quarta-feira, 16 de março de 2011

Noticia da UFMT

Cursos de Extensão IL estão com inscrições abertas
Estão abertas as inscrições para os cursos de extensão oferecidos pelo
Instituto de Linguagens (IL). Os iniciantes podem se inscrever até o dia 9 e os veteranos têm até o dia 14 de março. As aulas começam no dia 19.
O IL oferece os seguintes cursos: Inglês para fins acadêmicos, Libras, Tradução e Interpretação de Libras/Português no valor de R$ 200,00 para servidores e alunos e R$ 240,00 para a comunidade externa. O curso de inglês para adolescentes tem o valor de R$ 240,00.
Os cursos de Inglês, Espanhol, Francês, Violão, Teclado, Piano, Técnica
Vocal, Teoria e Percepção Musical, Latim tem o valor de R$ 170,00 para
servidores e alunos e R$ 200,00 para a comunidade externa.
A duração do curso de inglês para fins acadêmicos é de 40 horas e a dos
demais cursos, 60 horas. A idade mínima para cursar o inglês para adolescentes, Violão, Piano, Teclado, Técnica Vocal e Teoria e Percepção Musical é de 14 anos.
Para Francês, Espanhol, Libras, Tradução e Interpretação de Libras/Português, Latim, Inglês e Inglês para fins acadêmicos a idade mínima é de 17 anos.
As inscrições podem ser feitas no Instituto de Linguagens (IL) ou pelo site da Uniselva: "http://www.fundacaouniselva.org.br/">www.fundacaouniselva.org.br

Notícia da Seduc/MT

Educação especial é fortalecida




A Secretaria de Estado de Educação disponibiliza cerca de 50 profissionais nas equipes multidisciplinares para trabalhar com a educação especial. As equipes, compostas por fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais – atuam no desenvolvimento dos estudantes portadores de necessidades especiais.

Na Baixada Cuiabana quatro unidades especificas fazem o atendimento. São elas as Escolas Raio de Sol, Livre Aprender, Luz do Saber o Centro de Habilitação Profissional – CHP Professora Célia Rodrigues Duque, Centro Educacional de Atendimento ao Deficiente Auditivo Professora Arlete Pereira Miguelete, e Centro de Apoio e Suporte à Inclusão da Educação Especial (Casies).

Na Escola Estadual Raio de Sol, instalada no bairro Santa Amália, em Cuiabá, existem turmas exclusivas para o atendimento de crianças de zero a três anos. Cada uma das turmas, conta no máximo, com seis estudantes. Os pequenos são incentivados desde muito cedo com exercícios específicos. Cores, formas, melodias são ferramentas empregadas nesse processo.

Além desses profissionais, a Seduc disponibiliza para o atendimento aos alunos que possuem deficiência auditiva – cerca de 700 no Estado -, intérpretes em sala de aula. Mato Grosso possui 87 intérpretes que atuam na comunicação da língua oral para libras e libras para língua oral entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos-cegos e ouvintes, nas escolas.

Prêmio para alunos de MT

Alunos de engenharia participam de competição com prêmio internacional

De Rondonópolis - Dayane Pozzer
Uma equipe com 15 alunos do curso de engenharia mecânica da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus de Rondonópolis, viajam no final deste mês para Piracicaba, interior de São Paulo, onde participam da 18ª edição da competição do programa Baja SAE Brasil, de 24 a 28 de março. O trabalho para eles têm sido duro desde o início do ano, quando iniciaram a construção de um veículo off-road, que vai concorrer com protótipos fabricados por estudantes de engenharia de instituições de ensino de todo o País.
A ideia e a vontade de participar da competição nasceu em 2009 e, naquela ocasião, o Olhar Direto contou a história dos estudantes que hoje estão vendo o sonho ser realizado. Não foi fácil arrecadar todo o dinheiro necessário para construir o protótipo e os valores, em boa parte, saiu do bolso dos alunos. “As meninas da equipe, como elas não têm muita intimidade com a parte mecânica e de oficina, fizeram a parte do marketing”, conta o aluno Danilo Abreu Monteiro. A equipe estima que ao todo já gastou em torno de R$ 15 mil, entre doações, ajuda da Universidade, patrocínios e dinheiro próprio.
Apelidado de Bajacaré, o veículo off-road deve seguir todas as especificações do regulamento da competição que, por sinal, é bastante exigente. Três equipes poderão levar a premiação - uma viagem aos Estados Unidos de três integrantes de cada grupo, mais o transporte do veículo, para competir na categoria internacional do programa. O evento acontece na Califórnia em maio e lá, o prêmio é de cinco mil dólares.
Conforme o regulamento, para competir o veículo deve ser seguro, barato, durável, leve, competitivo, comercialmente viável e capaz de manobrar em espaços reduzidos. No início do ano a equipe entregou o projeto escrito. No primeiro dia de provas, os protótipos passam por avaliações estáticas e, no segundo, avaliações dinâmicas, que medem o desempenho dos veículos em diversas situações, como frenagem, que é eliminatória, aceleração, velocidade e tração. Por último, são submetidos a uma prova chamada suspension and traction, uma espécie de enduro de resistência, com quatro horas de duração e que define a ordem de largada no último dia.
O estudante Danilo explica que a participação no programa envolve todas as disciplinas e alguns conhecimentos que não fazem parte do conteúdo da faculdade. Além disso, o trabalho é importante para o currículo dos alunos e serve como portfólio de cada um. “Empresas de grande porte participam das avaliações, são jurados, e eles estão lá de olho em futuros profissionais, então nossa participação não é uma brincadeira e sim um trabalho de muita importância”, diz.
Além dos 15 alunos, viajam também dois coordenadores do curso. Durante as provas, os pilotos serão os estudantes Renan Araújo e Renan Gomes, que já têm experiência em competições como kartcross e ainda em mecânica e trabalhos em oficina.

Cãmara - Plano Nacional de Educaação

Haddad diz que comissão especial para avaliar Plano Nacional de Educação é vantajosa

Agência Brasil
O ministro da Educação, Fernando Haddad, avaliou como positiva a proposta apresentada pela oposição de criar uma comissão especial para avaliar o Plano Nacional de Educação (PNE) na Câmara. O projeto de lei encaminhado pelo Executivo no fim do ano passado estabelece metas educacionais que o país deverá atingir durante a próxima década.

Inicialmente, a previsão era que a matéria seria analisada pelas comissões de Educação e Cultura, de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser enviada ao Senado. Caso a comissão especial seja criada, ela será a única instância de análise. Para o ministro, uma comissão especial favorece o processo, porque ela tem mais liberdade para trabalhar.

“Uma comissão especial tem um rito muito favorável. Ela não tem horário nem dia da semana marcado para se reunir, ela pode fazer quantas audiências quiser. E em uma comissão especial você designa pessoas ligadas à educação para compô-la, escolhe os melhores quadros e ela vai ter o tempo necessário para amadurecer o plano dentro do Congresso Nacional”, defendeu.

Haddad participou hoje (15) da abertura dos trabalhos da Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e destacou que o PNE será a principal missão do grupo em 2011. Ele prevê que a tramitação do plano será concluída até o fim de 2011. “Sem prejuízo aos aperfeiçoamentos que serão feitos pela Câmara e o Senado, entendo que o projeto de lei encaminhado [pelo MEC] é um bom início de conversa. Teremos alguns meses para dialogar sobre o plano, fazer a sintonia fina do projeto com os anseios do país, e entendo que as metas estão coerentes com a evolução da educação brasileira na última década”, afirmou.

O projeto de lei apresentado pelo MEC reúne 20 metas que deverão guiar as ações dos governos municipais, estaduais e federal até 2020. Entre elas estão a ampliação de matrículas na educação infantil e no ensino superior, medidas de valorização do magistério e o aumento do financiamento público para a área. As bases da proposta foram discutidas durante a Conferência Nacional de Educação (Conae), que reuniu 2 mil participantes no ano passado. A Mesa Diretora da Câmara ainda não decidiu se aceitará o pedido de criação da comissão especial.

Mestrado

Preços baixos atraem brasileiros às universidades de Portugal

BBC
Elisianne Soares faz mestrado na Universidade de Lisboa

Diversos brasileiros estão indo a Portugal para estudar em universidades do país, principalmente devido aos preços das mensalidades e acomodação, em geral mais baratos do que nas instituições privadas do Brasil.

'No Brasil, pelos quatro anos do curso, morando em uma república, eu iria gastar perto de R$ 40 mil. Aqui em Portugal, o curso vai sair por 3 mil euros (cerca de R$ 6,9 mil), e o que eu pago para me manter é muito menos do que pagaria lá', diz Thiago Mourão, natural de Campo Mourão (PR), que deixou o curso de jornalismo do Ceumar, em Maringá, para estudar na Universidade Nova de Lisboa, onde está no segundo ano.

'Como eu tenho o estatuto de igualdade de direitos entre portugueses e brasileiros, consegui uma bolsa de 180 euros por mês, um lugar numa residência universitária, onde pago 80 euros por mês, e as refeições na cantina da universidade saem por 2,50 euros. Os livros aqui são mais baratos e eu gasto ao todo 450 euros (R$ 1.050) por mês'.

Para a cearense Elisianne Campos de Melo Soares, que faz mestrado em Cultura e Comunicação na Universidade de Lisboa, a decisão de ir para Portugal também foi tomada na ponta do lápis.

'Havia um mestrado que me interessava na Universidade Federal da Bahia, mas seria mais caro. Era mais de R$ 1,5 mil por mês. Aqui em Lisboa, eu pago 1,2 mil euros (R$ 2.750) por ano'.

Em Portugal desde setembro, o objetivo da brasileira é, depois de terminar o mestrado, fazer o doutorado em Portugal.

Sem portugueses

Na mais tradicional faculdade de direito de Portugal, a da Universidade de Lisboa, o advogado Emanuel Anderson Martins, que veio de Curitiba, vive uma situação peculiar: ele não tem colegas portugueses.

'Há dois mestrados na faculdade, o científico e o profissionalizante, e os portugueses só querem o profissionalizante. No curso de Ciência Política, do mestrado científico, só há brasileiros na classe', diz.

Thiago estuda Jornalismo na Universidade Nova de Lisboa

Martins é advogado trabalhista, com um escritório na capital paranaense. Ele afirma que um dos problemas no Brasil é o número pequeno de vagas em relação à demanda, além das linhas de pesquisa pouco diversificadas.

'Se formos para uma faculdade de qualidade, como a PUC de São Paulo ou o Mackenzie, a mensalidade mais barata fica entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil, o que daria mais de R$ 40 mil pelo curso. Em Portugal, há excelentes universidades e o país é uma referência para o desenvolvimento do direito brasileiro. Pelo curso inteiro vou pagar 3,5 mil euros, o que dá perto de R$ 8 mil'.

Dificuldades

A professora cearense Lídia Maropo, que fez o doutorado em Portugal e dá aulas de Teoria da Comunicação em faculdades portuguesas, diz que muitos brasileiros vão ao país europeu despreparados.

'Aqui em Portugal, uma boa parte da bibliografia é em inglês. Muitos brasileiros que chegam não falam nem leem em inglês. Eles ficam perdidos nas aulas', afirma.

'Há alunos bons e outros despreparados, com uma desinformação muito grande, que não teriam condições de fazer mestrado no Brasil'.

Entre as vantagens que Lídia aponta em Portugal, está a possibilidade de ter contato com a bibliografia mais recente. 'Eu recebi uma bolsa da Fundação para a Ciência e Tecnologia, de Portugal, e tinha uma verba para a compra de livros. No Brasil, comprar de livros de fora é muito caro'.

Na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, cujo MBA é considerado um das melhores da Europa, o número de brasileiros é menor.

'Temos critérios extremamente seletivos, queremos sinalizar a qualidade', diz o diretor para Assuntos Internacionais, Amaro de Matos, que estudou na USP e na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.

Segundo Matos, metade dos alunos de mestrado da faculdade são estrangeiros, mas apenas 7,5% vêm do Brasil.

'Fazemos parte da rede CEMS, na qual só entra a melhor escola de administração do país. Atraímos não só brasileiros, mas alunos da Europa Oriental, e até da Ásia'. Uma das características do MBA da Nova é que o curso é dado todo em inglês.

Em relação às outras escolas da rede, Matos indica o custo para o aluno como uma grande vantagem. 'Nas licenciaturas cobramos 900 euros por ano (R$ 2,1 mil) e nos mestrados 2,2 mil euros por semestre (R$ 5,1 mil)', afirma.

Financeiramente, esta pode ser uma das mais baratas da rede. 'Na escola da Dinamarca, os alunos da União Europeia pagam zero, mas os de fora pagam o custo real que é de 15 mil euros por ano. Nós cobramos o mesmo de todos os alunos, seja holandês, dinamarquês, português ou brasileiro'.










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Exposição

Mato Grosso terá dois projetos em exposição na FEBRACE
Da assessoria
A 9ª edição da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (FEBRACE), que acontecerá de 22 a 24 de março, no campus da Universidade de São Paulo (USP), em São Paulo, contará com 302 projetos, desenvolvidos por 670 estudantes do ensino fundamental, médio e técnico de todas as regiões do País, oriundos de instituições públicas e privadas. Do Mato Grosso, serão dois projetos. Promovida anualmente pela Escola Politécnica da USP, por meio do Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI), a FEBRACE é a maior feira de ciências e engenharia do País.
Os projetos que serão apresentados na FEBRACE são uma mostra da capacidade de estudantes de 14 a 20 anos de desenvolver soluções para os problemas da sociedade. “Nem sempre são ideias inéditas, mas a maioria inova ao aprimorar soluções existentes ou traz alternativas criativas para resolver esses problemas”, conta a coordenadora geral da FEBRACE, Roseli de Deus Lopes. Na verdade, a FEBRACE é muito mais que uma feira. “É um estímulo ao pensamento crítico, à cultura da inovação e do empreendedorismo”, ressalta.
As feiras de ciências, com o desenvolvimento de projetos investigativos, suas premiações, e o reconhecimento dado aos estudantes e professores orientadores, tornaram-se uma peça importante no sistema nacional de educação, uma vez que estimulam, desde cedo, os estudantes a se interessarem pelas áreas de ciência e tecnologia. E isso é fundamental para o desenvolvimento do País. “Na era da economia baseada no conhecimento, a inovação tornou-se fator-chave para a geração de emprego e riqueza, e para as soluções dos problemas estratégicos de qualquer nação”, afirma Roseli. “Mas isso requer recursos humanos qualificados, o que se consegue quando se estimula desde cedo os jovens a desenvolverem as competências necessárias.”
A FEBRACE tem o patrocínio e apoio institucional do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), Ministério da Educação (MEC), CNPq, CAPES, UNESCO, FIESP/SESI/ SENAI, Intel do Brasil, Sebrae Nacional, Instituto Claro, Instituto Votorantim e Petrobras. São instituições e empresas que apostam no incentivo à criatividade, à inovação e ao desenvolvimento de jovens talentos.
Avaliação dos projetos – Os projetos a serem apresentados na FEBRACE estão distribuídos nas seguintes áreas: engenharia (67 projetos), ciências exatas e da terra (57), humanas (62), sociais aplicadas (30), biológicas (47), saúde (23) e agrárias (16). Eles foram selecionados entre 1.427 trabalhos, submetidos diretamente pelos estudantes ou por meio das 42 feiras de ciências afiliadas, que envolveram cerca de 15.000 estudantes. Serão avaliados por uma comissão formada por professores de diversas instituições e áreas das ciências e engenharia. Os melhores, em suas respectivas categorias, serão premiados em cerimônias que serão realizadas nos dias 25, na tenda do evento, e 26 de março, no auditório Ulysses Guimarães do Palácio dos Bandeirantes. Na ocasião, os autores dos melhores projetos ganharão medalhas, certificados e troféus, entre outros prêmios.
Os estudantes que mais se destacarem na FEBRACE também se qualificarão para participar da feira internacional Intel ISEF (International Science Fair), a maior competição internacional de estudantes pré-universitários, realizada anualmente nos EUA, que acontecerá de 8 a 13 de maio, em Los Angeles, Califórnia. No ano passado, a delegação brasileira foi destaque na Intel ISEF. Só ficou atrás, em números de prêmios, da delegação chinesa, e, obviamente, dos americanos.
Serviço – A mostra pública de projetos da FEBRACE 2011 será realizada de 22 a 24 de março, das 14h às 19h, em uma tenda com 2,2 mil m² instalada no estacionamento da Escola Politécnica da USP (Av. Prof. Luciano Gualberto, nº 3, travessa 3, Cidade Universitária). O público estimado é de 12 mil visitantes. A entrada é franca. Mais informações: www.febrace.org.br.
Além do horário aberto ao público, a imprensa também terá acesso à tenda de eventos, com a presença dos estudantes, nos dias 22 e 23 de março das 9h00 às 12h00.

Sindicato dos Jornalistas/MT

Jornalistas de MT organizam Congresso Estadual entre os dias 08 e 10 de abril
Da Assessoria
O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor/MT), convida a todos os profissionais e estudantes de jornalismo do estado para o III Congresso Estadual de Jornalistas de Mato Grosso, que será realizado entre os dias 8 e 10 de abril em Cuiabá.
O evento abordará temas de interesse da categoria, com debates que apontem reflexões, mas também ações acerca da profissão que passa por mudanças significativas, como a decisão do STF pela não obrigatoriedade de formação específica para jornalistas (em 2009), além de vários outros assuntos que são constantes no meio.
A programação prevê oficinas na tarde do dia 8 com diversos temas: Comunicação Comunitária, Rádio Comunitária, Assessoria de Imprensa e Fotografia. A noite, os jornalistas farão a abertura oficial do evento, junto aos blogueiros, que realizam encontro regional no mesmo período e local. Depois da abertura oficial, a jornalista Bia Barbosa, do Intervozes Coletivo Brasil de Comunicação e a jornalista Sônia Zaramella, professora da Universidade Federal de Mato Grosso, e um representante da Fenaj (nome a ser confirmado pela entidade), falam sobre o tema do encontro “A notícia, o comunicador e os desafios da sociedade contemporânea”.
No sábado de manhã, o jornalista e blogueiro Paulo Henrique Amorim vai abordar temas relacionados à internet e os desafios que esse meio de comunicação implica aos jornalistas e ao jornalismo em si. A tarde é reservada para apresentação de teses e discussões sobre as propostas que poderão ser encaminhadas à Fenaj, para que sejam apresentadas no próximo Congresso Nacional da entidade. Em seguida, artistas locais farão apresentações culturais diversas em um sarau que será aberto para todos os participantes.
No domingo, último dia de atividades, os jornalistas devem participar do fechamento do Congresso, com a plenária final, seguida do debate sobre a formação específica para jornalistas. Para esta mesa, o Sindjor-MT convidou os três senadores por Mato Grosso, Jayme Campos (DEM), Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) para participar desta discussão, uma vez que o Projeto de Emenda Constitucional que trata da exigência de formação específica para o exercício da profissão de jornalista (PEC 033/09) voltou a tramitar no Senado Federal.
As inscrições já estão abertas e os interessados podem entrar em contato com Everaldo Galdino pelo telefone (65) 69058068 ou pelo e-mail everaldo.galdino@gmail.com . Os valores promocionais, até o dia 28 de março, são: estudantes R$ 20,00; jornalistas sindicalizados e em dia R$ 30,00, jornalistas sindicalizados com mensalidade atrasada, não sindicalizados e demais interessados R$ 50,00.

Caso de Polícia

Professor é investigado por suposto assédio sexual contra alunos
Da Redação - Pollyana Araújo
O professor Luis Carlos da Silva, da Escola Estadual Deputado Domervil Faria, em Pontes e Lacerda, será investigado por suposto assédio sexual contra alunos. A determinação partiu da secretária estadual de Educação, Rosaneide Sandes, e do Auditor Geral do Estado, José Alves Pereira Filho.
As denúncias serão apuradas por Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que também vai analisar os atos do então diretor da unidade escolar, Claricindo Gonçalves de Souza, por “acobertar” o crime e ainda tentar convencer os pais de alunos a retirar a “queixa” contra o professor.
O professor Luiz Carlos é acusado de aliciar menores de idade em troca de favores pedagógicos, além disso, teria recebido cota de alunos para aquisição de apostilas e não entregue as mesmas, nem devolvido os valores arrecadados, descumprido ordens superiores.
Caso sejam comprovadas as irregularidades, o professor deverá responder por inobservância de normas legais e regulamentares, falta de lealdade às instituições a que serve; manter conduta incompatível com a moralidade administrativa, falta de zelo e dedicação às atribuições do cargo, valer-se do cargo para tirar proveito pessoal.
A comissão tem 10 dias para iniciar os trabalhos e 60 dias para concluir o processo de investigação

terça-feira, 15 de março de 2011

Noticia da UFMT

UFMT contrata professor no departamento de letras
As inscrições poderão ser feitas nos dias 21 e 22 de março

Reprodução

O processo de seleção será realizado nos dias 23, 24 e 25 de março, no Departamento de Letras
DA ASSESSORIA

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) oferece quatro vagas para professor substituto do Departamento de Letras, do Instituto de Linguagens (IL). As vagas são para as áreas de Língua Portuguesa e Linguísitca (três vagas) e Língua e Literatura Espanhola (uma vaga).

Os candidatos devem ter graduação em Letras, para a área de Língua Portuguesa e Linguísitca, e graduação em Letras com habilitação em Língua Espanhola, para a área de Língua e Literatura Espanhola, e disponibilidade para trabalhar em regime de 40 horas semanais nos três períodos.

As inscrições poderão ser feitas nos dias 21 e 22 de março. Os interessados deverão procurar o Departamento de Letras, sala 5, das 8h às 11h30, munidos de documentação pessoal, curriculum vitae documentado e declaração de não ter sido contratado por nenhuma instituição de ensino superior nos últimos dois anos.

O processo de seleção será realizado nos dias 23, 24 e 25 de março, no Departamento de Letras, sala 5, por meio de prova escrita e prova didática.
Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8412.

Notícia do IFMT

IFMT abre seleção para estagiários de nível superior




O Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) publicou nesta segunda-feira, dia 14 de março, o edital que selecionará sete estagiários de nível superior para atuarem no Campus Cuiabá – Cel. Octayde Jorge da Silva. Os candidatos devem se inscrever entre os dias 16 e 23 de março, na Diretoria de Relações Empresariais e Comunitárias (DREC) do Campus Cuiabá, das 7h às 21h.

Poderão se inscrever no processo, candidatos que preencham os requisitos de estar matriculado em uma instituição de ensino superior e ter disponibilidade de horário para cumprir estágio no Campus Cuiabá, situado na Rua Professora Zulmira Canavarros, nº 95, Centro, Cuiabá – MT.

São oferecidas sete vagas para cinco cursos superiores: Administração (1 vaga para o período matutino); Tecnologia da Informação (3 vagas para os períodos noturno e vespertino); Secretariado Executivo (1 vaga para o período vespertino); Psicologia (1 vaga); Serviço Social (1 vaga para o período vespertino).

O estagiário receberá, durante o período em que estiver atuando, bolsa-auxílio no valor de R$ 652,00 (seiscentos e cinqüenta e dois reais), valor este já acrescido do auxílio transporte. Além disso, será segurado contra acidentes pessoais. O regime de trabalho do estagiário será de seis horas diárias, totalizando 30 horas semanais.

O candidato deve entregar na DREC os seguintes documentos: Curriculum Vitae simplificado, com comprovação de todas as atividades descritas no mesmo; Cópia de documentos pessoais (CPF e RG); Ficha de inscrição impressa e devidamente preenchida, disponível para download no site da Instituição.

A seleção será realizada através da análise de Curriculum e de entrevista. A relação dos candidatos aptos a passarem para a etapa da entrevista será divulgada a partir do dia 25 de março, no site do Campus Cuiabá www.cba.ifmt.edu.br .

O resultado final do processo seletivo será divulgado no site e no mural da DREC no dia 30 de março. Mais informações, entre em contato com a DREC pelo telefone: 3314-3569.

Notícia do Governo de MT

Educação tecnológica e incentivo à pequena propriedade é o rumo para Barão




Um novo modelo de desenvolvimento para Barão de Melgaço centrado na educação tecnológica e no incentivo à pequena propriedade é a tônica para um novo rumo do município do Pantanal a 114 Km de Cuiabá. A avaliação é do deputado federal Valtenir Pereira, que esteve na cidade neste domingo na comemoração dos 57 anos de aniversário da cidade.


“Nós temos que concretizar a escola agrícola em Barão por meio do IFMT para que o jovem da cidade possa estudar aqui, ter capacitação, uma profissão e fazer sua renda e patrimônio”, disse na inauguração do Memorial da Guerra do Paraguai Augusto Leverger, o Barão de Melgaço.


“Este local é necessário para valorizar a cultura local, realçar a história da importante participação desta comunidade na Guerra do Paraguai”, acrescentou. O espaço terá armas utilizadas por soldados e combatentes na guerra, objetos e relatos da história do município.


O deputado federal Valtenir também destacou que recursos do governo federal que ele se propõe a ajudar com projetos devem ser aplicados na pequena propriedade no município, para produzir hortifrutigranjeiros na cidade por exemplo. “Nós consumimos em Cuiabá frutas, verduras e legumes de São Paulo, Minas Gerais e Goiás. Quando temos terras e com formação aos nossos jovens e adultos de uma instituição como o IFMT podemos ter produção em Barão de Melgaço, no Vale do Rio Cuiabá para abastecer a Baixada Cuiabana e gerar renda para tantas pessoas”.


Durante as comemorações foram lançados uma casa da cultura da cidade, no centro da cidade na beira do rio. O local foi uma destilaria de aguardente de cana-de-açúcar (cachaça), de propriedade da família do patriarca Alfredo Damaceno. Um prédio construído em 1916 e que está com projeto de reforma.


Foram apresentados ainda à comunidade a reforma do posto do Programa de Saúde da Família (PSF), a creche Izaberlina Ramos da Silva e a inauguração do poço artesiano para abastecer de água moradores do bairro Cohab Vila Moura na cidade. As obras foram realizadas com recursos do governo do Estado de Mato Grosso.


Ao comentar as inaugurações dos 57 anos do município, o deputado Valtenir aproveitou para anunciar seu pedido para construção de outra creche com verba do governo federal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), do Ministério da Educação.

Noticia da UFMT

Abertas as matrículas para a Escola de Artes da UFMT
Redação 24 Horas News



Estão abertas as matrículas na Escola de Artes da UFMT para o semestre letivo de 2011. O período é de 14 a 17 de março. São oferecidas vagas para Piano, Teclado, Violão, Canto e Canto Coletivo. Os interessados, da comunidade externa, devem efetuar suas matrículas pelo site da Uniselva. A escola de Artes é um projeto de extensão da Coordenação de Cultura da UFMT.



A Escola informa que são disponibilizadas vagas para servidores e alunos da UFMT. As matrículas de estudantes da UFMT devem ser realizadas somente na Secretaria da Coordenação de Articulação com os Estudantes (Care), da Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência (Procev) e as de servidores somente na Gerência de Capacitação e Desenvolvimento Humano (GCDH). O curso para servidores e alunos é gratuito, mas é necessária a apresentação de todos os documentos abaixo relacionados.



As matrículas para os profissionais da rede estadual de Educação também estão abertas e deverão ser efetuadas na Secretaria do Qualivida, na Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc) e na secretaria da Escola de Artes. É necessário entregar todos os documentos abaixo relacionados bem como do Atestado de Vínculo Funcional com a Seduc. Os cursos são oferecidos pelo Convênio UFMT/Seduc e são gratuitos.

Notícia -Bolsa Formação

Programa Bolsa Formação abre período de inscrições
Redação 24 Horas News
Profissionais da Segurança Pública do Estado já podem se inscrever no Programa Bolsa Formação do Ministério da Justiça. Para este ano o programa traz novas regras e diretrizes instituídas pela portaria nº 109 publicada na última sexta-feira (04.02). O prazo para solicitação de Bolsa Formação será até o dia 27 deste mês. Instituído pelo Governo Federal o Bolsa Formação é um programa de transferência direta de renda que beneficia e incentiva a qualificação dos profissionais de Segurança Pública e Justiça Criminal.
Para se inscrever o profissional deve ter uma remuneração bruta de até R$ 1.700 e não pode ter condenação penal ou condenação administrativa grave nos últimos cinco anos e também ter participado e aprovado em pelo menos um curso oferecido no Programa de Ensino à Distancia (EAD).
Podem participar do Bolsa Formação policiais militares, civis, bombeiros, agentes penitenciários, peritos e guardas municipais. O projeto oferece aos profissionais de Segurança Pública uma bolsa com o valor mensal de R$ 443,00. As inscrições podem ser feitas no site do Ministério da Justiça (http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJB714FB02PTBRIE.htm).
Para evitar erros na aprovação da inscrição, o profissional deve repassar informações precisas, a fim de não prejudicar o cadastramento no projeto.
Os documentos que devem ser fornecidos no ato da inscrição são os seguintes: holerite de 2011, certidão negativa de infração administrativa dos últimos cinco anos, certidão criminal negativa da Justiça Comum dos últimos cinco anos e certidão negativa da Justiça Federal dos últimos cinco anos. Os profissionais militares ainda devem apresentar certidão negativa da Justiça Militar.
Para este ano o Programa oferece um total de 57 cursos todos na área de segurança pública, com carga horária entre 40 a 60 horas. Para dar suporte aos profissionais que não possui acesso a internet, Mato Grosso conta com oito telecentros sendo três na capital, no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (CFAP), Academia de Polícia Civil (Acadepol) e na sede da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) e os demais nos municípios de Tangará da Serra, Cáceres, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis.

Notícia - Curso de Cinema

Projeto ensina professores de MT a usar o cinema em sala de aula
No período de 1 a 3 de março, os professores da rede municipal de Araguaiana, em Mato Grosso, participaram do Mini-curso: "Como Utilizar o Cinema na Sala de Aula". O mini-curso é parte importante do Projeto Mala de Cinema. É o momento no qual os professores recebem subsídios para aproveitar o máximo que o cinema pode oferecer. Foram três dias bastante produtivos e de muita discussão.
Além dos professores, a comunidade de Araguaiana-MT, também foi convidada (e compareceu em grande número) numa exibição aberta, realizada, a noite, no auditório da Escola Municipal Laura Vicuña. A formação não se encerrou somente nesses 03 dias. Os professores, divididos em dois grupos, irão formular projetos de resgate histórico da cidade de Araguaiana-MT, a partir do filme exibido para eles: Os Narradores de Javé.
Todos os projetos deverão se constituir, no final, num produto (livro, vídeo, exposição, blog, etc) que possa ser disponibilizado para a comunidade. Parabéns aos professores de Araguaiana-MT pela iniciativa. Bom trabalho para todos e um ano letivo cheio realizações e cinema

Notícia da Seduc/MT

Projetos Educativos serão selecionados pela Seduc
A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso fomenta à pesquisa no ambiente escolar e as práticas educacionais inovadoras apoiando Projetos Educativos, conforme edital 004/2010, sobre o tema. Os inscritos para participarem da seleção em 2011 passam por avaliação da Comissão de Análise e Acompanhamento. Serão selecionados até 300 projetos e a divulgação está prevista para 7 de abril de 2011.

No ano passado o número de propostas apresentadas chegou a 588. Em 2011, como a data para registro de projetos expirou no último dia 28 de fevereiro, os dados ainda não foram contabilizados. Algumas propostas, postadas pelos Correios, estão sendo aguardadas.

Os projetos selecionados receberão até R$ 8 mil para despesas de custeio, conforme cronograma orçamentário apresentado. O Edital contempla ainda os projetos para implantação e manutenção das Hortas Pedagógicas, para os quais serão destinados R$ 4 mil e R$ 1,5 mil respectivamente.

Todo o processo de organização e seleção é realizado pela Coordenadoria de Projetos Educativos, ligada à Superintendência de Educação Básica (Sueb). Os projetos, necessariamente, devem contemplar uma ou mais áreas de conhecimento e serem concebidos como estratégia metodológica, focada nos objetivos e conteúdos planejados nos componentes curriculares da Educação Básica.

A Comissão de Análise e Acompanhamento (composta por 11 profissionais da Educação) está desenvolvendo os trabalhos durante o mês de março.“Essa metodologia diferenciada fortalece o processo de ensino e aprendizagem, é mais dinâmica, lúdica”, explica a gerente de Projetos Educativos, Gláucia Ribeiro.

“O que desejamos é o incentivo à produção coletiva, de acordo com a realidade local. Nossa meta é a de incentivar as escolas na elaboração desses projetos”, afirma Luiza Braga, da coordenadoria de Projetos Educativos.

Há dois anos a Escola Estadual Francisco Dourado, de Barra do Garças, é contemplada com recursos para o desenvolvimento dos projetos ‘Aqui eu vivo e este é meu lugar’ e ‘Que história é essa?’. E para 2011 a diretora Simone Silva Santos diz aguardar, ansiosa, pelo resultado da Comissão de Análise e Acompanhamento. “Para 2011 esperamos, novamente, que sejamos contemplados. Os recursos bem aplicados crescem”, explica.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

Notícia do Governo de MT

Governo amplia a instalação de bibliotecas em escolas estaduais
O Governo do Estado ampliou em 76%  o número de bibliotecas nas escolas estaduais, nos últimos 14 meses, em Mato Grosso. O número saltou de 308 para 405 entre 2009 e 2011, sendo seis instaladas em unidades indígenas da rede estadual. O espaço disponibiliza locais exclusivamente para o exercício da leitura, com a proposta de democratizar o acesso às fontes de informação, além de fomentar à leitura e à formação de alunos e professores.

Algumas unidades da rede pública ainda não foram contempladas com o programa por falta de  espaço físico exclusivo e de acordo com às normas de implantação. Existem situações em que a unidade escolar possui sala ociosa, no entanto apenas em um período, o que inviabiliza o processo.

Apesar de nem todas as escolas possuírem espaços exclusivos para bibliotecas, a ausência desse não impede a implantação de ações pedagógicas que fomentem o hábito da leitura e de incentivo a produção de textos. A partir de dois anos de funcionamento o Ministério da Educação (MEC) encaminha para todas as unidades do país cerca de 200 títulos diferentes para comporem o acervo, futuramente a ser empregado para a biblioteca.

“A escola por si se estrutura para o recebimento e utilização do material. Pode empregar, inclusive, recursos do PDE’, explica Telma Peres, que atua junto a CPE e é a responsável pelo Projeto Biblioteca Escolar da Seduc.

De acordo com o MEC, as bibliotecas escolares devem funcionar no prédio da unidade, com espaço físico de no mínimo 48 metros quadrados para as unidades já construídas e de 96 metros quadrados para as novas e possuir um acervo de pelo menos 500 exemplares, direcionados prioritariamente para a clientela escolar.

Telma cita que a determinação normativa para bibliotecas pede mobiliário adequado e espaços para leitura, além de um ‘Projeto das Atividades’ a ser desenvolvido no local para incentivar os estudantes a freqüentarem o ambiente. Seminários, concursos de poesias, de redações são algumas das ferramentas que podem ser empregadas nesse intento.  Esses projetos, de cunho pedagógico ou cultural, devem estar em consonância com o PPP (Projeto Político Pedagógico) da escola.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-
MT

Mulheres

Mulher, agricultora e estudante
A identidade do Campo faz parte da vida de Raquel Graciela Gomes da Silva e de outras milhares de estudantes que têm na educação o caminho para se fortalecerem como sujeitos de fundamentos.  Aos três anos de idade, a  garota nascida em Pedra Preta (MT), foi morar com os  avós camponeses e lá conheceu a cultura da terra, por meio das plantações de arroz e feijão. Antes mesmo de aprender a ler e escrever ouvia do avô, analfabeto, a lição de como tirar da terra o próprio sustento. A máxima fortaleceu na criança a importância da terra como espaço de cultivo da sobrevivência, das amizades, dos relacionamentos, conflitos, lazer.
A escola formal, o ensino regular, entrou na vida da menina aos sete anos, numa escola urbana, na cidade de Diamantino, para onde se mudaram. A rotina escolar foi abrupta para então sitiante. Acordar cedo para as tarefas de casa, às 11h30 aguardar o ônibus para chegar na escola duas horas depois. Fim de tarde e quatro horas diárias dentro do veículo escolar  somado a dificuldade de percurso até o sitio do avô , fez com que aos 11 anos chegasse a quarta série do Fundamental. “Quando meu avô não me esperava no ponto, percorria  quilômetros sozinha no escuro, até chegar em casa”, relata.
“Deixei de estudar nessa época, quando minha avó faleceu e voltei para a cidade para morar com minha mãe”. Conforme ela  foram anos afastada das salas de aula e longe do campo. “Tinha que trabalhar e não tinha tempo para estudar na cidade”, conta. Aos 15 anos, volta para o campo, casa, e da continuidade ao trabalho do avô, que durante os anos  havia expandido as práticas da agricultura familiar, com a criação  de gado leiteiro e criação de porcos e galinha.
Segundo ela, o retorno foi uma busca da qualidade de vida, com a tranqüilidade do campo e garantia de sobrevivência. Apesar da pouca idade, Raquel, dois anos depois tem a primeira filha. Foi diante dessa nova realidade -, mulher, mãe e agricultora - que aparece a oportunidade de retomar os estudos. “Os estudos oferecidos aos finais de semana e com incentivo financeiro do governo federal foi uma grande oportunidade”, diz.
Raquel estuda numa escola estadual que desenvolve o Pro-Jovem Campo, no município de Diamantino, a partir da Pedagogia da Alternância (currículo dirigido, respeitando a vivência do estudante, parte repassado em sala de aula - sábados e domingos -, e outra parte com o deslocamento do professor para a região de trabalho e moradia do aluno).
Para Raquel, bem como para outras mulheres entre 18 e 29 anos que integram a primeira turma de ensino fundamental do Pró-Jovem, a  retomada aos estudos foi uma descoberta. “Passei a interagir mais com as pessoas, desenvolvi potenciais que desconhecia”, revela a sindicalista rural, membro do Sindicato da Agricultura Familiar de Diamantino .
“Hoje, diferente do que foi para o meu avô, as pessoas do campo sabem o que querem, o que precisam e não são levadas pelo desejo alheio”. Raquel e outras 16 mulheres, de uma turma de 18 estudantes, se formam no Ensino Fundamental , em abril de 2011. Planeja continuar os estudos com o ensino médio, e sonha com o ingresso no curso superior, na área de biologia.
ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

Notícia da Seduc/MT

Pedagogia da Alternância é avaliada nas escolas do campo

A coordenadoria de Educação do Campo inicia dias  11 e 12 de marços, no município de Nova Mutum, seminários junto a comunidade escolar local, sociedade civil organizada e Secretaria Municipal de Educação,  para avaliação da metodologia de ensino Pedagogia da Alternância.  A proposta metodológica desenvolvida há dois anos em Mato Grosso está sendo implantada em 15 das 130 escolas de educação no campo do Estado. O objetivo é trabalhar de forma diferenciada o conteúdo curricular, com o objetivo de atender a especificidades da população do campo.

A agenda faz parte das ações da Educação do Campo da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e pretende orientar e apoiar as Orientações Curriculares do Campo, que terá durante o ano encontros em diferentes pólos do Estado. Ainda em março está programado seminário no município de Primavera do Leste (24 e 25/03) e, em Diamantino, no mês de abril.

A Pedagogia de Alternância é uma metodologia de ensino que consiste em trabalhar o conteúdo curricular por áreas de conhecimento ao invés de disciplinas, a partir da realidade dos estudantes. As matrizes curriculares são construídas com base nas vivencias e os conteúdos repassados dentro de tempos diferenciados do ensino regular.

Os estudantes trocam o conhecimento em aulas aos finais de semana (com objetivo de não atrapalhar o trabalho no campo) e, em outros momentos, na própria residência. “O objetivo é trabalhar o currículo integrado com a própria realidade”, destaca o gerente de Educação no Campo da Seduc, professor Rui Leonardo Souza Silveira.
Modelo
Uma experiência vivenciada durante dois anos em assentamentos no município de Diamantino revelam o sucesso da prática da Pedagogia de Alternância, aplicada na Escola Estadual Ana Maria Tissiane de Oliveira, da Agrovila Bojuí. Ao todo 18, dos 25 estudantes matriculados no Programa Pro Jovem Campo “Saberes da Terra”, concluem em abril, o ensino fundamental.

O diferencial da Pedagogia de Alternância está na elaboração do conteúdo curricular, na formação do material didático e no tempo escola. “Os estudantes, junto com os professores discutem o assunto a ser estudado e diante do tema – agricultura familiar, associativismo, assentamento – escolhido coletivamente são trabalhadas as áreas de conhecimento (ciências naturais, ciências humanas, ciências agrárias e linguagem)”, informa o professor Jacildo de Siqueira Pinho.

Na escola em Diamantino, o curso do Pro Jovem Campo, tem 2.400 horas ministrada num período de dois anos, com aulas aos sábados e domingos ( tempo escola), e em visitas às comunidades ( tempo comunidade) para conhecer a parte prática do aprendizado. Para o professor essa é uma experiência inovadora. “Trabalhamos os quatro professores juntos, num processo de reconstrução da identidade do aluno”.
    
ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

Notícia do MEC

Após preparação que durou quase três anos, MEC coloca em prática reforço em municípios com piores rendimentos

Priscilla Borges, iG Brasília
Assegurar a aprendizagem das crianças e dos adolescentes brasileiros no tempo certo ainda é um desafio para o Brasil. Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que a repetência e o abandono fazem parte da realidade de milhares de estudantes. Desde cedo.
Para tentar mudar essa realidade, de atrasos de pelo menos dois anos na trajetória escolar das crianças do ensino fundamental, o Ministério da Educação colocou em prática projetos de aulas de reforço para as crianças que não aprenderam a ler, escrever e fazer contas corretamente mesmo em séries mais avançadas. Há um mês, as primeiras atividades de programas de aceleração da aprendizagem contratados pelo MEC começaram em 646 municípios.
As discussões e a preparação para colocar as propostas de correção de fluxo escolar em prática iniciaram há quase três anos. Em 2007, o MEC criou o Plano de Ações Articuladas, pacto feito com os municípios que obtiveram os piores rendimentos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), avaliação que mede a qualidade de ensino da rede escolar do País. Em troca de recursos financeiros e apoio técnico oferecidos pelo governo federal, os dirigentes municipais teriam de elaborar ações para garantir qualidade de ensino.
À época, mais de 700 municípios pediram ajuda para corrigir o fluxo escolar. Queriam recursos pedagógicos que os auxiliassem a acelerar os estudos das crianças que não aprenderam na idade correta. O MEC avaliou programas de aceleração de aprendizagem de institutos ligados à educação e contratou três para fornecer capacitação e material aos municípios que mais precisam (os 1.242 com os resultados mais baixos no Ideb).
O Instituto Ayrton Senna, o Instituto Alfa e Beto e a organização não-governamental Geempa foram os escolhidos. Os projetos deles fazem parte do que o MEC chama de Guia de Tecnologias Educacionais, publicação que indica ferramentas avaliadas pelo ministério para solucionar problemas em diferentes tópicos educacionais como alfabetização, educação inclusiva, gestão escolar.
Nos últimos dois anos, os municípios escolheram as ferramentas, assinaram termos de compromisso com o MEC e prepararam professores para trabalhar com os alunos em sala de aula. Inicialmente, 1.149 cidades de 26 Estados manifestaram interesse em receber capacitação e material didático de uma das tecnologias. Ao todo, 830 mil estudantes seriam beneficiados.

Noticia Nacional

Repetência não melhora desempenho de aluno, diz pesquisa
Estudo realizado pela UFMG com 41 mil crianças mostra que reprovados não aprenderam mais no ano seguinte
Priscilla Borges, iG Brasília |


Estudar a mesma série duas vezes seguidas não contribui em nada para a aprendizagem das crianças com dificuldades. Essa é a conclusão de um estudo realizado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Três pesquisadoras analisaram o desempenho de 41 mil estudantes em dois anos seguidos. Elas garantem que os alunos que ficaram para trás continuaram sem aprender o que deveriam.

As pesquisadoras Vania Candida da Silva, doutoranda em Demografia pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da UFMG (Cedeplar), Juliana de Lucena Ruas Riani, da Faculdade de Itaúna, e Tufi Machado Soares, da Universidade Federal de Juiz de Fora, dizem que se não houver projetos específicos para ajudar essas crianças, a repetência só aumenta os traumas e a desmotivação.

“A repetência por si só não é benéfica para o aluno que não consegue adquirir habilidades adequadas ao longo do ano. Se ele não tiver acompanhamento diferenciado, de nada adianta. A reprovação deve ser indicada apenas em casos extremos. Se o método não mudar, esse aluno que não aprendeu vai continuar sem aprender, com a auto-estima baixa e desmotivado”, afirma Juliana.

Durante a pesquisa “Repetir ou progredir? Uma análise da eficiência da repetência nas escolas públicas de Minas Gerais”, Vania, Juliana e Tufi avaliaram os resultados de 41 mil alunos que participaram do Programa de Avaliação do Ciclo Inicial de Alfabetização (Proalfa) de 2008 e 2009. Criado em 2005, o exame pretende medir o desempenho de alunos das séries iniciais das escolas públicas municipais e estaduais de Minas Gerais.

O Proalfa avalia, anualmente, conhecimentos de leitura e escrita de estudantes do 3º ano do ensino fundamental. Aqueles que não obtêm bons resultados repetem a avaliação no ano seguinte, independentemente da série que estejam cursando. As 41.635 crianças analisadas no estudo apresentaram baixo desempenho em 2009. Do total, 5.483 eram repetentes.

Segundo Juliana, entre os estudantes que apresentaram baixo desempenho em 2008, os que foram aprovados mostraram evolução maior na avaliação do que os repetentes na prova aplicada em 2009. “O que só prova que não adianta repetir sem oferecer acompanhamento adequado ao aluno para que ele supere as deficiências. As séries iniciais são a chave de todo o ensino, por isso escolhemos essa fase para estudar”, diz.

As pesquisadoras ressaltam que, na rede pública mineira, existe uma orientação para que as crianças não sejam reprovadas no ciclo de alfabetização (três primeiras séries do ensino fundamental) e entre os 4º e 5º anos do fundamental. Apesar disso, muitos estudantes continuam sendo reprovados. A rede estadual registrou 9,84% de repetência no 3º ano e a municipal, 14,69%.

No País, o índice de reprovação em 2008 – últimos dados divulgados pelo Ministério da Educação – chegou a 13,5% no 3º ano do fundamental. A porcentagem representa pouco mais de meio milhão de estudantes: 526 mil crianças. Para o Conselho Nacional de Educação (CNE), de acordo com o parecer 04/2008, os alunos que cursam as séries iniciais do ensino fundamental, nas quais ainda estão aprendendo a ler e a escrever, não poderiam ser punidos de forma tão severa.

A pesquisa desenvolvida pela UFMG revela ainda que os meninos representam a maior parte dos estudantes repetentes (57%) e, nesse perfil das crianças que são reprovadas, a maioria não frequentou a pré-escola. Chama a atenção outra característica, talvez a mais perversa: a minoria dos que repetiram em 2009 passavam por isso pela primeira vez (453). Quase 4 mil crianças que participaram do Proalfa já haviam repetido uma ou até três vezes alguma série do ensino fundamental.

O estudo relaciona o desempenho dos estudantes diretamente à qualidade da escola. Os dados analisados pelas pesquisadoras mostram que a proficiência das crianças repetentes é menor quando elas estudam em colégios que também têm desempenho ruim. “Decidimos estudar o tema por causa da falta de consenso entre especialistas sobre o impacto da repetência na vida escolar da criança e porque a base de dados do Proalfa permite o acompanhamento do desempenho dos mesmos estudantes em dois ou mais anos”, destaca Juliana.

Artigo - Pensar a Escola

Celular na escola, uma necessidade da vida moderna

Iza Aparecida Saliés

O Prefeito de São Paulo proíbe o uso de celular na sala de aula das escolas municipais, louvável a atitude, pois, a educação precisa de limites, o que parece para a sociedade é que agora tudo pode, não obedecem mais as regras, acordos regimentos que possuem nas instituições de ensino.

A escola é o lócus do aprender, ensinar, formar, estudar, por isso é importante que o aluno concentre na leitura, nos estudos, prestar atenção na aula, tenha interesse, motivação, participe dos trabalhos de grupo e outras atividades que o professor utilize.

As novas tecnologias chegaram para facilitar a vida da humanidade, porém, em certo caso ela dificulta a convivência em determinados espaços coletivos, sei também que pode haver necessidade de comunicação da família com seus filhos, nesses casos, usar o telefone da escola e falar com pessoas responsáveis, assim tudo estará solucionado.

A escola, hoje enfrenta um grande problema, controlar o uso do celular na sala de aula, pois, além de desconcentrar o professor no momento da sua explicação, distrai o aluno que já tem dificuldade para participarem da aula, eles, ficam distraídos por qualquer motivo, e o celular é mais instrumento que provoca distração, passando a ser mais um motivo para desinteresse, sabemos que não são todos, mas, que atrapalha, atrapalha sim, sem dúvida.

Proibição isolada não funciona, mas, inibe o uso durante a aula.

Noticia Nacional

Progressão continuada só funciona com políticas de apoio
Especialistas defendem o fim da reprovação nos primeiros anos do ensino fundamental proposto pelo Conselho Nacional de Educação
Carolina Rocha, iG São Paulo
A política de progressão continuada para os três primeiros anos do ensino fundamental não será bem-sucedida em âmbito nacional se não for seguida de políticas de apoio. É o que acreditam especialistas em educação básica consultados pelo iG.
A instituição da progressão continuada é uma das propostas das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental que devem ser votadas no próximo mês pelo Conselho Nacional de Educação. Se aprovada, as crianças de todo o Brasil só poderiam ser reprovadas ao concluírem a 3ª série.
Para Iara Prado, coordenadora do Programa Ler e Escrever, da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, a repetência nesta fase escolar pode ter um custo alto para a autoestima do aluno. “Repetir não faz aprender e percebemos que o processo de alfabetização é amplo. Diversos estudos mostraram que a repetência é um dos principais motivos para a desistência na escola.
O professor da Universidade Federal de Minas Gerais e membro do Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) Francisco Soares tem a mesma opinião. “O Brasil venceu o problema do acesso. Mas ainda não há boas soluções para os outros problemas. A permanência, por exemplo, é um problema tão sério que apenas 70% das crianças completam o ensino fundamental. Ou seja, manter a criança na escola é ainda uma meta importante
Segundo ele, quando a escola era para poucos, a reprovação era uma arma para fazer a seleção e exclusão de alunos. “Os problemas da permanência e do aprendizado eram de responsabilidade do aluno. Hoje entendemos que isto é um problema para ser resolvido com políticas públicas. Ou seja, criar uma escola que receba a todos e lhes garanta o direito de aprender. E a escola não pode usar a reprovação como estratégia educacional.
Progressão na prática
Em São Paulo, a progressão continuada para alunos da 1ª à 4ª série foi implantada em 1998 e neste período a evasão escolar apresentou uma grande queda. No ensino fundamental, passou de 4,5% em 1999 para 1,3% no ano passado.
A preparação do aluno, entretanto, é alvo de críticas. “Em São Paulo nunca houve a progressão continuada, sempre teve aprovação automática. O aluno vai para o ensino médio sem saber nada. É o que vem mostrando as notas do Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar)”, afirma a presidente do Sindicato dos Professores da rede estadual de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Noronha.
30,3% dos alunos da 4ª série tiveram nota insuficiente em matemática e 20,8% não alcançaram nota suficiente em Língua Portuguesa

O resultado, entretanto, é visto como positivo por Iara.
“A média de Português na 4ª série subiu 10,4 pontos, foi de 180, em 2008, para 190,4, em 2009. Em Matemática também teve melhora, foram 10,8 pontos. Isso é fruto de programas que estamos desenvolvendo. O Ler e Escrever começou em 2008 e acreditamos que em três ou quatro anos nós poderemos comemorar bastante o resultado dele”, avalia a coordenadora.
Iara destaca a importância de metodologias específicas para cada localidade. “Políticas educacionais para todo o País não funcionam. Cada Estado tem uma realidade e necessidade específica. Impor a progressão continuada sem recomendações, sem apresentação de propostas e programas de apoio não vai funcionar”, diz Iara, que já foi secretária de Ensino Fundamental da gestão de Fernando Henrique Cardoso
Para Francisco Soares, “os problemas da educação básica brasileira são graves e a solução envolve usar várias estratégias, mas não há espaço para a reprovação
Para solucionar estes problemas, Soares sugere a adoção de turmas e escolas menores para os alunos filhos de família de baixo capital cultural. “Afinal, estes estudantes trazem pouco de casa. Escola de tempo integral, para estes. Mas escolas, não recreação no contraturno
A coordenadora do curso de Pedagogia da Faculdade de Educação da Unicamp, Norma Sandra de Almeida Ferreira, também defende o ensino em tempo integral e classes de no máximo 30 alunos. Segundo ela, as escolas precisam “pegar para si o problema do aluno. Se ele vai mal, a coordenação deve chamar os pais na escola para conversar, dar reforço, fazer uma avaliação constante da situação do aluno. As escolas particulares fazem isso há anos e a reprovação nelas é bem pequena”.
Os conselheiros da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) decidiram adiar para julho a votação das novas diretrizes nacionais para o ensino fundamental, apresentadas nesta terça-feira pelo conselheiro César Callegar
Os debates sobre o documento final que vai orientar o trabalho de gestores municipais e estaduais na adequação de projetos pedagógicos ao ensino fundamental de nove anos vão continuar no próximo mês para que os novos conselheiros, que tomaram posse esta semana, possam se inteirar do assunto antes da votação final.
A proposta é uma das mais aguardadas pelos interessados na educação básica. Sancionada em 6 de fevereiro de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei nº 11.274 – que tornou obrigatória a ampliação do ensino fundamental – ainda gera dúvidas entre dirigentes no que diz respeito à adaptação dos sistemas e ao que se espera de cada série. As orientações do CNE pretendem mostrar que ampliar essa etapa da educação básica não significa apenas oferecer mais um ano de atividades aos alunos.

Artigo - Ensino

Aula expositiva dialogada
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Muitos educadores, e também pensadores do seguimento educacional, consideram a aula expositiva um método tradicional, alguns até almejam o fim dessa prática. Mas, esse método dito “tradicional” ainda continua vivo diante de tantas inovações tecnológicas dispostas no mundo contemporâneo, e, algumas vezes, se faz necessária a implantação desse tipo de aula. O que é preciso fazer é tornar a aula expositiva mais atrativa para o aluno, desse modo, o professor deve propiciar uma interação com os alunos. Isso pode ser implantado a partir de questionamentos elaborados pelo professor, que motivam os alunos a explanarem oralmente suas conclusões sobre o tema em questão.
Essa prática recebe o nome de método socrático. O mesmo corresponde a uma abordagem direcionada para a formação de idéias e de conceitos firmados em perguntas, respostas, seguidas de mais perguntas. Pode-se ainda utilizar a Maiêutica, método que consiste na formação de idéias repletas de complexidade, tomando perguntas simples como princípios. Os dois métodos advêm do processo pedagógico dialético que parte do pressuposto de se gerar sucessivas perguntas doravante a vivência do aluno, acerca das definições sobre o tema em questão.
As aulas expositivas abrem caminho também para a aplicação de recursos ou instrumentos didáticos; no caso da Geografia, data-show, transparências, mapas, globos, vídeos, entre outros. Em suma, o método expositivo de aula é interessante com a inserção de recursos, de modo que consiga atrair o aluno para o conteúdo, e assim, proporcionar uma aprendizagem satisfatória.
Por Eduardo de Freitas
Equipe Brasil Escola

segunda-feira, 14 de março de 2011

Noticia Nacional

Um em cada quatro alunos de escola estadual recebe uniforme


Universalizar a distribuição gratuita na rede pública do País custaria R$ 2,7 bi, menos do que a economia que o MEC fará este ano



Marina Morena Costa, iG São Paulo

Antes de ir para a escola, Igor da Silva, 7 anos, já sabe a roupa que irá vestir e se arruma sozinho. O uniforme da escola estadual Ludovina Credidio Peixoto, de São Paulo, é separado pela avó Marlene da Silva, que leva o menino para a aula. “É mais fácil na hora dele se vestir e traz segurança para a família saber que ele está identificado”, diz Marlene.

Defendido por pais e educadores, o uniforme escolar está presente em grande parte das escolas do Brasil. Nas redes estaduais, 11 Estados e o Distrito Federal adotam e concedem algum tipo de uniforme aos seus alunos. São 4,5 milhões de beneficiados. Mas a maior parte, 12,5 milhões, tem que comprar roupas para estudar, padronizadas ou não.

Para mensurar a quantidade de Estados que fornece uniformes aos seus estudantes e saber o que é entregue, o iG fez um levantamento com todas as 26 secretarias estaduais de educação e a do Distrito Federal – as redes estaduais foram priorizadas devido à pulverização das municipais, que são mais de 5,5 mil. Quase 22 milhões estudam nas redes municipais.

Nos Estados, há kits bastante completos, como os de Santa Catarina e Roraima, que fornecem conjuntos de verão e inverno, além de meias e calçados, ao custo por aluno de R$ 119,15 e R$ 172,20, respectivamente. Em contraste, há Estados que oferecem apenas uma ou duas camisetas ao ano, ao custo médio de R$ 9,25 por unidade, com Rio de Janeiro, Acre, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.

Em Pernambuco, o kit do governo é composto de duas camisetas com o logo da rede estadual, uma mochila e materiais escolares. Pais e estudantes aprovam, mas gostariam de receber mais itens. "Quando uma camisa é usada, a outra está sendo lavada", diz a diarista Viviane Betânia da Silva, mãe de Luan Vinícius, de 7 anos. Ela sente falta de um short ou bermuda no pacote. "É que as crianças estragam muita roupa."

De acordo com o levantamento feito pelo iG, os Estados gastam com uniforme em média R$ 70,30 por aluno ao ano. Caso todos os 39,3 milhões de estudantes brasileiros das redes públicas de ensino recebessem kits a este valor, o investimento seria de R$ 2,7 bilhões. Para se ter ideia do montante, esta quantia é menor do que a economia que o Ministério da Educação (MEC) terá de fazer neste ano por conta de corte no orçamento, de R$ 3 bilhões.

Mônica D'Andréa Marcon, mestre em Educação pela Universidade de Caxias do Sul e autora da tese “Aspecto histórico e função pedagógica dos uniformes”, defende a universalização do uniforme da rede pública. “Deveria estar previsto nos orçamentos, pois é muito necessário para a identificação e segurança do aluno. Além disso, na rede pública, muitas vezes a aquisição do uniforme escolar do aluno compromete o orçamento doméstico familiar”, aponta.

“O uniforme posiciona o aluno em relação ao que é uma vestimenta adequada”, aponta Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura, Estudos e Pesquisas do Brincar e da Educação Infantil, da PUC-SP. A padronização evita também a competitividade e ameniza o impulso do consumo.

Vitor Manuel, de 10 anos, concorda com a professora da PUC. “Todo mundo fica igual e não briga. Não tem essa de ‘minha roupa é mais bonita que a sua’”, aponta o aluno da escola estadual paulistana Ludovina Credidio Peixoto, que adota o uniforme escolar. Na rede estadual paulista, as instituições têm autonomia para optar pela roupa padronizada, mas o Estado não fornece as peças.

Educadores ponderam que a distribuição gratuita de uniformes não deve ser vista como sinônimo de qualidade da educação. Mas ela possibilita ao aluno algo fundamental: ter as condições mínimas para estudar, para frequentar o processo de escolarização. Mônica Marcon destaca a forte ligação existente entre vestimenta, dignidade e sentimento de pertencimento ao grupo. “Entrevistei um estudante que sentia vergonha de seu uniforme, porque ele não era do mesmo tecido que o dos demais colegas. Caso o Estado fornecesse a indumentária, esse tipo de problema não existiria, pois teríamos uma uniformização.”

No Reino Unido, o governo não fornece a vestimenta, mas há programas de incentivo a pais que não têm condições financeiras de arcar com a compra das peças. O mesmo acontece nos Estados Unidos, onde 18% das escolas públicas adotam uniforme escolar, segundo dados de 2008.

Segurança e custos

A adoção dos uniformes escolares no Brasil surgiu durante a República. Na época, as peças eram inspiradas em modelos militares e pretendiam assegurar a identificação dos alunos e manter a ordem e disciplina, motivos ligados aos ideais republicanos de “ordem e o progresso”. “Com o passar do tempo estes motivos continuam muito em voga e são indiscutivelmente superiores a qualquer tipo de desvantagem”, avalia Mônica.

Os pais aprovam a adoção do uniforme principalmente por questões de segurança, mas em alguns casos reclamam do valor gasto com as roupas. Na Lodovina Peixoto, um conjunto de calça e casaco de moletom chega a custar R$ 70. A camiseta sai por R$ 12; shorts e bermudas, por R$ 22 cada.

Jocifran Silva Santos, pai de Miriam, de 7 anos, avalia que o uniforme mantém “um padrão” entre as crianças e evita preconceitos contra alunos de famílias pobres. Mas o contraste entre o Estado e a Prefeitura de São Paulo – que concede aos alunos kit avaliado em R$ 97,52, com cinco camisetas, duas bermudas em tactel, cinco pares de meias, um par de tênis, conjuntos de calça e blusão em tactel e em helanca –, é questionado pelo pai: “Para mim é incompatível. Como pode a Prefeitura que tem uma renda menor conceder tantas coisas e o Estado, que arrecada dinheiro de todos os municípios, não entregar nada?”.

Não-obrigatório

Mesmo que o uniforme seja adotado pela escola ou pela secretaria de educação o estudante não pode ser obrigado a usá-lo, nem impedido de frequentar as aulas caso esteja vestido com outra roupa. Leis estaduais e municipais garantem aos estudantes o direito de estudar e muitos governos incentivam escolas a promoverem formas de fornecer uniformes aos alunos carentes.

Segundo relatos dos estudantes, a recomendação na Lodovina Peixoto é usar as cores da escola, camiseta branca e calça cinza – prática também adotada em outras escolas públicas. Lucas, de 10 anos, conta que às vezes fica sem uniforme, quando todas as peças estão lavando. “Coloco outra roupa mesmo. O diretor chama atenção, mas não briga. Nunca levei nenhuma advertência por causa disso”, diz.

* Colaborou Renata Baptista, iG Pernambuco

Para refletir

Eficácia do Riso
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O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional.
Ao escutar uma piada, daquelas que nos fazem disparar a rir, são produzidos na boca uma série de sons vocálicos que duram de 1/16 segundos e repetem a cada 1/15 segundo. Enquanto os sons são emitidos, o ar sai dos pulmões a mais de 100 Km/h.
Uma gargalhada provoca aceleração dos batimentos cardíacos, elevação da pressão arterial e dilatação das pupilas.
Os adultos riem em média 20 vezes por dia, e as crianças até dez vezes mais. Rir é um aspecto tão inerente à existência humana que esquecemos como são interessantes esses ataques repentinos de alegria.
Por que as pessoas riem quando escutam uma piada? Segundo o escritor húngaro Arthur Kostler (1905-1983), o riso é um reflexo de luxo, que não possui utilidade biológica.
Entretanto a Natureza não investe em algo inútil, acredita-se que o impulso de rir possa ter contribuído para a sobrevivência no decurso da evolução.
A gelotologia que pesquisa sobre o riso, aponta que esta é a mais antiga forma de comunicação.
Os centros da linguagem estão situados no córtex mais recente, e o riso origina-se de uma parte mais antiga do cérebro, responsável pelas emoções como o medo e a alegria. Razão pela qual o riso escapa ao controle consciente. Não se pode dar uma boa gargalhada atendendo a um comando, muito menos é possível reprimi-la.
O riso pode apresentar um aspecto físico, cognitivo e emocional. Acontecimento este que não reduz o senso de humor a uma única região do cérebro.
Rir, achar algo engraçado, é um processo complexo, que requer várias etapas do pensamento.
Por Patrícia Lopes
Equipe Brasil Escola
Curiosidades - Brasil Escola

Ensino Superior

Sonho de cursar universidade pública está mais amplo
LUIZ RICARDO ARRUDA DE ANDRADE
ESPECIAL PARA A FOLHA
"Passei na USP!" Quantas vezes ouvimos candidatos eufóricos, após um longo e trabalhoso ano de estudos, dizerem com extremo orgulho que foram aprovados na Universidade de São Paulo. Orgulho que permanece, mas que hoje já não é o fator decisivo para efetuar a matrícula.
Um em quatro aprovados desiste da USP
A criação de novas universidades públicas, federais, estaduais, em diversas regiões do país, tem apresentado novas possibilidades aos vestibulandos. Em alguns casos, mesmo sendo aprovados na USP, mais concorrida, acabam optando por outras instituições. Podemos enumerar muitas razões para essa nova realidade, mas que sempre giram em torno dos anseios profissionais e pessoais.
Pelo lado profissional, o candidato pode optar por universidades mais ou menos conservadoras, com peculiaridades como, por exemplo, a orientação científica da instituição ou sua ênfase em determinadas especialidades da mesma carreira, mais autonomia para escolher disciplinas, entre outras situações.
Quanto às razões pessoais, que são as preponderantes, pode-se identificar a proximidade do local no qual o estudante reside ou o interesse em morar longe de casa; questões financeiras, que o incentivam cursar onde o custo de vida seja menor que na capital paulista; comodismo ou medo de enfrentar a realidade de grandes universidades; o conservadorismo de algumas famílias, que preferem ter os filhos por perto e interferem na opção.
Aliás, a pressão familiar é algo realmente relevante: há alunos que optam por carreiras consideradas de maior prestígio, como medicina e direito, e passam no vestibular mais para mostrar aos pais que são capazes do que por vocação. Contudo, depois de algum tempo, acabam trocando de carreira e, consequentemente, de universidade.
O fato é que essa nova realidade não altera em nada a qualidade da USP, até porque a diferença entre o candidato que passou em primeira chamada e as demais chamadas é mínima. O nível de conhecimento dos estudantes permanece alto, mas, para eles, o sonho de cursar uma universidade pública se tornou mais amplo.
Luiz Ricardo Arruda de Andrade é coordenador geral do Anglo Vestibulares

Noticia Internacional -Educação

Menino de 13 anos cursa três faculdades na Argentina
Estudante acima da média diz que aula na universidade não foi tão difícil como imaginou
BBC Brasil
Aos 13 anos de idade, o argentino é o aluno mais novo da Faculdade de Matemática, Astronomia e Física (FAMAF) da Universidade de Córdoba. Ele estudará ainda, simultaneamente, engenharia informática e ciências econômicas na mesma universidade.
Kouichi é filho único, mora com uma tia, Alejandra Perez, na cidade de Córdoba, e seus pais vivem na Espanha, onde trabalham. "Kouichi está tendo a infância que quer ter. Ele é feliz assim, estudando", disse à BBC Brasil a tia Alejandra Perez. Ela contou que no início, quando Kouichi era bebê, a família chegou a pensar que ele fosse "autista". Mas aos quatro anos, os exames médicos indicaram que o menino tinha o QI mais alto que a média das crianças da sua idade. "Kouichi sempre soube o que quis: estudar matemática, informática, engenharia. Para ele, são carreiras que se complementam", disse a tia.
A rotina do garoto é diferente do cotidiano dos meninos da sua idade, especialmente a partir deste ano, depois de ter passado nas provas para entrar na universidade. "Ele estuda de manhã e também à tarde. E em casa, quando não está resolvendo problemas de matemática, gosta de assistir a alguns programas de comédia na televisão", conta ela. Futebol ou outros esportes não fazem parte de sua agenda de interesses.
O menino nasceu na cidade de Bahia Blanca, na província de Buenos Aires. Seus pais se mudaram para a província de Jujuy, no norte do país, porque ali ele podia estudar mais adiantado que os colegas da sua idade, sem ter que respeitar um cronograma por faixa etária. No primeiro dia de aula, nesta semana, o universitário disse ao jornal "Clarín" que as aulas foram mais fáceis do que imaginou. "A aula não foi tão simples como no segundo grau, mas também não foi tão complicada como cheguei a imaginar", afirmou.
Kouichi, segundo a tia, é "rápido" para resolver questões matemáticas, tímido no início de uma nova conversa, mas decidido em relação ao que quer ser quando crescer. "Ele quer ser empresário e acha que estudar é fundamental para esta meta", disse a tia.
O reitor da FAMAF, Daniel Barraco, afirmou ao jornal argentino que é a primeira vez que um menino de 13 anos está entre os universitários dessa carreira. "Sinto enorme emoção por ter aqui uma pessoa tão jovem e tão inteligente na faculdade. Mas sabemos que por ele ser tão jovem também aumenta nossa responsabilidade em relação a ele", disse Barraco.
Os pais de Kouichi – ela é farmacêutica; ele, anestesista – choraram ao deixar o menino com a tia materna. "Mas, apesar das lágrimas, eles só estão respeitando a vontade do menino que há muito tempo sabia onde e que carreira universitária seguir. Eles só o deixem voar porque sabem o que ele quer", disse a tia. Kouichi, contou, é assim chamado obedecendo a filosofia budista seguida pelos pais. "Nos contaram que Kouichi quer dizer 'o primeiro' e 'brilhante' e o nome realmente foi feito pra ele" afirma.
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Noticia da UFMT

Inscrições para programa de monitoria da UFMT
Redação com AssessoriaAs inscrições para o Programa de Monitoria da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) nas modalidades de bolsas de monitoria remuneradas e voluntárias, estão abertas até sexta (11). O valor da bolsa de monitoria remunerada é de R$ 300 mensais.
A carga horária destinada ao Programa é de 20 horas semanais, para os monitores remunerados ou voluntários, distribuída entre orientação do professor, estudos e atividades didático-pedagógicas relacionadas ao ensino e pesquisa da disciplina. A monitoria voluntária não dá direito à remuneração e as atividades exercidas pelos monitores em ambos os casos não geram vínculo empregatício de qualquer natureza.
As propostas de monitoria devem ser encaminhadas à Pró-Reitoria de Ensino de Graduação (Proeg) por meio de protocolo e via e-mail proegmonitoria@.ufmt.br. Os interessados devem enviar a proposta do curso com justificativa das disciplinas a serem contempladas no programa e com o plano de atividades das disciplinas envolvidas (semestral ou anual de acordo com o regime do curso).
A análise das propostas de monitoria será feita por uma comissão designada pela Proeg, a quem caberá à apreciação e a distribuição das vagas de monitorias remuneradas por curso. O resultado final da bolsa monitoria remunerada e voluntária será divulgado no portal da UFMT (www.ufmt.br), a partir do dia 31de março.

Noticia Internacional -Educação


Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco
ANGELA PINHO
DE BRASÍLIA
O Brasil manteve a mesma posição do ano passado e ficou no 88º lugar de 127 no ranking de educação feito pela Unesco, o braço da ONU para a cultura e educação. Com isso, o país fica entre os de nível "médio" de desenvolvimento na área, atrás de Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia.
A classificação foi feita a partir de um índice criado para medir o desempenho das nações em relação a metas de qualidade para 2015 estabelecidas na Conferência Mundial de Educação de Dacar, em 2000.
Entre os objetivos a serem atingidos estão ampliar a educação infantil, universalizar o ensino primário, combater as desigualdades de gênero na área e melhorar a qualidade.
O "Relatório de Monitoramento Global", lançado nesta terça-feira em Nova York, mostra como cada país está se saindo em relação a esses objetivos. O programa de combate ao analfabetismo no Brasil é apontado como um exemplo, embora o país tenha cerca de 14 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, e os dados mostram que o país é um dos que mais aumentou seus investimentos em educação.
Por outro lado, o documento mostra que o país ainda tem muitas crianças fora da escola (cerca de 600 mil) e que esse número pode subir se a inclusão não for acelerada.
CONFLITOS ARMADOS
O documento da Unesco trata ainda de conflitos armados e mostra que eles tiram 28 milhões de crianças das salas de aula. A situação é agravada porque 21 países gastam mais com a área militar do que com o ensino primário. O texto defende também uma maior ajuda das nações desenvolvidas para combater o problema.

Noticia Internacional -Educação

Brasil é o único entre os emergentes sem universidades 'top'
VAGUINALDO MARINHEIRO
DE LONDRES
O Brasil avança na economia, mas tem um longo caminho a percorrer na educação. O país é o único dos BRICs a não ter nenhuma instituição de ensino superior entre as cem mais bem avaliadas por acadêmicos no mundo todo.
Brasil fica no 88º lugar em ranking da Unesco
É o que mostra o novo ranking divulgado nesta quinta-feira pela THE (Times Higher Education), principal referência no campo das avaliações de universidades no mundo, que é baseada em Londres.
A Rússia aparece com a Universidade Lomonosov, de Moscou, na 33ª posição. A China tem cinco universidades no ranking (duas em Hong Kong e uma em Taiwan). A melhor é a Tsinghua, de Pequim, no 35º lugar. O Instituto Indiano de Ciência está na 91ª colocação.
Foram ouvidos 13.388 acadêmicos de 131 países para chegar à lista das universidades com melhor reputação
São estudiosos com, em média, mais de 16 anos de trabalho em instituições de ensino superior e 50 trabalhos científicos publicados.
Na liderança, mais uma vez, aparece a americana Harvard, que também lidera o ranking geral da THE divulgado em setembro de 2010 e que a Folha publicou com exclusividade no Brasil.
A diferença entre os rankings é que o geral leva em conta 13 critérios --relação estudante/professor, quantidades de alunos e professores estrangeiros, número de trabalhos científicos publicados, ênfase em pesquisa etc.
O índice de reputação, divulgado pela primeira vez pela THE, considera apenas a imagem que as instituições têm entre os acadêmicos.
Foi pedido que apontassem, entre mais de 6.000, até dez universidades como as melhores do mundo em seus campos específicos.
HARVARD
Os Estados Unidos são o grande destaque, com sete universidades entre as dez primeiras e 45 entre as cem.
Em seguida vem o Reino Unido, com duas entre as dez primeiras (Oxford e Cambridge) e 12 no total.
A surpresa é a Universidade de Tóquio, que aparece na oitava posição. No ranking geral, ela está no 26º lugar.
A Rússia também se destaca. A Lomonosov, em Moscou, é a 33ª com melhor reputação, apesar de nem constar do ranking geral da THE.
Com mais de 50 mil alunos, tem 11 ganhadores do Nobel e investe dinheiro público e privado em pesquisas.
Segundos especialistas, é justamente a falta de investimento em pesquisa que deixa as universidades brasileiras fora desses rankings.
Phil Baty, um dos responsáveis pelo estudo, diz que os rankings baseados em critérios objetivos são muito importantes, mas defende também os de reputação.
"Neste momento em que há uma grande disputa global pelo mercado de alunos e professores, uma boa reputação no meio acadêmico é crucial", afirma Baty.
Fora o Reino Unido, a Europa não aparece bem no ranking. A universidade suíça mais bem colocada está em 24º lugar. A alemã, em 48º. Nenhuma francesa está entre as 50 primeiras.
Itália, Espanha e Portugal não figuram no ranking.