quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

MT - Seduc convoca 516 professores classificados no último concurso

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) convoca, em 15 de janeiro de 2014, 516 professores da educação básica classificados no concurso público realizado em 2010, somando 10 mil convocações de  novos servidores na Educação. A data para a convocação dos professores respeita o início calendário letivo de 2014, que devido a greve foi transferido para o mês de março.

Segundo a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida, “em 25 de julho, durante reunião entre o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público, Secretarias de Administração, Educação e o governador, uma comissão foi montada para que se levantasse a demanda do quadro de vagas e as pessoas que poderiam tomar posse. As datas foram então definidas mas com a greve, se fez necessária a mudança do calendário. O compromisso firmado pelo governo do Estado está mantido”, afirmou.

Após a nomeação, os convocados têm prazo legal de apresentação de 30 dias prorrogável por mais 30. “Precisamos findar o ano letivo de 2013 para iniciar o processo de atribuição de aulas para que então, esses novos profissionais, possam assumir suas funções”, informa a secretária.

Rosa Neide explica ainda que os concursados irão desempenhar suas funções em vagas livres para professores na rede estadual e ou substituirão professores temporários com carga horária completa de 30 horas. “Os contratos temporários possuem prazo de dez meses e serão cumpridos”.


PATRÍCIA NEVESAssessoria/Seduc-MT
 

MEC não concorda com 'pontos centrais' do texto do PNE, diz Mercadante

FLÁVIA FOREQUE
DE BRASÍLIA

Uma semana depois de o PNE (Plano Nacional de Educação) ter sido aprovado em menos de cinco minutos por comissão do Senado Federal, o ministro Aloizio Mercadante (Educação) afirmou que a pasta não concorda com mudanças feitas pelo grupo.

O último texto da proposta, que reúne 20 metas para o setor na próxima década, seguiu relatório elaborado pelo senador tucano Álvaro Dias (PR). O documento foi aprovado num deslize da base aliada: o PSDB aproveitou o fato de ter o comando da comissão de Educação da Casa para aprovar rapidamente o texto sugerido por Dias.

"Há alguns pontos centrais em que não há acordo nem com o MEC e, ao que me consta, nem com os relatores na CCJ [Comissão de Constituição e Justiça] e de Assuntos Econômicos", disse o ministro nesta terça-feira (3) em relação aos grupos que analisaram o texto antes da Comissão de Educação.

Entre os pontos de divergência estão os artigos que preveem punição para os gestores que não cumprirem o orçamento previsto para educação ou as metas do plano. Para Mercadante, esse é um tema "que deve ser discutido com muita cautela".

"[Esse tema] Não estava no PNE da Câmara e não deveria estar no PNE do Senado. Essa é uma matéria que achamos que tem que ser tratada no âmbito do projeto de lei específico", disse o ministro. Ele também fez ressalvas à destinação para educação de 50% dos bônus de assinatura de contratos de partilha para produção de petróleo e gás.

"Não há nenhuma perspectiva de nenhum grande campo de petróleo a ser licitado num horizonte próximo. Então, não resolve o problema do financiamento. (...) Estamos muito longe de alcançar os 10% do PIB", disse.

Mercadante se reuniu na tarde de hoje com a liderança do PMDB para tratar do tema. Ele afirmou que o MEC espera que o tema tenha sua tramitação concluída no Legislativo ainda neste ano. Enviado ao Congresso Nacional pelo Executivo, o PNE é debatido pelos congressistas há três anos.

Países ricos gastam 3 vezes mais do que Brasil em educação

DE SÃO PAULO
DE BRASÍLIA

Os países desenvolvidos membros da OCDE gastam três vezes mais no ensino de alunos de 6 a 15 anos em relação ao Brasil, de acordo com relatório do Pisa (exame internacional de educação).

O documento divulgado ontem diz que o país precisa investir mais nas escolas em áreas de baixo desenvolvimento socioeconômico.
  
Especialistas afirmam, porém, que não são apenas os recursos que explicam a má qualidade do ensino --a gestão também é um problema.

"O importante é tirar o máximo proveito dos professores, fazer avaliação de desempenho e premiar os melhores docentes", afirma o economista Naercio Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper.

Segundo o Pisa, o Brasil gasta em média U$S 26,7 mil (R$ 64 mil) para educar uma criança dos 6 aos 15 anos. Esse gasto chega a U$S 83,4 mil (R$ 200 mil) nos países mais ricos da OCDE (entidade que reúne países desenvolvidos e que organiza a prova).

Menezes Filho ressalta que os países desenvolvidos têm mais recursos como um todo, não apenas para educação.

Assim como no gasto com o ensino, o PIB per capita deles também é três vezes superior ao do Brasil.
O nosso PIB per capita é igual a U$S 12,5 mil (cerca de R$ 30 mil). Nos países membros da OCDE, o valor é de U$S 33,7 mil (R$ 84,5 mil).

Essa conta foi um dos principais argumentos do governo para reforçar o salto do país em matemática --ainda que o Brasil continue entre os últimos do ranking.

"Estamos fazendo muito mais com menos", afirmou ontem o ministro Aloizio Mercadante (Educação).
Mercadante, entretanto, tem afirmado que o país deve gastar mais com a área.

A posição foi posta, por exemplo, ao defender que todos os royalties do petróleo fossem para a educação --a lei sancionada destinou 75% para esse setor.

"Precisamos, sim, de ampliação de recursos, mas com excelência de gestão", avalia Priscila Cruz, da ONG Todos pela Educação.

O relatório do Pisa faz uma relação positiva entre mais investimentos e melhores índices de educação.

Essa relação, porém, nem sempre aparece. A Turquia, por exemplo, tem um PIB per capita 25% maior do que o brasileiro, investe 27% menos em educação e está 14 posições à frente em matemática, em 44º lugar na lista de 65 países. O Brasil ocupa o 58º lugar na mesma fila.

Comissão aprova cotas para negros em concursos públicos

Projeto de lei do governo estabelece que 20% das vagas em um concurso público serão destinadas a candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público
Roberto Stuckert Filho/PR


Projeto de cotas foi anunciado por Dilma durante a conferência para igualdade racial

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara aprovou hoje (4) proposta que reserva 20% das vagas de concursos públicos para negros. O projeto de lei, de autoria do Executivo, ainda precisa passar pelas comissões de Direitos Humanos e Constituição e Justiça (CCJ) antes de seguir para o plenário em regime de urgência. O texto recebeu parecer favorável do deputado Vicentinho (PT-SP). 
 
Apenas o deputado Silvio Costa (PSC-PE) registrou voto contrário.

De acordo com a proposta, a cota valerá por dez anos. Para Silvio Costa, a reserva de vagas é inconstitucional. Na avaliação dele, afronta o princípio de que todos são iguais perante a lei, previsto na Constituição. Ele chegou a propor, durante a discussão do projeto, que a cota fosse destinada somente a estudantes negros que tenham estudado pelo menos sete anos em escola pública. A sugestão foi rejeitada pela comissão.

O projeto de lei estabelece que 20% das vagas em um concurso público serão destinadas a candidatos que se autodeclararem pretos ou pardos no ato da inscrição no concurso público, “conforme o quesito cor ou raça utilizado pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE)”. A quantidade de oportunidades deverá ser anunciada no edital da seleção. E, se não houver número suficiente de aprovados, as vagas que sobrarem serão redistribuídas entre os outros candidatos.

Composição racial

O estabelecimento de uma cota racial para o ingresso no serviço público foi anunciado pela presidenta Dilma Rousseff no dia 5 de novembro, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial. Apesar de valer apenas para o governo federal, Dilma espera que a proposta sirva de exemplo para estados e municípios e os poderes Judiciário e Legislativo criarem suas próprias leis de ação afirmativa. “Nós queremos iniciar a mudança na composição racial dos servidores, tornando-a representativa da população brasileira”, disse Dilma na ocasião.

Atualmente o governo federal tem aproximadamente 540 mil servidores civis concursados. Para a presidenta, estabelecer cota é uma forma de diminuir as diferenças no serviço público. “Ação afirmativa trata as duas coisas, a questão racial e a social simultaneamente. Construir ações afirmativas é essencial para que, de fato, se efetive a igualdade de oportunidades sócio racial. Sem ações afirmativas não tornaremos realidade a igualdade de oportunidades”, afirmou.

MT - CRDE realiza leitura dramática da obra Quédate, Pedro!

CRDE realiza leitura dramática da obra Quédate, Pedro!

O Centro de Recursos Didáticos de Espanhol (CRDE), de Cuiabá, apresenta no próximo sábado (30.11), a partir das 9 horas, leitura dramática da peça inspirada no livro Quédate, Pedro!, (Fica Pedro!) do escritor cuiabano Luiz Carlos Ribeiro.

O livro conta a história da luta do padre espanhol, Pedro Casaldáliga, a favor dos nativos e negros de Mato Grosso. Será o primeiro livro bilíngue  publicado pela Consejería de Educación da Embaixada da Espanha no Brasil, (coleção Orellana).

Além da apresentação do livro, haverá uma moção de aplausos ao CRDE, pelo trabalho desenvolvido em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação - Seduc, Universidades Públicas e Privadas e Institutos de Linguagens.

Centro está localizado na Rua Barão de Melgaço, nº 945, bairro Porto, em Cuiabá. Os professores que tiverem interesse em trazer estudantes devem entrar em contato pelo telefone do CRDE:(65) 3637-6001

Assessoria/Seduc-MT

 

 

MT - Começa nesta terça-feira o Encontro da Juventude- Participação Estudantil


A Secretaria de Educação de Estado de Mato Grosso  (Seduc-MT) realizada o ‘III Encontro da Juventude – Participação Estudantil’, no período de 3 a 4 de dezembro, no Centro de Formação e Capacitação Olga Benário Prestes, às margens da BR-163, em Várzea Grande. 
A atividade de estímulo ao protagonismo estudantil possibilitará momentos de intensa reflexão e debate sobre ações propositivas com cerca de 170  participantes entre estudantes, professores e coordenadores pedagógicos de 55 unidades escolares que ofertam o Ensino Médio no Estado.
Entre os temas abordados estarão o cenário político brasileiro, meio ambiente e sustentabilidade, instalação de Comissões de Qualidade de Vida, a comunicação como instrumento de fortalecimento da cidadania, e a instalação e as ações dos grêmios estudantis.
Nos dois dias de atividades haverá espaço também a socialização de experiências afirmativas de participação social e política da juventude. Práticas vivenciadas por grupos e organizações estudantis de unidades escolares instaladas nas cidades de Cuiabá, Barra do Bugres, Terra Nova do  Norte, Colíder e Primavera do Leste.
A atividade é organizada e promovida pela Superintendência de Educação Básica (SUEB) por meio da Coordenadoria do Ensino Médio (CEM) e tem como objetivo geral melhorar e promover a qualidade do ensino através do fortalecimento da participação estudantil.
I Mostra Juvenil
Participarão do III Encontro os estudantes matogrossenses Carlos Murilo Miatelo Fanelli, da Escola João de Campos Vidal, da cidade de Mirassol do Oeste e Wírdino Laura França, da Escola Estadual João de Campos Widal, também e Mirassol do Oeste.  As obras confeccionadas pelos estudantes obtiveram as primeiras classificações na I  Mostra Juvenil Cartum e Fotografia – Cultura, Arte & Meio Ambiente, promovido pela Gerência de Educação Ambiental.  Foram convidados a participar do Encontro na capital, como parte da premiação. 

Serviço:

Evento: III Encontro da Juventude – Participação Estudantil
Onde: Centro de Formação e Capacitação Olga Benário Prestes (Várzea Grande, BR 163, KM 19, sentido ao município de Jangada (Passando o “Trevo do Lagarto” em Várzea Grande, seguir pela estrada)
Quando: Dias 3 e 4/12
Horário: 8h

Patrícia Neves
Assessoria Seduc-MT

MT - 80% das unidades escolares realizam eleição para diretor (a)


EE Hélio Palma


Um total de 592 unidades escolares instaladas em Mato Grosso - das 744 existentes -  vivenciarão o processo eleitoral para seleção de diretores para o biênio 2014/2015, no próximo dia 10 de dezembro.  Os números indicam que 80% das escolas estaduais farão a escolha a partir do voto da comunidade escolar (estudante, funcionários e professores). O gestor eleito,   juntamente com o  Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE), administrará a unidade escolar.

Dados da gerência de Avaliação e Planejamento do Atendimento Escolar (Gapa), da Secretaria de Estado de Educação (Seduc),  apontam que em comparação ao último processo eleitoral escolar (2012/2013), houve crescimento de 14% nas inscrições a função de direção. Na ocasião a disputa foi efetivada  por 517 candidatos. Este ano, o processo conta com  765 candidatos, sendo 293 homens e  472 mulheres.
No perfil dos candidatos inscritos  consta que 746 têm nível superior, 454 são especialistas, 24 possuem mestrado e um doutorado.

A pesquisa mostra também que foram realizadas inscrições para 94 escolas do campo, 12 indígenas e as demais estão instaladas em área urbana. O levantamento aponta que há situações, como a da Escola Estadual Tancredo Neves, da cidade de Carlinda, em que a disputa é acirrada com seis candidatos na disputa a gestor.

Em Mato Grosso ficam excluem-se do processo eleitoral a Escola Estadual Nova Chance, Escola Estadual Meninos do Futuro, escolas religiosas e de regime Militar. Já nas indígenas o processo será facultativo.

Eleição 

A estimativa é de que a eleição de diretores envolva cerca de 3,9 mil profissionais. Mobilizando outros  600 mil votantes (profissionais da educação em exercício na unidade escolar, alunos regularmente matriculados com frequência comprovada, que tenham no mínimo 12 anos, e pais de alunos). A posse dos novos gestores e dos novos integrantes dos Conselhos Deliberativos da Comunidade Escolar (CDCE) será realizada em 2 de janeiro de 2014.
Patrícia Neves
Assessoria Seduc-MT

MT - Evento debate o protagonismo juvenil na escola


O jovem com consciência crítica, postura colaborativa, sujeito de proposição e participação nas ações da Escola e da comunidade. Esta é a reflexão e o debate ofertado a 150 pessoas (estudantes e professores), no III Encontro da Juventude com o tema: Participação Estudantil. A atividade de dois dias é organizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e teve início nesta terça-feira (03.12).

Realizado no Centro Educacional Olga Benário Prestes, localizado na margem direita da rodovia BR 163 a 19 Km de Várzea Grande, sentido Jangada, o evento reúne jovens de 26 municípios, que cursam o Ensino Médio em Escolas Estaduais urbanas e do campo. Os participantes foram escolhidos pelas comunidades escolares por se destacarem pela atuação nas discussões das demandas locais.

De acordo com a coordenadora do Ensino Médio, Dariluce Gomes, a Seduc incentiva o protagonismo juvenil visando maior integração entre a direção das unidades de ensino e estudantes na busca pela melhoria da qualidade do ensino. Ela citou como positiva a atuação dos grêmios estudantins, como ferramenta de ação dos jovens na busca por melhorias.

“Os grêmios são uma das ações de protagonismo juvenil que contribuem no processo de construção de uma Escola melhor, com ensino de qualidade social e participação. É importante a criação de grêmios que atuem de forma colaborativa com as direções, Conselhos Deliberativos das Comunidades Escolares (CDECs), e com Planos de Ações fundamentados no Projeto Político Pedagógico (PPP)”, disse. Atualmente há grêmios ativos em 50 unidades estaduais de ensino .

Empolgado com o encontro, o estudante João Pedro Florentino Silva, 17, que cursa o 3º ano do Ensino Médio Integrado a Educação Profissional (EMIEP) em Agroecologia, na Escola Estadual do campo João Florentino Silva ressalta que todo o conhecimento que obtiver será repassado aos demais alunos da unidade. “Dentre todos os estudantes do ensino médio fui eleito para vir ao evento. Isso é motivo de alegria e responsabilidade”, citou.

João Pedro ressalta que os alunos da unidade localizada no distrito do Caramujo (36 km de Cáceres) são participativos e sempre atuam junto à direção, pela melhoria do ensino ofertado. “Recentemente estávamos sem aulas práticas no EMIEP por falta do ônibus escolar que nos leva para as atividades nas fazendas. Nos organizamos por meio dos líderes de sala e cobramos a direção que solucionou o problema”, destacou.  

Para o professor de Geografia da Escola Estadual 13 de Maio, em Tangará da Serra, Peterson Quirino Costa, a realização do encontro é muito importante para o despertar da cidadania nos jovens. Ele cita seu próprio exemplo. “Participei como estudante do primeiro Encontro da Juventude realizado quatro anos atrás. Naquela época estudava em uma Escola do campo e ao retornar ajudei a fundar o grêmio que está em atividade”, contou.

Atualmente na condição de professor, Peterson ressalta que seu objetivo é auxiliar o estudante Vitor Henrique Cavalcanti, 16, que participa de seu primeiro encontro. “Como responsável pelo Vitor, no evento, pretendo apoiá-lo no desenvolvimento de ações de iniciativa da juventude na Escola”, disse.
Programação

Além de reflexões e debates sobre juventude e escola, os jovens participarão de palestras e mesas redondas sobre protagonismo juvenil e os poderes públicos instituídos, bem como oficinas culturais, discussões sobre políticas públicas de juventude, meio e ambiente, e eventos esportivos e recreativos.

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MT -Educadores debatem experiências do Pacto pela Alfabetização na Idade Certa

As propostas inovadoras colocadas em prática  para o desenvolvimento da leitura e da escrita foram debatidas por cerca de 200 profissionais alfabetizadores e orientadores de estudos, que atuam na rede  pública de Cuiabá e Várzea Grande, no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa  (PNAIC). O processo avaliativo  e  de socialização foi realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso durante toda a terça-feira (03.12) em atividade promovida em parceria pela Secretarias de Estado de Educação (Seduc)  e Secretaria Municipal de Educação (SME) de Cuiabá.

“Esse é um momento de fortalecimento do diálogo. E se percebe claramente que o coletivo se sobrepõe perante qualquer interesse individual. As crianças não pertencem a uma rede estadual ou municipal. São crianças, estudantes que merecem o aprendizado”, pontua a coordenadora local do Pacto, Zileide dos Santos, Seduc.

O momento também serviu para os profissionais ajudassem a delinear os contornos às práticas a serem desenvolvidas no ano de 2014,  que terá área da matemática como principal foco de atuação. “No entanto, o Ministério da Educação irá manter uma interface com a Língua Portuguesa, considerando a interdisciplinaridade”, explica a coordenadora local.

“Todo nosso planejamento segue a uma sequência didática articulada, gerida em uma perspectiva interdisciplinar. Não nos baseamos apenas no ensino da escrita e da linguagem a criança, mas considerando a totalidade do ser, como os indivíduos se relacionam, e como os alfabetizadores devem trabalhar essas perspectiva, essa articulação”, explica a orientadora de estudos  Maurecildes Lemes da Silva.

Depoimento

A implantação do PNAIC no Brasil,  pautado no trabalho coletivo entre as redes, tem servido para quebrar tabus. Há 23 anos atuando na alfabetização em Cuiabá, a pedagoga Suely Alves da Silva declarou sentir-se desmotivada e desacreditada das estratégias governamentais que conhecia antes do Plano.

Das experiências formativas pelo PNAIC,  Suely  vem implementando ações de fortalecimento da leitura e escrita com a confecção de um jornal. A experiência se mostrou exitosa, apesar da complexidade de execução com uma turma de 1º ano.

“Mas preciso afirmar que embora eu tenha 23 anos de trabalho eu posso aprender mais, desde que eu possibilite essa abertura. Como dizia Rubens Alves não adianta ter a faca e o queijo na mão. É preciso ter vontade de comer”.

Exposição

Além da socialização de ideias pelos educadores,  uma vasta quantidade de livros de recortes, colchas, tapetes e aventais contadores de histórias, foram colocados à disposição para visitação na entrada do Hotel Fazenda.  A aparato integra uma série de estratégias lúdicas  implementadas pelos professores do 1º Ciclo de Formação Humana para fortalecer o processo de alfabetização  e estimulam o desenvolvimento infantil, ao mesmo tempo em que motivam a criançada a aprender pois aguçam  a curiosidade, exercitam a iniciativa de cada uma delas.

Patrícia Neves Assessoria Seduc-MT

CONTRIBUIÇÕES DE PAULO FREIRE PARA A EDUCAÇÃO




RESUMO: Este artigo foi realizado a partir de estudos bibliográficos com vários autores sendo o mais relevante Paulo Freire, e tem o objetivo de compreender teoricamente as estratégias metodológicas de ensino e os conceitos utilizados no processo de alfabetização do (EJA), visando atender o princípio da adequação desde a realidade cultural e subjetiva dos jovens e adultos.

CONTRIBUIÇÕES DE PAULO FREIRE PARA A EDUCAÇÃO

Pesquisas apontam que os anos 50 foram marcados pelo surgimento diferente de alfabetizar do educador Paulo Freire e dos círculos populares de cultura, fatos que proporcionaram a sistematização de um ideário e de experiências que conhecemos nos dias atuais por educação popular.
Assim influenciou a década de 60 movimentos populares de todas as ordens que tinham como relevância a valorização do diálogo e a interação como fundamentos necessários para garantir a libertação do educando e o direito a educação básica. Freire via a educação em duplo plano instrumental, capaz de preparar técnicas e cientificamente a população para o mercado de trabalho, e que atendesse as necessidades concretas da sociedade, para isto elaborou uma proposta conscientizadora de alfabetização de adultos, cujo princípio básico era a leitura do mundo e as experiências do educando, desta forma sua proposta de alfabetização partiam da realidade de vida do aluno para o aprendizado da técnica de ler e escrever.
O método Paulo Freire chamava a atenção dos educadores e políticos da época, pois seu método acelerava o processo de alfabetização de adultos e tinha como ponto fundamental as palavras geradoras, sendo assim podemos dizer que seu método consiste em três momentos entrelaçados:
O primeiro momento é a investigação temática, pela qual professor e aluno buscam, no universo vocabular do educando e da sociedade onde vive as palavras e temas centrais de sua biografia. Esta é a etapa da descoberta do universo vocabular, em que são levantadas as palavras e temas geradores relacionados com a vida cotidiana dos alfabetizandos e do grupo social a que eles pertencem. Essas palavras geradoras são selecionadas em função da riqueza silábica, do valor fonético e principalmente em função do significado social, trazendo a cultura do aluno para dentro da sala de aula. O segundo momento a tematização, pela qual professor e aluno codificam e descodificam esses temas, buscando seu significado social, tomando assim consciência do mundo vivido e é nesta fase que são elaboradas as fichas para a decomposição das famílias fonéticas dando para a leitura e a escrita. O terceiro, a problematização na qual eles buscam superar uma primeira visão mágica por uma visão crítica, partindo para a transformação do contexto vivido, nesta ida e vinda do concreto para o abstrato e do abstrato para o concreto, volta-se ao concreto problematizando, descobrindo limites e possibilidades existenciais captadas na primeira etapa. A realidade opressiva é experimentada como um processo passível de superação, a educação para a libertação deve desembocar na práxis transformadora. (FREIRE, 1979, p.72).

 Freire elabora uma forma de educação interdisciplinar, com o grande objetivo da libertação dos oprimidos, ou seja, a humanização do mundo por meio da ação cultural libertadora, evitando a lógica mecanicista que considera a consciência como criadora da realidade, e o mecanismo objetivista, que considera a consciência como cópia da realidade.

De acordo com Pinto (2003) no que se refere à alfabetização de jovens e adultos, priorizando o conceito crítico de educação como diálogo entre alfabetizadores e alfabetizandos, num encontros de consciências, o autor enfatiza que:

O educador deve ser o portador da consciência mais avançada de seu meio, necessita possuir antes de tudo a noção crítica de seu papel, isto é, refletir sobre o significado de sua missão profissional, sobre as circunstâncias que a determinam e a influenciam, e sobre as finalidades de sua ação (PINTO, 2003, p.48).

No entanto entendemos que se torna indispensável o caráter de encontros de consciências no ato de aprendizagem, visto que a educação é a transmissão de uma consciência à outra, de algum aprendizado que já possui a outra que ainda não tem.
 Pinto ressalta que a educação é também fator de ordem consciente determinada pela consciência social e objetiva do sujeito de si e do mundo. A alienação educacional como uma característica da atividade pedagógica, alertando para a necessidade imprescindível de que o educador se converta a sua realidade, sendo antes de tudo o seu próprio povo, passando da consciência ingênua á crítica, compreendendo a educação como prática social, intransferível de uma sociedade á outra, servindo aos objetivos e interesses das lutas pelo desenvolvimento e transformação do indivíduo.
O alfabetizando adulto é visto como detentor de um saber, no sentido do conceito de cultura e sujeito da educação, nunca objeto dela, já que essa se concretiza em um diálogo amistoso entre os sujeitos educadores – educandos. Assim o conhecimento é visto como produto da existência real, objetivo, concreto e material, do homem e de seu mundo.
Parafraseando Freire (1996), propunha uma educação molhada de afetividade, mas não deixando que a efetividade interferisse no cumprimento ético e no dever de professor e na sua autoridade, uma relação pedagógica cultural que não se trata apenas de conceber a educação como transmissão de conteúdos curriculares por parte do educador, tendo como necessidade a participação do educando, levando em conta a sua autonomia e sim estabelecendo uma prática dialógica na escola. Freire ressalta a importância da dimensão cultural no processo de transformação, pois a educação é mais do que uma instrução, para ser transformadora deve enraizar-se na cultura dos povos. Nesse sentido a transmissão de conteúdos estruturados fora do contexto do alfabetizando é considerada invasão cultural, porque não emerge saber popular.
No pensamento de Freire o aluno não é um depósito que deve ser preenchido pelo professor, cada um, juntos pode aprender e descobrir novas dimensões e possibilidades na realidade da vida, pois o educador é somente o mediador no processo de ensino-aprendizagem e aprende junto com seu aluno. A educação é vista por Freire como pedagogia libertadora capaz de torna-la mais humana e transformadora para que homens e mulheres compreendam que são sujeitos da própria história. A liberdade torna o centro de sua concepção educativa e esta proposta é explícita desde suas primeiras obras.
Nas suas expectativas os analfabetos deveriam ser reconhecidos como seres humanos produtivos, que possuem uma cultura, e o papel do educador deve ser de profundo comprometimento de transformação social com os educandos.
Seguindo esta perspectiva Freire criticou a chamada educação bancaria que considerava o analfabeto ignorante, como uma lata vazia onde o professor deveria depositar o conhecimento. Ele defendia uma ação educativa que não negasse sua cultura, mas que fosse transformada por meio do diálogo.
De acordo com Carvalho (2010) as lições encontradas nas cartilhas são uma série de frases isoladas, colocada uma embaixo da outra com o propósito de exercitar o alfabetizando e treina-lo na aprendizagem de palavras com letras v, m, l e b. Como uma dessas frases: A vovó é da menina, a menina leva doce para vovó, o boi baba, entre outras.
Freire questiona o uso das cartilhas, chamando a atenção para a importância de se ensinar os alunos coisas que sejam desconhecidos por eles, para Freire o educador deve priorizar o conhecimento de mundo trazido pelo aluno, para relacionar o que ele conhece com a aprendizagem na sala de aula. O aluno se encontra em meio à aprendizagem deixando de lado aquelas frases sem sentido e sem motivação.
Parafraseando Carvalho (2010), nos orienta que no processo de alfabetização de crianças de seis anos, o tema e os significados dos textos devem ser decisivos, pois nesta fase elas se encontram cheias de curiosidades e disposição para aprender, desse modo podemos escolher histórias, poemas, trava-línguas, canções de roda. 
Em se tratando de adulto Carvalho (2010, p. 53) enfatiza,

Sugiro conversar sobre a vida deles, o que fazem fora da escola, se trabalham, do que gostam etc. No caso talvez uma notícia de futebol, uma letra de rep ou de uma canção, uma piada, um anúncio ou bilhete, que sejam atraentes, até porque a maioria passou por muitas experiências frustrantes e já conhece os nomes das letras. Deve ser aflitivo para esses adultos terem sempre a sensação de começar do zero, portanto é bom escolher um texto diferente, usado na vida social, que seja uma novidade para eles.

Essas reflexões nos leva a refletir e a buscar novas metodologias, adequadas à realidade do educando, não seguindo a padronização da cartilha que reduz o aprendizado a símbolos pré-determinados e que não conduzem com o contexto, mas sim de priorizar o conhecimento trazido pelo o educando na sua bagagem de vida.
Quando Carvalho enfatiza trabalhar com textos, seja qual for o tipo de turma, textos orais produzidos pelos alfabetizando e escritos pelo alfabetizador, este pode servir como ponto de partida para o trabalho de alfabetização. Porém devem ser adaptados para atenderem as normas da língua escrita.
 O professor se encarregará das modificações que julgar necessárias, e explicar para os alfabetizandos oque foi mudado e por que ocorreu esta mudança.
Sendo assim cabe ao educador mediar à aprendizagem sempre priorizando a bagagem de conhecimentos trazida pelo aluno da sua vivência mundana, transpondo esse conhecimento prévio para o conhecimento letrado.
Portanto, para essa adequação se tornar viável, não basta somente revermos o material didático, é preciso não só o educador repense o seu papel enquanto mediador de uma aprendizagem que priorize a bagagem de conhecimento trazido por seus alunos, mas também a flexibilidade das instituições em permitir a realização de um bom trabalho diferenciado.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Num período de leituras e pesquisas foi possível a confirmação de que os Jovens e Adultos necessitam de um ensino de qualidade o qual proporcione a liberdade de expressão de suas experiências de vida a fim de transforma-las num conhecimento científico, respeitando e considerando todo conhecimento prévio que tenham.
Nessa perspectiva fica claro que a alfabetização não é um processo simples de ensinar a leitura e a escrita. A alfabetização do EJA é um processo de ensino de leitura e escrita que deve ser acompanhada do processo de conhecimento e construção de práticas sociais importantes com o objetivo de oportunizar a conclusão da educação básica, proporcionando aos alunos novas chances de inserção no mercado de trabalho e aperfeiçoamento para que possam acompanhar o ritmo acelerado das novas descobertas e assimilar os novos processos de produção.
            As propostas estudadas neste trabalho apontam em comum por todos os autores que a alfabetização do EJA se da a partir do momento em que se busca ultrapassar as limitações dos métodos baseados na silabação, respeitando e considerando o conhecimento de vida dos alunos.


REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

CARVALHO, de Marlene. Alfabetizar e letrar: um diálogo entre teoria e prática, 7º ed. Petrópolis, R.J: Vozes, 2010.


FREIRE, Paulo. Educação e mudança. Tradução de Moacir Gadotti. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa/ São Paulo: Paz e Terra, 1996 (coleção leitura).

Pinto, Álvaro Vieira: Sete lições sobre a educação de adultos. 13 edição. São Paulo.  Cortez, 2003

Construção Histórica das noções de Infância

O redimensionamento da educação escolar de crianças pressupõe a compreensão dos significados atribuídos à infância na esfera da cultura e da vida social contemporânea. Isso se justifica pelo fato das politicas ficam-se pelo fato das politicas educacionais estarem encoradas em formas de representar a criança, presentes nas diversas práticas socioculturais; ou seja , pensar as transformações no âmbito da educação escolar significa resgatar á construção histórica das noções de infância , e como a criança vem sendo pensada desde a Antiguidade ate os tempos modernos , e as diversas concepções de infância no âmbito da psicologia do desenvolvimento e suas implicações pedagógicas Aries (1981 ) revela que, ate o século XVI , a infância era concebida como um período transitório da vida humana , que deveria ser prontamente superada, assim que sua sobrevivência independesse dos cuidados adultos.

 A criança, assim, confundia-se com os adultos, já que não havia acomodações para ela, que passou a se configurar como um adulto em miniatura, não sendo considerada em sua particularidade. Não havia, portanto, na sociedade medieval, o que Ariés denomina de `` sentimento da infância.

Vale resgatar a etimologia da palavra infância, que como destaca Gagnebin (1997), é proveniente do latim in-fans, significando aquele que não fala, destruindo de linguagem é, portanto, de logos (razão).
A visão da criança como in-fans remonta-se ao pensamento platônico, que aborda como um ser próximo do estado animalesco e primitivo; característica esta que demanda a domesticação das paixões segundo normas educacionais baseadas na razão. Segundo esta orientação, Descartes admite que a infância se caracterize pela exacerbação do aprisionamento da alma no corpo, o que condena o homem ao erro, uma vez que o conhecimento da verdade só e possível mediante o cogito, o pensamento puro, livre das sensações corpóreas.

Permeado por esta visão, o século XVII marcou o momento em que a criança passou a ser vista como sujeito singular, distinto dos adultos, emergindo, assim, o que Ariés (1981) denomina de sentimento moderno de infância, caracterizadas por praticas sociais diversas, que são a participação e a necessidade de educar a criança mediante a moralização. Essa prática contraditória, preocupação com a fragilidade e a debilidade da infância – característica do sentimento de paparicação - tornou urgente a educação do infante, com o aporte do moral, o que permitiu o desenvolvimento de seu caráter e de sua razão. A criança então se constitui como objeto de estudo de moralistas e educadores voltado ao estabelecimento de técnicas e métodos que, visavam a disciplina, a vigilância e o controle de seus costumes. Essa proposta culminou na criação dos primeiros colégios modernos, conforme mostra Ariés, caracterizados pela fusão ensino - disciplina - declaração-castigos corporais. 

No século XIX, com a industrialização e a expansão capitalista, a infância passou a ser prescrita e normatizada segundo Castro (1999), a infância de hoje passou um processo de colonização pelas praticas cientificas, a criança, portanto, são tratados como organismos biológicos em fases de maturação, desvinculados da cultura e da sociedade.
Castro também aponta que entre a década de 20 e 60, predomina a psicologia comportamental que enfoca a teoria tanto da criança quanto do adolesceste, são considerados pelas contingencias sociais.

Já na década de 70, verificamos da psicologia do desenvolvimento e a das intervenções educacionais, das teorias cognitivas, cujo maior representante e Jean Piaget, como um sujeito ativo e cognoscente, capaz de construir conhecimento através da interação com a realidade física, e destaca a universalização da construção a adaptação gradativa do pensamento as demandas ambientais.
O inicio do século XIX foi marcado por inovações tecnológicas e pedagógicas que objetiva tomar o processo educativo mais eficiente e mais significativo para o individuo. A criança ganha então destaque no modelo educacional que passa a ser amplamente defendida por educadores que criticavam o quanto a escola estava dissociada da vida e que, portanto, não atendia as reais necessidades de quem a frequentava.

Desse modo, o ideário da `´escola ativa, introduziu no pensamento educacional a defesa de que a escola deve buscar reproduzir o ambiente natural vivido na casa e na rua.

John Deweey, por exemplo, defendia, já nos anos (1920 ), que  `´o jogo faz o ambiente natural da criança, ao passo que as referencias abstratas e remotas não correspondem ao interesse da criança ( apud Almeida, 2003 p. 24 ). O desafio que se colocava, então, era o de assegurar, no ambiente escolar, condições de aprendizagem que respeitassem as inclinações naturais da infância, e dentre elas, a necessidades de brincar.

Em contraste coma afirmação de que as crianças não se interessam por assuntos abstratos e remotos, vários pesquisadores afirmam isto, e mostram, em seus estudos, que e possível conciliar os interesses das crianças pelo jogo e pela brincadeira, isto porque a brincadeira proporciona a crianças o envolvimento em situações favoráveis a aquisição de regras, a expressão de seu imaginário a apropriação e exploração do meio e esses são aspectos importantes na aquisição do conhecimento ( Romeraet al, 2007 , Leal, Albuquerque e Leite, 2005 ).
Piaget ( apud Almeida, 2003 ), por exemplo, se refere ao jogo como uma importante atividade na educação das crianças, uma vez que lhes  permite o desenvolvimento afetivo, motor, cognitivo, social e moral e também favorece aprendizagem de conceitos .

Em suas palavras: os jogos não são apenas uma forma de desafogo ou entretenimento para gostar energia das crianças, mas meios que enriquecem o desenvolvimento intelectual.

De acordo com Vygotsky e seus colaboradores, e muito importante propor desafios para todas as crianças para que possam avançar no seu aprendizado, afirma também que a apropriação e jogos que constituem o patrimônio cultural, bem como atividades lúdicas são um bom caminho para das crianças, em interação com pares e utilizando estratégias cognitivas, desenvolvem as funções mentias superiores associadas ao pensamento e a linguagem.
Complementarmente, Leontiv (apud Leal, Albuquerque e Leite, 2005 )
Explica que o jogo e a atividade principal da criança, através do qual esta aprende os papeis do adulto e suas relações com o mundo. Vimos ainda no campo das teorias sobre a infância, encontraremos autores que defendem o brincar como modo de expressão peculiar das crianças e que identificam na brincadeira oportunidades para o desenvolvimento integral. Ao observar sistematicamente crianças brincando, HENRI WLLON ( apud BARBOSA E BOTELHO, 2008 ) chamou atenção para o fato de que nesses contextos as crianças que contribuem para aquisições fundamentais a pessoa.

O acompanhamento de bebês, ainda no berçário, tem evidenciado o quanto as brincadeiras crianças podem por inativa das próprias crianças professores para apoiar o desenvolvimento da linguagem, da motricidade, da expressão emocional (RAMOS R ROSA 2012). Isto demostra uma precocidade infantil também nos levam a defender que os jogos e as brincadeiras favorecem o domino da habilidade de comunicação, nas suas varias formas, facilitando a auto expressão. Muitos pesquisadores, inclusive, consideram a ação lúdica com metacomunicação, ou seja, a possibilidade de a criança pensar sobra seu próprio agir e pensar, bem como compreender o pensamento e a linguagem do outro  (BITTENCOURT E FERREIRA, 2002 ).

De acordo com (CARRAHER, 1989), o modo como o conteúdo e abordado na escola, portanto, pode oportunizar similares àquelas vividas pelas crianças enquanto brincam.

          Marilene Ramos
Isabel Cristina Souza Gomes
Irma Simas A. Affonso
Josiane Furquim Lopes
 Referencias Bibliográficas
Albuquerque e Leite,2005
Henri Wallon (apud Barbosa e Botelho, 2008)
Ramos e Rosa 2012
Aries 1981
Almeida, 2003 p.24
Romera 2007
Leal Albuquerque e Leite,2005
Jean Piaget (apud Almeida,2003)
Vygotsky

MT - Governo e Assembleia são notificados pelo MPE para assegurar aplicação correta do FUNDEB

Ministério Público quer evitar desvios de recursos da Educação Básica
 
MP tenta evitar que governo estadual desvie recursos da Educação para outros setores

Para evitar que recursos de fundos específicos previstos na Constituição Federal sejam aplicados de forma indevida em Mato Grosso, o Ministério Público Estadual, por meio da Promotoria de Justiça da Cidadania de Cuiabá, encaminhou notificação recomendatória a Assembleia Legislativa e ao Governo do Estado.
 
No documento, o MPE estabelece um prazo de 30 dias para que seja comprovado que nenhum Projeto de Lei, que autorize a aplicação dos recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) em desrespeito às normas previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, seja proposto ou sancionado.
 
Ao Governo do Estado, foi recomendado ainda, que deixe de aplicar o artigo 20, da Lei Estadual nº 9.784/2012 - que dispõe sobre a elaboração da Lei Orçamentária de 2013 -, a qual assegura a retenção de até 30% das receitas vinculadas diretamente arrecadas pelos órgãos, fundos e entidades do Poder Executivo para pagamento da dívida pública do Estado, exceto as receitas vinculadas constitucionalmente.
 
“Todo o recurso do Fundeb deve ser aplicado na educação básica, observado, para os Estados e Municípios, as respectivas áreas de atuação prioritárias, em obediência às normas previstas na Lei nº 11.494/2007, Lei nº 9.394/1996, Lei Complementar Estadual nº 49/1998 e Lei Estadual nº 8.793/2008”, traz a notificação.
 
Um inquérito civil foi instaurado para investigar e fiscalizar o efetivo ajuste da distribuição dos recursos do Fundo. No documento, o Promotor de Justiça Alexandre de Matos Guedes destaca que o Governo do Estado estaria destinando 17 fundos estaduais, o que representaria 100%, entre eles, o Fundeb, para pagamento de dívidas e salários de servidores, conforme informação veiculada na imprensa.
 
A notificação recomendatória expedida no dia 26 de novembro, também foi encaminhada aos Tribunais de Contas do Estado e da União para o devido acompanhamento da aplicação dos recursos do FUNDEB. “O não acolhimento desta notificação implicará na adoção das medidas judiciais cabíveis”, concluiu o promotor de Justiça.

Desculpas esfarrapadas, funcionam?

Autor: Nathaly Bispo

Em momentos de desmotivação, alguns profissionais utilizam artifícios para escapar do trabalho, um deles é contar alguma mentira.


Uma pesquisa divulgada pelo site de carreiras CareerBuilder, apontou que empregadores dos Estados Unidos (EUA) revelaram algumas desculpas esfarrapadas “bizarras” que os profissionais inventam para conseguir uma folga das tarefas profissionais. Entre as justificativas estão dentes que voam pela janela, paredes e janelas grudadas, abstinência de cigarro e indecisão de que roupa vestir para o trabalho.

Ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 30% dos trabalhadores mentiram que estavam doentes para faltar ao trabalho. Por outro lado, outros 30% disseram que vão trabalhar doentes para poder faltar quando estão se sentindo bem e poder mentir que estão doentes.

O levantamento foi feito on-line pela Harris Interactive entre 13 de agosto e 6 de setembro com 3.484 trabalhadores e 2.099 gerentes de contratação e profissionais de recursos humanos em vários setores e empresas dos EUA.
Segundo Sylvia Ignacio da Costa, coordenadora do curso Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos da Anhembi Morumbi, as pessoas mentem, muitas vezes por não terem um canal de comunicação aberto com suas chefias, o funcionário, na necessidade de faltar, prefere inventar desculpas que não necessite comprovar. “Algumas histórias, apesar de absurdas, são tão bem contadas, que sensibilizam os outros”, afirma a especialista.

Como o líder deve se posicionar nestas ocasiões?


Para Sylvia o líder deve dizer que é melhor a verdade  do que ouvir uma desculpa ridícula. Também, deixar claro que desculpas deste gênero podem comprometer a carreira do profissional. “Uma conversa franca irá levar o funcionário a se sentir seguro em revelar suas necessidades. Infelizmente, a falta de flexibilidade e de uma comunicação aberta, faz com que os funcionários inventem desculpas grotescas, que inclusive correm o risco de não serem aceitas”, explica a coordenadora.

Segundo a especialista, a imagem positiva é importante na carreira de um profissional, e uma mentira pode comprometê-la, pois, se descoberta, ele acaba perdendo a sua credibilidade, afinal, se ele mente por algo simples, como acreditar que não fará em outros casos?

Quais mentiras são contadas?


De acordo com a pesquisa da SulAmérica, os empregadores  respondentes listaram as desculpas “mais memoráveis” que já ouviram dos funcionários para as faltas, confira 6 delas:

- Os dentes falsos do empregado voaram pela janela enquanto ele dirigia pela estrada;

- O time de futebol favorito do empregado perdeu no domingo, então precisou da segunda-feira para se recuperar;

- Empregado está parando de fumar e estava “ranzinza”;

- O funcionário disse que alguém grudou suas portas e janelas, então ele não poderia sair de casa para trabalhar;

- O empregado sentiu que estava com tanta raiva que se ele fosse trabalhar poderia machucar alguém;

- O empregado se perdeu e acabou indo parar em outro estado.

Apesar das mentirinhas, muitos profissionais não conseguem fugir das responsabilidades, devido aos avanços tecnológicos, faltar ao trabalho não significa tirar dia de folga – 20% dos trabalhadores disseram que no ano passado tiveram que trabalhar de casa mesmo dizendo à empresa que estavam doentes.

As principais razões dos funcionários para faltar é que eles não têm vontade de ir para o trabalho (33%), porque precisam relaxar (28%), para ir ao médico (24%), para pôr o sono em dia (19%) ou executar tarefas pessoais (14%).


Fonte: MSN Empregos

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

MT - Ciclo de Cinema finaliza 2013 com o filme El Baile de La Victória

O Centro de Recursos Didáticos de Espanhol, unidade implantada pela parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e a Embaixada da Espanha no Brasil, finaliza a edição de 2013 do Ciclo de Cinema, nesta sexta-feira (29.11), às 19 horas, com a exibição do filme El Baile de La Victoria. Uma produção hispano-chileno que aborda o período de Ditadura Militar de Augusto Pinochet.

A projeção dos filmes é realizada na própria unidade do CRDE, na rua  Barão de Melgaço, nº 945, bairro Porto, em Cuiabá. As sessões estão abertas a agendamento para os estudantes da rede estadual. Os professores interessados em levar turmas deverão ligar para (65) 3637-6001 ou pelo e-mail cr.cuiaba@gmail.com, falar com a coordenadora de atividades, professora Cristiane Montes de Novais.

Desde setembro o CRDE apresenta uma agenda cultural com objetivo de fortalecer a prática do idioma, conhecimento da cultura e história espanhola.  Nos últimos três meses foram realizados na unidade intensa programação com a realização de seminários linguísticos e literários, fóruns de discussão, Ciclo de Cinema e fim de semana para imersão em lingüística.
Para o próximo sábado (30.11), o CRDE traz a apresentação do livro Quédate, Pedro!, (Fica Pedro!) do escritor cuiabano Luiz Carlos Ribeiro, com uma leitura dramatizada da peça teatral. O evento será realizado no próprio CRDE dia 30 de novembro, sábado, à 9 h. de manhã.
Assessoria/Seduc-MT


Delegação de MT debate em Goiás políticas públicas para Escolas Sustentáveis

A formulação de políticas públicas destinadas a espaços escolares sustentáveis,  assim como o emprego mais racional dos quatro elementos (água, do ar, da terra e fogo) são alvos de debate pelos 23 delegados matogrossenses eleitos a participarem da IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente Vamos Cuidar do Brasil com Escolas Sustentáveis. O Encontro reúne estudantes e educadores brasileiros na cidade de Luziânia, em Goiás. As atividades são realizadas até 28 de novembro e coordenadas pelos Ministérios da Educação e Meio Ambiente.

“Somos mais de mil pessoas debatendo as temáticas. De Mato Grosso são 23 delegados/estudantes e ainda os membros da Comissão Organizadora Estadual”, pontua a gerente de educação ambiental da Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), Giselly Gomes.

Após intenso processo de debates realizados ao longo de quase um ano -  com a realização das etapas escolares em 148 unidades e da etapa estadual - Mato Grosso selecionou os projetos de ação desenvolvidos por estudantes delegados das Escolas Estaduais Professor Carlos Pereira Barboza, de Rondonópolis, e Cremilda de Oliveira, de Primavera do Leste, e ainda, das Escolas Municipais José Luiz Borges Garcia, Cuiabá, e Novo Planalto, de Confresa.

O EVENTO 

A IV Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNIJMA) é um processo dinâmico de diálogos  voltado para o fortalecimento da cidadania ambiental nas escolas e comunidades a partir de uma educação crítica, participativa e democrática.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria Seduc-MT

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

O foco deve ser a aprendizagem e não a "ensinagem"

Jacir José Venturi - jacirventuri@hotmail.com

Engenheiro, professor de matemática e presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe/PR).

Estando há poucos dias em Fortaleza, ouvi do próprio filho uma jocosa história que Lauro de Oliveira Lima – cearense e autor de mais de 30 livros sobre educação, falecido em 2013 – contava com graça aos amigos professores que acolhia em sua casa:
– Estão vendo este meu cachorro? O nome dele é Dog, e eu o ensinei a falar! – provocava Lauro, diante do espanto de seus interlocutores. E prosseguia:
– Vem cá, Dog! Diga boa-noite! Boa-noite, Dog!
Fazia-se um silêncio sepulcral, e evidentemente nada de um grunhido que sugerisse um boa-noite.
Então, Lauro se safava:
– Ensinar eu ensinei, só que ele não aprendeu.

Evidentemente, por melhor que seja o mestre, jamais há de ensinar um cão a falar, porém essa folclórica alegoria enseja ensinamentos para nós, seres humanos. Há uma dicotomia entre aprendizagem e “ensinagem” – palavra essa que subverte a norma culta, e como faz boa rima caiu no gosto popular. O professor só ensina se o aluno aprende. “Não ensino meus alunos. Crio a condição para que aprendam” – se faz oportuno Albert Einstein.

No SalaMundo 2013 – um dos maiores eventos educacionais do Brasil, realizado em Curitiba –, o filósofo colombiano Bernardo Toro segue a mesma toada: “Quando o ensino é mais importante do que a aprendizagem e algo vai mal, os culpados são os alunos. Se a aprendizagem é mais importante, nós, adultos,é que temos a responsabilidade de mudar as coisas. A escola é lugar de aprender e não de ensinar”.
Para ser um bom professor, nada mais relevante que a didática, com a premissa de que no ambiente da sala de aula são intensas e constantes as mudanças, o que requer reciclagem continuada.Destarte, a simbiose entre a paixão pelo ensino e a vontade de investir na própria formação demonstram quem realmente quer ser um bom didata.O professor deve ser um eterno aprendiz, mantendo-se atualizado nos avanços da sua matéria e das novas práticas e tecnologias educacionais. Aula que tem que ser dada merece ser bem dada e, para tanto, bem preparada. É um ganha-ganha, pois agrega valores ao aluno e ao professor.

O desafio é dar uma boa aula e manter a motivação e a disciplina. Quase todo dia o professor tem o seu calvário. Conflitos com alunos são inevitáveis. Mas pare e pense: quem é o adulto na relação? Impor autoridade e limites são tarefas precípuas do professor. Sem disciplina não há aprendizagem na escola, tampouco na vida. A indisciplina – esse câncer do nosso sistema educacional – é abominada pelo próprio conjunto de alunos, como bem demonstrou um estudo apresentado no SalaMundo 2013 pelos pesquisadores Francisco Soares e James Ito-Adler. Eles próprios se diziam surpresos, uma vez que esperavam que as respostas fossem instalações físicas, didática dos professores, merenda, etc. Mas não!
Perguntarama cada aluno: o que mais o incomoda na escola?

Resposta prevalecente: bagunça.

Quando o diretor investe o melhor de sua energia na sala de aula, todo o ambiente escolar se transforma. A sala de aula representa os metros quadrados mais nobres de qualquer organização educacional, e é nesse espaço que devemos colocar os melhores talentos. Há um mote, em que duas palavras merecem reverência: educar com entusiasmo. Educar vem do latim ducere, que significa conduzir, mostrar o caminho. Entusiasmo tem etimologia no grego en-theo(en=dentro, theo=Deus). Para os gregos politeístas, quem têm entusiasmo tem um Deus dentro de si. Nada de grandioso pode ser obtido sem entusiasmo e nenhuma missão é mais grandiosa do que a de educador, pois este tem como legadodeixar no mundouma geração melhor que a sua.

Programa do MEC estimula a formação de negros e indígenas

Agência Brasil -

O Ministério da Educação (MEC) lançou o Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento. A medida foi publicada na edição de ontem (21) do Diário Oficial da União.O programa de intercâmbio é voltado para estudantes negros, indígenas e com deficiência do ensino superior e já está em vigor.

De acordo com a publicação o objetivo do programa é proporcionar a formação e a capacitação de estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou que portadores de deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades, com elevada qualificação em universidades instituições de educação profissional e tecnológica e centros de pesquisa no Brasil e no exterior.

Para o MEC, o programa vai dar oportunidades de novas experiências educacionais e profissionais a esses estudantes. O programa também ampliará a participação de estudantes negros, indígenas e com deficiência, em cursos técnicos de graduação e pós-graduação e no desenvolvimento de projetos de pesquisa.

Outros pontos importantes do programa são a promoção da igualdade racial, a valorização das especificidades socioculturais e linguísticas dos povos indígenas, além da acessibilidade e da inclusão no Brasil, bem como estimular a troca de experiência em âmbito internacional para a construção de igualdade de direitos e de oportunidades no país.

O Programa de Desenvolvimento Acadêmico Abdias Nascimento será desenvolvido em parceria com Universidades e Instituições Comunitárias de Ensino Superior Historicamente Negras nos Estados Unidos. Parte das bolsas de estudo será oferecida pelo Programa Ciência sem Fronteiras e parte será destinada aos cursos de ciências humanas.

Os critérios de participação do programa serão definidos pela Secretaria de Alfabetização Continuada, Diversidade e Inclusão (Secadi) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

90% acham que escola integral é ‘necessária’




Nove em cada dez brasileiros consideram escola em período integral necessária para a educação das crianças. O resultado está numa pesquisa nacional do Datafolha feita para a Fundação Itaú Social com 2.060 pessoas. A margem de erro é de dois pontos.

A resposta surgiu quando os entrevistados foram apresentados à definição de “educação integral” como “escolas em que os alunos ficam mais horas por dia, com atividades diversificadas”. Ao todo, 36,3% nunca tinham ouvido falar em educação integral, a maioria desses pertence a classes mais baixas. “Precisamos disseminar o conceito de educação integral”, explica Patrícia Mota Guedes, gerente de educação da fundação.

Apesar de ser desconhecida por mais de 1/3 dos entrevistados, a escola integral está prevista no Programa Mais Educação (PME), de 2007, mas é rara no País. Isso porque a maioria das escolas tem dois turnos. A pesquisa mostra que parte dos entrevistados faz, espontaneamente, uma associação do estudo integral com melhora da educação (34%) e com ocupação do tempo livre (30%).

Fonte: Folha de S. Paulo

Projeto quer decifrar como é calculado o salário dos professores no Brasil

Proposta do projeto é decifrar como se forma o salários dos professores.


A baixa remuneração dos professores é, sem dúvida, um dos maiores problemas brasileiros com relação à educação. Os pesquisadores do Observatório da Remuneração Docente têm estudado o assunto em busca de algumas respostas e soluções. O projeto abrange nove programas de pós-graduação de universidades públicas e privadas do País, e tem sua coordenação nacional centrada na Faculdade de Educação (FE) da USP.

A fim de entender mais profundamente como é calculado o salário dos professores brasileiros, os diversos núcleos que compõem o Observatório se dedicam a analisar os dados já coletados e a estudar a legislação vigente nos distintos estados e capitais desde 1996 (ano de implantação da Lei de Diretrizes e Bases).

Por meio dos números fornecidos, é possível identificar o total de matrículas, quantos professores são necessários para atender a demanda e a relação de alunos por professor. Outra variável utilizada no desenvolvimento de análises é o orçamento público: quanto de receita há e as despesas que se realiza. Todos estes são fatores para se chegar à remuneração dos professores.

Duas impressões sobre a remuneração docente que puderam ser observadas por intermédio da pesquisa se destacam: ela é muito baixa, e o governo concorda com isso; não há entendimento da composição do salário pelos próprios trabalhadores, de modo que a maioria dos professores ignora seus benefícios, descontos e planos de carreira.

O conhecimento do sistema deveria ser um requisito básico para que alguém decidisse ser professor. Assim como em outras profissões, a vontade individual e um ideal imaginário sobre a carreira somam-se à remuneração como critérios de escolha. Essa informação, porém, é muito complexa, como revelaram as pesquisas. Professores têm apenas uma ideia vaga de como é calculada e, muitas vezes, não conhecem seus direitos.

Segundo Rubens Barbosa de Camargo, coordenador nacional do Observatório, “os fatores, valores, denominações, planos de carreira e critérios variam muito de acordo com a rede”. Em alguns locais, o final da carreira pode nunca ser atingido pela maioria dos profissionais. Em outros, há condições para se chegar até lá, por meio de titulações (mestrado, doutorado, pós-doutorado), por exemplo. Na opinião do pesquisador, essa variação mostra “como o sistema é complexo e como não há parâmetros comuns, mais interessantes e perceptíveis de modo mais claro”.

No censo escolar, que é realizado anualmente, não há uma pergunta destinada aos docentes sobre o salário. Por meio desse questionário, poderia ser feito um levantamento mais preciso dos valores. Os dados são retirados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) feita pelo IBGE ou da Prova Brasil. Esta última, porém, é aplicada apenas para a quarta e a oitava séries do ensino fundamental e para o terceiro ano do ensino médio. E não são todos os professores que respondem; normalmente, apenas os de português e matemática.

Em termos médios, os valores obtidos por meio destas fontes podem representar a expressão do salário bruto de todos. Mas a rigor, observa o pesquisador, trata-se de um perfil de professores específico.

ANÁLISES INICIAIS - Ao término do primeiro período de pesquisa, que será renovado, o Observatório verificou que realmente a remuneração dos professores é muito baixa frente às outras profissões. Entretanto, ela tem crescido nos últimos anos. Um dos parâmetros usados para aferir isso é chamado de valor/aluno/ano do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) — os valores que esses fundos trouxeram para as diferentes regiões foram significativos, o que pode ter impactado a melhora do salário docente na educação básica.

A partir de 2008, também houve a instituição da Lei do Piso, que determina o mínimo que um professor pode receber no Brasil, porém seus efeitos não foram avaliados, já que a pesquisa ainda não foi desenvolvida no período após aprovação da lei (2011).

Outra constatação foi de que diferença entre o menor e o maior salário de uma mesma rede se tornou menor. O mais baixo aumentou, mas o mais alto ficou praticamente estagnado. Isso significa que a carreira docente se tornou pouco atraente, já que não proporciona uma grande elevação da remuneração ao longo do tempo. Não há profissionais interessados em permanecer dando aulas.

Na opinião do coordenador do Observatório, “as elites nacionais nunca consideraram a educação das massas no Brasil um valor essencial tanto para a formação de uma nação soberana, independente, quanto para o desenvolvimento do capitalismo, com a necessidade de mão-de-obra qualificada”. Por esse motivo, completa Camargo, os investimentos públicos de longa data realizados no País sempre foram aquém do necessário e da capacidade financeira. “Há muitos anos o Brasil é um país de destaque em produção de riquezas no mundo, só que isso nunca se reverteu em uma política pública que valorizasse a questão da educação das massas”, avalia.

Liderança: a visão de Gandhi e de Chico Mendes


Por ROSA MARIA DE SALES GUIMARAES BARROS
Doutoranda em psicologia social
Especialista em dependência química pela Universidade Federal do Espírito Santo
Psicopedagoga e Psicanalista.
RESUMO
                  O presente artigo visa a contextualizar duas lideranças que aos olhos menos treinados, parecem não encontrar foco de unidade, pelas características temporais, culturais e sociais aparentemente distintas. Gandhi e Chico Mendes reuniram em suas militâncias políticas um sentido que necessita urgentemente ser resgatado e disseminado em todas as sociedades atuais. O sentido de integração com a natureza e valores humanos o cuidado de si mesmo, a necessidade de manter o homem em seu território produzindo o sentimento de pertencimento e o sentimento da não exploração. Ambos lutaram de forma pacífica pelo bem comum, protegendo sempre o direito à consciência do pensamento emancipador. Demonstraram ativamente que as diversidades é que formam a unidade. Os dois líderes mudaram paradigmas que se tornaram universais por serem inerentes a essência humana.

Palavras-chave:Liderança-natureza-liberdade-mudanças de paradigmas

INTRODUÇÃO

A primeira década do século XXI assistiu ao avanço de uma economia tirana, com divisões de classes sociais marcadas por um profundo desrespeito à essência humana.

Para se conceituar o termo líder/liderança, não se parte dos “Stakeholders”, gestores e políticos pré-fabricados para empresas atuais que, a serviço de uma economia capitalista reproduzem de forma inconsciente e controlada a liberdade dos indivíduos, ao fazê-los acreditar que são privilegiados e colocá-los, porém, sujeitados a uma ideologia que despotencializa qualquer força inerente ao indivíduo, frente ao círculo de exploração, onde enredados, desconhecem os perigos para sua liberdade e para seu futuro, de modo que sua verdadeira essência é afastada pela nefasta presença da ideologia e do pensamento regulador.

Defende-se e aborda-se neste artigo como líder/liderança, raros homens que corajosamente, escutam aos próprios questionamentos e com uma intuição “divina”, são guiados e movem as massas para compartilharem e lutarem para o bem comum contra as injustiças e direitos de igualdade e de pertencimento dos seres humanos, o que provoca sempre um pensamento participativo, emancipado e livre, alternativos ao sistema enquadrador.

Julga-se que seria difícil fazer comparações entre os dois tipos de líderes em questão, devido aos diferentes contextos territoriais, culturais e temporais. Ao ser surpreendido pelas mudanças das ideias já formatadas pela própria cultura e história, leva-se a entender o subjetivo humano, que por essência nasce livre, mas rapidamente se aglutina aos modos de controle capitalista e muitas vezes morre inconsciente de sua condição natural e de direito, que é a liberdade.

Ao certo não se sabe o que desencadeia este despertar nos homens outrora controlados pelo sistema econômico e político, mas sabe-se que fatos limitantes às condições humanas, ascendem em alguns a verdadeira liderança, o pensamento e a vida emancipada – a verdadeira liberdade.

Ao ressaltar o controle inconsciente exercido pelo poder capitalista e mostrar que o homem livre sofre sempre a punição por não estar em conformidade com a obediência exigida por aquele poder, estes líderes lutam por sua liberdade de pensamento e arrebanham multidões, o que provoca reflexões no contexto das ciências humanas, e corrobora para o destaque das diferenças entre os seres irracionais, a evolução natural, emancipadora e livre. Isso nem sempre as ciências puras com seu materialismo dogmático é capaz de compreender, explicar ou permitir. Busca-se através de uma visão antropológica progressista, como o homem evolui dentro do conceito “cuidar de si mesmo”, livre e sujeito de sua própria história em seu território, o que contribui sempre para o bem comum.

Este trabalho objetivou discorrer sobre o tema liderança, com a preocupação de analisar as necessidades dos homens e sua conduta social hoje, definidas sempre por momentos históricos e desejos gerados por um sistema sócio-político e econômico alienantes, consumista e de controle sob o ponto de vista do indivíduo “assujeitado”. E por fim deixar contribuições e novos paradigmas para a humanidade

LIDERANÇA: “A ORDEM PURA DE QUE NECESSITAMOS”.

  Exalta-se aqui, duas importantes figuras, Mohandas Karanchand Gandhi e Francisco Mendes Filho. Gandhi morreu na mesma década em que nasce Chico Mendes. Ao paradoxo início/fim, tempos diferentes, homens voltados para a essência natural do humano, embora estivessem em diferentes continentes e pertencentes a diferentes culturas, lutaram pela igualdade de direitos, justiças e liberdade do homem. Foram defensores do pertencimento dos indivíduos, as diversas relações subjetivas e produtivas do território de onde são oriundos. Para estes homens a liberdade é o maior bem que deve ser assegurado. Partilha-se a ideia estoicista que para muitos com a revolução Francesa,(1789), perdia sua força e desvinculava líderes modernos de seus conceitos, do liberalismo econômico e do sistema capitalista. Embora as reflexões estoicas nunca deixaram de permear os pensamentos dos filósofos visionários ,que interpretavam a nova ordem do século XVIII, como um afastamento do homem da natureza a serviço de um novo sistema econômico e social, instaurados com a revolução industrial. A harmonia universal e comunhão com a natureza (Deus) defendido por Spinoza(1677) como dois nomes para as mesmas realidades, sempre fez parte do inconsciente coletivo humano e foram desfocados a partir dos mecanismos de controle e leis de produção da economia, fazendo que os mesmos perdessem a liberdade de pensamento emancipação para o pensamento regulação.(Boaventura,2000).

Quem afinal eram estes homens?

Gandhi, um homem que fugia aos padrões de beleza ocidentais, cuja etnia e religião, foi motivo de preconceitos no mundo ocidental, onde se achou não pertencente, quando estudou Direito em Londres. Isto a ele concedido, por pertencer às castas mais favorecidas dos Hindus. A Índia vivia mergulhada em pobreza e assujeitada ao domínio da coroa Inglesa.  Quando retorna a Índia, depois de conhecer o mundo e as ideias ocidentais, percebe a grande dominação, preconceito, injustiças a que seu povo era submetido. Diante de tanto sofrimento e constantes humilhações e impotência que vivia seu país, encontrou uma arma poderosa para lutar contra o poderio capitalista – a “resistência pacífica”, provocativa e ativa, abominava qualquer tipo de violência. Esta foi a arma que usou e ensinou os indianos a utilizarem contra o autoritarismo e as injustiças do governo inglês, que culminou na independência da Índia.

Valeu-se da religião como propulsor de valores morais e da disciplina, e aceitou a todas as religiões hindus, sem segregação. Buscou com disciplina estes valores morais, para defender a ideia que o homem, em comunhão com suas virtudes, está mais perto da natureza e de Deus.

Sua trajetória mostra a sensibilidade e essência humana. O que por evolução e consciência máxima diferenciaria o homem dos animais irracionais. A violência, independente de condição física ou moral, é uma violação do que é humano e sempre deve ser entendida como ferramenta de controle e poder tirano. Este conceito e ideia fizeram parte da política de Gandhi, que arrastava a Índia inteira sobre sua liderança.

Sua militância devolveu aos indianos a autoestima e coragem para desobedecer ao que a coroa inglesa os impunha. Ganhou notoriedade internacional por sua obstinação em mostrar ao mundo as injustiças e sofrimento ao qual eram submetidos pela Inglaterra. Pregava que uma forma de lutar era tornar a injustiça visível e que qualquer forma tirana de governo em algum momento de sua história será arrebatada.

Gandhi manteve sua liderança entre os hindus por 25 anos, ensinou e mostrou aos indianos e ao mundo, que a humildade e a simples verdade eram mais poderosas que impérios.

Despiu-se de quase toda cultura ocidental, em protestos contra os altos impostos imputados à Índia. Passou a fazer suas próprias roupas e a utilizar os transportes públicos e caminhadas para as suas viagens políticas. Sublinhou com isto sua independência pessoal aos países superindustrializados.

George Marshall (1953), secretário Americano de estado, definiu Gandhi como “o porta voz da consciência de toda humanidade”.

Percebe-se que este estilo de líder, além de interferir ativamente no território ao qual pertence, modifica e implementa novos paradigmas sociais, conscientizam os indivíduos locais da importância de sua força grupal e dos recursos que a unidade cultural e de pensamento podem adquirir, transcendendo fronteiras, criando identificações com realidades e contextos de outras sociedades. Diferentes dos líderes capitalistas, fabricados pelo interesse de corporações e de grupos particulares, voltados aos modismos em prol de um consumismo controlador que tem como objetivo vender uma ideia sem se importar com o aspecto humanístico e evolutivo do homem. São movidos pela competitividade lucrativa e não pelo bem comum.

Chico Mendes, como Gandhi, era um obstinado pela verdade. Porém só teve acesso a educação formal, aos 19 anos de idade. Soube ouvir a sua “consciência divina” e entender bem cedo as injustiças, exploração e controle que os grandes latifundiários e governantes impunham aos seringueiros, índios e povos da floresta amazônica. Estes exploradores, insensíveis aos problemas da sustentabilidade, visavam somente a lucros e não se importavam com o destino dos habitantes da região.

A história e a tragédia da Amazônia começaram há 150 anos, quando descobriram então, na grande floresta amazônica, a “Hévea brasiliens”, conhecida como seringueira. Brasileiros que vieram das regiões mais áridas e secas do nordeste trocaram sua região, por um mundo de águas e de abundância natural.

Não foram fazer fortunas, mas foram se sustentar, e por isto, tinham uma relação de harmonia com a floresta e respeito aos que a habitavam, uma vez que os índios se mostraram desde o início, anterior ao chamado ciclo da borracha, como inimigos dos seringueiros e de quem invadisse o território entendido pelos mesmos como área de pertencimento indígena. A descoberta da borracha para a indústria mundial atiçou a ganância dos capitalistas e uma onda de exploração se instalou na Amazônia e trouxe com ela todos os tipos de conflitos e interesses. No início do séc. XX a indústria automobilística estava em plena ascensão e a seringueira nativa na floresta chegou a produzir 40 mil toneladas de borracha que era quase toda exportada para a América do Norte.

O entendimento do mundo capitalista pelas riquezas da Amazônia, não foi somente em relação ao cultivo das sementes roubadas que os Ingleses e Holandeses levaram para serem cultivadas na Ásia, que desencadeou uma crise histórica do ciclo da borracha. Foi também responsável pelos desmatamentos que vieram com a exploração da madeira, indústrias farmacêuticas, e todo tipo de extração cruel e inconsciente. Em parceria com governos corruptos, empresas internacionais se uniram a grandes latifundiários, e submeteram os povos da floresta e habitantes da região, que viviam do extrativismo a uma tirana subjugação, pobreza e conflitos.

Neste cenário crescia Chico Mendes, que vê sua cultura ser desrespeitada, as relações entre a natureza e os homens não era mais possível. Muitos eram desapropriados das terras em que viviam, por conta das extrações permissivas por parte do governo e da polícia federal, para empresas que tinham capital internacional. Em busca de lucros a qualquer custo e de imediato.

Indignado com a situação a que seu povo estava sendo submetido, Chico Mendes inaugura um tipo de luta diferente para combater o direito de extração natural, modo de sobrevivência dos povos da floresta e desrespeito a floresta. O nível de queimadas, desmatamento e de servidão dos que necessitavam da floresta não podia ser mais tolerado. Quando os peões chegavam com as motosserras para derrubarem as florestas, encontravam famílias inteiras que se punham em frente aos tratores para impedir a ação comandada pelos seringalistas. A este enfrentamento pacífico foi dado o nome de “Empate” que tinha como objetivo criar um ato político, chamar atenção para o que se passava na Amazônia e principalmente criar reservas extrativistas. Os seringueiros eram expulsos do território onde tinham o sustento de suas famílias, e obrigados a viverem em países vizinhos na mais profunda pobreza. Por isto, fundou-se o Conselho Nacional dos Seringueiros – CNS, para que a classe tivesse representatividade. Chico Mendes foi perseguido por suas ideias de preservação que desconfortava aos que promoviam com fúria lucrativa o desmatamento.

Como Gandhi, conscientizou, hindus e mulçumanos a pararem de brigar entre si para lutarem juntos pela mesma causa. Chico Mendes viabilizou uma aliança entre índios e seringueiros, inimigos históricos, para lutarem pela causa da floresta. Isto lhe custou a vida.

Chico Mendes e Gandhi, líderes que só pararam de lutar pelo que acreditavam pela razão maior que se contrapõe a vida – a morte!

A notoriedade dos dois líderes pacifistas, pertencentes a diferentes  continentes e tempo, alargou-se de tal forma, que tanto Mahatma  Gandhi, quanto Chico  Mendes, não puderam mais ser ignorados, pagaram com a morte, porém mudaram paradigmas e tiveram o reconhecimento mundial.

Desobedientes ao sistema capitalista, que tem como pilar, exploradores e explorados conformados inconscientes e controlados, os dois líderes trabalharam para o bem comum, e invadiram de forma transportadora, conceitos e novos paradigmas evolutivos humanos, que se difundiram por todos os continentes do planeta.

Percebe-se que a segunda década do séc. XXI ascende desconfortos ao paradigma conhecimento regulação, pouco a pouco temos notícias de insurgências dentro de vários países onde o poder controlador se fazia presente.  Felizmente perceberam que estas insurgências são oriundas de um sentimento a favor do conhecimento para a emancipação e com isto entende-se que o sistema capitalista tal como existe até o momento está com os dias contados é “uma morte anunciada”.

Ao interpretar Boaventura (2000), a população mundial sente a necessidade e é a favor de travessias, mas necessita de novos paradigmas para ir de uma margem a outra. Para tanto, as perguntas que surgem: Será que novos líderes surgirão, como artistas a decodificar o nosso caos humano e social? Gandhi e Chico Mendes viveram em países miseráveis e explorados, e não viram os seus países agora emergentes, autônomos, conduzirem sua própria história. Será que a população mundial verá e sentirá uma nova era desvinculada de um capitalismo parasitário?

É certo que a evolução das sociedades se nota a partir de pequenas aldeias globais, percebem-se que movimentos semelhantes, insurgem em todo o planeta, como um descontentamento geral que grita por mudanças. Com o avanço tecnológico e evolutivo do homem, o controle das massas não é mais tarefa tão fácil e rastreante, como outrora, que permitiu o surgimento deste homem mais crítico de sua história social, decidido a fazer os ajustes que lhe convier.

O poder utilizado por décadas para controle da população, pela engenharia social, já não alcança o mesmo sucesso.  “As armas silenciosas para guerras tranquilas”, começam a se mostrar ineficientes, pela própria natureza do homem que “assujeitado” a poucos, e por muito tempo, clama por sua liberdade.

Este ser divinamente indomável, que sempre existiu dentro de cada ser humano, embasados por ícones históricos como Gandhi e Chico Mendes, começam a contextualizar a história da humanidade de forma natural e não sistemática, mas como uma forma intuitiva de se estar no mundo agora, e construir um dia-a-dia que culminará em um futuro diferente do que os “desvirtuados” haviam planejado para a humanidade! A própria evolução humana resgatou conceitos essenciais que faziam parte de nossa racionalidade e que haviam caído ao esquecimento, controlados por poucos, mas que era direito dos efeitos históricos e evolutivos.

A este período de ganância, poder, controle alienantes, escravos dentro de seu próprio território, que se compara a uma galeria tubular que conduz pelo fogo a uma saída de extermínio e insanidade. O sentimento de confiança e empoderação pelo intuitivo que tem se aperfeiçoado, e agora conduz a todos, embora os desavisados e mais lentos demorem ainda a entrar no vagão da evolução humana, onde as relações sociais, devem concorrer para o bem comum, para as virtudes, inerentes a natureza humana .

A globalização evolução, fez isto pelo homem, as atitudes morais tendem a se unificar. Diferentes concepções morais em relação ao planeta e ao humano serão rechaçadas e descartadas, pois o homem tem agora um olhar integral sobre si mesmo, sem desconsiderar suas peculiaridades e culturas territoriais, exalta sua unidade com a natureza humana, do contrário, este modelo existente de sistema social, terminaria por extinguir a espécie.

Parte-se de uma reflexão racional Weberiana o desenvolvimento desta razão, poder e dominação, que encontrou a resistência nestes líderes que buscaram nas tradições de caráter sagrados, motivações para se oporem ao poder dominante, e por isto, sua militância foi legitimada, pela autoridade a eles conferida.

Dividiam o conhecimento do território e da cultura, e a denuncia do desejo de todos. Este carisma, também personificado no arquétipo de herói, assumiu nestes atores, Gandhi e Chico Mendes a proporção do sagrado, por abnegação da própria vida em prol da causa, que exerce limites físicos e se mostram opositores à violência.Embora por um período adormecidos e dominados por tanto tempo, subjugados a engenharia social, homens como Gandhi e Chico Mendes, atuam como arquétipos do “cuidar de si”.

CONCLUSÃO
Os tantos mitos criados pelo homem no percurso civilizatório, não foram capazes de apaziguar o desconforto constante produzido por seu desejo compulsivo em dominar a natureza e o mundo. Quando se pensa que os avanços são reais e para o bem comum, se tem notícias que os recursos materiais são destinados a poucos e que o grande contingente humano ainda sobrevive em profundo descaso dos dirigentes controladores.

Doenças surgidas do estresse do se “tentar enquadrar”, do se deixar conduzir, em elos de correntes que nunca se sabe quem os puxa. E o homem segue com modificação da sua natureza livre, dorme menos e trabalha mais, e se afunda nas facilidades dos empréstimos e cartões de plásticos, e compra toda produção material, interpretados por Jean. J. Rousseau (1776), como incapazes de conduzirem o homem a maior moralidade e felicidade.

Pois bem, percebe-se que líderes como Gandhi e Chico Mendes, tentaram e mudaram paradigmas humanos, numa tentativa de conscientização de unidade entre homem e natureza. Ao aproximar pensamentos e condutas de integralidade, física, psíquica, biológica e social. Visão extremamente pertinente no contexto histórico atual, onde o processo globalizador, que deveria fortalecer e promover qualidade de vida provoca um tornado que envolve a todos em uma sucessão de fatos contraditórios e perigosos, que se leva a pensar em uma “esquizofrenização coletiva”. Que criam sentimentos de medo, incertezas, e deixa órfãos a todos, pois a impressão é que o mundo agora, necessita e tem urgência em estar fora deste “controle”. Vários movimentos se organizam neste momento, claro como insurgências.A criatividade aos absurdos do consumo criou dois tipos de infelicidade: a dos homens que já não tem o que comprar, se deparam com o vazio, se coisificam, o que os leva cada vez mais longe do que é o humano, e assim, banalizam a vida, em troca de sofisticação nas relações, e se enclausuram em casas com sistemas de segurança, encarcerados; e o outro tipo de homens, que a qualquer preço, lutam por resultados favoráveis a corrida projetada pelo sistema, ignoram semelhantes, envolvem-se em redes de corrupção, e usam a palavra sustentabilidade para diminuir a culpa que por intuição humana e sentimento, temem que lhes será cobrada, pois impedem a natureza de pulsar, e reprimem e devastam o que é natural, vislumbram forças contrárias que não poderão conter. O convívio com o medo constante, a perda da alegria e o pior se afastam cada vez mais da consciência do humano.

A história nos ensina que a resistência a novos paradigmas também são naturais. Portanto, que venham líderes naturais, do território “mundo”, que instaurem uma nova ordem que nos faça mais humanos, mais conscientes e evoluídos, mais livres.

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