Secretária de Educação Fátima Rezende
Com 5.309 estudantes matriculados neste ano letivo de 2013, sendo 987 nas aldeias da Reserva são Marcos, da etnia Xavante e 1,9 mil no Programa Mais Educação, a secretária de Educação de Barra do Garças Fátima Resende (PT), afirma que irá buscar as condições de acesso à educação, expandindo o setor com qualidade e ofertando políticas educacionais como porta das oportunidades para todos os munícipes. Ela já ocupou o cargo entre os anos de 2005 a 2008 e mais recentemente um dos cargos adjuntos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
Fátima reconhece que os problemas são muitos, pois, recebeu uma rede sucateada e desarticulada, mas já planeja investimentos. “Garantir o Piso Profissional Nacional, infraestrutura adequadas, formação continuada, condições materiais e humanas, são metas que pretendemos atingir para que as unidades de ensino que compõem a rede de Barra do Garças possam desenvolver uma educação de qualidade, humanizada e eficiente”, destaca.
Outra preocupação da secretária de Fátima é melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas municipais. Segundo ela, o IDEB das escolas municipais do 5º ano é de 4,2 e 9º ano 4,5. “As metas projetadas para este ano de 2013 são de 4,9”, lembra.
Hoje, a secretaria de Educação de Barra do Garças reúne 839 profissionais, incluindo o corpo técnico e educacional espalhados em unidades 19 unidades (escolas e creches) na zona urbana, cinco escolas nos distritos e 33 unidades nas aldeias indígenas.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
MT - Fátima Rezende defende melhoria nos indíces do Ideb
MT - PSD promete mais pressão no governo contra Seduc e Ságuas Moraes
Jonas Jozino e Valdemir Roberto
Da Redação
Cobiçada por seu orçamento, o maior do Estado, a Secretaria de Estado de Educação, comandada pelo PT, sempre foi alvo de disputas, discussões, discórdias e disse-que-me-disse. Desta vez são os irmãos Marques que saíram disparando a metralhadora contra a secretaria e, principalmente, seu titular o médico Ságuas Moraes.
Ex-secretária adjunta de Estrutura Escolar, Vanice Marques deixou o cargo atirando farpas e disparando petardos diretos na Seduc. Reclamou que foi rejeitada pelos petistas e acusou que a pasta de ter formado um suposto esquema de desvio de finalidade de recursos na Seduc. Foi mais além ao emitir nota em que coloca em dúvida o desempenho do secretário Ságuas Moraes.
Os respingos caíram no governador Silval Barbosa, que não teve outra alternativa que não a de dizer que vai mandar investigar todas as acusações. Ságuas Moraes, acusado, se defendeu dizendo que Vanice não foi rejeitada, mas que ela não procurou se entrosar com os funcionários da Seduc e que ficava apenas sentada em sua cadeira, versão confirmada ao portal de notícias por vários funcionários da casa.
Disse ainda que Vanice nunca procurou se inteirar sobre as suas funções na Estrutura Escolar ou em outra área da pasta. E a exemplo de Silval Barbosa garantiu que vai abrir sindicância para apurar as denúncias. Mas fez a garantia atirando. “Se ela fala que existe corrupção na Seduc, a obrigação é dela de provar. Nunca fui informado de nada e temos mecanismos para garantir a transparência em todos os atos da casa”, anuncia.
A briga promete mais sujeira. É Vanice Marques nada mais é do que irmã do deputado estadual Airton Marques, o Português e presidente do Movimento Mulher do PSD. Com isso ganhou o apoio de todos os cinco deputados do partido na briga conta o PT e na cobiçada administração da Seduc com seu super-orçamento.
Irritado com o desgaste da irmã, o deputado Português conseguiu assinatura de seus cinco colegas de partido o líder de bancada, Walter Rabelo, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, Pedro Satélite, Gilmar Fabris e José Domingos Fraga e aprovou em sessão do plenário da Assembleia, na quarta-feira (10) requerimento para a Seduc explicar em um mês como paga serviços de transporte escolar na zona rural dos municípios.
Apesar de negar que sua ação em pedir explicações à Seduc nada tenha a ver com a saída de Vanice, Português conseguiu mobilizar colegas de partido para cobrarem posicionamento do governador Silval Barbosa em relação a Ságuas Moraes.
Durante toda semana, deputados do PSD que formam a base aliada do governador Silval Barbosa (PMDB) estiveram reunidos com o vice-governador e presidente regional da sigla, Chico Daltro, para planejar estratégias de diálogo com o chefe do Executivo.
A cúpula do PSD vai continuar exercendo pressão para o governador se decidir o que fazer com o núcleo do PT formado dentro da Seduc, a partir do secretário da pasta, o médico Ságuas Moraes, que é acusado pelo PSD de não dar condições para Vanice Marques desempenhar a função dada à ela pelo governador, que era secretaria adjunta de Estrutura Escolar.
Ainda de acordo com Morais, Vanice é uma pessoa de difícil convivência e que não teria se entrosado com a equipe da Seduc.
MT- Professores se queixam mais de assédio moral e violência nas escolas em Mato Grosso
Redação 24 Horas News
É crescente o numero de professores em Mato Grosso que se queixam das práticas de assédio moral e de violência nas escolas. A questão foi discutida durante o segundo e último dia do 3º Encontro de Dirigentes de Subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), que tratou de temas importantes ao trabalhador, como a previdência social e as ações judiciais que a cada dia são demandas em maior número pelos educadores de todo Estado. Durante o evento 132 dos 141 municípios foram representados, atingindo 94% de cobertura no Estado.
A demanda de ações judiciais contra governos municipais e estadual é solicitada frequentemente nas unidades do Sintep/MT. Elas são motivadas por casos de assédio moral contra o trabalhador e conflitos gerados pela ausência de educadores no serviço quando estão sob atestado médico, além de registro de violência nas escolas.
O presidente do Sintep/MT Henrique Lopes do Nascimento diz que os indícios apontam para um cenário em que os direitos dos trabalhadores são afetados em larga escala. “Isso significa a ausência do respeito ao trabalhador”. No caso de doença o que tem ocorrido conforme denúncias é a exigência ilegal por parte dos governos para que o trabalhador compense as faltas por atestado.
Até 15 dias de ausência por atestado o responsável pela substituição do educador é o governo e o trabalhador não tem obrigação de repor a carga horária, mas os governantes têm exigido. Em discussão durante esta questão na mesa realizada na manhã deste sábado (13) foi afirmado que os profissionais da educação não devem ser submetidos a este tipo de ilegalidade.
A exposição “Previdência Social como Direito” foi realizada pelo secretário-adjunto de relações do trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Pedro Amengol de Souza. O foco da discussão esteve no perfil e modelo de cada tipo de sistema previdenciário. Para Pedro o desafio está em escolher o regime ideal para cada educador, conforme a realidade.
As três opções são o regime geral, por meio do (Instituto Nacional de Seguridade Social), o regime próprio, que pode ser específico de servidores públicos, e complementar (privado). Pedro considera que o tema ainda envolve muitas dúvidas e a quantidade de questionamentos apresenta que a realidade ainda é de desinformação em relação ao assunto. “As pessoas têm dificuldade de saber qual regime é ideal porque é um ambiente muito delicado e o governo não tem interesse de explicar”.
É crescente o numero de professores em Mato Grosso que se queixam das práticas de assédio moral e de violência nas escolas. A questão foi discutida durante o segundo e último dia do 3º Encontro de Dirigentes de Subsede do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), que tratou de temas importantes ao trabalhador, como a previdência social e as ações judiciais que a cada dia são demandas em maior número pelos educadores de todo Estado. Durante o evento 132 dos 141 municípios foram representados, atingindo 94% de cobertura no Estado.
A demanda de ações judiciais contra governos municipais e estadual é solicitada frequentemente nas unidades do Sintep/MT. Elas são motivadas por casos de assédio moral contra o trabalhador e conflitos gerados pela ausência de educadores no serviço quando estão sob atestado médico, além de registro de violência nas escolas.
O presidente do Sintep/MT Henrique Lopes do Nascimento diz que os indícios apontam para um cenário em que os direitos dos trabalhadores são afetados em larga escala. “Isso significa a ausência do respeito ao trabalhador”. No caso de doença o que tem ocorrido conforme denúncias é a exigência ilegal por parte dos governos para que o trabalhador compense as faltas por atestado.
Até 15 dias de ausência por atestado o responsável pela substituição do educador é o governo e o trabalhador não tem obrigação de repor a carga horária, mas os governantes têm exigido. Em discussão durante esta questão na mesa realizada na manhã deste sábado (13) foi afirmado que os profissionais da educação não devem ser submetidos a este tipo de ilegalidade.
A exposição “Previdência Social como Direito” foi realizada pelo secretário-adjunto de relações do trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT) Pedro Amengol de Souza. O foco da discussão esteve no perfil e modelo de cada tipo de sistema previdenciário. Para Pedro o desafio está em escolher o regime ideal para cada educador, conforme a realidade.
As três opções são o regime geral, por meio do (Instituto Nacional de Seguridade Social), o regime próprio, que pode ser específico de servidores públicos, e complementar (privado). Pedro considera que o tema ainda envolve muitas dúvidas e a quantidade de questionamentos apresenta que a realidade ainda é de desinformação em relação ao assunto. “As pessoas têm dificuldade de saber qual regime é ideal porque é um ambiente muito delicado e o governo não tem interesse de explicar”.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
SP lança programa para melhorar formação de professores do 6º ao 9º ano
Iniciativa prevê atividades presenciais e à
distância para que os docentes melhorem os processos de aprendizagem e de gestão
escolar
Em meio a uma piora do rendimento dos estudantes, o governo de São Paulo
lançou nesta terça-feira um programa para melhorar a formação dos professores de
português e de matemática que atuam do 6º ao 9º ano do fundamental.
A iniciativa prevê atividades presenciais e à distância para que os docentes melhorem os processos de aprendizagem e de gestão escolar.
O ciclo do 6º ao 9º ano do fundamental apresentou mais alunos classificados como "abaixo do básico" no último Saresp, exame aplicado pelo próprio governo estadual.
Um outro levantamento, divulgado pela Folha na segunda-feira, mostrou que no país todo há uma perda de rendimento dos alunos
entre os anos iniciais e finais do fundamental, especialmente em matemática.
No programa apresentado nesta terça pela Secretaria da Educação, está prevista a formação de 65 mil professores da rede, que trabalham com 1,7 milhão de estudantes.
A previsão é que o curso funcione até o segundo semestre deste ano.
Ao final, os que cumprirem 80% de frequência e aprovação nas avaliações receberão um certificado, que poderá ser usado para evolução funcional na carreira docente.
Fonte: Folha de S. Paulo 02/04/2013
A iniciativa prevê atividades presenciais e à distância para que os docentes melhorem os processos de aprendizagem e de gestão escolar.
O ciclo do 6º ao 9º ano do fundamental apresentou mais alunos classificados como "abaixo do básico" no último Saresp, exame aplicado pelo próprio governo estadual.
Um outro levantamento, divulgado pela Folha na segunda-feira, mostrou que no país todo há uma perda de rendimento dos alunos
entre os anos iniciais e finais do fundamental, especialmente em matemática.
No programa apresentado nesta terça pela Secretaria da Educação, está prevista a formação de 65 mil professores da rede, que trabalham com 1,7 milhão de estudantes.
A previsão é que o curso funcione até o segundo semestre deste ano.
Ao final, os que cumprirem 80% de frequência e aprovação nas avaliações receberão um certificado, que poderá ser usado para evolução funcional na carreira docente.
Fonte: Folha de S. Paulo 02/04/2013
Educação ofuscada e sem ideário
Doutor em Educação, professor, pesquisador, assessor e consultor em políticas de educação e sistemas educativos.
O quanto importa a composição do ideário educacional? E, se importante, como
defini-lo? Devemos agregar a essa linha de pensamento, que os princípios dos
ideários, impostos na formação ideológica acadêmica da educação, caíram por
terra com as mudanças ocorridas nos blocos defensores de doutrina que não mais
dão conta de incorporar todo o desenvolvimento e evolução alcançados pela
sociedade e disponível em fácil acesso.
Todas as ideias até então tidas como de solução e empunhada como bandeira de mudança romperam-se e vive o sentimento de que uma massa enorme de profissionais da educação ficou sem base de fundamentação para essa realidade. Frustrados pela forma como seus sonhos foram perdidos e muito mais, vendidos a que preço e por atores até então endeusados que hoje se desvelam como da pior espécie e subjugados ao mundo do crime, mas ainda envoltos da máscara social.
Ao utilizar da ideologia do tudo pelo social, formou-se um instrumento de dominação que age por meio do convencimento e de forma prescritiva, alienando a consciência da sociedade que mais precisa de discernimento para exigir níveis melhores de qualidade dos aparelhos sociais, aqui em especial a educação.
Com isso, aqueles educadores que em seus ideários tinham como meta ensinar incondicionalmente para mudar a educação brasileira, ficaram no meio do caminho, no mundo das ideias e dos discursos inflamados objetivados pela falsa consciência de uma realidade que não aflorou. Esses, ficaram amarrados pelos aspectos da dominação, à medida que o conjunto das razões ideológicas dominante foram usadas de modo instigante.
A causa da inércia dos nossos pensadores está na forma como foram cooptados. Esses são atuantes em todos os níveis de hierarquia de governo ou como membro de colegiados, que não têm seus objetivos efetivados. Essa, é uma das formas encontradas pelo sistema de criar um zona de conforto para quem sempre os defendeu.
Essa relação de dominação nada tem a ver com a ideologia discutida nas bancas acadêmicas e sim em acomodação por meio do pseudo envolvimento, mas que compõem curriculum e avalizam a espoliação da sociedade. Pegando como exemplo o caso da educação, que sofre verdadeiro bombardeio midiático para a adoção de infraestrutura e projetos educacionais, antes de entender como funciona já tem um novo no ar.
Onde está essa massa crítica, os pensadores da realidade nacional com discernimento para separar o que é bom e nefasto para educação? Estão envolvidos pelas facilidades e deslumbre de que esses míseros recursos disponibilizados para seus trabalhos de pesquisa já é mais do que suficiente para dar conta da questões educacionais.
Alguns dos profissionais da educação assistem tudo de camarote, se isentando de não fazer parte dessa farra, ficando em cima do muro ou ainda se aquietando em seus fóruns e eventos diversos, enquanto se esquecem do tamanho da conta que a sociedade terá de pagar, sem que as políticas públicas educacionais sejam efetivas.
Políticas estas que estão longe de ser fruto do efetivar do senso comum. Com base em uma ideologia neutra em seu conjunto de ideias, pensamentos e visões de mundo do indivíduo e do seu coletivo, tendo como sentido a orientação das ações sociais, em especial, as políticas públicas para a educação.
O querer ideológico educacional brasileiro passa primeiro pela forma de governar e gestar as questões da educação, desde o infantil até a pós-graduação, que sem sombra de dúvidas pressupõe gestar o governo por plano de estado em detrimento de programas de governo cheios de ralos.
O caminho é a inversão de conduta, pondo em segundo plano as ideologias partidárias para buscar o ideário das necessidades do povo. Sem o qual, a sociedade corre o risco de morte, passando a resolver suas necessidade na base da força, uma convulsão social. Algo já evidente nos grandes aglomerados humanos do país, onde a falta efetiva da presença do estado, com suas políticas, faz com que a sociedade viva em conflito, matando mais que guerras pelo mundo afora.
Na sociedade de não letrados e sem um ideal de educação, a busca de um sonho coletivo de futuro e de nação não se realizará. A cidadania só é plena quando todos têm acesso aos bens sociais de qualidade, e a educação é o motriz dessa transformação.
Todas as ideias até então tidas como de solução e empunhada como bandeira de mudança romperam-se e vive o sentimento de que uma massa enorme de profissionais da educação ficou sem base de fundamentação para essa realidade. Frustrados pela forma como seus sonhos foram perdidos e muito mais, vendidos a que preço e por atores até então endeusados que hoje se desvelam como da pior espécie e subjugados ao mundo do crime, mas ainda envoltos da máscara social.
Ao utilizar da ideologia do tudo pelo social, formou-se um instrumento de dominação que age por meio do convencimento e de forma prescritiva, alienando a consciência da sociedade que mais precisa de discernimento para exigir níveis melhores de qualidade dos aparelhos sociais, aqui em especial a educação.
Com isso, aqueles educadores que em seus ideários tinham como meta ensinar incondicionalmente para mudar a educação brasileira, ficaram no meio do caminho, no mundo das ideias e dos discursos inflamados objetivados pela falsa consciência de uma realidade que não aflorou. Esses, ficaram amarrados pelos aspectos da dominação, à medida que o conjunto das razões ideológicas dominante foram usadas de modo instigante.
A causa da inércia dos nossos pensadores está na forma como foram cooptados. Esses são atuantes em todos os níveis de hierarquia de governo ou como membro de colegiados, que não têm seus objetivos efetivados. Essa, é uma das formas encontradas pelo sistema de criar um zona de conforto para quem sempre os defendeu.
Essa relação de dominação nada tem a ver com a ideologia discutida nas bancas acadêmicas e sim em acomodação por meio do pseudo envolvimento, mas que compõem curriculum e avalizam a espoliação da sociedade. Pegando como exemplo o caso da educação, que sofre verdadeiro bombardeio midiático para a adoção de infraestrutura e projetos educacionais, antes de entender como funciona já tem um novo no ar.
Onde está essa massa crítica, os pensadores da realidade nacional com discernimento para separar o que é bom e nefasto para educação? Estão envolvidos pelas facilidades e deslumbre de que esses míseros recursos disponibilizados para seus trabalhos de pesquisa já é mais do que suficiente para dar conta da questões educacionais.
Alguns dos profissionais da educação assistem tudo de camarote, se isentando de não fazer parte dessa farra, ficando em cima do muro ou ainda se aquietando em seus fóruns e eventos diversos, enquanto se esquecem do tamanho da conta que a sociedade terá de pagar, sem que as políticas públicas educacionais sejam efetivas.
Políticas estas que estão longe de ser fruto do efetivar do senso comum. Com base em uma ideologia neutra em seu conjunto de ideias, pensamentos e visões de mundo do indivíduo e do seu coletivo, tendo como sentido a orientação das ações sociais, em especial, as políticas públicas para a educação.
O querer ideológico educacional brasileiro passa primeiro pela forma de governar e gestar as questões da educação, desde o infantil até a pós-graduação, que sem sombra de dúvidas pressupõe gestar o governo por plano de estado em detrimento de programas de governo cheios de ralos.
O caminho é a inversão de conduta, pondo em segundo plano as ideologias partidárias para buscar o ideário das necessidades do povo. Sem o qual, a sociedade corre o risco de morte, passando a resolver suas necessidade na base da força, uma convulsão social. Algo já evidente nos grandes aglomerados humanos do país, onde a falta efetiva da presença do estado, com suas políticas, faz com que a sociedade viva em conflito, matando mais que guerras pelo mundo afora.
Na sociedade de não letrados e sem um ideal de educação, a busca de um sonho coletivo de futuro e de nação não se realizará. A cidadania só é plena quando todos têm acesso aos bens sociais de qualidade, e a educação é o motriz dessa transformação.
Imposto destinado a crianças e adolescentes
Vanderlúcia da Silva é administradora especialista em Marketing e em Gestão Estratégica de Projetos e coordenadora de parcerias e projetos da Rede Marista de Solidariedade, do Grupo Marista.
Muitos contribuintes brasileiros se deparam nos meses de março e abril com a
tarefa de declarar seu IR - Imposto de Renda. Entre as possibilidades de
deduções estão as doações realizadas ao FIA - Fundo para a Infância e
Adolescência de municípios e estados brasileiros. Essa forma de doação é uma
importante maneira dos cidadãos brasileiros contribuírem com a promoção e defesa
dos direitos de crianças e adolescentes do país.
O FIA é um instrumento de captação de recursos provenientes de fontes diversas, exclusivamente destinadas à promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente (nas áreas de assistência social, educação, saúde, cultura e lazer). Foi criado por uma legislação própria nas instâncias municipal, estadual, distrital e nacional e é vinculado aos Conselhos de Direito. A deliberação, gestão e aplicação dos recursos do Fundo são de responsabilidade dos Conselhos, fiscalizados pelo Ministério Público e Tribunal de Contas de cada esfera.
A dedução, estabelecida pela Lei 8.069/90, não traz ônus a quem colabora e seu valor pode ser abatido do Imposto de Renda. Além de colaborar com projetos que beneficiam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, os contribuintes que destinam parte de seu imposto de renda devido também contribuem para o fortalecimento da participação social nas decisões sobre as políticas públicas.
Os fundos são geridos pelos Conselhos de Direito da Criança e Adolescente, órgãos formados por representantes do poder público e também por instituições da sociedade civil que trabalham na promoção e defesa deste público. É dentro dos conselhos que os critérios para a aplicação das doações são estabelecidos. Desta forma, aplicação dos recursos destinados ao FIA por meio da destinação de parte do imposto de renda torna-se mais transparente e mais fácil de ser acompanhada.
A doação precisava ser feita até dia 31 de dezembro do ano a que a declaração se refere, sendo a dedução de até 6% no caso das pessoas físicas que optam pela declaração completa ou 1% no caso de pessoas jurídicas que declaram pelo sistema do lucro real. A partir de 2010 o artigo 260 da lei 12.594, as pessoas físicas ganharam a possibilidade de realizar a dedução do imposto de renda até o limite de 3%, dentro do prazo estipulado para o envio da declaração de IR (março e abril).
Em Curitiba, de acordo com dados do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba), em 2010 foram formalizados 70 convênios, dos quais 49 mediante doações dirigidas (pessoas físicas e jurídicas) e 21 com repasse de recursos próprios do Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA).
Contribuir é bem simples, é só escolher para qual FIA gostaria de destinar a dedução do IR, pode ser o fundo de algum município, estado ou nacional. Em seguida, o doador deve entrar em contato com o Conselho de Direito da Criança e do Adolescente responsável pelo fundo e verificar qual o procedimento para realizar a doação. É importante também perguntar como o recibo da contribuição será enviado porque a Receita Federal pode solicitar esse comprovante.
Para abater a doação do IR, basta optar pelo formulário da declaração completa e informar o valor repassado ao FIA, o próprio sistema por onde é feita a declaração calcula o valor máximo que pode ser abatido. Esta é uma forma do seu Imposto de Renda auxiliar no financiamento de projetos voltados para a defesa e promoção dos direitos de crianças e jovens.
O FIA é um instrumento de captação de recursos provenientes de fontes diversas, exclusivamente destinadas à promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente (nas áreas de assistência social, educação, saúde, cultura e lazer). Foi criado por uma legislação própria nas instâncias municipal, estadual, distrital e nacional e é vinculado aos Conselhos de Direito. A deliberação, gestão e aplicação dos recursos do Fundo são de responsabilidade dos Conselhos, fiscalizados pelo Ministério Público e Tribunal de Contas de cada esfera.
A dedução, estabelecida pela Lei 8.069/90, não traz ônus a quem colabora e seu valor pode ser abatido do Imposto de Renda. Além de colaborar com projetos que beneficiam crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, os contribuintes que destinam parte de seu imposto de renda devido também contribuem para o fortalecimento da participação social nas decisões sobre as políticas públicas.
Os fundos são geridos pelos Conselhos de Direito da Criança e Adolescente, órgãos formados por representantes do poder público e também por instituições da sociedade civil que trabalham na promoção e defesa deste público. É dentro dos conselhos que os critérios para a aplicação das doações são estabelecidos. Desta forma, aplicação dos recursos destinados ao FIA por meio da destinação de parte do imposto de renda torna-se mais transparente e mais fácil de ser acompanhada.
A doação precisava ser feita até dia 31 de dezembro do ano a que a declaração se refere, sendo a dedução de até 6% no caso das pessoas físicas que optam pela declaração completa ou 1% no caso de pessoas jurídicas que declaram pelo sistema do lucro real. A partir de 2010 o artigo 260 da lei 12.594, as pessoas físicas ganharam a possibilidade de realizar a dedução do imposto de renda até o limite de 3%, dentro do prazo estipulado para o envio da declaração de IR (março e abril).
Em Curitiba, de acordo com dados do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba), em 2010 foram formalizados 70 convênios, dos quais 49 mediante doações dirigidas (pessoas físicas e jurídicas) e 21 com repasse de recursos próprios do Fundo Municipal para a Criança e o Adolescente (FMCA).
Contribuir é bem simples, é só escolher para qual FIA gostaria de destinar a dedução do IR, pode ser o fundo de algum município, estado ou nacional. Em seguida, o doador deve entrar em contato com o Conselho de Direito da Criança e do Adolescente responsável pelo fundo e verificar qual o procedimento para realizar a doação. É importante também perguntar como o recibo da contribuição será enviado porque a Receita Federal pode solicitar esse comprovante.
Para abater a doação do IR, basta optar pelo formulário da declaração completa e informar o valor repassado ao FIA, o próprio sistema por onde é feita a declaração calcula o valor máximo que pode ser abatido. Esta é uma forma do seu Imposto de Renda auxiliar no financiamento de projetos voltados para a defesa e promoção dos direitos de crianças e jovens.
A Educação e seus desafios no Brasil de hoje
Professora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, sociedade e família.
A educação brasileira sempre se viu
desafiada frente a importantes temas, tais como a qualidade da educação básica,
o acesso à educação superior e a formação de seus professores. Além desses
temas, há grande destaque para as metas do PNE (Plano Nacional de Educação), no
qual grandes e polêmicos desafios se mostram à nossa educação.
Somando-se a essas metas, há também o objetivo de alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3º ano do Ensino Fundamental, e, ainda, oferecer Educação em Tempo Integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas. Há grande destaque, ainda, para a Formação Continuada e valorização dos professores.
Esses e outros desafios previstos no PNE não podem ser desconsiderados, dado que estamos falando de vidas, ou seja, de inúmeras crianças e jovens que, dia a dia, estão diante de nós. Eles não podem ser frustrados, precisam encontrar na escola seu porto seguro, um lugar que promova a cidadania por meio do conhecimento e que sabe respeitar as formas de aprender de cada um deles.
Para vencer qualquer entrave que possa surgir no caminho, municípios de várias regiões do Brasil têm, por meio de parcerias com a Planeta Educação, conseguido elevar o nível da qualidade da educação ofertada aos seus cidadãos, o que se dá, por exemplo, a partir de metodologias inovadoras como os Programas Educação em Tempo Integral, Cinema e Educação, Ensino de Línguas, Qualificação de Gestores, Pró-Família, Matemática Descomplicada, Aprendizagem Sistêmica, Informática Educacional, entre muitos outros.
A Educação em Tempo Integral, por exemplo, conta com diversas oficinas, com métodos inovadores que estimulam os alunos a desejarem o conhecimento. Entre esses meios, são destaque as oficinas de Alfabetização e Letramento, Literatura e Leitura, Artes Visuais, Dança, Música, Fanfarra e várias modalidades de Esportes.
Tudo isso comprova que os desafios da educação brasileiros podem ser vencidos e superados por meio do contato, da conversa e da troca de experiências, o que envolve alunos, pais, professores, coordenadores, gestores e, claro, a comunidade em que a escola faz parte.
Inculta e Nada Bela
Presidente da Comissão Central de Processo Seletivo da UniBrasil.
Assim como o caminho - na bela poesia de António Machado - se faz ao
caminhar, a língua falada se faz ao falar. E está em permanente construção. Não
faz muito sentido pretender estabelecer regras rígidas para a comunicação oral.
O essencial é que falantes e ouvintes se entendam - e que esse entendimento
possa ser estendido aos circunstantes. Ressalvam-se aí as gírias de grupos que
não querem mesmo ser entendidos por “alienígenas”, e os jargões
profissionais.
Existe, evidentemente, o chamado preconceito linguístico - a atitude discriminatória assumida por pessoas, supostamente mais esclarecidas, contra o modo de falar de outras, geralmente menos privilegiadas. Em que pese o que há de odioso em qualquer discriminação, lamentavelmente o modo de falar é uma das primeiras características consideradas sobre um ser humano - talvez nem tanto pelo que diz sobre sua origem social, mas pelo que revela sobre seu extrato cultural.
A linguagem escrita também está em mutação constante. Porém, suas alterações formais se processam em períodos de décadas - e é dessa forma que deve ser. Ao contrário da língua falada, que é natural, a escrita é uma criação artificial - e necessita de regras que a organizem, perenizem e garantam sua universalidade, sem o que não poderia uma geração transmitir seus conhecimentos à próxima, não poderia ampliar-se a cultura, ciência e tecnologia.
Embora os meios atuais de comunicação propiciem certa uniformização da linguagem no país inteiro, em regiões diferentes fala-se de maneiras diversas. Não se pode dizer o mesmo da forma como se escreve - ou, pelo menos, não da forma como se deveria escrever.
Professores levam sustos terríveis ao corrigir trabalhos de seus alunos, com os coloquialismos descabidos, erros infantis de ortografia, flexões verbais absurdas, concordâncias inexistentes e, agora, com o uso indiscriminado de abreviações - comuns na comunicação eletrônica, mas não adequadas em atividades escolares.
A literatura é uma arte e, como tal, não se submete a regras. Um texto literário de vanguarda provavelmente não obteria boa nota, talvez sequer aprovação, em um concurso público. Mas o objetivo da literatura de vanguarda não é participar de concursos públicos. Em provas com grande número de candidatos, a correção das redações obedece a critérios muito objetivos - única maneira de garantir justiça e equanimidade para os concorrentes. A criatividade e a originalidade não têm grande peso. Não se trata de avaliar se o candidato é um bom escritor - e sim se consegue desenvolver um tema proposto com clareza e pertinência, obedecendo à norma culta da língua portuguesa.
Mas tanto no ensino fundamental quanto no médio, significativa parcela de docentes está desestimulada, descrente do próprio processo educativo – e, provavelmente, parte do desinteresse se deve à baixa remuneração, acrescida de precárias condições de trabalho e ausência de infraestrutura adequada ao ensino -, não sendo, portanto, estranhos os maus resultados do sistema obtidos pelo sistema educacional brasileiro em grandes avaliações internacionais.
Da negligência, pessoal e institucional, advém um nefasto circulo vicioso, em que o professor releva o mau desempenho do aluno - e este não espera nenhum empenho de seu professor. Então, nas provas de redação do ENEM, além das habituais incorreções gramaticais e ortográficas, na novidade dos textos enxertados - uma receita de macarrão instantâneo, o hino de um time de futebol -, certamente podemos ver uma declaração explícita: a de que candidatos não esperavam que suas redações fossem corrigidas, provavelmente (e infelizmente) em função de trabalhos escolares anteriormente não avaliados - ou sequer lidos - por professores que já não acreditam mais no magistério.
Educação de qualidade, em todos os níveis, requer o bom professor, valorizado e orgulhoso de sua profissão.
Existe, evidentemente, o chamado preconceito linguístico - a atitude discriminatória assumida por pessoas, supostamente mais esclarecidas, contra o modo de falar de outras, geralmente menos privilegiadas. Em que pese o que há de odioso em qualquer discriminação, lamentavelmente o modo de falar é uma das primeiras características consideradas sobre um ser humano - talvez nem tanto pelo que diz sobre sua origem social, mas pelo que revela sobre seu extrato cultural.
A linguagem escrita também está em mutação constante. Porém, suas alterações formais se processam em períodos de décadas - e é dessa forma que deve ser. Ao contrário da língua falada, que é natural, a escrita é uma criação artificial - e necessita de regras que a organizem, perenizem e garantam sua universalidade, sem o que não poderia uma geração transmitir seus conhecimentos à próxima, não poderia ampliar-se a cultura, ciência e tecnologia.
Embora os meios atuais de comunicação propiciem certa uniformização da linguagem no país inteiro, em regiões diferentes fala-se de maneiras diversas. Não se pode dizer o mesmo da forma como se escreve - ou, pelo menos, não da forma como se deveria escrever.
Professores levam sustos terríveis ao corrigir trabalhos de seus alunos, com os coloquialismos descabidos, erros infantis de ortografia, flexões verbais absurdas, concordâncias inexistentes e, agora, com o uso indiscriminado de abreviações - comuns na comunicação eletrônica, mas não adequadas em atividades escolares.
A literatura é uma arte e, como tal, não se submete a regras. Um texto literário de vanguarda provavelmente não obteria boa nota, talvez sequer aprovação, em um concurso público. Mas o objetivo da literatura de vanguarda não é participar de concursos públicos. Em provas com grande número de candidatos, a correção das redações obedece a critérios muito objetivos - única maneira de garantir justiça e equanimidade para os concorrentes. A criatividade e a originalidade não têm grande peso. Não se trata de avaliar se o candidato é um bom escritor - e sim se consegue desenvolver um tema proposto com clareza e pertinência, obedecendo à norma culta da língua portuguesa.
Mas tanto no ensino fundamental quanto no médio, significativa parcela de docentes está desestimulada, descrente do próprio processo educativo – e, provavelmente, parte do desinteresse se deve à baixa remuneração, acrescida de precárias condições de trabalho e ausência de infraestrutura adequada ao ensino -, não sendo, portanto, estranhos os maus resultados do sistema obtidos pelo sistema educacional brasileiro em grandes avaliações internacionais.
Da negligência, pessoal e institucional, advém um nefasto circulo vicioso, em que o professor releva o mau desempenho do aluno - e este não espera nenhum empenho de seu professor. Então, nas provas de redação do ENEM, além das habituais incorreções gramaticais e ortográficas, na novidade dos textos enxertados - uma receita de macarrão instantâneo, o hino de um time de futebol -, certamente podemos ver uma declaração explícita: a de que candidatos não esperavam que suas redações fossem corrigidas, provavelmente (e infelizmente) em função de trabalhos escolares anteriormente não avaliados - ou sequer lidos - por professores que já não acreditam mais no magistério.
Educação de qualidade, em todos os níveis, requer o bom professor, valorizado e orgulhoso de sua profissão.
MP dos Royalties pode incluir contratos vigentes para educação
Agência Brasil -
O relator da Medida Provisória (MP) dos Royalties (MP 592/12), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), adiantou ontem (11) que vai incluir no relatório da medida a destinação das receitas com os royalties do petróleo dos contratos vigentes à educação. O parecer do relator será apresentado na próxima terça-feira (16).
O atual texto da MP vincula à educação as receitas dos novos contratos da área de concessão dos royalties do petróleo, firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida. Além disso, destina ao setor 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal.
"A MP, da forma como está, faz com que apenas os contratos futuros sejam destinados à educação. Isso vai demorar um certo tempo, cerca de seis ou sete anos. Calculamos que com os contratos vigentes teremos um acréscimo ao setor de R$ 32 bilhões. Até 2020, chegaremos a R$ 62 bilhões", diz Zarattini.
A MP deve ajudar o cumprimento da meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Atualmente o governo investe 5,7% do PIB. "O setor precisará de muito dinheiro. A MP não complementa o total necessário, mas ajuda", diz o deputado.
Zarattini também afirmou que o parecer vai manter a divisão, entre todos os estados, dos recursos arrecadados nos contratos atuais. A intenção é respeitar a decisão que o Congresso tomou ao derrubar os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12), ainda que ela tenha sido suspensa pela Justiça e seja contrária ao texto da MP inicial.
A MP dos Royalties foi editada no final do ano passado, junto com os vetos feitos pela presidente à Lei dos Royalties. A lei aprovada pelo Congresso dividia entre todos os Estados e municípios os recursos arrecadados com a exploração de petróleo. Os dispositivos foram vetados pela presidente.
Posteriormente, os vetos presidenciais foram derrubados pelo Congresso que, com isso, restabeleceu a lei que divide toda arrecadação, inclusive a dos contratos atuais.
A norma, no entanto, teve a aplicação suspensa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) até que sejam decididas as ações diretas de inconstitucionalidade dos governos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo - estados em que há exploração de petróleo e que perderiam recursos com a partilha da arrecadação dos contratos atuais.
O relator da Medida Provisória (MP) dos Royalties (MP 592/12), deputado Carlos Zarattini (PT-SP), adiantou ontem (11) que vai incluir no relatório da medida a destinação das receitas com os royalties do petróleo dos contratos vigentes à educação. O parecer do relator será apresentado na próxima terça-feira (16).
O atual texto da MP vincula à educação as receitas dos novos contratos da área de concessão dos royalties do petróleo, firmados após 3 de dezembro de 2012, data da publicação da medida. Além disso, destina ao setor 50% dos rendimentos do Fundo Social do Pré-Sal.
"A MP, da forma como está, faz com que apenas os contratos futuros sejam destinados à educação. Isso vai demorar um certo tempo, cerca de seis ou sete anos. Calculamos que com os contratos vigentes teremos um acréscimo ao setor de R$ 32 bilhões. Até 2020, chegaremos a R$ 62 bilhões", diz Zarattini.
A MP deve ajudar o cumprimento da meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação prevista no Plano Nacional de Educação (PNE). Atualmente o governo investe 5,7% do PIB. "O setor precisará de muito dinheiro. A MP não complementa o total necessário, mas ajuda", diz o deputado.
Zarattini também afirmou que o parecer vai manter a divisão, entre todos os estados, dos recursos arrecadados nos contratos atuais. A intenção é respeitar a decisão que o Congresso tomou ao derrubar os vetos à Lei dos Royalties (12.734/12), ainda que ela tenha sido suspensa pela Justiça e seja contrária ao texto da MP inicial.
A MP dos Royalties foi editada no final do ano passado, junto com os vetos feitos pela presidente à Lei dos Royalties. A lei aprovada pelo Congresso dividia entre todos os Estados e municípios os recursos arrecadados com a exploração de petróleo. Os dispositivos foram vetados pela presidente.
Posteriormente, os vetos presidenciais foram derrubados pelo Congresso que, com isso, restabeleceu a lei que divide toda arrecadação, inclusive a dos contratos atuais.
A norma, no entanto, teve a aplicação suspensa por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF) até que sejam decididas as ações diretas de inconstitucionalidade dos governos do Rio de Janeiro, Espírito Santo e de São Paulo - estados em que há exploração de petróleo e que perderiam recursos com a partilha da arrecadação dos contratos atuais.
Profissionais de bibliotecas terão aulas de literatura na ABL
Agência Brasil -
A Academia Brasileira de Letras (ABL) vai treinar mão de obra para as bibliotecas do Serviço Social da Indústria (Sesi) em 11 comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Também serão treinados profissionais das bibliotecas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
A capacitação será feita em dois cursos que serão abertos na próxima segunda-feira (15), às 9h, na sede da ABL, pela presidente da Academia, Ana Maria Machado. As aulas serão ministradas até agosto pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), entidade com a qual a ABL assinou convênio no último dia 8.
Os auxiliares de bibliotecas do Sesi, que farão o curso, foram selecionados nas próprias comunidades: Providência, Andaraí, Cidade de Deus, Formiga, Macacos, Morro Azul, Tabajaras, Santa Marta, São Carlos, Borel e Fazendinha. Para eles, a ênfase será nos autores da literatura infantil brasileira. Já para os que atuam nas bibliotecas do Senai, voltadas para os jovens, o foco será nos temas universais da literatura.
Segundo a presidenta da ABL, a instituição tem aberto suas portas para a valorização da literatura e para a formação de leitores. “Pretendemos com esses cursos contribuir para a qualificação profissional dos bibliotecários e auxiliares de biblioteca, como mediadores de leitura e de literatura para as crianças e jovens brasileiros”, disse Ana Maria Machado.
De acordo com a ABL, serão 80 horas de aulas em cada um dos cursos, incluindo uma visita ao 15.º Salão da FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, previsto para junho, no Rio de Janeiro. Nos cursos será aplicado o conhecimento adquirido pela FNLIJ em sete anos de preparação de professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.
No primeiro, voltado para os profissionais de bibliotecas do Sesi e das comunidades pacificadas, serão estudadas as obras de nove escritores de literatura infantil brasileira, entre eles Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo, Lygia Bojunga e Sylvia Orthof. No segundo, os profissionais das bibliotecas do Senai receberão orientações sobre temas literários que interessam aos jovens.
A Academia Brasileira de Letras (ABL) vai treinar mão de obra para as bibliotecas do Serviço Social da Indústria (Sesi) em 11 comunidades pacificadas do Rio de Janeiro. Também serão treinados profissionais das bibliotecas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
A capacitação será feita em dois cursos que serão abertos na próxima segunda-feira (15), às 9h, na sede da ABL, pela presidente da Academia, Ana Maria Machado. As aulas serão ministradas até agosto pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), entidade com a qual a ABL assinou convênio no último dia 8.
Os auxiliares de bibliotecas do Sesi, que farão o curso, foram selecionados nas próprias comunidades: Providência, Andaraí, Cidade de Deus, Formiga, Macacos, Morro Azul, Tabajaras, Santa Marta, São Carlos, Borel e Fazendinha. Para eles, a ênfase será nos autores da literatura infantil brasileira. Já para os que atuam nas bibliotecas do Senai, voltadas para os jovens, o foco será nos temas universais da literatura.
Segundo a presidenta da ABL, a instituição tem aberto suas portas para a valorização da literatura e para a formação de leitores. “Pretendemos com esses cursos contribuir para a qualificação profissional dos bibliotecários e auxiliares de biblioteca, como mediadores de leitura e de literatura para as crianças e jovens brasileiros”, disse Ana Maria Machado.
De acordo com a ABL, serão 80 horas de aulas em cada um dos cursos, incluindo uma visita ao 15.º Salão da FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, previsto para junho, no Rio de Janeiro. Nos cursos será aplicado o conhecimento adquirido pela FNLIJ em sete anos de preparação de professores da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro.
No primeiro, voltado para os profissionais de bibliotecas do Sesi e das comunidades pacificadas, serão estudadas as obras de nove escritores de literatura infantil brasileira, entre eles Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Ziraldo, Lygia Bojunga e Sylvia Orthof. No segundo, os profissionais das bibliotecas do Senai receberão orientações sobre temas literários que interessam aos jovens.
MEC vai lançar programa para incentivar formação de professores
Agência Brasil -
Preocupado com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia, o Ministério da Educação (MEC) elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair para essas áreas os estudantes que querem ser professores. A proposta, ainda em construção, prevê parceria com universidades e também a oferta de bolsas de auxílio, disse ontem (10) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
“É preciso estimular a vocação de professor. Temos o problema salarial, de carreira, mas há também o problema de despertar o interesse pela educação desde cedo e valorizar quem tem esse interesse. Precisamos estimular as ciências exatas, a demanda por ensino superior nessas áreas é muito baixa”, disse o ministro, ao participar de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
De acordo com Mercadante, a proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas. “Vamos fazer um programa para estimular desde o ensino médio, com bolsa, com parceria com as universidades, com laboratório, com cientista para dar palestras”.
O ministro citou como exemplo da falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas a baixa a procura por esses cursos na última edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados do relatório Escassez de Professores no Ensino Médio: Soluções Estruturais e Emergenciais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2007, apontam que as áreas mais carentes de professores eram as de física e química, seguidas das de matemática e biologia.
Mercadante adiantou ainda que o ministério estuda lançar um grande edital de cultura nas escolas públicas e também a criação de uma universidade das artes para aulas de música, cinema, teatro, dança e poesia. Essas ações deverão ser feitas em parceria com o Ministério da Cultura.
Preocupado com a baixa procura por cursos superiores de licenciatura em física, química, matemática e biologia, o Ministério da Educação (MEC) elabora um programa para, desde o ensino médio, atrair para essas áreas os estudantes que querem ser professores. A proposta, ainda em construção, prevê parceria com universidades e também a oferta de bolsas de auxílio, disse ontem (10) o ministro da Educação, Aloizio Mercadante.
“É preciso estimular a vocação de professor. Temos o problema salarial, de carreira, mas há também o problema de despertar o interesse pela educação desde cedo e valorizar quem tem esse interesse. Precisamos estimular as ciências exatas, a demanda por ensino superior nessas áreas é muito baixa”, disse o ministro, ao participar de audiência na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
De acordo com Mercadante, a proposta vai incluir várias estratégias para alcançar o objetivo de formar mais professores para o ensino das ciências exatas. “Vamos fazer um programa para estimular desde o ensino médio, com bolsa, com parceria com as universidades, com laboratório, com cientista para dar palestras”.
O ministro citou como exemplo da falta de interesse dos estudantes pelo magistério na área de exatas a baixa a procura por esses cursos na última edição do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), por meio do qual instituições públicas de educação superior oferecem vagas a participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Dados do relatório Escassez de Professores no Ensino Médio: Soluções Estruturais e Emergenciais, do Conselho Nacional de Educação (CNE), de 2007, apontam que as áreas mais carentes de professores eram as de física e química, seguidas das de matemática e biologia.
Mercadante adiantou ainda que o ministério estuda lançar um grande edital de cultura nas escolas públicas e também a criação de uma universidade das artes para aulas de música, cinema, teatro, dança e poesia. Essas ações deverão ser feitas em parceria com o Ministério da Cultura.
MT - Silval inaugura escola e centro de capacitação
O governador Silval Barbosa inaugurou duas unidades escolares
no município de
| Lenine Martins/Secom-MT |
| Silval Barbosa Inaugura Centro de Formação e Escola Estadual em Alta Floresta |
A Escola do Jardim Universitário foi planejada com a
perspectiva de atender o futuro. São 12 salas de aula, sala de informática,
biblioteca, cozinha e refeitório e quadra poliesportiva com vestiário. A obra
foi construída com recursos do Governo Federal por meio do Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) do Ministério da Educação (MEC).
Silval disse que o Governo Estadual tem 17 escolas em Alta
Floresta, sendo 11 no
| Lenine Martins/Secom-MT |
| Silval Barbosa Inaugura Centro de Formação e Escola Estadual em Alta Floresta |
Na sequencia, o governador inaugurou o Cefapro, que tem o
objetivo de aprimorar os professores da rede básica de ensino. De acordo com
Ságuas, esta era uma demanda antiga da cidade. “Acredito que o Cefapro tem uma
boa estrutura e todas as condições para formar os profissionais de Alta Floresta
e toda região”. São quatro salas de aula, sala do professor, sala de
informática, biblioteca e auditório, construídos com recursos do FNDE do
MEC.
O governador ainda assinou a ordem de serviço para a
pavimentação da Avenida
| Lenine Martins/Secom-MT |
| Silval Barbosa Inaugura Centro de Formação e Escola Estadual em Alta Floresta |
No final, Silval Barbosa fez um balanço sobre as inaugurações,
dizendo que é sempre muito cobrado pela população do norte, por conhecer as
demandas da região. “Para mim esta é uma oportunidade de fazer transformações
nesta região tão importante para o nosso Estado, que o norte de Mato Grosso
tenha a possibilidade de se desenvolver ainda mais”.
Também acompanharam o governador Silval Barbosa, a secretária
de Trabalho e Assistência Social, Roseli Barbosa, secretário de Transporte e
Pavimentação Urbana, Cinésio de Oliveira, secretário-chefe da Casa Militar,
coronel Ildomar Macedo, deputados federais Wellington Fagundes e Valtenir
Pereira, deputados estaduais Romoaldo Jr e Pedro Satélite.
GUILHERME
BLATT
Redação/Secom-MT
Redação/Secom-MT
MT - Estudante de MT apresenta projeto sobre Quina na Indonésia
O secretário de Estado de Educação Ságuas Moraes recebeu em
audiência nesta
| Volney Albano / Assessoria Seduc-MT |
| Estudante de MT apresenta projeto sobre Quina na Indonésia |
Durante o evento que ocorrerá de 15 a 22 deste mês, com
participação de jovens de mais de 20 países, o estudante apresentará o projeto
para uma platéia composta por pesquisadores, alunos e cinco jurados de diversas
nacionalidades. Ele irá concorrer na categoria Ciências da Vida e terá 15
minutos para fazer sua exposição, na língua inglesa.
A ‘Quina no Tratamento dos Esporões Calcâneos’, trata-se de uma
pomada criada por Weber, em 2011, durante a Feira de Ciências da Escola Estadual
Querência, localizada no município de mesmo nome, (952 km de Cuiabá). O produto
farmacêutico, desenvolvido sob orientação dos professores Ricardo de França e
Egon Weber, com base na substância da planta quina é capaz de eliminar os
esporões (joanetes), que afligem muitas pessoas.
Viagem
O governo do Estado disponibilizou as passagens de ida e volta, para participação do estudante na ICYS. O convite para o evento veio após vitória na Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec) 2012, que ocorreu em Novo Hamburgo (RS), em outubro do ano passado. Na ocasião, Weber também recebeu como premiação a indicação de que terá o trabalho publicado ainda esse ano em artigo científico, na revista da Associação Brasileira de Incentivo a Ciência (Abric).
Além da vitória na Mostratec e seleção para participação na
ICYS, Guilherme Weber venceu a primeira Feira Latino-americana de
Empreendimentos Produtivos, Ciência e Tecnologia realizada no Equador, em abril
de 2012, entre outros eventos: estadual e nacional. Ságuas Moraes desejou sorte
ao estudante que disse que irá se esforçar para trazer mais um prêmio científico
para o Estado.
VOLNEY
ALBANOAssessoria/Seduc-MT
MT - Cefapro inicia formação para professores formadores de leitores
O Cefapro de Primavera do Leste (236 km de Cuiabá) iniciou na
quinta-feira (11.04), o curso “Formação para formadores de Leitores’ na Educação
Infantil, destinado aos profissionais do município. A atividade ocorre em
parceria com a Secretaria Municipal de Educação. Na terça-feira (09.04), o
Centro também deu início ao mesmo curso, porém voltado para professores do 1º
Ciclo de Formação Humana e da 1ª e 2ª fase do 2º Ciclo. As aulas ocorrem em
Poxoréo (212 km da capital).
O Objetivo das formações é promover discussões em relação à
metodologia e ao material determinado e utilizado pelos educadores para
iniciação do leitor e promoção da leitura. As idealizadoras do projeto,
professoras Sílvia Cristina Fernandes Paiva e Daniele da Costa Leão Santos,
formadoras do CEFAPRO, ressaltam que a atividade é desenvolvida desde 2011.
Elas destacam ainda que ambos os cursos visam oportunizar
construção de conhecimentos, oferecendo um espaço de discussão que contribua na
reflexão destes profissionais sobre uma prática de qualidade, para o
desenvolvimento do leitor literário. ‘A formação para Formadores de Leitores
possibilita ao educador refletir criticamente sobre sua prática pedagógica’.
(Com informações do Cefapro de Primavera)
Assessoria/Seduc-MT
MT - Escola devem fazer a avaliação de técnicos na função de secretários
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informa a
prorrogação do prazo para a avaliação dos técnicos que trabalham como
secretários das 739 Escolas Estaduais. As notas com o resultado do processo
deverão ser postadas pelos avaliadores no sistema GFO/SigEduca até a sexta-feira
(19.04).
A gerente de Desenvolvimento da Secretaria Adjunta de Gestão de
Pessoas, Maria Aparecida dos Reis, informou que diretores, coordenadores,
assessores pedagógicos e pares (técnicos administrativos) devem dar notas de
zero a 10, referente à atuação dos secretários mediante avaliação de 31
indicadores.
Entre os indicadores estão: conhecimento da legislação estadual
da Educação, relacionamento profissional, rotina de tarefas, atendimento ao
público, comprometimento com a qualidade do trabalho, entre outros. As médias
das notas devem ser postadas no sistema GFO, que processará a nota final de cada
secretário.
Maria Aparecida cita que para ser aprovado e conseqüentemente
continuar atuando como secretário escolar, o técnico precisa ter no mínimo nota
sete de média final. Ela informou que esse processo de avaliação começou a ser
feito pela Seduc em 2012. “Ano passado avaliamos somente os profissionais
efetivos. Este ano, os interinos também estão sendo avaliados”, disse.
As Escolas cujos secretários não conseguirem a média terão de
fazer a substituição. Para isso, a Seduc publicará uma portaria contendo o passa
a passo para a escolha dos novos profissionais para a função. “Todo esse
trabalho avaliativo visa à melhoria do trabalho dos profissionais e da educação
ofertada em nosso Estado”, finalizou.
Mais informações na Gerência de Desenvolvimento pelos fones:
(065) 3613-6502/6550
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
Assessoria/Seduc-MT
MT - Fátima Rezende defende melhoria nos indíces do Ideb
NOT
Francis Amorim, de Barra do Garças
Secretária de Educação Fátima Rezende
Fátima reconhece que os problemas são muitos, pois, recebeu uma rede
sucateada e desarticulada, mas já planeja investimentos. “Garantir o Piso
Profissional Nacional, infraestrutura adequadas, formação continuada, condições
materiais e humanas, são metas que pretendemos atingir para que as unidades de
ensino que compõem a rede de Barra do Garças possam desenvolver uma educação de
qualidade, humanizada e eficiente”, destaca.
Outra preocupação da secretária de Fátima é melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas municipais. Segundo ela, o IDEB das escolas municipais do 5º ano é de 4,2 e 9º ano 4,5. “As metas projetadas para este ano de 2013 são de 4,9”, lembra.
Hoje, a secretaria de Educação de Barra do Garças reúne 839 profissionais, incluindo o corpo técnico e educacional espalhados em unidades 19 unidades (escolas e creches) na zona urbana, cinco escolas nos distritos e 33 unidades nas aldeias indígenas.
Outra preocupação da secretária de Fátima é melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) das escolas municipais. Segundo ela, o IDEB das escolas municipais do 5º ano é de 4,2 e 9º ano 4,5. “As metas projetadas para este ano de 2013 são de 4,9”, lembra.
Hoje, a secretaria de Educação de Barra do Garças reúne 839 profissionais, incluindo o corpo técnico e educacional espalhados em unidades 19 unidades (escolas e creches) na zona urbana, cinco escolas nos distritos e 33 unidades nas aldeias indígenas.
MT - Ana Carla promete descentralizar e implantar metas
Rossana Gasparini, de Rondonópolis
Secretária de Educação Ana Carla Muniz diz que encontrou
pasta desorganizada
Ana Carla tem visitado as unidades de ensino municipal para conhecer as
equipes e verificar quais são as necessidades de cada uma delas. “Hoje, as
crianças são muitos espertas, bem diferente dá época em que eu freqüentava a
escola. A informação chega com muita rapidez e temos que adequar o ensino a
isso. Para isso, temos que montar todo um plano de formação continuada, tanto
para as crianças e adolescentes, quanto para os professores”, afirmou.
A secretária ainda enfatizou que a meta da secretaria é construir uma educação para todos, inclusiva. “Focamos no aluno e no que ele precisa para ter uma boa educação, além de formação pessoal”, explicou.
Para 2013, as metas da secretaria são reformular o Plano de Cargos e Salários para os professores, além da construção de mais três novas escolas de ensino infantil, o que vai expandir o número de vagas em mais 800. Também serão realizadas reformas pontuais e emergenciais. “Nossa prioridade agora é o CAIC, que tem mais de 16 anos e nunca passou por uma reforma. Vamos reformar toda a estrutura, inclusive a quadra de esportes”, assegurou.
Além disso, Ana Carla também lembrou que após a reformulação do Plano de Cargos e Salários, o município vai abrir concurso público para professores. A previsão é de que seja realizado ainda este ano. Ela ainda destacou o fato de que a pasta já esta se adequado para a inclusão de crianças com algum tipo de deficiência. “Temos professores capacitados e em breve vamos abrir salas de ensino em Libras. Mas precisamos capacitar também essas crianças, para que elas cheguem às salas já sabendo a linguagem de Libras”, enfatizou.
Promoção humana
Além da Secretaria de Educação, Ana Carla também está à frente do Gabinete de Promoção Humana. Ela explicou que o objetivo do gabinete é integrar as secretarias de saúde, educação, ação social e esporte, para facilitar o atendimento à população de Rondonópolis. “Nosso trabalho no gabinete é acompanhar as metas e trabalhos das secretarias e cobrar para que as metas sejam cumpridas e o trabalho, efetivo”, concluiu.
A secretária ainda enfatizou que a meta da secretaria é construir uma educação para todos, inclusiva. “Focamos no aluno e no que ele precisa para ter uma boa educação, além de formação pessoal”, explicou.
Para 2013, as metas da secretaria são reformular o Plano de Cargos e Salários para os professores, além da construção de mais três novas escolas de ensino infantil, o que vai expandir o número de vagas em mais 800. Também serão realizadas reformas pontuais e emergenciais. “Nossa prioridade agora é o CAIC, que tem mais de 16 anos e nunca passou por uma reforma. Vamos reformar toda a estrutura, inclusive a quadra de esportes”, assegurou.
Além disso, Ana Carla também lembrou que após a reformulação do Plano de Cargos e Salários, o município vai abrir concurso público para professores. A previsão é de que seja realizado ainda este ano. Ela ainda destacou o fato de que a pasta já esta se adequado para a inclusão de crianças com algum tipo de deficiência. “Temos professores capacitados e em breve vamos abrir salas de ensino em Libras. Mas precisamos capacitar também essas crianças, para que elas cheguem às salas já sabendo a linguagem de Libras”, enfatizou.
Promoção humana
Além da Secretaria de Educação, Ana Carla também está à frente do Gabinete de Promoção Humana. Ela explicou que o objetivo do gabinete é integrar as secretarias de saúde, educação, ação social e esporte, para facilitar o atendimento à população de Rondonópolis. “Nosso trabalho no gabinete é acompanhar as metas e trabalhos das secretarias e cobrar para que as metas sejam cumpridas e o trabalho, efetivo”, concluiu.
MT - Escola funciona sem telhado no interior do Estado; Seduc promete reforma
|
DC
Estruturas comprometidas, prestes a desabar. Salas desativadas
por falta de telhado, à espera de verbas prometidas há quase dois anos. No
pátio, materiais de construção e entulho de obras acumulados pelo chão.
Este cenário de precariedade é o ambiente de ensino oferecido
aos 1.060 alunos da Coronel Ondino Rodrigues de Lima, a única escola estadual de
Ribeirão Cascalheira (município localizado a 830 km de Cuiabá, na região do
Araguaia).
"Nossos alunos estão convivendo no dia a dia com madeiras,
ferragens, telhas e outros entulhos, correndo riscos de acidentes. Parte da
escola está em estado de abandono, outra parte está entulhada de coisas
diminuindo assim o espaço físico do ambiente escolar", diz trecho de um
relatório produzido pela direção da escola.
A gravidade da situação trouxe ontem a Cuiabá uma comitiva
formada por gestores, professores e pais de alunos da instituição, que se
reuniram com o secretário Ságuas Moraes para cobrar uma reforma urgente. O
grupo, porém, saiu decepcionado com o que ouviu.
"O secretário nos ofereceu mais uma promessa, desta vez para o
segundo semestre. Mas a verdade é que muitas situações ali não podem esperar
tanto tempo. Não estamos exagerando quando dizemos que o teto está para cair na
nossa cabeça", afirmou a professora Eciele Silva, coordenadora da escola.
Segundo ela, a chegada do período de chuvas agravou os
problemas estruturais da escola. Aulas têm sido interrompidas em razão da grande
quantidade de goteiras sobre os alunos. "Está chovendo o tempo todo na região, e
não apenas do lado de fora das salas.”
A unidade passou por uma ampla reforma em 2006, mas o serviço
foi tão deficiente que, cinco anos mais tarde, havia telhados com risco de
desabar. "Veio a verba para destelhar em 2011, com a promessa de outra verba em
seguida, para refazer a cobertura. As salas estão sem teto até hoje", disse a
coordenadora.
Em nota, a Seduc afirmou que a reforma da escola será iniciada
“até o mês de julho”. “A escola estava na lista de prioridades do lote de 2012
que deixou de entrar em licitação devido ao fechamento orçamentário do governo,
em dezembro.”
|
Vacinação inicia na próxima semana
Vacinação inicia na próxima semana
Campanha segue até o dia 26 de abril; serão distribuídas 43 milhões de doses
Este ano, mulheres em período de puerpério (até 45 dias após o parto) também vão receber a dose. Outra novidade é que pacientes com doenças crônicas podem ser imunizados nos postos de saúde e não apenas nos centros de referência. Basta apresentar uma prescrição médica no ato da vacinação.
A campanha segue até o dia 26 de abril. Serão distribuídas cerca de 43 milhões de doses que, este ano, protegem contra os seguintes subtipos de influenza: A (H1N1) ou gripe suína, A (H3N2) e B.
Educação no Brasil
O professor é visto como um ser abnegado, quase um santo
Na segunda-feira acordei mais cedo para
ver o programa da Fátima Bernardes. Fiquei sabendo que uma das pautas do
programa era sobre educação e fiquei curioso.
Bom, minha curiosidade foi logo substituída por uma tremenda frustração. Vi mais uma vez que a luta dos professores por valorização profissional é na realidade muito mais difícil do que se espera, pois depende acima de tudo de uma conscientização política da classe, o que me parece uma tremenda contradição, pois os professores, que tem por oficio a formação de cidadãos, deveriam ser a classe mais bem provida dessa consciência e não carecer tanto dela.
O que vi mais uma vez foi uma leitura confusa da realidade atual da educação no Brasil, e falo da educação pública, uma leitura que mistura tudo numa salada complexa que, por sua vez, exige uma solução complexa que, por si só, é muito difícil de colocar em pratica.
Balela! Tudo balela! Discurso rebuscado, cheio de justificativas fajutas e soluções inalcançáveis.
Uma coisa é a realidade da escola publica no Brasil, outra coisa é a situação profissional do educador. Uma coisa são as políticas educacionais para melhorar e valorizar a educação e a instituição escola, outra coisa é a luta do professor por valorização profissional.
A educação pública precisa de investimentos! Simples assim. Precisa ser levada a sério e não ser tratada como algo de segunda ordem. As escolas precisam de materias de expediente, carteiras, mesas, bibliotecas, computadores, aparelhos de ar condicionado.
Em alguns lugares, como aqui em Cuiabá que chega a fazer 38°, 40° graus em determinadas épocas do ano, um ar condicionado é item de necessidade básica dentro de uma sala de aula com trinta e cinco alunos.
As escolas precisam de funcionários de pátio, de psicólogos,
assistentes sociais, de professores com dedicação exclusiva na unidade escolar.
Mas enfim, quero falar aqui do professor e sua consciência política, de sua luta por valorização profissional, a realidade da escola pública não é segredo pra ninguém, basta visitá-las para constatar com os próprios olhos.
Ouvindo a fala de alguns especialistas, estudantes e até alguns colegas de profissão, e pelo que vi, excelentes profissionais, noto um discurso aparentemente inocente, mascarado por uma aura intelectual que repercute na opinião pública e que descreve o professor como um ser quase monástico, o que na minha opinião só reforça uma imagem estigmatizada do professor como um ser abnegado que abriu mão de sua vida para ajudar o próximo, um personagem quase santo, que só pode se dedicar a tal função se, e somente se, “nascer com o dom”.
“Ensinar é um dom, uma vocação”. “A maior recompensa para um professor é o reconhecimento”. “O papel do professor vai alem de uma profissão, é algo social.” Maus profissionais existem em qualquer área, toda e qualquer profissão, para ser bem sucedida, exige dedicação e amor, isso não é uma exigência exclusiva da profissão de educador. Toda profissão tem o seu papel social, e se, o do professor é o mais importante, ou um dos mais importantes, esse é um dos maiores motivos pelo qual ele deve ser mais valorizado como profissional. Não é com discurso de autocomiseração que nós vamos conquistar a tal valorização. Somos profissionais, precisamos nos valorizar como tais para exigir que nos valorizem.
Ao ver os colegas falando sobre sua profissão em um programa de televisão em rede nacional nessa manhã de segunda, me veio a memória a fala do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), em 29/08/2011, na ocasião da greve dos colegas Cearenses por melhores salários: “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”.
Então, me veio a questão: quem se apropriou do discurso de quem? Não podemos nos esquecer que a principal frente de batalha é política, e que essa batalha acontece no âmbito do discurso. Temos que ter consciência de classe, exercer nossa capacidade intelectual para nos valorizarmos como profissionais que somos e não como estereótipos antiquados de monges que um dia desembarcaram por aqui e resolveram educar índios pelo bel prazer ou por razoes ideológicas, ou, como senhorinhas com certo espírito critico que resolveram doar seu tempo ocioso para ensinar crianças de suas comunidades a ler e escrever.
Somos pais de família, trabalhadores de duas e, as vezes, de três jornadas, e nos colocamos nessa condição não só por que amamos o que fazemos, mas por que dependemos disso para sobreviver, precisamos, como todo trabalhador, pagar nossas contas, por comida na mesa.
Queremos ter o direito de viajar no final do ano, conhecer um país diferente, outra cultura. Queremos andar bem vestidos, também poder oferecer aos nossos filhos tudo do melhor, por que não? Queremos ter carro do ano sim, temos esse direito e não estamos pedindo nada de mais. Queremos salários justos.
Enfim, a valorização do professor como personagem social é de suma importância e ele já tem esse reconhecimento, agora queremos ser tratados, valorizados e respeitados como profissionais. Como posso exigir salário por um “dom”, algo que não tem preço? Só me resta esperar que alguém se compadeça da minha condição?
Não, sou um professor por que estudei para tal, investi e continuo investindo na minha formação profissional e não por que nasci com estrela na testa, tenho consciência do meu valor e, acima de tudo, tenho consciência de que essa é uma luta da classe, e que se não nos valorizarmos como profissionais, nos unirmos e lutarmos pelos nossos direitos ninguém nos valorizará e nunca receberemos um salário digno.
JUARID CANDIDO é formado em Filosofia pela UFMT e professor da rede pública estadual.
Bom, minha curiosidade foi logo substituída por uma tremenda frustração. Vi mais uma vez que a luta dos professores por valorização profissional é na realidade muito mais difícil do que se espera, pois depende acima de tudo de uma conscientização política da classe, o que me parece uma tremenda contradição, pois os professores, que tem por oficio a formação de cidadãos, deveriam ser a classe mais bem provida dessa consciência e não carecer tanto dela.
O que vi mais uma vez foi uma leitura confusa da realidade atual da educação no Brasil, e falo da educação pública, uma leitura que mistura tudo numa salada complexa que, por sua vez, exige uma solução complexa que, por si só, é muito difícil de colocar em pratica.
Balela! Tudo balela! Discurso rebuscado, cheio de justificativas fajutas e soluções inalcançáveis.
Uma coisa é a realidade da escola publica no Brasil, outra coisa é a situação profissional do educador. Uma coisa são as políticas educacionais para melhorar e valorizar a educação e a instituição escola, outra coisa é a luta do professor por valorização profissional.
A educação pública precisa de investimentos! Simples assim. Precisa ser levada a sério e não ser tratada como algo de segunda ordem. As escolas precisam de materias de expediente, carteiras, mesas, bibliotecas, computadores, aparelhos de ar condicionado.
Em alguns lugares, como aqui em Cuiabá que chega a fazer 38°, 40° graus em determinadas épocas do ano, um ar condicionado é item de necessidade básica dentro de uma sala de aula com trinta e cinco alunos.
"Professor como um ser
abnegado que abriu mão de sua vida para ajudar o próximo, um personagem quase
santo"
Mas enfim, quero falar aqui do professor e sua consciência política, de sua luta por valorização profissional, a realidade da escola pública não é segredo pra ninguém, basta visitá-las para constatar com os próprios olhos.
Ouvindo a fala de alguns especialistas, estudantes e até alguns colegas de profissão, e pelo que vi, excelentes profissionais, noto um discurso aparentemente inocente, mascarado por uma aura intelectual que repercute na opinião pública e que descreve o professor como um ser quase monástico, o que na minha opinião só reforça uma imagem estigmatizada do professor como um ser abnegado que abriu mão de sua vida para ajudar o próximo, um personagem quase santo, que só pode se dedicar a tal função se, e somente se, “nascer com o dom”.
“Ensinar é um dom, uma vocação”. “A maior recompensa para um professor é o reconhecimento”. “O papel do professor vai alem de uma profissão, é algo social.” Maus profissionais existem em qualquer área, toda e qualquer profissão, para ser bem sucedida, exige dedicação e amor, isso não é uma exigência exclusiva da profissão de educador. Toda profissão tem o seu papel social, e se, o do professor é o mais importante, ou um dos mais importantes, esse é um dos maiores motivos pelo qual ele deve ser mais valorizado como profissional. Não é com discurso de autocomiseração que nós vamos conquistar a tal valorização. Somos profissionais, precisamos nos valorizar como tais para exigir que nos valorizem.
Ao ver os colegas falando sobre sua profissão em um programa de televisão em rede nacional nessa manhã de segunda, me veio a memória a fala do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), em 29/08/2011, na ocasião da greve dos colegas Cearenses por melhores salários: “Quem entra em atividade pública deve entrar por amor, não por dinheiro”.
"Queremos ter o direito de
viajar no final do ano, conhecer um país diferente, outra cultura. Queremos
andar bem vestidos, também poder oferecer aos nossos filhos tudo do
melhor"
Então, me veio a questão: quem se apropriou do discurso de quem? Não podemos nos esquecer que a principal frente de batalha é política, e que essa batalha acontece no âmbito do discurso. Temos que ter consciência de classe, exercer nossa capacidade intelectual para nos valorizarmos como profissionais que somos e não como estereótipos antiquados de monges que um dia desembarcaram por aqui e resolveram educar índios pelo bel prazer ou por razoes ideológicas, ou, como senhorinhas com certo espírito critico que resolveram doar seu tempo ocioso para ensinar crianças de suas comunidades a ler e escrever.
Somos pais de família, trabalhadores de duas e, as vezes, de três jornadas, e nos colocamos nessa condição não só por que amamos o que fazemos, mas por que dependemos disso para sobreviver, precisamos, como todo trabalhador, pagar nossas contas, por comida na mesa.
Queremos ter o direito de viajar no final do ano, conhecer um país diferente, outra cultura. Queremos andar bem vestidos, também poder oferecer aos nossos filhos tudo do melhor, por que não? Queremos ter carro do ano sim, temos esse direito e não estamos pedindo nada de mais. Queremos salários justos.
Enfim, a valorização do professor como personagem social é de suma importância e ele já tem esse reconhecimento, agora queremos ser tratados, valorizados e respeitados como profissionais. Como posso exigir salário por um “dom”, algo que não tem preço? Só me resta esperar que alguém se compadeça da minha condição?
Não, sou um professor por que estudei para tal, investi e continuo investindo na minha formação profissional e não por que nasci com estrela na testa, tenho consciência do meu valor e, acima de tudo, tenho consciência de que essa é uma luta da classe, e que se não nos valorizarmos como profissionais, nos unirmos e lutarmos pelos nossos direitos ninguém nos valorizará e nunca receberemos um salário digno.
JUARID CANDIDO é formado em Filosofia pela UFMT e professor da rede pública estadual.
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