O ensino da Sociologia, é obrigatório para o Ensino Médio desde 2008. Mas especialistas garantem que ela é fundamental também para crianças
23/09/2011
Texto Ligia Menezes Foto: Cláudia Marianno A socilogia pode ser de grande ajuda à formação de jovens e crianças, saiba mais sobre essa matéria Por que as pessoas pensam e agem de forma tão diferente umas das outras? Por que algumas têm muito dinheiro, enquanto outras dormem nas ruas? Por que o que parece certo para uma é totalmente errado para outra? Toda criança já questionou algo do tipo para os pais. É comum os pequenos terem dúvidas sobre a sociedade em que vivem. Pois a Sociologia tem o objetivo de responder essas questões e ensinar o funcionamento das interações pessoais. "Diferentemente da Psicologia, que estuda o individuo, a Filosofia, que explica as ideias e o conhecimento, a Sociologia observa a sociedade agindo sobre as pessoas e as instituições, buscando apontar na sua dinâmica, contradições e regularidades", ensina o sociólogo Mario Miranda Antonio Junior, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP).
Não é à toa que, desde 2008, a matéria não é considerada mais extracurricular . Pelo contrário, há três anos foi aprovada a lei 11.684, que obriga o ensino de Sociologia no Ensino Médio em todas as escolas brasileiras. "Muitas ministram o curso com outro nome, como Ação e Cidadania, porém, o conteúdo é bem próximo ao das Ciências Sociais", diz o cientista social Rafael Araújo, coordenador da Escola de Sociologia e Polí tica de São Paulo e professor da PUC-SP.
É preciso ficar atento pois muitas escolas enxergam a matéria como um custo desnecessário. "Há aquelas escolas, por exemplo, que entregam as aulas nas mãos de professores de outras disciplinas, que não têm formação em sociologia, para não precisarem contratar mais gente", aponta Roberto Ravena Vicente, sociólogo e professor da matéria no colégio Ítaca, em São Paulo.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Por que a Sociologia é importante?
Depoimento - Marilena Chauí: "Foi ainda na escola que percebi o papel formador decisivo da Filosofia"
"A filósofa e professora relata a importância crucial do ensino público em sua vida
"Minha geração teve uma formação excepcional, em escola pública, laica, republicana" Perguntar qual a importância da educação para mim é como perguntar qual o significado da minha própria vida. Ela é constitutiva da minha própria existência. Venho de uma família de jornalistas e professores, então a presença da formação educacional vem desde meu primeiro mês de vida!
Mas gostaria de realçar algumas questões que me marcaram em particular: em primeiro lugar, a qualidade da escola e dos professores que eu tive ao longo da vida. Foram excepcionais. Minha geração teve uma formação excepcional, em escola pública, laica, republicana. Tive o privilégio de estudar em escolas públicas que tinham professores muito bem formados, reconhecidos e bem remunerados. Havia infra-estrutura para o ensino e até para uma pequena pesquisa.
Um segundo aspecto é que não consigo imaginar minha trajetória intelectual sem a contribuição do ensino que tive especificamente na área de Humanidades. Na época, todos os alunos tinham contato com o que havia de mais consistente na cultura ocidental. Só de línguas estrangeiras, por exemplo, aprendi Inglês, Francês, Espanhol, Latim e Grego. E além das disciplinas convencionais - como Português, História, Geografia e Literatura - havia a Filosofia.
Tive um professor de Filosofia incrível: [João] Eduardo [Rodrigues] Villalobos. Foram suas aulas que me levaram a optar por essa área de estudo. Minha intenção inicial era me tornar professora do Colegial. Isso porque, já na época, percebi o papel formador decisivo que a Filosofia tinha na escola, para todos os estudantes. De criar espírito crítico, questionador, independente da opção profissional futura.
Meu professor me fascinou ao mostrar que o pensamento é capaz de pensar a si próprio, e a linguagem é capaz de falar ela própria. Essa reflexão foi minha descoberta filosófica fundamental. Pensar é alcançar algo até então desconhecido, tendo a certeza de que não há saber pronto e acabado. Considero uma vitória o retorno da Filosofia ao Ensino Médio.
Por último, acho importante dizer que na minha época, tínhamos um profundo desprezo pela escola privada. Era considerada de baixa qualidade, apenas uma rede comercial. Existia para os alunos ricos, preguiçosos, mal informados. Sua função era oferecer diplomas para quem não queria estudar. Quando um colega ia para a escola privada, dizíamos: "Ih! Ele vai para o clube!".
Passei apenas três anos fora do sistema público de ensino, em um colégio religioso. Mas isso me marcou profundamente porque lá tive contato com um excesso de hierarquia e com uma clara desigualdade econômica e social entre as alunas. Muito diferente do que vivi na escola pública, aonde as diferenciações vinham da personalidade, do modo de se relacionar com os estudos, das amizades.
Cabe, entretanto, ressaltar que não havia na época uma política educacional que visasse a sociedade brasileira como um todo. A educação existia somente em determinados lugares. Portanto, o que descrevo aqui é uma experiência dentro da cidade de São Paulo. Quando não havia a marca da atual capital paulistana: a diferença entre centro e periferia. No meu tempo, os bairros mais afastados eram tão equipados educacionalmente quanto os mais centrais. As escolas supriam a demanda de toda a cidade.
Vivemos tempos de uma violenta desigualdade social e econômica, de polarização entre a carência absoluta - que caracteriza a periferia - e o privilégio absoluto - no caso, o centro. E isso começou a partir da Ditadura Militar, que criou uma cidade-arquipélago.
Também na Ditadura é criada a ideia de que escola pública é subversiva. A crise começou com a destruição das escolas vocacionais e, posteriormente, do resto das escolas públicas. Tudo isso com o apoio dos empresários da educação. Houve uma inversão de papéis, com a subordinação da educação ao dinheiro. Uma tragédia.
Marilena Chaui é professora-titular do Departamento de filosofia na USP, tendo se especializado em História da Filosofia Moderna e em Filosofia Política. Nascida em São Paulo, é filha do jornalista Nicolau Chauí e da professora Laura de Souza Chauí. Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992. Além de extensa produção acadêmica, Marilena obteve êxito com livros voltados para a popularização da Filosofia. É uma das palestrantes do Ciclo Mutações: Elogio à Preguiça, que acontece até o dia 27 de outubro em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
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"Minha geração teve uma formação excepcional, em escola pública, laica, republicana" Perguntar qual a importância da educação para mim é como perguntar qual o significado da minha própria vida. Ela é constitutiva da minha própria existência. Venho de uma família de jornalistas e professores, então a presença da formação educacional vem desde meu primeiro mês de vida!
Mas gostaria de realçar algumas questões que me marcaram em particular: em primeiro lugar, a qualidade da escola e dos professores que eu tive ao longo da vida. Foram excepcionais. Minha geração teve uma formação excepcional, em escola pública, laica, republicana. Tive o privilégio de estudar em escolas públicas que tinham professores muito bem formados, reconhecidos e bem remunerados. Havia infra-estrutura para o ensino e até para uma pequena pesquisa.
Um segundo aspecto é que não consigo imaginar minha trajetória intelectual sem a contribuição do ensino que tive especificamente na área de Humanidades. Na época, todos os alunos tinham contato com o que havia de mais consistente na cultura ocidental. Só de línguas estrangeiras, por exemplo, aprendi Inglês, Francês, Espanhol, Latim e Grego. E além das disciplinas convencionais - como Português, História, Geografia e Literatura - havia a Filosofia.
Tive um professor de Filosofia incrível: [João] Eduardo [Rodrigues] Villalobos. Foram suas aulas que me levaram a optar por essa área de estudo. Minha intenção inicial era me tornar professora do Colegial. Isso porque, já na época, percebi o papel formador decisivo que a Filosofia tinha na escola, para todos os estudantes. De criar espírito crítico, questionador, independente da opção profissional futura.
Meu professor me fascinou ao mostrar que o pensamento é capaz de pensar a si próprio, e a linguagem é capaz de falar ela própria. Essa reflexão foi minha descoberta filosófica fundamental. Pensar é alcançar algo até então desconhecido, tendo a certeza de que não há saber pronto e acabado. Considero uma vitória o retorno da Filosofia ao Ensino Médio.
Por último, acho importante dizer que na minha época, tínhamos um profundo desprezo pela escola privada. Era considerada de baixa qualidade, apenas uma rede comercial. Existia para os alunos ricos, preguiçosos, mal informados. Sua função era oferecer diplomas para quem não queria estudar. Quando um colega ia para a escola privada, dizíamos: "Ih! Ele vai para o clube!".
Passei apenas três anos fora do sistema público de ensino, em um colégio religioso. Mas isso me marcou profundamente porque lá tive contato com um excesso de hierarquia e com uma clara desigualdade econômica e social entre as alunas. Muito diferente do que vivi na escola pública, aonde as diferenciações vinham da personalidade, do modo de se relacionar com os estudos, das amizades.
Cabe, entretanto, ressaltar que não havia na época uma política educacional que visasse a sociedade brasileira como um todo. A educação existia somente em determinados lugares. Portanto, o que descrevo aqui é uma experiência dentro da cidade de São Paulo. Quando não havia a marca da atual capital paulistana: a diferença entre centro e periferia. No meu tempo, os bairros mais afastados eram tão equipados educacionalmente quanto os mais centrais. As escolas supriam a demanda de toda a cidade.
Vivemos tempos de uma violenta desigualdade social e econômica, de polarização entre a carência absoluta - que caracteriza a periferia - e o privilégio absoluto - no caso, o centro. E isso começou a partir da Ditadura Militar, que criou uma cidade-arquipélago.
Também na Ditadura é criada a ideia de que escola pública é subversiva. A crise começou com a destruição das escolas vocacionais e, posteriormente, do resto das escolas públicas. Tudo isso com o apoio dos empresários da educação. Houve uma inversão de papéis, com a subordinação da educação ao dinheiro. Uma tragédia.
Marilena Chaui é professora-titular do Departamento de filosofia na USP, tendo se especializado em História da Filosofia Moderna e em Filosofia Política. Nascida em São Paulo, é filha do jornalista Nicolau Chauí e da professora Laura de Souza Chauí. Foi Secretária Municipal de Cultura de São Paulo, de 1989 a 1992. Além de extensa produção acadêmica, Marilena obteve êxito com livros voltados para a popularização da Filosofia. É uma das palestrantes do Ciclo Mutações: Elogio à Preguiça, que acontece até o dia 27 de outubro em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte.
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Depoimento - Toquinho: "A escola incutiu em mim a necessidade da disciplina para a evolução do conhecimento"
Para o compositor, a escola é essencial para formação de um caráter firme e positivo
Toquinho estudou harmonia, violão clássico e orquestração Nasci numa família paulistana de classe média e morei até os 20 anos no bairro do Bom Retiro, convivendo com a simplicidade de pessoas humildes. A escola (Liceu Coração de Jesus) incutiu em mim a necessidade da disciplina para a evolução de meu conhecimento e para a formação de um caráter firme e positivo.
Enquanto isso em casa recebia de meus pais, Antonio e Diva, o amor adequado para que eu conseguisse, com independência, a base indispensável para minha afirmação como homem, como profissional e como pai dedicado e vigilante.
Toquinho, nome artístico de Antonio Pecci Filho, é cantor, compositor e violonista. Começou a tovcar violão aos 14 anos e, ao longo de sua carreira, compôs com Chico Buarque, Jorge Benjor, Vinicius de Moraes, entre outros grandes nomes da música brasileira.
Toquinho estudou harmonia, violão clássico e orquestração Nasci numa família paulistana de classe média e morei até os 20 anos no bairro do Bom Retiro, convivendo com a simplicidade de pessoas humildes. A escola (Liceu Coração de Jesus) incutiu em mim a necessidade da disciplina para a evolução de meu conhecimento e para a formação de um caráter firme e positivo.
Enquanto isso em casa recebia de meus pais, Antonio e Diva, o amor adequado para que eu conseguisse, com independência, a base indispensável para minha afirmação como homem, como profissional e como pai dedicado e vigilante.
Toquinho, nome artístico de Antonio Pecci Filho, é cantor, compositor e violonista. Começou a tovcar violão aos 14 anos e, ao longo de sua carreira, compôs com Chico Buarque, Jorge Benjor, Vinicius de Moraes, entre outros grandes nomes da música brasileira.
''O Ensino Médio que está aí não faz
Marilza Regattieri
Pesquisadora da Unesco propõe para o Ensino Médio currículos mais dinâmicos e que ofereçam aos alunos uma formação integralVerônica Fraidenraich (veronica.fraidenraich@abril.com.br), de Brasília, DF
CompartilheEnvie por email ImprimaPágina de >>|Marilza RegattieriO cenário do Ensino Médio no Brasil é triste. Os resultados nas avaliações nacionais e internacionais são fracos, os índices de reprovação e evasão são altos, há queda no número de matrículas e faltam professores especialistas. O desânimo é tanto que a maior taxa de abandono ocorre logo no primeiro ano do segmento. Em 2010, 12,5% dos alunos recém-ingressos deixaram de ir à escola, contra 7,6% no 3º ano, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), essa etapa de conclusão da Educação Básica tem de garantir as aprendizagens necessárias ao desenvolvimento de conhecimentos e atitudes e práticas sociais e de trabalho. Isso significa que o jovem, ao se formar, poderá ingressar na vida adulta de forma digna seja qual for o caminho que quiser seguir. Mas não é o que ocorre.
Na tentativa de mudar esse quadro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desenvolveu, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), dois modelos de currículos: os chamados protótipos de Ensino Médio de formação geral e o Integrado. O objetivo é estimular o debate e ajudar os sistemas de ensino a construir propostas curriculares e revisar o projeto político-pedagógico.
A economista Marilza Regattieri, que cuida da área de Ensino Médio e Educação profissional da Unesco há 13 anos e participou do estudo - cujo relatório completo será publicado neste semestre -, diz que é preciso garantir à instituição a escolha de um modelo segundo a realidade e o perfil de seus alunos. "Ao verem considerados os seus anseios, eles passam a ter outra relação com a escola. Ficam mais interessados", diz Marilza. Leia a seguir a entrevista que ela concedeu a GESTÃO ESCOLAR.
Qual o principal gargalo do Ensino Médio hoje no Brasil?
MARILZA REGATTIERI É o currículo. Há uma diversidade muito grande em relação a condições socioeconômicas, sonhos, expectativas e visões da juventude sobre o mundo. Apesar disso, o que se observa é uma escola única, que pouco diferencia as suas formas de atendimento e organização do Ensino Médio. A discussão, portanto, precisa se centrar no currículo, em aprendizagens que garantam ao cidadão, ao sair da escola, o preparo para continuar os estudos e evoluir enquanto pessoa e profissionalmente. Assim, ele estaria apto para desenvolver habilidades que qualquer tipo de trabalho demanda, na escrita, na fala, na construção do raciocínio lógico e no domínio de uma Língua Estrangeira. Embora isso esteja previsto na LDB, não chega a ser efetivado.
Qual a sua avaliação sobre as políticas públicas vigentes para o segmento?
MARILZA O Ensino Médio que está aí não faz sentido. Houve o amadurecimento na oferta e na gestão das políticas do setor - a exemplo dos catálogos nacionais de cursos técnicos e de tecnologia e de programas como o Ensino Médio Inovador -, mas faltam medidas que acompanhem o dinamismo que a comunidade escolar e o mercado de trabalho exigem. A integração curricular entre Ensino Médio e Educação profissional ainda é incipiente. É preciso uma proposta pedagógica que sistematize isso melhor.
Como funciona o protótipo de Ensino Médio de formação geral, criado pela Unesco em parceria com o MEC?
MARILZA Ele segue o modelo-padrão das escolas públicas brasileiras: três anos de duração e carga horária anual de 800 horas. O diferencial, porém, é que o currículo tem um núcleo de preparação básica para o trabalho e demais práticas sociais, que ocupa 25% do tempo letivo (200 horas anuais) e consiste num trabalho interdisciplinar que envolve todos os professores e estudantes de uma mesma série. Esse grupo irá desenvolver um projeto focado em atividades de pesquisa e trabalho tendo, para cada ano do Ensino Médio, um tema norteador - no primeiro, escola e moradia como ambientes de aprendizagem, no segundo, ação comunitária, e no terceiro, vida e sociedade. Essa formação curricular considera as áreas de conhecimento - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias - e a matriz de competências e habilidades do novo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Leva em conta ainda o que chamamos de dimensões articuladoras do projeto - Ciência, Cultura, Tecnologia e Trabalho.
Que tipo de projeto pode ser trabalhado para atender a essa proposta?
MARILZA Pode ser um estudo sobre o consumo responsável de energia elétrica no município, por exemplo. As ações realizadas, como visitas de campo à casa dos moradores e entrevistas via e-mail a órgãos públicos, poderão tratar de assuntos tão diversos quanto termodinâmica e Língua Portuguesa. E ainda, para incluir as dimensões citadas, o projeto pode abordar aspectos científicos, como a montagem de um painel de energia solar, ou culturais, como os hábitos da população quanto ao tempo do banho e ao uso de água quente. O fundamental é que os jovens sejam protagonistas desse processo e possam, com base nele, experimentar futuros campos de atuação profissional.
Quais as características do protótipo do Ensino Médio Integrado?
MARILZA Ele equivale ao curso de formação geral, seguindo a mesma organização curricular, isto é, também é composto do Núcleo de preparação para o trabalho, as áreas de conhecimento, os projetos e as dimensões articuladoras. Entretanto, tem duração de quatro anos e os dois últimos priorizam a Educação profissional. Nesse período, as atividades de pesquisa e trabalho do Núcleo passam a ocupar 50% do currículo e voltam-se, principalmente, para o desenvolvimento de aprendizagens vinculadas à habilitação técnica escolhida.
Que tipo de formação se pretende dar com esses currículos?
MARILZA O objetivo é contribuir para que os sistemas de ensino cumpram o que a lei estabelece como finalidades para esse nível educacional. Ao terminar o Ensino Médio, portanto, os jovens devem adquirir uma preparação básica para o trabalho e outras práticas sociais. Isso inclui a convivência familiar, a participação política e a capacidade de dar continuidade aos estudos, de desenvolver a autonomia intelectual e o pensamento crítico e ainda compreender os fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática dos conteúdos estudados.
Que outras vantagens esses protótipos podem trazer aos jovens?
MARILZA Ao verem considerados os seus anseios e ganharem espaço para participar do processo de ensino e aprendizagem, esses estudantes passam a ter outra relação com a escola, ficam mais interessados. Além do mais, esses modelos possibilitam uma escolha profissional mais tardia e amadurecida, em que o jovem poderá confrontar seus interesses pessoais com o campo profissional e as possibilidades e os requisitos de emprego ou empreendedorismo.
Qual a viabilidade de implantação dessas propostas?
MARILZA Uma das tratativas do nosso trabalho era identificar elementos no currículo que mudassem o mínimo possível as escolas - de um lado, cumprindo o que prevê a LDB e, de outro, viabilizando ações dentro das condições das unidades de ensino no Brasil. Ficou claro, porém, que isso não é tão simples, visto que o Ensino Médio requer outra lógica de funcionamento da instituição e das Secretarias de Educação e com relação à formação docente. É preciso, portanto, investir nessas áreas para viabilizar a implantação dos protótipos.
Pesquisadora da Unesco propõe para o Ensino Médio currículos mais dinâmicos e que ofereçam aos alunos uma formação integralVerônica Fraidenraich (veronica.fraidenraich@abril.com.br), de Brasília, DF
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Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), essa etapa de conclusão da Educação Básica tem de garantir as aprendizagens necessárias ao desenvolvimento de conhecimentos e atitudes e práticas sociais e de trabalho. Isso significa que o jovem, ao se formar, poderá ingressar na vida adulta de forma digna seja qual for o caminho que quiser seguir. Mas não é o que ocorre.
Na tentativa de mudar esse quadro, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) desenvolveu, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), dois modelos de currículos: os chamados protótipos de Ensino Médio de formação geral e o Integrado. O objetivo é estimular o debate e ajudar os sistemas de ensino a construir propostas curriculares e revisar o projeto político-pedagógico.
A economista Marilza Regattieri, que cuida da área de Ensino Médio e Educação profissional da Unesco há 13 anos e participou do estudo - cujo relatório completo será publicado neste semestre -, diz que é preciso garantir à instituição a escolha de um modelo segundo a realidade e o perfil de seus alunos. "Ao verem considerados os seus anseios, eles passam a ter outra relação com a escola. Ficam mais interessados", diz Marilza. Leia a seguir a entrevista que ela concedeu a GESTÃO ESCOLAR.
Qual o principal gargalo do Ensino Médio hoje no Brasil?
MARILZA REGATTIERI É o currículo. Há uma diversidade muito grande em relação a condições socioeconômicas, sonhos, expectativas e visões da juventude sobre o mundo. Apesar disso, o que se observa é uma escola única, que pouco diferencia as suas formas de atendimento e organização do Ensino Médio. A discussão, portanto, precisa se centrar no currículo, em aprendizagens que garantam ao cidadão, ao sair da escola, o preparo para continuar os estudos e evoluir enquanto pessoa e profissionalmente. Assim, ele estaria apto para desenvolver habilidades que qualquer tipo de trabalho demanda, na escrita, na fala, na construção do raciocínio lógico e no domínio de uma Língua Estrangeira. Embora isso esteja previsto na LDB, não chega a ser efetivado.
Qual a sua avaliação sobre as políticas públicas vigentes para o segmento?
MARILZA O Ensino Médio que está aí não faz sentido. Houve o amadurecimento na oferta e na gestão das políticas do setor - a exemplo dos catálogos nacionais de cursos técnicos e de tecnologia e de programas como o Ensino Médio Inovador -, mas faltam medidas que acompanhem o dinamismo que a comunidade escolar e o mercado de trabalho exigem. A integração curricular entre Ensino Médio e Educação profissional ainda é incipiente. É preciso uma proposta pedagógica que sistematize isso melhor.
Como funciona o protótipo de Ensino Médio de formação geral, criado pela Unesco em parceria com o MEC?
MARILZA Ele segue o modelo-padrão das escolas públicas brasileiras: três anos de duração e carga horária anual de 800 horas. O diferencial, porém, é que o currículo tem um núcleo de preparação básica para o trabalho e demais práticas sociais, que ocupa 25% do tempo letivo (200 horas anuais) e consiste num trabalho interdisciplinar que envolve todos os professores e estudantes de uma mesma série. Esse grupo irá desenvolver um projeto focado em atividades de pesquisa e trabalho tendo, para cada ano do Ensino Médio, um tema norteador - no primeiro, escola e moradia como ambientes de aprendizagem, no segundo, ação comunitária, e no terceiro, vida e sociedade. Essa formação curricular considera as áreas de conhecimento - Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Ciências Humanas e suas Tecnologias - e a matriz de competências e habilidades do novo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem). Leva em conta ainda o que chamamos de dimensões articuladoras do projeto - Ciência, Cultura, Tecnologia e Trabalho.
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MARILZA Pode ser um estudo sobre o consumo responsável de energia elétrica no município, por exemplo. As ações realizadas, como visitas de campo à casa dos moradores e entrevistas via e-mail a órgãos públicos, poderão tratar de assuntos tão diversos quanto termodinâmica e Língua Portuguesa. E ainda, para incluir as dimensões citadas, o projeto pode abordar aspectos científicos, como a montagem de um painel de energia solar, ou culturais, como os hábitos da população quanto ao tempo do banho e ao uso de água quente. O fundamental é que os jovens sejam protagonistas desse processo e possam, com base nele, experimentar futuros campos de atuação profissional.
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MARILZA Uma das tratativas do nosso trabalho era identificar elementos no currículo que mudassem o mínimo possível as escolas - de um lado, cumprindo o que prevê a LDB e, de outro, viabilizando ações dentro das condições das unidades de ensino no Brasil. Ficou claro, porém, que isso não é tão simples, visto que o Ensino Médio requer outra lógica de funcionamento da instituição e das Secretarias de Educação e com relação à formação docente. É preciso, portanto, investir nessas áreas para viabilizar a implantação dos protótipos.
Cemitérios recebem blitz educativa em 3 cidades de Mato Grosso
O dia de finados deste ano será pano de fundo para a divulgação da Campanha de Desarmamento, nos cemitérios de Cuiabá, Várzea Grande e Poconé. Nesta quarta-feira (02), a Associação de Familiares Vítimas de Violência (AFVV) realiza uma blitz educativa em frente aos cemitérios com a entrega de cartilhas com orientações sobre a Campanha do Desarmamento 2011, lançada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) em Mato Grosso no último dia 17 de outubro.
As blitz serão realizadas nos cemitérios da Piedade, do Porto e Parque Bom Jesus, em Cuiabá; no cemitério Recanto da Paz, em Várzea Grande; e no cemitério de Poconé. A Associação de Familiares Vítimas de Violência é uma das entidades colaboradora da campanha na mobilização social da população para a entrega voluntária de armas de fogo.
Para realizar a entrega da arma, não é mais preciso se identificar e a Campanha do Desarmamento 2011 garante a agilidade no pagamento de indenização. O valor do reembolso varia de 100 a 300 reais por arma de fogo, dependendo do tipo e calibre. O cidadão receberá, no ato da entrega voluntária da arma, um protocolo gerado pelo Sistema 'Desarma', da Polícia Federal, com qual poderá receber o valor da indenização correspondente à entrega da arma de fogo em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
Em Mato Grosso, 17 municípios possuem unidades de Segurança Pública credenciadas para o recebimento de armas de fogo. São 14 unidades da Polícia Civil, dez comandos da Polícia Militar, além de cinco delegacias da Polícia Federal e oito delegacias da Polícia Rodoviária.
Em Cuiabá e Várzea Grande as armas podem ser entregues nos seguintes locais: Central de Ocorrências da Polícia Civil (avenida Tenente-Coronel Duarte, nº 1044, bairro Centro, Cuiabá); Comando Regional I da Polícia Militar (avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 6135, bairro Novo Paraíso, Cuiabá); Central de Ocorrências da Polícia Civil de Várzea Grande (avenida Filinto Muller, nº 147, bairro Aeroporto) e Comando Regional II da Polícia Militar (avenida Filinto Muller, nº 538, bairro Centro, Várzea Grande).
No interior do Estado, as armas podem ser entregues nas delegacias e comandos regionais das polícias Civil e Militar dos municípios de Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Diamantino, Juína, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.
Fonte: Gazeta Digital
As blitz serão realizadas nos cemitérios da Piedade, do Porto e Parque Bom Jesus, em Cuiabá; no cemitério Recanto da Paz, em Várzea Grande; e no cemitério de Poconé. A Associação de Familiares Vítimas de Violência é uma das entidades colaboradora da campanha na mobilização social da população para a entrega voluntária de armas de fogo.
Para realizar a entrega da arma, não é mais preciso se identificar e a Campanha do Desarmamento 2011 garante a agilidade no pagamento de indenização. O valor do reembolso varia de 100 a 300 reais por arma de fogo, dependendo do tipo e calibre. O cidadão receberá, no ato da entrega voluntária da arma, um protocolo gerado pelo Sistema 'Desarma', da Polícia Federal, com qual poderá receber o valor da indenização correspondente à entrega da arma de fogo em qualquer caixa eletrônico do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal.
Em Mato Grosso, 17 municípios possuem unidades de Segurança Pública credenciadas para o recebimento de armas de fogo. São 14 unidades da Polícia Civil, dez comandos da Polícia Militar, além de cinco delegacias da Polícia Federal e oito delegacias da Polícia Rodoviária.
Em Cuiabá e Várzea Grande as armas podem ser entregues nos seguintes locais: Central de Ocorrências da Polícia Civil (avenida Tenente-Coronel Duarte, nº 1044, bairro Centro, Cuiabá); Comando Regional I da Polícia Militar (avenida Historiador Rubens de Mendonça, nº 6135, bairro Novo Paraíso, Cuiabá); Central de Ocorrências da Polícia Civil de Várzea Grande (avenida Filinto Muller, nº 147, bairro Aeroporto) e Comando Regional II da Polícia Militar (avenida Filinto Muller, nº 538, bairro Centro, Várzea Grande).
No interior do Estado, as armas podem ser entregues nas delegacias e comandos regionais das polícias Civil e Militar dos municípios de Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Barra do Garças, Cáceres, Cuiabá, Diamantino, Juína, Pontes e Lacerda, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra, Várzea Grande e Vila Rica.
Fonte: Gazeta Digital
@migos.com.br
Quando convidada a escrever sobre o tema amizade logo surgiram várias indagações que fiz questão de anotá-las. Também pude parar e pensar na amizade e seus significados, nas(os) minhas/meus amigas(os). Ou seja, repensei minha história. Minha história de vida pode ser escrita pelas amizades que fiz, pelas que desfiz, pelas amizades que conservei e por outras que irei fazer. E a sua história?
Afinal, o que é a amizade? Como se faz um amigo ou como as amizades são formadas? Por que algumas pessoas são consideradas amigas e outras colegas? Existe amizade entre homens e mulheres? Existe amizade entre mulheres? Amizades entre homens são mais duradouras que amizades entre mulheres? O que fazer para as amizades serem mais duradouras? Existem amizades feitas pela internet? Podemos dizer que há amigos virtuais? Amizade é um sentimento? Quais os sentimentos envolvidos numa relação de amizade?
Relações harmoniosas
Adriana Falcão, em Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento, afirma que a amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Será mesmo? Um dos teóricos da Psicologia Social, chamado Fritz Heider, explica a formação das amizades através da teoria do equilíbrio, ou seja, sempre procuramos relações harmoniosas entre nossas atitudes frente a pessoas ou entidade impessoais (política, esporte, religião etc.). Um exemplo de relação harmoniosa é quando gostamos de alguém e torcemos para o mesmo time de futebol, ou ainda, quando não gostamos de uma pessoa e dela divergimos de questões políticas. Esses são exemplos de ralações harmoniosas, ou seja, há um equilíbrio.
Nas nossas relações cotidianas nem sempre encontramos relações harmoniosas ou equilibradas. Ao contrário, experimentos várias relações desequilibradas. Mas então como mantemos nossas amizades? Seremos amigas(os) de quem somente torce para o mesmo time que eu, gosta das mesma coisas e que concorda comigo sobre tudo?
Amigos virtuais, amizades reais?
Com a chegada da internet no Brasil na década de 90 e sua posterior “popularização” (embora, no Brasil, ainda exista um grande número de excluídos digitais), as ferramentas que permitem interação escrita e/ou audiovisual tornaram-se unanimidades. E outras formas de interação foram surgindo como os sites de relacionamentos, blogs, fotologs e outras tantas que ainda surgirão.
Conforme Heider, como estamos à procura de relações equilibradas, harmoniosas e a internet nos possibilita encontrar pessoas de acordo com alguns critérios de afinidade. O que evita tensões e assim formamos uma relação de amizade mesmo tendo o fator da distância. Outras vezes permite que sejamos encontradas(os).
Mas a internet oferece outros recursos interessantes. Com a criação das ferramentas de bate-papo e a utilização de nick-names (apelidos) permite que se freqüente ou utilize o anonimato. Assim podemos ser qualquer pessoa, ou melhor, podemos até ser várias pessoas ao mesmo tempo. Na vida real não é muito diferente. Somos mulher, mãe, irmã, filha, amiga, esposa, namorada entre muitas outras identidades. Poder experimentar outras identidades, além das vividas no dia-a-dia, favorece o autoconhecimento que é importante para a obtenção do equilíbrio nas relações.
Outra função dessas ferramentas de bate-papo ou encontros virtuais é a manutenção das amizades. A maioria das pessoas que utilizam tais ferramentas têm por objetivo maior a manutenção das amizades feitas na vida real.
Há pessoas que gostam de destacar alguns aspectos ruins da internet. Mas lembro que este fenômeno está associado à chegada de nova tecnologia. Foi assim com o telefone fixo e com o celular, com a televisão, com o computador e com os robôs. E não seria diferente com a internet.
Falam que a internet não favorece o contato social, que passa-se horas até dias na frente do computador interagindo com a máquina e esquecendo-se da vida fora do quarto. Porém esquecem que as ferramentas da internet são utilizadas para manter os relacionamentos feitos na vida real e que as lan houses são espaços de socialização entre seus(suas) freqüentadores(as).
Benefícios ou malefícios? Ainda é cedo para afirmar. Mas tudo o que é exagerado demonstra desequilíbrio. Temos que estar sempre à procura deste equilíbrio.
Sugestão de Atividade
• Depois de lida a matéria, formar pequenos grupos e distribuir entre eles as perguntas que aparecem no início do texto. Fazer um debate no pequeno grupo e depois juntar todos os grupos, de modo que cada pequeno grupo coordene o debate geral sobre o assunto de sua pergunta.
Fernanda Calderaro,
psicóloga, técnica em Informática Industrial e educadora.
Endereço eletrônico: fernanda@gaiasocial.org.br
Artigo publicado na edição nº 388, jornal Mundo Jovem, julho de 2008, página 18.
Afinal, o que é a amizade? Como se faz um amigo ou como as amizades são formadas? Por que algumas pessoas são consideradas amigas e outras colegas? Existe amizade entre homens e mulheres? Existe amizade entre mulheres? Amizades entre homens são mais duradouras que amizades entre mulheres? O que fazer para as amizades serem mais duradouras? Existem amizades feitas pela internet? Podemos dizer que há amigos virtuais? Amizade é um sentimento? Quais os sentimentos envolvidos numa relação de amizade?
Relações harmoniosas
Adriana Falcão, em Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento, afirma que a amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros. Será mesmo? Um dos teóricos da Psicologia Social, chamado Fritz Heider, explica a formação das amizades através da teoria do equilíbrio, ou seja, sempre procuramos relações harmoniosas entre nossas atitudes frente a pessoas ou entidade impessoais (política, esporte, religião etc.). Um exemplo de relação harmoniosa é quando gostamos de alguém e torcemos para o mesmo time de futebol, ou ainda, quando não gostamos de uma pessoa e dela divergimos de questões políticas. Esses são exemplos de ralações harmoniosas, ou seja, há um equilíbrio.
Nas nossas relações cotidianas nem sempre encontramos relações harmoniosas ou equilibradas. Ao contrário, experimentos várias relações desequilibradas. Mas então como mantemos nossas amizades? Seremos amigas(os) de quem somente torce para o mesmo time que eu, gosta das mesma coisas e que concorda comigo sobre tudo?
Amigos virtuais, amizades reais?
Com a chegada da internet no Brasil na década de 90 e sua posterior “popularização” (embora, no Brasil, ainda exista um grande número de excluídos digitais), as ferramentas que permitem interação escrita e/ou audiovisual tornaram-se unanimidades. E outras formas de interação foram surgindo como os sites de relacionamentos, blogs, fotologs e outras tantas que ainda surgirão.
Conforme Heider, como estamos à procura de relações equilibradas, harmoniosas e a internet nos possibilita encontrar pessoas de acordo com alguns critérios de afinidade. O que evita tensões e assim formamos uma relação de amizade mesmo tendo o fator da distância. Outras vezes permite que sejamos encontradas(os).
Mas a internet oferece outros recursos interessantes. Com a criação das ferramentas de bate-papo e a utilização de nick-names (apelidos) permite que se freqüente ou utilize o anonimato. Assim podemos ser qualquer pessoa, ou melhor, podemos até ser várias pessoas ao mesmo tempo. Na vida real não é muito diferente. Somos mulher, mãe, irmã, filha, amiga, esposa, namorada entre muitas outras identidades. Poder experimentar outras identidades, além das vividas no dia-a-dia, favorece o autoconhecimento que é importante para a obtenção do equilíbrio nas relações.
Outra função dessas ferramentas de bate-papo ou encontros virtuais é a manutenção das amizades. A maioria das pessoas que utilizam tais ferramentas têm por objetivo maior a manutenção das amizades feitas na vida real.
Há pessoas que gostam de destacar alguns aspectos ruins da internet. Mas lembro que este fenômeno está associado à chegada de nova tecnologia. Foi assim com o telefone fixo e com o celular, com a televisão, com o computador e com os robôs. E não seria diferente com a internet.
Falam que a internet não favorece o contato social, que passa-se horas até dias na frente do computador interagindo com a máquina e esquecendo-se da vida fora do quarto. Porém esquecem que as ferramentas da internet são utilizadas para manter os relacionamentos feitos na vida real e que as lan houses são espaços de socialização entre seus(suas) freqüentadores(as).
Benefícios ou malefícios? Ainda é cedo para afirmar. Mas tudo o que é exagerado demonstra desequilíbrio. Temos que estar sempre à procura deste equilíbrio.
Sugestão de Atividade
• Depois de lida a matéria, formar pequenos grupos e distribuir entre eles as perguntas que aparecem no início do texto. Fazer um debate no pequeno grupo e depois juntar todos os grupos, de modo que cada pequeno grupo coordene o debate geral sobre o assunto de sua pergunta.
Fernanda Calderaro,
psicóloga, técnica em Informática Industrial e educadora.
Endereço eletrônico: fernanda@gaiasocial.org.br
Artigo publicado na edição nº 388, jornal Mundo Jovem, julho de 2008, página 18.
Somos todos iguais?
Uma rápida leitura da constituição brasileira mostra o quanto somos iguais em direitos e deveres, mesmo vivendo num país continental e de influências culturais variadas e ricas. No cotidiano, porém, os preceitos constitucionais nem sempre são respeitados, nem colocados em prática.
A pessoa como ser vivo é mais que uma simples realidade biológica. Ela é definida por uma inserção social, marcada por influências e determinantes culturais, por valores e contravalores... As sociedades, ao longo de sua história, movem-se em base de preconceitos sociais, raciais, religiosos e políticos, dificultando, muitas vezes, o respeito às diferenças e à integração necessária ao desenvolvimento do ser humano. Diferença, não desigualdade
Importa estabelecer aqui uma definição clara que pode nos ajudar a entender melhor os processos sócio-históricos e suas complicações. As diferenças são naturais porque providenciadas pela natureza; nem todos são magros, altos, brancos. Mas as desigualdades sempre são fruto da ação humana. Alguém nasce e vive pobre em função de uma estrutura que gera esse fenômeno. O erro está em invocar as diferenças como justificativa das desigualdades socioeconômicas, base da sociedade de classes, e em perpetuar as estruturas geradoras das desigualdades.
O ser humano não pode ser concebido como mero indivíduo, apesar de sua peculiaridade genética. É também cidadão que integra uma coletividade, regida por preceitos ético-morais, que implicam na aceitação de regras e valores. O resultado desse processo vai configurando pessoas social, econômica, cultural e até religiosamente integradas. A razão abstrata muito nos diferencia em relação aos demais seres vivos do planeta e precisamos usar esta capacidade para elaborar o que constitui o tipicamente humano, a partir do que já dizia Sócrates no século 4 a.C.: “conhece-te a ti mesmo”.
Estes universais mínimos não só qualificam nossas individualidades, mas também nos fazem crescer no espírito comunitário. É o caminho que nos torna mais pessoa, indivíduo, cidadão. Ainda, quanto mais convivemos com os demais seres, que também habitam nosso planeta, tanto mais humanizamos.
Pessoa, o valor supremo
Somos iguais! As diferentes raças humanas são, na verdade, rótulos superficiais - uma diferença para justificar possíveis desigualdades - uma vez que, segundo a teoria evolucionista, viemos do macaco, ou então, segundo a fé cristã, Deus criou o ser humano, tendo como protótipos Adão e Eva. Os motivos pelos quais nos diferenciamos uns dos outros devem-se a diferenças ambientais, naturais, culturais, religiosas... A essência humana é a mesma para todos.
Na visão cristã, a questão da igualdade, desde um ponto de vista religioso, começa no batismo. Esse sacramento nos torna filhos do mesmo Deus Uno e Trino sem, no entanto, negar as diferenças individuais, enfatizando a dimensão comunitária como forma de viver a plenitude humana. Embora os cristãos compreendam que exercem diferentes papéis na comunidade com o mesmo fim, nem sempre entendem que este fator não pode ser gerador de desigualdades, preconceitos ou discriminações.
Para Kant, a pessoa é um valor supremo. Não é objeto, não tem preço, não pode ser trocada por outro objeto, nem utilizada como meio para alcançar qualquer fim. A dignidade humana exige o respeito incondicional de todos, indistintamente. O dever do respeito aplica-se a todos os seres humanos, sem exceção. Como ser livre e consciente, o ser humano existe de forma absoluta. Nesta perspectiva, é inaceitável qualquer tipo de humilhação e desvalorização do outro.
Questões para debate: 1) Reconhecer que ainda somos preconceituosos.
2) Reconhecer que todas as culturas têm aspectos positivos e negativos.
3) Aprender a conviver com as diferenças engrandece-nos e dignifica.
4) O que estou fazendo para mudar essa realidade?
5) Organizar um círculo de partilha e diálogo sobre nossos preconceitos e tentar mudar a convivência diária.
Clândio Maffini Cerezer,
professor de Filosofia no Colégio Farroupilha e orientador religioso no Colégio Anchieta, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: clandiocerezer@yahoo.com.br
A pessoa como ser vivo é mais que uma simples realidade biológica. Ela é definida por uma inserção social, marcada por influências e determinantes culturais, por valores e contravalores... As sociedades, ao longo de sua história, movem-se em base de preconceitos sociais, raciais, religiosos e políticos, dificultando, muitas vezes, o respeito às diferenças e à integração necessária ao desenvolvimento do ser humano. Diferença, não desigualdade
Importa estabelecer aqui uma definição clara que pode nos ajudar a entender melhor os processos sócio-históricos e suas complicações. As diferenças são naturais porque providenciadas pela natureza; nem todos são magros, altos, brancos. Mas as desigualdades sempre são fruto da ação humana. Alguém nasce e vive pobre em função de uma estrutura que gera esse fenômeno. O erro está em invocar as diferenças como justificativa das desigualdades socioeconômicas, base da sociedade de classes, e em perpetuar as estruturas geradoras das desigualdades.
O ser humano não pode ser concebido como mero indivíduo, apesar de sua peculiaridade genética. É também cidadão que integra uma coletividade, regida por preceitos ético-morais, que implicam na aceitação de regras e valores. O resultado desse processo vai configurando pessoas social, econômica, cultural e até religiosamente integradas. A razão abstrata muito nos diferencia em relação aos demais seres vivos do planeta e precisamos usar esta capacidade para elaborar o que constitui o tipicamente humano, a partir do que já dizia Sócrates no século 4 a.C.: “conhece-te a ti mesmo”.
Estes universais mínimos não só qualificam nossas individualidades, mas também nos fazem crescer no espírito comunitário. É o caminho que nos torna mais pessoa, indivíduo, cidadão. Ainda, quanto mais convivemos com os demais seres, que também habitam nosso planeta, tanto mais humanizamos.
Pessoa, o valor supremo
Somos iguais! As diferentes raças humanas são, na verdade, rótulos superficiais - uma diferença para justificar possíveis desigualdades - uma vez que, segundo a teoria evolucionista, viemos do macaco, ou então, segundo a fé cristã, Deus criou o ser humano, tendo como protótipos Adão e Eva. Os motivos pelos quais nos diferenciamos uns dos outros devem-se a diferenças ambientais, naturais, culturais, religiosas... A essência humana é a mesma para todos.
Na visão cristã, a questão da igualdade, desde um ponto de vista religioso, começa no batismo. Esse sacramento nos torna filhos do mesmo Deus Uno e Trino sem, no entanto, negar as diferenças individuais, enfatizando a dimensão comunitária como forma de viver a plenitude humana. Embora os cristãos compreendam que exercem diferentes papéis na comunidade com o mesmo fim, nem sempre entendem que este fator não pode ser gerador de desigualdades, preconceitos ou discriminações.
Para Kant, a pessoa é um valor supremo. Não é objeto, não tem preço, não pode ser trocada por outro objeto, nem utilizada como meio para alcançar qualquer fim. A dignidade humana exige o respeito incondicional de todos, indistintamente. O dever do respeito aplica-se a todos os seres humanos, sem exceção. Como ser livre e consciente, o ser humano existe de forma absoluta. Nesta perspectiva, é inaceitável qualquer tipo de humilhação e desvalorização do outro.
Questões para debate: 1) Reconhecer que ainda somos preconceituosos.
2) Reconhecer que todas as culturas têm aspectos positivos e negativos.
3) Aprender a conviver com as diferenças engrandece-nos e dignifica.
4) O que estou fazendo para mudar essa realidade?
5) Organizar um círculo de partilha e diálogo sobre nossos preconceitos e tentar mudar a convivência diária.
Clândio Maffini Cerezer,
professor de Filosofia no Colégio Farroupilha e orientador religioso no Colégio Anchieta, Porto Alegre, RS.
Endereço eletrônico: clandiocerezer@yahoo.com.br
O Horizonte Está em Você
“Além do Horizonte deve ter algum lugar bonito pra viver em paz. Onde eu possa encontrar a natureza, alegria e felicidade com certeza.” O trecho da música Além do Horizonte composta por Roberto e Erasmo Carlos em 1975, nos fala de um lugar tranquilo e bonito para se viver. No decorrer da música, os autores comentam de um lugar onde o amanhecer é lindo, falam sobre alegria, felicidade e festejar mais um dia que nasce.
Mas onde está esse horizonte? Será que ele está tão distante como imaginamos? Estaria esse lugar tão além ao ponto de não podermos alcançá-lo?
Muitas vezes achamos que para sermos felizes precisamos ter todos os bens materiais com os quais sonhamos, um cargo com um ótimo salário, ou que essa tal felicidade é algo impossível de se alcançar. Ou que a “grama mais verde” é sempre a do vizinho.
Com esse pensamento, ficamos colocando barreiras que nos impedem de crescer e/ou de viver plenamente nosso presente. É claro que precisamos sonhar, e de preferência transformar estes desejos em objetivos específicos, estabelecendo estratégias e prazos para realizá-los, mas é importante olharmos a nossa volta, aproveitando cada momento que a vida nos presenteia, valorizando nossas conquistas e encontrando motivos para sermos felizes também no “hoje” e não somente no “amanhã”.
O hoje é realidade, o amanhã é um talvez. Encontre motivos para sorrir hoje, isso lhe fará uma pessoa mais forte e autoconfiante para seguir em busca dos seus objetivos de amanhã. Aquele que não é capaz de comemorar suas conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, perde a oportunidade de se alimentar desse combustível tão precioso que é a sensação de estar seguindo em frente, e no caminho certo.
Talvez esse horizonte esteja em nós mesmos, ou na nossa incapacidade de olhar para si próprio e aumentar nosso campo de visão, afim de tornar o “além do horizonte” algo mais real e menos distante.
Comemore as pequenas conquistas, vibre com cada passo dado em direção aos seus objetivos, e agradeça a Deus por cada dia que ele lhe dá de presente.
Também na letra da música Além do Horizonte aparece a seguinte frase: “Lá nesse lugar o amanhecer é lindo, com flores festejando mais um dia que vem vindo.” Que tal mudarmos a palavra “lá” pela palavra “aqui”?
Acredite em um amanhã melhor, mas não deixe de viver hoje. Afine-se para o sucesso!
Fabiano Brumcontato@fabianobrum.com.brPalestrante especialista em motivação.
Mas onde está esse horizonte? Será que ele está tão distante como imaginamos? Estaria esse lugar tão além ao ponto de não podermos alcançá-lo?
Muitas vezes achamos que para sermos felizes precisamos ter todos os bens materiais com os quais sonhamos, um cargo com um ótimo salário, ou que essa tal felicidade é algo impossível de se alcançar. Ou que a “grama mais verde” é sempre a do vizinho.
Com esse pensamento, ficamos colocando barreiras que nos impedem de crescer e/ou de viver plenamente nosso presente. É claro que precisamos sonhar, e de preferência transformar estes desejos em objetivos específicos, estabelecendo estratégias e prazos para realizá-los, mas é importante olharmos a nossa volta, aproveitando cada momento que a vida nos presenteia, valorizando nossas conquistas e encontrando motivos para sermos felizes também no “hoje” e não somente no “amanhã”.
O hoje é realidade, o amanhã é um talvez. Encontre motivos para sorrir hoje, isso lhe fará uma pessoa mais forte e autoconfiante para seguir em busca dos seus objetivos de amanhã. Aquele que não é capaz de comemorar suas conquistas, sejam elas grandes ou pequenas, perde a oportunidade de se alimentar desse combustível tão precioso que é a sensação de estar seguindo em frente, e no caminho certo.
Talvez esse horizonte esteja em nós mesmos, ou na nossa incapacidade de olhar para si próprio e aumentar nosso campo de visão, afim de tornar o “além do horizonte” algo mais real e menos distante.
Comemore as pequenas conquistas, vibre com cada passo dado em direção aos seus objetivos, e agradeça a Deus por cada dia que ele lhe dá de presente.
Também na letra da música Além do Horizonte aparece a seguinte frase: “Lá nesse lugar o amanhecer é lindo, com flores festejando mais um dia que vem vindo.” Que tal mudarmos a palavra “lá” pela palavra “aqui”?
Acredite em um amanhã melhor, mas não deixe de viver hoje. Afine-se para o sucesso!
Fabiano Brumcontato@fabianobrum.com.brPalestrante especialista em motivação.
A hora da verdade
Há tempo de plantar e tempo de colher. Inverter a ordem é complicar o presente e comprometer o futuro da escola. Parece óbvio, mas é no período de matrículas (captação de alunos), que muitas escolas percebem a necessidade de dar visibilidade ao seu trabalho.
De olho no tempo perdido, transformam o ambiente escolar num indesejável pandemônio, com muita correria, pressão e estresse. Claro, é o período, único no ano, em que a vida da escola se define, com o orçamento anual — receitas e despesas — sendo fixado.
Períodos de captação não podem ser tempos de plantio, mas sim de colheita. De colher o que se plantou durante o ano que está terminando. Para quem não semeou, é tempo de desespero, todo mundo achando que é preciso urgentemente “fazer marketing”. E fazer marketing nesta época é apenas gastar em propaganda, estratégia que drena recursos da escola, sem a garantia da contrapartida de resultados significativos.
Marketing deve ser entendido como postura e comportamento da escola, sedimentados em cultura organizacional focada na excelência da gestão e do projeto pedagógico, bem como em ações voltadas para a retenção do alunado, relacionamento e fidelização de pais e alunos.
Para isso há receita, mas não receita milagrosa. A escola deve ter clareza a respeito de pontos básicos como: Visão (onde quer chegar no futuro); Missão (sua razão de existir); Público-Alvo (que perfil de alunos deseja atender); Área de Atuação (uma escola do bairro ou de toda a cidade); e Cenário Concorrencial (diferenciais e vantagem competitiva em relação a outras escolas).
Estabelecidas estas premissas e consolidada a crença de que Marketing é responsabilidade de todos — direção, corpo docente e funcionários em todos os níveis hierárquicos —, é hora de trabalhar os “ingredientes” de uma receita de sucesso. E a “hora” a que nos referimos não é a época de captação, mas sim o início do ano letivo, o tempo certo de semear.
O Marketing costuma trabalhar com os conhecidos e básicos “4 Ps”: Produto, Preço, Praça (localização, infraestrutura), Promoção (comunicação, propaganda, “vendas” etc.).
Há quem defenda um número ainda maior de “Ps”, mas num primeiro momento a escola pode se fixar nesta abordagem básica, acrescida de um 5º. P — Pessoas (professores, funcionários e direção). Mesmo que a escola trabalhe todos estes pontos durante o ano, ainda assim o período de captação merece atenção especial.
Prepare sua escola como alguém que irá receber uma pessoa importante em casa: tudo limpo e organizado, banheiros em ordem, salas arrumadas, recepção impecável, funcionários uniformizados, treinados e bem informados. E sala de matrículas com tudo o que é necessário para acomodar confortavelmente e orientar as famílias que terão o primeiro contato com a escola. Esta primeira impressão será decisiva no processo de escolha de quem deseja compartilhar a educação de seus filhos.
O período de captação é a hora da verdade. Que não seja a hora do espanto, pois, finalmente, “chegou a hora da onça beber água”.
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Teo Pereira Netoteodoro@opet.com.brDiretor de Comunicação do Instituto Opet e Cidadania.
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De olho no tempo perdido, transformam o ambiente escolar num indesejável pandemônio, com muita correria, pressão e estresse. Claro, é o período, único no ano, em que a vida da escola se define, com o orçamento anual — receitas e despesas — sendo fixado.
Períodos de captação não podem ser tempos de plantio, mas sim de colheita. De colher o que se plantou durante o ano que está terminando. Para quem não semeou, é tempo de desespero, todo mundo achando que é preciso urgentemente “fazer marketing”. E fazer marketing nesta época é apenas gastar em propaganda, estratégia que drena recursos da escola, sem a garantia da contrapartida de resultados significativos.
Marketing deve ser entendido como postura e comportamento da escola, sedimentados em cultura organizacional focada na excelência da gestão e do projeto pedagógico, bem como em ações voltadas para a retenção do alunado, relacionamento e fidelização de pais e alunos.
Para isso há receita, mas não receita milagrosa. A escola deve ter clareza a respeito de pontos básicos como: Visão (onde quer chegar no futuro); Missão (sua razão de existir); Público-Alvo (que perfil de alunos deseja atender); Área de Atuação (uma escola do bairro ou de toda a cidade); e Cenário Concorrencial (diferenciais e vantagem competitiva em relação a outras escolas).
Estabelecidas estas premissas e consolidada a crença de que Marketing é responsabilidade de todos — direção, corpo docente e funcionários em todos os níveis hierárquicos —, é hora de trabalhar os “ingredientes” de uma receita de sucesso. E a “hora” a que nos referimos não é a época de captação, mas sim o início do ano letivo, o tempo certo de semear.
O Marketing costuma trabalhar com os conhecidos e básicos “4 Ps”: Produto, Preço, Praça (localização, infraestrutura), Promoção (comunicação, propaganda, “vendas” etc.).
Há quem defenda um número ainda maior de “Ps”, mas num primeiro momento a escola pode se fixar nesta abordagem básica, acrescida de um 5º. P — Pessoas (professores, funcionários e direção). Mesmo que a escola trabalhe todos estes pontos durante o ano, ainda assim o período de captação merece atenção especial.
Prepare sua escola como alguém que irá receber uma pessoa importante em casa: tudo limpo e organizado, banheiros em ordem, salas arrumadas, recepção impecável, funcionários uniformizados, treinados e bem informados. E sala de matrículas com tudo o que é necessário para acomodar confortavelmente e orientar as famílias que terão o primeiro contato com a escola. Esta primeira impressão será decisiva no processo de escolha de quem deseja compartilhar a educação de seus filhos.
O período de captação é a hora da verdade. Que não seja a hora do espanto, pois, finalmente, “chegou a hora da onça beber água”.
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Teo Pereira Netoteodoro@opet.com.brDiretor de Comunicação do Instituto Opet e Cidadania.
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O sentido do trabalho do socioeducador nos seus contatos com os adolescentes em conflito com a lei
Autor: Manoel Resende Rodrigues
O sentido da vida, segundo a Logoterapia, é visto como orientação fundamental do ser humano. Numa dialética da orientação ao prazer (Freud) e orientação ao sentido (Viktor Frankl), se verifica que aquele entende que a motivação fundamental do ser humano seria a satisfação das necessidades (que acarreta prazer). Mas Viktor Frankl entende que a motivação fundamental do ser humano é a busca de sentido da vida e que a felicidade nem pode ser objeto de uma busca direta - ela só pode ser alcançada indiretamente, quando realizamos algo que tenha sentido (e o que tem sentido e o que não tem sentido a nossa consciência nos diz);
O sentido da vida pode ser encontrado no cumprimento de uma missão aqui na Terra. - As tarefas que realizamos na vida podem ser encaradas como ocasião de participar da "modelação de um plano divino". É nesse aspecto que gostaria de propor uma reflexão sobre o sentido do cumprimento da medida socioeducativa de internação.
O que dizer aos nossos socioeducadores? É necessário procurar desobsessionar os adolescentes quanto a busca de prazer (satisfação das necessidades), que é uma função decorrente da dimensão psíquica, e centrar a atenção na busca do sentido da vida, que é função decorrente da dimensão espiritual do ser humano (o homem não é constituído somente das dimensões corporal e psíquica, como viu Freud, mas possui também a dimensão da liberdade espiritual, como afirma Viktor Frankl);
A Unidade de Internação deve ser vista como "Oficina de Conserto", semelhante ao sonho de Dom Bosco (carneiros encardidos que se transformavam em carneiros alvos), levando este educador a cuidar das crianças e adolescentes, centrado no objetivo de transformar crianças e adolescentes "perdidos" em honestos cidadãos e bons cristãos.
Importante ainda estimular os adolescentes em conflito com a lei a aproveitar todas as atividades que a Unidade oferece (valorizar as aulas, leituras, cursos profissionalizantes, jogos, natação, mais educação, etc.). Os adolescentes precisam ser ajudados a, durante os espaços livres, elaborar projetos concretos em relação ao que fazer quando sair da internação (p. ex.: elaborar currículos para distribuir nas empresas ...).
Segundo a Logoterapia em cada situação de vida é possível vislumbrar um sentido, aproveitá-lo e realizá-lo. Cogitar também de realizar trabalho voluntário, ou trabalho manual, enquanto se prepara melhor profissionalmente ou se espera a oportunidade desejada, mas evitar ficar parado;
Outro aspecto que precisa ser trabalhado refere-se ao desenvolvimento da capacidade de crítica dos adolescentes sobre o ato infracional de que foram autores. É necessário ajudá-los a lidar com a culpa mediante a utilização da liberdade para realizar, propositadamente, ações que tenham sentido com o objetivo de reparar, retroativamente, a culpa;
O incentivo ao bom comportamento (disciplina) também precisa ser priorizado - aprender a "engolir sapos", perdoar ...; fazer ver que todos temos que nos auto educar (superação dos potenciais agressivos e das tendências egoístas) - Exemplo dos chamados santos (da igreja católica), os quais se auto educaram de maneira exemplar, mas tiveram como ponto de partida suas naturezas precárias e foram se aperfeiçoando aos poucos;
Em relação aos problemas de drogadicção, os socioeducadores precisam orientar os envolvidos a confiar mais na vida e realizar renúncias em vista de valores superiores, como a sobriedade, a liberdade (não ser escravo do vício) e o verdadeiro sentido da vida. Também fortalecer a força de vontade (fazer, cotidianamente, algo que não apetece - p. ex.: comer jiló, ou dispensar algo prazeroso como um pudim, um chocolate ...). E investir, com garra, na realização de valores criativos, valores de vivências sociais e valores de atitude (ser vencedor, através da superação dos sofrimentos inevitáveis).
Para concluir, é preciso ter sempre em mente o paradoxo socrático: "ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis". E, segundo a logoterapia, os nossos assistidos devem ser tratados, não como eles são, mas como eles devem ser.
Manoel Resende Rodrigues - promotor de Justiça que atua na Defesa da Infância e Juventude em Cuiabá
O sentido da vida, segundo a Logoterapia, é visto como orientação fundamental do ser humano. Numa dialética da orientação ao prazer (Freud) e orientação ao sentido (Viktor Frankl), se verifica que aquele entende que a motivação fundamental do ser humano seria a satisfação das necessidades (que acarreta prazer). Mas Viktor Frankl entende que a motivação fundamental do ser humano é a busca de sentido da vida e que a felicidade nem pode ser objeto de uma busca direta - ela só pode ser alcançada indiretamente, quando realizamos algo que tenha sentido (e o que tem sentido e o que não tem sentido a nossa consciência nos diz);
O sentido da vida pode ser encontrado no cumprimento de uma missão aqui na Terra. - As tarefas que realizamos na vida podem ser encaradas como ocasião de participar da "modelação de um plano divino". É nesse aspecto que gostaria de propor uma reflexão sobre o sentido do cumprimento da medida socioeducativa de internação.
O que dizer aos nossos socioeducadores? É necessário procurar desobsessionar os adolescentes quanto a busca de prazer (satisfação das necessidades), que é uma função decorrente da dimensão psíquica, e centrar a atenção na busca do sentido da vida, que é função decorrente da dimensão espiritual do ser humano (o homem não é constituído somente das dimensões corporal e psíquica, como viu Freud, mas possui também a dimensão da liberdade espiritual, como afirma Viktor Frankl);
A Unidade de Internação deve ser vista como "Oficina de Conserto", semelhante ao sonho de Dom Bosco (carneiros encardidos que se transformavam em carneiros alvos), levando este educador a cuidar das crianças e adolescentes, centrado no objetivo de transformar crianças e adolescentes "perdidos" em honestos cidadãos e bons cristãos.
Importante ainda estimular os adolescentes em conflito com a lei a aproveitar todas as atividades que a Unidade oferece (valorizar as aulas, leituras, cursos profissionalizantes, jogos, natação, mais educação, etc.). Os adolescentes precisam ser ajudados a, durante os espaços livres, elaborar projetos concretos em relação ao que fazer quando sair da internação (p. ex.: elaborar currículos para distribuir nas empresas ...).
Segundo a Logoterapia em cada situação de vida é possível vislumbrar um sentido, aproveitá-lo e realizá-lo. Cogitar também de realizar trabalho voluntário, ou trabalho manual, enquanto se prepara melhor profissionalmente ou se espera a oportunidade desejada, mas evitar ficar parado;
Outro aspecto que precisa ser trabalhado refere-se ao desenvolvimento da capacidade de crítica dos adolescentes sobre o ato infracional de que foram autores. É necessário ajudá-los a lidar com a culpa mediante a utilização da liberdade para realizar, propositadamente, ações que tenham sentido com o objetivo de reparar, retroativamente, a culpa;
O incentivo ao bom comportamento (disciplina) também precisa ser priorizado - aprender a "engolir sapos", perdoar ...; fazer ver que todos temos que nos auto educar (superação dos potenciais agressivos e das tendências egoístas) - Exemplo dos chamados santos (da igreja católica), os quais se auto educaram de maneira exemplar, mas tiveram como ponto de partida suas naturezas precárias e foram se aperfeiçoando aos poucos;
Em relação aos problemas de drogadicção, os socioeducadores precisam orientar os envolvidos a confiar mais na vida e realizar renúncias em vista de valores superiores, como a sobriedade, a liberdade (não ser escravo do vício) e o verdadeiro sentido da vida. Também fortalecer a força de vontade (fazer, cotidianamente, algo que não apetece - p. ex.: comer jiló, ou dispensar algo prazeroso como um pudim, um chocolate ...). E investir, com garra, na realização de valores criativos, valores de vivências sociais e valores de atitude (ser vencedor, através da superação dos sofrimentos inevitáveis).
Para concluir, é preciso ter sempre em mente o paradoxo socrático: "ninguém faz o mal voluntariamente, mas por ignorância, pois a sabedoria e a virtude são inseparáveis". E, segundo a logoterapia, os nossos assistidos devem ser tratados, não como eles são, mas como eles devem ser.
Manoel Resende Rodrigues - promotor de Justiça que atua na Defesa da Infância e Juventude em Cuiabá
Os compromissos do servidor público
Autor: Gilson Nunes
Fazer com que as administrações públicas sejam verdadeiramente democráticas e cultue a participação popular nos diversos segmentos da sociedade, independentemente do status a que os partidos políticos possua, tem sido um grande desafio para o servidor público. O Estado e suas políticas devem ser disseminadas pela sociedade com o comprometimento de induzi-la à participação simultânea das atividades planejadas pelos governos.
Mato Grosso, ao longo dos anos, vem desenvolvendo uma política de projeção não apenas regional, mas, também, nacional e internacional. Além de contar com um programa ambicioso como é o caso do MT+20, pode-se afirmar que ele, na área de tecnologia da informação se coloca na vanguarda das tecnologia mais refinadas. Exemplo disso é o testemunho comprovado pelo Sistema Integrado de Planejamento Contabilidade e Finanças (FIPLAN), o Sistema Integrado de Gerenciamento (SIG-MT), dentre outros desenvolvido pelo Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso.
O carro chefe do Estado, entretanto, é a pecuária e a agronomia, que também utilizam equipamentos de última geração no que diz respeito a sistemas operacionais, galgando de tecnologias sofisticadas. Isso significa dizer que se a Gestão do Estado vai bem, seus produtos respondem a altura. Dentro desse parêntese surge o trabalho do servidor público. Ele concebe para si e, a priori, o dever de compartilhar todas as ações governamentais à sociedade, fazendo prevalecer a ela o direito à cidadania. Para que esse paradigma seja destilado com sabedoria pela sociedade, é necessário que o servidor público se veja como parte essencial e crucial dessa sociedade da qual se almejam as benesses que a qualidade de vida pode oferecer.
Um servidor público só é capaz de executar suas tarefas com dignidade e eficiência, quando ele sente que as políticas públicas estão preocupadas com o bem estar social. E vai mais longe: quando percebe, ainda, que os programas de Governo conotam promoções igualitárias, permeando oportunidades elementares para todos. Somente assim, ele, servidor, saberá aliar, junto à sociedade, o compartilhamento do mesmo critério de justiça social, numa democracia plena e soberana.
"Ser um servidor público é ser consciente do Trabalho desenvolvido com qualidade e coerência. É entender que o seu trabalho faz parte da manifestação de crescimento do Estado a qual toda a sociedade almeja. " Josi e Gilson.
Gilson Nunes - assessoria de Comunicação do Cepromat
Fazer com que as administrações públicas sejam verdadeiramente democráticas e cultue a participação popular nos diversos segmentos da sociedade, independentemente do status a que os partidos políticos possua, tem sido um grande desafio para o servidor público. O Estado e suas políticas devem ser disseminadas pela sociedade com o comprometimento de induzi-la à participação simultânea das atividades planejadas pelos governos.
Mato Grosso, ao longo dos anos, vem desenvolvendo uma política de projeção não apenas regional, mas, também, nacional e internacional. Além de contar com um programa ambicioso como é o caso do MT+20, pode-se afirmar que ele, na área de tecnologia da informação se coloca na vanguarda das tecnologia mais refinadas. Exemplo disso é o testemunho comprovado pelo Sistema Integrado de Planejamento Contabilidade e Finanças (FIPLAN), o Sistema Integrado de Gerenciamento (SIG-MT), dentre outros desenvolvido pelo Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso.
O carro chefe do Estado, entretanto, é a pecuária e a agronomia, que também utilizam equipamentos de última geração no que diz respeito a sistemas operacionais, galgando de tecnologias sofisticadas. Isso significa dizer que se a Gestão do Estado vai bem, seus produtos respondem a altura. Dentro desse parêntese surge o trabalho do servidor público. Ele concebe para si e, a priori, o dever de compartilhar todas as ações governamentais à sociedade, fazendo prevalecer a ela o direito à cidadania. Para que esse paradigma seja destilado com sabedoria pela sociedade, é necessário que o servidor público se veja como parte essencial e crucial dessa sociedade da qual se almejam as benesses que a qualidade de vida pode oferecer.
Um servidor público só é capaz de executar suas tarefas com dignidade e eficiência, quando ele sente que as políticas públicas estão preocupadas com o bem estar social. E vai mais longe: quando percebe, ainda, que os programas de Governo conotam promoções igualitárias, permeando oportunidades elementares para todos. Somente assim, ele, servidor, saberá aliar, junto à sociedade, o compartilhamento do mesmo critério de justiça social, numa democracia plena e soberana.
"Ser um servidor público é ser consciente do Trabalho desenvolvido com qualidade e coerência. É entender que o seu trabalho faz parte da manifestação de crescimento do Estado a qual toda a sociedade almeja. " Josi e Gilson.
Gilson Nunes - assessoria de Comunicação do Cepromat
MT- TCE recomenda melhorias em saúde e educação
O parecer prévio favorável à aprovação das contas anuais de governo da Prefeitura de Vera foi emitido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso na sessão plenária do dia 27 de setembro. Na ocasião foram examinados os dados referentes ao exercício de 2010, gestão do prefeito Moacir Luiz Giacomelli.
O conselheiro relator Waldir Teis recomendou ao Legislativo que cobre do Executivo a adoção de medidas para o aperfeiçoamento das políticas públicas de educação e saúde. Pois estes estão abaixo da média-Brasil.
Fonte: PORTAL TCE - MT
O conselheiro relator Waldir Teis recomendou ao Legislativo que cobre do Executivo a adoção de medidas para o aperfeiçoamento das políticas públicas de educação e saúde. Pois estes estão abaixo da média-Brasil.
Fonte: PORTAL TCE - MT
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Formação continuada de MT é destaque nacional
A política de Formação Continuada dos profissionais da Educação desenvolvida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) foi destaque nacional em pesquisa publicada pela Fundação Carlos Chagas, publicada em junho deste ano.
Com o tema “Formação Continuada de Professores: uma análise das modalidades e das práticas em Estados e municípios Brasileiros”, o estudo destaca a política formativa dos educadores mato-grossenses como a mais inovadora dentre os 19 Estados pesquisados.
Nas páginas 77 a 80, do relatório, os pesquisadores fazem uma avaliação positiva dos projetos Sala do Educador e Centros de Formação e Atualização de Professores (Cefapros) instalados em Mato Grosso a partir de 2006 e 1997, respectivamente.
Ao citar a Sala do Educador o levantamento destaca na página 77 que “dentre as Secretarias que compõe o presente estudo, essa (Seduc-MT) é a que tem a política de formação mais inovadora, de acordo com a literatura: a escola é vista como o lócus por excelência da Formação Continuada”.
“A atual política de formação do estado estruturou uma organização que busca favorecer: a) a criação de um clima de colaboração entre os professores na escola; b) a participação dos professores nos processos de planejamento, realização e avaliação dos resultados da escola; e c) a valorização dos saberes e da experiência dos professores”, continua o estudo.
Em outro trecho do estudo referente aos Cefapros a pesquisa cita na página 78 que o Estado “criou vários centros de formação de professores com o propósito de auxiliar o trabalho dos profissionais da escola, buscando garantir melhores condições para a realização da docência. Trata-se, pois, de articular a formação inicial e a continuada, favorecendo o desenvolvimento da escola e dos profissionais que nela atuam”.
Ao comentar os resultados do levantamento, a superintendente de Formação da Seduc-MT, Ema Marta Dunck Cintra afirma que o reconhecimento nacional da política de formação continuada do Estado “é motivo de ânimo para todos os profissionais da Educação”.
Para ela, “os resultados motivam a Seduc e os educadores mato-grossenses a continuar fortalecendo o trabalho dos Cefapros para que atinjam um dos seus principais objetivos: auxiliar as escolas nas práticas formativas que nelas acontecem (na sala do educador) e que essas ações possam refletir na qualidade da educação”.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
Com o tema “Formação Continuada de Professores: uma análise das modalidades e das práticas em Estados e municípios Brasileiros”, o estudo destaca a política formativa dos educadores mato-grossenses como a mais inovadora dentre os 19 Estados pesquisados.
Nas páginas 77 a 80, do relatório, os pesquisadores fazem uma avaliação positiva dos projetos Sala do Educador e Centros de Formação e Atualização de Professores (Cefapros) instalados em Mato Grosso a partir de 2006 e 1997, respectivamente.
Ao citar a Sala do Educador o levantamento destaca na página 77 que “dentre as Secretarias que compõe o presente estudo, essa (Seduc-MT) é a que tem a política de formação mais inovadora, de acordo com a literatura: a escola é vista como o lócus por excelência da Formação Continuada”.
“A atual política de formação do estado estruturou uma organização que busca favorecer: a) a criação de um clima de colaboração entre os professores na escola; b) a participação dos professores nos processos de planejamento, realização e avaliação dos resultados da escola; e c) a valorização dos saberes e da experiência dos professores”, continua o estudo.
Em outro trecho do estudo referente aos Cefapros a pesquisa cita na página 78 que o Estado “criou vários centros de formação de professores com o propósito de auxiliar o trabalho dos profissionais da escola, buscando garantir melhores condições para a realização da docência. Trata-se, pois, de articular a formação inicial e a continuada, favorecendo o desenvolvimento da escola e dos profissionais que nela atuam”.
Ao comentar os resultados do levantamento, a superintendente de Formação da Seduc-MT, Ema Marta Dunck Cintra afirma que o reconhecimento nacional da política de formação continuada do Estado “é motivo de ânimo para todos os profissionais da Educação”.
Para ela, “os resultados motivam a Seduc e os educadores mato-grossenses a continuar fortalecendo o trabalho dos Cefapros para que atinjam um dos seus principais objetivos: auxiliar as escolas nas práticas formativas que nelas acontecem (na sala do educador) e que essas ações possam refletir na qualidade da educação”.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
UFMT oferece mestrado em Química 2012
Redação 24 Horas News
O Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece 24 vagas para o curso de mestrado em Química 2012, distribuídas em três áreas de concentração: Produtos Naturais, Físico-Química Orgânica E Química Analítica e Ambiental. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de novembro.
Os interessados devem procurar a secretaria do Programa de Pós-graduação em Química no Departamento de Química, Bloco, Central Analítica do Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais, das 8h às 11h e das 14h às 17h, de segunda a sexta-feira, munidos com os seguintes documentos: fotocópias dos diplomas de graduação e da documentação pessoal, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, foto 3 x 4 recente, dois formulários de referências, comprovante de pagamento de taxa de inscrição, declaração de disponibilidade de tempo integral para cumprimento das programações do curso, e carta de encaminhamento do orientador. O resultado das inscrições deferidas será divulgado no dia 16 de novembro.
Os candidatos residentes fora de Cuiabá poderão solicitar inscrição, mediante procuração ou por via sedex. Nos casos de sedex, a documentação deverá ser postada nos Correios até o dia 11 de novembro, para o endereço Universidade Federal de Mato Grosso, Programa de Pós-graduação em Química, Departamento de Química, Av. Fernando Corrêa da Costa, 2.367, bairro Boa Esperança, Cidade Universitária, Bloco: Central Analítica do Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais, CEP:78060-900, Cuiabá, MT.
O curso requer dedicação integral dos alunos para o cumprimento da programação didática. Além de aulas expositivas, serão realizados seminários, reuniões de estudo e debates, participação em experiências práticas, elaboração de trabalhos e desenvolvimento de pesquisa.
O processo de seleção será realizado por meio de prova escrita (dia 1º de dezembro), arguição e análise do currículo (dias sete, oito e nove de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 15 de dezembro. Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula no período de 27 de fevereiro a nove de março de 2012. O início do curso está previsto para o dia 19 de março de 2012.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 3615 8798, 3625 8799 e 3615 8799 (fax) ou pelo endereço eletrônico pgquimica@ufmt.br.
O Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece 24 vagas para o curso de mestrado em Química 2012, distribuídas em três áreas de concentração: Produtos Naturais, Físico-Química Orgânica E Química Analítica e Ambiental. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de novembro.
Os interessados devem procurar a secretaria do Programa de Pós-graduação em Química no Departamento de Química, Bloco, Central Analítica do Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais, das 8h às 11h e das 14h às 17h, de segunda a sexta-feira, munidos com os seguintes documentos: fotocópias dos diplomas de graduação e da documentação pessoal, curriculum-vitae conforme modelo Lattes/CNPq, foto 3 x 4 recente, dois formulários de referências, comprovante de pagamento de taxa de inscrição, declaração de disponibilidade de tempo integral para cumprimento das programações do curso, e carta de encaminhamento do orientador. O resultado das inscrições deferidas será divulgado no dia 16 de novembro.
Os candidatos residentes fora de Cuiabá poderão solicitar inscrição, mediante procuração ou por via sedex. Nos casos de sedex, a documentação deverá ser postada nos Correios até o dia 11 de novembro, para o endereço Universidade Federal de Mato Grosso, Programa de Pós-graduação em Química, Departamento de Química, Av. Fernando Corrêa da Costa, 2.367, bairro Boa Esperança, Cidade Universitária, Bloco: Central Analítica do Laboratório de Pesquisa em Química de Produtos Naturais, CEP:78060-900, Cuiabá, MT.
O curso requer dedicação integral dos alunos para o cumprimento da programação didática. Além de aulas expositivas, serão realizados seminários, reuniões de estudo e debates, participação em experiências práticas, elaboração de trabalhos e desenvolvimento de pesquisa.
O processo de seleção será realizado por meio de prova escrita (dia 1º de dezembro), arguição e análise do currículo (dias sete, oito e nove de dezembro). O resultado final será divulgado no dia 15 de dezembro. Os candidatos selecionados deverão efetivar a matrícula no período de 27 de fevereiro a nove de março de 2012. O início do curso está previsto para o dia 19 de março de 2012.
Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 3615 8798, 3625 8799 e 3615 8799 (fax) ou pelo endereço eletrônico pgquimica@ufmt.br.
AGU vai recorrer até quinta-feira da decisão que anulou questões do Enem
Agência Brasil
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer até quinta-feira (3) da decisão da Justiça Federal no Ceará que anulou 13 questões das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. O pedido para que os itens fossem cancelados foi feito pelo Ministério Público Federal naquele estado após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame.
Os itens estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010. O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma.
Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. O MEC confirmou que 13 questões que estavam na apostila distribuída pelo colégio cearense foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola.
Em nota divulgada hoje (1º), o MEC e o Inep reforçaram a intenção de recorrer da decisão da Justiça Federal divulgada na noite de ontem (31). Os órgãos avaliaram que a sentença foi “desproporcional”, mas que preserva o exame já que afasta a possibilidade de cancelamento da prova em todo o país, hipótese defendida pelo Ministério Público.
Desde que se constatou o vazamento das questões, o MEC passou a defender que fossem canceladas apenas as provas dos alunos do Colégio Christus, que teriam uma nova oportunidade de fazer o Enem no fim de novembro. “O Ministério da Educação e o Inep entendem que a arguição proposta de cancelar as provas, unicamente dos alunos do Christus ou até do complexo educacional da instituição, tem um caráter pedagógico e restabelece a isonomia, uma vez que somente aqueles alunos tiveram uma vantagem no tempo dedicado à resolução das 180 questões aplicadas", diz a nota.
A Advocacia-Geral da União (AGU) vai recorrer até quinta-feira (3) da decisão da Justiça Federal no Ceará que anulou 13 questões das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011, aplicadas nos dias 22 e 23 de outubro. O pedido para que os itens fossem cancelados foi feito pelo Ministério Público Federal naquele estado após a constatação de que alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, tiveram acesso antecipado a cerca de 14 questões que foram cobradas no exame.
Os itens estavam em apostila distribuída pela escola semanas antes da aplicação do Enem e vazaram da fase de pré-testes do exame, da qual a escola participou em outubro de 2010. O pré-teste é feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação (MEC), para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma.
Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep. O MEC confirmou que 13 questões que estavam na apostila distribuída pelo colégio cearense foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola.
Em nota divulgada hoje (1º), o MEC e o Inep reforçaram a intenção de recorrer da decisão da Justiça Federal divulgada na noite de ontem (31). Os órgãos avaliaram que a sentença foi “desproporcional”, mas que preserva o exame já que afasta a possibilidade de cancelamento da prova em todo o país, hipótese defendida pelo Ministério Público.
Desde que se constatou o vazamento das questões, o MEC passou a defender que fossem canceladas apenas as provas dos alunos do Colégio Christus, que teriam uma nova oportunidade de fazer o Enem no fim de novembro. “O Ministério da Educação e o Inep entendem que a arguição proposta de cancelar as provas, unicamente dos alunos do Christus ou até do complexo educacional da instituição, tem um caráter pedagógico e restabelece a isonomia, uma vez que somente aqueles alunos tiveram uma vantagem no tempo dedicado à resolução das 180 questões aplicadas", diz a nota.
Nutrição da UFMT oferece curso para manipuladores de alimentos
Redação 24 Horas News
A Faculdade de Nutrição (Fanut) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está oferecendo o curso “Capacitação em Boas Práticas para Manipuladores de Alimentos”. As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de novembro no site www.fundacaouniselva.org.br, mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 50,00 e a apresentação de cópia do RG e do CPF no primeiro dia de aula.
Com carga horária de oito horas, o curso será oferecido em duas turmas de 30 participantes cada, uma com aulas nos dias 8 e 9 de novembro e outra com aulas nos dias 22 e 23 deste mesmo mês, sempre no horário das 14 às 18h, na sala 47 do antigo bloco CCBS I.
O programa se destina a funcionários de restaurantes, cozinhas industriais, padarias e confeitarias, escolas, lanchonetes, creches, hospitais, hotéis e supermercados, bem como a gerentes e proprietários de estabelecimentos ligados à produção e à distribuição de alimentos.
O objetivo do curso é capacitar manipuladores de alimentos no que se refere aos procedimentos de boas práticas na produção e manipulação de alimentos de acordo com a legislação sanitária vigente. O conteúdo programático incluirá questões como introdução à segurança dos alimentos e a legislação pertinente; doenças transmitidas por alimentos e microorganismos; o manipulador (saúde, higiene, uniformes, asseio; assepsia das mãos); higiene do ambiente de trabalho e dos equipamentos; aquisição, recebimento e armazenamento e transporte de gêneros alimentícios; qualidade dos alimentos; requisitos higiênico-sanitários para edificações, instalações, equipamentos, móveis e utensílios; e fornecimento de alimentos seguros.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615-8811/8817
A Faculdade de Nutrição (Fanut) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) está oferecendo o curso “Capacitação em Boas Práticas para Manipuladores de Alimentos”. As inscrições podem ser realizadas até o dia 5 de novembro no site www.fundacaouniselva.org.br, mediante o pagamento de uma taxa no valor de R$ 50,00 e a apresentação de cópia do RG e do CPF no primeiro dia de aula.
Com carga horária de oito horas, o curso será oferecido em duas turmas de 30 participantes cada, uma com aulas nos dias 8 e 9 de novembro e outra com aulas nos dias 22 e 23 deste mesmo mês, sempre no horário das 14 às 18h, na sala 47 do antigo bloco CCBS I.
O programa se destina a funcionários de restaurantes, cozinhas industriais, padarias e confeitarias, escolas, lanchonetes, creches, hospitais, hotéis e supermercados, bem como a gerentes e proprietários de estabelecimentos ligados à produção e à distribuição de alimentos.
O objetivo do curso é capacitar manipuladores de alimentos no que se refere aos procedimentos de boas práticas na produção e manipulação de alimentos de acordo com a legislação sanitária vigente. O conteúdo programático incluirá questões como introdução à segurança dos alimentos e a legislação pertinente; doenças transmitidas por alimentos e microorganismos; o manipulador (saúde, higiene, uniformes, asseio; assepsia das mãos); higiene do ambiente de trabalho e dos equipamentos; aquisição, recebimento e armazenamento e transporte de gêneros alimentícios; qualidade dos alimentos; requisitos higiênico-sanitários para edificações, instalações, equipamentos, móveis e utensílios; e fornecimento de alimentos seguros.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615-8811/8817
Projeto do IFMT recebe medalha Paulo Freire
Redação 24 Horas News
A iniciativa do Instituto Federal de Educação (IFMT) campus de Cáceres, em promover educação básica e tecnológica para Jovens e Adultos, por meio do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional de Jovens e Adultos, na Formação Inicial e Continuada, integrada com o ensino fundamental, Proeja FIC é destaque nacional e foi o único da região Centro-oeste a ser premiado com a medalha Paulo Freire.
O projeto, desenvolvido em parceria com a prefeitura e pescadores do município, além de pequenos produtores da comunidade rural de Vila Aparecida ganhou a medalha Paulo Freire pela relevante contribuição para a educação de jovens e adultos no Brasil.
Concedida pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão (Secadi), desde 2005, a medalha Paulo Freire destaca experiências bem sucedidas de políticas, programas, e projetos de alfabetização e educação de jovens e adultos.
Este ano, o foco foi ações que articulam a continuidade dos estudos e a interface com o mundo do trabalho, na perspectiva da educação e aprendizagem ao longo da vida. 75 projetos de todo o Brasil foram inscritos. Os 10 finalistas receberam a visita de avaliadores do MEC e 5 foram contemplados com a medalha.
A iniciativa do Instituto Federal de Educação (IFMT) campus de Cáceres, em promover educação básica e tecnológica para Jovens e Adultos, por meio do Programa Nacional de Integração da Educação Profissional de Jovens e Adultos, na Formação Inicial e Continuada, integrada com o ensino fundamental, Proeja FIC é destaque nacional e foi o único da região Centro-oeste a ser premiado com a medalha Paulo Freire.
O projeto, desenvolvido em parceria com a prefeitura e pescadores do município, além de pequenos produtores da comunidade rural de Vila Aparecida ganhou a medalha Paulo Freire pela relevante contribuição para a educação de jovens e adultos no Brasil.
Concedida pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Inclusão (Secadi), desde 2005, a medalha Paulo Freire destaca experiências bem sucedidas de políticas, programas, e projetos de alfabetização e educação de jovens e adultos.
Este ano, o foco foi ações que articulam a continuidade dos estudos e a interface com o mundo do trabalho, na perspectiva da educação e aprendizagem ao longo da vida. 75 projetos de todo o Brasil foram inscritos. Os 10 finalistas receberam a visita de avaliadores do MEC e 5 foram contemplados com a medalha.
UFMT tem 80% de estudantes ricos; sistema de cota vale por dez anos
Edilson Almeida
Redação 24 Horas News
Por onde se andar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é possível que a grande maioria dos estudantes tem poder aquisitivo relevante. Eles são oriundos das escolas particulares e que ganharam vaga no ensino público e gratuito graças a uma melhor preparação no ensino fundamental e médio. Hoje, de acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, pelo menos 80% dos estudantes que frequentam escola pública no Brasil não têm acesso à universidade pública na mesma proporção.
“Sabemos que o sistema de reservas de vagas sociais e raciais não resolverá o grave problema da falta de oferta de ensino nas instituições federais e estaduais de ensino superior, mas entendemos que as cotas são instrumentos de democratização do acesso ao ensino superior público, mesmo que de forma paliativa”, explicou Jocilene Barboza, vice-presidente do Sintep.
O pedido para a adoção do sistema de cotas foi feito pelo Ministério Público Federal. A análise do processo foi feita no início de outubro, porém, adiado após um longo embate, que chegou a levar os estudantes do ensino público e privado para a porta da reitoria.
Na segunda-feira, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFMT aprovou a Resolução 97, que dispõe sobre a criação de um programa de ação afirmativa destinado a estudantes egressos de escola pública e estudantes negros. Aprovado por 33 votos, um contra e cinco abstenções, o programa institui o sistema de reserva de vagas para estudantes de escola pública e estudantes negros, também oriundos da escola pública, a partir de 2012, por um período de dez anos. O programa será avaliado e acompanhado anualmente pelo Consepe, a partir de relatório da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg).
“Somos contrários a qualquer tentativa de confrontar as duas políticas, uma vez que tal decisão terá o efeito de apenas retardar esse viés de democratização ao ensino superior em Mato Grosso”, acrescentou a vice-presidente do Sindicato.
No processo seletivo de 2011, a UFMT ofertou 5008 vagas, distribuídas em 98 cursos, nos campi de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Araguaia. A artigo 2º da resolução 97 reza que o “Programa de Ação Afirmativa reservará 50% das vagas ofertadas, por turno, em todos os cursos de graduação da UFMT, sendo: 30% para estudantes egressos de escolas públicas e 20% para estudantes negros egressos de escolas públicas”.
Já os critérios para preenchimento das vagas do programa estão definidos no artigo 3º que prevê: as vagas para egressos de escola pública serão preenchidas por estudantes que, no ato da inscrição, optaram pelo programa e, comprovadamente, cursaram toda a educação básica em escola pública; e para estudantes negros, as vagas serão preenchidas por estudantes que comprovadamente cursaram toda educação básica em escolas públicas e, no ato da inscrição, optaram pelo programa e se autodeclarou negro.
No caso de vagas remanescentes sem candidatos classificados no âmbito de cada segmento do programa, as vagas serão preenchidas conforme critérios estabelecidos no artigo 4º da resolução.
De acordo com o artigo 6º da resolução 97, ao final dos dez anos, o programa de ações afirmativas será avaliado por uma comissão composta por representantes da Proeg e dos segmentos envolvidos que encaminhará um relatório ao Consepe para apreciação que apontará a necessidade ou não de sua continuidade.
Redação 24 Horas News
Por onde se andar na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) é possível que a grande maioria dos estudantes tem poder aquisitivo relevante. Eles são oriundos das escolas particulares e que ganharam vaga no ensino público e gratuito graças a uma melhor preparação no ensino fundamental e médio. Hoje, de acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, pelo menos 80% dos estudantes que frequentam escola pública no Brasil não têm acesso à universidade pública na mesma proporção.
“Sabemos que o sistema de reservas de vagas sociais e raciais não resolverá o grave problema da falta de oferta de ensino nas instituições federais e estaduais de ensino superior, mas entendemos que as cotas são instrumentos de democratização do acesso ao ensino superior público, mesmo que de forma paliativa”, explicou Jocilene Barboza, vice-presidente do Sintep.
O pedido para a adoção do sistema de cotas foi feito pelo Ministério Público Federal. A análise do processo foi feita no início de outubro, porém, adiado após um longo embate, que chegou a levar os estudantes do ensino público e privado para a porta da reitoria.
Na segunda-feira, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFMT aprovou a Resolução 97, que dispõe sobre a criação de um programa de ação afirmativa destinado a estudantes egressos de escola pública e estudantes negros. Aprovado por 33 votos, um contra e cinco abstenções, o programa institui o sistema de reserva de vagas para estudantes de escola pública e estudantes negros, também oriundos da escola pública, a partir de 2012, por um período de dez anos. O programa será avaliado e acompanhado anualmente pelo Consepe, a partir de relatório da Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg).
“Somos contrários a qualquer tentativa de confrontar as duas políticas, uma vez que tal decisão terá o efeito de apenas retardar esse viés de democratização ao ensino superior em Mato Grosso”, acrescentou a vice-presidente do Sindicato.
No processo seletivo de 2011, a UFMT ofertou 5008 vagas, distribuídas em 98 cursos, nos campi de Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Araguaia. A artigo 2º da resolução 97 reza que o “Programa de Ação Afirmativa reservará 50% das vagas ofertadas, por turno, em todos os cursos de graduação da UFMT, sendo: 30% para estudantes egressos de escolas públicas e 20% para estudantes negros egressos de escolas públicas”.
Já os critérios para preenchimento das vagas do programa estão definidos no artigo 3º que prevê: as vagas para egressos de escola pública serão preenchidas por estudantes que, no ato da inscrição, optaram pelo programa e, comprovadamente, cursaram toda a educação básica em escola pública; e para estudantes negros, as vagas serão preenchidas por estudantes que comprovadamente cursaram toda educação básica em escolas públicas e, no ato da inscrição, optaram pelo programa e se autodeclarou negro.
No caso de vagas remanescentes sem candidatos classificados no âmbito de cada segmento do programa, as vagas serão preenchidas conforme critérios estabelecidos no artigo 4º da resolução.
De acordo com o artigo 6º da resolução 97, ao final dos dez anos, o programa de ações afirmativas será avaliado por uma comissão composta por representantes da Proeg e dos segmentos envolvidos que encaminhará um relatório ao Consepe para apreciação que apontará a necessidade ou não de sua continuidade.
MT - Escola de Nova Mutum registra caso de superação com enturmação
Olindo de Souza Amorim Neto, de 15 anos, estuda desde a 1ª fase do 3º ciclo na Escola Estadual Rui Barbosa, localizada no município de Nova Mutum (239 km de Cuiabá) e conforme relatos dos profissionais da educação da unidade “sempre foi um bom aluno”. Este ano, ao começar a cursar a 2ª fase, o estudante passou a demonstrar desinteresse pelos estudos e adotou uma postura que preocupou a direção da unidade: ir à escola, mas não assistir às aulas.
Além de não entrar em sala de aula e correr o risco de perder o ano letivo por faltas, Olindo Neto chegou a pensar em desistir de estudar. “De fato não queria mais assistir às aulas e nem continuar meus estudos. Perdi o interesse por um único motivo meus amigos passaram da 1ª fase direto para a 3ª fase e eu fui para a 2ª. Senti como se tivessem me excluído”, afirmou.
O procedimento de enturmação fase/idade adotado pelas escolas da rede estadual, após a implantação no Ensino Fundamental dos Ciclos de Formação Humana, não foi adotado no caso do estudante por uma falha na matrícula online. Como o Olindo tem 15 anos ele deveria está na 3ª fase do 3º ciclo assim como seus amigos. Mas quando a Escola fez a matrícula houve um equivoco, e ele ficou matriculado na 2ª fase. "Fomos detectar o problema meses depois, quando observei o desinteresse do aluno pelas aulas”, contou a coordenadora da Escola, Karen Regina Copini.
Ela conta que após conversar com o estudante e descobrir que o desinteresse dele devia-se a sua não enturmação, entrou em contato com a assessoria pedagógica do município e com a Coordenadoria de Ensino Fundamental, da Seduc, para solucionar o problema. “Não podíamos perder o Olindo. Corremos atrás e conseguimos corrigir a matrícula e colocá-lo (enturmá-lo) na 3ª fase, junto com seus colegas e com os alunos que possuem a mesma idade dele”, disse.
Alegria
Olindo Neto foi enturmado no final do mês de agosto. Para ele, voltar a estudar na mesma turma que seus amigos foi motivo de muita alegria. “A vontade de assistir as aulas voltou. Estou indo bem na maioria das disciplinas. A única dificuldade é Ciências, mas estou me esforçando para acompanhar o restante da turma”, contou.
Karen Copini informou que por ter entrado na turma somente em agosto, Olindo já começou freqüentar no contraturno as aulas de apoio pedagógico, visando o nivelamento de conceitos. “Temos uma professora articuladora que já está dando suporte ao aluno, para que ele recupere os conteúdos perdidos no período que estava na fase errada e também consiga a carga horária necessária”, contou.
Ao final deste ano, Olindo Neto ingressará no Ensino Médio e disse que continuará a se dedicar aos estudos com o intuito de cursar a faculdade de Ciências Contábeis. “Quero ser contador. Gosto de matemática e acho que terei facilidade para trabalhar com números”, afirmou.
Histórico
A Seduc deu início à implantação dos Ciclos de Formação Humana nas escolas de ensino fundamental, em 2000. Essa modalidade conta com três ciclos e nove fases (anos). O primeiro para alunos de 6 a 8 anos, o segundo para os de 9 a 11 e o terceiro para estudantes de 12 a 14 anos.
Referente ao caso da Escola Rui Barbosa, a assessora técnica da Seduc, Luciane de Almeida Gomes explicou que a permanência de estudantes da mesma idade em uma única turma, “é importante porque entre crianças e adolescentes os interesses e comportamentos similares contribuem para potencializar a aprendizagem”.
“A mediação do processo de ensino e aprendizagem não é feita somente pelo professor, ele é uma peça importante, mas essa mediação também é feita pelos pares, sobretudo com mesmas idades, pois possuem afinidades e interesses comuns”, reforçou.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
Além de não entrar em sala de aula e correr o risco de perder o ano letivo por faltas, Olindo Neto chegou a pensar em desistir de estudar. “De fato não queria mais assistir às aulas e nem continuar meus estudos. Perdi o interesse por um único motivo meus amigos passaram da 1ª fase direto para a 3ª fase e eu fui para a 2ª. Senti como se tivessem me excluído”, afirmou.
O procedimento de enturmação fase/idade adotado pelas escolas da rede estadual, após a implantação no Ensino Fundamental dos Ciclos de Formação Humana, não foi adotado no caso do estudante por uma falha na matrícula online. Como o Olindo tem 15 anos ele deveria está na 3ª fase do 3º ciclo assim como seus amigos. Mas quando a Escola fez a matrícula houve um equivoco, e ele ficou matriculado na 2ª fase. "Fomos detectar o problema meses depois, quando observei o desinteresse do aluno pelas aulas”, contou a coordenadora da Escola, Karen Regina Copini.
Ela conta que após conversar com o estudante e descobrir que o desinteresse dele devia-se a sua não enturmação, entrou em contato com a assessoria pedagógica do município e com a Coordenadoria de Ensino Fundamental, da Seduc, para solucionar o problema. “Não podíamos perder o Olindo. Corremos atrás e conseguimos corrigir a matrícula e colocá-lo (enturmá-lo) na 3ª fase, junto com seus colegas e com os alunos que possuem a mesma idade dele”, disse.
Alegria
Olindo Neto foi enturmado no final do mês de agosto. Para ele, voltar a estudar na mesma turma que seus amigos foi motivo de muita alegria. “A vontade de assistir as aulas voltou. Estou indo bem na maioria das disciplinas. A única dificuldade é Ciências, mas estou me esforçando para acompanhar o restante da turma”, contou.
Karen Copini informou que por ter entrado na turma somente em agosto, Olindo já começou freqüentar no contraturno as aulas de apoio pedagógico, visando o nivelamento de conceitos. “Temos uma professora articuladora que já está dando suporte ao aluno, para que ele recupere os conteúdos perdidos no período que estava na fase errada e também consiga a carga horária necessária”, contou.
Ao final deste ano, Olindo Neto ingressará no Ensino Médio e disse que continuará a se dedicar aos estudos com o intuito de cursar a faculdade de Ciências Contábeis. “Quero ser contador. Gosto de matemática e acho que terei facilidade para trabalhar com números”, afirmou.
Histórico
A Seduc deu início à implantação dos Ciclos de Formação Humana nas escolas de ensino fundamental, em 2000. Essa modalidade conta com três ciclos e nove fases (anos). O primeiro para alunos de 6 a 8 anos, o segundo para os de 9 a 11 e o terceiro para estudantes de 12 a 14 anos.
Referente ao caso da Escola Rui Barbosa, a assessora técnica da Seduc, Luciane de Almeida Gomes explicou que a permanência de estudantes da mesma idade em uma única turma, “é importante porque entre crianças e adolescentes os interesses e comportamentos similares contribuem para potencializar a aprendizagem”.
“A mediação do processo de ensino e aprendizagem não é feita somente pelo professor, ele é uma peça importante, mas essa mediação também é feita pelos pares, sobretudo com mesmas idades, pois possuem afinidades e interesses comuns”, reforçou.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
A fenomenologia: um enfoque metodológico para além da modernidade
Roseli Gonçalves
WebArtigos.com
COLTRO, Alex. A Fenomenologia: Um enfoque metodológico para Além da Modernidade. Caderno de pesquisa em Administração. São Paulo, v. 1 Nº 11, 1º TRIM./2000.
O artigo de Alex Coltro, trás uma demonstração e uma caracterização do enfoque metodológico denominado de Fenomenologia, apresenta sua origem histórica, seu fundador e seus principais pensadores. O autor começa o artigo trazendo um pouco do aspecto histórico da fenomenologia, como a causa que levou o surgimento de uma nova abordagem que foi justamente a fenomenologia. Trás também, a questão do método fenomenológico e sua importância nas pesquisas que tratam de seres humanos.
O autor cita em seu artigo a fala de Moura Castro (1977) As ciências humanas estão envolvidas com significativas dificuldades metodológicas decorrentes da complexidade inerente aos fenômenos humanos. O humano é afetivo, sensível, valorativo e opinativo.
Para Martins e Bicudo (1989 cita Coltro), os fenômenos que não prestam a uma fácil quantificação são os mais apropriados para serem analisados pelo método e procedimentos da pesquisa qualitativa, pois busca uma compreensão particular daquilo que estuda, ela não se preocupa com generalizações, princípios e leis, o foco da atenção é centralizado no especifico, no peculiar, no individual, almejando sempre a compreensão.
Segundo o autor dentro das ações metodológicas disponíveis o enfoque fenomenológico-hermenêutico constitui uma adequada alternativa à discussão dos pressupostos tidos como naturais óbvios n ação humana.
Segundo Boss (1979), o método fenomenológico caracteriza-se pela ênfase ao “mundo da vida cotidiano” esse método possui uma abordagem que não se apega tão somente as coisas factuais observáveis, mas visa a penetrar seu significado e contexto com um refinamento e previsão sempre maiores.
Este método utiliza-se do procedimento que levam a uma compreensão do fenômeno por meios de relatos descritivos da vida social. Ele deve ser desenvolvido dentro de uma postura filosófica-critica: operar intencionalmente e não excluir a valoração do objeto de investigação.
Outro autor citado por Coltro é Masini (1982), segundo ele a postura do pesquisador implica na recusa dos mitos da neutralidade e da objetividade. Obriga o pesquisador assumir plenamente a vontade e a intencionalidade de rever os próprios valores e atitudes.
Para Masini (1989) não existe ou um método, mas uma postura /atitude fenomenológica, uma abertura ( no sentido de estar livre de conceitos e definições aprioristicas) do ser humano para compreender o que se mostra.
Os seres humanos não são objetos e suas atividades não simples reações a relação básica neste método fenomenológico a relação é de sujeito-sujeito.
Este artigo foi bastante esclarecedor, pois pude entender melhor sobre a fenomenologia e o método fenomenológico, pois utiliza uma linguagem de fácil entendimento, principalmente para pessoas pouco esclarecidas sobre o tema. De forma sucinta aborda corretamente o assunto. Foi importante saber como a fenomenologia influenciou e vem influenciando várias gerações e que é uma ótima abordagem para ser utilizada por pesquisadores principalmente aqueles que não estão interessados apenas em quantidade e sim buscam a essência dos fenômenos.
WebArtigos.com
COLTRO, Alex. A Fenomenologia: Um enfoque metodológico para Além da Modernidade. Caderno de pesquisa em Administração. São Paulo, v. 1 Nº 11, 1º TRIM./2000.
O artigo de Alex Coltro, trás uma demonstração e uma caracterização do enfoque metodológico denominado de Fenomenologia, apresenta sua origem histórica, seu fundador e seus principais pensadores. O autor começa o artigo trazendo um pouco do aspecto histórico da fenomenologia, como a causa que levou o surgimento de uma nova abordagem que foi justamente a fenomenologia. Trás também, a questão do método fenomenológico e sua importância nas pesquisas que tratam de seres humanos.
O autor cita em seu artigo a fala de Moura Castro (1977) As ciências humanas estão envolvidas com significativas dificuldades metodológicas decorrentes da complexidade inerente aos fenômenos humanos. O humano é afetivo, sensível, valorativo e opinativo.
Para Martins e Bicudo (1989 cita Coltro), os fenômenos que não prestam a uma fácil quantificação são os mais apropriados para serem analisados pelo método e procedimentos da pesquisa qualitativa, pois busca uma compreensão particular daquilo que estuda, ela não se preocupa com generalizações, princípios e leis, o foco da atenção é centralizado no especifico, no peculiar, no individual, almejando sempre a compreensão.
Segundo o autor dentro das ações metodológicas disponíveis o enfoque fenomenológico-hermenêutico constitui uma adequada alternativa à discussão dos pressupostos tidos como naturais óbvios n ação humana.
Segundo Boss (1979), o método fenomenológico caracteriza-se pela ênfase ao “mundo da vida cotidiano” esse método possui uma abordagem que não se apega tão somente as coisas factuais observáveis, mas visa a penetrar seu significado e contexto com um refinamento e previsão sempre maiores.
Este método utiliza-se do procedimento que levam a uma compreensão do fenômeno por meios de relatos descritivos da vida social. Ele deve ser desenvolvido dentro de uma postura filosófica-critica: operar intencionalmente e não excluir a valoração do objeto de investigação.
Outro autor citado por Coltro é Masini (1982), segundo ele a postura do pesquisador implica na recusa dos mitos da neutralidade e da objetividade. Obriga o pesquisador assumir plenamente a vontade e a intencionalidade de rever os próprios valores e atitudes.
Para Masini (1989) não existe ou um método, mas uma postura /atitude fenomenológica, uma abertura ( no sentido de estar livre de conceitos e definições aprioristicas) do ser humano para compreender o que se mostra.
Os seres humanos não são objetos e suas atividades não simples reações a relação básica neste método fenomenológico a relação é de sujeito-sujeito.
Este artigo foi bastante esclarecedor, pois pude entender melhor sobre a fenomenologia e o método fenomenológico, pois utiliza uma linguagem de fácil entendimento, principalmente para pessoas pouco esclarecidas sobre o tema. De forma sucinta aborda corretamente o assunto. Foi importante saber como a fenomenologia influenciou e vem influenciando várias gerações e que é uma ótima abordagem para ser utilizada por pesquisadores principalmente aqueles que não estão interessados apenas em quantidade e sim buscam a essência dos fenômenos.
Parlamentares conhecem experiência europeia contra drogas
Um grupo de parlamentares está na Europa para conhecer experiências que possam auxiliar o Brasil na formulação de políticas públicas de enfrentamento ao uso de drogas. A iniciativa é da Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos de Álcool, Crack e Outras Drogas.
Os parlamentares vão conhecer os métodos de prevenção, tratamento, acolhimento e reinserção social dos usuários de drogas de cada país visitado. Eles também querem conhecer legislações sobre o tema, o sistema de financiamento em cada país, a rede de qualificação profissional e as políticas de prevenção ao uso de drogas.
"É uma viagem que vai referendar o trabalho da Subcomissão a partir do conhecimento in loco de experiências exitosas no enfrentamento ao uso de drogas e vai subsidiar a organização de uma conferência nacional sobre o tema", disse o presidente da Subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI).
Nesta segunda-feira (31), a comissão está em Estocolmo, Suécia, para encontros com parlamentares e representantes do Ministério da Saúde daquele país, responsáveis pelas políticas públicas para os dependentes químicos. A programação ainda inclui visitas a Haia (Holanda), Londres (Inglaterra) e Lisboa (Portugal). Eles retornam ao Brasil no sábado (5).
Além do senador Wellington Dias, o grupo é integrado pelos deputados federais Iracema Portella (PP-PI), Givaldo Carimbão (PSB-AL) e Rosane Ferreira (PV-PR); e pela Secretária Estadual do Governo do Mato Grosso do Sul, Tânia Mara Garib.
Iara Farias Borges / Agência Senado
Os parlamentares vão conhecer os métodos de prevenção, tratamento, acolhimento e reinserção social dos usuários de drogas de cada país visitado. Eles também querem conhecer legislações sobre o tema, o sistema de financiamento em cada país, a rede de qualificação profissional e as políticas de prevenção ao uso de drogas.
"É uma viagem que vai referendar o trabalho da Subcomissão a partir do conhecimento in loco de experiências exitosas no enfrentamento ao uso de drogas e vai subsidiar a organização de uma conferência nacional sobre o tema", disse o presidente da Subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI).
Nesta segunda-feira (31), a comissão está em Estocolmo, Suécia, para encontros com parlamentares e representantes do Ministério da Saúde daquele país, responsáveis pelas políticas públicas para os dependentes químicos. A programação ainda inclui visitas a Haia (Holanda), Londres (Inglaterra) e Lisboa (Portugal). Eles retornam ao Brasil no sábado (5).
Além do senador Wellington Dias, o grupo é integrado pelos deputados federais Iracema Portella (PP-PI), Givaldo Carimbão (PSB-AL) e Rosane Ferreira (PV-PR); e pela Secretária Estadual do Governo do Mato Grosso do Sul, Tânia Mara Garib.
Iara Farias Borges / Agência Senado
11 sinais para os pais detectarem doença mental em crianças
Para ajudar crianças com transtornos mentais não diagnosticados, pesquisadores lançaram uma lista de 11 sinais fáceis de reconhecer que podem ser usados como um alerta pelos pais e outras pessoas da comunidade.
A lista se destina a ajudar a fechar uma lacuna entre o número de crianças que sofrem de doenças mentais e aquelas que realmente recebem tratamento para essas doenças. Com ela, os pesquisadores esperam que os pais distingam entre comportamentos normais da infância e verdadeiros sinais de doença mental.
Entre os sinais, estão sentir-se triste ou “se fechar” por duas semanas ou mais, o que pode indicar depressão, e medos intensos ou preocupações que atrapalham atividades diárias, o que pode indicar um distúrbio de ansiedade.
Estudos sugerem que três em cada quatro crianças com distúrbios de saúde mental, incluindo déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios alimentares e transtorno bipolar, passam despercebidas e não recebem os cuidados de que necessitam.
Pais que perceberem qualquer um desses sinais em seus filhos devem levá-los para ver um pediatra ou profissional de saúde mental para uma avaliação psiquiátrica.
A identificação de um transtorno psiquiátrico no início da vida também irá permitir que as crianças recebam tratamento mais cedo, o que provavelmente irá torná-los mais eficazes.
A lista foi criada por um comitê que analisou vários estudos de saúde mental, envolvendo mais de 6.000 crianças. Eles garantem que os sintomas na lista podem identificar a maioria das crianças com certos distúrbios de saúde mental.
Os 11 sinais de alerta são os seguintes:
• Sentir-se muito triste ou “se fechar” por duas ou mais semanas;
• Tentar se ferir ou se matar, ou fazer planos para isso;
• Medo súbito esmagador sem razão, às vezes com coração acelerado ou respiração rápida;
• Se envolver em várias lutas, usando uma arma, ou querer ferir outros;
• Comportamento fora de controle grave, que pode chegar a machucar a si mesmo ou outros;
• Não comer, vomitar ou usar laxantes para perder peso;
• Preocupações ou medos intensos que atrapalham atividades diárias;
• Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto, o que o coloca em perigo físico ou causa insucesso escolar;
• Uso repetido de drogas ou álcool;
• Grave humor que causa problemas em suas relações;
• Mudanças drásticas no seu comportamento ou personalidade.
Esses sinais formam um “perfil” e não são em si diagnósticos específicos. Para diagnósticos precisos, os pais devem procurar ajuda de um profissional de saúde.
Para evitar o alarme potencial de pais, que podem diagnosticar transtornos mentais onde eles não existem, os pesquisadores disseram que projetaram a lista para ser conservadora. Ou seja, estes sinais não serão evidentes em todas as crianças que tem um distúrbio de saúde mental. Dos 15% dos jovens que se estima que tenham doença mental, os perfis vão identificar cerca de 8%.
Fonte: Hypescience.com
A lista se destina a ajudar a fechar uma lacuna entre o número de crianças que sofrem de doenças mentais e aquelas que realmente recebem tratamento para essas doenças. Com ela, os pesquisadores esperam que os pais distingam entre comportamentos normais da infância e verdadeiros sinais de doença mental.
Entre os sinais, estão sentir-se triste ou “se fechar” por duas semanas ou mais, o que pode indicar depressão, e medos intensos ou preocupações que atrapalham atividades diárias, o que pode indicar um distúrbio de ansiedade.
Estudos sugerem que três em cada quatro crianças com distúrbios de saúde mental, incluindo déficit de atenção e hiperatividade, distúrbios alimentares e transtorno bipolar, passam despercebidas e não recebem os cuidados de que necessitam.
Pais que perceberem qualquer um desses sinais em seus filhos devem levá-los para ver um pediatra ou profissional de saúde mental para uma avaliação psiquiátrica.
A identificação de um transtorno psiquiátrico no início da vida também irá permitir que as crianças recebam tratamento mais cedo, o que provavelmente irá torná-los mais eficazes.
A lista foi criada por um comitê que analisou vários estudos de saúde mental, envolvendo mais de 6.000 crianças. Eles garantem que os sintomas na lista podem identificar a maioria das crianças com certos distúrbios de saúde mental.
Os 11 sinais de alerta são os seguintes:
• Sentir-se muito triste ou “se fechar” por duas ou mais semanas;
• Tentar se ferir ou se matar, ou fazer planos para isso;
• Medo súbito esmagador sem razão, às vezes com coração acelerado ou respiração rápida;
• Se envolver em várias lutas, usando uma arma, ou querer ferir outros;
• Comportamento fora de controle grave, que pode chegar a machucar a si mesmo ou outros;
• Não comer, vomitar ou usar laxantes para perder peso;
• Preocupações ou medos intensos que atrapalham atividades diárias;
• Extrema dificuldade em concentrar-se ou permanecer quieto, o que o coloca em perigo físico ou causa insucesso escolar;
• Uso repetido de drogas ou álcool;
• Grave humor que causa problemas em suas relações;
• Mudanças drásticas no seu comportamento ou personalidade.
Esses sinais formam um “perfil” e não são em si diagnósticos específicos. Para diagnósticos precisos, os pais devem procurar ajuda de um profissional de saúde.
Para evitar o alarme potencial de pais, que podem diagnosticar transtornos mentais onde eles não existem, os pesquisadores disseram que projetaram a lista para ser conservadora. Ou seja, estes sinais não serão evidentes em todas as crianças que tem um distúrbio de saúde mental. Dos 15% dos jovens que se estima que tenham doença mental, os perfis vão identificar cerca de 8%.
Fonte: Hypescience.com
MT- Cuiabá irá sediar Olimpíadas Escolares 2012
Da Assessoria
Cuiabá foi escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para sediar os jogos das Olimpíadas Escolares Brasileiras de 2012 - 15 a 17 anos. Um dos maiores eventos esportivos do Brasil, as Olimpíadas Escolares podem trazer entre 4 e 5 mil pessoas, entre atletas, treinadores e dirigentes à Capital.
São 12 modalidades disputados por jovens entre 15 e 17 anos. No íncio do mês de outubro, representantes do Comitê inspecionaram as instalações esportivas da Capital e Várzea Grande e também reuniram-se com o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) para verificar a capacidade hoteleira da Capital.
O COB exige que a cidade ofereça um mínimo de 3 mil apartamentos de pelo menos 3 estrelas. Na reunião com membros do Comitê, o presidente do SHRBS, Luís Carlos Nigro, informou que a condição já é cumprida por Cuiabá que já conta com cerca de seis mil leitos de três estrelas, além de capacitação para quem trabalha na área, visando também a Copa do Mundo de 2014. O Sindicato mostrou ainda os projetos de estruturação do setor hoteleiro da Grande Cuiabá. Estão previstos pelo menos 23 empreendimentos na área.
O governador, Silval Barbosa, confirmou a decisão do COB por telefone com Hubner. Silval está bastante satisfeito e disse que já esperava a escolha de Cuiabá.
Cuiabá foi escolhido pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para sediar os jogos das Olimpíadas Escolares Brasileiras de 2012 - 15 a 17 anos. Um dos maiores eventos esportivos do Brasil, as Olimpíadas Escolares podem trazer entre 4 e 5 mil pessoas, entre atletas, treinadores e dirigentes à Capital.
São 12 modalidades disputados por jovens entre 15 e 17 anos. No íncio do mês de outubro, representantes do Comitê inspecionaram as instalações esportivas da Capital e Várzea Grande e também reuniram-se com o Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Mato Grosso (SHRBS-MT) para verificar a capacidade hoteleira da Capital.
O COB exige que a cidade ofereça um mínimo de 3 mil apartamentos de pelo menos 3 estrelas. Na reunião com membros do Comitê, o presidente do SHRBS, Luís Carlos Nigro, informou que a condição já é cumprida por Cuiabá que já conta com cerca de seis mil leitos de três estrelas, além de capacitação para quem trabalha na área, visando também a Copa do Mundo de 2014. O Sindicato mostrou ainda os projetos de estruturação do setor hoteleiro da Grande Cuiabá. Estão previstos pelo menos 23 empreendimentos na área.
O governador, Silval Barbosa, confirmou a decisão do COB por telefone com Hubner. Silval está bastante satisfeito e disse que já esperava a escolha de Cuiabá.
MT- Ságuas Moraes retorna a Secretaria de Educação nesta quinta-feira
Ex-presidente do PT estadual, Ságuas Moraes assume oficialmente a gestão da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em substituição a Rosa Neide Sandes, na próxima quinta-feira, em solenidade prevista para o fim da tarde, no Palácio Paiaguás, que deverá contar com a presença do governador Silval Barbosa (PMDB).
O espaço no staff estadual faz parte da cota do PT na estrutura do governo e coube ao partido a opção de retorno de Ságuas ao posto. Ságuas ocupou a secretaria durante o segundo mandato de Blairo Maggi (PR) e deixou a pasta para disputar uma vaga na Câmara Federal.
Eleito em outubro de 2010, o petista deixou o cargo de deputado federal após o TSE contabilizar os votos do candidato do PTB, William Dias. Os votos foram suficientes para garantir mais uma vaga na coligação Jonas Pinheiro, que ficou com o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB).
O espaço no staff estadual faz parte da cota do PT na estrutura do governo e coube ao partido a opção de retorno de Ságuas ao posto. Ságuas ocupou a secretaria durante o segundo mandato de Blairo Maggi (PR) e deixou a pasta para disputar uma vaga na Câmara Federal.
Eleito em outubro de 2010, o petista deixou o cargo de deputado federal após o TSE contabilizar os votos do candidato do PTB, William Dias. Os votos foram suficientes para garantir mais uma vaga na coligação Jonas Pinheiro, que ficou com o ex-prefeito de Sinop, Nilson Leitão (PSDB).
Advogado critica reserva de vagas e defende cotas para filhos de políticos
Da Redação - Julia Munhoz
Diante da revolução das redes sociais e das discussões envolvendo a reserva de cotas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o advogado Eduardo Mahon, ‘sacou da gaveta outra velha idéia aparentemente canastrona, mas perfeita para a realidade brasileira. Os cidadãos que pertencessem a cargos eletivos deveriam matricular seus filhos no sistema público de ensino pelo prazo que durasse o mandato’.
Em seu artigo, o advogado manda o seguinte questionamento: Se os políticos querem reservar vagas para alunos carentes no ensino público superior, porque não reservar vagas para os próprios rebentos no ensino público médio e fundamental?
Reserva de vagas
As redes sociais virtuais estão revolucionando a forma das pessoas interagirem. Usando uma comunicação fácil, informal, sem intermediários, chamam atenção pela dinâmica com que os amigos e conhecidos completam as próprias informações, impressões, pensamentos. Pululam as críticas irreverentes que empolgam uma enorme parcela da população que está imbuída em passeatas, manifestos, mobilizações inteiramente virtuais, mas não menos verdadeiras. Revoluções contemporâneas germinaram de um comentário partilhado, de uma fagulha virtual.
É o caso da campanha “Lula, faça o tratamento pelo SUS” que circula no Facebook. De muito mau gosto, a idéia não é original, mas não deixa de ter seus méritos. De pronto, já sabemos que se trata de uma postura piegas. Até porque um cidadão faz o tratamento de saúde onde bem entenda (os que podem). A irreverência cruel somente desnuda o abismo entre o trato especialíssimo da rede particular de saúde e o caos do sistema público. E a disparidade fica mais odiosa quando se trata justamente de quem deveria zelar pela opção da qual não fez uso por ser a pior.
Superando esse caso particular, quero sacar da gaveta outra velha idéia aparentemente canastrona, mas perfeita para a realidade brasileira. Os cidadãos que pertencessem a cargos eletivos deveriam matricular seus filhos no sistema público de ensino pelo prazo que durasse o mandato. Se os políticos querem reservar vagas para alunos carentes no ensino público superior, porque não reservar vagas para os próprios rebentos no ensino público médio e fundamental?
Matriculando os filhos nas redes públicas de ensino, invariavelmente nossos mandatários saberiam ao certo o que está certo ou errado com investimentos, contratações, reformas, grades curriculares, segurança, enfim, todo o contexto do mundo público que, infelizmente, vive à míngua da antiga credibilidade.
Particularmente, sou capaz de apostar alto na reviravolta instantânea que as escolas e universidades dariam, apenas de abrigar junto ao filho da empregada doméstica, os pimpolhos bem nutridos de prefeitos, deputados, senadores e governadores.
Imaginem a cena: uns chegando de ônibus e outros de motorista, mas todos com o mesmo uniforme escolar e comendo da mesma comida servida no colégio. Isso sim, seria uma revolução de costumes, ética que falta ao brasileiro. Ético mesmo seria uma reunião de pais e mestres, numa escola onde estudassem os filhos de patrões e empregados, por ser pública e acessível a todos, concorrida pela qualidade superior de ensino.
É muito fácil misturar o público com o privado em proveito próprio. Aproveitar-se de carros oficiais e motoristas para serviços particulares, passagens aéreas e diárias, cartões corporativos e outras milongas. Justo seria se o público se aproveitasse da experiência, do prestígio, da influência, da visibilidade, do poder e de tudo o que os particulares pudessem oferecer. É a garantia, a fiança e o aval de uma nação verdadeiramente democrática.Não chega a socializar os meios de produção à moda marxista, mas não faria nada mal uma pitada da mofada ideologia pra temperar.
Pensando bem, essas campanhas em nada lembram pieguice ou canastrice. É apenas a perplexidade pela qual somos surpreendidos com a simples lógica da ética republicana no pensamento público. Porque, pela compostura genuinamente republicana, em casa de ferreiro, a última coisa que se espera encontrar é um espeto de pau.
Eduardo Mahon é advogado
Diante da revolução das redes sociais e das discussões envolvendo a reserva de cotas na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o advogado Eduardo Mahon, ‘sacou da gaveta outra velha idéia aparentemente canastrona, mas perfeita para a realidade brasileira. Os cidadãos que pertencessem a cargos eletivos deveriam matricular seus filhos no sistema público de ensino pelo prazo que durasse o mandato’.
Em seu artigo, o advogado manda o seguinte questionamento: Se os políticos querem reservar vagas para alunos carentes no ensino público superior, porque não reservar vagas para os próprios rebentos no ensino público médio e fundamental?
Reserva de vagas
As redes sociais virtuais estão revolucionando a forma das pessoas interagirem. Usando uma comunicação fácil, informal, sem intermediários, chamam atenção pela dinâmica com que os amigos e conhecidos completam as próprias informações, impressões, pensamentos. Pululam as críticas irreverentes que empolgam uma enorme parcela da população que está imbuída em passeatas, manifestos, mobilizações inteiramente virtuais, mas não menos verdadeiras. Revoluções contemporâneas germinaram de um comentário partilhado, de uma fagulha virtual.
É o caso da campanha “Lula, faça o tratamento pelo SUS” que circula no Facebook. De muito mau gosto, a idéia não é original, mas não deixa de ter seus méritos. De pronto, já sabemos que se trata de uma postura piegas. Até porque um cidadão faz o tratamento de saúde onde bem entenda (os que podem). A irreverência cruel somente desnuda o abismo entre o trato especialíssimo da rede particular de saúde e o caos do sistema público. E a disparidade fica mais odiosa quando se trata justamente de quem deveria zelar pela opção da qual não fez uso por ser a pior.
Superando esse caso particular, quero sacar da gaveta outra velha idéia aparentemente canastrona, mas perfeita para a realidade brasileira. Os cidadãos que pertencessem a cargos eletivos deveriam matricular seus filhos no sistema público de ensino pelo prazo que durasse o mandato. Se os políticos querem reservar vagas para alunos carentes no ensino público superior, porque não reservar vagas para os próprios rebentos no ensino público médio e fundamental?
Matriculando os filhos nas redes públicas de ensino, invariavelmente nossos mandatários saberiam ao certo o que está certo ou errado com investimentos, contratações, reformas, grades curriculares, segurança, enfim, todo o contexto do mundo público que, infelizmente, vive à míngua da antiga credibilidade.
Particularmente, sou capaz de apostar alto na reviravolta instantânea que as escolas e universidades dariam, apenas de abrigar junto ao filho da empregada doméstica, os pimpolhos bem nutridos de prefeitos, deputados, senadores e governadores.
Imaginem a cena: uns chegando de ônibus e outros de motorista, mas todos com o mesmo uniforme escolar e comendo da mesma comida servida no colégio. Isso sim, seria uma revolução de costumes, ética que falta ao brasileiro. Ético mesmo seria uma reunião de pais e mestres, numa escola onde estudassem os filhos de patrões e empregados, por ser pública e acessível a todos, concorrida pela qualidade superior de ensino.
É muito fácil misturar o público com o privado em proveito próprio. Aproveitar-se de carros oficiais e motoristas para serviços particulares, passagens aéreas e diárias, cartões corporativos e outras milongas. Justo seria se o público se aproveitasse da experiência, do prestígio, da influência, da visibilidade, do poder e de tudo o que os particulares pudessem oferecer. É a garantia, a fiança e o aval de uma nação verdadeiramente democrática.Não chega a socializar os meios de produção à moda marxista, mas não faria nada mal uma pitada da mofada ideologia pra temperar.
Pensando bem, essas campanhas em nada lembram pieguice ou canastrice. É apenas a perplexidade pela qual somos surpreendidos com a simples lógica da ética republicana no pensamento público. Porque, pela compostura genuinamente republicana, em casa de ferreiro, a última coisa que se espera encontrar é um espeto de pau.
Eduardo Mahon é advogado
Segundo especialista, reforço escolar deve ser utilizado quando necessário
luan.santos
Cipriano Luckesi é especialista em educação
Especialista em educação, Cipriano Luckesi fala sobre o reforço escolar e sua importância no atual contexto da educação. Para o educador, o reforço é uma solução e deve ser utilizada quando necessário, levando em conta que o mais o que importa mesmo é o aprendizado e não as notas dos alunos.
A TARDE Educação – Qual sua opinião em relação ao reforço escolar? O senhor defende ou é contra?
Cipriano Luckesi – Reforço escolar é um serviço prestado ao educando que está com alguma defasagem na aprendizagem escolar. Não sou nem contra nem a favor. Entendo que é uma solução e quando necessário deve ser utilizada. O que não se deve é permanecer no impasse tanto para estudante, quanto para os pais e para a própria escola.
A TARDE Educação – O senhor acha que o reforço é uma solução para as baixas notas dos alunos?
Cipriano Luckesi – Pode ser uma solução para a efetiva aprendizagem que não conseguiram apropriar-se do conteúdo proposto (conhecimentos, habilidades ou capacidades) e não para as notas. A questão é a aprendizagem, não as notas. Elas representam exclusivamente o registro dos resultados da aprendizagem.
A TARDE Educação – E em relação à avaliação, o senhor defende que o reforço escolar pode ajudar os alunos nas avaliações?
Cipriano Luckesi – O reforço escolar tem como destino auxiliar o educando na aprendizagem. A avaliação é somente um diagnóstico da qualidade da aprendizagem. Por isso, o reforço não auxilia a avaliação. Não há relação de causa e efeito entre esses fenômenos, a não ser através de um entendimento teórico-prático enviesado que, de forma distorcida, considera escalas classificatórias (aprovado/reprovado) como avaliação.
A TARDE Educação – O senhor acredita que essa tarefa de reforço escolar é uma tarefa da escola?
Cipriano Luckesi – Reforço escolar é uma atividade de auxiliar o educando a aprender o que não foi possível aprender nas horas regulares de aula em uma escola. O ideal seria que a própria escola prestasse esse serviço ao educando, pois os estudantes necessitam de aprender; é por essa razão quem vem para a escola. E a escola promete, em sua propaganda, que eles aprenderão. Desse modo, caso eles não tenham aprendido, é dever da escola propiciar o saneamento desse impasse. Em última instância, se a escola não faz isso, alguém necessita de fazer. Usualmente são os pais que assumem essa tarefa, ou por si mesmo ou contratando quem oferece esse serviço.
Cipriano Luckesi é especialista em educação
Especialista em educação, Cipriano Luckesi fala sobre o reforço escolar e sua importância no atual contexto da educação. Para o educador, o reforço é uma solução e deve ser utilizada quando necessário, levando em conta que o mais o que importa mesmo é o aprendizado e não as notas dos alunos.
A TARDE Educação – Qual sua opinião em relação ao reforço escolar? O senhor defende ou é contra?
Cipriano Luckesi – Reforço escolar é um serviço prestado ao educando que está com alguma defasagem na aprendizagem escolar. Não sou nem contra nem a favor. Entendo que é uma solução e quando necessário deve ser utilizada. O que não se deve é permanecer no impasse tanto para estudante, quanto para os pais e para a própria escola.
A TARDE Educação – O senhor acha que o reforço é uma solução para as baixas notas dos alunos?
Cipriano Luckesi – Pode ser uma solução para a efetiva aprendizagem que não conseguiram apropriar-se do conteúdo proposto (conhecimentos, habilidades ou capacidades) e não para as notas. A questão é a aprendizagem, não as notas. Elas representam exclusivamente o registro dos resultados da aprendizagem.
A TARDE Educação – E em relação à avaliação, o senhor defende que o reforço escolar pode ajudar os alunos nas avaliações?
Cipriano Luckesi – O reforço escolar tem como destino auxiliar o educando na aprendizagem. A avaliação é somente um diagnóstico da qualidade da aprendizagem. Por isso, o reforço não auxilia a avaliação. Não há relação de causa e efeito entre esses fenômenos, a não ser através de um entendimento teórico-prático enviesado que, de forma distorcida, considera escalas classificatórias (aprovado/reprovado) como avaliação.
A TARDE Educação – O senhor acredita que essa tarefa de reforço escolar é uma tarefa da escola?
Cipriano Luckesi – Reforço escolar é uma atividade de auxiliar o educando a aprender o que não foi possível aprender nas horas regulares de aula em uma escola. O ideal seria que a própria escola prestasse esse serviço ao educando, pois os estudantes necessitam de aprender; é por essa razão quem vem para a escola. E a escola promete, em sua propaganda, que eles aprenderão. Desse modo, caso eles não tenham aprendido, é dever da escola propiciar o saneamento desse impasse. Em última instância, se a escola não faz isso, alguém necessita de fazer. Usualmente são os pais que assumem essa tarefa, ou por si mesmo ou contratando quem oferece esse serviço.
Confirmado que questões vazadas do Enem eram do pré-teste aplicado no Christus
Segundo os dados levantados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), constatou-se que o Colégio Christus, em Fortaleza, foi sorteado para a aplicação de pré-testes para o banco nacional de itens, realizados em outubro de 2010.
O pré-teste foi aplicado para duas turmas, também sorteadas, uma de 47 alunos e outra de 44 alunos, em um dia normal de aula. Os alunos e a escola haviam sido informados apenas de que se tratava de um pré-teste para o banco nacional de itens, que auxiliaria nas avaliações da educação básica. Os pré-testes aplicados pelo Inep seguem procedimentos sigilosos. Apenas os alunos têm acesso aos cadernos durante a aplicação que é acompanhada por três fiscais em cada turma.
Todos os cadernos foram devolvidos e devidamente conferidos. Não houve, portanto, extravio do material. Entretanto, a análise das questões divulgadas pela rede social no início da semana levou os técnicos à conclusão de que as questões de matemática e ciências da natureza e ciências humanas e linguagens de dois dos 32 cadernos de questões do pré-testes foram copiadas, das quais 14 constavam da prova do Enem 2011.
O pré-teste foi aplicado para duas turmas, também sorteadas, uma de 47 alunos e outra de 44 alunos, em um dia normal de aula. Os alunos e a escola haviam sido informados apenas de que se tratava de um pré-teste para o banco nacional de itens, que auxiliaria nas avaliações da educação básica. Os pré-testes aplicados pelo Inep seguem procedimentos sigilosos. Apenas os alunos têm acesso aos cadernos durante a aplicação que é acompanhada por três fiscais em cada turma.
Todos os cadernos foram devolvidos e devidamente conferidos. Não houve, portanto, extravio do material. Entretanto, a análise das questões divulgadas pela rede social no início da semana levou os técnicos à conclusão de que as questões de matemática e ciências da natureza e ciências humanas e linguagens de dois dos 32 cadernos de questões do pré-testes foram copiadas, das quais 14 constavam da prova do Enem 2011.
Síndrome e dicas de prevenção em defesa da saúde do professor
Rosângela Cadidé
Nos dois últimos artigos foi ressaltado que tanto o ambiente de trabalho quanto a função que o docente desempenha o tem exposto permanentemente a uma degeneração progressiva da sua saúde mental, além de estar entre as três principais categorias atingidas pela Síndrome de Burnout (assunto do artigo anterior).
A sociedade tem conhecimento que há também ambientes escolares que não contribuem para manter a saúde dos alunos. As instituições governamentais não têm como prioridade máxima políticas públicas que valorizem a qualidade de vida, principalmente do professor que dedica praticamente todo o seu tempo à escola em que trabalha, fincando assim vulneráveis a inúmeras doenças adquiridas neste contexto.
A Unesco, OIT e OMS destacam a necessidade de melhoria nas condições de trabalho prioritária para o desenvolvimento do processo de aprendizagem, além da melhoria da qualidade de ensino e bem-estar físico, psíquico e social dos professores, incluindo a valorização salarial. Pesquisa feita com mais de 8 mil professores da educação básica da rede pública de nossa região revela que 15,7% apresentam a Síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico (dados obtidos da Cartilha “Burnout em Professores” do Psicanalista e Psicopedagogo Chafic Jbeili).
O autor ressalta que a divulgação da síndrome é necessária para conscientizar a categoria sobre os riscos que esta traz; para buscarmos meios que evitem o adoecimento, já que não há investimentos nesse setor.
Achei muito interessante essa cartilha e quero compartilhar com meus colegas de profissão algumas informações para ser mais uma a participar desta luta constante: “Cuidar da Saúde do Professor”, pois devemos seguir rigorosamente aquele ditado popular: “melhor prevenir do que remediar.”
A prevenção evita que futuramente não tenhamos que fazer uso de medicação e várias sessões de psicoterapia. Eis algumas dicas exclusivamente para professores e que servem para evitar ou amenizar o estresse laboral e diminuir as possibilidades da Burnout: primeiramente, mudar o estilo de vida, repensar no espaço em que o trabalho ocupa em nossa vida, procurando rever conceitos, hábitos alimentares e principalmente reorganizar o tempo e atividades harmonicamente; pois o acúmulo de afazeres diários gera estresse e compromete a qualidade das atividades, podendo afetar inclusive a autoestima do profissional.
O professor deve realizar suas funções com zelo e profissionalismo sem comparar seu desempenho ou estilo de trabalho entre os colegas, com intuito de querer ser melhor que os outros. Pare de exercer sua função como se fosse uma infinita competição, pois devemos sempre promover ou buscar qualidade nas relações interpessoais. A presença de amigos ou a interação prazerosa com outras pessoas libera “Ocitocina” (conhecido como “hormônio da amizade”). Ele diminui em nosso organismo a quantidade de “Cortisol” (hormônio do estresse). Além disso, a qualidade nas relações interpessoais proporciona mais segurança no ambiente de trabalho.
Outra dica, extremamente importante, é procurar fazer algum tipo de atividade física. Alguns professores até brincam dizendo que sua rotina é maior do que qualquer atividade física. Devemos lembrar que “corpo são resulta em mente saudável”, pois as atividades físicas liberam hormônios essenciais à saúde do corpo e da mente, como por exemplo, a “Dopamina” que atua diretamente no sistema nervoso central, funcionando como um analgésico natural e precursor da sensação de bem estar.
Enquanto aguardamos que nossos governantes tenham a sensibilidade humana para elaborar políticas públicas que priorizem “A Saúde do Professor” vamos tentar (apesar de ser complicado) programar melhor nossas atividades do dia a dia, procurando sempre deixar um espaço para intervalos importantes, que diferem da rotina de trabalho do professor, mesmo quando não é terminada na maioria das vezes no ambiente escolar. Professor sempre leva trabalho para casa. Lembre-se a saúde é um bem essencial a todos os seres humanos. Seja você também mais um participante dessa luta: “Cuide da Saúde do Professor”; compartilhe essas informações.
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
Nos dois últimos artigos foi ressaltado que tanto o ambiente de trabalho quanto a função que o docente desempenha o tem exposto permanentemente a uma degeneração progressiva da sua saúde mental, além de estar entre as três principais categorias atingidas pela Síndrome de Burnout (assunto do artigo anterior).
A sociedade tem conhecimento que há também ambientes escolares que não contribuem para manter a saúde dos alunos. As instituições governamentais não têm como prioridade máxima políticas públicas que valorizem a qualidade de vida, principalmente do professor que dedica praticamente todo o seu tempo à escola em que trabalha, fincando assim vulneráveis a inúmeras doenças adquiridas neste contexto.
A Unesco, OIT e OMS destacam a necessidade de melhoria nas condições de trabalho prioritária para o desenvolvimento do processo de aprendizagem, além da melhoria da qualidade de ensino e bem-estar físico, psíquico e social dos professores, incluindo a valorização salarial. Pesquisa feita com mais de 8 mil professores da educação básica da rede pública de nossa região revela que 15,7% apresentam a Síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico (dados obtidos da Cartilha “Burnout em Professores” do Psicanalista e Psicopedagogo Chafic Jbeili).
O autor ressalta que a divulgação da síndrome é necessária para conscientizar a categoria sobre os riscos que esta traz; para buscarmos meios que evitem o adoecimento, já que não há investimentos nesse setor.
Achei muito interessante essa cartilha e quero compartilhar com meus colegas de profissão algumas informações para ser mais uma a participar desta luta constante: “Cuidar da Saúde do Professor”, pois devemos seguir rigorosamente aquele ditado popular: “melhor prevenir do que remediar.”
A prevenção evita que futuramente não tenhamos que fazer uso de medicação e várias sessões de psicoterapia. Eis algumas dicas exclusivamente para professores e que servem para evitar ou amenizar o estresse laboral e diminuir as possibilidades da Burnout: primeiramente, mudar o estilo de vida, repensar no espaço em que o trabalho ocupa em nossa vida, procurando rever conceitos, hábitos alimentares e principalmente reorganizar o tempo e atividades harmonicamente; pois o acúmulo de afazeres diários gera estresse e compromete a qualidade das atividades, podendo afetar inclusive a autoestima do profissional.
O professor deve realizar suas funções com zelo e profissionalismo sem comparar seu desempenho ou estilo de trabalho entre os colegas, com intuito de querer ser melhor que os outros. Pare de exercer sua função como se fosse uma infinita competição, pois devemos sempre promover ou buscar qualidade nas relações interpessoais. A presença de amigos ou a interação prazerosa com outras pessoas libera “Ocitocina” (conhecido como “hormônio da amizade”). Ele diminui em nosso organismo a quantidade de “Cortisol” (hormônio do estresse). Além disso, a qualidade nas relações interpessoais proporciona mais segurança no ambiente de trabalho.
Outra dica, extremamente importante, é procurar fazer algum tipo de atividade física. Alguns professores até brincam dizendo que sua rotina é maior do que qualquer atividade física. Devemos lembrar que “corpo são resulta em mente saudável”, pois as atividades físicas liberam hormônios essenciais à saúde do corpo e da mente, como por exemplo, a “Dopamina” que atua diretamente no sistema nervoso central, funcionando como um analgésico natural e precursor da sensação de bem estar.
Enquanto aguardamos que nossos governantes tenham a sensibilidade humana para elaborar políticas públicas que priorizem “A Saúde do Professor” vamos tentar (apesar de ser complicado) programar melhor nossas atividades do dia a dia, procurando sempre deixar um espaço para intervalos importantes, que diferem da rotina de trabalho do professor, mesmo quando não é terminada na maioria das vezes no ambiente escolar. Professor sempre leva trabalho para casa. Lembre-se a saúde é um bem essencial a todos os seres humanos. Seja você também mais um participante dessa luta: “Cuide da Saúde do Professor”; compartilhe essas informações.
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
Justiça Federal anula 13 questões para todo o Brasil
Decisão foi em resposta ao MPF, que pediu anulação total ou parcial
MEC diz que considera decisão arbitrária e informou que vai recorrer
G1
A Justiça Federal no Ceará decidiu anular 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foram antecipadas por um colégio de Fortaleza. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (31) e é válida para todo o Brasil. O Ministério da Educação informou que vai recorrer da decisão entre quinta-feira (3) e sexta-feira (4).
De acordo com a Justiça Federal, a anulação das 13 questões foi uma resposta à ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), que havia pedido o cancelamento total das provas do Enem ou, pelo menos, a suspensão parcial das questões envolvidas na polêmica.
Foram anuladas as questões 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, da prova amarela do 1º dia, além das questões 113, 141, 154, 173 e 180, da prova amarela do 2º dia. As mesmas questões correspondem a números diferentes nas provas de outras cores, que também serão anuladas.
O MEC confirmou no dia 27 de outubro que as 14 questões que vazaram do Enem estavam no pré-teste aplicado no Colégio Christus, em Fortaleza, em outubro de 2010. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que professores do colégio reproduziram e distribuíram dois dos 36 cadernos de pré-teste.
Como solução, o MEC cancelou a prova dos 639 alunos do Christus e convocou os estudantes para um novo exame nos dias 28 e 29 de novembro, quando será aplicado o Enem aos presidiários e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas privados de liberdade.
Na ação, o Ministério Público Federal pediu ainda a suspensão da medida do MEC que anula o Enem somente para os 639 alunos do colégio Christus.
Luís Praxedes Vieira da Silva, juiz da 1ª vara da Justiça Federal do Ceará, afirma em sua decisão que anular o Enem somente dos alunos do Colégio Christus "foge da lógica do razoável, ofende o princípio da isonomia e proporcionalidade, bem como anular a prova no país inteiro é algo desproporcional e implicaria em grande prejuízo".
Segundo o juiz, o fato é que as questões foram divulgadas antes da prova e possivelmente obtidas há um ano. Para Silva, não se sabe se apenas os 639 alunos do terceiro ano do ensino médio do Christus tiveram acesso ou os cerca de 300 estudantes do mesmo colégio do curso pré-vestibular também tomaram conhecimento das questões antes do exame.
'Decisão arbitrária'
O MEC considera a decisão arbitrária e desproporcional e informou que vai recorrer. O Ministério ainda afirmou que a decisão é injusta e que vai lutar para que ela não se mantenha.
Mais uma questão
O procurador federal no Ceará, Oscar Costa Filho, autor da ação, informou que vai enviar requerimento para pedir que o juiz estenda os efeitos dessa anulação para uma 14ª questão, que também foi vazada no exercício distribuído pelo colégio Christus. O MPF entrou com ação para anulação de 13 questões, mas depois o MEC confirmou haver 14 questões idênticas ou parecidas.
MEC diz que considera decisão arbitrária e informou que vai recorrer
G1
A Justiça Federal no Ceará decidiu anular 13 questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que foram antecipadas por um colégio de Fortaleza. A decisão foi tomada na noite desta segunda-feira (31) e é válida para todo o Brasil. O Ministério da Educação informou que vai recorrer da decisão entre quinta-feira (3) e sexta-feira (4).
De acordo com a Justiça Federal, a anulação das 13 questões foi uma resposta à ação proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), que havia pedido o cancelamento total das provas do Enem ou, pelo menos, a suspensão parcial das questões envolvidas na polêmica.
Foram anuladas as questões 32, 33, 34, 46, 50, 57, 74 e 87, da prova amarela do 1º dia, além das questões 113, 141, 154, 173 e 180, da prova amarela do 2º dia. As mesmas questões correspondem a números diferentes nas provas de outras cores, que também serão anuladas.
O MEC confirmou no dia 27 de outubro que as 14 questões que vazaram do Enem estavam no pré-teste aplicado no Colégio Christus, em Fortaleza, em outubro de 2010. O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que professores do colégio reproduziram e distribuíram dois dos 36 cadernos de pré-teste.
Como solução, o MEC cancelou a prova dos 639 alunos do Christus e convocou os estudantes para um novo exame nos dias 28 e 29 de novembro, quando será aplicado o Enem aos presidiários e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas privados de liberdade.
Na ação, o Ministério Público Federal pediu ainda a suspensão da medida do MEC que anula o Enem somente para os 639 alunos do colégio Christus.
Luís Praxedes Vieira da Silva, juiz da 1ª vara da Justiça Federal do Ceará, afirma em sua decisão que anular o Enem somente dos alunos do Colégio Christus "foge da lógica do razoável, ofende o princípio da isonomia e proporcionalidade, bem como anular a prova no país inteiro é algo desproporcional e implicaria em grande prejuízo".
Segundo o juiz, o fato é que as questões foram divulgadas antes da prova e possivelmente obtidas há um ano. Para Silva, não se sabe se apenas os 639 alunos do terceiro ano do ensino médio do Christus tiveram acesso ou os cerca de 300 estudantes do mesmo colégio do curso pré-vestibular também tomaram conhecimento das questões antes do exame.
'Decisão arbitrária'
O MEC considera a decisão arbitrária e desproporcional e informou que vai recorrer. O Ministério ainda afirmou que a decisão é injusta e que vai lutar para que ela não se mantenha.
Mais uma questão
O procurador federal no Ceará, Oscar Costa Filho, autor da ação, informou que vai enviar requerimento para pedir que o juiz estenda os efeitos dessa anulação para uma 14ª questão, que também foi vazada no exercício distribuído pelo colégio Christus. O MPF entrou com ação para anulação de 13 questões, mas depois o MEC confirmou haver 14 questões idênticas ou parecidas.
Parábolas: aprendizado eficaz e divertido
Lair Ribeiro
Enquanto a tecnologia avança, técnicos na área da educação estudam alternativas para potencializar o sistema educacional, tornando-o ao mesmo tempo prazeroso e eficiente. Quase todos acreditam que se deve apenas acrescentar novas tecnologias ao sistema atual. Mas o novo não é a única alternativa para o aprendizado.Um olhar mais atento ao passado pode render boas e produtivas idéias. Quer um exemplo? — Jesus Cristo!
Vamos falar de Jesus como educador e comunicador, pois há dois mil anos, munido apenas de sua comunicação pessoal, esse homem conseguiu transmitir suas idéias e doutrina a milhares de pessoas e fez com que se mantivessem vivas até os nossos dias.
Quando começou sua pregação, então com 30 anos, Jesus precisava de um meio eficaz para transmitir a sua mensagem; um meio de comunicação eficaz, que pudesse ser compreendido igualmente por todos. Atento ao que acontecia em seu tempo, ele apropriou-se de um sistema de ensino que já era utilizado nas sinagogas: o aprendizado por meio de parábolas.
De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, parábola se refere a “narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia” e “narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, especialmente as encontradas nos Evangelhos”. Sua origem vem do grego (parabolê), onde pode significar: comparação, aproximação; semelhança; discurso alegórico; encontro, choque; ação de se desviar do caminho reto.
E foi por meio de parábolas que Jesus transmitiu seus ensinamentos. Inspirando-se em imagens do cotidiano das pessoas às quais se dirigia, ele criava histórias enigmáticas, que, por um lado, induziam à reflexão e, por outro, passavam despercebidas por aqueles que não estavam preparados para decifrá-las, pois esperavam um discurso direto e objetivo.
Jesus conseguia, de forma singela e, ao mesmo tempo, bem elaborada, transmitir suas idéias sobre o desenvolvimento do caráter e suas orientações sobre como deveria ser a conduta da vida no âmbito familiar e social. De forma sutil e inteligente, ele também fazia críticas ao sistema político e social de seu tempo. Em vez de falar abertamente e provocar alvoroço momentâneo, ele preferiu levar as pessoas a refletir e a tirar suas próprias conclusões.
Quando é preciso atingir pessoas de diferentes níveis sociais, culturais e econômicos, por exemplo, o uso de parábolas é uma alternativa bem eficaz. Por sua linguagem simples, narrativa curta e quase sempre com elementos comuns ao cotidiano das pessoas, elas parábolas conseguem captar rapidamente a atenção de quem as estiver escutando ou lendo.
Parábolas remetem à idéia de um aprendizado contínuo e eficiente, pois a cada nova leitura, novas interpretações e ensinamentos podem surgir. Além disso, são essencialmente facilitadoras da transmissão de conhecimento, pois é muito fácil repassá-las a outras pessoas. Parábolas são estruturas vivas de conhecimento.
Enquanto a tecnologia avança, técnicos na área da educação estudam alternativas para potencializar o sistema educacional, tornando-o ao mesmo tempo prazeroso e eficiente. Quase todos acreditam que se deve apenas acrescentar novas tecnologias ao sistema atual. Mas o novo não é a única alternativa para o aprendizado.Um olhar mais atento ao passado pode render boas e produtivas idéias. Quer um exemplo? — Jesus Cristo!
Vamos falar de Jesus como educador e comunicador, pois há dois mil anos, munido apenas de sua comunicação pessoal, esse homem conseguiu transmitir suas idéias e doutrina a milhares de pessoas e fez com que se mantivessem vivas até os nossos dias.
Quando começou sua pregação, então com 30 anos, Jesus precisava de um meio eficaz para transmitir a sua mensagem; um meio de comunicação eficaz, que pudesse ser compreendido igualmente por todos. Atento ao que acontecia em seu tempo, ele apropriou-se de um sistema de ensino que já era utilizado nas sinagogas: o aprendizado por meio de parábolas.
De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, parábola se refere a “narrativa alegórica que transmite uma mensagem indireta, por meio de comparação ou analogia” e “narrativa alegórica que encerra um preceito religioso ou moral, especialmente as encontradas nos Evangelhos”. Sua origem vem do grego (parabolê), onde pode significar: comparação, aproximação; semelhança; discurso alegórico; encontro, choque; ação de se desviar do caminho reto.
E foi por meio de parábolas que Jesus transmitiu seus ensinamentos. Inspirando-se em imagens do cotidiano das pessoas às quais se dirigia, ele criava histórias enigmáticas, que, por um lado, induziam à reflexão e, por outro, passavam despercebidas por aqueles que não estavam preparados para decifrá-las, pois esperavam um discurso direto e objetivo.
Jesus conseguia, de forma singela e, ao mesmo tempo, bem elaborada, transmitir suas idéias sobre o desenvolvimento do caráter e suas orientações sobre como deveria ser a conduta da vida no âmbito familiar e social. De forma sutil e inteligente, ele também fazia críticas ao sistema político e social de seu tempo. Em vez de falar abertamente e provocar alvoroço momentâneo, ele preferiu levar as pessoas a refletir e a tirar suas próprias conclusões.
Quando é preciso atingir pessoas de diferentes níveis sociais, culturais e econômicos, por exemplo, o uso de parábolas é uma alternativa bem eficaz. Por sua linguagem simples, narrativa curta e quase sempre com elementos comuns ao cotidiano das pessoas, elas parábolas conseguem captar rapidamente a atenção de quem as estiver escutando ou lendo.
Parábolas remetem à idéia de um aprendizado contínuo e eficiente, pois a cada nova leitura, novas interpretações e ensinamentos podem surgir. Além disso, são essencialmente facilitadoras da transmissão de conhecimento, pois é muito fácil repassá-las a outras pessoas. Parábolas são estruturas vivas de conhecimento.
domingo, 30 de outubro de 2011
A primavera do ensino
A consciência consentânea ao conhecimento foi a grande mola propulsora dos movimentos surgidos nas universidades de todo o mundo nos anos 60. Dentre as manifestações da saudável rebeldia daquela inquieta juventude, a Primavera de Praga, como ficou conhecida a romântica e heroica reação popular da então Checoslováquia aos grilhões soviéticos, merece ênfase pela adesão de toda a sociedade à tese libertária nascida na academia.
Naquela efervescente década, por mais que o reacionarismo de então pudesse condenar a saga estudantil, a verdade é que o ensino, muito mais acessível do que na primeira metade do século, mudara o mundo. E havia muito a ser consertado! A começar pela guerra fria e a ameaça, a ela intrínseca, de hecatombe nuclear, até os regimes totalitários e truculentos, de esquerda e de direita, cujo radicalismo embaçava as perspectivas de desenvolvimento de um capitalismo democrático assentado, sim, nas leis de mercado, mas sensível ao social.
O mundo avançou muito, embora o novo século em que vivemos ainda apresente imensos desafios à plenitude da paz e a um modelo de desenvolvimento global sustentável quanto ao meio ambiente, à preservação dos insumos naturais da produção e à erradicação da miséria. Os principais elementos dessa equação complexa são os seguintes: o passivo social, o crescimento demográfico e a expansão dos meios de produção em índices proporcionais ao atendimento das duas primeiras demandas.
Em outubro próximo, em uma emblemática primavera para nós, os 190 milhões de brasileiros e o planeta em que vivemos, o mundo alcançará a marca de sete bilhões de habitantes, segundo projeção que acaba de ser anunciada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Até 2050, deverão ser nove bilhões de pessoas. Em meio às assimetrias regionais, o desafio é prover empregos (inclusive nos Estados Unidos e Europa, ainda afetados pela crise de 2008), saúde, salubridade ambiental, alimentos, águapotável e cidadania plena (aqui entendida como acesso às condições mínimas para uma vida com dignidade).
Aspecto comum a essas distintas variáveis e fator condicionante ao sucesso da humanidade no enfrentamento de todas essas demandas é a educação. Sem democratizar seu acesso e a qualidade do ensino ministrado, será impossível ampliar a produtividade da Terra em proporções suficientes para atender às necessidades de uma população 134% maior do que os três bilhões de habitantes que a habitavam nos anos 60. Impõe-se a Primavera do Ensino, que precisa ser ainda mais influente nas transformações históricas do que a de Praga e dos movimentos correlatos daquela época.
Sem conhecimento, o mundo será insustentável. Somente a adequada escolaridade (da infantil e fundamental à pós-graduação, MBA e educação continuada) pode produzir novas gerações conscientes sobre a ecologia, planejamento familiar e saúde; trabalhadores capacitados à nova dimensão das atividades produtivas e a ocupar vagas não preenchidas, para evitar o apagão de mão de obra como ocorre hoje no Brasil; cientistas e pesquisadores competentes; lideranças políticas e empresariais capazes de gerir a escassez, em um planeta desafiado pelo imperativo de harmonizar produção e preservação ambiental.
É imensa, portanto, a responsabilidade das políticas públicas e dos gestores das instituições de ensino de todos os graus, particulares e estatais. Afinal, a viabilidade e a qualidade do futuro de nossa civilização começam a ser delineadas nas salas de aula.
João Guilherme Sabino Omettomarco.passarelle@viveiros.com.brVice-presidente da Fiesp, presidente do Grupo São Martinho e membro do Conselho Universitário da USP.
Naquela efervescente década, por mais que o reacionarismo de então pudesse condenar a saga estudantil, a verdade é que o ensino, muito mais acessível do que na primeira metade do século, mudara o mundo. E havia muito a ser consertado! A começar pela guerra fria e a ameaça, a ela intrínseca, de hecatombe nuclear, até os regimes totalitários e truculentos, de esquerda e de direita, cujo radicalismo embaçava as perspectivas de desenvolvimento de um capitalismo democrático assentado, sim, nas leis de mercado, mas sensível ao social.
O mundo avançou muito, embora o novo século em que vivemos ainda apresente imensos desafios à plenitude da paz e a um modelo de desenvolvimento global sustentável quanto ao meio ambiente, à preservação dos insumos naturais da produção e à erradicação da miséria. Os principais elementos dessa equação complexa são os seguintes: o passivo social, o crescimento demográfico e a expansão dos meios de produção em índices proporcionais ao atendimento das duas primeiras demandas.
Em outubro próximo, em uma emblemática primavera para nós, os 190 milhões de brasileiros e o planeta em que vivemos, o mundo alcançará a marca de sete bilhões de habitantes, segundo projeção que acaba de ser anunciada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). Até 2050, deverão ser nove bilhões de pessoas. Em meio às assimetrias regionais, o desafio é prover empregos (inclusive nos Estados Unidos e Europa, ainda afetados pela crise de 2008), saúde, salubridade ambiental, alimentos, águapotável e cidadania plena (aqui entendida como acesso às condições mínimas para uma vida com dignidade).
Aspecto comum a essas distintas variáveis e fator condicionante ao sucesso da humanidade no enfrentamento de todas essas demandas é a educação. Sem democratizar seu acesso e a qualidade do ensino ministrado, será impossível ampliar a produtividade da Terra em proporções suficientes para atender às necessidades de uma população 134% maior do que os três bilhões de habitantes que a habitavam nos anos 60. Impõe-se a Primavera do Ensino, que precisa ser ainda mais influente nas transformações históricas do que a de Praga e dos movimentos correlatos daquela época.
Sem conhecimento, o mundo será insustentável. Somente a adequada escolaridade (da infantil e fundamental à pós-graduação, MBA e educação continuada) pode produzir novas gerações conscientes sobre a ecologia, planejamento familiar e saúde; trabalhadores capacitados à nova dimensão das atividades produtivas e a ocupar vagas não preenchidas, para evitar o apagão de mão de obra como ocorre hoje no Brasil; cientistas e pesquisadores competentes; lideranças políticas e empresariais capazes de gerir a escassez, em um planeta desafiado pelo imperativo de harmonizar produção e preservação ambiental.
É imensa, portanto, a responsabilidade das políticas públicas e dos gestores das instituições de ensino de todos os graus, particulares e estatais. Afinal, a viabilidade e a qualidade do futuro de nossa civilização começam a ser delineadas nas salas de aula.
João Guilherme Sabino Omettomarco.passarelle@viveiros.com.brVice-presidente da Fiesp, presidente do Grupo São Martinho e membro do Conselho Universitário da USP.
Educar com qualidade
A cada dia mais percebemos o quão está difícil educar com qualidade e responsabilidade. Precisamos, verdadeiramente, rever nosso papel, de adultos, nosso papel de modelo e referência, ingerindo na educação das crianças nossa posição, mostrar que somos o adulto da relação.
Pensemos juntos... Como fica para uma criança de 4 anos de idade, que na escola é trabalhado o não desperdício de alimentos, o não deixar comida no prato, se no dia do almoço dos pais do período integral da escola a mãe entrega à servidora do refeitório seu prato com muitas sobras, inclusive de comida sem mexer, comida limpa. E põe o copo de suco no meio desta comida e também o guardanapo, ao invés de jogá-lo na lixeira? Como justificar, como explicar isso?
Justo a mãe, justo quem domina a educação dos pequenos, maior exemplo de condutas. Nossa referência de adulto, de modelo, é observado em tão pequenos gestos, pequenos movimentos, quase imperceptíveis a nós, ditos adultos e sabedores de tudo.
Precisamos começar um movimento do olhar, do olhar o olhar dos nossos filhos e alunos, pois sim, neste olhar está o verdadeiro aprendizado.
A criança precisa ter no adulto o seu mentor, mas um mentor positivo.
Pense nisso, independentemente de qual seja o seu papel na sociedade. Veja, você é ADULTO. Isso basta!
Esther Cristina Pereiracris@escolaatuacao.com.brPsicopedagoga e diretora da Escola Atuação.
Pensemos juntos... Como fica para uma criança de 4 anos de idade, que na escola é trabalhado o não desperdício de alimentos, o não deixar comida no prato, se no dia do almoço dos pais do período integral da escola a mãe entrega à servidora do refeitório seu prato com muitas sobras, inclusive de comida sem mexer, comida limpa. E põe o copo de suco no meio desta comida e também o guardanapo, ao invés de jogá-lo na lixeira? Como justificar, como explicar isso?
Justo a mãe, justo quem domina a educação dos pequenos, maior exemplo de condutas. Nossa referência de adulto, de modelo, é observado em tão pequenos gestos, pequenos movimentos, quase imperceptíveis a nós, ditos adultos e sabedores de tudo.
Precisamos começar um movimento do olhar, do olhar o olhar dos nossos filhos e alunos, pois sim, neste olhar está o verdadeiro aprendizado.
A criança precisa ter no adulto o seu mentor, mas um mentor positivo.
Pense nisso, independentemente de qual seja o seu papel na sociedade. Veja, você é ADULTO. Isso basta!
Esther Cristina Pereiracris@escolaatuacao.com.brPsicopedagoga e diretora da Escola Atuação.
O ensino profissionalizante e o mercado
José Patrocínio
No começo da semana chamou a atenção o comentário feito pelo principal mandatário do Estado de São Paulo a respeito da operacionalização de aparelhagem técnica altamente sofisticada destinada ao Centro de Urologia do Hospital das Clinicas de São Paulo, permitindo ampliar consideravelmente o número de cirurgias urológicas para os pacientes do SUS e a população em geral, possibilitando diminuir bastante a fila de espera das pessoas que se encontram necessitando de serviços dessa natureza.
Na oportunidade da inauguração o governador paulista - médico de profissão - enfatizou diante da moderna aparelhagem a necessidade de curso de especialização para sua operacionalização, o que de todo está correto, pois de nada adiantaria produzir equipamentos de alto custo e tecnologia, sem pessoas preparadas para a sua execução.
Pois bem! A nossa economia ainda - nada obstante a crise mundial instalada - continua se mantendo firme em todos os setores, requerendo trabalho qualificado em todas as áreas e também em todos os níveis. A carência de mão-de-obra qualificada é sentida no dia-a-dia. A alta tecnologia é fato e está presente, mas falta gente habilitada para operacionalização, refletindo num atendimento pífio, ineficaz e que gera na maioria das vezes insatisfação aos usuários dos serviços, seja público ou privado.
O compromisso do país em sediar a copa do mundo de futebol, exige um alto volume de investimentos do poder público e da iniciativa privada reclamando qualificação das pessoas em diversos segmentos de atuação, para isso momento oportuno para resgatar os cursos profissionalizantes em seus diversos níveis, objetivando preparar as pessoas a curto e médio prazo, a fim otimizar os serviços a todos os usuários, primando pela qualidade e eficiência.
Mesmo consciente da forte restrição realizada pela intelectualidade brasileira sobre o ensino profissionalizante, não há como ignorar que a desqualificação dos jovens constitui um forte componente para o desemprego pela dificuldade de acesso ao trabalho que vem exigindo trabalhador qualificado para desempenho de atividade cada vez mais requintada.
O mercado global é competitivo e penso que assim continuará, a alta tecnologia é parte integrante da nossa vida e mais avanços ocorrerá constituindo novos desafios, exigindo dos profissionais atualizações permanentes para atender o próprio mercado. A economia está em constante metamorfose havendo obrigatoriedade de incentivo ao Ensino Profissionalizante para formação de pessoas qualificadas para acompanhar o dinamismo verificado no mundo científico e tecnológico, por isso temos urgência em preparar e inserir nossos jovens e adultos profissionais no atual e futuro contexto econômico, lembrando que o produto que era avançado hoje, poderá ser obsoleto amanhã.
José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br
No começo da semana chamou a atenção o comentário feito pelo principal mandatário do Estado de São Paulo a respeito da operacionalização de aparelhagem técnica altamente sofisticada destinada ao Centro de Urologia do Hospital das Clinicas de São Paulo, permitindo ampliar consideravelmente o número de cirurgias urológicas para os pacientes do SUS e a população em geral, possibilitando diminuir bastante a fila de espera das pessoas que se encontram necessitando de serviços dessa natureza.
Na oportunidade da inauguração o governador paulista - médico de profissão - enfatizou diante da moderna aparelhagem a necessidade de curso de especialização para sua operacionalização, o que de todo está correto, pois de nada adiantaria produzir equipamentos de alto custo e tecnologia, sem pessoas preparadas para a sua execução.
Pois bem! A nossa economia ainda - nada obstante a crise mundial instalada - continua se mantendo firme em todos os setores, requerendo trabalho qualificado em todas as áreas e também em todos os níveis. A carência de mão-de-obra qualificada é sentida no dia-a-dia. A alta tecnologia é fato e está presente, mas falta gente habilitada para operacionalização, refletindo num atendimento pífio, ineficaz e que gera na maioria das vezes insatisfação aos usuários dos serviços, seja público ou privado.
O compromisso do país em sediar a copa do mundo de futebol, exige um alto volume de investimentos do poder público e da iniciativa privada reclamando qualificação das pessoas em diversos segmentos de atuação, para isso momento oportuno para resgatar os cursos profissionalizantes em seus diversos níveis, objetivando preparar as pessoas a curto e médio prazo, a fim otimizar os serviços a todos os usuários, primando pela qualidade e eficiência.
Mesmo consciente da forte restrição realizada pela intelectualidade brasileira sobre o ensino profissionalizante, não há como ignorar que a desqualificação dos jovens constitui um forte componente para o desemprego pela dificuldade de acesso ao trabalho que vem exigindo trabalhador qualificado para desempenho de atividade cada vez mais requintada.
O mercado global é competitivo e penso que assim continuará, a alta tecnologia é parte integrante da nossa vida e mais avanços ocorrerá constituindo novos desafios, exigindo dos profissionais atualizações permanentes para atender o próprio mercado. A economia está em constante metamorfose havendo obrigatoriedade de incentivo ao Ensino Profissionalizante para formação de pessoas qualificadas para acompanhar o dinamismo verificado no mundo científico e tecnológico, por isso temos urgência em preparar e inserir nossos jovens e adultos profissionais no atual e futuro contexto econômico, lembrando que o produto que era avançado hoje, poderá ser obsoleto amanhã.
José Patrocínio de Brito Júnior é advogado, professor universitário e escreve exclusivamente para este blog às quintas-feiras - jpbj.adv@uol.com.br
Enxaqueca infantil, causa e preocupação
Rosângela Cadidé
No artigo de sexta-feira passada, foi ressaltada a importância de tantos os pais quanto professores estarem atentos às reclamações das dores de cabeça com frequências das crianças, pois enxaquecas não ocorrem apenas com adultos. Em princípio é comum acharmos estranho uma criança desenvolver esse problema, principalmente por estar relacionado a inúmeras situações de sua rotina diária.
Hoje, nós pais temos uma vida muito corrida em virtude do trabalho. Dessa forma, muitas vezes sem querer ou até mesmo sem perceber (porque nós pais queremos o melhor para os nossos filhos), contribuímos para que crianças desenvolvam a doença em detrimento a nossa falta de tempo para estabelecer limitações do que é certo ou errado fazer desde cedo na vida de nossos filhos. Como por exemplo, o uso exagerado do computador, videogames e televisão, juntamente com poucas horas de sono são as principais causas que provocam dores de cabeça nas crianças, que normalmente já é um hábito na maioria dos lares brasileiros, ocasionados pela ausência dos pais até mesmo pela falta de acompanhamento para estabelecer limitações.
Sei que é complicado associar a vida profissional com a vida familiar no tocante ao acompanhamento dos filhos, pois o sustento da família depende do trabalho. Em verdade, tenho certeza que muitos pais vivem o dilema: de não querer estar ausentes, de querer sempre estar perto dos filhos, mas infelizmente não podem.
É de se observar que a atenção que devemos proporcionar aos filhos é extremamente importante, porque contribui positivamente tanto para o psicológico da criança, quanto para sua saúde física. No entanto, na sociedade atual, nós professores, na maioria das vezes, damos mais atenção à criança do que os seus próprios pais por convivermos diariamente observando e ocupando boa parte do tempo da rotina da criança e logo percebemos quando algo não está bem. Assim, nosso papel como educadores tem ido além das disciplinas que ministramos em sala de aula: a de estarmos atentos ao perceber que temos reclamações constantes de dores de cabeça por parte de algum aluno para ajudar não só os pais informando-os, mas principalmente a criança, pois em muitos casos acaba afetando os estudos e as habilidades físicas e motoras da criança.
Por essa razão, é necessário que os pais se conscientizem de que podemos prevenir essa doença com algumas atitudes começando a partir de casa proporcionando à criança uma vida equilibrada, isto é, estipulando desde cedo que devemos ter um tempo adequado para comer (alimentos saudáveis), horário para dormir, estudar, descansar, brincar e principalmente limitar o tempo de uso do computador, TV e videogames. No mais, não medicar a criança por causa de uma dor de cabeça sem prescrição médica.
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federal de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas(CEAM) e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
No artigo de sexta-feira passada, foi ressaltada a importância de tantos os pais quanto professores estarem atentos às reclamações das dores de cabeça com frequências das crianças, pois enxaquecas não ocorrem apenas com adultos. Em princípio é comum acharmos estranho uma criança desenvolver esse problema, principalmente por estar relacionado a inúmeras situações de sua rotina diária.
Hoje, nós pais temos uma vida muito corrida em virtude do trabalho. Dessa forma, muitas vezes sem querer ou até mesmo sem perceber (porque nós pais queremos o melhor para os nossos filhos), contribuímos para que crianças desenvolvam a doença em detrimento a nossa falta de tempo para estabelecer limitações do que é certo ou errado fazer desde cedo na vida de nossos filhos. Como por exemplo, o uso exagerado do computador, videogames e televisão, juntamente com poucas horas de sono são as principais causas que provocam dores de cabeça nas crianças, que normalmente já é um hábito na maioria dos lares brasileiros, ocasionados pela ausência dos pais até mesmo pela falta de acompanhamento para estabelecer limitações.
Sei que é complicado associar a vida profissional com a vida familiar no tocante ao acompanhamento dos filhos, pois o sustento da família depende do trabalho. Em verdade, tenho certeza que muitos pais vivem o dilema: de não querer estar ausentes, de querer sempre estar perto dos filhos, mas infelizmente não podem.
É de se observar que a atenção que devemos proporcionar aos filhos é extremamente importante, porque contribui positivamente tanto para o psicológico da criança, quanto para sua saúde física. No entanto, na sociedade atual, nós professores, na maioria das vezes, damos mais atenção à criança do que os seus próprios pais por convivermos diariamente observando e ocupando boa parte do tempo da rotina da criança e logo percebemos quando algo não está bem. Assim, nosso papel como educadores tem ido além das disciplinas que ministramos em sala de aula: a de estarmos atentos ao perceber que temos reclamações constantes de dores de cabeça por parte de algum aluno para ajudar não só os pais informando-os, mas principalmente a criança, pois em muitos casos acaba afetando os estudos e as habilidades físicas e motoras da criança.
Por essa razão, é necessário que os pais se conscientizem de que podemos prevenir essa doença com algumas atitudes começando a partir de casa proporcionando à criança uma vida equilibrada, isto é, estipulando desde cedo que devemos ter um tempo adequado para comer (alimentos saudáveis), horário para dormir, estudar, descansar, brincar e principalmente limitar o tempo de uso do computador, TV e videogames. No mais, não medicar a criança por causa de uma dor de cabeça sem prescrição médica.
Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federal de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas(CEAM) e escreve neste blog às sextas - rosangelacadide@hotmail.com
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