sábado, 23 de abril de 2011

Notícia- Escola distribui livros com palavões

Revoltada com palavrões em livro dado ao filho de 11 anos em escola, mãe registra queixa na DP

Extra

Herculano Barreto Filho

O livro “Heroísmo de Quixote” — registrado com o número 4.869 na biblioteca da Escola Municipal Benedito Ottoni — deixou as estantes do colégio no Maracanã, após uma discórdia que acabou indo parar na delegacia. A mãe de um aluno do 6º ano ficou revoltada com o fato de o livro, que fala sobre sexo, drogas e prostituição e é recheado de palavrões, ter sido dado a seu filho, “uma criança de 11 anos”, na sala de leitura.

A polêmica começou no fim do mês passado, quando o estudante fez uma pergunta à mãe sobre sexo anal, depois de ler trecho do livro em que um traficante revela o seu medo de ser espancado por desviar dinheiro que seria destinado ao pagamento de propina a policiais.

No dia 29 de março, a mãe do estudante escreveu carta aos dirigentes da escola, pedindo que o livro fosse retirado da biblioteca. Mas a direção só agiu quando o assunto parou na delegacia. No dia 31, um dia depois do registro na 18 DP (Praça da Bandeira), a mãe foi chamada para participar de reunião com representantes da Secretaria Municipal de Educação e da Coordenadoria Regional de Educação.

Professora não leu o livro

Em dois encontros, registrados em ata, a direção reconheceu o erro, se desculpou e tentou convencer a mãe a retirar a queixa. “Há outras maneiras de resolver o problema, pois a educação está nas mãos da escola e não do delegado”, disseram os funcionários da escola. No documento, a professora responsável pela distribuição dos livros admitiu que não conhecia a obra. “A professora disse que, ao ler a orelha do livro, não imaginou que o conteúdo fosse impróprio. A nossa missão foi tirar de circulação e avisar a rede sobre o livro para que nenhuma criança o pegue”, acrescentaram os funcionários da escola.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação reconheceu que o livro foi colocado à disposição dos alunos por engano, depois de ter sido doado, em 2005, pela editora Rocco. “A Secretaria Municipal de Educação esclarece ainda que, ao tomar conhecimento do conteúdo do livro, no dia 23 de março, mandou retirá-lo imediatamente dos acervos das escolas, uma vez que a obra possui conteúdo impróprio para os alunos do Ensino Fundamental”.

O caso pode ser enquadrado no artigo 232 do ECA, por submeter criança ou adolescente a vexame ou constrangimento. A diretora, duas professoras e representantes da secretaria prestaram depoimento na delegacia nesta semana. Já o aluno será ouvido na próxima semana.

‘Quero trocá-lo de colégio’

Três semanas depois de levar o caso à polícia, a mãe do aluno da turma 1.601 da Escola Municipal Benedito Ottoni afirma que seu filho se tornou alvo de perseguição depois do episódio.

— Quero trocar o meu filho de colégio. Mas vai ser difícil retirá-lo durante o período letivo. Se ficar na escola, sei que ele vai ser perseguido.

O pedido de desculpas e o apelo feito pelo colégio para que retirasse a queixa da delegacia não foram suficientes para convencer a mãe do jovem a desistir da ideia de levar o caso adiante.

— A professora se desculpou, dizendo que não tinha lido o livro. Mas eu li. E o meu filho leu. Agora, as pessoas agem como se nada tivesse acontecido. É um absurdo. Vou levar isso até o fim — promete.

O garoto de 11 anos lembra que, ao começar a ler o livro, decidiu mostrá-lo à mãe para saber o significado de expressões que desconhecia.

— Havia uns palavrões que eu não tinha entendido bem. Por isso, resolvi perguntar à minha mãe — lembra.

Delegado promete punição

O delegado Orlando Zaccone, da 18 DP, pretende responsabilizar as pessoas que deveriam fazer o controle dos livros deixados na biblioteca da escola, no Maracanã.

— Não se trata de uma cruzada moral. Mas o livro tem expressões que não são adequadas e foi entregue pela escola a uma criança, sem que ninguém soubesse do conteúdo da obra — assinala o delegado.

Retirada de livro das estantes divide opiniões: Educadoras criticam a postura da escola

A retirada de “Heroísmo de Quixote” da biblioteca da Escola Municipal Benedito Ottoni, depois da queixa feita pela mãe de um aluno por causa do conteúdo do livro, divide opiniões de pessoas ligadas à literatura infanto-juvenil e educadores. Alguns especialistas criticam a posição do colégio, alegando que a obra deveria ser discutida em sala de aula. Outros acreditam que a linguagem da obra é inadequada para uma criança de 11 anos.

A secretária-geral da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Elizabeth Serra, acredita que a escola perdeu a oportunidade de discutir os assuntos ligados à sexualidade abordados no livro.

— A literatura oferece condições para que assuntos delicados da sociedade possam ser discutidos abertamente com crianças e adolescentes. Quando a criança pergunta, abre uma oportunidade para que o adulto explique. Mas a mãe está no direito dela de reclamar — argumenta.

A professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) Miriam Paúra, que faz parte do programa de pós-graduação em Educação, também critica a postura da escola.

— Ao pedir desculpas e retirar o livro de circulação, a escola escolheu o caminho mais fácil. Como educadora, eu discutiria o livro para saber da vivência dos alunos. É preciso ir além dos muros da escola.

’Linguagem inadequada’

A pedagoga Leda Farguito, que trabalha com crianças com dificuldades de aprendizagem, considera a linguagem do livro inadequada para crianças de 11 anos. Por outro lado, defende o uso da obra em sala de aula, desde que o trabalho seja orientado.

— Eu não usaria esse tipo de livro, porque a linguagem não está adequada à idade e ao conhecimento de mundo do aluno. Mas não criticaria se um professor apresentasse o livro com uma intenção. Quando um professor distribui um livro sem saber do que se trata, não está agindo de forma pedagógica. Isso é grave. A educação precisa ser intencional — diz.

Autora defende sua obra

A escritora gaúcha Paula Mastroberti, autora de “Heroísmo de Quixote”, trabalha o livro em escolas públicas da Região Metropolitana de Porto Alegre. A iniciativa faz parte de uma parceria com a Câmara Rio-Grandense do Livro. Mesmo assim, a autora reconhece que nem sempre o livro é aceito em sala de aula.

— Em alguns casos, os professores têm medo de levar o livro para a sala de aula porque não se sentem preparados. Se uma criança tiver dúvida, o professor deve responder numa linguagem que ele entenda. Mas não me sinto qualificada para saber quem deve ou não ler.

O livro “Heroísmo de Quixote”, que em 2005 ficou em segundo lugar na categoria melhor livro juvenil do Prêmio Jabuti, é uma recriação feita a partir da obra de Miguel de Cervantes y Saavedra.

— Às vezes, as pessoas acham que os jovens não precisam saber da violência, porque podem ser contaminados. O problema não é o livro. O problema é a relação entre adultos e crianças — assinala Paula Mastroberti.

Notícia - Realengo - 25 pedidos de transferência

Escola de Realengo recebe 25 pedidos de transferência e três de matrícula

R7

Após o massacre de 12 alunos na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, a Secretaria de Educação recebeu 25 pedidos de transferência e três de matrículas.

Os pedidos de transferência foram apresentados pelos pais dos adolescentes, até a tarde desta quarta-feira (20). Em todos os casos, eles alegaram que seus filhos não têm mais condições de voltar àquela instituição de ensino.

Apesar da tragédia, a direção da escola também recebeu três pedidos de matrícula. Nesses casos, os responsáveis dos estudantes procuraram o colégio porque a unidade consta com bom coeficiente de ensino, na avaliação da Secretaria de Educação.

Para a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, os pedidos de transferência foram baixos, diante no universo de 999 alunos matriculados no colégio até um dia antes do massacre.

Na próxima segunda-feira (25), o colégio volta a abrir os portões para receber professores e alunos que tentam retomar a rotina. Entretanto, as aulas só devem recomeçar em três semanas, conforme anunciou Claudia Costin. Até lá, a escola vai promover atividades esportivas, culturais e artísticas para ajudar na readaptação dos estudantes.



Entenda o caso

Por volta das 8h do dia 7 de abril, Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, ex-aluno da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, entrou no colégio após ser reconhecido por uma professora e dizer que faria uma palestra (a escola completava 40 anos e realizava uma série de eventos comemorativos).

Conheça as vítimas do ataque à escola Tasso da Silveira

Acompanhe a cobertura completa do caso

Armado com dois revólveres de calibres 32 e 38, ele invadiu duas salas e fez dezenas de disparos contra estudantes que assistiam às aulas. Ao menos 12 morreram e outros 12 ficaram feridos.

Duas adolescentes, uma delas ferida, conseguiram fugir e correram em busca de socorro. Na rua Piraquara, a 160 m da escola, elas foram amparadas por um bombeiro. O sargento Márcio Alexandre Alves, de 38 anos, lotado no BPRv (Batalhão de Polícia de Trânsito Rodoviário), seguiu rapidamente para a escola e atirou contra a barriga do criminoso, após ter a arma apontada para si. Ao cair na escada, o jovem se matou atirando contra a própria cabeça.

Com ele, havia uma carta em que anunciava que cometeria o suicídio. O ex-aluno fazia referência a questões de natureza religiosa, pedia para ser colocado em um lençol branco na hora do sepultamento, queria ser enterrado ao lado da sepultura da mãe e ainda pedia perdão a Deus.

Os corpos dos estudantes e do atirador foram levados para o IML (Instituto Médico Legal), no centro do Rio de Janeiro, para serem reconhecidos pelas famílias. Onze estudantes foram enterrados no dia 8 e uma foi cremada na manhã do dia 9.

Oliveira só foi enterrado na manhã do dia 22 porque nenhum parente compareceu ao IML para liberar o corpo no prazo de 15 dias. O cadáver foi catalogado como "não reclamado" e sepultado em uma cova rasa no Cemitério São Francisco Xavier, no Caju, zona norte, após autorização da Justiça.

Notícia - Unicamp receberá R$ 20 milhões

Cursos de graduação da Unicamp receberão R$ 20 milhões neste ano

G1

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai investir, neste ano, uma verba de cerca de R$ 20 milhões direcionada aos cursos de graduação, numa espécie de "pacote" de investimentos para essas carreiras. Os projetos são dirigidos principalmente para a infraestrutura dos campi da instituição, mas também darão suporte aos programas de caráter pedagógico.

O dinheiro foi reservado numa espécie de folga no orçamento que a universidade obteve após a crise econômica. "Há uma demanda pela valorização da graduação. É nossa prioridade. Com a economia mais aquecida, o ICMS aumenta e, consequentemente, a parcela que recebemos dele também", explica o pró-reitor de graduação, Marcelo Knobel. "Alguns gastos diminuem e podemos recuperar o tempo perdido", diz.

saiba mais

Unicamp instala mais de 200 câmeras de segurança no campus Vestibular da Unicamp tem recorde de aprovados vindos da rede pública USP aprova R$ 23 milhões para investir em cursos noturnos No mês passado, a Universidade de São Paulo (USP) também anunciou um pacote de medidas específicas para as graduações - com ênfase nas noturnas -, com ações nos prédios das unidades e nos currículos das carreiras.

No âmbito físico, a Unicamp pretende qualificar os ambientes de ensino, com a construção de novos prédios - como o Centro de Ensino de Línguas e um teatro-escola - e a reforma dos antigos, além da remodelagem da praça central do campus principal, em Campinas, e da aquisição de equipamentos, mobiliários e informática.

A instituição tem mais dois campi: em Piracicaba e em Limeira. "No ano passado, lançamos um edital de R$ 4 milhões para as unidades que apresentassem projetos de infraestrutura. Agora o dinheiro está disponível", afirma Knobel.

Com as obras e o desenvolvimento de novos espaços, a Unicamp acredita que a instituição vai ganhar também em termos pedagógicos. Além da possível contratação de mais 50 docentes para a graduação, estão previstos programas como o "Professor Especialista Visitante", que trará profissionais consagrados no mercado de trabalho - não necessariamente formados na área - para lecionar por um semestre.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Pesquisa sobre população com diploma universitário deixa o Brasil em último lugar entre os emergentes

Amanda Cieglinski
Da Agência BrasilEm Brasília

11% dos brasileiros com idade entre 25 e 64 anos têm ensino superior

Para concorrer em pé de igualdade com as potências mundiais, o Brasil terá que fazer um grande esforço para aumentar o percentual da população com formação acadêmica superior. Levantamento feito pelo especialista em análise de dados educacionais Ernesto Faria, a partir de relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), coloca o Brasil no último lugar em um grupo de 36 países ao avaliar o percentual de graduados na população de 25 a 64 anos.

Os números se referem a 2008 e indicam que apenas 11% dos brasileiros nessa faixa etária têm diploma universitário. Entre os países da OCDE, a média (28%) é mais do que o dobro da brasileira. O Chile, por exemplo, tem 24%, e a Rússia, 54%. O secretário de Ensino Superior do MEC (Ministério da Educação), Luiz Cláudio Costa, disse que já houve uma evolução dessa taxa desde 2008 e destacou que o número anual de formandos triplicou no país na ultima década.

“Como saímos de um patamar muito baixo, a nossa evolução, apesar de ser significativa, ainda está distante da meta que um país como o nosso precisa ter”, avalia. Para Costa, esse cenário é fruto de um gargalo que existe entre os ensinos médio e o superior. A inclusão dos jovens na escola cresceu, mas não foi acompanhada pelo aumento de vagas nas universidades, especialmente as públicas. “ Isso [acabar com o gargalo] se faz com ampliação de vagas e nós começamos a acabar com esse funil que existia”, afirmou ele.

Costa lembra que o próximo PNE (Plano Nacional de Educação) estabelece como meta chegar a 33% da população de 18 a 24 anos matriculados no ensino superior até 2020. Segundo ele, esse patamar está, atualmente, próximo de 17%. Para isso será preciso ampliar os atuais programas de acesso ao ensino superior, como o Reuni (Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais), que aumentou o número de vagas nessas instituições, o Prouni (Programa Universidade para Todos), que oferece aos alunos de baixa renda bolsas de estudo em instituições de ensino privadas e o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior), que permite aos estudantes financiar as mensalidades do curso e só começar a quitar a dívida depois da formatura.

“O importante é que o ensino superior, hoje, está na agenda do brasileiro, das famílias de todas as classes. Antes, isso se restringia a poucos. Observamos que as pessoas desejam e sabem que o ensino superior está ao seu alcance por diversos mecanismos", disse o secretário.

Os números da OCDE mostram que, na maioria dos países, é entre os jovens de 25 a 34 anos que se verifica os maiores percentuais de pessoas com formação superior. Na Coreia do Sul, por exemplo, 58% da população nessa faixa etária concluiu pelo menos um curso universitário, enquanto entre os mais velhos, de 55 a 64 anos, esse patamar cai para 12%. No Brasil, quase não há variação entre as diferentes faixas etárias.

O diagnóstico da pesquisadora da USP (Universidade de São Paulo) e especialista no tema Elizabeth Balbachevsky é que essa situação é reflexo dos resultados ruins do ensino médio. Menos da metade dos jovens de 15 a 17 anos está cursando o ensino médio. A maioria ou ainda não saiu do ensino fundamental ou abandonou os estudos. “Ao contrário desses países emergentes, a população jovem que consegue terminar o ensino médio no Brasil [e que teria condições de avançar para o ensino superior] é muito pequena”.

Como 75% das vagas em cursos superiores estão nas instituições privadas, Elizabeth defende que a questão financeira ainda influencia o acesso. “Na China, as vagas do ensino superior são todas particulares. Na Rússia, uma parte importante das matrículas é paga, mas esses países desenvolveram um esquema sofisticado de financiamento e apoio ao estudante. O modelo de ensinos superior público e gratuito para todos, independentemente das condições da família, é um modelo que tem se mostrado inviável em muitos países”, comparou ela.

A defasagem em relação outros países é um indicador de que os programas de inclusão terão que ser ampliados. Segundo Costa, ainda há espaço – e demanda – para esse crescimento. Na última edição do ProUni, por exemplo, 1 milhão de candidatos se inscreveram para disputar as 123 mil bolsas ofertadas. Elizabeth sugere que os critérios de renda para participação no programa sejam menos limitadores, para incluir outros segmentos da sociedade.

“Os dados mostram que vamos ter que ser muito mais ágeis, como estamos sendo, fazer esse movimento com muita rapidez porque, infelizmente, nós perdemos quase um século de investimento em educação. A história nos mostra que a Europa e outras nações como os Estados Unidos e, mais recentemente, os países asiáticos avançaram porque apostaram decididamente na educação. O Brasil decidiu isso nos últimos anos e agora trabalha para saldar essa dívida”, disse a pesquisadora.

Aluno acusado de expor encontro de colega gay é indiciado nos EUA

Um ex-aluno da Universidade Rutgers, no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi indiciado por usar uma webcam para gravar encontros homossexuais de seu colega de dormitório, que se matou após a divulgação dos vídeos.

O violinista Tyler Clementi, 18 anos, suicidou-se ao saltar de uma ponte em 22 de setembro do ano passado. Os estudantes Dharun Ravi e Molly Wei supostamente o filmaram durante um encontro íntimo com um homem.

O grande júri do Condado de Middlesex indiciou Ravi por 15 crimes, incluindo intimidação preconceituosa e invasão de privacidade.

Wei não foi citada pela promotoria - a denúncia diz que não seriam apresentadas acusações contra ela “neste momento”. Ela e Ravi deixaram a universidade após o suicídio.

Defensores de Ravi dizem que o vídeo capturado pela câmera foi transmitido para somente um computador e que a gravação não incluía cenas de sexo entre os homens.

Vídeo
Em 19 de setembro, Ravi postou uma mensagem no Twitter que dizia: “Colega de dormitório pediu o quarto até meia-noite. Eu fui para o quarto da Molly e liguei minha webcam. Eu o vi dando um amasso com outro cara. Uhu”. Naquela noite, segundo as autoridades, Ravi teria colocado o vídeo do encontro íntimo de Clementi na internet.

No dia 21, outra mensagem postada por Ravi parece fazer referência a uma segunda tentativa de expor Clementi: “A todos com iChat: vocês precisam me encontrar online entre 9h30 e 12h. Sim, está acontecendo de novo”.

Não se sabe exatamente quando o violinista descobriu o que seu colega de quarto havia feito, mas o incidente teria se tornado a grande fofoca do dormitório.

Na noite do dia 22, o violinista pulou da ponte George Washington, que liga Nova Jersey ao estado de Nova York. No mesmo dia, ele havia recebido a notícia de que conseguira o tão sonhado lugar como violinista na orquestra sinfônica da universidade.

Organizações pró-gays dizem que o suicídio de Clementi é um exemplo de um problema nacional – jovens que se matam após sofrerem bullying devido a sua sexualidade.

‘Atos calculados’
As acusações ocorreram após a família de Clementi pedir uma investigação criminal sobre o caso. “O indiciamento pelo grande júri detalha atos frios e calculados contra nosso filho Tyler por seu ex-colega de quarto”, disse a família Clementi, num comunicado.

“Estamos ansiosos para que o processo resulte em justiça para esse caso e para reforçar os padrões de conduta aceitável na nossa sociedade.”

Ravi já enfrentava uma acusação por invasão de privacidade, assim como Wei.

Adolescente vítima de câncer descobre que 'bully' por trás de ameaças era 'melhor amiga'

Uma adolescente americana que conseguiu superar um câncer voltou a dar a cara contra uma nova batalha, o bullying cibernético.

Justine Williams, 14, teve de conviver semanas com um estranho que lhe enviava mensagens hostis pela internet e pelo celular, até descobrir, para sua surpresa, que o 'bully' - responsável pelo bullying contra ela - era uma de suas melhores amigas da escola.

O caso repercutiu no subúrbio de North Andover, nos arredores de Boston. A vida pessoal de Justine já tinha sido notícia na localidade depois que, aos 11 anos de idade, ela conseguiu superar um câncer.

Na batalha contra a doença, a jovem perdeu uma perna e hoje anda com ajuda de uma prótese.

"Fizemos tanto esforço para empurrar Justine para frente, para superar o câncer, as cirurgias múltiplas, e agora esta criança dá mais um passo atrás...", disse a mãe, Jane, em uma entrevista à rede CNN local, Canal 5.

Em fevereiro deste ano, a estudante, que está no último ano do ensino médio, começou a receber mensagens com conteúdo ameaçador, como "Vou estuprá-la", "Vou colocar uma bomba na frente da sua casa" e "Vou matar seus animais".

"Eu me sentia devastada por causa delas", disse Justine à CBS local.

A menina demorou a contar aos pais sobre as ameaças. Quando o fez, o caso foi levado à polícia de Massachussetts.

Os investigadores descobriram que a perpetradora do bullying era uma menina de 13 anos considerada por Justine como uma de suas melhores amigas.

Ela utilizava um site que ocultava a origem do número telefônico. Às vezes, enviava os textos anônimos enquanto falava com Justine através do computador, de forma a observar a reação da vítima.

Quando o caso foi revelado, a escola tirou a autora das intimidações da classe de Justine e tomou medidas para eliminar o contato entre as duas.

A jovem foi condenada a prestar serviço comunitário e a frequentar terapia por um curto período. A família considerou a pena demasiado branda.

"Se essa menina é assim no ensino médio, como vai ser quando chegar na escola secundária?", questionou o pai, Michael.

Entrevista - Com o ex-coordenador do Programa de Juventude e Meio Ambiente do Ministério da Educação

Educação ambiental é caminho para engajamento político de jovem

Sarah Fernandes



Conhecer a cadeia produtiva dos alimentos, descobrir de onde vem a água do seu bairro e articular pessoas em prol de campanhas pelo meio ambiente. Essas são algumas contribuições da educação ambiental para a formação de jovens, segundo o ex-coordenador do Programa de Juventude e Meio Ambiente do Ministério da Educação, Rangel Mohedano, que esteve no cargo até março deste ano.

Ele concedeu uma entrevista exclusiva ao Portal Aprendiz sobre como a educação ambiental pode enriquecer o currículo das escolas. Confira.

Aprendiz – Qual a relação entre educação e meio ambiente? Como o tema pode contribuir para o aprendizado nas escolas e em espaços de educação não formal?

Rangel Mohedano – A ponte entre essas duas áreas é natural. O meio ambiente não é a Amazônia ou o lago Titicaca, mas, sim, onde você está. A relação do ser com o ambiente gera aprendizado, pois todo processo de interação é educativo.

A educação ambiental nos leva por uma linha mais experimental e menos teórica, que é de refletir qual meu papel no meio ambiente. Se eu compro carne, preciso saber se seu processo de produção destrói ou não a Amazônia. É uma questão de perceber como eu, indivíduo, tomo ações que repercutem no mundo.

Aprendiz – O termo educação ambiental parece estar um pouco esvaziado. Há ações do Ministério do Meio Ambiente (MMA) e do Ministério da Educação (MEC) para fortalecer essa área?

Mohedano – O Brasil é o primeiro país a ter uma politica nacional de educação ambiental. Ela é referência em legislação e execução. Pelas diretrizes, o MEC e MMA compõem um órgão gestor que trabalha junto com um comitê para chamar a sociedade para construir ações pela educação ambiental. Com ela, temos, à medida do possível, recursos disponíveis para contratar professores para a área. Neste trabalho de forminha conseguimos reverter o esvaziamento.

Aprendiz – Apesar disso, a participação de escolas nas Conferências Infanto-Juvenis de Meio Ambiente diminuiu.

Mohedano – Na primeira Conferência [Nacional] Infanto-Juvenil de Meio Ambiente [2003] participaram 17 mil escolas. Na última [2009], 11 mil. A participação diminuiu, mas a qualidade aumentou. O processo de qualificação das propostas e das diretrizes foi muito grande.

É notório que as pessoas se debruçaram sobre o tema e perceberam a proposta. Trata-se de uma vontade política. São crianças, adolescentes e jovens falando do mundo que queremos. É um processo participativo grande.
Aprendiz – O Meio Ambiente é um dos macro-campos do Programa Mais Educação. O que isso possibilita?

Mohedano – A educação integral e a educação ambiental têm conceitos que ambas as áreas pegam emprestado uma da outra e que são complementares, principalmente quando se fala em educação em espaços e em perspectiva integral.

Aprendiz – Quais elementos a educação ambiental apropria da integral e vice-versa?

Mohedano – Um deles é o de Bairro-Escola. O estudante precisa estudar seu espaço, como é o bairro, de onde vem a água, onde você pode comprar produtos e quem vive no bairro, tendo ele como um espaço educador. Na relação com esse espaço, eu me formo e me educo.

Meio ambiente é, por definição, aquilo que integra tudo. Não tem como falar de água sem falar do clima e do processo de civilização criado naquele espaço. Além disso, possibilita pensar como nossas ações hoje vão impactar daqui 20 ou 30 anos. Se eu formo uma geração para cuidar da água, no futuro teremos água para beber. Se não, não.

Aprendiz – A educação ambiental tem potencial para incentivar jovens a participarem de atividades políticas ou se articularem com outros grupos?
Mohedano – A bandeira ambiental é muito forte e está envolvendo cada vez mais gerações. A ideia é contribuir para ter um mundo saudável para próxima geração. Eu mesmo me envolvi com a causa com 14 anos, pois queria deixar um planeta melhor para os meus filhos. Hoje estou com 30 anos e vejo as gerações que vieram depois da minha com essa vontade mais forte. Então, se trata de uma bandeira mobilização do jovem.

É uma nova forma de fazer política, porque não posso decidir sobre o meio ambiente sozinho. Não importa minha vontade sobre a sua, porque todos têm que fazer sua parte para colaborar com a causa. Não adianta eu parar de jogar lixo no chão se você continua jogando, assim como não adianta São Paulo despoluir o Tietê se Salesópolis [SP] não participar. O ar e a água são de todo mundo. Isso joga a discussão política para um nível elevadíssimo.

MT - Torneio de Xadrez utiliza peças de chocolate

Páscoa

Jogo de xadrez com regras normais, mas peças nada convencionais, feitas de chocolate. Esta é a proposta do Torneio de Xadrez que ocorre nos dias 16 e 17 de abril, entre 14h e 17h30, na Praça de Eventos do Goiabeiras Shopping. Na partida, os jogadores, alunos a partir do 4° ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, poderão exercitar as estratégias utilizadas no xadrez e comer literalmente as peças de chocolate que capturarem.

As inscrições para participar do torneio podem ser feitas até o dia 15 de abril, na Adeptus Livraria do Goiabeiras Shopping, mediante pagamento da taxa de R$ 30,00. A competição será disputada em três partidas, as duas primeiras com peças de xadrez convencionais e a última com peças feitas de chocolate. A expectativa é que cerca de 200 alunos participem do torneio, dividido em quatro categorias: 4° e 5° anos, 6° e 7° anos, 8° e 9° anos, e Ensino Médio, sendo que todas elas se subdividem em masculino e feminino.

A premiação do torneio inclui a divisão do tabuleiro de chocolate em todas as partidas. Além disso, o primeiro lugar será contemplado com troféu e medalha de ouro, o segundo e o terceiro lugares ganharão medalhas de prata e bronze, respectivamente, enquanto os classificados do quarto lugar em diante receberão medalhas de participação.

A ideia surgiu em 2006, mas o primeiro torneio ocorreu em 2008, quando o professor Wagner Vortmann encontrou uma indústria para fabricar as peças de xadrez de chocolate no Brasil. "As crianças têm essa mania de levar alguns objetos à boca, por isso elas acham ótimo", conta. Os pais também aprovam a disputa. "É interessante porque ao mesmo tempo em que desenvolve o raciocínio lógico das crianças, o jogo também oferece diversão", acrescenta. O superintendente do Goiabeiras Shopping, Sérgio Chiarini Fernandes, lembra ainda que o torneio proporciona entretenimento ao público. "Assim é possível tornar a ida ao shopping mais descontraída e no clima que remete ao período da Páscoa, celebrada no dia 24 de abril", afirma.

O Torneio de Xadrez de Chocolate é organizado por Wagner Vortmann e Sharlene Vortmann e apoio do Goiabeiras Shopping.

Opinião - Novos elos para a corrente do bem

Pedro Nadaf
Quinta, 14 de abril de 2011, 10h49
Fonte:Plantão News

O Brasil é um celeiro fértil de boas ações, tendo a força multiplicadora do bem-estar social no cotidiano do seu povo. Gentileza gera gentileza e muitas vezes seu efeito é rápido e transformador. Nesta semana li que o nosso país passou a ser o 29º a integrar o ‘Pay it Forward Day‘, traduzido por ‘A Corrente do Bem‘. Mais do que a obra de Catherine Ryan Hyde, que chegou às telas e emocionou o público, trata-se, na verdade, de um movimento de colaboração internacional, que já conta com 250 mil pessoas nesta integração, iniciada em 2007, na Austrália, e que no dia 28 de abril, deste ano, terá um grande marco.

Ao todo 30 países integram o ‘Pay it Forward Day‘ . O Brasil ao aderir passou a ter a meta, conjuntamente com as demais nações que fazem parte do movimento, que é a de inspirar mais de três milhões de atos de gentileza em todo o mundo. Tais atos devem gerar resultados efetivos, num tripé sustentado pelo altruísmo, irmandade e solidariedade. Tenho convicção de que no dia mundial desta importante iniciativa muitos serão incentivados a ajudar o nosso país a cumprir com tal meta. Penso que vale a pena ajudar na difusão.

No filme ‘A Corrente do Bem‘, que sugiro que os leitores assistam, o final embora não tenha sido feliz, foi sem dúvida alguma inspirador e mostra como iniciar as transformações com o primeiro ato efetivo de gentileza, sugerindo que a ação seja passada adiante. Ou seja, dando o primeiro passo, praticando o bem, sem esperar retorno, é possível a sua maior disseminação, pelo exemplo.

O que lamento é que assim como a corrente do bem, há a corrente do mal, tanto na arte, quanto na vida real. Na semana passada, enquanto muitos choravam pelos alunos de uma escola pública do Rio de Janeiro, vítimas de uma chacina brutal, que provocou indignação e muita comoção, outras atrocidades aconteciam pelo Brasil, o país do ‘profeta Gentileza‘, e de tantas práticas do bem. Um dos fatos que muito me chocaram foi a de um atirador, responsável por ataques em série no litoral paulista, nas cidades de Santos e São Vicente. Abordo de um carro preto ele atirou contra as pessoas que caminhavam pelas ruas em diversos bairros, dez foram baleadas.

Um fato realmente absurdo que leva a uma reflexão no sentido da sociedade se engajar realmente na corrente do dia 28 de abril.

Que os pais orientem seus filhos a terem atos de gentileza na escola. Que mostrem, por exemplo, os danos ocasionados pelo bullyng. Que orientem para que não se envolvam com o mal e para que passem a utilizar de forma repetitiva praticas e palavras que enfoquem a bondade humana, e enfatizem o que a pessoa tem de melhor. Com isso, certamente, novos elos serão agregados na corrente do bem. Encerro com um pensamento de Pierre Lecomte Du Nouy, filósofo e biofísico francês, ‘não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual’.

Pedro Nadaf é `residente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Mato Grosso (Fecomércio/Sesc e Senac-MT)e Secretário de Estado do Desenvolvimento do Turismo. E-mail: p.nadaf@terra.com.br

MT- Escolas do município recebem espetáculo circense

Fonte:Plantão News

Alunos de nove escolas municipais da capital receberam ontem (13-04) uma visita inusitada. Palhaços, mágicos, malabaristas e diversas outras atrações do Circo Filitto Show arrancaram risos e aplausos de crianças da Educação Infantil e Ensino Fundamental.

O evento está sendo promovido pela prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME) em comemoração ao aniversário da cidade e à semana da Páscoa.

De acordo com a secretária adjunta de educação do município, Cilene Maciel, o espetáculo tem o objetivo de levar alegria e reflexão aos estudantes, tendo em vista que, além de números com conteúdos lúdicos, há também os educativos. “É importante que trabalhemos atividades que mexam com imaginário das crianças e adolescentes.

E quando falamos em Páscoa, pensamos em renovação. E é esse espírito do desejo de coisas positivas que queremos renovar em nossos alunos por meio do riso”, disse.

O espetáculo percorrerá mais seis unidades de ensino do município, que receberão alunos de escolas próximas, até a próxima sexta-feira, totalizando 14 unidades atendidas.

Segundo o apresentador e artista do Circo Filitto Show, José Marcos Fillito, as apresentações são compostas de música, danças teatro com personagens infantis e número de mágicas. “Ao final do espetáculo, ensinamos aos alunos, por meio da magia, como ser um aluno nota dez, que nada mais é do que ações simples do cotidiano, pautadas no respeito à disciplina e às pessoas”, explicou.

“Tivemos uma grata surpresa hoje”, afirmou Diego Simões Casupá, 12 anos, aluno do 6º ano do Ensino Fundamental da escola municipal Ranulpho Paes de Barros. Segundo ele, os artistas circenses impressionaram principalmente com os números de mágica.“Depois das apresentações, ficamos imaginando como aquilo é possível”, exclamou.

A interação entre público e artistas foi o que mais chamou a atenção da também aluna da unidade, Géssica Maria Rodrigues, 12 anos, do 7º ano. Na sua avaliação, as apresentações tiraram a escola da rotina de uma forma alegre e prazerosa. “Fiquei encantada com um garotinho que anda de perna de pau. O apresentador também é muito simpático e falou sobre a paz, a Páscoa. Fui um ótimo momento para a escola”.

MT- Emoção marca a colação de grau do Programa Parceladas em Poconé

Fonte: Plantão News

A emoção tomou conta da cerimônia de conferência de grau de 74 acadêmicos dos cursos de Ciências Biológicas e Geografia pelo Programa Parceladas no município de Poconé. O Programa Parceladas é mantido pela Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) há 19 anos como meio de garantir a formação de professores em cidades do interior, em uma modalidade de ensino diferenciada, onde pesquisa e ensino atuam de forma conjunta.

A colação de grau ocorreu na noite da ultima quinta-feira (07.04) no Clube Cidade Rosa e contou com a presença dos acadêmicos, familiares e sociedade, além do reitor da Unemat, Adriano Aparecido Silva, do secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, do prefeito municipal Arlindo Marcio Morais, vereadores, diretor do Programa Parceladas, Flávio Luiz Paula de Almeida.

O formando em geografia, Alessandro Bento, contou que a formatura foi o momento máximo de uma realização de um sonho. Ele agradeceu a Unemat pela oportunidade de concluir o ensino superior e destacou a qualidade do curso. “Antes mesmo de concluir a faculdade eu fui aprovado no concurso do Estado, e não só eu, mas outros colegas também. Isto mostra para Mato Grosso que o Programa Parceladas da Unemat tem qualidade”, disse.

Janilce de Campus Suares, que formou em biologia, também foi aprovada no concurso público do Estado, e comemorou sua formatura. “A Unemat, por meio da Parceladas possibilitou a realização de um sonho para muitos que não tinham condições de sair daqui de Poconé para estudar e nem de pagar por uma universidade particular. Foram cinco anos de lutas, mas valeu a pena, porque tivemos vitória”, disse.

O formando em geografia, Deoclécio Francisval de Aquino Nunes, também agradeceu a oportunidade de fazer o ensino superior no município e lembrou que sem a presença da Unemat ele não poderia ter realizado um sonho, dada as dificuldades em deixar família e filhos para estudar e trabalhar em outro lugar. “A Unemat contribuiu de forma importante para o desenvolvimento de Poconé”, disse.

COMPROIMISSO SOCIAL

O prefeito Tico de Arlindo, também destacou a contribuição social que a Universidade do Estado de Mato Grosso tem para com o município e afirmou que a parceria foi fundamental para oportunizar e qualificar a população da cidade.
Nos discursos dos oradores, os acadêmicos demonstraram o compromisso social que eles têm frente a sociedade, uma vez que tiveram a oportunidade de fazer uma faculdade pública, e que agora devem devolver os investimentos da sociedade com dedicação e trabalho. O diretor do Programa Parceladas, Flávio Luiz de Almeida, destacou a importância e o significado da colação de grau para o programa, lembrando que a data marca o início das comemorações pelos 20 anos do programa, que visa garantir a formação de professores em serviço, possibilitando que eles estudem durante as férias escolares e assim concluam e se qualifiquem no nível superior.

O reitor Adriano Silva destacou o pioneirismo e a coragem da Unemat ao criar o Programa Parceladas há quase duas décadas, quando os professores da instituição ficavam dias nas estradas do Estado para levar o ensino superior à população de regiões mais distantes da Capital como Comodoro, Alta Floresta, Vila Rica, Luciara e tantos outros municípios. “Esse programa tem feito uma revolução silenciosa no Estado de Mato Grosso contribuindo significativamente com o desenvolvimento do Estado”, disse.

O secretário de Ciência e Tecnologia, Eliene Lima, destacou durante a cerimônia a importância emancipadora da educação e o esforço que o Governo do Estado vem fazendo para qualificar a mão-de-obra para ocupar os novos postos de trabalho que vêm surgindo. Segundo ele, as empresas se interessam em se instalar em regiões onde a população está qualificada para o mercado de trabalho, e o programa Parceladas e a Unemat acabam contribuindo para que isso ocorra em várias regiões. Eliene também assumiu o compromisso de trabalhar junto da Unemat para fortalecer e qualificar a população do Estado.

20 ANOS PARCELADAS

As comemoração dos 20 anos do Programa Licenciaturas Parceladas começaram com a colação de grau em Poconé e se estenderão por vários municípios neste ano, com seminários e encontros de egressos e também de acadêmicos das turmas para discutir os rumos do programa .

MT- Mestrado em Linguística lança revista Traços de Linguagem

Fonte: Plantão News


O Mestrado em Linguística da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lançou a revista do Programa de Pós–graduação “Traços de Linguagem”, que será editada anualmente com trabalhos de temática livre de todas as áreas de investigação das línguas e da linguagem humana.

Para o primeiro volume a revista irá receber trabalhos inéditos até o dia 30 de maio. A previsão de publicação do volume 1 de Traços de Linguagem é no dia 30 de junho.

A revista será publicada em formato digital com textos completos e acesso gratuito. O endereço eletrônico para a revista onde os interessados também podem conferir as normas de publicação é: http://www2.unemat.br/tracosdelinguagem/index.htm

MT- Alunos do Peti participam de visita monitorada ao Parque Estadual Mãe Bonifácia

Fonte: Plantão News

Alunos da rede municipal de ensino que integram o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti/Cuiabá) participam, nesta segunda-feira (18.04), de uma série de atividades no Parque Estadual Mãe Bonifácia. A visita faz parte de uma programação desenvolvida por técnicos da Superintendência de Educação Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) durante todo o ano e que leva aos parques da cidade, alunos da rede escolar pública e privada.

Nesta manhã, além de palestras sobre temas como prevenção às queimadas e controle do desmatamento, fauna e flora e apresentação de teatro de bonecos com o tema lixo e preservação da água, os alunos farão uma trilha na área do Parque Mãe Bonifácia.

Duas unidades farão a visita ao parque, num total de 40 alunos, na parte da manhã (das 8h às 12 horas) e no período da tarde (das 14h às 16 horas).
Nesta terça-feira (19.04), será a vez de um grupo de alunos do curso de Arquitetura da Universidade de Cuiabá (Unic). Durante a manhã eles assistem palestra ministrada pelo técnico Fábio Honório da Silva, da Sema, que falará sobre parques estaduais urbanos.

As escolas interessadas em participar das visitas monitoradas nos parques podem entrar em contato com os responsáveis pela programação pelo telefone da Superintendência de Educação Ambiental da Sema, 3322 3347.

PETI

O Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) é uma iniciativa do Governo Federal que tem como objetivo retirar as crianças e adolescentes, de 07 a 16 anos, do trabalho considerado perigoso, penoso, insalubre ou degradante, ou seja, aquele trabalho que coloca em risco a saúde e segurança das crianças e adolescentes.

Além de combater o trabalho infantil o programa proporciona apoio e orientação às famílias por meio da oferta de ações socioeducativas; fomenta e incentiva a ampliação do universo de conhecimentos da criança e do adolescente, por meio de atividades culturais, esportivas, artísticas e de lazer no período complementar à escola, entre outras ações.

O programa é financiado com recursos do Fundo Nacional de Assistência Social e co-financiamento dos estados e municípios, podendo ainda contar com a participação financeira da iniciativa privada e de sociedade civil.

MT- Campanha Trânsito Consciente realiza palestras para estudantes de Chapada

Fonte: Plantão News


A campanha "Trânsito Consciente, pra vida seguir em frente" começou na ultima segunda-feira (18.04), em Chapada dos Guimarães (67 Km ao Sul de Cuiabá). Sob o comando da Coordenaria da Educação para o Trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MT), técnicos orientaram os alunos das escolas Thermosina de Siqueira, Professora Abinel de Freitas e Ana Tereza Albernaz sobre educação no trânsito.

Ontem (19.04), a palestra foi realizada nas escolas Coronel Rafael de Siqueira,Tales de Mileto e na Ana Tereza Albernaz. A programação continua nas escolas de Chapada dos Guimarães nesta quarta-feira (20.04). Serão milhares de alunos beneficiados com orientações e a presença de psicólogos e pedagogos, especialistas em educação no trânsito, nos três períodos.
Em todas as escolas por onde o ‘Trânsito Consciente' passar serão exibidos vídeos e mensagens de alerta aos jovens. Além disso, profissionais da educação do Detran-MT serão os multiplicadores da campanha. O objetivo da campanha lançada pelo Governo do Estado em março deste ano é reduzir o número de mortes e acidentes de trânsito. Segundo o Ministério da Justiça, Mato Grosso ocupa o segundo lugar no ranking de mortes em cada grupo de cem mil habitantes.

SHOW COM JOANINHA

Depois de levar uma multidão à avenida do CPA, no aniversário de Cuiabá, no dia 08 de abril, e conversar com estudantes de escolas da rede pública da Capital, o pentacampeão da Copa Brasil de Freestyle Motocross, Gilmar “Joaninha” Flores, vai à Chapada dos Guimarães no próximo fim de semana (23.04). O show de acrobacias com o piloto Joaninha será realizado na praça Cultural de Chapada dos Guimarães, no sábado (23.04) e fará parte da semana comemorativa do aniversário do ‘Clube de Motos MC Lobos da Serra’.

MT- Setecs celebra Páscoa com programação especial no Lar da Criança

Fonte: Plantão News

O sentimento festivo da Páscoa invadiu o Lar da Criança, ontem (19.04), com a realização da entrega de ovos de chocolate e apresentações culturais em celebração à data em que se comemora a ressurreição de Jesus Cristo.

A primeira-dama e secretária de Estado de Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social, Roseli Barbosa, fez questão de comparecer ao evento, para dar um abraço em cada uma das crianças atendidas pela instituição e deixar a sua mensagem de carinho. “É sempre bom estar perto de vocês (crianças). Desejo a todos uma Feliz Páscoa e que Deus os abençoe”, declarou a secretária.

Representando o Poder Judiciário, a juíza auxiliar da corregedoria do TJ, Helena Maria Bezerra Ramos, que é responsável pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA) e pela Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), fez a entrega de ovos de chocolate adquiridos por meio da doação de desembargadores, juízes e demais servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

De acordo com a superintendente do Lar da Criança, Maria Elisa Marchetti, passeios ao Zoológico localizado na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) também integram a programação festiva da Páscoa. “As crianças adoram ter contato com os animais, portanto escolhemos este passeio para que elas possam ter momentos de diversão e alegria fora do Lar”, afirmou a superintendente.

Na oportunidade, Maria Elisa lembrou que a Casa está aberta a todos os tipos de doações, dentre elas, alimentos, roupas e calçados. O Lar da Criança fica na rua Manoel Ferreira Mendonça, nº 369. Bairro Bandeirantes, em Cuiabá.

O Lar da Criança é uma unidade da Setecs que conta com uma ampla estrutura para atender em média cem crianças, 24 horas por dia. O abrigo possui mais de três mil metros quadrados, dispondo dos mais diversos serviços às crianças.

Além do setor administrativo, o espaço conta com berçário, lactário, dois refeitórios, campo de futebol, quadra coberta, quatro dormitórios, consultórios médico e odontológico, sala de pedagogia (sala de aula para reforço), brinquedoteca, sala para aulas de informatica e inclusão digital, cinema, entre outras áreas de lazer.

MT- Interessados em participar dos XXXVI Jogos Estudantis Cuiabanos podem se inscrever

Quarta, 20 de abril de 2011, 14h03
FONTE:Plantãõ News

As inscrições para os XXXVI Jogos Estudantis Cuiabanos estão abertas e vão até quarta-feira ( 27-04), na Secretaria de Esportes e Cidadania de Cuiabá, localizada na rua Comandante Costa, nº 1554.

Os Jogos Estudantis Cuiabanos é um evento promovido pela Prefeitura Municipal de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Cidadania – Semec, em conjunto com entidades educacionais, desportivas, federações amadoras e das comissões credenciadas, cuja finalidade é promover atividades esportivas na área educacional para alunos regularmente matriculados nos estabelecimentos de ensino do Município de Cuiabá.

De acordo com o diretor de Desporto e Lazer da Semec, Antônio Duarte, os Jogos Estudantis Cuiabanos fomentam atividades esportivas educacionais; propiciam o desenvolvimento integral da pessoa humana como ser social, autônomo, democrático e participante, contribuindo para o pleno exercício da cidadania; promovem a integração sócio-esportiva entre escolas das redes particular e pública de ensino; possibilitam que o aluno desenvolva habilidades no esporte; estimulam o desenvolvimento técnico esportivo entre os participantes, buscando avaliar e apresentar subsídios a partir de análise científica, quantitativa e qualitativa; e definem a escola que irá representar o município de Cuiabá nos Jogos Escolares Mato-grossenses, categorias A e B.

O Secretário de Esportes e Cidadania, Moisés Dias explica que a participação das escolas municipais é muito importante para a integração dos alunos, como também na revelação de talentos, algo que acontece no decorrer desses jogos.

Os interessados também podem acessar o site da Prefeitura Municipal de Cuiabá, www.cuiaba.mt.gov.br , analisarem o regulamento e retirarem a ficha de inscrição. Os XXXVI Jogos Estudantis Cuiabanos serão disputados em várias modalidades.

MT- Palestra educativa ministrada pela Assessoria de Lideranças Comunitárias (ASLC) da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap)

Quinta, 21 de abril de 2011, 12h04
Fonte:Plantão News

Alunos do 1º, 2º e 3º ano da Escola Municipal Silvino Leite de Arruda, bairro Planalto, participam ontem (20-04) de palestra educativa ministrada pela Assessoria de Lideranças Comunitárias (ASLC) da Companhia de Saneamento da Capital (Sanecap). A atividade faz parte projeto Gotas de Sensibilização que realiza trabalhos de conscientização e sensibilização ambiental voltados também para este público alvo.

Na oportunidade as colaboradoras da companhia, Maria das Graças dos Santos e Merenice Arruda, apresentaram a temática da importância da conservação da água, com explicações didáticas para evitar o desperdício e a poluição dos córregos, lagos e rios.

"As crianças assimilam muito bem o conteúdo. Elas têm muita facilidade para aprender e replicar para os pais e colegas. Tudo é passado de forma didática, através de vídeos, cartilhas e palestras. Têm dado muito certo e temos muita procura das escolas.", ressalta a colaboradora da ASLC da Sanecap, Maria das Graças dos Santos.

O Projeto Gotas de Sensibilização é realizado desde 2008 e já foram atendidas mais de 30 escolas estaduais e municipais. “O trabalho de reforço é feito também por meio de visitas às mesmas escolas. Mas, neste caso, o foco é trabalhar com estudantes que ainda não participaram do projeto”, acrescenta.

Os meninos e meninas da Escola Municipal Silvino Leite de Arruda, ainda assistiram a vídeos lúdicos sobre o assunto. Depois, as crianças puderam debater e fazer comentários a respeito do tema.

Para Stéfany Almeida da Silva, 6 anos, que cursa o 1º ano B, as lições serão compartilhadas no seu núcleo familiar e com a vizinhança. "Aprendi a não jogar água fora. É só desligar a torneira quando não estou usando na hora de escovar os dentes e tomar banho.Vou fazer isso em casa e na escola, ensinar meus pais e meus amigos a não gastar água à toa.", destacou.

Já Lucas Gabriel Cabral da Silva, 8 anos, do 3º ano A, percebeu o quanto a água é essencial."Vi que não se pode desperdiçar água, pois podemos ficar sem ela até para beber. Sem água a gente morre, é a coisa mais importante para a vida."

A diretora da Escola, Adalgiza Soares Pereira de Arruda, explicou que a aproximação com o projeto se deu por meio do bom relacionamento que a Sanecap tem com os representantes da comunidade. "O presidente do bairro (Planalto) intermediou o contato com a empresa. Agendamos dia e horário com a ASLC e tivemos retorno imediato. Foi rápido e fácil.", lembra.

Ela diz ainda que a temática “Meio Ambiente” sempre está em pauta no universo escolar. "Trabalhamos sob a perspectiva de educação ambiental e da significância dos bens oferecidos pela natureza. Assim, a Sanecap nos ajuda a fortalecer esse tipo de consciência na mentalidade das crianças, instruindo como usar bem a água."

As atividades continuam até o final do dia de hoje e a previsão é que 360 crianças serão atendidas pelo projeto Gotas de Sensibilização. As escolas que quiserem entrar em contato com a ASLC para agendar visitas podem ligar para o número (65) 3645-9727.

MT - Ato público marca mobilização Criança Não é de Rua.

Sexta, 22 de abril de 2011, 07h01
Plantão News

Para chamar a atenção da sociedade e do poder público sobre as crianças e adolescentes que vivem nas ruas, o Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente – Fórum DCA –, o Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente Cuiabá (CMDCA) e mais de 600 entidades governamentais e não-governamentais, realizaram no ultimo dia (20-04), na Praça Alencastro, uma mobilização denominada Criança Não é de Rua.
A mobilização é um movimento permanente, que desde 2005 realiza seminários e debates sobre o fenômeno em todo o território nacional. O ato foi realizado simultaneamente em 21 municípios do país.

A mobilização teve início em 2007, no período da Semana Santa, em Fortaleza. No ano seguinte Recife também encapou o movimento e, desde 2009, é realizado em diversas cidades do Brasil.

Em Cuiabá, houve apresentações artísticas e culturais, além de oficinas e jogos. No encerramento do encontro, os presentes fizeram um minuto de silêncio pelas crianças que vivem, sofrem e morreram nas capitais do país.
De acordo com o presidente do CMDCA, Jader Martins, a capital de Mato Grosso apresenta um número reduzido de crianças e adolescentes nessa condição. “Isso de deve à realidade sócio-econômica do município, tendo em vista o número de habitantes ainda reduzido, se comparado às grandes capitais, e às políticas sociais e educacionais implementadas pelo poder público”.

Uma dessas ações é o programa Escola de Tempo Integral, implantado em 2008 e hoje atende 12 mil alunos em 51 escolas da rede de ensino de Cuiabá. Nesse projeto, denominado Educa Mais, os estudantes freqüentam atividades educativas, culturais e esportivas no período inverso em que estudam.

O presidente do Conselho também destacou a importância do envolvimento e parceria de todos os segmentos organizados da sociedade em ações que tirem crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade. “Essa aglutinação de forças é fundamental para o desenvolvimento de políticas intersetoriais no combate às condições de risco a que esses cidadãos são submetidas”.

Segundo a conselheira de Direito do CMDCA, Edvair Alves Pereira, coordenadora do evento, dados revelam que crianças e adolescentes que preferem freqüentar as ruas ao ambiente familiar são vítimas de violência doméstica. “Geralmente os pais desses menores são usuários de drogas lícitas ou ilícitas e os filhos são os que mais sofrem e são vitimizados por essa circunstância. Isso é reforçado quando detectamos que 80% dessa população têm família”, avaliou.

A conselheira ainda afirmou que as crianças e adolescentes que são encontrados nessa condição na capital, são levadas para casas de apoio, como o Lar da Criança, que hoje tem 90 abrigados. “Apesar de promovermos todo o acolhimento, nosso trabalho, em parceria com a Promotoria de Infância e Adolescência, é fazer com que esses menores retornem ao convívio da família da menor maneira possível, mesmo que seja com parentes mais próximos, como avós de tios”, explicou.

Para a secretária adjunta de educação da capital, Cilene Maciel, a escola é uma grande aliada no combate à vulnerabilidade a que essas crianças são expostas. “Além das atividades escolares, o espaço educativo pode promover outras ações na área de esporte, cultura e lazer, de forma coordenada, como é o caso da Escola de Tempo Integral. Esse envolvimento afasta as crianças da rua e preenchem o tempo em que estão fora de casa de forma produtiva”.

O secretário adjunto de Assistência Social e Desenvolvimento Humano, Luiz Fernando de Barros Cardoso, que no ato representou o prefeito Chico Galindo, afirmou que a criança deve ser prioridade absoluta de todos os gestores e que é necessária uma campanha de valorização da família. “Todos nós sabemos que essa população é o nosso futuro e que a família é a base de tudo. Por isso, temos que conscientizar toda a sociedade para a importância dessa entidade tão desvalorizada nos dias atuais”, enfatizou.

Também participaram do ato público educadores, alunos de escolas municipais e do Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) conselhos tutelares, a Cufa (Central Única das Favelas) e o Comitê Pró-Infância.

MT- Escola Nova Chance expande atendimento no Estado

Fonte:Plantão News

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) vem ampliando o número de municípios atendidos com as salas de extensão da Escola Estadual Nova Chance. Em 2011 chega a 16 o número de cidades. No ano de 2008, data da criação da unidade, eram apenas 10, o que representa um significativo aumento de mais de 50% em três anos. As salas de extensão atendem atualmente cerca de 1,7 mil reeducandos na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Mato Grosso em 20 unidades prisionais.

Dos cerca de 1,7 mil estudantes matriculados, cerca de 120 alunos são mulheres. “Temos casos de registro de sala de aula mista como na cadeia pública de Araputanga e não existe nenhum problema de indisciplina”, explica a diretora da Escola Nova Chance. Ela ainda complementa que são 70 profissionais da educação atuando. “O Estado está garantindo um direito a essas pessoas”.

Celma reconhece que o número de vagas ainda não atende a demanda do Estado, mas pondera que o trabalho sofre um processo diário de melhoria no intento de otimizar o atendimento as especificidades do público. No ano passado foram realizados dois encontros na capital, pela Gerência de Educação de Jovens e Adultos, da Seduc, junto aos atores envolvidos no processo de ressocialização. O objetivo foi a finalização do plano de educação destinado ao sistema prisional. Esse plano irá traçar estratégias de ações pedagógicas para suprir as necessidades educacionais e de ressocialização.

Mato Grosso, de acordo com dados do sistema prisional, possui cerca de 11,7 mil reeducandos distribuídos em 53 cadeias públicas e oito penitenciárias.
Uma das mudanças implementadas pela Seduc, em 2011, é em relação à figura do orientador pedagógico. Eles foram eleitos pelos profissionais da educação que atuam nas salas anexas da Escola Nova Chance em todo o Estado. “Caberá aos assessores atuarem e intervirem em ações pedagógicas visando a melhoria do processo de ensino e aprendizagem”, destaca Celma.

O professor Valdomiro Oliveira Filho, orientador pedagógico na cidade de Rondonópolis (212 Km ao sul da Capital), trabalha com a educação de reeducandos desde o ano de 2009, na penitenciária Mata Grande. Lá existem sete salas de aula, e uma biblioteca. Ao todo estudam nessa localidade 250 alunos. “Muitos nos dizem que realmente sentem-se livres quando estão em sala de aula", relata. Nas salas não existe separação entre professores e alunos, não há grades, e todos ficam juntos durante quatro horas diárias. "O respeito é recíproco entre educadores e educandos, a indisciplina é quase inexistente", diz. O professor é referência, atua como um pouco de tudo. "Às vezes o limite é expandido e passamos a ser psicólogos”, conclui ele.

Artigo - Prazer e conhecimento

Por Manuel Francisco
Publicado 16/04/2011
Filosofia

O Ser humano, tende a gastar boa parte do seu tempo a encontrar um significado para a vida. Mas será que existe mesmo um significado ou um propósito?

O propósito mais vezes citado talvez seja o amor. Apesar de ficarmos embriagados de felicidade, é algo tão complexo que se torna ilusório. É como uma teia de aranha perfeita, todos os fios são construídos com calma e pacientemente, todos são necessários. E basta que um ou outro se parta para que toda a teia esteja comprometida. O amor funciona da mesma forma. É construído pacientemente, pedra sobre pedra, tal e qual um belo castelo, mas os dissabores da vida acabam por ditar o fim desse amor. Basta um deixar de amar o outro, o amor acaba aí. Pois o verdadeiro amor é partilhado por dois.

De qualquer forma o amor nem sempre é bom conselheiro. E pode muito bem não ser um bom propósito para a vida. Pois tolda-nos a vista e não nos deixa agir correctamente, deixando que os sentimentos fluam livremente pelo nosso corpo, ficando assim a razão de lado. Se agirmos conforme a razão, sabemos que agimos sempre correctamente, não deixando grande margem de erro ao acaso da vida. Mas ter a frieza de agir a maior parte do tempo apenas sob tutela da razão, pode ditar que em nós não habite felicidade.

Mas aí está um dos conceitos mais abstractos da humanidade. Felicidade. O que a felicidade é para um ser humano pode não o ser para outro. Pode ser o amor, pode ser o progresso, pode ser a cultura, pode ser a religião. Mas no progresso só tenho visto decadência, na religião mentira, no amor ilusão. Sobra então a cultura. Esta exercita a mente e a razão, tornando o homem mais sábio.

Depois de tanto divagar, chego a uma simples conclusão, de que a vida tem apenas um propósito, a cultura do homem. Pois o amor, a religião e o progresso escravizam o homem. A cultura liberta.

De qualquer forma o homem culto deve partilhar a sua sabedoria. Pois não existe homem mais ignorante do que o que não partilha o seu conhecimento com os outros. Se houver partilha, a cultura e o saber são perpetuados ao longo dos tempos, o que no fundo pode imortalizar o homem.

Contudo de nada vale a cultura e a imortalidade se a vida não for acompanhada de prazer. O prazer do corpo não é tão malicioso quanto a religião, o progresso ou o amor. Visto que depois de ceder à tentação o homem liberta-se por breves momentos. Já em relação ao amor, à religião e ao progresso, a cada segundo que passa o homem fica cada vez mais dependente, não podendo nem que por breves momentos, sentir o intenso sabor da liberdade.

O prazer não contribui para a felicidade, provavelmente nem dá significado à vida, mas acaba por ser uma parte integrante desta. Existe quem defenda que não se deve sucumbir aos prazeres do corpo, pois estes podem poluir a nossa alma com o pecado. Mas o conhecimento purifica a alma do homem sensato e humilde. Tornando-o livre e sábio, pois talvez sejam estas as únicas coisas que valem a pena na vida. O conhecimento e a Liberdade.

Fonte: http://www.webartigos.com/articles/63912/1/Prazer-e-conhecimento/pagina1.html#ixzz1JuTQ3h8T