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segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Câmara aprova a medida provisória do ensino médio e encaminha proposta ao Senado Federal
    • Terça-feira, 13 de dezembro de 2016, 22h03
     
     O plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 13, os destaques ao texto-base da Medida Provisória nº 746, de 22 de setembro deste ano, que reformula o ensino médio no país. “O resultado foi exatamente o que esperávamos e consagrou um texto que valoriza a flexibilização do ensino médio, possibilita ao jovem definir sua trajetória formativa, possibilitando o acesso à educação técnica e profissionalizante junto com o próprio ensino médio”, disse o ministro da Educação, Mendonça Filho, ao final da votação. “É um grande avanço para a educação brasileira.”
     
    A medida provisória segue agora para apreciação do Senado Federal. “Como a MP foi fruto de um debate que envolveu as duas casas legislativas, tende a ter poucas alterações no Senado”, destacou o ministro. “O relator, o senador Pedro Chaves, fez um trabalho muito competente ao incorporar várias emendas, várias contribuições. Qualquer mudança será legítima por parte do Senado. Vou respeitar e debater politicamente, buscando o melhor caminho.”
     
    Ao todo, foram deliberados 13 destaques. Entre as medidas aprovadas nesta terça-feira, estão os critérios de financiamento para o ensino médio integral e a obrigatoriedade do ensino de filosofia e sociologia como conteúdos do ensino médio. O conteúdo, que será definido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ocupará o máximo de 1,8 mil horas da carga total do ensino médio. O tempo restante será destinado às áreas de interesse do aluno, que deve definir suas prioridades com ênfase nas áreas de linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.
     
    As disciplinas de português e matemática são obrigatórias durante os três anos do ensino médio, conforme já previa o texto-base aprovado na semana passada. Além dessas duas disciplinas, o texto-base tornou obrigatório também o ensino de educação física, artes e inglês como conteúdo do ensino médio.
     
    Motivação — Atualmente, mais de um milhão de jovens de 17 anos que deveriam estar no terceiro ano do ensino médio estão fora da escola. Outros 1,7 milhão de jovens não estudam nem trabalham. “A escola não é atraente, os alunos não veem motivação para o aprendizado”, lamentou o ministro. “Quando se pesquisa o mundo todo, os conceitos presentes são flexibilidade, protagonismo do jovem, foco e conexão com a educação técnica.”
     
    O resultado mais recente do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) também mostra a defasagem do formato atual do ensino médio brasileiro, segundo Mendonça Filho. O levantamento atual mostrou que o país está estagnado. Em 2015, o ensino médio não atingiu a meta estipulada, de 4,3 pontos no índice. O indicador se mantém estável desde 2011, na casa dos 3,7. Além disso, as taxas de abandono na escola são elevadas e o desempenho dos alunos do ensino médio está cada vez mais em declínio.
     
    Diante deste quadro, Mendonça Filho reforça a necessidade de mudanças estruturais para promover uma transformação radical na educação do Brasil, e é isso o que busca a medida provisória. O texto inclui, ainda, a criação da política de fomento à implantação de escolas de ensino médio em tempo integral. O MEC vai destinar R$ 2 mil, anualmente, por aluno. O dinheiro pode ser usado, por exemplo, na merenda escolar, concessão de bolsas e aquisição de material didático.
     
    O objetivo do Ministério da Educação é flexibilizar o currículo atual, excessivamente acadêmico e desconectado da realidade do mercado de trabalho, melhorar a gestão e valorizar a formação de professores. “O novo modelo dá mais liberdade para que o estudante escolha as áreas de conhecimento de seu interesse, de acordo com sua vocação ou projeto de vida”, defendeu Mendonça Filho. “Com a reforma do ensino médio, os jovens terão a oportunidade de formar o seu itinerário formativo.”
     
    Os dados apresentados pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), divulgado no dia 6 último, mostraram que o Brasil está estacionado há dez anos entre os países com pior desempenho. O levantamento mediu o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, ciências e matemática. Nas três áreas, a média dos estudantes brasileiros ficou abaixo da obtida pelos demais países.
     
    Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação, e constatou que sete em cada dez alunos brasileiros, com idade entre 15 e 16 anos, estão abaixo do nível básico de conhecimento. “Esse resultado é uma tragédia para o futuro dos jovens brasileiros”, afirmou o ministro. “Precisamos gerar perspectivas de futuro, valorizar a flexibilidade do ensino e o protagonismo do jovem na definição da sua própria trajetória rumo à educação técnica profissionalizante ou rumo à universidade.”
     
    Ampliação — A carga horária do ensino médio será ampliada de 800 para 1,4 mil horas. As escolas farão a ampliação de forma gradual, mas nos primeiros cinco anos já devem oferecer mil horas de aula. Os recursos repassados a estados e municípios terão aumento gradual, proporcional à ampliação da carga horária.
     
    O Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) também deve ter as receitas ampliadas, de forma a custear esse aumento da carga horária.
     
    Assessoria de Comunicação Social
    Presidente do CNE defende mudança no ensino médio e debate do tema com sociedade.
                                       Quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
    Um dos temas mais debatidos na área da educação atualmente é a reformulação do ensino médio no país. Em entrevista à TV NBR, o presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Eduardo Deschamps, defendeu a implantação das mudanças. “Essa é uma demanda muito antiga; os resultados apontam para isso”, disse. “Eu participo da discussão da questão do ensino médio desde 2012. Discuti essa demanda como secretário da educação e como presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação [Consed] com seis ministros, e basicamente há um consenso.”
     
    Eduardo Deschamps foi o entrevistado da semana do programa Educação no Ar, produzido pela TV MEC e transmitido semanalmente pela TV NBR. A entrevista, veiculada na manhã desta quinta-feira, 15, será reprisada a partir das 16h10. Também será possível assisti-la na sexta-feira, 16, às 8h e às 19h. No sábado, 17, haverá reprise às 20h, e no domingo, 18, às 13h30.

    “Pelo Brasil é possível verificar que todos concordam que o ensino médio atual não dá conta das demandas que nós temos”, disse o presidente. Segundo ele, a proposta de mudança é fruto de vários estudos. “É lógico que o debate com a sociedade precisa ser aprofundado – e será, dentro do CNE. Há todo um processo ainda de construção a ser feito, e o conselho vai abrir as portas para que esse debate possa ser feito”, garantiu. “Mas, de maneira geral, é preciso olhar também para as experiências que têm dado certo no exterior e as adaptações que precisam ser feitas para o Brasil.”

    Atração — O presidente lembrou, no entanto, que a reformulação do ensino médio não trata só da mudança de currículo. Ele destacou que a proposta envolve, ainda, a formação de professores, a organização da escola, da estrutura, a forma de contratação dos professores e a chegada do material didático no ambiente escolar, além de questões relacionadas a novas tecnologias. “O principal é a forma de tornar esse ensino médio mais atrativo para o jovem, que faça sentido para ele”, ressaltou.

    “Para a imensa maioria dos jovens, o ensino médio é apenas uma etapa de passagem para a universidade. Mas, para outros, nem isso é. Então, eles acabam evadindo, reprovando. Eles acabam perdendo o estímulo com o ensino médio”, disse Deschamps. Atualmente, mais de um milhão de jovens de 17 anos que deveriam estar no terceiro ano do ensino médio estão fora da escola. “Esses dados apontam para a necessidade de fazer a reformulação.”

    Deschamps comentou que o trabalho do CNE neste processo implica a regulamentação das alterações propostas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), caso seja confirmada a aprovação da Medida Provisória nº 746/2016, que reformula o ensino médio no país. “Nós vamos ter que revisitar, por exemplo, as diretrizes curriculares nacionais do ensino médio para verificar onde há conflito com a nova legislação e fazer todo um trabalho de orientações para os sistemas estaduais de ensino acerca desse novo ensino médio”, explicou.

    A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) também está entre as atribuições do CNE. Segundo o titular do conselho, o órgão já possui uma comissão bicameral voltada à análise da proposta. “Assim que o Ministério da Educação encaminhar a última versão do documento, os conselheiros vão se debruçar sobre os textos que foram elaborados, realizar seminários, consultas públicas e audiências para aprimorar ainda mais a proposta e, a partir daí, gerar um parecer que poderá se transformar em resolução.”

    O entrevistado explicou que a BNCC é um dos pilares para a nova organização do ensino médio, pois só a partir de sua aprovação é que a reformulação poderá ser colocada em prática. Isso não significa dizer, no entanto, que o que for aprovado agora na LDB será aplicado imediatamente. “Essas mudanças orientam a elaboração do novo ensino médio. Primeiramente, muda-se a arquitetura do ensino. Dessa mudança, é elaborada a Base Comum Curricular, e a partir daí, é feita a regulamentação, que levará às escolas as mudanças que todos estão esperando do ensino médio”, concluiu.

    A proposta de reforma, em debate no Congresso Nacional, acaba de ser enviada para apreciação do Senado Federal. Os destaques ao texto-base da Medida Provisória nº 746/2016 foram aprovados pelo plenário da Câmara dos Deputados na última terça-feira, 13.

    CNE – O Conselho Nacional de Educação é composto por 24 conselheiros, sendo dois membros natos – o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, na Câmara de Educação Básica, e o secretário de Educação Superior, na Câmara de Educação Superior. Os demais 22 são escolhidos a partir de consulta à sociedade e de nomeação pela Presidência da República.

    O papel do CNE é o de regulamentar e normatizar as ações nacionais da educação brasileira. Uma das metas do conselho é zerar a pauta da educação superior ainda este ano. “Nós tínhamos uma demanda significativa e muitos processos represados. Eram mais de 600 processos, e agora nós estamos com cerca de 200”, celebrou Eduardo Deschamps. Segundo ele, houve um esforço muito grande dos membros da casa para fazer a relatoria dos processos, o que permitiu um grande avanço nos trabalhos. “A intenção é que nós possamos zerar essa pauta no início do ano que vem, na reunião de janeiro.”

    Assessoria de Comunicação Social 

    quarta-feira, 23 de março de 2011

    Progrma do MEC - Ensino Médio Inovador

    FABIANA REWALD
    DE SÃO PAULO

    Os dados chocam: metade dos jovens de 15 a 17 anos estão fora do ensino médio. Parte desse contingente estuda, com atraso, no ensino fundamental. Mas outra parte, a face mais preocupante dessa estatística, deixou os bancos escolares para trás.

    "[Os alunos] encontram um ensino [médio] organizado em torno de um número muito grande de disciplinas, sobrecarregadas de conteúdos mais voltados para vestibulares, muitos deles sem significado para suas vidas", diz Francisco Aparecido Cordão, presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.

    O CNE discute atualmente uma atualização das diretrizes curriculares do ensino médio. Um dos programas que tem servido de base para a discussão é o Ensino Médio Inovador, criado e financiado pelo Ministério da Educação e já implementado em 357 escolas do país em 2010 -São Paulo não participa, mas estuda entrar.

    O programa se baseia em quatro eixos: trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Cada escola cria seu plano de ação pedagógica, que pode eleger um desses eixos como principal ou misturá-los, em atividades complementares, que podem acontecer até fora da sala de aula.

    Para isso, a carga horária passa das 2.400 horas anuais obrigatórias para 3.000. Outros focos são leitura, artes e atividades em laboratórios, além da dedicação integral dos professores.

    O governo do Rio já planeja estender o modelo para mais escolas em 2013. Hoje, 16 participam. Antonio Paiva Neto, subsecretário de Gestão da Rede e de Ensino, cita como exemplo uma escola que integrou todos os conteúdos dados em aula ao mundo do trabalho.

    "O programa acaba mexendo com a prática pedagógica do professor e o aluno começa a questionar. Ele vê que é possível que aquela disciplina seja ministrada de uma outra forma", diz Letícia Ramos, coordenadora do programa em Pernambuco.


    PARTICULARES

    Escolas privadas usam o modelo para mexer nos currículos. É o caso do Magister (zona sul de SP), que incluiu matérias como geografia literária -"que permite um diálogo mais interessante entre a literatura e a geografia", diz o coordenador pedagógico Marcelo Feitosa.

    Outra escola, o Bialik (zona oeste), decidiu virar o currículo de cabeça para baixo em suas novas turmas de ensino médio -abertas após o fim da fusão com o Renascença. Contratou 36 professores especialistas e trocou, por exemplo, a tradicional física por matérias como "Das estrelas ao átomo".

    "A gente vai bater muito forte na interdisciplinaridade, fazendo monografias em que o aluno tem que abordar temas que misturam várias disciplinas", diz Alexandre Ostrowiecki, presidente da mantenedora do Bialik.


    OUTRAS MUDANÇAS

    Mudar a formação dos docentes é, aliás, um dos principais pontos para melhorar o ensino médio na visão de Gisele Andrade, presidente da Abaquar Consultores. "Ninguém formou para a inter e a transdisciplinaridade."
    Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, aponta o problema da infraestrutura. "É preciso que a escola não se pareça com um presídio."

    Segundo esses educadores, apesar de ser positivo, o Ensino Médio Inovador não é visto como abrangente o suficiente para mexer com as estruturas do ensino médio.

    "Ele pega poucas escolas", diz Maria Helena Guimarães, coordenadora pedagógica da Parceiros da Educação. Ela aponta outro problema: "Quem tem de assumir o ensino médio são os Estados".

    Maria Helena conta que, no ano passado, um grupo de organizações não governamentais elaborou um documento com propostas transformadoras. Entre elas, estão a redução de matérias obrigatórias e o preenchimento de ao menos 40% do currículo com disciplinas eletivas.

    sábado, 5 de fevereiro de 2011

    Ensino Médio Integral cresce 50% em Pernambuco




    *Da Redação

    O número de alunos que estudam no ensino médio de período integral em Pernambuco dobrou entre 2010 e 2011, alcançando 130 mil matriculas em escolas convencionais ou técnicas. Os dados são da Secretaria de Educação do estado e foram divulgados na última quarta-feira (2/2) pelo Jornal do Commercio, quando começaram as aulas na rede pública.

    O aumento, segundo a secretaria, é resultado do programa de ampliação das chamadas “escolas de referência”, que oferecem educação em período integral ou semi-integral. Em 2011, 14 novas escolas da modalidade foram inauguradas, totalizando 174 de ensino médio convencional ou técnico. O número, porém, ainda é distante da meta do estado, que prevê alcançar 300 escolas integrais até 2014.

    O programa começou em 2007, com o objetivo de reformar o ensino médio. Na época 20 escolas ofereciam ensino em tempo integral. “A estimativa é que 90% dos que concluírem o ensino fundamental poderão cursar o ensino médio integral ou semi-integral”, afirmou o secretário de Educação, Anderson Gomes, em entrevista ao Jornal do Commercio.

    Pelo programa, uma escola de ensino médio que trabalha nos períodos tradicionais leva no mínimo três anos para se adaptar à modalidade, segundo a Secretaria de Educação. No começo da transição, apenas o primeiro ano do ensino médio vira de tempo integral. No ano seguinte, o modelo se estende para a segunda série do ensino médio, até chegar ao terceiro ano.

    “O ensino integral, além de remunerar melhor, proporciona dedicação exclusiva do professor”, afirmou Cláudio Freire, diretor da escola semi-integral Clóvis Beviláqua ao Jornal do Commercio. O piso salarial dos professores de período integral é até 2,5 vezes maior que o piso de um colégio comum, segundo a Secretaria de Educação.

    Para o estudante Carlos Romário de França Santos, de 16 anos, que estuda em período integral na Escola Técnica Estadual Maximiano Accioly Campos, o modelo é eficiente. “Pode até cansar um pouco, mas é construtivo. A Escola não está nos preparando só para o vestibular, mas para a vida”.

    *Com informações do Jornal do Commercio e do Jornal O Globo

    sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

    Currículo para o Ensino Médio integrado


    Pensar um currículo para o Ensino Médio integrado com a Educação Profissional, que realize a articulação entre a formação geral e a formação para o trabalho, respeitando as necessidades específicas do mundo do trabalho, contemplando os objetivos da Educação Básica, mais precisamente dessa etapa de ensino.

    O Ensino Médio Integrado deverá atender a padrões de qualidade que se coadunem com as exigências desta sociedade, a continuidade dos estudos, o exercício da cidadania preparando-os para o desenvolvimento de habilidades e competências tais como: a capacidade de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, de criar e de formular, como também, as adequações à operação de processos automatizados.

    O aumento dos saberes que permite compreender o mundo, favorecer o desenvolvimento da curiosidade intelectual, estimula o senso crítico e permite compreender o real, mediante a aquisição da autonomia na capacidade de discernir.

    A integração exige que a relação entre conhecimentos gerais e específicos seja construída continuamente ao longo da formação, sob os eixos do trabalho, da ciência e da cultura.



    Fonte:Seduc

    sábado, 22 de janeiro de 2011

    Evasão no ensino médio

    Por: Valeska Andrade

    Enquanto 98% de crianças e adolescentes brasileiras entre 7 e 14 anos estão na escola, 15% dos jovens de 15 a 17 anos desistiram de estudar. O abandono é refletido no número de matrículas da série final.

    Se comparado ao da série inicial, o total é 35,5% menor. De acordo com o Censo Escolar, em 2007 ingressaram no ensino médio 3.440.048 estudantes. Já em 2009, foram efetuadas 2.218.830 matrículas.

    Quando não há reprovações, um aluno conclui o ensino médio em três anos. Na Região Centro-Oeste, a diferença entre as matrículas é de 37% e no Sul chega a 38,53%. O Sudeste tem o menor percentual: 34,68%. Nordeste e Norte possuem índices iguais: 35,7%.

    O total de matrículas mostra o abandono do ensino médio na última década. A taxa de escolaridade dos jovens entre 15 e 17 é muito baixa e isso já é sentido no ensino superior, onde há vagas ociosas.

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugere que os estados mantenham escolas de ensino médio em todos os municípios para combater a evasão.

    Fonte: O Globo (RJ)

    sexta-feira, 26 de novembro de 2010

    Somente metade dos adolescentes entre 15 e 17 anos está no ensino médio

    uol educação


    IBGE: diminui desigualdade racial no acesso à educaçãoNo Rio de Janeiro As desigualdades raciais no acesso à educação e no rendimento diminuíram entre 1999 e 2009, apesar de continuarem elevadas, segundo mostra a Síntese de Indicadores Sociais divulgada na manhã de hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    Enquanto 62,6% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos cursavam o nível superior em 2009, o porcentual era de 28,2% para os pretos e 31,8% para os pardos, de acordo com a terminologia usada pelo instituto. Os dados apontam, entretanto, que houve forte expansão nesse indicador para todos os grupos. Em 1999, esses porcentuais eram de 33,4% para brancos, de 7,5% para pretos e de 8% entre os pardos.

    Em relação à população de 25 anos ou mais com ensino superior concluído, houve crescimento na proporção de pretos (subiu de 2,3% em 1999 para 4,7% no ano passado) e pardos (passou de 2,3% para 5,3%). No mesmo período, o porcentual de brancos com diploma passou de 9,8% para 15%. Ainda segundo a pesquisa, a população branca de 15 anos ou mais tinha, em média, 8,4 anos de estudo em 2009, enquanto pretos e pardos tinham 6,7 anos.

    A Síntese mostra que os rendimentos de pretos ou pardos também continuam inferiores aos de brancos, embora a diferença tenha diminuído nos últimos dez anos. Os rendimentos-hora de pretos e de pardos representavam, respectivamente, 47% e 49,6% do rendimento-hora de brancos em 1999, passando a 57,4% (para pretos e pardos) em 2009.

    As desigualdades estão presentes também no analfabetismo. A taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade era de 13,3% para pretos em 2009, de 13,4% para pardos e de 5,9% para brancos.

    quarta-feira, 17 de novembro de 2010

    IFMT promove maratona robótica

    17/11/2010 - 09h27
    Redação 24 Horas News



    Maratona de Robótica, 10 Palestras Magnas, 06 Mini-cursos, Campeonato de Xadrez, apresentação de 40 trabalhos técnicos científicos, 16 projetos de pesquisa concorrendo ao Prêmio de Inovação Tecnológica, Espaço Defenda a sua Tese e programação cultural, fazem parte das atividades do I Workshop de Pesquisa e Inovação do IFMT, que será realizado do dia 17 a 19 de novembro, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT).

    A expectativa da organização do evento é receber cerca de 1 mil pessoas por dia, sendo que 700 serão alunos dos oito campi do Instituto Federal de Mato Grosso (Cuiabá, Bela Vista, Cáceres, Juina, Pontes e Lacerda, Confresa, São Vicente e Campo Novo do Parecis) e os demais por pesquisadores, docentes e visitantes. O IFMT vai fornecer ônibus, alojamento e alimentação para os alunos dos campi do interior do Estado que vão participar do I Workshop de Pesquisa e Inovação.

    Maratona de Robótica

    A maratona de Robótica terá inicio no dia 17 de novembro, das 14 às 18 horas, na sala Esplanada. O diferencial da 4º Maratona é ampliação da participação de estudantes e pesquisadores de todo o Estado. Este ano o projeto base para a situação-problema é a "luta de sumô" que será dividida em três categorias: 1- Autônomo: 3Kg; 2- Controlado por Rádio Frequência: 3Kg e 3- Kit de Robótica: 1kg.

    Nas categorias, Autônomo e Controlado por Rádio Frequência, a dimensão da largura e comprimento é de 20 cm e altura é ilimitada. Já no Kit de Robótica - 1Kg e, nesse caso, a dimensão da largura e comprimento é de 15 cm e altura ilimitada. Além disso, existirão duas palestras específicas da área de automação residencial e de robótica móvel, área e médica.

    Palestras Magnas

    Dez palestras magnas irão ocorrer no I Workshop de Pesquisa e Inovação do IFMT. Na quarta-feira (17/11), os temas das palestras são: "Um Doce Balanço a Caminho do Sucesso", por Marcos Fiori; Políticas de Pesquisa e Inovação para o Estado de Mato Grosso , por João Carlos de Souza Maia - Fapemat; Aspectos Legais da Lei de Inovação, por Geraldo da Cunha Macedo, OAB-MT;

    Na quinta-feira (18/11), as palestras são: Agroecologia Voltada para a Pesquisa e Inovação - Projeto PAIS, por Aly Ndianye; Copa de 2014: Oportunidades e Responsabilidades para as instituições de Ensino Profissional; Automação Residencial sob ponto de vista da Domótica, Armando da Silva Filho - Unemat; Robótica: Visão geral sobre a robótica móvel, aérea e médica, Geovany Araujo Borges- UnB.

    Na sexta-feira (19/11), vão ser apresentados os seguintes temas: Inovação Tecnológica e Sustentabilidade Ambiental, por Shigeo Shiki - MMA; Políticas de Fomento a Pesquisa, Inovação e Extensão para os IFs , por Aléssio Barros - Reitor IF Brasília e a A Era da Inovação Coletiva e seu Diferencial Competitivo,por Gil Claudio Giardelli (SP).

    Mini-cursos

    São oferecidos seis mini-cursos com 50 vagas cada. Será cobrado uma taxa de inscrição de R$20,00 que dará direito a participação de dois minicursos, que terão a duração de 4 horas, das 14 as 18 horas. Os cursos terão direito à emissão de certificado. Os interessados em participar dos mini-cursos do I Workshop deverão fazer sua inscrição no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá (MT).

    Veja quais são os Mini-cursos: Introdução a Microprocessadores (17/11), Turismo Rural: Identificando Potencialidades (17/11), Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAI) (18/11), Pagamentos por Serviços Ambientais (18/11), Inspeção de Produtos Agropecuários: animal e vegetal (18/11) e Técnicas de Materiais Alternativos para Construção (19/11).

    Prêmio IFMT de Inovação Tecnológica

    O Prêmio IFMT de Inovação Tecnológica tem por objetivo identificar e premiar projetos que apresentem o desenvolvimento de produtos e/ou processos inovadores para questões e necessidades da sociedade, buscando inovações oriundas dos resultados de pesquisas e de trabalhos de criação materializados em produtos e/ou processos que representem inovação ou aperfeiçoamento no âmbito das grandes áreas de atuação do IFMT. Visa também premiar projetos que desenvolvam brinquedos educativos/pedagógicos buscando estimular, de forma lúdica, a criatividade, a concentração, a atenção, a curiosidade e o pensamento estratégico de estudantes dos diferentes níveis de ensino.

    Veja os trabalhos que concorrem ao Prêmio IFMT de Inovação Tecnológica: Pó para preparo de pudim em pó, feito com extrato de soja sabor manga; Sensor ultrassônico para deficientes visuais; Fazenda Fácil; Chuveiro Termo-controlado; Robô Rádio Controlado e Autonômo; Kit Didático Programável Painel 3 D com 5 estágios (microcontroladores); Secagem solar de frutas e hortícolas; IFETINHO: brinquedo didático-pedágogico e de educação socioambiental; Composteiras e canteiros de vermicompostagem à base de Taboca; Sistema de Adubação (separador, triturador e misturador); Bala de banana light com gengibre; Central Interligada de Automação Residencial; Cocada com cenoura e beterraba; Massa para Pizza sem Glutén; Elaboração da Soja-Hortaliça-Edamame cozida e salgada e pasta de soja hortaliça e Carvão de Babaçu.

    Seduc debate Ensino Médio Integrado a Educação Profissional

    wwwizasalies.blogspot.com

    Aproximadamente 500 profissionais da educação de 40 municípios de Mato Grosso discutem de hoje (16/11) a 18/11 a integração da base da educação profissional a base nacional comum para o ensino médio, durante o Seminário ‘Ensino Médio Integrado: Princípios e Pressupostos’, realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso.

    A Secretaria de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, propôs durante a abertura dos trabalhos que os profissionais fizessem uma reflexão sobre as ações desenvolvidas. “O Ensino Médio não pode ser abstrato na vida dos estudantes. Então no que é que ele tem de se diferenciar? Precisamos pensar fazendo.

    O professor não pode mais dar a aula solitária, preso aos 48 metros quadrados da sala. Cada um tem de avaliar o que pode fazer. Se meu aluno está evadindo, como melhorar? Temos o entendimento de que esse é o momento para essas discussões e tenho a certeza de que as discussões irão acrescentar muito ao processo de ensino aprendizado”.

    Para o representante do MEC, Francisco Costa Sobrinho, é imprescindível que se integre o conhecimento do ensino médio à prática. “Essa é uma relação mais do que necessária”.

    A secretaria adjunta de Políticas Educacionais da Seduc, Fátima Rezende, completou afirmando que “a função da educação é preparar esse jovem para a vida. E esse é um momento ímpar para que possamos, de fato, fortalecer as políticas públicas”.

    Para 2011, explica o gerente de Ensino Médio Integrado da Seduc, Hércules Assunção, o número de escolas oferecendo as atividades do Ensino Médio Integrado, será ampliado para 63 escolas. O que irá refletir no aumento das vagas para 9 mil.

    O Ensino Médio Integrado em Mato Grosso foi implantado no ano de 2007 pelo Governo do Estado e conta com recursos também do Governo Federal, por meio do Programa Brasil Profissionalizado, que possibilita a modernização e a expansão das redes públicas de ensino médio integradas à educação profissional.

    Hoje, o Estado atende a 6.018 mil estudantes em 54 escolas e oferece cursos técnicos nas áreas de informática, administração, vendas, comércio, logística, secretariado, agroecologia, meio ambiente, agroindústria, em serviço de restaurante e bar.

    A professora Gerte Lúcia Theisn, da Escola Estadual Marechal Cândido Rondon, da cidade de Nobres, considera as discussões necessárias para a integração dos currículos. “A partir de 2011 estaremos oferecendo a modalidade do Ensino Médio Integrado e com certeza a troca de experiências é saudável. Essa é a oportunidade para que os profissionais troquem informações que possam subsidiar boas práticas dentro da sala de aula”.

    O coordenador do Ensino Médio em Mato Grosso, Marcos Amado, finaliza dizendo que o seminário é fruto de um trabalho que está sendo desenvolvido desde o ano de 2007 e as observações pertinentes a esse período serão analisadas. Para otimizar as discussões, no último dia do evento, serão realizadas duas mesas redondas. A primeira das 14h às 16h30, com o professor Doutor Ramon de Oliveira e professor doutor Ronaldo Lima e professora doutora Elinilze Guedes. A temática será baseadas nas perguntas enviadas pelos participantes.

    Às 16h o debate será feito com os professores especialistas Hércules Assunção, Teresinha Costa e professor mestre Marcos Amado, sobre Modalidade e Formas de Oferta – EMIEP, Organização por Semestre, Ensino Médio Inovador.
    Participaram do evento a secretaria extraordinária de Apoio a Políticas Educacionais. Flávia Maria Barros de Nogueira, o representante do Programa Brasil Profissionalizado, Mácio Cenize, além de representantes das Superintendências de Educação Básica (SUEB), de Diversidades Educacionais, de Formação dos Profissionais da Educação, e de Gestão Escolar.



    PATRÍCIA NEVES
    Assessoria/Seduc-MT

    sábado, 13 de novembro de 2010

    Evasão no ensino médio

    Por: Valeska Andrade
    blog opovo

    Enquanto 98% de crianças e adolescentes brasileiras entre 7 e 14 anos estão na escola, 15% dos jovens de 15 a 17 anos desistiram de estudar. O abandono é refletido no número de matrículas da série final.

    Se comparado ao da série inicial, o total é 35,5% menor. De acordo com o Censo Escolar, em 2007 ingressaram no ensino médio 3.440.048 estudantes. Já em 2009, foram efetuadas 2.218.830 matrículas.

    Quando não há reprovações, um aluno conclui o ensino médio em três anos. Na Região Centro-Oeste, a diferença entre as matrículas é de 37% e no Sul chega a 38,53%. O Sudeste tem o menor percentual: 34,68%. Nordeste e Norte possuem índices iguais: 35,7%. O total de matrículas mostra o abandono do ensino médio na última década.

    A taxa de escolaridade dos jovens entre 15 e 17 é muito baixa e isso já é sentido no ensino superior, onde há vagas ociosas. O ministro da Educação, Fernando Haddad, sugere que os estados mantenham escolas de ensino médio em todos os municípios para combater a evasão.

    Fonte: O Globo (RJ)

    sexta-feira, 12 de novembro de 2010

    Que Ensino Médio eu faço?

    Iza Aparecida Saliés


    Como o Ensino Médio, antigo 2º grau foi transformado em uma etapa final da Educação Básica, teve em seu bojo diversas finalidades, mas fazerndo um recorte, para focar a discussão no objetivo , penso ser o que mais causa polêmica quanto ao seu entendimento, "preparar o estudante para a vida e para o mundo do trabalho", este, ainda está causando acaloradas discussões, pois, quando falamos em preparar o jovem para a vida estamos incluindo todos os pressupostos necessários para saber ser, fazer e viver com qualidade, emprego, saúde, dignidade, respeito ...


    As legislações educacionais tratam o assunto de forma muito genérica, sem conceituar realmente o que é preparar para a vida, os não visualizo o detalhamento dessas concepções e princípios estabelecidos como foco para a formação dos jovens brasileiros. Então, fica a critérios dos estudiosos decifrarem as vertentes teóricas que possam justificar a utilização desses princípios enquanto uma etapa de ensino da Educação Básica, necessária para compor a formação integral dessa clientela.


    O Ensino Médio ocupou um espaço indefinido, ou seja, o de fortalecer os conhecimentos do ensino fundamental, preparar o jovem para a vida e para o mundo do trabalho, desta forma essa etapa de ensino, ocupa função transitiva, entre uma etapa de ensino e um nível de ensino, dificultando consideravelmente sua posição enquanto formação para jovem.

    Parece confusa essa posição por falta de definição conceitual. Os princípios do Ensino Médio ainda estão claros para o sistema de ensino enquanto política educacional e para a escola enquanto currículo de ensino. Mesmo estando bem conceituado na legislação, permanece confuso para algumas escolas como trabalhar no currículo do Ensino Médio a concepção “preparar o jovem para a vida e para o mundo do trabalho”.

    O que ensinar para a vida? E para o mundo do trabalho? Como trabalhar o currículo do Ensino Médio com esses princípios? Como temos que trabalhar também com a concepção de “preparar o jovem para o mundo do trabalho” fato novo para a educação básica enquanto conteúdo curricular, a articulação dos conceitos educação e trabalho, surge ai, um questionamento pertinente, se o Ensino Médio é para preparar o jovem para a vida e para o mundo do trabalho, então, como entendemos do mundo do trabalho no contexto da educação e não da produção?

    Surge o Ensin Médio Intregado como o Decreto n. 5154/2004, que também tem como obejtivo maoir, regulamentar e estruturar a Educação Profissional estabelecida na LDB, este aparato legal, além de organizar o Ensino Técnico, possibilita também a integração da Educação Básica com a Educação Profissional Técnica de Nível Médio . Esse decreto possibilita a oferta de uma nova modalidade de ensino, Ensino Médio Integrado.

    Dentre as finalidades do decreto, além de oferecer diferentes modalidades de ensino, pretende também, ampliar a oferta da Educação Profissional para as escolas do sistema estadual de ensino, que antes era prerrogativa das antigas Escolas Técnicas Federais e o Sistema S, que ofereciam cursos técnicos para atender o mercado de trabalho.

    Então, a educação básica do Brasil passou a ter, além do simples Ensino Médio, a possibilidade de ofertar várias modalidades associadas de atendimento, tais como: Ensino Fundamental/Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional chamado de Projovem, Ensino Médio/Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional que chamamos de Proeja e Ensino Médio regular e a Educação Profissional que chamamos de Ensino Médio Integrado.

    O Projovem, Proeja e Ensino Médio Integrado são modalidades de ensino que oferecem cursos integrados, ou seja, há uma articulação pedagógica da formação geral (educação básica) e a formação técnica (antigo curso profissionalizante ou curso técnico) constituindo em um só curso, com carga horária adequada, integração das disciplinas e áreas de conhecimento, metodologias e concepções pedagógicas próprias, adequadas às necessidades da formação técnica e básica .

    Com currículo único que atenda as duas demandas de formação, que são chamados “Curso de Ensino Médio Integrado de Informática” este é apenas um exemplo dos diversos cursos que possuem na rede estadual de ensino de Mato Grosso, que podem ser oferecidos pela escola pública ou privados.

    Os benefícios que o curso pode proporcionar para o estudante é muito significativo, possibilita o estudo de dois cursos ao mesmo tempo, pela integração das disciplinas, conteúdos, então o currículo do curso nasce da construção da integração da formação geral com a formação técnica, e também das discussões coletivas dos professores ao integrar conceitos comuns e específicos das disciplinas das áreas e conhecimento e técnicas.

    Nessa modalidade de ensino os estudos são feitos de uma maneira mais rápida, porém com qualidade, fácil e objetiva, possibilitando também, que o educando conquiste seu direito ao exercício da cidadania, através da promoção de sua formação profissional. O estudante faz um só curso com certificação do Ensino Médio e de um Curso Técnico, junto.

    Cabe aos Estados a oferta do Ensino Médio, e ao mesmo, aderir ou não a essa nova modalidade de ensino. As escolas de educação básica brasileira agora podem oferecer o Ensino Médio, Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, Projovem e Proeja, cabe ao estudante escolher o que estudar.

    Ao implantar essas modalidades de ensino, as escolas terão que adequar seus currículos de ensino, elaborar o plano de curso, criando um novo curso baseados nessa alternativa de integração da Educação Básica com a Educação Profissional.

    quarta-feira, 10 de novembro de 2010

    Ensino Médio

    Línguagem no Ensino Médio

    Novas formas de utilizar o texto como estruturador de competências e habilidades na língua portuguêsa.


    Iza Aparecida Saliés

    Inquirir. O texto deve despertar a curiosidade de saber o que traz e para onde leva, e instigar no aluno perguntas tanto sobre seu assunto e seus temas, quanto para além deles.

    Compreender. Ao interpretar o significado das partes do texto, o aluno deve captar com clareza os sentidos que remetem ao todo.

    Executar. Nesta etapa, a ênfase do trabalho é a pesquisa, determinação das palavras-chave e das partes constituintes do texto, bem como registro pessoal; o aluno deve ser parte integrante do processo, não apenas um aprendiz passivo.

    Revisar. Cabe ao professor oferecer o suporte necessário para que o aluno verifique e confira as etapas executadas, tirando dúvidas, confrontando sua interpretação com as de outros do grupo.

    Avaliar. É o momento de avaliar o trabalho realizado ( pelo professor e pelos alunos) e também o próprio processo de ensino e aprendizagem, no sentido de aperfeiçoa-lo. A avaliação não é um momento, mas ocorre em todas as etapas do trabalho.

    Agregar. O novo conhecimento deve agregar-se ao anterior. A apropriação do conhecimento constituirá a nova base e o substrato do que ainda será aprendido.

    Apreensão. O que o texto afirma, narra ou descreve?

    Entendimento. Qual o significado dos enunciados contidos no texto? É o momento de o aluno transpor o conteúdo dos enunciados textuais para o nível de compressão pessoal, em que se apropria do conhecimento expresso.

    Aplicação. Onde se verifica tal problema? O aluno deve ser, então, capaz de transpor a situação do texto para outras similares, num processo de transferências e generalização.

    Análise. Quais as partes constituintes do texto? O assunto, a narrativa, os subtemas podem ser divididos em partes? O desdobramento analítico deve ter a finalidade didática: ao partir do simples para o complexo, o objetivo não é a fragmentação, mas sim a subdivisão em partes com vistas a uma melhor apreensão do todo.

    Síntese. Toda análise deve remeter novamente à síntese, que recompõe o todo, salientando o que é essencial, discriminando o fundamental do secundário.

    Julgamento. Qual o valor das idéias expressas e qual é o seu significado naquele contexto? Nem sempre se precisará chegar a essa etapa, mas a partir daqui já entram em ação processos cognitivos que levam à emissão de juízos de valor, de natureza mais complexa e que exigem maior grau de abstração.

    Criatividade. O novo conhecimento deve levar à projeção de idéias e condutas novas, não apenas em língua estrangeira, mas em outras áreas do conhecimento.
    Fonte: Parâmetros Cuiculares Nacionais do Ensino Médio/PCNs

    Ensino Médio para adolescentes e jovens

    Ensino Médio

    Iza Aparecida Saliés

    A identidade do Ensino Médio para adolescentes e jovens, não foi considerada ainda em decorrência das dificuldades sistêmicas, para implantar a reforma dessa etapa de ensino. A falta de uma Política Educacional para essa clientela, uma organização escolar que possa atender a realidade plural dessa demanda, a oferta de estruturas, física, material e humana condizente, a falta de um Projeto Institucional de Formação Continuada de professores ,o Projetos Pedagógicos que proponha um “Currículo para jovem” e mais , romper com a concepção que os professores tem sobre o currículo, que pra eles passa necessariamente pela listagem de conteúdos do livro didático, para alguns isso é básico e único.

    Esse princípios, fomentam a necessidade de construir uma espaço escolar que possa vir ao encontro das necessidades desses jovens e adolescentes, consolidando com espaço com identidade própria, possibilitando todas as condições estruturais e matérias humanos e , pelo o desarticulado e adolescentes educação pública do momento, é conhecimento, advindo da tecnologia, da informação, da mídia, produzindo velocidade no mundo e nas suas relações na vida e no mundo do trabalho.

    A Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso precisam ser preparada para construir uma escola com identidade própria, com espaço que deve contemplar as atividades de interrese dos jovens e adolescentes, oportunizando aos alunos da escola pública a participar incondicionalmente das atividades educativas e sócio – educativas. Por que não do ensino? Por que não participar das discussões do Currículo? Será que os jovens e os adolescentes do Ensino Médio não sabem sugerir temas para aula? E falar com professor sobre conteúdo?

    O Ensino Médio, que se propõem, nas legislações vigentes, tais como: a Lei de Diretrizes da Educação Nacional /1996, a Resolução n. 3/98 CNE/CEB E O Parecer n. 15/98 CNE/CEB, todos os citados e mais alguns estabelece princípios que recomendam um olhar mais direcionado especificamente para o jovem e o adolescente.

    O parecer do Conselho Nacional de Educação foi aprovado em 1/06/98 – Parecer CNE/CEB n. 15/98 seguindo-se a elaboração da resolução que estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, Resolução CEB/CNE n. 03/98.

    A denominada "revolução tecnológica - informática" promove mudanças radicais, na área do conhecimento, e passa a ocupar um lugar central nos processos de desenvolvimento, em geral. É possível afirmar que, nas próximas décadas, a educação vá se transformar mais rapidamente do que em muitas outras, em função de uma nova compreensão teórica sobre o papel da escola, estimulada pela incorporação das novas tecnologias.

    A formação do aluno deve ter como alvo principal a aquisição de conhecimentos básicos, a preparação científica e a capacidade para utilizar as diferentes tecnologias relativas às áreas de atuação, no mundo produtivo e na vida.

    Propõe-se no Ensino Médio, a formação geral em oposição à formação específica, o desenvolvimento de capacidades de pesquisar, buscar informações, analisá-las e selecioná-las; a capacidade de aprender, de criar, de formular, ao invés do simples exercício de memorização.

    São estes os princípios mais gerais que orientam a reformulação curricular do Ensino Médio e que se expressam na nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB n. 9394/96.

    Seção IV

    Do Ensino Médio

    Art. 35º. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades:

    I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

    II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

    III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

    IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

    segunda-feira, 20 de setembro de 2010

    Jovem, construção social que precisa ser considerada pela escola

    Iza Aparecida Saliés



    Estudos mais recentes sobre a juventude apontam que a convivência deles nesta sociedade de diferentes paradigmas, provoca sérias reflexões sobre a atribuição da escola que temos, e conseqüentemente do tipo de Ensino Médio que estamos oferecendo.

    Então! Que tipo de formação estamos oferecendo ao jovem? Qual é a relação dele com o saber escolar? O que estamos ensinando para eles?O que eles estão aprendendo?

    Para Bernad Charlot, a escola não é para os jovens uma instância exclusiva de aprendizagem e socialização, e eles vivem em conflito com ela. A grande preocupação da escola está em saber lidar com esses jovens, conhecer suas necessidades, especificidades, diferenças.

    Mesmo com a grande propaganda de ampliação do acesso à escolarização, a acolhida da escola não respondeu com sucesso o desejo da sociedade, temos na rede pública de ensino muitos alunos que reprovam e abandonam seus estudos. Segundo alguns estudos realizados por pesquisadores a baixa qualidade do ensino e a inadequação da escola aos jovens de cama populares, são os grandes vilões da escola que temos.

    Deste a reforma do ensino médio, no Brasil que aconteceu no final dos anos 90 até hoje encontramos muitas escolas de Ensino Médio funcionando junto com o fundamental, sem estruturada própria para atender os jovens, ainda temos escolas comuns, sem identidade para jovem, são escolas que atende a educação básica toda, ou seja, todas essas etapas de ensino numa mesma escola e período, com pouco ou quase nada de atrativo.

    Que jovens queremos?

    Os jovens são portadores de um repertório cultura e social de conhecimentos, saberes, valores, atitudes, pouco respeitados pela família e pela escola. Esses atributos precisam ser respeitados, pois estes, não coincidem necessariamente com a cultura escolar e, em particular, com a Proposta Curricular do Ensino Médio, que se propõe a desenvolver.

    Nós professores sabemos que é muito significativo para os jovens sentir protagonista do seu processo histórico social, por que não dizer, do seu processo ensino aprendizagem também, de maneira consciente, participativa, decisiva e negociadora. Quando eles participam de atividades e projetos sociais e pedagógicos, a vivência da prática deixa fluir comportamentos, atitudes inesperadas e deparamos com experiências valorosas de iniciativa deles.

    Ao possibilitarmos aos jovens meios de expor seus desejos, sentimentos e criatividade precisam respeitar suas vontades, tempo e aceitação, assim sendo, certamente eles ficará mais motivada para a aquisição de novos saberes escolares. .

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    Exclusão Não Explicada pelo MEC/ENEM

    Iza Aparecida Saliés


    Fiquei preocupara ao ver os jovens tensos, nervosos em conseguir uma vaga no bingo da educação brasileira. Aconteceu de tudo nesse evento, problemas na gestão do sistema, previsão de vagas com falhas, falta de definição de critérios claros e concisos, dúvidas na forma de seleção, empate, e por ai vai.

    Para não ser muito pessimista, digo que as falhas que surgiram não foram humanas e sim da máquina.

    Percebi muita ansiedade por parte do governo em querer imprimir uma nova imagem sobre um velho sistema de avaliação, que por ora, vinha sendo desenvolvido de forma satisfatória, mesmo assim, poderia sofrer inovações gradativas, levando em conta os aspectos do tempo, as condições geográficas do país, a diversidade regional, o acúmulo de inscrições num mesmo sistema (internet) e o elevadíssimo número de estudantes que utilizariam desse mecanismo para ter acesso ao ensino superior.

    Não sou contra o ENEM, mas, precisamos ser coerente ao pensar que alterar um sistema de avaliação, já consolidado, para mexer na sua função finalistica, transformar o Enem em vestibular unificado, tudo isso, para acontecer em apenas alguns meses, como foi desejado e realizado, vai causar demandas de busca por direitos, pois para implantar uma reforma na educação precisamos de décadas para que possamos romper arraigas culturas e romper velhos paradigmas parta não causar profundas rachaduras sociais.

    Não somos ingênuos em pensar que não haveria sérios problemas estruturais que prejudicaram e futuramente prejudicarão seriamente os alunos. Os alunos da rede particular terão menos dificuldade para ajeitar ao sistema, pois o universo de possibilidades para ele é bem maior enquanto que para os da rede pública, estes, são eternos sofredores das deficiências da gestão educacional brasileira.

    No artigo que escrevi “Quem ganha e quem perde com as mudanças no ENEM”? Eu havia previsto que os problemas agravariam à medida que a complexidade do programa fosse exposta, então, no bojo disso tudo, quem sai perdendo nessa é o aluno que preparou o ano inteiro, estudou, sonhou com o curso desejado, além de envolver os familiares na expectativa de cursar o ensino superior.

    Parece que agora só paira nuvens negras para os que não conseguiram passar pela nota de corte. Então, nota de corte, novo conceito para o termo “reprovação” conforme denomina o MEC, em nada altera a nossa realidade, apenas expõe uma das vísceras da educação, dentre elas, as excessivas reprovações em todos os níveis e modalidades de ensino.

    Na educação brasileira os que estão em melhores condições abocanham as melhores vagas das federais e para os menos favorecidos, os que ficam à mercê das ofertas das políticas social, afirmativas de inclusão, como Sistema de Cota, Prouni, e Fies, para ver se consegue fazer uma graduação, estes precisam lutar, se não for assim, são excluídos da escolarização.

    Conforme informações do Ministério sobraram 233 vagas referentes às ações afirmativas, ou seja, o sistema de cotas adotado por cada instituição de ensino independentemente, então, eu faço a seguinte indagação, quer dizer que essas vagas não estavam previstas por esse órgão, ou seja, as vagas referentes às cotas? A reserva de vagas para o sistema de cotas das instituições de ensino superior, públicas e privadas, não foram consideradas pelo programa?

    Segundo Maria Dallari/MEC o grande mérito deste sistema é que os alunos podem se inscrever em outros lugares e não precisam esperar mais um ano para entrar na universidade. Tenho cá minhas dúvidas, será que realmente é vantagem inscrever para cursos que não quero fazer e em universidade onde não vou estudar? Por que posso inscrever para qualquer lugar?

    Para o Ministério, na fala da representante “Os alunos com a nota mais alta foram ficando, e os demais perceberam que poderiam ter outras escolhas”. Lógico, pois isso caracteriza garantia da vaga para os que estavam fora da nota de corte, enquanto que os outros tinham que rastrear diuturnamente sua posição no bojo do vale dos desesperados, ou seja, dos reprovados para o curso desejado, fazendo opção para qualquer curso de uma universidade federal, mesmo não sendo o desejado de modo a não ficar retido.

    Só para descrever uma situação que fiquei sabendo e ocorreu aqui em Cuiabá, a jovem inscreveu para o curso de direito na UFMT, com sua nota estava abaixo da nota de corte, logo a mãe orientou para que ela inscrevesse em outro curso que fosse da área ou que estivesse próximo da área do seu curso desejado, direito, sendo que, o procedimento de inscrição deveria ser feito para UFMT. E assim procedendo, a jovem faria dois cursos, sendo, o curso de filosofia na federal e na particular o curso de direito.

    Falando de Cuiabá, a UFMT foi à única instituição federal que aderiu totalmente ao programa utilizando as notas do Enem com vestibular, por isso as inscrições chegaram num total de 56.703 conforme informação do próprio Ministério, por isso está justificada a tamanha corrida pela federal do nosso Estado.

    Ainda falando de inscrição, a UFMT teve 23.499 inscrições (dados do Mec) de alunos do Estado e um total de 33.204 de alunos de fora, o que caracteriza que mais de 50% são de fora. O Curso de Medicina teve n. 4.055 inscrições, Direito n.3123 e Psicologia n. 1.566, todos da UFMT, esses números são expressivos.

    Então está explicado porque a Federal de Mato Grosso teve o maior número de inscrição do país. Se antanho a concorrência era acirrada, agora então, seria muito pior, como foi. Será que tem algum pobre de outro estado que vem para Cuiabá estudar?

    O que vai acontecer? Fazendo uma análise percebo que agora é que os pobres não vão mesmo fazer curso superior nas federais e a burguesia continua linda, poderosa, e deixando o pobre ver a banda passar.

    Quer saber? Quem perde com tudo isso é o filho do Senhor José, aquele trabalhador que da um duro danado para formar sua prole, trabalhador que encontra sérias dificuldades para orientar seu filho na internet, nas tarefas, nas leituras. Homem simples, que não tem tempo para ficar vasculhando uma vaga para uma universidade decente para seu filho, mesmo com o acesso á informática pelas instituições que ofereceram à comunidade, ainda assim, seu filho depende totalmente do ENEM, sonha ter um filho formado, esse desejo faz parte do seu projeto de vida, viu sua vontade interrompida por que não dizer, frustrada, por um programa chamado “Exclusão Não Explicada pelo Mec/ENEM”.

    Recomendo que vocês aguardem, muitas águas vão rolar por debaixo da ponte, vai acontecer muito baco-baco por ai.

    Publicado no Circuito Mato Grosso
    09/02/2010 10:17



    Quem ganha e quem perde com as mudanças no ENEM?

    Iza Aparecida Saliés

    Após as provas do ENEM, surgiram contradições que podemos chamar de opiniões ou de avaliação, da tão misteriosa prova, evento programado e preparado para os estudantes que estão terminando ou já terminaram o Ensino Médio.

    Conforme está estampado nas páginas dos jornais impressos e digitais, sua realização foi permeada por um turbilhão de problemas, para os organizadores parecem insignificantes, porém, para os alunos que preparam o ano inteiro, o que restou foi apenas decepções, este é o sentimento do momento da galera estudantil.

    Houve problemas de fuso horário, problema com questões identificadas como erradas, questões longas, alunos que perderam aprova por motivos de ordem da natureza, transporte, tempo, inscrição errada e outros, que de uma forma ou de outra prejudicou o aluno. Segundo um aluno que foi entrevistado, disse que, mesmo tendo o hábito da leitura o tempo acabou sendo curto.

    Para alguns alunos a prova não foi difícil, enquanto que para outros a reclamação foi quanto às extensas perguntas que exigiam o desenvolvimento da habilidade de fazer cálculos, isso, demanda memorização das fórmulas solicitas na questão e gasta tempo para resolver, esses acontecimentos prejudicou sobremaneira o desempenho deles na solução das questões.

    Como as áreas de conhecimento forma colocadas de propósito de forma que não forçassem a capacidade de entendimentos dos alunos, ainda assim, muitos alunos divergiram quanto o nível da prova de humanidades em detrimento da prova de natureza. Para alguns, independentemente da área de conhecimento a prova foi mediana, mesmo abordando temas da atualidade, com questões complexas e cobrando capacidade de análise.

    Agora pergunto, e os alunos da rede pública de ensino, como foram prova? Se um aluno que lê muito, encontrou dificuldades para fazer a prova, vejamos os alunos da escola pública que na grande maioria não lê jornal, revista, ou por não possuir ou por falta de incentivo em casa e na escola.

    Penso que a mudança realizada na prova do ENEM foi um pouco precipitada, uma vez que muitas escolas públicas de Ensino Médio do país, ainda não trabalham o currículo na perspectiva do desenvolvimento de habilidades e na construção de competências, conceitos este que respaldam a concepção teórica da prova.

    Os alunos da rede pública levam desvantagem uma vez que estudam orientados pelos conteúdos disciplinares, sem ser interdisciplinar e contextualizado de forma efetiva, há alguns, poucos professores trabalhando com essa concepção metodológica.

    Vamos aguardar os resultados para de fato sabermos que leva vantagem nessa, alunos da escola pública ou das escolas privadas.

    Publicado no Jornal Ccircuito Mato Grosso
    0/12/2009 13:44



    quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

    Será que podemos chamar de Reforma, o Ensino Médio Inovador?


    Iza Aparecida Saliés

    Em 2009 o Ministro da Educação enviou para o Conselho Nacional de Educação (CNE) a proposta de reforma curricular e organizacional do ensino médio, também chamada de Projeto Ensino Médio Inovador, sendo apreciada e aprovada pelo colegiado, agora, só falta implantá-la nos sistemas estaduais de ensino e no Distrito Federal.

    A priori o projeto irá apoiar iniciativas e alternativas pedagógicas das escolas, que possam contribuir com a qualidade do ensino médio oferecido atualmente, etapa de ensino, que não estão formando nem para a vida e muito menos para o mundo do trabalho.

    Um dos pontos discutíveis da proposta apresentada pelo MEC, é quanto à organização curricular do Ensino Médio Inovador, a flexibilidade oferecida pelo projeto, não garante que será benéfica, em pouco vai influir no contexto curricular dos jovens, podendo ocasionar problemas de cunho social e pedagógico também.

    Assim sendo, os jovens irão estudar disciplinas diferenciadas e conteúdos diversos, o que pode ocasionar um descompasso na hora as provas do Enem e dos vestibulares, pois o aluno pode ficar em defasagem de conhecimento.

    Quais seriam as disciplinas que poderiam ser escolhidas pelo aluno? Pela proposta não deu para visualizar os componentes curriculares que farão parte dos 20% que o aluno pode optar em fazer ou não.

    Todas essas mudanças têm por objetivo tornar a escola mais atraente para o jovem. Estudos realizados por pesquisadores que investigam a educação dizem que o modelo de Ensino Médio que está posto no sistema de ensino do país não responde mais às demandas sócias, políticas e econômicas contemporâneas provocando desinteressante e evasão por parte dos jovens. São assuntos escolares desarticulados com a realidade do aluno, com as necessidade e com o contexto do mundo do trabalho, assim sendo, eleva os índices de abando escolar, ampliando assim, o tempo do brasileiro na escolarização básica.

    Será que as escolas estão preparadas para receber essa nova proposta? Para o aumento da carga horária de 2400 para 3000 horas/ano? As escolas públicas do Brasil a fora, estão abarrotadas de alunos nas salas, na sua grande maioria sem condições estruturais para ampliar o horário escolar e os Estados com parcos recursos para investir num ensino médio de qualidade, pois esta etapa de ensino da educação básica, exige investimentos muito caros.

    A atual matriz curricular do Ensino Médio da rede estadual de ensino de Mato Grosso, utilizada pelas escolas em 2009 foi orientada na perspectiva da organização curricular por área de conhecimento, mas, a escola ainda trabalha por disciplinas e os professores são lotados, também por disciplina.

    A proposta estabelece quatro eixos conceituais que devem permear as discussões curriculares do Ensino Médio, que são: trabalho, ciência, tecnologia e cultura, que segundo os autores da proposta, a finalidade desses eixos é de promover a interdisciplinaridade e a contextualização dos componentes curriculares e áreas de conhecimento.

    É importante implantar corretamente a proposta e trabalhar a formação contínua de forma sistematizada e seqüencial de modo que o professor tenha o compromisso de utilizar essa aprendizagem para inovar sua prática pedagógica na sala de aula. É preciso também, que as instituições formadoras compreendam qual é a proposta e que pense numa reformar curricular das licenciaturas.

    A escola precisa apontar sua direção às expectativas cognitivas, emotivas, culturais e sócias dos jovens e não mais utilizar das antigas aulas monótonas, cujo planejamento está sob a égide da simplória listagem de conteúdos ou das aulas da pagina 52 do livro didático.

    Temos um referencial teórico, metodológico que pode ser utilizado pelas escolas que são os Parâmetros Curriculares Nacionais/PCNs da Educação Básica, documento que sugere novas abordagens pedagógicas, indicando possibilidades de trabalhar diferentes conteúdos, conceitos, metodologia, temas relevantes, concepções teóricas, habilidades e contemporâneas.Esse documento está nas prateleiras das bibliotecas escolares e é pouco explorado pelas escolas, o que é uma pena acontecer.

    Essas proposituras que são colocadas no projeto Ensino Médio Inovador/Mec, já são conhecidas pela escola, porém, nem todas trabalham nessa perspectiva, pois as recomendações não fluíram com a necessidade desejada que uma reforma precisa, por isso, não consolidou.

    Não se faz uma reforma educacional sem abalar as estruturas básicas do sistema educacional, resolvendo questões basilares, tais como: piso salarial nacional (ainda não consolidado); formação de professores (adequada as necessidades do atendimento dos alunos); reforma das licenciaturas; investimentos em rede física; tecnologias ;equipamentos; livros; material didático para o aluno e para o professor; livro didático, universalizar o ensino básico, instituir um Sistema Nacional de Ensino do Brasil, que segundo Salviani ainda não temos.

    Como não é reforma, não revolucionou em nada, posso dizer que são pequenas dicas de inovação, enquanto proposta de reforma, apresenta-se empobrecida de alternativas relevantes, pois a mesma, não define ações que possam resolver questões fundamentais para que aconteça uma revolução de fato que o ensino brasileiro precisa.

    terça-feira, 29 de dezembro de 2009

    Ensino Médio

    Ensino Médio: para a vida? Para o mundo do trabalho? Ou para o jovem?

    Iza Aparecida Saliés


     
    A Lei de Diretrizes E Bases da Educação Nacional – LDB estabelece a organização do ensino em dois níveis Educação Básica e Ensino Superior. A Educação Básica, com 3 etapas de ensino, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

    O Ensino Médio, última etapa da Educação Básica, tem como finalidade aprofundar os conhecimentos do ensino fundamental e preparar o estudante para a vida e para o mundo do trabalho. Esta etapa de ensino ainda não está consolidada como um espaço tempo escolar próprio para eles, então, faz-se necessário que o Estado invista mais na estrutura básica necessária para ofertar aos alunos da rede pública de ensino o que eles não possuem em casa para complementar os estudos.

    A escola para jovem precisa ter um espaço com possibilidades de oferecer ampla diversidade de atividades escolares, sociais e recreativas. Segundo Gimeno a escola deve proporcionar ao jovem todo apoio para que ele possa superar suas necessidades advindas das suas condições sociais e econômicas que interferem no processo ensino aprendizagem deles.

    Só para citar um exemplo, se o jovem não possui um computador em casa, e o trabalho do professor é uma pesquisa, como esse aluno vai fazer esse trabalho?

    Então a escola precisa estar aberta para acolher esse jovem carente de aporte tecnológico necessário que os professores utilizam como ferramenta para contribui com a compreensão dos conhecimentos científicos úteis para contextualizar o mundo, facilitando o entendimento dos conteúdos disciplinares da escola.

    As especificidades e necessidades desses jovens são pontos fundamentais para o sistema de ensino começar a pensar novas formas, alternativas e metodologias de ensino, que possam de fato transformar o Ensino Médio em um ensino que promova a formação humanística e integral, com disciplinas e conteúdos interessantes, investigativas, provocantes e próprias para a linguagem dessa geração.

    Sei que não é fácil para o professor mudar sua prática pedagógica aprendida na universidade e sedimentada na sala de aula, não é confortável rever todos os procedimentos didáticos e metodológicos de antanho e ter que reconstruir rapidamente, tudo para atender exigências do mundo em que vivemos fazendo com que a sociedade cobre novos comportamentos, conhecimentos e habilidades que vão requere um outro modo de ensinar e aprender da escola.

    Como sabemos, as necessidades contemporâneas são referenciais que norteiam a trajetória social de nossos jovens, e como a escola é o espaço onde essa construção é preparada, então, não podemos deixar o ensino que eles precisam sendo praticado ainda nas antigas aulas expositivas do professor ou de leitura do Livro Didático.

    Parece que não, mais ainda temos professores utilizando dessa prática ou só essa, não quero dizer que essas metodologias não devem ser utilizadas, só que, hoje temos um universo de possibilidades, alternativas de inovações pedagógicas que podemos usar para tornar o assunto da aula mais significativo.

    Penso que o Ensino Médio merece estudos mais profundos quanto ao seu currículo de ensino, quanto à atuação docente, assim sendo, faz-se necessário atitudes mais contundentes por parte do Estado, vejo que ao incentivar a implementação do Projeto Político Pedagógico da Escola de modo que a escola entenda que o projeto é um processo que precisa ser construído pela via da discussão coletiva do currículo de ensino de forma participativa, e a relação dialógica pode ser o norte da sua elaboração e que as ações planejadas sejam factíveis, assim sendo, podemos rever a escola que temos para termos a escola que precisamos.

    O Ensino Médio que estamos oferecendo não está ainda na sua plenitude, os índices mostram que há problemas estruturais que apontam a urgente necessidade de mexer nas entranhas da escola para promover um ensino mais significativo onde os conceitos estudados na escola própria sirvam para a vida eles, ou seja, que apresente um currículo de ensino que estejam articulados com a vida com o mundo do trabalho, com o trabalho além de abordar os clássicos conteúdos da formação geral.

    terça-feira, 6 de outubro de 2009

    Construindo a identidade de uma escola para jovens


    Iza Aparecida Saliés


    Nas últimas décadas a educação tem feito o discurso de que o currículo de enssino deve compor o Projeto Político Pedagógico a ser configurado pela escola, e que seja direcionado em função da realidade dos alunos e dos contextos sociais, onde estão inseridos.

    A escola pública de hoje precisa ser revitalizada tanto no aspecto da oferta, quanto às condições de ensino e aprendizagem que são oferecidas aos jovens. São muitos os desafios a serem superados, posto que a sociedade exige das pessoas, competências e habilidades, necessárias para solucionar problemas da vida e do mundo do trabalho.

    As instituições governamentais responsáveis pela Política Educacional, precisam fortalecer as ações que possam delinear um Ensino Médio próprio para jovens, estruturando uma escola como espaço próprio para eles, que respeite suas necessidades pessoais, que considere seus desejos, suas vontades, pois estes, são sedentos por conhecimentos siginificativos que possam responder às demandas contemporãneas, para tanto, buscam a escolarização como forma fortalecer e ou mudar sua condição de vida e de superar situações problemas do dia-a-dia.

    A educação pública precisa estabelecer um foco para um ensino que possam motivar, dinamizar as práticas pedagógicas dos  jovens, ainda perciste o descompasso entre “O que é ensinado e o que o jovem precisa e quer aprender”.

    A desarticulação que ocorre entre ensino e o aprender, que surge nessa fase de desenvolviemento humano está justificada pela falta de contextualização dos conteúdos escolares com os acontecimentos contemporâneo, assuntos relevantes e temas importantes. A escola precisa estar antenada com os acontecimentos sociais.

    O novo modelo de sociedade em que estamos inseridos, a chamada sociedade da informação, do conhecimento, cobra da escola um nova maneira de ensinar e de aprender para os jovensl.Isso se dá pelo fato de que o mundo plugado na tecnologia, em que a rapidez das informações é processada, tornou a vida a sociedade e o mercado de trabalho bastante exigente, solicitando pessoas capazer de processar com competencia e bom desempenho as situações que surgem no contidiano das pessoas, que até pouco tempo, não eram cobradas, então, os conhecimentos enciclopédicos se não forem integrados a outros saberes perdem sua função, deixam de ser importante para a aprendizagem.

    Para esse novo modelo de sociedade faz - se necessário, transformar o processo ensino aprendizagem, numa prática mais dinâmica, participativa, colaborativa, solidária e contextualizada com a modernidade, com as diferentes ciências, as culturas o trabalho e as tecnologias.

    Talvez, uma das chaves do êxito para a ocntrução da identidade da escola para jovens, seja compreender que essa geração não é apenas uma simples população, e sim jovens que precisam ser protagonistas ativos da contrução do seu processo histórico, portadores de direito e deveres ou seja, que seja cidadão respeitado em suas especificidades.

    A velha escola secundária, reservada às elites, esta, não responde mais, à demanda desses jovens.

    sexta-feira, 2 de outubro de 2009

    Ensino Médio Integrado

    Agora a Educação Básica também pode ser articulada com a Educação Profissional.


    Iza Aparecida Saliés


    A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB, estabelece que a Educação está organizada em dois níveis de ensino, sendo Educação Básica e Ensino Superior. A Educação Básica, está estruturada em 3 etapas de ensino, ou seja, Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio.

    O Ensino Médio como é a última etapa de ensino da Educação Básica, tem como objeto preparar o estudante para a vida e para o mundo do trabalho. Essa etapa de ensino precisa discutir temas que estejam articulados com o mundo do trabalho, além de abordar os clássicos conteúdos da formação geral.

    Pensando em constituir um Curso aglutinando a formação geral e a formação técnica surge o Decreto n. 5154/2004 com a finalidade de criar o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, com um currículo único que atenda as duas demandas de ensino, que são chamados “ Curso de Ensino Médio de Informática” este é apenas um exemplo dos diversos que possuem na rede de ensino, seja pública ou privada.

    Os benefícios que este curso pode proporcionar para o estudante é muito significativo uma vez que possibilita o estudo de dois cursos ao mesmo tempo, por meio da integração do currículo, então, o currículo do Curso Integrado nasce das discussões e construção coletiva da integração das espcificidades das diciplinas básicas e técnicas pelos professores e coordenação pedagógica.

    Nessa modalidade de ensino os estudos serão feitos de uma maneira mais rápida, fácil e objetiva, ou seja, integrada, possibilitando também, inserir o educando no direito ao exercício de sua cidadania, pela  promoção de sua formação profissional. O estudante faz um só curso com certificação do Ensino Médio e  Técnico.

    Cabe aos Estados a oferta do ensino médio e ao mesmo aderir ou não a essa nova proposta e alternativa especificada no Decreto n. 5154, caso queira implantar a nova alternativa.

    A escola de educação básica agora pode oferecer o Ensino Médio e o Ensino Médio Integrado à Educação Profissional, cabe ao estudante escolher, se quer fazer ou não o Ensino Médio Integrado. Ao implantar essa nova modalidade de ensino as escolas que assim optarem terão que adequar seu Projeto Político Pedagógicoe seu Plano Curso, criando novos cursos baseados nessa alternativa de articulação entre o Ensino Médio e o Ensino Técnico.

    A nova modalidade de ensino está prevista no artigo 36 da LDB 9394/96, retomando uma discussão que foi extinta pelo Decreto n. 2.208: “o ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas”, agora com esse Decreto amplia as possibilidades para o estudante, sendo que a escola pode oferecer o Ensino Médio e o Ensino Médio Integrado.

    Essa articulação e integração entre o ensino médio e o técnico de nível médio deverão seguir as Diretrizes Curriculares Nacionais do Conselho Nacional de Educação/Resolução n. 3/98 o Parecer n. 15/98, as normas dos sistemas de ensino e também o Projeto Político Pedagógico de cada escola.