Sara R. Oliveira
Modelo propõe ensino supervisionado e diferenciado nas disciplinas teóricas para crianças com dificuldades de aprendizagem. Resultados demonstram que alunos aprendem melhor e ganham mais confiança.
Antes de o colocar no papel e depois de o aplicar na parte prática da sua tese de doutoramento, que apresentou na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, Maria Amélia Dias Martins, especialista em insucesso escolar, já tinha testado o modelo em contexto real em algumas escolas do país, durante vários anos. O modelo NEERE - Modelo de Não Exclusão pela Eficácia da Remediação Educativa - propõe um ensino supervisionado e diferenciado nas disciplinas teóricas de Português, História, Ciências, Matemática e Inglês, para as crianças com dificuldades de aprendizagem.
É um modelo inovador, económico, fácil de gerir e com premissas bem definidas. Um professor ansioso, por exemplo, não pode ensinar um aluno hiperativo. Os docentes são escolhidos em função dos alunos com quem irão trabalhar. "Um professor ansioso não pode ter um aluno que se porta mal", especifica a especialista, que acrescenta que é importante ter professores exigentes consigo próprios e com os seus alunos. A seleção é um passo importante do processo. "Escolher professores que no seu percurso escolar tenham demonstrado bons resultados com alguns alunos que desenvolvem problemas e dificuldades de aprendizagem". Os docentes recebem formação adequada para aplicar o modelo NEERE.
Os resultados são reveladores. Adequadamente aplicado, o novo modelo educativo pode aumentar, em mais de 50%, o sucesso escolar das crianças com dificuldades acentuadas na aprendizagem, de uma forma mais eficaz e economicamente viável. No âmbito da tese de doutoramento, Maria Amélia Dias Martins comprovou que os alunos aprendem melhor, têm mais confiança em si próprios e, em cem por cento dos casos, passaram de ano com aproveitamento.
Este modelo de ensino pretende aproveitar recursos já existentes e ajudar alunos com insucesso escolar. Durante um ano letivo, a especialista aplicou o modelo de educação pioneiro para crianças com dificuldades escolares acentuadas. Selecionou 24 crianças com insucesso escolar, em transição do 1.º para o 2.º ciclo, dividindo-as por um grupo experimental de 11 crianças, no qual foi aplicado o modelo NEERE, e um grupo de controlo de 13, onde vigorou o modelo de currículo comum. Os 13 alunos do grupo de controlo foram distribuídos por diferentes turmas de 5.º ano do ensino regular. Os 11 alunos do grupo experimental foram inseridos numa turma de 5.º ano, mas separados dos restantes elementos da turma nas disciplinas de Português, História, Ciências, Matemática e Inglês, com um professor por disciplina, selecionado para o estudo.
Nas aulas em que o modelo NEERE foi seguido, os docentes tiveram liberdade de utilizar métodos e materiais que consideravam mais adequados à sua área de especialidade. Esta intervenção educativa esteve subordinada aos mesmos conteúdos programáticos dos restantes alunos e a sua avaliação decorreu da mesma forma. Após um ano de aplicação, os efeitos da intervenção são visíveis. O estudo demonstra que os resultados relativos ao rendimento escolar foram positivos no grupo experimental, enquanto que no grupo de controlo continuaram negativos quando comparados com os do início do ano escolar.
No final do ano letivo, 100% dos alunos do grupo experimental transitaram para 6.º ano, o que só se verificou com 38% dos alunos que seguiram um currículo comum. Em relação à dimensão afetiva, a estabilidade emocional das crianças era considerada semelhante no início do estudo. Já a confiança dos alunos nas suas capacidades era mais elevada no grupo de controlo; o grupo experimental considerava-se menos capaz de desempenhar tarefas escolares.
No final do ano de escolaridade, as crianças ensinadas pelo modelo NEERE, apesar de ainda estarem instáveis a nível emocional, registaram um aumento significativo na sua autoconfiança. O grupo a quem foi aplicado o modelo convencional manifestou, no final do ano, mais sinais de instabilidade emocional e um nível muito mais baixo de confiança nas suas capacidades. Os resultados são claros: os alunos chegaram ao final do ano com melhor rendimento escolar, maior estabilidade emocional e uma maior confiança na sua capacidade de trabalho, em comparação com os seus colegas abrangidos pelo método de ensino atualmente em vigor.
Para Maria Amélia Dias Martins, educação é educação e ponto final. O termo educação especial é, em seu entender, subjetivo. "As escolas têm de estar equipadas para serem capazes de responder a todos os alunos que lhe aparecem", refere. O modelo acabou por surgir no final da década de 90 depois de olhar à volta e de constatar como funciona a realidade. "Há necessidade de rentabilizar, por um lado, os professores e, por outro, de os alunos se sentirem motivados entre os seus pares", comenta. As necessidades dos alunos não são colocadas de lado e os patamares de desenvolvimento são respeitados. "Todo o currículo é lecionado de acordo com o desenvolvimento da criança".
"O segredo está na supervisão, além da avaliação diagnóstica prévia", sublinha. A supervisão permanente faz toda a diferença no modelo NEERE que envolve todos os atores - professores, alunos, pais, comunidade educativa - no processo. Um modelo transversal, que se concentra sobretudo numa altura delicada do percurso escolar dos alunos, ou seja, na transição do 1.º para o 2.º ciclos. "É fundamental criar capacidades e conhecimentos e não há competências sem capacidades e sem conhecimentos", afirma Maria Amélia Dias Martins.
Neste momento, o modelo NEERE não está a ser aplicado em nenhuma escola.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Modelo inovador ajuda alunos no sucesso escolar
Alunos do 5.º ano não podem dar erros de ortografia
Sara R. Oliveira
MEC divulga as metas curriculares que serão recomendadas no próximo ano letivo e que deverão passar a obrigatórias nos anos seguintes. Em Português, há um novo domínio: a educação literária.
A versão final das metas curriculares para o Ensino Básico está fechada. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) fixou os conhecimentos e as capacidades que os alunos devem dominar em cada ano nas disciplinas de Português, Matemática, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação. No próximo ano letivo, as metas serão "fortemente recomendadas" nas escolas e deverão tornar-se obrigatórias nos anos seguintes.
Durante o período de discussão pública, a tutela recebeu 178 contributos, 90 dos quais de "sociedades científicas, associações de professores e outras entidades". O MEC adianta, em comunicado, que as propostas foram analisadas e desses contributos "foram integrados os elementos suscetíveis de enriquecer e melhorar os documentos iniciais".
Os professores de Matemática do Ensino Básico terão um caderno de apoio às metas curriculares com os suportes teóricos que sustentam os objetivos pretendidos. No 1.º ciclo, os temas são introduzidos de forma progressiva. Começa-se por "um tratamento experimental e concreto caminhando-se faseadamente para uma conceção mais abstrata e sistematizada dos diferentes conteúdos e procedimentos". Por exemplo, no 1.º ano, os alunos têm de saber contar até 100, descodificar o sistema de numeração decimal, subtrair números, contar dinheiro. No 2.º ano, conta-se até mil, multiplicam-se números naturais, resolvem-se problemas, situam-se objetos no espaço, medem-se distâncias e comprimentos. No 3.º ano, aumenta-se a contagem para um milhão e os alunos devem conhecer a numeração romana, efetuar divisões inteiras, medir com frações. No último ano do 1.º ciclo, é tempo de saber simplificar frações, multiplicar e dividir números racionais não negativos, reconhecer prioridades geométricas.
As metas de Matemática para o 2.º ciclo também estão definidas. "Os alunos deverão, à entrada do 3.º ciclo, mostrar fluência e desembaraço na utilização de números racionais em contextos variados, relacionar de forma eficaz as suas diversas representações (frações, dízimas, números mistos, percentagens) e tratar situações que envolvam proporcionalidade direta entre grandezas", lê-se no documento elaborado pelo MEC. No 5.º ano, é preciso saber efetuar operações com números racionais não negativos, aplicar propriedades dos divisores, reconhecer ângulos, entre outras matérias. No 6.º ano, as metas passam por conhecer e aplicar propriedades dos números primos, relacionar circunferências com ângulos, retas e polígonos, medir volumes de sólidos, entre outros exercícios. No 3.º ciclo, há mais metas definidas para os três anos. No 9.º ano, antes da passagem para o secundário, os alunos têm, por exemplo, de saber identificar factos essenciais da axiomatização da Geometria, bem como utilizar corretamente a linguagem da probabilidade.
Nas metas relativas à disciplina de Português, os domínios existentes - oralidade, leitura, escrita e conhecimento explícito da língua, agora denominado gramática - foram respeitados, acrescentando-se outro relativo à educação literária, para a qual foi criada uma lista de obras e textos literários para leitura anual, válida a nível nacional. No primeiro ano da escola, as crianças devem aprender a respeitar as regras e esperar a sua vez para falar. Articular palavras, partilhar ideias e sentimentos e conhecer o alfabeto são alguns dos objetivos que devem alcançar. No 2.º ano, já devem ser capazes de produzir corretamente um discurso oral, responder adequadamente a perguntas, apropriar-se de novos vocábulos. No ano seguinte, é tempo de operar com fonemas e monitorizar a compreensão. No 4.º ano, exige-se que os alunos saibam procurar informações em variados suportes de escrita, utilizar uma caligrafia legível, interpretar sentidos da linguagem figurada.
No 2.º ciclo, dão-se mais passos na disciplina de Português. Os alunos do 5.º ano devem ser capazes de escrever sem erros, escrever pequenas narrativas e colocar no papel o guião de uma entrevista. No final do 6.º ano, os estudantes devem saber fazer deduções e inferências e usar vocabulário diversificado e adequado. No 3.º ciclo, o nível de complexidade aumenta e é necessário saber produzir textos orais corretos, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva.
Promover a autonomia dos alunos
Em Educação Visual, sublinha-se a importância de desenvolver a curiosidade, a imaginação, a criatividade dos alunos através de ações e experiências sistemáticas. "Neste sentido, as metas de Educação Visual pretendem estimular um universo de conhecimentos abrangentes, incentivar a assimilação de conhecimentos em rede, em que as informações são sincronizadas, permitindo alcançar uma educação em que o conhecimento circula, progride e se difunde", refere-se nos propósitos definidos pelo MEC. Técnica, representação, discurso e projeto são os domínios que sustentam as metas da disciplina.
No 2.º ciclo, as metas concentram-se nos materiais básicos de desenho, nos elementos que constituem a forma, a narrativa visual, a cor, o espaço. No 3.º ciclo, a representação de formas geométricas, o desenho expressivo, o design, a perceção visual e a construção da imagem são áreas a explorar com objetivos assumidos e para cumprir.
Articular conteúdos e expandir conhecimentos são os principais objetivos a respeitar na disciplina de Educação Tecnológica. "Esta dinâmica, que pressupõe a experiência e o erro como instrumentos, incentiva a reflexão e impulsiona o pensamento divergente." Nesse sentido, as metas incidem nas experiências práticas e num ensino focado na ampliação do conhecimento como um dos fatores diferenciadores desta área. E há quatro domínios que se destacam: técnica, representação, discurso e projeto.
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nos 7.º e 8.º anos de escolaridade aparecem no horário como uma disciplina semestral ou anual, com uma forte componente prática e organizada nos domínios de informação, produção e comunicação e colaboração. A segurança surge como tema transversal. "Os alunos devem ser, desde o seu primeiro momento, nas aulas desta disciplina, utilizadores ativos dos computadores, das redes e da Internet." Os professores, por seu turno, devem criar situações que promovam a autonomia dos alunos. As metas das TIC devem ser vistas como objetivos finais de aprendizagem e não como uma lista de conteúdos a transmitir de uma forma sequencial.
"A definição da planificação para cada ano de escolaridade deverá ser desenvolvida de forma autónoma pelo professor, em função de uma cuidada avaliação diagnóstica". As aulas de TIC devem assim estimular a participação dos alunos em pequenos projetos, a resolução de problemas e incidir em exercícios práticos contextualizados. "A avaliação dos alunos nesta disciplina tem de ser articulada de forma coerente com o seu carácter prático e experimental", sublinha-se no documento.
MEC divulga as metas curriculares que serão recomendadas no próximo ano letivo e que deverão passar a obrigatórias nos anos seguintes. Em Português, há um novo domínio: a educação literária.
A versão final das metas curriculares para o Ensino Básico está fechada. O Ministério da Educação e Ciência (MEC) fixou os conhecimentos e as capacidades que os alunos devem dominar em cada ano nas disciplinas de Português, Matemática, Educação Visual, Educação Tecnológica e Tecnologias da Informação e Comunicação. No próximo ano letivo, as metas serão "fortemente recomendadas" nas escolas e deverão tornar-se obrigatórias nos anos seguintes.
Durante o período de discussão pública, a tutela recebeu 178 contributos, 90 dos quais de "sociedades científicas, associações de professores e outras entidades". O MEC adianta, em comunicado, que as propostas foram analisadas e desses contributos "foram integrados os elementos suscetíveis de enriquecer e melhorar os documentos iniciais".
Os professores de Matemática do Ensino Básico terão um caderno de apoio às metas curriculares com os suportes teóricos que sustentam os objetivos pretendidos. No 1.º ciclo, os temas são introduzidos de forma progressiva. Começa-se por "um tratamento experimental e concreto caminhando-se faseadamente para uma conceção mais abstrata e sistematizada dos diferentes conteúdos e procedimentos". Por exemplo, no 1.º ano, os alunos têm de saber contar até 100, descodificar o sistema de numeração decimal, subtrair números, contar dinheiro. No 2.º ano, conta-se até mil, multiplicam-se números naturais, resolvem-se problemas, situam-se objetos no espaço, medem-se distâncias e comprimentos. No 3.º ano, aumenta-se a contagem para um milhão e os alunos devem conhecer a numeração romana, efetuar divisões inteiras, medir com frações. No último ano do 1.º ciclo, é tempo de saber simplificar frações, multiplicar e dividir números racionais não negativos, reconhecer prioridades geométricas.
As metas de Matemática para o 2.º ciclo também estão definidas. "Os alunos deverão, à entrada do 3.º ciclo, mostrar fluência e desembaraço na utilização de números racionais em contextos variados, relacionar de forma eficaz as suas diversas representações (frações, dízimas, números mistos, percentagens) e tratar situações que envolvam proporcionalidade direta entre grandezas", lê-se no documento elaborado pelo MEC. No 5.º ano, é preciso saber efetuar operações com números racionais não negativos, aplicar propriedades dos divisores, reconhecer ângulos, entre outras matérias. No 6.º ano, as metas passam por conhecer e aplicar propriedades dos números primos, relacionar circunferências com ângulos, retas e polígonos, medir volumes de sólidos, entre outros exercícios. No 3.º ciclo, há mais metas definidas para os três anos. No 9.º ano, antes da passagem para o secundário, os alunos têm, por exemplo, de saber identificar factos essenciais da axiomatização da Geometria, bem como utilizar corretamente a linguagem da probabilidade.
Nas metas relativas à disciplina de Português, os domínios existentes - oralidade, leitura, escrita e conhecimento explícito da língua, agora denominado gramática - foram respeitados, acrescentando-se outro relativo à educação literária, para a qual foi criada uma lista de obras e textos literários para leitura anual, válida a nível nacional. No primeiro ano da escola, as crianças devem aprender a respeitar as regras e esperar a sua vez para falar. Articular palavras, partilhar ideias e sentimentos e conhecer o alfabeto são alguns dos objetivos que devem alcançar. No 2.º ano, já devem ser capazes de produzir corretamente um discurso oral, responder adequadamente a perguntas, apropriar-se de novos vocábulos. No ano seguinte, é tempo de operar com fonemas e monitorizar a compreensão. No 4.º ano, exige-se que os alunos saibam procurar informações em variados suportes de escrita, utilizar uma caligrafia legível, interpretar sentidos da linguagem figurada.
No 2.º ciclo, dão-se mais passos na disciplina de Português. Os alunos do 5.º ano devem ser capazes de escrever sem erros, escrever pequenas narrativas e colocar no papel o guião de uma entrevista. No final do 6.º ano, os estudantes devem saber fazer deduções e inferências e usar vocabulário diversificado e adequado. No 3.º ciclo, o nível de complexidade aumenta e é necessário saber produzir textos orais corretos, usando vocabulário e estruturas gramaticais diversificados e recorrendo a mecanismos de organização e de coesão discursiva.
Promover a autonomia dos alunos
Em Educação Visual, sublinha-se a importância de desenvolver a curiosidade, a imaginação, a criatividade dos alunos através de ações e experiências sistemáticas. "Neste sentido, as metas de Educação Visual pretendem estimular um universo de conhecimentos abrangentes, incentivar a assimilação de conhecimentos em rede, em que as informações são sincronizadas, permitindo alcançar uma educação em que o conhecimento circula, progride e se difunde", refere-se nos propósitos definidos pelo MEC. Técnica, representação, discurso e projeto são os domínios que sustentam as metas da disciplina.
No 2.º ciclo, as metas concentram-se nos materiais básicos de desenho, nos elementos que constituem a forma, a narrativa visual, a cor, o espaço. No 3.º ciclo, a representação de formas geométricas, o desenho expressivo, o design, a perceção visual e a construção da imagem são áreas a explorar com objetivos assumidos e para cumprir.
Articular conteúdos e expandir conhecimentos são os principais objetivos a respeitar na disciplina de Educação Tecnológica. "Esta dinâmica, que pressupõe a experiência e o erro como instrumentos, incentiva a reflexão e impulsiona o pensamento divergente." Nesse sentido, as metas incidem nas experiências práticas e num ensino focado na ampliação do conhecimento como um dos fatores diferenciadores desta área. E há quatro domínios que se destacam: técnica, representação, discurso e projeto.
Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) nos 7.º e 8.º anos de escolaridade aparecem no horário como uma disciplina semestral ou anual, com uma forte componente prática e organizada nos domínios de informação, produção e comunicação e colaboração. A segurança surge como tema transversal. "Os alunos devem ser, desde o seu primeiro momento, nas aulas desta disciplina, utilizadores ativos dos computadores, das redes e da Internet." Os professores, por seu turno, devem criar situações que promovam a autonomia dos alunos. As metas das TIC devem ser vistas como objetivos finais de aprendizagem e não como uma lista de conteúdos a transmitir de uma forma sequencial.
"A definição da planificação para cada ano de escolaridade deverá ser desenvolvida de forma autónoma pelo professor, em função de uma cuidada avaliação diagnóstica". As aulas de TIC devem assim estimular a participação dos alunos em pequenos projetos, a resolução de problemas e incidir em exercícios práticos contextualizados. "A avaliação dos alunos nesta disciplina tem de ser articulada de forma coerente com o seu carácter prático e experimental", sublinha-se no documento.
Professores vão fazer exame de ingresso na carreira este ano
Lusa / EDUCARE
Os professores com menos tempo de serviço vão realizar este ano civil uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a selecionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.
Nuno Crato respondia a perguntas dos jornalistas no final de um almoço do American Club, em Lisboa, em que falou das medidas que o Governo tem estado a desenvolver na área da educação.
Os moldes em que a prova vai ser aplicada estão ainda a ser discutidos pela equipa de Nuno Crato, que admite, no entanto, dispensar daquele exame "professores com um determinado tempo de serviço", tal como chegou a ser equacionado pela tutela de Maria de Lurdes Rodrigues.
Durante o discurso que proferiu perante a plateia de convidados, o ministro sublinhou que a peça principal do ensino são os professores e que estes só podem ensinar bem se dominarem o conhecimento das matérias que têm de transmitir.
De acordo com Nuno Crato, não basta aumentar a escolaridade obrigatória e pôr mais dinheiro na educação para melhorar a qualidade do ensino.
Aos jornalistas, Crato afirmou que estão a ser introduzidas algumas mudanças em relação ao recrutamento e à formação inicial de professores.
"Queremos dar, na formação inicial de professores, mais peso aos conteúdos. Ninguém pode ensinar muito bem se não dominar aquilo que vai ensinar. E estamos a introduzir uma prova de acesso à carreira docente, que, aliás, está na lei, mas que vai este ano ser implementada", indicou.
Os professores do quadro não terão de se submeter a esta avaliação, mas "para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso", garantiu o ministro.
Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.
"Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas", disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que "houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores".
São questões que, segundo o ministro, têm de "ser resolvidas a pouco e pouco".
Aos participantes no evento, Nuno Crato disse que o Governo está empenhado em reforçar os conhecimentos dos alunos nas matérias essenciais e selecionar os melhores professores para melhorar a qualidade do ensino.
"A peça essencial que garante a qualidade do ensino chama-se professor. Sem bons professores é muito difícil ter sucesso no sistema de ensino", afirmou, destacando: "Estamos a dar uma grande atenção à formação inicial de professores, avaliação e seleção. Queremos que os professores que vão ensinar sejam aqueles mais bem preparados."
Os professores com menos tempo de serviço vão realizar este ano civil uma prova de avaliação que terá influência no concurso de colocação, com vista a selecionar os melhores docentes, afirmou hoje o ministro da Educação.
Nuno Crato respondia a perguntas dos jornalistas no final de um almoço do American Club, em Lisboa, em que falou das medidas que o Governo tem estado a desenvolver na área da educação.
Os moldes em que a prova vai ser aplicada estão ainda a ser discutidos pela equipa de Nuno Crato, que admite, no entanto, dispensar daquele exame "professores com um determinado tempo de serviço", tal como chegou a ser equacionado pela tutela de Maria de Lurdes Rodrigues.
Durante o discurso que proferiu perante a plateia de convidados, o ministro sublinhou que a peça principal do ensino são os professores e que estes só podem ensinar bem se dominarem o conhecimento das matérias que têm de transmitir.
De acordo com Nuno Crato, não basta aumentar a escolaridade obrigatória e pôr mais dinheiro na educação para melhorar a qualidade do ensino.
Aos jornalistas, Crato afirmou que estão a ser introduzidas algumas mudanças em relação ao recrutamento e à formação inicial de professores.
"Queremos dar, na formação inicial de professores, mais peso aos conteúdos. Ninguém pode ensinar muito bem se não dominar aquilo que vai ensinar. E estamos a introduzir uma prova de acesso à carreira docente, que, aliás, está na lei, mas que vai este ano ser implementada", indicou.
Os professores do quadro não terão de se submeter a esta avaliação, mas "para entrar na profissão, em termos definitivos, vai haver uma prova de acesso", garantiu o ministro.
Nuno Crato referiu também a autonomia que progressivamente está a ser dada às escolas e manifestou o desejo de a ver reforçada.
"Estamos a reforçar os contratos de autonomia, têm sido experiências muito positivas", disse, acrescentando que, havendo ainda concursos nacionais, a equipa que dirige gostaria também que "houvesse uma maior autonomia das escolas na contratação de professores".
São questões que, segundo o ministro, têm de "ser resolvidas a pouco e pouco".
Aos participantes no evento, Nuno Crato disse que o Governo está empenhado em reforçar os conhecimentos dos alunos nas matérias essenciais e selecionar os melhores professores para melhorar a qualidade do ensino.
"A peça essencial que garante a qualidade do ensino chama-se professor. Sem bons professores é muito difícil ter sucesso no sistema de ensino", afirmou, destacando: "Estamos a dar uma grande atenção à formação inicial de professores, avaliação e seleção. Queremos que os professores que vão ensinar sejam aqueles mais bem preparados."
Portugueses descobrem novo ‘culpado’ pela origem de Parkinson
Disfunção da mitocôndria é a grande responsável pelo aparecimento da doença
Sandra Morais CardosoSandra Morais Cardoso lidera a equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra que acaba de identificar um novo mecanismo responsável pela origem da Doença de Parkinson.
A descoberta contraria algumas das últimas teses científicas sobre as causas de uma das patologias neurodegenerativas mais comuns que afecta mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo o estudo, publicado na revista Human Molecular Genetics, cuja primeira autora é a aluna de doutoramento Daniela Moniz Arduíno, a disfunção da mitocôndria (que produz energia nas células) é a grande responsável pelo aparecimento da doença.
Através de estudos ex-vivo (com células de doentes de Parkinson), os cientistas portugueses demonstraram, pela primeira vez, que a deficiência no tráfego intracelular (autoestradas celulares) é provocada pela disfunção das mitocôndrias dos doentes.
“Analisámos toda a via e verificámos que a disfunção mitocondrial é o evento que está na base de uma deficiente autofagia, um mecanismo através do qual ocorre a degradação de organelos disfuncionais e de proteínas danificadas (lixo biológico que se vai acumulando ao longo do envelhecimento e que se não for eliminado leva à morte das células)”, explica Sandra Morais Cardoso.
A descoberta, fornece novas pistas para o desenvolvimento de futuros fármacos que previnam a interrupção do tráfego e, deste modo, assegurem o normal transporte intracelular, que se processa ao longo de todo o neurónio, desde o núcleo até às aos terminais sinápticos.
“Verificámos que por si só a autofagia não poderá ser utilizada como alvo terapêutico após diagnóstico, sendo por isso necessário desenvolver abordagens terapêuticas que simultaneamente promovam a autofagia e restaurem o tráfego celular”, continua a também professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Considerando que o processo autofágico tem duas componentes distintas, assumindo, por um lado, o papel de controlo de qualidade das células e, por outro, transformando os elementos da célula em nutrientes para prolongar a preservação do organismo, os investigadores estudaram todo o processo autofágico e verificaram que, na doença de Parkinson, a sua activação pode ser prejudicial.
Identificado o novo mecanismo ‘culpado’ pela origem da Doença de Parkinson, agora “o nosso desafio é estudar e perceber como é que a disfunção da mitocôndria leva à destabilização das autoestradas celulares”, conclui a investigadora.
Sandra Morais CardosoSandra Morais Cardoso lidera a equipa de investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra que acaba de identificar um novo mecanismo responsável pela origem da Doença de Parkinson.
A descoberta contraria algumas das últimas teses científicas sobre as causas de uma das patologias neurodegenerativas mais comuns que afecta mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo.
Segundo o estudo, publicado na revista Human Molecular Genetics, cuja primeira autora é a aluna de doutoramento Daniela Moniz Arduíno, a disfunção da mitocôndria (que produz energia nas células) é a grande responsável pelo aparecimento da doença.
Através de estudos ex-vivo (com células de doentes de Parkinson), os cientistas portugueses demonstraram, pela primeira vez, que a deficiência no tráfego intracelular (autoestradas celulares) é provocada pela disfunção das mitocôndrias dos doentes.
“Analisámos toda a via e verificámos que a disfunção mitocondrial é o evento que está na base de uma deficiente autofagia, um mecanismo através do qual ocorre a degradação de organelos disfuncionais e de proteínas danificadas (lixo biológico que se vai acumulando ao longo do envelhecimento e que se não for eliminado leva à morte das células)”, explica Sandra Morais Cardoso.
A descoberta, fornece novas pistas para o desenvolvimento de futuros fármacos que previnam a interrupção do tráfego e, deste modo, assegurem o normal transporte intracelular, que se processa ao longo de todo o neurónio, desde o núcleo até às aos terminais sinápticos.
“Verificámos que por si só a autofagia não poderá ser utilizada como alvo terapêutico após diagnóstico, sendo por isso necessário desenvolver abordagens terapêuticas que simultaneamente promovam a autofagia e restaurem o tráfego celular”, continua a também professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.
Considerando que o processo autofágico tem duas componentes distintas, assumindo, por um lado, o papel de controlo de qualidade das células e, por outro, transformando os elementos da célula em nutrientes para prolongar a preservação do organismo, os investigadores estudaram todo o processo autofágico e verificaram que, na doença de Parkinson, a sua activação pode ser prejudicial.
Identificado o novo mecanismo ‘culpado’ pela origem da Doença de Parkinson, agora “o nosso desafio é estudar e perceber como é que a disfunção da mitocôndria leva à destabilização das autoestradas celulares”, conclui a investigadora.
Quando a cabeça tem uma paixão lá dentro!
Paixão, amor romântico e amor incondicional são processos distintos
Por Ana Margarida Nunes
O coração dispara, aquela pessoa não sai da nossa cabeça, maior motivação, brilho especial no olhos e sorriso constante no rosto são algumas das sensações que todos associamos a “estar apaixonado”.
* Licenciada em Biologia Microbiana e Genética pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Neurociências pelo King's College London em 2009.
Parece um processo simples mas na verdade é um processo muito complexo que acontece apenas 12 segundos. De repente, aquela pessoa tornou-se a mais importante! “Houve uma química!” E é verdade, estar apaixonado implica uma série de processos químicos mas também elétricos.
Hoje sabe-se que a paixão, activa várias regiões do cérebro que libertam uma série de infinitas moléculas, os neurotransmissores, que perpetuam o enamoramento. São o Cortex, os Nucleus Caudados e a Área Tegmental Ventral (VTA) as regiões do cérebro mais culpadas! O Cortex localiza-se mais ou menos na testa e no alto da cabeça. Os Nucleus Caudados e a VTA localizam-se bem lá no interior do cérebro.
O cupido acertou em cheio! Momento mágico! Explosão de sensações!O Cortex recebe informação do exterior que envia por impulsos eléctricos aos Nucleus Caudados e à VTA. Aqui, os impulsos eléctricos transformam-se em impulsos químicos. A VTA produz a Dopamina, neurotransmissor responsável pelo desejo, motivação sexual e “disparo do coração”. Isto porque a Dopamina e capaz de se converter em Adrenalina e Testosterona, também nas mulheres! Já o “brilho nos olhos” parece estar relacionado com a dilatação das pupilas do olho, aumentando a sensualidade.
Simplisticamente, quando avistamos o “objecto de paixão” recebemos informação visual que é captada no Cortex. Este emite informação para o Caudado e VTA que libertam dopamina - “et voilá” - o cupido acertou em cheio! Momento mágico! Explosão de sensações!
Ana Margarida NunesMas é claro, que este tipo de investigação tem um objectivo mais prático. Conhecer melhor o processo de enamoramento pode ajudar a tratar doenças como autismo, esquizofrenia e depressão, marcadas por disfunções sociais como a incapacidade de estabelecer contacto relacional e de estados de apatia sentimental. Estudos feitos em animais sugerem até que a “poção do amor” pode ser uma realidade.
Parece-me assim que afinal a “paixão pode ser uma droga” e que há um motivo biológico para eu acreditar em amor à primeira vista. No entanto, importa salientar que a paixão, o amor romântico e o amor incondicional são processos distintos que activam regiões distintas. Mas isso fica para uma próxima crónica!
Por Ana Margarida Nunes
O coração dispara, aquela pessoa não sai da nossa cabeça, maior motivação, brilho especial no olhos e sorriso constante no rosto são algumas das sensações que todos associamos a “estar apaixonado”.
* Licenciada em Biologia Microbiana e Genética pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Neurociências pelo King's College London em 2009.
Parece um processo simples mas na verdade é um processo muito complexo que acontece apenas 12 segundos. De repente, aquela pessoa tornou-se a mais importante! “Houve uma química!” E é verdade, estar apaixonado implica uma série de processos químicos mas também elétricos.
Hoje sabe-se que a paixão, activa várias regiões do cérebro que libertam uma série de infinitas moléculas, os neurotransmissores, que perpetuam o enamoramento. São o Cortex, os Nucleus Caudados e a Área Tegmental Ventral (VTA) as regiões do cérebro mais culpadas! O Cortex localiza-se mais ou menos na testa e no alto da cabeça. Os Nucleus Caudados e a VTA localizam-se bem lá no interior do cérebro.
O cupido acertou em cheio! Momento mágico! Explosão de sensações!O Cortex recebe informação do exterior que envia por impulsos eléctricos aos Nucleus Caudados e à VTA. Aqui, os impulsos eléctricos transformam-se em impulsos químicos. A VTA produz a Dopamina, neurotransmissor responsável pelo desejo, motivação sexual e “disparo do coração”. Isto porque a Dopamina e capaz de se converter em Adrenalina e Testosterona, também nas mulheres! Já o “brilho nos olhos” parece estar relacionado com a dilatação das pupilas do olho, aumentando a sensualidade.
Simplisticamente, quando avistamos o “objecto de paixão” recebemos informação visual que é captada no Cortex. Este emite informação para o Caudado e VTA que libertam dopamina - “et voilá” - o cupido acertou em cheio! Momento mágico! Explosão de sensações!
Ana Margarida NunesMas é claro, que este tipo de investigação tem um objectivo mais prático. Conhecer melhor o processo de enamoramento pode ajudar a tratar doenças como autismo, esquizofrenia e depressão, marcadas por disfunções sociais como a incapacidade de estabelecer contacto relacional e de estados de apatia sentimental. Estudos feitos em animais sugerem até que a “poção do amor” pode ser uma realidade.
Parece-me assim que afinal a “paixão pode ser uma droga” e que há um motivo biológico para eu acreditar em amor à primeira vista. No entanto, importa salientar que a paixão, o amor romântico e o amor incondicional são processos distintos que activam regiões distintas. Mas isso fica para uma próxima crónica!
Entrevista: "Professores não devem ser pagos só pelo desempenho"Christopher Day, professor da Universidade de Nottingham
Itamar Melo | itamar.melo@zerohora.com.br
Especialista em educação, o professor Christopher Day, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, avalia a meritocracia nas escolas. Leia trechos da entrevista concedida por e-mail a Zero Hora:
Zero Hora – Quais são os melhores caminhos para ter bom professores nas escolas? Como fazer para aperfeiçoá-los?
Christopher Day – Não há uma solução-atalho. Há um número de condições que precisam ser ordenadas. Primeiro, a atividade de ensino por si precisa ser atraente em termos de condições (incluindo salário, mas mais importante, condições do local de trabalho para o ensino e o aprendizado). Segundo, ela precisa ser respeitada por público e mídia. Terceiro, os treinamentos para antes e durante o ato de lecionar precisam ser de alta qualidade. E quarto, as qualificações para lecionar precisam ser reforçadas.
ZH – O senhor acredita que professores devem ser avaliados e pagos de acordo com o desempenho de seus alunos?
Day – Professores não devem ser avaliados e pagos apenas de acordo com o desempenho de seus alunos, pois é difícil indicar um relacionamento direto de “causa e efeito” entre o ensino e a realização. É claro, estudantes devem progredir guiados por um professor, então o progresso e o desempenho devem ser monitorados. Entretanto, o significado de “desempenho” é interpretado de forma diferente por pessoas diferentes. Por exemplo, enquanto é relativamente fácil examinar o progresso em matemática, é mais difícil examiná-lo no desenvolvimento de habilidades de raciocínio ou em criatividade. Finalmente, em razão de dificuldades externas em famílias e na sociedade, pode ser mais difícil de engajar e motivar alguns estudantes do que outros. Os professores, é claro, devem fazer diferença no aprendizado dos alunos.
ZH – A avaliação e a remuneração de professores de acordo com esse modelo são comuns na Grã-Bretanha?
Day – São avaliados a cada ano. Chamamos isto de “administração de desempenho”. É baseado em documentação e em observações em sala de aula. A avaliação é baseada na descrição do trabalho do professor, com foco em três tópicos: progresso e realização do estudante, padrões nacionais de ensino e planejamento do desenvolvimento do professor no contexto do plano de melhorias da escola. Isso está associado com progressão na carreira e com aumentos salariais.
ZERO HORA
Especialista em educação, o professor Christopher Day, da Universidade de Nottingham, na Grã-Bretanha, avalia a meritocracia nas escolas. Leia trechos da entrevista concedida por e-mail a Zero Hora:
Zero Hora – Quais são os melhores caminhos para ter bom professores nas escolas? Como fazer para aperfeiçoá-los?
Christopher Day – Não há uma solução-atalho. Há um número de condições que precisam ser ordenadas. Primeiro, a atividade de ensino por si precisa ser atraente em termos de condições (incluindo salário, mas mais importante, condições do local de trabalho para o ensino e o aprendizado). Segundo, ela precisa ser respeitada por público e mídia. Terceiro, os treinamentos para antes e durante o ato de lecionar precisam ser de alta qualidade. E quarto, as qualificações para lecionar precisam ser reforçadas.
ZH – O senhor acredita que professores devem ser avaliados e pagos de acordo com o desempenho de seus alunos?
Day – Professores não devem ser avaliados e pagos apenas de acordo com o desempenho de seus alunos, pois é difícil indicar um relacionamento direto de “causa e efeito” entre o ensino e a realização. É claro, estudantes devem progredir guiados por um professor, então o progresso e o desempenho devem ser monitorados. Entretanto, o significado de “desempenho” é interpretado de forma diferente por pessoas diferentes. Por exemplo, enquanto é relativamente fácil examinar o progresso em matemática, é mais difícil examiná-lo no desenvolvimento de habilidades de raciocínio ou em criatividade. Finalmente, em razão de dificuldades externas em famílias e na sociedade, pode ser mais difícil de engajar e motivar alguns estudantes do que outros. Os professores, é claro, devem fazer diferença no aprendizado dos alunos.
ZH – A avaliação e a remuneração de professores de acordo com esse modelo são comuns na Grã-Bretanha?
Day – São avaliados a cada ano. Chamamos isto de “administração de desempenho”. É baseado em documentação e em observações em sala de aula. A avaliação é baseada na descrição do trabalho do professor, com foco em três tópicos: progresso e realização do estudante, padrões nacionais de ensino e planejamento do desenvolvimento do professor no contexto do plano de melhorias da escola. Isso está associado com progressão na carreira e com aumentos salariais.
ZERO HORA
Da espiritualidade ao materialismo religioso. Contradições políticas em forma de fé.
Igreja e Religião
Sou teólogo de formação. Sou Cristão. Sou católico. Vou a Igreja. Cumpro minhas obrigações doutrinárias, mas também sou humano e ser social. Respeitos outras formas de expressões religiosas, sejam cristãs ou não.
JOÃO EDISOM DE SOUSA
Sou teólogo de formação. Sou Cristão. Sou católico. Vou a Igreja. Cumpro minhas obrigações doutrinárias, mas também sou humano e ser social. Respeitos outras formas de expressões religiosas, sejam cristãs ou não.
Bispo da Igreja Renascer, Edir Macedo e agora o Pastor Valdomiro. Estes último tem sido a bola da vez e ambos viraram sinônimo de exploração da dor e da fé de seus seguidores para fomentar seu próprio capital. Isso há alguns anos ocorreu com Edir Macedo, mestre do próprio Valdomiro e discípulo de tantas outras Igrejas, seja ela católica, protestante, evangélica ou de outras doutrinas cristãs ou não. Pensamos em tantos outros espalhados por aí que sequer viram história ou notícia.
A verdade é que sempre houveram homens que, em nome de Deus, comeram o pão e beberam o vinho com o suor do rosto do outro. Por isso, sabiamente, dentre os dez mandamentos da religião cristã, um diz: “não tomarás seu santo nome em vão”. O problema não é a religião, mas as pessoas, o poder gerado pela igreja, o egoísmo e o poder macro de ser íntimo de Deus, o poder econômico e o poder metafísico daquele que diz ser mais especial que os demais. Os “escolhidos” não sei por quem. Acredito que por eles mesmos.
A história das políticas das Igrejas e das pessoas que as comandam são tão contraditórias e perversas quanto a política de estados ditatoriais. E tudo isso se torna pior quando grupos religiosos tentam fazer do estado uma extensão de suas doutrinas, tipo “bancada evangélica”, ou coisa semelhante. Isto significa busca do poder e não busca de Deus. É a petulância da chamada “evangelização” onde são sub-julgados a cultura e o saber dos povos em busca de uma única verdade: “daí a Cezar o que é de Cézar, e a Deus o que é de Deus”.
A contradição é que para alcançar a vida espiritual, o cidadão tem que pagar para um homem ou para uma organização. Ou seja, comprar com o dinheiro de seu suor, muitas vezes retirado do próprio alimento, do remédio, do conforto de sua família, dinheiro que vai para construir templos lindíssimos, adquirir propriedades valiosas, pagar luxo que por poucos são usufruídos... Tudo em nome da espiritualidade, em nome de Deus.
O que os homens oferecem materialmente a igreja, esta devolve em forma de benefício espiritual. Até ai tudo bem afinal, conforto espiritual não tem preço. Mas a pergunta que não quer calar é: por que então apenas uns homens são mais capazes que os demais usufruir do dinheiro arrecadado? Deus precisa de dinheiro para atender nossos pedidos? Deus fez uns homens para trabalhar e outros para viverem da exploração do trabalho deste?
Da teologia dos sacrifícios cultuados pelos primitivos, pelos Gregos antigos, pelo judaísmo, pelo Islã, ou pelo Candomblé ao dízimo das religiões abraâmicas, das indulgências da Igreja Católica na Idade Média as doações “espontâneas” dos diversos templos esparramados mundo afora, um ponto é comum a todos: arrecadam dinheiro vivo para receber benefícios espirituais, para serem mais privilegiados que os outros. É a psique humana explorada em nome dá fé para aliviar nossos pecados do dia a dia. Então vem a pergunta: por que Crucificar o pastor Valdomiro quando o método é antigo e funciona?
Os homens que comandam as diversas Igrejas mundo afora, na verdade estão pregando a desigualdade entre a humanidade. Afinal, somos diferentes e para alguns prosperarem outros terão que pagar, ou serem prejudicados. Minha vitória significa a derrota de alguém. E pergunto: não são os pregadores que vivem falando da desgraça e dos defeitos dos outros, afirmando que sua igreja é melhor que as demais, que Deus tem uma atenção especial aos seus? Por que não aos outros? Será que todos os demais estão errados? Os primitivos então coitados? Os índios? Coitados! São culpados por terem nascido em uma cultura sem tal templo, sem a dádiva de ter tido tais pastores em suas vidas. E só por isso já são desgraçados por natureza?
Para analisar Valdomiro não posso usar dois pesos e duas medidas. O que me resta é a fé em Deus e não nos homens que falam em Seu nome e pedem dinheiro. Para agradar Deus devo fazer o bem ao meu irmão, principalmente aos mais necessitados e não aos que pedem em nome de Deus. Jesus afirmou “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 5-12-14). Entendo que possamos ser melhores se substituirmos as pregações moralistas pela compreensão a dor do próximo. Substituir o julgamento da solidão alheia pelo amor ao próximo. O dízimo pela ajuda aos necessitados. A indulgencia pelo respeito a todos os credos e formas de fé que não envolvam troca e nem compra de curas e milagres.
(*) JOÃO EDISOM DE SOUSA
Sou teólogo de formação. Sou Cristão. Sou católico. Vou a Igreja. Cumpro minhas obrigações doutrinárias, mas também sou humano e ser social. Respeitos outras formas de expressões religiosas, sejam cristãs ou não.
JOÃO EDISOM DE SOUSA
Sou teólogo de formação. Sou Cristão. Sou católico. Vou a Igreja. Cumpro minhas obrigações doutrinárias, mas também sou humano e ser social. Respeitos outras formas de expressões religiosas, sejam cristãs ou não.
Bispo da Igreja Renascer, Edir Macedo e agora o Pastor Valdomiro. Estes último tem sido a bola da vez e ambos viraram sinônimo de exploração da dor e da fé de seus seguidores para fomentar seu próprio capital. Isso há alguns anos ocorreu com Edir Macedo, mestre do próprio Valdomiro e discípulo de tantas outras Igrejas, seja ela católica, protestante, evangélica ou de outras doutrinas cristãs ou não. Pensamos em tantos outros espalhados por aí que sequer viram história ou notícia.
A verdade é que sempre houveram homens que, em nome de Deus, comeram o pão e beberam o vinho com o suor do rosto do outro. Por isso, sabiamente, dentre os dez mandamentos da religião cristã, um diz: “não tomarás seu santo nome em vão”. O problema não é a religião, mas as pessoas, o poder gerado pela igreja, o egoísmo e o poder macro de ser íntimo de Deus, o poder econômico e o poder metafísico daquele que diz ser mais especial que os demais. Os “escolhidos” não sei por quem. Acredito que por eles mesmos.
A história das políticas das Igrejas e das pessoas que as comandam são tão contraditórias e perversas quanto a política de estados ditatoriais. E tudo isso se torna pior quando grupos religiosos tentam fazer do estado uma extensão de suas doutrinas, tipo “bancada evangélica”, ou coisa semelhante. Isto significa busca do poder e não busca de Deus. É a petulância da chamada “evangelização” onde são sub-julgados a cultura e o saber dos povos em busca de uma única verdade: “daí a Cezar o que é de Cézar, e a Deus o que é de Deus”.
A contradição é que para alcançar a vida espiritual, o cidadão tem que pagar para um homem ou para uma organização. Ou seja, comprar com o dinheiro de seu suor, muitas vezes retirado do próprio alimento, do remédio, do conforto de sua família, dinheiro que vai para construir templos lindíssimos, adquirir propriedades valiosas, pagar luxo que por poucos são usufruídos... Tudo em nome da espiritualidade, em nome de Deus.
O que os homens oferecem materialmente a igreja, esta devolve em forma de benefício espiritual. Até ai tudo bem afinal, conforto espiritual não tem preço. Mas a pergunta que não quer calar é: por que então apenas uns homens são mais capazes que os demais usufruir do dinheiro arrecadado? Deus precisa de dinheiro para atender nossos pedidos? Deus fez uns homens para trabalhar e outros para viverem da exploração do trabalho deste?
Da teologia dos sacrifícios cultuados pelos primitivos, pelos Gregos antigos, pelo judaísmo, pelo Islã, ou pelo Candomblé ao dízimo das religiões abraâmicas, das indulgências da Igreja Católica na Idade Média as doações “espontâneas” dos diversos templos esparramados mundo afora, um ponto é comum a todos: arrecadam dinheiro vivo para receber benefícios espirituais, para serem mais privilegiados que os outros. É a psique humana explorada em nome dá fé para aliviar nossos pecados do dia a dia. Então vem a pergunta: por que Crucificar o pastor Valdomiro quando o método é antigo e funciona?
Os homens que comandam as diversas Igrejas mundo afora, na verdade estão pregando a desigualdade entre a humanidade. Afinal, somos diferentes e para alguns prosperarem outros terão que pagar, ou serem prejudicados. Minha vitória significa a derrota de alguém. E pergunto: não são os pregadores que vivem falando da desgraça e dos defeitos dos outros, afirmando que sua igreja é melhor que as demais, que Deus tem uma atenção especial aos seus? Por que não aos outros? Será que todos os demais estão errados? Os primitivos então coitados? Os índios? Coitados! São culpados por terem nascido em uma cultura sem tal templo, sem a dádiva de ter tido tais pastores em suas vidas. E só por isso já são desgraçados por natureza?
Para analisar Valdomiro não posso usar dois pesos e duas medidas. O que me resta é a fé em Deus e não nos homens que falam em Seu nome e pedem dinheiro. Para agradar Deus devo fazer o bem ao meu irmão, principalmente aos mais necessitados e não aos que pedem em nome de Deus. Jesus afirmou “que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (João 5-12-14). Entendo que possamos ser melhores se substituirmos as pregações moralistas pela compreensão a dor do próximo. Substituir o julgamento da solidão alheia pelo amor ao próximo. O dízimo pela ajuda aos necessitados. A indulgencia pelo respeito a todos os credos e formas de fé que não envolvam troca e nem compra de curas e milagres.
(*) JOÃO EDISOM DE SOUSA
Ensino – Aprendizagem: Os Múltiplos Desafios
Vanessa Sanceverino Esteves
Há tempos, a avaliação era motivo para medo, tensão e ansiedade. Hoje em dia, as idéias em relação a este processo mudaram bastante, podendo evoluir ainda mais. O que se precisa fazer é escolher o método avaliativo ideal para cada grupo em questão. Sendo assim, o processo será melhor aproveitado tanto pelo educador como para o educando.
O educador precisa estar atento ao grupo analisado, percebendo que o desempenho do aluno pode ser mensurado pela maneira com que se trabalham os conteúdos, na sua participação nas aulas, no contato com o grande grupo, etc. Através dessa observação o educador pode ver onde há dificuldades e também as vitórias da turma, podendo escolher qual é a melhor forma de trabalhá-las. Acima de tudo, o crescimento pessoal e em grupo do aluno deve ser levado também em conta, não só a nota atribuída a ele através de métodos avaliativos escritos.
É importante para o educando saber como será avaliado no decorrer dos trabalhos em sala, e também quais os critérios utilizados pelo educador nesse momento. Estando por dentro desse contexto, haverá maior empenho e preparação do aluno. Nestes casos, o processo avaliativo tende a ser mais bem sucedido tanto para o professor como para o aluno, além de tudo pode-se interpretar de forma mais clara os resultados alcançados no processo ensino-aprendizagem.
Mas o grande passo para o processo avaliativo de sucesso consta em inovar sempre. Buscar esses métodos analisando a realidade do aluno, facilita muito na escolha da melhor forma avaliativa. Desmistificando o “terror” do processo avaliativo, o professor alcançará os resultados positivos e esperados com mais facilidade e aproveitamento. Importante ainda dizer que o aluno deve ter oportunidade de participar da elaboração das regras, dos limites, dos critérios de avaliação, das tomadas de decisão, além de assumir pequenas responsabilidades.
Um processo avaliativo interessante são os seminários, onde é possível uma troca rica de vivências e experiências. O conteúdo trabalhado pode ser mais bem explanado e discutido de forma simples, informal e completa. A auto-avaliação pode ser muito proveitosa também. O aluno torna-se crítico e analisa seu processo de aprendizagem. Essa análise faz o aluno perceber onde há dificuldades e também os pontos fortes nesse processo. Além disso, o professor pode sugerir atividades para melhoria dessas dificuldades, e não corre o risco de ser injusto em alguma avaliação.
Essa forma avaliativa pode ser através de questionários, de conversas no coletivo ou de entrevistas individuais. Pretende-se que ela ajude o aluno a criar senso de responsabilidade, o faça exercitar a capacidade de autocrítica, que o instigue a refletir sobre sua conduta. Este é realmente o papel da auto-avaliação.
Os conselhos de classe são uma forma de melhorar o trabalho docente em sala e também adaptar o currículo da forma mais flexível para o grupo. Nas reuniões pode haver a troca de experiências entre os educadores e também diversas opiniões sobre os alunos em questão. Uma sugestão para enriquecer ainda mais essas reuniões é interagir com a família do aluno. A troca de experiências família x escola pode ser muito produtiva quando o assunto é avaliação. As escolas deveriam investir nessa interação sempre que possível.
A avaliação é um dos meios pelos quais podemos conhecer os alunos. Ela permite acompanhar os seus passos no dia-a-dia. Descreve as trajetórias, seus problemas e suas potencialidades, favorecendo que o trabalho de ensino-aprendizagem se dê de forma coerente com os objetivos e desejos de professores e alunos.
É muito simples tratar a avaliação ao nível de importância de seus instrumentos. Alguns teimam em entender por avaliação os tipos de provas, de exercícios, de testes, de trabalhos etc. Mas a avaliação deve ser vista como um processo amplo da aprendizagem, indissociável do todo, envolvendo responsabilidades do professor e do aluno. Ao tratar a avaliação dessa forma, percebemos seus verdadeiros propósitos, sua relação com o ensinamento, seu aspecto formativo e contínuo no processo educacional da atualidade.
Vanessa Sanceverino Esteves é Coordenadora do DC na Sala de Aula
Publicado no Suplemento DC na Sala de Aula
Há tempos, a avaliação era motivo para medo, tensão e ansiedade. Hoje em dia, as idéias em relação a este processo mudaram bastante, podendo evoluir ainda mais. O que se precisa fazer é escolher o método avaliativo ideal para cada grupo em questão. Sendo assim, o processo será melhor aproveitado tanto pelo educador como para o educando.
O educador precisa estar atento ao grupo analisado, percebendo que o desempenho do aluno pode ser mensurado pela maneira com que se trabalham os conteúdos, na sua participação nas aulas, no contato com o grande grupo, etc. Através dessa observação o educador pode ver onde há dificuldades e também as vitórias da turma, podendo escolher qual é a melhor forma de trabalhá-las. Acima de tudo, o crescimento pessoal e em grupo do aluno deve ser levado também em conta, não só a nota atribuída a ele através de métodos avaliativos escritos.
É importante para o educando saber como será avaliado no decorrer dos trabalhos em sala, e também quais os critérios utilizados pelo educador nesse momento. Estando por dentro desse contexto, haverá maior empenho e preparação do aluno. Nestes casos, o processo avaliativo tende a ser mais bem sucedido tanto para o professor como para o aluno, além de tudo pode-se interpretar de forma mais clara os resultados alcançados no processo ensino-aprendizagem.
Mas o grande passo para o processo avaliativo de sucesso consta em inovar sempre. Buscar esses métodos analisando a realidade do aluno, facilita muito na escolha da melhor forma avaliativa. Desmistificando o “terror” do processo avaliativo, o professor alcançará os resultados positivos e esperados com mais facilidade e aproveitamento. Importante ainda dizer que o aluno deve ter oportunidade de participar da elaboração das regras, dos limites, dos critérios de avaliação, das tomadas de decisão, além de assumir pequenas responsabilidades.
Um processo avaliativo interessante são os seminários, onde é possível uma troca rica de vivências e experiências. O conteúdo trabalhado pode ser mais bem explanado e discutido de forma simples, informal e completa. A auto-avaliação pode ser muito proveitosa também. O aluno torna-se crítico e analisa seu processo de aprendizagem. Essa análise faz o aluno perceber onde há dificuldades e também os pontos fortes nesse processo. Além disso, o professor pode sugerir atividades para melhoria dessas dificuldades, e não corre o risco de ser injusto em alguma avaliação.
Essa forma avaliativa pode ser através de questionários, de conversas no coletivo ou de entrevistas individuais. Pretende-se que ela ajude o aluno a criar senso de responsabilidade, o faça exercitar a capacidade de autocrítica, que o instigue a refletir sobre sua conduta. Este é realmente o papel da auto-avaliação.
Os conselhos de classe são uma forma de melhorar o trabalho docente em sala e também adaptar o currículo da forma mais flexível para o grupo. Nas reuniões pode haver a troca de experiências entre os educadores e também diversas opiniões sobre os alunos em questão. Uma sugestão para enriquecer ainda mais essas reuniões é interagir com a família do aluno. A troca de experiências família x escola pode ser muito produtiva quando o assunto é avaliação. As escolas deveriam investir nessa interação sempre que possível.
A avaliação é um dos meios pelos quais podemos conhecer os alunos. Ela permite acompanhar os seus passos no dia-a-dia. Descreve as trajetórias, seus problemas e suas potencialidades, favorecendo que o trabalho de ensino-aprendizagem se dê de forma coerente com os objetivos e desejos de professores e alunos.
É muito simples tratar a avaliação ao nível de importância de seus instrumentos. Alguns teimam em entender por avaliação os tipos de provas, de exercícios, de testes, de trabalhos etc. Mas a avaliação deve ser vista como um processo amplo da aprendizagem, indissociável do todo, envolvendo responsabilidades do professor e do aluno. Ao tratar a avaliação dessa forma, percebemos seus verdadeiros propósitos, sua relação com o ensinamento, seu aspecto formativo e contínuo no processo educacional da atualidade.
Vanessa Sanceverino Esteves é Coordenadora do DC na Sala de Aula
Publicado no Suplemento DC na Sala de Aula
Aluno branco de escola privada tem nota 21% maior que negro da rede pública
Carlos Lordelo e Davi Lira, do Estadão.edu, Ocimara Balmant e Paulo Saldaña, de O Estado de S. Paulo
Recorte inédito de dados de desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 nas capitais do País, além de confirmar a distância entre as notas médias dos estudantes de colégios particulares e os de escolas públicas, revela o abismo que separa estudantes brancos e negros das duas redes.
Os números mostram que as notas tiradas pelos alunos brancos de escolas particulares no exame são, em média, 21% superiores às dos negros da rede pública - acima da diferença de 17% entre as notas gerais, independentemente da cor da pele, dos estudantes da rede privada e os da rede pública.
O levantamento também aponta distorções entre os Estados. De acordo com especialistas, esse cenário é o reflexo da desigualdade social e também da diferença dos níveis de qualidade das redes estaduais.
A reserva de vagas por cor de pele está na Lei de Cotas aprovada no Senado na semana passada. O projeto, que precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, prevê que 50% das vagas das universidade federais sejam reservadas para alunos da escola pública - respeitando critérios de renda e reservas proporcionais por Estado para pretos, pardos e indígenas.
Como a maioria das federais adota o Enem como critério de seleção, o levantamento indica um cenário aproximado sob a nova Lei das Cotas.
Vantagem da escola paga. Por sua vez, a nota média de negros que estudam em escola privada é 15% superior às dos negros da rede pública - próxima dos 17% entre todos os estudantes da rede particular e da rede pública.
Embora em menor dimensão, a variação de desempenho entre negros e brancos dentro da escola pública também é desvantajosa para o primeiro grupo. Na média, os brancos têm médias 3% maiores que os negros. O fato de os negros terem rendimento menor do que os brancos, mesmo dentro da rede pública, tem explicações econômicas e pedagógicas, segundo a diretora do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Na questão econômica, segundo ela, a explicação é que "entre os pobres, os negros são os mais pobres". O lado pedagógico refletiria a baixa expectativa. "Em uma sala de aula, se uma criança negra começa a apresentar dificuldade, a professora desiste de ensiná-la muito mais rapidamente do que desistiria de um estudante branco."
O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes Lima, ressalta que há um "acúmulo de desigualdades". "Fica claro que temos dois tipos de desigualdade: a social e racial. É a soma de dificuldades", afirma ele, que defende a combinação do fator racial com a cota cujo princípio é a escola pública. "Se os alunos da escola pública entram em desvantagem com a rede privada, os alunos negros da escola pública têm uma desvantagem ainda maior."
Abismos. Segundo Lima, há outros fatores importantes para entender os dados, como a qualidade das redes públicas - principalmente estaduais -, índices de reprovação e até realidades culturais locais.
Essa complexidade de fatores fica clara ao analisar os dados por capitais. O mapa do desempenho pelo fator racial mostra verdadeiros abismos. O negro de Belo Horizonte que estuda em escola pública, por exemplo, tem nota 12% superior à do negro da mesma rede em Manaus. As duas cidades têm os extremos de notas desse grupo: 521,03 e 463,85, respectivamente.
Vitória, capital capixaba, tem uma média de 502,59 nas provas objetivas (sem a redação) dos estudantes negros, a sexta maior entre as capitais. Mas na comparação com os alunos brancos de escolas particulares, a diferença é a maior de todas: os brancos da rede privada têm média 27% superior à dos negros das públicas.
Não por acaso, os negros de escolas públicas de Vitória têm o pior desempenho na comparação com os brancos da mesma rede: nota 8% inferior, demonstrando que as diferenças raciais se reforçam até na mesma realidade escolar daquele Estado. Os negros das escolas particulares não têm o mesmo sucesso em notas que os brancos da mesma rede.
A proporção de negros por Estado, que vai servir como critério para a reserva de vagas nas universidades e escolas técnicas federais, influencia as médias. Salvador, por exemplo, tem uma das maiores proporções de negros na sua população. Apesar da participação maciça desse grupo na escola pública, a diferença de nota para os brancos de escolas privadas bate em 25% - só perde para Vitória.
Textos. Em geral, as diferenças de desempenho entre negros e brancos sempre são menores nas notas das redações. Em Florianópolis, considerando a parte objetiva do Enem, há uma distância de 20% entre a nota média de negros de escolas públicas e a de brancos das particulares. Na redação, essa diferença cai para 8%.
Segundo o professor Francisco Platão Savioli, da USP e do Anglo, a explicação envolve os tipos de competências que a redação consegue avaliar. "A redação não mede um conhecimento momentâneo, mas um conhecimento calcado na experiência de vida, até mesmo na luta contra as contrariedades", diz ele. "O texto avalia competências que outras matérias não avaliam."
Recorte inédito de dados de desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010 nas capitais do País, além de confirmar a distância entre as notas médias dos estudantes de colégios particulares e os de escolas públicas, revela o abismo que separa estudantes brancos e negros das duas redes.
Os números mostram que as notas tiradas pelos alunos brancos de escolas particulares no exame são, em média, 21% superiores às dos negros da rede pública - acima da diferença de 17% entre as notas gerais, independentemente da cor da pele, dos estudantes da rede privada e os da rede pública.
O levantamento também aponta distorções entre os Estados. De acordo com especialistas, esse cenário é o reflexo da desigualdade social e também da diferença dos níveis de qualidade das redes estaduais.
A reserva de vagas por cor de pele está na Lei de Cotas aprovada no Senado na semana passada. O projeto, que precisa ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff, prevê que 50% das vagas das universidade federais sejam reservadas para alunos da escola pública - respeitando critérios de renda e reservas proporcionais por Estado para pretos, pardos e indígenas.
Como a maioria das federais adota o Enem como critério de seleção, o levantamento indica um cenário aproximado sob a nova Lei das Cotas.
Vantagem da escola paga. Por sua vez, a nota média de negros que estudam em escola privada é 15% superior às dos negros da rede pública - próxima dos 17% entre todos os estudantes da rede particular e da rede pública.
Embora em menor dimensão, a variação de desempenho entre negros e brancos dentro da escola pública também é desvantajosa para o primeiro grupo. Na média, os brancos têm médias 3% maiores que os negros. O fato de os negros terem rendimento menor do que os brancos, mesmo dentro da rede pública, tem explicações econômicas e pedagógicas, segundo a diretora do Todos Pela Educação, Priscila Cruz.
Na questão econômica, segundo ela, a explicação é que "entre os pobres, os negros são os mais pobres". O lado pedagógico refletiria a baixa expectativa. "Em uma sala de aula, se uma criança negra começa a apresentar dificuldade, a professora desiste de ensiná-la muito mais rapidamente do que desistiria de um estudante branco."
O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), José Fernandes Lima, ressalta que há um "acúmulo de desigualdades". "Fica claro que temos dois tipos de desigualdade: a social e racial. É a soma de dificuldades", afirma ele, que defende a combinação do fator racial com a cota cujo princípio é a escola pública. "Se os alunos da escola pública entram em desvantagem com a rede privada, os alunos negros da escola pública têm uma desvantagem ainda maior."
Abismos. Segundo Lima, há outros fatores importantes para entender os dados, como a qualidade das redes públicas - principalmente estaduais -, índices de reprovação e até realidades culturais locais.
Essa complexidade de fatores fica clara ao analisar os dados por capitais. O mapa do desempenho pelo fator racial mostra verdadeiros abismos. O negro de Belo Horizonte que estuda em escola pública, por exemplo, tem nota 12% superior à do negro da mesma rede em Manaus. As duas cidades têm os extremos de notas desse grupo: 521,03 e 463,85, respectivamente.
Vitória, capital capixaba, tem uma média de 502,59 nas provas objetivas (sem a redação) dos estudantes negros, a sexta maior entre as capitais. Mas na comparação com os alunos brancos de escolas particulares, a diferença é a maior de todas: os brancos da rede privada têm média 27% superior à dos negros das públicas.
Não por acaso, os negros de escolas públicas de Vitória têm o pior desempenho na comparação com os brancos da mesma rede: nota 8% inferior, demonstrando que as diferenças raciais se reforçam até na mesma realidade escolar daquele Estado. Os negros das escolas particulares não têm o mesmo sucesso em notas que os brancos da mesma rede.
A proporção de negros por Estado, que vai servir como critério para a reserva de vagas nas universidades e escolas técnicas federais, influencia as médias. Salvador, por exemplo, tem uma das maiores proporções de negros na sua população. Apesar da participação maciça desse grupo na escola pública, a diferença de nota para os brancos de escolas privadas bate em 25% - só perde para Vitória.
Textos. Em geral, as diferenças de desempenho entre negros e brancos sempre são menores nas notas das redações. Em Florianópolis, considerando a parte objetiva do Enem, há uma distância de 20% entre a nota média de negros de escolas públicas e a de brancos das particulares. Na redação, essa diferença cai para 8%.
Segundo o professor Francisco Platão Savioli, da USP e do Anglo, a explicação envolve os tipos de competências que a redação consegue avaliar. "A redação não mede um conhecimento momentâneo, mas um conhecimento calcado na experiência de vida, até mesmo na luta contra as contrariedades", diz ele. "O texto avalia competências que outras matérias não avaliam."
Dia Nacional dos Estudantes em MT é comemorado com apresentações
ATIVIDADES CULTURAIS
Alunos realizam eventos culturais em praça de Cuiabá.
Dia Nacional dos Estudantes é comemorado neste sábado (11)
G1 MTEstudantes realizam apresentações em praça de Cuiabá (Foto: Marcelo Ferraz/G1)
Alunos das escolas estaduais e municipais de Mato Grosso participaram das atividades culturais realizadas na Praça Alencastro, em Cuiabá, em comemoração ao Dia Nacional dos Estudantes, neste sábado (11).
A presidente estadual da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas (AME), Danielly Alcântara, as atividades culturais têm o intuito de chamar o sociedade para debater os problemas da juventude enfrentados nas escolas públicas. “Nós estamos visitando as escolas e chamando a juventude para debater sobre a questão da Educação”, pontuou.
Além disso, ela ressaltou que, o objetivo maior da data, também é estimular a construção de grêmios nas escolas para que os alunos se organizem em entidades políticas. “Estamos explicando como é a formação do grêmio porque é importante participar dessas organizações estudantis. Tudo, para estimular os alunos a participarem de forma organizada no processo de reivindicação social”, afirmou.
Para Jandyel Patrick Souza, estudante do ensino médio da Escola Estadual Rafael Rueda Caic, o maior problema das escolas públicas em Mato Grosso é a falta de estrutura. “Falta um ambiente mais equipado, com ventiladores novos e carteiras adequadas para os alunos e professores”, ressaltou o aluno.
Para a secretária municipal da Juventude, Patrícia Nogueira, umas das organizadoras do evento, as atividades culturais são amostras do que os alunos estão desenvolvendo nas escolas. “Estamos mostrando um pouco do que os alunos vêm trabalhando nas escolas. Porém, essa data, também tem o intuito de debater junto com a juventude e a sociedade, a cultura , o esporte e o tempo livre”, concluiu a secretária.
Apresentações culturais
Vários grupos de danças se apresentaram na Praça Alencastro para comemorar o Dia Nacional do Estudante, nesta sexta-feira (10). O grupo de dança da escola municipal Tereza Lobo apresentou no palco “O Sol de Angola”, ressaltando na dança, o ritmo das batidas da África. Além da escola, a companhia M.U.V, grupo de hip hop, também se apresentou no local.
“Através da dança, eu me foquei em um objetivo e com o tempo fui me profissionalizando. E hoje, estou aqui ensinado as crianças a dançar também”, revela Matheus de Luca Aguiar , de 18 anos, que há 7 anos realiza apresentações de hip hop em Cuiabá.
Alunos realizam eventos culturais em praça de Cuiabá.
Dia Nacional dos Estudantes é comemorado neste sábado (11)
G1 MTEstudantes realizam apresentações em praça de Cuiabá (Foto: Marcelo Ferraz/G1)
Alunos das escolas estaduais e municipais de Mato Grosso participaram das atividades culturais realizadas na Praça Alencastro, em Cuiabá, em comemoração ao Dia Nacional dos Estudantes, neste sábado (11).
A presidente estadual da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas (AME), Danielly Alcântara, as atividades culturais têm o intuito de chamar o sociedade para debater os problemas da juventude enfrentados nas escolas públicas. “Nós estamos visitando as escolas e chamando a juventude para debater sobre a questão da Educação”, pontuou.
Além disso, ela ressaltou que, o objetivo maior da data, também é estimular a construção de grêmios nas escolas para que os alunos se organizem em entidades políticas. “Estamos explicando como é a formação do grêmio porque é importante participar dessas organizações estudantis. Tudo, para estimular os alunos a participarem de forma organizada no processo de reivindicação social”, afirmou.
Para Jandyel Patrick Souza, estudante do ensino médio da Escola Estadual Rafael Rueda Caic, o maior problema das escolas públicas em Mato Grosso é a falta de estrutura. “Falta um ambiente mais equipado, com ventiladores novos e carteiras adequadas para os alunos e professores”, ressaltou o aluno.
Para a secretária municipal da Juventude, Patrícia Nogueira, umas das organizadoras do evento, as atividades culturais são amostras do que os alunos estão desenvolvendo nas escolas. “Estamos mostrando um pouco do que os alunos vêm trabalhando nas escolas. Porém, essa data, também tem o intuito de debater junto com a juventude e a sociedade, a cultura , o esporte e o tempo livre”, concluiu a secretária.
Apresentações culturais
Vários grupos de danças se apresentaram na Praça Alencastro para comemorar o Dia Nacional do Estudante, nesta sexta-feira (10). O grupo de dança da escola municipal Tereza Lobo apresentou no palco “O Sol de Angola”, ressaltando na dança, o ritmo das batidas da África. Além da escola, a companhia M.U.V, grupo de hip hop, também se apresentou no local.
“Através da dança, eu me foquei em um objetivo e com o tempo fui me profissionalizando. E hoje, estou aqui ensinado as crianças a dançar também”, revela Matheus de Luca Aguiar , de 18 anos, que há 7 anos realiza apresentações de hip hop em Cuiabá.
É tempo de investir na Educação Infantil
Anita Adas
Novos recursos tecnológicos? Primeiramente, para os alunos mais velhos. Laboratórios de ciências sofisticados? Melhor priorizar o Ensino Médio. Formação de professores? Ah! Formaremos inicialmente os professores especialistas... Ao longo do tempo, as escolas geralmente focaram os principais investimentos nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Isso ocorre por diversas razões, entre elas, pela crença de que o trabalho pedagógico nesses segmentos é mais complexo e que há uma demanda mais clara das famílias e da sociedade por qualidade de ensino.
Entretanto, é muito importante rever essas ideias. Os avanços da ciência e da pedagogia vêm mostrando que é essencial concentrar esforços também na educação de crianças pequenas.
A escola de Educação Infantil é, muitas vezes, o primeiro espaço público com o qual os pequenos entram em contato. É neste palco privilegiado da vida coletiva que eles se encontram com o conhecimento elaborado. Dele se espera que eles se apropriem em um movimento contínuo e se exercitem como pessoas do mundo.
É nesse espaço público que se pode valorizar a construção de repertório, o desenvolvimento do pensamento lógico e a formação de valores e atitudes positivas, entre outras possibilidades que terão impacto para sempre. A educação escolar é um longo processo que se fundamenta na diversidade de experiências culturais, educativas, intelectuais e sociais durante toda a vida escolar de uma criança.
Ainda que os argumentos pedagógicos não sejam suficientes para a reflexão a respeito da importância de maiores investimentos na educação de crianças pequenas, pode-se pensar no atendimento às expectativas das famílias. Com as tendências de estabilização ou queda das taxas demográficas e o aumento da concorrência, elas vêm buscando projetos de uma educação “mais completa e abrangente” para seus filhos desde o primeiro momento. Então, os pais ou responsáveis pelas crianças procuram escolas já de olho em seus futuros: se confiarem no projeto, permanecem; se não estiverem convencidos, partem para aquelas escolas que oferecem propostas mais consistentes.
Para que se construa uma educação de qualidade, é urgente superar o nosso olhar “adultocêntrico”, como diria a educadora e doutora em psicologia Telma Weisz. É também urgente estabelecer coerência entre o que consta nos documentos oficiais e o que se realiza no ambiente escolar, assim como é urgente acreditar na importância do investimento – humano e material – nas escolas de Educação Infantil.
Anita Adas
aagalo@editorasaraiva.com.br
Pedagoga, mestre em educação escolar e coordenadora pedagógica do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.
Novos recursos tecnológicos? Primeiramente, para os alunos mais velhos. Laboratórios de ciências sofisticados? Melhor priorizar o Ensino Médio. Formação de professores? Ah! Formaremos inicialmente os professores especialistas... Ao longo do tempo, as escolas geralmente focaram os principais investimentos nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio. Isso ocorre por diversas razões, entre elas, pela crença de que o trabalho pedagógico nesses segmentos é mais complexo e que há uma demanda mais clara das famílias e da sociedade por qualidade de ensino.
Entretanto, é muito importante rever essas ideias. Os avanços da ciência e da pedagogia vêm mostrando que é essencial concentrar esforços também na educação de crianças pequenas.
A escola de Educação Infantil é, muitas vezes, o primeiro espaço público com o qual os pequenos entram em contato. É neste palco privilegiado da vida coletiva que eles se encontram com o conhecimento elaborado. Dele se espera que eles se apropriem em um movimento contínuo e se exercitem como pessoas do mundo.
É nesse espaço público que se pode valorizar a construção de repertório, o desenvolvimento do pensamento lógico e a formação de valores e atitudes positivas, entre outras possibilidades que terão impacto para sempre. A educação escolar é um longo processo que se fundamenta na diversidade de experiências culturais, educativas, intelectuais e sociais durante toda a vida escolar de uma criança.
Ainda que os argumentos pedagógicos não sejam suficientes para a reflexão a respeito da importância de maiores investimentos na educação de crianças pequenas, pode-se pensar no atendimento às expectativas das famílias. Com as tendências de estabilização ou queda das taxas demográficas e o aumento da concorrência, elas vêm buscando projetos de uma educação “mais completa e abrangente” para seus filhos desde o primeiro momento. Então, os pais ou responsáveis pelas crianças procuram escolas já de olho em seus futuros: se confiarem no projeto, permanecem; se não estiverem convencidos, partem para aquelas escolas que oferecem propostas mais consistentes.
Para que se construa uma educação de qualidade, é urgente superar o nosso olhar “adultocêntrico”, como diria a educadora e doutora em psicologia Telma Weisz. É também urgente estabelecer coerência entre o que consta nos documentos oficiais e o que se realiza no ambiente escolar, assim como é urgente acreditar na importância do investimento – humano e material – nas escolas de Educação Infantil.
Anita Adas
aagalo@editorasaraiva.com.br
Pedagoga, mestre em educação escolar e coordenadora pedagógica do Ético Sistema de Ensino, da Editora Saraiva.
Uma Escola da Ponte em São Paulo
Helio Nota 10
O embrião de um projeto educacional de sucesso está nascendo na Grande São Paulo. Em parceria entre o Projeto Âncora e o educador português José Pacheco, um dos criadores e antigo coordenador da Escola da Ponte, em Portugal, a Escola Walter Steurer começou a funcionar em janeiro deste ano e busca consolidar no Brasil um novo modo de educar.
O Projeto Âncora foi criado pelo empresário Walter Steurer em 1995 a partir da concepção de que a responsabilidade social é de todos, inclusive da classe empresarial. Organização sem fins lucrativos localizada na Granja Viana, em Cotia (região metropolitana de São Paulo), seu objetivo desde então é ajudar na educação de crianças, adolescentes e até adultos da região com renda familiar de até três salários mínimos.
Creche, oficinas de arte, música, dança e circo, quadras poliesportivas e aulas de computação são alguns dos oferecimentos do projeto, gratuito, que até o ano passado visavam apenas complementar o estudo. Essas atividades são sustentadas por meio de doações de empresas e pessoas físicas, além de contar hoje com a arrecadação de impostos da Nota Fiscal Paulista e um recente apoio do Instituto Natura, que pretende implantar sistemas de tecnologia voltados para a escola e a comunidade da região.
Até que em 2011, a entidade decidiu organizar uma escola baseada em conceitos praticados pela Escola da Ponte, tendo José Pacheco como diretor. O educador português se mudou para o Brasil há cerca de cinco anos e vinha dando consultorias em educação, percorrendo o país para falar sobre o assunto. No final do último ano, resolveu assumir o desafio de ampliar o Projeto Âncora, integrando a ele uma escola também gratuita e destinada para alunos de baixa renda. Operando desde janeiro, já são 320 alunos e mais 400 crianças e jovens na fila de espera.
No modelo educacional estão vários conceitos trabalhados na Escola da Ponte. Não há salas de aula e sim espaços, professores e ferramentas nos quais o aluno busca o conhecimento. Ao invés de aulas convencionais, existem projetos de pesquisa. O sistema não se baseia em séries e ciclos, e os professores não são responsáveis por alguma turma ou disciplina específica.
"O objetivo nos oito ou nove anos de estudo é que os alunos adquiram o conhecimento que consta nas diretrizes básicas do Ministério da Educação e vão além disso", diz Fernando Furuiti, diretor do Projeto Âncora. "O que ele aprende aqui se transforma em conhecimento de fato, não é algo que o aluno vai `colocar na gaveta´ e acabar esquecendo, ou que ele vai estudar só para uma prova. É um conhecimento que, além de realmente relevante, acompanha também a formação da criança com valores de ética e solidariedade", completa.
Para o futuro, Fernando diz que a meta é a própria consolidação da proposta, colhendo os frutos e avaliando o que foi produzido nos primeiros anos, inclusive as dificuldades encontradas.
A iniciativa do Projeto Âncora se junta a outras escolas que adotaram em seu funcionamento práticas semelhantes aos da Escola da Ponte, como o Colégio Viver, localizado também na Granja Viana. Além de não usarem uniformes, seus alunos contam com atenção individualizada e espaço para participação nas decisões. A capacidade de transferir conhecimento, o desenvolvimento da autonomia e da individualidade, além do prazer em aprender são alguns dos conceitos extraídos do instituto de ensino português que já são praticados nessa e em outras escolas pelo Brasil.
O embrião de um projeto educacional de sucesso está nascendo na Grande São Paulo. Em parceria entre o Projeto Âncora e o educador português José Pacheco, um dos criadores e antigo coordenador da Escola da Ponte, em Portugal, a Escola Walter Steurer começou a funcionar em janeiro deste ano e busca consolidar no Brasil um novo modo de educar.
O Projeto Âncora foi criado pelo empresário Walter Steurer em 1995 a partir da concepção de que a responsabilidade social é de todos, inclusive da classe empresarial. Organização sem fins lucrativos localizada na Granja Viana, em Cotia (região metropolitana de São Paulo), seu objetivo desde então é ajudar na educação de crianças, adolescentes e até adultos da região com renda familiar de até três salários mínimos.
Creche, oficinas de arte, música, dança e circo, quadras poliesportivas e aulas de computação são alguns dos oferecimentos do projeto, gratuito, que até o ano passado visavam apenas complementar o estudo. Essas atividades são sustentadas por meio de doações de empresas e pessoas físicas, além de contar hoje com a arrecadação de impostos da Nota Fiscal Paulista e um recente apoio do Instituto Natura, que pretende implantar sistemas de tecnologia voltados para a escola e a comunidade da região.
Até que em 2011, a entidade decidiu organizar uma escola baseada em conceitos praticados pela Escola da Ponte, tendo José Pacheco como diretor. O educador português se mudou para o Brasil há cerca de cinco anos e vinha dando consultorias em educação, percorrendo o país para falar sobre o assunto. No final do último ano, resolveu assumir o desafio de ampliar o Projeto Âncora, integrando a ele uma escola também gratuita e destinada para alunos de baixa renda. Operando desde janeiro, já são 320 alunos e mais 400 crianças e jovens na fila de espera.
No modelo educacional estão vários conceitos trabalhados na Escola da Ponte. Não há salas de aula e sim espaços, professores e ferramentas nos quais o aluno busca o conhecimento. Ao invés de aulas convencionais, existem projetos de pesquisa. O sistema não se baseia em séries e ciclos, e os professores não são responsáveis por alguma turma ou disciplina específica.
"O objetivo nos oito ou nove anos de estudo é que os alunos adquiram o conhecimento que consta nas diretrizes básicas do Ministério da Educação e vão além disso", diz Fernando Furuiti, diretor do Projeto Âncora. "O que ele aprende aqui se transforma em conhecimento de fato, não é algo que o aluno vai `colocar na gaveta´ e acabar esquecendo, ou que ele vai estudar só para uma prova. É um conhecimento que, além de realmente relevante, acompanha também a formação da criança com valores de ética e solidariedade", completa.
Para o futuro, Fernando diz que a meta é a própria consolidação da proposta, colhendo os frutos e avaliando o que foi produzido nos primeiros anos, inclusive as dificuldades encontradas.
A iniciativa do Projeto Âncora se junta a outras escolas que adotaram em seu funcionamento práticas semelhantes aos da Escola da Ponte, como o Colégio Viver, localizado também na Granja Viana. Além de não usarem uniformes, seus alunos contam com atenção individualizada e espaço para participação nas decisões. A capacidade de transferir conhecimento, o desenvolvimento da autonomia e da individualidade, além do prazer em aprender são alguns dos conceitos extraídos do instituto de ensino português que já são praticados nessa e em outras escolas pelo Brasil.
Poemas das meninas cuiabanas de ontem
Fonte:Blog do Zaviasky
Publico, sim, por que não !?... Diante de tantas decepções e os espinhos desta confusão chamada Brasil, suavizemos um pouco...
POEMINHA FEMININO
Qual mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Qual mulher nunca tomou :
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Qual mulher nunca sonhou :
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Qual mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Qual mulher nunca penou :
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Qual mulher nunca comeu :
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface no almoço, por vaidade
Ou um canalha, por saudade?
Qual mulher nunca apertou :
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Qual mulher nunca jurou :
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que “dele” não lembra nem o nome?
Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!
Estamos em uma época em que: Homem dando sopa é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.
“Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado”.
“Mais vale um cara feio com você , do que dois lindos se beijando”.
“Se todo homem é igual, por que a gente escolhe tanto” ???
“Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! Que te ouve melhor...Que te vê melhor...E ainda te come”!!! (Enviado por Jussara Teixeira – Santo Antônio de Leverger(MT)
NR - A turma aqui da Redação está elaborando outro poema de cunho masculino.
verpz@terra.com.br
Publico, sim, por que não !?... Diante de tantas decepções e os espinhos desta confusão chamada Brasil, suavizemos um pouco...
POEMINHA FEMININO
Qual mulher nunca teve:
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Qual mulher nunca tomou :
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair
Ou um lexotan para dormir?
Qual mulher nunca sonhou :
Com a sogra morta, estendida,
Em ser muito feliz na vida
Ou com uma lipo na barriga?
Qual mulher nunca pensou:
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela
Ou que a culpa era toda dela?
Qual mulher nunca penou :
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada
Ou para trabalhar menstruada?
Qual mulher nunca comeu :
Uma caixa de Bis, por ansiedade,
Uma alface no almoço, por vaidade
Ou um canalha, por saudade?
Qual mulher nunca apertou :
O pé no sapato para caber,
A barriga para emagrecer
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Qual mulher nunca jurou :
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone
Que “dele” não lembra nem o nome?
Só as mulheres para entenderem o significado deste poema!
Estamos em uma época em que: Homem dando sopa é apenas um homem distribuindo alimento aos pobres.
“Pior do que nunca achar o homem certo é viver pra sempre com o homem errado”.
“Mais vale um cara feio com você , do que dois lindos se beijando”.
“Se todo homem é igual, por que a gente escolhe tanto” ???
“Príncipe encantado que nada... Bom mesmo é o lobo-mau!! Que te ouve melhor...Que te vê melhor...E ainda te come”!!! (Enviado por Jussara Teixeira – Santo Antônio de Leverger(MT)
NR - A turma aqui da Redação está elaborando outro poema de cunho masculino.
verpz@terra.com.br
Notícias Nacionajs
Migração para o ensino privado
Por: Valeska Andrade
As escolas públicas brasileiras, principalmente nos níveis fundamental e médio, estão perdendo espaço para os colégios particulares. Nos últimos dez anos, a educação pública perdeu 4,834 milhões de estudantes, enquanto o ensino privado ganhou 1,090 milhão, de acordo com levantamento feito pelo Valor Econômico. Uma das principais explicações para a tendência é o aumento da renda decorrente do crescimento econômico, que estimulou famílias em ascensão social a colocar seus filhos em escolas particulares. O economista Naercio Menezes Filho, coordenador da área de políticas públicas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), afirma que os números refletem uma lógica natural. “O fato é que se a família tem ganho de renda, prefere matricular o filho na escola privada. Ele escolhe a escola que acha melhor”, diz.
Fonte: Valor Econômico (SP)
Abandono escolar triplica no 6º ano do ensino fundamental
Por: Valeska Andrade
Nos primeiros anos do ensino fundamental (do 1o ao 5o), só 1,5% das crianças abandonam a escola ao longo do ano letivo. Mas o cenário começa a mudar a partir do 6o ano (antiga 5a série), quando a taxa de abandono atinge 4,6% dos alunos (três vezes mais do que a verificada nos anos iniciais da etapa). As taxas de rendimento escolar, divulgadas na última semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), revelam que a “porta de saída da escola” é aberta no 2o ciclo do ensino fundamental e o problema cresce à medida que os anos seguem, com pico no ensino médio, chegando a 9,6%. O abandono se caracteriza quando o aluno deixa de frequentar as aulas e “perde” o ano. É diferente da evasão, que ocorre quando ele abandona os estudos e não retorna no ano seguinte.
Fonte: Correio do Povo
Mais Educação deverá atender 30 mil escolas este ano
Por: Valeska Andrade
O número de escolas participantes do Programa Mais Educação, desenvolvido pelo Ministério da Educação, chegará a 30 mil até o final de 2012. A educação integral já é uma realidade em 15 mil escolas brasileiras, com 2,8 milhões de alunos beneficiados. Outras 15 mil unidades serão selecionadas este ano. A previsão de investimento do governo federal é de R$ 1,4 bilhão. O prazo para que escolas, secretarias municipais ou estaduais de educação solicitem adesão ao Mais Educação termina nesta sexta-feira, 27. Neste ano, a seleção de novas unidades que ampliarão a jornada escolar priorizará a escolha de 5 mil instituições localizadas na zona rural e escolas que tenham, entre os matriculados, alunos beneficiários do programa Bolsa Família.
Fonte: Diário do Sul (SC)
Governo vai criar leis para impedir exploração de meninos no futebol
Por: Valeska Andrade
O governo federal pretende anunciar leis para frear a saída de meninos com menos de 18 anos do Brasil para os grandes clubes de futebol europeus ou de países árabes, como o Catar. De acordo com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, a ideia é impor aos poderosos clubes europeus, agentes da Fifa ou empresários clandestinos que cumpram exigências para que a transferência seja autorizada ou para que abram escolinhas de recrutamento no País. O governo promete anunciar critérios que vão tirar qualquer incentivo financeiro para quem levar o jogador antes que cumpra 18 anos. “Clubes europeus estão fazendo uma espécie de mineração no Brasil. O problema é que jogam cascalho fora e depois ficam apenas com os diamantes”, acusou o ministro.
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)
Por: Valeska Andrade
As escolas públicas brasileiras, principalmente nos níveis fundamental e médio, estão perdendo espaço para os colégios particulares. Nos últimos dez anos, a educação pública perdeu 4,834 milhões de estudantes, enquanto o ensino privado ganhou 1,090 milhão, de acordo com levantamento feito pelo Valor Econômico. Uma das principais explicações para a tendência é o aumento da renda decorrente do crescimento econômico, que estimulou famílias em ascensão social a colocar seus filhos em escolas particulares. O economista Naercio Menezes Filho, coordenador da área de políticas públicas do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), afirma que os números refletem uma lógica natural. “O fato é que se a família tem ganho de renda, prefere matricular o filho na escola privada. Ele escolhe a escola que acha melhor”, diz.
Fonte: Valor Econômico (SP)
Abandono escolar triplica no 6º ano do ensino fundamental
Por: Valeska Andrade
Nos primeiros anos do ensino fundamental (do 1o ao 5o), só 1,5% das crianças abandonam a escola ao longo do ano letivo. Mas o cenário começa a mudar a partir do 6o ano (antiga 5a série), quando a taxa de abandono atinge 4,6% dos alunos (três vezes mais do que a verificada nos anos iniciais da etapa). As taxas de rendimento escolar, divulgadas na última semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), revelam que a “porta de saída da escola” é aberta no 2o ciclo do ensino fundamental e o problema cresce à medida que os anos seguem, com pico no ensino médio, chegando a 9,6%. O abandono se caracteriza quando o aluno deixa de frequentar as aulas e “perde” o ano. É diferente da evasão, que ocorre quando ele abandona os estudos e não retorna no ano seguinte.
Fonte: Correio do Povo
Mais Educação deverá atender 30 mil escolas este ano
Por: Valeska Andrade
O número de escolas participantes do Programa Mais Educação, desenvolvido pelo Ministério da Educação, chegará a 30 mil até o final de 2012. A educação integral já é uma realidade em 15 mil escolas brasileiras, com 2,8 milhões de alunos beneficiados. Outras 15 mil unidades serão selecionadas este ano. A previsão de investimento do governo federal é de R$ 1,4 bilhão. O prazo para que escolas, secretarias municipais ou estaduais de educação solicitem adesão ao Mais Educação termina nesta sexta-feira, 27. Neste ano, a seleção de novas unidades que ampliarão a jornada escolar priorizará a escolha de 5 mil instituições localizadas na zona rural e escolas que tenham, entre os matriculados, alunos beneficiários do programa Bolsa Família.
Fonte: Diário do Sul (SC)
Governo vai criar leis para impedir exploração de meninos no futebol
Por: Valeska Andrade
O governo federal pretende anunciar leis para frear a saída de meninos com menos de 18 anos do Brasil para os grandes clubes de futebol europeus ou de países árabes, como o Catar. De acordo com o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, a ideia é impor aos poderosos clubes europeus, agentes da Fifa ou empresários clandestinos que cumpram exigências para que a transferência seja autorizada ou para que abram escolinhas de recrutamento no País. O governo promete anunciar critérios que vão tirar qualquer incentivo financeiro para quem levar o jogador antes que cumpra 18 anos. “Clubes europeus estão fazendo uma espécie de mineração no Brasil. O problema é que jogam cascalho fora e depois ficam apenas com os diamantes”, acusou o ministro.
Fonte: O Estado de S. Paulo (SP)
Pai não é professor particular
Na volta às aulas, dê ao seu filho a chance de se apropriar de seus estudos e de saber que ele dá conta sozinho
Por Rosely Sayão *
A criançada está de volta à escola. Foi bom esse tempo sem rotina, sem horário e sem obrigações escolares. Mas, será bom, também, o retorno a uma vida organizada.
Faz bem para os mais novos saber, pelo menos um pouco, como será o dia seguinte. Dá a eles sensação de segurança, estabilidade.
Nos primeiros dias na escola, é uma alegria para as crianças encontrar os colegas que não viram por quase um mês, contar as novidades, voltar a brincar com os amigos no recreio. Mas, logo depois recomeça, para muitos, uma jornada bem árdua.
Não, não me refiro aqui aos deveres escolares e à tarefa de ter de aprender algo que não sabem -situação que nós sabemos ser bem difícil. Muitas crianças sofrem, de fato, com essas questões.
Custa a elas assumir as pequenas responsabilidades que lhes cabem e custa mais ainda aceitar que não sabem e que precisam aprender para saber. E isso requer esforço e concentração.
Nos tempos atuais, as crianças são iludidas pelas imagens e isso faz com que elas pensem que já sabem a respeito de quase tudo. "Eu sei" é a frase curta que repetem várias vezes ao dia, já reparou?
Mesmo com tais dificuldades, as crianças podem superar os seus desafios escolares e colocar em atos o potencial que têm.
Quando falei em jornada árdua, eu me referia ao envolvimento dos pais, tão requisitado atualmente, na vida escolar dos filhos.
A frase "Se os pais acompanham de perto a vida escolar dos filhos, esses se saem melhor na escola" resume o principal argumento que leva adultos a estudar com as crianças, a fazer as lições de casa junto com elas, a providenciar trabalhos, a coletar informações na internet etc.
A afirmação acima é verdadeira, claro. Qualquer pessoa que tenha ajuda em qualquer coisa se sai melhor. O problema é o equívoco que esse pensamento contém.
Na escola, sair-se bem é aprender -e não simplesmente alcançar boas notas. E aprender, caro leitor, é uma tarefa que a criança precisa realizar sem a ajuda dos pais.
Com o estilo de vida que nós adotamos, cada vez mais uma enorme quantidade de pais acredita que precisa acompanhar os estudos do filho e até realiza isso de bom grado. Quer dizer, mais ou menos.
No início, até que a coisa vai bem, mas logo a paciência acaba e a relação entre os pais e o filho fica conturbada. É que os pais cobram esforço, dedicação e lição correta. E não costuma ser isso o que os filhos produzem.
Para muitos desses pais, a tarefa parental se resume a esse acompanhamento da vida escolar e à gestão da vida do filho. A função dos pais é bem maior do que isso: é acompanhar a vida do filho.
A função dos pais é dar ao filho a oportunidade de ele próprio se responsabilizar por sua vida escolar. É estimular no filho a vontade de formular perguntas que envolvem o conhecimento, de dirigi-las aos pais e de ficar interessado nas respostas. É, também, dar ao filho a chance de ele saber que é capaz de enfrentar sua própria batalha sozinho e dar conta dela.
Essas são coisas muito mais importantes para a criança do que ter a mãe ou o pai sempre presente nos trabalhos, nas provas etc.
Neste retorno às aulas, dê chance para que seu filho se aproprie de seus estudos. Isso não significa abandoná-lo. Ele precisa ser lembrado, incentivado, encorajado a assumir suas responsabilidades escolares e a seguir sempre em frente, mesmo com dificuldades e obstáculos.
Mas isso pode ser feito sem que os estudos se tornem mais importantes para os pais do que para ele próprio.
Os pais precisam se lembrar de o que filho já tem professores na escola, que é o local especializado no ensino. Em casa, a criança precisa é de pais, e não de professores particulares ou tutores.
* ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)
Fonte: Folha de S. Paulo (SP) 31/07/2012
Por Rosely Sayão *
A criançada está de volta à escola. Foi bom esse tempo sem rotina, sem horário e sem obrigações escolares. Mas, será bom, também, o retorno a uma vida organizada.
Faz bem para os mais novos saber, pelo menos um pouco, como será o dia seguinte. Dá a eles sensação de segurança, estabilidade.
Nos primeiros dias na escola, é uma alegria para as crianças encontrar os colegas que não viram por quase um mês, contar as novidades, voltar a brincar com os amigos no recreio. Mas, logo depois recomeça, para muitos, uma jornada bem árdua.
Não, não me refiro aqui aos deveres escolares e à tarefa de ter de aprender algo que não sabem -situação que nós sabemos ser bem difícil. Muitas crianças sofrem, de fato, com essas questões.
Custa a elas assumir as pequenas responsabilidades que lhes cabem e custa mais ainda aceitar que não sabem e que precisam aprender para saber. E isso requer esforço e concentração.
Nos tempos atuais, as crianças são iludidas pelas imagens e isso faz com que elas pensem que já sabem a respeito de quase tudo. "Eu sei" é a frase curta que repetem várias vezes ao dia, já reparou?
Mesmo com tais dificuldades, as crianças podem superar os seus desafios escolares e colocar em atos o potencial que têm.
Quando falei em jornada árdua, eu me referia ao envolvimento dos pais, tão requisitado atualmente, na vida escolar dos filhos.
A frase "Se os pais acompanham de perto a vida escolar dos filhos, esses se saem melhor na escola" resume o principal argumento que leva adultos a estudar com as crianças, a fazer as lições de casa junto com elas, a providenciar trabalhos, a coletar informações na internet etc.
A afirmação acima é verdadeira, claro. Qualquer pessoa que tenha ajuda em qualquer coisa se sai melhor. O problema é o equívoco que esse pensamento contém.
Na escola, sair-se bem é aprender -e não simplesmente alcançar boas notas. E aprender, caro leitor, é uma tarefa que a criança precisa realizar sem a ajuda dos pais.
Com o estilo de vida que nós adotamos, cada vez mais uma enorme quantidade de pais acredita que precisa acompanhar os estudos do filho e até realiza isso de bom grado. Quer dizer, mais ou menos.
No início, até que a coisa vai bem, mas logo a paciência acaba e a relação entre os pais e o filho fica conturbada. É que os pais cobram esforço, dedicação e lição correta. E não costuma ser isso o que os filhos produzem.
Para muitos desses pais, a tarefa parental se resume a esse acompanhamento da vida escolar e à gestão da vida do filho. A função dos pais é bem maior do que isso: é acompanhar a vida do filho.
A função dos pais é dar ao filho a oportunidade de ele próprio se responsabilizar por sua vida escolar. É estimular no filho a vontade de formular perguntas que envolvem o conhecimento, de dirigi-las aos pais e de ficar interessado nas respostas. É, também, dar ao filho a chance de ele saber que é capaz de enfrentar sua própria batalha sozinho e dar conta dela.
Essas são coisas muito mais importantes para a criança do que ter a mãe ou o pai sempre presente nos trabalhos, nas provas etc.
Neste retorno às aulas, dê chance para que seu filho se aproprie de seus estudos. Isso não significa abandoná-lo. Ele precisa ser lembrado, incentivado, encorajado a assumir suas responsabilidades escolares e a seguir sempre em frente, mesmo com dificuldades e obstáculos.
Mas isso pode ser feito sem que os estudos se tornem mais importantes para os pais do que para ele próprio.
Os pais precisam se lembrar de o que filho já tem professores na escola, que é o local especializado no ensino. Em casa, a criança precisa é de pais, e não de professores particulares ou tutores.
* ROSELY SAYÃO é psicóloga e autora de "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha)
Fonte: Folha de S. Paulo (SP) 31/07/2012
Analfabetos na Universidade
"A 'popularização' do Ensino Superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa escolaridade, é vista como um dos fatores principais do fenômeno", afirma jornal
Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do Ensino superior no País simplesmente "não dominam habilidades básicas de leitura e escrita".
O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas. Ele é obtido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano dos estudantes, como o cálculo do desconto em uma compra ou o trajeto de um ônibus. Mesmo assim, 38% dos pesquisados não atingiram o nível considerado "pleno" de Alfabetização, isto é, não conseguem entender o que leem nem fazer associações com as informações que recebem.
Para os autores da pesquisa, resumida pelo Estado (16/7), os resultados indicam que o notável aumento da Escolarização verificado nas últimas décadas ainda não se traduz em desempenho minimamente satisfatório em habilidades básicas, como ler e escrever, e isso num ambiente em que essas etapas do aprendizado já deveriam ter sido plenamente superadas, isto é, nas universidades.
A "popularização" do Ensino superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa Escolaridade - que não consegue ingresso nas universidades de prestígio, mas sabe que o diploma é uma espécie de "passaporte" para melhorar o salário -, é vista como um dos fatores principais do fenômeno. Essas Escolas, concluem os especialistas, se adaptaram confortavelmente a um mercado consolidado, e só reagirão diante da exigência sistemática por melhor qualidade, que deve vir do governo e dos próprios Alunos.
No entanto, o tempo para a reversão desse quadro é curto. O sentido de urgência se dá diante do desafio de colocar o Brasil entre os países mais competitivos do mundo, ante o encolhimento dos mercados por conta da crise. A situação de semiAnalfabetismo nos campi brasileiros - que contraria o discurso populista da presidente Dilma Rousseff segundo o qual seu governo, como o anterior, cuida mais dos jovens do que do PIB - talvez seja o indicador mais importante para medir o tamanho do fosso que nos separa do mundo desenvolvido.
Em primeiro lugar, a indigência intelectual compromete os projetos de aperfeiçoamento profissional, por mais bem-intencionados que sejam. Não se pode esperar que egressos de faculdades sem nenhuma qualificação possam acompanhar as mudanças tecnológicas e científicas cujo desenvolvimento é precisamente o que determina a diferença entre países ricos e pobres. A China, por exemplo, já entendeu que sua passagem de "emergente" para "desenvolvida" não pode prescindir da qualificação de seus trabalhadores, como mostrou José Pastore, em artigo no Estado (16/7).
Os chineses, diz Pastore, têm investido pesadamente no Ensino superior, cujas matrículas foram multiplicadas por seis nos últimos dez anos. Agora, quase 20% dos jovens em idade universitária estão no Ensino superior na China, enquanto no Brasil não passam de 10%. Ademais, a China demonstra há décadas um vivo interesse em enviar estudantes ao exterior, para uma preciosa troca de informações que encurta o caminho do país na direção do domínio técnico essencial a seu desenvolvimento. Só em 2008, diz Pastore, os chineses mandaram 180 mil estudantes para as melhores universidades do mundo, volume que se mantém ano a ano. O Brasil apenas iniciou o Programa Ciência Sem Fronteira, que pretende enviar 110 mil estudantes nos próximos anos.
O impacto do investimento chinês em Educação aparece no cenário segundo o qual quase metade do extraordinário crescimento econômico do país resulta desse esforço de qualificação. Assim, se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como Analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado.
Fonte: O estado de S. Paulo 19/07/2012
Sempre se soube que um dos principais entraves ao crescimento do Brasil é o gargalo educacional. Novas pesquisas, porém, revelam que o problema é muito mais grave do que se supunha. A mais recente, elaborada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, mostrou que 38% dos estudantes do Ensino superior no País simplesmente "não dominam habilidades básicas de leitura e escrita".
O Indicador de Analfabetismo Funcional, que resulta desse trabalho, não mede capacidades complexas. Ele é obtido a partir de perguntas relacionadas ao cotidiano dos estudantes, como o cálculo do desconto em uma compra ou o trajeto de um ônibus. Mesmo assim, 38% dos pesquisados não atingiram o nível considerado "pleno" de Alfabetização, isto é, não conseguem entender o que leem nem fazer associações com as informações que recebem.
Para os autores da pesquisa, resumida pelo Estado (16/7), os resultados indicam que o notável aumento da Escolarização verificado nas últimas décadas ainda não se traduz em desempenho minimamente satisfatório em habilidades básicas, como ler e escrever, e isso num ambiente em que essas etapas do aprendizado já deveriam ter sido plenamente superadas, isto é, nas universidades.
A "popularização" do Ensino superior, com a abertura indiscriminada de faculdades ávidas por explorar um público de baixa Escolaridade - que não consegue ingresso nas universidades de prestígio, mas sabe que o diploma é uma espécie de "passaporte" para melhorar o salário -, é vista como um dos fatores principais do fenômeno. Essas Escolas, concluem os especialistas, se adaptaram confortavelmente a um mercado consolidado, e só reagirão diante da exigência sistemática por melhor qualidade, que deve vir do governo e dos próprios Alunos.
No entanto, o tempo para a reversão desse quadro é curto. O sentido de urgência se dá diante do desafio de colocar o Brasil entre os países mais competitivos do mundo, ante o encolhimento dos mercados por conta da crise. A situação de semiAnalfabetismo nos campi brasileiros - que contraria o discurso populista da presidente Dilma Rousseff segundo o qual seu governo, como o anterior, cuida mais dos jovens do que do PIB - talvez seja o indicador mais importante para medir o tamanho do fosso que nos separa do mundo desenvolvido.
Em primeiro lugar, a indigência intelectual compromete os projetos de aperfeiçoamento profissional, por mais bem-intencionados que sejam. Não se pode esperar que egressos de faculdades sem nenhuma qualificação possam acompanhar as mudanças tecnológicas e científicas cujo desenvolvimento é precisamente o que determina a diferença entre países ricos e pobres. A China, por exemplo, já entendeu que sua passagem de "emergente" para "desenvolvida" não pode prescindir da qualificação de seus trabalhadores, como mostrou José Pastore, em artigo no Estado (16/7).
Os chineses, diz Pastore, têm investido pesadamente no Ensino superior, cujas matrículas foram multiplicadas por seis nos últimos dez anos. Agora, quase 20% dos jovens em idade universitária estão no Ensino superior na China, enquanto no Brasil não passam de 10%. Ademais, a China demonstra há décadas um vivo interesse em enviar estudantes ao exterior, para uma preciosa troca de informações que encurta o caminho do país na direção do domínio técnico essencial a seu desenvolvimento. Só em 2008, diz Pastore, os chineses mandaram 180 mil estudantes para as melhores universidades do mundo, volume que se mantém ano a ano. O Brasil apenas iniciou o Programa Ciência Sem Fronteira, que pretende enviar 110 mil estudantes nos próximos anos.
O impacto do investimento chinês em Educação aparece no cenário segundo o qual quase metade do extraordinário crescimento econômico do país resulta desse esforço de qualificação. Assim, se o Brasil tem alguma pretensão de competir com o gigante chinês, ou mesmo com países emergentes menos pujantes, o primeiro passo talvez seja admitir que é inaceitável entregar diplomas universitários a quem seria reconhecido como Analfabeto em qualquer lugar do mundo civilizado.
Fonte: O estado de S. Paulo 19/07/2012
O ouro do conhecimento
Antoninho Marmo Trevisan
Até a tarde da última sexta-feira, 3 de agosto, o Brasil, com apenas uma medalha de ouro, ocupava o 20º lugar na Olimpíada de Londres. Posição modesta para o país que sediará a próxima edição dos jogos, em 2016, no Rio de Janeiro. No tocante aos esportes, continuamos patinando nos mesmos erros de décadas atrás. O principal equívoco é insistir no discurso sobre a necessidade de mais apoio às modalidades com pouco apelo popular e midiático. Nem aqui e nem na China, que ocupava a primeira posição quando fechei este artigo, as empresas investem em patrocínio em algo que não lhes proporcione retorno comercial, marketing e visibilidade.
Assim, é descabido e infrutífero o discurso em tom de cobrança com os setores empresariais, como se expiassem o pecado capital de nosso modesto acervo de medalhas. Estamos falando de negócios, e é sob esse prisma que o esporte tem de ser analisado, gerido e potencializado. Obviamente, são muito importantes as iniciativas empresariais de apoio a atletas, mas essa ação de responsabilidade social não é suficiente para nos transformar em potência olímpica. Tal objetivo somente será alcançado com programas específicos nas escolas do Ensino Fundamental e do Básico e nas universidades. Acabo de visitar várias destas instituições nos Estados Unidos. Todas, sem exceção, de Stanford a San Diego, ou as de negócios, como a Babson e Bentley, ostentam com orgulho seus heróis esportivos nos murais da fama.
Lugar de atleta (e de todos os jovens, aliás...) é na escola. É assim que os chineses, norte-americanos, sul-coreanos, britânicos, russos e alguns outros povos tornaram-se grandes vencedores nos Jogos Olímpicos. A lacuna atlética em nosso sistema educacional revela seus gargalos quanto à qualidade. Não basta oferecer vagas a todos os que procuram o ensino público. É preciso avançar na qualidade, e isso implica não só o conteúdo curricular e a excelência pedagógica, mas também a preparação para a vida, a sociabilização, hábitos saudáveis e saúde preventiva, para os quais o esporte é elemento de grande importância.
Na economia altamente competitiva na qual vivemos, não se pode exigir das empresas que invistam mais do que podem em modalidades esportivas que não lhes trarão retorno. Assim, para que o Brasil não tenha destaque internacional apenas em esportes como futebol e vôlei e em casos isolados inerentes a patrocínios esparsos e ao esforço pessoal de um ou outro atleta, é necessário qualificar nosso processo educacional.
Precisamos fazer uma grande mudança na educação, conscientes de seu papel essencial em nosso projeto de desenvolvimento. Houve inegáveis avanços neste século, com a oferta de vagas para todos no Ensino Fundamental e no Médio e ampliação do acesso de estudantes de baixa renda a boas universidades, em programas como o ProUni, que concede bolsas de estudos, e Fies, de financiamento das anuidades escolares. A prioridade, agora, é a qualidade em todo o sistema e a ampliação dos dois projetos de acessibilidade.
Se fizermos isso daqui até 2016, teremos conquistado uma gigantesca vitória na Olimpíada do Rio de Janeiro. Não me refiro ao número de medalhas, mas à capacitação das novas gerações para promover um salto de prosperidade, desenvolvimento e justiça social. Subir ao pódio será mera e gratificante consequência!
Antoninho Marmo Trevisan
a.trevisan@trevisan.com.br
Diretor da Trevisan Escola de Negócios
Até a tarde da última sexta-feira, 3 de agosto, o Brasil, com apenas uma medalha de ouro, ocupava o 20º lugar na Olimpíada de Londres. Posição modesta para o país que sediará a próxima edição dos jogos, em 2016, no Rio de Janeiro. No tocante aos esportes, continuamos patinando nos mesmos erros de décadas atrás. O principal equívoco é insistir no discurso sobre a necessidade de mais apoio às modalidades com pouco apelo popular e midiático. Nem aqui e nem na China, que ocupava a primeira posição quando fechei este artigo, as empresas investem em patrocínio em algo que não lhes proporcione retorno comercial, marketing e visibilidade.
Assim, é descabido e infrutífero o discurso em tom de cobrança com os setores empresariais, como se expiassem o pecado capital de nosso modesto acervo de medalhas. Estamos falando de negócios, e é sob esse prisma que o esporte tem de ser analisado, gerido e potencializado. Obviamente, são muito importantes as iniciativas empresariais de apoio a atletas, mas essa ação de responsabilidade social não é suficiente para nos transformar em potência olímpica. Tal objetivo somente será alcançado com programas específicos nas escolas do Ensino Fundamental e do Básico e nas universidades. Acabo de visitar várias destas instituições nos Estados Unidos. Todas, sem exceção, de Stanford a San Diego, ou as de negócios, como a Babson e Bentley, ostentam com orgulho seus heróis esportivos nos murais da fama.
Lugar de atleta (e de todos os jovens, aliás...) é na escola. É assim que os chineses, norte-americanos, sul-coreanos, britânicos, russos e alguns outros povos tornaram-se grandes vencedores nos Jogos Olímpicos. A lacuna atlética em nosso sistema educacional revela seus gargalos quanto à qualidade. Não basta oferecer vagas a todos os que procuram o ensino público. É preciso avançar na qualidade, e isso implica não só o conteúdo curricular e a excelência pedagógica, mas também a preparação para a vida, a sociabilização, hábitos saudáveis e saúde preventiva, para os quais o esporte é elemento de grande importância.
Na economia altamente competitiva na qual vivemos, não se pode exigir das empresas que invistam mais do que podem em modalidades esportivas que não lhes trarão retorno. Assim, para que o Brasil não tenha destaque internacional apenas em esportes como futebol e vôlei e em casos isolados inerentes a patrocínios esparsos e ao esforço pessoal de um ou outro atleta, é necessário qualificar nosso processo educacional.
Precisamos fazer uma grande mudança na educação, conscientes de seu papel essencial em nosso projeto de desenvolvimento. Houve inegáveis avanços neste século, com a oferta de vagas para todos no Ensino Fundamental e no Médio e ampliação do acesso de estudantes de baixa renda a boas universidades, em programas como o ProUni, que concede bolsas de estudos, e Fies, de financiamento das anuidades escolares. A prioridade, agora, é a qualidade em todo o sistema e a ampliação dos dois projetos de acessibilidade.
Se fizermos isso daqui até 2016, teremos conquistado uma gigantesca vitória na Olimpíada do Rio de Janeiro. Não me refiro ao número de medalhas, mas à capacitação das novas gerações para promover um salto de prosperidade, desenvolvimento e justiça social. Subir ao pódio será mera e gratificante consequência!
Antoninho Marmo Trevisan
a.trevisan@trevisan.com.br
Diretor da Trevisan Escola de Negócios
Contrata-se um doutor
A FEA-RP/USP, Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo está com processo seletivo aberto (Edital 036/2012) para a contratação de Professor Doutor para o seu Departamento de Economia.
O contratado atuará na área de conhecimento de Teoria Econômica. Os interessados podem se inscrever até o dia 28, das 14h às 18h, na Seção de Apoio Acadêmico da faculdade.
O salário é de R$ 8.715,12 para Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa. Leia o edital.
O contratado atuará na área de conhecimento de Teoria Econômica. Os interessados podem se inscrever até o dia 28, das 14h às 18h, na Seção de Apoio Acadêmico da faculdade.
O salário é de R$ 8.715,12 para Regime de Dedicação Integral à Docência e à Pesquisa. Leia o edital.
Plano Nacional de Educação
Nota da Undime nacional informa que o Projeto de Lei 8035/ 2010, do Plano Nacional de Educação (PNE), foi aprovado pela Comissão Especial em caráter terminativo no dia 26 de junho, mas pode ser revisto pelos deputados.
Segundo o Regimento Interno da Câmara, um recurso contestando a decisão da Comissão pode ser apresentado ao Plenário com a assinatura de 1/10 dos deputados, ou seja, 52 parlamentares. Este eventual recurso deve ser encaminhado até a quinta sessão ordinária contada a partir do protocolo do texto final da Comissão à Mesa Diretora.
A Undime, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o movimento PNE pra Valer! destacam que estão atentos às discussões políticas em torno de possíveis recursos.
Se estes forem confirmados e aprovados em plenário, o mérito do Projeto de Lei será novamente discutido. Dessa vez pelos 513 deputados. A depender do número de emendas, a perspectiva é de que o PNE não saia da Câmara neste ano. Portanto, a aprovação final do texto passa a não ter data prevista.
E as entidades salientam que, pior, o texto que seguir para o Senado poderá ter tantas modificações que as conquistas contidas naquele que foi aprovado na Comissão Especial se perderão pelo caminho.
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Segundo o Regimento Interno da Câmara, um recurso contestando a decisão da Comissão pode ser apresentado ao Plenário com a assinatura de 1/10 dos deputados, ou seja, 52 parlamentares. Este eventual recurso deve ser encaminhado até a quinta sessão ordinária contada a partir do protocolo do texto final da Comissão à Mesa Diretora.
A Undime, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e o movimento PNE pra Valer! destacam que estão atentos às discussões políticas em torno de possíveis recursos.
Se estes forem confirmados e aprovados em plenário, o mérito do Projeto de Lei será novamente discutido. Dessa vez pelos 513 deputados. A depender do número de emendas, a perspectiva é de que o PNE não saia da Câmara neste ano. Portanto, a aprovação final do texto passa a não ter data prevista.
E as entidades salientam que, pior, o texto que seguir para o Senado poderá ter tantas modificações que as conquistas contidas naquele que foi aprovado na Comissão Especial se perderão pelo caminho.
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Enem: sugestões que apresentamos ao Inep
Jacir José Venturi
No dia 07 de agosto, na companhia da Presidente da Fenep, fomos recebidos em Brasília pelo Dr. Luiz Cláudio Costa, que desde 2009 é o 4.º presidente do Inep – órgão do MEC responsável por toda a logística do Enem. Foi uma reunião de interlocução altamente técnica e concluímos enlevados de júbilo e esperança. Toda a sociedade anseia por um Enem SEM PROBLEMAS, após as trapalhadas de 2009, 2010 e 2011, por motivos torpes, desonestidade de fraudadores e até onde a vista alcança, por incúria de uma parte dos gestores.
Coordenamos uma equipe multidisciplinar de 11 professores, tendo como premissa básica serem educadores – sem qualquer interesse subjacente que não fosse o de contribuir por uma boa causa. Educadores caldeados na frágua da intensa convivência com alunos de escolas públicas e privadas, ademais vários são mestres, doutores e autores de material didático.O documento apresentado ao Inep possui 38 pág., cujo conteúdo completo e a relação dos nomes da equipe multidisciplinar estão no site: www.sinepepr.org.br.
Quanto às sugestões apresentadas ao Inep, ei-las concisamente:
1) Há excesso de contextualização, o que alonga o enunciado e fica a sensação de um exame demasiadamente extenso. Na área de Ciências Exatas, em especial, há contextualizações forçadas e há demasia de aritmética (continhas), tangenciando apenas conteúdos mais profundos e de raciocínio lógico.
2) As 180 questões objetivas das quatro áreas do conhecimento valem apenas 50%. Na outra metade, reina absoluta a redação (30 linhas). Até hoje, nenhuma explicação para essa obesidade, ou seja, para esse peso excessivo. A sugestão da equipe multidisciplinar é que as quatro provas valham 20% cada uma e também à redação se atribua este valor.
3) O conteúdo programático está genérico demais, merece ser mais bem especificado e não tão abrangente. A grade curricular deve ser reduzida em 20% a 30%. São penduricalhos desnecessários. Nenhum educador sério pretende fazer com que o aluno do Ensino Médio estude menos, e sim, que empregue honestamente o seu tempo, preparando-se bem para as elevadas exigências futuras.
4) Tem-se como premissa que o tempo é insuficiente: 3 minutos, em média, para a resolução de cada questão. Julgamos que o número de 180 questões está adequado, pois diminuí-las compromete a abrangência e aumentar o tempo da prova levará o candidato à exaustão. A solução é reduzir parte dos enunciados desnecessariamente longuíssimos, e que o MEC assuma e divulgue amplamente que a administração do tempo é uma das habilidades exigidas.
5) Somos favoráveis à consolidação do Enem e à adoção de um currículo unificado para o ingresso nas universidades. Para este mister, que se contemplem doutores e mestres de nossas universidades, mas também professores do Ensino Médio, que diariamente honram o tablado de nossas salas de aula – os metros quadrados mais nobres da escola.
Ao término da reunião, o presidente do Inep anuiu que é necessário levar mais informações e melhor capacitar os professores das escolas, quando dei o meu depoimento – ao palestrar para 8 escolas públicas de periferia de Curitiba nas quais os alunos estão minimamente instruídos sobre o Enem, ProUni, Fies, COTAS, SISu, etc. A verba para a implementação de toda a logística do Enem/2011 foi robusta, porém se justifica quando se almeja um Enem SEM PROBLEMAS. Essa verba foi de R$ 372,5 mi para atender 5,3 mi de candidatos inscritos, o que perfaz R$ 70,28 de custo por aluno (similar ao custo dos vestibulares convencionais).
Os erros do passado significaram um doloroso aprendizado. Uma boa expectativa perpassa em todos nós participantes deste encontro, que por ser o primeiro em toda a existência do Inep, já diz muito. A sensação é que o Inep está caminhando na direção certa. Há 5,8 mi de candidatos inscritos para o Enem/2012, que empunham a chama esplendorosa da esperança num futuro melhor, mas também carregam o fardo da incerteza e da insegurança. Assim, vamos compartilhar das palavras de Manoel Bandeira recorrente nos vestibulares: “Ah, como dói viver quando falta esperança”.
Jacir José Venturi
jacirventuri@hotmail.com
Professor aposentado da UFPR e PUCPR, palestrante, autor de livros, fazendeiro e enófilo.
No dia 07 de agosto, na companhia da Presidente da Fenep, fomos recebidos em Brasília pelo Dr. Luiz Cláudio Costa, que desde 2009 é o 4.º presidente do Inep – órgão do MEC responsável por toda a logística do Enem. Foi uma reunião de interlocução altamente técnica e concluímos enlevados de júbilo e esperança. Toda a sociedade anseia por um Enem SEM PROBLEMAS, após as trapalhadas de 2009, 2010 e 2011, por motivos torpes, desonestidade de fraudadores e até onde a vista alcança, por incúria de uma parte dos gestores.
Coordenamos uma equipe multidisciplinar de 11 professores, tendo como premissa básica serem educadores – sem qualquer interesse subjacente que não fosse o de contribuir por uma boa causa. Educadores caldeados na frágua da intensa convivência com alunos de escolas públicas e privadas, ademais vários são mestres, doutores e autores de material didático.O documento apresentado ao Inep possui 38 pág., cujo conteúdo completo e a relação dos nomes da equipe multidisciplinar estão no site: www.sinepepr.org.br.
Quanto às sugestões apresentadas ao Inep, ei-las concisamente:
1) Há excesso de contextualização, o que alonga o enunciado e fica a sensação de um exame demasiadamente extenso. Na área de Ciências Exatas, em especial, há contextualizações forçadas e há demasia de aritmética (continhas), tangenciando apenas conteúdos mais profundos e de raciocínio lógico.
2) As 180 questões objetivas das quatro áreas do conhecimento valem apenas 50%. Na outra metade, reina absoluta a redação (30 linhas). Até hoje, nenhuma explicação para essa obesidade, ou seja, para esse peso excessivo. A sugestão da equipe multidisciplinar é que as quatro provas valham 20% cada uma e também à redação se atribua este valor.
3) O conteúdo programático está genérico demais, merece ser mais bem especificado e não tão abrangente. A grade curricular deve ser reduzida em 20% a 30%. São penduricalhos desnecessários. Nenhum educador sério pretende fazer com que o aluno do Ensino Médio estude menos, e sim, que empregue honestamente o seu tempo, preparando-se bem para as elevadas exigências futuras.
4) Tem-se como premissa que o tempo é insuficiente: 3 minutos, em média, para a resolução de cada questão. Julgamos que o número de 180 questões está adequado, pois diminuí-las compromete a abrangência e aumentar o tempo da prova levará o candidato à exaustão. A solução é reduzir parte dos enunciados desnecessariamente longuíssimos, e que o MEC assuma e divulgue amplamente que a administração do tempo é uma das habilidades exigidas.
5) Somos favoráveis à consolidação do Enem e à adoção de um currículo unificado para o ingresso nas universidades. Para este mister, que se contemplem doutores e mestres de nossas universidades, mas também professores do Ensino Médio, que diariamente honram o tablado de nossas salas de aula – os metros quadrados mais nobres da escola.
Ao término da reunião, o presidente do Inep anuiu que é necessário levar mais informações e melhor capacitar os professores das escolas, quando dei o meu depoimento – ao palestrar para 8 escolas públicas de periferia de Curitiba nas quais os alunos estão minimamente instruídos sobre o Enem, ProUni, Fies, COTAS, SISu, etc. A verba para a implementação de toda a logística do Enem/2011 foi robusta, porém se justifica quando se almeja um Enem SEM PROBLEMAS. Essa verba foi de R$ 372,5 mi para atender 5,3 mi de candidatos inscritos, o que perfaz R$ 70,28 de custo por aluno (similar ao custo dos vestibulares convencionais).
Os erros do passado significaram um doloroso aprendizado. Uma boa expectativa perpassa em todos nós participantes deste encontro, que por ser o primeiro em toda a existência do Inep, já diz muito. A sensação é que o Inep está caminhando na direção certa. Há 5,8 mi de candidatos inscritos para o Enem/2012, que empunham a chama esplendorosa da esperança num futuro melhor, mas também carregam o fardo da incerteza e da insegurança. Assim, vamos compartilhar das palavras de Manoel Bandeira recorrente nos vestibulares: “Ah, como dói viver quando falta esperança”.
Jacir José Venturi
jacirventuri@hotmail.com
Professor aposentado da UFPR e PUCPR, palestrante, autor de livros, fazendeiro e enófilo.
MEC acredita que acordo com Proifes possibilitará fim da greve dos professores
O governo está convencido de que a representação sindical da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) é a que expressa "o verdadeiro sentimento dos docentes universitários", segundo o Ministério da Educação (MEC) em nota enviada hoje (5) à Agência Brasil.
“Estamos certos de que a maioria dos professores aceitou a proposta apresentada pelo governo”, disse o professor Amaro Lins, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação. E acrescentou: “Na base do Proifes, que consultou os docentes por plebiscito, mais de 75% da categoria manifestaram-se pela aceitação da proposta, enquanto nas assembleias tradicionais apenas minorias foram consultadas”. Para o secretário, os professores devem gradativamente voltar ao trabalho.
Os aumentos propostos pelo governo ao professores de instituições federais de ensino superior em greve variam de 25% a 40%. Além disso, as carreiras foram reduzidas de 17 para 13 níveis, permitindo uma progressão mais rápida dos docentes.
Amanhã (6) o Ministério do Planejamento inicia as negociações com os técnicos administrativos dos institutos e das universidades federais. Até o final do mês, a pasta deve enviar ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2013.
O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico, que englobam cerca de 20 mil docentes. Em plebiscito eletrônico, realizado com 5.222 profissionais, 74,3% se mostraram favoráveis ao fim da greve. A entidade vai promover, a partir de amanhã (6), assembleias nas bases para decidir se os professores vão retornar às salas de aula.
Da Agência Brasil.
“Estamos certos de que a maioria dos professores aceitou a proposta apresentada pelo governo”, disse o professor Amaro Lins, secretário de Educação Superior do Ministério da Educação. E acrescentou: “Na base do Proifes, que consultou os docentes por plebiscito, mais de 75% da categoria manifestaram-se pela aceitação da proposta, enquanto nas assembleias tradicionais apenas minorias foram consultadas”. Para o secretário, os professores devem gradativamente voltar ao trabalho.
Os aumentos propostos pelo governo ao professores de instituições federais de ensino superior em greve variam de 25% a 40%. Além disso, as carreiras foram reduzidas de 17 para 13 níveis, permitindo uma progressão mais rápida dos docentes.
Amanhã (6) o Ministério do Planejamento inicia as negociações com os técnicos administrativos dos institutos e das universidades federais. Até o final do mês, a pasta deve enviar ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para 2013.
O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico, que englobam cerca de 20 mil docentes. Em plebiscito eletrônico, realizado com 5.222 profissionais, 74,3% se mostraram favoráveis ao fim da greve. A entidade vai promover, a partir de amanhã (6), assembleias nas bases para decidir se os professores vão retornar às salas de aula.
Da Agência Brasil.
Vai à sanção política de cotas em universidade federais
A política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais foi aprovada pelo Plenário do Senado na noite de terça-feira (7). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que assegura metade das vagas por curso e turno dessas instituições a estudantes que tenham feito o ensino médio em escolas da rede pública, foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial.
Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais.
Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.
A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.
Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.
Perda de autonomia
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reprovou a iniciativa sob o argumento de que “impõe camisa de força” a todas as universidades federais brasileiras, ao ferir sua autonomia de gestão. Além disso, argumentou o senador, para que o ensino superior seja de qualidade, é preciso adotar um critério de proficiência, ou seja, que os alunos que ingressem na instituição tenham notas altas.
Outra crítica do senador ao projeto é a exigência de que as vagas para cotas raciais, por exemplo, sejam proporcionais ao contingente de negros ou índios existentes no estado onde se localiza a instituição de ensino.
Aloysio Nunes observou que um negro inscrito em uma universidade de Santa Catarina disputaria um número menor de vagas do que outro estudante, também negro, mas inscrito em uma instituição da Bahia. Aloysio Nunes foi o único senador a votar contrariamente ao projeto em Plenário.
Da Agência Senado.
Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais.
Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.
A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.
Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.
Perda de autonomia
O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reprovou a iniciativa sob o argumento de que “impõe camisa de força” a todas as universidades federais brasileiras, ao ferir sua autonomia de gestão. Além disso, argumentou o senador, para que o ensino superior seja de qualidade, é preciso adotar um critério de proficiência, ou seja, que os alunos que ingressem na instituição tenham notas altas.
Outra crítica do senador ao projeto é a exigência de que as vagas para cotas raciais, por exemplo, sejam proporcionais ao contingente de negros ou índios existentes no estado onde se localiza a instituição de ensino.
Aloysio Nunes observou que um negro inscrito em uma universidade de Santa Catarina disputaria um número menor de vagas do que outro estudante, também negro, mas inscrito em uma instituição da Bahia. Aloysio Nunes foi o único senador a votar contrariamente ao projeto em Plenário.
Da Agência Senado.
Não se esconda no tempo
Lair Ribeiro
Há pessoas que se escondem no passado: passam a vida culpando os pais por tudo o que lhes acontece. E há pessoas que se escondem no futuro: pensam que “amanhã” conseguirão resolver seus problemas e que “depois” farão o que precisa ser feito. No entanto, a vida ocorre no aqui e agora.
Não interessa onde você esteja: a vida é aqui. Não importa quando você esteve ou estará: a vida é agora. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. É por isso que o presente se chama presente. Ele é, na realidade, um presente que nos é dado.
É no presente que temos o poder de gerar ação, modificando o nosso futuro e, talvez, recriando a nossa interpretação do passado. Portanto, viva o presente e planeje o futuro.
A ampulheta representa bem o conceito da vida:
A areia que está por cair é o futuro; ainda não aconteceu.
A areia que está caindo é o presente.
A areia que já caiu é passado; nada se pode fazer a respeito.
As pessoas não planejam o fracasso. Elas, simplesmente, fracassam ao planejar.
Relatividade do tempo
Einstein dizia que “o tempo não é linear e, portanto, muito relativo e atrelado ao que está acontecendo”. Um round de três minutos de boxe, para quem está apanhando, pode durar uma eternidade. Uma vida bem vivida, na qual somos felizes e estamos contribuindo para o bem da humanidade, pode passar num piscar de olhos.
Para ter um bom aproveitamento do tempo, você precisa estar suficientemente envolvido naquilo que estiver fazendo. E isso implica outros fatores, além da simples disponibilidade de tempo para o que tiver de ser feito.
O que é aproveitar bem o tempo? — É fazer o que precisa ser feito, bem-feito e, de preferência, da primeira vez. É para isso que necessitamos estar envolvidos em nossas atividades.
Há pessoas que se escondem no passado: passam a vida culpando os pais por tudo o que lhes acontece. E há pessoas que se escondem no futuro: pensam que “amanhã” conseguirão resolver seus problemas e que “depois” farão o que precisa ser feito. No entanto, a vida ocorre no aqui e agora.
Não interessa onde você esteja: a vida é aqui. Não importa quando você esteve ou estará: a vida é agora. O passado já passou e o futuro ainda não chegou. É por isso que o presente se chama presente. Ele é, na realidade, um presente que nos é dado.
É no presente que temos o poder de gerar ação, modificando o nosso futuro e, talvez, recriando a nossa interpretação do passado. Portanto, viva o presente e planeje o futuro.
A ampulheta representa bem o conceito da vida:
A areia que está por cair é o futuro; ainda não aconteceu.
A areia que está caindo é o presente.
A areia que já caiu é passado; nada se pode fazer a respeito.
As pessoas não planejam o fracasso. Elas, simplesmente, fracassam ao planejar.
Relatividade do tempo
Einstein dizia que “o tempo não é linear e, portanto, muito relativo e atrelado ao que está acontecendo”. Um round de três minutos de boxe, para quem está apanhando, pode durar uma eternidade. Uma vida bem vivida, na qual somos felizes e estamos contribuindo para o bem da humanidade, pode passar num piscar de olhos.
Para ter um bom aproveitamento do tempo, você precisa estar suficientemente envolvido naquilo que estiver fazendo. E isso implica outros fatores, além da simples disponibilidade de tempo para o que tiver de ser feito.
O que é aproveitar bem o tempo? — É fazer o que precisa ser feito, bem-feito e, de preferência, da primeira vez. É para isso que necessitamos estar envolvidos em nossas atividades.
Lixo que sufoca e mata
Opinião / ROMILDO GONÇALVES
O Brasil produz diariamente cerca de cento e oitenta mil toneladas de lixo doméstico, por outro lado, apenas dezoito por cento dos municípios brasileiros dispõem de serviço de coleta seletiva. Todo o excedente não coletado é lançado aleatoriamente em lixões improvisados, daí para os rios, córregos, nascentes, vales, mares...
Com isso, além de poluir o meio ambiente, o país perde por ano cerca de oito bilhões de reais deixando de recicla-lo ou utiliza-lo para outro fim.
Após duas décadas em discussão no congresso nacional e há três anos sancionada, a politica nacional de resíduos sólidos, lei n. 12.305, nada ou quase mudou no nesse período, para beneficiar o meio ambiente.
No caso de Mato Grosso, a questão do lixo doméstico, hospitalar e industrial já não é mais uma questão de saúde pública, na pratica ele figura como uma verdadeira calamidade pública.
Como se vê por aí, o desleixo ambiental é senso comum no estado, hoje se encontra lixo queimando a céu aberto em todas as cidades mato-grossenses, com destaque para capital, onde a prática de queimar lixo poluir o ar, rios, córregos... Agredindo de forma vil a vida na sua plenitude, é quase natural.
Para entendermos a gravidade da questão do desleixo com o meio ambiente, penas a cidade Toríxoréu com cinco habitantes encravadas no vale do Araguaia tem licença ambiental para tratamento de resíduos sólidos, no entanto por falta orientação técnica do órgão ambiental estadual não conseguiu executar com precisão o serviço de coleta e tratamento adequado do minúsculo lixo produzido naquele ambiente.
As cidades de Campo Verde e Colíder também chegaram a terem as licenças de operação liberadas pela sema, porém na primeira cidade a licença foi suspensa e na segunda a licença venceu antes mesmo de ser usada, uma geleia geral, não?
Ao mirar os lixões a céu abertos espalhados por mato grosso confirma-se o total desrespeito a legislação em vigor e a cabal incompetência dos gestores, incluso aí os estaduais e federais que não executam, não fiscaliza esse estado de coisa.
Não orientam e não cria infraestrutura de apoio e logística para eliminar focos de contaminação e doenças, com agentes químicos cancerígenos, pesticidas, mercúrio... Vistos a olhos nus espalhados irresponsavelmente na
natureza precisando urgentemente ser estancados.
Até mesmo a coordenadora de resíduos sólidos da Sema, aponta como exemplo de descaso e vergonha os lixões de Cuiabá e várzea grande, como um escândalos uma verdadeira falta de consideração com a população humana.
Complementando o que disse a coordenadora da Sema, vejo como um total desrespeito para com a vida, o não tratamento adequado desses resíduos sólidos nas cidades mato-grossenses. Constatar esgotos in natura sendo lançados nos rios, córregos, nascentes... Diuturnamente é, sem duvida, matar a vida na sua plenitude, não é mesmo? Cadê os gestores?
No meio desse estado de coisa nota-se claramente que os gestores não conseguiram enxergar a grandiosidade da vida e sua significância, que por uma dadiva de Deus, mesmo contaminada, insiste em perpetuar. Até quando a sociedade humana vai conviver com isso?
ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em fogo florestal e professor pesquisador da UFMT/Seduc.
romildogoncalves@hotmail.com
O Brasil produz diariamente cerca de cento e oitenta mil toneladas de lixo doméstico, por outro lado, apenas dezoito por cento dos municípios brasileiros dispõem de serviço de coleta seletiva. Todo o excedente não coletado é lançado aleatoriamente em lixões improvisados, daí para os rios, córregos, nascentes, vales, mares...
Com isso, além de poluir o meio ambiente, o país perde por ano cerca de oito bilhões de reais deixando de recicla-lo ou utiliza-lo para outro fim.
Após duas décadas em discussão no congresso nacional e há três anos sancionada, a politica nacional de resíduos sólidos, lei n. 12.305, nada ou quase mudou no nesse período, para beneficiar o meio ambiente.
No caso de Mato Grosso, a questão do lixo doméstico, hospitalar e industrial já não é mais uma questão de saúde pública, na pratica ele figura como uma verdadeira calamidade pública.
Como se vê por aí, o desleixo ambiental é senso comum no estado, hoje se encontra lixo queimando a céu aberto em todas as cidades mato-grossenses, com destaque para capital, onde a prática de queimar lixo poluir o ar, rios, córregos... Agredindo de forma vil a vida na sua plenitude, é quase natural.
Para entendermos a gravidade da questão do desleixo com o meio ambiente, penas a cidade Toríxoréu com cinco habitantes encravadas no vale do Araguaia tem licença ambiental para tratamento de resíduos sólidos, no entanto por falta orientação técnica do órgão ambiental estadual não conseguiu executar com precisão o serviço de coleta e tratamento adequado do minúsculo lixo produzido naquele ambiente.
As cidades de Campo Verde e Colíder também chegaram a terem as licenças de operação liberadas pela sema, porém na primeira cidade a licença foi suspensa e na segunda a licença venceu antes mesmo de ser usada, uma geleia geral, não?
Ao mirar os lixões a céu abertos espalhados por mato grosso confirma-se o total desrespeito a legislação em vigor e a cabal incompetência dos gestores, incluso aí os estaduais e federais que não executam, não fiscaliza esse estado de coisa.
Não orientam e não cria infraestrutura de apoio e logística para eliminar focos de contaminação e doenças, com agentes químicos cancerígenos, pesticidas, mercúrio... Vistos a olhos nus espalhados irresponsavelmente na
natureza precisando urgentemente ser estancados.
Até mesmo a coordenadora de resíduos sólidos da Sema, aponta como exemplo de descaso e vergonha os lixões de Cuiabá e várzea grande, como um escândalos uma verdadeira falta de consideração com a população humana.
Complementando o que disse a coordenadora da Sema, vejo como um total desrespeito para com a vida, o não tratamento adequado desses resíduos sólidos nas cidades mato-grossenses. Constatar esgotos in natura sendo lançados nos rios, córregos, nascentes... Diuturnamente é, sem duvida, matar a vida na sua plenitude, não é mesmo? Cadê os gestores?
No meio desse estado de coisa nota-se claramente que os gestores não conseguiram enxergar a grandiosidade da vida e sua significância, que por uma dadiva de Deus, mesmo contaminada, insiste em perpetuar. Até quando a sociedade humana vai conviver com isso?
ROMILDO GONÇALVES é biólogo, mestre em Educação e Meio Ambiente, perito ambiental em fogo florestal e professor pesquisador da UFMT/Seduc.
romildogoncalves@hotmail.com
Universidade Estadual de Londrina (UEL) abre inscrições para o vestibular
G1
Começa nesta segunda-feira (13) o período de inscrição para o vestibular 2013 da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no norte do Paraná. O prazo termina em 13 de setembro e a taxa é de R$ 100. As inscrições poder ser realizadas pelo site da universidade.
De acordo com o edital, as provas da primeria fase serão 11 de novembro. Os candidatos terão que responder questões de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e fazer no mínimo duas redações. O resultado deve ser divulgado no dia 22 de novembro.
A etapa seguinte tem três dias de duração e começa em 2 de dezembro. Serão cobradas dos estudantes questões específicas do curso pretendido. A lista de aprovados será divulgada no dia 17 de janeiro de 2013, a partir do meio dia.
Mudanças no vestibular do curso de música
Este ano, os candidatos ao curso de Música terão a prova de Habilidades Específicas antecipada. O exame será aplicado, em dois turnos, no dia 30 de setembro, antes mesmo da primeira fase e será eliminatório.
A universidade alerta que os candidatos deverão indicar, no momento da inscrição, uma segunda opção de curso, para o caso de não atingirem a média 3,0. O resultado será divulgado em 15 de outubro.
Obras literárias exigidas na prova de língua portuguesa e literatura:
1. Cidade de Deus - Paulo Lins (a partir da 2ª. edição)
2. As Melhores Crônicas de Rachel de Queiroz - Rachel de Queiroz
3. Espumas flutuantes - Castro Alves
4. São Bernardo - Graciliano Ramos
5. Papéis avulsos - Machado de Assis
6. Sagarana - Guimarães Rosa
7. O Primo Basílio - Eça de Queirós
8. O Planalto e a Estepe - Pepetel
9. Farsa de Inês Pereira - Gil Vicente
10. Bagagem - Adélia Prado
Em PE, 68% dos estagiários usam bolsa como complemento de renda
G1
O Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE-PE) realizou uma pesquisa e traçou um perfil socioeconômico dos estudantes que fazem estágios em empresas do estado. Dentre as conclusões do trabalho, está a grande quantidade – 68% – de estudantes que utilizam a renda obtida pela bolsa para complementar a rendar familiar.
Em média, os jovens estagiários pernambucanos ganham entre R$ 500 e R$ 600, dependendo do nível de escolaridade – médio ou superior - e também de outros fatores. “A carga horária de estágio, se é de quatro ou seis horas, e também depende da empresa que ele vai estagiar, que paga de acordo com sua condição. Superior normalmente ganha mais, mas a empresa solicita um pouco mais de outras habilidades, como informática, inglês e conhecimentos específicos”, contou Ana Patrícia Gomes, gerente de treinamento do CIEE, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta segunda-feira (13).
Os estudantes pernambucanos também estão dando à bolsa recebida um destino certo, já programado. “A gente constatou que 68% dos jovens inscritos no CIEE têm família que recebe até três salários mínimos; considerando que são famílias mais numerosas, então chegamos à conclusão que são estudantes de baixa renda [...] São jovens que precisam da bolsa para pagar os estudos e complementar a renda familiar. O estágio comprova a função social”, contou Ana Patrícia. Cerca de 21% dos jovens também recebem algum benefício do governo e 42% são oriundos de escolas públicas.
Dentre as áreas que oferecem mais vagas de estágio, estão administração, engenharias, educação e informática. O CIEE-PE também oferece cursos, como português básico, atendimento ao público e marketing pessoal, na Avenida Manoel Borba, no bairro da Boa Vista, centro do Recife.
O Centro de Integração Empresa Escola de Pernambuco (CIEE-PE) realizou uma pesquisa e traçou um perfil socioeconômico dos estudantes que fazem estágios em empresas do estado. Dentre as conclusões do trabalho, está a grande quantidade – 68% – de estudantes que utilizam a renda obtida pela bolsa para complementar a rendar familiar.
Em média, os jovens estagiários pernambucanos ganham entre R$ 500 e R$ 600, dependendo do nível de escolaridade – médio ou superior - e também de outros fatores. “A carga horária de estágio, se é de quatro ou seis horas, e também depende da empresa que ele vai estagiar, que paga de acordo com sua condição. Superior normalmente ganha mais, mas a empresa solicita um pouco mais de outras habilidades, como informática, inglês e conhecimentos específicos”, contou Ana Patrícia Gomes, gerente de treinamento do CIEE, em entrevista ao Bom Dia Pernambuco desta segunda-feira (13).
Os estudantes pernambucanos também estão dando à bolsa recebida um destino certo, já programado. “A gente constatou que 68% dos jovens inscritos no CIEE têm família que recebe até três salários mínimos; considerando que são famílias mais numerosas, então chegamos à conclusão que são estudantes de baixa renda [...] São jovens que precisam da bolsa para pagar os estudos e complementar a renda familiar. O estágio comprova a função social”, contou Ana Patrícia. Cerca de 21% dos jovens também recebem algum benefício do governo e 42% são oriundos de escolas públicas.
Dentre as áreas que oferecem mais vagas de estágio, estão administração, engenharias, educação e informática. O CIEE-PE também oferece cursos, como português básico, atendimento ao público e marketing pessoal, na Avenida Manoel Borba, no bairro da Boa Vista, centro do Recife.
Professora da UFMT lança livro sobre Raul Seixas
Da Asssessoria/Ascom
O Programa de Pós-Graduação em Cultura Contemporânea (Ecco) juntamente com o Pavilhão das Artes, lançam no dia 23 de agosto, às 19h, no Salão Nobre do Palácio da Instrução, o livro “A Chave da Sociedade Alternativa”, publicação sobre Raul Seixas, de autoria da professora Juliana Abonízio, do Departamento de Sociologia e Ciência Política e do Ecco. Dia 21 de agosto completam-se 23 anos da morte de Raul.
O livro é fruto de um trabalho de pesquisa onde a autora recorreu a uma multiplicidade de fontes, como observação participante em alguns espaços ocupados pelos “raulseixistas”, definição que se dá ao público formado por fãs que, além de admirarem a produção do cantor, transformam suas vidas, estabelecem relações com seus pares, distanciam-se de outros e criam sociabilidades próprias, articulando-se no tecido social de uma forma específica.
Além da observação participante, Juliana Abonízio buscou entender essa visão de mundo através de entrevistas com pessoas destacadas nesse universo, como divulgadores, sósias e presidentes de fã-clubes. Também analisou centenas de cartas enviadas por fãs ao RRC, o maior e mais antigo fã-clube de Raul Seixas. Através do amplo material coletado e de uma metodologia sensível e perspicaz, a autora traduz o universo estudado e estende as suas conclusões à totalidade multifacetada da cultura contemporânea.
Na ocasião do lançamento do livro, os presentes poderão conversar com a autora sobre o processo de elaboração do livro. A entrada é gratuita.
O prefácio da obra diz que “após 22 anos da morte de Raul Seixas, suas músicas permanecem graças ao trabalho de milhares de fãs que tomam sua obra como guia para ação e reflexão. Sem anacronismos, os sonhos e os delírios cantados por Raul Seixas são reapropriados e adotados como estilo de vida; a sua ideia de uma metamorfose ambulante cai como uma luva em tempos de identidades fluidificadas. Exemplares idealtípicos dos sujeitos pós-modernos, os raulseixistas revelam uma insatisfação com o existente e uma recusa às tentativas de transformação macroscópica. Antes, retomam os instantes, buscando no presente uma soberania, conjugando um ideal autônomo com uma crença no destino e defendendo-se, enquanto grupo, na negação da morte de Raul Seixas, no vislumbre de um disco voador e no sonho de uma Sociedade Alternativa”.
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para Professores.
Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Aos poucos iremos acordar este "BraSil".
Eviada por Corumbá
Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases.
REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES
Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'
Por Clarice Zeitel Vianna Silva
UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ
'PÁTRIA MADRASTA VIL'
Onde já se viu tanto excesso de falta?
Abundância de inexistência...
Exagero de escassez...
Contraditórios?
Então aí está!
O novo nome do nosso país!
Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.
Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.
O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.
Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe.
Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil, está mais para madrasta vil.
A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira.'
Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.
E mesmo há 200 anos não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir.
Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa.
A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade.
Uma segue a outra...
Sem nenhuma contradição!
É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!
A mudança que nada muda é só mais uma contradição.
Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar.
E a educação libertadora entra aí.
O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito.
Não aprendeu o que é ser cidadão.
Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura.
As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)...
Mas estão elas preparadas para isso?
Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.
Afinal, de que serve um governo que não administra?
De que serve uma mãe que não afaga?
E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?
Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo.
Cada um por todos.
Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas.
Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil?
Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil?
Ser tratado como cidadão ou excluído?
Como gente... Ou como bicho?
Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel Vianna Silva, 26, estudante que termina Faculdade de Direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários. Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade.' A redação de Clarice intitulada 'Pátria Madrasta Vil', foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da UNESCO.
Aos poucos iremos acordar este "BraSil".
Eviada por Corumbá
Triste,carta de um professor
Porto Alegre (RS), 16 de julho de 2011
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor
no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a
disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha
só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo
ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu
também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por
outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três
vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o
conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala.
Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação
que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna,
interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e
prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei
aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que
procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do
gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e
que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a
“estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com
ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina
resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido
repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola
e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos
influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em
nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer,
se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco
procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que
comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de
Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”)
uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando
o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que
ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser
professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar
do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais
difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho
outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa
fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo
que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço,
encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que
é perpetrada contra os professores neste país''.
Enviado por Corumbá
Caro Juremir (CORREIO DO POVO/POA/RS)
Meu nome é Maurício Girardi. Sou Físico. Pela manhã sou vice-diretor
no Colégio Estadual Piratini, em Porto Alegre , onde à noite leciono a
disciplina de Física para os três anos do Ensino Médio. Pois bem, olha
só o que me aconteceu: estou eu dando aula para uma turma de segundo
ano. Era 21/06/11 e, talvez, “pela entrada do inverno”, resolveu
também ir á aula uma daquelas “alunas-turista” que aparecem vez por
outra para “fazer uma social”. Para rever os conhecidos. Por três
vezes tive que pedir licença para a mocinha para poder explicar o
conteúdo que abordávamos.
Parece que estão fazendo um favor em nos permitir um espaço de fala.
Eis que após insistentes pedidos, estando eu no meio de uma explicação
que necessitava de bastante atenção de todos, toca o celular da aluna,
interrompendo todo um processo de desenvolvimento de uma idéia e
prejudicando o andamento da aula. Mudei o tom do pedido e aconselhei
aquela menina que, se objetivo dela não era o de estudar, então que
procurasse outro local, que fizesse um curso à distância ou coisa do
gênero, pois ali naquela sala estavam pessoas que queriam aprender' e
que o Colégio é um local aonde se vai para estudar. Então, a
“estudante” quis argumentar, quando falei que não discutiria mais com
ela.
Neste momento tocou o sinal e fui para a troca de turma. A menina
resolveu ir embora e desceu as escadas chorando por ter sido
repreendida na frente de colegas. De casa, sua mãe ligou para a Escola
e falou com o vice-diretor da noite, relatando que tinha conhecidos
influentes em Porto Alegre e que aquilo não iria ficar assim. Em
nenhum momento procurou escutar a minha versão nem mesmo para dizer,
se fosse o caso, que minha postura teria sido errada. Tampouco
procurou a diretoria da Escola.
Qual passo dado pela mãe? Polícia Civil!... Isso mesmo!... tive que
comparecer no dia 13/07/11, na 8.ª (oitava Delegacia de Polícia de
Porto Alegre) para prestar esclarecimentos por ter constrangido (“?”)
uma adolescente (17 anos), que muito pouco frequenta as aulas e quando
o faz é para importunar, atrapalhar seus colegas e professores'. A que
ponto que chegamos? Isso é um desabafo!... Tenho 39 anos e resolvi ser
professor porque sempre gostei de ensinar, de ver alguém se apropriar
do conhecimento e crescer. Mas te confesso, está cada vez mais
difícil.
Sinceramente, acho que é mais um professor que o Estado perde. Tenho
outras opções no mercado. Em situações como essa, enxergamos a nossa
fragilidade frente ao sistema. Como leitor da tua coluna, e sabendo
que abordas com frequência temas relacionados à educação, ''te peço,
encarecidamente, que dediques umas linhas a respeito da violência que
é perpetrada contra os professores neste país''.
Enviado por Corumbá
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Silval destaca fortalecimento do curso de medicina em MT
Secom-MT
Durante a aula inaugural do curso de medicina da Unemat, no campus de Cáceres, ocorrida nesta segunda-feira (06.08), o governador Silval Barbosa, falou para os 30 alunos do curso aprovados no vestibular sobre o fortalecimento e a importância do curso, não só para o município, mas para todo o Estado.
O governador falou também da persistência e da superação dos obstáculos que estão por vir nessa nova fase da vida dos acadêmicos e ressaltou a parceria do Governo do Estado com a Unemat, lembrando os grandes avanços que já foram feitos na instituição de ensino. “Em 1998 o orçamento da Unemat era de R$ 17 milhões. Para o ano que vem, com a criação do curso de medicina e a ampliação do campus, iremos chegar ao valor de R$ 200 milhões de recursos destinados à Unemat. Vamos continuar nesse caminho, investindo em educação e no conhecimento”, disse Silval.
As inúmeras idas a Brasília para conseguir viabilizar e sensibilizar o ministro da Educação, Fernando Haddad, para a instalação de mais três cursos de medicina no Estado também foram lembradas por Silval Barbosa. “Conseguimos a autorização da instalação de mais três cursos de medicina, dois nos campi da UFMT em Rondonópolis e Sinop e outro na rede privada no Univag. Mato Grosso é um Estado de oportundiades, mas para os gestores é feito de desafios. Estamos no caminho certo, com muitos avanços e esta oportunidade que está sendo criada aqui é fantástica”, complementou.
Silval Barbosa disse ainda da busca constante para sempre viabilizar meios para fortalecer a Unemat com investimentos acadêmicos, equipamentos para os hospitais para que os alunos possam ter uma boa formação. “É muito importante a mão de obra que será deixada após a conclusão do curso aqui para Mato Grosso. Vamos buscar parcerias com o Governo Federal para sempre avançarmos mais. O trabalho hoje desenvolvido na educação refletirá na saúde pública de nosso Estado”.
O reitor da Unemat, Adriano Silva, lembrou que a construção e a execução de muitos projetos, inclusive do curso de medicina começou desde o início da atual administração estadual, meta de Plano de Governo e que hoje é realidade. “Além da saúde pública um grande aspecto com a instalação do curso de medicina é o social. Isso é um divisor de águas na saúde de Mato Grosso. O Governo dá passos largos em prol da população”. Complementou que com o compromisso com o estudo e a pesquisa o resultado será um grande legado para a comunidade acadêmica e para toda a população.
Compromisso
A satisfação pela aula inaugural do curso de medicina e o marco histórico que isso significa para a história de Mato Grosso foi pontuada pelo vice-governador Chico Daltro ao lembrar do compromisso feito pelo governador Silval Barbosa e do cumprimento do mesmo. “Essa é uma transformação que mexe com todos. Em um ano e meio de governo foi construído o alicerce e dado o passo definitivo para instalar o curso de medicina. É um compromisso da consolidação da Unemat em Cáceres”, disse Daltro ao desejar sucesso no estudo e na carreira, com o compromisso no trabalho da saúde pública para a população que mais precisa.
Na docência da Unemat há 20 anos, o coordenador diretor do Campus de Cáceres, Anderson Marques do Amaral, disse que a importância maior está no desenvolvimento da pesquisa acadêmica e no atendimento da demanda da cidade. “Não é todo dia que se inaugura um curso. As aliança e parcerias foram determinantes para que o dia de hoje fosse possível acontecer. Juntos, todos nós estamos fazendo história”, falou ao destacar a participação da classe médica, que atua em Cáceres e que formará os novos médicos.
A coordenadora do curso de medicina da Unemat, Cristina Mendo, agradeceu o total apoio à causa com os investimentos em saúde pública e educação de qualidade. “Cáceres é um polo de saúde, com mais de 300 mil habitantes, além da Bolívia, daí a importância de assistência médica que se consolidará a partir de agora”
Também participaram da aula inaugural a secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Áurea Regina Alves Inácio, o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, o corpo docente da Unemat, além dos alunos de medicina, deputados estaduais.
Durante a aula inaugural do curso de medicina da Unemat, no campus de Cáceres, ocorrida nesta segunda-feira (06.08), o governador Silval Barbosa, falou para os 30 alunos do curso aprovados no vestibular sobre o fortalecimento e a importância do curso, não só para o município, mas para todo o Estado.
O governador falou também da persistência e da superação dos obstáculos que estão por vir nessa nova fase da vida dos acadêmicos e ressaltou a parceria do Governo do Estado com a Unemat, lembrando os grandes avanços que já foram feitos na instituição de ensino. “Em 1998 o orçamento da Unemat era de R$ 17 milhões. Para o ano que vem, com a criação do curso de medicina e a ampliação do campus, iremos chegar ao valor de R$ 200 milhões de recursos destinados à Unemat. Vamos continuar nesse caminho, investindo em educação e no conhecimento”, disse Silval.
As inúmeras idas a Brasília para conseguir viabilizar e sensibilizar o ministro da Educação, Fernando Haddad, para a instalação de mais três cursos de medicina no Estado também foram lembradas por Silval Barbosa. “Conseguimos a autorização da instalação de mais três cursos de medicina, dois nos campi da UFMT em Rondonópolis e Sinop e outro na rede privada no Univag. Mato Grosso é um Estado de oportundiades, mas para os gestores é feito de desafios. Estamos no caminho certo, com muitos avanços e esta oportunidade que está sendo criada aqui é fantástica”, complementou.
Silval Barbosa disse ainda da busca constante para sempre viabilizar meios para fortalecer a Unemat com investimentos acadêmicos, equipamentos para os hospitais para que os alunos possam ter uma boa formação. “É muito importante a mão de obra que será deixada após a conclusão do curso aqui para Mato Grosso. Vamos buscar parcerias com o Governo Federal para sempre avançarmos mais. O trabalho hoje desenvolvido na educação refletirá na saúde pública de nosso Estado”.
O reitor da Unemat, Adriano Silva, lembrou que a construção e a execução de muitos projetos, inclusive do curso de medicina começou desde o início da atual administração estadual, meta de Plano de Governo e que hoje é realidade. “Além da saúde pública um grande aspecto com a instalação do curso de medicina é o social. Isso é um divisor de águas na saúde de Mato Grosso. O Governo dá passos largos em prol da população”. Complementou que com o compromisso com o estudo e a pesquisa o resultado será um grande legado para a comunidade acadêmica e para toda a população.
Compromisso
A satisfação pela aula inaugural do curso de medicina e o marco histórico que isso significa para a história de Mato Grosso foi pontuada pelo vice-governador Chico Daltro ao lembrar do compromisso feito pelo governador Silval Barbosa e do cumprimento do mesmo. “Essa é uma transformação que mexe com todos. Em um ano e meio de governo foi construído o alicerce e dado o passo definitivo para instalar o curso de medicina. É um compromisso da consolidação da Unemat em Cáceres”, disse Daltro ao desejar sucesso no estudo e na carreira, com o compromisso no trabalho da saúde pública para a população que mais precisa.
Na docência da Unemat há 20 anos, o coordenador diretor do Campus de Cáceres, Anderson Marques do Amaral, disse que a importância maior está no desenvolvimento da pesquisa acadêmica e no atendimento da demanda da cidade. “Não é todo dia que se inaugura um curso. As aliança e parcerias foram determinantes para que o dia de hoje fosse possível acontecer. Juntos, todos nós estamos fazendo história”, falou ao destacar a participação da classe médica, que atua em Cáceres e que formará os novos médicos.
A coordenadora do curso de medicina da Unemat, Cristina Mendo, agradeceu o total apoio à causa com os investimentos em saúde pública e educação de qualidade. “Cáceres é um polo de saúde, com mais de 300 mil habitantes, além da Bolívia, daí a importância de assistência médica que se consolidará a partir de agora”
Também participaram da aula inaugural a secretária de Estado de Ciência e Tecnologia, Áurea Regina Alves Inácio, o secretário de Estado de Educação, Ságuas Moraes, o corpo docente da Unemat, além dos alunos de medicina, deputados estaduais.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
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