domingo, 13 de março de 2011
Eja
Redação com Assessoria
A partir de 14 de março os interessados em realizar a prova do Exame Supletivo 2011 poderão acessar o sistema para o procedimento na página da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o http://www.seduc.mt.gov.br. Pela primeira vez em Mato Grosso a inscrição e agendamento das provas serão realizadas pela internet e com mediação tecnológica. No último exame ofertado, no ano de 2009, mais de 140 mil pessoas foram beneficiadas.
De acordo com o gerente de organização dos Exames Supletivos, Antônio Marcos Passos de Mattos, as provas poderão ser realizadas em 22, dos 24 Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) do Estado. Apenas as unidades Ariosto da Riva (na cidade de Alta Floresta) e Vera Pereira (em Cuiabá, no bairro Grande Terceiro) não irão ofertar as provas, em decorrência de questões de infraestrutura que impediram o desenvolvimento de rede lógica. Quem estiver na região de Alta Floresta terá de fazer o agendamento para uma cidade vizinha.
Pelo sistema o interessado terá acesso à listagem com os nomes dos locais onde as provas serão ofertadas e ele poderá optar seguindo a opção que melhor atender as suas especificidades.
Antônio Marcos explica que as discussões para a implantação do Exame Supletivo Online acontecem desde 2009. Profissionais da Seduc visitaram a cidade de Manaus (AM) para conhecer a aplicabilidade do sistema que é utilizado no Estado. De posse dessas informações a Gerência de Jovens e Adultos, que é ligada à Superintendência de Diversidades (Sude), em parceria com a Coordenadoria de Tecnologia (COT), desenvolveram o projeto adequado a realidade matogrossense.
Nesse primeiro momento, explica Antônio Marcos, as provas só poderão ser agendadas após o período de 25 de abril para os Cejas instalados em Cuiabá e Várzea Grande. Outras nove unidades de Ceja (que ainda serão previamente definidas) irão ofertar as provas a partir de 2 de maio de 2011. E outras nove (a serem também selecionadas) a partir de 9 de maio de 2011. A decisão de escolha para datas deve-se ao fato de que o projeto é pioneiro no Estado e visa à melhor organização do processo. Até a data de 14 de março o Edital com critérios e todo detalhamento do Exame Supletivo serão publicado em Diário Oficial do Estado.
As provas serão realizadas em laboratórios contendo 11 máquinas, sendo que uma delas estará adaptada com uma tela touchscreen (semelhante às empregadas nos terminais eletrônicos que é sensível ao toque) que permite ao usuário que não possua afinidade com manuseio de equipamentos eletrônicos a realização do exame. O período de realização será de 50 minutos para cada disciplina e de 60 minutos por área de conhecimento (Linguagem, Ciências da Natureza e Ciências Humanas).
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso investiu também na aquisição de câmeras de segurança, webcam, e leitores biométricos para que toda a lisura do processo de realização das provas seja garantido. Para garantir o atendimento e a democratização da educação.
Antônio Marcos lembra que é fundamental que todo candidato se apresente para a data de realização da prova munido de documento com foto. O interessado também irá passar pelo leitor biométrico que vai registrar a impressão digital do candidato.
VIRTUAL REAL
MT terá 1º Encontro de Blogueiros
Adriana Nascimento - Da redação
12/03/2011 09:15 Atualizado em 12/03/2011 10:14
Os blogs são umas das mais democráticas ferramentas de expressão do século 21. Milhares são criados a cada dia e eles estão sendo vistos por empresas que querem divulgar ou saber a opinião da sociedade sobre seus produtos. Portanto, nada mais justo que o mercado seja equilibrado e todos possam desfrutar das vantagens dessa mídia. Para tal acontece entre 8 e 9 de abril o primeiro Encontro de Blogueiros de Mato Grosso. O local será a Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
A programação será a seguinte: 8/04 - 19 às 21h - Palestra aberta ao público - um debate com os mediadores professores universitários - Haya Dalla Bel e Alváro Marinho; também os blogueiros: Sandra Carvalho e Karina Nogueira falam sobre os objetivos e a dinâmica do encontro. Em seguida haverá um Sarau.
No dia 9 a programação começà às 8h com o credenciamento e Café da Manhã. Das 9 às 11h será discutido "O papel da internet e os desafios da internet", com Paulo Henrique Amorim e sobre "Como financiar a blogosfera", com Geórgia Pinheiro (do blog Conversa Afiada).
Das 13 às 15h os assuntos serão: "Mídias Sociais e populares", “Uso dos Blogs - ferramentas de mídias" e o "Papel dos blogs, jornais e sites e das redes sociais na cobertura e mobilização política". Logo depois, das 15 às 17h ocorre uma mesa-redonda para troca de experiências.
Os interessados em participar devem se inscrever da seguinte forma: efetuar o depósito de R$ 15,00 (R$ 10,00 para estudantes de Comunicação), referente à taxa de inscrição, na conta de Gonçalves e Neponuceno - Ltda-ME (Banco do Brasil, Agência 2764-2, Conta Corrente 52608-8). Depois deve encaminhar o comprovante do depósito para o e-mail vgnewsmt@gmail.com ou ligar para o fax (65) 3682-0585, aos cuidados de Elisangela Neponuceno informando também seus dados (nome ou nicknane, e-mail, endereço de blog, Twitter ou outra rede social, telefone, cidade e estado).
Se o pedido de inscrição não for confirmado em até dois dias, entre em contato com Elisangela Neponuceno (65) 8414-2826 e 8414-2826. A comissão organizadora está na busca por patrocínios para garantir a gratuidade da hospedagem. Está em contato com várias instituições e empresas . Dependendo dos recursos levantados, o Encontro também arcará com as despesas de refeições e parte das passagens para os blogueiros de outros municipios.
A prestação de contas do evento pode ser acompanhado pelos blogueiros online.
UFMT recepciona calouros nesta segunda tentando evitar
"trotes"
Tudo pronto para a recepção dos novos alunos da Universidade Federal de Mato
Grosso (UFMT) na próxima segunda-feira (14). Para o pró-reitor de Cultura,
Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, esse é um momento de comemoração e de o
calouro e sua família conhecerem a universidade. A exemplo dos dois últimos
anos, as ações serão descentralizadas, conforme prevê a Resolução nº 018, de 15
de dezembro de 2005, do Conselho Universitário (Consuni), que proíbe o trote em
todos os campi e estabelece que cada unidade acadêmica deve organizar um Comitê
de Recepção aos Calouros, composto pelo coordenador do curso de graduação, chefe
de departamento e representantes do Centro Acadêmico (CA).
A Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) apoia as ações
articuladas com os institutos, faculdades e Centros Acadêmicos (CAs). Além desse
trabalho, a Procev prepara uma programação especial para receber os estudantes
na primeira semana do ano letivo. No dia 16 de março, às 20h30, será aberto o
projeto “Inventário Documental do Patrimônio Imaterial Mato-Grossense”, no Museu
de Arte e de Cultura Popular (MACP) da UFMT. Haverá exposição, ciclo de
palestras e filmes.
No dia 27 de março, às 20 horas, no Teatro Universitário, será realizado
concerto da Orquestra Sinfônica da UFMT. O concerto do Coral UFMT será no dia 31
de março, às 19 horas, no Centro Cultural.
Neste mês também haverá exibições de filmes do Cineclube Coxiponés. E o
Hemocentro realizará campanha de doação de sangue, como vem ocorrendo nos
últimos anos.
Para abrigar bem calouros e veteranos, na próxima segunda-feira (14), serão
abertas as inscrições para os programas de assistência estudantil como bolsa
permanência, auxílio alimentação, auxílio moradia e Casa do Estudante.
Fabrício Carvalho considera importante que os novos alunos não se sujeitem
aos trotes violentos e procurem participar das atividades oficiais das
faculdades e institutos. Ele destaca o papel das direções de institutos e
faculdade, das coordenações de cursos e dos estudantes a fim de que cada área
ofereça uma programação acadêmico-cultural, social, ambiental, de acordo com a
característica de cada área e curso, de forma a fazer face às possíveis ações
violentas.
O pró-reitor adverte que, além da prevenção, a UFMT dispõe de serviço de
segurança que está preparado para atender às denúncias de ações de violência
para coibir e responsabilizar os autores desses atos. De acordo com a Resolução
18, “entende-se por trote as ações que causem, a quem quer que seja, coação ou
agressão física, moral, psicológica ou qualquer outra forma de constrangimento,
assim como os atos que resultem em danos ao patrimônio público e à propriedade
privada, cujas penas encontram-se previstas no Regimento de Disciplina do Corpo
Discente da UFMT”. O Regimento veda ao estudante “praticar o trote na
Universidade Federal de Mato Grosso” e prevê que as sanções disciplinares serão,
considerando a natureza da infração e os antecedentes do discente, de
advertência; repreensão; suspensão e exclusão. Nenhuma sanção é aplicada sem o
devido processo legal, assegurado amplo direito de defesa.
No ano passado, foi aprovada a Lei 9.325, de autoria do deputado Wagner
Ramos, que dispõe sobre a proibição de trote estudantil aos alunos calouros de
escolas superiores e universidades do Estado de Mato Grosso. Sancionada pelo
governador Silval Barbosa, a lei 9.325 entrou em vigor no dia 17 de março de
2010.
VOORWALD: PROGRESSÃO É REDISCUTIDA, MAS NÃO SERÁ EXTINTA
Ribeirão Preto - O secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse hoje, em Ribeirão Preto, que a extinção da progressão continuada na rede está totalmente descartada. "Essa é a grande questão-chave, que a própria rede coloca, não no sentido de eliminá-la, mas de rediscuti-la sob a ótica de torná-la eficiente e viabilizar que os estudantes saiam efetivamente alfabetizados e com o conteúdo aprendido durante a sua formação", disse.
Segundo ele, são discutidas ainda com os profissionais da educação propostas de mudanças do atual ciclo de avaliação do ensino fundamental, uma nova política salarial e o Ensino Médio Integrado (aumentaria de três para quatro anos, dando ao estudante a possibilidade de optar por um curso técnico profissionalizante simultâneo).
Voorwald e seu secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho participaram hoje na cidade do interior paulista da sexta reunião com professores e profissionais da rede de ensino do Estado, debatendo as propostas de reorganização da educação. Ao todo, eles farão o encontro nos 15 pólos do Estado, dialogando com a categoria, formada por cerca de 5,3 mil escolas.
Voorwald informou que a secretaria preparou um documento, intitulado 'Por Uma Educação de Qualidade', passado às escolas, que respondem sobre a progressão continuada. A meta não é encerrar o que está acontecendo, mas construir a nova proposta. A secretaria propõe a mudança dos atuais dois ciclos de avaliação, que é de 5 e 4 anos (na prática, no quinto e no nono ano), para um de três, ou seja, 3, 2 e 4 anos. "Nossa proposta é consolidada na garantia da recuperação logo", avisa o secretário.
Porém, nas reuniões de trabalho dos polos, surgiu outra alternativa: um quarto ciclo de avaliação (3, 2, 2 e 2). "Qualquer que seja o número de ciclos, o mais importante é que o estudante aprenda", disse Voorwald, citando que nenhum pólo falou em extinção, mas em melhoria da progressão continuada. A definição só valerá a partir de 2012.
UOL
NOVO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO QUER AVALIAÇÃO SEMESTRAL DE ALUNOS
Rafael Targino
Em São Paulo
O novo secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse nesta quarta-feira (5) que pretende implantar uma avaliação semestral dos alunos da rede pública estadual. Segundo ele, o estudante entraria em uma espécie de "recuperação" caso não conseguisse um bom resultado.
A avaliação não seria um novo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento do Estado de São Paulo), de acordo com o secretário - já que a nova prova avaliaria o aluno e não a rede como um todo.
A ideia é que a avaliação comece a ser aplicada em 2012, junto com os novos ciclos da progressão continuada. Pela proposta, ao invés de ter somente duas "oportunidades" de ser reprovado ao longo do fundamental, o estudante teria três.
Voorwald disse também que o termo "progressão continuada" será "abolido" da secretaria e modificado para "reorganização do ensino fundamental de nove anos". Tanto a prova quanto a "reorganização" devem ser levados para a aprovação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas próximas semanas.
Bônus
O novo secretário tomou posse nesta quarta prometendo políticas de valorização do professor. "Não consigo entender um comprometimento de uma comunidade sem que haja reconhecimento do comprometimento", disse.
Ao ser questionado sobre possíveis modificações no bônus por mérito para docentes da rede, Voorwald desconversou e disse que pretende "discutir com a comunidade" o tema.
APESAR DE AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO, CARREIRA DE PROFESSOR AINDA É POUCO VALORIZADA
Da Redação*
Em São Paulo
Apesar de a carreira docente ter conquistado avanços nos oito anos do governo Lula (2003-2010) – com as leis que determinam um piso salarial, a criação de planos de carreira e a instituição da estrutura de um sistema nacional de formação inicial – isso não foi suficiente para uma real valorização do docente, segundo pesquisadores do Observatório da Educação. “Ainda não saímos do papel”, avalia Heleno Araújo Filho, diretor de assuntos educacionais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
A lei 11.738, sancionada em julho de 2008, estabelece o piso salarial para professores em todo o país. No entanto, ainda não é cumprida por vários Estados e municípios. O valor total da remuneração, somado às gratificações, deve alcançar R$ 1.024. Embora esteja em vigor, a lei aguarda julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), após questionamento de quatro Estados sobre a constitucionalidade da medida.
Para Heleno Araújo, apesar do marco legal, o salário dos professores pouco evoluiu nesses oito anos. “Vamos terminar como o governo anterior: os professores continuam recebendo os piores salários quando comparados com profissionais de outras áreas com a mesma formação e a mesma jornada”, afirma.
Para corrigir essa situação, o governo apresentou em uma das metas do projeto de lei para o novo PNE (Plano Nacional de Educação) a proposta de “aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente”.
Aparecida Neri de Souza, pesquisadora de sociologia da educação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), fez um levantamento com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio) revelando que apenas 12% dos professores – incluindo os que lecionam no ensino superior - recebem mais de cinco salários mínimos (ou 2.550 reais). “O MEC poderia ter sido mais aguerrido nas negociações com os governos estaduais e os municípios”, diz Neri.
Para ela, a obrigatoriedade de se ter 90% dos professores com contratos efetivos, proposta no projeto do PNE, pode melhorar o quadro. Quando aprovado, o documento estabelecerá as metas e diretrizes para as políticas educacionais nos próximos dez anos.
Outro ponto que deixou a desejar, segundo Heleno, foi a melhora da infraestrutura para o trabalho docente, apesar da ampliação dos recursos investidos em educação no período. “A maioria das escolas continua sem condições adequadas para que o docente possa trabalhar processos de aprendizagem que garantam o aprendizado do estudante”.
Formação
Atualmente, cerca de um terço dos docentes no país – 636,8 mil professores, de acordo com dados do Censo Escolar de 2009 – não possui diploma de ensino superior. Em 2009, o governo federal lançou o Parfor (Plano Nacional de Formação de Professores), sob a responsabilidade da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em parceria com estados e municípios. O programa prevê a abertura de 400 mil vagas em licenciaturas para professores das redes municipais e estaduais em cerca de 150 universidades federais, estaduais, comunitárias e instituições de ensino a distância de 25 Estados.
Araújo Filho elogiou a política, que concede bolsas a alunos de licenciatura e incentivos a professores sem formação superior para que cumpram a graduação na disciplina em que lecionam. O programa federal também oferece segunda licenciatura aos docentes que lecionam matérias diferentes da sua formação. Para o diretor da CNTE, o objetivo de consolidar um sistema nacional de formação dos profissionais de educação é positivo, mas ainda não foi alcançado.
Aparecida Neri também defende que, sem uma política forte de formação inicial, não será possível implantar o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, instituído em maio deste ano e que terá sua primeira edição aplicada em 2011.
A pesquisadora avalia que ainda falta ao governo uma visão de formação inicial e continuada como direito do professor. “A formação é tratada como uma obrigação para subir na carreira. Ela precisa ser vista como um direito de todos os professores. Senão eles não crescerão”.
Carreira
Heleno Araújo Filho elogia também a implantação do programa Profuncionário, um curso técnico a distância de formação para os profissionais de áreas administrativas da educação. “Antes não havia nenhuma política para os profissionais da educação. Era uma coisa solta. Os funcionários de escola eram invisíveis diante do poder público”.
Apesar de o governo federal ter incluído a necessidade de um plano de carreira na lei que rege o Fundeb, Heleno Araújo Filho avalia que a questão não avançou muito. “O governo federal não cobrou dos entes federados [estados e municípios] o cumprimento da lei”. Sobre gestão democrática, os avanços também foram pequenos, diz o coordenador. No projeto de PNE em tramitação, o governo propõe que se implante planos de carreira para todos os profissionais do magistério do país em, no máximo, dois anos.
*Com informações do Observatório da Educação
Seis Estados pagam salário abaixo do piso a professor
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RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo
Professores iniciantes de seis redes estaduais começaram o ano letivo recebendo um salário menor que R$ 1.024,67 --mínimo determinado pela lei.
Em Goiás, Tocantins, Rondônia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul, a remuneração não alcançou o piso nacional, segundo estudo da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
O piso salarial vale para os professores iniciantes com formação de nível médio (sem diploma universitário) que trabalham 40 horas por semana.
A lei, que abrange também as escolas municipais, foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula em 2008. Antes disso, cada Estado e município tinha um piso próprio.
Com a lei, o piso nacional foi estipulado em R$ 950. Como é obrigatório que seja reajustado todo mês de janeiro, o mínimo hoje é de R$ 1.024,67, segundo o Ministério da Educação.
Daqueles seis Estados, cinco (GO, TO, RO, CE e PE) começaram o ano pagando os antigos R$ 950, sem aplicar o reajuste obrigatório. No RS, a remuneração inicial dos professores é ainda mais baixa, de R$ 862,80.
"Nas redes municipais, embora não haja dados, a situação é pior. O professor tem menos força para negociar em municípios menores", diz o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão. Para ele, o piso nacional é descumprido por razões políticas, não financeiras. "O ministério tem verbas para socorrer os que alegam não poder pagar o piso, mas ninguém pediu."
O MEC confirma. Para obter o dinheiro, os governantes precisam comprovar que falta dinheiro para a educação. "Se fosse verba para obra, eles viriam correndo. O problema é que ninguém inaugura professor ou aluno", critica o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
O piso salarial ainda causa discordâncias porque um grupo de governadores recorreu ao Supremo Tribunal Federal alegando que a lei era inconstitucional. O Supremo ainda não decidiu o mérito da questão e determinou que, enquanto isso, os professores não podem ganhar menos do que o piso.
"Os governadores e prefeitos se apoiam nessa indecisão do Supremo. O Ministério Público deveria processá-los por improbidade administrativa e pedir cassação", diz Buarque.
A CNTE usa cálculo distinto e defende piso de R$ 1.312,85 (sem contar gratificações). O STF aceitou a inclusão das gratificações no cálculo do piso
CNTE DEFENDE MAIOR ATUAÇÃO DO MEC PARA CUMPRIMENTO DO PISO SALARIAL DO PROFESSOR
[selo]
Da Agência Brasil
Em Brasília
O presidente do CNTE (Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, disse hoje (8) que o fato de o MEC (Ministério da Educação) ter feito uma sugestão de reajuste salarial para os professores, em vez de estipulá-lo, pode criar interpretações que favoreçam o não cumprimento do piso.
A Lei 11.738/2008 atrela o reajuste do piso nacional dos professores ao crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério).
"Em vez de afirmar que o reajuste seria tal, o MEC fez uma sugestão. Sugestão as pessoas aceitam se querem. Isso vai criar um problema muito grande no país e só contribui para pôr água no moinho daqueles que não querem a existência do piso", disse.
Para Leão, a tarefa do MEC é estabelecer o valor do custo por aluno, e não a de sugerir reajuste.
"O valor do custo/aluno, quando é estabelecido, automaticamente reajusta o piso", disse o professor em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
Segundo o presidente do CNTE, há desencontro no cumprimento da lei, já que ela devia calcular o reajuste com base em valores futuros e não em percentuais de 2009, como ocorreu.
O professor lembrou que a lei que estipula o piso é muito clara quando diz que o aumento ocorrerá de acordo com o percentual que reajustar o valor do custo aluno do Fundeb. Isso, segundo Leão, não aconteceu, "até porque o custo/aluno do Fundeb é reajustado com valores futuros, com percentuais de previsão de futuro, e não com retroação, com valor atrasado. E o que o governo fez foi reajustar com o custo/aluno de 2009".
De acordo com Roberto Leão, o CNTE está organizando uma grande manifestação nacional para o dia 16 de março, pedindo que o governo crie uma medida que padronize de vez o reajuste e facilite o entendimento do que é a lei do piso.
Governo holandês abre programa de bolsas para brasileiros
Estão abertas inscrições para o Programa de Bolsas do Governo Holandês, para cursos de mestrado, doutorado e de curta duração. O programa visa auxiliar o treinamento de trabalhadores nos países menos desenvolvidos.
O candidato precisa trabalhar em organizações sem fins lucrativos ou no governo. Para se inscrever é necessário entrar em contato com a Embaixada dos Países Baixos no Brasil, ou com o Consulado Geral de São Paulo ou do Rio de Janeiro para saber quais são os requisitos de admissão. As relações dos programas e prazos para inscrição estão disponíveis no site www.nesobrazil.org.
Mais informações pelo site http://www.usp.br/ccint/ ou pelos telefones (11) 3091-2309 e (11) 3091-3529.
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Blog .12.03.2011
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Notícia sobre Eja
Educação de jovens e adultos é tema de reunião em Brasília
sábado, 8 de janeiro de 2011
Exame Supletivo on-line ampliará atendimento
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) entra na etapa final da construção do programa informatizado para a realização do Exame Supletivo em 2011. A proposta tem como base o emprego da tecnologia para atender o maior número de pessoas, garantido a certificação para todos que quiserem concluir ou avançar nos estudos. O novo programa ofertará aos interessados um processo informatizado da inscrição, passando pelo agendamento do exame até a realização da prova.
Todos os procedimentos serão realizados nos laboratórios dos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas), com a utilização de computadores. “A ideia é de inclusão”, destaca o coordenador interino do Supletivo, professor Antonio Marcos Passos de Mattos. Sendo assim, todos os candidatos serão atendidos, até mesmo os que têm conhecimento construído, mas não tem a prática ou manejo com os computadores. Telas touch screen, a mesma utilizada nos terminais dos caixas eletrônicos dos Bancos, serão adquiridas para utilização dos mesmos.
O sistema informatizado permitirá maior acesso ao Supletivo, pois com a nova proposta as provas poderão ser realizadas a qualquer hora, basta o candidato estar preparado e fazer o agendamento. Para a construção dessa nova modalidade, a Seduc realizou diferentes estudos com os profissionais da área. Conhecendo e trocando experiências com diferentes Estados do país puderam projetar um programa que atenda as reais necessidades do Estado.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Apesar de receber mais recursos, EJA teve avanços inexpressivos
Considerando apenas os recursos específicos para EJA no Orçamento (sem contar os recursos do Fundeb), os valores saltaram de 450 milhões em 2002 para 1,4 bilhão de reais em 2009. A queda na taxa de analfabetismo, no entanto, foi baixa: de 11,6% para 9,7% - ou 1,9% em oito anos. Segundo o Ministério da Educação (MEC), mais de dez milhões de pessoas (cerca de 5% da população brasileira) se matricularam no maior programa de EJA do país no período, o Brasil Alfabetizado.
Para a professora Maria Clara Di Pierro, pesquisadora em EJA, o aumento dos investimentos mostra uma retomada do papel da União na indução das políticas de alfabetização. “É uma tendência que havia sido interrompida nos anos 90 durante o governo Collor e que o Fernando Henrique tinha revertido apenas parcialmente”.
Maria Clara cita como exemplo a inclusão da EJA entre as modalidades de ensino contempladas no Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica, criado em 2006) e nos subsídios ao transporte escolar e à alimentação. “É uma política institucional que tende a perdurar, mesmo se o PT não fosse eleito”.
Apesar disso, ela critica a condução do Brasil Alfabetizado. Com duração de seis meses, o programa é tocado pelos municípios e estados por meio de suas redes de ensino. Cabe ao governo federal o repasse de recursos e mandar consultores a municípios para assessoria e fiscalização. “São campanhas breves, com recursos humanos despreparados”.
Para Maria Clara, as práticas pedagógicas na área também são equivocadas, pois se restringem apenas à escolarização. “Se você não muda o ambiente cultural e o horizonte de vida das pessoas, eles não vão ler. Com base nos poucos dados que são públicos, percebe-se que [o programa] agrega pouco conhecimento e não estimula as pessoas a continuarem estudando”.
A consequência, segundo a professora, é que a maioria das pessoas que saem do Brasil Alfabetizado abandona os estudos. No ProJovem, programa que combina educação com formação profissional e uma bolsa ao estudante, ela avalia que os resultados de aprendizagem são melhores. O problema está na evasão do programa, segundo a pesquisadora. Ela atribui isso ao longo intervalo, que chega a meses em alguns municípios, entre o momento da matrícula, feita por telefone, e o início dos estudos.
Para os próximos anos, Maria Clara defende o aumento do valor de repasse por aluno de EJA, que atualmente é 20% menor do que um estudante do ensino médio regular. “Ficou evidente que a EJA não vai implodir o Fundeb. Por isso, é preciso estimular as prefeituras a oferecerem mais matrículas e um ensino de qualidade“.
Agenda Territorial
Desde 2007, o MEC articula a implantação da Agenda Territorial de Desenvolvimento Integrado de Alfabetização e Educação de Jovens e Adultos, em parceria com vários ministérios, fóruns de EJA e secretarias de educação municipais e estaduais. Segundo o diretor de políticas em EJA da Secad/MEC, Jorge Teles, a iniciativa busca a ampliação dos limites das políticas na área. “Existia uma pressão dos movimentos sociais para que a EJA fosse além, envolvendo renda, cultura e outras dimensões além da educação. A Agenda Territorial é a tentativa de se fazer um pacto entre municípios, estados, União, profissionais da educação, fóruns e a sociedade civil”, explica.
Sobre o alto índice de abandono dos estudos na área, Teles afirma que isso pode ser atribuído a um fenômeno maior. “O adulto que se alfabetizou bem, que domina a língua, e se sente satisfeito, não é obrigado a continuar os seus estudos. Mas a função do governo federal é garantir a possibilidade de continuar a todos que queiram”.
Ele mencionou a PNAD (Pesquisa Nacional por Amostragem dos Domicílios), realizada pelo IBGE em 2009, que listou alguns dos principais problemas para o abandono de alunos de EJA. A maior dificuldade, para o diretor, está no acesso. “90% das matrículas são no noturno, mas há adultos que não podem porque trabalham à noite, como seguranças, vendedores e garçons, ou porque não tem com quem deixar o filho no horário”. Além disso, ele mencionou a distância entre a escola e o trajeto entre a casa e o trabalho do estudante. “Em São Paulo, por exemplo, o aluno não consegue chegar nunca no horário. É preciso expandir a oferta para outros turnos e descentralizá-la, ou oferecer um ensino semipresencial de qualidade, que dê conta de atender o aluno onde quer que ele esteja”.
Outro ponto ressaltado por Jorge Teles é o financiamento em EJA. Segundo o diretor, 6 bilhões de reais do Fundeb são repassados aos Estados e municípios para o investimento na área, mas segundo o diretor, estados e municípios acabam direcionando os recursos para outras modalidades. “O grande problema é que esse dinheiro não é carimbado, de uso obrigatório da EJA. O dinheiro gerado pela EJA no Fundeb precisa ser revertido efetivamente para ela”.
Foram montadas comissões para a elaboração do plano estratégico da Agenda Territorial em cada estado. A ideia é a de que se faça a discussão após a posse dos novos governos estaduais e a tempo de incluir o tema no Plano Nacional de Educação e nos planos estaduais. “Não queremos impor nada aos governos. A Agenda é um espaço democrático e republicano, para todos virem trazer opiniões, temas e objetivos”, afirma.
Educação nas prisões
Segundo dados da Relatoria Nacional para o Direito Humano à Educação, que realizou missão entre 2008 e 2009 sobre a situação da educação nas prisões brasileiras (acesse aqui o documento), a educação formal nas prisões, quando oferecida, ocorre de forma precária. Nas unidades pesquisadas, constatou-se que a oferta é muito inferior à demanda pelo acesso à educação, geralmente atingindo de 10% a 20% da população encarceradas. Além disso, constatou-se que 65,7% dos internos presidiários não completaram o ensino fundamental.
Em maio deste ano, o MEC aprovou diretrizes nacionais para a educação nas prisões, a partir de um parecer do Conselho Nacional de Educação. O documento cria um marco normativo para a oferta de educação para pessoas privadas de liberdade no país.
O tema também foi discutido na Conferência Nacional de Educação (Conae), realizada no primeiro semestre do ano. O documento propõe a ampliação da oferta de EJA integrada à formação profissional em unidades prisionais e socioeducativas, garantindo a formação continuada para educadores e professores envolvidos. O MEC, porém, não contemplou esses pontos no projeto de PNE que entregou ao Congresso, na última quarta-feira.
Fonte: Observatório da Educação
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Aprovada lei da merenda e transporte escolar/Eja
O vice-presidente, José Alencar sancionou dia 16/06, a lei que estende a merenda escolar e o transporte escolar ao ensino médio e à Educação de Jovens e Adultos (EJA) da rede pública.
A nova lei já foi publicada no Diário Oficial da União. Em janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já havia assinado medida provisória com o intuito de ampliar os benefícios aos alunos dessas modalidades de ensino, e os repasses estão sendo feitos desde fevereiro.
Com a nova lei, o orçamento para alimentação escolar foi ampliado em R$ 400 milhões, totalizando R$ 2,1 bilhões, sendo que 30% deverão ser aplicados na aquisição de produtos da agricultura familiar. Além dos 35 mil estudantes de creches, pré-escola e ensino fundamental, já atendidos pela merenda escolar, passam a ser beneficiados nove milhões de estudantes do ensino médio e três milhões de alunos dos programas de EJA.
No caso do transporte escolar, o montante previsto para 2009 foi de aproximadamente R$ 300 milhões para R$ 460 milhões, alcançando todos os alunos do ensino médio e jovens e adultos de zonas rurais. “Antes o ensino médio não tinha nada e havia uma grande evasão. Com isso, estamos fazendo com que o aluno do ensino médio continue sendo assistido”, resumiu o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Daniel Balaban.
Outra novidade da nova lei é a ampliação do Programa Dinheiro Direto na Escola, que contará com R$ 1 bilhão este ano para manutenção de mais 30 mil escolas, totalizando 180 mil estabelecimentos de ensino.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Estão abertas as inscrições para cursos do Ensino Médio no IFMT
23/11/2010 - 15:08
São ofertadas 320 vagas, divididas em oito cursos, distribuídos em sete campi do IFMT. Para participar do processo seletivo, o candidato deve ter concluído o ensino fundamental até a data da matrícula, ter idade mínima de 18 anos, apresentar a documentação o número do CPF, da cédula de identidade ou documento equivalente, com validade nacional e não ter concluído o Ensino Médio.
O IFMT possui o sistema de reserva de cotas de 50% em todos os cursos, para estudantes que tenham cursado todo o Ensino Fundamental na Rede Pública de Ensino: Municipal, Estadual ou Federal.
A taxa cobrada no Processo Seletivo é de R$ 10,00. A confirmação da inscrição estará efetivada somente após o pagamento do boleto bancário. O IFMT oferecerá o benefício de isenção da taxa de inscrição correspondente a 10% das vagas de cada curso aos candidatos que preencherem, cumulativamente, todos os requisitos.
O candidato tem até 25 de novembro, às 17h30, para requerer a isenção do pagamento da taxa de inscrição. O formulário encontra-se na última página do edital nº028/2010, no endereço eletrônico, para ser impresso. O documento terá que ser entregue no Campus para qual o candidato se inscreveu.
Os pré-requisitos para requerer isenção de inscrição são: ter estudado da 5ª a 8ª/9º series do ensino fundamental na rede pública de ensino( Municipal, Estadual ou Federal); não ter estudado na rede particular de ensino nos últimos 04 (quatro) anos, isto é, da 5ª a 8ª/9º series a não ser como beneficiado por bolsa integral de estudos; comprovar renda familiar atualizada, não superior a dois salários mínimos, comprovar residência no Estado de Mato Grosso e preencher, eletronicamente e sem cometer erros, todos os itens do formulário de inscrição e o questionário socioeconômico no endereço eletrônico.
Ao se inscrever o candidato, que omitir a origem da escola em que cursou o ensino fundamental, não será incluído na reserva de vagas (cotas). O candidato cotista que for aprovado pela reserva de vagas e não comprovar no ato da matrícula a declaração feita na inscrição, perderá a vaga, e no seu lugar será chamado o próximo cotista.
O Exame de Seleção Classificatório 2011/1 será no dia 18 de dezembro, das 14h30 às 16h30, e prova será a produção de um texto (Redação). A nota será de zero a dez. O local das provas será divulgado no dia 14 de dezembro, no endereço eletrônico.
O candidato deverá estar no local de realização da prova de redação com antecedência mínima de 30 minutos, munido do comprovante de inscrição e da cédula de identidade original ou outro documento oficial com foto, de validade nacional, com o qual tenha efetuado a inscrição. Os portões serão abertos às 13h30, no dia 18 de dezembro.
A relação dos candidatos aprovados na 1ª chamada, obedecendo ao limite de vagas de cada curso/turno será divulgada no dia 07 de janeiro de 2011, no endereço eletrônico http://selecao.ifmt.edu.br/. As matrículas para os aprovados será realizada entre os dias 28 a 31 de janeiro de 2011. Com assessoria.
Veja as Vagas para os cursos do PROEJA
Campus Cuiabá - Octayde Jorge da Silva: Técnico em Eletrotécnica (30 vagas - Noturno) e Técnico em Edificações ( 30 vagas - Noturno).
Campus Cáceres: Técnico em Agroindústria (40 vagas - Noturno) e Técnico em Aquicultura ( 40 vagas - Noturno).
Campus Juína: Técnico em Meio Ambiente (35 vagas - Noturno).
Campus Campo Novo do Parecis: Técnico em Comércio ( 35 vagas - Noturno).
Campus Pontes e Lacerda: Técnico em Edificações (30 vagas - Noturno).
Campus Confresa: Técnico em Alimentos (40 vagas -Noturno).
Campus Rondonópolis : Técnico em Alimentos (35 vagas- Noturno).
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Agenda Territorial de EJA
O seminário ocorrerá em 27 de novembro. Secretarias de educação e organizações da sociedade civil podem participar.
Com o objetivo de construir uma política pública consistente para a Educação de Jovens e Adultos no país, a Agenda Territorial de EJA – constituída ao final de 2007 por iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) – realiza Seminário para debater e indicar os caminhos para a consolidação do Plano Estratégico de EJA para São Paulo.
As secretarias de educação e organizações da sociedade civil interessadas em participar podem entrar em contato com Agnes ( agnes.karoline@acaoeducativa.org ).
Segundo Maria Alice, professora da Universidade de Guarulhos e integrante do Fórum EJA de São Paulo, “vamos convidar o máximo de representações dos municípios, que ainda não estão envolvidos com o todo das discussões da Agenda, para desencadear um processo de acompanhamento e consolidar um Plano Estratégico de ações na área”.
Entre 29/11 e 02/12, acontecerá também a 4° oficina da Agenda Territorial, em Brasília, que será um espaço de debate e encaminhamentos com base nas ações realizadas em cada um dos estados.
Pesquisas visam qualificar a elaboração de políticas públicas em EJA
Núcleo de Pesquisas vai desenvolver e dar visibilidade aos estudos avaliativos de qualidade, que abordam questões relevantes da EJA e que possam permitir a elaboração de planos pedagógicos eficazes.
O Núcleo de Estudos Educação de Jovens e Adultos’- uma iniciativa da Ação Educativa com o apoio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep – será constituído a partir da sistematização dos resultados das pesquisas realizadas pelas duas instituições por todo o país, com o objetivo de fomentar uma cultura avaliativa no campo da EJA.
O Núcleo pretende desenvolver e dar visibilidade aos estudos avaliativos de qualidade, que abordam questões relevantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e que possam permitir a elaboração de planos pedagógicos eficazes.
Segundo Roberto Catelli Júnior, coordenador do programa de EJA da Ação Educativa, “estamos nos dedicando à pesquisa para construir evidências sobre a EJA ser úteis na construção de diretrizes para a educação de jovens e adultos”.
O projeto teve início em outubro deste ano e tem quatro frentes fundamentais de pesquisa: os impactos nas políticas da EJA do Exame Nacional de Certificação de Competências de Jovens e Adultos - ENCCEJA; do Projovem Urbano; do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb; e a análise dos impactos sociais, culturais e econômicos na perspectiva das desigualdades de gênero e raça, com base nos dados do Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional e Censos Escolares.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Apenas 5% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuam estudando
Amanda Cieglinski
Da Agência BrasilEm Brasília
Em 2009, apenas 5,7% dos brasileiros entre 25 e 64 anos continuavam buscando a melhoria do seu nível educacional. É o que aponta a Síntese dos Indicadores Sociais de 2009, fonte Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o instituto, essa proporção é mais alta entre as mulheres: 6,6%. E quanto mais se eleva a idade, menor é a frequência aos estudos. Entre os mais novos (de 25 a 34 anos), o percentual é de 10,2% contra 3,6% na população de 50 a 64 anos.
É também entre os mais velhos que se concentra o maior número de analfabetos: 32,9% desse grupo é maior de 65 anos de idade. A maioria das pessoas que não sabem ler e escrever também é parda (58,8%) e vive no Nordeste (52,2%). Entre os brasileiros que recebem até meio salário mínimo, a taxa chega a 16,4%.
A pesquisa também aponta que 2,1 milhões de pessoas maiores de 15 anos de idade estavam matriculadas em cursos de educação de jovens e adultos, modalidade que se destina àqueles que não frequentaram a escola na idade correta. Nesse grupo, a maioria tem entre 25 e 39 anos (35,8%). Os mais velhos (com 60 anos ou mais) são minoria nessa modalidade de ensino: 6,2%.
A maior redução do número de analfabetos em relação a 1999 se deu na faixa etária de 15 a 24 anos: eles eram 10,1% do total da população que não sabe ler e escrever naquele ano e passaram para 4,6%.
Educação garante estágio para beneficiários do Projovem
de seis meses, em empresa pública ou
privada, aos habilitados no Programa
Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem
Trabalhador), por meio de convênios
com o Ministério do Trabalho, foi
aprovada pela Comissão de Educação
e Cultura.
A medida está prevista no PL
6044/09, do deputado Maurício Trindade
(PR-BA), que recebeu parecer
favorável da relatora Fátima Bezerra
(PT-RN). O projeto ainda será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças
e Tributação; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
O Projovem Trabalhador tem o objetivo
de preparar pessoas de 18 a 29 anos para
o mercado de trabalho, desde que estejam
desempregadas e sejam integrantes de
famílias com renda mensal per capita de
até um salário mínimo. Porém, a legislação
atual do programa não prevê o oferecimento
de estágios.
Conforme lembrou Fátima Bezerra, o
estágio faz parte do projeto pedagógico e
está definido na lei como “ato escolar supervisionado,
desenvolvido no ambiente
de trabalho, que visa à preparação para
o trabalho produtivo de educandos”.
Motivação - Fátima Bezerra avaliou
que a garantia de estágio deve contribuir
para motivar a clientela do Projovem, ao
aumentar a perspectiva de ingresso no
mercado de trabalho após a conclusão do
programa.
Segundo Maurício Trindade,
atualmente o Projovem Trabalhador não
coloca diretamente os beneficiários no
mercado de trabalho. “Após a conclusão
do programa, tem-se um jovem qualificado
à busca de emprego”, lamentou.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Como levar um adulto a adquirir o hábito da leitura?
Por: Valeska Andrade
Em entrevista a revista Nova Escola de janeiro de 2007, o leitor mais famoso do Brasil garantiu que não há idade para se apaixonar pelos livros. O empresário José Mindlin é o dono da maior biblioteca particular da America Latina e uma das raras pessoas no mundo a ganhar a fama por causa da paixão por livros.
Pois é. Ele é empresário. Pode comprar livros, tem acesso a internet, revistas e jornais. Mas, acredito que não seja preciso gastar todo o nosso salário ou inventar uma receita infalível para termos acesso a leitura. Seria interessante se o acesso a essas ferramentas fosse mais facilitado. Adultos leitores influenciam crianças leitoras e vice versa, diz uma pesquisa da ONU sobre leitura mundial.
A leitura une as pessoas. Nada mais prazeroso do que uma boa história contada em voz alta, uma poesia declamada, um cordel. Ler pode se tornar um hábito, assim como comer, se vestir ou assistir televisão. Bem que o rádio poderia incentivar mais a leitura colocando em sua programação “doses diárias de livros”, em vez de músicas que, muitas vezes, com suas letras, deseducam mais do que outra coisa! O rádio ainda é o meio de comunicação mais acessível no Brasil, chega nos lugares mais distantes e é também a tecnologia mais barata.
Leia um bom exemplo de incentivo a leitura na reportagem: “Vale mais que um trocado”, onde fala da iniciativa de doar livros em vez de dinheiro no trânsito.
http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/diretor/vale-mais-trocado-432764.shtml
E você, como ajudaria um adulto a adquirir o hábito da leitura?
Faça um convite diferente. Leve alguém a uma biblioteca, empreste seus livros, visite bancas, jornais, escolas. Dê um livro de presente! Com certeza, todos juntos podemos mudar esses números. Basta começar!
domingo, 6 de dezembro de 2009
Proeja, educação de jovens e adultos,na perspectiva do ensino técnico*
Este texto, tem como finalidade provocar reflexão quanto aos conceitos educação e trabalho na perspectiva de uma formação integrada entre currículo formal e currículo da área técnica para a Educação de Jovens e Adultos ou seja, Proeja.
As discussões e debates que permeiam a Educação de Jovens e Adultos enquanto modalidade de ensino, ou seja, por tratar-se de clientela com especificidades de natureza cognitiva, emocional e de construção de conhecimento, cujas limitações estão associadas não só ao aprender, mas também, na associação da teoria com a prática laboral.
A forma de ensinar e de aprender dessa clientela interferem consideravelmente na forma em que a educação está sendo oferecida para essa clientela, além de ensinar considerando os saberes que o aluno já possui, precisa ainda, fazer a interface da formação básica com os conhecimentos técnicos específico do curso que ele (a) vai fazer.
Partindo do pressuposto, de que hoje a educação deve ter como eixo de discussão curricular os conceitos de cultura, ciência, conhecimento e trabalho, este, entendido não só na ótica do capitalismo, como produção, exploração, como na perspectiva ontológica,ou seja , do ser, dessa forma faz-se necessário pontuar algumas indagações quanto à relação conceitual educação e trabalho, educação formal e o mundo do trabalho, numa abordagem fundamentada nas concepções atuais para que de fato fazer a integração curricular aconteça, nessa nova modalidade de ensino - Proeja.
O Programa Proeja/MEC, enfocando sua finalidade, sua demanda e também a importância que tem essa nova modalidade para os jovens e adultos, sedentos por uma resposta imediata às suas necessidades de melhorar sua vida, conhecer o mundo do trabalho e ter um bom desempenho trabalho.
Deixo em aberto, para um próximo artigo, a necessidade de abordar com mais profundidade a questão curricular dessa modalidade de ensino, cuja vertente carece de estudo e do aprofundamento teórico, uma vez que a integração deve ser feita sem que haja prejuízo para qualquer uma das partes da formação geral ou técnica.
Este programa, Proeja, cujos fundamentos apontam para a possibilidades de novos desenhos curriculares, que possam ser adequados aos nossos alunos da Educação de Jovens e Adultos e às propostas de ensino tradicionais dessa modalidade de ensino , possibilitando uma nova oferta integrada de Ensino Fundamentla ou Médio e Ensino Técnico, num mesmo curso.
* Artigo publicado no www.seduc.mt.gov.br/artigo
Dia 2/12/2009
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Educação de Jovens e Adultos
Barbara Belanda Benevides da Silva (1)
Josué de Campos 2)
Neuza Custódio Ribeiro (3)
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
OLIVEIRA, Inês Barbosa de. PAIVA, Jane. Educação de jovens e adultos. Rio de Janeiro: DP&A, 2004.
BARBOSA, M. L. F. F. Leitura e escrita na alfabetização de jovens e adultos: uma questão de auto-imagem e identidade.
IRELAND, Timothy. A EJA tem agora objetivos maiores que a alfabetização. Nova escola. São Paulo. N. 223, p. 36 – 40, 2009.
LDB – Leis de Diretrizes e Bases da Educação - 1996
Fonte: www.seduc.mt.gov.br
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Este texto tem como finalidade contribuir para uma reflexão quanto ao estudo dos conceitos; educação e trabalho na perspectiva de uma formação integrada entre currículo formal e currículo da área profissional.
Este estudo está respaldado em discussões e debates atuais, a respeito da Educação de Jovens e Adultos e a relação dessa modalidade com a educação profissional, uma vez que as especificidades do mundo do trabalho interferem consideravelmente na forma em que a educação está sendo oferecida para essa clientela.
Partindo do pressuposto, de que hoje a discussão sobre a educação e o mundo do trabalho perpassa a integração da educação básica com a educação profissional, neste texto, vou deter-me em alguns pontos de reflexão, tais como; a relação conceitual educação e trabalho, educação formal e o mundo do trabalho, numa abordagem que possa contribuir com a integração dessa modalidade de ensino, chamada Proeja.
As relações do mundo do trabalho e a educação, em interface com esse novo modelo de currículo que precisa ser discutido, onde possa fazer a integração da formação básica com a área técnica, com pressuposto de uma nova forma de oferta de ensino onde precisamos articular a integração sem fracionar os conhecimentos científicos e técnicos, necessários para a formação dos jovens e adultos do Proeja.
O Programa Proeja/MEC, enfocando sua finalidade, sua demanda e também a importância que tem essa nova modalidade para os jovens e adultos que estão sedentos por uma resposta imediata às suas necessidades de melhorar sua vida e ter um bom desempenho no mundo do trabalho.
Deixo em aberto, para um próximo artigo, a necessidade de abordar com mais profundidade a questão curricular dessa modalidade de ensino, cuja vertente carece de estudo e do aprofundamento teórico, uma vez que a integração deve ser feita sem que haja prejuízo para qualquer uma das partes.



