sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
MT- 1ª Mostra do Programa Escola Aberta será nesta sexta-feira
A 1ª Mostra do Programa Escola Aberta será realizada, nesta sexta-feira (16-12), no auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME) de Cuiabá. As 12 unidades escolares do Município que participam do programa estarão expondo os trabalhos produzidos durante o ano. A mostra será aberta à comunidade.
O programa foi implementado na rede de ensino da capital e oferece diversas ações sócio-educativas, como cursos profissionalizantes, oficinas culturais, atividades esportivas e educacionais com o objetivo de promover a integração e estreitar os laços entre a escola e a comunidade.
Segundo a coordenadora do projeto na SME, Dilma Camargo, o Escola Aberta é desenvolvido em parceria com o Ministério da Educação e é direcionado a toda a população. “Mensalmente cada escola atende cerca de 500 pessoas, que participam das diversas oficinas de artesanato, culinária e inclusão digital”.
Conferência nacional LGBT vai até domingo
A 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas e Direitos Humanos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), que foi aberto ontem (15) em Brasília, vai até o próximo domingo (18). O tema do evento é Por um País Livre da Pobreza e da Discriminação, Promovendo a Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.
Hoje, das 8h às 10h, haverá leitura e aprovação do regulamento interno do encontro. Das 10h às 13h, o painel é sobre o Poder Legislativo e os Direitos da População LGBT. No período da tarde, das 14h às 16h, os participantes analisam as políticas públicas para essa minoria. Das 16h30 às 19h30, o painel vai discutir políticas de inclusão social e cidadania.
A secretária de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Márcia Rollemberg, participa desse último painel. Estarão presentes também no debate representantes da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, dos ministérios da Justiça e do Desenvolvimento Social.
Para OAB, Lei da Palmada sem orientação familiar é inócua
Aprovado ontem (14) pela Câmara dos Deputados, o projeto de lei que proíbe que crianças e adolescentes sejam punidos com castigos físicos, incluindo a conhecida palmada, pode ser "inócuo", na avaliação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Para o presidente da ordem, Ophir Cavalcante, a lei só surtirá efeito se for implementada em conjunto com políticas públicas de educação familiar.
"A lei, sozinha, pode ficar sem eficácia, pois a palmada como forma de educar é algo cultural neste país, herdada do colonizador português. Temos de ter campanhas educativas e de planejamento por parte do Poder Público para informar as famílias sobre a melhor forma de ensinar as crianças. Esse é um dever do Estado que, lamentavelmente, não tem estrutura para isso. A lei pode cair no vazio", argumentou Cavalcante.
Conhecida como Lei da Palmada, o projeto foi aprovado por unanimidade, em caráter conclusivo (sem a necessidade de votação pelo plenário), na comissão especial criada para analisar a matéria. A proposta objetiva reforçar os mecanismos de controle da Justiça sobre casos de maus-tratos de crianças e adolescentes. O projeto segue para apreciação do Senado.
Na avaliação do presidente da OAB, a discussão sobre o tema já é importante por trazer à tona o debate sobre a violência contra crianças e adolescentes. "O mérito desse projeto é, na verdade, apontar um novo caminho. Talvez esse seja o maior objetivo, até por não estabelecer nenhum tipo de punição [para os agressores], apenas advertências, tratamento psicológico aos autores da violência e adesão a programas de proteção à família".
MT- Professores de Cuiabá têm o 2º maior salário do país
No ranking de melhores salários dos professores municipais em todo o país, Cuiabá só ‘perde’ para Campo Grande. No regime de 40 horas, os educadores de Cuiabá recebem R$ 2.657,02. Os professores de Campo Grande (MS) ganham R$ 266,46 a mais que os da capital mato-grossense. Na outra extremidade da lista, o município de Macapá (AP) amarga a última posição com R$ 839,00 mensais.
A liderança no ranking é consequência de um plano de valorização da educação municipal, iniciado na gestão do então prefeito peessedebista Wilson Santos (2005-2010). “Quando assumi a prefeitura, os professores recebiam R$ 1.040 por 40 horas de trabalho”, lembra o ex-prefeito. “Essa política de valorização do professor ofereceu aumento real no salário”.
“Essa questão salarial é só a ponta do iceberg”, diz Santos. “A educação foi a minha menina dos olhos e não podia ser diferente, sou professor”, completou. Além da ênfase nos subsídios, o tucano lembra de que enquanto estava à frente do Alencastro, cada um dos 2 mil professores da rede municipal recebeu um computador.
“A prefeitura entrava com dois terços do valor do computador e o professor pagava o resto”, lembra. Dentre as ações feitas para valorizar a educação municipal, o ex-prefeito, que hoje voltou a dar aulas, elenca o trabalho feito desde as creches até a preparação para o vestibular.
“Cuiabá tem hoje 49 creches e nós implantamos a gestão democrática. Não há mais indicação, é a própria comunidade que elege a diretoria”. Além de aumentar o número de crianças nas creches, durante o mandato de Wilson, 4 mil jovens entraram em universidades públicas e privadas por meio de programas sociais como o Cuiabá Vest e o Bolsa Universitária.
Antes de deixar o posto, o ex-prefeito conta que ainda teve o cuidado de garantir a continuidade na valorização da educação. Foi criado um plano de diretrizes da educação de 10 anos, que tem de ser cumprido independentemente de quem seja o prefeito.
Para finalizar, Santos justifica sua atenção especial à Educação. “Ninguém é melhor do que ninguém. O que falta às pessoas são oportunidades e essa é a principal função do Estado Brasileiro”, afirma.
Férias: é tempo de mais leitura
É provável que haja um consenso entre a escola e a família: o aluno não precisa de dois meses de descanso nas férias de verão. Em meio às muitas opções de bem utilizar o tempo, uma das mais úteis – e para muitos, aprazível – é a leitura de livros, revistas, jornais. Desperta e consolida um bom hábito, tão valorizado nos vestibulares e na vida profissional. Cada vez mais os concursos priorizam o aluno leitor, aquele que melhor compreende e produz bons textos, consequentemente melhor verbaliza as ideias e é capaz de expô-las em público.
Aos que viajam a países da Europa, América do Norte, Argentina ou Chile, chama a atenção a presença de escolares nas bibliotecas, livrarias e museus. Uma cultura que é pouco difundida e pouco praticada no Brasil. Os efeitos são mensuráveis: nos testes do PISA, que medem o desenvolvimento dos alunos de 15 anos, patrocinado pela OCDE, órgão da UNESCO, ocupamos o penúltimo lugarem Compreensão Textual, de um total de 40 países. Não surpreende, destarte, que somos um dos campeões em analfabetismo funcional. O Instituto Paulo Montenegro revela que apenas 28% dos brasileiros com idade entre 15 e 64 anos têm domínio pleno da leitura e da escrita, ou seja, conseguem ler textos longos e relacionar informações.
É justificável: enquanto nos países desenvolvidos leem-se 8 livros por habitante/ano, no Brasil apenas 1,3 (entenda-se livros não adotados pela escola, ou seja, leitura espontânea). É recorrente a assertiva que se lê pouco, pois os livros são caros em nosso país. Verdade, pois baixas tiragens de impressão e baixa velocidade de vendas nas livrarias, implicam custos unitários mais elevados. No entanto, existem dezenas de opções de empréstimosem Curitiba. Só a Biblioteca Pública do PR possui um acervo de 550.000 títulos e a obtenção da Carteira do Leitor custa apenas R$ 2,50. O empréstimo é por 14 dias (renováveis) e 3 livros de cada vez. Nossa capital possui 45 Farois do Saber, com 7 mil livros cada. Somam-se as 110 bibliotecas escolares abertas à comunidade e a Estação da Leitura em alguns terminais de ônibus e na Rodoferroviária. Lembro que as principais livrarias da cidade e a Biblioteca Pública do PR têm espaços reservados para a leitura infantil e a contação de histórias.
Em tempo algum houve tanta facilidade, vivemos em um mundo com abundância de livros, revistas e jornais. Ademais, grandes clássicos da literatura podem ser obtidos através de download. Os e-books estão chegando, com a libido de uma tecnologia moderna. Enfim, quem quer ler tem como chegar ao livro. Se a desculpa é a falta de tempo, por que não reduzir o entretenimento como a tevê, videogame, computador? Também são atividades solitárias e promovem agitação.
O aconchego de uma biblioteca ou o cômodo silencioso de uma casa, totalmente imerso numa boa leitura, conduz-nos à serena paz de espírito, tão rara em qualquer outro ambiente. Mário Quintana se faz oportuno: “O livro traz a dupla delícia de a gente poder estar só e ao mesmo tempo bem acompanhado”.
Ler o que se gosta é um dos grandes prazeres da vida. É bálsamo para as horas de tédio ou de ausência de companhia. O dia terminaem conflitos? Ofensas? Socorra-se em Montesquieu: “Jamais sofri qualquer mágoa que uma hora de boa leitura não tenha curado.”
Frente às fortes exigências da vida moderna, podemos experimentar duas formas de praticar a benfazeja catarse: nas páginas de um bom livro e nas caminhadas pelos aprazíveis parques da cidade. Está provado que tais atividades promovem a sensação de bem-estar provocado pela serotonina. Se os músculos se fortalecem com os exercícios físicos, igualmente o cérebro necessita de sinapses através dos neurônios: leituras, memorizações, exercícios que exijam raciocínio. E afastam ou minimizam o Alzheimer, a depressão e a solidão. Uma mente vazia ou preguiçosa é oficina de doenças e vícios.
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Jacir José Venturijacirventuri@hotmail.comDiretor de escola, foi professor do Ensino Fundamental, Ensino Médio, Pré-vestibular, da UFPR e PUCPR.
MT-Ceja Sinop lança coletânea com obras dos estudantes
O livro é uma coletânea de textos sobre Meio Ambiente, Discurso e Mídia. Ele propõe uma reflexão sobre as práticas docentes e sua relação com as diversas áreas do conhecimento. Uma obra de relevância para estudantes e professores.
O projeto elaborado desde maio de 2011 só foi possível devido às pesquisas de campo e aos trabalhos interdisciplinares realizados com os estudantes do Ensino Fundamental e Médio. Todas as disciplinas interagiram no processo. A disciplina de Educação Física elaborou uma trilha para que os estudantes pudessem conhecer o Parque Florestal. A partir dessa visita levantaram informações sobre as características da Amazônia Legal.
Segundo os organizadores do projeto houve a participação maciça de todos os estudantes matriculados no Centro. Essa é a segunda obra lançada. A primeira foi em 2009, quando o Ceja Silva Freire lançou um livro com a participação dos estudantes. Para a professora da área de linguagens, Claudia Alves Pereira, a integração dos alunos é de extrema importância.
“Desenvolvemos esse trabalho visando o aluno”, declara. Para ela, colaborar com a elaboração de um grande projeto faz com que os estudantes elevem a auto-estima e aumentem o interesse sobre os assuntos pedagógicos. Para a cerimônia, sábado, estima-se que pelo menos 1000 alunos da unidade prestigiarão o evento. Inicialmente serão disponibilizados cerca de 800 exemplares.
Assessoria/Seduc-MT
MT- Aulas do Pronatec começam na segunda-feira
Os cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC) de auxiliar administrativo, promotor de vendas, informática básica e auxiliar: de pessoal, de crédito e cobrança, e de web design serão ofertadas nas 23 cidades polos do Estado que possuem unidades do Senai. De acordo a técnica da Seduc, responsável pelo Programa em Mato Grosso, Elissandra Vaz, duas turmas já estão em andamento em Cuiabá.
“Demos início na primeira quinzena deste mês aos cursos de auxiliar administrativo para 60 estudantes da Capital. Eles frequentam as aulas no contraturno escolar nas unidades do Senai. Os cursos têm carga horária de 160 a 200 horas”, contou. Ela ainda informou que mesmo com a formação das novas turmas, outras 6.270 vagas continuarão disponíveis.
“Estamos tendo dificuldade para formação das turmas. Provavelmente isso está ocorrendo em função do início do período de férias escolares. Entretanto, para o ano que vêm a expectativa é que todas as vagas para os cursos FIC sejam preenchidas”, afirmou Elissandra.
Outros 2.848 cursos técnicos com carga horária de 800 a 1.600 horas também terão início em 2012. Entre os cursos que serão ofertados estão edificações, segurança do trabalho, informática, guia de turismo, análises químicas, entre outros. Além das unidades do Senai, as formações serão ofertadas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), e Instituo Federal de Mato Grosso (IFMT).
Inscrições
A Coordenadoria de Ensino Médio da Seduc recebeu às pré-inscrições dos interessados em participar dos cursos FIC, até sexta-feira (09.12). Ao todo foram 3.360 inscritos. Com o atendimento de 960 alunos nas duas turmas existentes e nas que entraram em funcionamento na próxima segunda-feira, os outros 2.400 inscritos deverão ser contemplados no próximo ano. Outras 3.870 vagas ficarão disponíveis para novos interessados.
Além de Cuiabá, as demais cidades que possuem unidades formadoras disponibilizarão cursos dentro do Pronatec são elas: Água Boa, Alta Floresta, Alto Araguaia, Alto Taquari, Barra do Garças, Cáceres, Campo Novo do Parecis, Campo Verde, Colíder, Confresa, Guarantã do Norte, Juína, Nova Mutum, Nova Olímpia, Pontes e Lacerda, Primavera do Leste, Poconé, Rondonópolis, Sinop, Sorriso, Tangará da Serra e Várzea Grande.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
MT- SESC abre processo seletivo para profissionais
Estão abertas as inscrições para o processo seletivo do Serviço Social do Comércio em Mato Grosso (SESC/MT) para provimento de 21 vagas para profissionais com curso superior e três vaga de nível médio. Os selecionados irão trabalhar em Unidades Operacionais do SESC em Cuiabá, Rondonópolis, Cáceres e Poxoréu.
Os cargos de ensino superior completo são destinados a profissionais formados em Educação Física, Serviço Social, Pedagogia, licenciatura plena em Matemática, Letras, Letras com formação em Inglês e Filosofia. Aos candidatos a essas vagas é necessária a comprovação de seis meses de experiência em sala de aula ou em atividades desportivas, dependendo da função.
Já o cargo de auxiliar de dentista exige ensino médio completo com curso de Auxiliar de Consultório Dentário com registro no CRO. Para a função de motorista é exigido o Ensino Médio Completo e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) categoria ‘D’ e para o cargo de auxiliar de serviços, lotado em Cáceres, é exigido Ensino Médio Completo.
As inscrições serão realizadas até 16 de dezembro de 2011 nas Unidades Operacionais do SESC localizadas nas respectivas cidades referentes às vagas disponíveis. Não será cobrada taxa de inscrição em dinheiro, porém o candidato deverá doar três litros de leite que serão revertidos para o Programa Mesa Brasil.
As contratações se darão no regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), garantindo auxílio alimentação aos selecionados, além de plano de saúde e tratamento odontológico com preço diferenciado para o empregado e seus familiares. Os contratos valem por tempo indeterminado.
Os processos seletivos se darão por meio de provas objetivas a serem realizadas em 18 de dezembro de 2011, com previsão de início às 8h. As provas terão duração de três horas. Para participar do processo o candidato deve ter, na data de convocação, idade igual ou superior a 18 anos e preencher todos os requisitos do edital. Além disso, é vetada a participação de candidatos que tenham parentesco até terceiro grau com empregados do Sistema Fecomércio/SESC/Senac-MT.
Mais informações sobre o processo seletivo pelos telefones 65 3616-7900 (Cuiabá), 66 3411-1450 (Rondonópolis), 65 3223-6607 (Cáceres) e 66 3436-2301 (Poxoréu).
Diminui participação do governo federal nos gastos públicos em educação
Nos últimos 15 anos, diminuiu a participação do governo federal no gasto público em educação. Em 1995, a União era responsável por 23,8% dos investimentos na área, patamar que caiu para 19,7% em 2009. Já os municípios ampliaram a sua participação no financiamento de 27,9% para 39,1% no mesmo período. As informações fazem parte de um relatório sobre o tema divulgado hoje (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
A parcela estadual no total de investimento também caiu de 48,3% para 41,2%, considerando o mesmo período. O estudo do Ipea ressalta, entretanto, que os dados não significam que a aplicação de recursos em educação tenha diminuído, já que, em termos absolutos, houve aumento dos investimentos públicos em educação nas três esferas de governo.
De acordo com o documento, a mudança na dinâmica do financiamento, com crescimento dos gastos municipais, é resultado do próprio regime de colaboração que estrutura a oferta educação. Municípios são os responsáveis pelas matrículas de toda a educação infantil e o ensino fundamental, etapas em que houve grande inclusão de alunos nas últimas décadas. Os estados respondem apenas pelas escolas de ensino médio. Por isso a maior conta fica mesmo com as prefeituras.
O relatório destaca que houve uma ampliação real do gasto em educação pelas três esferas de governo entre 1995 e 2009, saindo de R$ 73,5 bilhões para R$ 161,2 bilhões, um crescimento de 119,4% em 15 anos. Também houve aumento dos investimentos na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB), passando de 4% para 5% no período. O estudo ressalta, entretanto, que entre 1995 e 2005 não houve elevação dos gastos em educação que se mantiveram em torno de 4% do PIB. A expansão dos recursos se deu, portanto, entre 2006 e 2009.
“Portanto, em 11 anos, a política educacional dos diferentes entes federados elevou sua participação na renda nacional em apenas 1% do PIB. Isto evidencia que o crescimento do gasto durante a maior parte do período apenas acompanhou o crescimento da economia brasileira como um todo”, explica o estudo.
O relatório foi lançado pelo instituto para subsidiar as discussões do Plano Nacional de Educação (PNE) que irá definir uma meta de investimento público na área a ser atingida nos próximos dez anos. O projeto de lei está em tramitação na Câmara dos Deputados. Há divergência entre governo e entidades da sociedade civil sobre o patamar a ser aplicado. A meta definida pelo governo é ampliar o gasto público dos atuais 5% para 7% do PIB, mas entidades da área defendem um índice mais ambicioso de 10%. O Ipea, entretanto, não indica qual seria o investimento mínimo necessário para melhorar a qualidade do ensino e promover a inclusão da população que ainda está fora da escola, como prevê o plano.
“A atual capacidade de financiamento da educação consegue apenas cobrir o valor das necessidades apuradas para manter e possivelmente gerar avanços pequenos no atual nível educacional brasileiro. Este valor é distante daquele indispensável ao financiamento das necessidades para o cenário que representa as melhorias substantivas para educação”, aponta o relatório.
Apesar de não dizer em quanto é preciso ampliar o investimento, o Ipea indica possíveis novas fontes de recursos para a educação. Entre as sugestões estão a criação de novos tributos, a melhoria da gestão das verbas, a destinação dos recursos do Fundo Social do Pré-Sal para a área e o aumento da participação das três esferas de governo no financiamento público.
Atualmente, 18% da receita de impostos arrecadados pela União são vinculados à educação - o instituto sugere que esse percentual seja ampliado para 20%. Já os municípios são obrigados a aplicar 25% da arrecadação na área, patamar que poderia ser ampliado para 30%. Segundo o Ipea, a mudança criará um adicional de 0,7% do PIB em investimentos na área.
CNPq aprova 160 bolsas de Iniciação Científica Junior para o IFMT
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) aprovou para o Instituto Federal de Mato Grosso a concessão da cota institucional de 160 bolsas de Iniciação Científica para alunos do ensino médio/técnico (PIBIC EM) por um período de 12 meses. O valor total do projeto é de R$ 192 mil. A previsão do início das bolsas é fevereiro de 2012 e encerramento em janeiro de 2013. Portanto deverão ser contemplados, prioritariamente alunos que estejam na 1ª e 2ª série do ensino médio integrado.
A Propes está concluindo a elaboração do Edital e até dia 21/12 que divulgará os critérios para a seleção dos alunos bolsistas. Todos os Campi do IFMT serão contemplados. Estão sendo elaborados critérios para inserir alunos nos projetos em andamento (aprovados no edital 029/2011) bem como a possibilidade de envio de novos projetos e também para contemplar aqueles projetos que foram avaliados no edital 029/2011, mas por uma questão de cotas do Campus, não foram contemplados.
“É uma das maiores cotas aprovadas pelo CNPq dentre os Institutos Federais. Para a equipe da PROPES é uma grande conquista, pois mais uma vez estamos vendo nosso trabalho aprovado e reconhecido por entidades como o CNPq. Isto também mostra que a Pesquisa no IFMT caminha a passos largos para a sua Institucionalização e Consolidação”, destaca o Pró-Reitor de Pesquisa e Inovação, Ademir Conte.
O Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica no Ensino Médio do CNPq (PIBIC EM/CNPq) tem como objetivo fortalecer o processo de disseminação de informações e conhecimentos científicos e tecnológicos básicos, bem como desenvolver atitudes, habilidades e valores necessários a educação científica e tecnológica dos alunos do ensino médio e técnico, neste caso do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso (IFMT)
UFMT realiza I Seminário Diálogos de Saberes
A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realiza o I Seminário Diálogos de Saberes: conhecimentos indígenas e conhecimento científico amanhã ( 15), das 9h30 às 11h30, no auditório 02 do Instituto de Educação (IE), campus de Cuiabá. A professora doutora em Antropologia, Luciane Ouriques Ferreira, e o índio Manoel Kanunxi, da etnia irantxe, são os convidados especiais.
As inscrições podem ser feitas no local do seminário. O evento é organizado pela Pró-reitoria de Ensino de Graduação (Proeg), Programa de Inclusão Indígena (Proind), Programa de Educação Tutorial Indígena (PETind) e Departamento de Antropologia.
A professora Luciane Ouriques Ferreira é bolsista de pós-doutorado do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) junto ao Programa de Epidemiologia em Saúde Pública da Escola Nacional de Saúde Pública/Fundação Oswaldo Cruz (ENSP/FIOCRUZ). Realiza consultorias especializadas no campo da saúde indígena para órgãos governamentais e organismos internacionais. Atuou como gerente da área de Medicina Tradicional Indígena do Projeto Vigisus II/Funasa (2004-2009). Tem experiência em pesquisa antropológica com ênfase em etnologia, antropologia da saúde, saúde indígena, medicina tradicional, relações interétnicas, relações de gênero, cidadania e ética.
Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 3615 8101.
MEC e Seduc debatem criação de mais quatro Territórios Etnoeducacionais
Cerca de 40 pessoas entre indígenas de 14 etnias e representantes de Instituições da sociedade civil que trabalham com educação escolar para índios, bem como técnicos da Seduc, da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e do MEC participam das discussões.
Conforme a técnica da Coordenadora Indígena da Secretaria, Letícia Queiroz, o encontro trata-se do primeiro de uma série de debates que deve culminar com a pactuação dos novos territórios em 2012. “Nesse primeiro momento Seduc e MEC vão receber as demandas apresentadas por cada representante indígena. A partir da discussão conjunta com os índios, Estado e União verificarão a possibilidade de atendimento”, disse.
Entre as reivindicações estão à criação dos territórios etnoeducacionais da região Noroeste que contemplaria as etnias: nhambiquara, Arara, Rikbaktsa, Iranseri, Miki, Kayabi e Mundurucu; da região Médio Norte para atendimento da etnia Pareci; da baixada Cuiabana que contemplaria os Bororos, Chiquitanos, Guatos e Umutinas e outro território para o povo Bakairi.
POLÍTICA EDUCACIONAL
O coordenador geral da Educação Escolar Indígena do MEC, Gersem Baniwa, citou que a construção dos territórios teve início no país em 2010. Ele explicou que a partir da ideia dos territórios, Governo Federal, Estados e municípios passaram a elaborar políticas educacionais conjuntas voltadas para atendimento das demandas apresentadas pelas etnias.
“O território supera as divisões existentes entre os limites territoriais. Há muitas etnias que possuem povos espalhados em mais de um Estado ou município. A política do território prevê o atendimento das demandas escolares das etnias independente da localização geográfica”, explicou.
Ainda como característica do território, ele citou a formação das comissões gestores. “São comissões que são formadas com representações das etnias de Organizações da sociedade e dos governos. Cabe essas comissões organizar o Plano de Trabalho Educacional e de gestão para atendimento das demandas de cada território” contou.
Letícia Queiroz ressaltou que entre as principais reivindicações dos índios estão: a construção de escolas de acordo com as características indígenas, formação inicial e continuada de professores, produção de material didático especifico para a educação escolar indígena, aquisição de merenda escolar de acordo com os costumes alimentares de cada etnia, entre outros.
Atualmente Mato Grosso já conta com cinco territórios etnoeducacionais com possibilidade de chegar a nove. Por sua vez o Brasil possui 24 e até o final de 2012 deve chegar a 34.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
Quando o revisor de textos é um bode expiatório
A história apresentada abaixo é real (apenas o nome João é fictício para preservar a verdadeira identidade do profissional).
João é revisor de texto e copidesque de competência e experiência reconhecidas no mercado editorial. Certa vez, ele recebeu uma proposta que sempre recusara, mas, naquele momento, aceitou por ter vindo de uma pessoa com quem nutria certa relação de amizade: o gerente da gráfica que – sem pensar nas consequências, mas apenas no lucro – queria que João analisasse o livro de um cliente da empresa. O problema estava no prazo muito reduzido que essas duas pessoas impunham a João para analisar e corrigir o material de elevado número de páginas.
O resultado do trabalho foi como o previsto: João colocou em prática todo seu rico conhecimento dos recursos da língua, sua habilidade de diagnosticar erros linguísticos e sua experiência notável como copidesque e revisor de livros. Contudo, como precisou correr contra o tempo, deixou passar desapercebidamente alguns erros cometidos pelo escritor da obra em questão.
Após a publicação do livro, tais erros foram notados por alguns leitores e pelo próprio autor. Este se queixou com o gerente da gráfica dizendo que o dinheiro gasto com a revisão foi mal-empregado. O autor, como visto, não levou em conta o prazo exíguo que estabeleceu a João para revisar o livro; nem considerou que o revisor corrigiu os erros mais graves e que, se não o houvesse feito, iria, indubitavelmente, prejudicar a imagem deste escritor.
Essa história (real, frise-se) ilustra o risco de revisar um livro “em cima da hora”. A maioria dos escritores tem consciência de que é inviável avaliar um material extenso em prazo tão curto. Por outro lado, infelizmente, há os que – talvez por desconhecerem a complexidade da modalidade escrita da língua – exigem que seu livro seja analisado “à velocidade da luz”.
E é por sempre honrarmos nossos compromissos e primarmos pela qualidade dos nossos serviços que recusamos propostas como as relatadas acima.
Felizmente, a maior parte de quem solicita nossos serviços compreende que a revisão de texto exige, além de habilidade, um período de tempo peculiar. Tais pessoas são assim, conscientes, por serem escritores no real sentido da palavra, ou seja, valorizam cada profissional envolvido na feitura do livro: do diagramador ao revisor, do ilustrador ao operador do maquinário. Além disso, tais escritores têm o hábito de estabelecer cronogramas para a perfeita execução de sua obra, a fim de que cada passo seja dado sem pressa nem imprevistos.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
SALAS DE AULA
Faltam escolas e salas de aula para os alunos da rede pública em Cuiabá no ensino básico. Sobram salas de aula no ensino superior na cidade da Copa.
Para o ensino básico o Estado alugou “prédios” - locais condenados pedagogicamente para a transmissão de conhecimento.
Alguns cursos superiores tiveram o número de vagas reduzidas, e outros, simplesmente foram fechados após avaliação feita pelo MEC.
Vi pela televisão como a nossa educação está sendo tratada. As imagens são fortes, e os depoimentos de alunos, professores, diretores e Secretaria de Educação do Estado, uma vergonha para uma cidade que deseja ser vista pelo mundo.
Impossível imaginar que, no momento em que tantos recursos são empregados para obras caríssimas - como o estádio de futebol padrão FIFA -, a cidade, agora azul, não tenha salas de aula para as crianças pobres.
A população cresce na medida exata em que as obras de cunho social, como educação e saúde, têm seus recursos de investimentos diminuídos.
O tempo é das emendas parlamentares federais e estaduais. O governador solicitou às bancadas federal e estadual que destinassem totalmente seus recursos para as obras de pavimentação asfáltico de ruas, avenidas e estradas - obedecendo a critérios políticos para os beneficiários.
O único pedido de investimento relacionado à educação que eu tomei conhecimento foi para a criação da Universidade Federal de Rondonópolis. Pedido este, por sinal, prontamente rechaçado pelo ministro. Ah! Tem também o novo hospital universitário da estrada de Santo Antonio – um presente de grego.
Agora, construir ou concluir o Hospital Central; aquisição de um hospital para alta-complexidade ou para atender crianças... Silêncio e desinteresse total.
O problema é que o Estado sabe que o custeio para colocar em funcionamento um hospital de qualidade é alto. Veja como funciona o famoso Hospital Metropolitano do outro lado do rio Cuiabá.
Seleção de pacientes a serem atendidos e, xô alta complexidade!
Voltando à falta de salas de aula em Cuiabá e em algumas cidades do interior do Estado. O valor anual que o Estado gastará com os aluguéis dos “prédios”, daria para construir – com folga – algumas escolas com, pelo menos janelas e sanitários fora da sala, a exemplo do que vi pela televisão através dos depoimentos de alguns estudantes.
A diretora de uma escola pública Estadual, que fica em um dos bairros mais populosos de Cuiabá, disse que a Secretaria de Educação conhece o problema e prometeu construir uma escola nova e ampla.
Acontece que o terreno escolhido está em litígio e, com ares de incredibilidade, a diretora disse que nunca viu o projeto. Essa é a famosa escola embromação.
Minha sugestão é chamar o escritório do Oscar Niemayer para, após os três jogos da Copa, fazer uma adaptação do enorme espaço de quase um bilhão de reais e, assim como fez no Sambódromo do Rio, criar espaços para salas de aula.
Tenho absoluta certeza que a Copa da Cidade Azul seria sempre lembrada como a Copa das salas de aula - para as crianças sem escolas e sem salas de aula.
SABER VIVER — Iniciando a Jornada
Lair Ribeiro
Como você está hoje? Conseguiu realizar todos os seus sonhos ou só alguns? (Será que você já desistiu de sonhar?)
Quantas coisas você deixou de fazer por achar que não daria certo?
Você está satisfeito com o que já conquistou na vida ou quer mais? Afinal, o que falta para você ter a vida que sempre quis?
Talvez você não saiba o que falta, e por isso mesmo começou a ler este artigo.
Ótimo! Então, vamos iniciar a jornada pessoal para saber viver.
Quem sabe viver, tem sucesso e é feliz.
Vamos trabalhar com exemplos. Carlos, vizinho de Cláudio, comenta:
— O Cláudio é que sabe viver... Anda todo elegante, só vive viajando... Já deve conhecer o mundo inteiro!
Mas Cláudio, comissário de bordo, não gosta nada de passar a vida nas nuvens. Ele queria, mesmo, é passar a vida nas ondas. E lá com os botões de seu terno, ele pensa: ¬
— Toninho, o surfista, é que sabe viver...
E sabe mesmo. Ele conseguiu o que queria. Mas não é só o Toninho que sabe viver.
Saber viver tem um sentido diferente para cada pessoa. Para uns, saber viver é ter carro novo; para outros, é ser promovido no emprego; para outros, ainda, é ter fama, dinheiro e assim por diante.
Mas voltando ao surfista do nosso exemplo, caso você não saiba, ele é um sucesso! Tem uma coleção de medalhas conquistadas na ondas do Hawai, ganha muito dinheiro com a sua grife de roupas esportivas, mora de frente para o mar... Enfim, ele conseguiu tudo o que sempre quis!
É. A vida é assim: quem sabe viver, vai atrás de seus sonhos. E quando os alcance, ganha o sucesso, como recompensa! Felicidade é outra história!
Uma coisa é uma coisa. Outra coisa... Bem, outra coisa pode ser outra coisa, ou pode ser a mesma coisa. Sucesso é sucesso e felicidade é felicidade. São coisas diferentes, você concorda? Mas podem ser a mesma coisa. Veja bem: Sucesso é conseguir o que se quer. Felicidade é querer o que se conseguiu.
Felicidade é um estado de espírito.
Um milionário, que mora em um apartamento de cobertura e tem três carros importados na garagem pode estar profundamente infeliz e insatisfeito. Ele pode ter acabado de ter uma briga feia com os filhos, pode estar se separando da esposa com a qual vivia há mais de trinta anos... Enfim, muita coisa pode tornar infeliz a vida de uma pessoa bem-sucedida financeiramente. Por outro lado, um pescador que tem um barraco na vila e consegue trazer do mar um peixe por dia, pode viver muito feliz.
No caso do Toninho, o surfista, ele tem sucesso e é feliz, pois conseguiu o que queria e quer tudo o que consegue da vida.
Felicidade não depende do que você tem, mas da forma como você aceita as coisas que consegue na vida.
Se você só quer sombra e água fresca e a vida lhe dá um peixe por dia, ótimo! Você pode ser feliz. Mas se você quer mais do que isso e a vida tem lhe dado só um peixe por dia, você também pode ser feliz. E bem-sucedido. Basta querer o que está conseguindo da vida e aprender como tornar esse peixe rentável.
É preciso aprender brincando
Geralmente, a criança não domina a linguagem e, muitas vezes, transmite o que está sentindo por meio das brincadeiras, tidas como estratégias motivacionais da aprendizagem. Elas são excelentes meios para diagnosticar, intervir e até mesmo transmitir conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais sem que o educando perceba. Constituem ainda um meio de transmitir mensagens capazes de resgatar a autoestima, o autoconhecimento, além de valores, como solidariedade, responsabilidade, disciplina, autoconfiança, autoaceitação, tolerância, concentração, alegria e muitos outros, tão necessários à formação dos alunos.
A realidade deixa claro que vivemos na era do desencanto escolar, na qual muitos de nossos educandos não estão receptivos a aprendizagem. O desinteresse pela leitura e escrita, pelo aprendizado em geral, a indisciplina faz parte do cotidiano e muitos educadores sentem-se frustrados por não conseguirem resultados satisfatórios. Mas através do lúdico acreditamos que o espaço escolar pode e deve transformar a escola em um espaço agradável, prazeroso, de modo que as brincadeiras e jogos permitam que educador alcance sucesso em sala de aula.
Os jogos e as brincadeiras são fundamentais na infância. Por isso, o professor tem que possibilitar o desenvolvimento do conhecimento da criança e criar um ambiente motivador da aprendizagem. Com as atividades lúdicas, a aprendizagem se torna prazerosa e desperta na criança um nível muito bom de conhecimento, proporcionando um excelente desenvolvimento emocional e cognitivo.
Os professores precisam ter domínio dos jogos e brincadeiras para melhor aplicá-los em sala de aula e ter um retorno real seguindo um planejamento visando sempre melhorar o desenvolvimento das crianças. O universo lúdico desenvolve nos alunos valores indispensáveis para o convívio social. A criança entende e compreende melhor as regras que são importantes para a vida em sociedade, despertando também o companheirismo.
O lúdico apresenta valores específicos para todas as fases da vida humana e merece atenção dos pais e professores, porque é muito importante para a saúde mental do ser humano. É através das brincadeiras que as crianças aprendem a relacionar com as pessoas, com o mundo, e desenvolve o lado afetivo. Brincando, a criança consegue ser criativa e combina ficção com a realidade.
Prazeroso, o lúdico envolve o indivíduo de forma intensa e total, criando um clima de entusiasmo. Aprender brincando é fundamental para a saúde física, emocional e intelectual e sempre estiveram presentes em qualquer tempo no passado. Através delas as crianças desenvolvem a interação. A iniciativa, a autoestima, a linguagem e o pensamento, para preparar para ser um cidadão crítico, capaz de enfrentar desafios e participar na construção de um mundo melhor.
Com jogos e brincadeiras a criança reproduz situações vividas reelaborando criativamente novas possibilidades e interpretações da realidade vivenciadas por elas. O jogo a brincadeira além de ser prazeroso, é o mundo da imaginação, mas infelizmente está presente mais na educação infantil do que nas series iniciais, porque a sala de aula é apresentada como coisa séria e a disciplina são mantidos em nome dos padrões institucionais, o que torna o ambiente escolar longe do gostos das crianças.
Os educadores devem ter em mente que brincar não é um mero passatempo, e sim estimula o crescimento e desenvolvimento intelectual e individual do educando favorecendo progresso na comunicação entre as crianças. Os educadores devem ser conscientes de que brincar só faz bem para as crianças, elas amadurecem e sentem livre para criar e recriar o mundo do seu modo. Os jogos estimulam o aprendizado e é uma forma prazerosa de aprender.
Muitas vezes os professores afastam o lúdico da sala de aula por ser atividades que exigem muito mais dedicação, tempo, ai fica muito mais fácil trabalhar com atividades cômodas. O lúdico deve permear o espaço escolar, tornando um espaço para as descobertas, de imaginação, de criatividade onde as crianças sintam o prazer para aprender. Para isso a necessidade do professor ampliar seus conhecimentos em relação aos jogos e brincadeiras para assessorar a crianças nesse aprendizado. As crianças estão sempre prontas para brincar, jogar, cabe ao educador propor as brincadeiras buscando sempre motivar os alunos para que envolvam nos jogos e brincadeiras.
Os jogos auxiliam no aprendizado, desenvolvendo na criança habilidades do pensamento, a imaginação, a criatividade, porque quando jogamos obedecemos a regras e favorece momentos ricos de interação. Os jogos são meios mais indicados para construção do conhecimento, e para despertar o interesse da criança, e ela vai conhecendo a sua capacidade e desenvolvendo a autoconfiança em si mesmo.
Os jogos constituem um fator indispensável para o desenvolvimento intelectual, motor e afetivo da criança. Os jogos permitem explorar e entender o mundo que a rodeia através de todos os seus sentidos e proporcionam lhe os meios para expressar as suas ações, sentimentos e idéias. Neste sentido, é possível concluir que a brincadeira, jogo e o movimento natural e espontâneo são fatores fundamentais em toda e qualquer escola de educação infantil e fundamental, uma vez que os mesmos contribuem e muito na educação e formação geral do educando.
É através do lúdico que ele abandona o seu mundo de necessidades e constrangimentos e se desenvolve, criando e adaptando uma nova realidade a sua personalidade. A infância é, portanto, um período de aprendizagem necessária à idade adulta. È nesse momento que a brincadeira se torna uma oportunidade de afirmação de seu “eu”. Para isso, é fundamental que o educador da infância tem a função e incluir o brincar no âmbito educacional de forma planejada e educativa, para melhorar e despertar o interesse das crianças nas atividades propostas, porque é brincando que a criança desperta sua criatividade e interagem com o seu mundo interior e exterior.
Através das atividades lúdicas podemos perceber dificuldades motoras, intelectuais e afetivas dos nossos educando, assim como permitem ao mesmo criar, imaginar, fazer de conta, as atividades lúdicas funcionam como laboratório de aprendizagem, permitem ao educando experimentar, medir, utilizar, equivocar-se e fundamentalmente aprender.Os educandos aprendem várias coisas ao mesmo tempo, isso quer dizer que podem aprender a dividir e a detestar dividir, simultaneamente, e por isso as atividades lúdicas devem vir sempre de encontro às necessidades, características e interesses infantis, para que simultaneamente estejam aprendendo a gostar de aprender.
Logo, tudo que for treinamento, destituído de significado próprio para o pequeno educando, deve ser abolido do currículo. O educando da educação infantil não é capaz de trabalhar com objetivo remoto, ele não tem a idéia de tempo distante bem elaborada ainda. Ele precisa encontrar motivos na própria atividade. É preferível que o educando escolha a atividade e a realize com prazer, voltando a ela muitas vezes, do que a realize obrigada. Aprendendo assim detestá-la ou temê-la.
As atividades bem-sucedidas tendem a ser repetidas e o fracasso leva, geralmente, a descontentamento consigo mesmo e insegurança e leva o educando a evitar repetir a mesma atividade. Portanto todo material oferecido deve possibilitar uso variado e permitir vários tipos de respostas para se ajustar ao nível de desenvolvimento de pequenos educandos, pois permite alcançar resultados diferentes.
O educador tem que ser um profundo conhecedor de seus educandos, de suas características, de seus interesses e de suas formas de expressão de sentimentos, para oferecer exatamente aquilo que seja do seu interesse. E, ainda, respeitar a sua escolha de atividade, e, para isso, oferecer opções para que escolha o que desejar. Outra vez o trabalho livre e criador se colocam como o mais recomendável ao currículo da educação infantil.
O educando ocupado em atividades por ele mesmo escolhidas revela elevado grau de atenção e interesse, como conseqüência, obtém delas disciplina natura e direção da sua própria atividade, fatos altamente desejáveis à educação. Oferecendo, portanto atividades diversificadas obtêm disciplina natural, decorrente da realização de atividades feitas com interesse.
Diante da nova realidade educacional, este artigo visa propiciar apoio ao educador da educação infantil e fundamental, para a motivação, o estimulo, o prazer pelo ato de aprender, pois o brincar é o fazer em si, um fazer que requer tempo e espaço próprios, um fazer que se constitui de experiências culturais, que é universal e próprio da saúde, porque facilita o crescimento, conduz aos relacionamentos grupais, podendo ser uma forma de comunicação consigo mesmo e com os outros.
Mas ainda á necessidade das escolas conscientizarem seus educadores esclarecendo melhor sobre o papel do brincar com as crianças, que é uma atividade de suma importância para aprendizagem e o desenvolvimento intelectual da criança. As escolas deveriam considerar o lúdico um grande parceiro para desenvolver a aprendizagem das crianças. Pois através do lúdico elas crescem e interagem ao mundo coletivo. O lúdico deve ser visto pelos educadores não apenas como divertimento e sim como forma de adquirir conhecimento.
Arenil de Almeida Monteiro é professora da rede pública de ensino de Mato Grosso
Ação política de Nilson Leitão garante UFMT em Alta Floresta
A confirmação da instalação de um campus da Universidade Federal de Mato Grosso foi feita pelo pró-reitor do campus de Sinop, Marco Antonio Araújo Pinto à prefeita de Alta Floresta, Maria Izaura (PDT). A decisão é um reflexo direto da ação do deputado federal Nilson Leitão (PSDB) que em outubro passado realizou uma audiência pública na cidade para debater a interiorização da universidade.
O encontro, realizado no museu, reuniu pais, alunos, professores, empresários, a reitora da universidade, Maria Lucia Cavalli Neder, o pró-reitor em Sinop, prefeitos e vereadores da região conhecida como Alto tapajós. Na oportunidade, a reitora disse não ser possível precisar o tempo necessário para a instalação de um campus, mas que lutaria para que ao menos cursos modulares chegassem à região.
Em Brasília, o deputado Nilson Leitão fez gestão junto ao ministério da educação e discutiu com o ministro Fernando Haddad a viabilidade de levar a universidade à região, além de buscar garantias da instalação do curso de medicina no campus sinopense.
Embora a universidade ainda não tenha previsão orçamentária, já foi definido que o campus será instalado no prazo de três anos; até lá, ao menos um curso será ministrado: enfermagem, cuja licenciatura terá 35 vagas com aulas previstas para iniciar em agosto do próximo ano.
Levantamento feito junto a alunos do ensino médio local mostrou a preferencia e expectativa dos estudantes quanto a cursos de nível superior. Engenharia civil, medicina e medicina veterinária foram os três primeiros colocados, no entanto se tornam inviáveis agora pela falta de estrutura.
O curso de enfermagem também foi lembrado pelos estudantes, foi escolhido por sugestão das autoridades presentes à audiência e ratificado pela Comissão Pró-instalação da Universidade diante da necessidade de capacitar mão de obra na área da saúde, em especial para atender ao hospital regional, responsável por pacientes de 16 municípios do entorno e outros tantos da região sul do Pará.
“Fico feliz em saber que a semente plantada dias atrás na Audiência Pública, começa a germinar. Uma vez que a decisão de levar a UFMT à região foi tomada, vamos dar o passo seguinte que é garantir recursos no orçamento da união. Fiz um compromisso com a população de Alta floresta e região e não vou descansar enquanto o sonho não for plenamente realizado”, disse Leitão.
MT- Leitão investe em obras e ações educacionais
Nilson Leitão, deputado federal pelo PSDB do Mato Grosso, esteve na tarde desta quarta-feira (16), em reunião com a diretoria de programas e projetos educacionais (DIRPE) do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Renilda Peres de Lima
Sendo Sinop - cidade onde exerceu vários mandatos em diferentes cargos públicos - uma referência de estudo para a região, investimentos como mobiliário de cadeiras e quadros, novas tecnologias com projetores modernos e kits culturais foram requisitados pelo parlamentar para serem aplicados em cidades do interior norte do Mato Grosso.
Adquiridos por meio de um convênio firmado entre o FNDE e o deputado, mais de 27 mil jovens da região e de estados de fronteira como Pará e Rondônia terão a oportunidade de usufruir dos investimentos. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualmente Sinop conta com mais de 113 mil habitantes, sendo um polo referencial para estudantes em nível escolar e universitário.
Bancada evangélica questiona 'Lei da Palmada' e votação é suspensa
Deputados da Comissão Especial destinada a proferir relatório ao projeto de Lei 7.672/2010, conhecido como Lei da Palmada, adiaram para quarta-feira (14/12) a apreciação e votação do texto final da deputada Teresa Surita (PMDB/RR), relatora da proposta. A decisão foi adotada em razão do esvaziamento da sessão que estava marcada para esta terça-feira.
A proposta do governo federal busca eliminar a prática dos castigos físicos de pais para filhos e propor novas formas de educar. O projeto altera a Lei 8.069/1990 que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (Eca) para estebelecer o direito da criança e do adolescente de serem educados e cuidados sem o uso de castigos corporais ou de tratamento cruel ou degradante.
Em termos gerais, o texto, de autoria do Poder Executivo, gera divergências entre educadores. Setores ligados a entidades considerados conservadores são contrários ao projeto por entenderem que a proposta interfere forma como os pais conduzem a educação dos filhos.
Em uma tentativa de buscar o consenso entre grupos, a relatora da proposta e um grupo de parlamentares da bancada evangélica alteraram um trecho do projeto de lei e substituiram ao termo "castigos" por "agressões físicas" para não ferir preceitos bíblicos. A mudança criou ainda mais divergências.
Na opinião da deputada federal Eryka Kokay (PT/DF), existem três mitos em relação ao tema que precisam ser desfeitos. Segundo ela, a força física não garante a educação dos filhos. Ela afirma ainda que a proposta não retira o poder das famílias de prover a educação dos filhos e, por fim, assinala, o projeto não estebelece punições às famílias.
"Diferente da Lei Maria da Penha, esta proposta não pune os agressores. Ela na verdade estebelece medidas de acolhimento às crianças vítimas de agressões. No país existem centenas de crianças vítimas de agbressões todos os dias. Temos que mudar esta lógica de que o mais forte pode subjilgar o menos forte", argumenta.
A Frente Parlamentar Evangélica na Câmara Federal, composta por 86 deputados, vê com ressalvas a idéia original do governo. Integrante da bancada, a deputada Liian Sá (PSD/RJ), porém, tenta um acordo para aprovar a matéria. Ela afirma que a mudança do termo "castigos" por "agressões físicas" é questionável pois as agressões a crianças e adolescentes já estão previstas já estão previstas no Eca e no Código Penal. "A mudança descaracteriza o projeto", avalia.
"Temos que educar as crianças. Estamos criando uma geração sem freios", argumenta o deputado Jair Bolsonaro (PP/RJ)
O que diz a Bíblia:
Filho do Rio Davi (aquele que matou o gigante Golias com uma pedrada no olho), o Rei Salomão, considerado o homem mais sábio do mundo, diz em Provérbios, capítulo 29, versículo 5: “A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem a envergonhar a sua mãe”
Em Provérbios capítulo 13, versículo 24, Salomão diz que: “O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, cedo, o disciplina”
"Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não deixes que o teu ânimo se exalte até o matar" (Provérbios 19:18).
Começam preparativos para 9ª Fetran-MT
O melhor espetáculo será avaliado pelos quesitos: temática (deverá conter informações corretas sobre o trânsito), montagem, resposta/ percepção do público e a criatividade.As peças devem se encaixar em uma das quatro categorias: infantil (até 11 anos), infanto-juvenil (12 a 15 anos), juvenil (a partir de 16 anos) e educação especial (todas as idades). Serão realizadas cinco etapas regionais, Guaporé, Pantanal, Nortão, Araguaia e Cuiabana. A etapa estadual finalizará o processo e será realizada em Cuiabá entre 23 e 27 de julho.
Os participantes devem ser estudantes regularmente matriculados no ensino fundamental e no ensino médio das escolas públicas e privadas de Mato Grosso, bem como alunos matriculados em projetos sociais realizados pelo Estado e pelo município.
O objetivo do projeto é sensibilizar as crianças e adolescentes quanto a necessidade de se conhecer as normas e leis que regem o trânsito brasileiro, auxiliando-os em sua formação enquanto futuros condutores e tornando-os conscientes e comprometidos com a segurança no trânsito.
O evento é promovido pela 2ª Superintendência Regional da Polícia Rodoviária Federal em Mato Grosso (PRF/MT) em parceria com a Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC/MT), o Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (DETRAN/MT), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Prefeituras Municipais entre outros órgãos.
As inscrições, ficha e fitas, devem ser enviadas para a Comissão Organizadora do Fetran (Cofetran/MT) para o endereço Núcleo de Comunicação Social da 2ª Superintendência de Polícia Rodoviária Federal, Rua Joaquim Murtinho, nº 1.400, esquina com a Rua Régis Bittencourt, Bairro Porto, em Cuiabá – MT, CEP: 78020-830, ou podem ser entregues nas Delegacias e Postos da Polícia Rodoviária Federal, devidamente recibados. (com informações do Nucom/PRF)
Assessoria/Seduc-MT
Estudantes de MT conquistam sete medalhas nas Olimpíadas Escolares
As duas últimas conquistas do Estado vieram no último dia da competição, com o handebol e o basquete masculino que ficaram com o primeiro e o segundo lugar, respectivamente. Os medalhistas de ouro são do Colégio Vinícius de Moraes, localizado na cidade de Sorriso. Com a vitória de 25 a 16, sobre o Colégio Castro Alves da cidade de Cariacica no Espírito Santo, os mato-grossenses conquistaram o tricampeonato do torneio da categoria especial (formada pelos melhores equipes do país).
A medalha de prata foi conquistada pela equipe do Instituto Cuiabano de Ensino (ICE), localizado na Capital. Apesar da derrota de 71 a 63 para o Colégio Marista da cidade de Boa Vista, em Roraima, os estudantes garantiram o acesso, em 2012, do basquete do Estado, a categoria especial.
Ainda nos esportes coletivos, o basquete feminino representado pela equipe do Colégio Padre José de Anchieta de Araputanga terminou a competição na quarta colocação e também mantiveram as meninas na categoria especial.
Avaliação
Para o técnico da coordenadoria de Projetos Educativos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e chefe da delegação mato-grossense nos jogos, Rosberg Martins, a participação do Estado na segunda fase (05 a 12/12) das Olimpíadas foi satisfatória. “Das quatro modalidades coletivas (futsal, handebol, basquete e vôlei) conquistamos dois pódios. Na primeira fase (dedicada aos esportes individuais) já havíamos tido um bom desempenho”, comentou.
As primeiras conquistas dos atletas mato-grossenses ocorreram nos primeiros dias de competição (02 a 05/12). O destaque foi para os estudantes que competiram na modalidade atletismo. Eles trouxeram para Mato Grosso: dois primeiros lugares, dois segundos e um terceiro. Conforme Martins, a expectativa para 2012 é maior já que Cuiabá será a sede do evento. “O Estado por intermédio da Seduc e Secretaria de Esportes e Lazer (Seel) irá intensificar o apoio aos esportes estudantis. Pretendemos ampliar nossas vitórias competindo em casa”, disse.
Hegemonia
Tricampeão no handebol masculino, o professor de Educação Física e técnico do esporte no Colégio Vinícius de Moraes, Cristiano Fripp, informou que começará a pensar no próximo mês, a montagem do time que disputará as Olimpíadas 2012, em Cuiabá. “Alguns de nossos atletas já completaram 17 anos, portanto não poderão competir ano que vem. Por isso começarei a partir de janeiro, a fazer as substituições buscando manter a força da equipe”, disse.
Ele comentou ainda sobre a hegemonia de seus atletas no handebol nacional. “Esse é o nosso terceiro título consecutivo das Olimpíadas categoria A, além disso, já conquistamos o Pan Americano para atletas de 15 a 17 anos. Essas conquistas todas são frutos do trabalho de mais de 14 anos que fazemos na escola e também do apoio da Seduc, Seel, da prefeitura do município e dos empresários locais”, finalizou.
VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT
EdUFMT lança livro com catálogo de arquivos da arquidiocese de Cuiabá
Desdobramento de um projeto que visava à catalogação e microfilmagem do acervo de documentos da Arquidiocese de Cuiabá, “O Arquivo da Curia Metropolitana de Cuiabá” será lançado em DVD no dia 19 de dezembro, às 9h, no saguão da Editora da Universidade Federal de Mato Grosso (EdUFMT). Está confirmada a presença no evento do Arcebispo Dom Milton e Arcebispo Emérito de Cuiabá Dom Bonifácio.
Editado pela EdUFMT e Entrelinhas, o trabalho é resultado do esforço conjunto das historiadoras Elizabeth Madureira, Maria Adenir, Quelce dos Santos e Sibele de Moraes. A catalogação foi realizada por meio do projeto “Memórias da Igreja em Mato Grosso: o Arquivo da Cúria Metropolitana de Cuiabá”, que possibilitou o arranjo e microfilmagem do acervo.
São cerca de 26 mil arquivos distribuídos em 10 DVDs e 01 CD com o índice do catálogo. Os documentos possibilitam acompanhar a trajetória da igreja católica na região, no período de 1756 a 1956. Entre os arquivos estão registros de batismo, casamento e óbito; correspondências do Vaticano; documentos sobre personalidades eclesiásticas, associações, asilos e irmandades religiosas; bulas papais e processos de divórcio.
Três mídias foram dedicadas a fotos da vida cotidiana da igreja e da cidade no século XIX. Entre elas, revela Maria Adenir, está uma foto de Santos Dumont com dedicatória para o arcebispo, fotos de Dom Aquino Correia com personalidades como o ex-presidente Getúlio Vargas e da sua família.
Mais informações com a editora (65) 3615 8322.
Lei também deve mexer nas férias escolares de 2014
A comissão especial da Câmara que discute a Lei Geral da Copa começou a analisar nesta terça-feira o substitutivo apresentado pelo relator do projeto, o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP).
A discussão e a votação, porém, foram adiadas porque o relator fez algumas alterações no texto. A mais significativa diz respeito ao consumo de bebidas alcoólicas nos estádios. Vicente Cândido retirou do substitutivo o artigo que liberava permanentemente a venda de bebida alcoólica nos estádios de futebol. A liberação, agora, de acordo com o projeto proposto, só vale durante os jogos da Copa do Mundo de 2012.
Outra mudança feita pelo deputado do PT de São Paulo, em relação ao substitutivo apresentado na semana passada, foi retirar os idosos do grupo que terá direito a ingressos de R$ 50. Agora, o texto de Vicente Cândido prevê que apenas estudantes, indígenas e beneficiários do Bolsa-Família terão acesso aos 300 mil ingressos com preço menor.
Segundo a Agência Câmara, a discussão e a votação do parecer deverão ocorrer até quinta-feira (15).
Férias escolares diferentes em 2014
Um dos temas a serem apresentados também será a antecipação do ano letivo em 2014, para que os alunos das redes pública e privada já estejam de férias dia 12 de junho, quando a Copa do Mundo começa em São Paulo. As aulas começariam em 20 de janeiro, parariam em 10 de junho e seriam reiniciadas dia 21 de julho, já com o Mundial encerrado – acaba em 13 de julho, no Rio de Janeiro.
Abertas inscrições para 12,5 mil bolsas de estudo no exterior
iG Sao Paulo
Começaram nesta terça-feira, dia 13, as inscrições para alunos de graduação interessados em passar um ano fora do País. A presidenta Dilma Rousseff lançou, em Brasília, os editais que vão selecionar 12,5 mil universitários com bolsa de estudo da modalidade sanduíche nos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Itália e França. O prazo para concorrer termina no dia 15 de janeiro. Na solenidade, a presidenta também assinou decreto que regulamenta o programa Ciência sem Fronteiras, que vai conceder ao todo 101 mil bolsas até 2014.
O Ciência sem Fronteiras vai beneficiar estudantes e pesquisadores das áreas de ciências básicas, engenharia e tecnologia, nas modalidades graduação-sanduíche, educação profissional e tecnológica e pós-graduação (doutorado-sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado). Segundo a presidenta, o desafio lançado há 140 dias foi transformado em realidade. Do total de bolsas a serem concedidas, 75 mil serão financiadas pelo governo e 26 mil pela iniciativa privada, conforme Dilma havia pedido no lançamento do programa em julho. Colaborarão com o projeto instituições como Febraban, CNI, Petrobras, Vale entre outras.
Nesta terça-feira, foram anunciados os nomes dos primeiros 1.500 alunos de graduação beneficiados com bolsas para os EUA. A chamada pública coordenada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) em caráter experimental recebeu 7.007 inscrições. Os primeiros 841 embarcam em janeiro de 2012 e os demais seguirão em julho para curso de idioma.
Os critérios para seleção para as bolsas diferem em cada edital, mas têm pontos em comum. Os candidatos de graduação devem ter no mínimo 600 pontos no Enem e ter bom desempenho acadêmico. Prêmios em olimpíadas escolares e participação em projetos de iniciação científica também contam pontos. Para Dilma, o programa valoriza o mérito, mas vai garantir também que estudantes que não são de classes abastadas não sejam prejudicados. Para isso, uma série de ações serão realizadas para auxiliar estudantes a superarem a barreira da língua estrangeira, como cursos em universidades federais e, para os selecionados, aulas no exterior.
“Esse é um programa que tem na base critérios essenciais. Primeiro, o mérito. E segundo, para aqueles que têm mérito, vamos dar oportunidades para dar acesso à segunda língua”, explicou.
Áreas prioritárias
Para o presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), João Luiz Martins, os universitários estão animados com o programa. Desde julho, segundo ele, as federais têm recebido pedidos dos estudantes para aderirem ao projeto. Ele lamenta, no entanto, que não haja oportunidades para os alunos das áreas de ciências humanas.
“Entendemos que as áreas para as bolsas foram definidas de acordo com a urgência do País, mas será necessário ampliar as oportunidades também para as áreas de humanas. Teremos de criar alternativas”, defende.
Dilma, em seu discurso, falou sobre os motivos que levaram o governo a eleger as áreas exatas como prioridade do programa. Segundo ela, o Brasil precisa produzir ciência e tecnologia para “garantir a elevação da competitividade da nossa economia”.
“Sei também da importância das áreas humanas na formação de um pensamento generoso e da constituição da nossa própria nação. Nós, agora, estamos fazendo aquele esforço nas áreas em que precisamos, com urgência, mais, que são as áreas das ciências exatas, das ciências da informação, das ciências médicas, enfim, das áreas que aqui no Brasil nós chamamos de ciências exatas”, diz.
Atração de cientistas
Além de enviar estudantes brasileiros para o exterior, o Ciências Sem Fronteiras também vai trazer estrangeiros ou brasileiros que atuam em outros países para o Brasil através de dois programas. O primeiro, o projeto chamado Atração de Jovens Talentos, pretende atrair e fixar jovens pesquisadores residentes no exterior, preferencialmente brasileiros, que tenham destacada produção científica e tecnológica. A partir desta sexta-feira, os interessados poderão apresentar projetos de pesquisas (ligados a programas de pós-graduação ou órgãos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação) para disputar as bolsas de R$ 7 mil mensais (durante um a três anos).
O outro, Pesquisador Visitante Especial, prevê a oferta de bolsas de intercâmbio para pesquisadores de alto nível que tenham destaque nas áreas que atuam. A proposta é mantê-los no País por, no máximo três anos, oferecendo auxílios mensais de R$ 14 mil e ajuda de custo para a pesquisa de até R$ 50 mil por ano de projeto. As propostas também poderão ser apresentadas a partir de sexta-feira e vão até 15 de fevereiro.
Inscrições pela internet
As informações sobre as bolsas e as exigências para concorrer estão no site do programa Ciência sem Fronteiras. No mesmo endereço, interessados em se candidatar devem preencher formulários e enviar documentação em formato PDF.
*Colaborou Priscilla Borges, iG Brasília
11 estudantes de escolas públicas ganham bolsa de estudo no exterior
Onze alunos de escolas públicas de todo o Brasil foram selecionados pelo AFS Intercultura Brasil para ganhar uma bolsa de estudos.
Os países onde eles farão intercambio são Argentina, China (Hong Kong), Costa Rica, Eslováquia, Hungria, México, Panamá, República Dominicana, República Tcheca, Tailândia e Turquia.
O critério para se candidatar a bolsa era que fossem estudantes do ensino médio de escolas públicas, com idade entre 14 e 17 anos, com excelente desempenho escolar e renda familiar comprovada de até quatro salários-mínimos.
A bolsa de estudo corresponde a um ano letivo do ensino médio e o embarque acontecerá no primeiro ou segundo semestre de 2012, dependendo do destino.
Na bolsa oferecida estão inclusos: suporte 24 horas durante o intercâmbio; orientação antes, durante e após a experiência; passagem internacional de ida e volta; hospedagem e alimentação em casa de família voluntária; seguro saúde com cobertura de até 1 milhão de dólares; transporte casa-escola-casa; material escolar, matrícula e mensalidade escolar.
O carioca Jonantan Ricardo, de 16 anos, mora em Benfica com os pais e uma irmã mais nova. Nunca saiu do País e o máximo de tempo que passou longe dos seus pais foram cinco dias em São Paulo. Agora se prepara para viver um ano no Panamá – segundo ele, “é um sonho virando realidade”. Esse sonho começou a tomar forma quando seu professor de línguas neolatinas lhe informou do programa de intercâmbios da AFS.
Jonantan tem planos de, no futuro, virar um diplomata ou trabalhar na área de educação como professor. “É tanta coisa que eu quero fazer que eu nem sei”, mas o que ele sabe é que esse intercâmbio é o primeiro passo na direção desse futuro. Vou virar um cidadão do mundo!”.
Carolina Araújo Neves, tem 14 anos e está cursando o 1º ano do ensino médio. Ela mora com os pais e o irmão mais novo em São Luiz dos Montes Velhos, Goiás, e, em fevereiro, se muda para Argentina. Carol não conhecia muita coisa da Argentina antes de ser aceita no programa e ainda não fala espanhol, “mas, assim que soube da bolsa, já entrei na internet para saber sobre a Argentina e agora comecei a aprender umas coisinhas básicas de espanhol”, garante
.
A maior preocupação da estudante é superar a timidez: “eu sei que isso vai ser uma barreira, mas eu vou tentar me soltar mais, talvez com o tempo lá, conforme eu for conhecendo as pessoas”, diz.
Tecnologias educacionais podem ser inscritas até 20 de janeiro
O Ministério da Educação (MEC) recebe, até 20 de janeiro de 2012, inscrições de recursos tecnológicos para o ensino básico (tecnologias educacionais) que tratem da educação integral e integrada da escola com seu território. A iniciativa visa a pré-qualificar tecnologias com potencial de utilização no desenvolvimento e no apoio aos processos educacionais em escolas urbanas e rurais.
As inscrições estão abertas para pessoas físicas ou jurídicas, de direito público ou privado. A avaliação das tecnologias será realizada por um comitê técnico-científico, sob a coordenação do MEC e do Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Tecnologias educacionais, segundo o edital de pré-qualificação das tecnologias, são recursos, ferramentas e materiais aliados a uma proposta pedagógica que evidencie sólida fundamentação teórica e coerência metodológica. Esse material deve auxiliar gestores e professores a tomar decisões sobre a adoção de recursos técnicos que contribuam para a melhoria da educação básica. As propostas pré-qualificadas farão parte do Guia de Tecnologias Educacionais do MEC.
No edital, são relacionadas dez áreas de interesse, todas na perspectiva da educação integral e integrada em jornada ampliada: acompanhamento pedagógico; investigação no campo das ciências da natureza; cultura e artes; esporte e lazer; cultura digital; educação econômica; comunicação e uso de mídias; educação ambiental; direitos humanos e promoção da saúde.
Para orientar os interessados, o edital contém um cronograma de execução. De 12 de dezembro deste ano a 20 de janeiro de 2012, apresentação das propostas; de 23 a 26 de janeiro, instalação da comissão avaliadora; de 27 de janeiro a 14 de fevereiro, pré-análise dos projetos; de 5 de março a 27 de abril, avaliação das propostas; em 14 de maio, homologação dos resultados; de 15 a 29 de maio, período para recursos; em 29 de junho, divulgação dos resultados.
Os interessados em enviar propostas devem fazer cadastro e preencher os dados em formulário eletrônico específico informado no item 6 do edital.
Intenção de Natal
Muito embora o Natal não seja comemorado por muitas pessoas, o convívio social tornou a ocasião, para àqueles que têm outros credos ou simplesmente não curtem o apelo comercial da época, uma prática quase obrigatória, difícil de não se envolver.
No entanto, ainda que você não curta muito o período de festas, veja como se valer da história e da tradição Natalina e aproveitar o momento para levar a sua intenção ao Universo, independente de religião ou crença.
De acordo com algumas tradições, o Natal não é, como costumamos pensar, uma festa cristã, mas sim uma comemoração criada pela igreja para competir com antigos festivais pagãos. No hemisfério norte, membros de ordens pagãs sempre comemoram o Solstício do Inverno, época do ano quando os dias são menores e as noites mais longas. Os Romanos pagãos chamavam esta comemoração de “Saturnália”, em honra ao Deus Saturno.
As festividades tinham início em meados do mês de dezembro e se estendiam até primeiro de janeiro. O dia 25 de dezembro era comemorado como o “Dia do Nascimento do Sol”, quando, gradualmente, os dias se tornavam mais longos e o Sol readquiria sua dominância. Entre as comemorações destacavam-se os banquetes, visita aos amigos e troca de presentes de boa sorte ou “frutas da sorte”. A entrada das moradias Romanas era decorada com guirlandas e árvores verdes enfeitadas com velas acesas.
No entanto, à medida que o cristianismo se espalhava a igreja foi se tornando cada vez mais preocupada com o número de cristãos adeptos às comemorações da Saturnália, e em 350 A.D. o Bispo de Roma, Julis I, selecionou o dia 25 de dezembro para a comemoração do natal. Mais tarde, em 375 A.D., a data foi oficializada como o dia do nascimento de Cristo.
Já os Escandinavos, após rigoroso inverno com longos períodos de escuridão, comemoravam o reaparecimento do sol com grandes festivais e enormes fogueiras. Em algumas regiões, eles amarravam maçãs aos galhos das árvores como um lembrete de que a primavera e o verão retornariam.
Ora, ao observar a história e algumas tradições passadas vemos que o que hoje conhecemos e entendemos como sendo uma festa estritamente ligada à religião cristã não é bem assim. A data, 25 de dezembro, pode, perfeitamente, ter um sentido muito mais amplo e abrir espaço para que cada um de nós, sem importar a origem cultural ou social, crie a sua própria festa e Intenção de Natal. O que importa não é a crença popular, mas sim aquilo que você acredita e pode criar ao seu redor: uma energia de amor, paz, alegria e de esperança.
Assim como os Escandinavos, nós também podemos amarrar, por exemplo, bolas de intenção de natal ou desejos de natal em árvores verdes e colocar, em cada bola, uma mensagem com o nosso intuito ou vontade. O universo adora símbolos e nos retribuirá se soubermos manter o foco. Além do que as mensagens servirão, ao longo do ano, como pequenos lembretes dos nossos sonhos e desejos.
Assim sendo, não fique só ou se prive desta festa que também pode ser sua. Se você crê em Deus, faça a sua prece e comemore o nascimento de Cristo. Mas se a sua crença for outra, aproveite a ocasião e a energia do verão, que tem início no dia 22 de dezembro, e faça a sua a própria festa. Reveja o ano que passou e elabore a sua Intenção de Natal para o novo ano que se aproxima. Afinal, o que conta mesmo é o que você acredita! Feliz Intenção de Natal a todos!
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Rosanne Martinsrosannemartins@aol.comEscritora e palestrante motivacional.
Para garantir piso de professores, PEC prevê repasse maior da União ao Fundeb
A Proposta de Emenda à Constituição 76/11, do deputado André Moura (PSC-SE), obriga a União a aumentar sua participação no Fundeb para 50% quando o estado ou município comprovar insuficiência financeira para pagar o piso salarial nacional dos professores. Atualmente, o governo federal tem de contribuir com 10% dos recursos que formam o fundo.
Segundo a Agência Câmara, pela proposta, o percentual de 50% deverá valer durante um período de cinco anos. “Nesse prazo, se espera que os entes federados ajustem seus respectivos planos de carreira”, afirma André Moura.
Aprovado no Congresso há mais de três anos, a lei que prevê o pagamento mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública por 40 horas semanais (Lei 11.738/08) até hoje não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da federação.
Os recursos do Fundeb são distribuídos de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. Pelo menos 60% dos recursos do fundo são usados no pagamento dos salários dos professores.
Inicialmente, a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja aprovada, seguirá para análise de uma comissão especial a ser criada para esse fim.
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Firmados 23 convênios para oferta de 56 mil vagas
A relação de instituições conta com institutos federais de educação, ciência e tecnologia; os serviços nacionais de Aprendizagem Comercial (Senac) e Industrial (Senai), ambos do Sistema S; universidades federais e Colégio Pedro II do Rio de Janeiro. Algumas já iniciaram ou darão início, até o fim do ano, à oferta de cursos de formação inicial e continuada, de curta duração — entre 160 e 400 horas-aula. A partir de janeiro haverá novos repasses de recursos, de acordo com os convênios a serem firmados.
O Pronatec oferece um conjunto de ações para ampliar e democratizar a oferta de vagas na educação profissional. A meta é beneficiar até 8 milhões de pessoas com cursos técnicos oferecidos pela Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, redes estaduais, Sistema S, redes particulares e entidades particulares sem fins lucrativos. A seleção dos estudantes cabe às secretarias estaduais de educação, que os encaminha para matrícula nas instituições que oferecem as vagas.
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Professores receberão prêmio por experiências inovadoras
Um grupo de 39 professores da educação básica pública de 18 estados receberá na quarta-feira, 14, em Brasília, o prêmio Professores do Brasil. Cada educador ganhará R$ 5 mil. À escola na qual o professor desenvolve o projeto serão entregues equipamentos audiovisuais ou de multimídia no valor de R$ 2 mil. A solenidade de premiação será realizada no auditório do MEC, às 10 horas.
Nesta quinta edição, à qual concorreram 1,6 mil trabalhos, o prêmio conta com educadores de cinco estados da região Norte (Amazonas, Rondônia, Pará, Tocantins e Acre); cinco do Nordeste (Bahia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Alagoas e Ceará); dois do Centro-Oeste (Goiás e Mato Grosso do Sul); dois do Sul (Paraná e Rio Grande do Sul) e os quatro do Sudeste (Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro).
Entre os estados com maior número de experiências vencedoras aparecem Goiás, com seis trabalhos, São Paulo e Paraná, com quatro cada um, e Amazonas, com três.
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Para garantir piso de professores, PEC prevê repasse maior da União ao Fundeb
A Proposta de Emenda à Constituição 76/11, do deputado André Moura (PSC-SE), obriga a União a aumentar sua participação no Fundeb para 50% quando o estado ou município comprovar insuficiência financeira para pagar o piso salarial nacional dos professores. Atualmente, o governo federal tem de contribuir com 10% dos recursos que formam o fundo.
Segundo a Agência Câmara, pela proposta, o percentual de 50% deverá valer durante um período de cinco anos. “Nesse prazo, se espera que os entes federados ajustem seus respectivos planos de carreira”, afirma André Moura.
Aprovado no Congresso há mais de três anos, a lei que prevê o pagamento mínimo de R$ 1.187 a professores da educação básica pública por 40 horas semanais (Lei 11.738/08) até hoje não é cumprida em pelo menos 17 das 27 unidades da federação.
Os recursos do Fundeb são distribuídos de acordo com o número de alunos da educação básica, com base em dados do censo escolar do ano anterior. Pelo menos 60% dos recursos do fundo são usados no pagamento dos salários dos professores.
Inicialmente, a PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Caso seja aprovada, seguirá para análise de uma comissão especial a ser criada para esse fim.
Oferta vai abranger mais 14 mil escolas urbanas prioritárias em 2012
De acordo com a diretora de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC, Jaqueline Moll, o Mais Educação atenderá no próximo ano aproximadamente 4,5 milhões de estudantes e estará presente em cerca de 3,5 mil municípios, consideradas as 14,9 mil escolas públicas urbanas de ensino fundamental que hoje estão no programa e as novas adesões — o MEC espera contar com pelo menos dez mil novos estabelecimentos de ensino.
Essa expansão também compreende unidades escolares dos territórios do programa Brasil sem Miséria. Nesses territórios, a população carente participa de ações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). O coordenador de ações educacionais complementares da SEB, Leandro Fialho, explica que nos territórios do Brasil sem Miséria estudam mais de 50% dos alunos beneficiários do programa Bolsa-Família, especialmente nas regiões Nordeste e Norte. Esse público, segundo Fialho, é prioritário nos programas do governo federal e passará a ser atendido também por programas de educação integral. As escolas dos territórios foram definidas pelo MEC e pelo MDS.
De acordo com Jaqueline Moll, a ampliação da educação integral atende a meta número 6 de projeto de lei que institui o Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional em dezembro de 2010. A meta prevê a oferta de educação em tempo integral em 50% dos estabelecimentos públicos de educação básica urbanos e rurais até 2020.
Adesão — As escolas pré-selecionadas que aderirem ao Mais Educação devem incluir dados cadastrais no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec). O acesso depende de senha, fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Ao aderir, a escola deve informar dados como o número de estudantes a serem atendidos e as atividades oferecidas a eles.
As escolas que já participam do programa e pretendem continuar com a parceria em 2012 devem apresentar planos de trabalho ao MEC, pela internet, a partir do dia 15 próximo.
As unidades de ensino que aderirem ao Mais Educação receberão recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) do FNDE. Os valores são depositados em contas-correntes das escolas, em cota única, para uso na aquisição de materiais, custeio de atividades e pagamento de transporte e alimentação dos monitores. Em média, cada unidade recebe R$ 37 mil para aplicar nos dez meses letivos.
Campo — No próximo ano, a expansão do Mais Educação deve incluir, pela primeira vez, escolas de ensino fundamental no campo. De acordo com Jaqueline Moll, estudos preliminares do MEC indicam a possibilidade de ingresso de 5 mil escolas da área rural na educação integral.
Reunião — De terça-feira, 13, até quinta, 15, a SEB promoverá reunião técnica, em Brasília, sobre os programas Mais Educação e Ensino Médio Inovador. Cerca de 300 coordenadores vão discutir a expansão da educação integral em escolas urbanas e do campo e nos territórios do Brasil sem Miséria. Também será debatida a forma pela qual os estudantes vinculados ao Ensino Médio Inovador vão participar da educação integral. No próximo ano, o ensino médio inovador será oferecido a estudantes de 17 estados e no Distrito Federal.
Confira a relação de escolas urbanas pré-selecionadas
Ionice Lorenzoni
Para Marcos Pontes, torneio como os de robótica, lançamento de foguetes
G1
Vanessa Fajardo/G1
Jovens com idades entre 9 e 15 anos participam, neste sábado (10) e domingo (11), de um dos maiores torneios de robótica do mundo. O First Lego League (FLL) tem como foco a ciência e a tecnologia. O evento está sendo realizado no Ginásio Poliesportivo da Secretaria de Educação de Pernambuco, no bairro da Várzea, no Recife. Essa é a etapa regional do torneio, que reunirá também equipes de outros estados próximos do Nordeste. Um convidado especial estará, neste sábado, incentivando os participantes. O primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, fará uma palestra no início da tarde sobre “A importância da educação”.
Para Marcos Pontes, torneio como os de robótica, lançamento de foguetes, atividades com radioamadores, onde estudantes participam e existe um desafio, é uma ótima maneira de incentivar a carreira em ciência e tecnologia, um dos seus objetivos no Brasil. “Eu tenho a Fundação Astronauta Marcos Pontes, que se propõe a incentivar jovens para a carreira nessa área tecnológica e, ainda, trazer esse tipo de conhecimento para dentro do ensino fundamental”, explica.
O astronauta participa de uma conversa, das 13h às 15h, com os participantes. “É muito importante essa interação, saber dos desejos deles...É importante se colocar à disposição para falar sobre carreira ou as possibilidades dentro da área”, diz. Pontes conta que muitos estudantes acham que para ser astronauta tem que estudar em escola cara, ter dinheiro, o que para ele tudo depende, principalmente, da educação. “Sou filho de um servente e quero mostrar para eles que através da educação você pode realizar tudo, ela é a chave do sucesso”, acredita.
Marcos Pontes é embaixador de algumas instituições internacionais, entre elas a First, uma ONG americana que tem como um dos principais apoiadores a Nasa. “Essa organização foi instituída em um período de queda de interesse por parte dos jovens pela ciência e tecnologia. Então, o governo americano resolveu criar a First no intuito de utilizar a robótica para incentivar os jovens a seguirem essa carreira”, conta.
Os classificados no torneio regional seguirão para a etapa nacional em São Paulo, no início de 2012, que por sua vez classificará para o mundial. Participam do FLL, escolas, instituições públicas e privadas, ONGs e grupos independentes, com equipes de quatro a dez componentes. Os times são acompanhados por um adulto, podendo ser professor, profissional, pai ou estudante universitário. Os candidatos passam por três desafios: projeto de pesquisa, projeto do robô e o desafio de missões.
As equipes realizaram trabalhos relacionados ao tema deste ano “Body Forward”. Os jovens vão mostrar como explorar o mundo da engenharia biomédica, descobrindo maneiras inovadoras de reparar lesões, superar predisposições genéticas e maximizar o potencial do corpo humano.
A última edição do evento no Recife foi realizada em 2009 no Espaço Ciência. No início deste ano, a equipe de Pernambuco foi a única representante brasileira no FLL mundial, realizado no Missouri, nos EUA, e conquistou o terceiro lugar.
Criança que faz pré-escola aprende melhor matemática e reduz atraso escolar, diz estudo
A criança que faz pré-escola aprende melhor matemática e português e tem menor atraso escolar. Esse é um dos resultados que consta do estudo Impactos da Pré-Escola no Brasil, conduzido por André Portela Souza, coordenador do Centro de Microeconomia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV).
No estudo, que teve como base dados da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicados em 2005, Portela faz a estimativa de que a criança que é colocada na pré-escola apresenta, em média, redução no atraso escolar de 1,2 ano e aumento na proficiência de matemática de 0,47 desvio padrão, o que corresponderia, segundo ele, a três anos a mais de escolaridade.
“É como se fosse quase cerca de um ano a mais de escolaridade no aprendizado: a criança que faz [a pré-escola] tem um ano a mais em termos de conteúdo quando chega à 4ª série”, disse Portela, durante apresentação de seu trabalho hoje (12), em São Paulo.
Segundo ele, em 2005, havia cerca de 10 milhões de crianças de 4 a 6 anos de idade no Brasil. Dessas, 7,1 milhões frequentavam a pré-escola, o que corresponde a 72% do total. Nesse mesmo ano, o país destinava 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação. No entanto, a maior parte dos gastos era destinada para a educação superior. De acordo com ele, em 2005, o país destinava 120% de sua renda per capita para cada aluno do ensino superior e apenas 10% de sua renda per capita para cada aluno de pré-escola. “Investimentos educacionais na infância têm impactos duradouros”, diz o pesquisador.
Um resumo do estudo sobre o impacto da pré-escola no Brasil pode ser lido no livro Aprendizagem Infantil – Uma abordagem da Neurociência, Economia e Psicologia Cognitiva, coordenado por Aloísio Araújo e lançado pela Academia Brasileira de Ciências. Na apresentação da obra, Araújo postula que, “para corrigir as desigualdades educacionais e permitir um maior desenvolvimento econômico através da incorporação de um número maior de adolescentes em faixas mais elevadas de educação, é preciso fazer intervenções na fase mais precoce da criança”.
Uma série de estudos internacionais e nacionais desenvolvidos na área da educação foram apresentados na manhã de hoje (12), na FGV, durante o workshop Impactos da Educação Infantil: O Que nos Diz a Evidência Empírica. Em todos os estudos apresentados, a conclusão é pela importância de se investir na educação infantil.
domingo, 11 de dezembro de 2011
DEPOIMENTO - José Pacheco
"No meu percurso escolar, houve quatro pessoas que recordo com ternura"O educardor português relembra os seus professores mais marcantes
O educardor português relembra os seus professores mais marcantes
22/11/2011 17:57
Educar para crescer
José Pacheco coordena a Escola da Ponte, instituição que se notabilizou pelo projeto educativo inovador, baseado na autonomia dos estudantes No meu percurso escolar, houve quatro pessoas que recordo com ternura. O primeiro foi um professor padre, que me ensinou a pergunta fundadora de toda a pedagogia: O que quereis aprender? E, porque era homem de questionar em tempo de Ditadura, de padre e professor passou a "clandestino", por ser considerado "jacobino". E eu, que desconhecia o significado da palavra jacobino, logo fui ao dicionário. A última herança que esse padre-professor me deixou foi a inquietação que me conduziu ao primeiro passo de uma aprendizagem que também lhe fiquei a dever.
Também tive um professor-poeta (todos o são, mas este publicava poesia). Acendeu trilhos poéticos que me levaram muito para lá dos versos que convencem os adolescentes de que são poetas. Foi o primeiro professor a mostrar-me o que não cabe nas palavras, a guiar-me pelas palavras que estão para lá das palavras e das ideias que as palavras ocultam. Provocou deslumbramentos perante Caeiro e solenidade perante os primeiros versos da Sophya. Desocultou poetas malditos e resgatou um Camões que andava naufragado em fastidiosas dissecações de decassílabos.
Aos dezoito anos, apaixonei-me pela professora de Francês, logo à primeira (amor platónico, como é bom de ver!). Era uma mulher fantástica, que se envolvia no que ensinava. Interrogava as nossas vidas na língua de Voltaire e de Vian. As suas perguntas, feitas em catadupa, levavam-nos a novas descobertas e à descoberta de nós. Só muito mais tarde consegui entender o que aconteceu. As suas aulas - que eram mais uma espécie de liturgia - produziam em mim um efeito mágico, e eu para ali ficava a contemplá-la, automaticamente absorvendo tudo o que ela dizia, antropofagicamente exaurindo tudo que ela era. Numa alquimia dos sentidos, de que só ela conhecia os segredos, mais do que a amá-la, levou-me a amar a cultura francesa: Camus, Yourcenar, Eluard, Piaf
Finalmente, evoco o professor que me "desviou" da Electrotecnia para a Pedagogia. Lograva conciliar duas características aparentemente incompatíveis: era exigente, pois a escola é estudo e esforço; transbordava afecto, porque uma escola sem vínculos afectivos é um redil de eunucos. Era um praticante convicto do que se convencionou chamar "ensino tradicional". Durante alguns anos, também eu fui um professor "tradicional". E orgulho-me de o ter sido. Preparava as minhas aulas com rigor, acreditava ser aquele o melhor modo de ensinar. Isto, antes de conhecer outros modos
No seu tempo, o professor Lobo foi alvo de depreciação e de calúnias. Creio ser sina dos inovadores esta de serem vilipendiados. O que fez com que alterasse as suas práticas, ao cabo de dezenas de anos de "tradicional puro e duro", foi a pergunta que um aluno lhe dirigiu: Professor, porque me castigas? Porque não me ensinas? O professor Lobo passou por uma profunda revisão de vida - escutei-o, numa das suas últimas palestras, em 1969 -, transmutou o autoritarismo (típico das escolas da Ditadura) em autoridade. Os alunos passaram a chamar-lhe "mestre" e a tratá-lo na segunda pessoa do singular, numa saborosa mistura em que o afecto não se confundia com languidez.
O professor Lobo não mitigava os afectos. Manifestava-os. Estava ali, inteiro, no dia em que o conheci. Por isso, pude encontrá-lo. Foi na luminosa verdade daquele ser que eu encontrei o meu caminho.
Quando falo de afecto, eximo-me de um idealismo piegas, para o abordar como Freneit o entendia: para aprender, transformar e viver é preciso fechar as fronteiras entre o intelectual e o afectivo, entre o brincar e o desafio.
Portugal deveria conhecer e orgulhar-se dos anónimos construtores de saberes e de afectos, como o professor Lobo. Deveria celebrar a memória de mestres como Agostinho da Silva, que dizia que professor é o que sabe e o que ama.
José Pacheco é coordenador e idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, uma das insitutições de ensino mais vanguardistas do mundo. É specialista em Música e em Leitura e Escrita e mestre em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.
Atividades de leitura para a infância e a juventude
Armanda Zenhas
Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações.
Quando se fala de leitura infanto-juvenil, penso que será pertinente falar-se de leitura, de leitura para e de leitura com, cada um dos três tipos com atividades específicas.
Chamaria leitura, simplesmente leitura, a todas as atividades de leitura autónoma, seja recreativa, para investigação, para estudo ou para qualquer outro fim. Leitura para e leitura com implicam a intervenção e a colaboração de pelo menos duas pessoas: a criança e um adulto (professor ou familiar). Leitura para, como o nome pressupõe, é uma atividade em que alguém lê para outra(s) pessoa(s). Leitura com, tendo a participação de um mínimo de duas pessoas, implica uma participação ativa de todas. Qualquer destes três tipos de leitura pode ocorrer em diferentes idades, desde o nascimento até à adolescência, tendo em conta apenas as faixas etárias a que nos referimos neste artigo.
Então pode começar-se a ler autonomamente desde que se nasce? Como, se não se conhece o código escrito? Quando um bebé brinca com um livro de pano e se diverte a experimentar as diferentes texturas ou a produzir os vários sons que ele proporciona, está a manipular um livro, a virar as suas páginas, a utilizá-lo para criar sentido e o tornar significativo. Com o passar do tempo, a criança vai conseguir ver as figuras de um livro e criar uma história a partir delas, o que é, à sua maneira, e de forma adequada para o nível etário, ler. Se esse livro já foi lido para ela, por exemplo, pelos pais, ser-lhe-á ainda mais fácil recriar a história que já ouviu e ir-se apercebendo de que aqueles caracteres que ainda não consegue descodificar transportam essa narrativa. Com a entrada na escola e a aprendizagem da leitura, a criança poderá, finalmente, começar a fazer uma leitura no sentido tradicional do termo. Existe uma grande variedade de livros, com texto mais ou menos longo, ou até mesmo apenas com palavras associadas a imagens ou com pequenas frases. Uma seleção cuidada dos livros a oferecer a uma criança poderá ajudar a que ela consiga ler autonomamente, o que, além do prazer associado à leitura, contribuirá para a tornar uma leitora mais motivada e mais competente, sendo cada livro, com texto cada vez um pouquinho mais longo, um novo desafio.
Ler para é uma atividade que pode ser iniciada mesmo antes do nascimento, com a mãe a ler para o filho que sente dentro de si. Quando a criança nasce, desde pequena que aprecia ouvir ler e contar histórias. As histórias tradicionais, as lengalengas, as rimas têm vindo a passar de geração em geração e continuam a encantar os mais miúdos e os mais graúdos (nos quais me incluo). Quando a criança começa a aprender a ler, pode deixar de ser o sujeito passivo da atividade de "ler para" e passar a ser um sujeito ativo, lendo para os seus pais. É essencial escolher bem o texto, para que o grau de dificuldade seja adequado e o desafio não seja excessivo. Ler alto para ouvintes interessados e carinhosos é uma atividade enriquecedora que pode contribuir para o desenvolvimento de competências de leitura, como por exemplo a fluência e a entoação.
Ler com pode acontecer também desde muito cedo e, frequentemente, mistura-se com "ler para". Quando lemos uma história aos mais pequenos, tendemos a solicitar a sua participação, fazendo-lhes perguntas ou pedindo-lhes que reproduzam o som das personagens: "Então apareceu um cão: Como faz o cão?", "Nesse momento, apareceu o lobo mau. O que é que ele disse ao porquinho do meio?". Quando a criança começa a aprender a ler, ou se for mais velha e tiver ainda dificuldades na leitura, estas atividades podem ajudá-la a desenvolver competências de leitura e autoconfiança nas suas capacidades. Se a mãe ou o pai se sentarem com o seu filho em torno de um texto curto, podem desenvolver algumas atividades lúdicas de leitura: cada um lê uma frase da história; o adulto lê primeiro uma frase e a criança repete-a; o adulto lê uma frase com um erro e a criança repete-a corrigindo o erro (Ex.: O adulto lê "O boi cruzou-se com o cão." A criança repete e corrige "O boi cruzou-se com o cavalo."); as duas atividades anteriores, sendo feita a leitura de várias frases ou de um parágrafo; recorte dos parágrafos de uma história e reconstrução da história, lendo cada elemento da família o(s) parágrafo(s) que lhe coube(ram).
Quando se sabe ler bem e se desenvolveu o hábito, ler é um prazer que sabe bem ter cultivado. O percurso para adquirir esse hábito é igualmente um prazer e pode ser um prazer partilhado. Na leitura podem-se encontrar/reencontrar as gerações. Pais e filhos, avós e netos, para todos há espaço no mundo das letras e dos livros.
