quarta-feira, 9 de março de 2011

Exame da OAB

Especialistas defendem o exame, mas afirmam que ele 'perdeu o foco'
Carlos Lordelo - Estadão.ed
Enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não decide se o Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) é constitucional ou não, os bacharéis em Direito de todo o País ainda precisam ser aprovados nas provas objetiva e prático-profissional para poder exercer a advocacia.
Alunos do cursinho LFG se reúnem na antevéspera da primeira fase do atual exame .O exame foi instituído por lei em 1963 e era obrigatório só para bacharéis que não haviam feito estágio profissional. Em 1994, a Lei n.º 8.906, válida até hoje, transformou a prova em precondição para todos que desejam ser advogados. Em 2007, o Conselho Federal da OAB deu início à unificação do exame, processo concluído no fim de 2009.
A cada ano, a OAB realiza três edições de seu exame. A primeira fase é
constituída por cem questões objetiva, cada uma valendo um ponto. Quem faz 50 pontos é classificado para a segunda fase, em que o candidato precisa redigir uma peça processual e responder a cinco questões, sob a forma de situações-problema, compreendendo as seguintes áreas de opção do bacharel, indicada no momento da inscrição: Direito Administrativo, Direito Civil, Direito Constitucional, Direito do Trabalho, Direito Empresarial, Direito Penal ou Direito Tributário.
Antes da unificação, cada Seccional da Ordem aplicava seu exame e denúncias de fraude eram comuns, assim como a desconfiança de que em alguns Estados as provas eram mais fáceis. Para acabar com esses problemas, o Conselho Federal da OAB resolveu fazer uma prova única para todos os candidatos.
No primeiro exame totalmente unificado,organizado pelo Cespe/UnB há um ano, a Ordem recebeu denúncias de vazamento de questões. A Polícia Federal instaurou inquérito, como parte da Operação Tormenta, para apurar a fraude. Após a investigação, 37 pessoas foram indiciadas.
O vazamento levou a OAB a romper com o Cespe e contratar a Fundação Getulio Vargas (FGV) para elaborar o exame. Mas isso não impediu que outros problemas atrapalhassem a seleção. A segunda fase da segunda prova do ano passado (2010/2), aplicada em novembro, teve de ser corrigida de novo por causa de erros na divulgação do resultado.


Direitos humanos.

Atualmente, está em curso o exame 2010/3, em que 107.044 bacharéis se inscreveram. A primeira fase foi realizada no dia 13 de fevereiro e tem sido alvo de polêmica. É que o edital previa a cobrança de 15 questões relacionadas a direitos humanos, estatuto da advocacia e da OAB,
regulamento geral e código de ética e disciplina. No entanto, o gabarito do exame registrou apenas dez questões sobre o tema estatuto e código de ética e nenhuma questão referente a direitos humanos.


A Ordem não atendeu a pedidos de revisão e manteve o gabarito. Alegou que caíram questões sobre tortura, direito moral, da criança e do adolescente, entre outras. Mas os candidatos continuaram reclamando. Os cursinhos preparatórios para o exame chegaram a pedir a atribuição de cinco pontos a todos os participantes da primeira fase, para compensar a suposta ausência de questões sobre direitos humanos. Em resposta, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.

Ministério Público Federal (MPF) encaminhou recomendação ao Conselho Federal da Ordem solicitando a concessão dos cinco pontos para todos os candidatos do exame 2010/3. Assim que receber oficialmente o documento, a OAB terá dez dias para dar uma resposta ao MPF. O caso pode acabar na Justiça.


Dos 103.943 candidatos que fizeram a primeira fase, apenas 23.587 foram classificados para a segunda etapa. Esse número vai aumentar, caso a Ordem conceda os cinco pontos a mais para todos os participantes desta edição do exame.


Em meio a questionamentos sobre o possível descumprimento das regras do exame, instituídas por um documento chamado Provimento 136, de 2009, o Conselho Federal da OAB montou uma comissão provisória para estudar mudanças na seleção.

A justificativa, segundo Ophir Cavalcante, é que o exame "mudou muito" desde então. "Agora a prova é a mesma emtodas as seccionais e precisamos adequá-la a essa nova realidade que nem nós tínhamos noção da dimensão”, disse.


O presidente da Comissão Nacional de Exame da Ordem, Walter de Agra Junior,
diz que a comissão temporária já começou a analisar algumas propostas "para
deixar o provimento mais cristalino". Segundo ele, a prova de primeira fase não deve ganhar mais conteúdo. "A grade curricular não tende a ser modificada", ressaltou.>

Agra, no entanto, diz que está em discussão o acréscimo de questões
referentes à antropologia, sociologia e filosofia na prova objetiva. "Vamos
tentar colocar aos poucos, mas sempre anunciando com antecedência", afirma.
"Obviamente, antes nós vamos olhar o que o MEC (Ministério da Educação)
estabelece para os programas dos cursos jurídicos para saber o que
especificar."


O coordenador do exame defende o atual modelo. "Conseguimos analisar as qualificações necessárias que um advogado deve ter. E a prova tem sido melhorada cada vez mais", diz. Ele conta que os próprios candidatos avaliam a prova como "satisfatória", em um questionário de percepção aplicado nas primeiras fases.


Para o advogado Marco Antonio Araújo Júnior,diretor pedagógico da Rede de Ensino LFG - um dos maiores cursinhos preparatórios para a OAB - o exame é "essencial", mas está se desviando de sua essência. "O exame é uma prova de habilitação, não um concurso público. A OAB exagera na quantidade de conteúdo, enquanto poderia deixar a prova mais próxima da realidade do advogado". O professor diz que a Ordem "perdeu o foco" na medida em que analisa incluir novas disciplinas "que não estão vinculadas à habilidade do candidato para ser advogado".


Apesar das críticas, Araújo aprova o modelo do exame - dividido em duas fases - e até elogia a segunda etapa. "Está mais bem ajustada ao objetivo do exame, porque exige conhecimentos específicos da área que o advogado pretende atuar." A solução para melhorar a seleção, para o professor, é deixá-lo nas mãos de pessoas vinculadas à prática profissional, e não de teóricos. "Nenhum advogado decora código civil, de processos. A prova precisa cobrar raciocínio lógico, interpretação da questão à luz do Direito, mas não texto integral de leis."

Na opinião do advogado Maurício Gieseler, criador e editor há três anos do
Exame de Ordem, o exame é "adequado" para o tamanho que ganhou desde que foi unificado. "Não se pode exigir uma prova de primeira fase mais difícil, mais complexa, e por isso é bom ter uma segunda etapa que explore o raciocínio jurídico."


Gieseler fez o exame 2006/3, que foi objeto de investigação por suspeita de
fraude. "Fique um ano me aborrecendo com a possibilidade de perder a carteira da OAB, porque o MPF queria anular tudo. Daí eu resolvi fazer novamente em 2008/1 e passei mais uma vez", conta. Desde então, foi aprovado em mais sete edições da seleção, em que se tornou um especialista. "Só deixei de fazer o exame duas vezes, por problemas pessoais."

Para ele, o exame é fundamental, mas serve para criar uma reserva de mercado. "O número de aprovados sempre fica entre 13 e 16 mil, apesar do aumento no número de inscritos. Mesmo que a OAB não admita, trata-se obviamente de uma reserva de mercado", afirma. "Mas não se pode dizer que um exame foi mais difícil que outro só pela quantidade de aprovados. Isso é subjetivo. O problema da exclusão da maioria dos candidatos não é culpa da OAB, mas de um sistema educacional que permitiu a expansão quantitativa, mas não qualitativa, dos cursos de Direito no País", diz.

terça-feira, 8 de março de 2011

Artigo - Proeja

Proeja, educação de jovens e adultos na perspectiva do ensino técnico.

Iza Aparecida Saliés



Este texto, tem como finalidade provocar reflexão quanto aos conceitos educação e trabalho na perspectiva de uma formação integrada entre currículo formal e currículo da área técnica para a Educação de Jovens e Adultos ou seja, Proeja .

As discussões e debates que permeiam a Educação de Jovens e Adultos enquanto modalidade de ensino, ou seja, por tratar-se de clientela com especificidades de natureza cognitiva, emocional e de construção de conhecimento, cujas limitações estão associadas não só ao aprender, mas também, na associação da teoria com a prática laboral.

A forma de ensinar e de aprender dessa clientela interferem consideravelmente na forma em que a educação está sendo oferecida para essa clientela, além de ensinar considerando os saberes que o aluno já possui, precisa ainda, fazer a interface da formação básica com os conhecimentos técnicos específico do curso que ele (a) vai fazer.

Partindo do pressuposto, de que hoje a educação deve ter como eixo de discussão curricular os conceitos de cultura, ciência, conhecimento e trabalho, este, entendido não só na ótica do capitalismo, como produção, exploração, como na perspectiva ontológica,ou seja , do ser, dessa forma faz-se necessário pontuar algumas indagações quanto à relação conceitual educação e trabalho, educação formal e o mundo do trabalho, numa abordagem fundamentada nas concepções atuais para que de fato fazer a integração curricular aconteça, nessa nova modalidade de ensino - Proeja.

O Programa Proeja/MEC, enfocando sua finalidade, sua demanda e também a importância que tem essa nova modalidade para os jovens e adultos, sedentos por uma resposta imediata às suas necessidades de melhorar sua vida, conhecer o mundo do trabalho e ter um bom desempenho trabalho.

Deixo em aberto, para um próximo artigo, a necessidade de abordar com mais profundidade a questão curricular dessa modalidade de ensino, cuja vertente carece de estudo e do aprofundamento teórico, uma vez que a integração deve ser feita sem que haja prejuízo para qualquer uma das partes da formação geral ou técnica.

Este programa, Proeja, cujos fundamentos apontam para a possibilidades de novos desenhos curriculares, que possam ser adequados aos nossos alunos da Educação de Jovens e Adultos e às propostas de ensino tradicionais dessa modalidade de ensino , possibilitando uma nova oferta integrada de Ensino Fundamentla ou Médio e Ensino Técnico, num mesmo curso.

Comemoração - Dia da Mulher


Saia de bruxa hoje


Não, nada de sair por aí fantasiada de princesa, noiva ou prostituta. E nem pense em aparecer de cigana ou palhaça! Se eu te ver de odalisca, juro que viro a cara.

A idéia é a seguinte: pegue um chapéu preto ou roxo bem alto. Uma capa vai bem também – pode ser das mesmas cores, para ficar combinando. E uma vassoura, sempre tem que ter uma vassoura. Se quiser, ponha um nariz comprido e disforme, afinal, nossas homenageadas eram feias de dar dó – pelo menos segundo os desenhos animados da Disney. Um toque especial. Ah, e desenhe uma verruga, fundamental!

Saia, enfim, de bruxa! Por quê? Porque hoje é 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, e essas libertárias ousadas foram um pedaço da nossa história rumo a uma sociedade mais igualitária. Queimadas nas fogueiras da Inquisição sem piedade simplesmente porque estudavam a natureza e exerciam a medicina alternativa, elas entraram para os anais como forças maléficas. Óbvio: eram um símbolo do poder da mulher e isso não poderia ser tolerado.

Mas agora sim. Dê gargalhadas sinistras por aí. Você pode. E deve!
Escrito por Maíra Kubík Mano
Maíra Kubík Mano é jornalista. Doutoranda em Ciências Sociais na Unicamp, estuda a relação entre a mídia e as mulheres.

Artigo - Ensino

Quando as atividades pedagógicas ultrapassam os limites da escola, o que fazer?

Iza Aparecida Saliés

Os pais têm se envolvido em demasia com a vida escolar dos filhos, sobrecarregando – os de afazeres escolares ou não, isso acontece, com mais frequência com crianças da classe média.


Eles, os pais, procuram especialistas, aula particular, tudo que possa ajudar na superação das dificuldades de aprendizagem de seus filhos, isto porque, não foram realizadas na sala de aula, durante o processo ensino aprendizagem do dia.


Essas crianças são geralmente são filhos de pais que podem buscar alternativas próprias para ajuda e apoiar o estudo deles, são na grande maioria, pessoas que de uma forma ou de outra acompanham a trajetória escolar dos pequenos.


E as crianças que não contam com esse apoio?


Muitas crianças fazem parte desse rol, ou seja, dos que não possuem pais para acompanhar os trabalhos escolares, essas crianças, não gozam das mesmas oportunidades para aprender, elas precisariam do apoio da escola para não ficar em defasagem em relação às outras.


O papel da escola é ensinar e de ajudar a criança fazer o dever de modo que elas não dependam da ajuda da família, e não deixar para os pais a responsabilidade de terminar o que na sala de aula não foi feito totalmente, ou melhor, explicar com clareza os exercícios na sala.


O dever de casa é uma grande preocupação para os pais, tudo porque ao passar um trabalho em grupo, o dever de casa, por exemplo, que não deveria existir, são atividades que em muitos casos a criança não consegue fazer sozinha, e muitas não contam com colaboração em casa.


Esse é um problema sério, pois a criança fica desprovida de apoio para a realização de seus deveres escolares, e ao chagar na escola, é cobrado (a) pelo professor. Sem dúvida ficará em desvantagem em relação ao colega que consegui fazer o dever de casa.


Será que há necessidade de dever de casa? De quem é a responsabilidade de conduzir o processo ensino aprendizagem do estudante? E o tempo escolar?


E a escola o que deve fazer?


Qualificação Profissional

Cuiabá quer qualificar 5 mil pessoas em 2011 para Copa
De Brasília - Vinícius Tavares
 Reprodução Cuiabá pretende qualificar cerca de cinco mil pessoas até o final de 2011 através do programa Qualifica Cuiabá. A exemplo do Governo do Estado, que desenvolve o programa Qualifica Mato Grosso, a prefeitura de Cuiabá inicia preparativos em busca da qualificação profissional com vistas à realização da Copa do Mundo de 2014.

De acordo com o secretário municipal do trabalho e desenvolvimento econômico, Dilemário Alencar, a prefeitura busca parcerias com os governos federal e estadual e com a iniciativa privada para desenvolver programa permanente em diversas áreas da educação profissional.

“Queremos, através destas parcerias, oferecer cursos em diversas áreas, como cursos de idiomas para os serviços como transporte, hotelaria, restaurantes e guias turísticos. Esta iniciativa visa a Copa do Mundo, mas pretende se tornar permanente”, disse Dilemário, que este recentemente em Brasília para apresentar suas propostas ao ministro do Trabalho, Carlos Luppi (PDT).

Outra ação da prefeitura é a transformação da atual estrutura do Sistema Nacional do Emprego (Sine) de Cuiabá em um centro de apoio ao trabalhador que, segundo Dilemário, será um espaço destinado a orientação profissional e intermediação de mão de obra.

“Será uma espécie de Sina, onde queremos orientar as pessoas a fazer uma carta de apresentação, produzir um currículo e ajudar os candidatos a uma vaga no mercado de trabalho a participar de dinâmicas de grupo”, destacou o secretário.

Educação Profissional

Projeto de acesso à escola técnica tenta não repetir erros do ProUni
Por: Valeska Andrade
O Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) nem bem nasceu e já encontra inúmeros desafios pela frente.
Entre eles, o de evitar a reprodução de problemas do Programa Universidade para Todos (ProUni), no qual se espelha.
Com lançamento previsto para março, o Pronatec tem como principal objetivo ampliar o acesso de jovens do ensino médio e de trabalhadores à educação profissional.
Para isso, contará com a concessão de bolsas e o financiamento estudantil.
Para Juca Gil, pesquisador na área de financiamento da educação, o sucesso do Pronatec pode esbarrar na dificuldade de controle da qualidade dos cursos, assim como ocorreu com o ProUni O presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Augusto Chagas, avalia que o governo deveria investir prioritariamente no fortalecimento da educação pública.
Fonte: Gazeta do Povo (PR)

Sala de Aula

Por que meu aluno precisa ler?

Ao longo da história, a leitura vem se firmando como demasiadamente respeitável no papel político e social. Discutir o método de trabalho da leitura é algo que nunca entra em desuso, pois se leva em consideração a constante mudança da sociedade

Por Lilian de Souza Farias


Inserção na sociedade
Novamente citamos o professor João Wanderley Geraldi: “No inventário das deficiências que podem ser apontadas como resultado do que já nos habituamos a chamar de ‘crise do sistema educacional brasileiro’, ocupa lugar privilegiado o baixo nível de desempenho linguístico demonstrado por estudantes na utilização da língua, quer na modalidade escrita.

Não falta quem diga que a juventude de hoje não consegue expressar seu pensamento; que estando a humanidade na era da comunicação, há uma incapacidade generalizada de articular um juízo e estruturar linguísticamente uma sentença. E para comprovar tais afirmações, os exemplos são abundantes: as redações de vestibulares, o vocabulário da vida jovem, o baixo nível de leitura comprovável facilmente pelas baixas tiragens de jornais, revistas, obras de ficção etc."

LEITURA NO ENSINO

Cabe à escola a tarefa de letramento capaz de fazer o aluno assumir o papel principal no processo do conhecer. Estabelecer mecanismos para leitura é o primeiro passo. A ação pedagógica deve ser mediadora entre o leitor e os textos, permitindo ao aluno transformação pessoal, dispondo por meio da leitura a possibilidade de conhecer a diversidade de gêneros textuais a fim de ter uma melhor inserção na sociedade.


Em geral, as tentativas de leitura em sala de aula vão direto ao ponto: apresentam-se textos e propõe-se a leitura, sucedida de interpretação destes, sem as motivações preliminares que norteariam com mais êxito as atividades de leitura em sala de aula. Dispondo de pouco tempo, com aulas demarcadas em “minutos”, educadores são impulsionados a fazerem do processo de leitura, uma aprendizagem mecânica, com tempo e finalidades delimitados. Gastar esse precioso tempo com leitura é, na mente retrógada da maioria dos professores, um desperdício.


O que poucos admitem, mas que é evidente, é que, se o professor utilizasse todo o tempo de suas aulas com leitura, os demais conteúdos que motivam a delimitação da leitura seriam naturalmente assimilados. É no contato com as palavras, com os textos, com os livros e leituras em geral, que o indivíduo compreende a funcionalidade e a inter- relação das palavras entre si e a lógica gramatical da língua; aumenta o acervo de palavras do próprio vocabulário a fim de desempenhar melhor suas expressões orais ou escritas e principalmente: amplia seu conhecimento de mundo que deve preceder o conhecimento escolar, visto que, educa-se para a vida e não para as limitações das paredes escolares.


O professor deve ser visto como parceiro do aluno em todo o processo de aprendizagem. Ele se caracteriza como privilegiado no ato de selecionar textos para o educando. E deve ser cauteloso fazendo observações e análises, oferecendo alternativas, colaborando para o incentivo a leitura, ao invés de reprimir. Focando a importância de se manter uma relação entre leitura e conhecimento da língua, faz necessário que a escola e o professor como orientadores se tornem participantes ativos dessa corrente de pensamento.


Leitura num contexto


No livro Introdução à Filosofia (São Paulo, Cortez, 2004), o professor Cipriano Carlos Luckesi escreve: “Na escola é que, pela hipertrofia do uso do modo indireto de apropriação do conhecimento, muitas vezes, o intermediário do conhecimento é transformado, mistificado, reificado como se fosse a própria realidade a ser entendida. Existem professores que selecionam textos extremamente difíceis de compreender. O texto passa a ser a dificuldade para o aluno, e não o mundo que o texto pretende expressar.”

Um homem considerado analfabeto ou semi-analfabeto foi podado antes mesmo de aflorar sua capacidade criadora e investigadora. O estímulo ao conhecimento abre portas a uma visão mais ampla dos saberes do aluno, e essa visão deve ser levada em consideração pelo simples fato de fazer esse aluno ascender à qualidade do que se ensina, daquilo que pode ser, em sentidos diversos, aprendido.


Todo texto é feito para ser compreendido, ele tem um motivo por ter sido escrito, a lógica é que se tenha conseguido estabelecer um laço de interação entre autor e interlocutor. E posteriormente a criação de outros textos. Como escreveu Bakhtin, uma inscrição é produzida para ser compreendida e orientada para uma leitura num contexto de vida cientifica ou da realidade literária do momento num contexto ao qual é parte integrante.


A palavra, como o signo da expressão, está ligada incondicionalmente à situação social e desempenha um papel essencial na relação entre locutor e interlocutor, permitindo a interação das ideias e, simultaneamente, o conhecimento um do outro.

Educação

Sorriso deverá adotar sistema municipal de educação
Da Assessoria
O município de Sorriso deve criar em breve um sistema próprio de educação. A proposta, discutida e avaliada pela população em um recente evento que contou com a participação do presidente do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT), Prof. Geraldo Grossi Júnior, já está em fase de estudo para posterior elaboração.O Conselho Municipal de Educação de Sorriso (CME/SO) tem reunido seus membros em diversas reuniões de trabalho para a implantação do sistema, instituído por lei.

Segundo o presidente do CME/SO, Prof. Natal da Silva Rêgo, a implantação do sistema dará autonomia ao município para legislar, regulamentar, disciplinar e normatizar a educação do município. “Com a implantação deste sistema, deixaremos de ficar pendurados no sistema estadual. Poderemos ter nossa própria política educacional de qualidade”.
Ele explica ainda que a instituição do sistema próprio assegura ao município a autonomia conferida pela Constituição Federal de 1988 e pela LDB (Lei 9.394/96). “Outro aspecto importante é que o município, ao criar o seu sistema de educação se insere, de forma mais consistente no processo de gestão democrática da educação. Ao municipalizar a educação o Governo Municipal se coloca mais próximo do cidadão, aumentando as possibilidades e oportunidades de sua participação mais comprometida com as ações de governo”, concluiu Natal da Silva Rego.

O presidente do Conselho Estadual de Educação de Mato Grosso (CEE/MT), Prof. Geraldo Grossi Júnior, que esteve em Sorriso auxiliando e orientando os membros do CME/SO na discussão e elaboração do sistema municipal explica as vantagens de sua implantação. “A implantação deste sistema traz a garantia de um direito constitucional que dá autonomia ao município para gerir suas próprias políticas, em especial na educação”.

Ainda segundo Grossi, com a implantação do sistema municipal de educação, as decisões relativas ao setor passam a ser tomadas pela sociedade através de sua representatividade no Conselho Municipal de Educação. “É por isso que a participação da comunidade nas discussões que dizem respeito à Educação é tão importante. A ideia é criar um sistema que atenda as necessidades da comunidade a partir do comprometimento e colaboração de todos”.

Atualmente, todas as escolas do município (particulares, estaduais e municipais) estão ligadas ao Sistema Estadual de Educação. A partir da implantação do Sistema Municipal de Educação as escolas municipais e também as privadas que oferecem educação infantil ficarão ligadas ao novo sistema que deverá sem encaminhado à Câmara pelo Poder Executivo tão logo seja concluído.

Informática

Sala de aula futurista usa Wii, computador e óculos 3D para aula de físicaANA IKEDA||Do UOL Tecnologia Em Hanover, Alemanha

Você se lembra do professor desenhando um campo magnético na lousa com giz? Na sala de aula do futuro, fica mais fácil entender esse e outros conceitos complexos que os professores tentavam explicar em duas dimensões. Com a tecnologia 3D e a realidade virtual apresentadas na Cebit 2011, que chega ao fim neste sábado (5), em Hanover, estudantes terão a chance de entender melhor matérias como Física, Biologia e Matemática.
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'Feirinha asiática' tem mouse em forma de fusca e capa para webcam

Professores, engenheiros e programadores se uniram para desenvolver a cyber sala de aula: o sistema reúne um computador, um controle remoto do Wii e o suporte 3D (pode ser um par de óculos preparado para imagens tridimensionais, uma tela imersiva, que dispensa o uso do objeto, ou uma TV 3D).

De acordo com a Visenso, empresa que comercializa esse sistema, “é preciso olhar além dos métodos e ferramentas educativas convencionais”, caso um país queira se manter competitivo. A cyber sala custa em torno de 50 mil euros (R$ 115 mil)– um investimento caro, mas que promete facilitar a aprendizagem dos estudantes.


O UOL Tecnologia experimentou uma “aula de Física” apresentada na Cebit. De fato, a tridimensionalidade e o movimento dos objetos na tela impressionam. O problema foram os óculos necessários para enxergar o conteúdo 3D, que não são muito confortáveis. Para o rosto da repórter, pequeno, eles a toda hora caíam.

Se alguma escola tem interesse no sistema, deve pensar em modelos de óculos que se adaptam melhor a variados tamanhos e formatos de rosto – também tem a questão de quem já usa óculos ter de colocar o 3D sobre eles. Ou em telas que dispensem o uso do acessório para enxergar o efeito.

Informática

Crianças desafiam bloqueio de sites
Por: Valeska Andrade

Estudo feito pela empresa de segurança Kaspersky entre os usuários de seus programas mostra que, a cada minuto, três mil crianças tentam acessar sites bloqueados pelos pais em todo o mundo – em sua maioria, endereços de conteúdo pornográfico.

A empresa mapeou os horários em que a curiosidade parece aguçada: no mundo, o final da noite e o início da madrugada são os picos de tentativas de acesso a sites bloqueados e, na América Latina, o ponto alto das tentativas é o final da tarde.

Pesquisa realizada pela McAfee no final de 2010 também aponta comportamento perigoso por parte dos adolescentes brasileiros – entre 13 e 17 anos.
Entre as principais atividades dos jovens na internet está o compartilhamento de informações pessoais com desconhecidos com quem conversam em salas de bate-papo.

Fonte: Folha de S. Paulo (SP)

Dicas para o Professor

Dicionário pedagógico
Docente: professor, educador
Discente: aluno, educando;
Professorando (a): aluno (a) do Curso Normal
Didática: técnica de ensino
Pedagogia: arte e ciência da educação
Pedagogo: quem se dedica à pedagogia, professor, educador
Projeto pedagógico: projeto educacional
Cognitivo: relativo a conhecimento
Diagnóstico escolar: conhecimento da situação problema
Planejamento pedagógico: previsão dos trabalhos pedagógicos em um determinado período
Saberes pedagógicos: conhecimentos específicos necessários à prática docente
Aprendizagem: mudanças que o aluno apresenta em seu modo de pensar, agir, sentir
Prática cotidiana: o fazer constante do professor
Práxis: reflexão crítica da atuação diária do professor
Práticas pedagógicas: ações entendidas como educativas
Lócus: lugar de observação usado em linguagem de pesquisa
Interatividade: ação que exerce mutuamente entre duas ou mais pessoas.
Prática docente: ação institucional no ato de educar
Recursos didáticos: conjunto de técnicas e meios socialmente escolhidos para transmitir e fazer circular as mensagens destinadas a um grupo
Conteúdos de ensino: conjunto de conhecimentos, habilidades, hábitos modos valorativos e atitudenais, organizado didaticamente.
Currículo escolar: são experiências em termos de conhecimentos que serão proporcionados aos alunos em determinado curso
Estratégia de ensino: arte de aplicar meios e recursos disponíveis para alcançar um objetivo específico
Interdisciplinaridade: interação de duas ou mais disciplinas
Claudia Correa

segunda-feira, 7 de março de 2011

Vestibular/UNEMT

VESTIBULAR Universidade do Estado oferece 1.800 vagasRedação com Assessoria

A Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) vai oferecer 1.800 vagas no vestibular 2011/2, que terá inscrições abertas pela internet no período de 21 de março a 19 de abril.

As vagas são distribuídas nos campi da Unemat em Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Bugres, Colíder, Cáceres, Nova Xavantina, Juara, Pontes e Lacerda, Sinop e Tangará da Serra. De acordo com a assessoria da Universidade, do total de vagas, 25% são destinadas ao Programa de Integração e Inclusão Étnico-racial (PIIER).

Os candidatos têm os dias 21 e 22 de março para solicitar a isenção do pagamento de taxa de inscrição.

Duas opções

Os candidatos poderão incluir uma segunda opção de curso no ato de inscrição. E as provas serão realizadas nos dias 22 e 23 de maio, em Cuiabá, Rondonópolis, Barra do Garças e outras 10 cidades que têm campi (Cáceres, Colíder, Barra do Bugres, Sinop, Alto Araguaia , Alta Floresta, Juara, Nova Xavantina, Pontes e Lacerda e Tangará da Serra).

Noticia da UFMT

UFMT Estão abertas inscrições para cursos de extensão Redação com Assessoria

Estão abertas as inscrições para os cursos de extensão oferecidos pelo Instituto de Linguagens (IL) da Universidade Federal de Mato Grosso. Os iniciantes podem se inscrever até quarta-feira (9) e os veteranos têm até o dia 14 de março. As aulas começam no dia 19.

O IL oferece os seguintes cursos: Inglês para fins acadêmicos, Libras, Tradução e Interpretação de Libras/Português no valor de R$ 200,00 para servidores e alunos e R$ 240,00 para a comunidade externa. O curso de inglês para adolescentes tem o valor de R$240,00.

Os cursos de Inglês, Espanhol, Francês, Violão, Teclado, Piano, Técnica Vocal, Teoria e Percepção Musical, Latim tem o valor de R$ 170,00 para servidores e alunos e R$ 200,00 para a comunidade externa.

A duração do curso de inglês para fins acadêmicos é de 40 horas e a dos demais cursos, 60 horas. A idade mínima para cursar o inglês para adolescentes, Violão, Piano, Teclado, Técnica Vocal e Teoria e Percepção Musical é de 14 anos. Para Francês, Espanhol, Libras, Tradução e Interpretação de Libras/Português, Latim, Inglês e Inglês para fins acadêmicos a idade mínima é de 17 anos. As inscrições podem ser feitas no Instituto de Linguagens (IL) ou pelo site da Uniselva.

Noticia da UFMT

UFMT OFERECE Inscrições abertas para coral Redação com Assessoria

Estão abertas as inscrições para o Coral da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Os interessados devem ir ao Centro Cultural da UFMT até o dia 31 de março. A atividade é voltado aos estudantes, professores e servidores da universidade e a comunidade em geral.

Os ensaios são realizados as segundas e quintas, das 17h às 20h, no Centro Cultural. Para crianças entre sete á 15 anos, as aulas do Coral Infanto-Juvenil acontecem somente aos sábados, das 9h às 12h.

O coral

Criado em 29 de abril de 1980, o Coral da Universidade Federal de Mato Grosso desenvolve um trabalho musical com repertório variado que abrange a música erudita, popular, folclórica, sacra e regional, além do repertório sinfônico.

O Coral UFMT passou a ser um núcleo gerador de atividades culturais e atualmente mantém dois grupos: o Coral UFMT, formado por aproximadamente 60 pessoas, e o Coral Infanto-Juvenil, um projeto de extensão criado em 1999 e formado por aproximadamente 60 crianças.
Mais informações pelo telefone (65) 3615-8307.

Para pensarmos sobre ...................

Faxina no quarto... Faxina na vida...

Vi esta frase no perfil do MSN de minha afilhada. Ela havia tirado aquele dia para fazer uma faxina geral no seu quarto. E enquanto fazia a faxina no quarto também fazia uma faxina na vida.

Comentei com ela que Drummond tinha um poema que falava bem isso. E ela disse: É mesmo? Tem ele aí? Manda pra mim, madrinha...

Corri mais que prontamente ao Google e num piscar de olhos mandei o poema para ela: Recomeçar – Carlos Drummond de Andrade.

Ela ao receber disse-me: é lindo! – lindo mesmo, lindo demais – disse-lhe como se estivesse revelando uma porção alquímica com o segredo da felicidade. Aquele poema já havia me inspirado em muitos momentos que precisei ter a coragem pra recomeçar. Não foram poucos os momentos. E, hoje estava indicando esta porção mágica à minha afilhada.

Quantas e quantas vezes tivemos que recomeçar. Começar tudo de novo. Abrir uma nova página. Arrancar. Amassar e jogar fora páginas passadas. Quem ainda não disse para si mesmo: Levanta. Sacode a poeira e dá volta por cima.

Quem não sofreu por amor que atire a primeira pedra. Quem não se dedicou inteiramente a alguém e este alguém simplesmente um dia repentinamente, pede para deixá-lo em paz.

Quem não perdeu alguém que ama que passou a brilhar na constelação eterna? Um sentimento indizível...! Uma saudade infinita...! Só quem já passou é capaz de compreender tal sentimento.

Quem nunca se sentiu sozinho em meio a uma multidão? Bastava um olhar, um sorriso, uma palavra tua. Mas, sabia que nunca mais voltaria, nunca mais a teria.

Quantas e quantas vezes fazemos promessas a nós mesmos de mudança de vida e não conseguimos cumpri-las.

Quantas vezes até escrevemos atitudes a serem assumidas por nós. Mas, elas não saem do papel.

Quando tiramos para fazer uma faxina geral, tudo isto vem à tona: Nossos entulhos, nosso lixo mental, nossas bugigangas. É preciso paciência e decisão. É preciso separar, selecionar. O que for possível reciclar, levar a uma usina de reciclagem. O que não for, jogar fora.

Outro exercício a ser feito é perceber de onde veio tanto lixo. Descobrir formas de manter maior energia: evitar o desperdício, trocar lâmpadas, não pegar sacolas de plásticos no supermercado, desligar a torneira ao escovar os dentes...

Quanta metáfora do cotidiano. Numa faxina da vida jogue fora tudo que te faz mal, que atrapalha tua felicidade. Escolha ser feliz. Junte somente o que te faz feliz. Nunca junte entulhos. Não acumule lixo de maneira alguma. Ele sempre faz um tremendo mal.

Não tenha medo de fazer quantas faxinas se fizer necessário por dia, por semana, por mês, por ano. Limpe sua casa. Não deixe que os ratos te surpreendam catando lixo em tua casa. Não deixe que as baratas passeiem nos corredores.

Mantenha tua casa sempre limpa, onde as borboletas possam vir e pousar serenamente. Mantenha sua vida sempre arejada, limpa, clara, com um cheirinho leve e suave de jasmim.

Maria Veroni Martins,
Taguatinga - TO - por correio eletrônico
Endereço eletrônico: teluade.vero@hotmail.com

Notícia -Creche

Mais de 70 crianças estão na lista de espera em creche em Tangará
Fabíola Tormes
de Tangará da Serra

Atendendo crianças de todos os bairros da região, a Creche Municipal Tia Lina, localizada na Vila Esmeralda, em Tangará da Serra, antes mesmo do início das aulas, já tem uma lista de espera com aproximadamente 70 crianças. Atualmente, a unidade atende 160 alunos, sendo 64 em período integral, em cinco salas de aula.

De acordo com a coordenadora da Creche Tia Lina, Lindinalva de Araújo Zimmerman, a escola necessita de melhorias (algumas serão sanadas esta semana com os trabalhos de pintura, reforma do parque infantil e troca de forro do banheiro), porém, a maior preocupação é atender esses alunos que hoje estão na fila de espera.

E esse problema, segundo a coordenadora, pode ser resolvido com a reforma de duas salas ociosas ao lado da creche, que antes pertenciam à Secretaria Municipal de Saúde. “Solicitamos esse espaço que antes era da Secretaria de Saúde e conseguimos. Agora falta apenas iniciarmos a reforma e assim atenderemos essas crianças que estão na fila de espera”, contou, res-saltando que a partir do momento que as salas estiverem em funcio-namento, a creche ofertará mais 80 vagas, sendo 40 em cada período.

Outro problema enfrentado na creche, além da falta de vagas, são as ruas de acesso à unidade. Muita lama, no período de chuva, e poeira na seca. Agora, nesse período de chuva, é quase impossível entrar na creche sem pisar em poças de água e lama que se formam, além das grandes crateras formadas na rua lateral. “Já enviei vários ofícios solicitando que arrumassem as ruas, mas até hoje nada foi feito”, reclamou a coordenadora.

A Creche Tia Lina atende crianças de 1 a 5 anos, onde a maior demanda é no maternal II e III. Em sua estrutura a unidade possui ainda, além das cinco salas de aula, secretaria e sala dos professores, cozinha, refeitório, despensa e almoxarifado.

A creche foi inau-gurada no dia 13 de julho de 1991, com o nome de Creche Nazaré, porém, em dezembro de 1995 passou a funcionar como órgão integrante do Depar-tamento de Assistência à Infância, da Secretaria Municipal de Ação Social e, em dezembro de 1996, passou a se chamar Creche Municipal Tia Lina, uma homenagem a Zuelina Cadete da Fonseca, uma mulher de garra, coragem e doação, que deixou testemunhos de fé, amor e dedicação às pessoas menos favorecidas que acredi-tavam nos remédios caseiros que ela sabia preparar e receitar.

Natural de Minas Gerais, foi em Tangará da Serra, no ano de 1968, que Tia Lina iniciou sua obra social preparando garrafadas e distribuindo-as aos doentes da região.

Notícia da UFMT

UFMT OFERECE Doutorado em Ciências da Saúde 2011Redação com AssessoriaO programa de Pós-graduação em Medicina da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece 15 vagas para o curso de doutorado em Ciências da Saúde 2011.
De acordo com o edital, as vagas são nas áreas de: Cirurgia e Metabolismo; Doenças Infecciosas e Parasitárias; Farmacologia; e Epidemiologia e Serviços de Saúde.

As inscrições poderão ser feitas no período de 16 de fevereiro de 2011 a 16 de dezembro de 2011, na secretaria da coordenação de Pós-graduação da Faculdade de Ciências Médicas, CCBS I, 2º andar, das 8h às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

Os candidatos deverão apresentar projeto de pesquisa; comprovação de proficiência em língua inglesa e em uma segunda língua; fotocópias do diploma e do histórico escolar do curso de graduação na área de saúde ou biomédica; fotocópia do título de mestre; curriculum-vitae modelo Lattes - CNPq; fotocópias de artigos publicados em periódicos com classificação Qualis-Capes pelo menos B5, relacionados a resultados da dissertação de mestrado; fotocópias da documentação pessoal; declaração de dedicação integral ao curso; e carta de aceite do orientador.

Os candidatos para as vagas de Farmacologia deverão comprovar ter cursado mestrado na área de concentração Farmacologia ou afins. Será cobrada uma taxa de inscrição de R$ 100,00. O processo de seleção será realizado em duas etapas: apresentação do projeto de pesquisa da tese e análise de currículo. O resultado final do processo seletivo será divulgado no mural da Faculdade de Ciências Médicas e no site da universidade.

Os candidatos aprovados deverão efetivar a matrícula na coordenação de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, na FCM, das 8h às 12 h e das 13h30 às 17h30. O início das aulas respeitará o cronograma acadêmico do programa de pós-graduação. No entanto, as atividades práticas poderão ser iniciadas imediatamente após a matrícula, por decisão do orientador. Outras informações pelo telefone (65) 3615 8863.

Notícia - SP

Governo de SP aprova professores barrados em concurso

R7
A Secretaria de Gestão Pública recuou e decidiu aprovar professores que haviam sido vetados por motivos de saúde, pela própria pasta, no último concurso público da rede estadual de São Paulo. Havia casos de profissionais barrados por serem obesos ou por terem tido depressão em algum momento da carreira. Os docentes entraram com recurso e pediram nova perícia médica.

O resultado da nova perícia foi publicado ontem no Diário Oficial do Estado, com a lista dos professores. Segundo consta na publicação, 304 professores pediram reconsideração da perícia. Desse total, 33 não compareceram ao procedimento ou não concluíram o processo e 48 foram considerados novamente não aptos - ou seja, uma taxa de 16% de reprovação.

Após o resultado da primeira perícia, a secretaria havia divulgado nota em que dizia que não poderia admitir um funcionário "doente" - uma vez que ele poderia faltar por motivo de saúde - porque prezava pelo bom funcionamento da rede de ensino.

Segundo a secretaria, dos casos de professores vetados por endocrinologistas na primeira perícia, 73% foram classificados como aptos na reconsideração. Já no caso dos docentes vetados por psiquiatras, 66% passaram.

O secretário de Gestão Pública, Julio Semeghini, nega que a pasta tenha voltado atrás na decisão anterior, que reprovou os docentes.

- Não mudamos de opinião. Para essa segunda perícia, chamamos uma junta médica do Hospital das Clínicas. Tomei pessoalmente esse cuidado, especialmente nesses casos mais polêmicos, para que o procedimento fosse o mais independente possível da primeira perícia.

Os professores que continuam considerados não aptos ainda podem entrar com recurso

Notícia -SP

Aluno de medicina é expulso após e-mail homofóbico


Um estudante do segundo ano de Medicina da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), no Rio Grande do Sul, foi expulso da faculdade e está proibido de ingressar novamente na instituição. Segundo a universidade, no segundo semestre do ano passado o estudante enviou para os colegas, por meio de um e-mail acadêmico, um texto com teor homofóbico.

O centro acadêmico abriu um processo junto à reitoria da universidade, que instaurou uma sindicância para descobrir o autor do e-mail. O caso também foi levado à Polícia Federal. A decisão do afastamento do aluno foi tomada alguns meses atrás, segundo a UFCSPA. O aluno ainda pode recorrer.

No e-mail o aluno diz que "é triste a nossa época, onde é moda ser gay". O estudante de medicina incita seus colegas a, veladamente, se recusarem a atender homossexuais ou tratá-los "erroneamente".

Notícia

Rebaixamento de curso deixa aprovados em seleção sem mestrado
G1
O processo seletivo para o curso de mestrado de cultura e turismo da Universidade Estadual Santa Cruz (Uesc), em Ilhéus (BA), terminou de forma desoladora para os 16 candidatos aprovados. O curso teve sua nota rebaixada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), foi descredenciado pelo Ministério da Educação e acabou extinto. Os candidatos dizem que foram prejudicados e estudam forma de buscar na Justiça o ressarcimento por perdas e danos. A universidade alega que os estudantes foram informados que o curso estava condicionado à aprovação da Capes.
A Capes é responsável por avaliar os cursos de pós graduação. Ela avalia os cursos a cada três anos e dá nota de 0 a 5. Para continuar funcionando, o MEC exige que o curso tenha no mínimo nota 3. Na última avaliação trienal dos cursos de pós-graduação, a Capes pontuou o curso de mestrado em cultura e turismo da Uesc com nota ‘dois’, alegando que a produção científica de seu corpo docente estava baixa. A queda no desempenho significa o descredenciamento do curso, o que impede a abertura de novas turmas.
Quase 120 candidatos se inscreveram para as 16 vagas do curso. O processo seletivo começou no final de agosto de 2010, com a apresentação de um pré-projeto sobre temas específicos. No dia 2 de setembro, a Capes fez a avaliação do curso criado em 2001 e rebaixou a nota de 3 para 2. Alegou que a produção científica do corpo docente foi abaixo do exigido no período. A Uesc recorreu da decisão. O processo seletivo continuou.
Em novembro, os candidatos foram submetidos a prova de conhecimentos, teste de língua estrangeira, análise de currículo e entrevista. No dia 3 de dezembro, a reitoria publicou uma portaria com os nomes dos 16 aprovados. O documento trazia um artigo dizendo que "a convocação dos aprovados no Processo Seletivo fica da dependência de aprovação do Recurso encaminhado à Capes". Dez dias depois, a Capes publicou a decisão de manter a nota rebaixada. O mestrado em cultura e turismo foi extinto e os aprovados não puderam nem ser remanejados para outros cursos.
"Nós não fomos informados no edital que estaríamos a mercê desse resultado, alguns receberam e-mail quando saiu o resultado da seleção e eu só fiquei sabendo em fevereiro, quando não era mais possível tme concorrer a outro mestrado", diz Beijanizy Abadia, uma das candidatas aprovadas. "Nos foi exigida uma dedicação exclusiva ao mestrado, inclusive com um termo de compromisso de 40 horas semanais, por isto nós todos estavamos organizando nossas vidas profissionais e pessoais para o mestrado."
A ficha de inscrição exigia do candidato aprovado que tivesse vínculo empregatício, deveria entregar, no ato da matrícula, documento expressando compromisso do empregador de liberar o estudante para atender adequadamente as aulas e demais atividades do curso. Beijanizy chegou a pedir licença não remunerada do trabalho. "Alguns até deixaram de fazer outras seleções de mestrado, deixaram o trabalho, alugaram casas em Ilhéus, ou recusaram propostas de emprego. Tudo isto trouxe enormes prejuízos para todos, fora o desgaste emocional envolvido".
Primeiro colocado no processo seletivo, Luiz Cláudio Zumaeta Costa abriu mão de alguns colégios onde leciona, em Itabuna (BA), para se dedicar ao mestrado. Agora, entrou em contato com um advogado para que os alunos possam entrar com uma ação judicial. "Protocolamos um pedido para que a universidade nos exponha nossa não matricula de maneira oficial. Precisamos de provas materiais para recorrer. Não queremos que este fato passe impune e despercebido", disse.
Aprovada em segundo lugar, Janete Morais não esconde a decepção com a situação. Ela teria direito a pleitear uma bolsa de estudo da Capes para auxiliá-la no mestrado. "Eu já tenho 48 anos e não posso ficar esperando para começar tudo de novo", diz. "Quero estudar esse ano ainda e nessa universidade. Porque passar por outro processo seletivo será desgastante, dispendioso e frustrante."
Resultado saiu com processo em julgamento, diz Uesc
O gerente de pós-graduação da Uesc, Adriano Hoth Cerqueira, disse ao G1, que na ocasião a universidade entrou com o recurso na Capes para tentar reverter a avaliação negativa e enquanto o processo ainda estava em julgamento, em 3 de dezembro, foi divulgado o resultado da seleção para o curso de mestrado.
Como alternativa, a Uesc incluiu na portaria, onde constam os nomes dos estudantes selecionados para o curso, um artigo que diz que a convocação estava atrelada à aprovação do recurso encaminhado à Capes.
“É óbvio que esperávamos que o resultado [do recurso] fosse positivo. Porém, os candidatos sabiam que a aprovação estava acondicionada, estava dito na portaria”, afirmou Hoth.
Como não houve mudanças na avaliação da Capes, o curso teve de ser encerrado.
A Uesc possui 17 cursos de pós-graduação stricto sensu. O processo seletivo varia entre prova, entrevista, análise curricular e carta de recomendação. Segundo Hoth, foi a primeira fez que a instituição teve um curso descredenciado pelo MEC.