sábado, 12 de março de 2011

Dica de Livro

"A Cor do Preconceito"

O livro foi escrito a seis mãos pela ficcionista Carmen Lucia Campos, pela pesquisadora, professora e historiadora Vera Vilhena, além da antropóloga, pesquisadora e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro.

O tema do preconceito de cor aparece de modo contundente, num enredo que a autora trabalhou com maestria. Nele, conta a história da negra Mira, excelente aluna de uma escola da periferia, que, graças a seus esforços, consegue uma bolsa de estudos num dos melhores colégios da cidade.

A menina sofre no enfrentamento das questões ligadas à sua identidade e procurar amadurecer diante de posturas racistas, preconceituosas e intolerantes.


A abordagem informativa, está centrada em notas explicativas que além de outras coisas, ressalta a história da África e a influência dos negros na formação do povo brasileiro. Além disso, a autora utiliza pequenos ensaios, letras de música, fotos, depoimentos e dados estatísticos que enriquecem e fundamentam o texto.

A Cor do Preconceito Carmen Lucia Campos, Sueli Carneiro e Vera VilhenaEditora Ática136 págs.

Fonte:www.uol.com/educação

Jovens

Jovens do Complexo Alemão que recebem o Bolsa Família são formados em cursos profissionalizantes

Agência Brasil

Cerca de 270 jovens do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, se formaram hoje (11) em cursos profissionalizantes de recepcionista, padeiro e confeiteiro. A iniciativa é da prefeitura do Rio de Janeiro, que investiu mais de R$ 1 milhão, em parceria com o Ministério do Trabalho.

O objetivo é qualificar jovens entre 16 e 24 anos, preferencialmente beneficiários do Bolsa Família. De acordo com o secretário municipal de Trabalho e Emprego, Augusto Ribeiro, o projeto tem a meta de inserção dos jovens no mercado de trabalho.

Os alunos têm que apresentar algum plano de inserção no mercado de trabalho, muitas vezes linkado [ligado] a alguma rede de comércio ou supermercados”, disse.

Em uma próxima etapa, a prioridade das vagas será dos jovens recém-saídos das Forças Armadas e que procuram alguma profissão. O projeto estará, então, associado ao Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci).

Palestra

Ciência e Tecnologia de Alimentos promove palestras e exposição para calouros
Da Assessoria
O curso de graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Faculdade de Nutrição (Fanut), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), preparou para a primeira semana de aula dos calouros e veteranos, que inicia na próxima segunda-feira (14), uma série de atividades de boas-vindas.
No primeiro dia, os estudantes serão recepcionados com um “coffee-break”, na sala 47, no horário de início das aulas desse curso, que é às 18h. No decorrer da semana serão ministradas as palestras “O Movimento Estudantil na UFMT (DCE)”, “A inserção do Cientista de Alimentos no Conselho Regional de Química (CRQ XVI R.)” e o seminário “Exposição das Atividades de Pesquisa e Extensão dos Docentes da Fanut”.
As atividades de recepção ao calouro na Fanut, bem como em toda a UFMT, não se encerram na primeira semana de aula. Para o mês de março estão previstos concertos do Coral e da Orquestra Sinfônica da UFMT, exposições no Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) e exibições do Cineclube Coxiponés. O pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, também articula com o Hemocentro a realização da campanha de doação de sangue, como vem ocorrendo nos últimos anos.
Confira a programação completa da recepção aos calouros de Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Pesquisa do Pantanal

Workshop Internacional da Rede de Pesquisa do Pantanal começa nesta segunda-feira
Da Assessoria
O 3° Workshop Internacional da Rede de Pesquisa do Pantanal começa nesta segunda-feira (14) com o tema: ‘’Nutrientes e pesticidas nas águas superficiais dos principais bacias do pantanal setentrional: uma abordagem integrada’’. As palestras técnicas começam às 8h, no auditório do Museu de Arte e Cultura Popular (MACP) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). As inscrições serão feitas no Laboratório de Geoprocessamento do Departamento de Geografia, que fica no prédio do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS), e no dia 14, no local do evento (MACP).
A palestra de abertura do workshop terá como tema “A rede de pesquisa Pantanal e o projeto Pronex’’, com o professor Antonio Ioris, da Universidade de Aberdeen - Escócia. Em seguida, às 9h, o tema é ‘’Rede de Monitoramento do impacto do uso da terra sobre os sistemas aquáticos em Bacias Hidrográficas da Região Centro-Oeste - Definição de Indicadores de integridade ambiental (Remisa)’’, com a professora Eliana Dores, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Às 10h15, o superintendente de Recursos Hídricos da Secretaria de Meio Ambiente de MT (Sema), Luiz H. M. Noquelli, falará sobre o ‘’Gerenciamento de recursos hídricos em Mato Grosso’’. Às 14h, a palestra será com os pesquisadores Carlos Padovani e Débora Calheiros, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa- Pantanal), sobre o tema “Dinâmica de inundação e qualidade de água no Pantanal’’. Às 17h15 encerra-se o primeiro dia de atividades com a palestra “Banco de dados georeferenciado em ambiente www para o projeto Pronex’’, com os professores Denis Lemire e Suzy Klemp, da UFMT.
Na terça-feira (15), as atividades são internas e acontecem no Departamento de Geografia, no Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS).
No dia 16, a programação é aberta ao público, com vagas limitadas, para a visita à Bacia de São Lourenço e Tenente Amaral, que começa às 7h30.
No último dia do workshop (17) acontecerá o passeio de barco que percorrerá os pontos de monitoramento de qualidade da água do Rio Cuiabá. A saída é às 6h30. As vagas são limitadas.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Artigo - Formação de Professor

Exigência de novas práticas pedagógicas faz professor pensar a sua formação continuada.

Iza Aparecida Saliés*


A formação humana não é uma atribuição apenas da escola, acontece também fora dela e ao longo da sua vida, ou seja, em todos os momentos e dimensões; como o trabalho, as relações pessoais, as sócias e familiares, assim sendo, entendo que a escola precisa estar em sintonia com as inovações contemporâneas da sociedade.

Considerando o que aponta o relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o século XX, a compreensão que temos é que a educação atual deve ser pautada na concepção de que precisamos prepará-los para a vida, isso significa que, a formação escolar vai formar crianças, adolescentes, jovens e adultos a aprender a ser, fazer, saber ser e saber fazer.

Para atendermos essa perspectiva de formação escolar faz-se necessário que a formação inicial (graduação) dos futuros profissionais da educação, prepare-o para o exercício profissional capaz de desenvolver as habilidades da docência com competências necessárias para enfrentar essa realidade em transformação ávida por inovações, e para tal, é preciso está apto para aprender com a própria experiência.

Como o mundo evolui com uma rapidez incontrolável incomoda a sociedade e de quebra a educação. Este setor social não está excluído desse processo, então nós educadores, como outros profissionais também, precisamos admitir que a formação inicial que fizemos ou estamos fazendo não é suficiente para atender as demandas do mundo moderno.

Por isso e muito mais é que nós profissionais da educação precisamos urgentemente de atualização e aperfeiçoar considerando que os conhecimentos acadêmicos e técnicos precisam ser articulados continuamente para além da profissão, ou seja, ao longo de toda a vida. (DELORS, 2001, p. 161-162).

Uma das tarefas do profissional da educação é ter habilidade para desenvolver atividades pedagógicas com clareza, utilizar de metodologias que possam propor problemas reais, solucionar questões, sugerir exercícios aos alunos, desenvolver projetos comunitários, de interesse da sociedade local ou não, todas essas atividades devem ser realizadas sem deixar de verificar o grau de complexidade do conteúdo utilizado e tomar o cuidado de não deixar o trabalho ficar no âmbito do senso comum. O conhecimento formal é uma atribuição obrigatória da escola.

Mesmo utilizando dessas diferentes atividades, muitas delas, são habilidades que podem responder às necessidades dos alunos, mas, não são suficientes em detrimento do contexto de uma sociedade que passa por mudanças que se processam com muita velocidade.

Sempre o professor teve que planejar suas atividades pedagógicas, agora, mais do que isso, é necessário lidar com situações de aprendizagem, sempre pensando que o processo ensino aprendizagem é um caminho de não dupla onde o professor não preocupa apenas com o ensinar, mas também com o aprender.

Sendo assim, há necessidade de preocupar com a ação do educando no sentido de prepará-los para saber lidar com situações ativas, reflexivas e analíticas na construção do próprio saber, nas relações com a vida, com o grupo e com o conhecimento.

Mais que tudo, o professor precisa dominar os conteúdos da sua disciplina, pois para o seu papel é de interlocutor do conhecimento escolar com os da realidade do aluno, e para isso é preciso estar preparado com conhecimento de causa do assunto a ser tratado porque “O espírito cientifico proíbe que tenhamos uma opinião sobre questões que não sabemos formular com clareza. Em primeiro lugar é preciso saber formular problemas” (Bachelard, 1996, p. 18).

Na escola do passado, o aluno era visto como uma pessoa que não dispunha de conhecimentos anteriores, cabia ao professor depositar conhecimento, como diz Paulo Freire. Mesmo assim essa escola ficou pautada nessa concepção por muitos séculos, foi credo de muitos professores e também de alguns intelectuais da educação.

Hoje com os estudos e pesquisas realizadas no campo da educação e da psicologia, sabemos que o processo ensino aprendizagem está ancorado em saberes constituídos pelos alunos na sua vida, no seu cotidiano e nas suas relações com a comunidade entre outras, e ao chegar à escola, esses conhecimentos considerados como saberes do senso comum precisam ser transformados em conhecimentos formais, melhor dizendo, científicos.


Referências


BACHELARD, Gaston. A Formação do Espírito Científico: contribuições para uma psicanálise do conhecimento. São Paulo: contraponto, 2002.

MOREIRA, Marco Antônio. Aprendizagem Significativa. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1999.

IMBERNÓN, Francisco. Formação Permanente do professorado: novas tendências. Tradução de Sandra Trabucco Valenzuela .São Paulo:Cortez,2009.

MONTEIRO, Filomena Maria de Arruda (org), Trabalho docente na educação básica: contribuições formativas e investigativas em diferentes contextos, ET.al. – Cuiabá: EdUFMT, 2007


Professora da rede Estadual de Educação /MT


QUALIFICAÇÃO

Projeto ‘Acreditar’ irá qualificar 6 mil trabalhadores
Redação Circuito MT com Assessoria Secom


A empresa Odebrecht Energia, em parceria com o Governo Federal e apoio da Secretaria de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs-MT) e da Prefeitura de Alta Floresta, abre no próximo dia 14 de fevereiro inscrições para os cursos de qualificação gratuitos na região Norte de Mato Grosso. Os interessados devem procurar, entre 8h às 16h, o Sine Municipal de Alta Floresta, localizado na Av. Ludovico da Riva Neto nº 3.294 – Setor A, Centro.

Os cursos fazem parte do Programa de Formação e Qualificação Profissional na Construção Civil – Programa Acreditar, uma ação que une a iniciativa privada e o poder público.

Cerca de seis mil pessoas serão qualificadas pela ação, que tem como público prioritário os participantes dos programas sociais do Governo Federal, como Bolsa Família, por exemplo.

Os cursos de capacitação serão realizados por etapas. Todos os inscritos poderão participar do Curso Básico, que repassa informações sobre saúde, segurança do trabalho, meio ambiente, qualidade e psicologia no trabalho.

Já para os cursos de Soldador, Armador, Eletricista, Carpinteiro, Operador e Ajudante de Obras haverá uma seleção prévia. A estimativa é que três mil pessoas participem dos cursos específicos na área da construção civil.

Este ano será construída uma usina hidrelétrica no Rio Teles Pires, assim, parte das pessoas qualificadas serão contratadas para trabalharem na obra. Os cursos contemplam os moradores de Alta Floresta e municípios vizinhos. As aulas serão ministradas na sede do Projeto Acreditar de Paranaíta (MT). Haverá ônibus diariamente para o transporte dos trabalhadores até local dos cursos.

Para a inscrição será necessário ser maior de 18 anos, levar cópia do RG, CPF e, no caso dos homens, apresentar situação militar regularizada. Para o curso de operador é preciso, ainda, apresentar cópia da carteira de habilitação, na categoria mínima “B”.

Outras informações sobre o assunto podem ser obtidas no Sine de Alta Floresta pelos telefones (66) 3903 1170/3903 1171.

Pesquisa

REJUVENESCIMENTO CELULAR
Pesquisadores descobrem novas técnicas
Redação com informações EFE


Pesquisadores de Taiwan alcançaram um importante avanço nas técnicas de rejuvenescimento celular ao dar marcha à ré ao relógio celular com a injeção de genes, anunciou a equipe responsável pelos estudos nesta sexta (11) .

Os pesquisadores da Universidade Central de Taiwan e do Hospital Geral Cathay injetaram quatro genes (Out4, Sox2, Klf4 e c-Myc) em células maduras, que são "a chave da vida", em palavras do investigador do Hospital Cathay Ling Qingdong, e conseguiram que o relógio celular voltasse ao início.

A técnica não exige a injeção dos genes em vírus, o que evita a contaminação, e não necessita de células embrionárias, acrescentou Ling.

Os experimentos tiveram êxito de 0,3% a 1%, o que significa que ainda precisa de ajustes antes de ser aplicada em técnicas de rejuvenescimento, disse o professor Akon Higuchi, da Universidade Central de Taiwan.

Notícia da Secitec/MT

CAMPO VERDE
Secitec contrata professores
Redação com Assessoria


O secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, lança na próxima segunda(14), o edital para a contratação temporária de quatro professores para atuarem na Escola Técnica de Campo Verde (131km ao Sul de Cuiabá). Na unidade, que fica sob a administração da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia (Secitec), o educador aprovado no processo de seleção irá permanecer por um período de um ano, podendo ter o contrato renovado por no máximo mais um ano.

As vagas disponíveis são uma para bacharel em Enfermagem ou em qualquer graduação na área de saúde, com especialização em Segurança do Trabalho; duas vagas para bacharel em Engenharia ou em qualquer graduação na área de saúde com especialização em Segurança do Trabalho; e uma vaga para licenciatura em Matemática.

Os candidatos interessados em concorrer devem preencher uma ficha de inscrição disponibilizada no site da Secretaria de Ciência e Tecnologia - www.secitec.mt.gov.br

Depois de efetivado o preenchimento da ficha no site, o candidato preparará a cópia e a original dos seguintes documentos: curriculum vitae enumerado, carteira de identidade, CPF e comprovante de endereço, diploma ou atestado de conclusão de curso, histórico escolar do curso superior, comprovante de experiência profissional e, juntamente com a ficha de inscrição obtida no site, entregar na Escola Técnica de Campo Verde, localizada na avenida Manoel Genildo Araújo, nº 260, Bairro Campo Real II.

O interessado tem a opção de enviar os documentos autenticados via Correios com o nome do candidato a uma unidade educacional da Secitec de Campo Verde.

O processo de seleção será realizado em duas etapas, sendo a primeira de análise do curriculum vitae apresentado no ato de inscrição, onde serão atribuídas pontuações de acordo com o nível de formação e tempo de experiência de cada concorrente; e a segunda etapa, em que o candidato fará uma prova de desempenho didático. Durante o estágio, o interessado em preencher uma vaga de professor ministrará uma aula de 30 minutos para a banca examinadora da escola técnica, que avalia os conhecimentos e a capacidade didática do candidato.

As inscrições do processo seletivo seguem até o dia 23 de março e o resultado final será divulgado no dia 18 de abril. O salário para docentes com contrato temporário, com prazo de seis meses podendo ser renovado por até dois anos, varia entre R$ 1.131,78 a R$ 4.074,47, dependendo da carga horária.

Mais informações pelo tefone: (66) 3419-2838.

Situação da mulher na Idade Média

A mulher assumiu diferentes lugares e significados ao longo de toda a Idade Média.


Ao falar sobre a situação da mulher no passado, muitos empreendem um discurso linear em que muitos fatos, experiências e valores históricos são simplesmente deixados para trás. Não raro, as mulheres têm o signo da submissão reservado a uma leitura equivocada, em que a suposta e recente libertação feminina tem seu valor fortalecido por essa interpretação negativa. No caso da Idade Média, ainda tida como o tempo das “trevas”, temos a impressão de que a religiosidade aparecia para reforçar ainda mais esse tipo de leitura superficial.

Nos fins da Antiguidade, a figura da mulher era colocada em muitas situações de superioridade em relação à população masculina. Em muitas culturas, a mulher era vista como um ser especialmente capaz de realizar certos encantamentos e receber favor das divindades. Sob o olhar do próprio Cristianismo primitivo, vemos que os relatos sobre Jesus Cristo reforçam a ideia de que o Messias valorizava imensamente a participação feminina em importantes eventos e que seu lugar não poderia ser desconsiderado.

Durante a propagação do Cristianismo, essa aura mágica e poderosa do feminino foi combatida por diversos clérigos que reafirmavam a igualdade entre homens e mulheres. Em termos gerais, tomando os gêneros como criaturas provenientes de uma mesma divindade, a suposta superioridade feminina era vista como uma falsidade que ia contra a ação divina. Com isso, o antigo discurso o qual a Igreja apenas detraiu a mulher, não correspondia às primeiras formulações que pensavam o lugar do feminino.

Na medida em que o celibato se tornou uma das exigências mais importantes da organização hierárquica da Igreja, notamos que a desvalorização feminina se põe como estratégia de manutenção da organização eclesiástica. Eva, vista como a grande responsável pelo pecado original, é uma das justificativas que aproximavam a mulher do pecado. Do mesmo modo, era a mulher que pedira a cabeça de São João Batista e que descobriu o segredo de Sansão e o entregou para a sua humilhante morte.

Contudo, já na Baixa Idade Média, vemos que esse processo de desvalorização, sedimentado pela Primeira Mulher, se transformava com a visão da Virgem Maria como um meio de renovação. Encarando diversos desafios em prol do jovem salvador, essa mulher determinava a constituição de outro olhar sobre o feminino. Não por acaso, vemos que o culto mariano, a canonização de mulheres e a reclusão nos conventos se elevam significativamente com esse tipo de reinterpretação.

Tendo em vista a condição demasiadamente sagrada da Virgem Santa, a figura de Maria Madalena também era colocada como uma possibilidade mais acessível aos cristãos daquela época. A mulher poderia se arrepender dos seus pecados e, desse modo, se firmar como uma figura positiva. De fato, vemos que a suposta reclusão feminina não correspondia à existência de algumas mulheres intelectualizadas e independentes que circularam durante a Idade Média.

Sendo um período histórico tão extenso, não teríamos condições próprias de abarcar todas as possibilidades de constituição da imagem feminina nesse tempo. Contudo, por meio dessa breve consideração, notamos que as mulheres assumiram papéis que extrapolaram os antigos preconceitos ainda reservados ao medievo. Sem dúvida, as mulheres medievais são muitas, variadas e dinâmicas, como as manifestações do tempo em que viveram.


Por Rainer Sousa
Mestre em História
Equipe Brasil Escola

Notícia da Seduc/MT

A identidade revelada pela Educação



“Antes eu tinha vergonha de ir às reuniões escolares porque não sabia assinar a lista de presença dos pais. Eu sempre saia por último da sala pra que ninguém soubesse que eu não sabia assinar meu nome”. O relato emocionante é parte da vida da dona de casa Adelaíde Januária, 67 anos, mas hoje já não reflete mais a sua realidade.

Estudante do Centro de Educação de Jovens e Adultos 6 de Agosto, do município de Pontes e Lacerda, ela cursa o 2º ano do 2º segmento e hoje, como gosta de dizer, é dona de uma identidade.

As dores advindas da idade, a dificuldade na visão, não servem como empecilho para que a quilombola nascida em Vila Bela da Santíssima Trindade na década de 40 seja uma das estudantes mais assíduas do Ceja.

Para Adelaíde – que criou dez filhos – acordar cedo não é problema nenhum para ir à escola. Ela percorre um trajeto de cerca de 4 quilômetros diariamente.
A história de vida de Adelaíde confunde-se com o crescimento do país. Muito pequena ela mudou-se de Mato Grosso para Rondônia onde foi trabalhar no seringal. Filha de mãe solteira, tinha a incumbência de ajudar nas despesas e também na criação dos irmãos. Terminou casando-se com 13 anos com um homem de 50. Teve um filho com ele. Divorciou-se, voltou para Mato Grosso (dessa vez para Pontes e Lacerda), e arranjou outro amor.

A correria diária para cuidar dos nove frutos dessa relação - que já dura 40 anos - terminou por adiar o sonho de ir para os bancos escolares. “Agora que o meu caçula já tem 29 anos eu voltei pra escola e não quero sair. Meu marido agora não se importa mais. Antes ele não me deixava. Eu sei que agora é mais difícil. A aluna aqui não ajuda muito, a visão também não, mas não gosto de faltar. A professora tem paciência”, relata.

Adelaíde já consegue pagar contas sozinhas, já faz compras sem sentir-se envergonhada. Sua meta agora é escrever. ‘Quero mandar uma carta para minha irmã que está lá em Rondônia. Vale a pena voltar para escola. Agora eu quero convencer meu marido. Eu tento todo dia um pouco”,finaliza.
O Centro de Educação de Jovens e Adultos atende a cerca de 1,2 mil alunos.


Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT


Notícia da Seduc/MT

Concursos mobilizam estudantes contra uso de entorpecentes



Estudantes da rede pública e privada, matriculados em escolas de todo o país, podem se inscrever em cinco concursos diferentes que visam a promoção de políticas e mobilização contra o uso de entorpecentes no país. A promoção é da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), do Ministério da Justiça. Os trabalhos devem ser postados até a data de 25 de abril de 2011. As premiações para os primeiros colocados variam entre R$ 2 mil e R$ 3 mil.

O ‘XII Concurso Nacional de Cartazes’ é direcionado a estudantes do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental de 9 anos. Já o ‘I Concurso Nacional de Vídeo’ tem como público alvo os estudantes do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental de 9 anos e Ensino Médio. O ‘IX Concurso Nacional de Fotografia’ e o ‘IX Concurso Nacional de Jingle’ são dirigidos à população em geral. Este ano os concursos têm como tema "Arte e Cultura na prevenção do uso de crack e outras drogas".

Em parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola - CIEE, a SENAD está lançando o ‘X Concurso de Monografia para Estudantes Universitários’, com o tema ‘A Intersetorialidade como Estratégia de Enfrentamento ao Crack’.

Para saber mais informações sobre a Senad e obter os detalhes e o regulamento de cada um dos concursos basta clicar aqui:

http://www.senad.gov.br/concursos/2011/concursos2011.htm?id_noticia=104290


Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT

Notícia da Seduc/MT

Escola Estadual 9 de Julho se destaca em concurso e lança coletânea



O trabalho de pesquisa desenvolvido pela Escola Estadual 9 de Julho, da cidade de Água Boa, sobre o tema ‘Vozes d´África: Leitura e Escrita: Experiências Inovadoras, resultou em uma coletânea intitulada ‘Vozes d’África: Verso e Prosa’. A produção interdisciplinar foi lançada no 1º Café Literário de Água Boa. O projeto rendeu ainda a escola a segunda classificação dentre os dez melhores trabalhos sobre cultura afro promovida pelo Sintep de Mato Grosso, denominado ‘Mama África’.

Segundo o coordenador do projeto, professor especialista em Educação Interdisciplinar, Waldiney Santana da Costa, toda a comunidade escolar se mobilizou para a efetivação das pesquisas no ano de 2010. A unidade atende a cerca de 1,5 mil alunos e a ideia será novamente aplicada no decorrer do ano letivo de 2011.

O projeto desenvolveu-se com estudo de textos literários e a contribuição da cultura africana na formação do ser brasileiro. As atividades envolveram os alunos do Ensino Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Como fatores primordiais, buscamos não só estimular a leitura de livros com a temática em destaque, mas promover a interação cultural por meio da literatura afro-brasileira. Ao desenvolvermos as atividades visamos à aproximação do escritor e leitor para a discussão de conhecimento e oportunizando a produção textual de poemas, contos e textos dissertativos”, conta o professor.

O concurso ‘Mama África’ classificou, no total, dez trabalhos. Os coordenadores das unidades que receberam 2º e 3º lugares ganharam um notebook e um kit-afro (contendo camisetas e livros relacionados à temática). O segundo colocado tem direito ainda a uma viagem para uma comunidade quilombola de Vila Bela da Santíssima Trindade.

As escolas destaques foram: Escola Zeferino José de Mattos, do município de São José dos Quatro Marcos; Escola 9 de Julho de Água Boa; Escola Dom Aquino Corrêa (de Itiquira); Escola Dom Bosco, de Lucas do Rio Verde, Escola Deputado Bertoldo Freire, de São José dos Quatro Marcos, Escola Municipal Rodolfo Trechaud Curvo, de Araputanga, Escola Municipal Bela Vista (Alto Paraguai), Escola Campos Sales da cidade de Juscimeira e Escola Municipal Menino Deus, da cidade de Lucas do Rio Verde.


Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT

Artigo - Educação Infantil

Contos maravilhosos, imaginação maravilhosa

Francisca Aparecida Ramos

Entendo que a ação do professor é fundamental para a ampliação da capacidade sócio – comunicativa dos alunos e que essa capacidade só se obtém, colocando-os em contato com uma grande variedade de textos que vão desde os clássicos da literatura infantil à literatura contemporânea. De acordo com esta afirmativa o “Projeto Imaginação Criadora”, propôs trabalhar leitura e produção de texto tendo os contos da literatura infantil como objeto de ensino, visto que os mesmos têm encantado crianças de todos os tempos no mundo inteiro.

Essas histórias contadas oralmente de geração em geração sofreram modificações ao longo do tempo. E é por isso que conhecemos hoje várias versões de uma mesma história, pois o ser humano não se prende apenas ao mundo concreto e presente, ele tem a maravilhosa capacidade de levantar hipóteses, de supor o que deveria acontecer, de se ver em determinados contextos e criar mundos imaginários. Isto fica evidente nos contos de fada, sempre que lemos a expressão “Era uma vez...”, mergulhamos num mundo de fantasia, onde tudo pode acontecer: príncipes viram sapos, bruxas malvadas se vingam de pobres moças indefesas, ou seja, eles são portas de entrada para o mundo imaginário.

Dessa forma o referido projeto procurou adentrar a porta deste mundo imaginário e explorar a criatividade dos alunos através da leitura e da escrita. Para isto reunimos uma grande variedade de contos maravilhosos, os quais nos renderam uma descontraída roda de leitura, que culminou em divertidas produções de textos.

Os alunos envolvidos pela leitura e incentivados pela professora, posicionaram-se no lugar de autores e adentraram no mundo da imaginação, mudaram de propósito as histórias dos contos maravilhosos.

Assim sendo, as historias tiveram uma nova versão:

- Chapeuzinho Vermelho passou a se chamar, Chapeuzinho da Poluição; Chapeuzinho Amarelo;

- Cinderela – Cinderela malvada e sua fada atrapalhada;

- A Bela e a Fera – A Bela que era uma fera;

- Branca de Neve – Branca de Neve e o espelho do mal, etc.

Os trabalhos se encaminharam de tal forma que resolvemos publicá-los em um livrinho, o qual intitulamos de “Imaginação Criadora”. Com a ajuda da comunidade escolar o livro ficou pronto em pouco tempo, com direito a cerimônia de lançamento, convites e cartazes divulgando o evento, o qual foi um sucesso.

Optamos por essa metodologia por acreditar que ela mexe com a imaginação dos alunos fazendo-os pensar e refletir sobre os clássicos de uma forma divertida. Além disso, essa maneira de trabalhar o clássico e o contemporâneo ao mesmo tempo é muito interessante, visto que este contato faz com que o aluno perceba que a variedade textual com que ele entra em contato foi construída sócio – historicamente, variando sua estrutura e sua composição, de acordo com as necessidades comunicativas dos grupos e sua cultura ao longo da história.

O ensino sobre essa orientação se embasa no sócio – interacionismo, na teoria enunciativa e na linguística textual “cujo enfoque teóricos dirigem o ensino de língua(gem) para seu uso e funcionamento discursivo, enquanto sistema semiótico, simbólico, contextualizado e determinado sócio-historicamente”, como afirma (COSTA, 2000, p. 67). Tal perspectiva também vem de encontro com o que prescrevem os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs): uma prática de ensino voltada para a formação de leitores e escritores autônomos e críticos. E este foi o objetivo do Projeto “Imaginação Criadora”.

Mas será que esta busca surtiu o resultado desejado? Podemos afirmar que sim – crianças entusiasmadas criando, ou melhor, recriando histórias, buscando nas raízes inspiração para o presente, preparando e encenando peça teatral a partir de suas próprias produções, elaborando convites e cartazes, divulgando o evento, lendo em voz alta suas produções a toda a comunidade escolar, foram momentos inesquecíveis que eles guardarão para sempre na memória.

E é isso aí! Se quisermos formar leitores ou escritores de fato temos que acreditar na pedagogia da diversidade “que permite ao educando utilizar como situação a linguagem que envolva tanto a capacidade linguística ou linguística discursiva como situação de ação em contexto” (ROJO, 2001, p. 139); visto que, numa mesma sociedade há uma grande variedade de textos exigidos pela múltipla e complexa relação social.

Portanto, recomenda-se que o ensino de Língua Portuguesa gire em torno do texto, de modo a desenvolver as competências comunicativas dos educandos.


Escola Estadual Maria Eduarda Pereira Soldera.
Docente: Francisca Aparecida Ramos.
Graduada em Licenciatura Plena em Letras.




BIBLIOGRAFIA

Brasil, Secretaria de Ensino Fundamental, Parâmetros Curriculares Nacionais – Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais, Brasília, 1997.

COSTA, S. R. 2000, A construção de “Títulos” em Gêneros Diversos: Um Processo Discursivo Polifônico e Plurissêmico. In: ROJO, R. (Org). A Prática de Linguagem em Sala de Aula: Praticando os PCNs. São Paulo; Campinas: Mercado das Letras, p. 67 – 90.


ROJO, Roxane. A Prática de Linguagem em Sala de Aula: Praticando os PCNs. São Paulo, Educ, 2001

Notícia da Seduc/MT

Seminário Bulling na Escola: desafios para educadores será realizado segunda-feira

BULLING


O Conselho Estadual de Educação (CEE) promove o “I Seminário Bullying na escola: desafios para educadores”, na próxima segunda-feira (14.03), a partir das 7h30, na Escola Estadual Maria de Arruda Müller (Liceu Cuiabano). O evento é destinado aos gestores de escolas municipais e estaduais da Baixada Cuiabana. Os interessados devem preencher a ficha de inscrição, disponível no site do CEE, e encaminhá-la no e-mail: joao.oliveira@seduc.mt.gov.br.

No período matutino, às 8h40, será apresentado o filme “Bullying: provocações sem limites”. Na sequência haverá uma roda de conversa sobre o tema coordenado pela psicóloga da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, Yvone Ynez Ricce Boaventura. Logo em seguida terá início a conferência “O papel do gestor público no combate ao bullying na escola”, com a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, o promotor da Justiça e Cidadania e Defesa da Educação, Miguel Slhessarenko Júnior, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira. A conferência terá como mediador o secretário adjunto de Estado de Comunicação, Onofre Ribeiro, e como debatedor o professor doutor da Universidade Federal de Mato Grosso, Naldson Ramos da Costa.

À tarde, a partir das 14h, estão programados relatos de experiências sobre o tema “A arte como resgate de valores humanos”, a cargo da professora Luzia Pereira de Souza Abich, da Escola Estadual Dom José do Despraiado (Cuiabá), e Neuza Angelin, do Centro Municipal de Educação Básica Integral Carlos Drummond de Andrade (Nova Mutum).

Às 16h30, haverá discussão sobre a “Construção de uma agenda de compromisso da Escola para 2011”, coordenada pela presidente da Câmara de Educação Básica do CEE, Conselheira Nágila Edilamar Vieira Zambonatto.

O seminário é organizado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), por meio da Câmara de Educação Básica (CEB), Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT), Secretarias Municipais de Educação de Cuiabá e Várzea Grande e Conselhos Municipais de Educação de Cuiabá e Várzea Grande.



SOLANGE WOLLENHAUPT
Assessoria/CEE

Educação Ambiental

SME e CEMAT assinam acordo para distribuição de livros sobre Educação Ambiental

http://www.odocumento.com.br
Da Assessoria


A Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá (SME) e as Centrais Elétricas Matogrossenses S.A. (CEMAT) assinaram hoje (11-03) Termo de Cooperação Técnica Mútua para doação de cinco mil exemplares do livro “O Gigante Monstruoso do Lixo”, da autora Patrícia Angel Secco, aos alunos da rede de ensino da capital.

A obra aborda a educação ambiental por meio da redução do consumo do lixo e da destinação correta dos detritos.Durante a assinatura do termo, o secretário municipal de educação, Permínio Pinto Filho, agradeceu a parceria com o grupo e destacou a preocupação constante da empresa com as questões voltadas ao meio ambiente. “A CEMAT é uma parceira presente e sempre bem vinda nas diversas atividades da secretaria”, disse.


Permínio ainda destacou que ações que envolvem crianças e adolescentes provocam efeitos mais positivos. “Neste caso, a educação e conscientização dos nossos alunos, com certeza, melhorarão as condições de vida na sociedade e no planeta”.

Segundo a gerente de Comunicação da CEMAT, Daniela Romio, a obra foi viabilizada pela Lei de Incentivo à Cultura e patrocinada pelo grupo. “Esse é o terceiro volume de uma série de livros voltados para a questão do uso consciente e que vêm ao encontro da política de sustentabilidade da empresa, que envolvem os eixos financeiro, ambiental e social”.

A gerente ainda explicou a SME foi a escolhida para a doação dos livros por ser umas das portas de entrada do público que a empresa deseja atingir.

Na avaliação do Diretor de Gestão Educacional da secretaria, Gilberto Fraga, o trabalho desenvolvido com as crianças é sempre bem sucedido porque elas não têm resistência à aprendizagem. “Somente o fato das escolas diminuírem a produção de lixo e darem um destino adequado a ele, já é uma grande contribuição para a humanidade”, avaliou.

Notícia da Seduc/MT

Seduc convoca mais 75 aprovados até o final do mês de março


Mais 75 professores aprovados em concurso público devem ser nomeados até o final de março para assumirem vagas livres nas escolas da rede. Com mais essa chamada a Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT) chegará ao número de 1.650 professores nomeados, o que representa 59% do total de aprovados (2.801).

Até o momento foram nomeados 1.575 professores perfazendo um percentual de 52,5% do total de aprovados, conforme informações da Secretaria Adjunta de Gestão de Políticas Institucionais de Pessoal.

Os profissionais irão atender a um total de 46 municípios em Artes, Biologia, Ciências Físicas e Biológicas, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia, História, Informática Educativa, Letras/ Língua Portuguesa, Língua Estrangeira (Inglês e Espanhol), Matemática, Química, Física  e Sociologia.
Em abril a Secretaria de Educação deverá realizar mais uma nomeação de  aprovados e a previsão é a de que chegue a 75% o percentual de nomeados. Até o final de 2011, 100% dos professores aprovados devem ser nomeados.

Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT

Escola - Crianças defasadas

Para que as crianças atrasadas aprendam, metodologia do Ayrton Senna exige acompanhamento individual dos alunos pelo professor

O problema é que, durante esse período, muitos municípios desistiram de implantar os programas de fato. No mês de agosto, os primeiros alunos atrasados começaram a ser atendidos, em 646 cidades, quase a metade dos que queriam o reforço inicialmente. A falta de estrutura física e de professores são algumas das dificuldades enfrentadas pelos dirigentes municipais durante a execução dos projetos.


As metodologias dos programas de correção exigem profissionais dedicados exclusivamente às turmas de aceleração, que precisam participar de cursos de formação inicial e que serão acompanhados por coordenadores. Esses também terão de ser designados pelos municípios, que precisam reservar salas de aula especiais para o funcionamento dos programas.

Jussari, cidade baiana com um dos piores rendimentos na 8ª série e com altos índices de atraso nas primeiras séries do fundamental, por exemplo, desistiu do programa do Instituto Ayrton Senna pela falta de professores para assumi-lo.

Uma das maiores limitações para enfrentar essa realidade de atraso escolar é a capacidade técnica. Mas há limitações de gestão também. Esse é um trabalho que envolve formação e qualificação de professores, investimentos em infraestrutura das escolas e até garantia de uma rede social de proteção para crianças e adolescentes, que garantam a permanência delas na escola para aprender”, analisa o diretor de políticas de formação de materiais didáticos e de tecnologias da Secretaria de Educação Básica do MEC, Marcelo Soares.

Inês Miskalo, coordenadora da área de Educação Formal do Instituto Ayrton, aponta ainda dificuldades de comunicação em locais mais distantes, a falta de dados tabulados sobre a situação dos alunos, de espaço físico e professores em quantidade suficientes e dispostos a estar em contato permanente com o instituto. “O limite de alunos por turma, a ambientação da sala e a metodologia não adiantam sem a disposição para mudar a cultura de ensino. O professor tem de se envolver e saber relatar a situação de cada aluno, o que dá muito trabalho. Isso é o mais difícil”, pondera.


Em todos os projetos de correção contratados pelo MEC, o aluno tem de ser o centro da aula. O planejamento das aulas e das estratégias para fazê-los aprender tem ser feito de acordo com o avanço de cada turma e estudante. Os mecanismos de avaliação e recuperação passam a ser constantes, dia a dia. A leitura e a escrita são metas perseguidas a todo instante. No caso do Geempa, as aulas da aceleração são feitas no contraturno.

O Instituto Ayrton Senna recebeu o maior número de parceiros. Mais de 500 municípios escolheram os programas Se Liga (direcionado à alfabetização dos que estão nas séries iniciais do ensino fundamental) e Acelera (para corrigir a defasagem de alunos um pouco mais velhos). Nos dois programas, as crianças não podem passar mais de um ano. “A gente tem de fazer um investimento maciço para que o aluno tenha sucesso nesse período. Se ampliarmos, estamos dando espaço para mais fracasso”, explica Inês.

No Distrito Federal, há muitas escolas que utilizam as metodologias do instituto. Mas não são financiadas pelo MEC e, sim, pelo governo local. Na escola CAIC Assis Chateaubriand, em Planaltina, há quatro turmas dos programas em atividade. Odith Farago, diretora do colégio, garante que os resultados foram percebidos rapidamente. “Tínhamos alunos de 12 e 13 anos na 2ª série do ensino fundamental. Isso é muito ruim inclusive para a autoestima deles, que não aprendiam. Pelo menos 50 estudantes passaram pelo projeto e aprenderam”, afirma.

Nas salas de aula do projeto, quando alguém pergunta se as crianças estão aprendendo, a resposta é rápida. Em coro, os alunos dizem que sim, sorridentes. Jhennefer Lorrany Silva Costa, 10 anos, diz que adora as aulas. Garante que, agora, consegue ler o que não lia. Layene Moraes, 10 anos, conta que lê todos os papéis que encontra pela frente e já sonha em ser juíza. “A professora ajuda muito”, garante Jhennefer Lorrany.

Fábio Santos, de 13 anos, deveria estar na 7ª série. Mas ainda não conseguiu sair do equivalente à 4ª série. Por isso, foi colocado na turma do Acelera na escola de Planaltina. A vontade de colaborar com as aulas passou a ser enorme. No meio dos colegas, não é mais tão diferente. Os pré-adolescentes à sua volta têm os mesmos gostos. A professora lhe dá a atenção que precisa. “Cheguei aqui sem saber de nada. Agora, já sei ler direito e aprender ficou bem mais fácil”, garante.

Nas salas de aula, cartazes com os nomes de todos da turma mostram quem leu os livros recomendados, quem fez as tarefas, as atividades planejadas para cada dia. O professor sabe o que deve fazer e os estudantes também. As atividades são monitoradas pelos coordenadores, que visitam a escola a cada 15 dias. “A autoestima do professor também muda. O trabalho dele reflete sucesso. Acredito no meu trabalho”, afirma Suely Sodré, professora do Se Liga desde 2007.

A realidade dos estudantes da escola CAIC Assis Chateaubriand é a mesma de milhares de crianças e adolescentes brasileiros. A Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, publicada na semana passada, mostra que a trajetória de fracasso escolar das crianças brasileiras começa nas primeiras séries do ensino fundamental.

Em média, os alunos dessa etapa da educação básica mantêm um atraso de dois anos em relação ao ideal. As crianças de 10 anos de idade, que deveriam estudar na 4ª série, possuem apenas 2,3 anos de estudos concluídos. Aos 12, chegam a quatro anos. Aos 14, quando completariam os oito anos de ensino fundamental obrigatório (o País está em transição para nove anos), chegam a 5,8 anos de estudo.

Não é estranho que, depois desse início educacional, apenas metade dos adolescentes de 15 a 17 anos esteja cursando o ensino médio (etapa em que todos os brasileiros nessa faixa etária deveriam estar matriculados). Para conter o atraso escolar, não basta melhorar a qualidade de ensino para os que estão entrando na escola agora. É preciso recuperar a aprendizagem dos que ficaram para trás. "Seja qual for a tecnologia utilizada, para nós, do MEC, todos os esforços devem ser empreendidos para se garantir o direito básico de toda criança e adolescente brasileiro, que é o direito de aprender", comenta Marcelo.

Municípios com piores Idebs

Municípios com piores Idebs não têm centro cultural ou áreas de lazer. Nas escolas, faltam bibliotecas e laboratórios

Priscilla Borges, enviada especial a Bahia

Victor Wagner dos Santos, de Apuarema, não têm onde estudar ou guardar o material. Tudo fica em uma caixa de papelão'


Os estudantes de alguns dos municípios com piores índices de qualidade na educação enfrentam problemas dentro e fora da sala de aula. Na sala de aula, professores com falhas na própria formação e sem cursos contínuos de atualização encaram disparidades que complicam o processo de aprendizagem. Como crianças e adolescentes que não aprenderam a ler e a escrever na idade correta e correm atrás do prejuízo. Muitas vezes, os alunos desinteressam-se pelas lições do professor. Em casa, não encontram o apoio que precisam. As famílias, quase todas com baixo nível de escolaridade, estão preocupadas em driblar a pobreza e a falta de emprego.



As estatísticas criadas para apontar a qualidade da educação não são capazes de medir todas essas variáveis, que influenciam diretamente o sucesso ou o fracasso de estudantes, escolas e municípios. O iG percorreu, no início do mês, mais de 1.000 quilômetros pela Bahia, Estado que amarga algumas das notas mais baixas do Brasil no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), para conhecer essa realidade por trás dos números.

Na maioria dos municípios visitados, grande parte da população se sustenta com o Bolsa Família. Os municípios, pobres, não oferecem biblioteca, espaços culturais, atividades esportivas ou de lazer. Nas escolas, não há livros ou laboratórios de ciências. Nas casas, falta qualquer material didático e escolar.

Até sexta-feira, o iG publica uma série de reportagens que mostrará os obstáculos ao direito de aprender. Nesta terça, conheça a realidade de Apuarema, Jussari e Dário Meira, municípios com alguns dos piores resultados do Ideb

Notícia da Seduc/MT

Profissionais da educação vão debater como trabalhar a sexualidade do deficiente intelectual




O Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), realiza de 28 a 31 de março uma série de discussões que tem como proposta otimizar o trabalho de inclusão do deficiente intelectual. ‘Como trabalhar a Sexualidade do Deficiente Intelectual’ será tema de uma das palestras. A gerente de Educação Especial da Seduc, Nagila Edilamar Vieira Zambonatto, a psicóloga Ângela Alves e o psicanalista Mauri Costa (ambos do Casies), serão os ministrantes. O evento é destinado aos professores da rede estadual de ensino e as inscrições já podem ser feitas junto ao Casies.

Para garantir o acesso e permanência do aluno no âmbito escolar, baseando na transformação, estruturação e adequação das escola e profissionais da educação, a discussão se faz necessária. A sexualidade ainda é tratada como um tabu e, se tratando do pessoa com deficiência, os preconceitos são ainda maiores. Os temas transversais sugerem abordagens referentes à sexualidade, permitindo o desenvolvimento afetivo, a auto-estima e o comportamento social do aluno.

O Casies está localizado a rua dos Crisântemos, número° 16, bairro Jardim Cuiabá. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (65) 3322-5514 ou (65) 3613-7612.



Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT

quinta-feira, 10 de março de 2011

Curso - Diamantino/MT

Com foco na Educação, Diamantino oferece capacitação para os professores e pais de alunos


Da Assessoria

A Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SMEC) de Diamantino realiza mais um curso de capacitação para os profissionais da área, desta vez para os professores e auxiliares de regência do pré II e pré III, visando orientá-los quanto ao método apostilado “Entrelinhas”.


O curso ocorre entre os dias 10 e 11 de março no período integral nas dependências da UNED, sendo que a noite haverá palestra para os pais dos alunos.



As capacitadoras vieram de Curitiba (PR) enviadas pela editora Base. Segundo a Assessora Pedagógica, Leoni Bueno Gonçalves, o material foi adotado na gestão do Prefeito Juviano Lincoln, num investimento para melhorar cada vez mais o nível da Educação Infantil no município, e assim aumentar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB).


“Faz dois anos que adotamos esse método, a mudança é visível, as crianças estão cada vez mais preparadas e os professores ficam surpresos com o nível dos alunos”, mencionou Leoni.



Todas as escolas que oferecem o pré II e pré III estão trabalhando com esse método, inclusive as da zona rural, informou a Assessora Pedagógica.


A capacitação funciona de duas formas: os profissionais da Educação recebem curso presencial a cada semestre e também tem o atendimento online que funciona todos os dias.


“É tudo gratuito, só basta o professor querer”, enfatizou a Assessora.


O material foi adotado por enquadrar nos anseios do gestor do município, que ensejou algo que abrangesse os alunos, seus pais e os professores. Desta forma o kit consiste em apostila e agenda para os alunos, cartilha de como orientar os filhos em casa para os pais e material para o professor incluindo capacitações.

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