quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Notícia sobre educação
Barra do Garças terá curso de medicina veterinária
De Barra do Garças - Ronaldo Couto
PublicidadeA Universidade do Vale do Araguaia (Univar) anunciou a implantação do curso de Medicina Veterinária em Barra do Garças, no leste de MT, autorizado pelo diário oficial da União nesta quarta-feira (9). Trata-se do primeiro curso de Veterinária autorizado para o interior de MT pela terceira instituição de ensino que disponibiliza curso semelhante. Segundo Marcelo Soler, o curso de Veterinária somará com o curso de Zootecnia anunciado no final de 2010.
Marcelo Soler disse que crescimento da instituição se deve aos investimentos da Univar e ao que ele chamou de ‘democratização’ da educação no Brasil desde o governo do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e agora com a presidente Dilma Rousseff que tem criado mais cursos universitários pelo país a fora. Hoje são várias instituições de ensino públicas, particulares de ensino presencial e a distancia.
A Univar que começou com quatro cursos, hoje oferece 13 para população de 55 mil habitantes de Barra do Garças e para mais 30 municípios do Vale do Araguaia. Os cursos da Univar são: Administração, Ciências Contábeis, Pedagogia, História, Farmácia, Fisioterapia, Enfermagem, Nutrição, Serviço Social, T.A.D.S, Zootecnia. Já a Faculdade Cathedral oferece mais quatro cursos entre eles, o curso de bacharelado em Direito. A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) com dois campus em Barra e Pontal tem mais 14 cursos entres Jornalismo, Direito, Enfermagem e Educação Física.
O município de Barra do Garças tem as universidades de ensino à distância: Anhanguera e Unopar com mais 12 opções de cursos.
Notícia Nacional
Plano do MEC para ensino técnico enfrenta resistência
Agencia Estado
A principal proposta do Ministério da Educação (MEC) para ampliar o ensino médio integral e profissionalizante vai esbarrar na resistência de quem deveria ser o maior parceiro do projeto, o Sistema S (Sesc, Sesi, Senai, entre outros), coordenado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O projeto prevê a oferta de vagas gratuitas de cursos técnicos no sistema para alunos de escolas públicas usando uma dívida de R$ 3,3 bilhões que Sesi, Senai, Sesc e outras entidades têm com o governo federal. A CNI, no entanto, não reconhece essa dívida.
A proposta de oferecer ensino médio integral e profissionalizante é uma das promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff. No entanto, a capacidade do governo federal de oferecer por conta própria vagas em cursos técnicos de nível médio é limitada, apesar da recente ampliação das escolas técnicas federais. Para isso, o MEC propôs - e a presidente aceitou - que o governo federal cobre a dívida do Sistema S, detectada em 2005.
A origem da dívida é o salário-educação, um tributo de 2% sobre a folha de pagamento das empresas cobrado para financiar ações de educação. Parte desse dinheiro vai para o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao MEC, e é usado para pagar, entre outras coisas, merenda escolar, transporte e livros didáticos. Outra parte vai para Estados e municípios e uma terceira, para o Sistema S financiar suas ações educativas.
Até 1999, parte do salário-educação era cobrado pelo FNDE, parte pelo INSS. A partir de 2000, o INSS concentrou toda a cobrança e passou a dividir os valores pelas quatro partes. Na época, o cálculo era de que o FNDE teria direito a 33% do arrecadado. Em 2005, o governo refez a conta e descobriu que o FNDE deveria receber 42,5% por ano. Todo o dinheiro dessa diferença, R$ 3,3 bilhões, havia sido destinado ao Sistema S.
Na época, a diretoria do sistema afirmou que, se comprovada a dívida, sentaria com o governo federal para encontrar uma forma de devolver os recursos. Desde então, nada foi feito. Agora, o MEC encontrou nessa dívida a solução para cumprir a promessa de Dilma. A ideia é que os jovens façam o ensino médio em uma escola pública e, no contraturno, um curso técnico em uma das escolas do Sistema S, que hoje oferece parte das vagas gratuitas - fruto de outro acordo com o MEC - e parte paga. Pela proposta, as entidades teriam de oferecer mais bolsas, até completar o valor que supostamente devem ao governo federal.
Questionada sobre esses recursos, a CNI apenas disse que não reconhece essa dívida e não comentaria mais o assunto. No MEC a posição é de que, se houver resistência, será aberta uma negociação com o Sistema S. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Notícia sobre Justiça
TCU determina que ex-prefeito de VG devolva R$ 1.4 milhão
De Sinop - Alexandre Alves
PublicidadeO Tribunal de Contas da União (TCU) condenou, ontem, o ex-prefeito de Várzea Grande, Nereu Botelho de Campos, à devolução solidária de R$ 1.417 milhão com dois ex-secretários de Obras e duas empreiteiras. De acordo com o TCU, foram encontradas irregularidades no uso de recursos repassados ao município pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O ministro José Múcio Monteiro foi o relator do processo. Cabe recurso da decisão.
Do montante a ser devolvido, R$ 407 mil é solidariamente com o ex-secretário de Obras Gonçalo Ferreira de Almeida e com a Engevolt Engenharia Ltda. Outros R$ 354 mil devem ser devolvidos junto com Almeida e com a Triângulo Engenharia Ltda; R$ 327.9 mil junto com o ex-secretário de obras Waldisnei Moreno Costa e a Engevolt e, mais R$ 266.5 mil junto com Moreno. O ex-prefeito ainda tem que devolver, sozinho, mais R$ 61.5 mil.
Conforme o Tribunal, os recursos eram destinados ao treinamento de professores, reforma e ampliação de escolas e compra de material didático e equipamentos. De acordo com relatório, o ex-prefeito não comprovou a regularidade da aplicação dos recursos do convênio. Além disso, foi constatado que grande parte dos serviços não foi prestada pelas empresas de engenharia contratadas.
Campos ainda foi multado em mais R$ 36 mil e tem 15 dias para pagar a multa e o valor da condenação. Almeida, Costa e as empresas também foram multados, individualmente, em R$ 16 mil. Cópia do acórdão foi enviada à Procuradoria da República no Mato Grosso para as medidas cabíveis.
Outros prefeitos
O TCU também multou em R$ 10 mil o ex-prefeito de Nova Marilândia, José Aparecido dos Santos, o “Cidinho”, que hoje é suplente do senador Blairo Maggi. Quem também terá que devolver recursos é o ex-prefeito de Paranaíta, Yukio Miyazima, no total de R$ 27.1 mil, todos ao FNDE.
Notícia sobre ensino
Professores do município relatam experiências bem sucedidas em Português e Matemática
Da assessoria
O resultado da formação em Língua Portuguesa e Matemática, oferecida aos professores das séries iniciais do Ensino Fundamental da rede municipal de ensino de Cuiabá, foi apresentado hoje (09-02) pela manhã no Seminário Municipal Pró-Letramento (Programa de Formação Continuada de Professores das Séries Iniciais do Ensino Fundamental), realizado no Hotel Fazenda Mato Grosso.
O Pró-Letramento oferece formação continuada aos professores das séries iniciais do Ensino Fundamental na área de Linguagem e Matemática, realizada em parceria com o MEC e Universidades Públicas do país e visa a melhoria da qualidade de aprendizagem da leitura/escrita e matemática.
Integrante do movimento Todos Pela Educação, que congrega sociedade civil organizada, educadores e gestores públicos com a meta de contribuir para que o Brasil garanta a todas as crianças e jovens o direito à Educação Básica de qualidade, o programa é uma das ações para cumprir a meta prioritária dessa mobilização, que é alfabetizar todas as crianças até os oito anos de idade.
Desenvolvido nas modalidades presencial e a distância, Pró-Letramento é acompanhado por professores orientadores, denominados tutores, e oferece ao cursista a possibilidade de aplicar os conhecimentos obtidos nos encontro em sala de aula e, posteriormente, a reflexão coletiva sobre a prática docente, em encontros quinzenais.
No ano passado, 419 professores participaram das qualificações em linguagem ou matemática. Este ano, haverá revezamento entre esses mesmos docentes nas duas áreas de conhecimento trabalhadas no curso.
Presente ao evento, a secretária adjunta de educação da capital, Cilene Maciel, afirmou que, muitas vezes, os professores precisam vencer a resistência em admitir as dificuldades no que se refere à própria formação. “Quando nos abrimos para isso, o conhecimento e as reflexões sobre a nossa prática docente também se ampliam”.
A secretária também chamou a atenção para a qualidade das capacitações oferecidas aos professores da rede, atribuindo isso à avaliação sistemática por que passa a aprendizagem dos estudantes do município. “Hoje sabemos pontualmente as dificuldades de cada aluno, pois a avaliação interna que implementados, fornece esses dados de forma individual e particularizada. Ela também nos mostra quais as potencialidades e necessidades formativas dos nossos profissionais”, analisou.
De acordo com a coordenadora de formação da SME, Elenir Honório do Amaral, o Pró-Letramento é uma das capacitações que contribuíram para o avanço na melhoria da qualidade de ensino na rede, conforme revela a Provinha de 2010
Segundo ela, em 2010, as formações estão mais específicas, pautadas nos resultados dos exames internos aos quais os alunos foram submetidos. “Em 2010, desenvolvemos capacitações mais voltadas para o nivelamento da rede. Este ano, vamos trabalhar com qualificações mais específicas, tendo como referência os resultados que obtivemos nas avaliações”.
Cursista do Pró-Letramento na área de Matemática, a professora Ivani Xaxier Ramos, da escola municipal Bom Bosco do Praeirinho, no bairro Praeirinho, falou do trabalho realizado com seus alunos do 1º ano com a capacitação que recebeu. “Muitas vezes, a dificuldade não é das crianças em aprender, mas nossa em ensinar. E, para nós, o aluno é o mais importante nesse processo”, disse.
Noções de espaço, forma, simetria e fração foram desenvolvidas em sala, de acordo com Ivani, de forma mais significativa e prazerosa para ela e para os estudantes. “Trabalhamos com situações reais do cotidiano. Isso contribuiu muito para o aprendizado”.
Romper barreiras e preconceitos. Esse, segundo a coordenadora da escola Pedrosa de Morais e Silva, no bairro Novo Paraíso, Maria Madalena Fernandes, foi o maior aprendizado do Pró-Letramento. “Muitas vezes, temos paradigmas dentro da nossa prática cotidiana que nos impedem de inovar. Esse curso nos mostrou, por exemplo, que podemos ensinar as quatro operações fundamentais de matemática de forma concomitante, e não por sequência, como fazemos”.
Outra experiência interessante apontada pela coordenadora foi o trabalho em grupo e a utilização de materiais concretos nas aulas. “Tudo isso contribuiu para que tenhamos mais subsídios e trabalhemos de forma mais segura. O importante é não se recusar a rever os próprios conceitos”, finalizou.
Notícias de Mato Grosso
Unemat é parceira na realização de Seminário Internacional do Discurso sobre a Língua
Da assessoria
Professores da Unemat vinculados ao Centro de Estudo e Pesquisa em Linguagem (Cepel) e mestrandos em Linguística da Unemat e doutorandos em linguística Unemat/Unicamp participaram nos dias 07 e 08 de fevereiro, do Seminário Internacional do Discurso Sobre a Língua no anfiteatro do Instituto de Estudos da Linguagem em Campinas – SP. A Unemat foi parceira na realização do evento juntamente com o Laboratório de Estudos Urbanos (LABEURB) da Unicamp.
Ao todo participaram do evento 44 pesquisadores vinculados à Universidade do Estado de Mato Grosso, incluindo os mestrandos das duas turmas do programa de pós-graduação em Linguística da instituição.
Para a pró-reitora de Ensino e Graduação Ana Di Renzo, que também é a coordenadora do mestrado em Linguística, a participação em atividades como o Seminário Internacional Discurso Sobre a Língua faz com que a Universidade se firme ainda mais como um centro de pesquisa.
O Seminário Internacional é resultado de um convênio firmado entre a Unicamp e a Universidade de Lausanne, Suíça, coordenado pela professora drª Eni Orlandi e pelo professor dr. Patrick Sériot. Os dois professores que possuem diversos livros publicados na área participaram do evento, juntamente com outros pesquisadores de renome.
Notícias de Mato Grosso
Prefeitura diz que frota escolar continua e falhas ocorreram em dois ônibus
Redação 24 Horas News
Apesar das irregularidades e falhas constatadas pelo promotor Marcelo dos santos Alves Correia, da Infância e Juventude de Campo Verde, os ônibus escolares – responsáveis por levar e trazer os estudantes do município - nunca deixaram de circular e as aulas iniciaram normalmente no último dia 7. Segundo o secretário de Educação e Cultura, Josias Conceição da Silva, as irregularidades restringiram-se a dois ônibus apenas.
O secretário explicou que Campo Verde conta com 34 ônibus, entre municipal e terceirizada, dos quais possui em sua frota municipal três microônibus novos - doados pelo Governo do Estado de Mato Grosso, um microônibus e um ônibus seminovos. Josias Conceição da Silva, disse que os dois ônibus irregulares já estavam fora da previsão de uso para o início do ano letivo e preparado para entrarem em reforma.
De acordo com o promotor os ônibus do município que apresentarem irregularidades vão ter prazo para se regularizarem, já as terceirizadas não.
Ainda de acordo com ele, as normas da CBT foram criadas em 1997, desde então, nenhuma administração se atentou a isso. “Não é um privilégio ou demérito da administração ‘A’ ou ‘B’, mas sim que desde 1997, a frota escolar municipal nunca seguiu às normas da Lei de Trânsito”, informou o promotor. Até o presente momento a Prefeitura não recebeu nenhum parecer do promotor de justiça acerca da vistoria realizada.
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