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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Gasto público por aluno é muito menor no ciclo básico

Considerando todos os níveis de governo, o Brasil gastou, em 2010, cinco vezes mais com alunos no Ensino Superior do que nos Ensinos Básico e Médio

Nos últimos dez anos, o Brasil elevou de forma expressiva os gastos públicos com Educação, que somaram 5,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010, quando se consideram despesas diretas municipais, estaduais e federais com Escolas públicas (97% do total) e subsídios às famílias no Ensino privado (3%), em contas da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em proporção do PIB, o percentual é equivalente à média dos países que compõem a OCDE, de 5,8%, e até maior do que em países reconhecidos pela qualidade do Ensino, como Estados Unidos (5,5%), Espanha (5%) e Coreia (4,9%), sempre considerando gastos públicos em instituições públicas de Ensino e bolsas em instituições privadas.

Quando esse número é ajustado para levar em consideração o tamanho da economia, o número de Alunos, o nível de Ensino e, principalmente, quando se olha para os resultados que o país tem obtido em provas internacionais, o que parece grande fica pequeno. Por Aluno, os 5,8% do PIB brasileiro se transformam em gasto anual de US$ 2.964, muito abaixo da média dos países da OCDE, de US$ 8.332.

De novo, contudo, a despesa por estudante esconde a realidade, pois o Brasil continua gastando muito mais no Ensino superior e muito menos no Ensino básico, apesar de haver melhorado essa "divisão".

Considerando todos os níveis de governo, o Brasil gastou, em 2010, US$ 2.653 por Aluno nos Ensinos básico e médio, e cinco vezes mais no Ensino superior, com US$ 13.137 por estudante.

No Ensino básico, o país está quase na lanterna entre os 34 países da OCDE (e muito abaixo da média de US$ 8.412), enquanto, no Ensino superior, dez países gastam mais que o Brasil por Aluno, e a média é de US$ 11.382.

Para especialistas em Educação e em contas públicas, a pior notícia desses números é que, mais do que gastar pouco, o Brasil gasta mal os recursos destinados à Educação. Entre 2008 e 2013, as despesas com Educação subiram, em média, 82% nas capitais, 70% nos Estados e 122% na União, em termos nominais. No mesmo período, a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 39,6%, já considerando a alta de 5,86% do índice em 2013, prevista pelo mercado no boletim Focus do dia 24 de junho.

No Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), prova da OCDE destinada a avaliar habilidades de leitura, matemática e ciências, o Brasil atingiu nota média de 401 pontos em 2009, 33 pontos a mais do que em 2000. Embora tenha sido um dos maiores aumentos de nota observados entre os países que participam da prova, o Brasil segue em 53º lugar no ranking de 65 países, atrás de Chile e México, que investem 4,1% e 5,3% do PIB em Educação, respectivamente.

Diante das manifestações que tomaram as cidades brasileiras nas últimas semanas, com bandeiras que demandam mais recursos para saúde e Educação, a Câmara aprovou a destinação dos royalties do pré-sal para essas duas áreas. O Senado também se comprometeu a votar antes do recesso parlamentar, em meados de julho, o Plano Nacional de Educação (PNE), que entre outras metas estabelece que 10% do PIB sejam destinados para Educação, o que significa praticamente dobrar recursos para o setor.

Para economistas e estudiosos da Educação, no entanto, apenas elevar gastos direcionados para a área pode não resultar em melhora da qualidade do serviço prestado à população, caso não venham acompanhados de mudanças estruturais, como valorização da carreira de Professor, redefinição de etapas do Ensino, implementação de metas e bonificação de bons Professores e Escolas, por exemplo. Ainda assim, argumentam, para equiparar o Ensino público brasileiro ao de países desenvolvidos, e elevar o gasto por Aluno, será preciso investir uma parcela maior do PIB para fazer frente às defasagens históricas no Ensino do país.

Priscila Cruz, diretora-executiva do Todos Pela Educação, diz que não é possível dar um salto de qualidade na Educação brasileira sem investir mais, já que o país tem uma população jovem e precisa ainda fazer o trabalho de qualificação que outras economias fizeram no século passado. A questão, afirma Priscila, é que o aumento de recursos tem de vir acompanhado de boa gestão e excelência na implementação de políticas públicas.

Caso contrário, é possível elevar recursos sem ter contrapartida na qualidade. Um exemplo está no Ensino médio, afirma. Os recursos para Educação nessa faixa dobraram em dez anos. Ainda assim, apenas 10% dos Alunos apresentam nível de aprendizado condizente com a sua série, mesmo patamar observado há dez anos.

Nesse caso, embora tenham aumentado os recursos, o desenho equivocado do Ensino médio brasileiro, que tem 13 matérias obrigatórias fixas, enquanto em diversos outros países o currículo é flexível, travou avanços significativos no aprendizado, diz Priscila. "Ou o financiamento vem acompanhado de reformulação, ou podemos desperdiçar os investimentos a mais."

Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), faz diagnóstico semelhante. No curto prazo, segundo ele, é fácil ceder ao apelo de elevar recursos para áreas como o Ensino público, mas a discussão está começando pelo lado errado. "A melhoria do serviço não é uma questão de curto prazo e depende de reformas institucionais, com investimento em treinamento e qualidade dos Professores, políticas de bônus para os funcionários e Escolas com melhor desempenho", diz.

É uma dinâmica diferente dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, que dependem majoritariamente de aumento da despesa e têm impacto quase imediato. O aumento do gasto para 7% ou 10% do PIB, diz, deveria ser resultado desse rearranjo na condução das políticas públicas, e não uma meta por si só. "Para elevar a qualidade da saúde e da Educação, o aumento do gasto sozinho pode resultar em desperdício de recursos."

A essas críticas, Naércio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, adiciona a má distribuição de recursos. "Hoje, um Aluno do Ensino superior recebe seis vezes mais recursos do Estado do que um Aluno da Educação infantil."

A necessidade de priorizar o ciclo básico de Educação, em detrimento do superior, é um dos pontos consensuais entre os especialistas ouvidos pelo Valor. O Brasil tem avançado nesse caminho. Em 2000, pelos dados compilados pela OCDE, o Brasil destinava 2,4% do PIB para o Ensino básico (fundamental e médio), percentual que cresceu para 4,3% do PIB dez anos depois. Na mesma comparação, entre 2000 e 2010, a parcela destinada ao Ensino superior passou de 0,7% para 0,9%.

Para Menezes, a perenidade das políticas públicas ao longo de administrações distintas é um caminho para garantir resultados melhores, como no caso do Ceará. São duas políticas que, de certa forma, independem dos recursos. "Apenas transferir recursos não resolve a questão", diz.

O grande volume investido na área resultou em aumento das notas no Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) em todos os ciclos. Ainda assim, mesmo onde o desempenho melhorou mais, nos anos iniciais do Ensino fundamental (que avalia o desempenho dos Alunos da 5ª série), a nota no Ensino público (4,7 pontos) continua distante da obtida no Ensino privado, que é de 6,5 pontos. Quanto mais elevado o nível de Ensino, maior a discrepância.

Outro indicador importante, que mede a distorção idade-série entre Alunos do Ensino médio (adolescentes mais velhos em séries em desacordo com a sua idade), recuou de 44,8% para 32,8% entre 2007 e 2011, mas segue elevada tanto por causa do ingresso tardio na Escola quanto por causa das taxas ainda altas de repetência e abandono Escolar.

Ana Maria Barufi, economista do Bradesco, avalia que são necessários anos de investimento forte no setor para que a qualidade do aprendizado melhore. Nelson Cardoso Amaral, Professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), também avalia que avanços importantes foram feitos na última década, e que não são percebidos pelo Ideb. "Mudanças substanciais em processos educacionais são lentos. Mesmo com recursos substanciais, a melhora da qualidade pode não aparecer de imediato." A capacidade de aprendizado do Aluno, diz o Professor da UFG, também depende de melhora do perfil socioeconômico da população e de investimento em infraestrutura, para equipar Escolas com bibliotecas, quadras e laboratórios.

Segundo Amaral, a partir da evolução desses outros indicadores, é possível passar a focar em elevar a qualidade do Ensino. O momento para isso é agora, enquanto o Brasil ainda pode capacitar a população e aproveitar o que resta do bônus demográfico. Além disso, há a expectativa de ingresso de recursos para a área com os royalties da exploração de óleo no pré-sal.

Apenas esses recursos não serão suficientes para elevar o investimento público em Educação para 10% do PIB, o que significa dizer que a sociedade precisará fazer escolhas. Priscila, do Todos Pela Educação, afirma que é preciso que os recursos que ingressarão nos cofres públicos carimbados para a Educação não sejam mal aproveitados. Os royalties do pré-sal, diz, poderiam ser usados para elevar os salários dos Professores. Apesar da expectativa de que a quantia somará mais de R$ 200 bilhões nos próximos anos, Priscila afirma que não seriam suficientes para equiparar o salário dos Professores do Ensino fundamental e médio aos salários médios dos profissionais de outras áreas, o que tornaria a carreira na Educação mais competitiva.

Amaral também afirma que apenas o pré-sal será insuficiente para elevar o porcentual destinado à Educação para 10% do PIB e avalia que outras medidas serão necessárias, como a redefinição do destino das contribuições existentes, estabelecimento de novas contribuições e levar União, Estados e municípios a gastar mais do que o mínimo constitucional com a área.

Para Mansueto, do Ipea, o debate no Brasil é sempre "aditivo". Ou seja, a cada nova demanda da sociedade, aumenta-se a carga tributária para acomodar a reivindicação. Hoje, no entanto, a carga tributária do país é uma das maiores do mundo e o debate precisará se dar em torno do mix de gastos do governo. "Ou vamos discutir se estamos dispostos a mudar a regra do salário mínimo, por exemplo, ou a resposta vai ser mais carga tributária, mais dívida ou mais inflação", afirma.


Só orçamento maior não garante melhor nível de aprendizado

O debate em torno da necessidade de mais recursos para Educação é questão controversa no Brasil. Há algum consenso, no entanto, sobre o fato de que apenas aumentar os gastos no setor não garantirá aprendizado efetivo dos Alunos, na avaliação do coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper, Naércio Menezes Filho.

A aplicação de recursos não é condição essencial para melhora da qualidade do Ensino, segundo Menezes. O principal exemplo, diz, é o Ceará, cujo orçamento estadual da Educação cresceu abaixo da inflação entre 2008 e 2013, para R$ 2,5 bilhões. Ainda assim, o Estado é um dos que mais se destacam no Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb). Com um gasto anual por Aluno de R$ 2.666,08, a nota do Ensino médio cearense no indicador passou de 3,3 para 3,7 entre 2005 e 2011.

"No início, investimos na ideia da gestão eficiente e de resultados um pouco intuitivamente, hoje temos resultados", diz o secretário-adjunto de Educação do Ceará, Maurício Holanda Maia. "Foi preciso romper com argumentos universitários e ideológicos de determinados grupos, uma visão que tende a taxar de neoliberalismo qualquer busca de eficiência."

Maia reconhece que depende muito de repasses federais para implementar as políticas educacionais do Estado. O maior exemplo é Educação profissional: o governador Cid Gomes (PSB) buscou o máximo de recursos do programa federal Brasil Profissionalizado, do Ministério da Educação (MEC), e conseguiu sair de um patamar de pouco mais de duas centenas de matrículas em 2008 para mais de 35 mil em 2013, com abertura de Escolas técnicas por todo o Estado.

Menezes, do Insper, também atribui parte dos bons resultados recentes a uma iniciativa do governo do Estado. No Ceará, 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) repassado para os municípios depende dos índices de Educação, saúde e ambiente locais. Os resultados da avaliação da Alfabetização no 2º ano, e do aprendizado no 5º ano do ciclo básico, entram com maior peso.

"É uma iniciativa que gera resultados, porque como os prefeitos necessitam de recursos, precisam fazer um esforço adicional para melhorar a Educação, e passaram a perseguir políticas públicas mais estáveis", afirma Menezes. Para ele, a iniciativa poderia ser replicada em outros Estados e até pela União, como já acontece nos Estados Unidos, com o programa "Race to the Top", que associa repasse de recursos federais à indicadores na área da Educação.

O exemplo de Santa Catarina mostra que mais gastos, se bem aplicados, também resultam em maior qualidade do aprendizado. O orçamento educacional do Estado foi o que mais cresceu nominalmente em todo o país, alta de 135% entre 2008 e 2013, de R$ 1,5 bilhão para R$ 3,5 bilhões. Nos anos iniciais do Ensino fundamental, por exemplo, o Estado marcou, em 2011, 5,7 pontos no Ideb, 0,6 ponto percentual acima da meta estabelecida para o ano, que era de 5,1 pontos.

O Estado também vem sendo bem-sucedido ao reduzir a taxa de Analfabetismo, que era de 7,4% da população com 15 anos ou mais em 1995, e passou para 3,9% em 2011, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio.

Para Cleuza Repulho, secretária municipal de Educação de São Bernardo do Campo (SP) e presidente da União Nacional de Dirigentes Municipais de Educação (Undime), avanço econômico está claramente relacionado com avanço educacional. "O exemplo claro disso é perceber a pequena melhora da maioria dos municípios brasileiros que dependem de repasses para tocar as políticas de todas as áreas", diz Cleuza.
"Com os repasses na Educação, eles conseguem melhorar. Mas com a chegada de recursos significativos, como esperamos do petróleo ou da maior participação da União no financiamento da Educação, é possível ir além da melhora, é possível, de fato, avançar, dar saltos", afirma a secretaria.

Para Cleuza, na Educação, gestão e financiamento não são processos separados. O projeto de lei do Plano Nacional de Educação (PNE) que tramita no Senado, diz ela, tem metas claras, quantitativas e qualitativas, sobre como gastar os novos recursos da Educação.

"Tem muito trabalho de gestão aí. Além disso, temos um levantamento que mostra que os secretários municipais de Educação no Brasil têm uma formação cada vez mais técnica, a maioria tem formação superior, carreira na gestão pública. Nas capitais, muitos são ex-reitores de universidades. Conhecem bem a demanda da Educação de suas cidades", afirma Cleuza, para quem os recursos dos royalties do petróleo devem focar três pontos: "Salário decente, para atrair o jovem para o magistério, carreira com formação continuada, para manter a qualificação do quadro, e infraestrutura Escolar".
Fonte: Valor Econômico 04/07/2013

domingo, 18 de março de 2012

Campo tem analfabetismo em 23% e mais de 37 mil escolas fechadas

KARINE RODRIGUES

Ednalva receia que a escola onde leciona seja extinta, pois duas salas estão fechadas

ESCADA (PE) e RIO - "Vai reformar?"; "Quando é que as aulas começam?"; "Vai ter 6 série?", pergunta, quase sem pausa, Heronildo José de Araújo, 11 anos, confundindo a equipe de reportagem com autoridades da prefeitura de Escada, município a 62 quilômetros da capital pernambucana. Ele vive em uma casa no Engenho Canto Escuro, em frente à Escola Municipal Tiradentes, um dos 37.776 estabelecimentos de ensino rurais do país que fecharam as portas nos últimos dez anos, segundo dados do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC).

- Não gosto de viajar todos os dias para tão longe - reclama o menino, que sente enjoo no sacolejo do ônibus escolar e tem dois irmãos que também estudam muito distante de casa.

O número de escolas fechadas impressiona, mas está longe de ser o único dado que chama atenção na educação do campo, onde existem cerca de 80 mil estabelecimentos de ensino. Entre a população de 15 anos ou mais, a taxa de analfabetismo na zona rural chega a 23,3%, três vezes maior do que em áreas urbanas, e a escolaridade média é de 4,5 anos, contra 7,8 anos, mostra estudo de 2009 da socióloga Mônica Molina e mais dois especialistas para o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República.

- A ausência do Estado na garantia do direito à educação se traduz na precariedade da oferta. As alterações ocorridas nos últimos dez anos foram pequenas. Os professores são mal formados, não há infraestrutura e nem material pedagógico - avalia Mônica, professora da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo ela, o fechamento das escolas, em geral, resulta de expansão do agronegócio e da nucleação - quando escolas de menor porte são extintas e os alunos, transferidos para unidades mais distantes e maiores. Mônica observa ainda que as diretrizes do setor dizem que a nucleação deve ser feita após os cinco anos iniciais do ensino fundamental e, preferencialmente, em escolas situadas também no campo, e não na área urbana.

Na opinião de Mônica, as políticas públicas para o campo precisam não só vincular o desenvolvimento à educação, mas garantir outros direitos:
- Ter acesso à terra é a primeira condição para o cidadão permanecer onde está e levar os filhos para a escola. O que está causando o fechamento das escolas não é só a nucleação. As áreas rurais estão sendo engolidas pela concentração fundiária. E os pais enfrentam de tudo para as crianças estudarem.
Que o diga José dos Santos, que foi morar na periferia de Escada para garantir o estudo dos filhos. Com o fechamento da Tiradentes, este ano, os dois filhos ficaram quatro meses sem aula.

- A escola era pequena, mas servia à comunidade. Tinha 14 alunos. Era pobre, não tinha luxo, mas fechar é muita perda - lamenta a mulher de José, Edna, que, assim como o marido, estudou somente até a 4 série e deseja bem mais para os filhos.

Com pós-doutorado em Educação, Eliane Dayse Furtado, da Universidade Federal do Ceará (UFC), também considera que a nucleação está por trás de boa parte do fechamento das escolas. Foi o que constatou ao percorrer 14 estados das cinco regiões do país em projetos de formação de educadores rurais. Na ocasião, também ouviu reclamações sobre precariedade do transporte escolar.

- Outro dia, em Redenção (CE), as crianças ficaram três semanas sem aula porque o único ônibus quebrou. E, quando chove, ele não passa - conta ela.

Sonia de Jesus observa que, apesar dos problemas que comprometem a qualidade na educação do campo, quem mora na área rural quer frequentar a escola:
- Tem estabelecimentos sem banheiro, com paredes rachadas, sem material pedagógico. Mas, ainda assim, a população quer estudar. E há professores que, apesar dos problemas, fazem de tudo para dar aula.
Ednalva Cavalcanti, que hoje ensina 12 alunos, é assim, mas está desanimada, pois acha que a Escola Santa Rita, em Escada, está marcada para morrer: das três salas, duas estão fechadas.

- É triste ver o pessoal indo embora para dar lugar à cana - diz, informando que, em média, os alunos passam apenas três horas na escola, considerada uma das mais conservadas da área rural do município, pois tem alpendre, luz e água.

Entre 2007 e 2011, seis escolas municipais cerraram as portas em Escada, diz a secretária de Educação do município, Elizabeth Cavalcanti, explicando que a Tiradentes fechou por falta de alunos no Canto Escuro, onde O GLOBO computou, pelo menos, 20 moradias próximas:
- No engenho, só há quase adultos e adolescentes.
As três pesquisadoras ressaltam que a educação no campo é melhor nos assentamentos, por pressão e organização de movimentos sociais, como MST, que, recentemente, lançou a campanha "Fechar escola é crime".

O MEC informa que municípios, estados e DF recebem apoio técnico e financeiro por meio de várias ações e programas para educação do campo, onde estão quase 50% das escolas da educação básica do país, e diz que está elaborando um programa para implementar a Política de Educação do Campo. Destaca ainda que orienta para que a nucleação ocorra "quando realmente necessária", e dentro das diretrizes da área.


Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/educacao/campo-tem-analfabetismo-em-23-mais-de-37-mil-escolas-fechadas-3079377#ixzz1ld9TOhXa
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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Diagnóstico precoce pode evitar a cegueira e o câncer em crianças


Por: Valeska Andrade

Muitos pais não sabem, mas, na maioria dos casos de deficiência visual em crianças, com o diagnóstico precoce, é possível evitar problemas irreversíveis, a exemplo da catarata congênita, uma das principais causas da cegueira infantil, e do retinoblastoma, tumor maligno originário de células da retina, que pode ser fatal.

Especialistas afirmam que a visão de cada olho, assim como o desenvolvimento binocular, já se encontra em plena formação a partir dos sete anos de idade.

E, quando realizada uma análise precoce, pode-se inibir doenças silenciosas, que só são detectadas com o auxílio de profissionais.

Pesquisas mostram que 75% dos casos de cegueira poderiam ter sido prevenidos ou tratados com a tecnologia atual. Conforme a oftalmologista Eliane Luiz, até os 9 anos, a criança deve ser submetida a exames oftalmológicos a cada seis meses.

Já a partir dos 10 anos, o acompanhamento médico pode ser feito uma vez por ano, dependendo da gravidade do problema.

Fonte: Jornal da Paraíba

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Não somos campeões em Educação

Marcela Cataldi Cipolla

Apesar de estarem na escola, as crianças brasileiras não conseguem aprender tudo o que deveriam. Veja estes dados chocantes:

"A Educação é a única forma de realmente termos um Brasil melhor" Luís Fabiano, jogador de futebol

A nota média do país é de 4,6 no ensino fundamental 1 (1º ao 5º ano) e 4,0 no ensino fundamental 2 (6º ao 9º ano). Os dados são do Ideb, índice que mede a qualidade de ensino no país. A nota que precisamos ter? Nota 6, no mínimo.

O Brasil tem um alto índice de crianças na escola – 97,8%. No entanto, não são poucos os que estão fora das salas de aula: 660 mil meninas e meninos. Sendo que 450 mil deles são negros . Fonte: Unicef, com informações da Pnad 2007.

Segundo o PISA, o programa de avaliação de sistemas educativos mais difundido no mundo, o Brasil está em 54° lugar em matemática (numa lista de 57 países) e em 49° lugar em leitura (numa lista de 56 países).

39,5% dos jovens brasileiros de 16 anos não terminaram o ensino fundamental. Fonte: Pnad/IBGE 2007.

55,1% dos jovens brasileiros de 19 anos não conseguiram concluir o ensino médio. Fonte: Pnad/IBGE 2007.

74% da população brasileira não consegue entender um texto simples (segundo o Inaf).

Apenas 9,8% dos alunos do 3°ano do ensino médio sabem o conteúdo esperado em Matemática e 24,5%, o de Língua Portuguesa. Fonte: Todos Pela Educação, com base nos dados do Saeb 2007.

42,6% dos alunos dos alunos do 3ª série (EM) estão acima da idade adequada. Fonte: SAEB/INEP – 2007.

10 % dos jovens de 15 ou mais são analfabetos. Fonte: MEC/Inep/DTDIE – 2005.
Apenas 25% da população brasileira adulta é plenamente alfabetizada . O dado é do Inaf 2009 – Indicador de Alfabetismo Funcional.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Especialistas apontam propostas para melhorar a educação básica no Brasil

Dispostos a encontrar caminhos que ajudem o País a melhorar a qualidade do ensino público oferecido à população, doze especialistas no assunto apontaram propostas para diminuir, até o ano de 2022, a distância educacional avaliada entre o Brasil e os países mais desenvolvidos. As sugestões deram origem ao projeto “A Transformação da Qualidade da Educação Básica Pública no Brasil”, divulgado em dezembro, em São Paulo (SP).

Segundo o projeto, seis macrotemas devem ser levados em consideração para a melhora da qualidade:

a reestruturação da formação e da carreira do magistério;
o fortalecimento da liderança e da capacidade de gestão nas escolas;
a reforma da estrutura da escola e novos sistemas de ensino;
a reforma do ensino médio;
a criação de um currículo mínimo nacional e
o aperfeiçoamento das avaliações e
reforço das políticas de investimento.

As discussões tiveram início em maio de 2010, quando os especialistas – Cláudio de Moura e Castro, Eduardo Giannetti da Fonseca, Francisco Soares, Jamil Cury, Luis Carlos Menezes, Maria Helena Guimarães de Castro, Guiomar Namo de Mello, Mauro Aguiar, Mozart Neves Ramos, Reynaldo Fernandes, Eunice Ribeiro Duhran e Ruben Klein – foram convidados a responder a pergunta: “Caso fosse eleito presidente da República, quais as cinco grandes ações que tomaria para resolver o problema da qualidade do ensino público básico?”.

As propostas dos especialistas serão encaminhadas à presidente e governadores eleitos, além de representantes do Congresso. A tentativa é induzir o governo a desenvolver um plano multipartidário e plurianual para superar os problemas da educação. “O Brasil tem um desafio enorme e urgente no ensino básico público. A sociedade tem que ficar indignada. Precisamos de uma verdadeira revolução”, ressalta.

Na opinião dos especialistas, o ponto de partida para a transformação da educação básica brasileira deve ser a mobilização da sociedade em torno do problema da qualidade.

“A educação é um projeto de longo prazo, mas outros países enfrentaram de forma contundente e resolveram isso em menos de 20 anos. O que precisamos é mobilização do Estado e da sociedade frente à questão, porque o Brasil nunca priorizou a educação”, conclui Ribeiro.

“A Transformação da Qualidade da Educação Básica Pública no Brasil” tem como signatárias organizações que atuam no campo educacional. Além da Associação Parceiros da Educação, o projeto contou com a Casa do Saber, Associação Cidade Escola Aprendiz, Fundação Bradesco, Instituto Unibanco, Instituto Natura, Instituto Ecofuturo e Fundação Educar.
Com informações do Portal Aprendiz

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Nova avaliação de alunos em SP é criticada

Para especialistas, mais importante que avaliações em excesso é agir para melhorar as aulas; proposta é do novo secretário paulista

Luciana Alvarez - O Estado de S.Paulo

A instituição de provas semestrais padronizadas, ligadas a um sistema de recuperação para os alunos da rede estadual, anunciada anteontem pelo secretário da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, é vista com preocupação por educadores.

Segundo especialistas, não adianta incluir novas provas no calendário escolar se o resultado não for usado para melhorar as práticas em sala de aula.

Os alunos da rede estadual fazem anualmente a prova do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar (Saresp), mas os resultados são usados para indicar a qualidade da rede e não o desempenho individual dos alunos.

Angela também aponta como "prejudicial" o excesso de mudanças na gestão do ensino paulista. "Repete-se no Estado de São Paulo a ausência de uma política de médio e longo prazo. Temos visto mudanças abruptas em curto prazo. Em educação não se consegue consolidar uma política em pouco tempo."

Amplitude. Para Arthur Fonseca Filho, membro do Conselho Estadual de Educação, mais importante que a discussão sobre provas e duração de ciclos da educação continuada seriam propostas para todo o sistema de educação de São Paulo - incluindo escolas municipais e particulares. "Nos anos iniciais, de 1.º a 5.º, 75% dos alunos estão nas diversas redes municipais. E os anos iniciais são os mais importantes por darem a base", explicou. "O que gostaria de ver é como vai ser a articulação com os municípios."


Progressão continuada


Sistema em que não há repetência durante os ciclos do ensino fundamental será mantido. Apenas a duração dos ciclos - hoje de 5 e 4 anos - deve mudar.

Provas e recuperação


Duas vezes por ano, alunos farão provas padronizadas em todo o Estado. Quem for mal terá de passar por recuperação.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Educação empreendedora passa noções de respeito às diferenças e sustentabilidade

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO


Felipe Rossatti, 20, usou experiência de curso em sua loja
A vivência de marketing, recursos humanos, produção e finanças da fabricante de brigadeiros criada por Felipe e seus colegas está sendo utilizada agora na loja de vinhos que ele abriu.

Aplicado pela organização Junior Achievement no mundo todo, o Miniempresa chegou ao Brasil em 1983, como uma experiência pioneira de educação empreendedora.

De lá para cá, tanto redes públicas quanto colégios particulares brasileiros passaram a tratar do assunto em sala de aula, seja em uma disciplina específica, em um curso extracurricular ou em projetos interdisciplinares.

No entanto, mais do que ensinar como funciona uma empresa, a principal preocupação hoje é usar a experiência corporativa para passar noções de respeito às diferenças, sustentabilidade e organização do tempo.

"Não queremos que o aluno saia apenas como um possível bom empreendedor, mas que saiba lidar com o outro", diz Atílio Monteiro Júnior, coordenador pedagógico da 2ª série do ensino médio do São Luís (centro).

Em Curitiba, a rede Dom Bosco mudou radicalmente o ensino do tema. Criado em 2004, o projeto Dom Empreendedor "incentivava um grau de consumismo exagerado", diz Celia Bitencourt, diretora da unidade Batel.
Até 2009, o programa focava no desenvolvimento de um produto. Agora, prioriza a construção da postura empreendedora, e criar um produto passou a ser opcional.

OUTRAS MATÉRIAS

Outra função da educação empreendedora é despertar o interesse pelas disciplinas obrigatórias, diz Fernando Dolabela, criador de uma pedagogia implantada em 126 cidades do país.

"Os adolescentes que abrem uma empresa melhoram muito o rendimento escolar. Eles entendem que têm de falar um bom português para entender os contratos e que têm de estudar matemática para calcular juros."

Ricardo de Paula Rocha, 16, aluno do Consa (zona sul), percebeu isso ao estudar um plano de negócios.

Escrevendo relatórios semanais sobre uma cantina italiana fictícia, Ricardo e os colegas melhoraram a escrita.

"[O tema] faz os alunos estabelecerem melhor as relações entre as disciplinas e a prática", diz Steevens Beringhs, professor da Escola Internacional de Alphaville (Grande SP). "As competências trabalhadas -analisar, criar, trabalhar em um projeto- são importante para todas as matérias", diz Bernhard Beutler, diretor da Suíço-Brasileira (zona sul).

MARKETING

Para a professora de pedagogia da USP Silvia Colello, quando essas iniciativas estão afinadas com o projeto pedagógico da escola, elas são muito válidas. Mas ela alerta: "Às vezes, as escolas usam [as atividades não obrigatórias] como marketing".

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Plano Nacional de Educação

Por: Valeska Andrade

O Brasil corre o risco de começar o primeiro ano do governo Dilma sem um Plano Nacional de Educação.

O atual foi lançado em 2000, com vigência de 10 anos, e ainda não foi atualizado. O governo federal não enviou ao Congresso o texto do novo plano, que, para valer, precisa ser votado na Câmara e no Senado, o que dificilmente ocorrerá até o fim de 2010.

Enquanto isso, lacunas se formam na educação infantil e no ensino médio, etapas que não foram incluídas no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), criado em 1998.

Essas duas modalidades começaram a receber recursos em 2007, com o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Segundo o Conselho de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb, na educação infantil, o total de crianças de 4 e 5 anos fora de sala de aula chega a 1,568 milhão.

No ensino médio, 1,634 milhões de jovens, entre 15 e 17 anos, estão excluídos da educação. Há ainda fragilidades na qualidade de ensino nas duas modalidades.

Fonte: O Globo (RJ)

Metas para a educação

Por: Valeska Andrade

A Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) lançou neste mês um documento que pretende orientar os países-membro sobre qual será a educação para a geração de crianças e jovens no bicentenário da Independência nas Américas.

Em 2008, na 8ª Conferência Ibero-Americana de Educação, os integrantes da organização celebraram um acordo que pretende servir como apoio para sua implantação. Em dezembro, o documento final será apresentado a chefes de Estado, na Argentina.

Entre as metas apresentadas estão ampliar o acesso à educação infantil, universalização a educação básica e melhorar sua qualidade e o acesso dos jovens ao ensino técnico-profissional.

A intenção é melhorar a qualidade e a equidade de oportunidades na educação para fazer frente à pobreza e à desigualdade. O texto traz também o retrato da atual situação educacional das nações ibero-americanas. A OEI é formada por 23 países, incluindo o Brasil.

Desafio para o novo governo: EDUCAÇÃO!

Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Governo vai construir escola para formar e capacitar agentes penitenciários

O Ministério da Justiça vai construir a primeira Escola Penitenciária Nacional para ser referência na formação e capacitação de profissionais dos estados e do Distrito Federal que atuem na área. A escola será construída em uma área de 64 mil metros quadrados, no Setor Policial Sul, em Brasília, e deve ser inaugurada em 2012.

Segundo o secretário executivo do ministério, Rafael Favetti, o Brasil precisa integrar e unificar a formação dos agentes penitenciários. “É necessária uma formação específica. Hoje em dia temos que recorrer à Polícia Federal para formar e capacitar nosso pessoal, mas é importante para o sistema como um todo que essa formação seja integrada em cada estado”, afirmou.

O diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Airton Michels, disse que a escola vai servir como um lugar de produção de conhecimento que não deve ficar só na teoria. “A escola deverá produzir mais do que conhecimento em si. Os estudos e pesquisas feitos por ela deverão ter reflexos na melhoria do sistema penitenciário”, ressaltou.

Representantes do ministério e da Secretaria de Patrimônio da União (SPU) assinaram hoje (23) o termo de cessão de terras da União para a construção da escola. De acordo com o cronograma da pasta, a licitação para a obra deverá ocorrer no início de 2011.

Informe preliminar revela casos de intolerância religiosa

O documento foi lançado na Marcha Nacional pela Liberdade Religiosa, realizado no Rio de Janeiro no último dia 19 de outubro.

A Relatoria do Direito Humano à Educação da Plataforma Dhesca divulgou o Informe Preliminar da investigação sobre casos de intolerância religiosa nas escolas e creches de Salvador e Rio de Janeiro. O informe integra as atividades da missão nacional “Educação e Racismo no Brasil”.

O documento foi lançado na Marcha Nacional pela Liberdade Religiosa, realizado no Rio de Janeiro no último dia 19 de outubro, e tem como objetivo encontrar e denunciar casos de intolerância religiosa contra estudantes, famílias e profissionais de educação vinculados ao candomblé, à umbanda e a outras religiões de matriz africana. Além disso, a missão nacional 2010 abordará outros casos de racismo no cotidiano das unidades educacionais (das creches a universidades) e a situação da educação em áreas remanescentes de quilombos. A missão já pasosu por Salvador, São Paulo e Rio de Janeiro.

Intolerância e violência

Os relatos informaram a ocorrências de casos de violência física (socos e até apedrejamento) contra estudantes; demissão ou afastamento de profissionais de educação adeptos de religiões de matriz africana ou que abordaram conteúdos dessas religiões em classe; proibição de uso de livros e do ensino da capoeira em espaço escolar; desigualdade no acesso a dependências escolares por parte de lideranças religiosas, em prejuízo das vinculadas a matriz africana; omissão diante da discriminação ou abuso de atribuições por parte de professores/as e diretores/as etc. Em São Paulo, o processo de colher informações está em andamento.

Para Denise Carreira, coordenadora do programa Diversidade, Raça e Participação, da Ação Educativa e Relatora Nacional pelo Direito à Educação, a discriminação e a violência históricas contra pessoas de religiões de matriz africana sofrem de profunda invisibilidade no debate educacional e as denúncias apontam que ela vem aumentando em decorrência do crescimento de determinados grupos neopentecostais nas periferias das cidades e de seu poder midiático; da ambigüidade das políticas educacionais com relação à defesa explicita da laicidade do Estado e do insuficiente investimento na implementação da lei 10.639/2003 que tornou obrigatório o ensino da história e da cultura africana e afro-brasileira em toda a educação básica.

Estados Unidos;Desempenho de estudantes brancos e negros americanos é bem conhecida –




Apenas 12% de alunos negros na quarta-série do ensino fundamental estão aptos a ler. Entre os alunos brancos, a porcentagem sobre para 38%The New York Times Pobreza não é único fator que gera pouco aproveitamento escolar

A enorme diferença entre o desempenho de estudantes brancos e negros americanos é bem conhecida – um agravante social que divide legisladores e é alvo de uma série de reformas escolares. Porém, um novo levantamento, focado em negros do sexo masculino, afirma que a situação é ainda pior do que se imaginava.

Apenas 12% de alunos negros na quarta-série do ensino fundamental estão aptos a ler. Entre os alunos brancos, essa porcentagem sobre para 38%. Somente 12% dos estudantes negros na oitava série tem o aproveitamento exigido em matemática, contra 38% de alunos brancos.

Isolada do contexto, a pobreza não parece ser fator suficiente para explicar tais diferenças: garotos brancos pobres possuem desempenho igual ao de garotos afro-americanos que estão inseridos num contexto de pobreza, um índice medido por meio da merenda subsidiada às escolas.

As informações foram criteriosamente avaliadas por meio de respeitáveis testes de proficiência em matemática e leitura, conhecidos como National Assessment for Educational Progress (Avaliação Nacional de Progresso Educacional), aos quais os estudantes foram submetidos em 2009, respectivamente, na quarta e oitava séries.

"O que isto claramente demonstra é que negros do sexo masculino sem elegibilidade para receber a merenda gratuita ou com preço reduzido não estão se saindo melhor do que brancos do mesmo sexo que são pobres", conta Michael Casserly, diretor executivo do conselho.

O levantamento mostra que, em média, garotos negros não conseguem acompanhar o ritmo desde o primeiros anos de vida. A taxa de mortalidade de bebês é maior entre mães negras e crianças de pais negros são duas vezes mais propensas a viver num lar de pais desempregados.

Durante o ensino médio, estudantes afro-americanos largam os estudos cerca de duas vezes mais que estudantes brancos, e a pontuação no SAT (exame educacional padrão aplicado nos Estados Unidos) fica em média 104 pontos mais baixa, se comparada à pontuação dos demais alunos. Na universidade, o número de homens negros representava apenas 5% dos alunos em 2008.

A análise dos resultados dos testes concluiu que a pontuação matemática de 2009 para alunos negros do sexo masculino não foi tão diferente da pontuação obtida por meninas negras cursando quarta e oitava séries, mas os garotos ficam atrás dos alunos latinos de ambos os sexos, que estão abaixo da média dos garotos brancos em 30%. A busca recente por explicações tem pesquisado outras causas além do fator pobreza, o que pode futuramente estimular novos esforços.

"Existem provas mais do que suficientes de que alunos são submetidos à preconceitos raciais muito antes do primeiro dia no jardim de infância", conta Ronald Ferguson, diretor do Achievement Gap Initiative em Harvard. "Eles precisam lidar com uma série de pressões históricas e sociológicas.

Ao invés de somente relatar isso, precisamos iniciar debates que as pessoas relutam em ter." Isso inclui "discussões sobre técnicas de cuidados que pais e mães devem ter nos primeiros estágios da infância", completou Ferguson. "São atividades que pais podem desenvolver com suas crianças entre dois e quatro anos de idade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Baixa escolaridade mantém país no "top 10" da desigualdade mundial, avalia economista da FGV

uol educação
Gilberto Costa
Da Agência Brasil


Em Brasília A baixa escolaridade da população brasileira mantém o país entre as dez nações mais desiguais do mundo. “Ainda estamos no top 10 da desigualdade mundial”, afirma o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais vinculado à FGV (Fundação Getulio Vargas), Marcelo Côrtes Neri.
Análise publicada pelo economista na última sexta-feira (10) mostra que desde 1996 há redução do índice de Gini. O indicador, que mede a concentração de renda (quanto mais perto de 1, maior a desigualdade), caiu de 0,6068, naquele ano, para 0,5448, em 2009.

Apesar da queda, o índice brasileiro é superior ao de países como os Estados Unidos (em torno de 0,400) e da Índia (0,300); e está próximo ao de nações mais pobres da América Latina e do Caribe e da África Subsaariana. “Saímos do pódio, mas ainda estamos entre os mais desiguais”, aponta o economista.

Segundo Marcelo Neri, para diminuir a desigualdade é preciso que a renda das classes mais baixas continue crescendo; que se mantenham programas sociais focados na população mais pobre; e, sobretudo, que o Estado amplie a oferta de educação de mais qualidade e as pessoas permaneçam na escola.

O sociólogo e cientista político Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), assinala que “a educação no Brasil é muito ruim” e que há um “excesso de valorização” da escolaridade, o que explica a grande diferença salarial entre quem tem curso superior e quem não tem nenhuma formação. Para ele, o desempenho educacional “não tem melhorado muito” e, portanto, nos próximos dez anos o quadro de desigualdade permanecerá.

Para o gerente da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Cimar Azeredo, o Brasil tem “mazelas que não se desfazem de uma década para outra”.

De acordo com a Pnad, o percentual de crianças e adolescentes de 6 a 14 anos na escola em 2009 era de 97,6%. Na avaliação dos especialistas, a permanência dessas crianças na escola resultará em melhoria de renda no futuro.

Para Marcelo Neri, da FGV, a chamada nova classe média brasileira, com mais de 95 milhões de pessoas, é formada por crianças e adolescentes que entraram e permaneceram na escola nos anos 90, quando houve universalização do acesso ao ensino.

Brasil tem maior taxa de abandono escolar do Mercosul

uol educação
Ana Okada

O Brasil tem a maior taxa de abandono escolar no ensino médio dentre Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Venezuela: 10%. Ou seja, 1 em cada 10 jovens acabam abandonando a escola nesta etapa, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgada nesta sexta-feira (17).

Apesar da taxa ter melhorado --a pesquisa anterior revelava abandono de 13,2%-- dados da publicação confirmam o ensino médio como o "gargalo" da educação brasileira: dos jovens com idade ideal para estar nessa etapa -- com idades de 15 a 17 anos de idade -- apenas metade (50,9%) está na escola.

No ensino fundamental o abandono é menor, mas ainda assim a taxa do país foi a maior: 3,2%, o que representa uma diminuição de 1,6 pontos percentuais em relação à taxa anterior, que era de 4,8%.

Dentre os países citados, as menores taxas de abandono estão, no nível fundamental, no Uruguai (0,3%); e no médio, na Venezuela (1%).

Fundamental
Dentre os países citados, o Brasil está na lanterna na taxa de aprovação no nível fundamental, com 85,8%. Em seguida vêm Venezuela (91,4%), Uruguai (92%), Argentina (92,3%), Paraguai (93,4%) e Chile (95,2%) -- todos com taxas acima de 90%.

Na taxa de reprovação do fundamental, o Brasil é líder, com 11%. Em seguida, vêm Uruguai (7,7%), Argentina (6,4%), Venezuela (6,3%), Paraguai (4,7%) e Chile (3,5%). Apesar da taxa de escolarização das crianças de 6 a 14 anos ser de 97,6%, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) 2009, o país apresenta resultados menos satisfatórios do que os demais países do Mercosul citados.

Médio

No nível médio, somente a Venezuela (91,9%), Chile (90,9%) e Paraguai (90,9%) atingem taxa de aprovação maior do que 90%. A taxa de aprovação do Brasil ficou em 77%; depois vêm Argentina (74,3%) e Uruguai (72,7%).

Em reprovação no nível médio, os países com piores resultados são o Uruguai (20,4%) e a Argentina (18,8%). O Brasil ficou em terceiro, com 13,1%, e vem seguido de Venezuela (7,2%), Paraguai (6,9%) e Chile (6,3%).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Escola fecha; alunos na mão -Sorriso/MT

18/11/2010
www.rdnwes.com.br

O Conselho Estadual de Educação se deparou com um "pepino" em Sorriso. Em comunicado interno, a Assessoria Pedagógica do município denuncia irregularidades detectadas na desativação da escola privada Centro Educacional Mário de Andrade (CEMA).

Para complicar, documentos escolares de ex-alunos da instituição estão em outro Estado, na posse dos ex-proprietários Lauro Skovronski e Graciela Nandi. Isso impossibilita entrega de dados, como de boletins, dos ex-alunos, trazendo prejuízos no prosseguimento dos estudos.

O presidente do Conselho, Geraldo Grossi Júnior, nomeou uma comissão para apurar os fatos.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O Lúdico na Educação Infantil

quarta-feira, 17 de novembro de 2010
www.seduc.mt.gov.br


Professora Jacilda Carmen da Silva*

O lúdico, abrangendo as brincadeiras e os jogos são fatores intrínsecos à natureza humana. Todos nós, nas diferentes fases da vida necessitamos do lúdico, precisamos alegar nossa alma com brincadeiras e jogos. Entretanto, na fase infantil e adolescência essa necessidade é ainda mais forte e marcante.

A criança precisa das brincadeiras até com auxilio para formação de sua personalidade. Alem do que comprovadamente ela aprende com maior rapidez e segurança se o assunto ensinado for mediado através da ludicidade.

Desta forma nada mais justa e relevante a escola, espaço de aprendizagem, organizar suas atividades pedagógicas dando espaço para os jogos e brincadeiras, uma vez que os mesmos facilitaram o processo de ensino e aprendizagem.

Acredita-se que os educadores estão ciente da importância dos jogos, brinquedos e brincadeiras, mas muitas vezes, tem dificuldade em desenvolver uma metodologia lúdica no contexto escolar.

Por isso é importante propor um estudo reflexivo onde o lúdico é uma das principais ferramentas do profissional da educação infantil e é imprescindível que o educador seja persistente e busque uma metodologia lúdica consistente para proporcionar à criança as vivencias significativas que irá acompanhá-las pela vida a fora.

O educador ao participar com a criança da construção do conhecimento deve considerar um ser ativo, possuidor de vontades perceberem e identificar seus objetivos nas interações e brincadeiras com outras crianças.

Se observarmos as atividades que as crianças realizam veremos que os jogos e brincadeiras podem estar presentes tanto no dia a dia das creches e pré-escolas quanto na vida domestica das crianças.

Consequentemente os professores que souberem trabalhar com jogos e brincadeiras no seu planejamento poderão tornar suas propostas de atividades mais adequadas à forma como as crianças pequenas se desenvolvem e aprende.

É a partir dessas observações que se criam condições para a interação menos conflitante entre professor e aluno.

*Pedagoga e Especialista em Gestão Escolar
Alexandra Aparecida Leontino Pedagoga e Especialista em Gestão Escolar

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Estudo diagnostica exposição de jovens à violência

Por: Valeska Andrade
http://opovo.com.br

Estudo coordenado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresentado em São Paulo, que envolveu os 266 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, mostra que São Paulo e Rio de Janeiro não são os lugares mais violentos para os jovens brasileiros.

No ranking, São Paulo ficou em 192º lugar e, o Rio, na 64º posição. O estudo diagnosticou a exposição de jovens de 12 a 29 anos à violência pelo Índice de Vulnerabilidade Juvenil (IVJ).

O grau de exposição dessa faixa etária à violência é considerado muito alto em dez cidades. Já outros 33 municípios tiveram IVJ considerado alto. Entre os municípios menos vulneráveis estão São Carlos, São Caetano do Sul e Franca, todos em São Paulo.

Os dados gerais do estudo mostram que embora espalhada por todo o País, a exposição do jovem à violência é maior nas regiões Norte e Nordeste.

Será por falta de políticas públicas para essa faixa etária?

Crianças aprendem brincando...

Por Içami Tiba

Dois amiguinhos de 6 anos estão brincando no pátio de sua escolinha. Zezinho, o “Palito”, é um menino magrinho e ágil e Zelão, o “Bola”, é forte e pesado.
O “palito” propõe ao “Bola”: Vamos brincar?
-Do que? Pergunta o “Bola”.
- De pega-pega! - e o “Palito” já dispara numa corrida em linha reta para a frente e o “Bola” tenta pegá-lo e não consegue. O “Bola” vê o “Palito” se distanciando cada vez mais e dá-se conta de que não vai conseguir pegá-lo. Então grita, já parando de correr:
- Correr aí não vale!
“Palito” para de correr e volta para onde o “Bola” está.
O que aconteceu entre estes amiguinhos?

Eles praticaram uma grande lição de vida: os valores de respeito ao próximo, de disciplina, de diversão, de estabelecimento de limites, de relacionamento humano estar acima dos interesses pessoais.

Era do interesse comum o desejo de brincarem juntos. O “Palito” perguntou se o “Bolão” queria brincar. Esta brincadeira não teria acontecido caso o “Bolão” não quisesse. “Palito” propôs a brincadeira na qual ele tinha certeza que levaria vantagem porque era mais rápido. Seria uma competição divertida, lúdica. Bastaria “Bolão” não correr atrás e acabaria a brincadeira. Porém ele havia aceitado; mesmo sabendo que iria perder, correu atrás do “Palito”. É a disciplina em ação: mesmo perdendo a corrida, mantinha o prazer de brincar. Neste momento era mais importante o manter a brincadeira do que perder ou ganhar. Se há um vencedor, tem que haver um perdedor. Faz parte do jogo. Tão simples assim. “Bolão” não largou a brincadeira porque perdeu. Ele já sabia que perderia quando aceitou o pega-pega.

A grande questão foi: Por que “Palito” parou quando “Bolão” gritou que correr lá não valia? Como ninguém havia combinado antes qual seria o território da brincadeira, o que “Bolão” quis foi advertir que se “Palito” continuasse correndo, “Bolão” não brincaria mais. Para “Palito” também era mais importante manter a brincadeira do que ganhar ou perder. Quer dizer: “Palito” atendeu a advertência porque queria continuar brincando. Se não parasse, a brincadeira acabaria naquele instante. Era chegada a hora do limite que o “Bolão” suportava. Além disso, “Palito” perderia um companheiro de folguedo, e a diversão acabaria.

“Palito” voltou para onde “Bolão” parou já sabendo que era a vez do outro propor a próxima brincadeira, pois ele havia já proposto o pega-pega. Caso “Palito” quisesse propor outra brincadeira, seria injusto com o “Bolão”. Para a brincadeira continuar ela tem que ser democrática onde todos se divertem e não somente um se diverte enquanto o outro simplesmente é ridicularizado ou desrespeitado.

Quando “Bolão” sente que “Palito” está ao seu alcance, ele avança no pescoço dele e o enforca com o seu braço enquanto já vai dizendo: Agora é luta-livre! (ou judô, ou “ultimate fighting”) e já rola por cima dele e o deixa roxinho... “Palito” pede água batendo-lhe onde alcançar rapidamente várias vezes com mão aberta. É uma forma de dizer que não está mais agüentando.

Aqui também todas as considerações sobre o pega-pega podem ser revistas. Mas o principal motivo para o “Bolão” parar de enforcar o “Palito” é porque ambos sabem que com morto não se brinca...

... e saem os dois abraçados em busca de novas e divertidas aventuras.
“Palito” e Bolão” não precisaram que nenhum adulto os ensinasse a brincar. Assim como outras crianças, eles aprenderam a ser saudáveis companheiros num excelente relacionamento. Foi por estas e outras tantas brincadeiras, ambos poderão ser sócios-fundadores de uma empresa empreendedora e terão grande sucesso mundial.

Içami TibaIçami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 26 livros.
Içami Tiba responde a perguntas de internautas; confira aqui. Site: www.tiba.com.br

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A leitura diverte e educa

jornal.opovo.educação
Por: Valeska Andrade

Ler nas férias é uma atividade muito relevante para as crianças.. A leitura diverte e educa. A casa(de morada ou de férias) pode ser um excelente local para praticar a leitura. À família cabe motivar as crianças. Veja algumas dicas:
1. Disponha livros na sala e no quarto das crianças;
2. Leia com elas e pra elas;
3. Comente com elas as suas leituras;
4. Encape, limpe e cuide de livros. Pela ajuda as crianças. O exemplo é imprescindível!;
5. Se perceber que a criança encerrou uma leitura, puxe uma conversa com ela sobre o que ela leu;
6. Incentive aos que leem;
7. Compre livros e dê de presente às crianças;
8. Visite locais que incentivem a leitura, como teatros, pinacotecas, livrarias, etc;
9. Escolha um momento do dia para ler. O local para isso também é importante!
10. Seja um leitor contumaz. Quem convive com leitores, aprende o hábito saudável de manusear livros;
11. Incentive a leitura também na internet(selecione antes os sites);
12. Não esqueça: a leitura de imagens também é importante e agradável;
13. Inclua poesia no cardápio de leituras;
14. Selecione as obras por idade. Não ponha o livro errado nas mãos erradas!
15. Faça sempre comentários elogiosos quando refeir-se à escola, aos livros, aos estudos e aos professores!

João Teles de Aguiar – coordenador do Projeto Confraria de Leituras há 13 anos.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Cefapros devem fortalecer Educação Escolar Indígena /MT

Fonte: www.seduc.mt.gov.br
quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) pretende ampliar a quantidade de formadores em Educação Escolar Indígena (EEI) nos Centros de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapros). Atualmente, nas 15 destas unidades existentes no estado, a Seduc conta com cinco formadores para EEI.

Segundo Ema Marta Dunck Cintra informou no evento,I Seminário de Educação Escolar Indígena – Territórios Etnoeducaionais: “Uma construção coletiva”, que está sendo realizado no Salão Paroquial da Catedral Metropolitana de Cuiabá. A promoção é do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena (CEEEI).

Conforme Ema Marta, o evento tem como objetivo é criar estratégias para que as lideranças indígenas e os educadores possam estabelecer critérios para a escolha dos profissionais que vão atuar nessa área, no apoio às Escolas Estaduais de EEI.

Tem finalidade também de garantir o processo de formação continuada para os professores que atuam nas aldeias. Os educadores indígenas presentes também reivindicaram a realização de cursos de formação para os gestores das escolas de EEI. Em dezembro, 298 profissionais estarão recebendo seus diplomas do Magistério Intercultural Indígena, por meio do Projeto “Haiyô”.

A EEI faz parte da Superintendência de Diversidades Educacionais da Seduc. A superintendente, Débora Pedrotti Mansilla, também participou seminário. Conforme Débora, é um dever da Educação Estadual assegurar os direitos das diferentes identidades indígenas. “Na Educação Indígena, estamos sempre ensinando e aprendendo”, destacou.

Na abertura do evento, ontem (10/11), o coordenador de EEI da Seduc, Felix Rondon Adugoenau, que é indígena, disse que estava comemorando exatamente um ano de sua presença na coordenadoria. De acordo com ele, com a transformação da EEI da Seduc, de gerência para coordenação, já foram possíveis alguns avanços, “mas existe muito por fazer ainda”, conforme ressaltou.

Hoje (11/11) o seminário contou com as palestras “A EEI no Contexto das Políticas indigenistas”, com a professora Maria Helena Fialho, coordenadora geral da Educação Escolar Indígena da FUNAI-DF e “A EEI e os Territórios Etnoeducacionais”, com o professor Dr. Gersem Luciano Baniwa, coordenador da EEI do MEC. Agora, à tarde, duas palestras abordarão os temas: “Apresentação da situação da EEI em Mato Grosso”, com professor Filadelfo de Oliveira Umutina e “Territórios Etnoeducacionais em Mato Grosso”, com Félix Adugoenau.

Este é a programação de encerramento, amanhã (sexta-feira):
Manhã – 9 horas
Reunião Ordinária do CEEEI
Encaminhamentos dos conselheiros – Relato da realidade regional
Informes gerais
Tarde – 14 horas
Grupos de Trabalho: Elaboração da agenda de trabalho do CEEEI
Apresentação das prioridades
Encerramento

SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT