terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Ação política de Nilson Leitão garante UFMT em Alta Floresta

Da Assessoria/ Dep. Nilson Leitão

A confirmação da instalação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso foi feita pelo pró-reitor do campus de Sinop, Marco Antonio Araújo Pinto à prefeita de Alta Floresta, Maria Izaura (PDT). A decisão é um reflexo direto da ação do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) que em outubro passado realizou uma audiência pública na cidade para debater a interiorização da universidade.

O encontro, realizado no museu, reuniu pais, alunos, professores, empresários, a reitora da universidade, Maria Lucia Cavalli Neder, o pró-reitor em Sinop, prefeitos e vereadores da região conhecida como Alto tapajós. Na oportunidade, a reitora disse não ser possível precisar o tempo necessário para a instalação de um campus, mas que lutaria para que ao menos cursos modulares chegassem à região.

Em Brasília, o deputado Nilson Leitão fez gestão junto ao ministério da educação e discutiu com o ministro Fernando Haddad a viabilidade de levar a universidade à região, além de buscar garantias da instalação do curso de medicina no campus sinopense.

Embora a universidade ainda não tenha previsão orçamentária, já foi definido que o campus será instalado no prazo de três anos; até lá, ao menos um curso será ministrado: enfermagem, cuja licenciatura terá 35 vagas com aulas previstas para iniciar em agosto do próximo ano.

Levantamento feito junto a alunos do ensino médio local mostrou a preferencia e expectativa dos estudantes quanto a cursos de nível superior. Engenharia civil, medicina e medicina veterinária foram os três primeiros colocados, no entanto se tornam inviáveis agora pela falta de estrutura.

O curso de enfermagem também foi lembrado pelos estudantes, foi escolhido por sugestão das autoridades presentes à audiência e ratificado pela Comissão Pró-instalação da Universidade diante da necessidade de capacitar mão de obra na área da saúde, em especial para atender ao hospital regional, responsável por pacientes de 16 municípios do entorno e outros tantos da região sul do Pará.

“Fico feliz em saber que a semente plantada dias atrás na Audiência Pública, começa a germinar. Uma vez que a decisão de levar a UFMT à região foi tomada, vamos dar o passo seguinte que é garantir recursos no orçamento da união. Fiz um compromisso com a população de Alta floresta e região e não vou descansar enquanto o sonho não for plenamente realizado”, disse Leitão.

MT- Leitão investe em obras e ações educacionais

Da Assessoria

Nilson Leitão, deputado federal pelo PSDB do Mato Grosso, esteve na tarde desta quarta-feira (16), em reunião com a diretoria de programas e projetos educacionais (DIRPE) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Renilda Peres de Lima

Sendo Sinop - cidade onde exerceu vários mandatos em diferentes cargos públicos - uma referência de estudo para a região, investimentos como mobiliário de cadeiras e quadros, novas tecnologias com projetores modernos e kits culturais foram requisitados pelo parlamentar para serem aplicados em cidades do interior norte do Mato Grosso.

Adquiridos por meio de um convênio firmado entre o FNDE e o deputado, mais de 27 mil jovens da região e de estados de fronteira como Pará e Rondônia terão a oportunidade de usufruir dos investimentos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente Sinop conta com mais de 113 mil habitantes, sendo um polo referencial para estudantes em nível escolar e universitário.

Bancada evangélica questiona 'Lei da Palmada' e votação é suspensa

De Brasília - Vinícius Tavares


Deputados da Comissão Especial destinada a proferir relatório ao projeto de Lei 7.672/2010, conhecido como Lei da Palmada, adiaram para quarta-feira (14/12) a apreciação e votação do texto final da deputada Teresa Surita (PMDB/RR), relatora da proposta. A decisão foi adotada em razão do esvaziamento da sessão que estava marcada para esta terça-feira.

A proposta do governo federal busca eliminar a prática dos castigos físicos de pais para filhos e propor novas formas de educar. O projeto altera a Lei 8.069/1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) para estebelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante.

Em termos gerais, o texto, de autoria do Poder Executivo, gera divergências entre educadores. Setores ligados a entidades considerados conservadores são contrários ao projeto por entenderem que a proposta interfere forma como os pais conduzem a educação dos filhos.

Em uma tentativa de buscar o consenso entre grupos, a relatora da proposta e um grupo de parlamentares da bancada evangélica alteraram um trecho do projeto de lei e substituiram ao termo "castigos" por "agressões físicas" para não ferir preceitos bíblicos. A mudança criou ainda mais divergências.

Na opinião da deputada federal Eryka Kokay (PT/DF), existem três mitos em relação ao tema que precisam ser desfeitos. Segundo ela, a força física não garante a educação dos filhos. Ela afirma ainda que a proposta não retira o poder das famílias de prover a educação dos filhos e, por fim, assinala, o projeto não estebelece punições às famílias.

"Diferente da Lei Maria da Penha, esta proposta não pune os agressores. Ela na verdade estebelece medidas de acolhimento às crianças vítimas de agressões. No país existem centenas de crianças vítimas de agbressões todos os dias. Temos que mudar esta lógica de que o mais forte pode subjilgar o menos forte", argumenta.

A Frente Parlamentar Evangélica na Câmara Federal, composta por 86 deputados, vê com ressalvas a idéia original do governo. Integrante da bancada, a deputada Liian Sá (PSD/RJ), porém, tenta um acordo para aprovar a matéria. Ela afirma que a mudança do termo "castigos" por "agressões físicas" é questionável pois as agressões a crianças e adolescentes já estão previstas já estão previstas no Eca e no Código Penal. "A mudança descaracteriza o projeto", avalia.

"Temos que educar as crianças. Estamos criando uma geração sem freios", argumenta o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ)

O que diz a Bíblia:
Filho do Rio Davi (aquele que matou o gigante Golias com uma pedrada no olho), o Rei Salomão, considerado o homem mais sábio do mundo, diz em Provérbios, capítulo 29, versículo 5: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”

Em Provérbios capítulo 13, versículo 24, Salomão diz que: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”

"Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar" (Provérbios 19:18).

Começam preparativos para 9ª Fetran-MT

Começaram os preparativos para a 9ª edição do Festival Estudantil Temático Teatro para o Trânsito de Mato Grosso (Fetran/MT). As inscrições para o processo 2012 estarão abertas de 1º de fevereiro até 30 de março. Para participar as escolas deverão preencher a ficha de inscrição (anexa abaixo) e encaminhar junto o documento, cinco cópias do texto a ser apresentado, acompanhadas de uma fita mini DV e/ou DVD que contenha uma apresentação ou leitura do espetáculo, ou um de seus ensaios na íntegra.

O melhor espetáculo será avaliado pelos quesitos: temática (deverá conter informações corretas sobre o trânsito), montagem, resposta/ percepção do público e a criatividade.As peças devem se encaixar em uma das quatro categorias: infantil (até 11 anos), infanto-juvenil (12 a 15 anos), juvenil (a partir de 16 anos) e educação especial (todas as idades). Serão realizadas cinco etapas regionais, Guaporé, Pantanal, Nortão, Araguaia e Cuiabana. A etapa estadual finalizará o processo e será realizada em Cuiabá entre 23 e 27 de julho.

Os participantes devem ser estudantes regularmente matriculados no ensino fundamental e no ensino médio das escolas públicas e privadas de Mato Grosso, bem como alunos matriculados em projetos sociais realizados pelo Estado e pelo município.

O objetivo do projeto é sensibilizar as crianças e adolescentes quanto a necessidade de se conhecer as normas e leis que regem o trânsito brasileiro, auxiliando-os em sua formação enquanto futuros condutores e tornando-os conscientes e comprometidos com a segurança no trânsito.

O evento é promovido pela 2ª Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso (PRF/MT) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC/MT), o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (DETRAN/MT), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Prefeituras Municipais entre outros órgãos.

As inscrições, ficha e fitas, devem ser enviadas para a Comissão Organizadora do Fetran (Cofetran/MT) para o endereço Núcleo de Comunicação Social da 2ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal, Rua Joaquim Murtinho, nº 1.400, esquina com a Rua Régis Bittencourt, Bairro Porto, em Cuiabá – MT, CEP: 78020-830, ou podem ser entregues nas Delegacias e Postos da Polícia Rodoviária Federal, devidamente recibados. (com informações do Nucom/PRF)

Assessoria/Seduc-MT



Estudantes de MT conquistam sete medalhas nas Olimpíadas Escolares

Os estudantes de Mato Grosso conquistaram sete medalhas nas Olimpíadas Escolares 2011, categoria A, para atletas de 15 a 17 anos. No evento realizado entre os dias 02 a 12 de dezembro em Curitiba (PR), o Estado acumulou três ouros, três pratas e um bronze. As cinco primeiras medalhas foram conquistadas pelo atletismo na primeira fase do evento (02 a 05/12).

As duas últimas conquistas do Estado vieram no último dia da competição, com o handebol e o basquete masculino que ficaram com o primeiro e o segundo lugar, respectivamente. Os medalhistas de ouro são do Colégio Vinícius de Moraes, localizado na cidade de Sorriso. Com a vitória de 25 a 16, sobre o Colégio Castro Alves da cidade de Cariacica no Espírito Santo, os mato-grossenses conquistaram o tricampeonato do torneio da categoria especial (formada pelos melhores equipes do país).

A medalha de prata foi conquistada pela equipe do Instituto Cuiabano de Ensino (ICE), localizado na Capital. Apesar da derrota de 71 a 63 para o Colégio Marista da cidade de Boa Vista, em Roraima, os estudantes garantiram o acesso, em 2012, do basquete do Estado, a categoria especial.

Ainda nos esportes coletivos, o basquete feminino representado pela equipe do Colégio Padre José de Anchieta de Araputanga terminou a competição na quarta colocação e também mantiveram as meninas na categoria especial.

Avaliação

Para o técnico da coordenadoria de Projetos Educativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e chefe da delegação mato-grossense nos jogos, Rosberg Martins, a participação do Estado na segunda fase (05 a 12/12) das Olimpíadas foi satisfatória. “Das quatro modalidades coletivas (futsal, handebol, basquete e vôlei) conquistamos dois pódios. Na primeira fase (dedicada aos esportes individuais) já havíamos tido um bom desempenho”, comentou.

As primeiras conquistas dos atletas mato-grossenses ocorreram nos primeiros dias de competição (02 a 05/12). O destaque foi para os estudantes que competiram na modalidade atletismo. Eles trouxeram para Mato Grosso: dois primeiros lugares, dois segundos e um terceiro. Conforme Martins, a expectativa para 2012 é maior já que Cuiabá será a sede do evento. “O Estado por intermédio da Seduc e Secretaria de Esportes e Lazer (Seel) irá intensificar o apoio aos esportes estudantis. Pretendemos ampliar nossas vitórias competindo em casa”, disse.

Hegemonia

Tricampeão no handebol masculino, o professor de Educação Física e técnico do esporte no Colégio Vinícius de Moraes, Cristiano Fripp, informou que começará a pensar no próximo mês, a montagem do time que disputará as Olimpíadas 2012, em Cuiabá. “Alguns de nossos atletas já completaram 17 anos, portanto não poderão competir ano que vem. Por isso começarei a partir de janeiro, a fazer as substituições buscando manter a força da equipe”, disse.

Ele comentou ainda sobre a hegemonia de seus atletas no handebol nacional. “Esse é o nosso terceiro título consecutivo das Olimpíadas categoria A, além disso, já conquistamos o Pan Americano para atletas de 15 a 17 anos. Essas conquistas todas são frutos do trabalho de mais de 14 anos que fazemos na escola e também do apoio da Seduc, Seel, da prefeitura do município e dos empresários locais”, finalizou.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT



EdUFMT lança livro com catálogo de arquivos da arquidiocese de Cuiabá

Redação 24 Horas News


Desdobramento de um projeto que visava à catalogação e microfilmagem do acervo de documentos da Arquidiocese de Cuiabá, “O Arquivo da Curia Metropolitana de Cuiabá” será lançado em DVD no dia 19 de dezembro, às 9h, no saguão da Editora da Universidade Federal de Mato Grosso (EdUFMT). Está confirmada a presença no evento do Arcebispo Dom Milton e Arcebispo Emérito de Cuiabá Dom Bonifácio.

Editado pela EdUFMT e Entrelinhas, o trabalho é resultado do esforço conjunto das historiadoras Elizabeth Madureira, Maria Adenir, Quelce dos Santos e Sibele de Moraes. A catalogação foi realizada por meio do projeto “Memórias da Igreja em Mato Grosso: o Arquivo da Cúria Metropolitana de Cuiabá”, que possibilitou o arranjo e microfilmagem do acervo.

São cerca de 26 mil arquivos distribuídos em 10 DVDs e 01 CD com o índice do catálogo. Os documentos possibilitam acompanhar a trajetória da igreja católica na região, no período de 1756 a 1956. Entre os arquivos estão registros de batismo, casamento e óbito; correspondências do Vaticano; documentos sobre personalidades eclesiásticas, associações, asilos e irmandades religiosas; bulas papais e processos de divórcio.

Três mídias foram dedicadas a fotos da vida cotidiana da igreja e da cidade no século XIX. Entre elas, revela Maria Adenir, está uma foto de Santos Dumont com dedicatória para o arcebispo, fotos de Dom Aquino Correia com personalidades como o ex-presidente Getúlio Vargas e da sua família.

Mais informações com a editora (65) 3615 8322.

Lei também deve mexer nas férias escolares de 2014

iG São Paulo

A comissão especial da Câmara que discute a Lei Geral da Copa começou a analisar nesta terça-feira o substitutivo apresentado pelo relator do projeto, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).

A discussão e a votação, porém, foram adiadas porque o relator fez algumas alterações no texto. A mais significativa diz respeito ao consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. Vicente Cândido retirou do substitutivo o artigo que liberava permanentemente a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol. A liberação, agora, de acordo com o projeto proposto, só vale durante os jogos da Copa do Mundo de 2012.

Outra mudança feita pelo deputado do PT de São Paulo, em relação ao substitutivo apresentado na semana passada, foi retirar os idosos do grupo que terá direito a ingressos de R$ 50. Agora, o texto de Vicente Cândido prevê que apenas estudantes, indígenas e beneficiários do Bolsa-Família terão acesso aos 300 mil ingressos com preço menor.

Segundo a Agência Câmara, a discussão e a votação do parecer deverão ocorrer até quinta-feira (15).
Férias escolares diferentes em 2014

Um dos temas a serem apresentados também será a antecipação do ano letivo em 2014, para que os alunos das redes pública e privada já estejam de férias dia 12 de junho, quando a Copa do Mundo começa em São Paulo. As aulas começariam em 20 de janeiro, parariam em 10 de junho e seriam reiniciadas dia 21 de julho, já com o Mundial encerrado – acaba em 13 de julho, no Rio de Janeiro.

Abertas inscrições para 12,5 mil bolsas de estudo no exterior

Presidenta Dilma lançou regras do programa Ciências sem Fronteiras, que vai beneficiar 101 mil pesquisadores e estudantes até 2014

iG Sao Paulo

Começaram nesta terça-feira, dia 13, as inscrições para alunos de graduação interessados em passar um ano fora do País. A presidenta Dilma Rousseff lançou, em Brasília, os editais que vão selecionar 12,5 mil universitários com bolsa de estudo da modalidade sanduíche nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. O prazo para concorrer termina no dia 15 de janeiro. Na solenidade, a presidenta também assinou decreto que regulamenta o programa Ciência sem Fronteiras, que vai conceder ao todo 101 mil bolsas até 2014.

O Ciência sem Fronteiras vai beneficiar estudantes e pesquisadores das áreas de ciências básicas, engenharia e tecnologia, nas modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação (doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado). Segundo a presidenta, o desafio lançado há 140 dias foi transformado em realidade. Do total de bolsas a serem concedidas, 75 mil serão financiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada, conforme Dilma havia pedido no lançamento do programa em julho. Colaborarão com o projeto instituições como Febraban, CNI, Petrobras, Vale entre outras.

Nesta terça-feira, foram anunciados os nomes dos primeiros 1.500 alunos de graduação beneficiados com bolsas para os EUA. A chamada pública coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em caráter experimental recebeu 7.007 inscrições. Os primeiros 841 embarcam em janeiro de 2012 e os demais seguirão em julho para curso de idioma.

Os critérios para seleção para as bolsas diferem em cada edital, mas têm pontos em comum. Os candidatos de graduação devem ter no mínimo 600 pontos no Enem e ter bom desempenho acadêmico. Prêmios em olimpíadas escolares e participação em projetos de iniciação científica também contam pontos. Para Dilma, o programa valoriza o mérito, mas vai garantir também que estudantes que não são de classes abastadas não sejam prejudicados. Para isso, uma série de ações serão realizadas para auxiliar estudantes a superarem a barreira da língua estrangeira, como cursos em universidades federais e, para os selecionados, aulas no exterior.
“Esse é um programa que tem na base critérios essenciais. Primeiro, o mérito. E segundo, para aqueles que têm mérito, vamos dar oportunidades para dar acesso à segunda língua”, explicou.


Áreas prioritárias

Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins, os universitários estão animados com o programa. Desde julho, segundo ele, as federais têm recebido pedidos dos estudantes para aderirem ao projeto. Ele lamenta, no entanto, que não haja oportunidades para os alunos das áreas de ciências humanas.

“Entendemos que as áreas para as bolsas foram definidas de acordo com a urgência do País, mas será necessário ampliar as oportunidades também para as áreas de humanas. Teremos de criar alternativas”, defende.
Dilma, em seu discurso, falou sobre os motivos que levaram o governo a eleger as áreas exatas como prioridade do programa. Segundo ela, o Brasil precisa produzir ciência e tecnologia para “garantir a elevação da competitividade da nossa economia”.
“Sei também da importância das áreas humanas na formação de um pensamento generoso e da constituição da nossa própria nação. Nós, agora, estamos fazendo aquele esforço nas áreas em que precisamos, com urgência, mais, que são as áreas das ciências exatas, das ciências da informação, das ciências médicas, enfim, das áreas que aqui no Brasil nós chamamos de ciências exatas”, diz.

Atração de cientistas

Além de enviar estudantes brasileiros para o exterior, o Ciências Sem Fronteiras também vai trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam em outros países para o Brasil através de dois programas. O primeiro, o projeto chamado Atração de Jovens Talentos, pretende atrair e fixar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. A partir desta sexta-feira, os interessados poderão apresentar projetos de pesquisas (ligados a programas de pós-graduação ou órgãos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) para disputar as bolsas de R$ 7 mil mensais (durante um a três anos).

O outro, Pesquisador Visitante Especial, prevê a oferta de bolsas de intercâmbio para pesquisadores de alto nível que tenham destaque nas áreas que atuam. A proposta é mantê-los no País por, no máximo três anos, oferecendo auxílios mensais de R$ 14 mil e ajuda de custo para a pesquisa de até R$ 50 mil por ano de projeto. As propostas também poderão ser apresentadas a partir de sexta-feira e vão até 15 de fevereiro.

Inscrições pela internet

As informações sobre as bolsas e as exigências para concorrer estão no site do programa Ciência sem Fronteiras. No mesmo endereço, interessados em se candidatar devem preencher formulários e enviar documentação em formato PDF.
*Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília

11 estudantes de escolas públicas ganham bolsa de estudo no exterior


Onze alunos de escolas públicas de todo o Brasil foram selecionados pelo AFS Intercultura Brasil para ganhar uma bolsa de estudos.

Os países onde eles farão intercambio são Argentina, China (Hong Kong), Costa Rica, Eslováquia, Hungria, México, Panamá, República Dominicana, República Tcheca, Tailândia e Turquia.

O critério para se candidatar a bolsa era que fossem estudantes do ensino médio de escolas públicas, com idade entre 14 e 17 anos, com excelente desempenho escolar e renda familiar comprovada de até quatro salários-mínimos.

A bolsa de estudo corresponde a um ano letivo do ensino médio e o embarque acontecerá no primeiro ou segundo semestre de 2012, dependendo do destino.

Na bolsa oferecida estão inclusos: suporte 24 horas durante o intercâmbio; orientação antes, durante e após a experiência; passagem internacional de ida e volta; hospedagem e alimentação em casa de família voluntária; seguro saúde com cobertura de até 1 milhão de dólares; transporte casa-escola-casa; material escolar, matrícula e mensalidade escolar.

O carioca Jonantan Ricardo, de 16 anos, mora em Benfica com os pais e uma irmã mais nova. Nunca saiu do País e o máximo de tempo que passou longe dos seus pais foram cinco dias em São Paulo. Agora se prepara para viver um ano no Panamá – segundo ele, “é um sonho virando realidade”. Esse sonho começou a tomar forma quando seu professor de línguas neolatinas lhe informou do programa de intercâmbios da AFS.

Jonantan tem planos de, no futuro, virar um diplomata ou trabalhar na área de educação como professor. “É tanta coisa que eu quero fazer que eu nem sei”, mas o que ele sabe é que esse intercâmbio é o primeiro passo na direção desse futuro. Vou virar um cidadão do mundo!”.

Carolina Araújo Neves, tem 14 anos e está cursando o 1º ano do ensino médio. Ela mora com os pais e o irmão mais novo em São Luiz dos Montes Velhos, Goiás, e, em fevereiro, se muda para Argentina. Carol não conhecia muita coisa da Argentina antes de ser aceita no programa e ainda não fala espanhol, “mas, assim que soube da bolsa, já entrei na internet para saber sobre a Argentina e agora comecei a aprender umas coisinhas básicas de espanhol”, garante
.
A maior preocupação da estudante é superar a timidez: “eu sei que isso vai ser uma barreira, mas eu vou tentar me soltar mais, talvez com o tempo lá, conforme eu for conhecendo as pessoas”, diz.

Tecnologias educacionais podem ser inscritas até 20 de janeiro


O Ministério da Educação (MEC) recebe, até 20 de janeiro de 2012, inscrições de recursos tecnológicos para o ensino básico (tecnologias educacionais) que tratem da educação integral e integrada da escola com seu território. A iniciativa visa a pré-qualificar tecnologias com potencial de utilização no desenvolvimento e no apoio aos processos educacionais em escolas urbanas e rurais.

As inscrições estão abertas para pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado. A avaliação das tecnologias será realizada por um comitê técnico-científico, sob a coordenação do MEC e do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Tecnologias educacionais, segundo o edital de pré-qualificação das tecnologias, são recursos, ferramentas e materiais aliados a uma proposta pedagógica que evidencie sólida fundamentação teórica e coerência metodológica. Esse material deve auxiliar gestores e professores a tomar decisões sobre a adoção de recursos técnicos que contribuam para a melhoria da educação básica. As propostas pré-qualificadas farão parte do Guia de Tecnologias Educacionais do MEC.

No edital, são relacionadas dez áreas de interesse, todas na perspectiva da educação integral e integrada em jornada ampliada: acompanhamento pedagógico; investigação no campo das ciências da natureza; cultura e artes; esporte e lazer; cultura digital; educação econômica; comunicação e uso de mídias; educação ambiental; direitos humanos e promoção da saúde.

Para orientar os interessados, o edital contém um cronograma de execução. De 12 de dezembro deste ano a 20 de janeiro de 2012, apresentação das propostas; de 23 a 26 de janeiro, instalação da comissão avaliadora; de 27 de janeiro a 14 de fevereiro, pré-análise dos projetos; de 5 de março a 27 de abril, avaliação das propostas; em 14 de maio, homologação dos resultados; de 15 a 29 de maio, período para recursos; em 29 de junho, divulgação dos resultados.

Os interessados em enviar propostas devem fazer cadastro e preencher os dados em formulário eletrônico específico informado no item 6 do edital.

Intenção de Natal

Rosanne Martins

Muito embora o Natal não seja comemorado por muitas pessoas, o convívio social tornou a ocasião, para àqueles que têm outros credos ou simplesmente não curtem o apelo comercial da época, uma prática quase obrigatória, difícil de não se envolver.

No entanto, ainda que você não curta muito o período de festas, veja como se valer da história e da tradição Natalina e aproveitar o momento para levar a sua intenção ao Universo, independente de religião ou crença.

De acordo com algumas tradições, o Natal não é, como costumamos pensar, uma festa cristã, mas sim uma comemoração criada pela igreja para competir com antigos festivais pagãos. No hemisfério norte, membros de ordens pagãs sempre comemoram o Solstício do Inverno, época do ano quando os dias são menores e as noites mais longas. Os Romanos pagãos chamavam esta comemoração de “Saturnália”, em honra ao Deus Saturno.

As festividades tinham início em meados do mês de dezembro e se estendiam até primeiro de janeiro. O dia 25 de dezembro era comemorado como o “Dia do Nascimento do Sol”, quando, gradualmente, os dias se tornavam mais longos e o Sol readquiria sua dominância. Entre as comemorações destacavam-se os banquetes, visita aos amigos e troca de presentes de boa sorte ou “frutas da sorte”. A entrada das moradias Romanas era decorada com guirlandas e árvores verdes enfeitadas com velas acesas.

No entanto, à medida que o cristianismo se espalhava a igreja foi se tornando cada vez mais preocupada com o número de cristãos adeptos às comemorações da Saturnália, e em 350 A.D. o Bispo de Roma, Julis I, selecionou o dia 25 de dezembro para a comemoração do natal. Mais tarde, em 375 A.D., a data foi oficializada como o dia do nascimento de Cristo.

Já os Escandinavos, após rigoroso inverno com longos períodos de escuridão, comemoravam o reaparecimento do sol com grandes festivais e enormes fogueiras. Em algumas regiões, eles amarravam maçãs aos galhos das árvores como um lembrete de que a primavera e o verão retornariam.

Ora, ao observar a história e algumas tradições passadas vemos que o que hoje conhecemos e entendemos como sendo uma festa estritamente ligada à religião cristã não é bem assim. A data, 25 de dezembro, pode, perfeitamente, ter um sentido muito mais amplo e abrir espaço para que cada um de nós, sem importar a origem cultural ou social, crie a sua própria festa e Intenção de Natal. O que importa não é a crença popular, mas sim aquilo que você acredita e pode criar ao seu redor: uma energia de amor, paz, alegria e de esperança.

Assim como os Escandinavos, nós também podemos amarrar, por exemplo, bolas de intenção de natal ou desejos de natal em árvores verdes e colocar, em cada bola, uma mensagem com o nosso intuito ou vontade. O universo adora símbolos e nos retribuirá se soubermos manter o foco. Além do que as mensagens servirão, ao longo do ano, como pequenos lembretes dos nossos sonhos e desejos.

Assim sendo, não fique só ou se prive desta festa que também pode ser sua. Se você crê em Deus, faça a sua prece e comemore o nascimento de Cristo. Mas se a sua crença for outra, aproveite a ocasião e a energia do verão, que tem início no dia 22 de dezembro, e faça a sua a própria festa. Reveja o ano que passou e elabore a sua Intenção de Natal para o novo ano que se aproxima. Afinal, o que conta mesmo é o que você acredita! Feliz Intenção de Natal a todos!


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Rosanne Martinsrosannemartins@aol.comEscritora e palestrante motivacional.

Para garantir piso de professores, PEC prevê repasse maior da União ao Fundeb


A Proposta de Emenda à Constituição 76/11, do deputado André Moura (PSC-SE), obriga a União a aumentar sua participação no Fundeb para 50% quando o estado ou município comprovar insuficiência financeira para pagar o piso salarial nacional dos professores. Atualmente, o governo federal tem de contribuir com 10% dos recursos que formam o fundo.

Segundo a Agência Câmara, pela proposta, o percentual de 50% deverá valer durante um período de cinco anos. “Nesse prazo, se espera que os entes federados ajustem seus respectivos planos de carreira”, afirma André Moura.

Aprovado no Congresso há mais de três anos, a lei que prevê o pagamento mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública por 40 horas semanais (Lei 11.738/08) até hoje não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da federação.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. Pelo menos 60% dos recursos do fundo são usados no pagamento dos salários dos professores.

Inicialmente, a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja aprovada, seguirá para análise de uma comissão especial a ser criada para esse fim.

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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Firmados 23 convênios para oferta de 56 mil vagas

A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação firmou 23 convênios para dar início ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Às instituições responsáveis pela oferta de vagas foram repassados recursos de R$ 458 milhões. Elas vão abrir 56 mil vagas em todo o país, distribuídas em 3 mil turmas.

A relação de instituições conta com institutos federais de educação, ciência e tecnologia; os serviços nacionais de Aprendizagem Comercial (Senac) e Industrial (Senai), ambos do Sistema S; universidades federais e Colégio Pedro II do Rio de Janeiro. Algumas já iniciaram ou darão início, até o fim do ano, à oferta de cursos de formação inicial e continuada, de curta duração — entre 160 e 400 horas-aula. A partir de janeiro haverá novos repasses de recursos, de acordo com os convênios a serem firmados.

O Pronatec oferece um conjunto de ações para ampliar e democratizar a oferta de vagas na educação profissional. A meta é beneficiar até 8 milhões de pessoas com cursos técnicos oferecidos pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, redes estaduais, Sistema S, redes particulares e entidades particulares sem fins lucrativos. A seleção dos estudantes cabe às secretarias estaduais de educação, que os encaminha para matrícula nas instituições que oferecem as vagas.

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Professores receberão prêmio por experiências inovadoras


Um grupo de 39 professores da educação básica pública de 18 estados receberá na quarta-feira, 14, em Brasília, o prêmio Professores do Brasil. Cada educador ganhará R$ 5 mil. À escola na qual o professor desenvolve o projeto serão entregues equipamentos audiovisuais ou de multimídia no valor de R$ 2 mil. A solenidade de premiação será realizada no auditório do MEC, às 10 horas.

Nesta quinta edição, à qual concorreram 1,6 mil trabalhos, o prêmio conta com educadores de cinco estados da região Norte (Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Acre); cinco do Nordeste (Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará); dois do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul); dois do Sul (Paraná e Rio Grande do Sul) e os quatro do Sudeste (Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro).

Entre os estados com maior número de experiências vencedoras aparecem Goiás, com seis trabalhos, São Paulo e Paraná, com quatro cada um, e Amazonas, com três.

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Para garantir piso de professores, PEC prevê repasse maior da União ao Fundeb



A Proposta de Emenda à Constituição 76/11, do deputado André Moura (PSC-SE), obriga a União a aumentar sua participação no Fundeb para 50% quando o estado ou município comprovar insuficiência financeira para pagar o piso salarial nacional dos professores. Atualmente, o governo federal tem de contribuir com 10% dos recursos que formam o fundo.

Segundo a Agência Câmara, pela proposta, o percentual de 50% deverá valer durante um período de cinco anos. “Nesse prazo, se espera que os entes federados ajustem seus respectivos planos de carreira”, afirma André Moura.

Aprovado no Congresso há mais de três anos, a lei que prevê o pagamento mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública por 40 horas semanais (Lei 11.738/08) até hoje não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da federação.

Os recursos do Fundeb são distribuídos de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. Pelo menos 60% dos recursos do fundo são usados no pagamento dos salários dos professores.

Inicialmente, a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja aprovada, seguirá para análise de uma comissão especial a ser criada para esse fim.

Oferta vai abranger mais 14 mil escolas urbanas prioritárias em 2012

O Ministério da Educação pré-selecionou 14,2 mil novas escolas públicas urbanas como prioritárias para a oferta de educação integral em 2012. Para receber recursos do governo federal, prefeitos e escolas precisam aderir ao programa Mais Educação. O prazo vai até 15 de fevereiro do próximo ano.

De acordo com a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Jaqueline Moll, o Mais Educação atenderá no próximo ano aproximadamente 4,5 milhões de estudantes e estará presente em cerca de 3,5 mil municípios, consideradas as 14,9 mil escolas públicas urbanas de ensino fundamental que hoje estão no programa e as novas adesões — o MEC espera contar com pelo menos dez mil novos estabelecimentos de ensino.

Essa expansão também compreende unidades escolares dos territórios do programa Brasil sem Miséria. Nesses territórios, a população carente participa de ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O coordenador de ações educacionais complementares da SEB, Leandro Fialho, explica que nos territórios do Brasil sem Miséria estudam mais de 50% dos alunos beneficiários do programa Bolsa-Família, especialmente nas regiões Nordeste e Norte. Esse público, segundo Fialho, é prioritário nos programas do governo federal e passará a ser atendido também por programas de educação integral. As escolas dos territórios foram definidas pelo MEC e pelo MDS.

De acordo com Jaqueline Moll, a ampliação da educação integral atende a meta número 6 de projeto de lei que institui o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional em dezembro de 2010. A meta prevê a oferta de educação em tempo integral em 50% dos estabelecimentos públicos de educação básica urbanos e rurais até 2020.

Adesão — As escolas pré-selecionadas que aderirem ao Mais Educação devem incluir dados cadastrais no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec). O acesso depende de senha, fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao aderir, a escola deve informar dados como o número de estudantes a serem atendidos e as atividades oferecidas a eles.

As escolas que já participam do programa e pretendem continuar com a parceria em 2012 devem apresentar planos de trabalho ao MEC, pela internet, a partir do dia 15 próximo.

As unidades de ensino que aderirem ao Mais Educação receberão recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do FNDE. Os valores são depositados em contas-correntes das escolas, em cota única, para uso na aquisição de materiais, custeio de atividades e pagamento de transporte e alimentação dos monitores. Em média, cada unidade recebe R$ 37 mil para aplicar nos dez meses letivos.

Campo — No próximo ano, a expansão do Mais Educação deve incluir, pela primeira vez, escolas de ensino fundamental no campo. De acordo com Jaqueline Moll, estudos preliminares do MEC indicam a possibilidade de ingresso de 5 mil escolas da área rural na educação integral.

Reunião — De terça-feira, 13, até quinta, 15, a SEB promoverá reunião técnica, em Brasília, sobre os programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Cerca de 300 coordenadores vão discutir a expansão da educação integral em escolas urbanas e do campo e nos territórios do Brasil sem Miséria. Também será debatida a forma pela qual os estudantes vinculados ao Ensino Médio Inovador vão participar da educação integral. No próximo ano, o ensino médio inovador será oferecido a estudantes de 17 estados e no Distrito Federal.


Confira a relação de escolas urbanas pré-selecionadas



Ionice Lorenzoni


Para Marcos Pontes, torneio como os de robótica, lançamento de foguetes


G1

Vanessa Fajardo/G1


Jovens com idades entre 9 e 15 anos participam, neste sábado (10) e domingo (11), de um dos maiores torneios de robótica do mundo. O First Lego League (FLL) tem como foco a ciência e a tecnologia. O evento está sendo realizado no Ginásio Poliesportivo da Secretaria de Educação de Pernambuco, no bairro da Várzea, no Recife. Essa é a etapa regional do torneio, que reunirá também equipes de outros estados próximos do Nordeste. Um convidado especial estará, neste sábado, incentivando os participantes. O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, fará uma palestra no início da tarde sobre “A importância da educação”.

Para Marcos Pontes, torneio como os de robótica, lançamento de foguetes, atividades com radioamadores, onde estudantes participam e existe um desafio, é uma ótima maneira de incentivar a carreira em ciência e tecnologia, um dos seus objetivos no Brasil. “Eu tenho a Fundação Astronauta Marcos Pontes, que se propõe a incentivar jovens para a carreira nessa área tecnológica e, ainda, trazer esse tipo de conhecimento para dentro do ensino fundamental”, explica.


O astronauta participa de uma conversa, das 13h às 15h, com os participantes. “É muito importante essa interação, saber dos desejos deles...É importante se colocar à disposição para falar sobre carreira ou as possibilidades dentro da área”, diz. Pontes conta que muitos estudantes acham que para ser astronauta tem que estudar em escola cara, ter dinheiro, o que para ele tudo depende, principalmente, da educação. “Sou filho de um servente e quero mostrar para eles que através da educação você pode realizar tudo, ela é a chave do sucesso”, acredita.

Marcos Pontes é embaixador de algumas instituições internacionais, entre elas a First, uma ONG americana que tem como um dos principais apoiadores a Nasa. “Essa organização foi instituída em um período de queda de interesse por parte dos jovens pela ciência e tecnologia. Então, o governo americano resolveu criar a First no intuito de utilizar a robótica para incentivar os jovens a seguirem essa carreira”, conta.

Os classificados no torneio regional seguirão para a etapa nacional em São Paulo, no início de 2012, que por sua vez classificará para o mundial. Participam do FLL, escolas, instituições públicas e privadas, ONGs e grupos independentes, com equipes de quatro a dez componentes. Os times são acompanhados por um adulto, podendo ser professor, profissional, pai ou estudante universitário. Os candidatos passam por três desafios: projeto de pesquisa, projeto do robô e o desafio de missões.

As equipes realizaram trabalhos relacionados ao tema deste ano “Body Forward”. Os jovens vão mostrar como explorar o mundo da engenharia biomédica, descobrindo maneiras inovadoras de reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo humano.

A última edição do evento no Recife foi realizada em 2009 no Espaço Ciência. No início deste ano, a equipe de Pernambuco foi a única representante brasileira no FLL mundial, realizado no Missouri, nos EUA, e conquistou o terceiro lugar.

Criança que faz pré-escola aprende melhor matemática e reduz atraso escolar, diz estudo

Agência Brasil



A criança que faz pré-escola aprende melhor matemática e português e tem menor atraso escolar. Esse é um dos resultados que consta do estudo Impactos da Pré-Escola no Brasil, conduzido por André Portela Souza, coordenador do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV).

No estudo, que teve como base dados da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicados em 2005, Portela faz a estimativa de que a criança que é colocada na pré-escola apresenta, em média, redução no atraso escolar de 1,2 ano e aumento na proficiência de matemática de 0,47 desvio padrão, o que corresponderia, segundo ele, a três anos a mais de escolaridade.

“É como se fosse quase cerca de um ano a mais de escolaridade no aprendizado: a criança que faz [a pré-escola] tem um ano a mais em termos de conteúdo quando chega à 4ª série”, disse Portela, durante apresentação de seu trabalho hoje (12), em São Paulo.

Segundo ele, em 2005, havia cerca de 10 milhões de crianças de 4 a 6 anos de idade no Brasil. Dessas, 7,1 milhões frequentavam a pré-escola, o que corresponde a 72% do total. Nesse mesmo ano, o país destinava 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. No entanto, a maior parte dos gastos era destinada para a educação superior. De acordo com ele, em 2005, o país destinava 120% de sua renda per capita para cada aluno do ensino superior e apenas 10% de sua renda per capita para cada aluno de pré-escola. “Investimentos educacionais na infância têm impactos duradouros”, diz o pesquisador.

Um resumo do estudo sobre o impacto da pré-escola no Brasil pode ser lido no livro Aprendizagem Infantil – Uma abordagem da Neurociência, Economia e Psicologia Cognitiva, coordenado por Aloísio Araújo e lançado pela Academia Brasileira de Ciências. Na apresentação da obra, Araújo postula que, “para corrigir as desigualdades educacionais e permitir um maior desenvolvimento econômico através da incorporação de um número maior de adolescentes em faixas mais elevadas de educação, é preciso fazer intervenções na fase mais precoce da criança”.

Uma série de estudos internacionais e nacionais desenvolvidos na área da educação foram apresentados na manhã de hoje (12), na FGV, durante o workshop Impactos da Educação Infantil: O Que nos Diz a Evidência Empírica. Em todos os estudos apresentados, a conclusão é pela importância de se investir na educação infantil.

domingo, 11 de dezembro de 2011

DEPOIMENTO - José Pacheco


"No meu percurso escolar, houve quatro pessoas que recordo com ternura"O educardor português relembra os seus professores mais marcantes

O educardor português relembra os seus professores mais marcantes
22/11/2011 17:57
Educar para crescer



José Pacheco coordena a Escola da Ponte, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes No meu percurso escolar, houve quatro pessoas que recordo com ternura. O primeiro foi um professor padre, que me ensinou a pergunta fundadora de toda a pedagogia: O que quereis aprender? E, porque era homem de questionar em tempo de Ditadura, de padre e professor passou a "clandestino", por ser considerado "jacobino". E eu, que desconhecia o significado da palavra jacobino, logo fui ao dicionário. A última herança que esse padre-professor me deixou foi a inquietação que me conduziu ao primeiro passo de uma aprendizagem que também lhe fiquei a dever.

Também tive um professor-poeta (todos o são, mas este publicava poesia). Acendeu trilhos poéticos que me levaram muito para lá dos versos que convencem os adolescentes de que são poetas. Foi o primeiro professor a mostrar-me o que não cabe nas palavras, a guiar-me pelas palavras que estão para lá das palavras e das ideias que as palavras ocultam. Provocou deslumbramentos perante Caeiro e solenidade perante os primeiros versos da Sophya. Desocultou poetas malditos e resgatou um Camões que andava naufragado em fastidiosas dissecações de decassílabos.

Aos dezoito anos, apaixonei-me pela professora de Francês, logo à primeira (amor platónico, como é bom de ver!). Era uma mulher fantástica, que se envolvia no que ensinava. Interrogava as nossas vidas na língua de Voltaire e de Vian. As suas perguntas, feitas em catadupa, levavam-nos a novas descobertas e à descoberta de nós. Só muito mais tarde consegui entender o que aconteceu. As suas aulas - que eram mais uma espécie de liturgia - produziam em mim um efeito mágico, e eu para ali ficava a contemplá-la, automaticamente absorvendo tudo o que ela dizia, antropofagicamente exaurindo tudo que ela era. Numa alquimia dos sentidos, de que só ela conhecia os segredos, mais do que a amá-la, levou-me a amar a cultura francesa: Camus, Yourcenar, Eluard, Piaf…

Finalmente, evoco o professor que me "desviou" da Electrotecnia para a Pedagogia. Lograva conciliar duas características aparentemente incompatíveis: era exigente, pois a escola é estudo e esforço; transbordava afecto, porque uma escola sem vínculos afectivos é um redil de eunucos. Era um praticante convicto do que se convencionou chamar "ensino tradicional". Durante alguns anos, também eu fui um professor "tradicional". E orgulho-me de o ter sido. Preparava as minhas aulas com rigor, acreditava ser aquele o melhor modo de ensinar. Isto, antes de conhecer outros modos…

No seu tempo, o professor Lobo foi alvo de depreciação e de calúnias. Creio ser sina dos inovadores esta de serem vilipendiados. O que fez com que alterasse as suas práticas, ao cabo de dezenas de anos de "tradicional puro e duro", foi a pergunta que um aluno lhe dirigiu: Professor, porque me castigas? Porque não me ensinas? O professor Lobo passou por uma profunda revisão de vida - escutei-o, numa das suas últimas palestras, em 1969 -, transmutou o autoritarismo (típico das escolas da Ditadura) em autoridade. Os alunos passaram a chamar-lhe "mestre" e a tratá-lo na segunda pessoa do singular, numa saborosa mistura em que o afecto não se confundia com languidez.

O professor Lobo não mitigava os afectos. Manifestava-os. Estava ali, inteiro, no dia em que o conheci. Por isso, pude encontrá-lo. Foi na luminosa verdade daquele ser que eu encontrei o meu caminho.
Quando falo de afecto, eximo-me de um idealismo piegas, para o abordar como Freneit o entendia: para aprender, transformar e viver é preciso fechar as fronteiras entre o intelectual e o afectivo, entre o brincar e o desafio.

Portugal deveria conhecer e orgulhar-se dos anónimos construtores de saberes e de afectos, como o professor Lobo. Deveria celebrar a memória de mestres como Agostinho da Silva, que dizia que professor é o que sabe e o que ama.
José Pacheco é coordenador e idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, uma das insitutições de ensino mais vanguardistas do mundo. É specialista em Música e em Leitura e Escrita e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Atividades de leitura para a infância e a juventude


Armanda Zenhas


Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações.



Quando se fala de leitura infanto-juvenil, penso que será pertinente falar-se de leitura, de leitura para e de leitura com, cada um dos três tipos com atividades específicas.

Chamaria leitura, simplesmente leitura, a todas as atividades de leitura autónoma, seja recreativa, para investigação, para estudo ou para qualquer outro fim. Leitura para e leitura com implicam a intervenção e a colaboração de pelo menos duas pessoas: a criança e um adulto (professor ou familiar). Leitura para, como o nome pressupõe, é uma atividade em que alguém lê para outra(s) pessoa(s). Leitura com, tendo a participação de um mínimo de duas pessoas, implica uma participação ativa de todas. Qualquer destes três tipos de leitura pode ocorrer em diferentes idades, desde o nascimento até à adolescência, tendo em conta apenas as faixas etárias a que nos referimos neste artigo.

Então pode começar-se a ler autonomamente desde que se nasce? Como, se não se conhece o código escrito? Quando um bebé brinca com um livro de pano e se diverte a experimentar as diferentes texturas ou a produzir os vários sons que ele proporciona, está a manipular um livro, a virar as suas páginas, a utilizá-lo para criar sentido e o tornar significativo. Com o passar do tempo, a criança vai conseguir ver as figuras de um livro e criar uma história a partir delas, o que é, à sua maneira, e de forma adequada para o nível etário, ler. Se esse livro já foi lido para ela, por exemplo, pelos pais, ser-lhe-á ainda mais fácil recriar a história que já ouviu e ir-se apercebendo de que aqueles caracteres que ainda não consegue descodificar transportam essa narrativa. Com a entrada na escola e a aprendizagem da leitura, a criança poderá, finalmente, começar a fazer uma leitura no sentido tradicional do termo. Existe uma grande variedade de livros, com texto mais ou menos longo, ou até mesmo apenas com palavras associadas a imagens ou com pequenas frases. Uma seleção cuidada dos livros a oferecer a uma criança poderá ajudar a que ela consiga ler autonomamente, o que, além do prazer associado à leitura, contribuirá para a tornar uma leitora mais motivada e mais competente, sendo cada livro, com texto cada vez um pouquinho mais longo, um novo desafio.

Ler para é uma atividade que pode ser iniciada mesmo antes do nascimento, com a mãe a ler para o filho que sente dentro de si. Quando a criança nasce, desde pequena que aprecia ouvir ler e contar histórias. As histórias tradicionais, as lengalengas, as rimas têm vindo a passar de geração em geração e continuam a encantar os mais miúdos e os mais graúdos (nos quais me incluo). Quando a criança começa a aprender a ler, pode deixar de ser o sujeito passivo da atividade de "ler para" e passar a ser um sujeito ativo, lendo para os seus pais. É essencial escolher bem o texto, para que o grau de dificuldade seja adequado e o desafio não seja excessivo. Ler alto para ouvintes interessados e carinhosos é uma atividade enriquecedora que pode contribuir para o desenvolvimento de competências de leitura, como por exemplo a fluência e a entoação.

Ler com pode acontecer também desde muito cedo e, frequentemente, mistura-se com "ler para". Quando lemos uma história aos mais pequenos, tendemos a solicitar a sua participação, fazendo-lhes perguntas ou pedindo-lhes que reproduzam o som das personagens: "Então apareceu um cão: Como faz o cão?", "Nesse momento, apareceu o lobo mau. O que é que ele disse ao porquinho do meio?". Quando a criança começa a aprender a ler, ou se for mais velha e tiver ainda dificuldades na leitura, estas atividades podem ajudá-la a desenvolver competências de leitura e autoconfiança nas suas capacidades. Se a mãe ou o pai se sentarem com o seu filho em torno de um texto curto, podem desenvolver algumas atividades lúdicas de leitura: cada um lê uma frase da história; o adulto lê primeiro uma frase e a criança repete-a; o adulto lê uma frase com um erro e a criança repete-a corrigindo o erro (Ex.: O adulto lê "O boi cruzou-se com o cão." A criança repete e corrige "O boi cruzou-se com o cavalo."); as duas atividades anteriores, sendo feita a leitura de várias frases ou de um parágrafo; recorte dos parágrafos de uma história e reconstrução da história, lendo cada elemento da família o(s) parágrafo(s) que lhe coube(ram).

Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações. Pais e filhos, avós e netos, para todos há espaço no mundo das letras e dos livros.