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quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Piso dos professores deve ter reajuste de 7,97%, diz estudo da CNM
O piso nacional dos professores deve ser reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado hoje (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.
Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.
Para a CNM, a demora na divulgação do reajuste é uma das principais preocupações dos prefeitos brasileiros. Segundo a entidade, nos últimos dois anos, os valores só foram anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) no final de fevereiro. “Para o piso ser pago a partir de janeiro, o MEC deveria ter divulgado o respectivo porcentual, o que ainda não ocorreu”, diz o estudo.
“Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido”, ressalta o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.
A entidade defende ainda que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O MEC não se pronunciou sobre o assunto.
Mercado de educação internacional registra leve crescimento em 2012
Balanço realizado pela Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta), juntamente com agência de intercâmbio associadas, aponta que o mercado de educação internacional se manteve estável em 2012. Para o presidente da associação, Carlos Robles, o brasileiro tem percebido a importância de investir em estudos no exterior.
Duzentos e quinze mil brasileiros viajaram para estudar fora do país em 2011, mostra pesquisa feita pela Belta. Em 2012, a associação estima que este número, que ainda não foi fechado, alcance 280 mil estudantes. Este fator está atrelado ao Brasil conseguir leve crescimento econômico, mesmo com os efeitos da economia global, que sofreu com a crise na Europa, desaceleração na China, e período de recuperação nos Estados Unidos.
A diretora da agência Cultura Global Intercâmbio, Derci Jardim, diz que o brasileiro continua deixando tudo para última hora, porém está mais cauteloso quando o assunto é dinheiro. “O estudante está mais atento às mudanças do mercado financeiro, como as condições do câmbio, que atingem diretamente o seu bolso”, diz a diretora.
As agências também notaram que o público mudou. Segundo a coordenadora da World Study, Tuliany Teixeira, a agência passou a atender um perfil de estudante que procura por cursos mais curtos. “Nosso público passou a ser o estudante acima dos 22 anos e que procura por cursos de 4 a 8 semanas de duração”, completou Tuliany. Antes, a maior procura era por programas mais longos, com 12, 16 ou mais semanas.
O presidente da Belta destaca que apesar da maioria dos intercambistas ter entre 18 e 30 anos, em 2012, foi notada a presença de um público com idade mais avançada, acima dos 45 anos. “Estes estudantes têm se interessado por programas de idiomas aliado com algum curso adicional, como culinária, história da arte e até esportes específicos como golfe”, diz o presidente da associação.
Quando o assunto é destino, Canadá, Estados Unidos e Reino Unido lideram a lista dos países mais procurados. Mas há uma forte tendência, apontada por algumas agências, de que a Nova Zelândia e África do Sul despontem com grande procura em 2013. ”Na World Study a busca por cursos na África do Sul teve um aumento de 35% em relação a 2011”, diz a coordenadora. O país sul-africano vem crescendo como destino para estudar inglês e, ao mesmo tempo, atuar no campo de trabalho com estágios não remunerados.
O mercado de intercâmbio também sofreu com alguns acontecimentos que atrapalharam seu crescimento. As greves nas universidades brasileiras foram apontadas como questões que dificultaram o planejamento dos estudantes que pretendiam viajar ao exterior. Sem saber o momento exato de suas férias, os alunos não conseguiram programar antecipadamente as viagens e muitas vezes desistiram do intercâmbio.
As mudanças nas regras dos consulados também são outro fator que devem ser levados em consideração. Uma delas afetou diretamente quem pretendia viajar para a Nova Zelândia. O requerimento para o visto de estudante, que anteriormente era enviado para análise na embaixada neozelandesa em Brasília, não será mais realizado em nosso país. Os brasileiros agora devem enviar as solicitações para a Embaixada da Nova Zelândia em Washington o que, além de encarecer o processo, demora mais para ser analisado e reenviado ao Brasil.
As projeções para 2013, em geral, são muito boas. Com grandes eventos se aproximando, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, a Belta estima que o crescimento siga entre 20% e 25% em 2013.
Para Flavio Cruzoé, diretor da BEX, Brazilian Enchange, os cursos de curta duração direcionados a jovens profissionais deverão movimentar o mercado. “As escolas estão focando em cursos curtos para profissionais e em áreas específicas. Creio que essa seja a tendência para 2013”, diz o diretor.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou o Valor de bolsas
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgou no dia 11 no Diário Oficial da União os valores de benefícios que poderão ser pagos a brasileiros que forem ao exterior para estudar e a quem venha ao Brasil pelo mesmo motivo. A publicação inclui bolsas de graduação, pós-graduação e também de especialização para professores da educação básica. Para obter uma dessas bolsas é preciso se candidatar de acordo com as regras dos editais de seleção da Capes, disponíveis no site. As bolsas para brasileiros que forem ao exterior podem chegar a US$ 5 mil mensais (professores de ensino superior que forem para os EUA). Para estudantes de graduação, o valor é 870 dólares, euros ou libras, dependendo do país. Já para doutorandos, a quantia chega a 1,3 mil nas mesmas moedas. A Capes pode auxiliar com as despesas de instalação, por meio de um benefício no mesmo valor da bolsa obtida.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
É possível morrer de susto?
Saiba como o corpo reage na hora do susto e quais as consequências desta reação física para a saúde
Chris Bertelli , iG São Paulo
De um segundo para o outro, o rosto perde a cor, os olhos ficam arregalados, as pupilas dilatam, os pelos do corpo se eriçam e o coração bate num ritmo mais acelerado. Todas essas sensações podem vir acompanhadas de um grito involuntário e, em alguns casos, perda dos sentidos e desmaio.
Nesta semana, uma brincadeira exibida no programa Silvio Santos mostrou a reação de diversas pessoas ao se depararem com uma menina caracterizada como um fantasma e virou hit na internet.
“O susto é um evento biológico intenso e hiperagudo. O cérebro entende que está em perigo e aciona o alarme: o sistema de luta ou fuga. O corpo, então, ativa uma série de mecanismos para se preparar para o confronto ou para a fuga rápida”, explica o neurologista Leandro Teles.
Leia mais: Por que as pessoas desmaiam de emoção?
O interessante, observa o médico, é que a resposta fisiológica (física e mental) na hora do susto ocorre da mesma maneira, seja uma ameaça real (um assalto, um tiroteio, um acidente), ou uma brincadeira – como foi o caso apresentado no programa do SBT.
A primeira reação é uma grande descarga de adrenalina na corrente sanguínea, que vai deixar o organismo em alerta, fazendo o coração bater mais rápido e elevando a pressão arterial. Em pessoas saudáveis, o susto raramente pode levar a um quadro mais grave do que um desmaio. Após cinco ou 10 minutos, quando a quantidade de adrenalina no corpo diminui, o ritmo respiratório vai voltando ao normal até atingir a calma. No entanto, pessoas com doenças cardíacas podem estar em sério risco.
“Para quem já tem algo, como um problema no coração ou até pressão alta, esse é exatamente o tipo de situação que pode trazer piora, ou gerar uma alteração importante, porque causa desequilíbrio no corpo e traz consequentes prejuízos à saúde”, explica Cesar Jardim, cardiologista e supervisor do pronto-socorro do Hospital do Coração, em São Paulo.
Leia mais sobre os riscos da hipertensão na Enciclopédia da Saúde
O susto pode resultar em um infarto ou até em morte súbita. A adrenalina faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, o que estreita a passagem do sangue. Se já houver um quadro de hipertensão, essa elevação abrupta da pressão pode causar um acidente vascular cerebral (AVC) . O batimento acelerado pode ainda predispor a um quadro de arritmia cardíaca .
Reprodução
Cenas da pegadinha de Silvio Santos, que ganhou repercussão internacional
Além disso, há um enorme número de pessoas que desconhecem as próprias condições de saúde e, embora acreditem ser saudáveis, podem estar com os vasos sanguíneos comprometidos ou ter alterações musculares cardíacas importantes.
“Quem tem fatores de risco como tabagismo, diabetes, sedentarismo ou histórico familiar, por exemplo, pode ser doente coronariano e não saber disso. Essa pessoa tem chance de ter um infarto no mesmo momento do susto”, alerta João Vicente, cardiologista do Hospital São Luiz, de São Paulo. Em alguns casos, pode haver morte súbita, embora essa condição seja mais rara.
O susto também pode ter um impacto emocional importante. Logo após o medo intenso, pode surgir vontade de chorar ou raiva. Dependendo da intensidade do que foi vivido, a pessoa pode desenvolver estresse pós-traumático, uma condição que vai se manifestar geralmente como ansiedade, maior sensibilidade ou até depressão .
“Parece uma brincadeira inofensiva, mas pode levar a um alto grau de estresse. No caso do vídeo, por exemplo, pode levar um tempo até que aquelas pessoas entrem num elevador novamente sem sentirem, no mínimo, um desconforto”, explica a psicóloga Cláudia Santos Silva.
Conheça as principais manifestações do susto no corpo e saiba por que o organismo reage assim:
Palidez no rosto e nas extremidades – o sangue passa a circular menos nas extremidades e na pele, sendo direcionado para o cérebro e para os demais órgãos essenciais do corpo.
Olhos arregalados e pupilas dilatadas – esse mecanismo permite que a pessoa veja melhor o todo sem se ater a detalhes. Isso ajuda na tomada de decisão (lutar ou fugir).
Grito involuntário – os especialistas acreditam que essa é uma herança biológica dos nossos antepassados que, ao se depararem com algum perigo, gritavam para afastar o inimigo em potencial.
Tremor – o excesso de adrenalina no corpo pode causar tremedeira, que deve passar em 10 minutos.
Pelos eriçados – possivelmente mais uma herança biológica. Os pelos eriçados dão a impressão de que aquela pessoa é maior do que realmente é.
Contração muscular (sobressalto) – a musculatura se contrai e fica pronta para fugir ou lutar. Quando não nenhuma das duas opções, a pessoa se encolhe.
Entenda:
Como ocorre o frio na barriga
Como ocorre o soluço
Como é a ressaca no corpo
Minas Gerais amplia liderança em olimpíada de matemática da rede pública
Estado conquistou 154 medalhas de ouro na competição entre alunos de escolas públicas de 2012
Tatiana Klix - iG São Paulo
Estudantes de Minas Gerais ampliaram seu domínio na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) em 2012. Conforme o resultado divulgado nesta sexta-feira , dia 30, o Estado conquistou 152 medalhas de ouro, das 500 distribuídas. Na competição realizada desde 2005 para incentivar o estudo de matemática, Minas lidera o quadro de medalhas na comparação com outros Estados desde a terceira edição e este é o melhor resultado já conquistado.
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Ao todo, Minas Gerais já ganhou 726 ouros desde 2005, sendo os dois melhores resultados obtidos nos últimos anos: 113 (2010) e 111 (2011) . São Paulo liderou a competição nas duas primeiras edições com 67 (2005) e 74 (2006) medalhas de ouro.
Em 2012, os mineiros ainda receberam 229 medalhas de prata, entre as 900 concedidas e outras 946 de bronze, das 3.100 que a olimpíada distribui. O segundo Estado mais premiado foi São Paulo, com 110 medalhas de ouro, 226 de prata e 750 de bronze. Rio de Janeiro aparece em terceiro lugar em conquistas, com 43 ouros, 84 pratas e 176 bronzes.
Além de premiar alunos com medalhas de acordo com os três níveis de participação (nível 1: alunos do 6º ou 7º ano do ensino fundamental; nível 2: alunos do 8º ou 9º ano; e nível 3: alunos matriculados em qualquer ano do ensino médio), a Obmep dá 46.200 certificados de menção honrosa a estudantes.
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Participaram do torneio educacional mais de 19 milhões de alunos de 46.728 escolas. Com base nos resultados na 2ª fase da olímpiada, realizada no dia 15 de setembro, ainda foram premiados professores, escolas e secretarias de educação.
Entre as escolas que se destacaram este ano, como tradicionalmente acontece, três colégios militares lideram em conquistas de ouros: do Rio de Janeiro (18), Brasília (15) e Porto Alegre (13). Se não forem levadas em consideração as escolas da rede federal , o melhor resultado de uma instituição ocorreu no sertão da Paraíba: a Escola de Ensino Fundamental Cândido de Assis Queiroga, de Paulista, recebeu quatro medalhas de ouro, uma de prata e duas de bronze. No mesmo município, que tem apenas 12 mil habitantes, a escola José Jerônimo Neto, levou uma medalha de ouro, uma prata e uma de bronze.
Menos ouros para Cocal dos Alves
O município de Cocal dos Alves , no Piauí, que foi destaque nas duas últimas edições por conquistar muitas medalhas, continua com bons resultados, mas recebeu apenas um ouro. As demais conquistas foram uma medalha de prata e oito de bronze. Em 2011, alunos cocalalvenses receberam três ouros, duas pratas e cinco bronzes. Em 2010, foram quatro de ouro, três de prata e cinco de bronzes.
Piauí: Em Cocal dos Alves nada é mais importante que competições
Heptacampeões
Nesta edição, dois estudantes do 3º ano do ensino médio conquistaram uma marca inédita na olimpíada: sete medalhas de ouro em sete participações, desde o 6º ano do ensino fundamental até o 3º ano do ensino médio. Os heptacampeões da matemática brasileira são os estudantes Henrique Gasparini Fiuza do Nascimento, de 16 anos, do Colégio Militar de Brasília, e André Macieira Braga Costa, de 17 anos, do Colégio Militar de Belo Horizonte.
Os resultados completos da Obmep 2012 serão divulgados no site www.obmep.org.br .
Região Norte tem apenas 13 escolas de elite no ensino médio
Maioria das escolas com média superior a 600 no Enem 2011, considerada uma nota que retrata excelência, ficam no Sudeste. Desigualdades atingem todas as redes de ensino
Priscilla Borges - iG Brasília
Os sete estados da Região Norte têm juntos apenas 13 escolas de ensino médio que podem ser consideradas de elite. As instituições fazem parte do grupo de 974 colégios que atingiram médias gerais (das provas objetivas) superiores a 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011. Essas unidades de destaque representam somente 3,6% das escolas brasileiras.
As notas das escolas no Enem 2011 foram apresentadas na semana passada pelo Ministério da Educação. Apenas as médias obtidas por 10.076 escolas (40,56% do total de participantes) foram divulgadas. Os colégios com menos de 10 alunos inscritos no exame ou com participação de menos de 50% de seus alunos não tiveram as médias conhecidas.
Apesar de não mostrar a realidade de todas as escolas – nem ser o únicos e mais completo indicador para avaliar a qualidade delas – o resultado do Enem em 2011 confirma que as desigualdades regionais do País, já conhecidas na oferta educacional, não se restringem a nenhuma rede de ensino.
O iG analisou as médias divulgadas pelo MEC e fez um recorte a partir da nota exigida dos estudantes que querem tentar uma bolsa no Programa Ciência sem Fronteiras, por exemplo. O governo considera que uma nota a partir de 600 no exame demonstra excelência do candidato. Essa é também a média que poderia ser considerada equivalente a de países desenvolvidos .
Mesmo na rede privada, considerada, em geral, de melhor qualidade do que a pública (seja porque seleciona seus alunos, seja pela cobrança feita pelos pais), as diferenças entre Estados e regiões são imensas. Em toda a região Norte, há 13 escolas nessas condições. Apenas uma é pública (e federal). Amapá e Roraima não possuem colégios com média superior a 600.
A maioria das escolas brasileiras que oferece ensino médio – 26.944, segundo o Censo Escolar de 2011 – está longe do desempenho ideal. Acima de 600 pontos, há 974 escolas. Destas, 898 são privadas, 55 são federais, 20 estaduais e uma é municipal, a Escola Técnica de Paulínia, em São Paulo. O Estado, aliás, possui a maior quantidade de unidades de elite: 336.
Concentração
A região Sudeste concentra a maior parte das escolas de bom rendimento. São 695 colégios com desempenho superior a 600 na média das provas objetivas. A quantidade de toda a região Norte chega somente a metade do número de escolas de elite do Estado com menos colégios de desempenho excelente no Sudeste, o Espírito Santo, que possui 25. Desse total, seis são institutos federais e o resto é da rede privada.
Diferentemente do que ocorre na região Norte, esses colégios estão mais distribuídos pelo território estadual e não se concentram nas capitais. Em São Paulo, das 336 escolas de melhor rendimento, 318 são da rede privada, 16 escolas técnicas estaduais, uma federal e uma municipal.
A região Nordeste, mesmo com o maior número de Estados, não conseguiu ultrapassar a quantidade de escolas de excelência da região Sul. A primeira reúne 105 colégios com mais de 600 pontos e a segunda, 116. Alguns estados nordestinos têm poucos estabelecimentos de elite. Alagoas só possui três (todos privados), assim como o Maranhão.
Para poucos: Colégios da elite do Enem têm poucas turmas e fazem vestibulinho
A Paraíba tem quatro privadas nessa condição. O Rio Grande do Norte e Sergipe, seis cada um (dois institutos federais no Rio Grande do Norte). Piauí tem 14 escolas privadas de destaque e Pernambuco mais 15 colégios, sendo dois federais. O Ceará tem 20 e a Bahia é o estado com mais escolas de excelência: 34. Apenas uma é federal, o Colégio Militar de Salvador, mas todas estão bem distribuídas entre outras cidades.
Na região Centro-Oeste, só 45 colégios tiveram o desempenho de ponta. Do total, 23 fica em Goiás e 11 no Distrito Federal.
Pública X privada
As diferenças entre o desempenho médio das escolas públicas e das privadas também se reflete na média geral das provas objetivas. De acordo com o Ministério da Educação, os estudantes que estavam concluindo o ensino médio e fizeram as provas objetivas ficaram com uma média de 494,6 pontos .
Considerando essa pontuação, 6.077 escolas do total de 10.076 (as que tiveram as notas divulgadas) tiveram desempenho superior a essa média. Delas, 4.476 escolas são privadas, 1.348 são estaduais, 183 federais e 70 municipais.
Opinião: O jogo do perde e perde da divulgação das notas do Enem
Apesar de nem todas as escolas do País terem participado do Enem e menos da metade ter as notas divulgadas, as diferenças no desempenho impressionam. O País possui 7.791 colégios privados e, por esse critério, quase 60% teve desempenho acima da média. A situação no caso das estaduais, responsáveis pela maioria das matrículas do ensino médio no País, é a inversa.
Há 18.381 colégios estaduais no Brasil. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos deles participaram do Enem, mas 4.968 tiveram médias divulgadas. As que ficaram acima da média representam apenas 7,33% do total. No caso das federais, por sua vez, 55,8% ficaram com nota acima da média: 183 escolas das 199 cujas médias foram divulgadas.
Confira a distribuição de escolas com médias superiores a 600 pontos por Estado:
Acre: uma escola (privada)
Amapá: não tem
Amazonas: quatro escolas (privadas)
Alagoas: três escolas (privadas)
Bahia: 34 escolas (uma federal)
Ceará: 20 escolas (uma federal)
Distrito Federal: 11 escolas (privadas)
Espírito Santo: 25 escolas (seis federais)
Goiás: 23 escolas (uma federal)
Maranhão: três escolas (privadas)
Minas Gerais: 186 escolas (175 privadas e 11 federais)
Mato Grosso do Sul: nove escolas (uma federal)
Mato Grosso: duas escolas (privadas)
Pará: três escolas (uma federal)
Rondônia: duas escolas (privadas)
Roraima: não tem
Paraíba: quatro escolas (privadas)
Pernambuco: 15 escolas (duas federais)
Piauí: 14 escolas (privadas)
Paraná: 38 escolas (29 privadas e oito federais)
Rio de Janeiro: 148 escolas (131 privadas, 16 federais e uma estadual)
Rio Grande do Norte: seis escolas (duas federais)
Rio Grande do Sul: 51 escolas (45 privadas, quatro federais e duas estaduais)
Santa Catarina: 27 escolas (privadas)
Sergipe: seis escolas (privadas)
São Paulo: 336 escolas (318 privadas, 16 estaduais, uma federal e uma municipal)
Tocantins: três escolas (privadas)
Dilma veta trecho da lei dos royalties do petróleo que altera contratos vigentes
Presidenta também encaminhará medida provisória ao Congresso com mudanças na lei, na qual tentará resgatar repasse de 100% dos royalties futuros para a educação
iG São Paulo
A presidenta Dilma Rousseff vetou nesta sexta-feira o artigo da nova lei dos royalties do petróleo que alterava a divisão das receitas provenientes dos campos atualmente em exploração. Além de alterar este item do projeto, Dilma anunciou que encaminhará uma medida provisória ao Congresso para resgatar o repasse de 100% dos royalties futuros para a educação, numa tentativa de reverter a derrota sofrida pelo governo na votação da proposta no Legislativo.
Entenda: Câmara rejeita repasse de 100% dos royalties para educação
Saiba mais: Estados produtores protestam para cobrar veto de Dilma sobre royalties
Reação: Governadores reúnem bancadas para derrubada de veto à divisão de royalties
A decisão sobre a manutenção dos contratos vigentes já era esperada desde o meio desta semana e ocorre após a presidenta se posicionar em favor do uso "responsável" dos royalties. A decisão também atende às pressões conduzidas nas últimas semanas por Estados produtores, em especial Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Com o veto de Dilma, continuará valendo, nas áreas em que já há concessão, a regra atual para a exploração do petróleo. A mudança na distribuição dos recursos valerá somente para contratos futuros, o que inclui campos de exploração como o pré-sal.
Dilma convocou ministros para uma reunião no Palácio do Planalto e incumbiu a equipe de formalizar o anúncio do veto. Foram chamados os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Minas e Energia, Edison Lobão; das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; e da Educação, Aloizio Mercadante.
Gleisi esclareceu que o governo procurou resguardar integralmente a distribuição dos recursos aprovada pelo Congresso, embora tenha optado por alterar as regras para sua aplicação. “O veto colocado ao artigo terceiro resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a readequação, ou seja, a redistribuição dos percentuais dos royalties”, disse Gleisi. “A presidenta procurou conservar em sua maioria as deliberações do Congresso Nacional, garantindo contudo a distribuição de recursos para a educação brasileira.”
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acrescentou que Dilma procurou preservar o "patrimônio brasileiro", sem que isso signifique uma afronta ao Congresso Nacional. "Não há nenhum desapreço ao Congresso Nacional com esse veto." Segundo ele, a decisão da presidenta procurou evitar que a lei não interfira no "direito adquirido". "O que o governo agora faz é em complemento àquilo que nos veio do Poder Legislativo. A nosso ver, há uma inconstitucionalidade de alguns artigos, em especial o artigo terceiro ( que altera a regra para contratos em concessão )", emendou Lobão.
Como o veto à lei foi parcial, o governo poderá poderá fazer leilões por esse modelo já em 2013. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o primeiro leilão de partilha será feito em novembro do próximo ano.
Educação
A proposta do governo federal de destinar a aplicação de royalties futuros na educação já havia sido derrubada no Congresso durante a tramitação do projeto. Mercadante comemorou a insistência do Planalto em levar o assunto a apreciação no Legislativo. De acordo com o ministro, 50% de todo o rendimento do Fundo Social, que receberá parte dos royalties, também será destinado para educação.
"Só a educação vai fazer com que o Brasil seja uma nação efetivamente desenvolvida. Se o petróleo e o pré-sal são o passaporte para a educação, não há futuro melhor do que investir na educação", disse o ministro.
*Com informações da Agência Estado
iG São Paulo
A presidenta Dilma Rousseff vetou nesta sexta-feira o artigo da nova lei dos royalties do petróleo que alterava a divisão das receitas provenientes dos campos atualmente em exploração. Além de alterar este item do projeto, Dilma anunciou que encaminhará uma medida provisória ao Congresso para resgatar o repasse de 100% dos royalties futuros para a educação, numa tentativa de reverter a derrota sofrida pelo governo na votação da proposta no Legislativo.
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A decisão sobre a manutenção dos contratos vigentes já era esperada desde o meio desta semana e ocorre após a presidenta se posicionar em favor do uso "responsável" dos royalties. A decisão também atende às pressões conduzidas nas últimas semanas por Estados produtores, em especial Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Com o veto de Dilma, continuará valendo, nas áreas em que já há concessão, a regra atual para a exploração do petróleo. A mudança na distribuição dos recursos valerá somente para contratos futuros, o que inclui campos de exploração como o pré-sal.
Dilma convocou ministros para uma reunião no Palácio do Planalto e incumbiu a equipe de formalizar o anúncio do veto. Foram chamados os ministros da Casa Civil, Gleisi Hoffmann; de Minas e Energia, Edison Lobão; das Relações Institucionais, Ideli Salvatti; e da Educação, Aloizio Mercadante.
Gleisi esclareceu que o governo procurou resguardar integralmente a distribuição dos recursos aprovada pelo Congresso, embora tenha optado por alterar as regras para sua aplicação. “O veto colocado ao artigo terceiro resguarda exatamente os contratos estabelecidos e também tem o objetivo de fazer a readequação, ou seja, a redistribuição dos percentuais dos royalties”, disse Gleisi. “A presidenta procurou conservar em sua maioria as deliberações do Congresso Nacional, garantindo contudo a distribuição de recursos para a educação brasileira.”
O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, acrescentou que Dilma procurou preservar o "patrimônio brasileiro", sem que isso signifique uma afronta ao Congresso Nacional. "Não há nenhum desapreço ao Congresso Nacional com esse veto." Segundo ele, a decisão da presidenta procurou evitar que a lei não interfira no "direito adquirido". "O que o governo agora faz é em complemento àquilo que nos veio do Poder Legislativo. A nosso ver, há uma inconstitucionalidade de alguns artigos, em especial o artigo terceiro ( que altera a regra para contratos em concessão )", emendou Lobão.
Como o veto à lei foi parcial, o governo poderá poderá fazer leilões por esse modelo já em 2013. Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o primeiro leilão de partilha será feito em novembro do próximo ano.
Educação
A proposta do governo federal de destinar a aplicação de royalties futuros na educação já havia sido derrubada no Congresso durante a tramitação do projeto. Mercadante comemorou a insistência do Planalto em levar o assunto a apreciação no Legislativo. De acordo com o ministro, 50% de todo o rendimento do Fundo Social, que receberá parte dos royalties, também será destinado para educação.
"Só a educação vai fazer com que o Brasil seja uma nação efetivamente desenvolvida. Se o petróleo e o pré-sal são o passaporte para a educação, não há futuro melhor do que investir na educação", disse o ministro.
*Com informações da Agência Estado
Brasileiros e britânicos dividem os pódios no primeiro dia da natação
Foram disputadas oito finais nesta sexta, na piscina olímpica (50 metros) do Complexo Esportivo do Verdão
Secom-MT
Delegação convidada para disputar as Olimpíadas Escolares Cuiabá 2012, a Grã-Bretanha dividiu o pódio com os atletas brasileiros na tarde de sexta-feira, dia 30, na estreia da natação. O Embaixador Britânico no Brasil desde dezembro de 2008, Alan Charlton, o diretor do Departamento de Esporte de Base e Alto Rendimento do Ministério do Esporte, André Arantes, e o Gerente de Esportes e Serviços das Olimpíadas Escolares, André Mattos, entre outras autoridades, acompanharam o evento in loco.
Foram disputadas oito finais nesta sexta, na piscina olímpica (50 metros) do Complexo Esportivo do Verdão, em Cuiabá (MT). A equipe britânica somou cinco ouros e uma prata nas sete provas que disputou – a exceção foi Nathan Theodoris, que ficou em quarto lugar nos 50m livre. No pódio, por ser uma competição nacional, os britânicos dividiram o pódio com atletas brasileiros.
Logo na primeira prova a nadadora olímpica Jessica Ashley Lloyd venceu os 50m livre com a marca de 26s46. “Essa é a minha primeira vez no Brasil. É ótimo conhecer uma cultura nova. Está superando as expectativas”, disse a jovem de 17 anos, que fez parte da equipe britânica finalista do revezamento 4x100m livre nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, quando o time da casa alcançou a quinta colocação, com 3m37s02.
“Disputar os Jogos Olímpicos em casa foi muito além das expectativas. Eram mais de 15 mil pessoas torcendo por nós. Foi uma experiência única”, disse Jessica, que ainda ajudou a equipe britânica a conquistar a medalha de ouro no revezamento 4x100m livre em Cuiabá e ainda vai nadar os 100m e 200m livre. “Sou especialista nos 100m livre. Espero subir novamente no pódio amanhã (sábado)”.
A seleção da Grã-Bretanha conseguiu ainda a primeira colocação com Helena Sheridan, que venceu os 100m borboleta, com 1min01s40; Matthew Ian Johson nos 1.500m livre, com a marca de 15min e nos revezamentos 4x100m livre masculino (além de Matt, a equipe britânica conta com Harry John Stanley, James George Guy Ackland e Nathan Keith Theodoris) e feminino. Jessica e Helena tiveram a companhia de Danielle Lowe e Natasha Claire Hofton para subir no alto do pódio.
O carioca Luiz Altmir Lopes melo, de 16 anos, e que disputa a sua quinta Olimpíada Escolar estava entusiasmado ao dividir o pódio com o britânico James Guy nos 100m borboleta. “Disputo as Olimpíadas Escolares desde que tenho 12 anos e essa é a primeira vez que tem uma equipe europeia na competição. Isso mostra o quanto o nosso esporte está evoluindo. Esse intercâmbio é muito importante. A gente aprende com eles e eles aprendem conosco”, disse o medalhista de prata da prova.
Seis novos recordes de campeonato foram batidos na tarde desta sexta. Quatro nas provas individuais: Pedro França Vieira, do Colégio Amorim (SP) conseguiu a melhor marca nos 100m borboleta, com 54s63; Matheus Santana, do Colégio Legrand (RJ), venceu os 50m livre com 23s21; Giovanna Dorigon fez 1min03s26 nos 100m borboleta; e Bianca Giacon Avella venceu os 800m livre com 9min04s38.
A equipe feminina de São Paulo do revezamento 4x100m livre marcou 3min58s55, nova marca da competição e a equipe masculina do Rio de Janeiro venceu a mesma prova com 3min31s22. Neste sábado, as provas eliminatórias estão marcadas para as 9 horas e as finais serão às 16 horas, sempre na piscina do Complexo Esportivo do Verdão.
Alunos avaliam matemática como prova difícil do vestibular da Uece
G1
Após duas horas de provas, os primeiros candidatos deixam as salas onde são realizadas as provas do vestibular da Universidade Estadual do Ceará (Uece), neste domingo (2). Na avaliação dos alunos entrevistados pelo G1, matemática é a disciplina mais difícil na primeira fase do exame.
“Gostei de todas as provas, menos matemática, foi a mais difícil, sem dúvida”, avalia a estudante Sara Coutinho, de 16 anos, que faz o vestibular pela primeira vez. Ela tenta entrar na faculdade de nutrição.
“História e biologia estavam bem legais, com nível equilibrado, já em matemática acho que fui mal. Espero que meu desempenho nas outras disciplinas compensem a parte ruim de matemática”, diz Rodrigo Menezes, de 17 anos.
Já Roberto Marcos, de 17 anos, candidato a uma vaga no curso de educação física, diz que, apesar da dificuldade da prova de matemática, se preparou e se saiu bem. “Os professores sempre alertam que matemática normalmente é o que pega no pé dos alunos, aí eu me preparei bem. Deu para resolver todas as questões. Estou esperando o gabarito agora”, diz.
Nesta etapa, todos os candidatos terão que responder 60 questões objetivas das disciplinas do ensino médio: língua portuguesa (14), língua estrangeira (6), geografia (6), história (6), matemática (10), física (6), química (6) e biologia (6). Os alunos mais bem avaliados se classificam para a segunda fase, cuja prova será em 12 de dezembro. A prova deste domingo começou às 9h e os alunos têm até 13h para resolver 60 questões.
A Uece disponibiliza 2.205 vagas em sete cidades do Ceará. O curso mais concorrido é o de medicina, que tem 40 vagas e 3.338 pessoas inscritas.
Governo federal orienta políticas públicas sobre educação alimentar
Agência Brasil
Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde (MS) e da Educação (MEC) lançaram hoje (30) o Marco de Referência em Educação Nutricional e Alimentar, documento oficial para guiar as políticas públicas sobre educação alimentar e nutricional.
De acordo com o MDS, o objetivo é consolidar práticas e conceitos da educação alimentar e permitir uma atuação multidisciplinar sobre as políticas que promovem o direito a uma alimentação adequada, previsto na Constituição e em tratados internacionais.
O Marco de Referência servirá de base para a revisão do Guia Alimentar da População Brasileira, publicado pelo MDS em 2006 e atualmente em fase de atualização.
Além disso, o espaço virtual Ideias na Mesa, primeiro desdobramento do Marco de Referência, entrou no ar. Destinado à discussão permanente sobre educação alimentar e nutricional, a rede virtual foi criada para compartilhar experiências de pessoas, instituições do governo e organizações da sociedade civil.
O Marco de Referência foi criado a partir de discussões entre representantes dos três ministérios, de universidades e da sociedade civil. De acordo com a Secretaria de Segurança Alimentar e Nutricional do MDS, o aumento da renda média do brasileiro não significou melhoria na qualidade dos alimentos consumidos pelas famílias.
Para a secretaria, no momento atual, é importante incentivar o debate sobre o que o brasileiro consome, como a qualidade da alimentação reflete na saúde dos brasileiros e qual é a melhor forma de abordar as questões ligadas à alimentação na elaboração e execução de políticas públicas.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Alunos da rede pública alcançaram no Enem uma média de 474,2 pontos em 2011
Foram divulgados nesta quinta-feira, 22, os dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) por escola, referentes à edição de 2011. Foi de 474,2 pontos a média nacional dos cerca de 891 mil alunos da rede pública que fizeram a prova em 2011, enquanto os quase 247 mil alunos de escolas particulares alcançaram a média foi 569,2 pontos.
Ao apresentar os dados, acompanhado do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, frisou que os resultados do Enem por Escola 2011 servem somente como um diagnóstico.
“É para que cada escola do Brasil possa fazer uma análise pedagógica bem criteriosa de como seus estudantes evoluíram”, salientou o ministro. “O Enem não é um ranking entre as escolas. Ele é insuficiente como instrumento de avaliação do estabelecimento. O Enem avalia o aluno. Não podemos comparar as escolas, com naturezas distintas. Por exemplo, a maioria das escolas do Brasil são de portas abertas. No entanto, escolas que selecionam os ingressantes tendem a ter um desempenho melhor”, pontuou Mercadante.
A metodologia utilizada para calcular os resultados do Enem por Escola é semelhante à usada na Prova Brasil e só levou em consideração, para fins de divulgação, escolas com no mínimo 10 participantes no Enem e 50% de taxa de participação dos concluintes do ensino médio. Segundo o ministro, o método foi “o mais objetivo possível” e por isso a média final levou em conta somente as quatro provas objetivas.
Com este perfil, foram consideradas 10.076 escolas, o que representa 40,56% do universo total do exame. Não foram incluídas na média nacional 1.185 escolas com menos de 10 participantes e 13.581 que tiveram índice de participação menor do que 50%. Do total de escolas contempladas, 199 eram federais, 4.968 estaduais, 111 municipais e 4.798 privadas.
Segundo Mercadante, o MEC está planejando um seminário com as melhores escolas do país, tanto públicas e privadas, para contribuir com o conjunto da rede de ensino brasileira. “Queremos trocar experiências para estimular as outras escolas”, contou.
Cotas – O ministro aproveitou os dados do Enem por Escola 2011 para fazer uma projeção com base na lei de cotas sociais e raciais, que entrará em vigor no ano que vem. Ele observou que, do total de 891 mil candidatos da rede pública, os 37,5 mil concluintes do ensino médio com melhor desempenho, que corresponderiam aos 12,5% favorecidos pela lei, alcançaram em 2011 uma média de 630,4 pontos – bem superior à média nacional de 474,2 pontos.Segundo Mercadante, o MEC está planejando um seminário com as melhores escolas do país, tanto públicas e privadas, para contribuir com o conjunto da rede de ensino brasileira. “Queremos trocar experiências para estimular as outras escolas”, contou.
Enade teve comparecimento de 80% dos quase 590 mil inscritos
O Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) foi aplicado neste domingo (25), em todo o país, com a participação de 469.478 de estudantes concluintes de cursos superiores de graduação ou tecnológicos. Esse número corresponde a 79,9% dos 587.351 estudantes habilitados e inscritos pelas respectivas instituições de educação superior para participar da prova. No total, houve 118.056 estudantes ausentes, caracterizando, portanto, uma abstenção de 20,1%.
Em 2012 foram avaliados estudantes concluintes dos cursos de bacharelado em administração, ciências contábeis, ciências econômicas, comunicação social, design, direito, psicologia, relações internacionais, secretariado executivo, turismo, e dos cursos superiores tecnologia em gestão comercial, gestão de recursos humanos, gestão financeira, logística, marketing e processos gerenciais.
Entre as áreas avaliadas, psicologia foi a que registrou o menor índice de abstenção (11,2%). A seguir, vieram direito e secretariado executivo, cujos alunos ausentes foram, em ambos os casos, 15,4%. Já o curso com maior número de faltosos foi o de tecnologia em marketing, com 31% de abstenção.
Aplicação – A aplicação do Enade 2012 ocorreu com tranquilidade em todo o Brasil. A única ocorrência registrada foi na Universidade Anhanguera (Uniderp), de Campo Grande, onde faltou energia no horário da prova. Dos 2.557 estudantes inscritos naquela instituição, 1.779 fizeram a prova (70%), 652 estiveram ausentes (25%) e 126 assinaram a lista de presença e foram liberados da prova.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) acompanhou a situação. A assinatura da lista de presença garante aos alunos a continuidade do processo e o recebimento do diploma.
O Enade é componente curricular obrigatório. O concluinte dos cursos avaliados em 2012 que não compareceu à prova no domingo e, portanto, não assinou a lista de presença e o cartão de resposta, sem amparo pelos critérios de dispensa previstos nas portarias normativas de números 40/2007 e 6/2012, fica em situação irregular junto ao Enade e não poderá concluir o curso de graduação.
As provas e os gabaritos do Enade 2012 deverão ser divulgados pela página do Inep na internet na próxima quarta feira, 28/11. Até 25 de dezembro de 2012, será aberto o acesso eletrônico ao relatório dos estudantes em situação regular junto ao Enade 2012, o que permitirá às instituições registrar no histórico escolar do estudante a sua situação.
Prazo para homologar pedido de encerramento do Fies vai até o dia 30
Estudantes que pediram no Sistema Informatizado do Fies (SisFies), até 15 de novembro, o encerramento antecipado do contrato de crédito do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) têm prazo até a próxima sexta-feira, 30, para comparecer ao agente financeiro (Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil) e assinar o pedido. Quem não cumprir o prazo terá sua solicitação cancelada.
Estabelecido pela Resolução n.º 7/2012 do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), publicada no Diário Oficial da União no dia 12 de novembro, o prazo para assinar o pedido do encerramento no banco até dia 30 é excepcional para este mês. O prazo usual para ir ao agente financeiro é de cinco dias, a contar do terceiro dia útil a partir da data da confirmação do pedido de encerramento no SisFies.
Opções – O aluno que não assinar o documento no agente financeiro até o dia 30 terá que esperar até janeiro para fazer novo pedido, pois a solicitação não pode ser feita em junho e dezembro.
Para pedir o encerramento antecipado do financiamento do Fies, o estudante deve entrar no módulo respectivo no SisFies, até o 15.º dia dos meses de janeiro a maio e de julho a novembro, e escolher uma das quatro opções disponíveis, que vão desde a liquidação imediata do saldo devedor até a permanência nas respectivas fases do financiamento, na forma originalmente contratadas.
Após fazer a solicitação e receber a confirmação do pedido no SisFies, o aluno precisa procurar o agente financeiro para assinar a solicitação. Será necessária a assinatura do fiador, caso o estudante tenha optado pela fiança convencional ou fiança solidária.
Notas dos estudantes do ensino médio pioram no Enem 2011
Média das provas objetivas ficou em 494,6 pontos, quase 17 pontos a menos que em 2010. Desempenho em ciências da natureza e ciências humanas despencou
Priscilla Borges - iG Brasília
As médias dos estudantes no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caíram na edição de 2011. Os 1.137.813 participantes que estavam concluindo a última etapa da educação básica ficaram com média 494,6 (em uma escala que varia de 0 a 1000), quase 17 pontos em relação ao ano anterior. Em 2010, as médias ficaram em 511,22 pontos.
Consulte: o ranking do Enem por escola em 2011
Dados divulgados pelo presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, na tarde desta sexta-feira, mostram que o desempenho dos concluintes do ensino médio nas provas de ciências da natureza e de ciências humanas despencou desde 2009. Na primeira, a queda foi de 37 pontos nos últimos dois anos.
Redes: Possíveis cotistas têm desempenho melhor que média das privadas
Na segunda, a situação é surpreendente. Em 2009, a média dos estudantes ficou em 502,44 pontos. No ano seguinte, subiu mais de 36 pontos (538,73). No ano passado, caiu para 472,59. Por outro lado, as médias de português e matemática subiram. Em 2009, a média de língua portuguesa foi 500,95, passou para 510,19 e, em 2011, chegou a 519,35. Em matemática, o histórico foi de 500,77, depois 510,26 e, agora, 521,07.
Top 10: Colégios da elite do Enem têm poucas turmas e fazem vestibulinho
Os dados significam que os estudantes do ensino médio brasileiro não estão aprendendo mais, como deveriam. Desde que a TRI é usada para elaborar os exames, possíveis diferenças nas dificuldades das provas não existem. A Teoria de Resposta ao Item torna as provas comparáveis ao longo do tempo.
“Agora que temos três anos de Enem, podemos fazer análises. Temos de pegar a distribuição dos alunos pelas faixas de desempenho para conferir o que aconteceu. Falar em média é ruim, porque ela é muito influenciada pelos extremos. Precisamos de análises mais detalhadas para ver as razões pedagógicas para essa queda”, afirmou Costa.
Opinião: O jogo do perde e perde da divulgação das notas do Enem
Ele explicou que as escolas receberão, nos relatórios, esses dados detalhados. Segundo ele, isso dará condições às escolas de fazer uma análise criteriosa do quanto os alunos aprenderam ou não. Para o presidente do Inep, outros “recortes técnicos dos dados” – como condição social, idade, distribuição das notas nas faixas de desempenho – precisam ser considerados antes de julgar as notas. “Falar qualquer coisa agora é prematuro”, disse.
Os números foram divulgados por Costa um dia após os resultados do Enem por escola serem conhecidos. A má notícia não foi dada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que participou de um encontro com ministros de países do Mercosul no ministério e saiu para outro compromisso, enquanto o presidente do Inep explicava os novos dados aos jornalistas.
Costa admitiu que estudantes, professores e gestores precisam compreender o que significa “cair” 30, 40 ou 50 pontos no Enem. Até hoje, a escala do Enem, que permitiria saber o quanto de aprendizado a pontuação representa, não foi divulgada. Como nos anos anteriores, a promessa é de que os dados sejam divulgados em breve.
Comemoração precipitada
O pouco tempo de execução do novo Enem, cujas provas mudaram em 2009, dificulta qualquer análise de comparação dessas notas. Especialistas em avaliação consultados pelo iG afirmaram, desde o ano passado, que as comemorações poderiam ser precipitadas por conta disso. “Não acho que fomos precipitados em comemorar o crescimento (de 10 pontos). São indicativos, que precisam de análise. Educação nunca tem corrida curta”, afirma Costa.
Em 2010, as médias ficaram 10 pontos acima das primeiras notas obtidas pelos estudantes no novo modelo de provas do Enem , que se utiliza da TRI (Teoria de Resposta ao Item) desde 2009. Naquele ano, os concluintes tiveram média 501,58. O aumento de 10 pontos foi motivo de comemoração pelo ex-ministro Fernando Haddad.
Resultado em 2010: Nota dos alunos do ensino médio sobe 10 pontos
Haddad avaliou o crescimento como positivo, mesmo sendo pequeno, porque mais estudantes em fase de conclusão haviam feito o Enem em 2010. Do total de 1,7 milhão de jovens que terminaram o colégio em 2009, 45,8% (824 mil) participaram da prova. Em 2010, essa proporção foi de 56,4% (1 milhão).
Ele também comparou, à época, as notas do Enem e as metas de qualidade estabelecidas com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). No Ideb, a expectativa é a de que o ensino médio atinja nota 6 (o equivalente ao desempenho dos países desenvolvidos no PISA) em 2028. O que corresponderia a alcançar média nacional 600 no Enem.
O então ministro disse à época: “isso significa que andamos 10% do nosso caminho. Estou fazendo uma tradução livre para dar noção do que significam esses dez pontos de incremento. Se esse resultado fosse mantido nos próximos anos, atingiríamos a meta em dez anos”, diz. Ele, inclusive, admitia a possibilidade de que houvesse queda nas médias, caso a participação aumentasse. O que de fato ocorreu. Os concluintes participantes somavam 1 milhão em 2010 e chegaram a 1,1 milhão em 2011.
“A queda tem de ser analisada e preocupa de todo jeito, claro”, admite o presidente do Inep.
Com 'qualidade muito baixa', Brasil é o 46º em ranking de proficiência em inglês
Brasileiros apresentam um dos piores desempenhos do mundo para se comunicar na língua inglesa. Suecos são os mais fluentes
BBC
Às vésperas de sediar os dois maiores eventos internacionais do planeta – a Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olímpicos, em 2016 – os brasileiros apresentam um dos piores desempenhos do mundo ao se comunicar em inglês, revela pesquisa. De acordo com o EF English Proficiency Index (EF EPI) de 2012, o país está na 46ª posição em um ranking que considera 54 países.
Esforço: Ministério da Educação vai lançar Inglês sem Fronteiras ainda este ano
Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram testadas, 130 mil das quais no Brasil. Os suecos são os mais fluentes em inglês, de acordo com a pesquisa. Dinamarca, Holanda, Finlândia, Noruega, Bélgica, Áustria, Hungria, Alemanha, Polônia e República Checa também dominam o topo do ranking, todos com "proficiência muito alta" ou "alta" em inglês.
Tanto no resultado geral quanto no relativo a quase toda as regiões pesquisadas, as mulheres apresentam inglês de melhor qualidade do que os homens – no índice geral, elas batem os homens por 53,9 pontos contra 52,14. O relatório explica a diferença e faz uma ponderação: "Isto está de acordo com os níveis crescentes de matrículas no ensino superior entre as mulheres, e a tendência em muitos países de estudantes do sexo feminino estarem em maior número nas ciências humanas.
Alguns países diferem deste padrão, com homens marcando mais pontos, o que é explicado por amplo hiato de gênero em regiões como Oriente Médio e Norte da África, com pontuação superior a cinco pontos para os homens."
Resultado ruim na América Latina
A América Latina tem um desempenho baixo, e o Brasil fica atrás de Argentina (o melhor colocado na região, único com "proficiência moderada" no continente, e em 20º lugar no ranking geral), Uruguai, Peru, Costa Rica, México, Chile, Venezuela, El Salvador e Equador.
O relatório do EF EPI ressalta que o chamado analfabetismo funcional – ou seja, a incapacidade de pessoas alfabetizadas entenderem o que está escrito – tem grande influência na posição do Brasil, e constitui-se em um limitador para o aprendizado de línguas, o que explicaria a "proficiência muito baixa".
O estudo Pisa, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), constatou em 2009 que na América Latina 48% dos jovens de 15 anos de idade não podem executar tarefas rudimentares em leitura, percentual que sobe para 62% entre os estudantes de baixa renda. "Claramente, se as competências de compreensão da língua escrita são escassas, o inglês vai cair no esquecimento", diz o relatório.
Vice-presidente sênior da Education First, entidade privada que realiza a pesquisa, Michael Lu afirma que o domínio do inglês está diretamente ligado a inovação e competitividade. "Menos inglês significa menores inovação, comércio e receita", avalia, em entrevista à BBC Brasil. "Educação pública tem um papel importante nisso. E, embora haja mudanças no Brasil, elas são recentes e não sabemos ainda qual será o impacto sobre o aprendizado de inglês", complementa.
A pesqusia mostra, por exemplo, que há grandes disparidades entre os BRICs, nações em desenvolvimento que competem para ser as futuras superpotências econômicas. O Brasil está classificado em 46º no EF EPI, muito atrás de China, que aparece em 36º, Rússia, em 29º, ou Índia - onde o Inglês é língua oficial - em 14º.
"Brasil e China vivem uma situação semelhante. As pessoas não dão muita atenção porque o mercado interno é forte e aparentemente basta a elas negociar internamente, na língua local", avalia Lu.
O relatório do EF EPI sugere que a qualidade do inglês falado interfere nas condições econômicas, e lembra que Itália, Grécia e Portugal – países que mais sofrem com a crise europeia – estão entre os piores no ranking na região.
Rio fala inglês menos pior
No Brasil, a cidade que apresenta a melhor pontuação em inglês é o Rio de Janeiro, seguido por São Paulo, Brasília e Belo Horizonte. Estas cidades têm "baixa proficiência" em inglês, enquanto o Brasil, como um todo, tem "muito baixa proficiência".
Em relação ao ranking de 2011 , o Brasil caiu 15 colocações, diferença explicada pela entrada de 10 países na pesquisa, todos com melhor qualidade em Inglês. De um ano para o outro, também houve mudança na metodologia e foi excluída a compreensão da língua falada, o que também afetou negativamente a posição do Brasil.
Michael Lu informou que a Education First mantém conversas com o Comitê Organizador da Rio 2016 para ajudar no ensino de Inglês no Brasil. A entidade já prestou serviços semelhantes em jogos anteriores, como na China e na Rússia.
Programa da Unicamp inspira proposta de cotas nas estaduais paulistas
Proposta que será apresentada pelos reitores das três universidades estaduais paulistas ao governador Geraldo Alckmin é inspirada em projeto já existente
Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação
A proposta de adoção de cotas que os reitores das três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) apresentarão ao governador Geraldo Alckmin nesta semana - revelada nesta segunda-feira pelo Estado em entrevista do reitor da Unesp , Julio Cezar Durigan -, tem, entre suas políticas, uma inspirada no programa da Unicamp que acolhe alunos da rede pública e dá um curso de formação geral antes da graduação.
O programa atual: Eles não prestaram vestibular, mas entraram na Unicamp
O Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis) existe há dois anos. As 120 vagas do curso são preenchidas pelos melhores alunos da rede pública, segundo seu desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Cada uma das 95 escolas de Campinas tem direito a uma ou duas cadeiras.
Perspectiva: Universidades paulistas vão propor cotas de 50% das vagas
O Profis dura dois anos e dá certificado de curso sequencial de complementação de estudos. Com o documento, os alunos podem participar de concursos públicos que exijam somente formação em nível superior, mas são impedidos de fazer pós-graduação. A ideia da Unicamp é que os egressos do programa continuem os estudos em um dos 58 cursos que abrem vagas para o Profis, entre eles Medicina e Arquitetura - os mais concorridos do atual vestibular.
A primeira turma do Profis pegará o certificado em janeiro. Os alunos com melhor média ponderada nas 28 disciplinas obrigatórias têm direito a escolher antes os cursos universitários.
O objetivo da proposta das estaduais paulistas, criada a pedido de Alckmin, é i gualar os porcentuais definidos pelo governo Dilma Rousseff para as federais na Lei de Cotas. Assim, USP, Unesp e Unicamp deverão reservar, até 2016, 50% das vagas para quem cursou integralmente o ensino médio na rede pública. Destas, metade será para alunos com renda familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo por pessoa; e 35% para pretos, pardos e índios. O restante vai para os demais egressos de escolas públicas, independentemente da renda.
Ao contrário da lei federal, que não prevê mais investimentos em assistência estudantil ou programas de acolhimento de cotistas, o projeto paulista tem como meta dar aos beneficiários uma bolsa de cerca de 1 salário mínimo e atividades de reforço.
Rede federal: Lei das cotas nas universidades é publicada no Diário Oficial
O reforço poderia ser dado de duas formas. Parte dos estudantes receberia aulas extras já na universidade, nas disciplinas em que tiver tirado nota baixa no vestibular. Outro grupo faria um curso preparatório anterior, no estilo do Profis, e seria selecionado pelo Enem ou pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), a ser definido por Alckmin.
Apoio nas federais: Cotistas terão programa de assistência e apoio pedagógico
Enquanto o Profis tem aulas presenciais e em tempo integral, o modelo das paulistas seria semipresencial, com avaliações presenciais e aulas a distância, pelo sistema da Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp). Como no Profis, os alunos teriam de participar de projetos de iniciação científica.
Repercussão
O professor Francisco Magalhães Gomes, primeiro coordenador do Profis, elogiou a escolha do programa como base para a proposta das cotas, embora seja contra o critério racial. "O Profis só abrange Campinas, mas temos alunos excelentes em escolas públicas de todo o Estado", diz. "Passar o Profis para outras universidades é uma ideia que tem futuro."
Seleção nas federais: Como se candidatar pelo sistema de cotas no Sisu 2013
O reitor da USP, João Grandino Rodas, disse que só se manifestará quando o projeto estiver finalizado. A mesma justificativa deu o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, e o coordenador da Univesp, Carlos Vogt. O diretor da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, disse desconhecer o assunto. Ao Estado, o reitor da Unesp disse que a Fapesp poderia financiar parte dos R$ 31 milhões necessários para que 4,2 mil alunos recebam a bolsa de 1 salário mínimo.
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.
Brasil fica em penúltimo lugar em ranking global de qualidade de educação
País ficou na frente apenas da Indonésia em levantamento que comparou desempenho de 40 nações ao redor do mundo
BBC
O Brasil ficou em penúltimo lugar em um ranking global de educação que comparou 40 países levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores.
A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países.
Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong.
Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição.
Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram empregados.
Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação.
Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados.
Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber.
"A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos".
No ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia.
Cultura e impactos econômicos
Tidas como "super potências" da educação, a Finlândia e a Coreia do Sul lideram o ranking, e na sequência figura uma lista de destaques asiáticos, como Hong Kong, Japão e Cingapura.
Alemanha, Estados Unidos e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os mais baixos.
O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual.
Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado".
Ao analisar os sistemas educacionais bem-sucedidos, o estudo concluiu que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira "cultura" nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo. Daí o alto desempenho das nações asiáticas no ranking.
Contraponto: Após visita a campeões do Pisa, educadora minimiza ranking
Nesses países o estudo tem um distinto grau de importância na sociedade e as expectativas que os pais têm dos filhos são muito altas.
Comparando a Finlândia e a Coreia do Sul, por exemplo, vê-se enormes diferenças entre os dois países, mas um "valor moral" concedido à educação muito parecido.
O relatório destaca ainda a importância de empregar professores de alta qualidade, a necessidade de encontrar maneiras de recrutá-los e o pagamento de bons salários.
Há ainda menções às consequências econômicas diretas dos sistemas educacionais de alto e baixo desempenho, sobretudo em uma economia globalizada baseada em habilidades profissionais.
Veja como ficou o ranking Pearson-EIU:
1. Finlândia
2. Coreia do Sul
3. Hong Kong
4. Japão
5. Cingapura
6. Grã-Bretanha
7. Holanda
8. Nova Zelândia
9. Suíça
10. Canadá
11. Irlanda
12. Dinamarca
13. Austrália
14. Polônia
15. Alemanha
16. Bélgica
17. Estados Unidos
18. Hungria
19. Eslováquia
20. Rússia
21. Suécia
22. República Tcheca
23. Áustria
24. Itália
25. França
26. Noruega
27. Portugal
28. Espanha
29. Israel
30. Bulgária
31. Grécia
32. Romênia
33. Chile
34. Turquia
35. Argentina
36. Colômbia
37. Tailândia
38. México
39. Brasil
40. Indonésia
Brasil conquista todas as medalhas do WorldSkills Americas
MEC define diretrizes para educação básica nas comunidades quilombolas
Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União de hoje (21) as diretrizes que vão reger a educação escolar básica quilombola, respeitando as especificidades socioculturais desses grupos. As orientações valem para as instituições de ensino básico instaladas nos territórios quilombolas e para as de ensino a distância.
A grade curricular dessas escolas deverá abordar festejos, tradições e demais elementos culturais das comunidades quilombolas, levando em conta até mesmo hábitos alimentares, na hora de planejar a merenda. As diretrizes preveem a participação de lideranças dos quilombos na reorganização dos ajustes previstos.
G1
Em paralelo à 7ª Olimpíada do Conhecimento, que reuniu 640 estudantes do SENAI no Pavilhão de Exposição do Anhembi entre os dias 14 a 17 de novembro, aconteceu o WorldSkills Americas. O torneio de educação profissional contou com a participação de 216 jovens de 20 países das Américas (Norte, Central e Sul).
A delegação brasileira, representada por 34 integrantes, destacou-se na competição. A excelência da educação profissional do Brasil foi apresentada aos demais competidores e os brasileiros conquistaram todas as medalhas possíveis nas quais competiram. Ao todo, foram 26 medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.
Além das medalhas conquistas, um brasileiro, em especial, brilhou no palco do Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri, região metropolitana de São Paulo, durante o evento de premiação na noite de domingo (18). O estudante Gilmar Ribeiro, 19 anos, levou o troféu de melhor competidor do torneio internacional.
Natural do Rio de Janeiro, o jovem também conquistou medalha de ouro na categoria Instalação Predial, que avalia os conhecimentos dos estudantes em instalações elétricas sistematizadas em grandes complexos comerciais ou habitacionais. A ocupação tinha, ao todo, 10 participantes: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e República Dominicana.
A vitória do carioca é reflexo do intenso trabalho ao qual a delegação brasileira foi submetida nos últimos meses. Além do treinamento diário, todos os integrantes tiveram acompanhamento psicológico e frequentaram palestras motivacionais. A combinação destes quesitos resultou no desempenho significativo na competição, conquistando para o Brasil a posição de primeiro lugar no WorldSkills Americas à frente de países desenvolvidos do continente como Canadá e Estados Unidos. .
Em 2010, Gilmar participou da Olimpíada do Conhecimento e, na ocasião, ficou em quarto lugar. Com a continuidade dos estudos no SENAI e outros dois cursos no currículo (o jovem também é eletricista de manutenção industrial), teve o direito de representar o país no torneio internacional.
“Não é possível descrever o momento, mas é uma alegria muito grande saber que você foi eleito o melhor de todos os países, principalmente quando, há dois anos, eu tinha ficado em quarto lugar. Na época, foi um baque, pois esperava mais, mas desta vez, fui além e superei a expectativa”, conta o jovem.
Mas, não só o treinamento e a condição emocional estável foram os motivos que deram o ouro para Gilmar. “Saber que minha família me apoia e estava lá comigo, tanto durante os dias de prova quanto na premiação, foi muito importante. Eles saíram do Rio para ficar ao meu lado”, desabafa. Para o jovem, ainda há outro elemento importante que merece destaque nesta dupla vitória. “Sem dúvida, se conquistei esta classificação, foi obra de Deus”.
Para o futuro, Gilmar garante que se tiver a oportunidade de ir ao WorldSkills Internacional, que reúne estudantes de vários países do mundo, irá agarrar a oportunidade e fazer o seu melhor para representar o país. Mas, além desta oportunidade, ele quer continuar no SENAI e auxiliar os demais estudantes a conquistarem o mesmo destaque. “Eu quero transmitir conhecimento para outras pessoas e ajudá-las na Olimpíada do Conhecimento”, afirma.
Desta experiência, que durou muito mais tempo que os quatro dias do torneio, Gilmar faz parte de uma nova família de estudantes que se formaram. Durante o treinamento, os competidores se encontravam em Brasília e trocavam experiências tanto sobre os quesitos técnicos da prova quanto experiências pessoais que fortaleciam o grupo. O resultado pôde ser sentido nas provas finais e durante a premiação. “A cada medalha que um de nós ganhava, era uma alegria imensa. Vibramos a cada nome vencedor anunciado, fosse para medalha de ouro, prata ou bronze”.
Agência Brasil
O Ministério da Educação (MEC) publicou no Diário Oficial da União de hoje (21) as diretrizes que vão reger a educação escolar básica quilombola, respeitando as especificidades socioculturais desses grupos. As orientações valem para as instituições de ensino básico instaladas nos territórios quilombolas e para as de ensino a distância.
A grade curricular dessas escolas deverá abordar festejos, tradições e demais elementos culturais das comunidades quilombolas, levando em conta até mesmo hábitos alimentares, na hora de planejar a merenda. As diretrizes preveem a participação de lideranças dos quilombos na reorganização dos ajustes previstos.
G1
Em paralelo à 7ª Olimpíada do Conhecimento, que reuniu 640 estudantes do SENAI no Pavilhão de Exposição do Anhembi entre os dias 14 a 17 de novembro, aconteceu o WorldSkills Americas. O torneio de educação profissional contou com a participação de 216 jovens de 20 países das Américas (Norte, Central e Sul).
A delegação brasileira, representada por 34 integrantes, destacou-se na competição. A excelência da educação profissional do Brasil foi apresentada aos demais competidores e os brasileiros conquistaram todas as medalhas possíveis nas quais competiram. Ao todo, foram 26 medalhas de ouro, quatro de prata e quatro de bronze.
Além das medalhas conquistas, um brasileiro, em especial, brilhou no palco do Ginásio Poliesportivo José Corrêa, em Barueri, região metropolitana de São Paulo, durante o evento de premiação na noite de domingo (18). O estudante Gilmar Ribeiro, 19 anos, levou o troféu de melhor competidor do torneio internacional.
Natural do Rio de Janeiro, o jovem também conquistou medalha de ouro na categoria Instalação Predial, que avalia os conhecimentos dos estudantes em instalações elétricas sistematizadas em grandes complexos comerciais ou habitacionais. A ocupação tinha, ao todo, 10 participantes: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Costa Rica, Honduras, Jamaica, Panamá, Paraguai e República Dominicana.
A vitória do carioca é reflexo do intenso trabalho ao qual a delegação brasileira foi submetida nos últimos meses. Além do treinamento diário, todos os integrantes tiveram acompanhamento psicológico e frequentaram palestras motivacionais. A combinação destes quesitos resultou no desempenho significativo na competição, conquistando para o Brasil a posição de primeiro lugar no WorldSkills Americas à frente de países desenvolvidos do continente como Canadá e Estados Unidos. .
Em 2010, Gilmar participou da Olimpíada do Conhecimento e, na ocasião, ficou em quarto lugar. Com a continuidade dos estudos no SENAI e outros dois cursos no currículo (o jovem também é eletricista de manutenção industrial), teve o direito de representar o país no torneio internacional.
“Não é possível descrever o momento, mas é uma alegria muito grande saber que você foi eleito o melhor de todos os países, principalmente quando, há dois anos, eu tinha ficado em quarto lugar. Na época, foi um baque, pois esperava mais, mas desta vez, fui além e superei a expectativa”, conta o jovem.
Mas, não só o treinamento e a condição emocional estável foram os motivos que deram o ouro para Gilmar. “Saber que minha família me apoia e estava lá comigo, tanto durante os dias de prova quanto na premiação, foi muito importante. Eles saíram do Rio para ficar ao meu lado”, desabafa. Para o jovem, ainda há outro elemento importante que merece destaque nesta dupla vitória. “Sem dúvida, se conquistei esta classificação, foi obra de Deus”.
Para o futuro, Gilmar garante que se tiver a oportunidade de ir ao WorldSkills Internacional, que reúne estudantes de vários países do mundo, irá agarrar a oportunidade e fazer o seu melhor para representar o país. Mas, além desta oportunidade, ele quer continuar no SENAI e auxiliar os demais estudantes a conquistarem o mesmo destaque. “Eu quero transmitir conhecimento para outras pessoas e ajudá-las na Olimpíada do Conhecimento”, afirma.
Desta experiência, que durou muito mais tempo que os quatro dias do torneio, Gilmar faz parte de uma nova família de estudantes que se formaram. Durante o treinamento, os competidores se encontravam em Brasília e trocavam experiências tanto sobre os quesitos técnicos da prova quanto experiências pessoais que fortaleciam o grupo. O resultado pôde ser sentido nas provas finais e durante a premiação. “A cada medalha que um de nós ganhava, era uma alegria imensa. Vibramos a cada nome vencedor anunciado, fosse para medalha de ouro, prata ou bronze”.
Mercadante destaca importância de parceria com a China para intercâmbio acadêmico
Agência Brasil
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reforçou hoje (21) a importância da parceria entre os governos brasileiro e chinês em programas de intercâmbio acadêmico. “Nesse cenário de declínio das economias mais desenvolvidas, o Brasil e a China fazem parte de um forte grupo emergente. Esperamos consolidar e estreitar cada vez mais nossas relações econômica, política e tecnológica”, declarou ao participar do seminário Diálogo Brasil-China em educação, na capital paulista, promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Em junho, o Brasil assinou acordo com o governo chinês para beneficiar até 5 mil estudantes brasileiros por meio do Programa Ciência sem Fronteiras. De acordo com o presidente da Capes, Jorge Guimarães, o primeiro edital, que irá disponibilizar mil vagas em cursos de pós-graduação, está em fase de finalização. “Estamos vendo os últimos detalhes para lançar o edital. Teremos a possibilidade também de receber estudantes chineses”, declarou, sem esclarecer o período para o início da oferta das vagas.
O ministro destacou que o programa tem como objetivo reduzir as carências tecnológicas do Brasil. “A orientação é que o programa sirva para diminuir o gap [lacuna] na área tecnológica, diminuindo nossa deficiência nessas áreas [ciências da natureza, engenharia e medicina] que são o maior desafio em termos de desenvolvimento científico e tecnológico de uma nação.” A meta do Ciência sem Fronteiras é levar 101 mil alunos para o exterior até 2014, segundo site do programa.
Na avaliação de Mercadante, preencher o total de vagas disponíveis será um desafio, tendo em vista que não existe tradição, por parte dos estudantes brasileiros, de concorrer a vagas nos países de cultura oriental. “É uma meta ambiciosa, mas temos convicção de que esse interesse vai crescer. Será um importante estímulo ao estudo do mandarim, assim como ao do português. É uma forma de aprofundar essa relação”, declarou. Ele informou que, atualmente, a procura de vagas para o programa está concentrada nos Estados Unidos, na Inglaterra, Alemanha, França e Itália.
Mercadante destacou que o acordo de cooperação na área tecnológica entre os dois países já desenvolve projetos importantes, como a criação de centros de nanotecnologia e na área espacial. “Estamos construindo satélites que vão permitir, por exemplo, ampliar o monitoramento ambiental da Amazônia. Temos engenheiros do Inpe [Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais] trabalhando direto lá na China”, destacou.
Para o ministro, os avanços tecnológicos surgidos na China nas últimas décadas apontam para a contribuição que o país pode dar para que o Brasil atinja os objetivos traçados pelo Ciência sem Fronteiras. “A China impressiona o mundo pela capacidade de avanços na área tecnológica que têm levado, por exemplo, à redução dos custos da produção no país. Além disso, é o país que mais tem aumentado o número de publicações em revistas acadêmicas”, elogiou.
O ministro de Educação da China, Yuan Guiren, ressaltou a importância da parceria para estreitar os laços de amizade entre as nações. “Os dois países têm muitos setores de interesse comum e muito potencial para cooperação. O governo brasileiro tem feito muitos esforços de desenvolvimento no campo da educação e nos interessa, especialmente, os esforços para trocas acadêmicas”, declarou, por meio de mensagem lida pela secretária executiva do China Scholarship Council, órgão chinês similar à Capes que responde pela parceria.
Depois da abertura do seminário, em entrevista à imprensa, Mercadante defendeu novamente a destinação de 100% dos royalties do petróleo da camada pré-sal para a educação. “Agora, vamos lutar no Senado para isso. Para cumprir as metas do PNE [Plano Nacional de Educação], que prevê 10% do PIB [Produto Interno Bruto] para a educação, é preciso uma nova receita e é certo que não vamos conseguir criar um novo imposto”, argumentou. Ele acredita que existe um ambiente favorável para aprovação da proposta.
Média geral dos alunos no Enem 2011 cai 17 pontos em comparação com 2010
Agência Brasil
A média geral dos estudantes concluintes que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2011 piorou em comparação com os anos de 2010 e 2009. O desempenho dos alunos também caiu nas áreas de ciências da natureza e humanas. Ao todo, 1.137.813 estudantes concluintes fizeram o exame em 2011.
Os participantes que estavam concluindo o ensino médio tiveram uma média de 494,6 na edição de 2011. No exame anterior, as médias ficaram em 511,22 pontos. A diferença é quase 17 pontos em um ano. Em relação à 2009, a queda foi quase 7 pontos (média de 501,58).
A atuação dos estudantes em ciências da natureza (que inclui questões de biologia, química e física), que teve em 2011 média de 465,56, caiu quase 37 pontos em relação ao exame de 2009, quando a pontuação foi 465,56 de um total de mil. Em relação à 2010, houve uma queda de pouco mais de 20 pontos.
Já na área de ciências humanas (história, geografia e atualidades), o comportamento dos alunos foi diferente. Apesar da nota ter caído na edição do ano anterior, em 2010, a mesma média registrou um aumento de 16 pontos em relação à nota de 2009.
As áreas de português e matemática mantiveram a tendência de aumento na edição de 2011, com a média de 519,35 e 521,07 respectivamente. O desempenho superou cerca de 10 pontos em cada área em relação ao ano anterior. Em comparação com 2009, o aumento foi de cerca de 19 e 21 pontos, respectivamente.
Para o presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luis Cláudio Costa, ainda é “prematuro” avaliar a situação neste momento. A autarquia vai analisar os dados e comparar com informações socioeconômicas, idade e a distribuição das notas nas faixas de desempenho para dar um diagnóstico da situação.
“Temos de pegar a distribuição dos alunos pelas faixas de desempenho para conferir o que ocorreu. Falar em média é ruim, porque ela é muito influenciada pelos extremos. Precisamos de análises mais detalhadas para ver as razões pedagógicas para essa queda”, explicou o presidente do Inep.
Costa afirmou ainda que o nível de dificuldade das provas é semelhante entre as edições do exame devido ao uso da Teoria de Resposta ao Item (TRI), modelo que possibilita a comparação das questões e níveis do exame.
As três escolas que obtiveram as melhores notas no Enem de 2011 são: Colégio Objetivo Integrado, de São Paulo/SP, com média 737,15; Colégio Elite Vale do Aço, de Ipatinga/MG, com média 718,88 e Colégio Bernoulli - Unidade Lourdes, de Belo Horizonte/MG, com média 718,18. As três são privadas.
No outro extremo, registraram as menores notas no exame de 2011 apenas escolas estaduais: Colégio Estadual Aquiles Lisboa (São Domingos do Azeitão/MA) com a pior média: 383,71, Unidade Escolar João Pereira de Souza (Francisco Ayres/PI), com média 391,39 e Colégio Estadual José Maria de Araújo - Anexo I (Olinda Nova/MA), com a média 393,52.
Ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que o Enem vai forçar uma reestruturação do currículo no ensino médio. “Há uma emergência social, uma demanda por mais educação. As escolas terão que dialogar com o Enem”, disse.
Mercadante também anunciou que a pasta planeja um seminário para troca de experiências com as melhores escolas do país, públicas e privadas, para estimular as demais escolas e contribuir com o conjunto da rede de ensino brasileira.
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