sábado, 17 de dezembro de 2011

O medo é seu aliado ou adversário?

Dalmir Sant´Anna


A premiada banda de rock Titãs, interpreta uma composição de Arnaldo Antunes e Toni Bellotto chamada "Medo". Você já ouviu essa composição? O rock pesado da música poderia servir de inspiração para pessoas acomodadas, que usam o medo como frequente pretexto para não descobrir algo novo. Observe abaixo, algumas ações para colocar em prática, a emoção de perceber, que ao superar um desafio, o temor inicial passou a ser ínfimo.

Envolver as pessoas para superar o medo - Apresentei palestra recentemente para uma importante rede de supermercados no estado de Minas Gerais. Durante o evento, o Comitê Pró-Qualidade da empresa (CPQ) lançou uma interessante campanha. Cada loja da rede deveria gravar um vídeo, de maneira criativa, descrevendo algo interessante que aconteceu durante o ano. Os três melhores vídeos foram apresentados antes da minha palestra e eu, fiquei impressionado com o desempenho das pessoas, que no passado relataram possuir aversão de falar em público. Foi emocionante sentir a contribuição da empresa, em envolver seus funcionários para superar o medo, conquistando com essa ação, além do compromisso de reter talentos, melhor desenvoltura do clima organizacional e de trabalho em equipe. A empresa onde você trabalha, faz algo para superar os medos de seus funcionários? Você aceitaria participar de uma campanha como essa?

Superar a ansiedade de algo que há de acontecer - A etimologia da palavra medo, deriva do latim "metus". Significa inquietação, temor e ansiedade. No ambiente educacional, há acadêmicos que no momento de apresentar uma monografia ou trabalho de conclusão de curso, liberam um efeito paralisante capaz de gerar a perda de suas próprias referências pessoais. No ambiente comercial, há profissionais de vendas não sendo capazes de visitar um cliente de maior porte, provocando a ansiedade do medo de receber um "não". A composição da banda Titãs diz: "precisa perder o medo da música, o que se vê não se via. O que se crê não se cria". Pense em quantas possibilidades a felicidade pode estar presente, se você aceitar dar o primeiro passo. Mostre intrinsecamente sua capacidade de levantar a cabeça e sentir o gostinho encantador de uma vitória. Que tal oferecer, a partir de hoje, essa oportunidade de descobrir algo novo? Vamos tentar?

O pavor na fila do trem fantasma é gerado pela ansiedade do medo. Você imaginaria um general militar, diante de sua tropa dizendo: "Será que vamos vencer nosso inimigo?". O medo, para algumas pessoas é um aliado, no sentido de fortalecer suas reações de justificativas, mas para outras, é um adversário a ser superado. Se um time entrar em campo, para disputar a partida final de um campeonato com incertezas, terá grandes chances de ser derrotado, pois a insegurança e a ausência de confiabilidade serão maiores que o adversário. O medo para você é um aliado ou um adversário?
Dalmir Sant´Anna - Palestrante comportamental, Mestrando em Administração de Empresas, Pós-graduado em Gestão de Pessoas, Bacharel em Comunicação Social e Mágico profissional. Autor do livro "Menos pode ser Mais".

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Crianças e adolescentes estão cada vez mais solitários

Rosângela Cadidé

As nossas crianças e adolescentes de hoje já não são mais os mesmos de alguns anos atrás. Eles têm participado avidamente do mundo dos adultos e se transformaram nos novos convidados da realidade orgástica do consumo e dos prazeres. Algumas pessoas até brincam dizendo: “antes as crianças nasciam com os olhos fechados, hoje elas já nascem de olhos bem abertos e futuramente vão nascer falando.”

As crianças, tendo nascido no seio de uma família e considerados como pertencentes a esta família, encontram-se, paradoxalmente, cada vez mais solitários e à mercê das influências de seus pares da rua, da escola e do apelo cultural para que se tornem, rapidamente, adultos esbeltos, ricos, formosos, na moda e plenamente sexualizados.

Isso tudo tem acontecido porque a maioria dos pais para garantir o sustento da família se ocupam diuturnamente com suas próprias vidas, se preocupam em ganhar dinheiro, em sobreviver e em não perder tempo. De todas as reflexões e estudos sobre a infância e adolescência da nossa atualidade, há algo que é consensual: as crianças estão mais sozinhas ou mais na convivência com seus pares da rua do que no seio de suas famílias. O pai, a mãe, ou qualquer outra figura de ligação familiar está se tornando rarefeita.

Dentro de sua casa, mas distante do convívio doméstico e familiar, o adolescente ou a criança está solitariamente assistindo à tevê, na internet ou está fora de casa, em bandos perambulando pelas ruas, nos shoppings, nos lugares de lazer. Por outro lado, parece razoável atenuar o peso atribuído à hegemonia da televisão, tendo em mente a redução das oportunidades de convivência e brincadeiras ao ar livre. Isso porque os espaços livres das ruas, antes utilizados pelas crianças e adolescentes para brincadeiras, já não estão mais disponíveis, estão intensamente habitados por carros, prédios, marginais, ladrões.

A rua perdeu seu lugar de expressão coletiva dos jogos e das brincadeiras. Como os tempos mudaram! Há mudanças que são inevitáveis, mas muitas vezes, elas não trazem progresso. A correria do dia dia-a-dia tem feito com que muitas famílias têm esquecido vida é uma passagem que só se enriquece quando temos por objetivo: compartilhar, dividir e contribuir para que outras pessoas vivam melhor, principalmente, aquelas com quem convivemos e amamos.

Rosângela Fernandes Cadidé é professora há 10 anos das redes pública e particular, formada em Letras com Especialização em Recreação e Lazer pela Universidade Federação de MT, coordena o Centro de Estudos às Forças Armadas (CEAM) e escreve neste blog às sextas -

Trabalho Infantil Escravo

Emanuel Pinheiro


Como cidadão brasileiro e presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT), entendo que trabalho infantil no Brasil ainda é um grande problema social. Milhares de crianças deixam de ir à escola e ter seus direitos preservados, e trabalham desde a mais branda idade, em muitos dos casos sem receber remuneração alguma. Hoje em dia, em torno de 4,8 milhões de crianças e adolescentes entre cinco e 17 anos estão trabalhando.

No nosso país, o trabalho infantil é considerado ilegal para crianças e adolescentes entre cinco e 13 anos, porém, a realidade é outra. Para adolescentes entre 14 e 15 anos, o trabalho é legal desde que na condição de aprendiz.

Ao abandonarem escola , ou terem que dividir o tempo entre a escola e o trabalho, o rendimento escolar dessas crianças é muito ruim, e serão sérias candidatas ao abandono escolar e consequentemente ao despreparo para o mercado de trabalho, tendo que aceitar subempregos e assim continuarem alimentando o ciclo de pobreza.

A Constituição Brasileira é clara: menores de 16 anos são proibidos de trabalhar, exceto como aprendizes e somente a partir dos 14. Não é o que vejo nos noticiários. Há dois pesos e duas medidas. Acho um absurdo ver a exploração de crianças trabalhando nas lavouras de cana, carvoarias, quebrando pedras etc., mas costumamos aplaudir crianças e bebês que tornam-se estrelas mirins em novelas, apresentações em comerciais de TV.

A UNICEF declarou o Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil - 12 de junho, entretanto, acredito, não ser o suficiente, os esforços para acabar com o trabalho infantil não serão bem sucedidos sem um trabalho conjunto do governo brasileiro e a sociedade.

A erradicação do trabalho infantil tem sido alvo da Comissão de Direitos Humanos da AL, que tem promovido ações integradas para garantir à criança e ao adolescente o direito à vida e ao desenvolvimento total. Na base dos diversos mecanismos de proteção à infância e à juventude, principalmente nos que tangem à sua precoce inserção no mercado de trabalho, essa comissão que presido trabalha mantendo as parcerias com a sociedade.

Quero ressaltar que vários dispositivos enunciam a obrigatoriedade de proteger os direitos da criança e do adolescente, destacando-se o artigo 227 da Constituição Brasileira, que define: "É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão". Mais infelizmente as pessoas se “esquecem” disso.

A expressão concreta do compromisso do Estado, como promotor dos direitos infanto-juvenis, está prevista no artigo 227, ao dispor que “... o Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e do adolescente, admitida a participação de entidades não-governamentais...". Esta assistência também está patenteada no artigo 203, que prevê a sua prestação a quem dela necessitar, independentemente de contribuição à seguridade social, com ênfase no amparo às crianças e adolescentes carentes. Baseando-se nos artigos acima vamos cobrar os direitos das nossas crianças e adolescentes.
Na zona urbana de Mato Grosso, há crianças catadoras de lixo, que brincam, comem e tiram o sustento do dia a dia, tentando separar o lixo reciclável para vender.

E como já citei, quero reforçar que a Constituição Federal de 1988 dispõe que é proibido qualquer trabalho a menores de 14 (quatorze) anos, salvo na condição de aprendiz (cf. art. 7º, XXXIII c/c o art. 227, §3º, I), entretanto, essas normas é escancaradamente desrespeitada pelos seguintes motivos: 1º- O trabalho infantil é mais barato; 2º- Serve como complemento à renda familiar, muitas vezes, inexistente; 3º- falta de Programas do Poder Público que complementem a renda familiar.
O trabalho precoce de crianças e adolescentes é um ácido corrosivo que estrangula as perspectivas de aperfeiçoamento cultural e até mesmo físico. A sociedade e o Estado precisam despertar imediatamente para esta problemática que desafia, inclusive, o ordenamento jurídico pátrio.

O povo brasileiro precisa ver na criança e adolescente menos um caso de polícia, punição ou privação de liberdade e mais um caso de educação, ajuda e apoio. Precisa, também, desvencilhar-se dessa mentalidade arcaica e amoldar-se aos salutares princípios do Estatuto da Criança e Adolescência. Constata-se, facilmente, que a dificuldade não reside no compreender as idéias novas, mas no abandonar as antigas.


Emanuel Pinheiro é professor de Direito Constitucional e está no cargo de deputado estadual por Mato Grosso.

MT- 1ª Mostra do Programa Escola Aberta será nesta sexta-feira

Redação 24 Horas News


A 1ª Mostra do Programa Escola Aberta será realizada, nesta sexta-feira (16-12), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Cuiabá. As 12 unidades escolares do Município que participam do programa estarão expondo os trabalhos produzidos durante o ano. A mostra será aberta à comunidade.

O programa foi implementado na rede de ensino da capital e oferece diversas ações sócio-educativas, como cursos profissionalizantes, oficinas culturais, atividades esportivas e educacionais com o objetivo de promover a integração e estreitar os laços entre a escola e a comunidade.

Segundo a coordenadora do projeto na SME, Dilma Camargo, o Escola Aberta é desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e é direcionado a toda a população. “Mensalmente cada escola atende cerca de 500 pessoas, que participam das diversas oficinas de artesanato, culinária e inclusão digital”.

Conferência nacional LGBT vai até domingo

Redação 24 Horas News

A 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que foi aberto ontem (15) em Brasília, vai até o próximo domingo (18). O tema do evento é Por um País Livre da Pobreza e da Discriminação, Promovendo a Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.

Hoje, das 8h às 10h, haverá leitura e aprovação do regulamento interno do encontro. Das 10h às 13h, o painel é sobre o Poder Legislativo e os Direitos da População LGBT. No período da tarde, das 14h às 16h, os participantes analisam as políticas públicas para essa minoria. Das 16h30 às 19h30, o painel vai discutir políticas de inclusão social e cidadania.

A secretária de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, participa desse último painel. Estarão presentes também no debate representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, dos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social.

Para OAB, Lei da Palmada sem orientação familiar é inócua

Agência Brasil


Aprovado ontem (14) pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei que proíbe que crianças e adolescentes sejam punidos com castigos físicos, incluindo a conhecida palmada, pode ser "inócuo", na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para o presidente da ordem, Ophir Cavalcante, a lei só surtirá efeito se for implementada em conjunto com políticas públicas de educação familiar.

"A lei, sozinha, pode ficar sem eficácia, pois a palmada como forma de educar é algo cultural neste país, herdada do colonizador português. Temos de ter campanhas educativas e de planejamento por parte do Poder Público para informar as famílias sobre a melhor forma de ensinar as crianças. Esse é um dever do Estado que, lamentavelmente, não tem estrutura para isso. A lei pode cair no vazio", argumentou Cavalcante.

Conhecida como Lei da Palmada, o projeto foi aprovado por unanimidade, em caráter conclusivo (sem a necessidade de votação pelo plenário), na comissão especial criada para analisar a matéria. A proposta objetiva reforçar os mecanismos de controle da Justiça sobre casos de maus-tratos de crianças e adolescentes. O projeto segue para apreciação do Senado.

Na avaliação do presidente da OAB, a discussão sobre o tema já é importante por trazer à tona o debate sobre a violência contra crianças e adolescentes. "O mérito desse projeto é, na verdade, apontar um novo caminho. Talvez esse seja o maior objetivo, até por não estabelecer nenhum tipo de punição [para os agressores], apenas advertências, tratamento psicológico aos autores da violência e adesão a programas de proteção à família".

MT- Professores de Cuiabá têm o 2º maior salário do país

Da Redação - Lucas Bólico

No ranking de melhores salários dos professores municipais em todo o país, Cuiabá só ‘perde’ para Campo Grande. No regime de 40 horas, os educadores de Cuiabá recebem R$ 2.657,02. Os professores de Campo Grande (MS) ganham R$ 266,46 a mais que os da capital mato-grossense. Na outra extremidade da lista, o município de Macapá (AP) amarga a última posição com R$ 839,00 mensais.

A liderança no ranking é consequência de um plano de valorização da educação municipal, iniciado na gestão do então prefeito peessedebista Wilson Santos (2005-2010). “Quando assumi a prefeitura, os professores recebiam R$ 1.040 por 40 horas de trabalho”, lembra o ex-prefeito. “Essa política de valorização do professor ofereceu aumento real no salário”.

“Essa questão salarial é só a ponta do iceberg”, diz Santos. “A educação foi a minha menina dos olhos e não podia ser diferente, sou professor”, completou. Além da ênfase nos subsídios, o tucano lembra de que enquanto estava à frente do Alencastro, cada um dos 2 mil professores da rede municipal recebeu um computador.

“A prefeitura entrava com dois terços do valor do computador e o professor pagava o resto”, lembra. Dentre as ações feitas para valorizar a educação municipal, o ex-prefeito, que hoje voltou a dar aulas, elenca o trabalho feito desde as creches até a preparação para o vestibular.

“Cuiabá tem hoje 49 creches e nós implantamos a gestão democrática. Não há mais indicação, é a própria comunidade que elege a diretoria”. Além de aumentar o número de crianças nas creches, durante o mandato de Wilson, 4 mil jovens entraram em universidades públicas e privadas por meio de programas sociais como o Cuiabá Vest e o Bolsa Universitária.

Antes de deixar o posto, o ex-prefeito conta que ainda teve o cuidado de garantir a continuidade na valorização da educação. Foi criado um plano de diretrizes da educação de 10 anos, que tem de ser cumprido independentemente de quem seja o prefeito.

Para finalizar, Santos justifica sua atenção especial à Educação. “Ninguém é melhor do que ninguém. O que falta às pessoas são oportunidades e essa é a principal função do Estado Brasileiro”, afirma.

Férias: é tempo de mais leitura

Jacir José Venturi


É provável que haja um consenso entre a escola e a família: o aluno não precisa de dois meses de descanso nas férias de verão. Em meio às muitas opções de bem utilizar o tempo, uma das mais úteis – e para muitos, aprazível – é a leitura de livros, revistas, jornais. Desperta e consolida um bom hábito, tão valorizado nos vestibulares e na vida profissional. Cada vez mais os concursos priorizam o aluno leitor, aquele que melhor compreende e produz bons textos, consequentemente melhor verbaliza as ideias e é capaz de expô-las em público.

Aos que viajam a países da Europa, América do Norte, Argentina ou Chile, chama a atenção a presença de escolares nas bibliotecas, livrarias e museus. Uma cultura que é pouco difundida e pouco praticada no Brasil. Os efeitos são mensuráveis: nos testes do PISA, que medem o desenvolvimento dos alunos de 15 anos, patrocinado pela OCDE, órgão da UNESCO, ocupamos o penúltimo lugarem Compreensão Textual, de um total de 40 países. Não surpreende, destarte, que somos um dos campeões em analfabetismo funcional. O Instituto Paulo Montenegro revela que apenas 28% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura e da escrita, ou seja, conseguem ler textos longos e relacionar informações.

É justificável: enquanto nos países desenvolvidos leem-se 8 livros por habitante/ano, no Brasil apenas 1,3 (entenda-se livros não adotados pela escola, ou seja, leitura espontânea). É recorrente a assertiva que se lê pouco, pois os livros são caros em nosso país. Verdade, pois baixas tiragens de impressão e baixa velocidade de vendas nas livrarias, implicam custos unitários mais elevados. No entanto, existem dezenas de opções de empréstimosem Curitiba. Só a Biblioteca Pública do PR possui um acervo de 550.000 títulos e a obtenção da Carteira do Leitor custa apenas R$ 2,50. O empréstimo é por 14 dias (renováveis) e 3 livros de cada vez. Nossa capital possui 45 Farois do Saber, com 7 mil livros cada. Somam-se as 110 bibliotecas escolares abertas à comunidade e a Estação da Leitura em alguns terminais de ônibus e na Rodoferroviária. Lembro que as principais livrarias da cidade e a Biblioteca Pública do PR têm espaços reservados para a leitura infantil e a contação de histórias.

Em tempo algum houve tanta facilidade, vivemos em um mundo com abundância de livros, revistas e jornais. Ademais, grandes clássicos da literatura podem ser obtidos através de download. Os e-books estão chegando, com a libido de uma tecnologia moderna. Enfim, quem quer ler tem como chegar ao livro. Se a desculpa é a falta de tempo, por que não reduzir o entretenimento como a tevê, videogame, computador? Também são atividades solitárias e promovem agitação.

O aconchego de uma biblioteca ou o cômodo silencioso de uma casa, totalmente imerso numa boa leitura, conduz-nos à serena paz de espírito, tão rara em qualquer outro ambiente. Mário Quintana se faz oportuno: “O livro traz a dupla delícia de a gente poder estar só e ao mesmo tempo bem acompanhado”.

Ler o que se gosta é um dos grandes prazeres da vida. É bálsamo para as horas de tédio ou de ausência de companhia. O dia terminaem conflitos? Ofensas? Socorra-se em Montesquieu: “Jamais sofri qualquer mágoa que uma hora de boa leitura não tenha curado.”

Frente às fortes exigências da vida moderna, podemos experimentar duas formas de praticar a benfazeja catarse: nas páginas de um bom livro e nas caminhadas pelos aprazíveis parques da cidade. Está provado que tais atividades promovem a sensação de bem-estar provocado pela serotonina. Se os músculos se fortalecem com os exercícios físicos, igualmente o cérebro necessita de sinapses através dos neurônios: leituras, memorizações, exercícios que exijam raciocínio. E afastam ou minimizam o Alzheimer, a depressão e a solidão. Uma mente vazia ou preguiçosa é oficina de doenças e vícios.

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Jacir José Venturijacirventuri@hotmail.comDiretor de escola, foi professor do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Pré-vestibular, da UFPR e PUCPR.

MT-Ceja Sinop lança coletânea com obras dos estudantes

Pela segunda vez, o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Benedito Santana da Silva Freire, de Sinop (503 km de Cuiabá), lança livro produzido pelos estudantes. A obra, intitulada Leitura e escritas na Amazônia Legal, será lançada sábado (17.12), às 19h30, na unidade escolar, com a presença de 1500 convidados.

O livro é uma coletânea de textos sobre Meio Ambiente, Discurso e Mídia. Ele propõe uma reflexão sobre as práticas docentes e sua relação com as diversas áreas do conhecimento. Uma obra de relevância para estudantes e professores.
O projeto elaborado desde maio de 2011 só foi possível devido às pesquisas de campo e aos trabalhos interdisciplinares realizados com os estudantes do Ensino Fundamental e Médio. Todas as disciplinas interagiram no processo. A disciplina de Educação Física elaborou uma trilha para que os estudantes pudessem conhecer o Parque Florestal. A partir dessa visita levantaram informações sobre as características da Amazônia Legal.

Segundo os organizadores do projeto houve a participação maciça de todos os estudantes matriculados no Centro. Essa é a segunda obra lançada. A primeira foi em 2009, quando o Ceja Silva Freire lançou um livro com a participação dos estudantes. Para a professora da área de linguagens, Claudia Alves Pereira, a integração dos alunos é de extrema importância.

“Desenvolvemos esse trabalho visando o aluno”, declara. Para ela, colaborar com a elaboração de um grande projeto faz com que os estudantes elevem a auto-estima e aumentem o interesse sobre os assuntos pedagógicos. Para a cerimônia, sábado, estima-se que pelo menos 1000 alunos da unidade prestigiarão o evento. Inicialmente serão disponibilizados cerca de 800 exemplares.


Assessoria/Seduc-MT



MT- Aulas do Pronatec começam na segunda-feira

Cerca de 900 alunos que cursam o 2º ou 3º ano do Ensino Médio em Escolas Estaduais ou egressos devem começar a partir de segunda-feira (19.12) a frequentar as aulas do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Eles devem integrar 30 turmas que estão sendo formadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) de auxiliar administrativo, promotor de vendas, informática básica e auxiliar: de pessoal, de crédito e cobrança, e de web design serão ofertadas nas 23 cidades polos do Estado que possuem unidades do Senai. De acordo a técnica da Seduc, responsável pelo Programa em Mato Grosso, Elissandra Vaz, duas turmas já estão em andamento em Cuiabá.

“Demos início na primeira quinzena deste mês aos cursos de auxiliar administrativo para 60 estudantes da Capital. Eles frequentam as aulas no contraturno escolar nas unidades do Senai. Os cursos têm carga horária de 160 a 200 horas”, contou. Ela ainda informou que mesmo com a formação das novas turmas, outras 6.270 vagas continuarão disponíveis.

“Estamos tendo dificuldade para formação das turmas. Provavelmente isso está ocorrendo em função do início do período de férias escolares. Entretanto, para o ano que vêm a expectativa é que todas as vagas para os cursos FIC sejam preenchidas”, afirmou Elissandra.

Outros 2.848 cursos técnicos com carga horária de 800 a 1.600 horas também terão início em 2012. Entre os cursos que serão ofertados estão edificações, segurança do trabalho, informática, guia de turismo, análises químicas, entre outros. Além das unidades do Senai, as formações serão ofertadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e Instituo Federal de Mato Grosso (IFMT).

Inscrições

A Coordenadoria de Ensino Médio da Seduc recebeu às pré-inscrições dos interessados em participar dos cursos FIC, até sexta-feira (09.12). Ao todo foram 3.360 inscritos. Com o atendimento de 960 alunos nas duas turmas existentes e nas que entraram em funcionamento na próxima segunda-feira, os outros 2.400 inscritos deverão ser contemplados no próximo ano. Outras 3.870 vagas ficarão disponíveis para novos interessados.

Além de Cuiabá, as demais cidades que possuem unidades formadoras disponibilizarão cursos dentro do Pronatec são elas: Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Taquari, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Colíder, Confresa, Guarantã do Norte, Juína, Nova Mutum, Nova Olímpia, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Poconé, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

MT- SESC abre processo seletivo para profissionais

Redação 24 Horas News


Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Serviço Social do Comércio em Mato Grosso (SESC/MT) para provimento de 21 vagas para profissionais com curso superior e três vaga de nível médio. Os selecionados irão trabalhar em Unidades Operacionais do SESC em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Poxoréu.

Os cargos de ensino superior completo são destinados a profissionais formados em Educação Física, Serviço Social, Pedagogia, licenciatura plena em Matemática, Letras, Letras com formação em Inglês e Filosofia. Aos candidatos a essas vagas é necessária a comprovação de seis meses de experiência em sala de aula ou em atividades desportivas, dependendo da função.

Já o cargo de auxiliar de dentista exige ensino médio completo com curso de Auxiliar de Consultório Dentário com registro no CRO. Para a função de motorista é exigido o Ensino Médio Completo e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria ‘D’ e para o cargo de auxiliar de serviços, lotado em Cáceres, é exigido Ensino Médio Completo.

As inscrições serão realizadas até 16 de dezembro de 2011 nas Unidades Operacionais do SESC localizadas nas respectivas cidades referentes às vagas disponíveis. Não será cobrada taxa de inscrição em dinheiro, porém o candidato deverá doar três litros de leite que serão revertidos para o Programa Mesa Brasil.

As contratações se darão no regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), garantindo auxílio alimentação aos selecionados, além de plano de saúde e tratamento odontológico com preço diferenciado para o empregado e seus familiares. Os contratos valem por tempo indeterminado.

Os processos seletivos se darão por meio de provas objetivas a serem realizadas em 18 de dezembro de 2011, com previsão de início às 8h. As provas terão duração de três horas. Para participar do processo o candidato deve ter, na data de convocação, idade igual ou superior a 18 anos e preencher todos os requisitos do edital. Além disso, é vetada a participação de candidatos que tenham parentesco até terceiro grau com empregados do Sistema Fecomércio/SESC/Senac-MT.

Mais informações sobre o processo seletivo pelos telefones 65 3616-7900 (Cuiabá), 66 3411-1450 (Rondonópolis), 65 3223-6607 (Cáceres) e 66 3436-2301 (Poxoréu).

Diminui participação do governo federal nos gastos públicos em educação

Redação 24 Horas News


Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.

De acordo com o documento, a mudança na dinâmica do financiamento, com crescimento dos gastos municipais, é resultado do próprio regime de colaboração que estrutura a oferta educação. Municípios são os responsáveis pelas matrículas de toda a educação infantil e o ensino fundamental, etapas em que houve grande inclusão de alunos nas últimas décadas. Os estados respondem apenas pelas escolas de ensino médio. Por isso a maior conta fica mesmo com as prefeituras.

O relatório destaca que houve uma ampliação real do gasto em educação pelas três esferas de governo entre 1995 e 2009, saindo de R$ 73,5 bilhões para R$ 161,2 bilhões, um crescimento de 119,4% em 15 anos. Também houve aumento dos investimentos na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), passando de 4% para 5% no período. O estudo ressalta, entretanto, que entre 1995 e 2005 não houve elevação dos gastos em educação que se mantiveram em torno de 4% do PIB. A expansão dos recursos se deu, portanto, entre 2006 e 2009.

“Portanto, em 11 anos, a política educacional dos diferentes entes federados elevou sua participação na renda nacional em apenas 1% do PIB. Isto evidencia que o crescimento do gasto durante a maior parte do período apenas acompanhou o crescimento da economia brasileira como um todo”, explica o estudo.

O relatório foi lançado pelo instituto para subsidiar as discussões do Plano Nacional de Educação (PNE) que irá definir uma meta de investimento público na área a ser atingida nos próximos dez anos. O projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados. Há divergência entre governo e entidades da sociedade civil sobre o patamar a ser aplicado. A meta definida pelo governo é ampliar o gasto público dos atuais 5% para 7% do PIB, mas entidades da área defendem um índice mais ambicioso de 10%. O Ipea, entretanto, não indica qual seria o investimento mínimo necessário para melhorar a qualidade do ensino e promover a inclusão da população que ainda está fora da escola, como prevê o plano.

“A atual capacidade de financiamento da educação consegue apenas cobrir o valor das necessidades apuradas para manter e possivelmente gerar avanços pequenos no atual nível educacional brasileiro. Este valor é distante daquele indispensável ao financiamento das necessidades para o cenário que representa as melhorias substantivas para educação”, aponta o relatório.

Apesar de não dizer em quanto é preciso ampliar o investimento, o Ipea indica possíveis novas fontes de recursos para a educação. Entre as sugestões estão a criação de novos tributos, a melhoria da gestão das verbas, a destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a área e o aumento da participação das três esferas de governo no financiamento público.

Atualmente, 18% da receita de impostos arrecadados pela União são vinculados à educação - o instituto sugere que esse percentual seja ampliado para 20%. Já os municípios são obrigados a aplicar 25% da arrecadação na área, patamar que poderia ser ampliado para 30%. Segundo o Ipea, a mudança criará um adicional de 0,7% do PIB em investimentos na área.

CNPq aprova 160 bolsas de Iniciação Científica Junior para o IFMT

Redação 24 Horas News



O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aprovou para o Instituto Federal de Mato Grosso a concessão da cota institucional de 160 bolsas de Iniciação Científica para alunos do ensino médio/técnico (PIBIC EM) por um período de 12 meses. O valor total do projeto é de R$ 192 mil. A previsão do início das bolsas é fevereiro de 2012 e encerramento em janeiro de 2013. Portanto deverão ser contemplados, prioritariamente alunos que estejam na 1ª e 2ª série do ensino médio integrado.

A Propes está concluindo a elaboração do Edital e até dia 21/12 que divulgará os critérios para a seleção dos alunos bolsistas. Todos os Campi do IFMT serão contemplados. Estão sendo elaborados critérios para inserir alunos nos projetos em andamento (aprovados no edital 029/2011) bem como a possibilidade de envio de novos projetos e também para contemplar aqueles projetos que foram avaliados no edital 029/2011, mas por uma questão de cotas do Campus, não foram contemplados.

“É uma das maiores cotas aprovadas pelo CNPq dentre os Institutos Federais. Para a equipe da PROPES é uma grande conquista, pois mais uma vez estamos vendo nosso trabalho aprovado e reconhecido por entidades como o CNPq. Isto também mostra que a Pesquisa no IFMT caminha a passos largos para a sua Institucionalização e Consolidação”, destaca o Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação, Ademir Conte.

O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica no Ensino Médio do CNPq (PIBIC EM/CNPq) tem como objetivo fortalecer o processo de disseminação de informações e conhecimentos científicos e tecnológicos básicos, bem como desenvolver atitudes, habilidades e valores necessários a educação científica e tecnológica dos alunos do ensino médio e técnico, neste caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT)


UFMT realiza I Seminário Diálogos de Saberes

Redação 24 Horas News


A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza o I Seminário Diálogos de Saberes: conhecimentos indígenas e conhecimento científico amanhã ( 15), das 9h30 às 11h30, no auditório 02 do Instituto de Educação (IE), campus de Cuiabá. A professora doutora em Antropologia, Luciane Ouriques Ferreira, e o índio Manoel Kanunxi, da etnia irantxe, são os convidados especiais.

As inscrições podem ser feitas no local do seminário. O evento é organizado pela Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), Programa de Inclusão Indígena (Proind), Programa de Educação Tutorial Indígena (PETind) e Departamento de Antropologia.

A professora Luciane Ouriques Ferreira é bolsista de pós-doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) junto ao Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ). Realiza consultorias especializadas no campo da saúde indígena para órgãos governamentais e organismos internacionais. Atuou como gerente da área de Medicina Tradicional Indígena do Projeto Vigisus II/Funasa (2004-2009). Tem experiência em pesquisa antropológica com ênfase em etnologia, antropologia da saúde, saúde indígena, medicina tradicional, relações interétnicas, relações de gênero, cidadania e ética.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8101.

MEC e Seduc debatem criação de mais quatro Territórios Etnoeducacionais

A construção de pelo menos mais quatro territórios etnoeducacionais em Mato Grosso estão em debate nesta quarta-feira (14.12), em reunião organizada pelas Coordenadorias de Educação Escolar Indígena da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e do Ministério da Educação (MEC).

Cerca de 40 pessoas entre indígenas de 14 etnias e representantes de Instituições da sociedade civil que trabalham com educação escolar para índios, bem como técnicos da Seduc, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do MEC participam das discussões.

Conforme a técnica da Coordenadora Indígena da Secretaria, Letícia Queiroz, o encontro trata-se do primeiro de uma série de debates que deve culminar com a pactuação dos novos territórios em 2012. “Nesse primeiro momento Seduc e MEC vão receber as demandas apresentadas por cada representante indígena. A partir da discussão conjunta com os índios, Estado e União verificarão a possibilidade de atendimento”, disse.

Entre as reivindicações estão à criação dos territórios etnoeducacionais da região Noroeste que contemplaria as etnias: nhambiquara, Arara, Rikbaktsa, Iranseri, Miki, Kayabi e Mundurucu; da região Médio Norte para atendimento da etnia Pareci; da baixada Cuiabana que contemplaria os Bororos, Chiquitanos, Guatos e Umutinas e outro território para o povo Bakairi.

POLÍTICA EDUCACIONAL

O coordenador geral da Educação Escolar Indígena do MEC, Gersem Baniwa, citou que a construção dos territórios teve início no país em 2010. Ele explicou que a partir da ideia dos territórios, Governo Federal, Estados e municípios passaram a elaborar políticas educacionais conjuntas voltadas para atendimento das demandas apresentadas pelas etnias.

“O território supera as divisões existentes entre os limites territoriais. Há muitas etnias que possuem povos espalhados em mais de um Estado ou município. A política do território prevê o atendimento das demandas escolares das etnias independente da localização geográfica”, explicou.

Ainda como característica do território, ele citou a formação das comissões gestores. “São comissões que são formadas com representações das etnias de Organizações da sociedade e dos governos. Cabe essas comissões organizar o Plano de Trabalho Educacional e de gestão para atendimento das demandas de cada território” contou.

Letícia Queiroz ressaltou que entre as principais reivindicações dos índios estão: a construção de escolas de acordo com as características indígenas, formação inicial e continuada de professores, produção de material didático especifico para a educação escolar indígena, aquisição de merenda escolar de acordo com os costumes alimentares de cada etnia, entre outros.

Atualmente Mato Grosso já conta com cinco territórios etnoeducacionais com possibilidade de chegar a nove. Por sua vez o Brasil possui 24 e até o final de 2012 deve chegar a 34.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT


Quando o revisor de textos é um bode expiatório

Valdeir Almeida

A história apresentada abaixo é real (apenas o nome João é fictício para preservar a verdadeira identidade do profissional).
João é revisor de texto e copidesque de competência e experiência reconhecidas no mercado editorial. Certa vez, ele recebeu uma proposta que sempre recusara, mas, naquele momento, aceitou por ter vindo de uma pessoa com quem nutria certa relação de amizade: o gerente da gráfica que – sem pensar nas consequências, mas apenas no lucro – queria que João analisasse o livro de um cliente da empresa. O problema estava no prazo muito reduzido que essas duas pessoas impunham a João para analisar e corrigir o material de elevado número de páginas.

O resultado do trabalho foi como o previsto: João colocou em prática todo seu rico conhecimento dos recursos da língua, sua habilidade de diagnosticar erros linguísticos e sua experiência notável como copidesque e revisor de livros. Contudo, como precisou correr contra o tempo, deixou passar desapercebidamente alguns erros cometidos pelo escritor da obra em questão.

Após a publicação do livro, tais erros foram notados por alguns leitores e pelo próprio autor. Este se queixou com o gerente da gráfica dizendo que o dinheiro gasto com a revisão foi mal-empregado. O autor, como visto, não levou em conta o prazo exíguo que estabeleceu a João para revisar o livro; nem considerou que o revisor corrigiu os erros mais graves e que, se não o houvesse feito, iria, indubitavelmente, prejudicar a imagem deste escritor.

Essa história (real, frise-se) ilustra o risco de revisar um livro “em cima da hora”. A maioria dos escritores tem consciência de que é inviável avaliar um material extenso em prazo tão curto. Por outro lado, infelizmente, há os que – talvez por desconhecerem a complexidade da modalidade escrita da língua – exigem que seu livro seja analisado “à velocidade da luz”.
E é por sempre honrarmos nossos compromissos e primarmos pela qualidade dos nossos serviços que recusamos propostas como as relatadas acima.

Felizmente, a maior parte de quem solicita nossos serviços compreende que a revisão de texto exige, além de habilidade, um período de tempo peculiar. Tais pessoas são assim, conscientes, por serem escritores no real sentido da palavra, ou seja, valorizam cada profissional envolvido na feitura do livro: do diagramador ao revisor, do ilustrador ao operador do maquinário. Além disso, tais escritores têm o hábito de estabelecer cronogramas para a perfeita execução de sua obra, a fim de que cada passo seja dado sem pressa nem imprevistos.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

SALAS DE AULA

Gabriel Novis Neves


Faltam escolas e salas de aula para os alunos da rede pública em Cuiabá no ensino básico. Sobram salas de aula no ensino superior na cidade da Copa.

Para o ensino básico o Estado alugou “prédios” - locais condenados pedagogicamente para a transmissão de conhecimento.

Alguns cursos superiores tiveram o número de vagas reduzidas, e outros, simplesmente foram fechados após avaliação feita pelo MEC.

Vi pela televisão como a nossa educação está sendo tratada. As imagens são fortes, e os depoimentos de alunos, professores, diretores e Secretaria de Educação do Estado, uma vergonha para uma cidade que deseja ser vista pelo mundo.

Impossível imaginar que, no momento em que tantos recursos são empregados para obras caríssimas - como o estádio de futebol padrão FIFA -, a cidade, agora azul, não tenha salas de aula para as crianças pobres.

A população cresce na medida exata em que as obras de cunho social, como educação e saúde, têm seus recursos de investimentos diminuídos.

O tempo é das emendas parlamentares federais e estaduais. O governador solicitou às bancadas federal e estadual que destinassem totalmente seus recursos para as obras de pavimentação asfáltico de ruas, avenidas e estradas - obedecendo a critérios políticos para os beneficiários.

O único pedido de investimento relacionado à educação que eu tomei conhecimento foi para a criação da Universidade Federal de Rondonópolis. Pedido este, por sinal, prontamente rechaçado pelo ministro. Ah! Tem também o novo hospital universitário da estrada de Santo Antonio – um presente de grego.

Agora, construir ou concluir o Hospital Central; aquisição de um hospital para alta-complexidade ou para atender crianças... Silêncio e desinteresse total.

O problema é que o Estado sabe que o custeio para colocar em funcionamento um hospital de qualidade é alto. Veja como funciona o famoso Hospital Metropolitano do outro lado do rio Cuiabá.
Seleção de pacientes a serem atendidos e, xô alta complexidade!

Voltando à falta de salas de aula em Cuiabá e em algumas cidades do interior do Estado. O valor anual que o Estado gastará com os aluguéis dos “prédios”, daria para construir – com folga – algumas escolas com, pelo menos janelas e sanitários fora da sala, a exemplo do que vi pela televisão através dos depoimentos de alguns estudantes.

A diretora de uma escola pública Estadual, que fica em um dos bairros mais populosos de Cuiabá, disse que a Secretaria de Educação conhece o problema e prometeu construir uma escola nova e ampla.

Acontece que o terreno escolhido está em litígio e, com ares de incredibilidade, a diretora disse que nunca viu o projeto. Essa é a famosa escola embromação.

Minha sugestão é chamar o escritório do Oscar Niemayer para, após os três jogos da Copa, fazer uma adaptação do enorme espaço de quase um bilhão de reais e, assim como fez no Sambódromo do Rio, criar espaços para salas de aula.

Tenho absoluta certeza que a Copa da Cidade Azul seria sempre lembrada como a Copa das salas de aula - para as crianças sem escolas e sem salas de aula.

SABER VIVER — Iniciando a Jornada


Lair Ribeiro

Como você está hoje? Conseguiu realizar todos os seus sonhos ou só alguns? (Será que você já desistiu de sonhar?)


Quantas coisas você deixou de fazer por achar que não daria certo?
Você está satisfeito com o que já conquistou na vida ou quer mais? Afinal, o que falta para você ter a vida que sempre quis?
Talvez você não saiba o que falta, e por isso mesmo começou a ler este artigo.


Ótimo! Então, vamos iniciar a jornada pessoal para saber viver.
Quem sabe viver, tem sucesso e é feliz.


Vamos trabalhar com exemplos. Carlos, vizinho de Cláudio, comenta:
— O Cláudio é que sabe viver... Anda todo elegante, só vive viajando... Já deve conhecer o mundo inteiro!


Mas Cláudio, comissário de bordo, não gosta nada de passar a vida nas nuvens. Ele queria, mesmo, é passar a vida nas ondas. E lá com os botões de seu terno, ele pensa: ¬
— Toninho, o surfista, é que sabe viver...
E sabe mesmo. Ele conseguiu o que queria. Mas não é só o Toninho que sabe viver.


Saber viver tem um sentido diferente para cada pessoa. Para uns, saber viver é ter carro novo; para outros, é ser promovido no emprego; para outros, ainda, é ter fama, dinheiro e assim por diante.
Mas voltando ao surfista do nosso exemplo, caso você não saiba, ele é um sucesso! Tem uma coleção de medalhas conquistadas na ondas do Hawai, ganha muito dinheiro com a sua grife de roupas esportivas, mora de frente para o mar... Enfim, ele conseguiu tudo o que sempre quis!


É. A vida é assim: quem sabe viver, vai atrás de seus sonhos. E quando os alcance, ganha o sucesso, como recompensa! Felicidade é outra história!


Uma coisa é uma coisa. Outra coisa... Bem, outra coisa pode ser outra coisa, ou pode ser a mesma coisa. Sucesso é sucesso e felicidade é felicidade. São coisas diferentes, você concorda? Mas podem ser a mesma coisa. Veja bem: Sucesso é conseguir o que se quer. Felicidade é querer o que se conseguiu.


Felicidade é um estado de espírito.


Um milionário, que mora em um apartamento de cobertura e tem três carros importados na garagem pode estar profundamente infeliz e insatisfeito. Ele pode ter acabado de ter uma briga feia com os filhos, pode estar se separando da esposa com a qual vivia há mais de trinta anos... Enfim, muita coisa pode tornar infeliz a vida de uma pessoa bem-sucedida financeiramente. Por outro lado, um pescador que tem um barraco na vila e consegue trazer do mar um peixe por dia, pode viver muito feliz.


No caso do Toninho, o surfista, ele tem sucesso e é feliz, pois conseguiu o que queria e quer tudo o que consegue da vida.
Felicidade não depende do que você tem, mas da forma como você aceita as coisas que consegue na vida.
Se você só quer sombra e água fresca e a vida lhe dá um peixe por dia, ótimo! Você pode ser feliz. Mas se você quer mais do que isso e a vida tem lhe dado só um peixe por dia, você também pode ser feliz. E bem-sucedido. Basta querer o que está conseguindo da vida e aprender como tornar esse peixe rentável.



É preciso aprender brincando

Autor: Arenil de Almeida Monteiro

Geralmente, a criança não domina a linguagem e, muitas vezes, transmite o que está sentindo por meio das brincadeiras, tidas como estratégias motivacionais da aprendizagem. Elas são excelentes meios para diagnosticar, intervir e até mesmo transmitir conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais sem que o educando perceba. Constituem ainda um meio de transmitir mensagens capazes de resgatar a autoestima, o autoconhecimento, além de valores, como solidariedade, responsabilidade, disciplina, autoconfiança, autoaceitação, tolerância, concentração, alegria e muitos outros, tão necessários à formação dos alunos.


A realidade deixa claro que vivemos na era do desencanto escolar, na qual muitos de nossos educandos não estão receptivos a aprendizagem. O desinteresse pela leitura e escrita, pelo aprendizado em geral, a indisciplina faz parte do cotidiano e muitos educadores sentem-se frustrados por não conseguirem resultados satisfatórios. Mas através do lúdico acreditamos que o espaço escolar pode e deve transformar a escola em um espaço agradável, prazeroso, de modo que as brincadeiras e jogos permitam que educador alcance sucesso em sala de aula.


Os jogos e as brincadeiras são fundamentais na infância. Por isso, o professor tem que possibilitar o desenvolvimento do conhecimento da criança e criar um ambiente motivador da aprendizagem. Com as atividades lúdicas, a aprendizagem se torna prazerosa e desperta na criança um nível muito bom de conhecimento, proporcionando um excelente desenvolvimento emocional e cognitivo.


Os professores precisam ter domínio dos jogos e brincadeiras para melhor aplicá-los em sala de aula e ter um retorno real seguindo um planejamento visando sempre melhorar o desenvolvimento das crianças. O universo lúdico desenvolve nos alunos valores indispensáveis para o convívio social. A criança entende e compreende melhor as regras que são importantes para a vida em sociedade, despertando também o companheirismo.


O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana e merece atenção dos pais e professores, porque é muito importante para a saúde mental do ser humano. É através das brincadeiras que as crianças aprendem a relacionar com as pessoas, com o mundo, e desenvolve o lado afetivo. Brincando, a criança consegue ser criativa e combina ficção com a realidade.


Prazeroso, o lúdico envolve o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. Aprender brincando é fundamental para a saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer tempo no passado. Através delas as crianças desenvolvem a interação. A iniciativa, a autoestima, a linguagem e o pensamento, para preparar para ser um cidadão crítico, capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor.


Com jogos e brincadeiras a criança reproduz situações vividas reelaborando criativamente novas possibilidades e interpretações da realidade vivenciadas por elas. O jogo a brincadeira além de ser prazeroso, é o mundo da imaginação, mas infelizmente está presente mais na educação infantil do que nas series iniciais, porque a sala de aula é apresentada como coisa séria e a disciplina são mantidos em nome dos padrões institucionais, o que torna o ambiente escolar longe do gostos das crianças.


Os educadores devem ter em mente que brincar não é um mero passatempo, e sim estimula o crescimento e desenvolvimento intelectual e individual do educando favorecendo progresso na comunicação entre as crianças. Os educadores devem ser conscientes de que brincar só faz bem para as crianças, elas amadurecem e sentem livre para criar e recriar o mundo do seu modo. Os jogos estimulam o aprendizado e é uma forma prazerosa de aprender.


Muitas vezes os professores afastam o lúdico da sala de aula por ser atividades que exigem muito mais dedicação, tempo, ai fica muito mais fácil trabalhar com atividades cômodas. O lúdico deve permear o espaço escolar, tornando um espaço para as descobertas, de imaginação, de criatividade onde as crianças sintam o prazer para aprender. Para isso a necessidade do professor ampliar seus conhecimentos em relação aos jogos e brincadeiras para assessorar a crianças nesse aprendizado. As crianças estão sempre prontas para brincar, jogar, cabe ao educador propor as brincadeiras buscando sempre motivar os alunos para que envolvam nos jogos e brincadeiras.


Os jogos auxiliam no aprendizado, desenvolvendo na criança habilidades do pensamento, a imaginação, a criatividade, porque quando jogamos obedecemos a regras e favorece momentos ricos de interação. Os jogos são meios mais indicados para construção do conhecimento, e para despertar o interesse da criança, e ela vai conhecendo a sua capacidade e desenvolvendo a autoconfiança em si mesmo.


Os jogos constituem um fator indispensável para o desenvolvimento intelectual, motor e afetivo da criança. Os jogos permitem explorar e entender o mundo que a rodeia através de todos os seus sentidos e proporcionam­ lhe os meios para expressar as suas ações, sentimentos e idéias. Neste sentido, é possível concluir que a brincadeira, jogo e o movimento natural e espontâneo são fatores fundamentais em toda e qualquer escola de educação infantil e fundamental, uma vez que os mesmos contribuem e muito na educação e formação geral do educando.


É através do lúdico que ele abandona o seu mundo de necessidades e constrangimentos e se desenvolve, criando e adaptando uma nova realidade a sua personalidade. A infância é, portanto, um período de aprendizagem necessária à idade adulta. È nesse momento que a brincadeira se torna uma oportunidade de afirmação de seu “eu”. Para isso, é fundamental que o educador da infância tem a função e incluir o brincar no âmbito educacional de forma planejada e educativa, para melhorar e despertar o interesse das crianças nas atividades propostas, porque é brincando que a criança desperta sua criatividade e interagem com o seu mundo interior e exterior.


Através das atividades lúdicas podemos perceber dificuldades motoras, intelectuais e afetivas dos nossos educando, assim como permitem ao mesmo criar, imaginar, fazer de conta, as atividades lúdicas funcionam como laboratório de aprendizagem, permitem ao educando experimentar, medir, utilizar, equivocar-se e fundamentalmente aprender.Os educandos aprendem várias coisas ao mesmo tempo, isso quer dizer que podem aprender a dividir e a detestar dividir, simultaneamente, e por isso as atividades lúdicas devem vir sempre de encontro às necessidades, características e interesses infantis, para que simultaneamente estejam aprendendo a gostar de aprender.


Logo, tudo que for treinamento, destituído de significado próprio para o pequeno educando, deve ser abolido do currículo. O educando da educação infantil não é capaz de trabalhar com objetivo remoto, ele não tem a idéia de tempo distante bem elaborada ainda. Ele precisa encontrar motivos na própria atividade. É preferível que o educando escolha a atividade e a realize com prazer, voltando a ela muitas vezes, do que a realize obrigada. Aprendendo assim detestá-la ou temê-la.


As atividades bem-sucedidas tendem a ser repetidas e o fracasso leva, geralmente, a descontentamento consigo mesmo e insegurança e leva o educando a evitar repetir a mesma atividade. Portanto todo material oferecido deve possibilitar uso variado e permitir vários tipos de respostas para se ajustar ao nível de desenvolvimento de pequenos educandos, pois permite alcançar resultados diferentes.


O educador tem que ser um profundo conhecedor de seus educandos, de suas características, de seus interesses e de suas formas de expressão de sentimentos, para oferecer exatamente aquilo que seja do seu interesse. E, ainda, respeitar a sua escolha de atividade, e, para isso, oferecer opções para que escolha o que desejar. Outra vez o trabalho livre e criador se colocam como o mais recomendável ao currículo da educação infantil.


O educando ocupado em atividades por ele mesmo escolhidas revela elevado grau de atenção e interesse, como conseqüência, obtém delas disciplina natura e direção da sua própria atividade, fatos altamente desejáveis à educação. Oferecendo, portanto atividades diversificadas obtêm disciplina natural, decorrente da realização de atividades feitas com interesse.


Diante da nova realidade educacional, este artigo visa propiciar apoio ao educador da educação infantil e fundamental, para a motivação, o estimulo, o prazer pelo ato de aprender, pois o brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprios, um fazer que se constitui de experiências culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros.


Mas ainda á necessidade das escolas conscientizarem seus educadores esclarecendo melhor sobre o papel do brincar com as crianças, que é uma atividade de suma importância para aprendizagem e o desenvolvimento intelectual da criança. As escolas deveriam considerar o lúdico um grande parceiro para desenvolver a aprendizagem das crianças. Pois através do lúdico elas crescem e interagem ao mundo coletivo. O lúdico deve ser visto pelos educadores não apenas como divertimento e sim como forma de adquirir conhecimento.


Arenil de Almeida Monteiro é professora da rede pública de ensino de Mato Grosso