sábado, 14 de abril de 2012

Unemat recebe inscrições para Mostra de Iniciação Científica no Pantanal

Redação 24 Horas News


A Universidade do Estado de Mato Grosso realiza a I Mostra de Iniciação Científica no Pantanal com a apresentação de trabalhos desenvolvidos por estudantes da Educação Básica de escolas públicas e privadas de Cáceres e municípios da região. As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de abril pelo professor orientador. A exposição dos trabalhos será no dia 17 de agosto em Cáceres.

A Mostra Científica é resultado do projeto “Revelando Novos Talentos”, desenvolvido pelo Centro de Educação e Investigação em Ciências e Matemática, que conta com professores dos cursos de Ciências Biológicas e Matemática da Unemat e também do Instituto Federal de Mato Grosso, campus de Cáceres.

O objetivo do evento é incentivar a investigação de fenômenos, conceitos e explicações sobre situações cotidianas, despertar o interesse dos alunos pela Ciência e matemática, consolidar o envolvimento da universidade e comunidade escolar, além de estimular a capacidade dos alunos para o trabalho em equipe, uma vez que cada trabalho deve ser elaborado por no mínimo três e no máximo quatro alunos sob a orientação de um professor.
Cada equipe pode inscrever somente um trabalho, mas o professor pode orientar mais de uma equipe. Para a inscrição é necessário que o professor orientador leve o termo de autorização para a publicação nos anais do evento, e preencha e entregue um projeto contendo as informações sobre o trabalho que será apresentado no dia da Mostra Científica.

O professor Marcos Borges, que coordena o projeto Revelando Talentos, explica que a inscrição não tem qualquer custo para os alunos e professores orientadores, e que na medida do possível a Universidade vai contribuir para que os projetos e experiências sejam executados fornecendo materiais necessários. Além disso, o melhor projeto em cada ano da Educação Básica será premiado.

O período das inscrições é até o dia 20 de abril, no Departamento de Matemática da Unemat, campus de Cáceres, no horário das 14h30 às 17 horas e das 19h às 22 horas. Mais informações por e-mail: ceicim@unemat.br ou pelo telefone: (65) 3221-0510 .

UFMT oferece vaga para professor substituto da Faculdade de Direito


Redação 24 Horas News



A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece uma vaga para professor substituto da Faculdade de Direito (FD), campus de Cuiabá, na área de Direito Civil e Processual/Prática Jurídica. Os candidatos devem ter graduação em Direito, regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mato Grosso (OAB/MT), e disponibilidade para trabalhar em regime de 40 horas semanais, nos três períodos.

As inscrições serão realizadas nos dias 23 e 24 de abril, das 8h às 11h e das 18 h às 21h. Os interessados deverão procurar a secretaria da Faculdade de Direito, munidos da documentação pessoal, curriculum vitae documentado e declaração de não ter sido contratado por nenhuma instituição de ensino superior nos últimos dois anos.

O processo de seleção será feito nos dias 25 e 26 de abril, por meio de análise de currículo e entrevista. O resultado será divulgado no dia 30 de abril.

Outras informações pelo telefone (65) 3615 8541.

Estudo mostra que trabalho em equipe tornou o ser humano mais inteligente

Mariette Le Roux
da AFP em Paris



Se o ser humano desenvolveu com o tempo um cérebro tão grande isso se deu talvez porque ele foi obrigado a cooperar com seus congêneres e porque precisou aprender a trabalhar em equipe, segundo um estudo publicado na última quarta-feira (11) pela revista Proceedings of the British Royal Society.

Em comparação com o de seus antecessores hominídeos, o cérebro do 'Homo sapiens' pode ser visto como o de um gigante, mas os cientistas, apesar de seus cérebros superdesenvolvidos, nunca puderam explicar porque evoluiu assim.

Segundo pesquisadores irlandeses e escoceses, a resposta pode ser muito simples: para sobreviver, o ser humano precisou cooperar com seus semelhantes e, portanto, precisou se dotar de um cérebro suficientemente grande para navegar na complexidade das relações sociais.

Para realizar o estudo, projetaram um modelo informático que reproduzia o cérebro humano, no qual a rede de neurônios era capaz de evoluir para responder a uma série de desafios sociais.

Depois, submeteram este cérebro virtual a dois cenários.

No primeiro, dois delinquentes foram detidos pela política e cada um podia decidir se denunciava ou não seu cúmplice. No segundo, ambos indivíduos, presos em um carro coberto pela neve, deveriam avaliar a situação para determinar se uniriam suas forças para escapar ou se deixariam simplesmente o outro agir.

Em ambos os casos, um dos indivíduos pensava que pode obter mais benefícios sendo egoísta. O caso é que, quanto mais seu cérebro evoluía, mais o indivíduo estava disposto a cooperar, descobriram os pesquisadores.

"Com frequência cooperamos dentro de grandes grupos de indivíduos que não se conhecem e isso exige capacidades cognitivas para determinar quem está fazendo o que e para ajustar nosso comportamento em função disso", disse à AFP um dos autores do estudo, Lucas McNally, do Trinity College de Dublin.

A cooperação não é totalmente desinteressada e frequentemente é resultado de um cálculo para avaliar os benefícios, sobretudo a esperança de uma devolução de favores, afirma McNally.

"Se você coopera e eu sou enganado, na próxima vez você pode dizer: 'ele enganou da outra vez, e por isso deixo de cooperar com ele'. Devemos cooperar para poder seguir nos beneficiando da cooperação", resume o pesquisador.

Segundo ele, o trabalho em equipe e a potência cerebral estimulam uns aos outros. "A mudança para sociedades mais cooperativas, mais complexas, pode levar à evolução de um cérebro maior. E com o aparecimento de níveis de inteligência mais elevados, constatamos que a cooperação vai muito além".

No entanto, há limites físicos para a cooperação, relativiza Robin Dunbar, antropólogo especializado em evolução na Universidade de Oxford.

"O tamanho atual de nosso cérebro limita o tamanho da comunidade com a qual podemos interagir, aquela a qual sentimos que pertencemos", indicou a AFP

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fazendo melhores escolhas

Lair Ribeiro

À medida que você começa a ter mais contato com os seus sentimentos, transformações decisivas começam a ocorrer na sua auto-estima e, em conseqüência, no seu sucesso.

Use seus próprios olhos. Escute seu próprio coração. Decida você mesmo aonde quer chegar. Quando outros o fazem isso por você, a recompensa nunca será sua.

Às vezes você acha que está quase concretizando alguma coisa importante na sua vida, mas, de repente... Quando tudo estava preparado para dar certo, alguma coisa sai errado. Você não entende por que, mas é reprovado em um concurso importante para sua car­reira ou não consegue aquela promoção que estava para sair.

Na hora H, você sempre comete alguma falha que não sabe explicar. E, depois, fica se perguntando: Onde é que estava o erro? Por que será que não deu certo?

Mesmo não percebendo, alguma coisa estava deslocada na sua mente. Pode ser que você tenha usado o hemisfério direito do seu cérebro em uma si­tu­a­ção que o esquerdo seria mais eficiente, ou vice-versa. Mas, o mais provável é que seus próprios valores de auto-estima estivessem deslocados na sua mente.

Trabalhando contra você

As coisas se encaminham da melhor forma possível. Chega, finalmente, a oportunidade para conseguir a tão esperada promoção e você só precisa se colocar como um profissional competente para que o seu chefe se decida. Porém, no seu inconsciente, sem que você saiba, ainda é forte a observação negativa feita pelo seu pai quando você era criança: “Você é tapado, você não serve para estudar”.

Sabe o que vai acontecer na hora H? — Você vai falhar!

Você acha que isso não faz sentido? Então, me responda: Se eu colocar uma tábua larga no chão e pedir-lhe que caminhe sobre ela, não tenho dúvida de que você o fará. No en­tan­to, se eu colocar a mesma tábua entre dois prédios de vinte andares e lhe pedir a mesma coisa, estou certo de que você não andará sobre ela. Mesmo que eu lhe assegure que não vai ter sol atrapalhando a sua visão, nem vento ou qualquer outra coisa que possa incomodar.

Sabe por que você não caminharia sobre a tábua no alto de dois prédios de vinte andares, mesmo sabendo que ela tem largura suficiente para você movimentar-se sobre ela? Porque surge uma voz de dentro de você que diz: “Cuidado! Você pode cair”. Então, você começa a tremer e perde a confiança em si mesmo.

As mensagens gravadas em nosso inconsciente interferem em nossa segurança. Se forem negativas, criam limitações. Por outro lado, se forem positivas...

A limitação é o resultado de uma mensagem negativa que está codificada em nossa mente.

Ter a auto-estima abalada na in­fância não depende apenas de ter tido um pai muito severo. Os adultos, mesmo sem perceber, submetem a maioria das crianças a inúmeras ofensas. Tais ofensas podem abalar profundamente o amor-próprio e a autoconfiança dessas crianças. Então, quando adultas, inconscientemente, elas se sentem meio bobas, incapazes, indesejadas, desajeitadas, incom­pe­tentes, enver­go­nhadas e criticáveis. É como se continuas­sem, às vezes, sen­do frágeis crianças no meio de adul­tos poderosos.

Londres proíbe anúncio que oferece 'cura para gays'

As autoridades de transporte de Londres proibiram um anúncio veiculado nos ônibus da cidade que sugeria que gays poderiam ser curados.

A campanha, uma paródia de uma iniciativa do grupo pró-gay Stonewall ("Algumas pessoas são gays. Aceite isso"), afirma que terapias poderiam mudar a orientação sexual.

Com o enunciado "Não gay! Pós-gay, ex-gay e orgulhoso. Aceite isso!", a campanha seria veiculada nos ônibus na próxima semana.

Mas a autoridade de transporte londrina, Transport for London (TfL), baniu o anúncio após reclamações.

'TOLERANTE E INCLUSIVA'

A Core Issues Trust, grupo cristão que está por trás da campanha banida, afirmou que a decisão constitui censura. O TFL, no entanto, argumentou que os anúncios não refletiam uma Londres "tolerante e inclusiva".

"Os anúncios não estão nem estarão em qualquer dos ônibus da cidade", disse um porta-voz da autoridade.

Desde abril, 1.000 ônibus londrinos exibem os anúncios promovendo o casamento entre pessoas do mesmo sexo, a campanha "Algumas pessoas são gays. Aceite isso".

Já os pôsteres bancados pela entidade cristã Anglican Mainstream e contratados junto às empresas de ônibus pelo grupo cristão Core Issues seriam veiculados em cinco rotas centrais de ônibus, incluindo destinos altamente turísticos e centrais como a Catedral de St Paul, Oxford Street, Trafalgar Square e Piccadilly Circus.

'CANAIS CORRETOS'

O porta-voz da Stonewall, Andy Wasley, ressaltou que "não há anúncios promovendo vudu para curar gays em Londres", em uma crítica às entidades cristãs.

O prefeito Boris Johnson afirmou: "É claramente ofensivo sugerir que ser gay é uma doença da qual as pessoas se recuperam e não estou disposto a ver isso circulando nos ônibus da cidade".

Já o co-diretor da Core Issues Mike Davidson afirmou não ter se dado conta de que a censura estava em vigor na capital. "Usamos todos os canais corretos e fomos aconselhados pelas empresas de ônibus a seguir seus procedimentos. Eles nos deram OK e, agora, vetaram".




Fonte: FOLHA.COM| BBC BRASIL

Católicos reagem contra relator de ação sobre anencefalia no STF

Um grupo de católicos acompanhado de representantes espíritas e evangélicos recorreu à Presidência do Senado na manhã desta quarta-feira contra o ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação que pretende liberar o aborto no caso de fetos anencéfalos.

O grupo acusa Marco Aurélio, favorável à autorização do aborto nesses casos, de crime de responsabilidade por ter antecipado a opinião que daria na presente ação em entrevistas à imprensa, em 2008.

Segundo Felipe Nery, representante do bispo de Juiz de Fora, o grupo considera que houve quebra de decoro e quer a cassação de Marco Aurélio.

"Ele não poderia ter emitido juízo de valor. E a Constituição Federal diz que compete ao Senado julgar um ministro do Supremo por crime de responsabilidade", diz Paulo Fernando Melo, integrante do movimento pró-vida e família.

Dom Luiz Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, viajou a Brasília para acompanhar o julgamento e encabeçou o grupo, que conseguiu uma audiência com o presidente do Senado, José Sarney. O encontro ocorreu enquanto Marco Aurélio lia seu voto no STF (Supremo Tribunal Federal), do outro lado da rua do Senado.

Para dom Luiz, a autorização do aborto no caso de anencéfalos seria "um desastre e uma afronta à dignidade da pessoa humana, cujo primeiro direito é a vida".

O deputado federal católico Eros Biondini (PTB-MG), que participou do encontro, disse que um documento assinado por bispos foi entregue ao presidente do Senado. "É um absurdo [a eventual liberação do aborto], agride a Constituição, que prevê a defesa da vida como inviolável."

Segundo a Folha apurou, Sarney disse ser contra o aborto, mas reafirmou a independência entre os Poderes. Apesar do pedido específico levado ao Senado, o grupo tem consciência que o mais provável é conseguir apenas destacar seu ponto de vista.

O ministro Marco Aurélio já havia se posicionado sobre a questão em 2004, quando concedeu uma liminar autorizando o aborto no caso de anencéfalos.

VOTAÇÃO

O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo em julgamento no STF, votou a favor da antecipação terapêutica do parto na manhã desta quarta-feira.

"O ato de obrigar a mulher a manter a gestação [de feto anencéfalo], colocando-a em espécie de cárcere privado em seu próprio corpo, desprovida do mínimo essencial de autodeterminação, assemelha-se, sim, à tortura e a um sacrifício que não pode ser pedido a qualquer pessoa ou dela exigido", disse o ministro.

Somente ele votou até o momento. Em um voto que durou mais de duas horas, Marco Aurélio se manifestou favorável à antecipação terapêutica do parto no caso de fetos comprovadamente anencéfalos.



Fonte: FOLHA.COM

A Juventude quer mais!


A Cuiabá que queremos e que podemos construir deve ser uma capital onde a juventude possa ter mais segurança e a polícia tenha uma atuação mais cidadã, sendo parceira e não inimiga dos jovens; que tenha uma educação de melhor qualidade e em quantidade


ANA FLÁVIA



Há 293 anos, em 8 de abril de 1719, o bandeirante Pascoal Moreira Cabral assinava a ata de fundação de Cuiabá, no local conhecido como Forquilha, às margens do rio Coxipó, garantindo assim os direitos pela descoberta à Capitania de São Paulo.

Em 1726, chega à região o capitão-general governador da Capitania de São Paulo, Rodrigo César de Menezes, como representante do Reino de Portugal.

No dia 1º de janeiro de 1727, Cuiabá é elevada à categoria de vila, com o nome de Vila Real do Senhor Bom Jesus de Cuiabá. Quase um século depois, em 17 de setembro de 1818, foi alçada à condição de cidade. E, em 28 de agosto de 1835, torna-se a capital da então província de Mato Grosso.

Do período de sua fundação até hoje, nossa capital passou por inúmeras transformações e foi palco dos mais importantes acontecimentos políticos, culturais, religiosos, esportivos e sociais.

Com a força do seu povo, foi possível cultivar e preservar inúmeras tradições. Impulsionada pelo desenvolvimento, acolhe fraternamente todos e todas que aqui escolhem para viver e trabalhar.

É certo que a nossa jovem capital precisa melhorar muito para que a nossa gente possa desfrutar de seus encantos e belezas. Do ponto de vista da juventude, segmento no qual me incluo e defendo com muita atitude, são inúmeras as nossas reivindicações.

A Cuiabá que queremos e que podemos construir deve ser uma capital onde a juventude possa ter mais segurança e a polícia tenha uma atuação mais cidadã, sendo parceira e não uma inimiga dos jovens; que tenha uma educação de melhor qualidade e em quantidade que permita a inclusão de mais jovens, em especial, no ensino superior público; que implante uma política agressiva de criação de emprego e renda, investindo maciçamente na formação profissional e tecnológica e com programas de inclusão dos jovens no mercado de trabalho; que estabeleça políticas públicas culturais permanentes direcionadas à juventude, tendo ética, estética e economia como pilares.

Com a criação de um mecanismo específico de apoio e incentivo financeiro aos jovens (bolsas) para formação e capacitação como artistas, animadores e agentes culturais multiplicadores; que ampliem os espaços para a prática do esporte e lazer, de forma descentralizada e com prioridade às regiões mais carentes; que adotem canais que permitam uma maior participação popular nos rumos da administração pública, em especial da juventude.

Com a criação do Conselho Municipal de Juventude, eleito democraticamente, com caráter deliberativo, com a garantia de recursos financeiros, físicos e humanos e a constituição do Fundo Municipal de Juventude, com acompanhamento e controle social, indispensável para promover e financiar ações de interesse da juventude; que dinamize e implante políticas públicas juvenis com recorte étnico/racial e com respeito à livre orientação afetivo-sexual, entre outras.

Assim, nós jovens parabenizamos a Cuiabá do presente e nos empenhamos na construção da Cuiabá do futuro, onde possamos estudar, trabalhar, nos divertir e amar sem preconceitos e discriminação.

Viva os 293 anos de Cuiabá!

Viva a juventude, presente e futuro de nossa capital!

(*) ANA FLÁVIA é estudante de Serviço Social da UFMT, presidente estadual da União da Juventude Socialista – UJS/MT, vice-presidente do PCdoB de Cuiabá e foi candidata a Deputada Federal em 2010, alcançando 23.718 votos.

Feminismo

Ana Emília


A partir da revolução francesa que surgiu do movimento feminista, quando em 1789 algumas mulheres se encorajaram e denunciaram a sujeição em que eram mantidas e que se manifestava nas esferas jurídica, política, econômica, educacional e pessoal, essas atitude desencadeou uma convulsão social que pôs a prova o sistema político e social, vigente na França e no resto do Ocidente.

A escritora e militante feminista Olympe de Gouges redigira um projeto de declaração dos direitos da mulher, inspirada nas idéias poéticas e filosóficas do Marquês de Condorcet, enquanto os revolucionários proclamavam uma declaração dos direitos do homem e do cidadão. As francesas criaram inúmeros clubes de ativistas femininas e participaram ativamente da vida política desde o início da revolução. Em 1792, encabeçada por Etta Palm, uma delegação foi até a Assembleia para exigir que as mulheres tivessem acesso ao serviço público e às forças armadas; essa exigência não foi atendida e o movimento feminino foi suprimido pelo presidente do Comitê de Salvação Pública que proibiu as mulheres se associassem a clubes, e o projeto de igualdade política de ambos os sexos foi arquivado.

Em 1848, a França conheceu nova revolução e, como a anterior, sacudiu as bases da ordem estabelecida e mais uma vez os clubes feministas proliferaram no país. As mulheres agora reivindicavam não só a igualdade jurídica e o direito a voto, mas também a equiparação de salários. Essas novas exigências se explicavam pelas transformações da sociedade européia da época, que com a crescente industrialização, as mulheres dos meados do século XIX foram cada vez mais abandonando seus lares para empregarem-se como assalariadas nas indústrias e oficinas. Iniciava-se, assim, a dura realidade da mulher no mercado de trabalho: se os operários da época já eram mal remunerados, as mulheres recebiam menos ainda. Era mais vantajoso dar emprego às mulheres que aos homens, e, assim, estes últimos viram-se envolvidos em uma desleal concorrência com o sexo oposto e como conseqüência dessa resistência surgiram movimentos de oposição ao trabalho feminino.

Nesse panorama, despontam dois fenômenos importantes: o primeiro, a partir do momento em que as mulheres se mostraram capazes de contribuir para o sustento de suas famílias, não foi mais possível tratá-las apenas como donas-de-casa ou objetos de prazer; e o segundo, as difíceis condições de trabalho impostas às mulheres conduziram-nas a reivindicações que coincidiam com as da classe operária em geral. É, a partir, dessa época que data a união entre a relação do feminismo com os movimentos de esquerda.

A bióloga e zoóloga Berta Lutz foi a principal líder do movimento feminista brasileiro, quando em 1922, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, essa organização tinha entre suas reivindicações o direito de voto, o da escolha de domicílio e o de trabalho, independentemente da autorização do marido. Nuta Bartlett James, outra importante líder feminina participou das lutas políticas do país na década de 1930 e foi uma das fundadoras da União Democrática Nacional (UDN). Com advento da pílula anticoncepcional, na década de 1960, permitiu uma libertação dos comportamentos sexuais antes restritos à monogamia e às relações matrimoniais, paralelamente, o meio intelectual também passou a se voltar para a essa questão com a difusão de livros de autoras que se interessavam em desconstruir o papel da mulher na sociedade.

As intervenções dos movimentos feministas têm contribuído significativamente para o reconhecimento da diversidade quando da elaboração das políticas públicas e da organização do Estado. O feminismo propõe um projeto de sociedade alternativa e coloca como objetivo uma transformação profunda, da ordem patriarcal e de seu poder regulador, em nome de princípios de igualdade, de equidade de gêneros e de justiça social.

Ana Emilia Iponema Brasil Sotero é professora, advogada, doutoranda em Ciências Jurídicas e Sociais, palestrante sobre violência de gênero, presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso e escreve exclusivamente para este blog toda sexta-feira - soteroanaemilia@gmail.com - http://facebook.com/AnaEmiliaBrasil

Unemat Pasta libera pagamento de bolsas

Glaucia Colognesi


Depois de um jogo de empurra-empurra que durou quase um mês envolvendo o reitor da Unemat, Adriano Silva, o ex-diretor da Fapemat João Valente e o ex-secretário de Ciência e Tecnologia, Adriano Breunig, enfim, a Secitec anunciou a liberação de mais de R$ 136 mil para o pagamento de 100 bolsas de iniciação científica e projetos de extensão aos estudantes da universidade.

A medida atende, em partes, as reivindicações dos alunos. Isso porque o recurso liberado é referente ao período retroativo dos últimos dez dias de dezembro de 2011 até março deste ano. Portando, a partir da data em que foi assinado o Termo de Cooperação da Secitec com a Unemat e não desde agosto, quando foi feito o processo seletivo dos universitários beneficiados. O pagamento será feito através da Fapemat, vinculada a pasta.

O atraso no pagamento das bolsas e na assinatura do Termo de Cooperação se tornou polêmica quando os graduandos fizeram panelaço pelas ruas de Sinop no fim de semana que antecedeu o dia 19 de março. Com cartazes em punho, eles fizeram muito barulho ao protestar contra o atraso de sete meses no pagamento das bolsas, reivindicar melhores estruturas e condições de estudo e exigir a realização de concurso para docentes. Foi a partir daí que começou a troca de acusações entre as autoridades envolvidas que não assumiam a responsabilidade pela demora no pagamento.

A secretária Aurea Regina declarou que esta era uma de suas prioridades ao assumir o comando da pasta. “Nesse primeiro momento nossa meta era trabalhar para potencializar as ações desencadeadas pelas gestões anteriores e liberar esse recurso”, ressaltou. A responsável pela pasta ainda afirma que agora a Secitec irá se mobilizar no sentido de dar regularidade aos pagamentos.

Em MT, alunos são submetidos ao vexame escolar e ninguém assume culpa

Leandro Nascimento
de Confresa

BBnews

Situação de escola estadualizada em Mato Grosso
Alunos ironizam a situação e se queixam do caos



Sala de aula insalubre, quente, muito quente e condições subumana. Assim é a escola - ou um projeto de escola – do Governo do Estado na cidade de Confresa, localizada a 1.260 quilômetros de Cuiabá, na região do Norte Araguaia. O estabelecimento escolar foi estadualizado em 2010 no intuito de desafogar as responsabilidades do município sobre a educação. No entanto, o caos a que os estudantes estão submetidos é um vexame para o Governo. Falta dignidade.

A diretora Jaqueline Rodrigues considera difícil dirigir uma escola que praticamente não existe na prática, só no papel. “É complicado, não temos espaço físico, não tem cadeira para os alunos sentar, a maioria dos alunos estudam utilizando mesas de refeitórios que não é adequada, enquanto as obras da nossa escola está paralisada”, disse a diretora.

“Queremos só o mínimo, um espaço que podemos estar dentro e chamarmos de escola, o prefeito entrou com a contra partida do madeirite para cercamos essa garagem e transformarmos em escola, mas é muito apertado e muito quente”, reclama a diretora.

A “virtual” escola atende 145 alunos da comunidade Jacaré Valente a cerca de 50 quilômetros da sede do município de Confresa. “Ficamos contente com a estadualização na época, mas hoje estamos descontentes em vermos a diferença como a educação aqui no campo é tratada” - disse o professor Denival Pereira.

Ao lado da escola de tábua com as paredes caindo e uma casa alugada e transformada em Secretaria da escola e a garagem transformada com madeirites em sala de aula improvisada tem uma construção abandonada desde 2008 por problemas com a licitação da empreiteira e com problemas na gestão de aproximadamente R$ 18 milhões do PAC que seriam para construir escolas, estradas e assistências aos Projetos de Assentamentos. Esse dinheiro se encontra travado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) enquanto os alunos sonham em ter uma escola de verdade para estudar.
A aluna Aline Lima disse que alunos saem de casa 4 horas, andam mais de três quilômeros a pé para chegarem na escola. “Usamos uma Van do município e é muito apertada. É um aluno pisando em cima do pé do outro, é complicado”, disse ela. Já a aluna Andressa Mendes não sabe definir o termo escola. “Nós não temos escola… Estudamos em uma casa, a gente não tem uma sala para estudar, não temos uma iluminação correta, o ambiente não é correto, não tá fácil” definiu a aluna.

Segundo informações da Secretária Estadual de Educação (Seduc), a escola da comunidade Jacaré Valente ainda não está legalmente estadualizada, e que é de responsabilidade do município as estruturas físicas até que as obras do PAC sejam finalizadas.

A assessoria ainda informou que até dezembro o INCRA concluirá a escola de alvenaria que está paralisada, segundo termo de acordo assinado entre a Seduc e o INCRA, e será quando o Estado assumirá a escola da comunida Jacaré Valente, por enquanto somente as escolas da Vila Lumiar e Pé de Cajú estão sob a responsabilidade do Estado.

MT- Escolas serão orientadas para conduzirem situações que envolvam violência

Redação 24 Horas News


No primeiro semestre deste ano será publicada a cartilha do programa Paz na Escola. O material chegará nas 736 escolas da rede estadual. Nesta quinta-feira (12.04), integrantes da rede de proteção e atendimento a crianças, jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social discutiram os contornos finais do projeto para viabilizar a publicação ainda neste semestre.

A coordenadoria de Projetos Educativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT) promoveu um amplo debate entre os atores envolvidos na rede para a formatação do material orientativo, que é uma das 16 estratégias previstas pelo Programa Paz na Escola, da Seduc. De fácil pesquisa, a publicação trará uma lista de situações que podem ser encontradas e quais são as medidas a serem adotadas para a resolução de cada uma delas.

“A ideia é bem simples, mas ousada. Vai possibilitar que os gestores saibam como proceder. A quem recorrer nos mais distintos momentos. Percebo que há um grande esforço para mudanças. É um material que jamais poderá ficar guardado. Acredito que essa disseminação do conhecimento propiciará mudanças. A semente tem de ser plantada’, defende o delegado Paulo Araújo, que é o titular da Delegacia Especializada no Adolescente (DEA).

O envolvimento da família e o conhecimento sobre como se dá atuação da rede de atendimento e proteção é uma das preocupações do secretário geral dos Conselhos Tutelares de Cuiabá, Rivail de França Barboza. “Os pais são os grandes responsáveis e precisamos atingir esse público com informações. A educação é preponderante no fortalecimento do sistema”.

Janaína Pereira, coordenadora de Projetos Educativos, da Secretaria de Educação, citou que as práticas a serem implementadas começaram a sair do papel para serem executadas coletivamente. Mas, ponderou que são distintas as frentes de trabalho e que é necessária a demanda de tempo para que a transformação, de fato, ocorra. “Por isso estamos aqui hoje. Queremos o olhar crítico, as sugestões, o olhar de conhecimento construído com o passar do tempo”.

A formatação do material orientativo contou com representantes do Poder Judiciário, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Secretaria de Assistência Social de Cuiabá (SMASDH), Conselho Estadual de Políticas Públicas contra Entorpecentes (Conen/MT), dentre outros.

Doutoranda da UFMT recebe Bolsa Sanduíche para estudar no exterior

A aluna do Programa de Pós-Graduação em Física Ambiental do Instituto de Física da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Carolina de Rezende Maciel, foi contemplada com uma bolsa de doutorado com estágio no exterior, concedida pelo Programa Institucional de Bolsas de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) dentro do Programa Ciência sem Fronteiras. Ela vai para a Brunel University, em Londres, na Inglaterra, onde permanecerá por um período de um ano.

Orientada pela professora Marta Cristina de Jesus Albuquerque Nogueira, Carolina desenvolve a tese “Impacto das características físicas do ambiente urbano sobre a temperatura do ar na cidade de Cuiabá”, na linha de pesquisa “Análise Microclimática de Sistemas Urbanos”, que analisa e modela fluxos de energia em área edificada, praças e bosques em sistemas urbanos.

O Programa Ciência sem Fronteiras tem como objetivo apoiar a formação de recursos humanos de alto nível por meio de concessão de cotas de bolsas de doutorado sanduíche às Instituições de Ensino Superior que possuam curso de doutorado reconhecido pelo sistema federal.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

MEC divulga novas regras para concessão de descontos e bolsas

A concessão de descontos e bolsas pelas instituições de ensino superior participantes do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) deverá ser feita de acordo com as regras definidas na portaria n.º 87, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, 4.

O ato regulamenta a portaria n.º 2, divulgada em fevereiro deste ano, que disciplinou a divulgação de descontos regulares aos bolsistas e estudantes com financiamento.

São considerados descontos regulares e de caráter coletivo os valores deduzidos dos encargos educacionais praticados pela instituição para a totalidade dos estudantes, assim como para determinados grupos de estudantes que atendam a circunstâncias específicas para a sua concessão, de acordo com regras da instituição.

Para tornar as regras claras para os estudantes e as instituições, a portaria define o que são considerados descontos e bolsas. Entre os tipos de bolsas ofertadas estão aquelas instituídas pela própria instituição e concedidas por mérito acadêmico ou destaque em atividades da instituição, inclusive esportivas, e bolsas de incentivo a participação em projetos de iniciação científica ou extensão.

No caso dos descontos, será considerado desconto ordinário aquele concedido ao estudante até o último dia do mês fixado pela instituição para o pagamento regular da mensalidade. O desconto gradual é aquele concedido de acordo com o pagamento regular da mensalidade em datas pré-determinadas pela instituição; e o de antecipação é o desconto concedido pela instituição para liquidação antecipada dos valores da mensalidade. Todos os descontos deverão incidir sobre a parcela da mensalidade paga pelos estudantes financiados pelo Fies ou que tenham bolsa parcial do ProUni.

As instituições participantes dos programas terão prazo de 30 dias para editar ato próprio definindo todos os tipos de descontos e bolsas, assim como os critérios para a concessão. A portaria publicada nesta quarta-feira deverá ser divulgada pelas instituições a todos os estudantes matriculados, afixada em locais de atendimento e de grande circulação de estudantes, além de publicada no endereço eletrônico da instituição.

O objetivo da medida é impedir qualquer forma de discriminação, garantindo aos alunos contemplados pelos programas de bolsa e financiamento tratamento igualitário ao dos estudantes pagantes.

Acordo prevê vaga para professor-visitante na Universidade Harvard

O Brasil tem, a partir de agora, vaga permanente garantida na Universidade Harvard para um professor-visitante por ano. O acordo que institui a medida foi assinado por representante da instituição norte-americana e pelo presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães, na terça-feira, 10, no campus da universidade, em Cambridge, Estados Unidos. A seleção dos professores caberá à Capes.

“Queremos construir um Brasil do futuro, e uma parte dele pode passar por Harvard”, afirmou a presidenta da República, Dilma Rousseff, que participou da cerimônia de assinatura do acordo. Para ela, as relações no campo da educação, ciência e tecnologia não podem ter fronteiras.

Para Drew Faust, presidente (reitora) da Universidade Harvard, este é um momento de grandes possibilidades para a educação superior nos dois países. “Trabalharemos para sustentar o progresso da educação”, disse.

Na oportunidade, a Capes firmou novo convênio com a universidade norte-americana e com a Fundação Lemann para a ampliação do programa Ciência sem Fronteiras do Ministério da Educação brasileiro. Os acordos têm o propósito de estabelecer projetos conjuntos de pesquisa, parcerias universitárias, intercâmbio de pesquisadores, professores-visitantes e estudantes de graduação e pós-graduação, programas de treinamento de professores e formação em tecnologias educacionais.

Após a assinatura dos acordos, Dilma proferiu palestra na Harvard Kennedy School of Government, na qual abordou temas referentes à educação em todos os níveis. “Com nossos esforços para reduzir a desigualdade na educação, o Brasil seguirá na trajetória para estar à altura dos desafios que se apresentam”, afirmou.

Como avaliar um professor

Enviado por Fernando Reinach - O Estado de S.Paulo

Até que ponto é possível avaliar um professor medindo o aprendizado dos alunos? Um estudo desenvolvido nos EUA demonstrou que esse método, se bem aplicado, mede até a velocidade com que professores iniciantes melhoram seu desempenho.

Quando eu era estudante, os alunos eram avaliados todos os meses e ao final do ano. Isso ainda acontece, mas a avaliação dos alunos passou a ter uma segunda função: avaliar a qualidade dos professores e da escola. Esse sistema permite avaliar professores sem submetê-los a avaliações diretas. Talvez você não saiba, mas os professores, apesar de passarem a vida avaliando alunos, reagem violentamente quanto a escola ou o governo tenta avaliá-los diretamente.

Para esse fim, foram criados exames como o Enem. E com eles vieram as listas das "melhores" escolas secundárias e universidades. Seriam aquelas cujos alunos receberam as melhores notas nesses exames. Infelizmente, essa classificação pode ser enganosa. Ela parte do princípio de que todas as escolas recebem alunos com a mesma qualificação.

Imagine duas escolas. Em uma os alunos tiraram 10 no Enem e em outra, 8. Nas listas, fica implícito que a escola 10 é melhor que a 8. Mas isto só é verdade se ambas as escolas receberam, no início, alunos com a mesma formação.

Imagine que a escola 10 recebeu alunos que sabiam o equivalente a 7. Ela foi capaz de transformar 7 em 10 (eles aprenderam 3). Mas imagine que a escola 8 recebeu alunos que sabiam o equivalente a 2. Ela transformou alunos 2 em 8 (eles aprenderam 6). É fácil argumentar que a escola em segundo no ranking é aproximadamente duas vezes mais eficiente que a escola 10.

O fato é que não sabemos quais são as melhores escolas secundárias ou as melhores universidades. Esse fato não só distorce a avaliação, mas explica porque a maioria das escolas deseja receber os alunos mais bem preparados e se livrar dos mal preparados. A única maneira de não incorrer nesse erro é medir o conhecimento de cada aluno no inicio e no final do curso e avaliar os professores e as escolas em função do progresso obtido pelos alunos ao longo do curso.

Infelizmente, isso não está totalmente implantado no Brasil. Mas é isso que é feito em muitos Estados dos EUA. E foi utilizando esse tipo de dado que os pesquisadores estudaram o processo de melhora dos professores.

Nos EUA, a profissão de professor passou ser atividade de inicio de carreira. Se em 1988 o número de anos de experiência dos professores de ensino secundário era de 15, agora ela se aproxima perigosamente dos 3. Cinco anos depois de contratados, mais de 50% deles abandonaram a profissão. O resultado é que as crianças estão sendo educadas por professores inexperientes.

Daí a questão: quão rápido esses professores iniciantes melhoram sua capacidade de ensinar? Ou qual a perda sofrida pelo sistema educacional por causa da pouca experiência dos docentes?

Foram analisados os dados de 1,05 milhão de crianças avaliadas no início e no final de cada ano, para cada uma das matérias. Para cada criança, é conhecido cada professor e sua experiência anterior, seus colegas de classe e outros dados. Usando metodologias estatísticas, esses dados foram cruzados e as correlações estatisticamente significantes foram identificadas.

Os resultados mostram que em ciências exatas a capacidade dos professores de ensinar aumenta rapidamente durante os primeiros quatro anos de magistrado e depois se estabiliza. Para professores de matemática e biologia, esse aumento é menos significativo, mas também se estabiliza aos quatro anos. Os outros professores não melhoram tanto ao longo do tempo e sua eficiência inicial se mantém. E foi descoberto que os professores mais eficientes nos primeiros anos de carreira eram os que tinham maior chance de não se demitirem após cinco anos. Esses resultados explicam parte do fato de o ensino de ciências exatas piorar nos EUA.

Para nós, brasileiros, esse estudo demonstra como é possível dissecar o desempenho de cada professor analisando o dos alunos. Pena que avançamos tão devagar.

Fonte: Análiese do Corumbah

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Os alunos da rede estadual de ensino de Mato Grosso terão de fazer exames oftalmológicos



Exames devem ser realizados ao menos uma vez por ano.
Lei foi sancionada nesta semana pelo governador Silval Barbosa.

Pollyana Araújo
Do G1 MT

Os alunos da rede estadual de ensino de Mato Grosso terão de fazer exames oftalmológicos e otorrinolaringológicos pelo menos uma vez por ano, conforme prevê uma lei sancionada pelo governador Silval Barbosa (PMDB) nesta quarta-feira (4). Os exames deverão ser realizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no início do primeiro semestre de cada ano.

De acordo com a lei, os exames só poderão ser efetuados por médicos habilitados e, se for constatada alguma moléstia ou deficiência visual e auditiva, assim como quaisquer outras anomalias, o aluno deverá ser encaminhado para uma unidade de saúde apta a oferecer a assistência adequada.

A direção de cada escola deverá apresentar um relatório acerca dos exames em que o médico responsábel não tiver prescrito procedimentos corretivos ou tratamentos adequados. Além disso, deverá informar se os exames foram realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), bem como sobre as informações repassadas aos pais e professores.

As medidas pedagógicas adotadas pelos a fim de amenizar os efeitos negativos produzidos pela moléstia ou deficiência visual durante o processo de aprendizagem também deverão ser informadas. Caso os procedimentos visando corrigir a deficiência do estudante não forem realizados dentro de um prazo razoável, a direção da escola encaminhará um relatório a respeito do caso ao Conselho Tutelar da região.

A família em pauta na escola: mudanças do século XXI

Por: André Michel dos Santos

Vivemos em uma sociedade contemporânea perpassada pela revolução do conhecimento, da informação e de novas tecnologias. Ao mesmo tempo ironicamente, presenciamos o crescente processo de desigualdade social, o que acaba repercutindo diretamente na base familiar.

A família da atualidade, não é nem um pouco parecida com aquela que conhecemos do século passado, composta de pai, mãe e filhos, onde cada um desses membros tinha os seus papéis bem definidos. Encontramos em alguns casos a inversão de tudo, que até então conhecíamos, de valores, de funções, ou seja, onde antigamente se constituía como o papel do pai, ser chefe de família e prover o sustento da casa, hoje acaba ficando em muitos casos, a cargo dos filhos, especialmente aqueles “menores” e “bonitinhos”, pois estes conseguem comover mais fácil as pessoas e conseguir uns trocados nas sinaleiras ao final do dia. Não vou aqui me deter em explicar quais seriam os motivos que levariam essas famílias a chegarem nesta condição social.

E, é este um dos contextos, onde a escola deve intervir, ou seja, não é permissivo e nem coerente, que um pai que em toda a sua vida trabalhou, tenha que ser sustentado por seus filhos, e pior, pelas crianças. A escola tem um importante papel de não só propiciar formação para a cidadania às crianças e adolescentes, como também atingir as suas próprias famílias. inclusão

O setor educacional deve estar atento à realidade social vivenciada pelo aluno, e deve usar de estratégias e instrumentos que possam de alguma forma apontar caminhos para que essas realidades sociais sejam superadas pelas famílias, as quais se encontram em situação de vulnerabilidade social.

Refiro-me aqui aquele velho ditado “Não se deve dar o peixe, mas sim ensinar a pescar”, ou seja, possibilitar de alguma forma, através de projetos sociais, de um trabalho sistemático, de inserção social, de grupos com as famílias, dentre outros, um espaço, onde essas famílias possam se sentir capazes e fortalecidas a ponto de vislumbrar uma outra sociedade, onde seja possível a sua inclusão.

Deste modo, percebe-se que a família nunca esteve tão vulnerável às emergentes problemáticas sociais enfrentadas no seu cotidiano, incumbindo assim, aos trabalhadores da educação, a tarefa de propiciar condições de formação para a cidadania, de autonomia, de acesso e garantia aos direitos sociais, resultantes do processo de oportunidade, ensino-aprendizagem, reflexão e conscientização das famílias envolvidas.

Sobre o AUTOR:

Bacharel em Serviço Social - UNIFRA. Pós-Graduando em Gestão Educacional - UFSM; Assistente Social da Rede Marista de Educação e Solidariedade do Estado do Rio Grande do Sul.

MT- Alunos pagam a energia elétrica da escola para poder estudar

Agência da Noticia



Falta de infraestrutura esta é a palavra que define bem a situação vivida por 17 alunos da extensão da Escola Estadual Sol Nascente, que fica a 36 Km de Confresa, na região conhecida como Terra Rocha.

Na extensão escolar não tem energia elétrica própria, a eletricidade utilizada vem da igreja católica que fica próxima à escola, uma espécie de rabicho. O mais surpreendente é que parte de uma das contas de energia do ano passado foi paga pelos alunos e não pela SEDUC (Secretaria Estadual de Educação), além disso não tem bebedouro e nem banheiros.

“Ano passado a comunidade da igreja cobrou de nós estudantes para que pagássemos a conta, assim fizemos, mas este ano não iremos pagar conta nenhuma, pois este dever é da SEDUC” disse um dos alunos.

Para poder fazer suas necessidades fisiológicas alunos usam o banheiro de uma igreja vizinha da extensão, que não tem vaso sanitário e nem pia.

Em dias muitos quentes quando as temperaturas variam entre 35 e 39°, os alunos são obrigados a estudar embaixo de um pé de manga, pois na sala de aula não tem ventiladores, as aulas na unidade acontecem nas terças e quintas-feiras.

Já para poder beber água os alunos tem que trazer de casa em litros e garrafas térmicas. “Se quisermos beber água temos que trazer de casa, pois não há bebedor na escola”, desabafou um aluno.

“Aqui não tem banheiro, não tem água, nós usamos o banheiro da igreja que também está quase caindo e não tem como a gente estudar na sede, só estamos aqui porque temos vontade de estudar” explicou o aluno Juvenal Jesus dos Santos, de 41 anos.

Para o professor, Geaneis Pereira, que dá aula cerca de 2 meses , é desafio lecionar dessa forma. “É um desafio enquanto educador, a infraestrutura ajuda os alunos a ter um ensino melhor, dessa forma é um pouco desgastante”, disse o professor.

Segundo ele a solução para o problema seria oferecer transporte para os alunos para eles poderem estudar na sede. ‘’ Se houvesse um transporte para levar estes alunos para estudar na sede, resolveria o problema e não precisaria construir nada aqui”, explicou Geaneis Pereira.

Outro problema enfrentado pelos alunos é para chegar à extensão, as estradas vicinais do munícipio que dão acesso à unidade estão em péssimas condições.

O outro lado:

Por telefone a Assessora pedagógica da SEDUC, Evany Costa, de Confresa, disse ter conhecimento da extensão e explicou que os alunos estudam lá por ser mais próximo de suas casas, porém a SEDUC oferece um boa estrutura na escola sede que segundo ela fica a 15 Km da extensão.

“A escola da terra rocha é anexa a uma escola sede, onde SEDUC já propôs a comunidade escolar local, um atendimento em melhor estrutura na escola Sol Nascente que é a escola sede da extensão terra rocha, onde possui bebedouros, banheiros, ventilação e energia própria e fica distante apenas 15 km da comunidade e ainda há transporte escolar disponível aos alunos. A situação enfrentada pelos alunos é vivenciada pelo fato da comunidade escolar local ter proposto em 2010 o interesse em estudar naquele local por ser mais próximo de casa”, explicou a Assessora pedagógica Evany Costa.

Assessora pedagógica da SEDUC, Evany Costa disse ao Agência da Notícia que há transporte para a escola sede, porém os alunos disseram não há o transporte.

MT- Seduc "dribla" Lei e compra R$ 8 milhões em móveis de empresa do presidente da Fiemt

CLÁUDIO MORAES
Da Editoria

A Seduc (Secretaria de Estado de Educação) contratou no último dia 02 de janeiro a empresa Milanflex Indústria e Comércio de Móveis e Equipamentos Ltda para fornecer mobiliário para escolas da rede básica por R$ 8,059 milhões. O polpudo contrato será executado até o mês de novembro deste ano.

De acordo com informações levantadas por O Documento, a empresa Milanflex particamente monopoliza as licitações no Governo de Mato Grosso para o fornecimento de móveis. Um dos sócios da empresa é Jandir José Milan, atual presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso).

Milan começou a atuar fortemente no palácio Paiaguás, a partir de 2003 quando o atual senador Blairo Maggi (PR) foi eleito governador de Mato Grosso. A partir daí, o empresário. respaldado pelo amigo pessoal e ex-candidato a prefeito de Cuiabá, em 2008, e Governo do Estado, em 2010, Mauro Mendes (PSB), conseguiu “abocanhar” contratos para o fornecimento de móveis e também de fornecimento de mão de obra e sistemas através de outra empresa, a Ábaco.

Como forma de retribuição da “gentileza”, Jandir Milan sempre atuou fortemente nas campanhas de Mauro Mendes. Em todas, ele foi o coordenador financeiro. Drible

Para que a Milanflex conquistasse o milionário contrato, a Seduc usou uma “manobra e brecha” da Lei de Licitações, que possui legalidade, mas representa uma imoralidade. Ao invés de promover um pregão e aumentar a concorrência com empresas do setor, a Seduc resolveu aderir a uma ata de preços do Ministério da Educação.

Portanto, logo no início do ano, o empresário ganhou literalmente um “presente de ano novo”. Aliás, o contrato está assinado pelo secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes Souza.

A chamada “carona” em licitações usada constantemente pela Seduc já foi alvo de questionamentos na Assembleia Legislativa. No ano passado, o presidente do Legislativo, deputado José Riva (PSD), questionou a compra de ar-condicionados através de uma adesão ao registro de preços de uma empresa do Nordeste.

Seduc de Mato Grosso usa "brecha" na Lei e compra R$ 13 mi em móveis sem licitação


CLÁUDIO MORAES
Da Editoria

Após comprar R$ 8,059 milhões da empresa Milanflex Indústria e Comércio de Móveis e Equipamentos Ltda no mês de janeiro, a secretaria estadual de Educação adquirirá mais R$ 4,707 milhões em móveis para colégios da rede pública sem a realização de procedimento licitatório. Ou seja, serão R$ 12,766 milhões neste ano sem uma disputa por preços em empresas do setor, o que geraria gastos menores ao poder público estadual.

De acordo com extrato de contrato publicado nesta quarta-feira, a Seduc aderiu a um pregão eletrônico do Ministério da Educação vencido pela empresa Milanflex, que é de propriedade do atual presidente da Fiemt (Federação das Indústrias de Mato Grosso), Jandir José Milan. O contrato para "aquisição de mobiliário escolar da educação básica para atender a demanda das escolas estaduais da capital e do interior do Estado" entre os meses de março e dezembro deste ano.

A empresa Milanflex praticamente monopoliza as licitações no Governo de Mato Grosso para o fornecimento de móveis. Milan começou a atuar fortemente no palácio Paiaguás, a partir de 2003 quando o atual senador Blairo Maggi (PR) foi eleito governador de Mato Grosso. A partir daí, o empresário, respaldado pelo amigo pessoal e ex-candidato a prefeito de Cuiabá, em 2008, e Governo do Estado, em 2010, Mauro Mendes (PSB), conseguiu “abocanhar” contratos para o fornecimento de móveis e também de fornecimento de mão de obra e sistemas através de outra empresa, a Ábaco Tecnologia da Informação Ltda.

Como forma de retribuição da “gentileza”, Jandir Milan sempre atuou fortemente nas campanhas de Mauro Mendes. Em todas, ele foi o coordenador financeiro.

Manobra

Para que a Milanflex conquistasse o milionário contrato, a Seduc usou uma “manobra e brecha” da Lei de Licitações, que possui legalidade, mas representa uma imoralidade. Ao invés de promover um pregão e aumentar a concorrência com empresas do setor, a Seduc resolveu aderir a uma ata de preços do Ministério da Educação através do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Escola).

Portanto, neste ano, o empresário ganhou dois milionários "presentes" na Seduc. Aliás, o contrato está assinado pelo secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes Souza, com aval do secretário estadual de Administração, César Zilio.

A chamada “carona” em licitações usada constantemente pela Seduc já foi alvo de questionamentos na Assembleia Legislativa. No ano passado, o presidente do Legislativo, deputado José Riva (PSD), questionou a compra de ar-condicionados através de uma adesão ao registro de preços de uma empresa do Nordeste.