segunda-feira, 23 de junho de 2014

As TICS e a aceitação pelos professores da rede estadual de ensino de mato grosso no seu fazer pedagógico: aliadas ou fantasmas?



NEVES, Welteman Lopes
Técnico Administrativo Educacional
Escola Estadual Luiza Nunes Bezerra
Graduado em Ciências Contábeis – UNEMAT 2006/2
Pós – Graduado em Gestão Escolar - FINOM 2011


            Atualmente vivemos a era digital, a qual exige o mínimo de domínio das tecnologias disponíveis para que possamos sobreviver em meio a esta revolução e evolução do pensamento humano. Com este avanço tecnológico a educação, assim como outras áreas, tiveram que adaptar-se e ter como agregante as TICs (Tecnologia da Informação e Comunicação) que vieram somar no processo ensino/aprendizagem.
Porém, percebe-se que em meio aos profissionais da educação, muitos apresentam dificuldades em adaptar-se a esta nova era, principalmente os docentes. Um fator que complica em parte o desempenho, uma vez que o público com o qual trabalham (crianças e adolescentes) encontra-se cada vez mais inseridos na esfera digital. Ressalta-se ainda, que na escola podemos contar com inúmeros recursos tecnológicos os quais servem de apoio e incentivo à educação.
Os professores precisam derrubar as resistências intrínsecas quanto ao uso das tecnologias no meio educacional para então participar das mudanças e usufruir dos benefícios advindos com tais recursos.
            Segundo Neto (2007, p. 16), Os professores, em particular os que atuam nas escolas públicas que dispõem de laboratórios de informática, têm o desafio de desenvolver no seu dia-a-dia a autonomia necessária para estabelecer um vínculo entre suas práticas e as novas tecnologias, para assim contribuírem na transformação de sua ação pedagógica.
            Podemos observar que no seio das escolas da rede pública estadual ainda existem grandes tabus a serem quebrados como a resistência em aprender a operar o Sistema Sigeduca, implantado pelo governo do estado de Mato Grosso desde o ano de 2008. Percebe-se que após sete anos de funcionamento deparamos com professores que ainda questionam a eficiência no desenvolvimento deste sistema, arraigados em práticas ultrapassadas e na negação da aprendizagem tecnológica.
            As ações de políticas públicas ao longo da última década têm focado na educação, disponibilizando um aparato tecnológico às escolas públicas da rede estadual de ensino em Mato Grosso tais como: projetores multimídias, lousa digital e os tablets fornecidos aos professores do ensino médio no ano de 2013. Foi visível a resistência dos professores à aceitação e manuseio destes tablets educacionais que por meio de convênio do governo federal foram colocados à disposição dos mesmos com a finalidade de agregar ao seu fazer pedagógico.
            A informática na educação é de extrema importância para o século XXI, pois de acordo com Tajra (2012, p.15), tem como objetivo: sensibilizar os professores e demais profissionais que atuam em ambientes educacionais quanto à importância da informação para o desenvolvimento das diversas habilidades humanas, bem como para as atuais e futuras realidades das economias de mercado. Temos que ressaltar a importância dos LIEDs (Laboratório de Informática Educativa), pois disponibilizam o acesso à rede mundial de computadores, por isso, apresenta-se como instrumento auxiliar no desenvolvimento da pesquisa na escola que propicia descobertas e saberes diversificados no ambiente escolar.
            Segundo Bagno (2000), Se não houvesse pesquisa, todas as grandes invenções e descobertas científicas não teriam acontecido. A velha história da maçã caindo na cabeça de Newtom e fazendo-o “descobrir” a lei da gravidade não passa de “conversa para boi dormir”. Se a queda da maçã fez Newtom pensar na gravidade, é porque ele já vinha ruminando, refletindo, pesquisando acerca do fenômeno.
            Podemos então afirmar que a resistência ao uso de ferramentas tecnológicas prejudica o desenvolvimento dos trabalhos nas escolas de modo geral, podendo ser um dos causadores de insatisfação, insucesso e frustração profissional de um grande número de professores no Brasil. Os recursos disponibilizados atualmente são muito bons e compatíveis com as necessidades mínimas dos profissionais, dos alunos e da escola. Mas para que tais recursos sejam aproveitados satisfatoriamente por todos, há a necessidade de mudança de visão por parte de um grande número de professores que veem as tecnologias como fantasmas e não como aliadas.
            Portanto, a queda de barreiras que impedem o crescimento intelectual coletivo deve ser articulada de forma democrática e inovadora no seio das escolas por meio da socialização de conhecimentos acerca das tecnologias para que todos possam usufruir dos benefícios da era digital.





Referências Bibliográficas

BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola, O que é, Como se faz. – 4ª edição, São Paulo: Edições Loyola, 2000.

NETO, José Augusto de melo. Tecnologia Educacional: formação de professores no labirinto do ciberespaço.  – Rio de Janeiro: MEMVAVMEM, 2007.

TAJRA, Sanmya Feitosa. Informática na Educação: Novas Ferramentas Pedagógicas para o Professor na Atualidade. – 9ª edição revista, atualizada e ampliada – São Paulo: Érica, 2012.




O PAPEL DO DIRETOR ESCOLAR FRENTE À EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA: OS DESAFIOS DA GESTÃO NA ESCOLA


NEVES, Welteman Lopes
Técnico Administrativo Educacional
Graduado em Ciências Contábeis – UNEMAT 2006/2
Pós – Graduado em Gestão Escolar - FINOM 2011

Introdução
           
O papel do diretor como responsável pela gestão escolar e suas competências é uma tarefa complexa de difícil desempenho frente à escola  e seus atores, principalmente se considerarmos que o indíviduo que assume essa função na escola sempre esteve em sala de aula como professor que é de ofício.
São grandes desafios na educação brasileira a garantia da gestão democrática e participativa nas instituições de ensino, por intermédios dos diretores escolares e secretários de educação, para que de fato possamos avançar rumo a fazer do Brasil um país de status mundial, no tocante à educação. Na realidade, o país demonstra evolução em números, no entanto, não avança concretamente, de maneira que a estrutura organizacional-financeira sustente as exigências educacionais-pedagógicas, para que a melhoria educacional seja efetiva nas escolas.
A Constituição Federal, promulgada em 1988, em seu Artigo 205, destaca a importância da escola no seio da sociedade, reforçando a relevância de esforços sociais, pois “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho” (BRASIL, 2004, p. 121).
As instituições educacionais, gestores da educação e governantes juntos tem uma função social a qual visa proporcionar acessibilidade das comunidades carentes à escola e garantir a sua permanência, por meio de programas socioeducacionais. Existem vários instrumentos que direcionam os trabalhos do diretor e, um deles, é o regimento escolar, o qual é formulado em conjunto com a comunidade sendo estudado, readequado, se necessário, e avaliado anualmente. O cargo de diretor escolar na rede estadual de educação de Mato Grosso deverá sempre ser ocupado por um profissional efetivo, lotado na unidade, escolar devidamente habilitado e escolhido através de eleições diretas, constituindo assim parte do processo democrático nas instituições de ensino.
            A gestão escolar é tarefa a ser compartilhada entre diretor, equipe pedagógica e demais profissionais da educação?  É de extrema relevância lembrarmos que o diretor é o esteio da estrutura econômica, financeira e de recursos humanos, observando-se que toda equipe gestora é de suma importância para que as metas e objetivos sejam alcançados e a educação evolua continuamente.
Partindo dessa situação, o objetivo principal deste trabalho compartilhar estudos feitos sobre a gestão democrática, especialmente a existente nas escolas de Mato Grosso, para minimamente explicitar quais as tarefas e instrumentos legais que regem o trabalho do gestor escolar, mediante exposição das responsabilidades inerentes a esta função na escola. Lembrando que este trabalho surge, ancorado na nossa experiência integrada à função, uma vez que fazemos parte da equipe gestora de uma escola pública da rede estadual de ensino mato-grossense.

A Gestão Escolar em foco

            Para contextualizarmos as inúmeras tarefas a serem desempenhadas pelo gestor escolar, é de extrema relevância definirmos a palavra gestão inicialmente e depois discutir a gestão escolar. Nesse sentido, Rios (2010, p. 266) afirma que:

Gestão é o ato ou efeito de gerir, gerência, administração. Podemos então subentender que a gestão é um ato administrativo na unidade escolar, cargo que exige capacidade de liderança organizacional para que todas as tarefas sejam cumpridas rigorosamente em tempo e modo necessários (RIOS, 2010, p. 266).

            Diante da definição do termo gestão, surge a necessidade de conceituarmos gestão escolar.  Para Menezes e Santos (2002) apud Oliveira (2008) define este tipo de gestão, particular das instituições de ensino como:

[...] relacionada à atuação que objetiva promover a organização, a mobilização e a articulação de todas as condições materiais e humanas necessárias para garantir o avanço dos processos socioeducacionais dos estabelecimentos de ensino orientados para a promoção efetiva da aprendizagem pelos alunos.


Partindo da exposição das competências do gestor escolar, podemos afirmar que o diretor é o esteio do gerenciamento nas instituições de ensino, quer sejam elas públicas ou privadas. Lembrando que a participação de todos no processo é extremamente necessária para que se dê a efetivação da gestão democrática e participativa.
Nesse sentido, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, de 1996), destaca que:

Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme alguns princípios como: A participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; participação da comunidade escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes (BRASIL, 2001, p. 17).

 Esta lei é indubitavelmente o eixo direcional para a concretização da gestão democrática nas escolas. Devemos também lembrar que a função social da escola é assegurar o desenvolvimento das capacidades cognitivas, operativas e sociais dos alunos pelo seu empenho na dinamização do currículo, no desenvolvimento dos processos de pensar, na formação da cidadania participativa e na formação ética. Isso, por meio da promoção da apropriação de saberes, procedimentos, atitudes e valores, por parte dos alunos, garantida, basicamente, pela ação mediadora dos (as) professores (as) e pela organização e gestão da escola. Compreender a função social da escola na sua relação com as finalidades sociais e legais pressupõe o entendimento de que a escola, na sua relação com os demais órgãos oficiais e a comunidade, se constitui como espaço de consolidação dos princípios estabelecidos na Constituição Federal de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/96 e nos Planos Nacional, Estadual e Municipal de Educação.


A escola e o diretor como gerenciador de resultados

Enquanto educadores, temos que observar que a educação a nível nacional, estadual e municipal sofre influências externas: de outros países e da comunidade. Como observa Guareschi (1997, p. 71), “o tipo de escola que possuímos hoje, nos países capitalistas dependentes, é o tipo de escola necessária para que o capital possa se expandir e ter muitos lucros”.
Nesse sentido, o Brasil, como país de sistema capitalista, tem a função de preparar o cidadão e o capacitar, enquanto mão-de-obra, para o mercado de trabalho, reproduzindo cada vez mais as relações de dominação entre os privilegiados financeiramente e classe operária, promovendo a continuidade da disparidade social, traço mais marcante do capitalismo.
Inseridos nesse contexto, a escola precisa sistematizar essas questões e uma gestão democrática, de fato, contribui para que esses processos sejam sistematizados, analisados e reposicionados, a partir de uma leitura crítica da realidade, uma que as ações pedagógicas estarão pautadas nesses propósitos educativos.
            Nessa direção, Mendes (2009, p. 96) destaca que, “a vontade política da administração, tanto na implementação da política, quanto no cumprimento daquilo que foi decidido coletivamente, constitui um elemento fundamental para garantir o sucesso das ações propostas”.
Portanto, é imprescindível que o gestor escolar jamais se esqueça do compromisso assumido coletivamente para que o foco não seja disperso e os planos traçados se frustrem, devido à postura individualista, muitas vezes adotada por gestores.
No estado de Mato Grosso, o processo de democratização tem avançado na última década, no entanto, há muito a ser feito para que isso seja pleno.

A democracia, enquanto valor universal e prática de colaboração recíproca entre grupos e pessoas, é um processo globalizante que, tendencialmente, deve envolver cada indivíduo, na plenitude de sua personalidade. Não pode haver democracia plena sem pessoas democráticas para exercê-la. A prática de nossas escolas está muito longe de atender ao requisito implícito nesta premissa. Dificilmente teremos um professor relacionando-se de forma consequente num processo de participação democrático da comunidade na escola se sua relação com os alunos em sala de aula continua autoritária. (PARO, 2008, p. 25)

            A democracia, de fato, é algo bastante complexo em qualquer ambiente, pois um dos traços mais marcantes dela é a liberdade de expressão. No entanto, muitas vezes, em nome da disciplina e do bom comportamento em sala de aula, adotamos medidas excludentes de nossos alunos. Mas temos que refletir e agir diferentemente para que isso fique apenas no passado das escolas e como lições para que situações dessa natureza não se repitam em nossas escolas. Em nome dessa mudança, temos que defender a instauração de ambientes de ensino agradáveis, democráticos e participativos, na sala de aula e fora dela, para todos envolvidos na educação da localidade.

A escola deve funcionar como um tempo de vivências socialmente desejáveis. Para tanto, a rede de relações dentro da escola necessita estar fundada em valores e princípios éticos e morais suficientemente fortes para oferecer a crianças e jovens uma experiência positiva de convivência (TEIXEIRA, 2003, p. 4).

Somos conhecedores de que, para que nossos alunos tenham o processo de aprendizagem consolidado, as condições escolares precisam ser favoráveis ao desenvolvimento efetivo desse sujeito para que ele atue responsavelmente em todas as instâncias sociais, observando as exigências desses espaços, de forma que construa discursos e posturas essenciais ao exercício da cidadania.
Teixeira (2003, p. 6) afirma que “o diretor da escola é o principal articulador dos interesses e motivações dos diversos grupos envolvidos com a escola”. Partindo dessa afirmação, é importante que o diretor tenha visão administrativa ampliada, com capacidade para diagnosticar o perfil da população a ser atendida pela escola e as expectativas dos pais de alunos em relação à escola, pois o foco da educação é fornecer um serviço de qualidade a sua clientela. O sucesso administrativo depende das políticas educacionais adotadas pelo gestor no decorrer de seu mandato. Isso significa que

[...] são orientações de caráter geral que apontam os rumos e as linhas de atuação de uma determinada gestão. Devem ser apresentadas de forma a se tornar de domínio do público interno da instituição de ensino, explicitando as intenções de sua administração (TACHIZAWA E ANDRADE, 2006, p. 103)
A educação, como qualquer outro setor, requer uma organização de metas e objetivos para alcance de resultados que satisfaçam a clientela, mantenedores das instituições.  Essas metas e objetivos devem ser orientados também pelos indicadores de avaliação da escola, como SAEB (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica), Prova Brasil, ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).
O diretor e professores ainda devem se preparar para trabalhar com mais de um segmento de alunos, principalmente quando a escola oferta mais de uma modalidade de ensino, como o ensino regular e a EJA (Educação de Jovens e Adultos).  Caso a instituição de ensino não diferencie os tratamentos teóricos e metodológicos, o resultado pode ser a evasão escolar em massa.
A partir dos pressupostos defendidos por Paulo Freire, três fatores são destacados como imprescindíveis para o atendimento de jovens e adultos por Roque e Silva (2009, p. 28): o estímulo à participação em sala de aula; o trabalho de conteúdos relacionados à prática dos educandos e a diversificação dos estímulos utilizados para ensinar e tornar o aluno sujeito na construção do conhecimento”.
Partindo da situação explicitada, acreditamos que o diretor escolar precisa ser visionário para compreender as necessidades e particularidades dos alunos das diversas modalidades que a escola atende. Nesse sentido, é extremamente relevante para sua função que o diretor também atente-se para as prestações de contas dos recursos federais e estaduais, que são viabilizados para a manutenção financeira e da infraestrutura escolar. O não cumprimento dessas exigências legais implica em cortes de recursos, o que afeta consideravelmente todo o trabalho da instituição, especialmente o pedagógico.

Conclusão

            Podemos dizer que o papel do diretor escolar é bastante complexo nas instituições de ensino, pois na gestão de bens públicos e dos recursos humanos disponíveis nas escolas, ele deve traçar estratégias para que os objetivos e metas sejam alcançados, aliado ao espírito de liderança para gerir os diversos recursos. É de suma importância observar que o diretor alinhado ao princípio legal e moral da gestão democrática deve ser um lider nato e não o chefe aquele impõe condições quanto as políticas institucionais, limitandoautonomia e conhecimento em um meio que deve ser de constante evolução e aprendizado profissional para atual com os nossos alunos que devem ser o foco do trabalho pedagógico. Em algumas unidades escolares é triste quando percebemos que pessoas pouco comprometidas com a educação do país usam as instituições para defender seus interesses seus ou de um grupo de pessoas ligadas ao gestor, ocasionando assim um desvio de finalidade da escola que é beneficiar e proporcionar o desenvolvimento intelectual do aluno e não esses grupos que defendem o interesse de uma minoria que digamos de passagem são críticos ao ponto de dizerem que a educação brasileira está uma má situação e podemos concordar com eles que pode estar mesmo devido a práticas como estas. O diretor também deve manter a observância das leis que instituem alguns deveres e direitos-chaves dos servidores públicos cíveis do estado de Mato Grosso, que estão garantidos no Código de Ética Funcional, criado pela Lei Complementar, nº 112 de julho de 2002, e sancionada, na época, pelo governador José Rogério Salles.
            Temos ainda como direcionadores do trabalho do diretor escolar, alguns instrumentos legais como LDB, as Resoluções e Portarias do CNE (Conselho Nacional de Educação), CEE-MT (Conselho Estadual de Educação), CEB (Câmara da Educação Básica); as diretrizes legais da Secretaria Estadual de Educação do Estado de Mato Grosso e Regimento Escolar, ambos amparados pelas leis maiores, para definir direitos e deveres do corpo docente, discente, comunidade escolar e conselho deliberativo da comunidade escolar.
            No Estado, todas as escolas da rede estadual de ensino vivenciam o processo democrático a cada biênio. Nesse processo, os candidatos à direção são escolhidos pelo voto direto da comunidade escolar para gerenciar a instituição por dois anos consecutivos, com possibilidade de reeleição para mais dois anos. Podemos dizer que este fato é marcante na história da educação mato-grossense, processo este eleição por voto direto que já acontece a seis anos no Estado de Mato Grosso.
É importante dizer que a educação de Mato Grosso caminha a passos largos, rumo ao cumprimento da Lei 9.394/96 – LDB - em sua íntegra. Com isso, vem subtraindo por meios legais o processo de indicação política anteriormente tendenciosa, inclusive em alguns momentos permeado por má fé e exclusão, pois retirava o direito da comunidade escolar escolher seu representante legítimo através do exercício do direito ao voto, para direcionar parte do futuro de seu maior patrimônio: a família.
Compartilhamos do fato de que a função é complexa é exige atitudes responsáveis para garantia do funcionamento da escola como um todo. Lembramos que um dos maiores desafios de um gestor reside no gerenciamento de recursos, observando todas as legislações, para que não seja penalizado pelo mau uso do dinheiro público. Reiteramos também que os aspectos pedagógicos e humanos da escola precisam ser bem gerenciados para que a participação dos envolvidos seja uma evidencia da democracia em todos os espaços educativos. E, por fim, ressaltamos que a vontade e o desejo de acertar, buscando respaldos em conhecimentos importantes para a função e respeitando os sujeitos da escola, são condições importantes para o exercício da gestão democrática nas escolas. Podemos então afirmar que precisamos de “Educadores” atuando nas escolas, não professores ou chefes na educação brasileira. Lembramos que a educação exige reflexão e provocações para pensá-la e não simplesmente assumir uma posição de comodismo que ocasionará uma desatualização o irá gerar fracasso, pois o caminho do “Sucesso” à “Derrota” é muito mais curto do que pensamos ou vemos.





Referências Bibliográficas

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 05 de outubro de 1988, com as alterações adotadas pelas emendas constitucionais nºs 1/92 a 42/2003 e pelas emendas constitucionais de Revisão nºs 1 a 6/94.  35 ed. Brasília: Câmara dos Deputados, Edições Câmara, 2012. Disponível em: < http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1366/constituicao_federal_35ed.pdf?sequence=26>. Acesso em 20 de maio de 2012.

BRASIL. Ministério da Educação (1996). LDB: Diretrizes e Bases da Educação Nacional.  2ª ed. Brasília: MEC, 2004.

GUARESCHI, Pedrinho Alcides. Sociologia crítica: alternativas de mudança. Porto Alegre: Mundo Jovem. 1997.

MENDES, Valdelaine. Democracia participativa e educação: a sociedade e os rumos da escola pública. São Paulo - SP: Cortez, 2009.

OLIVEIRA, Luciana Paula de. Gestão Escolar. Administradores.com: o portal dos administradores. Abril de 2008. Disponível em: < http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/gestao-escolar/39700/>. Acessado em 15 de novembro de 2011.

PARO, Vitor Henrique. Gestão democrática da escola pública. 3 ed. São Paulo – SP: Editora Ática, 2008.

RIOS, Dermival Ribeiro. Minidicionário escolar de língua portuguesa. São Paulo – SP: DCL, 2009.

ROQUE, Helenice Joviano Faria; SILVA, Rosana Rodrigues da (Orgs.). Competências na/da EJA. Cáceres – MT: Editora UNEMAT, 2009.

 
TACHIZAWA, Takeshi; ANDRADE,        Rui Otávio Bernardes de.  Gestão de Instituições de Ensino e Organizações Escolares. 4. ed.  Rio de Janeiro – RJ: Editora FGV, 2006.

TEIXEIRA, Hélio Janny. Da Administração Geral à Administração Escolar: Uma Revalorização do Papel do Diretor da Escola Pública. São Paulo – SP: Editora Edgard Blucher Ltda, 2003.

Uma Reflexão Sobre a Gestão Democrática na Rede Estadual de Ensino do Estado de Mato Grosso: Uma Visão Interna do Nortão ao Araguaia


NEVES, Welteman Lopes.
Técnico Administrativo Educacional
Graduado em Ciências Contábeis – UNEMAT 2006/2
Pós – Graduado em Gestão Escolar - FINOM 2011

Introdução    
            É de suma importância a reflexão sobre a gestão democrática no seio das escolas desde a aprovação do dispositivo legal que visa regulamentar e nortear a condução do processo de forma coletiva respeitando os atores envolvidos no processo educacional.
            A lei de número 7.040 de 1º de Outubro de 1998, de autoria do poder executivo que tinha à sua frente o então governador Dante Martins de Oliveira é o ponto de partida para o exercício da gestão democrática na rede estadual de ensino de Mato Grosso, pois regulamenta os dispositivos do artigo 14 da lei federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (lei de diretrizes e bases da educação nacional), bem como o inciso VI do artigo 206 da constituição federal, que estabelecem a gestão democrática do ensino público estadual, adotando o sistema seletivo para escolha dos dirigentes dos estabelecimentos de ensino e a criação dos conselhos deliberativos da comunidade escolar nas unidades de ensino.

A Lei 7.040/98, instrumento natural ou impositivo?
            Na década de 80 éramos órfãos em legislação como instrumento agregador a gestão democrática na educação pública mato-grossense, mas antes de falarmos da lei é essencial que possamos conceituar lei. De acordo com Michaelis (1998, pág. 1238), Lei pode ser definida como:

Preceito emanado da autoridade soberana; Prescrição do Poder Legislativo; Regra ou norma de vida; Relação constante e necessária entre fenômenos ou entre causas ou efeitos.

         A lei da gestão democrática é muito bem formulada por seguir outras duas leis maiores as quais são: a constituição federal promulgada em 1988 e a lei de diretrizes e bases da educação nacional. É possível perceber que as leis são formuladas por autoridades soberanas, mas constituídas pelo direito do povo em eleger por meio do voto direto seus representantes que devem sempre observar a defesa do bem comum à população que o elegeu.
            A lei propriamente dita não garante a execução do direito, mas deve servir como direcionadora de decisões a serem tomadas para garantir a liberdade de expressão dos profissionais da educação na construção do processo pedagógico das unidades escolares.
            A constituição federal em seu artigo primeiro diz que a república federativa do Brasil, formada pela União Indissolúvel dos Estados, Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado de Direito e tem como fundamentos: I - A soberania; II – A cidadania; III – A dignidade da pessoa humana; IV – Os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa; V – Pluralismo político e o parágrafo único que diz que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.    A democracia no meio educacional é regulamentada pela lei nº 7.040/98 que norteia com isso a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, dois direitos citados na constituição federal.
Ao longo de mais de uma década de investimento por parte de governos na profissionalização por meio de formação continuada ainda vemos vestígios ditatoriais no meio educacional que são empecilhos para a construção do “Pensar Educação com Foco no Aluno”, sendo entrave para a evolução.
Uma gestão democrática pode ser identificada por quatro elementos indispensáveis de acordo com Araújo (2000) Apud Gracindo e Monlevade, são: a participação, pluralismo, autonomia e transparência.          A característica mais evidente no processo de gestão democrática ainda deficiente que vivemos é a transparência, pois é por meio dela que percebemos falhas graves na participação no processo decisório nas escolas; a singularização do respeito a direitos sociais
como os políticos e religiosos; e a negativa da autonomia nas tomadas de decisões que visam beneficiar aos alunos.
            A gestão democrática deve se dar de forma natural de modo a não haver a necessidade de profissionais terem a necessidade de andarem nos corredores das escolas com um exemplar da lei 7.040 embaixo do braço para tentar garantir seus direitos.
            Atualmente ainda ouvimos reclamações de profissionais da educação que faltam investimentos por parte dos governos, sendo que nos últimos anos o que não faltaram foram políticas públicas focadas na educação. Porém na maioria das vezes aos profissionais da educação, falta investimento próprio para o desempenho de suas funções de forma correta e responsável, saindo da posição de inércia, parando assim de apontar culpados externos pela sua condição restrita de conhecimento. A educação como todo meio passa por lutas internas e de classe o que visa proporcionar discussões que indubitavelmente irão proporcionar construções essenciais para a evolução do processo pedagógico e gerencial da administração escolar. Sendo assim, a percepção de falhas no processo de gestão escolar é primordial para a futura construção de um processo mais limpo e próximo do ideal segundo o que determina a legislação estadual.
            No estado de Mato Grosso, partindo do Nortão ao Araguaia é perceptível grandes falhas no processo de gestão das escolas, mas é animador que a provocação e visão de educadores estimulam o pensar, proporcionando discussões necessárias para correção de falhas. Felizes são os Educadores por estarem em constante evolução por meio do pensamento e debate contínuo sobre práticas pedagógicas.








Referências Bibliográficas

BRASIL.[Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil: texto constitucional promulgado em 05 de outubro de 1988, ed. Brasília. Disponível em http://bd.camara.gov.br/bd/bitstream/handle/bdcamara/1366/constituicao_federal_35ed.pdf?sequence=26>. Acesso em 18 de Junho de 2014.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Gestão Democrática nos Sistemas e na Escola. / Gracindo, Regina Vinhaes; Monlevade, João Antonio de. – 4ª ed. Atualizada e revisada – Cuiabá: Universidade Federal de Mato Grosso / Rede e-tec Brasil, 2013 – 104 p.:il. – (Curso técnico de formação para os funcionários da educação. Profuncionário; 11).

MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa / São Paulo: Companhia Melhoramentos, 1998 – (Dicionários Michaelis).

MT - Seduc convoca mais 1.426 classificados do último concurso


A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) convoca mais 1.426 classificados do concurso de 2010 para os cargos de professores, Técnicos Administrativos Educacionais (TAE) e Apoio Administrativo Educacional (AAE) nas áreas de limpeza e nutrição. Essa será a última convocação referente ao certame, cujo edital 004/2009, totalizando 11.620 profissionais da Educação até o encerramento. Desses,  6.120 serão convocações além das 5.500 vagas ofertadas.

Nessa última convocação, encaminhada para a Secretaria de Administração (SAD) quarta-feira (18.06), serão chamados  736 professores para ocupar vagas nas áreas de Linguagem, Ciências Sociais e Humanas, Ciências Naturais e Matemática.

“A Seduc fez um grande esforço para contemplar o maior número possível de profissionais  visando ampliar cada vez mais o número de efetivos e cumprir a meta prevista no Planejamento Estratégico da Seduc”, destaca o secretário adjunto de Gestão de Pessoas, Edilson Pedro Spenthof.

Dentro das convocações também serão chamados 227 TAE e 463 AAE, sendo 393 para a área de limpeza e outros 70 AAE para ocupar vagas na área de nutrição.  As nomeações deverão ser publicadas no Diário Oficial do Estado (DOE) até o dia 30 de junho 2014, quando expira o prazo de validade do Concurso 004/2009.

Novo concurso
Apesar do percentual de profissionais convocados no último concurso, o Estado prepara um novo certame para a Educação. Uma comissão formada por servidores da Seduc e Secretaria de Estado de Administração (SAD), formada pela Portaria Conjunta nº 004/2014, publicada em 18/03/2014 - está atuando no levantamento da demanda, na avaliação das necessidades de contratações por áreas do conhecimento, entre outros, para definição do total de vagas que serão ofertadas no edital que será publicado no segundo semestre de 2014 .

*atualizada
ROSELI RIECHELMANNAssessoria/Seduc-MT

Olimpimendes terá abertura no ginásio da UFMT


Divulgação
Olimpimendes terá abertura no ginásio da UFMT
A Escola Estadual Francisco Alexandre Ferreira Mendes, em Cuiabá, convida toda comunidade para a abertura da XVIII Olimpimendes, que terá como tema Copa do Pantanal e Preservação da Fauna Mundial. O evento acontece no próximo sábado (21/06), a partir das 8h, no Ginásio Esportivo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com disputa de jogos de várias modalidade (voleibol, futsal, basquete, cabo de guerra, queimada de dois campos, resta um, corrida rústica e dama humana).
A atividade que terá início dia 23 vai até 27 de junho, envolvendo todos o estudantes da unidade do período matutino e vespertino.

Para iniciar a competição, a direção da escola realizou uma disputa que envolveu dez estudante na elaboração do slogan da Olimpíada. O resultado foi a  seleção do trabalho desenvolvido pela estudante do do 3º ano do Ensino Médio, Dayane Marafon. O logotipo escolhido aborda os bichos do pantanal, num cartaz que reúne as cores das Olimpíadas.  Como premiação pela classificação do trabalho a aluna ganhou o um celular, que será entregue na abertura dos jogos.

As equipes que participam da competição serão classificadas com nomes dos países que participam do Mundial de Futebol e que estão na disputa nos jogos realizados na Arena Pantanal, em Cuiabá.


Assessoria/Seduc-MT

MT - Casies abre inscrições para curso de linguagem


O Centro de Apoio e Suporte a Inclusão da Educação Especial (Casies), órgão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), está com inscrições abertas para curso Aghatta. Com o tema “Teorizando a Prática: "Aquisição da Libra como L 1 e Língua Portuguesa e L2 e Instrumentos de Avaliação Linguística”. O curso tem por objetivo identificar os níveis linguísticos do aluno como subsídio para intervenções necessárias no processo educacional.

A capacitação ocorre de 14 a 18 de julho a partir das 13h30minh, com carga horária de 40 horas. Ao todo são oferecidas 35 vagas. Podem se inscrever para a formação, profissionais na área da educação, fonoaudiólogos e profissionais afins.

Os interessados e aqueles que quiserem mais informações sobre o curso e como se inscrever podem entrar em contato com o Casies, pelo telefone: 3322-5514 e/ou  3321-4346. O Casies fica na Rua Crisântemos, nº 16, Bairro Jardim Cuiabá, na Capital.


Assessoria/Seduc-MT

Carta de Abraham Lincoln para o professor de seu filho




Francisco Ferraz

Publicado em: 21/05/2014

"Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que para cada vilão há um herói, para cada egoísta há um líder dedicado.

Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.

Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.

Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.

Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.

Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.

Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho.

Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.

Ensine-o a ignorar as multidões que reclamam sangue e a lutar só contra todos, se ele achar que tem razão.

Trate-o bem, mas não o mime, pois só o teste do fogo faz o verdadeiro aço. Deixe-o ter a coragem de ser impaciente e a paciência de ser corajoso.

Transmita-lhe uma fé sublime no Criador e fé também em si, pois só assim poderá ter fé nos homens.

Eu sei que estou a pedir muito, mas veja o que pode fazer, caro professor.“