segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Uma Escola da Ponte em São Paulo

Helio Nota 10

O embrião de um projeto educacional de sucesso está nascendo na Grande São Paulo. Em parceria entre o Projeto Âncora e o educador português José Pacheco, um dos criadores e antigo coordenador da Escola da Ponte, em Portugal, a Escola Walter Steurer começou a funcionar em janeiro deste ano e busca consolidar no Brasil um novo modo de educar.

O Projeto Âncora foi criado pelo empresário Walter Steurer em 1995 a partir da concepção de que a responsabilidade social é de todos, inclusive da classe empresarial. Organização sem fins lucrativos localizada na Granja Viana, em Cotia (região metropolitana de São Paulo), seu objetivo desde então é ajudar na educação de crianças, adolescentes e até adultos da região com renda familiar de até três salários mínimos.

Creche, oficinas de arte, música, dança e circo, quadras poliesportivas e aulas de computação são alguns dos oferecimentos do projeto, gratuito, que até o ano passado visavam apenas complementar o estudo. Essas atividades são sustentadas por meio de doações de empresas e pessoas físicas, além de contar hoje com a arrecadação de impostos da Nota Fiscal Paulista e um recente apoio do Instituto Natura, que pretende implantar sistemas de tecnologia voltados para a escola e a comunidade da região.

Até que em 2011, a entidade decidiu organizar uma escola baseada em conceitos praticados pela Escola da Ponte, tendo José Pacheco como diretor. O educador português se mudou para o Brasil há cerca de cinco anos e vinha dando consultorias em educação, percorrendo o país para falar sobre o assunto. No final do último ano, resolveu assumir o desafio de ampliar o Projeto Âncora, integrando a ele uma escola também gratuita e destinada para alunos de baixa renda. Operando desde janeiro, já são 320 alunos e mais 400 crianças e jovens na fila de espera.

No modelo educacional estão vários conceitos trabalhados na Escola da Ponte. Não há salas de aula e sim espaços, professores e ferramentas nos quais o aluno busca o conhecimento. Ao invés de aulas convencionais, existem projetos de pesquisa. O sistema não se baseia em séries e ciclos, e os professores não são responsáveis por alguma turma ou disciplina específica.

"O objetivo nos oito ou nove anos de estudo é que os alunos adquiram o conhecimento que consta nas diretrizes básicas do Ministério da Educação e vão além disso", diz Fernando Furuiti, diretor do Projeto Âncora. "O que ele aprende aqui se transforma em conhecimento de fato, não é algo que o aluno vai `colocar na gaveta´ e acabar esquecendo, ou que ele vai estudar só para uma prova. É um conhecimento que, além de realmente relevante, acompanha também a formação da criança com valores de ética e solidariedade", completa.

Para o futuro, Fernando diz que a meta é a própria consolidação da proposta, colhendo os frutos e avaliando o que foi produzido nos primeiros anos, inclusive as dificuldades encontradas.

A iniciativa do Projeto Âncora se junta a outras escolas que adotaram em seu funcionamento práticas semelhantes aos da Escola da Ponte, como o Colégio Viver, localizado também na Granja Viana. Além de não usarem uniformes, seus alunos contam com atenção individualizada e espaço para participação nas decisões. A capacidade de transferir conhecimento, o desenvolvimento da autonomia e da individualidade, além do prazer em aprender são alguns dos conceitos extraídos do instituto de ensino português que já são praticados nessa e em outras escolas pelo Brasil.

Poemas das meninas cuiabanas de ontem

Fonte:Blog do Zaviasky

Publico, sim, por que não !?... Diante de tantas decepções e os espinhos desta confusão chamada Brasil, suavizemos um pouco...
POEMINHA FEMININO

Qual mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?

Qual mulher nunca tomou :
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?

Qual mulher nunca sonhou :
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?

Qual mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?

Qual mulher nunca penou :
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?

Qual mulher nunca comeu :
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface no almoço, por vaidade
Ou um canalha, por saudade?

Qual mulher nunca apertou :
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?

Qual mulher nunca jurou :
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que “dele” não lembra nem o nome?

Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!

Estamos em uma época em que: Homem dando sopa é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.

“Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado”.

“Mais vale um cara feio com você , do que dois lindos se beijando”.

“Se todo homem é igual, por que a gente escolhe tanto” ???

“Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! Que te ouve melhor...Que te vê melhor...E ainda te come”!!! (Enviado por Jussara Teixeira – Santo Antônio de Leverger(MT)

NR - A turma aqui da Redação está elaborando outro poema de cunho masculino.

verpz@terra.com.br

Notícias Nacionajs

Migração para o ensino privado

Por: Valeska Andrade

As escolas públicas brasileiras, principalmente nos níveis fundamental e médio, estão perdendo espaço para os colégios particulares. Nos últimos dez anos, a educação pública perdeu 4,834 milhões de estudantes, enquanto o ensino privado ganhou 1,090 milhão, de acordo com levantamento feito pelo Valor Econômico. Uma das principais explicações para a tendência é o aumento da renda decorrente do crescimento econômico, que estimulou famílias em ascensão social a colocar seus filhos em escolas particulares. O economista Naercio Menezes Filho, coordenador da área de políticas públicas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), afirma que os números refletem uma lógica natural. “O fato é que se a família tem ganho de renda, prefere matricular o filho na escola privada. Ele escolhe a escola que acha melhor”, diz.

Fonte: Valor Econômico (SP)

Abandono escolar triplica no 6º ano do ensino fundamental
Por: Valeska Andrade
Nos primeiros anos do ensino fundamental (do 1o ao 5o), só 1,5% das crianças abandonam a escola ao longo do ano letivo. Mas o cenário começa a mudar a partir do 6o ano (antiga 5a série), quando a taxa de abandono atinge 4,6% dos alunos (três vezes mais do que a verificada nos anos iniciais da etapa). As taxas de rendimento escolar, divulgadas na última semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), revelam que a “porta de saída da escola” é aberta no 2o ciclo do ensino fundamental e o problema cresce à medida que os anos seguem, com pico no ensino médio, chegando a 9,6%. O abandono se caracteriza quando o aluno deixa de frequentar as aulas e “perde” o ano. É diferente da evasão, que ocorre quando ele abandona os estudos e não retorna no ano seguinte.
Fonte: Correio do Povo
Mais Educação deverá atender 30 mil escolas este ano
Por: Valeska Andrade
O número de escolas participantes do Programa Mais Educação, desenvolvido pelo Ministério da Educação, chegará a 30 mil até o final de 2012. A educação integral já é uma realidade em 15 mil escolas brasileiras, com 2,8 milhões de alunos beneficiados. Outras 15 mil unidades serão selecionadas este ano. A previsão de investimento do governo federal é de R$ 1,4 bilhão. O prazo para que escolas, secretarias municipais ou estaduais de educação solicitem adesão ao Mais Educação termina nesta sexta-feira, 27. Neste ano, a seleção de novas unidades que ampliarão a jornada escolar priorizará a escolha de 5 mil instituições localizadas na zona rural e escolas que tenham, entre os matriculados, alunos beneficiários do programa Bolsa Família.
Fonte: Diário do Sul (SC)
Governo vai criar leis para impedir exploração de meninos no futebol
Por: Valeska Andrade
O governo federal pretende anunciar leis para frear a saída de meninos com menos de 18 anos do Brasil para os grandes clubes de futebol europeus ou de países árabes, como o Catar. De acordo com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, a ideia é impor aos poderosos clubes europeus, agentes da Fifa ou empresários clandestinos que cumpram exigências para que a transferência seja autorizada ou para que abram escolinhas de recrutamento no País. O governo promete anunciar critérios que vão tirar qualquer incentivo financeiro para quem levar o jogador antes que cumpra 18 anos. “Clubes europeus estão fazendo uma espécie de mineração no Brasil. O problema é que jogam cascalho fora e depois ficam apenas com os diamantes”, acusou o ministro.
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)

Pai não é professor particular

Na volta às aulas, dê ao seu filho a chance de se apropriar de seus estudos e de saber que ele dá conta sozinho

Por Rosely Sayão *

A criançada está de volta à escola. Foi bom esse tempo sem rotina, sem horário e sem obrigações escolares. Mas, será bom, também, o retorno a uma vida organizada.

Faz bem para os mais novos saber, pelo menos um pouco, como será o dia seguinte. Dá a eles sensação de segurança, estabilidade.

Nos primeiros dias na escola, é uma alegria para as crianças encontrar os colegas que não viram por quase um mês, contar as novidades, voltar a brincar com os amigos no recreio. Mas, logo depois recomeça, para muitos, uma jornada bem árdua.

Não, não me refiro aqui aos deveres escolares e à tarefa de ter de aprender algo que não sabem -situação que nós sabemos ser bem difícil. Muitas crianças sofrem, de fato, com essas questões.

Custa a elas assumir as pequenas responsabilidades que lhes cabem e custa mais ainda aceitar que não sabem e que precisam aprender para saber. E isso requer esforço e concentração.

Nos tempos atuais, as crianças são iludidas pelas imagens e isso faz com que elas pensem que já sabem a respeito de quase tudo. "Eu sei" é a frase curta que repetem várias vezes ao dia, já reparou?

Mesmo com tais dificuldades, as crianças podem superar os seus desafios escolares e colocar em atos o potencial que têm.

Quando falei em jornada árdua, eu me referia ao envolvimento dos pais, tão requisitado atualmente, na vida escolar dos filhos.

A frase "Se os pais acompanham de perto a vida escolar dos filhos, esses se saem melhor na escola" resume o principal argumento que leva adultos a estudar com as crianças, a fazer as lições de casa junto com elas, a providenciar trabalhos, a coletar informações na internet etc.

A afirmação acima é verdadeira, claro. Qualquer pessoa que tenha ajuda em qualquer coisa se sai melhor. O problema é o equívoco que esse pensamento contém.

Na escola, sair-se bem é aprender -e não simplesmente alcançar boas notas. E aprender, caro leitor, é uma tarefa que a criança precisa realizar sem a ajuda dos pais.

Com o estilo de vida que nós adotamos, cada vez mais uma enorme quantidade de pais acredita que precisa acompanhar os estudos do filho e até realiza isso de bom grado. Quer dizer, mais ou menos.

No início, até que a coisa vai bem, mas logo a paciência acaba e a relação entre os pais e o filho fica conturbada. É que os pais cobram esforço, dedicação e lição correta. E não costuma ser isso o que os filhos produzem.

Para muitos desses pais, a tarefa parental se resume a esse acompanhamento da vida escolar e à gestão da vida do filho. A função dos pais é bem maior do que isso: é acompanhar a vida do filho.

A função dos pais é dar ao filho a oportunidade de ele próprio se responsabilizar por sua vida escolar. É estimular no filho a vontade de formular perguntas que envolvem o conhecimento, de dirigi-las aos pais e de ficar interessado nas respostas. É, também, dar ao filho a chance de ele saber que é capaz de enfrentar sua própria batalha sozinho e dar conta dela.

Essas são coisas muito mais importantes para a criança do que ter a mãe ou o pai sempre presente nos trabalhos, nas provas etc.

Neste retorno às aulas, dê chance para que seu filho se aproprie de seus estudos. Isso não significa abandoná-lo. Ele precisa ser lembrado, incentivado, encorajado a assumir suas responsabilidades escolares e a seguir sempre em frente, mesmo com dificuldades e obstáculos.

Mas isso pode ser feito sem que os estudos se tornem mais importantes para os pais do que para ele próprio.

Os pais precisam se lembrar de o que filho já tem professores na escola, que é o local especializado no ensino. Em casa, a criança precisa é de pais, e não de professores particulares ou tutores.

* ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)

Fonte: Folha de S. Paulo (SP) 31/07/2012

Analfabetos na Universidade

"A 'popularização' do Ensino Superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa escolaridade, é vista como um dos fatores principais do fenômeno", afirma jornal

Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do Ensino superior no País simplesmente "não dominam habilidades básicas de leitura e escrita".

O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas. Ele é obtido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano dos estudantes, como o cálculo do desconto em uma compra ou o trajeto de um ônibus. Mesmo assim, 38% dos pesquisados não atingiram o nível considerado "pleno" de Alfabetização, isto é, não conseguem entender o que leem nem fazer associações com as informações que recebem.

Para os autores da pesquisa, resumida pelo Estado (16/7), os resultados indicam que o notável aumento da Escolarização verificado nas últimas décadas ainda não se traduz em desempenho minimamente satisfatório em habilidades básicas, como ler e escrever, e isso num ambiente em que essas etapas do aprendizado já deveriam ter sido plenamente superadas, isto é, nas universidades.

A "popularização" do Ensino superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa Escolaridade - que não consegue ingresso nas universidades de prestígio, mas sabe que o diploma é uma espécie de "passaporte" para melhorar o salário -, é vista como um dos fatores principais do fenômeno. Essas Escolas, concluem os especialistas, se adaptaram confortavelmente a um mercado consolidado, e só reagirão diante da exigência sistemática por melhor qualidade, que deve vir do governo e dos próprios Alunos.

No entanto, o tempo para a reversão desse quadro é curto. O sentido de urgência se dá diante do desafio de colocar o Brasil entre os países mais competitivos do mundo, ante o encolhimento dos mercados por conta da crise. A situação de semiAnalfabetismo nos campi brasileiros - que contraria o discurso populista da presidente Dilma Rousseff segundo o qual seu governo, como o anterior, cuida mais dos jovens do que do PIB - talvez seja o indicador mais importante para medir o tamanho do fosso que nos separa do mundo desenvolvido.

Em primeiro lugar, a indigência intelectual compromete os projetos de aperfeiçoamento profissional, por mais bem-intencionados que sejam. Não se pode esperar que egressos de faculdades sem nenhuma qualificação possam acompanhar as mudanças tecnológicas e científicas cujo desenvolvimento é precisamente o que determina a diferença entre países ricos e pobres. A China, por exemplo, já entendeu que sua passagem de "emergente" para "desenvolvida" não pode prescindir da qualificação de seus trabalhadores, como mostrou José Pastore, em artigo no Estado (16/7).

Os chineses, diz Pastore, têm investido pesadamente no Ensino superior, cujas matrículas foram multiplicadas por seis nos últimos dez anos. Agora, quase 20% dos jovens em idade universitária estão no Ensino superior na China, enquanto no Brasil não passam de 10%. Ademais, a China demonstra há décadas um vivo interesse em enviar estudantes ao exterior, para uma preciosa troca de informações que encurta o caminho do país na direção do domínio técnico essencial a seu desenvolvimento. Só em 2008, diz Pastore, os chineses mandaram 180 mil estudantes para as melhores universidades do mundo, volume que se mantém ano a ano. O Brasil apenas iniciou o Programa Ciência Sem Fronteira, que pretende enviar 110 mil estudantes nos próximos anos.

O impacto do investimento chinês em Educação aparece no cenário segundo o qual quase metade do extraordinário crescimento econômico do país resulta desse esforço de qualificação. Assim, se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como Analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado.

Fonte: O estado de S. Paulo 19/07/2012

O ouro do conhecimento

Antoninho Marmo Trevisan

Até a tarde da última sexta-feira, 3 de agosto, o Brasil, com apenas uma medalha de ouro, ocupava o 20º lugar na Olimpíada de Londres. Posição modesta para o país que sediará a próxima edição dos jogos, em 2016, no Rio de Janeiro. No tocante aos esportes, continuamos patinando nos mesmos erros de décadas atrás. O principal equívoco é insistir no discurso sobre a necessidade de mais apoio às modalidades com pouco apelo popular e midiático. Nem aqui e nem na China, que ocupava a primeira posição quando fechei este artigo, as empresas investem em patrocínio em algo que não lhes proporcione retorno comercial, marketing e visibilidade.

Assim, é descabido e infrutífero o discurso em tom de cobrança com os setores empresariais, como se expiassem o pecado capital de nosso modesto acervo de medalhas. Estamos falando de negócios, e é sob esse prisma que o esporte tem de ser analisado, gerido e potencializado. Obviamente, são muito importantes as iniciativas empresariais de apoio a atletas, mas essa ação de responsabilidade social não é suficiente para nos transformar em potência olímpica. Tal objetivo somente será alcançado com programas específicos nas escolas do Ensino Fundamental e do Básico e nas universidades. Acabo de visitar várias destas instituições nos Estados Unidos. Todas, sem exceção, de Stanford a San Diego, ou as de negócios, como a Babson e Bentley, ostentam com orgulho seus heróis esportivos nos murais da fama.

Lugar de atleta (e de todos os jovens, aliás...) é na escola. É assim que os chineses, norte-americanos, sul-coreanos, britânicos, russos e alguns outros povos tornaram-se grandes vencedores nos Jogos Olímpicos. A lacuna atlética em nosso sistema educacional revela seus gargalos quanto à qualidade. Não basta oferecer vagas a todos os que procuram o ensino público. É preciso avançar na qualidade, e isso implica não só o conteúdo curricular e a excelência pedagógica, mas também a preparação para a vida, a sociabilização, hábitos saudáveis e saúde preventiva, para os quais o esporte é elemento de grande importância.

Na economia altamente competitiva na qual vivemos, não se pode exigir das empresas que invistam mais do que podem em modalidades esportivas que não lhes trarão retorno. Assim, para que o Brasil não tenha destaque internacional apenas em esportes como futebol e vôlei e em casos isolados inerentes a patrocínios esparsos e ao esforço pessoal de um ou outro atleta, é necessário qualificar nosso processo educacional.

Precisamos fazer uma grande mudança na educação, conscientes de seu papel essencial em nosso projeto de desenvolvimento. Houve inegáveis avanços neste século, com a oferta de vagas para todos no Ensino Fundamental e no Médio e ampliação do acesso de estudantes de baixa renda a boas universidades, em programas como o ProUni, que concede bolsas de estudos, e Fies, de financiamento das anuidades escolares. A prioridade, agora, é a qualidade em todo o sistema e a ampliação dos dois projetos de acessibilidade.

Se fizermos isso daqui até 2016, teremos conquistado uma gigantesca vitória na Olimpíada do Rio de Janeiro. Não me refiro ao número de medalhas, mas à capacitação das novas gerações para promover um salto de prosperidade, desenvolvimento e justiça social. Subir ao pódio será mera e gratificante consequência!


Antoninho Marmo Trevisan
a.trevisan@trevisan.com.br
Diretor da Trevisan Escola de Negócios

Contrata-se um doutor

A FEA-RP/USP, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo está com processo seletivo aberto (Edital 036/2012) para a contratação de Professor Doutor para o seu Departamento de Economia.

O contratado atuará na área de conhecimento de Teoria Econômica. Os interessados podem se inscrever até o dia 28, das 14h às 18h, na Seção de Apoio Acadêmico da faculdade.

O salário é de R$ 8.715,12 para Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa. Leia o edital.

Plano Nacional de Educação

Nota da Undime nacional informa que o Projeto de Lei 8035/ 2010, do Plano Nacional de Educação (PNE), foi aprovado pela Comissão Especial em caráter terminativo no dia 26 de junho, mas pode ser revisto pelos deputados.

Segundo o Regimento Interno da Câmara, um recurso contestando a decisão da Comissão pode ser apresentado ao Plenário com a assinatura de 1/10 dos deputados, ou seja, 52 parlamentares. Este eventual recurso deve ser encaminhado até a quinta sessão ordinária contada a partir do protocolo do texto final da Comissão à Mesa Diretora.

A Undime, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o movimento PNE pra Valer! destacam que estão atentos às discussões políticas em torno de possíveis recursos.

Se estes forem confirmados e aprovados em plenário, o mérito do Projeto de Lei será novamente discutido. Dessa vez pelos 513 deputados. A depender do número de emendas, a perspectiva é de que o PNE não saia da Câmara neste ano. Portanto, a aprovação final do texto passa a não ter data prevista.

E as entidades salientam que, pior, o texto que seguir para o Senado poderá ter tantas modificações que as conquistas contidas naquele que foi aprovado na Comissão Especial se perderão pelo caminho.


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Enem: sugestões que apresentamos ao Inep

Jacir José Venturi

No dia 07 de agosto, na companhia da Presidente da Fenep, fomos recebidos em Brasília pelo Dr. Luiz Cláudio Costa, que desde 2009 é o 4.º presidente do Inep – órgão do MEC responsável por toda a logística do Enem. Foi uma reunião de interlocução altamente técnica e concluímos enlevados de júbilo e esperança. Toda a sociedade anseia por um Enem SEM PROBLEMAS, após as trapalhadas de 2009, 2010 e 2011, por motivos torpes, desonestidade de fraudadores e até onde a vista alcança, por incúria de uma parte dos gestores.

Coordenamos uma equipe multidisciplinar de 11 professores, tendo como premissa básica serem educadores – sem qualquer interesse subjacente que não fosse o de contribuir por uma boa causa. Educadores caldeados na frágua da intensa convivência com alunos de escolas públicas e privadas, ademais vários são mestres, doutores e autores de material didático.O documento apresentado ao Inep possui 38 pág., cujo conteúdo completo e a relação dos nomes da equipe multidisciplinar estão no site: www.sinepepr.org.br.

Quanto às sugestões apresentadas ao Inep, ei-las concisamente:

1) Há excesso de contextualização, o que alonga o enunciado e fica a sensação de um exame demasiadamente extenso. Na área de Ciências Exatas, em especial, há contextualizações forçadas e há demasia de aritmética (continhas), tangenciando apenas conteúdos mais profundos e de raciocínio lógico.

2) As 180 questões objetivas das quatro áreas do conhecimento valem apenas 50%. Na outra metade, reina absoluta a redação (30 linhas). Até hoje, nenhuma explicação para essa obesidade, ou seja, para esse peso excessivo. A sugestão da equipe multidisciplinar é que as quatro provas valham 20% cada uma e também à redação se atribua este valor.

3) O conteúdo programático está genérico demais, merece ser mais bem especificado e não tão abrangente. A grade curricular deve ser reduzida em 20% a 30%. São penduricalhos desnecessários. Nenhum educador sério pretende fazer com que o aluno do Ensino Médio estude menos, e sim, que empregue honestamente o seu tempo, preparando-se bem para as elevadas exigências futuras.

4) Tem-se como premissa que o tempo é insuficiente: 3 minutos, em média, para a resolução de cada questão. Julgamos que o número de 180 questões está adequado, pois diminuí-las compromete a abrangência e aumentar o tempo da prova levará o candidato à exaustão. A solução é reduzir parte dos enunciados desnecessariamente longuíssimos, e que o MEC assuma e divulgue amplamente que a administração do tempo é uma das habilidades exigidas.

5) Somos favoráveis à consolidação do Enem e à adoção de um currículo unificado para o ingresso nas universidades. Para este mister, que se contemplem doutores e mestres de nossas universidades, mas também professores do Ensino Médio, que diariamente honram o tablado de nossas salas de aula – os metros quadrados mais nobres da escola.

Ao término da reunião, o presidente do Inep anuiu que é necessário levar mais informações e melhor capacitar os professores das escolas, quando dei o meu depoimento – ao palestrar para 8 escolas públicas de periferia de Curitiba nas quais os alunos estão minimamente instruídos sobre o Enem, ProUni, Fies, COTAS, SISu, etc. A verba para a implementação de toda a logística do Enem/2011 foi robusta, porém se justifica quando se almeja um Enem SEM PROBLEMAS. Essa verba foi de R$ 372,5 mi para atender 5,3 mi de candidatos inscritos, o que perfaz R$ 70,28 de custo por aluno (similar ao custo dos vestibulares convencionais).

Os erros do passado significaram um doloroso aprendizado. Uma boa expectativa perpassa em todos nós participantes deste encontro, que por ser o primeiro em toda a existência do Inep, já diz muito. A sensação é que o Inep está caminhando na direção certa. Há 5,8 mi de candidatos inscritos para o Enem/2012, que empunham a chama esplendorosa da esperança num futuro melhor, mas também carregam o fardo da incerteza e da insegurança. Assim, vamos compartilhar das palavras de Manoel Bandeira recorrente nos vestibulares: “Ah, como dói viver quando falta esperança”.


Jacir José Venturi
jacirventuri@hotmail.com
Professor aposentado da UFPR e PUCPR, palestrante, autor de livros, fazendeiro e enófilo.


MEC acredita que acordo com Proifes possibilitará fim da greve dos professores

O governo está convencido de que a representação sindical da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) é a que expressa "o verdadeiro sentimento dos docentes universitários", segundo o Ministério da Educação (MEC) em nota enviada hoje (5) à Agência Brasil.

“Estamos certos de que a maioria dos professores aceitou a proposta apresentada pelo governo”, disse o professor Amaro Lins, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação. E acrescentou: “Na base do Proifes, que consultou os docentes por plebiscito, mais de 75% da categoria manifestaram-se pela aceitação da proposta, enquanto nas assembleias tradicionais apenas minorias foram consultadas”. Para o secretário, os professores devem gradativamente voltar ao trabalho.

Os aumentos propostos pelo governo ao professores de instituições federais de ensino superior em greve variam de 25% a 40%. Além disso, as carreiras foram reduzidas de 17 para 13 níveis, permitindo uma progressão mais rápida dos docentes.

Amanhã (6) o Ministério do Planejamento inicia as negociações com os técnicos administrativos dos institutos e das universidades federais. Até o final do mês, a pasta deve enviar ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2013.

O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico, que englobam cerca de 20 mil docentes. Em plebiscito eletrônico, realizado com 5.222 profissionais, 74,3% se mostraram favoráveis ao fim da greve. A entidade vai promover, a partir de amanhã (6), assembleias nas bases para decidir se os professores vão retornar às salas de aula.

Da Agência Brasil.

Vai à sanção política de cotas em universidade federais

A política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais foi aprovada pelo Plenário do Senado na noite de terça-feira (7). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que assegura metade das vagas por curso e turno dessas instituições a estudantes que tenham feito o ensino médio em escolas da rede pública, foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais.

Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.

A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.

Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.

Perda de autonomia

O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reprovou a iniciativa sob o argumento de que “impõe camisa de força” a todas as universidades federais brasileiras, ao ferir sua autonomia de gestão. Além disso, argumentou o senador, para que o ensino superior seja de qualidade, é preciso adotar um critério de proficiência, ou seja, que os alunos que ingressem na instituição tenham notas altas.

Outra crítica do senador ao projeto é a exigência de que as vagas para cotas raciais, por exemplo, sejam proporcionais ao contingente de negros ou índios existentes no estado onde se localiza a instituição de ensino.

Aloysio Nunes observou que um negro inscrito em uma universidade de Santa Catarina disputaria um número menor de vagas do que outro estudante, também negro, mas inscrito em uma instituição da Bahia. Aloysio Nunes foi o único senador a votar contrariamente ao projeto em Plenário.

Da Agência Senado.

Não se esconda no tempo

Lair Ribeiro

Há pessoas que se escondem no passado: passam a vida culpando os pais por tudo o que lhes acontece. E há pessoas que se escondem no futuro: pensam que “amanhã” conseguirão resolver seus problemas e que “depois” farão o que precisa ser feito. No entanto, a vida ocorre no aqui e agora.

Não interessa onde você esteja: a vida é aqui. Não importa quando você esteve ou estará: a vida é agora. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. É por isso que o presente se chama presente. Ele é, na realidade, um presente que nos é dado.

É no presente que temos o poder de gerar ação, modificando o nosso futuro e, talvez, recriando a nossa interpretação do passado. Portanto, viva o presente e planeje o futuro.

A ampulheta representa bem o conceito da vida:

A areia que está por cair é o futuro; ainda não aconteceu.

A areia que está caindo é o presente.

A areia que já caiu é passado; nada se pode fazer a respeito.

As pessoas não planejam o fracasso. Elas, simplesmente, fracassam ao planejar.

Relatividade do tempo

Einstein dizia que “o tempo não é linear e, portanto, muito relativo e atrelado ao que está acontecendo”. Um round de três minutos de boxe, para quem está apanhando, pode durar uma eternidade. Uma vida bem vivida, na qual somos felizes e estamos contribuindo para o bem da humanidade, pode passar num piscar de olhos.

Para ter um bom aproveitamento do tempo, você precisa estar suficientemente envolvido naquilo que estiver fazendo. E isso implica outros fatores, além da simples disponibilidade de tempo para o que tiver de ser feito.

O que é aproveitar bem o tempo? — É fazer o que precisa ser feito, bem-feito e, de preferência, da primeira vez. É para isso que necessitamos estar envolvidos em nossas atividades.

Lixo que sufoca e mata

Opinião / ROMILDO GONÇALVES



O Brasil produz diariamente cerca de cento e oitenta mil toneladas de lixo doméstico, por outro lado, apenas dezoito por cento dos municípios brasileiros dispõem de serviço de coleta seletiva. Todo o excedente não coletado é lançado aleatoriamente em lixões improvisados, daí para os rios, córregos, nascentes, vales, mares...

Com isso, além de poluir o meio ambiente, o país perde por ano cerca de oito bilhões de reais deixando de recicla-lo ou utiliza-lo para outro fim.

Após duas décadas em discussão no congresso nacional e há três anos sancionada, a politica nacional de resíduos sólidos, lei n. 12.305, nada ou quase mudou no nesse período, para beneficiar o meio ambiente.

No caso de Mato Grosso, a questão do lixo doméstico, hospitalar e industrial já não é mais uma questão de saúde pública, na pratica ele figura como uma verdadeira calamidade pública.

Como se vê por aí, o desleixo ambiental é senso comum no estado, hoje se encontra lixo queimando a céu aberto em todas as cidades mato-grossenses, com destaque para capital, onde a prática de queimar lixo poluir o ar, rios, córregos... Agredindo de forma vil a vida na sua plenitude, é quase natural.

Para entendermos a gravidade da questão do desleixo com o meio ambiente, penas a cidade Toríxoréu com cinco habitantes encravadas no vale do Araguaia tem licença ambiental para tratamento de resíduos sólidos, no entanto por falta orientação técnica do órgão ambiental estadual não conseguiu executar com precisão o serviço de coleta e tratamento adequado do minúsculo lixo produzido naquele ambiente.

As cidades de Campo Verde e Colíder também chegaram a terem as licenças de operação liberadas pela sema, porém na primeira cidade a licença foi suspensa e na segunda a licença venceu antes mesmo de ser usada, uma geleia geral, não?

Ao mirar os lixões a céu abertos espalhados por mato grosso confirma-se o total desrespeito a legislação em vigor e a cabal incompetência dos gestores, incluso aí os estaduais e federais que não executam, não fiscaliza esse estado de coisa.

Não orientam e não cria infraestrutura de apoio e logística para eliminar focos de contaminação e doenças, com agentes químicos cancerígenos, pesticidas, mercúrio... Vistos a olhos nus espalhados irresponsavelmente na
natureza precisando urgentemente ser estancados.

Até mesmo a coordenadora de resíduos sólidos da Sema, aponta como exemplo de descaso e vergonha os lixões de Cuiabá e várzea grande, como um escândalos uma verdadeira falta de consideração com a população humana.

Complementando o que disse a coordenadora da Sema, vejo como um total desrespeito para com a vida, o não tratamento adequado desses resíduos sólidos nas cidades mato-grossenses. Constatar esgotos in natura sendo lançados nos rios, córregos, nascentes... Diuturnamente é, sem duvida, matar a vida na sua plenitude, não é mesmo? Cadê os gestores?

No meio desse estado de coisa nota-se claramente que os gestores não conseguiram enxergar a grandiosidade da vida e sua significância, que por uma dadiva de Deus, mesmo contaminada, insiste em perpetuar. Até quando a sociedade humana vai conviver com isso?

ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em fogo florestal e professor pesquisador da UFMT/Seduc.
romildogoncalves@hotmail.com



Universidade Estadual de Londrina (UEL) abre inscrições para o vestibular


G1

Começa nesta segunda-feira (13) o período de inscrição para o vestibular 2013 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná. O prazo termina em 13 de setembro e a taxa é de R$ 100. As inscrições poder ser realizadas pelo site da universidade.

De acordo com o edital, as provas da primeria fase serão 11 de novembro. Os candidatos terão que responder questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e fazer no mínimo duas redações. O resultado deve ser divulgado no dia 22 de novembro.

A etapa seguinte tem três dias de duração e começa em 2 de dezembro. Serão cobradas dos estudantes questões específicas do curso pretendido. A lista de aprovados será divulgada no dia 17 de janeiro de 2013, a partir do meio dia.

Mudanças no vestibular do curso de música
Este ano, os candidatos ao curso de Música terão a prova de Habilidades Específicas antecipada. O exame será aplicado, em dois turnos, no dia 30 de setembro, antes mesmo da primeira fase e será eliminatório.

A universidade alerta que os candidatos deverão indicar, no momento da inscrição, uma segunda opção de curso, para o caso de não atingirem a média 3,0. O resultado será divulgado em 15 de outubro.

Obras literárias exigidas na prova de língua portuguesa e literatura:
1. Cidade de Deus - Paulo Lins (a partir da 2ª. edição)
2. As Melhores Crônicas de Rachel de Queiroz - Rachel de Queiroz
3. Espumas flutuantes - Castro Alves
4. São Bernardo - Graciliano Ramos
5. Papéis avulsos - Machado de Assis
6. Sagarana - Guimarães Rosa
7. O Primo Basílio - Eça de Queirós
8. O Planalto e a Estepe - Pepetel
9. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
10. Bagagem - Adélia Prado


Em PE, 68% dos estagiários usam bolsa como complemento de renda

G1

O Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE-PE) realizou uma pesquisa e traçou um perfil socioeconômico dos estudantes que fazem estágios em empresas do estado. Dentre as conclusões do trabalho, está a grande quantidade – 68% – de estudantes que utilizam a renda obtida pela bolsa para complementar a rendar familiar.

Em média, os jovens estagiários pernambucanos ganham entre R$ 500 e R$ 600, dependendo do nível de escolaridade – médio ou superior - e também de outros fatores. “A carga horária de estágio, se é de quatro ou seis horas, e também depende da empresa que ele vai estagiar, que paga de acordo com sua condição. Superior normalmente ganha mais, mas a empresa solicita um pouco mais de outras habilidades, como informática, inglês e conhecimentos específicos”, contou Ana Patrícia Gomes, gerente de treinamento do CIEE, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta segunda-feira (13).

Os estudantes pernambucanos também estão dando à bolsa recebida um destino certo, já programado. “A gente constatou que 68% dos jovens inscritos no CIEE têm família que recebe até três salários mínimos; considerando que são famílias mais numerosas, então chegamos à conclusão que são estudantes de baixa renda [...] São jovens que precisam da bolsa para pagar os estudos e complementar a renda familiar. O estágio comprova a função social”, contou Ana Patrícia. Cerca de 21% dos jovens também recebem algum benefício do governo e 42% são oriundos de escolas públicas.

Dentre as áreas que oferecem mais vagas de estágio, estão administração, engenharias, educação e informática. O CIEE-PE também oferece cursos, como português básico, atendimento ao público e marketing pessoal, na Avenida Manoel Borba, no bairro da Boa Vista, centro do Recife.


Professora da UFMT lança livro sobre Raul Seixas


Da Asssessoria/Ascom

O Programa de Pós-Graduação em Cultura Contemporânea (Ecco) juntamente com o Pavilhão das Artes, lançam no dia 23 de agosto, às 19h, no Salão Nobre do Palácio da Instrução, o livro “A Chave da Sociedade Alternativa”, publicação sobre Raul Seixas, de autoria da professora Juliana Abonízio, do Departamento de Sociologia e Ciência Política e do Ecco. Dia 21 de agosto completam-se 23 anos da morte de Raul.

O livro é fruto de um trabalho de pesquisa onde a autora recorreu a uma multiplicidade de fontes, como observação participante em alguns espaços ocupados pelos “raulseixistas”, definição que se dá ao público formado por fãs que, além de admirarem a produção do cantor, transformam suas vidas, estabelecem relações com seus pares, distanciam-se de outros e criam sociabilidades próprias, articulando-se no tecido social de uma forma específica.

Além da observação participante, Juliana Abonízio buscou entender essa visão de mundo através de entrevistas com pessoas destacadas nesse universo, como divulgadores, sósias e presidentes de fã-clubes. Também analisou centenas de cartas enviadas por fãs ao RRC, o maior e mais antigo fã-clube de Raul Seixas. Através do amplo material coletado e de uma metodologia sensível e perspicaz, a autora traduz o universo estudado e estende as suas conclusões à totalidade multifacetada da cultura contemporânea.

Na ocasião do lançamento do livro, os presentes poderão conversar com a autora sobre o processo de elaboração do livro. A entrada é gratuita.

O prefácio da obra diz que “após 22 anos da morte de Raul Seixas, suas músicas permanecem graças ao trabalho de milhares de fãs que tomam sua obra como guia para ação e reflexão. Sem anacronismos, os sonhos e os delírios cantados por Raul Seixas são reapropriados e adotados como estilo de vida; a sua ideia de uma metamorfose ambulante cai como uma luva em tempos de identidades fluidificadas. Exemplares idealtípicos dos sujeitos pós-modernos, os raulseixistas revelam uma insatisfação com o existente e uma recusa às tentativas de transformação macroscópica. Antes, retomam os instantes, buscando no presente uma soberania, conjugando um ideal autônomo com uma crença no destino e defendendo-se, enquanto grupo, na negação da morte de Raul Seixas, no vislumbre de um disco voador e no sonho de uma Sociedade Alternativa”.


REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores.
Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ


'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.

Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'

Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.

Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.

A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.

Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição.

Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.

O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.

As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra?

De que serve uma mãe que não afaga?

E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.

Cada um por todos.

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?

Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?

Ser tratado como cidadão ou excluído?

Como gente... Ou como bicho?


Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.


Aos poucos iremos acordar este "BraSil".

Eviada por Corumbá

Triste,carta de um professor

Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011

Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)

Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor
no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a
disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha
só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo
ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu
também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por
outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três
vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o
conteúdo que abordávamos.

Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala.
Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação
que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna,
interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e
prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei
aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que
procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do
gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e
que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a
“estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com
ela.

Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina
resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido
repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola
e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos
influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em
nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer,
se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco
procurou a diretoria da Escola.

Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que
comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de
Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”)
uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando
o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que
ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser
professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar
do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais
difícil.

Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho
outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa
fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo
que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço,
encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que
é perpetrada contra os professores neste país''.

Enviado por Corumbá

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Silval destaca fortalecimento do curso de medicina em MT

Secom-MT


Durante a aula inaugural do curso de medicina da Unemat, no campus de Cáceres, ocorrida nesta segunda-feira (06.08), o governador Silval Barbosa, falou para os 30 alunos do curso aprovados no vestibular sobre o fortalecimento e a importância do curso, não só para o município, mas para todo o Estado.

O governador falou também da persistência e da superação dos obstáculos que estão por vir nessa nova fase da vida dos acadêmicos e ressaltou a parceria do Governo do Estado com a Unemat, lembrando os grandes avanços que já foram feitos na instituição de ensino. “Em 1998 o orçamento da Unemat era de R$ 17 milhões. Para o ano que vem, com a criação do curso de medicina e a ampliação do campus, iremos chegar ao valor de R$ 200 milhões de recursos destinados à Unemat. Vamos continuar nesse caminho, investindo em educação e no conhecimento”, disse Silval.

As inúmeras idas a Brasília para conseguir viabilizar e sensibilizar o ministro da Educação, Fernando Haddad, para a instalação de mais três cursos de medicina no Estado também foram lembradas por Silval Barbosa. “Conseguimos a autorização da instalação de mais três cursos de medicina, dois nos campi da UFMT em Rondonópolis e Sinop e outro na rede privada no Univag. Mato Grosso é um Estado de oportundiades, mas para os gestores é feito de desafios. Estamos no caminho certo, com muitos avanços e esta oportunidade que está sendo criada aqui é fantástica”, complementou.

Silval Barbosa disse ainda da busca constante para sempre viabilizar meios para fortalecer a Unemat com investimentos acadêmicos, equipamentos para os hospitais para que os alunos possam ter uma boa formação. “É muito importante a mão de obra que será deixada após a conclusão do curso aqui para Mato Grosso. Vamos buscar parcerias com o Governo Federal para sempre avançarmos mais. O trabalho hoje desenvolvido na educação refletirá na saúde pública de nosso Estado”.

O reitor da Unemat, Adriano Silva, lembrou que a construção e a execução de muitos projetos, inclusive do curso de medicina começou desde o início da atual administração estadual, meta de Plano de Governo e que hoje é realidade. “Além da saúde pública um grande aspecto com a instalação do curso de medicina é o social. Isso é um divisor de águas na saúde de Mato Grosso. O Governo dá passos largos em prol da população”. Complementou que com o compromisso com o estudo e a pesquisa o resultado será um grande legado para a comunidade acadêmica e para toda a população.

Compromisso

A satisfação pela aula inaugural do curso de medicina e o marco histórico que isso significa para a história de Mato Grosso foi pontuada pelo vice-governador Chico Daltro ao lembrar do compromisso feito pelo governador Silval Barbosa e do cumprimento do mesmo. “Essa é uma transformação que mexe com todos. Em um ano e meio de governo foi construído o alicerce e dado o passo definitivo para instalar o curso de medicina. É um compromisso da consolidação da Unemat em Cáceres”, disse Daltro ao desejar sucesso no estudo e na carreira, com o compromisso no trabalho da saúde pública para a população que mais precisa.

Na docência da Unemat há 20 anos, o coordenador diretor do Campus de Cáceres, Anderson Marques do Amaral, disse que a importância maior está no desenvolvimento da pesquisa acadêmica e no atendimento da demanda da cidade. “Não é todo dia que se inaugura um curso. As aliança e parcerias foram determinantes para que o dia de hoje fosse possível acontecer. Juntos, todos nós estamos fazendo história”, falou ao destacar a participação da classe médica, que atua em Cáceres e que formará os novos médicos.

A coordenadora do curso de medicina da Unemat, Cristina Mendo, agradeceu o total apoio à causa com os investimentos em saúde pública e educação de qualidade. “Cáceres é um polo de saúde, com mais de 300 mil habitantes, além da Bolívia, daí a importância de assistência médica que se consolidará a partir de agora”

Também participaram da aula inaugural a secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Áurea Regina Alves Inácio, o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, o corpo docente da Unemat, além dos alunos de medicina, deputados estaduais.