domingo, 17 de abril de 2011

Cidadania, Educação, Solidariedade e Ética em escolas cearenses

Por: Valeska Andrade

Como forma de estimular valores como Cidadania, Educação, Solidariedade e Ética em escolas cearenses, o prêmio Construindo a Nação, promovido pelo Instituto da Cidadania Brasil em parceria com o Serviço Social da Indústria, premiou no último dia 31 de março, educadores e alunos em quatro categorias: Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A premiação contou com apresentações culturais de estudantes, educadores e pessoas da comunidade onde estão inseridas as escolas. O presidente da FIEC, Roberto Macêdo, reiterou o compromisso da FIEC com práticas cidadãs e éticas. “Quando tratamos de educação, todos nos tornamos anfitriões nesta casa”, afirmou.

O presidente da FIEC ressaltou ainda a importância de incentivos como o prêmio Construindo a Nação. “É importante que seja estimulada a autonomia dos estudantes, que, mobilizados, mostram que são agentes e protagonistas da História”, frisou. Para Roberto Macedo, o prêmio vem estimulando a participação e o desenvolvimento de projetos sociais com o objetivo de disseminar no estado o reconhecimento de iniciativas que persistem na incansável busca da melhora dos indicadores sociais.

O Colégio Marista, de Aracati, ficou em 1 ° lugar na categoria Educação Infantil, por realizar o projeto Fórum Maristinha de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes, que envolveu 175 alunos, de janeiro de 2009 a dezembro de 2010. A partir da observação do alto número de casos de violência contra crianças e adolescentes no município (537 atendimentos de 2007 a 2009) de características turísticas, educadores e assistentes sociais da escola criaram o projeto com o objetivo de combater a violência sexual rompendo o silêncio e buscar alternativas capazes de transformar a realidade local.

A escola realizou palestras com pais e educadores sobre a temática e mobilização nas ruas para sensibilizar a sociedade, além de promover trabalhos práticos com as crianças através de contação de histórias, músicas, debates e apresentações culturais.

Na categoria Ensino Fundamental, a escola vencedora foi a EMEIF Mariêta Guedes, de Fortaleza, com o projeto Sou Craque na Luta contra as Drogas. A escola tem 1056 alunos e está localizada no Parque Santa Rosa, área de extrema pobreza e alto índice de criminalidade. Educadores observaram que as crianças passavam grande parte do tempo nas ruas e decidiram, então, fazer valer a função social da escola dando opção aos estudantes.

O objetivo foi realizar trabalho coletivo com base na diminuição dos usuários de drogas através de práticas esportivas. Foram realizadas visitas de agentes de saúde à comunidade e aos locais de vendas de drogas para conscientização de crianças e jovens e realização de palestras sobre o tema com estudantes e familiares. Os resultados foram além do esperado. De acordo com o diretor, Carlos Almeida, os alunos tornaram-se multiplicadores e agentes no combate às drogas e atualmente, cerca de 100 alunos praticam judô e cinco desses estão no ranking nacional do esporte e representarão o estado em competições nacionais este ano.

O projeto Gincana Cultural, da escola EEFM José de Alencar, de Fortaleza, realizado de janeiro de 2009 a março de 2010, foi o vencedor da categoria Ensino Médio. Com o objetivo de e stimular a aprendizagem por meio da disciplina escolar, do protagonismo juvenil e da interação com a comunidade, a escola desenvolveu atividades de escultura, produção de vídeos e peças de teatro, gincanas educacionais, mutirões de limpeza, palestras, arrecadação e doação de alimentos a instituições carentes e atividades de reciclagem.

Na categoria Educação de Jovens e Adultos (EJA) a escola vencedora foi o CEJA Donaninha Arruda, de Baturité, que desenvolveu o projeto Musicalidade, que consistia na interação com a comunidade escolar através de ensaios e desenvolvimento de apresentações culturais de músicas relacionadas à tradições cearenses e afros.

Para o superintende do SESI, Francisco das Chagas Magalhães, a premiação é um momento que dá concretude ao que a FIEC e o SESI defendem. “Agradeço o sim dado pelas escolas ao cumprirem a missão que transborda os muros da escola e o otimismo de todos os participantes que nos passam a impressão de que estamos no caminho certo”.
O Prêmio

Criado em 2000 pelo Instituto da Cidadania Brasil, foi por meio de parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) que em 2006 o projeto se ampliou. De 650.000 alunos, no início, o prêmio passou a envolver cerca de 4,5 milhões de estudantes, meta alcançada em 2010.

O Prêmio Construindo a Nação tem o objetivo de estimular as escolas públicas e privadas da Educação Infantil, ensinos Fundamental e Médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) a desenvolverem, em conjunto com seus alunos, projetos de ação que contemplem temas voltados à cidadania, beneficiando comunidades locais. Ao apresentar o projeto, a escola necessita relacionar todas as suas fases – estudo, concepção, diagnóstico, planos de ação e avaliação documentadas (relatórios, pesquisas, documentação fotográfica etc.).

O Prêmio Construindo a Nação é um projeto realizado pelo Instituto da Cidadania Brasil em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Serviço Social da Indústria (SESI) e a Fundação Volkswagen. O SESI, bem como o Instituto da Cidadania, atuam como suportes técnicos nas escolas que têm dificuldades ou dúvidas sobre como implantar um projeto de cidadania em conjunto com seus alunos. Atualmente, participam do Prêmio Construindo a Nação 24 estados brasileiros.

Escolas interessadas em participar da edição 2011/2012 podem se inscrever a partir de abril. Mais informações no site www.institutocidadania.org.br, pelo e-mail construindoanacao@institutocidadania.org.br ou pelos telefones (11) 5042-2242/5543-6530.

CEARÁ
Classificação e projetos das escolas cearenses premiadas no Prêmio Construindo a Nação Edição 2010/2011:

* Educação Infantil
1º lugar: Colégio Marista (Aracati) – Projeto Fórum Maristinha de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes
2º lugar: Colégio Kids (Juazeiro do Norte) – Projeto meio Ambiente
3º lugar: Escola Maria Dirciola Germano (Juazeiro do Norte) – Projeto Brincadeira Educativa

* Ensino Fundamental
1º lugar: EMEIF Mariêta Guedes (Fortaleza) – Projeto Sou Craque na Luta contra as Drogas
2º lugar: Escola Maria Dolores Petrola de Melo Jorge (Fortaleza) – Projeto Paz na Escola
3º lugar: EEIFM Melvin Jones (Crato) – Projeto Revendo Práticas Educacionais

* Ensino Médio
1º lugar: EEFM José de Alencar (Fortaleza) – Projeto Gincana Cultural
2º lugar: EEFM Integrada 2 de Maio (Fortaleza) – Projeto Semeadores da Leitura
3º lugar: EEFM Antônio Custódio de Mesquita (Itapajé) – Projeto Iratinga em Foco

*Educação de Jovens e Adultos (EJA)
1º lugar: CEJA Donaninha Arruda (Baturité) – Projeto Musicalidade
2º lugar: CEJA Dr. Gerardo Camelo Madeira (Ipu) – Projeto Água é vida
3º lugar: EEIEF Pedro Felício (Crato) – Projeto Tempo de Aprender

Cursos noturnos da USP terão R$ 23 milhões para gastar em infraestrutura

Da RedaçãoEm São Paulo

Os cursos noturnos da USP (Universidade de São Paulo) vão receber R$ 23 milhões ao ano para investimentos em infraestrutura. A decisão foi tomada durante reunião do Conselho de Graduação na quinta-feira (14).
Segundo o projeto aprovado, cada unidade com cursos à noite vai receber, no mínimo, R$ 196 mil e um adicional proporcional ao número de alunos no turno. Essa é a primeira fase de um projeto que quer, além de fazer mudanças de infraestrutura, fazer uma reestruturação pedagógica dos cursos.

A reunião aconteceu fora da reitoria, fechada por funcionários em greve desde ontem. Hoje (15), o prédio continua fechado e, de acordo com a assessoria de imprensa, as atividades do órgão acontecem em outros prédios.

A reivindicação dos grevistas é que a transferência de funcionários para o Centro Empresarial Santo Amaro seja suspensa. Cerca de 120 funcionários, da equipe de informática, mudarão o endereço do local de trabalho definitivamente. Segundo a assessoria de imprensa, a mudança é uma questão de segurança. Outros 300 servidores devem mudar para diversos prédios na cidade enquanto o plano de revitalização da USP é executado -- o que deve durar até o final de 2013.

Ontem, questionado se a manifestação é prévia de uma greve maior, o diretor de comunicação do Sintusp, Magno de Carvalho, diz que acha pouco provável neste momento. Segundo eles, os funcionários estão com medo de represálias por parte das chefias. A assessoria de imprensa da USP nega que haja algum tipo de ato administrativo que signifique punição aos grevistas.

Para refletir ...Como ajudar os alunos que sofreram com a tragédia de Realengo?

Por Içami Tiba

Wellington Menezes de Oliveira, 24 anos, ex-aluno, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, zona oeste da cidade, armado com dois revólveres, foi até as classes onde alunos assistiam aulas e, em 9 minutos, deferiu muitos tiros a sangue frio, matou 12 estudantes, feriu outros 12 e cometeu suicídio. Todos os assassinados, 10 garotas e 2 rapazes, tinham entre 13 e 15 anos de idade.

Mentes humanas não suportam ficar sem respostas às questões que lhes afligem. Assim, todos querem saber quais são os motivos que levaram Wellington a cometer este hediondo crime. Especialistas pesquisam e entrevistam pessoas que se relacionaram com ele nas suas diversas etapas, parentes, seus escritos e pertences, internet, seus interesses, tudo para compreender o que aconteceu.

As hipóteses diagnósticas vão desde personalidade psicopática, doenças mentais, alucinado maluco, vingança tardia de bulliyng sofrido na juventude, explosão cruel de um ensimesmado crônico, fanatismo religioso, cruel perda de controle de uma obstinada mente perturbada ... Não importa qual ou quais teriam sido as motivações para este crime hediondo, nada muda os seus resultados. Nada justifica um assassinato nem simples, muito menos de tantos jovens. Temos agora que cuidar dos que estão vivos, para que os seus sofrimentos e prejuízos sejam amenizados e suportáveis, evitando as pioras e devolvendo as condições de uma razoável reconstrução.

Como os responsáveis poderão agir com os sofrimentos causados direta e indiretamente por este crime absurdo aos seus filhos e alunos? Como explicar o que não se consegue entender? Como responder que é inexplicável? Como oferecer segurança se todos estão inseguros? Como evitar que este tipo de tragédia aconteça outras vezes?

Para os familiares, parentes, amigos, colegas e conhecidos que conviviam com as vítimas e também para as que foram emocionalmente envolvidas, este crime foi como um imprevisível terremoto, com perdas irreparáveis e danos psicológicos.

Além do tratamento pós-traumático que deve ser oferecido a todas as pessoas necessitadas, algumas das ações que podem ajudar bastante às vítimas vivas são:

• Ficar com elas e aceitar todas as manifestações espontâneas de sofrimentos que houver, como falas, choros, escritos, desenhos etc. e compartilhar seus sentimentos;

• Atender suas necessidades de colo, de abraço, de carinho, de alimentação, de ouvir que muitas outras pessoas também estão sofrendo e cada um necessita de cuidados conforme suas particularidades;

• Acompanhá-las e ajudá-las no que tiverem dificuldades de fazer para retomar a vida cotidiana;

• Às crianças e jovens que temerem ir às suas próprias escolas, deve-se explicar que devem voltar a frequentar as aulas pois, com certeza, haverá um cuidado maior para que isso não volte a acontecer nem lá nem em outras escolas; que outras vítimas também precisam delas;

• Pais que precisarem sair para trabalhar: é bom que retornem às suas atividades, mas mantenham contato freqüente com os seus dependentes, seja pelo método que for. O mais fácil é pelo telefone celular;

• Não podemos aumentar o poder destruidor deste crime permanecendo reféns do medo e presos em casa;

• Provavelmente todas as pessoas assassinadas gostariam que cada um continuasse a aproveitar melhor a sua vida já que as delas foram ceifadas;

• Quando o sofrimento for paralisante: procurar ajuda de profissionais especializados;

• Oferecer, enfim, a garantia afetiva do seu amor para as vítimas vivas, pois dentro de tudo o que se torna incerto, inseguro e temeroso, a certeza que elas devem sentir é a segurança do relacionamento verdadeiro das pessoas que as amam.

Para pensarmos sobre ...................Preconceito homossexual

Por Içami Tiba

A grande maioria (80% a 98%) das pessoas de todas as sociedades em todo o planeta é heterossexual. Entre uma pessoa exclusivamente heterossexual e outra exclusivamente homossexual há o bissexual em diversas graduações nas suas composições. Existe uma graduação partindo de um extremo (hetero ou homossexual) para o outro, numa relação direta entre a diminuição de um e o aumento do outro.

Durante muito tempo o mundo esteve dividido em atividades masculinas e femininas, com fundamentos na biologia básica. Entretanto, excluindo maternidade, parto e amamentação - que são trabalhos exclusivamente femininos, a maioria das atividades podem ser desempenhadas tanto por homens quanto por mulheres. Sem entrar no confronto do melhor ou do maior, é importante que as diferenças de gênero sejam complementares e enriquecedoras ao ser humano.

Os hormônios masculinos e femininos podem contribuir com estas características, mas o fator cultural tem maior força. Como todos os outros, o preconceito homofóbico é cultural, pois não se nasce com ele. Não se escolhe ser homossexual, nem heterossexual.

Uma criança faz o que tem vontade, brinca com o que lhe agrada e com o que lhe faz sentir prazer. É o padrão cultural do seu entorno que qualifica se suas ações são masculinas ou femininas. O mundo foi dominado por muito tempo pelos masculinos, que acreditavam no machismo (crença de que homens são superiores às mulheres e aos diferentes). Estes preconceitos foram assimilados por seus filhos, que os praticaram com seus circundantes.

As mulheres são diferentes e complementares, mas não inferiores aos homens. Os machos sempre combateram o diferente, principalmente o homossexual. Até hoje, no Brasil, a cada dois dias um homossexual é assassinado por intolerância. Tais crimes são cometidos geralmente por machos homofóbicos. Seus filhos vão ser intolerantes com os colegas diferentes, que nem precisam ser homossexuais, por meio de bulliyng, ironias, rejeições, segregações, agressões etc. Basta que tenha modos, gosto, cor, religião, altura ou tipo corporal diferente para serem alvos de preconceitos.

O preconceito homofóbico piora com a puberdade, quando os rapazes têm "mais testosterona que cérebro". A atração física independe do racional e da educação, como são os gostos por salgados e doces. Não é necessário que se ame os homossexuais, mas como também não é preciso odiá-los. Como seres humanos, os homossexuais têm tantos direitos quanto os heterossexuais.

É com o surgimento dos hormônios sexuais que as pessoas podem ter egossintonia ou egodistonia sexual. A maioria dos seres humanos são egossintônicos sexuais, isto é, tem órgãos sexuais definidamente masculinos ou femininos e sentem atração sexual pelo sexo complementar. Os egodistônicos apresentam incompatibilidade entre a constituição física e o sentimento de atração. Na grande maioria dos homossexuais, tanto masculinos quanto femininos, é na puberdade que esta egodistonia fica bem mais evidente e muito sofrida.

Faz parte da puberdade e da adolescência uma insegurança não só quanto ao desempenho sexual, mas também quanto à sua identidade sexual. Muitos púberes masculinos tomam atitudes machistas para sua própria autoafirmação. Uma destas atitudes é atacarem os diferentes e homossexuais. É como se pensassem: "Se eu ataco homossexuais é porque sou heterossexual". O grande engano é que não é preciso atacar nem os diferentes nem os homossexuais para ser heterossexual.

Muitos destes egodistônicos lutam contra o que sentem, justificando-se pelo corpo que têm. Esconder, omitir, rezar, negar e outras tantas ações não o impedem de continuar sentindo. É como se eles estivessem na contramão da cultura vigente. Alguns se forçam e são forçados a mostrarem-se heterossexuais.

Cabe a todos nós, professores, pais, educadores e cidadãos em geral preparar pessoas mais saudáveis, livres de preconceitos, não importa quais sejam.

UFMG vai investigar suposto ataque homofóbico durante festa de calouros

Especial para o UOL Educação
Em Belo Horizonte

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) anunciou nesta sexta-feira (15) que vai investigar um suposto ataque contra casais homossexuais durante a "calourada" do curso de letras. As agressões teriam ocorrido no começo do mês.

Em e-mail enviado ao Gudds! (Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual), ao qual o UOL Educação teve acesso, uma das vítimas conta que ele e o companheiro foram agredidos. “Um cara negro, por volta de 1,90m de altura, começou a nos xingar. Eu perguntei se ele estava louco, porque nos agrediu sem nenhum motivo”, conta um dos participantes da festa.

Segundo ele, o agressor deu um chute no seu companheiro e ainda os chamou de “loucos” e que “deveriam parar de fazer isso”. O estudante afirma que procurou sair de perto do suspeito e reclamou ainda de que pessoas em volta nada fizeram para ajudá-los.

“Todos presenciaram o que aconteceu e absolutamente ninguém se prontificou a nos ajudar. Poderia ter sido muito pior, porque o cara se contentou só com um chute. Se ele resolvesse continuar a agressão provavelmente nós sairíamos muito machucados da situação”, relata.

De acordo com Daniel Arruda Martins, membro do grupo de defesa da diversidade, houve ainda relatos informais de que o homem teria ameaçado ou agredido outras pessoas.

Reponsabilidades Questionada, a assessoria de imprensa da UFMG informou que existem seguranças “dia e noite” no campus, mas a segurança de festas promovidas por diretórios acadêmicos é de responsabilidade dos organizadores.

Ainda de acordo com a assessoria, no dia da calourada, foi registrada apenas uma tentativa de roubo de um carro do estacionamento. “Temos fortes indícios de que a mesma pessoa tenha praticado a violência contra as pessoas que estavam na festa”, disse Martins.

Segundo o diretor para assuntos estudantis da instituição, Luiz Guilherme Knauer, a sindicância vai ser instalada nos próximos dias e terá até 60 dias para investigar o caso. Ainda de acordo com ele, dois alunos, cujos cursos não foram revelados, fizeram queixa formal a ele.

Caso fique comprovada a participação de aluno da instituição nos ataques, o agressor poderá sofrer sanções previstas em lei, que vão de advertência a expulsão, e o caso será encaminhado à Justiça comum. “A atitude mais provável, caso o agressor não seja da UFMG, é o envio do que foi apurado às autoridades competentes”, afirmou o diretor.

Incidentes "recorrentes" Segundo Daniel Martins, incidentes homofóbicos na universidade são "recorrentes". Ele acusou a reitoria de ser condescendente em relação aos episódios. Como exemplo, Martins descreve a atitude de alunos veteranos dos cursos de engenharia que, segundo ele, obrigam calouros a entoar, em frente ao prédio da FAFICH (Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG): “1,2,3,4, na FAFICH só tem v.....). 4, 3, 2,1, eles dão para qualquer um”.

Martins afirma que tem gravado as ocorrências e levado ao conhecimento da reitoria.

O diretor Luiz Knauer reconhece haver problema no controle dos trotes feitos no campus, mas rebate acusação de que alguns sejam praticados com cunho homofóbico. “Os trotes da UFMG têm problemas, como todos os trotes das outras universidades, mas todos são acompanhados pela segurança e por algum diretor. O dois ou três trotes do semestre passado que tiveram cartazes ou brincadeiras, que lembrassem alguma atitude homofóbica, foram imediatamente retirados”, afirmou.

Segundo ele, os alunos veteranos do curso de engenharia foram alertados sobre possíveis punições.

SP: deputados pedem explicações à secretaria de Educação sobre venda de apostilas gratuitas

Arthur Guimarães
Em São Paulo

Após a publicação de reportagem sobre a venda ilegal de apostilas na rede estadual paulista de Educação, a bancada do PT protocolou nesta sexta-feira (15) um requerimento de informações na Presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo solicitando que a Secretaria Estadual de Educação explique quais providências irá tomar para investigar o caso e evitar novas irregularidades.

Assinado pelo líder petista na Casa, deputado Ênio Tatto, o documento solicita que o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, preste esclarecimentos detalhados sobre o funcionamento das unidades dos CELs (Centros de Estudos de Línguas) e informe os quais punições serão aplicadas aos envolvidos no esquema.

Como informou o UOL na quinta-feira (14), pelo menos duas unidades dos CELs -- uma no litoral e outra na capital paulista -- estão vendendo material didático que deveria ser distribuído gratuitamente. Um vídeo mostra como a venda funciona.

Criados pela Secretaria Estadual de Educação de São Paulo para atender estudantes de baixa renda, os cursos ficam instalados dentro de escolas de ensino médio da rede. Os centros aceitam apenas os alunos já está matriculado na rede estadual, que podem estudar no contraturno idiomas como espanhol, inglês, francês e alemão.

Ontem (14), o próprio secretário Voorwald determinou a imediata abertura de procedimento averiguatório preliminar para apurar as informações contidas na reportagem.


MP

O Ministério Público também informou que está analisando o caso e irá, até segunda-feira, decidir se irá abrir um inquérito para apurar as responsabilidades pelas irregularidades mostradas na reportagem. O promotor de Justiça do Patrimônio Público, Saad Mazloum, já está em posse do vídeo publicado pelo UOL e, após analisar as imagens e estudar o funcionamento dos CEL’s, promete anunciar qual será o procedimento adotado pelo MP.
Leia maisVocê acha que as apostilas podem ser cobradas? Opine
Servidores que vendem apostilas grátis a alunos de escolas estaduais cometeram vários crimes

Secretário de Educação de SP determina apuração 'imediata' sobre venda de apostilas

Como mostra o vídeo obtido pelo UOL, a Escola Estadual Buenos Aires, em Santana, zona norte da capital paulista, chegou a montar um sistema em que tenta disfarçar a prática, apontada como criminosa e ilegal por advogados ouvidos – e tida como irregular pela própria pasta da Educação.

Especialistas e juristas ouvidos avaliaram que vários crimes foram praticados pelos envolvidos, como peculato (apropriação de bem público) e até estelionato (pois os alunos foram enganados). Além disso, houve uma falha administrativa, que infringiu o estatuto do servidor estadual.

Segundo as imagens e de acordo com relatos de ex-funcionários do colégio, ao fazer a inscrição os alunos ficam sabendo que as aulas são gratuitas. No entanto, ao começar o curso, há uma atualização na informação: é preciso comprar uma apostila para fazer os exercícios.

Os estudantes recebem, então, uma espécie de boleto em que consta o endereço de uma papelaria ao lado da escola. Nesse cartão, obtido pelo UOL, há o carimbo oficial da Buenos Aires.

No local indicado, na rua Duarte de Azevedo, a menos de cinco quarteirões do colégio, basta o aluno entregar o boleto e, após pagar R$ 18, receber o material didático. A apostila, pelas informações apuradas pela reportagem, é feita com papel pago pelo Estado.

O vendedor que aparece no vídeo, sem saber que estava sendo filmado, confirma o esquema. “A gente está repassando (as apostilas), por que a escola não pode comercializar. É proibido. Então esse é um ponto de venda para poder fazer isso. São eles que determinam o preço.”

Todo o sistema seria de conhecimento da diretora Plantina Fernandes Melo, que não quis conversar com a reportagem. Como a unidade recebe atualmente mais de 1.000 alunos no CEL, o lucro ficaria em torno de R$ 18.000 semestrais.

Procurados na própria escola, os responsáveis pelo CEL negaram a prática e disseram que não dariam maiores esclarecimentos ao repórter. Na papelaria, o vendedor que aparece no vídeo não foi encontrado. A atendente que estava no local, no entanto, confirmou que a venda era feita, mas alegou que "não trabalha mais com isso."

São Vicente

No litoral paulista, no CEL da Escola Estadual Martim Afonso, no centro da cidade, a prática também acontece.

Na página de internet do curso, retirada do ar após os questionamentos do UOL, os gestores anunciam, sem rodeios, que para adquirir as apostilas os alunos precisam procurar alguns pontos de venda – todos fora dos muros escolares.

Página do Centro de Estudos de Línguas da escola Martim Afonso

“As apostilas do curso de espanhol estão disponíveis nos seguintes endereços”, diz a página virtual. Logo abaixo, estão listadas duas gráficas. Ao ligar em uma delas, na rua João Ramalho, a atendente explica o valor do material: R$ 23.

Procurado por telefone, o coordenador do curso, que se apresentou como André, afirmou que os estudantes não seriam obrigados a comprar o material. Ele alegou que a própria escola, “em alguns casos”, imprime o material a quem não tem condições de comprar.

No entanto, segundo a secretaria de Educação, esse procedimento não deveria ser uma exceção, mas sim a realidade para todos alunos. Como atende cerca de 1.000 alunos, a prática na Martim Afonso rende R$ 23.000 aos seus organizadores.

Em nota oficial, a Secretaria Estadual de Educação afirmou que a Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas (Cenp) reforça que o material didático dos cursos do Centro de Estudos de Línguas (CEL) é de distribuição gratuita.

Voluntários arrumam escola de Realengo para volta às aulas

Após massacre, pais e estudantes pintaram de branco o muro da escola

Agência Brasil | 16/04/2011 14:03

Voluntários pintaram de branco o muro da Escola Municipal Tasso da Silveira
A Escola Municipal Tasso da Silveira foi palco de mais manifestações de apoio a volta às aulas, prevista para a próxima segunda-feira (18). Um grupo de 100 voluntários, funcionários e ex-alunos fizeram uma reforma nas instalações neste sábado (16).

Na parte externa da escola, o muro que era da cor verde foi pintado de branco. No interior, as salas de aulas foram reorganizadas, segundo os voluntários. A manifestação terminou no fim da manhã, quando os participantes cantaram o hino da escola e deram mais um abraço simbólico no prédio.

"As pessoas estavam reunidas com muito amor para fazer com que a volta dos alunos seja a mais tranquila possível. Viemos mudar o layout para que as lembranças não sejam fortes", disse uma voluntária.

O estudante Marcos Vinícius, de 10 anos, aluno da 5ª série, afirmou que está animado com a nova arrumação do colégio. O garoto, que estava no dia do ataque, quando 12 crianças foram mortas pelo um atirador Wellington Menezes, acha que a tragédia deve ser superada.

"O passado tem que ficar para trás nas nossas mentes. O importante é pensar no hoje para ter um futuro melhor. Quero voltar a estudar e ter uma vida normal", disse o menino, que escapou do massacre porque a sala de aula onde estudava não chegou a ser invadida pelo matador.

No último dia 7 de abril, Wellington Menezes, um ex-aluno do colégio, entrou na Escola Municipal Tasso da Silveira, invadiu salas de aulas e atirou mais de 60 vezes nas crianças que estudavam.

Na volta às aulas, na segunda-feira (18), estão previstas atividades artísticas e culturais. A Secretaria Municipal de Educação quer promover uma readaptação dos alunos. Durante a semana, professores e famílias de alunos foram atendidos por equipes de psicólogos.

Capital e interior são incomparáveis, dizem especialistas

Escolas estaduais distantes dos grandes centros urbanos têm desempenho melhor por oferecer qualidade de vida e de ensino

Marina Morena Costa, iG São Paulo | 16/04/2011 06:30

As escolas estaduais mais bem avaliadas de São Paulo estão localizadas no interior do Estado, bem longe da capital, a cerca de 400 quilômetros. Para especialistas em educação, os bons resultados se devem às condições privilegiadas dessas instituições, como o número reduzido de alunos em sala de aula, presença maior do corpo docente na instituição, formação continuada dos professores e participação dos pais e da comunidade.

Uma realidade diferente, incomparável a dos grandes centros urbanos e apontada pela reportagem do iG, que visitou cinco escolas campeãs no Índice de Desenvolvimento da Educação de São Paulo (Idesp), indicador de qualidade do governo paulista.

Para o professor da USP Luis Carlos Menezes, especialista em formação de professores e educação básica, a qualidade de vida das cidades pequenas se reflete na educação. “Em rede pública de ensino no Brasil salas com menos de 30 alunos é algo absolutamente excepcional. É exceção e não regra”, afirma. As primeiras colocadas no Idesp tem em média 25 estudantes por sala de aula e oferecem um atendimento individualizado, focado nas dificuldades.

Apesar de terem realidades incomparáveis, os critérios que dão certo no interior poderiam ser aplicados nas grandes cidades, avalia a professora Neide Noffs, diretora da faculdade de Educação da PUC-SP. “Há princípios das escolas do interior que podem e deve ser aplicados na capital, como o número de alunos por sala de aula, a formação do professores, o atendimento individual”, aponta.

Neide avalia que a redução do número de alunos em salas de aula da capital, que muitas vezes passa de 40, é uma questão de política pública municipal e estadual que deveria ser revista. “As famílias não podem para pagar o preço da falta de políticas públicas para a educação”, pondera a professora.

“ Em rede pública de ensino no Brasil salas com menos de 30 alunos é algo absolutamente excepcional. É exceção e não regra”
Menezes destaca que as condições reais com as quais a escola opera devem ser avaliadas em indicadores de qualidade – variável que o Idesp não considera nos números absolutos. “É preciso olhar os avanços e os problemas de acordo com as circunstancias do meio escolar”, destaca.

O iG visitou cinco escolas estaduais que tiraram as notas mais altas no Idesp. Elas não só tiveram os melhores desempenhos, como ultrapassaram a meta pretendida para 2030 pelo Estado, nota 6 no 9º ano do ensino fundamental e 5 no 3º ano do ensino médio.

As escolas Antonio Sanches Lopes, Rizzieri Poletti, Comendador Francisco Bernardes Ferreira, Pedro Mascari e Professor João Caetano da Rocha estão localizadas em cidades pequenas ou distritos rurais e têm em comum, principalmente, o número reduzido de alunos e a falta de equipamentos tecnológicos. Provam que a qualidade da educação passa por poucos alunos por professor e por um corpo docente presente, com vários anos de dedicação a mesma escola.

Opinião - Educação acaba em Pisa

Paulo Flores


Além da feijoada, o “cardápio” desta quarta-feira (8/12) tinha muito Pisa. Veja bem, não é pizza, é Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Consequência da divulgação do resultado da avaliação realizada pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) a cada três anos, com a finalidade de medir a qualidade da educação nos países desenvolvidos e em outros convidados a participarem da avaliação, como o Brasil.

Alguns textos exaltavam a melhora do Brasil na pontuação obtida no exame realizado em 2009, na comparação com o anterior, realizado em 2006. Expunham informação creditada ao MEC de que o país é o terceiro em melhora de desempenho desde o início da pesquisa, em 2000.

“Estudantes, esses burros!”. Isso é o que pode transparecer nas reportagens. Mas, elas também deixam claro que o Governo (Federal é claro) é o culpado pela mazela educacional brasileira, apesar de as escolas públicas federais terem tido desempenho superior até mesmo ao das escolas particulares e serem as escolas públicas estaduais e municipais as que puxam para baixo a classificação brasileira.

Para a elaboração do ranking da educação mundial, a OCDE leva em conta a resposta dos alunos de 15 anos (independentemente da série/ano/ciclo que ele esteja) a questões de leitura, matemática e ciências.
Claro que os jornalistas, corretamente, tratam de embasar seus textos em opiniões de especialistas, que apresentam as “receitas” para a melhora da educação no país.

Paulo Flores Jornalista, com especialização em Marketing Político e Propaganda Eleitoral pela ECA/USP. Membro do GT de Educação do Instituto Paulista de Juventude.
Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2010

Artigo - Aprendiz de Utopias

José Pacheco


Quando, convicto e sem vacilar, Crato defende ancestrais modos de fazer escola, que já se mostraram nefastos e são responsáveis pelo caos em que a Educação está imersa, presta um mau serviço à Educação.



Quero distância relativamente aos cultores do "eduquês", como busco distanciar-me relativamente àqueles que contribuem para querelas estéreis. Raramente reajo, mas abro uma excepção...

O drama de Nuno Crato é o mesmo dos cultores do eduquês. Os eduqueses completam as suas licenciaturas numa área qualquer das ciências, "dão umas aulas", acedem a mestrados e doutoramentos, publicam. Entregues a devaneios teóricos, cativos de um jargão (que quase consegue disfarçar a sua ignorância da teoria e prática pedagógica), influenciam a tomada de perniciosas medidas de política educativa (o que Crato legitimamente denuncia).

Por seu turno, Crato completou a sua licenciatura em Economia, fez mestrado em Métodos Matemáticos para Gestão de Empresas e doutoramento em Matemática Aplicada. Não consta que alguma vez tenha frequentado um curso de pedagogia. Que seja público, nada mais fez que o habilitasse a emitir juízos sobre áreas em que não possui formação específica. O que diriam os leitores, se eu me atrevesse a dar opinião sobre Economia, ou criticasse os Métodos Matemáticos para Gestão de Empresas, que Crato preconiza?...

Numa comunicação social sensacionalista, carente de jornalistas capacitados para a abordagem de questões estritamente pedagógicas, raramente é conferido espaço para a intervenção de pedagogos. Qualquer bicho-careta se atreve a dissertar sobre aquilo que ignora. Os seus discursos refletem aquilo que eu denomino de "pensamento único". São agradáveis ao ouvido de professores (e do público em geral) dotados de uma frágil formação pedagógica e que consideram existir somente um modelo de ensino - aquele que, há séculos inventado, continua a semear "facilitismo" e insucesso.

Crato continua a cruzada iniciada há anos. São inúmeras as suas aparições na TV, em jornais (Público, Notícias Magazine, e muitos outros), revistas e livros. É bem conhecido o seu best-seller "O 'Eduquês' em Discurso Directo: Uma Crítica da Pedagogia Romântica e Construtivista", onde se mistura senso comum pedagógico com algumas evidências.

No jornal i do dia 2 de Janeiro de 2010, sibilinamente, continua a defender medidas fósseis, por séculos repetidas nas escolas: "centrar o ensino nos conteúdos, valorizar a transmissão de conhecimentos, exames e provas, valorizar primeiro as matérias e depois a formação pedagógica...". Parece querer afirmar que, para ser professor de Matemática, basta obter uma licenciatura ou um doutoramento em Matemática. E Crato até se aventura a opinar sobre uma área tão pedagogicamente exigente como a iniciação à leitura...

Qualquer pessoa que possua saberes (teóricos e práticos!) de pedagogia conhece alternativas (testadas com êxito!) aos obsoletos dispositivos a que Crato faz apelo. Quando, convicto e sem vacilar, Crato defende ancestrais modos de fazer escola, que já se mostraram nefastos e são responsáveis pelo caos em que a Educação está imersa, presta um mau serviço à Educação. É, pois, nosso dever exercer uma crítica fraterna das suas intervenções.

O que me surpreende é a escassa reação daqueles a quem competiria alimentar o debate. Também me surpreende que, não tendo eu sequer esboçado um ataque pessoal e reconhecendo o mérito científico e profissional de Nuno Crato (como reconheço idêntico mérito num outro professor de Matemática que, não por acaso, é meu filho), alguém me acuse de "má educação". Porque me acusam de "má educação", se eu apenas busco acabar com a má Educação que temos?...

José Pacheco Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação.


José Pacheco Mestre em Ciências da Educação pela Universidade do Porto, foi professor da Escola da Ponte. Foi também docente na Escola Superior de Educação do IPP e membro do Conselho Nacional de Educação.

292 anos de Cuiabá

Edson Luís Ismael do Carmo




Em maio de 2006 fui para Lisboa, uma das cidades de população mais amável que existe. O clima é ameno, o tráfego é tranquilo. As pessoas falam baixo, muito educadas. São as mais gentis que encontrei. É meu senhor pra cá, meu senhor pra lá. Ora pois!

Conheci o Convento dos Marianos, construído no século XVII, a Igreja de São Francisco, a mais linda que já vi, toda dourada, o Castelo de Sintra, o Palácio de Queluz e a casa de Fernando Pessoa, localizada na Avenida da Liberdade - morei bem pertinho dela. Tudo isso sem falar da visita ao Cais do Sodré, na qual se depara com o Monumento a Pedro Alvares Cabral e outros grandes navegadores. Inesquecível!

Morei e estudei em Lisboa quase cinco anos, mas confesso, nunca me esqueci ou deixei de pensar em Cuiabá.

Senhora conhecida por Cidade Verde, que ontem cheirava pequizá, hoje cheira progresso. Esta terra que despacha pouca gente para fora, ora pois... Sempre que nos reuníamos com outros brasileiros vinha a mesma pergunta: de qual cidade você é no Brasil? E eu orgulhosamente respondia: Cuiabá.

O que impressionava a mim e à minha esposa era o fato de quase sempre sermos os únicos. Eu, claro, justificava o motivo:
“Cuiabá é uma cidade maravilhosa, terra do rasqueado, de calor humano insubstituível e ninguém quer sair de lá”. Todos iam pesquisar na internet para conferir e gostavam do que viam, ouviam e liam.

Ó Cuiabá de traços coloniais e que hoje recebe batidas em vossa porta! É o mundo! São os olhos daqueles que nos acham diferentes querendo lhe oferecer uma visita: a Copa do Mundo.

Ó Cuiabá aceite! Deixe que venham!

Vamos mostrar quem somos e o que aprendemos contigo, a sermos pacatos, limpos, bondosos, amorosos. Que temos pessoas tão puras, trabalhadoras, inteligentes e boas quanto os que virão visitá–la.

Ó cuiabá, és linda e independente dos problemas, nós cuiabanos te amamos! Lisboa é linda também, mas... nosso valor é sublime, aliás, o maior patrimônio de Cuiabá é o seu povo valoroso!

Portugal apresenta os deliciosos pastéis de Belém, que fazem desde 1837. Mas esta que hoje faz 292 anos também possui seus requintes, como nossos pratos regionais: Maria Isabel, arroz com pequi, mojica de pintado, ventrecha de pacu etc.

Como diz um velho ditado cuiabano “quem come cabeça de pacu nunca mais sai daqui”. Isso é a mais pura verdade! Várias pessoas que comeram cabeça de pacu adotaram cuiabá como sua terra, sua casa.

Ó cuiabá! Para um cuiabano de verdade, não existem jardins franceses, louças portuguesas, Castelo de Sintra, Serra da Estrela, cidade de Nossa Senhora de Fátima ou o delicioso pastel de Belém com o suavíssimo vinho do Porto! O que nos move é apenas a curiosidade em conhecer outra cultura... portuguesa. Cuiabá é o meu lugar e a prova são estas palavras de amor por e para ela.

Cá estou cuiabá!!!
Agradeço pela oportunidade de dizer:
Vôte! Viver longe daqui nunca mais... Agora aonde?!
Figa! Eu é que não quero padecer longe de cuiabá!
Assim encerro este pequeno artigo parabenizando esta cidade que merece toda a felicidade do mundo. Cuiabá Cidade Verde! Parabéns pelos seus 292 anos!

Várzea Grande, 4 de abril de 2011.
Autor: Edson Luís Ismael do Carmo
Professor da Escola Estadual “Ubaldo Monteiro da Silva”

Entrevista: Educação: Avaliação periódica dos docentes é útil aos próprios professores

Andreas Schleicher


O diretor para educação da OCDE diz que melhoria do ensino exige preparar e recompensar os bons docentes. E tirar da sala de aula os maus profissionais.
Schleicher: Avaliação periódica dos docentes é útil aos próprios professores

Tarefa de governo: premiar – ou reprovar – os professores
"Nos sistemas mais avançados de ensino do mundo, a carreira é preenchida por profissionais de alto nível. Isso, e não os altos salários, é o que torna a profissão atraente"

Às voltas com o mau desempenho de estudantes brasileiros, do ensino fundamental ao superior, o Ministério da Educação promete criar em breve um exame nacional para avaliar candidatos a professores. É o reconhecimento daquilo que diversos estudos empíricos vêm demonstrando: fazer a educação funcionar passa pelo aprimoramento dos docentes.

O desafio não é exclusivo do Brasil. O jornal americano Los Angeles Times comprou uma briga com docentes locais, que pediram boicote à publicação, ao exibir um ranking em que o (mau) desempenho dos estudantes era atrelado ao de seus mestres. Situações como essas chamaram a atenção da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade formada por nações desenvolvidas, que acaba de realizar em Nova York o Primeiro Encontro Internacional sobre Professores, reunindo educadores, governos e ONGs. Para o físico alemão Andreas Schleicher, diretor para educação da OCDE e um dos coordenadores do encontro, governos de todo o mundo têm uma tarefa a cumprir: ensinar melhor seus professores, mantê-los motivados, premiar os bons profissionais - e reprovar os mal avaliados. "A meritocracia é um princípio muito importante. Manter a eficiência de um corpo docente implica não apenas dar aos professores oportunidade, apoio e incentivo para que continuem a fazer bem seu trabalho, mas também tirar da sala de aula aqueles que não são eficazes", diz. Na entrevista a seguir, Schleicher explica o atual desafio da carreira docente e conta como nações como Japão, Finlândia e Singapura vêm conseguindo bons resultados na área. "Nos sistemas mais avançados de ensino do mundo, a carreira é preenchida por professores de alto nível. Isso, e não os altos salários, é o que torna a profissão atraente."

Por que realizar um evento para repensar exclusivamente o papel dos
professores? Mais do que nunca, o progresso social depende da qualidade dos sistemas de educação. Porém, a qualidade do sistema de educação jamais excede a qualidade de seus professores - que depende de seleção, formação continuada, plano de carreira e avaliações constantes.

De acordo com especialistas, aprimorar a formação do professor é um dos grandes desafios brasileiros na área da educação – e também uma questão fundamental para o desenvolvimento do país. Outra nações enfrentam o mesmo problema. É possível dizer que essa é uma questão universal no século XXI?
Sim, absolutamente. E a razão é simples: em qualquer país, sempre existiram bons professores. A diferença é que no passado apenas uma parte da população precisava ser educada para liderar o desenvolvimento do país. Mas o custo social e econômico dessa filosofia tornou-se alto demais.

Atualmente, os sistemas de educação precisam qualificar todos os seus professores, e não só alguns, se quiserem que todos os seus cidadãos tenham um ensino de qualidade. Além disso, no passado era possível supor que o que se aprendia na escola valeria para a vida inteira. Agora, temos o Google e a digitalização das habilidades cognitivas, com mudanças rápidas no mercado de trabalho: os sistemas de educação precisam proporcionar formas complexas de pensar e trabalhar para que as pessoas não sejam substituídas facilmente pelo computador.

Essa tarefa exige professores de qualidade. Como atrair os maiores talentos?

Nos sistemas mais avançados de ensino do mundo, a carreira é preenchida por profissionais de alto nível. Isso, e não os altos salários, é o que torna a profissão atraente em países tão diferentes como Finlândia, Japão ou Singapura. Os candidatos a uma vaga de professor não se sentem atraídos por escolas organizadas como linhas de montagem. Eles desejam se deparar com uma organização de alta performance, com status, autonomia profissional e educação de alta qualidade atrelada ao profissionalismo, com sistemas eficazes de avaliação profissional e com carreiras diferenciadas. Portanto, essas são as questões que os países precisam resolver.

Quais os desafios dos governos?

O primeiro é atrair candidatos qualificados e depois oferecer-lhes formação de boa qualidade. É difícil atrair bons candidatos se eles percebem que as instituições de ensino superior que formam professores não têm status na sociedade. Não é de espantar o fato de que os países que conseguiram elevar o nível de seu corpo docente são os mesmos que tornaram mais rígidos os critérios de admissão em seus programas de formação de professores.

Igualmente importante é definir o que é um bom professor. Em muitos países, padrões assim guiam a formação inicial dos profissionais, a certificação, as avaliações de desempenho, o desenvolvimento profissional e o avanço na carreira. Em muitos sistemas de alta performance, a educação do professor não consiste apenas em fornecer o treinamento básico em temas relevantes e pedagogia, mas também desenvolver competências para a prática reflexiva.

O Brasil aplicará pela primeira vez uma avaliação nacional para seleção de professores da rede pública. É uma medida positiva?

A avaliação do professor pode contribuir para a melhoria das práticas docentes, identificando pontos fortes e fracos. Também ajuda a atribuir aos professores a correta responsabilidade pelo nível do aprendizado de seus alunos. É um tipo de prestação de contas. Em geral, os professores veem avaliação e feedback de forma positiva. Em uma pesquisa realizada pela OCDE, 80% dos professores disseram que a avaliação é útil para o desenvolvimento profissional, e quase metade relatou que os resultados os levaram a aprimorar o conhecimento.

Há algumas iniciativas no Brasil de promover o professor por seu mérito. Porém, essa ainda é uma questão controversa entre os profissionais.
A meritocracia é um princípio muito importante. Manter a eficiência de um corpo docente implica não apenas dar aos professores oportunidade, apoio e incentivo para que continuem a fazer bem seu trabalho, mas também tirar da sala de aula aqueles que não são eficazes.

A questão salarial é muitas vezes apontada como obstáculo ao avanço da qualidad
e. Como o senhor enxerga essa questão?

Em alguns países, como Japão e Singapura, o governo acompanha de perto as variações de mercado para se certificar de que os salários dos professores são competitivos. Mas, na maioria dos países, os vencimentos são inferiores aos de outros profissionais graduados. No entanto, há muitos países onde o ensino ainda é atraente porque oferece aos professores um ambiente de trabalho fascinante e o salário se torna apenas o pano de fundo da questão.

Igualmente, é importante oferecer um plano de carreira aos docentes. Se você disser a um jovem professor de matemática de 25 anos de uma escola primária que, daqui a 25 anos, ele continuará sendo a mesma coisa, ele não verá perspectivas em seu futuro. Os países bem sucedidos em educação promovem um ambiente que oferece novos horizontes ao professor, com crescimento profissional.

Que habilidades os professores devem ter para enfrentar os novos desafios da educação?

Eles precisam equipar os alunos com as competências necessárias à formação de cidadãos ativos. Precisam personalizar as experiências de aprendizado para assegurar que todo estudante tenha a chance de ter sucesso e lidar com a crescente diversidade da sala de aula e as diferenças no estilo de aprendizado. Eles também precisam lidar com as inovações no currículo, na pedagogia e no desenvolvimento das ferramentas digitais.

A tecnologia é um desafio aos professores?

Bons professores usarão bem as tecnologias – e, ao falar de tecnologia, me refiro tanto a recursos digitais quanto ao repertório adequado de estratégias pedagógicas.

Data de Publicação: 25 de Março de 2011

CRIANDO SOLUÇÕES VIRTUAIS PARA A ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR

Carlos Francisco Silva Batista

Organizando


Se você alguma vez já trabalhou em uma escola, supostamente já ouviu falar nos arquivos que a mesma contém, são inúmeros os registros sendo eles de alunos atuais, alunos que já passaram por ali, de professores, funcionários enfim, todos os tipos de registros que você pode imaginas sobre uma instituição estatal, cada registro a principio é composto por muitos itens como: RG, Certidão de Nascimento/Casamento, endereço, telefone entre outras, resumindo temos um acúmulo de coisas que ficam guardadas a espera de alguém que os requisite, estão lá! Todos em pastas coloridas empilhadas em uma prateleira. Por mais que possamos achar isso natural e dizer. Poxa o que que tem? Todas as escola creio eu estão sob esse “ar” de organização. Podemos pensar de maneira diferente sobre esse tipo de estrutura, imagine você algum dia chegando na escola do seu filho e pedindo uma declaração de transferência ou de freqüência escolar, o secretariado da unidade escolar iria buscar o nome do aluno, no caso (seu filho) em um programa (sistema) de armazenamento de dados e então gerar a declaração automaticamente, assinar e lhe entregar. Bem. Pouparia tempo e trabalho, você não precisaria esperar o secretariado buscar a pasta do seu filho, achar os documentos necessários para gerar sua declaração e o mesmo não teria esse trabalho todo se as informações já estivessem todas armazenadas em um arquivo virtual.

Para que possamos entender melhor, pense em algo físico (matéria). Por exemplo, um carro. Não precisamos guardar o carro em alguma garagem para lembrarmos como ele é, apenas precisamos de suas características, assim como não precisamos ter uma cópia de sua certidão de nascimento e sim as informações que ela possui. Essas informações podem ser armazenadas de diferentes formas, no nosso caso, queremos praticidade, então, as armazenaremos em um arquivo virtual, ou seja, transformaremos a informação escrita em um registro de computador.

Mas e sobre a segurança dessas informações?

Bom, todos nós sabemos que as informações que um computador comporta, são de certa forma, fáceis de perder, vejo isso todos os dias! Mas, quando se constrói algo de forma organizada, as informações podem ser mantidas na íntegra até mais que nos arquivos físicos (primitivos), da mesma forma que é possível haver perdas de dados por parte dos computadores, as estruturas atuais de registros também podem se perder em caso de incêndios, alagamentos e outros fatores. Importante frisar que é muito mais fácil fazer cópias de segurança de um arquivo virtual do que estruturas de registro atuais, trabalho esse que, sem dúvida seria muito extenso. Então porque não deixamos já de lado os métodos atuais para nos lançarmos na utilização de arquivos virtuais?

Para fazermos isso, devemos antes de tudo sabermos que, não podemos jogar fora ou deixar de armazenar registros físicos, pois, eles são a prova que a escola tem sobre os que nela trabalham ou estudam, existem assinaturas, registros antigos que são muito importantes para a mesma, mas, não podemos também deixar de lado, que é muito custoso a manipulação desses registros, o que dá para propor é o trabalho pareado a esta estrutura, ou seja, fazer a cópia de todas as informações atuais armazenadas e daí em diante passar a armazenar duas vias, uma física e outra virtual, assim os registros pareados poderão facilitar o trabalho e agilizar o tempo de manipulação, pois a consulta e a atualização de informações específicas que não constam nos registros físicos, podem ser feitas ou alteradas nos registros virtuais, por exemplo: endereços e telefones, são dados que não precisam ser atualizados nos registros físicos, mas que ao mesmo tempo são importantes para a localização de pessoas por parte da administração escolar.

Atualmente, os governos estão investindo junto as secretarias de educação, sistemas online de manipulação de dados, tanto para o setor administrativo quanto para o pedagógico, onde professores podem fazer a chamada, lançar conteúdos, listar alunos, diretamente da internet, onde os dados ficam armazenados de forma virtual em servidores específicos. Vejo isso como uma aceleração do processo de virtualização, porém os usos destes sistemas só podem ser feitos através de conexão com a Internet, sei que a maioria das escolas estaduais de Mato Grosso já possui internet banda larga, até mesmo em regiões remotas e o Estado a meu ver está de parabéns. O problema visto por mim é que muitos professores ainda não têm o hábito de fazer uso imediato da tecnologia presente em sua escola ou não investem em sua própria carreira, não fazendo uso de aparelhos já ingressos na educação, mas, como cada caso é um caso, esse problema tem que ser visto pelos próprios professores, outra questão é o não cumprimento diário dos lançamentos de presença e conteúdos, isso acarreta uma superlotação de acesso aos serviços mantidos online a cada final de bimestre/semestre/ano, período esse que todos os que no sistema online trabalham tem que dividir espaço de acesso (virtual) com os professores que não lançaram as informações no tempo devido.

Não quero neste artigo, “pegar no pé” dos professores, sei que muitos, talvez a “maioria” faça diariamente ou semanalmente os lançamentos (heróis em pele de professor), é que já faz bom tempo que os sistemas estão operando e muitos ainda não querem adentrar a esses novos métodos e a construção de programas mediadores pode vir a facilitar os lançamentos tanto para os professores como apara a administração escolar em questão a estrutura de registro virtual.

No que se refere aos professores, a criação de um programa para fazer o gerenciamento de informações de alunos, notas, presenças, faltas, conteúdos, seria de pronta organização de material e conteúdos trabalhados.

Já o setor administrativo, a criação de um programa para fazer o gerenciamento de informações dos alunos, professores e funcionários, abrangendo a manipulação de dados que cruciais a cada pessoa.

Os centros educacionais que se interessarem por fazê-los, coloquei algumas idéias a serem analisadas, acho que diante de todos os passos de criação, a distribuição das partes é o caminho mais fácil.



Iniciando



Primeiramente, as pessoas que se enquadram em uma unidade escolar para fazer os programas são o professor de Informática Educativa e o técnico de laboratório de informática, pessoas capazes de aprender e ensinar os passos de desenvolvimento a outros de mesma atividade, ou seja, professores e técnicos ensinando professores e técnicos.

Juntamente aos CEFAPROS, estes cursinhos poderiam fluir com facilidade e em plena observação, os CEFAPROS poderiam fazer um processo de seleção de professores e técnicos para as aulas de programação e lotar em seu ambiente os horários das aulas, que através dos tutores (técnicos/professores) ensinariam os interessados em aprender programação, algo que a meu ver é crucial a função de cada um deles, pois um técnico deve saber operar quando necessário, ou buscar soluções tecnológicas para os problemas que aparecem no ambiente escolar.

Os componentes físicos necessários para isso são: Laboratório de informática e computadores contendo como sistema operacional: Windows ou Linux, dando preferência ao Linux por já estar empregado à Educação brasileira.

Os softwares necessários para o desenvolvimento dos programas são: JDK aplicativo JAVA, uma IDE de desenvolvimento como NetBeans ou Eclipse, Mysql Server e Cliente e o driver de conexão JAVA-Mysql, todos estes aplicativos podem ser baixados gratuitamente da Internet, alguns deles como o Eclipse e o JDK podem ser encontrados nos diretórios de programas do Linux Educacional, mas friso também que versões mais recentes são encontradas na Internet diretamente nos servidores específicos de cada programa.

As estruturas dos programas não seguem uma ordem exata, pois todos os que vierem a implementá-los colocará formas e feições diferentes, isso a meu ver é o que mais chama atenção na programação, “Você pode criar algo do nada e fazer viver (funcionar) alguma coisa”.

Dentro das IDEs de desenvolvimento podem e devem ser usadas as ferramentas gráficas disponíveis, pois elas aceleram a programação. Seguem abaixo os links para baixar os aplicativos necessários:



Para baixar o NetBeans:

http://netbeans.org/downloads/index.html



Para baixar o Eclipse:

http://www.eclipse.org/downloads/



Para baixar o Mysql:

http://www.mysql.com/downloads/mysql/



Para baixar o driver de conexão Mysql – Java

http://dev.mysql.com/downloads/connector/j/



Para aqueles que são fãs do Linux, as linhas de comando para a instalação do Mysql são:



No terminal do console, entrem como root digitando:



#sudo su

(“informe a senha”)



(“faça a instalação do client”)

#apt-get install mysql-client-core-5.1



(“após a instalação do client, faça a instalação do server”)

#apt-get install mysql-server



Para a integração do driver de conexão Java-Mysql, só necessitamos do download do mesmo, sua união ao Java é feito através da IDE (NetBeans ou Eclipse).

Os caminhos são:

Clicar com o botão direito do mouse sobre o corpo do projeto/

Em seguida, vá em Propriedades/

No menu da esquerda, clique sobre bibliotecas/

No menu da direita clique em adicionar bibliotecas/

Em seguida localize o driver baixado e confirme clicando em OK.





Se o projeto de criação dos programas for visto como importante para a educação e aprovado pelos CEFAPROS, vou criar um tutorial para proceder junto com os integrantes do mesmo.



Os passos de construção/programação dos futuros softwares podem ter suporte online de vários outros testes já implementados e postados na web.



Finalizando



Este projeto visa melhorar os serviços da administração escolar e integrar a arte da programação como formação continuada aos técnicos e professores de informática educativa, onde ambos poderão fazer uso dos frutos desta nova área. Tem por objetivo também ajudar os professores mediante a um melhor controle de informações, favorecendo assim todas as partes de uma unidade escolar.

A algum tempo, venho experimentando o Java em programinhas de fácil entendimento, juntamente com o Mysql e obtive sucesso até o momento, a programação é convidativa e hoje posso dizer que aqueles que dela experimentam só obtém sucessos.



Bom trabalho!

Fonte:www.seduc.mt.gov.br
Publicado terça-feira, 12 de abril de 2011

Fonte

Artigo - PROJETO “LUIZ ORIONE NA COPA DO MUNDO – 2010

Josete Araújo de Oliveira
José Álvaro
José Ap. Venâncio de Oliveira


Com o campeonato mundial de futebol – “Copa do Mundo FIFA 2010”, pela primeira vez em solo do Continente Africano (África do Sul), desperta no brasileiro o espírito patriótico.

Sendo conhecedora dessa identidade cultural a Escola Estadual “Luiz Orione”, município de GUIRATINGA-MT, através de sua proposta pedagógico-educativa – Educação para Cidadania – voltou seu olhar, há dias de antecedência da abertura desse grande acontecimento mundial, o momento de consolidar para dotar seus estudantes, cidadãos patriotas, de visão crítica e espírito participativo, contido em seu Projeto Político Pedagógico.

Neste Projeto, está seu propósito pedagógico-educativo (visão de mundo), e tem como objetivo precípuo voltar seus estudantes, através do ensino intencional de um evento como este e como situação de aprendizagem, dar continuidade ou reforçar duas capacidades/habilidades essenciais, na sua aprendizagem com desenvolvimento cognitivo: a escrita e a leitura, ou seja, ler-escrever para aprender, envolvendo todas as áreas do conhecimento humano.

Ler-escrever para aprender é um estímulo propiciado ao estudante para adquirir a capacidade/habilidade de pensar, refletir, isto é, desenvolver raciocínios de pensamento abstrato, sobre vários assuntos, para que com isso, seu cognitivo tenha a possibilidade, cada vez maior de desenvolver-se, quer dizer, quanto maiores as possibilidades de alterações neurocognitivas, mais capacidades/habilidades o ser humano/estudante terá para refletir, raciocinar, pensar, compreender, deduzir, memorizar, planejar, executar atividades etc., desenvolvendo assim a propriedade em fazer leituras do mundo e da vida, tornando assim um cidadão letrado.

Para que isto, de fato, venha ocorrer no que toca aos estudantes, este educandário, como lócus adequado para isso, propôs situações de aprendizagem sistemáticas e sistematizadas, através de verificação da mesma, a oportunidade de aprender a aprender, isto é, sair do pensamento concreto para chegar ao pensamento abstrato, para assim, fazer a viagem de volta ao pensamento concreto, fechando/abrindo o círculo das alterações neurocognitivas.

Com efeito, estas considerações neuro-pedagógico-cognitivas da aprendizagem, fazem-se necessário, na seqüência, dizer como são desenvolvidas, na prática diária do ensino-aprendizagem em sala de aula e fora dela, as capacidades/habilidades leitoras e escritoras dos estudantes para elevar seu nível de desenvolvimento cognitivo, com aprendizagem, fazendo-o pensar um conteúdo aparentemente não-pedagógico como o da Copa do Mundo, um campeonato futebolístico, fugindo das três áreas do conhecimento (Linguagens, Ciências da Natureza e Matemática e Ciências Humanas e Sociais) e, sobretudo, em particular os Componentes Curriculares, contidos em sua Matriz Curricular.

Pois bem, para o enriquecimento do conteúdo das diversas matérias dos componentes curriculares, os profissionais educadores desta escola, junto as autoridades pedagógico-administrativas, debateram como viabilizar, pedagogicamente, temas, questões, perguntas, problemas, situações que viessem enriquecer didático-pedagogicamente o processo ensino-aprendizagem de seus profissionais educadores e de seus estudantes.

Juntas, a Coordenadora Pedagógica (Professora Neuracy Trindade Santana) e Articuladora (Professora Josete Araújo de Oliveira – idealizadora do projeto), em constante diálogo com os profissionais educadores, elaboraram Projeto – “Luiz Orione na Copa do Mundo”, sendo que este foi apreciado e aprovado com méritos pelo CEFAPRO - Rondonópolis para, através da leitura e da escrita, levar os estudantes a refletirem o significado, hoje, de um campeonato futebolístico no Continente Africano. Porém, para nós brasileiros, em especial, nós guiratinguenses, temos muita identidade em comum, em razão de nossas relações culturais seculares e de nossas semelhanças étnicas, além da diversidade social e ambiental ser muito próximas.

Não obstante o exposto acima, então, o que passamos a pesquisar/estudar, com os estudantes para depois, escrever em cartazes, foi uma gama variada de assuntos: enfeitar/decorar toda a escola em verde/amarelo, confecções de bandeirinhas dos países participantes da copa, preparar os murais e os estudantes para a abertura do Projeto, em passeata no interior do educandário e pelas ruas do centro da cidade, adequação do ambiente da Biblioteca Escolar para o evento, uso do Laboratório de Informática.

Além disso, foram feitas as pesquisas/estudos das Feras da Copa (Elefante, Rinoceronte, Girafa, Zebra e o Leão); passando por estudos dos esquemas técnicos e táticos das seleções; as Curiosidades da África do Sul, da sua Culinária, da Origem de sua História; e História das Edições das Copas, desde a primeira, em 1930, no Uruguai, chegando até, 2010, na África do Sul; passando pela Moda e Hino do País, sua Economia com a exploração dos diamantes e caindo na questão do preconceito de cor e racial; para desembocar nos estudos/pesquisas sobre uma pequena História do Apartheid.

Este Projeto “Luiz Orione na Copa do Mundo” nos oportunizou entender melhor o processo ensino-aprendizagem. Ele foi muito didático, aprendemos muito com ele. Aliás, nos deu a exata dimensão de como é trabalhar um projeto pedagógico inter e multidisciplinar a serviço deste processo em sala de aula e fora dela, e de como promover ensino-aprendizagem de forma diferente, tão reclamada pelos estudantes e mais ainda, na outra ponta, propiciar cidadania.

Ele então, portanto, nos abriu possibilidades de cooperação, articulação e interação professor/articulação/coordenação pedagógica, professor/estudante e professor/professor como trabalhar projeto, porque, este deixou transparecer com muito mais clareza, como trabalhar didaticamente temas ou situações de aprendizagem para levar os estudantes, através da escrita e da leitura, construir conhecimentos. Ou, por outra, como eles e nós profissionais, podemos aprender/compreender, nos propiciando saber/aprender sobre a vida.

Professores:
Josete Araújo de Oliveira – Língua Portuguesa
José Álvaro – História
José Ap. Venâncio de Oliveira - Pedagogia

Fonte:www.seduc.mt.gov.br
Publicado: quarta-feira, 08 de dezembro de 2010

Secretaria Nacional de Articulação abre debates no 10º Fórum da Undime

“Os Desafios e Oportunidades na Consolidação do Pacto Federativo”, tema do 10º Fórum Estadual da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) reuniu cerca de 200 representantes da educação estadual e municipal para conhecerem “O Papel da Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino e a Educação Básica no país”. O assunto foi abordado em palestra pelo secretário Nacional de Articulação do Ministério da Educação (MEC), professor Carlos Abicalil.

A mesa de abertura do evento de três dias que está sendo realizado no auditório do Tribunal de Contas (TCE), em Cuiabá foi composta pelo presidente da Undime, Emerson Guimarães da Silva; representantes regionais da Undime; presidente estadual do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep), Gilmar Soares; pela secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida; e pelo coordenador geral de Educação do Campo, Antonio Lídio de Mattos Zambon.

Após a abertura houve apresentações culturais realizada por jovens do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) de Várzea Grande, com dois grupos de coral, um deles interpretando as canções em libras (língua brasileira de sinais).

Durante o evento, a secretária Rosa Neide destacou os avanços que o Estado do tamanho de Mato Grosso e com realidades municipais tão diversas enfrenta. “O Fundeb consolida o financiamento para a educação, mas as realidades são diversas. Hoje conseguimos ofertar o atendimento a quase 100% dos municípios, mas a qualidade da educação ainda é um desafio. Muito se avançou, mas muito tem que ser melhorado”, disse.

Em sua exposição, o secretário Carlos Abicalil destacou o papel da Secretaria de Articulação na efetiva consolidação do Pacto Federativo. Conforme ele, a articulação federativa entre União, Estados e Municípios é fundamental para o desenvolvimento das políticas educacionais. “A articulação coordenada e pactuada orienta as intervenções para uma ação qualificada no atendimento ao direito a educação”, disse.

“Atualmente os problemas enfrentados estão na concorrência de responsabilidade entre União, Estado e municípios, especialmente no que diz respeito à Educação Básica. Olhando por tanto o que queremos superar, as iniciativas não devem ser concorrentes entre si, mas articuladas atendendo as necessidades que se tem hoje”, ressaltou.

ROSELI RIECHELMANN
Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT realiza reunião formativa com professores de Cuiabá e VG

Até amanhã (15/04), professores, coordenadores e diretores de 102 escolas de Cuiabá e Várzea Grandes debatem Ciclo de Formação Humana e as Orientações Curriculares, na 1ª Reunião Formativa, realizada no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapro), em Cuiabá. O evento é promovido pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc) por meio da Superintendência de Educação Básica (Sueb).

“Percebo nos professores muitos anseios sobre a questão do Ciclo, mas avalio que há necessidade de mudança de concepção. Sou educadora e atuo há 25 anos e sei o quanto é necessário que um cidadão não perca nem um ano de sua vida retido em sala de aula. Entendo que é vida, é a formação individualizada de cidadãos”. A avaliação é da diretora da Escola Estadual Diva Hugney, que atende a 1.311 estudantes no bairro Jardim Aroreira, em Cuiabá.

A coordenadora do Ensino Fundamental da Seduc, Criseida Rowena Zombotto de Lima, explica que a metodologia escolhida para o debate sobre as práticas pedagógicas aplicadas, pretende dirimir dúvidas sobre o processo. “Esse é o momento em que orientamos, trocamos experiências”.

De acordo com a secretária adjunta de Políticas Educacacionais da Seduc, Fátima Resende, o trabalho desenvolvido visa o fortalecimento das atividades em sala de aula. “A forma de trabalho é coletiva porque os pares se juntam, mas consideramos no processo educacional que cada ser humano é único e por isso o atendimento também”.

Um outro questionamento feito durante a reunião diz respeito a Sala de Superação. “No 1º e 2º Ciclo houve a ampliação do atendimento já que temos um professor articulador para cada 75 alunos e antes eram para 150”, explica a professora Fátima. Para os estudantes matriculados no 3º Ciclo caberá a unidade escolar propor aos professores interessados a ampliação da carga horária para trabalhar junto aos alunos desse ciclo. “Dependerá do projeto de cada escola”, cita a e secretária.

A secretária de Estado de Educação de Mato Grosso, Rosa Neide Sandes de Almeida, pontua que as dificuldades enfrentadas na construção do processo de ensino através dos Ciclos, ocorre em função da falta de formação. Mas reforça que ‘a Seduc está empenhada em ofertar aos nossos professores, formação inicial e continuada voltada para essa modalidade de ensino”, destacou.

Para a secretária, o objetivo do ciclo é ofertar formação adequada aos alunos. “Nossos estudantes precisam cursar com qualidade os nove anos do ensino fundamental. Que eles possam ser alfabetizados até os oito anos de idade e aos 14 já ingressem no ensino médio. A idéia de reter os alunos por meio de reprovação é prejudicial”, disse.



A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, durante palestra no Fórum da União dos Dirigentes Municipais, avaliou que as resistências encontradas na implantação dos ciclos se deve a questão cultural. “A maior parte dos profissionais da educação foram formados na escola seriada, por isso ocorre resistência. Mas essa mudança deve ocorrer com formação, esclarecimento e diálogo”, finalizou.



PATRÍCIA NEVES

Assessoria/Seduc-MT

A Faculdade de Sorriso /MT (FAIS), através do Curso de Pedagogia

Professores de Pedagogia conhecem gestão escolar em Lucas/MT

A Faculdade de Sorriso (FAIS), através do Curso de Pedagogia, promoveu no último sábado (09), uma visita dos professores do curso a uma escola do município vizinho de Lucas do Rio Verde. Denominada de “Expedição Investigativa”, a visita aconteceu à Escola Estadual Dom Bosco, vencedora por dois anos consecutivos do Prêmio de Gestão Educacional (2010 e 2011).

De acordo com a Professora Cláudia Borges, da disciplina de Gestão da Educação na Organização Escolar e Não Escolar, coordenadora da visita, o objetivo da “Expedição Investigativa” é avaliar a área de gestão escolar de uma instituição, valorizando a própria técnica vivenciada que envolve estudos prévios e, posteriormente, conclusivos acerca da sistematização dos conceitos aprendidos . “Uma atitude investigativa é vital, em especial na área de gestão, pois colabora para a leitura de cenários e de oportunidades para melhoria dos saberes referentes à Administração Escolar”.

Para o coordenador do Curso de Pedagogia da FAIS, Prof. Me. Adair Martini, a visita a uma escola premiada e reconhecida por sua gestão agrega muito aos professores a partir do momento que os mesmos conhecem uma experiência nova, dinâmica e democrática que envolve a comunidade escolar. “Atividades como estas contribuem efetivamente para a formação dos futuros gestores do curso, no sentido de que conhecendo experiências positivas, o acadêmico as poderá utilizar como parâmetro para sua vida profissional”.

Francielle Mezadri
Assessoria de Comunicação - FAIS

Seduc/MT - Violência escolar é tema de palestra em Cuiabá

“Violência nas escolas e construção de uma cultura de paz" será o tema do Seminário direcionado para servidores da educação no próximo sábado (16/04), das 9h às 12h, no auditório do Centro Espírita Cuiabá, no Centro de Cuiabá. A palestra será proferida pelo professor do Instituto Federal Tecnológico do Rio de Janeiro, Álvaro Crispino.

Durante o seminário ele abordará os temas Gênese e Desdobramentos das Violências Escolares, Estratégias de Solução e a Mediação Escolar e, A Construção de uma Cultura de Paz. O objetivo é alertar a comunidade para os atos de violência que têm ocorrido constantemente nas escolas e direcionar sobre o melhor posicionamento a ser tomado.O trabalho realizado pelo pesquisador é o de verificar os fatores que levam os estudantes a praticarem crimes dentro das unidades escolares.

Segundo o organizador do evento Pedro Roberto Piloni, o seminário irá proporcionar a todos da comunidade escolar a “oportunidade de qualificação para conviver com situações de conflito e violência com uma abordagem diferenciada da convencional”.

A discussão é promovida pelo Fórum Permanente pela Paz. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (65) 8148-2900, com equipe organizadora do evento. (colaborou organizadores)

Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT - Nova Versão do PAR é apresentada no 10ª Fórum da Undime

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) promoveu na quinta-feira (14/04) palestra sobre o novo Plano de Ações Articuladas (PAR), no segundo dia de atividades do 10º Fórum Estadual da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT). O evento está sendo realizado no auditório da Escola de Contas do TCE, em Cuiabá e conta com a participação dos 141 secretários municipais de Educação e convidados.

Com o tema “A Nova Versão do PAR”, a coordenadora do Plano na Seduc, Maria Amélia Ramos informou aos presentes sobre as novidades do programa, que para este quadriênio (2011 a 2014) contará com 82 indicadores de avaliação de qualidade. No Plano anterior (2007 a 2010) eram 52. Os municípios também poderão solicitar recursos diretamente ao Fundo Nacional da Educação (FNDE), para estrutura física.

“Cada indicador de qualidade avalia serviços educacionais específicos ofertados pelos municípios. A medida de avaliação varia de um a quatro, sendo que um é negativo, dois apresenta mais pontos negativos, três mais pontos positivos e quatro significa que o indicador está positivo. Com essa avaliação os municípios podem solicitar apoio específico do FNDE para melhoria da qualidade da educação ofertada nos pontos avaliados como negativos. Por exemplo, se há deficiência de material didático, o MEC ajudará para que o problema seja sanado”, explicou Maria Amélia.

Referente à estrutura física, ela destacou que o novo Plano permitirá aos gestores o recebimento de verbas federais para construção de escolas de ensino fundamental e educação infantil; aquisição de mobiliário e equipamentos; além de estruturação das secretarias municipais de Educação. “Os municípios também poderão solicitar aporte financeiro para aquisição direta de ônibus escolares”, contou.

Sistema – Outra novidade será o novo modelo de apresentação dos projetos de ação ao FNDE. “Antes os municípios apresentavam via ofício, o planejamento elaborado para recebimento dos recursos para investimentos nas áreas negativas. Agora eles cadastrarão o plano de ação diretamente no programa online do PAR contido no site do MEC”.

Maria Amélia explicou ainda que o MEC já disponibilizou o manual com orientações para a elaboração do novo PAR e que a Seduc vai “acompanhar e orientar” os gestores para que até junho deste ano, todos os 141 municípios do Estado estejam com seus “novos planos”. “Trabalharemos para que o governo federal já comece a repassar os recursos a partir do segundo semestre”, disse.

PAR – O Plano de Ações Articuladas (PAR) é um instrumento de gerenciamento e planejamento criado em 2007 pelo governo federal que permite aos gestores fazerem um diagnóstico da educação municipal e apresentarem as demandas de investimento para o MEC.

“Antes o Ministério repassava recursos apenas para os municípios que apresentavam projetos ao FNDE, mas muitos gestores não sabiam nem como elaborar um projeto. Porém o PAR mudou essa realidade. Agora cada município possui seu plano e condições para solicitarem apoio financeiro da União”, lembrou Maria Amélia ao citar que a construção dos primeiros Planos municipais do Estado, em 2007, foi feita em parceria entre Seduc e Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

VOLNEY ALBANO

Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT e MPE unidos para garantir o direito a educação

A Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc/MT) e o Ministério Público Estadual (MPE/MT) trabalham na implantação do Programa FICAI (Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente) nas 724 unidades escolares da rede estadual. A aplicabilidade do sistema, como se processará o gerenciamento das informações, foram assuntos abordados durante a 1ª Reunião Formativa realizada pela Superintendência de Educação Básica (Sueb) com 103 escolas instaladas em Cuiabá e Várzea Grande, no Centro de Formação e Atualização dos Profissionais da Educação (Cefapro), da capital.


O Programa tem objetivo de atender o que estabelece a Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), regulamentando ações para tornar efetivo o direito do aluno de permanecer na escola. De acordo com a secretária adjunta de Políticas Educacionais da Seduc, Fátima Resende, a parceria está sendo elaborada e possibilitará um controle integrado.

“Esse é um trabalho já desenvolvido pelas unidades, de maneira individualizada, mas agora será feito de maneira sistematizada, padronizada. Estaremos também trabalhando na diminuição da freqüência escolar”, explica ela. Ela cita que a expectativa para assinatura do convênio prevendo a instalação do convênio aconteça ainda no primeiro semestre de 2011.

Por meio do Programa, quando for constatada a infrequência reiterada do aluno no período de uma semana, o professor deverá preencher três vias da Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente e comunicar o fato à direção escolar, que tentará o contato com os pais ou responsáveis. Quando os recursos cabíveis foram esgotados, a direção escolar terá que encaminhar o caso ao Conselho Tutelar. Se não houver nenhum posição dos pais ou responsáveis, o órgão encaminhará uma via da ficha de infrequência ao Ministério Público, que notificará e questionará os responsáveis sobre os motivos da evasão.


PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT não produz ou vende apostilas para Supletivo

A Secretaria Estadual de Educação de Mato Grosso informa que não é parceira de nenhuma instituição na confecção e, muito menos, na comercialização de apostilas destinadas aos candidatos do Exame Supletivo On line. As provas terão início em 25 de abril, nos Centros de Educação de Jovens e Adultos (Cejas) de Cuiabá e Várzea Grande.


De acordo com o Gerente de Organização dos Exames Supletivos da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), Antônio Marcos de Mattos, apostilas estão sendo comercializadas na cidade de Rondonópolis (a 218 km de Cuiabá) com a logomarca da instituição, mediante assinatura de um suposto convênio. “A Seduc não trabalha na elaboração de nenhuma apostila por meio de convênio com editoras ou gráficas e nem autorizou instituições a realizarem a comercialização empregando o nome da Secretaria”, ratifica.

Segundo ele, o esclarecimento faz-se necessário em decorrência de vários questionamentos sobre procedimentos de aquisição (compra) desse material.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone: (65) tel.: 3613 6447.

PATRÍCIA NEVES
Assessoria/Seduc-MT

CEE/ MT cria o Fórum Regional de Educação Infantil da Baixada Cuiabana

Divulgação/Seduc-MT

Representantes de diversos setores da sociedade ligados à Educação instituíram o Fórum Regional de Educação Infantil da Baixada Cuiabana. O encontro foi realizado sexta-feira (15/04) na sede do Conselho Estadual de Educação (CEE-MT).

Segundo a presidente do Fórum Estadual de Educação Infantil de Mato Grosso, professora Jaqueline Pasuch, a meta é instalar fóruns por todo o Estado. “No que se refere à Baixada Cuiabana, criamos hoje um grupo que coordenará o Fórum, mas queremos envolver o máximo de entidades e pessoas possível”. Conforme ela, o objetivo é a “luta coletiva e permanente pela efetivação dos direitos fundamentais das crianças de zero a seis anos. Todos podem participar e terão voz no Fórum”.

Estavam presentes representantes da Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Conselho Estadual de Educação (CEE), Secretaria de Educação de Santo Antônio do Leverger, de Chapada dos Guimarães, de Jangada, Centro Municipal de Educação Infantil “Mãezinha Maria”, Juizado de Infância de Cuiabá, Cefapro Cuiabá.

E ainda, Ministério Público, Assessoria Pedagógica e Conselho Municipal de Educação de Várzea Grande, Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso – Cuiabá (SINTEP/Cuiabá), Assessorias Pedagógicas de municípios da Baixada Cuiabana, Conselho Indígena, entre outros.

Os encontros do Fórum Regional de Educação Infantil da Baixada Cuiabana serão nas últimas sextas-feiras do mês. O próximo está marcado para 27 de maio.

Solange Wollenhaupt
Assessoria CEE

CEE/MT - Fórum de Educação Infantil realiza primeira reunião

Integrantes do Fórum Estadual de Educação Infantil estiveram reunidos, na tarde de sexta-feira (15/04), na sede do Conselho Estadual de Educação (CEE-MT), com o objetivo de discutir a Educação Infantil em Mato Grosso.

Assuntos como a recomposição do Grupo Gestor do Fórum, as Diretrizes Curriculares, a formação do educador para a Educação Infantil, o Plano Nacional de Educação, o Plano de Carreira, a política nacional e o financiamento para a Educação Infantil e o papel das universidades foram alguns dos temas abordados pelo grupo.

A presidente do Fórum Estadual de Educação Infantil de Mato Grosso, Profª Jaqueline Pasuch, salientou que a meta da entidade é fazer com que todos discutam a Educação Infantil: municípios, região e estado. “Queremos provocar o debate sobre o tema”, salienta a professora.

Ficou definido que os encontros do Fórum serão bimestrais, a serem realizados nos meses de junho, agosto, outubro e dezembro, com data a confirmar. Na reunião de junho, serão discutidas as Diretrizes Curriculares da Educação Infantil. Como preparação para encontro, os integrantes do Fórum irão fomentar discussões em sua região, fazendo o levantamento das dúvidas, que serão apresentadas e discutidas na reunião de junho.

Estavam presentes representantes do Conselho Estadual de Educação (CEE-MT), Secretaria de Estado de Educação (SEDUC), Conselho Indígena, Conselho Municipal de Educação de Nova Marcelândia, Cáceres e Cuiabá, Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Secretaria Municipal de Educação de Ribeirão Cascalheira, Confreza e Colniza, entre outros.

Solange Wollenhaupt
Assessoria CEE

Seduc/MT- Projeto de escola de Juara fortalece a educação pública

Oficinas de fantoches, brincadeiras e círculo de leituras integram o projeto de estudantes da primeira e segunda fase do 3º ciclo na Escola Estadual Iara Maria Minotto Gomes, de Juara (730 km da Capital). A proposta trabalha com crianças da educação infantil no “Projeto Recreação na Educação Infantil”. As atividades realizadas pelos alunos da Escola Estadual ajudam na formação das crianças.


Desde março, os estudantes realizam voluntariamente a ação junto a uma Escola Municipal. Ao todo 26 estudantes participam das atividades realizadas duas vezes por semana na Escola Municipal Cantinho Mágico. No projeto, os voluntários lêem histórias para as crianças, além de organizar brincadeiras e auxiliar no desempenho da formação inicial dos menores.

Os exercícios são planejados e construídos em parceria com a professora responsável pela turma e pelos voluntários, sempre usando a realidade das crianças e desenvolvendo novos desafios psicomotores. A leitura e as brincadeiras possuem o intuito de enriquecer as experiências, desenvolver diversas formas de linguagem, ampliar o vocabulário, formar o caráter, desenvolver a confiança na força do bem e incentivar a imaginação. (colaborou escola)

Assessoria/Seduc-MT

Seduc/MT- Campanha da Voz 2011 foca as escolas de MT

Helenice Stela

Gritar, cochichar, falar alto, pigarrear em excesso, fumar ou falar muito em ambientes de fumantes são atitudes que devem ser evitadas no cuidado com a voz. Essas e outras dicas serão repassadas para as Escolas da Rede Estadual de Mato Grosso dentro da Campanha da Voz 2011, lançada nesta sexta-feira (15) pelo Governo do Estado, no auditório da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

O evento contou com a participação de 100 pessoas entre estudantes, professores, assessores pedagógicos, artistas e servidores da Secretaria. Os cantores Pescuma e Claudinho, que juntamente com Henrique são os padrinhos da campanha abriram a atividade interpretando clássicos da música regional. O corpo de coral das Escolas Benedito de Carvalho e Tirandentes, da capital, também se apresentaram.

Em sua fala, a secretária de Estado de Educação, Rosa Neide Sandes de Almeida destacou o trabalho dos profissionais da Gerência de Qualidade de Vida da Seduc, que são os responsáveis pelo desenvolvimento da campanha nas Escolas de Mato Grosso. “Desde 2007 essa equipe da Secretaria visita nossas unidades escolares e por meio de palestras e material didático repassam dicas de cuidados com a voz”, destacou.

Rosa Neide ainda ressaltou que os professores precisam não somente cuidar de seu “instrumento de trabalho”, que é a voz, mas também refletirem com os estudantes sobre “a importância do aparelho vocal”. Em consonância com a fala da secretária, dados da Academia Brasileira de Laringologia e Voz (ABLV) apontam que a voz é instrumento de trabalho de 70% dos brasileiros.

Participação - Durante a apresentação musical, o cantor Pescuma destacou que a voz é um dos mais importantes instrumentos de comunicação humana. Ele destacou que este é o terceiro ano consecutivo que o trio participa da campanha. “Ficamos honrados em poder contribuir nessa divulgação. Para nós é muito importante participarmos dessas ações que beneficiam a sociedade.”, disse.

Para o regente do coral da Escola Tiradentes, sargento Sadraque Ferreira a voz auxilia na educação, não somente na sala de aula. “O nosso coral surgiu em 2007 e hoje à escola também conta com banda musical e orquestra. Os estudantes estão entre a faixa etária de 14 a 17 anos e antes de todos os ensaios fazemos alongamentos e exercícios vocais (vocalises). É nítida a mudança de comportamento dos participantes dessas atividades, seja nas avaliações de conteúdo, ou no comportamento”, contou.

A regente do coral infantil da escola Benedito de Carvalho, Nelsonita Rodrigues avalia que a voz é um instrumento que contribui não somente para a educação, mas também para a inclusão. “Iniciamos em 2008 o trabalho vocal para melhorar a qualidade do ensino em nossa escola. Hoje 60 alunos com idades de seis a nove anos do primeiro e segundo ciclo participam do coral. Uma vez por semana, eles têm aulas de noções de musica, canto, interpretação, além de técnicas sobre a utilização da voz”, relatou.

Ações - A fonoaudióloga e servidora da Gerência de Qualidade de Vida da Seduc, Célia Regina Tabachi informou que o folder desta “nona edição” da campanha, com dicas do que faz bem e do que deve ser evitado nos cuidados com a voz será repassado a todas as escolas do Estado. “As unidades de ensino também receberão cartazes e o vídeo orientativo confeccionados pelo governo”.

A campanha da voz 2011 é uma realização do governo de Mato Grosso em parceria com as Secretarias de Estado de Educação (Seduc), Saúde (SES), e Trabalho, Emprego, Cidadania e Assistência Social (Setecs).

VOLNEY ALBANO
Assessoria/Seduc-MT

MEC estuda reter celular de candidato do Enem

Proposta foi anunciada na quarta-feira pelo ministro Fernando Haddad; também será oferecido durante prova tempo extra para checar erros de impressão
Mariana Mandelli - O Estado de S.Paulo

O Ministério da Educação (MEC) estuda, para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), duas mudanças: oferecer um tempo exclusivo, antes da prova, para a verificação de possíveis erros de impressão e a retirada de celulares dos candidatos, também antes da aplicação do exame. Dessa forma, não será possível reclamar posteriormente nem manter o telefone consigo durante o Enem. As providências têm a intenção de tentar evitar problemas como os que ocorreram na edição do ano passado do exame.

O ministro Fernando Haddad fez o anúncio ontem, em audiência na Assembleia Legislativa de São Paulo. O MEC e a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo estão formatando um projeto para oferecer estágio nas escolas da rede estadual aos bolsistas do Programa Universidade para Todos (ProUni) que cursam licenciaturas.

A ideia é que os alunos não substituam os professores, mas sim atuem como uma espécie de assistente em programas da secretaria, como o Escola da Família - que oferece atividades nas escolas durante os fins de semana - e o Ler e Escrever, que conta com um segundo docente em sala de aula.

A proposta foi apresentada pelo secretário de Educação do Estado, Herman Voorwald, em março, a Haddad. "Acrescentei o desejo de estabelecermos um foco nas licenciaturas e oferecer a bolsa de iniciação à docência. Assim, o Estado ofereceria essa bolsa para os licenciandos do ProUni", afirmou o ministro. "Combinamos dois programas, um estadual e outro federal, que se reforçam mutuamente."

A afirmação foi feita ontem, após uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) sobre o Plano Nacional de Educação (PNE) (leia mais nesta página).

A secretaria afirma que a ideia existe, mas que a viabilidade técnica está em estudo. Os detalhes - como quais licenciaturas e quantas escolas seriam contempladas - ainda serão discutidos nas próximas semanas. Se for viável, o projeto deve ser implementado ainda neste ano.

Sobre as possíveis alterações no ProUni, o ministro afirmou que o MEC estuda, com o Ministério da Fazenda, mudar o programa sem precisar alterar a lei. O objetivo é sanar a dificuldade que a pasta tem para preencher as bolsas parciais, o que não ocorre com as integrais. No entanto, o ministro ainda não encara a extinção das bolsas parciais como uma ideia definitiva. "Ou isso ou outra solução engenhosa."

Veja - Escola do futuro


O papel do professor: guiar o aprendizado

A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia também impôs uma mudança de comportamento em sala de aula. Hoje, já não é exclusividade dos mais jovens manter blogs, atualizar perfis em redes sociais ou bater papo com amigos na internet. A geração digital passou a exigir que o professor fizesse o mesmo - e ele está mudando pouco a pouco. Os motivos são claros. Em um mundo onde todos recorrem à rapidez do computador, nenhuma criança aguenta mais ouvir horas de explicações enfadonhas transcritas em uma lousa monocromática. "A tecnologia faz parte do cotidiano de todos os jovens. Os alunos esperam que o professor se utilize disso em sala de aula. Seu papel mudou completamente, mas continua essencial. Ele guia o processo de aprendizagem, sendo o elo entre o aluno e a comunidade científica", afirma Linda Harasim, professora da Universidade Simon Fraser, em Vancouver, no Canadá. Confira o perfil do novo professor.

O problema é, justamente, adaptar a tecnologia ao conteúdo pedagógico. É consenso entre os especialistas que não basta apenas investir em laboratórios, salas multimídia e projetores de luz. Muitas escolas, mesmo aquelas que gastam rios de dinheiro em equipamentos de última geração, deixam de lado o treinamento dos professores. Sem mudança na metodologia, as novas ferramentas são subtilizadas. "Passamos praticamente uma década do novo milênio e nosso modelo educacional ainda reflete a prática dos séculos XIX e XX. A internet ainda é usada, geralmente, como tampa-buraco ou enfeite nas salas de aula tradicionais", acrescenta Harasim.

O professor de informática Jean Marconi, de Brasília, acompanhou de perto a dificuldade imposta pelos novos recursos tecnológicos. Quando o colégio onde trabalha investiu pela primeira vez em equipamentos digitais, a direção não se preocupou em desenvolver um novo método de ensino nem capacitar os professores. Marconi aproveitou a formação em tecnologia da educação e propôs à escola treinar seus colegas. Hoje, segundo ele, todos já têm contato com as novidades e criam projetos para suas próprias disciplinas. "O colégio tinha a proposta, mas andava a passos lentos. Fui, então, de professor em professor despertando a curiosidade. Consegui que houvesse uma integração entre o conhecimento do educador e a tecnologia. Mas há alguns que ainda têm medo de mexer com essas ferramentas".

Para a pedagoga Sílvia Fichmann, coordenadora do Laboratório de Investigação de Novos Cenários de Aprendizagem (LINCA) na Escola do Futuro da USP, um dos motivos pelos quais os professores ainda resistem em utilizar a tecnologia é o receio de perder o posto de detentor único de conhecimento. "A internet rompeu com uma série de paradigmas. O professor, hoje, tem de se conscientizar de que não sabe tudo e precisa ser muito mais parceiro do aluno na busca pelo saber", afirma. Sílvia diz que não é fácil lidar com as novas ferramentas, mas cabe ao educador coordenar e orientar as tarefas. "O problema é que existem três tipos de professor: os que preferem o método tradicional, aqueles que não sabem utilizar a tecnologia e, finalmente, os que se adaptaram ao novo contexto. Eles convivem em uma mesma sala de aula, o que impede a adoção completa da tecnologia", completa.

Lousa interativa - As novas ferramentas nunca preocuparam a professora de Ensino Fundamental Éride Rosseti (na foto ao lado), de São Paulo. Com 32 anos de magistério, a educadora assistiu a passagem do quadro-negro para o magnético e maneja, agora, sem problemas a lousa interativa, que permite salvar as tarefas feitas pelos alunos, além de exibir imagens, músicas e vídeos. Incentivada pelo colégio, ela participa de cursos de capacitação e é usuária da comunidade virtual da escola, na qual posta comentários sobre as aulas e exercícios de fixação. "Com a tecnologia, posso interagir com os alunos em tempo real. É uma forma de eles não se sentirem sozinhos quando estão fazendo a lição em casa. As crianças adoram e o professor tem de cumprir o papel social de abraças as novas tecnologias", diz.

Criar um blog foi a alternativa encontrada pela professora de ciências carioca Andrea Barreto para incentivar o hábito da leitura entre seus alunos da rede pública. Sem recursos, ela criou um espaço virtual, no qual os jovens podem tirar dúvidas e participar das discussões feitas em sala de aula. "Percebi a necessidade de ensinar dentro desse novo contexto depois que vi o desinteresse dos alunos. Mesmo os alunos mais carentes acessam a internet das lan houses e isso aumentou o rendimento", observa.

Mas a educação high-tech também oferece riscos, sobretudo devido à variedade de informação presente na web. Com a experiência de quem mantém um blog, tem conta no Orkut e usa diariamente o MSN, o professor de química Paulo Marcelo Pontes, de Recife, diz que não há como evitar que um aluno deixe de acessar bate-papo ou qualquer outra ferramenta disponível na rede. "Competir com isso traz mais desestímulo do que satisfação. O professor tem de produzir materiais e conteúdos que façam os estudantes participarem ou se interessarem pelo que está sendo divulgado", conclui.
(Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause)
Fonte:Revista Veja - acervo digital,25/3/2009

Rabello pede providências à Seduc

Rabello pede providências à Seduc para recuperar escola

Rozane Ribeiro

O deputado Walter Rabello (PP) se mostra indignado com a notícia no RDTV sobre a situação precária com que funciona a escola estadual Filogônio Correa, na Guia, distrito de Cuiabá, e já avisou que encaminhará requerimento à secretaria de Educação, solicitando providências urgentes. Emanuel Pinheiro (PR), por sua vez, enfatiza que esse problema de falta de estrutura nas unidades escolares são perceptíveis em outros municípios, inclusive na Capital. Veja a entrevista.

Protento em VG/MT de servidores da Educação

Indignados, servidores da Educação vão às ruas protestar nesta 2ª

Sissy Cambuim

Inseguros diante da instabilidade administrativa no município com a segunda economia do Estado, representantes do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso, subsede de Várzea Grande (Sintep/VG), realizam um ato público nesta segunda (18) alertar aos moradores sobre as denúncias que pairam sobre Murilo Domingos e Tião da Zaeli, ambos do PR, eleitos prefeitos e vice, respectivamente. Eles foram afastados por decisão da Câmara, por 180 dias, mas com base numa liminar, Tião assumiu a cadeira de prefeito na última quinta (14).

Descontentes, os professores resolveram fazer, a partir das 8h, uma caminhada de protesto. A partir das 8h, eles saem da Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro rumo à prefeitura. “A cada momento são detectados indícios de corrupção, de desvio de recursos. São fatos que geram em toda a sociedade muita insegurança. Essa é a principal dificuldade que se tem para negociar quando a administração pública está envolvida em vários tipos de escândalo”, reclama a presidente do Sintep/VG, Maria Aparecida Cortez.

A categoria também reivindica reforma nas escolas, pagamento de salários atrasados e recomposição do piso salarial. Segundo informações do Sintep/VG, não há reajuste há 10 anos e os funcionários estão com os vencimentos retidos desde 4 de abril. Na última segunda (11), o Sintep/VG registrou queixa-crime no Ministério Público.

Conforme infirmações do sindicato, o transtorno no pagamento referente a abril foi gerado pela operação “Caça-Fantasmas”, implementada pelo então prefeito em exercício João Madureira (PSC), presidente da Câmara que ficou até a última quinta na cadeira de prefeito devido ao afastamento de Murilo e Tião. O interno exigiu que cada servidor fosse pessoalmente assinar o contra-cheque no Paço Couto Magalhães na tentativa de identificar aqueles que recebem sem ir trabalhar.

"A situação é pior do que se imagina",

Olho do furacão

DA REDAÇÃO

A Assembleia Legislativa corre contra o tempo para contratar a empresa que fará auditoria nas contas e contratos da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), diante dos volumes de denúncias recebidas diariamente.

A recém-chegada trata da contratação de uma empresa para execução de obras e que teria como proprietário um dos responsáveis pelo setor de licitação e apadrinhado de um político poderoso. "A situação é pior do que se imagina", declarou um deputado.

Comemoração: O blog da professora Iza Saliés está bombando

Hoje quero comemorar com vocês leitores e participantes deste blog, a estatística de utilização deste espaço, que cuja finalidade é possibilitar aos educadores, leitores, curiosos e interessados, a atualização, informação e notícias, sobre assuntos educacionais atuias e fazem parte do nosso cotidiano.

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