quinta-feira, 17 de maio de 2012
É tempo de resgatar a cultura afro-brasileira
entrevista com Isabel Aparecida dos Santos Mayeri, publicada na edição nº 422, novembro de 2011.
Isabel Aparecida dos Santos Mayer,Especialista em Pedagogia Social pela Universidade Salesiana de Roma. Atua no Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), onde realiza formações para educadores.belsantos@uol.com.br
A chegada dos negros ao Brasil deu-se no cenário cruel da escravidão.
Mesmo assim, podemos dizer que a presença negra trouxe cor e alegria para a cultura brasileira. Nos últimos anos, através da ação do movimento negro e de conquistas na legislação, verificamos cada vez mais uma presença positiva dessa cultura no Brasil. É o que nos conta Isabel Aparecida dos Santos Mayer, Bel Santos, especialista em Pedagogia Social pela Universidade Salesiana de Roma. Ela atua no Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário (Ibeac), onde realiza formações para educadores incluírem na educação a história e a cultura da África e dos afro-brasileiros, conforme a Lei 10.639/03.
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Como se constitui a cultura africana no Brasil?
Teve um início muito cruel e dolorido, pelo sequestro de pessoas de outro continente, no modelo que foi a colonização. E, ao trazê-las para o nosso país, tentar o aculturamento, rebatizar, colocar novos nomes, tirar suas referências, impor outra religião, outra língua... Essa presença africana no Brasil teve que, de fato, ocupar os porões. A sala de visita ficou reservada para outra cultura. A cultura africana foi, então, encontrando brechas nas religiões, e aí a oralidade foi um elemento essencial para a sua permanência. O pouco também que conhecemos de pinturas feitas por africanos é um jeito de resistir, até na estética, no jeito de arrumar os cabelos, nos novos arranjos familiares, na dança, na musicalidade. Foi uma cultura que ficou muito marginalizada, ao ponto de a capoeira e os agrupamentos negros na rua serem criminalizados após a escravidão. Então, para essa cultura se sustentar, não foi nada suave.
Há alguma característica genuína da cultura africana?
Com esta pergunta me lembro de um amigo do Zaire. Como ele não tinha religião, dizia que ficava irritado quando citavam a espiritualidade como característica africana. Então, é sempre um perigo quando se fala das características genuinamente africanas, porque existe a questão de como é que os africanos se olham. Mas para nós, no Brasil, a referência tem sido de considerar uma cosmovisão africana que traz elementos que nos diferenciam dos outros referenciais, como os europeus. Alguns autores usam esse referencial até para explicar por que em algumas situações foi "possível" a escravização de homens e de mulheres.
Mesmo assim a cultura africana se mantém viva no Brasil?
Há aquela situação de tentar jogá-la num lugar exótico. Tem um segmento interessado em conhecer essa cultura, em fazer museus vivos, onde a cultura, a história e a presença atual dos negros esteja dentro dos espaços. Mas, por outro lado, há sempre uma tentativa de guetizar, de deixar no exótico, "olha como são estranhos!". Hoje a gente vê algumas ações que levam o jogo da capoeira para as aulas de Educação Física. Então essa intersecção é importante, quando você traz outros jeitos de ter desenvolvimento físico através do resgate de elementos de uma cultura excluída.
A regularização dos territórios quilombolas auxilia a manutenção da cultura negra?
A titulação e o reconhecimento das comunidades quilombolas foi importante porque puxou o fio da nossa história, assim como a questão da Amazônia despertou para a presença do índio. Em nível nacional, há uma compreensão de que os índios ainda existem. Com relação aos descendentes quilombolas, essa compreensão não existia antes dessa discussão que culminou com a Constituição de 1988. Visitei quilombolas no estado da Paraíba, e lá existem comunidades que têm uma história de pertencimento a grupos familiares, uma história do desenvolvimento agrícola, mas elas desconhecem a sua história de quilombolas. Elas estão no processo para serem reconhecidas, mas as famílias não têm essa compreensão. Até porque nas escolas, nesses lugares, a cultura negra e os heróis negros são invisíveis. Dentro das próprias comunidades quilombolas há um apagamento das suas histórias. Se formos olhar os programas federais desenvolvidos tanto pela Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Sepir), quanto pela Fundação Palmares, há várias ações voltadas exatamente para esse resgate da cultura quilombola. É uma oportunidade que não se pode perder.
Qual a contribuição da miscigenação para a cultura brasileira?
A questão da miscigenação também foi um processo muito dolorido em nosso país. Ela aconteceu em algumas situações de estupro, de abuso sobre o corpo, tornando-se uma mistura forçada, feita com dor. Mas depois é possível traduzir isso de uma forma muito boa. Então o que o país está fazendo hoje, com um marco legal, criando leis que obrigam a trazer essa presença africana para os currículos, para a mídia, para as várias produções é garantir que essa miscigenação não seja o que foi ao longo da história. Dom Pedro Casaldáliga dizia que "na história da América Latina, muitas vezes se teve um pai branco, uma mãe negra ou indígena". E daí ele perguntava: "Optar pelo pai ou pela mãe"? É que a história optou pelo pai e esqueceu que a mãe existia. Então essa mistura é a nossa oportunidade de trazer o pai, a mãe, os filhos, os irmãos e perceber que a nossa história é de muitos povos e de muitas histórias que começam até antes da presença negra no Brasil.
O resgate da cultura africana também se dá na música, na literatura, na moda?
Quando eu era adolescente, nos meios de comunicação de massa, não tinha nenhum referencial estético negro, não existia nada. O único jeito de usar o cabelo era um jeito padronizado que trazia a ideia de cabelo liso como sinônimo de cabelo bonito, o chamado "cabelo bom". Quem não nascia com o cabelo liso tinha que fazer o cabelo ser "bom". Mas hoje existem revistas, como Raça, que foi muito criticada porque poderia promover o racismo no nosso país; ao contrário, ela trouxe para o cenário uma nova estética de cabelo, novas cores para a moda. Ela foi ao mesmo tempo resgatando e inaugurando outro olhar. A revista Estilo também traz sempre uma página "étnica", mas aí entra a coisa do lugar do exótico: étnico é o outro, e os brancos, são o quê?
É importante termos políticas públicas para a superação do racismo e do preconceito?
O marco legal é muito importante por esta obrigatoriedade que traz de travar debates, de se começar a produzir materiais, mesmo que a lei seja insuficiente para provocar mudanças. Parafraseando Martin Luther King: "A lei pode proibir que o outro me mate, mas não pode obrigá-lo a me amar". As mudanças das relações precisam de outro suporte, e a lei faz com que se criem políticas de ações afirmativas. Você pode ter ações, provocações e resistências individuais: um indivíduo com uma camiseta de 100% negro, com seu black power, sua trança... Mas como você rompe com o racismo institucional? Como você, dentro da instituição pública, quebra com a postura naturalmente racista de não ter recurso para atividades culturais que tragam a referência africana, de não ter recursos para escolas de qualidade nas comunidades quilombolas? Se há desigualdade, e queremos acabar com ela, tratemos os desiguais de jeitos diferentes, porque se continuarmos tratando os desiguais de forma igual, vamos perpetuar as desigualdades.
Você tem observado alguma iniciativa interessante na aplicação da Lei 10.639/03?
Em Guarulhos, SP, por exemplo, tem sido destaque a implementação da Lei 10.639/03, a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na Educação Básica. Eles perceberam que não pode ser uma iniciativa somente do educador. O município investiu em cursos, como um de "metodologias de enfrentamento do racismo e de promoção da igualdade racial", que discute as práticas, desde as situações que acontecem na sala de aula, para você pensar: como é que alguém vai colocar isso no currículo sem ter conhecimento da história africana ou afro-brasileira? Então se trata de ter um professor que, além de desenvolver atividades na Semana da Consciência Negra, vai pensar uma forma de trazer o referencial africano para a Geografia, a História, a Literatura etc. Esses educadores produzem artigos que são publicados na revista Ashanti, que é distribuída para toda a Rede Municipal. O município tem ainda o Prêmio Akoni de promoção da igualdade racial, que é para fotografia, ilustração em quadrinhos e slogans São os alunos construindo campanhas de promoção da igualdade racial. Existem outras experiências: capacitação de educadores, educação a distância (UERJ), na comunicação (Canal Futura)... Então, estou bem otimista porque vejo mais avanços do que retrocessos com a regulamentação dessa Lei. Mas o professor precisa ir atrás dos materiais e compartilhar experiências entre educadores.
Como lidar com alunos que demonstram desinteresse pelos assuntos relacionados à cultura africana?
O jeito de lidar tem que ser o de não trazer a presença africana só no currículo na disciplina de História. Isso tem que estar nos painéis dentro da escola. Os caminhos são esses: colocar mais melanina, mais pigmentação no currículo como um todo, na estética da escola e trazer para o currículo a diversidade do povo brasileiro. A Alemanha, por exemplo, tem uma estratégia curricular: recontar a história para não esquecer e para não repetir os erros. As crianças estudam a Segunda Guerra, o Holocausto, visitam campos de concentração. Deveríamos, no Brasil, ter um museu que recontasse o que foi a escravidão e destacasse a presença negra no país. No entanto a nossa metodologia aqui tem sido a do "abafa o caso" e parar de falar para ver se esquece.
Por que dizer 100% negro?
Muitos perguntam se isso também não é racismo. Mas se pararmos na frente das lojas, das bancas de jornais, elas já eram 100% brancas. Então quando as organizações começaram a dizer 100% negro era exatamente para provocar esse debate, mostrar que vivíamos numa sociedade que se sentia 100% branca, mesmo sem estar escrito numa camiseta: todos os manequins brancos, todas as capas de revistas com pessoas brancas. Na verdade não somos 50% um e 50% outro, somos um monte de coisas.
Mas é importante trabalhar com esse desafio da diversidade, da humanidade e da identidade, que estão o tempo todo juntas. A minha humanidade garante que sou igual a todos; a diversidade, que sou igual a alguns e diferente de outros; e a identidade, que sou diferente de todo mundo. Então você não consegue pegar um grupo e dizer que é 100% alguma coisa. Mas quando optamos por destacar uma diversidade de algum grupo, é exatamente para quebrar a hegemonia que finge e inviabiliza essa diversidade. Seria, por exemplo, como discutir o “dia do homem”, porque existe o dia da mulher. Porque vivemos num país que ainda é machista, é importante que haja um dia para discutir a identidade da mulher. A mesma coisa quando foi se discutir o 20 de novembro (Dia da Consciência Negra), pois temos um povo que adora feriado, e pela primeira vez vimos as pessoas reclamando de um feriado, por achar injusto ter um dia para discutir a questão racial. Nesse sentido, acho válido o debate que a camiseta provoca, de ter um grupo que não ac ita a sociedade 100% branca e quer trazer a sua identidade.
O meio ambiente no interior da escola.
Sérgio José Both
O primeiro passo para trabalhar bem a educação ambiental é criar na escola um ambiente capaz de envolver todos os professores e também a comunidade. O meio ambiente vai além das dimensões biofísicas, como vegetação, recursos hídricos, fauna, solos, atmosfera... Envolve as configurações dos conhecimentos, das técnicas, das estruturas e das relações sociais.
A educação é um ato político e que, para ser identificada como um ato educativo na perspectiva ambiental, necessita mais de uma mudança qualitativa da escola do que de informações eficientes. Isto será possível com uma maior ênfase nos aspectos éticos e políticos da questão ambiental.
O planejamento do trabalho de desenvolvimento dos profissionais da educação no interior da escola pressupõe uma reflexão e uma discussão coletiva da escola - em particular, suas condições objetivas, considerando dois eixos de análise: a história da própria escola e os reflexos da história e do atual contexto educacional e social brasileiro sobre o cotidiano escolar.
O projeto de escola
A partir de uma análise assim realizada, é possível que, com mais segurança, os profissionais da escola, de comum acordo, estabeleçam as estratégias mais valiosas e viáveis que possam trilhar na busca de seu próprio desenvolvimento e do desenvolvimento do processo educativo de que participam.
Pensar o trabalho de desenvolvimento do pessoal da escola é, em primeiro lugar, diagnosticar as condições objetivas de cada escola e situá-la no contexto do movimento educacional e social mais amplo pelo qual passa a sociedade.
Confrontar os determinantes sociais gerais com os locais, procurando equacionar os pontos de estrangulamento, é a melhor forma de se iniciar o trabalho na escola. Todo diagnóstico deve ter como referência um padrão a se alcançar, um parâmetro em função do qual a análise será feita. É aqui que se apresenta como fundamental que os agentes pedagógicos explicitem seu projeto de escola.
O meio ambiente no interior da escola tem por finalidade auxiliar na formação e na qualificação dos alunos e professores, com base nos princípios e na metodologia que envolve a comunidade. Este auxílio na qualificação visa também a promover um maior conhecimento sobre novos processos de preservação e conservação, adequação às formas de regulamentação, bem como criar condições que facilitem a difusão da informação científica.
O processo
Para obter um meio ambiente no interior da escola deve-se:
• Promover uma conscientização de todos os atores da escola;
• Elaborar metas e missões a serem atingidos;
• Conservar o ambiente da escola em constante organização;
• Criar uma cultura ambiental dos professores e alunos em relação à preservação;
• Limpar e retirar tudo que impede a promover a questão ambiental;
• Organizar ações de limpeza e conservação com os alunos todos os dias;
• Plantar árvores, flores e grama nos espaços da escola;
• Orientar os alunos para a reprodução das ações ambientais em suas casas;
• Plantar, com os alunos, árvores e flores, dialogando sobre o cuidado para com cada planta.
• Elaborar textos e trabalhos em sala de aula sobre as atividades realizadas no pátio;
• Reciclar e reutilizar os lixos da escola;
• Criar caixas para guardar o lixo reciclado;
• Trabalhar em sala de aula, a questão ambiental junto com os aspectos sociais, como saúde e qualidade de vida.
O meio ambiente, compreendido como construção contínua, no interior da escola proporciona:
• Um ambiente sadio onde professores e alunos se sentem naturais;
• Um espaço de leitura e de estudo harmônico;
• Árvores bem preservadas ajudam e melhoram o bem-estar do ser humano;
• A descoberta de que a educação ambiental ajuda a compreender como se constrói o pensamento.
Em suma, educação ambiental para o desenvolvimento sustentável é uma vida ampla e longa que sustente com inteligência cada desafio individual, das instituições e das sociedades que visualizem o amanhã com uma diferença que pertença a todos nós, ou não pertença a ninguém.
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Sérgio José Both Professor de História no Ensino Fundamental e de Metodologia Científica na União das Faculdades Integradas de Tangará da Serra, MT.both@vsp.com.br
Artigo publicado na edição nº 393, jornal Mundo Jovem, fevereiro de 2009, página 16.
Questões para Debate
1 - O que já existe em sua escola e o que ainda falta para implantar uma efetiva educação ambiental?
2 - Em que medida a educação ambiental interfere em todo processo educacional da escola?
3 - Qual é a importância do trabalho ambiental da escola para a sociedade e para o futuro?
4 - Que tal organizar um mutirão de educação ambiental na escola onde seria possível envolver alunos, professores e pais em ações de limpeza, plantio de árvores e plantas, organização dos jardins, pinturas de muros, espaços para separação de lixo?
Namoro, compromisso de quem? De quê?
Maria do Horto Palma Moraes
Fala-se tão pouco em namoro nos dias de hoje! Por outro lado, é um desejo de todos os jovens ter um namorado ou namorada. Ninguém quer ficar sozinho. O que mais se ouve falar é em “ficar”. Essa relação não traz nenhum suporte para o conhecimento mútuo e muito menos para um “vínculo afetivo”.
Somos seres humanos, necessitamos de vínculos afetivos. Vínculo com a mãe, com o pai, irmãos, irmãs, amigos e principalmente com um parceiro ou parceira. É sofrido viver sozinho neste mundo. Diria que quase impossível!
Para sermos aceitos pelo mundo, precisamos ser aceitos por alguém. E quando adultos, precisamos ser aceitos por “alguém em especial”. Não somos ninguém sem “um alguém”. Sempre foi assim. A forma de buscar esse alguém mudou de uns tempos para cá: primeiro “ficar”, depois namorar.
Se por um lado “ficar” faz parte da liberdade de relacionamento do jovem de hoje, por outro, se não houver expectativa e fantasias exageradas, pode ser o primeiro passo do namoro.Namoro, no entanto, é compromisso. Compromisso de quem? De quê? De se propor a conhecer melhor alguém que você está “encarando” como especial, que mexe com seus sentimentos, dá vontade de ficar junto, que lhe dá ânimo para viver seu dia-a-dia, energia para fazer o que tem que ser feito e ser aceito pelo mundo, além de uma forte atração sexual, natural entre um homem e uma mulher.
O namoro tem fases que os namorados vivenciam de uma forma inconsciente. Essas fases se perpassam ou predominam em momentos diferentes. Por isso há tantos rompimentos, tantas frustrações e dificuldades com os vínculos.
A primeira fase é extasiante, porque nela só se vêem os “its”, as qualidades do outro, aquilo que nos harmoniza, que nos dá afinidade com aquela pessoa. É complementar.
A segunda fase é onde se dão os rompimentos, pois nela percebemos os defeitos do outro, “vão caindo as fichas”, vão se percebendo os pontos de discordância, as diferenças individuais, os opostos entre ambos.A terceira fase é a que se chama de “afinação”. Assim como se afina um instrumento para emitir um som harmônico, precisa-se afinar nossa relação com o outro para ela se tornar harmônica e recíproca. É aí que acontece o contato de ressonância, a verdadeira relação amorosa.
A quarta fase é a da “tentativa de posse um do outro”. É o momento de descobrirmos os “mecanismos de defesa” que usamos para ter um alguém, principalmente, a fixação e a rejeição. Se nos fixamos, somos apegados, isso não é amor. Se somos rejeitados, a tendência é rejeitar também, isso é aversão.
Também podemos desejar ser amados, mas não retribuir, na mesma intensidade, e até sermos indiferentes com o parceiro ou parceira, porque aí o importante é ser amado e não amar. Nesta fase se dá a explosão, o amor acontece - quando um consegue viver, conviver e amar o outro com as suas diferenças e afinidades. Conscientizando os mecanismos que usamos, poderemos construir vínculos amorosos saudáveis.
A relação amorosa, para ser satisfatório, tem que ser “complementar e oposta”, tanto que geralmente escolhemos “alguém” com temperamento oposto ao nosso. Quando o “oposto e o complementar” pulsam, acontece a outra fase.
A quinta fase é a de “comunhão a dois”, onde se descobre o “comum” entre os dois: desejos, metas, objetivos, sonhos. Percebe-se então as possibilidades, o valor e o prazer de crescer e viver juntos com o apoio, o respeito e o amor de um pelo oposto complementar, que é o outro. “Buscar um alguém” e “ser um alguém” não é um capricho ou espírito de aventura. Buscamos um alguém, porque é impulso da energia - princípio de vida - que existe em nós, que é expansivo e dirigido para o outro.
A pessoa amada, porém, é o símbolo, uma parcela do que realmente buscamos: o ser total, a globalidade, a plenitude, a vida mais sublime e infinita, a experiência de identificação, fusão e paz no todo. Amar é a essência do nosso viver. Namorar é a possibilidade de realização dessa essência.
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Maria do Horto Palma Moraes psicóloga clínica. mhpmoraes@terra.com.br
Artigo publicado no Jornal Mundo Jovem - edição 317 - junho 2001.
MT- Trabalho de estudante mato-grossense é premiado em feira internacional
Mato Grosso foi destaque durante a primeira Feira Latino-americana de Empreendimentos Produtivos, Ciência e Tecnologia (Exposicion Latinoamericana de Empreendimentos Productivos, Ciência y Tecnologia) realizada na cidade de Ambato, no Equador, no final de abril. O projeto científico - “a Quina no tratamento dos esporões calcâneos” - oriundo do Estado conquistou a primeira colocação e deverá ser apresentado em Londres, Inglaterra, em 2013.
O trabalho vitorioso é sobre farmacologia. Trata-se de um produto farmacêutico (óleo) capaz de eliminar os esporões calcâneos (joanetes), que afligem muitas pessoas. O autor do projeto é ex-aluno da Escola Estadual Querência, localizada no município de mesmo nome. Guilherme Weber, de 17 anos, explica que “a essência da fórmula é baseada na quina, uma planta muito comum no cerrado mato-grossense.
Segundo Weber, com base na substância extraída da folha da quina ele e os professores Ricardo Rodrigues de França e Egon Weber criaram uma substância que “quando aplicada sobre a pele onde está o esporão é capaz de dissolvê-lo”. Ele conta que produziram e adicionaram outras misturas a substância da quina, mas que ainda não podem ser divulgadas, porque o produto final ainda não foi patenteado.
O estudante que concluiu o ensino médio no ano passado e pretende cursar Medicina explica que “a aplicação do produto tem que ser feita uma vez por dia e com isolamento do local com saco plástico. Isso facilita a dilatação dos poros e entrada da substância de maneira concentrada que irá eliminar a inflamação e recuperar a pele”, disse. Com o sucesso da criação, Weber e os professores já pensam em desenvolver o produto em escala comercial.
Prêmios
Além do convite para participar em Londres, do Fórum Internacional de Ciência voltado para a juventude o London International Youth Science Fórum, a vitória na Feira Latinoamericana rendeu ao estudante 1.500 dólares, duas câmeras filmadoras, um troféu, livros científicos e presentes típicos do Equador.
Para participar da Feira, o projeto do mato-grossense ficou bem colocado nas feiras de Ciências realizadas em âmbito estadual e nacional. “Ficamos nas primeiras colocações na Feira de Ciências da nossa Escola, em Querência, realizado no início do ano passado, depois fomos classificados na Feira Municipal, fomos para a V Mostra Estadual de Ciências que ocorreu em Cuiabá, em seguida para a Semana Nacional de Ciências, que também aconteceu na capital do Estado”, disse.
Guilherme Weber conta que por último participaram da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorreu entre os dias 13 a 15 de março, deste ano, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). “Na ocasião ganhamos o prêmio de destaque nacional pela revista Segmento e fomos convidados para irmos para o Equador, e participar de feiras em outros Estados”, finalizou
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
O trabalho vitorioso é sobre farmacologia. Trata-se de um produto farmacêutico (óleo) capaz de eliminar os esporões calcâneos (joanetes), que afligem muitas pessoas. O autor do projeto é ex-aluno da Escola Estadual Querência, localizada no município de mesmo nome. Guilherme Weber, de 17 anos, explica que “a essência da fórmula é baseada na quina, uma planta muito comum no cerrado mato-grossense.
Segundo Weber, com base na substância extraída da folha da quina ele e os professores Ricardo Rodrigues de França e Egon Weber criaram uma substância que “quando aplicada sobre a pele onde está o esporão é capaz de dissolvê-lo”. Ele conta que produziram e adicionaram outras misturas a substância da quina, mas que ainda não podem ser divulgadas, porque o produto final ainda não foi patenteado.
O estudante que concluiu o ensino médio no ano passado e pretende cursar Medicina explica que “a aplicação do produto tem que ser feita uma vez por dia e com isolamento do local com saco plástico. Isso facilita a dilatação dos poros e entrada da substância de maneira concentrada que irá eliminar a inflamação e recuperar a pele”, disse. Com o sucesso da criação, Weber e os professores já pensam em desenvolver o produto em escala comercial.
Prêmios
Além do convite para participar em Londres, do Fórum Internacional de Ciência voltado para a juventude o London International Youth Science Fórum, a vitória na Feira Latinoamericana rendeu ao estudante 1.500 dólares, duas câmeras filmadoras, um troféu, livros científicos e presentes típicos do Equador.
Para participar da Feira, o projeto do mato-grossense ficou bem colocado nas feiras de Ciências realizadas em âmbito estadual e nacional. “Ficamos nas primeiras colocações na Feira de Ciências da nossa Escola, em Querência, realizado no início do ano passado, depois fomos classificados na Feira Municipal, fomos para a V Mostra Estadual de Ciências que ocorreu em Cuiabá, em seguida para a Semana Nacional de Ciências, que também aconteceu na capital do Estado”, disse.
Guilherme Weber conta que por último participaram da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), que ocorreu entre os dias 13 a 15 de março, deste ano, na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP). “Na ocasião ganhamos o prêmio de destaque nacional pela revista Segmento e fomos convidados para irmos para o Equador, e participar de feiras em outros Estados”, finalizou
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
MT- Ação Social traz família para a Escola
A Escola Estadual Professora Renilda Silva, de Rondonópolis, realizou a 3ª edição do projeto Dia da Família na Escola, com a participação de aproximadamente mil pessoas. O evento reunindo representantes de diferentes segmentos sociais ofertou serviços e entretenimento ao público promovendo a interação entre família e comunidade escolar.
Conforme a professora Lindaura Rodrigues Vieira Masson, uma das organizadoras do evento, os projetos para fortalecerem a presença dos pais na escola têm promovido bons resultados. O Dia da Escola teve a primeira edição em 2009, ainda na gestão anterior, e foi fortalecido com o projeto Pai Presente Aluno Contente, já na gestão da professora Maria Clélia Lempke. Nesse, os pais recebem uma carteirinha de presença nas reuniões. “Esse acompanhamento tem promovido melhorias no acompanhamento dos estudos dos filhos e melhorias no desempenho dos estudantes”, diz.
Ação Social
A atividade, realizada sábado (12.05), véspera do Dia das Mães, promoveu uma confraternização entre a comunidade escolar, familiares e sociedade. Durante todo o período vespertino foram realizadas diferentes ações com segmentos da sociedade.
Foram ofertados serviços de beleza com cortes de cabelo e manicure, em parceri
a com a Escola de Cabeleireiros e Senac; biblioteca ambulante com acervo do Sesc. A gerência regional da Superintendência Regional do Trabalho promoveu a emissão de Carteira de Trabalho à comunidade; a Secretária Municipal de Saúde realizou vacinação contra gripe para os idosos, crianças até 2 anos e gestante, bem como aferição de pressão arterial e confecção de carteirinha do SUS.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública realizou a elaboração de RGs, e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) também atuou com profissionais capacitados, promovendo esclarecimento ao público. Uma palestra com o tema Família foi ministrada por uma psicóloga convidada. Na ocasião foram sorteadas cestas básicas e outros brindes, em virtude ao Dia da Mães.
A programação contou com um feirão, denominado bazar da pechincha, que arrecadou R$2 mil, que serão utilizados em dois projetos desenvolvidos pela escola (Projeto Presépio e Feira Cultural, que este ano trará como tema Meio Ambiente). Finalizando as atividades apresentação do coral de vozes e de libras e peças teatrais. (colaboração da Escola)
ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT
Conforme a professora Lindaura Rodrigues Vieira Masson, uma das organizadoras do evento, os projetos para fortalecerem a presença dos pais na escola têm promovido bons resultados. O Dia da Escola teve a primeira edição em 2009, ainda na gestão anterior, e foi fortalecido com o projeto Pai Presente Aluno Contente, já na gestão da professora Maria Clélia Lempke. Nesse, os pais recebem uma carteirinha de presença nas reuniões. “Esse acompanhamento tem promovido melhorias no acompanhamento dos estudos dos filhos e melhorias no desempenho dos estudantes”, diz.
Ação Social
A atividade, realizada sábado (12.05), véspera do Dia das Mães, promoveu uma confraternização entre a comunidade escolar, familiares e sociedade. Durante todo o período vespertino foram realizadas diferentes ações com segmentos da sociedade.
Foram ofertados serviços de beleza com cortes de cabelo e manicure, em parceri
a com a Escola de Cabeleireiros e Senac; biblioteca ambulante com acervo do Sesc. A gerência regional da Superintendência Regional do Trabalho promoveu a emissão de Carteira de Trabalho à comunidade; a Secretária Municipal de Saúde realizou vacinação contra gripe para os idosos, crianças até 2 anos e gestante, bem como aferição de pressão arterial e confecção de carteirinha do SUS.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública realizou a elaboração de RGs, e o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) também atuou com profissionais capacitados, promovendo esclarecimento ao público. Uma palestra com o tema Família foi ministrada por uma psicóloga convidada. Na ocasião foram sorteadas cestas básicas e outros brindes, em virtude ao Dia da Mães.
A programação contou com um feirão, denominado bazar da pechincha, que arrecadou R$2 mil, que serão utilizados em dois projetos desenvolvidos pela escola (Projeto Presépio e Feira Cultural, que este ano trará como tema Meio Ambiente). Finalizando as atividades apresentação do coral de vozes e de libras e peças teatrais. (colaboração da Escola)
ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT
MT- Seduc entrega instrumentos e planeja ampliação das fanfarras
Helenice Stela / Assessoria Seduc-MT
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizou na tarde de hoje (15.05) o ato de entrega de 648 instrumentos para composição de 18 fanfarras de escolas estaduais situadas em 12 cidades distintas. “Nossa proposta é de conseguir aumentar ainda mais a distribuição. Uma fanfarra com 36 instrumentos pode atingir, muito fácil, o dobro de estudantes. Nossa orientação pedagógica é que a escola sempre promova atividades de inserção da comunidade e, a música, possibilita essa ação”, avalia o secretário de Educação Ságuas Moraes.
A história, a arte, a matemática, a educação física são algumas das disciplinas contempladas com a formação das fanfarras que associam atividades na formação do Corpo Coreográfico (CORE) e dos balizadores, empregando conceitos e noções de diversas áreas do conhecimento.
Além de promover a disciplina e incentivar o processo de ensino aprendizagem, a Helenice Stela / Assessoria Seduc-MT
Seduc entrega instrumentos e planeja ampliação das fanfarras
fanfarra possibilita a aproximação com a comunidade. “Percebemos que muitos pais acompanham os ensaios. Querem saber o que acontece. Tornam-se mais participativos. Entendem os benefícios da música e sabem que ela pode ser uma profissão”, explica o regente e músico profissional Ualei Wilker Souza Santos. Ele desenvolve atividades junto a fanfarra da Escola Estadual Nadir de Oliveira, em Várzea Grande.
A opinião do regente é compartilhada pelo diretor da Escola Estadual Dom Franco Dalla Valle, de Aripuanã ( a 1,3 mil km de Cuiabá, distrito de Conselvan), Luciano Denazzi. “Sabemos da importância que um projeto como esse carrega. Aproxima a comunidade das atividades da escola”, diz.
Contemplada pela primeira vez com o projeto de fanfarra, a coordenação da Escola Estadual Marechal Rondon, da cidade de Rosário Oeste, deve iniciar as aulas ainda no primeiro semestre. “Temos um número expressivo de alunos interessados e, nossa proposta é a de incentivar o estudo. Poderão participar aqueles que apresentarem frequência e bom desempenho escolar. Os alunos estão muito entusiasmados. Nossa ideia é a de participar, agora no mês de junho, da apresentação no aniversário de 30 anos da cidade”, diz a coordenadora pedagógica da escola, Gislaine de Oliveira.
Expansão
A coordenadora de Projetos Educativos da Seduc, Janaína Monteiro, pontuou que a Seduc vem trabalhando para desenvolver e fomentar propostas que contemplem fanfarras nas unidades. “Queremos que ela seja inserida na proposta curricular, que faça parte do Projeto Político Pedagógico”.
Pautada nessa premissa, a Seduc desenvolveu um questionário que foi encaminhado (online) para todas as unidades do Estado. A ideia é a de possibilitar um retrato fiel sobre músicas e as propostas já executadas pelas unidades escolares.
Mato Grosso possui hoje um total de 133 fanfarras distribuídas em unidades escolares de 56 municípios.
PATRICIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) realizou na tarde de hoje (15.05) o ato de entrega de 648 instrumentos para composição de 18 fanfarras de escolas estaduais situadas em 12 cidades distintas. “Nossa proposta é de conseguir aumentar ainda mais a distribuição. Uma fanfarra com 36 instrumentos pode atingir, muito fácil, o dobro de estudantes. Nossa orientação pedagógica é que a escola sempre promova atividades de inserção da comunidade e, a música, possibilita essa ação”, avalia o secretário de Educação Ságuas Moraes.
A história, a arte, a matemática, a educação física são algumas das disciplinas contempladas com a formação das fanfarras que associam atividades na formação do Corpo Coreográfico (CORE) e dos balizadores, empregando conceitos e noções de diversas áreas do conhecimento.
Além de promover a disciplina e incentivar o processo de ensino aprendizagem, a Helenice Stela / Assessoria Seduc-MT
Seduc entrega instrumentos e planeja ampliação das fanfarras
fanfarra possibilita a aproximação com a comunidade. “Percebemos que muitos pais acompanham os ensaios. Querem saber o que acontece. Tornam-se mais participativos. Entendem os benefícios da música e sabem que ela pode ser uma profissão”, explica o regente e músico profissional Ualei Wilker Souza Santos. Ele desenvolve atividades junto a fanfarra da Escola Estadual Nadir de Oliveira, em Várzea Grande.
A opinião do regente é compartilhada pelo diretor da Escola Estadual Dom Franco Dalla Valle, de Aripuanã ( a 1,3 mil km de Cuiabá, distrito de Conselvan), Luciano Denazzi. “Sabemos da importância que um projeto como esse carrega. Aproxima a comunidade das atividades da escola”, diz.
Contemplada pela primeira vez com o projeto de fanfarra, a coordenação da Escola Estadual Marechal Rondon, da cidade de Rosário Oeste, deve iniciar as aulas ainda no primeiro semestre. “Temos um número expressivo de alunos interessados e, nossa proposta é a de incentivar o estudo. Poderão participar aqueles que apresentarem frequência e bom desempenho escolar. Os alunos estão muito entusiasmados. Nossa ideia é a de participar, agora no mês de junho, da apresentação no aniversário de 30 anos da cidade”, diz a coordenadora pedagógica da escola, Gislaine de Oliveira.
Expansão
A coordenadora de Projetos Educativos da Seduc, Janaína Monteiro, pontuou que a Seduc vem trabalhando para desenvolver e fomentar propostas que contemplem fanfarras nas unidades. “Queremos que ela seja inserida na proposta curricular, que faça parte do Projeto Político Pedagógico”.
Pautada nessa premissa, a Seduc desenvolveu um questionário que foi encaminhado (online) para todas as unidades do Estado. A ideia é a de possibilitar um retrato fiel sobre músicas e as propostas já executadas pelas unidades escolares.
Mato Grosso possui hoje um total de 133 fanfarras distribuídas em unidades escolares de 56 municípios.
PATRICIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
MT- Professores de Espanhol participam de curso no CRDE
Professores de língua espanhola participaram no último fim de semana do curso de formação continuada ‘Una mirada a la cultura española a através de las artes plásticas’, promovido pelo Centro de Recursos Didático de Espanhol (CRDE), em parceria com a Superintendência de Formação e Atualização dos Profissionais, da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). As aulas foram realizadas no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais de Cuiabá (Cefapro).
Ao longo de três dias de estudos, ministrados pelo professor José Suárez-Inclán García de la Peña (Assessor Linguístico da Consejería de Educação da Espanha em Brasília), os professores socializaram experiências vivenciadas em sala de aula, assim como aprenderam a analisar, interpretar e definir o que são obras de artes plásticas, qual sua importância dentro e fora do seu contexto.
No encerramento da atividade, o CRDE foi presenteado com um livro “A mala de fugir” e um documentário sobre “Vila Bela da Santíssima Trindade”, ambos, do escritor cuiabano Luis Carlos Ribeiro. Ao término das atividades foram feitas as entregas dos certificados, sorteios de livros em espanhol e português, camisetas da Consejería de Educación.
O Centro de Recursos Didáticos de Língua Espanhola (CRDE) de Cuiabá é o resultado de Convênio assinado, 26 de junho de 2006 pelo Ministério de educação da Espanha, representado em Brasil pela Consejería de Educação em Brasília, e da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (Seduc/MT). O mesmo está localizo na Avenida Barão de Melgaço, Nº: 945 - Bairro: Porto, (anexo a Escola Estadual José de Mesquita).
Assessoria/Seduc-MT
Ao longo de três dias de estudos, ministrados pelo professor José Suárez-Inclán García de la Peña (Assessor Linguístico da Consejería de Educação da Espanha em Brasília), os professores socializaram experiências vivenciadas em sala de aula, assim como aprenderam a analisar, interpretar e definir o que são obras de artes plásticas, qual sua importância dentro e fora do seu contexto.
No encerramento da atividade, o CRDE foi presenteado com um livro “A mala de fugir” e um documentário sobre “Vila Bela da Santíssima Trindade”, ambos, do escritor cuiabano Luis Carlos Ribeiro. Ao término das atividades foram feitas as entregas dos certificados, sorteios de livros em espanhol e português, camisetas da Consejería de Educación.
O Centro de Recursos Didáticos de Língua Espanhola (CRDE) de Cuiabá é o resultado de Convênio assinado, 26 de junho de 2006 pelo Ministério de educação da Espanha, representado em Brasil pela Consejería de Educação em Brasília, e da Secretaria de Educação do Estado de Mato Grosso (Seduc/MT). O mesmo está localizo na Avenida Barão de Melgaço, Nº: 945 - Bairro: Porto, (anexo a Escola Estadual José de Mesquita).
Assessoria/Seduc-MT
mt- Semana do Meio Ambiente e Rio + 20 são temas na Videoconferência
A mobilização das Escolas Estaduais para a semana do Meio Ambiente e o incentivo Volney Albano / Assessoria Seduc-MT
A participação das discussões na Conferência Internacional Rio + 20 foram temas do Encontro entre Educadores especial, realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), nesta terça-feira (15.05). O debate contou com as participações da Superintendente de Diversidades Educacionais, Débora Mansilla, e da gerente de Educação Ambiental, Giselly Gomes.
Na ocasião, a superintendente fez um balanço dos projetos de Educação Ambiental desenvolvidos pela Educação Estadual. Ela lembrou o Projeto de Educação Ambiental (PREA) e os kits sobre a temática preparados pela Seduc e enviados para as unidades de ensino, visando a elaboração de propostas ambientais comunitárias. Ela destacou ainda que as Escolas que desenvolvem projetos ambientais devem enviar sugestões para a Conferência.
Giselly Gomes ressaltou que a Rio + 20 ocorrerá entre os dias 13 a 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro e as contribuições da sociedade civil serão debatidas durante a Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Conferência Oficial que é voltada apenas para chefes de Estado e autoridades. “As unidades devem participar fazendo a discussão coletiva e elaborando propostas de sustentabilidade para apresentação na Cúpula”, disse.
Débora Mansilla destacou que a educação ambiental não se trata mais de um tema transversal nas Escolas e sim um campo de discussão que deve estar presente no cotidiano das unidades de ensino. “Cada Escola deve discutir com a comunidade projetos de Escolas Sustentáveis, colocar essas propostas no Projeto Político Pedagógico (PPP), debatê-las nas reuniões da Sala do Educador e promoverem a aplicação”, disse.
Ela cita que na Semana do Meio Ambiente que ocorrerá de 03 a 08 do próximo mês, as unidades precisam discutir sobre sustentabilidade. “Nessas discussões devemos refletir sobre tudo que se relaciona ao ambiente. Tanto a natureza em sim, como nossos ambientes das cidades, os ambientes econômicos”, entre outros.
Durante a interação com diversos educadores que acompanharam o debate por intermédio dos equipamentos de transmissão do MT Preparatório, ficou estabelecida a necessidade das Escolas serem protagonistas na construção de uma sociedade mais solidária e sustentável. “Por isso, a necessidade de utilizarmos esses instrumentos como a Rio + 20 que apesar de não ser um fórum de decisão tem o desafio de propor mudanças rumo a construção de um planeta mais sustentável”
Mais informações sobre como participar da Cúpula podem ser obtidos no www.cupuladospovos.org.br e na Gerência de Educação Ambiental pelo fone: 3613-6383.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
A participação das discussões na Conferência Internacional Rio + 20 foram temas do Encontro entre Educadores especial, realizado pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), nesta terça-feira (15.05). O debate contou com as participações da Superintendente de Diversidades Educacionais, Débora Mansilla, e da gerente de Educação Ambiental, Giselly Gomes.
Na ocasião, a superintendente fez um balanço dos projetos de Educação Ambiental desenvolvidos pela Educação Estadual. Ela lembrou o Projeto de Educação Ambiental (PREA) e os kits sobre a temática preparados pela Seduc e enviados para as unidades de ensino, visando a elaboração de propostas ambientais comunitárias. Ela destacou ainda que as Escolas que desenvolvem projetos ambientais devem enviar sugestões para a Conferência.
Giselly Gomes ressaltou que a Rio + 20 ocorrerá entre os dias 13 a 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro e as contribuições da sociedade civil serão debatidas durante a Cúpula dos Povos, um evento paralelo à Conferência Oficial que é voltada apenas para chefes de Estado e autoridades. “As unidades devem participar fazendo a discussão coletiva e elaborando propostas de sustentabilidade para apresentação na Cúpula”, disse.
Débora Mansilla destacou que a educação ambiental não se trata mais de um tema transversal nas Escolas e sim um campo de discussão que deve estar presente no cotidiano das unidades de ensino. “Cada Escola deve discutir com a comunidade projetos de Escolas Sustentáveis, colocar essas propostas no Projeto Político Pedagógico (PPP), debatê-las nas reuniões da Sala do Educador e promoverem a aplicação”, disse.
Ela cita que na Semana do Meio Ambiente que ocorrerá de 03 a 08 do próximo mês, as unidades precisam discutir sobre sustentabilidade. “Nessas discussões devemos refletir sobre tudo que se relaciona ao ambiente. Tanto a natureza em sim, como nossos ambientes das cidades, os ambientes econômicos”, entre outros.
Durante a interação com diversos educadores que acompanharam o debate por intermédio dos equipamentos de transmissão do MT Preparatório, ficou estabelecida a necessidade das Escolas serem protagonistas na construção de uma sociedade mais solidária e sustentável. “Por isso, a necessidade de utilizarmos esses instrumentos como a Rio + 20 que apesar de não ser um fórum de decisão tem o desafio de propor mudanças rumo a construção de um planeta mais sustentável”
Mais informações sobre como participar da Cúpula podem ser obtidos no www.cupuladospovos.org.br e na Gerência de Educação Ambiental pelo fone: 3613-6383.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
MT- Gestão Escolar e CDCEs serão debatidos em videoconferência
“O Conselho Deliberativo da Comunidade Escolar (CDCE) e a Gestão Escolar” é o tema que reunirá dois assuntos na edição desta semana do Programa Diálogo com Educadores. Esse será o segundo programa realizado na semana, que teve uma edição especial sobre Meio Ambiente. A transmissão será na quinta-feira (17.05), das 14h30 às 15h45, para todos os pontos de recepção do MT Preparatório instalados nas escolas estaduais. O projeto, em parceria com a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec), é realizado no estúdio do MT Preparatório instalado na sede do órgão.
A mediação das discussões será realizada pelo técnico da Coordenadoria de Ensino Médio, Jorge Rodrigues. Os comunicadores serão Júlio Monteiro Filho, Solange de Lima Lula Marques, Maria de Lourdes Silva Duarte, integrantes à Superintendência de Gestão Escolar. A programação contará com a apresentação do vídeo “Participar do dia-a-dia da escola faz a educação melhorar”.
O Programa Diálogo entre Educadores teve início em 2011 numa iniciativa da Secretaria-Adjunta de Políticas Educacionais (SAPE). As videoconferências servem como estratégia de fortalecimento do fazer pedagógico desde o ano passado.
PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT
quarta-feira, 16 de maio de 2012
MT- Curso de Zootecnia da Unemat é destaque em Congresso Internacional
Redação 24 Horas News
O curso de Zootecnia da Universidade do Estado de Mato Grosso ofertado no campus de Pontes e Lacerda é destaque no XXII Congresso Nacional de Zootecnia e XIV Congresso Internacional de Zootecnia – ZOOTEC 2012, que está ocorrendo nesta semana em Cuiabá.
Na abertura dos congressos, dois acadêmicos da Unemat foram premiados, com o melhor trabalho inscrito, pelo acadêmico Geovane Rosa de Oliveira, e com o prêmio “Zootechine-Formando” concedido ao acadêmico Lucien Bissi de Freiria. O professor doutor e coordenador do curso da Unemat, professor Alexandre Agostinho Mexia, também foi agraciado com o prêmio “Zootenchine-Educador”, sendo considerado o melhor educador na área de Zootecnia no ano de 2012 em todo o território nacional.
Segundo Alexandre, os prêmios Zootechine, são concedidos pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia que por meio da comissão de ensino avaliam as produções. Outro destaque para o curso da Unemat, é a participação expressiva de acadêmicos nos congressos, com 80 alunos, sendo a maior delegação.
Os alunos participantes também escreveram muitos trabalhos, ao todo foram 50 resumos expandidos que estão sendo divulgados no ZOOTEC pelos alunos e professores da Universidade do Estado de Mato Grosso.
O ZOOTEC 2012 acontece de 13 a 18 maio e tem cerca de 2 mil profissionais e acadêmicos da área inscritos.
O curso de Zootecnia da Universidade do Estado de Mato Grosso ofertado no campus de Pontes e Lacerda é destaque no XXII Congresso Nacional de Zootecnia e XIV Congresso Internacional de Zootecnia – ZOOTEC 2012, que está ocorrendo nesta semana em Cuiabá.
Na abertura dos congressos, dois acadêmicos da Unemat foram premiados, com o melhor trabalho inscrito, pelo acadêmico Geovane Rosa de Oliveira, e com o prêmio “Zootechine-Formando” concedido ao acadêmico Lucien Bissi de Freiria. O professor doutor e coordenador do curso da Unemat, professor Alexandre Agostinho Mexia, também foi agraciado com o prêmio “Zootenchine-Educador”, sendo considerado o melhor educador na área de Zootecnia no ano de 2012 em todo o território nacional.
Segundo Alexandre, os prêmios Zootechine, são concedidos pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária e Zootecnia que por meio da comissão de ensino avaliam as produções. Outro destaque para o curso da Unemat, é a participação expressiva de acadêmicos nos congressos, com 80 alunos, sendo a maior delegação.
Os alunos participantes também escreveram muitos trabalhos, ao todo foram 50 resumos expandidos que estão sendo divulgados no ZOOTEC pelos alunos e professores da Universidade do Estado de Mato Grosso.
O ZOOTEC 2012 acontece de 13 a 18 maio e tem cerca de 2 mil profissionais e acadêmicos da área inscritos.
Professores são omissos em casos de homofobia, diz ONG
AGENCIA BRASIL
A Câmara dos Deputados sediou nesta terça-feira o 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), organizado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura. No evento, a coordenadora do Projeto Escola Sem Homofobia, Lena Franco, apresentou alguns depoimentos de estudantes que mostram o preconceito dentro das escolas. Alguns dos relatos apontam a omissão dos professores em casos de homofobia. "Os professores passam um pano grosso para esconder o assunto. Não brigam com o aluno, mas também não ficam do lado do estudante agredido, ficam em cima do muro", conta um dos alunos.
Lena apontou, ainda, que a homofobia está presente em todas as 44 escolas pesquisadas, entre 2010 e 2011, pela ONG Instituto Ecos - Comunicação e Sexualidade. "A percepção da homofobia é maior entre os alunos do que entre as autoridades e os educadores", ressalta a coordenadora.
De acordo com Lena, os depoimentos revelam ainda que as consequências da homofobia para a vítima podem ser depressão, violência e até suicídio.
Kit homofobia
Lena também lembrou o kit sobre homofobia que foi produzido para ser entregue às escolas de todo o País pelo Ministério da Educação, mas teve sua distribuição cancelada. "Esse material foi criado para municiar educadores, trabalhar a homofobia na escola e em seu entorno. Contribuir para alterar concepções e rotinas que alimentam o preconceito na escola", sustenta.
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) faz críticas ao governo federal por não ter levado adiante o Programa Escola Sem Homofobia, que previa, entre outros pontos, a distribuição do kit. "A politica foi suspensa devido à pressão de forças políticas aqui dentro do Congresso. Infelizmente, a presidente Dilma cedeu. A mídia também abraçou os argumentos fundamentalistas. Primeiro, criticaram a estética do material, depois questionaram a necessidade de algo específico sobre a homofobia. Ora, porque essa prática é mais comum nas escolas do que outras formas de discriminação, como mostram as pesquisas", argumenta Wyllys.
Desempenho escolar
O coordenador-adjunto do Projeto Diversidade Sexual na Escola da Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ, Alexandre Bortolini, relata que as escolas onde há maior incidência de práticas homofóbicas tendem a ter piores resultados. Segundo ele, uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe-USP), em parceria com o Ministério da Educação, mostrou que há uma relação direta entre a homofobia no ambiente escolar e o resultado na Prova Brasil. "O estudo revelou altos índices de discriminação em todas as escolas, em todas as séries. Isso ia diminuindo à medida que evoluía as séries. Não estamos falando só de algo que tem a ver com relações interpessoais, mas que prejudica o desempenho de todos na escola", afirma.
Bortolini ressalta que não há uma receita pronta para trabalhar a sexualidade e a questão de gênero dentro da escola. Na opinião dele, esses assuntos precisam ser descobertos ao longo do tempo. Ele destaca também que muitos professores acabam reproduzindo no dia a dia escolar práticas preconceituosas.
Família
A representante do grupo Mães pela Igualdade, Maria Cláudia Cabral, falou de sua experiência de ser mãe de uma filha homossexual. Ela ressalta que há diferentes modelos de famílias, já reconhecidas pela sociedade, mas que isso não aparece no material escolar. "A Isabela filha desde pequena não gostava de bonecas, de vestidos. Mas, por alguma razão que não sei qual, para mim isso nunca foi um problema. Aquela era a minha filha, como ela é", conta.
Maria Cláudia sustentou que a questão de gênero deve ser trabalhada desde a infância, como defende a Unesco. Ela lembrou, no entanto, que o assunto é mais complexo do que se pode imaginar. "A sociedade cria limite do azul e do rosa, do carrinho e da boneca. E, assim, a cultura e a sociedade vão criando um modelo único, e tudo que for diferente está à margem", declara.
A Câmara dos Deputados sediou nesta terça-feira o 9º Seminário Nacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), organizado pelas comissões de Direitos Humanos e Minorias; e de Educação e Cultura. No evento, a coordenadora do Projeto Escola Sem Homofobia, Lena Franco, apresentou alguns depoimentos de estudantes que mostram o preconceito dentro das escolas. Alguns dos relatos apontam a omissão dos professores em casos de homofobia. "Os professores passam um pano grosso para esconder o assunto. Não brigam com o aluno, mas também não ficam do lado do estudante agredido, ficam em cima do muro", conta um dos alunos.
Lena apontou, ainda, que a homofobia está presente em todas as 44 escolas pesquisadas, entre 2010 e 2011, pela ONG Instituto Ecos - Comunicação e Sexualidade. "A percepção da homofobia é maior entre os alunos do que entre as autoridades e os educadores", ressalta a coordenadora.
De acordo com Lena, os depoimentos revelam ainda que as consequências da homofobia para a vítima podem ser depressão, violência e até suicídio.
Kit homofobia
Lena também lembrou o kit sobre homofobia que foi produzido para ser entregue às escolas de todo o País pelo Ministério da Educação, mas teve sua distribuição cancelada. "Esse material foi criado para municiar educadores, trabalhar a homofobia na escola e em seu entorno. Contribuir para alterar concepções e rotinas que alimentam o preconceito na escola", sustenta.
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) faz críticas ao governo federal por não ter levado adiante o Programa Escola Sem Homofobia, que previa, entre outros pontos, a distribuição do kit. "A politica foi suspensa devido à pressão de forças políticas aqui dentro do Congresso. Infelizmente, a presidente Dilma cedeu. A mídia também abraçou os argumentos fundamentalistas. Primeiro, criticaram a estética do material, depois questionaram a necessidade de algo específico sobre a homofobia. Ora, porque essa prática é mais comum nas escolas do que outras formas de discriminação, como mostram as pesquisas", argumenta Wyllys.
Desempenho escolar
O coordenador-adjunto do Projeto Diversidade Sexual na Escola da Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ, Alexandre Bortolini, relata que as escolas onde há maior incidência de práticas homofóbicas tendem a ter piores resultados. Segundo ele, uma pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo (Fipe-USP), em parceria com o Ministério da Educação, mostrou que há uma relação direta entre a homofobia no ambiente escolar e o resultado na Prova Brasil. "O estudo revelou altos índices de discriminação em todas as escolas, em todas as séries. Isso ia diminuindo à medida que evoluía as séries. Não estamos falando só de algo que tem a ver com relações interpessoais, mas que prejudica o desempenho de todos na escola", afirma.
Bortolini ressalta que não há uma receita pronta para trabalhar a sexualidade e a questão de gênero dentro da escola. Na opinião dele, esses assuntos precisam ser descobertos ao longo do tempo. Ele destaca também que muitos professores acabam reproduzindo no dia a dia escolar práticas preconceituosas.
Família
A representante do grupo Mães pela Igualdade, Maria Cláudia Cabral, falou de sua experiência de ser mãe de uma filha homossexual. Ela ressalta que há diferentes modelos de famílias, já reconhecidas pela sociedade, mas que isso não aparece no material escolar. "A Isabela filha desde pequena não gostava de bonecas, de vestidos. Mas, por alguma razão que não sei qual, para mim isso nunca foi um problema. Aquela era a minha filha, como ela é", conta.
Maria Cláudia sustentou que a questão de gênero deve ser trabalhada desde a infância, como defende a Unesco. Ela lembrou, no entanto, que o assunto é mais complexo do que se pode imaginar. "A sociedade cria limite do azul e do rosa, do carrinho e da boneca. E, assim, a cultura e a sociedade vão criando um modelo único, e tudo que for diferente está à margem", declara.
MT- MEC confirma construção de creches em várias cidades do Nortão
Só Notícias
Prefeitos de 16 municípios mato-grossenses assinaram, nesta semana, termos de compromisso com o Ministério da Educação para construção de 37 creches e pré-escolas, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), por meio da ação Brasil Carinhoso, lançado pela presidente Dilma Rousseff. No país, foram definidas construções de 1,5 mil unidades de educação infantil.
Conforme a planilha divulgada pelo MEC, 12 unidades serão instaladas em Cuiabá e outras 8 em Várzea Grande. Para as cidades de Cáceres, Colniza e Confresa foram garantidas mais duas unidades em cada. Para Alta Floresta, Alto Paraguai, Campo Verde, Feliz Natal, Juína, Paranaíta, Peixoto de Azevedo, Pontes e Lacerda, Santo Antônio do Leverger, Tangará da Serra e Vila Bela da Santíssima Trindade foram assinados termos de compromissos para uma unidade em cada.
Para a execução do programa, o governo federal libera recursos de forma progressiva, com 30% no momento da licitação, mais 50% no início da obra. Quando 80% dos trabalhos estiverem concluídos, serão destinados os recursos para a aquisição do mobiliário. À prefeitura, cabe oferecer o terreno.
A partir da assinatura do termo de compromisso, as prefeituras têm levado em média seis meses para licitar a obra e mais dois anos para construir. Para diminuir os prazos, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) pretende realizar licitações para registro nacional de preços. Com a racionalização dos processos construtivos e a inovação no uso de materiais e componentes, espera-se construir uma creche em até seis meses. Assim estados, Distrito Federal e municípios estariam dispensados de promover licitações e haveria mais controle de qualidade, informa assessoria do governo federal.
Recusar cargo de liderança pode ser uma decisão acertada
por Roberto Santos
Surgiu uma vaga de liderança, recusei e me arrependi. Não sei o que quero ainda, mas sou bem-sucedido em vendas. Como descobrir?
Sentimento de líder: 1º lider de fato e 2º lider de direito
"Descobre-se que estamos preparados e motivados para uma posição de liderança, mesmo sem ocupá-la, ao percebemos que nossos colegas nos veem como líderes — vêm pedir nossos conselhos e orientações, tirar suas dúvidas sobre seu trabalho e sua carreira — e isso nos dá mais realização do que nosso trabalho propriamente dito" Resposta: O convite para ocupar uma posição de liderança pode sempre ser encarado como um reconhecimento por um trabalho bem feito. No seu caso, pode ter sido um reconhecimento por seu sucesso em suas vendas. Sua recusa, contudo, não deve necessariamente ser encarada como uma decisão errada que mereça arrependimento.
Refrão corporativo
Um refrão no mundo corporativo, muito repetido principalmente pelo pessoal de recursos humanos é que em algumas promoções precipitadas para uma vaga de supervisão "perde-se um excelente vendedor e ganha-se um péssimo líder". Isso se deve pelo fato de que um bom trabalho como vendedor, ou como técnico, não garante um desempenho de sucesso como gestor, pois as exigências e competências desse último cargo são muito diferentes.
Obviamente, todo mundo se empolga com a ideia de ser chefe por imaginar estar entrando no portal do Paraíso: altos salários, benefícios invejáveis, status, poder e tudo mais. Entretanto, junto com o "bônus" vem o "ônus" de se responsabilizar pelo desempenho de outras pessoas, com tudo que elas trazem de bom e de dores de cabeça.
Depender da realização de seu trabalho por seus próprios meios, habilidades e recursos é uma coisa. Quando seu sucesso depende da disposição e motivação de outras pessoas quererem seguir suas diretrizes e objetivos é outra coisa bem diferente. Descobre-se que estamos preparados e motivados para uma posição de liderança, mesmo sem ocupá-la, ao percebemos que nossos colegas nos veem como líderes — vêm pedir nossos conselhos e orientações, tirar suas dúvidas sobre seu trabalho e sua carreira — e isso nos dá mais realização do que nosso trabalho propriamente dito.
Não se sentir ainda nesse ponto, é totalmente aceitável e por isso recusar uma promoção pode ser a decisão mais sábia. Uma vez que se atravessa aquele portal, ficará difícil voltar atrás com uma sensação de fracasso, que terá um gosto infernal do que aquele falso Éden do poder. Espere um pouco mais e procure refletir se o que você gosta mais é de vender ou de ajudar outras pessoas a venderem. Aí você poderá encontrar sua resposta e sentir que chegou seu momento, e se não chegar, continue sendo um vendedor de sucesso!
Boa sorte!
Surgiu uma vaga de liderança, recusei e me arrependi. Não sei o que quero ainda, mas sou bem-sucedido em vendas. Como descobrir?
Sentimento de líder: 1º lider de fato e 2º lider de direito
"Descobre-se que estamos preparados e motivados para uma posição de liderança, mesmo sem ocupá-la, ao percebemos que nossos colegas nos veem como líderes — vêm pedir nossos conselhos e orientações, tirar suas dúvidas sobre seu trabalho e sua carreira — e isso nos dá mais realização do que nosso trabalho propriamente dito" Resposta: O convite para ocupar uma posição de liderança pode sempre ser encarado como um reconhecimento por um trabalho bem feito. No seu caso, pode ter sido um reconhecimento por seu sucesso em suas vendas. Sua recusa, contudo, não deve necessariamente ser encarada como uma decisão errada que mereça arrependimento.
Refrão corporativo
Um refrão no mundo corporativo, muito repetido principalmente pelo pessoal de recursos humanos é que em algumas promoções precipitadas para uma vaga de supervisão "perde-se um excelente vendedor e ganha-se um péssimo líder". Isso se deve pelo fato de que um bom trabalho como vendedor, ou como técnico, não garante um desempenho de sucesso como gestor, pois as exigências e competências desse último cargo são muito diferentes.
Obviamente, todo mundo se empolga com a ideia de ser chefe por imaginar estar entrando no portal do Paraíso: altos salários, benefícios invejáveis, status, poder e tudo mais. Entretanto, junto com o "bônus" vem o "ônus" de se responsabilizar pelo desempenho de outras pessoas, com tudo que elas trazem de bom e de dores de cabeça.
Depender da realização de seu trabalho por seus próprios meios, habilidades e recursos é uma coisa. Quando seu sucesso depende da disposição e motivação de outras pessoas quererem seguir suas diretrizes e objetivos é outra coisa bem diferente. Descobre-se que estamos preparados e motivados para uma posição de liderança, mesmo sem ocupá-la, ao percebemos que nossos colegas nos veem como líderes — vêm pedir nossos conselhos e orientações, tirar suas dúvidas sobre seu trabalho e sua carreira — e isso nos dá mais realização do que nosso trabalho propriamente dito.
Não se sentir ainda nesse ponto, é totalmente aceitável e por isso recusar uma promoção pode ser a decisão mais sábia. Uma vez que se atravessa aquele portal, ficará difícil voltar atrás com uma sensação de fracasso, que terá um gosto infernal do que aquele falso Éden do poder. Espere um pouco mais e procure refletir se o que você gosta mais é de vender ou de ajudar outras pessoas a venderem. Aí você poderá encontrar sua resposta e sentir que chegou seu momento, e se não chegar, continue sendo um vendedor de sucesso!
Boa sorte!
terça-feira, 15 de maio de 2012
Conheça a avaliação das 20 metas do Plano Nacional da Educação
Em algumas delas, especialistas veem avanços. Em outras, criticam a falta de ousadia. Investimentos em educação é a mais polêmica
Priscilla Borges, iG Brasília
A opinião entre quem pensa e discute educação é unânime: o novo Plano Nacional de Educação, que traça as metas para o setor nos próximos dez anos, avançou em relação ao que está em vigor. Porém, ficou aquém do esperado. O motivo de maior descontentamento, sem dúvida, é com a previsão de investimentos na área. As entidades educacionais esperavam que a proposta de destinar 10% do PIB à área fosse mantida. Ou, pelo menos, que os 7% determinados no texto fossem programados para menos tempo: em quatro anos.
“O plano é um piso e representa o que foi possível de ser alcançado até agora, mas precisamos avançar no Congresso Nacional. Calculamos que, com base no custo-aluno qualidade, seria preciso destinar pelo menos 8% do PIB à educação”, afirma Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Ele explica que, dentro dos cálculos feitos para o mínimo de investimentos necessários por aluno para que as escolas ofereçam ensino de qualidade, 80% seriam destinados a pagamentos de profissionais da educação.
Por isso, nesse aspecto, Cara acredita que o Ministério da Educação acertou ao colocar a valorização dos docentes e profissionais das escolas como prioridade no plano. Porém, ele também ressalta que a colaboração efetiva entre municípios, Estados e União na divisão dos investimentos deveria estar mais clara. “As estratégias sobre como se dará o regime de colaboração estão frágeis. Era preciso apontar o que e como cada um tem de colaborar para que as metas sejam cumpridas”, destaca o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Carlos Sanches.
Cleyton Gontijo, professor do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, acredita que o plano possui metas possíveis de serem atingidas. “O grande desafio, na minha avaliação, é cumprir a Emenda Constitucional 59, que tornou obrigatória a oferta de educação para estudantes de 4 a 17 anos até 2016. Mas me questiono se os recursos serão suficientes”, pondera. Gontijo afirma que o plano também precisava definir metas intermediárias para facilitar o acompanhamento delas.
Confira as 20 metas do novo PNE
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.
O atendimento das crianças de 0 a 3 anos de idade voltou a ser meta do plano de 2011 a 2020. Desde o projeto antigo, a ideia era que 50% das crianças estivessem matriculadas em creches. A Conae queria que o prazo dessa inclusão fosse mais curto: até 2012. Até 2016, deveria haver a universalização do acesso. Para Haddad, mesmo repetida, essa é a meta mais ousada do pacote. A universalização das matrículas para as crianças de 4 aos 17 anos foi definida em 2009, pela Emenda Constitucional 59. “Para nós, o financiamento dessa inclusão não está claro e não conseguiremos cumpri-la sem dinheiro novo”, afirma Carlos Sanches.
Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda a população de 6 a 14 anos.
A partir deste ano, isso já deveria ter ocorrido. O objetivo foi quase cumprido, mas o ministro Fernando Haddad admite ainda há crianças fora da escola. “Há 2% dos estudantes brasileiros nessa faixa etária fora da escola. E eles já foram alfabetizados, nós sabemos disso. Precisamos trazê-los de volta, por isso a meta está aí”, afirmou. Para o presidente da Undime, a inclusão dessa meta foi “um cuidado positivo do MEC”.
Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.
Pela Emenda Constitucional 59, todos terão mesmo de ser incluídos. Mas o desafio de garantir a permanência desses alunos na escola é grande. Em 2009, a taxa de escolarização líquida nessa faixa etária foi de apenas 50,9%. Para tentar mantê-los estudando, o novo PNE aposta na diversificação curricular, investimento na formação de professores, em equipamentos e laboratórios e a criação de programas de correção de fluxo. Aumentar as matrículas do ensino médio integrado ao profissionalizante e colocar o Enem como seleção de vagas para o ensino superior também são estratégias propostas. "É uma demanda estudantil, inclusive", justifica o ministro.
Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.
Sanches avalia que esse público foi bem representado no plano. A proposta prevê o repasse de recursos suplementares para atender esses estudantes, a implantação de salas de recursos multifuncionais para atender necessidades específicas desses alunos e fomentar ações que promovam a inclusão deles. “Um aluno não pode deixar de estudar porque tem uma deficiência. Temos de adaptar uma escola para ele”, destaca o ministro Haddad.
Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos.
Para isso, o plano define a estruturação do ensino fundamental de nove anos com um ciclo de alfabetização de três anos. Orientação do Conselho Nacional de Educação, a proposta é que os estudantes não sejam reprovados durante esse ciclo. Eles ganhariam mais tempo para aprender a ler e a escrever, mas nenhum poderia ser deixado para trás. O PNE também prevê a aplicação de exames específicos para avaliar a alfabetização dos alunos, o que já acontece com a Provinha Brasil, aplicada aos alunos do 2º ano do ensino fundamental.
Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.
Essa também não será uma meta simples de ser cumprida. Há 197 mil escolas de educação básica no País. Não há um dado preciso sobre quantas escolas funcionam em regime integral no País. Financiadas por recursos do MEC, são apenas 10 mil escolas, que atendem quase R$ 3 milhões de alunos. O ministro acredita que uma saída será buscar parcerias com entidades como o Sesc e Senai para garantir nessas entidades atividades no contraturno para os alunos.
Meta 7: Atingir as seguintes médias nacionais para o IDEB:
IDEB 2011 2013 2015 2017 2019 2021
Anos iniciais do ensino fundamental 4,6 4,9 5,2 5,5 5,7 6,0
Anos finais do ensino fundamental 3,9 4,4 4,7 5,0 5,2 5,5
Ensino médio 3,7 3,9 4,3 4,7 5,0 5,2
Fonte: Ministério da Educação
As metas de qualidade não faziam parte do plano anterior. Por enquanto, o Brasil está cumprindo os objetivos previstos para cada etapa. O repasse de mais recursos para os municípios com pior rendimento e que tenham conselhos escolares ativos é bem visto pelas entidades ligadas ao setor. A proposta agora é incluir uma avaliação de ciências na Prova Brasil – exame de português e matemática feito por alunos da educação básica cujos resultados compõem o Ideb – e incorporar o Enem ao sistema de avaliação da educação básica. Não há prazos para isso e o ministro admite que o tema terá de ser discutido com representantes de governos estaduais e municipais, já que o Enem é não é feito por todos os alunos.
Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.
A proposta é aumentar a escolaridade dos trabalhadores brasileiros. Dados analisados pela Síntese de Indicadores Sociais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que somente 37,9% das pessoas com idade entre 18 e 24 anos tinham 11 anos de estudo em 2009. E são poucos os que continuam frequentando a escola: apenas 5,4%. A formação profissional e técnica é considerada essencial para o cumprimento dessa meta.
Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.
Esse é um dos desafios antigos, que já fazia parte do plano decenal anterior. O Brasil ainda possui 14,1 milhões de analfabetos com mais de 15 anos. Fazer com que os brasileiros adultos não-alfabetizados voltem à escola, para especialistas, é o grande empecilho para erradicar o analfabetismo. Haddad acredita que, primeiro, outros áreas – saúde e assistência social – precisarão se unir para encarar a tarefa. Além de oferecer algum tipo de benefício para que o adulto se escolarize, o ministro acredita que a falta de saúde visual impede muitos brasileiros de continuar estudando. Na opinião da Undime, as estratégias para erradicação do analfabetismo foram bem definidas.
Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Tornar a escola mais atraente e manter o aluno estudando até o fim é um desafio também para cumprir a meta 8, que trata da escolarização dos jovens adultos. O plano prevê a criação de uma ação nacional para reestruturação e aquisição de equipamentos para as escolas públicas que atuam com educação de jovens e adultos (o antigo supletivo).
Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
A proposta não atende exatamente o que propunha a Conae, que queria o número de vagas da educação profissional triplicado até 2015. O plano fala da duplicação durante a década. Haddad afirmou que as metas foram calculadas revendo o investimento de 7% do PIB nos próximos dez anos. Se os deputados decidirem ampliar as vagas na rede profissional, terão de mexer na previsão de recursos. O tema promete voltar aos debates no Congresso.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.
A definição de metas específicas para que as universidades adotem medidas para aumentar a quantidade de formandos não haviam aparecido no plano anterior, que contemplava somente metas de maior acesso às vagas. A proposta é que as instituições públicas formem 90% de seus alunos (a evasão em alguns cursos chega a 50%) e ofereçam um terço das vagas em cursos noturnos. O PNE também quer mudanças nos currículos: 10% do total de créditos curriculares devem ser destinado a programas e projetos de extensão. As cotas raciais, aprovadas na Conae, foram excluídas do plano.
Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.
O investimento na formação dos professores é considerado um avanço pelos especialistas. Para eles, de fato, a qualidade de ensino oferecida aos estudantes só melhora a partir do momento que os professores são capacitados. Nessa meta, um item promete novos debates no Congresso: o MEC propõe a substituição do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) aplicado aos calouros pelo Enem. Como a avaliação do ensino médio é voluntária, não há definições sobre como essa substituição poderia ocorrer.
Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores.
Os especialistas também apóiam a decisão de estimular a expansão da pós-graduação. Hoje, cerca de 30 mil mestres e doutores são formados por ano no País. Para isso, a expectativa é a de que o financiamento de cursos seja ampliado pelo Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies).
Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.
O ministro da Educação disse que essa precisa ser a “década de valorização dos professores”. Os especialistas concordam que esse deve ser um ponto central do plano e elogiam a iniciativa de criar uma política nacional de formação e valorização dos profissionais da educação em um ano. Porém, criticam a falta de clareza sobre como será a parceria entre Estados, municípios e União. “A maioria dos municípios consegue pagar o piso, mas não oferece uma carreira atraente. Falta dinheiro. Precisaremos de 20% a mais de profissionais em quatro anos e não temos como resolver”, diz o presidente da Undime.
Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.
Gontijo considera a formação dos professores essencial para o cumprimento das metas nos próximos anos, por isso defende a proposta. Para ele, considerando o universo de docentes brasileiros, a ambição é ousada. “É necessário qualificarmos melhor os professores para garantir educação de qualidade, acho que as metas do Ideb passam por isso. Essa é uma meta muito interessante, mas audaciosa”, afirma.
Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
Os especialistas elogiaram a criação de um fórum que acompanhe essa atualização dos salários. Mas se preocupam em quem pagará essa conta, já que há municípios e Estados que alegam não ter adotado o piso salarial, hoje em R$ 1.024, por falta de recursos. Haddad não descartou a possibilidade de as mesas de negociação incluírem a participação do governo federal para que a meta se consolide.
Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
A prova nacional de admissão de docentes para contratação de professores, hoje já feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A meta é chegar a 90% de servidores nomeados em cargos efetivos durante o plano.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.
Os gestores que não utilizarem critérios claros para a escolha de diretores nas escolas públicas poderão ser punidos. A nomeação de gestores escolares pelas secretarias de educação não é aprovada pelas entidades e ainda ocorre em muitos municípios. O MEC sugere a criação de uma prova nacional específica para diretores, que poderia ser utilizada para ajudar a adoção de critérios técnicos e de mérito nessa tarefa.
Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do país.
Essa é a meta que mais provoca discussões e preocupações entre os especialistas. Durante a Conae, apontou-se a vontade de que esse percentual de investimentos fosse atingido em 2011 e chegasse a 10% em 2014. Para eles, os recursos definidos no PNE não serão suficientes. “Essa era a parte que deveria ser a mais forte, mas inexplicavelmente é a mais fraca. Em 2001 o parlamento propôs que esse (7% do PIB) fosse o gasto em 2010. Estamos prorrogando por mais dez anos a meta não alcançada”, critica o consultor educacional Luiz Araújo. Daniel Cara acredita que é preciso fortalecer também o papel do custo-aluno qualidade, que define padrões mínimos de investimento por estudante. O tema promete ser muito debatido no Congresso ainda.
UNE faz manifestação em defesa do Plano Nacional de Educação
Plano com diretrizes e metas para a educação no País está há um ano e meio atrasado e deve ser votado na Câmara somente em junho
iG São Paulo
Um ato público realizado nesta quarta-feira (9) em Brasília pede urgência na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita em comissão especial no Congresso. Trata-se da campanha PNE Já! – 10% do PIB em Educação e 50% dos Royalties e do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia.
Os estudantes pretendem entregar um documento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) exigindo que 10% do PIB sejam destinados à Educação. De manhã, os manifestantes escreveram com cal no gramado em frente ao Congresso Nacional a sigla PNE. O ato foi organizado pela UNE com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Física, entre outras entidades.
Foto: AEManifestantes escrevem com cal a sigla PNE no gramado em frente ao Congresso Nacional
Na Câmara dos Deputados os parlamentares que integram a comissão especial criada para avaliar a proposição começaram a discutir a última versão do substitutivo do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) na terça-feira (8). A análise deve se estender por esta semana e a expectativa é que a votação seja concluída até 23 de junho.
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o País deverá alcançar no prazo de dez anos – entre elas o aumento do atendimento em creche, a melhoria da qualidade da educação e o crescimento do percentual da população com ensino superior. Como o plano vale para o período de 2011 a 2020, a lei está atrasada há um ano e meio.
PIB para a Educação
O ponto mais polêmico do PNE continua sendo a meta de investimento na área. O relatório de Vanhoni propõe que o País amplie o gasto público em educação dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5%. Mas entidades da área e parte dos membros da comissão pressionam para que esse patamar seja de 10%.
“Há estudos que mostram que é possível aumentar o investimento desde que se priorize a educação”, defendeu a deputada Dorinha Rezende (DEM-TO). A proposta do governo é que seja mantido o índice apresentado pelo relator. Membros da comissão acreditam que haverá orientação para que os deputados da base não votem por um patamar superior.
“Acho que podemos avançar aqui mesmo na comissão a proposta dos 10%. Mas se a comissão achar que não é possível vamos a plenário”, defendeu o Deputado Izalci (PR-DF). Caso haja um pedido de requerimento com a assinatura de pelo menos 53 deputados, o relatório poderá ser levado para votação a plenário. Senão o projeto segue direto para o Senado.
Vanhoni avaliou que é difícil iniciar a votação na próxima semana. Ele pretende utilizar os próximos dias para negociar possíveis mudanças no texto com os parlamentares que apresentaram os destaques. Amanhã a comissão volta a se reunir para continuar a discussão sobre o relatório.
* Com informações da Agência Brasil
iG São Paulo
Um ato público realizado nesta quarta-feira (9) em Brasília pede urgência na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita em comissão especial no Congresso. Trata-se da campanha PNE Já! – 10% do PIB em Educação e 50% dos Royalties e do Fundo Social do Pré-Sal para Educação, Ciência e Tecnologia.
Os estudantes pretendem entregar um documento ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS) exigindo que 10% do PIB sejam destinados à Educação. De manhã, os manifestantes escreveram com cal no gramado em frente ao Congresso Nacional a sigla PNE. O ato foi organizado pela UNE com o apoio da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), da Academia Brasileira de Ciências e da Sociedade Brasileira de Física, entre outras entidades.
Foto: AEManifestantes escrevem com cal a sigla PNE no gramado em frente ao Congresso Nacional
Na Câmara dos Deputados os parlamentares que integram a comissão especial criada para avaliar a proposição começaram a discutir a última versão do substitutivo do relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) na terça-feira (8). A análise deve se estender por esta semana e a expectativa é que a votação seja concluída até 23 de junho.
O PNE estabelece 20 metas educacionais que o País deverá alcançar no prazo de dez anos – entre elas o aumento do atendimento em creche, a melhoria da qualidade da educação e o crescimento do percentual da população com ensino superior. Como o plano vale para o período de 2011 a 2020, a lei está atrasada há um ano e meio.
PIB para a Educação
O ponto mais polêmico do PNE continua sendo a meta de investimento na área. O relatório de Vanhoni propõe que o País amplie o gasto público em educação dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7,5%. Mas entidades da área e parte dos membros da comissão pressionam para que esse patamar seja de 10%.
“Há estudos que mostram que é possível aumentar o investimento desde que se priorize a educação”, defendeu a deputada Dorinha Rezende (DEM-TO). A proposta do governo é que seja mantido o índice apresentado pelo relator. Membros da comissão acreditam que haverá orientação para que os deputados da base não votem por um patamar superior.
“Acho que podemos avançar aqui mesmo na comissão a proposta dos 10%. Mas se a comissão achar que não é possível vamos a plenário”, defendeu o Deputado Izalci (PR-DF). Caso haja um pedido de requerimento com a assinatura de pelo menos 53 deputados, o relatório poderá ser levado para votação a plenário. Senão o projeto segue direto para o Senado.
Vanhoni avaliou que é difícil iniciar a votação na próxima semana. Ele pretende utilizar os próximos dias para negociar possíveis mudanças no texto com os parlamentares que apresentaram os destaques. Amanhã a comissão volta a se reunir para continuar a discussão sobre o relatório.
* Com informações da Agência Brasil
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DEPOIMENTO: Domenico de Masi: "A curiosidade intelectual é muito importante"
Domenico de Masi: "A curiosidade intelectual é muito importante"
O sociólogo fala sobre as transformações por que passou ao longo de toda uma vida dedicada à Educação
Domenico de Masi é apaixonado pela cultura grega
A Educação começa no momento em que se nasce. Não lembro exatamente como ela mudou a minha vida quando eu tinha um dia, um mês ou um ano, mas certamente mudou muito a minha vida. Foi com certeza a maior mudança que tive.
Eu lembro a mudança por que passei durante o Ensino Fundamental. Tive a sorte de ter alguns professores muito bons e muito atentos ao meu crescimento. Isso me deu um sentimento de segurança e também um senso de questionamento. Ou seja, em todas as coisas eu via problemas, e não dados. Isso me dava curiosidade e fazia com que o meu aprendizado fosse muito mais prazeroso. A curiosidade intelectual é muito importante. Diz [Gastón] Bachelard: "A fome de cada dia nos dai hoje". Hoje há muito alimento intelectual. Há muitos livros, muitos discos, muitos filmes.
E depois, no Ensino Médio, a grande transformação se deu em função da cultura grega. Sou muito apaixonado pela filosofia grega, pela literatura grega, pela tragédia grega. E essa paixão me provocou muitas mudanças, pois me fez entender que o importante não é ter muitas coisas, mas valorizar muito as coisas que se tem. Se as coisas têm sentido, elas passam a ser fundamentais. Não é preciso acumular, acumular, mas sim valorizar as coisas que temos.
A universidade me deu o senso de liberdade. Depois fiz especialização em Paris, onde tive como professores pessoas como Sartre, Camus e Tourenne. Tive a sorte de ter grandes mestres. E isso, naturalmente, abriu a minha mente.
Depois comecei a me interessar pela organização do trabalho. E isso me pôs em contato com a classe operária. Entendi que há uma diferença enorme entre quem comanda e quem deve obedecer. Entendi a importância da luta de classe. Entendi que não se consegue nada sem luta. Entendi o que é a manipulação e como a manipulação é quase pior do que o constrangimento.
É claro que também aprendi com os meus alunos, mas não muito. Não sou daqueles professores que dizem que se aprende muito com os alunos. Acredito que meus alunos aprenderam muito mais de mim do que eu deles. Mas eles me ensinaram a ser sempre verde, sempre incompleto, sempre experimental, como diz Gilberto Freyre.
Domenico de Masi é um sociólogo italiano. É autor de "Desenvolvimento sem Trabalho", "A Emoção e a Regra", "O Ócio Criativo" e "O Futuro do Trabalho". Atualmente é professor da Universidade La Sapienza de Roma.
Personalidade versus conhecimento em processos seletivos
Empresas dão mais valor à avaliação pessoal de candidatos que a competência na área de atuação
Márcia Rodrigues, de O Estado de S. Paulo
O aquecimento econômico, que vem gerando uma verdadeira caçada de profissionais qualificados, não impede as empresas de dar prioridade à avaliação do perfil psicológico dos candidatos, antes mesmo de pesar a experiência técnica durante os processos seletivos. É o que aponta pesquisa da Catho Online com 46.067 entrevistados entre candidatos e profissionais da área de recursos humanos.
DivulgaçãoNatalia (à esq.) e Karina passaram por vários testes antes de serem escolhidasDe acordo com o levantamento, 52,1% das empresas pesquisadas aplicam algum tipo de teste no processo seletivo. Destas, 71,7% valorizam a avaliação da personalidade, aptidão e as competências dos candidatos em testes psicológicos ou de análise de comportamento durante a seleção. O conhecimento técnico também é analisado no currículo, em entrevistas ou em testes situacionais - quando a empresa simula um conflito do dia a dia da função para ver se o candidato consegue solucioná-lo -, mas somente depois da aprovação do perfil comportamental.
“Normalmente, as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas e são demitidas por problemas de comportamento. Por isso, é natural que as companhias deem prioridade a este tipo de avaliação. Afinal, é muito mais fácil oferecer um curso técnico para aprimorar os conhecimentos do profissional na área e, assim, suprir a sua deficiência, do que ‘moldar’ a personalidade de alguém”, comenta diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa.
A gerente de recursos humanos da rede hoteleira Grupo Salinas, Eliana Castro, concorda com Rosa. Para ela, em muitos casos é importante avaliar se a personalidade do candidato se encaixa com a dos demais funcionários da equipe para não prejudicar o clima amistoso no ambiente de trabalho.
“Há candidatos que nós desencorajamos o chefe do setor a contratar, porque sua personalidade destoa dos demais da equipe. Claro que não eliminamos o candidato logo de cara, mas é algo que conta ponto”, diz Eliana.
Recém-contratadas pelo grupo hoteleiro de Alagoas, Natalia Pinto Rabelo, de 22 anos, e Karina Sencades, de 32 anos, passaram por vários testes antes de obterem a efetivação.
Por ser psicóloga, Karina, que assumiu o cargo de consultora de recursos humanos em março, não passou por testes psicológicos, já que não se aplica este tipo de exame em profissionais da área. “Mas passei por entrevistas, provas situacionais e de competência, que também ressaltam características que possibilitam ao recrutador traçar meu perfil psicológico”, conta Karina.
Natália, contratada este mês como assistente de vendas, fez testes de personalidade, passou por três entrevistas e ainda pela prova situacional. “De todos os testes, o mais difícil foi a simulação de um problema corriqueiro da função. ‘Tirei de letra’as entrevistas e o teste psicológico.”
O diretor de desenvolvimento organizacional do Grupo Boticário, Rogério Bulhões, também não recomenda a contratação de um profissional que os testes, entrevistas, dinâmica[ ]s etc. apontem que ele não tem o perfil aderente à cultura organizacional, mesmo tendo a base técnica. “Testes comportamentais são instrumentos que apoiam a decisão do gestor e complementam a entrevista, dinâmicas de grupo, cases e outras ferramentas de seleção. Mas não são a única ferramenta para a tomada de decisão da contratação.”
A AmBev também investe na avaliação do comportamento do candidato. A companhia faz testes de personalidade e de afinidade com a cultura corporativa.
Lacuna
Dependendo do cargo e da área de atuação também é feita análise técnica, de português e de inglês. “É muito mais fácil preencher a lacuna da área técnica do que moldar uma personalidade”, garante a gerente de recrutamento e seleção, Isabela Garbers.
Para conquistar uma vaga de trainee na área de auditoria da consultoria BDO Brazil, André Nunes, de 21 anos, também precisou passar por uma bateria de exames. Enfrentou dinâmica de grupo, testes psicológicos, redação, entrevistas e simulações de atividades operacionais. “Passei por vários processos seletivos este ano, mas este foi o mais difícil de todos”, comenta Nunes.
Outra empresa que utiliza testes de personalidade e entrevistas por competência é a TAM. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da empresa, caso seja identificado algum desvio apontado no teste comportamental e na entrevista, mesmo que o candidato atenda tecnicamente aos requisitos ele é reprovado na seleção.
A Natura não faz testes psicológicos, mas sim uma avaliação comportamental, que inclui a elaboração de um “inventário de reflexão”, além da análise de competência. Principalmente para vagas que exijam requisitos mínimos para a função, como um técnico de mecânica ou de pesquisa, por exemplo.
“Aplicamos um questionário no qual o candidato precisa fazer uma reflexão sobre as atividades que desempenhou ao longo da carreira. Também o fazemos refletir se a vaga disputada e a Natura se encaixam nas suas perspectivas para a carreira. Reforçamos isso durante a entrevista também”, diz a gerente de educação corporativa Andrea Vernacci.
Márcia Rodrigues, de O Estado de S. Paulo
O aquecimento econômico, que vem gerando uma verdadeira caçada de profissionais qualificados, não impede as empresas de dar prioridade à avaliação do perfil psicológico dos candidatos, antes mesmo de pesar a experiência técnica durante os processos seletivos. É o que aponta pesquisa da Catho Online com 46.067 entrevistados entre candidatos e profissionais da área de recursos humanos.
DivulgaçãoNatalia (à esq.) e Karina passaram por vários testes antes de serem escolhidasDe acordo com o levantamento, 52,1% das empresas pesquisadas aplicam algum tipo de teste no processo seletivo. Destas, 71,7% valorizam a avaliação da personalidade, aptidão e as competências dos candidatos em testes psicológicos ou de análise de comportamento durante a seleção. O conhecimento técnico também é analisado no currículo, em entrevistas ou em testes situacionais - quando a empresa simula um conflito do dia a dia da função para ver se o candidato consegue solucioná-lo -, mas somente depois da aprovação do perfil comportamental.
“Normalmente, as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas e são demitidas por problemas de comportamento. Por isso, é natural que as companhias deem prioridade a este tipo de avaliação. Afinal, é muito mais fácil oferecer um curso técnico para aprimorar os conhecimentos do profissional na área e, assim, suprir a sua deficiência, do que ‘moldar’ a personalidade de alguém”, comenta diretor de educação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), Luiz Edmundo Rosa.
A gerente de recursos humanos da rede hoteleira Grupo Salinas, Eliana Castro, concorda com Rosa. Para ela, em muitos casos é importante avaliar se a personalidade do candidato se encaixa com a dos demais funcionários da equipe para não prejudicar o clima amistoso no ambiente de trabalho.
“Há candidatos que nós desencorajamos o chefe do setor a contratar, porque sua personalidade destoa dos demais da equipe. Claro que não eliminamos o candidato logo de cara, mas é algo que conta ponto”, diz Eliana.
Recém-contratadas pelo grupo hoteleiro de Alagoas, Natalia Pinto Rabelo, de 22 anos, e Karina Sencades, de 32 anos, passaram por vários testes antes de obterem a efetivação.
Por ser psicóloga, Karina, que assumiu o cargo de consultora de recursos humanos em março, não passou por testes psicológicos, já que não se aplica este tipo de exame em profissionais da área. “Mas passei por entrevistas, provas situacionais e de competência, que também ressaltam características que possibilitam ao recrutador traçar meu perfil psicológico”, conta Karina.
Natália, contratada este mês como assistente de vendas, fez testes de personalidade, passou por três entrevistas e ainda pela prova situacional. “De todos os testes, o mais difícil foi a simulação de um problema corriqueiro da função. ‘Tirei de letra’as entrevistas e o teste psicológico.”
O diretor de desenvolvimento organizacional do Grupo Boticário, Rogério Bulhões, também não recomenda a contratação de um profissional que os testes, entrevistas, dinâmica[ ]s etc. apontem que ele não tem o perfil aderente à cultura organizacional, mesmo tendo a base técnica. “Testes comportamentais são instrumentos que apoiam a decisão do gestor e complementam a entrevista, dinâmicas de grupo, cases e outras ferramentas de seleção. Mas não são a única ferramenta para a tomada de decisão da contratação.”
A AmBev também investe na avaliação do comportamento do candidato. A companhia faz testes de personalidade e de afinidade com a cultura corporativa.
Lacuna
Dependendo do cargo e da área de atuação também é feita análise técnica, de português e de inglês. “É muito mais fácil preencher a lacuna da área técnica do que moldar uma personalidade”, garante a gerente de recrutamento e seleção, Isabela Garbers.
Para conquistar uma vaga de trainee na área de auditoria da consultoria BDO Brazil, André Nunes, de 21 anos, também precisou passar por uma bateria de exames. Enfrentou dinâmica de grupo, testes psicológicos, redação, entrevistas e simulações de atividades operacionais. “Passei por vários processos seletivos este ano, mas este foi o mais difícil de todos”, comenta Nunes.
Outra empresa que utiliza testes de personalidade e entrevistas por competência é a TAM. Segundo informações divulgadas pela assessoria de imprensa da empresa, caso seja identificado algum desvio apontado no teste comportamental e na entrevista, mesmo que o candidato atenda tecnicamente aos requisitos ele é reprovado na seleção.
A Natura não faz testes psicológicos, mas sim uma avaliação comportamental, que inclui a elaboração de um “inventário de reflexão”, além da análise de competência. Principalmente para vagas que exijam requisitos mínimos para a função, como um técnico de mecânica ou de pesquisa, por exemplo.
“Aplicamos um questionário no qual o candidato precisa fazer uma reflexão sobre as atividades que desempenhou ao longo da carreira. Também o fazemos refletir se a vaga disputada e a Natura se encaixam nas suas perspectivas para a carreira. Reforçamos isso durante a entrevista também”, diz a gerente de educação corporativa Andrea Vernacci.
Dados sobre educação básica revelam abismos em regiões da capital paulista
Prefeitura de São Paulo reconhece problema e afirma que discute como combatê-lo
Paulo Saldaña e Ocimara Balmant - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Dados sobre a educação municipal de São Paulo mostram que a diversidade da capital paulista também se reflete nas salas de aulas da rede ligada à Prefeitura. Recortes sobre retenção de alunos, distorção de idade adequada à série e até nível de formação de professores revelam abismos nas comparações entre as subprefeituras da cidade - apesar da melhora na média. Em alguns casos, regiões vizinhas têm resultados com mais de 100% de disparidade.
É o caso quando a análise recai sobre os índices de retenção. Esse dado é um importante recorte de avaliação da educação, usado, por exemplo, no cálculo de rendimento escolar que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
As escolas da região da subprefeitura de Cidade Ademar, na zona sul, tinham em 2010 o pior resultado, com 7,98% de reprovação. O resultado é mais que o dobro da subprefeitura com o melhor aproveitamento nas aprovações: Parelheiros, também da zona sul, com retenção de 3,04%.
Apesar de representarem os extremos da cidade, as duas regiões são vizinhas e de uma região das mais carentes da capital. Chama a atenção que essa desigualdade sem regionalidade definida pode ser vista em outros índices da Secretaria Municipal de Educação.
A taxa de distorção de idade - que representa o volume de alunos com idade superior à recomendada para a série - também é espelho dessa realidade. A área da subprefeitura de Jaçanã/Tremembé, zona norte, tem o melhor resultado, com 10,6%. A vizinha Freguesia/Brasilândia tem um resultado 57% pior: 16,6% dos alunos da região estão atrasados na escola.
A dona de casa Maria Lucicleide de Oliveira, de 38 anos, vive essa realidade em casa. O filho Alexandre, de 15 anos, está fazendo pela segunda vez neste ano a 7.ª série. Segundo Maria, foi ela quem foi à escola - o CEU Paz, na Brasilândia - e insistiu que seu filho não passasse de ano. "Eu quis que ele fosse reprovado, tinha faltado muito e achei que ele não tinha como passar."
Alexandre conta que preferia ficar em casa, na frente da TV, a frequentar a escola. "As aulas eram muito chatas, não tinha motivo nenhum para ir lá."
A especialista em gestão educacional da Fundação Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, afirma que o poder público precisa ficar atento a diferentes motivos de problemas com rendimento. "Esses resultados apontam para a necessidade de se considerar fatores interescolares que afetem o rendimento dos alunos. Muitas vezes, comete-se o erro de achar que só os indicadores socioeconômicos justificam evasão, frequência e aprendizagem, mas isso não é verdade", disse.
Professores. A líder comunitária Duilia Domingues Simões, de 49 anos, que tem um filho de 12, reclama da falta de preparo de professores. "A reclamação que recebemos é de que há poucos professores bons, a maioria é mal preparada, não motiva os alunos", diz ela, moradora da Brasilândia.
A crítica de Duilia pode explicar um pouco as diferenças entre as escolas. A opinião é do educador Jorge Werthein, ex-representante da Unesco do Brasil. "Professores e diretores têm formação diferente e eles são os grandes responsáveis pelo perfil da escola", afirma. Segundo Werthein, o contraste regional na rede municipal é característico de grandes cidades, como São Paulo, Buenos Aires e Nova York. "A educação faz parte da luta contra a desigualdade. Obviamente, é necessário uma política de reforço de discriminação positiva."
Avanço. As médias da cidade como um todo têm apresentado avanços, segundo os indicadores. Entre 2009 e 2010, a rede teve uma pequena melhora tanto no fluxo - com redução nas taxas de reprovação - quanto na distorção de idade, com um porcentual menor de alunos atrasados.
Além disso, os dados da rede municipal são mais positivos do que as médias nacionais. A retenção no município representa, por exemplo, metade do índice do Brasil, que é de 10%.
A Prefeitura reconhece a diversidade. A Secretaria de Educação informou que discute com a rede o Índice de Qualidade da Educação (Indique), que servirá para nortear as ações da pasta com base nas diferenças locais e necessidades de cada escola ou região. / COLABOROU ARTUR RODRIGUES
Paulo Saldaña e Ocimara Balmant - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - Dados sobre a educação municipal de São Paulo mostram que a diversidade da capital paulista também se reflete nas salas de aulas da rede ligada à Prefeitura. Recortes sobre retenção de alunos, distorção de idade adequada à série e até nível de formação de professores revelam abismos nas comparações entre as subprefeituras da cidade - apesar da melhora na média. Em alguns casos, regiões vizinhas têm resultados com mais de 100% de disparidade.
É o caso quando a análise recai sobre os índices de retenção. Esse dado é um importante recorte de avaliação da educação, usado, por exemplo, no cálculo de rendimento escolar que compõe o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
As escolas da região da subprefeitura de Cidade Ademar, na zona sul, tinham em 2010 o pior resultado, com 7,98% de reprovação. O resultado é mais que o dobro da subprefeitura com o melhor aproveitamento nas aprovações: Parelheiros, também da zona sul, com retenção de 3,04%.
Apesar de representarem os extremos da cidade, as duas regiões são vizinhas e de uma região das mais carentes da capital. Chama a atenção que essa desigualdade sem regionalidade definida pode ser vista em outros índices da Secretaria Municipal de Educação.
A taxa de distorção de idade - que representa o volume de alunos com idade superior à recomendada para a série - também é espelho dessa realidade. A área da subprefeitura de Jaçanã/Tremembé, zona norte, tem o melhor resultado, com 10,6%. A vizinha Freguesia/Brasilândia tem um resultado 57% pior: 16,6% dos alunos da região estão atrasados na escola.
A dona de casa Maria Lucicleide de Oliveira, de 38 anos, vive essa realidade em casa. O filho Alexandre, de 15 anos, está fazendo pela segunda vez neste ano a 7.ª série. Segundo Maria, foi ela quem foi à escola - o CEU Paz, na Brasilândia - e insistiu que seu filho não passasse de ano. "Eu quis que ele fosse reprovado, tinha faltado muito e achei que ele não tinha como passar."
Alexandre conta que preferia ficar em casa, na frente da TV, a frequentar a escola. "As aulas eram muito chatas, não tinha motivo nenhum para ir lá."
A especialista em gestão educacional da Fundação Itaú Social, Patrícia Mota Guedes, afirma que o poder público precisa ficar atento a diferentes motivos de problemas com rendimento. "Esses resultados apontam para a necessidade de se considerar fatores interescolares que afetem o rendimento dos alunos. Muitas vezes, comete-se o erro de achar que só os indicadores socioeconômicos justificam evasão, frequência e aprendizagem, mas isso não é verdade", disse.
Professores. A líder comunitária Duilia Domingues Simões, de 49 anos, que tem um filho de 12, reclama da falta de preparo de professores. "A reclamação que recebemos é de que há poucos professores bons, a maioria é mal preparada, não motiva os alunos", diz ela, moradora da Brasilândia.
A crítica de Duilia pode explicar um pouco as diferenças entre as escolas. A opinião é do educador Jorge Werthein, ex-representante da Unesco do Brasil. "Professores e diretores têm formação diferente e eles são os grandes responsáveis pelo perfil da escola", afirma. Segundo Werthein, o contraste regional na rede municipal é característico de grandes cidades, como São Paulo, Buenos Aires e Nova York. "A educação faz parte da luta contra a desigualdade. Obviamente, é necessário uma política de reforço de discriminação positiva."
Avanço. As médias da cidade como um todo têm apresentado avanços, segundo os indicadores. Entre 2009 e 2010, a rede teve uma pequena melhora tanto no fluxo - com redução nas taxas de reprovação - quanto na distorção de idade, com um porcentual menor de alunos atrasados.
Além disso, os dados da rede municipal são mais positivos do que as médias nacionais. A retenção no município representa, por exemplo, metade do índice do Brasil, que é de 10%.
A Prefeitura reconhece a diversidade. A Secretaria de Educação informou que discute com a rede o Índice de Qualidade da Educação (Indique), que servirá para nortear as ações da pasta com base nas diferenças locais e necessidades de cada escola ou região. / COLABOROU ARTUR RODRIGUES
Google lança site para ensinar estudantes a melhorar pesquisas
Search Education reúne tutoriais para otimizar buscas e avaliar a credibilidade da fonte
Patrícia Gomes, do portal Porvir
Se você digita uma palavra no Google, em menos de um segundo o buscador vai apresentar alguns milhares de resultados que mencionam o termo. Alguns deles, de fato, podem ajudar muito na sua busca; outros, nem tanto. Para ensinar estudantes e professores a separar o joio do trigo e ajudá-los a fazer pesquisas mais qualificadas, o Google lançou, este mês, o site Search Education (www.google.com/insidesearch/searcheducation).
Ainda completamente em inglês, o site é voltado a professores interessados em ensinar estratégias de pesquisa a seus alunos ou a usuários que querem otimizar suas buscas. “Nós decidimos ensinar a pesquisar porque o Google tem uma gama de ferramentas, mas a maioria das pessoas só conhece parte delas”, diz Tasha Bergsin-Michelson, educadora do Google.
Uma das seções do site é a Lessons Plans, ou planos de aula, em português. Nela, é possível encontrar os tutorias em três níveis de dificuldade que ensinam educadores com mais ou menos intimidade com o Google a pesquisar. Os vídeos dão dicas de como escolher os termos de pesquisa mais adequados, entender o resultado da busca, restringir a pesquisa para chegar a melhores resultados e até avaliar a credibilidade da fonte de informação.
A estratégia do Google de falar aos professores tem como objetivo fazer o treinamento chegar aos alunos para torná-los capazes de aprender sozinhos e de ser bons questionadores. “Nós precisamos cultivar a autonomia da aprendizagem nos nossos estudantes, para que, quando eles saírem para o mundo, depois do ensino médio, na faculdade, na carreira ou na vida, eles saibam como pesquisar e pensar criticamente”, diz Anne Arriaga, bibliotecária e membro da equipe de educadores do Google.
No Search Education, os professores encontram também uma série de sugestões para desafiar os alunos. Dividido por disciplinas como história, geografia, biologia, o Google Day Challenge propõe atividades em que os estudantes serão testados tanto no conhecimento da matéria quanto nas ferramentas do buscador. Pelo site, o professor recebe dicas de como conduzir o exercício.
As atividades específicas foram desenvolvidas a partir do currículo norte-americano e, por enquanto, não há previsão de que a ferramenta seja traduzida ou adaptada para o ensino brasileiro. Para os vídeos gerais, que falam sobre as funcionalidades do Google, no entanto, as dicas podem ser muito úteis.
O único problema é que todos os tutoriais são em inglês. Quem não domina o idioma, porém, pode recorrer à ajuda do próprio Google para decifrá-los. Ao clicar no botão CC, na parte inferior da tela, é possível selecionar a opção de ter a transcrição do áudio. Com o áudio transcrito, é só jogar o texto para ser traduzido pelo Google Tradutor.
Patrícia Gomes, do portal Porvir
Se você digita uma palavra no Google, em menos de um segundo o buscador vai apresentar alguns milhares de resultados que mencionam o termo. Alguns deles, de fato, podem ajudar muito na sua busca; outros, nem tanto. Para ensinar estudantes e professores a separar o joio do trigo e ajudá-los a fazer pesquisas mais qualificadas, o Google lançou, este mês, o site Search Education (www.google.com/insidesearch/searcheducation).
Ainda completamente em inglês, o site é voltado a professores interessados em ensinar estratégias de pesquisa a seus alunos ou a usuários que querem otimizar suas buscas. “Nós decidimos ensinar a pesquisar porque o Google tem uma gama de ferramentas, mas a maioria das pessoas só conhece parte delas”, diz Tasha Bergsin-Michelson, educadora do Google.
Uma das seções do site é a Lessons Plans, ou planos de aula, em português. Nela, é possível encontrar os tutorias em três níveis de dificuldade que ensinam educadores com mais ou menos intimidade com o Google a pesquisar. Os vídeos dão dicas de como escolher os termos de pesquisa mais adequados, entender o resultado da busca, restringir a pesquisa para chegar a melhores resultados e até avaliar a credibilidade da fonte de informação.
A estratégia do Google de falar aos professores tem como objetivo fazer o treinamento chegar aos alunos para torná-los capazes de aprender sozinhos e de ser bons questionadores. “Nós precisamos cultivar a autonomia da aprendizagem nos nossos estudantes, para que, quando eles saírem para o mundo, depois do ensino médio, na faculdade, na carreira ou na vida, eles saibam como pesquisar e pensar criticamente”, diz Anne Arriaga, bibliotecária e membro da equipe de educadores do Google.
No Search Education, os professores encontram também uma série de sugestões para desafiar os alunos. Dividido por disciplinas como história, geografia, biologia, o Google Day Challenge propõe atividades em que os estudantes serão testados tanto no conhecimento da matéria quanto nas ferramentas do buscador. Pelo site, o professor recebe dicas de como conduzir o exercício.
As atividades específicas foram desenvolvidas a partir do currículo norte-americano e, por enquanto, não há previsão de que a ferramenta seja traduzida ou adaptada para o ensino brasileiro. Para os vídeos gerais, que falam sobre as funcionalidades do Google, no entanto, as dicas podem ser muito úteis.
O único problema é que todos os tutoriais são em inglês. Quem não domina o idioma, porém, pode recorrer à ajuda do próprio Google para decifrá-los. Ao clicar no botão CC, na parte inferior da tela, é possível selecionar a opção de ter a transcrição do áudio. Com o áudio transcrito, é só jogar o texto para ser traduzido pelo Google Tradutor.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Coluna Prestes em Mato Grosso
Vinicius de Carvalho
Na última terça-feira (8) tive a oportunidade de participar de dois eventos importantes liderados por colegas sócios do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHG-MT). Uma delas é foi a exposição “Uma janela de sonhos”, aberta à visitação às 19h do dia 8 no Cine Teatro Cuiabá, em comemoração aos 70 anos de inauguração do espaço. O curador da exposição é o sócio Aníbal Alencastro, que vem se destacando nesta temática do cinema. Outro foi o lançamento do documentário “Heróis não renunciam”, tendo o também sócio Joel Leão como produtor e diretor. O filme retrata a passagem da Coluna Prestes pelo Estado de Mato Grosso em 1926 e destaca a resistência oferecida pelos chamados “batalhões patrióticos” àquele grupamento militar.
Aproveito o lançamento do filme para me aprofundar um pouco mais na própria Coluna Prestes e sua importância na História do Brasil e, em particular, de Mato Grosso. Foi um dos episódios mais relevantes da primeira metade do século XX no Brasil. Teve relação direta com os movimentos políticos da Reação Republicana liderada por Nilo Peçanha e a própria Aliança Liberal.
O Estado de Mato Grosso teve uma participação importante na marcha realizada pela Coluna. Primeiro porque foi um dos Estados no qual eles mais andaram, dada a sua extensão territorial de então, que incluía os atuais Estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia. Foram 2 mil km dos cerca de 25 mil km estimados para a Coluna nos 13 Estados atravessados.
Segundo porque eles passaram por aqui em duas ocasiões. Logo após o encontro em Foz do Iguaçu, no Paraná, da Coluna de Prestes vindo do Rio Grande do Sul e de Miguel Costa de São Paulo. Eles foram em direção ao Paraguai e percorreram boa parte da região sul do “velho Mato Grosso”, partindo em seguida na direção de Goiás. Depois, passaram por aqui na volta, no final de 1926 e começo de 1927, em direção a Bolívia, tanto com a Coluna principal quanto com o chamado “périplo de Siqueira Campos”.
Personagens importantes para história regional como o Marechal Rondon e o então coronel Bertoldo Klinger tiveram papel de destaque nestas passagens. O Marechal Rondon teve a oportunidade de comandar as tropas legalistas contra a Coluna na região de Catanduvas (PR) e Bertoldo Klinger foi um perseguidor implacável dos chamados “rebeldes” não apenas em Mato Grosso, mas também no vizinho Estado de Goiás.
Algo interessante é que o estado-maior da coluna planejou a invasão de Mato Grosso, inicialmente por Três Lagoas, visando a criação de uma outra república, que eles denominaram de Estado Livre do Sul ou Brasilândia. Eles entendiam que a maior parte dos militares na região eram favoráveis à causa da Coluna e que, portanto, manifestariam adesão ao movimento. Desta forma, eles teriam um recurso de poder importante para negociar com Artur Bernardes. Foi mais um episódio na longa história do separatismo no Estado, que culminou com a emancipação de Mato Grosso do Sul, em 1979. Só para relembrar, menciono a proclamação da República Transatlântica em Corumbá em 1892, como parte dos levantes militares do começo da República.
Os ecos deste período ainda estão presentes no Estado, com o município de Brasilândia (MS), próximo a Três Lagoas e Nova Brasilândia (MT), na região de Chapada dos Guimarães. A produção é, portanto, uma contribuição importante para melhor compreensão deste importante momento histórico em Mato Grosso. Parabenizo novamente todos os responsáveis pela sua produção e recomendo aos interessados no tema.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Na última terça-feira (8) tive a oportunidade de participar de dois eventos importantes liderados por colegas sócios do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso (IHG-MT). Uma delas é foi a exposição “Uma janela de sonhos”, aberta à visitação às 19h do dia 8 no Cine Teatro Cuiabá, em comemoração aos 70 anos de inauguração do espaço. O curador da exposição é o sócio Aníbal Alencastro, que vem se destacando nesta temática do cinema. Outro foi o lançamento do documentário “Heróis não renunciam”, tendo o também sócio Joel Leão como produtor e diretor. O filme retrata a passagem da Coluna Prestes pelo Estado de Mato Grosso em 1926 e destaca a resistência oferecida pelos chamados “batalhões patrióticos” àquele grupamento militar.
Aproveito o lançamento do filme para me aprofundar um pouco mais na própria Coluna Prestes e sua importância na História do Brasil e, em particular, de Mato Grosso. Foi um dos episódios mais relevantes da primeira metade do século XX no Brasil. Teve relação direta com os movimentos políticos da Reação Republicana liderada por Nilo Peçanha e a própria Aliança Liberal.
O Estado de Mato Grosso teve uma participação importante na marcha realizada pela Coluna. Primeiro porque foi um dos Estados no qual eles mais andaram, dada a sua extensão territorial de então, que incluía os atuais Estados de Mato Grosso do Sul e Rondônia. Foram 2 mil km dos cerca de 25 mil km estimados para a Coluna nos 13 Estados atravessados.
Segundo porque eles passaram por aqui em duas ocasiões. Logo após o encontro em Foz do Iguaçu, no Paraná, da Coluna de Prestes vindo do Rio Grande do Sul e de Miguel Costa de São Paulo. Eles foram em direção ao Paraguai e percorreram boa parte da região sul do “velho Mato Grosso”, partindo em seguida na direção de Goiás. Depois, passaram por aqui na volta, no final de 1926 e começo de 1927, em direção a Bolívia, tanto com a Coluna principal quanto com o chamado “périplo de Siqueira Campos”.
Personagens importantes para história regional como o Marechal Rondon e o então coronel Bertoldo Klinger tiveram papel de destaque nestas passagens. O Marechal Rondon teve a oportunidade de comandar as tropas legalistas contra a Coluna na região de Catanduvas (PR) e Bertoldo Klinger foi um perseguidor implacável dos chamados “rebeldes” não apenas em Mato Grosso, mas também no vizinho Estado de Goiás.
Algo interessante é que o estado-maior da coluna planejou a invasão de Mato Grosso, inicialmente por Três Lagoas, visando a criação de uma outra república, que eles denominaram de Estado Livre do Sul ou Brasilândia. Eles entendiam que a maior parte dos militares na região eram favoráveis à causa da Coluna e que, portanto, manifestariam adesão ao movimento. Desta forma, eles teriam um recurso de poder importante para negociar com Artur Bernardes. Foi mais um episódio na longa história do separatismo no Estado, que culminou com a emancipação de Mato Grosso do Sul, em 1979. Só para relembrar, menciono a proclamação da República Transatlântica em Corumbá em 1892, como parte dos levantes militares do começo da República.
Os ecos deste período ainda estão presentes no Estado, com o município de Brasilândia (MS), próximo a Três Lagoas e Nova Brasilândia (MT), na região de Chapada dos Guimarães. A produção é, portanto, uma contribuição importante para melhor compreensão deste importante momento histórico em Mato Grosso. Parabenizo novamente todos os responsáveis pela sua produção e recomendo aos interessados no tema.
Vinicius de Carvalho Araújo é gestor governamental do Estado, mestre em História Política, professor universitário escreve neste blog toda segunda-feira - vcaraujo@terra.com.br www.professorviniciusaraujo.blogspot.com
Servidor público
O que não pode, a pretexto de alterar regime juridico, é baixar os salários
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso certamente deverá estar em franca ebulição na defesa de seus associados. E tal circunstância é plenamente justificável. Não basta a URV que todos tem a receber e não recebem, e, agora, estão recebendo notificação para que se manifestem sobre seus direitos pecuniários preteritamente reconhecidos, inclusive
os aposentados e estão temerosos de serem reduzidos.
Diante desta possibilidade e porque estou sendo, diariamente, abordado por uns e outros, buscando informações de seus direitos, resolvi retornar à questão. O tema tem ressonância com parcela considerável de servidores brasileiros.
Conforme relatei anteriormente, a questão tem plena relevância. 10 milhões debrasileiros se preparam, muitos fazendo cursinhos, para disputarem uma das 80 mil vagas então abertas para servidores públicos federais, estaduais ou municipais, segundo estimativas do PNAD - Pesquisa Nacional de Amostragem de Serviço, o que corresponde a 5% da população do país. Outras 220 mil vagas estão destinadas a recenseadores do IBGE, ficando, porém, a prestação de serviço limitada a 1 ano.
Efetivamente, o cidadão tem interesse em fazer parte do serviço público, especialmente diante da dificuldade do acesso ao mercado liberal de trabalho. Algumas informações podem ser fornecidas a título protetivo.
Não tem o servidor direito a imutabilidade do seu regime jurídico. O regime jurídico a que está submetido desde seu ingresso no serviço público pode ser alterado na constância da conveniência e oportunidade da administração. É o que se fez exemplificadamente com a instituição do subsídio, no qual se incorporaram as verbas observando, porém, um limite constitucional, como, ainda, com a instituição de novos planos de cargos, carreiras e salários.
O que não se pode, porém, é, a pretexto de alterar o regime jurídico, diminuir os vencimentos. Nesse aspecto vigora o princípio da irredutibilidade de vencimentos, regra do inciso XV do art. 37 da C.F. Ressai, neste particular, o direito adquirido inserido na C. Magna no inciso XXXVI do art. 5º.
Quanto ao aposentado, e com mais rigor ainda, não pode a administração, unilateralmente, reduzir seus vencimentos, pois o ato de aposentadoria é complexo e se aperfeiçoa com o seu
registro. As aposentadorias concedidas e registradas nos T.C.tornam-se imutáveis, acrescendo, porém, das vantagens e benefícios concedidas aos servidores em atividade, conforme º 8º do art. 40 da CF, se transformando em atos perfeitos insuscetíveis de alteração, salvo na ocorrência de processo judicial com observância do contraditório, imune às modificações monocráticas, isoladas, do executivo, legislativo ou judiciário.
Tal violência ocasionaria uma desestabilização das decisões jurídicas ocasionando uma intranquilidade social. Há um diferencial entre o servidor efetivo e o comissionado. O primeiro se submeteu a concurso, passou pelo estágio probatório e se efetivou e assim só pode em circunstâncias excepcionais ser afastado ou exonerado de suas funções, tudo mediante processo regular, assegurada a ampla defesa, inciso LV do art.5º.
Nessa situação se encontram os estáveis, ou seja, aqueles que embora não concursados foram por assim declarados na esteira das regras do ADCT da Carta de 88, conforme prescrição do art. 19,c.c. o º 1º,I, II do art.41, por terem observado os requisitos, que possibilitaram sua estabilidade.
Já os comissionados, ou seja, de provisionamento transitório, os de livre nomeação, não possuem essa garantia conforme prescrição da C.F., no inciso II do art. 37, e poderão ser demitidos a qualquer momento no exercício do livre arbítrio, desde que assim deseje, a administração pública.
Vem se observando seu direito, a recebimento, a título de indenização, das férias não gozadas e do terço de férias, inobstante ausência de previsão em lei específica, mas com suporte no º 3º do art. 39 da C.F. Diverge a jurisprudência sobre a questão, havendo julgados, embora não majoritários, equiparando seus direitos aos previstos na CLT, mas, o entendimento majoritário é pela prevalência das regras pertinentes ao regime estatutário, salvo previsão pretérita diversa do regime convencionado.
Desvio da função. Muito se divergiu sobre a questão, mas hoje, majoritariamente, pode-se afirmar que se reconhece o direito ao recebimento da diferença do vencimento do cargo exercido, a maior, a título de indenização do servidor, sob pena do enriquecimento indevido e ilícito do Estado.
Espera-se, que a caixa seja suprida e que os servidores do poder judiciário, não venham a amargar tantos anos de espera para receber seus valores pecuniários e pior ainda, não tenham de se socorrer de medidas judiciais para assegurá-los.
LICÍNIO CARPINELLI STEFANI é desembargador aposentado e advogado.
licíniocapinelli@cfadvocacia.com.br
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso certamente deverá estar em franca ebulição na defesa de seus associados. E tal circunstância é plenamente justificável. Não basta a URV que todos tem a receber e não recebem, e, agora, estão recebendo notificação para que se manifestem sobre seus direitos pecuniários preteritamente reconhecidos, inclusive
os aposentados e estão temerosos de serem reduzidos.
Diante desta possibilidade e porque estou sendo, diariamente, abordado por uns e outros, buscando informações de seus direitos, resolvi retornar à questão. O tema tem ressonância com parcela considerável de servidores brasileiros.
Conforme relatei anteriormente, a questão tem plena relevância. 10 milhões debrasileiros se preparam, muitos fazendo cursinhos, para disputarem uma das 80 mil vagas então abertas para servidores públicos federais, estaduais ou municipais, segundo estimativas do PNAD - Pesquisa Nacional de Amostragem de Serviço, o que corresponde a 5% da população do país. Outras 220 mil vagas estão destinadas a recenseadores do IBGE, ficando, porém, a prestação de serviço limitada a 1 ano.
Efetivamente, o cidadão tem interesse em fazer parte do serviço público, especialmente diante da dificuldade do acesso ao mercado liberal de trabalho. Algumas informações podem ser fornecidas a título protetivo.
Não tem o servidor direito a imutabilidade do seu regime jurídico. O regime jurídico a que está submetido desde seu ingresso no serviço público pode ser alterado na constância da conveniência e oportunidade da administração. É o que se fez exemplificadamente com a instituição do subsídio, no qual se incorporaram as verbas observando, porém, um limite constitucional, como, ainda, com a instituição de novos planos de cargos, carreiras e salários.
O que não se pode, porém, é, a pretexto de alterar o regime jurídico, diminuir os vencimentos. Nesse aspecto vigora o princípio da irredutibilidade de vencimentos, regra do inciso XV do art. 37 da C.F. Ressai, neste particular, o direito adquirido inserido na C. Magna no inciso XXXVI do art. 5º.
Quanto ao aposentado, e com mais rigor ainda, não pode a administração, unilateralmente, reduzir seus vencimentos, pois o ato de aposentadoria é complexo e se aperfeiçoa com o seu
registro. As aposentadorias concedidas e registradas nos T.C.tornam-se imutáveis, acrescendo, porém, das vantagens e benefícios concedidas aos servidores em atividade, conforme º 8º do art. 40 da CF, se transformando em atos perfeitos insuscetíveis de alteração, salvo na ocorrência de processo judicial com observância do contraditório, imune às modificações monocráticas, isoladas, do executivo, legislativo ou judiciário.
Tal violência ocasionaria uma desestabilização das decisões jurídicas ocasionando uma intranquilidade social. Há um diferencial entre o servidor efetivo e o comissionado. O primeiro se submeteu a concurso, passou pelo estágio probatório e se efetivou e assim só pode em circunstâncias excepcionais ser afastado ou exonerado de suas funções, tudo mediante processo regular, assegurada a ampla defesa, inciso LV do art.5º.
Nessa situação se encontram os estáveis, ou seja, aqueles que embora não concursados foram por assim declarados na esteira das regras do ADCT da Carta de 88, conforme prescrição do art. 19,c.c. o º 1º,I, II do art.41, por terem observado os requisitos, que possibilitaram sua estabilidade.
Já os comissionados, ou seja, de provisionamento transitório, os de livre nomeação, não possuem essa garantia conforme prescrição da C.F., no inciso II do art. 37, e poderão ser demitidos a qualquer momento no exercício do livre arbítrio, desde que assim deseje, a administração pública.
Vem se observando seu direito, a recebimento, a título de indenização, das férias não gozadas e do terço de férias, inobstante ausência de previsão em lei específica, mas com suporte no º 3º do art. 39 da C.F. Diverge a jurisprudência sobre a questão, havendo julgados, embora não majoritários, equiparando seus direitos aos previstos na CLT, mas, o entendimento majoritário é pela prevalência das regras pertinentes ao regime estatutário, salvo previsão pretérita diversa do regime convencionado.
Desvio da função. Muito se divergiu sobre a questão, mas hoje, majoritariamente, pode-se afirmar que se reconhece o direito ao recebimento da diferença do vencimento do cargo exercido, a maior, a título de indenização do servidor, sob pena do enriquecimento indevido e ilícito do Estado.
Espera-se, que a caixa seja suprida e que os servidores do poder judiciário, não venham a amargar tantos anos de espera para receber seus valores pecuniários e pior ainda, não tenham de se socorrer de medidas judiciais para assegurá-los.
LICÍNIO CARPINELLI STEFANI é desembargador aposentado e advogado.
licíniocapinelli@cfadvocacia.com.br
MT- Inscrições para Projovem Trabalhador em VG começam nesta quarta-feira
Da Assessoria
Começam nesta quarta-feira (16/05) as inscrições para o Projovem Trabalhador em Várzea Grande. As atividades serão executadas pela Fundação de Apoio à Educação e ao desenvolvimento tecnológio de Mato Grosso, a Fundetec. As inscrições podem ser feitas na secretaria de promoção social de Várzea Grande, no Sine/VG e no Cras do Cristo Rei.
Os arcos oferecidos no município são: Administração, -Alimentação, -Beleza e Estética, Construção e Reparos, Gráfica, Serviços Domésticos, Telemática e Turismo e Hospedagem.
O programa do Governo Federal será desenvolvido por meio da Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande. Podem participar jovens de 18 a 29 anos. O programa está previsto para ser realizado em seis meses. Os participantes receberão uma bolsa mensal de R$ 100,00.
Começam nesta quarta-feira (16/05) as inscrições para o Projovem Trabalhador em Várzea Grande. As atividades serão executadas pela Fundação de Apoio à Educação e ao desenvolvimento tecnológio de Mato Grosso, a Fundetec. As inscrições podem ser feitas na secretaria de promoção social de Várzea Grande, no Sine/VG e no Cras do Cristo Rei.
Os arcos oferecidos no município são: Administração, -Alimentação, -Beleza e Estética, Construção e Reparos, Gráfica, Serviços Domésticos, Telemática e Turismo e Hospedagem.
O programa do Governo Federal será desenvolvido por meio da Secretaria de Assistência Social de Várzea Grande. Podem participar jovens de 18 a 29 anos. O programa está previsto para ser realizado em seis meses. Os participantes receberão uma bolsa mensal de R$ 100,00.
Enfrentando problemas
Lair Ribeiro
Sabe como transformar seus problemas em probleminhas? — Com reflexão.
Com quem aprender a refletir? — Com o seu mestre interno, que é você mesmo.
Lá dentro de você existe muito conhecimento. O suficiente para ensiná-lo como romper barreiras intelectuais e livrar-se das amarras que o “protegem” contra mudanças, impedindo-o de construir um futuro melhor para si mesmo.
Gratidão
Você é daquelas pessoas que, quando ouvem falar em gratidão, vão logo dizendo: “Eu lá vou agradecer por uma desgraça que aconteceu na minha vida?”
Se for, permita-me dizer-lhe que você está falando bobagem. Agradeça sim, não a desgraça, mas a experiência que ela traz para a sua vida.
As coisas acontecem porque têm de acontecer. Ou você tira proveito delas ou tira prejuízo. O que você prefere? De acontecimentos tristes e dolorosos, o benefício é a experiência, e o prejuízo, é a dor. Com qual você prefere ficar?
Perdão
O perdão libera mágoas, solta amarras e alivia pesos. Quando perdoa, você manda uma mensagem positiva para a sua mente. No momento em que perdoa, você se sente bem e manifesta apreço por si mesmo.
Costumo dizer que o perdão, antes de ser um ato de amor, é um ato de inteligência, que faz mais bem a você do que à pessoa que foi perdoada. Se você não conseguir perdoar com o coração, comece perdoando com o cérebro. O sentimento vem em seguida, esteja certo disso.
Culpa e ansiedade
Culpa é um sentimento do passado e ansiedade é um sentimento do futuro. É natural, pois ninguém sente culpa em relação a alguma coisa que ainda não fez, nem sente ansiedade por algo que já tenha ocorrido.
Para dissolver esses sentimentos que só prejudicam o seu desempenho, é muito simples: viaje com eles. Nossa mente tem o poder de viajar para qualquer lugar. Se você imagina que está em Paris, não há fronteiras nem demora para essa viagem mental. Numa fração de segundo, lá está você passeando junto à Torre Eiffel ou ao Arco do Triunfo. E a mente também viaja para o futuro, mas nem sempre você tem consciência disso.
O presente, o passado e o futuro
O problema da ansiedade é resolvido viajando-se para o futuro, e o da culpa, para o passado. Mas, em ambos os casos, você não saiu do presente, do aqui e agora. Isso significa que o presente criou o futuro, no caso do medo de viajar de avião, e recriou o passado, no caso da culpa pelo atropelamento.
Mas não é só para resolver problemas que podemos usar esse recurso especial. Você pode criar o futuro viajando com as suas qualidades.
Exercite-se
Digamos que o você teve uma reunião com a diretoria da empresa onde trabalha e nela, por algum motivo, o seu desempenho foi insatisfatório. Isso deixou em você uma lembrança que até hoje o incomoda. Para dissolver essa lembrança negativa, pergunte-se: — De que recursos pessoais eu precisaria, naquele momento, para mudar o impacto emocional daquele fato na minha vida?
Relacione, pelo menos, três desses recursos. Depois, pense em situações da sua vida em que essas qualidades se manifestaram, projete-as na sua mente e congele a imagem, em cores. Em seguida, coloque-se, mentalmente, alguns minutos antes da traumática reunião e veja-se confiante e fortalecido. Então, entre na reunião e pergunte-se: — Quem sou eu? Uma pessoa capaz de ter aquelas qualidades ou uma que, por um momento, falhou?
Naturalmente, você é uma pessoa capaz das qualidades necessárias para sair-se muito bem na reunião.
Sabe como transformar seus problemas em probleminhas? — Com reflexão.
Com quem aprender a refletir? — Com o seu mestre interno, que é você mesmo.
Lá dentro de você existe muito conhecimento. O suficiente para ensiná-lo como romper barreiras intelectuais e livrar-se das amarras que o “protegem” contra mudanças, impedindo-o de construir um futuro melhor para si mesmo.
Gratidão
Você é daquelas pessoas que, quando ouvem falar em gratidão, vão logo dizendo: “Eu lá vou agradecer por uma desgraça que aconteceu na minha vida?”
Se for, permita-me dizer-lhe que você está falando bobagem. Agradeça sim, não a desgraça, mas a experiência que ela traz para a sua vida.
As coisas acontecem porque têm de acontecer. Ou você tira proveito delas ou tira prejuízo. O que você prefere? De acontecimentos tristes e dolorosos, o benefício é a experiência, e o prejuízo, é a dor. Com qual você prefere ficar?
Perdão
O perdão libera mágoas, solta amarras e alivia pesos. Quando perdoa, você manda uma mensagem positiva para a sua mente. No momento em que perdoa, você se sente bem e manifesta apreço por si mesmo.
Costumo dizer que o perdão, antes de ser um ato de amor, é um ato de inteligência, que faz mais bem a você do que à pessoa que foi perdoada. Se você não conseguir perdoar com o coração, comece perdoando com o cérebro. O sentimento vem em seguida, esteja certo disso.
Culpa e ansiedade
Culpa é um sentimento do passado e ansiedade é um sentimento do futuro. É natural, pois ninguém sente culpa em relação a alguma coisa que ainda não fez, nem sente ansiedade por algo que já tenha ocorrido.
Para dissolver esses sentimentos que só prejudicam o seu desempenho, é muito simples: viaje com eles. Nossa mente tem o poder de viajar para qualquer lugar. Se você imagina que está em Paris, não há fronteiras nem demora para essa viagem mental. Numa fração de segundo, lá está você passeando junto à Torre Eiffel ou ao Arco do Triunfo. E a mente também viaja para o futuro, mas nem sempre você tem consciência disso.
O presente, o passado e o futuro
O problema da ansiedade é resolvido viajando-se para o futuro, e o da culpa, para o passado. Mas, em ambos os casos, você não saiu do presente, do aqui e agora. Isso significa que o presente criou o futuro, no caso do medo de viajar de avião, e recriou o passado, no caso da culpa pelo atropelamento.
Mas não é só para resolver problemas que podemos usar esse recurso especial. Você pode criar o futuro viajando com as suas qualidades.
Exercite-se
Digamos que o você teve uma reunião com a diretoria da empresa onde trabalha e nela, por algum motivo, o seu desempenho foi insatisfatório. Isso deixou em você uma lembrança que até hoje o incomoda. Para dissolver essa lembrança negativa, pergunte-se: — De que recursos pessoais eu precisaria, naquele momento, para mudar o impacto emocional daquele fato na minha vida?
Relacione, pelo menos, três desses recursos. Depois, pense em situações da sua vida em que essas qualidades se manifestaram, projete-as na sua mente e congele a imagem, em cores. Em seguida, coloque-se, mentalmente, alguns minutos antes da traumática reunião e veja-se confiante e fortalecido. Então, entre na reunião e pergunte-se: — Quem sou eu? Uma pessoa capaz de ter aquelas qualidades ou uma que, por um momento, falhou?
Naturalmente, você é uma pessoa capaz das qualidades necessárias para sair-se muito bem na reunião.
Professores da UFMT decidem aderir à greve nacional nesta quinta-feira
Da Redação - Renê Dióz
Após menos de um ano desde a última paralisação, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) resolveram deflagrar nova greve a partir da próxima quinta-feira (17), por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada em assembleia geral no campus de Cuiabá na tarde desta segunda-feira. Dentre 160 professores presentes, apenas quatro votaram contra a paralisação e outros quatro se abstiveram.
A votação nesta segunda-feira a favor da greve surpreendeu, uma vez que o governo federal acabara de anunciar medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff (PT) concedendo reajuste salarial para servidores federais, beneficiando quase um milhão de trabalhadores.
De acordo com o que se discutiu durante a assembleia no campus de Cuiabá, a medida provisória não passa de ação paliativa do governo em momento de crise vivido com os servidores federais, cuja principal reivindicação, enfatizam, é a implementação de um plano de cargos de carreiras.
“Como é que vamos votar num governo em que ninguém acredita?”, questiona Carlinhos Eilert, presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), após confirmar a adesão dos professores mato-grossenses à greve. Ele ironiza o reajuste concedido de última hora pelo governo federal taxando-o de mera tentativa de desarticular o movimento.
“Se fosse do interesse deles [do governo federal], teriam concedido esse reajuste ainda no ano passado. Agora, fazem isso porque vêem que o movimento grevista está organizado”.
A paralisação em Mato Grosso segue uma greve nacional para a qual 27 instituições universitárias federais já sinalizaram apoio na última reunião do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) em Brasília.
A greve perdura por tempo indeterminado enquanto o governo federal não chegar a um acordo com o sindicato nacional dos professores. Uma rodada em Brasília está marcada para amanhã, uma “reunião de enrolação”, segundo Eilert. “Já foram oito reuniões que não resolveram nada. Então, esta é mais uma reunião de enrolação!”.
Após menos de um ano desde a última paralisação, os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) resolveram deflagrar nova greve a partir da próxima quinta-feira (17), por tempo indeterminado.
A decisão foi tomada em assembleia geral no campus de Cuiabá na tarde desta segunda-feira. Dentre 160 professores presentes, apenas quatro votaram contra a paralisação e outros quatro se abstiveram.
A votação nesta segunda-feira a favor da greve surpreendeu, uma vez que o governo federal acabara de anunciar medida provisória assinada pela presidenta Dilma Rousseff (PT) concedendo reajuste salarial para servidores federais, beneficiando quase um milhão de trabalhadores.
De acordo com o que se discutiu durante a assembleia no campus de Cuiabá, a medida provisória não passa de ação paliativa do governo em momento de crise vivido com os servidores federais, cuja principal reivindicação, enfatizam, é a implementação de um plano de cargos de carreiras.
“Como é que vamos votar num governo em que ninguém acredita?”, questiona Carlinhos Eilert, presidente da Associação dos Docentes da UFMT (Adufmat), após confirmar a adesão dos professores mato-grossenses à greve. Ele ironiza o reajuste concedido de última hora pelo governo federal taxando-o de mera tentativa de desarticular o movimento.
“Se fosse do interesse deles [do governo federal], teriam concedido esse reajuste ainda no ano passado. Agora, fazem isso porque vêem que o movimento grevista está organizado”.
A paralisação em Mato Grosso segue uma greve nacional para a qual 27 instituições universitárias federais já sinalizaram apoio na última reunião do Sindicato Nacional dos Docentes (Andes) em Brasília.
A greve perdura por tempo indeterminado enquanto o governo federal não chegar a um acordo com o sindicato nacional dos professores. Uma rodada em Brasília está marcada para amanhã, uma “reunião de enrolação”, segundo Eilert. “Já foram oito reuniões que não resolveram nada. Então, esta é mais uma reunião de enrolação!”.
Você trabalha com um psicopata? Reconheça os sinais e evite problemas
Katia Deutner
Do UOL, em São Paulo
Stefan/UOL
Não tente armar um flagrante para pegar um psicopata; o melhor a fazer é se manter distante dele
Seu chefe tem medo de ser superado? Saiba como contornar essa situação Descubra se você leva os problemas certos para o seu chefe Conheça dez atitudes que ajudam você a se desenvolver profissionalmente Difícil encontrar alguém que não tenha uma história para contar de um chefe ou colega mau-caráter. O fato é que psicopatas corporativos são muito mais comuns do que se imagina. Só que não é fácil identificá-los. "Eles são carismáticos, inteligentes, manipuladores e mentem sem o menor constrangimento. Uma pessoa pode conviver anos com um psicopata sem se dar conta disso", explica a psicóloga Miriam Barros, especialista em coaching.
Geralmente, quando os psicopatas são percebidos, já causaram danos ao ambiente de trabalho, deixando funcionários amedrontados, com autoestima baixa e sem coragem de dar um basta. "Uma característica marcante nos psicopatas é provocar piedade nas pessoas. Eles fazem um jogo no qual todos são levados a sentir pena deles. É uma forma de manipulação que apela para a solidariedade. São autoconfiantes e arrogantes em excesso."
Mas não é todo mundo com essas características que se encaixam no perfil. Há quem tenha o hábito de se vitimizar ou mania de perseguição, por exemplo. "Ou, ainda, não se compromete com o trabalho e, com os eventuais resultados de insucesso que obtém, busca responsabilizar outros ou desfocar suas fragilidades acusando as falhas alheias", diz a coach e psicóloga corporativa Marcia Belmiro. Esse comportamento, apesar de anti-ético, não significa que se trata de um psicopata. Aliás, não caberá a você diagnosticar o problema. Mas dá para se prevenir.
De onde surge
Há uma controvérsia sobre a questão de um psicopata corporativo ter nascido assim, ter se transformado em um ou ser uma mistura dos dois. A ideia de que é uma combinação de genes, biologia e ambiente que produz a síndrome tem um grande alcance. "Esta é uma condição para a vida toda. É um distúrbio de personalidade; dessa forma, características são apresentadas constantemente por todos os aspectos da vida", exemplifica o psicólogo John Clarke, autor do livro "Trabalhando com Monstros" (Ed. Fundamento).
Pessoas assim, segundo o autor, não são loucas, são essencialmente más. "Estão cientes dos efeitos que seus comportamentos têm em outros ao redor, mas simplesmente não se importam. Pior: muitos psicopatas gostam do sofrimento alheio", comenta.
A má notícia é que não há cura ou reabilitação. "Poucos estudos examinaram psicopatas corporativos, porém os de criminosos psicopatas violentos sugerem que programas de reabilitação podem tornar o problema maior. Novas habilidades sociais são desenvolvidas e usadas para manipular as pessoas de forma mais eficaz", diz o autor John Clarke. O melhor mesmo, depois de identificá-lo, é controlar seu comportamento.
Como agir se ele for...
SEU CHEFESEU COLEGASEU FUNCIONÁRIONão o ameace. Crie pontos de convergência ou de interesses mútuos. "Uma forma de lidar é ser político, pois não adianta bater de frente nem discutir", afirma Miriam Barros. Agora, se em algum momento ele ultrapassar os limites da ética e não estiver endossando suas ações para te prejudicar, talvez seja a hora de procurar os superiores desse chefe (se você tiver certeza e provas do comportamento dela), pedir uma transferência para outro setor ou buscar um novo trabalho. "Só não saia por aí acusando pessoas de serem psicopatas porque cobraram qualidade no trabalho, excelência de atuação, pontualidade de entrega etc.", diz a psicóloga corporativa Marcia Belmiro, especialista em coaching.
Não é uma boa testar os colegas de trabalho. "Os psicopatas são muito espertos e perceberão o que você está tentando fazer", afirma Miriam Barros. O melhor mesmo é se afastar e evitar confrontos. Registre tudo o que acontece por escrito, guarde e-mails e de forma nenhuma encubra ou termine um trabalho dele. "Isso pode ser facilmente usado contra você, visto que o psicopata é perito em culpar outras pessoas", afirma John Clarke. Alertar os superiores só funciona se você tiver provas concretas do que diz, apontando e provando trapaças, mentiras ou maldades. "Mesmo que tenha essas provas, procure alguém da sua confiança dentro da empresa e converse sobre isso", afirma Miriam. Mas tome cuidado, pois comentar com colegas pode ser perigoso. "Não o faça enquanto não souber quem continua hipnotizado com seus bons modos, elegância, gentileza e educação", diz Marcia Belmiro.
Há chefes que lidam com funcionários psicopatas corporativos e isso é tão difícil quanto estar em outras posições hierárquicas. "Mesmo reconhecido, em vez de procurar mudar, ele fingirá que o fez, enquanto tentará prejudicar a reputação do chefe da maneira que puder", diz John Clarke. O ideal é tomar a mesma atitude em qualquer um dos casos: manter registros por escrito e garantir que os canais de comunicação com todos os colegas de trabalho estejam abertos e sejam honestos. Nunca testar ou tentar fisgá-lo em uma armadilha: os psicopatas são espertos demais e você pode se dar mal.
Fique de olho nas características de um psicopata corporativo:
- Humilha pessoas em público, tem ataques de raiva ou ridiculariza deficiências.
- Espalha mentiras para depreciar a reputação de pessoas da organização.
- Não demonstra culpa por seu comportamento.
- Mente frequentemente ou cria regras que não existem na empresa.
- Muda rapidamente de emoções para manipular situações ou causar medo.
- Assume o crédito pelo trabalho desempenhado por outra pessoa.
- Ameaça demissões ou medidas que prejudiquem a imagem profissional como forma de intimidação.
- Estabelece metas inalcançáveis para que empregados falhem e sejam punidos.
- Invade a privacidade de outros vasculhando e-mails, arquivos e conteúdo da mesa.
- Tem encontros sexuais múltiplos com empregados de todos os níveis hierárquicos.
- É narcisista. Fala de si mesmo, age com presunção e acredita que o mundo gira ao seu redor.
- Ignora uma pessoa para isolá-la, fazendo a vítima se sentir excluída e vulnerável.
Do UOL, em São Paulo
Stefan/UOL
Não tente armar um flagrante para pegar um psicopata; o melhor a fazer é se manter distante dele
Seu chefe tem medo de ser superado? Saiba como contornar essa situação Descubra se você leva os problemas certos para o seu chefe Conheça dez atitudes que ajudam você a se desenvolver profissionalmente Difícil encontrar alguém que não tenha uma história para contar de um chefe ou colega mau-caráter. O fato é que psicopatas corporativos são muito mais comuns do que se imagina. Só que não é fácil identificá-los. "Eles são carismáticos, inteligentes, manipuladores e mentem sem o menor constrangimento. Uma pessoa pode conviver anos com um psicopata sem se dar conta disso", explica a psicóloga Miriam Barros, especialista em coaching.
Geralmente, quando os psicopatas são percebidos, já causaram danos ao ambiente de trabalho, deixando funcionários amedrontados, com autoestima baixa e sem coragem de dar um basta. "Uma característica marcante nos psicopatas é provocar piedade nas pessoas. Eles fazem um jogo no qual todos são levados a sentir pena deles. É uma forma de manipulação que apela para a solidariedade. São autoconfiantes e arrogantes em excesso."
Mas não é todo mundo com essas características que se encaixam no perfil. Há quem tenha o hábito de se vitimizar ou mania de perseguição, por exemplo. "Ou, ainda, não se compromete com o trabalho e, com os eventuais resultados de insucesso que obtém, busca responsabilizar outros ou desfocar suas fragilidades acusando as falhas alheias", diz a coach e psicóloga corporativa Marcia Belmiro. Esse comportamento, apesar de anti-ético, não significa que se trata de um psicopata. Aliás, não caberá a você diagnosticar o problema. Mas dá para se prevenir.
De onde surge
Há uma controvérsia sobre a questão de um psicopata corporativo ter nascido assim, ter se transformado em um ou ser uma mistura dos dois. A ideia de que é uma combinação de genes, biologia e ambiente que produz a síndrome tem um grande alcance. "Esta é uma condição para a vida toda. É um distúrbio de personalidade; dessa forma, características são apresentadas constantemente por todos os aspectos da vida", exemplifica o psicólogo John Clarke, autor do livro "Trabalhando com Monstros" (Ed. Fundamento).
Pessoas assim, segundo o autor, não são loucas, são essencialmente más. "Estão cientes dos efeitos que seus comportamentos têm em outros ao redor, mas simplesmente não se importam. Pior: muitos psicopatas gostam do sofrimento alheio", comenta.
A má notícia é que não há cura ou reabilitação. "Poucos estudos examinaram psicopatas corporativos, porém os de criminosos psicopatas violentos sugerem que programas de reabilitação podem tornar o problema maior. Novas habilidades sociais são desenvolvidas e usadas para manipular as pessoas de forma mais eficaz", diz o autor John Clarke. O melhor mesmo, depois de identificá-lo, é controlar seu comportamento.
Como agir se ele for...
SEU CHEFESEU COLEGASEU FUNCIONÁRIONão o ameace. Crie pontos de convergência ou de interesses mútuos. "Uma forma de lidar é ser político, pois não adianta bater de frente nem discutir", afirma Miriam Barros. Agora, se em algum momento ele ultrapassar os limites da ética e não estiver endossando suas ações para te prejudicar, talvez seja a hora de procurar os superiores desse chefe (se você tiver certeza e provas do comportamento dela), pedir uma transferência para outro setor ou buscar um novo trabalho. "Só não saia por aí acusando pessoas de serem psicopatas porque cobraram qualidade no trabalho, excelência de atuação, pontualidade de entrega etc.", diz a psicóloga corporativa Marcia Belmiro, especialista em coaching.
Não é uma boa testar os colegas de trabalho. "Os psicopatas são muito espertos e perceberão o que você está tentando fazer", afirma Miriam Barros. O melhor mesmo é se afastar e evitar confrontos. Registre tudo o que acontece por escrito, guarde e-mails e de forma nenhuma encubra ou termine um trabalho dele. "Isso pode ser facilmente usado contra você, visto que o psicopata é perito em culpar outras pessoas", afirma John Clarke. Alertar os superiores só funciona se você tiver provas concretas do que diz, apontando e provando trapaças, mentiras ou maldades. "Mesmo que tenha essas provas, procure alguém da sua confiança dentro da empresa e converse sobre isso", afirma Miriam. Mas tome cuidado, pois comentar com colegas pode ser perigoso. "Não o faça enquanto não souber quem continua hipnotizado com seus bons modos, elegância, gentileza e educação", diz Marcia Belmiro.
Há chefes que lidam com funcionários psicopatas corporativos e isso é tão difícil quanto estar em outras posições hierárquicas. "Mesmo reconhecido, em vez de procurar mudar, ele fingirá que o fez, enquanto tentará prejudicar a reputação do chefe da maneira que puder", diz John Clarke. O ideal é tomar a mesma atitude em qualquer um dos casos: manter registros por escrito e garantir que os canais de comunicação com todos os colegas de trabalho estejam abertos e sejam honestos. Nunca testar ou tentar fisgá-lo em uma armadilha: os psicopatas são espertos demais e você pode se dar mal.
Fique de olho nas características de um psicopata corporativo:
- Humilha pessoas em público, tem ataques de raiva ou ridiculariza deficiências.
- Espalha mentiras para depreciar a reputação de pessoas da organização.
- Não demonstra culpa por seu comportamento.
- Mente frequentemente ou cria regras que não existem na empresa.
- Muda rapidamente de emoções para manipular situações ou causar medo.
- Assume o crédito pelo trabalho desempenhado por outra pessoa.
- Ameaça demissões ou medidas que prejudiquem a imagem profissional como forma de intimidação.
- Estabelece metas inalcançáveis para que empregados falhem e sejam punidos.
- Invade a privacidade de outros vasculhando e-mails, arquivos e conteúdo da mesa.
- Tem encontros sexuais múltiplos com empregados de todos os níveis hierárquicos.
- É narcisista. Fala de si mesmo, age com presunção e acredita que o mundo gira ao seu redor.
- Ignora uma pessoa para isolá-la, fazendo a vítima se sentir excluída e vulnerável.
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