quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ler ajuda a criança a entender o mundo; conheça maneiras de incentivar seu filho

Simone Sayegh
Do UOL, em São Paulo


Ler para seu filho que ainda não se alfabetizou fará com que ele tome gosto pela leitura

O livro infantil, antigamente limitado a raras e pouco atraentes edições, tem ganhado cada vez mais espaço nas grandes livrarias. Os lançamentos se multiplicam e as publicações tornam-se cada vez mais sofisticadas. Livro infantil virou até presente de aniversário, coisa impensada há 30 anos, quando muitas crianças só tinham acesso às histórias na escola.

Apenas uma coisa não mudou nesses anos todos: a importância da leitura na formação da criança. De acordo com a pedagoga Clélia Cortez, orientadora da educação infantil da Escola Vera Cruz, de São Paulo, e coordenadora do programa Formar em Rede, do Instituto Avisa Lá (ONG de formação continuada de educadores), independentemente da época, os livros inserem as crianças pequenas em um mundo de sentidos e de significados que permite a ampliação e a construção da cultura.

Dicas para formar leitores



Sempre que possível leia para seus filhos: mesmo crianças pequenas podem participar de situações de leitura;

Evite comprar o livro pela beleza da edição. Invista na escolha de narrativas que tragam questões que ajudem a lidar com sentimentos e ampliem a relação com a cultura;

Descubra se a escola do seu filho considera a leitura uma modalidade de ensino e procure colaborar com as práticas de leitura desenvolvidas lá;

Crie o hábito de levar os filhos, desde pequenos, para passearem em livrarias;

Leve as crianças a eventos de contação de histórias;

Não restrinja as escolhas de títulos ao sexo do seu filho. Meninos e meninas podem ler os mesmos livros.

“As boas narrativas podem ajudar as crianças a pensarem muito sobre si mesmas e sobre os outros. É um ponto de encontro com a expressão humana”, afirma Clélia. Segundo a pedagoga, os valores surgem nas relações que as próprias crianças estabelecem entre essas histórias, sua cultura, casa e escola.

De acordo com a psicóloga Débora Rana, coordenadora pedagógica da escola socioconstrutivista Projeto Vida, e também formadora do Instituto Avisa lá, a criança precisa ter o material escrito à disposição, assim como tem brinquedos, para entrar em contato sempre que desejar.

Os pais devem proporcionar opções de leitura variadas e evitar divisões por gênero. Assim como não existe brinquedo de menino e de menina, não existe livro para um sexo ou outro. Não ofereça à sua filha apenas histórias de princesas e a seu filho só as de piratas. “Crianças que só leem o mesmo tipo de livro acabam ficando sem repertório”, fala Débora. A variedade de assuntos contribui para o crescimento da rede de relações da criança e para o entendimento de seu próprio mundo.

Dentre os temas apresentados às crianças na literatura infantil, os contos maravilhosos –como as histórias dos Irmãos Grimm, na Alemanha, de Hans Cristian Andersen, na Dinamarca, ou de Garret e Herculano, em Portugal– sempre foram uma das narrativas mais importantes. Segundo a professora Cristiane Madanêlo de Oliveira, mestre em literatura brasileira e especialista em literatura infantil e juvenil pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), essas histórias fantasiosas exploram situações que ocorrem em locais indeterminados e apresentam fenômenos que não obedecem às leis naturais que regem o planeta.

Os clássicos originais, além de possuírem riqueza de linguagem, ajudam as crianças a pensarem sobre questões da existência humana desde muito cedo.

Em vez de investigar seu filho adolescente, construa uma relação de confiança com

Ledy Valporto Leal
Do UOL, em São Paulo


Evitar a vigilância exagerada é a primeira recomendação dos especialistas

Se o seu filho adolescente já pediu para você parar o carro na esquina da escola, longe do olhar dos colegas, recusou-se a viajar com a família ou a participar de um almoço dominical na casa dos avós, você já sentiu na pele que não tem mais conhecimento sobre todos os passos do indivíduo que colocou no mundo, pois ele cresceu.

Na adolescência, os filhos costumam se afastar do núcleo familiar, pois descobrem sua individualidade, querem explorar novos universos e, para isso, precisam estar sozinhos. Apesar de situações difíceis de serem administradas pelos pais --assombrados pelo medo de que algo ruim aconteça--, enveredar pelo caminho da vigilância exagerada em nada contribui para que os dois lados atravessem essa fase.
É natural que os pais estranhem e, muitas vezes, não saibam lidar com essa nova situação. "Os adolescentes se afastam dos pais porque eles descobrem um outro lado dentro deles. Têm pensamentos, sensações e sentimentos desconhecidos. Há, também, a questão hormonal. Por isso, é uma fase marcada por solidão", afirma Miguel Perosa, professor de psicologia da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo).

Alarmados pela falta de controle, muitos pais utilizam métodos pouco recomendáveis, como investigar a vida do filho, seja pela internet, mexendo no celular, na mochila, nos armários e até os seguindo na rua. "Isso de nada adianta e, além de gerar grande ansiedade e uma certa neurose nos pais, acaba quebrando a confiança por parte dos filhos."

Segundo Perosa, não há motivo para bancar o detetive. "Os pais têm a fantasia do controle absoluto e imaginam que os filhos escondem algo deles. Isso acontece porque a relação é de desconfiança de ambos os lados. Os adultos têm todo o controle quando os filhos são crianças. Depois, esse poder diminui muito", diz o psicólogo.

Uma boa conversa


É preciso ouvir mais e falar menos. Os pais precisam entender o significado do silêncio do filho; saber discernir se é uma reclusão, porque o adolescente quer compreender sozinho o que se passa com ele, ou se é uma dificuldade de comunicação. "O fundamental é conversar. O diálogo é a melhor solução, mas sem criticar ou julgar", diz o psicólogo Miguel Perosa.

Evitar a vigilância exagerada não significa deixar de acompanhar o que se passa com seu filho. Adolescentes não toleram o que costumam chamar de invasão de privacidade. Saber que os pais estão bisbilhotando suas coisas faz o jovem se sentir desrespeitado, e ele se afasta.

Um exemplo: não vasculhe a bolsa da sua filha, pois as chances de você encontrar um preservativo existem --o que tem seu lado positivo, dependendo da idade. Para não levar sustos nem construir uma relação de desconfiança, o melhor é conversar, sempre. Fale sobre sexualidade e pergunte se ela quer ir a um ginecologista. Assim como sexo, muitos outros assuntos devem ser abordados: drogas, tatuagem, piercing, baladas, namoro etc.

Valores da infância

A adolescência é a fase da experimentação e das pequenas transgressões. Os jovens precisam errar para aprender e os pais não precisam saber de tudo. "Se o ambiente em casa é tranquilo, o relacionamento é aberto, a tendência é que os adolescentes conversem com os adultos", afirma o psicólogo Antonio Carlos Amador Pereira, também da PUC-SP. Mas, mesmo assim, há coisas que eles não contam, pois preferem ter sua intimidade preservada ou dividir certos assuntos com amigos.

A educação dada pelos pais desde a infância mostrará os resultados na adolescência. "Se eles souberam passar valores básicos, como moral, ética, respeito, honestidade, responsabilidade, os jovens os terão em mente para sempre e, assim, capacidade de julgar o que é bom ou não", diz Pereira.

Não perca a autoridade

É claro que os perigos existem e os pais precisam observar e orientar os filhos adolescentes. Os sinais de que há algo errado podem ser muitos: mudanças repentinas de comportamento sempre merecem atenção e uma avaliação mais profunda.

De acordo com a psicóloga Marina Vasconcellos, do Instituto Sedes Sapientiae e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), é fundamental que o adolescente tenha consciência do afeto dos pais e de que pode contar com eles, mas sem confundir os papéis. Apesar de compreensivos e respeitadores do espaço do adolescente, eles têm uma autoridade, que não pode ser questionada ou ameaçada.

“Chega uma hora em que os pais têm de fazer valer as regras e dizer: desliga o computador, vá dormir, tem de estudar. É isso e ponto final. Não adianta querer quebrar essa autoridade e fazer o papel de bonzinho o tempo todo. O adolescente precisa de compreensão, mas de mão firme também."

Timidez em excesso pode prejudicar seu filho; ajude-o a se soltar

Gabriela Horta*
Do UOL, em São Paulo


Incentive a criança tímida a dar sua opinião sobre situações do dia a dia

"Ele é tão quietinho, não dá trabalho nenhum!". Se você já ouviu seu filho ser elogiado assim muitas vezes, por outros pais e pelos professores, é bom saber que tranquilidade, obediência, quietude e disciplina podem ser sinais de timidez. A característica é, de uma forma geral, inofensiva, mas, em excesso, pode se tornar prejudicial para o desenvolvimento da criança.

“Nem todos precisam ser extrovertidos. Há pessoas quietas muito felizes, que se dão bem profissionalmente e nas relações pessoais”, diz a psicóloga Maria Luiza Marinho, professora do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento da UEL (Universidade Estadual de Londrina). "O problema é quando a timidez interfere na vida da pessoa e a impede de fazer coisas por medo de ser reprovada", diz a especialista. Quando isso acontece, ações rotineiras como cumprimentar alguém, pedir ajuda diante de uma dificuldade ou apresentar um trabalho na escola podem se tornar um pesadelo.

Como ajudar os tímidos

Leve em conta as particularidades de uma criança;

Respeite-a do jeito que ela é;

Faça com que as superações sejam gradativas e naturais. Não force situações;

Melhore a autoestima da criança mostrando que a opinião dela é importante, que você acredita nela;

Incentive-a a falar, deixe que ela conte o que sente e pensa. Escute de verdade;

Evite comentários na frente dela do tipo "é muito retraída", "não adianta falar com ela, não vai lhe responder";

Mostre que ter iniciativa é algo muito bom;

Tenha paciência. O processo é gradativo. Não espere mudanças drásticas do dia para a noite.

Timidez tem a ver com a autoestima. "O tímido espera a aprovação do outro em qualquer coisa que faça. Não gosta de dar explicação e prefere não falar, mesmo que esteja certo", afirma Edilene Modesto, pedagoga do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar da PUC-SP e mestre em psicologia da educação. "Por nunca ter a possibilidade de se expressar, a criança tímida perde muito, principalmente, porque começa a desenvolver um complexo de inferioridade."

As causas na infância


Mas o que leva uma criança a ser tímida? Segundo Marisa de Abreu, psicóloga clínica, há três fatores principais: genética, personalidade e ambiente, que é o mais forte deles. "A genética é a característica passada pelos familiares de forma biológica. A personalidade é o ‘jeitão’ que a pessoa tem, ou seja, é daquela maneira porque é e pronto. Já os fatores ambientais se referem às oportunidades que a criança teve de aprendizado para ser mais ou menos espontânea", afirma.

É em relação a esse último fator que os pais, sem perceber, podem estar levando o filho a se fechar. Uma criança que não recebe apoio para se expressar ou que sempre é reprimida e ensinada a ficar quieta, não é incentivada a conquistar amigos. Se a criança leva bronca cada vez que pretende contar coisas sobre si ou sobre o seu dia –pois consideram que ela está atrapalhando–, ela pode se tornar tímida. "Ela vai pensar que, quanto mais quietinha ficar e não responder aos pais, mesmo se sentindo muito incomodada, mais eles gostarão dela", diz Marisa.

Sugestões de bons livros para crianças

Foto 25 de 25 - "Corda Bamba", de Lygia Bojunga Nunes, mostra como a menina Maria lida com a perda do pai e da mãe. Editora Casa Lygia Bolunga Mais Divulgação

Para a especialista, punições também formam um tímido. Criança que é punida porque brincou na hora errada e não recebeu a devida explicação nem o acolhimento, quando se mostrou arrependida, também corre o risco de se fechar. "Ela perceberá que, para ter alguma aprovação, deve ser a mais passiva possível."

Prejuízos


A maior perda de uma criança excessivamente tímida é quando ela deixa passar oportunidades de realizar trocas tanto com outras crianças quanto com adultos e, assim, tem o seu aprendizado limitado em relacionamentos interpessoais.

"Essa criança brincará menos e treinará menos sua resistência à frustração. Não se arriscará a falar e a fazer coisas que terão consequências importantíssimas para a sua percepção do que é adequado, de como as outras pessoas reagem ao que ela faz e de como deve alinhar suas investidas para obter o que deseja", afirma a psicóloga Marisa. Edilene concorda. “A timidez impede que ela possa avançar, porque não consegue expor o que pensa, o que sente.”

Situações para driblar a timidez no dia a dia


Frequentar a de amigos ajudam a criança tímida a socializar


- Para fazer a criança excessivamente tímida ter mais segurança, deixe que ela convide amigos para frequentarem a sua casa e permita que ele visite a deles. Nessas oportunidades, mostre que ela sempre pode bolar brincadeiras e sugerir atividades, mas também ensine que nem sempre será atendida –o que é natural, pois faz parte da vida;

- Quando vocês saírem, incentive seu filho a cumprimentar as pessoas que encontrarem;

- Encoraje-o a fazer suas próprias solicitações e escolhas e evite que ele faça uso de outra pessoa para isso. No restaurante, por exemplo, deixe que ele faça o pedido de toda a família ao garçom. Se tiver dificuldade no começo, ajude a criança e, aos poucos, deixe que ela conduza. No fim da refeição, permita que pague a conta;

- Organize um show de calouros em família, com um caraoquê, por exemplo. Se a criança topar, convide-a para ser a apresentadora;

Valorize a opinião do seu filho e o incentive a fazer escolhas

- Demonstre interesse por suas atividades e histórias do dia a dia da criança. Elogie-a quando se mostrar adequadamente espontânea;

- Cuidado com a superproteção, excluindo seu filho de brincadeiras e atividades que ele, naturalmente, teme por envolver outras pessoas. Estimule-o a participar. Se ele pedir a sua presença, diga que ficará até que se sinta mais à vontade;

- Não deboche da criança quando uma tentativa de exposição for mal-sucedida, como no teatro da escola. Isso só piora a situação. Mesmo quando algo dê errado, elogie o esforço e incentive o aprimoramento;

- Elogie o esforço em vez de a inteligência. O atributo é logo percebido como algo que alguém tem ou não, mas o força de vontade depende de cada um. Fazendo isso, os pais incentivam que a criança tente e não se incomode com as consequências, pois, a cada resultado ruim, há um aprendizado do que não fazer da próxima vez.

*Colaborou Fernanda Alteff

Pesquisa: brasileiro acha importante incentivar a leitura, mas poucos leem para crianças

Uma pesquisa realizada pela Fundação Itaú Social e pelo Instituto Datafolha, divulgada na terça-feira, 2 de outubro, revelou que 96% dos brasileiros consideram importante ou muito importante incentivar as crianças de até 5 anos a ler.

Na prática, no entanto, a pesquisa aponta que apenas 37% dos entrevistados têm o costume de ler para crianças.

Segundo o estudo, as mulheres entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C, representam os principais leitores para as crianças.

O
incentivo à leitura foi considerado muito importante por 76% dos entrevistados e importante por 20%. Para a maioria, a prática contribui para o desenvolvimento intelectual e cultural, o desenvolvimento de valores éticos e a criação do hábito de leitura, entre outros aspectos.

Apenas 2% dos participantes acreditam que o estímulo é pouco ou nada importante durante essa fase da vida. Para essas pessoas, crianças dessa faixa etária são novas demais e devem apenas brincar.

Foram realizadas 2.074 entrevistas em 133 municípios entre os dias 9 e 10 de agosto.

Veja dez situações em que os pais devem ou não ouvir a opinião dos filhos

Clara Monteiro
Do UOL, em São Paulo


Crianças podem opinar sobre o que comprar no supermercado, mas a decisão sempre será dos pais

Pare um minuto e observe sua família. Se o grande tomador de decisões sobre o restaurante onde todos vão jantar no fim de semana, ter ou não um cachorro e o destino das férias tem menos de dez anos, pense melhor.

"Ouvir a criança em situações nas quais ela não deve ser ouvida é ser um mau pai", afirma o psiquiatra Içami Tiba, autor de "Família de Alta Performance" e "Quem Ama Educa" (Integrare Editora). Segundo ele, a regra fundamental para saber em que situações cabe ouvir a opinião das crianças --e em que situações isso é descabido-- é se perguntar: a decisão envolve algo que é para filhos ou pais?

A especialista em Psicopedagogia e Neuroaprendizagem Irene Maluf, com 38 anos de experiência clínica, concorda. "Escolher é um aprendizado. Para uma criança, que ainda não tem recursos internos para saber o que quer, é uma tortura", diz.

A especialista define o ato de educar como "aproveitar oportunidades que a vida dá para ensinar algo a seu filho. A decisão final, sobre qualquer assunto, é dos pais. Mas
UOL Comportamento listou abaixo algumas situações cotidianas para dizer, em cada uma delas, se os pais devem ou não ouvir a opinião da criança. As sugestões valem para quem tem filhos entre três e dez anos. Veja:

Quando os pais devem pedir a opinião dos filhos


A escola em que vai estudar
Irene sugere que os pais façam uma pré-seleção das escolas adequadas ao orçamento da família e à filosofia de educação aplicada em casa. Depois, os filhos podem escolher entre as selecionadas. Para Içami Tiba, como a escolha da escola envolve o projeto de educação, esse assunto é dos pais. Portanto, o aval final é sempre do adulto.

O brinquedo que vai ganhar
Embora seja um item exclusivo para a criança, o brinquedo é comprado pelos pais. Portanto, vale uma negociação: ela pode escolher, mas dentro de um cardápio de opções delimitado pelos adultos, levando em conta o preço e a indicação etária do brinquedo. Os pais dão as opções que consideram adequadas e, entre elas, a criança opta por qual prefere.

O que vai vestir
A criança pode escolher a roupa, desde que os pais também delimitem algumas opções. Quanto menor ela for, menos alternativas deve ter para escolher. Conforme vai crescendo, vai se tornando capaz de optar sozinha pelas peças adequadas para o clima e o contexto em que vai se apresentar.

O restaurante em que a família vai jantar
Desde que não seja só a criança quem determina isso, ela pode opinar. Se a família vai jantar junta, a decisão também é conjunta. Os membros podem se decidir em revezamento, com cada um indicando seu restaurante favorito, dentro de algumas opções selecionadas pelos pais.

Itens que vão para o carrinho do supermercado
Os filhos podem dar sugestões do que comprar no supermercado --dentro de um limite, mais uma vez definido pelos adultos. Aproveite a ocasião para mostrar que chocolates e balas não são essenciais. Explique que, depois de colocar dentro do carrinho tudo que está na lista de compras, ela pode escolher, se o dinheiro for suficiente, um item dentre os que gostou.

Situações em que as crianças não devem opinar


Celular novo do pai
Segundo uma pesquisa realizada pela Viacom no ano passado, 73% dos pais pedem opinião da criança na hora de comprar um produto --seja ele infantil ou não. "A publicidade está pensando na criança como promotor de venda junto aos pais", afirma Isabella Henriques, diretora da área de Defesa e Futuro do Instituto Alana, que combate a publicidade infantil. "Resta à família o difícil papel de dizer 'não'".

Ter ou não um animal de estimação
O bicho de estimação é da família e quem vai cuidar são os pais. Uma criança que é incapaz de cuidar de si própria não pode ser responsabilizada por outro ser vivo. Por outro lado, se a criança não gosta de cachorros, os pais devem respeitar e não forçar a adoção ou compra de um bichinho.

Destino das férias
As férias são passadas em família --portanto, são uma decisão dela. Claro que as necessidades da criança devem ser levadas em conta. Mas ir para a Disney porque o filho de três anos quer, parece um pouco suspeito, segundo Irene. "Com três anos, a criança mal sabe o que é a Disney", diz. Provavelmente, esse é um desejo de pais ansiosos por provar um status social, não da criança.

O tempo que vai passar em frente ao computador, videogame ou TV
Todos os assuntos de rotina devem ser definidos pelos adultos. Os pais devem estipular quanto acesso os filhos terão aos aparelhos. Colocar o videogame, o computador ou a televisão no quarto da criança torna mais difícil o controle desse limite.

Hora de dormir
Este também é um assunto referente à rotina. "'Querer' é diferente de 'precisar' e a criança tem de aprender isso", diz Irene. Ela pode querer dormir às 22h, mas precisa deitar às 20h, porque no dia seguinte acorda cedo para ir à escola. Esta decisão --e a aplicação dela-- cabe aos pais.

Sete atitudes tornam você mais atraente para o mercado de trabalho

Andrezza Czech
Do UOL, em São Paulo


Eles sempre são chamados para novos empregos, recebem propostas para bons cargos e nas melhores empresas. As oportunidades parecem cair do céu para alguns colegas de trabalho. Mas será mesmo que não há nada a fazer para ser desejado pelo mercado? O UOL Comportamento conversou com especialistas para entender quais atitudes podemos tomar para receber convites de emprego.

1. Saiba exatamente o que você quer
É consenso entre os especialistas: antes de qualquer coisa, você precisa saber exatamente o que deseja. Conhecer-se muito bem, a ponto de identificar seus pontos fortes e fracos e saber utilizá-los a seu favor, é fundamental para conseguir propostas no mercado de trabalho, segundo o especialista em desenvolvimento profissional e gestão de pessoas Renato Grinberg, autor de "A Estratégia do Olho de Tigre" (Ed. Gente). É importante ter um objetivo claro de onde você deseja trabalhar e traçar metas. "Quando um profissional conversa com um possível empregador, seus objetivos devem ficar claros", diz Grinberg. Para a coach Daniela do Lago, mestre em comportamento organizacional, se você não sabe exatamente o que quer e deixa isso transparecer para alguém que pode te ajudar profissionalmente, provavelmente perderá a oportunidade.

2. Atualize-se sempre
Além de contar pontos para seu currículo, fazer cursos, participar de palestras, fóruns e seminários pode ampliar sua rede de contatos. “São nesses locais em que os ‘headhunters’ aparecem, na hora do café”, diz Daniela do Lago. “Essa é a hora de aproveitar para entregar o cartão, dizer com o que trabalha e conversar com eles. Não aproveite o café para comer, concentre-se em bater papo”, afirma.

3. Tenha o cartão de visitas e o currículo atualizado
O currículo deve estar sempre atualizado, para que você possa repassá-lo o mais rápido possível quando lhe for solicitado. O cartão de visitas tem de estar sempre à mão. Nunca se sabe quando você encontrará alguém importante para a sua vida profissional. Para Fábio Cunha, gerente da Michael Page, empresa de consultoria especializada em recrutamento, um bom currículo deve ter todas as melhores realizações do profissional e quais resultados elas trouxeram para a empresa. "Você não está escrevendo um livro, o consultor quer apenas saber o que de melhor você fez", diz Cunha. Seja o mais objetivo possível: se couber em duas páginas, ótimo. Se você já estiver em um cargo de gestão, três páginas também são aceitáveis.

4. Tenha as atitudes certas no seu emprego atual
No seu ambiente de trabalho, saiba agir com dedicação acima da média e certa dose de resiliência. Para Grinberg, é preciso ter inteligência emocional e saber controlar os instintos no mundo corporativo. "Você faz um projeto, trabalha dez horas por dia e, no fim, não precisam mais dele? Tenha paciência", diz ele. Além de saber a hora de
engolir sapos no trabalho, mantenha a postura profissional. Não adianta ser eficiente se você passa o dia reclamando. É fundamental cativar seus colegas. Amanhã um deles pode mudar de empresa e te levar com ele.

5. Use as redes sociais a seu favor
Segundo Fábio Cunha, a maioria das empresas de recrutamento utiliza as redes para buscar mais informações sobre seus profissionais. “Ter um contato ativo com pessoas do meio é importante para que seu perfil seja lembrado”, diz ele. O LinkedIn pode ser útil para todos os níveis hierárquicos, segundo ele. Mas, se seu perfil for muito semelhante ao de outros profissionais, será difícil se destacar.
Quanto maiores as particularidades, melhor.

6. Cheque seu valor no mercado
Para a coach Daniela do Lago, você não precisa estar a fim de mudar de emprego para distribuir seu currículo. Se está feliz com a empresa, pode usar a estratégia para checar sua avaliação pelo mercado. Se você receber muitas propostas, vale negociar um aumento na empresa atual. Se ninguém responder, é sinal de que você precisa mudar algumas coisas no currículo ou correr atrás de uma atualização.

Para cargos que vão de estagiário a coordenador, o normal é ter algum retorno em até três meses –para cargos de direção, é possível que o retorno demore mais, segundo Daniela. Se ninguém te contatar, converse com pessoas da mesma área e de cargos compatíveis para entender que tipo de especialização esse funcionário tem.

É natural sentir medo de que o chefe descubra que você está enviando seu currículo por aí e interprete isso como insatisfação –e é importante ser discreto e escolher bem para quem você enviará o currículo. Mas, para Daniela, isso não deve ser encarado como traição. "Você assinou o contrato com a instituição, e não com uma pessoa. Você doa seu talento, tempo, ideias e outros pontos fortes em troca de dinheiro e benefícios. Se amanhã vier outro profissional mais qualificado para ganhar o mesmo ou se a empresa tiver alguma dificuldade, você será mandado embora", afirma.

7. Faça novos contatos e mantenha os antigos
É importante manter contato com consultores de recursos humanos ou de recrutamento de mercado. Candidatando-se, mesmo que você não esteja procurando oportunidades, eles já têm seu perfil em mente. Para Renato Grinberg, ao mapear contatos que possam ser interessantes para você, vale conhecer até amigos de outras pessoas, pedir dicas a familiares e ir atrás de profissionais no LinkedIn. Mas seja educado. "Jamais peça nada de cara. Diga que gostaria de entender mais sobre a profissão dele e tirar dúvidas”, diz Grinberg.

É igualmente essencial manter os contatos antigos, com colegas de faculdade, da pós-graduação ou de empresas pelas quais você já passou. “A melhor maneira para que eles te indiquem para uma vaga é você também indicá-los”, diz Cunha. Se você conhecer um assunto específico e mostrar isso às pessoas, elas podem te enxergar como referência e você ser lembrando quando surgir uma oportunidade. Para Grinberg, a manutenção dos contatos pode ser feita de uma maneira simples: basta enviar e-mails com artigos que possam ser relevantes para o trabalho dessa pessoa e, sempre que possível, agendar um café ou almoço. “Investir tempo e deixar uma imagem positiva pode abrir portas que você nem imagina”, diz ele.

Por uma educação de qualidade


Por Mª de Fátima M. Baumgärtner

Todos os meios de comunicação estão mostrando a realidade da educação atual. Sabemos que nada muda de repente, mas se ficarmos esperando alguém fazer algo, é que nada mudará, ou seja, não basta mostrar a situação, há que haver comprometimento para estabelecer um foco de atuação e primar por ele. Não dá pra ficar brincando de educar, ou falamos a mesma linguagem e agimos da mesma forma, ou perderemos crédito em nossas funções, sejam elas quais forem. O educando precisa encontrar um tripé onde se apoiar, mantendo este suporte por toda a sua vida. Este tripé é formado pela referência no educador, a disciplina mediada e o vínculo afetivo estabelecido numa relação de confiança. Os três fatores são distintos entre si, mas se complementam, ou seja, um não existe na ausência do outro. O educando está sempre testando o professor, os pais, ou outra pessoa que o eduque.

O motivo é um só, a busca do sentido para suas ações futuras. É como se ele sempre perguntasse, se poderia ou não tomar certa atitude. Cujo ato para o adulto, acontece num determinado tempo de ação, e se denomina erro. O que o faz pensar assim, é o fato de ter vivido certas experiências. Não há receita para tudo. Por isso nem sempre dá certo o que se faz. Mas não se pode desanimar, cada situação pede uma atitude, pois todos somos diferentes.

Ao nos depararmos com situações indesejáveis, nem sempre somos prudentes ou pacientes como deveríamos ser. Somos impulsivos ao agir e por fim, incapazes de perdoar erros de percurso em nosso cotidiano, muitas vezes oriundos de fatores bem mais complexos do que uma questão de momento. Quando um problema se instala, muitas vezes a primeira atitude que temos é julgar e criticar, quando na verdade o que se deve fazer, é diagnosticar para descobrir o porquê de tal acontecimento. O educando em primeiro plano é ser humano em desenvolvimento, tal qual outra pessoa, apenas diferindo na idade, tanto cronológica quanto mental. Partindo deste pressuposto, fica fácil perceber que noção de limite deve se dada todo o dia, seja em qualquer ambiente em que estejamos inseridos, por todos aqueles que se encontram no mesmo. Toda rebeldia é um pedido de socorro, que nem sempre é compreendido.

Tudo isso é repetitivo, dizem, mas é assim que se alcançam objetivos, com persistência. Ao invés de ficar na platéia como expectador, vamos unir forças em prol da educação. O que está acontecendo, é que muitos profissionais estão atuando em áreas desconhecidas, tentando ¨descobrir como fazer¨ e muitos especialistas são ignorados por questões diversas. Enquanto isso acontecer, nada vai mudar. ¨Ninguém ama o que não conhece e nem dá o que não tem. Se alguém faz o que desconhece, é apenas porque lhe convém.¨ Percebe-se então que há uma falta de estrutura e planejamento, por parte de uma equipe gestora que oriente e capacite profissionais visando um ensino de qualidade. Já os pais muitas vezes, não acreditam na capacidade dos filhos. Então projetam para eles um futuro que nunca chega, pois cada indivíduo, tem suas habilidades e desejos, que aos poucos vão determinando uma trajetória de sucesso ou de fracasso. Cabe aos pais apenas orientá-los neste processo cotidiano e facilitar o acesso aos mecanismos de ação ou de defesa diante das diversidades de atitudes que serão tomadas por eles.

Tanto os educadores quanto a família devem dar tempos e espaços aos educandos para que o mesmos exercitem seus mecanismos cognitivos, podendo assim apropriar-se da autonomia necessária para ¨viverem experiências futuras¨. Há quem diga que não há futuro. Imagine alguém ter como mediador alguém que não acredite no futuro. Seria incoerente educar, pois educação é propósito futuro, pressupondo que podemos mudar preparando o indivíduo para uma sociedade melhor. Se apenas educamos para o hoje, então não acreditamos na sucessão dos dias. Mas não pensemos no futuro com sendo nosso. É preciso desprender-se dele. Pois ele não nos pertence, nós é que pertencemos a ele. E isso não quer dizer que ele não exista. Como uma mulher grávida poderia olhar para sua barriga que se projeta para frente dando vida ao um novo ser, sem acreditar no amanhã… Eis aí o milagre da vida que projeta o futuro. Ela cria o novo ser que deixa como extensão da sua vida passada. O filho nasce para o futuro… Filho do universo. Os pais não devem pensar no filho, como forma de propriedade. O filho vem ao mundo para viver sua própria vida. O filho vem através dos pais e não para os pais. É dolorido admitir isso. E há quem pense que sendo assim, não tem responsabilidade para com seu rebento. Mas na verdade quando o filho nasce, surgem responsabilidades para toda a vida.

A vida é aprendizado e a teoria deve ser associada a ela. Cada ato cometido por menores nos faz refletir. Onde andam seus pais, quem foi seu mestre, diga-me com quem andas e dir-te-ei quem és… Porém, isso não é suficiente. Dar atenção, amor e limite, é tudo. E é tudo o que eles precisam. Não adianta só escrever e falar sobre estes assuntos, mas quem escreve e fala sobre isso, demonstra que já está fazendo algo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Professores lideram pedidos de licenças do cargo para disputar eleições

Mais de 360 servidores pediram afastamento do cargo em decorrência das atividades
DA REDAÇÃO

Somente em 2012, o Governo de Mato Grosso concedeu 365 licenças para funcionários públicos efetivos do Poder Executivo exercerem atividades políticas nas eleições de 2012 em 98 municípios do Estado. A grande maioria de servidores que concorrem ao pleito no dia 7 de outubro é de professores da Educação Básica. Ao todo são 172 profissionais.

Seguindo os docentes estão os profissionais de Apoio Administrativo Educacional que somam 50 candidatos, e os técnicos administrativos educacionais, 29. Já na segurança pública, um número expressivo é o de Investigadores da Polícia Judiciária Civil, com 20 candidatos.

Em relação às cidades onde estes servidores estão concorrendo a uma vaga no executivo e legislativo municipais, Cuiabá lidera com 57 candidatos, sendo um a prefeito. Em seguida está Várzea Grande com 17 candidatos, Tangará da Serra com 12 e Barra do Garças com dez.

Dos 365 servidores que pleiteiam um cargo político, 254 concorrem no município em que estão lotado. Outros 111 concorrem em outro município.

A licença para atividade política está prevista no artigo 103 do Estatuto do Servidor e está dividida em duas partes: uma sem, outra com remuneração.

O Estatuto regulamenta que o servidor terá direito à licença sem remuneração durante o período entre a convenção partidária, na qual ele é escolhido como candidato, até a véspera do registro de sua candidatura na Justiça Eleitoral. Três meses antes do dia da eleição, e já com o registro da candidatura no Tribunal Regional Eleitoral (TRE/MT), o servidor começa a ter direito à licença remunerada até o décimo quinto dia seguinte às eleições.

Se o servidor se eleger prefeito, será afastado do cargo e poderá optar pela sua remuneração. No caso de ser eleito vereador, havendo compatibilidade de horários, deverá perceber as vantagens do cargo, e poderá também optar por sua remuneração.

Já no caso de afastamento do cargo, o servidor continuará a contribuir para a seguridade social como se estivesse em exercício e não poderá ser removido ou redistribuído de ofício para local diverso de onde exerce o mandato.

Vale ressaltar que os prazos para realizar os pedidos de afastamento e exoneração também são diferentes, de acordo com a função e o cargo que disputa na eleição. O servidor efetivo em cargo de arrecadação ou fiscalização que se candidatou a prefeito ou vice teve que pedir afastamento quatro meses antes das eleições.

Para os que concorrem a vereador, a antecedência foi de seis meses. Já para os servidores efetivos da administração direta, indireta e fundacional que não ocupam cargo de direção o prazo foi de três meses, independentemente do cargo que disputam.

(Com informações da Assessoria)

 

Ser... idoso

Ines Martins

Ser idoso é ter tido a sorte de não ter morrido jovem. Sim, porque viver hoje, com a violência impedindo nosso sagrado direito de ir e vir e nos obrigando a vivermos quase que enclausurados dentro de nossas próprias casas, com cercas elétricas, câmeras, etc. tem que ter entre tantas outras coisas, também sorte. Mas, que sorte é essa? Estar na Melhor Idade? Maturidade? Viajando e conhecendo outros lugares?

Tudo é válido, mas o mais importante mesmo é entrar nessa faixa etária e poder contar com atenção, carinho, amor, respeito da família, da sociedade e principalmente com educação e políticas sérias e adequadas para enfrentar o que já está aí. A realidade é que de fato não estamos preparados para a grande demanda do envelhecimento da população. Fala-se muito, mas faz-se pouco. Envelhecer não é nada divertido. A gente aceita, pois é da vida, mas que não é uma piada, há! isso não é mesmo, nem vou me alongar e explicar aqui o porquê. Esse pensamento não é de uma pessimista mas de alguém que já há alguns anos tem acompanhado de perto o comportamento, a vivência dessa faixa etária e o blá, blá, blá das políticas públicas.

Um começa e outro não dá continuidade. Uma coisa também é certa: o tempo parece dar uma oportunidade para mudanças, mas observa-se que nem todos abrem seu coração para que isso aconteça de forma a tornar esses anos mais felizes para si próprios e para todos aqueles que o rodeiam. Tem gente que vai envelhecendo conservando os defeitos da juventude. Aí tudo fica mais difícil e a família sofre, assim como os novos cuidadores de idosos.

Um dia desses, conversei com uma senhora que precisava muito desse trabalho, mas revelou-me estar sofrendo por que a sua patroa tinha o comportamento e linguagem dos antigos coronéis e ela vivia humilhada. Do outro lado, uma família disse precisar desse tipo de trabalho, mas estava sentindo uma grande invasão de privacidade e ainda dando falta de vários objetos da casa. Como veem, não basta regulamentar a profissão, há que ter também qualificação para essa importante mão de obra e que, diga-se de passagem, nem todos têm condições de pagar.

E então vem a pergunta, quase sem resposta: Quem vai cuidar de nós? Como vamos envelhecer? Vamos poder viajar? Comprar nossos meus remédios? Vamos poder ter nosso ventilador ou ar condicionado ligado nesse calor infernal com essa taxa vergonhosa que pagamos? Nesta Semana do Idoso vimos muitas comemorações e nesta segunda-feira, 1º de outubro, da comemoração ao Dia Nacional da Pessoa Idosa, foi realizada na Praça Alencastro, em Cuiabá, o evento organizado pelo Conselho Municipal dos Direitos e Defesa da Pessoa Idosa, que contou com serviços na área de saúde e de orientação ofertados à população. Foi distribuída uma cartilha que, segundo o Conselho Municipal, explica sobre os direitos dos idosos.

Conforme informações, a ação finalizou uma semana inteira dedicada ao debate e reflexões sobre os direitos conquistados e realmente executados com destinação a pessoa idosa. Saúde, educação, cultura, lazer, assistência social, entre outros temas debatidos. No entanto a realidade é que: um estudo de uma agência ligada a ONU prevê que em 10 anos a população de idosos do mundo será de mais de um bilhão de pessoas. No Brasil, segundo o Censo 2010, são 20.590.000 brasileiros acima de 60 anos.

Segundo o IBGE, a expectativa de vida dos brasileiros aumentou. Em 1991, era de 66 anos. No Censo de 2011, passou para 73 anos. Os idosos estão aproveitando mais o tempo livre e também trabalhando mais. Vinte anos atrás, 2,6 milhões de idosos estavam no mercado de trabalho. Hoje, esse número mais que dobrou - 5,4 milhões de brasileiros com mais de 60 trabalham. A estimativa do Censo 2010 (IBGE) é a de que residam na área urbana e rural da nossa capital 48 mil pessoas com faixa etária acima de 60 anos.

Portanto, aqui está um grande desafio para os políticos. Quê os mesmos coloquem na pauta das suas realizações, o respeito e a execução de ações voltadas para essa faixa etária. Afinal tem uns que nem votam, mas formam opinião, mesmo quando abandonados e dormindo ao relento, desprezados pela família, e principalmente pelo poder publico.

Inês Martins é produtora cultura, escritora, autora do concurso literário "Casos Lembrados, Casos Contados", direcionado às pessoas com idade acima de 60, poetiza, palestrante da maturidade, vovó blogueira e escreve exclusivamente neste espaço toda quarta-feira - www.vovoantenada.com.br)

MT - Prorrogadas as inscrições para o coral infantil do Pavilhão das Artes

As aulas são gratuitas e vão até 8 de dezembro

DA ASSESSORIA

A secretaria de Estado de Cultura (SEC) informa que o período de inscrições para o coral infantil do Pavilhão das Artes, foi prorrogado até o dia 5 de outubro, com atividades realizadas todos os sábados a partir do dia 6. O coral é voltado à crianças entre 7 e 12 anos e terá como regente Patrícia Ribeiro. As aulas são gratuitas e vão até 8 de dezembro, sempre das 9 às 11h, no Pavilhão das Artes, localizado no 2º andar do Palácio da Instrução, Centro de Cuiabá.

Empolgada com a proposta de fazer um coral infantil, a regente Patrícia Ribeiro, em seu currículo, já regeu os corais da Igreja Presbiteriana do Areão (Coral Infantil), Colégio São Mateus (Coral Infantil), AMBEV, Caixa Econômica Federal e Hospital do Câncer e coordenou e produziu o Projeto Intervalo de Quinta, também realizado pela Universidade Federal de Mato Grosso. Atualmente é acadêmica de Licenciatura em Música pela UFMT, ministra aulas de teclado no curso de Extensão da UFMT.

Serviço


O que: Coral Infantil Pavilhão das Artes
Quando: Todo sábado a partir de 6 de outubro, das 9 às 11h
Inscrições: Até dia 05 de setembro pessoalmente ou pelo envio de: dados pessoais, telefone, endereço eletrônico e idade para o e-mail dialogocontemporaneo@gmail.com
Quanto: Gratuito

Pesquisa mostra que 25% destes perfis são públicos


DO IG delas

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou nesta terça-feira (02) os resultados da primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil. O objetivo é levantar dados sobre oportunidades online e uso seguro da internet. No total, foram entrevistadas 1.580 crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e o mesmo número de pais.

De acordo com o estudo, 70% dos entrevistados possuem perfil próprio em redes sociais. “Chama atenção o fato do uso das redes sociais no Brasil superar o uso na Europa entre crianças nessa faixa etária, onde o uso atinge 57%”, declara Alexandre Barbosa, gerente do CETIC.br.

Entre os que possuem perfil próprio nas redes sociais, 42% foram configurados para serem privados, onde apenas amigos podem visualizar as atualizações feitas pelo usuário. 31% permitem que amigos de seus amigos possam acompanhar seus perfis e 25% possuem perfis públicos, ou seja, qualquer pessoa pode visualizar todas as atualizações e postagens do usuário.

Percepção dos pais

Segundo a pesquisa, 37% dos pais e responsáveis acreditam que não é nada provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na internet nos próximos seis meses. Além disso, 71% dos pais acham que os filhos usam a internet com segurança e 35% acreditam que eles são capazes de lidar com situações que os incomodem na internet.

Outro indicador da pesquisa mostra que 23% dos usuários entre 11 e 16 anos já tiveram contato na internet com alguém que não conheciam pessoalmente. Entre os que estabeleceram esse contato, 25% declararam ter encontrado pessoalmente alguém que conheceu online. O CERT.br divulgou um volume em sua Cartilha de Segurança para Internet com dicas específicas em redes sociais. O material está disponível no endereço eletrônico cartilha.cert.br .

A pesquisa revela ainda que 47% das crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos acessam a internet todos os dias ou quase todos os dias em diversos lugares: 42% ficam online na escola, 40% em casa e 35% na lanhouse. 18% dos entrevistados citaram o celular como ferramenta de acesso à internet.

Assembleia será realizada na escola Liceu Cuiabano, nesta quinta

Sintep Cuiabá 

Trabalhadores da rede municipal pedem reajuste salarial

DA REDAÇÃO

Trabalhadores da Educação da rede municipal de ensino de Cuiabá se reúnem nesta quinta-feira (4), para discutirem a se deflagram greve. A assembleia geral acontece no auditório da Escola Estadual Liceu Cuiabano Maria de Arruda Müller, a partir das 14h.

Na terça-feira (2), professores, técnicos e funcionários das unidades escolares e creches participaram de ato público na Praça Alencastro com a finalidade de mais uma vez cobrar a pauta de exigências do prefeito Francisco Galindo.

As principais reivindicações são reajuste salarial capaz de assegurar ganho real, publicação dos processos de aposentadoria e licença prêmio.

“A greve poderá ser votada durante assembleia. Caso os trabalhadores decidam pela paralisação, 50 mil alunos poderão ficar sem aulas nesta reta final do ano letivo”, explica o presidente da subsede Cuiabá do Sintep (Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso), João Custódio da Silva.

Unemat divulga desempenho preliminar das provas objetivas do Vestibular


O resultado final do vestibular vai ser publicado a partir do dia 14 de novembro

DA ASSESSORIA

A Unemat divulgou, nesta quarta-feira (03), o desempenho preliminar das provas objetivas do vestibular específico e para o Curso de Formação de Oficiais de Polícia Militar e Corpo de Bombeiro (CFO/MT). A consulta individual pode ser feita na página www.unemat/vestibular, digitando o número do CPF e data de nascimento.

Também foi publicada a imagem do cartão de respostas dos candidatos, que ficará disponível por até quinze dias após o resultado final do vestibular.

Quem desejar entrar com recurso contra a pontuação divulgada terá dois dias úteis para fazê-lo, sendo aceito somente nesta quinta e sexta-feira (4 e 5 de outubro). Para recorrer, é necessário utilizar o endereço eletrônico (
www.unemat.br/vestibular) , e seguir as instruções de preenchimento. O candidato deve indicar o número de acertos que julga ter obtido e os divulgados pela Covest/Unemat.

O resultado final do vestibular vai ser publicado a partir do dia 14 de novembro.

Já a seleção para o CFO/MT compreende ainda avaliação física (TAF), que será feita de 27 a 29 de novembro, psicológica (dia 27/12), médica e odontológica (15/01/2013), entrega dos documentos referentes à investigação social (28/01/2013) e apresentação para ingresso na instituição e matrícula no Curso de Formação de Oficiais, em 06 de fevereiro do próximo ano (para Bombeiros) e 11 de março (para PM).

Vagas- São oferecidas 500 vagas para a Universidade, para turmas de História, Matemática, Química, Comunicação Social, Letras, Administração e Computação. Já o curso de formação de oficiais do Corpo de Bombeiros disponibiliza 06 vagas e a Polícia Militar, 30.

 

Professor da UFMT é acusado de fraude científica


 
FOLHA DE S.PAULO
 
O professor da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Denis Lima Guerra, é um dos principais implicados -- o outro é o professor Cláudio Airoldi, da Unicamp -- no maior caso de fraude científica do Brasil.
A dupla teve 11 artigos invalidados, segundo a editora responsábel pela publicação desses trabalhos, por terem manipulado gráficos utilizados para justificar o resultado de suas pesquisas.
Os trabalhos usavam ressonância magnética para avaliar a estrutura microscópica de materiais. Atualmente, o professor Denis Guerra enfrenta um processo administrativo em sua universidade, após uma sindicância interna ter apontado "fabricação de dados".

"Sou inocente", diz professor acusado de fraude científica

Denis Lima Guerra enfrenta processo administrativo na UFMT
Professor alega inocência, mas responde a processo administrativo

FERNANDO MORAES
DA FOLHA DE S.PAULO

O professor da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), Denis Lima Guerra, é um dos principais implicados -- o outro é o professor Cláudio Airoldi, da Unicamp -- no maior caso de fraude científica do Brasil.

A dupla teve 11 artigos invalidados, segundo a editora responsábel pela publicação desses trabalhos, por terem manipulado gráficos utilizados para justificar o resultado de suas pesquisas.

Os trabalhos usavam ressonância magnética para avaliar a estrutura microscópica de materiais. Atualmente, o professor Denis Guerra enfrenta um processo administrativo em sua universidade, após uma sindicância interna ter apontado "fabricação de dados".

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Folha - Como o senhor vê o resultado da comissão de investigação de que houve "fabricação de dados"?

Denis Guerra -
Mantenho que sou inocente nesse caso e estou questionando a decisão, pois não fizeram parte da comissão técnicos especialistas na área.

Folha - O senhor teme ser exonerado ao fim do processo administrativo?

Denis Guerra -
Eu não sei o que pode acontecer. Meus advogados estão trabalhando no caso e eu apenas espero que se resolva logo essa situação.

Folha - Quase dois anos após o senhor ser envolvido nesse caso, como anda a vida?

Denis Guerra -
Estou muito tranquilo. Retomei meu trabalho, voltei a orientar alunos e não sofri retaliações por parte das revistas científicas.