço, como dita a tradição e estatuto da academia. De acordo com o presidente da AML, Eduardo Mahon, as cerimônias de posse dos novos imortais acontecerão ao longo do primeiro semestre de 2014. A de Ivens Scaff está prevista para março, a de Agnaldo Martins Silva para maio e a de Joãi Carlos Vincente Ferreira para junho.

Os novos imortais da AML

A cadeira 7, previamente ocupada por Maria de Arruda Muller, tem agora como novo imortal o médico e poeta Ivens Cuiabano Scaff. Ives já publicou oito livros, sendo que seis deles são infanto-juvenis. Um de seus livros mais comentados é “Kyvaverá”, dedicado “a todas as pessoas a quem a simples menção do nome Cuiabá evoca vibrações felizes em seus corações”.

Previamente ocupada por Corsindo Monteiro da Silva, a cadeira 10 tem como novo ocupante Agnaldo Silva Martins, pós-doutor em literatura, ex-reitor a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e autor de mais de 10 livros. 


Já a cadeira que era ocupada por Ubaldo Monteiro, a de número 27, foi disputada na eleição de hoje por dois candidatos: Antônio Vital e João Carlos Vincente Ferreira. Na votação, Ferreira foi escolhido como novo imortal. João é autor de mais de vinte livros e idealizador do projeto “Memória viva”, cujo objetivo era a recuperação, registro e divulgação da memória histórica dos municípios de Mato Grosso. O programa foi ao ar na TV Brasil Oeste de 1991 à 2004.