segunda-feira, 14 de março de 2011

Artigo - Bolsa Família

Diminuindo a diferença
Dados do Bolsa Família mostram que o programa está melhorando a frequência escolar de beneficiários e aumentando a participação dos pais
Marina Almeida
Deise acompanha os filhos até a escola, em Santos (SP). Boa frequência às aulas é condição para receber beneficio do Programa Bolsa Família
"Avisa para eles que esse carro não é nosso!", diz a mãe de Deise ao ver a reportagem. Separada e com dois filhos, Deise Francisca de Barros mora na casa de sua mãe e da avó, que abriga ainda a família da prima, proprietária do veículo, nos fundos. Sem renda fixa, vivendo apenas dos bicos eventuais como faxineira, Deise é beneficiária do programa Bolsa Família (PBF). Uma das condições para receber o auxílio é manter os filhos frequentando a escola, o que Deise se esforça para garantir.
Passa de meio-dia. No quarto que divide com os meninos, os uniformes estendidos sobre a cama aguardam a hora da aula. Marcelo, de 9 anos, mostra seus cadernos, a mochila com o símbolo do Corinthians e diz que gosta de fazer lição. Matriculado no 3° ano do ensino fundamental, tem dificuldades de aprendizagem. A mãe inscreveu-o numa turma de reforço, oferecida no contraturno das aulas por uma instituição da região. O esforço trouxe resultados e Marcelo já começa a ler. Alex, o irmão mais novo, de 6 anos, está no 1º ano e teve problemas para se adaptar à nova escola. "Consegui matriculá-lo na escolinha de futebol da prefeitura e ele ficou tão contente que não reclamou mais das aulas. Infelizmente, o projeto foi cancelado para o próximo ano", lembra a mãe.
A pé ou na garupa de sua bicicleta, Deise leva as crianças para a escola que fica no bairro em que moram, o Bom Retiro, em Santos (SP). Seus avós migraram da Bahia e do Rio Grande do Norte em busca de empregos - o pai e o avô trabalharam no porto, o que mais movimenta cargas no Brasil. "Aqui era tudo mangue, fomos construindo aos poucos. Hoje está cheio de casas, mas já não é mais calmo como antes, tem violência", diz sua mãe, Genésia Francisca Barros. "Meu marido trabalhava de dia e fazia a casa à noite", completa Bernardina de Jesus Santos, avó de Deise. "Foi uma luta. Mas ela nunca fica pronta", constata ao apontar as paredes sem reboco.
Falante e participativa, Deise tem 31 anos. Estudou até a 8ª série do fundamental e é assídua frequentadora das reuniões escolares dos filhos. Também participa dos cursos oferecidos pela Assistência Social para os beneficiários do Bolsa Família e de uma comissão municipal do PBF para auxiliar a visita às famílias beneficiárias e orientá-las sobre seus direitos, o acesso a saúde e outros serviços.
Desempenho
O desempenho dos alunos do Bolsa Família tem sido foco de diversas pesquisas, o objetivo é entender se o programa influencia o ensino e como isso ocorre. Ao cruzar dados do Educacenso com o de beneficiários do programa, o Ministério da Educação (MEC) encontrou a variação das médias de abandono escolar: 3,6% dos alunos beneficiados pelo PBF do ensino fundamental deixam a escola contra 4,8% da média nacional. No ensino médio, o impacto aumenta: enquanto 7,2% dos beneficiários abandonam os estudos, a média nacional é 14,3%. "A obrigatoriedade da frequência cria um pacto entre a família e o Estado com a educação das crianças", diz Daniel Ximenes, diretor de Estudos e Acompanhamento de Vulnerabilidades do MEC.
Ximenes destaca os resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2009, que aponta para uma melhora na escolarização dos 20% mais pobres da população brasileira - público-alvo do Bolsa Família. Entre 2005 e 2009, a frequência à escola entre os alunos de 15 a 17 anos aumentou 8,4 pontos percentuais nessa parcela mais pobre da população, passando de 72,6% para 81%, enquanto a taxa nacional cresceu apenas 3,5 pontos, alcançando 85,2% em 2009. "Essas taxas não cresciam antes de 2006, quando as condicionalidades educacionais para receber o Bolsa Família foram implantadas."
A Avaliação de Impacto do Bolsa Família, divulgada pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2010, aponta que as crianças incluídas no PBF apresentam maiores taxas de matrícula escolar (4,4% mais, chegando a uma diferença de 11,7% no Nordeste) e progressão no sistema educacional (6% maior). O estudo comparou 11,4 mil famílias com e sem o beneficio, mas de regiões e perfis de renda semelhantes. Atualmente o PBF acompanha a frequência escolar de 14,3 milhões de alunos entre 6 e 17 anos.
Fatores de influência
Quanto desses resultados pode ser atribuído ao Bolsa Família e não a outras políticas sociais ou educacionais? A obrigatoriedade da frequência dos estudantes seria o principal fator de influência nesse avanço? "Outros estudos são necessários para mensurar o impacto do programa nesses números", diz a diretora de condicionalidades do MDS, Cláudia Baddini. O MEC realizou uma pesquisa qualitativa sobre o assunto, cujos dados estão sendo analisados e ainda não foram divulgados. "Entrevistamos professores e diretores que têm contato com esses alunos e eles apontaram a melhora da autoestima, da alimentação, do vestuário como fatores que influenciaram um ambiente mais favorável ao estudo", explica.
Essa percepção é semelhante à apresentada pela Operadora Máster de Frequência Escolar do PBF de Salvador, na Bahia - estado com maior número de famílias beneficiárias. Rita Sales, que trabalha com o programa desde 2006, vê melhora no desempenho dos alunos e pais mais preocupados com a frequência de seus filhos à escola. "Há uma diferença entre os alunos beneficiários do programa e não está apenas na frequência às aulas. Eles mudam seu comportamento, sentem-se estimulados a estudar, pois sabem que o benefício irá ajudar a eles e a sua família. Percebo isso tanto nas notas como no contato com os pais, professores e diretores. São esses os pais que mais participam do Conselho Escolar, por exemplo."
Já em Santos, Lídia Nascimento, coordenadora da Unidade Municipal de Ensino Pref. Esmeraldo Tarquínio, não vê diferença entre o desempenho dos alunos. "O perfil de todos os nossos estudantes é muito parecido, só noto alteração na maior frequência às aulas dos beneficiários", diz. Na escola, que atende do 1° ao 5° ano do ensino fundamental, 44% dos 758 estudantes matriculados participam do PBF - os dois filhos de Deise entre eles.
"O apoio da escola é importante não apenas para orientar os pais sobre o estudo dos filhos, mas para ajudá-los a lidar com eles. Há famílias que não têm controle sobre os filhos de 10 ou 11 anos, não conseguem obrigá-los a frequentar a escola", ressalta Lídia. Ela lembra que, ao buscar os motivos da ausência às aulas de uma aluna, precisou conversar diretamente com a menina para convencê-la a voltar para a escola.
Controle da frequência
A Esmeraldo Tarquínio acompanha a fre­quência de todos os alunos e repassa as informações mensalmente à secretaria de Educação - a fiscalização da presença é responsabilidade do município. O controle é feito pelos professores e a partir de cinco faltas sem justificativa a família é contatada. "Ligo para os pais ou envio um telegrama, mas há casas sem telefone e onde o correio não faz entregas, em geral nas regiões violentas. Nesses casos, solicito aos funcionários da escola que moram perto do aluno que entrem em contato com a família", conta Lídia. Os pais também são orientados a comunicar a escola quando seus filhos precisarem faltar.
Contatar as famílias é um desafio ainda maior em Cocos, município de mais de 10 mil km² no oeste da Bahia. Na Escola Municipal Rui Barbosa, no centro da cidade, quase metade dos 460 alunos é da zona rural, o que dificulta o contato. "Com os alunos da região, os pais nos avisam o motivo da falta antes que os procuremos. Já com os da zona rural, muitas vezes só descobrimos o porquê da ausência quando voltam à escola", diz o diretor Vivaldo Martins.
Problemas de saúde dos alunos, que devem ser justificadas com atestado, a negligência dos responsáveis e o impedimento de ir e vir - típico das zonas violentas - estão entre os principais motivos de faltas em Salvador (BA), onde mais de 187 mil famílias participam do PBF. Para orientar os pais dos alunos, o município organiza reuniões frequentes que abordam desde as condicionalidades do Bolsa Família até a importância da frequência à escola e do bom rendimento dos alunos.
Em Belo Horizonte (MG), com 70 mil famílias beneficiárias, o grupo de trabalho que faz a gestão das condicionalidades se divide em nove Núcleos Intersetoriais Regionais que acompanham e encaminham as políticas e diretrizes planejadas. As regionais apuram as faltas dos alunos, suas justificativas, organizam visitas às famílias, reuniões com os pais, acompanhamento de saúde, educação e assistência social. "No início, visitávamos apenas as famílias do PBF, mas há dois anos acompanhamos todos os alunos com problemas de frequência ou dificuldade de aprendizagem", explica Flávia Julião, coordenadora da gerência família na escola.
As informações sobre a frequência devem ser usadas pelo gestor de educação do Bolsa Família a favor do ensino. "Ele pode mostrar aos diretores e professores quem são essas famílias, suas características e dificuldades, até para que possam adequar o ensino às suas necessidades. É importante capacitar a rede para mostrar aos profissionais seu papel no programa de melhora qualitativa da educação", diz Cláudia Baddini, do MDS.
Para Daniel Ximenes, do MEC, o próximo passo é absorver essas informações nas políticas públicas municipais e escolares. "O grande desafio é fazer com que esses dados sejam utilizados pelas próprias escolas para garantir a permanência desses alunos mais pobres na escola e aumentar a proximidade com a comunidade."
Gestão dos dados de frequência
Por meio de um procedimento administrativo, a Secretaria de Educação de Santos (SP) garante o controle dos dados de frequência dos alunos do Bolsa Família e seu envio para o MEC dentro do prazo. As informações, passadas pelas escolas à Secretaria, são organizadas em planilhas e dão origem a um relatório gerencial. Os casos mais graves, como violência doméstica, gravidez precoce e óbito de alunos, são levantados e discutidos em reuniões mensais com a comissão de acompanhamento do programa, formada por funcionários da Saúde, da Educação, da Assistência Social e representantes das famílias. Nesses encontros são definidas as ações de combate aos problemas detectados.
"Periodicamente realizamos formações sobre o preenchimento dos dados de frequência e o acompanhamento desses alunos", diz Mara Mei, responsável pela organização dessas informações no município. A Secretaria ainda planeja organizar um encontro regional das secretarias de educação da Baixada Santista para trocar experiências e discutir um planejamento comum entre os municípios, já que é grande a migração de alunos entre as redes.
Sicon
Márcia Teixeira, coordenadora da Secretaria de Políticas Sociais de Belo Horizonte (MG), acredita que o Sistema de Condicionalidades do Programa Bolsa Família (Sicon) ajudar a organizar as ações. "O acompanhamento era disperso nas regionais. Hoje, temos o histórico das famílias acessível pelo sistema para as áreas envolvidas no programa. Facilita para tratar as vulnerabilidades de forma integrada." Para usar o Sicon, implantado em 2010, o município realizou um treinamento intensivo e investiu no acesso à internet das áreas mais distantes.
O PBF está presente em todos os municípios do país, que são os responsáveis pelo controle da frequência dos alunos das escolas de seu território, não apenas as municipais. "Nossa equipe também vai às unidades estaduais para apurar a frequência, mas é mais difícil realizar reuniões de formação com eles", explica Flávia Julião, de Belo Horizonte.
Renda e Diferenças nas escolaridade
Taxas de rendimento escolar (em %) Escolas Públicas
Aprovação Aprovação Abandono Abandono
Brasil Censo Beneficiários Censo Beneficiários
Ens. fundamental 82,3 80,5 4,8 3,6
Ens. médio 72,6 81,1 14,3 7,2
Fonte: Educacenso 2008 e Sistema Presença - Frequência Escolar PBF 2008
Taxa de frequência escolar dos adolescentes de 15 a 17 anos de idade, por renda familiar mensal per capita* (%)
1° quinto 2° quinto 3° quinto 4° quinto 5° quinto
Brasil 81 83,2 85,1 88,3 93,9
Norte 79,5 81,5 84,7 86,4 90,8
Nordeste 78,9 84,5 82,8 86,2 92
Sudeste 83,5 86,5 88 90,1 96,5
Sul 75,3 81,4 83,6 88,3 93,2
Centro-Oeste 78,8 83,1 81,9 84,6 91,3
Fonte: IBGE, Peaquisa Nacional por Amostra de Domicílios 2009
* o 1° quinto corresponde ao segmento mais pobre

Artigo - Preconceito

Preconceito não pode!!!!!!!!!!!!!!!

Gay que ser Doutor em educação, por que não?

Iza Aparecida Saliés[1]


Ao ler a coluna sobre educação dia 4 deste mês, e o tema é “Travesti vence preconceito e é a 1ª pessoa nessa situação a fazer doutorado”. Como é um tema instigante e polêmico, achei que posso contribuir com algumas considerações sobre o assunto.
Será que Luma passou no doutorado porque é Gay ou porque tem competência?

Eu quero acreditar que ele teve conhecimento suficiente para tal, ou foi beneficiado pelo sistema de cotas. Vai saber?

Segundo a fala do autor do texto, “A função permite que ela intervenha em casos como o de uma diretora que chamou os pais para reclamar que o filho era gay e de outra que queria impedir a entrada de alunos travestis que usassem batom” [2] sim, permite, desde que o profissional “Luma”, não confunda a sua opção sexual com as suas funções no trabalho.

Ao abordar que o professor chamou os pais para reclamar sobre a opção sexual do aluno, isso sim, não deveria acontecer, mesmo porque é um assunto polêmico tanto para a escola como para os pais.

Se o aluno fez sua opção sexual por ser homossexual, até ai tudo bem, é um problema dele e da família, a escola não pode discriminar por isso, mas quando essa opção começa e incomodar os costumes da escola, seu comportamento não pode e nem deve transgredir o que é convencional às pessoas que ali estão.

Travesti, usando batom na escola? Esse é uma situação delicada para a escola e que deve ser tratada com bom senso, se o aluno estiver muito extravagante, ai sim, a coordenação pedagógica deve conversar com ele e ou com os pais. E a melhor receita, sempre, é o acordo entre as partes, escola, aluno e pais.

Caso a escola tenha dificuldade para tratar do assunto, o procedimento correto é buscar ajuda da Secretaria de Educação, consultar especialistas, para não incorrer no preconceito e deixar de cumprir com sua finalidade principal que é respeitar a diversidade de gênero, de opção sexual, de idade, étnico-racial, e outras.

[1] Professora Especialista da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso.
[2] Citação do texto original

Notícia da Seduc/MT

Bulling nas escolas será debatido hoje no Liceu Cuiabano Da Assessoria O Conselho Estadual de Educação (CEE) promove hoje o “I Seminário Bullying na escola: desafios para educadores”, na Escola Estadual Maria de Arruda Müller (Liceu Cuiabano). O evento é destinado aos gestores de escolas municipais e estaduais da Baixada Cuiabana.  
No período matutino, às 8h40, será apresentado o filme “Bullying: provocações sem limites”. Na sequência haverá uma roda de conversa sobre o tema coordenado pela psicóloga da Secretaria Municipal de Educação de Cuiabá, Yvone Ynez Ricce Boaventura. Logo em seguida terá início a conferência “O papel do gestor público no combate ao bullying na escola”, com a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, o promotor da Justiça e Cidadania e Defesa da Educação, Miguel Slhessarenko Júnior, e o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), Gilmar Soares Ferreira.
A conferência terá como mediador o secretário adjunto de Estado de Comunicação, Onofre Ribeiro, e como debatedor o professor doutor da Universidade Federal de Mato Grosso, Naldson Ramos da Costa. À tarde, a partir das 14h, estão programados relatos de experiências sobre o tema “A arte como resgate de valores humanos”, a cargo da professora Luzia Pereira de Souza Abich, da Escola Estadual Dom José do Despraiado (Cuiabá), e Neuza Angelin, do Centro Municipal de Educação Básica Integral Carlos Drummond de Andrade (Nova Mutum).  
Às 16h30, haverá discussão sobre a “Construção de uma agenda de compromisso da Escola para 2011”, coordenada pela presidente da Câmara de Educação Básica do CEE, Conselheira Nágila Edilamar Vieira Zambonatto. O seminário é organizado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE), por meio da Câmara de Educação Básica (CEB), Secretaria de Estado de Educação (Seduc/MT), Secretarias Municipais de Educação de Cuiabá e Várzea Grande e Conselhos Municipais de Educação de Cuiabá e Várzea Grande.

Artigo - Bog na escola

Blog, uma nova ferramenta pedagógica para uso do professor[1].
Iza Aparecida Saliés
O uso desse aporte tecnológico (blog) na educação contribui sobremaneira para o processo ensino aprendizagem, pois quando o aluno participa de espaços de debates, onde há necessidade de utilizar uma linguagem diferenciada da usual, o ser incluído significa, nesse universo da NET, saber lidar com esse novo letramento.
Quando o professor possibilita aos alunos escolher temas e significativos para eles, e ainda mais, com possibilidade de discutir em grupos, ou seja, num blog, desta forma, os alunos estarão mobilizando saberes específicos das disciplinas pertinentes ao assunto e que serão contextualizados na construção do texto, cuja produção é do autor/aluno.
Pedagogicamente falando quando os alunos utilizam o blog, eles estão produzindo textos fundamentados em argumentos próprios, fazem critica, analisam, refletem, com isso, o aluno vai desenvolvendo diferentes habilidades e construindo competências, não só na área da linguagem, como nas demais áreas de conhecimento.
Com a utilização das linguagens tecnológicas, na escola e fora dela, cabe ao professor assegurar os conteúdos necessários para resguardar a norma culta e garantir o conhecimento científico, frente a esse novo desafio para o ensino.
O professor precisa diversificar sua aula, utilizando diferentes possibilidades metodológicas, e o blog é uma delas que pode ser usada na sala de aula. Pode parecer, a priori, que é difícil, porém com o tempo, você professor, vai perceber os benefícios que serão agregados ao processo ensino aprendizagem do aluno.
[1] Texto publicado no Blog do Corumbá ,dia 31/12/2008

Notícia da Seduc/MT

Escola Estadual 9 de Julho se destaca em concurso e lança coletânea

O trabalho de pesquisa desenvolvido pela Escola Estadual 9 de Julho, da cidade de Água Boa, sobre otema ‘Vozes d´África:itura e Escrita: Experiências Inovadoras, resultou em uma coletânea intitulada
‘Vozes d’África: Verso e Prosa’. A produção interdisciplinar foi lançada no 1º

Café Literário de Água Boa. O projeto rendeu ainda a escola a segunda
classificação dentre os dez melhores trabalhos sobre cultura afro promovida pelo Sintep de  Mato Grosso, denominado ‘Mama África’.

Segundo o coordenador do projeto,  professor especialista em Educação
Interdisciplinar,  Waldiney Santana da Costa,  toda a comunidade escolar se mobilizou para a efetivação das pesquisas no ano de 2010. A unidade atende a cerca de 1,5 mil alunos e a ideia será novamente aplicada no decorrer do ano letivo de 2011.

O projeto desenvolveu-se com  estudo de textos literários e a contribuição da cultura africana na formação do ser brasileiro. As atividades envolveram os alunos do Ensino Fundamental e de Educação de Jovens e Adultos (EJA). “Como fatores primordiais, buscamos não só estimular a leitura de livros com a temática em destaque, mas promover a interação cultural por meio da literatura afro-brasileira. Ao desenvolvermos as atividades visamos à aproximação do escritor e leitor para a discussão de conhecimento e oportunizando a produção textual de poemas, contos e textos dissertativos”, conta o professor.

O concurso ‘Mama África’ classificou, no total, dez trabalhos. Os coordenadores das unidades que receberam 2º e 3º lugares ganharam um notebook e um kit-afro (contendo camisetas e livros relacionados à temática). O segundo colocado tem direito ainda a uma viagem para uma comunidade quilombola de Vila Bela da Santíssima Trindade.

As escolas destaques foram:   Escola Zeferino José de Mattos, do município de São José dos Quatro Marcos; Escola 9 de Julho de Água Boa;  Escola Dom Aquino Corrêa (de Itiquira); Escola Dom Bosco, de Lucas do Rio Verde, Escola Deputado Bertoldo Freire, de São José dos Quatro Marcos, Escola Municipal Rodolfo Trechaud Curvo, de Araputanga, Escola Municipal Bela Vista (Alto Paraguai), Escola Campos Sales da cidade de Juscimeira e Escola Municipal Menino Deus, da cidade de Lucas do Rio Verde.


Patrícia Neves
Assessoria/Seduc-MT

Notícia do Governo de MT

Cédula C já está disponível no site da Secretaria de Administração
A Cédula C ou comprovantes de rendimentos com base no ano 2010 já está disponível no site da Secretaria de Estado de Administração (www.sad.mt.gov.br) para a Declaração do Imposto de Renda.
Para acessar a Cédula C, o servidor público deverá clicar no fullbanner localizado no topo do site da SAD. Uma nova página se abrirá, onde o servidor deverá inserir o número de sua matrícula e seu CPF, marcar o tipo de login, se servidor ou aposentado/pensionista, e clicar para gerar o documento.
Caso o servidor discorde ou detecte alguma diferença em seu documento deverá procurar pessoalmente a Gerência de Manutenção da Superintendência de Gestão de Pessoas da SAD.
Mais informações pelo telefone 0800-647-3633.
DANIELE DANCHURA
Assessoria/SAD-MT

Notícia da Seduc/MT

O Estudo é sinônimo de crescimento
Estudar sempre foi sinônimo de um futuro melhor para a Ana Carolina Ota de Freitas, 10, aluna da Escola Estadual Djalma Ferreira de Sousa, em Cuiabá. A estudante do 5º ano, se prepara para a Prova Brasil, uma das avaliações da Educação Básica realizada entre estudantes do 5º e do 9º ano, além do 3º ano do Ensino Médio , destaca importância da mulher como professora, mãe e dona de casa.
No caso dessa avaliação é extremamente importante o papel do professor, seja na eficácia de sua explicação ou no domínio que exerce na sala de aula, para que todos aprendam os conteúdos. Para Ana Carolina, a professora inspira admiração, pois, é necessário possuir “pulso firme” para lecionar em uma sala com muitos estudantes, sendo que nem todos demonstram interesse pelos estudos. “A maioria dos alunos da minha escola está preparada, pois, os professores têm realizado a função muito bem”.
Porém, apesar do reconhecimento da importância feminina na sociedade, ainda existe inúmeros preconceitos relacionados à mulher. “Além de sofrer violência constantemente, a mulher ainda sofre discriminação principalmente na área econômica”, diz por considerar que os salários propostos para os cargos ‘exclusivamente’ para homens são maiores que aqueles relativos às profissões femininas.
O fato de morar somente com a mãe possibilitou a ela adquirir uma visão mais ampla sobre a verdadeira importância da figura materna como líder em casa. Afinal, “hoje a mulher não procura um homem, mas sim condições que a possibilitem ter um futuro melhor para que possa aumentar a qualidade de vida de toda a família”, diz.
Quando crescer, Ana pretende trabalhar e ter um futuro melhor que o de seus pais. Quando questionada sobre constituir família não soube responder, mas afirmou que se decidir casar e ter filhos “dará um jeito”, afinal de contas, todas as mulheres sempre souberam lidar com trabalho e casa, seja contratando alguém para ajudar, seja organizando o tempo para que nada saia do controle.
A menina também sonha em seguir a carreira de bombeiro e apesar de saber que se trata de uma profissão predominantemente masculina assim como a de policial, reconhece que não estará livre de preconceitos, mas afirma “eu vou passar por eles”.
Assessoria/Seduc-MT

domingo, 13 de março de 2011

Artigo - Tecnologia

Convivência em tempos digitais
Uma das maiores qualidades do ser humano está na sua capacidade de se relacionar entre si.Nos primeiros ensaios de independência, os filhos se alimentam no relacional sob a forma de pit-stops. Quanto maior a necessidade, tanto mais longa é a parada e mais curta é a autonomia.

Os alunos carentes de ensinamentos e ficam mal preparados para a vida profissional.Estamos negligenciando a educação das crianças quando somos dirigidos pelos desejos delas.

Como os pais têm pouco tempo físico para educarem seus filhos, atribuem à falta de convivência a falta de educação dos filhos.Esta falha não está na falta do tempo, mas na qualidade de convivência. Os filhos fazem pit-tops com os pais cada vez mais curtos.

Educar significa tornar os filhos menos dependentes e mais cidadãos éticos.A falta de conhecimento e tecnologia é que dificultam as ações dos pais.

Os pais devem priorizar a educação lendo livros, artigos em jornais e revistas que agreguem valores educativos às suas ações com seus filhos.Em tempos de tecnologia digital não se deve pensar em educação somente em analógico. Os filhos já se comunicam entre si e seus amigos numa linguagem nova. Os jovens têm acesso a tudo pela Internet.

Conversam, veem e são vistos nos blogs; pelos Orkuts alimentam o ser gregário; pelos sites de busca viajam pelo mundo; o celular se transformou no seu escritório móvel...Hoje, os pais causam orgulho nos filhos ao procurarem aprender e assimilar para a sua vida os meios de comunicação deles.Seu celular travou? Experimente pedir ajuda a um adolescente.

Além de ele consertá-lo com o maior prazer, sem cobrar nada, ficará feliz em poder passar para você o que ele sabe. Passa a valorizar mais você, pai ou mãe, à medida que vocês aprendem. Isso vale hoje muito mais do que as clássicas conversas sérias que os pais gostariam de fazer com os seus filhos e assim sossegar esta inquietude e preocupação do futuro com os filhos.O ano de 2009 pode se transformar no ano da mudança de comunicação entre pais e filhos.

Içami Tiba
Psiquiatra, educador e conferencista. Escreveu “Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos" e mais 22 livros.
Postado por Iza Aparecida Saliés às 09:36
Marcadores: Educação e tecnologia

Educação

Educação no Sistema Prisional de Mato Grosso.
Textos de reeducandos da Mata Grande serão transformados em livro
Várzea Grande/MT 18/01/2009 - 12h47min.

Da Redação


Reeducandos em sala de aula na Penitenciária Mata Grande - Fragmentos de vidas privadas de liberdade. Recordações de momentos vividos em família, entre amigos. Sonhos. Perspectivas de um futuro melhor. Todos esses momentos foram transcritos numa coletânea de textos produzidos por reeducandos da Penitenciária Major Eldo Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis.

A coletânea que já está na Imprensa Oficial de Mato Grosso (Iomat) para impressão, são 500 exmpelares, para serem lançados no próximo mês pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e Fundação Nova Chance.

Os textos foram revisados pela professora Imar Domingos Queiróz, do Núcleo Interinstitucional de Estudos da Violência da Cidadania (NIEVCi), da UFMT, e transformados no livro “Escrevendo sou Livre”.

Conforme a coordenadora de ensino e formação da Penitenciária da Mata Grande, Creuza Ribeiro, os textos começaram a ser produzidos em 2007, como uma estratégia pedagógica para a socialização dos mesmos com os educadores.

Para estimular a reflexão e leitura dos reeducandos, a Penitenciária Mata Grande inaugura, no próximo mês, um novo ambiente, biblioteca com um acervo de aproximadamente mais de três mil livros dos gêneros romance, científico, enciclopédias, periódicos, além de pelo menos mil exemplares de revistas.

Trabalharão como monitores na biblioteca dois reeducandos da penitenciária que concluíram o segundo grau na unidade.

Fonte: Jornal O Documento – www.odocumento.com.br
Postado por Iza Aparecida Saliés às 15:26
Marcadores: Educação no sistema prisional de MT

Curriculo - Ciclo

A educação por ciclos e a visão qualitativa
A visão qualitativa da educação leva em consideração as relações sociais do educando!
A relação qualidade x quantidade tem sido mais discutida entre os educadores ultimamente. O que é normal, uma vez que a reprovação praticamente não existe mais com a educação por ciclos!
A repetência é justificada muitas vezes por um processo de aprendizagem baseado em quantidade. O que isso significa? Significa que se o aluno não alcança determinada média, é reprovado. Não que uma média final mínima hoje não exista, mas o fato do estudante não a atingir recai sobre o professor. Por quê? Porque este deverá justificar a reprovação através de documentação avaliativa, a qual deve ser escrita ao longo do ano letivo. Só o motivo da nota baixa não cabe mais! E por que isso é tão complicado? Porque se a escola adota a progressão continuada tem duas opções: o de negligenciar as estratégias avaliativas que o sistema de ciclos aponta ou de segui-las.
Só a justificativa de que o aluno não se saiu bem nas provas não é mais suficiente! Isso ocorre pelo motivo das avaliações (bimestrais, semestrais, finais) não serem mais os únicos requisitos para averiguação da aprendizagem!
Passamos de uma visão quantitativa (somatório de notas) para uma visão qualitativa (somatório de respostas positivas).
A principal arma desse tipo de formação do alunado baseia-se nas fichas de acompanhamento. Cada aluno tem uma e nela o professor faz anotações sobre o progresso do educando, o comportamento do mesmo com o professor e com os colegas, a melhora ou piora da conduta em sala, suas dificuldades, as facilidades e dons observados, o dia em que faltou e o motivo, as conversas realizadas e o efeito das mesmas, e assim por diante.
Provas, trabalhos em grupo, exposição oral, produção textual continuam em vigor, claro. Entretanto, a percepção continuada do aluno por detrás de cada nota é a perspectiva principal analisada pelo professor. A evolução do aluno não está norteada em uma nota adquirida em um teste, mas em seu progresso intelectual, emocional e social ao longo do período considerado (bimestre, semestre, ano).
A quantidade de notas dá lugar ao nível de qualidade da aprendizagem, se aumentou ou se diminuiu e por quê.
É claro que se a escola se abrir para este novo método avaliativo e não o seguir, de nada irá adiantar, a Educação estará sendo negligenciada e mais uma vez a culpa será do sistema falho ou do governo!
Por Sabrina Vilarinho
Graduada em Letras
Equipe Brasil Escola
Veja mais!
Desempenho escolar - A importância dos pais no acompanhamento escolar do filho!

Artigo - Tecnologia

As salas virtuais são um desafio para o professor-tutor Gabriela Mangabeira 29 novembro 2010 O local para estudar é escolhido pelo aluno. A distância não é problema, pelo contrário. Do outro lado, separados apenas por uma tela, o professor, na sala de aula especialmente planejada. Com um simples clique de mouse, a educação começa a ser compartilhada na rede. É a tecnologia possibilitando o acesso a milhares de alunos, em qualquer canto do mundo, sem qualquer tipo de requisito social, racial ou de gênero. Não há limites.  A comunicação é de mão dupla, trocada, na maioria das vezes, em tempo real, aliada a recursos físicos (apostilas, livros, etc), interativos e hipermidiáticos. A informação corre livre, sem fronteiras, expandindo a educação, mas, como todo projeto, as críticas existem e, principalmente, as dúvidas. À frente dos cursos a distância da FIB/Estácio, a coordenadora Jane Guimarães concedeu entrevista ao repórter José Eduardo Carvalho na tentativa de esclarecer questionamentos frequentes sobre o universo da EAD. Qual o objetivo de estudar através do EAD ? Bem, o objetivo do aluno ao escolher um curso de graduação ou tecnológico na modalidade EAD é concluí-lo. Geralmente, em decorrência do horário de trabalho, constantes viagens, preço dos cursos presenciais e ausência de faculdades nas proximidades de sua residência, dentre outros motivos, o estudante se vê impedido de frequentar os cursos oferecidos na modalidade presencial, então aluno termina “escolhendo” a modalidade EAD. Todavia, isso não invalida o objetivo que deve precedera conclusão do curso, que se trata da qualidade do ensino oferecido pela instituição, independentemente da modalidade. Esse tem sido o grande desafio da Estácio que vem buscando estratégias que contribuam no processo de ensinar e aprender em ambientes virtuais de aprendizagem.  Para garantir a qualidade, posso destacar a escolha do ambiente virtual, capacitação dos professores para docência online, a escolha do material didático, a garantia da aula teletransmitida e em tempo real, e a partir dai atingir o objetivo do aluno: concluir um curso com a garantia de sua qualidade.Quais as vantagens? Acredito que as mudanças que ocorreram no campo da Educação a Distância vêm acompanhadas de diversas vantagens, dentre elas posso destacar a flexibilidade de horário, que permite que o aluno estude no horário que mais lhe convier; uma maior autonomia no estudo, que faz com que o aluno possa dedicar mais tempo aos assuntos que mais lhe interessem, sendo o principal responsável pela sua evolução no aprendizado; a flexibilidade e o espaço, permitindo que alunos que se encontram distantes fisicamente das escolas e universidades tenham acesso aos cursos desejados. Outra vantagem se refere à característica dos materiais didáticos mais modernos, desenvolvidos especialmente para a EAD, que além de permitir o uso intensivo de elementos multimídia, como vídeo, áudio e computação gráfica, permite a interatividade entre professores tutores e alunos, inovando o modelo de educação ao possibilitar um ambiente onde todos ensinam e todos aprendem. Por essa razão, o papel da EAD é de fundamental importância, uma vez que o caráter interativo desses novos meios traz embutidas também, evidentemente, as possibilidades de novas formas de subjetividade e de socialização. Lembro me que nas nossas salas virtuais, por um lado, tem os alunos iniciando sua primeira graduação e com idade mais avançada. Por outro, alunos já graduados, especialistas, mestres, inclusive doutores que aproveitam as vantagens da modalidade EAD para continuarem estudando. Essa heterogeneidade nas salas virtuais é um desafio para o professor tutor, mas acaba sendo um ganho para os alunos que utilizam a colaboração para aprenderem um comooutro, a partir de suas vivências e conhecimentos. E as desvantagens? Comparando com as vantagens, as desvantagens são mínimas apesar do seu grau de importância. Posso iniciar lembrando que grande parte da população não tem acesso às novas tecnologias, assim qualquer elemento que valorize esses meios, sem disponibilizá-los para todos, estaria contribuindo para o aumento da desigualdade e, desta forma, a EAD acabaria contribuindo para a exclusão digital, educacional e, consequentemente, social. Todavia, apesar da polêmica em torno do tema, isso não tem impedido o crescimento da EAD, pelo contrário. Por essa razão, não utilizo a palavra desvantagem e prefiro utilizar a palavra desafio. Os alunos enfrentam grandes desafios frente a autonomia que lhe é concedida, pois é preciso se sentir motivado para acessar a sala e aula virtual e essa motivação é interna, apesar das possibilidades dos incentivos externos. Existe um perfil ideal de aluno para oEAD ? Há perfis que não se encaixem? Seria importante que os alunos tivessem a maturidade necessária para utilizar a autonomia de forma positiva no seu processo de ensinar e aprender. Além da maturidade, que independe da idade, é preciso ser persistente, comprometido com seus objetivos, pois quando isso não acontece, nos possíveis momentos de dificuldades, o aluno pode abandonar o curso e isso também acontece nos presenciais. Não acredito na existência de perfis que não se encaixem. Afinal, a modalidade EAD facilita a aprendizagem,vez que é notório o respeito às diversas formas de aprender. Nesses momentos, acredito na existência de um elemento motivador, no caso, o professor-tutor, e de uma estrutura de apoio para dar suporte ao aluno parece ser importante. O professor-tutor tem um papel fundamental. Ele, assim como o professor nos cursos presenciais, são corresponsáveis pelo sucesso dos alunos. Estamos investindo muito na nossa capacidade de proporcionar uma educação a distância sem distância. Esse tem sido nosso lema: Educação a distância sem distância! Quais as diferenças e/ou dificuldades que um aluno formado no ensino presencial encontrará no EAD? Posso garantir que o preconceito já diminuiu muito. Isso decorre das pesquisas que foram realizadas comos cursos oferecidos na modalidade EAD, onde verificase o bom desempenho dos alunos provenientes de cursos a distância de boa qualidade. Acredito que no futuro, bem próximo, em decorrência da shabilidades que os alunos graduados na modalidade EAD adquirem e constroem, ao longo do curso, essas dificuldades deixarão de existir. Quais os critérios de escolha de um bom curso? Para escolher um bom curso oferecido na modalidade EAD alguns fatores são importantes: posso iniciar citando a estrutura ou o desenho das aulas online; as ferramentas de apoio pedagógico disponíveis no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) que possibilitem a interatividade entre o professor tutor; extrapolação dos conteúdos constantes nas ementas das disciplinas, geralmente denominado de “Saiba Mais”, a qualidade do material didático; leituras complementares disponíveis nas bibliotecas virtuais, formação dos professores-tutores, inclusive, na docência online; possibilidades de aulas em tempo real e interativas, a exemplo de aulas teletransmitidas; dentre outros critérios. Os diplomas identificam quem fez EAD ou presencial? Qual a diferença perante o MEC ? Atualmente não. Os alunos graduados na modalidade EAD recebem o mesmo diploma dos alunos graduados na modalidade presencial. Não há diferença, isso foi um grande avanço do MEC e essa atitude contribuiu para a aceitação do próprio aluno que desconfiava da qualidade do curso oferecido na modalidade EAD. Os novos alunos, antes de se matricularem, chegam cheios de dúvidas e os questionamentos mais frequentes referem se a possibilidade da formatura com solenidade, se o diploma identifica a modalidade do ensino, etc. Estamos trabalhando para que o aluno na Estácio tenha orgulho do seu curso e se sinta seguro quanto a qualidade do ensino que estamos oferecendo. Graduados em EAD podem concorrer a vagas de nível superior em concurso público? Claro! Os alunos podem concorrer a vagas em concurso público, sim. O diploma não identifica a modalidade que o aluno concluiu a graduação ou o curso tecnólogo precisamos ficar atentos e qualquer discriminação quanto a esse aspecto é preciso denunciar. Existem atividades presenciais no scursos de EAD Sim. Existem atividades presenciais que são obrigatórias, a exemplo das provas. Além de atender às exigências do MEC, a prova é a ferramenta a mais que temos a nossa disposição e que serve como um “termômetro” no diagnóstico da aprendizagem do aluno, no momento da avaliação processual. Na Estácio, proporcionamos aos nossos alunos a capacitação do ambiente virtual que é realizada presencialmente; encontro com professores para orientação na construção do Projeto Integrador, participação em seminários, palestras e cursos de extensão, dentre outros As disciplinas de EAD podem ser aproveitadas em cursos presenciais? E o inverso? Podem sim. Desde que contenham a mesma carga horária e também os mesmos conteúdos. Isso pode ser observado analisando as ementas das disciplinas dos cursos. Os nossos cursos na modalidade EAD possuem a mesma ementa dos cursos presenciais, isso facilita a mobilidade dos alunos entre os cursos e a troca da modalidade. Após o término de uma pós ou graduação EAD, os alunos estão aptos para realizar uma pós-graduação presencial? Claro que sim. Aptos inclusive com habilidades que os alunos de cursos presenciais podem não ter adquirido ao longo de sua formação. As profissões estão se adaptando a essa nova era e a educação vai ter que acompanhar fazendo uso das novas ferramentas proporcionadas pela tecnologia. É preciso ter vontade e coragem para inovar, conhecer e vivenciar novas experiências e possibilitar aos professores e alunos um ensinar e aprender contextualizado. Usar a tecnologia af avor da liberdade de expressão vai fortalecer processos de autonomia do aluno, através dos quais professores e alunos reforçam experiências inovadoras. Esse processo temos vivenciado aqui na Estácio. Quais os avanços educacionais que o EAD vem conquistando perante o MEC com relação a regulamentação do modelo Talvez o passo mais importante tenha sido a retirada do diploma o registro da modalidade de ensino. Mas será preciso avançar mais ainda. A sociedade precisa refletir sobre o processo de trabalho pedagógico em EAD, como um trabalho intelectual, cultural, qualificado dos educadores, e não, como suporte das atividades pedagógicas. Precisamos discutir a identidade dos conhecidos tutores. Essa terminologia tem sido utilizada para identificar os professores que atuam em salas de aulas virtuais. O tutor é um professor responsável pela mediação do processo de ensino aprendizagem. Há expectativa de melhorias no formato? Se sim,quais? Acredito que podemos melhorar sempre. Talvez a mais urgente seja a possibilidade de acesso à internet para todos os alunos. Através da Internet, é possível promover a propagação de experiências de grande alcance social para a formação cultural da nacionalidade, dando acesso à educação a sujeitos sociais afastados das instituições formais de ensino, ou que têm dificuldade de acesso a elas. Fonte: Jornal a Tarde, 29 de novembro de 2010. Caderno Especial E@D. Salvador/BA

Eja

Inscrições para Exame Supletivo on-line começam na segunda
Redação com Assessoria



A partir de 14 de março os interessados em realizar a prova do Exame Supletivo 2011 poderão acessar o sistema para o procedimento na página da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), o http://www.seduc.mt.gov.br. Pela primeira vez em Mato Grosso a inscrição e agendamento das provas serão realizadas pela internet e com mediação tecnológica. No último exame ofertado, no ano de 2009, mais de 140 mil pessoas foram beneficiadas.


De acordo com o gerente de organização dos Exames Supletivos, Antônio Marcos Passos de Mattos, as provas poderão ser realizadas em 22, dos 24 Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) do Estado. Apenas as unidades Ariosto da Riva (na cidade de Alta Floresta) e Vera Pereira (em Cuiabá, no bairro Grande Terceiro) não irão ofertar as provas, em decorrência de questões de infraestrutura que impediram o desenvolvimento de rede lógica. Quem estiver na região de Alta Floresta terá de fazer o agendamento para uma cidade vizinha.


Pelo sistema o interessado terá acesso à listagem com os nomes dos locais onde as provas serão ofertadas e ele poderá optar seguindo a opção que melhor atender as suas especificidades.


Antônio Marcos explica que as discussões para a implantação do Exame Supletivo Online acontecem desde 2009. Profissionais da Seduc visitaram a cidade de Manaus (AM) para conhecer a aplicabilidade do sistema que é utilizado no Estado. De posse dessas informações a Gerência de Jovens e Adultos, que é ligada à Superintendência de Diversidades (Sude), em parceria com a Coordenadoria de Tecnologia (COT), desenvolveram o projeto adequado a realidade matogrossense.


Nesse primeiro momento, explica Antônio Marcos, as provas só poderão ser agendadas após o período de 25 de abril para os Cejas instalados em Cuiabá e Várzea Grande. Outras nove unidades de Ceja (que ainda serão previamente definidas) irão ofertar as provas a partir de 2 de maio de 2011. E outras nove (a serem também selecionadas) a partir de 9 de maio de 2011. A decisão de escolha para datas deve-se ao fato de que o projeto é pioneiro no Estado e visa à melhor organização do processo. Até a data de 14 de março o Edital com critérios e todo detalhamento do Exame Supletivo serão publicado em Diário Oficial do Estado.


As provas serão realizadas em laboratórios contendo 11 máquinas, sendo que uma delas estará adaptada com uma tela touchscreen (semelhante às empregadas nos terminais eletrônicos que é sensível ao toque) que permite ao usuário que não possua afinidade com manuseio de equipamentos eletrônicos a realização do exame. O período de realização será de 50 minutos para cada disciplina e de 60 minutos por área de conhecimento (Linguagem, Ciências da Natureza e Ciências Humanas).

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso investiu também na aquisição de câmeras de segurança, webcam, e leitores biométricos para que toda a lisura do processo de realização das provas seja garantido. Para garantir o atendimento e a democratização da educação.

Antônio Marcos lembra que é fundamental que todo candidato se apresente para a data de realização da prova munido de documento com foto. O interessado também irá passar pelo leitor biométrico que vai registrar a impressão digital do candidato.



VIRTUAL REAL
MT terá 1º Encontro de Blogueiros
Adriana Nascimento - Da redação
12/03/2011 09:15 Atualizado em 12/03/2011 10:14

Os blogs são umas das mais democráticas ferramentas de expressão do século 21. Milhares são criados a cada dia e eles estão sendo vistos por empresas que querem divulgar ou saber a opinião da sociedade sobre seus produtos. Portanto, nada mais justo que o mercado seja equilibrado e todos possam desfrutar das vantagens dessa mídia. Para tal acontece entre 8 e 9 de abril o primeiro Encontro de Blogueiros de Mato Grosso. O local será a Escola de Contas do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
A programação será a seguinte: 8/04 - 19 às 21h - Palestra aberta ao público - um debate com os mediadores professores universitários - Haya Dalla Bel e Alváro Marinho; também os blogueiros: Sandra Carvalho e Karina Nogueira falam sobre os objetivos e a dinâmica do encontro. Em seguida haverá um Sarau.

No dia 9 a programação começà às 8h com o credenciamento e Café da Manhã. Das 9 às 11h será discutido "O papel da internet e os desafios da internet", com Paulo Henrique Amorim e sobre "Como financiar a blogosfera", com Geórgia Pinheiro (do blog Conversa Afiada).

Das 13 às 15h os assuntos serão: "Mídias Sociais e populares", “Uso dos Blogs - ferramentas de mídias" e o "Papel dos blogs, jornais e sites e das redes sociais na cobertura e mobilização política". Logo depois, das 15 às 17h ocorre uma mesa-redonda para troca de experiências.

Os interessados em participar devem se inscrever da seguinte forma: efetuar o depósito de R$ 15,00 (R$ 10,00 para estudantes de Comunicação), referente à taxa de inscrição, na conta de Gonçalves e Neponuceno - Ltda-ME (Banco do Brasil, Agência 2764-2, Conta Corrente 52608-8). Depois deve encaminhar o comprovante do depósito para o e-mail vgnewsmt@gmail.com ou ligar para o fax (65) 3682-0585, aos cuidados de Elisangela Neponuceno informando também seus dados (nome ou nicknane, e-mail, endereço de blog, Twitter ou outra rede social, telefone, cidade e estado).

Se o pedido de inscrição não for confirmado em até dois dias, entre em contato com Elisangela Neponuceno (65) 8414-2826 e 8414-2826. A comissão organizadora está na busca por patrocínios para garantir a gratuidade da hospedagem. Está em contato com várias instituições e empresas . Dependendo dos recursos levantados, o Encontro também arcará com as despesas de refeições e parte das passagens para os blogueiros de outros municipios.
A prestação de contas do evento pode ser acompanhado pelos blogueiros online.


UFMT recepciona calouros nesta segunda tentando evitar
"trotes"
Tudo pronto para a recepção dos novos alunos da Universidade Federal de Mato
Grosso (UFMT) na próxima segunda-feira (14). Para o pró-reitor de Cultura,
Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, esse é um momento de comemoração e de o
calouro e sua família conhecerem a universidade. A exemplo dos dois últimos
anos, as ações serão descentralizadas, conforme prevê a Resolução nº 018, de 15
de dezembro de 2005, do Conselho Universitário (Consuni), que proíbe o trote em
todos os campi e estabelece que cada unidade acadêmica deve organizar um Comitê
de Recepção aos Calouros, composto pelo coordenador do curso de graduação, chefe
de departamento e representantes do Centro Acadêmico (CA).

A Pró-reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) apoia as ações
articuladas com os institutos, faculdades e Centros Acadêmicos (CAs). Além desse
trabalho, a Procev prepara uma programação especial para receber os estudantes
na primeira semana do ano letivo. No dia 16 de março, às 20h30, será aberto o
projeto “Inventário Documental do Patrimônio Imaterial Mato-Grossense”, no Museu
de Arte e de Cultura Popular (MACP) da UFMT. Haverá exposição, ciclo de
palestras e filmes.

No dia 27 de março, às 20 horas, no Teatro Universitário, será realizado
concerto da Orquestra Sinfônica da UFMT. O concerto do Coral UFMT será no dia 31
de março, às 19 horas, no Centro Cultural.

Neste mês também haverá exibições de filmes do Cineclube Coxiponés. E o
Hemocentro realizará campanha de doação de sangue, como vem ocorrendo nos
últimos anos.

Para abrigar bem calouros e veteranos, na próxima segunda-feira (14), serão
abertas as inscrições para os programas de assistência estudantil como bolsa
permanência, auxílio alimentação, auxílio moradia e Casa do Estudante.

Fabrício Carvalho considera importante que os novos alunos não se sujeitem
aos trotes violentos e procurem participar das atividades oficiais das
faculdades e institutos. Ele destaca o papel das direções de institutos e
faculdade, das coordenações de cursos e dos estudantes a fim de que cada área
ofereça uma programação acadêmico-cultural, social, ambiental, de acordo com a
característica de cada área e curso, de forma a fazer face às possíveis ações
violentas.

O pró-reitor adverte que, além da prevenção, a UFMT dispõe de serviço de
segurança que está preparado para atender às denúncias de ações de violência
para coibir e responsabilizar os autores desses atos. De acordo com a Resolução
18, “entende-se por trote as ações que causem, a quem quer que seja, coação ou
agressão física, moral, psicológica ou qualquer outra forma de constrangimento,
assim como os atos que resultem em danos ao patrimônio público e à propriedade
privada, cujas penas encontram-se previstas no Regimento de Disciplina do Corpo
Discente da UFMT”. O Regimento veda ao estudante “praticar o trote na
Universidade Federal de Mato Grosso” e prevê que as sanções disciplinares serão,
considerando a natureza da infração e os antecedentes do discente, de
advertência; repreensão; suspensão e exclusão. Nenhuma sanção é aplicada sem o
devido processo legal, assegurado amplo direito de defesa.

No ano passado, foi aprovada a Lei 9.325, de autoria do deputado Wagner
Ramos, que dispõe sobre a proibição de trote estudantil aos alunos calouros de
escolas superiores e universidades do Estado de Mato Grosso. Sancionada pelo
governador Silval Barbosa, a lei 9.325 entrou em vigor no dia 17 de março de
2010.


VOORWALD: PROGRESSÃO É REDISCUTIDA, MAS NÃO SERÁ EXTINTA


Ribeirão Preto - O secretário estadual da Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse hoje, em Ribeirão Preto, que a extinção da progressão continuada na rede está totalmente descartada. "Essa é a grande questão-chave, que a própria rede coloca, não no sentido de eliminá-la, mas de rediscuti-la sob a ótica de torná-la eficiente e viabilizar que os estudantes saiam efetivamente alfabetizados e com o conteúdo aprendido durante a sua formação", disse.
Segundo ele, são discutidas ainda com os profissionais da educação propostas de mudanças do atual ciclo de avaliação do ensino fundamental, uma nova política salarial e o Ensino Médio Integrado (aumentaria de três para quatro anos, dando ao estudante a possibilidade de optar por um curso técnico profissionalizante simultâneo).
Voorwald e seu secretário-adjunto João Cardoso Palma Filho participaram hoje na cidade do interior paulista da sexta reunião com professores e profissionais da rede de ensino do Estado, debatendo as propostas de reorganização da educação. Ao todo, eles farão o encontro nos 15 pólos do Estado, dialogando com a categoria, formada por cerca de 5,3 mil escolas.
Voorwald informou que a secretaria preparou um documento, intitulado 'Por Uma Educação de Qualidade', passado às escolas, que respondem sobre a progressão continuada. A meta não é encerrar o que está acontecendo, mas construir a nova proposta. A secretaria propõe a mudança dos atuais dois ciclos de avaliação, que é de 5 e 4 anos (na prática, no quinto e no nono ano), para um de três, ou seja, 3, 2 e 4 anos. "Nossa proposta é consolidada na garantia da recuperação logo", avisa o secretário.
Porém, nas reuniões de trabalho dos polos, surgiu outra alternativa: um quarto ciclo de avaliação (3, 2, 2 e 2). "Qualquer que seja o número de ciclos, o mais importante é que o estudante aprenda", disse Voorwald, citando que nenhum pólo falou em extinção, mas em melhoria da progressão continuada. A definição só valerá a partir de 2012.
UOL

NOVO SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DE SÃO PAULO QUER AVALIAÇÃO SEMESTRAL DE ALUNOS
Rafael Targino
Em São Paulo

O novo secretário de Educação de São Paulo, Herman Voorwald, disse nesta quarta-feira (5) que pretende implantar uma avaliação semestral dos alunos da rede pública estadual. Segundo ele, o estudante entraria em uma espécie de "recuperação" caso não conseguisse um bom resultado.
A avaliação não seria um novo Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento do Estado de São Paulo), de acordo com o secretário - já que a nova prova avaliaria o aluno e não a rede como um todo.
A ideia é que a avaliação comece a ser aplicada em 2012, junto com os novos ciclos da progressão continuada. Pela proposta, ao invés de ter somente duas "oportunidades" de ser reprovado ao longo do fundamental, o estudante teria três.
Voorwald disse também que o termo "progressão continuada" será "abolido" da secretaria e modificado para "reorganização do ensino fundamental de nove anos". Tanto a prova quanto a "reorganização" devem ser levados para a aprovação do governador Geraldo Alckmin (PSDB) nas próximas semanas.
Bônus
O novo secretário tomou posse nesta quarta prometendo políticas de valorização do professor. "Não consigo entender um comprometimento de uma comunidade sem que haja reconhecimento do comprometimento", disse.
Ao ser questionado sobre possíveis modificações no bônus por mérito para docentes da rede, Voorwald desconversou e disse que pretende "discutir com a comunidade" o tema.
APESAR DE AVANÇOS NA LEGISLAÇÃO, CARREIRA DE PROFESSOR AINDA É POUCO VALORIZADA
Da Redação*
Em São Paulo

Apesar de a carreira docente ter conquistado avanços nos oito anos do governo Lula (2003-2010) – com as leis que determinam um piso salarial, a criação de planos de carreira e a instituição da estrutura de um sistema nacional de formação inicial – isso não foi suficiente para uma real valorização do docente, segundo pesquisadores do Observatório da Educação. “Ainda não saímos do papel”, avalia Heleno Araújo Filho, diretor de assuntos educacionais da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

A lei 11.738, sancionada em julho de 2008, estabelece o piso salarial para professores em todo o país. No entanto, ainda não é cumprida por vários Estados e municípios. O valor total da remuneração, somado às gratificações, deve alcançar R$ 1.024. Embora esteja em vigor, a lei aguarda julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal), após questionamento de quatro Estados sobre a constitucionalidade da medida.

Para Heleno Araújo, apesar do marco legal, o salário dos professores pouco evoluiu nesses oito anos. “Vamos terminar como o governo anterior: os professores continuam recebendo os piores salários quando comparados com profissionais de outras áreas com a mesma formação e a mesma jornada”, afirma.

Para corrigir essa situação, o governo apresentou em uma das metas do projeto de lei para o novo PNE (Plano Nacional de Educação) a proposta de “aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente”.

Aparecida Neri de Souza, pesquisadora de sociologia da educação na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), fez um levantamento com base em dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio) revelando que apenas 12% dos professores – incluindo os que lecionam no ensino superior - recebem mais de cinco salários mínimos (ou 2.550 reais). “O MEC poderia ter sido mais aguerrido nas negociações com os governos estaduais e os municípios”, diz Neri.

Para ela, a obrigatoriedade de se ter 90% dos professores com contratos efetivos, proposta no projeto do PNE, pode melhorar o quadro. Quando aprovado, o documento estabelecerá as metas e diretrizes para as políticas educacionais nos próximos dez anos.

Outro ponto que deixou a desejar, segundo Heleno, foi a melhora da infraestrutura para o trabalho docente, apesar da ampliação dos recursos investidos em educação no período. “A maioria das escolas continua sem condições adequadas para que o docente possa trabalhar processos de aprendizagem que garantam o aprendizado do estudante”.

Formação
Atualmente, cerca de um terço dos docentes no país – 636,8 mil professores, de acordo com dados do Censo Escolar de 2009 – não possui diploma de ensino superior. Em 2009, o governo federal lançou o Parfor (Plano Nacional de Formação de Professores), sob a responsabilidade da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), em parceria com estados e municípios. O programa prevê a abertura de 400 mil vagas em licenciaturas para professores das redes municipais e estaduais em cerca de 150 universidades federais, estaduais, comunitárias e instituições de ensino a distância de 25 Estados.

Araújo Filho elogiou a política, que concede bolsas a alunos de licenciatura e incentivos a professores sem formação superior para que cumpram a graduação na disciplina em que lecionam. O programa federal também oferece segunda licenciatura aos docentes que lecionam matérias diferentes da sua formação. Para o diretor da CNTE, o objetivo de consolidar um sistema nacional de formação dos profissionais de educação é positivo, mas ainda não foi alcançado.

Aparecida Neri também defende que, sem uma política forte de formação inicial, não será possível implantar o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, instituído em maio deste ano e que terá sua primeira edição aplicada em 2011.

A pesquisadora avalia que ainda falta ao governo uma visão de formação inicial e continuada como direito do professor. “A formação é tratada como uma obrigação para subir na carreira. Ela precisa ser vista como um direito de todos os professores. Senão eles não crescerão”.

Carreira
Heleno Araújo Filho elogia também a implantação do programa Profuncionário, um curso técnico a distância de formação para os profissionais de áreas administrativas da educação. “Antes não havia nenhuma política para os profissionais da educação. Era uma coisa solta. Os funcionários de escola eram invisíveis diante do poder público”.

Apesar de o governo federal ter incluído a necessidade de um plano de carreira na lei que rege o Fundeb, Heleno Araújo Filho avalia que a questão não avançou muito. “O governo federal não cobrou dos entes federados [estados e municípios] o cumprimento da lei”. Sobre gestão democrática, os avanços também foram pequenos, diz o coordenador. No projeto de PNE em tramitação, o governo propõe que se implante planos de carreira para todos os profissionais do magistério do país em, no máximo, dois anos.


*Com informações do Observatório da Educação
Seis Estados pagam salário abaixo do piso a professor
PUBLICIDADE
RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo
Professores iniciantes de seis redes estaduais começaram o ano letivo recebendo um salário menor que R$ 1.024,67 --mínimo determinado pela lei.
Em Goiás, Tocantins, Rondônia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Sul, a remuneração não alcançou o piso nacional, segundo estudo da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).
O piso salarial vale para os professores iniciantes com formação de nível médio (sem diploma universitário) que trabalham 40 horas por semana.
A lei, que abrange também as escolas municipais, foi aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Lula em 2008. Antes disso, cada Estado e município tinha um piso próprio.
Com a lei, o piso nacional foi estipulado em R$ 950. Como é obrigatório que seja reajustado todo mês de janeiro, o mínimo hoje é de R$ 1.024,67, segundo o Ministério da Educação.
Daqueles seis Estados, cinco (GO, TO, RO, CE e PE) começaram o ano pagando os antigos R$ 950, sem aplicar o reajuste obrigatório. No RS, a remuneração inicial dos professores é ainda mais baixa, de R$ 862,80.
"Nas redes municipais, embora não haja dados, a situação é pior. O professor tem menos força para negociar em municípios menores", diz o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão. Para ele, o piso nacional é descumprido por razões políticas, não financeiras. "O ministério tem verbas para socorrer os que alegam não poder pagar o piso, mas ninguém pediu."
O MEC confirma. Para obter o dinheiro, os governantes precisam comprovar que falta dinheiro para a educação. "Se fosse verba para obra, eles viriam correndo. O problema é que ninguém inaugura professor ou aluno", critica o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
O piso salarial ainda causa discordâncias porque um grupo de governadores recorreu ao Supremo Tribunal Federal alegando que a lei era inconstitucional. O Supremo ainda não decidiu o mérito da questão e determinou que, enquanto isso, os professores não podem ganhar menos do que o piso.
"Os governadores e prefeitos se apoiam nessa indecisão do Supremo. O Ministério Público deveria processá-los por improbidade administrativa e pedir cassação", diz Buarque.
A CNTE usa cálculo distinto e defende piso de R$ 1.312,85 (sem contar gratificações). O STF aceitou a inclusão das gratificações no cálculo do piso
CNTE DEFENDE MAIOR ATUAÇÃO DO MEC PARA CUMPRIMENTO DO PISO SALARIAL DO PROFESSOR
[selo]
Da Agência Brasil
Em Brasília
O presidente do CNTE (Conselho Nacional dos Trabalhadores em Educação), Roberto Leão, disse hoje (8) que o fato de o MEC (Ministério da Educação) ter feito uma sugestão de reajuste salarial para os professores, em vez de estipulá-lo, pode criar interpretações que favoreçam o não cumprimento do piso.

A Lei 11.738/2008 atrela o reajuste do piso nacional dos professores ao crescimento do valor anual mínimo por aluno do Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização do Magistério).

"Em vez de afirmar que o reajuste seria tal, o MEC fez uma sugestão. Sugestão as pessoas aceitam se querem. Isso vai criar um problema muito grande no país e só contribui para pôr água no moinho daqueles que não querem a existência do piso", disse.

Para Leão, a tarefa do MEC é estabelecer o valor do custo por aluno, e não a de sugerir reajuste.

"O valor do custo/aluno, quando é estabelecido, automaticamente reajusta o piso", disse o professor em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Segundo o presidente do CNTE, há desencontro no cumprimento da lei, já que ela devia calcular o reajuste com base em valores futuros e não em percentuais de 2009, como ocorreu.

O professor lembrou que a lei que estipula o piso é muito clara quando diz que o aumento ocorrerá de acordo com o percentual que reajustar o valor do custo aluno do Fundeb. Isso, segundo Leão, não aconteceu, "até porque o custo/aluno do Fundeb é reajustado com valores futuros, com percentuais de previsão de futuro, e não com retroação, com valor atrasado. E o que o governo fez foi reajustar com o custo/aluno de 2009".

De acordo com Roberto Leão, o CNTE está organizando uma grande manifestação nacional para o dia 16 de março, pedindo que o governo crie uma medida que padronize de vez o reajuste e facilite o entendimento do que é a lei do piso.

Governo holandês abre programa de bolsas para brasileiros
Estão abertas inscrições para o Programa de Bolsas do Governo Holandês, para cursos de mestrado, doutorado e de curta duração. O programa visa auxiliar o treinamento de trabalhadores nos países menos desenvolvidos.

O candidato precisa trabalhar em organizações sem fins lucrativos ou no governo. Para se inscrever é necessário entrar em contato com a Embaixada dos Países Baixos no Brasil, ou com o Consulado Geral de São Paulo ou do Rio de Janeiro para saber quais são os requisitos de admissão. As relações dos programas e prazos para inscrição estão disponíveis no site www.nesobrazil.org.

Mais informações pelo site http://www.usp.br/ccint/ ou pelos telefones (11) 3091-2309 e (11) 3091-3529.
________________________________________
Blog .12.03.2011

Violência

Os jovens estão mais violentos... O que a escola tem a ver com isso?
A violência no ambiente escolar constitui uma recorrente problemática
Há que se considerar que a escola representa uma extensão em se tratando da rotina cotidiana dos educandos. E assim como no ambiente familiar, eles tendem a manifestar suas atitudes, sejam estas concebidas de forma negativa ou positiva. Contudo, o que hoje presenciamos na maioria dos ambientes escolares são jovens agressivos e autoritários por excelência.
De acordo com a opinião de especialistas, vários fatores incidem de forma direta na problemática em questão. A começar pelo fato de que nesta fase há uma necessidade inconsciente do contato com a pele do outro, no sentido de explorá-la, muitas vezes manifestada por aquelas famigeradas “lutas de mão”, no intuito de testar a resistência física do companheiro. Outro aspecto relaciona-se à própria sociedade, dadas as influências desempenhadas pelos papéis sociais, sobretudo no que diz respeito aos homens em se tratando da virilidade, uma vez que o não enfrentamento mediante a algumas situações, principalmente relacionadas a brigas e disputas, pode configurar a ausência desta.
Sem contar que a estrutura familiar ou a falta dela retrata por demais sua cota de participação, pois a conduta agressiva por parte dos pais pode influenciar no comportamento daquele que ainda encontra-se construindo sua própria personalidade. É o que nos revela Sônia Maria Pereira Vidigal, pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Moral da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP):
“Pais que se colocam sempre em condição superior aos filhos tendem a transmitir esse comportamento. Respeito não se ganha com medo”.
Por outro lado, há aqueles que por um motivo ou outro optaram por serem permissivos ao extremo e, quando resolvem tomar uma posição, são recebidos com total descrédito.
Mediante esses dois extremos, tomadas de posições pautadas no equilíbrio parecem evidenciar sua efetiva eficácia, pois somente assim haverá o merecido respeito de ambas as partes. Mas afinal, e a escola? Qual o papel que devemos atribuir a ela?
Notadamente, o posicionamento de grande parte das instituições de ensino, no sentido de coibir algumas práticas, tem se baseado tão somente em punições. Primeiramente surgem as punições, e quando não são suficientes, vêm as suspensões, fato este considerado como apenas uma transferência de responsabilidades. A verdade é que muitos educandos, cientes de tais medidas, apenas esperam “pela próxima”.
Diante disso, considera-se que tais medidas carecem de uma verdadeira reformulação, no sentido de contornar o problema pela raiz. Assim como nos explica Telma Vinha, professora do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação de Campinas (Unicamp):
“Essas medidas não são educativas e vão contra o objetivo de formar pessoas autônomas.”
Fazer com que os alunos reflitam acerca de suas atitudes representa uma atitude extremamente louvável. Para tanto, uma das saídas é trabalhar no sentido de recuperar a noção de valores – até então esquecidas no tempo – por meio de textos que promovam momentos de reflexão em sala de aula, enfatizando sempre que o respeito mútuo é elemento primordial nas relações sociais como um todo. Outra é promover palestras periódicas, ministradas por profissionais da área, no sentido de colocar os jovens frente a frente com a realidade que os cerca e, sobretudo, possibilitar que eles ampliem sua visão de mundo e seu espírito crítico em relação aos fatos que nela circundam.
Por Vânia Duarte
Graduada em Letras

Trote/UFMT

UFMT recepciona calouros nesta segunda tentando evitar "trotes"
Tudo pronto para a recepção dos novos alunos da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) na próxima segunda-feira (14). Para o pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência, Fabrício Carvalho, esse é um momento de comemoração e de o calouro e sua família conhecerem a universidade. A exemplo dos dois últimos anos, as ações serão descentralizadas, conforme prevê a Resolução nº 018, de 15 de dezembro de 2005, do Conselho Universitário (Consuni), que proíbe o trote em todos os campi e estabelece que cada unidade acadêmica deve organizar um Comitê de Recepção aos Calouros, composto pelo coordenador do curso de graduação, chefe de departamento e representantes do Centro Acadêmico (CA).
No dia 27 de março, às 20 horas, no Teatro Universitário, será realizado concerto da Orquestra Sinfônica da UFMT. O concerto do Coral UFMT será no dia 31 de março, às 19 horas, no Centro Cultural.
Neste mês também haverá exibições de filmes do Cineclube Coxiponés. E o Hemocentro realizará campanha de doação de sangue, como vem ocorrendo nos últimos anos.
Para abrigar bem calouros e veteranos, na próxima segunda-feira (14), serão abertas as inscrições para os programas de assistência estudantil como bolsa permanência, auxílio alimentação, auxílio moradia e Casa do Estudante.
No ano passado, foi aprovada a Lei 9.325, de autoria do deputado Wagner Ramos, que dispõe sobre a proibição de trote estudantil aos alunos calouros de escolas superiores e universidades do Estado de Mato Grosso. Sancionada pelo governador Silval Barbosa, a lei 9.325 entrou em vigor no dia 17 de março de 2010.

Educação Profissional

Programa Brasil Profissionalizado dispõe de R$ 320 mi este anoPortal Brasil
O programa Brasil Profissionalizado do Ministério da Educação (MEC) dispõe este ano de R$ 320 milhões para investir na melhoria das redes estaduais de educação profissional em todo o País. Para receber os recursos, os estados e o Distrito Federal devem assinar convênios com o MEC. As verbas públicas são para reforma, ampliação, construção de escolas técnicas e aquisição de recursos pedagógicos.
O valor deste ano é superior ao de 2010 que foi de R$ 263,4 milhões. Parte do orçamento do Brasil Profissionalizado de 2011 será utilizada para novos convênios com o Distrito Federal, Amazonas, Rio de Janeiro e Rondônia, unidades da Federação que ainda não aderiram ao programa. Os 23 estados que já assinaram convênios com o MEC podem apresentar novas propostas à medida que executarem os recursos repassados que somam R$ 1,5 bilhão.
A primeira meta é terminar as obras em andamento e consolidar as ações em curso, ressalta o secretário de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco. Das 176 escolas técnicas estaduais previstas para serem construídas com recursos do programa, 22 já foram entregues.
Cada escola tem capacidade para atender, em média, 1,2 mil alunos. Quando todas as escolas estiverem em pleno funcionamento serão geradas mais de 210 mil vagas, além daquelas que serão criadas pelas 532 obras de reforma e ampliação programadas. O objetivo é alcançar meio milhão de matrículas.

Artigo -Lingua Espanhola

A ascensão da Língua Espanhola no Currículo do Ensino Médio das escolas brasileiras.

Regina Adler*

Aprendizagem do espanhol por meio do currículo escolar, possibilita ao estudante aprender e conhecer um mundo culturalmente vasto e que servem de contraponto à hegemonia do inglês na vida contemporânea, dando acesso a outros discursos, valores, culturas e diferentes formas de viver socialmente.

O espanhol, além de ter também uma grande utilidade do ponto de vista internacional, é uma das línguas estrangeiras mais hegemônicas na América Latina. Isso, por si só, já justificaria a sua aprendizagem: um contato com a diferença que está muito perto.

A Língua Espanhola apesar de apresentar aspectos favoráveis à sua implantação, no Estado de Mato Grosso, como a nossa fronteira comum com países de fala hispânica é de 16 mil quilômetros e em razão disso a existência, hoje do MERCOSUL que vêm intensificando o contato econômico e cultural entre os países do chamado cone sul, onde o conhecimento da língua espanhola tem sido requisitado para o trabalho.
Com a promulgação da Lei 11.161/2005 que tornou obrigatório o ensino de Língua Espanhola nas Escolas de Ensino Médio de todo o país, os Estados terão até 2010 para adequar as escolas de ensino médio da sua rede.
Para que as escolas possam se adequar então com a implantação da Língua Espanhola nesses cinco anos, segundo dados do Programa Nacional de Formação de Professores de Língua Espanhola (PRO-ESPANHOL/MEC) do Ministério da Educação, em parceria com os estados, estarão criando condições necessários tais como: possibilitar a formação inicial de professores, formação continuada, aquisição de material didático próprio, instalação de Centro de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE) de modo a fortalecer os estados para a implantação da Lei.
Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Educação – Seduc/MT, está consideravelmente numa posição bastante confortável, no que diz respeito á implantação da Língua Espanhola, têm apresentado excelentes resultados, fatos esses constatados no XII Congresso Brasileiro de Formação de Professores de Língua Espanhola em Cuiabá MT em 2007.
De todos os Estados presentes: São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro entre outros, Mato Grosso está na vanguarda quanto às ações desenvolvidas e realizadas para a implantação da Língua Espanhola na Escola de Ensino Médio.
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grossos, por meio da Superintendência de Formação e o Centro de Recursos Didáticos de Espanhol do convênio Embaixada Espanha/Secretaria de Estado de Educação, realizou cursos de formação continuada para profissionais que atuam nessa disciplina, atendendo aproximadamente 210 escolas que oferecem essa disciplina no Ensino Médio, em 2008.
Professora de Língua Espanhola,Membro Fundadora da Associação Mato-grossense de Professores de Língua Espanhola, Coordenadora do Centro de Recurso Didático de Espanhol/Embaixada Espanha/ Seduc/MT.
Postado por Iza Aparecida Saliés às 08:41
Marcadores: Lígua Espanhola no currículo do Ensino Médio

Mulher Cientista

Mulheres cientistas ainda sofrem com estereótipos no meio acadêmico
G1
 Em 1906, um atropelamento tirou a vida do cientista francês Pierre Curie. A tragédia causou comoção, pois, três anos antes, ele e sua mulher, Marie Salomea Curie, haviam sido contemplados com o Nobel de Física. Sua morte foi registrada pelo jornal norte-americano The New York Times num elogioso artigo, no qual Marie apareceu como “assistente” do marido. Aparentemente, nem o fato de ela ter sido a primeira mulher laureada convenceu o jornalista de que ela pudesse ter feito uma contribuição relevante na investigação de ponta.
O jornal apenas reproduzia os padrões do senso comum da época – os mesmos que a carreira de Marie Curie estava redefinindo. Ela, que fora a primeira mulher na França a alcançar o título de doutora, herdou o emprego do marido e tornou-se a primeira mulher a dar aulas na Universidade Sorbonne – e a primeira a atingir o status de professor titular em uma universidade. Em 1911, tornou-se a primeira pessoa a receber pela segunda vez um Nobel, desta vez em Química. E sozinha.
Um século depois, Marie Curie é celebrada como uma espécie de padroeira desta ciência. O centenário do prêmio serviu como mote para a comemoração do Ano Internacional da Química (veja ed. 16 da revista) e também como oportunidade para discutir como evoluiu o papel da mulher na ciência no período. Se hoje sua presença na academia, na pesquisa e nas instituições científicas não espanta ninguém (na Unesp, por exemplo, mulheres ocupam quatro das cinco pró-reitorias), isso não significa que os obstáculos e dificuldades relacionados às diferenças de gênero tenham sido completamente aplainados.
Pelo contrário, um número crescente de pesquisas sugere que homens e mulheres enfrentam circunstâncias dessemelhantes para construir suas trajetórias na pesquisa. Essas diferenças muitas vezes se traduzem sob a forma de condições menos favoráveis para que elas construam suas carreiras. Para superá-las, pode ser necessário mudar a dinâmica do modo de trabalho do cientista.
No Brasil, por exemplo, embora hoje as mulheres componham metade do total de pesquisadores, sua distribuição é desigual dentro das grandes áreas de conhecimento. No campo de linguística, letras e artes, elas chegam a 67% e nas ciências da saúde, a 60%. Nas ciências exatas, porém, são apenas 33% e nas engenharias, 26%. Os dados são do estudo “A participação feminina na pesquisa: presença das mulheres nas áreas do conhecimento”, conduzido por Isabel Tavares, coordenadora da área de iniciação científica do CNPq. Ela se baseou em números de 2006 do Diretório de Grupos de Pesquisa (DGP) da instituição, da Plataforma Lattes e da Coleta/Capes.
A sub-representação feminina nas ciências “duras” é um fenômeno internacional. O mais recente estudo sobre o tema, realizado pela Universidade da Califórnia em Berkeley e divulgado em dezembro, mostrou que as americanas obtêm pouco mais de 50% dos PhDs nas áreas de ciências sociais e ciências da vida e chegam a ultrapassar os 70% em psicologia. Mas respondem por menos de 28% das teses defendidas em física e por volta de 22,5% em engenharia e matemática.
Desde 2005, a Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal dispõe do programa Mulheres e Ciência, que desenvolve ações sobre o tema. Angélica Fernandes, subsecretária de Articulação Institucional e Ações Temáticas do órgão, explica que a disparidade da presença das mulheres na pesquisa foi um dos gatilhos para o início dos debates sobre gênero na academia. “Estar nas ciências significa participar dos debates de todas as áreas. Física e engenharia também devem ser lugar de mulheres, é importante para a construção da igualdade”, diz.
Para Luci Muzzeti, professora da Faculdade de Ciências e Letras da Unesp em Araraquara e estudiosa da questão de gênero, essas disparidades refletem as diferenças de status entre as áreas de pesquisa. “Existe uma hierarquia no mundo acadêmico, que faz com que áreas como física tenham mais prestígio do que outras, como nutrição ou enfermagem”, diz. “E as menos valorizadas são as que têm grande presença feminina.”
Ameaça dos estereótipos
As causas para o fenômeno são motivo de debate. Uma linha de argumentação enfatiza as diferenças no processo de educação. Enquanto os meninos são estimulados a mexer com instrumentos associados ao mundo masculino, como ferramentas e máquinas, as meninas passam por um processo de socialização onde tomam contato com temas como o cuidado, os relacionamentos, a alimentação. Esses vieses seriam depois incorporados para os interesses de pesquisa.
Em sua análise, Isabel Tavares observa que mesmo numa área eminentemente masculina, como as ciências agrárias, onde as mulheres são cerca de 35%, elas são majoritárias (57%) na subárea de ciência e tecnologia de alimentos, que envolve um setor da vida social tradicionalmente atribuído às mulheres.
Essa concentração em certas subáreas é verificada mesmo nos campos onde a presença das mulheres é grande, como as ciências sociais aplicadas. No Brasil, elas são a maior parte dos pesquisadores em economia doméstica (88%) e serviço social (82%), mas minoria em economia (31%) e direito (40%). Para Isabel os números confirmam a tendência de destinar “as atividades de finanças e gerência para os homens, bem como a tradição de jurista, cabendo à mulher a economia do lar e o atendimento à sociedade”. Algo semelhante acontece na medicina, onde o número de mulheres tem crescido desde a década de 1990, mas é mais evidente em pediatria, dermatologia, ginecologia, clínica geral. “O universo da ciência reproduz a condição social da mulher”, complementa Angélica.
Os estereótipos também teriam o poder de afastar as mulheres jovens da opção por determinadas carreiras. É o caso da velha história de que homens e mulheres têm aptidões desiguais para o raciocínio matemático. Professores bem sabem que, até por volta dos 12 anos, meninos e meninas possuem habilidades numéricas semelhantes. A partir de então, o interesse delas pela matéria tende a diminuir, bem como suas notas. Se as causas para a queda de desempenho devem-se à socialização, à biologia ou a uma combinação dos dois fatores, ainda não se sabe. Mas a simples crença de que mulheres são piores em matemática parece ter efeito sobre elas.
Um dos primeiros experimentos a mostrar isso foi feito em 1999 e envolveu 30 garotas e 24 rapazes, calouros de psicologia da Universidade de Michigan (EUA). Todos tinham habilidades matemáticas semelhantes e gostavam da disciplina. Foram divididos em dois grupos e submetidos a um teste de matemática. Antes da prova, os professores submeteram as meninas de um dos grupos a uma “condição de ameaça” – afirmaram, falsamente, que os rapazes costumavam sair-se melhor no exame. Ao final, essas moças tiveram um desempenho significativamente menor do que as voluntárias que não foram expostas àquela observação.
Ao longo dos anos 2000, cerca de 300 outros testes identificaram o mesmo efeito. Muitas vezes, nem foi preciso colocar a condição de ameaça de forma tão clara. Solicitar ao estudante que indicasse seu gênero antes de iniciar a prova, ou colocar as meninas para serem testadas em salas onde eram claramente minoria já piorava o resultado delas. Os autores do estudo pioneiro concluíram que se as diferenças de desempenho entre os sexos fossem devidas apenas à biologia, as meninas se sairiam mal em qualquer circunstância. Mas o fato é que sem a pressão, mesmo que sutil, do estereótipo, os resultados dos dois gêneros foram semelhantes.
Na última década, o crescimento das pesquisas em psicologia evolutiva, que tenta identificar bases biológicas para comportamentos humanos, jogou mais lenha nessa fogueira. Em 2005, o então reitor da Universidade Harvard, Lawrence Summers, declarou acreditar que as causas para haver menos mulheres nas áreas que envolvem matemática estão ligadas às diferenças cerebrais entre os gêneros. Steven Pinker, psicólogo do MIT e popstar da psicologia evolutiva, concordou com o argumento e escreveu um livro em apoio.
Uma enxurrada de críticas e contra-argumentos se seguiu nesses cinco anos. O mais recente, de 2010, é o estudo Why so Few?, um calhamaço recheado de estatísticas elaborado pela National Science Foundation americana.
Ele analisa, por exemplo, os resultados do SAT, o sistema de avaliação dos estudantes americanos. Em 1980, a proporção de alunos de 13 anos que alcançavam em matemática nota superior a 700 no teste – indicativa de elevadas habilidades – era de 13 meninos para cada menina. Em 2010, a proporção tinha caído para 3:1. “Se a causa da diferença de desempenho fosse apenas biológica, as proporções não se alterariam tão rapidamente”, argumentam os autores. “Ainda que a biologia desempenhe algum papel, ela claramente não responde por todas as diferenças”, dizem.
Um dos mais eloquentes ataques contra o argumento biológico veio de alguém que conhece os dois lados: o neurocientista Ben Barres, transexual e pesquisador da Universidade Stanford. Em 2006, ele publicou um artigo na revista Nature onde torpedeava a argumentação de Summers e
Pinker e denunciava a permanência de preconceitos contra mulheres mesmo após o movimento feminista: “Quando eu era mulher, fui a única da minha turma do MIT a resolver um difícil problema de matemática. Meu professor, em vez de me parabenizar, comentou que meu namorado provavelmente tinha resolvido por mim.”
Barres diz que, como transexual, é consciente de que existem diferenças biológicas inatas no modo como funcionam os cérebros de homens e mulheres. Mas não acredita que isso implique numa menor capacidade cognitiva feminina. “A falta de autoconfiança é o principal fator que leva as mulheres a abandonarem carreiras nas áreas de ciência e engenharia. Quando elas escutam repetidamente que não são boas o bastante, sua autoconfiança desaba e suas ambições encolhem.”
Reflexo das condições sociais
A boa notícia é que na academia brasileira a situação está um pouco melhor. Aqui a presença feminina em áreas como astronomia e física está respectivamente na casa dos 23% e 19%, de acordo com os dados do CNPq, contra 17% e 13% nos Estados Unidos. Esse não é um fenômeno restrito às ciências exatas. Em países como Brasil e Argentina, a participação de mulheres na força total de pesquisadores é maior do que a média mundial, inclusive quando comparados a países com grande tradição científica.
Ironicamente, essa disparidade em prol das mulheres pode estar sendo facilitada por outra desigualdade, a social. É a opinião de Léa Velho, professora do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp. Pesquisando a participação de mulheres nos cursos de física da Unicamp, desde a graduação até o doutorado, Léa descobriu que elas ocupam 12% das vagas, contra, por exemplo, 5% na Alemanha. “O que permite a mais mulheres de classe média no Brasil [em comparação com países desenvolvidos] fazerem carreira na academia é a possibilidade que têm de contratar mulheres de classe baixa para darem conta do trabalho doméstico”, diz.
As brasileiras dispõem também de uma rede familiar mais capaz de fornecer apoio. “Se uma pesquisadora tiver um filho na Alemanha, muito provavelmente não terá dinheiro para contratar uma empregada, nem poderá depender da mãe para ajudá-la. Terá de tomar conta da criança até que ela tenha idade para ir para a escola, o que representará um gap em sua vida profissional”, complementa.
Outro quesito bastante sensível que pode diferenciar as experiências dos homens e das mulheres que seguem carreiras científicas no Brasil é a dedicação às atividades de pesquisa e de ensino. É o que sugere um levantamento feito por Jaqueline Leta, pesquisadora do Instituto de Bioquímica Médica da UFRJ. Em 2007, ela coletou dados sobre 1.946 docentes dos 71 programas de pós-graduação da UFRJ, buscando identificar diferenças na atuação dos gêneros. Em uma das análises, ela considerou a nota conferida pela Capes a cada programa, que varia de 1 a 7. Jacqueline descobriu que quanto menor a nota, maior a presença feminina. Nos programas avaliados com conceito 4, por exemplo, elas representavam 44% dos docentes, enquanto que naqueles com nota 7 elas eram por volta de 30%.
Jacqueline também avaliou indicadores de pesquisa e docência em seis áreas: engenharia, ciências exatas, ciências humanas, letras e artes, ciências biológicas e ciências da saúde. Em três anos, nas engenharias, por exemplo, a média de artigos publicados foi de 60 para homens e apenas 10 para as mulheres. Nas ciências exatas, eles publicaram em média pouco mais de 20 artigos e elas, pouco mais de 10. Em saúde, elas ficaram à frente: 20 versus 15. E nas letras e artes, 15 publicações para elas, pouco menos de 10 para eles.
Ao comparar dados relativos à docência e à orientação de alunos, porém, Jacqueline encontrou outro panorama. Ela analisou a média de disciplinas de pós-graduação organizadas por cada docente, ao longo de três anos. E quantos alunos cada gênero orientava. Nas duas tarefas, a participação de homens e mulheres em cada tarefa ou foi bastante próxima ou elas ficaram à frente.
Jacqueline ressalta que, embora pesquisa e docência sejam duas das atividades fins da academia, elas não são vistas da mesma forma. “A universidade foi pensada no Brasil inicialmente para ser um lugar de ensino. A atribuição da pesquisa surgiu depois. Mas as duas áreas não têm o mesmo peso. É comum encontrar disciplinas que são ministradas por um aluno ou bolsista, para que o docente possa aproveitar aquele tempo para se dedicar a pesquisar. A importância atribuída à pesquisa é muito maior, especialmente nas áreas mais competitivas”, exemplifica.
A própria Capes, ao emitir um conceito sobre um programa, lembra a pesquisadora, analisa as questões relacionadas à pesquisa. “Seguramente os programas com nota 4 podem ser bons em outras atividades, como o ensino. Mas o que a Capes avalia é o pesquisador, não o docente.”
A hipótese de Jacqueline é que o mesmo fenômeno pode estar ocorrendo na academia brasileira como um todo. Os homens teriam uma tendência a dedicar mais tempo e energia à pesquisa, e esta lhes oferta um status mais elevado. As mulheres teriam uma tendência maior a se dedicar às atividades docentes e de orientação, especialmente na graduação. A pesquisadora prepara agora uma pesquisa nacional, a ser conduzida e concluída ainda em 2011, para testar a ideia.
Teto de vidro
Mas talvez a diferença mais perceptível entre homens e mulheres na academia esteja na possibilidade de ascensão na carreira. Dados colhidos entre uma vintena de países da União Europeia mostram que além de estarem em menor número nos cursos de doutorado, as mulheres são minoria absoluta nas posições universitárias mais elevadas, que oferecem mais acesso aos recursos para pesquisa (veja quadro à esquerda).
Nos EUA, o fenômeno ganhou o apelido de “teto de vidro”. Segundo a National Science Foundation, a proporção de homens e mulheres que alcançam o status de full professor, o mais alto da carreira, é de 10 para 1. A média é a mesma na Inglaterra. Na União Europeia, 18% dos full professors são mulheres, segundo dados da Comissão Europeia publicados em 2009.
O mesmo fenômeno acontece no Brasil.Um indicador disso é o pequeno número de mulheres contempladas com bolsas de produtividade do tipo 1 A, fornecidas pelo CNPq. Segundo dados de Isabel Tavares coletados em 2006, embora naquele ano as mulheres correspondessem a 78% dos pesquisadores em nutrição e 48% em medicina, entre os contemplados com essas bolsas, a participação feminina caía para apenas 14% e 22%, respectivamente.
Outro sinal é a proporção de mulheres que lideram grupos de pesquisa (veja tabela abaixo). “Nos anos 1990, descobriu-se que havia menos mulheres atuando como líderes”, lembra Léa Velho. “A hipótese era que ao longo do tempo se alcançaria uma proporção igual entre homens e mulheres, mas isso ainda não aconteceu”, diz.
A falta de mulheres nos altos postos da universidade chamou a atenção até do ex-presidente Lula. “Não foi citado o nome de uma mulher. Isso é uma coisa que nós vamos ter que reparar daqui para frente. A não ser que alguém prove que não tem mulher cientista”, observou em 2003, durante a posse dos integrantes do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia.
Além dos vários fatores já abordados na reportagem, um em especial contribui com a baixa representação feminina nos postos mais elevados da academia: a dificuldade em conciliar a vida profissional com a familiar. Para Léa Velho, as origens deste conflito remontam às origens da ciência como profissão: “Foi na Europa do século 19 que as primeiras universidades e empresas começaram a contratar pessoas com o objetivo de fazer pesquisa, e a ciência começou a se institucionalizar como atividade profissional. E todos esses profissionais eram homens. Naquela época, à mulher cabia cuidar da casa e dos filhos. Ela era excluída da vida pública”.
Assim, desenvolveu-se um modelo de carreira de pesquisador cujo horário de trabalho não se limitava ao expediente comercial, mas incluía trabalho experimental à noite, nos fins de semana, férias etc.
Quando, no início do século 20, as mulheres começaram aos poucos a ter acesso aos níveis mais altos de educação e a interessar-se pela atividade científica, viram-se obrigadas a adotar o estilo de vida imposto pela profissão, sem ter com quem partilhar os deveres da vida doméstica.
Até no enfrentamento desse conflito Marie Curie foi pioneira, conforme registrou em suas memórias: “Tomar conta de nossa pequena Iréne e de nossa casa sem renunciar à atividade científica tornou-se um problema sério”, escreveu. Na época, ela contou com a ajuda inusitada do sogro, que se mudou para sua casa e se tornou babá da neta recém-nascida.
A situação, descrita há mais de um século, ainda ocorre no cotidiano de muitas pesquisadoras. Vanderlan Bolzani, professora do Instituto de Química da Unesp em Araraquara e primeira mulher a presidir a Sociedade Brasileira de Química (de 2008 a 2010), conta como sua dedicação à carreira lhe valeu críticas. “Muitas vezes fui taxada de mãe pouco amorosa porque deixava meus filhos em casa e viajava para participar de congressos. Mas nenhum deles ficou louco”, relembra, divertida. Mesmo assim, ela reconhece que a maternidade afetou suas escolhas profissionais. “Minha carreira deslanchou tarde, só consegui fazer o pós-doutorado aos 45 anos.” Hoje ela é pesquisadora 1B do CNPq.
Na época, ela optou por levar os filhos adolescentes para viverem com ela nos EUA, enquanto o pai ficou no Brasil. “Eu trabalhava na universidade, pegava eles na escola, voltava a trabalhar... Ao retornar pro Brasil, pesava 6 kg a menos”, lembra. Léa também vivenciou isso. “Quando eu trabalhava como pesquisadora em agronomia na UnB, nos anos 1970, o chefe do departamento marcava uma reunião toda segunda, às 18 h, para debater papers”, conta. “Só que eu tinha que sair às 18h15 para pegar meu filho na escola. Era responsabilidade minha. E o chefe de departamento sempre dizia com ironia que mãe é assim mesmo.” Em suas entrevistas feitas com pesquisadoras na Unicamp, já no século 21, ela percebeu que a dinâmica não mudou. “Vi mulheres que diziam que tinham sorte porque o marido as ajudava com as crianças. Não é um regime de compartilhamento igualitário”, diz.
Políticas favoráveis à família
Este não é um fenômeno brasileiro. Em 2005, nove das principais universidades americanas – entre elas instituições do porte de Stanford, Harvard e MIT – reuniram-se para lançar um documento onde reconheciam “a necessidade de tornar “a carreira acadêmica compatível com as responsabilidades do cuidado de uma família”. No centro da polêmica está o regime conhecido como tenure track, no qual jovens professores universitários são submetidos a um estágio probatório de anos. Só depois poderão ser contratados com estabilidade. Este período probatório exige alta produtividade e coincide com os anos mais férteis das mulheres.
Levantamento feito em 2010 por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley entre mais de 20 mil professores estáveis norte-americanos mostrou que 78% das mulheres com este status não tinham filhos, enquanto 73% dos homens no mesmo cargo eram pais (veja quadro abaixo). A disparidade reflete as diferentes condições enfrentadas por homens e mulheres na academia americana.
“No atual modelo, os professores podem casar, ter filhos, participar da vida familiar e ainda investir numa carreira competitiva porque dispõem do apoio do cônjuge, que lida com a maior parte das responsabilidades domésticas”, refletem os autores do relatório Beyond Bias and Barries, publicado em 2007 pela Academia Nacional de Ciências dos EUA. E prosseguem: “Esse modelo não leva em consideração as necessidades das mulheres que desejam ser mães, pois requer concentração absoluta no pico de seus anos de reprodução. Nem daquelas que são divorciadas ou viúvas e têm que arcar com as obrigações domésticas sem o apoio de um cônjuge”.
Na universidade americana já se debate a criação de “políticas favoráveis à família” como forma de reduzir a carga que recai sobre as mulheres. Algumas começam a aparecer. Ano passado, a vinda de uma física de Harvard ao Brasil para palestrar em um congresso só foi possível porque a universidade pagou as passagens de seus dois filhos pequenos, bem como do pai, que tomou conta deles. Desde 2007, a Universidade Stanford reembolsa os gastos dos jovens professores com creches e babás, em valores que podem chegar a US$ 20 mil por ano. Por aqui, em 2005 o CNPq instituiu a prorrogação de tempo de bolsa para mestrandas e doutorandas que ficam grávidas – até então as bolsistas não contavam com licença-maternidade. Ano passado, a Capes aderiu à medida.
Algumas mulheres, porém, não querem trocar a maternidade pelo sucesso na carreira. “Muitas não querem assumir posições de poder na universidade para não prejudicar sua convivência familiar”, afirma a física Elisa Saitovich, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. “Este é um ponto que precisa ser trabalhado com as próprias mulheres”, reconhece. Referência para o debate sobre o tema no país, Elisa começou a se envolver com ele em 2002, quando foi convidada a dar uma palestra na 1ª Conferência sobre Mulheres na Física, organizada pela União Internacional de Física Pura e Aplicada. A experiência levou-a a organizar uma conferência em 2005 no Rio de Janeiro, além de vários eventos preparatórios em países latinos.
No primeiro desses encontros, foram listadas 27 sugestões para aumentar e apoiar a presença feminina na pesquisa. Uma delas era justamente a questão da extensão do tempo de bolsa para grávidas. Outras sugestões incluíram a inclusão, no Currículo Lattes, do nascimento de filhos e a solicitação da oferta de serviços de cuidado de crianças nos congressos.
Mas para Elisa o mais importante é melhorar a qualificação das pesquisadoras, de forma que elas possam competir melhor por postos mais elevados. “E assim como existem editais de financiamento que reservam 30% dos recursos para pesquisas feitas no Nordeste, acho importante termos um acompanhamento do percentual de projetos de mulheres que são contemplados. Não acho que se deva abrir mão da qualidade na hora da seleção nem criar uma cota. Mas é importante observar esta área com um olhar de gênero também”, diz.
E a presença de mulheres nos postos de comando pode acabar tendo um efeito multiplicador. É o que pensa Maria José Giannini, pró-reitora de Pesquisa da Unesp. “A escolha de quatro mulheres para as pró-reitorias [da Universidade] foi um ato de ousadia. Acho que isso é importante principalmente para quem está ingressando na academia. Talvez elas já encontrem menos problemas do que nós tenhamos enfrentado para galgar a carreira.”
Tais medidas, porém, não excluem a necessidade de mudanças mais profundas. “Acho que temos de repensar a maneira como se trabalha na universidade. Muitas vezes, nos cargos mais altos, espera-se que a pessoa tenha uma disponibilidade que é incompatível com o que a maioria das mulheres quer para sua vida. Será mesmo necessário que um reitor enfrente jornadas de 13 horas de trabalho?”, questiona Léa.
“O que precisa mudar é o senso comum”, argumenta Luci. “É ele que enxerga algumas profissões como masculinas e outras como femininas, que estabelece como missão da mulher cuidar da casa e da prole, que faz com que a mulher enfrente dificuldades para ser julgada competente para ocupar posições de poder. Essas iniciativas apenas irão amenizar as faltas”, diz. Se hoje ninguém mais acha estranho que uma mulher ganhe um prêmio Nobel, é porque o senso comum mudou bastante de Marie Curie para cá. Talvez seja preciso encontrar maneiras para que ele continue mudando – mas a uma velocidade maior.
Copyright: Unesp Ciência
“Unesp Ciência” é uma publicação da Universidade Estadual Paulista que traz reportagens sobre os grandes temas da ciência mundial e nacional e sobre as pesquisas mais relevantes que estão sendo realizadas na instituição, em todas as áreas do conhecimento.

Notícia do Governo de MT

Governo amplia em 76% número de bibliotecas em escolas de MTDa Redação - LBO

Governo do Estado ampliou em 76% o número de bibliotecas nas escolas estaduais nos últimos 14 meses em Mato Grosso. O número passou de 308 para 405 entre 2009 e 2011, sendo seis instaladas em unidades indígenas da rede estadual.


O espaço disponibiliza locais exclusivamente para o exercício da leitura, com a proposta de democratizar o acesso à informação, além de fomentar a leitura e a formação de alunos e professores.


Algumas unidades da rede pública ainda não foram contempladas com o programa por falta de espaço físico exclusivo e de acordo com as normas de implantação. Existem situações em que a unidade escolar possui sala ociosa, no entanto, apenas em um período, o que inviabiliza o processo.
Apesar de nem todas as escolas possuírem espaços exclusivos para bibliotecas, a ausência deste não impede a implantação de ações pedagógicas que fomentem o hábito da leitura e de incentivo à produção de textos. A partir de dois anos de funcionamento o Ministério da Educação (MEC) encaminha para todas as unidades escolares do país cerca de 200 títulos diferentes para comporem o acervo, futuramente a ser empregado para a biblioteca.

“A escola por si se estrutura para o recebimento e utilização do material. Pode empregar, inclusive, recursos do PDE", explica Telma Peres, que atua junto a CPE e é a responsável pelo Projeto Biblioteca Escolar da Seduc.

De acordo com o MEC, as bibliotecas escolares devem funcionar no prédio da unidade, com espaço físico de no mínimo 48 metros quadrados para as unidades já construídas e de 96 metros quadrados para as novas e possuir um acervo de pelo menos 500 exemplares, direcionados prioritariamente para a clientela escolar. As Informações são da assessoria de imprensa.

Auditoria na Seduc/MT

Assembleia vai realizar auditoria especial na Seduc
Da Redação - Marcos Coutinho e Pollyana Araújo
Rosaneide Sandes, atual secretária de Educação do Estado, por indicação da direção do PTA Assembleia Legislativa de Mato Grosso poderá contratar uma auditoria especializada com o objetivo de apurar denúncias de irregularidades na Secretaria de Educação do Estado (Seduc).
A informação é do presidente da Mesa Diretora da AL, José Riva (PP), segundo o qual “inúmeras denúncias têm chegado quase que diariamente” para os parlamentares estaduais.
“Vou levar a proposta para a AL realizar auditoria na próxima reunião do colegiado, porque, de fato, muitas denúncias causam espécie e preocupam”, justificou Riva, em entrevista ao Olhar Direto na manhã desta sexta-feira (11).
Uma série de denúncias foi feita durante o processo eleitoral em relação às falhas na Educação, pasta comandada pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Uma das principais denúncias, segundo apurou reportagem do Olhar Direto, é referente à execução das obras.
“Tem obras já executadas e, por incrível que pareça, a empresa não recebeu os recursos da Seduc. Por outro lado, tem empresas em obras que estão no começo ou sequer foram executadas já com o desembolso realizado”, declarou uma fonte daquela pasta ao Olhar Direto.
Desde a gestão Blairo Maggi (PR), a Seduc, que na campanha eleitoral foi alvo de escândalo, está sob o comando do PT. Primeiro, com o ex-deputado estadual e atual deputado federal, Ságuas Moraes, e hoje com Rosaneide Sandes.
Um servidor da pasta foi investigado pelo fechamento de contratos de servidores temporários fictícios, nos exercícios de 2006 a 2010, lotados em escolas desativadas ou com mais de um contrato em nome da mesma pessoa em vários municípios mato-grossenses. Com isso, eram efetuados pagamentos retroativos à essas pessoas de forma ilegal.