quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Seduc apresenta aos Cefapros meta para 2011

Cerca de 50 formadores dos 15 Centros de Formação e Atualizaçã


o de Professores (Cefapros) no Estado definem nos próximos três dias (26, 27 e 28) a agenda de trabalho para 2011. Os profissionais estão na Capital para juntos com a Superintendência de Formação, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), alinhavar as ações pedagógicas para as 720 escolas estaduais.

O encontro, no auditório da Seduc, foi aberto pela secretária de Estado, Rosa Neide Sandes de Almeida, abordando a importância do papel do formador como mediador das políticas pedagógicas junto às escolas. “Os bons resultados, aqueles observados pelos pais de alunos no desempenho dos filhos, passam pelo entendimento dos professores e gestores sobre as políticas pedagógicas implantadas”, disse reforçando o papel do formador.

A secretária adjunta de Política Educacionais, professora Fátima Rezende destacou na atuação dos formadores a importância de a todo instante manterem o foco no desenvolvimento das ações em sala de aula. Segundo ela, desde a elaboração do Programa de Trabalho Anual (PTA) , em 2010, até as discussões sobre as orientações curriculares, sempre devemos pensar no coletivo, na importância das práticas para o fortalecimento da Escola”.




Durante os três dias de encontro serão discutidos as metas para 2011, ao mesmo tempo em que analisam as fragilidade e conquistas de 2010. “Precisamos garantir as metas para melhorar ainda mais a qualidade de ensino”, acredita superintendente de Formação, Ema Marta Dunck Cintra.

Na platéia, um público ávido por trocar experiências. A diretora do Cefapro de Primavera do Leste, Márcia Roza Lorenzzon, traz propostas de novos projetos . “As escolas sentem nas práticas a importância do professor formador e solicita acompanhamento para todas as áreas”, relata. O Cefapro de Primavera existe desde 2009, e atende a seis municípios.

O diretor do Cefapro de Pontes e Lacerda, Sebastião Mota, desde o início das atividades, também em 2009 , a demanda só tem aumentado. “O Cefapro é um canal significativo para as escolas”, diz. Segundo ele, Pontes e Lacerda, e os dez municípios atendidos pelo Cefapro, aguardam com expectativa a conclusão das obras da sede própria para ampliarem ainda mais os projetos e atividades.

Os Cefapros, uma extensão da Seduc nos 141 municípios do Estado, reúnem atualmente cerca de 500 profissionais formadores, distribuídos pelas 15 regiões pólo. Eles são os responsáveis por acompanhar junto as escolas as políticas pedagógicas implantadas pela Secretaria.



ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

Os gestores das secretarias municipais de educação devem transmitir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE),

Já está disponível para download e transmissão via Internet o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação (Siope) 2010. A partir de 20 de janeiro até 30 de abril, os gestores das secretarias municipais de educação devem transmitir ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pelo Siope, os dados relativos a 2010. O prazo final para as secretarias estaduais de educação enviarem suas informações é no dia 31 de maio.

O Siope coleta, processa e torna públicas as informações referentes aos orçamentos de educação da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, com o objetivo de dar transparência aos investimentos em educação no país. O preenchimento em dia do sistema é condição para que estados e municípios possam celebrar convênios com órgãos federais e receber transferências voluntárias da União.

Se o estado ou município não investir no mínimo 25% do seu orçamento total em manutenção e desenvolvimento do ensino, o FNDE envia, automaticamente, um comunicado aos tribunais de contas estaduais e ao Ministério Público informando o não cumprimento da lei.

Indicadores – “No Siope, os gestores têm à sua disposição indicadores educacionais do seu município, que podem auxiliá-los no planejamento das ações e na melhor gestão dos recursos”, diz o coordenador Paulo Cesar Malheiro. Entre os dados, estão os números sobre repetência, evasão e gastos por aluno, que fornecem uma fotografia de como está a gestão. Além disso, há também indicadores legais e financeiros.

Caso o estado ou município precise retificar ou alterar os dados do Siope 2010, deverá encaminhar justificativa técnica por meio do Siope Fale Conosco, disponível na página do sistema na Internet.

Senha – Para fazer a transmissão, o gestor deve usar a mesma senha do ano passado. Em caso de extravio ou bloqueio da senha, um novo código pode ser solicitado, conforme descrito em senha de transmissão.



Assessoria de Comunicação Social do FNDE

Silval Barbosa fecha a semana com reunião de trabalho na Seduc

Marcos Negrini/Secom-MT

Governador em visita a Seduc


O governador Silval Barbosa cumpriu nesta sexta-feira (28.01) mais uma agenda de trabalho dentro de uma Secretaria de Estado. Desta vez a reunião foi na Secretaria de Estado de Educação (Seduc) com a titular da Pasta, Rosa Neide Sandes de Almeida, e todo staff formado por secretários adjuntos e assessores das diversas áreas educacionais. O governador Silval Barbosa confirmou que a reunião está dentro de seu propósito de visitar todas as Secretarias, de forma rotineira, despachar a partir delas e proporcionar um espaço dedicado a cada uma das Pastas. A secretária Rosa Neide anunciou que o governador vai abrir o ano letivo em 14 de fevereiro.

“É uma visita de rotina que quero fazer a todas as secretarias para despachar. A gente pode tirar um tempo maior, não só para o secretário, mas como foi o caso aqui na Seduc, com todos os adjuntos e gerentes e debater o planejamento para o ano de 2011, quais os investimentos que serão feitos em toda rede física, ampliação de escolas; enfim, tudo que tinha pendência e dependia da equipe do governo foi debatido aqui hoje”.

Como exemplo o governador Silval Barbosa citou o caso da segurança. No meio da reunião o Comandante Geral da Polícia Militar, Cel. PM Osmar Lino Farias foi convocado e participou de parte da reunião. “Essa reunião facilita a vida do secretário e de seus adjuntos”, resumiu Silval Barbosa.

A secretária Rosa Neide Sandes de Almeida disse que o governador Silval Barbosa fará essa reunião mensalmente para resolver as demandas da Pasta. Nesta primeira reunião de trabalho foram tratados o planejamento para 2011, investimentos em reformas, da segurança e da abertura do ano letivo. “Nós vamos fazer uma aula inaugural na Escola Estadual José Leite, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Será a inauguração da escola e lançamento do ano letivo, com a presença do governador Silval Barbosa”.

Rosa Neide disse que foi apresentado ao Comandante da PM, Cel. Farias, os pontos de maiores números de incidentes. E a Polícia Militar, por meio de um convênio que já foi assinado com o secretário Diógenes Curado, estará próxima de todas as escolas nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande e outros polos, para dar total segurança aos alunos e profissionais da Educação.

A secretária disse que é importante a presença do governador Silval Barbosa porque ele faz a discussão da questão e ali mesmo dá o encaminhamento, chamando outros secretários, chegando ao fim com a pauta resolvida. Participou também da reunião o secretário-Chefe da Casa Civil, Eder Moraes, que confirmou que a próxima secretaria a ser visitada deve ser da área da Segurança.

JOÃO BOSQUO
Redação/Secom-MT

Escrever à mão melhora o processo de aprendizagem

Escrever à mão melhora o processo de aprendizagem, aponta estudo

No processo, cérebro recebe feedback de ação motora, junto com sensação de tocar lápis e papel

estadão.com.br

SÃO PAULO - Escrever à mão fortalece o processo de aprendizagem, segundo estudo da Universidade de Stavanger, na Noruega. Ao digitar em frente a um computador, esse processo pode ser prejudicado, aponta a professora adjunta Anne Mangen, do Centro de Leitura. Ela avaliou o que pode ser perdido quando se troca um livro por uma tela e uma caneta por um teclado.

O processo de leitura e escrita envolve uma série de sentidos, explica Anne. Ao escrever à mão, nosso cérebro recebe um feedback de nossas ações motoras, juntamente com a sensação de tocar em um lápis e papel. Esse tipo de resposta é significativamente diferente daquele que recebemos quando tocamos e digitamos em um teclado.

Juntamente com o neurofisiologista Jean-Luc Velay, da Universidade de Marselha, França, Anne escreveu um artigo publicado no periódico Advances in Haptics. Eles examinaram uma pesquisa que confirma a importância dessas diferenças.

Um experimento realizado pela equipe de Velay estabelece que diferentes partes do cérebro são ativadas quando lemos as letras pela escrita daquelas estimuladas quando reconhecemos as letras por meio da digitação em um teclado. Ao escrever à mão, os movimentos envolvidos deixam uma memória motora na parte sensório-motora do cérebro, o que nos ajuda a identificar as letras. Isso implica uma conexão entre a leitura e a escrita, e sugere que o sistema sensório-motor desempenha um papel no processo de reconhecimento visual durante a leitura, explica Anne.

Outros experimentos indicam que a Área de Broca (parte do cérebro responsável pelo processamento da linguagem, produção da fala e compreensão) é perceptivelmente mais ativada quando lemos um verbo que está ligado a uma atividade física, em comparação com a leitura de um verbo abstrato ou de um verbo que não está associado a nenhuma ação.

"Isso também acontece quando você observa alguém fazendo alguma coisa. Você não precisa fazer nada. A audição ou visão de uma atividade é muitas vezes suficiente. Pode até ser bastante para observar uma ferramenta conhecida e associá-la a uma atividade física", diz a pesquisadora.

"Pelo fato de a escrita à mão demorar mais que digitar em um teclado, o aspecto temporal também pode influenciar no processo de aprendizagem", acrescenta.

O termo "háptico" - do periódico - refere-se ao tato e à maneira de nos comunicarmos por meio do toque, principalmente usando os dedos e as mãos para explorar nosso entorno. A palavra inclui tanto nossas percepções quando nos relacionamos passivamente com o mundo quanto quando nos movemos e agimos.


Anne cita um experimento que envolveu dois grupos de adultos, no qual os participantes receberam a tarefa de aprender a escrever em um alfabeto desconhecido, composto por cerca de vinte letras. Um dos grupos foi ensinado a escrever à mão, enquanto o outro usava um teclado. Depois de semanas, a lembrança dos voluntários sobre essas letras e a agilidade deles para distinguir as letras normais das invertidas foram testadas.


Aqueles que haviam aprendido as letras pela escrita tiveram melhor proveito em todos os testes. Além disso, exames de ressonância magnética indicaram uma ativação da Área de Broca nesse grupo. Entre aqueles que tinham aprendido pela digitação, houve ativação de poucas partes dessa área ou nenhuma.


"O componente sensório-motor é parte integrante da formação de iniciantes, e em especial de pessoas com dificuldades de aprendizagem. Mas ainda há pouca consciência e compreensão da importância da escrita para esse processo", diz Anne.


"Nossos corpos são projetados para interagir com o mundo que nos rodeia. Somos seres vivos, voltados para o uso de objetos físicos - sejam eles um livro, um teclado ou uma caneta - a fim de executar determinadas tarefas", completa.




http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,escrever-a-mao-melhora-o-processo-de-aprendizagem-aponta-estudo,668363,0.htm


envolverde.com.br

Alckmin diz que recusa a docentes obesas não é "questão de aparência"

Alckmin diz que recusa a docentes obesas não é "questão de aparência"

Governador comentou caso de cinco aprovadas em concurso que teriam sido barradas no exame médico por conta do peso

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo



O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, admitiu nesta manhã que obesidade pode ser motivo para barrar a contratação de professores. Questionado sobre cinco profissionais que denunciaram ao jornal Folha de S.Paulo não terem sido aprovadas no exame médico por conta do peso, ele afirmou nesta manhã que “não é uma questão de aparência, mas legal”.

Segundo ele, os critérios técnicos são estabelecidos pelo estatuto do funcionário público, que exige "aptidão física". O governador, no entanto, disse que cabe recurso. “Caso o resultado do exame de saúde tenha sido considerado injusto, as pessoas podem recorrer. Se houver algum erro será imediatamente corrigido.”

De acordo com a reportagem, cinco mulheres com peso entre 90kg e 114kg, que haviam passado por concurso para efetivação na rede foram reprovadas no exame médico. Duas delas teriam ouvido dos médicos que a obesidade as reprovaria.

Ao todo, o Estado aprovou 9.304 novos professores aprovados em concurso no ano passado.

O sindicato dos professores (Apeoesp) divulgou nota de indignação com a decisão de impedir a contratação de obesas. "Nós temos reivindicado que o governo de São Paulo convoque todos os 56 mil aprovados no recente concurso e que realize mais concursos públicos para docentes na rede estadual, tendo em vista que faltam professores de diversas disciplinas e que não é mais possível manter um contingente tão elevado de professores não efetivos na maior rede de ensino do país. Entretanto, além de não atender nossa reivindicação, o governo estadual ainda utiliza justificativas inaceitáveis para impedir que candidatos aprovados tomem posse.", afirma a nota.

O secretário de Educação, Herman Voorwald, não quis falar sobre a questão da obesidade e disse que esta é uma questão da Secretaria de Gestão, responsável pelas contratações. Ele e Alckmin foram à escola estadual Roldão Lopes de Barros, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, para anunciar a entrega de 4,5 milhões de kits escolares na volta às aulas na próxima semana.

Maratona para discutir mudança de ciclo

O secretário disse também que na segunda-feira enviará a todas as 5.217 escolas estaduais o esboço do projeto que altera os ciclos do ensino fundamental. A proposta é que em vez de um ciclo de cinco anos e outro de quatro, passe a haver três ciclos de três anos e a reprovação possa acontecer ao final de cada um deles. “Depois de enviado, vou fazer uma série de viagens e me reunir com diretores e supervisores para ouvir sugestões e discutir, quero que a rede participe disso”, disse Voorwald.

Segundo ele, a contratação de novos professores também é prioridade de sua pasta. "Por mim o professor seria contratado para ficar em uma escola só e criar vínculo com ela, permanecendo 30, 40 anos no mesmo local, mas ainda estamos analisando um projeto que avance nesta direção e garanta mais contratações", afirmou.

Inscrições abertas para Escola da Família

O governador Geraldo Alckmin aproveitou o evento para divulgar também as vagas abertas no programa Escola da Família. O governo paga a faculdade particular de universitários em troca da dedicação deles em atividades lúdicas realizadas dentro das escolas nos fins de semana. O programa havia sido criado pelo próprio governador em sua gestão anterior, foi reduzido pelo sucessor José Serra e agora é retomado. As inscrições podem ser feitas pelo site da FDE até o dia 11.

Cai total de formandos em cursos que preparam professores

De 2005 a 2009, os alunos que concluíram graduações como pedagogia e normal superior foram de 103 mil para 52 mil

O número de formandos nos cursos que preparam docentes para os primeiros anos da educação básica – como pedagogia e normal superior – caiu pela metade em quatro anos, segundo os últimos dados do Censo do Ensino Superior, realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC). De 2005 a 2009, os alunos que concluíram essas graduações foram de 103 mil para 52 mil, o que comprova o desinteresse dos jovens pela carreira.

Houve queda também nos graduandos em cursos de licenciaturas, que preparam professores para atuar no ensino médio e últimos anos do fundamental - em 2005 foram 77 mil, contra 64 mil em 2009. No mesmo período, o total de concluintes do ensino superior no País cresceu de 717 mil para 826 mil.

Ao mesmo tempo em que o Brasil forma menos professores, o número dos que estão em sala de aula sem diploma vem crescendo. Em 2009, docentes sem curso superior somavam 636 mil nos ensinos infantil, fundamental e médio – cerca de 32% do total. Em 2007, eram 594 mil.

Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Carlos Eduardo Sanches, a queda na quantidade de formandos é "preocupante". "Os municípios se preparam para ampliar o número de matrículas para crianças de 4 e 5 anos, que se tornarão obrigatórias em 2016. Isso projeta um cenário de falta de docentes", afirmou.

Especialistas em ensino alertam que o Brasil já enfrenta um déficit de professores nas redes públicas. "Muitos desses formandos preferem seguir na área acadêmica, ir para colégios particulares ou atuar em outras áreas, onde ganham mais. Eles não vão para as escolas públicas", diz Mozart Ramos Neves, membro do movimento Todos Pela Educação. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

No ensino fundamental brasileiro, 23 em cada 100 estudantes estão atrasados

Carolina Vilaverde
Simone Harnik
Da Redação do Todos Pela Educação*


No ensino fundamental brasileiro, 23 a cada 100 estudantes estão atrasados nos estudos. No ensino médio, etapa final da educação básica, o cenário é ainda pior: 34 a cada 100 estudantes sofreram defasagem ao longo da vida escolar. Os dados foram fornecidos pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) ao movimento Todos Pela Educação, e se referem ao ano de 2009.

A distorção idade-série pode ocorrer quando a criança entra atrasada no sistema de ensino ou ainda quando abandona os estudos e retoma. Mas, segundo o professor da FE-USP (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo) Ocimar Munhoz Alavarse, o atraso escolar pode ser explicado em boa medida pela reprovação.

A cada 100 escolas, 25 são organizadas por ciclos


“O único percentual aceitável para a distorção idade-série é 0%. O ideal seria que ninguém reprovasse. Todas as crianças deveriam estar oito ou nove anos no Ensino Fundamental”, afirma. “As altas taxas de reprovação e de repetência não estão produzindo os efeitos de aprendizagem esperados.”

Para a professora Inês de Almeida, da Faculdade de Educação da UnB (Universidade de Brasília), o processo ensino-aprendizagem é complexo e não pode se resumir apenas à reprovação por notas.

“Ao longo do tempo que esse aluno está na escola, o professor tem oportunidade de conhecê-lo em sua dimensão de sujeito humano e, portanto, pode acompanhá-lo, sabendo de suas fragilidades pessoais, familiares, cognitivas e de domínio de conteúdos. O professor precisa estar atento para que dê a essa criança condições de chegar ao resultado final, mas para que o processo não seja determinado apenas por provinhas”, diz.

Preço de material escolar tem diferença de 1.500%

Produtos como apontador ou lápis podem variar até 16 vezes em um mesmo Estado

Bruna Bessi e Carla Falcão, iG São Paulo

Quem tem filhos sabe que a compra de material escolar é uma tarefa que exige tempo e disposição para buscar os melhores preços. E, com a proximidade da volta às aulas e o aumento do movimento nas papelarias, pesquisar os valores de todos os itens pedidos pela escola torna-se ainda mais complicado.

Pesquisar os preços de material escolar exige tempo e disposição, mas esforço pode valer a pena

Mas o esforço compensa. Levantamento feito pelos Procons de cinco Estados brasileiros – São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Pernambuco - mostra que a diferença entre o menor e maior preço de itens como um apontador de lápis pode chegar a estratosféricos 1.518% em São Paulo ou 1.426% no Distrito Federal. Na prática, isso significa pagar 16 vezes mais pelo mesmo produto.

A disparidade de preços é observada ainda em outros produtos presentes em todas as listas de material escolar. É o caso do lápis preto, que pode custar entre R$ 0,10 e R$ 1,59 em Pernambuco e R$ 0,20 e R$ 1,50 em Minas Gerais. Já a borracha branca custa entre R$ 0,07 e R$ 0,30 no Mato Grosso do Sul e R$ 0,15 e R$ 1,80 no Distrito Federal.

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Produtos como apontador ou lápis podem variar até 16 vezes em um mesmo Estado

Bruna Bessi e Carla Falcão, iG São Paulo | 31/01/2011 05:33
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Pesquisar os preços de material escolar exige tempo e disposição, mas esforço pode valer a pena

Mas o esforço compensa. Levantamento feito pelos Procons de cinco Estados brasileiros – São Paulo, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e Pernambuco - mostra que a diferença entre o menor e maior preço de itens como um apontador de lápis pode chegar a estratosféricos 1.518% em São Paulo ou 1.426% no Distrito Federal. Na prática, isso significa pagar 16 vezes mais pelo mesmo produto.

A disparidade de preços é observada ainda em outros produtos presentes em todas as listas de material escolar. É o caso do lápis preto, que pode custar entre R$ 0,10 e R$ 1,59 em Pernambuco e R$ 0,20 e R$ 1,50 em Minas Gerais. Já a borracha branca custa entre R$ 0,07 e R$ 0,30 no Mato Grosso do Sul e R$ 0,15 e R$ 1,80 no Distrito Federal.

“Valores tão diferentes mostram a importância da pesquisa de preços”, afirma Odahyr dos Santos Junior, diretor-interino do Procon de Jacareí, em São Paulo. Outra alternativa para buscar melhores condições, diz ele, é unir-se aos pais de alunos da mesma série para fazer as compras em grupo, o que aumenta o poder de negociação na hora de pedir descontos


Veja também:
Como economizar na compra do material escolar
Classe C lidera consumo de livros e material escolar
Vídeo traz dicas para comprar material escolar
Pais trocam material escolar para promover consumo consciente
Economize no material escolar com compras coletivas
Mãe de duas crianças, a empresária paulista Gislaine Zorzin Gerin não dispensa a tomada de preços antes de comprar os materiais escolares. Com listas em mãos, ela logo percebeu a grande diferença de valores entre as lojas. “Pesquisei em diversos sites e também nas lojas do bairro para fazer a melhor escolha”, afirma. “Mas, acabei escolhendo os grandes varejistas por terem mais opções e um preço atrativo”.

Apesar de seu esforço para buscar as melhores alternativas, a empresária paulista teve de lidar com as dificuldades geradas pela exigência da escola por marcas específicas. A lei garante aos pais a livre escolha na compra dos itens, mas diversas instituições ainda insistem na prática de forçar a aquisição de determinadas marcas. “Cada lista custou R$ 300. A exigência de produtos específicos restringiu minhas opções e acabei gastando mais do que planejava”, diz Gislaine, que optou por deixar os filhos em casa para evitar que eles enfrentassem o tumulto nas lojas.

Já a profissional de relações públicas Camila Martinez Almeida teve mais liberdade na escolha dos materiais escolares de sua filha. Consciente do preço elevado das marcas famosas, Camila - que gastou R$ 80 em itens de papelaria - escolheu produtos com preços “intermediários”, com valor acessível e de boa qualidade. “Apenas em alguns produtos a situação foi diferente, já que levei minha filha e crianças se deixam influenciar por desenhos e cores”, diz.

Pais devem evitar comprar itens de grife

Deixar as crianças em casa e evitar comprar apenas itens de grife são dois dos conselhos dados pelo diretor do Procon de Jacareí para quem deseja reduzir as despesas com esse item do orçamento no início do ano. “Os pais devem avaliar principalmente a relação custo-benefício na hora de escolher os materiais, já que nem sempre preço alto significa garantia de qualidade”, afirma Santos Junior.

Adepta do reaproveitamento de materiais em bom estado, a psicóloga mineira Débora de Souza revela outra receita para economizar. Além do levantamento de preços, ela tem por hábito fazer um pequeno estoque dos itens que são pedidos todos os anos. “Sempre que vejo produtos como lápis, cadernos e canetas em promoção, compro e guardo em casa. Assim, a conta sempre fica menor no início do ano letivo”, diz.

Sebos são opção para compra de livros

No caso dos livros, atitudes simples podem render uma economia de até 70% em relação à lista apresentada pela escola. Mãe de dois meninos, a turismóloga Eugênia Carvalho recorreu aos sebos para comprar o material do filho mais velho, que tem 12 anos. De mudança para João Pessoa, onde ela ainda não conta com a rede de troca de livros que utilizava em Recife, ela já encontrou um sebo onde adquiriu boa parte das publicações pedidas pela escola.

O livro de português, que custaria R$ 100 na livraria mais barata da cidade, saiu por R$ 28. “Ao todo, gastei menos de R$ 300. Nas livrarias, a lista completa não sairia por menos de R$ 1 mil”, afirma Eugênia. Parte da economia é utilizada para comprar os itens como a mochila e o tênis da escola, que são escolhidos pelo filho.

Leia mais sobre: material escolar • educação • livros didáticos • mensalidades •

Uma experiência educacional antiga no Rio Grande do Norte

Uma experiência educacional antiga no Rio Grande do Norte, copiada em diversos estados do país, agora é aplicada de novo por aqui, desta vez em Parnamirim.

É a "Interdisciplinaridade com Tema Gerador", cujo objetivo é fazer um levantamento dos problemas das comunidades e abrir uma discussão sobre eles dentro das próprias disciplinas Escolares. Durante a década de 80, a professora Marta Pernambuco implementou a metodologia no município de São Paulo do Potengi, a 69km de Natal.

O sistema foi depois utilizado durante a participação de Marta durante a gestão do educador Paulo Freire no governo do estado de São Paulo.

Segundo a secretária municipal de Educação de Parnamirim, Raimunda Basílio, 30 técnicos do município começaram a fazer o levantamento em 15 bairros e no litoral para identificar quais os principais problemas. Essa semana eles deverão se reunir para discutir qual tema será debatido em cada Escola, e no próximo dia 8, durante o Encontro Pedagógico do município, os assuntos serão apresentados aos 260professores do ensino fundamental.

Das 61 unidades educacionais de Parnamirim, 23 estão participando do projeto, que será aplicado nos alunos do 6º ao 9º ano. "É preciso saber da realidade da criança para desenvolver outros conhecimentos", enfatizou a secretária de Educação. O projeto também tem participação da UFRN.

Um representante de cada Escola está fazendo o levantamento das necessidades do bairro. De acordo com Raimunda, os técnicos colhem dados sobre a história do bairro, questões sócioeconômicas da população e uma avaliação sobre o índice de aprendizagem dos alunos. A partir dessas informações são realizadas as entrevistas com os moradores, que têm como principal objetivo descobrir as deficiências e os problemas da localidade.

A ideia é trabalhar os problemas encontradas nos bairros em sala de aula durante o ano letivo. De acordo com Tereza Cristina Félix de Andrade, técnica pedagógica da secretaria, as disciplinas serão usadas como ferramentas para explorar as deficiências identificadas pelo grupo. Raimunda Basílio ressalta a importância desse levantamento de dados. "São informações que servem para a administração como um todo", lembra.

Para Raimunda, um dos principais ingredientes para mudar a forma do ensino publico é a vontade dos gestores. "Desde o início da gestão, foi feito um concurso público para convocar professores com nível superior. Já foram chamados 725 até hoje e essa semana deverão ser mais 34", explica Raimunda Basílio. "É preciso muita coragem para fazer um projeto como esse", declara a secretária.


Fonte: Diário de Natal (RN) 27/01/2011

Funcionários feitos reféns em escola

Homem invadiu a unidade de ensino e roubou os pertences dos funcionários, em Pernambuco.

Centro estudantil fica na rua Costa Sepúlveda, localizada no Engenho do Meio Mesmo em período de férias escolares, a Escola Estadual Diario de Pernambuco revelou a insegurança que ronda as unidades de ensino de todo o Estado e deixa estudantes e professores temerosos em uma rotina a mercê da violência. O último registro aconteceu por volta das 10h de ontem, quando o centro Escolar, localizada na rua Costa Sepúlveda, no bairro do Engenho do Meio, próxima ao Clube da Superintendência de Desenvolvimen­to do Nordeste (Sudene), foi invadida por um ho­mem de identidade ainda des­co­nhecida. De acordo com testemunhas, o suspeito teria pu­lado o muro dos fundos da Escola e feito refém, por cer­ca de vinte minutos, oito funcionários que trabalhavam no local, além de roubar os pertences pessoais das vítimas.

Apesar do recesso escolar, os servidores estavam na unidade de ensino por causa da realização das matrículas dos alunos para o início do ano letivo de 2011. Porém, no momento em que ocorreu o assalto nenhum estudante ou familiar estava na unidade. Depois de abordados pelo assaltante, todos os funcionários foram levados para a sala da secretaria da Escola, onde tiveram os objetos pessoais roubados. De acordo com relatos das vítimas à Polícia Militar (PM), o homem que invadiu a Escola estaria aparentemente armado, mas não teria sacado a arma para os servidores, tendo apenas mostrado o cabo do revólver a uma das funcionárias com o intuito de intimidar o grupo, que não ofereceu reação.

Uma das vítimas, uma servidora da unidade de ensino que presenciou o assalto e preferiu não se identificar, afirmou que não reconheceu o assaltante durante a abordagem, e não saberia dizer se ele já foi aluno da Escola ou circulava nas redondezas anteriormente. “Ele estava totalmente de cara limpa, sem capuz, e parecia estar drogado quando chegou naEscola. Eu não quis olhar muito para o rosto dele, pois estava nervosa com a situação, mas não cheguei a reconhecê-lo daqui da Escola ou de qualquer outro lugar”, contou. No registro dos policiais do 12º Batalhão da PM, responsável pelo policiamento no bairro, constava o roubo de três telefones celulares e mais dois relógios de pulso dos funcionários da Escola.

Porém, em nota oficial, a Secretaria Estadual de Educação (SE) divulgou que também foram levadas bolsas das vítimas. Em contrapartida, nenhum material pertencente à Escola foi roubado. Após ser acionada pelos funcionários, a PM realizou diligências para tentar localizar o acusado, que não foi capturado e teve ainda o reconhecimento dificultado pela ausência de câmeras de vigilância dentro da Escola. Em nota, a Secretaria de Educação informou ainda que a Escola Estadual Diario de Pernambuco possui patrulha Escolar, que funciona apenas no período das aulas. No período da noite, permanece na Escola a segurança patrimonial noturna. No momento da abordagem do assaltante, não foi observado nenhum tipo de vigilância dentro da unidade de ensino.

Fonte: Folha de Pernambuco (PE) 27/01/2011

Ministro da Educação deverá ser substituído dentro de poucos dias

Publicado por Covac Junior em 03 Fev 2011 |

Faltam poucos dias para o Brasil conhecer o seu 169° ministro da educação.
É praticamente certa sua substituição tendo em vista, além dos desgastes políticos, os erros cometidos pelo Ministério nos processos de avaliação tanto da educação básica, especialmente o ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio, como no nível superior.

O anúncio da extinção das Secretarias de Educação Especial e de Educação a Distância é apontada como mais uma falha na forma de administração da pasta. O amplo comunicado à sociedade, sem que existisse qualquer ato formal de mudança da estrutura, agravou o quadro. As entidades, especialmente ligadas à educação especial, vem se mobilizando junto às bancadas parlamentares.

O novo ministro deverá ser um ex-reitor de universidade pública de São Paulo.

Vale registro que dentro da média brasileira a permanência de Fernando Haddad chegou a ultrapassar o tempo usual. Nos 188 anos de independência do Brasil tivemos já 168 ministros, o que representa uma média assustadora de 1,12 ministro/ano. Essa relação só não é maior pois Gustavo Capanema permaneceu durante 12 anos e Paulo Renato Souza, por 8. Não computando essa excepcionalidade a média é de menos de um ministro por ano.
(IPAE 009 - 02/11)

Fonte: http://www.ipae.com.br/pub/pt/jee/principal.htm

OAB questiona veto a professora obesa no Estado de SP

DE SÃO PAULO

A OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) vai pedir explicações para o governo estadual sobre o caso das professoras que dizem terem sido vetadas para trabalhar por serem obesas.

Professoras dizem ter sido vetadas por obesidade
Meu peso nunca afetou meu trabalho, afirma professora

O coordenador da Comissão de Direitos Humanos da OAB, Martim de Almeida Sampaio, diz que é ilegal excluir de um processo seletivo pessoas por obesidade.

Ele enviou o ofício para o secretário Julio Semeghini, da Gestão Pública --que é responsável pelas perícias médicas realizadas no Estado. Com base nas respostas, ele pretende denunciar o caso ao Ministério Público e a entidades de defesa dos direitos humanos.

A secretaria disse que não poderia comentar se as professoras foram dispensadas pela obesidade.

Mas disse que o estatuto dos funcionários determina que ingressantes no serviço público devem ter boa saúde e que "há casos em que a obesidade pode ser considerada uma doença, segundo padrões da OMS [Organização Mundial da Saúde]".

O secretário da Educação, Herman Voorwald, não falou sobre o caso. O governador Geraldo Alckmin (PSDB), após ser questionado em um evento, disse que o fato "não é uma questão de aparência".

"O estatuto do funcionário público exige o exame de saúde e os critérios são técnicos", disse. "A pessoa pode apresentar um recurso e vai ser analisado. Se houver uma injustiça será imediatamente corrigido."

Estude em Harvard sem pagar nada.

DE SÃO PAULO

Você pode achar que o título dessa coluna é enganoso. Nada disso. Não apenas você pode estudar de graça em Harvard, no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), como em outras universidades de primeiríssima linha sem pagar nada. E sem sair do Brasil. Basta ter acesso a um computador (coloquei os endereços no www.catracalivre.com.br).

Esse é um bom exemplo do uso da tecnologia para a inclusão, graças a uma visão generosa do mundo acadêmico.

Um dos pioneiros desse tipo de iniciativa foi o MIT, vizinho a Harvard. Começaram a colocar suas aulas na internet, imaginando que, assim, chegariam a uma audiência maior. Depois Harvard seguiu o exemplo. Vieram outras, e a Apple, entre outras empresas de comunicação, decidiram ajudar a disseminação.

Note-se que, para estudar nesse tipo de faculdade, não é apenas obrigado passar por duros testes, mas pagar mensalidade altas, caso não se consiga uma bolsa.

Está aí uma ideia que não custaria muito para as universidades brasileiras tirarem do papel --aliás, existe no Brasil um projeto similar na FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Salário igual "expulsa" cientistas brasileiros do país

SABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO

A repatriação de cientistas brasileiros que atuam no exterior, proposta pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, no início da sua gestão, pode não ser uma matemática simples.

De acordo com quem está fazendo ciência fora do Brasil, mesmo que exista vontade de voltar, a burocracia para se fazer pesquisa e a falta de competitividade nas universidades nacionais, diferentemente do que acontece nos EUA e na Europa, ainda são fatores de repulsa.

Divulgação

O brasileiro pesquisador Alysson Renato Muotri é biólogo da Universidade da Califórnia, em San Diego, nos EUA
"No Brasil, os salários acadêmicos são iguais. Nos EUA, eu não ganho o mesmo salário que meus colegas. Há competitividade", diz o físico José Nelson Onuchic, professor da UCSD (Universidade da Califórnia, em San Diego).

Ele está há 21 anos nos EUA, país que, estima-se, tenha 3.000 professores brasileiros.

A opinião de Onuchic é compartilhada por outros pesquisadores, como Alysson Muotri, que também é UCSD, mas é biólogo.

Em entrevista à Folha, disse que "para algumas pessoas, o real patriotismo é abandonar as melhores condições de trabalho no exterior e voltar ao Brasil. Alguns dizem "vem aqui sofrer com a gente, vamos juntos tentar melhorar este país'".

Quem faz pesquisa por aqui concorda com as dificuldades. "A gente perde muito tempo por lidar com tanta atividade burocrática", diz o biólogo Stevens Rehen, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro).

"Mas quem sai tem que saber que existem oportunidades para se fazer pesquisa aqui. Estou no Brasil não só porque estudei em universidade pública, mas por valores", completa o biólogo.

Onuchic não pensa em voltar de vez ao Brasil, mas, para ele, uma alternativa possível seria passar alguns meses por aqui.

Essa solução é uma das ideias de Mercadante para a repatriação. Em entrevista exclusiva à Folha, ele disse que pretende criar, via agências de fomento, um formato de "bolsas-sanduíche" (bolsa de pesquisa de curto período no exterior) ao contrário.

Seriam bolsas de pesquisa oferecidas aos brasileiros no exterior para que eles passem um tempo fazendo pesquisa por aqui.

"O Brasil é um país agradável, provavelmente os cientistas acabariam retornando", acredita o ministro.

A ideia é criar, com as bolsas de curta duração, uma espécie de rede da "inteligência brasileira" no exterior.

Essa política está sendo tocada na Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). "As redes ajudam. Mas temos trazido também cientistas com o Programa Jovem Pesquisador. Há repatriados e também estrangeiros", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da fundação.

De acordo com ele, a Fapesp já apoiou mil pesquisadores com esse perfil nos últimos dez anos. "A maior parte deles ficou aqui", afirma Cruz. A Fapesp, no entanto, não tem os números exatos.

PRINCIPAIS RECLAMAÇÕES

Salários iguais
No Brasil, diferentemente dos EUA, os cientistas com mesma titulação ganham salários iguais, independentemente, por exemplo, da sua produtividade individual. Isso reduziria a competitividade. Para ter como base, um salário na USP é de cerca de R$ 11 mil, enquanto que em universidades de elite nos EUA, essa quantia vai para R$ 80 mil.

Dedicação exclusiva
Nas universidades públicas, os cientistas têm de trabalhar com dedicação exclusiva, em regime de 40 horas semanais, o que os impede de também atuar no mercado.

* Burocracia*
A burocracia brasileira ainda é fator de repulsa dos cientistas brasileiros, especialmente no financiamento de pesquisa ou importação de material (que pode levar até seis meses).

Leia reportagem completa na edição da Folha desta quarta-feira (2 de fevereiro)

Primeira edição de matemática chegará às escolas em agosto

luan.santos

Em agosto deste ano, escolas da rede pública com turmas de estudantes no segundo ano (alfabetização) do ensino fundamental vão receber a primeira Provinha Brasil de matemática. Desde 2008, o Ministério da Educação produz, imprime e distribui a provinha de língua portuguesa. Em ambas, a aplicação pelas escolas não é obrigatória.

De acordo com a coordenadora do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Mariana Santos, o desenho da prova de matemática já passou por pré-testes de itens com alunos em novembro e dezembro do ano passado. Agora, o instituto trabalha na elaboração das 20 questões.

Em 2012, as redes de ensino receberão as duas provas no começo do primeiro semestre e no final do segundo.

Dados do Censo Escolar de 2010 coletados pelo Inep indicam que 3,3 milhões de crianças estão matriculados no segundo ano do ensino fundamental, distribuídas em 166 mil turmas em todas as unidades da Federação. Esse é o público-alvo da Provinha Brasil de 2011, nas versões língua portuguesa e matemática.

Para a coordenadora de ensino fundamental da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Edna Martins Borges, a Provinha Brasil foi bem aceita pelos sistemas de ensino públicos e hoje está consolidada. Segundo ela, com o surgimento da versão de matemática, o MEC amplia a avaliação do ciclo da alfabetização das crianças.

A provinha de língua portuguesa deste primeiro semestre estará em todas as escolas até 15 de março. Além das provas para os alunos, as escolas receberão um conjunto de publicações informativas composto de caderno do professor-aplicador, roteiro passo-a-passo com orientações sobre a aplicação da prova, guia de correção e interpretação dos resultados e folder que conta a trajetória da provinha.

Aos gestores das secretarias de educação, diretores de escolas e professores, a SEB recomenda que a prova de língua portuguesa seja aplicada no início do ano letivo. O exame, com 20 itens de múltipla escolha, é aplicado pelo professor em sala de aula ou por coordenador pedagógico definido pela direção da escola. De acordo com Edna Borges, a provinha permite aferir o aprendizado dos alunos no início e no fim do ano letivo. Com os dois resultados, os sistemas de ensino podem comparar os resultados e refletir sobre a prática pedagógica. Caso apareceram problemas, podem definir estratégias para solucioná-los. O objetivo final é que as crianças estejam alfabetizadas aos oito anos de idade.

A realização da Provinha Brasil compreende uma série de atividades que envolvem a SEB, o Inep e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), além de parcerias com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). A SEB promove a licitação para a impressão e a distribuição do exame; o Inep elabora, testa e define as questões; o FNDE cuida dos recursos de todas as fases do processo. A Undime e o Consed são responsáveis pela mobilização e orientação das escolas em cada rede de ensino.
Ionice Lorenzoni

Mulheres são maioria entre jovens fora da escola e do trabalho


Cerca de 3,4 milhões de jovens brasileiros não estudam nem trabalham
Agência Brasil

Parte da população de 18 a 24 anos do País faz parte de um grupo que nem estuda nem trabalha. São cerca de 3,4 milhões de jovens que representam 15% dessa faixa etária. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que as mulheres são mais afetadas por esse problema, muitas vezes em função da maternidade e do casamento.

Do total de jovens fora da escola e do mercado de trabalho, 1,2 milhão concluiu o ensino médio, mas não seguiu para o ensino superior e não está empregado. A proporção de jovens nessa situação aumentou de 2001 a 2008, segundo o Inep, e quase 75% são mulheres. Uma em cada quatro jovens nessa situação tinha filhos e quase metade delas (43,5%) era casada em 2008.

Para Roberto Gonzales, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o estudo reflete que a desigualdade de gênero ainda persiste não apenas na diferença salarial, mas no próprio acesso ao mercado de trabalho. “Isso tem muito a ver com a divisão do trabalho familiar, seja doméstico ou de cuidados com o filho. É uma distribuição muito desigual e atinge em especial as mulheres, por isso você tem tantas meninas fora do mercado e da escola”, diz.

Entre as mulheres de 18 a 24 anos que estão na escola e/ou no mercado de trabalho, o percentual daquelas que têm filhos é cinco vezes menor. Segundo o estudo, os dados comprovam que “existe forte correlação entre casamento e maternidade e a saída, mesmo temporária, da escola e do mercado de trabalho observada para as mulheres”.

Uma vez que o processo de escolarização foi quebrado, o retorno aos estudos é bem mais difícil. Para Gonzales, esse afastamento do jovem do mercado de trabalho ou dos estudos pode não ser apenas uma situação “temporária”, como sugere o estudo. Um dos fatos que corroboram essa teoria é a queda da matrícula entre 2009 e 2010 nas turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA), segundo dados do último censo escolar.

“A baixa escolaridade não é uma barreira absoluta ao mercado de trabalho, mas é um problema porque há a possibilidade de criar-se um círculo vicioso. A mulher não terá acesso a bons empregos que dariam experiência profissional e poderiam melhorar sua inserção no futuro”, alerta.

Gonzales afirma ainda que as políticas públicas precisam ser mais flexíveis e acompanhar os “novos arranjos” da sociedade para garantir mais apoio a esse grupo de jovens mães. “As pessoas costumam ter uma ideia mais tradicional de educação em que os pais provêm o sustento para que o filho termine a escolaridade, depois ele segue para o ensino superior e entra no mercado de trabalho. E, na realidade, esses eventos não acontecem necessariamente nessa ordem. Assim como temos muitos jovens casais, também temos famílias monoparentais chefiadas por mulheres com filho e isso, muitas vezes, abre espaço para outras trajetórias de vida”, explica.

Uma das estratégias básicas para garantir que a jovem consiga prosseguir com seus estudos ou ingressar no mercado é a ampliação da oferta em creche. Atualmente, menos de 20% das crianças até 3 anos têm acesso a esse serviço no país. “Essa é uma das principais barreiras alegadas pelas mulheres inativas”, indica Gonzalez.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

STRESS, DEPRESSÃO, SÍNDROME DO PÂNICO: A ESCOLA INSALUBRE...




Escrito por Gilmar de Oliveira


Sabe aquela conversa das senhorinhas no posto de saúde do bairro? Aquele bate-papo de queixas, doenças e reclamações? "Pois é, vizinha, estou com bico-de-papagaio"... "Ai, isso não é nada, eu tenho pressão alta, trombose, artrite...". Pois visitando salas de professores nos horários de recreio em diversas escolas, ao entrar, nota-se aquele clima de postinho de saúde e aquele queixume de doenças.

Também é fato que os professores afastam-se muito da sala de aula por doenças, em longas licenças para tratamento de saúde. O número de atestados de professores é alto, talvez a categoria que mais tenha licenças médicas, afastamento, doenças ocupacionais incapacitantes e elevado desgaste em todo o Brasil.

Seria o caso da profissão pedir insalubridade ou periculosidade?
Ou seria o caso de debatermos o quê, de fato, acontece nas escolas, que faz os professores e demais funcionários (a quem chamo de educadores) adoecerem constantemente?

São cada vez mais comuns os ataques verbais e até físicos a professores e educadores de escolas em todo o país. O desrespeito é a tônica em muitas escolas. Isto abala a qualidade do trabalho e os vínculos entre professores e alunos em sala de aula, pois todos são envolvidos.
Também as pressões sociais e políticas (cuidado, professores: é ano de eleição; vai ter diretor fazendo campanha e pressionando nas escolas! Denuncie!) abalam os educadores.

As más condições das escolas, o baixo salário, o despreparo dos profissionais nas relações interpessoais e muitos diretores que "vendam" os olhos, para fingir que isto não acontece no ambiente escolar contribuem diretamente para agravar o quadro de saúde da escola.

O nível de stress emocional é altíssimo em muitos professores, levando-os a adoecerem por stress, síndrome do pânico, síndrome de Burnout, depressão.
Afinal, o que está acontecendo? A cobrança diária, as más relações, a desestrutura familiar em lidar com a moral e os limites podem causar tanto estrago?

Acontece que a sociedade está doente. A escola reflete o que a sociedade apresenta.

Os pais em geral, estão desequilibrados e "no limite". A escola não deveria, mas traz, para dentro de si, conseqüências de uma sociedade consumista, castradora, voraz.

Os professores e educadores também são gente que ama, que sofre, que paga contas, que tem filhos, parentes, que tem uma vida após a jornada de trabalho (longa e estafante). Exige-se retidão, postura, domínio técnico, pedagógico, assistencialismo barato, afetividade indevida e se oferece o quê de suporte para poder-se cobrar tanto? Lamentavelmente, quem paga o pato é o educador e o aluno, que tem um professor desgastado tentando explicar sem a energia e a "pegada" necessárias para a aprendizagem e a identificação do aluno com o mestre.

E a escola, ambiente que deveria ser de harmonia, de respeito e cooperação, acaba envolvida em ensinar a competição pelo lucro, pelo cargo, pela necessidade de ascensão profissional.

Este é um dos fatores. Outros fatores envolvem uma jornada e um preparo inadequado, desgaste de relações interpessoais, que frutificam na ausência de uma política de prevenção ao stress no trabalho, de prevenção às doenças ocupacionais associados ao ato de ensinar: na voz, na coluna, nos olhos e principalmente, na mente humana! Na cabeça do educador!

As empresas privadas jamais admitiriam tantos atrasos por consultas, tantos atestados, licenças, afastamentos e remanejamentos como na Educação Estatal. Mas se demitirem-nos, correm o risco de sofrerem processos judiciais por terem destruído a saúde do funcionário.

Para que isto não aconteça, as empresas privadas desenvolvem trabalhos de prevenção aos acidentes pessoais, ao stress, programas de conscientização da saúde e da qualidade de vida, realizam palestras e cursos para melhorar as relações no ambiente de trabalho. As empresas descobriram que é mais barato investir neste campo do que arcar com despesas por atestados e substituições de bons funcionários.

As escolas particulares também investem na qualidade das relações e economizam, além de melhorarem a qualidade de vida de seus funcionários, efetivam maior qualidade no aprendizado e nos bons exemplos que os professores dispostos e felizes podem dar a seus alunos.

Já nas escolas públicas, falta este projeto de qualidade de vida no trabalho, de conscientização da valorização do professor, de harmonização do ambiente mais lindo, mais maravilhoso que a mão humana criou: a Escola.
É necessário que a classe educacional se una e apresente pedidos de investimento na saúde mental e física do educador e aponte para soluções que minimizem os gastos públicos da Educação relacionados à doença, para se investir em viver melhor, aproveitar melhor a vida profissional, com projetos de desenvolvimento de relações e condições sadias no ambiente escolar. Sociedade, alunos, educadores e cofres públicos se beneficiariam com esta atitude.

Gilmar De Oliveira
Sobre este autor:
Psicólogo clínico e institucional; especialista em Neuropsicologia e Aprendizagem e Mestre em Educação e Cultura. CRP 12/01950. Endereço eletrônico: gilmardeoliveira@uol.com.br

Notícia


Formação Docente

Por: Valeska Andrade

O Ministério da Educação (MEC) anuncia que as instituições de ensino receberão R$ 1,9 bilhão, correspondentes a recursos extraordinários, entre 2009 e 2014, que serão investidos na graduação de professores.

Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, se houver maior demanda que vagas disponíveis neste primeiro semestre, cada instituição terá poderes para decidir como selecionar seus alunos, por sorteio ou outro procedimento seletivo.

O objetivo é formar três categorias profissionais diferentes: primeira licenciatura para professores que não têm curso superior, segunda para os que são formados, mas ensinam em áreas diversas das que se graduaram e para bacharéis que precisam de complementação para o exercício do magistério.

Além disso, o MEC pretende propor ao Congresso Nacional a alteração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), determinando a obrigatoriedade da formação em nível superior para todos os professores dos ensinos fundamental e médio. Atualmente, a LDB permite formação mínima de nível médio na modalidade Normal para os que lecionam nos anos iniciais do ensino fundamental e na educação infantil.

Na área da educação, o Brasil terá muito que avançar para possuir um nível semelhante ao dos países desenvolvidos. 119 mil professores de escolas públicas e particulares não têm a formação mínima necessária para exercer a docência na educação básica.

Os professores denominados “leigos” cursaram somente o ensino fundamental (15,9 mil) ou o ensino médio regular (103,3 mil). A Lei de Diretrizes e Bases da Educação exige que a formação de docentes seja em nível superior, em cursos de licenciatura, admitindo-se o nível médio na modalidade Normal somente para quem ensina no começo do ensino fundamental ou na educação infantil.

Fonte: Folha de Pernambuco (PE)

Secretário do MEC critica currículo do ensino médio brasileiro em conferência da Unesco


Lauro Neto

O secretário de Educação à Distância do MEC, Carlos Bielshowsky, criticou o currículo do ensino médio brasileiro durante a Conferência Impacto das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) na Educação, organizada pela Unesco, nesta semana, em Brasília. Em sua apresentação na abertura do evento, Bielshowsky disse que a estrutura curricular das escolas brasileiras é deficiente ao ser questionado sobre até que ponto as competências digitais estão presentes.

- Há algo errado na organização curricular brasileira. Não é possível ter 13 disciplinas no ensino médio sem o aluno aprendê-las. É um problema estrutural ter 40 alunos em uma sala para uma aula de 50 minutos. Os sistemas educacionais no mundo especializam o currículo do ensino médio e não têm tanta disciplina. É preciso fazer uma reformulação do ensino médio brasileiro. Estamos a caminho disso - afirmou Bielshowsky.

De acordo com o secretário, o Enem tem contribuído para essa reformulação. Segundo ele, o novo modelo do exame preparado pelo MEC em 2009 teve um saldo positivo após passar pelo que ele classificou como "pequeno problema", referindo-se ao vazamento e adiamento da prova.

Bielshowsky informou ainda que o MEC lançará na internet, nas próximas semanas, o Portal do Aluno, que será conectado ao Portal do Professor, que hoje já disponibiliza mais de 5 mil roteiros de aulas, compartilhados por docentes de todo o Brasil. O novo site usará recursos de redes sociais como Orkut e Facebook para captar o interesse dos estudantes.

- É necessário promover novas estratégias pedagógicas dentro da sala de aula, tornando a escola menos chata e aborrecida, e mais divertida e colorida. As TICs podem contribuir para isso - disse o secretário.

A conferência, que aconteceu entre os dias 26 e 28 de abril, reuniu educadores, pesquisadores e profissionais da imprensa nas sedes da Unesco e da OAB, em Brasília.

Escola privada dos EUA torna obrigatório uso de iPad pelos alunos




Washington, 25 jan (EFE).- Uma escola privada do estado americano do Tennessee exigirá o uso de iPads pelos estudantes de 8 a 18 anos com o objetivo de substituir os livros didáticos pelos tablets eletrônicos, informa nesta terça-feira a imprensa local.

A Webb School of Knoxville oferecerá aos alunos com menos recursos opções de aluguel de iPads, que custam no mercado americano US$ 500, indica Jim Manikas, diretor de tecnologia da instituição.

Ele explica que a medida também representa uma questão de "saúde" para os alunos, que, com o uso de tablets, deixam de carregar muitos livros e evitam mochilas pesadas.

"Temos alunos que carregam quase 20 quilos de livros didáticos, enquanto um iPad pesa menos de um quilo", assinala Manikas em declarações à imprensa americana.

Os funcionários da escola afirmam que sites de redes sociais como Facebook e Twitter terão acesso bloqueado dentro da instituição.

Elli Shellist, professora de inglês da Webb School, se mostrou "entusiasmada" com a medida. "Há coisas que podemos fazer muito melhor com esses tablets eletrônicos do que em textos de papel", destaca.

A escola do Tennessee se soma assim a outras instituições educacionais como a Seton Hill University, no estado da Pensilvânia, e a Universidade de Notre Dame, em Indiana, que anunciaram cursos exclusivamente por meio de iPads.