terça-feira, 26 de abril de 2011

Artigo - A Mística em Edgar Morin

Por Éder Fabrício Lourenço

Antes de adentrar na mística propriamente dita de Edgar Morin, vamos ao primeiro momento deste artigo como o autor define mística. O autor francês vai fundamentar seu conceito no autor Petit Robert, que define mística: "União íntima com o princípio do ser". "Em seguida Morin da outras definições: "Nos monoteísmos, esse princípio Deus e mística manifestam-se por meio de contemplações quase extáticas do Ser Divino, ou por uma profunda comunhão com Ele" . Podemos perceber que numa religião monoteísta onde se crê em um só Deus. A experiência mística se da através de contemplações, mas que este modo de mística é uma relação que não tem movimento com o divino com isso é um experiência quase que parada. Destaca também o autor que essa experiência mística se da através da comunhão com o divino.

Ele cita exemplos que ele se diz impressionado com a mística de varias personalidades cristã e não cristã ele cita irmã Faustina, uma polonesa que conversava com Cristo e a Virgem. Mas ele se sente tocado por Tereza d' Ávila: "sinto-me tocado por Tereza d' Ávila, que teceu uma relação intensa de amor, inclusive no sentido físico do termo, com Jesus" . Vimos que ele ressalta a importância mística de Tereza no sentido de uma relação de amor de proximidade com Jesus que chega a ser realidade, isto é, físico.

Além desse encantamento com a mística de Tereza, Morin ressalta também a mística de São João da Cruz principalmente a poesia mística do santo ele descreve linhas da poesia a que evoca a fonte obscura: " Sua origem, eu ignoro, ela não tem nenhuma. Mas sei que todo ser tira sua origem dela, se bem ela seja de sombras" . Em seguida da ênfase aos limites do pensamento. No qual se trata em educar, pois quando mais se educa menos se compreende a neblina que causa medo e que faz resplandecer a noite e é nisto então que consiste a mística em Morin, baseada no conhecimento:
Sinto "misticamente" o momento no qual o conhecimento desemboca na ignorância, no qual o saber desemboca no mistério. Ao mesmo tempo, estou racionalmente convencido de que, quando, mas nossa ciência avança, mas ela se aproxima do Inconhecível. Mas não dou a esse Inconhecível o nome de Deus. Aqui, ainda, uno meu demônio da racionalidade com o da mística.

Podemos observar que o autor se sente místico quando o conhecimento desemboca na ignorância. Isto significa que a partir do momento que se acredita que conhece, mas no fim se sabe e então se encontra com a ignorância e faz com que o saber se encadeie com o mistério. Morin afirma que a ciência está avançando e este avanço leva para o Inconhecível, isto é, caminha para aquilo que não se conhece. Mas deixa claro que este Inconhecível não é Deus. Por fim declara que seu pensamento ainda está em conflito com a mística. Ele acredita que isso seja mau quando demônio da racionalidade, pois cria um obstáculo para se aproximar do misticismo.
Com isso podemos dizer que a mística não é somente exclusivo da religião. Edgar Morin diz que o fenômeno místico não é monopólio das religiões clássicas, as que postulam a existência de Deus. E afirma:

Ele existe, também, nas religiões seculares. O culto da nação, o amor à Pátria podem suscitar estados místicos; a bandeira, Hino Nacional deixam os fanáticos desse culto em um estado secundário de caráter místico.

Nisso ressaltamos que os estados místicos existem até mesmo fora das religiões. Eles são momentos de poesia que torna adorável uma vida, que, de outro modo, seria horrível. Existem momentos místicos em nossa vida cotidiana: digo em uma reunião com os amigos, em um rosto amado, em passeio maravilhoso e até mesmo aquilo que foi citado acima.
Buscaremos agora compreender a mística através da racionalidade. Mas será que é possível compreendermos a mística usando a razão? O autor irá dizer que sim:

O estado místico é uma experiência de não separação. Exames neurológicos realizados em monges budistas em meditação revelaram que a "chave" do misticismo seria a inibição de dispositivos cerebrais que mantêm a separação entre o eu e o universo .


Podemos dizer que a grande virtude do misticismo é a de banir essa separação. Morin diz que o fim da separação nos mergulha e nos faz sumir num grande todo que é simultaneamente vazio e Plenitude.
Então a verdade mística reúne-se a uma outra verdade e essa verdade vai dizer Edgar Morin:

Eu diria cientificamente, que na microfísica revela-se a experiência do Aspecto, que é de valor geral: tudo o que é separável é inseparável. Assim, biologicamente, somos como indivíduos, mas, ao mesmo tempo, somos inseparáveis de nossa espécie. A relação mística, mais além da separação, é a reunião dos inseparáveis.

Por fim, percebemos que Edgar Morin é um místico/racional e racional/místico. Pois a razão tem seus limites e a mística tem suas razões. Nosso texto estudado afirma que o autor com sua racionalidade têm dificuldades de crer em um Deus revelado e nem em outros tipos de divindades a não ser no sentido spinozante, no sentido que Spinoza eliminou um Deus exterior ao mundo para colocar a criatividade na natureza. Assim finaliza Edgar Morin.

Éder Fabrício Lourenço

Fonte: http://www.webartigos.com

Aula: Páscoa - Temas Transversais

A festa da ressurreição - Conheça o significado da Páscoa, a maior festa do calendário cristão

Por que o coelho é o animal que simboliza a Páscoa?

Imagine que, na Páscoa, você recebeu em sua casa convidados muito especiais: habitantes de um planeta distante. Eles nunca tinham visto ovos de chocolate embrulhados em papéis coloridos, tampouco conheciam a figura do coelho da Páscoa. Encantados, os visitantes resolveram levar a comemoração para o seu planeta e o convidaram para ver o resultado.
Quando você desceu da nave espacial, levou um susto. Os ETs não trocavam ovos de páscoa, mas jiló de Páscoa. E o símbolo da festa era uma girafa! Então, você disse que estava tudo errado! Intrigados, os extraterrestres começaram a perguntar: por que o símbolo da Páscoa é o coelho? Por que os terráqueos trocam ovos? Qual o problema com a girafa? Se você não tem uma resposta na ponta da língua, não se preocupe. Agora você vai ficar sabendo tudo sobre essa festa.

A palavra Páscoa vem do hebraico Pessach, que significa ressurreição, vida nova. Os antigos hebreus foram os primeiros a comemorar a Páscoa, que possui diversos significados. Em termos históricos, ela celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito e a passagem através do Mar Vermelho. Livres, eles passaram a formar um povo com uma religião e um destino comuns. É com o sentido de libertação que, até hoje, os judeus celebram esta festa. Os cristãos também comemoram a Páscoa. No entanto, o significado da festividade é diferente no cristianismo. Nela, celebra-se a ressurreição de Jesus Cristo que, segundo a bíblia, teria ocorrido três dias depois da sua crucificação. Ela é a principal festa do ano litúrgico cristão e, provavelmente, uma das mais antigas, pois surgiu nos primeiros anos do cristianismo. Ainda que todos os domingos do ano sejam destinados pelas igrejas cristãs de todo o mundo à celebração da ressurreição de Cristo (o que é feito por meio da eucaristia), no domingo de Páscoa, esse acontecimento ganha destaque, já que se festeja uma espécie de aniversário da ressurreição.

A Páscoa é uma data móvel, que acontece anualmente entre 22 de março e 25 de abril. Como no Hemisfério Norte esse período coincide com a chegada da primavera, o Pessach também é a festa do início da colheita dos cereais e da chegada da nova estação . Ela é comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de março. O equinócio é o ponto da órbita da Terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite.

Mas há um modo mais fácil de saber quando é o domingo de Páscoa. Basta contar 46 dias a partir da quarta-feira de cinzas. A Páscoa cristã é antecedida pela Quaresma, período que dura 40 dias entre a quarta-feira de cinzas e o domingo de Ramos, que acontece uma semana antes da Páscoa. Os católicos destinam a Quaresma para fazer penitência, como o jejum, com o objetivo de libertar as pessoas dos pecados.

Artigo - Super-Heróis – Sem erros, sem medos

Erika de Souza Bueno


Estamos vivendo dias em que a sombra do menor erro é tida como fatalidade, como algo que nunca e em nenhuma hipótese poderia ter acontecido.
As proporções que sentimentos naturais de todo ser humano, como o medo, as saudades, o arrependimento e, pasmem, até o direito de errar, são assustadoras, pois prega-se o modelo de super-herói, ou seja, seres humanos que perderam o direito de experimentar sensações naturais a sua condição intransferível de pessoa.

Comportamentos assim fazem com que nos frustramos com mais facilidade, uma vez que nós somos obrigados a ter braços de ferro para desempenhar as mais diversas atividades sem nunca demonstrarmos cansaço e, como não se bastasse, há a nítida percepção que é desejável que os nossos corações também sejam de ferro e incapazes de pular mais forte ante a alguma situação.

Tudo isso, ainda que apregoado em diversos setores das nossas vidas, está muito longe de ser verdade. Ora, quantas marcas de tristezas e insatisfações vemos nas faces de muitos que alcançaram um posto altíssimo de destaque, os quais costumam falar de si mesmo sobre alguém que não conheceu o medo, o arrependimento e afins?

Não quero nestas linhas que escrevo, fazer demagogia ao erro, ao medo e ao fracasso, numa situação que impeça a obtenção de algo que pode fazer alguém feliz. Não, não é esta a ideia que desejo compartilhar.

Quero que os meus leitores compreendam que é preciso um reposicionamento frente a inverdades expostas nos dias atuais, nos quais a modernidade nos dá uma falsa sensação de onipotência.

Errar continua sendo humano, por mais que frases muito bem produzidas queiram dizer o contrário.

Sentir medo pode ser muito bom para nos impedir de cometer inconsequências que refletirão negativamente em nossas vidas e nas vidas daqueles que nos cercam.

Arrependimento é um sentimento que nos faz repensar atitudes impensadas em alguns momentos, que causaram dores e foram motivos de amargas lágrimas nos olhos de quem nos amava ou ainda nos ama.

Contudo, a bem da verdade é que nenhum destes sentimentos pode ser motivo de vergonha, pois são comuns a todo mundo, ainda que nem todo mundo os admita.

Não se pode desconsiderar, entretanto, que a administração pessoal merece espaço em nossas tumultuadas agendas. Precisa-se de completa dedicação para melhor governar a nós mesmos, pois tudo o que fazemos hoje terá, certamente, reflexos em algum momento do futuro.

É preciso saber estabelecer metas atingíveis. A aposta no incerto não pode ser feita inconsequentemente. Precisa-se avaliar o que passou, o que se está passando e o que queremos que venha ser realidade para nós no futuro.
Não é o caso de nos entregar ao fracasso, mas é o caso de conhecer os nossos limites, saber que precisamos de um tempo só para nós mesmos. É preciso esclarecer para nós mesmos que não é incapacidade ou insegurança dizermos “não” para algo que receamos as possíveis consequências, ou seja, o “não” também pode ser um excelente método de administrar impactos.

Por fim, viva com mais tranquilidade, conheça os seus limites, faça um planejamento adequado á realidade que se deseja viver, sem nunca desconsiderar a importância de se ter um tempo só para você mesmo e, também, para aqueles que realmente se importam com o seu bem-estar.
Desta forma, certamente diminuiremos os casos de depressão, que assolam muitas pessoas exigentes demais consigo mesmas e, acredite, professor, nossos alunos não podem ficar sem saber destas verdades, pois muito mais do que nós, o futuro será ainda mais exigentes com eles e, nós, não queremos que eles vivam insatisfeitos e frustrados, pois se assim se tornarem, a felicidade será uma utopia.

Erika de Souza Bueno - Professora de Língua Portuguesa e Espanhol pela Universidade Metodista de São Paulo. Articulista sobre assuntos de língua portuguesa, sociedade e família.

domingo, 24 de abril de 2011

Dica de Livro - Cangaceiros inspiraram novos políticos

Cangaceiros inspiraram novos políticos: roubavam, matavam e tinham mil mulheres

da Livraria da Folha

Análise do cangaço faz pensar no banditismo visto nos dias de hoje
Os cangaceiros são figuras míticas no mundo popular brasileiro. Entre heróis supostamente vilões, e vice-versa, algumas das histórias ouvidas, contadas e repassadas os colocam ora como frios assassinos, ora como defensores dos mais pobres, quase exigindo o título de Robin Hood para os diversos bandos. E o conhecimento coletivo das pessoas sempre despenca em Lampião e Maria Bonita, mas há muito mais por trás desses personagens.
Felizmente, o ensaio "Os Cangaceiros", de Luiz Bernardo Pericás chega a tempo para contar melhor os detalhes de homens e mulheres que viraram lendas do sertão, com suas vestimentas típicas, facão e arma na mão e motivações várias.

Como bem resume Lincoln Secco, que escreve na orelha da obra, "na história do Nordeste brasileiro o cangaço apareceu como a forma pela qual se moviam as contradições típicas de uma sociedade formada por populações errantes, pobres e vitimadas pelo mandonismo local, e marcada pela instabilidade. No entanto, a miséria não era a única motivação para a entrada no cangaço."

Reuters

Cabeças dos cangaceiros, incluindo as de Lampião e Maria Bonita, foram expostas pr policiais em diversas cidades do Nordeste
Em um texto gostoso de ser lido, o estudioso apresenta o real interesse dos bandos, a maneira que se relacionavam com os coronéis de cada cidade, as regras existentes entre eles próprios, o papel da mulher para seus prazeres e desmitifica o papel de Robin Hood citado anteriormente, apontando que o interesse nas riquezas e outros poderes era para o próprio cangaceiro, e o resto que se explodisse.

O livro ainda traz uma série de documentos valiosos, como cartas e circulares representativas e que reconstroem o linguajar, as leis e o cenário da época.

Leia trecho.
*
Mulheres e crianças dentro do cangaço


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Muitas mulheres, em geral de procedência humilde, entravam no cangaço por conta própria, vendo no bandoleirismo a possibilidade, mesmo que idealizada, de uma vida cheia de aventuras e liberdade. É claro que havia algumas jovens raptadas, forçadas a seguir os bandidos.
(...)
A educação feminina muitas vezes era equivalente, na mentalidade sertaneja, à prostituição. Por isso, poucas meninas recebiam uma educação formal. Escolas mistas, de garotos e garotas, eram pouco aceitas pela população.
(...)
Normalmente não se permitia que mulheres sem "maridos" ou "companheiros" permanecessem nos grupos. Se uma jovem ficasse viúva ou solteira, teria de escolher logo um novo parceiro, caso contrário era obrigada a deixar o bando. Algumas quadrilhas chegavam a ponto de executar essas raparigas - como foi o caso de Rosinha -, garantindo, com isso, que suas atividades e coitos não seriam revelados para ninguém.
*
"Os Cangaceiros"
Autor: Luiz Bernardo Pericás
Editora: Boitempo
Páginas: 302
Quanto: R$ 54,00
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

Aula: Geografia Na rota certa

Representações gráficas transformam a aula em um momento prazeroso e significativo

Por Juliana Lambert

Objetivos:
★Utilizar mapas e outras representações gráficas para tornar o aprendizado mais prazeroso
★Trabalhar noções de espaço, de direção e de distância
★Abordar conceitos básicos para a interpretação de mapas

Ter noção de espaço, direção e distância, saber identificar as diferentes regiões brasileiras, reconhecer os continentes e entender a importância das antigas civilizações são conhecimentos que acompanham os alunos durante toda a vida escolar. Por isso, o conteúdo deve ser bem fixado nos primeiros anos do Ensino Fundamental, de maneira prazerosa e significativa. Dos tradicionais mapas às modernas imagens de satélite, o conhecimento pode ser construído de forma natural. “Desde pequenas, as crianças têm contato com representações gráficas, como o desenho de uma paisagem, da casinha e até mesmo de plantas baixas que representam ambientes”, comenta Maria Antonieta Vilella, coordenadora do Ensino Fundamental do Colégio Nossa Senhora de Sion, de São Paulo (SP). Para Adjanete Lopes dos Santos, professora do Ensino Fundamental I do Colégio Agnes, em Recife (PE), o trabalho com mapas ajuda a desenvolver na criança a habilidade de interpretar formas abstratas no espaço e a fazer comparações com o concreto.

“É possível introduzir a atividade com itinerários do cotidiano da criança, explorando o ambiente escolar”, sugere a professora. A coordenadora do Colégio Nossa Senhora de Sion alerta: “Antes de iniciar o trabalho com mapas é preciso que o aluno tenha conceitos de escala e legenda”. Uma boa dica é usar recortes de figuras ampliadas e reduzidas muito comuns nas revistas, como a de um carro ou de uma joia.

“Essa noção é fundamental para compreender mapas que representam países. Ao usarmos objetos do cotidiano, levamos a criança a perceber que podemos representá-los em uma escala adequada ao nosso objetivo”, acrescenta a coordenadora. E não pense que os mapas envolvem somente as disciplinas de Geografia e de História. “A Matemática pode e deve ser parceira em atividades que envolvem escala, legenda e medidas de perímetro e área. Em Ciências, os mapas de satélite são usados para analisar questões referentes ao clima, tempo e temperatura”, diz Maria Antonieta Villela.

Criatividade é a palavra de ordem para despertar o interesse dos alunos. “Pode-se montar maquetes da sala de aula, usar jogos de percurso, promover uma gincana com o mapa do tesouro, elaborar um mapa do quarteirão da escola, usar cartas antigas como curiosidade e montar um mapa como se fosse um quebra-cabeça”, recomenda a coordenadora. A internet pode ser uma grande aliada no aprendizado, já que as imagens de satélites estão presentes no nosso dia a dia, seja no noticiário de TV, nas fotos de jornais, em atlas, livros e revistas. “O Google Earth (programa de computador que apresenta um modelo tridimensional do globo terrestre e reúne fotografias de satélite) é um recurso maravilhoso para os alunos.

Cabe a nós, educadores, ensinar a interpretar imagens dessa natureza e orientá-los a buscar a informações e obter subsídios para compreendê-las”, explica Maria Antonieta Vilella.

Escala do cotidiano (1º e 2º ano)

1. Separe algumas revistas e solicite que as crianças recortem figuras de objetos reduzidos e ampliados.

2. Promova a troca de ideias e questione sobre os tamanhos. Exemplo: a joia está ampliada e o carro apareceu reduzido. Afixe as figuras no quadro de modo que todos observem as diferenças.

3. Introduza a noção de escala e de legendas. Se possível, exiba um grande mapa e mostre como os países se apresentam de forma reduzida.


Maquete da sala de aula (1º ao 5º ano)

Materiais:
★ Papel colorido
★ Papel quadriculado
★ Canetinha hidrocor
★ Caixa de sapatos
★ Tinta guache
★ Cola
★ Tesoura
★ Caixas de papel de fósforo
★ Palitos de fósforo
★ Palitos de sorvete
★ E.V.A.

1. Desenhe com a canetinha hidrocor a planta da sala de aula com os alunos.
2. Usando uma caixa de sapatos sem tampa, retire um dos lados da caixa e pinte os demais lados da cor das paredes da sala com tinta guache.
3. Cole um pedaço de E.V.A. para fazer o chão.
4. Para fazer as carteiras, use caixas de fósforo embaladas em papel colorido. Cole pedaços de palitos de fósforo para fazer os pés das carteiras e da mesa da professora.
5. Encape duas caixas de fósforo juntas para fazer o armário.
6. Cole quatro palitos de sorvete juntos para fazer a porta.
7. Com um retângulo de E.V.A. verde, emoldure-o em palito de sorvete para fazer a lousa.

Dica de leitura!
Orientações e Mapas
A interpretação de mapas nem sempre é uma tarefa simples. Esse livro é uma ótima opção para complementar as aulas e explicar de maneira mais ilustrativa sobre o mundo da cartografia. Aproveite e utilize a leitura como uma forma de incentivar a curiosidade por lugares desconhecidos, a utilização de mapas, bússolas e cartas de orientação.
Textos: Eduardo Banqueri
Tradução: Eloísa Cerdán
Editora: Escala Educacional Preço: R$ 26,50
Onde encontrar: www.escalaeducacional.com.br


Dica de leitura!
Brasil em Mapas O livro é uma excelente oportunidade para conhecer melhor o nosso país. A história traz um retrato dos tempos antigos, quando o Brasil era habitado por grupos indígenas que viviam em harmonia com a natureza. Também narra a chegada dos europeus, suas plantações, criações e conflitos. Por fim, a autora mostra que, ao longo dos séculos, a nossa economia cresceu e as cidades se multiplicaram, mas a natureza brasileira sofreu com a ganância dos que a exploravam sem cuidados.
Autora: Renata Siebert
Editora: Editora FTD
Preço: R$ 60,60
Onde encontrar: www.ftd.com.br

Aula: Música sustentável

Explore a sonoridade de objetos feitos com sucata

Por Marcos Muniz

Objetivos:
★Estimular a percepção musical
★ Promover a consciência ambiental
★ Promover a coletividade
Faixa etária: 4 a 6 anos
Duração: 3 aulas

Quem disse que é necessário ter instrumentos caros para aprender (e ensinar) música? Com objetos que seriam jogados fora, é possível construir um chocalho e um tamborzinho e explorar os diferentes sons que eles produzem. Estimule a criatividade da criançada e aproveite para reciclar para do lixo com as atividades a seguir.

Os chocalhos nos pés proporcionam a sonorização do movimento natural e contribuem para a coordenação motora. Imagine dançar Catira (dança do folclore brasileiro) com os chocalhos nos pés!
Instrumentos de sucata

★ Primeira aula: a partir da escolha do grupo, proponha uma audição de músicas variadas. Converse com as crianças sobre os ritmos, os instrumentos que elas percebem nas músicas etc. Para a próxima aula, peça que tragam potes de Yakult (limpos), sementes e grãos e um tubo vazio de papel-alumínio.

★ Segunda aula: construa os chocalhos e tambores com as crianças e use-os para tentar acompanhar alguns ritmos já conhecidos.

★ Terceira aula: proponha o desafio de usar os chocalhos nos pés, chamando a brincadeira de "sapato atômico". Para isso, faça dois chocalhos como no passo e prenda na lateral externa de cada sapato da criança com dois elásticos. Peça que elas percebam os sons diferentes a cada movimento dos pés.

Dica de leitura!
Musicarium
Dona Clave de Sol mistura as notas musicais, disfarçadas de sons e guloseimas, para falar sobre o universo da música com cores e diversão.
Autora: Telma Guimarães
Assuntos: música e cultura popular
Editora: Larousse
Preço: R$ 26,90
Onde encontrar: www.larousse.com.br

Notícia - Cardápio para estudante

Cardápio do estudante deve incluir massa e até chocolate

Simone Harnik

Especial para o UOL Vestibular

Em São Paulo Às vésperas da Páscoa, fica difícil não pensar em chocolate, ainda mais durante uma longa tarde de estudos. Mas, segundo a nutricionista Vanderlí Marchiori, beliscar essa iguaria não é nenhum pecado e pode até ser um estímulo para permanecer com foco nos livros. "Peixes magros, linhaça, frutas amarelas e cítricas, muita água e chocolate amargo são alimentos que ajudam a manter a concentração", diz ela, que também é secretária-geral da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva.

É claro que o consumo de chocolate deve ser moderado e compor apenas uma pequena parte de uma dieta equilibrada: "Evitar o consumo de balas, refrigerantes, frituras, guloseimas, doces em excesso e alimentos muitos condimentados faz parte de hábitos saudáveis", pondera Patricia Prado Dias Peres, nutricionista do Cepeusp (Centro de Práticas Esportivas da Universidade de São Paulo).

No entanto, ela enfatiza que alimentos com carboidrato são fundamentais para qualquer aluno – por isso, dietas que cortam esse nutriente podem resultar em queda de desempenho acadêmico. “O carboidrato, que está presente em pães integrais, em cereais, é importantíssimo na alimentação, já que é fonte de energia para o cérebro e para as hemácias”, afirma. As massas também são fonte de carboidrato e, quando ingeridas com moderação, podem ser uma fonte de energia.

Mas, como consumir carboidrato de forma adequada? A maneira é fracionar as porções ao longo do dia, nas principais refeições e lanches, diz Patricia. “O carboidrato é fundamental para a concentração, para a disposição e para a energia do aluno. Fontes desse nutriente ajudam nas aulas mais longas e no desempenho das provas.”

Antes da prova Na opinião de Vanderlí, a dieta do estudante deve ter menos gorduras e mais verduras e frutas do que a de uma pessoa qualquer. E, antes das provas, a ingestão dos alimentos corretos pode fazer toda a diferença: “Comida pesada antes dos exames, como uma feijoada, faz com que a circulação passe a ser preferencial na região digestória. Com isso, o fluxo cerebral acaba diminuindo, e há mais cansaço físico e mental. E muito sono”, alerta.

Se o estudante não deve comer muito antes das provas e aulas, é importante, por outro lado, se alimentar com regularidade. “Ele nunca deve ficar mais de três ou quatro horas sem comer porque o jejum prolongado provoca gasto de massa muscular e posterior estoque de energia”, afirma a nutricionista do Cepeusp.

Alimentação balanceada Patricia explica que a alimentação balanceada é essencial para que o corpo receba todos os nutrientes para a saúde e o bem estar. Uma forma de checar se o cardápio está balanceado é compará-lo com a “Pirâmide Alimentar”. “Ela é o guia para a ingestão de todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do corpo e é aprovada pela Organização Mundial da Saúde”, diz.

Uma forma de checar se o cardápio está balanceado é compará-lo com a "Pirâmide Alimentar"

No Brasil, a professora Sonia Tucunduva Philippi, da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), junto de seus colaboradores, adaptou as orientações da OMS ao hábito dos brasileiros. A base da pirâmide é composta pelos carboidratos complexos, que são fonte de energia, como pães, cereais, tubérculos e raízes. “Devemos consumir 60% de alimentos deste grupo”, explica Patricia.

Logo acima, estão as hortaliças e frutas, que fornecem vitaminas, sais minerais e fibras. Em seguida, há o grupo das proteínas (carnes, leite, ovos e leguminosas). Esses são os alimentos construtores e devem representar de 10 a 15% da dieta.

No topo da pirâmide ficam os doces, açúcares e gorduras, que também são fontes de energia, mas que devem estar limitados a uma ou duas porções por dia.

“A pirâmide funciona bem, no geral, mas é claro, temos que levar em consideração que cada indivíduo tem características diferentes, como: sexo, idade, metabolismo, prática de atividades físicas, situações fisiológicas. Assim, algumas pessoas terão necessidades específicas”, orienta Patricia.

Exercício físico A prática de algum tipo de esporte pode ter impacto favorável no rendimento acadêmico, quando associada a uma dieta equilibrada. As duas nutricionistas alertam que a atividade física é um dos fatores que colaboram para diminuir a ansiedade, porque produz a chamada serotonina, uma molécula que ajuda na comunicação dos neurônios e pode auxiliar na regulação do sono e do apetite. “Sem dúvida a atividade física melhora a concentração, ajuda na resistência, além de distrair”, opina Vanderlí.

Quando procurar um nutricionista Se a família notar que o aluno está se alimentando mal ou se o estudante apresentar sintomas decorrentes da falta de nutrientes, pode ser a hora de procurar um profissional especializado. O nutricionista vai trabalhar a reeducação alimentar e orientar o estudante a modificar seus hábitos diários.

Custo para cumprir metas na educação chega a R$ 80 bilhões

Por: Valeska Andrade

O ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que o custo total para o cumprimento das metas do novo Plano Nacional de Educação (PNE 2) vai atingir o patamar de R$ 80 bilhões.

Segundo ele, a meta de investimento de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, indicado no plano, cobrirá esses gastos.

Hoje, o investimento no segmento está próximo dos 5%do PIB. Nesta semana foi criada na Câmara dos Deputados uma comissão especial para discutir o projeto de lei enviado pelo executivo sobre o tema.

Um dos pontos polêmicos e que deverá ser alvo de emendas é justamente o que define um percentual mínimo para investimento público na área. Alguns parlamentares e entidades da sociedade civil querem que o patamar incluído no PNE seja ainda maior, na casa de 10%.

Fonte: Brasil Econômico (SP)

O Brasil investiu em educação 4,7% do PIB

Por: Valeska Andrade

O Fundeb vai garantir um investimento mínimo de R$ 1.414,85 por aluno de ensino fundamental da rede pública, em 2010.

É o equivalente a R$ 117 por mês, valor considerado insuficiente para oferecer ensino de alta qualidade, segundo especialistas e o próprio Ministério da Educação (MEC).

O gasto mínimo por aluno/ano é calculado com base nas estimativas de receita do Fundeb para o ano.


Gráfico do FUNDEB de 2009

Inicialmente, o Ministério havia projetado um valor ligeiramente maior: R$ 1.415,97. O resultado de um novo cálculo foi divulgado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE): o gasto mínimo por aluno caiu para R$ 1.414,85 (menos 0,1%).

O coordenador-geral do Fundeb no FNDE, Vander Oliveira Borges, diz que a correção foi motivada por um erro – nem todas as matrículas tinham sido incluídas no primeiro cálculo.

A quantia vale para as séries iniciais do ensino fundamental em escolas urbanas. O Brasil investiu em educação 4,7% do PIB (Produto Interno Bruto), em 2008. A Unesco recomenda 6%.

Fonte: O Globo (RJ)

Enem 2011

Por: Valeska Andrade

A data do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2011 será anunciada em breve pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC).

A informação foi dada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar de audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), em São Paulo.

Sobre melhorias no processo seletivo, o ministro limitou-se a dizer que o Inep tem uma equipe permanente para blindar o exame.

Segundo ele, os erros ocorridos nas duas últimas edições da prova se devem a uma infelicidade na contratação da gráfica, onde ocorreu o vazamento do exame, em 2009, e houve problemas de impressão, ano passado.

Fonte: Correio do Povo (RS)

Estados não repassaram recursos do Fundeb em 2010

Por: Valeska Andrade

Doze estados e o Distrito Federal deixaram de aplicar R$ 1,2 bilhão no Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em 2010.

Os recursos do fundo devem ser aplicados na melhoria da qualidade do ensino, incluindo investimento nas estruturas públicas das escolas e no pagamento de professores.

Levantamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela administração do Fundeb, mostra que o Acre, Alagoas, o Amapá, a Bahia, o Espírito Santo, Pará, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Roraima, o Tocantins, Rondônia e o Distrito Federal repassaram menos do que deveriam.

O cálculo foi feito pelo FNDE com base na arrecadação dos estados. Vander Oliveira, coordenador-geral do Fundeb, afirma que cabe agora aos órgãos de controle investigar porque eles não aplicaram o valor devido.

Fonte: Diário do Amapá (AP)

Gastos das famílias brasileiras com educação privada chegaram a 1,3% do PIB em 2009

Por: Valeska Andrade

Diante da baixa qualidade da educação pública brasileira, muitas famílias acabam investindo uma parcela significativa da sua renda com educação privada.

Uma pesquisa recente do Centro de Políticas Públicas (CPP) do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper) calculou pela primeira vez o total de gastos privados com educação como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).

O valor gasto pelas famílias brasileiras com educação atingiu 1,3% do PIB em 2009.

O total gasto com educação em cada país depende de uma série de fatores. O primeiro deles é a qualidade da educação pública.

Quanto maior é o aprendizado dos alunos nas escolas do governo, menor é a probabilidade de que as famílias queiram gastar sua renda com educação privada.

Fonte: Valor Econômico (SP)

Dica de Filme - Perfume de mulher

luan.santos

Esse, é o tipo de filme, o qual sentiremos vontade de ver infinitamente. A interpretação de Al Pacino está primorosa como um tenente-coronel reformado do exército.

Chris O’Donnell, aparece no drama, como um jovem estudante bolsista de uma tradicional escola da alta sociedade.

Ao aceitar fazer um “bico”como acompanhante do tenente-coronel, jamais imaginaria que, esse, fosse o final de semana mais marcante da sua vida.
Frank Slade (Pacino), acaba convencendo Charlie Simms (O’Donnell), a acompanhá-lo até N. York, no feriado de Ação de Graças. Durante a viagem, Frank, revela ao jovem Charlie, seu intento de passear. Visitar a família.Hospedar-se em hotel de luxo. Comer e beber muito bem. Dormir com uma maravilhosa prostituta e finalmente, cometer o suicídio. Claro que, esse, último detalhe é omitido quase até o final da película.

Muitas coisas acontecem, nesse, fim de semana, inclusive uma das mais belas cenas do cinema de todos os tempos. Slade, resolve ir a um “dancing” e lá, sentindo o oloroso perfume de uma mulher que julgava linda, e realmente o era, pede ao rapaz que o conduza à mesa da mesma. Em lá chegando, se apresenta e a convida para dançar o belíssimo tango: “Por una cabeza”, do maravilhoso cantor argentino, Carlos Gardel.

Tudo, está indo razoavelmente bem, até que Slade, resolve dispensar os serviços do jovem Charlie, pois, pela manhã dará cabo da própria vida.
Simms, não acredita no que ouve e desesperado, resolve contrariar as ordens de Slade e pela manhã impede a horrível cena que estava prestes a acontecer. Não sem antes, lutarem pela posse da arma.

Slade, é um homem que principia a envelhecer. Extremamente orgulhoso, não quer mais viver num mundo de trevas e onde a sua vontade não possa prevalecer.

O tiro de Slade, sai pela culatra e o rabugento tenente-coronel, acaba se interessando pelos problemas de Charlie e situações incríveis acabam por ensinar sôbre o significado da vida e dos relacionamentos.

Os problemas de Slade, perdem significação perante os de Charlie e a possibilidade de ajudá-lo e voltar a sentir-se participando da engrenagem da vida.

Poderíamos ficar páginas e páginas, falando bem desse filme que, a primeira vista, parece vulgar, mas, indicamos que o vejam e possam atestar que belas lições de vida, podem sair até mesmo de pseudo-infernos.

Fonte: http://pt.shvoong.com/entertainment/movies/1826253-perfume-mulher/

Escola ensina crianças como funciona a tecnologia do dia-a-dia

luan.santos

Quantas vezes pais ja não se depararam com aquela pergunta cabeluda da criança sobre como funciona isso ou aquilo? Nem sempre é fácil explicar o funcionamento das coisas, mesmo que ela faça parte do cotidiano. Mas já há no País escolas com essa abordagem, na tentativa de apresentar o mundo aos pequenos.

Internacionalmente conhecida como uma escola que ensina tecnologia, a FasTracKids não busca formar experts em informática nem nerds prodígios. “Para nós, adultos, tecnologia é a última geração de computadores. Mas, para as crianças, tecnologia vai desde o funcionamento dos óculos até como funciona um aspirador de pó”, explica Marlene Sauko, dona de uma franquia no bairro de Campo Belo, na capital paulista, sobre a iniciativa que baseia a aprendizagem nos avanços tecnológicos.

O curso é destinado a meninos e meninas de 2 a 8 anos e incentiva a aprendizagem de maneira divertida e interativa. Assim, a criança desenvolve a criatividade e o pensamento crítico. “O que eles vendem não é um conteúdo didático, é uma forma de aprender. O conhecimento vem como suporte”, conta Camila Pereira, mãe de Gabriel, 4 anos, que há um mês participa das aulas.

Ela queria colocar o filho em uma atividade extra-curricular que fosse além de um passatempo, que trabalhasse questões cognitivas. E, claro, que potencializasse a curiosidade nata de Gabriel. “Na escola, motivam o interesse da criança em pesquisar, em resolver problemas. E o Gabriel aprende rápido, então resolvemos estimular essa habilidade”, diz.

Em um mês de aula, o filho de Camila já levou para casa desde dentes de tubarão feitos de massinha até o aparelho digestivo humano feito com sacola plástica e bolacha triturada. “As atividades são bastante visuais, é mais fácil de assimilar”, diz a mãe.

Depois de cada tarde – são duas horas por semana na escola -, a criança leva consigo um relatório com os conteúdos trabalhados, além de perguntas que os pais podem fazer durante a semana para o aluno, para lembrar o que foi ensinado.

Para Marlene, os pais que procuram a escola costumam estar preocupados em manter seus filhos conscientes sobre o mundo à sua volta. Desde astronomia ate economia, são 12 disciplinas que dão conta de apresentar à criança a realidade que o cerca.

Pelo fato de as turmas serem pequenas, com uma média de oito alunos, e de não haver pressa em repassar os conteúdos por não existirem avaliações, Marlene considera o FasTracKids o lugar mais adequado para esse tipo de aula.

“No colégio tradicional, o conhecimento não é passado da mesma maneira com que apresentamos. É outro enfoque.” A ideia do curso não é tirar notas boas, é preparar para o mundo. E os pais que colocarem os filhos nessas aulas vão ter que se acostumar com frases como essa, que Marlene já ouviu: “Olha, é como o solo lunar!”, quando a criança olhou para uma rua toda esburacada.
Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias

Nacional - Grupo lança movimento ‘Nossa Salvador’

luan.santos

TEXTO: RAÍZA TOURINHO

Promover a cidadania participativa para tornar Salvador uma cidade mais humana. É o que pretendem os integrantes do movimento Nossa Salvador, que visitaram ontem a redação de A TARDE para apresentar a iniciativa. A cerimônia do lançamento oficial ocorrerá às 17h da próxima segunda-feira, na Livraria Cultura, no Salvador Shopping.

Durante o evento, será divulgada pesquisa com 61 indicadores sociais em diversas áreas. “Queremos mostrar uma fotografia do município em seus 462 anos”, salienta o secretário-executivo do projeto, Aldo Ramon Almeida.
Na ocasião, será lançado o portal www.nossasalvador.org.br, que já entra no ar a partir de amanhã. O site pretende sistematizar e divulgar os principais indicadores de qualidade de vida da capital baiana, permitindo o acompanhamento de toda a sociedade, além de abrir espaço para o debate e monitoramento do poder público.

“O movimento vai provocar os atores sociais para que cada um realize seu papel na sociedade”, explica o empresário Ricardo Pessoa, que integra o grupo. “Como se faz para resolver o problema da segurança pública? É só o governo? Não, é todo mundo”, garante outro integrante, Isaac Edington. Para ele, é por meio do efetivo exercício da cidadania que a cidade se tornará mais sustentável. “A gente quer que todos participem”, enfatiza.

A organização do movimento será feita a partir de grupos de trabalhos (GTs), que levantarão dados com o objetivo de buscar soluções para os problemas sociais. O modelo do projeto já existe em outras 52 cidades, que integram a Rede Latino-americana de Cidades Justas e Sustentáveis.

Inspiração

O movimento Nossa Salvador foi inspirado por outro ocorrido há dez anos em Bogotá, capital colombiana. O movimento nesta cidadese iniciou com um grupo de intelectuais, acadêmicos, empresários e civis que se reuniram para discutir maneiras de tornar a cidade mais justa, mais igual e com melhor qualidade de vida. Tal iniciativa pioneira trouxe bons frutos à capital colombiana, de maneira que influenciou outras cidades da America Latina, como La Paz, Santiago, Santa Cruz de La Sierra e as brasileiras SãoPaulo e Rio de Janeiro.

Fonte: Jornal A Tarde, Primeiro Caderno, página A7, 22 de março de 2011.

Nacional - Campanha nacional valoriza legado africano nas escolas

Campanha nacional valoriza legado africano nas escolas

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SELO Colégio de Jequié, Secretaria da Educação de São Francisco do Conde e IAT foram premiados

TEXTO: LUDMILLA DUARTE

Uma educação voltada para o reconhecimento da herança africana nas escolas brasileiras é a ênfase da campanha Igualdade Racial é para Valer, lançada ontem pela ministra Luiza Bairros, titular da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) diante de um auditório lotado de representantes do movimento negro no País, em Brasília.

A atividade aconteceu no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, em alusão ao massacre de Sharpeville, que vitimou dezenas de manifestantes que protestavam contra a Lei do Passe, na África do Sul, em 1960. A Seppir tenta pegar carona num momento em que as Nações Unidas estabeleceram 2011 como o Ano Internacional dos Afrodescendentes para ampliar as iniciativas de redução das desigualdades raciais no Brasil, como explicou Luiza Bairros.

“O governo já trabalha seus programas com a perspectiva da igualdade racial, mas este ano queremos um esforço maior no sentido de acelerar a inclusão das pessoas negras, com dignidade”, avisou a ministra, mencionando que as altas taxas de homicídios violentos entre os jovens negros brasileiros não são unicamente uma questão de segurança pública. “Antes de ser assassinado, esse jovem já foi morto culturalmente, intelectualmente”, avaliou. Luiza Bairros espera por uma melhoria dos indicadores que apontam a desvantagem da população negra – o que não será tarefa simples.

Estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado no ano passado, mostrou que, apesar da melhora em algumas áreas, os negros brasileiros têm menos anos de estudos que a população branca, 76% deles dependem do SUS (contra 54% dos brancos) e têm rendimento médio menor no mercado de trabalho(mulheres negras chegam a ganhar apenas 34% do rendimento médio dos homens brancos). O Mapa da Violência divulgado recentemente pelo Instituto Sangari mostrou que morrem assassinados 103,4% mais negros que brancos no País.

Na ocasião, a professora doutora Petronilha Beatriz Gonçalves foi homenageada por ser a primeira mulher negra a ter assento no Conselho Nacional de Educação do Ministério da Educação. Ainda no evento, sete crianças foram premiadas pela iniciativa Cores do Saber, da Petrobras– que incentivou dois mil filhos de funcionários a produzirem desenhos, redações e produtos multimídia sobre história africana.

Fonte: Jornal A Tarde, Primeiro Caderno, página A7, 22 de março de 2011.

Espaço do Professor - A educação segundo Rousseau

Grandes Educadores Nenhum Comentario
Texto: Luan Santos

Filósofo, teórico político, escritor e compositor musical autodidata suíço. É considerado um dos principais filósofos do iluminismo. Além de todas as realizações no campo da política, da filosofia, da música, Jean Jacques Rousseau teve grande contribuição também para a educação.

Sua teoria sobre a educação visa um tratamento diferente às crianças, não observá-las como adultos em miniatura, mas sim prestar atenção para as necessidades e condições para o devido seu devido desenvolvimento. Para ele, as crianças tinham que ser entendidas como um ser com características próprias, que têm seus interesses e formas de relacionamento, e que não são iguais aos dos adultos. Sua teoria visava desmentir a ideia de que a educação é um processo pelo qual a criança passa a adquirir conhecimentos, hábitos, atitudes armazenadas pela civilização. Assim, a individualidade das pessoas não é levada em conta, apenas que o aprendizado é um processo mecânico que vem sendo acumulado há muito tempo a educação apenas passava todo este conjunto de informações e conhecimentos. Assim, cada fase da vida foi concebida como portadora de características próprias, respeitando a própria individualidade. Desta forma, para compreender a infância, o homem precisa olhar a vida com simplicidade.

Na teoria educacional de Rousseau, um conceito básico e ao mesmo tempo fundamental torna-se necessário destacar. Trata-se do conceito de Educação Natural, que é alicerçada no próprio sujeito. Para ele, à educação compete a tarefa de pensar o processo formativo da criança de modo independente. A criança deveria descobrir o caminho de uma educação natural e não somente aquela que foi imposta pela ação do adulto. Assim, a deve-se respeitar e preservar a criança em seu mundo, deixar que descubra os seus próprios caminhos. Este processo oferece possibilidade para a formação de um bom sujeito humano, ético e político, que consiga compreender-se em meio aos aspectos sociais.

Pensar educação infantil é integrar-se em um mundo e construir logo na infância valores morais, que possam ser norteados de seus ideais e em sua educação futura. Respeitar a criança em seu mundo, deixar que ela explore seus limites e atitudes. A educação natural deve começar desde que a criança vem ao mundo.

O processo pedagógico de Rousseau está vinculado à liberdade, trazendo assim uma nova maneira de educar e conceber o ser humano. Para ele, a pedagogia irá trabalhar com dois conceitos: natureza boa e natureza corrompida. No primeiro conceito, o homem nasce bom, mas não moralizado e é bom por natureza. No segundo, a educação e toda a cultura vêm como forma de lutar contra todas as manifestações do homem, sendo vetados os desejos e as paixões humanas.

Rousseau acreditava que a intervenção dos pais deveria ser apenas para fazer com que as crianças atingissem a socialização. Educação com liberdade não é fazer o que se quer, mas sim não escravizar nem deixar-se escravizar. É necessário a imposição de limites, mas desde que estes tenham como objetivo a socialização, a inserção deste ser na sociedade. A liberdade bem regrada é a vontade educada, é aquela que racionaliza as necessidades.

Jean Jacques Rousseau, por todo o legado que deixou, foi um dos grandes pensadores influentes na educação. A sua educação natural foi revolucionária, defendendo que as crianças mereciam cuidados e observações especiais, não apenas serem vistas como adultos em miniatura. Defendeu uma educação fundamentada na socialização, de maneira que as crianças tivessem liberdade, mas sendo que esta esbarraria nos limites do próprio respeito à sociedade. Seu pensamento deixou-nos um acervo enorme de informações certamente muito pertinentes para a educação e esperamos que este texto possa ter sintetizado bem a ideia de Rousseau sobre a educação e que os educadores possam assimilar e praticar tais ideias.

Nacional - Inscrições abertas para competição

Inscrições abertas para competição de resolução de casos da FEA por Redação

A APrintE-mail

Quem vencer a XV edição da Competição de Resolução de Casos (CRC), realizada pela FEA júnior USP, empresa Júnior da Faculdade de Economia e Administração da universidade, poderá viajar para Bancoc, na Tailândia, para participar do campeonato internacional de casos, o TUBC.
A CRC é uma competição entre universitários que disputam quem dá a melhor solução para um caso empresarial - em 72 horas.

O evento é aberto a estudantes de todo o país e será realizado na própria FEA. As equipes são formadas por quatro alunos e divididas nas categorias Júnior (1º ao 4º semestre da faculdade) e Sênior (do 5º semestre em diante).
As inscrições, grátis, devem ser feitas no site
www.competicaodecasos.com.br e vão de 31 de março a 20 de abril.

A competição começa com a cerimônia de abertura no dia 28 de abril e se encerra no dia 11 de maio, quando serão apresentadas as últimas resoluções e anunciados os vencedores, em uma cerimônia de encerramento.

Na categoria sênior, o primeiro lugar ganha a oportunidade de participar da competição internacional e R$ 4 mil destinados à viagem à Tailândia. O segundo, R$ 3 mil, e o terceiro, R$ 1.500,00. Já na categoria júnior, o prêmio do grupo vencedor é de R$ 1.500,00.

Nacional - Justiça determina indenização a ex-professora da PUC

Luísa Alcalde - Jornal da Tarde

A ex-professora Anna Maria Garzone Furtado acusa a PUC de assédio moral na Justiça comum. No mês passado, conquistou sua primeira vitória, em segunda instância, contra a universidade. A Justiça do Trabalho determinou que a PUC pague a ela indenização de R$ 30 mil por danos morais. A universidade recorreu.

Na sentença, a desembargadora relatora do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) Sonia Maria de Barros entendeu que “diversas vezes a reclamante foi tratada de forma desrespeitosa e incompatível com sua dignidade profissional”. A docente também entrou com ação na Vara Cível por danos morais, mas perdeu o processo em primeira instância.

Nilani Goettems/AE-15/6/2010Prédio da PUC, em Perdizes: ex-docente diz ter sido vigiada na classeA perseguição começou, segundo ela, em 2000, depois que quatro alunos que ela reprovou foram aprovados pela coordenadoria do curso, a portas fechadas, sem que fosse consultada. “Passaram por cima da minha autonomia e da minha avaliação”, sustenta. Os alunos foram reprovados, segundo ela, porque dois não entregaram trabalhos, um teria falsificado o estágio obrigatório e o quarto por ser “analfabeto”. “Concordar com essas decisões seria compactuar com situações acadêmicas, pedagógicas e administrativas consideradas irregulares pelo Estatuto da Universidade”, diz, ao explicar as razões de ter ido buscar explicações aos colegas e superiores. “Em um primeiro momento, consideraram que eu tinha razão. Posteriormente, mudaram de posição alegando cumprimento de ordens.”

Anna Maria diz que, até então, nunca tinha tido problemas com alunos. Como julgou que sua soberania em classe não foi respeitada, pediu para deixar de dar aula a essa turma, mas continuou com outras atividades na faculdade, como supervisão de estágios e coordenação de curso.

De uma hora para outra, fui proibida pela minha superior de frequentar as reuniões do meu departamento, sem nenhuma explicação. Queriam me obrigar a referendar as notas que haviam dado aos alunos reprovados por mim. O que me neguei a fazer, sistematicamente.” Ela afirma ter sido surpreendida com uma carta enviada à reitoria desmerecendo seu trabalho e com um abaixo-assinado feito por seis professores reivindicando a saída de sala.

E sustenta ter recorrido a diferentes instâncias da universidade e que o órgão máximo, Conselho Universitário, considerou-a com razão em sua autonomia, determinando a abertura de uma sindicância e um pedido de desculpas públicas. Mas para Anna, isso não ocorreu “adequadamente”.

Chegou a ser reintegrada pela reitoria da PUC, mas teve de voltar a dar aulas sob vigilância, com um funcionário indicado pela reitoria analisando tudo o que fazia dentro da sala. “Nem na ditadura, quando até fui depor no Dops, sofri uma perseguição como essa.” Seguranças também foram orientados a cercá-la em reuniões das quais viesse a participar, segundo ela. “Fui acusada de louca, desequilibrada e surtada por cobrar explicações e não concordar com irregularidades.”

Ela foi encaminhada pelos superiores a tratamento psiquiátrico. Laudo assinado pelo psiquiatra Içami Tiba concluiu que foi vítima de assédio moral pelos colegas. O caso tornou-se público após ser divulgado no site da PUC. “Postaram um texto desmoralizante”, diz. Teve de entrar na Justiça para que a notícia fosse retirada do ar, o que ocorreu apenas três anos depois. A versão contada pela professora ao JT está documentada nos processos da justiça comum. O reitor da PUC, Dirceu de Mello, alegou que a demissão já estava resolvida quando ele assumiu e partiu do órgão máximo da universidade, o Conselho Universitário. Não quis comentar para não expor as partes envolvidas.


Nacional - PUC: demissão de professora pode ir parar no Vaticano

Docente foi desligada da faculdade sem justa causa; Tribunal da Igreja mandou reintegrá-la

Luísa Alcalde - Jornal da Tarde

A demissão de uma professora da Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP), com acusações de agressão de um lado e assédio moral de outro, pode vir a ser resolvida em Roma, última instância da Igreja Católica, à qual a universidade é vinculada. Pela primeira vez, o Tribunal Eclesiástico de São Paulo, ligado à Cúria Metropolitana, acostumado a tratar questões matrimoniais, julgou um assunto interno da PUC como esse.


JF Diorio/AEEx-professora da PUC, Anna Maria briga há quase dez anos por reconhecimentoNo fim de fevereiro, juízes padres do tribunal decidiram que a universidade deve reintegrar a professora doutora Anna Maria Garzone Furtado, de 74 anos, às salas de aula de onde foi afastada após ser demitida sem justa causa, em 2009. Anna Maria fez parte da PUC durante 45 anos – primeiro como aluna e depois como docente do curso de História, vinculada às faculdades de Ciências Sociais e Educação.

Os magistrados católicos recomendaram, ainda, caso ela não queira voltar a lecionar, que a PUC “faça uma despedida honrosa e justa”. A reportagem procurou representantes do tribunal, que não se manifestaram sob alegação de segredo de justiça. O JT obteve cópia da sentença.

Em março, a PUC recorreu em segunda instância. Caso a nova decisão seja favorável à professora e a universidade não queira acatá-la, a questão será submetida ao arcebispo de São Paulo, d. Odilo Scherer.

Em última instância, pode ser levada a Roma, onde será analisada pela Congregação para a Educação Católica, uma espécie de “Ministério da Educação” do Vaticano, que decide em nome do papa.

O caso é analisado também pela Justiça comum. Anna Maria acusa a PUC de assédio moral. Em março, ela conquistou mais uma vitória. Em segunda instância, a Justiça do Trabalho determinou que a faculdade lhe pague indenização de R$ 30 mil.

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Entrevista - Internet desperta para o prazer de ler, diz pedagoga

Entrevista com Cybele Meyer, psicóloga e autora do livro 'Menina Flor'


Suzane G. Frutuoso - Jornal da Tarde

A internet é capaz de despertar o interesse pela leitura?

Sim. Os jovens leem e escrevem muito na internet, abrindo um canal para a leitura de livros no papel. Infelizmente, as pessoas têm o hábito de querer substituir e não somar. Quando surgiu a TV, disseram que era o fim do rádio e do cinema. E com o passar do tempo o que vemos foi que a televisão é mais um recurso para o entretenimento das pessoas.

O jovem está lendo mais?

O jovem de hoje lê muito mais do que o jovem de décadas passadas. Ele iniciou o hábito com a internet de forma motivadora, sem imposição. No passado, a leitura era imposta de forma punitiva. Aquele que não soubesse falar sobre determinado clássico tiraria nota baixa. Ele era obrigado a ler os livros que o professor indicava, normalmente clássicos com linguagem erudita, se deparando com inúmeras palavras que não conhecia, gerando uma "repulsa" pela leitura em geral. Agora, o jovem lê toda a coleção do Harry Potter sem que ninguém precise mandar.

Muitas bibliotecas estão disponibilizando livros mais populares, como os de autoajuda. Isso é bom?

A pessoa que procura um livro de autoajuda está querendo se tornar uma pessoa melhor. E essa é a principal intenção do livro: acrescentar algo em sua vida e te levar à reflexão. Quem se torna leitor vai navegar em outros mares para formar sua opinião. Quem inicia a leitura pela autoajuda vai abrindo para outros focos à medida que se sentir motivada para isto.

Adultos podem começar a gostar de ler sem nunca terem esse incentivo desde cedo?

Sim. Acredito mesmo nisso e já presenciei vários exemplos de mulheres que, tendo os filhos criados e lhe sobrando mais tempo para fazer o que gosta, leem muito tentando recuperar o tempo perdido. O incentivo à leitura é válido para qualquer idade.

Quais são os benefícios para quem desenvolve o hábito de ler, tanto na vida pessoal quanto na vida profissional?

Nos livros o leitor enxerga lugares, pessoas, situações que muitas vezes não teria oportunidade de vivenciar no seu cotidiano. O hábito da leitura faz com que a pessoa passe a se expressar melhor tanto na linguagem oral quanto na escrita. Seu vocabulário aumenta e seu raciocínio é estimulado. O melhor é que todas estas mudanças são espontâneas.

Notícia - O campeão de leitura do Metrô

Lucas pegou emprestado 190 obras durante dois anos da biblioteca Embarque na Leitura

Suzane G. Frutuoso - Jornal da Tarde

Lucas Reis de Lima Silva, 9 anos, morador de Osasco, região metropolitana de São Paulo, diz que gosta de gastar energia. Adora as aulas de educação física e os treinos de natação que preenchem suas tardes. Mas o título de campeão que o jovem atleta já ostenta é outro. Lucas foi o usuário (entre o público de até 12 anos) que mais emprestou livros da biblioteca Embarque na Leitura, projeto do Metrô de São Paulo, em parceria com o Instituto Brasil Leitor (IBL). Foram 190 obras em dois anos.


Tiago Queiroz/AELucas pega livros emprestado na biblioteca do Metrô instalada na Estação Santa CecíliaO garoto prova que a literatura ganha novos adeptos a cada dia e não está ameaçada pela internet, como alguns já chegaram a defender. Pelo contrário. Há mais políticas públicas de incentivo à leitura justamente porque a demanda cresce. “Temos 40 mil associados, que emprestaram mais de 400 mil livros desde 2004, quando a atividade começou na Estação Paraíso”, diz Aloizio Gibson, chefe do departamento de marketing do Metrô. No acervo, mais de 17 mil publicações, desde clássicos do vestibular até títulos mais atuais.

A estação onde Lucas escolhe as obras que vai ler é a Santa Cecília. Ele passa lá todos os dias com a mãe, a dona de casa Valéria dos Reis Silva, 41 anos, sua incentivadora. “Para minha leitura, retiro uns dois livros por mês no metrô. Sempre tenho um na mão e explico ao meu filho o quanto se aprende. São descobertas que ninguém nunca vai tirar dele.” Foi Lucas quem pediu a Valéria para fazer as carteirinhas de sócios. E ele mesmo percebe que a leitura lhe trouxe benefícios. “Quando tem ditado na escola, aparecem palavras que já li nos livros e acerto tudo.”

Encontrar os livros em lugares alternativos (como metrô) ou em bibliotecas que têm investido em ambientes aconchegantes é motivador, diz a pedagoga e psicóloga Cybele Meyer. “Antigamente, o livro estava em locais escuros e com ar nostálgico.”

O projeto Ônibus-biblioteca, da Prefeitura, também é um sucesso. São quatro veículos que percorrem regiões carentes, que não dispõem de atividades culturais, num total de 24 roteiros. Até o fim do ano serão oito ônibus, com previsão de passar a 12 em 2012. Eles estacionam uma vez por semana no bairro. “Chegam pessoas de todas as idades. Elas ficam fascinadas”, diz Maria Zenita Monteiro, diretora da Coordenadoria do Sistema Municipal de Bibliotecas, da Secretaria de Cultura. O público é 55% superior aos das 55 bibliotecas municipais, com 164% mais empréstimos de livros.

Maria Zenita admite que algumas das bibliotecas perderam público nos últimos anos e que reformas são necessárias. “Os prédios são antigos, a maioria da década de 60. Mas as melhorias estão sendo realizadas.” Outro problema é que alguns desses espaços foram construídos em áreas de pouco movimento. “Precisamos ir atrás da população”, diz Zenita. “Mais do que fonte de informação, a leitura desperta sentimentos e traz perspectiva.”

ESPAÇOS PARA LEITURA

- No geral, basta RG e comprovante de residência para fazer a carteira de usuário e ter acesso aos livros gratuitamente. Alguns locais pedem CPF e foto 3x4. O tempo de permanência com a obra costuma ser de uma semana, com possibilidade de renovação

- Biblioteca de São Paulo: Av. Cruzeiro do Sul, 2630, Santana. Tel.: 2089-0800. Funcionamento: terça a sexta, das 9h às 21h; sáb., dom. e feriados das 9h às 19 horas. Estação Carandiru

- Biblioteca Mario de Andrade: R. da Consolação, 94, Centro. Tel.: 3256-5270. Funcionamento: segunda a sexta, das 8h30 às 20h30; sáb., das 10h às 17h. Estação Anhangabaú do Metrô

- Sistema Municipal de Bibliotecas. São 55 unidades. Endereços e telefones no site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/

- Ônibus-Biblioteca: no site www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/index.php?p=5499 é possível saber os roteiros dos ônibus. Tel. 2292-5126. Funciona uma vez por semana, das 10h às 16h

- Embarque na Leitura: serviço do Metrô. As bibliotecas estão localizadas nas estações Paraíso, Tatuapé, Santa Cecília e Brás

- Biblioteca Leitura no Ponto: serviço oferecido no Terminal Sacomã. Funcionamento: de segunda a sexta, das 11h às 20h

- Biblioteca e Gibiteca Sesi: Rua Carlos Weber, 835, Vila Leopoldina. Tel.: 3834-5523 / 3832-1066

Notícia - Oriente vira a nova ‘disciplina’ escolar

Conflitos internacionais têm feito a região sair da aula de história e ganhar destaque na grade escolar

Mariana Lenharo - Jornal da Tarde

A região do Oriente já não cabe apenas nas aulas de história. Com as recentes revoluções populares no local, que começaram no Egito e provocaram uma reação em cadeia em várias nações árabes, ganhando a atenção do mundo todo, os colégios da capital passaram a investir em atividades focadas diretamente sobre esse tema para aproximá-lo dos alunos.

Ayrton Vignola/AENo São Domingos, alunos montaram uma grande gincana para discutir os conflitos no OrienteNo início do mês, o Tucarena foi palco de um debate sobre revoluções, guerras, religiões, preconceito e democracia. A plateia lotada, que não hesitava em expressar a grande diversidade de opiniões, era formada por alunos do ensino médio. O evento foi idealizado pelos professores de História, Geografia e Filosofia do Colégio São Domingos, em Perdizes, a partir da demanda crescente dos alunos por discussões sobre os países do Oriente.

O professor Flávio Trovão, de História, explica que tudo foi feito para que os alunos compreendessem melhor o que está ocorrendo no mundo. “Além da questão do vestibular e do Enem - não tenho dúvidas de que é uma temática que vai ser abordada nos grandes exames desse ano - queremos que esses garotos vejam que somos um mundo em transformação constante”, afirma.

Também o ensino médio do Colégio Dante Alighieri, do Jardim Paulista, participou de um módulo de palestras especialmente desenvolvido para discutir as questões orientais. “Começamos a fazer isso antes da queda do Mubarack (ditador egípcio). Tivemos debates semanais para atualizar o rumo que as revoluções tinham tomado. O último já abarcava as questões da Líbia”, conta o professor Roberto Diago, coordenador do Departamento de História, Sociologia e Filosofia. “Recebi um e-mail de um pai de aluno nos agradecendo por ele finalmente ter entendido os conflitos. Foi porque seu filho tinha explicado tudo”, conta.

Redes sociais. Na opinião da professora Elisabeth Victoria Popp, das disciplinas de Geografia, Sociologia e Ética do Colégio Paulista (Copi), na Lapa, um dos fatores que mais despertou a atenção dos jovens para os movimentos populares orientais foi a ferramenta usada pelas nações daquela região para propagar a revolução: as redes sociais.

O colégio agendou até uma palestra especial sobre o assunto, em maio, com o jornalista Herbert Moraes, correspondente da Record no Oriente Médio, que acaba de voltar ao Brasil. O tema também entrou na disciplina de Geografia do 9º ano, na qual os alunos aprendem sobre globalização. Já no ensino médio, os conflitos foram estudados em Atualidades e em Ética. “Percebemos que na medida em que os jovens trazem para a escola informações sobre o que está acontecendo na sociedade, a escola consegue se abrir para isso e discutir essas questões com eles”, diz a professora.

Já no Colégio Santo Américo, localizado no Butantã, a revolução do Egito foi tema do primeiro simulado do ano para os alunos do ensino médio. “É uma nova ordem que está se estabelecendo no Oriente e o aluno tem de estar antenado. Provavelmente, o assunto será tema de vários vestibulares”, acredita o professor de Geografia Rui Calaresi.

De acordo com o educador, tem havido uma retomada por parte dos adolescentes no interesse a respeito das questões políticas e econômicas que se destacam na atualidade.

Evento multimídia torna a discussão mais atraente


Os alunos participaram de grande parte da organização do evento promovido pelo Colégio São Domingos no Tucarena: enquanto uma bancada coletava notícias dos jornais e da internet a respeito dos conflitos no Oriente, uma aluna postava no twitter atualizações sobre o evento. Outro estudante fazia desenhos ligados ao tema, que eram projetados no telão ao final de cada bloco de discussão e um colega grafitava em um painel o nome da atividade: ‘Oriente-se’.

Além de compreender melhor as revoluções populares dos países árabes, os estudantes receberam um aula de debate. Ao mesmo tempo em que eram estimulados a expressar suas opiniões, eram orientados a fundamentá-las com argumentos sólidos. "Estamos discutindo se a revolução no Egito e na Líbia vai resultar na formação de uma democracia. Mas no Brasil a gente também não vive em uma democracia", disse um dos alunos. "Mas o que é a democracia para você?", replicou um dos professores. Pouco a pouco, as ideias começaram a surgir mais fundamentadas, com direito a paralelos com outros eventos históricos, como a 2ª Guerra Mundial, citações de entrevistas lidas no jornal e de documentários da TV.

“Espero que eles olhem os conflitos e saibam que existe pessoas lutando e que eles fiquem mais conscientes de que a gente não pode ficar esperando as coisas acontecerem", diz o professor Flávio Trovão, de História.

Ele explica que o evento tem como mérito o grande empenho em pesquisa exigido dos estudantes. “Alguns entrevistaram por e-mail uma repórter da agência Reuters, no Egito”, conta.

De caráter multimídia, o evento contou ainda com a apresentação de vídeos editados pelos próprios estudantes com imagens de arquivo colhidas no Youtube. Houve também algumas apresentações musicais.

FRASES


"Recebi um e-mail de um pai de aluno nos agradecendo por ele finalmente ter entendido os conflitos no Oriente. Foi porque seu filho tinha explicado tudo"
ROBERTO DIAGO
COORDENADOR DO DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA, SOCIOLOGIA E FILOSOFIA DO COLÉGIO DANTE ALIGHIERI


"É uma nova ordem que está se estabelecendo no Oriente e o aluno tem de estar antenado. Provavelmente, esse assunto será tema de vários vestibulares"
RUI CALARESI
PROFESSOR DE GEOGRAFIA DO COLÉGIO SANTO AMÉRICO

Internacional - Escola chinesa ensina mulheres a fisgar milionários

UOL Tabloide e Global Times

Uma escola chinesa está dando aulas para ensinar as mulheres a fisgar milionários. A Deyu Nü Xueguan Company fica no centro de Pequim. Logo na porta da escola, um quadro pendurado na parede traz os dizeres: "case com a pessoa certa".

E como seriam as aulas para as moçoilas interessadas em dar o tradicional golpe do baú? Segundo a consultora Shao Tong, especialista em relacionamentos, o primeiro passo é analisar a face do candidato a marido rico: "Você tem que prestar atenção ao lado esquerdo do rosto, que é o que revela a verdadeira personalidade", diz a professora, baseada na tradicional sabedoria chinesa.

Ainda segundo Tong, os milionários chineses são ótimos para fechar negócios, mas vivem deficitários quando o assunto é amor.

"Os homens de negócio tendem a observar a sua presa no jantar. Eles observam como você come, que tipo de comida você pede e a comunicação que você tem com o garçom para julgar se você é 'para casar'", ensina a professora. Ou seja, parece que o tal ditado de que se fisga um homem pelo estômago tem lá seu fundo de verdade...

Para seguir os conselhos da mestra, a mulherada tem que fazer um investimento inicial de 2 mil yuans (cerca de R$ 482) para ter direito a fazer dez horas ed aulas. Se a encalhada, ops, candidata quiser um atendimento mais personalizado, paga 600 yuans (R$ 144) por duas horsa de aconselhamento.

Mas o investimento pode compensar: a China é o segundo país do mundo com maior número de bilionários, atrás apenas dos Estados Unidos.

Internacional - Escola demite funcionária que trabalhava como atriz pornô

Após ser suspensa, a canadense Julie Gagnon, conhecida pelo nome de Samantha Ardente, foi demitida de uma escola no Canadá depois que um aluno descobriu que ela trabalhava secretamente como atriz pornô, segundo a imprensa canadense.

A vida dupla de Samantha veio à tona após o estudante pedir um autógrafo para a estrela pornô.

O adolescente tinha assistido a um de seus filmes adultos. A mulher teria pedido para o aluno manter em segredo sua atividade como atriz pornô.

Mas, em vez disso, o jovem empolgado contou a história para seus amigos, que acabaram informando o caso para a escola. Inicialmente, a direção da escola suspendeu a funcionária, já que ela havia se tornado uma celebridade entre os estudantes.

Ardente foi demitida da escola Etchemins, perto da cidade de Quebec, na semana passada. A atriz pornô chegou a entrar na Justiça para tentar reverter a decisão, mas, após fama mundial, fez um ensaio para a revista erótica Summum.

Opinião - Mulher : Desafios e Oportunidades

Liderança Feminina: Entre Desafios e Oportunidades


No atual cenário social, cultural e empresarial mundial, presenciamos uma ocupação cada vez maior e significativa da força e da liderança feminina, movimento de mudança irreversível, no qual homens e mulheres se encontram, a cada dia mais, caminhando juntos.

As mulheres passaram pela luta pela emancipação, defenderam a identidade feminina e continuaram no caminho de superação dos obstáculos culturais, típicos de uma sociedade machista, e ampliando os papeis femininos limitados e estereotipados.

A partir dos anos 70 elas assumiram cada vez mais espaço no mercado de trabalho, nos anos 90 fortaleceram esta presença e ocuparam cargos estratégicos de liderança, dividindo posições de comando com a liderança masculina. Mesmo assim, as mulheres ainda encontram muitos obstáculos na carreira.
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Existem fatores socioculturais, ligados à organização do mundo coorporativo que, tradicionalmente e por muitos séculos, foi masculina, e onde o papel da mulher na sociedade era limitado a cuidar da casa e da família, sem ajuda dos homens nos compromissos familiares.

Os modelos de atuação a disposição nas corporações, exemplos de referência para se inspirar, eram modelos quase que exclusivamente masculinos. De repente, a mulher tinha este padrão para seguir, e assumiu, em algumas circunstâncias, os comportamentos e os excessos dos exemplos disponíveis.

Existem também fatores internos a pessoa, ligados a como ela mesma enfrenta e supera os fatores socioculturais do passado, a como se valoriza e cria confiança nas próprias potencialidades e competências, e como transforma crenças e condicionamentos pessoais.

Além disso, existe um dos maiores desafios que a mulher enfrenta, atualmente: o dilema de como equilibrar a carreira, a família e os relacionamentos, a vida pessoal. Desafio cotidiano, como o malabarista que, com habilidade, joga bolinhas no ar e as pega de volta. Como pegar de volta as “bolinhas” do escritório, casa, marido, filhos, pais, amigos, cuidado consigo mesma, cobrança de dar conta de tudo, sem deixar cair nenhuma? O que fazer para manter tudo em equilíbrio?

Cada vez mais a mulher reconhece a importância do seu papel profissional e de manter a própria identidade, aprofundar o autoconhecimento e a inteligência emocional e ter claros os objetivos da sua carreira e prioridades pessoais, construindo as competências e a consciência das próprias potencialidades e habilidades, e se perguntando: que modelo feminino de referência serei para as novas gerações?

O dado de realidade é que as empresas necessitam, cada vez mais, do talento e da liderança feminina cujas características, como por exemplo, flexibilidade, adaptabilidade, inovação, imaginação, que até pouco tempo atrás eram consideradas pouco adequadas à gestão de uma empresa, começam a ser consideradas importantes para promover mudanças nas organizações, e para guiar os colaboradores nos novos desafios que os tempos atuais exigem.

As oportunidades femininas no mercado de trabalho crescem na mesma proporção que os desafios, e é de extrema importância que os obstáculos e os novos paradigmas sociais e culturais sejam não somente algo a ser superado pelas mulheres, mas que seja um ensinamento e um momento de crescimento para homens, mulheres, famílias e empresas.

Eduardo Shinyashiki é palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos. Colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver e A Vida é Um Milagre, Editora Gente, disponíveis em AudioLivro pela Editora Nossa Cultura. Para mais informações, acesse www.edushin.com.br

Eduardo Shinyashiki

Dica de Livro - Falar sobre Sexo

Livro ensina pais a falarem sobre sexo com adolescentes

Numa conversa descontraída e interativa, o educador, consultor e palestrante Marcos Ribeiro dá todas as dicas e informações para ajudar os pais a construírem uma relação mais próxima com seus filhos nessa que é uma das etapas mais importantes da vida.

Camisinha, gravidez, aids, masturbação, além de drogas e bullying... Não tem jeito: se os pais quiserem construir laços de respeito e confiança com seus filhos, e que eles cresçam bem informados e saudáveis, o diálogo ainda é a melhor solução. Mas será que os adultos sabem como falar sobre esses assuntos com naturalidade, levando em conta não apenas o que acham certo, mas também o que seus filhos esperam? Para ajudar nesse difícil momento, o educador Marcos Ribeiro dá todas as orientações em Conversando com seu filho adolescente sobre sexo (Editora Planeta / selo Academia, 176 páginas, R$ 19,90).

Professor, palestrante na área de educação sexual e coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro, Marcos Ribeiro aposta em uma regra básica para a educação sexual dos filhos: diálogo + respeito + confiança + limites na hora certa. Ele diz que a conversa sobre sexo deveria ocorrer desde a infância. Mas se não foi o que aconteceu, “antes tarde do que nunca”.

O ideal é aproveitar as situações do dia a dia, ao invés de entrar com tudo no assunto. Isso significa “um comentário em casa, o que você ouviu de um dos colegas dele, a notícia da TV, um tema abordado num dos programas para jovens e tantas outras oportunidades”. Para o autor, não deve haver a divisão pai-filho, mãe-filha.

“Tanto o garoto como a garota devem conversar com os dois” – respeitado-se, claro, o grau de intimidade maior com um ou com outro, o que é normal nas relações familiares. O livro aborda assuntos como o que é a adolescência, as mudanças que acontecem no corpo dos adolescentes durante essa fase, a diferença de tratamento dedicado ao filho e à filha, a descoberta da sexualidade e o começo dos relacionamentos. Marcos Ribeiro também mostra como tratar a questão da homossexulidade, da gravidez na adolescência e da prevenção à Aids, o que fazer quando um filho está usando drogas, como lidar com as várias faces da violência – física, moral, sexual, etc –, e com o bullying.

O prefácio da obra tem a assinatura de uma das maiores autoridades brasileiras no assunto, a ginecologista Albertina Duarte Teixeira, coordenadora do Programa de Adolescência da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

O autor

Professor e palestrante na área de educação sexual, Marcos Ribeiro é coordenador geral do Centro de Orientação e Educação Sexual (CORES), no Rio de Janeiro. É também consultor de várias instituições públicas e privadas, como Fundação Roberto Marinho, Canal Futura e ministérios da Educação e da Saúde. É o único autor brasileiro da área de sexualidade premiado pela Academia Brasileira de Letras.

Pela Editora Planeta, Ribeiro já lançou Conversando com seu filho sobre sexo.

Para refletir ...Somos dia enquanto dure!!!

Renato Jaguarão
Fonte:Jornal mundo jovem

Tem coisas nessa vida que realmente nos surpreende afinal cada dia é bem diferente do outro, aquele outro que passou por nossa vida, há pouco tempo atrás, ali naquela esquina, naquela rua. Ah! Os nossos dias... Alguns são inesquecíveis, guardamos data, hora, minuto, local, faces, olhares, outros sequer lembramos.

Sem falar aqueles que por vontade própria, damos um jeitinho de apagar da memória, sem cerimônia alguma, apagamos com tamanho querer, que realmente juramos nunca terem existido, nós, seres humanos, quando queremos muito, temos uma força de convencimento inacreditável.

Um dia desses, movido pela magia transcendente e pelos passos que damos em milhões de direções, resolvi escrever um livro, desses que contamos a nossa vida, cada detalhe, forçando o pensamento para lembrar-se de tudo, escrevendo capítulo por capítulo, pacienciosamente, revivendo o passado, ou grande parte do passado. Recordar é viver disse um dia o poeta. Será?
Nas lembranças buscamos os momentos mais poéticos, mais românticos, e como tempero, os mais dramáticos, são esses tópicos da vida que marcam e nos acompanham por anos, estampados em nosso rosto, em nossa transformação inevitável.

Vivendo, me entregando, varrendo madrugadas, em poucos meses eu havia escrito algumas dezenas de páginas, narrando os mínimos detalhes, cada passagem, cada cenário, cada coadjuvante, cada sentimento fragmentados em minha consciência.

Depois de ter esgotado todas as minhas lembranças, que surgiam como lampejos imersos em emoções, resolvi dar uma olhada na obra que espelhava o meu ser, parágrafo por parágrafo minuciosamente, como quem examina um pergaminho.

Notei que algo estranho me possuía na medida em que eu ia lendo cada capítulo, algo que ia me causando estranheza, impaciência e acima de tudo frustração, afinal ali estava a minha vida, ou será que não? Ela deveria fazer parte de cada escrita, cada letra.

Mas na verdade eu desconhecia aquele personagem, as ações, as angústias, as decisões. Por que disse sim, quando deveria dizer não, por que calou quando gritar seria o certo, porque se entregou quando deveria ter fugido, por que renunciou se o sensato seria se dar por inteiro, por que votou naquele candidato? rssss...

Assim são os momentos da nossa vida, os nossos dias, tão diferentes que ficamos irreconhecíveis, até mesmo quando narramos nós mesmos. O que fomos ontem não somos hoje, os valores são infinitamente diferentes.

E o grande amor, aquele! Não nos causa nem mais prazer, as lágrimas derramadas se tornam dignas de risos. Quantos já não fingiram não conhecer a antiga paixão? Colírio dos nossos olhos, um dia, hoje sem beleza, sem sex appeal... Quem ao ver de longe, já não trocou de calçada? Quando estava prestes a consumar o até então, desejado re-encontro casual...

Lembram os segredos apavorantes, guardados a sete chaves? Tornam-se piadas, bobagens sem nenhum fundamento. O primeiro beijo? Deus nos livre se alguém soubesse... Hoje, contamos sem cerimônia alguma, nas rodas de choppinho dos happy hours diários...

E os caminhos? Aqueles que decidimos em determinados momentos, ah... Quanta idiotice, burrice, mas necessários, diria um analista, aqueles de plantão que vive em nossa volta, pronto para entender e nos mostrar a saída certa pra tudo “Amigos”... Eles estão em todos os nossos dias, alguns descobrimos que se quer foram um dia, mas outros julgamos eternos.

Escolhas, amigos, amores, idiotices, fizeram parte da caminhada para chegarmos ao dia de hoje.

Mas a pergunta mais intrigante é saber onde estão aqueles dias que não lembramos? Tamanha a insignificância dos mesmos, porém às vezes, melhores e marcantes para os que viveram o mesmo dia desprezível, ao nosso lado. É bom dizer que existem “loucos” pra tudo... Eles devem lembrá-los.

Hoje, muitos temos um grande amor, alguém que nos dá prazer, um objetivo, algo para escrever, momentos pra sorrir e pra chorar, temos amigos, analistas.

Amanhã... Esse dia será apenas lembrança ou sequer lembraremos, será inesquecível ou insignificante.

E onde ficam os amores, os objetivos, as lágrimas e os sorrisos?
Talvez fiquem nas páginas de um livro de sua autoria ou nas lembranças de centenas, milhares de pessoas que de alguma forma passam por nossa vida.
Mas nem tudo está perdido, temos o dia de hoje, temos um grande amor, ou estamos buscando um, temos motivos para sentir cada minuto, temos metas, o futuro, e ele nós fizemos.

Que importa o dia de amanhã? Quem somos na cadeia alimentar? A final não somos eternos, mas somos dia enquanto dure...

Entrevista - Mudar as relações

Temos que mudar nossas relações

Jornal Mundo Jovem

Talvez hoje seja mais difícil nos relacionarmos. Não é fácil lidar com o comportamento de as pessoas se enxergarem simplesmente como consumidoras, esperando do outro um comportamento igual.
As relações vão se procedendo de relações de consumo, mas são relações entre pessoas, não entre coisas. Que consequências isso traz? Falamos sobre essa questão com Bianca Sordi Stock.

Bianca Sordi Stock,psicóloga clínica, do mestrado em Psicologia Social da UFRGS, tutora de Saúde Indígena e professora na Unisinos, RS.
Endereço eletrônico: biancastock@gmail.com

Mundo Jovem: Por que as pessoas têm preocupação com a questão das relações humanas?

Bianca Sordi Stock: O que chama a atenção, e que encontro muito no consultório, é a dificuldade de lidarmos com a parcialidade. A lógica do mercado é essa: esperarmos do objeto que se cumpra uma satisfação total, que ele satisfaça um todo, de tudo aquilo que o nosso desejo está pedindo e que falta. Então, comprando o objeto, esperamos que ele nos sacie. Quando ele não é mais suficiente, trocamos. Repetimos isso no cotidiano: esperamos do outro que ele seja total, que ele satisfaça todas as nossas expectativas. E quando isso não ocorre, é uma frustração imensa.

Há uma dificuldade de lidar com a parcialidade, admitir que é falho, que é pequeno, que não nos preenche por completo. Mas temos essa expectativa. E também nos sentimos no compromisso de fazer o outro feliz em sua totalidade. Por isso a relação fica complicada, de submissão ou de uma autoridade excessiva. O amigo tem que ser o amigo perfeito, o namorado tem que ser perfeito e tem que realizar todos os desejos. Isso gera outra coisa, que também é do mercado: a competição.

Mundo Jovem: Então isso dificulta as relações humanas, hoje?

Bianca Sordi Stock: É o que constato. Se temos que ser um objeto total, cumprir com todas as expectativas, isso é da ordem do impossível. E quando não conseguimos, a frustração é muito grande. Uma das saídas é o isolamento. Como eu não consigo ser esse objeto total, prefiro me isolar.

Conviver é difícil, é lidar com os conflitos, lidar com a parcialidade mesmo. Por isso precisamos encontrar dispositivos de convivência, temos que fortalecer esses dispositivos. E talvez o Mundo Jovem possa ser um desses dispositivos, de colocar as questões na roda, de promover espaços de convivência e lidar com os conflitos. Aí conseguimos ser um pouco mais espontâneos, mais presentes e mais verdadeiros nas relações.

O grande desafio é fortalecer os espaços de convivência, onde se criem oportunidades para esta outra aprendizagem, que não é só cognitiva, mas que é a aprendizagem dos afetos. Os espaços de convivência estão cada vez mais empobrecidos. Temos que questionar se os espaços de convivência existentes são realmente de convivência.

Mundo Jovem: Onde o adolescente e o jovem aprendem a se relacionar?

Bianca Sordi Stock: É legal aprender desde pequeno. No espaço da família, a criança vai aprender que a mãe é suficientemente boa, mas também falha. E ela só é boa porque falha, porque ela não é perfeita, não é total. Ela apresenta essa parcialidade. Assim também se dá para a criança a possibilidade de ela ser parcial. Ela não precisa ser perfeita e corresponder a todo um ideal que a família tinha. Esse seria um ambiente legal, saudável, com um crescimento emocional que vai percebendo suas limitações. A criança pode se deparar com todas as limitações do ambiente, que vai apresentar desamparos, que não vai ser totalmente acolhedor.

E na escola também deveria ser assim. Mas nessa lógica de consumo, de competição, a escola tem que ser total. Mesmo na educação infantil até que a criança vai crescendo e durante todo o percurso escolar, o grupo de amigos tem que ser um grupo de amigos total. Temos que mudar essa lógica e criar a possibilidade de exigirmos um pouco menos, ter um espaço de menos exigência de perfeccionismo.

Se entramos na lógica de ser um objeto de desejo que nunca vai mostrar as falhas (típico das propagandas), também vamos ensinar aos jovens que eles têm que esperar isso das suas relações. E que o amigo, o pai, a mãe, a escola, a universidade, enfim, que todos os espaços têm que ser o objeto da propaganda, aquele que depois de um tempo não vai apresentar um defeito.

Mundo Jovem: Que espaços de convivência os jovens podem criar?

Bianca Sordi Stock: É uma interação de vários lugares. Está dado que a internet, os meios virtuais são uma realidade. A gente tem que dar um basta de demonizar isso e de achar que é por aí que os jovens estão se perdendo. Temos que olhar para isso de outro jeito. Acompanhando as experiências virtuais junto aos jovens, vê-se que ali pode ser um lugar, pelo anonimato muitas vezes, de colocar a parcialidade mesmo, ou de mostrar toda a potencialidade que ele tem, não tendo que corresponder a essa identidade dada. Talvez no meio virtual eu possa ter a liberdade de ser muitas coisas.

É importante não pensar só os meios onde a gurizada convive e que talvez possam estimular a drogadição ou comportamentos promíscuos, ou de não cuidado, ou encontros tristes. Precisamos nos perguntar sobre o que se passa. Um jovem que vai fazer uso de algum tipo de droga de maneira abusiva busca sempre nessa substância uma satisfação total. Talvez repensarmos o jeito que estamos lidando com as relações, fazendo acontecer as novas relações, seja mais importante do que tolher ou cercear esses ambientes.

Se esperarmos do outro uma satisfação total, vamos esperar também de uma substância uma satisfação total. Vivemos numa sociedade de comportamento de “adição”, onde quero sempre mais e nada é suficiente. Tenho que consumir mais roupas, consumir mais eletrônicos, consumir mais do outro, porque não consigo viver a experiência do desamparo. Não consigo viver a experiência de que estar no mundo passa a ser um negócio muito complicado e que temos que aprender a viver um pouco a solidão também.

Mundo Jovem: A falta de referências de espaços coletivos pode ser responsável pela situação de dificuldade nas relações?

Bianca Sordi Stock: Com certeza. E acho que esses ambientes de convivência dão a oportunidade de se viver algo que hoje está se perdendo, que são os acontecimentos com início, meio e fim, dentro do nosso tempo. E essa experiência dos acontecimentos totais é muito interessante para pensarmos até nas relações amorosas, para podermos conhecer, experimentar, nos colocarmos para o outro, tentarmos criar uma ficção para a conquista; mas tem um tempo em que saímos disso e vamos mostrando o quanto não podemos algumas coisas, e que o outro também tem várias coisas que não consegue, e viver isso. Se terminar, terminou, conseguir colocar um ponto final. Essa deveria ser a tônica tanto na experiência amorosa como em qualquer outra: de cognição, de aprendizagem.

Mundo Jovem: Os preconceitos e as intolerâncias entre grupos sociais também atrapalham as relações humanas?

Bianca Sordi Stock: Os conflitos étnicos estão batendo em nossa porta cada vez mais e vamos ter que nos deparar com isso. O silenciamento de todos em relação a uma educação que marca os saberes, os nossos fazeres também na prática profissional, o silenciamento quanto à alteridade, de não perceber a multiplicidade que é esse país... E aí vemos até quem trabalha numa outra perspectiva de inclusão social, que imagina outra sociedade possível, também muitas vezes foi conivente com esse silenciamento. E agora temos que olhar para isso. E aí essa angústia de não poder se refazer na multiplicidade, de não poder se refazer com aquilo tudo que podemos ser. Talvez então possamos pensar nessas lógicas do contemporâneo: “ou eu sou isso, ou eu sou aquilo”, ou sou homofóbico ou sou homossexual. Essa lógica vai pautando todo tempo as nossas relações. Como é que podemos pensar num outro jeito? Pensar “e isso, e aquilo...”

Mundo Jovem: E como se aprende isso?

Bianca Sordi Stock: Para trabalhar numa perspectiva de um outro jeito de se relacionar, não basta ir só pela via da cognição, no sentido de ensinar o outro a se relacionar. Isso é onipotência. Temos que ir pela via da experiência.

É na relação que se fazem as transformações. Talvez tenhamos que sublinhar isso. Se tivermos uma expectativa com um outro jeito de nos relacionarmos - e fizermos isso de maneira que não gere tanto sofrimento - que seja para criar ambientes de experiência em todos os lugares em que a juventude passe, e que as experiências não sejam só uma passagem vivida superficialmente, que criem sentido mesmo.

Ensaiar o relacionamento na escola

Penso que as relações humanas dentro da escola começam com um desafio para o educador. Talvez ele tenha que pensar primeiro em si próprio, se ele não está exigindo dos jovens esse comportamento de consumidor, se ele não está exigindo um aluno produto, a ser bem vendido para a coordenação, para os pais.

O educador tem que começar daí e horizontalizar as relações: colocar o jovem não só como alguém que tem que aprender, mas colocar os adultos que fazem esse acompanhamento, nessa fase em que o jovem precisa de cuidado e acolhimento, para se colocar a aprender junto, a se relacionar de outro jeito. Isso significa exercitar a escuta; escutar de fato o que o outro diz e não ficar mergulhado num narcisismo do “só o que eu penso está certo”. Exercitar espaços onde o jovem pode de fato falar, onde ele vai ser escutado, pois a escuta possibilita entrar no universo do outro.

Não dá para colocar o conflito debaixo do pano. Ele deve ser trazido como um conteúdo escolar, para além da disciplina que o professor está ministrando. Por exemplo: como transformar num acontecimento total uma agressão entre dois alunos? Como superar a própria onipotência, parar a aula e fazer dali um espaço de aprendizagem de afetos? Não posso exigir do aluno que ele tenha outro tipo de comportamento, que repense suas relações, se dentro da sala de aula não vai ter espaço para isso. E aí é uma questão de mudar um pouco a dinâmica escolar, repensar isso com um grupo de professores, com toda a comunidade escolar, de que a educação deve ter um outro tempo, porque hoje se exige um tempo para se relacionar.

Mas não se pode esquecer que a escola é uma instituição. Hoje, as instituições estão aí para civilizar a gente. A escola tem que se colocar neste lugar também. Não é a questão só de punir ou não punir o aluno, mas como conseguir criar dentro da escola esse ambiente de civilização. Pode haver uma assembleia de pais, um espaço para os pais participarem da construção das regras da escola, mas no momento de exercer uma autoridade, que não é autoritarismo, fazer valer as regras que existem dentro daquele espaço de convivência. Não seria positivo correr o risco de deixar alguns pais subverterem esse lugar ou desautorizar a fala do professor.

As regras podem ser construídas coletivamente e de maneira clara, e dentro de um processo. E daí todos se comprometem com elas, inclusive os alunos. Na escola Santa Inês, em Porto Alegre, num processo de dois anos, foi feita a construção das regras e dos princípios de convivência na escola. É impressionante o quanto isso, de fato, pega entre os alunos. Por exemplo: a escola fez uma gincana do Ensino Médio. Cada turma representava um país. Eles tinham que convidar uma turma de primeira a quarta série do Fundamental para fazer a dança do país. E eles tiveram que dançar juntos, grandes e pequenos. Com isso criouse a oportunidade de se conhecerem e se reconhecerem no outro, apesar da diferença de tamanho. E isso foi muito positivo.

Conhecimento - Desenvolvimento Infantil

Apoio Familiar é Essencial no Desenvolvimento Infantil

Presidente do Lar Escola Cairbar Schutel (LECS) fala sobre a influência da família durante a formação infantil. Para Monain Nogueira, a família é o lugar onde a criança aprende a controlar suas emoções, se expressar, interagir e adotar padrões de comportamento convenientes com seu tempo e espaço.

Quando uma criança nasce tudo para ela é estranho. Sair do útero da mãe significa entrar em contato com o desconhecido e, neste momento, o receio e a insegurança costumam ser marcas fortes no pequeno. Mas eis que neste mundo tão estranho e selvagem, inclusive, há um porto seguro, um lugar que a criança reconhece como seu, se sente protegida e amparada: a família.

Estar na presença dos pais, em casa, junto de seus pertences pessoais já conhecidos. Para a presidente do Lar Escola Cairbar Schutel (LECS) Monain Nogueira, “são estes alguns dos elementos que garantem segurança para a criança nos seus primeiro estágios de desenvolvimento, quando ela está começando a dar os primeiros passos”.

Monain diz que, no entanto, existem muitos casos em que a família não consegue ter meios para criar os filhos adequadamente. “As péssimas condições financeiras, assim como os vícios em bebidas e drogas não impedem os casais de terem seus filhos (e nem deveriam mesmo), mas retiram das crianças a possibilidade de ter uma fonte de proteção, conduzindo-as à situação de risco social”, explica.

Entenda-se o termo “situação de risco social” quando o desenvolvimento da criança não ocorre de forma compatível com aquilo que é esperado para sua idade. Monain esclarece: “uma vez neste estado, a criança corre o risco de ficar exposta aos problemas sociais que já são bem conhecidos pela nossa população como a violência, a exploração sexual e do trabalho infantil e o acesso às drogas”.

É diante deste contexto que entidades do terceiro setor, como o Lar Escola Cairbar Schutel, atuam para abrigar crianças sob situação de risco social e também para lhes garantir assistência a fim de que ela tenham uma boa formação. Ao todo, são 60 meninos e meninas atendidos pelo LECS, entre 0 e 17 anos.

Ao falar sobre o atendimento aos abrigados, a presidente da entidade cita a importância em proporcionar uma assistência voltada para o núcleo familiar. “O tratamento feito pelas instituições com as crianças deve ser sempre o mais próximo possível ao de uma família padrão. Isso para que ela não se sinta excluída das demais que possuem uma boa estrutura familiar e que, portanto, sempre viveram com este acolhimento”, explica.

Mesmo com assistência mais próxima de uma família padrão possível, cabe ressaltar que as entidades que abrigam crianças jamais podem substituir o vínculo familiar. Pois é ela, a família, um fator intrínseco ao desenvolvimento pessoal e social da criança. É o lugar onde o pequeno aprende a controlar suas emoções, a reagir, se expressar, interagir e adotar padrões de comportamento convenientes com seu tempo e lugar.

"No Lar Escola, a criança consegue obter o vínculo material. É onde ela tem acesso à educação, à alimentação e faz amigos, mas a relação familiar, afetiva e emocional só pode ser obtida junto de seus pais, biológicos ou substitutos, quando são adotadas por meio de regulares processos judiciais", afirma Monain. A curto prazo, os problemas de socialização e exclusão podem ser marcantes caso a criança não tenha este porto seguro que é a família. Já a longo prazo, o problema se reflete na vida adulta.

O efeito da carência do vínculo familiar faz com que algumas das crianças, uma vez adultas, lutem por aquilo que não tiveram durante a infância. "Outras têm muita dificuldade para se adaptarem no mundo a fora, sendo-lhes difícil a inserção no mercado de trabalho e na dedicação aos estudos”.

Para a dirigente do LECS, “a função da família é tão importante que, ao atribuir assistência aos abrigados, as instituições exercem também um papel ativo no acompanhamento dos familiares das crianças para que, ao deixarem o abrigo, elas voltem ao lar de origem com todas as condições necessárias para encararem os desafios da vida”. Caso não seja possível são disponibilizadas para adoção para que possam desenvolver em um ambiente seguro e acolhedor.

Por último, consideramos o atual contexto nacional. Com a crescente desigualdade social e com a concentração de renda nas mãos de poucos, muitas famílias de baixa renda têm dificuldades na criação dos seus filhos e acabam entrando em crise. “O resultado disso é a desestruturação familiar e, no caso das crianças, estas podem partir para a marginalidade ou se sentirem excluídas socialmente. De uma forma ou de outra, os reflexos serão nítidos na vida adulta se estas crianças não forem amparadas desde a sua infância”, finaliza a dirigente do Lar Escola.

Conhecimento -Adolescente

Como lidar com filhos adolescentes?


Estamos vivendo uma época em que há uma transitoriedade em vários aspectos da nossa sociedade, o que proporciona um clima de impermanência e incerteza, que afeta a nossa vida em todos os sentidos, especialmente no convívio familiar. Educar adolescentes é uma tarefa desafiadora, questionadora, emocionante e de grande aprendizado tanto para os pais como para os filhos.

Os adolescentes querem emoção, vibração, privacidade, independência, ou seja, os privilégios do adulto, sem que deem provas de já terem competência e maturidade para merecê-las. Mas, no fundo do coração, os jovens querem amor, respeito e aceitação por parte dos familiares.
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A maioria dos pais acredita que educar um adolescente é um processo cansativo, assustador. Quantas vezes não escutamos comentários do tipo “Por que os adolescentes não vêm com um manual de operação?” ou “Desisto! Nada funciona com ele!", etc