quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Maior tempo do aluno na escola tem que ter projeto

Amanda Cieglinski
de Brasília


Para o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin Leão, a proposta anunciada pelo ministro da Educação,Fernando Haddad, de ampliar o tempo de permanência da criança na escola precisava ser acompanhada de um projeto pedagógico sólido. Na avaliação dele, o mais adequado seria ampliar a jornada diária em vez de aumentar o número de dias
letivos.
“Nós somos a favor da escola em tempo integral. Mas é preciso que você
aumente esse tempo e a criança tenha efetivamente o que fazer na escola. Já tivemos experiências que não foram exitosas porque se ampliou o tempo sem uma proposta pedagógica de escola integral”, defendeu.
Atualmente a carga horária mínima para as escolas é 800 horas anuais,
distribuídas em 200 dias letivos. Caso a proposta seja por esticar o calendário, Leão disse que será necessário levar em conta alguns aspectos da vida prática do professor como o período de férias.
“Em um primeiro momento, acho que o passo importante é a ampliação da
jornada. Temos que saber [com o Ministério da Educação] como serão trabalhadas questões importantes para a nossa vida como o período de férias. No nosso entendimento, o período de férias pode ser de acordo com o calendário escolar,
mas tem que ser contínuo e no mínimo de 30 dias”.

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