terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Conselho quer fim da reprovação de crianças até 8 anos

São Paulo - Novas diretrizes curriculares aprovadas pelo Conselho Nacional da Educação (CNE) e homologadas pelo Ministério da Educação (MEC) recomendam que os três primeiros anos do ensino fundamental, que abrangem crianças de 6 a 8 anos, sejam feitos em um ciclo, sem reprovação. As regras foram publicadas hoje no Diário Oficial.

Discutida ao longo dos últimos anos, a proposta já é colocada em prática por algumas cidades e Estados, como Minas Gerais e São Paulo. "Estudos mostram que essa iniciativa pode trazer ótimos resultados", afirma a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar Lacerda. O principal deles seria evitar que crianças que apresentam um baixo desempenho no primeiro ano se sintam desestimuladas. "A experiência mostra que as maiores taxas de abandono escolar ocorrem entre alunos que repetiram nos primeiros anos de escola", completa.

Para críticos da proposta, a medida seria uma forma de mascarar o problema de má qualidade de ensino. O relator do processo no CNE, o conselheiro Cesar Callegari, diz que o propósito da medida é proteger o estudante. "A todas as crianças é dado o direito de estar alfabetizada aos 8 anos. Muitos alunos apresentam diferenças no ritmo do aprendizado, mas, até o 3.º ano, todos têm condições de ler e escrever", diz.

Em uma escola de qualidade ruim, o problema poderia ser revelado antes do terceiro ano. "Não é para o aluno ficar solto. A ideia é que seja feita uma série de avaliações. Qualquer problema no desenvolvimento do aluno poderia ser captado", afirma Callegari. De acordo com o conselheiro, o MEC está definindo quais são as expectativas de aprendizagem para cada etapa, para que em cada ciclo o aluno seja acompanhado.

"As avaliações deverão ser feitas sobretudo em procedimentos de observação, registros de atividades", diz Maria do Pilar. A secretária de Educação Básica argumenta ainda que a avaliação da escola não é feita por meio dos índices de repetência.

As escolas têm autonomia para adotar ou não as diretrizes publicadas hoje. Maria do Pilar salienta que mesmo as escolas que preferirem manter o regime seriado serão recomendadas a manter os três anos num bloco pedagógico. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Internet: uma nova forma de fazer Jornais Estudantis

Mais de 700 jovens do Ceará irão produzir jornais online, em iniciativa do Comunicação e Cultura apoiada pelo Instituto Oi Futuro.

Produzir jornais em um ambiente virtual online, difundindo opiniões e pensamentos através de seus textos. Essa será a realidade de mais de 700 estudantes de Ensino Médio no Ceará, que se inscreveram através de internet para participar do Clube do Jornal de suas escolas. A escolha dos jovens que participarão das capacitações presenciais – 5 por escola – está em curso, e as atividades de capacitação e produção dos jornais começarão ainda o primeiro semestre de 2009.

O Clube do Jornal até agora publicava exclusivamente jornais em papel. Com o apoio dos Novos Brasis, inicia-se uma transição que levará à publicação de jornais multimídia, com versões em papel e internet. Inicialmente a nova proposta será testada em nove escolas do Ceará, sendo quatro de Fortaleza e outras cinco em municípios do interior do estado (Iguatu, Brejo Santo, Crato, Barbalha, Horizonte e Jaguaribe).

O site do Clube do Jornal será um ponto de encontro destes grupos e funcionará como espaço dinâmico de fabricação e exposição de jornais, trazendo galeria de publicações, seleção de artigos mais votados, noticias atualizadas e ferramentas de capacitação à distância, entre outros recursos. Tudo para propiciar um verdadeiro intercâmbio entre os jovens, que irão trocar conhecimentos e experiências relevantes para sua vivência e aprendizado.

SAIBA MAIS

Clube do Jornal

Criado em 1995, o Clube do Jornal é uma iniciativa da ONG Comunicação e Cultura, que conta hoje com o apoio do Oi Futuro para o seu desdobramento. Até agora o Clube do Jornal realizava jornais estudantis impressos. No entanto, diante do crescimento da democratização da Internet entre o público jovem, o programa adaptou-se aos novos tempos e surgiu uma idéia ousada: por que não realizar jornais utilizando essa poderosa ferramenta e conectar ainda mais pessoas em torno deste propósito? Assim, foram definidas as atuais diretrizes para o Clube do Jornal, que passa a integrar o fazer jornal ao contexto de convergência de mídias e saberes, em um ambiente na Web.

A inovação permitirá incluir novos conteúdos, como vídeo, áudio, fotografias e outros. Ela permitirá, sobretudo, aumentar a interatividade e a participação dos estudantes, professores e familiares através de diversos recursos, realizando pesquisas, formulando opiniões e comentários, pensando textos cooperativos, upload de imagens, vídeos e áudio, entre diversas possibilidades.

Idéia central

Em um ambiente online, jovens do Ceará irão desenvolver jornais estudantis, trabalhando da apresentação gráfica da publicação à escolha dos temas e redação dos textos. O site do Clube do Jornal funcionará como um verdadeiro ponto de encontro e intercâmbio de experiências entre os alunos envolvidos, os leitores e todos os interessados.

Valores

A iniciativa valoriza socialmente a escrita e a leitura, aproveitando o fato de os jornais estudantis abordarem assuntos interessantes de seu universo. Além disso, a atividade deve aprimorar o entendimento dos jovens acerca do universo da Internet e suas possibilidades de comunicação.

Os conteúdos são inteiramente livres, determinados pelas alunas e alunos sócios do Clube, respeitado o Código de Ética do programa.

Outras informações:
Comunicação e Cultura – Clube do Jornal
Rua Castro e Silva, 121 – Centro
60030.010 — Fortaleza-CE
Telefone/fax: (85) 3455.2150
E-mail: clubedojornal@comcultura.org.br

Escolas do Mais Educação recebem apoio para publicar jornais escolares

O MEC, através da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (SECAD), o Instituto C&A e a ONG Comunicação e Cultura fecharam parceria para dar apoio às escolas de todo o Brasil que participam do Programa Mais Educação e desejam publicar jornais escolares.

O Comunicação e Cultura tem uma experiência de 14 anos de apoio à sistemas educacionais para a publicação de jornais escolares, desde a capacitação dos realizadores até a impressão das publicações. Mais de mil escolas fazem parte dos programas da ONG atualmente.

A partir de agora, em parceira com o Instituto C&A, o Comunicação e Cultura dará apoio e capacitação à distância aos monitores do Programa Mais Educação, além de fornecer serviços de impressão e estimular a articulação de uma comunidade de monitores e alunos. A metodologia a ser utilizada é a do Fala Escola, atualmente implantada em 239 escolas no Ceará, com a particularidade de mesclar atividades em sala de aula e atividades de tempo complementar.

Hoje o Programa Mais Educação beneficia 5 mil escolas de áreas metropolitanas e tem como objetivo ampliar o tempo e o espaço educacionais dos alunos da rede pública. Para conhecer mais sobre os fundamentos do programa, acesse o link.

Além das escolas que optarem por realizar jornais escolares, outras poderão receber apoio para incluir essa ferramenta em seu dia-a-dia. O jornal, instrumento de comunicação e uso social de escrita, pode ser utilizado por diversas atividades previstas no programa do Ministério da Eduação, como História em Quadrinho, Letramento e outras atividades.

Ceja de Confresa/MT investe na Economia Solidária

O Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) “Creuslhi de Souza Ramos”, de Confresa, além de seu trabalho pedagógico, está investindo na Economia Solidária da região. Em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) a unidade, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), está promovendo oficinas com essa perspectiva econômica.

Conforme a coordenadora da área de Ciências Humanas e Sociais do Ceja, Maria José Gomes Coelho Castilho, a intenção é “valorizar, promover e articular as formas cooperativas e autogestionárias de produção, comercialização, consumo, crédito e outras, sem destruir o meio ambiente”.


De acordo com ela, a Economia Solidária está inclusa na grade curricular dos Cejas e nas formações continuadas dos professores. Em algumas áreas de conhecimento do Ceja de Confresa, foram ministrados conteúdos voltados para Economia Solidária.

Em 2010, o Ceja contou com a colaboração do Senar para desenvolver as seguintes oficinas profissionalizantes: Pintura em tecidos; Plantio de mandioca; Derivados do peixe; Educação ambiental; Fabricação caseira de produtos de higiene e limpeza; Associativismo; Cooperativismo e Produção e conservação de vegetais, compotas, frutas cristalizadas e licores.

A coordenadora esclarece que a Economia Solidária é uma forma de produção, consumo e distribuição de riqueza, centrada na valorização do ser humano e não do capital. É uma economia com base associativista e cooperativista, e é voltada para a produção, consumo e comercialização de bens e serviços de modo autogerido.

Maria Castilho ressalta ainda que a Economia Solidária não se confunde com o chamado "Terceiro Setor". Para ela, este substitui o Estado nas suas obrigações legais “e inibe a emancipação de trabalhadoras e trabalhadores, enquanto sujeitos protagonistas de direitos”.

A coordenadora revela a intenção, a partir dos empreendimentos econômicos solidários existentes no município ou da região, de identificar possíveis articulações de redes ou de cadeias produtivas entre esses empreendimentos. O objetivo seria pensar a criação de um fórum regional envolvendo toda comunidade em ações coletivas e solidárias.



SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT

Escolas passarão a usar giz antialérgico/MT

Todas as Escolas do Estado (Públicas e Privadas) terão que substituir o giz de gesso, atualmente utilizado nas salas de aula, pelo giz antialérgico. Esta é a obrigatoriedade prevista na Lei 9.476, publicada no Diário Oficial do Estado do dia 10 de dezembro.

Pelo artigo 2º da Lei, as escolas terão um ano para se adequarem à nova legislação. A Lei sancionada pelo Executivo foi uma proposta da deputada estadual Professora Wilma.

A Gerência de Qualidade de Vida, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), tem feito levantamentos sobre as causas de afastamento dos profissionais da Educação. Sabe-se que reações alérgicas ao giz são responsáveis por alguns casos de afastamento. No entanto, é difícil precisar o número, em função de que os sintomas de reações alérgicas estão distribuídos em diversos grupos de patologias, quer sejam estas respiratórias ou dermatológicas.



SERGIO LUIZ FERNANDES
Assessoria/Seduc-MT

Nova prova do Enem será para 9,5 mil


Agência Estado

Número de prejudicados é maior do que estimativa inicial do governo; aplicação ocorrerá em cerca de 200 municípios

O Ministério da Educação terminou ontem a revisão das atas das salas de aula onde foi aplicado o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no mês passado e concluiu que 9,5 mil estudantes foram prejudicados por erros no caderno de questões amarelo. Segundo o governo, todos esses alunos já receberam um comunicado por e-mail, carta ou mensagem de celular para refazerem a prova na quarta-feira.

O número é bem maior do que o estimado pelo próprio ministério logo após a aplicação da primeira prova, no início de novembro. Na ocasião, o governo afirmou que cerca de 2,5 mil alunos haviam recebido cadernos de questões com problemas.

Alunos que receberam o comunicado, mas não se sentiram prejudicados ou não querem fazer um novo exame não são obrigados a comparecer. Quem não realizar a nova versão, terá a prova original corrigida.

A prova será reaplicada em cerca de 200 municípios das 13 às 17 horas. As normas de segurança do edital do Enem 2010 são as mesmas para a nova prova. Os alunos devem se apresentar com uma hora de antecedência no local da prova, com o novo cartão de inscrição (que estará disponível no site www.inep.gov.br) e um documento de identidade com foto, além de caneta esferográfica preta. Lápis, relógio e qualquer outro aparelho eletrônico continuam proibidos.

Confusão

Apesar de todos os esforços do ministério, como dispensa de licitação para contratar o consórcio responsável pelo exame, ajuda da Polícia Federal para fazer a segurança e dos Correios para distribuir as provas, o Enem deste ano foi novamente marcado por falhas - no ano passado, houve vazamento da prova, denunciado pelo Estado.

Além dos cadernos de cor amarela com problemas, o caderno de resposta trazia o cabeçalho invertido, o que provocou confusão entre os estudantes. Em muitos locais, alunos usaram relógio e chegaram a conversar no celular. No interior da Bahia, uma professora vazou o tema da redação para o filho.

Aula de Matemática ou de música

Carlos Alberto Sardenberg*

Que tal ensinar música para nossos alunos do ensino fundamental? E Sociologia, incluindo, por exemplo, cultura indígena e negra? Faz sentido, parece uma boa causa. Mas o último Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês) - testes aplicados a estudantes de 15 anos de 65 países -, cujos resultados foram divulgados na semana passada, mostrou que nossos rapazes e moças ainda não são bons em língua, Matemática e Ciências (Física, Química e Biologia, no essencial). Na verdade, ficaram nos últimos lugares, embora tenham melhorado em relação ao teste anterior, de 2006. Não seria o caso de concentrar os esforços de todos em aperfeiçoar o ensino daquelas disciplinas?

Muitos argumentam que não. Dizem que a escola deve formar bons cidadãos, com formação em humanidades, artes e socialização. Faz sentido, de novo. Seria possível argumentar que a função principal da escola é ensinar justamente aquelas disciplinas do Pisa - como se entende amplamente pelo mundo afora. Mas podemos evitar perder tempo com essa discussão.

Ocorre que os alunos brasileiros não estão propriamente com o seu tempo todo tomado. Comparando com países que vão melhor, temos menos dias de frequência à escola e menos horas por dia. Logo, é possível reforçar o ensino das disciplinas básicas e, ao mesmo tempo, introduzir humanidades, artes e cidadania.

Qual é a melhor maneira de ensinar música? Ou qual o começo mais interessante para as crianças? Tocar instrumentos - na verdade, começar brincando com eles - e, com o tempo, formar bandas, conjuntos e orquestras. Eis uma excelente atividade para os fins de semana nas escolas.

Qual a melhor e mais atraente maneira de conhecer a cultura indígena? Visitando as aldeias, estando com o povo. Outra excelente atividade para feriados e mesmo para parte das férias, por que não?

O problema, reconhecemos, é que isso dá trabalho e toma tempo. Também custa algum dinheiro. Vai daí que, pode apostar, essas boas intenções terminam em desastres. Colocam na grade uma aula de música, pura falação, sem instrumentos; outra de Sociologia e culturas antigas, sem sequer boas fotos em PowerPoint, e acabou. Vamos falar francamente: além de dar emprego a formados nessas matérias, não serve para nada.

Assim, o ensino, que já é precário em língua, Matemática e Ciências Exatas e Biológicas, se torna ainda ruim em humanidades, artes e cidadania. Isso é grave problema pessoal, social e econômico.

A educação tem duas funções: uma, a de igualar as oportunidades; outra, de permitir o avanço pessoal e, com isso, entregar à sociedade profissionais e cidadãos que gerem riqueza para si e para o País. No regime capitalista, a desigualdade é inevitável, mas ao fim das histórias. Como funciona pelo mérito, pela capacidade de empreender, pelo trabalho duro e eficiente, pelas ideias inovadoras e pelo talento, o capitalismo premia os mais bem-sucedidos. Alguns vão ganhar mais, outros ficarão pelo caminho.

O Estado pode reparar algumas situações dramáticas - atendendo, por exemplo, os muito pobres - ou ainda oferecer condições básicas de vida, mas não tem como igualar a renda, a riqueza e o bem-estar das pessoas. O melhor que o Estado pode fazer está na partida, no início da vida das pessoas, na preparação para a atividade profissional. Pode igualar as oportunidades ou chegar muito perto disso. Ou, inversamente, quando falha, pode ser a causa de mais desigualdade.

No Pisa, a melhora de nossos alunos, significativa na média, esconde um fato grave. Levando em conta a renda familiar dos alunos, a realidade é triste: melhoram os nossos alunos mais ricos; os mais pobres ficaram no mesmo lugar.

Ou seja, os mais pobres já chegam à escola em desvantagem. E o sistema educacional amplia essa desigualdade ao longo dos anos. Considerando que estamos em plena era do conhecimento, o desastre não poderia ser maior.

A escola pública fundamental e média, no conjunto da obra, não cumpre suas funções, senão muito parcialmente. Há unidades boas aqui e ali, mas as deficiências são nacionais. A falha é de políticas públicas, para usar expressão tão utilizada por aqui e tão mal utilizada. Oferecer igualdade na partida é função essencial do Estado - todos dizem isso. Mas, nos orçamentos públicos - como nota a diretora da Fundação Lemann, Ilona Becskeházy -, só 3% do gasto total vai para educação e cultura. É claramente insuficiente. Como o governo arrecada um monte de impostos, a conclusão é óbvia: não falta dinheiro, falta gastar de acordo com as reais prioridades.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, nos mostrou como o gasto público geral em educação (da União, Estados e municípios) tem sido elevado todos os anos. Está hoje em torno de 5% do PIB e ele acredita que pode chegar em 7% em quatro anos. O ministro aponta também que não basta aumentar o gasto, mas aplicar os recursos com mais competência e eficiência, no que também está certo. Sem o dinheiro não se vai a lugar algum, mas os dados mostram que nem sempre mais dinheiro equivale a melhores escolas.

O certo é que se precisa de um trabalho de convencimento e persuasão, de modo a pôr a escola no topo de nossas prioridades. E encarar mudanças fortes. Por exemplo: Haddad está preparando um Exame Nacional de Professores, que trará avanços em diversas direções. A primeira, claro, é a melhor avaliação dos mestres, condição essencial para estruturar a carreira. A segunda é melhorar a qualidade dos professores no País todo.

Hoje, para uma prefeitura do interior recrutar cinco professores precisa fazer algum tipo de concurso. Coisa pequena, não atrai as empresas de concurso, a seleção custa dinheiro e sai precária. O Exame Nacional de Professores, feito de maneira mais eficiente, elimina essa dificuldade. Basta à prefeitura anunciar que contrata pela classificação na prova nacional.

Trata-se de uma providência simples, mas com enormes vantagens. Pode ser o ponto de partida para uma reorganização de carreiras, inclusive com melhores salários e planos de evolução, de modo a trazer os melhores para ensinar nas escolas públicas.

...Jornalista E-MAIL: SARDENBERG@CBN.COM.BRSITE: WWW.SARDENBERG.COM.BR

As despesas escolares e a taxa de inflação


O Estado de S.Paulo

O governo lamenta que as mensalidades escolares aumentem mais do que a inflação, visto que as despesas com educação têm peso significativo no orçamento familiar. No entanto, não busca uma explicação para o que considera como uma anomalia.

As despesas escolares têm caráter sazonal: caem a cada mês do ano, no que se refere às mensalidades, mas mostram-se particularmente elevadas nos primeiros meses do ano, quando há gastos com livros e, eventualmente, uniformes. O peso maior das mensalidades é com crianças que não estão em escolas públicas, o que hoje é o caso das crianças de muitas famílias que entram no cálculo do índice oficial da inflação (IPCA), que inclui famílias cujos rendimentos variam de 1 até 40 salários mínimos.

É preciso lembrar que as escolas privadas são obrigadas, por lei, a fixar o valor das mensalidades para o exercício seguinte até o fim do ano escolar. Um cálculo que se faz num quadro de grande incerteza: ainda sem conhecer a inflação do ano que termina e que vai influenciar os preços administrados a serem fixados em geral no mês de janeiro (transporte, energia elétrica, gás), que afetarão as despesas correntes da escola no ano seguinte. Sem falar que a inflação quase sempre dá um salto no último mês do ano.

Mas a maior incerteza é relativa ao reajuste dos professores, cuja folha representa cerca de 80% das despesas de uma escola. E, pelo menos no Estado de São Paulo, o dissídio dos professores ocorre em março - quando, pela obrigação legal, o valor das mensalidades foi definido em dezembro do ano anterior, e não pode ser modificado.

Essa diferença de pelo menos três meses entre a fixação do valor das mensalidades e o reajuste do corpo docente traz inúmeros inconvenientes. Naturalmente, os professores procuram obter um reajuste ao menos igual e, de preferência, superior ao das mensalidades pagas pelos alunos. Mas o grande fator de incerteza está no fato de que o sindicato dos professores sempre consegue um reajuste muito acima do reajuste das mensalidades escolares. Já houve ano em que o dissídio demorou diversos meses e as escolas tiveram de reajustar os salários dos professores em quase o dobro do que havia sido previsto.

É uma situação que explica por que as mensalidades são fixadas acima da inflação, porque as escolas têm de prever uma margem que lhes permita enfrentar o reajuste dos salários do corpo docente. A solução seria ou mudar a data do dissídio ou permitir reajuste à luz do acordo salarial.

Valorização do professor é eixo central do PNE


Valorização do professor é eixo central do novo Plano Nacional de Educação, diz Haddad,Ministro afirmou que texto terá metas para cada etapa do ensino
Da Agência Brasil.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (13) que a valorização do professor será o eixo central do novo PNE (Plano Nacional de Educação), que deve ser entregue pelo governo ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (16).

Durante participação no programa Café com o Presidente, Haddad afirmou que o texto terá metas para cada etapa da educação, desde a infantil até a profissional. Mas, segundo ele, a próxima década precisa ser do professor.

- O professor brasileiro ainda ganha, em média, 60% do que ganham os demais profissionais de nível superior, e nós queremos encurtar essa distância para que a carreira do magistério não perca talentos para as demais profissões.

O ministro lembrou que, na semana passada, dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação Estudantil) indicaram que o Brasil foi o terceiro país avaliado que mais evoluiu na qualidade da educação – ficando atrás de Luxemburgo e do Chile.

Para Haddad, o estudo demonstra que a educação brasileira está “no rumo certo”, crescendo em quantidade mas também em qualidade.
- Agora, trata-se de acelerar o passo.

Lei que cria produto específico para a área da educação está em estudo



Por: Valeska Andrade

Os produtos para crianças da previdência privada, sucesso de venda no mercado nos últimos seis anos, costumam registrar crescimento substancial no último trimestre do ano.

De janeiro a setembro de 2010, o setor captou cerca de R$ 1 bilhão, frente a R$ 3,3 bilhões em todo o ano de 2009, segundo os dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

Tais planos vêm superando o crescimento dos produtos destinados aos adultos. Como no Brasil não há um plano de previdência especificamente educacional, os juvenis cumprem essa função.

Está em negociação a aprovação de lei que crie um produto educacional com previsão de incentivo fiscal. Não haveria incidência de tributo sobre o benefício, se efetivamente usado para gastos com educação.

Fonte: Valor Econômico (SP)

Repetência no Brasil é uma das mais altas

Por: Valeska Andrade


A taxa de repetência dos alunos da primeira série da educação primária no Brasil é de 24,5%, uma das maiores da América Latina e Caribe. É o que aponta a publicação Situação da Educação na América Latina e Caribe 2010, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

O estudo também mostra que a taxa de matrícula na educação pré-primária ainda é baixa no País. Apenas 50% dos meninos e meninas entre 4 e 5 anos estavam matriculados nesse nível educacional, enquanto a média dos outros países da América Latina era de 65,3%.

Já o percentual de matriculas na educação primária (6 a 11 anos) era de 95%, perto da média da região (95,3%). No entanto, o aumento entre 2000 a 2008 foi de apenas 2,6%. Ontem, foram anunciados só parte dos dados. A pesquisa completa será divulgada em 2011.

Fonte: O Globo (RJ); Estado de Minas (MG)

MUDANÇAS Lula diz que envia novo Plano Nacional de Educação



Agência Brasil


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje (13) que vai enviar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) ao Congresso Nacional na próxima quarta-feira (15). “Estaremos deixando público o compromisso do governo brasileiro até 2020”, disse em seu programa semanal Café com o Presidente.

Entidades da área educacional já haviam pedido urgência na divulgação do texto. Uma carta foi enviada ao Ministério da Educação (MEC) e à Presidência da República para que o projeto fosse encaminhado ao Congresso Nacional antes do recesso parlamentar, que deve começar nesta semana, logo que for votado o Orçamento de 2011.

Lula lembrou que o novo PNE não deve ser visto como um programa de governo, uma vez que tem a duração de dez anos. “O que é importante é que as metas são ambiciosas”, disse, ao citar a previsão de chegar a 7% do Produto Interno Bruto (PIB) investidos em educação até 2020.

“[A qualidade da educação] é um desafio para a futura presidenta do Brasil, a companheira Dilma Rousseff. É um desafio para quem for escolhido por ela para ser ministro da Educação”, afirmou.

Lula destacou os investimentos em educação superior feitos nos últimos oito anos, mas avaliou que é preciso, a partir de agora, “mais ousadia” no ensino fundamental.

O atual Plano Nacional de Educação vigora até 31 de dezembro

domingo, 12 de dezembro de 2010

Aula de pintura estimula criatividade de pessoas com deficiência


Alunas expressam sentimentos e personalidade nas telas

DO G1

Pessoas com deficiências físicas e intelectuais recorrem à pintura para auxiliar no desenvolvimento da criatividade. Em Campo Grande, aulas permitem que os alunos expressem sentimentos e sua personalidade nas telas.

A estudante Priscila Cardoso, de 17 anos, tem síndrome de down. A aula de pintura tem ajudado a estimular seu raciocínio e sua criatividade. O mesmo acontece com Stefany Capuri, de 19 anos, que nasceu com uma doença hereditária e ficou com sequelas.

Na aula de pintura, as alunas aprendem a desenvolver seu próprio estilo, o que pode ser notado nas telas. Elas expressam, na arte, sua personalidade, seus sonhos e suas emoções. Aninha, 35 anos, é a mais velha da turma. Ela teve meningite na infância e por isso teve alguns movimentos limitados. Aninha não fala, mas a arte, segundo sua mãe, Maria Aparecida Gonçalves, é capaz de traduzir os sentimentos da filha.

"É uma interação muito legal. Elas têm muito o que ensinar para nós. Lições de vida, de superação, de não se deixar abater, superar os limites, essa alegria de viver apesar da deficiência", diz a professora Lucia Maria Pereira.

Alunos de projeto social expõem fotos na Capital


"Poesia Necessária" leva cursos a adolescentes desde 2006

DIÁRIO DE CUIABÁ

A exposição "Jovens Olhares" reúne 50 fotografias do Centro Histórico de Cuiabá e tem a curadoria do fotógrafo André Rondon e da jornalista e fotógrafa Isa Sousa. Ambos ministraram as aulas de fotografia para o projeto Poesia Necessária em 2010. Essa exposição é o resultado das aulas de campo que foram realizadas no centro de Cuiabá. Também esta na exposição um varal de poesias que reúne mais de 50 poemas escritos pelos estudantes das escolas Estaduais Cesário Neto e Nilo Povoas, que participaram das oficinas.

O Poesia Necessária surgiu no ano de 2006 com o intuito de incentivar a leitura e divulgar a poesia nas escolas públicas de Cuiabá - MT. Esta iniciativa vem para colaborar e contribuir no ensino de Literatura e Linguagem. Dessa forma, busca ampliar e fomentar a temática no âmbito escolar, para educando e educadores.

Produção poética

O projeto nesses cinco anos de atividades atendeu 323 alunos nas escolas Estaduais Raimundo Pinheiro, Ferreira Mendes, Nilo Póvoas e Cesário Neto localizadas em Cuiabá. Possui dois livros publicados, e no final de 2008 foi contemplado pelo Prêmio Pontinho de Leitura que dispõem de um espaço equipado e com mais de 500 títulos em diversas categorias de literatura Brasileira, infanto-juvenil e Infantil, além de gibis que dão suporte ao trabalho desenvolvido.

O Poesia Necessária tem a leitura, a escrita e a literatura como matéria-prima.
A difusão de iniciativas como essa que privilegiam práticas de incentivo a leitura e a produção poético-literária e textual são importantes à medida que constituem em alimento intelectual para o crescimento do indivíduo, o que reflete a toda sociedade, segundo a coordenadora pedagógica do Projeto, Viviene Lozi.

O projeto se articula muito na formação de leitores autônomos e críticos capazes de ler e escrever e assim promover novas práticas de leitura.

As linguagens também se misturam na medida em que ela transversalisa (cultura e educação) e descobre a fotografia e os blogs, que despertam a percepção do olhar, do designer, da semiótica e do conceito da educação 2.0, formando uma rede de saberes e fazeres provocadas pela era do conhecimento e das artes.

Em linhas gerais, a iniciativa destina-se a realização de oficinas e palestras em escolas públicas, tendo como público-alvo estudantes do ensino médio, voltada para fomentar a leitura, por intermédio da literatura e da poesia, estimulando a produção poético-literária pelos participantes, para a posterior edição em um livro. O trabalho conta ainda com a participação de fotógrafos, designers, blogueiros, escritores, poetas, artistas e produtores culturais, além dos professores das escolas.

Em 2010 uma nova fase iniciou-se cheia de novidades, mas nunca se esquecendo do objetivo pioneiro de levar de forma mais aprofundada e também criativa a poesia para escolas públicas. Oficinas envolvendo poesia, fotografia, cultura digital, design e muito mais puderam ser praticadas e desenvolvidas pelos alunos das escolas participantes que trabalharam a temática do Centro Histórico de Cuiabá.

As escolas escolhidas em 2010 foram o Nilo Póvoas e o Antônio Cesário Neto, ambas localizadas no entorno do Museu de Arte Sacra de Mato Grosso, onde o Pontão Ação Cultural em Rede sedia as oficinas do projeto e as atividades do pontinho de leitura.

Aula de Blog

O projeto tem oficineiros de peso. Se a produção poética ficou por conta de Antônio Sodré e de Irmar Chaves (Neneto), a criação e designer de blog com Anderson Mostrinho e na fotográfica com André Rondon e Isa Sousa. O projeto recebeu o Superintendente Regional de Mato Grosso do IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Cláudio Conte, que ministrou uma palestra a convite do projeto na Escola Cesário Neto Sobre o Centro Histórico de Cuiabá.

Aula de Fotografia

Neste ano o Poesia Necessária foi contemplado pelo edital do Instituto HSBC Solidariedade em que a Ação Cultural foi a proponente. Além deste edital, o projeto ganhou novos reforços com editais do Ministério da Cultura como o Bolsa Agente Escola Viva e o Bolsa Agente Cultura Viva que estão em fase de conveniamento.

Durante o ano, muitas atividades foram realizadas e criações diversas surgiram a partir do conteúdo ministrado nas oficinas. Poesias, Blogs e Fotografias puderam ser conferidas na primeira exposição que marcou o encerramento do primeiro semestre, realizado no final do mês de junho, no MASMT - Museu de Arte Sacra. A exposição trouxe alguns dos produtos gerados com a realização do projeto e que puderam ser visualizados pelas escolas, turistas e comunidade em geral. A 1ª exposição teve duração de um mês e recebeu um público de aproximadamente duas mil pessoas, também foi uma maneira das instituições envolvidas mensurarem os resultados obtidos pela iniciativa.

A exposição "Jovens Olhares" foi aberta nesta semana e reúne belíssimas fotos que foram tiradas na Casa Barão de Melgaço, Palácio da Instrução, Museu Histórico de Mato Grosso, Museu de Arte Sacra, Igrejas, Praças, Ruas do Centro Histórico de Cuiabá que retratam o olhar poético dos participantes através das lentes.

SERVIÇO
O QUE: Exposição "Jovens Olhares"
LOCAL: Museu de Arte Sacra de Mato Grosso (MASMT)
QUANDO: a partir de 09/12
HORÁRIO: a partir das 14 horas
AGENDAMENTO: 3028-6286
MAIS INFORMAÇÕES: www.acaocultural.org ou www.poesianecessaria.blogspot.com

Mortalidade infantil brasileira

Por: Valeska Andrade

O Brasil mantém queda acelerada na taxa de mortalidade infantil. Mas, o índice ainda está longe dos níveis estipulados pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em 2009, houve 22,47 óbitos de meninos e meninas com um ano de idade para cada mil crianças nascidas vivas.

Em 1980, o número era três vezes maior (69,12). Entre os 29 países que lideram um ranking com os menores índices, os cinco primeiros são desenvolvidos. Neles, o número de mortes não passa de quatro para cada mil crianças nascidas.

O Brasil está em 22º lugar, atrás da Venezuela (19º), Colômbia (20º) e El Salvador (21º). Ganha apenas de Serra Leoa, (104,3), Costa do Marfim (86,8), Haiti (62,4), Índia (54,6) e China (22,9). Desafio para a nova presidente!

Fonte: Hoje em Dia – Online (MG)

Educação básica só terá nível adequado em 2050

Por: Valeska Andrade


Mantido o atual ritmo, a educação básica brasileira atingirá um nível de qualidade considerado adequado apenas daqui a 40 anos, conforme projeção de estudo divulgado no último dia 1º de dezembro pela ONG Todos pela Educação.

O movimento, formado por empresários, educadores e gestores, fixou como meta para 2022 que 70% dos estudantes tenham conhecimento adequado para a sua série.

Hoje o melhor desempenho aparece no 5º ano do ensino fundamental, em português, no qual 34,2% dos alunos alcançaram a nota esperada.

O movimento defende cinco ações para que os objetivos sejam alcançados no tempo esperado, como valorização do professor e punição de gestores que não cumprirem normas ou metas da área.

De positivo, a ONG aponta o aumento do investimento na educação básica e a expansão de matrículas de crianças de baixa renda.

Apresentada coleção da Unesco com versão em português

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Gabriela Mangabeira


A coleção História Geral da África, em língua portuguesa, foi apresentada ontem (9), em Brasília, pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, e pelo representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Vincent Defourny.

O conjunto da obra, que conta a pré-história do continente africano e sua história até a década de 1980, será distribuído pelo Ministério da Educação nas bibliotecas públicas do país, em universidades, conselhos estaduais de educação e ministérios públicos estaduais, em janeiro de 2011. A tiragem será de oito mil exemplares.

A coleção, formada por oito livros, estará disponível também por meio eletrônico, para leitura e impressão, nas páginas eletrônicas do MEC e da Unesco.
Fonte: http://www.nota10.com.br/noticia-detalhe/6445_Apresentada-colecao-da-Unesco-com-versao-em-portugues

Diversidade cultural é chave para o desenvolvimento

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Gabriela Mangabeira


O representante da Organização das Nações Unidas para Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no Brasil, Vincent Defourny, afirmou hoje (9) que o reconhecimento da diversidade cultural brasileira é uma das chaves para o desenvolvimento do país.

Durante o lançamento de uma coleção sobre a história geral da África, produzida pela Unesco e traduzida para o português, Defourny elogiou a cooperação sul-sul e se referiu ao Brasil como “um jogador cada vez mais de primeira divisão e estratégico, que quer reconstruir a ponte da escravidão, mas no sentido oposto”.

A coleção, inicialmente prevista para ser lançada em novembro, é formada por oito volumes. Para o representante da Unesco no Brasil, os livros representam “a pedra fundamental” do conhecimento brasileiro sobre o continente africano.

“Durante séculos, se falou que a África era um continente sem história. A Unesco assumiu esse desafio e conseguiu reunir mais de 350 historiadores, a maioria africanos, para fazer um trabalho que demorou mais de 30 anos”, contou.

O adido cultural da Embaixada da República de Angola no Brasil, Carlos Lamartine, elogiou a iniciativa e cobrou que os livros sejam distribuídos também aos países africanos de língua portuguesa. “É nosso desejo trabalharmos também no sentido da disseminação da coleção pelos territórios dos nossos países, para que se generalize esse conhecimento”, disse.

Para a professora e ex-integrante do Conselho Nacional de Educação (CNE), Petronilha Gonçalves, o lançamento dos livros em português representa o fruto de um trabalho de séculos. “Um trabalho dos nossos antepassados, que vieram para o Brasil de forma tão triste e difícil, mas que construíram um outro povo, os africanos brasileiros.”

Fonte: http://educacao.uol.com.br/ultnot/2010/12/09/reconhecimento-da-diversidade-cultural-e-chave-para-o-desenvolvimento-diz-unesco.jhtm

Renda familiar impacta mais no Pisa que investimento por aluno

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Gabriela Mangabeira

O investimento médio anual por aluno de cada Estado brasileiro não tem impacto direto no desempenho do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), divulgado nesta semana. Isso significa que a quantidade de dinheiro aplicada por estudante não está surtindo efeito nas notas. Segundo levantamento do Movimento Todos pela Educação, a renda familiar tem peso maior.

É o caso de Roraima, o segundo Estado brasileiro que mais investe em valores anuais por aluno – um total de R$ 4.365,37 -, mas figura em 18.º no ranking do Pisa. A situação inversa – menos gasto e melhor desempenho – é observada em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Os três Estados, que ficaram entre os quatro mais bem colocados no ranking do Pisa, investem anualmente menos que R$ 2,5 mil por estudante.

Segundo o levantamento do Todos pela Educação, feito com base nos dados de leitura, a relação só se aplica no Distrito Federal, que obteve a maior média do País no exame, com 439 pontos, e detém também o maior investimento médio (R$ 4.834,43). Já São Paulo, 7.ª posição entre as notas dos Estados, tem o 9.º maior gasto.

Para Mozart Neves Ramos, do Todos Pela Educação, as verbas destinadas à educação só têm efeito quando realmente são revertidas em políticas estaduais eficientes. “Isso só se traduz quando o Estado aplica bem o dinheiro. É o caso de Minas Gerais, por exemplo, que tem uma renda mais baixa, mas aparece entre os primeiros no Pisa.”

Um fator que demonstra maior influência no desempenho é a renda familiar por pessoa – quanto maior ela for, maior a pontuação do Estado no Pisa. Novamente é citado o caso do Distrito Federal, que, além da maior nota, tem a maior renda do País – R$ 1.324. Já Alagoas, além de ter o menor rendimento mensal per capita (R$ 339), tem a pior nota no Pisa: 354 pontos.

A avaliação também ressalta as desigualdades do Brasil. Entre o primeiro e o último colocado, percebem-se 85 pontos de diferença no Pisa e R$ 985 na renda per capita. “A relação entre renda e escolaridade no Brasil é algo natural”, afirma Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.

Objetivos.
A falta de relação entre a quantidade de dinheiro investido pelos governos e as notas é apontada também entre os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que não inclui o Brasil. Segundo o relatório do Pisa, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de um país explica apenas 6% da diferença de desempenho. Os outros 94% refletem o potencial da política pública dos sistemas.

O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que vai ditar as metas do País na próxima década, deve ser apresentado no dia 27, como o Estado adiantou ontem. O plano deve alcançar um investimento de 7% do PIB na área – hoje, o gasto público é de 5%.
Para Ilona Becskeházy, diretora executiva da Fundação Lemann, destacar uma parcela do PIB não garante dinheiro na educação. “Temos de ancorar esse gasto. O governo acredita que o PIB vai crescer, mas e se houver recessão? Nossa sociedade precisa escolher sua prioridade.”

Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101210/not_imp651964,0.php

Brasil terá escola para pesquisar sistema carcerário

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Gabriela Mangabeira


O Brasil deve inaugurar, no segundo semestre de 2012, uma escola para estudar o sistema penitenciário nacional e propor estratégias para modernizá-lo. A ideia é que a escola analise a eficiência de penas alternativas e proponha meios para implantar um sistema educacional para a população carcerária.

A Escola Penitenciária Nacional deverá produzir pesquisas sobre direito penitenciário e direito penal, a partir de parceiras com universidades e com programas de mestrado e doutorado. “Visamos montar um centro de professores mestres e doutores, que, inclusive produzam comparações do Brasil com outros países”, afirma o diretor geral do Departamento Penitenciário Nacional, Airton Michels.

O início das obras de construção da escola, que será sediada em Brasília (DF), está previsto para 2011 e o término para a metade de 2012, quando a escola deve começar a funcionar. Até lá, o Ministério da Justiça, responsável pela iniciativa, deve elaborar as matrizes curriculares da instituição.

Já está previsto, porém, que ela aborde nas pesquisas temas como os motivos do aumento da criminalidade, meios de potencializar penas alternativas, o por que da reincidência e estratégias para implantar um sistema de educação nos presídios. “Esse ponto é um desafio, porque o tempo de detenção varia muito e cada estado deve ter uma política própria”, avalia Michels.

Além das pesquisas, a escola vai oferecer cursos de formação para agentes penitenciários federais. Ela também prevê parcerias com estados para capacitar gestores e profissionais da área. “Vamos produzir um conhecimento que será repassado para os estados, por meio, por exemplo, da formação de psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras”, conta do diretor.

“Queremos buscar na ciência formas mais eficientes de trabalharmos o sistema prisional, principalmente porque observamos que há muitas prisões e não há redução na criminalidade”, diz Michels. “As pesquisas podem nos ajudar a encontrar soluções para problemas de reincidência e de dificuldade de cumprir penas sociais”.

Fonte: http://aprendiz.uol.com.br/content/clotopithi.mmp