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sexta-feira, 10 de julho de 2015

Assassinatos de jovens de 16 e 17 anos cresceram sete vezes entre 1980 e 2013


Dados do novo Mapa da Violência mostram que o número de assassinatos de crianças e adolescentes de 0 a 19 anos cresceu mais de cinco vezes e meia entre 1980 e 2013.
Especificamente entre os jovens de 16 e 17 anos o crescimento foi ainda maior: sete vezes. De acordo com os dados, 93% dos casos de assassinato são de meninos e rapazes. Oito de cada dez deles não terminaram o ensino fundamental (e 20% eram analfabetos funcionais). Para cada homicídio de um jovem branco houve três homicídios de jovens negros. Os resultados colocam o Brasil na terceira posição entre os países que mais matam jovens, atrás apenas do México e de El Salvador.
Os dados estão disponíveis na internet no site mapadaviolencia.org.br e foram apresentados pela primeira vez na CPI do Assassinato de Jovens no Senado Federal pelo sociólogo Júlio Jacobo, autor do estudo. O pesquisador, Júlio Jacobo, elabora o Mapa da Violência a partir de dados do IBGE, do SUS e da Organização Mundial da Saúde.
Segundo ele, para tentar solucionar o problema o Brasil trata apenas das consequências mas não das razões sociais. “O primeiro passo da cura: a consciência da enfermidade. Se a gente não é consciente sobre quais são os nossos problemas, nunca vamos solucioná-los.
Fonte: www.ebc.com.br

Peça teatral desenvolvida por alunos trabalha conceito das Inteligências Múltiplas de Gardner


Peça teatral desenvolvida por alunos do grupo de teatro do International School of Curitiba trabalha conceito das Inteligências Múltiplas de Gardner.


Há um ano, o professor David Baptista apostou em uma ideia desafiadora junto dos alunos do grupo de teatro do International School of Curitiba: produzir a primeira peça original do colégio. Um ano depois, no final deste semestre, foi apresentada aos pais e comunidade do ISC a peça “How to Find True Love by the Time You Turn 18” (Como encontrar o verdadeiro amor ao fazer 18 anos), que teve como base a Teoria das Inteligências Múltiplas, de Howard Gardner.

Ao todo, a produção contou com mais de 75 pessoas – incluindo estudantes de 8 a 18 anos, professores e voluntários. A peça, escrita pelo consultor educacional Antonio Rodriguez, é uma história de amor não convencional, baseada na teoria de Howard Gardner. O conceito de Inteligências Múltiplas causou uma revolução na pesquisa educacional quando publicada, na década de 80. De acordo com Gardner, há mais de um tipo de inteligência e cada pessoa tem uma ou duas mais desenvolvidas. Na peça, cada personagem representa uma pessoa com determinado tipo de inteligência, expressa por uma música selecionada especialmente para ele, além de figurino e falas também de acordo com a personalidade de quem possui aquele tipo de inteligência.

Com base na teoria, alunos e professores desenvolveram todo o cenário, figurino e trilha sonora da peça. O cenário representa processos cerebrais, como as sinapses, através de lâmpadas de Led e feixes luminosos. Já o figurino trabalha com cores diferentes conforme o tipo predominante de inteligência de cada personagem. Na montagem, números de dança também têm espaço, e até mesmo as coreografias foram montadas de acordo com as características de cada tipo de inteligência. 

Estudante ganha medalha nos EUA por remédio natural contra gripe



Um estudante cearense juntou conhecimento popular e científico para desenvolver o projeto de um antiviral à base de frutas que ganhou medalha de bronze em uma feira nos Estados Unidos.
Helyson Lucas Bezerra, de 19 anos, misturou extrato de acerola, de goiaba e de caju com óleo de romã e criou uma polpa rica em vitamina C.
Ele diz que seus testes comprovaram que ele ajuda na prevenção e no tratamento da gripe. O projeto batizado de “Ação sinergética de antiviral natural” começou a ser desenvolvido em 2013 por iniciativa do estudante.
“A gripe atinge bastante toda a minha escola e a minha cidade, sem ter bons medicamentos que pudessem combatê-la de forma eficaz e barata”, conta Helyson, que faz o curso técnico em meio ambiente do Instituto Federal do Ceará (IFCE), em Limoeiro do Norte.
Helyson diz que o antiviral criado com a polpa das frutas é capaz de reduzir os sintomas da gripe em pouco tempo, aumentar os leucócitos (glóbulos brancos) no sangue e destruir o vírus de forma mais rápida.
Segundo o estudante, quem tomar seu composto “tem uma chance maior de recuperação [da gripe] em relação a outros medicamentos”.
A ideia da combinação de frutas veio da população local. Ele aplicou um questionário como parte da pesquisa.
O estudante tirou a fórmula para o composto a partir das frutas mais comuns que as pessoas afirmaram usar para combater os sintomas da gripe.
“Pensei em juntar todas, procurar por novas substâncias e vi que elas trabalham melhor juntas do que separadas, que era como a população usava”, comenta Helyson.
Métodos
Com a polpa feita, Helyson recorreu à comunidade novamente para testar sua criação. Ele elaborou três análises diferentes: uma com pessoas que só utilizavam acerola, goiaba e caju para combater os sintomas da gripe, outra com quem apenas fazia gargarejo com as sementes de romã e uma terceira com pessoas que usavam a combinação dos dois métodos.
“Depois dessas entrevistas, constatei que quem utilizava as frutas com a semente da romã tinha uma resposta superior [do que a dos outros dois métodos]”.
Prêmio nos EUA
Com o projeto do antiviral, Helyson ganhou em maio a medalha de bronze na competição de ciência Intel ISEF, na categoria biomedicina e ciência da saúde, em Pittsburg, nos Estados Unidos. A próxima feira que o estudante vai participar é a Genius Olympiad, em Nova York, em julho de 2016.
Os resultados positivos da pesquisa fazem Helyson pensar em comercializar seu composto como alimento, na forma de polpa, ou em forma de medicamento, isolando as substâncias benéficas contra a gripe de cada fruta.
Mas, antes, é preciso patentear a ideia. “Como ela já é bastante utilizada de forma autônoma, pretendo divulgar mais e o próximo passo é conseguir mais apoio para a patente”, afirma.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Site disponibiliza 14 mil livros digitais para escolas e bibliotecas


Para popularizar a leitura entre os brasileiros, a Árvore de Livros oferece 14 mil eBooks de mais de 100 editoras diferentes para instituições de ensino e bibliotecas. Por meio de assinatura mensal, a ideia é ampliar o acesso às publicações criando acervos digitais customizados. A plataforma também gera relatórios sobre os hábitos de leitura dos usuários.

Cada instituição tem acesso a todas as obras e também pode fazer uma seleção das publicações que deseja disponibilizar, personalizando sua própria “árvore”. Os livros já vêm categorizados por faixa etária e gênero. Os usuários têm login e senha próprios e todo projeto possui um gestor, que recebe relatórios sobre os títulos lidos pelos cadastrados.

Um professor, por exemplo, pode acompanhar o avanço nas leituras de seus alunos por meio de gráficos que mostram, inclusive, o tempo que um determinado estudante gastou em cada parte do livro ou se deixou alguma para trás. “Com esse controle, é possível identificar dificuldades que o aluno apresente, como déficit de atenção”, explica João Leal, sócio-fundador e diretor de operações da empresa. O educador pode, ainda, usar a plataforma para recomendar bibliografia e propor exercícios online a fim de avaliar interpretações sobre as leituras.

Por se tratar de edições digitais, é possível fazer marcações e alterar o tamanho da letra. Além disso, os usuários podem interagir entre si para comentar obras e tirar dúvidas. Há, ainda, o recurso da tradução para Libras, possibilitando que pessoas com deficiência auditiva possam, também, usufruir da plataforma. Os eBooks podem ser acessados de qualquer dispositivo – computadores, tablets, celulares –, mesmo offline.

Lançada em abril de 2014, a Árvore de Livros já firmou parceria com a Associação Brasileia dos Municípios e está presente em 350 bibliotecas públicas do país. “Em uma dessas instituições, a facilidade de acesso aos livros elevou a média de leitura dos frequentadores para 14,4 títulos por ano, enquanto a média nacional é de dois. Agora é a vez das escolas”, conta o diretor de operações.

Os pacotes da Árvore de Livros variam conforme o número de usuários, com preços entre R$ 2,50 e R$ 9,90 mensais por cadastrado. A meta é começar o ano atendendo dez redes municipais de ensino e escolas privadas melhor classificadas no ENEM, além de alcançar mil bibliotecas públicas.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Faculdades particulares preenchem a lacuna da educação no Brasil



São Paulo, Brasil – A educação superior no Brasil está cada vez mais nas mãos de empresas com fins lucrativos.

Embora as faculdades particulares tenham sofrido fiscalização nos Estados Unidos, a indústria está tendo uma boa aceitação por aqui na medida em que o governo tenta atender a demanda pela educação superior com preços acessíveis.

No entanto, os alunos são quase que exclusivamente das classes superiores do país, e os orçamentos generosos de pesquisas e a força de trabalho sindicalizada fazem que o custo por aluno seja três vezes e meio o custo das faculdades particulares.

O investimento do setor privado na educação técnica, básica e fundamental também está crescendo. A empresa britânica Pearson comprou em dezembro do ano passado a Multi, uma rede de escolas de idiomas, em uma negociação de mais de 880 milhões de dólares em dinheiro e em transferência de dívida. A Avenues, uma escola particular de Nova York cujos investidores incluem as empresas de fundos de investimento Liberty Partners e a LLR Partners, anunciou planos de abertura de campus em São Paulo e no Rio de Janeiro. Nos últimos cinco anos, fusões e aquisições expandiram ainda mais algumas das maiores redes, concentrando o poder nas mãos dos grupos comerciais gigantes. As 10 maiores redes de faculdades no Brasil agora educam quase 35 por cento dos alunos do país.

As duas maiores redes de instituições de ensino no Brasil – A Kroton Educacional e a Anhanguera Educacional – receberam do órgão antitruste (o CADE) em maio a aprovação para o processo de fusão. Ambas as empresas negociam na Bolsa de Valores de São Paulo, e a fusão criará a maior instituição de ensino comercial de capital aberto do mundo, no valor de mais de oito bilhões de dólares.

As universidades da empresa resultante terão mais de um milhão de alunos. Entre eles, Claudinei Mota, estudante de matemática na Uniban, parte do Grupo Anhanguera, que conseguiu um empréstimo do governo federal para ajudar a pagar a mensalidade de 400 reais (180 dólares) mensais. 'Eu não conseguiria estudar sem o empréstimo', contou.

Ele espera conseguir emprego como professor de matemática, o que lhe possibilitaria pagar o empréstimo e continuar estudando para se formar professor universitário. A dívida da faculdade de Mota ficará em cerca de 16.200 reais, com os juros, se ele levar nove anos para pagar o empréstimo (os professores do ensino público ganham cerca de 3,000 reais mensais em São Paulo).

'Eu preferiria uma universidade pública, mas o processo seletivo é muito concorrido. A maioria das vagas vai para os formados em escolas particulares, que são mais preparados', Mota explicou.
Desde 2003, o Partido dos Trabalhadores governa o Brasil. Apesar de ocasionais relações contrárias ao setor comercial, o governo só recebe elogios dos empresários do setor de ensino.

De 2002 a 2012, o número de alunos do ensino superior no Brasil duplicou para sete milhões. Mesmo assim, com apenas 17 por cento dos brasileiros com 18 a 24 anos na faculdade, existe uma lacuna que precisa ser preenchida. O governo prometeu aumentar essa porcentagem para 33 por cento até 2020.
Para atender esse lucrativo mercado em crescimento, fundos de investimento privados americanos e brasileiros, corporações e bancos de investimentos estão comprando e integrando instituições de ensino em ritmo acelerado.

Os especialistas em educação alertam que a ênfase no aspecto comercial da educação nem sempre coloca os alunos em primeiro lugar. Apesar de tais preocupações, o sistema comercial provou ser interessante para um governo com recursos limitados.

'O governo não teve escolha a não ser trabalhar com o setor privado. Ele não consegue atender a demanda sozinho', declarou Fernando Iunes, diretor geral do banco de investimento do Itaú BBA no Brasil.

Em 2004, o então Presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu início ao programa Prouni, que oferece bolsas para que os alunos de baixa renda frequentem universidades particulares. Desde que assumiu o cargo em 2011, a Presidente Dilma Rousseff ampliou o programa e aumentou em mais de quatro vezes o orçamento dos empréstimos para os alunos enquadrados no programa Fies.

Os empréstimos subsidiados têm uma taxa anual de juros de 3,4 por cento – um grande negócio em um país onde a inflação está em mais de seis por cento e os bancos quase sempre cobram mais de 40 por cento de juros nos empréstimos pessoais – e os estudantes podem aguardar até 18 meses depois da formatura para começar a pagar.

Cerca de 5,3 milhões dos sete milhões de universitários brasileiros estavam em instituições privadas em 2013. Aproximadamente 31 por cento deles receberam auxílio das bolsas do Prouni ou dos empréstimos do Fies ou de ambos.

Já que a grande onda de empréstimos estudantis começou apenas em 2011 e esses estudantes têm até 2016 para começar a fazer os pagamentos, ainda não está claro se os graduados brasileiros terão os mesmos problemas que muitos americanos têm com a dívida.

João Carlos Santos, analista sênior do setor educacional do banco de investimentos brasileiro, o BTG Pactual, disse que as grandes empresas trabalham com o governo para expandir os empréstimos estudantis subsidiados.

'Isso lhes deu uma vantagem adicional em relação aos grupos menores, que não podiam influenciar no processo, e acelerou a consolidação do setor', Santos declarou.

O apoio do governo vigente ajudou os investidores a colherem alguns retornos dos seus investimentos na educação comercial. A Advent International, empresa americana de investimento privado, comprou 28 por cento de participação da Kroton em 2009, o suficiente para lhes dar o controle da Kroton juntamente com os fundadores. Ela escolheu um novo diretor executivo, conduziu a empresa através de sete aquisições e multiplicou o seu corpo discente 11 vezes antes de vender suas ações no ano passado. A Pátria Investimentos, empresa brasileira de investimento privado, teve um papel semelhante na segunda maior rede do país, a Anhanguera, e a GP Investments fez isso com a terceira maior rede de faculdades, a Estácio.

As universidades públicas brasileiras ainda são consideradas as melhores do país pelo prestígio e pela qualidade de pesquisa. E o ensino nas universidades públicas é gratuito.

A Advent comprou a sua participação na Kroton por 141 milhões de dólares em 2009. Quando a vendeu no ano passado, a participação valia cerca de um bilhão de dólares.

Outro grande ator é a Laureate Education, uma empresa de educação americana de capital privado, cujos proprietários são o gigante Kohlberg Kravis Roberts, o megainvestidor George Soros, a Vulcan Capital de Paul G. Allen e o fundo de cobertura da Point72 Asset Management (a antiga SAC Capital Advisors).

A Laureate fez 12 aquisições desde que entrou no Brasil em 2005. Ela agora tem mais de 200.000 alunos no país.

'É difícil encontrar outro país no qual o governo esteja trabalhando tanto, em parceria com o setor privado, para ampliar o acesso à educação superior', disse José Roberto Loureiro, presidente das operações da Laureate Brasil.

A Corporação Financeira Internacional, uma divisão do Banco Mundial que investe em projetos que reduzem a pobreza e incentivam o desenvolvimento, também está apoiando o setor. A CFI está envolvida com a Laureate e com várias outras redes de faculdades comerciais no Brasil.

Patrick Leahy, gerente sênior da CFI na América Latina, disse que mesmo que essas redes nem sempre ofereçam os diplomas de maior prestígio, elas dão aos alunos a capacitação e formação com preços acessíveis que lhes permitem ter ascensão profissional. Os profissionais com formação universitária no Brasil ganham em média 2,6 vezes mais do que os com formação do ensino médio.

'O sistema não é perfeito, mas sem dúvida é um sucesso', Leahy declarou.

A Laureate ainda está buscando fazer mais acordos, segundo Loureiro, e outras fusões estão acontecendo em ritmo acelerado.

Loureiro reconheceu que as faculdades particulares não conseguiam concorrer com as universidades públicas brasileiras e seus 'orçamentos infinitos', porém, insistiu que há melhora na qualidade da educação nas faculdades que eles adquiriam.

Oito em cada nove faculdades da Laureate avaliadas pelo MEC de 2009 a 2012 melhoraram suas classificações nos testes nacionais padronizados após sua aquisição pelo grupo.

Entretanto, Nelson Cardoso Amaral, professor de pedagogia da Universidade Federal de Goiás, alertou que as avaliações podem não contar a história completa. Amaral disse que as redes particulares apenas provaram que sabem 'ensinar para os testes', e não que estavam necessariamente educando bem os alunos.

'A fiscalização das faculdades particulares por parte do governo é muito fraca', disse. 'Não temos informações suficientes para julgar com precisão a formação que elas estão oferecendo'.

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segunda-feira, 23 de junho de 2014

Presidente sanciona Plano Nacional da Educação

Fonte: Agência Brasil
 

Destinar 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para educação será o maior desafio do Plano Nacional de Educação (PNE), segundo o presidente da Associação Nacional de Pesquisadores em Financiamento da Educação (Fineduca) e professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino de Rezende Pinto. O PNE tem até a próxima quarta-feira (25) para ser sancionado pela presidenta Dilma Rousseff, e de acordo com a assessoria de imprensa da Presidência da República, isso deve ser feito na data-limite.

O PNE estabelece metas para a educação para serem cumpridas nos próximos dez anos. Depois de quase quatro ano de tramitação no Congresso Nacional, o plano chega à fase de sanção presidencial, e o professor diz que vincular uma porcentagem do PIB para o setor é uma medida a ser comemorada. O próximo passo, acrescenta, é torná-la realidade, e para isso deverá ser feito um esforço da União, com estados, Distrito Federal e municípios.

"O desafio do PNE será o mesmo de todos os planos, a implementação. O desafio será equacionar um pacto entre os entes federativos para atingir os 10% do PIB", diz Marcelino. Pelo plano aprovado, a fatia que cabe à União deverá aumentar. De acordo com o Fineduca, atualmente a União contribui com 1% do PIB, enquanto os estados contribuem com 2,2% e os municípios com 2,3%, tomando por base os valores de 2012.

Somente com o Custo Aluno Qualidade Inicial (CAQi), o complemento da União aos demais entes federativos para educação básica deverá passar do equivalente a 0,2% para 1% do PIB. O CAQi também é considerado conquista no PNE. Trata-se de uma valor nacional mínimo para garantir a qualidade do ensino a cada etapa da educação básica.

Estão incluídos na conta recursos para infraestrutura e salários. "O gasto principal é o salário. Para ganhar o que ganha um profissional de nível equivalente, o salário do professor terá que subir uns 60% ou 70%. Mas esse recurso ao entrar na economia cria consumo e gera carga tributária", diz o professor.

O PNE estabelece meta mínima de investimento em educação de 7% no quinto ano de vigência e de 10% no décimo ano. Atualmente, segundo o Ministério da Educação (MEC), são investidos 6,4%. Marcelino explica que o governo conseguiu reduzir a porcentagem do que será investido em educação pública incluindo na conta parcerias com o setor privado como o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

O ProUni, primeiro, trata-se de isenção, e não de investimento. “Aquelas jogadinhas de querer ser esperto. Quando se viu que já havia quase um consenso da sociedade sobre os 10%, tentou-se diminuir o investimento. Fies, por exemplo, é emprestimo, já se está admitindo que é um fundo perdido. Se é perdido, por que não se amplia a rede pública?”, questiona.

O ministro da Educação, Henrique Paim, em coletiva de imprensa, disse que o PNE estabeleceu, “de forma bastante correta, o que está previsto na Constituição, que é o investimento público em educação, que pode ser na educação pública ou também na educação envolvendo as parcerias que o governo faz com o setor privado”.

A inclusão das parcerias também facilita o cumprimento da meta. O governo trabalha com o investimento total em educação. Com isso, não considera mais o direto em educação pública, que estava, em 2011, em 5,3%.

Sobre o cumprimento do PNE, Paim diz que a pasta já tem ações em curso para o cumprimento das metas, e o fato de serem 20 [ações] facilita também o controle da sociedade.

Em relação à fonte para o cumprimento dos 10%, ele diz ser importante a colaboração dos estados e municípios, e acredita nos recursos do petróleo como a principal fonte. No ano passado, o então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que a Lei dos Royalties não resolve o financiamento dos próximos dez anos. Paim não confirma se o governo estuda outras fontes de financiamento.
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MEC estuda criar política nacional de conteúdos digitais para as escolas

Fonte: Agência Brasil
 

O Ministério da Educação (MEC) estuda criar uma política nacional de conteúdos digitais para as escolas. A secretária de Educação Básica do MEC, Maria Beatriz Luce, adiantou à Agência Brasil que a ideia é incentivar as universidades a produzir esses conteúdos.

"O nosso foco é pensar como podemos estimular as universidades, estudantes universitários, grupos de pesquisa para desenvolver esses conteúdos", disse Beatriz. O MEC trabalha em conjunto com outros ministérios como o da Ciência, Tecnologia e Inovação e o do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. "Creio que não será complicado avançarmos bastante nos próximos meses. Espero que sim", disse ela.

Para a secretária, o ensino precisa de inovações; de desenvolvimento científico e tecnológico. "Precisamos trabalhar na formação de pessoas e fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação no campo da educação. Pensar não apenas na aquisição [de conteúdos digitais], mas principalmente em fomentar o desenvolvimento de produtos que cheguem à escola", disse.

Para que isso seja feito, a secretária destaca a necessidade de mais recursos, o que já está previsto no Plano Nacional de Educação (PNE), que deve ser sancionado até a próxima semana. A questão esbarra, contudo, em uma política curricular para o país: "Teremos que ter como referência a legislação vigente. Vamos ter que avaliar essas tecnologias para aquiri-las para nossas escolas", ressaltou. Outra questão, segundo ela, é a expansão do uso de tecnologias digitais para a formação de professores da educação básica.

Beatriz participou hoje (18) do lançamento do projeto Geekie Games. Na ocasião, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Chico Soares, ressaltou a necessidade do uso dos conteúdos digitais: "Os jovens e as crianças de hoje já foram criados em outro ambiente, da máquina, do computador. Precisamos de ferramentas novas".

Sobre a entrega de tablets para os professores dos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, anunciada no ano passado pelo então ministro da Educação, Aloizio Mercadante, Beatriz diz não ter conhecimento sobre quando isso será feito. "Que eu tenha conhecimento, não [vai ser feita essa ano]" destacou.
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Notícia Geral

Andréa Marques - andrea@nota10.com.br
Diretora e Editora do Site Nota 10
Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é alguém que acredite que ele possa ser realizado.

Roberto Shinyashiki

Crianças x violência doméstica

É inegável que crianças que testemunham a violência doméstica carregam cicatrizes emocionais, mas um novo estudo publicado na revista Pediatrics descobriu que ver os familiares sendo feridos também pode causar uma "cicatriz" no DNA. As informações são do Daily Mail. Jovens que presenciam a violência doméstica ou o suicídio em casa têm os genes mais limitados que aqueles criados em famílias estáveis. Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, nos Estados Unidos, descobriram que essa condição prejudica os telômeros, estrutura que impede que a extremidade de um cromossomo entre em fusão com a de outro. Telômeros mais curtos estão ligados ao declínio cognitivo, diabetes, doença mental, doenças cardíacas e excesso de peso. Para o estudo, pesquisadores coletaram amostras genéticas de 80 crianças com idades entre 5 e 15 anos. Eles também entrevistaram os pais sobre seus ambientes domésticos, bem como a exposição dos filhos a situações traumáticas. “Momentos familiares estressantes, como testemunhar um membro da família se machucando, criaram um ambiente que afeta o DNA dentro das células das crianças ", disse Stacy Drury, autor do estudo. "Quanto mais essas crianças presenciavam um momento estressante, mais curtos eram seus telômeros - e notamos isso depois pesquisar muitos outros fatores, incluindo o nível socioeconômico, escolaridade materna, idade dos pais e idade da criança, explicou.

Acesso gratuito

Estudantes de ensino médio terão acesso gratuito a uma plataforma que oferece um plano personalizado de estudos para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O projeto Geekie Games oferece online textos, videoaulas, simulados e jogos para os estudantes. O projeto também possibilita que os professores acompanhem em tempo real o desempenho dos alunos. Na primeira etapa, lançada na última quarta-feira, somente as escolas públicas dos estados parceiros terão acesso ao site. No dia 17 de julho, ele será aberto a quem quiser estudar para as provas.

Calorias extras

Gordinhos e magrinhos, os adolescentes de maneira geral andam consumindo mais energia do que gastam. São cerca de 200 calorias extras por dia. É o que apontou uma pesquisa feita pela nutricionista Helen Rose Camargo em sua dissertação de mestrado, desenvolvida na Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ao todo, 104 adolescentes com idades entre 11 e 17 anos, de duas escolas de Paulínia, foram avaliados. Os dados são considerados preocupantes, já que mostram que os magrinhos também têm tendência ao ganho excessivo de peso. Isso ocorre quando, durante um longo período, a pessoa ingere mais energia do que gasta por dia. Esse excesso de energia diária gerada vai sendo acumulada na forma de gordura corporal.

Artigo premiado

Premiado no Fórum Nacional Docente da Estácio como o melhor artigo científico da área de gestão do Brasil, o estudo “Uma análise de técnicas de ensino em ciências sociais e características sociodemográficas dos discentes”. O artigo em questão é o resultado de uma pesquisa que teve como objetivo principal identificar a existência de associação entre a preferência por técnicas de ensino e as características sociodemográficas de estudantes de cursos de ciências sociais. Para isso, foi realizada uma pesquisa sobre as técnicas a serem estudadas e, em seguida, uma análise quantitativa com 89 discentes, com o intuito de identificar as preferências e as relações. O artigo na íntegra você confere no link.

Inverno x idosos

Com o inverno chegando, os cuidados com os idosos devem ser redobrados, alerta a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). De acordo com o geriatra e membro da diretoria da SBGG, Rubens de Fraga, quando a temperatura cai, os idosos correm maior risco de problemas de saúde e lesões relacionadas ao clima. "Incluindo hipotermia, queimaduras na pele e quedas. É importante para o idoso, e aqueles que cuidam deles, tomarem certas precauções nesta época do ano", recomenda o médico. Entre os principais riscos à saúde representados pelas baixas temperaturas estão: hipotermia — queda da temperatura corporal, imobilidade — ausência de movimentação, infecções — como gripe e pneumonias e dores crônicas — aumento das dores crônicas como artrites e artroses.
O estouro de uma tubulação de água criou uma espécie de cachoeira no centro de imprensa da Arena das Dunas. O estádio em Natal recebe nesta terça-feira (24) a partida entre Uruguai e Itália, às 13h. No primeiro jogo na capital potiguar houve goteiras na tribuna de imprensa, que fica na parte mais alta do estádio, de onde jornalistas assistem às partidas. No domingo, o incidente foi no centro de imprensa, que fica embaixo das arquibancadas.
O Instituto de Cardiologia do Distrito Federal inaugurou na semana passada o primeiro centro público de transplante de medula óssea em Brasília. A unidade deve contar com 27 leitos de internação e 12 leitos de internação parcial. A expectativa do governo é que o centro se torne referência para as regiões Centro-Oeste e Nordeste. O primeiro transplante de medula óssea feito na rede pública de Brasília ocorreu em novembro do ano passado.

2.ª etapa do Pronatec oferecerá 12 milhões de vagas em 2015

23/6/2014 - SEGUNDA-FEIRA -

A segunda etapa do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) oferecerá 12 milhões de vagas em 220 cursos técnicos e em 646 cursos de qualificação a partir de 2015. O lançamento do Pronatec 2.0 foi realizado na última quarta-feira (18) em cerimônia no Palácio do Planalto.

“Até o fim deste ano, serão oito milhões de jovens e de trabalhadores matriculados no Pronatec, um desempenho que nos incentiva a lançar a segunda etapa do programa”, afirmou a presidente da República, Dilma Rousseff. Conforme Dilma, a segunda fase é a sequência lógica e o desdobramento natural do programa, que manterá a gratuidade e deverá atingir mais de quatro mil cidades no país.

Uma novidade é a regulamentação do chamado itinerário formativo, que permitirá o aproveitamento do conhecimento adquirido em um curso de formação profissional, para efeito de carga curricular, em um curso de nível superior. Assim, um estudante que fizer um curso de qualificação profissional de eletricista de rede de distribuição de energia elétrica, por exemplo, poderá aproveitar os créditos quando fizer o curso de técnico em eletrotécnica.

O ministro da Educação, Henrique Paim, afirmou que nesta etapa do Pronatec serão oferecidas mais opções de cursos direcionados à formação empreendedora. “Nós precisamos dar continuidade a esse processo, com novos desafios pela frente: expansão das matrículas e valorização da trajetória de formação profissional.”

O ministro destacou que o Pronatec trabalha com flexibilidade, porque aproveita a estrutura existente das instituições federais, estaduais e do sistema S, que foram desdobradas para atingir as diversas regiões do país. Paim ressaltou, ainda, que o Pronatec é um dos programas que mais promovem inclusão. “Dos matriculados, 60% são mulheres, 67% são jovens e 68% são negros”, disse.

Na cerimônia, foi anunciada também a inauguração de 46 câmpus de institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Ao final deste ano serão 562 campi em funcionamento. O reitor do Instituto Federal do Piauí, Paulo Henrique Gomes de Lima, e o diretor-geral do campus desse instituto no município de Campo Maior, Washington Moura Barbosa, receberam da presidenta a placa inaugural do câmpus.

Criado em 2011, o Pronatec tem o objetivo de expandir, interiorizar e democratizar a educação profissional e tecnológica. Em todo o Brasil, o programa já ofereceu cursos profissionalizantes para 7,4 milhões de brasileiros.

CCJ aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

23/6/2014 - SEGUNDA-FEIRA - Agência Brasil -

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4699/12, do Senado, que regulamenta a profissão de historiador.

O projeto determina quais atividades são próprias da profissão, como a sistematização de informações para exposições e eventos, organização de serviços de pesquisa histórica, tratamento de documentos e elaboração de pareceres e laudos sobre temas históricos.

A proposta permite o exercício da profissão a quem tenha diploma de curso superior em História; de mestrado ou doutorado em História ou que tenha linha de pesquisa dedicada à História; ou aos diplomados em outras áreas que tenham exercido a profissão de historiador há mais de cinco anos, a contar da publicação da lei.

Segundo o texto, apenas os profissionais com diploma na área poderão dar aulas de História nos ensinos fundamental e médio, desde que seja cumprida a exigência da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei 9.394/96) quanto à obrigatoriedade da licenciatura.

A relatora do projeto, deputada Fátima Bezerra (PT-RN), acredita que a exigência vai garantir a qualidade do ensino. “Quem ganha com isso é o estudante, quem ganha com isso é a educação”, afirmou.

O texto exige ainda que todas as entidades que prestam serviço em História mantenham historiadores no quadro de funcionários.

Para o presidente da Associação Nacional dos Professores Universitários de História (Anpuh), Rodrigo Patto Sá Motta, a regulamentação vai garantir a criação de carreiras de historiadores em órgãos públicos, qualificando o trabalho em museus e outras instituições.

Já o historiador e professor da Universidade de Brasília (UnB) Antônio José Barbosa ressaltou que a proposta é resultado de uma demanda do mercado de trabalho que vai além das salas de aula.

“Posso citar grandes empresas que têm necessidade de construir a sua própria trajetória, a sua própria história. Nesses casos, um profissional da área [de História] seria fundamental”, disse.

Barbosa afirmou que a presença de um historiador formado também é fundamental nos setores governamentais, “para produzir conhecimento que vai ser utilizado para o conjunto da sociedade”.

O projeto foi aprovado pela CCJ no dia 28 de maio e ainda precisa ser votado pelo Plenário da Câmara

Proposta estende benefícios do Fies às IES municipais

23/6/2014 - SEGUNDA-FEIRA - Agência Brasil -

A Câmara dos Deputados analisa projeto que estende o benefício do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) aos estudantes de instituições municipais de ensino superior, criadas por lei municipal e instituídas até 5 de outubro de 1988.

As instituições municipais de ensino superior, também conhecidas como autarquias municipais, e criadas antes da Constituição de 88, podem, a despeito de sua personalidade jurídica de direito público, cobrar mensalidades para manter suas atividades.

A Lei 10.260/01, que criou o Fies, não prevê o financiamento a estudantes para frequentar esse tipo de instituição.

O autor do projeto, deputado Mendonça Filho (DEM-PE), defende que o Fies seja estendido a essas instituições, buscando favorecer o acesso dos alunos carentes ao ensino de qualidade por elas proporcionado.

A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas Comissões de Educação; de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Cem concursos oferecem 50 mil vagas no país

Há cargos para todos os níveis de escolaridade; confira lista

Reprodução


Salários chegam a R$ 21.657,29 no TJ de São Paulo
DO G1
 
 
 
 
Pelo menos 100 concursos públicos no país estão com inscrições abertas nesta segunda-feira (23) e reúnem 50.946 vagas para cargos em todos os níveis de escolaridade. Os salários chegam a R$ 21.657,29 no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Além das vagas abertas, há concursos para formação de cadastro de reserva – ou seja, os candidatos aprovados são chamados conforme a abertura de vagas durante a validade do concurso.

Os órgãos que abrem inscrições para 1.774 vagas nesta segunda-feira são: Conselho Regional de Fonoaudiologia da 7ª Região, Fundação Serviços de Saúde de Mato Grosso do Sul, Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), Prefeitura de Cocos (BA), Prefeitura de Codó (MA), Prefeitura de Ibirité (MG), Prefeitura de Nova Santa Helena (MT), Prefeitura de Ribeirão Preto, Prefeitura de Santa Cruz do Escalvado (MG), Prefeitura de Santana de Parnaíba (SP), Superintendência Municipal de Água e Esgoto de Catalão (GO) e Tribunal de Justiça de São Paulo.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Juiz nega dano moral a aluno que teve celular tomado em sala de aula

Postado por: Nação Jurídica \ 4 de junho de 2014
 
 
"O professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe."

As palavras acima são do juiz de Direito Eliezer Siqueira de Sousa Junior, da 1ª vara Cível e Criminal de Tobias Barreto/SE, ao julgar improcedente a ação de aluno em face de professor que tomou seu celular em sala de aula.

De acordo com os autos, o docente retirou o aparelho do aluno, que ouvia música com fones de ouvido durante sua aula. O menor, representado por sua mãe, ajuizou ação para pleitear dano moral, para reparar seu "sentimento de impotência, revolta, além de um enorme desgaste físico e emocional".

Ao analisar o caso, o juiz Eliezer solidarizou-se com a situação dos professores.

"Ensinar era um sacerdócio e uma recompensa. Hoje, parece um carma".

Afirmou, então, que o aluno descumpriu norma do Conselho Municipal de Educação, que veda a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.

Para o magistrado, não houve abalo moral, uma vez que o aluno não utiliza o aparelho para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade.

"Julgar procedente esta demanda é desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os "realitys shows", a ostentação, o "bullying" intelectivo, o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira."

Por fim, o juiz prestou uma homenagens aos docentes.

"No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro herói nacional, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu "múnus" com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor."

Processo: 201385001520


Fonte:

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Escolas públicas têm até dia 30 para aderir ao Mais Educação


O programa Mais Educação, da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, receberá adesões de escolas públicas até o dia 30 deste mês. Atualmente, 49 mil escolas de todo o país adotam a jornada ampliada de sete horas. A meta do programa é atingir 60 mil até o fim do ano.

A proposta do Mais Educação é contribuir para a melhoria da aprendizagem, com o estímulo à ampliação do tempo de permanência na escola pública de crianças, adolescentes e jovens. O programa amplia a jornada nas escolas públicas para no mínimo sete horas diárias e garante aos estudantes do primeiro ao nono ano do ensino fundamental a participação em atividades orientadas no contraturno, além de reforço escolar.

A diversificação de atividades inclui esporte e cultura. As instituições de ensino integrantes do programa oferecem orientação de estudos e leitura, com acompanhamento pedagógico, obrigatória para todas as escolas. As atividades no contraturno são monitoradas, preferencialmente, por estudante de licenciaturas vinculadas ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid) ou estudantes de graduação com estágio supervisionado.

Além do acompanhamento, os participantes podem optar por ações nas áreas de educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.

O cadastramento das unidades de ensino deve ser feito pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) interativo, de acordo com os procedimentos passo a passo.


Veja o que os governos podem fazer para reduzir o atraso escolar

Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo
Cada ente federativo tem responsabilidades determinadas em ações para diminuir o número de alunos atrasados na escola – segundo o Censo da Educação Básica 2013, 8,5 milhões não estavam na série correta naquele ano.

Especialistas ouvidos pelo UOL listaram alguns dos pontos de atenção para reduzir a reprovação e o abandono escolar, que impactam diretamente na distorção entre a idade e a série. Veja abaixo o que municípios, Estados, o Distrito Federal e a União podem fazer para combater esse problema.
Distorção idade-série

Valorização do professor

"Nos anos iniciais, temos que investir pesado em professores; realmente selecionar de forma a atrair os melhores formandos dos cursos de pedagogia e com um concurso que tenha, além da prova de conhecimento, prova didática", afirma José Marcelino Rezende Pinto, professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP em Ribeirão Preto.

Os primeiros anos do ensino fundamental estão a cargo dos municípios, que são os responsáveis pela alfabetização dos alunos que ingressam na rede pública. No segundo ciclo (do 6º do 9º ano), Estados e municípios compartilham a responsabilidade, enquanto o ensino médio é oferecido pelos governos estaduais.

São os governos estaduais e as prefeituras, portanto, que devem implementar o piso nacional (reajustado em 2014 para R$ 1.697) e um plano de carreira para a categoria.

Além disso, especialistas dizem que é preciso diminuir o número de professores temporários nas redes públicas de ensino, já que essa forma prejudicaria o trabalho pedagógico desenvolvido nas escolas e o desempenho dos alunos.

Estrutura e financiamento

Apenas 0,6% das escolas brasileiras têm infraestrutura próxima da ideal para o ensino, isto é, têm biblioteca, laboratório de informática, quadra esportiva, laboratório de ciências e dependências adequadas para atender a estudantes com necessidades básicas.

"Além do problema de infraestrura e localização das escolas, temos a falta de condições e de espaços necessários para um bom trabalho pedagógico. A escola não tem boas bibliotecas, espaços para aprender as diferentes áreas dos conhecimentos, não tem lugar de recreação", afirma a representante do MEC.

O nível de infraestrutura adequada inclui os itens considerados mínimos pelo CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), índice elaborado pela Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Esse custo está previsto no PNE e deve ser cumprido por Estados e municípios, com complementação financeira do governo federal.

"Para se conseguir um salto de qualidade, é fundamental que o governo federal amplie sua participação no financiamento. Hoje ele fica com mais da metade do que se arrecada no país e responde por menos de 20% do gasto em educação. Por isso os 10% do PIB no PNE e para o CAQi", diz o professor da USP.

Alfabetização na idade certa

O PNE (Plano Nacional de Educação), que deveria ter entrado em vigor em 2011 e ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados, prevê a universalização da pré-escola para as crianças de 4 e 5 anos e a alfabetização de todas as crianças no máxima até o final do 3º ano do ensino fundamental, quando a criança deve ter 8 anos.

"Algumas crianças entram mais tarde na escola, não fizeram a educação infantil e não tiveram um bom desenvolvimento da linguagem e da coordenação motora fina, que é exigida pela escrita", diz Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC.

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, que é um compromisso assumido pelos governos federal, do DF, dos Estados e municípios, já trabalha desde 2012 para a implementação da meta de alfabetização até os 8 anos. No pacto, municípios se comprometem com a alfabetização dos alunos, apoiados pelo auxílio financeiro e técnico de Estados e da União.

Currículo do ensino médio

Um dos principais sintomas da ineficiência do currículo do ensino médio são as taxas de abandono e de atraso escolar no nessa etapa, que é de responsabilidade dos Estados. "Historicamente o nosso ensino médio foi direcionado à elite e voltado à preparação para os exames de seleção do nível superior. Ao contrário dos países com boas escolas no mundo, que preparam para a vida, com formação básica para o trabalho", diz o professor da USP.

Cabe aos Estados oferecer aulas de qualidade na rede pública, enquanto o governo federal é quem define diretrizes curriculares, meio do Conselho Nacional da Educação, e dá assistência técnica e financeira aos Estados.

Está em vigor o Pacto Nacional pelo Fortalecimento do Ensino Médio, que funciona em parceria entre a União e as secretarias estaduais, e tem o objetivo de atacar o problema no ensino médio. "Nós temos que fortalecer a política de valorização salarial dos professores, e o pacto tem a proposta de formação de professores, que tem um grande impacto na sala de aula", afirma Adriana Aguiar,secretária de Educação do Tocantins e vice-presidente do Consed.

Atraso tem causas sociais e escolares, diz secretária do MEC


Marcelle Souza
DO UOL, em São Paulo

A secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria Beatriz Luce, diz que o problema dos 8,5 milhões de alunos que estão na série errada no Brasil tem causas sociais e escolares. Por isso, ela defende: só uma política de Estado com articulação entre os diferentes entes da Federação e parcerias com a sociedade civil pode solucionar esse atraso.

"O MEC considera esse um problema razoavelmente bem diagnosticado e estamos diante de um desafio de qualidade, gestão e planejamento da educação e de atenção da sociedade", afirma a secretária.

Luce defende a necessidade de uma ação integrada com secretarias de saúde e de assistência social, já que as condições de vida da criança dentro da comunidade influenciam no seu rendimento escolar e geram problemas, como faltas e abandono escolar. "No caso da família que tem dificuldades de atenção à saúde da criança desde o seu nascimento, os problemas também se manifestam na escola", afirma a secretária.

Ela ainda diz que outros fatores sociais, como migração dos pais, trabalho, gravidez na adolescência e a (pouca) valorização pela família e pela comunidade do estudo e das atividades escolares, podem causar a repetência e o abandono da sala de aula. 

Na escola

Entre os problemas escolares que levam à distorção entre idade e série ideal, Luce afirma que eles vão desde as condições estruturais do colégio até a valorização do professor. No campo e nas periferias das cidades, um dos fatores é a localização das escolas, que muitas vezes exige das crianças verdadeiras viagens até a sala de aula.

"Além do problema de infraestrura e localização das escolas, temos a falta de condições e de espaços necessários para um bom trabalho pedagógico. A escola não tem boas bibliotecas, espaços para aprender as diferentes áreas dos conhecimentos, não tem lugar de recreação", afirma a representante do MEC.

Outro item que tem influência direta no desempenho dos estudantes, afirma Luce, é a falta de professores concursados e estáveis, com a formação adequada para as aulas que leciona.

"Nós temos esse descompasso, que é a falta de correspondência entre e a idade e o ano escolar. A responsabilidade de solucionar esse problema é do governo federal e dos governos estaduais e municipais, junto com a sociedade. Não é só um problema de gestão do setor público, é uma questão das prioridades que a sociedade estabelece", afirma a secretária.

No Brasil, 8,5 milhões de alunos estão atrasados duas séries na escola

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Marcelle Souza
Do UOL, em São Paulo

  • Danilo Verpa/Folhapress
Mais de 8,5 milhões de alunos brasileiros estão atrasados pelo menos dois anos na escola. Os dados são do Censo da Educação Básica 2013 e mostram que 6,1 milhões de estudantes do ensino fundamental e 2,4 milhões do ensino médio não estão na série ideal.

Nessas duas etapas de ensino o país tinha 37,3 milhões de matrículas em 2013. São crianças e adolescentes que reprovaram, abandonaram a escola ou já foram alfabetizados com atraso.

"Nós temos esse descompasso, que é a falta de correspondência entre e a idade e o ano escolar. A responsabilidade de solucionar esse problema é do governo federal e dos governos estaduais e municipais, junto com a sociedade. Não é só um problema de gestão do setor público, é uma questão das prioridades que a sociedade estabelece", afirma Maria Beatriz Luce, secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação).

O ideal é que o aluno tenha 6 anos no 1º ano do ensino fundamental e complete 14 anos no 9ª ano. Já as três séries do ensino médio devem ser feitas entre os 15 e os 17 anos. A realidade, porém, é que 21% dos estudantes do fundamental e 29,5% do ensino médio não estão na sala correta.

Para especialistas, as principais causas desse atraso são a repetência e a evasão escolar, que refletem problemas estruturais e pedagógicos das escolas. "O fluxo escolar melhora quando há acompanhamento mais perto dos alunos, escolas menores e próximas às casas dos alunos, equipe escolar estável e programas de recuperação ao longo do período letivo", afirma José Marcelino Rezende Pinto, professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.

O pico de defasagem ocorre no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio, fases importantes de transição na vida escolar. No primeiro caso, os alunos deixam salas menores e com apenas um professor para entrar em uma etapa de maior exigência, muitas vezes acompanhada da troca de escola.

"Na primeira fase do ensino fundamental [do 1º ao 5º ano] o aluno tem uma rotina, menos professores, menos disciplinas e está acostumado com um ritmo na escola. No 6º ano pode acontecer de mudar de escola, então há uma adaptação, mais disciplinas e mais professores", afirma Adriana Aguiar, secretária de Educação do Tocantins e vice-presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).

Para especialistas, as principais causas desse atraso são a repetência e a evasão escolar, que refletem problemas estruturais e pedagógicos das escolas. "O fluxo escolar melhora quando há acompanhamento mais perto dos alunos, escolas menores e próximas às casas dos alunos, equipe escolar estável e programas de recuperação ao longo do período letivo", afirma José Marcelino Rezende Pinto, professor da Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da USP (Universidade de São Paulo), em Ribeirão Preto.

O pico de defasagem ocorre no 6º ano do ensino fundamental e no 1º ano do ensino médio, fases importantes de transição na vida escolar. No primeiro caso, os alunos deixam salas menores e com apenas um professor para entrar em uma etapa de maior exigência, muitas vezes acompanhada da troca de escola.

"Na primeira fase do ensino fundamental [do 1º ao 5º ano] o aluno tem uma rotina, menos professores, menos disciplinas e está acostumado com um ritmo na escola. No 6º ano pode acontecer de mudar de escola, então há uma adaptação, mais disciplinas e mais professores", afirma Adriana Aguiar, secretária de Educação do Tocantins e vice-presidente do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação).


 

http://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,coracao-de-leao-discute-as-receitas-para-ser-feliz,1513759

MEC suspende ProUni e Fies em 79 instituições de ensino superior


Instituições com índice de qualidade abaixo da média sofrem penalidades; faculdades têm 15 dias para apresentarem defesa

Agência Brasil 

O Ministério da Educação (MEC) abriu processo administrativo para punir 79 instituições de educação superior que obtiveram resultados insatisfatórios no Índice Geral de Cursos (IGC) e que não tenham assinado Termo de Saneamento de Deficiências do MEC. A decisão e a lista de instituições estão publicadas na edição desta quarta (18) do Diário Oficial da União.

As instituições têm 15 dias para apresentar defesa à Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC. As instituições com o índice considerado insuficiente ficam impedidas de firmar novos contratos do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), de participar de processo seletivo para oferta de bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) e do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec).

O IGC é um instrumento construído com base numa média das notas dos cursos de graduação e pós-graduação de cada instituição. Assim, sintetiza num único indicador a qualidade dos cursos de graduação, mestrado e doutorado da mesma organização de ensino. O índice tem notas de 1 a 5. Instituições com IGC 1 ou 2 estão abaixo da média e sofrem penalidades como suspensão de vestibulares e até fechamento do curso. O índice é divulgado anualmente pelo MEC.

Pâncreas biônico: tecnologia monitora açúcar no sangue e ajuda diabéticos


Pesquisadores da Universidade de Boston e do Massachusetts General Hospital, nos Estados Unidos, testaram com sucesso um “pâncreas biônico” em 20 adultos e 32 adolescentes com diabetes tipo 1. O aparelho é um dispositivo vestível que monitora continuamente os níveis de açúcar no sangue de um paciente e administra insulina automaticamente quando necessário.
 
O dispositivo é chamado de Bionic Pâncreas (pâncreas biônico) porque emula a função fisiológica do órgão, regulando a quantidade de insulina (que reduz os níveis de glicose no sangue) e de glucagon (que aumenta os níveis de glicose no sangue) injetada no corpo.
 
O conjunto em si tem três partes: duas bombas de tamanho de telefones celulares que administram insulina e glucagon, bem como um iPhone com um aplicativo para controlar via rede sem fio, utilizando algoritmos que ditam as injeções subcutâneas.
 
Os níveis de glicose são transmitidos a partir de uma pequena unidade de sensor/transmissor usado pela pessoa em um receptor, que, em seguida, passa os dados para o smartphone, onde um aplicativo utiliza algoritmo para decidir a dosagem de insulina ou o glucagon, que serão feitas com duas bombas de infusão pequenas a cada cinco minutos.
 
Produtos semelhantes já fornecem sistemas assistidos por smartphones projetados para ajudar as pessoas com diabetes a monitorar sua condição, mas o abrangente sistema do Bionic Pâncreas apresenta uma forma passiva de monitoramento, permitindo uma vida mais normal para o usuário.
 
Normalmente, quando as pessoas pensam em “tecnologia vestível”, lembram-se de gadgets como o Google Glass, FitBit ou do Samsung Galaxy Gear, mas uma das fronteiras mais importantes para esse tipo de tecnologia é exatamente no campo da medicina, no qual o pâncreas biônico pode se tornar uma das soluções mais conhecidas e utilizadas.
 
A equipe por trás do dispositivo espera poder apresentá-lo ao FDA (Food and Drug Administration. o órgão governamental dos EUA responsável pelo controle desse tipo de aparelho) para a revisão em 2016, na esperança de obter a aprovação para uso generalizado em 2017.
 
Via The Verge e Mashable

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Quadrinhos e super heróis

Andréa Marques - andrea@nota10.com.br
Diretora e Editora do Site Nota 10
Se fiz descobertas valiosas, foi mais por ter paciência do que qualquer outro talento.

Isaac Newton
Heróis e heroínas de histórias infantis possuem fraquezas e fragilidades, o que os tornam mais humanos e próximos da realidade de muitas crianças. Mais que um ótimo passatempo, essas personagens são grandes influenciadoras na formação da personalidade dos pequenos. Os quadrinhos e super heróis na vida de uma criança, além serem decisivos em sua formação, podem ter grande importância na imaginação e no incentivo pela leitura. Segundo Reginaldo Aparecido da Silva, fundador e diretor geral da RAS Empreendimentos, aproximando alunos da leitura, independentemente de ser uma leitura em quadrinhos, os faz ter um senso crítico e os transformam em leitores. São cada vez mais comuns escolas que adquirem gibitecas da RAS Empreendimentos com títulos da Panini e Maurício de Souza Produções, para seus alunos. Os gibis disponíveis são grandes influentes à leitura, que está diretamente ligada ao aprendizado. Os valores de ética, humildade e coragem são características sempre ressaltadas nos protagonistas. Na maioria das histórias, as personagens que estão passando por alguma dificuldade ou medo escolhem o caminho do bem, mesmo que o caminho certo seja o mais complicado.

Perda da memória

Os problemas relacionados à memória têm sido cada vez mais constantes, devido ao envelhecimento da população brasileira. O coordenador do Centro de Atenção à Memória do Núcleo de Neurologia do Hospital Samaritano de São Paulo, Renato Anghinah, destaca que nem sempre a perda da memória significa Doença de Alzheimer, como geralmente é associado, e ressalta a importância de contar com um diagnóstico diferencial. São diversas as alterações neurológicas que comprometem a memória. Os diagnósticos possíveis em distúrbios de memória podem ter causas primárias, como – sim - a doença de Alzheimer, demência por corpos de Lewy, demência Fronto-Temporal e causas secundárias, como causas vasculares, endócrinas, hematoma subdural, metabólica, tóxica, infecciosa (HIV, PRION, LUES), hidrocefalia de pressão normal, depressão e distúrbio do sono.

Direitos Humanos

A capital do Paraná, Curitiba, inaugurará o Centro de Referência em Direitos Humanos, um projeto que começa a ser desenvolvido pela Cáritas Brasileira em parceria com a Secretaria Nacional de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). O Centro será coordenado pela Cáritas Regional Paraná. A inauguração ocorrerá nesta quarta-feira (21), no Auditório do Asilo São Vicente de Paula, que fica na rua São Vicente, n.º 100, bairro Juvevê, a partir das 14h.

Calendário na Copa

As escolas particulares do Distrito Federal estão liberadas de cumprir o calendário proposto pela Lei Geral da Copa, durante o torneio mundial no próximo mês. A decisão, da 7.ª Vara da Fazenda Pública do DF, é resultado de ação judicial impetrada pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Distrito Federal (Sinepe). Em agosto do ano passado, a entidade conseguiu liminar na Justiça que proíbe o governo do DF de penalizar as escolas pelo não cumprimento do calendário de 31 dias de férias estabelecido na Lei Geral da Copa.

Proteção infantil

A imagem de uma criança acuada por um homem demonstrando poder com uma moeda em mãos simboliza a campanha “Copa das Meninas”, iniciativa da Plan International Brasil, organização não-governamental de desenvolvimento. A campanha quer alertar a população sobre a situação da proteção infantil durante a Copa do Mundo e a conscientização de turistas sobre o aumento da exposição e vulnerabilidade de crianças e adolescentes a situações de violência, principalmente a exploração sexual. Segundo a Universidade Brunel, da Inglaterra, somente na última Copa do Mundo (África do Sul – 2010) houve aumento de 63% nos casos de exploração sexual infantil.
A delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara (SP), prendeu na madrugada desta terça-feira uma quadrilha acusada de tráfico de drogas. Cinco pessoas foram presas, entre elas, o vereador com mandato na cidade de Bocaina, Fabiano Romão (PHS). 
O quebra-cabeça mais famoso do mundo assoprou 40 velinhas na segunda-feira, 19 de maio. Já faz quarenta anos que a invenção do arquiteto húngaro Ernö Rubik enlouquece tanto os grandes quanto os pequenos, com suas seis faces coloridas para alinhar.